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Tapete de Flores

U
ma vez morei numa rua tínhamos na árvore

que era dominada por uma um verdadeiro

árvore incrível. Na época símbolo, começamos a lembrar-nos de

da floração, ela enchia a calçada de uma vizinha de meia idade que todas

cores. Para usar um as manhãs estava ao pé da

lugar comum, ficava árvore com um regador.

sobre o passeio um Cheios de suspeitas, fomos

verdadeiro tapete até ela. Indagámos e ela

de flores; respondeu com calma, os

esquecíamos a cinza que olhos brilhando, agressivos e

nos envolvia e vinha do irritados:

asfalto, do betão, do cimento, os - Matei

elementos característicos dessa mesmo essa

cidade. maldita

Percebi certo dia que a árvore árvore.

começava a morrer. Secava - Porquê?

lentamente até que amanheceu - Porque na época da flor ela sujava

inerte, sem uma folha. É um ciclo, ela a minha calçada. Eu passava a vida

renascerá, comentávamos no bar ou a varrer essas flores

na padaria. Não voltou. Pedi ao desgraçadas.

Instituto Botânico que analisasse a INÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

árvore, e o técnico Manifesto Verde

concluiu: fora envenenada. Círculo do Livro, São Paulo

Surpresos, nós, os

moradores da rua, que
Formatações:

Configuração da página, margens:

- Superior – 2,5 cm

- Inferior – 2 cm

- Esquerda – 2,5 cm

- Direita – 2,5 cm

Tipo de letra: Comic Sans Ms.

Tamanho: 18 para o título, Negrito, 12 para o restante.

Cor do texto:

- Título – Rosa Choque

- 1º parágrafo – Cor de Laranja

- 2º parágrafo – Azul

- 3º parágrafo - Vermelho

- 4º, 5º e 6º parágrafo – Verde

- Bibliografia – Roxo

Espaçamento entre linhas de 1,5.