Universidade Metodista de Piracicaba

Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo.

Curso de Engenharia Industrial Mecânica

TROCADOR DE CALOR

GRUPO

Calebe Costa RA: 09.4619-4

Henrique Vidal RA: 09.1398-8

Michael Alves RA: 09.4955-2

Pedro Bragaglia RA: 09.0590-1

Thiago Faccioli RA: 09.2261-7

Santa Bárbara d’Oeste - SP
Abril de 2012

.......... Objetivo.....................................................................4 Trocadores de calor de contato direto....................................10 Coeficiente global de troca de calor................................................................................... Fundamentos Teóricos......................................5 2.......................... 12 ...... 11 7......5 2.................................................3 2......7 2.................................................8 3......................................................................................3 2.................................... 9 4.................4 2.8 Trocadores de calor em serpentina..........................3 Trocadores de armazenamento....................................................9 Trocadores de calor tipo placa.... 5 2.............. 6 2. Trocadores de calor de contato indireto........ 9 5........... 10 6.......................11 Equações que serão empregadas no experimento:....................................................................................................................7 2............................................................7 Trocadores tubo duplo..2 Tipos de trocadores de transferência direta................................................................................................................................ 3 2............................................................................... Bibliografia................ Resultados e Análise... Procedimento experimental.......... 3 2..........................................................................................Sumário 1................................................ Materiais....1..............6 Trocadores de carcaça e tubo...... Conclusão.....6 2............................5 Trocadores tubulares................................................................................

2 Tipos de trocadores de transferência direta Neste tipo. Alguns exemplos de trocadores de transferência direta são trocadores de: placa. Trocadores de calor de contato indireto Em um trocador de calor de contato indireto. há um fluxo contínuo de calor do fluido quente ao frio através de uma parede que os separa. Comparar a operação do trocador de calor em correntes opostas e paralelas. e de superfície estendida. 2. 3 .1. Os trocadores de contato indireto classificam- se em: trocadores de transferência direta e de armazenamento. Verificar se o trocador atende a 1ª e 2ª Lei da Termodinâmica. pois cada corrente permanece em passagens separadas. ou simplesmente como um recuperador. Fundamentos Teóricos 2. 2. tubular. Recuperadores constituem uma vasta maioria de todos os trocadores de calor. Este trocador é designado como um trocador de calor de recuperação. Objetivo Medir experimentalmente o coeficiente global de transferência de calor e comparar com o coeficiente global obtido a partir das relações empíricas. pela qual se realiza a transferência de calor. os fluidos permanecem separados e o calor é transferido continuamente através de uma parede. 1. Não há mistura entre eles.

Em caso de aquecimento. a matriz “libera” a Energia térmica (em refrigeração o caso é inverso). Figura 1 – Trocador de transferência direta 2. Posteriormente. o fluido quente atravessa a superfície de transferência de calor e a energia térmica é armazenada na matriz. quando o fluido frio passa pelas mesmas passagens. os ambos fluidos percorrem alternativamente as mesmas passagens de troca de calor .3 Trocadores de armazenamento Em um trocador de armazenamento. A superfície de transferência de calor geralmente é de uma estrutura chamada matriz. Figura 2 – Trocador de armazenamento 4 . Este trocador também é chamado regenerador.

aplicações que envolvem só transferência de calor são raras. etc. do desempenho. controlar corrosão. Sua construção é relativamente barata. fluidos muito viscosos. Eles trabalham de maneira ótima em aplicações de transferência de calor gás/gás. principalmente quando pressões e/ou temperaturas operacionais são muito altas onde nenhum outro tipo de trocador pode operar. facilidade de limpeza. tubo duplo e de espiral. para conter pressões operacionais e temperaturas altas.4 Trocadores de calor de contato direto Neste trocador. As aplicações são limitadas aos casos onde um contato direto de dois fluxos fluidos é permissível. existindo uma variação de acordo com o fabricante. da queda de pressão e dos métodos usados para reduzir tensões térmicas. e o outro pelo espaço entre a carcaça e os tubos. misturas de multicomponentes. Aplicações comuns de um trocador de contato direto envolvem transferência de massa além de transferência de calor. Estes são trocadores muito versáteis. Trocadores de carcaça e tubo são os mais usados para quaisquer capacidades e condições operacionais.Existe uma variedade de construções diferentes destes trocadores dependendo da transferência de calor desejada. São usados para aplicações de transferência de calor líquido/líquido (uma ou duas fases). feitos de uma variedade de materiais e tamanhos e são extensivamente usados em processos industriais. Um dos fluidos passa por dentro dos tubos. 2. tais como pressões e temperaturas altas. 2. etc. prevenir vazamentos.6 Trocadores de carcaça e tubo Este trocador é construído com tubos e uma carcaça. atmosferas altamente corrosivas. 5 .5 Trocadores tubulares São geralmente construídos com tubos circulares. são alcançadas taxas de transferência de calor muito altas. 2. Comparado os recuperadores de contato indireto e regeneradores. os dois fluidos se misturam. Estes trocadores podem ser classificados como carcaça e tubo.

uma grande superfície pode ser acomodada em um determinado espaço utilizando as serpentinas. Este é talvez o mais simples de todos os tipos de trocador de calor pela fácil manutenção envolvida. 6 . mas a limpeza é muito problemática. Figura 3 – Trocador de carcaça e tubo 2. Além disto. As expansões térmicas não são nenhum problema. É geralmente usado em aplicações de pequenas capacidades. em uma direção de contra fluxo.7 Trocadores tubo duplo O trocador de tubo duplo consiste de dois tubos concêntricos. A transferência de calor associada a um tubo espiral é mais alta que para um tubo duplo.8 Trocadores de calor em serpentina Este tipo de trocador consiste em uma ou mais serpentinas (de tubos circulares) ordenadas em uma carcaça. 2. Um dos fluidos escoa pelo tubo interno e o outro pela parte anular entre tubos.

este trocador não pode suportar pressões muito altas. Neste ponto.9 Trocadores de calor tipo placa Este tipo de trocador normalmente é construído com placas planas lisas ou com alguma forma de ondulações. o que é equivalente a considerarmos fluidos com capacidade térmica (o produto da massa ou do fluxo de massa pelo calor específico) infinita. equação 1. Na realidade. por exemplo. U. Consideramos que Tb de cada fluido permanecia constante.10 Coeficiente global de troca de calor Coeficiente Global de Troca de Calor. é uma maneira de sistematizar as diferentes resistências térmicas equivalentes existentes num processo de troca de calor entre duas correntes de fluido. esta é uma 7 . Geralmente. que envolve a temperatura da superfície exposta a uma das correntes de fluido. q=h As (Ts-T (1) Dando origem ao circuito térmico equivalente: Figura 4 – Circulo Térmico equivalente Ou seja. A partir da lei do resfriamento de Newton. 2. nestas condições. o calor trocado foi escrito como: q= UA (Tb1 -Tb2) (2) Onde Tb indica a temperatura média de mistura de cada um dos fluidos. comparado ao trocador tubular equivalente. 2.

T mw  Q.aproximação muito forte. ln  (D ) (5) ln ext ( DInt ) Área média de trocador de calor: Am  Dm. Após a devida análise.Cp. (7) T  T4  T3 8 . ln  (T  T ) (3) ln 1 3 (T2  T4 )  P/ correntes opostas (T1  T4 )  (T2  T3 ) Tm. ln  (T  T4 ) (4) ln 1 (T2  T3 ) Diâmetro médio Logarítmico do Tubo de Vapor: ( Dext  Dint ) Dm. Consideramos duas situações para a condição térmica: fluxo de calor constante ou temperatura superficial constante.L.11 Equações que serão empregadas no experimento: Variação de Temperatura média Logarítmica:  P/ correntes paralelas (T1  T3 )  (T2  T4 ) Tm. determinamos como a temperatura média de mistura do fluido varia ao longo do comprimento da superfície:  Fluxo constante de calor na parede:  Temperatura superficial constante:  2. (6) Taxa de calor trocado: Q  mw.n.

Materiais Equipamento de trocador de calor contendo:  Aquecedor elétrico Dados gerais do equipamento: Quantidade de tubos 2 Comprimento do tubo 3000 mm Diâmetro interno do tubo de vapor 8 mm Diâmetro externo do tubo de vapor 16 mm Massa específica da água =  H2O 1000 kg/m3 Calor específico da água = Cp 4187 J/kg ºK  Válvula gaveta para ajuste do sistema  Rotâmetros  4 .Tm ln 3. Coeficiente Global de troca de calor Q U  (8) Am. Para o escoamento em contracorrente. 9 .Termopares  Água comum  Painel de controle de temperatura digital 4. as outras válvulas foram fechadas. Foram abertas as válvulas de água fria e ajustada para a vazão desejada. Procedimento experimental Primeiramente o sistema foi alinhado para fazer o ensaio no sistema contracorrente.

36 Temperatura Entrada (°C) 67 28 Temperatura Saída (°C) 58 34 Para melhor visualização dos dados e aplicação das equações 2. 4. 5. Num segundo momento o sistema foi alinhado para realizar o ensaio em paralelo foi seguido o mesmo procedimento. 6. 5. Resultados e Análise Leituras feitas no laboratório presente na tabela 1: Tabela 01 – Medições Feitas Corrente Paralela Fluido Quente Fluido Frio Vazão (m3/h) 0. 7 e 8 os dados foram reagrupados na tabela 2: Tabela 02 – Dados reagrupados.36 10 .36 0. Para cada sistema foi registrada a temperatura no painel do equipamento. A leitura da vazão foi feita empregando um rotâmetro. Paralela Oposta Temperatura Entrada FQ T1 (°C) 67 67 Temperatura Saída FQ T2 (°C) 59 58 Temperatura Entrada FF T3 (°C) 27 28 Temperatura Saída FF T4 (°C) 35 34 Vazão (m3/h) 0. temperatura esta adquirida pelos termopares instalados nas entradas e saídas do trocador. dois no sistema quente e dois no sistema frio.36 0. A vazão de água fria foi mantida constante em 100 ml/s. 3.36 0.36 Temperatura Entrada (°C) 67 27 Temperatura Saída (°C) 59 35 Corrente Oposta Fluido Quente Fluido Frio Vazão (m3/h) 0.

05 Coeficiente Global de troca de calor Corrente Paralela W/m²K 3. Conclusão Nos resultados obtidos foi constatado que o coeficiente global de transferência de calor em correntes paralelas foi maior. 11 .73 Taxa de calor trocado Corrente Paralela kW 837. demonstrando que o sistema de correntes paralelas é mais eficiente.4 Corrente Oposta kW 628.72 Corrente Oposta (°C) 30.07 6.61 Diâmetro médio Logarítmico do Tubo de Vapor (m) 0. conforme tabela 3: Tabela 03 – Resultados .039 Área média de trocador de calor (m²): 0.76 Corrente Oposta W/m²K 2. com relação às temperaturas de saída dos fluidos (T2 – saída do vapor condensado) e (T4 – saída de água de resfriamento) com as temperaturas de entrada dos dois sistemas independentes. Variação de Temperatura média Logarítmica: Corrente Paralela (°C) 31. A partir disto foi possível aplicar as equações e chegar aos seguintes resultados. de acordo com o experimento proposto.

12 . 1983. São Paulo: UNICAMP. 7. L.. Bibliografia GOLDSTEIN. Transferência de Calor Industrial.