12 q

química
12.o ano
CADERNO DE APOIO AO PROFESSOR

Victor Gil
João Paiva
António José Ferreira
João Vale

1

Índice

1. Objectivos do Caderno de Apoio ao Professor ........................................................ 2

2. Linhas orientadoras do manual 12 Q ....................................................................... 2

3. Uma calendarização possível ................................................................................. 3

4. Respostas às Actividades do manual ................................................................... 6

5. Textos complementares ao manual ....................................................................... 19
6. Apoio complementar à componente laboratorial .................................................. 42
6.1 Directrizes e sugestões para a componente laboratorial ................................................ 42
6.2 Respostas às questões das Actividades Laboratoriais .................................................. 54
6.3 Instruções de funcionamento de equipamento laboratorial ............................................ 67

7. Guião de utilização de transparências ................................................................... 70

8. Exploração de simulações computacionais .......................................................... 76
8.1 Gases perfeitos ....................................................................................................... 77
8.2 Ligações intermoleculares ........................................................................................ 78
8.3 Tabela Periódica ...................................................................................................... 79
8.4 Modelos moleculares estereoscópicos ...................................................................... 81

9. Notas históricas e biográficas ................................................................................ 82
9.1 Notas históricas relevantes para a Química ................................................................. 82
9.2 Datas de descoberta dos elementos químicos mais importantes .................................... 88
9.3 Notas biográficas de cientistas ................................................................................. 89

10. Apoio a Trabalho de Projecto em Química 12.o Ano ................................................ 93
10.1 Algumas generalidades sobre o Trabalho de Projecto ................................................... 93
10.2 Tarefas e exemplos de situações-problema ............................................................... 96
10.3 Alguns temas e recursos para projectos em ciências .................................................. 97

11. Tabelas de consulta ................................................................................................. 99

12. Bibliografia ................................................................................................................ 101
12.1 Bibliografia sobre química e tecnologia ..................................................................... 101
12.2 Bibliografia sobre ensino da química ......................................................................... 102
12.3 Bibliografia sobre trabalho laboratorial ...................................................................... 103
12.4 Bibliografia específica para Trabalho de Projecto ......................................................... 104

2 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q

1. Objectivos do Caderno de Apoio ao Professor
Este Caderno de Apoio ao Professor fornece informação e recursos complementares, concebidos como
auxiliares para os professores que se encontrem a trabalhar com o manual 12 Q.

Inicia-se com a caracterização das linhas orientadoras do manual e com uma possível calendarização das
actividades lectivas, em estreita relação com o Programa. Uma larga parte deste Caderno centra-se no traba-
lho laboratorial, considerando, por um lado, a importância central do trabalho experimental em Química
e, por outro, as múltiplas dificuldades que tradicionalmente se apresentam aos professores neste domínio.

Com o duplo intuito de melhor balizar conteúdos programáticos e de permitir aos professores um enqua-
dramento mais geral de certos tópicos, incluem-se alguns aprofundamentos complementares e extensões.

Este Caderno de Apoio termina com pistas e sugestões para exploração dos materiais que acompanham o
manual e informação adicional (notas históricas e biográficas, materiais para apoio ao Trabalho de Projecto,
tabelas e referências bibliográficas).

2. Linhas orientadoras do manual 12 Q
Embora com algumas novidades, o manual 12 Q é a continuação, no 12.o ano, dos projectos para os
10.o e 11.o anos de escolaridade (10 Q e 11 Q), publicados nos anteriores anos lectivos pela Texto Editores.
Não se encontra agora, contudo, a mesma proximidade com o livro de Física, 12 F, dada a natureza autónoma
das disciplinas de Química e de Física no 12.o ano de escolaridade.

Mantivemos em 12 Q muitas das linhas orientadoras que já tínhamos adoptado, ou seja:
– pleno cumprimento do Programa;
– rigor e grau de aprofundamento adequado;
– multiplicidade de actividades e questões;
– diversificação das opções de ensino e aprendizagem;
– valorização da componente laboratorial do Programa.

Merecem realce alguns aspectos que caracterizam este manual, como:
– interdisciplinaridade da Química com outros saberes (particularmente com as Ciências da Terra e da Vida);
– atenção permanente às relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente;
– actividades para realizar na aula ou em casa;
– conjunto de questões representativas com resolução (e não apenas solução) no final do manual;
– conjunto de questões resolvidas, cuja selecção criteriosa permitirá uma melhor orientação do ensino/
aprendizagem;
– questões e actividades gerais da unidade: questões de âmbito transversal associadas à unidade em estudo;
– questões sobre actividades laboratoriais obrigatórias;
– desenvolvimento da actividade experimental com exploração através de questões pré-laboratoriais
e pós-laboratoriais;
– ênfase na segurança no laboratório (descrição das técnicas e das regras de segurança).

introduz.1 Do crude ao GPL e aos fuéis: destilação fraccionada e cracking do petróleo». embora respeitando integralmente os objectos de ensino.C. – Materiais adicionais na Internet (links. deixamos cinco aulas.C./I. no cabeçalho. textos adicionais.1. tal como se encontra no Programa. em vez de «1. Metais». sobre este tema central.2 Ligação química e estrutura de hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos» para dar realce aos conteúdos de ensino que. Uma calendarização possível Um Programa implica um acentuado trabalho de planificação e calendarização por parte dos professores. – Programa da disciplina de Química (em CD-ROM). – conjunto de Transparências em formato digital. webquests.3 e 3. com uma carga semanal de três aulas. Sem prejuízo de um certo grau de salutar flexibilidade curricular. Faz-se notar que o manual. recorrendo a esta proposta.2. Por exemplo. . à primeira unidade chamamos «1. apresenta-se a seguir uma calendarização que pode servir de base ao trabalho de planificação do professor.1 Metais e ligas metálicas». em alguns casos. este importante tema ficaria demasiado escondido no texto. em vez de «1.4. ou na leccionação. ficando as restantes (17 aulas) disponíveis para serem geridas pelo professor. tendo em conta as características da turma e/ou situações imprevistas.2 Reacções dos metais». Destas.2 Degradação dos metais». que não as seleccionadas nesta tabela (A. conforme o professor entenda fazer uso delas no decorrer do ano lectivo.L. Os pro- fessores poderão. O estudo da Química. software educativo. Para que os professores possam flexibilizar a calendarização. onde se inse- rem aulas destinadas à avaliação. pois na unidade é de vidros e não de plásticos que se trata. no 12. Entretanto. poder-se-ão realizar outras A. apresentações em PowerPoint. e sem prejuízo das relações contextuais apropriadas. irá desenvolver-se ao longo de 33 semanas previstas.L. procedeu-se a uma troca de 3. opcionais. O capítulo «3. 3 Associados ao manual existem alguns recursos complementares: – Caderno de Exercícios e Problemas. vidros e novos materiais».5 Compostos de metais e comportamento ácido-base» porque nos parece que.). 3. os objectivos de aprendizagem previstos no Programa e a respectiva importância relativa.1 Metais e ligas metálicas». etc. Assinalam-se a itálico.L.3.3 Os plásticos como substitutos de vidros» passou a designar-se «Os vidros». se encontram no Programa. Pelas mesmas razões. já que esta expressão tem uma conotação negativa que não se compagina com a secção «1. banco de imagens. Plásticos. avaliação. a que corresponde um total de 99 aulas de 90 minutos cada.2 Pilhas e baterias: uma oxidação útil». – Caderno de Apoio ao Professor. pequenas modificações em títulos e na sequência de alguns conteúdos. Também ao segundo capítulo da unidade 1 chamamos «1. apenas 82 aulas estão contempladas no desenvolvimento programático proposto. que poderão ser englobadas na categoria A. de outra forma. Na seguinte tabela de calendarização encontram-se as 82 aulas contempladas no desenvolvimento programá- tico proposto e 12 aulas agrupadas na categoria Actividades complementares/imprevistas (A. de modo que a sequência passasse a reflectir melhor o título «3. Por outro lado. criou-se um subtítulo «2. ajustar a calendarização com outras A.)./I. Introduzimos um subtítulo «1.). com um primeiro capítulo «1. em benefício da harmonia e da eficácia do ensino/aprendizagem e sem prejuízo de uma directa correspondência com as três unidades do Programa.o ano. – Avaliação Interactiva (com manual e-book integrado). opcionais. as actividades laboratoriais opcionais. incluídos na secção intitulada «2. Metais e ligas metálicas» com «1. pois.

L.L. Capítulo 2.1 • • • A. 1.4 A.6 Caderno de Apoio ao Professor 12 Q A. 1. 1. 1. 1.L.6 Capítulo 3.L.2 • A.L.5 .5 A. 3. 3.5 • A.L.L.2 • • • • • • • • Capítulo 1.L.1 Capítulo 3. 2. 2.P.1 • A.1 • • A.4 A.3 A. 1.L.2 A.L. Capítulo 3. 3.C. 3.L.L.L. 2. Semana 9 Semana 8 Semana 7 Semana 6 Semana 5 Semana 4 Semana 3 Semana 2 Semana 1 Semana 16 Semana 15 Semana 14 Semana 13 Semana 12 Semana 11 Semana 10 Semana 17 • • • • • 4 • A.3 A.1 A.3 A.L.3 • • • • • • • • Capítulo 1.L.P. • A.L. 1. 3. / I.2 Capítulo 3.3 A.L.2 • • • A.L.3 A.L. 2.L.4 A.2 • • • • • Capítulo 2.1 • A.5 Capítulo 3.P. 3.7 • • • • • • Capítulo 2. 2.4 • A.L. • • • • • Capítulo 1.

5 .L. • • Capítulo 3.7 Capítulo 2. 3.L.L.2 • • • Capítulo 3.P.1 A. • • • • • • • Capítulo 2.2 A.2 • A.Semana 33 Semana 32 Semana 31 Semana 30 Semana 29 Semana 28 Semana 27 Semana 26 Semana 25 Semana 24 Semana 23 Semana 22 Semana 21 Semana 20 Semana 19 Semana 18 • • • • • • • A.1 A. Capítulo 1.L. 3.L.L.L.5 A.L.L. 1.6 A.4 • A.3 Capítulo 1.3 • A.L.1 • • • • Capítulo 3.L. 1.5 • A.L.L. 2. / I.2 Capítulo 1.2 • A.3 A. 2.3 A.L.1 • • A. A. 2. 2.3 • A.L.C.L.L.4 • A. 1.L. 3. 3.1 A.4 • • A.1 A. 1.6 5 • • • Capítulo 3.4 A.5 • • Capítulo 3.2 • • • Capítulo 2. 1.P.3 • A.L. 3.L. 3. 1.L.P. 2. 1.

63% da massa refere-se a cobre. YBa2Cu3Ox (x = 6 ou 7).13 g mol–1.41% da massa refere-se a cobre. 2. h) 31-33. Lantânio. Por cada mol de cuprite. respectivamente. em equipamento electrónico mais pequeno e mais eficiente e em carros e com- boios que se deslocam por levitação». 2. Oxigénio e enxofre. Cr6+. Seria necessário conhecer a carga do ferro. M = 183. Não existe uma relação directa: uma menor energia de ionização não significa melhor supercon- dutividade. Cu2+. Por cada mol de malaquite. para o ferro: +3 (Fe3+). Para o cobre: +1 (Cu+). Fe3+. Respostas às Actividades do manual Unidade 1 Actividade 1: Origem e aplicações dos metais (página 17) 1. ‘yb’. 34. 5. Num símbolo químico a primeira letra é sempre maiúscula. Actividade 3: Percursos (página 40) 1. «Os físicos Müller e Bednorz receberam o Prémio Nobel da Física em 1987 por esta descoberta importan- tíssima. b) 18-20. o investigador da Universidade de Houston que. Por cada mol de calcopirite. O supercondutor contendo ítrio é melhor (é supercondutor a temperatura mais elevada). Actividade 2: Supercondutores e Tabela Periódica (página 28) 1. 28. a) 11-15. c) 17-28. 6. Galena. tem energia de ionização mais elevada. Al3+. cobre e bário. descobriu o primeiro material supercondutor». Pirite. respectivamente. no entanto. trocou o símbolo do ítrio. 2. pois antes de o artigo surgir na revista corriam rumores de que o itérbio seria um dos ingredientes da fórmula mágica». juntamente com três físicos da Universidade de Alabama. «parece que se verificaram mesmo fugas. M = 221. Ag+. 3. Sulfureto de chumbo e dissulfureto de ferro (II).».52 g mol–1. «Paul Chu. Resposta aberta. Cuprite. que repre- senta o itérbio.74% da massa refere-se a cobre. 44. D. «em vez de identificar correctamente o material em questão como um óxido de ítrio. e) 29-31. É +1 e + 2. 4. M = 143. 3. 29-31. d) 29-31. g) 32-34. Resposta aberta. f) 16. 5. que anunciava a possibilidade futura de grandes economias: no transporte de electricidade. 7. 6 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 4. Ouro e prata.10 g mol–1. 34-38. um ‘y’. em computadores mais rápidos. 4. . pelo símbolo de um outro elemento químico da mesma família.

2. X. Palha-de-aço. Então a massa é 141 g por cada mole de electrões. 4. b) e d): descartáveis. Para a reacção: Zn (s) + Ag2O (s) d ZnO (s) + 2 Ag (s). há a transferência de 2 mol de electrões. (2 Fe (s) + O2 (g) + 2 H2O (l) d 2 Fe2+ (aq) + 4 OH– (aq)) × 2 4 Fe (s) + 2 O2 (g) + 4 H2O (l) d 4 Fe2+ (aq) + 8 OH– (aq) (2 Fe2+ (aq) + 4 OH– (aq) d 2 Fe(OH)2 (s)) × 2 4 Fe2+ (aq) + 8 OH– (aq) d 4 Fe(OH)2 (s) 4 Fe (s) + 2 O2 (g) + 4 H2O (l) d 4 Fe2+ (aq) + 8 OH– (aq) 4 Fe2+ (aq) + 8 OH– (aq) d 4 Fe(OH)2 (s) 4 Fe(OH)2 (s) + O2 (g) + 2x H2O (l) d 2 Fe2O3·xH2O (s) + 4 H2O (aq) (4 Fe (s) + 3 O2 (g) + 2x H2O (l) d 2 Fe2O3·xH2O (s)) ÷ 2 3 O (g) + x H O (l) d Fe O ·xH O (s) 2 Fe (s) + ᎏ 2 2 2 3 2 2 3. I. A superfície de contacto é maior. a) e c): recarregáveis. 5. A massa de reagentes é: M(Zn) + M(Ag2O)  297 g. 4. Y. Actividade 5: Pilhas descartáveis e pilhas recarregáveis (página 63) 1. O carbonato dissolve-se em meio ácido. Para a reacção: 2 Zn (s) + O2 (g) d 2 ZnO (s).5 g por cada mole de electrões. A massa de reagentes é: 2 × M(Zn)  130 g. B. Então a massa é 148. b) Para a reacção: Zn (s) + HgO (s) d ZnO (s) + Hg (l). III.5 g por cada mole de electrões. C. há a transferência de 4 moles de electrões. Z. a) Pilhas de mercúrio e pilhas de óxido de prata. a) A. c) Devido à toxidade do mercúrio. . 7 Actividade 4: A oxidação do ferro (página 47) 1. 3. A pilha mais pesada será a de óxido de prata. Note-se que O2 não faz parte da pilha (é proveniente do ar). b) Resposta aberta. Resposta aberta. Resposta aberta. A massa de reagentes é: M(Zn) + M(HgO)  282 g. Então a massa é 32. há a transferência de 2 mol de electrões. II. 2 Fe (s) + O2 (g) + 2 H2O (l) d 2 Fe2+ (aq) + 4 OH– (aq) 4 H+ (aq) + 4 OH– (aq) d 4 H2O (l) 2 Fe (s) + O2 (g) + 4 H+ (aq) d 2 Fe2+ (aq) + 2 H2O (l) 2.

086 mol/dm3. Trata-se de uma reacção de oxidação-redução. 5. Dismutação. Resposta aberta. a) 43-45. 2.6 × 104 mol 4. Eléctrodo negativo: H2. b) Significa que proporcionam uma superfície de contacto sem participar na reacção. 8 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade 6: Percursos (página 69) 1. ao contrário do cobre. Actividade 7: Electrólise e desinfecção de piscinas (página 77) 1. b) 43. d) Devido à presença de iões Cu2+ em solução. 7. ocorrem reacções espontâneas que permitem obter cor- rente eléctrica. . Cl2 + H2O d HCl + HClO. do cloro passa de 0 para –1 em HCl e para +1 em HClO. b) n = 8. devido à acção do cloro. i) 59-63. 6. também chamadas células galvânicas. 46. d) 46. f) 47-49. 2. Nas pilhas. e) Electrólise da água: 2 H2O + 2 e– d H2 (g) + 2 OH– (aq) redução 2 H2O d O2 (g) + 4 H+ (aq) + 4 e– oxidação Electrólise do cloreto de sódio: 2 H2O (l) + 2 e– d H2 (g) + 2 OH– (aq) redução 2 Cl– (aq) d Cl2 (g) + 2 e– oxidação Electrólise do cloreto de sódio com eléctrodo activo de cobre: 2 H2O + 2 e– d H2 (g) + 2 OH– (aq) redução 2+ Cu (s) d Cu (aq) + 2 e – oxidação f) Eléctrodo positivo: Cl2. Resposta aberta. c) Aumentar a condutividade eléctrica da solução. g) 53-55. h) 50-51. c) 46. O n. a) c = 0. Nas células electrolíticas aplica-se corrente eléctrica para provocar reacções químicas que não ocorrem significativamente de modo espontâneo.o. Titânio e platina. O sódio oxida-se com grande facilidade. e) 47-49. 3. g) Descoloração.

que confere a cor ao vinho. Em todo o caso. Resposta aberta. é tanto maior quanto maior for o percurso óptico: Lei de Lambert-Beer. 9 Actividade 8: A cor do vinho tinto (página 93) 1. 4. + 6. C. A = ¡ ᐉ c onde A é a absorvância e ᐉ é o percurso óptico da radiação. não formam iões. Actividade 10: Sais para pintura (página 110) 1. Verde e azul. Porque a absorção selectiva da radiação. pelo que absorve preferencialmente as radiações azul e verde. Não tem electrões desemparelhados. 3. 5. O copo é azul. 26Fe: [Ar] 3d 6 4s2 30Zn: [Ar] 3d 10 4s2 O zinco possui a orbital d totalmente preenchida. pelo que absorverá preferencialmente as radiações vermelha e verde. Absorve a banda correspondente à radiação de cor verde. O verde é fortemente absorvido. Não: como não se oxidam facilmente. . ZnO (s) + H2O (l) A Zn2+ (aq) + 2 OH– (aq) e ZnO (s) + 5 H2O (l) A Zn[(OH)(H2O)3] (aq) + H3O+ (aq). a) Baixo e largo. pois o conjunto (copo + vinho) tornar-se-á mais opaco (absorve uma gama maior de radiação). a) Fe2O3. O mecanismo referido no texto envolve a oxidação a iões metálicos que são depois absorvidos pelo organismo. 2. pelo que o mecanismo de absorção não deve ser semelhante. As2S3 e Fe2O3. Azul. Em meio alcalino ocorre a reacção: PbCrO4 (s) + 3OH– (aq) A [Pb(OH)3]– (aq) + CrO42– (aq) em que há formação de espécies iónicas que ficam em solução. 3. pelo que o vinho terá uma coloração mais próxima da magenta. B. 2.xH2O ou ZnO. terá uma coloração mais escura. Actividade 9: Os metais na alimentação (página 99) 1. 4.xH2O. Absorção da banda correspondente à radiação vermelha. Resposta aberta. 5. ao contrário do ferro. 5. b) As2S3 ou PbO ou PbCrO4 ou BaCrO4 ou SrCrO4 ou ZnCrO4. pelo que será magenta. b) O vinho é vermelho. 3. 2.

Resposta aberta. Terá sido muito mais caro em 1980. foram ao longo das últi- mas décadas palco de conflitos militares e de convulsões sociais. q) 109-110. Aproximadamente 35 dólares. a) 69. Usar como palavras-chave: «OPEP». p) 108-109. nos dois casos. Resposta aberta. o equilíbrio de solubili- dade não é tão afectado pelo meio ácido. Alguns dos maiores produtores de petróleo. Dos minerais aos metais: E. Além disso. porque F– é uma base mais fraca do que OH–. 4. f) 83. o) 104-105. … . 6. h) 130-133. k) 96-98. devido à inflação. i) 126-129. b) i) Ver i) e ii) da alínea a). m) 97. Metais e vida: A. 83-84. 2. Ca. l) 97. como por exemplo o Irão e o Iraque. c) 71-74. Cálcio. OPEP: Organização dos Países Exportadores de Petróleo. g) 85-90. 3. n) 96. iii) Crise financeira asiática ou Crise financeira internacional. Metais. 7. ii) Crise financeira asiática ou 11 de Setembro. 10 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade 11: Ácido-base e a saúde dos dentes (página 115) 1. e) 79-81. a) i) Guerra israelo-árabe ou Guerra Irão-Iraque ou Guerra do Golfo ou Guerra do Iraque ou Conflito do Líbano. 3. A. 5. sofrendo determinadas alterações físico-químicas. CH3CHOHCOOH (aq) + NaOH (aq) d CH3CHOHCOONa (aq) + H2O (l) O lactato de sódio tem carácter básico. b) 69-70. Unidade 2 Actividade 1: Evolução do preço do petróleo (página 167) 1. 2. ii) Revolução iraniana ou Greve na Venezuela. j) 91-95. a) OH– (aq) + H2O (l) u H2O (l) + OH– (aq) F– (aq) + H2O (l) u HF (aq) + OH– (aq) b) Significa que a reacção de hidrólise é menos extensa. 4. r) 111. Compostos de metais e comportamento ácido-base: B 3. Porque se trata de um combustível que resultou da compressão de matéria orgânica deteriorada no subsolo há milhões de anos. Metais e catálise: D. 2. «OPEP organização». complexos e cor: C. 5. Actividade 12: Percursos (página 119) 1. Ca10(PO4)6F(OH) é menos solúvel em água do que a hidroxiapatite. d) 77-78. Médio Oriente.

Actividade 3: Gases. a) O folheto refere que as garrafas nunca devem estar instaladas «abaixo do nível do pavimento ou em cir- cunstâncias que possam facilitar a acumulação de gás em compartimentos. 4. ii) N. de acordo com a Lei de Dalton: pA = xA p. 3. Actividade 4: Portugal e o Protocolo de Quioto (página 195) 1. um aumento de 27% das emissões de GEE em relação a 1990.59 g dm–3 Qualquer um destes gases é mais denso do que o ar. l = M/Vm = 44/22. l = M/Vm = 58/22. 5. Volume – máximo. Volume – mínimo. Isto porque o butano não tem comportamento de gás ideal na situação considerada e. C. plantação de árvores. rebente em resultado da elevação de pressão. 41% e 40%. 3. É o componente da mistura com maior quantidade de matéria (moles) e. como o butano e o propano não se comportam como gases ideais. maior frac- ção molar na mistura.4 = 2. respectivamente. em caso de fuga. b) Aumenta.4 = 1.96 g dm–3 M(C4H10) = 58 g/mol. Usar como palavras-chave: «converter unidades pressão». evitar o uso de automóvel em pequenos percursos. Resposta aberta.º de moléculas – mínimo. 3. antes de atingir a pressão de ensaio. a) Só aumenta quando há aumento da temperatura (visualiza-se um aumento da velocidade das partículas). em detrimento de transportes privados. 6. Isto sugere que.º de moléculas – máximo. pode suceder que o gás contido no spray. sendo assim o que mais contribui para a pressão total. 2. . Assim. c) Aumenta. b) V = 22. a) Aumenta. Aumento do uso de biocombustíveis. maior utilização de energias renováveis. 2. «evitar a sua exposição directa ao sol» 4. Repare-se que a massa de butano existente na botija é muito maior. será necessária uma massa muito maior para atingir a pressão de ensaio. 5. b) Aumenta em todas as situações. 11 Actividade 2: Simulação computacional de gases (página 185) 1. Como a pressão aumenta com a temperatura. i) N. o gás de botija tenderá a acumular-se junto ao solo e uma eventual fuga de gás escapará pela ventilação inferior. Temperatura – máxima. canais. 2. portanto. Opção por electrodomésticos de elevada eficiência energética. Uma eventual fuga de gás escapará pela ventilação inferior. esgotos ou outros pontos baixos nas proximidades».4 dm3. poços. Temperatura – mínima. a) V = 24. b) Considerando o propano e o butano como gases perfeitos nas condições PTN. Na realidade. combustíveis e segurança (página 190) 1. 36%. incremento no uso de trans- portes colectivos. pelo que uma sua mistura também o será. ele liquefaz-se. ocorrerá acumulação junto ao solo. a pressão que exercem é muito menor do que o valor calculado). substituição de lâmpadas de incandescência por lâmpadas economizadoras. a) Butano. Para o período 2008-2012.5 dm3. b) ptotal = 24 MPa (para uma temperatura de 25 ºC é uma pressão muito superior à do ensaio. então: M(C3H8) = 44 g/mol. ao ser sujeito a tem- peraturas elevadas.

Resposta aberta. Limitada a determinadas áreas geográficas. Falsas: A. Vantagens Desvantagens Petróleo Vasto campo de aplicações. Gás natural É o mais limpo dos combustíveis fósseis. Não é renovável. b) 164. altera o microclima. e) 173-175. Limitada a determinadas áreas geográficas. Limitada a determinadas áreas geográficas. rendimento baixo. b) E = 144 MJ. encontra-se distribuído de forma não uniforme. requer controlo (alto custo) de poluição do ar (por exemplo. pois a presença destes compostos valorizará o combustível. g) 179-180. 2. «Agrocombustíveis» sugere combustíveis obtidos a partir da prática de agricultura intensiva. isto é. ou por unidade de volume (MJ por litro). A energia que o combustível disponibiliza por unidade de massa (MJ por quilograma). o que fez aumentar os preços. f) 176. terreno. tendo uma conotação negativa do ponto de vista ambiental. c) Os custos energéticos são elevados devido à necessidade de utilizar altas temperaturas e pressões. a) p = 727 atm. c) 172-173. contribuinte significativo para o aumento das chu- vas ácidas e o aquecimento global. – ratificado por Portugal em 2002. . 4. 2. Não é renovável. h) 180-186. intermitente. Não é renovável. Actividade 5: Biocombustíveis ou agrocombustíveis? (página 198) 1. 2. Esta designação sugere um combustível «amigo do ambiente».3 atm. a) Necessidade de preservar intactas as ligações características de álcoois e de éteres. gerando um défice entre procura e oferta de cereais. mercúrio. – assinado por Portugal em 1998. encontra-se distribuído de forma não uniforme. – entrou em vigor em 2005. obtidos a partir de recursos vegetais. «Biocombustíveis» são combustíveis de origem biológica. 12 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 4. Verdadeira: D. Protocolo de Quioto: – aprovado em 1997. j) 192-196. Carvão É barato. B e C. requer uma vasta área de Energia solar Não emite poluição directamente. que são renováveis. encontra-se distribuído de forma não uniforme. dióxido de enxofre). Energia hídrica Não emite poluição directamente. b) p = 69. Actividade 6: O hidrogénio como combustível alternativo (página 201) 1. a tecnologia é cara. … 5. a) 166-167. Os cereais destinados à alimentação passaram a ser usados na produção de biocombustíveis. i) 187-192. Energia eólica Não emite poluição directamente. 3. Actividade 7: Percursos (página 202) 1. 3. Resposta aberta. d)173. 167.

cansaço e náuseas. Fe C O 4. 2.O.02 Perigo de vida ao fim de 3 horas. 2. I. Concentração de CO Sintomas ppm % (V/V ) Dor de cabeça. 3. 70 > 0. . 2. Orbitais atómicas Orbital molecular Orbitais atómicas Fe + C O Fe C O Fe + C O Fe C O Orbitais moleculares 3.04 Perigo de vida ao fim de 1 hora. 3. Actividade 10: Isomeria e índice de octanas (página 252) 1. B.4-trimetilpentano é um isómero do octano. 13 Actividade 8: Toxicidade do monóxido de carbono (página 224) 1. 4.007 Perda de consciência.2. 10 000 > 1. Resposta aberta. a) CH3 CH3 CH3 C CH2 CH CH3 CH3 b) Usa-se a designação iso-octano porque o 2. 1600 > 0. Resposta aberta. = 62. 400 > 0. 200 > 0.0 Actividade 9: Criar fórmulas de estrutura no computador (página 247) 1. É inodoro e invisível. Regra do octeto. Resposta aberta.16 Perigo de vida ao fim de alguns minutos.

O butano possui um I. 14 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 4. C.O.O. mais ramificado que o butano. = 121. O isómero 2-metilpropano. 7. b) H O H H H H H H C C C C C C H H H H H H H hexan-1-ol c) Resposta aberta. 6. = 113. possui um I. a) Isomeria funcional (ou de grupo característico). 5. CH3 CH2 CH2 CH2 CH2 CH CH3 CH3 CH3 CH3 CH2 CH2 CH CH CH3 CH3 CH3 CH2 CH2 CH2 CH CH2 CH3 CH3 CH3 CH3 CH2 CH CH CH2 CH3 CH3 CH2 CH2 CH CH2 CH2 CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH2 CH2 C CH2 CH3 CH3 CH2 CH2 CH2 C CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH CH2 CH2 CH CH3 CH3 CH3 CH3 CH2 CH CH2 CH CH3 CH3 CH3 CH2 CH CH2 CH2 CH3 CH3 CH3 CH2 CH3 CH2 CH C CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH2 CH CH CH3 CH3 CH3 CH2 CH3 CH CH2 C CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH3 CH2 C CH2 CH3 CH3 C C CH3 CH2 CH3 CH3 CH3 .

se forme um dipolo.o de ligações C–C C–H C=O O=O O–H C4H8 4 10 0 0 0 O2 0 0 0 1 0 CO2 0 0 2 0 0 H2O 0 0 0 0 2 c) E = 5494 kJ mol–1. d) 6cHo = –2288 kJ mol–1. O facto de a carga total das partículas ser neutra não impede que. a) A barra de plástico fica electrizada negativamente. dipolo instantâneo. h) 239-243. num dado momento. 3. que induzirá um dipolo noutra partícula vizinha. 15 Actividade 11: Simulações computacionais e ligações intermoleculares (página 260) 1. b) 204. Resposta aberta. f) 223-225. Actividade 13: Poder energético dos combustíveis (página 270) 1. c) 210-213. e) 219-222. Solventes polares dissolvem compostos polares e solventes apolares dissolvem compostos apolares. A barra de vidro fica electrizada positivamente. g) 225-239. E = 1598 kJ mol–1. d) 214-218. . respectivamente. Actividade 12: Percursos (página 263) 1. 4. i) 244-250. estabelecendo-se assim ligações inter- moleculares. 2. a) CH3CH2CH2CH3 (g) + 13 ᎏ O2 (g) d 4 CO2 (g) + 5 H2O (g) 2 b) N. E = 924 kJ mol–1. b) i) ii) Água Água Plástico Vidro c) B. E = 497 kJ mol-1. a) 200-210.

2. a) 254-256. d) 260-261. 2. E quando cessa a radiação. Actividade 15: Percursos (página 285) 1. neutrões de baixa energia. Combustíveis cuja energia se relaciona com conceitos e leis para os quais da Termodinâmica. e) 262-263. ᎏ = 0. como existem Entalpia e variação de entalpia Alternativas Entalpia de formação aos Entalpia de combustão combustíveis Lei de Hess 1. A = 123. Feixes de partículas: positrões. Não existe qualquer risco de os alimentos serem contaminados por substâncias radioactivas. g) 265. j) 270-271. uma vez que são irradiados com radiação electromagnética. A–Z Z Z tecnécio-99: Z = 43.ª Lei da Termodinâmica que pode ser o recurso à Energia nuclear produzida em que pode reacções de causar Problemas Fusão Fissão ecológicos nuclear nuclear Poluição ocorre nas ocorre nas Estrelas Centrais nucleares .77 iodo-123: Z = 53. A. ᎏ = 0. ᎏ = 0. 16 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade 14: O lado bom das radiações ionizantes (página 282) 1. radiações a. A = 99.68 gálio-67: Z = 31. ᎏ = 0. A = 67. l) 271-272. k) 265. Os núcleos são estáveis quando a razão ᎏ 5 1.86 A–Z A–Z 4. A = 201. Z 3.76 A–Z A–Z Z Z tálio-201: Z = 81. h) 265-266. c) 257. cessam os seus efeitos. i) 266-269. b) 257. Radiações electromagnéticas: raios X. f) 264.

É impermeável. . Resposta aberta. B. 3. Não é impermeável. Não foi ultrapassado. Actividade 2: Escolher o melhor saco de compras (página 326) 1. D e E. com cer- teza. 5. Sacos de compras Vantagens Desvantagens É um recurso não renovável. 17 Unidade 3 Actividade 1: Plásticos em Portugal e no Mundo (página 323) 1. é resistente. produção mais po- rias-primas renováveis. Resposta aberta. 3. 4. O produto final continua a ser demasiado caro. Resposta aberta. O pão. usa maté- Papel resistente. A capitação mais próxima é a do Japão. Total = (Consumo de matérias-primas) + (Importações de semi-elaborados e obras) – (Exportações de semi-elaborados e obras) + (Importações de desperdícios) – (Exportações de desperdícios). este tipo de embalagem (note-se que a notícia é de 1991!). Plástico possui um tempo de biode- produção menos poluente. 6. 4. gradabilidade muito elevado.9 kg/habitante. caso contrário já usaríamos. 55. Evolução da produção mundial de plásticos Produção mundial / (× 107 toneladas) 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 Ano 2. luente. 2. é menos É biodegradável.

então para se formarem 100% de ligações com o enxofre necessitaríamos de 0. potenciando o efeito anti-rugas.943 g S = 0. Fibras sintéticas: poliéster. 2-metilbuta-1. Actividade 4: Análise de fibras e detecção de falsificações (página 338) 1. frasco. M(motivo) = 68. pneus usados. Não podem ser colocados no vidrão: vidro de janela. Em 1 g de poli-isopreno temos 1 g / 68. 340.0 g mol–1 = 0. 341-346. 330-331. 3. 2. i) 342. Podem ser colocados no vidrão: garrafa. 4. a) 313-315. Para que o supercondutor se encontre a uma temperatura suficientemente baixa para poder exibir super- condutividade. 2. b) 338-340. jarra. apelando à consciência ambiental. 344. Para se formarem 5% de ligações necessitámos apenas de: 0.0147 mol de S. lã. acrílico.0147 mol × (32. 3. h) 328. C. medicamentos. mais recen- temente. copo de vidro. vidro de automóvel. etc. elastano.943 g. Pilhas.05 × 0. cerâmica. óleos alimentares usados. c) Evita-se poluição. O primeiro sugere o depósito no lixo. por exemplo. O segundo sugere o depósito num contentor apropriado para reciclagem. Aplicações actuais: óculos com lentes anti-reflexo. Resposta aberta. para uma campanha de apoio a crianças ou. resistentes ao choque e repelentes ao pó. que é um comportamento do mais elementar civismo. pyrex. . 4. 341-346. a) Poupa-se energia. 335-337. óleos usados. rolhas.0 g mol–1. Actividade 7: Percursos (página 362) 1. 18 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade 3: Borracha natural e borracha vulcanizada (página 335) 1. radiografias.3-dieno. nylon. 320-321.06 g mol–1 × 2) = 0. baixos consumos de energia e reduzidas dimensões. veículos em fim de vida. Resposta aberta. boião de vidro.0147 mol da unidade estrutural que se repete (motivo). ou seja: 0. seda. 3. linho. g) 351-352. 2. computadores com gigantesca capacidade de armazenamento. lâmpada. Actividade 5: A reciclagem do vidro (página 353) 1. de apoio às vítimas de cancro da mama. d) 321-337. cristal. Aplicações futuras: máquinas inteligentes capazes de substituir os convencionais tratamentos de quimiotera- pia e radioterapia. Actividade 6: Os novos materiais (página 358) 1. b) Algodão e linho.0472 g de S. a) Fibras naturais: algodão. entre outros. e robôs com instruções precisas para destruir as células malignas no corpo humano. consumíveis informáticos. j) 344-345. Se supusermos que cada ponte de enxofre usa um átomo de enxofre por cada unidade estrutural do polí- mero (motivo). f) 327. c) 315. O comboio movimenta-se sem que exista atrito por contacto (linha-comboio). e) 329. equipamentos eléctricos e electrónicos. b) Contribui-se. 344. e cremes com a capacidade de penetrar mais profundamente na pele. 2.

Depois. Fe. com poucas excepções. uma coluna de átomos na Tabela Periódica. as primeiras tentativas de sistematização e racionalização dos conhecimentos neste campo – que culminariam na criação da Tabela Periódica dos Elementos – basearam-se. de forma a respeitar-se uma ordem crescente de número atómico. As semelhanças de propriedades reconhecidas nas famílias de substâncias elementares reflectem seme- lhanças entre os respectivos elementos. correspondentes aos elementos ferro. viria a identificar-se com a ordem crescente da carga nuclear). gru- pos. que. características de ambas: os semi-metais. Fe (s). 19 5. Assim. naturalmente. períodos. as colunas designam-se por grupos e as linhas designam-se por períodos (Fig. não-metais. Tabela Periódica dos Elementos. A cada família corresponde. A descoberta dos elementos ao longo do tempo foi. propõe-se aqui um conjunto de textos complementares que permitirão aos professores um enquadramento geral e eventual aprofunda- mento de determinados assuntos. 1). Em meados do século XIX eram conhecidas 59 substâncias elementares. É o caso do elemento oxigénio. Si (s). No final deste Caderno encontra-se uma tabela sobre a descoberta dos elementos. viria a identificar-se um pequeno conjunto de substâncias elementares que não cabiam em qualquer destas categorias. nas características de substâncias elementares. Textos complementares ao manual Esta secção engloba textos com clara aproximação ao Programa. de facto. Estas colunas estão colocadas lado a lado. a descoberta de substâncias elementares. Recorde-se. Esta forma de organizar os elementos traduz a maneira como as respectivas propriedades variam regularmente com o número atómico. série dos elementos lantanóides. Duas grandes classes de substâncias elementares logo emergiram: os metais e os não-metais. perante certas diferenças neste número. dis- pondo os metais à esquerda e os não-metais à direita (inicialmente atendeu-se à ordem crescente das massas atómicas. caso fossem integrados no manual (destinado ao aluno). repetindo-se. e o gás cloro. Cl. As (s). Assim. Unidade 1 Texto complementar 1 Palavras-chave: substância elementar. metais. e cloro. por sua vez decorrentes de semelhanças nas estruturas dos corres- pondentes átomos. Na Tabela Periódica. e pouco se sabia sobre os átomos para além das suas massas relativas (recorde-se que a descoberta de uma estrutura nuclear para os átomos data de 1910). de que o silício. O. O2 (g). Cl2 (g). Por isso se fala de período e de propriedades periódicas dos elementos. semi-metais. nas substâncias elementares oxigénio. e ozono. e o arsénio. contudo. em simultâneo. são dois exemplos. O3 (g). de que são exemplos o metal ferro. mas que se considerou representarem uma sobrecarga. que o mesmo elemento pode estar presente em substâncias elementares diferentes. exibindo algumas características intermédias ou. assim. respectivamente. série dos elementos actinóides. . no essencial.

Os dois períodos seguintes contêm oito elemen- tos cada um. 2). Esta descontinuidade corresponde a uma sequência de 14 elementos (do cério. Constituem a chamada série dos elementos lantanóides. apresenta um salto de Z = 57 para Z = 72. Com o potássio. 2He 3Li 4Be 5B 6C 7N 8O 9F 10Ne 11Na 12Mg 13AI 14Si 15P 16S 17Cl 18Ar 19K 20Ca Fig. lantanídeos. de Z = 2 até Z = 20. que se seguem ao lantânio. no essencial. Semelhante descontinuidade verifica-se a seguir ao actínio. as propriedades. Xe (Z = 54).o período. U (Z = 92). Kr (Z = 36). ou terras raras. todos com propriedades muito semelhantes entre si. inicia-se um período mais longo. até ao krípton. Segue-se mais um período de 18 elementos até ao xénon. no entanto. não se inclui em nenhum deles. e ainda outro que. 58Ce. O hidrogénio (Z = 1). . Isto quer dizer que. onde se inclui o urânio. La (Z = 57). dadas as suas características especiais. 71Lu). começando nos metais alcalinos e acabando nos gases raros. de 18 elementos. K (Z = 19). 20 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 1 18 1 H 2 13 14 15 16 17 He 2 Li Be B C N O F Ne 3 Na Mg 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Al Si P S Cl Ar 4 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 5 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 6 Cs Ba La Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn 7 Fr Ra Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Uuu Uub Uut Uuq Uup Uuh Uuo Ac Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr Fig. até ao lutécio. se repetem de oito em oito no valor do número atómico (Fig. Ac (Z = 89). a Tabela Periódica tem 18 grupos. Na sua forma moderna. 2 Excerto da Tabela Periódica. com a série dos elementos actinóides. ou actinídeos. 1 Grupos e períodos na Tabela Periódica. enquanto o hélio (Z = 2) é o único elemento do 1.

Mesmo nos oceanos. juntamente com o níquel. as percentagens em massa passam a ser. e a do ferro em particular. que está relacionada com o número de átomos. Há zonas tão pobres neste elemento que o plâncton não existe. massas diferentes. surgindo na forma de iões em vários minerais na litosfera. Note-se. se tivermos em atenção que o respectivo núcleo atómico é o mais estável nos processos de nucleossíntese que. e os metais magnésio (isótopo mais abundante. respectivamente. que embora a percentagem de oxigénio seja 48. O ferro concentra-se no interior do planeta. quando atendemos à diferença de massa atómica  16 para O e 56 para Fe . 28Fe). Que o ferro seja relativamente abundante não deve surpreender. 30% e 35% (Fig. permite obter valores em percentagem em massa a partir de dados de percentagem em número de átomos. utili- zando as massas atómicas dos elementos. 3). A experiência mostra que «adubar» certas zonas do oceano Pacífico com sulfato de ferro (II) aumenta drasticamente as respectivas flora e fauna. 24 56 12Mg) e ferro (isótopo mais abundante. não é uniforme. Mas a distribuição dos metais na Terra. depois do Big Bang. a sua distribuição não é uniforme. Entre os elementos mais abundantes no Universo contam-se. 8O). por exemplo. há que atender a que os átomos de diferentes elementos têm. se terão verificado nas estrelas de maior massa (centros muito compactos e quentes). surgi- ram predominantemente núcleos de número de massa e de número atómico múltiplos de 4 e 2. assim. 6C) e oxigénio (isótopo mais abundante. há cerca de 15 mil milhões de anos. 21 Texto complementar 2 Palavras-chave: elementos mais abundantes na Terra.3%. 35% Ferro 15% Silício 13% Magnésio 30% 7% Oxigénio Outros Fig. em número de átomos (ou em quantidade de matéria. respectiva- mente. expressa em mol). no início do Universo (além de hidrogénio). Trata-se de uma estimativa em termos de quantidade química.8% e a do ferro 14. os não-metais carbono (isótopo 12 16 mais abundante. Em termos de massa. São conhecidas as percentagens dos elementos mais abundantes na Terra. . e sem plâncton não há vida superior. 4 Acresce que. 3 Abundância dos diferentes elementos na Terra. 2He. em geral. face à grande abundância de hélio-4. Um simples cálculo.

Esta verificação genérica é conhecida por regra de Hund (1927). então haveria só um valor de energia para a configuração 1s 2 2s 2 2p 2. agrupados em três grupos chamados termos. de facto. a distribuição electrónica do átomo C assim: 2p 2s 1s Note-se. Estes 15 estados correspondem a cinco níveis de energia diferentes. Considerados os dois electrões em orbitais p diferentes. compatíveis com a mesma configuração. termos. diferenças de energia. Para o caso acima: E (electrónica)  E1s × 2 + E2s × 2 + E2p × 2 Caso se verificasse igualdade. 22 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Unidade 2 Texto complementar 3 Palavras-chave: orbitais de valência. os dois electrões p podem ser considerados na mesma orbital (2pz. mas. e isto significa. Sempre que as orbitais de valência não estejam completas. igualmente. com efeito. 2s 2. energia correspondente a uma determinada distribuição electrónica. na verdade. Estas duas situações não são equivalentes e correspondem a valores de energia diferentes. 2p 2. um dos (nove) estados pertencentes ao termo de menor energia. por vezes. à configuração 1s 2 2s 2 2p 2 do carbono correspondem cinco valores de energia! Naturalmente. Esta discussão ilustra também outro ponto importante. É que a energia correspondente a uma determinada distribuição electrónica não é simplesmente a soma das energias associadas a cada orbital multiplicadas pelo número de electrões em cada uma. há várias maneiras distintas de distribuir os elec- trões. Verifica-se que o termo de energia menor é aquele em que os electrões 2p foram considerados com o mesmo spin. 1s 2. no entanto. para o átomo de carbono. estados de energia. o átomo «prefere» existir no nível de energia mais baixo. Os termos diferem em energia porque a repulsão electrónica difere. os níveis em cada termo diferem de energia porque a interacção spin-orbital não é a mesma. Há. Por isso se representa. a repulsão entre os dois electrões p não é a mesma nos dois casos. ainda há a possibilidade de eles terem spins opostos ou spins paralelos. regra de Hund. Por exemplo. . com spin  ou  (com- binações de 6. por exemplo) ou em orbitais diferentes. 15 maneiras distintas de distribuir dois electrões por três orbitais. que já não é apenas a configuração electrónica que está a ser representada grafica- mente. 2 a 2). Assim.

Para moléculas. as orbitais 3d têm energia inferior à orbital 4s. de V. Não sur- preende. 95 e 181 pm. edição da Fundação Calouste Gulbenkian. pois. como se referiu no Texto complementar 3. Por isso. S. Finalmente. respectivamente. Mas então por que motivo a subconfiguração electrónica de valência para Fe não excitado é 3d 6 4s 2 e não 3d 8? Há três tipos de razões. a distância internuclear é igual à soma dos raios iónicos: 281 pm = rNa+ + rCl– Na+ Cl- 281 pm Na verdade. a orbital 4s é indicada depois das 3d : [Ar] 3d 6 4s 2.) Texto complementar 5 Palavras-chave: raio iónico. (Para uma discussão mais aprofundada. que a regra do preenchimento sucessivo das orbitais de energia crescente – regra da «constru- ção» (ou «aufbau») – possa não se verificar. por exemplo. 1996. 23 Texto complementar 4 Palavras-chave: energia das orbitais 3d e energia das orbitais 4s. Orbitais em Átomos e Moléculas. cuja soma se aproxima de 281 pm. a energia associada a um certo tipo de orbitais depende do número de electrões nelas considerados. logo o raio covalente do cloro é 99 pm. Por um lado. como por exemplo o Cl2. Pela mesma razão se diz que a dupla ionização de Fe com produção do ião Fe2+ (configuração [Ar] 3d 6) corresponde à perda dos dois electrões 4s. Com poucas excepções (por exemplo. como sucede com Fe e muitos outros elementos de transição. definindo-se os raios iónicos supondo os iões representados por esferas que se tangenciam. a uma mesma configura- ção podem corresponder várias energias. ver. Metade da distância que separa os dois núcleos de cloro (na molécula) é informativo do raio cova- lente do cloro: a distância entre os núcleos de cloro na molécula Cl2 é 198 pm. os valores médios para rNa+ + rCl– obtidos a partir de vários sais são. por exemplo. Os iões Na+ e Cl– podem ser considerados como esféricos. raio de Van der Waals. Gil. na configuração electrónica do ferro. raio covalente. raio atómico. potássio. a energia de um determinado estado não é simplesmente a soma das energias das orbitais ocupadas multiplicadas pelo respectivo número de electrões. com a configuração [Ar] 4s1 e não [Ar] 3d 1). . a união dos dois elementos (cloro) faz-se mediante uma ligação covalente. M. regra «aufbau». série de manuais universitários. Depois.

Outros cálculos mais recentes indicam a ocorrência do mínimo de energia para dois átomos He para distâncias ainda maiores. E B A 2 × raio de Van der Waals Comprimento de ligação He2 H2 0 100 200 300 400 d / pm Fig. a seta indica a distância mínima a que os dois núcleos He podem chegar. Embora não se tratem. Duas diferenças são facilmente identificadas: – o mínimo ocorre para uma distância internuclear muito maior no caso dos dois átomos He: 310 pm contra 74 pm. a grafite. A mesma coisa se diz das ligações em sólidos como o diamante. 4 Variação da energia de dois átomos He (A) e de dois átomos H (B) com a distância internuclear. em comparação com a curva equivalente para dois átomos H. porém. Num metal. de ligações intramoleculares. metade dessa distância – 128 pm – é o chamado raio de Van der Waals do hélio. Trata-se de estruturas gigantes baseadas em ligações covalentes entre átomos. . – o valor desse mínimo de energia é muito menor para o caso de dois átomos He: cerca de 100 kJ mol–1. metade da distância internuclear dá o raio atómico. a associação de dois átomos H à distância internuclear de 74 pm constitui uma molécula estável. Na grafite. num arranjo de energia igual à dos átomos separados. Por exemplo. Na figura considerada. as liga- ções entre camadas adjacentes caem na categoria de ligações intermoleculares. ainda menos podem ser consideradas ligações intermoleculares. a sílica. para o alumínio temos: Al Al 286 pm pelo que o raio atómico é 143 pm. com a sua estrutura em camadas de átomos ligados covalentemente. 24 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q No caso mais simples de metais – onde os átomos são todos iguais –. A figura 4 mostra a variação da energia de duas moléculas monoatómicas de hélio com a distância entre os respectivos núcleos. literalmente. contra quase 500 kJ mol–1. Porque as forças entre moléculas como as de hélio se desig- nam frequentemente por forças de Van der Waals. Assim. com uma apreciável energia de ligação. a sua intensidade é mais próxi- ma da de ligações intramoleculares do que da de ligações intermoleculares. Em particular. o mesmo acontecendo entre os iões de um composto iónico (ligação iónica). ao passo que a associação de dois átomos He à distância de 310 pm não é suficientemente estável para se poder considerar uma molécula. existe uma forte união entre os átomos (ligação metálica).

25

Texto complementar 6

Palavras-chave: números quânticos, forma das orbitais, orientação espacial das orbitais.

Enquanto as orbitais s têm simetria esférica à volta do núcleo, a forma das orbitais p já apresenta dois
lóbulos, um para cada lado do núcleo, e as orbitais d quatro lóbulos. A figura 5 mostra as representações das
funções matemáticas respectivas.

+
+ -

+

A B C
Fig. 5 Representação de orbitais s (A), p (B) e d (C).

Trata-se de curvas em duas dimensões, relativamente exteriores, como conjuntos de pontos, onde aquelas
funções assumem os mesmos valores. Isto significa idêntica probabilidade electrónica nesses pontos. Como o
que se representa são as funções matemáticas e não as probabilidades electrónicas, há indicações dos sinais +
ou –, conforme os valores assumidos pelas funções são positivos ou negativos.
x

+

y

+

Fig. 6 Representação em perspectiva da orbital 3dx 2 – y 2.

De modo a caracterizar uma orbital, no que respeita, especificamente, ao nível energético, forma e orienta-
ção espacial, existe um conjunto de números quânticos: o número quântico principal, n, o número quântico
de momento angular, ᐉ, e o número quântico magnético, mᐉ. Por exemplo, a orbital 3s é caracterizada pelos
números quânticos: 3, 0, 0.

Texto complementar 7

Palavras-chave: compostos iónicos, constante de Madelung.

Para compostos iónicos, ignorando a covalência residual e considerando os iões substituídos por cargas
pontuais, é possível calcular um valor teórico para a energia de rede (U ), que então se identifica aproximada-
mente com a energia potencial electrostática de um conjunto tridimensional de cargas eléctricas pontuais.
Para sais de fórmula MX com a estrutura de NaCl, temos

U = – M (q / r ) , M = 1,75

em que M é a chamada constante de Madelung, cujo valor depende da estrutura da rede cristalina, q é a grandeza
da carga dos iões M (+) ou X (–) e r é a distância interiónica. Para NaCl temos U = –866 kJ mol–1, que é sur-
preendentemente (em face das aproximações acima referidas) próximo do valor experimental, que é 766 kJ mol–1.

26 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q

Texto complementar 8

Palavras-chave: metais no organismo humano, ião complexo, hemoglobina, clorofila, hemocianina.

A importância dos metais no organismo humano é ilustrada por uma clássica personagem de banda dese-
nhada, o marinheiro Popeye, que ingere espinafres, ricos em ferro, em larga quantidade, para criar músculo.
Na verdade, embora esta planta contenha o elemento ferro na forma do ião ferro (II), este ião encontra-se forte-
mente sequestrado por moléculas de ácido oxálico, formando um ião complexo. Tratando-se de uma associa-
ção muito estável, muito pouco do elemento ferro fica, de facto, disponível para ser utilizado pelo organismo,
especialmente na formação de hemoglobina. Este é claramente um problema de equilíbrio químico, com
competição entre a estabilidade do complexo de Fe (II) com ácido oxálico e a estabilidade da associação à
componente hemo da proteína hemoglobina.
Se o ferro é fundamental na vida de muitos animais, designadamente no transporte de oxigénio, o magné-
sio é central na vida das plantas, já que a clorofila, responsável pela fotossíntese, é um complexo de Mg2+.
Curiosamente, estes complexos têm muitas semelhanças estruturais, mas um apresenta cor vermelha e o
outro cor verde. Em animais como a minhoca e o caracol, o papel do ferro é desempenhado pelo cobre, com
o ião Cu2+ envolvido num ião complexo transportador do oxigénio no organismo. Este complexo tem cor
azul, enquanto o complexo de ferro que é a hemoglobina é vermelho. A minhoca e o caracol têm «sangue»
azul.
Porém, os metais, fundamentais à vida, podem tornar-se um risco para o organismo a partir de certas
doses. Por exemplo, um nível excessivo de ferro no cérebro constitui uma das condições para a ocorrência
de doenças degenerativas, como a doença de Parkinson.

Texto complementar 9

Palavras-chave: ião complexo, sais de metais, orbital molecular, O.M. ligantes, O.M. não-ligantes, electrões 3d,
geometria dos complexos.

Consideremos o exemplo mais simples de um ião complexo em que há apenas um electrão 3d a considerar
por parte do metal: o ião hexaquotitânio (III), [Ti(H2O)6]3+, responsável pela cor púrpura das soluções aquo-
sas de sais de titânio (III) (Fig. 7).
Absorvância

λ = 493 nm

Fig. 7 Espectro de absorção de uma solução aquosa de nitrato de titânio (III) mostrando máximo para luz verde.

27

O electrão 3d de Ti3+ passa, no complexo, a ocupar uma orbital molecular (O.M.), podendo ser excitado
a outra, mediante absorção de luz. Estas orbitais moleculares podem ser construídas aproximadamente por
associação das orbitais de valência do átomo Ti com as orbitais de valência dos átomos O do ligando (6 molé-
culas H2O para cada átomo Ti, num arranjo octaédrico). Teremos, assim, um conjunto de O.M. ligantes e um
conjunto de O.M. antiligantes. Mas há, também, um conjunto de O.M. não-ligantes devido à forma especial
das orbitais 3d. Estas O.M. não-ligantes são, em boa aproximação, as orbitais 3dxy , 3dxz e 3dyz , cuja represen-
tação na figura 8 mostra que os respectivos lóbulos se desenvolvem entre os eixos x, y e z, definidos pela geo-
metria octaédrica do complexo (eixos das ligações m Ti – O entre metal e ligandos).

x y z

+ + +

y z x

+ + +

dxy dyz dxz

Fig. 8 Forma das orbitais 3dxy, 3dxz e 3dyz, com máximos entre os eixos x, y, z.

Ora, a atribuição dos electrões de valência pelas várias O.M. coloca 12 electrões nas orbitais ligantes (seis
ligações simples, dativas no sentido oxigénio-titânio) e um electrão nas orbitais não-ligantes (3dxy , 3dxz , 3dyz).
Este electrão 3d é excitável com luz de comprimento de onda de cerca de 510 nm (luz verde), passando para
uma das O.M. antiligantes mais acessíveis em energia.

Texto complementar 10

Palavras-chave: cores primárias, cores complementares, mistura de pigmentos, mistura de luzes, absorção
da luz, reflexão da luz.

Em termos gerais, uma primeira interpretação da cor pode fazer-se recorrendo ao jogo das cores primárias:
vermelho, verde, azul. Sobrepondo as luzes com estas cores, obtém-se luz branca. Quando é absorvida uma
delas, as outras duas originam cor.

Por exemplo, uma solução transparente que absorva radiações azuis é amarela, cor resultante de luz ver-
melha + luz verde. É o caso de uma solução aquosa de cromato de potássio, K2CrO4. Azul e amarelo são
cores complementares, pois a sobreposição de luz azul com amarelo (amarelo = luz verde + luz vermelha) dá
luz branca. Uma solução transparente que absorva radiações vermelhas é azul-celeste (ciano). É o caso de
uma solução aquosa de sulfato de cobre, CuSO4. Vermelho e azul-celeste são cores complementares, pois a
sobreposição de luz vermelha com azul-celeste (azul-celeste = luz azul + luz verde) dá luz branca.

Não deve confundir-se a mistura de luzes de várias cores considerada acima com a mistura de pigmentos
de várias cores. Por exemplo, misturar aguarela azul com aguarela amarela não dá cor branca, mas... verde.
Com efeito, a aguarela amarela absorve luz azul (reflectindo luz vermelha + luz verde) e a aguarela azul absorve
luz vermelha (reflectindo luz azul + luz verde); na mistura, é a luz verde a única a ser reflectida.

base de Lewis. numa ligação de covalência dativa. mas solúveis em ácidos Zn(OH)2 (s) + 2 H3O+ (aq) A Zn2+ (aq) + 4 H2O (l) e em bases Zn(OH)2 (s) + 2 OH– (aq) A [Zn(OH)4]2– (aq) novamente com a formação de um ião complexo (ião tetra-hidroxozincato). Trata-se de sais pouco solúveis em água. a reacção Zn(OH)2 (s) + 2 H3O+ (aq) A Zn2+ (aq) + 4 H2O (l) pode ser interpretada através do equilíbrio Zn(OH)2 (s) u Zn2+ (aq) + 2 OH– (aq) . tal como o são o hidróxido de zinco e o hidróxido de chumbo. designadamente Cu(OH)2 e Cr(OH)3. for indevidamente guardado em frascos de vidro (feito de sílica). correspondente à cedência de iões H+ (não há átomos H na molécula CO2). Por exemplo. espécie anfotérica. ácido de Lewis. numa ligação de covalência dativa. HCO3 . O mesmo se verifica com os hidróxidos de alguns metais de transição. 28 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Texto complementar 11 Palavras-chave: ácido Brönsted-Lowry. basicidade dos óxidos e hidróxidos anfotéricos. O mesmo tipo de reacção ocorre se NaOH. através de um par de electrões do átomo O do ião hidróxido: O H O H O H O O + O H u C a C a C C O O O O O O O consumo de OH– produz uma alteração no equilíbrio de auto-ionização da água 2 H2O (l) u OH– (aq) + H3O+ (aq) obtendo-se um aumento da concentração de H3O+. É. sim. um ácido no conceito mais abrangente de ácidos e bases devido a Lewis: – ácido de Lewis: espécie aceitadora de um par de electrões de outra. em soluções concentradas. também seja anfotérico. Cr(OH)3 (s) + 3 H3O+ (aq) A Cr3+ (aq) + 6 H2O (l) Cr(OH)3 (s) + 3 OH– (aq) A [Cr(OH)6]3– (aq) Note-se que as características básicas dos óxidos e hidróxidos anfotéricos se devem directamente. – base de Lewis: espécie dadora de um par de electrões a outra. a formação do ião hidrogenocarbonato. pode ser interpretada em termos da associação de um ião OH– da água a uma molécula CO2. O dióxido de carbono não é um ácido no sentido de Brönsted-Lowry. à presença dos iões O2– ou OH–. pois SiO2 tem comportamento ácido: SiO2 (s) + 2 NaOH (aq) u Na2SiO3 (aq) + H2O (l) Não deve surpreender que o hidróxido de alumínio. Por exemplo. pH. Al(OH)3. – De facto. Zn(OH)2 e Pb(OH)2.

obtém-se a de partida.76 2. no 11. com Ka = 1. deslocando a reacção no sentido da formação de ácido acético. Cálculo do pH da solução tampão A equação química associada ao tampão ácido acético/acetato de sódio é: CH3COOH (aq) + H2O (l) u CH3COO– (aq) + H3O+ (aq) Pode verificar-se que o pH é dado por: pH = pKa + log Cb/Ca Como Cb = Ca pH = pKa = –log (1. 29 afectado pela reacção OH– (aq) + H3O+ (aq)  2 H2O (l) De facto. Por outro lado.o ano não inclui o cálculo de pH em situações de maior complexidade química.a por 2).102 mol dm –3 × 1.100 dm3 = 3.300 mol dm –3 × 0.00 × 10 –2 mol ninicial(ião acetato) = 0.100 dm3 = 3. não sendo explicitamente do Programa.75 × 10–5) = 4. somando estas duas equações (depois de multiplicada a 2.53 × 10 –4 mol . ninicial(ácido acético) = 0.0 cm3 de uma solução tampão de ácido acético 0.300 mol dm–3. Cálculo do pH de uma solução tampão antes e depois de pequena adição de ácido ou base Veja-se agora o exemplo de 100. por exemplo: Zn2+ (aq) + 4 OH– (aq) u [Zn(OH)4]2– Segundo esta equação. não mais um ião espectador como Na+.00 × 10 –2 mol nadicionado(H3O+) = 0.300 mol dm –3 × 0. Texto complementar 12 Palavras-chave: cálculo de pH.75 × 10 –5. O Programa do 12. Apre- sentamos três situações que. é realizado algum cálculo de pH. podem a ele ser ligadas e satisfazer alu- nos mais exigentes ou turmas mais interessadas. Adição de 1. as características ácidas exigem a intervenção directa do ião metálico. o ião Zn2+ (aq) é um ácido fraco. membro a membro. Por outro lado.o ano.50 × 10 –3 dm3 = 1. 1.300 mol dm–3 e acetato de sódio 0. embora de forma não muito profunda.50 cm3 de HCl (aq) 0.102 mol dm–3 A adição de H3O+ vai fazer com que se consuma acetato.

0 × 10–7.98 × 10 –2 mol 1.102 mol dm–3 A adição de OH– vai fazer com que se consuma ácido acético. . Em vez de |H3O+|e = 1.98) = 4.52 × 10–8 e |H3O+|e = 1.02) = 4.98/3. x = –1.0 × 10 –14 e x2 + 1.0 × 10 –8 + x sendo a primeira parcela a contribuição do ácido e x a da água.05 × 10–7. mais precisamente dificultada.0 × 10 –8 x – 1.53 × 10 –4 mol –1.75 × 10 –5 mol pH = pKa + log Cb/Ca = 4. 10–8 mol dm–3.53 × 10 –4 mol –1.02 × 10 –2 mol dm–3 pH = pKa + log Cb/Ca = 4.o grau.98 × 10 –2 mol dm–3 Cb = 3.98 (A outra solução.) Terá de ser efectuado idêntico tratamento com soluções muito diluídas de bases fortes e com soluções de ácidos ou bases muito fracos. cor- rectamente. Como |OH–|e tem só a contribuição de H2O.05 × 10 –7 logo.00 × 10 –2 mol 3. deslocando a reacção no sentido da for- mação de ião acetato. pela adição dos iões H 3O+ de HCl.02 × 10 –2 mol 2.02/2.77 O problema da contribuição da água nos cálculos de pH Tome-se o exemplo de uma solução de HCl.75 3.50 cm3 de NaOH (aq) 0.76 + log (2.00 × 10 –2 mol (1. Ca = 2. inferior a 1.0 × 10 –14 = 0 Por resolução da equação do 2. pois conduziria a um número negativo de moles de OH– em equilíbrio. é |OH–|e= x pelo que |OH–|e · |H3O+|e = x × (1. 30 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q CH3COOH (aq) + H2O (l) u CH3COO– (aq) + H3O+ (aq) 3. vem x = |OH–|e = 9.0 × 10 –7.75 × 10 –5 mol) (reacção à adição de ácido) +1. no novo equilíbrio.0 × 10 –8 tem-se. não tem significado. pois a ionização da água 2 H2O (l) u H3O+ (aq) + OH– (aq) é alterada. pH = 6. Note-se que x  1.0 × 10 –8 + x) = 1.53 × 10 –4 + 1. x será.53 × 10 –4 mol 3.76 + log (3. |H3O+|e = 1. Adição de 1. pois. pelo que.

1000 mol dm–3 × 0. cloreto de potássio.0200 mol dm–3 × 0. 0 cm3 de HCl (aq) adicionado Kw = |H3O+| |OH–|  |H3O+| = Kw / |OH–| = 1.0500 dm3 = 1.00 × 10 –3 mol n(H3O+) = 0.3 2.30 × 10 –13) = 12. 12.0500 dm3 = 1. n(OH–) = 0.0 × 10 –14/ 1. A equação química inerente a esta reacção é: HCl (aq) + KOH (aq) u KCl (aq) + H2O (l) com a reacção iónica a ser descrita por: H3O+ (aq) + OH– (aq) u 2 H2O (l) Importará.00 cm3 de HCl (aq) adicionado A adição de HCl vai fazer com que se consumam iões OH–.0 × 10 –14/0.30 × 10 –13 pH = –log |H3O+| = –log (5.49 × 10 –13) = 12.00200 dm3 = 2.0 cm3 de HCl (aq) adicionado À semelhança do cálculo 2: n(OH–) = 0.00 4.2 3.00 × 10 –3 mol n(H3O+) = 0.0200 mol dm–3 × 0. pH = 7. deslocando a reacção no sentido da forma- ção do sal.020 mol dm–3 × 0.00 × 10 –3 – 2.100 mol dm–3.54 × 10 –2 = 6.0120 dm3 = 1. 2.1000 mol dm–3 × 0. 10.0 cm3 de KOH (aq) 0.00 × 10 –3 mol n(H3O+) = 0. em que se pretende conhecer o valor de pH quando se adiciona sucessivamente: 2.0500 + 0. pois. 31 «Degrau» na curva de titulação Tome-se o exemplo da titulação de 50. graças a H3O+ (aq) + OH– (aq) u 2 H2O (l) a concentração de OH– na solução será: [OH–] = (1.0200 = 5.1000 mol dm–3 × 0.00 × 10 –4 mol pelo que.49 × 10 –13 pH = –log |H3O+| = –log (6.0100 dm3 = 1.020 mol dm–3 com HCl (aq) 0.0500 dm3 = 1.00200) dm3 = 1. 10 e 12 cm3 de ácido.00 × 10 –3 mol o que corresponde a equivalência em H3O+ (aq) + OH– (aq) u 2 H2O (l) e |OH–| = |H3O+| Logo.20 × 10 –3 mol . têm-se as seguintes quantidades: n(OH–) = 0.54 × 10 –2 mol dm–3 e |H3O+| = 1. 1.0 cm3 de HCl (aq) adicionado Agora.00 × 10–4) mol/(0. conhecer a quantidade (em mol) de OH– presente no titulado e a quantidade de H3O+ adicionada.

23 × 10 –3) = 2. Texto complementar 13 Palavras-chave: indicadores de pH. uma pequena ampola de vidro. Notar-se-á que não só a variação de |OH–| (ou de |H3O+|) não é linear. 9 Eléctrodo combinado para deter- minação potenciométrica de pH. na forma de um eléctrodo combinado. pelo que nunca se poderia esperar um comportamento linear. essencialmente. tais como Na+. em meio alcalino (baixa [H3O+]). Em meio ácido (elevada [H3O+]). soluções de ácidos ou bases fracos. CN–. 32 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q de onde se conclui que n (OH–) < n (H3O+) em H3O+ (aq) + OH– (aq) u 2 H2O (l) sendo [H3O+] = (1. assim predomina a forma ácida e a respectiva cor. sujeitos a um equilíbrio que se pode representar por 1 HInd + H2O u 2 Ind– + H3O+ e em que a cor da forma ácida HInd difere da cor da respectiva base conjugada Ind–. o equilíbrio é deslocado no sentido 2. modernamente. Uma indicação aproximada do pH de uma solução pode obter-se utilizando certas substâncias cuja cor depende da acidez do meio a que são adicionadas. Existem outros eléctrodos sensíveis à concentração de espécies em solução além de H3O+.0500 + 0. contrariamente ao que sucede antes e depois (efeito tampão para soluções muito ácidas ou muito básicas). o equilíbrio acima é deslocado no sentido 1. Estes indicadores de pH são. que contém uma solução de pH constante e que se mergulha na solução de pH a conhecer. o potencial de um fio de platina nele integrado é uma função do pH da solução. . em forma de degrau. eléctrodo de vidro.00 × 10 –3) mol/(0. predominando então a cor de HInd. Conforme a acidez do meio. Este é. NH4+ . Ca2+. ou a forma básica e a sua cor.50 Calculando o valor de pH para outros volumes de titulante (adicionados) podemos construir uma curva de pH. Fio de platina KCl (aq) Eléctrodo de referência (Ag/AgCl) Solução tampão Membrana de vidro Fig.0120) dm3 = 3. A indicação do valor de pH de uma solução pode obter-se recorrendo ao chamado «eléctrodo de vidro».20 × 10 –3 – 1. O eléctrodo de vidro e o eléctrodo de calomelanos (ou de Ag/AgCl) de referência surgem. eles próprios. medidor de pH. como mostra a figura 9. como o pH implica a função loga- ritmo. obtendo-se a cor característica de Ind–.23 × 10–3 mol dm–3 e pH = –log |H3O+| = –log(3. reflectindo a brusca descida de |OH–| (e subida de |H3O+|) na passagem pelo ponto de equivalência.

para CO2 será maior do que para H2. A equação p V = n R T verifica-se em condições em que o gás se comporta praticamente como um gás ideal. a equação dos gases ideais dá origem a p (V – nb) = n R T Outra correcção resulta das forças de atracção entre as moléculas. O valor de b será evidentemente tanto maior quanto maior for o tamanho efectivo das moléculas. . a pressão real será inferior ao valor teórico previsto pela equação dos gases ideais ou pela equação acima. isto é.0318 CO2 3. As constantes a e b podem ser determinadas experimentalmente a partir de dados de p. O valor teórico p na equação acima deverá então ser substituído pela pressão real acres- cida duma correcção positiva.460 0. O parâmetro a é característico de cada gás e reflecte a intensidade das forças de atracção entre as moléculas. Para maior número de moléculas por unidade de volume (portanto.0266 N2 1. consequentemente. intensidade das forças de atracção entre as moléculas. as quais diminuem a violência do res- pectivo choque com a parede do vaso e. volume excluído. forças de London no segundo).0427 H2O 5. 33 Texto complementar 14 Palavras-chave: equação dos gases em condições não ideais. as quais supõem nulas as interac- ções entre moléculas.360 0.0391 O2 1. V e T. Assim. Com esta correcção. assim. em conformidade com forças intermoleculares mais intensas (ligações de hidrogénio no primeiro caso. maiores pressões) ou para tempera- turas mais baixas (próximas da temperatura de liquefacção).244 0.590 0. A tabela seguinte inclui valores a e b para alguns gases. a / atm dm6 mol–2 b / dm3 mol–1 H2 0. então. a seguinte equação: (p + an 2/V 2) (V – nb) = n R T que foi primeiro obtida por Van der Waals (1873). característico de cada espécie gasosa. onde n é a quantidade (em mol) de gás e b o chamado «volume excluído» por mole. Tem-se. é necessário ter em conta que o volume à disposição de cada molécula não é o volume V do vaso que contém o gás. o volume molecular passa a não ser desprezável em relação ao volume ocupado pela amostra gasosa e as forças de coesão intermolecular passam a adquirir maior importância. mas inferior. Assim. V – nb.0305 É de notar o maior valor de a para H2O e CO2. por um lado.390 0. a pressão.

O triclorofluorometano (freon-11) e o diclorodifluorometano (freon-12) têm sido utilizados como agentes de refrigeração em frigoríficos e em unidades de ar condicionado e como gases propulsores em sprays. e do eteno. CH4.2-dicloroeteno cis-1. responsáveis pela rarefacção da camada de ozono na estratosfera. . O clorofórmio e o tetracloreto de carbono são solventes importantes. Muitos dos compostos orgânicos constituídos por outros elementos além de C e H podem considerar-se derivados de hidrocarbonetos por substituição de átomos H por outros átomos ou grupos de átomos. O halon-1211 é utilizado em extintores de incêndio portáteis.2-dicloroeteno O cloroeteno ou cloreto de vinilo é importante no fabrico de plásticos. São exemplos dos chamados CFC (cloro- fluorcarbonetos). camada de ozono. considerados. Eis alguns exemplos com átomos de halogéneos em derivados do metano.1-dicloroeteno H Cl H H (cloreto de vinilo) trans-1. 34 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Texto complementar 15 Palavras-chave: derivados halogenados de hidrocarbonetos. C2H4: CH3Cl CH2Cl2 CHCl3 CCl4 clorometano diclorometano triclorometano tetraclorometano (cloreto de metilo) (clorofórmio) (tetracloreto de carbono) CCl2F2 CCl3F CBrClF2 diclorodifluorometano triclorofluorometano bromoclorodifluorometano (freon-12) (freon-11) (halon-1211) Cl H Cl Cl CH2 = CHCl CH2 = CCl2 C C C C cloroeteno 1. em parte.

Numa molécula em que haja mais do que um tipo de ligação. etc. energia de ligação. Existe uma correlação entre a geometria das moléculas e as orbitais híbridas apropriadas à definição de «orbitais» moleculares quase-localizadas.A.A. então elas envolvem orbitais híbridas sp 3 do átomo C. em geral – as interacções residuais entre estas. quer se utilizem as «orbitais» ␹i como base. ou «O ião [Cr(NH3)6]3+ é octaédrico devido à hibridização d 2sp 3 do átomo de crómio. como os valores 494 kJ mol –1 e 430 kJ mol –1 acima indicados revelam. energia de dissociação. ou «A hibridização sp conduz a ligações linea- res. energia de atomização.». é até a partir da geometria que. Por exemplo. do género «A molécula de metano tem geo- metria tetraédrica. .M. Esta reacção pode supor-se a soma de 494 kJ + H2O (g) d HO (g) + H (g) 430 kJ + HO (g) d H (g) + O (g) A primeira destas duas equações é a que permite definir a energia de dissociação OH. O que se pode dizer é. à mesma energia. Partimos da geometria conhecida para. conduz exactamente à mesma função de onda ⌿ e . caracteri- zar essas orbitais híbridas.M. são incorrectas afirmações.».. pois. se definem matematicamente (sem consequências físicas) as orbitais híbridas. como se fosse um fenó- meno físico. aos mes- mos parâmetros geométricos ou qualquer propriedade molecular. a energia de ligação OH define-se como metade da energia necessária à atomização de 1 mol de moléculas H2O: [Energia de atomização = 2 × energia de ligação OH] + H2O (g) d O (g) + 2 H (g) e o correspondente valor experimental é 924/2 = 462 kJ mol –1. No caso de moléculas diatómicas. eventualmente. Texto complementar 17 Palavras-chave: orbitais híbridas. acaso se veja vantagem em substituir o conjunto inicial de O. a energia de atomização é igual à soma das energias de todas as ligações. desde que se incluam – como se deve. Nem existe uma relação de causa-efeito entre hibridização e geometria molecular. ou energia de atomização: [Energia de atomização = energia de dissociação = energia de ligação XY] + XY (g) d X (g) + Y (g) Já o mesmo não acontece no caso de moléculas poliatómicas. Verifica-se. como sendo de 494 kJ mol –1. que acaso se deseje definir «orbitais» moleculares (quase) localizadas para CH4. por exemplo. em H2O. canónicas ␺i como combinações lineares dessas O. quer se utilizem as O. Pelo contrário. 35 Texto complementar 16 Palavras-chave: moléculas diatómicas. porque o átomo C tem hibridização sp 3. moléculas poliatómicas. não é legítimo pensar na hibridização de O. a energia de ligação identifica-se com a energia de dissociação da molé- cula em átomos. baseado em orbitais 1s de H e 2s e 2p de C. Qualquer cálculo sobre CH4. que a diferença entre a energia de ligação OH e a energia de dissociação OH em H2O decorre do facto de a ligação oxigénio-hidrogénio ser ligeiramente diferente nas espécies OH e H2O. portanto. se necessário. Deste modo. canónicas ␺i por um conjunto de «orbitais» moleculares (quase) localizadas ␹i. na molécula H2O. que ainda persistem. Dado que esta substituição – meramente mate- mática – não altera a função de onda ␺.».

momentos dipolares. conduz ao mesmo conjunto de O. as interacções residuais entre «orbitais» localizadas são decisivas. porém que a consideração de tais interac- ções é mais díficil na teoria das ligações de valência. canó- nicas. Por exemplo. duas sp e duas p. são conhecidas duas formas de ácido láctico. quer na teoria das orbitais moleculares. em cujo âmbito o conceito de orbital híbrida nasceu. Porém.. Esta é uma segunda razão para se falar de isomeria óptica. podemos comparar ligações C – H. quaisquer que sejam as orbitais atómicas de base utilizadas. existem situações em que. e interpretar. assim. conduz aos mesmos resultados. Pode veri- ficar-se que as duas formas não são totalmente sobreponíveis: uma está para a outra como uma luva da mão direita está para a luva da mão esquerda. etc. centro quiral. com o mesmo nível de aproximação. diferentes – átomo C como centro quiral. Texto complementar 18 Palavras-chave: isomeria óptica. a densidade. quando. Para alguns efeitos.. por exemplo.M. parece influenciar e. Um tratamento completo por esta teoria da estrutura de CH4. *C – é possível a isomeria óptica (mas não apenas nesses casos). a determinação das combinações lineares de orbitais híbridas e outras. Sempre que haja um átomo C ligado a 4 átomos. O – H. com os açúcares e com os aminoácidos. quando nas expressões destas se «desdobra» cada orbital híbrida nas suas componentes s e p. É só na medida em que as interacções residuais entre ␹i e ␹j sejam ignoradas que a hibridização de O. mistura racémica. com inclusão de fórmulas menos tradicionais na ressonância (e que reproduzam as interacções residuais entre funções quase-localizadas). E isto é assim. como por exemplo a alanina: CH3 – *CH(NH2) – CO2H. Acontece. A diferença entre dois isómeros pode ser bastante mais subtil do que nos exemplos considerados no manual. 36 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Assim. isto é. É o que sucede. Propriedades físicas como o ponto de fusão. a respectiva configuração electróni- ca implica a existência de dois electrões com uma certa energia e seis electrões com outra. No entanto. ou forma dextrógira – e outro para a esquerda – isómero L. Por isso. etc. . na verdade. como conjunto de orbitais atómicas de base. ignorar tais interacções levaria a prever igual energia para os oito electrões das ligações C – H do metano.A. por exemplo. ou grupos de átomos. superior. cujas estruturas estão relacionadas como o estão um objecto e a respectiva imagem num espelho plano: OH HO C C H3C CO2H HO2C CH3 H H Dentro da estereoisomeria. C – C. quer na teoria das ligações de valência. eles comportam-se de modo diferente quando são atravessados por luz polarizada: um desvia o plano de polarização da luz para a direita – isómero D. Inclusive. são idênticas para os dois enantiómeros. parece explicar certas propriedades moleculares. ignorar aquelas interacções residuais não tem consequência significativa. ou forma levógira. designadamente. Por exemplo. a solubilidade e outras. As proteínas dos seres humanos são constituídas apenas por aminoácidos L. em múltiplos compostos. este último exemplo é um caso de isomeria óptica ou enantiomeria. enantiomeria. contudo. o resultado é o mesmo. pelo contrário. mesmo que se considerem 3 orbitais sp 2 de C e uma p. CH3 – CH(OH) – CO2H.

em excesso. as formas D e L de certos compostos diferem no cheiro. mas também desa- parece rapidamente. convertendo-a numa forma castanha. separadamente. em parte. tais radiações afectam as proteínas e conduzem ao enrugamento da pele. H 3C Por exemplo. pelo que se pode utilizar a mistura dos isómeros D e L: mistura racémica. H2C Limoneno No caso de muitos medicamentos. factor de protecção solar. Texto complementar 19 Palavras-chave: radiações ultravioleta. As radiações ultravioleta provocam bronzeamento. As radiações UV-A oxidam a melanina da pele. conduzem a cataratas e ao cancro da pele (melanoma). que provocou grandes malformações nos bebés. protecção solar. as radiações UV-B. Em 1963. mas não à mão esquerda. porém. ao passo que os aminoácidos L são amargos ou insípidos. Estas últimas penetram até à derme da pele e aquelas até à epiderme. Daqui decorrem algu- mas propriedades diferentes. são absorvidas pelo oxigénio e pelo ozono da estratosfera: h␯ h␯ O2 d 2 O O3 d O + O2 ␭  242 nm ␭  320 nm Mas à superfície da Terra ainda chegam parte das radiações UV-B e as UV-A. mas. É que. Podem considerar-se três categorias de radiações UV emitidas pelo Sol: UV-C UV-B UV-A UV longínquo UV médio UV próximo 200 290 320 400 nm As radiações UV-C. 37 Nas interacções ou reacções com outras moléculas quirais. . em regra. os dois enantiómeros O de cada medicamento quiral: tratou-se da administração de talidomida a H H C H N mulheres grávidas. Este surge rapidamente. Talidomida Em alguns casos. os enantiómeros D e L comportam-se de forma diferente. responsável pelo bronzeamento da pele. o outro é extremamente O tóxico para o feto. H H C enquanto um dos enantiómeros combate o enjoo. Igualmente. os aminoácidos D são doces. não há diferença significativa na actuação dos dois enantiómeros de um composto. tal como uma luva direita se ajusta à mão direita. um exemplo trágico chamou a O N O atenção para a necessidade de testar. Penetrando na derme. só uma das formas D ou L H é farmacologicamente activa. Por exemplo. de maior energia. uma das formas de limoneno é responsável pelo aroma C CH3 das laranjas e a outra pelo dos limões. e.

provenientes dos átomos de urânio. Becquerel escolheu um cristal de um composto de urânio que colocou à luz do Sol. pensou que certas substâncias. Texto complementar 20 Palavras-chave: descoberta da radioactividade. Entretanto. Becquerel reconheceu que a sua hipótese anterior estava errada. que durante vários dias o tempo esteve encoberto e Becquerel guardou a montagem numa gaveta. Os seus colaboradores Marie e Pierre Curie viriam a descobrir esses novos átomos. a revelação da chapa mostrou uma imagem do cristal. e que em 1895 culminaram na descoberta (em larga medida acidental) dos raios X. poderiam também emitir radiações penetrantes como os raios X. mas misturados com um creme. Dias depois. signi- fica que se pode estar seis vezes mais tempo exposto ao Sol do que sem protector. depois. Na verdade. Becquerel logo pensou que o minério de urânio teria outros átomos responsáveis por esta diferença. seguindo-se a emissão de radiações de menor energia (fluorescência ou fosforescência). apenas parcialmente protege das radiações ultra- violeta. NH2 Tirosina Uma exposição excessiva a radiações UV-B pode produzir queimaduras e. Permanecer na sombra de um guarda-sol. ou entrar na água. até aí desconhecidas. por exemplo. verificou que um determinado minério – pecheblenda – produzia mais radiações do que o esperado pelo seu teor em urânio. mesmo à sombra. cancro. porém. a areia reflecte as radiações UV em mais de 50%. ou convertido totalmente em energia cinética corpuscular (aumento de temperatura). verificou. . com surpresa. ao revelar a chapa guardada na gaveta e esperando obter uma imagem muito fraca. Embora haja protectores solares que actuam difundindo as radiações UV – por exem- plo. já inofensivas para a pele. Henri Becquerel. ZnO. os cremes mais utilizados são concebidos de forma a absorverem UV-A e UV-B. 38 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q As radiações UV-B produzem um bronzeamento mais duradouro. Correspondendo às suas expectativas. ou apenas parcialmente. sobre uma chapa fotográfica devidamente embrulhada em papel preto (para não ser impressionada pela luz). professor de Física na Escola Politécnica de Paris. que se tornavam fosforescentes depois de sujeitas à luz. para um mesmo efeito. capazes de produzir fenómenos de fosforescência. preciso repetir e confirmar a experiência. Era. que é objecto de oxidação). obtidas com o cristal ao Sol. e a água deixa-se atravessar por elas até uma profundidade de 1 metro. com e sem protector solar. mas radiações. a que chamaram polónio e rádio. Nesta altura. no entanto. que se define pela razão entre os tempos mínimos para obter eritema ou vermelhidão. eventualmente. Os pro- tectores solares destinam-se a permitir o bronzeamento duradouro pelas radiações UV-B sem queimaduras ou outros riscos maiores. Estudando outros compostos e minérios de urânio. gra- ças à formação de melanina em maior quantidade (a partir do aminoácido HO CH2 C CO2H tirosina. ao fenómeno descoberto por Becquerel passou a chamar-se radioactividade. Aconteceu. Um factor de protecção 6. Inspirado pelos trabalhos de Röntgen sobre os chamados «raios catódicos». Não era a fosforescência produzida no cristal pela luz solar que impressionava a chapa fotográfica. óxido de zinco. TiO2 –. e óxido de titânio. A sua acção protectora é caracterizada pelo factor de protecção solar. Esta absorção excita electrões e o excesso de energia é. Para testar esta hipótese. Os filtros solares não são aplicados sozinhos. que a imagem obtida era tão nítida como as primeiras. loção ou gel.

39 Texto complementar 21 Palavras-chave: os 20 aminoácidos que intervêm na maior parte das proteínas. Eis as fórmulas e nomes (e respectivas abreviaturas) dos 20 aminoácidos que intervêm na maior parte das proteínas: H H H 2N C COOH H H H2N C COOH CH2 H2 N C COOH H2N C COOH CH CH H CH3 H3C CH3 H3C CH3 Glicina (Gly) Alanina (Ala) Valina (Val) Leucina (Leu) H H H2N C COOH H H 2N C COOH H CH2 HN C COOH H2N C COOH CH2 CH2 H2C CH2 CH H3C CH2CH3 CONH2 CH2 Isoleucina (Ileu) Fenilalanina (Phe) Glutamina (Gln) Prolina (Pro) H H H2N C COOH H H2N C COOH CH2 H2N C COOH CH2 CH2 CH2 COOH COOH OH Ácido aspártico (Asp) Ácido glutâmico (Glu) Serina (Ser) H H H2N C COOH H H2N C COOH H CH2 H2N C COOH CH2 H2N C COOH H C OH CH2 CH2 CH3 S CH3 SH OH Treonina (Thr) Metionina (Met) Cisteína (Cys) Tirosina (Tyr) H H H2N C COOH H H H CH2 H2 N C COOH H2N C COOH H2N C COOH H2N C COOH CH2 (CH2)3 (CH2)4 CH2 NH N HN C HN N NH2 NH2 H CONH2 Lisina (Lys) Arginina (Arg) Histidina (His) Triptofano (Trp) Asparagina (Asn) .

em que se calcula H para a reacção (eq. variação de entalpia. Observe-se o exemplo seguinte. do reconhecimento da função entalpia como função de estado. H2 e H3 H1 = H (CO2) – [H (C) + H (O2)] H2 = 2H (CO2) – [2H (CO) + H (O2)] H3 = 2H (CO) – [2H (C) + H (O2)] para logo concluir que H3 = 2 H1 – H2 isto é. 2) 2 CO (g) + O2 (g) d 2 CO2 (g) H2 = –566 kJ Bastará atentar nas definições de H1 . 40 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Texto complementar 22 Palavras-chave: função de estado. A relação acima é equivalente à relação entre as equações químicas respectivas: eq. 1) C (s) + O2 (g) d CO2 (g) H1 = –394 kJ (eq. H3 = (– 2 × 394 + 566) kJ = –222 kJ A explicação desta aditividade de entalpias de reacção decorre directamente da definição de H como H = Hprodutos – Hreagentes isto é. 3 = 2 × eq. 2 como se vê a seguir: 2 C (s) + 2 O2 (g) d 2 CO2 (g) – 2 CO (g) + O2 (g) d 2 CO2 (g) 2 C (s) + O2 (g) d 2 CO (g) . 3) 2 C (s) + O2 (g) d 2 CO (g) H3 = ? a partir de (eq. 1 – eq.

7. 6. Devem reconhecer-se os impactos económicos e ambientais dos requisitos energéticos dos processos químicos e minimizá-los. Os métodos sintéticos devem ser planificados de modo a maximizar a incorporação no produto final de todas as substâncias usadas ao longo do processo. afirmou que «A química verde representa os pilares que manterão o nosso futuro sustentável. de passos de pro- tecção/desprotecção. Os produtos químicos devem ser planificados a nível molecular de modo que no fim do seu uso não persistam no ambiente e se decomponham em produtos de degradação inócuos. porque tais etapas requerem reagentes adicionais e podem produzir resíduos. É imperativo que se ensine o valor da química verde aos químicos do amanhã. 12. se possível. 5. 11. Daryle Busch. os métodos sintéticos devem ser realizados à temperatura e pressão ambientais ou próximas destas. princípios. 8. para elimi- nar as suas propriedades tóxicas. Devem preferir-se reagentes catalíticos (tão selectivos quanto possível) a reagentes estequiométricos. 2.» Existem doze princípios que auxiliam a avaliação de quão verde é um produto. n. A «química verde» é a designação atribuída ao desenvolvimento de produtos e processos químicos que reduzem ou eliminam o uso e a formação de substâncias perigosas. Sempre que for técnica e economicamente praticável. presidente da Sociedade Americana de Química. Os produtos químicos devem ser planificados a nível molecular de modo a cumprir as funções dese- jadas e a minimizar a sua toxicidade. Devem minimizar-se ou. esses agentes devem ser inócuos. 3. Em 2000. depois de se terem criado. etc. quando usados. 9. in revista Química (2004). agentes para promover separações. Sempre que possível. 4. As substâncias usadas e as formas da sua utilização nos processos químicos de fabrico devem minimizar o potencial de ocorrência de acidentes químicos tais como fugas.) deve ser evitado sempre que possível. evitar derivações (uso de grupos bloqueadores. e de modificações temporárias na molécula para permitir processos físico-químicos).° 95 . É melhor prevenir a formação de resíduos do que ter de tratá-los. os métodos sintéticos devem ser planificados de modo a usar e produzir substân- cias não tóxicas (ou pouco tóxicas) para a saúde humana e a ecosfera. O uso de substâncias auxiliares (solventes. 10. devem usar-se matérias-primas e recursos reno- váveis de preferência a não renováveis. quando possível. Devem ser usados métodos analíticos que permitam monitorização directa dos processos de fabrico em tempo real e controlo precoce da formação de substâncias perigosas. explosões e incêndios. 41 Texto complementar 23 Palavras-chave: química verde. uma reacção ou um pro- cesso químico: 1.

O formato de pesquisa permite diversificar e aprofundar o tipo de competências a desenvolver através da componente prático-laboratorial obrigatória. desta forma. seguimos a mesma tipologia usada anteriormente. que os conhecimentos e competências desenvol- vidos pelos alunos se aproximem mais das necessidades da actividade científica e tecnológica real.. os objectivos e conteúdos de ensino articulam-se com os do Programa. esta impele o polímero.1 Directrizes e sugestões para a componente laboratorial As Actividades Laboratoriais de 12 Q foram concebidas tendo por matriz o Programa de Química 12. Trata-se de uma técnica que se assemelha à usada para fazer ovos de Pás- coa (chocolate). 6. para o fabrico destes materiais utilizam-se máquinas de sopro. Para obter peças de grandes dimensões. Quando a rosca roda. que é depois arrefecido e aberto para reti- rar o plástico endurecido com a forma do molde. trata- -se de um tubo rígido em cujo interior gira uma rosca. 42 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Unidade 3 Texto complementar 24 Palavras-chave: polímero. Apoio complementar à componente laboratorial A componente laboratorial da disciplina de Química do 12. ainda que em algumas situações existam objectivos e conteúdos que são muito próprios das actividades laborato- riais. e que se aquece e se faz rodar. Esta tipologia. etc. desenvolvida com base nas propostas de Watson et al. surge como novidade a possibilidade de se realizarem trabalhos opcionais. filmes e garrafas.° ano e a sua orientação e organização estão de acordo com o que já tínhamos proposto para 10 Q e 11 Q. . Nesta parte do Caderno de Apoio ao Professor fornecem-se algumas orientações complementares relativas à organização e exploração dos trabalhos laboratoriais propostos no manual. recorre-se à rotomoldagem. Procura-se. Existem vários processos de fabrico de objectos de plástico ou de borracha: extrusão. 6. Relativamente aos trabalhos laboratoriais propriamente ditos. rotomolda- gem. fabrico de objectos plásticos. Numa das extremidades do tubo introduz-se o polímero. sopro. A matéria aquecida toma a forma do molde. A máquina comum que processa polímeros é a extrusora de rosca. consequentemente. Coloca-se o plástico num molde que pode ser aberto e separado em duas partes. levando ao seu aquecimento (efeito Joule). sobretudo. injecção. propõe cinco categorias de pesquisa laboratorial. com transformação numa massa viscosa. Tal aprofunda- mento diz respeito não só aos conteúdos de ensino tratados. adequada agora a ser transformada em tubos. Já o fabrico de sacos. 1999.° ano apresenta um aprofundamento conside- rável relativamente ao que se propôs para a componente de Química dos dois anos anteriores. Fundamentalmente. submetendo-o a forte atrito e. mas. etc. Tal como em anos anteriores. ou injectada em moldes.. isto é. práticas educativas de natureza investigativa realizadas no laboratório. Por isso. aos processos e técnicas analíticas usados. Por outro lado. como cascos de barcos. pode ser compreen- dido com base no princípio que leva à formação das conhecidas «bolas» de pastilha elástica ou bolas de sabão – o sopro.

3. na qual se mostram as principais vantagens desta téc- nica de separação.3.5. Deixámos para mais tarde a abordagem das diversas técnicas de análise quantitativa. O procedimento considera o uso de centrifugação na separação de preci- pitados. 2. A. Fe e Al.L.L. .2.L. 2. Pb.L. quantificação classificar. Exploração de para colocar questões científicas.L.L.6 das propriedades ou funções. A mais conhecida será.2. 1. – limita a análise aos metais que são mais frequentes em moedas.L.L. A. 1.4. porventura. Na última coluna do quadro distribuímos as actividades laboratoriais existentes no manual 12 Q. A.3.L. Este tipo de trabalho é particularmente motivador para os alunos pelo «mistério» que comporta.L. identificar ou quantificar.L. A. Caberá aos alunos usar a marcha de análise proposta para desvendar a origem da liga que lhes foi fornecida.2 Recolher e estudar conjuntos de dados para encontrar A.1. A.3 Aprofundar conhecimentos sobre determinada realida. nomeadamente no que respeita ao uso em conjugação com técnicas de separação. A. A. 3. Incluímos uma caixa técnica «Centrifugação». 3.1.3 sobre outras variáveis. A.4.L. O trabalho laboratorial proposto. 1. Pareceu-nos interessante centrar o desenvolvimento desta actividade na análise de ligas usadas em moedas. 2. 1. 3. A. 1.L. Os aquecimentos deverão ser feitos sempre em banho de água (70 a 90 oC). Cu. Identificação/classificação/ Utilizar testes.7. A marcha geral de análise que se propõe foi especialmente concebida para moedas e permite detectar os metais Sn.L.L. A.1 Composição de uma liga metálica (opcional) Nesta actividade laboratorial optámos por aprofundar a análise qualitativa. Para isso. «Separar para detectar». A.1. isto é. Pesquisa de padrões possíveis relações entre eles. A.1 Conceber materiais ou equipamentos com determina- Produção de materiais/artefactos A. Zn. 1.L.3. A.L. Ni.5.L.5.2. o que facilita a análise e interpretação dos resultados obtidos. A. 3. 43 O quadro seguinte define as cinco categorias propostas de pesquisa laboratorial. A. 1.L.L.L. como trabalho prático no qual existe a manipulação e controlo de variáveis.L. 3. Esta opção tem algumas vantagens: – as ligas metálicas usadas em moedas são fixas e bem conhecidas.L. 3. Nos parágrafos seguintes descrevemos de forma resumida as diferentes actividades que constam no Pro- grama.5.6. A. 2. 3. 2. A. A. é necessário fornecer aos alunos amostras desconhecidas. 3. A. 1.4 Modelação Criar uma simulação que permita realizar previsões. A. Os ensaios realizados sobre papel de filtro podem ser plastificados (com película autocolante) e incluídos em relatórios ou noutros trabalhos escritos. pela dificul- dade do obstáculo e pela clareza do objectivo. do tipo identificação/classificação. 1. 2. o que permite diminuir a variedade dos reagentes e técnicas analíticas necessárias. de acordo com a tipologia proposta.3.L. Designação Natureza do trabalho Exemplos Controlar ou manipular variáveis para verificar os efeitos Trabalho experimental A. 1. pode adquirir o formato de uma pesquisa labo- ratorial. tipologias ou chaves dicotómicas para A. A. a de trabalho experimental. entendido aqui no sentido didáctico do termo.L.

já que exige cinco a sete vezes menos energia do que o processamento do minério. Nesta actividade laboratorial usa-se um conjunto vasto de substâncias. A. Pode ser explorada como uma pesquisa laboratorial do tipo exploração. As moedas de 2 euros têm o anel exterior em cuproníquel.L. As moedas de 200 escudos tinham o interior em cupro- níquel e o anel em latão com 1% de níquel. sendo o interior constituído por várias camadas que incluem latão e níquel. o anel era em cuproníquel e o interior em latão com 1% de níquel.2 Um ciclo do cobre Nesta actividade propõe-se o trabalho «De cobre a cobre». Note-se que é essencial que os ensaios sejam feitos em pequena escala. o cobre é também utilizado no fabrico de tubos. por isso. para garantir a condutividade característica deste metal. Eliminar para aterro. níquel e cuproníquel. que é insolúvel em água). onde é fun- damental que a pureza seja elevada. Tóxico água onde está uma folha de alumínio. nocivas ou mesmo tóxicas. Eliminar para aterro. O interior é constituído por três camadas: cuproníquel. Nocivo aterro. Podemos aqui acrescentar que as moedas de 1 euro têm a coroa em latão e níquel. algumas das quais são perigosas por serem corrosivas. relacionada com a reciclagem de metais. Resíduo «Separar para detectar» Perigo Eliminação Cobrir o resíduo com enxofre em pó e aguardar alguns Mercúrio 5. Tratar com solução de hidróxido de sódio. Tóxico para que precipite silicato de chumbo. já que é muito abrangente nos conceitos e processos usados. Nestes casos. A partir de sucata de cobre pode obter-se cobre de boa qualidade por simples fusão. não é necessário que tenha um grau de pureza tão elevada. Os restantes resíduos poderão ser eliminados por diluição. Eliminar para aterro. e 14. chapas. Recorde-se que o uso mais comum do cobre é a produção de fios condutores de electricidade. de forma a minorar o impacto ambiental provocado pela eliminação de resíduos. O Al e Cu2+ rea- gem. 1. importa também alertar para a necessidade de recuperar e eliminar convenientemente os resíduos. Há. Eliminar para Níquel 13. Nas antigas moedas de 100 escudos. 44 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q No texto de introdução da actividade laboratorial refere-se a composição de várias moedas. É importante valorizar a dimensão ambiental. Tóxico minutos (forma-se sulfureto de mercúrio. . Neste sentido. Para além da aplicação na área da electricidade. Note-se que a vantagem da reciclagem do cobre é também energética. um ciclo do cobre que constitui uma oportuni- dade para recordar os vários tipos de reacções químicas. que eliminar os resíduos convenientemente. No quadro seguinte resume-se a forma mais adequada de eliminar resíduos. desde que sejam eliminados os detritos antes da fundição. Tratar com solução de metassilicato de sódio (NaSiO3) Chumbo 9. etc. originando Al3+ e Cu. Passar todo o material contaminado por uma tina com Cobre 15.

0000 dm3 de solução. ao mesmo tempo que se procura evidenciar a importância destes dois metais na saúde humana. O trabalho está desenvolvido como pesquisa laboratorial do tipo trabalho experimental (isto é. Completar com água até obter 1.5 g de fenolftaleína em 1. Aquece-se a mistura até que todo o ágar-ágar se dissolva e distribui-se por caixas de Petri. As soluções necessárias podem ser preparadas da seguinte forma: Solução padrão de EDTA 0. K3[Fe(CN)6]. Adicionar 14. deste modo.500 g de CaCO3.0000 dm3 de solução. Solução de NaOH 0. na corrosão de peças de ferro. num segundo. 45 A.85 g de NH4Cl em 50 cm3 de água. o efeito do contacto com outros metais. Indicador de Ca2+ – Azul de hidroxinafetol ou murexida – reagentes sólidos. (também conhecido por ferricianeto de potássio) e 0.025 mol dm–3 – Dissolver 2. O trabalho «Cálcio e magnésio no leite» pode ser dirigido numa perspectiva de identificação/classificação/quantificação.040 mol dm–3 – 15. evitando. face ao grau de dificuldade do trabalho. neste caso dizendo respeito à corrosão do ferro. «Cuidar do ferro». bem como a influência de defeitos na superfície na corro- são do ferro. Exploram-se alguns con- ceitos-chave para a compreensão do trabalho laboratorial. mas também por permitir desenvolver competências técnicas mais actuais. com agitação vigorosa. mas parece-nos que.025 mol dm–3 – Dissolver 2. Solução com Ca2+ 0. Contudo. Solução tampão pH 10 – Dissolver 16. não só pela diminuição de custos que comporta. 10 cm3 de solução 0.L.0000 dm3 de solução. os factores ambientais que potenciam mais a corrosão e. 1.11 g de MgCO3. até obter 1. nomeadamente no que respeita a prejuízos causados pela corrosão.0 dm3 de água destilada. usando um volume mínimo de ácido clorídrico diluído.0 g de sal dissódico di-hidratado em água. é preferível encará-lo como uma pesquisa de exploração.5 mol dm–3 – Preparar a partir de reagente sólido para análise. O indicador de ferroxil pode ser usado num meio gelatinoso. num primeiro trabalho. Solução com Mg2+ 0. prepare-se uma solução de 5 g de hexacianoferrato (III) de potássio. e 10 gotas de solução de fenolftaleína.3 Corrosão e protecção de metais (opcional) Nesta actividade laboratorial estudar-se-ão. Para isso. tem também uma importante componente de pesquisa de padrões. com con- trolo de variáveis). Recomenda-se o recurso ao trabalho em pequena escala.1 mol dm–3 de hexacianoferrato (III) de potássio. Recomenda-se o uso de ampolas pré-padronizadas. A utilização do indicador de ferroxil permitirá avaliar melhor a progressão da corrosão. a 50 cm3 de água destilada. usando um volume mínimo de ácido clo- rídrico diluído. bem como a importância do conhecimento científico e tecnológico na cons- trução de soluções para este problema. Diluir com água até obter 250 cm3 de solução. K3[Fe(CN)6]. «Agressões ambientais ao ferro».4 Determinação de Ca2+ e Mg2+ em alimentos por formação de iões complexos (opcional) A determinação de cálcio e magnésio no leite é feita com recurso a uma titulação de retorno.L. a difusão da cor a partir das zonas onde surge a corrosão. A. Completar com água até obter 1. Na exploração da actividade podem realçar-se os aspectos económicos. .0 g de ágar-ágar. 1. 1. nomeadamente os de titulação complexiométrica. Para preparar o gel indicador de ferroxil misture. indicador de complexação e titulação de retorno. Indicador de Ca2+ + Mg2+ – Eriocromo T (negro de solocromo) – reagente sólido.25 cm3 de NH3 (aq) concentrado.

A. Esta ocorrência deve ser aproveitada para a discussão de erros experimentais.6 Funcionamento de um sistema tampão A actividade laboratorial estabelece a forma como evolui o pH durante uma titulação de um ácido polipró- tico. O trabalho laboratorial proposto tem por base uma das mais importantes técnicas analíticas. que é aqui usada para determinar a concentração total de ferro numa amostra de água.L.L. 1. As massas de indicador sugeridas são aproximadas. 1. Para isso é necessário preparar soluções de ferro (II) de várias concentrações. caso se usasse uma solução padrão de cálcio. São previsíveis dificuldades na montagem para realização da titulação potenciométrica no trabalho «Curva de titulação CO32–/HCl». evitando cálculos desnecessariamente complexos para este nível de ensino. que permita aprofundar conheci- mentos e levantar questões. como os teores de ferro nas águas destinadas a consumo humano são habitualmente bastante baixos. Realça-se. Convém alertar para a necessidade de utilizar quantidades mínimas de indicador – apenas as necessárias para dar coloração à solução. libertando Mg2+ – que provocaria mudança de cor. sugerimos que a montagem laboratorial já esteja preparada no início do trabalho: isso permitirá poupar tempo e focar a atenção em outros aspectos mais relevantes da actividade. Por esse motivo. por exemplo pro- cedendo da seguinte forma: clique duas vezes sobre o eixo dos XX. 46 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q O uso de solução padrão de magnésio na titulação conjunta de cálcio e magnésio justifica-se pelo facto do eriocromo T ser. A actividade pode ser entendida como uma oportunidade para exploração do conceito de solução tampão. desenvolvemos a caixa de técnica «Recta de calibração no computador». a dimen- são prático-laboratorial do trabalho. Na mesma caixa seleccione a pasta Escala e defina novos valores que permitam uma melhor leitura do gráfico. assim. recomenda-se o uso de uma solução de ferro previamente preparada. É frequente. Pode ser enca- rado como uma pesquisa laboratorial do tipo identificação/classificação/quantificação. na verdade. Proceda do mesmo modo para o eixo dos YY. no ponto final este iria ligar-se ao EDTA do complexo Mg-EDTA. Com essa finalidade. neste tipo de trabalhos. nesse caso.5 cm3 de titulante. um indicador de magnésio.5 A cor e a composição quantitativa de soluções Nesta actividade laboratorial relaciona-se a cor de uma solução com a respectiva composição quantitativa. as soluções e causarem contaminações durante as diversas medições que é necessário efectuar. Além das propostas aí apresentadas sugerimos ainda que a escala do gráfico possa ser melhorada. De qualquer modo. Mesmo assim. O teor de cálcio e magnésio são calculados com base em fórmulas de conversão. Embora se sugiram incrementos constantes de 0. embora. . active em Tipo de marca de escala secundária a opção Por cima do eixo. seja importante explorar todas as potencialidades dispo- níveis. Clique em OK. uma técnica que permite determinar teores de ferro em águas da ordem dos 0. Recomendamos a última opção. estes incrementos podem diminuir quando as variações de pH forem mais acentuadas. os alunos trocarem.05 a 0. Uma das partes importantes deste trabalho laboratorial envolve a construção de uma recta de calibração.2 mg dm–3. A determinação proposta em «Ferro em água» baseia-se na formação de compostos corados entre Fe2+ e fenantrolina. por engano. a espectrofoto- metria. Na caixa Formatar eixo e na pasta Padrões. Esta evolução é condicionada pela existência de vários sistemas tampão. Não nos parece que a construção desta montagem seja uma aprendizagem impor- tante. A construção da recta de calibração pode ser feita em papel milimétrico ou usando uma folha de cálculo. A. por diluição a partir de uma solução padrão. já que com o cálcio não se obtém um ponto final nítido.

Um dos aspectos a ter em conta é que a formação de misturas azeotrópicas dificulta a separação por desti- lação.7 Catálise enzimática: efeito da temperatura e de um inibidor sobre uma reacção bioquímica (opcional) Recorde-se que este trabalho se enquadra na secção 1. 47 Optámos também por não apresentar a capacidade dos instrumentos de medida (pipeta e proveta) na lista de material. A. A. propomos um trabalho experimental intitulado «Uma questão de concentração». estuda-se a influência de um inibidor na reacção de decomposição do peróxido de hidrogénio por acção da catalase. que a maioria das misturas forma azeotropos. na qual se estuda o efeito produzido pela mudança de concentração do electrólito sobre a tensão. «Catálise enzimática: efeito de um inibidor». porém. 1. tivemos o cuidado de incluir uma estrutura da enzima catalase. em que se procura mani- pular e controlar variáveis.4 A importância biológica e industrial da catálise.3 Metais. de uma pesquisa laboratorial do tipo modelação. convém que a solução de enzima se encontre preparada algumas horas antes da realização do trabalho laboratorial. Para economia de tempo.3. A. Propomos uma mistura de três componentes: etanol. . Esta mistura tem a grande vantagem de não possuir Tc componentes tóxicos. «Catálise enzimática: efeito da temperatura».P. no caso particular de uma pilha de Daniell.L. A evolução ideal da temperatura em função do volume de Ta destilado ao longo de uma destilação fraccionada de uma mistura de três componentes assemelha-se ao gráfico mostrado na figura Volume de destilado ao lado. Trata-se. Construção de uma pilha com tensão específica Esta actividade proporciona aos alunos a possibilidade de realizarem uma actividade prática de pesquisa do tipo construção de artefacto. Note-se que este trabalho é particularmente adequado à utilização de SATD – Sistemas de Aquisição e Trata- mento de Dados por computador. Por isso. São pesquisas laboratoriais do tipo trabalho experimental. Ambiente e Vida. Trata-se de construir uma pilha a partir de materiais simples. Misturas zeotrópicas. propomos o estudo da influência da temperatura numa reacção química catalisada. na qual se evidencia a centralidade de um elemento metálico: o ferro. Poderão ser os alunos a fazer a melhor selecção a partir de um conjunto de material disponibili- zado num lote de equipamento fornecido inicialmente. Note-se. Para orientar a realização da actividade. isto é não-azeotró- picas. com três ou mais componentes são difíceis de encontrar. que faz parte do capítulo 1. porém. 2. Pensamos que a realização deste primeiro trabalho permitirá consolidar conceitos fundamentais para a abordagem do problema proposto. No primeiro trabalho. isto é.L. Antes. portanto. Convém realçar que na destilação fraccionada Tb do petróleo o número de componentes da mistura é muito superior.1 Destilação fraccionada de uma mistura de três componentes Esta actividade corresponde à simulação do processo industrial de separação do petróleo bruto por desti- lação fraccionada.L. 1-propanol Temperatura e 1-butanol. fornecemos algumas orientações e sugestões sob o título «Pilha a partir de materiais simples». No segundo trabalho.

como as soluções de saca- rose. «Diminuir o ponto de congelação da água». Na introdução aprofundam-se conhecimentos sobre a relação entre a pressão e o ponto de ebulição. . Note-se que os valores fornecidos na tabela não são. – enrolar numa toalha. na realidade. 2. já que. uma sonda de temperatura ligada a um SATD. procede-se à sua transferência para outra coluna. em vez de um termómetro. A uma determinada altura. a temperatura provoca- ria a destruição das fracções. relacio- nando-se esta com a acção dos anticongelantes. No seu interior dispõe de um conjunto de «pratos». 48 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Uma caixa técnica «Destilação fraccionada» fornece a informação mais importante sobre montagens labo- ratoriais. seria difícil obter dados experimentais suficientemente fidedignos. Foram obtidos teoricamente. fuelóleo. de modo que os vapores são forçados a borbulhar através do líquido existente nos pratos. São propostos dois trabalhos laboratoriais. desenvolvemos uma actividade na qual se pretende que. – bater contra uma superfície dura. o que permitirá uma monitorização mais cuidada da evolução da temperatura.2 Efeito de um soluto no ponto de congelação e no ponto de ebulição da água Nesta actividade abordam-se os conceitos de elevação ebulioscópica e de depressão crioscópica. No primeiro. Caso seja necessário moer gelo para esta actividade. h. sob uma pressão mais baixa. não pode ser usado com soluções que se decomponham por acção da temperatura. Para obter as fracções deste resíduo. através da aná- lise de dados experimentais. Deve assinalar-se que estes trabalhos são particularmente adequados ao uso de SATD. Importante: Recorde-se que o aparelho automático de determinação do ponto de ebulição. os alunos consigam estabelecer a relação entre a composição da solução e as pro- priedades coligativas já referidas. «Aumento do ponto de ebulição da água». já que o tempo disponível não permite a realização dos numerosos ensaios necessários à pesquisa de padrões na relação entre a composi- ção quantitativa da solução e o abaixamento crioscópico/elevação ebulioscópica. óleo lubrificante. Os vapores libertados pelo petróleo. Para atingir este último objectivo. Dosatherm 300. dados experimentais. para tão reduzida diferença entre as várias formas de exprimir a composição. situados a diferentes alturas. A partir deste processo são obtidos: óleo diesel. Os trabalhos estão preparados para que cada grupo possa escolher uma das soluções aquosas sugeridas no ponto 2 das questões pré-laboratoriais. pois corre-se o risco de ficar irremediavelmente danificado.L. sobem pela coluna através de tubos unidos aos pratos e cobertos por campânulas. No segundo trabalho prático. A montagem pode incluir. de tal forma que a análise dos resultados envolva todos os grupos. quando aquecido à temperatura de ebulição. pode proceder-se da seguinte forma: – colocar cubos de gelo dentro de um saco de plástico grosso. cera parafínica e asfalto. A nossa sugestão é que estas duas actividades sejam meramente de exploração. próxima do vácuo. onde agora. da coluna. A. se consegue a vaporização das fracções a uma temperatura mais baixa e não destrutiva. corresponde uma temperatura característica. faz-se a determinação laborato- rial da elevação ebulioscópica numa solução aquosa de etilenoglicol. A coluna de destilação utilizada na destilação fraccionada do petróleo é muito diferente das colunas vul- gares usadas no laboratório. também denominados «vasos». O resíduo que fica na base da coluna de destilação não pode ser submetido a temperaturas ainda mais altas para obter as fracções ainda existentes neste resíduo: procedendo desta forma. e o líquido condensado em cada prato tem sem- pre a mesma composição química – fracções. Esta deverá ser uma opção a considerar se existir equipamento disponível e tempo suficiente. faz- -se a determinação laboratorial do abaixamento crioscópico numa solução aquosa de etilenoglicol.

isto é.L. o que se pretende é determinar a entalpia de neutralização de uma reacção de ácido-base. desde logo. interessa diminuir as trocas de calor com o exterior. A. uma vez que se pode comparar o valor obtido com o valor tabelado: – 57. neste caso. Inclui-se ainda uma caixa de segurança «Queimaduras térmicas». O trabalho pode ser orientado numa perspectiva de exploração laboratorial. Mas em vez se de determinar a concentração de uma solução desconhecida.3 Determinação da entalpia de neutralização na reacção entre NaOH (aq) e HCl (aq) Neste trabalho realiza-se uma titulação termométrica. 49 A. O trabalho desen- volvido. A escolha do material de isolamento tem um papel fundamental. proporcionando um meio adiabático. desta forma. É. portanto. dado que existe a possibili- dade de avaliar erros experimentais e limitações laboratoriais. Trata-se. analisar a influência da presença do grupo -OH na eficiência energética de um combustível. a importância dos álcoois como biocombustíveis.L. A. é semelhante ao realizado na actividade anterior.4 Entalpia de combustão de diferentes líquidos (n -hexano. completando a infor- mação fornecida na tabela 24 do manual (página 299): Álcool Entalpia de combustão metanol –726 kJ mol–1 etanol – 1367 kJ mol–1 1-propanol – 2021 kJ mol–1 2-propanol –2006 kJ mol–1 1-butanol – 2676 kJ mol–1 2-butanol –2661 kJ mol–1 1-pentanol –3331 kJ mol–1 1-hexanol – 3984 kJ mol–1 . Trata-se de construir uma montagem o mais parecida possível com um calorí- metro. também aqui. mas.1 kJ mol–1. um trabalho laboratorial de pesquisa de padrões. na qual se exploram medidas básicas de primeiros socorros. procura-se uma relação entre o comprimento da cadeia e a posição do grupo -OH com a eficiência energética do álcool. 2. 2. «Estrutura dos álcoois e eficiência energética». Uma parte importante do trabalho consiste no estabelecimento das melhores condições para a determina- ção da entalpia de combustão. de uma actividade laboratorial de pesquisa de padrões. 2. 1-hexanol) A determinação da entalpia de combustão de dois líquidos faz-se na actividade «Oxigénio e a eficiência dos combustíveis» para saber qual dos dois constitui o melhor combustível. Procura-se.5 Entalpia de combustão de diferentes álcoois Nesta actividade realça-se. A tabela seguinte fornece valores de entalpia de combustão para diferentes álcoois.L.

Inalação de vapores pode causar irrita- ção no aparelho respiratório. Pode haver risco de edema pulmonar. Pode ser prejudicial se inalado. resultando daí perda de consciência. Pode afectar o sistema nervoso cen- 3-pentanol Xn 10-20 24/25 tral. 10-22-37/38 7/9-13-26 1-butanol Xn Pode causar perturbações cardiovasculares. O vapor irrita os olhos. Irrita os olhos. Pode afectar o sistema nervoso central. 2-pentanol Xn 10-20 24/25 tonturas. A inalação de concentrações elevadas pode afectar o sistema nervoso central. A inalação de con- centrações elevadas pode afectar o sistema nervoso central. A exposição a concentrações extre- 1-pentanol Xn 10-20 24/25 mas pode resultar na perda de consciência. progressivamente. Sinais Nome Frases R Frases S Exposição de perigo Irrita os olhos. progressivamente. audição anormal. dores de cabeça. A inalação de vapor concentrado pode etanol F 11 7-16 causar irritação dos olhos e do tracto respiratório. Os vapores podem causar tonturas ou sufocação. progressivamente. Irrita severamente os olhos. 7/9-13-24/ A inalação de concentrações elevadas pode afectar o sistema 2-butanol Xn 10-36/37-67 25-26-46 nervoso central. Uma exposição crónica pode causar danos no fígado. Pode haver risco de pneumonite química. Pode causar alterações sanguíneas. Irrita o aparelho respiratório e a pele. Os efeitos podem manifestar-se mais tarde. Pode afectar os rins. resultando em depressão. perda de consciência e coma. O vapor irrita os olhos e o aparelho respiratório. progressivamente. metanol F. A substância irrita a pele e pode afectar o sistema nervoso central. perda de consciência e coma. tonturas. Irrita os olhos e pode afectar o sistema nervoso central. Irrita os olhos. T 7-16-36/37-45 39/23/24/25 A exposição pode resultar em cegueira e morte. perda de consciência e coma. tema nervoso central. Pode ser absorvido através dos pulmões. Irrita os olhos e o aparelho respiratório e pode afectar o sistema nervoso central. A inalação de 1-hexanol Xn 22 24/25 concentrações elevadas afecta o sistema nervoso central. 41-67 37/39-46 depressão no sistema nervoso central. dores de cabeça. Pode afectar o sis- 11-23/24/25. 2-hexanol _ 10 16 As propriedades tóxicas desta substância ainda não foram totalmente investigadas. 50 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q O quadro seguinte fornece informação de segurança respeitante aos vários álcoois que poderão vir a ser utilizados nesta actividade. a pele e o aparelho respiratório. cau- sando. A inalação de vapor pode causar irritação do aparelho respiratório. Possibilidade de afectar a córnea. causando. a pele e o tracto respiratório. Pode haver risco de pneumonite química. O vapor desta substância irrita os olhos. Pode ocasionar edema pulmonar e pneumonite química. tonturas. tonturas. 2-propanol Xn 11-36-67 7-16-24/25-26 causando. Xi 11-41-67 7-16-24-26-39 consciência. Pode originar efeitos narcóticos. O contacto prolongado ou repetitivo com a subs- tância pode causar dermatite. A expo- sição a concentrações elevadas pode resultar na perda de 1-propanol F. A exposição pode ocasionar perda de consciência. fraqueza nos músculos. dores de cabeça. dores de cabeça. pele e o aparelho respiratório. causando. Possibilidade de afectar a córnea. Pode afectar o sistema nervoso central. As pro- priedades tóxicas desta substância ainda não foram totalmente investigadas. . perda de consciência e coma. e mesmo morte. A inalação causa irritação do aparelho respira- tório e raramente edema pulmonar. A substância pode afectar o sistema nervoso central.

P.L. para se analisar as suas propriedades. «Índice de refracção». As células espectrofotométricas são particularmente caras e qualquer risco na superfície óptica da célula é o suficiente para provocar um dano irreparável. é possí- vel alterar a superfície do PET fazendo com que este apresente maior afinidade para a água do que o PVC. 3. A. Um dos problemas associados à reciclagem do plástico prende-se com a separação de diversos tipos de plástico. Pretende-se fazer a produção de um material. Em caso de dúvida. muito úteis na triagem de resíduos. . deve ter-se um cuidado redobrado.1 Identificação de plásticos por testes físico-químicos Em primeiro lugar faz-se o trabalho de exploração «Analisar para identificar». A flotação é uma técnica cuja finalidade reside na separação de materiais de uma mistura com base na formação de uma espuma que arrasta para a superfície uns. Metano Mistura Metanol reciclado catalítica Catalisador Reciclagem Neutralização de metanol Óleo vegetal Óleo de fritar Sólida Ácido Gordura animal Glicerina Biodiesel Separação Reciclagem Esterificação Neutralização Líquida Purificação de fases de metanol A. no qual se procura familiari- dade com a marcha geral de análise de plásticos e as técnicas nela usadas. Biodiesel a partir de óleos alimentares queimados Trata-se de um trabalho de pesquisa bibliográfica e laboratorial com o qual se pretende esboçar uma sequência de processos físicos e químicos que permitam obter biodiesel. A separação do PVC do PET é um exemplo: estes dois tipos de plásticos contaminam-se mutuamente e a separação manual é pouco eficaz.2 Materiais transparentes e índice de refracção (opcional) Pretende-se quantificar o índice de refracção para identificar o material em estudo. O esquema seguinte sintetiza a produção de biodiesel. Segue-se a actividade «Qual é o plástico?» na qual. o melhor é não as utilizar. Usam-se amostras de plásticos conhecidos como se de uma amostra padrão se tratasse. Recorrendo a um surfactante. neste caso um biocombustível. consiste numa investigação do tipo identifi- cação/classificação/quantificação. a partir de uma amostra desconhecida. 3. uma vez que se confundem facilmente. O espumante é usado para ajudar a «reter» o plástico à superfície.L. 51 A. se faz uma iden- tificação/classificação.L. enquanto outros se depositam no fundo do reci- piente de água (isto pela modificação das propriedades de um deles). O trabalho laboratorial pode ser relacionado com técnicas industriais de separação. O trabalho proposto. pelo que não será difícil medir o índice de refracção do vidro de garrafa. Existem garrafas de azeite e de vinagre com faces planas. Caso se pretenda medir o índice de refracção do vidro de uma célula espectrofotométrica.

No entanto. mais forte e pode absorver tintas coloridas.L. Uma substância odorífera tem de possuir propriedades que permitam alterações sensoriais. tendo particular aten- ção às condições de formação dos cristais. A. na qual se pretende obter um produto com determinadas características. No trabalho «Preparação de um sal duplo» faz-se a preparação de um sal deste tipo. O plástico é cada vez mais utilizado. . No processo industrial de preparação de vidro faz-se uma rigorosa preparação e medição das matérias-pri- mas. neste caso a melhor composição para um vidro que é feito no laboratório. que é fundamental para obter os melhores resultados. 52 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q As lentes usadas nos óculos são normalmente feitas com vidro do tipo crown. Nesse sentido. Deve apresen- tar pressão de vapor razoavelmente elevada e alguma solubilidade na água. nem possuir tanta resistência a arranhões. em armações maiores muitas vezes as lentes são de plástico acrílico.70. Explica-se o respectivo fundamento numa caixa Técnica. A indústria actual funde a maior parte do vidro em caldeiras de grande capacidade (mais de mil toneladas de vidro). é mais leve. com índice de refracção 1. recentemente surgiu um vidro mais leve do que o crown. 3. fazia-se uso de vasilhas de argila que permitiam realizar a fusão em fornos de lenha ou carvão. não são fornecidos protocolos experimentais. já que existe um controlo claro das condições de cristalização. A. gás ou electricidade. Alerta-se para as regras de segurança básicas a usar quando se cheiram substâncias em laboratório.523. trata-se de uma investigação do tipo trabalho experi- mental. através de uma caixa de Segurança. antes de serem submetidas a altas tempera- turas. Os resíduos sulfato de cobre (II) podem ser eliminados por imersão numa tina que contenha folha de alumínio mergulhada em água. por isso.L. Mas para isso é necessário efectuar uma pes- quisa de padrões.3 Cristais e vidro O trabalho «Preparação de vidro» não é mais do que uma pesquisa do tipo produção de materiais. que possui um índice de refracção igual a 1. Um dos passos fundamentais para a obtenção de muitos ésteres é o aquecimento em refluxo.4 Identificação e síntese de substâncias com aromas e sabores especiais (opcional) Propõe-se uma pesquisa bibliográfica prévia e. em lentes sim- ples. Desta forma. O resí- duo final é eliminado para um aterro. Note-se que moléculas que apresentam fórmula de estrutura muito semelhante podem apresentar odores nitidamente distintos. será preferível encará-la como uma pesquisa laboratorial de exploração. As orientações foram aqui reduzidas ao mínimo essencial. aquecidas a óleo combustível. No passado. em detrimento do vidro. Como a tecnologia se encontra sempre em evolução. Apesar de o primeiro não ter um período de duração superior ao do vidro. A massa molar não pode ser muito elevada (pensa-se não existir nenhuma molécula odorante com massa molar superior a 294 g/mol). 3. que são depois misturadas e submetidas a uma fusão inicial.

apresentando. sugere-se a síntese do gliptal. a trocar entre os grupos. no final. no trabalho «Preparação de uma resina de poliéster a partir do glicerol».L. No trabalho laboratorial «Borracha natural» faz-se a síntese de borracha natural. semelhante. pelo que deve ser usado com racionalidade. por catálise ácida. no qual procu- rámos simplificar ao máximo o procedimento exigido. O segundo trabalho. 3. Também o grau de dificuldade da execução laboratorial nos quatro trabalhos é. Pensamos que ficam igualmente contemplados os objectos de ensino e objectivos de aprendizagem que aí se apresentam. 53 A.6 Sintetizar polímeros A actividade é do tipo produção de materiais e está organizada em quatro trabalhos. nos quais se pretende preparar quatro polímeros diferentes.5 Borracha natural e borracha vulcanizada (opcional) É uma actividade do tipo produção de materiais. a segurança é discutida e todos os trabalhos terminam com uma questão de pesquisa bibliográfica. Por fim. No terceiro trabalho. em vez de nylon 6. face ao preço elevado dos reagentes e ao tempo necessário à sua preparação. «Síntese do nylon 6. 3. mas a síntese de um polímero biodegradável é inviável neste contexto. No trabalho «Borracha vulcanizada» propõe-se a vulcanização da borracha por aquecimento com enxofre. A apresen- tação e discussão pode ser feita através de uma apresentação oral. . faz-se a preparação de um polímero artificial. em 11 Q. No primeiro. mas também por meio de um trabalho escrito ou de multimédia.10). os resultados à turma (turno) e discutindo as eventuais dificuldades. pro- posta nas sugestões metodológicas do Programa. Deve alertar-se para o facto de o látex líquido ser particularmente caro. sem que se prevejam diferenças importantes nas aprendizagens dos alunos. corresponde à síntese de um polímero por condensação. Realça-se a necessidade de realizar ensaios físicos e químicos para melhor caracterizar as propriedades das amostras obtidas. Também aqui se optou por uma solução um pouco diferente (nylon 6.P. Planificação. propõe-se a síntese de um polímero por adição. «Síntese do poliestireno». realização e avaliação de uma visita de estudo a uma instalação industrial Dão-se algumas orientações relativas à organização e condução de uma visita de estudo a uma instalação laboratorial. na qual se preparam dois elastómeros e se testam as res- pectivas características. Elaborámos as questões pré e pós-laboratoriais para que os quatro trabalhos propostos fossem equivalen- tes: os polímeros são caracterizados.L. O gliptal não é biodegradável.6». A. Optámos pela síntese do poliestireno por se nos afigurar mais simples do que a síntese do poli(metacrilato de metilo). cada grupo de trabalho poderá preparar um polímero dife- rente. Estas notas podem ser complementadas com outras que já tínhamos apresentado na Actividade Prática «Visita a uma instalação industrial». A. «Preparação do rayon». tanto quanto possível. Desta forma.6.

Em caso de contacto com os olhos. O uso de reagentes em pequena escala permite diminuir custos e atenuar os eventuais riscos associados à manipulação de substâncias perigosas. Provoca queimaduras graves. Solução concentrada de ácido clorídrico: Nocivo por inalação. facilita a eliminação dos resíduos produzidos. . lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. [Ni(NH3)6]2+ + 3. Solução concentrada de hidróxido de sódio: Provoca queimaduras. diminuindo a toxicidade dos resíduos. [Cu(NH3)4]2+ . Zn (s) + 2 HCl (aq) d ZnCl (aq) + H2 (g) Fe (s) + 2 HCl (aq) d FeCl (aq) + H2 (g) 2. Em caso de acidente ou indisposição. O ião central é Fe2+. ferro (II) e os ligandos são iões CN–. Nesta secção fornecemos algumas res- postas a essas questões. Usar protecção adequada para mãos e olhos/cara. 54 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 6. Orga- nizámo-las com Questões pré-laboratoriais e Questões pós-laboratorais. Os sais pouco solúveis retêm os iões tóxicos na sua estrutura. Sn4+ (aq) + Fe (s) d Sn2+ (aq) + Fe2+ (aq) 3. hexacianoferrato (II). O ião complexo presente é [Fe(CN)6]4–. Em caso de acidente ou indisposição.2 De cobre a cobre Questões pré-laboratoriais 1. Então: Fe2+ (aq) + 2 OH< (aq) d Fe(OH)2 (s) Al3+ (aq) + 3 OH< (aq) d Al(OH)3 (s) Pb2+ (aq) + 2 OH< (aq) d Pb(OH)2 (s) Questões pós-laboratoriais 2. Note-se que NH3 (aq) + H2O (l) d NH4 (aq) + OH– (aq). Usar protecção adequada. Por outro lado. Manter o recipiente num lugar bem ventilado. Solução concentrada de ácido sulfúrico: Provoca queimaduras graves. 5. Em caso de contacto com os olhos. Nunca adicionar água. [Zn(NH3)4]2+ . lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico.2 Respostas às questões das Actividades Laboratoriais Os trabalhos designados por «Laboratório» contêm as actividades laboratoriais propriamente ditas. 2. Em caso de acidente ou indisposição. consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo). cianeto. Desta forma impede-se a disseminação no meio ambiente.1 Separar para detectar Questões pré-laboratoriais 1. pois não se dissolvem facilmente. Actividade Laboratorial 1. Actividade Laboratorial 1. consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo). Em caso de contacto com os olhos. Pb2+ (aq) + KI (aq) d PbI (s) + K+ (aq) 4. consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo).

por gravidade ou a pressão reduzida. água destilada e água fervida. que devem ser evitadas. também para se calcular o rendimento da reacção. Actividade Laboratorial 1. Em 14 mede-se a massa de produto obtida. consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo do produto). 55 Acetona: Facilmente inflamável. Evitar a acumulação de cargas electrostáticas. Maior corrosão: solução alcalina. Para evitar a presença de humidade. pelo que não têm influência no rendimento da reacção. Também o transvase de recipientes pode implicar perdas consideráveis. Provoca queimaduras. O ren- dimento só será calculado com rigor se estas massas também o forem. Questões pós-laboratoriais 2. Variável indepen- dente: meio que provoca corrosão. 3. alumínio. magnésio. alumínio. temperatura ambiente. Boa protecção: zinco. Em 1 mede-se a massa do reagente limitante. 3.. Fraca protecção: cobre. Menor corrosão: óleo alimentar. magnésio. máscara e luvas. Dióxido de azoto: Muito tóxico por inalação. Não respirar os vapores. solução ácida e água do mar. O produto secundário obtido em 7 é uma solução aquosa de nitrato de sódio. e o produto obtido em 10 é uma solução aquosa de sulfato de zinco. Ambos os sais podem ser obtidos por cristalização. estanho..). Prego com superfície riscada. Algumas alterações a introduzir poderão estar relacionadas com a eficiência dos processos de separação. 2. com base na qual se calculará o rendimento da reacção. Cuidar do ferro Questões pré-laboratoriais 1. Questões pós-laboratoriais 2. A presença de iões aumenta a condutividade eléctrica da solução. Boa protecção: zinco. Questões pós-laboratoriais 1. facilitando a migração de iões que ocorre durante a corrosão do ferro. As outras medições feitas durante todo o trabalho envolvem reagentes em excesso. ZnSO4. .3 Agressões ambientais ao ferro Questões pré-laboratoriais 2. onde se sugerem decantações poder-se-iam fazer filtrações. Usar protecção adequada (bata. chumbo. lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. Em caso de contacto com a pele. condição essencial para que ocorra corrosão do ferro. lavar imediatamente com água abundante. Manter o recipiente num lugar bem ventilado. Em caso de acidente ou indisposição. 2. NaNO3. 3. Conservar longe de fon- tes de ignição – não fumar. Em caso de contacto com os olhos. Devido à presença de iões em solução. Os pregos dobrados e os riscados estão mais sujeitos a corrosão do que os intactos. Assim. 4. Variável dependente: corrosão observada. tamanho e forma da peça. Variável de controlo: peça a corroer.

010 1.0200 dm3 Solução D. Solução A.0500 dm3 10. cMg = ᎏᎏ = ᎏᎏ cCa = ᎏᎏ = ᎏᎏ V1 V1 V1 V1 4. cFe2+ = ᎏᎏᎏ = 5.0500 dm3 10. 56 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade Laboratorial 1.00 mg dm–3 0.0500 dm3 10. D.4 Cálcio e magnésio no leite Questões pré-laboratoriais 1.00 mg dm–3 0.00 mg dm–3 × 0. Se cada grupo fizer vários ensaios de uma mesma marca de leite.010 cEDTA × VEDTA 0. Questões pós-laboratoriais 1.00 mg dm–3 × 0. em particular de erros sistemáticos.0500 dm3 10.0100 dm3 Solução C.00 mg dm–3 × 0.0300 dm3 Solução F. 2. cFe2+ = 0 mg dm–3 10. B. correspondente ao máximo de absorção.00 mg dm–3 0. A. cFe2+ = ᎏᎏᎏ = 6. Os teores de cálcio no leite rondam os 120 mg em 100 cm3 de leite. em particular a influência dos erros acidentais. Os teores de magnésio são menores.0050 dm3 Solução B.00 mg dm–3 × 0.00 mg dm–3 × 0. cFe2+ = ᎏᎏᎏ = 1. Se cada grupo fizer um ensaio para cada marca de leite disponível. E. a comparação dos valores obtidos per- mitirá avaliar o efeito de eventuais erros experimentais. Questões pós-laboratoriais cEDTA × VEDTA 0. cFe2+ = ᎏᎏᎏ = 4. cFe2+ = ᎏᎏᎏ = 2. C. 2. Fazendo uso de papel indicador de pH. 3 Ca2+ (aq) + 2 PO43– (aq) d Ca3(PO4)2 (s) 3 Mg2+ (aq) + 2 PO43– (aq) d Mg3(PO4)2 (s) Ca2+ (aq) + 2 OH– (aq) d Ca(OH)2 (s) Mg2+ (aq) + 2 OH– (aq) d Mg(OH)2 (s) Actividade Laboratorial 1. a proximidade ou o afastamento entre os resultados obtidos e os valores fornecidos nos rótulos dará indicação sobre a maior ou menor influência de erros experimentais. e não é comum serem indicados no rótulo das embalagens de leite.00 mg dm–3 0.5 Ferro em água Questões pré-laboratoriais 1. 3.0250 dm3 Solução E.040 × 0.040 × 0.00 mg dm–3 0.0500 dm3 . O valor 510 nm.

Os pares de espé. – Z é 50/10 = 5. sendo o 5 4 mais importante o sistema CO2/ HCO3–. E. a concentração da amostra de água diluída Y for 0. C.357 mg dm–3 = 3. 9 8 3. Porque no sangue existem vários sistemas tampão. 57 2. por exemplo. D. Actividade Laboratorial 1. então a concentração de ferro na água será 10 × 0.0 2. Factor de diluição para a solução: – X é 50/1 = 50. pH 14 2. Podem identificar-se duas zonas tampão. 13 12 cies responsáveis pela zona tampão são CO32–/HCO3– e 11 10 HCO3–/H2CO3. 3.5 2.6 Curva de titulação CO2- 3 / HCl Questões pré-laboratoriais 1. – Y é 50/5 = 10.5 1. Espera-se um gráfico do género do apresentado ao lado.5 … Questões pós-laboratoriais 1. Trata-se de uma tabela do género: VHCI/cm3 pH 0 0. B. 3. Se. A.357 mg dm–3. 2.57 mg dm–3. Ver caixa Técnica «Recta de calibração no com- putador». 3 2 1 0 Volume de HCl / cm3 .0 1. H2CO3 (aq) d H2O (l) + CO2 (g) 7 6 4. C.

76) = 1.7 Catálise enzimática: efeito da temperatura Questões pré-laboratoriais 1. V V Questões pós-laboratoriais 1. e CuSO4 (aq). b) ZnSO4 (aq).01 mol dm–3.06 V 2 . e CuSO4 (aq). bem como a temperatura. Durante a execução do trabalho laboratorial é necessário manter o tipo e a quantidade das espécies envolvidas na reacção. 0. 2. 2. Espera-se que a velocidade inicial da reacção aumente com o aumento da temperatura. conjugar volumes iguais de: a) ZnSO4 (aq). Questões pós-laboratoriais 1. A presença de um inibidor diminui a velocidade inicial da reacção.76 V Cu2+ (aq) + 2e– d Cu (s) Eo (Cu2+| Cu) |= 0. A presença de um inibidor diminuirá a velocidade inicial da reacção.059 2.059 a) E – 1.10 = – ᎏ log 1 = 1. Ver resposta a 1 das questões pós-laboratoriais em «Catálise enzimática: efeito da temperatura».30 mol dm . t t Catálise enzimática: efeito de um inibidor Questões pré-laboratoriais 1. e –3 CuSO4 (aq). c) ZnSO4 (aq). E – E o = – ᎏ log Q n Zn2+ (aq) + 2e– d Zn (s) Eo (Zn2+| Zn) = – 0. Durante a execução do trabalho laboratorial é necessário manter o tipo e a quantidade das subtâncias envolvidas na reacção. 58 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade Laboratorial 1.10 V 2 2 0.30 mol dm–3. 0. Esperam-se gráficos do género dos apresentados ao lado. O substrato é o peróxido de hidrogénio e a enzima é a catalase.34 – (–0.059 0. 0. Actividade de Projecto Laboratorial Uma questão de concentração Questões pré-laboratoriais 1. Por exemplo. 2. 0. 2. Com o aumento da temperatura a velocidade da reacção aumentará.10 = – ᎏ log 30 = 1. –3 0. diminui a velocidade da reacção.01 mol dm–3.01 mol dm . vem: 0.34 V Como Eo = 0. Quando aumenta a quantidade de inibidor. 0.10 = – ᎏ log 1/30 = 1.01 mol dm–3. 3.059 c) E – 1. 0.14 V b) E – 1.10 V e n = 2.

2 Diminuir o ponto de congelação da água Questões pré-laboratoriais 1. Actividade Laboratorial 2. 2. já que é a amostra que mais aumenta a quantidade de espécies em solução (2 moles de iões).965. caso os resultados obtidos coincidam com os previstos. Evitam uma ebulição tumultuosa. Tc 2. Aumento do ponto de ebulição da água Questões pré-laboratoriais 1. 59 Questões pós-laboratoriais 1. São reguladores de ebulição. Tapar com algodão e colocar o recipiente que contém o destilado numa tina com gelo. A. 3. Recorde-se que o carbonato de cálcio é um sal pouco solúvel. mantendo a pressão. O gráfico obtido será do género do apresentado ao lado. por exemplo. Eventuais diferenças poderão dever-se à presença de impurezas nas amostras. Questões pós-laboratoriais 1.1 Da mistura às suas fracções Questões pré-laboratoriais 1. a forma mais eficiente de proceder à sua separação é usando a técnica de destilação fraccionada. podemos dizer que o aumento da razão |Zn2+|/|Cu2+| por um factor 30 se traduz numa diminuição da tensão por um factor 0. 3. Note-se o sobrearrefecimento antes da congelação. Ora. 4. 1-propanol e 1-butanol. prevê-se que a sequência seja: etanol. Questões pós-laboratoriais Temperatura 1. b) Por exemplo. . Volume de destilado Actividade Laboratorial 2. Dado que a mistura (petróleo) é composta por fracções com pon- Ta tos de ebulição próximos. seria necessário aquecer o vapor. O etilenoglicol origina apenas uma mole de espécies em solução. na prática o vapor liberta-se. Os erros experimentais deverão resultar. Note-se que. Ver resposta a 1 das questões pré-laboratoriais. pelo que não é possível aquecê-lo. Tb 4. a) A tensão da pilha diminui com o aumento da razão |Zn2+|/|Cu2+|. de limitações do multímetro. Tendo em conta os pontos de ebulição dos três componentes da mistura. A. para poder ser o gráfico C. 6Tc = Tc(água) – Tc(solução de etilenoglicol). 3. A que provoca maior abaixamento no ponto de fusão é 1 mol de NaCl.

3. Numa solução. 2. 60 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Questões pós-laboratoriais 1. A entalpia de neutralização calcula-se por: H o = Q/n. 4.100 dm3 / 2. Actividade 16 1. sob a forma de trabalho. em moles. Eventuais diferenças poderão dever-se a erros experimentais ou.3 Ácido com base Questões pré-laboratoriais 1. 3. A partir do gráfico (temperatura em função do volume de solução titulante adicionada) extraímos o valor do volume de ácido correspondente à temperatura máxima verificada. 3. cHCl = nHCl / VHCl  2.100 dm3   VHCl = 0. o sistema não será tão isolado quanto se pretende. É igual a zero nos dois casos.0 mol dm–3 = nHCl / VHCl  nHCl = 2. Não. Questões pós-laboratoriais 2. .10 mol dm–3 × 0. Ou seja. etc. Actividade Laboratorial 2. a evaporação do solvente provoca um aumento da concentração da solução.005 dm3 = 5 cm3 2. Assegurar que toda a energia libertada durante a reacção é utilizada para fazer variar a temperatura do sistema. cHCl × VHCl = cNaOH × VNaOH  2. Fazendo uso da relação: cHCl = nHCl/VHCl determinamos a quantidade. formada.9 × (Tmáxima  Tmínima). São os gráficos nos quais existe uma relação com a composição da solução expressa em termos de massa de solvente. por exemplo. 4. diferença do valor da pressão atmosférica. Sendo assim.0 mol dm–3 / VHCl Com base na estequiometria da reacção de neutralização H3O+ (aq) + OH– (aq) d 2H2O (l) podemos determinar a quantidade de água. com o consequente aumento de Te. tanto %(msoluto/msolvente) como %(nsoluto/msolvente) têm variações lineares com Tc . ao facto de a temperatura para a qual se calculou H o não ser 298 K. de ácido aquando do ponto de equivalência. Tanto %(msoluto/msolvente) como %(nsoluto/msolvente) têm variações lineares com Te .0 mol dm–3   VHCl = 0. Eventuais diferenças poderão dever-se a: presença de impurezas nas amostras. 5. n.10 mol dm–3 × 0. Só no caso de termos uma substância pura é que durante a ebulição a temperatura se mantém pra- ticamente constante. Q = ms × 3.0 mol dm–3 × VHCl = 0. Porque a agitação constitui uma forma de fornecer energia ao sistema. Te = Te(solução de etilenoglicol) – Te(água).

A energia obtida a partir de uma reacção de combustão resulta em parte da formação de ligações O – H existentes nos produtos da reacção (H2O). 61 Actividade Laboratorial 2. Ora. É difícil obter um pedaço grande que possa ser Esferovite Tem baixa condutividade térmica. Isto não quer dizer que os álcoois sejam piores combustíveis: muitas vezes têm maior índice de octanas. De facto. de energia por radiação).8 kJ mol–1) + 6 × (– 393.8 kJ mol–1) + 6 × (– 393. Difícil de obter e de trabalhar. A energia libertada aquando da queima do combustível não foi toda aproveitada para elevar a tempera- tura da água. Além disso.5 kJ mol–1) – [(– 378 kJ mol–1) + 19/2 × (0)]   cH o(1-hexanol) = – 3675.6 kJ mol–1 cH o(1-hexanol) = 7 × (– 241. A condutividade térmica é relativamente elevada. Difícil de trabalhar. Mais difícil de obter. no 1-hexanol já existe uma ligação O – H. Cartão Fácil de obter e de trabalhar. por isso. Feltro Tem baixa condutividade térmica. Combustão do n-hexano: C6H14 (l) + ᎏ O2 (g)  7 H2O (g) + 6 CO2 (g) 2 Combustão do 1-hexanol: C6H13OH (l) + 9 O2 (g)  7 H2O (g) + 6 CO2 (g) Ho =  fHo(produtos)   fHo(reagentes) cH o(n-hexano) = 7 × (– 241. cH o(n-hexano) = Q/(mn-hexano /Mn-hexano) em kJ mol–1 cH o(1-hexanol) = Q/(m1-hexanol /M1-hexanol) em kJ mol–1 3. Questões pós-laboratoriais 2. Material Vantagens Desvantagens Corticite Tem baixa condutividade térmica. Folha de alumínio Bom reflector (impede as transferências Tem uma condutividade térmica muito elevada. 19 2. Existe sempre dissipação de energia.5 kJ mol–1) – [(–199 kJ mol–1) + 19/2 × (0)]   cH o(n-hexano) = – 3854. 4.6 kJ mol–1 O n-hexano é o que tem maior poder energético. perfurado para se adaptar ao recipiente. a reacção de combustão é uma oxidação e o 1-hexanol já está parcialmente oxidado.4 Oxigénio e a eficiência dos combustíveis Questões pré-laboratoriais 1. É fácil de obter e de trabalhar. a sua combustão dá menos energia. são menos poluentes. .

maior será a entalpia de combustão.5 Estrutura dos álcoois e eficiência energética Questões pré-laboratoriais 1. Se necessário. A entalpia de combustão para o 1-hexanol será aproximadamente igual à soma da ental- pia de combustão do 1-pentanol e do metanol. 62 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Actividade Laboratorial 2. 3. Ver resposta a 1 das questões pós-laboratoriais de Actividade Laboratorial 2. Ver resposta a 2 das questões pós-laboratoriais de Actividade Laboratorial 2. CH3 — CH2 — OH CH2 — CH2 — CH3 CH3 — CH — CH3 | | OH OH CH2 — CH2 — CH2 — CH3 CH2 — CH2 — CH2 — CH2 — CH3 | | OH OH 2. maior será a entalpia de combustão (em valor absoluto). 2. A energia libertada aquando da queima do combustível não ter sido aproveitada na totalidade para elevar a temperatura da água. Questões pós-laboratoriais 1.1 Analisar para identificar Questões pré-laboratoriais 3. Usar equipamento de protecção individual (óculos de protecção e bata). 5. A entalpia de combustão para o metanol será cerca de metade em relação à entalpia de combustão do etanol. usar luvas termorresistentes. Quanto maior for o comprimento. Espera-se um gráfico do tipo: Álcool 6cH/kJ mol–1 ΔeH / kJ mol–1 etanol -1000 1-propanol -1500 2-propanol -2000 1-butanol -2500 -3000 1-pentanol -3500 .4. a) Quanto maior for o tamanho da cadeia carbonada. Actividade Laboratorial 3. maior será a entalpia de combustão. b) Quanto mais próximo estiver o grupo -OH da periferia da cadeia.4000 2 3 4 5 6 N.4. . 7. Usar uma pinça adequada para manipular as amostras.o de átomos de carbono 4.

Para um espremedor de citrinos. será um termofixo. Um contentor de metal ou de porcelana. 2. desde que insolúvel em água. Usando um almofariz ou um triturador. Questões pós-laboratoriais 1. pois resistem a temperaturas muito elevadas. A maior facilidade de ser riscado é um inconveniente. Podem confrontar-se os resultados obtidos com a informação fornecida pela simbologia apresentada na figura inicial.2 Índice de refracção Questões pré-laboratoriais 1. 63 Manter as substâncias afastadas de qualquer fonte de ignição e evitar choques e fricções. será um termoplástico. as características mais importantes da amostra teriam de ser a sua resistência à acção de ácidos e bases. Actividade Laboratorial 3. O fundente baixa o ponto de fusão da sílica para valores infe- riores a 1600 OC. Questões pós-laboratoriais 2. se carbonizar e se desfizer. 2. Como fonte de sílica pode usar-se a areia. por isso. . Para um jarro de água serviria qualquer amostra. logo. é mais brilhante. As vantagens de um aquário de acrílico em relação a um aquário de vidro são: o menor índice de refrac- ção (distorce menos a imagem quando observado angularmente). 3.3 Preparação de vidro Questões pré-laboratoriais 1. 3. Actividade Laboratorial 3. Amostra Solubilidade em água Dureza Acção de ácidos e de bases A B C D E 3. Tem maior índice de refracção. o menor peso e a maior dificuldade em partir. Se derreter e fundir. provoca maior dispersão da luz que o atravessa e.

o arrefecimento será mais lento). 2. Actividade Laboratorial 3. Note-se que os cristais são pouco solúveis em álcool etílico. Acetona. hexano. . O estabelecimento de pontes de enxofre entre cadeias paralelas. será determinado a partir de: csolução-mãe × V = csolução × Vsolução  5 mol dm–3 × V = 2 mol dm–3 × 100 cm3  V = 40 cm3 Questão pós-laboratorial 1. mas é preferível tapar e envolver num pano. Borracha não vulcanizada. na borracha natural. 64 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Preparação de um sal duplo Questões pré-laboratoriais 1. Etanol R: 11 S: 7-16 Sulfato de cobre (II) R: 22-36/38 S: 22 Questões pós-laboratoriais 1. altura h e a superfície onde se dá o ressalto. Pode também deixar-se arrefecer em cima da placa de aquecimento (devido à grande inércia térmica. Questões pós-laboratoriais 1. etanol. 2. O álcool etílico evapora-se facilmente. depois de terem sido largados de uma altura h. e dura e quebradiça em ambientes mais frios. faz com que a bor- racha vulcanizada. as variáveis de controlo são: massa de material. forma do objecto. usando um balão de diluição. 2. Assegurar-se da dissolução completa dos sais. não seja tão pegajosa em ambientes mais quentes. pois na vulcanização ocorre incorporação de átomos de enxofre. 2. CuCl2 e ZnCl2. Pode deixar-se arrefecer a solução à temperatura ambiente. V. o que facilita a secagem dos cristais.H2O (s) 3. CuSO4 (s) + (NH4)2SO4 (s) + H2O (l)  Cu(NH4)2(SO4)2. Maior. O aumento de coesão estrutural provocada pelas pontes de enxofre explica também que a borracha vulcanizada não se dissolva tão facilmente como a borracha natural. Por diluição de um volume V da solução de ácido mais concentrada até perfazer o volume de 100 cm3. É um líquido que contém carbono na sua composição. etc. em comparação com a borracha natural. Arrefecimento lento. benzeno. Borracha não vulcanizada. 4. 3. O volume. Borracha vulcanizada Questões pré-laboratoriais 1.5 Borracha natural Questão pré-laboratorial 1. Caso se trate de testar a elasticidade de dois materiais por ressalto.

pois é obtido a partir do mesmo tipo de monómero. Usar unicamente em locais bem ventilados. Em caso de acidente ou indisposição. copos descartáveis. Possibilidade de sensibilização em contacto com a pele. Não respirar os vapores. isolamento térmico. Evitar o contacto com a pele e olhos. Usar protecção adequada. É o iniciador da reacção. Sintético.6 Síntese do poliestireno Questões pré-laboratoriais 1. Questões pós-laboratoriais 1. Peróxido de benzoílo: Risco de explosão por choque. Nocivo por inalação. Não fumar. n CIOC (CH2)4 COCI + n H2N (CH2)6 NH2 C (CH2)4 C NH (CH2)6 NH n + (2n . 3. caixas. 2. Conservar longe de fontes de ignição. con- sultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo). 3. etc. n CH CH2 CH2 CH n 2. Estireno: Inflamável. lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. Usar protecção adequada. Não atirar os resíduos para os esgotos. Evitar o contacto com a pele e olhos. Manter o recipiente bem fechado e num lugar fresco.6 Questões pré-laboratoriais O O 1. Irritante para os olhos e pele. Actua como um catalisador. 4. Não respirar o pó. Provoca queimaduras. É um homopolímero. Em têxteis. Hexanodiamina: Nocivo em contacto com a pele e por ingestão. Copolímero. Irritante para os olhos. Hexano: Facilmente inflamável. Brinquedos. fios e cordas. Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada ou inalado. Síntese do nylon 6. Sintético. 2. 3. Questões pós-laboratoriais 1. Em caso de contacto com os olhos. Irritante para as vias respiratórias. Poliamidas. Cloreto de hexanodioílo: Provoca queimaduras. 65 Actividade Laboratorial 3. fricção ou outras fontes de ignição. Trata-se de um composto aromático. . Pode provo- car incêndios. Manter afastado de ácidos e bases fortes. 3.1) HCI 2.

Evitar o contacto com a pele e os olhos. Cu(OH)2 (aq) + 4 NH3 (s) A [Cu(NH3)4](OH)2 (aq) 2. Copolímero. mostrar-lhe o rótulo do produto). consultar imediatamente um médico (se possível. Não respirar o pó. Em caso de acidente ou indisposição. 3. Amoníaco: Provoca queimaduras. lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. Possibilidade de sensibilização por inala- ção e em contacto com a pele. Usar protecção adequada. Duroplástico (é um polímero reticulado). lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. É usado como fibra têxtil (seda artificial). lavar imediatamente com água abundante e chamar um médico. consultar imediatamente um médico (se possível mostrar-lhe o rótulo). Questões pós-laboratoriais 1. Em caso de contacto com os olhos. Preparação de uma resina de poliéster a partir do glicerol Questões pré-laboratoriais 1. Em caso de acidente ou indisposição. Não fechar o recipiente hermeticamente. Irritante para os olhos e vias respiratórias. Usar protecção adequada para as mãos e olhos/cara. CH2OH O HO O OH 3. Ter em atenção as instruções específicas das fichas de dados de segurança. Nunca adicionar água ao produto. O anidrido ftálico é uma matéria-prima não renovável. Irritante para os olhos e vias respiratórias. 2. . Em caso de contacto com os olhos. Nocivo por ingestão. 2. Muito tóxico para os orga- nismos aquáticos. Em caso de contacto com os olhos. 2. 66 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Preparação do rayon Questões pré-laboratoriais 1. Sintético. Questões pós-laboratoriais 1. Sulfato de cobre: Nocivo por ingestão. consultar imediatamente um médico e mostrar-lhe o rótulo ou a embalagem. Em caso de ingestão. Evitar a sua libertação para o meio ambiente. Ácido sulfúrico: Provoca queimaduras graves. Irritante para as vias respiratórias e pele. pois é obtido a partir do petróleo. Artificial.

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6.3 Instruções de funcionamento de equipamento laboratorial
Espectrofotómetro Jenway 6100
Características técnicas:
Gama de comprimentos de onda: 320 a 920 nm Precisão do comprimento de onda: ± 1 nm

Largura de banda: Transmitância 0 a 100,0% Resolução: Transmitância 0,1 %
Absorvância 0 a 1,9999 Absorvância 0,001
Concentração 0,1 a 1000 Concentração 0,1 a 1

Legenda:
A – Mostrador.
B – Teclado de funções – Selecciona o modo operativo.
C – Tecla CAL – é utilizada para calibrar o aparelho para 100 %T e zero de Abs.
D – Teclas 䉱 e 䉲 – operam somente nas funções CONS 1 e 2. Permitem que o valor da concentração seja aumentado ou diminuído,
de forma a ajustar aos valores de concentração da solução que serve de padrão.
E – Tampa da câmara de leitura – deverá estar fechada sempre que se proceda a determinações, de forma a eliminar resultados
incorrectos por desvios de luz.
F – Selector de comprimentos de onda – comando rotativo para selecção do comprimento de onda adequado ao ensaio a realizar.

Cuidados de manuseamento:
– Fazer as leituras sempre com a tampa fechada.
– As células espectrofotométricas de plástico devem ser usadas uma única vez.
– Limpar o exterior da célula espectrofotométrica antes de fazer as determinações.
– Pegar na célula espectrofotométrica pelas faces foscas.
– Colocar a célula espectrofotométrica com a marca «V» para o lado esquerdo.
– Não usar células espectrofotométricas de plástico com solventes orgânicos.
– Encher a célula espectrofotométrica de forma a não deixar bolhas de ar no líquido.
– Não colocar o equipamento em frente a uma janela, junto a uma zona de lavagens ou junto a um banho
termostático.

Calibração, arranque e leitura:
A – Leituras em absorvância
1. Ligar o equipamento 15 a 30 minutos antes do início do trabalho.
2. Seleccionar o comprimento de onda, .
3. Seleccionar o modo de operação ABS.
4. Introduzir no espectrofotómetro a célula com a solução em branco (água destilada).
5. Pressionar a tecla CAL. O mostrador apresentará 0,000.
6. Introduzir no espectrofotómetro a célula com a solução em estudo e efectuar a leitura.

68 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q

Abs (absorvância ou densidade óptica) – existe uma relação de proporcionalidade entre a absorvância
e a concentração da solução colorida a ser analisada.
Na prática, a intensidade da luz não é directamente medida, e a relação é mais correctamente estabelecida
conforme abaixo se indica:
intensidade da luz transmitida pela solução de referência I
Absorvância = log ᎏᎏᎏᎏᎏᎏ = log ᎏo
intensidade da luz transmitida pela amostra I
B – Leituras em transmitância
1. Ligar o equipamento 15 a 30 minutos antes do início do trabalho.
2. Seleccionar o comprimento de onda, .
3. Seleccionar o modo de operação %T.
4. Introduzir no espectrofotómetro a célula com a solução em branco (água destilada).
5. Fechar a janela. Pressionar a tecla CAL. O mostrador apresentará 0,000.
6. Abrir a janela. Pressionar a tecla CAL. O mostrador apresentará 100,0.
7. Introduzir no espectrofotómetro a célula com a solução em estudo e efectuar a leitura.

%T (% de transmitância) – é a relação entre a luz que atravessa a amostra, It, e a luz absorvida pela mesma:
I
% de transmitância = ᎏt × 100%
Io
A transmitância expressa como percentagem não é conclusiva sobre a concentração da amostra que é ilu-
minada.

C – Leituras em concentração
1. Fazer o procedimento de calibração descrito em «A – Leituras em absorvância».
2. Seleccionar o modo de operação CONC.
3. Introduzir a célula espectrofotométrica com a solução de concentração conhecida.
4. Com as teclas 䉱 e 䉲 seleccionar a concentração exacta da solução introduzida.
5. Pressionar a tecla CAL.
6. Iniciar o trabalho com as soluções desconhecidas.

Refractómetro CETI – Prisma
A
Características técnicas:
Escala de índice de refracção: 1300 a 1700 B
Menor divisão da escala: 0,0005
Escala internacional de açúcar: 0 a 95%
Menor divisão da escala: 0,5%
Precisão: 0,0003
D
Temperatura de trabalho: 0 a 50 oC
C
Legenda: E
A – Ocular para visionar a fronteira claro/escuro.
B – Escala. G
C – Botão de compensação de cor. F
D – Fecho do prisma.
H I
E – Prisma superior.
F – Botão da fronteira claro/escuro.
G – Janela de captação de luz natural. J
H – Ligações a banho termostático.
I – Espelho reflector.
J – Termómetro.

69

Calibração:
1. Ligue o aparelho à corrente; ligue o interruptor.
2. Abra a janela de captação de luz natural (G).
3. Feche o espelho reflector (I).
4. Observe através da ocular (A). Rode o botão de compensação de cor (C) até deixar de haver cor na
fronteira claro/escuro.
5. Quando a fronteira claro/escuro coincidir com a intercepção das linhas de mira, observadas através da
ocular (A), a escala (B) mostrará o valor do índice de refracção.

Neste método, usa-se o bloco de vidro próprio para a calibração que é fornecido com o refractómetro.
1. Abra o prisma superior (E) usando o fecho (D).
2. Aplique uma pequena gota de bromonaftaleno na superfície do bloco de vidro.
3. Pressione o bloco de vidro sobre o prisma inferior, de modo que o bromonaftaleno forme uma película
uniforme entre as duas superfícies.
4. Olhe através da ocular (A) e rode o botão (F), levando a escala (B) até ao valor indicado na peça de teste.
5. Retire a tampa de protecção do parafuso de calibração (que está logo acima do botão C) e, com uma
chave de parafusos, rode o parafuso até que a fronteira claro/escuro esteja alinhada com a intercepção
das linhas de mira.

Medição de sólidos:
1. Abra o prisma superior (E) usando o fecho (D).
2. Aplique uma pequena gota de bromonaftaleno na superfície plana da peça em estudo, da qual se pre-
tende medir o índice de refracção.
3. Pressione a peça em estudo sobre o prisma inferior de forma que o bromonaftaleno forme uma película
uniforme entre as duas superfícies.
4. Olhe através da ocular (A) e rode o botão (F), levando a escala (B) até ver a fronteira claro/escuro.
5. Rode o botão de compensação de cor (C) até deixar de haver cor na fronteira claro/escuro.
6. Rode novamente o botão (F), levando a escala (B) até que a fronteira claro/escuro esteja alinhada com a
intercepção das linhas de mira.
7. Leia na escala (B) o valor do índice de refracção do material em estudo.

Correcção de temperatura
Se efectuar medições a uma temperatura inferior a 20 oC, deverá acrescentar à medida efectuada um factor
de correcção. Para compensar a diferença existente entre a temperatura de calibração (20 oC) e a tempera-
tura de trabalho, a correcção por grau será de 0,000 078, constante ao longo de toda a escala.

Exemplo:
No refractómetro, lê-se 1,4636 à temperatura de 55 oC. A correcção a aplicar é:

(T – 20) × 0,0000078 = 35 × 0,0000078 = 0,00027

O resultado será:
1,4636 + 0,00027 = 1,46387  1,4639

O índice de refracção correcto a 55 oC será 1,4639.

Complexos de ouro (I) com ácido tiomálico. trens de cozinha. os metais são de extrema utilidade: Crómio Cr Revestimentos cromados. não são muito Nome do elemento Alumínio Cobre Símbolo químico Al Cu Exemplo de aplicação enquanto metal Portas e janelas. os metais estão frequentemente • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • dfsfdfshd METAIS E LIGAS METÁLICAS presentes. TiO2. tratamento da artrite reumatóide. Exemplo da relevância na forma de ião Sulfato de alumínio. ferramentas. Constantan Cobre + níquel Termopares metálicos. Bronze Cobre + estanho Peças para navios. Amálgamas Mercúrio + outro metal Deposição de metais em camada delgada. Aço inox Ferro + crómio (+ níquel) Peças de máquinas. Estas são fornecidas ao professor apenas em formato digital. navios. várias reacções ocorrem. Latão Cobre + zinco Construções metálicas. A unir as duas soluções aquosas existe um tubo constituído por uma solução salina de KCl e a unir os dois eléctro- dos um fio condutor onde está intercalado um voltímetro.° 2 – Reacções dos metais Quando uma gota de água entra em contacto com um pedaço de ferro. Óxido de titânio (IV). soldadura. AgBr. Brometo de prata. Mas em muitas outras situações. Sulfato de cobre.2%) Construção civil. QUÍMICA • 12. esculturas. Onde? O que se passa? Designação do fenómeno O ferro é oxidado a ferro (II) Na superfície do metal Fe(s) A Fe2+ (aq) + 2 e– Semi-reacção de oxidação e passa para a solução (gota de água) O oxigénio é reduzido Sobretudo à superfície 1 da gota e junto ao metal 2 e– + ᎏ O2 (aq) + H2O (l) A 2 OH– (aq) Semi-reacção de redução 2 e passa para a solução (gota de água) Forma-se Fe(OH)2: Fe2+ + 2 OH– d Fe(OH)2 No interior da gota com subsequente formação de Fe2O3. CrO3. fotografia. Óxido de ferro (III) hidratado.xH2O (ferrugem) Numa pilha eléctrica. Tipo de liga Composição Aplicações Aços Ferro + carbono (0. Ferro Fe Edifícios. aviões. há que assegurar que a semi-reacção de oxidação e a semi-reacção de redução ocor- ram separadamente. Na pilha esquematizada podemos visualizar dois eléctrodos.xH2O. medicina. quer na forma de ião.o ANO 1 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Quer na forma de metal. Ouro amarelo Ouro + prata + cobre Joalharia. máquinas agrícolas. Prata Ag Joalharia.2% . ferramentas. Óxido de crómio (VI). respectivamente. moedas. um de zinco e um de cobre. Fe2O3. cunhagem de moedas. tubagens. Joalharia. linhas de caminho-de-ferro. pontes. resistências eléctricas. tratamento de madeira. CuSO4. bulos vermelhos do sangue são só alguns exemplos. fios eléctricos. Al2(SO4)3. Ouro Au revestimento de satélites. utensílios. aviões. pigmento. ferramentas. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 Transparência n. tratamento de águas.xH2O: O2 (aq) Fe(OH)2 d Fe2O3. Guião de utilização de transparências Do projecto 12Q faz parte um conjunto de 10 transparências. parafusos. joalharia e gló. Solda Chumbo + estanho Soldadura. Em alguns casos. . reserva monetária. objectos decorativos. fungicida. desejáveis. utensílios. Ouro + zinco + cobre ou ouro + Ouro branco + níquel + paládio Joalharia. ferrugem. 70 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 7.° 1 – Metais e ligas metálicas A presença dos metais faz-se sentir em diversas situações do quotidiano. Transparência n. como na formação da ferrugem. Titânio Ti Ferramentas. mergulhados numa solução aquosa de sulfato de zinco e numa solução aquosa de sulfato de cobre. indústria metalomecânica. automóveis. Cuproníquel Cobre + níquel Tubagens. fios eléctricos. Tubagens.

portanto. A hemoglobina e a clorofila são dois exemplos do importante papel H3C N N H Fe H N N H3C CH3 H H H H H que os complexos de metais assumem na manutenção da vida. em maior ou menor quantidade. cada um formado por H 3C H H N N Mg N N H H H CH3 um ião Fe2+ coordenado por 4 átomos N de uma porfina. também denominado ânodo. Outros metais. mas nem por isso menos importantes. . Neste eléctrodo ocorre. a redução do Cu2+. em particular. não é indispensável ter um eléctrodo de cobre: poderá ser de grafite. ou seja. 4000 a 20 000 ppb. NaCl (aq)). ao passo que os iões Cl– se deslocam para a semi. A existência de uma tabela em que se dispõem por ordem os valores das tensões padrão de redução de várias espécies é muito útil quando se pretende comparar o seu poder oxidante (ou o poder redutor). como o estanho ou o cobalto. Faz-se notar que. A equação de Nernst permite determinar a tensão de uma pilha para concentrações de reagentes e produ- tos tal que Q & 1. como é Cu2+ que se transforma em Cu. o mais determinante.F e 2+ e. por exemplo. Fe e- Ferro to com CuSO4 (aq) promovem a formação de (mais) Cu à custa de Cu2+ com Série electroquímica deposição de Cu no eléctrodo de cobre. de mercúrio. Revela especial importância no transporte de oxigénio. havendo transformação de Zn em Zn2+. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 -pilha onde ocorre a oxidação. Pequenos peixes alimentam-se de plâncton. De igual modo. Transparência n. Compostos de mercúrio acumulam-se: Compostos de mercúrio acumulam-se: 200 ppb. além da importância que assumem no dia-a-dia pelos diversos QUÍMICA • 12. está a ocorrer QUÍMICA • 12.o ANO objectos. Diz-se. que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. Peixes maiores alimentam-se de peixes menores.+ O2 + 2 H2O 4 OH. mas não excreta. 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 3 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • desempenham um papel importante a nível das actividades vitais dos organis. O eléctrodo de cobre é o eléctrodo positivo. que o eléctrodo de zinco é o eléctrodo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • REACÇÕES DOS METAIS negativo. num arranjo geomé- H3C H2C H H O H2C CO2CH3 CO2 Fitilo Fitilo = C29H39 trico planar.° 3 – Metais. H2C HC H CH3 CH METAIS. Na equação. AMBIENTE E VIDA 2 mos vivos.+ F e 2+ K+ dação do zinco são em igual número aos que no eléctrodo de cobre em contac- F e (OH) 2 F e 2O3. utensílios. são mais vestigiais no corpo humano. associado a uma molécula orgânica (porfirina). no caso de uma reacção de oxidação-redução em condições padrão.o ANO 2 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • a reacção de oxidação do Zn. ambiente e vida Os metais. À clorofila deve-se a cor verde das plantas. A sua molécula é constituída por um ião Mg2+ Plâncton fixa compostos Baía com 2 ppb Pescadores comem o peixe com elevados teores de mercúrio. não é indispensável ter uma solução de um sal de zinco: bastará que seja uma solução condutora (por exem- plo. pois.xH2O Ferrugem Cl - 4 e . Q = 1). na constituição dos ossos. permite prever em que sentido é que a reacção ocorre espontaneamente. Está presente. de modo a compensar a carga positiva dos iões Zn2+ aí formados. A hemoglobina é H H H CO2H H CO2H H2C HC H R CH3 uma proteína que contém por molécula 4 grupos hemo.. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 Muitos metais são essenciais à vida humana. É esta comparação que. E o corresponde à tensão padrão (concentrações unitárias. Os catiões K+ que se encontram na ponte salina deslocam-se para a semi-pilha onde ocorre a redução por forma a suprir o desaparecimento de iões Cu2+ que aí ocorre. A clorofila assume especial de compostos de mercúrio. também deno- minado cátodo. Os electrões libertados aquando da oxi- Oxidação do ferro Ponte salina Atmos fera O2 e- O2 Água O2 – 2 OH. 71 Do lado esquerdo está a formar-se Zn2+ à custa de Zn. importância na fotossíntese. em massa. O cálcio é. n ao número de electrões transferidos de acordo com a equação química em causa e Q ao quociente da reacção. etc.

a duas dimensões. apesar de a região do Médio Oriente também possuir reservas apreciáveis. com cerca de 75-80% de carbono. o Médio Oriente é a região do planeta que detém maiores reservas. No caso do petróleo. 60 Fontes de energia / consumo Solar e outras Quando se acabam as reservas? 130 N. 72 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q A chamada doença de Minamata. O aumento de pressão e temperatura ocasionará novos car- vões. É essencialmente América do Norte 5% 6% Europa e Ásia 34% 12% Médio Ásia e Pacífico Oriente 8% formado por carbono. N2. como resultado de uma continuada descarga (por parte de uma unidade fabril da região) de desperdícios com elevados teores de mercúrio na baía ali existente. Primeiro a hulha.° 5 – Ligação química – moléculas H2. F) e a respectiva ocupação por elec- A M B Primeira orbital molecular antiligante de H2 trões. Moléculas N2. Os pescadores e habitantes da região. Daí a importância da procura e do desenvolvi- 0. respectivamente.4% Hidroeléctrica de anos Nuclear 2. O2 e F2 Representa-se.º e 200 anos.3% Gás 20.o ANO 5 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • à primeira orbital molecular ligante da molécula H2. Turfa < 60% carbono Lenhite 60 . que actualmente ainda tem pouca 35. ao longo de décadas. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • LIGAÇÃO QUÍMICA meira orbital molecular antiligante. ambas baseadas nas orbitais atómicas 1s Molécula H2 s 2B 2 s A2 σ dos átomos H.2% Gás Carvão Petróleo Carvão natural 24.80% carbono Antracite > 90% carbono O carvão é um material combustível de origem orgânica. com um teor de carbono supe- rior a 90% (após transformações com duração da ordem de duas centenas de milhões de anos). P A M Primeira orbital molecular ligante de H2 B Apresenta-se também o diagrama de energia para as orbitais moleculares s A2 σ*2 s B2 de valência de moléculas X2 (X = N. e depois a antracite. que ingeriam o plâncton tóxico.0% expressão na produção de energia. Transparência n.° 4 – Combustíveis fósseis e a crise energética O facto de a taxa de consumo de combustíveis fósseis ser superior à taxa QUÍMICA • 12. prejudicaram gravemente a sua saúde. deveu-se a intoxicação por mercúrio. ao comerem o peixe contaminado com mercúrio. 41% 3% África 61% 8% 9% América Central e do Sul 4% vegetal ou mineral. As reservas de petróleo e gás natural não se distribuem uniformemente pelo planeta. que afectou cerca de 10 000 pessoas na cidade japonesa com o mesmo nome. com consequente apuramento da ordem de ligação: ordem 3 para N2. ordem 1 para F2. Transparência n.70% carbono Hulha 75 . 2p π*y πy π*z πz 2p πy σx πz πy σx πz πy σx πz σx σ*s σ*s σ*s σ*s 2s 2s σs σs σs σs N2 O2 F2 Átomo X Molécula X2 Átomo X Ordem de ligação: 3 (N D N) 2 (O F O) 1 (F GF) • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 .o ANO 4 de formação destes mesmos combustíveis torna-os não renováveis. O afundamento dos depósitos e consequente cobertura por sedimentos leva à formação da lenhite (transformação com algumas dezenas de milhões de anos). associado em geral a outros elementos de origem animal. O tempo 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS E A CRISE ENERGÉTICA de duração para as reservas de petróleo. a densidade electrónica correspondente QUÍMICA • 12. e a correspondente à pri.3% 6.1% 60 Petróleo 40 mento de fontes de energia renováveis. com um teor de carbono compreendido entre 60 e 70%. Este metal era associado ao plâncton e depois entrava na cadeia alimentar através de pei- xes de pequeno e grande porte. é na Europa e ex-União Soviética que se concentram as maiores reservas deste combustível. O2 e F2 σ*x σ*x σ*x σ*x π*y π*z π*y π*z π*y π*z ordem 2 para O2. desenvolvendo doen- ças do foro neurológico e lesões em diversos órgãos. o que influencia de forma crucial a economia dos povos. O.7% Biomassa e resíduos 11. Da incarbonização de matéria vegetal das florestas (ao ficar 9% Petróleo Gás natural soterrada e privada do ar) resulta primeiramente a turfa. gás natural e carvão é cerca de 50. No caso do gás natural. com um teor de carbono • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 inferior a 60%.

por exemplo). Cada orbital híbrida é construída a partir de uma orbi- tal 2s e uma orbital 2p – orbital híbrida sp.M. coerente com a geometria tetraédrica do metano. uma por cada átomo C. têm eixos perpendiculares ao plano definido pelos núcleos desta molécula planar. em conformidade com a geometria linear da molécula. Além de possuir O. A sobreposição de orbitais híbridas e a sobreposição com orbitais 1s de H encontram-se assinaladas na figura com preenchimento de fundo. H C 109.M. .O. correspondendo quatro delas à sobreposição de cada orbital 1s do hidrogénio com uma orbital híbrida do car- bono. A outra ligação m corresponde à sobreposição de duas destas orbitais híbridas sp 2 (uma de cada carbono). QUÍMICA • 12. A cada átomo de carbono associam-se três orbitais híbridas. Cada átomo de carbono possui duas orbitais híbridas de eixos colineares. formada a partir de orbitais 2p de eixos paralelos (eixo z. por exemplo. m ligantes. 2p de eixos paralelos (perpendiculares ao plano nuclear desta molécula planar) definem três O. importante para certas propriedades. Cada orbital híbrida é construída a partir de uma orbital 2s e duas orbitais 2p (2px e 2py) – três orbitais híbridas sp 2.V. correspondendo duas delas à sobreposição de cada orbital 1s do hidrogénio com uma orbital híbrida do carbono. cujos eixos fazem ângulos de 120 o. formadas a partir de orbitais 2py e 2pz de eixos paralelos.A. Um conjunto de seis O. C2H4. m ligantes. que ignora efeitos de não-localização.° 6 – Ligação química – orbitais híbridas Nesta transparência podem observar-se as orbitais híbridas sp3 do átomo C. duplamente ocupada.M. / ligantes. 73 Transparência n. e isso somente caso se pretenda associar cada ligação a apenas uma orbital de cada átomo (o que é sempre uma aproximação.M.L. não importante para outras).M. além de possuir cinco O. Considerando três orbitais híbridas sp 2 para cada átomo de carbono. Em particular. C2H2 e C6H6 CH4 – orbitais híbridas sp3 que um é muito maior do que o outro. Ao lado. em conformidade com a geometria da molécula. mas esta que determina aquelas. quase parecendo uma orbital s. o átomo de hidrogénio estabelece ligação com o átomo de carbono H H z z mediante a sobreposição da sua orbital 1s (simetria esférica) com uma orbital C6H6 – orbitais híbridas sp2 z z sp 3 do carbono (região assinalada com preenchimento de fundo). A outra ligação m é resultante da sobreposição de duas destas orbitais híbridas sp (uma de cada carbono). na versão original. pela C2H4 – orbitais híbridas sp2 C2H2 – orbitais híbridas sp y y T..M. A estrutura da molécula de benzeno pode ser representada com base no exemplo do eteno. Há que evitar. / ligante. É o caso espe- cial do conceito de orbital híbrida. 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • tais híbridas em que cada uma possui dois lóbulos como a orbital p. A molécula de etino possui três ligações m. Na linguagem T. a molécula de eteno possui uma O.A. mas em LIGAÇÃO QUÍMICA Orbitais híbridas ajustadas à geometria de CH4.M. para que não se criem ou alimentem concepções incorrectas. a molé- cula de eteno possui duas O. e o resto à sobreposição de cada orbital 1s de H com uma orbital híbrida de C.5˚ H H H podemos ver a sua participação na descrição das ligações no metano. Estas O.) a que os átomos estariam sujeitos. Trata-se de quatro orbi. Nota: Quer no manual quer neste caderno colocou-se algum cuidado na linguagem utilizada neste domí- nio delicado da ligação química. estabelece-se um total de 12 ligações m em que seis cor- respondem a sobreposição de orbitais híbridas. duas por cada átomo C. que se considerem estas orbitais como o resultado de um fenómeno real (hibridização de O. não são as orbitais híbridas que justificam a geometria molecular. Segundo esta H z z H x teoria. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 A molécula de eteno possui cinco ligações m. / ligantes e três O.A.o ANO 6 construídas a partir de uma orbital 2s e três orbitais 2p. / antiligantes.

Com efeito. A energia libertada numa combustão leva muitas vezes à ideia (errada) de gasolina vaporizada gasolina vaporizada + oxigénio que a energia se liberta pela ruptura de ligações. definindo-se o par combustível/oxigénio como a real fonte de QUÍMICA • 12. A B C D E mica). Em menor quantidade.° 8 – Os plásticos como polímeros não naturais Apesar de. vulgarmente. tubos 4 de baixa densidade e películas estanques a água. um processo exoenergético. isto não significa que 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 8 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • o plástico em si seja uma substância apenas.º Tempo moléculas de água e dióxido de carbono) é superior à energia gasta na ruptura Compressão a faísca salta da vela Admissão Explosão Escape • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 das ligações dos reagentes (gasolina e oxigénio. • Filtros solares – evitam a fotodegradação.o 228 – Setembro de 2002. Num motor de um automóvel acontece Química! Os vários tempos associados ao êmbolo resultam das admissões controladas de combustível e oxigénio. PET 2 Polietileno Canalizações para água e gás. 6 Poliestireno Vasos e cabides.º Tempo 4. • Estabilizantes – evitam reacções de degradação. • Lubrificantes – facilitam a injecção nos moldes durante o fabrico. de substâncias. bidões. romper ligações C C é sempre um processo endoenergético. De facto. O oxigénio designa-se por comburente. fontes de energia: exigem a presença de oxigénio.° 7 – De onde vem a energia dos combustíveis? Os combustíveis não são. -se aditivos. 74 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Transparência n.º Tempo 2. películas para a indústria.o ANO de reciclagem que informa sobre a natureza do polímero. usados com o objectivo de conferirem propriedades particulares. janelas e caixilhos). peluches e carpetes. n. só por si. 5 indústria automóvel (pára-choques. pavimentos. baterias. painéis 3 de isolamento térmico e acústico. o plástico é uma mistura OS PLÁSTICOS COMO POLÍMEROS NÃO NATURAIS Plástico / Fibra = Polímero + Aditivos • Plastificantes – para facilitarem a moldagem. Polietileno Sacos de supermercado. mas tem uma parte tão activa • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • DE ONDE VEM A ENERGIA DOS COMBUSTÍVEIS? quanto o combustível. portas. Quando há uma combustão (tipicamente exotér. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 . PS 7 Vários Variados. Transparência n. é a formação de novas ligações que é Vulgar visão errada de energia química (romper ligações nunca liberta energia!) Combustão: mais energia libertada na formação de novas moléculas do que energia investida na quebra de ligações. os plásticos serem identificados com um símbolo QUÍMICA • 12. encontra em maior quantidade no plástico. contentores. PEBD Mobiliário. acontece que a energia libertada na formação de novas ligações (em 1. encontram- • Ignífugos – retardam a chama em caso de incêndio.o ANO 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 7 energia. • Antioxidantes – evitam oxidações por agentes exteriores. por exemplo). contentores de alta densidade e estantes. • Cargas – dão consistência e tornam o produto mais barato. OUTROS Adaptado de revista Proteste . não sendo de estranhar que o polímero seja aquele que se Aditivos • Pigmentos/corantes – conferem cor. PVC sinalização rodoviária e solas de sapato.º Tempo Instante em que 3. PEAD Indústria de construção civil (canalizações. Polipropileno conduta para o sistema de aquecimento PP e revestimentos para o fundo dos chassis). Poli(cloreto de vinilo) cabos eléctricos. Símbolo 1 Material TIPOS DE PLÁSTICOS Poli(tereftalato) de etileno Produtos resultantes da reciclagem Fibras para a indústria têxtil.

Cermet: compósito usado em ferramentas de corte • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 -se. de que o C60 é o mais conhecido. o MDF nos móveis. QUÍMICA • 12. que permitem uma percepção molecular a três dimensões.C . obtém-se um vidro adequado a uma determinada .° 10 – Os novos materiais Os nanotubos possuem múltiplas aplicações. os vidros Identificam-se as principais famílias de compostos orgânicos que intervêm QUÍMICA • 12. uma vez que a possibilidade de ter processos dinâmicos em nano.° 9 – Famílias de compostos orgânicos no fabrico de polímeros. cada átomo Si está ligado por ligações covalentes a O quatro átomos O.- .o ANO 9 na síntese de polímeros. Usam-se em particular os fulerenos. 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • FAMÍLIAS DE COMPOSTOS ORGÂNICOS NO FABRICO DE POLÍMEROS Grupo funcional Designação Família química Exemplos H2C = CH2 eteno . Para a nanotecnologia são necessários nanomateriais.O- O -C N - Grupo éster Grupo amida Ésteres Amidas H3C – C – O – CH2 – CH3 H3C – C – NH2 O acetato de etilo etanamida O O aplicação. dependendo HO2C CO2H ácido benzo- -1. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ©2009 Transparência n. cores e propriedades. C C Ligação dupla Alcenos (olefinas) H3C – CH = CH2 propeno H3C – CH2OH etanol -OH Grupo hidroxilo Álcoois HO – CH2 – CH2 – OH etano-1. . num arranjo tetraédrico.2-diamina especialmente dos aditivos.4-dióico -CO2Cl Grupo cloreto Cloretos de ácido H3C – CO2Cl cloreto de acetilo de acilo H3C – CH2NH2 etanamina -NH2 Grupo amina Aminas primárias H2N – CH2 – CH2 – NH2 etano-1.2-diol H3C – CO2H ácido etanóico (ácido acético) -CO2H Grupo carboxílico Ácidos carboxílicos dependendo das formas de fabrico e dos aditivos inseridos. OS VIDROS Vidro de quartzo Vidro sódico Num cristal de quartzo. a presença de fibras de carbono em raquetas de ténis ou cermet em ferramentas de corte.o ANO 10 12 Q • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • -escala pode revolucionar o funcionamento das sociedades. por exemplo. como por exemplo as jantes de ligas leves nos automóveis. Os novos materiais estão cada vez mais presentes no nosso quotidiano: veja. etc. 75 Transparência n. O futuro reserva muito à nano- tecnologia. Outros materiais assumem papel de destaque em situações bem conhecidas. encontrando-se cada átomo O ligado Si O Na+ Si a dois átomos Si. com aplicações que • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • OS NOVOS MATERIAIS vão desde a medicina à comunicação.- Os vidros podem adquirir as mais variadas formas. Nanotubo de átomos de carbono Jante de liga leve Fibras de carbono C60 – futeboleno Nota: Sugere-se a visualização da molécula de C60 com óculos de celofane Lã de vidro Roofmate azul-vermelho. Assim.

12q.te.te. Algumas aplicações carecem de Java V. ou de Flash Player.M. podendo ser fotocopiados pelo pro- fessor e distribuídos para exploração na aula ou em casa.pt. As simulações Gases perfeitos.net ou em http://www. Exploração de simulações computacionais Disponibilizamos aqui roteiros de exploração de quatro simulações de acesso livre na Internet. Para aceder à Tabela Periódica deverá utilizar o endereço: http://www.pt. Os roteiros de exploração seguintes foram feitos a pensar nos alunos. Podem ser exploradas em www.12q. . 76 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 8.molecularium. individualmente ou em grupo. Ligações intermoleculares e Modelos moleculares estereoscópicos fazem parte de muitas outras disponíveis no espaço de simulação molecular para o ensino da Física e da Química Molecularium.

na pressão do gás. na pressão do gás. verificando a sua influência na variação de pressão observada no manómetro (compare com a situação do passo 6 em termos de grandeza de variação da pressão e justifique a diferença com base na lei dos gases ideais). Verifique a influência do aumento da temperatura. Objectivos do programa de computador A simulação Gases perfeitos consiste basicamente numa ilustração. (V ) – e (T ) – respec- tivamente). Requisitos mínimos Java V. Manipule a grandeza das variáveis T e V em situações distintas da anterior. clicando no quadrado que procede a indicação (V ) +. Podem igualmente ser editados e personalizados novos roteiros pelos professores.o ano de escolaridade. Roteiro de exploração 1. M. n (de forma indirecta). Manipule a grandeza das variáveis T e N em situações distintas da anterior. observando o manómetro. faça clique nos quadros «em branco» posicionados à frente das respectivas grandezas (o que deverá ser feito após conclusão de cada um dos passos seguintes). 3. 4. Verifique a influência do aumento do volume. observando o manómetro. indivi- dualmente ou em grupos de dois alunos. verificando a sua influência na variação de pressão observada no manómetro (compare com a situação do passo 4 em termos de grandeza de variação da pressão e justifique a diferença com base na lei dos gases ideais). clicando no qua- drado que procede a indicação (T ) +. Caso não seja. A simulação pode ser usada com alunos do 12. da influência da mani- pulação de variáveis [n (de forma indirecta). observando o manómetro. Pretende-se que os alunos reconheçam o interesse histórico dos contributos do trabalho experimental de Boyle e Mariotte e de Charles e Gay-Lussac e associem o conceito de gás ideal ao gás que obedece estrita- mente à relação pV = n RT. ou Flash Player 6/7. Para que a simulação seja explorada convenientemente e com aprendizagem significativa é conveniente usar um Roteiro de Exploração. V e T é a menor (o sinal deve preceder a indicação (N ) –. Verifique a influência do aumento da quantidade (em mol). Manipule a grandeza das variáveis N e V em situações distintas da anterior.1 Gases perfeitos 1. . no computador. 77 8. com a colaboração do professor. tendo em vista diferentes formas de abordagem à simulação. 2. 2. verificando a sua influência na variação de pressão observada no manómetro (compare com a situação do passo 1 em termos de grandeza de variação da pressão e justifique a diferença com base na lei dos gases ideais). V e T] na pressão de um gás. 6. De que forma variou a pressão do gás com o aumento de número de moles? Que variáveis foram tidas como constantes? 7. na pressão do gás. De que forma variou a pressão do gás com o aumento de volume? Que variáveis foram tidas como constantes? Que lei se encontra inerente ao que acabou de constatar? 5. De que forma variou a pressão do gás com o aumento de temperatura? Que variáveis foram tidas como constantes? Que lei se encontra inerente ao que acabou de constatar? 3. Certifique-se de que a grandeza das variáveis. clicando no quadrado que procede a indicação (N) +. N.

14. 18. de forma semelhante à anterior. e Pausa e retroceder lentamente (3). 11. para a substância água: «Água» + «Vara de vidro» e depois «Água» + «Barra de ferro» e explore cada um deles. É reservado um espaço de simulação para o tipo de ligações intermoleculares: dipolo instantâneo – dipolo induzido. O que acontece às cargas eléctricas do plástico e do pano de lã quando se friccionam? Que movimento de cargas existe? Note: Poderá utilizar os botões com dupla função: Pausa e avançar lentamente (2). Clique novamente no botão de navegação na Internet «Retroceder». Clique na seta cor-de-rosa que aparece no rodapé da imagem e observe. poder-se-á visualizar a parte final da respectiva actividade experimental em vídeo. observando. Para algumas situações. depois. 3. Roteiro de exploração 11. da barra de ferro. As duas substâncias são miscíveis? Que tipo de interacções intermoleculares predominam nesta mistura? 14. ou Flash Player 6/7. Neste espaço pretende-se que os alunos acompanhem a formação de interacções dipolo instantâneo – dipolo induzido a partir de moléculas apolares. . 19. 13. Clique no botão de navegação da Internet «Retroceder». 12. 16. Observe a distribuição de cargas eléctricas no plástico. o que acontece às cargas eléctricas da vara de vidro e. Clique no botão . 10. com inferência sobre as interacções estabelecidas. Clique no botão «Simulação». Objectivos do programa de computador No espaço de simulação Ligações intermoleculares pretende-se que os alunos explorem situações resultan- tes da aproximação a uma substância apolar ou polar de um corpo electrizado ou não. 2. Clique no botão «Água com etanol». seleccionando outras substân- cias disponíveis. para melhor responder a esta questão. para visualizar em vídeo o resultado da mistura de etanol com água. o movimento de cargas. 12. M. bem como. 17. Pressione Play (1). Clique no botão «Vídeo». 78 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 8. Seleccione outros «corpos de aproximação». quando friccionadas por um determinado pano. 13. outras situações. 15. a existir. Seleccione e explore. entre outros aspectos. Requisitos mínimos Java V. Seleccione o conjunto: «Água» + «Barra de plástico». Também existem vários vídeos de actividades experimentais com o objectivo de mostrar a miscibilidade ou não de algumas substâncias com a água e sua inferência no tipo de ligações características das substâncias envolvidas (iguais ou diferentes?).2 Ligações intermoleculares 1.

Núcleos de átomos que constituem a molécula. C. Observe os restantes vídeos com a indicação: «Água com (. 18. Representações de densidade de carga positiva. Requisitos mínimos Netscape Navigator 4. . etc. comparar os elementos metálicos e não-metálicos pelo tipo de iões que predominantemente formam. Preste atenção ao que é dito (poderá acompanhar o que é dito. 2. lendo um texto em rodapé) e observe na sucessão de imagens a diferença entre elas. os alunos podem reconhecer a predominância de elementos metálicos na Tabela Periódica em relação aos elementos não-metálicos. Roteiro de exploração 1. No espaço de simulação Ligações intermoleculares clique no botão «Ligações dipolo instantâneo – dipolo induzido» e depois em «Simulação». verificar que aos elementos metálicos está associada baixa energia de ionização e aos não-metálicos alta energia de ionização. 79 15. 8.0. A partir desta aplicação. 3. 2. A que se referirão os sinais (+)? (seleccione a opção correcta) A. Iões. Poli-iões. Seleccione uma opção com que deseja visualizar a Tabela Periódica. 13. 17.3 Tabela Periódica 1. verifique se as substâncias são miscíveis e mencione o tipo de ligações intermoleculares predominantes.. Objectivos do programa de computador O programa Tabela Periódica consiste na exploração da Tabela Periódica de diferentes modos. Clique em (1) para visualizar a apresentação da Tabela Periódica. B.0 ou Internet Explorer 4. Seleccione as restantes opções e visualize a Tabela Periódica com base na opção que indicou. 16..)». segundo o que seleccionara anterior- mente. D.

– relação V1/V2= T1/T2. 19. por exemplo Na e S. Com a Tabela Periódica na tela do seu computador. situada no rodapé. Qual dos elementos apresenta maior energia de ionização? E maior afinidade electrónica? 17. o apareci- mento do ferro e uma série de informação agrupada por links. 16. Atendendo a que atrás tomou conhecimento do(s) vizinhos(s) do elemento ferro no que respeita ao grupo e período. poderá recordar o texto anterior . Mn. seleccione o elemento Cério. Confirme a respectiva configuração. do cobalto e do ruténio. 13. 11. indique o número de orbitais d preenchidas e preveja a configuração electrónica do manganésio. regressar à pá- gina Home do elemento ferro ou. Co e Ru. – síntese do ácido nítrico (processo de Ostwald). registe os valores do raio atómico. Indique o número total de orbitais d e o número total de orbitais f. As palavras a verde indicam possibilidade de visualizar fotografia(s) sobre o conteúdo a que se referem. 18. 10. Na página Home da Tabela Periódica procure descobrir se existe informação sobre cientistas ligados a: – síntese do amoníaco (processo de Haber). Consultando a indicação «Atómicas» que consta na página Home dos elementos Fe. Na página Home da Tabela Periódica. . clicando por exemplo na indicação «Elemento» que consta na página Home de cada elemento. 19. da primeira energia de ionização e da electronegatividade de Pauling para cada um. Como variam? Compare os valores do raio atómico e da energia de ionização com o que tinha previsto. entre outras. Refira o nome e consulte essa informação. então. Manipulando as setas que se situam no rodapé. que elemento(s) vizinho(s) fazem parte do mesmo período que o ferro? E do mesmo grupo? 15. Proceda de igual forma para a energia de ionização. Compare os elementos pelo tipo de iões que predominantemente formam. Clique na indicação «História» para ler o texto anterior na íntegra. dar seguimento contínuo a uma vasta série de infor- mação agrupada segundo a ordem com que é apresentada na página Home deste elemento. 17. Clique na seta que permite retroceder. 12. Clique no elemento ferro e visualize um pequeno texto sobre a origem da palavra «ferro». – relação p1/p2= V2/V1. Com as propriedades do elemento ferro no computador. 15. 14. preveja uma ordenação qualitativa do raio atómico destes elementos em relação ao ferro. Recolha informação sobre a configuração electrónica deste elemento. 16. 20. 80 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 14. 18. Consulte as indicações «Elemento» e «Atómicas» para um elemento metálico e um elemento não- -metálico. bem como o número de orbitais d e o número de orbitais f preenchidas. Clique na indicação «Ocorrência» para informação sobre os principais minérios de ferro.

jcpaiva. a molécula de TNT e a molécula do Viagra. mas também podem ser facilmente improvisados pelos alunos com cartão (ou armação de óculos antiga) e papel colorido translúcido – celofane. Placa gráfica de 256 cores ou superior. Estes óculos podem ser adquiridos. Visualize mais modelos moleculares entre eles: a molécula de água. Passe o cursor do rato sobre a indicação «Acetato de etilo». 5.com/reel3d/anaglyph-glasses. Requisitos mínimos Computador PC-IBM compatível com Windows 95. em http://stereoscopy. 8 Mb de memória RAM. Investigue na Internet os fundamentos da estereoscopia e procure imagens. a molécula de colesterol. 81 8. 4.net/?d=curriculum/12/1209). 2. por exemplo. Objectivos do programa O programa Modelos moleculares estereoscópicos consiste numa série de modelos moleculares para serem visualizados em 3D. Coloque os óculos para visão estereoscópica. por exemplo – azul e vermelho).html. 2. ao ver que existe uma hiperligação. Para isso é necessário usar óculos para visão estereoscópica. 6. Observe o modelo. a molécula de futeboleno. Observe o modelo da molécula de metano e justifique a geometria que se verifica na molécula. via Internet. 3. Poderá ser colocada uma questão final e/ou inicial sobre os fundamentos da estereoscopia (ver http://www. 3. . animações e filmes disponí- veis a três dimensões usando esta técnica. Óculos para visão estereoscópica. faça clique. a molécula de penicilina.4 Modelos moleculares estereoscópicos 1. Roteiro de exploração 1.

viriam a demonstrar que o átomo pode ser dividido em partes de carga negativa e de carga positiva. J. Esta visão atómica da matéria foi adoptada filosófica e poeticamente pelo romano Lucrécio (95-53 a. mas a parte de carga positiva era diferente. Newton (1642-1727). Dalton elaborou a primeira lista de massas atómicas. e finalizados com a determinação da relação carga/massa do electrão por J. de modo que a carga nuclear total fosse equilibrada pela dos electrões extranucleares. ao verificar-se que os «átomos» podiam combinar-se e. Rutherford concluiu que o átomo é constituído por um núcleo de carga positiva. L. Em 1902. mas apenas um protão. Boyle (1627-1691) e I. Por seu lado. E. com J.). Lavoisier (1743-1794). rodeado por electrões. contra a opinião de Aristóteles (384-322 a. previamente estabelecida por um outro químico francês. Postu- lando que. Cannizzaro (1826-1910). Dalton (1766-1844).C. 460-370 a. Rutherford (1871-1937) mostrou que um tipo de radioactividade – «radiações _» – era devida a átomos de hélio carregados positivamente. o núcleo seria constituído por partículas de carga positiva – depois chamados protões – conjuntamente com um certo número de electrões. Com base nestas experiências. pensava-se então. Thomson (1856-1940) em 1897. mas constituída por unidades ou átomos. H. numa escala em que tomava o hidrogénio para padrão. Presentemente temos dificuldade em compreender a confusão que uma reacção simples como H2 (g) + Cl2 (g) A 2 HCl (g) pudesse ter causado. descobriu que os sais de urânio emitem radiações.C.). Becquerel (1852-1908).C.) e seu discípulo Demócrito (ca. o qual concentra quase toda a massa do átomo num pequeno volume. Entretanto. Os trabalhos sobre descargas eléctricas através de gases a pressão reduzida. pelo menos. que a teoria atómica se ligou fortemente à observação experimental. H.1 Notas históricas relevantes para a Química Nota histórica sobre a constituição atómica da matéria Que a matéria não seria contínua. estudaram os desvios experimentados pelas partículas _ ao bombardearem folhas de metal (ouro). a este fenómeno chamou radioactividade. Marsden. começou por ser uma hipótese que remonta. o electrão. . em 1896. Crookes (1832-1919) em 1879. produzir o mesmo número de partículas. Dalton e os seus contemporâneos consideravam o átomo como um objecto indivisível. durante uma reacção química. Proust (1754- -1826). apresentava- -se comum a todos os átomos. ficou também racionalizada. justificou a lei da con- servação da massa durante as reacções. a partícula de carga negativa. Um outro problema se colocava. devida ao pró- prio Dalton. J. Geiger e E. assim se reforçando a ideia de que os átomos não eram indivisíveis. não se destroem nem se criam átomos. estava a lei das proporções múltiplas.). com o trabalho de S.C. sendo apenas em 1803. A lei das proporções definidas. no entanto. 82 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 9. mas os benefícios só começaram a ser sentidos 50 anos mais tarde. ao tempo da Grécia Antiga. Em 1910. Avogadro (1776-1850) em 1811. certo é que o conceito de molécula ainda não havia sido criado. tal como os filóso- fos gregos Leucipo e Demócrito. o átomo de hidrogénio seria o único que não teria electrões no núcleo. devida a A. na Inglaterra.C. já que cada composto seria formado sempre pelos mesmos átomos numa relação constante. discípulos de Rutherford. Notas históricas e biográficas 9. O problema foi resolvi- do pelo químico italiano A. especialmente com os filósofos Leucipo (século V a. mas só 17 séculos depois seria retomada por R.) e de Platão (427- -347 a. iniciados por W. em França. Igualmente concordante com a teoria. entretanto.

mas constituídos por 3 quarks cada um. conforme o número de neutrões. descoberto em 1955 (este último. Rutherford sugeriu que os núcleos seriam constituídos por protões e partículas neutras. a pesquisa de semelhanças entre esse elementos era intensa entre os químicos – reacções em que intervêm e propriedades físicas como o ponto de fusão. organizados os elementos segundo a ordem crescente das suas massas atómicas. assim átomos do mesmo elemento teriam diferentes massas. Cl. um espaço por baixo de Si. Millikan (1868-1954) havia determinado a carga do electrão. K. Ba. em 1932. em Inglaterra. como o electrão e o positrão ou o protão e o antiprotão. Em Inglaterra. protão e neutrão. com a mesma massa do protão e carga oposta) são exemplos de partículas de «antimatéria». Por exemplo. Aston (1877-1946). John Rowlands verificou que. uma propriedade periódica da massa atómica. no grupo de C. Mg). Johann Döbereiner identificou conjuntos de três elementos com propriedades semelhantes – tríadas – como. já em 1932 se havia descoberto o positrão. Na verdade. Ca. o número 3 (então. descobria o neutrão. existem provas de que os próprios protões e neutrões não são partículas simples. aproximadamente. O positrão e o antiprotão. o americano R. o neutrão é formado por 1 quark de carga + 2/3 e 2 quarks de carga –1/3. Na). em 1884. permi- tindo assim. tal como as oitavas em música. a sua existência foi prevista teoricamente. podem aniquilar-se mutuamente. São extremamente instáveis. os mesões /. como Aristóteles e Platão. Na verdade. em 1919. O protão é formado por 2 quarks de carga +2/3 e 1 quark de carga –1/3. partícula com massa igual à do electrão mas de carga positiva. Na. Li) semelhante ao número 10 (então. até. As experiências realizadas a partir de 1930 viriam a revelar a existência de muitas outras «partículas funda- mentais» no Universo. F. correspondia à que hoje temos para subs- tância elementar. uma vez que a relação entre carga e massa havia já sido deter- minada por Thomson. antes de serem detectadas experimentalmente. organizavam-se alguns elementos segundo as suas propriedades. assim. duas antipartículas. determinando massas atómicas com elevada precisão (pela técnica do espectrómetro de massa). em todos estes estudos. Na Rússia. Assim. transformando-se rapidamente noutras entidades mais estáveis. Na Alemanha. de massa aproximadamente igual à dos protões. partículas de massa inter- média entre as do protão e do electrão. que os átomos de um mesmo elemento podem ter massas diferentes. no livro de Lavoisier sobre os elementos (onde. o ponto de ebulição. Be) semelhante ao número 11 (então. no entanto. A ideia de elemento. em 1909. prevendo que novos elementos seriam descobertos e antecipando. Li. a densidade – com vista à sua organização em grupos. I. confirmada experi- mentalmente em 1947. para os primeiros 16 elementos conhecidos. Chadwick (1891-1974). Br. se opunham à ideia de partículas de matéria indivisí- veis (átomos). por exemplo. descobriu. Dmitri Mendeleev (1869) deu um importante passo adiante em relação a estes estudos: deixou espaço em branco em alguns grupos de elementos. Em muitos casos. J. Em 1920. também. Entretanto. que a divisibilidade do átomo permite dar afinal alguma razão aos filósofos gregos que. 83 Entretanto. Já antes. a finalizar esta breve perspectiva histórica. os neutrões. além do electrão. Sr. etc. viria a ser preenchido com a descoberta do germânio. Nota histórica sobre a Tabela Periódica Em meados do século XIX. porém. A maior parte delas tem uma vida muito curta. .. O seu compatriota Lothar Meyer reconheceu que o volume molar dos elementos era. algumas das suas propriedades. as propriedades repetiam-se de 8 em 8: o número 2 (então. Na continuação dos trabalhos de Thomson. ele incluía a luz e o calor!). produzindo energia. conhecer-se a sua massa. constituíram objecto de uma hipótese em 1935. com 59 elementos conhecidos. Mas o facto de serem instáveis na parte do Universo que conhecemos não significa que noutra parte não sejam porventura as formas dominantes. Note-se.

Para um feixe de radia- ções de frequência ␯. Mitscherlich. Aston determinou massas atómicas com elevada precisão por espectrometria de massa. Esta hipótese implicaria a fórmula HO para a água (em vez de H2O) e a fórmula NH para o amoníaco (em vez de NH3). para interpretar o respectivo espectro de emissão descontínuo. 1858 – O químico italiano S. «de certo modo». baseando-se no pressuposto de que volumes iguais de diferentes elementos gasosos tinham o mesmo número de átomos. com n = 1. de que as moléculas daqueles elementos tinham o mesmo número de átomos. tal como para o fotão.. 2. 1813 – O químico sueco J. 1923 – O físico americano Arthur H. Isto permitiu corrigir algumas massas atómicas determinadas por Berzelius. príncipe De Broglie (1892-1987). baseado nos estudos de Planck para interpretar o efeito fotoeléctrico. as energias possíveis seriam E = nh ␯. determinou valores para as massas atómicas. designadamente do oxigénio. inspirado no trabalho de Compton. Como resultado. múltiplas de um valor mínimo h ␯: «quantum» de energia. Compton (1892-1962) descobriu o efeito que tem o seu nome. azoto e cloro. Cannizzaro. . Simultanea- mente. estendeu a descrição onda-partícula para o fotão a qualquer partícula de momento linear p = mv. 1924 – O físico francês Louis Victor. Nota histórica sobre a mecânica quântica 1900 – O físico alemão Max Planck (1858-1947). Berzelius. já avançada por Avogadro em 1811. J. mas apenas em certas quantidades bem definidas. 1913 – O físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) estendeu a ideia da quantização da energia ao elec- trão do átomo H. . 1919 – O físico inglês F. atribuindo o valor 1 ao hidrogénio. Albert Einstein (1879-1955). 1819 – Os químicos franceses Dulong e Petit. teria um comprimento de onda ␭ = h/p. propôs que a energia radiante não era emitida em quaisquer quantidades. 3. conforme o número de «partículas» de energia radiante (mais tarde chamadas fotões): dualismo onda-partícula. com base nos trabalhos de Gay Lussac e na sugestão. propôs que era da própria natureza das radiações electromagnéticas não se apresentarem com quaisquer valores de energia. que se verifica estarem muito próximos dos valores correctos. verifi- caram. ser constante o produto da massa atómica pelo calor específico do elemento. para interpretar as características da luz emitida por objectos. deduziu a atomicidade da molécula de hidrogénio. 1905 – O físico alemão. então ignorado por Berzelius. determinou mais algumas massas atómicas. analisando a tabela de massas atómicas de Berzelius. com base na hipótese de que os compostos são formados por elementos na proporção de um átomo de cada um. 84 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Nota histórica sobre as massas atómicas 1808 – J.. para a maioria dos casos. atribuindo a mesma composição química a compostos que apresentavam for- mas cristalinas idênticas. em função da respectiva temperatura. a qual. Dalton elaborou a primeira tabela de massas atómicas. desenvolveu técnicas de determina- ção de densidades de vapor e relacionou-as com as massas moleculares. um momento linear p = h␯/c = h/␭. de que as moléculas dos elementos gasosos poderiam conter mais do que um átomo.. depois naturalizado americano. Este resultado é devido ao facto. rela- cionado com a interacção de raios X com electrões: o fotão X comporta-se como tendo. além de uma energia h␯ . a massa atómica do oxigénio vinha próxima de 8 (em vez de 16) e a do azoto próxima de 6 (em vez de 14). Esta contribuição foi deci- siva para a determinação de massas atómicas.

estudando o efeito térmico da luz invisí- vel. no espectro solar. Em particular. este demonstrou que a sua teoria era matematicamente equivalente às teorias de Heisenberg e de Dirac. ter considerado disparatadas as ideias do físico francês. que envolviam matrizes a representar quantidades físicas. inicialmente. Goudsmit propuseram uma nova «carac- terística» para o electrão: spin. Uhlenbeck e S. 85 1924 – Para o físico alemão Max Born (1882-1970). ou Princípio da Incerteza. W. e vice-versa. a questão do spin ficou devida- mente esclarecida. E. Melville observa cores vivas nos espectros de sais colocados em chamas. P. 1925-26 – O físico austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) estabeleceu uma abordagem ondulatória da Mecânica Quântica. equivalente ao de Heisenberg mas mais compreensível. Pauli e. Thomson obtiveram figuras de difracção com feixes de electrões. Nota histórica sobre a espectroscopia 1666 – Experiências por Isaac Newton com prismas de vidro. Em particular. W. aquém do vermelho. 1928 – Dirac estabeleceu uma teoria mais completa – Mecânica Quântica Relativista – associando princí- pios da Teoria da Relatividade à Mecânica Quântica. Dawisson e L. reconheceu que. 1926 – Para interpretar pormenores dos espectros atómicos e a importante experiência de Stern e Gerlach (1921) (desdobramento de um feixe de átomos de prata por campos magnéticos não homogéneos). depois de. Paul Adrian Maurice Dirac (1902-1984) desenvolveu um novo formalismo. em 1926. G. o respectivo momento linear fica sujeito a grande indetermi- nação. 1800 – Descoberta das radiações infravermelhas por J. a teoria de Schrödinger não foi bem aceite nem por Heisenberg nem por Dirac. 1927 – Os físicos americanos C. estudando o efeito da luz invisível. mas Born deu-lhe a sua aprovação avançando mesmo com uma interpretação física para a função de onda ^ em termos de probabilidade. baseado na Mecânica Clássica através da introdução de um conjunto de postulados. de pai suíço. Herschel. a «descrição ondulatória» dos electrões feita por De Broglie não dispensava a necessidade de uma nova mecânica que começava então a ser esbo- çada: Mecânica Quântica. . além do violeta. Ritter. 1927 – Heisenberg identificou «observáveis incompatíveis» sempre que a propriedade comutativa da multi- plicação se não verificasse para os respectivos operadores e formulou o célebre Princípio da Indeter- minação. num tratamento matemático que viria a clarificar estabelecendo relações com as propriedades das matrizes. As reticências de Heisenberg e Dirac à teoria de Schrödinger acabaram por se desvanecer quando. 1801 – Descoberta das radiações ultravioletas por J. decompondo e recompondo a luz branca. discípulo de Born. Schrödinger mostrou que cada uma destas podia ser representada por um operador apropriado. Germer e o físico britânico G. inspirada na teoria de De Broglie. independentemente. Ao princípio. se a posição de uma partícula for determinada com elevado rigor. 1752 – T. prosseguindo o trabalho do seu mestre. no escurecimento dos sais de prata. Começando com as equações de Heisenberg. 1925 – O matemático inglês. pas- sou a representar as quantidades físicas por números complexos. 1925 – Werner Heisenberg (1901-1976).

S. Bunsen descobrem o césio e o rubídio. Rydberg estabelece relações empíricas para os espectros de emissão. 1862 – Fraunhofer introduz o conceito de «corpo negro» e estabelece a distribuição da respectiva intensi- dade em função do comprimento de onda. R. registando algumas diferenças. . e primeira observação de riscas negras no espectro solar. 1868 – Anders J. Crookes descobre o tálio. 1859 – G. Purcell e F. 1822 – J. 1853 – August Beer estabelece uma relação entre a absorção de luz por soluções coradas e a concentração da solução. Wollaston. por W. ao estudar um eclipse do Sol na Índia. Festing obtêm espectros de absorção de infravermelhos de mais de 50 compostos e identificam bandas com certos grupos de átomos nas moléculas. Stokes descobre o fenómeno de fluorescência e estabelece os fundamentos da análise espectral. obtido por descarga eléctrica através de H2. 1890 – Na linha da expressão de Balmer. 86 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 1802 – Primeiro espectro solar utilizando uma fenda estreita para o feixe incidente num prisma. Abney e E. Ångstrom mede os comprimentos de onda de cerca de 1000 riscas de Fraunhofer. e estende a observação à luz de outras estrelas e da Lua. Elmer formam uma companhia que fabrica os primeiros espectrómetros de infravermelhos para venda. utili- zando redes de difracção. W. W. 1937 – Os empresários R. 1852 – G. J. Kirchhoff atribui as riscas negras no espectro solar à absorção de radiações pelos gases mais exteriores (mais frios) da atmosfera solar. e exprime-os em unidades de 10–10 m (1 Ångstrom). J. detectadas com um espectroscópio. Brewster (inventor do caleidoscópio) observa riscas de Fraunhofer quando luz branca atravessa vários gases e refere o interesse do método em análise. 1823 – Fraunhofer cria a primeira rede de difracção. Balmer encontra uma fórmula que reproduz os valores dos comprimentos de onda do espectro de emissão do hidrogénio. as mesmas radiações que os mesmos gases podem emitir se excitados. Block descobrem o fenómeno de ressonância magnética nuclear. Herschel utiliza o espectroscópio de Fraunhofer para estudos dos espectros visíveis de chamas coradas e salienta a potencialidade do método em análise. Kirchhoff e R. 1885 – J. 1817 – J. usando um pequeno telescópio para ver o espectro solar. de modo semelhante. atribuída a um novo elemento: hélio. utili- zando os respectivos sulcos. Perkin e C. detecta uma nova risca amarela no espectro solar. 1882 – W. respectivamente. dando origem à espectroscopia RMN. 1871 – Ångstrom mede os comprimentos de onda das 4 riscas conhecidas no espectro de emissão do hidrogénio. 1945 – Os físicos americanos E. passando um arame fino entre dois parafusos. von Fraunhofer estuda as riscas negras com mais pormenor. 1868 – Pierre Janssen. através de novas riscas de cor azul e verme- lha. 1861 – G. 1834 – D.

Robert Boyle detectou variações de cor provocadas pelos ácidos quando adiciona- dos a certos extractos de plantas. Estava fabricado o primeiro corante artificial para a indústria têxtil: mauveína. primitivamente «alcali» (do árabe «al Kali». e tendo a teoria da ligação química iniciado os primeiros passos. por isso. OH–. respectivamente. Em 1663. cuja solução em água apresentava pro- priedades ácidas. lançou-se num projecto ambicioso: preparar artificialmente. esta outra espécie será um ácido. Segundo Lewis. Berthollet sugeriu a hipótese de existirem ácidos sem possuírem oxi- génio. As primeiras tentativas neste sentido estão ligadas aos trabalhos de vários cientistas na década 1770-80. uma outra consistia no facto de haver substâncias que. o que não admira. conseguindo desse modo uma grande fortuna. Brönsted e T. por Davy. Nota histórica sobre o primeiro corante artificial Durante as férias da Páscoa de 1856. substân- cia capaz de aceitar iões H+. substância capaz de ceder iões H+. . Ainda em 1923. M. não contendo o ião OH–. Lavoisier. se comportavam como bases. a partir da investigação da reacção de certos óxidos com a água. na sequência dos seus trabalhos sobre condutibilidade eléctrica de soluções. H+. Arrhenius. estes critérios primitivos para reconhecimento de ácidos e de bases não envolviam a formulação de qualquer explicação ou interpretação dos efeitos observados. não continha oxigénio. 87 Nota histórica sobre as noções de ácido e base A palavra «ácido» (do latim «acidus». obteve uma inesperada cor púrpura. O passo seguinte foi dado em 1923. N. com a ajuda de seu pai. Ao tentar removê-la do frasco da experiência com água e álcool. logo lhe procurou uma aplicação prática: aquelas soluções de cor púrpura tingiam a roupa. Lowry. Em 1787. cede electrões (ligação dativa). contudo. e iões nega- tivos. e como base um composto capaz de fornecer iões hidróxido. N. definia ácido como um composto que contém oxigénio (daqui a designação de oxigénio: gerador de ácidos). algumas dificuldades. Esta teoria é válida em soluções nas quais o solvente seja outro que não água. A prova conclusiva foi dada. Lewis propôs novos conceitos de ácido e de base de âmbito mais geral do que os de Brönsted-Lowry. Uma delas ligava-se à natureza do ião H+ (protão) em solução aquosa. o que obteve foi uma massa negra. von Liebig definiu ácido como substância que contém hidrogénio que pode ser des- locado por metais. Outras propriedades são conhecidas há muito. raro e muito caro. O jovem Perkin registou a patente desta descoberta e. em solução aquosa. o químico sueco S. Em 1887. o único corante púrpura conhecido era extraído de pequenos moluscos do Mediterrâneo. que não compreendia – sabe-se hoje que um dos reagentes utilizado (a anilina) continha. construiu uma fábrica para a produção do corante. classificou como ácido qualquer substância capaz de originar iões de hidrogénio. ou quinina). e iões positivos para a solução aquosa. Até então. e. que propuseram as seguintes definições: ácido. no laboratório que tinha em casa de seus pais. em vez do produto branco desejado. em 1810. uma outra substância (a toluidina) –. azedo) está associada ao sabor azedo comum a um certo número de substâncias deste tipo. o quinino. que as características ácidas e básicas numa solução derivam da presença dos iões H+ e OH–. de 18 anos e de nome William Perkin. pois os conhecimentos existentes na época não eram suficientes para per- mitir qualquer sucesso a este projecto (só em 1944 se tornou possível a síntese laboratorial do quinino. com os trabalhos de J. Não conseguiu. e correctamente. base é qualquer espécie que. J. ao provar que o cloro era uma substância elementar e não um óxido. cinzas de plantas) é tida como substância «anti-ácido» devido à capacidade de poder anular a acção dos ácidos. Arrhenius reconhecia assim. sendo. como impureza. G. Davy foi o primeiro a propor que um ácido era um composto que continha hidrogénio. Entretanto continuou as suas investiga- ções. A palavra «base». Fascinado por este resultado. Embora os conceitos desenvolvidos por Arrhenius contribuíssem enormemente para o desenvolvimento da Química no início do século XX. Em 1774. que se extraía da casca de certas árvores da América como remédio para a malária. que aumentaram o seu prestígio. na ligação com outra. e base. De facto. Todavia. surgiam. Rovelle referia que as bases reagiam com os ácidos para formar sais. um jovem estudante de Química inglês. consequentemente. que o cloreto de hidrogénio.

o Atómico Elemento Símbolo Data N.2 Datas de descoberta dos elementos químicos mais importantes N.o Atómico Elemento Símbolo Data 1 hidrogénio H 1766 40 zircónio Zr 1824 2 hélio He 1868 / 1895 41 nióbio Nb 1802 3 lítio Li 1818 42 molibdénio Mo 1778 4 berílio Be 1798 43 tecnécio Tc 1937 5 boro B 1808 44 ruténio Ru 1844 6 carbono C Antiguidade 45 ródio Rh 1803 7 azoto N 1772 46 paládio Pd 1803 8 oxigénio O 1774 47 prata Ag Antiguidade 9 flúor F 1887 48 cádmio Cd 1817 10 néon Ne 1898 49 índio In 1863 11 sódio Na 1807 50 estanho Sn Antiguidade 12 magnésio Mg 1808 51 antimónio Sb Antiguidade 13 alumínio Al 1827 52 telúrio Te 1783 14 silício Si 1824 53 iodo I 1811 15 fósforo P 1669 54 xénon Xe 1898 16 enxofre S Antiguidade 55 césio Cs 1860 17 cloro Cl 1774 56 bário Ba 1808 18 árgon Ar 1894 57 lantânio La 1839 19 potássio K 1807 72 háfnio Hf 1923 20 cálcio Ca 1808 73 tântalo Ta 1802 21 escândio Sc 1879 74 tungsténio W 1783 22 titânio Ti 1825 75 rénio Re 1925 23 vanádio V 1830 76 ósmio Os 1803 24 crómio Cr 1797 77 irídio Ir 1803 25 manganésio Mn 1774 78 platina Pt 1735 26 ferro Fe Antiguidade 79 ouro Au Antiguidade 27 cobalto Co 1735 80 mercúrio Hg Antiguidade 28 níquel Ni 1751 81 tálio Tl 1861 29 cobre Cu Antiguidade 82 chumbo Pb Antiguidade 30 zinco Zn 1746 83 bismuto Bi 1753 31 gálio Ga 1875 84 polónio Po 1898 32 germânio Ge 1886 85 astato At 1940 33 arsénio As 1250 86 radão Rn 1900 34 selénio Se 1817 87 frâncio Fr 1939 35 bromo Br 1826 88 rádio Ra 1898 36 krípton Kr 1898 89 actínio Ac 1899 37 rubídio Rb 1861 90 tório Th 1828 38 estrôncio Sr 1808 91 protactínio Pa 1917 39 ítrio Y 1843 92 urânio U 1841 . 88 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q 9.

Bach tinha 2 anos. Os gases constituíram o objecto principal dos seus estudos. Foi contemporâneo do célebre poeta alemão Goethe e do famoso pintor espanhol Goya. Algumas dessas ideias foram criticadas por Isaac Newton. de uma família aristocrata. designadamente sobre a decomposição e recomposição da luz solar com prismas de vidro. para se dedicar totalmente à Ciência. regressado à quinta da família para continuar a estudar e a pensar. na sua famosa obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. Embora opondo-se à prática. designadamente como colector de impostos e Secretário do Tesouro. Introduziu a noção de elemento químico como matéria que não se decompõe noutra mais simples. Priestley (1733-1804) sobre a obtenção de um gás por aquecimento de óxido de mercúrio. em 1794. onde estudou os trabalhos de Galileu. Nessa altura. em particular. em Londres. regressou a Inglaterra em 1644. Ainda acreditava. então corrente. que já o havia premiado por um trabalho seu sobre o sistema de iluminação de Paris. aos 23 anos de idade. mais novo do que Boyle. pouco antes de esta fechar devido à peste. Em 1662.° e último filho do conde de Cork. Informado. ficava explicado como é que a Terra mantém a Lua em órbita. foi para Itália. por isso lhe chamou «oxigénio». palavra de origem grega que significa «gerador de ácidos». desempenhou vários cargos públicos antes da Revolução Francesa. Nasceu 11 anos depois da morte de Shakespeare. sob a acusação de «adicionar água ao tabaco do povo». Com a morte de seu pai e perda da fortuna. Em 1665. com o regime político anterior. especialmente conhecido pela sua formulação dos princípios da dinâmica. É considerado um dos fundadores da Química moderna. As suas ideias constam de um livro que publicou em 1680: O Químico Céptico. mas sem nunca se juntarem. Em 1663. pelo químico inglês J. Depois de frequentar o famoso colégio de Eton. Estas ideias só foram publicadas em 1687. terminou o seu curso na Universidade de Cambridge. 89 9. viria a ser executado pela guilhotina. Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794) Nasceu em Paris. . aplicável a quaisquer corpos na Terra e no Espaço. pelo desenvolvimento do cálculo. reuniu um grupo importante de filósofos e cientistas e fundaram a Sociedade Real de Ciên- cias.3 Notas biográficas de cientistas Robert Boyle (1627-1691) Nasceu em Lismore Castle. que o ouro se podia obter a partir de outros metais. e dadas as suas relações. Os seus estudos cuidadosos revelaram que a massa total antes de uma reacção é igual à massa total depois da reacção. embora lenta. sempre a «cair» para a Terra. como os alquimistas. um dia a queda de uma maçã o fez pensar sobre a razão por que as maçãs (e outros objectos…) caem sempre na vertical e nunca para o lado ou «para cima». usando tubos de vidro em U com mercúrio. como aristocrata. Estas ideias constam de um livro famoso que publicou em 1789: Tratado Elementar de Química. Também propôs que a respiração é uma combustão. foi feito membro da Academia das Ciências de França. em Inglaterra. em 1774. estabeleceu a relação pV = constante. Irlanda. Assim teria nascido a sua teoria da gravitação. Aos 25 anos. de juntar água ao tabaco para enganar o comprador. Falava seis línguas. pelos seus trabalhos sobre as forças da gravidade e pelos seus estudos de óptica. Isaac Newton (1642-1727) Notável cientista inglês. Um deles estava relacionado com o comércio do tabaco. Lavoisier prosseguiu esses estudos pro- pondo que os átomos do gás estariam presentes em todos os ácidos. Consta que. Além de cientista notável. foi o 14.

passou a ensinar também Física. não foi aceite na época. através de várias experiências. tal a variedade e importância dos seus trabalhos. em Itália. lendo à noite os livros científicos que encadernava de dia. 90 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q John Dalton (1766-1844) Nasceu na aldeia de Eaglesfield. Em 1811. depois de um sonho com serpentes… ou macacos…) uma estrutura hexagonal com ligações C – C e C = C «em alternância». filho de um modesto ferreiro. se na altura já existisse o Prémio Nobel. em 1834. Beethoven tinha 33 anos. já ensinava Matemática. Costuma dizer-se que. Itália. Pouco depois. Mozart tinha 10 anos e. nasceu em Darmstadt. Química e Meteorologia. Em 1857. que haveria de se estender por toda a sua vida. Quando Dalton nasceu. tal deficiência viria a chamar-se daltonismo. Kélulé propôs (diz-se. propôs a tetravalência do carbono. Assistia frequentemente às conferências do famoso químico Davy. em 1766. uma grande reputação no seu país. nasceu em Turim. especialmente o vermelho e o verde. na cidade de Manchester. Em 1803 e 1804 estabeleceu as bases da teoria atómica. Dedicou-se ao estudo da electricidade e do electromagnetismo e. Esta ideia. Michael Faraday (1791-1867) Nasceu em Newington. Estu- dou arquitectura antes de se dedicar à Química. Amedeo Avogadro (1776-1856) De nome completo Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro. Aos 14 anos já trabalhava como encader- nador. e que consiste na dificul- dade em distinguir as cores. de que ele próprio sofria. vindo a tornar-se um famoso professor de Física e Matemática. em 1825. Em 1800 voltou-se para a Ciência. Inglaterra. o que marca- ria o início da Química Orgânica estrutural. August Kékulé (1829-1896) De nome completo Friedrich August Kékulé von Stradonitz. Aos 12 anos. vindo a suceder-lhe como director da Royal Institution de Londres. fez aceitar pelo mundo científico a validade da hipótese de Avogadro e a importância do conceito de molécula. sugeriu a hipótese que viria a ser conhecida por Lei de Avogadro. Em 1825. o que lhe grangeou. iniciava uma sequência de observações meteorológicas. Mitslerchich determinou a sua fórmula molecular: C6H6. Em 1794 descreveu uma anomalia da visão. Faraday havia descoberto o benzeno e. aliada ao conceito de molécula. em Inglaterra. Mas a estrutura desta molécula permaneceu um mistério até que. A partir de 1793. A hipótese de Avogadro surgiu quase no mesmo ano em que o grande compositor italiano Verdi nasceu (1813). . na Alemanha. especial- mente à electrólise. Os seus estudos principais incluíram o comportamento de gases e sua dissolução em líquidos e a composição de óxidos de azoto. Descobriu o benzeno. em 1865. no auge da sua fama. Faraday tinha 3 anos quando Lavoisier foi guilhotinado e 6 anos quando Schubert nasceu. na Química. Formou-se em direito e exerceu advocacia durante alguns anos. desde logo. numa família pobre. Só em 1860 outro cien- tista italiano – Stanislao Cannizzaro (1826-1910) –. Faraday teria obtido 6.

como CH3MgCl. Marie Curie (1867-1934) Física de origem polaca. interessou-se sobretudo pelos recursos naturais da Rússia e suas aplicações comerciais. foi para Berlim estudar Termodinâmica. que baptizaram de polónio em homenagem ao seu país de origem. cedo decidiu estudar Física. para tratar e isolar o rádio. Este traba- lho viria a servir de base à sua famosa teoria quântica. Trabalhou intensamente na síntese de muitos compostos orgânicos. que funcionava como espaço de dissecação para estudan- tes de medicina.. designadamente quando se pretende aumentar uma cadeia de átomos de car- bono. Casou em 1835 com o físico francês Pierre Curie. Peters- burgo. apesar do conselho em sentido contrário do director do Departamento de Física daquela Universidade. Depois de algum tempo na Universidade de Munique. Foi a primeira mulher professora na universidade parisiense da Sorbonne. pela primeira vez. 91 Dmitri Yvanovitch Mendeleev (1834-1907) Nasceu em Tobolsk. mas viveu quase sempre em S. Alguns meses depois descobriram e isolaram o rádio. Em 1896 foi-lhe sugerido como tema de doutoramento o estudo das radiações emitidas pelos sais de urânio. que já tinham sido feitas todas as importantes descobertas em Física. Recebeu o Prémio Nobel da Física. com o seu compatriota Paul Sabatier. ao elemento químico de número atómico 101 foi dado o nome de mendelévio. Para esse efeito visitou os E.A. Em 1900 preparou. No fim do século XIX. enfrentou alguns problemas políticos na Rússia e perdeu o seu lugar na Universidade.. extremamente úteis e versáteis em síntese orgânica. Em sua homenagem.U. Max Planck (1858-1947) Filho de um professor da Universidade de Munique. embora tenha sido nomeado director do Departamento de Pesos e Medidas. Em 1899. de uma família pobre e numerosa. em 1876. No decurso dos estudos. que considerava. em França. em 1918. em particular a natureza e a origem do petróleo. em 1912. na Alemanha. Marie Curie na sua biografia descreve: «um abrigo de madeira. Depois disso. os Curie descobriram e isolaram um novo elemento radioactivo. Victor Grignard (1871-1935) Nasceu em Cherbourg. foi-lhes cedido um cavernoso hangar. Aqui escreveu livros e ensinou na Universidade. compostos organometálicos. O seu trabalho mais importante foi a «classificação periódica dos elementos químicos». e sem quaisquer instalações internas. Partilhou. Mendeleev foi contemporâneo do célebre pintor impressionista francês Cézanne (1839-1906). tendo manifestado opinião muito desfavorável sobre a civilização que encontrou. o Prémio Nobel da Química. . no fim do século XIX. com telhado de vidro que não impedia a entrada de chuva. Prémio Nobel da Física em 1903 (com seu marido Pierre Curie e Henri Becquerel) e Prémio Nobel da Química em 1911. não havia chaminés para dar vazão aos gases venenosos provocados pelos nossos trabalhos químicos». na Sibéria.

De regresso a Copenhaga. Teve um papel decisivo na utilização do urânio como fonte de energia. o seu professor. doutorou-se em Física e foi trabalhar para Inglaterra. Inglaterra. Pauli e L. realizou a primeira transmutação artificial de um elemento noutro. 92 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Ernest Rutherford (1871-1937) Nasceu na Nova Zelândia. Em 1905. Inglaterra. primeiro com J. van Gogh tinha 18 anos. J. que lhe valeriam o Prémio Nobel da Física em 1922. Ainda em Cambridge. Rutherford descobriu as radiações _ e `. Rutherford. movimento browniano. Quando Rutherford nasceu. Após a deflagração das primeiras bombas atómicas. A partir de 1919 sucedeu a Thomson como direc- tor do Laboratório Cavendish. J. . designadamente na cons- trução de engenhos nucleares nos Estados Unidos. efeito fotoeléctrico – que tiveram uma enorme influência no desen- volvimento da Física. em Berna. Contudo. em Manchester. na Universidade de McGill. por bombardeamento com partículas _. em 1895. foi director do famoso Instituto de Física Teórica a partir de 1920. de 1899 a 1907. ao transformar azoto em oxigénio. entre eles W. na Dinamarca. demonstrou que as partículas _ são núcleos de átomos de hélio e as partículas ` são electrões. Por este trabalho. W. Pauling. pelos seus estudos sobre o efeito fotoeléctrico. J. da Universidade de Cambridge. e depois com E. Thomson. Em 1919. pug- nou pela utilização da energia nuclear apenas para fins pacíficos. aparen- temente para fazer fortuna. Heisenberg. um fenómeno recentemente descoberto. enquanto funcionário do departamento suíço de patentes. Doutorou-se na Universidade de Cambridge. Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1921. Já na Universidade de Manches- ter. Em 1911. depois naturalizado americano. Depois. em 1871. publicou três trabalhos – rela- tividade restrita. voltar ao seu país e desposar a noiva. Albert Einstein (1879-1955) Nascido na Alemanha. a partir de 1907 viria a realizar os seus estudos. Thomson. Em 1913 publicou as suas ideias revolucionárias sobre a estrutura electrónica dos átomos. no Canadá. igualmente famosos. convenceu-o a trabalhar em radioactividade. Niels Bohr (1885-1962) Niels Henryk David Bohr nasceu em Copenhaga. recebeu o Prémio Nobel da Química em 1908. Vários dos seus discípulos viriam a ser laurea- dos com o Prémio Nobel. Neste instituto estudaram vários cientistas célebres. é por vezes considerado o Newton do século XX. sobre a estrutura nuclear dos átomos. para onde inicialmente tinha ido com a intenção de estudar o que hoje chamamos ondas de rádio. em Cambridge.

O valor de um relatório não está no seu tamanho. para fazer melhor da próxima vez. na capacidade de induzir reflexão crítica e criativa. o local e a data. embora a forma e a natureza do conteúdo do relatório devam ser natural- mente compreendidos e adoptados pelos alunos participantes. antes de mais. tipicamente. dois a cinco parágrafos. Batista. relacionados com o Trabalho de Projecto. C. elucidar sobre o tema em desenvolvimento. muito importante. Apoio a Trabalho de Projecto em Química 12. Esta folha deve ter letra maior do que o resto do relatório e será vantajoso se tiver uma ima- gem alusiva ao trabalho. a escola. clareza de linguagem e. Título – deve ser apelativo mas. em certo sentido. embora haja tradições e requisitos que não se devem ignorar. Inglês.. que podem ser úteis para professores e alunos. é a hora de fazer a síntese. Biologia. de preparar o relatório e a apresentação do Tra- balho de Projecto e. quando furada ou encadernada.). Quem faz um relatório deve ter o objectivo de explicar claramente a outros aquilo que se passou. se possa ler completamente. podendo fazer alguma referência ao processo usado (uma frase).. A título de exemplo. É o professor quem determina ou aprova os moldes do relatório a apresentar. Chegados ao final do ano lectivo. organização. F. Paiva. 10. apresenta-se um conjunto de aspectos a ter em conta na construção de um relatório. Formatação – o tipo de letra convém ser discreto. 2005. tamanhos e cores de letras. as principais ferra- mentas utilizadas e uma descrição muito breve do produto final.. 93 10.1 Algumas generalidades sobre o Trabalho de Projecto * Um projecto. etc. Português. quase sempre seria possível fazer mais e melhor. o conteúdo do trabalho. mais ou menos afins (Física. Silva. mas sim na sua objectividade. o nome dos intervenientes. é comum o espaçamento entre linhas ser 1. de o avaliar. nunca acaba. Da primeira página deve constar. indica a sua organização. de forma sucinta.. De seguida fornecem-se alguns elementos. simultaneamente.. além do título. A – Relatório Fazer um relatório não é mais do que fazer um «relato» escrito e organizado. O título pode estar incluído numa folha de rosto do relatório. * Texto adaptado de 10 TIC. J. O Trabalho de Projecto supõe uma dinâmica que facilita a aquisição de competências muito importantes para qualquer actividade profissional. Sempre que possível. Avaliar é muito mais do que ter uma nota: avaliar serve. De facto. a disciplina de «Projecto» pode associar valências da Química e cruzamentos interdisciplinares desta área do saber com muitas outras. A capa deve respeitar o gosto de cada grupo mas são desaconselhados abusos de tipos. e Cunha. ocupa. . Pode haver bons relatórios com poucas páginas. com tamanho 11 ou 12 para o texto corrido e 14 para títulos.5 espaços. F. Texto Editores. tanto quanto possível. Não há regras rígidas para a estrutura de um relatório.º ano de Química. Resumo – refere. a página deverá ter margens grandes à esquerda (3 cm ou mais) para que a folha.o ano Nas páginas seguintes apresentamos algumas ideias e materiais que podem apoiar o Trabalho de Projecto no 12.

Conclusões e comentários – explicita se os objectivos propostos foram atingidos. algumas sugestões individuais que se podem transferir de forma prática também para o grupo. a aplicação produzida no contexto do trabalho. no seu conjunto. por exemplo. para falar. Será interessante explicar um pouco melhor que recursos informáticos (hardware e software) foram usados. B – Apresentação de um projecto Os projectos podem ser apresentados usando diversos meios e configurando formatos variados. A forma mais habitual de apresentar um Trabalho de Projecto é a exposição oral. É bom não usar grandes manchas de texto nos diapositivos. em seguida. acompanhada por uma projecção usando um videoprojector. refere. A tabela de distribuição e de calendarização de tarefas é um excelente ponto de partida para a escrita desta secção. ou do grupo. Suporte digital do relatório – poderá acompanhar o relatório em papel um complemento digital off-line e/ou uma página Web. salientando as suas fun- ções ou propriedades mais relevantes. contendo alguns parágrafos relevantes que comu- niquem aspectos a salientar do processo de trabalho e/ou do produto final. Apresenta indicações para algumas melhorias do processo de desenvolvimento e/ou do produto final e dá sugestões para um aproveitamento futuro do trabalho. o quanto o trabalho poderá ter contribuído para a aquisição de conhecimentos e competências. deve recolher-se a informação relevante e deve planear-se criteriosamente a sessão. Introduz o leitor naquilo que se vai relatar. Independentemente dos talentos pessoais. revela dificuldades ou impedimentos na concretização do projecto. Uma apresentação deve ser bem cuidada. . Pode ser construída uma apresentação em PowerPoint. Podem ser apresentadas grelhas contendo a explicitação de objectivos e as relações com outras disciplinas. nomeadamente. Caracterização do produto final – descreve pormenorizadamente o produto final. Antes de realizar uma apresentação devem estar bem definidos os objectivos a atingir. Processos utilizados – explica o que se fez e como foi desenvolvido o Trabalho de Projecto. a influenciar ou a explicar? Recolher informação – Quem é a audiência? Que características tem? – Para quantas pessoas se irá falar? – Onde se vai falar? – De que recursos se disporá? – O que sabem já? – Quanto tempo se terá para falar? Planear a intervenção – Dispor os assuntos numa sequência lógica. bem como as principais funções exploradas. Definir metas e objectivos – Quais são os objectivos da apresentação? Porque se está a fazer a comunicação? – O que se pretende com esta apresentação? Está-se a informar. – distinguir e planear o começo e o fim. O PowerPoint tem a vantagem de ter alguma animação visual e sonora. 94 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Introdução – justifica a escolha do tema. mas tem a desvantagem de não permitir a visualização simultânea com a projecção do produto final em funcionamen- to. Apresentam-se. é sempre possível optimizar a forma como se apresenta um Trabalho de Projecto. – planear o que se dirá em cada secção. contendo.

– atractivos. – pontos importantes claramente sublinhados. pois permite realçar os aspectos marcantes e dar conta de outros a evitar em situações futuras. – apropriados. – deve evitar gestos repetidos (tiques como bater com uma caneta constantemente na mão. por exemplo). tação projectada). organizados e «asseados» (evitar o excesso de imagens ou de animação). – não incluir frases irrelevantes. 95 – preparar os materiais audiovisuais de apoio. se possível (para – dirigida para a audiência (não para a apresen. – de fácil compreensão. – preparar as «cábulas» sob a forma de cartões ou notas com frases curtas. sugere-se que o grupo reflicta sobre os seguintes tópicos: – O tema foi interessante? Foi útil? – Permitiu aprender coisas novas? – Gostaram de desenvolver o Trabalho de Projecto? – Conseguiram a colaboração de outros professores? . – para evitar momentos mortos no final da apresentação podem planear-se questões capazes de gerar alguma dinâmica. – bem ritmada. – conferir a duração da apresentação. úteis e relevantes. • Postura – não incluir demasiada informação. – notas devem ser usadas como guias e nunca – deve ter uma boa linguagem corporal (não para serem lidas. – não ser demasiado extenso. Essa tarefa pode estar facilitada no caso de existirem os registos das opiniões dos colegas aquando da apresentação ou da utilização do produto. – organizar os conteúdos para cerca de um slide por minuto. – Sequência lógica. – treinar em voz alta. – deve olhar para a audiência. Qualidades de uma boa apresentação • Voz • Conteúdo – Audível e clara. – interessante. O balanço acaba por ser uma avaliação global dos processos e do produto. técnicos. – fluente. – uso moderado de humor. descontrair). é desaconselhável). cronometrando. «quebrando o gelo». C – Balanço / avaliação O balanço de todo o trabalho desenvolvido é muito importante não só para quem o desenvolveu como também para os colegas e até para o professor. – O orador deve mostrar-se confortável e con- – não ser demasiado estático (um só diapositivo fiante. Depois da conclusão do Trabalho de Projecto. – princípio. estar demasiado estático). • Audiovisuais – com o mínimo de palavras difíceis ou termos – Claros e legíveis. meio e fim claros. • Linguagem – Apropriada à audiência.

organização e produção • Autocolante – «Poupe energia. o tratamento de subquestões.» de informação • Vídeo – «A biodiversidade» • Como construir um sismógrafo? Construção de artefactos • Construir um poliedro. Uma situação-problema é uma situação com relevância tecnológica e/ou social que permite colocar problemas pertinentes e interessantes. muitas vezes. que podem ser estru- turados sob a forma de situações-problema. • Simulação de um sismo. ou subproblemas. . Na tabela seguinte dão-se alguns exemplos de situações-problema agrupadas de acordo com o tipo de tarefa que podem originar.2 Tarefas e exemplos de situações-problema Um projecto envolve. • Como calcular o consumo de um computador? Resolução de problemas • Como medir a área de implantação de um parque infantil? • Qual a melhor planta para colocar no terraço? • Como medir a velocidade de um atleta? • Como optimizar o rendimento na síntese do ácido acetilsa- Investigações experimentais licílico? • Qual é o melhor detergente? • A co-incineração: vantagens e desvantagens. • Construir modelos moleculares. 96 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q – Sentiram todo o apoio do professor? – Sentiram que os colegas de grupo se empenharam? – Acham que os colegas de grupo gostaram de realizar o trabalho? – Os restantes colegas gostaram? – O trabalho foi divulgado? Teve impacto positivo junto de quem o viu? – Que aspectos negativos encontram no desenvolvimento do Trabalho de Projecto? – Quais as principais dificuldades que encontraram? – Que aspectos positivos realçam do desenvolvimento do Trabalho de Projecto? – O que evitariam fazer se tivessem de refazer tudo? – Que conselhos gostariam de deixar aos colegas acerca do Trabalho de Projecto? – Como poderão dar continuidade a este trabalho? – Genericamente. Organização de eventos • Organizar um «almoço saudável» na cantina. foram atingidos os objectivos do projecto? 10. Tarefas relacionadas com… Exemplos de situações-problema • Cartaz – «Como actuar em caso de incêndio?» Pesquisa. cuja resolução origina a construção de conhecimentos conceptuais e o desenvolvimento de competências. Abordagem de controvérsias • Alimentos trangénicos: sim ou não? • Sondagens e inquéritos: que verdade? • Campanha de recolha de pilhas usadas.

Na secção 12. A divulgação dos produtos obtidos é um aspecto fundamental a ter em conta. características e • Memória descritiva modo de funcionamento) de um artefacto.3 Alguns temas e recursos para projectos em ciências Apresentam-se de seguida algumas possibilidades de temas de eventual interesse para Trabalho de Projecto no 12. Trabalho escrito original que resulta essencialmente de pes- • Monografia quisa documental. A verbalização de ideias é uma poderosa ferramenta na cons- trução de conceitos. imagem. etc. etc. A estes recursos devem adicionar-se todos os associados a uma pes- quisa coerente na Internet. • Artefacto mecanismos (campainha) ou modelo (vulcão). ou então resultar da concretização de actividades parcelares. gra- vação do debate. Descrição das especificações (finalidades. Este último • Material audiovisual implica trabalho suplementar na construção do guião e na montagem. Se for um artigo de carácter científico tem a estrutura de um • Artigo/notícia relatório científico. A concepção de produtos concretos permite promover a aprendizagem.12q. A interactividade é um ponto a valorizar. Na tabela seguinte sugere-se um conjunto diversificado de produtos que podem ser obtidos no final do projecto. Trabalho escrito de carácter mais esquemático (por exemplo. pois a comunicação é um dos principais factores de reformulação e reorganização das ideias. . é desenvolvido de acordo com a estrutura de um relatório. Sítios como www.pt podem ajudar.) ou do tipo «documentário».spq. /apresentação Há que não descurar a qualidade da mensagem. pois implica uma organização e estruturação da informação. etc. Uma notícia de divulgação tem um carácter mais jornalístico. Tratan- • Cartaz/desdobrável do-se de um cartaz de carácter científico. a concepção gráfica e as ideias-chave a transmitir constituem os pontos fulcrais. com tópicos). Pode ser elaborado de acordo com o formato mais tradicional • Relatório ou de forma mais livre (simples relato).pt e www. Objectos tridimensionais: modelos (ex.4 é fornecida bibliografia complementar para Trabalho de Projecto. com concep- ção mais imaginativa (estrutura. grafismo.mocho.te. com ligação mais ou menos directa à área da Química.: modelo molecular). • Página Internet/ De efeito espectacular. suportes audiovisuais. A comunicação oral poderá ser mais • Comunicação oral espontânea ou mais formal (com limite de tempo. • Dossier organizado por folhas ou fichas.pt. www. 97 A execução de um projecto deve implicar a elaboração de produtos concretos.). Os materiais utilizados. 10.º ano. as imagens. Pode ser do tipo «evento» (vídeo do trabalho de campo.).

Esta informação deve sujeitar-se ao sentido crítico de alunos e professores e. na maioria dos casos. 98 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Temáticas* • A química da água • A química da alimentação • A educação do consumidor • A equação risco/benefício na química • A evolução química na Terra e a origem da vida • A evolução química no Espaço e a origem da vida • A química da floresta • A gestão de resíduos • A informação em produtos e serviços de consumo • A química do vinho • A química e a guerra • A química na arte • A química do cosmos • Arte e química • A biotecnologia • As chuvas ácidas e o ambiente • A química e o clima • Educação ambiental • Educação para a saúde e a química • Fogo e gelo – energia geotérmica • Fotografia – da magia à Química-Física • Gestão de resíduos e poluição ambiental • Mais energia: contributos da química • Moléculas da vida • Novos produtos e materiais • O calcário e as grutas calcárias • Os ácidos e bases em materiais de uso comum • Os cheiros. a sítios de Internet que podem conter muita informação digital complementar interessante. sendo usada nos trabalhos. o sexo e a química • Os compostos de carbono • Os metais e as ligas metálicas • Química e agricultura • Química e ambiente • Química e crime • Química e indústria • Química e medicina tradicional • Química e o aumento das produções agrícolas • Química e saúde • Recursos minerais • Resíduos sólidos domésticos e poluição ambiental * A colocação destas entradas num motor de busca como o Google conduz. . ser devidamente citada.

ClO 3–. são muito solúveis. Hg22+ e Pb2+. O hidróxido de cálcio é medianamente solúvel. Tabela 2 Solubilidade de sais 1. Ba(OH) 2. CaSO4. Os sulfatos de bário.7 × 1030 [Pb(OH)3]– 7. Tabela 1 Constantes de formação de complexos Complexos com Ião complexo K f (25 oC) Kf* ligando: EDTA [Ag(CN)2]– 3. SO42–.3 × 1017 Catião: Ni2+ 4. mercúrio (II). fosfatos. mas permitem completar a informação existente no manual. Br– e iodetos. Todos os nitratos. Cs) são muito solúveis. cloratos.1 × 1014 [Ag(NH3)2]+ 1. Na. 3. são pouco solúveis. Tabelas de consulta As tabelas de consulta aqui disponíveis podem ser fotocopiadas e usadas como mais um elemento de con- sulta para o aluno.1 × 1018 [Cu(NH3)4]2+ 5. K. 99 11. Os sulfatos de cálcio. NO 3–. A excepção são os hidróxidos de metais alcalinos e o hidróxido de bário. I–. BaSO4.7 × 107 Catião: Fe3+ 1. A maioria dos hidróxidos. . 7. 6. e de chumbo. Não são exaustivas na informação fornecida. são pouco solúveis. que são muito solúveis. Rb.8 × 108 [Zn(OH)4]2– 3. Ag2SO4. são muito solúveis. PO 43– e sulfuretos.05 × 103 [Ni(CN)4]2– 1. 2.5 × 1033 Catião: Mg2+ 4. são insolúveis.0 × 1020 Catião: Fe2+ 2. Todos os sais de amónio. S2–. são muito solúveis.9 × 1013 [Zn(NH3)4]2+ 7. A maioria dos cloretos. são media- namente solúveis. A maioria dos sulfatos.9 × 108 [Cd(CN)4]2– 8.1.3 × 1025 [Al(OH)4]– 2. brometos.2 × 1015 (*) Dados relativos a T = 20 oC e força iónica igual a 0. HgSO4. 4. ClO4–. 5.2 × 1018 [CuI2 ]– 7. As excepções são os sais destes aniões contendo Ag+.2 × 1016 [Fe(SCN)]2+ 1. e de prata.9 × 108 Catião: Pb2+ 1. NH 4+. Todos os sais de metais alcalinos (Li. Cl–. Todos os carbonatos. As excepções são os sais referidos em 1 e 2. CO 32–.6 × 1011 Catião: Zn2+ 3. PbSO4. e percloratos. são muito solúveis. OH–.

2 × 10–49 Bário CuS 4.4 × 10–15 Ca3(PO4)2 2.7 × 10–5 Prata PbCrO4 2.1 × 10–28 Ag2S 6.3 × 10–10 BaCO3 5.0 × 10–6 Cu3(PO4)2 1 × 10–37 BaSO4 1.1 × 10–11 Ca(OH)2 9.1 × 10–20 AgBr 4.1 × 10–6 Fe(OH)2 1.2 × 10–20 BaF2 1.8 × 10–13 Pb(OH)2 1.2 × 10–10 Cu(OH)2 2.0 × 10–29 Fe(OH)3 3. a 25 oC Alumínio Cobre Al(OH)3 3.5 × 10–5 PbS 7.8 × 10–11 PbCI2 1.1 × 10–6 FeS 4.5 × 10–9 FeCO3 2. 100 • Caderno de Apoio ao Professor 12 Q Tabela 3 Constante de produto de solubilidade. Ks.1 × 10–12 AlPO4 3.7 × 10–9 AgCI 1.1 × 10–34 Cul 1.9 × 10–13 PbI2 8.8 × 10–10 Pb3(PO4)2 8. para alguns sais pouco solúveis.9 × 10–5 PbBr2 3.6 × 10–6 BaCrO4 1.3 × 10–50 .1 × 10–9 CuCrO4 3.4 × 10–14 Mg(OH)2 1.9 × 10–11 Cu2S 7.5 × 10–5 PbCO3 7.7 × 10–8 Ag2SO4 1.7 × 10–40 CaSO4 9.1 × 10–10 Cálcio Ferro CaCO3 4.9 × 10–5 MgCO3 3.3 × 10–17 PbSO4 1.0 × 10–43 AgI 8.2 × 10–17 CaF2 2.0 × 10–36 CuCO3 2.7 × 10–11 Chumbo Magnésio PbBr2 3.

n. ALMEIDA. Lisboa. Plátano Edições Técnicas.1 Bibliografia sobre química e tecnologia ALLINGER. 78. ATKINS. Heinemann. 2. CHANG. M. Rio de Janeiro. Boston.a ed. W. CUNNINGHAM. Pro Teste. 40-41. HOLMAN. DECO (2003) «Eterno e 100% Reciclável – Metal». R. Lisboa. CABRAL. BARRALIS. N. W. 522. (2000) Orbitals in Chemistry. Guanabara Dois. 40-41. Fundação Calouste Gulbenkian. G. 13-16.. DECO (2002) «Vai uma Operação Plástico? – Reciclagem». et al.a ed.o ano da disciplina de Química.a ed. 12. SAIGO. São Paulo. BURTON. GILBERT.. (2002) Sistema Internacional de Unidades. M.a ed. 2. A. L. Porto Alegre. Bibliografia Nota: Parte das referências bibliográficas indicadas constam do Programa curricular para o 12. (2003) Environmental Science – A Global Concern. Lisboa. Porto Alegre. Journal of Chemical Education. A... J. Cambridge University Press. 5. P. CHAROLA. G. R... (2003) Química. Bookman. n. (2001) «Floating Plastics». FORTES.. P.a ed. A. Iowa. . MAEDER.a ed. J. Oxford. (1983) Introdução ao Estudo da Ligação Química. Cambridge. (2002) Nomenclatura dos Compostos Orgânicos. CUNNINGHAM. (1987) «Acid Rain Effects on Stone Monuments». Oxford. IST Press. Lisboa. IUPAC (2000) Guia IUPAC para a Nomenclatura de Compostos Orgânicos (tradução portuguesa). BAIRD. (2004) Fundamentos de Química Orgânica e Inorgânica. 101 12. et al. BECKER. AMERICAN CHEMICAL SOCIETY (1993) ChemCom – Chemistry in the Community. Person Education do Brasil. ZALTS. GIL. GARRITZ. Lisboa. Person Education do Brasil. DECO (2003) «Pilhas que Duram Anos – Pilhas recarregáveis e carregadores». (1997) Organikum – Química Orgânica Experimental. Nelson. Kendall/Hunt Publishing Company. H.. H. HALL. Escolar Editora. 2. Heinemann. e CHAMIZO J. (2005) Prontuário de Metalurgia.a ed. S. Bookman. 3. C. (1996) Orbitais em Átomos e Moléculas..a ed. (2000) Salters Advanced Chemistry – Chemical Storylines. (1986) Fundamentos de Físico-Química. B. (2000) Salters Advanced Chemistry – Chemical Ideas. 7. Fundação Calouste Gulbenkian. J. et al. Edições Sílabo.o 228. Journal of Chemical Education. Porto Editora. (1994) Química.. McGraw-Hill. Livros Técnicos e Científicos Editora. E. N. (2006) Ligação Química. Rio de Janeiro.. A. V. M. MOURATO. Lisboa. 64. S. (1978) Química Orgânica.. (2004) Neoquímica: A Química Moderna e Suas Aplicações. ALMEIDA. J.. CERETTI. A. J. n. n.. A. SPQ e Lidel. Lisboa. (1995) Nelson Science: Chemistry. V.. B. DIAS. São Paulo. Pro Teste. DECO (2004) «Trate-as Bem! – Baterias recarregáveis». IST Press. BROWN et al.o 234. Lisboa. Porto. 2. J. Lisboa. GIL. Lisboa. Pro Teste. 2. Temas e Debates.o 252. (2003) Materiais 2000. McGraw-Hill. 2. Pro Teste. Surrey.a ed. et al. e FERREIRA. 2.. M. (2002) Química Ambiental. CAMPOS.a ed.o 238. a Ciência Central.. C. (2001) O Reino dos Elementos. Lisboa. BURTON. 436-437. (2005) Química. Fundação Calouste Gulbenkian. M. HUGHES. 25.

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