OS DOIS Não tive estudamento de tomos.

Eu sou dois seres. Só conheço as ciências que analfabetam.
O primeiro é fruto do amor de João e Alice. Todas as coisas têm ser?
O segundo é letral: Sou um sujeito remoto.
É fruto de uma natureza que pensa por imagens, Aromas de jacintos me infinitam.
Como diria Paul Valéry. E estes ermos me somam.
O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu
e vaidades. BARROS, Manoel de. Livro sobre nada. 4ª ed. Rio de Janeiro: Record,
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades 1997, p. 85.
Frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós. Após a leitura e a análise, responda, no caderno, as seguintes
BARROS, Manoel de. Poemas Rupestres. 2ª ed. Rio de Janeiro: Best questões:
Seller, 2006, p. 45.
1.No poema “Os dois”, há um jogo com o duplo. Por um lado,
O ANDARILHO temos o eu-poético e, por outro, o eu-biográfico. Crie um quadro
Eu já disse quem sou ele. em seu caderno com duas colunas, uma para o eu-poético e
Meu desnome é Andaleço. outra para o eu-biográfico; então, separe as características de
Andando devagar eu atraso o final do dia. cada um.
Caminho por beiras de rios conchosos. 2. Como o eu-poético se define no segundo poema?
Para as crianças da estrada eu sou o Homem do Saco. 3. que elementos textuais nos permitem entender que o “eu”
Carrego latas furadas, pregos, papéis usados. que aparece no segundo poema não é o “eu” do autor e sim um
(Ouço harpejos de mim nas latas tortas). “eu” fictício?
Não tenho pretensões de conquistar a inglória perfeita. 4. Ainda sobre o segundo poema, responda:
Os loucos me interpretam. a) as imagens poéticas parecem "absurdas" ou comuns?
A minha direção é a pessoa do vento. Justifique.
Meus rumos não têm termômetro. b) O que você pensa sobre a linguagem do poema “O andarilho”?
De tarde arborizo pássaros. Ela é adequada para o uso do eu-biográfico?
De noite os sapos me pulam. Justifique.
Não tenho carne de água.
Eu pertenço de andar atoamente.

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