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1.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa descorar acerca da legislação da lei de águas, a mesmo foi atribuído
na cadeira de Direito Agrário.

A Lei das Águas (Lei nº 16/91 de 3 de Agosto) surgiu em um contexto em que a água se torna
cada vez mais escassa, com a preocupação de que a sua distribuição seja equitativa.

Apesar da abundância, os recursos hídricos Moçambicanos assim como no mundo todo não
são inesgotáveis nem bem distribuídos. A água não chega para todos na mesma quantidade e
regularidade: as diferenças geográficas de cada região e as mudanças de vazão dos rios
causadas pelas variações climáticas ao longo do ano assim como a utilização irracional deste
recurso precioso por parte do homem afetam a sua distribuição.

Talvez o principal problema seja o processo de urbanização acelerado que não apenas gerou
um aumento da demanda em áreas mais populosas, como também gerou a contaminação dos
corpos hídricos por resíduos domésticos e industriais. O crescimento da população
concentrada em grandes centros urbanos, gerou problemas de escassez localizada de água,
agravados por sistemas de saneamento básico deficientes - falta de sistemas de coleta,
tratamento e drenagem. Isso torna boa parte das águas impróprias para o uso humano.

As grandes ondas de descargas que o pais tem vindo a sofrer, afectando directamente a base de
desenvolvimento consagrada na nossa constituição que é a agricultura assim como procurando
vitimas humanas tem contribuído para que este recurso em vez de ser visto como um bem
precioso seja visto como uma arma mortífera, pois as politicas que tem sido aprovadas nunca
chegam a ser implementadas com vista a podermos usufrui das vantagens que este liquido
pode nos oferecer.

2. LEI DE AGUAS

saúde e produtividade. e a Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável. a menos que inclua em si estratégias de gestão de água. Os dois Fóruns Mundiais mais recentes . realizada em Setembro de 2000. é um elemento essencial da contribuição da água na erradicação da pobreza. A Estratégia Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos é. realizada em Agosto de 2002 – reafirmaram a obrigatoriedade de a população ser o centro do desenvolvimento e utilização sustentável dos recursos hídricos. 3. geralmente poluídas. A gestão integrada dos recursos hídricos não providência de forma alguma solução completa para todos os níveis da pobreza. bem como as ligadas ao esforço necessário para busca de água e seu transporte a partir de fontes distantes. dentre outras questões. e a importância de se considerar as questões de género em todos os aspectos ligados à gestão da água. um documento que estabelece de forma sucinta a forma como serão abordados os desafios e constrangimentos na 2 . deste modo. A provisão de serviços básicos de água e saneamento. Vida e o Ambiente no Século XXI. essa Lei reconhece a água como um bem público com valor económico. a importância da água na abordagem dos problemas da pobreza. nenhuma estratégia para erradicação da pobreza terá êxito. estes aspectos estão reflectidos nos objectivos da Política da Nova Parceria Africana para o Desenvolvimento e a Visão da África Austral para Água.a Cimeira do Milénio das Nações Unidas. Em Moçambique o importante avanço institucional neste sentido foi a promulgação da Lei nº 16/91 de 3 de Agosto conhecida como Lei de Aguas. o desenvolvimento económico sempre foi importante tema nas discussões académicas e politicas e a preocupação com o desenvolvimento mais sustentável é cada vez mais recorrente.A Lei de águas é um instrumento legal que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos. dado que reflecte as questões inerentes à saúde e higiene. e em todas realçou-se a importância da água para a sobrevivência humana. No contexto africano. Todavia. a necessidade de uma abordagem integrada para gerir os recursos hídricos tem sido assunto de concertação em várias reuniões internacionais. As resoluções. acordos e metas resultantes desses eventos destacaram. ESTRATEGIA DE GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS Nas últimas três décadas.

como seja a do abastecimento de água e do saneamento.380 Km2. os principais objectivos e as políticas fundamentais para o sector de águas  A Parte 2 trata das necessidades de água – para abastecimento de água e saneamento. 4. introduz a visão. planeamento de bacias. . apresentam-se os Objectivos Principais.000 Km aguas interiores. 3 O território Moçambicano cobre uma superfície de 799. Esta parte está contida nos Capítulos 9 a 12. Está estruturada em quatro partes principais:  A Parte 1.380 Km2 constituem terra firme e 13. POLÍTICA DE AGUAS A Política de Águas surgiu na sequência da Lei de Águas de 1991. envolvendo a avaliação dos recursos hídricos e do uso da água. quadro institucional e legal. e capacitação institucional. participação do sector privado. A Parte 3 é desenvolvida nos Capítulos 7 e 8. 3 e 4.  A Parte 3 lida com a gestão integrada dos recursos hídricos. bacias partilhadas e infra-estruturas hidráulicas. contida no Capítulo 2. para desenvolvimento económico. dos quais 786.gestão e desenvolvimento dos recursos hídricos de Moçambique. Esta Parte engloba os Capítulos 3 a 6. seguindo-se as propostas de Políticas específicas. 5. nomeadamente aspectos económicos e financeiros. para o ambiente – e ainda de cheias e secas. IMPORTANCIA DA LEI DE AGUAS A importância dos recursos hídricos em todos os sectores de vida tem originado um aumento cada vez maior de necessidades da sua utilização.  A Parte 4 refere-se a questões transversais. e em outras estratégias sectoriais específicas. As questões de detalhe que operacionalizam a presente Política de Águas serão tratadas ao nível da Estratégia Nacional de Gestão de Recursos Hídricos. Em cada capítulo das Partes 2. em conformidade com a Lei de Águas e a Política Nacional de Água.

o regime geral da sua utilização. Protecção Qualitativa das Aguas . os direitos gerais dos utentes e correspondentes obrigações. Coordenação Institucional  Capítulo III. as prioridades a ter em conta. A lei de águas surge como instrumento fundamental para a realização e satisfação dos interesses do povo moçambicano. Concessões . Regime Geral . os princípios de gestão de águas. Licenciamento . em casos especialmente regulados.Secção II.Subsecção I.Secção I.Secção II. torna-se indispensável criar mecanismos conducentes à sua distribuição ou fornecimento na medida das necessidades de cada um. O direito de uso das águas do domínio público será reconhecido em regime de uso livre.Secção II. Usos Resultantes da Lei . A lei de águas está dividida em oito capítulos nomeadamente:  Capítulo I. entre outros. Aproveitamentos Resultantes da Licença ou Concessão . assim como o nº crescente de pessoas que consomem a água não potável deve-se a aceleração do crescimento urbano que gera uma demanda ainda maior deste líquido.Secção III. Princípios e Orientações . Disposições preliminares  Capítulo II. Regimes Especiais  Capítulo IV. Agua Potável 4 O grande problema do uso irracional da água.Secção I. A presente Lei de Águas estabelece os recursos hídricos que pertencem ao domínio público. Encargos Financeiros Secção IV. em determinados casos e por meio de autorizações de uso ou de concessões de aproveitamento. Utilização das Aguas .A água é utilizada para diversos fins consoante as necessidades que cada utente entender.Subsecção III.Secção I. Prevenção e Controlo da Contaminação das Aguas . a necessidade de inventariação de todos os recursos hídricos existentes no país.Subsecção II. Para que o uso da água pelos múltiplos interessados prejudique as necessidades de alguns. . Da politica Geral de Gestão de Aguas .

Disposições Gerais. Saneamento  Capítulo VI. Efeitos Nocivos das Aguas . Aguas Subterrâneas  Capítulo VII. A gestão operacional dos recursos hídricos será realizada pelas Administrações Regionais de Águas.Secção I. Infracções.Secção II. através da Direcção Nacional de Águas responsável pela gestão estratégica dos recursos hídricos. REGULAMENTO DE LICENÇA E DE CONCESSÕES Este regulamento aplica-se exclusivamente às águas interiores que se encontram fora da acção das marés e/ou cujas massas de água (lagos e lagoas) se comunicam com o mar somente nas marés vivas.  Capítulo V. tuteladas pelo Ministério das Obras Públicas e Habitação. 5 . Sanções e Fiscalização  Capítulo VIII. Nos termos da Lei de Águas. Protecção dos Solos . cabendo aos governos locais a decisão sobre a definição de prioridades dos projectos estratégicos e alocação de uso. As Administrações Regionais de Águas são instituições públicas com personalidade jurídica. organizadas na base de bacias hidrográficas e fundamentalmente vocacionadas para a gestão operacional dos recursos hídricos. a acção do Estado no sector de gestão das águas será realizada pelo Ministério das Obras Públicas e Habitação através da Direcção Nacional de Águas com recurso ao Conselho Nacional de Águas. Finais e Transitórios 6. ao abrigo da Lei dos Órgãos Locais.

A presente lei ora estudada surge no âmbito das verdadeiras necessidades do povo moçambicano. eis que a proposta apos ter chegado a esta fase pode-se dizer que foi extremamente produtiva. CONCLUSAO O presente trabalho tinha como objectivo estudar a legislação que vai administrar o uso e aproveitamento do recurso hídrico mais importante no universo. A gestão deste recurso é extremamente importante pois vai possibilitar um uso racional num mundo que cada vez mais vai sendo fustigado pelo poder de realização individual. Foi notaria a promulgação da Lei nº 16/91 de 3 de agosto que aprova a Lei de águas pois devido a importância que este recurso hídrico exerce em todos os sectores da vida ele tem originado um aumento cada vez maior de necessidade da sua utilização fazendo com que mecanismos fossem adoptados com vista disciplinar o seu uso. o que traz consequências nefastas para a vida do ser humano. pois foi possível tirara ilações que relevantes a respeito.7. para enquadra-la nas novas realidades enfrentas no dia-a-dia de cada Moçambicano. 6 .

mz/legislacao/politica-de-aguas (SITE OFICIAL DA ARA NORTE – Administração regional de Aguas do Norte). Revista saúde pública. 7 . D. Q.. S. jun. B.8. Jordão. 2002 http://www. 36 n3 p. L. BIBLIOGRAFIA MORAES.co.152/163.ara-norte. Degradação de recursos hídricos e seus efeitos sobre a saúde humana.