Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47.2013.5.02.0072

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A C Ó R D Ã O
(1ª Turma)
GDCMP/viv/

AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADMISSIBILIDADE. RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. CULPA IN
VIGILANDO. DECISÃO DO STF NA ADC 16. 1.
O Tribunal Pleno do Supremo Tribunal
Federal julgou procedente ação
declaratória de constitucionalidade,
firmando o seguinte entendimento:
"(...) Contrato com a administração
pública. Inadimplência negocial do
outro contraente. Transferência
consequente e automática dos seus
encargos trabalhistas, fiscais e
comerciais, resultantes da execução do
contrato, à administração.
Impossibilidade jurídica. Consequência
proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei
Federal nº 8.666/93. (...)" (excerto do
v. acórdão proferido na ADC 16, Relator:
Ministro Cezar Peluso, DJe nº 173,
divulgado em 08/09/2011). 2. Aferida
tal decisão, na hipótese de
terceirização lícita, não há
responsabilidade contratual da
Administração Pública pelas verbas
trabalhistas dos empregados
terceirizados, conforme a literalidade
do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993. 3.
Contudo, o acórdão prolatado nos autos
da ADC 16 pelo Pretório Excelso não
sacramenta a intangibilidade absoluta
da Administração Pública pelo
descumprimento de direitos
trabalhistas dos empregados lesados
quando terceiriza serviços. 4. A
própria Lei de Licitações impõe à
Administração Pública o dever de
fiscalizar a execução dos contratos
administrativos, conforme se depreende
dos artigos 58, III, e 67, § 1º, da Lei
8.666/93. 5. Na hipótese dos autos, o
Tribunal Regional, após o exame do
conteúdo fático-probatório, concluiu
Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP
2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

. conforme MP 2. e são Agravadas MARIA CELIA LIMA DOS SANTOS e ASSEMP GESTÃO EMPRESARIAL LTDA.2013. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. "A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral" (Súmula n. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. 374/392. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 368/371 do Sistema de Informações Judiciárias (eSIJ). interpõe o segundo reclamado o presente Agravo de Instrumento. Revelando a decisão recorrida sintonia com a jurisprudência pacífica do Tribunal Superior do Trabalho. por meio da qual se denegou seguimento ao seu Recurso de Revista [fls.2013.5. 6. aba “Visualizar Todos (PDF)”].200-2/2001. . 276/277-v dos autos físicos. § 7º. Inconformado com a decisão monocrática proferida pelo Exmo. mediante as razões aduzidas às fls. pp.02. Desembargador Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. além de divergência jurisprudencial. não se habilita a conhecimento o recurso de revista. Vistos.2 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. ABRANGÊNCIA.ME. eSIJ).jus. nos termos do artigo 896. bem como contrariedade a Súmula do Tribunal Superior do Trabalho.º 331. pela existência de culpa in vigilando da Administração Pública devido à ausência de fiscalização das obrigações assumidas pela contratada.0072. 279/288 dos autos físicos (pp.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento em Recurso de Revista n° TST-AIRR-1914-47. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. da Consolidação das Leis do Trabalho.A. que seu Recurso de Revista merecia processamento. Agravo de Instrumento a que se nega provimento.02.tst.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. na medida em que demonstrara afronta a dispositivos de lei e da Constituição da República. em que é Agravante BANCO DO BRASIL S. Sustenta o ora agravante. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.5. desta Corte superior). VI.

5. II – MÉRITO RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. e razões recursais protocolizadas em 5/10/2015. O Exmo. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. pp. pp. 396/405 do eSIJ e fls. o cabimento e a admissibilidade deste Agravo de Instrumento serão examinados à luz da legislação processual vigente à época da publicação da decisão agravada. 276/277-v dos autos físicos. O Agravo de Instrumento é tempestivo (intimação pessoal ocorrida em 29/9/2015.tst. conforme MP 2. pp. Desembargador Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. É o relatório. V O T O I . quanto ao tema em epígrafe. p. Dispensada a remessa dos autos à douta Procuradoria Geral do Trabalho.CONHECIMENTO Observada a cláusula constitucional que resguarda o ato jurídico (processual) perfeito (artigo 5º. e substabelecimento à fl. à míngua de interesse público a tutelar. denegou seguimento ao Recurso de Revista interposto pelo Banco do Brasil sob os seguintes fundamentos (fls.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. ENTE PÚBLICO.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. pp. da Constituição da República). 88/89 do eSIJ. 125 do eSIJ. 221-v dos autos físicos (p.02.200-2/2001.3 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. 408/414 do eSIJ. consoante procuração acostada às fls. 100 dos autos físicos. 297/300 dos autos físicos. terça-feira. 368/371 do eSIJ): PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. . 291/295-v dos autos físicos.jus. 77/77-verso dos autos físicos.2013. ). O depósito recursal foi efetuado no valor arbitrado à condenação [fl. 268 do eSIJ)]. O reclamado encontra-se regularmente representado nos autos. XXXVI. Conheço do Agravo de Instrumento. Contraminuta e contrarrazões apresentadas às fls.

obstando à Justiça do Trabalho a aplicação automática de responsabilidade subsidiária à Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. o STF declarou a constitucionalidade do § 1º do art. da pretensão da parte autora.02. artigo 37. artigo 333.Banco do Brasil Quanto a este tema. artigo 97.ADC 16 .ajuizada pelo governo do Distrito Federal. Assim. inciso LXV. artigo 37. Rejeito.divergência jurisprudencial. de acordo com as alegações constantes na inicial. artigo 103.violação do(a) Lei nº 8666/1993.666/93.200-2/2001. inciso XVI.violação do(s) artigo 5º.5. artigo 5º. Código de Processo Civil.tst. . inciso XVII. §6º. inciso I. . sempre aferida in statu assertioni. é o banco parte legítima para figurar no polo ativo e a veracidade. ressalvo posicionamento pessoal. Consta do v. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. ou não. artigo 37. Acórdão: Ilegitimidade de parte A legitimidade é a relação de pertinência subjetiva entre o conflito trazido a juízo e a qualidade para litigar a respeito dele. da Constituição Federal. §1º. Alegação(ões): . A questão afeita à responsabilidade subsidiária é matéria pertinente ao mérito. . Impossibilidade jurídica do pedido O conceito de impossibilidade jurídica do pedido consiste na vedação pelo ordenamento jurídico.contrariedade à(s) Súmula(s) nº 331 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. artigo 37. abstratamente. inciso II. inciso II.jus.contrariedade à(s) Súmula(s) vinculante(s) nº 10 do excelso Supremo Tribunal Federal. 17ª Turma: No julgamento da ação declaratória de constitucionalidade . . As alegações da recorrente se referem ao mérito. .4 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. Consolidação das Leis do Trabalho. das afirmações constantes da inicial é tema ligada ao mérito. artigo 71.2013. Responsabilidade Subsidiária . inciso LV. artigo 5º.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em abstrato. ou seja. Responsabilidade Solidária/Subsidiária/ Tomador de Serviços/ Terceirização / Ente Público. com vistas a me curvar ao entendimento majoritário da E. Rejeito.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. artigo 5º. 71 da Lei nº 8. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. conforme MP 2. artigo 818. inciso XXXVI.

Diante do julgamento da ADC 16 pelo E. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o que atrai a responsabilidade subsidiária. tendo em vista que a reclamante laborava nas dependências da contratante e restou comprovada a ausência de pagamento de verbas trabalhistas. Entretanto isso não impede que se reconheça a responsabilidade do ente público quando ele é obrigado por lei a agir e não o faz.666/93 já está superada.tst. 71 da Lei 8. Além do mais. de modo que se impõe à Administração Pública. o que deve ser analisado à luz do caso concreto. Verbas rescisórias. evidenciando que incorreu em culpa in vigilando.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. no caso de terceirização. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. mantenho a responsabilidade subsidiária do Banco do Brasil pelos créditos deferidos à autora. o próprio preposto do banco declarou em depoimento pessoal que: "não sabe se foram pagos os salários da reclamante. ou não. A responsabilidade subsidiária abrange todas as verbas decorrentes da condenação. entendendo ser impertinente a sua condenação ao Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. a fiscalizar o cumprimento do contrato. no mesmo julgamento o Supremo Tribunal Federal entendeu que o reconhecimento da constitucionalidade do enunciado normativo do § 1º do art. diferenças de FGTS e multas dos artigos 467 e 477 da CLT Sustenta o recorrente que jamais foi o empregador da reclamante. TST.5 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. Por outro lado. nos termos do item VI da Súmula 331 do C.666/93. a prova incumbe a quem tem melhores condições de produzi-la. que se utiliza como razão de decidir.200-2/2001. .5. Dessa forma. e 67 da Lei nº 8. do art. III. STF e do item "V" da Súmula 331 do C. Administração Pública em face do inadimplemento dos direitos trabalhistas. a constitucionalidade. O 2º reclamado não trouxe qualquer elemento de prova que demonstrasse a efetiva fiscalização da contratada. nos termos dos arts. sempre que acionada a responder pelos contratos de terceirização que realiza. 98). 58.2013. inclusive no que tange ao cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da contratada.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. nem mesmo vale-transporte e refeição" (fl. De ver-se que. já que a mesma lei obriga a Administração Pública.666/93 não significa que eventual omissão da Administração Pública na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado não gere a responsabilidade da Administração. não há que se falar em condenação subsidiária de forma automática. TST. No caso concreto. é evidente que o Banco do Brasil não cumpriu integralmente a obrigação. segundo a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova.jus. em face do decidido no STF. Posto isso. 71 da Lei nº 8. conforme MP 2. o dever de provar a efetiva fiscalização da empresa contratada.02.

§ 1º.2013. que a imposição da responsabilidade. através da Orientação Jurisprudencial 351 da SDI-1. XXXVI. Tribunal Superior do Trabalho. V e VI. TST. A r. ademais. do C. não prospera a irresignação.º 8. 333.5. Ao exame. sustenta. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. aduz que infringe questão pacificada no C.tst. ainda que subsidiária. verbis: A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C.º 8. . do Código de Processo Civil de 1973 e 71. § 6º. I. Renova a alegação de ofensa aos artigos 5º. 97 e 103 da Constituição da República. do C. e LV. restando afastada a alegada violação dos dispositivos legais apontados e prejudicada a análise dos arestos paradigmas transcritos para o confronto de teses. Busca o segundo reclamado a reforma do julgado.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. § 1º.200-2/2001. o que não ocorreu nos presentes autos.02. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. da CLT. pelo pagamento de encargos trabalhistas contraria o disposto no artigo 71. § 7º. além de transcrever arestos para o cotejo de teses.º 331. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. V. 818 da Consolidação das Leis do Trabalho. contrariedade à Súmula n. Quanto à multa do artigo 467 da CLT. e Súmula nº 333 do C. O recebimento do recurso encontra óbice no artigo 896. No entanto.TST. CONCLUSÃO DENEGO seguimento ao Recurso de Revista. TST. 37. em síntese. conforme MP 2. da CLT. II. da Lei n.666/93.6 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. Afirma. Renovando os argumentos expendidos em Recurso de Revista. desta Corte superior e à Súmula Vinculante nº 10 do STF. decisão está em consonância com a Súmula de nº 331. No tocante à multa do artigo 477. pagamento subsidiário dos títulos rescisórios e diferenças de FGTS. afirma que tem natureza punitiva e não pode ser aplicada ao devedor subsidiária. Mantenho. A responsabilidade subsidiária abrange todos os créditos trabalhistas consoante o inciso VI da Súmula nº 331. que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública condiciona-se à comprovação por parte do reclamante da existência de culpa do ente público. da Lei n.jus. II.666/93.

nos termos dos arts. a constitucionalidade.200-2/2001. em face do decidido no STF. a fiscalizar o cumprimento do contrato. 71 da Lei n° 8. 17ª Turma: No julgamento da ação declaratória de constitucionalidade ADC 16 - ajuizada pelo governo do Distrito Federal.5. 254-verso/255 dos autos físicos. pp. Entretanto isso não impede que se reconheça a responsabilidade do ente público quando ele é obrigado por lei a agir e não o faz. . 328/329do eSIJ – grifos nossos: Responsabilidade Subsidiária . 71 da Lei 8. obstando à Justiça do Trabalho a aplicação automática de responsabilidade subsidiária à Administração Pública em face do inadimplemento dos direitos trabalhistas. no mesmo julgamento o Supremo Tribunal Federal entendeu que o reconhecimento da constitucionalidade do enunciado normativo do § 1° do art. ou não do art. 71 da Lei n° 8.666. TST.jus.666/93.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. e 67 da Lei n° 8. tendo em vista que a reclamante laborava Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. conforme MP 2. Diante do julgamento da ADC 16 pelo E. Por outro lado. o STF declarou a constitucionalidade do § 1° do art.2013. às fls. com vistas a me curvar ao entendimento majoritário da E.666/93 já está superada.tst. já que a mesma lei obriga a Administração Pública. o que deve ser analisado à luz do caso concreto. III. 58.02. ressalvo posicionamento pessoal. mantendo inalterada a sentença por meio da qual se impôs ao tomador dos serviços a condição de responsável subsidiário pelo adimplemento das obrigações trabalhistas. é evidente que o Banco do Brasil não cumpriu integralmente a obrigação. a Corte de origem negou-lhe provimento. expendeu os seguintes fundamentos. Por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário interposto pelo segundo reclamado. inclusive no que tange ao cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da contratada.7 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. Dessa forma. Para tanto. no caso de terceirização.Banco do Brasil Quanto a este tema. No caso concreto. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.666/93 não significa que eventual omissão da Administração Pública na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado não gere a responsabilidade da Administração./93. STF e do item “V” da Súmula 331 do C. não há que se falar em condenação subsidiária de forma automática.

02. nas dependências da contratante e restou comprovada a ausência de pagamento de verbas trabalhistas. sempre que acionada a responder pelos contratos de terceirização que realiza.200-2/2001. a prova incumbe a quem tem melhores condições de produzi-la. nem mesmo vale-transporte e refeição” (fl. . 98). TST. Mantenho. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.2013. que se utiliza como razão de decidir.jus. A responsabilidade subsidiária abrange todas as verbas decorrentes da condenação. No entanto. o próprio preposto do banco declarou em depoimento pessoal que: “não sabe se foram pagos os salários da reclamante. diferenças de FGTS e multas dos artigos 467 e 477 da CLT. TST. De ver-se que. através da Orientação Jurisprudencial 351 da SDI-1. segundo a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova. aduz que infringe questão pacificada no C. Além do mais. afirma que tem natureza punitiva e não pode ser aplicada ao devedor subsidiária. mantenho a responsabilidade subsidiária do Banco do Brasil pelos créditos deferidos à autora. nos termos do item VI da Súmula 331 do C. conforme MP 2. o que atrai a responsabilidade subsidiária. O 2° reclamado não trouxe qualquer elemento de prova que demonstrasse a efetiva fiscalização da contratada. Verbas rescisórias. evidenciando que incorreu em culpa in vigilando.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.tst. verbis: A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.5. o dever de provar a efetiva fiscalização da empresa contratada. TST. A responsabilidade subsidiária abrange todos os créditos trabalhistas consoante o inciso VI da Súmula n° 331. Posto isso. Quanto à multa do artigo 467 da CLT. não prospera a irresignação. da CLT. No tocante à multa do artigo 477.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.8 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. entendendo ser impertinente a sua condenação ao pagamento subsidiário dos títulos rescisórios e diferenças de FGTS. de modo que se impõe ã Administração Pública. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Sustenta o recorrente que jamais foi o empregador da reclamante. do C.

Também.032. em princípio. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 37. Tribunal Pleno. a responsabilidade não poderia ser contratual. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas. com referência aos encargos trabalhistas.2013. (STF. não há responsabilidade contratual da Administração Pública pelas verbas trabalhistas dos empregados terceirizados. ADC 16. firmando o seguinte entendimento: EMENTA: RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. .º 16 (ADC 16). Voto vencido. conforme a literalidade do art. conforme posicionamento do STF. nesse sentido. Relator: Ministro Cezar Peluso. resultantes da execução do contrato. da Lei 8. a responsabilidade da Administração Pública. relação jurídica. E de fato. fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. da Lei federal nº 8. procedente. 71.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. à administração. 71. conforme a literalidade do art.5. § 1. § 1º. da CR/88. Contrato com a administração pública. § 6. visto que entre a Administração Pública e o terceirizado não existe. conforme MP 2. nesses casos. tem-se que. § 1º.666/1993 . da Lei federal nº 8.A inadimplência do contratado.666/1993: "§ 1º do art.º. DJe nº 173. Aferida tal decisão. 71. de 26 de junho de 1993.jus.666/93. 71.º. Subsidiária.9 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. Impossibilidade jurídica. Ação direta de constitucionalidade julgada. nem poderá Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.º. 71 da Lei nº 8. Consequência proibida pelo art. na hipótese de terceirização lícita. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. É constitucional a norma inscrita no art. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. de 1995.666. O Supremo Tribunal Federal julgou procedente a Ação Declaratória de Constitucionalidade n. com a redação dada pela Lei nº 9. Inadimplência negocial do outro contraente. §1. Na esteira desse julgamento.200-2/2001. em caso de terceirização lícita.02. não estará calcada no art. divulgado em 08/09/2011). da Lei 8.tst. fiscais e comerciais. não há responsabilidade contratual da Administração Pública pelas verbas trabalhistas dos empregados terceirizados.666/1993. não sendo objetiva.

02. aqui. Talvez. que haja realmente a fiscalização. o cumprimento pelo menos das verbas elementares: pagamento de salário. nesses casos dos contratos. mas não cumpre esses deveres elementares.tst. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. A legislação brasileira exige. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.2013. para que haja essa culpa in vigilando. onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. mas não cumpriu os deveres elementares. porque pode ocorrer que a empresa terceirizada receba. aqueles responsáveis pelas contas do município. o Poder Público é adimplente. tentou explicitar ao não declarar a inconstitucionalidade da lei e resgatar a ideia da súmula. pelo menos no plano federal essa questão não se coloca. ." Contudo. inclusive perante o Registro de Imóveis. fundamental. porque. De modo que haja talvez até uma exigência de demonstração de que se fez o pagamento.jus.200-2/2001. seja TCU. depois.10 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. como sói acontecer. os órgãos fiscalizadores. Transcrevem-se excertos dos judiciosos debates ocorridos no julgamento da ADC 16: O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – É bem verdade que os pontos que têm sido suscitados pelo TST fazem todo o sentido e talvez exijam dos órgãos de controle. seja Tribunal de Contas do Estado. por exemplo. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. o pior dos mundos pode ocorrer para o empregado que prestou o serviço. conforme MP 2. o que não significa ausência de lei. nada obsta a responsabilização dos entes públicos por créditos trabalhistas relacionados a serviços terceirizados. Só se pode pagar a posteriori. É que talvez ela não esteja sendo cumprida. recolhimento da Previdência Social e do FGTS. Então. a empresa recebeu da Administração. reclamem-se normas de organização e procedimento por parte dos próprios órgãos que têm de fiscalizar. em geral.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. inicialmente são os órgãos contratantes e.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Mas já há. desde que presentes os pressupostos da matiz extracontratual e subjetiva da responsabilidade civil.5. e se está quitada com a Previdência. essa questão continua posto e foi o que o TST. porque inclusive a empresa não pode mais contratar. de alguma forma. realmente. Nós tivemos esses casos aqui mesmo na administração do Tribunal e tivemos de fiscalizar.

diretriz que será mitigada em benefício do trabalhador prejudicado. Vai ter de examinar os fatos.tst.02.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE E RELATOR) – Dela. Ela diz que o mero inadimplemento deveras não transfere. O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE E RELATOR) – Agora há de ser no sentido de que ela vai ter de examinar os fatos. . Não é a inconstitucionalidade da norma. quando não toma. a Administração Pública (tomadora dos serviços) não poderá ser condenada a cumprir as obrigações trabalhistas assumidas pelos prestadores de serviços. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. aos débitos anteriores. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. não discordo disso.11 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47.200-2/2001. Presidente. a responsabilidade do ente estatal. Isso é que gera responsabilidade que vem sendo reconhecida pela Justiça do Trabalho. na quadra que se desenhou. Em regra. configura inadimplemento dela! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Claro. O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (PRESIDENTE E RELATOR) – Vossa Excelência está acabando de demonstrar que a Administração Pública é obrigada a tomar atitude que. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Na verdade. a Justiça do Trabalho estava aceitando.2013. Estou de acordo. é que. consectário dos postulados constitucionais da legalidade e da moralidade.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. apresenta quitação em relação à Previdência.5. A norma é sábia. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – O que estava acontecendo.jus. conforme MP 2. mas a inadimplência da obrigação da Administração é que lhe traz como consequência uma responsabilidade que a Justiça do Trabalho eventualmente pode reconhecer a despeito da constitucionalidade da lei. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. desde que verificado no caso concreto o descumprimento de leis referentes ao dever de fiscalização da Administração Pública." (negritos do original) (sublinhei) O acórdão prolatado nos autos da ADC 16 pelo Pretório Excelso não sacramenta a intangibilidade absoluta da Administração Pública pelo descumprimento de direitos trabalhistas dos empregados lesados quando terceiriza serviços. de forma irrestrita.

expedida no domicílio da pessoa física.. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. dos quais se destacam os seguintes trechos: "Art.prova de inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho. 29 e 31 do mesmo diploma legal. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. conforme o caso. A documentação relativa à regularidade fiscal e trabalhista." (item incluído pela Lei n.02.tst. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. ou de execução patrimonial. da Lei 8. através do cálculo de índices contábeis previstos no edital e devidamente justificados no processo administrativo da licitação que tenha Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei. mediante a apresentação de certidão negativa.452.º 12.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. Registre-se que.12 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47.. nos termos do Título VII-A da Consolidação das Leis do Trabalho. conforme MP 2. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação". já exigíveis e apresentados na forma da lei. inciso XIII.200-2/2001.2013.5. A documentação relativa à qualificação econômico-financeira limitar-se-á a: I . que devem ser aferidas na forma dos arts. que comprovem a boa situação financeira da empresa. constitui cláusula necessária dos contratos administrativos aquela que estabelece "a obrigação do contratado de manter. estão a regularidade fiscal e trabalhista e a qualificação econômico-financeira. II . durante toda a execução do contrato.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. consistirá em (redação dada pela Lei n. [.666/1993. 31.] IV .jus. conforme ressaltado. V .certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica. de 1o de maio de 1943. E dentre esses requisitos.º 12..440/2011): [.] § 5º A comprovação de boa situação financeira da empresa será feita de forma objetiva. vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios.prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). consoante o art. 55.balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. aprovada pelo Decreto-Lei no 5. 29. . podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta..440/2011) (grifos acrescidos ao original) "Art.

a manutenção das condições de habilitação e qualificação deve ser fiscalizada pelo ente público contratante. pois.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C.666/1993 é enfático ao determinar que a Administração deve designar um representante. . determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. conforme MP 2." (grifos acrescidos ao original) Como exigência que decorre do contrato administrativo.666/1993.13 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. determinando o que for necessário a regularização das pendências verificadas: "Art. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 67 da Lei 8.2013. por força dos arts. pressupõe a prova da regularidade fiscal e trabalhista e da boa situação financeira durante toda a execução dos serviços contratados. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. 67.200-2/2001. configurando uma obrigação legal a que está adstrita a Administração. § 1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. 58. porque a saúde financeira da empresa prestadora de serviços constitui condição indispensável para o adequado cumprimento do objeto pactuado. 55. suplantando. vedada a exigência de índices e valores não usualmente adotados para correta avaliação de situação financeira suficiente ao cumprimento das obrigações decorrentes da licitação. dado início ao certame licitatório. Essa conclusão se impõe. o procedimento de habilitação realizado no âmbito do certame licitatório. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.5." (grifos e negritos acrescidos ao original) Dessarte. inciso XIII. Isso de forma a garantir à Administração as condições necessárias para o exercício das atribuições Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.02. imposto ao Poder Público. inciso III. o dever de fiscalizar.tst. a fim de acompanhar e fiscalizar a execução do contrato. O art. e 67 da Lei 8. § 2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.jus.

br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados" (grifo e negrito acrescido ao original). consignou o Tribunal de origem que “No caso concreto. diante da situação concreta. Por certo. essenciais que lhe compete. o atendimento do interesse público. Não há outra razão para a consagração das chamadas cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos.º. em caso de reiterado descumprimento da legislação trabalhista. A fiscalização da execução. segundo a teoria da distribuição Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. tendo em vista que a reclamante laborava nas dependências da contratante e restou comprovada a ausência de pagamento de verbas trabalhistas. como também na hipótese das medidas necessárias. Nesse contexto. consistentes nas irregularidades ou defeitos observados. resguardando. é o procedimento necessário à perfeita consecução do objeto do contrato.jus. Por via de consequência. . É imperativo destacar que a fiscalização da execução do contrato não constitui um fim em si. § 1. o Tribunal Regional. há algum vício nesse procedimento se as desconformidades não são tempestivamente identificadas. não serem adotadas. O § 2º do mesmo artigo. 67. concluiu pela existência de culpa in vigilando devido à ausência de fiscalização das obrigações assumidas pela contratada. Estatui esse dispositivo que "o representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato.14 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. sem sobressaltos.tst. permitindo a tempestiva identificação e superação de problemas. nesse contexto.2013. estabelece que "as decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes" (grifo e negrito acrescido ao original).02. conforme MP 2. da Lei 8. após detido exame do conteúdo fático-probatório. consoante a clara dicção do art. independentemente do objeto que é contratado. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.200-2/2001.666/1993. estaria a prestadora de serviços acumulando um passivo capaz de reduzir ou até mesmo de extirpar o equilíbrio econômico-financeiro necessário à fiel execução do contrato. No caso retratado nos autos. é evidente que o Banco do Brasil não cumpriu integralmente a obrigação. De ver-se que. em idêntico diapasão.5.

em sua própria intimidade. Acresça-se que. conforme MP 2. O adimplemento de obrigações trabalhistas por parte da prestadora de serviços guarda estreita relação com a execução dos serviços contratados e deve. evidenciando que incorreu em culpa in vigilando. caput. não compete ao empregado terceirizado suportar o ônus decorrente da negligência do Poder Público na fiscalização da empresa prestadora de serviços. negligenciando o dever de fiscalizar que lhe é imposto. mas também da necessidade igualmente imperiosa de atender aos princípios constitucionais da eficiência e da moralidade administrativa (art. a culpa in vigilando do tomador de serviços. Além do mais.02. estribado apenas no preço do serviço contratado.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. sim. o que atrai a responsabilidade subsidiária. beneficiar-se à custa da exploração do trabalho daqueles que são chamados a operar. sendo.tst. CR). configurando-se inarredável a respectiva omissão. pois. sofrer intenso controle por parte da Administração. 328 do eSIJ – grifos acrescidos) O tomador de serviços não carreou aos autos qualquer evidência das medidas tomadas para evitar as irregularidades observadas. Essa obrigação avulta não somente do dever de se observar o que estabelece a Lei 8. a fim de não comprometer a execução do contrato.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C.5. patente a relação de causalidade entre a Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.666/1993. nem mesmo vale-transporte e refeição’ (fl.jus.200-2/2001. o dever de provar a efetiva fiscalização da empresa contratada. evitando igualmente a transgressão dos direitos dos trabalhadores. Insta salientar que tal supervisão há de ser sobretudo preventiva. Manifesta. de modo que se impõe ã Administração Pública. Descabe ao Poder Público. a prova incumbe a quem tem melhores condições de produzi-la. Ante todo o exposto. 254-verso dos autos físicos. sempre que acionada a responder pelos contratos de terceirização que realiza. como agentes terceirizados. encontra-se perfeitamente qualificada a culpa in vigilando do ente público. ademais. 37. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o próprio preposto do banco declarou em depoimento pessoal que: ‘não sabe se foram pagos os salários da reclamante.15 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. em face do processo de intermediação de mão de obra. p. . O 2° reclamado não trouxe qualquer elemento de prova que demonstrasse a efetiva fiscalização da contratada.2013. 98)” (fl. dinâmica do ônus da prova.

6ª Turma. I.º.5.5.2013. 186.jus.0011. 2ª Turma.16 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. A supremacia do interesse público assenta-se. 5ª Turma. RR-557-97.2012. Relator Ministro Lelio Bentes Corrêa.15.2010.03. ARR-1621-58. tendo em vista que não configura fato constitutivo e sim fato impeditivo à sua pretensão.5.2014. não há que prevalecer o interesse secundário do Poder Público Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Relator Desembargador Convocado João Pedro Silvestrin.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 1ª Turma. conforme MP 2.05. já se manifestou no sentido de que o encargo processual acerca do poder-dever da administração pública de fiscalizar o fiel cumprimento das obrigações atribuídas à empresa contratada não incumbe ao autor.0021. Logo. RR-1405-45.5. DEJT 08.tst.2011.0195. não há óbice para que lhe seja imposta a responsabilidade subsidiária. 7ª Turma. do Código de Processo Civil. DEJT 21. Esse entendimento está em consonância com o princípio da valorização social do trabalho (art. Data de Publicação: DEJT 31/10/2014. 4ª Turma.2014. qualificada pelo descumprimento dos deveres legais a que estava jungida e a violação de direitos trabalhistas da autora.2009.08.02. DEJT 04. 1ª Turma.5.2012.2013.0965. 1. DEJT 07. AIRR-297400-59. RR-444-35. nos termos dos arts. inciso IV. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos.2014. do CPC/73. entre os quais aqueles expressamente vinculados à garantia da dignidade obreira (art. da Constituição Federal). AIRR - 822-56. Relatora Ministra Kátia Magalhães Arruda. II.2010.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. 7. 187 e 927 do Código Civil Brasileiro. Nesses termos.21. conduta culposa omissiva do referido ente público. RR-98400-64. Relatora Ministra Maria de Assis Calsing.02. Com efeito.03. DEJT 17. de forma primaz.2013.01.5. Relator Ministro José Roberto Freire Pimenta.10. Relator Ministro: Hugo Carlos Scheuermann.200-2/2001. na concretização dos fundamentos e objetivos da República e na garantia dos direitos fundamentais de todos os cidadãos. a despeito de o contratante ostentar a condição de ente público. consoante disposto no artigo 333. Citem-se os seguintes precedentes: AIRR . Relator Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.2009.0100.10.0129.12.2012. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.5.0074.5. DEJT 21.1429-19.02. data de julgamento: 22/10/2014. Não procede a alegação de afronta aos artigos 818 da CLT e 333. 8ª Turma.02. DEJT 07.2014.5. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. .03. na esteira do entendimento do Supremo Tribunal Federal. esta Egrégia Corte superior.2011.09.0004.º da CR).

do próprio patrimônio. É de se ressaltar que ao ente público caberá ainda intentar ação de regresso. não há falar em contrariedade à Súmula Vinculante n. impede salientar que o Tribunal Regional não fundamentou sua decisão na inconstitucionalidade do artigo 71. não havendo cogitar em divergência jurisprudencial ou afronta a dispositivos de lei federal e da Constituição da República. No que concerne à alegação de que a Corte Regional não observou o comando do artigo 97.666/93. tendo em vista que a decisão proferida revela estrita consonância com a jurisprudência cediça desta Corte superior. na defesa. de modo a assegurar o ressarcimento de eventuais danos que lhe forem causados. a expensas dos mais elementares princípios e direitos. a qualquer custo.tst.º 331 desta Corte superior . que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. a fim de resgatar os valores eventualmente pagos ao trabalhador. Essa compreensão está em perfeita sintonia com a celeridade e a efetividade que informam a execução dos créditos trabalhistas.º 8.calcada exclusivamente na exegese da lei infraconstitucional. Nesses termos.5. da Lei n. conforme MP 2. § 7º. da Lei n.17 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. mas decidiu em harmonia com a Súmula n. consagrados nos âmbitos civil. administrativo e trabalhista.666/1993. por seu órgão fracionário no julgamento do feito. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 56 da Lei 8.2013. nos termos do artigo 896. os quais devem ser primordialmente resguardados pela própria Administração. da Constituição da República.jus. é induvidosa a sua responsabilização patrimonial em caráter subsidiário. § 1º. 934 do Código Civil. nos termos do art.02. § 1º.º 8. conforme preceitua o art. ao declarar a inconstitucionalidade do artigo 71.666/1993.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.º 331.º 10 do Supremo Tribunal Federal ou em violação do artigo 97 da Constituição da República.200-2/2001. . resulta inviável o conhecimento do Recurso de Revista. consagrada na Súmula n. Assim. V. os quais se revestem de índole inegavelmente alimentar. Tampouco se deve olvidar que a Administração poderá valer-se da garantia ofertada pela empresa contratada. da Consolidação das Leis do Trabalho. Considerando o descumprimento por parte do ente público do seu dever de fiscalização.

I. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Insiste na ocorrência de afronta aos artigos 5º. não se habilita a conhecimento o Recurso de Revista. .tst. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Revelando a decisão recorrida sintonia com a jurisprudência pacífica deste Tribunal Superior. Ao exame. nego provimento ao Agravo de Instrumento.5. ABRANGÊNCIA. FGTS e das multas previstas nos artigos 467 e 477 da Consolidação das Leis do Trabalho ao argumento de que tais verbas são devidas apenas pelo real empregador.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.200-2/2001. O entendimento supratranscrito aplica-se tanto para empresas privadas quanto para entes públicos. Nesse sentido. de 24 de maio de 2011: VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.2013.02.18 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. c. do CPC/73 bem como de divergência jurisprudencial. Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Ante o exposto. submete-se ao regime jurídico aplicável ao devedor principal. conforme MP 2.º 174. e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho. 467.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Pugna o ora agravante pela reforma do julgado para afastar a sua responsabilidade subsidiária pelo pagamento das verbas rescisórias. com a redação que lhe emprestou o Tribunal Pleno.º 331. horas extras. 477. nos termos do disposto no artigo 896. Sendo o ente público condenado de forma subsidiária a satisfazer os créditos trabalhistas. § 8º. mediante a Resolução n. e 333. O tomador dos serviços condenado subsidiariamente responde por todos os atos a que estaria obrigado o devedor principal. orienta-se a jurisprudência pacífica desta Corte superior consagrada no item VI da Súmula n. e LV da Constituição da República. pois figura como mero garantidor do pagamento dos débitos trabalhistas imputados ao devedor principal.jus. XLVI. XLV. respondendo nos estritos limites impostos na decisão.

Incólumes.tst.19 PROCESSO Nº TST-AIRR-1914-47. Firmado por assinatura digital (MP 2. § 7º. por unanimidade.0072 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. dessarte. Ante o exposto. os dispositivos invocados.200-2/2001.2013. nego provimento ao Agravo de Instrumento.5. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho. da Consolidação das Leis do Trabalho.200-2/2001) MARCELO LAMEGO PERTENCE Desembargador Convocado Relator Firmado por assinatura digital em 15/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.br/validador sob código 10015B5E6A431E269C. negar provimento ao Agravo de Instrumento. Brasília. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. .jus.02. conforme MP 2. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 15 de fevereiro de 2017.