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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.2009.5.09.0022

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A C Ó R D Ã O
(2ª Turma)
GMDMA/MSO

I - RECURSO DE REVISTA DO ÓRGÃO GESTOR
DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO
AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE ANTONINA
– OGMO/A E DA TERMINAIS PORTUÁRIOS DA
PONTA DO FELIX S/A. DESERÇÃO DO RECURSO
ORDINÁRIO. RECOLHIMENTO DAS CUSTAS E
DEPÓSITO RECURSAL APENAS PELO OGMO/PR.
ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO BIENAL.
EQUIVALÊNCIA À EXCLUSÃO DA LIDE PARA
FINS DE APLICAÇÃO DA SÚMULA 128, III, DO
TST. No momento da interposição do
recurso ordinário, apenas o OGMO/PR
procedeu o depósito recursal e
recolhimento das custas. Em seu apelo,
o referido reclamado requereu a
incidência da prescrição bienal, a qual
equivale ao pedido de exclusão da lide
para fins de aplicação da Súmula 128,
III, do TST, devendo ser mantida a
deserção do recurso ordinário
interposto pelos recorrentes.
Precedentes. Recurso de revista não
conhecido.

II – RECURSO DE REVISTA DA FORTESOLO
SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA. E ADUQUÍMICA
ADUBOS QUÍMICOS LTDA. DESERÇÃO.
AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL EM
RECURSO DE REVISTA. Considerando que as
reclamadas que depositaram valores para
recorrer de revista, no caso, as rés
OGMO/PR e OGMO/A, pleiteiam a
improcedência da ação, com base na
aplicação da prescrição bienal, os
recolhimentos efetuados não aproveitam
as recorrentes FORTESOLO e ADUQUIMICA
ADUBOS QUÍMICOS LTDA., consoante
estabelece o inciso III da Súmula 128 do
TST. Precedentes. Recurso de revista
não conhecido.

III - RECURSO DE REVISTA DO ÓRGÃO DE
GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO
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PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE
PARANAGUÁ- OGMO/PR
1 – TRABALHADOR AVULSO. PRESCRIÇÃO
BIENAL. Tratando-se de demanda
envolvendo trabalhador avulso, a
contagem do prazo prescricional bienal
inicia-se com o rompimento da relação
jurídica existente entre este e o órgão
de gestão de mão de obra, o qual ocorre
a partir da extinção do seu registro nas
hipóteses previstas no art. 27, § 3.º,
da Lei 8.630/93. Se não rompido o
registro do trabalhador portuário
avulso com órgão de gestão de mão de obra
ou se não comprovado esse rompimento, é
de se aplicar o prazo quinquenal.
Recurso de revista não conhecido.

2 – TRABALHADOR AVULSO. FÉRIAS
DOBRADAS. As atribuições, quanto ao
registro e escala do trabalhador
portuário avulso, passaram a ser do
OGMO, por disposição das Leis 8.630/93
e 9.719/98, que nada fixam sobre o
usufruto de férias ou ainda, sobre
eventual remuneração em dobro.
Referidas normas não imputam àquele
Órgão a responsabilidade quanto à forma
de fruição das férias. Ao contrário,
limitam seus poderes, obrigando-o a
atender aos termos do que restar
pactuado em convenções ou acordos
coletivos. De acordo com referidas
leis, o OGMO apenas se revela
responsável pelo recolhimento dos
valores pagos por operadores
portuários, em razão dos serviços
executados por trabalhadores avulsos. É
responsável, ainda, pelo respectivo
repasse dos valores, nos quais está
incluída a fração relativa às férias. É
de se reconhecer, portanto, que a
remuneração das férias do trabalhador
avulso não está condicionada ao
usufruto do benefício, nos termos do
art. 134 da CLT, mas sim aos ditames da
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Lei 9.719/98. Recurso de revista
conhecido e provido.

3 – TRABALHADOR AVULSO. TURNOS
ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. HORAS
EXTRAS. Conforme a jurisprudência do
Tribunal Superior do Trabalho, são
devidas as horas extras aos portuários
avulsos que trabalham em dois turnos de
seis horas consecutivos ou se ativam em
jornada com dobra de escalas, pois
compete ao OGMO a organização do
trabalho dos avulsos, cuidando para que
sejam estabelecidos rodízios, de
maneira que não se viole a legislação
trabalhista aplicável. Eventual
previsão em norma coletiva para a dobra
de escalas não pode acarretar em
renúncia ao direito de recebimento das
horas extraordinariamente prestadas,
sob pena de precarização do trabalho,
haja vista o caráter público das normas
jurídicas relacionadas à duração do
trabalho, as quais tutelam a saúde do
trabalhador. Recurso de revista não
conhecido.

4 - INTERVALOS INTERJORNADAS.
INOBSERVÂNCIA. EFEITOS. Configurado o
exercício do labor para além da jornada
prevista para descanso entre um período
de trabalho e outro, deve ser observado
o intervalo previsto no art. 66 da CLT.
A inobservância do referido intervalo,
nos termos da Orientação
Jurisprudencial 355 da SBDI-1,
acarreta, por analogia, efeitos
idênticos aos previstos no § 4º do
artigo 71 da CLT, devendo-se pagar a
integralidade das horas que foram
subtraídas do intervalo, acrescidas do
respectivo adicional, não se cogitando
de bis in idem. Recurso de revista não
conhecido.

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5 - TRABALHADOR AVULSO. DOMINGOS E
FERIADOS. De acordo com o Tribunal
Regional a previsão contida em norma
coletiva, acerca do trabalho aos
domingos e feriados, apenas previa a
forma de pagamento da hora normal e não
da hora extraordinária. Diante disso, o
Tribunal Regional acresceu à condenação
o pagamento das diferenças a completar
a dobra dos domingos e feriados
laborados sem a respectiva folga
compensatória na mesma semana. A
revisão desse entendimento demandaria o
reexame de fatos e provas, o que atrai
o óbice da Súmula 126 do TST. Recurso de
revista não conhecido.

6 – TRABALHADOR AVULSO. JORNADA IN
ITINERE. RENÚNCIA. ACORDO COLETIVO.
Importa considerar que os instrumentos
coletivos de trabalho, embora sejam
legitimamente firmados pelas
representações sindicais profissional
e econômica, possuindo plena eficácia,
sendo reconhecidos, por força do que
dispõe o art. 7.º, XXVI, da Constituição
Federal, não podem eliminar direitos e
garantias assegurados por lei. É que, no
processo de formação dos referidos
instrumentos, deve evidenciar-se a
existência de concessões recíprocas
pelos seus signatários. Por esta razão,
inconcebível que se estabeleça, via
acordo coletivo, mera renúncia do
reclamante ao pagamento da rubrica,
garantida por lei, concernente aos
trajetos residência-local de trabalho e
local de trabalho-residência,
beneficiando apenas o empregador. Dessa
forma, a negociação coletiva não pode
prevalecer em razão da existência da Lei
nº 10.243/2001, a qual passou a regular
de forma cogente a jornada in itinere.
Recurso de revista não conhecido.

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Recurso de revista não conhecido. Nos termos da atual redação do item II da Súmula 368 do TST. E OUTRA e ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ . Vistos.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. . alterada na sessão do Tribunal Pleno em 16/4/2012. conforme decidiu a Corte de origem. a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições fiscais. não havendo.5. ADOÇÃO DO CRITÉRIO MENSAL. o adicional deverá incidir sobre o valor-hora específico de cada turno trabalhado.830/93. conforme MP 2. FORMA DE CÁLCULO.09. De outra parte.5 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.3.jus. na decisão regional. 7. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-149000-22. 7.200-2/2001.713/1988. é do empregador. BASE DE CÁLCULO.0022. 8 – DESCONTOS FISCAIS.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. porquanto não guarda pertinência com o tema em questão. Não se cogita de ofensa ao art.09.1. concluiu que.tst. FORTESOLO SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA.2009.OGMO/A E OUTRA. independentemente de previsão coletiva. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. O Tribunal Regional. e devem ser calculadas mês a mês. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. em que são Recorrentes ÓRGÃO GESTOR DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE ANTONINA . Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. constatando remuneração diferenciadas de acordo com o navio trabalhado.5. pois não trata da base de cálculo das horas extras prestadas pelo trabalhador avulso. a fim de com não causar prejuízo ao reclamante.OGMO/PR e Recorridos MARCOS Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 7 – TRABALHADOR AVULSO. a pretensão recursal é inviabilizada pela Súmula 126 do TST.350/2010. 29 da Lei 8. APLICAÇÃO DO ARTIGO 12-A DA LEI 7. Recurso de revista não conhecido.2. 7. ACRESCIDO PELA LEI 12. HORAS EXTRAS. alusão explícita ao teor da norma coletiva invocada pelo recorrente.2009.

do Regimento Interno deste Tribunal. e o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá – OGMO/PR interpuseram recursos de revista. conforme MP 2. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Foram apresentadas contrarrazões. INTERPORTOS LTDA. pretendendo a reforma do decidido. II.AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA MALHA SUL S. Terminais Portuários da Ponta do Felix S. em razão do previsto no art. E OUTRA e ALL . que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.ª Região não conheceu dos recursos ordinários opostos dos reclamados Aduquímica Adubos Químicos Ltda.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.5.jus. Fortesolo serviços Integrados Ltda..A.. 83.200-2/2001. .br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Os recursos de revista foram admitidos.a e Orgão Gestor de Mão de Ora do Porto Organizado de Antonina OGMO/A.09. por desertos. O Tribunal Regional do Trabalho da 9. Fortesolo serviços Integrados Ltda. Aduquímica Adubos Químicos Ltda. ANTONIO CAMPOS VELLOSO.2009. É o relatório. V O T O I – RECURSO DE REVISTA DO ÓRGÃO GESTOR DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE ANTONINA – OGMO/A E DA TERMINAIS PORTUÁRIOS DA PONTA DO FELIX S/A 1 – CONHECIMENTO Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Os reclamados Terminais Portuários da Ponta do Felix S. Orgão Gestor de Mão de Ora do Porto Organizado de Antonina OGMO/A.tst. e negou provimento ao recurso ordinário do Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá – OGMO/PR. Os autos não foram remetidos ao Ministério Público do Trabalho.A.6 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.

200-2/2001.2006 (verso fl. LV. não podem se aproveitar do preparo realizado pelo Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá .0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. 5. os reclamados sustentam que o recurso ordinário não estava deserto.7 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Juízo a quo limitou a responsabilidade do sétimo reclamado (Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá . O Tribunal Regional não conheceu dos recursos ordinários dos reclamados.OGMO.º. Alegam violação do art. conforme MP 2.09. de modo que os demais reclamados recorrentes. referido reclamado busca a declaração da prescrição bienal que. devendo ser aplicada a Súmula 128.OGMO) até 23. por deserção. . houve recurso no tocante.11. implicará na exclusão da responsabilidade deste pelas verbas devidas ao obreiro. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. passa-se ao exame dos específicos do recurso de revista. – DESERÇÃO.2009. III. do TST. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o MM. razoável concluir que o efeito prático será o ''mesmo" caso tivesse o recorrente postulado a sua exclusão da lide. 1. Satisfeitos os pressupostos genéricos de admissibilidade. sendo que não.1. RECOLHIMENTO DAS CUSTAS E DEPÓSITO RECURSAL APENAS PELO OGMO/PR. III. em face da condenação solidária e inexistência de pedido de exclusão da lide.tst. da Constituição Federal. tendo sido expendidos os seguintes fundamentos: No presente caso.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. 805). Desse modo. donde se extrai pela aplicação analógica do item III. Dispõe a Súmula 128. da Súmula 128. do TST: Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.5. caso acolhida.TST. do C. Nas razões do recurso de revista. Por outro lado.

.2009.5. III. III.jus. o referido reclamado requereu a incidência da prescrição bienal. SÚMULA Nº 128. No momento da interposição do recurso ordinário. (ex-OJ nº 190 da SBDI-1 . EM RAZÃO DE A POSSIBILIDADE DE ACOLHIMENTO DA PRESCRIÇÃO ALEGADA PELO RECLAMADO QUE EFETUOU O DEPÓSITO RECURSAL CARACTERIZAR PEDIDO DE EXCLUSÃO DA LIDE. Recurso de embargos de que se conhece e a que se dá provimento Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. Em seu apelo.2000)” Nos termos da referida súmula. cito o seguinte precedente da SBDI-1: “RECURSO DE EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA REGIDO PELA LEI Nº 11. apenas a OGMO/PR procedeu o depósito recursal e recolhimento das custas. POR DESERÇÃO.tst. a qual equivale ao pedido de exclusão da lide para fins de aplicação da Súmula 128.496/2007.Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. porquanto o reclamado que efetuou o depósito recursal pode requerer a sua devolução. ao se pronunciar a prescrição total em relação a ele. as demais ficam dispensadas da realização do ato..inserida em 08. não há que se falar em aproveitamento do preparo efetuado pelo OGMO/Paranaguá para as reclamadas Fortesolo Serviços Integrados Ltda. RECURSOS ORDINÁRIOS NÃO CONHECIDOS. conforme MP 2. e não quanto às reclamadas que interpuseram o recurso e não efetivaram o preparo. Efetivamente. uma vez que. DESTA CORTE. “III . por já se encontrar garantido o juízo. por deserção. Correta a decisão do Tribunal Regional ao aplicar o entendimento consagrado na Súmula nº 128. e Aduquímica Adubos Químicos Ltda.8 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. III.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. uma vez realizado o depósito recursal por uma das empresas solidariamente condenadas. a execução da sentença ficaria sem garantia. do TST.11.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. deste Tribunal e não conhecer dos recursos ordinários das embargadas.09.200-2/2001. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Nesse sentido.

Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Contudo. DEJT 29/05/2015) "AGRAVO DE INSTRUMENTO DO OGMO. RECURSO DE REVISTA. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. faz-se necessário que o Juízo esteja assegurado mediante depósito efetuado pelas demais empresas solidariamente responsáveis pela condenação. as demais ficam dispensadas da realização do ato. Agravo de instrumento a que se nega provimento. 6ª Turma. ainda.09. Na hipótese. PRECEDENTES. conforme MP 2. Rel.09. DEJT 01/07/2016). a única empresa que efetuou o depósito recursal pleiteou a reforma da sentença para que fosse reconhecida a Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Citam-se.200-2/2001. . Rel.2009.9 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.2009. equivalendo. O OGMO/PR. RECURSO DE REVISTA DE FORTESOLO SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA." (ARR-162800-17. Min. único reclamado a efetuar o depósito recursal. caso exista a possiblidade de exclusão da lide da empresa que efetuou a garantia.5. (E-ED-RR-163300-83.09. na prática.0411. à sua exclusão da lide. consequentemente. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. DECISÃO DENEGATÓRIA. Cláudio Mascarenhas Brandão. ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO BIENAL.2009. E OUTRA.5. EQUIVALÊNCIA À EXCLUSÃO DA LIDE PARA FINS DE APLICAÇÃO DA SÚMULA 128/III/TST.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. EQUIVALÊNCIA À EXCLUSÃO DA LIDE PARA FINS DE APLICAÇÃO DA SÚMULA 128/III/TST. no levantamento do depósito recursal efetuado. DESERÇÃO. DESERÇÃO. Uma vez realizado o depósito recursal por uma das empresas solidariamente condenadas.tst.0411.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.5. sob pena de se desvirtuar a razão determinante do entendimento consubstanciado na Súmula 128/III/TST. MANUTENÇÃO. o que. ocasionará o levantamento do valor depositado. os seguintes precedentes: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. Min. Kátia Magalhães Arruda. quando da interposição do recurso ordinário. consequentemente. ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO BIENAL.jus. por já se encontrar garantido o Juízo. pleiteou a reforma da sentença para que fosse reconhecida a incidência da prescrição bienal o que resultaria em extinção da lide com resolução do mérito e.

Desse modo. pois. em termos práticos. Rel. que é promover a garantia do Juízo. caso seja acolhido o pedido. Min. SBDI/TST.09. inciso LV. a absolvição da condenação (ainda que em potencial) da única empresa que efetuou o depósito recursal equivale à sua exclusão da lide. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.5. caso fosse acolhida e o que acabou ocorrendo em sede de acórdão regional. Observa-se. caso seja acolhido o pedido.10 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.OGMO/PR. Min. ocasionando a frustação da finalidade do instituto do depósito recursal.184400-97. em termos práticos.tst. que. deve ser mantido o não conhecimento do recurso ordinário apresentado por OGMO/A e outro. DO TST (alegação de violação ao artigo 5º. será levantado o valor depositado.09. Rel. Renato de Lacerda Paiva. Agravo de instrumento desprovido. .0022. 2ª Turma.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. como consequência. pois.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Desse modo.09. única empresa que efetuou o depósito recursal. 3ª Turma. incidência da prescrição bienal computada a partir da cessação do trabalho prestado a cada tomador de serviço. como consequência. desta Corte). item III. que.jus. portanto.5. ocasionando a frustação da finalidade do instituto do depósito recursal que é promover a garantia do juízo. que.2009.0022.5. o Órgão de Gestão de mão-de-obra do trabalho portuário e avulso do Porto Organizado de Paranaguá . DEJT 15/05/2015) "RECURSO DE REVISTA. pleiteou a reforma da sentença para que fosse reconhecida a incidência da prescrição bienal computada a partir da cessação do trabalho prestado a cada tomador de serviço.2009.200-2/2001. que subsiste por seus próprios fundamentos. a absolvição da condenação (ainda que em potencial) da única empresa que efetuou o depósito recursal equivale à sua exclusão da lide. não há como assegurar o processamento do recurso de revista quando o agravo de instrumento interposto não desconstitui os fundamentos da decisão denegatória. da Constituição Federal e contrariedade à Súmula nº 128.APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 128. Nesse contexto. por deserto. DEJT 21/11/2014) Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. inclusive da Dt." (RR-189900-47. ensejaria a sua absolvição da condenação.2009." (AIRR e RR . caso fosse acolhida. DESERÇÃO . que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Precedentes desta Corte. Mauricio Godinho Delgado. conforme MP 2. ensejaria a sua absolvição da condenação. ITEM III. observa-se que. Recurso de revista não conhecido. será levantado o valor depositado. quando da interposição do recurso ordinário. No presente caso.

2006 (verso fl. o MM. implicará na exclusão da responsabilidade deste pelas verbas devidas ao obreiro. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.1 . 805).2009. tendo sido expendidos os seguintes fundamentos: No presente caso.jus. sendo que não. donde se extrai pela aplicação analógica do item III. não podem se aproveitar do preparo Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.11. conforme MP 2. houve recurso no tocante. do C. 1. Juízo a quo limitou a responsabilidade do sétimo reclamado (Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá . de modo que os demais reclamados recorrentes. caso acolhida.OGMO) até 23. 5.200-2/2001. Desse modo. NÃO CONHEÇO.DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA O Tribunal Regional não conheceu dos recursos ordinários dos reclamados. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. por deserção.TST. razoável concluir que o efeito prático será o ''mesmo" caso tivesse o recorrente postulado a sua exclusão da lide.º. LV. Nesse contexto.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. ficam afastadas a alegada violação do art. da Constituição Federal e contrariedade à Súmula deve ser mantida a deserção do recurso ordinário.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 1 – CONHECIMENTO Satisfeitos os pressupostos genéricos de admissibilidade. Por outro lado. referido reclamado busca a declaração da prescrição bienal que.11 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.5. E ADUQUÍMICA ADUBOS QUÍMICOS LTDA.09. passa-se ao exame dos específicos do recurso de revista. Prejudicada a análise dos demais temas do recurso de revista. II – RECURSO DE REVISTA DA FORTESOLO SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA. .tst. da Súmula 128.

ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO BIENAL.200-2/2001. os reclamados sustentam que o recurso ordinário não estava deserto.09. na prática. 5.. DESERÇÃO. pleiteou a reforma da sentença para que fosse reconhecida a incidência da prescrição bienal o que resultaria em extinção da lide com resolução do mérito e. com base na aplicação da prescrição bienal. DESERÇÃO. devendo ser aplicada a Súmula 128. DEJT 29/05/2015) "AGRAVO DE INSTRUMENTO DO OGMO.jus. Considerando que as reclamadas que depositaram valores para recorrer de revista. RECURSO DE REVISTA. III. 6ª Turma. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Nas razões do recurso de revista. equivalendo. consequentemente. consoante estabelece o inciso III da Súmula 128 do TST. E OUTRA. Agravo de instrumento a que se nega provimento. em face da condenação solidária e inexistência de pedido de exclusão da lide. os recolhimentos efetuados não aproveitam as recorrentes FORTESOLO e ADUQUIMICA ADUBOS QUÍMICOS LTDA. pleiteiam a improcedência da ação.5." (ARR-162800-17. no caso. à sua exclusão da lide. Min.09. realizado pelo Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá . O OGMO/PR. Nesse sentido. do TST. EQUIVALÊNCIA À EXCLUSÃO DA LIDE PARA FINS DE APLICAÇÃO DA SÚMULA 128/III/TST.OGMO. Alegam violação do art. DECISÃO Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. da Constituição Federal. EQUIVALÊNCIA À EXCLUSÃO DA LIDE PARA FINS DE APLICAÇÃO DA SÚMULA 128/III/TST. LV. as rés OGMO/PR e OGMO/A.12 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Rel.5. único reclamado a efetuar o depósito recursal.tst. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. PRECEDENTES.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Kátia Magalhães Arruda.2009. RECURSO DE REVISTA DE FORTESOLO SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA. ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO BIENAL. conforme MP 2.0411. no levantamento do depósito recursal efetuado. .º.2009. citam-se os seguintes precedentes: "AGRAVO DE INSTRUMENTO.

que subsiste por seus próprios fundamentos. ITEM III. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. DO TST (alegação de violação ao artigo 5º. Agravo de instrumento desprovido. as demais ficam dispensadas da realização do ato. que. a única empresa que efetuou o depósito recursal pleiteou a reforma da sentença para que fosse reconhecida a incidência da prescrição bienal computada a partir da cessação do trabalho prestado a cada tomador de serviço." (AIRR e RR . quando da interposição do recurso ordinário. observa-se que. sob pena de se desvirtuar a razão determinante do entendimento consubstanciado na Súmula 128/III/TST. inciso LV.200-2/2001. Desse modo.5. Contudo. pleiteou a reforma da sentença para que fosse reconhecida a incidência da prescrição bienal computada a partir da cessação do trabalho prestado a cada tomador de serviço. caso fosse acolhida e o que acabou Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. ocasionando a frustação da finalidade do instituto do depósito recursal.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. será levantado o valor depositado. Mauricio Godinho Delgado.tst. inclusive da Dt.184400-97.jus.OGMO/PR. o Órgão de Gestão de mão-de-obra do trabalho portuário e avulso do Porto Organizado de Paranaguá . em termos práticos. desta Corte). a absolvição da condenação (ainda que em potencial) da única empresa que efetuou o depósito recursal equivale à sua exclusão da lide. . caso seja acolhido o pedido. que é promover a garantia do Juízo.2009.13 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. item III.0022. MANUTENÇÃO. SBDI/TST.APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 128. ocasionará o levantamento do valor depositado.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. não há como assegurar o processamento do recurso de revista quando o agravo de instrumento interposto não desconstitui os fundamentos da decisão denegatória.2009. Precedentes desta Corte. consequentemente. caso fosse acolhida. No presente caso.09. única empresa que efetuou o depósito recursal. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Uma vez realizado o depósito recursal por uma das empresas solidariamente condenadas. DENEGATÓRIA. como consequência. por já se encontrar garantido o Juízo.5. quando da interposição do recurso ordinário. Min. que. DESERÇÃO . Nesse contexto. Rel. caso exista a possiblidade de exclusão da lide da empresa que efetuou a garantia. o que. pois.09. da Constituição Federal e contrariedade à Súmula nº 128. DEJT 15/05/2015) "RECURSO DE REVISTA. ensejaria a sua absolvição da condenação. conforme MP 2. 3ª Turma. faz-se necessário que o Juízo esteja assegurado mediante depósito efetuado pelas demais empresas solidariamente responsáveis pela condenação. Na hipótese.

Rel.09. que. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. em termos práticos. ensejaria a sua absolvição da condenação. no caso.1 – TRABALHADOR AVULSO.2009. NÃO CONHEÇO do recurso de revista. a prescrição aplicável à espécie é a quinquenal. PRESCRIÇÃO BIENAL O Tribunal Regional. considerando-se que o pedido de incidência da prescrição bienal.2009. por deserto. ocorrendo em sede de acórdão regional. Min. quando do rompimento da relação jurídica existente entre o Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. conforme MP 2.14 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Recurso de revista não conhecido. Observa-se. do TST. Desse modo. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.5. ocasionando a frustação da finalidade do instituto do depósito recursal que é promover a garantia do juízo. equivale a pedido de exclusão da lide para fins de aplicação da Súmula 128. passo à análise dos pressupostos intrínsecos. 2ª Turma. ou seja. no tema "aplicação da prescrição bienal ao trabalhador avulso" assim decidiu: “(. 1.0022. a absolvição da condenação (ainda que em potencial) da única empresa que efetuou o depósito recursal equivale à sua exclusão da lide. DEJT 21/11/2014) Assim..br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.jus..0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Renato de Lacerda Paiva. .) Desse modo. portanto. III – ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ – OGMO/PR 1 – CONHECIMENTO Preenchidos os requisitos genéricos de admissibilidade.200-2/2001." (RR-189900-47. deve ser mantido o não conhecimento do recurso ordinário apresentado por OGMO/A e outro.5. pois. incidindo a prescrição bienal apenas no caso de extinção do contrato de trabalho. III.09. será levantado o valor depositado. como consequência.tst. caso seja acolhido o pedido.

7. Traz arestos à divergência.jus. O referido dispositivo constitucional estabelece como regra geral para os trabalhadores urbanos e rurais a prescrição quinquenal. 269. trabalhador portuário avulso e o órgão gestor de mão-de-obra (descredenciamento).º. da Constituição Federal. Indica violação dos arts. conforme MP 2. corresponde a uma modalidade de trabalhador eventual. o reclamado afirma que a prescrição bienal para o trabalhador avulso deve ser contada do término de cada relação de trabalho com o operador portuário. conforme dispõe o art. do CPC. e 7. 7. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. porquanto incontroverso que o recorrido continua desenvolvendo normalmente suas atividades”. XXIX.15 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Nas razões do recurso de revista. por curtos períodos de tempo. Daí a incidência da regra prescricional prevista no art.200-2/2001. O trabalhador avulso não é empregado.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.2009. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.630/93.º. . qual seja órgão de gestão de mão de obra. da Constituição Federal. nos termos do art.º. o que não é a hipótese dos autos. 20 da Lei 8. a diversos tomadores. a consequência é a sua exclusão da lide. que arrecada o valor correspondente à prestação de serviços e realiza o respectivo pagamento.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. XXXIV.5. consoante o art. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. II. que apresenta sua força de trabalho unicamente no setor portuário. Diz que foi contrariada a Orientação Jurisprudencial 384 da SBDI-1 do TST. aplicando a bienal apenas nos casos em que encerrado o contrato de trabalho. reconhecida a prescrição e tendo havido limitação da sua responsabilidade à data da criação da OGMO/Antonina. mas que com ele também não forma vínculo empregatício. o trabalhador avulso ostenta igualdade de direitos com o empregado. Todavia. Defende a igualdade de direitos entre o trabalhador avulso e o com vínculo empregatício.tst. Argumenta que.º. IV. XXIX e XXXIV. por meio de uma entidade intermediária. da Constituição Federal.09. 5.

deve incidir a regra geral que aplica o prazo quinquenal. se há somente relação de trabalho. CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL A PARTIR DA DATA DO DESCREDENCIAMENTO DO TRABALHADOR AVULSO DO ORGÃO GESTOR DE MÃO DE OBRA (OGMO). conforme MP 2. da Constituição Federal de 1988. decidiu cancelar a Orientação Jurisprudencial 384 da SBDI-1 do TST.630/93. em decorrência dos debates realizados na denominada "Semana do TST".200-2/2001.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. esta Corte. . § 3.496/2007. 27. Assim. XXIX. 26 e 27/9/2012). Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Se não rompido o registro do trabalhador portuário avulso com órgão de gestão de mão de obra ou se não comprovado esse rompimento. cancelar a Orientação Jurisprudencial nº 384 da SBDI-1. A contagem do prazo prescricional bienal só poderia se iniciar com o rompimento da relação jurídica existente entre o trabalhador avulso e órgão de gestão de mão de obra.16 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. é de se aplicar o prazo quinquenal. 7. o qual ocorre a partir da extinção do seu registro nas hipóteses previstas no art. Diante disso. se na espécie não há contrato de trabalho. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO.5. CANCELAMENTO DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 384 DA SBDI-1. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. O Tribunal Pleno desta Corte.09. Ora.tst. da Lei 8. no período de 10 a 14/9/2012. cito o seguinte precedente: "EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11. nem com qualquer dos tomadores de serviços nem com o órgão de gestão de mão de obra. decidiu. ao trabalhador avulso. por meio da Resolução 186/2012 (DJE de 25. PRESCRIÇÃO BIENAL. Corroborando com o ora proposto. e. embora com direitos equiparados à relação de emprego. tendo como marco inicial a cessação do trabalho ultimado para cada tomador de serviço. que previa ser aplicável a prescrição bienal prevista no art. em sessão extraordinária do Tribunal Pleno.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. em sessão realizada em 14/9/2012.º. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.º. ainda.jus.2009.

dispõe-se que "as ações relativas aos créditos decorrentes da relação de trabalho avulso prescrevem em 5 (cinco) anos até o limite de 2 (dois) anos após o cancelamento do registro ou do cadastro no órgão gestor de mão de obra". de 5/6/2013.jus.815. § 4º. na atual legislação. 37. ainda. inciso XXIX. no caso de trabalhador avulso portuário. o entendimento consagrado no verbete jurisprudencial cancelado. .17 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.132) no Supremo Tribunal Federal para questionar o referido artigo 37. da Constituição Federal de 1988 conta-se da data do término de cada prestação de serviços aos seus tomadores. por meio do seu art. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. na qual.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Prevalece agora o entendimento de que. sem dúvida também aplicável aos trabalhadores avulsos. sem decisão liminar até o julgamento deste processo. deve ser contata a partir do cancelamento do registro ou do cadastro no Órgão Gestor de Mão De Obra. de que. foi recentemente editada a Lei nº 12. inciso XXIX.200-2/2001.2009. conforme MP 2. § 4º.OGMO. Assim. da Lei dos Portos. a prescrição bienal prevista no artigo 7º.OGMO (ao qual permanecem ligados. de forma direta. Nesse contexto.tst. não mais prevalece. cujo Relator é o Ministro Gilmar Mendes. por força do inciso XXXIV do mesmo dispositivo constitucional. Registra-se.5. nesta Corte superior. uma vez que o trabalhador avulso não mantém contrato de trabalho típico com os tomadores. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.09. corroborando o entendimento jurisprudencial desta Corte superior. os trabalhadores) faz a intermediação entre os trabalhadores e os vários e sucessivos tomadores dos seus serviços e repassa àqueles os valores pagos por esses últimos. a prescrição bienal será contada a partir da data do seu descredenciamento do Órgão Gestor de Mão de Obra . o que afasta a tese do reclamado de que a prescrição deve ser observada a partir de cada engajamento.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. da Constituição Federal. na hipótese de trabalhador avulso. nos processos envolvendo os trabalhadores avulsos. Importante destacar que a Federação Nacional dos Operadores Portuários (FENOP) ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 5. como a prescrição bienal somente tem lugar quando houver o descredenciamento do trabalhador do Órgão Gestor de Mão Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. com a adoção desse novo entendimento. que está plenamente em vigor. Isso se explica pela circunstância de que o Órgão Gestor de Mão de Obra . que a prescrição bienal. Por outro lado. não há nenhum efeito prático decorrente daquela Ação Direta em relação à vigência desse dispositivo legal. não havendo decisão liminar. que. Ademais. sucessiva e contínua. não se está violando o artigo 7º. está expressamente reconhecido.

julgado em 28/4/2016.5. ao julgar o processo E-ED-RR- 183000-24.65500-90.200-2/2001. incide o óbice da Súmula 333 do TST e do art. De Obra. no caso de trabalhador avulso portuário. em 4/8/2016. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta.5. quando.59100-11. não há falar em declaração da prescrição bienal. 1.04. Assim.tst. No caso ora em exame.5. por maioria. o repouso semanal remunerado deve ser preferencialmente aos domingos.º.0121. ( E-RR .18 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.jus. na ausência do referido descredenciamento permanece a aplicação da prescrição quinquenal em razão do liame contínuo que se estabelece entre o trabalhador portuário e o OGMO (E-RR.2007. do artigo 7º.09. Diante do exposto. da CLT. 896. conforme pretende o reclamado.OGMO.2009.2 . Relator Aloysio Corrêa da Veiga. da CF.5. ante a ausência de cancelamento do registro ou do cadastro do reclamante no OGMO. a prescrição bienal será contada a partir da data do seu descredenciamento do Órgão Gestor de Mão de Obra .br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. razão pela qual poderá ser concedido em outro dia da semana. do artigo 7º. em razão da continuidade da prestação do serviço.0121. Esse foi o entendimento adotado pela Subseção I de Dissídios Individuais desta Corte. conforme MP 2. de lavra deste Relator.2009. decidiu-se que.02. NÃO CONHEÇO do recurso de revista. publicado no DEJT do dia 6/5/2016. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Embargos não conhecidos.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.TRABALHADOR AVULSO. considerando que o inciso XXXIV. acórdão pendente de publicação.05. da CF assegura ao trabalhador avulso os mesmos direitos do trabalhador com vínculo empregatício. DEJT 26/08/2016) Logo. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. conclui-se que o obreiro faz ao pagamento em jus Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.2006. . FÉRIAS EM DOBRO O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos: “A teor do inciso XV.0254 . § 7.

a CLT deve ser aplicada apenas no que couber. 129 a 153.200-2/2001.719/98 e art.719/98 e a Lei 8.jus. da Lei 9. dos domingos e feriados laborados sem a respectiva folga compensatória na mesma semana”.°.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. in verbis: "Na remuneração por produção ou por salário-dia. sentença para acrescer à condenação o pagamento das diferenças a completar a dobra (lembrando que já foram remuneradas de forma simples)..5. Aponta a violação do art. Afirma que os recorridos não preenchem os requisitos dos arts. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.630/93 não dispõem sobre a fruição de férias. 29 da Lei 8. o reclamado alega que o trabalhador avulso não forma vínculo de trabalho como os tomadores de serviço e que o OGMO é mero intermediador da mão de obra. da Lei 605/49) sem folga compensatória. c) Adicional de 100% (cem) para os trabalhos realizados em dia de feriados.630/93.fl. da Constituição Federal. art.tst. reforma-se a r. situação essa que não se confunde com o direito à dobra quando não concedida folga compensatória na mesma semana.09. Argumenta que em relação aos trabalhadores portuários. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. (.. .br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. pois não adquiriram período aquisitivo a ensejar o direito a férias. e que a Lei 9. 62). 7. Referida norma coletiva estabelece um valor específico para a hora normal de trabalho nos domingos e feriados. especialmente o 133. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. aos trabalhadores serão devidos os adicionais adiante: (. somente sobre o pagamento.)" (ACT 2005/2006 . XXVI e XXXIV. dobro dos domingos laborados (na forma do artigo 9º.. da CLT. Afirma que o OGMO cumpriu com o estabelecido nas normas coletivas no que se refere à remuneração de férias. 4.2009..) b) Adicional de 50% para o trabalho realizado em dia de domingo. Em nada altera esse convencimento a previsão convenciona constante da cláusula 7ª.19 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. conforme MP 2.°. Nas razões do recurso de revista. Portanto.

2009. avulso" não era ele que definia sua escalação e. da Lei 9. com direito à jornada de seis horas diárias. conheciam os horários de trabalho e bem podiam definir quando seria extraordinário e em turnos diversos com prejuízo ao relógio biológico do trabalhador. tinha o direito ao trabalho para o qual foi designado. por divergência jurisprudencial. ao estabelecerem as escalas.09. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. uma vez posto na escala. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 1. do artigo 18. pois como estabelece o inciso I. A elaboração da escala de trabalho cabia aos operadores portuários (artigo 6º. pelo OGMO e operadores portuários. HORAS EXTRAS O Tribunal Regional negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamado. no sentido de que o trabalhador avulso não faz ao pagamento em dobro de férias não gozadas. vez que adota tese oposta àquela exarada no acórdão recorrido. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. Ainda que coubesse ao reclamante aceitar ou não o trabalho. uma das finalidades do órgão gestor é a de "administrar o fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário. por sua vez. ao recorrente (OGMO).jus.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. por isso Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. somente haveria trabalho extraordinário quando o reclamante figurasse em escalas elaboradas pelo OGMO. Os operadores portuários. sob o seguinte fundamento: “Não obstante as argumentações do recorrente.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst. conforme MP 2. CONHEÇO do recurso de revista. Assim. O aresto oriundo do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região autoriza o conhecimento do recurso de revista por divergência jurisprudencial. e que o reclamante trabalhava em turno ininterrupto de revezamento. o controle da presença dos trabalhadores avulsos no local de trabalho.630/93.719/98) e. da Lei 8. verifica-se que havia a possibilidade de fiscalização do horário de trabalho.200-2/2001.20 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.5.3 – TRABALHADOR AVULSO. . o que é previsto até em lei.

0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. dentre eles os trabalhadores em capatazia e estivadores. 57 da CLT exclui categorias da sua aplicação. conforme MP 2.719/98).2009. no momento da elaboração da escala. também incumbe ao órgão gestor "cumprir e fazer cumprir as normas concernentes à saúde e segurança do trabalho portuário" (artigo 9º. já que os extratos mensais revelam existência de labor que extrapola o turno de seis horas. Daí a impossibilidade de se afastar a incidência do disposto no inciso XIV. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. ante o que estabelece o artigo 8º. .". reconhecido como em turnos de revezamento. Mantenho”. A vigilância e a possibilidade de controlar a jornada do trabalhador afasta qualquer alegação sobre a impossibilidade de deferir horas extras e de se reconhecer o trabalho em condição de turnos de revezamento.fl. salvo em situações excepcionais. 64).5. Além disso. não pode se valer da vontade do trabalhador para se eximir de cumprir a lei. Por fim. Irreparável. mas leis próprias. Ora.200-2/2001. sem dúvida. cabe ao órgão gestor.21 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. da Lei 9. Afirma que o art. da CF. do artigo 7º.jus. o intervalo entre as jornadas. Convenções e Acordos Coletivos. se ao proceder a escala de trabalho deixava de observar regras que lhe eram impostas e permitia a incidência de fatos descritos na lei como remuneradores de trabalho. Alega que em relação aos trabalhadores portuários não se aplica a CLT. como se verifica nas normas coletivas acostadas aos autos (por exemplo. constantes de acordo ou Ou seja.719/98: "Na escalação diária do trabalhador portuário avulso deverá sempre ser observado um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. em sistema de turnos. o reclamado sustenta que são indevidas as horas extras. portanto.09. Aduz que deve Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. do ACT 2005/2006 . que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. cláusula 13ª. Nas razões do recurso de revista. da Lei 9.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Por outro lado. não se pode olvidar que cabe ao órgão gestor observar. a r. a escalação. convenção coletiva de trabalho. sentença no tocante à condenação no pagamento do adicional de horas extras. por isso conhecedor do horário de trabalho de cada trabalhador escalado. as próprias normas coletivas asseguram ao trabalhador avulso a jornada normal de seis horas.tst.

que “as próprias normas coletivas asseguram ao trabalhador avulso a jornada normal de seis horas. caso houvesse eventual dobra de turno.09. 7. como se verifica nas normas coletivas acostadas aos autos (por exemplo.200-2/2001. Que a prova emprestada nos autos reforça essa confissão. não viola as normas constitucionais. 64)”. uma vez que compete ao OGMO organizar o trabalho dos avulsos e cuidar para que sejam Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Que o reclamante confessou laborar no regime de quarteio. a real jornada de trabalho seria de seis horas.22 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. do ACT 2005/2006 . III e VI.° . XXVI. pelo contrário. em sistema de turnos. da Constituição Federal. .br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. em situações excepcionais poderia haver labor em mais de um turno por dia. que o vínculo contratual se dá diretamente com o operador portuário. a jurisprudência desta Corte já firmou o entendimento no sentido de que são devidas as horas extraordinárias aos portuários avulsos que trabalham em turnos de seis horas consecutivos. diante da prática do "quarteio". 29 da Lei 8630/93 e 8. XXVI e 8. Afirma que o trabalho extraordinário depende exclusivamente da vontade do trabalhador.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Traz arestos à divergência.2009. nos termos do art. Afirma que não há previsão legal ou convencional para limitar a jornada de trabalho em seis horas diárias. Que as Convenções Coletivas não preveem o pagamento de horas extras. O acórdão do Tribunal Regional consignou que o reclamante trabalhava em turnos ininterruptos de revezamento o reclamante trabalhava em turno ininterrupto de revezamento.°.°. ser respeitada a autonomia de vontade das partes.° da Lei 9. Foi registrado. com direito à jornada de seis horas diárias. I.719/98.jus.fl. Indica violação dos artigos 7. conforme MP 2. Afirma que o OGMO não é empregador desses trabalhadores. da Constituição Federal. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.5. não havendo de se falar em horas extras ou à violação ao intervalo de 11 horas.tst. Sobre o tema horas extras devidas ao trabalhador portuário. Que. e que devem ser respeitadas as normas coletivas. ainda. Argumenta que o turno de 6x11. e sim. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. cláusula 13ª. por operador portuário.

719/98. conforme o disposto no artigo 8º da Lei nº 9. assim como os arts. o que se observa é a ausência de fruição do intervalo não em razão da existência de fato excepcional e insuperável.. Hugo Carlos Scheuermann. de maneira que não se viole a legislação trabalhista aplicável.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.ª Turma.jus. em que tenha usufruído do intervalo legal-.5. que se ativa além do turno de seis horas pelo chamado sistema de -dobra de turno-. No que se refere à determinação de pagamento de horas extras ao trabalhador portuário avulso. DOBRA DE TURNO. estabelecidos rodízios. mas da ausência de controle do OGMO no que se refere às escalações. Oportuna a transcrição dos precedentes a seguir. cuidando para que sejam estabelecidos rodízios.. . Não demonstrada.)" (RR . resta ileso o mencionado dispositivo. da Lei Maior e 29 da Lei 8630/93.09. Tampouco há como se validar as normas coletivas que. suprimem o direito do trabalhador às horas extras.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2009. Recurso de Revista Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 7º. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO.tst.2007. pois compete ao OGMO a organização do trabalho dos avulsos. Revista não conhecida. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Restou consignado no acórdão recorrido que. XXVI. Min.234100-10. de modo a se resguardar a legislação trabalhista aplicável. Quanto ao intervalo interjornada. 1. NÃO OBSERVÂNCIA DOS INTERVALOS INTRA E INTERJORNADAS. na prática. nos moldes do art. DEJT 9/11/2012) "RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. (.09. que tratam de situação semelhante à dos autos: "HORAS EXTRAS. INTERVALO ENTREJORNADAS DE 11 HORAS. Rel. 8º da Lei 8630/93 e da norma coletiva aplicável ao caso. -da análise do autos. portanto.0411. HORAS EXTRAS. esta Corte tem entendido que são devidas as horas extras aos portuários avulsos que trabalham em dois turnos de seis horas consecutivos. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o que permite que um TPA possa concorrer a escala.5. é assegurado ao trabalhador avulso o intervalo interjornada de 11 horas. a situação excepcional autorizadora da inobservância do intervalo entrejornadas. conforme MP 2. RESPONSABILIDADE DO OGMO PELA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PELO SISTEMA DE RODÍZIO. no tema.23 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.200-2/2001.

12. Rel.2009. tal norma é dirigida ao órgão de gestão de mão de obra. Rosa Maria Weber. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior.. sob o entendimento de que o trabalhador portuário avulso não faz jus ao pagamento do tempo suprimido do intervalo mínimo de onze horas entre dois turnos de trabalho. (. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. No caso. 2. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 1. O Tribunal Regional negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo Reclamante e confirmou o indeferimento do pedido de pagamento do tempo suprimido do intervalo interjornada acrescido de 50%. o trabalhador faz jus ao pagamento do tempo suprimido com o adicional de horas extras. e não por imposição do tomador de serviços. (. 3. Reconhecida a responsabilidade do órgão gestor de mão-de-obra pelo labor extraordinário prestado pelos reclamantes . Min.5. PAGAMENTO DO TEMPO SUPRIMIDO COM ADICIONAL DE 50%. salvo em situações excepcionais. O art. Diante desse contexto..br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.200-2/2001.)" (RR-164100-85..719/1998 assegura ao trabalhador portuário avulso. no tema. DEVIDO.ª Turma. Min.09. DEJT 19/12/2012) "RECURSO DE REVISTA.0022. -um intervalo mínimo de onze horas consecutivas entre duas jornadas. 2.2007. Assim. porque o labor prestado em sucessivas pegadas decorre do seu próprio interesse. constantes de acordo ou convenção coletiva de trabalho-. DEJT 24/6/2011) "TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. ainda que não configurada uma situação excepcional.. conforme MP 2.24 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. . na escalação diária. pois a ele compete organizar a escalação dos trabalhadores avulsos. extrai-se do acórdão que o Reclamante era usualmente escalado para um segundo turno de trabalho sem observância do intervalo mínimo de onze horas em relação ao primeiro.jus. o indeferimento do pedido de pagamento do tempo suprimido do intervalo Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.)" (RR-455800-09. Rel.) LIMITAÇÃO DAS HORAS EXTRAS PRESTADAS AO MESMO OPERADOR PORTUÁRIO. José Roberto Freire Pimenta.tst.0022. SUPRESSÃO DO INTERVALO INTERJORNADA.5..5. Revista conhecida e provida.ª Turma. 8º da Lei nº 9.09.não há falar em limitação do pagamento de horas extras apenas quando prestadas ao mesmo operador portuário.(. conhecido e provido. caso desrespeitado o referido período de descanso.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2009..decorrente de prestação de serviços por período superior a 6 horas diárias .

2009.2007. Diante. 590)..5.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 7º. DEJT 30/11/2012) "HORAS EXTRAS EXCEDENTES DA SEXTA DIÁRIA.25 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.ª Turma.) TRABALHADOR AVULSO. 5º e 7º. considerando a premissa de que.0322. III. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.719/98 e 29 da Lei 8.. Min. (. João Batista Brito Pereira.tst.2009.09. a teor do art. 4. ante a ausência de previsão nos instrumentos coletivos acerca de intervalo intrajornada em período superior a duas horas. assegurando que não haja preterição do trabalhador regularmente registrado Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.jus.5. Rel.)" (RR-506300-32.(fls.ª Turma.5. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls... da Lei 8. E. HORAS EXTRAS. pois. em que o Tribunal Regional. menciona apenas que eles não consignavam -estipulação de intervalo intrajornada em período superior a duas horas.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. 590). por violação do art. incs. 8º da Lei nº 9. No caso. 3. desse quadro. (. . o Tribunal Regional asseverou que os extratos mensais de trabalho portuário demonstraram que o reclamante trabalhou. Recurso de revista de que se conhece. 71 da CLT e contrariedade à Súmula 118 do TST.. 8º. no mesmo dia. o tempo excedente de duas horas entre um turno e outro de trabalho na mesma jornada deve ser considerado à disposição do empregador.630/93 compete ao órgão gestor de mão de obra a escalação do trabalhador portuário avulso em sistema de rodízio.630/93.(fls.12. resultando em uma jornada superior a seis horas e que os instrumentos coletivos não consignavam -estipulação de intervalo intrajornada em período superior a duas horas. 8º da Lei 9. interjornada com o adicional de trabalho extraordinário ofende o art. Rel. não há como constatar violação ao art. ao se reportar à existência de instrumentos coletivos. LABOR EM DOIS TURNOS CONSECUTIVOS. VI da Constituição da República. concluindo que o tempo excedente de duas horas entre um turno e outro de trabalho na mesma jornada. em turnos descontínuos de seis horas.719/1998. deferiu ao reclamante o pagamento das horas extras.)" (RR .316700-93. Fernando Eizo Ono. para condenar o Reclamado ao pagamento do período suprimido do intervalo interjornada mínimo de onze horas. deveria ser considerado como tempo à disposição do empregador. 4º da CLT. inc. 8º da Lei nº 9. parágrafo único. não prospera a ofensa aos arts. conforme MP 2. como adicional de 50%.200-2/2001. e a que se dá provimento.09. I. 5. também. XXVI.. Conforme dispõem os arts. Min.719/1998. E. DEJT 24/8/2012) "(.0028.

630/93. Logo.)" (RR-177800-28. da Lei 8. e simultaneidade na escalação. Min. V. Incidência da Súmula nº 333 do TST. nos termos do art. 1. O fato de a prestação de serviços em um segundo turno de trabalho decorrer da própria vontade do reclamante em aumentar a sua remuneração não tem o condão de afastar a responsabilidade do reclamado de zelar pelas normas de saúde.deu-se em função do mesmo tomador de serviços. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Não se pode limitar o pagamento de horas extras às ocasiões em que a -segunda pegada. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO.5. 6. HORAS EXTRAS. inclusive em relação às horas extras. 2. O Regional não analisou a questão referente à ilegitimidade do OGMO para figurar no polo passivo da ação e não foi instado a fazê-lo quando da oposição de embargos de declaração pelo referido reclamado. Pedro Paulo Manus.02.2006.5.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. se houve prestação de serviços em duração maior que a pactuada por responsabilidade do OGMO. 7º.26 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.0445. Min. as horas extras pleiteadas. saúde e higiene do trabalhador avulso.. Incidência da Súmula nº 297 do TST.2007. à falta do necessário prequestionamento.. O quadro fático delineado pelo Regional. da Constituição Federal reconheceu que os trabalhadores avulsos têm os mesmos direitos dos trabalhadores com vínculo de emprego permanente.5. DEJT 30/11/2012) "HORAS EXTRAS. haja vista que é responsabilidade do órgão gestor da mão-de-obra organizar os turnos de trabalho. 7. HORAS TRABALHADAS ALÉM DA 6ª DIÁRIA E DA 36ª SEMANAL. . ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. higiene e segurança do trabalho portuário avulso.jus. ao conceder ao reclamante.200-2/2001. devendo zelar pelas normas de segurança. Recurso de revista não conhecido. 19. ILEGALIDADE. demonstra que Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO.09." (RR-181500-36. trabalhador portuário avulso. XXXIV.(. Rel.09. O entendimento tranquilo desta Corte é de que o art. DEJT 20/4/2012) "RECURSO DE REVISTA.ª Turma. Precedentes. Recurso de revista não conhecido. Augusto César Leite de Carvalho.2009. Rel.tst. o trabalhador não pode ser apenado com o não recebimento destas horas extras. e § 2º.ª Turma. conforme MP 2.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.0411. LIMITAÇÃO AO LABOR PRESTADO AO MESMO OPERADOR PORTUÁRIO. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

INTERVALO INTERJORNADA. a Lei 9. em razão do "quarteio".10. NÃO CONHEÇO do recurso de revista. superada a divergência jurisprudencial indicada e inexistentes as violações legais e constitucionais alegadas. dispõe que o trabalhador avulso faz jus a intervalo de 11 horas entre duas jornadas de trabalho. Dora Maria da Costa. 896. desrespeitando intervalo interjornada de 11h. em dias sequenciais e sem observância do intervalo entre duas jornadas. os documentos intitulados "EXTRATO MENSAL - TPA'S" registram o cumprimento de jornadas de seis horas.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2009. houve a dobra de turnos para o mesmo operador portuário. INOBSERVÂNCIA. em que o reclamante laborou das 07h às 13h.0322.200-2/2001. pois o trabalhador nesse período Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. – TRABALHADOR AVULSO. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. em vários turnos.27 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Rel. 1.481-10. por óbice da Súmula 333 do TST e do art. § 7.719/98. por exemplo.5. da CLT. inviável o processamento do apelo. dia 13.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.10.2006.tst.º. 8. A alegação recursal de que não havia trabalho em certo período do turno.5.jus. e no dia seguinte. . circunstância suficiente a atrair a concessão do benefício. In casu. EFEITOS O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos: “INTERVALO INTERJORNADA/ INTERVALO DE 35 HORAS/ NATUREZA INDENIZATÓRIA A respeito do intervalo que deve existir entre duas jornadas de trabalho. que trata do trabalho portuário. salvo em situações excepcionais previstas em instrumento coletivo.2011. 14. Precedentes." (RR . em que o reclamante laborou das 19h à 01h. DEJT 7/12/2012) Dessa forma. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.4. Diante do exposto.09.2006. Min. não socorre a tese de reforma da sentença. Recurso de revista não conhecido. como.09. conforme MP 2.ª Turma. de acordo com a prova emprestada.

não se pode entender que sempre havia o descanso de onze horas. Além disso. Muito embora tenha restado demonstrado nos autos a inobservância aos intervalos previstos nos artigos 66 e 67. descansasse e só então iniciasse a nova escala. no sentido de que o tempo suprimido dos intervalos entre jornadas (artigos 66 e 67. já que esse pagamento não tem o condão de afastar o direito do trabalhador usufruir esse descanso. tão-somente. que terminasse uma escala. dividida entre os próprios trabalhadores. estava à disposição para o trabalho.fl.09.2009. da CLT) também devem ser remunerados extraordinariamente (item VIII.5. o ilícito administrativo. ainda que se admitisse essa parcial forma de trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 62). Não obstante. Em nada altera esse convencimento o fato de existir previsão coletiva de quitação do descanso semanal remunerado no importe de 18.28 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. da OJ 88). afastando. sujeita à penalidade nessa esfera. uma vez que fora escalado. Necessário esclarecer que o entendimento prevalente desta Turma é de que a invasão do intervalo de onze horas " " por permitido norma coletiva não raz a excepcionalidade de que o labor nesse tempo não deva ser remunerado.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. curvo-me ao posicionamento contrário firmado por esta Turma. Uma vez designado para estar à disposição para o trabalho. do ACT 2005/2006 .18% (letra "d". já que que todas as horas laboradas em prejuízo a esse descanso já se encontrarão devidamente remuneradas pelas horas extras deferidas. Por isso. não há indicação de que o obreiro não laborasse na sequência quando alterado o local da prestação dos serviços. da cláusula 7ª. a meu ver eventual redução desses intervalos implica em infração de natureza administrativa. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. .0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. de sorte que o novo pagamento pretendido acarretaria . bis in idem entendo indevida a remuneração do tempo suprimido do intervalo interjornada.jus. conforme MP 2. A prova documental revela a continuidade da escala e a alegada prova testemunhal não é específica quanto ao reclamante. Não há prova de que nessa escala não poderia ser exigido trabalho ou que não houvesse fiscalização de trabalho. ou seja.tst.200-2/2001. de modo que ao réu impõe-se a obrigação de quitar as horas trabalhadas em desrespeito ao intervalo que adentra ao repouso semanal. da CLT.

A respeito. 8º. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. a fruição do intervalo interjornada decorre de norma cogente (artigos 66. da CF/88).o que é um direito assegurado constitucionalmente também ao empregad avulso (incisos XXII. a OJ nº 355. e 8º. Demais disso.com os reflexos por se tratar de parcela de natureza jurídica salarial (vencido Desembargador Archimedes).0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. De se mencionar o entendimento jurisprudencial pacífico acerca da natureza salarial da parcela.computado o saldo de tempo acrescido do respectivo adicional . e do intervalo intrajornada do art. do pagamento do tempo destinado ao intervalo não fruído pelo empregado. da OJ 88. desta Turma: V . Por se tratar de contraprestação do tempo à disposição. A primeira situação trata-se da contraprestação pelo trabalho suplementar.29 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. da SDI-1. por analogia. 71 da CLT. mantenho”. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.o trabalhador portuário avulso tem direito ao intervalo mínimo de 11 (onze) horas interjornadas. 6 DA CLT. vale ainda transcrever o item V. da cláusula 13ª. Nem se alegue bis in idem no pagamento das horas extras e no deferimento daquelas decorrentes da supressão do período mínimo de intervalo entre jornadas. ART.tst. Nesse sentido.5. segurança e higiene do trabalhador . que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. HORAS EXTRAS. 64). conforme MP 2.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. O parágrafo 2º. dos ACT's aplicáveis ao presente caso não tratam da remuneração desse labor (ACT 2005/2006 .2009.719/98). sendo sua inobservância objeto de condenação como hora extra . por aplicação analógica do disposto no parágrafo 4º.fl. 66 da CLT acarreta. do C. acrescidas do respectivo adicional. com natureza nitidamente salarial. da Lei 9. Pelas razões expostas acima. a segunda. 71 DA CLT.200-2/2001. da CLT. Ainda. da CLT. do artigo 7º. do artigo 71.jus. que não está à disposição das partes. art. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. XXXIV. pois visa a proteção da saúde.TST: INTERVALO INTERJORNADAS. conforme da Lei nº 9. não se pode atribuir natureza indenizatória à verba. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST.09.719/1998. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. . Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. INOBSERVÂNCIA. O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art.

26 e 29 e da Lei 8. pg.tst. I.719/98.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.30 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. após considerado o lapso de 24 horas de repouso semanal (portanto. Saraiva. Süssekind. seja serviço suplementar ou normal. Curso. e que por essa razão. in Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. XIV. XXVI. e 8.200-2/2001.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60." Valentin Carrion. em situações laborais abrangentes da figura do art. da Carta Magna. Tutela. ed. Noutras palavras. O período referido inicia-se no momento em que o empregado efetivamente cessa seu trabalho. 35 horas) são tidas como Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.630/93.º. Instituições). Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. da Constituição Federal.º. A absorção mútua do intervalo semanal e do intervalo diário transforma em horas extras correspondentes.III e VI. Aduz que o sistema de "quarteio" foi confessado pelo reclamante e é autorizado pela Convenção Coletiva. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. o reclamado alega que a decisão merece reforma. 7. os Acordos e a Convenção Coletiva autorizam o extrapolamento da jornada de trabalho. Argumenta a impossibilidade de cumulação das horas extras decorrentes da 6. ao tratar do tema em epígrafe. 71. Indica violação dos artigos 7. 28ª edição. e 66 e 67. conforme MP 2.09.º da Lei 9.º. da CLT.5. Afirma que o trabalho portuário apresenta peculiaridades. . § 4. Nas razões do recurso de revista. in verbis: "Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso. Amaro. as horas suprimidas do intervalo interjornada mínimo de 11 horas. 8. in verbis: Entre duas jornadas impõe-se um intervalo mínimo de 11 horas.jus. Dispõe o artigo 66 da Consolidação das Leis do Trabalho dispõe. dispôs. 66. Não pode ser absorvido pelo descanso semanal (Russomano. Transcreve arestos à divergência.º.ª diária e das horas decorrentes da inobservância do intervalo intrajornada.2009.

da Constituição Federal. no sentido da concessão de horas extras e do respectivo adicional aos trabalhadores que tenham prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas.jus. recebendo sobre-remuneração como se horas extras fossem.) XXII .br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.200-2/2001.31 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (. vêm a concretizar o comando constitucional inserto no art. higiene e segurança. conforme MP 2. . XXII.2009.º. inciso XXII." Ademais. 66 e 67. eis que os arestos transcritos nas razões de revista estão ultrapassados pela Orientação Jurisprudencial 355 da SBDI-1 também desta Corte. Na hipótese do empregado laborar em desobediência aos ditames insculpidos no artigo 66 da Consolidação das Leis do Trabalho.. da Constituição Federal. a garantia de repouso interjornada é norma afeta à saúde do trabalhador. a doutrina se apega aos ditames insculpidos na Súmula 110 desta Corte. nos termos da Súmula 333 desta Corte. 7. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. da CLT. 7. para que esse restabeleça o desgaste sofrido na jornada laboral. 8.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. não prospera a alegação de dissenso jurisprudencial. sendo certo que o art.09. por meio de normas de saúde.719/98.5. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. norma de natureza fundamental. na medida em que o artigo celetário visa proporcionar ao empregado descanso. De outra parte. conforme salientado. integrantes da duração do trabalho do obreiro. a saber: Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. assim como os arts.º.redução dos riscos inerentes ao trabalho.º da Lei 9. Outrossim. in verbis: "Art. implicará no descumprimento do dispositivo constitucional em epígrafe.. Dispõe o art.

1. os mesmos efeitos previstos no § 4º do art.5. 66 da CLT acarreta. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. bem como a Súmula 333 do TST. que obstam o conhecimento de recurso de revista contrário à iterativa e notória jurisprudência deste Tribunal.32 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.5. da CF. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 71 DA CLT.º. do artigo 7º. 66 DA CLT. INTERVALO INTERJORNADA. Diante do exposto. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. por analogia.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. acrescidas do respectivo adicional. Assim. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA.tst. o repouso semanal remunerado deve ser preferencialmente aos domingos. conforme MP 2. conclui-se que o obreiro faz ao pagamento em jus dobro dos domingos laborados (na forma do artigo 9º. INOBSERVÂNCIA. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST. NÃO CONHEÇO do recurso de revista. devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo. do artigo 7º. acrescidas do respectivo adicional. HORAS EXTRAS. – TRABALHADOR AVULSO. ART. Incide.2009. efeitos idênticos aos previstos no § 4º do artigo 71 da CLT. 896.200-2/2001. . O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. da CF assegura ao trabalhador avulso os mesmos direitos do trabalhador com vínculo empregatício. não se cogitando de bis in idem. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. no caso. Assim. o art. considerando que o inciso XXXIV.09. razão pela qual poderá ser concedido em outro dia da semana. nos termos da jurisprudência desta Corte o desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no artigo 66 da CLT acarreta. por analogia.jus. da CLT. § 7. DOMINGOS E FERIADOS O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos: “A teor do inciso XV.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. da Lei 605/49) sem folga compensatória.

Afirma que o trabalhador portuário avulso pode usufruir de descanso semanal remunerado em qualquer dia da semana que não seja o domingo.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.18% pagos a título de repouso semanal remunerado. Indica violação dos artigos Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.09. Referida norma coletiva estabelece um valor específico para a hora normal de trabalho nos domingos e feriados. bem como o valor de 18.jus. pagando um adicional de trinta por cento para o trabalho realizado entre as dezenove horas de um dia e sete horas do dia seguinte.5. situação essa que não se confunde com o direito à dobra quando não concedida folga compensatória na mesma semana. Alega que o valor pago não se confunde com o salário complessivo. dos domingos e feriados laborados sem a respectiva folga compensatória na mesma semanal”.200-2/2001.. in verbis: "Na remuneração por produção ou por salário-dia.. (.fl.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. 62).) b) Adicional de 50% para o trabalho realizado em dia de domingo. o reclamado alega que em obediência aos Acordos Coletivos dos estivadores e arrumadores. nos termos da Súmula 91 do TST.2009. de modo que o labor em domingos é compensado em outro dia da semana. reforma-se a r. Em nada altera esse convencimento a previsão convencional constante da cláusula 7ª.33 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Nas razões do recurso de revista. pois é ele quem decide quando irá trabalhar. Argumenta que cumpre o previsto nos Acordo Coletivo de Trabalho. . cinquenta por cento para o labor em domingos e de cem por cento em feriados. sempre pagou os adicionais pactuados para trabalhos em domingos e feriados.)" (ACT 2005/2006 .tst... que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. conforme MP 2. Portanto. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. aos trabalhadores serão devidos os adicionais adiante: (. c) Adicional de 100% (cem) para os trabalhos realizados em dia de feriados.sentença para acrescer à condenação o pagamento das diferenças a completar a dobra (lembrando que já foram remuneradas de forma simples).

XXVI e 8. Diante disso. NÃO CONHEÇO. Traz arestos à divergência. – HORAS IN ITINERE O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos: “De se mencionar inicialmente que o depoimento do reclamante. visto que não foi adotado como prova emprestada pelas partes.200-2/2001. O parágrafo 6º. Fernando Santos Jucoski. da Constituição Federal.34 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. segundo entendimento majoritário desta e. desserve como elemento de convicção. o que atrai o óbice da Súmula 126 do TST. do ACT 2007/2008.°.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. 29 da Lei 8. I.° da Lei 9.jus. da cláusula 14ª. acerca do trabalho aos domingos e feriados.630/93 e 8.6. o Tribunal Regional acresceu à condenação o pagamento das diferenças a completar a dobra dos domingos e feriados laborados sem a respectiva folga compensatória na mesma semana. A respeito da matéria. 1. eis que não prevê expressa e específica previsão compensatória no mesmo instrumento (item I. A revisão desse entendimento demandaria o reexame de fatos e provas. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.º.".5.A. apenas previa a forma de pagamento da hora normal e não da hora extraordinária.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. ouvido nos autos citados pelo recorrente. assim estabelece: "Não será devido ao estivador. a testemunha de indicação do reclamado Terminais Portuários da Ponta do Felix S.2009.719/98.09. em hipótese alguma. 7. assim relatou: Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Não obstante. é inválida referida cláusula convencional. III e VI.tst. De acordo com o Tribunal Regional a previsão contida em norma coletiva.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Turma. . bem como horas paradas de qualquer natureza. salário 'in natura' vale-transporte ou horas 'in itinere'. da OJ 86). conforme MP 2.

Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. III e VI da Constituição Federal. Aduz que. XXVI. garantida por lei. Dessa forma. Mantenho”.. É que. se assim não fosse. por força do que dispõe o art.630/93 e 8.. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Por esta razão." (fl. dispõe que não serão devidas horas in itinere aos estivadores. concernente aos trajetos residência-local de trabalho e local de trabalho-residência. mera renúncia do reclamante ao pagamento da rubrica. 29 da Lei 8. Do teor do depoimento. sendo reconhecidos. infere-se que o tempo despendido para volta não era inteiramente computado na jornada de trabalho. conforme MP 2. deve evidenciar-se a existência de concessões recíprocas pelos seus signatários.°. 7. o reclamado alega que os deslocamentos eram feitos dentro da jornada de trabalho. XXVI. Transcreve arestos à divergência. embora sejam legitimamente firmados pelas representações sindicais profissional e econômica.719/98. motivo pelo qual não prospera a pretensão recursal. inconcebível que se estabeleça. I. devendo ser remunerado como jornada itinerante.º. não podem eliminar direitos e garantias assegurados por lei. Nas razões do recurso de revista. .tst. 7.ª constante do ACT firmado em 15/03/2007. a Cláusula 14.. a qual passou a regular de forma cogente a jornada in itinere.jus. nos termos do disposto no art. no processo de formação dos referidos instrumentos.° da Lei 9. via acordo coletivo. Os instrumentos coletivos de trabalho.200-2/2001.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. devendo ser observada. a negociação coletiva não pode prevalecer em razão da existência da Lei 10.°. Alega violação dos art.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.. possuindo plena eficácia.35 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.5. beneficiando apenas o empregador.2009. "(. 732).) o turno que encerra às 13 horas sai de Paranaguá por volta das 12h30min chegando a Ponta do Félix por volta de 13h20min e então a lancha retorna com o pessoal do turno subsequente. 8. da Constituição Federal. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. da Constituição Federal.243/2001. no turno das 19 horas saem do navio por volta das 18h40min chegando na Ponta do Félix por volta das 19h30min .09.

NORMA COLETIVA. Min. § 2. Rel. definiu-se que seria computado na jornada o tempo despendido no trajeto para o local da prestação de serviços.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. SBDI-1. a Lei Complementar nº 123/2006 introduziu o § 3º ao art. 58 da CLT.5. citam-se os seguintes precedentes da SBDI-1: "RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSTO APÓS A LEI Nº 11.36 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.496/2007. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. permitindo a transação coletiva desse direito apenas na hipótese de microempresas e empresas de pequeno porte.IMPOSSIBILIDADE. . cláusula de norma coletiva que prevê a supressão das horas relativas ao período gasto em percurso de ida e volta ao trabalho.NORMA COLETIVA . 1. SUPRESSÃO. INVALIDADE. mediante Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. O pagamento das horas in itinere está assegurado pelo artigo 58. consagrado no artigo 7º. conforme MP 2. da Constituição da República. por se tratar de norma cogente.09.HORAS IN ITINERE . Em reforço a esse entendimento. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. em condução fornecida pelo empregador. O princípio do reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.tst. mas não a sua supressão. 2. Recurso de embargos conhecido e desprovido." (E-RR-178500-26.º.jus. Destaque-se que SBDI-1 tem decidido reiteradamente no sentido de ser possível negociação coletiva tendente a fixar o tempo médio das horas de percurso por meio de norma coletiva. 58 da CLT.200-2/2001. § 2º.03. quando de difícil acesso ou não servido por transporte público. da CLT instituída por instrumento coletivo. da Consolidação das Leis do Trabalho.0047.2009.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.496/2007 . A partir da edição da Lei nº 10. Nesse sentido. portanto. XXVI.5.º 11. como no caso dos presentes autos. 58. norma que se reveste do caráter de ordem pública. Inválida.SUPRESSÃO .2009. que acrescentou o § 2º ao art. DEJT 11/05/2012) "RECURSO DE EMBARGOS INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI N. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.243/2001. HORAS IN ITINERE. apenas guarda pertinência com aquelas hipóteses em que o conteúdo das normas pactuadas não se revela contrário a preceitos legais de caráter cogente. Esta Corte já consolidou o entendimento de que não é possível a supressão total do direito do trabalhador às horas in itinere previsto no art. Sua supressão.

Min.23. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. entenda que a Constituição Federal não permite que se proceda à supressão total do pagamento da jornada in itinere. XXVI. Assim. nos termos do art. Lelio Bentes Corrêa. da Carta Magna.tst. Ministro Sepúlveda Pertence. Rel. SUPRESSÃO DE PAGAMENTO PREVISTA EM NORMA COLETIVA. afronta diretamente a referida disposição de lei.5. 58. 3. Rel. 7º. norma coletiva. conforme MP 2. além de atentar contra os preceitos constitucionais assecuratórios de condições mínimas de proteção ao trabalho. DEJT 27/04/2012) "HORAS IN ITINERE. Turma que não reconhece validade a norma coletiva que atenta contra norma cogente. 7o. Embargos conhecidos e desprovidos. viabiliza que esta c. Decisão da lavra do Exmo. não se admitindo a subtração de direitos inseridos em norma cogente. RECURSO DE REVISTA CONHECIDO E PROVIDO Deve ser mantida a decisão da c. inválida a previsão em norma coletiva da supressão das horas in itinere aos trabalhadores portuários.5. daí.200-2/2001. IMPOSSIBILIDADE.0007. no julgamento do AI 420311. na apreciação do caso concreto. Min. SBDI-1.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www." (E-RR-4600-61. no sentido de que -o preceito estatuído no art. Resulta evidente. relacionada com o direito ao pagamento de horas in itinere contido no art. Corte. em ofensa aos princípios que garantem a proteção ao trabalho. podendo a Justiça Trabalhista revê-los caso se verifique afronta à lei-.jus.2009. o óbice da Súmula 126 do TST.0003. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. pois. somente com o revolvimento de fatos e provas. caput. Incide.2009. NÃO CONHEÇO do recurso de revista. Aloysio Corrêa da Veiga. da CLT. que tal avença não encontra respaldo no artigo 7º. para se chegar à conclusão diversa. restou demonstrado que os deslocamentos extrapolavam a jornada de trabalho do reclamante. DEJT 13/04/2012) Logo.2004. De outra parte. não confere presunção absoluta de validade aos acordos e convenções coletivos.5. Precedente da Corte. segundo o acórdão regional. Recurso de embargos conhecido e não provido.09." (E-ED-RR-59100-83. irrenunciáveis. Diante do exposto.37 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. da Constituição da República. . §2º.12. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. XXVI. SBDI-1.

mantenho”. o reclamante percebeu pelo serviço o valor de R$ 121.02.2009. Afirma que o reclamante é remunerado pelo salário dia efetivamente trabalhado. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Aduz que deve ser considerado o salário dia. Desta forma.º.44 (fl. "Sevastopolskaya Bukh".200-2/2001. o reclamado alega que as condições de trabalho portuário são regidas por lei própria.41 (fl. No dia 20. o reclamante laborou na função "801". Argumenta que.7. no navio "Tasman Bay".5. de acordo com o navio trabalhado. Já no dia 25.tst. 34).630/93 e 7. seja reformada a decisão em relação à base de cálculo dessas horas. por exemplo. ensejará pagamento a menor ao reclamante. para o operador "Ponta do Félix". Desse modo. 34). se devidas as horas extras excedentes à sexta diária decorrentes da violação aos intervalos interjornadas. Nas razões do recurso de revista.jus. e que de acordo com as normas coletivas. com o fim de não causar prejuízo ao reclamante. resultando em enriquecimento sem causa dos reclamados. conforme MP 2. das 13h às 19h. receber remunerações diferenciadas.38 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Indica violação dos artigos 29 da Lei 8. .02.2007. o adicional deverá incidir sobre o valor-hora específico de cada turno trabalhado. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. previsto no Anexo I das Convenções Coletivas. para o cálculo referido.09. Que referida lei estipula o respeito às Convenções e Acordos Coletivos. trabalhando para o mesmo operador portuário. na mesma função e horário.2007.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. 1. XXVI. observa-se que havia pagamentos diferenciados. independentemente de previsão coletiva no tocante.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. recebendo R$ 51. – BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos: “Analisando os extratos mensais. Portanto. diferenciando apenas com relação ao navio. da Constituição Federal. o trabalhador avulso é remunerado até quarenta e oito horas após a prestação de serviços.

sobre estes valores. não havendo. 29 da Lei 8.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. Nesse sentido. "em eventual manutenção do julgado. Guido Mantega.STJ.colegiado. concluiu que “com o fim de não causar prejuízo ao reclamante. os descontos fiscais (IR) dos rendimentos pagos acumuladamente ao trabalhador. e não o de caixa (forma global). 1. uma vez que citado artigo não guarda pertinência com o tema em questão. conforme MP 2. .8.jus. NÃO CONHEÇO.830/93. alusão explícita ao teor da norma coletiva invocada pelo recorrente. devem ser aplicados os percentuais deferidos a título de horas extras".5.tst. os valores a serem considerados devem ser aqueles previstos para o salário dia..39 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. e a atual jurisprudência do C. Todavia.) Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. Não se cogita de ofensa ao art. o despacho proferido pelo Ministro de Estado da Fazenda. – DESCONTOS FISCAIS O Tribunal Regional consignou os seguintes fundamentos: “Consoante o revisado e mais recente posicionamento firmado por este e.200-2/2001.09. independentemente de previsão coletiva”.2009. pois não trata da base de cálculo das horas extras prestadas pelo trabalhador avulso. note-se que o Tribunal. pág. a pretensão recursal é inviabilizada pela Súmula 126 do TST. O recorrente alega que. publicado no Diário Oficial da União.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. e. 9. a seguir transcritos: (. constatando remuneração diferenciadas de acordo com o navio trabalhado. o adicional deverá incidir sobre o valor-hora específico de cada turno trabalhado. constantes do anexo I das CCT' s acostadas aos autos. na seção 1. na decisão regional. em razão de decisão judicial. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. De outra parte.. devem observar o regime de competência (mês a mês). de 13 de maio de 2009.

200-2/2001.350/2010”. não merece conhecimento o recurso de revista. 12-A da Lei n. estando a decisão recorrida em conformidade com a atual jurisprudência desta Corte. nos termos do art. § 7. do artigo 145. do artigo 150. ambos da Carta Magna.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. conforme decidiu a Corte de origem.º. e inciso II. Nas razões do recurso de revista. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. conforme MP 2.É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias.tst. pois obrigaria a recolher o tributo o trabalhador que. alterada na sessão do Tribunal Pleno em 16/4/2012.713/88. do TST. devendo ser calculadas. resultando do regime de caixa ofensa ao princípio da capacidade contributiva. Alega que deve ser aplicado o art. De se mencionar que essa forma de cálculo encontra-se em conformidade com o disposto no parágrafo 1º. Afirma que os descontos devem ser realizados de uma só vez sobre o montante dos valores devidos ao fisco. o reclamado pugna pela reforma da decisão. de 22/12/1988. Afirma que a decisão contraria as Súmulas 368 e a Orientação Jurisprudencial 363. da forma determinada. da CLT e da Súmula 333 do TST. da SBDI-1. 896. com a redação dada pela Lei n° 12. in verbis: “II. NÃO CONHEÇO. é do empregador e devem ser calculadas mês a mês.º 7. em relação à incidência dos descontos fiscais. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. II. Além disso.2009. Nos termos da atual redação do item II da Súmula 368 do TST. mês a mês. Assim. Aduz que o ônus do pagamento do crédito é do empregado. . não estaria sujeito ao recolhimento. o recolhimento sobre a totalidade do valor tributável configuraria locupletamento ilícito do Estado. a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições fiscais. 12 da Lei 7.713.jus. nos termos do art. Mantenho”. Diz a Súmula 368.40 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.5.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial.09.

O escopo da norma é que essa situação de soberania patronal seja compensada. já assegurava o direito a férias remuneradas aos trabalhadores avulsos.1 . regulamentada pelo Decreto 80. para efeito do direito às férias. 2 . no exercício de seu poder diretivo.TRABALHADOR AVULSO.MÉRITO 2.200-2/2001. que constitui direito assegurado por norma de ordem pública. 137 da CLT tem por destinatário inequívoco o empregador. no que cabível. quanto ao registro e escala do trabalhador portuário avulso. 1. 7.2009.jus. por disposição Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. FÉRIAS DOBRADAS Em discussão a possibilidade de a previsão expressa no art. É fato que a Constituição Federal de 1988.41 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.°. o qual tem a prerrogativa de cumprir as férias. uma vez que destinada à manutenção da saúde e higidez física e mental do trabalhador.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. . 137 da CLT ser aplicada ao trabalhador avulso. nos termos da redação conferida ao inciso XXIV de seu art. não se há de falar em aplicação do art. Ademais. quando ultrapassado o limite legalmente fixado. pretendeu equiparar os trabalhadores avulsos aos submetidos ao regime de emprego. passaram a ser do OGMO. admitindo a regência do instituto.°. ao qual.085/66. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. quando ultrapassado o limite legalmente fixado para a concessão e fruição das férias. a previsão inserta no art. Assim. Ora. pela sistemática da CLT. 137 da CLT ao trabalhador avulso.271/77.5. conforme MP 2. mediante a possibilidade de imposição de uma penalidade pecuniária ao empregador. é facultado determinar a época em que mais lhe seja conveniente conceder férias ao empregado. A Lei 5.tst. as atribuições. por não existir a figura do empregador. em seu art. impedindo-lhe um direito assegurado por norma de ordem pública.09. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.

o OGMO apenas se revela responsável pelo recolhimento dos valores pagos por operadores portuários. Ao contrário. nos termos do art.2008. das Leis 8. em razão dos serviços executados por trabalhadores avulsos.719/98. da Constituição Federal.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o artigo 137 da CLT. Quanto à matéria de fundo debatida nos autos.2009. XVII. 134 da CLT. o que impulsiona os embargos ao conhecimento. necessário. cabe registrar que a jurisprudência dominante nesta Corte é no sentido de reputar inaplicável ao trabalhador avulso. cito precedentes desta Corte: "EMBARGOS. In casu. da CLT. mas sim aos ditames da Lei 9. DECISÃO EMBARGADA PUBLICADA NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. ainda.42 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.496/2007. examinando matéria idêntica. NÃO CONCESSÃO. pelo respectivo repasse dos valores. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. É responsável." RR-57500-56. portanto.630/93 e 9.2009.719/98.jus. que o aresto colacionado e a Turma do TST julgadora do recurso de revista confiram interpretação jurídica diversa quando do exame de um mesmo dispositivo constitucional. TRABALHADOR AVULSO. RITO SUMARÍSSIMO. ARTIGO 137 DA CLT.496/2007 e também sob o rito sumaríssimo. De acordo com referidas leis. para efeito de demonstração de divergência jurisprudencial. 3. conforme MP 2.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. limitam seus poderes. 2. 1. que a remuneração das férias do trabalhador avulso não está condicionada ao usufruto do benefício.09.5. Referidas normas não imputam àquele Órgão a responsabilidade quanto à forma do usufruto das férias. que nada fixam sobre a fruição de férias ou ainda. dada às peculiaridades próprias das suas atividades laborais. Precedentes desta Corte nesse sentido. Nesse sentido.5. É de se reconhecer. nos quais está incluída a fração relativa às férias. DOBRA. Em se tratando de embargos interpostos na vigência da Lei nº 11.200-2/2001. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. obrigando-o a atender aos termos do que restar pactuado em convenções ou acordos coletivos. que prevê o pagamento em dobro das férias eventualmente não usufruídas.tst. II. . nos termos do artigo 894.12. sobre eventual remuneração em dobro. conferiram interpretação jurídica diversa ao artigo 7º. o aresto transcrito e o acórdão ora embargado. ACÓRDÃO TURMÁRIO PUBLICADO EM 04. INAPLICABILIDADE.12. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. FÉRIAS.0043.

5. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing.12. Min. (E-RR - 66200-12. 4ª Turma. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.5. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.200-2/2001. Embargos conhecidos e providos.5. como demonstrado alhures. Horácio Raymundo de Senna Pires. Relator Ministro: Aloysio Corrêa da Veiga. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. do TST. matéria completamente estranha àquela ora sub judice. Data de Publicação: DEJT 08/10/2010) E ainda precedente de minha lavra: Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.2009. Data de Publicação: 19/03/2010). pois se limita a concluir que o termo inicial da prescrição relativa às férias do trabalhador avulso é o término do período concessivo. nos termos da Súmula nº 296.5.04.2008. nos termos da Súmula nº 337. Rel. ao passo que o segundo é inespecífico.tst.5.43 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. -a-. Min. pois não indica a fonte e a data de publicação respectivas.0004. PARADIGMA QUE CONCLUI QUE O TERMO INICIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL PARA POSTULAÇÃO DAS FÉRIAS DE AVULSO COINCIDE COM O TÉRMINO DO PERÍODO CONCESSIVO. porém. RR-304600-41.2006.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Guilherme Augusto Caputo Bastos. DO TST.0043. 6ª Turma. à possibilidade ou não de deferimento a trabalhador avulso da dobra das férias usufruídas após o período concessivo.2006. entre outros." (E-RR-23140-86. . XXXIV.496/2007. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.09. I. 4. ex vi dos artigos 149 da CLT e 7º. RR-93400-37. PRETENSÃO À DOBRA DAS FÉRIAS USUFRUÍDAS DEPOIS DO PERÍODO CONCESSIVO.2007. DEJT de 23/4/2010) "EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. I.0022. conforme MP 2.0021. DECISÃO DA TURMA DE QUE O ARTIGO 137 DA CLT NÃO SE APLICA AOS AVULSOS. 3ª Turma. Tratando-se de recurso interposto contra acórdão publicado na vigência da Lei nº 11. Data de Publicação: 12/03/2010). do TST. sua admissibilidade fica restrita à demonstração de divergência jurisprudencial. da Constituição Federal de 1988.12. Rel. Relatora Ministra: Rosa Maria Weber. Data de Publicação: 12/03/2010).jus. I. INESPECIFICIDADE.09. Dos dois únicos arestos transcritos. pertinente.496/2007. Recurso de embargos não conhecido. o primeiro é formalmente inválido. SÚMULA Nº 296. TRABALHADOR AVULSO.

Precedentes. solidariamente com os operadores portuários. Recurso de revista não conhecido. O OGMO é parte legítima para figurar no polo passivo da reclamação trabalhista. SUBMISSÃO PRÉVIA DA DEMANDA À COMISSÃO PARITÁRIA.2009. o fato de haver labor para operadores portuários distintos não exclui o direito às horas extras. 27. § 3. A decisão do Tribunal Regional está devidamente fundamentada. é de se aplicar o prazo quinquenal.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.INTERVALOS Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.630/93 e 275 do Código Civil.1993 (Lei dos Portos).ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. Recurso de revista não conhecido. tendo analisado expressamente as questões apontadas nos embargos de declaração. Entendimento consagrado na Orientação Jurisprudencial 391 da SBDI-1 do TST. 23 da Lei nº 8. § 2. INEXIGIBILIDADE.5. .º.PRELIMINAR DE NULIDADE POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. não é pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo. Se não rompido o registro do trabalhador portuário avulso com órgão de gestão de mão de obra ou se não comprovado esse rompimento. de 25.jus.02. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. A submissão prévia de demanda a comissão paritária. constituída nos termos do art. o qual ocorre a partir da extinção do seu registro nas hipóteses previstas no art. parcial ou totalmente. Tratando-se de demanda envolvendo trabalhador avulso. na medida em que o sobrelabor é evidente. "RECURSO DE REVISTA 1 . ante a ausência de previsão em lei. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. não restou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional ou mesmo ausência de fundamentação.44 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Recurso de revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido. HORAS TRABALHADAS ALÉM DA 6.200-2/2001. Precedentes.630. 3 . TRABALHADOR AVULSO. 2 . da Lei 8. conquanto contrária à pretensão da parte.º. pela remuneração devida ao trabalhador portuário avulso. Inteligência dos arts.PRESCRIÇÃO BIENAL.630/93.09. sendo facultado a este exigir e receber de um ou de alguns dos devedores.ª DIÁRIA E DA 36. 5 . conforme MP 2. Consoante entendeu o Tribunal Regional. CONDIÇÕES DA AÇÃO. porque responde. Assim.tst. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. a dívida comum.PORTUÁRIO. Recurso de revista não conhecido. a contagem do prazo prescricional bienal só poderia se iniciar com o rompimento da relação jurídica existente entre este e o órgão de gestão de mão de obra. 4 .HORAS EXTRAS. da Lei 8. 19.ª SEMANAL. 6 .

HORAS EXTRAS. A interpretação do item III da Súmula 437 do TST e do art.09. BASE DE CÁLCULO.tst. Configurado o exercício do labor para além da jornada prevista para descanso entre um período de trabalho e outro.200-2/2001. Decisão regional em consonância com a Orientação Jurisprudencial 355 da SBDI-1 desta Corte. Reconhecida a responsabilidade do órgão de gestão de mão de obra pelo trabalho em jornada extraordinária.HORAS EXTRAS. encontra-se desfundamentado. deve ser observado o intervalo previsto no art. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. considerando-se que o repouso entre jornadas é norma afeta à saúde do trabalhador. . Não há divisa ofensa literal. § 4. 896. REFLEXOS.45 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. por aplicação analógica.2009. com redação introduzida pela Lei 8. NATUREZA JURÍDICA. 10 . Precedentes da SBDI-1.º do art. conforme decidido no Tribunal Regional. repercutindo. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. os mesmos efeitos previstos no § 4. da CLT.jus. tampouco traz dissídio jurisprudencial. NÃO OBSERVÂNCIA.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ADICIONAL.INTERVALO INTRAJORNADA. Recurso de revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60. Recurso de revista não conhecido. não há limitação do pagamento de horas extras apenas quando prestadas ao mesmo operador portuário. por não atender à finalidade do instituto de reparar o desgaste físico e intelectual despendido pelo trabalhador em sua atividade laboral.HORAS EXTRAS. 7 .INTERVALO INTERJORNADA E INTRAJORNADA. 11 . O recurso de revista. 8 . 71. de 27 de julho de 1994. 71 da CLT não permite concluir pela propriedade da concessão de intervalo intrajornada apenas quinze minutos ao final da jornada de trabalho. da CLT. no particular. na medida em que a parte não aponta violação legal ou constitucional. Inteligência das Orientações Jurisprudenciais 354 e 355 da SDI-I desta Corte. ART. conforme MP 2. 9 . no cálculo de outras parcelas salariais". LIMITAÇÃO DE PAGAMENTO APENAS NAS HIPÓTESES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS AO MESMO OPERADOR PORTUÁRIO. 66 da CLT. 71 da CLT em relação ao descumprimento do intervalo intrajornada. "c".923. 66 da CLT enseja. aos Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. assim. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.5. A não observância do intervalo entrejornada previsto no art. consoante determina o art. Precedentes. Recurso de revista não conhecido.º. nos moldes previstos no art. 66 DA CLT. O inciso III da Súmula 437 desta Corte preconiza que "possui natureza salarial a parcela prevista no art. 896 da CLT. INTERJORNADAS.

tst. por unanimidade: I) não conhecer do recurso de revista do ÓRGÃO GESTOR DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE ANTONINA . Rel. Recurso de revista não conhecido. de modo que não guardam pertinência direta com a matéria em exame. excluir da condenação o pagamento das diferenças a completar a dobra de férias.jus.OGMO/A e TERMINAIS PORTUÁRIOS DA PONTA DO FELIX S/A.46 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22. Neste contexto.5. .09. da Constituição Federal e 29 da Lei 8. conforme MP 2. 12 - ADICIONAL DE HORAS EXTRAS. DEJT 29/04/2016) (grifei) Diante do exposto. dispositivos invocados pelo recorrente (arts. XXVI. Delaíde Miranda Arantes. Recurso de revista conhecido e provido. 29 da Lei nº 8. tampouco violou o art.TRABALHADOR AVULSO.200-2/2001. Recurso de revista não conhecido. Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. razão pela qual merece reforma. Min. FÉRIAS EM DOBRO..º. a Corte de origem não afrontou o art. reformando o acórdão recorrido. DOU PROVIMENTO ao recurso de revista para. II) não conhecer do recurso de recurso de revista da FORTESOLO SERVIÇOS INTEGRADOS LTDA.2009. 7º. pois a norma coletiva foi observada. DOMINGOS E FERIADOS TRABALHADOS.br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.2007. no sentido de que o trabalhador avulso não tem direito ao recebimento das férias em dobro. Precedentes. que estabelece. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. uma vez que não tratam da base de cálculo das horas extras do trabalhador avulso.630/93).630/93. 2ª Turma. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho. 13 .0411. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. e ADUQUIMICA ADUBOS QUÍMICOS LTDA.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. da Constituição Federal. por sua vez. a hipótese fática diz respeito ao pagamento do adicional de horas extras no caso de extrapolamento da jornada prevista na convenção coletiva. O acórdão regional foi proferido em contrariedade à jurisprudência desta Corte. tão somente a remuneração pelo trabalho aos domingos e feriados com os acréscimos correspondentes (66% para o labor aos domingos e 100% para o trabalho nos feriados). (RR - 164500-96. 7.09. no tópico. XXVI.5. Do que se extrai do acórdão regional.

2009. .br/validador sob código 10015A94983A4CCC60.47 PROCESSO Nº TST-RR-149000-22.200-2/2001) DELAÍDE MIRANDA ARANTES Ministra Relatora Firmado por assinatura digital em 10/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.5. conforme MP 2. III) conhecer do recurso de revista do ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO ORGANIZADO DE PARANAGUÁ.09. e. 8 de Fevereiro de 2017. Firmado por assinatura digital (MP 2.0022 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. dar-lhe provimento para excluir da condenação o pagamento das diferenças a completar a dobra de férias. Trabalhador Avulso". que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. no mérito.tst. Brasília.jus.200-2/2001.OGMO/PR quanto ao tema "Férias em Dobro. por divergência jurisprudencial.