You are on page 1of 74

Programa de Apoio à Produção de Material Didático

Ismael Forte Freitas Júnior
e colaboradores

Padronização de Técnicas AntropomÉtricas

São Paulo
2009

©Pró-Reitoria de Graduação, Universidade Estadual Paulista, 2009.

Padronização de técnicas antropométricas / Ismael Forte
P124 Freitas Junior [et al] . – São Paulo : Cultura
Acadêmica: Universidade Estadual Paulista, Pró-Reitoria de
Graduação, 2009.
72p.

ISBN 978-85-98605- 70-8

1. Antropometria – Técnicas – Padronização. I. Freitas
Junior, Ismael Forte. II. Bueno, Denise Rodrigues. III. Buonani,
Camila. IV. Codogno, Jamile Sanches. V. Conterato, Igor. VI.
Fernandes, Rômulo Araújo. VII. Fragoso Neto, Raul Antonio.
VIII. Messias, Kelly. IX. Rosa, Clara Suemi da Costa.

CDD 599.94
Ficha catalográfica elaborada pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp

São Paulo-SP Telefone: (11) 3242-7171 .Centro CEP: 01001-900 . 108 .Universidade Estadual Paulista Reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald Vice-Reitor Julio Cezar Durigan Chefe de Gabinete Carlos Antonio Gamero Pró-Reitora de Graduação Sheila Zambello de Pinho Pró-Reitora de Pós-Graduação Marilza Vieira Cunha Rudge Pró-Reitora de Pesquisa Maria José Soares Mendes Giannini Pró-Reitora de Extensão Universitária Maria Amélia Máximo de Araújo Pró-Reitor de Administração Ricardo Samih Georges Abi Rached Secretária Geral Maria Dalva Silva Pagotto Cultura Acadêmica Editora Praça da Sé.

COORDENADORIA GERAL DE BIBLIOTECAS COMISSÃO EXECUTIVA Elizabeth Berwerth Stucchi José Roberto Corrêa Saglietti Klaus Schlünzen Junior Leonor Maria Tanuri APOIO TÉCNICO Ivonette de Mattos José Welington Gonçalves Vieira CAPA DIAGRAMAÇÃO / EDITORAÇÃO ELETRÔNICA .APOIO FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP CGB .

Assim. que contempla textos de apoio às aulas. da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Câmpus de Presidente Prudente. mantém o Programa de Apoio à Produção de Material Didático de Docentes da UNESP. material audiovisual. por meio da Pró–Reitoria de Graduação (PROGRAD) e em parceria com a Fundação Editora UNESP (FEU). “Padronização de Técnicas Antropometricas”. disponibilizando aos alunos material didático de qualidade com baixo custo e editado sob demanda. softwares. esperando que ela traga contribuição não apenas para estudantes da UNESP. Ismael Forte Freitas Júnior e colaboradores. mas para todos aqueles interessados no assunto abordado. material artístico e outras mídias. PROGRAMA DE APOIO À PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO Considerando a importância da produção de material didático-pedagógico dedicado ao ensino de graduação e de pós-graduação. é com satisfação que colocamos à disposição da comunidade acadêmica mais esta obra. a Reitoria da UNESP. de autoria do Prof. Dr. . homepages. sob o selo CULTURA ACADÊMICA da Editora da UNESP.

.

comprimento de segmentos 23 Capítulo 5 Perímetros corporais 31 Capítulo 6 Pregas cutâneas 39 Capítulo 7 Diâmetros corporais 43 Capítulo 8 Índices corporais 47 Capítulo 9 Equações preditivas 57 Referências Bibliográficas 63 Sobre os autores 71 . peso.SUMÁRIO Apresentação 9 Capítulo 1 Introdução 11 Capítulo 2 Medidas antropométricas e suas aplicações 15 Capítulo 3 Pontos anatômicos 19 Capítulo 4 Estatura.

.

ou seja. Alex Roche. total ou segmen- talmente. que são observa- das na literatura.Apresentação A idéia de escrever este livro originou-se da necessidade que se tem de uma adequada padronização técnica na obtenção de medidas antropométricas e. quantidade de gordura corporal ou nível de treinamento. também. para se calcularem proporções corporais. por fisioterapeutas que necessitam de informações. a rela- ção entre proporções corporais e adequação de mobiliário. como por nutricionistas que procuram avaliar a composi- ção corporal de pacientes obesos ou anoréxicos. Destacam-se os nomes de pesquisadores. Para se obterem as descrições das medidas antropométricas inclusas neste livro. por ergonomistas que desejam avaliar. Jack Wilmore. Assim. Steven Haymsfield. Martin. Claude Bouchard. Lindsay Carter. Ross. Robert Malina. William Cameron Chumlea e William D. Eduardo De Rose. que possam ser usados tanto por Educadores Físicos que desejam avaliar o desempenho esportivo de jovens com diferentes características corporais. etnia. como Alan D. cujo grau da doença afeta ou é afetado pela massa corporal ou por algum componente da composição corporal. numa tentativa de uniformizá-las. Médicos e enfermeiros também utilizam esses índices. Richard Baumgartner. Henry Lukaski. Timothy Lohman. foram feitos levantamentos na literatura de al- guns livros de autores renomados e que possuem larga experiência em estudos que utilizam dados antropométricos para avaliação de crescimento e desenvolvimento infantil. como sexo. para acompanhar a recuperação de pacientes. em função de tantas variações nas técnicas de medida. Incluímos no capítulo 8 alguns índices corporais que são mais utilizados. idade. por exemplo. Michael Pollock. As equações de composição corporal apresentadas no capítulo 9 foram obtidas de diversos autores e escolhidas para que pudessem ser aplicadas em pessoas com diferentes características. estado nutricional e compo- sição corporal de diferentes populações. Roberto Frisancho. as quais tenham aplicação em diversas áreas. a fim de avaliar o quadro clínico de diversos tipos de pacientes. esperamos que esse livro seja muito útil a todos aqueles que utilizam medidas antropométricas para as mais diversas finali- . para algumas dessas medidas.

Ismael Forte Freitas Júnior . a fim de que os cálculos decorrentes dessas medidas não incorram em interpretações errôneas.10 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS dades e que necessitam de adequada padronização das medidas.

a antropometria apresenta uma adaptação e deu origem a uma ramificação denominada Cineantropometria. reconhe- cidos por sua grande vocação para as artes da guerra. . em virtude das novas necessidades da sociedade.Capítulo 1 Introdução Rômulo Araújo Fernandes e Ismael Forte Freitas Júnior A Antropometria pode ser definida como a ramificação de uma ciência maior. antigamente. essencialmente. dimensão. a fins bélicos. para os espartanos. que inclui não só o componente estático da medida corporal mas. para esses dois povos. sendo que “ANTHROPO” tem o mesmo significado que a palavra homem. Para os atenienses. os objetivos da antropometria estavam atrelados à formação moral e estética. ou cinemático. 2000). que tem seu foco de ação direcionado ao estudo dos mecanismos biológicos da evolução e adaptação dos seres(especificamente humanos) por meio de medidas do corpo humano. na tentativa de se formar um cidadão harmonioso com sua sociedade. para atender as necessidades de uma sociedade em constante metamorfose. que os atenienses (Atenas) e os espartanos (Esparta) iniciaram os primeiros estudos antropométricos. a Antropologia física. De fato. A origem do termo Antropometria é grega. enquanto “METRY” equivale a medida (Michels. reconhecidos por sua contribuição e legado relacionados à arte. do movimento corporal. Foi na antiga Grécia.(1993). Entretanto. a antropometria tinha relação direta com a preparação militar de seus soldados perfei- tos. Se. a antropometria. De acordo com Velho et al. como qualquer outra manifestação científica. a aplicação da antropometria tinha objetivos bem distintos dos observados nos dias atuais e profundamen- te relacionados com fatores culturais embutidos em suas sociedades. a antropometria se destinava. o dinâmico. Petroski (1999) conceitua a Cineantropometria como “uma área científica emergente que estuda forma. também. tem seu corpo de conhecimento e objetivos modificados constantemente. proporção. por meio dos povos habitantes das duas maiores Cidades Capitais da época.

No campo da ergonomia. para se avaliar a recuperação de pacientes que têm algum membro imobilizado ou que apresentam patologias que. como a performance no desporto de alto rendimento. para serem mais ergonômicos. as doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho (DORT) têm estimulado estudos sobre a adequação de móveis e equipamentos. que vão desde a medida de peso e estatura. mas passaram a ter uma relação mais direta com disciplinas relacionadas à saúde. que apresentam. Medidas de pregas cutâneas. perímetros e diâmetros corporais também são utilizadas na área de Medicina. ao desporto. realizando o mesmo movimento. novos focos de estudo e áreas de atuação surgiram não só para a Cineantropometria mas também para a própria antropometria. até medidas corporais que os atletas devem ter. a antropometria tem várias aplicações. à atividade física e à nutrição”. Também tem sido observado que está sendo cada vez mais estudada a relação entre medidas corporais e problemas de ordem médica. por exemplo. que visa a avaliar o crescimento e o estado nutricional de crianças e adolescentes. sabi- . Fisioterapia Nutrição e Enfermagem. para serem selecionados ou terem permissão para atuar em determinadas modalidades espor- tivas. em relação ao crescimento. auxílio em questões de ergonomia. Atualmente. em virtude das emergentes necessidades da sociedade. Utilidade dos métodos antropométricos nos dias atuais As transformações que a sociedade vivenciou e continua viven- ciando fizeram com que o enfoque dos trabalhos sobre antropometria não mais fossem para fins bélicos ou estéticos. a fim de que não causem lesões nas pessoas que permanecem horas sentadas ou em determinadas posições. maturação e desenvolvimento do corpo na ontogênese humana. excesso de gordura corporal. entre outras.12 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS composição. passando por medida de segmentos corporais. para projetar móveis mais ergonômicos e que não causem desconforto ou algum tipo de lesão ocupacional. Sendo assim. que acometem a população. diagnóstico de doenças em grandes populações.

com um único equipamento desses. pode-se afirmar que a antro- pometria é o principal instrumento. a mesma surgiu naturalmente. atual- mente. rendimento motor e qualidade de vida das pessoas. tornando-os inacessíveis para a grande maioria da popu- lação. na busca da melhoria da saúde. para profissionais. Apesar de a ciência moderna já ter evoluído bastante. nas diferentes áreas de aplicação. Introdução | 13 damente. é a obesidade. no desen- volvimento de instrumentos precisos. Equipamentos. Contudo a utilização desses e de outras técnicas mais sofis- ticadas é limitada. para a avaliação dos diferentes componentes corporais. permitem a obtenção de medidas corporais com margem de erro extremamente pequena. neste breve relato. de poder ser utilizada em grandes populações. ainda. interferem na morfologia corporal. como a absorptometria de raios-x de dupla energia. a enfermidade adotada. a necessidade de diagnosticarem e combaterem os fatores agressores. Juntamente com as transformações que a sociedade brasileira vivenciou. para indicar as utilidades dos métodos antropométricos em seu diagnóstico. com a vantagem. com menor custo. principalmente da área de saúde. Com a utilização do corpo de conhecimentos existentes. para ser aplicada em grande número de pessoas. Em virtude de sua significativa expressão no cenário nacional e internacional. devido ao elevado custo e à necessidade de técnicos treinados para as avaliações. além do que a variedade de medidas possíveis. obterem informações que são primordiais para sua atuação prática. a pesagem hidrostática e a ressonância magnética. é muito limitada. a antropometria ainda é a ferramenta de tra- balho que permite a obtenção da maior variedade de medidas. .

.

2005). em virtude de sua menor eficiên- cia em indicar riscos à saúde (Fernandes et al. também. que precisam ser “moldados” segundo as formas humanas. Zhu et al. igualmente no desporto de alto rendimento. estimativas indiretas de gordura corporal e tendo utilidade. as circunferências têm se consolidado como importantes indicadores de risco à saúde.. estatura. envergadura. 2002. Entretanto. A partir dessas medidas. sendo elas: a circunferência da cintura e a cir- cunferência do quadril. as medidas de circunferência podem representar indicadores de crescimento. como indicadoras de massa muscular. Essa característica especial de seu tecido adiposo. A circunferência da cintura e a relação entre cintura e quadril são índices antropométricos comumente utilizados em populações de diferentes faixas etárias. Nessa função. 2007. diâmetros. Neovius et al. a utilização da relação entre circunferência da cintura e quadril tem perdido força. A gordura corporal armazenada na região da cintura possui uma taxa metabólica diferenciada da gordura acumulada nas demais regiões do corpo. faz com que o excesso de gordura na região abdominal constitua um importante . Embora possam ser utilizadas. unida à sua proximidade a importantes vasos sangüíneos.. duas circunferências merecem especial atenção de pesquisadores da área. Circunferências corporais De acordo com o apresentado por Petroski (1999). em virtude da influência exercida pelo crescimento do componente ósseo. bem como fornecer índices de estado nutricional.Capítulo 2 Medidas antropométricas e suas aplicações Rômulo Araújo Fernandes e Ismael Forte Freitas Júnior A antropometria pode ser distribuída nas medidas primárias de peso. que são utilizados nas mais diferentes áreas. é possível a obtenção de uma série de índices e proporções corporais. para a engenharia duran- te a elaboração de instrumentos de uso cotidiano. perímetros e pregas cutâneas.. entre crianças e adolescentes.

2007. 1999). como é o caso da etnia e do gênero. 2007). 2007. Chen & Berenson. é um expressivo exemplo da utilização das pregas cutâneas.(1991). 2007). o mais importante é salientar que as equações foram criadas para populações específicas e podem produzir resultados distorcidos... Ferreira et al.. Sinaiko. Por exemplo. para estimar o percentual de gordura corporal. Assim como o Índice de Massa Corporal. não são a única maneira de se utilizarem as pregas cutâneas como indi- cador de risco para a saúde. equações específicas para crianças devem ser utilizadas apenas com a finalidade estimar a gordura corporal de populações pertencentes a essa faixa etária. Existem diferentes equações com o objetivo de se estimar a composição corporal. uma vez que existem outras variáveis de confusão.. quando não adequadamente utilizadas (Petroski. Nesse sentido. que precisam ser consideradas durante o processo de escolha da equação que melhor se enquadra na população em questão. Neovius et al. Essa técnica estabelece uma relação linear entre os pontos anatômicos pinçados e densidade cor- poral. 2005. como a resistência à insulina. elaborada por Must et al. 2007. 2002. existem pontos de corte relacionados ao desenvolvimento de doenças. Esses autores uniram dados de um grande levantamento antropométrico . A tabela de percentil.. Chen & Berenson. para o valor da prega cutânea do tríceps. Sinaiko. 2007. hipertensão arterial e dislipidemia (Ferreira et al. com a finalidade de indicar riscos à saúde. Equações. de Almeida et al. a circunferência de cintura constitui uma das medidas simples e de fácil aplicação para a indicação desses fenôme- nos nocivos à saúde (Zhu et al. 2007. Pregas cutâneas As pregas cutâneas apresentam-se como uma forma indireta de mensuração da adiposidade corporal.16 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS fator de risco associado ao desenvolvimento de patologias. Existem tabelas normativas que utilizam valores únicos de algumas pregas específicas ou mesmo a somatória de duas ou mais pregas. Todavia essa precaução referente à faixa etária não garante a plena eficiência da equação na predição dos valores de gordura corporal.

Medidas antropométricas e suas aplicações | 17 realizado com a população dos Estados Unidos da América. bem como estabeleceram valores de percentil. os quais deveriam estar relacionados a maiores riscos à saúde. com base nas informações presentes nesses dados. dividiram a amostra em grupos etários. E. para cada faixa etária (excesso de peso [percentil 85] e obesidade [percentil 95]). .

.

sustentado pelas descrições em manuais de cineantro- pometria e que podem ser listados. quanto aos aspectos idade. iliocristal. os quais podem ser apreciados em figuras de atlas de anato- mia e na internet. Indivíduos obesos dificultam a localização mais precisa dos pontos anatômicos. anterior da coxa. medial da perna. mais especificamente no ponto médio entre as duas articulações esternoclaviculares (Quintana. tricipital e crista ilíaca.Situa-se na região superior do esterno. na altura da incisura jugular. digital. podem ser cortejadas por esse autor as pregas cutâneas. também. podem. sexo.Na face externa do corpo. que se refletem nas mudanças dos resultados. acromial. . biótipo e grupo étnico. abdominal. por seu turno. na posição anatômico-clássica. ilioespinal e ponto acromiorradial médio. podendo levar a resultados mais inconsistentes do que em outros sujeitos. essas peças ósseas.Costelas . 2005).Capítulo 3 Pontos anatômicos Raul Antonio Fragoso Neto e Igor Conterato As verificações dos pontos anatômicos servem para padronizar os procedimentos de medidas antropométricas. os comprimentos ósseos. Sabe-se que os indivíduos a serem estudados sofrem variações ana- tômicas. em alguns casos. denominadas pregas do bíceps. glúteo. conforme seguem: pontos antro- pométricos ósseos: mesoesternal. os diâmetros ósseos e os perímetros corporais. púbico. umbilical. ser indicados com base nos seguintes pontos anatômicos: Pontos de reparo no trono 1 . Quintana (2005) faz uma abordagem ampla desses pontos anatômicos. Sugere-se a colocação do marcador na margem superior do manúbrio. As alturas projetadas a partir do solo. subescapular. 2 . De igual modo. com seus respectivos pontos de reparo ósseos. radial. cervical.Manúbrio do esterno . O sujeito avaliado tem de manter-se.

como seu homônimo lateral.20 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS incluindo-se as correspondentes cartilagens costais. ou ao sétimo espaço intercostal (Dângelo & Fattini. 3 .Cabeça da ulna . na face lateral da epífise distal do úmero. 2 . É normalmente referido como de fácil palpação e localiza-se sobre a sétima costela (Pa- lastanga et al. é a proje- ção posterior da incisura troclear. 2005). abaixo da crista supra- epicondilar medial (Moore. 2000).Acrômio . 2000). a qual se articula com a tróclea do úmero..A raiz da espinha da escápula e a margem medial da escápula são relativamente fáceis de apalpar. 1994). na extremidade distal do úmero.Epicôndilo lateral – Localiza-se abaixo da crista supra- epicondilar. vista na face posterior desse osso (Van de Graaff.Ângulo inferior da escápula .. 3 . 5 .É o ponto de transição entre a margem medial e lateral da escápula. 1994). A espinha da escápula é uma crista óssea diagonal proeminente. e a sua margem lateral não o é (Moore. Pontos de reparo no membro superior 1 . 2003). pela palpação.Localiza-se. articulações esternocondrais e costocondrais podem ser determinadas. Incluem-se como estruturas anatômicas palpáveis do tegu- mento no tronco (Quintana. projetando-se a partir do capítulo do úmero (Moore. bem como os respectivos espaços intercondrais. sendo a crista da espinha da escápula facilmente palpável. O lábio anterior da incisura troclear forma o processo coronói- de da ulna (Van de Graaff. 2003). lateralmente ao olecrano. 4 .Olécrano – Na extremidade proximal da ulna. 4 . 1997).Epicôndilo medial . com relativa facilidade. sendo maior ou mais óbvio que o epicôndilo lateral (Palastanga et al.Margem medial e a espinha da escápula . 1994).É uma expansão nodular e arredondada .Pode ser entendido como um alargamento da espinha da escápula na direção do ombro. Normalmente tem aspecto arredondado e é pouco saliente.

7 .Robusta projeção óssea situada. A crista ilíaca forma a proeminência do quadril e termina.Maléolo medial . normalmente. Apesar de ser uma estrutura subcutânea. 2000). anteriormente. formado no tendão do músculo quadríceps femoral.Cabeça do rádio . 1997). localizada na região medial do tornozelo (Dângelo & Fattini. 6 .Maléolo lateral . Isso ocorre em função de a pele e as fáscias subjacentes estarem ligadas a essa estrutura óssea (Van de Graaff.. importante tanto na prática da clínica médica como para a obtenção de medidas antropométricas (Dângelo & Fattini. É achatada da frente para trás.Crista Ilíaca .É um osso sesamóide. facilmente palpável.Estrutura óssea proeminente da fíbula . com seu ápice apontando para baixo e sua base para cima. 14 . 1997). 13 .Processo estilóide do rádio e da ulna . no ponto de junção da epífise com a diáfise (Dângelo & Fattini.Protuberância óssea localizada na extremidade distal dos ossos rádio (medial) e ulna (lateral). 15 . A terminação posterior da crista ilíaca é a espinha ilíaca póstero-inferior. 1997). 1997).Estrutura óssea robusta proeminente da tíbia. Pontos de reparo do membro inferior 1 . como espinha ilíaca ântero-superior. 2005).Disco espesso da extremidade proximal do rádio. sua identificação é facilitada.Bordo Superior da Patela . uma depressão cutânea na superfície. 16 . Quintana. Pontos anatômicos | 21 das faces anterior e posterior da diáfise (Dângelo & Fattini. 1997.Tuberosidade da tíbia .Acidente da parte proximal lateral do corpo do fêmur. Possui forma triangular. 12 . acima da qual está o colo e a tuberosidade do rádio (Dângelo & Fattini.Protuberância óssea formada pelo osso Ílio. tendo superfícies anterior e posterior e bordos superior lateral e medial (Palastanga et al.Trocânter maior do fêmur . anteriormente. 2003). por apresentar.

2003).. proporciona o suporte esquelético para o calcanhar e tem um grande prolongamento posterior. Projeta-se para baixo. que servem para a fixação dos músculos da panturrilha (Van de Graaff.Calcâneo . O maléolo lateral prolonga-se mais distalmente (1 a 2 cm) e mais posteriormente do que a extremidade do maléolo medial. aproximadamente. chamado tuberosidade do calcâneo. 17 .22 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS localizada na região lateral do tornozelo.O maior dos ossos tarsais.5 cm abaixo do nível da articulação do torno- zelo (Palastanga et al. 2000). 5 1 2 4 3 7 6 8 11 12 10 9 13 14 16 15 17 . 2.

em ambos os pés. Solicita-se que o avaliado permaneça imóvel e a medida é obtida após uma inspiração máxima forçada do avaliado. Comprimento dos segmentos Ismael Forte Freitas Júnior Estatura Para que seja realizada a medida. a parte posterior da cabeça poderá tocar o estadiômetro. para que as bordas dos joelhos fiquem em contato entre si. Braços. com roupa que não atrapalhe. olhar fixo para o horizonte. com a parte fixa do estadiômetro. as bordas internas mediais dos pés permane- cem com uma abertura de aproximadamente 600. mãos e os ombros devem permanecer livremente descontraídos. Peso. sendo que estes deverão estar lateralmente ao tronco com as palmas das mãos voltadas para as coxas. . até tocar a caixa craniana. os glúteos e os calcanhares no suporte vertical do aparelho. preferencialmente. pelas diferenças desta com os outros segmentos corporais. a fim de que o posicionamento correto do corpo possa ser visto pelo avaliador. Caso o avaliado tenha joelhos em valgo. O avaliado deverá estar descalço ou usando meias finas e.1cm.Capítulo 4 Medidas: Estatura. Even- tualmente. os pés poderão estar separados. na base do estadiômetro. tocando as escápulas. com sua base posicionada em ângulo de 90o. para que a parte móvel do estadiômetro possa ser posicionada corretamente. posicionando-se de costas para o aparelho. visando a pressionar o cabelo. que já estão em contato com o estadiômetro. A parte móvel do estadiômetro deverá tocar o vértice da ca- beça. O avaliado permanece em pé. Os calcanhares devem estar tocando uns aos outros e na parte vertical do aparelho. e o peso deverá estar distribuído igualmente. é utilizado um estadiômetro que permita que a medida seja feita com precisão de 0. A cabeça deverá estar posicionada no plano de Frankfort. sem se sobreporem. deverá ser feita compressão suficiente. mas nem sempre isso ocorre.

os pêndulos. o peso das mesmas deverá ser subtraído da medida. Caso isso ocorra. em caso de pesagem de indivíduos que estejam vestindo uniformes. o avaliado deverá permanecer de costas para o marcador da mesma. entre elas. O valor médio entre as medidas com diferença menor que 1 cm é utilizado como registro da estatura. a roupa do avaliado deverá ser pesada separadamente. que sua visão esteja no mesmo plano da parte móvel do estadiômetro. igualmente. nova medida deverá ser realizada. até que o valor correto seja obtido. mais facilmente. em ambos os pés. Recomenda-se padronizar o tipo de roupa que será permiti- do. com o avaliado movendo-se para fora do estadiômetro e retornando imediatamente. permanecendo po- sicionado em pé.24 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS O avaliador deverá estar posicionado a uma altura tal. Nessas balanças. não poderá ultrapassar 1 cm. calça comprida e blusas. no caso de balança com pêndulos. o avaliado poderá permanecer . No momento da medida. que sejam pesadas e que interfiram de maneira significativa na medida. movendo. especialmente quando se deseja acompanhar variações do crescimento de crianças e adolescentes ou nos casos de pacientes que estejam recebendo algum tipo de suporte nutricional ou medicamentoso. Para se obter maior exatidão da medida. Peso O avaliado deve estar descalço e vestindo roupas leves. muito. no resultado da medida. para que o valor seja subtraído do peso total. poderão ser realizadas duas ou três medidas consecutivas. e a diferença. Sendo necessária grande precisão da medida. no mo- mento em que ela tocar o vértice superior da cabeça do avaliado. Caso não haja pos- sibilidade de se retirarem peças do vestuário. a fim de evitar que se movimente durante o procedimento de medida. sem apoio e sem se mover. No caso de balanças digitais. cuidado- samente. o indivíduo deverá estar posicionado em cima e no centro da plataforma da balança. que não interfiram. tais como sapatos. sem se aproximar do avaliado. O peso deverá estar distribuído. Esse procedimento poderá ser utilizado. e. atrás da mesma e de frente para o avaliado. o avaliador deverá estar posicionado em pé. Esse proce- dimento é importante.

em seguida. até que seu peso exato seja registrado. assim que o mesmo é estabilizado. Comprimento dos segmentos Entende-se por segmento corporal as partes que.2kg foi observado intra e interavaliador. O avaliador deverá estar posicionado à frente ou lateralmente ao avaliado. sugere-se que um peso de valor conhecido seja utilizado para a aferição da mesma. constituirão toda a estrutura corporal (cabeça. Medidas de comprimento dos segmentos corporais são extre- mamente úteis em áreas como a ergonomia. até que a diferença seja inferior a 1. no Health Examination Suevey realizado pelo National Center for health Statistics. Adotando-se esse valor como referência. Recomenda-se que sejam feitas aferições a cada 10 medidas realizadas. Comprimento dos segmentos | 25 de frente para o marcador. somadas. Na área médica. sem tocá-lo e observando-o.0kg. sabe-se que o crescimento desproporcional de um segmento corporal pode refletir síndromes que desenvolvem dismor- fismo corporal. a altura pode ser vista como um composto de vários segmentos. Erro técnico de medida de 1. basquetebol e voleibol.0kg entre as duas medidas. Esse procedimento facilita a obtenção da medida mais precisa. . recomenda-se realizar duas medidas consecutivas. arquitetura e engenharia. retornando imediatamente. bem como suas partes). Desse modo. para que o mesmo permaneça na mesma posição. pelve e membros superiores e inferiores. com o avaliado movendo-se para fora da mesma e. Nessas balanças. pescoço. e o valor médio será calculado. No esporte. Peso. Medidas: Estatura. permanecendo na mesma posição da medida anterior. e atletas com membros inferiores maiores podem apresentar melhores resultados em modalidades como corridas com barreiras no atletismo. A medida dos segmentos corporais fornece a informação das contribuições das partes específicas do corpo que serão úteis ao en- tendimento das diferenças no crescimento e das variações no tamanho e nas proporções corporais. caso ocorra diferença superior a 1. No caso de balanças digitais. deverão ser realizadas mensurações sucessivas. Algumas balanças “congelam” o valor da medida. atletas que apresentam maior compri- mento de membros superiores podem apresentar melhores resultados em modalidades como natação. tronco.

para se deslocar. O avaliado senta-se. engenharia e arquitetura. A medida é obtida após ins- piração forçada máxima do avaliado. e desenho de brinquedo seguro. Altura sentado Um banco de altura padronizada (geralmente 50cm) deverá ser apoiado na parte vertical de um estadiômetro. para que o avaliado se posicione cor- retamente. permanece com o tronco na posição ereta. para o adequado posicionamento do avaliado. Exemplo: espaço de trabalho e desenho de equipamento. devem conhecer certas medidas e proporções corporais. pela relação entre os segmentos corporais de um homem e o espaço de que necessita. região sacral e a parte posterior da cabeça na parte vertical do estadiômetro. para cima. O comprimento dos segmentos é medido. Após esse procedimento. as extremidades ósseas ou as distâncias verticais entre uma superfície plana e um ponto ósseo de referência. As mãos ficam apoiadas sobre as coxas. se necessário. tocando a parte vertical do estadiômetro e a cabeça no plano horizontal de Frankfort. e a mão direita permanece livre. permanece com as coxas paralelas e joelhos posicionados à frente. sentar. Faz uma leve compressão no processo mastóideo. o avaliador apóia a mão esquerda embaixo do queixo do avaliado. O avaliador deve posicionar-se. para que sua visão esteja no mesmo nível da parte móvel do antropô- metro. os profissionais de áreas com ergo- nomia. para que este permaneça na posição correta. a informação sobre comprimentos de partes específicas do corpo humano e outras dimensões antropométricas são fundamentais. com uma das mãos sobre a região lombar (para a frente) e com a mão esquerda na parte superior do esterno (para trás). Nessas áreas.26 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS No âmbito ocupacional. para trabalhar ou para descansar em várias posições. no sentido de posicionar a cabeça o mais alto possível. . O avaliado deverá permanecer tocando as escápulas. O avaliador se aproxima do avaliado.1cm. para deslizar a parte móvel do estadiômetro até o vértex da cabeça. com as duas mãos. cuja função é desenvolver projetos e construir móveis e edificações. A medida é registrada o mais próximo de 0. vestimenta e fabricação de móvel. tomando-se. per- manecer em pé. como referência.

parte posterior da cabeça e as escápulas tocando a parede onde será feita a medida. horizontalmente. no prolongamento dos braços. na extensão do antropômetro. Também pode ser considerada como a diferença entre a estatura e a altura. a porção distal é definida como sendo o solo ou o local onde estão posicionadas as plantas dos . O avaliado permanece em pé. Nesse caso. Na literatura. em parede ou superfície plana. que será utilizado para a realização da medida. A extremidade do dedo médio(excluindo-se a unha) de uma das mãos é mantida apoia- da e alinhada com o marco zero da escala métrica do equipamento. Os braços são estendidos lateralmen- te. em contato com a parede. Comprimento dos segmentos | 27 Envergadura Envergadura é a máxima distância entre as extremidades dos dedos médios da mão esquerda e da direita. um bloco móvel. Deve-se tomar cuidado. voltadas para a frente. dedos unidos e estendidos ao máximo. quando o avaliado fica ereto. para que o avaliado não abaixe nem levante os braços no momento da medida. Entretanto a obtenção dessas medidas é difícil. e. O avaliador deve observar se os braços e as mãos do avaliado estão estendidos ao máximo e no mesmo plano dos ombros. Na extremidade oposta. na outra. também. quando sentado. ao nível dos ombros. Todos esses segmentos permanecem. O registro deverá ser feito com precisão de 0. até atingir a máxi- ma distância possível.1cm. com os pés unidos. Uma forma que mais se aproxima do resultado real de comprimento de membros inferiores é a altura do trocânter. também pode ser encontrada descrição da medida do comprimento dos membros inferiores com diferentes pontos anatômicos (por exemplo. que tenha uma extremidade com o marco zero. que se irá ajustando. em pé. As palmas das mãos também de- verão estar abertas. Comprimento dos membros inferiores Comprimento dos membros inferiores é a distância entre a articulação do quadril e o chão. o dedo médio da outra mão permanece em contato com o bloco móvel. ou até a sínfise púbica). A medida é feita em um antropômetro posicionado. ao máximo. a distância do vértex da cabeça até a parte inferior da tuberosidade isquial. Peso. de tal forma. Medidas: Estatura.

Comprimento da coxa O comprimento da coxa é definido. também com os dedos polegar e indicador. tocando-o com o dedo médio. segurando. Pode ser obtido de maneira direta ou de forma projetada. e a porção proximal é definida pela cabeça do trocânter maior.O avaliado senta-se e cruza uma perna sobre o joelho oposto. O avaliador marca os pontos proximais da borda medial da tíbia e o maléolo medial distal. também anterior da coxa.28 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS pés ou a superfície onde o avaliado está em pé. O ponto proximal de referência é a linha inguinal no eixo longo e anterior da coxa. o comprimento da coxa é obtido pela diferença entre a altura tibial e o comprimento do membro inferior. O ponto distal de referência é localizado. o marco zero da aste. flexione o quadril do membro que será medido e deixe o pé apoiado em uma superficie(cadeira ou banco). Altura tibial A altura tibial é obtida entre o côndilo proximal medial da tíbia e o maléolo medial distal. A forma direta de se medir o comprimento da coxa é localizar o ponto médio entre a linha (prega) inguinal e a borda proximal da patela. 90o. O antropômetro é utilizado. como a distância entre o quadril e o joelho. A haste móvel do antro- pômetro deverá ser segurada com a mão esquerda. e deslizará até o côndilo proximal medial da tíbia. tocando-se a patela do avaliado até a sua borda superior. A linha inguinal pode ser localizada. para que tanto o quadril como o joelho fiquem flexionados a. com a mão direira. solicitando- se que o avaliado permaneça em pé. aproximadamente. Na medida projetada. Esse ponto poderá ser mais facilmente localizado. quando o joelho do avaliado estiver estendido. apoiando-a entre os dedos indicador e polegar e tocando o maléolo medial distal da tíbia com o dedo médio. Medida projetada da tíbia . Medida direta da tíbia . anatomicamente.Essa medida inclui o compri- .

O avaliado permanece em pé ou sentado. O avaliado respira normalmente. com seu peso distribuído. Para efetuar a medida. Comprimento dos segmentos | 29 mento da tíbia. . A haste móvel do antropômetro é posicionada paralela ao aspecto pos- terior do braço. o avaliador localiza a borda proximal lateral da tíbia. que fica logo abaixo da depressão. A medida a ser obtida é a distância entre o ponto de referência projetado paralelamente ao eixo longitudinal da parte superior do braço. Nessa posição. numa superfície plana. A medida é determinada. juntamente com o pé. cotovelos flexionados em 90º e os antebraços e as palmas das mãos voltadas medianamente. em ambos os pés. deve-se localizar o côndilo lateral proximal da tíbia. igualmente. Peso. Os ombros e os braços ficam descobertos. com os ombros ligeiramente para trás. O cotovelo é flexionado. Após demarcar o local da medida. O avaliador desloca a parte móvel do antropômetro em um contato firme com a superfície do pro- cesso olecraniano da ulna. com os pés unidos e peso distribuído em ambos. para posicionar a superfície ulnar do antebraço e a mão num plano horizontal. Comprimento do braço (ombro-cotovelo) O avaliado usa roupas que permitam que a posição do corpo seja vista. entre a tíbia e o fêmur. o avaliado permanece em pé. enquanto a parte fixa permanece firme e em contato com o aspecto superolateral do acrômio. O avaliado permanece em pé. joelho flexionado a 90º. Medidas: Estatura. a cabeça posicionada no plano Frank- fort e a linha de visão horizontal. Os ombros e a parte superior dos braços permanecem descontra- ídos. colocando-se o antropômetro vertical- mente apoiado no chão e o medidor na altura da marca realizada.

.

e o seu restante. que os pontos de referência possam ser localizados. igualmente. nos dois pés. a extremidade da fita deverá ser segurada com a mão esquerda. de maneira que os braços permaneçam descontraídos ao lado do tronco. Peitoral Homens deverão estar sem camisa ou camiseta e mulheres. Nesse local. Esse cuidado deve ser tomado prin- cipalmente nos casos de indivíduos com cifose. cabeça no plano horizontal de Frankfort. com roupa adequada. ombros alinhados. Recomenda-se que uma pessoa auxilie no posicionamento da fita no local correto da medida. que não interfira no resultado final nem prejudique o trabalho do avaliador. A fita métrica deverá ser posicionada abaixo de cada acrômio e na máxima circunferência. Nesse procedimento. com a mão direita. A fita métrica deve estar em um plano horizontal e em contato com a pele. . sem que haja compressão da mesma sobre o tecido. O marco zero deverá cruzar o restante da fita métrica em frente à caixa torácica.Capítulo 5 Perímetros corporais Clara Suemi da Costa Rosa e Ismael Forte Freitas Júnior Ombros Essa medida requer que a pessoa esteja vestida de tal forma. A medida deve ser obtida ao final de uma expiração normal. O registro deve ser feito com precisão de 0. na altura do músculo deltóide dos ombros direito e esquerdo. para que a máxima extensão seja medida. O avaliador deverá posicionar os ombros do avaliado levemente para trás. o avaliador deverá estar posicionado à frente do ava- liado e com a visão no mesmo plano da medida. sendo que estes permanecerão afastados aproximadamente 5 cm um do outro. O peso deverá estar distribuído. O avaliado posiciona-se em pé.1cm.

o tronco e o registro deverá ser feito ao final de uma expiração normal. em virtude da dificuldade em se localizar esse ponto anatômico. completamente. o cotovelo deverá ser . Os ombros permanecem descontraídos e ligeiramente para trás. Para facilitar a colocação da fita métrica no ponto anatômico correto. A aproximação da fita. sem que a mesma exerça compressão sobre a pele. para permitir exposição total da região a ser medida. Após a demarcação do local exato da medida. O procedimento padrão para a realização dessa medida reco- menda que a fita métrica seja posicionada no nível da 4ª costela do avaliado. com o tronco ereto e ombros ligeiramente para trás. o avaliado deverá estar sem camisa ou com roupa sem manga. seguran- do a extremidade da fita com a mão esquerda e o suporte da mesma com a mão direita. lateralmente.32 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS O avaliador deverá posicionar-se à frente do avaliado. até atingir o ângulo de 90o em relação ao tronco. à frente. Braço Para a obtenção dessa medida. tomando-se o cuidado de que. deverá estar na altura das escápulas. Entretanto. imediatamente abaixo dos braços. tocando-se a espinha escapular e subindo até a porção mais distal do processo acromial. A fita métrica deverá circundar. pode-se solicitar ao avaliado abduzir ambos os braços estendidos lateralmente. Na parte posterior. O primeiro poderá ser observado mais facilmente. O avaliado deverá permanecer em pé e com os pés afastados lateralmente. esteja na altura do osso exter- no e. principalmente em mulheres e em pessoas obesas. A medida é realizada com o avaliado permanecendo em pé e com o peso distribuído em ambos os pés. O avaliador deverá estar atrás do avaliado e posicionará uma fita métrica na extensão compreendida en- tre o processo acromial da escápula e o olécrano. na largura dos ombros. deverá ser feita lentamente. Para que se possa marcar o local da medida. até tocar o avaliado. a mesma deve ser estendida horizontal e ligeiramente afastada do avaliado. o cotovelo do avaliado deverá estar flexionado em 90º e a palma da mão em supinação. O ponto médio entre essas duas referências deverá ser marcado como local da medida.

Perímetros corporais | 33

estendido, o braço permanecerá descontraído ao lado do tronco e a
palma da mão voltada para a coxa. A fita métrica deverá ser posicio-
nada perpendicularmente ao eixo longo do braço, contornando-o no
local demarcado, no mesmo plano, em toda a sua extensão, tocando a
pele, sem fazer compressão na mesma. O registro deve ser feito com
precisão de 0,1cm.

Bíceps

O avaliado posiciona-se em pé, com o braço direito elevado,
à frente do tronco ao nível do ombro e com o antebraço flexionado,
formando um ângulo de 90 graus. A mão esquerda poderá ser utili-
zada para segurar, internamente, a mão ou o punho direito, de modo
a opor resistência a este, enquanto o avaliado realiza uma contração
máxima da musculatura flexora do braço direito. O avaliador deverá
estar posicionado lateralmente ao avaliado, para a obtenção da medi-
da. Deverá ser feito o registro da maior circunferência perpendicular
ao eixo longitudinal do braço, na altura do músculo bíceps. Para a
leitura da fita, o marco zero da mesma deverá estar segurado com a
mão esquerda do avaliador, externamente ao braço a ser medido; e
o restante, com a mão direita. Esse lado da fita deverá permanecer
móvel no momento da medida. Após ter iniciado a contração máxi-
ma, a medida deverá ser observada o mais rápido possível (não mais
que 5 segundos), para que não ocorra fadiga muscular local durante
a contração. A fita deverá tocar a pele e no mesmo plano, em toda
a extensão a ser medida, não devendo haver compressão da mesma
sobre a pele. O registro deve ser feito com precisão de 0,1cm.

Cintura

O avaliado deverá estar com o local da medida descoberto ou
vestindo roupa com tecido fino, para que não interfira na localização
e no resultado da medida. O avaliado permanece em pé, com o mús-
culo abdominal descontraído, braços ao lado do tronco e pés unidos.
O avaliador permanece de frente para o avaliado e posiciona uma fita
métrica ao redor deste, em um plano horizontal, na região lombar, na

34 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS

menor circunferência, ao nível da cintura. Essa menor circunferência
deverá ser entre a última costela e a crista ilíaca. Deve-se proceder,
de maneira que o marco zero da fita métrica seja segurado no local
de medida, em frente à caixa torácica, com a mão esquerda; e o seu
suporte, com a mão direita. A extremidade da fita, com o marco zero,
deverá estar abaixo do restante da mesma, no momento da obten-
ção do valor a ser registrado. Uma pessoa pode ser necessária para
o adequado posicionamento da fita na região posterior do avaliado,
especialmente em indivíduos obesos, nos quais poderá ser difícil
localizar-se essa menor circunferência e o posicionamento correto da
fita métrica. Fitas metálicas devem ser utilizadas para essa medida
pela sua estabilidade no momento do posicionar a mesma no local
correto da medida. Deve-se tomar cuidado, ao utilizar fitas confec-
cionadas com tecido ou plástico, pois estas poderão não permanecer
horizontalmente, em toda a extensão da cintura, ocasionando grande
desvio da medida. A medida deverá ser tomada ao final de uma ex-
piração normal, sem que haja compressão da fita na pele. O registro
deve ser feito com precisão de 0,1cm.

Abdominal

O avaliado deverá estar com o local da medida descoberto ou
vestindo roupa com tecido fino, para que não interfira na localização
e no resultado da medida.
O avaliado permanece em pé, com o músculo abdominal
descontraído, braços ao lado do tronco e pés unidos. O avaliador
permanece de frente para o avaliado e posiciona uma fita métrica ao
redor deste, em um plano horizontal, na maior circunferência ao nível
do abdômen, que normalmente se localiza no nível da cicatriz umbi-
lical. Deve-se proceder, de maneira que o marco zero da fita métrica
seja segurado no local de medida, em frente à caixa toráxica, com a
mão esquerda; e o seu suporte, com a mão direita. A extremidade da
fita, com o marco zero, deverá estar abaixo do restante da mesma, no
momento da obtenção do valor a ser registrado.
Uma pessoa pode ser necessária para o adequado posicio-
namento da fita na região posterior do avaliado, especialmente em
indivíduos obesos, nos quais poderá ser difícil localizar-se essa maior

Perímetros corporais | 35

circunferência e o posicionamento correto da fita métrica. Fitas metá-
licas devem ser utilizadas para essa medida, pela sua estabilidade no
momento de posicionar a mesma no local correto da medida. Deve-se
tomar cuidado, ao utilizar fitas confeccionadas com tecido ou algum
tipo de material plástico, pois estas poderão não permanecer hori-
zontalmente, em toda a extensão do local a ser medido, ocasionando
grande desvio da medida. A medida deverá ser tomada ao final de
uma expiração normal, sem que haja compressão da fita na pele. O
registro deve ser feito com precisão de 0,1cm.

Quadril

O avaliado deverá estar com o local da medida vestindo pouca
roupa ou com roupa de tecido fino, para que não interfira na localiza-
ção e no resultado da medida.
O avaliado permanece em pé, braços descontraídos ao lado do
tronco, pés unidos. O avaliador permanece lateralmente ao avaliado
com a visão no mesmo plano da medida, para que o local correto da
medida possa ser observado. Uma fita métrica é posicionada ao re-
dor do avaliado, em um plano horizontal, na maior circunferência ao
nível do glúteo máximo, sem comprimir a pele. Um assistente pode
ser necessário para o adequado posicionamento da fita no lado oposto
do avaliado. Deve-se proceder de maneira tal, que o marco zero da
fita métrica seja segurado com a mão esquerda; e o seu suporte, com
a mão direita. A extremidade da fita, com o marco zero, deverá estar
abaixo do restante da mesma, no momento da obtenção do valor a
ser registrado. Fitas metálicas devem ser utilizadas para essa medida,
pela sua estabilidade no momento do posicionar a mesma no local
correto da medida.

Coxa

A medida da circunferência da coxa poderá ser efetuada em
três posições distintas: proximal, medial e distal. Para determinação
dos locais corretos, o avaliado deverá permanecer em pé, flexionando
o quadril e o joelho em 90º. Para facilitar, o pé direito poderá estar
sobre um apoio; e uma caneta deverá ser utilizada para a demarcação

próximo ao epicôndilo femoral e ime- diatamente acima da borda superior da patela. Panturrilha O avaliado deverá permanecer em pé. A linha inguinal pode ser localizada. O ponto distal de referência é localizado. ao nível do ponto médio. quando o joelho do avaliado está estendido. que poderá não ser a máxima circunferência da coxa. Cada medida é realizada com o avaliado em pé. Distal ou Suprapatelar. mas sem comprimi-la. Caso haja dificuldade. e o peso distribuído igualmente. O ponto proximal de referência é a prega inguinal no eixo longo e anterior da coxa. o ponto medial entre o proximal (linha inguinal) e o distal (acima da patela). Para determinar os locais corretos. Proximal . ao redor da coxa.A fita é posicionada horizontalmente. aproximadamente. em cima de algum su- . entre a linha inguinal e a borda proximal da patela. E o registro deve ser feito com precisão de 0.A fita métrica é posicionada no plano horizontal. com a perna do avaliado estendida. solicitando-se que o avaliado permaneça em pé. Cada uma dessas medidas é efetuada com a fita métrica em completo contato com a pele. tocando-se a patela do avaliado até a sua borda superior. sendo que o ponto distal deverá ser aquele imediatamente acima da patela. flexione o quadril do membro que será medido e o pé apoiado em uma superfície (cadeira ou banco). imediatamente abaixo da curvatura glútea.A fita métrica é posicionada horizontalmente. Medial . 90º. ao redor da coxa. Esse ponto pode mais facilmente ser locali- zado. posiciona-se o ponto zero da fita métrica na linha inguinal. com os calcâneos separados. o mais próximo possível do epicôndilo femoral. ao redor da coxa. também anterior da coxa. em ambos os pés. essas medidas podem ser realizadas com o avaliado deitado na posição supina.1cm. Caso a pessoa não consiga permanecer em pé.36 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS do local correto em que será efetuada a medida. para que tanto o quadril como o joelho fiquem flexionados a. na posição reco- mendada. a borda imediatamente acima da patela poderá ser observada. aproximadamente 10cm.

deverá estar abaixo do res- tante da mesma. com o marco zero. O registro deve ser feito com precisão de 0. no momento da obtenção do valor a ser registrado. Uma fita métrica deverá ser posicionada horizontalmente. ao redor da máxima circunferência. essa medida poderá ser efetuada com o mesmo deitado. deverá estar abaixo do res- tante da mesma. O registro deve ser feito com precisão de 0. cerca de 20 cm um do outro. Perímetros corporais | 37 porte (banco ou cadeira). A extremidade da fita. A extremidade da fita. ou sentados. O avaliador permanece ao lado do avaliado. Uma fita métrica deverá ser posicionada horizontalmente e num plano perpendicular ao eixo longo da perna. na posição supina. e com os pés separados. Naqueles indivíduos que não conseguirem permanecer em pé. toda- via sem comprimir a pele. com o joelho flexionado a 90o. Tornozelo O avaliado permanece em pé. numa superfície ele- vada e plana. essa medida poderá ser efetuada com os mesmos deitados na posição supina. num plano perpendicular ao eixo longo da panturrilha e tocando toda a sua ex- tensão. Caso o avaliado esteja deitado. com o joelho flexionado a 90o. e o seu suporte com a mão direita. um auxiliar poderá ser necessário. O marco zero da fita métrica deverá ser segurado com a mão esquerda. com o marco zero. para segurar a perna no momento em que o avaliador realizar a medida. . descalço. e o seu suporte. para que o avaliador possa melhor observar e demarcar o local exato onde será efetuada a medida. ao redor da menor circunferência. no momento da obtenção do valor a ser registrado. porém sem comprimi-la. ou sentado. Naqueles indivíduos que não conseguirem permanecer em pé.1cm. com a mão direita. em ambos os pés.1cm. com os pés separados levemente e o peso distribuído igualmente. ao nível do tornozelo proximal dos maléolos laterais da tíbia e da fíbula e tocando toda a extensão do tornozelo. Este é o mesmo local onde é obtida a prega cutânea da panturrilha. juntamente com o peso dis- tribuído em ambos os pés. O marco zero da fita métrica deverá ser segurado com a mão esquerda.

.

sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula. próximo ao nível marcado. atrás do avaliado com a palma da mão esquerda em seu braço. seguindo a orientação dos arcos costais. de costas para o avaliador. onde deverá ser demar- cado o ponto médio. A espessura da prega cutânea subescapular é obtida obliquamente ao eixo longitudinal. Problemas podem ocorrer. bem como com os braços ao lado do cor- po. no nível marcado. A prega do tríceps é obtida com o polegar esquerdo e o dedo indicador. Prega bicipital (PB) A espessura da prega do bíceps é medida no sentido vertical .Capítulo 6 Pregas cutâneas Camila Buonani. com o braço mantido. com os ombros eretos e relaxados. e as pontas do adipômetro são aplicadas na prega. Kelly Messias e Ismael Forte Freitas Júnior Prega cutânea subescapular (PSE) O avaliado permanece em pé. um assistente poderá segurar a prega com as duas mãos. mas isto oferece leituras maiores do que quando só uma das mãos é utilizada. aproxi- madamente 1cm acima do nível marcado. sobre o músculo tríceps. com pouca gordura nessa região. estendendo-se até o olecrano da ulna. Prega do Tríceps (PT) É obtida na linha média da região posterior do braço. Se necessário. O avaliador coloca-se de pé. quando a avaliação é feita em indivíduos obesos ou musculosos. O adipômetro é segurado na mão direita. com o polegar e o dedo indicador direcionados inferiormente. con- fortavelmente. com o cotovelo flexionado a 90o. no caso de indivíduos obe- sos. O avaliado deve permanecer de pé. ao lado do corpo. Uma fita métrica é posicionada entre o acrômio e esticada ao longo da face posterior do braço.

O avaliado permanece em pé. . O avaliador deve permanecer de pé. a medida é feita com os braços rela- xados para os lados. com o braço relaxado. em direção ao mamilo. com os bra- ços relaxados ao longo do corpo.40 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS no aspecto anterior do braço. O avaliado permanece em pé. com a prega sendo destacada no sentido oblíquo. O braço esquerdo é levemente abduzido e flexionado na junção do ombro. O avaliado fica em pé. de frente para o avaliador. Como referência. com os braços relaxa- dos para os lados. ereto. olhando para o lado do avaliado. na linha axilar média. também pode ser utilizado o aspecto medial entre a borda anterior do acrômio e o centro da fossa antecubital. que podem ficar sentadas no colo de um adulto. A espessura da prega é registrada o mais próximo de 0. na maior circunferência. para que o avaliado não flexione o tronco na direção do lado em que a prega está sendo aferida. Para o paciente acamado. A espessura é medida distante 1 cm desse ponto. na altura do músculo do bíceps. horizontalmente. onde a medida é registrada. o mais próximo possível da linha axilar. exceto crianças. Prega axilar média (PAm) A espessura da prega axilar média é obtida no nível da junção xifoesternal. a medida pode ser feita com o avaliado sentado. Prega Peitoral (PP) É recomendado que seja usado o mesmo local da prega peitoral para homens e mulheres. Normalmente a medida é obtida 1cm superior à linha marcada para a medida da espessura da prega tricipital e da circunferência do braço.1 cm. É preciso ter-se cuidado. destacando-se a prega ao nível dos eixos longos direcionados para o mamilo. a prega é destacada. segundo a direção das costelas. com a mão esquerda. ligeiramente abduzido lateralmente e a palma direcionada anteriormente. Para o paciente confinado na cadeira de rodas. A medida é obtida.

seguindo as linhas naturais da pele. Ela é alinhada no plano inferomedial. a meio caminho entre a linha inguinal e o limite proximal da patela. para a perna contrária à que vai ser medida. A medida deve ser obtida 3 cm laterais à cicatriz umbilical e 1 cm inferior a ela. Uma prega oblíqua é feita posterior à linha média axilar. durante o procedimento e respira normalmente. imediata- mente superior ao topo da crista ilíaca. deve estará consistente com a sua aplicação. O avaliado flexiona o quadril. a meio caminho do longo eixo da coxa. O peso do corpo é transferido. quando o avaliado está em pé. O ponto distal de referência é locali- zado. Algumas equações preditivas utilizam a prega abdominal obtida no sentido vertical e outras no sentido horizontal. com o peso corporal igualmente distribuído em ambos os pés. a medida pode ser feita com o avaliado deitado de costas. a decisão sobre qual padronização vai ser adotada. O avaliado permanece em pé. Prega da Coxa Medial (PCx) A prega da coxa medial é localizada na parte anterior da coxa. ligeiramente. a 45o a horizontal. o avaliado relaxa a musculatura da parede abdominal. tanto quanto possível. Dessa forma. para melhorar o acesso ao local. Os braços permanecem ao longo do corpo e podem ser abduzidos levemente. O ponto proximal de referência é na linha inguinal. Prega Suprailíaca (PSI) A prega Suprailíaca é medida na linha axilar média. A espessura da prega é obtida no sentido vertical. quando o joelho do avaliado está estendido. Pregas cutâneas | 41 Prega Abdominal (PAb) Para a medida da espessura da prega abdominal. O joelho dessa perna perma- . Naqueles incapazes de ficar em pé. O avaliado perma- nece em pé. para auxiliar a localização da linha inguinal. com os pés juntos e em uma posição ereta.

a prega da coxa é medida com o paciente deitado. com o pé em uma plataforma ou caixa. A prega ver- tical é erguida. o avaliador levanta uma prega paralela ao longo do eixo da panturrilha. . num nível levemente proximal ao lugar marcado.42 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS nece estendido. a prega supra- patelar é medida com o paciente deitado.1cm. A espessura da prega é medida no nível marcado. Para pacientes confinados a uma cama ou cadeira de rodas. Uma alternativa é o avaliado permanecer em pé. quando visto de frente. enquanto a perna ao lado da medida é relaxada. o avaliado pode apoiar-se no ombro do avaliador ou em um ponto de apoio elevado. A espessura da prega é medida o mais próximo de 0. cerca de 1cm distal aos dedos que seguram a prega. 2 cm proximal ao proximal da borda da patela. Se a manutenção do equilíbrio for um problema. com a sola do pé correspondente no chão. Se a manutenção do equilíbrio for um problema. com o peso do corpo deslocado para o outro pé.1 cm. com o joelho levemente flexionado. Para pacientes confinados a uma cama ou cadeira de rodas. e o pé deve estar inteiramente apoiado no chão. As garras do adipômetro são aplicadas cerca de 1cm distante dos dedos que seguram a prega. De uma posição em frente ao avaliado. enquanto o avaliado está em pé. O joelho do lado que está sendo medido fica levemente flexionado. Prega da panturrilha medial (PPant) Para a medida da prega da panturrilha medial. para que o joelho e o quadril fiquem flexionados cerca de 90graus. o avaliado senta- se com o joelho do lado a ser medido flexionado cerca de 90 graus. Prega suprapatelar (PSP) A prega suprapatelar é localizada no plano do aspecto anterior da coxa. A perna do lado que está sendo medida fica relaxada. o mais próximo de 0. O nível de circunferência máxima da panturrilha é marcado no aspecto médio da panturrilha (ver técnica para circunferência da panturrilha). o avaliado poderá apoiar-se no ombro do avaliador ou em algum apoio alto. mas a sola do pé correspondente a ele permanece em contato com o solo. no seu aspecto médio.

considerando-se a medida intermediária como o valor representativo do mesmo. posto que.Capítulo 7 Diâmetros corporais Denise Rodrigues Bueno e Ismael Forte Freitas Júnior Os diâmetros ósseos são utilizados para avaliação da estrutura corporal e de alguns índices como o componente de mesomorfia do somatotipo. Biilíaco Para obter-se essa medida. de maneira tal. o avaliador também deverá posicionar-se posteriormente ao avaliado. a parte máxima lateral dos processos acromiais (direito e esquerdo). será mais fácil a obtenção da medida. Biacromial Essa medida é obtida na parte posterior do avaliado. Ombros descontraídos e ligeiramente para trás. São medidas obtidas. sem grande interferência dos demais tecidos. respirando normalmente e peso distribuído. pois. O avaliado permanece em pé. dessa forma. tocando. Recomenda-se uma série de três medidas sucessivas no mesmo local. permanecendo atrás do avaliado. As pontas dos equipamentos de avaliação devem pressionar a região medida de tal maneira. sendo que o antropômetro deverá ser apoiado no antebraço. que representem seu compri- mento máximo. cabeça posicionada no plano horizontal de Frankfort. para facilitar o manuseio do mesmo. dessa maneira. por meio de paquí- metro e antropômetro. O avaliador deverá efetuar a medida. com o dedo médio. principalmente. posicionando os medi- dores do antropômetro entre os dedos indicadores e médios. calcanhares unidos. em ambos os pés. permite uma localização mais fácil do processo acromial. . O avaliado permanece em pé. que a medida seja fiel do diâmetro. igualmente.

para permitir um posi- cionamento mais firme e evitar possíveis oscilações do corpo. O antropômetro. O peso deverá estar distribuído. a fim de determinar a máxima distância entre os pontos. em ambos os pés e o avaliado respirando normalmente. O indivíduo permanece em pé. com os calcanhares unidos e os braços cruzados à frente do tronco. com os pés separados à distância dos ombros e em cima de uma superfície. Bimaleolar O indivíduo deverá permanecer em pé. a porção máxima lateral dos trocânteres máximos (direito e esquerdo). para facilitar o manuseio do mesmo. então. será posicionado na parte posterior do avaliado. nas duas pernas. visan- do a facilitar o posicionamento do aparelho e a obtenção da medida. medial e lateral. apoiado no antebraço. na maior distância entre as duas cristas ilíacas (direita e esquerda).44 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS calcanhares afastados aproximadamente 5 cm. O avaliador fica atrás do avaliado. Bitrocantérico É a maior distância entre as projeções laterais do trocanter maior. . tocar a porção lateral máxima das cristas ilíacas (direita e es- querda). e o antropômetro apoiado no antebraço. O antropômetro. em um ângulo de 45º. O avaliador deverá. será posicionado na parte posterior do avaliado. peso distribuído. para não atrapalharem no momento de obtenção da medida. igualmente. em um ângulo de 45º. então. com os dedos médios. com os dedos médios. igualmente. Tais hastes deverão estar entre os dedos indicadores e médios. de forma a obter o diâmetro má- ximo bitrocantérico (direito e esquerdo). e o antropômetro. posicionando os medidores do antropômetro entre os dedos indicadores e médios. onde serão posicionadas as hastes do antropô- metro. quando deverá tocar. dos maléolos no plano horizontal. Os braços não poderão estar na região que será medida. descalço. para facilitar o manuseio do mesmo. razão por que o avaliado deverá cruzá-los à frente do tronco.

tomando- se o cuidado de não determinar. punhos fechados e o dorso do antebraço voltado para o avaliador. e o dedo médio deverá tocar a porção máxima lateral dos epicôndilos do fêmur (direito e esquerdo). . e o cotovelo flexionado a 90º. bem como posicionado em um ângulo de aproximadamente 45º. O antropômetro é segurado com o polegar e o indicador. onde serão posicionadas as hastes do antropômetro. e com o quadril e os joelhos flexionados em 90º. Para localizar o local correto da medida (processos estilóides do rádio e da ulna). Diâmetro do punho Nessa medida. sem apoiar as pernas. que é onde deverá ser posicionado o antropômetro. e a mão permanece na posição pronada. erradamente. o avaliado permanece em pé. em um ângulo de 90º. com os dedos esten- didos. O avaliador determina os pontos laterais e mediais dos epicôndilos do úmero. O avaliado flexiona o cotovelo em 90º. os côndilos mediais e laterais da tíbia. para a frente. o avaliador deverá guiar-se pelos dedos polegar e mínimo. devido ao fato de o epicôndilo medial ser mais distal do que o epicôndilo lateral. São localizados os epicôndilos mediais e laterais do fêmur. respectivamente. para baixo da continuação do úmero. o avaliado deverá estar sentado. com o antebraço para cima. Biepicondilar do úmero Para a obtenção dessa medida. é obtida a distância entre o processo estilóide dos ossos ulna e rádio. O antropômetro será segurado entre o polegar e o indicador. ombros flexionados para a frente. Diâmetros corporais | 45 Biepicondilar do fêmur Para a obtenção dessa medida. determinando o máximo das porções laterais e mediais do rádio e da ulna.

.

sexo. altura (WHO 1995). geralmente. torna-se possível viabilizar-se o cálculo de grande multiplicidade de índices corporais. uma vez que a antropometria tem sido amplamente utilizada. auxiliando na definição de prioridades no planejamento. . É desejável que o profissional dê preferência às preconizações das agências nacionais e internacionais de saúde. pois.Capítulo 8 Índices corporais Jamile Sanches Codogno e Ismael Forte Freitas Júnior Estimativas sobre a composição corporal são obtidas com pre- cisão. Considerando-se a grande quantidade de opções a respeito da seleção de dimensões antropométricas. muitas vezes. 2002). indicadores referen- ciais disponíveis na literatura. tendo. como base. 2006). implementa- ção e avaliação de programas (WHO. destinada à análise da composição corporal. Os índices antropométricos são utilizados com freqüência. para classificar indivíduos quanto ao risco do surgimento de disfunções associadas à obesidade. Dessa forma. na avaliação da saúde e de riscos nutricionais. No entanto. sua utilização no campo da Educação Física é limitada (GUEDES. por meio de procedimentos laboratoriais. seria a utilização de índices corporais. uma proposta simples. sugeridos por meio de estudos descri- tivos. que se podem estabelecer no corpo humano. Os índices corporais. 2003). Diversos estudos têm demonstrado que esses índices possuem relações com vários tipos de doenças e com a distri- buição da gordura corporal (ARRONE. como peso. com sucesso. idade. em razão do alto custo de seus equipamentos. da sofisticação metodológica e das dificuldades em se envolverem os avaliados nos protocolos de medida. os dados resultam de estudos e análises criteriosas e propiciam uma padronização dos cuidados de saúde e comparação com dados de referência (SOARES. empregados na coleta de informações para análise da proporcionalidade corporal. 1995). A análise das informações obtidas por meio dos índices corpo- rais devem ser interpretadas. são obtidos a partir da combinação de duas ou mais informações antropométricas básicas.

por sua forte relação com a gordura corporal em diferentes idades (Vitolo et al. para se avaliar o estado nutricional.(2007). Os altos valores de correlação observados entre IMC e gordura corporal são bons indicativos da viabilidade de sua aplicação. Isto não é absolutamente cor- reto. quanto maior o IMC. fácil treinamento de profissionais para a realização das medidas com menor erro possível e. acima de tudo. estudos. Uma delas. É uma das técnicas mais conhecidas e amplamente utilizadas em todo o mundo. ocorrer.48 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Índice de massa corpórea (IMC) O índice de massa corporal (IMC). como hipercolesterolemia. Torna-se evidente que o sobrepeso pode. é uma das medidas antropométricas mais comumente utilizadas para a determinação do excesso de peso corpo- ral e está.. devido à sua facilidade de aplicação em grandes populações. et al.. Fernandes et al. 1998). maior a quantidade de gordura corporal. é recomendada pela Organização Mundial da Saú- de. proposta pelo Grupo de Trabalho em Obesidade . apresentada por Must et al. ainda. duas tabelas são aceitas internacionalmente e apresentam pontos de corte de IMC para sobrepeso e obesidade de crianças e adolescentes de 2 a 18 anos. devido ao aumento da massa muscular e óssea (Berral de la Rosa & Rodriguez-Añez. 2007). como o desenvolvido por Pietrobelli et al. igualmente. 2007. Sua limitação fundamental é o pressuposto de que todo peso que exceda os valores determinados pelas tabelas “peso-estatura” corresponderá à massa de gordura. Um fator importante que limitava comparações entre valores de IMC de populações de diferentes países era a ausência de valores críticos ou pontos de corte. Atualmente. 2002). que fossem adotados internacionalmente e que não fossem sujeitos a críticas.(1998) e Fernandes et al. enquanto a outra. Entre crianças e adolescentes. originalmente estabelecido como índice de Quetelet. ou seja. baixos níveis de lipoproteína de alta densidade e resistência insulínica (GUS. associado a fatores de risco cardiovasculares.(1991). indicaram a exis- tência de significativa relação positiva dos valores médios de IMC com o percentual de gordura corporal avaliado por métodos mais precisos.

1 21.7 7 17.9 23.7 25. uma criança do sexo masculino.3 28. a cada um decidir sobre qual autor seguir e utilizar seus valores de referência.1 22.2 17.6 28.4 17.4 18. Índices corporais | 49 Infantil (International Obesity Task Force – IOTF)(Cole et al.9 30.5 8 18.7 18 27.7 17.7 23.6 9 19. Inglaterra.3 29.8 22.2 19. Essas pequenas variações não são suficientes. Por exemplo.1 21.0 19. portanto. com dados representativos da população de seis países (Brasil.9 23.1 19.2 25 26.3 19.4 27.6 16.4 32.2 6 17.7 21.1 30 . se o IMC dele estiver entre 19. Tabela 1 – Valores de IMC (kg/m2) por sexo e idade.8 22.9 24.7 21.9 26.1 29.. 2000.2 23.6 25.8 19.0 19.5 20.4 19.0 18.3 18.0 18.1 23.2 24.1 21. para classificação de crianças e adolescentes em sobrepeso e obeso.3 25.4 17 24. segundo Cole et al.6 18.0 30 32.9 25.8 e 23.8 19.3 19.4 23.7 19.3 18.3 28.8 23.0 19.3 24.6 24.1 11 21.6 21. cabendo.6 27.7 28..9 28.8 17.5 17.6 19.4 27.4 20.0 kg/m2.1 24.7 19.6 15 23. com 10 anos de idade. e se apresentar IMC entre 19.1 19. segundo Must et al.7 13 22.1 17.1 29.8 20.6 21.1 26.4 4 16.6 28. China.8 23.8 28.0 26.7 29.7 25.8 19.2 25. (1991).2 18.9 17.5 25 31.0 27. Nova Ze- lândia.5 20.2 21.5 17.7 18.1 18.8 19.6 17.2 5 16.4 20. 2000).3 18.4 16.3 26. para que haja interpretações equivocadas.6 18.1991 e Cole et al.8 14 23.4 12 21.0 17.8 18.4 24.9 26.3 22.9 17.3 17.9 17. apresenta valores de referência para as idades de 2 a 20 anos.8 26.4 kg/m2.8 17.6 20.8 e 24. Sobrepeso Obesidade Idade Masculino Feminino Masculino Feminino (anos) Must Cole Must Cole Must Cole Must Cole 2 17.0 24. de acordo com referências apresentadas por Must et al. Estados Unidos e Singapura) (Tabela 1).6 19.8 10 19. apresentará sobrepeso.7 24.8 3 17.0 17.. (2000).5 26.5 18.8 20.1 16 24.

pre- dominantemente. HAN & MORRISON. . Estabeleceu-se o ponto de corte para a razão cintura-quadril em 0. 1995). além da relação entre peso e a altura. pois o aumento da deposição de gordura abdominal (central) na população pode fornecer um indicador sensível dos problemas de saúde pública. Para a OMS. RCQ = Circunferência de Cintura (cm) Circunferência de Quadril (cm) Circunferência Muscular do Braço A reserva de tecido muscular pode ser estimada pela circunfe- rência muscular do braço (CMB) a partir da fórmula de FRISANCHO (1974). 1988). 1987 e LEAN.95 para homens e 0. 2000) apresenta dados de referência para esse indicador (SAMPAIO. relacionados com o sobrepeso. ten- do em vista que o Third National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES III. para caracterizar se a gordura corporal é concentrada. na região central do corpo ou na sua extremidade. apesar de não levar em consideração a irregularidade no formato dos tecidos do braço. A relação entre os perímetros da cintura e do quadril vem sendo empregada. devem ser medidos os perímetros da cintura e do quadril. A CMB. A interpretação dos valores encontrados deve ser realizada de acordo com a literatura. pode ser o indicador de escolha. 2004). que dispõe de indicadores referenciais que podem identificar a intensidade do risco predisponente ao apareci- mento e ao desenvolvimento de disfunções metabólicas crônicas.80 para mulheres (BJÖRNTORP. de acordo com a idade e o sexo do avaliado (BRAY & GRAY. obtida pelo IMC. a obesidade e suas conseqüências (WHO.50 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Relação Cintura Quadril ou Distribuição de Gordura Corporal A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica o uso da an- tropometria para a vigilância de fatores de risco que desencadeiam doenças crônicas. 1995).

1 cm em diante (tronco longo) Mulheres Braquicórmicos (tronco curto). Índices corporais | 51 CMB = CB – (0.de 52.de 53. que relaciona a estatura total com a altura tronco-cefálica.0 cm Mesocórmicos (tronco médio).314 x PT) Onde: CB = circunferência do braço (cm) e PT = Prega Tri- cipital (mm). segundo Berral de la Rosa e Rodriguez-Añez (2002).até 52. A classificação para homens e mulheres. A classificação. Índice Cormico Esse índice fornece dados sobre a proporcionalidade corporal resultante de dimensões representativas das regiões do tronco e dos membros.1 cm em diante Índice esquelético ou Índice de Manouvrier A relação existente entre o tronco e o segmento inferior do corpo pode ser calculada por meio do índice esquelético descrito por Manouvrier (BERRAL de La ROSA & RODRIGUEZ-AÑEZ. Permite verificar-se a contribuição relativa do seguimento superior e dos membros inferiores na estatura.0 cm Macrocórmicos (tronco longo) .1 a 54.até 51.de 51.0 cm Mesocórmicos (tronco médio). de acordo com Berral . relacionando a medida da altura tronco-cefálica com a medida da estatura. oferecendo informações sobre a relação entre a porção superior e a porção infe- rior do corpo.) 54.1 a 53.0 cm Macrocórmicos (tronco longo) . 2002). é a seguinte: Homens Braquicórmicos (tronco curto).

Índice de comprimento de coxa e Índice de comprimento de perna. e para rapazes valores entre55-57 (GUEDES e GUEDES. é possível identificarem-se modificações pro- porcionais dos indicadores de crescimento físico das regiões inferior e superior do tronco. é a seguinte: • Braquiesqueléticos (pernas curtas e tronco longo) até 84. o valor deveria estar entre 28 e .52 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS de la Rosa e Rodriguez-Añez (2002).0 a 89. Permite identificar-se a largura relativa dos qua- dris em comparação com a dos ombros. São índices que envolvem as medidas dos membros inferiores.9 cm • Mesoesqueléticos (pernas e tronco proporcionias) de 85. A literatura sugere indicadores referenciais. Os valores de referência propostos para esse índice sugerem para moças valores entre 53-55 cm. 2006). para moças. Índice de comprimento dos membros inferiores (ICMI) Permite identificar a participação dos membros inferiores na estatura e pode ser utilizado como forma de acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento dos membros inferiores em re- lação à estatura. 2006).0 cm em diante Índice de quadris/ombros Com esse índice.9 cm • Macroesqueléticos (pernas longas e tronco curto) de 90. Os valores de referência para moças varia entre 80 e 84 cm e para rapazes de 70-75 cm (GUEDES e GUEDES. Demonstram a contribuição dos segmentos esqueléticos associados aos membros inferiores na estatura. sendo que.

segundo Berral de la Rosa e Rodriguez-Añez (2002).9 cm • Mesobraquial (extremidades superiores intermediárias) de 45. Os indicadores referenciais para esse índice variam entre 78 e 83 cm. é a seguinte: • Braquiobraquial (extremidades superiores curtas): ≤ 44. A classificação para homens e mulheres. 2006). e.0 a 46. independente do sexo. 2006). quando tratamos do Índice de Comprimento de Coxa. 2006). já para o Índice de Comprimento de Perna os valores variam entre 21 e 22 para moças e 22 e 23 para os rapazes (GUEDES e GUEDES. para rapazes. Índice de comprimento dos membros superiores Permite identificar-se a participação dos membros superiores na estatura. . Índice de comprimento do antebraço (ICAB) e Índice de comprimento do braço (ICB) Esses dois índices refletem a contribuição dos segmentos esque- léticos dos membros superiores na estatura. tanto para moças quanto para rapazes (GUEDES e GUEDES. Índices corporais | 53 29 cm. entre 29 e 30 cm. os valores variam entre 19 e 20 cm.0 cm Índice Braquial Representa a relação entre comprimento de antebraço e braço. É usado como indicador referencial para o Índice de Comprimento do antebraço valores entre 15 e 16 cm. tanto para moças como para rapazes (GUEDES e GUEDES. Já para o Índice de Comprimento de Braço.9 cm • Macrobraquial (extremidades superiores longas): ≥ 47.

54 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Tabela 2. GUEDES.. o mais utilizado como índice de robus- tez (BERRAL de la ROSA & RODRIGUEZ-AÑEZ. Também é usado para o cálculo do componente ectomorfo do somatotipo.R. D. Manual prático de avaliação em Educação Física. basicamente. Embora o recíproco do índice ponderal e a ectomorfia representem. É. São Paulo.P. 2006 Índice Ponderal e Somatotipo Utilizado no estudo da proporcionalidade corporal. Editora Manole. 2002). a ecto- morfia é mais freqüentemente usada O somatotipo é uma técnica cineantropométrica amplamente .Indicadores referenciais voltados à analise de índices cor- porais selecionados para avaliação da proporcionalidade corporal Índices Corporais Moças Rapazes Altura Trococefálica (ATC)/estatura 52-54 51-53 Estatura – ATC/ATC 85-90 85-90 Diâmetro bicrista-ílico/Briacromial 80-85 70-75 Membros inferiores/Estatura 53-55 55-57 Comprimento da perna/ Coxa 78-83 78-83 Comprimento da coxa/estatura 28-29 29-30 Comprimento da perna/Estatura 21-22 22-23 Membros superiores/estatura 45-47 45-47 Comprimento do antebraço/braço 78-83 78-83 Comprimento do antebraço/estatura 15-16 15-16 Comprimento do braço/estatura 19-20 19-20 Adaptado de: GUEDES. a mesma informação. relaciona peso e estatura. atualmente.E. J. que relaciona a estatura expressa em centrímetros com a raiz cúbica de peso expresso em quilos. P.

2002).463)−17.75. Deve-se ter cuidado na hora de sua aplicação.63 Índice acrômio-ilíaco e Índice da envergadura relativa Esses índices permitem a avaliação da morfologia e da en- vergadura do tronco. segundo Berral de la Rosa e Rodriguez-Añez (2002). IAI = diâmetro biilíaco (cm) x 100 / diâmetro biacromial (cm) A classificação usada para o IAI. Índices corporais | 55 utilizada. é a seguinte: • Valores ≤ 69. tanto para homens como para mulheres.Tronco intermediário • Valores ≥75.Tronco retangular Já a fórmula do Índice de Envergadura Relativa (IER) é a se- guinte: IER = envergadura (cm) x 100 / estatura (cm) .0 . permitindo uma análise mais global da composição corporal e da constituição física do indivíduo.9 cm .0 e 74.9 cm . Destaca-se a grande utilidade desses índices.Tronco trapezoidal • Valores entre 70. já que as medidas realizadas para a obtenção desses índices podem sofrer grande variabilidade (BERRAL de la ROSA & RODRIGUEZ- AÑEZ. p cálculo do componente ectomorfo será: ECTO =(IPx0.762)− 28. uma vez que per- mitem a comparação entre grupos ou populações com características semelhantes. o cálculo do componente ecto- morfo será: ECTO =(IPx0.58 Se o IP for ≤40. 2002) Estatura IP = 3 Peso Se o IP resultante for >40. quando analisada em conjunto com os outros dois componentes: a endomorfia e a mesomorfia (RI- CARDO & ARAÚJO.75.

mais do que a obesidade generalizada. Sugere-se a adoção de valores próximos de 1. 2003). É baseado na idéia de que pes- soas que acumulam gordura na região central do tronco têm a forma do corpo parecida com um duplo cone. EST: estatura .73 (perfil morfológico similar ao de um duplo cone perfeito). considerando a provável variação conjunta das medidas do perímetro da cintura e do quadril (GUEDES & GUEDES. CC(cm) IC = 0. ou seja.. CC: circunferência da cintura MC: massa corporal. bem como valores próximos de 1. está associada às doenças car- diovasculares (CARNEIRO et al. 2004).56 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS A classificação estabelecida para ambos os sexos são valores su- periores a 100 cm. Índice de Conicidade O índice de conicidade foi proposto para avaliação da obesidade e distribuição da gordura corporal.00 (perfil morfo- lógico similar ao de um cilindro perfeito) como indicativo de baixo risco para o aparecimento e o desenvolvimento de disfunções cardio- vasculares e metabólicas. segundo Berral de la Rosa e Rodriguez-Añez (2002). uma vez que a obesidade central. A principal vantagem do uso do índice de conicidade em rela- ção à relação cintura/quadril refere-se ao fato de que ele deve apre- sentar maior sensibilidade para a análise do padrão de distribuição de gordura. dois cones com uma base comum. 2006). 1993). como indicativo de elevado risco para o aparecimento e o desenvolvimento de disfun- ções cardiovasculares e metabólicas (VALDEZ et al. dispostos um sobre o outro (PITANGA & LESSA.109 MC(kg) EST(m) Onde: IC: índice de conicidade.

Só foram selecionadas as equações desenvolvidas. estão cadastradas algumas das mais utilizadas. são apresentadas algumas das equações predi- tivas de composição corporal encontradas na literatura e distribuídas por sexo. utilizando-se o adipômetro Lange. para uma pessoa com uma quantidade de osso muito acima da média populacional. se as medidas forem realizadas.Capítulo 9 Equações preditivas Camila Buonani e Ismael Forte Freitas Júnior Neste capítulo. Dessa forma. . que deve ser convertida em percentual de gordura. Uma forma de verificar se esse cuidado está sendo toma- do é avaliar-se a diferença intra e inter avaliador. que deverá estar por volta de 1%. As equações selecionadas utilizam variáveis antropométri- cas independentes (perímetro. diâmetro e pregas cutâneas). Ressalta-se que as duas equações de conversão de Densidade corporal (massa dividida pelo volume corporal) em percentual de gordura são as de Siri (1956) e de Brozek (1963). o que não é totalmente verdade. etnia. as des- crições apresentadas nos capítulos anteriores deste livro. Entretanto essa conversão será válida. para que a medida seja considerada satisfatória. Assim. rigorosamente. a estimativa da gordura corporal fornecerá resultados muito baixos. idade. utilizando as referências abaixo. porque músculos e ossos apresentam densida- des diferentes. estado nutricional e nível de atividade física. seguindo a padronização proposta na literatura e tomando cuidado no momento da realização da medida. Embora não estejam listadas todas as equações existentes. Essa conversão é possível. porque se assume que os músculos e os ossos apresentam densidade maior que a gordura. Algumas equações fornecem resultados do percentual de gordura. mas a grande maioria fornece o resultado da densidade corporal (Dc). os locais das medidas devem seguir.

58 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Abreviaturas utilizadas %GC = Percentual de gordura corporal CAb: Circunferência abdominal CAB: Circunferência Antebraço CB: Circunferência de braço CC: Circunferência de cintura CCx: Circunferência de coxa Cp =Circunferência de punho CQ: Circunferência de quadril CSP: Circunferência supra patelar Dc = Densidade corporal D úmero: Diâmetro bi-epicondilar do úmero D fêmur: Diâmetro bi-epidondilar do fêmur PC = Pregas cutâneas PAb = Prega cutânea abdominal PAm = Prega cutânea axilar média PB i= Prega cutânea bicipital PCx = Prega cutânea da coxa PE = Prega cutânea peitoral PPant = Prega cutânea da panturrilha PSE = Prega cutânea subescapular PSI = Prega cutânea supra ilíaca PT = Prega cutânea tricipital .

6 Slaugther et al. (1988) Crianças 0.51.610(∑PT+PPant) + 5.4 59 Pós-Púbere -6.783(∑PT+PSE) + 1.33(∑PT+PSE)-0.256. %GC=1.1 Slaugther et al. %GC=1.38 Dezenberg et al. (1988) Meninas (todas as idades) 2. %GC= 0. (1988) Brancos e Negros Meninos (todas as idades) 3.sexo**)+1.IMC – (0.2 -1.546(∑PT+PSE) + 9.013(∑PT+PSE)²-2.idade) .PT+(0.7 Equações preditivas | Púbere -5.735(∑PT+PPant) +1. (1988) ∑PT+PSE(<35mm) Meninas (todas as idades) 6.70.5 Slaugther et al. ** = 1 para masculino e 0 para feminino Idade Negro Branco Pré-Púbere -3. (1999) PT + peso Crianças 1. (1988) ∑PT+PSE(>35mm) Meninas (todas as idades) 4.7 Slaugther et al.0 Slaugther et al. (1988) Meninos (todas as idades) 5.peso)+(0. %GC= 0.6.Equações preditivas para crianças Medida Sexo e idade Equação Referência antropométrica Brancos e Negros ∑PT+PPant Meninos (todas as idades) 1.5 .(3.008(∑PT+PSE)²+ I * Slaugther et al. %GC= 0. (1991) IMC + idade + sexo I* = Valor para substituição baseado na maturação e etnia dos meninos. %GC= 0.2 -3.837 x 1)-7.4 Deurenberg et al.8 -5.342.21(∑PT+PSE)-0.

24374 – 0.0632 x log ∑4PC Durnin & Womersley.001327xPCx)-(0.112 -0.Equações preditivas para HOMENS adultos: 60 Medida antropométrica Idade (anos) Equação Referência PT + PAB + PCx + PSI Todas Dc= 1. 1970 PCx + PSE 18 a 26 D = 1.00043499(∑7PC) + 0.0.0002574 (idade) Jackson & Polock. 1978 PSE + PE + PSI + PAm PE + Pab + PCx 18 a 61 Dc= 1.1620 – 0.00043499(∑7PC) + 0.0. 1978 Peso + CC + Cab + CSP 18 a 40 FFM(Kg)= 39.21389 – 0. 1974 PB + PT + PSE + PSI mais de 50 Dc = 1.0000016(∑3PC)² .00028826 (idade) Jackson & Pollock.0008267(∑3PC) + 0. 1978 PSE + PE + PSI + PAm PB + PT + PSE + PSI 17 a 19 Dc = 1.0008(C Ab) – 0. 1974 PB + PT + PSE + PSI 20 a 29 Dc = 1.652 + 1.00000055(∑7PC)² .00000055(∑7PC)² . 1974 PB + PT + PSE + PSI 40 a 49 Dc = 1.0932(peso) + 0. 1973 PT + PCx + PSI Todas Dc= 1.04057(Log10∑3PC) – 0.112 -0.00000701 (PT+PAm)² .1422 – 0. 1974 PAB + PT + PCx + | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Negro 18 a 29 Dc = 1. 1995 Pab + PSI + PT 17 a 27anos D = 1.00032770 (idade) Petroski.00028826 (idade) Jackson & Pollock.1043-(0. 1974 PB + PT + PSE + PSI 30 a 39 Dc = 1. 1973 PAB + PCx 17 a 37 Dc= 1.10098229-0.00131xPSE) Sloan.0779 x log ∑4PC Durnin & Womersley.17136 – 0.0.00145899 (PT +PA m) + 0.0630 x log ∑4PC Durnin & Womersley. 1967 PT + Pam 18 a 66 D = 1.000886(PAb) – 0.1620 – 0.0.8370(Dc) + 03297(CC) – 1.1631 – 0.6478(CSP) Wilmore & Behnke.00016(idade) Katch &McArdle.0544 x log ∑4PC Durnin & Womersley.00066(CQ) Katch &McArdle. 1969 PAB + PT + PCx + 18 a 29 Dc = 1.0700 x log ∑4PC Durnin & Womersley.109380 – 0.0004(PCx) Wilmore & Behnke.08543 – 0.03162(Log10∑4PC) – 0.1715 – 0. 1985 .06706 Log (PAb+PSI+PT) Guedes.

Dc= 1.0048(Cp) – 0.09246 – 0. 1970 PSI + PT + Peso 17 a 25 GC(Kg)= {[457/(1.000763 (PB + PT) + 0.0632 x log ∑4PC Durnin & Womersley 1974 PSI + PCx 18 a 22 Dc= 1. 1970 PT + PSE + AB Todas Dc= 1.083(peso) .07063 Log10 (∑3PC) Guedes.058 .000216161(idade) 1989 PE + PAb + PCx + PT + PSE + PSI + PAm Negra 18-55 7.0852 – 0.00081(PSI)-0.16650 – 0. 1985 Equações preditivas | AB C= (C Ab + CC)/2 61 .0.0.0.00000056(∑7PC)² .09665 – 0. 1965 PSE + PT + PCx 18 a 48 Dc= 1.00025(PCx) Wilmore & Behnke.0717 x Log(∑4PC)]) .000510477(estat) .000733128(CQ) + 0.0008(PSI) – 0. Tran & Weltman . Dc= 1.26.189 Steinkamp et al.0717 x log ∑4PC Durnin & Womersley 1974 PB + PT + PSE + PSI 30 a 39 Dc = 1.00068(PSE) – 0.002824(AB C) + 0.0000023(∑3PC)²-0. 1980 3.06224 – 0.1567-0.00039(PT) – 0.00012828 (idade) Jackson et al.Equações preditivas para MULHERES adultas: Medida antropométrica Idade (anos) Equação Referência CB + CCx + PAb + Peso 25 a 34 GC(Kg)= 0.00046971(∑7PC)+0.159(PAb) + 0.0764-0.00056(PSE) – 0.0000122098(AB C)² .0403(CCx) + 0.00049(PSE) – 0.00121(CCx) PB + PT + PSE + PSI 17 a 19 Dc = 1. 1973 Dc= 1.002948 (CAB) .0970 -0. 1973 0.0678 x log ∑4PC Durnin & Womersley 1974 PB + PT + PSE + PSI 20 a 29 Dc = 1.000836 (CC) e Pires Neto (2004) PSI + PCx + PSE 17-29 D= 1.168297 – 0. Fernandes Filho PB + PT + CAB + CC 18-45 D= 1.0836 – 0. (1980) Salem.1599 – 0.450](peso/100) Durnin & Womersley 1974 PSI + PCx + Cp + Dfemur 18 a 22 Dc= 1.0.1333 – 0.0007(PCx) + 0.2]}(peso/100) Sloan & Weir.00075(SI) + 0. 1975 PT + PSI + PCx 18-55 1.0088(D fêmur) Pollock et al. Antropometria 15-79 0. Dc= 1.00103(TRI) – 0.1423 – 0.00054(Pab) Katch &McArdle.0645 x log ∑4PC Durnin & Womersley 1974 PB + PT + PSE + PSI + Peso 16 a 68 CG(Kg)= [(495/[1.0001392(idade) Jackson et al. 1975 PB + PT + PSE + PSI 40 a 49 Dc = 1.0612 x log ∑4PC Durnin & Womersley 1974 PB + PT + PSE + PSI mais de 50 Dc = 1.0009929 (∑3PC)+0.0007(PSI) – 0.1339 – 0.1549 – 0.00088(PT)]-414.0011(PCx) Pollock et al.00710(D úmero) – PSE + PSI + D úmero + CCx 19 a 23 Katch & McArdle.0354(CB) + 0.0994921-0.

14354(peso) + 51. W.00000263(∑3PC)² Thorland et al.836 Weltman et al.00052(∑7PC) + 0.0987 – 0.10647-0.00144(PAb) . .& Sinning.03301 Weltman et al. H.00162(PSE)-0.000071(PAm) Forsyth.17666(Estat) + 0.31457(AB C) – 0.0. 1987 (24-68 anos) AB C= [(CC+CAb)/2] Equações preditivas para ATLETAS: Medida Sexo e idade Equação Referência antropométrica | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS PT + PSE + PAm + PSI Homens Dc= 1.00122(∑3PC) + 0. 1984 + PAb + PCx + PPant PT + PSE + PSI Mulheres Dc= 1. (1973). 1988 (20-60 anos) Homem AB C + Peso %GC= 0.0000714(idade) Jackson et al.0000011(∑4PC)² .Equações preditivas para ADULTOS OBESOS: 62 Medida Sexo e Equação Referência antropométrica idade Mulher AB C + Estat + peso %GC = 0.1091 – 0.0.11077(AB C) – 0. 1984 PT + PSI + Pab + PCx Mulheres (18-29 anos) Dc= 1.10969(peso) + 10. 1980 PSE + Pab + PT + Pam Meninos (14-19 anos) Dc= 1.0006952(∑4PC) + 0.096095 – 0.00077(PT)+0.00000032(∑7PC)² Thorland et al.

et al. p. p. v. 105-115. G.45. D.181-185.4. 1. Classification of Obesity and Assessment of Obesity- Related Health Risks. 2002. Revista da Associação Médica Brasileira. T. Síndrome metabólica: definição e prevalência em crianças. R.S. A. 2 p. 2002. G. RODRIGUES-AÑEZ. 2007. In: LOHMAN. R. J. Rio de Janeiro. BERENSON. GRAY.Referências Bibliográficas ALMEIDA. W.5. 9. BRAY.. 1963. v. O estudo das características físicas do homem por meio da proporcionalidade. P. G. Classification of obese patients and complications related to the distribution of surplus fat.. n. p.. v. F. (Eds.A. Obesity Research. p.G.83. Anthropometric standardization reference manual.S. J Pediatr.). 1988. 2003 CHEN. Rio de Janeiro. p. Influência da distribuição da gordura corporal sobre a prevalência de hipertensão arterial e outros fatores de risco cardiovascular em indivíduos obesos. C. Champaign: Human Kinetics. MARTORELLI. Anthropometric measurements in the obese.1-3. n. . 113-140. J.J. Annals of the New York Academy of Sciences. et al.83. ROCHE. L. 10.1120-1125. p. 53-66. ARONNE. v. BJÖRNTORP.F. J Pediatr.131-6. C. 1987.. Am J Clin Nutr. 306-311. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. n.A. BROZEK. BERRAL de la ROSA. n. Densitometric Analysis of Body Composition: Revision of Some Quantitative Assumptions. p. v. et al. Circunferência abdominal como indicador de parâmetros clínicos e laboratoriais ligados à obesidade infanto- juvenil: comparação entre duas referências. 2007. v. CARNEIRO. 3..

J. FERNANDES.. 253-9.V. Seidell. 2. 2000. Deurenberg P. . p. 32. Br Med J.. p. Rev Assoc Med Bras. 2. p. n. FERNANDES. R.P.320. Desempenho de diferentes valores críticos de Índice de Massa Corporal na identificação de excesso de gordura corporal e obesidade abdominal em adolescentes. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar: para o estudante de Medicina.6. Síndrome metabólica em crianças obesas e fatores de risco para doenças cardiovasculares de acordo com a resistência à insulina. v. 23.E. v. DURNIN. et.1-7. International Journal of Obesity and Relationed Metabolic Disorders. FATTINI. FRANÇA. et al.R. v. 65. v. R. 53. Utilização do índice de massa corporal e dobra cutânea tricipital como indicadores de adiposidade corporal.. Weststrate. OLIVEIRA. 1999. T.18. n. ed. N. FERREIRA. p. Dezenberg.and sex-specific prediction formulas. J.J. Br J Nutr. v. 1974. 1991. et al. al. Rev Educ Fis. 1-6.A. 2007. São Paulo: Atheneu. British Journal of Nutrition. Body mass index as a measure of body fatness: age. p. n. Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide: international survey.64 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS COLE. 672 p.G. J. Predicting body composition from anthropometry in pre-adolescent children.. J. WOMERSLEY. 515-519. A. J Pediatr. v. C. p. 2007. 21-26.83. C. A. 3... et al.M. V. J. p. 105-14. Body fat assessed from total body density and its estimation from skinfold thickness: measurements on 481 men and women aged from 16 to 72 years. 2007.A. 77-97. C. 1997. DÂNGELO.A. v. C. Rio de Janeiro.

M. S. British Journal of Nutrition.808-819. 2006.& SINNING.R. n. J. P.E. Pollock. 1998. Recursos antropométricos para análise da composição corporal. 1978. Sports Exerc. Sci. 2. Mestrado em Educação Física. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS | 65 FORSYTH. WARD. v. The anthropometric estimation of body density and lean body weight of male athletes.. P. 115-119. p. 175-182. GUEDES. Estudo da gordura corporal através da mensuração dos valores de densidade corporal e da espessura de dobras cutâneas em universitários. D. Revista brasileira de Educação Física.. 1984. V. . Especial. 5. GUEDES. A. Editora Manole. A. 1980. 1052-1058. n. New standards of weight and body composition by frame size and height for assessment of nutritional status of adults and the elderly. JACKSON. 12. Manual prático de avaliação em educação física. São Paulo. Jackson. Associação entre diferentes indicadores de obesidade e prevalência de hipertensão arterial. p. L. p.5. São Paulo. 40. p. GUEDES. Med. Generalized equations for predicting body density of men.R.. 2006. v. v. 20.3. 174-180. POLLOCK. Triceps skinfold and upper arm muscle size norms for assessment of nutritional status. S. 497-504. American Journal of Clinical Nutrition . A. GUS. M. A. M. v.. p.P. W. H. RS. A. n. 1974 FRISANCHO. Am J Clin Nutr. et al. 70. 1973. D. 27. p. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Medicine and Science inSports Exercise. D.v. UFSM. Generalized equations for predicting body density of women. L. 1985 GUEDES. FRISANCHO.R. Dissertação de Mestrado. v.40. Santa Maria. P.

W. J. H.E. W. 333-340. p.. F. Prediction of body density from simple anthropometric measurements in college-age men and women. p. 79-109. 2000.C. 1988:177. Biol. C. Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body mass index (wt/ht2) and triceps skinfold thickness.59-66. 1995.S.E.158-161. J. p. p. p. A. Hum. D. 3. Descriptive anthropometric reference data for older Americans. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Aspectos históricos da cineantropometria do mundo antigo ao renascimento. L. DALLAL. MUST. LUKASKI. MUKHERJEE. KUCZARISK. p. T. I. The estimation of percent body fat by maximum R² regression equations. 445-454. F. Am J Clin Nutr. MOORE. 1984. v.66 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS KATH. KUCZMARSKI.. M. 1994. G. 53. Anthropometric Standardization Reference Manual. Journal of the American Dietetic Association. M. v. ed.F.. M. IL: Human Kinetics Books. v. Methods for the assessment of human body composition: traditional and new. 1987.. p. Anatomia orientada para a clínica.J. al. A.2. DIETZ.L. Hum. v. 2000. D.100. Sports Med. K. T. p. MICHELS. Waist circumference as a measure for indicating need for weight management. 46. Am J Clin Nutr. v.E.311.J. 23. MORRISON. HAN. ROCHE. LOHMAN. 1983. Biol. NAJJAR. 1973.839-846. MCARDLE. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano.. 56. R.A. 1991.E. 1831 p. Champaign. V. v. G.. v. 45. Prediction of body composition in female athletes.H. MAYHEW..106-110. et. 537-556. . LEAN. Br Med J.

F. . UFSM. 2004. 1995. D. 2005. E. Waist- circumference and waist-hip-ratio as diagnostic tests for fatness in adolescents. M. Prediction of body density in young and middle-aged women. 144 p. v. p 259-269. p. G. Doutorado em Educação Física. 38.L. Body mass index as a measure of adiposity among children and adolescents: a validation study. Brasil. R. 29. PALASTANGA. 3. v. Pollock. 1975. LESSA. A. et al. BMI. Madrid: INEF. Barueri. PITANGA. RICARDO. 163-169. FIELD. 1999. M. 95 p.S. p 61-69. 2. Santa Maria. Revista Brasileira de Epidemiologia. Ed.M. J. S. Y.. al. 2000..D. J Pediatr. M. 2005. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS | 67 NEOVIUS. Teoría de Kinantropometría. Journal of Applied Physiology. Antropometria: técnicas e padronizações. ROSSNER. Índice de Massa Corporal: Um Questionamento Científico Baseado em Evidências. S. Porto Alegre: Editora Pallotti. n. 3. 79. D. C. ARAÚJO. v... I. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. PETROSKI. Int J Obes Relat Metab Disord. 1998.. p. 1.. ed. p. 765 p. 7. R. v. Sensibilidade e especificidade do índice de conicidade como discriminador do risco coronariano de adultos em Salvador. SP: Manole. 2002. SOAMES. n.L.132. LINNÉ. E. v. Anatomia e movimento humano: estrutura e função. RS. L. PIETROBELLI. 204-210. Tese de doutorado. G. PETROSKI. 745- 749. et. QUINTANA. N. Desenvolvimento e validação de equações generalizadas para a estimativa da densidade corporal em adultos.

SLOAN. BLYTH. Rev Bras Med Esporte. Rio de Janeiro. SINAIKO. A. T. et. 2003. Hum. J. SIRI. Um novo referencial antropométrico de crescimento: significados e implicações. (1956). Biol. resistência à insulina e síndrome metabólica. eds.W. J Pediatr. Tobias. 223-244). J. Physiol. BURT. 17.. n. 2004. v. 1967. v. 10. WEIR. 4. 83. p. Skinfold equations for estimation of body fatness in children and youth.B. J Appl Phusiol. p. C. 28. H. v. In: J. W. N.W. SLAUGHTER. DC: National Academy of Sciences. M. p. H.1.68 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS SALEM. P. v. v. Desenvolvimento e validação de equações antropométricas específicas para a determinação da densidade corporal de mulheres militares do Exército Brasileiro. Washington. Estimation of body composition in young men. Nomograms for prediction of body density and total body fat from skinfold measurements. Techiniques for measuring body composition (pp. Sloan.. L. v. 967-970. p. 3-4. Appl. 60.. J. 17. A. M. 2004. E. 1970. 1988. New York: Academic Press. Estimation if body fat in young women. 1956. Journal of Applied Physiology. 93-104. v. A. Lawrence and C. F. W. Brozek & A.). 3. p. C. SOARES. Henschel (Eds. A. Obesidade. Revista de Nutrição.. 221-222. Campinas. J. NETO.16. IV). J.” in Advances in Biological and Medical Physics (Vol. v. S. Revista de Nutrição. . 1962. 311-315. A. “Gross Composition of the Body. p. SAMPAIO. (1961). R. n. Avaliação nutricional e envelhecimento. Sloan. J. 709-723. Body composition from fluid spaces and density: Analysis of methods. N. SIRI. FILHO. E.23. W. al. 2007.

A. C. L. VITOLO. v. p. Accurate assessment of body composition in obese females. v. 6.S. 21. et.77-82. 1995. WHO (World Health Organization). PIRES NETO. v. 101-104. 1984.17. TRAN. 1997. A. A Generalized equation for predicting body density of women from girth measurements. Revista de Saúde Publica. Evaluation of two classifications for overweight among Brazilian adolescents. 18.. WELTMAN. VAN de GRAAFF. Rio Grande do Sul. THORLAND. 59. ed. VALDEZ. Metab. Anatomia Humana.R. 29-39. 523-535.. Barueri. Measures of body fat and related factors in normal adults: I. 439-448. Weltman. Physical Status: The Use and Interpretation of Anthropometry.. v. Biol. M. 2007. 1989. 1988. WHO Technical Report Series 854. p. Relat. v. Geneva: WHO. Practical assessment of body composition in adult obese males. et al. 1965. J. V. 56. al. et al. VELHO. et. v. Antropometria: uma revisão histórica do período antigo ao contemporâneo. Seip. v. G.M. 48.B. 1993. caderno 1. Movimento e Mídia na Educação Física. C.653-656. Introduction and methodology. Obes. A new index of abdominal adiposity as an indicator of risk for cardiovascular disease: a cross-population study. Disord. Z. p.. Tran. p. R. et. K. W. p. Weltman. American Journal of Clinical Nutrition. SP: Manole. N. LOUREIRO. p. Z. V. 2003. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS | 69 Steinkamp.. p. M. Estimation of body density in adolescent athletes... Comunicação. Medicine and Science in Sports and Exercises. 840 p. 1179-1183. R. al. 1987. M. . Human Biology. al. 41. Int. p. 1279-1289. R. Hum. Journal of Chronic Diseases.

p. Behnke. H. Journal Applied Physiology. A. J. H. Am. Nutr. v. p. . Am J Clin Nutr. 23.70 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Wilmore. R. BEHNKE. Waist circumference and obesity-associated risk factor among whites in the third National Health Nutrition Examination Survey: clinical action thresholds. A. et al. 743-740. WILMORE. 1969.. J. 76. An anthropometric estimation of body density and lean body weight in young men. Clin. An anthropometric estimation of body density and lean body weight in young women. 2002. v. 267-274. J. 25-31. R.. ZHU S. p. 1970. v. 27.

. Mestre em Biodinâmica do Movimento Humano pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo (1994).Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista .Campus de Presidente Pru- dente e Mestranda em Fisioterapia na Universidade Estadual Pau- lista .Graduado em Educação Física pela Univer- sidade Estadual Paulista .Campus de Presidente Prudente. Doutor em Fisiopatologia em Clínica Médica área Metabolismo e Nutrição.Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista . Igor Conterato .Campus de Presidente Prudente.Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista . Jamile Sanches Codogno . Clara Suemi da Costa Rosa .Campus de Presidente Prudente. Pós-Doutorado pela Auckland Univesity of Technology. Auckland Nova Zelândia (2005).Campus de Presidente Prudente.Sobre os autores Ismael Forte Freitas Júnior – Graduado em Educação Física pelo Instituto Municipal de Ensino Superior de Presidente Prudente (1986).Graduada em Educação Fí- sica pela Universidade Estadual Paulista . Camila Buonani da Silva . pela Universidade Estadual Paulista . Atualmente é Professor Assistente Doutor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista .Campus de Rio Claro. Kelly Patrícia Messias .Campus de Presidente Pru- dente e Mestranda em Fisioterapia na Universidade Estadual Pau- lista . Denise Rodrigues Bueno .Campus de Presidente Pru- dente e Mestranda em Educação Física na Universidade Estadual Paulista .Campus de Presidente Prudente.Campus de Presidente Prudente.Campus de Botucatu (2001).Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista .

atualmente é Professor Assistente Doutor do Depar- tamento de Fisioterapia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Campus de Presidente Prudente. Mestre pela Universidade Estadual de Londrina. Campus de Botucatu e doutorado em Ciências Biológicas (Anatomia). Campus de Botucatu pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1994).72 | PADRONIZAÇÃO DE TÉCNICAS ANTROPOMÉTRICAS Raul Antonio Fragoso Neto – Graduado em Ciências Bioló- gicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1984).Campus de Presidente Pru- dente. . mestrado em Ciências Biológicas (Anatomia) pela Univer- sidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1989). Rômulo Araújo Fernandes .Graduado em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista .