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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.2011.5.15.0106

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A C Ó R D Ã O
7ª TURMA
VMF/rqd/hcf/isl
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE
REVISTA - TERCEIRIZAÇÃO - ENTE PÚBLICO
- ADC Nº 16 - CULPAS IN VIGILANDO, IN
ELIGENDO E IN OMITTENDO - ARTS. 58, III,
E 67, CAPUT E § 1º, DA LEI Nº 8.666/93
- INCIDÊNCIA DA RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA - CULPA COMPROVADA PELA
AUSÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO - DECISÕES DE
TURMAS E DO PLENÁRIO DO STF.
1. O STF, ao julgar a
constitucionalidade do art. 71, § 1º, da
Lei nº 8.666/93, ressalvou que, nos
casos de culpa in vigilando ou in
eligendo, a Administração Pública
responderia pelas obrigações
trabalhistas inadimplidas pelas
empresas contratadas. Importante
contextualizar a exceção contida na
decisão do STF na ADC nº 16 como garantia
da persistência da condição republicana
do Estado Brasileiro e da prevalência do
paradigma do Estado Democrático de
Direito, que é regido, a um só tempo,
pela supremacia do interesse público,
pela responsabilidade do Estado e dos
agentes estatais e pela garantia dos
direitos fundamentais dos cidadãos.
2. Esse paradigma, centrado na proteção
da dignidade da pessoa humana, que é fim
último da ordem jurídica, orienta a
regulação trabalhista e
administrativista, unissonamente, à
eleição de escolhas gerenciais e
administrativas que atendam a
interesses econômicos e a interesses
secundários dos entes públicos pari
passu com a garantia da plenitude da
proteção social e da cidadania dos
trabalhadores envolvidos nessas
atividades.
3. No caso de prática irregular de
contratações terceirizadas, não
fiscalizadas ou mal fiscalizadas pelos
entes públicos, a responsabilização se
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impõe não como forma de forçar a
Administração Pública a pagar “duas
vezes” pela mesma contratação. Muito
pelo contrário, a medida, além de
assegurar a devida satisfação de
direitos trabalhistas e sociais dos
obreiros envolvidos, revela o
imperativo de observância da legislação
vigente em matéria de licitações e
contratos administrativos, incitando
os agentes públicos a observarem o
princípio da legalidade estrita e o
cuidado com o patrimônio e com a coisa
públicos, sob pena de
responsabilização, com impacto
orçamentário.
4. Nas palavras do eminente Ministro
Celso de Mello, "o dever jurídico das
entidades públicas contratantes de bem
selecionar e de fiscalizar a idoneidade
das empresas que lhes prestam serviços
abrange não apenas o controle prévio à
contratação – consistente em exigir das
empresas licitantes a apresentação dos
documentos aptos a demonstrarem a
habilitação jurídica, a qualificação
técnica, a situação
econômico-financeira, a regularidade
fiscal e o cumprimento do disposto no
inciso XXXIII do artigo 7º da
Constituição Federal (Lei nº 8.666/93,
art. 27) –, mas compreende, também, o
controle concomitante à execução
contratual, viabilizador, entre outras
medidas, da vigilância efetiva e da
adequada fiscalização do cumprimento
das obrigações trabalhistas em relação
aos empregados vinculados ao contrato
celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67),
sob pena de enriquecimento indevido do
Poder Público e de injusto
empobrecimento do trabalhador,
situação essa que não pode ser
coonestada pelo Poder Judiciário".
5. Um entendimento jurisprudencial que
exonere de responsabilidade um mau
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administrador, que não apenas permite a
violação de direitos trabalhistas, mas
que abre margem para amplas
possibilidades de corrupção e desvios
de recursos públicos estaria a coadunar
com um paradigma de Estado incompatível
com o Estado Democrático de Direito.
6. Ainda fazendo uso das conclusões do
decano do STF, "essa visão em torno do
tema tem sido observada – é importante
destacar – por Ministros de ambas as
Turmas desta Suprema Corte (Rcl
8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl
11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl
12.089-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl
12.310-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl
12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl
12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO
– Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI
ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO – Rcl 14.658/SP, Rel.
Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel.
Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em
julgamentos nos quais se tem
reconhecido possível a atribuição de
responsabilidade subsidiária ao ente
público na hipótese excepcional de
restar demonstrada a ocorrência de
comportamento culposo da Administração
Pública".
Agravo de instrumento desprovido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo
de Instrumento em Recurso de Revista n° TST-AIRR-1107-30.2011.5.15.0106,
em que é Agravante BANCO DO BRASIL S.A. e são Agravados GSV SEGURANÇA
E VIGILÂNCIA LTDA. e AMIRA NAGIB MAHMOUD.

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O 15º Tribunal Regional do Trabalho, fls. 1243-1245,
denegou seguimento ao recurso de revista do segundo-reclamado (fls.
1204-1239), porque não preenchidos os requisitos do art. 896 da CLT.
Interpõe agravo de instrumento o Banco-demandado a
fls. 1248-1268, sustentando, em síntese, que o apelo merecia regular
processamento.
Não foram apresentadas contraminuta e contrarrazões.
Não houve manifestação do Ministério Público do
Trabalho, nos termos do art. 83, § 2º, do RITST.
É o relatório.

V O T O

1 - CONHECIMENTO
Conheço do agravo de instrumento, porque presentes os
pressupostos legais de admissibilidade.

2 - MÉRITO
De início, registre-se que apenas as matérias que
constaram da revista e foram reiteradas no agravo de instrumento serão
objeto da apreciação desta Corte, em respeito à devolutividade estrita
do presente recurso e considerada a preclusão em fase recursal.
Assim, a insurgência quanto aos temas “Ilegitimidade
Passiva Ad Causam”, “Contribuição Assistencial” e “Reflexos dos Reflexos
do RSR – Orientação Jurisprudencial nº 394 da SBDI-1 do TST”, que
constaram do recurso de revista, porque não renovados na minuta do agravo
de instrumento, não serão analisados.

2.1 - RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
O Tribunal Regional negou provimento ao recurso
ordinário do Banco do Brasil, nos seguintes termos:

Da responsabilidade subsidiária
O recorrente assevera que não pode ser condenado subsidiariamente,
pois o contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada é
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mediante empresa interposta. e que o entendimento das Cortes Superiores é no sentido de não ser atribuível ao ente público a responsabilidade subsidiária.Res. Leis 6. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. comprovando a relação jurídica ventilada na inicial que viabiliza a condenação subsidiária do Banco reclamado. . na forma de terceirização de serviços. TST: SUM-331. artigo 927.1983) e de conservação e Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.1974).br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. 37. o que lhe retira qualquer responsabilidade. desde a edição da Súmula 256. da CLT. indireta ou fundacional (art. culminou com a edição da Súmula 331. de 20. nos moldes da Lei 8. do C. salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6. do C. mormente porque o recorrente confirma tal fato.102. o que isenta o ente público de responsabilidade. por quase todo seu contrato de emprego. Comprovada a prestação de serviços para os correclamados. 7.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.102/83 e 8.01. lícito. sentença a culpa do banco.15.jus. que sempre cumpriu suas obrigações contratuais. que o contrato em comento foi firmado após processo licitatório.2011 I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.019/74. repudia a prestação de serviços através de empresa interposta. A interpretação sistemática da legislação aplicável à matéria (artigos 9º e 455. 174/2011. que não foi demonstrada na r. inclusive com a juntada do respectivo contrato (fls. do C.666/93). que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.019. a teor da Súmula 331.200-2/2001. A jurisprudência trabalhista.2011. TST. conforme MP 2.5. de 03. da CF/1988). DEJT divulgado em 27. 30 e 31. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) .666/93. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta. do Código Civil.tst. que a fiscalização do contrato de prestação de serviços o descaracteriza e implica em fraude contratual. Sem razão. cumprindo a garantia constitucional da inafastabilidade do controle jurisdicional. A primeira reclamada também admitiu a prestação de serviços pela reclamante em favor do Banco reclamado.05.06.5 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. 409/419). em 1980. Tribunal Superior do Trabalho. é notória a responsabilidade subsidiária a que está sujeito o tomador de serviços. II – A contratação irregular de trabalhador. A prestação de serviços em favor do banco é incontroversa. II. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.

mas não excluiu a possibilidade de a Justiça do Trabalho.06.tst. conforme MP 2. 71. haja vista que o item V. limpeza.º 16/DF. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. nas mesmas condições do item IV. nas mesmas condições do item IV. de 21.15. Nesse sentido foi editado o item V da Súmula 331/TST. RECURSO DE REVISTA.jus.666. caput e § 1º.6 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. . prevê expressamente a responsabilização subsidiária na circunstância sob exame. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. da Lei 8. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.1993. por parte do empregador.666/93. de 21.200-2/2001. contemplando a hipótese de análise concreta da culpa in vigilando . Veja-se que o texto refere-se aos critérios impostos pelo E. No julgamento da ADC 16 o STF pronunciou a constitucionalidade do art. pronúncia dotada de efeito vinculante e eficácia contra todos. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. STF no julgamento da ADC n. segundo o qual -os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.5. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. especialmente na fiscalização do cumprimento Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. com base nos fatos da causa.º 8. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. Não há que se falar em inaplicabilidade do entendimento sumulado aos entes da Administração Pública direta ou indireta.06.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.º 8.666.1993. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. ADC 16/DF .2011. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. destacado acima. determinar a responsabilidade do sujeito público tomador de serviços continuados em cadeia de terceirização quando constatada a culpa in eligendo e in vigilando . caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Nesse sentido: AGRAVO DE INSTRUMENTO. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.

E 67. hipótese rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC 16. 58. Na hipótese. Relator Ministro: Hugo Carlos Scheuermann.5.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. (Agravo de instrumento conhecido e não provido. DA LEI Nº 8. § 1º. CAPUT. 186 E 927. SÚMULA N° 331 .200-2/2001. . Conforme ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal. ITENS IV E V. CAPUT E § 1º.5.09.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. § 4º. ao exame do caso concreto.666/93 E RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO PELAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DO EMPREGADOR CONTRATADO.2009. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. a atrair a incidência do art. 71. ao julgar a Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16-DF. INCISO III.tst.317100. NOS TERMOS DA DECISÃO DO STF PROFERIDA NA ADC Nº 16-DF E POR INCIDÊNCIA DOS ARTS. caracterizadora da culpa in vigilando. (Processo: AIRR .15. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013). A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada-. POSSIBILIDADE. Com efeito. é Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.0325 Data de Julgamento: 20/02/2013.2011. DO CÓDIGO CIVIL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E PLENA OBSERVÂNCIA DA SÚMULA VINCULANTE Nº 10 E DA DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NA ADC Nº 16-DF. 1ª Turma. consequentemente. da CLT e a aplicação da Súmula 333/TST como óbices ao conhecimento do recurso de revista e.98. 102. o Tribunal Regional concluiu pela responsabilidade subsidiária do tomador de serviços face à sua omissão em fiscalizar o cumprimento das obrigações contratuais e legais por parte da empresa contratada.7 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. da Constituição Federal). ao provimento do agravo de instrumento. das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Nesse contexto. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. EM CASO DE CULPA IN VIGILANDO DO ENTE OU ÓRGÃO PÚBLICO CONTRATANTE.jus. DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. 896. ART. a decisão regional está em harmonia com o verbete sumular transcrito. depreende-se do acórdão regional que a responsabilidade subsidiária imputada ao ente público não decorreu do mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela prestadora de serviços. com eficácia contra todos e efeito vinculante (art. conforme MP 2. DA MESMA LEI DE LICITAÇÕES E DOS ARTS. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. § 2º.

todos subsidiariamente aplicáveis no âmbito trabalhista por força do parágrafo único do art. no âmbito da Administração Pública federal. sem nenhum desrespeito aos efeitos vinculantes da decisão proferida na ADC nº 16-DF e da própria Súmula Vinculante nº 10 do STF. Orçamento e Gestão (MPOG). para lhe prestar serviços de natureza contínua. ainda que de forma subsidiária. à luz das circunstâncias fáticas da causa e do conjunto das normas infraconstitucionais que regem a matéria. daquelas obrigações trabalhistas. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. não se possa identificar a presença de culpa in vigilando na conduta omissiva do ente público contratante. segundo também expressamente decidido naquela mesma sessão de julgamento pelo STF.666/93 e os arts.jus. isso não significa que. em sua sessão extraordinária realizada em 24/05/2011 (decisão Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. inciso III. § 1º. que se reconheça a responsabilidade extracontratual. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 186 e 927 do Código Civil. Tudo isso acabou de ser consagrado pelo Pleno deste Tribunal Superior do Trabalho. constitucional o art. Nesses casos. como estabelecem aquelas normas da Lei de Licitações e também.8 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. 77 e 78 da mesma Lei nº 8.tst. ao revisar sua Súmula nº 331. . inciso XIII.666/93). em determinado caso concreto. da Lei de Licitações (Lei nº 8. conforme MP 2. após regular licitação. pelo empregador. 66. 71. 4º da Lei nº 9. 58. continua perfeitamente possível. 8º da CLT).2011. patrimonial ou aquiliana do ente público contratante autorizadora de sua condenação. com base nos elementos fático-probatórios delineados nos autos e em decorrência da interpretação sistemática daquele preceito legal em combinação com outras normas infraconstitucionais igualmente aplicáveis à controvérsia (especialmente os arts.5. na redação que lhe deu o art. § 1º. contratados pela Administração Pública.15. a responder pelo adimplemento dos direitos trabalhistas de natureza alimentar dos trabalhadores terceirizados que colocaram sua força de trabalho em seu benefício. sua responsabilidade principal e contratual pela satisfação daqueles direitos. não acarreta a esta última. 67.032/95. 55.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. caput e seu § 1º. 54.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001. com a consequência de que o mero inadimplemento de obrigações trabalhistas causado pelo empregador de trabalhadores terceirizados. de forma automática e em qualquer hipótese. alterada por sua Instrução Normativa nº 03/2009. ao não se desincumbir satisfatoriamente de seu ônus de comprovar ter fiscalizado o cabal cumprimento. No entanto. a Instrução Normativa nº 2/2008 do Ministério do Planejamento.

Verifica-se. Agravo de instrumento desprovido. que -a União omitiu-se na fiscalização do contrato laboral dos trabalhadores (culpa in vigilando ). Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. TERCEIRIZAÇÃO. por parte do empregador.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. o que inclui o inadimplemento das obrigações trabalhistas e previdenciárias por parte da contratada.12.06.5. razão pela qual não pode ser eximida da responsabilidade. com base no conjunto probatório. pelo empregador contratado.0021 Data de Julgamento: 20/02/2013. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta.52- 89. conforme MP 2. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei nº 8. LEGALIDADE. Na hipótese dos autos. referência ao fato de que o ente público demandado não praticou os atos de fiscalização do cumprimento. .Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente nas mesmas condições do item IV.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. AGRAVO DE INSTRUMENTO. do acórdão regional.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 2ª Turma. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações..200-2/2001. portanto.jus.tst. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. prova que lhe incumbia pela aptidão que possui em produzi-la. (Processo: AIRR . que o Tribunal de origem. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013).. publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho de 27/05/2011.9 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA OU INDIRETA. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada -. consta. de forma subsidiária. pela satisfação das verbas e demais direitos objeto da condenação. Diante da Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. porque não analisou.15. de 21. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. RECURSO DE REVISTA - DESCABIMENTO. consignou ter havido culpa do ente público.5. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. (. expressamente. nem acompanhou a saúde financeira da contratada e a fiel execução do contrato. nos seguintes e expressivos termos: -SÚMULA Nº 331.2011. porquanto houve omissão in vigilando -. V . suficiente para a manutenção da decisão em que se o condenou a responder.1993. fls.666. das obrigações trabalhistas referentes aos trabalhadores terceirizados. 14 e 15). ao consignar.)IV . atribuindo nova redação ao seu item IV e inserindo-lhe o novo item V.2011.

0007 Data de Julgamento: 20/02/2013. a aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. NECESSIDADE DE FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing.jus. NÃO PROVIMENTO.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. 896. os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. aplicando-se o óbice do art. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.in vigilando .º 331 do TST. a responsabilidade subjetiva e subsidiária da Administração Pública Direta ou Indireta encontra lastro em caracterizadas ação ou omissão culposa na fiscalização e adoção de medidas preventivas ou sancionatórias contra o inadimplemento de obrigações trabalhistas por parte de empresas prestadoras de serviços contratadas (arts. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. nas mesmas condições do item IV.º. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Data de Publicação: DEJT 22/02/2013). 1. AGRAVO.do artigo 557 do CPC. CULPA IN VIGILANDO .5. Cinge-se a presente controvérsia à questão atinente à Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.10 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Tendo o Regional identificado expressamente que o segundo Reclamado foi omisso quanto ao seu dever de fiscalizar o cumprimento do contrato por parte da prestadora de serviços.15. Agravo de instrumento conhecido e desprovido. ACERTO DA DECISÃO AGRAVADA. conforme MP 2. AGRAVO DE INSTRUMENTO. III. salvaguarda inscrita no art. incorrendo em culpa -in vigilando-. da CLT . (Processo: AIRR - 1525-22. . Agravo de Instrumento não provido. com amparo no .200-2/2001. 58.15.2011. e 67 da Lei nº 8.autoriza a condenação. 4ª Turma.666/93. (Processo: AIRR - 649-81. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA.24.2011. Relator Ministro: Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira.caput . 71 da Lei nº 8.666/93). ENTE PÚBLICO.0051 Data de Julgamento: 27/02/2013. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. § 4. caso evidenciada ação e omissão culposa no cumprimento das obrigações legais e contratuais. A decisão agravada denegou seguimento ao agravo de instrumento. CULPA -IN VIGILANDO-. 3ª Turma.5.5.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. A evidência de culpa .2011. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013). há de se reconhecer que a decisão regional está de acordo com a atual e iterativa jurisprudência desta Corte. De acordo com a nova redação conferida à Súmula n.tst.

mas por outros fatos. Na hipótese dos autos. tomador de serviços.780- 84. reconheça a responsabilidade da Administração. aplicando-se. somente vedou a transferência consequente e automática. 4. uma vez que proferida em conformidade com a referida Súmula nº 331.2010. RECURSO DE REVISTA.jus.15.11..666/93. PREMISSA FÁTICO-PROBATÓRIA REGISTRADA PELO TRT. desde que haja participado da relação Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.11 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. § 1º.666/93. invocando fatos da causa. a inversão do ônus da prova.2011. Agravo a que se nega provimento. por descumprimento das normas de fiscalização do contrato de prestação de serviços celebrado previstas na Lei nº 8. possibilidade de responsabilização subsidiária de ente público.666/93. por parte do empregador.O Pleno do STF. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013). da responsabilidade da empresa prestadora de serviços para o ente público tomador de serviços. presume-se a culpa in vigilando do ente público. IV e V. 1 . Relator Ministro: Guilherme Augusto Caputo Bastos.2010. ao caso. O presente agravo não trouxe nenhum argumento que demovesse o óbice indicado na decisão impugnada. AGRAVO DE INSTRUMENTO.5. não pela mera inadimplência.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. mormente em face do descumprimento de outras normas jurídicas.0001 Data de Julgamento: 20/02/2013. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Tal entendimento foi firmado pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC nº 16 em 24. o Pleno do TST deu nova redação à Súmula nº 331 do TST: -IV . conforme MP 2. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. a Administração Pública não responde pelo débito trabalhista apenas em caso de mero inadimplemento da empresa prestadora de serviço. fundada no mero inadimplemento.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ressalvando que .tst.10. ENTE PÚBLICO. . 5ª Turma. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.200-2/2001. 3. no caso de inadimplemento das obrigações trabalhistas pelo prestador de serviços. Nos termos do artigo 71. da Lei nº 8. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. CONFIGURAÇÃO DA CULPA IN VIGILANDO. 2 . em face da hipossuficiência do empregado no tocante à capacidade de produzir tal prova. ante a ausência de comprovação de sua efetiva realização. 2.5.Em consonância com a jurisprudência do STF. (Processo: Ag-AIRR . ao declarar a constitucionalidade do art.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.isso não impedirá que a Justiça do Trabalho recorra a outros princípios constitucionais e. o que não exclui sua responsabilidade em se observando a presença de culpa. 71 da Lei nº 8.

conforme MP 2. O Tribunal Regional decidiu a controvérsia em consonância com os artigos 186 e 927 do Código Civil.1993. que prevêem a culpa in vigilando . CULPA IN VIGILANDO .2012.º 8. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. mas da definição do alcance das normas inscritas nesta Lei.5. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA.0802 Data de Julgamento: 27/02/2013.666/93. o ente público tomador dos serviços não cumpriu adequadamente essa obrigação. 71.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. . Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 4 . permitindo que a empresa prestadora contratada deixasse de pagar regularmente a seus empregados as verbas trabalhistas que lhes eram devidas..666. de 21.2008. porque não parte da declaração de inconstitucionalidade do art. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. constaram no acórdão recorrido premissas fático-probatórias que demonstram a efetiva falta de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas (culpa in vigilando ).12 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. (Processo: AIRR - 102-23. nem desrespeito à decisão do STF na ADC nº 16. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. 3 .10.666/93 impõem à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos de prestação de serviços por ela celebrados. Saliente-se que tal conclusão não implica afronta ao art. Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda. No presente caso. com base na interpretação sistemática. Relatora Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. (Processo: AIRR - 175000-43. 5 - Agravo de instrumento a que se nega provimento.jus.5. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. V . 97 da CF e à Súmula Vinculante nº 10 do STF. 6ª Turma.15.2011. Ademais. e 67 da Lei nº 8. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. nas mesmas condições do item IV.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.5. processual e conste também do título executivo judicial. Agravo de instrumento conhecido e não provido. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013).No caso dos autos. e é cabível o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do ente público. os artigos 58. III.15. da Lei nº 8. § 1º.200-2/2001.0017 Data de Julgamento: 27/02/2013.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.Decisão do TRT proferida em sintonia com os itens IV e V da Súmula nº 331 do TST.06.

Cezar Peluso. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados'. No caso dos autos. Isso porque a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ora reclamante.2011. Rel. entendendo. que eventual omissão da Administração Pública no dever de fiscalizar as obrigações do contratado poderia gerar essa responsabilidade. Ministra: Dora Maria da Costa. não vislumbro. que 'anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. mas por ter entendido o juízo reclamado.13 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.Este Tribunal. rejeitando a interpretação pretendida pelo recorrente: “. ao contrário do afirmado em recurso. No entanto. ao que tudo indica. própria deste momento processual. Min. reconheceu.200-2/2001. da Lei de Licitações.jus. por conseguinte. com base nos elementos constantes dos autos da reclamação trabalhista. o teor das seguintes decisões. previdenciários. E. mesmo em vista da Declaração de Constitucionalidade do artigo 71. Os artigos mencionados impõem à Administração contratante o poder-dever de fiscalizar o cumprimento oportuno e integral de todas as obrigações assumidas pelo contratado. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.tst. O contratado. as que decorrem da observância das normas trabalhistas em relação aos trabalhadores que prestarem serviços como terceirizados seus (empregados do contratado). que a mera inadimplência do contratado não tem o condão de transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas.. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. o E. não se deu de forma automática. obviamente. dentre elas. que restou efetivamente configurada a culpa in vigilando do ente público. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013). conforme MP 2. 8ª Turma. STF tem admitido a responsabilização subsidiária do ente público. ofensa ao que decidido por ocasião do referido julgamento. tem o dever Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 71 da Lei 8.) Dispõe expressamente o artigo 67 da referida lei que 'a execução do contrato deverá ser acompanhada por um representante da Administração Pública especialmente designado'..15.5.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Os direitos trabalhistas dos terceirizados são obrigações do contrato administrativo.666/1993.se. ainda que de forma perfunctória.. no julgamento da ADC 16/DF. .br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. caso caracterizada a culpa in vigilando do ente público. (. declarou a constitucionalidade do art. Veja-se. naquela assentada. baseada tão somente na inadimplência da empresa contratada. prestador dos serviços. por exemplo. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato.

13. Rel. Celso de Mello. que em inúmeros dispositivos fixa obrigações ao órgão contratante no sentido de cuidar.2011. Luiz Fux. Rel. Min. formando prova pré-constituída.14 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. caracterizadora da culpa in vigilando. Relator Min. legal. (. tomador dos serviços. Rel. no processo judicial. Min. precaver-se. (Rcl 15266 MC / SE – SERGIPE. tem o poder-dever de fiscalizar amplamente o cumprimento das obrigações trabalhistas e sociais pelo contratado junto a seus trabalhadores. restou consignado na decisão recorrida que (fl. Rel. Rel. depreende-se do acórdão regional que a responsabilidade subsidiária imputada ao ente público não decorreu do mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela prestadora de serviços. Ao exame do caso concreto.tst. havendo de ser mantida a decisão de origem quanto à sua responsabilidade subsidiária. Min. hipótese rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC 16. Cezar Peluso. ela assume o dever de trazer a referida prova. o Tribunal Regional concluiu pela responsabilidade subsidiária do tomador de serviços face à sua omissão em fiscalizar o cumprimento das obrigações contratuais e legais por parte da empresa contratada.941-MC/MG. Min.15.419-MC/RS. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.5.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.jus. ainda que por outros fundamentos. como todo empregador. . Nesse mesmo sentido.272-MC/MG. Com efeito.) Necessário pontuar também que a observância de todos os preceitos da Lei 8666/93 e suas regulamentações deve ser formalmente registrada pela Administração. Ayres Britto.200-2/2001. de cumprir oportuna e integralmente com os créditos trabalhistas e obrigações sociais junto ao FGTS e à Previdência Social.219-MC/SP. 13. 13. RICARDO Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 13. 14. Joaquim Barbosa. as decisões proferidas nas Reclamações 14.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 342): 'Na hipótese dos autos não existe sequer indícios de comprovação de que o Estado de Sergipe tenha adotado medidas necessárias à coibição do inadimplemento laboral.'” (grifos meus). Min.346-MC/SP. o contratante. fiscalizar o contrato. Isso posto. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Rosa Weber..455-MC/SP.204-MC/AM. a prerrogativa da administração pública de fiscalizar o cumprimento das obrigações pela empresa contratada também tem amparo nos princípios da moralidade e da eficiência. conforme MP 2. Na hipótese. Rel. e 13. Consequentemente. MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO. indefiro o pedido de medida liminar. entre outras. ante o princípio da aptidão para a prova. de minha relatoria. Além de estar amparada na Lei 8666/93.Min..

698-MC/GO. Rel. a responsabilidade subsidiária da parte ora reclamante. comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato. AYRES BRITTO. .’ Cabe relembrar.200-2/2001. confirmou a omissão do Reclamado em fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas do prestador de serviços. a existência de qualquer juízo.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Min. tudo parece indicar que. por relevante. em cada situação ocorrente.15 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. o seguinte trecho das informações prestadas pelo órgão ora reclamado: ‘Como visto o v. Julgamento: 19/02/2013. que se reconheceu. a propósito. quando do julgamento da ADC 16/DF. LEWANDOWSKI.666/93 – por entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática. a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu. fiscais. Min. o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. conforme MP 2. Rel. ainda que efetuado em juízo de sumária cognição. previsto nos artigos 186 e 927 do Código Civil. não parece verificar-se. no caso concreto. Na realidade. em detrimento da Administração Pública.jus. com eficácia vinculante. acórdão proferido pela Eg.666/1993. Min. o órgão reclamado teria apenas reconhecido.. Publicação: DJe-037 DIVULG 25/02/2013 PUBLIC 26/02/2013) “. Primeira Turma do TST. decisões proferidas por eminentes Ministros desta Suprema Corte em matéria idêntica à que ora se analisa (Rcl 11. De outro lado. parece evidenciar. no ponto. na decisão de que ora se reclama. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 11. 71 da Lei nº 8.O Plenário do Supremo Tribunal Federal. Não vislumbro. não deixou de assinalar que essa declaração de constitucionalidade não impediria. amparado na análise do substrato fático delineado nos autos.tst. na espécie.712-MC/SP. de inconstitucionalidade do art. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. AYRES BRITTO – Rcl 11. em referido julgamento. e no que concerne ao suposto desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF.487-MC/SE. Confira-se.2011. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.5. desse modo. na hipótese de inadimplência da empresa contratada –.g. em decorrência de situação aparentemente configuradora de culpa “in vigilando”. dos encargos trabalhistas. atribuindo-lhe responsabilidade subsidiária com fundamento no instituto da ‘culpa in vigilando’. no julgamento da ADC 16/DF.). ostensivo ou disfarçado. considerada a situação concreta nela apreciada. 71 da Lei nº 8. Rel. v.15. não obstante tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. O exame da decisão ora reclamada.

. ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada. nos termos dos Artigos 186 e 927 do Código Civil/2002 e da Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Min. estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos.O pedido formulado nesta reclamação é manifestamente improcedente.15.g.16 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. é subsidiariamente responsável pelos prejuízos ocasionados ao trabalhador. inclusive a Administração Pública Direta.jus. e considerando. Min. Relator Min.) –. Na mesma assentada. embora de forma sucinta. Rel. (Rcl 15221 MC / SP . aparentemente. CELSO DE MELLO. em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada.327-AgR/AM. No caso em exame. a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. CELSO DE MELLO.666/1993 e. não havendo.2011. o Plenário do Supremo Tribunal Federal.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. 71 da Lei 8. indefiro o pedido de medida cautelar. IV do TST nega vigência ao § 1º do art. Na sessão do dia 24 de novembro de 2010. a pretendida ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. 71 da Lei 8. ao julgar a ADC 16.AgR/AC. Publicação: DJe-039 DIVULG 27/02/2013 PUBLIC 28/02/2013) “.666/1993. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. portanto. conforme MP 2. ainda. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Sendo assim. na análise do caso concreto. apenas. No presente caso. analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa in vigilando. mesmo na hipótese de terceirização licita de serviços de vigilância. lê-se no acórdão-reclamado: O tomador de serviços.. formulado juízo de inconstitucionalidade. CELSO DE MELLO – Rcl 11. a omissão do Poder Público. o que afastaria. Em outras palavras. a Corte consignou que se. 71 da Lei 8. ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional.SÃO PAULO. Julgamento: 18/02/2013. decisões por mim proferidas – e recentemente confirmadas pelo Plenário desta Egrégia Corte (Rcl 11.666/1993. esta Corte afirmou que a decisão de órgão fracionário que aplica o Enunciado 331. vedou-se. a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista. MEDIDA CAUTELAR NA RECLAMAÇÃO.200-2/2001. v. ofende a Súmula Vinculante 10. ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art.308.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Rel.tst. No entanto. em face das razões expostas. a autoridade reclamada. afirmou a constitucionalidade do § 1º do art.5..

IV. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. foi constatada pelo tomador de serviços. par. conforme MP 2. a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. expressamente rejeitada a alegação de antinomia entre a Lei de Licitações e a Súmula 331. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante. a culpa in vigilando do tomador de serviços é evidente. julgo improcedente esta reclamação (art. Considera-se. inciso II. do Tribunal Superior do Trabalho. Publicação: DJe-231 DIVULG 23/11/2012 PUBLIC 26/11/2012). Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. em que pese o recorrente haver anexado aos autos documento referente ao contrato mantido com a prestadora de serviços (fls. não se verificando violação ao principio da legalidade insculpido no Artigo 5°.5. 10). Não se olvide que a adoção do procedimento licitatório exime o tomador da culpa in eligendo . já que a mão-de-obra foi utilizada em seu beneficio. da Constituição. do C. Ante o exposto. JOAQUIM BARBOSA. portanto. Súmula 331. 161. sentença (desrespeito ao intervalo intrajornada. 38 da Lei 8. não é menos verdade que nenhuma das irregularidades contratuais levadas a efeito pela primeira reclamada. pois esta age com culpa ao não fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas por parte daquele que selecionou e contratou. mas não o desonera da obrigação de fiscalizar (e com eficácia) o cumprimento da lei pelo prestador de serviços.jus.17 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. 409/419).br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. (Doc. Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício. Julgamento: 21/11/2012.15. por exemplo). (Rcl 12925 / SP . . RECLAMAÇÃO. o Banco reclamado admite expressamente que não exercia este tipo de fiscalização . do RISTF). TST. é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. tais como reconhecidas na r. nos termos dos artigos Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.2011. o que demonstra a ausência de fiscalização a fim de impedir o descumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados.038/1990 e art. in casu . Aliás.200-2/2001. Relator Min.SÃO PAULO. os casos de culpa da administração não foram afastados pelo permissivo legal do artigo 71. Como dito.tst. E. É que. ún.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. XVII e § 6º. pacificou a questão.jus. impende frisar que o responsável subsidiário se sub-roga nas obrigações do devedor principal. especificando a ampla abrangência das verbas inseridas responsabilização subsidiária. pois. do CPC. ressalto que o artigo 557. respalda a adoção de súmula ou jurisprudência dominante de tribunal superior e que.18 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. 186. 97 e 103 da Constituição Federal.2011. o que acarreta a manutenção da r. Por fim. pois o que se exige do tomador é a vigilância do cumprimento lícito do contrato. 5º.. a decisão regional aplica o entendimento que vigia anteriormente ao julgamento da ADC nº 16. Em suas razões de revista. do CCB. na prática. respeitando os direitos trabalhistas dos empregados postos à disposição do tomador de serviços. 67 e 71. reiteradas no agravo de instrumento. 22. etc. Mantém-se. de que a empresa contratada mantenha a alegada idoneidade constatada quando de sua contratação. pois nova redação dada à Súmula 331. do C.5. uma vez que o acórdão não discorreu analiticamente sobre as condutas dos agentes públicos que poderiam caracterizar a culpa da Administração. da Lei de Licitações. Evidente.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. da SDI-I. TST.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Apontou violação dos arts. 37. 18. e não que o tomador passe a subordinar diretamente os empregados da tomadora de serviços. não cabendo qualquer restrição quanto a verbas indenizatórias. 71. administrativamente. ou seja. do C. nos termos do art. multas. nos termos da decisão vinculante proferida pelo STF no julgamento da ADC nº 16. XXVIII. é desnecessário o exame detalhado das divergências e violações suscitadas. a alegação de que a fiscalização do contrato o descaracterizaria e constituiria fraude na contratação beira a má-fé. II. Outrossim. § 1º. Tribunal Superior do Trabalho. o Banco do Brasil alegou que a responsabilidade subsidiária imposta pela Corte regional não se sustenta. XVI. pelo que remanesce o reconhecimento da culpa in vigilando .15.200-2/2001. a teor da Orientação Jurisprudencial 336. sentença quanto à responsabilidades subsidiária. Mantida a responsabilização subsidiária. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 1º. Alegou que houve indevida inversão do ônus da prova e que.tst. uma vez adotado entendimento sumulado. a culpa do tomador. II e XXXVI. . conforme MP 2.

... nos casos em que restar demonstrada a culpa in eligendo ou in vigilando da Administração Pública...666/93..fiscalizar-lhes a execução. que impõem à Administração Pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (entre elas..... em relação a eles... a questão pode ser equacionada a partir dos arts.. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira...... 333 do CPC...............jus......... considerou o art.... A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado....... .5........ 67.. Entretanto............. as decorrentes da legislação laboral)......666/93 constitucional. da Lei nº 8.......0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..... tendo em vista que.... nessa situação... por meio de condutas comissivas e objetivas.....br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A... conforme MP 2.....666/93.. Súmula nº 331 do TST e Súmula Vinculante nº 10 do STF e divergência jurisprudencial.. III... o cumprimento ou não dos mencionados deveres vinculantes.......... no julgamento da mencionada ação declaratória de constitucionalidade...... ao julgar a ADC nº 16.... .. 58.2011. responderia o ente público pela sua própria incúria...... aferir.19 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30............ O Supremo Tribunal Federal.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 58......... e 67......... Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição...15. razão pela qual caberá ao Poder Judiciário. firmou a Suprema Corte o entendimento de que...... 818 da CLT.. Confira-se a redação dos mencionados dispositivos de lei: Art..... caput e § 1º... nos casos de mero inadimplemento das obrigações por parte do vencedor de certame licitatório...200-2/2001. 71 da Lei nº 8.. Art.. e apenas nesses....tst....... ante cada caso concreto. por óbvio... Nessa senda.. da Lei nº 8.......... a prerrogativa de: .. a partir da prova dos autos.. III ... viável se tornaria a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador.. de forma a vedar a responsabilização da Administração Pública pelos encargos trabalhistas devidos pela prestadora dos serviços...........

Tribunal Pleno. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. no Agravo Regimental na Reclamação nº 16094-ES. Rcl 16.15. Relator Ministro Celso de Mello.666/93 e. Segunda Turma. DJe de 23/3/2015).jus.2011. Rcl 18021 AGR/RS. DJe de 10/2/2015. conforme MP 2. Relator Ministro Celso de Mello.g. cumpre considerar o entendimento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. tem reafirmado a posição de não ser cabível a responsabilidade da entidade pública pelas verbas trabalhistas do terceirizado quando esta se assenta nas alegações de inconstitucionalidade do art. Buscando dissipar dúvidas. da Lei nº 8.5. No entanto. sintetizando as posições de seus integrantes. sobretudo. Relator Ministro Edson Fachin. A decisão. Rcl 17. Ministro Celso de Mello. no julgamento de reclamações constitucionais versando o tema em debate.20 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. tem dado azo a decisões monocráticas dissonantes por parte dos Ministros do STF. para autorizar a responsabilização nos termos da ADC nº 16. julgando improcedentes as reclamações constitucionais contra as decisões condenatórias proferidas pela Justiça do Trabalho (v. por meio do acórdão abaixo transcrito.200-2/2001. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.094 AgR.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. § 1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. A margem de subjetividade existente na aferição do que seria uma presunção de culpa decorrente do mero inadimplemento e do que seria uma apreciação concreta do quadro fático probatório dos autos para constatar conduta negligente do Administrador Público. Vale acrescentar que o Supremo Tribunal Federal.829 AgR. nas hipóteses em que o ente público não logra comprovar que fiscalizou a prestação de serviços e que não se omitiu nos seus deveres legais.tst. a Suprema Corte tem recorrentemente confirmado decisões que responsabilizam entes da Administração Pública. DJe de 2/2/2015.618 AgR. § 1º. esclareceu.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. Relator Ministro Celso de Mello. Rcl 10. 71. o entendimento da Corte Constitucional acerca da matéria. julgamento em 15/3/2016. no mero inadimplemento da empresa prestadora de serviços. . da relatoria do Decano daquela Casa. Tribunal Pleno. que. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

666/93. 71.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. ART. DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8. COM EFEITO VINCULANTE. e ausente o Ministro Marco Aurélio de Mello) e elucida a controvérsia: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA. ART.5. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. NO CASO. foi proferida com o voto de sete Ministros da Corte Suprema (vencido o Ministro Dias Toffoli. DO ELEMENTO SUBJETIVO PERTINENTE À RESPONSABILIDADE CIVIL DA EMPRESA OU DA ENTIDADE PÚBLICA TOMADORA DO SERVIÇO TERCEIRIZADO – Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.tst. POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS. NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8. DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE RESPONSABILIDADE SUBJETIVA (QUE PODE DECORRER TANTO DE CULPA “IN VIGILANDO” QUANTO DE CULPA “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO”) – DEVER JURÍDICO DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE BEM SELECIONAR E DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO.21 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.2011. OU NÃO. ART. SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO INDEVIDO DO PODER PÚBLICO E DE INJUSTO EMPOBRECIMENTO DO TRABALHADOR – SITUAÇÃO QUE NÃO PODE SER COONESTADA PELO PODER JUDICIÁRIO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF.jus. 67). impedida a Ministra Carmén Lúcia.15. § 1º) – ATO JUDICIAL DE QUE SE RECLAMA PLENAMENTE JUSTIFICADO PELO RECONHECIMENTO. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA. NA ESPÉCIE. que não participou do julgamento. POR PARTE DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS.666/93.200-2/2001.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. publicada em 19/11/2014. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. conforme MP 2. DISFARÇADO OU DISSIMULADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – CARÁTER SOBERANO DO PRONUNCIAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS SOBRE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA – CONSEQUENTE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO PARA EXAME DA OCORRÊNCIA. . DE JUÍZO OSTENSIVO.

658/SP. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Rel.595/SP..0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Rel.22 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.841/SP.. Min.. Min.388/SC. não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art... Min. LUIZ FUX – Rcl 12. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls... Min. .917/SP.... a respeito do que fora decidido quando do julgamento da ADC nº 16: É oportuno ressaltar. Rel. DJ de 19/11/2014). Rel... CELSO DE MELLO – Rcl 13. v. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14. Min.. Celso de Mello.. em cada situação ocorrente.. que.434/SP.... Min.... Rel.828/PE. Min. dos encargos trabalhistas... JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.. Rel. Rel....tst.. ROSA WEBER – Rcl 13. Min. em referido julgamento..... na fundamentação do acórdão... .200-2/2001.. DIAS TOFFOLI – Rcl 15. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública... Relevante trazer à baila os fundamentos do Relator.. Min.475/PE........br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Rel......310-AgR/SP. Min.. “in eligendo” ou “in vigilando” do Poder Público... 71 da Lei nº 8... AYRES BRITTO – Rcl 11.. Rel... conforme MP 2. Rel.272-MC/MG... Rel.).. no ponto. LUIZ FUX – Rcl 12.. PRECEDENTES – NATUREZA JURÍDICA DA RECLAMAÇÃO – DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –...g... DIAS TOFFOLI.2011....... Essa visão em torno do tema tem sido observada – é importante destacar – por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8... LUIZ FUX – Rcl 12. Rel.... fiscais. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12. Rel.. Min... Min.15. em detrimento da Administração Pública.jus.052/RO.5. Min. Rel..666/93 – por entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática. enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria... o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo”. CELSO DE MELLO – Rcl 12... Min.....944/DF... Rel.425/SP. LUIZ FUX – Rcl 12..089-AgR/RJ... (RCL 16094 AGR/ES.

br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.666/93. Certo é que o art. § 1º.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que a condução do contrato administrativo seja realizada em conformidade com a legislação vigente e com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública. . 27) –. que o dever jurídico das entidades públicas contratantes de bem selecionar e de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir das empresas licitantes a apresentação dos documentos aptos a demonstrarem a habilitação jurídica.jus. que não recaia sobre atividades finalísticas da Administração Publica (sob pena de ofensa ao art. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.5. Fixado o entendimento vinculante do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. entre outras medidas. art. Todavia. como em todo e qualquer ato administrativo praticado. 71. 67). viabilizador. da Lei nº 8. Cumpre assinalar. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. que a terceirização seja lícita. por necessário. da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.2011. que haja regular procedimento de licitação (único procedimento apto a legitimar a contratação de particulares por entes públicos) e. como por exemplo. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. faz-se necessário compreender o significado da responsabilidade administrativa do Estado em hipóteses como a presente.666/93. da CF/88). 37.23 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. igualmente. também.666/93. II e § 2º. ou seja. a atribuição de consequências jurídicas passa pela prática do ato em plena conformidade com o princípio da legalidade administrativa. Assim. a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.tst. a situação econômico-financeira. a qualificação técnica. como regra.200-2/2001.15. isenta de responsabilidade o ente público que realiza contratação terceirização de serviços com ente idôneo. o controle concomitante à execução contratual. mas compreende. conforme MP 2. sob pena de enriquecimento indevido do Poder Público e de injusto empobrecimento do trabalhador. a incidência da referida disposição legal parte de uma série de pressupostos. situação essa que não pode ser coonestada pelo Poder Judiciário. art.

art. Nas palavras de Amorim. do Ministério do Planejamento. do Ministério do Planejamento. . Delgado e Viana. nestes termos: Art. em seu § 5º. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.15. nº 01/2011. o próprio ordenamento jurídico cria parâmetros e condições para a efetiva fiscalização das empresas prestadoras de serviços. vol. “a Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle. embora não previstos expressamente na lei.5.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. (Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”. A execução dos contratos deverá ser acompanhada e fiscalizada por meio de instrumentos de controle. “in” Revista do TST. mas o padrão fiscalizatório.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a forma como se dará a fiscalização do pagamento dos encargos trabalhistas. Orçamento e Gestão (MPOG). 77/76-83).2011. que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. Continuam os mencionados autores afirmando que “no plano infraconstitucional. em seu art. sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados. o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações. quando for o caso: Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. que compreendam a mensuração dos seguintes aspectos. prevê expressamente. Orçamento e Gestão . inclusive quanto às obrigações e aos encargos trabalhistas devidos aos empregados da empresa contratada que lhe prestam serviços e estabelece. A Instrução Normativa nº 2/2008 (alterada pela IN nº 03/2009.jus.200-2/2001.24 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. sob pena de rescisão contratual e outras sanções. alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09. também citados na decisão proferida pelo Plenário do STF. 34. além daqueles que. conforme MP 2. o dever da Administração de acompanhar e fiscalizar a execução dos contratos. encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08. 37)”.” Ora. que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar. 34. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.MPOG).tst. em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição. ao dispor sobre regras e diretrizes para a contratação de serviços.

e k) cumprimento das demais obrigações dispostas na CLT em relação aos empregados vinculados ao contrato.2011..... acordo coletivo ou sentença normativa em dissídio coletivo de trabalho. c) pagamento de salários no prazo previsto em Lei... referente ao mês anterior.. exigir-se-á...... da Constituição Federal............. § 3º... referente ao mês anterior...... as seguintes comprovações: I ....jus.. sendo vedada a Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho... j) cumprimento das obrigações contidas em convenção coletiva.... . 195... h) eventuais cursos de treinamento e reciclagem que forem exigidos por lei. caso a Administração não esteja realizando os depósitos diretamente.... quando for o caso. d) fornecimento de vale transporte e auxílio alimentação quando cabível.... que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira........ dentre outras.. sob pena de rescisão contratual. § 5º Na fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas e sociais nas contratações continuadas com dedicação exclusiva dos trabalhadores da contratada.. f) concessão de férias e correspondente pagamento do adicional de férias... Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls........ ......... sem prejuízo das demais sanções... na forma da Lei. conforme MP 2. i) comprovação do encaminhamento ao Ministério do Trabalho e Emprego das informações trabalhistas exigidas pela legislação......tst. e) pagamento do 13º salário. conforme estabelecido no instrumento convocatório.... g) realização de exames admissionais e demissionais e periódicos.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.......25 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30...200-2/2001..... b) o recolhimento do FGTS..15....no caso de empresas regidas pela Consolidação das Leis Trabalhistas: a) a prova de regularidade para com a Previdência Social.. tais como: a RAIS e a CAGED.. conforme dispõe o art. 34-A O descumprimento das obrigações trabalhistas ou a não manutenção das condições de habilitação pelo contratado deverá dar ensejo à rescisão contratual.........5..br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.

Logo. 87 da Lei nº 8. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Parágrafo único. suspensão temporária de participação em licitação e declaração de inidoneidade) ou. 77 e 78 do referido diploma legal. inclusive diante da possibilidade de rescisão unilateral que caracteriza Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. rescindir o liame administrativo. caberá à Administração Pública.200-2/2001. via implementação de utilidades públicas. ao zelar pelo respeito à jornada de trabalho prevista no art.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Até que a contratada comprove o disposto no caput. multa.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sem que ocorra a interrupção do contrato de trabalho.jus. nos termos dos arts. retenção de pagamento se o contratado não incorrer em qualquer inexecução do serviço ou não o tiver prestado a contento. o fiscal deve verificar o pagamento pela contratada das verbas rescisórias ou a comprovação de que os empregados serão realocados em outra atividade de prestação de serviços.tst. inciso IV desta Instrução Normativa. além de reter os valores correspondentes a eventuais salários atrasados.666/93 (advertência. conforme MP 2. não zelando pela solvência das obrigações trabalhistas pela empresa contratada. Desincumbir-se-á de tal dever ao exigir o demonstrativo mensal do pagamento dos salários. XIII. no exercício da sua função de concretizar. ao velar pela observância das normas de segurança e medicina do trabalho. se a Administração não fiscalizou a fiel execução do pacto. o órgão ou entidade contratante deverá reter a garantia prestada. subverta a finalidade do procedimento licitatório e das normas que regem a proteção daquele que disponibiliza o seu trabalho em proveito alheio.26 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. .2011. da Constituição Federal. Quando da rescisão contratual. 19-A.5.15. os preceitos constitucionais e legais. Caso o prestador dos serviços permaneça renitente no cumprimento das obrigações laborais. podendo ainda utiliza-la para o pagamento direto aos trabalhadores no caso da empresa não efetuar o pagamento em até 2 (dois) meses do encerramento da vigência contratual. dentre outras medidas. em último caso. aplicar as penalidades previstas no art. O que não se pode tolerar é que o administrador. conforme previsto no instrumento convocatório e no art. Art. 35. embora detivesse plenas condições para tanto. 7º.

666/93. patente a omissão administrativa específica. centrado na proteção da dignidade da pessoa humana. em face do manifesto descumprimento do que determina a Lei de Licitações e Contratos.666/93 (ônus que incumbe ao ente público. Ora.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. não se constata responsabilização apenas pelo mero inadimplemento das obrigações devidas por aquele que firma contrato de execução de serviços e obras públicas com o Estado (o que restou vedado na decisão proferida na citada ADC nº 16). Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.jus. Esse paradigma.15. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. . pela supremacia do interesse público. Não demonstrada a satisfação do dever estabelecido nos arts. pela responsabilidade do Estado e dos agentes estatais e pela garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos. § 1º. mas a responsabilização subjetiva decorrente do descumprimento de deveres aos quais está legal e constitucionalmente afeta a Administração Pública. orienta a regulação trabalhista e administrativista. conforme MP 2. que o afasta da regência extraída da Lei nº 8. que é regido. 71. III.666/93. impossível se cogitar de plena e automática aplicabilidade da isenção de responsabilidade contida no art.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. mas se está a concluir pela conduta culposa do ente público. § 1º.200-2/2001. Muito Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. não fiscalizadas ou mal fiscalizadas pelos entes públicos.27 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. por se tratar de fato impeditivo do acolhimento da pretensão autoral).5. 71. Assim. 58.tst. a responsabilização se impõe não como forma de forçar a Administração Pública a pagar “duas vezes” pela mesma contratação. deve arcar com as consequências jurídicas pelo cometimento desse ato ilícito. à eleição de escolhas gerenciais e administrativas que atendam a interesses econômicos e a interesses secundários dos estes públicos pari passu com a garantia da plenitude da proteção social e da cidadania dos trabalhadores envolvidos nessas atividades. Importante contextualizar a exceção contida na decisão do STF na ADC nº 16 como garantia da persistência da condição republicana do Estado Brasileiro e da prevalência do paradigma do Estado Democrático de Direito. No caso de prática irregular de contratações terceirizadas. e 67 da Lei nº 8. que é fim último da ordem jurídica. da Lei nº 8. os contratos pactuados por entes públicos.2011. unissonamente. a um só tempo. não se está a recusar a incidência do art.

Terceirização e Corrupção.28 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. . ainda. As fraudes verificadas na fase interna da licitação (identificação de necessidade de objeto. revela o imperativo de observância da legislação vigente em matéria de licitações e contratos administrativos. em muitas hipóteses. As que se desenvolvem sem a participação dos servidores públicos são de difícil verificação. além de assegurar a devida satisfação de direitos trabalhistas e sociais dos obreiros envolvidos.200-2/2001. conforme MP 2.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst. por Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. elaboração de projeto de referência. Disponível em http://www.5. aos interesses econômicos e eleitorais de um político que engendra a sua contratação.2011. as corriqueiras fraudes em licitação podem ocorrer nas fases internas. externas e de execução. A relação estreita entre terceirização e corrupção na Administração Pública vem sendo demonstrada pelo Ministério Público do Trabalho. Procuradora do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. que pondera os impactos pragmáticos de uma decisão judicial.prt3. que superfaturam os preços dos contratos de prestação de serviços e servem. chega-se à mesma conclusão. a medida. com impacto orçamentário. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Segundo a lição do Ministro Cláudio Mascarenhas Brandão. com dispensa de licitação. vem sendo usada como meio de enriquecimento ilícito: O modo como esse mecanismo de corrupção opera inicia-se. de empresas prestadoras de serviços terceirizados ou de falsas Organizações sem fins lucrativos. Já as fraudes aferidas na fase externa podem ocorrer com ou sem a participação dos servidores.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.br/informe-se/noticias-do-mpt-mg/255-terceirizaca o-e-corrupcao). pelo contrário.15. Até mesmo adotando-se raciocínio consequencialista. sob pena de responsabilização. estimativa de preços e estabelecimento das condições do ato convocatório) costumam ter participação de servidores públicos.mp. Ileana Neiva. (Mousinho.mpt.jus. que constata que a terceirização. em geral. com a contratação emergencial. incitando os agentes públicos a observarem o princípio da legalidade estrita e o cuidado com o patrimônio e com a coisa públicos.

o que acontece. detectáveis somente por acesso às suas comunicações particulares ou por denúncias.29 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. a “montagem” de procedimento licitatório e até mesmo o recebimento de certidões falsas. da Lei nº 8666/93. que não apenas permite a violação de direitos trabalhistas. mediante contratação de pessoa jurídica apta e idônea. devidamente resguardada pela decisão vinculante proferida pelo Supremo Tribunal Federal.2011. por exemplo. Estão incluídos aqui. as fraudes aferidas na fase de execução tem ligação direta com a fiscalização do cumprimento do contrato. mas Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. fiscalização e prestação de contas a respeito dos contratos firmados pela Administração Pública. conforme MP 2. com assunção de despesas e comprometimento de recursos públicos. 71. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. em regular procedimento licitatório. decorrerem de redes entre agentes econômicos.tst.200-2/2001. bem como o acompanhamento. pelo pagamento e cobrança de parcelas instituídas sem base técnica ou sem comprovação dos requisitos legais. mas que abre margem para amplas possibilidades de corrupção e desvios de recursos públicos. não constituem faculdade ou ato discricionário do Administrador Público.jus. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. todos com prejuízos expressivos para o erário público.15. a dispensa irregular de licitação. estaria a coadunar com um paradigma de Estado incompatível com o Estado Democrático de Direito. entre as quais certidões negativas de débito trabalhista ou previdenciário. não só se afigura como garantia do adimplemento dos direitos trabalhistas dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços a entes públicos.5. Já as fraudes externas para as quais concorre a atuação ilícita de servidores traduzem-se no direcionamento das licitações e costumam deixar “rastros” no procedimento administrativo. . A regularidade dos processos de licitação e a fiel execução dos contratos de prestação de serviços.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Por fim. Um entendimento jurisprudencial que exonere de responsabilidade um mau administrador. contratação de pessoas desnecessárias à efetiva execução do serviço. mas deveres constitucional e legalmente exigidos daquele que realiza a gestão da coisa pública. § 1º. pagamento de dias de trabalho não prestados. por exemplo.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Por isso que a possibilidade de excepcionar a aplicação do art. numa concretização necessária ao princípio da dignidade da pessoa humana.

Repise-se: o raciocínio consequencialista que se admite desenvolver. transparência. se incita o manejo de todos os recursos disponíveis para a fiscalização das empresas contratadas. como salvaguarda de que os custos com os contratos administrativos não se desdobrem na assunção de obrigações trabalhistas das contratadas.DISTRITO FEDERAL. Relator(a): Min.5. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. é a conduta de lisura. portanto. CÁRMEN LÚCIA.jus. consolidado o entendimento desta Corte na nova redação do item V da Súmula nº 331. Longe de incitar “a transferência para a Administração Pública. . combatendo práticas ilícitas.tst. A conduta estimulada. RECLAMAÇÃO.30 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. eficiência e probidade na condução dos contratos administrativos. 71.200-2/2001. Nesse sentido. para além de assegurar os direitos fundamentais sociais dos trabalhadores terceirizados que foram lesados. ancorado na supremacia do interesse público.2011. A necessidade de adequação aos comandos legais e de estrito cumprimento dos deveres de fiscalização impostos pela Constituição e pela Lei nº 8. com respeito aos direitos trabalhistas e sem gasto indevido de recursos públicos. da referida Lei opera como um reforço positivo ao cumprimento do dever legal de fiscalização dos contratos administrativos e. fiscais e previdenciários devidos ao empregado de empresa terceirizada” (Rcl 23867 / DF . da responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas. também se traduz numa relevante medida de controle e fomento à legalidade e probidade administrativas. Publicação no DJ de 31/8/2016).15.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Julgamento: 19/8/2016. por presunção de culpa. corruptas e de evasão indevida do orçamento público. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. como mais uma forma de controle da Administração Pública.666/93 como requisitos para a incidência da excludente de responsabilidade inserta no art. § 1º. com aplicação de medidas administrativas e prestação de contas. é de exigência da eficiência administrativa na prestação dos serviços público. conforme MP 2. finalidade à qual certamente se presta um Estado Democrático de Direito. ainda. num Estado Democrático de Direito. no respeito aos direitos fundamentais e no paradigma da responsabilidade. que dispõe: Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

a culpa do tomador. na espécie. a alegação de que a fiscalização do contrato o descaracterizaria e constituiria fraude na contratação beira a má-fé. sentença (desrespeito ao intervalo intrajornada.31 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Transcrevo: É que. V . nas mesmas condições do item IV. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. da Lei de Licitações. foi constatada pelo tomador de serviços. não é menos verdade que nenhuma das irregularidades contratuais levadas a efeito pela primeira reclamada. . Outrossim. respeitando os direitos trabalhistas dos empregados postos à disposição do tomador de Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.5. tais como reconhecidas na r. Evidente. nos termos dos artigos 67 e 71. em que pese o recorrente haver anexado aos autos documento referente ao contrato mantido com a prestadora de serviços (fls. o Banco reclamado admite expressamente que não exercia este tipo de fiscalização . mas não o desonera da obrigação de fiscalizar (e com eficácia) o cumprimento da lei pelo prestador de serviços. ou seja. administrativamente. Aliás. concluiu pela responsabilização subsidiária do segundo-reclamado tendo em vista que esta não demonstrou ter fiscalizado licitamente a execução do contrato. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.Os entes integrantes da administração pública direta e indireta respondem subsidiariamente.jus. O julgador regional.tst. pelo que remanesce o reconhecimento da culpa in vigilando . 186. conforme MP 2. Não se olvide que a adoção do procedimento licitatório exime o tomador da culpa in eligendo . nos termos do art.15. pois o que se exige do tomador é a vigilância do cumprimento lícito do contrato. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei nº 8. o que demonstra a ausência de fiscalização a fim de impedir o descumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados.2011. de que a empresa contratada mantenha a alegada idoneidade constatada quando de sua contratação. sentença quanto à responsabilidades subsidiária. pois.666/93.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. do CCB. o que acarreta a manutenção da r.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. por exemplo).200-2/2001. 409/419).

ainda assim. realizou o pagamento normal da contratada.jus. Registrou a Corte regional que. ademais. a Corte regional assenta que o contrato de trabalho foi objeto de rescisão indireta porque havia mora salarial por parte da contratada. Nem se alegue que a Corte regional extraiu a responsabilidade subsidiária do mero inadimplemento contratual. o entendimento do Tribunal Regional pela responsabilidade subsidiária do tomador quanto às verbas trabalhistas inadimplidas pela prestadora. sem registro da adoção de nenhuma medida legal por parte da contratante: Houve. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Acrescente-se.15. medidas estas que o reclamado confessa que não adotou. .2011. observância do intervalo intrajornada e o segundo-reclamado.32 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. incorrendo na culpa in vigilando e in omittendo. em razão de a Administração Pública não ter cumprido com o seu dever de fiscalizar o atendimento das obrigações laborais pela prestadora dos serviços e.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Assim. não houve.666/93. Tal conduta revela o menoscabo da obrigação contida no art. pelo preposto da primeira reclamada (vide audiência de fls. o reconhecimento de mora salarial. por exemplo. A responsabilidade decorre de não ter havido reação do ente público em face do descumprimento do contrato protagonizado pela primeira-reclamada e essa omissão administrativa se configura justamente porque havia um dever específico de agir imposto legalmente ao ente da Administração Pública que figura como tomador de serviços.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst. que no tópico atinente às verbas rescisórias.200-2/2001.5. portanto. durante o período em que se deu a prestação de serviços. ainda. encontra-se em consonância com o disposto Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. e não que o tomador passe a subordinar diretamente os empregados da tomadora de serviços. O Tribunal Regional consignou que não houve registro de medidas fiscalizatórias adotadas para evitar o inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empresa contratada. serviços.) o que foi suficiente para que o Juízo de origem reconhecesse a rescisão indireta do contrato de trabalho.108v. 67 da Lei nº 8. conforme MP 2.

pois o óbice do art. que revelou omissão e negligência da entidade pública. Rel. 97 da Constituição da República.2011. tal como ocorre com as demais verbas. DJ de 13/3/2013). ao contrário.15. do TST (atual redação da Súmula n° 331. da Lei nº 8. IV. Celso de Mello. representando. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. III.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. obediência ao entendimento exarado pelo STF no julgamento da ADC n° 16.A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. Por fim. esta Corte tem posicionamento pacífico no sentido de que a condenação subsidiária do tomador de serviços abrange todas as parcelas trabalhistas devidas pelo devedor principal. . Registre-se que a decisão regional que discute a aplicação ou não da excludente de responsabilidade inserta no art. sobretudo quanto ao cumprimento das Instruções Normativas do Ministério do Planejamento (nºs 2/2008 e 03/2009) e dos arts.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. à luz da aferição concreta dos critérios da culpa in vigilando. o que inviabiliza o recurso de revista. da Lei nº Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 71. registro que a controvérsia foi decidida a partir da prova efetivamente produzida nos autos (documental).200-2/2001. conforme MP 2.666/93. e 67. consolidou-se o entendimento consubstanciado no item VI da Súmula nº 331 do TST: VI . 58. Com relação à abrangência da responsabilidade subsidiária. como já reconhecido pela Corte Suprema (v. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. no qual foi reconhecida a constitucionalidade desse dispositivo legal. não há desrespeito ao comando inserto no art. tampouco contrariedade à Súmula Vinculante nº 10 do STF.33 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. motivo pelo qual não se há de cogitar de limitação da responsabilidade. Portanto. no que tange à responsabilização subsidiária dos entes públicos). Isso porque.SÃO PAULO. V.5. 896. Min. na Súmula nº 331. Rcl 12580 AgR / SP . são devidas em razão da culpa in vigilando. da CLT. Incide. § 1º. caput e § 1º.tst. não traz em si juízo ostensivo ou disfarçado de inconstitucionalidade do referido preceito legal.jus.g. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Nesse sentido. § 4º.

entendo. pelo preposto da primeira reclamada (vide audiência de fls. nos termos da nova redação dada à Súmula 331.jus. Na hipótese de rescisão contratual ou vencimento de contrato com as empresas tomadoras.666/93.tst. o reconhecimento de mora salarial. mediante comunicação prévia obrigatória. conforme MP 2. Sob estes parâmetros. 2. ainda.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. pois restou claro que o término da contratação decorreu da perda do posto de trabalho. a responsabilidade subsidiária é ampla. com a assistência direta e obrigatória do Sindicato de Base. de que não teria abandonado o emprego. que não implique em transferência de domicílio ou em que não haja condições idênticas de transporte coletivo. se não houver condições de realocá-lo em outro posto de serviço. não se pode acolher a insurgência como já mencionado no tópico anterior. 8.200-2/2001.5. e à ausência de comprovação.34 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. nego provimento ao agravo de instrumento. hipótese em que os instrumentos coletivos de fls.108v.” Houve. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.) o que foi suficiente para que o Juízo de origem reconhecesse a rescisão indireta do contrato de trabalho. por não ter sido empregador da reclamante. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. pela autora. Por isso mesmo. a empresa contratante se obriga a dispensar sem justa causa o funcionário.2 – VERBAS RESCISÓRIAS – HORAS EXTRAORDINÁRIAS E DIFERENÇAS DE FGTS – ÔNUS DA PROVA Constou do acórdão regional: Das verbas rescisórias Os argumentos recursais se limitam à impossibilidade de ser condenado subsidiariamente no pagamento de verbas rescisórias. . preveem a resilição por dispensa sem justa causa. item VI.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. pela impertinência da invocação dos arts. 818 da CLT e 333 do CPC. não há que se falar em abandono de emprego. 61/103 e 234/312. que não se revelarem essenciais ao deslinde da controvérsia. Ante o exposto. que regulamentaram adicionalmente a relação de emprego havida entre a autora e a primeira reclamada.15. Confira-se: “PERDA DE CONTRATO. no caso. não cabendo restringir as verbas rescisórias de quaisquer outras.2011. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Por outra vertente.

Revista não conhecida. conforme MP 2. no tema. No que tange ao ônus da prova. Por ser o detentor dos recibos dos depósitos tem.5. sendo que. Precedentes. em 03/11/2008.TST. A partir do cancelamento da OJ 301 da SBDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho. Aplicação do princípio da aptidão para a produção da prova.2009. do C. na medida em que. esta passou a realizar suas atividades de vigilância junto ao Poupatempo. Do FGTS e multa de 40% Os mesmos fundamentos anteriormente despendidos (em especial no que se refere à multa de 40%) se aplicam ao presente tópico. De se notar que os controles de ponto de fls.0201 Data de Julgamento: 20/02/2013. que poderiam redundar na parcial modificação do julgado.5.35 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. onde permaneceu até 05/10/2011. a leitura do Contrato de Prestação de Serviços de Vigilância de fls. Mantém-se. cumprindo salientar que a Lei do FGTS prevê a responsabilidade subsidiária do tomador pelos depósitos não satisfeitos pelo empregador. mais facilidade em produzir a prova respectiva.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. da SDI1. Tais fatos. Por outra vertente. consequentemente. Relator Ministro: Hugo Carlos Scheuermann. apenas até abril de 2011. ÔNUS DA PROVA. quando a primeira reclamada perdeu o posto e a autora continuou a se ativar por nova empregadora.04. (Processo: RR - 101900-57. a partir daí. o que impede sua análise em grau recursal. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 199/233 indicam que os serviços da reclamante foram prestados nas dependências do segundo reclamado da admissão. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013).15. cancelada a Orientação Jurisprudencial nº 301 1 . . 409/419. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. já não resta dúvida no sentido de que o encargo de evidenciar a regularidade e correção do recolhimento é das reclamadas. equivocados os recursais.2011. vencedora da licitação. DEPÓSITOS. tampouco tem razão o recorrente. sobretudo no que tange à parte das verbas rescisórias e da multa de 40% do FGTS. permite inferir que sua vigência expirou em agosto de 2011. não mereceram atenção por parte do recorrente. Assim tem decidido a Corte Superior: FGTS. 1ª Turma. passou-se a adotar o entendimento de que ao empregador cabe o ônus de demonstrar a regularidade dos recolhimentos referentes ao FGTS.jus.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001.tst.

. 4ª Turma.INDENIZAÇÃO DE 40% . além de ser a parte com mais aptidão para a prova. Relator Ministro: Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.04. em conformidade com a legislação vigente.não pode acarretar ao trabalhador o pesado encargo de apontar pormenorizadamente os períodos em que não houve a regularidade dos depósitos. não se pode atribuir ao reclamante o ônus processual de delimitar na petição inicial o período em que o recolhimento dos depósitos do FGTS se deu irregularmente. a legislação que rege o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço impõe ao empregador a obrigação de comunicar mensalmente ao trabalhador os valores recolhidos. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013). Restou demonstrada aparente violação legal nos termos Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Na hipótese dos autos.036/90. 17 da Lei nº 8.0000 Data de Julgamento: 20/02/2013. Outrossim. atribuindo à reclamada o ônus de provar os depósitos.5. houve pedido expresso quanto aos depósitos de FGTS. Por outro lado.jus.200-2/2001. deveria a reclamada evidenciar o seu pagamento.ÔNUS DA PROVA.2011. AGRAVO DE INSTRUMENTO.tst.2010. não havendo nos autos comprovação de que a reclamada tenha se desincumbido de seu dever legal de fornecer ao empregado os extratos do FGTS. quando sequer há demonstração pela reclamada de que se desincumbiu do mandamento legal previsto no art. não existindo dificuldade na compreensão do pleito ou para a defesa da ré. 17 da Lei nº 8. Todavia.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o mencionado dispositivo de lei - ainda que traga em seu bojo uma presunção legal . AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - FGTS .18745-46. relativamente ao fornecimento ao trabalhador dos extratos dos depósitos. DIFERENÇAS DE FGTS. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. gerando a presunção legal de que foram comunicados aos empregados os valores tenham sido recolhidos ao FGTS e repassadas a eles as informações sobre suas contas vinculadas. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. pois tal estaria indo de encontro à informalidade que rege o Direito do Trabalho. ÔNUS DA PROVA. O art. O empregador tem em mãos a prova pré-constituída.15.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. Devem ser valorizados os princípios da pré-constituição e da aptidão da prova. e tendo o reclamante alegado que durante todo o contrato de trabalho os depósitos do FGTS não foram corretamente realizados. (Processo: AIRR . pois é ela quem efetua os recolhimentos e detém os comprovantes de pagamento.36 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.5. conforme MP 2.036/90 impõe dever ao empregador. Dessarte. Agravo de instrumento desprovido. bem como de repassar-lhe todas as informações sobre sua conta vinculada.

DIFERENÇAS DE FGTS. e não sua indenização. que as CCT de fls.92300-54. Das diferenças relativas ao trabalho em folgas Não se admitem os argumentos concernentes à ausência de responsabilidade. como preceitua o artigo 9º. De se frisar. preveem que domingos. Ademais. cabe ao empregador. conforme MP 2. com o adicional de 60% previsto pelas normas coletivas. RECURSO DE REVISTA. o que acaba por corresponder à dobra retrotranscrita. porém. posto que a origem não deferiu os reflexos.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2011. exigidos no artigo 896 da CLT. Mantém-se. não há interesse do segundo reclamado em recorrer. justamente no intuito de reformular a jurisprudência até então sedimentada. deve-se frisar que a OJ 301 da SBDI-1 do TST. (Processo: RR . .jus.5. Relator Ministro: Augusto César Leite de Carvalho. 333. da Lei nº 605/1949. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.0315 Data de Julgamento: 27/02/2013. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. na qual se indicava entendimento diverso. E conquanto referida norma mencione a remuneração da verba. O ônus da prova quanto ao correto recolhimento dos depósitos do FGTS. Tal sistemática de remuneração. sendo que o confronto destes documentos com os recibos de pagamento permite afirmar que o pagamento destes dias era feito como hora extra. nos termos do art. posto que as folgas laboradas devem ser pagas em dobro. II. se evidencia incorreta.15. Por outro prisma.02. feriados e folgas trabalhadas deverão ser pagas com adicional de 100% sobre o valor da hora trabalhada. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Agravo de instrumento provido para determinar o processamento do recurso de revista. os controles de ponto de fls.2005. Mantém-se. ÔNUS DA PROVA. por fim. fato extintivo do direito alegado pelo autor. Recurso de revista conhecido e provido. 61/103 e 234/312.tst. 6ª Turma. 818 da CLT e do art. do CPC. 199/233 evidenciam que a reclamante se ativou em algumas folgas.200-2/2001. foi recentemente cancelada por esta Corte. na medida em que já suficientemente rebatidos.5. Data de Publicação: DEJT 01/03/2013).37 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. Dos intervalos intrajornada Ineficazes os argumentos.

havendo previsão expressa de que “no caso dos empregados que recebem gratificação de função. 13º salários.sentença entendeu se tratar de verba de natureza indenizatória. Diante da confissão. não havia necessidade de comprovação pela reclamante. referido verbete se refere à remuneração.38 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.200-2/2001. adicionais diversos. implica o pagamento total do período correspondente. salariais e indenizatórias. os intervalos intrajornada equivalem àquelas e não a estas (vide cláusula RISCO DE VIDA. O preposto da primeira reclamada reconheceu. da Súmula nº 437. daí porque é correta a condenação quanto à inserção. posto que a r. o valor desta gratificação será considerado para efeito de cálculo de todas as verbas. 300). a empregados urbanos e rurais. que a reclamante não podia se ausentar do posto de trabalho para tomar as refeições. E. inclusive as previstas no presente instrumento. 71 da CLT). a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. uma vez que o item I. No que tange aos reflexos. aviso prévio.923/94. e pelo período em que tal condição perdurar. Corroboram esta convicção os termos da cláusula normativa que instituiu o benefício. não há interesse em recorrer. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o que corresponde à não fruição dos intervalos intrajornada. às fls. ao prever que “o adicional de risco de vida terá seu reflexo no pagamento das horas extras e nas respectivas incidências do Descanso Semanal Remunerado”.jus.15. e todas as outras de tal natureza. na base de cálculo dos intervalos intrajornada. para repouso e alimentação. com acréscimo de. no mínimo. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.tst. dentre elas férias. A gratificação compõe os salários normativos. 286). conquanto preveja a não incidência em férias. da Cláusula REAJUSTE SALARIAL E SALÁRIOS NORMATIVOS . Mantém-se.” (vide parágrafo segundo. Como se vê. por exemplo. em audiência de fls. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. cabendo no respectivo cálculo a proporcionalidade do período. FGTS e multa respectiva.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. 108/109. Nem mesmo a adstrição da condenação ao adicional se faz possível.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. estabelece que “Após a edição da Lei nº 8. 13º salários e verbas rescisórias. às fls.2011. do adicional de risco de vida e da gratificação de função. do C. do período em que perdurar a gratificação de função. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração”. e não apenas daquele suprimido.TST. .por exemplo.5. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. parágrafos terceiro e quarto. conforme MP 2.

.5. da referida Súmula nº 437. eis que o parágrafo quarto....... da Cláusula ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR.. posto que as Convenções Coletivas de Trabalho determinaram que a substituição em comento por cesta básica suplementar em espécie ou cartão eletrônico de alimentação.. 271). pois a Convenção Coletiva pressupõe.. trata apenas do adicional mínimo devido. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira...15.. por exemplo. Permanece o julgado também quanto à rubrica.......0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a concessão de cesta básica suplementar em espécie ou cartão alimentação.. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.. Nem mesmo as alegações relativas ao pagamento de cestas básicas em substituição ao convênio médico podem alterar o julgado.... . Da indenização relativa ao plano de saúde Reitero os argumentos relativos à subsidiariedade..2011. às fls... o pagamento de cestas básicas verificado nos recibos de pagamento de fls.. por exemplo..... precedido de autorização dos empregados...... a ser fornecida mensalmente... às fls... do artigo 71.39 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30........ do C. não havendo qualquer vedação à aplicação de adicionais superiores... reunidos em Assembleia específica para a deliberação da troca (vide parágrafo sexto. da CLT. que justifica.... 193/198 corresponde a outro benefício também previsto pela norma (vide Cláusula CESTA BÁSICA. RECURSO DA RECLAMANTE Dos intervalos intrajornada com adicional de 60% e reflexos Tem razão a autora. o que inclui os benefícios pactuados em normas coletivas..200-2/2001. . para a hipótese de substituição. somente seria possível mediante Acordo Coletivo com o Sindicato Profissional da base territorial... da Súmula nº 331.....jus. 276)... ante o entendimento contido no item I........ o acolhimento do pedido de aplicação do adicional normativo de 60% referente às horas extras......... O desrespeito ao intervalo intrajornada gera o pagamento de uma hora diária como extraordinária.... E não há como confundi-los. inclusive. . a teor do item VI.tst....... Além de não observada a formalidade específica imprescindível para a substituição do plano de saúde.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.TST: “A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral”.. conforme MP 2. o que não foi satisfeito.

230). procedem os reflexos em dsr’s. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho.200-2/2001. alega violação do art.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. É valida. tais horas têm natureza salarial. Com relação ao mês em que observada a escala 4X2. consoante orientação jurisprudencial sedimentada pelo item III.tst. 5º. em caráter excepcional. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. da Constituição Federal e dos arts. não se constata a ocorrência habitual de sobrejornada. nos estritos termos do pedido. da Constituição Federal de 1988. além do que a reclamante já foi contratada para se ativar nesta sistemática. Afirma que não houve prova contundente do direito do reclamante às referidas parcelas e que sequer houve oitiva da prova testemunhal para analisar a questão. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Por outro lado. XLV. JORNADA DE TRABALHO. 5º. 818 da CLT e 333 da CLT.TST: SÚM-444. Em relação à multa do FGTS ressalta ainda o caráter de penalidade da mesma a invoca as disposições da Súmula nº 331. . Mantém-se. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. IV. O segundo-reclamado. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. conforme MP 2. do C. ESCALA DE 12 POR 36. Ademais. VALIDADE. De se frisar que as normas coletivas não impuseram a aceitação do obreiro.15. Das horas extras Não merece acolhida a insurgência.2011. com incidência de FGTS. incidindo o quanto estabelecido pela Súmula nº 444. da mesma Súmula 2 anteriormente indicada. posto que as normas coletivas acostadas as autos previram o trabalho na sistemática de revezamento 12X36. LV. por habituais.40 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. não se verificou o excedimento da jornada de 8h18 (vide fls. NORMA COLETIVA. do TST e do art. inconformado. não havendo que se cogitar a anulação da sistemática especial de revezamento 12X36. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. LEI. de modo que.5.jus. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. férias com 1/3 e 13º salários.

a solução foi orientada pela delimitação recursal do recurso ordinário. O arrazoado genérico do segundo-reclamado. 15 de fevereiro de 2017. Firmado por assinatura digital (MP 2.2011. sobre as parcelas decorrentes de normas coletivas (convênio médico. por unanimidade. porque rompe a dialeticidade recursal e e a impugnação específica requerida pelo art.41 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30. e.5. Colaciona arestos divergentes. I e II.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. negar-lhe provimento. Nego provimento ao agravo de instrumento ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. com respaldo na confissão do preposto.jus.200-2/2001) MINISTRO VIEIRA DE MELLO FILHO Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. conforme MP 2. a Corte regional adotou uma fundamentação diversa: decidiu com respaldo nas regras de distribuição do ônus da prova quanto ao FGTS. no mérito. tampouco foi instada a fazê-lo por meio de embargos de declaração.15. II. Por essa razão. aponta contrariedade à Súmula nº 374 do TST. Brasília. em cada uma delas. Inviável. incide o óbice da Súmula nº 297. a Corte regional não se manifestou a respeito da tese contida na Súmula nº 374 do TST. . ainda. reflexos do adicional de risco de vida e gratificação de função e quanto ao adicional normativo de horas extraordinárias). Por outro lado. sem atentar para o fato de que.200-2/2001. do TST no particular. no que tange às verbas rescisórias. do CPC/73. Isso porque a parte recorre de três parcelas diversas com a mesma argumentação. conhecer do agravo de instrumento e. com relação às horas extraordinárias decorrentes do intervalo intrajornada. Por fim. acolher as alegações do agravante para proceder a reforma da decisão agravada. em nada lhe socorre.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A. nesse tópico. alegando que não subscreveu as mencionadas normas coletivas. 514. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. dessa forma.tst. e com base na prova documental dos autos quanto às folgas trabalhadas.

tst.jus. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Relator Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.42 PROCESSO Nº TST-AIRR-1107-30.15.2011.br/validador sob código 10015BA0E8B497AD1A.5.0106 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. conforme MP 2. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.200-2/2001. .