Comissão   Nacional   da   Verdade   e  Povos   Indígenas:   a  um   passo   da   omissão.

 
por   Marcelo   Zelic* 
 

  A  apuração  das  violações  dos  direitos  humanos  e 
territoriais  contra  os  povos  indígenas,  continua  sendo  TABU 
no  Brasil  e  na  Comissão Nacional da Verdade não é diferente. 
A  CNV  tergiversa  sobre  um  dos  temas,  que  no  cotidiano  de 
nossa sociedade mais necessita dos benefícios de uma justiça 
de  transição,  ou  seja,  de  memória  e  verdade,  justiça, 
reparação  e  mudança  de  conduta  por  parte  do  estado 
brasileiro,  pois  tais  violações  perduram  em  constância, 
  oje .1 
abrangência   territorial   no   país   e  escala   até   os   dias   de  h
 
  Os  povos  indígenas  foram  um  dos  grupos  sociais  mais 
violados  em  seus  direitos  no  período  de  apuração  da  CNV   
massacre   do   paralelo   11   ­  1963 
(1946­1988),   crimes   bárbaros    foram    praticados    em    todas   as    

décadas  em  questão,  por  ação,  conivência,  corrupção  e  omissão  do  estado  brasileiro,  sendo 
muitos   casos   apontados   para   estudo   à  comissionada   Maria   Rita   Kehl,   responsável   pelo   tema.  
 
De  norte  a  sul  e  leste  a  oeste  do  país,  ficaram  registradas  denúncias  de  genocídio, 
assassinatos  de  lideranças  e  defensores  dos  direitos  dos  índios,  escravização,  massacres, 
envenenamentos  de  aldeias,  remoções  forçadas,  repressão  à organização indígena e indigenista, 
prisões  clandestinas,  tortura  e  tratamento  degradante,  inclusive  em  depoimentos  colhidos 
aparecem  casos  de  desaparecimentos,  como  por  exemplo,  de índios presos na cadeia do Krenak 
e  um  grupo  de  parentes  Guarani­Kaiowá  que  não  aceitaram  a  política  de  remoção  do  General 
Médici,   além   dos   quase   2  mil   Waimiri­Atroaris   que   sumiram   com   a  construção   da   BR   174. 
 
Tais  violações  contra  o índio brasileiro provocaram no âmbito do Legislativo Federal quatro 
Comissões  Parlamentares  de  Inquérito  (no  Senado a CPI de 1955 e na Câmara as de 1963, 1968 
e  1977)  e  na  Assembléia  Legislativa  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul  uma  CPI  (1967),  no 
Executivo  Federal  a   Comissão  de  Investigação  do  Ministério  do  Interior  (1967),  que  produziu  o 
Relatório  Figueiredo,  motivo  da  extinção  do  Serviço  de  Proteção  aos  Índios  (SPI)  e  criação  da 
FUNAI  e  três   Missões  Internacionais  foram  realizadas  no  Brasil  entre  1970  e  1971,  sendo  uma 
delas  da   Cruz  Vermelha  Internacional ,  além  do envio de denúncia de vários casos para o Tribunal 
Russell  II  realizado  entre  1974­1976  e  também  no  quarta  versão  deste  tribunal  internacional, 
realizado  em  1980  em  Roterdã,  onde  foram  julgado  os  casos  Waimiri­Atroari  e  Yanomami, sendo 
o   Brasil   condenado   nos   dois   julgamentos. 
 
A  política  de  desenvolvimento  e  integração  nacional,  combatida  também  em  armas  pela 
esquerda  política  do  país  e  suas  organizações,  produziu  durante  a  ditadura,  segundo  dados  do 
Capítulo  Indígena ,  quase  20  vezes  mais  mortos  e  desaparecidos  indígenas,  apontados  no 
relatório   enviado   por   Maria   Rita   Kehl   à  Comissão   Indígena   da   Verdade   e  Justiça: 
 
“Ainda  assim,  os  números  mostram  que  os  índios  foram  as  maiores  vítimas  da 
ditadura  militar  de  1964­88,  se  considerarmos  o  total  de  mortes.   A  soma  dos casos que 
pesquisamos  indica  que  cerca  de  oito  mil  indivíduos só no período de 1964 a 1985 ­ 
assim  como  a  gravidade  de  muitas  outras  formas  de  violações  de  direitos  humanos 
praticadas   contra   eles.”  (  grifo   nosso) 

1
 V
  er:   Relatório   ­  Violência   Contra   os   Povos   Indígenas:   dados   2013.   CIMI.  h  ttp://www.cimi.org.br/pub/Relatviolenciadado2013.pdf  
 
 

 
Os  números  apresentados  para  o  período  de  1964­1985  pela  CNV  dizem  respeito  a  uma 
parcela  dos  casos  a  estudar  e  com  certeza  não  abrange  a  totalidade  de  casos  acontecidos  no 
período  militar,  portanto  deve  ser  entendido  como  um  número  parcial,  indicativo  e  também  de 
difícil  precisão,  pois   dados  históricos  oficiais  sobre  populações  indígenas  são: ora inexistentes na 
maioria  dos  censos  realizados,  ora  misturados  com  outros  segmentos  da  sociedade  e  nos  mais 
específicos,  como  o  censo  de  1960,  restritos  às áreas de influencia de postos indígenas mantidos 
pelo  estado  e  missões  religiosas,  tendo  de  se  recorrer  a  estudos  realizados  em  campo  por 
pesquisadores,   antropólogos   e  indigenistas,   para   obtenção   de   dados   mais   acurados.  
 
Somente  citar  os  quase  8 mil índios mortos entre 1964­1985, não proporciona à sociedade 
a  compreensão  do  que  efetivamente  o  número  pode  revelar.  Para  uma  compreensão  do  número 
apresentado,  faz­se  necessário  incluir  no  texto  a  tabulação  destes  dados  apurados,  pois  nos 
dados  oferecidos  no   Capítulo  Indígena  como   “exemplos  de  tribos  que  tiveram  redução  dramática 
de  sua  população  no  período  de  investigação  atribuído  à  CNV”  ,  somente  a  informação referente 
aos  Waimiri­Atroaris  são dos anos 70 e portanto dentro do corte temporal dos casos apurados que 
perfazem  os  quase  8  mil  mortos  citados.  Os  demais  dizem  respeito  ao  estudo  de  Shelton  Davis 
abrangendo   o  período   de   1900   a  1957: 
 
● Kaingang   de   São   Paulo   ­  de   1200   indivíduos   em   1912   para   87   indivíduos   em   1957.  
● Xokleng   de   Santa   Catarina,   de   cerca   de   800   para   menos   de   190   indivíduos.  
● Nanbikuára   de   Mato   Grosso,   de   10.000   para   menos   de   1000.  
● Kayapós   de   Conceição   do   Araguaia,   de   2500   (1902)   para  m   enos   de   10   índios  e
  m   1957. 
● Tembé  e  Timbira,  entre  Pará  e  Maranhão,  de  6  a  7  mil  no  início  do  século  20  para  três 
aldeias   com   menos   de   20   pessoas   em   cada   uma,   em   1957.  
● Waimiri­Atroari   de   Roraima   ,  de   2000   para   cerca   de   300   com   a  abertura   da   BR­174. 
 
Desta  forma  é  importante  que  a  CNV  detalhe  quais  outros  povos  foram  vítimas  junto  aos 
Waimiri­Atroaris,  apontando  a  incidência  de  mortes  por  povos  atingidos  do  restante  dos  quase 
6.000  mil  índios  que  compõe   “a  soma  dos  casos  pesquisados” .  Sem  o  que  a  afirmação torna­se 
indicativa  e  genérica,  além  de  não  permitir  uma  avaliação  sobre  casos  pendentes  ainda  em 
análise   e  os   não   incluídos   nesta   estatística   pelo   Grupo   de   Trabalho   Indígena.  
 
  Como  nos  ensina  o  projeto  Brasil  Nunca 
Mais,  realizado  nos  anos  80,  quantificar 
violência  não  é  algo  simples  e  pressupõe  um 
mapeamento  abrangente  de  casos,  reunião  e 
apuração  de  informações  e  um  estudo 
criterioso  e  detalhado,  para  que  a  somatória 
das  informações  tabuladas  gere  afirmações 
relevantes  à  sociedade  sobre  a  violência  de 
um  período,  tanto  de  números  consistentes 
sobre  atingidos,  como  da  abrangência  e 
limites  da  pesquisa,  evitando­se  assim  que  as 
violações  de  direitos  humanos  apontadas  em 
um   relatório   venham   a  ser   questionadas. 
   
http://bnmdigital.mpf.mp.br/#!/      
 

 
 

  Em  28/05/1946  em discurso proferido 
pelo  deputado  Teixeira  de  Vasconcelos 
durante  a  Assembléia  Constituinte,  é citada 
declaração  do  Senador  Álvaro  Maia, 
apontando  que   “no  Brasil  dos  nossos  dias, 
há  perdidos  pelas  selvas  do  nosso  vasto 
território,  cerca  de  1  milhão  de  índios…  … 
…  Não  é  possível  falar  em  democracia, 
quando  há  nas  selvas  um  milhão  de 
brasileiros   que precisam ser defendidos e 
incorporados  verdadeiramente  à 
nacionalidade ".   (grifo   nosso)       
 
Não  será  pela  discussão  do número de mortes que chegaremos à verdade sobre os povos 
indígenas.  O  foco  não  é  a  existência  de  1  milhão  de  índios  no  Brasil em 1946, conforme afirma o 
senador,  ou  300  mil  no  início  dos  anos  60  ou  80  mil  em  1968  e  sim,  o  que  é  dito  sobre  a 
necessidade  de  incorporar  o  índio  à  nossa  sociedade.   Esta  política  de  integração ,  já  presente 
nos  discursos  do  Congresso  no  ano  inicial  de  apuração  da  CNV,   que  é  o  objeto  da  justiça  de 
transição  aplicada  aos  índios ,  pois  deixou  profundas  marcas  de  violações  de  direitos  humanos 
no  Brasil  contra  eles  antes  e  depois  de  1964.  É  este  o  fio  condutor  que  deve  ser  seguido,  suas 
informações  tabuladas,  sistematizadas  no  relatório,  bem  como  autorias  e  responsabilidades 
apontadas,   desvelando   à  sociedade   o  mecanismo   de   violação   gerado   pelo   estado. 
 
Com  a  derrubada  do  governo  de  João  Goulart  pelos 
militares,  os  planos,  projetos,  benefícios  e  incentivos 
econômicos  para  a  integração  e  exploração  do  interior  se 
intensificam.  Foram  atingidos  na  rota  da  transamazônica  os 
Jurunas, Araras, Paracanãs, Kararaôs, Tembés e Gaviões. No 
Vale  do  rio  Araguaia  os  Tapirapés,  Carajás,  Javáes, 
Avá­Canoeiros  e  os  Xavantes.  No  Tocantins  os  Xerentes.  Na 
rota  Cuiabá­Santarém  os  Apiacás,  Suiás,  Caiabis,  os 
Krenhacarores.  Em Rondônia os Cintas­largas, Suruis, Araras 
e  os  Pakas­novas.  No  Vale  do  Guaporé os Nhambiquaras, os 
Parecis   “e  inúmeros  povos  no  extremo  norte  do  país” ,  todos 
estes  casos  citados  no   documento  enviado  ao  Tribunal 
  Russell   II   em   1974   por   um   grupo   de   antropólogos.2 

 
Não  obstante  o  volume  de  povos  atingidos  e  a  gravidade  das  violações  denunciadas  no 
documento  acima,  somadas  as apurações realizadas pelo procurador Jader de Figueiredo Correia 
com  relatos  de  violências  contra  os  povos  indígenas  no  sul,  sudeste,  sul  do  centro­oeste  e 
nordeste  do  país  e  a  localização  de  documentos  que  comprovam  a  existência  de  cadeias 
clandestinas,  antes  e  depois  da  criação  do  Reformatório  Krenak,  única  cadeia  oficial  criada  para 
índios,   a  CNV  definiu  que  seu  relatório  final  apresentará  no   Capítulo  Indígena  a  quantia  de 
35  páginas  sobre  o  tema .  Calou­se,  deixando  assim  de  apresentar  incorporado  ao  texto  final, 
uma  narrativa  consistente  que  aponte  a  gravidade  do  que  foi  vivido  no  Brasil  pelos  povos 
indígenas  no  período  de  1946­1988,  restringindo­se  a  apontar  casos  e  fatos  levantados,  sem 
expor   autorias   das   violações,   conclusões   e  posicionamentos   sobre   os   casos   estudados. 
2
 A
  cesso   ao   documento:  h  ttps://drive.google.com/file/d/0B1dozPl63z_7M2RoanE2Y0dFVTg/edit?usp=sharing  
 
 

 
No   lançamento  da  campanha   Índio  é  nós!  em 
São  Paulo,  Maria  Rita  Kehl,  comissionada 
responsável  pelo  Grupo  de  Trabalho,  mostrou 
seu  desconforto  com  o  limite  imposto  ao  tema 
por  parte  da  coordenação  de  turno  da 
Comissão  Nacional  da  Verdade.  Na  época 
reclamava  que  seriam  40  páginas,  mas  que 
evidentemente   chegariam   a  pelo   menos   80.   
Não  chegou  e  estas  35  páginas  representam  a  medida da omissão da Comissão Nacional 
da  Verdade,  frente  a  tantas  violações  já  apontadas  pela  sociedade  nestes  dois  anos  de 
funcionamento.  Optou  por  uma  apuração  e  visão  seletiva,  desconexa,  conveniente  ao  estado  e 
restritiva   da   verdade. 
 
As  informações  contidas  no   Capítulo  Indígena  sobre  o  Relatório  Figueiredo  é  exemplo 
concreto   e  dois   casos   são   aqui   destacados   a  título   de   exemplo.   Diz   o  texto: 
 
“Mais  tarde,  entre  os  anos  de  1967  e  1968,  o  procurador  Jáder  Figueiredo 
recolheu  denúncias  contabilizando  maus  tratos,  torturas,  estupros,  prisões e assassinatos 
de  índios por agentes daquele órgão de governo desde o período democrático até 1968. O 
Procurador  Figueiredo  recebeu  várias  ameaças  de  funcionários  implicados  em  denúncias 
de  maus  tratos  a  indígenas.  O Relatório Figueiredo foi uma contribuição importante para o 
conhecimento  da  situação  indígena:  mostrou  o  uso  generalizado  de  métodos  cruéis  e 
criminosos  na  condução  dos  trabalhos  administrativos  do  órgão.  E  o  enriquecimento  de 
funcionários  e  proprietários  de  terras à custa da pobreza, da fome e frio dos índios, muitas 
vezes.  E
  m   anexo:   O  Relatório   Figueiredo.”   (grifo   nosso) 
 
Nenhuma  sistematização  das  informações  contidas  no  Relatório  Figueiredo  é 
apresentada  no   Capítulo  Indígena ,  apesar  de  ser  este  documento  considerado  de 
“contribuição  importante  para  o  conhecimento  da  situação  indígena” ,  se  mantido,  a 
sociedade  não  terá  acesso  a  síntese  das  apurações  da  CNV  sobre  as  graves  violações 
de  direitos  humanos  apontadas  no  Relatório  Figueiredo.  O  que  se  pretende  é  franquear 
acesso  ao  material  bruto  através  de  link  para  site  da  comissão,   deixando  de  incluir  no 
corpo  de  seu  relatório  final  uma  posição  oficial   sobre  os  casos  apurados  e  seus 
autores. 
 

  Com  esta  abordagem  genérica  e  somente 
introdutória,  denúncias  fortes  ficaram  de  fora.  Por 
exemplo,  sobre  o  major­aviador  Luis  Vinhas  Neves, 
diretor  do  SPI,  militar  nomeado  pelo  general  Castelo 
Branco  em  1964  em  substituição  ao  sanitarista  Noel 
Nutels   nomeado   por   Jango,   não   há   uma   linha   sequer. 
 
  Pesa  sobre  ele  a  acusação  de  extermínio  de 
duas  aldeias  inteiras  no  sul  da  Bahia,  através  de 
inoculação  proposital do vírus da varíola nos índios. O 
afastamento  deste  militar  da  FAB  da  direção  do  SPI 
deu­se  em  1966  e  a  denúncia  dos  fatos  gerou  um 
processo na Justiça Federal e fez parte do documento 
  de   instauração   da   CPI   do   Índio   no   ano   de   1968. 

 
 

    Apesar  da  gravidade  da denúncia.  tendo  atuado  como  chefe  dos  Postos  Indígenas  La  Lima.  chefe  de  polícia  do  estado  da  Bahia.  é  descontextualizado  nas  poucas  linhas  que  lhe  são  dedicadas  na  análise  final  da  CNV.  Avá  Canoeiro.  quando  completara  16  anos  de  serviço  público  como  funcionário  do  SPI.  4 Marcelo   Zelic:   Sul   da   Bahia.       O   depoimento  contundente  de  Helio  Jorge  Bucker  em  1967.  Arara.  entre  1946  e  1964.  direta  ou  indiretamente  (ação  ou  omissão)  de  outros  tipos  de  violações  de  direitos  humanos  contra  povos  indígenas.   (Em  anexo.  num  primeiro  momento  ao  expor  as  pesquisas  de  campo  realizadas  pela  comissionada:   “No  período  democrático.”  (  grifos   nossos)    Apesar  do   artigo4  publicado  em  Viomundo  em  fevereiro  de  2014.  Kayabi. Xavante.  viraram  empregados  das  fazendas  próximas.  Terena.  este  em  Itabuna  e  chefe  das  5ª  e  6ª  Inspetorias  Regionais.”    Helio  Bucker  expõe  os  casos de vários estados onde os povos Kadiweu.  para  sobreviver.  que  traz  vários  documentos  sobre  o  sul  da  Bahia  pertencentes  aos  autos  do  processo  do  Relatório  Figueiredo.  Bororo.  envolvidas  nas  denúncias  apresentadas  pelo  Relatório  Figueiredo  e  tampouco  liga­as  às contidas na  tese sobre o massacre  de   19513.  Capitão  Iacri  e  Caramuru­Paraguaçu.  os  conflitos  por  terras  que  provocaram  e  provocam  ainda  hoje  o  massacre  e  assassinato  de  indígenas  bahianos.       “ 4  ­  Pataxós  e  Tupinambás  do  Sul  da  Bahia  (Itabuna)  ­  1946:  o  SPI  arrendou  as  terras  dos  índios  para  fazendeiros.  Nambikwara.   formarem   fazendas   de   cacau   e  gado.  entrevistas   com   cacique   Nailton   Pataxó   e  Babau.  reduzindo­o  a  um  conflito  por  terras  entre  fazendeiros  e  índios.   como   se   o  estado   brasileiro   não   tivesse   responsabilidade   alguma   nos   fatos.  federal  e  estadual.   que   antecedeu   ao   realizado   sob   a  batuta   do   major­aviador   diretor   do   SPI.  o  Estado  brasileiro  participou.  que  expulsaram  e  muitas  vezes  assassinaram  os  índios;  outros.  …  …  e  que  outras  áreas   eram   consignadas   a p   repostos   do   intervertor   do   Estado   Juracy   Magalhães ”.  Cinta  Larga  e  Pataxó  perderam  suas  terras  mediante  fraude  jurídica  e  violência.  exercendo  também  funções  de  inspetor  itinerante.   Tupinambá).     3  O     MASSACRE   DE   1951   E  A  RESISTÊNCIA   DOS   PATAXÓ   MERIDIONAIS   ­  Aetuza   da   Cruz   Silva   ­  Teixeira   de   Freitas   ­  2010.  que  afirmam  o  contrário.  Pareci.  Tapayuna.   Aponta  o  nome  do  General  Liberato  de  Carvalho . Kaiowá.”    E  mais  adiante  destina­se  um  item  aos  povos  Pataxó  e  Tupinambá.   dos  Pataxó  do  Sul  da  Bahia  e  de  muitos   outros   que   prestaram   depoimentos   à  CNV.       .  traz  uma  série  de  irregularidades  no  SPI  sobre   “o  esbulho  das  terras  indígenas    praticados   por   grupos   políticos   e  econômicos.       A  motivação  do  crime  foi  a  tomada  das  ricas  terras  indígenas  na  região  para  serem  entregues   a  altas   autoridades   da   política   da   Bahia. nem de forma genérica.   garantia   da   lei   e  da   ordem   para   quem?   publicado   em   21   de   fevereiro   de   2014.  É  o  caso  dos  Xavante  do  Mato  Grosso.   juntamente  com  o  ex­Ministro  Manuel  Novaes .  que  em  três  linhas  desinforma sobre as violações sofridas por estes povos .  as  devidas  ligações  das  estruturas  de  estado. a Bahia é citada no  Capítulo Indígena em poucas linhas  e  de  forma  superficial.   “como  um  dos  principais  beneficiados  do  esbulho. pois não faz.  Rikbaktsa.

  uma  entrevista  coletiva  à  imprensa.  quando  afirmou  que   “os  grandes  problemas  do  SPI  são  trazer  o  índio  para  a  civilização  e.  ao  mesmo  tempo.  não  foram  cometidas  por  agentes  do  estado  brasileiro? Os  povos  indígenas  do  sul  da  Bahia  não  devem  ser  reparados?  Ao  pronunciar­se  no  corpo  do  relatório  final  sobre  esta  violência.   pelo   jornal   Ultima   Hora.bn.  Diretor  do  Serviço  de  Proteção  aos  Índios.  concedeu.  no  Sindicato  dos  Jornalistas.  a  Comissão  Nacional  da  Verdade  consolidará  um  passo  importante   de   afirmação   da   justiça   de   transição   no   Brasil.    5   Acesso:  h   ttp://memoria.br/DocReader/DocReader.5  (  grifo   nosso)  invasores”.   A e       A  manchete  acima  prevalecerá  como  “verdade”?  As  graves  violações  de  diretos humanos  sofridas  pelos  índios  do  sul  da  Bahia.aspx?bib=386030&PagFis=115884       .   “o  Major­Aviador  Luis  Vinhas  Neves.       Um  ano  antes  deste  ato  de  genocídio.  defender  as  ricas  terras  dos  indígenas  da  cobiça  dos    ntrevista   foi   publicada   em   22/12/1965.

  segundo  a  qual  servidores  do  Posto  Indígena  Serra  Morena  estariam  abusando  sexualmente  de  índias  daquela unidade.  no  Congresso  Nacional.  tropas  do  Exército  para  atuar  em  defesa destas  populações.  Conta  ao  jornalista  que  ficou  calado  até  então.  a  solicitar  do  governo  Jango  em  25/01/1964.   a  CNV   priorizou   o  caso   abaixo:    “Em  1976  o  jornal  rondoniense  “Alto  Madeira”  publicou  denúncia  do  índio  cinta­larga  Getúlio  Silva  Macurape.com/file/d/0B1dozPl63z_7Vnh1RTJRRkxuTHc       .  nem  3  meses  após  a  denúncia  ser  publicada.  o  que  provavelmente  resultaria  na  demissão  do  servidor  Renato  Alves  Aguiar  que   teria   confessado   ter   mantido   relação   sexual   com   Alzira   Cinta­Larga”       Na  mesma  matéria   Getúlio  Macurape  além  de  denunciar  o  estupro  de  Alzira.  No   documento  Memo  nº  260/DGO6  o  diretor  comunica  ao  Chefe  da  ASI:   “esclareço  que   Getúlio  Macurape  faleceu  recentemente” .  principalmente. a grave situação  dos  Cinta­Largas  no começo da década de 60 mobilizou o então diretor  do  Serviço  de  Proteção  ao  Índio.  ocorrido  em  1963  e  apontado  por  Jader  Figueiredo  Correia  em seu  relatório   ao   Ministro   do   Interior   Albuquerque   Lima   nos   termos   abaixo:      “ Mais  recentemente  os  Cintas  ­Largas.  vindos  de  grandes  cidades  e  de  seringais .  pelas  balas  dos  compradores  de  terra.  o  sobrevivente!!!  Os  criminosos continuam impunes.  depois  de  averiguado  por  agente  na  área  de  garimpo.  o  caso  estava  sendo  apurado.   acusou o chefe do posto e seus cunhados de  tortura­la e escravizar os indígenas .  teriam  sido  exterminados  a  dinamite  atirada  de  avião.   informando   as   cidades   dos   mandantes.  uma índia  de  15  anos . vitima da malária.      Vários  documentos  e  publicações  tratam  do  massacre  do  Paralelo  11. Outro  importante  caso  ausente  do   Capítulo  Indígena  se  refere a não inclusão da denúncia  do  massacre  do  paralelo  11.  retrata  a  gravidade  da  situação  na  região  e  afirma  que  “um índio  morre  por dia no centro norte mato­grossense. tanto que o presidente  desta  Comissão  viu  um  dos  asseclas  deste  hediondo  crime  sossegadamente  vendendo  picolé  às  crianças  em  uma  esquina  de  Cuiabá. a facão.  temendo  uma  reação  dos  três.”    Apesar   de   grave   denúncia   sobre   os   Cinta­Larga.  sem  que  a  justiça    Matogrossense   o  incomode.  citado  no  Relatório  Figueiredo. febre amarela ou outras doenças  e.”   (  grifo   nosso)      6 h   ttps://docs. do pubis para  a  cabeça.  cuja  manchete  reproduzimos  abaixo.  e  a  extricnina  adicionada  ao  açúcar  enquanto  os  mateiros  os  caçam a tiros de “pi­ri­pi­pi” (metralhadoras) e racham vivos.   Fato   também   solicitado   pelo   seu   antecessor.  em  Mato  Grosso.google.  Um  deles.  Morreu  ou  foi  assassinado?       Vivendo sobre áreas ricas em diamantes e cassiterita.  Noel  Nutels. é enviado a São    Paulo.  ou  seja.  Artigo  do  jornalista  Juvenal  Portela  publicado  em  26/03/1965  no  jornal  do  Brasil. Segundo informação  do  diretor  do  Departamento  Geral  de  Operações  da  FUNAI  (DGO).  na  imprensa  e  em  documentos  secretos  das  forças  armadas.

  dia  a  dia  estão  se  tornando  mais  comuns.   tamanha   a  ilegalidade:  V   er   apêndice . tal qual  o  ex­diretor  do  SPI  Noel  Nutels  havia  feito  dois  anos  antes  aos  militares  afastados  pelo  golpe  militar.  Tribos  inteiras.  visita em 30/01/1966 o  Jornal  do  Brasil  para   publicação  do  depoimento  de  Ataíde  Pereira  dos  Santos.  encaminhado  pelo  DOPS  ao  gabinete  do  Ministro  da  Aeronáutica  e  ao  Ministério  da  Agricultura.  entre os Rios  Sangue  e  Arinos  e  também  a  ameaça  de  extermínio  de  outras 34 tribos de sua prelazia.  que  o  governo  federal  enviasse  um  contingente  militar  a  Mato  Grosso  a  tempo  de evitar o  massacre  de  7  mil  Tapanhunas  por  seringueiros  que  os  cercaram  há  uma  semana.  bem  como  cópia do memorando nº 10 do SPI enviado ao Departamento  Federal  de  Segurança  Pública  onde  as  concessões  de  terras  indígenas  citadas  no  documento  foram  objeto  da  CPI  de  1955  realizada  pelo  Senado  Federal  e  depois  ação  no  Supremo  Tribunal  Federal.  tais  como  as  Cinta­Larga  e  Beiço  de  Pau.  Chefe  da  6ª  Inspetoria  de  Índios  do  SPI.    “os  delitos  praticados  contra  os  índios  não  pacificados. Local dos beneficiados pelas  doações   de   terras   indígenas. Rio e São Paulo”.  diretor  jurídico  da  Missão  Anchieta  na  Prelazia  de  Diamantina  viajou  ao  Rio  de  Janeiro  e  entregou  ao  Ministro Cordeiro de Farias relatório em que pede.          .   Hélio  Bucker.  que  não  lhe  dão  trégua   na   conquista   de   seus   territórios.  que participara do  massacre  do  paralelo  11.     Abaixo  três  documentos  SECRETOS  localizados  no  Arquivo  Nacional  sobre  os  Cinta­Larga.  O  primeiro  de  31/01/1966. Visitou o  Jornal  do  Brasil  que  fez   matéria  em  23/01/66  intitulada:   Padre  Weber  Pede  Socorro  para  Índios  que   Brancos   Querem   Matar .  que  trata  das  denúncias  do  padre  Weber  e  aponta  como  mandantes   “pessoas  residentes  em Cuiabá.  encontram­se  completamente  acossadas  pelas  frentes  de  expansão.”  (  grifo   nosso)    Padre  Valdemar  Weber.   Isto  decorre  das  concessões  feitas  pelo  Governo  do  Estado  das  terras  habitadas  por  eles.  em  Cuiabá.

      .   inclusive  de  calibre  .  com  informações  levantadas  sobre  o  garimpo  de cassiterita em terras dos Cintas Largas.45. Informou também.  para  proteger  o  pessoal  .   O  segundo  é  o  Informe  nº 084/ QG­4 do Ministério da Aeronáutica de 28/02/1966. que é  comum   haver   invasão   de   aldeias   pelos   brancos.”      O   final   do   documento   foi   transcrito   na   citação   acima.   para   massacres   das   tribos   de   índios.  “Informou  que  neste  garimpo  tem  muito  armamento.  contra os ataques dos índios Cintas Largas.

   que   nos  parece  mais  adequado  de  ser  relatado  à  sociedade  no  relatório  final .45  s  ão   armas   privativas   das   Forças   Armadas.  pois sua inclusão traz  elementos   mais   abrangentes   para   a  compreensão   da   violência   sofrida   pelos   Cinta­Larga.      .       Vale   lembrar   que  P   istolas   .     Em   02/03/1966   a  informação   foi   repassada   para   a  inteligência   do   II   Exército.    Não  há  no   Capítulo  Indígena  nenhuma  citação  sobre  o  caso  do  Paralelo  11.

  porém  intencional.  (e  não  há  por  onde correr.  articulações.  locais  ou  federais. vetores  que  sustentaram  a  implementação  de  uma  política  de desenvolvimento sem respeito para com os  índios  e  seus  direitos.  um  deles  até  hoje  atuando  para  retirar  direitos  indígenas  no  Congresso.  como  nos  casos  citados  acima.  acompanhando  o  tema  no legislativo para que direitos não sejam retirados e acionando  a   justiça   federal.  quando  o  trabalho  de  antropólogos e missionários colaborou  para  que  parte  da  sociedade  brasileira  se  mobilizasse  em  defesa  da  demarcação  das  terras      .   Nem  mesmo  durante  os  21  anos  de ditadura militar.  em  uma  luta  direta com o indígenas.  vide  as oitivas com militares  que  ocorreram  em  julho  de  2014  e  continuarão  por  mais  alguns  meses.  ofícios. presidentes da  FUNAI  e  muito  mal  fizeram  aos  índios.     Um  político  e  um  general.   viola   direitos.  a  violação  deixou  de  ser  grave?  Quais  as  relações  entre  aquele  que  matou  o  índio  e  as  leis.  Para  o  indígena  que  não  entrou  em  luta  direta  com  alguém  fardado.   é  possível  afirmar  que  todos  os  grupos  vitimados  tenham  lutado  direta  e  intencionalmente  contra  o  governo .    Prevalece  a  lógica  de  que  só  é  caso  possível  de  apuração  na  comissão.  minimizando  a  participação  e  responsabilidade  do  estado  sobre  a  política  de  desenvolvimento  executada  no  período  apurado  e  de  outro  busca  limitar  os  casos  a  serem  abordados  àqueles  de  luta  “direta  e  intencional”  com  agentes  do  estado.  expõe  de  um  lado  o  excesso  de  zelo  ao  falar  de  um  tabu.  aqueles  que  tiveram  o  “gatilho  puxado”  por  pessoas  ligadas  ao  estado.  o  Grupo  de  Trabalho  sobre  o  tema  indígena. ignorava quase tudo a respeito da existência deles”  e ainda. suas  relações.  memorandos.   Enquanto  os  “principais  temas”  seguem  em  trabalho  na  CNV.  portarias.  ambos  ligados  ao  segmento  da  mineração. é sempre o Executivo Federal o responsável pela execução  da  política  indigenista.   com  participação  explícita  do  agente .  atrelada  a  interesses  econômicos  com  estreitas  ligações  com  aqueles  que  exercem   o  poder   de   estado.”    (g. incorrendo em erro.  não  sabiam  sequer  que  suas  terras  pertenciam  a  um  “país”  governado  por  gente de outra etnia que.  tendo  que  garantir  a  integridade  destes  brasileiros.  obrigação  constitucional  do  estado  brasileiro.   corrobora   e  participa   dos   crimes.  foram em décadas distintas.   quando   violados.  mas  morreu  contaminado  por  doenças  ou  a  bala.   tanto   no   plano   nacional.   Se   não   o  faz.  apressadamente  e   cumprindo  prazos .n.  já  enviou  sua  contribuição  de  35  páginas  a  ser  incluída  no  relatório  final  que  será  divulgado  em  dezembro.  inflexões  da  corrupção  nas decisões.   como   estadual   e  regional. por sua vez.)    O  primeiro  parágrafo  do   Capítulo  Indígena .  Em vez de puxar o gatilho.  que   “só  a  partir  da  década  de  1970.  interesses  de  classe  e  lucro. usaram canetas e promoveram  numa  luta  indireta. em que as populações indígenas sofreram  violências  e  assassinatos  em  massa  equivalentes  a  genocídios.  de  suas  culturas  e  territórios.  cujo  texto  começa  assim:    “ Não  se  pode  afirmar  que  todos  os  grupos  indígenas  que  sofreram  graves  violações  de  direitos  humanos  durante  o  período  de  investigação  da CNV ­ 1946 a 1988 ­  tenham  entrado  em  conflitos  diretos  contra  autoridades .  Quando  o  assunto  é  povos  indígenas.  graves  violações  de  direitos  humanos.  certidões  negativas  e  autorizações   para   mineração   assinados?     Ao  argumentar  que  muitos  povos  indígenas   “nem  sequer sabiam que o país vivia sob uma  ditadura  militar;  aliás. pois desconsidera assim a história vivida  por povos como os Cinta­Larga e Pataxó e se afasta do sentido amplo da ação do estado . bem o  vê  o  Ministro  José Eduardo Cardoso).

  é  possível  afirmar  que  algumas  lideranças  passaram  a  lutar. contra  as   políticas   de   ocupação   de   terras   dos   governos   militares   que   vitimaram   seus   povos.   T   odos   o   s   Torturadores   do   Presidente   em   que   Cláudio   Guerra   diz:  “Eu  sei  que  na  região  do  cacau.  não  fomos  nós.indígenas. como nos casos citados.”     Nenhuma  pergunta  sobre  os  fatos  lhe  foi  dirigida  durante  a  tomada  de  seu depoimento.    Para  que  serve  a  verdade  sobre  violências  do  passado.  mas  lá  desapareceu  índio  também  …  …  e  tem  também  uma  equipe  que  foi  composta  de  fuzileiros  navais.  General Bandeira e tantos outros que passaram pela vida  dos  povos  indígenas  no  SPI.  a  PM  da  Bahia  foi  também  e  nesse  lugar.  Foi  aprovada  para  atuar  por  um  mês.  lá  era   pra   matar   os   índios   mesmos.  foi  minha  equipe.  não  o  faz  passível  de  receber  violência  e  desrespeito  a  seus  direitos.  o  reconhecimento  de  erros  e  sua  consequente  reparação.  sabia  de seus próprios planos para com as riquezas contidas no patrimônio do  índio. ”    Corremos  o  risco  de  se  inverter  valores.   em   confronto   direto.  nós  fomos  mandados  pelo  SNI.  foi  para  o  Pará.  bomba e bala . A  região  a  que se refere Cláudio Guerra  é palco da primeira  Ação de Garantia da Lei e da Ordem  (GLO)   após  a  portaria  editada  pelo  Ministério  da  Defesa  em  janeiro  de  2014.  veneno.  as  ações  violentas  que  a  Comissão  Nacional  da  Verdade  não  se  pronunciou.  não  se  perceber  pertencendo  a  um  país.  foi  mista  esta  equipe.  o  entendimento  dos  direitos  dos  índios.  Considerando  o  fato  de  que  o  índio  pode  desconhecer  o  estado. pois o estado sabia do  índio. 45.  Nenhuma  audiência  foi  organizada  na  região.  Recentemente  o  ex­delegado  do  DOPS  Cláudio  Guerra.  é  falso  dizer  que  não  e  fundamentalmente.  metralhadora.  deu  novo  depoimento  na comissão.  em  nível  nacional.  assim  agiram  Luis  Vinhas  Neves.   mas   de   forma   determinante   para   que   essas   violências   ocorram.  Com  uma  caneta  na  mão.  O  desconhecimento  mútuo  (ou  não).  foi  para  uma  mineração. que trouxe a  tona  novos  elementos  sobre  o  assassinato  da  estilista  Zuzu  Angel.  pode­se  abrir  portas  à  barbárie. buscando elucidar as relações que engendraram as mortes com  varíola.      .  que  por  ter  uma  vida  local  ou  regional com os seus.  limitando­se  a  comissionada  ir  ao  sul  da  Bahia  de  forma  reservada  para  colher  depoimentos  e  disponibilizá­los  na  íntegra  como  anexo  ao   Capítulo  Indígena .     O  papel  da  CNV  é apurar.  porém  a  CNV  não  tomou  conhecimento  das  denúncias  feitas  por  ele  em  maio  de  2013  no    documentário  realizado  por  Daniel  A.  na  FUNAI  e  nas  múltiplas  instâncias  de  governo  e  do  estado  brasileiro.  Na  raiz  do  conflito.   eu   quero   que   venha   estas   coisas   todas   a  tona.  sabia  o  que  acontecia  na  região  e  fundamentalmente. com valores e organização distintas  do  entorno  que  o  rodeia.  mesmo   que   indiretamente.  participando  e contribuindo.  somente  quando  inserida  em  uma  luta  em  nível  nacional  “ contra  as  políticas   de   ocupação   de   terras   dos   governos   militares ”.  a  resistência  a  esta  violência  sofrida.  É  a  segunda  vez  que  ele  foi  ouvido  pelos  comissionados.  porém  a  presença  de  forças  federais  continuam  até  hoje  no  sul  da  Bahia  e  nenhum  esclarecimento  sobre  os  motivos  da  prorrogação  foi  dado  à  sociedade.  Rubbio   no  Brasil    para    a   Aljazeera.  desconhecer  que  vivia  sob  uma  ditadura.  o  respeito  aos  direitos  humanos.  senão  para  iluminar  o  presente  e  promover  mudanças  que  fortaleçam  a  democracia.  não  deve  ser  reconhecida  pela  CNV.

No  caso  em  questão.  não  são  graves  as  violações  produzidas  pelo  estado  contra  os  direitos  humanos   e  constitucionais   destes   povos?    Porque   o  silêncio?        .

pdf  9  A   cesso  h  ttps://www.  não  há  referência  ao  Reformatório  Krenak  ou  às  cadeias  clandestinas  montadas  pelo  estado  para  servir  de  aprisionamento  de  índios  “infratores”.brasildefato.    Tão  logo  foi  criado  o  GT.  as  entidades  que  seis  meses  antes  o  haviam  proposto.  de  José  Gabriel  Silveira  Correia.  o   primeiro  relatório  parcial .  em  suas  duas  partes  disponibilizadas..dropbox.com/s/3obl7ddx7ny3sdm/EM%20NOME%20DA%20CIVILIZA%C3%87%C3%83O.  documento  confidencial  do  CISA  recolhido  ao  Arquivo  Nacional.    7   Relatório   Preliminar   de   Pesquisa   sobre   a  “Casa   da   Morte   de   Petrópolis”.  de   cadeia   clandestina   em   território   Yanomami. entregaram à Maria Rita Kehl em reunião realizada  em  seu  consultório.”    Vários  relatos  de  maus  tratos  e  suspeita  de  desaparecimentos  foram  levantados  pelo  jornalista  André  Campos..  Heloísa  Starling  é  pesquisadora  no  grupo  de  trabalho  "Graves  violações  de  Direitos Humanos no campo ou contra indígenas " criado em  5 de novembro  de   2012.   que   publicou   artigo   em   Carta   Capital   e  jornal  Brasil  de  Fato  a  respeito.  produzidos  pelo  estado  brasileiro  e depositados no Museu  do  Índio.   Ver:   Porantim   páginas   8  e  9  http://www. Não  é  só  nas  oitivas  de  agentes  do  estado  que  o  tema  indígena  foi  relegado  a  segundo  plano  nas  investigações.   Sobre   as   cadeias   clandestinas   foram   aportados   os   seguintes   subsídios:  “A  tese  A  ordem  a  se  preservar  ­  A  gestão  dos  índios  e  o  Reformatório  Agrícola  Krenak.  orgão  vinculado  a  Societé des Americanistes du Musee de L’Home.mov       .  Diretor  da  Coordenação  da  FUNAI  para  a  Área  Amazônica .com.  há  nos  anexos  um  quadro  que  aponta  45  documentos.  informa  sobre  duas cartas recebidas na Embaixada do Brasil em Paris em 20 de  dezembro  de  1979  do  Grupo  de  Informação  sobre  os  Ameríndios.  8  P  ara   a  cadeia   Krenak   contamos   com   a  colaboração   do   jornalista   André   Campos   que   há   anos   vem   coletando   informações   e  depoimentos   de   pessoas   atingidas.  Nalique  no  Mato  Grosso  do  Sul.8  A  documentação  recolhida  em  sua  pesquisa  foi  cedida  para  a  pesquisa  colaborativa  e  está  em  fase  de  organização  para  inclusão  na  fase  2.br/node/10854   ou  h   ttp://www. onde há a denúncia da criação  por parte  do  General  Demócrito  de  Oliveira.  O   relatório  preliminar7  produzido  pela  CNV  e  apresentado  em  07/04/2014  pela  pesquisadora  Heloísa  Starling  durante  a   Audiência  Pública  sobre  Centros  Clandestinos  de  Torturas .  liderança  Guarani  Kaiowá. Alves  Barros  e  Buruti  no  Mato  Grosso.br/pub/Porantim/2012/Porantim%20347%20­%20Final.  No  Relatório  Figueiredo  há  relatos  de  existência   de   celas   no   Rio   Grande   do   Sul   e  Paraná. que aborda a GRIN e a cadeia no Krenak.org.   praticamente   6  meses   depois   de   instalada   a  Comissão   Nacional   da   Verdade.  em  reunião  com  os  comissionados  em São Paulo.  Em  depoimento  dado  ao  Armazém  Memória  Valdelice  Veron.  PI  Cachoeirinha.  que  vão  de  setembro  de  1942  a  agosto  de 1967  e  que  retratam  a  movimentação  de  índios  para  serem  presos  ou  soltos  de  cadeias  ou  celas  clandestinas  nos  postos  indígenas  de  Icatu  e  Vanuíre  em  São  Paulo.   disponibilizando   seu   acervo   pessoal   para   a  pesquisa   colaborativa.  que  apontava  várias  linhas  de  investigação  a  serem   desenvolvidas.cimi.  também  fala  em  desaparecimentos  de  índios  que  foram  presos  e nunca  mais   voltaram .  há  também  relato  de  prisão  de  índios  em  cadeia  publica  de  Palmeiras  dos  Índios  e  envio  de  preso  a  Cuiabá.    Na  informação  nº  307/D9/CISA/BR/80  identificada  por  BR_AN_BSB_VAZ_013_0045.9  …  .  Alguns  extratos  dos  depoimentos  podem  ser  visto  pela  internet  através  de   vídeo  postado  pelo  autor .

        Como  vemos  este  é  um  eixo  fundamental  a  ser  desenvolvido.     Sobre  a  denúncia  feita  acima.”          .  apresentada  ao  Departamento  de  Historia  da Universidade de Brasília.  a  tese  de  Elias  dos  Santos  Bigio.  que  seja  solicitado  ao  Museu  do  Índio  cópia  digital  dos  documentos  microfilmados  sobre  o  Krenak  e  a  Guarda  Rural  Indígena  e  convide  o  professor  José  Gabriel  Silveira  Correia  para  colaborar  com  uma  exposição  aos  membros  do   grupo   de   trabalho. no programa de pós­graduação em  História   traz   mais   informações   sobre   a  denúncia.  assim  sugerimos à  Comissão  Nacional  da  Verdade.

 criada no final de 1969 (a “formatura” foi em  janeiro   de   1970).  Não  podiam  sair  das  aldeias  (“território  tribal”)  sem  autorização.   Será  acrescida  pelo  GT  Indígena  uma  terceira  parte  no   4º  RELATÓRIO  PRELIMINAR  DE  PESQUISA  contendo  as  informações  do  Krenak   e  das   cadeias   clandestinas   para   índios ?       .  os  Kraô. trabalhos forçados.  ouve­se  implicados  e a única sobrevivente.  Na  página  11  destaca  depoimento  de  Antonio  Cotrin  que  cita  a  existência  de   “uma  cadeia  nos  Kraô.  criada  em  1969  em  Resplendor.  outra  nos  Krenak”.  Os  motivos  de  prisões  eram.  prendiam  os  Terena  e  os  Guarani.  (foto  do  tronco  p.   encarregados   de   manter   a  ordem   interna   nas   aldeias.  Maxacali.  Os  índios  relatam  torturas  com  o  “tronco”:  um  dos  pés  era  preso  em  uma  forquilha  feita  de  dois  troncos  de  madeira.  como  acontece   com   o  Reformatório   Krenak   e  as   cadeias   clandestinas   indígenas.  depois  ficou  7  meses  no  reformatório.  A  pederastia  era  crime.  Vai  pouco  além  das  informações  recebidas  em  novembro  de  2012.  O  jornal  Estado de São Paulo (sem referência da edição/data) relatou crimes da  GRIN  na  Ilha  do  Bananal.”     Na   página   36   o  texto   mais   longo:    “A  Cadeia  Krenak.”      E  na  página  41  cita  relatório  enviado  sobre  os  Oeste  do  Paraná  pelo  Centro  de  Trabalho  Indigenista:    “Havia  uma  cadeia  indígena  em  Rio  das  Cobras  (relat.  Pankararu.  presos  que  por  lá  passaram. que vai muito além de dizer que  ela  existiu  em  Petrópolis  no  RJ  e  que  lá  as  pessoas  eram  torturadas  e  desapareciam.  só  com  autorização  do   capitão  Coelho .  Na  página  35  traz  transcrições  de  trechos  do  filme  de  André  Campos:    “O  reformatório  foi  implantado  sob  a  administração  do  capitão  da  PM  de  MG  Manoel  dos  Santos  Pinheiro. que também foi um centro de tortura em Minas  Gerais. O   Capítulo  Indígena  pouco  traz  sobre  o  que  foi  desenvolvido  e  trabalhado  para  apurar  as  denúncias  das  cadeias  indígenas.  inclusive  de  agentes  que  obrigavam  índias  a  participar  de  “orgias   sexuais”.  deslocou­se  da  Terra  Indígena  Krenak  para  a  Fazenda  Guarany.  por  exemplo.  muito  apertada.  do  contrário  seriam  presos.   A  “cadeia”   era   o  próprio   tronco. Há mortos e desaparecidos neste  processo.  Caso  de  um  índio  Urubú  que  foi  preso  e  tentou  suicídio  com  corte  de  gilete  no  abdômen.  como  “guardas”.  Ali  eram  submetidos  a  castigos  físicos.  uma  pesquisa  aprofundada  sobre  a  Casa da Morte .  não  se  podia.  Pescar.  desde  assassinatos  e  roubos  até  embriaguez  e  desobediência  (às  ordens  dos  chefes  de  postos  da  Funai).  CTI  p.  Os  Xavantes.  Foi  hospitalizado.  48). sendo o caso mais rumoroso os depoimentos do Coronel Paulo  Malhães.  que  veio  a  ser  assassinado  em  seguida. repressão por parte da PM de MG  e  de  índios da Guarda Rural Indígena (GRIN). para que confessassem os crimes.  Caçar.  Para  lá  eram  levados  os  índios  que  se  opunham  as  ditames  dos  administradores  de  suas  aldeias.48).  MG.     Porque  dois  pesos  e  duas  medidas?  Sobre  a   Casa  da  Morte  compila­se  as  informações  sobre  os  agentes  e  instâncias  militares  envolvidas.  coordenador  da  ajudança  de  Minas­Bahia.  O  índio sentado no chão com um pé preso não podia  se  mover  e  sentia  dores  atrozes  nos  ossos  dos  pés  apertados  no  tronco.  A   polícia   batia  em  índios  que  não  entendiam  nem  falavam  o português.  Tinham  que  ter  licença  para  sair  da  terra.  e  mandavam  para  o  Presídio  Krenak.”    Durante  a  audiência  sobre  os  centros  clandestinos  de  tortura  Heloísa  Starling  apresenta.

B  ­  do  Quadro  de  Pessoal   ­  Parte   permanente   do   Ministério   da   Agricultura   ­  Pena   de   Demissão.  Há  mais  nomes. objeto do estudo.  cópia  anexa  à  Ata  da  5ª  sessão  da  CPI  do  Índio  de  1968  8­   Desafiou   o  índio   Manuelzinho   e  ameaçou­o   dar   3  tiros   na   cabeça. ou seja.br/single/show/313   11  É     citado   também   no  R   elatório   publicado   no   Diário   do   Congresso   Nacional   porém   somente   nos   casos   de   corrupção.   Sobre  Icatu.   cárcere   privado   e  as   informações   sobre   Itamar   Simões:          Lista   de   Indiciados   no   Relatório   Figueiredo      Os  nomes  listados  abaixo  foram  citados  em  três  documentos  produzidos  pela Comissão de Investigação do Ministério do Interior  aos  quais  tivemos  acesso.  se  as  pessoas  foram  condenadas  ou  absolvidas.  que  consta  a  lista  de  38  pessoas  indiciadas  no  Relatório  Figueiredo  por  violações   a  direitos   humanos.  sendo  este.  Relatório  publicado  no  Diário  do  Congresso  Nacional  e  no  Apêndice  do  Relatório  Danton  Jobim.    Destacamos  abaixo  o  cabeçalho  do  anexo  ao  relatório  parcial  entregue  a  Maria  Rita  Kehl  em  novembro  de  2012.  são  eles  Relatório  Figueiredo.cartanaescola.6.      . é talvez  a  primeira  lista  que reúne nomes de pessoas envolvidas em graves violações de direitos humanos  10  P   o  r   Maurício   Savares   ­ C   arta   na   escola:  h  ttp://www.  onde  funcionava  esta  cadeia  indígena  e  que  aparece  no  Relatório  Figueiredo.  assim  para  aprofundarmos  esta  linha  de  estudo.  contendo  citação  dos  crimes  praticados  pelos  agentes  públicos  indiciados.   tortura.     Itamar  Zwicher  Simões11  ­  Agente  de  Proteção  aos  Índios  ­  P1802.  principal  cadeia  clandestina  anterior  à  criação  do  Reformatório Krenak.   conforme   site   da   Comissão   Nacional   da   Verdade.    No  estágio  atual  da  pesquisa  colaborativa  não  temos  condições  de  saber  se  o  processo  chegou  ao  final.  pai  do  “ colaborador  voluntário”    do   GT   Indígena.  por  aplicar  “maus  tratos”  aos  índios  do  posto.com.  sendo  que  em  19  casos  conseguimos  o  número   dos   processos.   (fl   1556)  11­   Escravizou   por   2  anos   o  índio   Manuelzinho   da   tribo   (ilegível)   (fl   1682)  15­   infrigia  m   aus   tratos   aos   índios”   (fl   4030)     Localizar:   Processo   nº   14857/68   andamento:   DPF   28/05/1968.    Citado  no  Relatório  Figueiredo.     Aqui  é  necessário  fazer  referência  à  entrevista publicada em Carta Capital10 sobre o Chefe  do  Posto  Itamar  Z.  porém  citados  por  crimes  de  corrupção  que  não  constam  desta  lista. nenhuma investigação foi feita desde  então.  cópia  anexada  à  Ata  da  5ª  sessão  da  CPI  do  Índio  de  1968.  por  crimes  contra  a  pessoa  do  índio  e  portanto de violações a direitos humanos.  Simões.  Nesta  etapa  foi  levantado  38  nomes  de  servidores  implicados. há no  Capítulo  Indígena  somente  as  referências  colhidas  em  2012  no  relatório  parcial  enviado  à  comissionada  pelas  entidades  de  direitos humanos.     As  informações  acima  e  as  dos  demais  37  não  fazem  parte do Capítulo Indígena .  precisamos  agora  localizar  os  autos  destes  19  processos   e  levantar   o  número   do   processo   dos   outros   19   citados.

    Em   “A  Ordem  a  se  Preservar”  de  José  Gabriel  Silveira  Correia.  2  Canelas. 11 Pataxos.  Tupinikin.  2  Pankararus.    O  Deputado  Durval  Angelo  presidente  da  Comissão  de  Direitos  Humanos  da  Assembléia  Legislativa  do  Estado  de  Minas  Gerais  realizou  em  28/04/2014 “ uma sessão extradiordinária para  debater  a  situação  dos  povos  indígenas  no  Estado  e  no  País. do Procurador Edmundo  Antônio  Dias  Netto  Júnior  do  Ministério  Público  Federal.    Um  dos  focos  das  violações  do  passado  foi  o Reformatório Krenak e que ao final produziu  100  páginas  de  notas  taquigráficas.  Xavante.  Xakriabá.  que  trouxe  importantes  contribuições  e  entre  as  ausências  a  mais  sentida  foi  a  da  comissionada  Maria  Rita  Kehl.  A  CNV  também  não  participou  das  duas  audiências  públicas  organizadas  pelas  Comissões  de  Direitos  Humanos  sobre  o  Relatório  Figueiredo.  2  Guajajaras.  considerando  desde  as  históricas  violações   dos   direitos   humanos   até   os   desafios   da   atualidade ”.contra  índios. 9 Krenaks.  no  Anexo 4 foram listados  121  índios  presos.  entre  1969  e  1979  e  identificados  por  nome  e  pelas  etnias  sendo:  22 Karajás.  sendo  uma  na  Câmara  e  outra  no  Senado  Federal. 6 Kaiowás.  17  Terenas.  socializando  entre  os presentes as memórias e investigações  realizadas por todos que falaram. 8 Kadiweus.  que  não  foi substituída  por  nenhum  colaborador  ou  assessor  do  GT  Indígena  para  acompanhar  os  trabalhos.            .  3  Guaranis. Destacamos o trabalho em andamento. Urubu.  esta  presidida   pela   Senadora   Ana   Rita.  Seria  importante  a  CNV  disponibilizar  no  relatório  final  a   Lista  de  Denunciados  no  Relatório   Figueiredo.  Javá.  3  Krahôs.  Sateré­Maué.  13  Maxacalis.  porém  o  número   de   índios   presos   na   ditadura   militar   pode   ser   maior.  2  Fulni­Ôs  e um Kaingang.  Campa.  4 Bororos.  além  de  1  não  identificado. 8 Xerentes.

  a  existência  de  uma  ilha  onde  os  presos  eram  levados  e  não  voltavam  (Ilha  das  Cobras).  se  não  for  o  único.          12   Ver   Pública   Youtube:  h   ttps://www.  etnia.  na  primeira  leva  que eu estudei eram 150 (e poucos).  no  lugar  do  Capitão  Pinheiro.  a  morte  de  um  preso  amarrado  ao  tronco  de  tanto  apanhar.  80%  deles  não  tinham  nenhum  documento.  identidade.  nem  a  causa!”  12    (  grifo   nosso)      O  que  contam  estes  121  presos  indígenas  listados?  De  quais  etnias  seriam  os  presos  sem  documentos?  Quantos  indígenas  foram  presos  sem  registros?  Quais  foram  torturados   e  quantos   foram   desaparecidos?         Quem  são  o  responsáveis  pelas  violências.   em  d   epoimento   a  André   Campos   diz:    “Eu  comecei  a  fazer  um  levantamento  das  pessoas  que  estavam  presas  ali  dentro  e  para  meu  espanto.  parentes.  entre  100  presos.   João  Geraldo  Itatuitim  Ruas.       O  depoimento  do  indígena  Bonifácio  R.  mortos  e  desaparecidos  indígenas  no   Capítulo  Indígena   não  possuem  rosto.  dando  um  emocionado  depoimento  na  segunda  audiência  organizada  no  Mato  Grosso  do  Sul  e  reportando  à  comissionada  o  desaparecimento  de  parente.  um  dos  poucos  presos  no  Krenak  de  outras  etnias  ouvido  pela  comissão.  que  assumiu  em  1973  a  Chefia  da  Ajudância  Minas­Bahia.  torturas  e  desaparecimentos  de  índios  na  cadeia  do  Krenak?  Qual  a  estrutura   de   comando?       A  leitura  do   Capítulo  Indígena .youtube.  pois  para  isso  seria  necessário  ter  realizado  um  esforço  de  localizar  e  ouvir  o  maior  número  dos  121  indígenas  identificados.  A  sociedade  terá  de  se  contentar.  histórias.  por  tão  poucas  páginas  destinadas   ao   tema.  Bonifácio  só  tem  o  nome    citado  em  um  título.  não  apresenta  respostas.  Os  casos  que  contou  são  de  pessoas  Ver   Nomes  contidas   nos   80%   presos   sem   registro?    Os  presos.  ficou  de  fora  do  texto.   com   um   lacônico:  “  Há   mortos   e  desaparecidos   neste   processo ”.  Duarte.com/watch?v=FwSoU3r1O­Q&index=30&list=PLzC4rq­1oifymR21yMPfyKMTwWVtE5x0q       .

  Os  motivos  de  prisões  eram.socioambiental.  desde  assassinatos  e  roubos  até  embriaguez  e  desobediência  (às  ordens  dos  chefes  de  postos  da  Funai).  Maxacali.  colhidos  pela  CNV  (que  copiamos  abaixo);  e  termina   com  os  2.   gerou   traumas   ainda   presentes   nas   comunidades   e  índios   atingidos.  expondo  a  pouca  investigação   realizada   neste   dois   anos   de   trabalho   do   GT   Indígena   sobre   os   temas.  Os  Xavantes.  prendiam  os  Terena  e  os  Guarani. segundo depoimento  de   Antonio   Cotrim   à  comissionada.  é  o  uso  de  indígenas  na  repressão .  13  A   cesso:  h  ttp://pib.13      “A  Cadeia  Krenak.  deslocou­se  da  Terra  Indígena  Krenak  para  a  Fazenda  Guarany.”    Sem  foco  na  pesquisa  não  foi  trabalhada  duas  questões  importantes  que  emergem  da  criação  da  Guarda  Rural  Indígena  e  que  dizem  respeito  às  graves  violações  de direitos humanos  cometidos   por   agentes   do   estado   brasileiro. na  Folha  de  São  Paulo  de  21/6/2014;  faz  referência  à  tese   A Ordem a se Preservar com  texto  do  relatório  parcial  entregue  em  2012;  transcreve  trechos  do  filme de André Campos;  faz  afirmação  sem  contexto  e  incorreta  sobre  Dan  Mitrione; aponta um brevíssimo apanhado  dos  depoimentos  dos Krenak sobre o presídio.  do  contrário  seriam  presos.  delicada  e  dramática  pelas  consequencias  desagregadoras  e  traumáticas  que  geraram  aos  povos  indígenas  que  tiveram  seus  membros  envolvidos  nestes  fatos.  que também foi um centro de tortura em Minas  Gerais.  não  enfrenta  a  discussão  e  não  traz  um  posicionamento  da  CNV .  A   polícia   batia  em  índios  que  não  entendiam  nem  falavam  o  português.  são  casos  emblemáticos  e  que  devem  ser  tratados  pela  sociedade  brasileira  com  seriedade. Há mortos e desaparecidos neste  processo.org/pt/povo/maxakali/774       .     Quando  o  assunto  é  a  GRIN.  Não  podiam  sair  das  aldeias  (“território  tribal”)  sem  autorização.5  primeiros  parágrafos  do  texto  ou  verbete   A  Guarda  Rural  Indígena  publicado   no   site   do   Instituto   Socioambiental.    A  primeira.  e  mandavam  para  o  Presídio  Krenak.  Caçar.   contra   os   povos   indígenas   no   Brasil.  MG. para que confessassem os crimes.  Caso  de  um  índio  Urubú  que  foi  preso  e  tentou  suicídio  com  corte  de  gilete  no  abdômen.  Foi  hospitalizado.  o  tópico   Criação  da  Guarda  Rural  Indígena  e  do  Presídio  Krenak .  A  pederastia  era  crime.    A  criação  da  GRIN  como  força  auxiliar  para  reprimir  e conter insatisfações nas aldeias e a  utilização  de  indígenas  da  etnia  Suruí  do  Pará  para  servir  de  mateiros  na  caçada  das  Forças  Armadas  aos  guerrilheiros  do  Partido  Comunista  do  Brasil  na  Guerrilha  do  Araguaia.  depois  ficou  7  meses  no  reformatório.  por  uma  FUNAI  militarizada  pelo  General  Bandeira  de  Melo.  Tinham  que  ter  licença  para  sair  da  terra.  os  Kraô.  pois  além  da  violência   produzida.  não  se  podia.  subordinados ou coagidos às forças de segurança operantes nas ações  desenvolvidas.  criada  em  1969  em  Resplendor.  Pankararu.  só  com  autorização  do   capitão  Coelho .  como  “guardas”.    Começa  com  um  parágrafo extraído de  artigo  de  Luís  Francisco  de  Carvalho  Filho.  Pescar.

        .

  que  repercutiam  na  imprensa  nacional  e  estrangeira    logo   após   a  divulgação   do   Relatório   Figueiredo.  em  12  novembro  de  2013.  coordenadora  do  Copac  e  identificado  por  Rodrigo  Piquet  Saboia  de  Mello.com/docreader.        Além  de  colocar  a  público  a  cena  grotesca  de  uma  pessoa  sendo  carregada  num  pau­de­arrara.   que  é  o  ensino  de  tortura  nas  academias   e  escolas   de   formação   de   policiais   e  soldados.net/DocReader.  trazendo  os   registros  da  formatura  da  Guarda  Rural  Indígena  realizados  em  janeiro  de  1970  e gravados em super 8 por Jesco Puttkamer. Outra  questão  importante  surge  com  a   matéria  da  jornalista  Laura  Capriglione14.    De  novembro  de  1969  a  janeiro  de  1970.  jovens.aspx?bib=BibliotBNM&PagFis=199       .folha.  adultos  e  idosos  que  compareceram  à  cerimônia  e  parada  militar.  trouxe  uma  questão  sempre  negada  pelas  autoridades  militares  e  várias  vezes  denunciadas15  por  presos  políticos  usados  como  cobaia. Indicado à pesquisa colaborativa por  Ione  Helena  Pereira  Couto.  mas  ficarmos  somente  nos  problemas  gerados  na  forma  como  os  índios  aplicaram  em  seus  parentes  nas  aldeias  o  treinamento  militar  que  receberam.  sob  aplausos  e  olhares  perplexos  da  comunidade  enquanto  o  pau­de­arara  desfilava  em  frente  das  autoridades  de várias patentes e cargos do estado brasileiro presentes no  evento.  14  A     missão   ­ C   omo   a  ditadura   ensinou   técnicas   de   tortura   à  Guarda   Rural   Indígena:  http://www1. a primeira turma foi preparada no  Batalhão  Escola  da  Polícia  Militar  de  Minas  Gerais  para   agir   como   polícia   nas   aldeias   indígenas.  não  ajuda  a  compreender  o  papel  e  significado  da  criação  da  Guarda  Rural  Indígena.  na  frente  de  crianças.   quando   trabalhava   a  digitalização   e  catalogação   do   acervo   de   filmes   do   Museu   do   Índio.br/fsp/ilustrissima/77297­a­missao.    No   Capítulo  Indígena  são  citados  casos  de  violência  praticados  pela  GRIN.uol.  pois  foi  também  parte  da  engrenagem  usada  como  propaganda  contra  as  denúncias  sobre  o  “genocídio”  de  índios  no  Brasil.  durante  três meses.docvirt.com.shtml   15  E   xemplo:  A     face   Oculta   do   Terror   de   A  J  Lagguth   ­  http://www.

 lembranças  e  comentários.  Dando  conta  da  “missão”  da  GRIN.  jornais  chegam  a  dar  nota  do  “frisson”  causado  pelas  “moças  da  capital“.  registra­se  a  presença  da  GRIN  em  eventos  organizados  pela  Secretaria  de  Turismo  na  Páscoa  de  l970. numa festa que teve lugar no Horto de Dois Irmãos.ifch. Era inevitável.  Do  pleno  “sucesso“  da  estada  dos  Guardas  Indígenas  em  Belo  Horizonte.unicamp.  no   dia   do   índio   daquele   mesmo   ano.  identificaram  vários  parentes  nas  imagens  e  contaram  ao  ver  um  deles. Entre risos.  pedindo  autógrafos  aos  “índios  de  farda”.  dando  demonstração  do  seu  aprendizado  para  “platéias  que  os  aclamavam  com  entusiasmo  extraordinário”.  http://www.  ao  final  da  reunião  da  Comissão  Indígena  da  Verdade  e  Justiça  realizada  em  Brasília.  a  matéria  descreve  a  solenidade.  apresentado  no  XXVI  Simpósio  Nacional  de  História   da   ANPUH   em   2011.        Em  maio  de  2014. portanto. espécie de Zoológico local. que a experiência teria continuidade: ”o Presidente Médici já  se  prontificara  a  liberar  recursos  na  ordem  de  quinhentos  mil  cruzeiros  novos.   houve   divergência   se   foi   suicídio   ou   acidente.  em  reportagem  de  seis  páginas.   faz   uma   boa   descrição   sobre   o  uso   político   dos  “  Índios   Soldados”   .  os  Guardas  foram  convidados  para  se  apresentar  em  desfiles  em  São  Paulo e Goiânia e.   16  A     Guarda   Rural   Indígena   –  GRIN   ­  Aspectos   da   Militarização   da   Política   Indigenista   no   Brasil.  que  este  havia   morrido   com   tiro   de   sua   própria   arma   de   fogo.  Em  São  Paulo.  ilustradas  com  uma  13  série  de  instantâneos do desfile e exibições dos exercícios militares dos “Índios Soldados”.  recordam  terem  se  tornado eles uma espécie de  “atração  turística”. que  aquela  “mina  dos  olhos”  da  FUNAI  pudesse  ser  vista  em  outros  lugares.    A  revista  O  Cruzeiro  também  fez  eco  à  formatura  dos  índios  em  seu  número  publicado  a  3  de  março  de  l970.  para  custear  o  treinamento  e  a  manutenção  das  suas próximas turmas a serem  formadas”.  Segundo  a  revista.pdf       .  pudemos  exibir  os  registros  do  Jesco  Puttkamer  à  delegação  Krahô  que  chegava  a  Brasília  para  participar  de  manifestação por direitos indígenas.br/ihb/SNH2011/TextoEdinaldoBF. Edinaldo Bezerra de Freitas em seu  trabalho16 A Guarda Rural Indígena – GRIN ­ Aspectos  da  Militarização  da  Política  Indigenista  no  Brasil.  “vista  por  uma  platéia  de  pelo  menos  mil  pessoas”.  o  “orgulhoso”  e  “empolgado”  ministro  do  interior informava. destinados  à  FUNAI.  Na  ocasião.  como  frisa  o  major  Pinheiro.  Imediatamente.  daquela  capital. E também  em Recife.  o  depoimento  de  policiais.

 que relações  teriam?   O  que   o  Dan   Mitrione.   agente   da   CIA   raptado   no   Uruguai.  bem  como  suas  relações  com  o  Delegado  Sérgio  Paranhos  Fleury.  que  nos  permite  hoje  enxergar  a  ação  da  escola  repressiva  norte­americana   atuando   em   nosso   país. destaca:  “Nunca foi totalmente esclarecido  porque  o  governo  mineiro  assumiu  a  “gestão  indígena”  local.  Por  serem  os  índios  quem  são.    Em  seus  apontamentos  sobre  a  tese   “A  Ordem  a  se  Preservar”  para  a  realização  do  documentário  sobre  o  presídio Krenak.  nos  possibilitaram  um  registro  histórico.   tem   a  ver   com   isso?     Dan  Mitrione.  primeiro em Belo Horizonte.  as  consequencias  em  suas  vidas  apuradas.        Quem  são  os militares que trabalharam com os índios durante os três meses em que estes  estiveram  no  “intensivão” do Batalhão Escola da Polícia Militar de Minas Gerais?  Em vez de focar  a  ação  dos  membros  da  GRIN  nas  aldeias. experiência desastrosa produzida  pela  FUNAI.  suas  histórias  levantadas.   puxam   o  fio   da   meada.  Uma referência sobre os índios do  Brasil  e  outra sobre sua presença no Brasil.   Os  índios  que  compunham  a  Guarda Rural Indígena .  aparece  em  um  documento  contendo  a  transcrição  de  uma  fita  com  parte  do  interrogatório  feito  em  cativeiro  pelos  guerrilheiros  Tupamaros .  carregando  um  preso  num  pau­de­arara.       .  General  Costa  Cavalcanti.  pois  fizeram  direitinho  o  que  lhes  foi  ensinado.  nas  palavras  do  Ministro  do  Interior  à  época.  pois  eles  são   vítimas   e  não   algozes.  assim  chamado  em  matéria  publicada  no  jornal  argentino  Clarin.   "El  Maestro  de  La  Tortura" .   devem  ser  ouvidos. André Campos.  não  seria  este  o  fio  da  meada  a  ser  seguido? A  presença  de  um  agente  da  CIA  no  início  dos  anos  60  junto  a  Polícia  Militar  de  Minas  Gerais  e  o  treinamento  dado  por  esta  mesma  polícia  aos  indígenas  da  Guarda  Rural  Indígena.”  P   ara   responder   é  necessário   se   ater   às   questões   abaixo.   através   de   um   programa   de   ajuda   externa   Brasil­EUA. onde treinou a Polícia  Militar  e  depois  Rio  de  Janeiro.   dançaram  ao  final .    Os  soldados  da  GRIN  ao  desfilarem  na  parada  militar  para  as  autoridades  do  palanque.  nem  tampouco  porque  repassou  tal  tarefa   a  uma   seção   da   polícia   militar.   nesta   política   repressiva   montada   no   Brasil.  foram  sem  malícia  e  sem  constrangimentos.

 ”     Destaco  informações  contidas  no  livro  A  face  Oculta  do  Terror  de  A  J  Lagguth.  aplaudidos  pelos  que  assistiam  (inclusive  militares).  que  mostra  um  desfile  de  indígenas  fardados  com  uniforme  da  Guarda  Rural  Indígena.   Dan  Mitrioni  [assassinado  depois  por  Tupamaros.  da  forma  como   colocada   no   Capítulo   Indígena.  no  Uruguai]. Esse  é  o  vínculo  que  nos  parece  esclarecer  a  dúvida  de  André  Campos  que.  para  contextualizar  a  origem  da  presença  de  Dan  Mitrione  no  Brasil  e  de  como  a  criação  da  Guarda  Rural   Indígena   e  do   Reformatório   Krenak   se   relacionam   ao   fato:              .  em que dois índios seguram um companheiro pendurado no pau de arara.   jamais   seria   entendido   em   sua   extensão   e  contexto.    “Exibição  de  um  trecho  de  um  filme  super  8  feito  pelo  fotógrafo  alemão  Jesko  Putkamer.  encontrado  por  Marcelo  Zelic.  ensinou  tortura  para  soldados   indígenas   do   Mato   Grosso.   abaixo. como  demonstração  de  técnicas  repressivas  aprendidas  pela  GRIN  Um  agente  da  CIA.

  fazendeiros.  às  custas  do  território  e  do  sangue  indígena  nas  inúmeras violências registradas  no   período   em   estudo   na   CNV.  explorarem vastas  regiões  do  país.     Por  este  programa  nos  chega  Dan  Mitrione. que atestavam a inexistência de índios na área solicitada e  às  autorizações  para  pesquisa  mineral.  somadas  ao  Estatuto  do Índio.   é  parte  complementar  e  importante  da  Política  de  Integração  Nacional  para  a  ocupação  das  terras  indígenas . às  certidões  negativas.   A  criação  da  GRIN  é  a  multiplicação  do  curso  que  deu  à  polícia mineira.  muitas  fraudadas.  garimpeiros  e  mineradoras.  Os militares que ensinaram a Guarda Rural Indígena a torturar.  participaram   de   cursos   no   Panamá   ou   na   Escola   das   Américas?     A  política  repressiva  organizada  pelo  General  Bandeira  de  Melo  quando  dirigiu  a  FUNAI  entre  junho  de  1970  a  março  de  1974.    Por  que  tão  pouco  espaço  foi  destinado  para  as  graves  violações  de  direitos  humanos  contra   os   povos   indígenas?             .  Em  seu  conjunto  abriram  as  portas  para  colonizadoras.  empresas  nacionais  e  multinacionais.

 Temos a  disposição.14%  0  1  RO  4  0.  com  dados  por  ano.14%  1  0    Ano  1970  1971  1972  1973  1974  1975  1976  1977  Total  Indeferidas  7  9  21  32  11  20  61  17  178  Pessoa   Física  7  7  18  31  10  18  51  16  158  Pessoa   Jurídica  0  2  3  1  1  2  10  1  20    Estad Indeferida Pessoa  Pessoa  o  s  %  Física  Jurídica  AC  1  0.  até o momento.67%  1  25  AP  2  0.28%  0  2  BA  1  0.69%  2  1      . as informações fornecidas pela FUNAI entre 1970 e 1977.56%  0  1  AM  2  1.53%  18  7  AM  26  3.   pessoa   física   e  jurídica   e  estados   conforme   segue:    CERTIDÕES   NEGATIVAS   DEFERIDAS   E  INDEFERIDAS   (1970­1977)    Ano  1970  1971  1972  1973  1974  1975  1976  1977  Total  Deferidas  146  143  37  54  91  97  69  71  708  Pessoa   Física  33  32  17  41  66  67  40  53  349  Pessoa   Jurídica  113  111  20  13  25  30  29  18  359    Estad Pessoa  Pessoa  o  Deferidas  %  Física  Jurídica  AC  25  3.82%  9  11  68.24%  7  23  MA  20  2. Para  contextualizar  a  dimensão  do  ataque  das  políticas  de  desenvolvimento  e  integração  nacional  contra  os  povos  indígenas  é  preciso  termos  a  noção  do  volume  e  abrangência  territorial  das  certidões  negativas  e  autorizações  para  pesquisa  mineral  emitidas  pela  FUNAI.  solicitado  pela  CPI  de  1977.56%  3  1  RR  1  0.12%  2  0  MA  3  1.14%  1  0  GO  30  4. tabuladas a  partir  de  documento  anexo.  deferidas  e  indeferidas.96 PA  113  %  39  74  PI  1  0.  documentos  necessários  para  a  obtenção  de financiamentos através da SUDAM e outras instituições.50 MT  485  %  270  215  15.

09%  1  2  MA  2  6.06%  1  1  36.89 MT  160  %  145  15  PA  9  5.38%  0  1  MA  3  7.36 MT  12  %  1  11  33. 89.14%  1  2  MT  2  4.69%  2  1      AUTORIZAÇÕES   PARA   PESQUISA   MINERAL   DEFERIDAS   E  INDEFERIDAS   (1970­1977)    Ano  1970  1971  1972  1973  1974  1975  1976  1977  Total  Deferidas  0  0  14  4  4  4  3  4  33  Pessoa   Física  0  0  5  0  0  0  1  0  6  Pessoa   Jurídica  0  0  9  4  4  4  2  4  27    Estad Pessoa  Pessoa  o  Deferidas  %  Física  Jurídica  AM  3  9.57 PA  33  %  0  33  RO  2  4.38%  1  0    Na  leitura  do  Capítulo Indígena .12 RO  4  %  2  2      Ano  1970  1971  1972  1973  1974  1975  1976  1977  Total  Indeferidas  0  0  0  1  0  0  32  9  42  Pessoa   Física  0  0  0  0  0  0  0  2  2  Pessoa   Jurídica  0  0  0  1  0  0  32  7  40    Estad Indeferida Pessoa  Pessoa  o  s  %  Física  Jurídica  AM  1  2. chamou­nos a atenção o constante uso da palavra doença  e  em  especial  no  tópico   4  ­  Pesquisa  documental  ­  Os  indígenas  e  as  obras  do  Estado      .06%  7  2  RO  3  1.33 PA  11  %  1  10  12.76%  0  2  78.76%  0  2  RR  1  2.

   descuido. Claro  que  o   Estado  tem  culpa  (das  mortes).  “doenças  dos  brancos”.  tortura  com  11.  sarampo.  que  atravessou  as  terras  dos  Parakanã  em  1971. massacre 0 e  inoculação  proposital  também  0.  como  ficaram  conhecidos  os  primeiros   Awareté   contatados.    Segundo  relatório  da  própria  FUNAI.  O  grave  risco  de  contágio  do índio pelo branco já era conhecido há mais de vinte anos.  da  FUNAI.  porque  é  o   responsável  pelos  índios  e  não  fornece  as  condições  de  sobrevivência  necessárias  para  as  frentes de contato.  um cara com malária contaminou um monte de  gente.  Aí  escrevi  a  carta  em  que  disse  “não  quero  ser  coveiro  de  índios”.  assassinato  com  13. estagiário da CNV.  entre  1975  e  1983. é tema das denúncias do livro Vítimas do  milagre. cujo tema ocupa 50% das  páginas   do   texto   enviado   pela   comissionada.  nada  do  que  precisávamos  (para  fazer  a  aproximação  com  os  índios).Brasileiro . portanto é  responsável.  mas   não  mandava  vacinas .  de  5  etnias  envolvidas  nos  casos  estudados  no  tópico  4.  Expliquei  ao  general  Bandeira  de  Mello.  no  primeiro  ano  esse  número  se  reduziu  para  92  indivíduos  e.  superando  com  folga  por  exemplo.   Consegui  ser  demitido  por  justa causa.  e  a  construção  de  Tucuruí.  sob  gestão  do  General  Bandeira  de  Mello  (1970  a  1974)  deve  ser  responsabilizada  por  omissão  de  cuidados  preventivos básicos.  Também  no  primeiro  contato  morreram  muitos  ­  gripe.  sendo  16  no  tópico  4.  em  1970)   por  responsabilidade  do  Estado brasileiro.  P   or   negligência.  O  caso  dos  parakanã   (Awareté)  (  em   anexo   o  relato   na   íntegra)    Entre  a  abertura  da  Transamazônica.  desparecido/desaparecimento  com  7.  Fui  à  imprensa  denunciar.1  ­   BR­230  (Transamazônica)  e  Hidroelétrica  de  Tucuruí.   A  CNV  aponta  muitos  casos  de  contaminação  e  mortes  por  doença.  (ocorrências  para  o  conjunto  do  texto). na  época  das  obras.   desinteresse.   do   pesquisador   norte   americano   Shelton   Davies.  estupro/violência sexual/abuso com 7.   foi   muito   maior.  Apenas  68  óbitos  foram  reconhecidos  pela  FUNAI  durante  as  obras.  realizado  por  Marcelo  de  Souza  Romão.  Vale  lembrar  que  no  documento  enviado  ao  Tribunal  Russell  II.  e  a  FUNAI.  preso/presídio  com  7.  Não  ferviam  as  agulhas  nos  postos.  Havia  dinheiro.  A  CNV  destaca  fala  de  Antonio  Cotrin  e  outras   citações   que   transcrevo   abaixo:     “A  turma  da  FUNAI contaminou os índios Parakanã com gonorréia .  e  ele disse que eu  estava  mentindo.  há  relatos  de  22  etnias  atingidas  no  contexto  do  Programa  de  Integração  Nacional.      Tomemos  o  caso  dos  Parakanã  como  exemplo.”  (  grifo   do   CNV)    “A  dizimação  de  tribos  isoladas.  como  os  Krén­Akaróre  (reduzidos  de  300  para  130  indivíduos  entre  1973­74)   e  os  Parakanan  (40  mortes  no  primeiro  contato.     Doença  é  a  palavra  com  o  maior  número  de  ocorrências  com  29  citações.  Ismarth  Araújo  de  Oliveira  (1974  a  1979).  existiam  na  época  do  contato   entre  200  e  180  pessoas. no ano      .  os  Awareté  tiveram  drástico  decréscimo  populacional  causado principalmente pelo contágio de “doenças dos brancos”. Morreram  mulheres  e  homens.  em  especial.  Mas  o  decréscimo  populacional  entre  os  Parakanã  do  Lontra.  A   FUNAI  tinha  muito  dinheiro.  Esta  ênfase  diz  muito  sobre  o  tabu  existente  no  Brasil  em  se  apurar  as  graves  violações  contra  os  direitos  humanos  e  territoriais   dos   povos   indígenas   brasileiros.  nem  nada.  mas  não  mandavam  remédios.”   (grifo   nosso)    4. A construção de  Tucuruí  começou  durante  a  gestão  de  outro  general.

   173.  Goodyear.  que  na  época  trabalhava  na  FUNAI  como  coordenador  do  Projeto  Parakanã.  pois   que   a  perda   populacional   desta   comunidade   do   Igarapé   Lontra   atinge   entre   52%   e  57.  p  48­49.  segundo  a  máxima  do  General  Emílio  Garrastazu  Médici  ­  “terra sem homens para  homens  sem  terra”  ­  foram:  Swift.    No   Capítulo  Indígena  são  apontadas   “as  empresas  beneficiadas pelo projeto de ocupação  da  Amazônia.  Volkswagen.   BSB   AA3.AN.      Descuido?  Ação intencional? Conveniência? Ou precariedade programada com objetivo de  alcançar   os   objetivos   do   Plano   de   Integração   Nacional?   Crime   de   Estado?   Genocídio?    Por  muitas  destas  mortes se darem por doença contraída e a consequente “morte morrida”  e  não  “morte  matada”.  Contraíram  doenças  venéreas  e.  referentes  a  problemas  na  Frente  de  Atração  durante  a  construção  da  Transamazônica  em  1971.  Levantando  as  coordenadas  autorizadas.  de  modo  a  possibilitar  nexos  para  avaliar  a  incidência  de  ação  premeditada  e  deliberada  do  estado  para  que  as  mortes  ocorressem   por   abandono   proposital.  N 19    Relatório  de  Viagem  à  área  Parakanã.  certamente  por  um  relaxamento  inconcebível  na  época  e  cujas  responsabilidades  jamais  conseguiram  ser  firmadas.  Uma  redução  populacional  de  mais  de  50%  .    Para  isso.  relações  de  atores  envolvidos  e  formas  de  contaminação.  Fundo:ASI­FUNAI   (Arquivo   Nacional)  N   OTA   DA   CNV  18      OTA   DA   CNV  O   Globo.  de  Alceu  Cotia  Mariz  (Antropólogo  do  DGO).  Anderson­Clayton.  58  Awaretés  teriam  morrido  de  blenorragia  ou  pneumonia  durante  este  18 período  .  Segundo  ele.  Nestlé.  No  caso  das  certidões  abrangem  100  municípios  brasileiros  e  há  17  sem  referência.  De  1973  até  hoje  a  população  indígena  PARAKANà vem  aumentando.  a  abordagem  para  a  responsabilização  do  estado  carece  de  um  estudo  mais  amplo.  é  possível  ver  as  áreas  atingidas  e  daí  os  povos  indígenas  atingidos.   coordenador   do   Projeto  Parakanã).7%”.  os  indígenas  passaram. 17 seguinte. Abrindo portas  para   reparação   de   todos   os   povos   indígenas   atingidos   e  a  educação   de   nossa   sociedade.   pelo   contato   com   funcionários   da   FUNAI   infectados.  BR.   Houve  também  ocorrência  de  abusos  sexuais  durante  os  trabalhos  de  atração/pacificação  Em  1979  a  imprensa  divulgou  denúncias  do  antropólogo  Antônio  Carlos  Magalhães.  Relatório  sobre  a  eleição  da  nova  área  indígena  Parakanã.  deferidas  e  indeferidas.   18   de   agosto   de   1979.  durante  os  primeiros  anos.  na  cegueira  parcial  de  algumas  índias  e  na  depopulação  brutal  de  que  foram  19 vítimas   os   indígenas 1  .  já  as  autorizações perfazem 11 municípios e há 22  sem  referência.  BR.  de  Noraldino  Vieira  Cruvinel  (Antropólogo  FUNAI/DGPC/DEP.48.)  e  Antônio  Carlos   Magalhães   dos   Santos   (Antropólogo.   p.  As doenças teriam sido contraídas não somente pelo contato com trabalhadores  da   rodovia.    Sindicâncias  em  1972  e  1976  foram  abafadas  pela  FUNAI  ­  Em  resposta  a  estas  denúncias  a  FUNAI  reconhece  parte  das  acusações:  “É  do conhecimento geral que.48.AN.  que  demonstre  a  existência  de  padrão  de  comportamento.  26/01/1979.  17    no   primeiro   ano   da   chamada   “pacificação”   o  decréscimo   populacional   ultrapassou   a  qualquer   perspectiva.  BSB  AA3.   como   também.  a  freqüentar  as  frentes  de  abertura  da  Transamazônica  e  a  chegarem  inclusive  a  Marabá. após  os  primeiros  contatos  com  os  servidores  da  FUNAI.  21/05/1979.  além  de  identificar  e  quantificar  quais  conflitos  perduram  hoje.PSS.  realizar  um  estudo  em  cima  das  708  certidões  negativas  e  as  33  autorizações  para  pesquisa  mineral  expedidas.  mas  longe está de ao menos igualar o número de pessoas de quando seu contato.   Fundo:   ASI­FUNAI   (Arquivo   Nacional)   NOTA   DA   CNV      .   pois   o  número   de  habitantes  não  era  maior  do  que  92  (noventa  e  duas)  pessoas.  entre  outros.  foram  fatores  de  maior  depopulação.  Com  certeza  as  histórias  de  violência  brotarão  de  forma  a  compor  um  quadro  capaz  de  tabular  o  que  é  sabido  mas  não  provado.  atitudes  após  o  contágio.  caindo  para  82  (oitenta  e  dois)  o  número  de  indivíduos  residentes  na  Reserva  Parakanã.  para  apenas  82.  fruto  de  ação  leviana  patrocinada  por  agentes  do  estado.  No  ano  seguinte  a  malária  e  a  gripe.PSS.  como  também  as  empresas  e  pessoas  envolvidas  e  suas  ligações  com  o  poder  do  estado.  esta  lamentável  primeira  denúncia  é  verdadeira  e  suas  conseqüências  podem  ser  observadas  até  hoje.  Mitsubishi.

  “ havia  acabado  de  obter.    Abaixo  o  texto  enviado  para  o  Tribunal  Russell  II  sobre  os  Paracanã.  Ludwig.”         .  De  um  lado  a  United  State  Steel.  dificulta  o  entendimento  das  motivações  políticas  e  as  relações  que  se  engendraram  para  realizar  as  violações  em  estudo .  não  citada  na  lista  de  empresas  beneficiadas  acima.  que  conforme  relatado.  em  sociedade  com  a  Cia.  Bradesco.  Bamerindus ”.   Ele  mostra  a  ação  conjunta  realizada  entre  interesses  públicos  e  privados  na  pacificação  deste  povo.  Estatal  Vale  do  Rio  Doce  (também  não  citada)  concessão  para  explorar  jazidas  de  minério­de­ferro   nessa   área.  Codeara.Mappin.  monopólio  americano  do  aço.  Camargo  Correa.  Bordon.   Citá­las  sem  relacioná­las  aos  povos  atingidos  e  suas  histórias  de  violência.

.  em  seu  relato.  colaborações  privadas.  esquecimentos.  números  de  mortos e etc.. faltas  de  estrutura.  omissões  dos  agentes do estado.  podemos  tirar  elementos  que  ajudam  a  tabular  condutas.    Apesar  de  os  antropólogos  também  falarem  em  morte  por  doenças. Colocando estas      .

. que expressam  nas  barbaridades  que  cometeram.  legislativo  e  judiciário  do  estado  brasileiro.  os  Cinta­Larga.informações  numa  planilha  junto  com  centenas  de  outras não teremos mais condições de realizar  afirmações   sobre   a  responsabilidade   do   estado?     Por   fim   sobre   o  foco   da   pesquisa   do   tópico   4  diz   Marcelo   Romão:    “..  empresas  estrangeiras  e  nacionais  de  mineração.  integração  e  segurança  nacional  combinadas  seriam  pesquisados?    foto   de   Jesko   Puttkamer    Para  longe  desta  visão  restritiva  da  CNV.      Se  tivessem  criado  uma  organização  político­militar.       .  neste  contexto.  etapas  de  conquista  de  território  e  riqueza  por  parte  de  forças  políticas  e  econômicas..  o  massacre  do  paralelo  11  seria  apurado  pela  Comissão  Nacional  da  Verdade?       A violência histórica existente efetivamente de 1946 a  1988.  ao  invés  de  resistirem  em  comunidade.  que  significa  “nós   somos   gente   ou   pessoas   humanas” .  conforme   site   da   FUNAI.  com  objetivo  foi  identificar  os  impactos  negativos  e  as  violações  de  direitos  humanos  praticadas  pelo  Estado  brasileiro.   com  motivação  política .  .  contra  populações  indígenas  em  função  das  grandes  obras  de  infraestrutura realizadas no período.  que  se  autodenominam   Panderej .  de  desenvolvimento.   é  política. ser invadido por garimpeiros e pessoas armadas.   se   necessário   à  força. O Estado entendia a presença indígena como obstáculo a ser removido  e/ou   reprimido.45?  A  apuração  das  graves  violações  de  direitos  humanos  contra  os  povos  indígenas  estão  cobertas  pela  lei  que  criou  a  Comissão  Nacional  da  Verdade   e  devem  ser  incluídas  no  corpo  do  Relatório Final de forma a proporcionar o entendimento da sociedade sobre as violências narradas  e   proporcionar   avanços   reais   na   justiça   de   transição   brasileira.  resultantes  da  política  indigenista. membros do  executivo.     Quer  maior motivação política do que enfrentar uma política indigenista subordinada a uma  política  de  desenvolvimento.  seria  incluída  na  categoria  “ graves  violações  de  direitos   humanos   com   motivação   política” ?       Os   “impactos  negativos”  sofridos  pelos  Cinta­Larga. enfrentando o preconceito e armas  .  a  resistência  dos  povos  indígenas  no  Brasil.  a  resistência  do  índio  Cinta­Larga  vendo  o  local  onde vive.   independente   de   seu   grau   de   consciência   de   que   é  o  estado   que   lhe   ataca.  a  pesquisa  foi  centrada  no  período  de  atuação  da  FUNAI  durante  a  Ditadura  Militar.  integração  e  segurança  nacional.  colonização  e  agropecuária.”  (  grifo   nosso)    O  que  estaria  contido  no  conceito  violações  de  direitos  humanos   com  motivação  política?  Seriam  somente  aqueles  que  foram  praticados  contra  estudantes.  membros  das  forças  armadas  e  camponeses  reunidos  em  um  partido  clandestino  ou  uma   organização   político­militar?     Tomemos  por  exemplo. território de seu povo..  trabalhadores.  que tiveram e têm planos de exploração de recursos minerais e da própria  terra  deste  povo e que atuam numa sólida relação de interesses entre entre políticos.  políticos.

  20      ttps://drive.  que  por  ventura  puderem  ser  apurados  no  exíguo  tempo  que  resta  para  a  concretização   dos   trabalhos.    A  Comissão  Nacional  da  Verdade  estruture  de  forma  urgente  no  grupo  de  trabalho  Graves  violações  de  Direitos  Humanos  no  campo  ou  contra  indígenas. Uma  vez  que  a  CNV  entrou  em  fase  de  produção  dos  relatórios  parciais dos GTs e o estudo  da  questão  indígena  ainda  está  por  ser  estruturado  e  sistematizado.  ocasião  em  que  apresentamos  a   carta  das  entidades   de   direitos   humanos20.  que  podem  auxiliar  e  agilizar  os  estudos  do  grupo  citado  acima  (sob  coordenação  da  Drª  Heloisa  Starling.   Abaixo.  A  análise  destes  documentos.  este  acervo  digital.  pois   até   junho   é  impraticável   realizar   o  trabalho   que   não   foi   feito   de   forma   contínua   em   ano   e  meio.  momento  em  que  fomos  provocados  por  indígenas  sobre  a  necessidade  destas  violações   também   serem   objeto   de   estudo   na   Comissão   Nacional   da   Verdade. A  liberação  de  recursos  para  a  imediata  indexação  de  350  mil  páginas  de  documentos  já  localizadas  em  arquivos.  em  si.  Considerando  que  tais  violações  ocorreram  de  forma  brutal  e  em  quase  todos  os  Estados  do  Brasil   contra   muitos   povos.  somado  aos  depoimentos  de  indígenas.  em  abril  de  2014.    Em  reunião  realizada  em  São  Paulo.   se   faz   necessário   que:    1.  A  Comissão  Indígena  Verdade  e  Justiça  e  a  sociedade  esperam  um  posicionamento  claro  e  consistente  da  Comissão  Nacional  da  Verdade  sobre  as graves violações  de   direitos   humanos   praticadas   entre   1946   e  1988   pelo   estado   brasileiro.  portanto  parciais e foi formado por  documentos recolhidos no Arquivo Nacional.com/file/d/0B1dozPl63z_7cmJFVWZpU0QwTUE/edit?usp=sharing   Acesso:  h     .  foi  definido  pela  coordenadora  do  GT.     3.  sendo pouquíssimos os  casos  apurados.  antropólogos  e  religiosos  é  a  base  da  pesquisa  colaborativa  que  empreendemos.  uma  equipe  com assessores  conhecedores  e  ligados  à  questão  indígena.  também  à Comissão Indígena  da  Verdade  e  Justiça.    Apresentamos  também  os  dados  tabulados  durante  a  pesquisa  realizada  desde  fevereiro  de  2012. Centro de Documentação da FUNAI.  Ao  final  dos  trabalhos.   no   intuito   de   subsidiar   a  comissão.  já  é  uma  ferramenta  de  reparação  para  uso  pedagógico  e  educacional  nas  escolas e universidades.  tanto  no que diz respeito aos  camponeses  atingidos  pela  ditadura  como  aos  indígenas.  com  o  coordenador  da  Comissão  Nacional  da  Verdade  Pedro  Dallari  e  Maria  Rita  Kehl.google.  indigenistas.  suficiente  para  atender  as demandas  de  cada  região  do  país.     Os  dados  abaixo  ainda  estão  em  construção  e  análise.  a  fim  de  que  o  trabalho possa refletir no Relatório Final  o  que  de  fato  aconteceu  no  país  contra  esta  população  durante  o  período  investigado  por  lei  e  não  só  alguns  casos  emblemáticos.  sua  sistematização. sob guarda do Arquivo  Nacional   como   determina   a  lei.  conforme  declaração  da  comissionaria  Maria Rita  Kehl).    2. Museu do Índio.  que  até  fevereiro  passado  foi  dada  enfase  ao  estudo  e  sistematização  das  violações  contra  camponeses  e  que  a  partir  de  março  de  2014  a  prioridade  seria  para  os  povos  indígenas.     Limitar  a  35  páginas  sua  exposição  é  limitar  a  verdade  e  seus  benefícios  aos  povos  atingidos  e  à  sociedade.  Biblioteca  Nacional  e  em  outras  instituições  indigenistas  e  de  direitos  humanos.  abrindo  acesso  à  documentação  digitalizada  para  a  pesquisa.  Nem  todo  o  material  foi  lido  e  nas  últimas  estimativas  chegam  a  um  universo  documental  superior  a  600  mil  páginas.  solicitamos  também  a  flexibilização  dos  prazos  para a entrega de relatório parcial.   destacamos:    Devido  ao  volume  enorme  de  violações  a  serem  apuradas.

  2.   analisamos   889   discursos   localizados   e  em   fase   de   sistematização   do   capítulo   a  partir   das   informações   levantadas. Senado   Federal   –  material   localizado   e  iniciando   a  coleta   para   sistematização   em   planilha. Câmara   Federal   –  estudo   já   tabulado   e  planilhado.  ( 1946­1988)  1.            .                 Música:   Edu   Viola     TOMO   III   ­  Violações   de   direitos   humanos   denunciadas   no   parlamento   brasileiro.

Imprensa   Alternativa   ­  material   mapeado   e  não   tabulado.  em   fase   de   sistematização   do   capítulo. Hemeroteca   Digital   Brasileira   da   Biblioteca   Nacional   ­  mapeamento   tabulado   e  planilhado.  1.  a. Aconteceu   ­  CEDI   (ISA)      .   Somente   foram   lançados   matérias   que   continham  violações   de   direitos   humanos.       TOMO   V  –  Violações   dos   Direitos   Humanos   denunciadas   na   imprensa. 1946­1988   ­  período   de   varredura   no   sitema   de   busca   da   Biblioteca   Nacional.  2.   a.

Jornal   Porantin   ­  Conselho   Indigenista   Missionário   (CIMI)  d. Luta   Indígena   (CIMI)                . b. Boletim   do   CIMI   (CIMI)  c.

  a  manchete   acima   publicada   em  m   atéria   do   Correio   da   Manhã   em   01/09/1963.     Como  vemos  há  muito  a  pesquisar.  apontada  de  forma  fria  e  desumana  em  forma  de  números.  números  iniciais  diria.      .          A  sociedade  brasileira  e  os  povos  indígenas  precisam  do  benefício  da  verdade.  tabular  e  sistematizar.  Esperamos  que  a  CNV  seja  parte  dessa  solução  e  não  tenhamos  de  reproduzir  hoje.  ainda  é  objeto  de  leitura  e  estudo  na  pesquisa  colaborativa.  É  preciso  educar  a  sociedade  a  respeitar  o  índio  e  seus  direitos.  mesmo  assim  muitos  dos  fatos  contidos  nestas  estatísticas  não  estão  retratados  no   Capítulo  Indígena  da  Comissão  Nacional   da   Verdade.  para  superarmos  a  injusta  situação  promovida  pelo  estado  brasileiro  contra  nosso  índio  no  passado  e  com  tristes  reflexos  em  nosso  presente.  A  maioria  destas  violações  contra  os  povos  indígenas.

  realizado em  Natal  entre  os  dias  3  a  10  de  agosto  de  2014. membro da Comissão Justiça e  Paz   da   Arquidiocese   de   São   Paulo   e  coordenador   do   projeto   Armazém   Memória .  para  acesso  universal  e  gratuito  pelos  cidadãos  brasileiros.  cujos  processos  já  estejam  com  o  poder  executivo  e  o  fim  da  política  de  flexibilização  e  ajuste  de  direitos  dos  povos  indígenas  promovida  pelo  Ministério  da  Justiça.    ● Pela   inclusão   nas   RECOMENDAÇÕES   da   Comissão   Nacional   da   Verdade:  ○ de  projeto  de  lei  que  cria  a  Comissão  Indígena  da  Verdade  para  dar  continuidade   aos   trabalhos   iniciados   pela   CNV.  como  estímulo   pedagógico   à  cultura   do   Nunca   Mais.  ○ publicação  na  internet.  será  parte  integrante  do   TOMO  I  ­  A Necessidade  Histórica  de  Reparação  do  projeto   Brasil:  Nunca  Mais  ­  Violações  Contra  os  Povos  Indígenas  1946­1988. perderemos enquanto país  uma   importante   oportunidade   e  estaremos   a  um   passo   da   omissão.   Este  trabalho  apresentado  no  29º  Reunião  Brasileira  de  Antropologia  (ABA).  como  forma  de  reparação   e  mecanismo   efetivo   de   não­repetição.  que  se  estenderá  pelo  tempo  necessário   para   que   a  verdade   apareça.  seu  contexto  e  consequencias  para os povos atingidos.  reunidos  e  pesquisados  pela  CNV.  sendo  o  primeiro  de  13  ou  mais  tomos  que  conterão  as  pesquisas  da  sociedade  civil  sobre  as  violações  contra  os  direitos  humanos  e  territoriais  do  índio  brasileiro  entre  1946­1988.  como  forma  de  reparação   às   graves   violações   apontadas   no  C   apítulo   Indígena   da   CNV.  coleções  e  arquivos.    Apresentamos   estas   36   páginas   na   certeza   de   que   a  verdade   liberta.  de  todos  os  documentos.  (Ver  Anexo)  que  será  publicado  em  janeiro  de  2015.  sem  espaço  de  expressão  que  caiba  o  conteúdo  apurado  das  violações.  no  site  do  Arquivo  Nacional.     ● Pela  demarcação  de  todas  as  Terras  Indígenas  no  Brasil.  ○ sugestão  de  criação  de  Secretaria  Especial  ou  Ministério  dos  Povos  Indígenas.    Esperamos  que  este  texto  inspire  reflexão  e  contribua  para que os membros da Comissão  Nacional  da  Verdade  se  posicionem  a  favor  da  vida  do  índio.      Marcelo  Zelic  é    V   ice­presidente  do  Grupo  Tortura  Nunca Mais­SP.  ligado  diretamente  à  Presidência  da  República.    ● Pela  construção  coletiva  e  pedagógica  do  BNM  Indígena  com  a  colaboração  de  todos   e  todas   que   se   preocupam   com   a  vida   do   índio   no   Brasil.        .  fundos.  pois  prevalecendo  na  CNV  a  orientação  por  um   Capítulo  Indígena.

  TOMO   I    BRASIL:   NUNCA   MAIS  VIOLAÇÕES   CONTRA   OS   POVOS   INDÍGENAS   1946­1988       A   NECESSIDADE   HISTÓRICA   DA   REPARAÇÃO          .

    Localizar   nome:  Arquivo   da   PUC­Goiás  Arquivo   do   CIMI  Arquivo   do   CTI  Arquivo   do   ISA        .   Minas   Gerais   e  Espírito   Santo   ­  APOIMNE   Articulação   dos   Povos   Indígenas   do   Brasil   ­  APIB  Articulação   dos   Povos   Indígenas   do   Sul   ­  ARPIN­SUL  Aty­Guaçu   Guarani   Kaiowá  Centro   de   Trabalho   Indigenista   ­  CTI  Comissão   Justiça   e  Paz   da   Arquidiocese   de   São   Paulo   ­  CJP/SP  Conselho   Indígena   de   Roraima   ­  CIR  Conselho   Indigenista   Missionário   ­  CIMI  Coordenação   das   Organizações   Indígenas   da   Amazônia   Brasileira   ­  COIAB  Grupo   Tortura   Nunca   Mais   SP   ­  GTNM­SP  Instituto   Sócio   Ambiental   ­  ISA  Universidade   Federal   da   Grande   Dourados   ­  UFGD  Universidade   Federal   de   Intergração   Latino­americana   ­  UNILA    ARQUIVOS   COLABORADORES  Arquivo   Nacional  Arquivo   Público   do   Estado   do   Rio   de   Janeiro  Biblioteca   Nacional  Centro   de   Documentação   da   Fundação   Nacional   do   Índio  Centro   de   Documentação   e  Informação   da   Câmara   Federal  Centro   de   Documentação   e  Informação   da   PUC­SP   (CEDIC)  Museu   do   Índio    PARCEIROS  Associação   Juízes   para   a  Democracia  Comissão   de   Direitos   Humanos   do   Senado   Federal  Comissão   Justiça   e  Paz   da   Arquidiocese   de   São   Paulo  Ministério   Público   Federal    Status:  L   ista   aberta   a  inclusão   ­  dados   de   julho/2014.      REALIZAÇÃO:     COMISSÃO   INDÍGENA   DA   VERDADE   E  JUSTIÇA    Armazém   Memória  Articulação   dos   Povos  e     Organizações  I ndígenas   do   Nordeste.

          .    A   Importância   da   Apuração   dos   Fatos   Passados     Justiça  de  transição  e  o  impacto  do  resgate  das  histórias  de  violências  contra  os  índios  nas  ações  da  6ª  Câmara  de  Coordenação   e  Revisão   do   Ministério   Público   Federal.    Novo  ciclo  de  desenvolvimento  e  as  violências  contra  os  povos   indígenas   no   século   XXI.    Quebrando   o  tabu:   verdade   histórica   e  reparação  Textos  de  lideranças  de  vários  povos  indígenas  sobre  as  violências    sofridas  no  passado.  Coordenador  Geral  do  Centro  de  Trabalho  Indigenista    (CTI).  Beto   Ricardo   ­   ver   o  que   do   Instituto   Socioambiental   (ISA). suas relações com o presente e a necessidade  Massacre   dos   Waimiri­Atroari  de   reparação.  Egon  Heck   ­  Indigentista  e  membro  do  Conselho  Indigenista  Missionário   (CIMI).   A  necessidade   histórica   da   reparação.  Cenas   do   documentário     AmazôniAdentro   exibido   pela   Tv   Brasil. membro    da  Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e coordenador do  projeto   Armazém   Memória.    Monitoramento   de   Terras   Indígenas    Apresenta  um  balanço  sobre  o  programa  de  Monitoramento  de  Terras   Indígenas   entre   os   anos   1986   a  2013.    Autores:   ver   índice   no   capítulo.BRASIL:   NUNCA   MAIS   Violações   contra   Povos   Indígenas    TOMO   I  ­  A  Necessidade   Histórica   da   Reparação    Prefácio  Manuela   Carneiro    Apresentação  Brasil  Nunca  Mais  ­  Violações  sobre  os  Povos  Indígenas    (1946­1988).    Apresenta  estudo  sobre  os  Relatórios  Anuais  ­  Violência  contra  os  povos   indígenas   no   Brasil   dos   anos   2000   a  2013.   realizado   em   Natal   de   03­10/08/2014.  Análise  do Capítulo Indígena do relatório final da Comissão Nacional  da  Verdade.  Gilberto  Azanha  ­  Indigenista.    Déborah Duprat ­ Procuradora da República e Coordenadora da 6ª Câmara  de   Coordenação   e  Revisão       Comissão  Nacional  da  Verdade  e  Povos  Indígenas:  a  um  passo   da   omissão .  Marcelo  Zelic  ­  Vice­presidente  do  Grupo  Tortura  Nunca  Mais­SP.  Anexos    Índice   Geral   de   Tomos   no   projeto   BNM   Indígena.  apresentada  no  29º  Congresso  da  Associação  Brasileira   de   Antropologia.

Senado   Federal   –  material   localizado   e  iniciando   a  coleta   para   sistematização   em   planilha.    TOMO   II   –  A  Pesquisa   Colaborativa  1. O   SPI   depois   do   golpe  6. 1950­1959   c. Fontes   Pesquisadas  5. A   Importância   da   Apuração   dos   Fatos   Passados  4.  4. Introdução  2. Relatório   Figueiredo  7. AI­5   e  Operação   Abafa  9. Processos   na   Justiça  c. Governo   Jango   e  o  SPI  5.   analisamos   889   discursos   localizados   e  em   fase   de   sistematização   do   capítulo   a  partir   das   informações   levantadas. Hemeroteca   Digital   Brasileira   da   Biblioteca   Nacional  a. CPI   de   1977   10.    TOMO   V  –  Violações   dos   Direitos   Humanos   denunciadas   na   imprensa.   sujeito   a  modificações. Universo   Documental  2. 1970­1979   e. Prefácio  2. Apresentação  3. Fontes   Mapeadas     TOMO   III   ­  Violações   de   direitos   humanos   denunciadas   no   parlamento   brasileiro. Antecedentes   ­  CPI   de   1963  4. CPI   de   1968  b.  3. Missões   Internacionais  8.BRASIL:   NUNCA   MAIS   ­  Violações   contra   Povos   Indígenas     ÍNDICE   GERAL  ­   em   construção. Monitoramento   de   Terras   Indígenas  7. Apêndice   1  ­  Mapeamento   de   conteúdos   referentes   ao   TOMO   IV.  5. Câmara   Federal   –  estudo   já   tabulado   e  planilhado.     T   OMO   I  –  A  Necessidade   Histórica   da   Reparação  1.  6. Introdução  3. Imprensa   Alternativa      . 1946­1949   b. Metodologia  3. Banco   de   Dados  4. Desdobramentos  a. Quebrando   o  tabu:   verdade   histórica   e  reparação. 1980­1988  4.  ( 1946­1988)  3. Comissão   Nacional   da   Verdade   e  Povos   Indígenas:   a  um   passo   da   omissão. 1960­1969   d. Novo   ciclo   de   desenvolvimento   e  as   violências   contra   os   povos   indígenas   no   século   XXI.    TOMO   IV   –  Comissões   de   Investigações   do   Estado   Brasileiro   e  Missões   Internacionais  1.

Introdução   ­  Profª   Katya   Vietta  c. Plano   de   Integração   Nacional    (PIN)   ­  SUDENE   ­  SUDAM  a. Anexos   ­  íntegra   da   legislação   levantada    TOMO   XI   ­  Casos   Encaminhados   à  Comissão   Nacional   da   Verdade   1. Defesa   das   Fronteiras  a. Jornal   Porantin   ­  Conselho   Indigenista   Missionário   (CIMI)  d. Guarda   Rural   Indígena   –  GRIN   (foco   nos   militares   responsáveis   pela   ação   da   GRIN)     TOMO   VII   –  Perfil   dos   Atingidos  1. Luta   Indígena   (CIMI)    TOMO   VI   –  Privação   de   Liberdade   e  Tortura  1. Movimento   Indigenista  3. Estudo   de   caso:   CPI   de   1955  3. Guarani   ­  Oeste   do   Paraná  2. Lista   de   agentes   públicos   envolvidos   em   violações   de   direitos   humanos  6. Certidões   Negativas   e  Autorizações   Minerais   fornecidas   pelo   estado  a. Texto   ­  construído   a  partir   das   notícias   de   jornal   e  dos   autos   do   processo. Boletim   do   CIMI   (CIMI)  c. Lista   de   apoiadores   assassinados   (1946­1988)  5.  2. Aconteceu   ­  CEDI   (ISA)  b. Antecedentes  b. Operação   Amazônia  c. Polo   Noroeste     TOMO   X  ­  Desrespeito   à  Legislação   Indigenista   no   Brasil   e  decisões   judiciais  1. Mato   Grosso   do   Sul  a. Cartografia   da   Violência   ­  Guarani­Kaiowá   ­  Paulo   Tavares  2. Apresentação   –  Prof   Neimar   (apresenta   o  projeto   IPHAN­UFGD­Armazém  Memória)  b. Lista   de   mandantes   e  jagunços   (ver   com   chamar   isso!!)  7. Tabelas  2.   de   16   de   julho   de   1970  d.   Krenak   e  mais   5  somente   apontadas)  2. Graficos    TOMO   IX   –  Estudos   de   Caso   1. Cartografia   da   Violência   ­  Waimiri­Atroari   ­  Paulo   Tavares  3. Movimento   Indígena  2. Tenharim      . dados   tabulados  b. Lista   de   lideranças   indígenas   assassinadas   (1946­1988)  4. Lista   de   processos   na   justiça   brasileira   (apontar   o  nível   de   impunidade)    TOMO   VIII   –  Dados   Tabulados  1. Decreto­Lei   Nº1106. a. mapa   de   conflitos   gerados  4. Calha   Norte   ­  ver   Egon  b. Cadeias   Indígenas   (Icatu.

Waimiri   Atroari  4. Listagem   do   acervo   reunido   para   a  pesquisa   e  disponibilizado   on­line   no   Centro   de  Referência   Virtual   Indígena   no   Armazém   Memória. 3. Povos   do   Mato   Grosso   do   Sul     TOMO   XII   –  Conclusões   Finais  1. Lista   de   pessoas   colaboradoras   da   pesquisa.   Prefiro   Linha   do   Tempo!)  2.   apresentando   os   documentos   probatórios   significativos   de   violações   de   DH  localizados   pela   pesquisa.   coletivos   e  movimentos  envolvidos   na   pesquisa)  2.   (Instituições   arquivisticas   e  voluntários)  3. Fac­símiles   de   documentos. Lista   de   casos   pendentes   (que   apesar   de   serem   apontados   no   estudo   não   foi   possível  aprofundar   ou   localizar   documentação)     TOMO   XIII   –  Anexos  1. Recomendações   ao   Estado   Brasileiro   (assinado   pelas   instituições. Xavante  5.           .   (isto   poderá   ser   organizado   como   uma   linha   do   tempo   ou   por  TOMO.