Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31.2015.5.14.0003

Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10015BD36181E138AE.
A C Ó R D Ã O
(3ª Turma)
GMMGD/gus/rmc/ef

AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. PROCESSO SOB A ÉGIDE DA LEI
13.15/2014. OGMO E SOCIEDADE DE PORTOS
E HIDROVIAS DO ESTADO DE RONDÔNIA -
SOPH. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ART.
33, § 2º, DA LEI N. 12.815/2013.
INEXISTÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.
SÚMULA 126/TST. A responsabilidade
solidária existente entre o OGMO e a
SOPH se limita ao período em que a última
atua como tomadora de serviços do
trabalhador avulso, sob a intermediação
do Órgão Gestor de Mão de Obra - OGMO.
Ou seja, a SOPH somente responde
solidariamente quando, efetivamente,
atuar como tomadora dos serviços
prestados pelo trabalhador. Julgado
desta Turma. Agravo de instrumento
desprovido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo
de Instrumento em Recurso de Revista n° TST-AIRR-493-31.2015.5.14.0003,
em que é Agravante RAIMUNDO NONATO MORAES e Agravados ORGÃO GESTOR DE
MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO AVULSO DO PORTO DE PORTO VELHO - OGMO
e SOCIEDADE DE PORTOS E HIDROVIAS DO ESTADO DE RONDÔNIA - SOPH.

O Tribunal Regional do Trabalho de origem denegou
seguimento ao recurso de revista da parte Recorrente.
Inconformada, a Parte interpõe o presente agravo de
instrumento, sustentando que o seu apelo reunia condições de
admissibilidade.
Dispensada a remessa dos autos ao Ministério Público
do Trabalho, nos termos do art. 83, § 2º, do RITST.
PROCESSO ELETRÔNICO.
É o relatório.

Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP
2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

Os membros passaram a entender que a responsabilidade solidária da SOPH ficará restrita a mão de obra que requisitar junto ao OGMO. disciplina que a responsabilidade do OGMO e dos operadores portuários é solidária por todo o período contratual. mantido a previsão em seu art.815/2013.2015. tendo a Lei n. assim decidiu: 2. desde logo.tst. .630/93 foi revogada pela Lei nº 12. 12.5.jus.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. com os fundamentos a seguir demonstrados. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 8. DA LEI N.200-2/2001.2 MÉRITO 2. 33.1 DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA O recorrente defende a reforma da sentença que limitou a responsabilidade solidária da 2ª reclamada (SOPH/RO) ao período em que o obreiro lhe prestou serviços.630/1993.2 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. alteraram o posicionamento adotado em julgados passados no que se refere a interpretação da Lei n. pois entende que o art. Registre-se.815/2013. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.815/2013 define o operador portuário como "pessoa jurídica pré-qualificada para exercer as atividades de movimentação de Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.815/2013.2. Destaca-se.14.815/2013. INEXISTÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. quanto aos temas em epígrafe. SÚMULA 126/TST O Tribunal Regional. II) MÉRITO OGMO E SOCIEDADE DE PORTOS E HIDROVIAS DO ESTADO DE RONDÔNIA . RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. 12. que ambas as Turmas deste Regional Trabalhista. A Lei n.SOPH. §2º. 19. conforme MP 2. que a Lei nº 8. 33. 12. que revogou a norma anteriormente mencionada.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. §2º. V O T O I) CONHECIMENTO Atendidos todos os pressupostos recursais. § 2º. 12. CONHEÇO do apelo. ART. da Lei n. também. vigente na época do cadastramento do recorrente.

no período em que lhe estejam confiadas ou quando tenha controle ou uso exclusivo de área onde se encontrem depositadas ou devam transitar. e VII . da mesma lei acima mencionada.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. mas apenas.o proprietário ou consignatário da mercadoria pelas perdas e danos que ocorrerem durante as operações que realizar ou em decorrência delas.14. inc.a autoridade aduaneira pelas mercadorias sujeitas a controle aduaneiro.5.2015. para que haja a responsabilidade da empresa tomadora dos serviços é necessário que seja comprovada a qualidade de operadora requisitante de serviços portuários avulsos. 20.1º Observado o disposto nos arts. Parágrafo único. que se encontre a seu serviço ou sob sua guarda.o órgão local de gestão de mão de obra do trabalho avulso pelas contribuições não recolhidas. [grifou-se] Observa-se da norma supra que não há nenhuma limitação ou prevalência entre os operadores. da Lei nº 9. 21. I e §4º.3 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. III . O operador portuário responderá perante: I . 22.o armador pelas avarias ocorridas na embarcação ou na mercadoria dada a transporte. passageiros ou movimentação e armazenagem de mercadorias. 2º.os órgãos competentes pelo recolhimento dos tributos incidentes sobre o trabalho portuário avulso. 25 e 27 e seus parágrafos.a administração do porto pelos danos culposamente causados à infraestrutura. ou seja. IV .719/98.18 e seu parágrafo único. O art. V . 19 e seus parágrafos. II . 26. destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. às instalações e ao equipamento de que a administração do porto seja titular. .200-2/2001.jus. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. conforme definido pelo regulamento de exploração do porto. VI . 26. O entendimento consignado anteriormente está de acordo com a previsão do art. XIII). que instituiu normas e condições gerais de proteção do trabalho portuário: Art. Compete à administração do porto responder pelas mercadorias a que se referem os incisos II e VII do caput quando estiverem em área por ela controlada e após o seu recebimento. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. conforme MP 2. que a empresa se beneficiou dos serviços prestados pelos trabalhadores avulsos. dentro da área do porto organizado" (art.tst. 2º. estipula a responsabilidade do operador portuário nos seguintes termos: Art.o trabalhador portuário pela remuneração dos serviços prestados e respectivos encargos.

que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. para viabilizar o pagamento ao trabalhador portuário avulso. neste caso. encargos fiscais e previdenciários. 29.5. 33. 265 do CC). seja o próprio OGMO. referentes à remuneração por navio. de 25 de fevereiro de 1993.4 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. Compete ao órgão de gestão de mão de obra do trabalho portuário avulso: (. férias. outras pessoas jurídicas também contratam os serviços dos operadores portuários no Porto Organizado de Porto Velho. da Lei n. 49 e 56 e seu parágrafo único. em Juízo. mediante requisições. conforme MP 2.815/2013: Art.14. §2º.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. pode o trabalhador avulso reclamar. reconhecida a responsabilidade solidária. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.cabe ao operador portuário recolher ao órgão gestor de mão-de-obra os valores. tem-se que cada requisição feita perante o OGMO constitui uma relação Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. 275 do CC).200-2/2001. . das contribuições previdenciárias e demais obrigações. inclusive acessórias. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . a responsabilidade da SOPH/RO será restrita as requisições que fizer junto ao OGMO e. pela remuneração devida ao trabalhador portuário avulso e pelas indenizações decorrentes de acidente de trabalho. 1º desta Lei: I . Art. (. estabelece o art. 33.INSS. no prazo de vinte e quatro horas da realização do serviço. a solidariedade será integral entre ambas. solidariamente com os operadores portuários. 2º Para os fins previstos no art. É preciso esclarecer que a SOPH/RO é somente uma das empresas que exploram atividades dos trabalhadores avulsos. devidas à Seguridade Social.. vedada a invocação do benefício de ordem. Igualmente. devidos pelos serviços executados acrescidos dos percentuais relativos a décimo terceiro salário.) § 4º O operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra são solidariamente responsáveis pelo pagamento dos encargos trabalhistas. ou seja.jus. Sendo assim.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. 47. No que se refere a responsabilidade solidária entre as reclamadas.2015. o recebimento de seus direitos contra qualquer daqueles que tenham possibilidade de os satisfazer.tst. que figura como agente intermediário da mão de obra (art. da Lei nº 8. deve ser considerado que a solidariedade decorre de lei ou da vontade das partes e não se presume (art... arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social . 12.) §2º O órgão responde.630..FGTS. junto ao OGMO. Desse modo. a mão-de-obra do trabalho portuário avulso deverá ser requisitada ao órgão gestor de mão-de-obra. seja o tomador dos serviços (SOPH/RO). Entretanto.

) II .) O Tribunal Superior do Trabalho tem decidido a matéria da seguinte forma: RECURSO DE REVISTA. Sendo assim. (.. entre o trabalhador e a pessoa jurídica que requisitou.jus. jurídica isolada.5 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. A Lei nº 12. conforme disposto no art.14.) Dos Responsáveis Solidários Art. a responsabilidade solidária entre as empresas tomadoras do trabalho avulso. AUSÊNCIA DE CHAMAMENTO AO PROCESSO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS. ressalvado o disposto no § 1º.023/2009. o Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. quanto ao pagamento da remuneração do trabalhador. . ação de regresso em face dos operadores portuários que se beneficiaram dos serviços dos trabalhadores portuários. sendo possível a este último.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. entende-se que o OGMO responderá solidariamente com os operadores portuários. bem como das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social. conforme MP 2. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 8º. sendo que estes últimos. no limite do uso que fizerem do trabalho avulso intermediado pelo sindicato" (grifado). 152. entre si.. São responsáveis solidários pelo cumprimento da obrigação previdenciária principal: (. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO OGMO. no período de vigência do engajamento: "As empresas tomadoras do trabalho avulso respondem solidariamente pela efetiva remuneração do trabalho contratado e são responsáveis pelo recolhimento dos encargos fiscais e sociais. em seu art..719. delimitados ao período da prestação de serviço. Essa limitação também encontra respaldo na Instrução Normativa RFB n. que dispõe sobre as atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o trabalho avulso.5. que tem um período específico de existência. 2º da Lei nº 9. 971 de 13-11-2009: Seção II(. da Lei nº 8.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 265..tst. 275 e 283 do Código Civil. § 2º.o operador portuário e o OGMO.200-2/2001. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.630/93.2015. de 27 de novembro de avulso 1998. Depreende-se que cada um dos operadores portuários será responsável pelo período que o trabalhador portuário lhe prestou serviço (período de engajamento). Nos termos dos artigos 19. solidariamente com o órgão de gestão de mão de obra (OGMO).. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. confirma.. relativamente à requisição de mão-de-obra de trabalhador. o que se denomina "engajamento".

bem como pelos encargos trabalhistas e contribuições previdenciárias nos termos dos art.630/93. Relator: Kátia Magalhães Arruda.0411.jus. o trabalhador avulso pode obter a satisfação de seu crédito somente de um ou de alguns dos devedores. o credor pode exigir e receber de um ou de alguns devedores solidários.200-2/2001.) II . Recurso de revista a que se nega provimento (. Recurso de revista conhecido e provido. mesmo porque esse reclamado pode exercer o direito de regresso contra os operadores portuários. nos casos em que o pagamento for parcial.14. que prevê igualdade de direitos entre os trabalhadores com vínculo de emprego e os avulsos.5. Precedentes.. Data de Publicação: DEJT 07/06/2013) (. 6ª Turma. SEM A PRESENÇA DOS OPERADORES PORTUÁRIOS. Assim. Recurso de revista de que não se conhece. por força do artigo 7º. da Constituição da República. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO APENAS CONTRA O OGMO.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. Data de Publicação: DEJT 12/09/2014) RECURSO DE REVISTA DOS RECLAMANTES TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO.5. Conforme o art. conforme MP 2. Data de Julgamento: 05/06/2013. Nos termos dos artigos 19. remanescendo a obrigação solidária a todos os outros..6 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. . É ainda possível o direito de regresso do OGMO em face dos que se beneficiaram dos serviços dos trabalhadores portuários.2010. não se há de falar em ilegitimidade passiva do OGMO.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..09. pelos créditos trabalhistas. Precedentes. nos casos em que o Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.ARR: 12123320115090022. COMPARECIMENTO PARA ESCALAÇÃO (PAREDE). que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. § 2º. Data de Julgamento: 10/09/2014. o OGMO pode figurar sozinho no polo passivo da reclamação trabalhista ajuizada por trabalhador portuário avulso. 275 do Código Civil. Relator: Valdir Florindo. pelo simples argumento de que ele não pode responder. trabalhador avulso pode obter a satisfação de seu crédito somente de um ou de alguns dos devedores.)..2015. da Lei nº 8. No caso. 265. Desse modo. parcial ou totalmente.tst. 275 e 283 do Código Civil. a dívida comum.630/93. inciso XXXIV. (TST .º 8. O comparecimento do trabalhador portuário avulso para engajamento (chamado de parede/escala) gera o direito ao pagamento do vale transporte. RECURSO DE REVISTA DO OGMO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS OPERADORES PORTUÁRIOS PELOS CRÉDITOS DEFERIDOS AO RECLAMANTE.RECURSO DE REVISTA DO RECLAMADO. VALE - TRANSPORTE. (TST . 11 e 19 da Lei n. remanescendo a obrigação solidária a todos os outros.RR: 4660220105090411 466-02. 7ª Turma. é solidária a responsabilidade do OGMO e dos operadores portuários pela remuneração devida ao trabalhador portuário avulso. sozinho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls.

200-2/2001.0444.2010) É aplicável a prescrição bienal prevista no art.2004. RR: 357004820045020444 35700-48.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em suas razões recursais.2015. entende-se que a decisão de primeira instância está de acordo com as normas vigentes. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Recurso de revista não conhecido.5. Sem razão.14. Nega-se provimento ao recurso. Data de Julgamento: 15/08/2012. 7º. Desse modo. conforme MP 2. PRESCRIÇÃO BIENAL.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. que assim dispõe: -TRABALHADOR AVULSO. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. 2ª Turma) A partir dos julgados supratranscritos. 20 e 22. VALE-TRANSPORTE. sob a intermediação do Órgão Gestor de Mão de Obra . Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. (DEJT divulgado em 19. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido .04. sozinho. A Parte.02. da Constituição de 1988 ao trabalhador avulso. tendo como março inicial a cessação do trabalho ultimado para cada tomador de serviço-. não há falar em reforma do julgado regional. ante o provimento dado ao recurso de revista dos reclamantes para restabelecer a sentença de origem no aspecto. PRESCRIÇÃO BIENAL . TRABALHADOR AVULSO. pelo simples argumento de que o OGMO não pode responder. A matéria encontra-se pacificada no âmbito desta Corte por meio da Orientação Jurisprudencial nº 384 da SBDI-1 do TST. Precedentes.5. XXIX.jus.7 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. pugna pela reforma do julgado. pagamento for parcial.OGMO. sendo possível a este último. (TST . Relator: José Roberto Freire Pimenta. pelos créditos trabalhistas deferidos aos reclamantes. A responsabilidade solidária existente entre o OGMO e a SOPH se limita ao período em que a última atua como tomadora de serviços do trabalhador avulso. solidariamente com o órgão de gestão de mão de obra (OGMO). em que o reclamado foi condenado ao pagamento da parcela. ação de regresso em face dos operadores portuários que se beneficiaram dos serviços dos trabalhadores portuários. TERMO INICIAL. depreende-se que cada um dos operadores portuários será responsável pelo período que o trabalhador portuário lhe prestou serviço. Diante do exposto. É ainda possível o direito de regresso do OGMO em face dos que se beneficiaram dos serviços dos trabalhadores portuários.tst. . Prejudicado o exame do tema em questão.

2015.jus.5.8 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. sob a intermediação do Órgão Gestor de Mão de Obra . (AIRR - 497-56. necessariamente.14.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. porém. bem como tomadora de serviços do trabalhador avulso. diante do óbice da Súmula 126/TST. Data de Publicação: DEJT 02/09/2016) Ressalte-se que as vias recursais extraordinárias para os tribunais superiores (STF. ART. Desse modo. DA LEI N. Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. TST) não traduzem terceiro grau de jurisdição. PROCESSO SOB A ÉGIDE DA LEI 13. o seguinte julgado desta Turma: AGRAVO DE INSTRUMENTO. A responsabilidade solidária existente entre o OGMO e a SOPH se limita ao período em que a última atua como operadora portuária. Ou seja. ficou expressamente consignado pelo Tribunal Regional que a 2ª Reclamada não atuou como operadora portuária. . Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. STJ. § 2º. o que é inadmissível em sede de recurso de revista. está assente no conjunto fático-probatório dos autos e a análise deste se esgota nas instâncias ordinárias. OGMO E SOCIEDADE DE PORTOS E HIDROVIAS DO ESTADO DE RONDÔNIA . Agravo de instrumento desprovido.14. conforme MP 2. a SOPH somente responde solidariamente quando. não permitindo cognição ampla. tampouco como tomadora dos serviços prestados pelo Reclamante.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. Por isso seu acesso é notoriamente restrito. efetivamente. Adotar entendimento em sentido oposto àquele formulado pelo Tribunal Regional implicaria. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. existem para assegurar a imperatividade da ordem jurídica constitucional e federal.tst.5. Data de Julgamento: 31/08/2016. 3ª Turma.015/2014. 12. RECURSO DE REVISTA. SÚMULA 126/TST. atuar como tomadora dos serviços prestados pelo trabalhador.815/2013. 33.200-2/2001. No caso concreto. conforme evidencia o teor dos contracheques trazidos aos autos. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. Nesse sentido. revolvimento de fatos e provas.SOPH. visando à uniformização jurisprudencial na Federação. verifica-se que o objeto de irresignação do Reclamante. quanto à limitação da responsabilidade solidária.2015. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. INEXISTÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.OGMO.0007 .

por unanimidade. NEGO PROVIMENTO ao agravo de instrumento. 15 de fevereiro de 2017.jus.br/validador sob código 10015BD36181E138AE. conforme MP 2. Firmado por assinatura digital (MP 2.tst. haver a demonstração. "b" e "c" do art. Não se constata. Brasília. .5. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho fls. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.2015. negar provimento ao agravo de instrumento.200-2/2001) MAURICIO GODINHO DELGADO Ministro Relator Firmado por assinatura digital em 16/02/2017 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. pois.9 PROCESSO Nº TST-AIRR-493-31. no recurso de revista.0003 Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. de interpretação divergente de normas regulamentares ou de violação direta de dispositivo de lei federal ou da Constituição da República. de jurisprudência dissonante específica sobre o tema.14. Ante o exposto. nos moldes das alíneas "a".200-2/2001. 896 da CLT.