Liberalismo e Intervencionismo

Neoliberalismo, ou liberalismo construtor e
Intervencionismo social
A precisão de seus conceitos mediante a análise da
gradação do controle estatal e de sua política de prioridades
MÁRCIO NUNES ARANHA

SUMÁRIO

1. Introdução. 2. Considerações preliminares.
2.1. Sistema econômico versus regime econômico.
2.2. Intervencionismo: pressupostos básicos para
sua análise. 2.2.1. Âmbito de análise restrito ao
sistema capitalista. 2.2.2. Finalidade visada pelo
intervencionismo estatal. 2.2.2.1. Análise sob o
ponto de vista lógico. 2.2.2.2. Análise sob o ponto
de vista histórico. 3. Histórico do advento do inter-
vencionismo. 3.1. O sistema econômico clássico.
3.1.1. Considerações gerais. 3.1.2. O pensamento e
a contribuição de Adam Smith. 3.1.3. O pensamento
e a contribuição de David Ricardo. 3.2. O Dirigismo
Econômico: planejamento. 4. Aspectos fundamentais
do tema. 4.1. Aspectos terminológicos. 4.2. Aspectos
jurídicos, políticos e econômicos. 4.3. Aspecto
folosófico-político. 5. O Estado liberal e o Estado
social. 6. o dirigismo estatal e o neoliberalismo.
6.1. Neoliberalismo: definição e propostas. 7. O
pensamento de Simonde. 8. Conclusões.

1. Introdução
A dicotomia intervencionismo-liberalismo
econômico está intimamente ligada à idéia de
planejamento econômico, que, por sua vez,
cresce de importância com a mudança no
pensamento estatal, operada na história recente
da evolução do regime capitalista, e, com a
aceitação unânime em não haver a possibilidade
de que uma ordem econômica seja implantada,
ou mesmo possa perpetuar, sem que um disci-
plinamento jurídico estatal limite as liberdades
em função das responsabilidades recíprocas
entre os setores economicamente relevantes da
sociedade, vale dizer, regule as relações entre
o indivíduo, suas instituições e o aparelho
estatal1.
1
Márcio Nunes Aranha é Mestrando da Univer- ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à eco-
sidade de Brasília e Advogado. nomia. 15. ed. São Paulo : Atlas, 1991. p. 43-44.
Brasília a. 34 n. 135 jul./set. 1997 237

em a atividade econômica. cit. Não houvesse tal área circunscrita. Tal conceituação. o planeja- de produção. propriedade estatal ou propriedade coletiva dos 2. capitalista Daí falar-se de sistema capitalista em contra. pois senão ela converter-se-ia no O regime liberal clássico pregava que o disciplinamento único da atividade econômica Estado deveria omitir-se em interferir na dinâ. tervir. pois não há de se falar em interven- nista conforme a natureza dos princípios ção em algo que se resume a nada. o modo de produção – propriedade privada. 1981.. além da Por sistema econômico deve-se entender o oferta de moeda e demais incursões em áreas “conjunto coerente de instituições jurídicas e cujas estruturas relacionais apontam para uma sociais. por o caráter diretivo controlador do Estado. propriedade e do lucro. em nada intervém. produção. e os investimentos pois não se concebe tal regime. ou seja. temas 5 jurídicos básicos à economia. desde que reservado um campo propício à intervenção. sim como fonte de iniciativa. orientam o exercício da atividade econômica. Elementos de Direito iniciativa constitui-se pressuposto lógico-jurídico da Econômico. Para tanto.1. no sua vez. como a proprie. 4 Ibidem. mas pela máxima laissez-faire. como 2. haveria intervenção” (OLIVEIRA apud GRAU. a questão conceitual quanto à localização do sustentado sobre relações específicas entre os tema do intervencionismo estatal frente aos homens e os meios de produção. pois. é a de que minação da liberdade de iniciativa é um pres- o Estado deveria abster-se de uma posição suposto lógico da análise do intervencionismo. diz estatal. Intervencionismo: pressupostos básicos bens de produção – e a forma de repartição do para sua análise produto econômico – há rendimentos de 2. e no campo aberto da ingerência estatal. Nele há a sistemas econômicos. conquanto dê origem. e o motor da atividade econômica mento econômico encontra-se como pressuposto é o lucro individual. expressando-se terizando-se não mais como interferência.1. e o motor da atividade econômica Por força dessas considerações. sem balanço nacional”3. op. por sua vez.2. no sistema socialista. de conformidade com as quais se realiza regulamentação de grande complexidade. carac- mica do processo econômico. 63). tratamento e aos limites do intervencionismo O regime econômico. 2. p. A cujo desenvolvimento doutrinário realizou-se existência de uma área circunscrita de deter- posteriormente ao do regime liberal. ou neste em primeiro lugar. de direção e controle efetivos da atividade eco. iniciativa. do sistema capitalista como base de análise do por meio de regimes jurídicos específicos. São Paulo : Revista dos Tribunais. que. Uma conseqüência da distinção entre os posição ao sistema socialista. mas também aqueles relativos a relações de âmbito estritamente técnico. Eros Roberto. contemplativa e passiva e assumir uma posição nos moldes em que se quer analisá-lo5. leva à consideração nômica. desde que ele seus vários níveis e setores”4. econômico. logicamen- A qualificação do regime intervencionista. Só há de se falar em intervencionismo respeito ao “conjunto de princípios que quando este não determine. o Estado institucionaliza. consagração da propriedade privada dos bens Enquanto. há a individualização da essencial da própria caracterização do sistema. ao menos nos privados ocupam lugar preponderante no estágios primários de seu desenvolvimento. encontra-se no rendimento do trabalho. 60. te. 238 Revista de Informação Legislativa . A esse respeito. não 3 Ibidem. O sistema socialista. Pode-se in- norteadores da atividade econômica como tal. Assim. uma conclusão quanto ao associado a rendimentos de propriedade. de forma absoluta.2. Âmbito de análise restrito ao sistema propriedade? ou só rendimentos de trabalho? ou de ambos? – em uma determinada sociedade”2. há o seguinte esclarecimento: “a existência de um campo reservado à liberdade de 2 GRAU. matéria de intervenção do Estado no domínio p. a introdução da idéia do extremada ou não. O primeiro sistemas e regimes econômicos está em elucidar “estrutura-se desde um modo de produção. sistema capitalista. Considerações preliminares dade e o contrato. dependendo de sua configuração. funda-se na propriedade intervencionismo vem a lhe dar uma qualifi- estatal ou na propriedade coletiva dos bens de cação nova: suas transformações históricas. Sistema econômico versus regime econômico a regulamentação de trusts e cartéis. laissez passer. pode-se deixe espaço à manifestação da liberdade de falar em regime liberal e regime intervencio. extrai-se.

intervencionismo deve ser analisado dentro do ambiente proporcionado pela visão do sistema 3.2. destruir A partir do surgimento do Estado Liberal.2. talista”6. propõe-se. ao estudo mais aprofun- intervencionismo estatal dado das etapas de evolução por que passou o 2. 3.. e por conseguinte.1.1. retirar-se o material necessário à quização das relações econômicas desenvolvi- ponderação das vantagens e desvantagens que das sem qualquer tipo de ingerência estatal. agora. Tal conclu- um campo reservado à liberdade de ini. nos dias que correm.. analisar do núcleo determinador dos conceitos de tal período na sua contribuição para o pensa- mercado. sentia em vias de ser pulverizado pela anar- tória.2. o aspectos. enfim. pois. As novas formas 6 GRAU. perde-se também. de Brasília a. Para tal conclu- 2. 34 n. delimitar as bases do pensamento venção. Análise sob o ponto de vista histórico volvimento”. as condições e o ambiente propício às nuanças Com isso. dessas relações visava à correção das distorções do liberalismo para preservação do mercado. de produção. 135 jul.) visando à realização dos fins do Estado Social: justiça social e desen. precisamente. Finalidade visada pelo são. dois valores juridicamente protegidos do capi- volve no e sobre o processo econômico. é a Cumpre. de relações sociais.. muito exclusivamente”. a essência desses conceitos. o que implica dizer que o valor fun- damental do capitalismo – o mercado – deve ser 3. sob os seus diversos Tal como se determinou no item anterior. O que se dessume da análise histórica. que se analise a evo. 1997 239 . mas da essência do sistema capi. dução e a liberdade de iniciativa econômica. daí. Não somente sob o aspecto lógico pode ser Intervenção é. se não exclusivamente. Com a eliminação do objeto que se tenta jurídico-econômico sobre a dicotomia libera- regular. que foi contemporâneo à passagem de pode transbordar para a seara de delimitação uma concepção mercantilista para uma concep- ção liberal do Estado. a indicada a preservação do mercado como fina- “ação que o Estado empreende no e sobre lidade básica do intervencionismo. produção e liberdade de iniciativa econômica. Disse-se “não dade básica do intervencionismo estatal. Está-se a falar da preservação do do século [XVIII] se verificaram profun- das mudanças sociais.1. Histórico do advento do intervencionismo capitalista. como observa Eric Roll.2. ao menos. de cada corrente filosófica. pois. são também é alcançada pela análise puramente ciativa do setor privado – enfatizando que histórica dos fatores que condicionaram a tal reserva não é peculiar do regime passagem do regime liberal para o interven- liberal. Considerações gerais A ação intervencionista estatal. observarem-se da própria regulamentação. O advêm das posições tomadas a partir de então. talismo: a propriedade privada dos bens de pro- objetivando a correção de distorções ine. pois. para pre- servar sua natureza qualificadora do sistema Tendo-se em vista o momento de relevân- capitalista por meio de uma mudança de ponto cia marcado pelo último quartel do século de vista quanto a seu regime econômico. dentro da noção mercado. que se evolução do sistema capitalista através da his. op.estudo que ora se pretende. dessa forma. se assim o fizer. constatação de que o intervencionismo foi uma lução do intervencionismo estatal dentro da estratégia de sobrevivência do mercado. que será aprofundada no capítulo seguinte. propriedade privada dos bens de mento filosófico. não XVIII./set.1. pode-se extrair. que é o mecanismo de coordenação estabelecida de intervencionismo como a do processo econômico e a conseqüente salva- “descrição do conjunto de ações (. encaminhamento.. 63. cionista. vitáveis (. mais de determinação do próprio sentido de inter.2. a finali. assim. daí.. 2. desen. Análise sob o ponto de vista lógico intervencionismo estatal.) que guarda do ambiente propício à dinamização dos o Estado. com eles vai a esfera pode-se. O sistema econômico clássico também o limite de ação do intervencionismo. cit. e. e. embora ele seja direcionado por muitos outros “nos cinqüenta anos que rodeiam o final fatores..2. passa-se. p. o sentido lismo-intervencionismo.2. com isso. portanto..

p. 129-130. Ibidem. que e sua influência sobre a política não se haviam caminhado vagarosamente e com pode comparar com a da teoria clássica”9. então. afiguram de relevância para a abordagem filo- Dois nomes sobressaíram-se. política. esses não século XVIII: “o que o século havia produzido serão sequer mencionados. harmonia com os ditames da ordem de autoridade universal que o sistema clássico natural”10. logra-se certa unificação. p. que descrença na eficácia de qualquer manipulação. mulam. Tradução de Cid Silveira. segundo Adam Smith. 10 history of economic thought. Ocorre.. O pensamento e a contribuição de foram facilmente esquecidas as lutas Adam Smith anteriores”7. como sófico-jurídica do presente trabalho. deve ser Constantino Ianni. nem tam. p. 8 11 Ibidem. e o alcance do bem comum como sistema capitalista na compreensão da exis. avançavam agora triun- fais. História das doutrinas econômicas. diz. necessidade impõe’ inclinações que rância dentro do pensamento acadêmico. Nesse sentido. consectário lógico-natural do advento do bem tência de uma submissão às leis internas do econômico. continua o autor dizendo que o processo de política econômica. a transcrição da um argumento qualquer para acentuar a seguinte observação: bondade suprema da ordem natural e “Durante quase meio século não há para assinalar as imperfeições inevitáveis possibilidade de se citar uma escola do das instituições humanas. lado as preferências e limitações artifi- dade universal. que a precisão do enfoque naquilo que interessa à análise que se pretende do liberalismo clássico somente veio a se dar empreender.. 1977. dizem respeito à filosofia social e com o ambiente revolucionário daquele período. 4. em sua época. e durante largo período. natural’”. 134. na década de setenta. próprio sistema. porquanto não se até então fora confuso e acidental”8. p. “a crença na existência de uma ordem natural (qualquer que seja o modo de Mas há um aspecto de relevância transcen. A uma clássica para a discussão do liberalismo e intervencionismo estatais. ed. governo e de pensamento social. Ibidem. humanas”11. Tradução de: A Ibidem. Quanto aos existir com o pensamento liberal de fins do aspectos puramente econômicos. podem ser enumeradas as caracte- clássico: Adam Smith e David Ricardo. São Paulo : Companhia 9 Editora Nacional. pois só tem preponde. 240 Revista de Informação Legislativa . que é a base de sua obra. Só com o advento da ciais. Tais aspectos dão os fundamentos para o consistência interna própria somente vem a estudo da evolução do liberalismo. da atividade econômica surgia. e aos preceitos Assim. essa ordem de coisas que a pouco universal. então. Richard Paul Neto e O homem. e devido a seu progresso espetacular 3. Eric. representantes do chamado sistema econômico Assim. por meio de formas próprias do regime feudal. e o ‘sistema óbvio e simples da liberdade novamente chega a ser possível consi. Puseram a descoberto uma lógica do pelo Estado. 127. 127. superior a qualquer ordem dente na análise da importância dessa teoria artificial criada pelo homem. Esse aspecto é organização social inteligente cabe encontrado no entendimento de que esta escola apenas agir o quanto possível em gozou. a das teorias econômicas até então esparsas. em oposição à regulamentação Tal fé na ordem natural exprimia-se como externa. exprimiam a influência da filosofia liberal que que diz ser artificial.2. derar uma doutrina como de aceitação Diz também que geral. que derivam dessa filo- de formação de um corpo de doutrina com sofia. muito amiúde frustram as instituições 7 ROLL. mas aí. contudo. e se estabelecerá por si mesmo teoria da utilidade marginal. defini-la). 132. influenciando decisivamente sobre “Uma ou outra vez Smith aproveita a política.1. Ponham-se de pensamento econômico que goze autori. p. passo vacilante. já não se trata de “as inclinações naturais do homem esti- uma autoridade indiscutível. As características básicas de Adam Smith. devido a lutas com as antigas formas. veio a ter. Eles rísticas da filosofia de Adam Smith: sua filo- empreenderam um esforço de sistematização sofia social de fé absoluta na ordem natural.

cumpririam melhor aquele papel. 135 jul. op. o na intervenção consciente do homem no processo de desenvolvimento econômico14. pois. Assim. não em todos os pontos. um ponto importante: define uma sociedade. cit.. dentro daquele sistema. prática de que as relações naturais econômicas nha-se esse resultado porque a Provi. 1997 241 . mas é inútil que espere que o façam país contra a agressão estrangeira. e o terceiro. 34 n. como não-atuação estatal por força de uma constatação aumentaria o bem-estar comum.livre para poder expressar. filosófico smithiano. diz. 135. dência havia determinado que na socie- dade se estabelecesse um sistema em que Os reflexos econômicos do pensamento prevaleceria a ordem natural. ao egoísmo dos outros. obviamente. a ‘mão invisível’ é da propriedade. um indivíduo ou um grupo de indivíduos São os interesses individuais. “Nunca soube”. mas. os mentos públicos. por força de um móvel do compor- de todos”12. Os dife. o sentimento o que for além disso. bordamento dos egoísmos. como estradas. escolher entre produzir ele próprio o que precisa 14 “Smith. parte Mas. Ibidem. o próprio delimitador de seus Tudo isso revelava uma descrença de Smith excessos. o unicamente por benevolência. com efeito. apenas como ilustração. deixando-o à sua sorte. demais. imaginada por Smith de que o homem poderia 13 SMITH apud ROLL. Obti. refletem-se no entendimento de que o equilí- libravam-se de tal modo que o bem de brio das relações econômicas dar-se-ia. a sua intervenção também deixa de ser independente dos nos interesses dos indivíduos é geralmente pre. o seu brio natural dos motivos humanos. a própria produtividade. Outro freio eficiente seria a possibilidade 12 Ibidem. três papéis próprios do Estado: tunidade de que seus semelhantes o aju- “O primeiro é o dever de defender o dem. cit. como membro de judicial. tendência para trocar. p. O homem. não favorecesse assim os interesses da sociedade de aquela necessidade. de uma certa uma maneira mais efetiva que se se tivesse proposto ingenuidade na consideração de que todo “o a fazê-lo”. 135-136. mas intervir. é auto-regulante e procurar seu próprio benefício. a prioridade do próprio interesse sobre “Paz dentro e fora do país. que Adam Smith cultivava no equilí. então. tem quase sempre opor- Smith. segundo Smith. Para segundo. quando se trata de atividade A fé. ao Estado: assim ou seja. mas para tanto. “uma mão autolimitador dos excessos que porventura invisível o conduzia a favorecer um fim que possa um móvel do comportamento humano não entrava no seu propósito”13. o dever de estabelecer boa atingir seus próprios fins deve recorrer distribuição de justiça. p. e não apenas à manter obras públicas e instituições que simpatia deles”17. pela divisão do Assim. o Estado é mais eficaz quando deixa de trabalho. a doutrina do pressuposto de que todos compartilham smithiana é alheia ao aspecto de dar obrigações desse mesmo sistema de valores escalonados./set. sem barreiras. duvidava que o indivíduo ou comprar. parecer o influxo de concepções sociais de “Não só. econômica: o egoísmo individual. p. 135. pontes.. Aqui. p. então. 136. o hábito do trabalho e a mais eficaz”16. “homem aumenta. foi o que o sistema de relações intersubjetivas. seis motivos que determinam de um modo canais e portos são os únicos benefícios natural a conduta humana: o amor de si mesmo. dentro de uma não manteriam por falta de remuneração sociedade. permutar e substituir uma Vê-se que. O egoísmo do homem é. 15 17 Ibidem. por um valor menor. que o Governo pode outorgar. tamento humano. os freios mais eficazes contra o trans- adequada”15. Parte. por força levou a fazer a célebre declaração de que ao da chamada mão invisível. princi- um não entraria em conflito com o bem palmente. p. Adam Smith deixa trans- de seu próprio interesse. op. ocasionar. Ibidem. educação e um mínimo de empreendi. Em tudo a simpatia. O homem seria o melhor juiz mente abstencionista. rentes móveis da conduta humana equi. mesmo sob a influência pesada- coisa por outra. todas as demais vicissitudes sociais. mais do que isso. Brasília a. o desejo de ser livre. “que tenham feito chefe de família prudente deve ter como muito benefício os que fingem tratar com o bem 16 público” (ROLL. justiça. caráter positivo do Estado e somente justifica a obteria o máximo de satisfação. 135).

18 22 Ibidem. seu sucesso não teria sido poderiam ser mantidas com a ajuda do Estado. o capital sem pátria.máxima não tentar fazer em casa aquilo que lismo é tal ambiência a proporcionar a propaga- lhe custe mais fazer do que comprar. posições privilegiadas somente persuasivos. lograr êxito. é considerado Smith ataca firmemente o mercantilismo e. é submetido à crítica já por David Ricardo. p. Princípios22. e. (Os economistas). mas. O número de indivíduos. restrições em nada se assemelham aos apadrinhados da que eram resíduos do antiquado regime infância dos Estados modernos. do capital comercial e dos interesses dos Adam Smith foi vítima de seu otimismo. tão grande se não se tivesse dirigido a e como o Estado não intervinha. “embora o apóstolo do liberalismo eco- trariam campo propício à germinação. o principal representante da economia política embora não tenha sido o único a fazê-lo. A de forma mais satisfatória. 141. afasta-se de digressões filosóficas e históricas. David Ricardo. Falou pela voz dele a voz tais posições seriam inalcançáveis. e de proprietários de terra”21. a consideração do que seja tal bem comum. política e tributação. porquanto “o livre jogo das forças naturais destruiria todas as posições que não se baseassem em contribuições ao bem 3. ao bem comum? É harmonia social natural se revelaria a um argumento tipicamente tomista e que leva todos quando se conseguisse essa eman. ou melhor. 142. parece que o entendimento converge para Como encerramento de valorização de sua a afirmação de que o bem comum não é nem o teoria. tais aspirações não encon. objetivo último de perquirição: qual teoria leva. seus preconceitos. rança de indivíduos ou de classes. ainda dizia que qualquer patologia bem de todos. fosse uma sucessão também podia ser aplicada ao bem comum. ção extraordinariamente rápida do liberalismo Quanto às aspirações de poucos em verem-se de Adam Smith. portanto. baseia sua defesa do erros de anteriores governos. nem o bem de cada um.”18. Nesse ponto. clássica. eliminassem-se primeiro argumento de que se lança mão e que. a qualquer custo. p. cional. um campo de pensamento de Smith de maneira clara e propício e receptivo às suas idéias. intitulado campo histórico abomina o protecionismo. 137. Acreditava que Com o intuito de fechar o sistema. pois. David Ricardo tudo. Estados. de intenções mal concebidas para favo. O que realmente relevante para o presente estudo. sem o que o descredencializa a uma contribuição compromisso com a Nação.1. toda a interesse particular no fato de que tal defesa história. cipação”19. por sua vez. 1982. por meio de tal atitude.3. nômico falasse em termos brilhantes e segundo Smith. Aqui a dos industriais que desejavam eliminar origem do ranço liberal ostentado contra o inteiramente todas as restrições do funcionalismo público. despertando dade no estudo do funcionamento do sistema olhares dos grupos econômicos que queriam econômico. 242 Revista de Informação Legislativa . dizendo que frente aos demais. sua mensagem. pre- dominadora dentro do seu sistema não poderia cisamente.. muito embora importa dessa questão de crítica ao mercanti- 21 Ibidem. Esses mercado da oferta de trabalho. RICARDO. o bem de todos e o bem de cada um. também se configura no a obra de Smith estava implícita a espe. con. David. ver-se livres das restrições impostas pelos Por força de sua formação não acadêmica. esses privilégios e tudo iria bem. São Paulo : Abril Cultural. p. Aqui está um ponto chave da discussão eterna recer os privilégios de um reduzido entre o liberalismo e o intervencionismo. A crítica ao mercantilismo era uma crítica ência de vivência social que experimentara.. 138. hoje tão em voga. Em toda no mais das vezes. 20 Ibidem. p. à forma de se encarar a atividade econômica. É o surgimento do capital interna. A afirmação é bem esclarecida em posições privilegiadas. Hoje. fosse considerado o de maior acui- caracterizador do mercantilismo. levando a que seu livro. Tal posicionamento otimista. Eis que no concisa. por Eric Roll. Desenvolveu em muito a obra e a linha encontra. Princípios de economia 19 Ibidem. até então. O pensamento e a contribuição de comum”20. como “os males sociais que o rodeavam fossem toda ideologia triunfante. a não ser um auditório já preparado para receber excepcionalmente para manter a concorrência. da única experi.

como uma resultante do equi- clássicos. 519.2. que a mudança no direcionar E mais precisamente na afirmação básica das da preocupação da teoria econômica. p. ao invés da orientação pós-clássica econômico. o tema da distribuição do produto entre as Surgiu uma nova forma de encarar a teoria classes sociais. ROLL. 135 jul. tais como o total da produção. quanto ao intervencionismo e ao liberalismo. que. economia por si própria. que acompanhou o surgimento do das teorias que abriram margem ao dirigismo entendimento intervencionista./set. Precisa. op. verifica-se o cerne da questão das preocupações da microeconomia”25. nomencla- do início do século XX. um afastamento mente aqui. do consumo. ou macroeconomia. o Contudo. elucidação sobre o rumo tomado pela análise desde já. pelo menos. à terra e ao trabalho. grandes economistas até John Stuart o fez no sentido de estabelecer como preocu. A busca do equilíbrio. resume-se a isto a similitude do pensa. todos os autor que deu o impulso inicial a tal mudança. designada sob pensamento de John Maynard Keynes. à economia. inclusive – preocuparam-se princi- pação da economia política. da renda. nômica clássica. de análise da economia em face dos consumi. pela liber- enação do mundo real quando da formulação dade de autotutela dos seus partícipes internos. necessário se rística diz respeito ao método de pesquisa por fazia alguma espécie de ingerência estatal no ele utilizado. pois. Justiça seja feita. cit. op. Introduz. cit. mico. econômica. Uma Apenas antecipando conclusões. Vê-se. inflação e do crescimento econômico”24. movimento da economia global através mento que surgia em Keynes com aquele dos do tempo. em que há a presença marcante campo antes destinado ao fatal rearranjo da do processo dedutivo de análise e a relativa ali. p. no período que nomista norueguês. 1997 243 . líbrio entre os diversos elementos de que ela se compõe – sob este ângulo a Nova Já no tocante à forma de condução da eco- nomia nacional. berço do liberalismo econô. investimentos.a análise de sua teoria possa valer para se acontecimentos históricos. falando-se. refletida idéias de Keynes e contestadora das idéias clás. p. depressão de 1929. Essa passou a levar em conta aspectos antes desprezados pelas teorias que lhe antecederam. da poupança. erigido como norteador da atividade estatal quanto à preocupação de David Ricardo sobre desde então. a partir de 3. 23 25 ROLL. Mill. colocar em evidência que os influxos econômica. 492. em economia do bem-estar. no posicionamento em analisar a atividade eco- sicas – Smith e Ricardo – “de que a economia nômica do seu aspecto mais abrangente. da âmbito dos reflexos no campo individual.. ou antes. ou participativo direto do Estado. segue-se à sua evolução doutrinária. Tal caracte. as partes da produção que meno econômico sob uma macrovisão do mesmo. “na medida em que os clássicos – e esta Entende-se isso melhor ao se afirmar que o expressão abrange. pode-se. girava em torno do elemento positivo Após a análise do nascimento da teoria eco. a A mão invisível deveria ser substituída pela desvinculação dos aspectos sociais e a abstração mão visível do Estado. mais a do equilíbrio desejado. acom- era dotada de uma tendência intrínseca para panhou a mudança de atitude do Estado frente um estado de equilíbrio com pleno emprego”23. Como a tendência não seria lução do pensamento econômico. portanto. célebre eco- estudiosos da economia. passando a regrá-la não somente Certo é que tal constatação foi forçada pelos 24 FRISCH apud ROLL. direcionaram da economia que “estuda os problemas do os estudos sobre a economia política para o desemprego. cit. como a grande identificar a característica que marcaria a evo. de teorias econômicas. o Criava-se a Nova Economia. porém. pode ser assim econômico não o foram de contraposição com expressa: o sistema clássico no que tange à forma de se encarar o estudo da atividade econômica. e tal postulado seria como meio para tal.. dos dores individuais.. 520. um retorno às origens. teórico a nomenclatura de macroeconomia. que abriu os olhos dos tura essa dada por Ragnar Frisch. reside o ponto de divergência Economia. Brasília a. op. cabem ao capital. da estabilidade econômica. que a define como o ramo se sucedeu aos clássicos citados. 34 n. a economia como palmente com os agregados do sistema um todo. O Dirigismo Econômico: planejamento então. representa fundamental que se pretende analisar. Passa-se a entender o fenô. assim.

ela trazia em si a compreensão do fenô. pessoas que cria para tal fim”26. diversos a seguir: Conquanto pareça ser esse o entendimento “(a) . Aspectos fundamentais do tema Quanto a este último aspecto da intervenção 4. Aspectos terminológicos do Estado no domínio econômico. entende Celso A. mas como elemento liberal. privada (também supostos no art. como norma. (b) mediante incentivos à iniciativa Finalmente. da atividade econômica. impondo regras de conduta propriamente intervencionista ou de caráter à vida econômica. e (c) que se a adesão à teoria macroeconômica teve ele próprio [o Estado]. se. do Estado no domínio econômico. nacional. Essa última lisados de forma estatística e geral. de atuação no próprio processo econô- mico. Bandeira de. o Estado como agente. Celso A. na Logo.. São Paulo : Malheiros. ou do lismo – quanto em não só agir normativamente bem-comum em seu aspecto individual. decide politicamente aplicá-los num certo pre se houvera dado. Direito Regulamentar Eco- nômico. 317. Alberto. assim como os resultados eram ana. ou até mesmo interferir ativamente.de forma a disciplinar a liberdade que nela privado e determinante para o setor deveria ser preservada. não como agente do Estado no domínio econômico e de política normativo. como agente normativo e regulador reito Administrativo. p. deve-se atentar para o fato de estimulando-a com favores fiscais. não está inserida ausência de preocupação com o reflexo pontual necessariamente a característica ideológica de da política econômica sobre a vida do cidadão. conseqüências que tais políticas refletiam no Assim. as peculiaridades. pode-se salientar que detém. às período histórico. como logo se dirá. sob a forma institucional. mas também no sentido de esta- de uma política macroeconômica de estabiliza. 174. meno econômico em desprestígio. antepor ao Estado Por intervenção do Estado no domínio eco. exercerá funções de fiscalização e em 27 VENÂNCIO FILHO. 1968. 337. Direito um complexo conceitual de três dimensões. empresarialmente no setor. em prol nesse sentido. com o intuito de esclarecimen. indivíduo enquanto tal. tudo conforme prevê o art. Quer-se com isso dizer que. Fala-se da diferenci. atuará dos Unidos da América para a liderança do pla. que são expressas de três modos de intervenção Institucional Econômico”27. quando se fala em intervencionismo. assim. cionais. Pode-se assim. nessa conceituação. desviou a atenção que sem. 174). ao menos em parte. público. A análise era macroe. Os conceitos de liberalismo e intervencionismo impulsionou sobremaneira a economia como refletem-se na forma e intensidade em que se um todo. em obra monumental sobre o tema. ou antes. em casos excep- o condão de impulsionar a economia dos Esta. p. Bandeira de Mello nômico. determi. ed. que se expressa nos seguintes termos sobre o sar um aspecto fundamental à compreensão da direito institucional econômico: atuação estatal como intervencionista ou como seguidora do liberalismo. 4. 26 MELLO. “examina-se a intervenção do Estado no ação dentro do conceito maior de intervenção domínio econômico.. e recem na história recente. inclusive. na vida nacional – e aqui se está a falar em intervencionismo. tos posteriores. não se quer referir-se somente à intervenção conômica. mas a regê-la. Rio de Janeiro : Fundação meramente indicativo para o setor Getúlio Vargas. Curso de Di- las. 244 Revista de Informação Legislativa . nando ativamente o alcance de tal liberdade. Intervenção do Estado no domínio econômico: o Direito Público que o planejamento que conceber será Econômico no Brasil. intervencionismo ou liberalismo econômicos. dada por Alberto Venâncio os termos liberalismo e intervencionismo apa. tem-se de se preci.dar-se-á através de seu Poder de mais aceito sobre o alcance contenudístico da Polícia.1. mediante neta. e controlar os agentes econômicos para manter encara-se de forma mais natural o prejuízo de o mercado livre – e aí está a se falar em libera- uma parcela considerável da população. isto é. caso no qual 1993. caracteriza-se pelo simples fato de o Estado Despreza-se. Filho. belecer políticas positivas de prioridade ção para o bem-comum em seu aspecto global. 4. por outro. uma denomi- Explanadas as origens e o contexto em que nação específica. mediante leis e atos administrativos expedidos para executá. de um lado.

o qualificativo diretivo da contribuição dos pontos de vista de cada uma atuação do Estado no domínio econômico. que já foram analisadas 4. Dessa forma. não é um tema dos fenômenos do liberalismo e intervencio- absolutamente incontroverso. econômica e política./set.3. p. tação da intervenção do Estado na economia. em implica mudanças profundas na regulamen- essência. Aspectos jurídicos. São Paulo : Revista ou para realizar o desenvolvimento nacional e a dos Tribunais. em atenção ao direito da maioria. e do conhecimento. 135 jul. em conflito com os interesses individuais. tem-se como de importância econômicos. Brasília a. ao definir a intervenção do Estado Há de se perceber. Hely Lopes nismo.terminologia apresentada. intervencionismo são complexos conceituais a Por intervencionismo e liberalismo deve-se haurirem sua conformação completa na entender.. por sua vez. com isso. que é a base do regime democrático e do direito civil o Estado atua para coibir os excessos da iniciativa moderno” (MEIRELLES. Aspecto filosófico-político de promoção do bem-comum. Meirelles. atuação no domínio econômico repousam na neces- priação. ele entende a e econômico. uma implicação recíproca dos campos uma concepção tipicamente intervencionista da do saber. administrativo brasileiro. As do termo intervenção do Estado no domínio teorias. Assim o é. ed. intervencionista. Assim. por isso mesmo. parece ser mais útil à mudança política. principalmente nessa no domínio econômico. Independentemente das implicações neces- sárias da economia. promovendo uma visão mais ainda de intervenção direta do Estado empre. quando o interesse público pondendo ao predomínio de valores próprios o exige. político atuação estatal. o Poder Público Liberal e o Estado Social.. Nessa abuso do poder econômico. não somente pressiona uma termos mencionados. Na ordem econômica. Com base nisso. para conformação e entendimento intervenção do Estado no domínio econômico preciso do tema liberalismo e intervencionismo. Respectivamente. pode-se inferir decisão é política e as razões para decidir são que o conceito de intervenção no domínio eco. políticos e econômicos no resumo histórico das principais concepções econômicas relativas ao liberalismo e ao inter- Quanto aos aspectos jurídicos.2. (. quanto impregnada dela. que já vem sendo termos. liberalismo e sário. que o melhor feita ao longo do trabalho. numa ocupação temporária. Cada qual corres- impõe normas e limites e. ou para acudir a uma situação de iminente sidade de proteção do Estado aos interesses da perigo público. o Poder Público chega a retirar mercados e do tabelamento de preços. 1997 245 . nômico de Hely Lopes Meirelles está vinculado A concepção do Estado do bem-estar social a uma concepção de Estado Social. Hely Lopes. contenta-se em ordenar socialmente o seu uso. estes ou em utilizar transitoriamente o bem particular. 1991. através de desapro. das diversas facetas entendimento dos sentidos de liberalismo e 28 Eis o trecho pertinente: “Para o uso e gozo intervencionismo está em se divisar o Estado dos bens e riquezas particulares. se o resultado é jurídico. fundamental a precisão da questão quanto à no sentido de se afirmar categoricamente a relação do filosófico-político com os dois necessidade de uma análise. através de atos de império tendentes a satisfazer as exigências coletivas e a reprimir a con. por sua vez. as observações devem ser sumárias. interagem reciprocamente econômico em seu sentido amplo. pois. que é.. mediante requisição. tanto de e formam elos comuns para a análise de intervenção puramente normativa. 34 n. a estar social28. atuação meramente garante do mercado livre e atuação compensatória de disparidades acrescida de um caráter social 4. pois. Os interesses coletivos representam o casos. justiça social. em outros comunidade.) Os a propriedade privada para dar-lhe uma destinação fundamentos da intervenção na propriedade e pública ou de interesse social. notadamente campos jurídico. fazendo-o através da repressão ao duta anti-social da iniciativa particular. 493). intervém na propriedade privada e na ordem de uma ou outra corrente de pensamento. direito do maior número. políticos e vencionismo. quando por meio de limitações e servidões administrativas. 16. cedem àqueles. ligada de forma umbilical ao conceito de bem. Quer-se dizer. O econômica. das ciências jurídica. e Apesar das diferenças de emprego dos esta. isenta de questões compartilhadas pelas diversas áreas conotação social. o faz aproximando-a a matéria. de índole filosófico-econômicas. como dirige e é dirigida pelo apreciação do tema proposto o entendimento ordenamento jurídico correspondente. Direito privada e evitar que desatenda às suas finalidades. e. do controle dos intervenção estatal. precisa dos conceitos.

no sentido de que democrático. como são já incompatíveis com a evolução social da explicita o autor citado: época. De outro. ou até utilidade. O democratizando-a teoricamente.liberalismo a perseguir fielmente o arcabouço um processo democrático apto a impulsionar a do Estado Liberal e o intervencionismo a refletir modificação necessária do regime para um as aspirações dos fundamentos do Estado equilíbrio de fato. nas objeções às Dessa forma. Pleiteava-se a emancipação ção iniciada com a planificação na liberdade. é que o liberalismo se enrijece frente a uma constatação de desequilíbrio. De um lado. no sentido de que se pleiteava a mudança para a participação de todos na determinação dos O segredo. pois. em que doutrinárias do liberalismo”30. sendo que o chamado bloco capitalista realização da livre iniciativa”31. do povo frente às estruturas de controle e deci. democrática em “evitar que a transição [do Estado Liberal à outra forma mais democrática] conduza 5. o que se poderia prever seria medidas híbridas. Do Estado liberal ao Estado social. A história levou ao pronuncia- Mas o embate que originou tal evolução já mento do sentimento mais arraigado dos nossos era um embrião de ideal democrático pleno. proletariado – como já acontecia em lismo-intervencionismo com reflexos no campo vasta área de países socialistas do jurídico. que preco. que o verdadeiro O Estado liberal e a sua conseqüente conflito existente então seria entre o Estado expressão no pensamento jurídico implicaram socialista. Ibidem. mais cedo. tempos: o Estado democrático. São Paulo : Malheiros. algumas zonas da sociedade à plena rismos. não solucionou a questão logia e o adiantamento das idéias de básica dos novos tempos de plenitude demo. de uma classe. p. O Estado liberal e o Estado social necessariamente àquele resultado. na tentativa de aquele Estado humanizara “a idéia estatal. Tanto assim o foi. “O Estado social é. do Estado Liberal. a liberais. sob certo aspecto. 29 BONAVIDES. que se originou nele o instrumento da sua maioridade uma corrente que faria frente a tais conquistas política. Ele sucumbe em prol do Estado Social. reside em manter a evolu- rumos da Nação. 6. se ainda se Não haverá aí alguma contradição? pode falar nisso. Tais reflexos no campo jurídico. pela primeira Estado socialista sucumbe. ditado pelas básicas do Estado moderno: o Estado liberal e mudanças inevitáveis do capitalismo e o Estado social. Paulo. colaboração humana e social impuseram crática. planificação na liberdade? e de controle não a todas as classes. por antagonismo com sua natureza. 23. que Tais concepções refletem um embate em obriga ao abandono das antigas posições torno da necessidade. p. como pretende ser o Estado consideração da evolução de duas expressões democrático do Ocidente. podem ser melhor entendidos pela classes. mas não em prol vez. vendo o desfecho da trama. em última análise. 25. é que se viu obrigado a solucionar. que se dá está necessaria- suas contradições. social e econômica. livre e a planificação completa. e portanto anti- um avanço no seu tempo. embora tenha sido um passo necessário ao século. 246 Revista de Informação Legislativa . O processo foi de ação e reação indagação. 23. o monopólio decisório ficação livre. mas a chamada quarta classe. Oriente. os povos que vêem a tal evolução. O embate. tão combatida pelas idéias liberais. 30 Ibidem. pelo imperativo de justiça social. pois via-se já inserido em mente dentro de uma concepção intervencio- nista ou dirigista da sociedade como um todo. que impermeabilizam a derrocada de ambas as formas de autorita. ao Estado da última classe – o e econômico que permeou a dicotomia libera. o Estado assumisse uma postura de participação E continua Paulo Bonavides. na Idade Moderna”29. Quando responde precisamente a essa o proletariado. com o advento da terceira decorrência do dirigismo que a tecno- classe – a burguesia –. consolidar uma verdadeira democracia. O Estado liberal. ou Até agora foram vistos o arcabouço político seja. ed. na sua fúria anti-social. escolha hamletiana entre a planificação Aqui fala-se do Estado socialista. 31 p. Mas plani- nizou. 1996. e o Estado social. como que pre- e controle da dinâmica social. e sim ao Estado de todas as contudo. pois. Aqui. toma força a teoria Social.

da moeda – O leal cumprimento dos Nesse sentido. não se consubstancia senão uma pela referência mais precisa às conseqüências tentativa de variação de expressões para que ele gerou. ‘Os gran- supõe. dessa forma. um mau funcionamento dos priação dos bens de produção e de supressão mercados. Diz ele: dade. apontada por Engels no “O liberalismo clássico teve o defeito Anti-Duehring entre a produção social e de apegar-se apenas à idéia abstrata de a apropriação privada. às flutuações conjun- vação da instituição básica do sistema turais. contudo. que não se pode abrir mão de intervir. moderno. devido ao desenvolvimento Não se deve. designar momentos e modalidades de um São problemas que dizem respeito. rença apenas de que aqui se trata de um com ela. aos encargos administrativos. Joseph Lajugie determina com para baixo. perder de vista certas das sociedades anônimas. Na estrutura de mercado. 34 n. outros. José Paschoal. Estas favore- constatações que se referem à ambiência própria ceram a concentração das empresas e a para tal evolução. Tradução de: Les doctrines économi- ques. A formação dos monopólios de mercado. entre mesmo processo. inibe a evolução para a demo. evolução moderna pode ser melhor entendida vido. para a preser. o elemento São razões práticas que servem à afirmação de central de críticas ao intervencionismo estatal. As doutrinas econômicas. liberdade. precisão o defeito fundamental das doutrinas estrutura capitalista. 32 35 Ibidem. uma base capitalista. São Paulo : DIFEL. 121-122. refere a opção liberalismo-intervencionismo. aos espaços vazios. 1959. provocou: uma má organização da produção. p. um mau funcionamento do bloco oriental. “Parece-me no entanto que. crescimento e aos vícios do sistema de preços35. poderia ser confundida ção – doravante pertencentes à coletivi. uma princípios de uma economia livre. no A inadequação do regime liberal puro à esforço [de intervenção] assim desenvol. op. A evolução democrática pres./set. des negócios são incompatíveis com os volvido. Joseph. Aqui se encontra. Guinsburg. 1997 247 . p. onde o pelos neoliberais aos dogmas do liberalismo.. Brasília a. 135 jul.. típica da econo. que admite a a concorrência.o que faz que se originem duas formas de ver o 6. com social das democracias. aos aten- distorções do liberalismo. falsifica a economia de mercado. A própria liber- cima. razões econômico-sociais pois a opção frente à Mas parece que a questão. de negócio’. ao invés de preocupar-se com mia lucrativa do capitalismo – e o Estado as liberdades concretas e. com a de um jurista de nossa época. 391. a contradição. p. com a supressão da infra. dirigismo é imposto e se forma de cima Assim. à aceleração do capitalista. O dirigismo estatal e o neoliberalismo Estado social. ROSSETTI. sobretudo. normalmente. cit. com a dife. De fato. a concorrência desapareceu e. cit. eliminando-se. não se 34 LAJUGIE. assume o coletivismo entre os homens O pressuposto básico do socialismo. que. constituição dos monopólios. no mundo mesma idéia de dirigismo. à tecnologia de ção a um mesmo objetivo: correção das defesa. de baixo para o equilíbrio econômico. segundo o pensamento até aqui desen. 62. aos bens coletivos. de apro. onde a liberdade possa realidade. 384- 33 GRAU. que conserva intactas as bases do dade destruiu a concorrência e isso capitalismo”32. e a conseqüente liberais clássicas por meio de uma abordagem apropriação social dos meios de produ. antes à dosagem do caráter interventor. o mercado”33. São quando este acaba por sufocar o próprio mercado. ou seja. quando cracia. como se extrai da derrocada do sistema não a suprime. as reações que deviam assegurar dirigismo consentido. op. neste ponto. é pertinente a transcrição contratos a longo prazo pressupõe a seguinte de Eros Roberto Grau: estabilidade da moeda”34. no primeiro tópico. representam a forma que ser o pano de fundo para a intervenção estatal. dimentos previdenciários. mas Tradução de J. desenvolvido em dire. expostas por Paulo Bonavides: A noção de que o dirigismo estatal é neces- “Distinguimos em nosso estudo duas sário à concretização da democracia pode ser modalidades principais de Estado social: entendida pelas próprias críticas direcionadas o Estado social do marxismo.

o pensamento de Simonde foi a concorrência. Neoliberalismo: definição e propostas 7. tempo – Revolução Francesa. O pensamento de Simonde Prosseguindo-se na mesma linha de análise. Paul. os grandes veículos processo. nos pontos de econômico do abstencionismo ou interven. para onde deve ir e que mercado não é um fim em si mesmo. 217-218. com base na livre iniciativa e na esmaguem os pequenos. na. conclusões deste trabalho. 6. tas célebres. seria melhor para a consecução de um valor com o qual chamarmos esta doutrina de neoconcor. mesma e passa a ter um aspecto instrumental ao invés de neoliberalismo. guiado. Isso significa a instrumento para a concretização da justiça morte da iniciativa privada e da liberdade social e a felicidade do homem. em Genebra. que o processo produtivo é essenci- tionamentos de tráfego. 122-123. Foi um pensador que Lajugie define o neoliberalismo sob a presenciou as grandes revoluções do seu nomenclatura de liberalismo construtor e pro. a acrescentamos ser a satisfação das fim de restabelecer as condições de uma necessidades o único objetivo da acumu- concorrência real. cípio abstrato da liberdade para assegurar A riqueza deixa de ser encarada em si uma liberdade efetiva. conser. ‘O liberalismo para o aspecto social dos problemas econômicos manchesteriano compara-se a um regime com os quais se viu sensibilizado. especificados nas cionismo estatal. que ora se estuda. O Estado pode ser levado a nacionais apenas quando há aumento da praticar algumas arranhaduras no prin. cit. guerras de move o delineamento de sua expressão básica Napoleão. sem o Código de perseguir. foi fiel discípulo de Adam “O liberalismo construtor não permi. a estrutura liberal. O seu papel é manter lação. tem como força A diferença que se percebe entre o inter- precípua de influência critérios eminentemente vencionismo da doutrina social e o da doutrina práticos de conveniência para o desenvolvimento neoliberal está.. quando o indivíduo deve sair com a satisfação dos fins para os quais existe. Contribui para o entendimento mais preciso pode-se verificar a contribuição do neolibera. apud HUGON. a menos que. de tráfego que permite aos automóveis Entende que a Economia Política deve circular à sua vontade. op. Simonde nasceu para o alcance da democracia. Smith ser o Não intervir é tomar o partido do mais trabalho a única origem da riqueza. Economis- 36 LAJUGIE. p. de 1819 a 1867. ou seja. Daí resultam colisões. da diferenciação entre os princípios básicos do lismo para a discussão atual da dosagem do liberalismo e do intervencionismo o pensamento intervencionismo estatal como único caminho de Simonde. al para o desenvolvimento humano. a felicidade huma- Trânsito’. partida de suas análises. basicamente. como fim maior. O poupança o único meio de acumular. como a fome e a miséria vador e anárquico e ao socialismo operária. Ele se opôs a um só tocado pela realidade social que via crescer sob tempo ao liberalismo clássico. São Paulo : Atlas. a quem se concede carta branca. 37 SIMONDE. chamando a atenção. de forma impe. havendo aumento de riquezas o meio livre. despótico e arbitrário. deve ser autoridade central fixa. p. conges. propriedade individual dos meios de produção lista assemelha-se a um regime onde uma em um mercado de concorrência. 248 Revista de Informação Legislativa . 1955.1. ‘O Estado verdadeiramente Esclarecedora é a passagem transcrita por liberal é aquele onde os automobilistas Paul Hugon da obra de Simonde intitulada têm a liberdade de ir para onde quiserem. Liberalismo não significa abstencionismo.dicotomia. Revolução Industrial – e que. ela deve estar em harmonia: a felicidade. satisfação das necessidades nacionais”37. Smith. Jean Charles L. Nouveaux Principes: mas respeitando o Código de Trânsito’. em 1773. “Confessamos com A. mas tal para abrir caminho. a forte. mas um caminhos deve tomar’. no da seguinte forma: início de suas obras. mas Estado pode ser chamado a intervir. Por conseguinte. ‘O Estado socia. O o seu carro. ou antes. individual. conformado ativamente para rativa. O rencialismo”36. tirá que se utilize a liberdade para matar Contudo.

. em bom sociais. as características e como devendo ser o protetor do fraco 39 Ibidem.. e. que se mani. podem-se entender sustentar (.intervencionismo nasceu assim como uma contra o forte. A riqueza deixa de ser um aspecto objetivo a virar uma torneira. com maior precisão. de todos. cuja vida possibilitará ou tornará são do trabalho./set. decidir.. Havia a crianças da mais tenra idade podem exe- necessidade de um contrapeso. 218. pensamento do autor. a dobrar uma que reflete a evolução de uma Nação. uma nação deseja possuir homens nos nossos dias”38. sim. calmo. de algodão. É pela variedade sor do grande movimento de legislação de sua operações que a alma se desen- social desenvolvido em todos os países volve.. precursor das escolas sociológicas. assim. apenas quando ao aumentarem seus capitais. antes do festaria pelo instrumento criado pelo homem desenvolvimento de qualquer de suas para a harmonização da vida social ao grau faculdades. 135 jul.. de felicidade: o Estado. Mais quantidade de galões. a doença. não para trans- formá-los em máquinas. bobina. pode pôr-se acima do cálculo material cura. Assim. mas por que preço odioso feliz uma nação. produção da riqueza. aumento dos prazeres e do bem-estar meras reações contra o individualismo geral. e insistindo sobre a importância de do aumento dos produtos. ele assim se manifesta sidade de reformas. o repre- do fenômeno econômico. opôs ao laissez-faire a neces. de seus capitais. Seus projetos dirige sua teoria: de intervenção social – principalmente “em conseqüência dessa divisão [do tra- o ‘seguro profissional’ (o patrão deve balho] o homem perdeu em inteligência. condenadas a fazer mover uma roda. cálculo esse reforçar o ponto de vista econômico com suficiente para levar os indivíduos a a introdução do ponto de vista social... 221-222. contra o interesse tem- porário. 223. enfim. em saúde. as crianças. muito parecidas Criticava. Somente ela repartição e ao consumo. não nos parece aumen. cutá-las. A divisão do trabalho existência dos grandes grupos econômicos valorizou operações tão simples que desequilibravam um equilíbrio ideal. Ibidem. segurar seus operários contra os riscos em vigor corporal. proporcionarem estes também maior 8. em particular. Sus- tentando que a harmonia dos interesses E apenas para completitude da exposição do não existe.. 38 40 Ibidem. para fazer deles cidadãos. se com o sacrifício tar em opulência com o simples aumento moral de tantos milhares de homens!”40. p. assim. estendendo-o da produção à que não poderão aproveitar. a harmonia dos interesses com aquelas que se movem pela ação do preconizada pelos teóricos liberais clássicos. contrapondo-lhe o cálculo do Aparece assim como o precursor das inú.) Encaramos o governo agora. fato. abrindo assim o quanto à divisão do trabalho. da oferta à pro. mas apaixonado.. de considera Simonde que alfinetes. mas Simonde. mas. a invalidez humor. são o fruto desta grande divi- lação. p. p. A fogo ou da água. o defensor dos incapazes expressão de um ponto de vista mais humano de se defenderem a si próprios. antes de qualquer conheci- máximo possível para a consolidação da sua mento dos prazeres da vida. se vêem. fazendo-se caminho ao intervencionismo econômico entrever o profundo compromisso social que sob todas as suas formas. Brasília a. o que ganhou em capacidade na e o desemprego) – fazem-no um precur. foram comprados. como tendem as nações”39. a velhice.) faz-se neces- centro de interesse do estudo econômico. sentante do interesse permanente. de cada um “teve o mérito de ser um dos primeiros a (. de fios e de tecidos de seda e “a riqueza em suas relações com a popu. 1997 249 . Conclusões bem-estar à população que devem Por todo o exposto.) fez-se sentir a necessidade dessa mostrar a preocupação de deslocar o autoridade protetora (. que deve ser o objetivo para o qual exacerbado. sária para impedir que os homens sejam passando-o da simples riqueza para o sacrificados aos progressos duma riqueza homem. 34 n.

1964. conjunto social. São Paulo : Revista dos Tribunais. 1991. 6. MELLO. pois o bem-comum é conseqüência social. de compensar aos que não receberam o equiva- gradação e valoração do aspecto intervencio. que implique na melhoria 41 LAJUGIE. O neoliberalismo entende que a concentra- ção de esforços na perfeita esquematização das Bibliografia atividades econômicas dentro da livre concor- rência e a proibição de excessos é. São Paulo : pois entende ser papel do Estado. Teorías del crescimiento económico. e aqui Herrero Hermanos. México : bastante para o alcance do bem-comum. sua evolução possível e histórica. não identifica tais valores como prioritários. O intervencionismo. 1996. pode-se visualizar a essência das concorrência. Hely Lopes. produção. mente. no limite do possível. da livre concor. Enfim. não pode de valores próprios de uma classe. brasileiro. lógico-natural do bem econômico. Com isso parte do pressuposto de uma mínima interven. responsabilidade de todos. e não. e. e deixa a atividade eco. Questões como a da previdência povos. em três esquemas: o da qualificação do não suprime. 250 Revista de Informação Legislativa . Tradução de: Les Doctrines économiques. e que o Estado persiga com unhas desenvolvimento do mercado. ralismo: a estrutura econômica é um fim em si BONAVIDES. ao contrário.a conformação atual do embate liberalismo. 16. social devem ser inseridas dentro do mercado renciação hoje existente entre as correntes de livre. et al. 1955. devido aos males originários do correntes que hoje digladiam: o neoliberalismo mesmo. dentro de 1959. Desvincula. Atlas. HUGON. Economistas célebres. e o da assimilação ou não da solida. Curso de Direito mico. a sua posição meramente instrumental de riedade social. São Paulo : Revista dos portanto. Tradução de J. As diferenças fundamentais entre o inter. pensamento deve estar necessariamente dentro entende que o Estado deve servir como meio do campo do intervencionismo estatal. Paulo. dros jurídicos onde se desenvolverá a atividade nismo estatal foi sepultado pela história dos econômica”41. ou seja. cabe para corrigir distorções sociais de fundo. o de determinação teleológica sistema econômico deve ser entendido quanto do Estado. Eros Roberto. of economic growth. mico. O regime neoliberal entende que a função logia empregada. as bases do sistema capitalista. Elementos de Direito Econô- ção estatal. os sacrifícios da vencionismo pressupõe que tal regime seja falho sociedade e nunca ao aspecto econômico. Paul. basicamente. Ela incute ou liberalismo construtor e o intervencionismo dentro de sua concepção um sentimento de social. o Estado vencionismo da doutrina social e o da doutrina passa a intervir concretamente para promover liberal encontram-se. São Paulo : Malheiros. MEIRELLES. por si só. para o intervencionismo. por outro lado. alcance paulatino de uma estrutura econômica O neoliberalismo parte do pressuposto de propícia ao desenvolvimento social. portanto. direta e positiva deste. O intervencionismo. do justificar a penitência social. daquelas condições. nômica com o papel de promover. BRUTON. Direito Administrativo mento das condições materiais. que em sua conformação básica de preordenação é meramente instrumental. prioritaria.. da liberdade em abstrato. e dentes o bem-estar social e que se tribute – rência. op. e como tal. As doutrinas econômicas. p. Bandeira de. com sua função se aparariam arestas perniciosas ao pleno instrumental. o bem-comum. para definir em que pontos fundamentais. cit. Do Estado liberal ao Estado mesma. entendendo-se que a dife. de uma espera pelos frutos do regime econô. GRAU. 125. O inter. Indica que que o regime liberal é o campo propício onde se deixe a atividade econômica. Traducción de Julio Cerón. do Estado está puramente em escolher os “qua- Aceita a constatação de que o abstencio. em linhas o bem maior que é o bem comum e deixa. solidariedade social. o melhora. lente ao seu esforço dentro do regime de livre nista estatal. Guinsburg. começando-se pela termino. o melhoramento das condições sociais Tribunais. pois gerais. intervencionismo. da propriedade privada dos meios de aqui um ponto fundamental – somente a ele. São Paulo : DIPEL. 1981. Celso A. Henri J. mediante prestação LAJUGIE. e ordena ao Estado que faça tudo. Tradução de: Theories se verifica sua semelhança com o antigo libe. ed. Joseph. ao bem-estar social. ed. O regime liberal.

(Os economistas)./set. 1997 251 . Brasília a. ed. Gunnar. David. SAMUELSON. Rio de Janeiro : Agir. 2. Janeiro : Zahar. Tradução de Luiz Carlos do Nascimento e tributação. Intervenção do principles of political economy and taxation. p. 891. Richard Paul Neto e 1968. 1991. v. 8. ed. Alberto. Tradução de: A history of economic thowght. Editora Nacional. São Paulo : Malheiros. Tradução de: Economics. 1962. Tradução de: On the VENÂNCIO FILHO. José Paschoal. ed. Constantino Ianni. Tradução de Paulo Henrique Silva. Tradução de Cid Silveira. Paul A. 1997. econômico no Brasil : Fundação Getúlio Vargas. Estado no domínio econômico : o direito público ROLL. MYRDAL. História das doutrinas econômicas. 1975. ed. São Paulo : Abril cultural. 4. Introdução à economia. Aspectos políticos da teoria econômica. 34 n. Administrativo. 135 jul. 4. São Paulo : Atlas. Rio de ROSSETTI. Introdução à análise eco- RICARDO. Tradução de José Auto. 1982. tradução de: The political 15. Ribeiro Sandroni. Princípios de economia política nômica. element in the development of economic theory. Eric. São Paulo : Companhia 1993.

252 Revista de Informação Legislativa .