Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96.2013.5.01.0060

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A C Ó R D Ã O
2.ª Turma
GMDMA/MTM
AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM
RECURSO DE REVISTA. RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. CULPA IN
VIGILANDO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL
REGIONAL. ÔNUS DA PROVA SOBRE A
FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO (DECISÃO EM
CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO FIXADO
PELO STF NA ADC 16/DF E PELA SÚMULA 331,
V E VI, DO TST). ABRANGÊNCIA DA
CONDENAÇÃO. MULTAS DOS ARTS. 467 E 477
DA CLT. JUROS DE MORA (AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DOS TRECHOS DA DECISÃO
RECORRIDA QUE CONSUBSTANCIAM O
PREQUESTIONAMENTO DA CONTROVÉRSIA.
ART. 896, § 1.º-A, I, DA CLT). Ao se
verificar a ausência de fundamentos que
embasem a reforma da decisão agravada,
há de se manter o despacho que denegou
seguimento ao agravo de instrumento.
Agravo não provido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo
em Agravo de Instrumento em Recurso de Revista n°
TST-Ag-AIRR-156-96.2013.5.01.0060, em que é Agravante ESTADO DO RIO DE
JANEIRO e são Agravadas VANDERLÉA DA SILVA SALES e INFORNOVA AMBIENTAL
LTDA.

Trata-se de agravo interposto à decisão que denegou
seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista da parte, na
forma dos arts. 932, III, c/c 1.011, I, do CPC de 2015 e 106, X, do RITST.
Inconformado, o ente público alega que seu recurso
reunia condições de admissibilidade. Pugna pela reconsideração da
decisão agravada.
Não foram apresentadas contrarrazões.
É o relatório.

Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP
2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

01.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. Código de Processo Civil. acórdão recorrido revela que a prestação jurisdicional ocorreu de modo completo e satisfatório. artigo 832.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.violação d(a. artigo 458. Alegação(ões): .violação do(s) artigo 93.divergência jurisprudencial: folha 159. 2 – MÉRITO O agravo de instrumento da Parte teve seu seguimento denegado por esta Relatora.200-2/2001. A análise da fundamentação contida no v. . inciso IX.tst. aos seguintes fundamentos: PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / Atos Processuais / Nulidade / Negativa de prestação jurisdicional. .2 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. No caso específico da alegação de Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.2013. Não há falar na ocorrência de conflito jurisprudencial. .o)(s) Consolidação das Leis do Trabalho. CONHEÇO do agravo.5. uma vez que a existência do dissenso pretoriano exige a possibilidade de confronto de teses. conforme MP 2. 1 aresto. V O T O 1 – CONHECIMENTO Preenchidos os requisitos legais de admissibilidade.jus. aos seguintes fundamentos: DECISÃO Trata-se de agravo de instrumento interposto à decisão da Presidência do Tribunal Regional que denegou seguimento ao recurso de revista da Parte. inexistindo qualquer afronta aos dispositivos que disciplinam a matéria. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. da Constituição Federal.

que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. da Constituição Federal.01. II .br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. arestos porventura colacionados para tal finalidade revelam-se plenamente inúteis e.. de súmula ou orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. negativa de prestação jurisdicional. Nesse aspecto.GP).expor as razões do pedido de reforma. Rescisão do Contrato de Trabalho / Verbas Rescisórias / Multa do Artigo 477 da CLT. o recurso não merece processamento.tst. conforme MP 2. Sob pena de não conhecimento. de forma explícita e fundamentada. inseriu o §1º-A no artigo 896 da CLT.3 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. III .015/2014.indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista. é ônus da parte: I .0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.5. (. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. contrariedade a dispositivo de lei..indicar. acórdão regional." Diante deste contexto. que não Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. não devem sequer ser analisados. enfrentada no v.jus. não podem ser admitidos recursos cujas razões não indiquem o "trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia". Responsabilidade Solidária/Subsidiária / Tomador de Serviços/Terceirização / Ente Público Rescisão do Contrato de Trabalho / Verbas Rescisórias / Multa do Artigo 467 da CLT. . 896. inclusive mediante demonstração analítica de cada dispositivo de lei. aplicável aos recursos interpostos da decisões publicadas a partir de 22/09/2014 (consoante interpretação do TST estampada no artigo 1º do Ato 491/SEGJUD. súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão regional. até porque a própria parte recorrente afirma que a questão jurídica não foi.200-2/2001. com a seguinte redação: "Art. A Lei 13. portanto. tal conflito é inexistente. sob a ótica da restrição imposta pela OJ 115 da SDI-I do TST. impugnando todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida. no seu entendimento. Desse modo.) § 1º-A.2013.

Nas razões recursais o ente público sustenta que a indicação do trecho da decisão recorrida não pode ser interpretada como a necessidade de transcrição do trecho do acórdão.200-2/2001. De plano. verifica-se que o recurso de revista não merece processamento. 932.01. com relação aos temas ora examinados.tst. com demonstração analítica de cada dispositivo de lei.2013. afronta à Constituição Federal nem contrariedade a Súmula do Tribunal Superior do Trabalho. foi devidamente cumprido. razão pela qual. súmula ou orientação jurisprudencial do TST" que conflite com a decisão regional ou que não contenham impugnação de todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida. não há como se admitir o apelo. Em razão do exposto. após analisar as razões do apelo. No caso em apreço. conforme MP 2. 896. do RITST. portanto. face a patente deficiência de fundamentação. o que atrai a aplicação da Súmula 297 do TST. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 896. inviável o pretendido processamento. contrariedade a dispositivo de lei. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / Liquidação/Cumprimento/Execução / Valor da Execução/Cálculo/Atualização / Juros / Fazenda Pública. Dessa forma. constata-se que não há violação literal de dispositivo de lei federal. I. § 1. não cuidou a parte recorrente de adequar as razões do presente apelo. Nesse aspecto.011. §1º-A da CLT. c/c 1.jus.5. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. pugna Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. tampouco ficou configurada divergência jurisprudencial específica e válida à admissibilidade da revista. de súmula ou orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. Verifica-se a ausência de prequestionamento em relação ao tema. aos comandos dos incisos I e III do art. Alega que o requisito do art. I. III. apontem de forma "explícita e fundamentada. . do CPC de 2015 e 106. com base nos arts. no particular. da Constituição Federal. X.4 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.º-A. Diante do exposto.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. CONCLUSÃO NEGO seguimento ao recurso de revista.

Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.666/93. 71. 87. 1. § 1. justa e solidária (art. 57. o STF. Esse entendimento confere maior eficácia aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (art. 3.666/93 e que não restou configurada a culpa in vigilando e in eligendo. suspensão temporária de participação em licitação. O art. Constatando-se o descumprimento de direitos trabalhistas pela empresa contratada. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. § 1. a responsabilidade pelas verbas trabalhistas para a entidade pública. II. multa.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. a Corte Suprema concluiu que continua plenamente possível a imputação de responsabilidade subsidiária ao Ente Público quando constatada. que estabelecem como objetivo da República construir uma sociedade livre.º da Lei 8.º.º. ou.º.2013. argumentando que o enunciado da Súmula 331 do TST não pode se sobrepor ao art. 71. conforme MP 2.jus. Entendeu que a simples inadimplência da empresa contratada não transfere.5 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. a Administração Pública tem a obrigação de aplicar sanções como advertência. III e IV). No mesmo passo.5. automaticamente.200-2/2001. A decisão agravada não merece reparos.º) como forma de valorizar o trabalho humano e assegurar a todos existência digna (art. III e IV).tst. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. rescindir unilateralmente o contrato (arts. declaração de inidoneidade para licitar ou contratar (art. III). uma vez que não se constatam as violações apontadas pela parte. . 71. no caso concreto.º. Com efeito. I) de modo a garantir os direitos fundamentais dos trabalhadores (art. pelo provimento do agravo. 7. § 1. da Lei 8. no julgamento da ADC 16 considerou constitucional o art. a violação do dever de licitar e de fiscalizar de forma eficaz a execução do contrato. Renova a insurgência quanto à responsabilidade subsidiária que lhe fora atribuída. ainda. I.01. 78 e 79).666/93 deve ser interpretado em harmonia com outros dispositivos dessa lei que imputam às entidades estatais o dever de fiscalização da execução dos seus contratos de terceirização (art. 170). da Lei 8.

na hipótese em que fique comprovada a culpa in vigilando do Ente Público. conforme excerto abaixo transcrito: E situação que tal se afigura patente no caso.1993. autoriza a conclusão de que. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. no mínimo. o Tribunal Regional reconheceu a responsabilidade subsidiária da tomadora de serviços em decorrência da culpa in vigilando decorrente da não comprovação de fiscalização de que a empresa prestadora de serviços estava cumprindo as obrigações trabalhistas. o que. restou demonstrada a culpa in vigilando do ente público. nas mesmas condições do item IV. conforme MP 2. cabe ao ente público demonstrar que fiscalizou a contento a execução do contrato. Com efeito.01. a caracterizar a responsabilidade subsidiária exatamente como quer o STF no julgamento do ADC 16. dispõe o item V do mencionado verbete: "Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.666.tst.200-2/2001.6 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96.2013. a demonstração de que a empresa contratada vinha cumprindo as obrigações trabalhistas que lhe eram inerentes. agiu com culpa in vigilando. Logo.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.5. Nesse sentido. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Nesse contexto. fixando a orientação de que subsiste a responsabilidade subsidiária da Administração Pública pela inadimplência dos créditos trabalhistas da empresa por ela contratada. não tendo sido feito.jus. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. de 21. uma vez que competia à tomadora dos serviços. ." Na hipótese dos autos. com base no princípio da aptidão para a produção da prova. Não apenas a perfeição da Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.06. esta Corte conferiu nova redação à Súmula 331.º 8. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8. por necessário.01. 27) -. entre as quais se encontram a regularidade fiscal e trabalhista (Lei 8.jus. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei. inclusive sua Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. e 55. bem como a prova de inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho (arts. 27. 67). da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8. das empresas licitantes.666/93). bem como da manutenção pelo contratado das condições originais de habilitação e qualificação exigidas na licitação (art. XIII. Conforme asseverou o Exmo. .2013. a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica.tst. art. a qualificação técnica.7 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. bem como a inexistência de débitos para com a Previdência Social e o FGTS (art. IV). o controle concomitante à execução contratual. XIII. a situação econômico-financeira. IV). da Lei 8. 29. também. antes de liberar os pagamentos devidos à contratada. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.666/93. art. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. portanto. a prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). art. viabilizador. O administrador deve verificar. dentre outras medidas. mas também o cumprimento da legislação trabalhista pelo seu contratado e a manutenção das condições originais de habilitação na licitação. V.5. IV.666/93).813/SE: "Cumpre assinalar. obra ou do serviço prestado. que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação - consistente em exigir. conforme MP 2. 29.666/93. 55." (DJE 12/2/2014) E por ser o natural detentor dos meios de prova sobre a fiscalização das obrigações contratuais.200-2/2001.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. nos autos da Reclamação 16. IV. mas compreende. Ministro Celso de Mello.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 27. da Lei 8.666/93.

III). Nesse sentido.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 2. contratada mediante licitação (Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16/DF). ENTE PÚBLICO. até mesmo porque os empregados terceirizados não têm acesso aos documentos que demonstram a fiscalização efetiva do ajuste firmado entre a Administração Pública e a prestadora de serviços. Na hipótese vertente. . pertence ao ente público o ônus de comprovar que desempenhou a contento esse encargo. o ente público tomador de serviços terceirizados suporta a responsabilidade subsidiária do débito trabalhista nas situações em que igualmente resultar comprovado que a Administração Pública absteve-se de fiscalizar a observância das normas da legislação trabalhista.0006. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls." (AgR-E-RR .5. citam-se os seguintes precedentes desta Corte: "RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. declarado constitucional. SBDI-1. SÚMULA Nº 331.09. 71.666/93. PROCESSO ELETRÔNICO. Min. a decisão agravada encontra-se em sintonia com a diretriz firmada na Súmula nº 331. uma vez que a empresa prestadora de serviços deixou de honrar as obrigações trabalhistas assumidas. ou caso não se haja desincumbido do ônus de provar que exerceu o dever de fiscalizar a empresa prestadora de serviços no curso do contrato. V. 4. 27. ENTE DA ADMINISTRAÇÃO Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Consoante a diretriz perfilhada na Súmula nº 331.391-14.200-2/2001. depreende-se da moldura fática delineada pelo acórdão regional que a condenação subsidiária do ente público Reclamado decorreu da -má escolha daquele a quem contratou-.tst. conforme MP 2. Rel. DEJT 18/10/2013) "RECURSO DE REVISTA.5.jus. o art. da Lei nº 8. do Tribunal Superior do Trabalho. veda o automático reconhecimento de responsabilidade subsidiária da Administração Pública pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas da empresa prestadora de serviços.2010.8 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. § 1º.01. De conformidade com o Supremo Tribunal Federal. de modo a caracterizar-se culpa in vigilando. 3.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. Não caracterizada a conduta culposa do ente público. item V. desta Corte. item V. DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 1. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. idoneidade financeira (art. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. João Oreste Dalazen.2013. Agravo regimental a que se nega provimento.

desta Corte.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Os artigos 29.5. Entretanto. V.666/1993. Márcio Eurico Vitral Amaro. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o que faz com que a hipótese fática se subsuma ao contido na Súmula nº 331. § 1º. cabe à Administração Pública o ônus de comprovar que fiscalizou adequadamente o cumprimento das obrigações contratuais assumidas pela empresa contratada.ª Turma. consoante dispõe o artigo 71. Min. a par do disposto na Súmula nº 126 desta Corte. o quadro fático delineado no acórdão regional registra que. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO.9 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. 67 e 78. Com efeito.666/93.2013. III.5. essa é a regra quando o órgão público age diligentemente na fiscalização do cumprimento das normas advindas das relações juslaborais entre a empresa terceirizada e seus empregados que lhes prestam serviços. Nesse contexto. . efetivamente. apresentando a documentação (que deveria manter) relacionada a esse fato. No caso da responsabilidade subsidiária. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. DEJT 1º/7/2013) "RECURSO DE REVISTA. conforme MP 2. declarado constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 24 de novembro de 2010 (Ação Direta de Constitucionalidade nº 16/DF). impõem ao ente público o dever de fiscalizar o correto cumprimento do contrato e de zelar para que a empresa prestadora de serviços contratada cumpra com os deveres trabalhistas relativos a seus empregados. A inadimplência das obrigações trabalhistas por parte do empregador não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. V. Rel.0015. 58.01.200-2/2001. Acrescente-se que o ônus da prova deve ser atribuído à parte que melhor tem condições de produzi-la. CULPA -IN VIGILANDO. Não é razoável exigir que o Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.02. é evidente que o ente público é quem deve comprovar que agiu com diligência na fiscalização do contrato de terceirização. da Lei 8. o ente público não se desincumbiu do ônus de comprovar que fiscalizou de forma contundente o cumprimento do contrato entabulado. PÚBLICA. no presente caso. do Tribunal Superior do Trabalho.2009. desde que comprovada a sua culpa na vigilância do cumprimento das obrigações contratuais assumidas pela empresa contratada. Deve ser mantida a responsabilidade subsidiária em virtude da conduta omissiva verificada no feito. Recurso de Revista conhecido e provido. Nos termos da Súmula 331.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. VII." (RR-173000-05. subsiste a possibilidade de responsabilização da administração pública de forma subsidiária. ÔNUS DA PROVA.jus.ÔNUS DA PROVA.tst. 8. da Lei nº 8.

RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. IV. ao declarar a constitucionalidade do artigo 71.10 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. Des.. § 1º. CONDUTA CULPOSA. Recurso de revista de que não se conhece. ÔNUS DA PROVA. A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que cabe à Administração Pública comprovar a efetiva fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora do serviço terceirizado.ª Turma. firmou posição de que o mero inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empresa prestadora de serviços não transfere à Administração Pública. ÔNUS DA PROVA. I O Tribunal Regional reformou a sentença atribuindo ao Reclamante o ônus de provar que o Poder Público não fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas da empresa contratada. Demonstrada divergência jurisprudencial. Valdir Florindo.02.200-2/2001.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2013. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.jus. de Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. no julgamento da ADC nº 16. empregado faça prova de que houve negligência. CAPUT.0067. o Tribunal Regional decidiu em desacordo com a jurisprudência desta Corte Superior. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. III.AGRAVO DE INSTRUMENTO.01.2013. RECURSO DE REVISTA.5. 192 do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Segunda Região é específico e divergente.0022 . O aresto fl.RECURSO DE REVISTA. DO CPC. (RR - 2198-11.03. Agravo de instrumento de que se conhece e a que se dá provimento. 4ª Turma. Assim. ao adotar a tese de que cabia ao Reclamante comprovar a ausência de fiscalização do ente público no cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da prestadora de serviços.tst. NÃO PROVIMENTO. O Supremo Tribunal Federal. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. DENEGAÇÃO DE SEGUIMENTO.666/1993. ENTE PÚBLICO. (. Rel. observando-se o disposto na Resolução Administrativa nº 928/2003. DEJT 21/6/2013) I . II . RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ACERTO DA DECISÃO AGRAVADA. II. III. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.)" (RR. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento. da Lei nº 8. Precedentes..5. . já que não possui meios para fazê-lo. para determinar o processamento do recurso de revista.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. II. Conv.629-75. I. DEJT 04/03/2016) AGRAVO. conforme MP 2. 7.5. Relatora Desembargadora Convocada: Cilene Ferreira Amaro Santos. ÔNUS DA PROVA.2011. APLICAÇÃO DO ARTIGO 557.

. não apresenta argumentos que demovam a decisão denegatória do agravo de instrumento. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.jus. forma automática. (Ag-AIRR .) 2. Ressaltou. da Lei nº 8. Ainda sobre a responsabilidade subsidiária do ente público. Cabe à Administração Pública apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista pela Lei de Licitações. 71 da Lei nº 8. Agravo a que se nega provimento. 2.RECURSO DE REVISTA DO MUNICÍPIO (. contudo.. encontrando-se o acórdão regional em consonância com a Súmula n° 331.666/93). a responsabilidade subjetiva e subsidiária da Administração Pública Direta ou Indireta encontra lastro em caracterizadas ação ou omissão culposa na fiscalização e adoção de medidas preventivas ou sancionatórias ao inadimplemento de obrigações trabalhistas por parte de empresas prestadoras de serviços contratadas (arts. a responsabilidade pelo pagamento do referido débito.2012. 71. a fiscalização da execução dos contratos administrativos. deve ser mantido o decisum ora agravado. Por tal razão. IV e V.5. qual seja. sob pena de restar caracterizada a sua culpa "in vigilando" e a consequente inaplicabilidade do invocado art. quando evidenciada a sua conduta culposa.5. Assim. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA OU INDIRETA.2. ÔNUS DA PROVA. seja na escolha da empresa prestadora de serviços (culpa in eligendo) ou na fiscalização da execução do contrato (culpa in vigilando). Na hipótese. 58.200-2/2001.1. Diante da salvaguarda inscrita no art.0054. DEJT 18/03/2016) I . caracterizada pelo descumprimento de normas de observância obrigatória. ser possível a imputação da mencionada responsabilidade.666/93. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.01. e 67 da Lei nº 8.01. Guilherme Augusto Caputo Bastos. 5ª Turma. o que denota que a responsabilização do ente público não se deu de forma automática..11 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. Precedentes do STF. reiterando as teses anteriormente esposadas. não há falar em afronta à decisão do STF na ADC n° 16. § 1º. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.2-33. embora a parte recorrente demonstre seu inconformismo.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. CULPA "IN VIGILANDO". depreende-se da leitura do acórdão recorrido que o egrégio Tribunal Regional reconheceu a responsabilidade subsidiária da Administração Pública a partir do exame do ônus probatório.666/93. conforme MP 2. III.tst. o STF vem decidindo que a aplicação da regra da distribuição do ônus da prova não afronta à autoridade da decisão proferida na ADC n° 16.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. 2. Min. No presente agravo.2013. Rel.

2. Rel.tst. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A norma do art.0021. §1º. quando a ela cabia. prova de que a Administração Pública cumpriu com seu dever de fiscalização do cumprimento do contrato.1022-46.015/2014. em juízo.DISTRITO FEDERAL .br/validador sob código 10015A911ABF137AC7. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13. ENTE PÚBLICO.01. Rel.666/1993 não afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública tomadora dos serviços.2012. DEVERES DE FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS. ROSA WEBER . A falta de comprovação da efetiva fiscalização do cumprimento do contrato formalizado com a prestadora de serviços em proveito do ente público. (.21.12 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. implica na responsabilidade subsidiária do tomador de Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. nos autos.DJe-01/03/2016).REG.0245. Recurso de revista não conhecido. ou da falta de prova acerca do cumprimento dos deveres de fiscalização . pela contratada. Agravo a que se nega provimento. das obrigações legais que lhe incumbiam .. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 71. conforme MP 2. 3ª Turma.AG. Min. Walmir Oliveira da Costa. não caracteriza afronta à ADC 16" (Rcl 13703 AgR / DF . Min..015/2014. AGRAVO DE INSTRUMENTO.Relatora: Min. .2014.2013.5.09. DEJT 16/09/2016) RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA LEI Nº 13. "O registro da omissão da Administração Pública quanto ao poder-dever de fiscalizar o adimplemento.5.Primeira Turma . DEJT 19/02/2016) AGRAVO. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. NA RECLAMAÇÃO . Incontroverso que inexiste.) (RR .a caracterizar a culpa ' in vigilando' -. CULPA "IN VIGILANDO". DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. DA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. especialmente quanto aos direitos trabalhistas.jus. o que autoriza a condenação subsidiária. (Ag-AIRR .200-2/2001. AUSÊNCIA DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16 OU CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE 10/STF.de observância obrigatória-.210580-47.3.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. PETROBRAS. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira. impõe-se concluir que. está caracterizada a culpa "in vigilando".5. 1ª Turma. trazer os elementos necessários à formação do convencimento. da Lei nº 8. por omissão voluntária. verificados com base no aspecto fático constante dos autos.

o que é vedado a esta Corte Superior. Recurso de revista não conhecido.º-A. Rel.2013. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.br/validador sob código 10015A911ABF137AC7.5. Essa conclusão não pode ser alterada sem a reanálise do contexto fático-probatório dos autos. da CLT. na medida em que deixou de transcrever o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia. 2ª Turma.2008. Diante do exposto. Brasília.13 PROCESSO Nº TST-Ag-AIRR-156-96. 896.04.200-2/2001. deixou de observar o requisito inserto no art.. mas de sua verificação em concreto pela instância revisora. I. efetivamente. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. § 1. 467 e 477 da CLT” e “juros de mora”.0060 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. do TST. por unanimidade. nos termos da Súmula 126 do TST.tst.ADC nº 16 do STF e na Súmula nº 331 do TST. V. a Parte.0404. cabendo-lhe a manutenção dos registros de acompanhamento do contrato e a adoção de medidas efetivas visando seu fiel cumprimento.179600-19. Maria Helena Mallmann. DEJT 01/07/2016) Nessa medida. a confirmação da responsabilidade subsidiária pela ausência de comprovação de efetiva fiscalização do contrato não ofende a autoridade da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal ou a Súmula 331.200-2/2001) DELAÍDE MIRANDA ARANTES Ministra Relatora Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Firmado por assinatura digital (MP 2. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho. (. conforme MP 2. pois é a Administração quem possui a melhor aptidão para a prova. Quanto aos temas “abrangência da condenação – multas dos arts. negar provimento ao agravo. .jus. NEGO PROVIMENTO ao agravo. serviços .) (RR .5.. 8 de Fevereiro de 2017. Min. Dessa forma. a responsabilização subsidiária da Administração Pública não decorre de presunção de culpa.01.