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EXPERIÊNCIAS DA JMJ RIO 2013

FAMÍLIA INTEIRA NA JMJ – 11/7/2013

Minha família foi convidada para uma entrevista para o Jornal do Maranhão, o jornal da
arquidiocese daqui. Aí está a matéria, que saiu este mês!

"Famílias inteiras desejam encontro com o papa"

Embora seja alvo da Jornada Mundial da Juventude,
engana-se quem pensa no jovem como único objetivo. O
evento acolhe a todos. Por isso são muitos os casos de
famílias que, inteiras, arrumaram as malas para o
encontro com o papa.

Em São Luís, um dos exemplos é a família Serra (foto).
Depois da frustração de não poder enviar as filhas
(Adriana e Amanda) para a JMJ na Espanha, João e
Clenilde decidiram que a hora é agora.

Mas não se iluda pensando que é fácil uma família
inteira participar de um evento desses. Isso exige
sacrifícios, renúncias. Adriana está de aviso prévio.
Amanda, além de perder todas as provas na faculdade,
terá de negociar com o futuro chefe o adiamento do início
de um estágio.

"Mas a jornada é, sobretudo, um encontro com Jesus Cristo para reavivar a nossa fé. Isso é
melhor ainda em família", afirmam os Serra.

Antes que alguém me pergunte, com relação às provas irei certamente perder duas provas, e
ainda tenho esperança de que sejam adiadas, mas de qualquer forma poderei repor! E com relação
ao estágio, ainda estava indecisa a respeito deste estágio no dia da entrevista, e optei por não fazê-
lo por outros motivos. Todavia foram de fato muitos sacrifícios e renúncias antes desta jornada,
digo por mim e por minha comunidade, com a qual iremos. Foram rifas, barracas de festa junina,
vendas, tudo para ajudar uns aos outros a ir, pois afinal o espírito da Jornada é este, o de sermos
um com o corpo de Cristo, a Igreja, e cujo pastor encontraremos no Rio.
Não iremos no mesmo grupo que nossos pais mas, como havia dito ao repórter, já foi importante
eles nos terem dado a base para que nós desejássemos estar na Igreja e participar de um evento
como este. E de qualquer forma estaremos juntos lá, no mesmo espírito.

Paz e bem, e uma boa Jornada a nós e a todos os que forem!

UM POUCO DO QUE FICOU DA JORNADA...– 4/8/2013

A tão esperada JMJ Rio 2013 chegou, e deixou um incontável número de experiências e
recordações, e que ainda renderão ao blog muitas postagens. Eu e meu grupo de 107 pessoas (das
comunidades neocatecumenais de São Luís e Itapecuru Mirim) fizemos realmente uma
peregrinação pelo Brasil, a caminho para a Jornada, passando por alguns santuários entre São Luís
e o Rio de Janeiro.

Cada lugar onde paramos foi uma experiência única e a presença de Deus se confirmou em
cada um onde celebramos a Palavra ou a Eucaristia. Saímos de ônibus no domingo anterior ao da
Missa de envio, e paramos em Bom Jesus da Lapa-BA, onde ao final do dia celebramos a
Eucaristia; Ouro Preto-MG; Belo Horizonte-MG, onde celebramos as Laudes na Pampulha, e
seguimos para o Rio. Na volta passamos por Brasília, onde visitamos o Seminário Redemptoris
Mater.

Nosso grupo em Serra da Piedade - MG

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Foram ao total dez dias de viagem. Em meio ao desconforto e aos eventuais desentendimentos,
muitas foram as oportunidades de reclamação, mas o que reinou mesmo foi a presença do Senhor
até mesmo nestas ocasiões, bem como nas cantorias pelo caminho e nas orações que não cessamos
de fazer, as quais nos permitiram bendizer a Deus por tudo o que nos acontecia e enxergar o Seu
dedo em todas as obras da natureza que nossos olhos viram.

Na ordem: Ouro Preto-MG, Serra da Piedade-MG, Bom Jesus da Lapa-BA, Igreja de São
Francisco-Pampulha-Belo Horizonte-MG

A chegada ao Rio foi igualmente muito emocionante. Ao ver aquela multidão de jovens de
todas as nações só me recordava a passagem em que se diz "eu venho reunir todas as nações, e
virão e verão a minha glória!". É bom ver o quanto a nossa Igreja ainda é atrativa e capaz de reunir
tantas pessoas em um mesmo espírito! Apesar de só termos participado efetivamente da Jornada
através da vigília e da Missa de envio com o Papa, fechou com chave de ouro nossa semana
missionária. Ficamos longe do palco onde tiveram os eventos, vimos apenas pelo telão, mas pude
ver nosso Santo Padre passando próximo onde estávamos; valeu a pena!

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Kit peregrino, no Rio

Muitas coisas ainda temos para contar ao longo do tempo. Mas fecho aqui com um pouco do
que o escutamos no caminho de volta para São Luís, no seminário Redemtoris Mater de Brasília,
do reitor Juan: não pensem que a peregrinação terminou esta semana, mas ela só terminará quando
chegarmos ao céu.

A paz de Cristo!

A CAMINHO PARA O RIO - JMJ 2013 (PARTE 1) - 17/8/2013

Contarei aqui um pouco sobre nossa peregrinação pelas cidades a caminho para o Rio de Janeiro,
através da minha experiência pessoal!

Acho que fomos um dos poucos grupos que fizeram esta peregrinação pelos santuários. Antes
eu via como algo desnecessário, pois já íamos demorar para chegar no Rio, mas a medida que me
maravilhava com cada lugar, via o quanto estava sendo importante para mim e meus irmãos, e
também para os moradores das cidades. A Jornada afinal foi também para nós experimentarmos
um pouco dos frutos de uma peregrinação, o que é dormir fora de casa, no chão, passar por
dificuldades, provar da providência de Deus, tudo em comunidade. E, além disso, pudemos encher
nossos olhos com tantas obras da criação de Deus pelo caminho, bem como com os belíssimos
templos em que entramos, que já pregam o evangelho só com sua beleza.

O primeiro lugar foi o Santuário Bom Jesus da Lapa-BA:

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Foi uma experiência maravilhosa. Chegamos lá de manhã, celebramos as Laudes (louvor da
manhã) na praça, cantamos e em seguida entramos para conhecer as grutas debaixo das montanhas,
onde tem várias capelas. É impressionante, tem os bancos para a assembleia, o altar e tem, no teto,
como esculturas, estalactites pendurados, que parecem que vão cair. E quando pensamos que há
só aquele ambiente, nos deparamos com becos que desabam em outras imensas grutas dentro da
montanha, fiquei realmente encantada.

Em seguida, passamos pelo desafio de subir a montanha até o topo. Muitos fazem isso para
pagar promessas: lá no alto há as três cruzes do calvário, como um santuário, e uma visão fantástica
da cidade e do difícil caminho por onde percorremos para subir. Não há como não relacionar com
caminho sofrido ao caminho do Calvário. Demos uma volta pela cidade e a tarde celebramos nela
a Eucaristia. Aqui encontram-se fotos que a equipe do santuário tirou da nossa visita.

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O próximo lugar foi Ouro Preto-MG.

Não pudemos ficar tanto tempo nesta cidade, mas foi suficiente ter uma vista incrível dela. As
Igrejas são muito próximas umas das outras e as ladeiras, muito íngremes. De praticamente
qualquer ponto se tinha aquela bela visão das Igrejas e da neblina. Chegamos a entrar em uma
delas, onde tinha esculturas de Aleijadinho. O mais legal era encontrar em todo canto jovens
peregrinos do Brasil todo e de outros países, ainda mais do mesmo movimento que o nosso! Num
episódio, na hora do almoço, havia uns jovens na mesa ao lado que não sabíamos se eram

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peregrinos. Quando entoamos o canto de oração antes da refeição, os jovens começaram a cantar
conosco na língua deles! Fantástico.

Na próxima postagem contarei um pouco da experiência em BH e Serra da Piedade.

A paz de Cristo!

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A CAMINHO PARA O RIO - JMJ 2013 (PARTE 2) - 19/8/2013

Em nossa rota rumo ao Rio de Janeiro, após visitarmos Ouro Preto, partimos então para Belo
Horizonte-MG. Nesta cidade, diríamos que ocorreu uma das experiências mais marcantes! A
começar porque nossa programação lá era no estádio Mineirinho, e caiu num dia de final da
libertadores do “Galo” no Mineirão que é ao lado, aí já se imagina que não foi fácil chegarmos no
Mineirinho, pois o seu redor estava inflamado de torcedores, gritos, bebidas e bombas ao redor.

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Eucaristia no estádio Mineirinho - Belo Horizonte MG

Tivemos que descer do ônibus e ir todos caminhando, as 107 pessoas, pelo meio destes
torcedores, tendo que ouvir entre chacotas, por sermos “do papa”, e também orações de benção.
Eu brincava dizendo que estávamos na faixa de gaza! O padre depois brincou dizendo que
estávamos atravessando o mar Vermelho, que o Senhor de fato abriu para nós.

Na hora, para alguns dos nossos, pareceu um pesadelo, pois teve gente que quase se machucou
com as bombas, sem falar no medo dos nossos responsáveis de perder alguém pelo caminho; mas
depois o padre até riu conosco e disse que precisávamos daquele momento. Pudemos sentir um
pouco do que é a alegria do mundo e o que é a alegria em Cristo: enquanto uma é passageira a
outra é eterna. Quando chegamos no Mineirinho, havia lá alguns torcedores do outro time se
escondendo para não serem mortos: seu ônibus havia sido quebrado pelos torcedores do
adversário.

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Resultado: chegamos atrasados à nossa Eucaristia no Mineirinho, não ouvimos nada devido às
bombas o tempo todo e dormimos (ou tentamos dormir) lá no chão do estádio após a missa para
descansar da viagem de ônibus, com peregrinos do mundo todo. Apesar de tudo valeu a pena! No
outro dia de manhã saímos cantando para Pampulha, onde visitamos a Igreja de São Francisco e
ali celebramos as Laudes (fotos).

A caminho da igreja - Pampulha

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Laudes na Igreja Santo Antônio - Pampulha

Seguimos para a Serra da Piedade-MG (site). Não sei dizer qual foi o lugar mais bonito por
onde passamos, mas esse era perfeito. Consiste em uma altíssima serra formada há milênios,
devido ao choque de placas tectônicas que fez subir as pedras do fundo do mar e ainda hoje mantém
um formato muito inusitado, como dá pra ver nas fotos. No século 19 foi erguida uma belíssima
igreja de arquitetura barroca no ponto mais alto desta serra, e a dedicaram a Nossa Senhora da
Piedade.

Vista aérea do Santuário de Nossa Senhora da Piedade

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Interior da Igreja
Eu :D

Mais recente foi erguida outra igreja maior lá no alto, que pudesse comportar todos os romeiros
para Celebrações, paralela à antiga, de arquitetura mais moderna mas com pinturas belíssimas do
Evangelho. Nesta igreja nova, celebramos a Eucaristia. Lá é muito frio e muito alto, fiquei até com
medo na hora da descida da serra, pois estava nublado e escuro e a estrada que arrodeia a serra é
estreita. Mas Deus esteve presente em todos os momentos. Assim seguimos para o Rio. Abaixo
algumas fotos que editei no Instagram:

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Pintura (descubra de qual passagem!) na igreja nova

Pia batismal, na igreja nova

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A experiência a partir da chegada no Rio ficará para outra postagem, mas até aí já foi uma
aventura e tanto, na qual eu e meu noivo pudemos vivenciar momentos belíssimos e edificantes
junto à comunidade e como futuros casados, pois pudemos conviver bastante. A paz de Cristo a
todos os leitores, amigos e irmãos de peregrinação.

EXPERIÊNCIA NA JMJ - ÚLTIMA PARTE - 26/8/2013

Após passarmos pelos santuários na Bahia e em Minas Gerais, chegamos na tarde da sexta-feira
no Rio de Janeiro e fomos acolhidos na paróquia São José, no bairro Santa Cruz, que ficava a umas
duas horas de Copacabana. Chegando à paróquia, foi surpreendente tantos jovens também
peregrinos, dançando e cantando conosco!

Como eu falava na postagem anterior, boa parte da Jornada foi para vivermos um pouco o
espírito de peregrinação, para aprender a ser obedientes e a silenciar, pois apareceram muitas
oportunidade de murmuração. Quando chegamos ao Rio, alguns tiveram que almoçar às quatro
horas da tarde, no chão, pois era muita gente. Estava na nossa programação participarmos da Via
Sacra neste dia, mas nem deu tempo. Fomos acolhidos nas casas dos paroquianos e muitas delas
tiveram que acolher mais do que o podiam. Fui acolhida junto com mais vinte mulheres na mesma
casa. Apesar de tudo fomos bem acolhidos, e pudemos sentir bem a hospitalidade que o Senhor
colocou naqueles que nos acolheram, na medida do que cada um podia nos oferecer.

A caminho para Copacabana

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No sábado saímos cedo para a vigília em Copacabana, e passamos o dia todo para chegar até
lá, foi uma jornada e tanto! Passamos duas horas no metrô, cantando, tocando, fazendo barulho.
Por todo lado que se olhava tinha peregrino. Depois mais uma tarde toda caminhando até
Copacabana, o tempo todo rios de grupos de todas as nações caminhando para o evento. Paramos
na metade do caminho para almoçar e pegar o kit de alimento. O que mais foi difícil a partir daí
foi carregar o tal kit, uma caixa de uns quatro quilos, mais o colchonete e outras coisas. Toda hora
a caixa de alguém abria por baixo e todo o grupo de 107 pessoas tinha que parar, foi engraçado...
Algumas senhoras levavam a caixa na cabeça. No fim das contas fomos chegar lá só umas 20hs e
a praia já estava simplesmente lotada. Tivemos a graça de encontrar nossos pais (eu e minha irmã),
que também tinham ido pela paróquia!

Na minha cabeça, durante a vigília iríamos ficar próximos do palco, em adoração ao santíssimo.
Chegando lá vi que não foi nada disso, até me decepcionei um pouco. Não chegamos nem a tempo
das Vésperas que o papa fez. Ficamos acho que a quase um quilômetro do palco, e mesmo assim
lotado. Fomos avançando para trás para encontrar um lugar na areia para nosso grupo, que era
grande, até que encontramos uma brecha, em frente a um telão. O interessante era ver todo mundo
contente, mesmo naquele frio, dormindo na areia, apertado e longe do palco: estávamos na JMJ,
por mais que a tentação naquela hora era dizer "trabalhei tanto por isso?!"! Eu mesma tive que
ficar numa passagem, toda hora passavam pisando o meu cobertor! Teve até um irmão do nosso
grupo não levou cobertor e ficou doente.

Depois de acomodados, todo mundo foi dormir, e eu e Wayner fomos dar uma volta pela orla,
olhar o movimento. Tava cheio de rodas de dança, conversamos com umas meninas do Caminho
Neocatecumenal do Peru se não me engano, que nos falaram um pouco das suas experiências.
Jovens dançavam, tocavam e cantavam incansavelmente durante a noite, não sei até que horas

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foram. Mas uma coisa percebemos, o Caminho provocou uma bagunça e tanto na Igreja! Uma
bagunça boa, tenho que dizer. Para todo lado ouvíamos os cantos e os instrumentos do Caminho,
e o legal era que os não-neocatecúmenos também entravam nas rodas de danças e logo aprendiam
os cantos.

A experiência de acordar no outro dia com os olhos diretamente para o céu claro foi única.
Depois recebemos a notícia inesperada de que o papa iria passar ali ao nosso lado para ir celebrar
a missa e ficamos muito contentes. Apesar de não termos ficado próximos do altar, ao menos o
vimos passando, com sua simplicidade e carisma! Seguiu assim o início da Missa de envio, único
evento do qual efetivamente participamos da programação oficial. Foi emocionante, ainda mais
com o Santo Padre falando em nossa língua. Para nos surpreender ainda veio ministro com
Eucaristia para nós, mesmo estando bem distante (posto 10, para quem estava lá).

A espera da passagem do Papa

Realizados com o encontro com o Papa, no outro dia participamos do Encontro Vocacional
também acontecido no Rio, evento do caminho neocatecumenal em resposta ao envio do Papa.
Este foi igualmente emocionante, pois também vimos também a união e a força da Igreja, e nos
encontramos com o iniciador do nosso itinerário, Kiko Arguello. Nestes links vemos os rapazes e
as moças do caminho que responderam ao chamado vocacional à vida sacerdotal e religiosa. No
final, trocamos algumas lembranças com os irmãos dos outros países e outros estados; na foto
estão as coisas que consegui, e que guardo com muito carinho! O que mais significativo para mim
foi um terço de caroço de azeitona, que troquei com uns irmãos de Israel (foto), pois lá é a terra
santa e os cristãos são poucos.

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"Câmbios"

Encerro com algo que Papa Francisco nos deixa na homilia da missa de envio:

"Três palavras: Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, experimentarão que,
quem evangeliza, é evangelizado, quem recebe a alegria da fé, recebe mais alegria."

Um abraço a todos os nossos amigos e companheiros de viagem e a todos os nossos leitores,
dos quais também queremos ouvir suas experiências nos comentários!

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