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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.2009.5.15.0133

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A C Ó R D Ã O
7ª Turma
CMB/ad

AGRAVOS DE INSTRUMENTO EM RECURSOS DE
REVISTA INTERPOSTOS PELO BANCO DO
BRASIL E PELA PREVI EM FACE DE DECISÃO
PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº
13.015/2014. MATÉRIA CONEXA. ANÁLISE
CONJUNTA. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO
DE APOSENTADORIA. REGULAMENTO
APLICÁVEL. Agravos de instrumento a que
se dá provimento para determinar o
processamento do recurso de revista, em
face de haver sido demonstrada possível
afronta aos artigos 17 e 68, § 1º, da Lei
Complementar nº 109/2001.
RECURSOS DE REVISTA INTERPOSTOS PELO
BANCO DO BRASIL E PELA PREVI EM FACE DE
DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA
LEI Nº 13.015/2014. MATÉRIAS CONEXAS.
ANÁLISE CONJUNTA. DIFERENÇAS DE
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.
Embora esta Corte Superior tenha
jurisprudência consolidada no sentido
de reconhecer a competência desta
Justiça Especializada para o julgamento
das lides relacionadas à complementação
de aposentadoria vinculada ao contrato
de trabalho, o plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento dos
Recursos Extraordinários nos 586453 e
583050, em sessão realizada em
20/02/2013, proferiu decisão, com
repercussão geral, no sentido de
pertencer à Justiça comum. Contudo, com
base no disposto no artigo 27 da Lei nº
9.868/1999, decidiu, na modulação dos
efeitos, pela preservação da
competência desta Justiça para julgar
todos os processos com sentença de
mérito até a data do julgamento dos
referidos recursos extraordinários,
situação em que o presente feito se

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encontra. Recursos de revista de que não
se conhece.
ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM.
DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA. Na aferição da
legitimidade passiva deve-se tomar por
base o direito abstratamente invocado e
a pertinência subjetiva entre o pedido
e as partes chamadas em juízo, analisada
conforme a Teoria da Asserção.
Significa, por conseguinte, que deve
ser feita a partir da narrativa contida
na petição inicial. Assim, a simples
afirmação da parte autora, no sentido de
que o banco reclamado, na condição de
patrocinador e mantenedor da entidade
de previdência privada, e a Previ, por
ser entidade de previdência privada
responsável pelo pagamento de benefício
concedido ao autor, respondem
solidariamente pelos créditos de
complementação de aposentadoria,
autoriza a sua manutenção no polo
passivo da relação processual. Recursos
de revista de que não se conhece.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
DIFERENÇAS. PRESCRIÇÃO PARCIAL. O
pedido de pagamento de diferenças de
complementação de aposentadoria está
sujeito à prescrição parcial e
quinquenal, por se tratar de parcelas de
trato sucessivo, em que a violação do
direito, ou seja, a actio nata se renova
mês a mês, fazendo nascer o direito à
nova pretensão. Incidência da Súmula nº
327 do TST. Recursos de revista de que
não se conhece.
DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA. REGULAMENTO APLICÁVEL.
Discute-se, no caso, qual o regulamento
aplicável à complementação de
aposentadoria do autor: se o vigente à
época da admissão, 18/02/1975
(Regulamento de 1967), ou da concessão
do benefício, 01/05/2007 (Regulamento
de 1980). Revendo posicionamento
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anterior, em atenção à jurisprudência
pacífica do Supremo Tribunal Federal,
não se há de interpretar as normas
relativas ao benefício complementar de
aposentadoria concedida pelas
entidades de previdência privada
fechada à luz do regramento pertinente
ao Direito do Trabalho e dos seus
princípios vetores, inclusive o artigo
468 da CLT. Diante desse panorama, a
aplicação do regulamento vigente à
época da admissão do empregado fica
restrita ao caso dos sistemas de
previdência criados pelo empregador,
regulados em manual de pessoal e
mantidos por contribuições paritárias
dele próprio e dos participantes, como
reconhecido na jurisprudência do STF.
Também se resguarda o direito
adquirido, que se configura quando à
época da alteração o segurado já havia
implementado todas as condições
necessárias para desfrutar o benefício.
Nesse sentido consolidou-se a
jurisprudência desta Corte Superior, a
partir do julgamento, pelo Pleno, do
E-ED-RR-235-20.2010.5.20.0006, que
culminou na nova redação atribuída à
Súmula nº 288, com a criação do item III,
de seguinte teor: “Após a entrada em vigor das
Leis Complementares nºs 108 e 109, de 29/05/2001,
reger-se-á a complementação dos proventos de
aposentadoria pelas normas vigentes na data da
implementação dos requisitos para obtenção do
benefício, ressalvados o direito adquirido do
participante que anteriormente implementara os
requisitos para o benefício e o direito acumulado do
empregado que até então não preenchera tais
requisitos.” O direito acumulado, tratado
na parte final do artigo 17 da Lei
Complementar nº 109/2001 e albergado
pelo aludido verbete, não se confunde
com direito adquirido. De acordo com a
jurisprudência majoritária desta
Turma, corresponde apenas aos recursos
financeiros resultantes das
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contribuições aportadas sob a égide do
antigo plano, não alcançando as
respectivas normas. No caso, a
reclamante ainda estava com seu direito
em fase de formação ou cumprindo o ciclo
de formação; por isso mesmo, o suposto
direito sequer existia. Assim, não faz
jus à aplicação das normas integrantes
do regulamento vigente à época da sua
admissão, independentemente de ser mais
benéfico que o posterior. Recursos de
revista de que se conhece e a que se dá
provimento.
RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA
PREVI. MATÉRIA REMANESCENTE.
IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. O
ordenamento jurídico não possui vedação
legal à pretensão do autor, consistente
na condenação ao pagamento de
diferenças de complementação de
aposentadoria, com base em regulamento
vigente à data de admissão. Por
conseguinte, não há se falar em
impossibilidade jurídica do pedido.
Recurso de revista de que não se
conhece.
RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO
BANCO DO BRASIL. MATÉRIA REMANESCENTE.
JUSTIÇA GRATUITA. A decisão regional
foi proferida com amparo do § 3º do art.
790 da CLT, segundo qual a simples
declaração, sob as penas da lei, de que
“não estão em condições de pagar as
custas do processo sem prejuízo do
sustento próprio ou de sua família” é
suficiente para a concessão do
benefício da justiça gratuita. Ademais,
a decisão encontra-se em consonância
com a Orientação Jurisprudencial nº 304
da SBDI-1 do Tribunal Superior do
Trabalho. Incidem, no caso, o disposto
no artigo 896, § 4º, da CLT e o teor da
Súmula nº 333 do TST. Recurso de revista
de que não se conhece.
AGRAVO DE INSTRUMENTO DO AUTOR EM FACE
DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA
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15.jus.PREVI e Recorrido WILSON ROBERTO DE CAMPOS. é devida sua inclusão na base de cálculo da complementação de aposentadoria.876) sustentando que foram preenchidos todos os pressupostos legais para o regular processamento daquele recurso. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-97500-04.834/1.2009.br/validador sob código 10015B52103502590E. Vistos.786/1. os presentes agravos de instrumento (fls. o apelo desatende às disposições insertas no artigo 514.822.789) que negou seguimento aos recursos de revista. II.15. como na hipótese dos autos. O fundamento norteador da decisão regional foi no sentido de que o acordo firmado perante a Comissão de Conciliação Prévia inviabiliza o reconhecimento da integração das horas extras na complementação de aposentadoria. Agravo de instrumento a que se nega provimento.A. 1.5. e CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL . contudo. ao argumento de que.0133. . Em atenção ao princípio da dialeticidade ou discursividade dos recursos. não se conformando com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (fls. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. . em que são Recorrentes BANCO DO BRASIL S. respectivamente. conforme MP 2.tst. a Previ e o reclamante.5. interpõem. O Banco do Brasil. 1.5 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. do CPC/73.200-2/2001. cabe ao recorrente questionar os fundamentos específicos declinados na decisão recorrida. que o autor fundamenta seu apelo na contrariedade à Orientação Jurisprudencial nº 18 da SBDI-1 desta Corte Superior. Se não o faz. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.870/1.792/1. Ocorre. 1.2009. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. INTEGRAÇÃO DAS PARCELAS DEFERIDAS PERANTE A COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA. em face da natureza salarial das horas extras. DA LEI Nº 13.015/2014.847 e 1. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.

que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. É o relatório.2009.200-2/2001. o CPC de 1973. V O T O Inicialmente. conforme MP 2. por terem aplicação imediata. o que não é a hipótese dos autos . . incidirá. 1.891.acórdão regional publicado em 19/11/2010. 2.936/1.tst. Pela mesma razão. nos termos do artigo 83.ANÁLISE CONJUNTA Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.887/1.6 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.034. visto que presentes os pressupostos legais de admissibilidade. sem as alterações promovidas pela Lei nº 13. Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho.15.015/2014.105/2015). II. AGRAVOS DE INSTRUMENTO INTERPOSTOS PELO BANCO DO BRASIL E PELA PREVI CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. Contrarrazões e contraminuta da reclamada Previ. uma vez que se aplica apenas aos recursos interpostos em face de decisão publicada já na sua vigência. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. § 2º. do Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho.046 e contrarrazões às fls.jus. 2. em regra. às fls. 2. O reclamante apresentou contraminuta às fls.br/validador sob código 10015B52103502590E. 1.0010 e 1.5. inclusive aos processos em curso (artigo 1046). destaco que os presentes apelos serão apreciados à luz da Consolidação das Leis do Trabalho.927 e contrarrazões às fls. que serão aquelas do Diploma atual (Lei nº 13. exceto em relação às normas procedimentais.013/2. O Banco do Brasil ofereceu contraminuta às fls.924/1. MÉRITO MATÉRIA CONEXA .0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.951.003/2.037/2. respectivamente.

a qualquer título. no tocante às contribuições para a formação do fundo. Alegam que a opção dos associados da PREVI por alterar o Estatuto de 1967 pelo novo Estatuto. O Estatuto da PREVI. II. Eis a decisão recorrida: “No caso dos autos. retira o direito do autor à manutenção da fórmula de cálculo antes prevista. vigente em 1967. 17 e 68. 468 e 818 da CLT. 195. I.2009.714 e 1. conforme MP 2. e 202.7 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. o autor foi admitido em 18/02/1975 (fl. da Constituição Federal. respectivamente interpostos às fls. 88/89): ARTIGO 10º .734/1. inclusive no que tange à observância da média trienal e do teto-limite. Dizem contrariadas as Súmulas nºs 51. Sustentam. 40).644/1. do CPC/73. 1. e assim consideradas pela Previdência Oficial. que a complementação de aposentadoria deve ser calculada de acordo com o regulamento vigente na data da concessão do benefício. e 288 do TST. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA - REGULAMENTO APLICÁVEL.br/validador sob código 10015B52103502590E.Para efeito deste artigo. com exceção das gratificações semestrais e de Natal. tendo se aposentado em 02/05/2007 (fl. Apontam violação dos artigos 5º. entende-se como remuneração mensal do associado em atividade a soma das importâncias efetivamente recebidas durante o mês.As rendas da Caixa são as seguintes: I – Contribuições mensais dos associados em atividade.. § 2º. 6º. .jus. § 5º. calculadas sobre a remuneração definida no parágrafo 1º deste artigo: (grifei) . Afirmam que o pagamento do benefício da reclamante atende ao princípio da contributividade e as normas vigentes a data da sua concessão. da Lei Complementar nº 109/2001. XXXVI e LV. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. § 1º.5. Transcrevem arestos ao confronto de teses.tst. teve seu contrato rescindido em 01/05/2007 (fl. II. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 333. em pagamento dos serviços prestados. razão pela qual não seriam devidas as diferenças postuladas na presente reclamação. em síntese.15. quando da admissão do autor. O Banco do Brasil e a PREVI pretendem o processamento dos recursos de revista. 114 do Código Civil. XXXV.200-2/2001. da LINDB. 37).. § 1º . sujeitas a contribuições específicas. § 1º. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.780. em 1997. 37).0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. estabelecia (fls.

fazendo com que tais normas se incorporassem ao contrato de trabalho do autor. apenas.5. §2º. observadas as alterações posteriores.br/validador sob código 10015B52103502590E. . portanto. in verbis: COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA. diferentemente do que alega o banco-reclamado. com o mesmo número de quinquênios.5.15. § 2º . da Constituição Federal e na Lei Complementar 109/2001. que determina em seu item II a observação do teto na apuração da complementação de aposentadoria. o teto será a remuneração da sua própria categoria efetiva acrescida da diferença entre a remuneração dos dois últimos postos e respectivas cotas quinquenais. se mais favoráveis ao beneficiário. limitou sua base mensal de incidência. 93). referida norma não fixou qualquer limitação quanto ao teto do benefício de complementação de aposentadoria. aliás.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. está claro que. 202. Imperioso ressaltar serem inaplicáveis ao caso concreto os regramentos previstos no art. no caso de associado em atividade. Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira. estipulada como condição obrigatória para a formação do vínculo empregatício (art. STF.8 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. 607) Não restam dúvidas que a complementação de aposentadoria rege-se pelas normas vigentes à época da contratação do empregado.2009. 64 do Estatuto da PREVI – fl. sendo inaplicável. Nesse sentido. conforme MP 2. para os segurados em geral.jus. Inquestionável que o referido parágrafo trata de limitação ou teto da base de cálculo e não teto acerca do valor final apurado a título de benefício. TST. é a Súmula 288 do C. por tratar de situação jurídica diversa. As diferenças deferidas pela sentença decorrem de inequívoca adesão ao Estatuto da PREVI de 1967. observando-se as alterações posteriores desde que mais favoráveis ao beneficiário do direito. ao disciplinar o regime de previdência complementar. será limitada pela remuneração do cargo efetivo imediatamente superior ao seu. pois se referem a situação jurídica diversa. (sic.15. Portanto. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Tampouco há que se falar que a OJ nº 18 da SBDI-1.2005. (destaques nossos) Como se pode observar. Para aqueles que hajam atingido o último posto efetivo das respectivas carreiras. Quando esses tetos ficarem aquém do maior salário de contribuição estabelecido pela Previdência Oficial. fl. na hipótese regulada à luz do Estatuto de 1967 (RR - 169500-40. DEJT 27/11/2009) Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.200-2/2001.A base mensal de incidência. A complementação dos proventos da aposentadoria é regida pelas normas em vigor na data da admissão do empregado. como bem pontuou o Julgador de Origem. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. prevalecerá este último. pois o invocado item II tem aplicação sobre a regra prevista na alínea ‘b’ da cláusula segunda da Circular Funci nº 398/61.0004.tst. o que afasta a aplicação da Súmula 359 do E.

que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. ..3.DESPROVIMENTO - COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA - INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO 1. 3. sentença.RECURSO DE REVISTA DO BANCO DO BRASIL..0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. 1. dispõe que . (RR . inclusive nas complementações de aposentadoria decorrentes de contrato de trabalho.) COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA - REGULAMENTO VÁLIDO .5. Incidência das Súmulas 51 e 288 do TST. sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia -.2009. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.RECURSO DE REVISTA DA PREVI E DO BANCO DO BRASIL. salvo se mais favoráveis ao beneficiário do direito. ESTATUTO DE 1967. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1.. (AIRR - 73840-48. DEJT 11/06/2010) AGRAVO DE INSTRUMENTO . Relatora Ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. Recursos de revista não conhecidos. apenas. os empregados admitidos após a alteração. (. 1. 1.04. em caso de norma mais específica. 1. 10 e 448).INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 288 DO TST 1. A interpretação do artigo 468 da CLT.jus.) 3(. PRESCRIÇÃO.. 468 da CLT. As alterações na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetam os direitos adquiridos e os contratos de trabalho dos respectivos empregados (CLT. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. direta ou indiretamente. Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira. No caso em tela..) 2. que se mantém”. devidas as diferenças de complementação de aposentadoria. 2.nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento.9 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. prejuízos ao empregado.5. O princípio da especialidade informa que. Colho as seguintes ementas a respeito da questão debatida: I . (.0007.10. cristalizada na Súmula nº 288 do TST. Assim.2. é no sentido de afastar as alterações menos favoráveis. o fato de tratar-se de entidade de previdência privada não afasta a especialidade do artigo consolidado.).. pois a relação com a PREVI é condicionada ao vínculo empregatício com o Banco do Brasil.15.).br/validador sob código 10015B52103502590E. (. nos termos dos preceitos legais evocados. arts.. no caso.2005. II . qual o regulamento aplicável à complementação de aposentadoria da autora: o vigente à época da admissão.1. (fls. Recursos de revista não conhecidos. O art. 1..110200-61.. afasta-se a geral. 2. conforme os termos da r.2007.200-2/2001. DJ 18/03/2008) Portanto. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. e ainda assim desde que não resultem.0012. – (.592/1. conforme MP 2.tst.5. a modificação dos critérios de cálculo da complementação de aposentadoria atinge. por sua vez. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.594) Discute-se.

5. os benefícios e as condições contratuais previstos nos estatutos. O cenário jurídico alusivo à complementação ou suplementação de aposentadorias por entidades de previdência privada. descongestionando a previdência pública. Isso. cujo exame do seu conteúdo e alcance deu-se na Suprema Corte quando do julgamento dos Recursos Extraordinários nos 586453 e 583050. determina que ‘Art.tst. . vinculadas ao contrato de trabalho. da Constituição Federal. se a previdência privada tiver efetivamente uma vida autônoma.10 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.br/validador sob código 10015B52103502590E. o artigo 202. sofreu significativa alteração.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. digamos assim. em 01/08/2007 (Regulamento de 1980). regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência complementar não integram o contrato de trabalho dos participantes. entre outras alterações. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. num plano.15. nós sabemos que. à exceção dos benefícios concedidos.jus. interdisciplinar. não integram a remuneração dos participantes’. a partir da edição da Emenda Constitucional no 20 de 1998. § 2o. como diz o Ministro Gilmar.” Assim afirmou no seu voto a Ministra Relatora. As contribuições do empregador. cujo o déficit amazônico é sempre um risco constante para a economia do país.2009. na linha do posicionamento que se tornou prevalecente: “Quer dizer. Ela está disciplinada no regulamento das instituições. § 2º. conforme MP 2.200-2/2001. Nesses precedentes. de natureza fechada. em 20/02/2013. regulamentado pelo artigo 68 da Lei Complementar 109/2001. em 18/02/1975(Regulamento de 1967) ou da concessão do benefício. até as pedras sabem. ao mencionado artigo 202. assim como. Ellen Gracie. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Dicção semelhante ficou a cargo do Ministro Luiz Fux. a partir da aplicação. 68. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. que: “A relação entre o associado e a entidade de previdência privada não é trabalhista. ela vai criar um fomento estratégico dessa previdência. aliás foi causa maior da proclamação da incompetência desta Justiça para exame do tema. Nesse sentido. introduziu o § 2o no artigo 202. ao caso. que. ficou assentado.

então. não é a mesma coisa. ainda que tenha dissentido da conclusão quanto à competência. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. E Direito do Trabalho e Direito Previdenciário são ramos tão distintos que. então. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho [. a competência exclusiva é da União Federal legislar. Qualquer pretensão veiculada em relação ao descumprimento do contrato de previdência não tem nada a ver com contrato de trabalho e.. ou seja. evidentemente. Ellen Gracie e também primorosamente exposta no Parecer do Professor Luís Roberto Barroso. uma ação derivada desse contrato que não integra o contrato de trabalho.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. como também não há possibilidade de integração. e. como aqui já foi lido. ao final. como evidencia passagem destacada que transcrevo do voto de S. . Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. não pode ser uma ação oriunda de relação de trabalho. acolhida pela maioria do Plenário.5.. Esse contrato de previdência não é um contrato de trabalho. a partir do novo regramento atribuído pelo citado dispositivo constitucional. [. para o Direito Previdenciário. os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos. promete a coexistência dos artigos da Constituição Federal”. Pois bem. § 2° As contribuições do empregador.11 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.tst. ainda.. A ação oriunda de relação de trabalho não é a mesma coisa de ação oriunda de contrato de previdência.] Eu colaciono aqui uma série de passagens doutrinárias no sentido de que. quer seja a previdência complementar de natureza fechada ou aberta.]’ Então.200-2/2001. que dispõe: ‘Art. uma vez criado regime previdenciário privado. que não me convence a tese acolhida nos votos dos Ministro Dias Toffoli.jus. por consequência.: “Consigno. digamos assim. apesar de divergir quanto à tese da incompetência proclamada pela Ministra Relatora e. Essa conclusão foi igualmente afirmada em voto do Ministro Joaquim Barbosa. aquiesceu de referência ao argumento segundo o qual. os benefícios não se incorporam em definitivo ao contrato de trabalho. é uma ação oriunda de contrato de previdência. por força da habitualidade. a própria Constituição excluiu essa previdência da integração do contrato de trabalho. não cabe na competência da Justiça do Trabalho à luz do princípio que.2009. conforme MP 2.15. com as devidas vênias. é um contrato de previdência. 202. a competência é concorrente.br/validador sob código 10015B52103502590E.. Exa. somente para reiterar. para o Direito do Trabalho. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. há essa razão de ser na dicção do artigo 202 da Constituição Federal e.

inteiramente dissociado das relações trabalhistas e de tudo que dela decorrer – inclusive em matéria de previdência. o respectivo contrato de trabalho. o contrato de previdência complementar bastaria em si mesmo.15. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.jus. É curioso verificarmos o que diz o § 3º do mesmo artigo 202. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.tst.. segundo a qual o parágrafo segundo do artigo 202 da Constituição Federal seria a fonte normativa evidente da existência de dois regimes de previdência: um. Como é de todos sabido. é que. Entendo que o parágrafo segundo do artigo 202 da Constituição tem compreensão totalmente diversa.. o do regime geral. foi se autonomizando. Não me parece que o dispositivo constitucional mencionado tenha o alcance que se pretende lhe atribuir – isto é. passado um certo tempo (princípio da habitualidade). que alcançaria todos os trabalhadores do setor privado. seria um pacto de natureza totalmente distinta. Para essa corrente. passa a integrar o contrato de trabalho com todas as consequências laborais que daí possam advir.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/validador sob código 10015B52103502590E. Também se apontou para a autonomia do Direito Previdenciário em relação ao Direito do Trabalho. que o Direito Previdenciário. e se o pagamento dessa generosidade se estende no tempo. como é sabido por todos nós. com o dispositivo mencionado. que é de extrema importância: Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. a partir do novel regramento constitucional. . em nenhuma hipótese os benefícios desse plano se somarão definitivamente ou integrarão.] Ora.5. se por exemplo o empregador concede uma vantagem financeira. sem qualquer vinculação com as relações trabalhistas. e o outro. Assim. uma vez instituído espontaneamente no âmbito de uma determinada empresa um plano de previdência privada. nobres Colegas. com repercussão no que tange à fixação da Justiça Comum para o julgamento dos conflitos decorrentes do aludido ajuste”. complementar. ele foi tendo autonomia [.12 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. o que temos no artigo 202. Senhor Presidente. o que o legislador constituinte quis dizer. uma gratificação extra. por força da habitualidade. de previdência privada. a Justiça do Trabalho brasileira adota o princípio segundo o qual tudo que é pago ou concedido graciosamente pelo empregador. não prevista na legislação. conforme MP 2. é uma autonomia dada explicitamente pela Constituição na redação trazida pela Emenda Constitucional nº 20. § 2º. como destacou o Ministro Dias Toffoli: “E mais: acrescento.2009. da Constituição? Que a previdência complementar não é tema de contrato de trabalho.200-2/2001. Como nenhum empregador está legalmente obrigado a instituir plano de previdência privada para os seus funcionários. ela passa a ser parte integrante da remuneração do empregado para todos os efeitos. o de segregar o contrato de previdência privada complementar das relações de direito de trabalho eventualmente existentes entre o indivíduo e o patrocinador.

existe uma série de regulamentos e de disposições que. inclusive. Estados.tst. vejam bem. não se há de interpretar as normas relativas ao benefício complementar de aposentadoria concedida pelas entidades de previdência privada fechada à luz do regramento pertinente ao Direito do Trabalho Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. autonomia em relação ao Direito do Trabalho. o 3º.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. De igual modo. em voto do Ministro Celso de Mello: “Esse.2009. ‘§ 3º É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União. Portanto. especialmente do julgamento do Conflito de Competência no 6.13 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.15. aos olhos do Supremo Tribunal Federal. em hipótese alguma.5.. conforme MP 2. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. em autônoma da relação de emprego. serviu como pano de fundo para a consagração dos argumentos que sustentaram a tese vencedora o princípio hermenêutico da unidade da Constituição. situação na qual. deve ser o método mais adequado para interpretar o texto normativo da Constituição. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. autonomia em relação ao Estado. Distrito Federal e Municípios. o princípio reitor da unidade da Constituição”. sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. sociedades de economia mista e outras entidades públicas.959-6/DF.br/validador sob código 10015B52103502590E. suas autarquias. autônoma e independente do Direito do Trabalho. § 2º. ainda que eu guarde todas as reservas quanto ao reconhecimento da incompetência da Justiça do Trabalho. que consagrou o entendimento no sentido de que a competência não se fixa em decorrência do Direito Material aplicável à sua solução. para tanto. a fim de que se evitassem interpretações que a fragmentassem. . empresas públicas.’ Ou seja. transformam a previdência complementar em autônoma da relação de trabalho. [. que não deve comportar processos hermenêuticos que analisem fragmentariamente as cláusulas que compõem a Lei Fundamental. de inúmeros precedentes daquela Corte. efetivamente. considerado. salvo na qualidade de patrocinador. de determinado plano”. da qual se origina a instituição de determinando fundo.] Então. O artigo 202. a partir.jus. fundações.200-2/2001. uma previdência complementar que seja autônoma e independente: autônoma e independente em do Direito Administrativo. ao patrocinador. a meu ver.

jus. até para que se possa manter a coerência de todo o sistema jurídico. justamente porque são. Por esse motivo. em virtude da elevada força persuasiva que possuem os posicionamentos da Suprema Corte. internamente. os Ministros devem respeitar os precedentes da SBDI-I por disciplina judiciária. 45 e instituto da repercussão geral. tempo. A decisão do STF. repito. manifestação do Pleno e em matéria de interpretação constitucional. impõe ser observada. em escala máxima. base de sustentação das Súmulas nos 51 e 288 do TST.15. mas se há. 2005. 45/2004. (ALVIM. Arruda. discussões e meditação até mesmo durante o julgamento. devendo ser exemplares. como no caso em tela. hão. a Corte também deve seguir a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal naquilo que lhe for específico. pois da mesma forma que as Turmas deste Tribunal devem seguir a orientação traçada pelo órgão regimentalmente incumbido de estabelecer a pacificação interna de sua jurisprudência.tst. Com todas as vênias. São Paulo: Revista dos Tribunais.5.2009. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. os precedentes a serem observados e considerados pelo demais tribunais. diante.200-2/2001. de carregar consigo alto poder de convicção. e dos seus princípios vetores. da mesma forma que. A EC n.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Isto demanda ponderação. 84) Decisões do STF em repercussão geral devem ser observadas. circunstância dificilmente concretizáveis diante de uma massa enorme e quase informe de serviço que assola o tribunal. a rota a ser seguida é a mesma por ele delineada. ainda que não sejam sumulados pelo STF. inclusive o artigo 468 da CLT.br/validador sob código 10015B52103502590E. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. não há como se extrair ilação diversa. p. em matéria constitucional. Tais decisões. Até reconheço – e eu próprio adoto tal posicionamento . embora com divergências de posicionamentos. como afirma Arruda Alvim: “As decisões do STF configuram o referencial máximo em relação ao entendimento havido como o correto em relação ao direito Constitucional. .14 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. a meu sentir.que possa permanecer em linha contrária quando se identificam divergências no STF ou sejam julgados isolados. conforme MP 2. In: Reforma do judiciário: primeiras reflexões sobre a Emenda Constitucional n. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. igualmente. a revisão do entendimento quanto ao tema se impõe. do entendimento consagrado pela Corte Maior no exercício de sua precípua função de intérprete constitucional.

Portanto. nos termos da lei. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. será facultativo. . § 1° A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos. agora já aposentado. não integram a remuneração dos participantes. Essa é a principal mudança quanto ao tema. Em primeiro lugar. Distrito Federal ou Municípios. Estados.jus.br/validador sob código 10015B52103502590E. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. conforme MP 2. no que couber. editada especificamente para regulamentar os ditames traçados pelo citado artigo 202 da Constituição. quanto à inalterabilidade prejudicial. E quais são as suas consequências? Indaga-se. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. e suas respectivas entidades fechadas de previdência privada. inclusive suas autarquias. à exceção dos benefícios concedidos.2009. e regulado por lei complementar. quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada. sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente. § 4º Lei complementar disciplinará a relação entre a União. incide ao caso em especial a Lei Complementar no 108/2001. Em segundo lugar.15 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada. § 5º A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á. assim como.15. o que afasta a incidência dos princípios do Direito do Trabalho: “Art. a rígida observância dos princípios consagrados no caput do artigo 202 da Constituição. 202. em face.tst.5. especialmente os que protegem o empregado. os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos. repito. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social. O regime de previdência privada. às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços públicos. a análise não mais a partir dos princípios e regras próprias do Direito do Trabalho. § 2° As contribuições do empregador. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. § 6º A lei complementar a que se refere o § 4° deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação”. fundações.200-2/2001. do que foi consagrado pelo STF.

os Estados.tst. embora inteiramente desnecessário. em especial.15. essa vinculação foi reafirmada nos artigos 1o e 2o da Lei Complementar nº 108/2001. e suas respectivas entidades fechadas. a análise da controvérsia há de ser feita com base nas normas regentes do sistema previdenciário complementar privado. fundações. c) tipologia contratual estabelecida por lei. 202 da Constituição Federal. 1o A relação entre a União. e) transparência quanto ao acesso às informações relativas à gestão dos planos. conforme MP 2. no que interessa. . de modo expresso. d) facultatividade autonomia da vontade. como dito.” Observe-se que o caput do primeiro dos dispositivos transcritos chega a enumerar. à luz das mencionadas diretrizes.jus. e) lei complementar como fonte disciplinadora. a sua aplicação às entidades de previdência complementar vinculadas às sociedades de economia mista da União. a que se referem os §§ 3o. editada. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. o Distrito Federal e os Municípios. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. c) basear-se na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. para dar concretude ao mandamento constitucional: “Art. ressalvadas as disposições específicas. cujas características. enquanto patrocinadores de entidades fechadas de previdência complementar. b) natureza contratual de previdência privada.16 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. diante da Constituição. incluem. d) avaliação atuarial prudente necessária e obrigatória. Do citado dispositivo podem ser extraídas as suas características principais: a) complementariedade e autonomia em relação ao regime geral de previdência. Portanto. inclusive suas autarquias. f) fruição complementar à Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.200-2/2001. será disciplinada pelo disposto nesta Lei Complementar. sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente.2009. 4o. com apoio em outros autores: a) integração ao sistema de seguridade social. 2o As regras e os princípios gerais estabelecidos na Lei Complementar que regula o caput do art. ainda que não haja unanimidade na doutrina. na lição de Juliano Sarmento Barra. 5o e 6o do art. 202 da Constituição Federal aplicam-se às entidades reguladas por esta Lei Complementar. Em terceiro lugar porque. os diversos parágrafos do artigo 202. b) facultatividade.5.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. d) regulação por lei complementar.br/validador sob código 10015B52103502590E.” “Art.

se existir. se o fundo tem recursos. i) gestão colegiada. com a finalidade exclusiva de gerir recursos dos trabalhadores. k) transparência. auto-suficiência.. Fundos de pensão instituídos na previdência privada brasileira. . titulares que são das reservas constituídas por suas próprias contribuições. estar calcado na solidariedade entre os participantes. composta pelas contribuições dos trabalhadores. Juliano Sarmento. Todo excedente do fundo de pensão é aproveitado em favor de seus próprios integrantes. dos empregadores (nos planos patrocinados) e da sua rentabilidade. São Paulo: LTr. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. mais. não passa da associação de pequenas poupanças individuais dos trabalhadores. i) natureza da imposição forçada de receitas. Nasce como fundação ou associação civil. 101-108). Toda a Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. O fundo de pensão em si não tem recursos próprios. Tampouco se confundem com o empregador (patrocinador). Aliás.2009. tem também obrigações. [.17 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.] Os recursos dos fundos de previdência destinam-se exclusivamente ao financiamento dos benefícios previdenciários custeados com base em rígidos cálculos atuariais. poderá ter mais obrigações do que recursos.tst. não sendo possível a destinação de recursos para um terceiro que não sejam os próprios participantes e assistidos dos planos de benefícios.15. conforme MP 2.. proteção previdenciária. gerir a poupança previdenciária dos trabalhadores. ou seja. g) serviço privado de interesse público. p. tais como aumento da expectativa de vida e baixa rentabilidade obtida. dos associados. "acionista" ou "cotista".5. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.200-2/2001.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. união de pessoas que se voltam exclusivamente para um bem comum.. h) universalidade de protegidos. como assinala Adacir Reis: “Os fundos de pensão não são companhias seguradoras ou instituições financeiras..] O que existe é solidariedade. [. das patrocinadoras e receitas provenientes das aplicações financeiras realizadas pelas Entidades. j) irredutibilidade do valor das prestações. vai se confundir necessariamente com os próprios destinatários do plano de previdência. associativismo.. 2008. deixando de honrar seus compromissos. como às vezes é chamado. se o plano de previdência privada não for bem administrado.] Os recursos dos fundos de pensão pertencem aos seus participantes e assistidos. isto é. cooperativismo. mas. Assente-se. as quais se sujeitam à influência de fatores aleatórios e externos. O ‘poderoso’ fundo de pensão.(BARRA. Não existe a figura do "empresário".br/validador sob código 10015B52103502590E..jus. [.

não há direito adquirido a regime previdenciário. Foz do Iguaçu – PR. (REIS. inclusive o previdenciário. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. poupança gerida pelos fundos de pensão é titulada por seus participantes e será a eles devolvida na forma de pagamento de benefício previdenciário.7. 3. Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil.5. Precedentes. inclusive o previdenciário. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico. julgado em 12/11/2013. Transferência para reserva remunerada. EMENDA CONSTITUCIONAL 20/1998.” (AI 803861 AgR.br/validador sob código 10015B52103502590E.tst. Anais do Seminário Previdência Complementar Fechada no Brasil: perspectivas e aspectos legais fundamentais. Aspectos legais e contratuais fundamentais da previdência complementar fechada. Primeira Turma. . a análise da Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. p. ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-232 DIVULG 25-11-2013 PUBLIC 26-11-2013). Direito adquirido a regime jurídico. 1. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Inexistência.15. alguns deles oriundos de discussões resultantes de alterações promovidas pela Emenda Constitucional no 20: “EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08. O Tribunal de origem concluiu.18 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.426/90. Relator(a): Min. SERVIDORES OCUPANTES DE CARGO EM COMISSÃO.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Adicional de inatividade. Reexame de fatos e provas. 2. VINCULAÇÃO AO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. 29 passim 31). Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Ainda de acordo com a jurisprudência consolidada e remansosa do Supremo Tribunal Federal.200-2/2001. com fundamento na Lei pernambucana nº 10. conforme MP 2. no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ART.jus. § 13. Legislação local. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Precedentes. Adacir. aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. AS RAZÕES DO AGRAVO NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. 2010. na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos.2009. que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. Agravo regimental conhecido e não provido. Servidor militar. ROSA WEBER. 40. em recurso extraordinário. Inadmissível. como atestam os precedentes que transcrevo. Impossibilidade.2009.

20/98. CONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE.’ 2. I . Inviável a utilização de tempo de serviço posterior a 16-12-1998 e a aplicação do regramento anterior à EC nº 20/98. devendo.200-2/2001. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. 20/98 para se aposentar. DIREITO ADQUIRIDO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16. Primeira Turma. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16.Embora tenha o recorrente direito adquirido à aposentadoria. de forma diversa. incompatível com a sistemática de cálculo dos benefícios previdenciários. 1. sem as alterações por ela estabelecidas. RE n. In casu. O segurando que queira incorporar tempo de serviço posterior ao advento da EC n.19 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. nos termos do art. APOSENTADORIA. conforme MP 2. com observância das regras de transição. 575.Recurso extraordinário improvido.tst. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. INADMISSIBILIDADE.jus. 4. DIREITO ADQUIRIDO.2009. ART. CONTAGEM DE TEMPO.1998. sim. Agravo regimental a que se nega provimento. o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO.15. RE IMPROVIDO.” (ARE 744672 AgR. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Relator(a): Min. “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.12. 3º DA EC 20/98. EC Nº 20. se criaria um regime misto de aposentadoria incompatível com a lógica do sistema. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.Inexiste direito adquirido a determinado regime jurídico. DJe 24. Plenário. Relator(a): Min.1998. 16-05-2012). PROCESSO ELETRÔNICO DJe-214 DIVULG 28-10-2013 PUBLIC 29-10-2013).08. não pode se valer da legislação anterior para calcular o benefício previdenciário. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. . 3º da EC 20/98. BENEFÍCIO CALCULADO EM CONFORMIDADE COM NORMAS VIGENTES ANTES DO ADVENTO DA REFERIDA EMENDA.’ 3. Porquanto. ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-095 DIVULG 15-05-2012 PUBLIC. assim ementado: ‘EMENTA: INSS. não pode computar tempo de serviço posterior a ela. II . ARTIGO 3º DA EC N.12.5.A superposição de vantagens caracteriza sistema híbrido.10. Primeira Turma.089. submeter-se ao novo ordenamento. LUIZ FUX. julgado em 03/09/2013. DIAS TOFFOLI.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. julgado em 24/04/2012. PREVIDENCIÁRIO. razão pela qual não é lícito ao segurado conjugar as vantagens do novo sistema com aquelas aplicáveis ao anterior. valendo-se das regras vigentes antes de sua edição.br/validador sob código 10015B52103502590E. Agravo regimental não provido. Nesse sentido. III . TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16-12-1998.” (RE 671628 AgR. Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. DE 1998. BENEFÍCIO CALCULADO NOS TERMOS DAS NORMAS VIGENTES ANTES DO ADVENTO DA REFERIDA EMENDA. IV . IMPOSSIBILIDADE.

O sistema instituído pela Lei nº 8. . Exceção a esse posicionamento decorre do fato de o segurado já haver implementado todas as condições necessárias para desfrutar do benefício. § 4º (na redação dada pela EC 20/98). Na previdência privada. parágrafo único.br/validador sob código 10015B52103502590E. IV.880/94 . EM URV. art. o sujeito concretizante das cláusulas fundadas no art. eis que a noção de valor real - por derivar da estrita observância dos ‘critérios definidos em lei’ (CF.LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DA EXPRESSÃO ‘NOMINAL’ CONSTANTE DO ART. do valor real dos benefícios previdenciários tem. da Lei nº 8. 20.20 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. DA LEI Nº 8. COM BASE NA MÉDIA DO VALOR NOMINAL . 201. em URV. na feliz expressão do Ministro Celso de Mello: “EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO . n.382/SC (Pleno). EM URV. Não se confunde. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. corresponderia ao instante em que o participante reúne todos os requisitos para tornar-se elegível ao benefício. no próprio legislador . art. Precedente: RE 313. 20. ART. CONVERSÃO. A INTERVENÇÃO DO LEGISLADOR NA DEFINIÇÃO DO VALOR REAL DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS.880/94. inciso I.RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. por representar. até que concluído.tst.A norma inscrita no art. conforme MP 2. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.2009. parágrafo único. dos benefícios mantidos pela Previdência Social. não vulnerou a exigência de preservação do valor real de tais benefícios. 20.e neste.que determinou a conversão. deverá conformar-se aos critérios exclusivamente definidos em lei. I).VALIDADE CONSTITUCIONAL DO DIPLOMA LEGISLATIVO QUE A INSTITUIU (LEI Nº 8.5. o período de tempo e as condições necessárias à constituição do direito vindicado. 194. no caso a implementação do benefício complementar de aposentadoria. e no art. apenas -.880/94. art. 5º.CONVERSÃO DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. IV) e da intangibilidade do direito adquirido (CF. . com a situação fática em que ele se encontra cumprindo o chamado “ciclo de formação”. por conseguinte. n.15.880/94 . . DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS . mera expectativa de direito. com base na média do valor nominal vigente nos meses de novembro e dezembro de 1993 e de janeiro e fevereiro de 1994 - não transgride os postulados constitucionais da irredutibilidade do valor dos benefícios previdenciários (CF. para adequar-se à exigência constitucional de preservação de seu quantum. ao dispor sobre o reajuste quadrimestral dos benefícios mantidos pela Previdência Social. I. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 194. em bases permanentes. ambos da Constituição da República.200-2/2001. hipótese em que se assegura o respeito ao direito adquirido que poderá ser exercido a qualquer tempo.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. ou seja. XXXVI).A manutenção. . pois o reajustamento de tais benefícios.

a título primário.RTJ 146/461-462 . no âmbito de nosso sistema constitucional. os fatores que.RTJ 155/621 .que não dispõe de função legislativa .). enquanto ainda não concluído o ciclo de formação e constituição do direito vindicado . por sua vez. v. o Poder Judiciário . DIREITO ADQUIRIDO E CICLO DE FORMAÇÃO. em tema regido pelo postulado constitucional da reserva de lei. se tal fosse possível. de caráter negativo. ao contrato de trabalho.). a necessária submissão aos comandos estatais emanados. . quaisquer intervenções normativas. desse modo. conforme MP 2. pois veda. em assim agindo. ante a existência de mera ‘spes juris’.br/validador sob código 10015B52103502590E. . 201.A questão pertinente ao reconhecimento. em tempo oportuno .RTJ 161/739-740 . . só podem ser legitimamente definidos pelo Parlamento.vale dizer.constitui fator capaz de impedir que se complete.” (RE 322348 AgR. à administração e à jurisdição. com mais detalhes ainda.tst.21 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. Essa cláusula constitucional. afastando.A reserva de lei constitui postulado revestido de função excludente. exclusivamente. o legislador. Relator(a): Min. legitimamente.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.passaria a desempenhar atribuição que lhe é institucionalmente estranha (a de legislador positivo). Isso significa que a superveniência de ato legislativo.RTJ 143/57 .traduz conceito eminentemente normativo. CELSO DE MELLO. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. que. desse modo. fundado na autoridade da Constituição. .g. do legislador. atuar na anômala condição de legislador positivo (RTJ 126/48 . com evidente transgressão ao princípio constitucional da separação de poderes.5. impõe. no contexto de um sistema de poderes essencialmente limitados. nas matérias a ela sujeitas.g. in fine) . julgado em 12/11/2002.2009.15. na matéria. repetiu a regra constitucional que afasta a possibilidade de integração. no artigo 68 da Lei Complementar ora comentada. proceder à imposição de seus próprios critérios. o próprio processo de aquisição do direito (RTJ 134/1112 - RTJ 153/82 . a possibilidade de útil invocação da cláusula pertinente ao direito adquirido. inviabilizando. Segunda Turma. É que. eis que a sua incidência reforça o princípio. Para deixar ainda mais clara a distinção. O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE LEI FORMAL TRADUZ LIMITAÇÃO AO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE JURISDICIONAL DO ESTADO. ou não.RTJ 153/765 . de órgãos estatais não-legislativos. as linhas Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.RTJ 162/442. da consolidação de situações jurídicas definitivas há de ser examinada em face dos ciclos de formação a que esteja eventualmente sujeito o processo de aquisição de determinado direito. ao Poder Judiciário. § 4º. considerada a prevalência.RTJ 175/1137. do princípio da reserva de lei. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. para.Não cabe. usurpando. de todo o sistema fechado previdenciário complementar privado (caput) e traçou. projeta-se em uma dimensão positiva. v. DJ 06-12-2002 PP-00074 EMENT VOL-02094-03 PP-00558) – destaques postos.200-2/2001. competência que não lhe pertence.jus. desse modo.

COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA A CARGO DO EX-EMPREGADOR.” Dessa forma. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA JULGAR E APRECIAR A CAUSA. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. 1.2009. ressalvados apenas os participantes que. Relator(a): Min. a aplicação do regulamento vigente à época da admissão fica restrita ao caso dos sistemas de previdência criados pelo empregador.15.5. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. assim como. Segunda Turma. menciona a necessidade de implementação de todas as condições estabelecidas no regulamento do respectivo plano (destaques postos): “Art. IMPOSSIBILIDADE. RICARDO LEWANDOWSKI.22 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. não integram a remuneração dos participantes.br/validador sob código 10015B52103502590E. julgado em 17/08/2010. os benefícios e as condições contratuais previstos nos estatutos. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência complementar não integram o contrato de trabalho dos participantes. como. § 1o Os benefícios serão considerados direito adquirido do participante quando implementadas todas as condições estabelecidas para elegibilidade consignadas no regulamento do respectivo plano.896 AgR. já haviam implementado todas as condições previstas no regulamento anterior. mestras do conceito de direito adquirido aos benefícios nele previstos e por ele concedidos (parágrafo único). Diante desse panorama. as quais se aplicam imediatamente a todos os contratos. Relator(a): Min. plenamente. regulados em manual de pessoal e mantidos por contribuições paritárias dele próprio e dos participantes. . AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. no caso.jus. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. ELLEN GRACIE. à exceção dos benefícios concedidos. Segunda Turma. ao patrimônio jurídico do participante. como reconhecido na jurisprudência do STF. AI 670715 AgR-ED. § 2o A concessão de benefício pela previdência complementar não depende da concessão de benefício pelo regime geral de previdência social.tst. não se pode falar em direito incorporado. antes disso. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 68.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. conforme MP 2. Mais uma vez. As contribuições do empregador. encontra-se ele sujeito às alterações havidas no regulamento da previdência complementar.200-2/2001. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. DJe 29/04/2013. como registram os precedentes: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL. A jurisprudência do STF é no sentido de que compete à Justiça do Trabalho o julgamento de ação de complementação de aposentadoria a cargo do ex-empregador (RE 716.

julgado em 18/06/2013.5.br/validador sob código 10015B52103502590E. Precedentes. . 1. EFEITOS INFRINGENTES. 97). DJe-125 DIVULG 28-06-2013 PUBLIC 01-07-2013). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. atribuindo-lhes efeitos infringentes.tst. ACÓRDÃO QUE MANTEVE DECISÃO QUE DECLAROU A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA ANALISAR A CAUSA. alegou-se. a. dar Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Segunda Turma. (AI 699063 AgR-2ºJULG. Precedentes. em suma. 2. 3. DJe 03/09/2010). efeitos modificativos. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. excepcionalmente.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR O FEITO. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. anular o acórdão recorrido. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. ofensa aos arts. 114 e 202 da mesma Carta. negar seguimento ao agravo de instrumento" (AI 692. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar demandas que versem sobre complementação de proventos de aposentadoria de ex-empregados do Banco do Brasil S/A. II - Embargos de declaração acolhidos para.200-2/2001. Primeira Turma). 2. EMBARGOS ACOLHIDOS COM EFEITOS INFRINGENTES. Agravo regimental a que se nega provimento. O acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmada no sentido de que compete à Justiça do Trabalho o julgamento de ação de complementação de aposentadoria a cargo de ex-empregador. transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: "EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. atribuindo-lhes. 102. conforme MP 2. Agravo interno dos Autores desprovido" (fl. bem como dar provimento ao agravo regimental.Esta Corte firmou entendimento no sentido de que compete à Justiça do Trabalho o julgamento de questões relativas à complementação de pensão ou de proventos de aposentadoria a cargo de ex-empregador. AÇÃO OBJETIVANDO A COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DE EMPREGADO PÚBLICO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. III. COMPETÊNCIA: JUSTIÇA DO TRABALHO.2009. tornar sem efeito o acórdão. 1. JUSTIÇA DO TRABALHO. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de que compete à Justiça do Trabalho o julgamento de questões relativas à complementação de pensão ou de proventos de aposentadoria a cargo de ex-empregador. 3. Nesse sentido. A pretensão recursal não merece acolhida. 2. Compete à Justiça do Trabalho o julgamento das ações que envolvam a complementação de aposentadoria paga por ex-empregador.23 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. fundado no art. I . "PROCESSUAL CIVIL. Neste RE. de minha relatoria. da Constituição Federal. por se tratar de direito relacionado à relação trabalhista. EX-EMPREGADOR.15. TEORI ZAVASCKI.jus. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO: "Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: "CONSTITUCIONAL. Não há como examinar matéria fático-probatória e interpretar cláusulas contratuais com o fim de se concluir que a relação entre as partes não decorre do contrato de trabalho (Súmulas 279 e 454 do STF). e assim.074-AgR-ED/DF. Embargos de declaração acolhidos para. Relator(a): Min.

7ª Turma. o STF firmou a competência da Justiça comum para o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria (RE 586453. Rel.15. publicado em DJe-243 DIVULG 11/12/2012 PUBLIC 12/12/2012). Isso posto. de minha relatoria.381-AgR/DF. (. Interpretando a extensão e alcance do precedente paradigmático.2009. caput).5.0008 .0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2009.(RE 716896. Eros Grau. No mesmo sentido.2009 e 07.748-AgR/SP. RICARDO LEWANDOWSKI. Data de Julgamento: 20/8/2014. em 10/5/2013.451-ED/DF. j. Convocado Arnaldo Boson Paes.154-ED/DF e RE 595. Rel. Menezes Direito e AI 751. Eros Grau. rel. Ellen Gracie. Relator Min. menciono as seguintes decisões..595/DF.] COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. precedente desta Corte: “[. Brasília. RE 580. Min. entre outras: RE 590. em 20/2/2013. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.5. Data de Publicação: DEJT 22/8/2014). AI 746. Relatora Min.252-AgR/SP e RE 569. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. AUSÊNCIA DE ENTIDADE PRIVADA DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. 109 e 110. Na mesma linha. Min. Min. Min. Destarte. Rel. Tribunal Pleno. o AI 731. DJe-093 16/5/2013). RE 587. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI . Sepúlveda Pertence. Relator Des. j. Min. Cármen Lúcia (DJe 27. Relator p/ Acórdão Min.. Min.3. Min.) ( AIRR . ELLEN GRACIE.200-2/2001.2009.br/validador sob código 10015B52103502590E. Nesse sentido. DIAS TOFFOLI.tst. AI 581.24 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. DJe-106 5/6/2013). 557. No julgamento dos RE's 586453 e 583050. . Cármen Lúcia.Relator . TEORI ZAVASCKI.059-ED/DF.072-AgR/DF e RE 594.5.8. a ausência de entidade complementar de previdência privada implica a atração da competência pela Justiça do Trabalho. AI 740. Rel. 05. Agravo de instrumento desprovido. tratando-se de complementação instituída e paga diretamente pelo empregador. Publique-se. Segunda Turma). conforme MP 2.41300-22. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Min. Ellen Gracie.004/AgR-segundo/DF. o STF vem entendendo que subsiste a competência da Justiça do Trabalho quando se tratar de demanda ajuizada contra o próprio empregador e desde que a complementação não seja de responsabilidade de entidade de previdência complementar (AI 699063 AgR-ED-AgR. é Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. A disciplina constitucional da matéria. art.451-AgR/PA. Relator(a): Min. respectivamente)" (AI 670. BENEFÍCIO PAGO DIRETAMENTE PELO EX-EMPREGADOR..01.. Rel. nego seguimento ao recurso (CPC. provimento ao agravo regimental e negar seguimento ao agravo de instrumento da parte embargada.jus. aliada à regulamentação inserta nas Leis Complementares nos 108. 6 de dezembro de 2012.715-AgR-ED/DF. julgado em 06/12/2012. rel.077/DF. rel.2007.

Nesse sentido consolidou-se a jurisprudência desta Corte Superior.5. às penalidades administrativas previstas na Lei Complementar que disciplina o caput do art. caput. e não se confunde com os regulamentos criados por empresas privadas que instituem benefícios de natureza semelhante ou equivalente. .15. pelo Tribunal Pleno. órgão do Estado encarregado de promover a fiscalização do sistema como um todo (artigo 13 da LC n. 202 da Constituição Federal. em conformidade com os critérios fixados pelo órgão regulador e fiscalizador” (artigo 18. conforme o caso e a gravidade da infração. que culminou na nova redação atribuída à Súmula nº 288. Sequer há que se falar em conflito de normas ou aplicação da norma mais favorável ao empregado.tst. a entidade gestora do fundo previdenciário se encontra compulsoriamente vinculada a tais preceitos.” Como obrigação correlata. sujeita a pessoa física ou jurídica responsável. conforme MP 2. No modelo previsto na Lei.5. do processo E-ED-RR-235-20. cogente e. a partir do julgamento. Menos ainda se trata de ato de deliberação interna.2010. fundos. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. a validade das modificações é precedida de autorização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC. provisões e à cobertura das demais despesas.20. como visto. inclusive no âmbito da União. a cada ano lhe cabe elaborar plano de custeio no qual é fixado “o nível de contribuição necessário à constituição das reservas garantidoras dos benefícios. A infração de qualquer disposição desta Lei Complementar ou de seu regulamento. para a qual não haja penalidade expressamente cominada. Mesmo que deseje não o fazer. da LC 109/2001).200-2/2001.jus. por expressa disposição do artigo 2o da LC nº 108. sem que se possa deles se desvincular. aplica-se independentemente das normas próprias do contrato de trabalho.2009. a seguir transcrita: Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.25 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. 28.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 109/2001). O caráter imperativo do sistema previdenciário se impõe sobre os regulamentos criados por empresas privadas. como previsto no artigo 28: “Art.br/validador sob código 10015B52103502590E.0006. inclusive sob pena de responsabilização dos seus administradores. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

o que não lhe assegura a manutenção permanente de regras anteriores disciplinadoras do benefício. é regida pelas normas em vigor na data de admissão do empregado.04. vigente até então. sem vínculo com as entidades de previdência privada fechada. a opção do beneficiário por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do outro.15.26 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. de 29/05/2001.2010. conforme as regras que o disciplinaram. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. corrigidos de acordo com as regras previstas no contrato firmado. ressalvados o direito adquirido do participante que anteriormente implementara os requisitos para o benefício e o direito acumulado do empregado que até então não preenchera tais requisitos. ressalvadas as alterações que forem mais benéficas (art. Mudanças posteriores não deveriam Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Significa o direito subjetivo do participante aos recursos financeiros vertidos até então em seu nome e que. O seu alcance seria mais amplo. 19 e 20. não se confunde com direito adquirido. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. . instituída. inclusive quanto ao tempo de contribuição necessário à constituição do direito.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.0006 pelo Tribunal Pleno em 12. ainda não haja sido proferida decisão de mérito por suas Turmas e Seções. correspondem ao seu patrimônio constituído.20. por isso mesmo.br/validador sob código 10015B52103502590E. COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA (nova redação para o item I e acrescidos os itens III e IV em decorrência do julgamento do processo TST-E-ED-RR-235-20. conforme MP 2.A complementação dos proventos de aposentadoria.200-2/2001.2016) . DEJT divulgado em 18. tratado na parte final do artigo 17 da Lei Complementar nº 109/2001 e protegido pelo verbete acima.5.04.5. IV – O entendimento da primeira parte do item III aplica-se aos processos em curso no Tribunal Superior do Trabalho em que. II . III – Após a entrada em vigor das Leis Complementares nºs 108 e 109. em 12/04/2016.2009. Deveria corresponder ao sistema previdenciário em si.jus.tst. Particularmente.2016 I . considero que a melhor interpretação do dispositivo permite afirmar que o direito não se limita apenas aos recursos financeiros. instituídos pelo empregador ou por entidade de previdência privada. Vale esclarecer que o direito acumulado.Res. reger-se-á a complementação dos proventos de aposentadoria pelas normas vigentes na data da implementação dos requisitos para obtenção do benefício.Na hipótese de coexistência de dois regulamentos de planos de previdência complementar. regulamentada e paga diretamente pelo empregador. 468 da CLT). 207/2016.

muitas das quais podendo resultar. parágrafo primeiro.04. As alterações processadas nos regulamentos dos planos aplicam-se a todos os participantes das entidades fechadas. caput e parágrafo único. 14. e não poderiam afetar o período transcorrido e o patrimônio jurídico constituído até então.jus. a partir de sua aprovação pelo órgão regulador e fiscalizador. É preciso. Em face da natureza de longo prazo.2011. e em função das naturais mudanças nos cenários econômicos e sociais no decorrer dos anos. preservando-se. os regulamentos dos planos de benefícios estão sujeitos a sucessivas alterações no curso de suas vigências. parágrafo único. observado o direito acumulado de cada participante. em seu artigo 68. evidentemente. os quais adoto como razões de decidir: “A mesma LC 109/2001. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.0461 (leading case desta Turma). conforme MP 2. Exa. Ministro Douglas Alencar Rodrigues. já externados no julgamento do RR-6-63.15. tal como definido no art. 17. . a garantia dos direitos acumulados e adquiridos pelos participantes. os fundamentos de S. lembrar que todas as alterações regulamentares devem ser submetidas de forma prévia ao órgão fiscalizador. no sentido de que. Prevaleceram os fundamentos apresentados pelo Exmo..5.tst. característica das relações previdenciárias complementares. II. ainda. da LC 109/2001.27 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. de forma resumida. o que lhe for mais favorável.br/validador sob código 10015B52103502590E. da LC 109/2001).200-2/2001. inclusive. Todavia. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. determina que os benefícios só serão considerados direito adquirido do participante quando implementadas todas as condições estabelecidas para elegibilidade consignadas no regulamento do respectivo plano. que dispõe: ‘Art. de imposições da própria legislação da previdência complementar. Ao participante que tenha cumprido os requisitos para obtenção dos benefícios previstos no plano é assegurada a aplicação das disposições regulamentares vigentes na data em que se tornou elegível a um benefício de aposentadoria. para aprovação. o "direito acumulado" corresponde simplesmente às reservas constituídas pelo participante ou à reserva matemática.2009.5. fui vencido na Turma. Peço vênia para transcrever. sendo que este poderá ser transferido para outro Plano de Benefícios pelo participante que optar pelo exercício do direito à portabilidade (art.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. da Lei Complementar nº 109/2001.’ Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. conforme preceitua o artigo 15. nesse ponto. Parágrafo único. 17.

2009. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 14. com o sério risco de praticamente inviabilizar a manutenção dos planos de benefícios no longo prazo. marcadas pela longa duração dos respectivos contratos. visam a resguardar direitos dos participantes em face das mudanças que poderão ocorrer.) No âmbito da legislação previdenciária complementar.tst. portanto. nas relações jurídicas da previdência complementar. a ser concedido quando cumpridos os requisitos de elegibilidade. apenas quando já implementadas as condições de elegibilidade para o benefício. o participante tem direito adquirido (artigos 17 e 68. (. destacam-se alguns institutos que.’ (. A incorporação de todos os direitos materiais e subjetivos originados desses regulamentos.15. No que concerne ao Benefício Proporcional Diferido. seja quanto ao vínculo associativo com a entidade instituidora do plano. esses institutos são o Resgate. III e IV)... II. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. o Benefício Proporcional Diferido e o Autopatrocínio (Lei Complementar nº 109/2001. com a devida vênia. além de difícil operacionalização. art. Nos planos administrados por entidades de previdência fechada (como na presente situação que envolve plano de previdência da PREVI). o art..br/validador sob código 10015B52103502590E. seja em relação ao vínculo de emprego com o patrocinador do plano. parece trazer grande insegurança jurídica para o sistema. resguardando-se dos efeitos da eventual edição de normas regulamentares posteriores que alterem as regras vigentes. guarda identidade com os recursos financeiros resultantes das contribuições aportadas pelos participantes e da denominada reserva matemática. a Portabilidade. ‘em razão da cessação do vínculo empregatício com o patrocinador ou associativo com o instituidor antes da aquisição do direito ao benefício pleno.) Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. a abrangência indicada no r. necessariamente. como forma de viabilizar as necessárias alterações regulamentares dos planos de benefícios. É certo também que o ‘direito acumulado’. I.jus. definido no parágrafo único do artigo 15 da Lei Complementar 109/2001. conforme MP 2. Vale ressaltar ainda que. segundo as regras previstas à época de vigência de cada um. nos termos da legislação pertinente. voto condutor. . não detendo. 14.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. relativa aos efeitos jurídicos gerados no período de vinculação do participante a determinado plano de benefícios. mesmo que de forma proporcional ao tempo de contribuição. § 1º.28 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.200-2/2001. É por este motivo que a Lei Complementar 109/2001 restringiu o conceito de ‘direito acumulado’ ao aspecto econômico-financeiro e atuarial. da LC 109/2001 dispõe que os planos de benefícios devem prevê-lo.5. incisos I. da LC 109/2001).

a cessação das contribuições para o benefício pleno programado. ao disciplinar a concessão e apuração do Benefício Proporcional Diferido.cumprimento da carência de até três anos de vinculação do participante ao plano de benefícios.cessação do vínculo empregatício do participante com o patrocinador ou associativo com o instituidor. na forma do regulamento. considerando Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. O regulamento e a nota técnica atuarial do plano de benefícios deverão dispor sobre a data de cálculo e a metodologia de apuração e atualização de valores. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. oferecidas durante a fase de diferimento. § 3º O regulamento do plano de benefícios poderá facultar o aporte. observado o disposto nos parágrafos deste artigo. 6º A opção pelo benefício proporcional diferido implicará.29 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.CGPC nº 6/2003. II . conforme previsto no regulamento do plano. 8º O benefício decorrente da opção pelo benefício proporcional diferido será atuarialmente equivalente à totalidade da reserva matemática do benefício pleno programado na data da opção. com destinação específica. a partir da data do requerimento.tst.jus. impede a opção pelo benefício proporcional diferido. conforme MP 2. A concessão do benefício pleno sob a forma antecipada. § 2º O participante que optar pelas coberturas referidas no § 1º suportará os respectivos custeios.200-2/2001. Parágrafo único. Cumpre destacar que a Resolução do Conselho de Gestão da Previdência Complementar .15. . de contribuições do participante que tenha optado pelo benefício proporcional diferido. 7º O benefício decorrente da opção pelo instituto do benefício proporcional diferido será devido a partir da data em que o participante tornar-se-ia elegível ao benefício pleno.5. caso mantivesse a sua inscrição no plano de benefícios na condição anterior à opção por este instituto. Parágrafo único.2009. Art. estabelece: ‘Da Opção pelo Benefício Proporcional Diferido e da sua Concessão Art. Seção III Da Apuração do Valor do Benefício Proporcional Diferido Art.br/validador sob código 10015B52103502590E. na forma definida no Capítulo III desta Resolução. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. § 1º O regulamento do plano de benefícios deverá dispor sobre o custeio das despesas administrativas e de eventuais coberturas dos riscos de invalidez e morte do participante. Art. 5º Ao participante que não tenha preenchido os requisitos de elegibilidade ao benefício pleno é facultada a opção pelo benefício proporcional diferido na ocorrência simultânea das seguintes situações: I . observado como mínimo o valor equivalente ao resgate.

§ 1º. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. não alcançando as respectivas normas. o suposto direito. desligou-se do Banco do Brasil.200-2/2001. traduz opção facultada aos participantes de planos de previdência fechada.5. não tem direito à aplicação das normas integrantes do regulamento vigente à época da sua admissão.) Pelo exposto e com a devida reverência ao posicionamento adotado no r. é incontroverso que o autor. entendo que no caso .. impondo-se. (.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em 01/05/2007. porque mais benefício. o Tribunal Regional ao garantir-lhes o direito à formula de cálculo do Regulamento anterior. em virtude de aposentadoria. . portanto. tais como a extinção do vínculo empregatício com o patrocinador do plano ou cessação do vínculo associativo com a entidade instituidora. conforme acima exposto.br/validador sob código 10015B52103502590E. conforme acima explicitado.tst. assegurado pela legislação previdenciária.” No caso dos autos. instituto previsto na legislação previdenciária. admitida em 18/02/1975.15. voto condutor. ainda estava com seu direito em fase de formação ou cumprindo o ciclo de formação. eventuais insuficiências de cobertura e eventuais aportes de recursos ocorridos durante o período de diferimento. da Lei Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.30 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.. Por conseguinte. que o Benefício Proporcional Diferido. em qualquer caso. o cumprimento de determinado prazo de carência. Portanto. para resguardar seus direitos nos casos de extinção do vínculo empregatício com o patrocinador do plano ou cessação do vínculo associativo com a entidade instituidora. previsto na Lei Complementar 109/2001.2009. verificando-se que o Reclamante implementou as condições para a percepção do suplemento de aposentadoria na vigência desse novo regulamento . implicou violação dos artigos 17 e 68.jus. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.’ Verifica-se.em que se verificou a incidência de novas regras (Regulamento da PREVI de 1997) no curso da relação previdenciária complementar. conforme MP 2. Considerando essas particularidades.o seu direito acumulado. cuja concessão sujeita-se a determinados requisitos. em qualquer caso. sequer existia. segundo fórmula de cálculo do Regulamento de 1967. o cumprimento de determinado prazo de carência. penso ainda que a hipótese não se compatibiliza com o instituto do Benefício Proporcional Diferido. Assim. impondo-se. por isso mesmo. corresponde apenas a recursos financeiros resultantes das contribuições aportadas sob a égide do antigo plano.

Os reclamados sustentam.15. A PREVI. conforme MP 2. MATÉRIAS CONEXAS . eis que a relação de emprego é um dos requisitos. Apontam violação dos artigos 114. por sua vez. . que a Justiça do Trabalho não tem competência material para apreciar as lides que versem sobre complementação de aposentadoria e demais créditos inerentes ao Plano de Previdência Complementar Privado. e 202.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. razão pela qual dou provimento aos agravos de instrumento para determinar o processamento do recurso de revista. Eis a decisão recorrida: “O Banco reclamado renova a tese defensiva de que a discussão se reveste exclusivamente de matéria de natureza civil. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.jus. Presentes os pressupostos extrínsecos de admissibilidade. o Banco do Brasil S/A. aduz que sua relação com o reclamante não decore do contrato de trabalho. § § 1º e 2º. 3º da Lei Complementar nº 108/2001. é um dos patrocinadores do benefício relativo à complementação de proventos de aposentadoria. Complementar nº 109/2001. e 68. 4º do Estatuto da PREVI (fl. RECURSOS DE REVISTA INTERPOSTOS PELO BANCO DO BRASIL E PELA PREVI. em síntese.tst. não guardando relação com o contrato de trabalho. § 2º. da Lei Complementar nº 109/2001. da Constituição Federal.31 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. contribuindo mensalmente para o respectivo custeio.5. que figurou como empregador do reclamante.br/validador sob código 10015B52103502590E.200-2/2001. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Segundo o art. Contudo. e que a filiação aos seus estatutos operou-se de forma voluntária. I. passo à análise dos requisitos intrínsecos de ambos os recursos de revista. cuja competência é da Justiça Comum. Transcrevem arestos ao cotejo. 528). que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.ANÁLISE CONJUNTA DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO CONHECIMENTO. não lhes assiste razão.2009.

DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. § 2º.jus.15. em si.br/validador sob código 10015B52103502590E. 202. 1. 7º. é fruto direto do contrato de trabalho.2009. do Estatuto da PREVI (fl. em sessão realizada em 20/02/2013. proferiu decisão. com repercussão geral. 528).200-2/2001. 68 da Lei Complementar nº 109/2001. II. à luz do disposto no artigo 114. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM .” (fl. ostentando o Banco recorrente a condição de empregador e patrocinador. reconhece a competência desta Justiça Especializada para julgar as lides relacionadas à complementação de aposentadoria vinculada ao contrato de trabalho. a competência para apreciar e julgar o feito é desta Justiça Especializada. conforme MP 2. a teor do disposto no artigo 114 da Constituição Federal. . O Banco do Brasil sustenta a sua ilegitimidade passiva para responder litígio em que se pleiteia a aplicação do estatuto da Previ Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Rejeita-se. por ser um direito decorrente da relação laboral. no julgamento dos Recursos Extraordinários nos 586453 e 583050. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.590). dispõem que nos planos de previdência complementar com participação do empregador. Não conheço. a ser implementado exatamente após o jubilamento. Dessa forma. patrocinadora solidária. responde o mesmo conjuntamente com a segunda reclamada. de forma pacífica. da Constituição Federal. da Constituição Federal. com base no artigo 27 da Lei nº 9. e o art. Todavia. o plenário do Supremo Tribunal Federal.tst.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. apenas as contribuições por este pagas é que não integrarão os contratos de trabalho. O benefício. A matéria é por demais conhecida nesta Corte Superior. situação em que o presente feito se encontra. I. O art. no sentido de pertencer à Justiça comum. Não obstante tal posicionamento. CONHECIMENTO. que.868/1999.5. pela implementação do direito assegurado na vigência do contrato de trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. conforme previsão constante do art. a Corte Suprema também decidiu modular os efeitos dessa decisão. e preservar a competência da Justiça do Trabalho para julgar todos os processos com sentença de mérito até a data do julgamento dos referidos recursos extraordinários. Todavia.32 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.

Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Eis a decisão recorrida: “A questão já foi analisada no item anterior. de cujas cláusulas não têm qualquer ingerência. Diz que o pagamento é realizado exclusivamente pela Previ. concluo que as recorrentes têm legitimidade para compor o polo passivo da reclamação. Nesse diapasão.33 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. do CPC/73. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 1. na forma do artigo 267. vigência à época da sua contratação. conforme MP 2. Afasta-se a preliminar. Aponta violação dos artigos 267. De mais a mais. A Previ. a simples afirmação no sentido de que o Banco reclamado é responsável pelo direito postulado pela autora. para o cálculo da complementação de aposentadoria. referente à diferenças de complementação de aposentadoria.200-2/2001. a seu turno.2009. 528). em parte. e 5º. da Constituição Federal.br/validador sob código 10015B52103502590E. a Previ. II. autoriza a sua manutenção no polo passivo da relação processual. e 295. § 2º. conforme se verifica do Estatuto da PREVI (art. alega que é parte ilegítima para figurar no presente processo. sendo certo que o benefício em comento decorre do contrato de trabalho que vigorou entre o reclamante e o segundo reclamado. Requer a extinção do feito. devendo-se ressaltar que o mesmo é custeado.5. pelo banco. . da Lei Complementar nº 108/2001. pois as contribuições vertidas ao plano de previdência complementar não integram o contrato de trabalho. razão pela qual ausente o vínculo de emprego entre as partes. VI.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 4º . Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.” (fl.jus. por ser entidade de previdência privada responsável pelo pagamento de benefício concedido ao autor.15. Dessa forma. VI. Assim.590) Na aferição da legitimidade passiva deve-se tomar por base o direito abstratamente invocado e a pertinência subjetiva entre o pedido e as partes chamadas em juízo.fls. torna-se evidente a legitimidade dos recorrentes para responder ao pleito de eventuais diferenças sob o título pertinente. analisada conforme a Teoria da Asserção. responde solidariamente pelos créditos de complementação. o que autoriza a sua manutenção no polo passivo da relação processual. do CPC/1973.tst. Aponta violação dos artigos 202. sem resolução do mérito.

Juízo a quo. considerando que a rescisão do contrato de trabalho operou-se em 02/05/2007 e a ação foi ajuizada a 22/06/2009. pelos seguintes fundamentos: “Persegue o Banco recorrente. de acordo com o entendimento consubstanciado na Súmula nº 327 do C. da Constituição Federal. insiste que as alterações estatutárias não foram impostas ao reclamante. que se protrai no tempo. O Tribunal Regional rejeitou a prejudicial de prescrição total.tst. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. a segunda recorrente (PREVI). Indicam contrariedade às Súmulas nºs 294 e 326 do TST.2009.34 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. a prescrição aplicável é a parcial. porquanto o autor postula pagamento de complementação de aposentadoria com base na alteração do regulamento ocorrida em 1997 e jamais recebera seus proventos com base no referido regulamento.” (fl. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.5. e 17 e 68. Assim. TST. conforme MP 2. § 1º. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA – DIFERENÇAS - PRESCRIÇÃO PARCIAL CONHECIMENTO Os reclamados sustentam que a pretensão está prescrita. Transcrevem arestos para o confronto de teses. e caso sejam consideradas atos unilaterais. Não conheço. está prescrito o direito do autor. a prescrição aplicável é a parcial.jus. Apontam violação dos artigos 7º. TST. 1. no sentido de que se tratando de pedido de diferenças de complementação de aposentadoria. De sua vez. tão-somente. seja declarada a prescrição total.15. da Lei Complementar nº 109/2001. o que caracteriza a lesão continuada. Afirma-se que a parcela vem sendo paga a menor. Tratando-se de pedido de diferença de complementação de aposentadoria oriunda de norma regulamentar. nada a alterar. in verbis: Complementação dos proventos de aposentadoria. XXIX. Prescrição parcial. as parcelas anteriores ao quinquênio.br/validador sob código 10015B52103502590E. Diferença.200-2/2001. . não atingindo o direito de ação. conforme Súmulas 294 e 326 do C. mas aprovadas por seu corpo social. Comungo do mesmo entendimento do MM.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. mas. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.591) O pleito é de diferenças de complementação de aposentadoria.

com o advento da aposentadoria e suspensão da prestação de serviços pelo empregado. PRESCRIÇÃO PARCIAL (nova redação) . nos termos da Súmula nº 327 do TST: “COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. da CLT.jus. 30 e 31.Res. Haveria descumprimento de normas afetas aos pagamentos realizados após a extinção do contrato de trabalho. Não conheço. §§ 4º e 5º. Ademais. § 1º.200-2/2001. DIFERENÇAS. MÉRITO Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.35 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. DEJT divulgado em 27. 174/2011. à época da propositura da ação. tendo em vista que referido verbete não trata da prescrição do pedido de diferenças de complementação de aposentadoria.5. conforme MP 2. salvo se o pretenso direito decorrer de verbas não recebidas no curso da relação de emprego e já alcançadas pela prescrição. incide apenas a prescrição parcial e quinquenal. da Lei Complementar nº 109/2001. Impertinente a indicação de contrariedade à Súmula nº 294 desta Corte. CONHECIMENTO Conforme as razões expendidas por ocasião da análise conjunta dos agravos de instrumentos interpostos pelo Banco do Brasil e pela PREVI. de típica obrigação pós-contratual. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. conheço do apelo por violação dos artigos 17 e 68.2011 A pretensão a diferenças de complementação de aposentadoria sujeita-se à prescrição parcial e quinquenal.05. Nessa hipótese.15.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2009. já que a sua exigibilidade só surge com o término do pacto laboral. REGULAMENTO APLICÁVEL. o entendimento consubstanciado na Súmula nº 326 do TST aplica-se apenas à complementação de aposentadoria jamais paga ao ex-empregado. assim.br/validador sob código 10015B52103502590E.” Incidência do artigo 896.tst. Trata-se. .

Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.591) Considera-se pedido juridicamente impossível aquele vedado pelo nosso ordenamento jurídico. (fl. Aponta violação dos artigos 267. mas sim pela existência de um veto expresso a esse pleito. VI.15. da Lei Complementar nº 109/2001.2009. Prejudicada a análise do recurso de revista do Banco do Brasil. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA PREVI -MATÉRIA REMANESCENTE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. sendo certo que a pretensão do recorrido não encontra qualquer óbice no ordenamento jurídico em vigor. conforme MP 2. é o seu provimento para.br/validador sob código 10015B52103502590E. A impossibilidade jurídica do pedido não se caracteriza pela falta de previsão legal a amparar o direito alegado pela parte. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. calculado sob a fórmula vigente à data de admissão na empresa. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. por impossibilidade jurídica do pedido e falta de interesse recursal.tst. A consequência lógica do conhecimento dos recursos de revista por violação dos artigos 17 e 68. o ordenamento jurídico não possui vedação legal à pretensão do autor. § 1º.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 1.5. ao entendimento de que a pretensão do autor não encontra guarida nos regulamentos pertinentes.200-2/2001. do CPC de 1973. consistente no reconhecimento do seu direito à obtenção benefício de complementação de aposentadoria. . no que tange à condenação solidária e aos honorários advocatícios. julgar improcedentes os pedidos de diferenças de complementação de aposentadoria formulados pelo autor. reformando o acordão regional. Afinal. Eis a decisão recorrida: “Não prospera a arguição que parte da primeira reclamada. CONHECIMENTO A Previ pugna pela a extinção do feito. Rejeita-se”.36 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. razão pela qual não prospera a insurgência da ré.jus.

br/validador sob código 10015B52103502590E.jus. Aludida declaração encontra-se apta a fazer prova de suas alegações. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. ou declararem. a justificar a extinção do processo sem resolução do mérito. uma vez que o autor percebe valor muito superior ao dobro do salário mínimo legal. tal como posta a pretensão do autor. Desse modo. conforme MP 2. no aspecto: “DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA Com razão o autor. Eis a decisão recorrida. não há se falar em impossibilidade jurídica do pedido. o qual demanda análise de mérito. a requerimento ou de ofício. Aponta violação dos artigo 4º. o reclamante declarou que não pode arcar com as despesas processuais. Ilesos os dispositivos invocados. da Lei nº 1. as benesses da Justiça gratuita podem ser concedidas. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO BANCO DO BRASIL - MATÉRIA REMANESCENTE JUSTIÇA GRATUITA CONHECIMENTO O Banco do Brasil alega que descabe o benefício da gratuidade de justiça. sendo certo que o beneplácito legal está em consonância com o inciso LXXIV do artigo 5º da Constituição Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. A teor do disposto no parágrafo 3º do artigo 790 da CLT. Por conseguinte.tst.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância. sem prejuízo do sustento próprio e de sua família.2009. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.37 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. Não conheço. Transcreve aresto ao confronto. Registre-se. § 1º. que a impossibilidade jurídica do pedido não pode ser confundida com o direito material pretendido. verifica-se que não há qualquer vedação em nosso ordenamento jurídico. que não estão em condições de pagar as custas do processo. na forma do artigo 1º da Lei nº 7. .060/50.115/83. ainda. pelos juízes. Consoante se verifica à fl. 33 dos autos.200-2/2001. sob as penas da lei.15.5. firmando a declaração sob as penas da lei. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

conheço do agravo de instrumento. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. o disposto no artigo 896. MÉRITO COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA – INTEGRAÇÃO DAS PARCELAS DEFERIDAS PERANTE A COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA Alega o autor que a sentença deferiu o recálculo do benefício de acordo com o Estatuto vigente. bem como de divergência jurisprudencial.15. Diz que o fundamento adotado. que obstam o processamento de recurso de revista contrário à iterativa e notória jurisprudência deste Tribunal. defere-se ao autor a gratuidade da Justiça. com Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. sob as penas da lei. da CLT e o teor da Súmula nº 333 do TST. conforme MP 2. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO PELO RECLAMANTE CONHECIMENTO Presentes os pressupostos legais de admissibilidade.tst. E. Ademais. tal declaração não foi infirmada por qualquer meio de prova. Não conheço. mas indeferiu a integração ao benefício do valor recebido na Comissão de Conciliação Prévia. Federal. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.38 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. no caso.jus. Destarte.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. segundo qual a simples declaração.5. .200-2/2001.” (fl. 1. na data da admissão.2009. Incidem. a decisão encontra-se em consonância com a Orientação Jurisprudencial nº 304 da SBDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho.596) A decisão regional foi proferida com amparo do § 3º do artigo 790 da CLT. § 4º. como já referido no tópico anterior. de que as horas extras recebidas por acordo não integram a complemento de aposentadoria. o que afasta a alegação de violação dos dispositivos invocados.br/validador sob código 10015B52103502590E. de que “não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família” é suficiente para a concessão do benefício da justiça gratuita.

200-2/2001. tais verbas decorrem de um acordo. 40) não integram a complementação de aposentadoria. Como bem salientou o Juiz sentenciante. Portanto. sendo que se apurar a natureza das verbas ali transacionadas não é possível. base na OJ 18 da SBDI-1. II. nos termos do artigo 514. nada a alterar. quanto à afirmação de que o acordo firmado perante a Comissão de Conciliação Prévia inviabiliza o reconhecimento da natureza das verbas ali transacionadas e consequentemente a integração Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Ocorre. contudo.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ao argumento de que.tst.” (fl. sequer aventado. Além do mais. não pode prevalecer pois é inaplicável ao caso concreto. efetivamente. o autor poderia ter pleiteado a retenção dos valores devidos à Caixa de Previdência.39 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.jus. do CPC.5.596) À análise. Logo. está desfundamentado o apelo. em face da natureza salarial das horas extras. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 1. O fundamento norteador da decisão regional foi no sentido de que o acordo firmado perante a Comissão de Conciliação Prévia inviabiliza o reconhecimento da integração das horas extras na complementação de aposentadoria. conforme MP 2. segundo o item II da Orientação Jurisprudencial nº 18 da SBDI-1. para que tais valores integrassem a remuneração e o benefício complementar. é devida sua inclusão na base de cálculo da complementação de aposentadoria. devendo ter sido retidos os valores de contribuições devidos à Caixa de Previdência. não obstante os argumentos do autor. merece mantença a decisão de Origem. Transcreve aresto para confronto de teses. Por outro lado. Contudo. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. a toda evidência. onde as partes expõem suas vontades. .15. Cabia ao reclamante.2009.br/validador sob código 10015B52103502590E. que o autor fundamenta seu recurso de revista na contrariedade à Orientação Jurisprudencial nº 18 da SBDI-1 desta Corte Superior. Eis a decisão regional: “DA INTEGRAÇÃO DAS VERBAS DEFERIDAS NA COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA NA COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA O autor assevera que as verbas recebidas por ocasião da comissão de conciliação prévia possuíam caráter salarial. as horas extras convencionadas em referido acordo (fl. refutar os argumentos adotados pelo TRT. o que não restou demonstrado. tratando-se de um acordo.

negar provimento ao agravo de instrumento do reclamante.jus. À unanimidade. bem como a certidão de trânsito em julgado. nego provimento ao agravo de instrumento.5. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.15.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a fim de demonstrar que seu apelo merecia ser processado. o que nada mais é do que a aplicação do princípio do contraditório e da impugnação específica em matéria recursal. da Lei Complementar nº 109/2001. atenderia ao princípio da dialeticidade ou discursividade dos recursos. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Prejudicada a análise do recurso de revista do Banco do Brasil.br/validador sob código 10015B52103502590E. dar provimento aos agravos de instrumento dos reclamados para determinar o processamento dos recursos de revista. no que tange à condenação solidária e aos Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. no mérito. segundo o qual cabe ao recorrente questionar os fundamentos declinados na decisão recorrida e permitir a impugnação da parte contrária." Ante o exposto. § 1º. julgar improcedente os pedidos de diferenças de complementação de aposentadoria formulados pelo autor. por violação dos artigos 17 e 68. . Ainda. conhecer dos recursos de revista. por unanimidade. reformando o acordão regional. chamar o processo à ordem para tornar sem efeito os julgamentos ocorridos nos dias 08/04/2015 e 15/04/2015.40 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04.200-2/2001. Em assim procedendo. dar-lhes provimento para. por unanimidade. Convém registrar também o entendimento consubstanciado na Súmula n° 283 do Supremo Tribunal Federal: "É INADMISSÍVEL O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. apenas quanto ao tema “diferenças de complementação de aposentadoria – regulamento aplicável”. e. à unanimidade.2009. conforme MP 2. QUANDO A DECISÃO RECORRIDA ASSENTA EM MAIS DE UM FUNDAMENTO SUFICIENTE E O RECURSO NÃO ABRANGE TODOS ELES. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho. das horas extras na complementação de aposentadoria.tst. Também.

das quais fica isenta de recolhimento. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.596). Brasília. conforme MP 2.jus.200-2/2001) CLÁUDIO BRANDÃO Ministro Relator Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 1.br/validador sob código 10015B52103502590E. por ser beneficiária da justiça gratuita (fl.5.tst. Firmado por assinatura digital (MP 2. honorários advocatícios.0133 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Custas a cargo do autor.15. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.2009.200-2/2001.41 PROCESSO Nº TST-RR-97500-04. . 8 de fevereiro de 2017.