HISTÓRIA DA MÚSICA OCIDENTAL

1. A situação da música no fim do mundo antigo

Introdução

Imperador Constantino converteu-se ao cristianismo em 312 e
oficializou-o neste mesmo ano como a religião da família imperial.

395 – divisão do Império Romano em Império Romano do Ocidente
(Capital: Roma) e Império Romano do Oriente (Capital: Bizâncio).

476 – fim do Império Romano do Ocidente.

A herança grega

A história da música ocidental, em sentido estrito, começa com a
música da IGREJA CRISTÃ.

Os músicos da Idade Média não conheciam um exemplo sequer da
música grega ou romana, embora alguns hinos tenham vindo a ser
identificados no Renascimento.

Foram reconstituídas cerca de quarenta peças ou fragmentos de
peças musicais gregas, a maioria de épocas tardias, mas que cobrem cerca
de sete séculos.

Razão para o desaparecimento das tradições da prática musical
romana no início da Idade Média:
A maior parte desta música estava associada a práticas sociais que a
igreja primitiva via com terror ou a rituais pagãos que julgava deverem ser
eliminados.
Por conseguinte, foram feitos todos os esforços afastar essa música
da Igreja e apagar por completo a memória dela.
As teorias musicais estiveram na base das teorias medievais e foram
integradas na maior parte dos sistemas filosóficos.
Logo, para compreender a música medieval será preciso conhecer
alguma coisa acerca da música dos povos da antiguidade, em particular da
teoria e da prática musicais dos GREGOS.

A música na vida e no pensamento da Grécia Antiga

A mitologia grega atribuía à música origem divina e designava como seus
inventores e primeiros intérpretes deuses e semideuses, como Apolo, Anfião
e Orfeu.
A música era capaz de curar doenças, purificar o corpo e o espírito e operar
milagres no reino da Natureza.
Ver Antigo Testamento: 1 Samuel, 16, 14-23 e Josué, 6, 12-20.
Odisseia, 8, 62-82
Desde os tempos mais remotos a música foi um elemento INDISSOCIÁVEL
DAS CERIMÔNIAS RELIGIOSAS.
Apolo  Lira
A lira e a Cítara (maiores dimensões) eram, ambos, instrumentos de
cinco e sete cordas e eram tocadas, a solo ou acompanhando o canto ou a
recitação de poemas épicos.

a música estava sempre associada à palavra. do teatro e dos grandes concursos públicos era interpretada por cantores que acompanhavam a melodia com movimentos de dança predeterminados. criando uma heterofonia. vários instrumentos embelezavam a melodia em simultâneo com a sua interpretação por um conjunto de cantores. tinha um timbre estridente. Ver história sobre o combate de Apolo e o dragão Píton. Da Música complexa para mais simples A música grega assemelhava-se à da igreja primitiva em muitos aspectos fundamentais: a) Era monofônica (melodia sem harmonia ou contraponto) b) Muitas vezes. mas que não constituem uma polifonia c) A música grega era quase inteiramente improvisada. culto que se crê estar na origem do TEATRO GREGO.Dionísio  Aulo Era um instrumento de palheta simples ou dupla (não era uma flauta). d) Na sua forma mais perfeita. Música e filosofia na Grécia . penetrante. muitas vezes com dois tubos. à dança ou à poesia. associava-se ao canto de um certo tipo de poema (o ditirambo) no culto a Dionísio. e) A música dos cultos religiosos.