UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

PROJETO DO TRABALHO:
Métodos, tempos, modelos, posto de trabalho.

(notas de aula)

Prof. Dr. João Alberto Camarotto

2007

Departamento de Engenharia de Produção 2
Projeto do trabalho
Prof. Dr. João Alberto Camarotto

SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO 03
1.1. Capacidade 04
1.2. Produtividade 06
1.2.1.- A Produtividade dos operadores e de máquinas 06
1.2.2 - Fatores que Reduzem a Produtividade 08
1.2.3 - Procedimento Básico para o Estudo do Trabalho 10

2 - ENGENHARIA DE MÉTODOS 11
2.1 – Conceituação 11
2.2 - Modelos da Engenharia de Métodos 12
2.2.1 - Tabela de Interrelacionamento 13
2.2.2 - Fluxograma de Processo 16
2.2.3 - Diagramas de Atividades Simultâneas 23
2.2.4 – Ficha de caracterização da tarefa 25

3 – ESTUDO DE TEMPOS NA PRODUÇÃO 30
3.1 – Tempo de Manufatura (Lead-Time) 32
3.2 – Takt Time 34
3.3 – Tempo de Ciclo 35
3.4 – Tempo de preparação (Set-Up) 36

4 – TEMPO-PADRÃO 38
4.1 - Determinação do Tempo-Padrão 38
4.2- Técnicas para a Obtenção do Tempo-Padrão 39
4.2.1 – Método de observação direta por cronometragem 40
43 – Estabelecimento do desempenho normal 43
4.3.1 – Sistemas de avaliação de ritmo 44
4.4 – Tolerâncias 46
4.5 - Processamento de dados e fórmula matemática do Tempo-Padrão 48
4.6 - Amostragem do Trabalho 49
4.6.1 - Principais Modelos de Distribuição 49
4.6.2 - Procedimentos para Observação por Amostragem 49
4.6.3 - Vantagens da Amostragem versus Cronometragem 51

5 – REQUISITOS PARA PROJETO DO POSTO DE TRABALHO 52
5.1 – Princípios de economia de movimentos 52
5.2 – Quantidade de trabalho na jornada 53
5.3 – Arranjo Físico do posto de trabalho 55
5.3.1 – Espaços de trabalho 59
5.4 – Manipulação de materiais e interface com equipamentos 64

6 – REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 68

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Projeto do trabalho
Prof. Dr. João Alberto Camarotto

1 – INTRODUÇÃO

Este texto tem por finalidade organizar um conjunto de informações para o estudo e projeto
das tarefas das pessoas dentro de organizações produtivas. Trata da prescrição da parcela de
trabalho atribuída a cada pessoa, ou conjunto de pessoas, para a realização das operações de
produção.

Entende-se por estudo do trabalho o uso de técnicas, métodos e medição do trabalho, para
examinar o trabalho humano em todos seus aspectos, investigando os fatores que influem na
eficiência e desempenho da situação estudada, com a finalidade de melhorar o conforto e
segurança na execução do trabalho e aumentar a produtividade do sistema de produção.

Projeto do trabalho é o dimensionamento dos recursos materiais e organizacionais
necessários para a realização de um conjunto determinado de tarefas em um centro de
produção. Um centro de produção é definido como a menor unidade, da organização, que
agrega valor ao produto ou serviço. (Olivério, 1982). Centro de produção é composto, nesta
ótica, por um ou mais postos de trabalho. Define-se posto de trabalho um local físico que é
ocupado por, pelo menos, um operador e os meios de trabalho necessários para e execução
de uma tarefa de produção. No limite, um centro de produção é o próprio posto de trabalho.

O estudo do trabalho foi conhecido durante muitos anos com o nome de "estudo de tempos
e movimentos" (time and motion study), mas atualmente, em função de novas técnicas
integradoras de gestão da produção e do abandono de modelos rígidos de processos de
trabalho, o nome mais adequado passou a ser "estudo do trabalho” (work study) que
incorpora conceitos de: ergonomia, segurança do trabalho, qualidade e organização do
trabalho.

O conteúdo do estudo do trabalho tratado nesta apostila se refere aos procedimentos usados
para a implantação das técnicas de melhoria das situações, concentrando-se nos aspectos da
produção que dependem e influenciam diretamente o rendimento do trabalho humano. O
projeto completo de unidades produtivas (fábrica, loja, escritório, etc.) compreende o estudo
das atividades reais do operadores (objeto específico da ergonomia), do arranjo físico das
instalações, do meio ambiente de trabalho (segurança e higiene do trabalho), do rendimento
do sistema de produção e dos processos de transformação.

Como ferramenta da gerência, o estudo do trabalho, possui a característica comum das
técnicas organizativas de ser um procedimento sistemático usado como ferramenta de
investigação e de aperfeiçoamento com a finalidade de aumentar o rendimento de uma
unidade produtiva mediante a reorganização do trabalho.

As melhorias resultantes da aplicação de estudo do trabalho são percebidas em curto espaço
de tempo. É um instrumento que pode ser aplicado em qualquer situação de trabalho

178). A avaliação do rendimento do trabalho desenvolvido pelas pessoas nas organizações é resultado de compromissos que consideram fatores externos à organização. dos modelos de gestão e da política de estoques. . Resulta que a capacidade de uma organização não é uma medida estática. Todo sistema de produção. De acordo com Roldão e Ribeiro (2004). João Alberto Camarotto funcionando como instrumento de registro da situação.p. mas dependente das diferentes estratégias de produção adotadas. habilidades e satisfação são essenciais para o funcionamento das organizações produtivas. 1.1. A sua determinação incide sobre a velocidade de resposta ao mercado. além de seus recursos materiais de produção como instalações e equipamentos. e relações internas associadas à organização do trabalho. necessita de recursos humanos cujas competências. Nesta avaliação. mediados por relações socioeconômicas. Dr. podendo ser utilizado para projeto de novas instalações de trabalho semelhantes. O projeto do trabalho é parte integrante do processo de projeto da unidade produtiva (figura 1). na estrutura de custos dos recursos disponíveis para uso. Projeto da Unidade Produtiva Arranjo físico e fluxo Tecnologia de Projeto do Processos Trabalho Figura 1 – Inter-relações de projetos e decisões da unidade produtiva (Slack. Capacidade Genericamente. 1997. Departamento de Engenharia de Produção 4 Projeto do trabalho Prof. a capacidade de uma organização é determinada pela relação entre disponibilidade de recursos e a demanda por estes recursos (figura 2). dois conceitos são fundamentais para a compreensão destas mediações de compromisso: a capacidade da organização em realizar seus objetivos de produção e as relações de produtividade que se estabelecem intra e inter organizações. temos as seguintes definições de capacidade: Capacidade = a quantidade de saída que um sistema pode realizar por unidade de tempo. organização da produção e as possibilidades tecnológicas de transformação de materiais e informações. do nível tecnológico. mediados pela relação custo benefício da produção do bem (produtos ou serviços). da composição da força de trabalho.

dos tempos de preparação. dos tempos de transferência (estoques e esperas) e dos lotes de produção. seqüências. materiais. disponibilidade. Capacidade efetiva = a capacidade realmente existente em função da variabilidade normal dos fatores de produção e do modelo de gestão da produção em uso. . Dr. b) Mix de produtos – proporções. Capacidade máxima = saída máxima que pode ser obtida num sistema quando os recursos são utilizados no máximo. o que pode não representar o mais eficiente em termos de custos. habilidades. A mediada da capacidade depende dos processos e tecnologias utilizados e. Os fatores internos à organização que influenciam na capacidade de produção podem ser sumarizados em: a) Concepção dos produtos –partes componentes. programação. processos. c) Pessoal – qualificação. supondo o funcionamento normal dos sub-sistemas e pleno usos dos fatores de produção. Departamento de Engenharia de Produção 5 Projeto do trabalho Prof. João Alberto Camarotto Capacidade Nominal (ou de projeto) = capacidade para a qual o sistema foi projetado. d) Fluxo do processo e balanceamento das operações e) Gestão de materiais – distribuição dos estoques. a capacidade depende dos tempos padrão das operações. métodos de trabalho. organização. definidos os processo de produção. Principais Fatores de Produção ¾ Mercado Mão-de-obra X Equipamentos Materiais ¾ Capital Instalações Figura 2 – Fatores de relação da capacidade da organização. Supõe o funcionamento normal dos sub-sistemas com as relações otimizadas entre eles. Capacidade Ótima = obtenção de saída de um sistema correspondente a custos unitários mínimos de produção. movimentação. rotas.

ou seja. para calcular a produtividade se toma como base a quantidade de produtos que se obtém de uma máquina ou de um trabalhador em um dado tempo. Os principais recursos à disposição de uma empresa são os seguintes Roldão e Ribeiro (2004): . João Alberto Camarotto Ou seja. Departamento de Engenharia de Produção 6 Projeto do trabalho Prof.Terrenos e Edifícios (ED) . diminuir os custos e otimizar o uso dos fatores de produção. De fato. ) Uma "hora-máquina" é o funcionamento de uma máquina ou de parte de uma instalação durante uma hora. quando são consumidos na produção (se efetuam gastos reais). a quantidade de bens ou serviços que se obtém com tais recursos. a produção de bens ou serviços por uma quantidade de "horas-homem" ou de "horas-máquina". 1. o que equivale. A Produtividade dos operadores e máquinas Se analisarmos a natureza da produtividade e a definirmos como a relação entre o produzido e o consumido.Máquinas (MQ) . ligado à medida da capacidade está a eficiência do trabalho das pessoas nos centros de produção e da gestão dos processos de trabalho. também. vamos encontrar embutida a noção de tempo.2.2. ) Uma "hora-homem" é o trabalho de um homem em uma hora. 1. Aumentar a produtividade significa produzir mais utilizando os mesmos recursos. . Assim.Materiais (MT) . Produtividade A produtividade de uma série determinada de recursos (insumos) é.Energia (EN) Produção total Produtividade Global = Conjunto dos recursos utilizados (fatores) Conjunto dos recursos utilizados = ED +MT + MQ + MO + EN Os recursos consistem em artigos e serviços reais. Dr.1. os resultados podem ser medidos monetariamente.Mão-de-obra (MO) . por definição.

Tempo improdutivo devido à deficiências da gerência da produção. João Alberto Camarotto O tempo gasto por um homem ou por uma máquina para executar uma operação ou produzir uma quantidade determinada de produtos pode ser decomposto da forma como indicado na figura 3 abaixo. 2004.122) Conteúdo de trabalho fundamental .o tempo mínimo irredutível que se necessita. pág.Conteúdo de tempo adicional devido à métodos ineficientes de produção ou de funcionamento. coordenação ou na inspeção das operações de produção. Dr. Seria o tempo para fabricar um produto ou executar uma tarefa se o desenho ou a especificação fossem perfeitos. . . Figura 3 – Decomposição de uma operação (Roldão e Ribeiro. inerentes aos métodos de trabalho da empresa. Departamento de Engenharia de Produção 7 Projeto do trabalho Prof. teoricamente. . para obter-se uma quantidade de produção.Conteúdo de tempo adicional devido à concepção no desenho ou na especificação do produto em função das características do produto. .É o tempo em que o homem e/ou a máquina permanecem inativos por deficiências da gerência no planejamento. o processo. o método de fabricação e a operação se realizassem continuamente sem perda de tempo (somente as pausas normais programadas para descanso).

Dr.as características do produto podem influir no conteúdo do trabalho de uma operação das seguintes formas: .2.O excesso de modelos e a falta de normalização dos componentes resultam em fabricação de pequenos lotes. diminuição de ritmo ou outros fatores pessoais do trabalhador.O produto ou suas partes componentes pode estar desenhado de tal forma que seja impossível empregar os métodos e procedimentos otimizados de fabricação. 1.2.É o tempo em que o homem ou a máquina ficam inativos em função de atrasos. . 1984. . 20) Conteúdo suplementar de trabalho devido ao produto . p. uso de máquinas não especializadas e de forma mais lenta que o ritmo proposto por métodos de trabalho e lotes econômicos. Departamento de Engenharia de Produção 8 Projeto do trabalho Prof. João Alberto Camarotto .Tempo improdutivo de responsabilidade do trabalhador. Fatores que Reduzem a Produtividade (figura 4) CONTEÚDO BÁSICO Conteúdo Total de DO Trabalho do TRABALHO Produto produto mal desenhado falta de conteúdo normalização suplementar de trabalho Conteúdo normas erradas devido ao de qualidade Total produto e/ou excesso de especificações de material Trabalho máquinas inadequadas processo mal conteúdo executado suplementar ferramentas de trabalho inadequadas devido aos Métodos arranjo físico inadequado métodos inadequados Tempo Improdutivo Figura 4 – Fatores de decréscimo da produtividade (OIT.

Os componentes de um produto podem ter um padrão de projeto que seja incompatível com o processo de fabricação e/ou conhecimentos técnicos dos trabalhadores. movimentações duplicadas e longas distâncias com perda de tempo e energia. tempo. iluminação.Controles e automação Produtos .Métodos de controle de qualidade Operações .Uso de ferramentas inadequadas .O estabelecimento equivocado de normas de qualidade(por amostragem ou tolerância) pode aumentar o retrabalho e perda de material e ajustes de máquinas. Tabela 1 – Possibilidades de melhorias na produtividade de fatores de produção com estudos de métodos de trabalho FATORES DE PRODUÇÃO PRINCIPAIS ESTUDOS DE MÉTODOS DE TRABALHO . Conteúdo suplementar de trabalho devido aos métodos de trabalho e ao processo: .Formação de equipes Assim. abaixo. etc.Seqüências .Ferramental . Os tempos suplementares são considerados improdutivos em relação a estes padrões. . Departamento de Engenharia de Produção 9 Projeto do trabalho Prof.Uso de máquinas inadequadas com velocidade ou grau de qualidade desbalanceados das demais.Treinamentos . .Condições ambientais de trabalho inadequadas como: temperatura. . O conceito de conteúdo do trabalho em função do tempo se baseia no pressuposto de que o trabalho se realiza com o uso de um método estabelecido e a um ritmo médio e constante. A tabela 1. esforços e em condições de máxima eficiência. Dr.Fluxo e seqüências . a produtividade ótima será conseguida quando o processo se efetuar com o menor desperdício de movimentos.Especialização .Manuseio de materiais .Ritmos de trabalho .Seleção Organização do Trabalho . seguindo um método estabelecido.Sistema de armazenagem . mostra possibilidades de melhorias . .Layout Processos .O arranjo físico de fábrica resulta em percursos desnecessários.Segurança do trabalho Pessoal . disposição de bancadas.Uso de sistemas de trabalho sem prévios estudos de métodos otimizados.Movimentação de materiais .Espaços de trabalho -Condições ambientais . João Alberto Camarotto .Divisão de tarefas e de responsabilidades (organograma funcional) .

EXAMINAR os dados registrados para verificar sua adequação com os objetivos propostos.3. Procedimento Básico para o Estudo do Trabalho Para a realização de um estudo do trabalho completo. João Alberto Camarotto na produtividade das variáveis dos fatores de produção relacionados com os métodos de trabalho.MANTER o uso da nova prática mediante procedimentos de acompanhamento e controle adequados. Dr. magnitudes e os melhores meios para sua obtenção. 7.MEDIR a quantidade de trabalho que o método escolhido exige e calcular o tempo padrão para sua execução. é preciso percorrer oito etapas básicas: 1. 8. 1.SELECIONAR o trabalho ou o processo a ser estudado 2. 3.DEFINIR o novo método e seus tempos correspondentes para que possa tornar-se rotina.2. Departamento de Engenharia de Produção 10 Projeto do trabalho Prof. sua ordenação.IMPLANTAR o novo método como prática geral.IDEALIZAR o método mais econômico e racional para as circunstâncias em estudo. 4. . através de técnicas apropriadas e manter os dados para futuras análises. 5.REGISTRAR por OBSERVAÇÃO DIRETA enquanto acontece o trabalho. 6.

econômico (tecnologia... .. região. Com base nos resultados de avaliação da situação de trabalho existente... leis.. em geral. prédios. O projeto de aprimoramento é o esforço constante e sistemático de procura de soluções melhores (maior produtividade) para os métodos de trabalho existentes.. segurança. etc. e verificando-se metas previstas não alcançadas ou dentro de um esforço global de desenvolvimento do sistema produtivo.. envolvendo problemas de fluxo e sequenciação. materiais e informações dentro de um sistema produtivo..1 – Conceituação Cabe à engenharia de métodos projetar as maneiras pelas quais pessoas ou conjunto de pessoas executam as suas parcelas de trabalho num sistema produtivo. As questões mais comuns estão relacionadas à: . constituído dos ambientes físico (equipamento. mudanças nas condições de contorno. no produto/serviço. melhoramento de uma situação existente e aprimoramento desta situação. agentes ambientais. Dr. classes.) e político (representações. o projeto de melhoria dos métodos de trabalho acarreta.. Departamento de Engenharia de Produção 11 Projeto do trabalho Prof. repressão. surge a necessidade de melhoria da situação de trabalho. sociológico (grupos. A especificação temporal do conteúdo do trabalho considera também uma divisão do trabalho entre homens e máquinas. .Composição dos fatores ambientais que envolvem a execução do trabalho (dimensões físicas. que define as atribuições de cada elemento ou conjunto. clima. interesses. manutenção. Conteúdo do trabalho é a quantidade de tarefas atribuídas a cada operador. iluminação. a distribuição das tarefas entre vários operadores de um local de trabalho e a relação entre as tarefas alocadas e as competências dos executores destas tarefas. ventos. João Alberto Camarotto 2 .Posicionamento físico dos componentes dos sistemas de trabalho. comunicação. procurando-se garantir na sua formulação um nível mais elevado possível de produtividade dentro das condições de contorno. responsabilidades.Movimentação física e transporte de homens..).) . suscita a intervenção do projetista do trabalho. O ambiente de trabalho se refere a todo complexo que envolve a situação de trabalho.. conflitos. além de mudanças no próprio método existente. remuneração.. As condições de contorno ou restrições do projeto de métodos de trabalho se referem ao conteúdo do trabalho e ao ambiente do trabalho. qualquer alteração na produtividade. produtos.ENGENHARIA DE MÉTODOS 2.). motivação. Em tese.. O projeto de uma nova situação de trabalho se faz a partir da necessidade de um método de trabalho humano que não existe num determinado local e tempo.). liderança. na organização do trabalho ou da produção.). ventilação. O projeto é executado em três níveis: criação de uma nova situação de trabalho. psicológico (tensões..

3) Análise ergonômica da atividade – método de análise do trabalho com enfoque nas atividades reais dos operadores. tornando bastante complexo o seu entendimento.Especificação e dimensionamento das tarefas e das jornadas de trabalho. organização e apresentação de dados e informações sobre a situação de trabalho. e f) apoio aos mecanismos de controle da situação ou execução do trabalho. 2) Técnicas de modelagem .consistem na utilização de modelos de engenharia para o estudo.Modelos da Engenharia de Métodos As situações de trabalho humano envolvem inúmeras variáveis. mediado socialmente pela organização do trabalho. especificação de projeto. e) auxílio na "venda" de inovações. d) auxílio para o entendimento global ou particularizado da situação de trabalho.são processos metodológicos desenvolvidos para a execução de projetos de engenharia. Os modelos fornecem uma visão concentrada da estrutura e linguagem do assunto estudado. análise.Controle da execução do trabalho. b) auxílio na análise dos dados e das informações e da própria situação de trabalho. O estudo e projeto de métodos de trabalho exigem. busca de soluções. em geral: formulação. a construção e manipulação de modelos para reduzir o universo de variáveis e diminuir a complexidade do estudo.2 . análise. com uso de técnicas de criatividade orientadas para a descoberta de uma gama de soluções alternativas a problemas formulados. que dividem o projeto em fases sucessivas. As metodologias mais empregadas são as do tipo cartesiano. encontram-se desenvolvidas algumas metodologias que auxiliam o desenvolvimento do projeto de métodos de trabalho: 1) Metodologia de resolução de problemas . permitindo um entendimento melhor de qualquer situação de trabalho. os modelos são classificados segundo algumas de suas características funcionais: . Baseia-se no pressuposto que o trabalho real é o resultado do modo operatório particular do operador. . . representação e avaliação de projetos de métodos de trabalho. Os objetivos dos modelos desenvolvidos para o estudo e projetos de métodos de trabalho são: a) coleta. avaliação das soluções. 2. melhorados ou aprimorados. c) auxílio no desenvolvimento de métodos novos. Dr. implantação e acompanhamento. Departamento de Engenharia de Produção 12 Projeto do trabalho Prof. melhoramentos ou aprimoramentos na situação de trabalho. simulação.Treinamento de equipes de trabalho. No contexto atual da engenharia de métodos. Para atender aos objetivos acima propostos. João Alberto Camarotto .

os componentes podem ser: homens. Além destes. arranjo físico em função da movimentação de materiais. Departamento de Engenharia de Produção 13 Projeto do trabalho Prof. O sistema em estudo pode ser um grupo de instalações de produção. papéis e informações ou contatos.1 -Tabelas de Inter-relacionamento A tabela de inter-relacionamento registra a relação de trânsito existente entre cada par de componentes de um sistema produtivo durante um período de tempo. trabalho de equipes em máquinas automatizadas. uma instalação. No anexo 1 estão apresentados os modelos genéricos destes documentos. Î Quanto ao tipo de projeto Ciclo de fabricação. ou seções e grupos de máquinas. são utilizados documentos de produção que auxiliam no entendimento das diferentes tarefas e operações: guia de fabricação.2. arranjo físico da estação de trabalho. Os componentes do sistema produtivo são as unidades de trabalho que executam as atividades de produção. 2. localização. ou departamentos. arranjo físico em função de movimentação de pessoas. ou plantas. Os fluxos do sistema produtivo são constituídos fisicamente dos itens trocados em um dado sentido entre os componentes. máquina. informação. Diagrama de Atividades Simultâneas (Diagrama Homem-Máquina) e Ficha de Caracterização da Tarefa. Os principais modelos estudados são: Tabelas de Inter-relacionamento. sendo basicamente: pessoas. freqüência. ou mesas. etc. um centro de trabalho ou sistemas homem-máquina. Î Quanto ao uso administrativo Modelo de decisão ou planejamento ou de comportamento ou de controle. transporte de materiais. um departamento. equipamentos e ferramentas. a determinação do . João Alberto Camarotto Î Quanto as variáveis Quantitativas: tempo. materiais ou produtos. ou estações de trabalho e equipamentos completos. assumindo funções distintas e complementares no sistema Dependendo do nível de abrangência do sistema. roteiro de produção. dinheiro. Dr. Î Quanto ao objeto de estudo Homem. movimento dos operadores no centro de produção. em função de determinados aspectos que se deseja destacar na situação de trabalho. lista de peças e componentes. máquina-máquina e homem-homem. bancadas e máquinas. materiais. distância. densidade de fluxo. Qualitativas: relações de procedência ou interligação. Fluxograma de Processo. Para fazer a análise da relação de fluxo entre os componentes da produção.

Dr.Prioridades . Figura 5 – Modelo de matriz de-para. João Alberto Camarotto valor da relação é feita segundo fatores de relação. conforme modelo abaixo.Equipamento e ferramenta .Peso . Tabela 2 – Componentes.Informações ou contatos .Importância (pesos) .Papéis . COMPONENTES do sistema de FLUXOS entre os FATORES DE RELAÇÃO produção componentes . Matriz de-para Quando há interesse em explicitar o sentido do fluxo trocado entre os pares.Volume .Custo .Centro de produção .Periculosidade .Planta . fluxos e fatores de relação da tabela de inter-relacionamentos.Bancada ou Posto de trabalho . .Dificuldade .Precisão .Distância .Tipo de via de transporte A forma de registro gráfico da tabela de inter-relacionamento é uma tabela matricial. conforme explicitado na tabela 2 abaixo. Departamento de Engenharia de Produção 14 Projeto do trabalho Prof. emprega-se uma matriz de-para. que pode ser organizada segundo duas concepções gráficas: matriz DE-PARA e matriz triangular.Departamento .Mão-de-obra .Materiais ou produtos .Freqüência .Quantidades .Pessoas .Seção .

ou ainda quando o que se deseja mostrar é o total de itens trocados.e b) verificação das cargas de trabalho individuais. A matriz De-Para é usada principalmente em: . os itens alocados acima da diagonal principal são relativos ao fluxo de sentido positivo ou para frente em relação à ordem na qual os componentes foram escritos na tabela (1 Æ 2 Æ 3 Æ 4) e os itens abaixo da diagonal principal são relativos a fluxos negativos ou para trás. .Vias de transporte ou canais de informação . Os critérios são geralmente minimizar o momento de transporte total. São mais comuns: a) verificação do balanceamento da carga de trabalho alocada ao conjunto de unidades produtivas envolvidas..A tabela De-Para possibilita um estudo preliminar da distribuição das cargas de trabalho através das unidades produtivas que atuam segundo um método de trabalho. Departamento de Engenharia de Produção 15 Projeto do trabalho Prof. Dr. reduzir retornos. João Alberto Camarotto Nesse caso. a tabela é representada numa Matriz Triangular (figura 6) Figura 6 – modelo de matriz triangular (ou matriz de ligações preferenciais) Exemplo: Relações entre os setores funcionais de uma empresa . . etc. minimizar número de viagens.usada no sentido de indicar as proximidades relativas em função de um dado critério de eficiência.Balanceamento de linha de produção .o registro quantitativo fornecido pela tabela de transporte pode ser empregado como um resumo ou levantamento de dados para o dimensionamento da capacidade ou especificação construtiva das vias de transporte e canais de informação. minimizar manuseio de materiais.Arranjo físico . Matriz Traiangular (ou de ligações preferenciais) Quando o sentido do fluxo é de difícil definição ou não há interesse em explicita-lo.

Estas informações podem ser organizadas segundo algumas diferentes concepções.2. As concepções construtivas e simbologias diferentes de fluxograma dependem da especificidade do processo em estudo. como local de execução. Departamento de Engenharia de Produção 16 Projeto do trabalho Prof. As atividades distintas são representadas no modelo por símbolos gráficos e o fluxo de itens entre as atividades sucessivas por segmentos que usem os símbolos correspondentes. manipulação. Fluxograma de montagem. custo da atividade. A simbologia utilizada nos fluxogramas de processo é padronizada pela ASME e representada pela figura 7 abaixo. A informação visual básica dada pelo diagrama pode ser acrescida de outras informações que possibilitem o claro entendimento do processo. tempos de duração das atividades. distâncias movidas. Os tipos básicos de fluxograma são Fluxogramas de processo (Fluxograma singular.2 -Fluxograma do Processo O fluxograma do processo tem o objetivo de representar esquematicamente o processo de produção através das seqüências de atividades de transformação. . Este modelo esquemático permite um entendimento global e compacto do processo de produção. exame. O modelo registra exclusivamente seqüências fixas e constantes de um trabalho. Fluxograma de fabricação e montagem). movimento e estocagem por que passam os fluxos de itens de produção. ao destacar e identificar as etapas constituintes e a sua ordem de execução. do tipo de objeto de estudo e do conjunto de informações requeridas. Dr. João Alberto Camarotto 2. unidade produtiva.

4. de acordo com os critérios de avaliação. ou condição Transformação  sobre um material ou informação. exceto os movimentos inerentes à operação ou inspeção. de início e fim. 8. etc. Para a construção do fluxograma de processo é preciso definir uma seqüência básica de etapas de construção válida para o caso geral e para os tipos de fluxogramas específicos: 1.) determinar o nível de abrangência e grau de detalhe do estudo. Identificação ou comparação de alguma característica de um objeto Inspeção † ou de um conjunto de informações com um padrão de qualidade ou de quantidade. forma. 3. processamento.) definir o objeto de estudo.)checar a exatidão do registro. e suas ordens seqüenciais. transcrição. Departamento de Engenharia de Produção 17 Projeto do trabalho Prof.) utilizar corretamente a simbologia escolhida. definindo as etapas e as atividades. é possibilitar ao projetista formular o problema. 5. e 10. fabricação. Retenção de um objeto ou de um registro de informação em Armazenamento V determinado local exclusivamente dedicado a este fim e que para ser removido necessita de controle formal. como: montagem. de modo a cobrir com certeza todo o processo que se deseja estudar. 2. A função da representação esquemática do fluxograma de processo. assim como o tipo de trabalho do processo. 9. João Alberto Camarotto Figura 7 – Simbologia de representação de fluxograma de prodcesso (padrão ASME) SÍMBOLO OPERAÇÃO DEFINIÇÃO DA OPERAÇÃO Significa uma mudança intencional de estado. embalagem. 6.) recolher os dados e as características suplementares.) levantar o fluxo de processamento. 7. do processo e das atividades componentes.) acrescentar ao esquema básico.) computar e sumarizar as informações mais importantes. mantendo-se dentro do processo de resolução de problemas: . Dr. resolvê-lo e apresentar e instalar a solução.) reconstruir esquematicamente o processo. Movimento de um objeto ou de um registro de informação de um Transporte Ö local para outro. cujo fluxo de processamento será levantado. Quando há um lapso de tempo entre duas atividades do processo Espera D gerando estoque intermediário no local de trabalho e que para ser removido não necessita de controle formal. Para cumprir esta função pode-se definir para o fluxograma alguns usos específicos. as informações suplementares desejáveis. por meio das linhas de fluxo e símbolos.) escolher pontos bem definidos e facilmente identificáveis. desmontagem.

João Alberto Camarotto 1-. Dr. . organização e visualização de eventos e informações relacionadas. 3-. Este registro consiste na coleta. Carteiro entrega telegrama aguarda emissão do telegrama confere endereço vai para o endereço confere nº da casa aperta campainha aguarda ser atendido entrega telegrama confere assinatura volta para a agência guarda comprovante Fluxograma de Montagem O fluxograma de montagem representa o processo de agregação (ou de desagregação) de um item composto. Auxilio na análise do processo pela separação e identificação gráfica das partes e etapas do processo. Este estudo de melhoria é feito pela análise do processamento global e pela identificação de atividades particulares. não sofre integrações ou desintegrações de componentes. que ocorrem durante a realização do processo. Exemplo: Trabalho de um funcionário dos Correios no processo de emissão e entrega de um telegrama a domicílio. com o objetivo de entender o processo global de funcionamento das partes. durante o período de observação do processo de produção. 4-. Departamento de Engenharia de Produção 18 Projeto do trabalho Prof. Item singular é definido como sendo um item que. através de indicação esquemática da seqüência na qual seus componentes e submontagens são integrados ou desintegrados. definindo uma seqüência lógica de processamento. Apresentação visual completa. por representar a seqüência de atividades de processamento de um item singular. bem como meios de resposta rápidas. Registro esquemático da seqüência de atividades dos componentes de um processo produtivo. 2-. Fluxograma Singular Caracteriza-se esta concepção de fluxograma de processo. compacta e consistente do processo produtivo. Auxilio no desenvolvimento de métodos de trabalho melhores ao fornecer ao projetista uma visualização do processo.

Dr. . na qual se ligam linhas horizontais que indicam a entrada de cada componente e sub-montagem no processo de montagem. -quais componentes constituem cada sub-montagem. -o estado de entrada dos componentes no processo de montagem. -os pontos de entrada de cada componente e sub-montagem. na montagem principal. João Alberto Camarotto No diagrama estas integrações ou desintegrações das partes se faz sobre (ou a partir de) um componente denominado corpo principal. A forma construtiva deste esquema (figura 8) consiste de uma coluna vertical onde é registrada a montagem do corpo principal. usa-se o mesmo esquema com inversão das setas para significar saídas de componentes do corpo principal. Figura 8 – Modelo esquemático do fluxograma de montagem. As informações visuais básicas deste esquema são: -as seqüências de montagem do corpo principal e das submontagens dos componentes. Departamento de Engenharia de Produção 19 Projeto do trabalho Prof. Para os casos de desmontagem.

que recebem todas as outras peças ou subconjuntos de modo a constituir o produto final. os pontos de introdução de partes compradas ou cujo processamento é considerado externo ao processo em registro. inspeção. produtos ou papéis. O conjunto principal pode ser. Em síntese.registra todas as atividades sejam produtivas ou não. Departamento de Engenharia de Produção 20 Projeto do trabalho Prof. A concepção construtiva do esquema gráfico consiste numa linha de fluxo de processamento principal a qual são ligados os vários ramos de linhas de processamento secundárias. que envolve processos de manufatura. o esquema mostra a maneira pela qual os diversos componentes são processados e reunidos para formar um produto completo. . nos subconjuntos e no conjunto principal. segundo a ordem de integração. b) FFM completo . 2.via ou cópia mais importante.FFM O FFM fornece a visualização esquemática do processamento de itens compostos. manipulação.) Formulários ou informações . 3. semelhante ao modelo da figura 8 acima. Dr. O modelo mostra as seqüências das atividades de processamento das partes.) Pessoal ou equipamento .) Materiais ou produtos . armazenagem e montagem das partes componentes.representadas as atividades que alteram o valor dos materiais ou constitui-se na principal finalidade da organização. Define-se dois tipos de FFM distintos pelo grau de explicitação das atividades: a) FFM para atividades produtivas . dependendo do tipo de fluxo registrado: 1. a formação de subconjuntos ou submontagens.só se aplica quando se tem uma equipe trabalhando sobre um mesmo fluxo de materiais. João Alberto Camarotto Exemplo: assentamento de tijolo no processo de montagem de uma parede Fluxograma de Fabricação e Montagem .

O componente faz O componente é parte do processo em processado estudo externamente (comprado) Material xyz Material www . João Alberto Camarotto A seqüência das atividades de processamento que ocorre sobre cada parte. entrada A entrada dos materiais a serem processados. a ordem de entrada é definida de cima para baixo no fluxograma 1a. Departamento de Engenharia de Produção 21 Projeto do trabalho Prof. Ou seja. entrada 2a. montados ou com processamento realizado externamente ao processo em estudo. Dr. é representada por uma linha horizontal no início da linha vertical que representa seu processamento ou sua entrada no fluxograma. é representada pela disposição dos símbolos nas linhas de fluxo verticais. subconjunto ou conjunto principal.

Mancal Fundido Bruto Torno Convencional Eixo Fundido Bruto P/ Torno Conv. Departamento de Engenharia de Produção 22 Projeto do trabalho Prof. João Alberto Camarotto Exemplos: a) Subconjunto Rolo de Pressão (produto Moenda de usina de açúcar) Camisa Fundida Bruta P/ Torno Conv. P/ Broqueadeira P/ Torno Conv. P/ Torno Conv. (40h) Plaina de Mesa (4h) P/ Forno P/ Montagem inicial P/ Furadeira Radial Forno Traçagem Montagem Inicial Furadeira Radial (8h) P/ Montagem final P/ Montagem Final Montagem Final Inspeção Armazenagem b) fábrica de ração . Dr. Broqueadeira Torno Convencional (40h) Torno Convencional (35h) P/ Mandrilhadora Conv. (36h) Torno Conv. P/ Plaina de Mesa Mandrilhadora Conv.

João Alberto Camarotto 2. Diagrama Homem-Máquina O Diagrama Homem-Máquina representa o trabalho coordenado de um operador na operação simultânea com uma ou mais máquinas. pegar matéria-prima no estoque. é mais apropriado para o estudo do relacionamento homem-máquina o traçado com colunas e segmentos proporcionais a uma escala de tempo. Na construção do esquema gráfico. . Máquina: atividade de produção sem atenção do operador. ex.operador e máquina trabalham juntos. por meio de um esquema gráfico que registra a seqüência de atividades de cada unidade e a relação de simultaneidade entre as atividades ou eventos de unidades que se interagem (figura 9) Figura 9 – modelo esquemático do diagrama de atividades simultâneas (Slack.operador ou máquina trabalham sem interferência.3 -Diagrama de Atividades Simultâneas O diagrama de atividades simultâneas representa o trabalho coordenado de um conjunto de unidades produtivas. p. Dr. Departamento de Engenharia de Produção 23 Projeto do trabalho Prof. 1997. com a seguinte definição para cada uma: a) atividades independentes . inspecionar peça.2. coletar dados. é suficiente para o diagrama. b) atividades combinadas . A classificação das atividades em: independentes. combinadas e de espera. Admite duas concepções principais: Diagrama Homem-Máquina e Diagrama de Equipe. figura 10. Homem: atividades não relacionadas com a operação da máquina.332) O modelo é mais apropriado para o estudo de trabalhos que atendem às características de trabalho coordenado. cíclico ou repetitivo é composto por atividades intermitentes entre o operador e equipamentos de produção.

: 01 Operador : João TEMPO HOMEM ATIVIDADE MÁQUINA ATIVIDADE 2 min Preparação da serra Ajuste do batente de comprimento 0. João Alberto Camarotto Homem: operador atua diretamente na máquina. : 07-3 Máquina : Serra Nome da operação : Corte longit. no qual tem importância o tempo de execução e a coordenação estrita entre as atividades dos componentes. uma seqüência de operações em centro de produção e/ou sobre um mesmo produto. c) atividades de espera . ou de trabalho combinado com outro equipamento.5 minutos Tempo total do posto de trabalho = 6. . ex. em conjunto. descarregada ou controlada. que executam simultaneamente tarefas interdependentes. alimentada. ex. máquina sendo regulada. Departamento de Engenharia de Produção 24 Projeto do trabalho Prof.5 min Limpeza da máquina espera Tempo homem = 3.5 minutos Figura 10 – Exemplo de Diagrama Homem-Máquina Diagrama de equipe O Diagrama de Equipe representa o trabalho coordenado de um grupo de operadores e de máquinas que executam. No.5 min Controle de velocidade Corte inicial 3 min espera Corte da barra 0. Atualmente tem sido aplicado como ferramenta para auxiliar a alocação de operadores em células de manufatura em sistemas produtivos regidos por técnicas de gestão da produção baseados em modelos japoneses. carregar máquina. durante a realização de um trabalho comum.5 min Conferência do corte espera 0. calibração de máquina. operação com avanço manual. Nome da peça: Porta Livros No. É empregado com o objetivo de combinar e integrar as atividades do grupo e determinar o número mínimo de homens e máquinas empregados. Máquina: atividades que exigem serviços do operador. Este diagrama representa o inter-relacionamento das seqüências individuais de atividades dos componentes de uma equipe. A equipe se caracteriza pela conjugação dos esforços de seus componentes.5 minutos Tempo máquina = 5. Dr.operador e/ou máquina ficam sem operação.

operador na tarefa 1 2 3 4 5 6 7 8 Figura 11 – Modelo de Ficha de Caracterização da Tarefa no centro de produção. A figura 11 abaixo mostra uma forma genérica para a ficha. limpeza da carenagem.. nome do centro de produção ou do posto de trabalho. . abastecimento. nome da operação ou processo. responsável pelo preenchimento da ficha. ou posto de trabalho.2. documento formal que define o trabalho no centro/posto. data do levantamento da ficha.Ficha de Caracterização da Tarefa Tem por objetivo a sistematizar um conjunto de informações das tarefas executadas no centro de produção. Departamento de Engenharia de Produção 25 Projeto do trabalho Prof. etc. Dr. Campos da ficha © – cabeçalho da ficha: nome da empresa. A Ficha de caracterização permite um maior domínio sobre os dados técnicos da situação de trabalho servindo de apoio para a comunicação entre os diferentes interlocutores dos postos de trabalho e uma referência para a descrição e a interpretação dos dados produzidos pela análise da atividade. Empresa © Produto © Data © Página © Operação / processo © Cento de produção / posto de Documento de Responsável© trabalho © produção © Ilustração Operação Descrição Tempo Máquinas e Descrição Próxima EPI e da ou do de dispositivos atividade do operação precauções atividade tarefa processo duração utilizados. página. João Alberto Camarotto O diagrama é especialmente apropriado no caso de trabalho que necessite de um método que coordene com precisão as atividades de seus componentes e que permita a execução do serviço no menor tempo possível. 2. nome do produto. estabelecendo a relação destas tarefas com as atividades dos operadores com informações sobre os condicionantes (das tarefas) e determinantes (das atividades).. Nesta ficha são descritos os procedimentos das operações. Um exemplo clássico é o trabalho nos pit-stop de corridas de automóveis quando as equipes de mecânicos executam simultaneamente troca de pneus. os equipamentos e instrumentos necessários a sua execução.4 . os tempos de cada operação ou elemento de trabalho e as atividades dos operadores para dar conta de cada operação.

)Conversar com o operador e esclarecer os objetivos da observação para que ele se sinta a vontade para realizar as tarefas no posto.Nome da próxima operação no posto/centro 8 . o 2 . 7o.Descrição das atividades do operador para realizar a tarefa 7 .)Obter os documentos de produção∗ do posto. bem como os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e demais dispositivos de segurança do trabalho ou do processo.)Caracterizar o local (centro ou posto) de trabalho a ser estudado (cabeçalho da ficha).Descrição técnica do processo ou da tarefa 4 . folha de processo. folha de operação. da duração da tarefa e/ou da ∗ São documentos formais. equipamentos. que servem de orientação e parâmetro do trabalho dos operador em relação aos procedimentos de processo e de qualidade. instrução de trabalho. o 5 . Caso existirem várias seqüências e/ou diferentes tarefas. ou não. 1o. .Equipamentos de proteção usados na tarefa e demais precauções formais Construção da ficha A ficha de caracterização da tarefa deve ser construída por observação direta de cada posto de trabalho analisado. dispositivos usados na tarefa 6 .)Descrever os processos realizados no posto e as atividades realizadas pelos operadores fazendo uma lista de operações e procedimentos e ilustrando com fotos e filmes.)Anotar o tempo de duração de cada operação. de acordo com o fluxo de trabalho.Tempo de duração da tarefa 5 .Nome da operação ou da tarefa 3 . o 4o. 3 .)Fazer observações sobre paradas no trabalho e entender os motivos das paradas. Dr.)Descrever os equipamentos e ferramentas utilizados para a realização de cada operação.Foto ou desenho do operador realizando a tarefa 2 . Departamento de Engenharia de Produção 26 Projeto do trabalho Prof. Os nomes mais utilizados para estes documentos são: Ficha de instrução técnica.Máquinas. o 6 . João Alberto Camarotto 1 . 2-A seqüência das tarefas de cada operador. registra-las em oredem de importância em função da freqüência de ocorrência. Principais pontos a serem observados e sistematizados: 1-Funções da cada operador do centro de produção estudado (informações com o chefe ou através de documentos da produção). procurando interagir com os operadores e supervisores para melhor entendimento das tarefas.

3-Identificar os requisitos de qualidade esperados em cada etapa do processo de produção do produto que se relacionem com o centro estudado e as perturbações (alterações de características) identificadas em cada fase do processo. Departamento de Engenharia de Produção 27 Projeto do trabalho Prof. que é expresso na forma de tarefas a serem cumpridas pelos operadores. Este é o trabalho prescrito pela empresa. comparando seus movimentos. seus deslocamentos e suas atribuições com o trabalho prescrito que foi registrado no item anterior. 4-Observar o trabalhador trabalhando e procurar entender o que ele faz. Exemplos: Descarregamento de correspondências em Centro de distribuição dos Correios. João Alberto Camarotto tarefa que mais ocupa os operadores. Linha de montagem de eletrodoméstico. 5-Perguntar ao trabalhador o que ele está fazendo e comparar com o trabalho prescrito. tentando entender o porquê da diferença. Dr. .

. forma de apresentação. utiliza-se um modelo denominado de Ficha de Descrição da Operação que.Inspeções: formas. caso haja necessidade de estudos mais detalhados sobre as operações. que podem ser úteis para melhor compreensão dos trabalhos executados na planta. tamanho de lote. tempo entre entregas. principalmente nas industrias médias e grandes. .tempo de preparação para cada operação e procedimentos de troca de instrumentos técnicos. . padrões. além daqueles relacionados com o centro de produção. tamanho de lote.Materiais de entrada: fornecedor interno ou externo. cujos conteúdos e formas construtivas podem ser encontrados em obras de tempos e métodos.Rejeitos: destino. estoques. Nas unidades produtivas. além das informações da ficha da tarefa. tempo de reposição. por exemplo: na construção de indicadores de desempenho. em mudanças de processos ou de produtos. organização e métodos. cuidados.parâmetros técnicos de cada processo ou operação. forma de apresentação. periodicidade.Disponibilidade de cada centro/posto ou equipamento para cada operação. Dr. operação geradora. na reestruturação de tarefas por centro/posto visando adoção de trabalho em grupos ou células. requisitos de qualidade. . tamanho de lote. projeto de empresas. estoques. . estoques. existe um conjunto de documentos de produção. Segue abaixo uma relação parcial destes documentos. acrescenta-se informações de: . Departamento de Engenharia de Produção 28 Projeto do trabalho Prof. critérios. A Ficha de caracterização da Tarefa pode ser complementada. organização do trabalho: . qualidade. projeto de unidades de trabalho. .Materiais de saída: cliente. João Alberto Camarotto Célula de Usinagem de peça mecânica de aeronave.

João Alberto Camarotto . forma de apresentação. operações. tempo e requisitos de qualidade. . . manutenção e requisitos dos processos que executa. . . a localização dos processos. cuidados. . Em geral contem informações de processos. Roteiro de produção – mostrar a seqüência de processos. Lista de peças do produto – relaciona as peças/componentes de um produto com informações da origem dos materiais de cada componente e sua quantidade no produto final. requisitos de armazenagem. embalagem. por centro de produção. Fluxograma cronológico (gráfico de Gantt) – mostra a distribuição temporal dos processos. potencia. Mapofluxograma – mostra. equipamentos. tolerâncias. Departamento de Engenharia de Produção 29 Projeto do trabalho Prof. . sobre a planta baixa da unidade. necessários para a obtenção de um produto. Dr. força motriz. etc. Fluxograma de setores – mostra a distribuição dos processos de trabalho pelos setores da planta. Ficha de equipamento de produção – registra as principais informações dos equipamentos como as utilidades que utiliza. Ficha de especificação de materiais – listagem dos materiais. Mostra as características principais de cada material: qualidade. divididos em matérias-primas e materiais comprados. . para a obtenção do produto.

O tempo inativo por Paradas Organizacionais é comumente denominado de Tempo de Tolerância ou Tempo de Folga no cálculo do tempo padrão. 2 horas. no entanto ele não é suficiente para explicar a complexidade e a quantidade de variáveis que influenciam no desempenho de um sistema de produção. demonstrações para visitantes. higiene). 1998) desenvolveu uma pesquisa avaliando diferentes tipos de estratégias e métodos de otimização de tempos de processos em vários sistemas de montagem em diversos paises (Estados Unidos. definido com o tempo total em que as linhas de produção foram observadas. espera de materiais entre outros. manutenção corretiva e preventiva. o tempo em que a produção é zero. Espanha. Japão. Departamento de Engenharia de Produção 30 Projeto do trabalho Prof. O Instituto de Sistemas de Produção (IPA) da Universidade de Hanover (Kohrmann. O primeiro tempo considerado no esquema apresentado é aquele onde o sistema foi considerado inativo ou literalmente desligado. As Paradas Organizacionais refletem um período onde o tempo de produção é afetado por motivos relacionados com determinações organizacionais. encontra-se o Período Disponível. Retirando este tempo do Período de Observação. como: parada dos operadores (descansos. passagem de instruções. ou até um dia.ESTUDO DE TEMPOS NA PRODUÇÃO. 5S. ou seja. com a finalidade de estruturar um modelo de uso dos tempos de forma a identificar as origens e motivos de paradas na produção. discussões sobre processos. Coréia e Alemanha). O tempo-padrão é uma das expressões do tempo na produção. A figura 12 mostra o esquema geral de construção dos diversos tempos na produção. que equivale a um período cuja produção está influenciada apenas por dois tipos de paradas: Técnica e Organizacional. dependendo do que se pretende avaliar. Nos processos de produção são utilizados diversos conceitos de tempo. de set-up. relacionados com variáveis de diferentes naturezas e usados conforme os interesses de medida de desempenho do sistema. etc. João Alberto Camarotto 3 . . Dr. reuniões de qualidade. O entendimento de tais paradas é importante na medida em que as variáveis que as influenciam são resultados de sistemas de ordens (formais ou não) e determinações que acontecem no cotidiano do chão de fábrica como: reuniões com chefia. considerando-se um Período de Observação. Pode durar 1 hora.

abastecimento de materiais e de utilidades nos equipamentos. Os principais motivos são: carga e descarga de peças nos equipamentos.Períodos e tempos de produção e paradas.interrupções .set-up . Alguns autores incluem o tempo de parada técnica como tempo de tolerância (Barnes).inspeções e limpezas . João Alberto Camarotto O período de Parada Técnica está relacionado com as especificações de tecnologia e de produtos processados que independem das estratégias organizacionais e da produção. quebra de máquina.carga e descarga de peça .defeito de ciclo (ajustes) desligado . limpeza de componentes ou do equipamento em função de requisitos de processo. Também chamado de Tempo de Processamento(Olivério). Período Livre de Interrupções é o tempo em que o processamento é efetivamente executado.intervalos Figura 12.espera de material . etc. Departamento de Engenharia de Produção 31 Projeto do trabalho Prof. . Período de Observação Período disponível Período de operação Período de operação Livre de interrupções Período de parada da Turno em que o Período de parada técnica organização.manutenção . ajustes de operação em equipamentos em decorrência do processo. enquanto outros consideram este tempo como Tempo de Preparação (Olivério). sistema está Exemplo: inativo ou . Dr.

Tempo de Manufatura ou Lead-Time Mede o tempo total de transformação das matérias-primas e componentes em produtos acabados. O tempo de manufatura é medido a partir de parâmetros de tempo dos processos de transformação e dos sistemas de ordenação da produção como armazenagens. O Tempo de Manufatura é função dos tempos de transporte e do sistema de movimentação dos materiais. O Tempo de Manufatura (TM) é medido a partir da chegada dos materiais nos estoques da instalação ou quando estes materiais estiverem disponíveis para a produção (preparação. principalmente para produtos formados por uma grande quantidade de componentes e sub-produtos.). João Alberto Camarotto 3. das atividades destinadas aos operadores. da capacidade de processamento dos equipamentos e respectivos controles de qualidade dos materiais processados e. ou pode também considerar como final de período a expedição do produto ou componente para o cliente. do tempo de estoques no processo.1.esquema de sistema elementar de fabricação . Estes parâmetros são influenciados por determinações técnicas ou organizacionais. O final do período de tempo da manufatura pode se dar ao final da última operação (ou posto de trabalho) de fabricação. montagens. o tempo de manufatura mede a eficiência do PCP da fábrica. movimentação e das emissões de ordens. Em geral este tempo se refere ao tempo de manufatura de produtos. Dr. liberação de produção. QUANTIDADES ESTAÇÃO DE QUALIDADE TRABALHO TRANSFORMAÇÃO CARGA ESTOCAGEM DESCARGA TRANSPORTE Figura 13. etc. como mostra o esquema da figura 13 abaixo. Em resumo. porém é comum associa-lo com componentes. disparo de kanban. pode incluir as operações de acabamento (inspeções. PEÇAS. Departamento de Engenharia de Produção 32 Projeto do trabalho Prof. das esperas. embalamento).

Tempo de processamento básico (Tpr): inclui as paradas técnicas de inspeções. equipamentos. temos a expressão: p p TM = ∑ m( Tpri + Tci ) + ∑ ( Tsi + Tti + Tei ) i =1 i =1 . No sistema de fabricação de um componente que passa por p postos de trabalhos (operações). a expressão fica: p p TM = ∑ ( Tpri + Tci ) + ∑ ( Tsi + Tti + Tei ) i =1 i =1 Para uma situação de fabricação um componente que passa por p postos e com m quantidade de componentes por lote (tamanho único de lote). O tempo de manufatura para um sistema composto apenas de um componente e um posto de trabalho é dado pela expressão: TM = Tpr + Tc + Ts + Tt + Te. Também chamado de tempo de carregamento de máquina. Tempo de carga e descarga (Tc): é o tempo de posicionamento dos materiais para a execução de cada operação no posto. Dr. João Alberto Camarotto Parâmetros de medida do Tempo de Manufatura (TM): Tempo de preparação de lote (set-up) (Ts): tempo de preparar os materiais. ferramentas e dispositivos de trabalho necessários para o funcionamento do centro de produção ou posto de trabalho. em função da formação de lote para o transporte e/ou aguardando o processamento. limpezas. Tempo de estocagem (Te): no centro de produção. Tempo de transporte (Tt): compreende o tempo de movimentação dos materiais (lote) entre o final de processamento de um centro de produção até sua estocagem no centro seguinte. ajustes e quebras de máquina. Departamento de Engenharia de Produção 33 Projeto do trabalho Prof.

m quantidades por lote e p postos de trabalho (supondo que todos os componentes passam pelos mesmos postos de trabalho). 1998). produto ou do trabalho de um centro de produção. onde q representa a quantidade de componentes do produto. A vinculação dessa questão com o Planejamento e Controle da Produção é importante de ser explorada. mas determinado em função da necessidade de atender uma demanda externa ao sistema de produção. Através da base teórica quanto à definição exata do que seria o takt time. dada as restrições de capacidade da linha ou célula. Ele determina o ritmo da produção de acordo com a demanda do cliente. João Alberto Camarotto Num sistema completo de fabricação. Departamento de Engenharia de Produção 34 Projeto do trabalho Prof. (WOMACK. Takt Time O takt-time é definido como tempo de produção disponível dividido pelo índice da demanda do cliente.2. surgem outras questões conceituais. de forma a evitar que o sistema. Uma definição mais adequada pode ser a seguinte: takt-time é o ritmo de produção necessário para atender a um determinado nível considerado de demanda. ou seja. temos a expressão: n p n p TM = ∑ ∑ mi ( Tpri + Tci ) + ∑ ∑ ( Tsi + Tti + Tei ) i =1 i =1 i =1 i =1 O tempo de fabricação de um produto composto de componentes que passam por postos diferentes de trabalho é dado pela expressão: q TMproduto = ∑ TM i =1 i . 3. Dr. precisamente no que tange a compatibilização da demanda com a capacidade. para n tipos diferentes de componentes. A idéia de alocação de um tempo para produção implica que o takt-time não é calculado a partir da capacidade de produção. De forma simplificada: takt-time é o ritmo de produção necessário para atender a demanda e resulta da razão entre o tempo disponível para a produção e o numero de unidades a serem produzidas. mesmo tendo condições . O takt-time é um tempo alocado pela gerencia para a produção de um componente.

Tempo de Ciclo O Tempo de Ciclo.3. Em uma linha de produção. A função processo estabelece o ritmo de trabalho a partir da demanda (JIT/Kanban. A duração deste ciclo é dada pelo período transcorrido entre a repetição de um mesmo evento que caracteriza o início ou fim desse ciclo. enquanto que a função operação estabelece a capacidade da produção a partir das restrições do sistema de produção (lotes. o takt-time será de 2 minutos. O takt-time pode ser entendido como o tempo que rege o fluxo dos materiais em uma linha ou célula. o tempo de ciclo é o tempo necessário para a execução do trabalho em uma peça. o tempo disponível para produção não é necessariamente igual à duração do expediente. deve-se descontar os tempos de paradas técnicas e organizacionais. desprezando-se paradas entre ciclos provocadas por interrupções organizacionais. para uma linha de montagem de automóveis com demanda diária de 300 unidades e tempo disponível para produção de 10 horas (600 minutos). Em um sistema de produção. para WOMACK (1998) é aquele necessário para se completar o ciclo de uma operação. a cada 2 minutos deve sair um carro pronto no final da linha. o tempo de ciclo é determinado pelas condições operativas da célula ou linha e definido em função de dois elementos: • Tempos unitários de processamento em cada posto ou centro de produção • Número de trabalhadores na célula ou linha Genericamente. Ou seja. João Alberto Camarotto globais de atender à demanda. Por exemplo. make to order). na medida em que trata do fluxo dos materiais ao longo do tempo e espaço. enquanto que e a Função Operação se refere aos elementos de transformação (homens e máquinas) ao longo do tempo e do espaço. não seja sobrecarregado em momentos de pico e tenha seu funcionamento abalado. set-ups. etc. é fundamental salientar que o conceito de takt-time está diretamente relacionado com a Função Processo. Departamento de Engenharia de Produção 35 Projeto do trabalho Prof. para uma máquina ou equipamento. manutenção. Lembrar que.). Em situações reais. Logo. sob uma perspectiva operacional. Dr. a cada intervalo definido pelo takt-time. . É o tempo transcorrido entre o início e o término da produção de duas peças sucessivas de um mesmo modelo em condições de abastecimento constante. 3. uma unidade deve ser terminada.

linhas ou mesmo a fábrica inteira). deixa-se de ter uma única máquina. Em operações manuais este tempo é mais impreciso. Se o tempo de ciclo de uma operação em um processo completo puder ser reduzido a um tempo takt igual. Departamento de Engenharia de Produção 36 Projeto do trabalho Prof. como. os produtos podem. Em equipamentos totalmente automáticos o tempo de ciclo pode ser fisicamente identificado com relativa facilidade. como por exemplo. ser produzidos em fluxo contínuo. O ritmo de uma linha é sempre limitado. troca de dispositivos. troca de ferramentas. 1997). Torna-se necessário pesar as relações sistêmicas de dependência entre os equipamentos e as operações. a fixação e remoção de uma matriz. definir o tempo de ciclo. 3. Este é o conceito chave da produção nivelada que é a base da produção enxuta (lean production). por exemplo. Nesse caso. com facilidade. . O takt-time efetivo. a discussão muda de perspectiva. A adoção da troca rápida de ferramentas (TRF) é uma das maneiras mais eficazes de melhorar o set-up. Existem dois tipos de operação de set-up: Æ Set-up interno: operações de set-up que podem ser executadas somente quando a máquina estiver parada. As operações na manufatura segundo SHINGO (1996) podem ser classificadas da seguinte maneira: • Operações de Set-up – preparação antes e depois das operações. será igual ao takt-time calculado caso a capacidade for maior ou igual à demanda e será igual ao tempo de ciclo quando a capacidade for inferior à demanda WOMACK (1998). João Alberto Camarotto Cada máquina ou equipamento tem um tempo de ciclo característico para cada operação (processamento) executada. a partir da qual se pode. Tempo de preparação ( Set-up) O tempo de preparação (set-up) é definido como o tempo decorrido na troca do processo do final da produção de um lote até a produção da primeira peça boa do próximo lote (SLACK. seja pela capacidade ou pela demanda. Æ Set-up externo: operações de set-up que podem ser executadas enquanto a máquina ainda está em operação. pois o ritmo é variável em função do operador. preparação das ferramentas de troca. etc. tal como definido anteriormente. como por exemplo: transporte de matrizes. Dr.4. então. Ampliando-se a análise aos sistemas de produção (células.

Os tempos de preparação de máquinas têm forte influência na eficiência de uma empresa e na formação dos custos das peças produzidas pela mesma. principalmente pela tendência das empresas possuírem uma linha diversificada de produtos. A redução e otimização dos tempos de preparação de máquinas tornam-se também importante devido aos custos envolvidos na aquisição e operação máquinas. uma parcela significativa do tempo total de produção de uma empresa. . cada vez mais. com pequenos e médios lotes de produção. Dr. é importante distinguir o trabalho que pode ser feito enquanto a máquina está funcionando e aquele que deve ser feito com a máquina parada. Os tempos de preparação representam. João Alberto Camarotto Em qualquer análise de operações de set-up. Departamento de Engenharia de Produção 37 Projeto do trabalho Prof. O princípio fundamental da melhoria deste tempo é transformar uma operação de set-up interno em uma de set-up externo.

.. o tempo gasto por uma pessoa qualificada e devidamente treinada. para executar uma tarefa ou operação específica. seja na interação homem-máquina. ". " MARVIN E. e d) trabalhando em uma etapa na qual utilizará.estabelecimento do custo dos produtos pelos custos de produção associados às instalações. ". trabalhando em ritmo normal.. por componente. João Alberto Camarotto 4 – TEMPO-PADRÃO É o tempo utilizado para a determinação da capacidade de trabalho em centros de produção onde há atividades de operadores. com previsão de demoras e atrasos independentes do operador . CUSTOS .. MUNDEL. .Determinação do Tempo-Padrão(TP) O Tempo-Padrão é composto de uma correção sobre o tempo observado de uma seqüência de operações de trabalho.estudo da distribuição da produtividade do trabalho através do estabelecimento de tempos-padrão para as operações.. dentro de um período dado de tempo. Departamento de Engenharia de Produção 38 Projeto do trabalho Prof... o tempo necessário para completar um ciclo de uma operação quando realizada com um dado método.. medida do trabalho para serviços de manutenção. seu esforço físico máximo e desenvolvendo tal trabalho sem efeitos prejudiciais . O tempo-padrão é aplicado principalmente em: PCP ." EDWARD KRICK. um tempo padrão é uma função da quantidade de tempo necessário para desenvolver uma unidade de trabalho: a) usando um método e equipamentos dados.1 . 4. c) por um trabalhador que possua uma quantidade específica de habilidade no trabalho e uma aptidão específica para o trabalho.." RALPH BARNES. através de um fator de avaliação de desempenho e mais tolerâncias. " . por produto e por grupo de produção. a fim de estabelecer incentivos salariais... Dr. b) sob certas condições de trabalho. equipamentos e mão-de-obra. em uma certa velocidade arbitrária de trabalho. seja em atividades exclusivamente manuais.. PRODUTIVIDADE .medida do trabalho de pequenas séries de produção. programação e controle de entregas aos clientes.

A obtenção de dados de produção é feita nos arquivos da empresa por informações sobre o tempo gasto na realização de uma dada operação. ou seja. No método do uso de registros anteriores a determinação do tempo-padrão é feita utilizado-se o conhecimento acumulado da experiência dos analistas de tempos e de produção e dados de produtos e/ou operações semelhantes existentes na empresa. entre outros.Técnicas para a Obtenção do Tempo-Padrão. O tempo-padrão pode ser obtido pelo uso de registros anteriores ou por observação direta. 4. materiais ou condições de trabalho. Atualmente descarta-se a obtenção do tempo padrão com uso de sistemas sintéticos ou pré- determinados. A estimativa direta é feita com base na experiência do analista considerando o tempo obtido como tempo normal e acrescentando as tolerâncias. Estes sistemas já caíram em desuso em função da adoção de novos modelos de gestão do trabalho baseado em enriquecimento de tarefas. gestão de competências. método. e nas discrepâncias de julgamentos dos diversos cronoanalistas. João Alberto Camarotto As restrições mais comuns ao uso do Tempo-Padrão são: quando houver modificações no ciclo.2 . A forma de utilização pode se dar de forma direta. a partir da segunda metade do século XX. Dr. Esta técnica pode considerar os tempos através de uma estimativa global (pelo tempo normal da operação) ou por uma estimativa . considerando os dados históricos como valores normais de tempos de operação ou corrigindo estes dados em função da variação de desempenho da empresa no período considerado. Figura 14 – Esquema par determinação do tempo-padrão. trabalho em grupo. Departamento de Engenharia de Produção 39 Projeto do trabalho Prof.

1 – Método de observação direta por cronometragem.método padrão em estudo . e a estimativa global é mais rápida de ser montada. tolerâncias e tempo-padrão.equipamento utilizado . métodos de leitura.oferece menor custo para a realização do estudo.condições do local . . chamado de cronometragem. feita com base nas estimativas dos tempos normais dos elementos que compõem a operação. c)processamento dos dados . Dr. ou por amostragem do trabalho.determinação do objeto de estudo e da sistemática a ser adotada. Para a execução deste sistema de observação direta.1) registro das informações com caracterização do local e das condições de trabalho.facilidade de reexame da situação estudada. . Cronometragem Equipamentos EQUIPAMENTO VANTAGENS Cronômetro . O erro desta segunda maneira é menor do que na estimativa global. são utilizadas as seguintes fases: a)procedimentos preliminares . 4. A obtenção do tempo-padrão através de observação direta pode ser feita por estudo detalhado de cada operação.2.2) determinação do número de ciclos a serem observados. João Alberto Camarotto analítica.seleção dos tempos representativos para o cálculo do tempo normal. Máquina de filmar . Departamento de Engenharia de Produção 40 Projeto do trabalho Prof. estabelecimento do desempenho. b)coleta de dados .facilidade de operação. Procedimentos Preliminares a)registro das informações: .registro das leituras dos dados de tempos e as formas de avaliações. a. sistema de avaliação utilizado e o sistema de tolerâncias.fornece dados brutos(sem interpretação). a.

O tempo de cada elemento é determinado pela diferença ou pela média(divisão do tempo total pelo número de elementos). .determinar os pontos iniciais e finais do elemento.Leitura Repetitiva . c) elaboração do roteiro para os registros .croquis da estação de trabalho . Departamento de Engenharia de Produção 41 Projeto do trabalho Prof. . . .variações de velocidades das operações.complexidade dos movimentos gerando variações de tempo e trajetórias. b) caracterização dos elementos . .ex. . Ao fim do elemento é feita a leitura.variações casuais de um ciclo para outro.separação entre elementos constantes e variáveis. Dr.departamento .elementos com duração de tempo compatível com o instrumento utilizado.Leitura Acumulativa . de forma precisa.produto .ferramentas e gabaritos ..uniformidade nos tipos de elementos para facilitar a comparação de dados . .variações no método pela habilidade do operador. P.começa no primeiro elemento e não para até que o estudo acabe. retorna-se o ponteiro ao zero e reinicia as leituras.equipamento(s) .Leitura Contínua . João Alberto Camarotto No registro das informações deve-se dar atenção especial para as situações onde possa haver mudanças nos métodos de trabalho com interferências nos procedimentos de medida dos tempos.condições ambientais MÉTODOS DE LEITURA DOS DADOS .separação entre elementos regulares e irregulares. . As mudanças mais comuns encontradas nas operações são: .são utilizados dois ou três cronômetros. com modificações de trajetória. causadas pelo operador. unidos mecanicamente ou eletronicamente. . . no uso de 3 cronômetros.a leitura dos elementos é feita individualmente. de modo que no final de cada elemento um cronômetro para e outro reinicia a contagem de tempo.dividir as operações em elementos de ciclos mais curtos . o segundo volta ao zero e o terceiro começa a contagem de tempo. quando o primeiro para.separar o tempo da máquina do tempo do operador.

pags. b) cinco leituras para ciclos maiores de 2 minutos de duração. explicado a seguir (Tabela 15): ESTIMATIVA DO NÚMERO DE OBSERVAÇÕES . João Alberto Camarotto NÚMERO DE CICLOS A OBSERVAR. ou seja: (H + L)/2.(método simplificado): 1.Cronometre: a) dez leituras para ciclos menores ou iguais a 2 minutos. com simplificação da amostra e do tratamento estatístico. 287 e 288. R = H . Quando N < N’. Pode-se usar dados tabelados a partir da aplicação da fórmula acima.Para um nível de confiança de 95% e um erro relativo de + 5%. 3. ou seja. Esta é obtida pela diferença entre o maior valor H e o menor valor L.L. X = leitura do cronômetro ou observação individual N = número de leituras efetuadas Quando N > N’. . Esta é a soma das leituras dividida pelo número total de observações (que será 5 ou 10). conforme descrição de BARNES. 4. fazer N = N' e continuar as observações até o novo N. o número de observações feitas garante a confiança da amostra.Determine R / X. ⎛ 40 N X 2 − ( X )2 2 ⎞ ⎜ N'= ⎜ ∑ ∑ ⎟ ⎟ ⎜ ⎝ ∑X ⎟ ⎠ N' = número necessário de observações (leituras) para prever o tempo provável do elemento.Determine a média X. 2. Departamento de Engenharia de Produção 42 Projeto do trabalho Prof. Esta média pode ser aproximada pelo valor maior mais o valor menor dividido por 2. Tratamento estatístico de tamanho de amostra supondo distribuição normal de dados aleatórios com 95% de confiança e 5% de erro. Dr.Determine a amplitude R. a amplitude dividida pela média.

Como pode haver diferenças nos sistemas de avaliação de cada analista. Tabela 15 – Método simplificado para cálculo do número de observações (Barnes. João Alberto Camarotto 5. a fixação de valores normais para a empresa e um treinamento dos analistas através de filmes sobre estudo de tempos de operações. Leia na primeira coluna o valor de R / X. Departamento de Engenharia de Produção 43 Projeto do trabalho Prof. p. Dr. na coluna relativa à dimensão da amostra será encontrado o número de observações necessário (para um nível de confiança de 95% e um erro relativo de 10%. .Estabelecimento do Desempenho Normal É a avaliação de ritmo -em função do operador. do método e do processo. recomenda-se o uso de um único sistema.Determine o número de leituras necessárias na tabele abaixo. 1982.que será usada para a correção do tempo observado e que deve ser analisada por ocasião das medidas dos tempos da amostra. divida o número encontrado por 4).288) 4.3 .

6 Km/h representam 120% na avaliação de ritmo. Departamento de Engenharia de Produção 44 Projeto do trabalho Prof.Consistência > nos movimentos O sistema fornece uma tabela para auxiliar a graduação dos valores relativos de cada fator.Sistemas de Avaliação de Ritmo Para o estabelecimento do desempenho de ritmo do operador podem ser utilizados diversos sistemas de avaliação: Desempenho do ritmo . Sistema Westinghouse Avaliação é feita a partir de 4 fatores: . João Alberto Camarotto 4.1 . A estimativa pode ser feita para um elemento ou para um ciclo completo de elementos. Esta avaliação pode ser feita por elemento ou por ciclo. etc. em relação ao padrão normal( tabela 16).3.Condições > do ambiente.Esforço > associado à um ritmo constante durante uma operação . . P. das máquinas. Dr. ritmo ou tempo.ex. se a velocidade de 5 Km/h for considera normal(100%). . ferramentas.Habilidade > competência para seguir um método .a avaliação é feita a partir de um único fator entre: velocidade. Este sistema se utiliza registro anteriores para estabelecer os padrões normais.

1982.03 consistência = D ----> 0.13 e o tempo normal será TN = TS x FA = 0.11 esforço = C1 ---> + 0. Avaliação Objetiva por Elemento .a avaliação é feita através de 2 fatores: ritmo e dificuldade de trabalho.13 = 1. avaliações: habilidade = B1 ---> + 0.0.08 x 1. e em duas etapas: .13 = 0.00 ______ + 0.13 O fator de avaliação será 1 + 0.a avaliação é feita através da comparação dos valores obtidos por observação direta com os valores sintéticos para os elementos correspondentes. p.0904 min. Dr.08 min. João Alberto Camarotto Tabela 16 – Avaliação de ritmo do Sistema Westinghouse (Barnes. Avaliação por Padrões Sintéticos .05 condições = E ----> . Departamento de Engenharia de Produção 45 Projeto do trabalho Prof. considerando os valores sintéticos como normais. 227) Exemplo: tempo selecionado = 0.

com seus padrões expressos em pontos ou "B". pedais. requisitos de manejo ou sensoriais. a)Tolerância Pessoal . Este sistema ainda é pouco utilizado em função da disponibilidade dos recursos de equipamentos necessários para as medições. 2 e 3 minutos de descanso. Avaliação Fisiológica do Desempenho . não considerando a dificuldade de trabalho. João Alberto Camarotto 1ª. esperas inevitáveis para o operador.Tolerâncias As tolerâncias são interrupções no trabalho provocadas por fatores: pessoais. utilizando-se uma tabela padrão de tolerâncias para a fadiga(60 pontos corresponde à execução-padrão). A medida de batimento cardíaco é feita através da utilização de estetoscópio e cronômetro ou dispositivo telemétrico(registro contínuo sem interferir na atividade). entretanto é um sistema que permite avaliações mais objetivas. 2ª. bimanualidade.É a relação do trabalho físico com a quantidade de oxigênio consumido e/ou batimento cardíaco.este sistema baseia-se em estudos de tempos. Sistema BEDAUX (Sistema de incentivo salarial e controle do trabalho) . medindo-se a pulsação ao final desse período e também após 1. .) avaliação do ritmo em comparação com o ritmo padrão. A avaliação é feita levando-se em conta a habilidade e o esforço. peso manejado ou resistência encontrada.4 . Departamento de Engenharia de Produção 46 Projeto do trabalho Prof.tempo despedido com necessidades fisiológicas e varia com as condições ambientais. Neste sistema. com o tipo de trabalho executado e com o estado físico da pessoa. um trabalho executado num ritmo normal produz 60 B por hora e a média de desempenho sob um sistema de incentivo varia de 70 a 80 B por hora. durante os quais a pessoa permanece sentada e descansando. amostragem do trabalho ou estudos da produção. Dr.) uso de ajustes numéricos em percentagens. coordenação olhos/mãos. correspondentes aos fatores que influem na dificuldade do trabalho: quantidade do corpo utilizada. 4. O método consiste em fazer uma pessoa executar sua tarefa por um período especificado. Podem ser determinadas por cronometragem. fadiga e tolerâncias especiais.

c) Tolerância para Fadiga . Algumas estimativas: a. relações sociais no trabalho e com as condições físicas do operador. interrupções de supervisão. a mais comum que é . psicologia. biomecânica.tempo dispendido pelo operador com recuperação do desgaste físico e mental resultante do nível de atividade exercida. rotatividade no trabalho. Confortável 23 Quente ou Ligeiramente desconfortável 30 Quente. 3214 do MTb sobre HSMT) b) Tolerância de Esperas . é programar períodos de descanso(de manhã e de tarde) independente de escalas. Departamento de Engenharia de Produção 47 Projeto do trabalho Prof. 50 Pouco usual conforme desejado a. A composição do tempo de fadiga é bastante complexa. João Alberto Camarotto Pode ser estimado por amostragem do trabalho ou por estudo da produção e aplicada para toda a empresa ou por seções. geralmente por: manutenção de máquinas. sociologia. em min. PARA JORNADA DE 8 Horas. Poeiras. sendo que o mais comum.) e é variável em função da pessoa. etc.ver trabalhos em altas temperaturas. Podem ser estabelecidas por amostragem.são situações onde há o dispêndio de tempo de trabalho em função de condições especiais na produção. substituição de ferramentas.. etc. como: falta de treinamento adequado para o trabalho.1) Proposta de MUNDEL CONDIÇÃO AMBIENTAL TEMPO DE DESCANSO.são condições não controladas pelo operador que resultam em paradas.. ou ainda projetadas no planejamento de produção(geralmente por acordos coletivos de trabalho ou políticas da empresa). condições sociais adversas. d) Tolerâncias Especiais .2) Legislação do Trabalho . planos de produção ou estudos de produção. umidade. atualmente por parte das empresas. Barulhento. etc. A estimativa é feita pelo estabelecimento de uma escala de valores representativos de tolerâncias. etc. variações de materiais. Destas. ajustes ligeiros no processo/máquinas. envolvendo conhecimentos de várias áreas(fisiologia. (Port. Dr.

b) multiplicar os elementos ou ciclo pelos fatores de avaliação (FA) correspondentes: FA = somatório dos fatores de cada elemento c) calcular o tempo de tolerância(TOL) por ciclo: TOL = ∑ das tolerâncias(pessoal + fadiga + esperas + especiais) d) calcular o tempo normal(TN): TN = ∑ ( TS p / o ciclo) x ( FA do ciclo) e) calcular o Tempo Padrão(TP): TP = TN x ( 1 + TOL em % ) 4. As principais aplicações da amostragem do trabalho são: -estudos de pessoas x tipo de trabalho .Amostragem do Trabalho Baseia-se no método estatístico de amostragem . João Alberto Camarotto considerada é a "tolerância de pequenos lotes" que surge em função da falta de treinamento do operador nos casos onde o volume de produção é baixo. o uso de amostragem do trabalho.conjunto de dados coletados ao acaso.período de tempo no qual se fará a amostragem.Processamento dos Dados e Fórmula Matemática do Tempo-Padrão.População .Amostra aleatória . nestes casos. Dr. em situações onde o ciclo de trabalho é muito longo ou que sofre muitas variações de métodos. não havendo tempo suficiente para que se complete a aprendizagem.6 . Definições: . a percentagem de tempo dedicado ao trabalho e ao descanso. .permitindo conhecer. Departamento de Engenharia de Produção 48 Projeto do trabalho Prof.uso de uma amostra aleatória de uma população . A estimativa desta tolerância é de difícil mensuração. calcular o tempo selecionado (TS): TS = média ou moda dos tempos observados.5 . 4. a) selecionar o tempo representativo de duração dos elementos (tempos medidos) e. através de Média ou Moda. sendo usual. para uma situação de trabalho.

quando são considerados mais de dois eventos exclusivos e independentes.Binomial: P = probabilidade de ocorrência de um evento X = nº de ocorrências do evento n = nº de observações . atividades e esperas(homem . operário descansando. O período deverá fornecer elementos encontráveis na situação de trabalho durante todo o tempo em que ela mantenha suas características. -verificação e definição precisa dos eventos que interessam ao estudo. parada por falta de material. 4. Ex.: trabalho e descanso(manual). c) Amostra piloto -permite a obtenção de uma estimativa dos parâmetros da distribuição. b)Multinomial .1 -Principais Modelos de Distribuições a)Binomial .2 -Procedimentos para a Observação por Amostragem a) Definição da situação em estudo -verificação do local de trabalho e levantamento de suas características. -o tamanho da amostra é determinado pela experiência do analista. João Alberto Camarotto -controle de eficiência -estimativas de Tempo-padrão -controle de qualidade 4. e devem permitir a reprodução da situação a ser estudada. ser representativo. mês.: operário ausente. Departamento de Engenharia de Produção 49 Projeto do trabalho Prof. semana.máquina).). onde estas probabilidades correspondem às percentagens(%) do tempo total dispendido nos eventos. são obtidas as estatísticas que estima a probabilidade de ocorrência dos eventos considerados. Os eventos devem abranger todas as situações possíveis.quando forem considerados apenas dois eventos exclusivos e dependentes. etc. etc. b) Registro das informações -as informações devem ser claras e precisas. A partir da amostragem.. d) Dimensionamento da amostra . operário trabalhando. Ex. -verificação do tempo total para a obtenção da amostra(dia.6. ou seja. Dr. ou seja .6. o dimensionamento da amostra.

Dr. correspondente ao nível da distribuição normal.(1 − Pxi) N'= Er2 . Z 2 .(%) 1 68 1. Amostras com mais de 25 observações podem ser interpretadas pelo número de desvios- padrão(Z). conforme roteiro a seguir: . Pxi e) Coleta de dados -distribuir aleatoriamente as observações pelo tempo total do estudo(utilização da tabela de números aleatórios).C. João Alberto Camarotto Px = estimador de P X Px = n Er = erro relativo que se deseja obter N. Z N. Departamento de Engenharia de Produção 50 Projeto do trabalho Prof.(1− Px) N' = Er2 . Px Multinomial: Pi = probabilidade de ocorrência do evento Pxi = estimador de Pi Xi = nº de ocorrências do evento i n = nº de observações Xi Pxi = n A amostra é calculada utilizando-se o mesmo método adotado na binomial. tomando-se por base o menor Pxi calculado na amostra piloto.C.5 87 2 95 2. = nível de confiança P(p/Er = 5%) significa que existe 95% de probabilidade de que o P real esteja dentro do intervalo.5 99 Z2 .

c) Permite maior controle dos dados d) Diminui os efeitos negativos da observação direta. 989. e seriam desprezados os valores: 395. João Alberto Camarotto i)em cada linha separar de 3 em 3 dígitos ex: tab ---> 39531 25439 89773 56302 separar 3 em 3 da esquerda para a direita ---> 395 312 543 989 773 563 ii)o primeiro dígito indica a hora. 773 e 563.: produção de pequenos lotes) b) Custo bem menor que a cronometragem. Departamento de Engenharia de Produção 51 Projeto do trabalho Prof. Caso seja maior que o período total. ⎠ ⎝ trabalho (%) ⎠ ⎝ avaliação (1 + %) ⎟⎠ = + TOLERÂNCIAS ( POR PEÇA) número total peças produzidas 4. iii)os 2 últimos dígitos indicam os minutos e deverão ser menores ou iguais a 60.(p.3 -Vantagens da Amostragem versus Cronometragem a) A amostragem é útil em medidas de trabalho custosas ou impraticáveis para a cronometragem. e) Usa equipamentos mais simples f) A precisão é menor que na cronometragem . No exemplo acima as leituras deveriam ser efetuadas às: 3:12 hs e 5:43 hs. Caso seja maior. f) Processamento dos dados -o tempo-padrão de cada peça é expresso pela equação: ⎛ tempo total ⎞ ⎛ tempo real ⎞ ⎛ média fatores ⎞ ⎜⎜ ⎟⎟ x⎜⎜ ⎟⎟ x⎜⎜ ⎟ TEMPO PADRÃO ⎝ em min . passar para os próximos 3 dígitos.ex.6. Dr. passar para os próximos 3 dígitos.

tolerâncias. campo visual. materiais. biomecânica e cronobiologia que fundamentam estas recomendações. Neste capítulo não se pretende esgotar ou mesmo se aprofundar nos conceitos. b)Quantidade de Trabalho: definição do conjunto de atividades atribuídas a cada etapa de transformação do produto.Os braços devem mover-se em direções opostas e simétricas.1. envoltório de alcance. 6. espaços para os segmentos corporais. João Alberto Camarotto 5 – REQUISITOS PARA O PROJETO DO POSTO DE TRABALHO Os requisitos básicos para o projeto do posto de trabalho compreendem: a) Movimentos e posturas corporais na relação homem-máquina. uso de equipamentos e ferramentas: esforços.As duas mãos não devem ficar inativas ao mesmo tempo. tecnologia. plano de trabalho. 5. Departamento de Engenharia de Produção 52 Projeto do trabalho Prof. etc. Na bibliografia colocada no final do texto estão citadas as obras que contém em profundidade estes conteúdos. 4. constando das definições de: posto de trabalho.Devem ser usados movimentos manuais mais simples. 5. mão-de-obra. antropometria. 2. c) Determinação dos Padrões de tempo e de operações: avaliação de ritmos. cap. jornadas. evitando mudanças bruscas de direção 7.As duas mãos devem iniciar e terminar os movimentos no mesmo instante. contrastes. adequação dos dispositivos de controle e de informação. agentes ambientais.O trabalho deve seguir uma ordem compatível com ritmo suave e natural do corpo.Os movimentos balísticos ou soltos são mais fáceis e precisos que os movimentos controlados(truncados ou limitados).Deve ser usada a quantidade de movimento(massa x velocidade) ajudando o esforço muscular. . operação.Usar movimentos suaves. Dr. d) Critérios para manipulação de materiais. Princípios de economia dos movimentos (Barnes. 3. 8. curvos e retilíneos das mãos. 14 e 15) Relacionados ao uso do corpo humano: 1. métodos e técnicas derivados da ergonomia. d) Espaços de trabalho: áreas de trabalho horizontal e vertical. cinesiologia. regulagem e forma dos dispositivos. analogias.

nervoso) e fisiológico (movimentos.Deve-se combinar a ação de duas ou mais ferramentas. no trabalho com os dedos. Relacionados com o arranjo do posto de trabalho: 10. 11.Os materiais devem ser alimentados por gravidade até o local de uso.a execução de um trabalho ativa os sistemas: intelectual ou mental (concentração. 15.A iluminação deve permitir uma boa percepção visual dos elementos de trabalho. João Alberto Camarotto 9. Dr.As ferramentas. energia.As mãos devem ser substituídas por dispositivos.A altura do posto de trabalho deve permitir o trabalho de pé.700 Kcal -atividade de repouso (16 horas) = 600 Kcal -trabalho (8 horas) = 2. Quantidade de trabalho na jornada. gabaritos ou mecanismos acionados por pedal. Fisiologia. fadiga .000 Kcal . alternado com trabalho sentado. calor). 18. 5. 17.As ferramentas e os materiais devem ser pré-posicionados. muscular. 14.2. materiais e os dispositivos de controle devem localizar-se perto de seus locais de uso. ergologia. 21. 16.As ferramentas e materiais devem ficar em locais fixos.Materiais e ferramentas devem localizar-se na mesma seqüência de uso.As cargas. 12. canais sensoriais). Relacionados com o projeto de ferramentas e do equipamento. alavancas e volantes devem ser manipulados com alteração mínima da postura do corpo e com a maior vantagem mecânica. 19.Os controles. 20. 22.8 Kcal O consumo energético para um período de 24 horas pode ser decomposto em: -metabolismo basal (24 horas) = 1.Cada trabalhador deve dispor de uma cadeira que possibilite boa postura. mecânico (ósseo. Uma medida fisiológica de uso comum é o consumo de calorias ou o consumo de oxigênio do organismo: 1 litro de O2 = 4. devem ser distribuídas de acordo com as capacidades de cada dedo. 13.As peças acabadas devem ser retiradas por gravidade.As necessidades de acompanhamento visual devem ser reduzidas. Departamento de Engenharia de Produção 53 Projeto do trabalho Prof.

velocidade de sucessão de movimentos repetidos com regularidade.000 Kcal Quanto aos esforços musculares. acima de 2. com o uso dos princípios de economia de movimentos relacionados com o corpo humano.200 até 3. O estado de fadiga é uma diminuição do poder funcional dos órgãos.500 até 2. 15. tanto fisiológica como psicológica.e dinâmico . para 8 horas/dia. anexo 3 da Port. pode ser classificado em: -trabalho leve até 1. pausas curtas de 3 a 10 minutos e pausas longas com duração de 10 minutos a 1 hora. 3214). O trabalho estático requer maior quantidade de sangue para irrigação e torna a pessoa mais propícia a fadiga muscular.são períodos de descanso durante uma jornada de trabalho. ou de ritmo ótimo é obtido. o consumo de calorias no trabalho. para cada caso particular. por jornada. Departamento de Engenharia de Produção 54 Projeto do trabalho Prof. Os principais elementos de estudo para reduzir ou prevenir fadiga são: 1) Ritmo de Trabalho . . 2) Pausas programadas . O trabalho ritmado. relações antropométricas para coordenação dos envoltórios de alcance e treinamentos posturais. através de análise do tempo normal da atividade. o trabalho pode ser estático(ou isométrico) . João Alberto Camarotto De acordo com a Norma regulamentadora n. 2004. sobre Segurança e Medicina do Trabalho. podendo até sentir dores (geralmente musculares). Dr. A qualidade e a quantidade de trabalho produzido não são diretamente proporcionais ao número de horas dimensionadas para uma jornada. NR15. destinados à recuperação do organismo (tolerâncias para fadiga). A cronobiologia (estudo dos mecanismos de regulação fisiológica do organismo) estipula 3 tipos de pausas para descansos durante a jornada de trabalho: pausas breves com duração de 2 a 3 minutos.deve ser dosado com a quantidade de esforços realizados e com a distribuição de pausas programadas.contrações e distensões. As pausas devem ser distribuídas em função do tipo de trabalho e da variação do ritmo: -Nos períodos de máxima eficiência Î Pausas breves -Em períodos de produção regular Î Pausas curtas uniformemente distribuídas -Períodos de decréscimo de eficiência Î Pausas longas ou curtas -Em situações de trabalhos pesados Î Pausas breves -Em situações de trabalho com carga de calor Î Pausas curtas ou longas 3) Duração do trabalho . onde a pessoa perde concentração e controle das ações.500 Kcal -trabalho moderado de 1.freqüência com que os movimentos são executados. do Ministério do Trabalho e Emprego (Brasil.200 Kcal -trabalho pesado.músculos tensos para suportar pesos .

eletricidade -Ergonômicos Î posturas. arranjo do posto.importância. ritmo -Biológicos Î fungos. etc. que é definida como o estudo dos segmentos corporais no trabalho. remuneração 5. pressão. XX 9. fumaças -Físicos Î ruído. vibração. elementos de máquinas. XX 10 55 metade sec. c)Espaços. poeiras. Departamento de Engenharia de Produção 55 Projeto do trabalho Prof. vírus. João Alberto Camarotto JORNADA DE TRABALHO(média) ÉPOCA Diária (hs) Semanal(hs) 14 80 Sec.5 45 Brasil anos 90 7 36 Europa anos 90 4) Agentes ambientais .3 . névoas. fumos. ligações preferenciais. Dr. agrupamento funcional. Antropometria estática – medidas gerais do corpo humano em posição estática. Movimentos e Áreas A área de estudo sobre as variáveis de espaços relacionadas com o corpo humano é denominada de antropometria funcional. bactérias -Sociais Î jornada. rampas. frio -Mecânicos Î pisos. turnos. umidade. vapores. Critérios: a) natureza dos elementos .influência dos agentes ambientais sobre o organismo acarretando sobrecarga muscular. intensidade de fluxo.Arranjo Físico do Posto de trabalho. São 36 principais medidas dos segmentos corporais usadas no dimensionamento de áreas de trabalho: . b) interações entre os elementos . escadas. XIX 12 66 início sec. calor. de simultaneidade de tarefas. de canais sensoriais. ferramentas.seqüência de uso. freqüência de uso.: -Químicos Î gases. Arranjo físico do posto de trabalho é a distribuição espacial ou o posicionamento dos diversos elementos que compõem o posto. iluminação.

Segmento de medida do corpo No. Dr.cotovelo 5 Altura do quadril 23 Comprimento cotovelo – ponta dos dedos 6 Altura do punho 24 Comprimento do braço 7 Altura da ponta dos dedos 25 Comprimento do ombro – pega 8 Altura do alto da cabeça (sentado) 26 Profundidade da cabeça 9 Altura dos olhos (sentado) 27 Largura da cabeça 10 Altura do ombro (sentado) 28 Comprimento da mão 11 Altura do cotovelo (sentado) 29 Largura da mão 12 Espessura da coxa 30 Comprimento do pé 13 Comprimento nádegas – joelhos 31 Largura do pé 14 Comprimento nádegas – dobra 32 Envergadura interna do joelho 15 Altura do joelho 33 Envergadura do cotovelo 16 Altura da dobra interna do joelho 34 Altura de pega (de pé) 17 Largura do ombro (deltóide) 35 Altura de pega (sentado) 18 Largura do ombro (crista do 36 Alcance frontal de pega omoplata) . Departamento de Engenharia de Produção 56 Projeto do trabalho Prof. João Alberto Camarotto No. Segmento de medida do corpo 1 Estatura 19 Largura do quadril 2 Altura dos olhos 20 Profundidade do tórax 3 Altura do ombro 21 Profundidade do abdome 4 Altura do cotovelo 22 Comprimento ombro .

Movimentos da cabeça Movimentos das mãos Movimentos dos braços . Dr. Departamento de Engenharia de Produção 57 Projeto do trabalho Prof. João Alberto Camarotto Antropometria dinâmica – refere-se aos pequenos movimentos realizados pelos segmentos corporais nos três planos de secções anatômicas.

Departamento de Engenharia de Produção 58
Projeto do trabalho
Prof. Dr. João Alberto Camarotto

Movimentos das pernas

Departamento de Engenharia de Produção 59
Projeto do trabalho
Prof. Dr. João Alberto Camarotto

5.3.1 – Espaços de trabalho

Trabalho na posição
Altura de trabalho em pé

nível do cotovelo = altura
do cotovelo com o braço
em posição relaxada

Se o trabalho inclui diferentes necessidades (por exemplo, a manutenção de uma
posição ou a combinação de diferentes tarefas), a altura de trabalho é
determinada pela tarefa de maior demanda.

Departamento de Engenharia de Produção 60
Projeto do trabalho
Prof. Dr. João Alberto Camarotto

Área horizontal de trabalho

Todos os materiais, ferramentas e equipamentos devem estar situados na
superfície de trabalho, como recomendado abaixo:

Área 1: área usual de trabalho.
Área 2: atividades leves, pegar
materiais.
Área 3: atividades não freqüentes,
utilizada somente quando a área 2
estiver totalmente preenchida

Os controles devem ser colocados de acordo com o alcance natural do
trabalhador, que é de aproximadamente 65 cm para homens e 58 cm para
mulheres, medidos a partir de seus ombros.

Recomendações de medidas

desenho) (leitura. dependendo da postura de trabalho. O s objetos que são com parados continuam ente em um a distância visual fixa (m enor que um m etro). grande dem anda visu al algum a dem anda visu al dem anda visual norm al pequena dem anda visual (m ontagem de pequenas (costura. Departamento de Engenharia de Produção 61 Projeto do trabalho Prof. O ângulo de visão recomendado (medido a partir da linha horizontal da visão) varia entre 15° e 45°. Espaço para as pernas . João Alberto Camarotto D istância visual A distância visual deve ser proporcional ao tam anho do objeto de trabalho: um objeto pequeno requer um a distância m enor e um a superfície de trabalho m ais alta. Dr. devem estar situados a um a m esm a distância visual. operação de torno (em balam ento) peças) m ecânico) Ângulo de visão Ângulo de visão O objeto de maior freqüência de observação deve ser centralizado em frente ao trabalhador.

Dr. Departamento de Engenharia de Produção 62 Projeto do trabalho Prof. João Alberto Camarotto Trabalho na posição sentada – áreas horizontais e verticais .

João Alberto Camarotto retículos de 10 x 10 centímetros Envoltório de alcance – posição sentada . Dr. Departamento de Engenharia de Produção 63 Projeto do trabalho Prof.

processos.4 – Manipulação de materiais e interface com equipamentos. Departamento de Engenharia de Produção 64 Projeto do trabalho Prof. comparando-a com exemplos dados 4-O nível de atenção demandada pelo trabalho é a média das classificações Período de observação % da duração do ciclo menor que 30% de 30 a 60% de 60 a 80% maior que 80% . A demanda de atenção é avaliada pela relação entre a duração da observação e o grau de atenção necessário. instrumentos. 1-Determine a atenção demandada pelo trabalho. Dr. Kg Abaixo Abaixo Abaixo Abaixo Abaixo Abaixo Abaixo Abaixo 2 de 18 de 10 de 8 de 6 2 de 13 de 8 de 5 de 4 3 18-34 10-19 8-13 6-11 3 13-23 8-13 5-9 4-7 4 35-55 20-30 14-21 12-18 4 24-35 14-21 10-15 8-13 Acima Acima Acima Acima Acima Acima Acima Acima 5 de 55 de 30 de 21 de 18 5 de 35 de 21 de 15 de 13 Atenção Compreende todo o cuidado e observação que um trabalhador deve dar para seu trabalho. visores. pela estimativa da atenção envolvida na tarefa. máquinas. cm ao corpo. 3-Determine o grau de atenção. Levantamento de carga (valores máximos recomendados) 1 A carga pode ser facilmente elevada Altura de elevação normal Elevação com agachamento Distância das mãos em relação Distância das mãos em relação ao corpo. a partir do tempo que o trabalhador leva para realizar a observação e o grau de atenção requerido. em relação ao tempo completo do ciclo. João Alberto Camarotto 5. 2-Determine a duração de um período de tempo em observação alerta. Kg carga. etc. cm <30 30-50 50-70 >70 <30 30-50 50-70 >70 carga.

As variáveis estudadas são força e precisão de movimentos. João Alberto Camarotto Demanda de Exemplo : Industria Escritório atenção Superficial manuseio de materiais carimbar papéis Médio Posicionar um elemento com um padrão Datilografar Grande Trabalho de montagem Revisão de provas Muito Grande Usar instrumentos de ajuste e mensuração Desenhar mapas Controles A interface do sistema homem máquina em que o homem comanda e controla o funcionamento da máquina. Estereótipos de movimentos . Dr. Departamento de Engenharia de Produção 65 Projeto do trabalho Prof.

João Alberto Camarotto .Departamento de Engenharia de Produção 66 Projeto do trabalho Prof. Dr.

João Alberto Camarotto . Dr.Departamento de Engenharia de Produção 67 Projeto do trabalho Prof.

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