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SÁBIO MILITAR

______________________________________________________
Curso Preparatório
destinado aos Concursos Internos da PMPR

CONCEITOS BÁSICOS

Os direitos humanos são
direitos inerentes a todos os
seres humanos,
independentemente de raça,
sexo, nacionalidade, etnia,
idioma, religião ou qualquer
outra condição!

CONCEITOS BÁSICOS

Os direitos humanos são os direitos que
garantem a existência digna a qualquer
pessoa.

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CONCEITOS BÁSICOS

Os direitos humanos são universais e naturais
(...) eles se referem à pessoa humana na sua
universalidade. São chamados de direitos
naturais, porque dizem respeito à dignidade
da natureza humana. São naturais, também ,
porque existem antes de qualquer lei, e não
precisam estar nelas especificados, para serem
exigidos, reconhecidos, protegidos e
promovidos.

CONCEITO DO PNDH I

• Direitos humanos são os direitos fundamentais
de todas as pessoas, sejam elas mulheres,
negros, homossexuais, índios, idosos, pessoas
portadoras de deficiências, populações de
fronteiras, estrangeiros e emigrantes, refugiados,
portadores de HIV positivo, crianças e
adolescentes, policiais, presos, despossuídos e os
que têm acesso a riqueza.

Todos, enquanto pessoas, devem ser respeitados e
sua integridade física protegida e assegurada.

PROTEÇÃO INTERNACIONAL

O Direito Internacional de Direitos Humanos
estabelece as obrigações dos governos de agirem
de determinadas maneiras ou de se absterem de
certos atos, a fim de promover e proteger os direitos
humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.

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ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

Desde o estabelecimento das
Nações Unidas, em 1945, em
meio à barbárie da Segunda
Guerra Mundial, um de seus
objetivos fundamentais tem sido
promover e encorajar o respeito
aos direitos humanos para todos,
conforme estipulado na Carta
das Nações Unidas.

Carta da Nações Unidas

“ Considerando que os povos das Nações Unidas
reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos
direitos humanos fundamentais, na dignidade e no
valor do ser humano e na igualdade de direitos entre
homens e mulheres, e que decidiram promover o
progresso social e melhores condições de vida em
uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral
proclama a presente Declaração Universal dos
Diretos Humanos como o ideal comum a ser
atingido por todos os povos e todas as nações…”

TRATADOS INTERNACIONAIS

É um acordo entre os
Estados, que se comprometem
com regras específicas.
Possuem diferentes
designações, como pactos,
cartas, protocolos,
convenções e acordos, sendo
legalmente vinculativos para os
Estados que tenham consentido
em se comprometer com as
suas disposições.

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RATIFICAÇÃO

- A ratificação é a expressão formal do
consentimento de um Estado em se
comprometer com um tratado. Somente um
Estado que tenha assinado o tratado
anteriormente – durante o período no qual o
tratado esteve aberto a assinaturas – pode
ratificá-lo.

ADESÃO

- A adesão implica o consentimento de um
Estado que não tenha assinado
anteriormente o instrumento.

CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS HUMANOS

 Imprescritibilidade;
 Inalienabilidade;
 Irrenunciabilidade;
 Inviolabilidade;
 Universalidade;
 Efetividade;
 Interdependência;
 Complementaridade.

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.. em sua igualdade essencial.) é a partir do período axial que. surgiram diversos documentos que contribuíram para a efetivação dos direitos humanos. onde o rei se comprometia respeitar os direitos de seus súditos.C. 5 . como ser dotado de liberdade e razão. onde a riqueza era diferenciada pela propriedade de terras.) “(. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS O PERÍODO AXIAL (500 a. religião ou costumes sociais. assim. pela primeira vez na História. Lançavam-se.marcada pela organização feudal. entretanto.senhores x servos . raça.neste período. não obstante as múltiplas diferenças de sexo. Fábio Konder Comparato IDADE MÉDIA . esses documentos não eram cartas de liberdade e sim contratos feudais. porque a ela inerentes”.. os fundamentos intelectuais para a compreensão da pessoa humana e para afirmação da existência de direitos universais. o ser humano passa a ser considerado.

SANTO TOMÁS DE AQUINO . precisamente no século XIII: SANTO TOMÁS DE AQUINO Tomando a vontade de Deus como fundamento dos direitos humanos. a qual criou limites ao exercício do poder absoluto. a qual foi outorgada pelo rei João- Sem-Terra. dizendo que o ser humano tem direitos naturais que devem ser sempre respeitados! 6 . O SURGIMENTO DA MAGNA CARTA DE 1215 Surge a Magna Charta Libertatum. condenou as violências e discriminações.Destaca-se no final da Idade Média. em 15 de junho de 1215.

em que os fenômenos passam a ser explicados cientificamente através da razão e não apenas através de uma visão religiosa”. sem as inúmeras fontes de comando que caracterizavam o medievo. pagar taxa sem a aprovação de todos. muito menos.” 7 . que criou uma nova classe – a burguesia. Petition of Rights “Preconizava que nenhum homem livre ficaria sob prisão ou detido ilegalmente. tendo como referência a Magna Charta Libertatum. manifestado por ato no parlamento. ou seja. dentre outros aspectos. ocorre a centralização do poder político. Petition of Rights 1628 Foi escrita em 07 de junho de 1628. A IDADE MODERNA Ocorre uma mudança comportamental decorrente de vários fatores tais como o desenvolvimento do comércio. com a aparição do Estado Moderno. sendo formada por Carlos I. empréstimo e. o direito passa a ser o mesmo para todos dentro do reino. uma mudança de mentalidade. devidamente. bem como que seria obrigado a contribuir com qualquer favor.

documento de suma importância. pois impunha grandes restrições ao poder estatal. que pretendiam prender os opositores políticos sem submetê-los a um processo criminal legal. de imprensa e de reunião. ressurgiu com o parlamento inglês. que quase na sua totalidade era representado por protestantes. principalmente para os membros do parlamento. a violação no tocante à aplicação de penas cruéis e a convocação frequente do Parlamento”. como mandado judicial em caso de prisão arbitrária. Estes procuraram por todos os meios cabíveis limitar o poder real. Habeas Corpus Act “Subscrito por Carlos II. Bill of Rights 1689 “Ao lado dessas conquistas. em 1679. sendo outorgado pelo príncipe de Orange.” Bill of Rights 1689 “Decorreu da abdicação do Rei Jaime II. declarava como fundamentais o direito de liberdade de palavra. da liberdade ou dos bens sem o processo legal”. e conferiu a imunidade parlamentar. instituiu a liberdade de eleição. criou o direito de petição. 8 . além de fortalecer o princípio da legalidade. Este documento também teve um papel crucial na separação dos poderes”. o direito de não ser privado da vida.

sem distinção de classe social. . os quais abrangiam direitos natos da pessoa. podendo assim assumir cargos de governo. além do direito e proteção à liberdade de imprensa e instituição do tribunal do júri. Declaração de Virgínia 1776 Esta declaração inspirou a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” editada na França.Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana de 1776. soberania popular e igualdade perante a lei.Em discussão estavam o Antigo Regime e a autoridade do clero e da nobreza. alteraram o quadro político e social da França. 9 . religião. .Compreendeu o conjunto de acontecimentos que. entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799. bem como igualdade de condição política. Revolução Francesa 1789 . Declaração de Virgínia 1776 “A presente Declaração continha catorze parágrafos. raça ou sexo.”.

desestabilizada pela derrota na guerra. que. Revolução Francesa “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” (1789) Constituição Alemã 1919 A Constituição de Weimar instituiu a Primeira República alemã. Fraternidade” (Liberté. Fraternité). 10 . fator que era dificultado pelos inúmeros compromissos impostos à Alemanha pelos países vitoriosos com a assinatura do Tratado de Versalhes. Egalité. sendo fruto da Pós-Primeira Guerra Mundial. buscava a reconstrução de suas instituições. Revolução Francesa 1789 Proclamou os princípios universais de “Liberdade. Igualdade. revelando um período bastante conturbado para a sociedade alemã. frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau.

11 . Pós – 2ª Guerra Mundial . A Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948 Foi aprovada. inspirou a Constituição de 1934. inspirando diversas Constituições de outros países e. em especial. ao afirmar que “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Constituição Alemã 1919 A Constituição de Weimar representou um marco para o reconhecimento histórico dos direitos sociais como direitos fundamentais e complementares aos direitos civis e políticos. já que somente depois da 2ª Guerra Mundial é que esse problema passou da esfera nacional para a internacional. todos os povos”. sendo a primeira organização internacional que abrangeu quase a totalidade dos povos da Terra. pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. de modo unânime.Norberto Bobbio realçou: “O início da era dos direitos é reconhecido com o pós- guerra. envolvendo. no Brasil. pela primeira vez na história.

sendo responsável pela elaboração de alguns pactos internacionais sobre os Direitos Humanos.”. A Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948 A presente Declaração era composta por 30 artigos. políticos. (direitos civis. o qual foi aprovado em 1966 e entrou em vigor em 3 de janeiro de 1976. sendo eles: o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. sendo o marco inicial do sistema internacional de proteção dos direitos humanos. A Declaração de Direitos Humanos de Viena (1993) Surgiu porque a Declaração dos Direitos Humanos de 1948 possuía natureza jurídica de resolução sem forma cogente no âmbito internacional. havendo. Sociais e Culturais. e o Pacto Internacional de Direitos Econômicos. 12 . A Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948 No Brasil. principalmente no âmbito internacional. o qual foi aprovado em 1966 e entrou em vigor em 23 de março de 1976. a Declaração foi assinada em 10 de dezembro de 1948. onde inaugurou a concepção contemporânea reconhecendo a dignidade da pessoa humana. bem como efetivou sua internacionalização. a necessidade de se criar um documento que conferisse maior efetividade aos princípios definidos pela própria Declaração de 1948. sociais. econômicos e culturais). portanto.

As Gerações de Direitos Humanos 1ª geração liberdades públicas e direitos políticos 2ª geração direitos sociais. tecnologia da Informação. a segurança e a resistência à opressão. na qual mais de 180 dos Estados-membros presentes reafirmaram os termos universais da Declaração dos Direitos do Homem. pluralismo 1ª Geração de Direitos Humanos liberdades públicas e direitos políticos . a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos. coletivos e individuais homogêneos 4ª geração direitos de bioética.estatui o artigo II que: “o fim de toda associação política é a conservação dos direitos naturais que são imprescritíveis do homem. a propriedade. foi realizada em Viena. democracia. assim. 13 . no ano de 1993. anunciada na França.remonta no artigo II da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A Conferência de Viena. econômicos e culturais 3ª geração direitos difusos. Esses direitos são a liberdade. efetivando de forma universal os direitos humanos. em 26 de agosto de 1789. sob o sistema da Organização das Nações Unidas. informação. . consagrou e reafirmou o compromisso universal datado de 1948. A Declaração de Direitos Humanos de Viena (1993) Assim.

3ª Geração de Direitos Humanos direitos difusos. saúde. 14 .instituídos ao longo do século XIX. . . o meio ambiente. biopirataria). educação.Deles depende a concretização da sociedade aberta do futuro. dentre outros. tecnologia da Informação. sendo concebidos para proteção da coletividade. o qual tem o dever de realizar prestações positivas aos seus titulares. pluralismo . . 4ª Geração de Direitos Humanos direitos de bioética (biodiversidade.relacionam-se aos direitos de trabalho. econômicos e culturais . o patrimônio histórico e cultural. o desenvolvimento.Considerados como novas tendências se preocupam com a globalização e principalmente com as constantes mudanças do mundo atual. informação. coletivos e individuais homogêneos . 2ª Geração de Direitos Humanos direitos sociais. decorrentes dos movimentos do proletariado. os quais tutelam a paz. os cidadãos. informando que o sujeito passivo é o Estado. em sua dimensão de máxima universalidade.possui característica de titularidade difusa. em oposição à posição passiva que se reclamava quando da reivindicação dos direitos de primeira geração.são chamados direitos difusos ou coletivos. democracia. para a qual parece o mundo inclinar- se no plano de todas as relações de convivência.

5ª Geração de Direitos Humanos Direito à Paz SISTEMAS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO DE DIREITOS HUMANOS .Documentos Gerais:  Declaração Universal de Direitos Humanos (1948)  Carta das Nações Unidas (1949) Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (1966)  Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos. Sociais e Culturais (1966) 15 . Europeus e Africanos SISTEMA GLOBAL DE PROTEÇÃO DE DIREITOS HUMANOS . houve a instituição de dois grandes sistemas de proteção aos direitos humanos:  Sistema Global – ligado à ONU  Sistemas Regionais – Incluindo os Sistemas Interamericanos.Após a Segunda Guerra Mundial (1949).

Sistema Interamericano: Documentos Gerais:  Convenção Americana de Direitos Humanos ou Pacto de San José da Costa Rica (1969). SISTEMA GLOBAL DE PROTEÇÃO DE DIREITOS HUMANOS .Mecanismos de Proteção:  Comissão de Direitos Humanos da ONU  Comitês sobre os Direitos da Criança e da Mulher Comitê contra a Tortura  Comitê pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial  entre outros SISTEMAS REGIONAIS DE PROTEÇÃO DE DIREITOS HUMANOS .Documentos Especiais:  Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965)  Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1979) Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) SISTEMA GLOBAL DE PROTEÇÃO DE DIREITOS HUMANOS .  Declaração Americana sobre os Direitos e Deveres do Homem (1948) 16 .

é órgão representativo de todos os Estados membros da OEA. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1994)  Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura (1985)  Convenção Interamericana sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Pessoas Portadoras de Deficiências (1999) ÓRGÃOS DE MONITORAMENTO DO SISTEMA INTERAMERICANO Comissão Interamericana de Direitos Humanos: Corte Interamericana de Direitos Humanos COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS .Tem por base a “Carta da Organização dos Estados Americanos de 1948” e a “Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969”. 17 .SISTEMAS REGIONAIS DE PROTEÇÃO DE DIREITOS HUMANOS Documentos Especiais:  Convenção Interamericana para Prevenir. .é formada por 7 membros eleitos pela Assembleia Geral da OEA para um mandato de 4 anos. . .Órgão sediado em Washington.

. . o de Maria da Penha e o de Diniz Bento da Silva (MST x PMPR . bem como as garantias para a proteção desses direitos.analisa relatórios apresentados pelos Estados- membros. os direitos e garantias fundamentais.foi criada pela Convenção Americana. .possui atribuição consultiva e contenciosa. os direitos civis. . COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS .é o marco jurídico da transição democrática e da institucionalização dos direitos humanos em nosso país 18 . .Caso Velasquez (1981) e Caso Urso Branco (2002) DIREITOS HUMANOS NO BRASIL .1993).estabelece no Título II.qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos pode apresentar petições à Comissão sem que haja a necessidade de serem acompanhados por advogado. CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS . comunicações interestatais e petições individuais. . temos apenas duas cortes permanentes: a Corte Europeia de Direitos Humanos e o Tribunal Penal Internacional.além desta Corte. o da Candelária.Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.a Comissão condenou o Brasil em 4 casos: o de Carandiru. . .é composta por 7 membros eleitos para um mandato de 6 anos. os direitos políticos e os direitos sociais.

.a dignidade da pessoa humana é fundamento do estado brasileiro. .direitos sociais. a cidadania e os direitos humanos – princípios constitucionais fundamentais.a prevalência dos direitos humanos como princípio do Estado Brasileiro nas relações internacionais. .direitos das pessoas portadoras de deficiência. segurança e propriedade DIREITOS HUMANOS NO BRASIL .projeta a dignidade da pessoa humana. DIREITOS HUMANOS NO BRASIL . Habeas data.garantias constitucionais (Habeas corpus. . . . . .direito dos povos indígenas. igualdade.direito à nacionalidade.direito das mulheres.direito à vida. 19 . Mandado de Injunção e Ação Popular).direito à livre orientação sexual.direito dos afrodescendentes. . Mandado de Segurança. DIREITOS HUMANOS NO BRASIL .direitos das crianças e dos adolescentes. liberdade. .direito ao meio ambiente. . .direitos políticos. .direitos dos idosos.

COMPETÊNCIA PARA DECRETAÇÃO . menos gravosa ao estado de sítio.É medida excepcional. que compete ao Presidente da República. em locais restritos e determinados. ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer. 136. ESTADO DE DEFESA TÍTULO V DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS CAPÍTULO I DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO SEÇÃO I DO ESTADO DE DEFESA ESTADO DE DEFESA Art. 20 . ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. O Presidente da República pode.

fornecerão uma posição. ou b) atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. 21 . ou b) calamidades de grandes proporções na natureza. sem qualquer vinculação com o Presidente da República. REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO a) Prévia manifestação dos Conselhos da República e de Defesa Nacional.Impor um conjunto de medidas temporárias para preservar ou prontamente restabelecer. capazes de garantir a legitimidade dessa modalidade extraordinária: a) grave e iminente instabilidade institucional. que apenas em caráter consultivo. a ordem pública ou a paz social: a) ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional. FINALIDADE DA DECRETAÇÃO . HIPÓTESES PARA A DECRETAÇÃO .Algumas situações devem ser observadas no plano fático. em locais restritos e determinados.

cessa imediatamente o estado de defesa. e a especificação das áreas abrangidas e indicação das medidas coercitivas a vigorarem (art.Editado o decreto ou a sua prorrogação. o CN será convocado. extraordinariamente.O CN apreciará o decreto dentro de 10 dias contados de seu recebimento. que decide por maioria absoluta. que não será superior a 30 dias. . dentro de 24 h. 136. o Presidente da República. submete o ato com a devida justificação ao Congresso Nacional.estando em recesso. no prazo de 5 dias.Rejeitado o decreto. REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO c) Aprovação pela maioria absoluta do Congresso Nacional . . REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO . §§ 1º e 2º). REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO b) Decreto do Presidente da República com a previsão do prazo de duração da medida. devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa. ****** // ****** 22 . podendo ser prorrogado uma vez.

se não for legal. DEMAIS SITUAÇÕES PREVISTAS . b) sigilo de correspondência. MEDIDAS COERCITIVAS DECORRENTES I .é vedada a incomunicabilidade do preso.a prisão por crime contra o Estado. facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial.restrições aos direitos de: a) reunião.ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos. II . ****** // ****** 23 .a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias. que a relaxará. será por este comunicada imediatamente ao juiz competente.a comunicação será acompanhada de declaração. salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário. ainda que exercida no seio das associações. c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica. pela autoridade. do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação. determinada pelo executor da medida. na hipótese de calamidade pública. IV . II . respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. DEMAIS SITUAÇÕES PREVISTAS III .Na vigência do estado de defesa: I .

devendo o Congresso Nacional decidir por maioria absoluta. O Presidente da República pode. que.É medida excepcional. ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. ao solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou sua prorrogação. 24 . deverá solicitar autorização do Congresso Nacional para decretar o estado de sítio. solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de: I .declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. após ouvidos o Conselho da República e o Conselho da Defesa. Parágrafo único. O Presidente da República.comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa. COMPETÊNCIA PARA DECRETAÇÃO . relatará os motivos determinantes do pedido. que compete ao Presidente da República. ESTADO DE SÍTIO TÍTULO V DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS CAPÍTULO I DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO SEÇÃO II DO ESTADO DE SÍTIO ESTADO DE SÍTIO Art. II . 137.

REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO a) Prévia manifestação dos Conselhos da República e de Defesa Nacional.O Presidente da República.declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. ao solicitar a necessária autorização do Congresso Nacional. para decretar o estado de sítio ou a sua prorrogação. do Congresso Nacional . II . REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO b) Autorização prévia. sem qualquer vinculação com o Presidente da República. 25 . que apenas em caráter consultivo. por maioria absoluta.comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa. CASOS DE DECRETAÇÃO I . fornecerão uma posição. relatará os motivos determinantes do pedido.

de imediato. que indicará a sua duração. a fim de apreciar o ato. no caso do art. após a publicação do decreto. 137. por prazo superior.Solicitada a autorização para decretar o estado de sítio durante o recesso parlamentar. 26 . 137 e 138). . o Presidente do Senado Federal. convocará extraordinariamente o Congresso Nacional para se reunir dentro de 5 dias. I (comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa). após a autorização do Congresso Nacional. d) Designação pelo Presidente da República. nem prorrogado. REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO c) Decreto do Presidente da República. CONDICIONANTES O estado de sítio. REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO . não poderá ser decretado por mais de trinta dias.O Congresso Nacional permanecerá em funcionamento até o término das medidas coercitivas. do executor das medidas específicas e as áreas abrangidas (art. as normas necessárias a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas. de cada vez.

27 . II (declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira). I (comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa). no caso do art. V . Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art.restrições relativas à inviolabilidade da correspondência. 137. só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas: I . CONDICIONANTES O estado de sítio.intervenção nas empresas de serviços públicos. II .suspensão da liberdade de reunião.obrigação de permanência em localidade determinada. 137. MEDIDAS COERCITIVAS DECORRENTES Art. MEDIDAS COERCITIVAS DECORRENTES III . 139. à prestação de informações e à liberdade de imprensa. IV .requisição de bens.detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns. radiodifusão e televisão. na forma da lei. VI . poderá ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. ao sigilo das comunicações. VII .busca e apreensão em domicílio.

à prestação de informações e à liberdade de imprensa. radiodifusão e televisão. ouvidos os líderes partidários. as medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República. em mensagem ao Congresso Nacional. designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio. 28 . Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio. ao sigilo das comunicações. com especificação e justificação das providências adotadas. na forma da lei. 141. MEDIDAS COERCITIVAS DECORRENTES III . Parágrafo único. A Mesa do Congresso Nacional. DISPOSIÇÕES GERAIS Art. sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. desde que liberada pela respectiva Mesa. cessarão também seus efeitos. 140. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas.restrições relativas à inviolabilidade da correspondência. Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio. DISPOSIÇÕES GERAIS Art. com relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas.

ESTRUTURA DO PNDH I . apresentar propostas concretas de caráter administrativo. que os direitos humanos são os direitos de todos e devem ser protegidos em todos os Estados e nações. em sua introdução. eleger prioridades. os que ferem mais diretamente a integridade física e o espaço da cidadania de cada um. sem abdicar de uma compreensão integral e indissociável de direitos humanos.O objetivo do PNDH I.A natureza do PNDH I aliou-se à explicitação de objetivos definidos e precisos e. elaborado pelo Ministério da Justiça em conjunto com diversas organizações da sociedade civil.Contudo. legislativo e político- cultural para equacionar os mais graves problemas. não apresentou previsões acerca dos direitos econômicos. sociais e culturais.O PNDH I destaca. ou seja. foi o de indentificar os principais obstáculos à promoção e proteção dos DH no Brasil. . que se tornou um dos primeiros países do mundo a cumprir a recomendação específica da Conferência Mundial de Direitos Humanos (Viena – 1993).O PNDH I foi adotado pelo Brasil em 13 de maio de 1996. ESTRUTURA DO PNDH I .PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (PNDH I) . atribuiu maior ênfase aos direitos civis.O PNDH I destaca a atualidade dos direitos humanos. . . 29 .

terceira idade.Segurança das pessoas. . sociedades indígenas.Luta contra a impunidade. visando a proteger o direito à vida e à integridade física. . estrangeiros. que levam à violação sistemática de direitos.trabalho forçado e penas privativas de liberdade. . 30 . .Liberdade de expressão e classificação indicativa. população negra. o direito à liberdade e o direito à igualdade perante a lei. direito de todos. ESTRUTURA DO PNDH I . AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH I  Proteção do direito a tratamento igualitário perante a lei. crianças e adolescentes. refugiados e migrantes brasileiros. . mulheres. AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH I  Políticas públicas para proteção e promoção de direitos humanos no Brasil – direito à vida e direito à liberdade.O PNDH I contempla iniciativas que fortalecem a atuação organizações da sociedade civil para a criação e consolidação de uma cultura de direitos humanos. pessoas portadoras de deficiências.O PNDH I aborda os entraves à cidadania plena. .Direitos humanos.

conscientização e mobilização pelos direitos humanos. AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH I  Ações Internacionais para proteção e promoção dos direitos humanos – ratificação de atos internacionais. 31 . bases para uma cultura em direitos humanos – produção e distribuição de informações e conhecimento. sociais e culturais aos mesmo nível de importância dos direitos civis e políticos. implementação e monitoramento do PNDH. em Brasília. na Câmara dos Deputados. realizada em 13 e 14 de maio de 1999. atendendo reivindicação da sociedade civil formulada na IV Conferência Nacional de Direitos Humanos. implementação e divulgação de atos internacionais. O PROCESSO DE REVISÃO DO PNDH I – constituiu um marco na promoção dos direitos humanos no Brasil ao elevar os direitos econômicos. apoio a organizações e operações de defesa dos direitos humanos.AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH I  Educação e Cidadania.

O PNDH II foi implementado no ano de 2002.O PNDH II deixou de limitar as ações a propostas de curto. à moradia.incorporou ações específicas no campo da garantia do direito à educação. orientação sexual. . ao trabalho. a um meio ambiente saudável. passando a ser implementado por ações anuais. PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (PNDH II) . médio e longo prazo. AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH II  propostas gerais. 32 . à cultura e ao lazer. crença e culto. à saúde. à previdência e à assistência social. . à alimentação. ESTRUTURA DO PNDH II . ano em que houve previsão para a nova atualização do Programa.O PNDH II passou a servir como parâmetro e orientação para a definição de programas sociais a serem desenvolvidos no Brasil até 2007.  garantia do direito à vida  garantia do direito à justiça  garantia do direito à liberdade – opinião e expressão. definindo as medidas a serem adotadas e os recursos orçamentários necessários.

HIV/AIDS. pessoas portadoras de deficiências. à previdência e à assistência social – saúde mental. idosos. estrangeiros. travestis. transexuais e bissexuais – GLTTB. ciganos. dependência química. lésbicas.  garantia do direito ao trabalho – acesso à terra.  garantia do direito à moradia  garantia do direito a um meio ambiente saudável AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH II  garantia do direito à alimentação  garantia do direito à cultura e ao lazer  educação. povos indígenas. refugiados e migrantes. conscientização e mobilização  inserção nos sistemas internacionais de proteção  implementação e monitoramento 33 .  garantia do direito à educação AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH II  garantia do direito à saúde.AS PROPOSTAS DE AÇÕES GOVERNAMENTAIS NO PNDH II  garantia do direito à igualdade – crianças e adolescentes. gays. afrodescendentes. mulheres.

O PNDH III foi implementado pelo Decreto Federal nº 7. 34 . PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (PNDH III) .Esta terceira versão dá continuidade ao processo histórico de consolidação das orientações para concretizar a promoção e defesa dos Direitos Humanos no Brasil.Avança incorporando a transversalidade nas diretrizes e nos objetivos estratégicos propostos.037/2009 e atualizado pelo Decreto Federal nº 7. .177/2010.PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (PNDH III) .O processo de atualização e revisão do Programa Nacional de Direitos Humanos I e II consolidou-se por meio da 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos. na perspectiva da universalidade. PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (PNDH III) . indivisibilidade e interdependência dos Direitos Humanos.

No cumprimento do dever.Desenvolvimento e Direitos Humanos III – Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades IV – Segurança Pública. por meio da Resolução nº 34/169. os Planos e Programas do Governo Federal. 1°– Cumprir sempre o dever que a lei lhes impõe. manter e apoiar os direitos humanos de todas as pessoas. II . Acesso à Justiça e Combate à Violência V . Art. . RESUMIDAMENTE: Art. 2° . respeitar e proteger a dignidade humana. os Tratados Internacionais ratificados pelo Estado Brasileiro e as Recomendações dos Comitês de Monitoramento de Tratados da ONU e dos Relatores Especiais.Educação e Cultura em Direitos Humanos VI – Direito à Memória e à Verdade CÓDIGO DE CONDUTA PARA OS FUNCIONÁRIOS ENCARREGADOS DA APLICAÇÃO DA LEI . ESTRUTURA DO PNDH III . com correspondentes diretrizes e objetivos estratégicos.Adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. no dia 17 de Dezembro de 1979.Interação Democrática entre Estado e Sociedade Civil.O PNDH-3 esta estruturado em seis eixos orientadores.O Programa tem como alicerce as resoluções das Conferências Nacionais temáticas. EIXOS ORIENTADORES DO PNDH III I . 35 .

desumanos ou degradantes. 36 . como justificativa para torturas ou outros tratamentos ou penas cruéis. tais como o estado de guerra ou uma ameaça de guerra. 4 ° .CÓDIGO DE CONDUTA PARA OS FUNCIONÁRIOS ENCARREGADOS DA APLICAÇÃO DA LEI Art. ameaça à segurança nacional. sempre que necessário. 7 ° . CÓDIGO DE CONDUTA PARA OS FUNCIONÁRIOS ENCARREGADOS DA APLICAÇÃO DA LEI Art. devem adotar medidas imediatas para assegurar-lhes cuidados médicos. em especial. 6 ° . 5 ° . desumano ou degradante.Não devem cometer quaisquer atos de corrupção.Nenhum funcionário responsável pela aplicação da lei pode infligir. CÓDIGO DE CONDUTA PARA OS FUNCIONÁRIOS ENCARREGADOS DA APLICAÇÃO DA LEI Art. Art. a não ser que o cumprimento do dever ou necessidade de justiça estritamente exijam outro comportamento. Art. Também devem opor-se vigorosamente e combater todos estes atos.Devem garantir a proteção da saúde de todas as pessoas sob sua guarda e. nem nenhum destes funcionários pode invocar ordens superiores ou circunstâncias excepcionais.Os assuntos de natureza confidencial em poder dos funcionários devem ser mantidos confidenciais. instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública.Só podem empregar a força quando estritamente necessária e na medida exigida para o cumprimento de seu dever. 3° . instigar ou tolerar qualquer ato de tortura ou qualquer outro tratamento ou pena cruel.

.De observância obrigatória pelo Departamento de Polícia Federal. evitar e opor-se com rigor a quaisquer violações da lei e deste Código. 8 ° .Prazo de 90 dias para as unidades adequarem às diretrizes seus procedimentos operacionais e seu processo de formação e treinamento. . pelo Departamento Penitenciário Nacional e pela Força Nacional de Segurança Pública. devem comunicar o fato aos seus superiores e.Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei que tiverem motivos para acreditar que houve ou que está para haver uma violação deste Código.Devem. . se necessário.Prazo de 60 dias para as unidades fixar normatização e criar comissão.Devem respeitar a lei e este Código. PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 4. Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 37 . CÓDIGO DE CONDUTA PARA OS FUNCIONÁRIOS ENCARREGADOS DA APLICAÇÃO DA LEI Art. também.226/2010 Estabelece diretrizes sobre o uso da força pelos Agentes de Segurança Pública! REGRAMENTO GERAL . a outras autoridades competentes ou órgãos com poderes de revisão e reparação. . na medida das suas possibilidades.

/88. O uso da força pelos agentes de segurança pública deverá se pautar nos documentos internacionais de proteção aos direitos humanos e deverá considerar.Impôs o estabelecimento de mecanismos pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o Ministério da Justiça para estimular e monitorar iniciativas que visem à implementação de ações para a efetivação das diretrizes pelos entes federados. DIRETRIZ 01 1. 144 da C. . de 17 de dezembro de 1979. REGRAMENTO GERAL . adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 34/169. primordialmente:  ao Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei. respeitadas a repartição de competências prevista no art.Prazo de 60 dias para as unidades instituir Comissão responsável para avaliar a sua situação interna em relação às diretrizes e propor medidas para assegurar as condições adequadas. 38 . REGRAMENTO GERAL .A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça levará em consideração a observância das diretrizes quanto ao repasse de recursos aos entes federados.F.

moderação e conveniência. em sua XL Sessão. adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas.  os Princípios Básicos sobre o Uso da Força e Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei. de 24 de maio de 1989. 39 . DIRETRIZ 01  os Princípios orientadores para a Aplicação Efetiva do Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei. Cuba. realizada em Nova York em 10 de dezembro de 1984 e promulgada pelo Decreto n. O uso da força por agentes de segurança pública deverá obedecer aos princípios da legalidade. adotados pelo Oitavo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes. Desumanos ou Degradantes. proporcionalidade. necessidade. adotados pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas na sua resolução 1989/61. realizado em Havana. de 15 de fevereiro de 1991 DIRETRIZ 02 2.º 40. de 27 de Agosto a 7 de setembro de 1999 DIRETRIZ 01  a Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou penas Cruéis.

a não ser que o ato represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros. exceto em casos de legítima defesa própria ou de terceiro contra perigo iminente de morte ou lesão grave. mesmo na posse de algum tipo de arma. não represente risco imediato de morte ou de lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros. DIRETRIZ 04 4. 40 . Não é legítimo o uso de armas de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que. DIRETRIZ 03 3. DIRETRIZ 05 5. Os agentes de segurança pública não deverão disparar armas de fogo contra pessoas. Não é legítimo o uso de armas de fogo contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública.

DIRETRIZ 06 6. possa vir a se envolver em situações de uso da força. DIRETRIZ 07 7. Todo agente de segurança pública que.º 2 e em razão da imprevisibilidade de seus efeitos. DIRETRIZ 08 8. independentemente de portar ou não arma de fogo 41 . O ato de apontar arma de fogo contra pessoas durante os procedimentos de abordagem não deverá ser uma prática rotineira e indiscriminada. por não atenderem aos princípios elencados na Diretriz n. deverá portar no mínimo 2 (dois) instrumentos de menor potencial ofensivo e equipamentos de proteção necessários à atuação específica. em razão da sua função. Os chamados "disparos de advertência" não são considerados prática aceitável.

d. facilitar a prestação de socorro ou assistência médica aos feridos. o conteúdo e a carga horária mínima para habilitação e atualização periódica ao uso de cada tipo de instrumento. a proibição de uso de armas de fogo e munições que provoquem lesões desnecessárias e risco injustificado. e e. Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoa (s). definindo objetivamente: a. ao ambiente/entorno e ao risco potencial a terceiros não envolvidos no evento. o agente de segurança pública envolvido deverá realizar as seguintes ações: a. DIRETRIZ 09 9. DIRETRIZ 10 10. o controle sobre a guarda e utilização de armas e munições pelo agente de segurança pública. DIRETRIZ 09 c. as circunstâncias técnicas adequadas à sua utilização. promover a correta preservação do local da ocorrência. b. Os órgãos de segurança pública deverão editar atos normativos disciplinando o uso da força por seus agentes. os tipos de instrumentos e técnicas autorizadas. b. 42 .

iniciar. facilitar a assistência e/ou auxílio médico dos feridos. comunicar os fatos aos familiares ou amigos da (s) pessoa (s) ferida(s) ou morta (s). disciplinado na Diretriz n. b. e. DIRETRIZ 10 c. comunicar o fato ao seu superior imediato e à autoridade competente. Quando o uso da força causar lesão ou morte de pessoa (s). por meio da Corregedoria da instituição. DIRETRIZ 11 11. investigação imediata dos fatos e circunstâncias do emprego da força. solicitar perícia criminalística para o exame de local e objetos bem como exames médico-legais. DIRETRIZ 11 c. e d. d. preencher o relatório individual correspondente sobre o uso da força. o órgão de segurança pública deverá realizar as seguintes ações: a. 43 . vinculando-as aos seus respectivos portadores no momento da ocorrência.º 22. ou órgão equivalente. recolher e identificar as armas e munições de todos os envolvidos.

g. DIRETRIZ 12 12. Os critérios de recrutamento e seleção para os agentes de segurança pública deverão levar em consideração o perfil psicológico necessário para lidar com situações de estresse e uso da força e arma de fogo. DIRETRIZ 11 f. os agentes de segurança pública envolvidos diretamente em ocorrências com resultado letal. promover a assistência médica às pessoas feridas em decorrência da intervenção. e DIRETRIZ 11 h. afastar temporariamente do serviço operacional. promover o devido acompanhamento psicológico aos agentes de segurança pública envolvidos. para avaliação psicológica e redução do estresse. permitindo-lhes superar ou minimizar os efeitos decorrentes do fato ocorrido. 44 . incluindo atenção às possíveis seqüelas.

As atividades de treinamento fazem parte do trabalho rotineiro do agente de segurança pública e não deverão ser realizadas em seu horário de folga. experiências anteriores em atividades fim. 45 . DIRETRIZ 15 15. DIRETRIZ 13 13. formação em direitos humanos e nivelamento em ensino. DIRETRIZ 14 14. registros funcionais. Os processos seletivos para ingresso nas instituições de segurança pública e os cursos de formação e especialização dos agentes de segurança pública devem incluir conteúdos relativos a direitos humanos. de maneira a serem preservados os períodos de descanso. lazer e convivência sócio- familiar. A seleção de instrutores para ministrarem aula em qualquer assunto que englobe o uso da força deverá levar em conta análise rigorosa de seu currículo formal e tempo de serviço. áreas de atuação. Os instrutores deverão ser submetidos à aferição de conhecimentos teóricos e práticos e sua atuação deve ser avaliada.

psicológica. Deverão ser elaborados procedimentos de habilitação para o uso de cada tipo de arma de fogo e instrumento de menor potencial ofensivo que incluam avaliação técnica. DIRETRIZ 16 16. 46 . com previsão de revisão periódica mínima. física e treinamento específico. A renovação da habilitação para uso de armas de fogo em serviço deve ser feita com periodicidade mínima de 1 (um) ano. Nenhum agente de segurança pública deverá portar armas de fogo ou instrumento de menor potencial ofensivo para o qual não esteja devidamente habilitado e sempre que um novo tipo de arma ou instrumento de menor potencial ofensivo for introduzido na instituição deverá ser estabelecido um módulo de treinamento específico com vistas à habilitação do agente DIRETRIZ 18 18. DIRETRIZ 17 17.

47 . o uso de técnicas e instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública. de acordo com a especificidade da função operacional e sem se restringir às unidades especializadas. DIRETRIZ 20 20. DIRETRIZ 19 19. As armas de menor potencial ofensivo deverão ser separadas e identificadas de forma diferenciada. Deverão ser incluídos nos currículos dos cursos de formação e programas de educação continuada conteúdos sobre técnicas e instrumentos de menor potencial ofensivo. sempre que possível. O uso de técnicas de menor potencial ofensivo deve ser constantemente avaliado. Deverá ser estimulado e priorizado. DIRETRIZES 21 e 22 21. conforme a necessidade operacional. 22.

com o objetivo de monitorar o uso efetivo da força pelos seus agentes. DIRETRIZ 23 23. ocasionando lesões ou mortes. Os órgãos de segurança pública deverão criar comissões internas de controle e acompanhamento da letalidade. DIRETRIZ 24 24. 48 . DIRETRIZ 25 25. Os agentes de segurança pública deverão preencher um relatório individual todas as vezes que dispararem arma de fogo e/ou fizerem uso de instrumentos de menor potencial ofensivo. Os órgãos de segurança pública deverão. observada a legislação pertinente. oferecer possibilidades de reabilitação e reintegração ao trabalho aos agentes de segurança pública que adquirirem deficiência física em decorrência do desempenho de suas atividades.

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