LÍNGUA

PORTUGUESA
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II

FUNÇÕES DA LINGUAGEM E
FIGURAS DE LINGUAGEM
LINGUAGEM FIGURADA

VOCABULÁRIO PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO

FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA
PONTUAÇÃO
E FORMAÇÃO DE PALAVRAS

ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA
VERBOS E ADVÉRBIOS

PRONOMES CRASE

NOÇÕES DE LITERATURA FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL REALISMO/ NATURALISMO

HUMANISMO, QUINHENTISMO,
PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO
BARROCO E ARCADISMO

ROMANTISMO PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

CLASSICISMO
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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE
TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens
verdadeiros, e F, para os falsos.
( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema
versa sempre sobre algum acontecimento que já
foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não
é responsável por uma nova notícia, mas é uma
releitura de uma notícia ou de um fato.
( ) Observando os elementos que compõe a charge,
é correto afirmar que ela se refere a alguma notí-
1 cia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum ele-
mento verbal faz referência à aviação.
( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo
haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem.
( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a
aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável
pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita
depois de algum desastre aéreo.
( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advér-
bio, adjetivo e substantivo.
( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso,
quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada.

2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.
GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações:
( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pes-
IMPRIMIR

soa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos.
( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de
determinar para o leitor o sentido da charge.
( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os
técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros.
( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado”
funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

Em exposição até 13/8,

www.zip.net/guignard
O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos

Av. Paulista, 1578
nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca

das 11 às 18h.

Informações:
impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso cen-
tral, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alte-
rações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do mo-
dernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que:
a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano;
b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras;
c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade;
d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser
2 humano;
e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilí-
brio das sensações humanas.

4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.
GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadri-
IMPRIMIR

nhos de Ziraldo.
a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto.
b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto.
c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários.
d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe.
e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão:

HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner
a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços.
b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar.
c) Tirar o proveito de todas as situações.

6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

3

Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que:
a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da
expressão “Sei”, no primeiro quadrinho;
b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai;
c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitu-
de do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola;
d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à esco-
la, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho;
GABARITO

e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin
generalizou a conclusão a que chegou.

7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam
a frase sublinhada.
Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin:
1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição.
2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão.
3. Considera-se injustiçado pelos pais.
4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso.
As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o senti-
IMPRIMIR

do da tira, estão na alternativa:
a) 1 e 2.
b) 1, 2 e 3.
c) 2 e 3.
d) 2, 3 e 4.
e) 3 e 4.

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da
Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F
para os falsos.

Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal
sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista.
4 De acordo com os elementos que constituem as tiras acima:
( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram
representar, na escrita, sons naturais.
( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona,
propensa às explosões agressivas.
( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu,
arte marcial desenvolvida na antiga China.
( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a repre-
sentação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens.

9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério
GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a
enuncia.
02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma
das pessoas em geral.
04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando
que não há exceção à regra.
08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez
IMPRIMIR

que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto.
16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a
outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o
enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.”
32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocon-
dríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao
campo amoroso.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor:
a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem
nada em comum;
b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado
pela sonoridade, num tom de humor;
c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos
5 de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homoní-
mica;
d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para de-
monstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado;
e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra
relação a não ser a própria referência.

11. UFMA
GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.
Sobre a propaganda acima, é correto inferir que:
a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão
condenados a morrer;
b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica
IMPRIMIR

em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução;
c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo,
para não morrer, é preciso ir ao supermercado;
d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso
se mexer para não morrer de inanição.
e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica
em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG

“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora
O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder
da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais
avançado sistema de processamento de documentos: Do-
cument Centre. Uma copiadora que também é impres-
sora, fax e scanner, com capacidade de realizar as opera-
ções simultaneamente. Para você copiar, imprimir, rece-
ber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recupe-
rar documentos com mais facilidade, menor manuseio
de papel e maior segurança. O novo software Centrewa-
re permite explorar e gerenciar o equipamento de acor-
do com as suas necessidades, a partir do seu computa-
dor, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre
é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que
só a Xerox pode lhe oferecer.”

AO VIVO E EM CORES NA DOCUWORLD. Visite a feira de tecnologia
avançada, dias 13 e 14 de maio, no Hotel Transamérica - SP.

Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de
propaganda, exceto:

6 a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal.
b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor.
c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto.
d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação.

13. UERJ
GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.
Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o se-
IMPRIMIR

gundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento
teria provocado a mudança.
Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho...
a) ...estivessem rindo deles?”
b) ...fossem reais e eles o reflexo?”
c) ... pudessem trocar de lugar com eles?”
d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto
não decorre apenas da decodificação pura e
simples dos itens lingüísticos neles contidos.
Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu
conhecimento de mundo, suas crenças, suas
vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar
enunciados e o levam a construir o sentido do
texto que leu. Uma das características do leitor
proficiente é a capacidade de interpretar gráfi-
cos. Demonstre que você domina a habilidade
de leitura, inferindo corretamente os resulta-
dos expressos no gráfico ao lado:
Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pes-
soas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados:
De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que:
a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas
vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o moti-
vo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas;
b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirma-
se em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;
c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por
7 natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais;
d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício,
uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas;
e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção
dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do
total de entrevistados.

15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso)
na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto
abaixo vem expressa de acordo com as nor-
mas de escrita do português padrão.
( ) Um homem com roupas típicas de tra-
balhador rural, onde é mostrado da cin-
tura para baixo, segura um tipo de fa-
cão com a mão direita. Abraçado a sua
perna há uma criança, que a expressão
Foto: Paula Simas
denota raiva e medo. O homem apóia
GABARITO

sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela.
( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para bai-
xo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expres-
são denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da crian-
ça, como se protegendo-a.
( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um
trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A
expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo
a ela de alguma ameaça.
( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como
trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua
cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva.
IMPRIMIR

( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança,
mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo
olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um
facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão.
( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador
rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e
raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino,
como se o estivesse protegendo.

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16. UEGO
A leitura da charge permite as seguin-
tes afirmações:
( ) o título “A República do Mau
Humor” funciona como indicador
de leitura, pois dá ao leitor a opor-
tunidade de interpretar tanto o
texto verbal como o não-verbal;
( ) o mau humor dos aliados do go-
verno nos permite deduzir que os
políticos aderem ao poder visan-
do apenas ao seu benefício pró-
prio;
( ) a parte inferior da charge remete-
nos ao contexto social brasileiro,
onde a população, em sua maio- Folha de São Paulo, 11.09.99
ria, sofre os efeitos;
( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo persona-
gem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com
que o brasileiro encara seus problemas;
( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiên-
cia do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso.
8
17. UnB-DF

“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA,
CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

Os seres vivos são interdependentes. Dessa for-
ma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevi-
vência humana não estaria garantida. Essa varie-
dade e a dependência entre as espécies interessa
especialmente à nossa empresa. Pois o nosso tra-
balho depende de descobertas no mundo das in-
formações genéticas. Informações que se perdem
para sempre quando as espécies são extintas. In-
formações que oferecem soluções inéditas para a
GABARITO

agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender
a uma população que está crescendo. Em um pla-
neta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a
correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os.
( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade.
( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não
contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração.
IMPRIMIR

( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não
estaria garantida sem apoio de milhões de espécies.
( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das in-
formações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre.
( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutri-
ção, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da
população.

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18. UFPB-PSS

Texto I
“Diogo Mainardi
Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos
500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de
banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança.
Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam
devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500
anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhi-
dos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.”

Texto II

9
Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se:
a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira.
b) Os índios continuavam lutando entre si.
c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida.
d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congres-
so Nacional às causas indígenas.
e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um mo-
mento de alegria para os índios.

19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques
Nunca se soube o nome daquele jovem alto e ma-
gro vestido como milhões de chineses, de camisa bran-
ca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais
GABARITO

se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou
uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho
de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante
das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a
silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda
e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu
grande momento, do que muitos líderes revolucio-
nários do milênio. É certo que foi visto por mais gen- 5 de julho de 1989.
te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que persona-
lidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano
Zapata.”

Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do per-
sonagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um
IMPRIMIR

milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais:
a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade;
b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade;
c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho;
d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário;
e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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IMPRIMIR 21. esta se baseia em um equívoco. FROMER. Ciro. eu me perdi” BRITTO. Voltar Língua Portuguesa . ô. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. 20. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. ele acelerou o seu veículo. Nando. PESSOA. Sérgio. para corrigi-la: Como muitas piadas. Texto para as questões 21 e 22. ô Eu me perdi na selva de pedra 20 Eu me perdi. ô 10 Eu aprendi GABARITO A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu 15 É bom aprender. 10 b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Logo depois. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia 5 Eu não trabalhava. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. ô. Marcelo. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu.Interpretação de texto I Avançar . Vinha o motorista dirigindo o seu carro. a vida é cruel. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. UFR-RJ No texto Homem Primata. REIS. a comparação estabelecida entre o homem e maca- co alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. Do CD Cabeça de dinossauro. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas.

II. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. GABARITO 4. III. é causa prin- cipal do desfecho presente no cartum. 1968. Átila. 4 e 5. e poderiam ser retira- das sem prejuízo para a clareza do texto. b) 1. 11 JAGUAR. e) III e IV. 23. O militarismo. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos ar- mamentos. IV. b) I. III e IV. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. III e IV. 166-167. III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. b) atraso X progresso. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. 2. 2 e 4. c) santidade X pecado. você é barbaro. IMPRIMIR II.Interpretação de texto I Avançar . Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. os antônimos: a) lentidão X velocidade. c) I. e) 3. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. 3. e) passado X presente. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. p. 22. 24. d) 3 e 5. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. d) estagnação X mudança. 1. respectivamente. I. Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. d) II. c) 2 e 4. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. 5. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apre- sentados.

prepara-te para a guerra. daí ser um elemento anafórico. ( ) Na última parte do texto. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.” b) “Quem tudo quer tudo pode. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. associadas a tabagismo. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. 153. Univali-SC “BOM CONSELHO Ouça um bom conselho Faça como eu digo Que lhe dou de graça Faça como eu faço Inútil dormir Aja duas vezes antes de pensar Que a dor não passa Corro atrás do tempo Espere sentado Vim de não sei onde Ou você se cansa Devagar é que não se vai longe Está provado Quem espera nunca alcança Eu semeio o vento Ouça meu amigo Na minha cidade Deixe esse regaço Vou para rua e bebo a tempestade” Brinque com meu fogo Venha se queimar Chico Buarque 12 Ao compor o texto. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. ( ) Em Ele é um novo homem.” e) “Devagar se vai ao longe.” c) “Se queres a paz. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.” 26.” colesterol elevado. estresse Líder em soluções Veja.” d) “Quando um não quer. 27. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. III Essas doenças. Procure seu médico e siga 12% é diabética e 30% tem a sua orientação. 25. por problemas cardiovasculares. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. o autor procura confundir o leitor. p.Interpretação de texto I Avançar . Hoje. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. julgue os itens da questão 27. Voltar Língua Portuguesa . as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. 23/06/99. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. UFMT IMPRIMIR ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. Não seja mais uma vítima GABARITO II das doenças cardiovasculares. dois não brigam. obesidade. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. e) através de um jogo de palavras. INSTRUÇÃO: Com base no texto.

Potiguar-RN “Soneto Pálida. d) Inicialmente. meu anjo lindo! Pela maré das águas embalada! Por ti – as noite eu velei chorando. julgue os itens da questão 8. a surpresa da visão da mulher amada.” Veja. a fuga pelo sonho e pela morte. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida 13 moderna e não no objeto em si da propaganda. O amor sexual lhe repugnava. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. U. a mulher caracteriza-se pela pureza e. a mulher é pálida sobre o leito e. Negros olhos as pálpebras abrindo.. Era a virgem do mar! na escuna fria Não te rias de mim. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. em seguida. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. Entre as nuvens do amor ela dormia! Formas nuas no leito resvalando. Voltar Língua Portuguesa . o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. A vida moderna em favor da vida de verdade. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. segundo Mário de Andra- IMPRIMIR de. Unifor-CE “Façam a festa o poema-murro cantem dancem sujo que eu faço o poema duro como a miséria brasileira. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. o sofrimento das noites de vigília. Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Sobre o leito de flores reclinada Era mais bela! o seio palpitando. Como a lua por noite embalsamada. Jeep Grand Cherokee. A partir de R$ 55.” Nos versos acima. INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. 11/10/98.. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. em outro momento. Aponte-a: a) De um lado. Jeep® Só Existe Um. c) Em princípio... c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. pela nudez e sensualidade. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. sofre muito o prestígio romântico da mulher. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Ele tem motor 4. GABARITO 30. Jeep Grand Cherokee. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. a revela- ção de que apenas é uma lavadeira. num segundo momento. CELULAR. b) Num momento. 29.400. Era um anjo entre nuvens d’alvorada Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. de outro lado.. 28. duplo air-bag. anjo entre nuvens. à luz da lâmpada sombria.0L High Output. autor que.Interpretação de texto I Avançar . E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha.

que mostra incerteza do poeta. a primeira. o poema pode ser dividido em duas partes: I. sobre o tema: Mulheres. certas feias em cujos olhos vejo isto: GABARITO Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar O meu dia foi bom. (Não sei se dura ou coroável). Talvez eu sorria. (A noite com seus sortilégios. e a segunda. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. e a segunda. 32. c) III. In: Libertinagem.. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. a primeira. 33. c) Porque aparece toda noite.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. Voltar Língua Portuguesa . a primeira. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. a casa limpa. ou diga: A mesa posta. d) Porque é amiga do poeta. Manuel.. a primeira. IV. Uniube-MG Com relação à estrutura. E as feias. que apresen- 14 ta dúvida e descontrole emocional. embora diferentes. c) Morte. “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. São Paulo: Global. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes.. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. b) ambos os textos vêem apenas belezas. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. o segundo aborda a beleza da mulher madura. II.” Manuel Bandeira. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera..1984. b) Visita. d) IV. d) embora falem sobre o mesmo assunto. d) Noite.” Vinícius de Moraes. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. Sobre os textos. – Alô. pode a noite descer. 34. nas mulheres.. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. que revela a felicidade de um dia de trabalho. e) os textos abordam temáticas diferentes. pode-se afirmar que: IMPRIMIR a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. III. b) II.) Talvez eu tenha medo. e a segunda. e a se- gunda. iniludível! Com cada coisa em seu lugar. Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. b) Porque não poupa ninguém. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.. encontrará lavrado o campo. (. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. 31.

o pri- meiro é denotativo e o segundo. em “como nenhum outro”. 35. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. Ora. serve para destacar a atitude desejável de um consu- midor ideal. no único tempo de um homem que. e) É um caso de associação de idéias.” lavagem.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “ma- deleine” na obra de Proust. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. nunca pensara organizadamente na única pessoa. idéias deduzidas do início do texto. indica que. a linguagem publicitária procu- ra persuadir o consumidor. refere-se a um elemento extratextual. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. ao passado depois do passado. ou seja.Interpretação de texto I Avançar . não sendo eu. 37. o meu caso. apresentados no primeiro período do texto.. ao passado ‘ao lado’ do passado. o novo Omo Multi Ação. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. Omo Multi Ação está ainda elas aprendem mais mais eficiente porque sabe. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. ( ) o vocábulo outro. se sujarem. ( ) a palavra ainda. se sujarem”. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. criando uma relação com Quase memória. removendo manchas 36. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. assim e se desenvolvem melhor. ou melhor. no único personagem. remetem à expressão “as crianças”. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. Novo Omo Multi Ação. IMPRIMIR ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. era o tempo do qual eu mais participara. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. de 7 jun. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. só a partir de agora. PUC-PR “Nada mais diferente (. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. experimentarem. que seu filho precisa É por isso que estamos lançando de liberdade para aprender. Uma fórmula inovadora que Porque não há aprendizado age nos primeiros instantes da sem manchas. apre- sentado na abertura do texto. o produto foi aprovado pelo consumidor. ao passado anterior ao passado. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. UFGO Acerca da organização das frases. “Quando a gente deixa as crianças de gordura como nenhum outro. GABARITO estabelecem relação de causa e conseqüência. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. muito menos o tempo.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. Voltar Língua Portuguesa . 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. o ‘meu’ embrulho não abre nada. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. Com base nessa informação e na leitura do texto. como você.. pelo fato de causar incoerência. conotativo. 2000. As ques- tões 36 e 37 referem-se a ele.

INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas.” Marie Clarie. grito de guerra de uma escola de samba. sendo “pátria”. 3 e 4. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. o autor alude à idéia de que. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. d) 2. maio de 1998. e) 3 e 4. 3. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pre- IMPRIMIR tende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 1. Você poderá con- tribuir com o parceiro. Voltar Língua Portuguesa . é expressa com os verbos “ser” e “estar”. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. o que lhe trará entusiasmo. c) 2 e 4. Velô-Caetano e a Banda Nova. ora implicitamente ora direta- mente. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Língua. 2. A dinâmi- ca do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. No trabalho. julgue os itens da questão 38. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. desejada pelo autor. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 1984. 38. a idéia de plenitude. 2 e 3. 39. Para isso. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. Com Marte transitando em seu signo.. Caetano. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. conte com os amigos.Interpretação de texto I Avançar . b) 1. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino.. 4. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar E quem há de negar que esta lhe é superior A língua de Luís de Camões E deixa os portugais morrerem à mingua Gosto de ser e de estar Minha pátria é minha língua E quero me dedicar Fala Mangueira A criar confusões de prosódia Fala! E uma profusão de paródias Flor do Lácio sambódromo Que encurtem dores Lusamérica latim em pó E furtem cores como camaleões O que quer Gosto do Pessoa na pessoa O que pode esta língua (. 16 Texto para as questões 39 e 40. PolyGram. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Em “Gosto de ser e de estar”. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. confusão: espere até poder expres- sar suas idéias. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório.) Da rosa no Rosa A língua é minha Pátria E sei que a poesia está para a prosa E eu não tenho Pátria: tenho mátria Assim como o amor está para a amizade Eu quero frátria” E quem há de negar que esta lhe é superior GABARITO VELOSO.

GABARITO verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Dê. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. a soma das alternativas corretas. o menos incompetente reina. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. e) 3 e 4 apenas. como resposta. “dores”. que indigno cresce. O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 2. 1996. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. onde jazia. p. Estão corretas: a) 1. e logo o homem desce. Homem sobe. 32. c) 1. Nas expressões “confusões de prosódia”. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. 04. 4. burro parece. 16. Quando o pisava da Fortuna a Roda.” MENDES. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. 1. “cores”. Homem sei eu que foi Vossenhoria. 63. 08. IMPRIMIR 64. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos.Interpretação de texto I Avançar . 40. que é discreta a fortuna em seus reveses. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. Voltar Língua Portuguesa . que não merece. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. 2 e 3 apenas. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. 02. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. do que burro em cima. Em terra de incompetentes. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Quem sobe a alto lugar. d) 2 e 4 apenas. 2. 3. Burro foi ao subir tão alto clima. 17 41. Salvador: EDUFBA. Desanda a roda. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. asno vai. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. b) 1 e 4 apenas. 3 e 4. como “roçar”. Cleise Furtado. Pois vá descendo do alto. que subir é desgraça muitas vezes.

E não maldisse a vida tanto 6. b) o autor. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos.Interpretação de texto I Avançar . Abril Educação. c) I. Um dia ele chegou tão diferente 2. De tanto esperar 15. 30-I. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 7. Então ela se fez bonita 11. 43. Vinícius de e HOLANDA. Depois os dois deram-se os braços 16. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 18. nos versos 8 e 9. E foi tanta felicidade 24. Como não se ouviam mais 28. Pra seu grande espanto 9. o jogo amoroso e as GABARITO relações humanas. b) III e IV. no verso 21. Uniube-MG Sobre o texto. Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. Do que sempre costumava olhar 5. São Paulo. refere-se à palavra cidade. E foram tantos beijos loucos 26. 44. Convidou-a pra rodar. Cheirando a guardado 14. E ali dançaram tanta dança 22. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: IMPRIMIR a) I e II. Que o mundo compreendeu 29. A expressão “ali”. (Literatura Comentada). 3. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. Com seu vestido decotado 13. IV. E o dia amanheceu em paz. Chico Buarque de Holanda. Que toda a cidade se iluminou 25. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. E começaram a se abraçar. Quanto era seu jeito de sempre falar. 10. Não se usava dar E cheios de ternura e graça 19. 21. E nem deixou-a só num canto 8. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. II. d) I.” MORAES. Do seu jeito de sempre chegar. Tantos gritos roucos 27. 42. II e IV. III e IV. Chico Buarque de. d) ela. Como há muito tempo não queria ousar 12. Que a vizinhança toda despertou 23. Voltar Língua Portuguesa . só não se pode afirmar que: a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. Olhou-a de um jeito muito mais quente 4. III. A expressão “pra”. “Valsinha 1. Foram para a praça 20. traz marcas de oralidade. 1980. c) ele. p. Como há muito tempo 18 17.

é necessário levar em conta dados con- textuais. (. o autor do texto IMPRIMIR 1 expressa um grau de indignação equivalente. 102. Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. Chegam de todos os cantos do país. Para uma adequada compreensão do texto 2. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. I. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. estilizan- do a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. Zero Hora. 45. Em Barretos. p. 46. reis e princesas sonham até a Quarta- feira de Cinzas..) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. Voltar Língua Portuguesa . GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. a partir de uma informação que esse já tem. II. imaculadas botas de couro.Interpretação de texto I Avançar . d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. b) I e III. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. d) I. e) I. TEXTO 2 19 Charge de lotti. Integrada ao calendário das maiores comemora- ções nacionais.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. enfiados em calças jeans. cintos e chapéus vistosos. Porto Alegre. brasileiros”. local e data. IV. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. 24/05/99.. 24/01/99. II e III. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Os boiadeiros urbanos capri- cham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carna- val carioca em termos de público e opulência. c) II e IV. II. III e IV. III. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. No Carnaval. como veículo de divulgação. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. o texto 2 pretende mobi- lizar seu humor. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil.

.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. espanhol – a valorização será maior.. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. por exemplo. Texto para a questão 47. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.... Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. se tem um domínio regular. mas se forem substituídos por outro idioma – como. por meio de estruturas gramaticalmen- te corretas. • mestrado. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corres- ponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da IMPRIMIR de um bom domínio de conhecimentos de informática. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • um curso de especialização. ou 10 pontos. • pós-graduação lato-sensu. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. informações coerentes com o teste do texto.. • bons – 25 pontos GABARITO • médios – 13 pontos • ruins – zero” 47.. Voltar Língua Portuguesa . • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão..Interpretação de texto I Avançar .. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero 20 FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. • doutorado. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela... CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez.

c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. em geral. 29. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expan- são. 50. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme.” SCLIAR. e) I. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. Voltar Língua Portuguesa . Folha de S.Interpretação de texto I Avançar . Salvador-BA Por inferência. 2000. em relação ao texto. “As maiores estruturas do Universo”. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. e) a exuberante natureza amazônica. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. II. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. 27 ago. 21 49. b) um momento de percepção da realidade. isso bastaria. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. U. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. Texto para as questões 48 e 49. querendo-a aproveitar. III. infindas. o melhor que eu puder. b) somente I e II. Mais! 48. lagoas não costumam estar em expansão. In: Folha de S. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. II e III.” GLEISER. esse é um modelo bidimensional do Universo. Marcelo. c) somente I e III. meta- fórico. No segundo parágrafo. E que não houvesse mais que uma pousada. o que se afirma em: a) somente II. d) somente II e III. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. Claro. pelo seu poder evocativo. através de um discurso poético. 17/05/99. Considere as seguintes afirmações: I. De qualquer forma. senão pela sua precisão. enquanto. IMPRIMIR Está correto. mas os poucos que existem são confortáveis. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da har- monia universal. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. cheia de vitórias- régias. Paulo. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. no primeiro período. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. considerando-se o uso atual. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Cada planta é uma galáxia. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. “Às vezes. há uma referência nova. sempre aumentando. GABARITO A terra em si é de muitos bons ares. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. E em tal maneira é graciosa que. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. Paulo. Hotéis não há muitos. é só estimular o turismo. Há. Águas são muitas. U. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Moacyr. p. especialmente o que nos foi oferecido. a imagem vale. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. uma infração à norma culta. para alindar ou afear.

A abrandar-vos sobeja um só gemido. Poesia Barroca. 22 tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Texto 2 “Pequei. 51. São Paulo: Melhoramentos. F. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Para responder às questões de números 52 a 54. e prazer tão repentino Vos deu. U. Que a mesma culpa. quanto mais tenho delinqüido. Voltar Língua Portuguesa . e já cobrada Glória tal.F. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. escrever. Porque. GABARITO Se basta a vos irar tanto um pecado. pessoa do singular. Pastor Divino. leia os textos a seguir.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Considerando que o sujeito lírico expõe senti- mentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. de Mário de Andrade. ouvir. que pereça um destes pequenos. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Roberto. Se uma ovelha perdida.Interpretação de texto I Avançar . à qual Gregório de Matos recorre. se por acaso a encontrar. a ovelha desgarrada Cobrai-a. Senhor. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. e não queirais. pessoa do plural. Da vossa piedade me despido. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Mateus 18:12. Do mesmo modo. Vos tem para o perdão lisonjeado. 26 poetas hoje. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Gregório de. como afirmais na Sacra História: Eu sou. pensar e sentir. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. não é algo desejável para meu Pai. IMPRIMIR corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. d) exaltação da sabedoria de Deus. que vos ha ofendido. mas não porque hei pecado. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. 52. “Macunaíma nos ajude Barriga de minha perna na barriga do gorila onde estás? Cabeça do meu pau? na barriga do gorila na barriga do gorila Dedos de minha mão Meu alegre coração onde estão? onde estás? na barriga do gorila na barriga do gorila” Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ.M. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. d) O poema sugere que o “gorila”. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Senhor.” MATOS. que está no céu. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Vos tenho a perdoar mais empenhado. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. c) O título do poema está na 1ª. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino.

e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. por isso. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. “para conservar. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. do texto 2. estudar. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) peque. visitados e res- peitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. Sobre o texto. A palavra museu. Marco Aurélio. que significa templo de musas. c) se perca. e sobretudo expor para deleite e educação do público.M. de armas. erguidos em homenagem à cerveja. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. ao vinho ou aos insetos. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. antropológicos.M. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. de artes. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. algumas passam quase em branco e outras são exaustiva- mente lembradas. merece a salvação. GABARITO oceanográficos. 55. histórico e técnico”. F. mas não se arrepende deles. comemorado hoje. Mas há também os arqueológicos. os que reverenciam a colonização ou profissões.” SILVA. ecológicos. chantageando o Senhor. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas.Interpretação de texto I Avançar . c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. deixando que Ele decida se o salva ou não. 18/05/00. talvez não precise de uma grande festa nacional. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. e) padeça. d) argumenta. E as musas esco- lhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. se Ele não o salvar entrará em contradição 23 com a Sagrada Escritura. b) conversa com o Senhor. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. 53. vem do grego “mouseon”. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. assinale a alternativa correta. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. O Dia do Museu. pois. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. conforme a definição do dicionário Aurélio. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. Jornal de Santa Catarina. os religiosos. e) submete-se à vontade de Deus. coleções de interesse artístico. c) suplica pela salvação divina. 54. razão pela qual acredita que não será salvo. valorizar pelos mais diversos modos. F. b) sofra.

” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Vocabulário: Alcatifa – tapete. 08. Manuel. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo aban- donaram o navio. folgou muito com elas. A expressão . a soma das alternativas corretas.) Acenderam-se tochas.. 04. 01.. I. Pêro Vaz de Caminha. isto não queríamos nós entender.. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário..E também olhou para um castiçal de prata. E também olhou para um castiçal de prata. e lançou-as ao pescoço. e novamente para o castiçal. e bem vestido. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. Os tupiniquins. como se davam ouro por aquilo.. Fasc. estava sentado em uma cadeira. na embarcação portuguesa. Abril. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. consentindo. SP. com um colar de ouro. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. as quais não eram fanadas. Fanadas – murchas. e o da cabeleira esforçava- 24 se por não a estragar. nem de falar ao Capitão. Em E eles entraram. nem de falar ao capitão. escreve para o Rei de Portugal. 02. aconchegaram-se e adormeceram. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. 57.. é correto afirmar que: 01. nem a ninguém. E então estiraram-se de costas na alcatifa.. e assim mesmo acenava para a terra. UFSC De acordo com o texto. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou cate- goria social lusitanas. e. fez sinal que lhas dessem. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. nem a ninguém. UFSC A propósito do texto.. como resposta. por GABARITO assim o desejarmos.folgou muito com elas. 04. brancas. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. Isto tomávamos nós nesse sentido. Mas nem sinal de cortesia fizeram. Dê.. bastante comunicativos. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. 08. ao pescoço (. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. E eles entraram.. Pelo trecho ... 02. aos pés de uma alcatifa por estrado. Dê. E deitaram um manto por cima deles. Manuel. Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugue- ses e tupiniquins. como se davam ouro por aquilo. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. muito grande. D. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. 1999. e assim mesmo acena- va para a terra. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação IMPRIMIR portuguesa. Nada. O trecho . como resposta.Interpretação de texto I Avançar . Isto tomávamos nós nesse sentido. e depois para o colar. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Mas nem sinal de cortesia fizeram. Coxim – almofada que serve de assento. 56. quando eles vieram. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins.. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. carpete. um dos escrivães da armada portuguesa.) Viu um deles umas contas de rosário. como se lá também houvesse prata! (.

Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria.O patrimônio da sabedoria. A própria palavra tupi significa em pé. a soma das alternativas corretas. ISTOÉ . Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssi- mas. Para Kaká Jecupe. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. Como você pensa essa relação? Kaká . e fala do seu livro A terra dos mil povos.. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a 25 sua capacidade criativa. 32. em Dourados. 01. 04. a seguir. com o desaparecimento de centenas de etnias. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. Não no sentido de retórica. Porque fala e alma são uma coisa só. até para perceber que ela está em colapso. como resposta. de acordo com os trechos da entre- vista que você acabou de ler. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. ou Tupã.Os europeus chegaram trazendo o progresso. p.Há um trecho em seu livro. ISTOÉ . A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. preferem recolher a sua palavra-alma. 7-11). É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. Por aí você pode ver que GABARITO a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. (. Um dos nomes da alma é neeng. Apresentamos. Nosso povo enxerga o ser como um som. a sua expressão no mundo. ISTOÉ . em grandes áreas do País.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Ainda hoje. um tom de uma grande música cósmica. trataram aqui como primitivos. aquele que emite belas palavras. A terra dos mil povos. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. o qual chamamos de Namandu-ru- etê. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. 02. que são respectivamente o ter e o ser.Interpretação de texto I Avançar . a oportuni- dade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civi- lização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. Voltar Língua Portuguesa . trechos dessa entrevista. (.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. A realidade atual indígena não é fácil.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . A palavra tupuy designa ser. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indí- genas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. Dê. que também significa fala. publicada na revista Isto é (21/7/99. Um pajé é aquele que emite neeng-porã..Para quem fundamenta a sua cultura no teor. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade.. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. O pajé é aquele que fala com o coração. ter a percepção desse patrimônio.De desencontro. ser e linguagem são uma coisa só. IMPRIMIR 16.) ISTOÉ . em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição.Nesses 500 anos. 08. Os 500 anos de Brasil significam. ISTOÉ . para as etnias indígenas desaparecidas. Para os povos indígenas. por ilusão dessas relações com os brancos. Texto para as questões 58 e 59..)” 58.Para o tupi-guarani. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. que significa o som que se expande. É por isso que os guaraniscayowas. é na base do tiro. regida por um grande espírito criador. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Na opinião do escritor tapuia. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. 64. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado.

UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os tex- tos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). e Quyquyho. os guaranis-cayowas da região de Dourados. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. ilustrada pela aglutina- ção dos termos índio e América. provocado pela discórdia. 04. a soma das alternativas corretas. a seguir. 32. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Doura- dos é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã.Interpretação de texto I Avançar . enquanto som. pois a eles foi legada. como resposta. como resposta. 16. Dê. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. oposição índio feliz. 64. 1982). mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. podem ser encontrados em “Quyquyho”. 02. 61. 04. 16. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. palavra. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. a partir da rela- ção com o branco. 02. 26 “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. IMPRIMIR 01.”. exceto: 01. 59. 08. na tradição indígena. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. emoção. UFMS Os aspectos apontados. Voltar Língua Portuguesa . 04. 32. presença de um forte sentimento ufanista. a soma das alternativas corretas. em Mato Grosso do Sul. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios.” GABARITO 60. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do ín- dio. a linguagem. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. e o ser são elementos distintos. cuja letra reproduzimos abaixo. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. Visão ingênua e idealizada do índio. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. nos primeiros tempos. tendo a ver com sentimento. 32. 08. noção que a terra pertence aos indígenas. como resposta. Dê. Texto para as questões 60 e 61. em tupi. 02. 16. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. versus índio sofredor. Emprego de termos de origem indígena. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. a soma das alternativas corretas. é correto afirmar que: 01. Dê. significa “som em pé”. 08. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos.

c) I e III. 1486. somente. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. o advento de um Cristo seria impossível. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. d) II e III. sobretudo nos três últimos parágrafos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 64. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Está correto somente o que se afirma em: 27 a) I. as personagens ganham amplo desenvolvimento. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. O casal dirige-se a uma estrebaria. e) dissertativa. com narrador em primeira pessoa. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. somente. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpintei- ro José aportam a Belém. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. “Não há lugar para essa gente”. No conto. pois se apóia em argumentos encadeados. Ironiza a corrida armamentista. Conversa portátil. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. b) II. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. sobretudo nos três primeiros parágrafos. Está correto o que se afirma em: a) II. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: GABARITO a) narrativa. somente. e) II e III. II e III. As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. 1944. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. e) I. b) I e II. IMPRIMIR III. d) I e II. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. Atualiza a história de Cristo. mais do que no conto ou na novela.” MENDES. II. S. III. II. com narrador em terceira pessoa. O menino nasce morto. Poesia completa e prosa. 63. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso interna- cional de solidariedade. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso.m. d) descritiva. em nossa era. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. Na crônica moderna. anotadas em estilo elegante. b) narrativa. c) descritiva. 65. Murilo. c) III. 1. Com base na definição acima. 62. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. somente. p. Faz ver que. No romance. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE Anacronismo.

o amor. Texto para as questões de 66 a 69. pouco a pouco. vê surgir. que começara muito antes e continuaria muito depois. Um amor que não tinha fim. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. O amor começou ali. ora. Desce e percorre. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. nem princípio. tens amor – eu medo! . Os dois formavam um maravilhoso ser único. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. Não temos nenhum amor a trair”. Quando embarcou. nunca. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Resolveu viajar para a China. Depois não viu mais o junco. como mulher. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. eu amo outro. por toda a parte. A cabra vadia: novas confissões. as faces escavadas da fome. Durou um ano o amor sem palavras. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. eu não te trai”. parecia um delírio. de repente. Não houve uma pala- vra entre os dois. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função IMPRIMIR central na constituição do sentido do texto. 68. A menina não voltou. d) “Como você não me amava nem eu a você. 1995. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Doeu-lhe. súbito. b) marcar as repetições da narrativa. ela poderia utilizar a seguinte construção: GABARITO a) “Toda traição envolve outro amor. eu não te amava nem você me amava. Ele ficou muito tempo olhando. Foi parar quase na fronteira com a China. Viu. São Paulo: Companhia das Letras. logo. tão só. ora. Primeiro.. o escândalo. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e 28 “durou um ano o amor sem palavras”. b) “Só se trai a quem se ama. porém. uma aldeia miserável. uma menina linda.. eu não amo você”. andou em Hong Kong. logo. ninguém tem culpa dessa traição. c) negar um amor para afirmar outro. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. E. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). no meio de sordidez tamanha. apanhou o automó- vel e correu como um louco. 67. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Aquela beleza absurda. Nelson. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. Até que. b) “Que não seja imortal.” RODRIGUES. 66. Tinha sede e queria beber. logo. o brasi- leiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). Morreu só. nem você a mim. Um não conhecia a língua do outro. cada um deve seguir a sua vida”. Foi também um adeus sem palavras. d) “não é pois todo amor alvo divino. certo de que a distância é o esquecimento.” (Casimiro de Abreu). Até que entra na primeira porta. Voltar Língua Portuguesa . Um dia. linda. você não se deve sentir traído”. Olhou aquela miséria abjeta. Quis gritar. logo.Interpretação de texto I Avançar . como num milagre. Mas. a pé. O marido baixou a cabeça.

Só no último dia 11 de maio. Mas. Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Em poucos dias.. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. Na imagem. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. 30 de junho de 1999. é quase desconhecida. Bobbie. No colo dele. na Flórida. em 3 de junho. agosto de 1999. Voltar Língua Portuguesa . Às 11h56. sua mãe ligou para o St. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. IV e V. o cartório de Laguna. Superinteressante. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. de 2 anos. IMPRIMIR III. No conto de Nelson Rodrigues. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. Petersburg Times. e do filho Bryan 29 Jr. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. em 30 de agosto de 1821. é venerada como heroína da unificação. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. IV. 69. em Santa Catarina. um sapateiro. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. da mulher. Dez anos depois.Interpretação de texto I Avançar . a cabeça sem cabelos. 70. Bryan morreu em casa. d) II. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. jornal da cidade de St. c) somente a III. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. oficialmente. Observe as afirmações abaixo: I. pedindo a presença de um fotógrafo. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. 71. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). b) I e III.)” Revista Veja. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. há três meses. e) É pura e simplesmente uma narração. a boca aberta no esforço desesperado por ar. de olhos semicerrados. ao lado da mãe. Lá. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. Bryan Lee Curtis. na Itália. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. II. Tanto que só passou a existir. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco.” MARKUN. quando abandonou o primeiro marido. Virou Anita. Enquanto agonizava. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. GABARITO morreu nos braços de Garibáldi. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguin- te recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. um homem robusto. por iniciativa da Câmara Municipal. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Univali-SC “Agonia pública Na cama. 400 quilômetros ao nordeste de Roma.. Paulo. Petersburg. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. (. V.. no Brasil. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. numa fazenda em Mandriole. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. e) somente a V.

“Se o senhor concorda. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. “O se- nhor. julgue os itens que se seguem. portanto. Aborre- cido com o mau desempenho de seus discípulos. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musi- cal. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. e nada mais”. então. vocês terão uma prova toda semana”. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de IMPRIMIR 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. não deve ser usada em todos os casos. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta.)” Luiz Barco... Assim. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. é este que fundamenta aquele. com 48 horas disponíveis. 73. “Assim. ainda não tinha terminado. Pelo mesmo critério. ( ) No texto. financeira e política da mensagem. O estudante. porém. Voltar Língua Portuguesa . efervescente. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. logo descobriremos. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. anunciou peremptoriamente. os jovens se remexeram em suas carteiras. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. contrarian- do mais uma vez a regra imposta”. Relacionando essa observação ao texto acima. Assustados. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. Um deles. às vezes. ficariam preju- dicados os demais dias da semana. pois. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. rigoroso. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. racioci- nou. (. o jovem ponderou: “Profes- sor.Interpretação de texto I Avançar .. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom 30 argumento. para ser coerente. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar.. Não foi necessário prosseguir. Após a leitura do trecho acima. “Parece-me justo”. no entanto. como ele é o último dia com aulas na semana. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. digamos. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. porém. 72. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. que o sábado está descartado. que a prova será na sexta-feira. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. emendou. porém justo e lógico como o senhor tem sido. afirmou o professor.

“UM DIA QUALQUER .. sem manter assim relações de sentido com o poema. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .” Interpretando-se os sentimentos do poema. por exemplo. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ou toma um café As cadeiras redondas Hoje bobagem.Interpretação de texto I Avançar . “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário De carioca cerimonioso baiano lacônico gaúcho modesto mineiro perdulário paulista preguiçoso Deus nos guarde. o sentido da vida para o eu lírico. tempo algum Então fica para ver Eu passei lá na vila Então corre pra ver Ele é de Vila Isabel Beleza do mundo descer Meu nego meu jongo Toda rua começa Hoje eu chego na barra do céu Onde acaba o meu mal Você me entenda De conversa em conversa Dança de Oxum é assim Eu já passei da capital Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Era um filme domingo Hoje é final de século Penas do paraíso GABARITO Hoje é um dia qualquer Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. 74. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearen- se sedentário”. opõe-se “cearense migrante”. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro... INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77.. assim como estes. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. UFMT IMPRIMIR ( ) Na primeira estrofe. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. drama Onde as ondas se amansam Hoje é um dia comum Todo dia é na praia Você deita na cama Todo minuto é pra um Com os pés no século vinte e um Todo dia é todo o tempo Então corre pra ver O tempo todo. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. européia e cristã. 76. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”.66583624 31 Na espuma das ondas (Chico Amaral) Você vai ao cinema As meninas se lançam Ou toma um foguete. revelando. onde as ondas se amansam. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. Deus nos livre e guarde. ( ) No texto.ca- deiras. Voltar Língua Portuguesa .

que só a língua têm em comum. o que se afirma em: a) somente II. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. b) somente I e II. que está de olho na maquininha. Voltar Língua Portuguesa . como que em presença de um inválido. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada IMPRIMIR na escrita. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. d) a falta. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. de falta de apetite para os milhares de assuntos. escrever exige predisposição e inspiração. Prosa poética. 77. em relação ao texto. 79. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. fica em sua cadeira assuntan- do.. III. b) II. e) II e III. purê de palavras. (.Interpretação de texto I Avançar . Mas somos nesta casa uma família de estranhos. e você não sabe ir além disso. Não basta haver variedade de assunto. III. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza.” Carlos Drummond de Andrade. inclusive a simples claridade da hora. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mun- do imaginário em que vive o autor.. mais propriamente. A ação de escrever priva. II. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. depende das condições intelectuais da- quele que escreve. Entretanto. Ou. aí está você. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. não revolve os intestinos da vida. GABARITO II. sem liberdade. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. de minhas fraquezas. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. e) I. Está correto. de meus receios. c) I e II. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Dissertação. por vezes. por- que ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. d) somente II e III. Vivem constrangidos. não corta na verdade a barriga da vida.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Os dedos sobre o teclado. quer dizer: que não há para você. c) somente I e III. II e III. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Narração em primeira pessoa. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de aná- lise psicológica. Conclui que não há assunto. rapaz. Escrever é triste. 78. d) I e III. Revolto-me contra mim mesmo.) Que é isso. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. Então hoje não tem crônica. bem como a abundância de assunto. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. falar-lhe de minhas dúvidas. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. assuntando. vedada a você.

c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. Tão sossegados! Só nos jardins há amores- perfeitos. amanhã. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. A vida arranja tudo pelo melhor. tão igual. depois até a gente tão simples. 84. IMPRIMIR e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. as palavras destacadas conotam. b) muito arredio e pouco confiável. c) “cheiro de terra”. mas triste. como se dissesse – Bom-dia! Chega.. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” GABARITO corresponde. Uma voz de água no silêncio. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. com qualquer coisa de gato e de mulher.. c) pouco desconfiado e muito observador. 82. Veio. uma vez contextuali- zadas. Quem pode vai para fora. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca da- quele que escreve. Tão sos- segados! Só nos jardins há amores-perfeitos. Imagine o campo. nos olhos e nas 33 mãos. às vezes na realidade. Às vezes na imaginação. Hoje. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. c) solução e realidade. O cheiro de terra. luz cheia de sombras de asas. Eles são as minhas aldeias. 81. b) narração e a relação realidade-imaginação. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. É preciso gostar da vida. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. primeiro. Ah! dormir com o sentimento de pôr.Interpretação de texto I Avançar . e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. realidade de uso interno. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. do tempo. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. Semanticamente. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”.” No texto. b) “Sábado”. Tinha uma árvore. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. talvez. Aquele jardim era meu amigo. Lembro-me dela. d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. a: a) meio arredio e misterioso. Era um Jardim sereno. E tinha canteiros de rosas. d) proteção e felicidade. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. 83. Voltar Língua Portuguesa . não veio da cidade. e) segurança e incerteza. 80. Os outros ficam aqui mesmo. Ela pousa. b) lugarejo e beleza natural. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. semanticamente.” Álvaro Moreyra. nas árvores. d) bastante descrente e desiludido. e) “luz cheia de sombras de asas”. A noite caindo sem desastres. logo mais. Sábado. com certeza. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. um jardineiro risonho. d) “céu imenso perdido”.

.. agosto de 1999. O estresse é uma doença moderna. b) II. Ingo Tirgarten.. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. O homem é uma máquina que nunca desliga. inventou a Internet. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. o celular. por vezes. V. mantendo assim o humor e a alegria de viver. trocou o dia pela noite. III. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. uma das tantas doenças modernas.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler.. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. fax ou e-mail”. fax ou telefone. uma sociedade totalmente estressada. IV e V. atualmente. d) I. Observe as afirmações: I.. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. 85. (. d) Todos os empresários.. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. III e V. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. IMPRIMIR IV. aboliu o Domin- go. e não desliga mais.. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. fazendo uma coisa de cada vez. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. A psicóloga Marilda Lipp afir- ma: “Sob tensão pesada. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. como almoços e jantares com o cliente em potencial. II. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma GABARITO certa maneira de viver? O homem. Depois capota”. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. para o Terceiro Milênio. o fax e o telefone. afirma Aldo Colombo. II e III. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. Uns dizem que o culpado é o trabalho. Hans Dieter Didjurgeit. empresa especializada em sistemas de automação co- mercial. 86. Voltar Língua Portuguesa . a partir daí.. c) II. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. II e IV. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. (. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. o e-mail.. 34 b) O telefone. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos.Interpretação de texto I Avançar . 30% dos brasileiros sofrem de estresse. e) todos os itens. É mais um desafio!” Missão Jovem.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail.

a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. (. b) I. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. IV e V. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. II. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. São idéias presentes no texto: I. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. Dos itens acima. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. ora um animal doce e afável). III e VI. Voltar Língua Portuguesa . 89. tais como hipóteses ou teorias.Interpretação de texto I Avançar . 87. Ora.) Na Europa. Citar superstições acerca dos gatos. III e VI. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. o gato foi honrado e enaltecido. Nesta mesma época. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Cien- tífica (1934).. Sendo considerado como um animal santo. d) I. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. fêmea do deus sol Rá. por mais elevado que seja o número destes últimos. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. IV. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quan- tas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. II. e) todos os itens. V. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. 88. algumas vezes. de Karl Popper.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas.. III. A igreja lhe virou as costas. (. de um ponto de vista lógico. IMPRIMIR ( ) Na estrofe 6. GABARITO VI. a enunciados universais.. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. c) I. ( ) Na estrofe 8. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais.” Segundo Popper. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. III e IV. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e feli- cidade. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. No século XIII desenvolveram- se as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. enunciados “particulares”). ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. Univali-SC 35 “No antigo Egito. mas não das demais ciências.. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século.

8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.” Voltar Língua Portuguesa ... o pardo. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 36 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. pretas. 30 mãos para agir pelo Brasil. morenas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários GABARITO 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. 16 o preto. 34 pretas. morenas... 29 ânimo de viver pelo Brasil.. brancas.. o roxo e não apenas o branco e o semibranco.. roxas.. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. roxas IMPRIMIR 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. pardas. pardas... 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 32 .... 28 coragem de morrer pelo Brasil. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 33 Mãos todas de trabalhadores. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. Texto para as questões 90 e 91.Interpretação de texto I Avançar .

aproximando-se.” (l. seda. Trata-se de um casal. 31. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota.. AEU-DF Julgue os itens seguintes. 58).” Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um de- pois (a aparição do casal). 91. Reconheço. mas o acontecimento. e depois tingida. Agora. 31). usa terno branco. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidarie- dade dos brasileiros. antes. (No terno branco reconheço o linho. a brisa.” (l. em relação à semântica e à estilística. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. o riacho. ( ) “Qualquer” (l. Po- bre seda. Ele. 40 a 48). mas não se enxuga. pobres plantas. ( ) De tom otimista. pobre substância. gravata vermelha e chapéu panamá.. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. Isto aqui já foi muito bucólico. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. de 1ª pessoa. ( ) o narrador. às vezes. pobre substância. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este.que revela o sentimento de compaixão do narrador. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. e depois cortada. ( ) O termo “sindicais” (l. “todo brasileiro e não apenas. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da IMPRIMIR repetição: “Pobres fibras. ( ) no fragmento.” . 92. de idade. AEU-DF Julgue os itens abaixo. acontecem coisas. 14). ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. 15). Pobres fibras. 30. Muito tranqüilo. Pobres larvas. 90. os pássaros. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. UFGO “Segue-se um trecho. um homem gordo. dirigindo-se a ele. Também está suada. Voltar Língua Portuguesa . em relação à compreensão e à interpretação do texto. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. ( ) O termo “boreais” (l. conotação pejorativa. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. resmunga GABARITO constantemente. não. Vão se aproximando lentamente. Agora. A campina. por fim se definem. 26 e 27) e no gerúndio (l. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e demo- crático. 37 ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleo- násticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. no texto. extraído do conto “Ecológica ”.” e “Pobres larvas.. da técnica cinemato- gráfica. de Moacyr Scliar. e depois esticada.) A mulher também é gorda. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 17) tem.. Pobre seda. ( ) As “mãos” (l. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. é situado no presente.Interpretação de texto I Avançar . vocês sabem. e baixota. substância extraída do casulo de larvas. no vestido da mulher. e costurada. na história. pobres plantas.

Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. vozeando furiosos contra semelhante berraria. julgue os itens da questão 93. Infelizmente. das descomposturas e do crepitar dos vi- dros que se partiam sob um chuveiro de pedras. — Morra o infame! bramia a malta. para o redator do Diário. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. porém.15. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. 94. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural.Interpretação de texto I Avançar . Casa de Pensão. 11/02/1981. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio esti- vesse ali. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa.” Isto é. ( ) A referência “Isto é. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. entrevistado. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. 93. revelou-se salazaris- ta. Aluísio. Voltar Língua Portuguesa . naquela ocasião. INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. ( ) O uso dos dois pontos. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. 11/02/81. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. grudado a um canto da janela. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. os olhos injetados. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. o camarada intrépido. mordendo os nós da mão. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideoló- gico dos portugueses. — Oh! Era demais. — Morra o cáften! GABARITO João Coqueiro presenciara tudo aquilo. pois indica situações diferentes. Com base no texto. o sangue a saltar-lhe nas veias. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação corre- ta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. serve para introduzir uma explicação. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. no texto.’ De repente. 38 ( ) Na terceira manchete. já de carreira para o Largo do Machado. pensava ele desesperado. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. p. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos con- tra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada IMPRIMIR em seu sentido denotativo. p. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto.

Já são 800 animais.” No texto “Uma galinha”. número idên- tico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. em torno de 110 quilos. A fazenda Chalé da Serra. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. é a mesma: predominantemente referencial. no prazo de doze meses. 18 out. passadas algumas semanas. ( ) A fertilidade de um avestruz é. Ave estrutioniforme. é eminentemente descritivo. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. 96. Além disso. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. 95. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano.” Adaptado.000 reais. 39 ( ) O segundo texto. Voltar Língua Portuguesa . a menina prometia nunca mais comer galinha. Avestruz. em muito. de Clarice Lispector. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. ( ) A função da linguagem. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. após o evento. no município de Simião Dias. O animal estava sozinho no mundo. Mas. Até que finalmente foi alcan- GABARITO çado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. analisando as características estilísticas. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Atual- mente é a maior das aves.5 quilo. – Não é necessá- rio o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Entretanto. Veja. fugindo sem saber pra onde. todos rodearam-na com uma atenção especial. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. depois do acontecido. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. mamãe. na Arábia e na África. interior de Sergipe. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação corre- ta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o avestruz atinge o peso de abate. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. nos últimos cinco anos. parte de um verbete de dicionário. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutio- cultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. 77. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. indiferente. a família. Tinha a aparência de estar calma. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. caso aquela fosse morta. mata e come a galinha.Interpretação de texto I Avançar . o filhote. vive em zonas semidesérticas. já esquecidos do fato. Tem as asas atrofiadas. Compridos e desengonçados. no qual se considera a situação da vida da personagem. p. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. com seis espécies conhecidas. superior a de uma vaca. 2000. não mate mais a galinha. percebe-se claramente que: a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se IMPRIMIR desvendam. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. cujo preço varia de 1. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. U. a 8. apenas dois dedos em cada pé e é onívora.500 reais. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética uni- versal. em ambos os textos. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. Com base no texto.

IMPRIMIR 100. de cacete na mão. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. 98. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. e tudo era dele. coronel de patente. Com base no texto 2. e tudo era dele. pasto do mais fino. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. Trato as partes no macio. seja em sala de desembargador. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Apesar de tudo. os trabalhadores do eito. 1976. Voltar Língua Portuguesa . Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. “Meus verdes anos”. mimoso no trato. de corpo alto. J. em jeito de moça. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas.)” LINS DO REGO.. tudo era do meu avô. o meu pai da Tia Iaiá. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. de barbas. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. passei os anos de pequenice. Rio de Janeiro: José Olympio. (. 99. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. A grandeza da terra era a sua grandeza.. O coronel e o lobisomem. lá num inverno dos antigos. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. O sol nascia. modéstia de lado. É invencioneiro e linguarudo. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. e era dele. seja em compartimento do governo. de olhos miúdos. o Cazuza da velha Janoca. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Lá ia o gado para o pastoreador. o Dr. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. Tudo era do meu avô Bubu. o rio corria. Como fosse dado a fazer garatujações e desabu- sado de boca. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: GABARITO – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Digo. sem freio nos dentes. lá estavam as negras da cozinha. O seu grito estrondava até os confins. (. os moleques da estrebaria. o papai da Tia Maria. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. do que tenho honra e faço alarde.. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. as águas do céu se derramavam na terra. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. sou Ponciano de Azeredo Furtado. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. José. C. 40 TEXTO 2 “A bem dizer. responda às questões de números 99 e 100. Mas disso não faço glória. 97. gado do mais gordo. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que fi- cou órfão. In: Ficção completa. sem medir consideração. e tudo era dele.. Se não recebo corte- sia de igual porte. o velho Bubu. de palavra educada. pois sou sujeito lavado de vaidade. 1978. o “Velho” da boca dos trabalhadores. e a água boa e doce nas suas vertentes. abro o peito: – Seu filho da égua. no debaixo do capotão de meu avô. Sim. Não podia haver nada que não fosse do meu avô.)” CARVALHO. Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98.Interpretação de texto I Avançar .

Para o antigo pecado capital da avareza.. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. a preguiça e a gula. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. mas algo imaginário e. Já não há mais lugar para a ira. segundo o texto. a ira. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. 101.O Globo.. preguiça. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. A criativa preguiça. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade).. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. São ordens que devem ser obedecidas. Márcia .. Esta é a ameaça. avareza.. Este era o pecado da gula.. A aparência do bom moço. estão sendo de- terminados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. 16/05/99.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. se possível. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. É a nova versão do invejoso. para quem o que importa não é ser alguém. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. enquanto suas de- mandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. roupas. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. executivos de empresas e apresentadores de TV. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduar- do Losicer. sem noção de valores materiais. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. bebida ou drogas pesadas. Não há mais a moralidade do pecado. mas ter 41 tudo e. equivalente ao inferno.) O psicanalista Eduardo Losicer. prazerosa e lúdica. (. ironiza e ridiculariza estes desafetos. consumo. sob pena de exclusão do sistema. a avareza. Vivemos sob a moralidade dos mandados. cinema e TV. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. que já não deseja ser o outro. à qual o artigo se refere. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. Leia o texto a seguir e responda às questões. trabalho.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR 103. sucesso. O pecado da luxúria. Voltar Língua Portuguesa . É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. a inveja. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. ira. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do ima- ginário.. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo.. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. relatan- GABARITO do suas conclusões. A maioria movida a compulsões por trabalho. o orgulho. adotada por ídolos do esporte. um superego. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importa- dos. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. todos à sua volta. b) compulsão cada vez maior pela vida interior.” CEZIMBRA. portanto. O orgulho está em baixa. gula. é hoje um hábito do telespec- tador: o voyeurismo. transformou-se em mania de trabalho. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. Quem tem ódio do Governo.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. 102. prazeres e lucro. imagens de jornais. irreal. (.

diz. Só ele notou a situação de dor de José. 105. por exemplo. como resposta. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. do livro Inteligência Emocional. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. 131. motivos e preocu- pações dos outros. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da Repúbli- ca. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. GABARITO Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. e só ele tentou oferecer algum consolo. uma aptidão emocional essencial para a preservação de rela- cionamentos estreitos. pois simulou a própria dor. Serão criados banheiros especiais para deputados. machu- ca o joelho e começa a chorar.” Fragmento retirado. 26 de abril de 2000. 02. IMPRIMIR II. 32. Analise as afirmações abaixo: I. III. É possível concluir. Voltar Língua Portuguesa . Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a ho- mossexualidade como doença. protesta a psicóloga. Dê. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para ho- mossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). ter cha- mado a professora. de Daniel Goleman. 08.Interpretação de texto I Avançar . Poderia. Mesmo que não concorde com eles. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. c) a terceira afirmação. e adaptado. 16. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. que: 01. José tropeça. com amigos ou numa parceria comercial. que pára. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. Essas apti- dões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. seja no casamento. Não se trata de uma medida isolada. a partir do excerto exposto acima. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. b) a segunda afirmação. para o autor.” Veja. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 42 04. e) todas as afirmações. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. 64. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. p. d) nenhuma das afirmações. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se meten- do. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. a soma das alternativas corretas. 104. Enquanto diminuem os soluços de José. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa.

fazendo a crônica da fidelidade. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. afeição são as idéias centrais do texto. o focinho voltado para aquela direção. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. e) as novenas começavam sempre no domingo. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. Tudo em vão. Os amigos. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansio- so”. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. distraí-lo. o jovem foi convoca- do. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. na maior alegria. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. disciplinadamente. pontualmente. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. IMPRIMIR 109. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. Com relação ao texto. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. depois.Interpretação de texto I Avançar . Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. para outros amigos.” Lygia Fagundes Telles. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. Casou-se a noiva com um primo. Quiseram prendê-lo. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança.. Assim que anoitecia. 106. como se tivesse um relógio preso à pata. ia correndo ao seu encontro e. voltava ao seu ponto de espera.. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. “na maior alegria”. outros maus. “correr animado”. Postava-se na esquina. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. introduz as per- sonagens na narrativa. um pouco antes das seis da tarde.. Hoje. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. d) durante a festa havia muita confusão. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. O jovem morreu num bombardeio. todos os dias.. ( ) O uso de mas. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. a orelha em pé. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. As pessoas estranhavam. Assim que via o dono.”. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. amizade. uns bons. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. UFMT ( ) O artigo indefinido. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. nove dias. Os familiares voltaram-se para outros familiares. ia esperá-lo voltar do trabalho. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. ainda essa festa é motivo de grande agitação. GABARITO ( ) Fidelidade. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. 108. Então. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecen- do do jovem soldado que não voltou. c) com o passar do tempo. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam 43 faziam-lhe festinhas e ele correspondia. 107. “era jovem”. “A disciplina do amor Foi na França. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. cremos. o jovem foi convocado. Voltar Língua Portuguesa . de Manuel Antônio de Almeida. para que tivessem lugar as novenas”. começava muito antes. Como todos sabem. mas quem esse cachorro está esperando?.

e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. c) passividade. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. III e IV. revela: a) medo. era uma forma de estar metade protegido pela casa. III. III e IV. metade envolvido com o mundo. 110. numa reentrância da grade. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. 112. Ao meio-dia. 250-1. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. À tarde. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. Duas ficavam fechadas. 111. 1999. O menino gostava. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. dos mascarados do Carnaval. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. II. b) “protegido”. 3. ao escolher o seu espaço. vendo a vida passar. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. “continuou” e “esperando”. imaginava o que elas continham. Uneb-BA No segundo parágrafo. “via” e “participava”. ou em dias especiais. levaria sempre uma merendeira consigo. GABARITO b) revoltado com a sua condição de aprisionado. Uneb-BA Sobre o menino. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. mas tinha medo da rua. passava a leprosa que pedia esmolas. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. ed. tão-somente no seu cará- ter externo. Um dia o menino cresceu. À noite. d) deslumbramento. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. da carrocinha de cachorro. Podia ficar ali. e) II. O menino tinha pavor da leprosa. c) inseguro de seu objetivo. Um dia. passava o sorveteiro. d) I. mas nada tinha a ver com ele. “invejava” e “crescesse”. como as estrelinhas de São João.Interpretação de texto I Avançar . ele sabia de tudo. I. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. d) “tinha”. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. e) “fascinado”. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. p. Texto para as questões de 110 a 113. Carlos Heitor. c) II e III.” CONY. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. 44 Da janela. c) “envolvido”. o homem que afiava tesouras e facas. escondendo o nariz deformado. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. quando crescesse. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. “gostava” e “cresceu”. e) comprometimento. “imaginava” e “levaria”. b) alienação. só se abriam aos domingos. mas continuou na janela. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. em relação ao menino. IMPRIMIR 113. ele gostava de ficar ali. Voltar Língua Portuguesa . IV. quando todos começavam a ir para a cama. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. b) I e IV. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Pelas manhãs. via passar o leiteiro.

“Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. 117-8. d) integração descritivo-narrativa. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. b) II. atualmente.. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. c) III. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. b) da ligação adequada das orações. Unifor-CE I. busca cursos oferecidos pelas esco- las técnicas. III. IMPRIMIR e) do emprego de orações reduzidas. II. Campinas: Mercado de Letras. bom. Afinal. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional.Interpretação de texto I Avançar . ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. entrando para a escola. Unifor-CE Quanto à estrutura. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. no mínimo menos perigoso.. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. 1996. Tecnologia X Humanismo. diz-se. c) da ausência de conectivos. que mais lhe interessam. O resto. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Profissional especializado. c) exposição descritiva de idéias. As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. e) II e III. Formação técnica X Formação humanística. Seriam efetivamente formações distintas?” GERALDI. a mão-de-obra não- especializada sofre não só os baixos salários. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. de preferência ministradas diretamente nas ofici- nas. e) descrição argumentativa. b) exposição argumentativa de idéias. Linguagem e ensino. d) I e II. GABARITO 115. E. p. 45 114. A respeito dos enunciados acima. João W. d) da freqüência de preposições. o cidadão. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “compe- tência técnica” que um curso de formação proporcionaria. 116.

‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. para que o jovem forme seu caráter e suas convic- ções. e) 2 e 4. são pais que optam por uma educação mais conservadora. Alfenas-MG “Brito. sobretudo. IMPRIMIR c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e ne- cessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. passam horas falando ao telefone ou na Inter- net. são agressivos.. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis.’ No texto. por sua vez. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. não interessou-se em saber onde seria publicado. Educar é também conceder liberdade. Paulo. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reporta- gens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. discurso indireto e discurso indireto livre. como autor da nota. que pregavam o amor livre. 117. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. 30/1/98. a desobediência civil e o consumo de drogas. hoje. Henrique Nunes. c) 1 e 2. os trajes nem sempre asseados. Implica amor e firmeza. apesar de subscrevê-lo. Os jovens libertários da década de 70. horá- rios e deveres. em seu depoimento. Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. implicam com sua maneira de falar. Educar é ensinar que existem limites. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. 46 118. disse Brito ao juiz. ’E desco- nhecia que a resposta implicaria gastos públicos. Quando apenas um dos termos vale. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. só vêem o erro e não os acertos. agosto de 1999. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. Voltar Língua Portuguesa . de trajar e com suas amizades.‘” O Estado de S. b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. só sabem dar broncas e impor regras. U. C1. Educar é. estão sempre desafiando os limites. nem quanto custaria.Interpretação de texto I Avançar . d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas.” Missão Jovem. b) 2 e 3. GABARITO Educação – ontem. estão sempre de mau humor. existe quase um consenso: é preciso proibir. exer- citar o diálogo. não sabem o que querem.. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discur- so direto. Os filhos. Nunes teria ditado o texto para Brito que. d) 3 e 4. criam-se distorções. Mas isto deve ser progressivo. Porque experientes. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente.

Coitado do cachorro.. No domingo. Sim. arrebentado. GABARITO – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Juntos cresceram e amigos ficaram.Interpretação de texto I Avançar . E parece que o dono do cachorro tinha razão. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Até perfume colocaram no fale- cido. o assassino confesso. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Parecia que tinha visto um fantasma. E o homem continua achando que um banho. O doido comprou um pastor alemão. Texto para as questões 119. – O vizinho estava certo.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Ficou lindo. Simplesmente genial. Morto. lambendo as pancadas. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. assustado. 22/04/98. bairro de classe média alta em São Paulo. Maquiada. animais racionais. Trazia o coelho entre os dentes. Notam o alarido e os gritos das crian- ças. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.” PRATA. O meu pastor é filhote. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. – De jeito nenhum. felizes. Imagina. Voltar Língua Portuguesa . nós mesmos. Enten- do de bicho.. O que faz ele? Provavel- mente com o coração partido. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. sujo de terra e.. O bandido é o dono do cachorro.. Vamos dar um banho no coelho. mas era infalível. Isso na sexta-feira. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Julgamos os outros pela aparência. Depois de muito farejar descobre o corpo. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Coitados de nós. Para nós o cachorro é o irracional. que não pensamos duas vezes. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana.. E agora. procurava em vão pelo amigo de infância. é o cachorro. na semana passada. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi.. o protagonista da história. Branco. IMPRIMIR O cachorro é o herói. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.. Eram dois vizinhos. desde sexta-feira. E lá foi colocado. Isto é. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. As crianças. lívido. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Problema nenhum. O cachorro rosnando lá fora. com as perninhas cruzadas. quando entra o pastor alemão na cozinha. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Mário.. assim fizeram.. morto. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.. só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Como o coelho não estava muito estraçalhado. parecia vivo. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. deixar ele bem limpinho. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. E agora? Todos se olhavam. diziam as crianças. Prova- velmente estivesse até chorando. Coitado do dono do cachorro. O coelho. pegar amizade. Vão crescer juntos. de tardinha. O ser humano. escorraçar o animal. Imagina o pobre do cachorro que. Lem- brou? Agora pintou uma nova. 120 e 121. Enterrado. o animal desconfiado que tem dentro de nós. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. como convém a um coelho cardíaco. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. é claro. todo imundo. Claro. Pasmo. o coelho. 47 Quase mataram o cachorro.

os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. Nas fábulas. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. 119. depois de anos. 120.E. de 1998. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. As entidades colocarão em prática a lei. IMPRIMIR a) Depois de dois anos. U. A lei vale para clínicas. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). no texto. U. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. portanto. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. no entanto. 22 de março de 2000. Mais.” Isto é. 121. Voltar Língua Portuguesa . reforma de prédios. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. costuma haver um final moralizante. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. formado em Educação Física. Reescreva as passagens abaixo. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da ma- lhação não necessariamente. d) épico. Identifique o antagonista. 16/05/99. e) de propaganda. Paulo. clubes e até condomínios. b) narrativo. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.Interpretação de texto I Avançar . Deveria ser o requisito básico. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a edu- cação física deverão ser registrados no conselho.E.E. p. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. b) O cachorro é o protagonista da história. U. a) Identifique. narrativa. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. que regulamenta a profissão (só agora. 3-18. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. mas centenas de jovens belos e mus- GABARITO culosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. 123. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa.” O Estado de S. c) descritivo. A partir deste mês. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. 122. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como ati- vidade profissional. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. hotéis. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas.

Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. Os melhores contos de Clarice Lispector. Clarice. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. um preceito ou uma lição de vida. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. a formigui- nha trabalhou sem parar. ( ) Nas linhas 8 e 9. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine.html (com adaptações). Se chovia só eu sabia que era sábado. e intenção de transmitir um ensinamento.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2.. 124. sangue e mel. Quando abriu a porta para ver quem era. escrita por La Fontaine. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. “sempre”. sim. na semana passada.geocities. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. passados alguns dias. aproveitou o Sol. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. ( ) Considerando que. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então. o rosto inchado. com um aconchegante casaco de visom. Enquanto isso.” LISPECTOR. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana.. 1997. dançou. uma rosa molhada. dentro de uma Ferrari. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Em relação ao texto acima. A propósito. vejo que é sábado de tarde. amiga. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. quando se pensa que a semana vai morrer. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. verifica-se que.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. sábado de manhã. Não aproveitou nada do Sol.Interpretação de texto I Avançar . ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. julgue os itens a seguir. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. Então eu não digo nada. Tem sido sábado. Domingo IMPRIMIR de manhã também é a rosa da semana. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. de súbito. curtiu para valer. Era o inverno que estava começando. não desperdiçou um minuto sequer. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. armazenando comida para o período de inverno. e o vento: uma picada. a abelha no quintal. apesar de usual na lín- gua falada. INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. e um produtor gostou da minha voz. nesta versão. Voltar Língua Portuguesa . A formiguinha. reelaborada. saiba dosar trabalho e lazer. GABARITO “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. na fábula original. São Paulo. mas já não me perguntam mais. cantou durante todo o outono. não atende às exigências da escrita culta: para tal. o ensinamento principal mudou. Durante todo o outono. http://www. 125. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas característi- cas básicas: personificação ou antropomorfismo. come- çou a esfriar. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. último período do texto. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. Global. não? No Rio de Janeiro. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. antes do vento espantado poder recomeçar. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. aparentemente submissa. Seleção de Walnice Galvão. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. nós já tínhamos tomado banho. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. esse pronome deveria ser substituído por “o”. tomando uma cervejinha. vou passar o inverno em Paris. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. exausta.

. em virtude de irrefreável impulso de submissão. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol.. com a cultura colonizadora. não à língua inglesa da Inglaterra. 09/12/1998. (. mesmo” confere um tom de repreensão. referentes às idéias expressas no texto. no Brasil. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. 1. ingleses e brasileiros.)” VERÍSSIMO. no início era jogado em inglês. grande investidor ou latifundiário. Veja. CBF. b) 1. UFPE No texto. Voltar Língua Portuguesa . e) 2 e 4. uma história de triunfo da língua portuguesa. introduzido por ingleses no país. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. Aliás. timbaleiro ou seres- teiro. “Se você começou como padeiro. Nós é que nos oferecemos. UFMT ( ) Segundo a leitora. 3 e 4. 50 Texto para as questões 127 a 129. ao texto. 128. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. Luís Fernando. c) 1 e 3. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. 198. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. embora um tanto jocoso. no regulamento do atual campeonato.Interpretação de texto I Avançar . Estão corretos apenas: a) 1. ao longo de algum tempo. Roberto Pompeu. O texto demonstra que. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. nestas terras. não compli- quemos. 4. facilmente. “Disputam-se “play-offs”. c) acabaram por subverter. 126. GABARITO 127.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. “Play-off” é um termo importa- do do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. segundo ela.. (. que é o idioma. como no “goal” que virou “gol”.. A história do futebol. mas dos Estados Unidos. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. em campo não o goleiro. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”.” TOLEDO. o basquete.. entre outras coisas. e com termos emprestados de outro esporte. p. como “corner”. Há o importador e há o muambeiro. terapeutas e curandeiros. empresário. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. O futebol. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. Não. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. resolveu rotular as finais de “play-offs”. É bobeira mesmo. Entrava. por cúmulo. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. definitivamente. UFPE Leia os enunciados abaixo. A Confederação Brasileira de Futebol. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. mas o “goalkee- per” não o zagueiro. 3. esporte inglês. Chamemos o fenômeno por seu nome. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. Entre a assistência e o play-off. é. como existem médicos. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. IMPRIMIR 2. d) 2 e 3. e os basbaques foram atrás. (.. há políticos e politiqueiros. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. atualmente. ( ) A teoria da leitora ganharia força. b) rompem. 2 e 4. Existem suecos. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. ( ) De acordo com o texto. Jornal do Brasil. mas o “back”. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. assim como brasileiros estão para curandeiros. 7/10/95. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. Seria um caso incurável de carência de colonizador. é um sufixo pouco nobre. no campeonato nacional.

c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. e aperto sobre o peito em vão os braços. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de um semivivo corpo sepultura. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Marília. 130. GABARITO Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. São Paulo: Círculo do Livro. b) Nesse trecho. extremoso. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. o verbo ser. Amor na minha idéia te retrata. Quando em meu mal pondero. tem como referente os brasilei- ros em geral. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. busca. o pronome de 1ª pessoa do plural. já o eu-lírico se sente subjuga- do pela tirania do amor. 127. e) Na última oração do texto. a) Na expressão ‘outro esporte’. “Nesta triste masmorra. Marília de Dirceu. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. que eu assim resista à dor imensa. que me cerca e mata. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’.Interpretação de texto I Avançar . inda. p. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. referido anteriormente. no futuro do pretérito. adoro a tua formosura. ‘nós’.” GONZAGA. Uneb-BA Este exercício. Tomás Antônio. 129. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das ques- 51 tões de 110 a 113). ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. s/d.

cariocas. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. Com base nos textos abaixo. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. 133. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. depois um ovo no ministro da saúde e.03/06/2000. 131. Concordo. suas índoles. responda às questões de números 131 a 134. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. Por causa dessa intenção. b) construção de comprovações por meio de silogismos. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. Nada justificará. Arthur. O Globo. jamais. 132. seja qual for a manifestação. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. Marcelo Maciel. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram trans- postos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpu- sera os limites do tolerável.Interpretação de texto I Avançar . se é que assim se pode dizer. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. Nada justifica a agressão física. Só não conhecíamos ainda nossos manifestan- tes. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio 52 de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracte- rizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação.” IMPRIMIR 134. UERJ Em geral.03/06/2000. por mais digna que fosse a manifestação. outro ataque ao governador Mário Covas.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. Voltar Língua Portuguesa . seus defeitos. O Globo. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Em função desse limite de espaço. O vice-presidente da república disse que o go- vernador merece respeito. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. seja quem for o agredido ou o agressor. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O minis- tro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. em 1º de junho. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. E a situação de extrema violência que nós. respectivamente.

a própria humanidade. as ruas são limpas. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. mais democracia. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio.” Frei Beto. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. Ou a opção de um momento de silêncio. Reencontrar. 7. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. o salário exíguo num pais tão caro. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. mas se esquece do material. na verdadeira democracia. Ano Novo. uma oração. um gesto litúrgico. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. Ano de nova qualidade de vida. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. no ano que se inicia. Mergulhar em nós. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bo- vina de quem rumina hábitos mesquinhos. e) política e econômica. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. Quanto mais cidadania. um travo. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. “Ano Novo. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. Em volta. a leitura espiri- tual. 01 de janeiro de 1998. em janeiro. da ressurreição de Henfil e. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado 53 nos faz estranhos a nós mesmos. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós.Interpretação de texto I Avançar . No fundo da garganta. sem projeto. Olhemos a cidade. c) existencial e política. e comu- nicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. apega- dos à casa. Braços e corações abertos também ao semelhante. Recriar-nos e reapro- priar-nos da realidade circundante. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. De celebrar dez anos. Voto é delegação e. Vontade de remar contra a corrente e. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. b) social e econômica. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. d) pessoal e financeira. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. os filhos. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. a solidão entre matas. IMPRIMIR 136. Agora. A começar pelo réveillon. noite após noite. os propósitos altruístas. Feliz homem novo. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Voltar Língua Portuguesa . e) o homem busca a plenitude. tolerância é cumplicidade com maracutaias. vida nova. abrir espaço à presença do Inefável. Feliz mulher nova. p. abastece o crime ao consumir drogas. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. Por que acelerar tanto. de Chico Mendes. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. a rede educacional. o serviço de saúde. 135. nas atuais circunstâncias. se teremos de parar no próximo sinal verme- lho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. De menos ansiedade e mais profundidade. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. como se a vida fosse uma janela da qual contempla- GABARITO mos. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. mas está condicionado às limitações materiais. em dezembro. O Globo. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário.

ao se libertar de memórias antigas. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Leia as afirmações a respeito do texto.Interpretação de texto I Avançar .”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem..). achando que isso resolve a questão. que nada sugere.. não constrói. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. Sair criticando o mundo. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. 54 139. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. 16 de fevereiro de 2000. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.).. c) apenas a afirmativa III está correta.. Não. Oh.. b) apenas a afirmativa II está correta.. d) somente a III é correta. contraste maldi- to! Aparentemente tudo se recomporia. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada cons- trói. II.” 138.. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. inquietas sombras?.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. como ao poeta. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. desistir da herança e chorar a perda do tio. I. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. II. d) estão corretas as afirmativas I e II. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. 137. e) estão corretas as afirmativas I e III. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo.” Stephen Kanitz. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. e) II e III são corretas..” d) “Em política. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. III. c) somente a I é correta. IMPRIMIR III. 140. Veja. inquietas som- bras?.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. nada sugere. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele.... nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. e as sombras viessem perpassar ligeiras.. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. É impossível ensinar a pensar.). desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. de que fala o autor. não o do trem.” A “luta terrível” na alma do sobrinho.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Univali-SC GABARITO “Volta às aulas (.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. extraído de Machado de Assis. b) somente a II é correta. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. consiste em: I. Voltar Língua Portuguesa .” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.

A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. não pode parar no século passado. “Protegendo a língua nacional”. É preciso inovar. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e.. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costu- mes. muitas vezes. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. Segundo ele. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. (. fun- ção etc. Sobre o texto. já em 1873. interpe- netração cultural que marca o nosso tempo globalizante. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’.Interpretação de texto I Avançar . CASTRO. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). d) A língua portuguesa. necessita de mudança de humor. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. assim. deixou-nos. 29/12/1999. Jaime. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. nosso escri- tor. segundo Machado de Assis. Jornal de Santa Catarina. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. 141. Nelson Marinho Teixeira. 55 c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. e claro que desejável. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. Jornal de Santa Catarina. argumenta. A propósito. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. IMPRIMIR c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. 19 e 20 de setembro de 1999. ‘Se pensarmos bem. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. com sucesso. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. GABARITO ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. Machado de Assis. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. a globalização. Voltar Língua Portuguesa .)” AVENDANO. sensibilidade e altivez – a inevitável. 142. para enfrentar – com conhecimento. e. e tentassem descobrir as suas virtudes. a qualquer preço. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis.. Álvaro.

portanto. mas também em caracterizar o termo popular. visto que a autora apresenta seus pró- prios pontos de vista sobre o assunto. Com isso. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. O conto popular. 08. é correto afirmar: 01. 1994. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Leia.” 56 MACHADO. 02. Popular é. indiferença às imposições da cultura oficial. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Dê. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. veja bem. nascida de modo espontâ- neo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narra- IMPRIMIR tivo. Dê. atentamente. próxima da variante popular. 08. Quer dizer. 32. Literatura e redação. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. manifestação culturalmente rica. o texto segue o esquema básico introdução – desen- volvimento – conclusão. UFMS O termo popular.Interpretação de texto I Avançar . UFMS Em relação ao texto lido. 32. 08. como resposta. tal como aparece no texto. Scipione. 02. uma manifestação cultural de caráter universal. possui um caráter eminentemente regional. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. Dê. 145. não se prende a um autor específico. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. Trata-se de um texto literário. Em alguns momentos. 143. obediência às normas socialmente aprovadas. embora tenha um caráter universal. como resposta. se assim fosse. 04. pois discorre sobre o conto popular. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. São Paulo. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. pois isto eliminaria a tendência universalizante das mani- festações populares. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. 02. Irene. Voltar Língua Portuguesa . todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. O texto utiliza uma linguagem informal. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. como resposta. quando se trata de estudar gêneros literários. GABARITO 04. tendência à universalização. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 04. p. Talvez você mesmo pense assim. 16. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. caráter espontâneo. as criações populares não conhecem normas nem limites. 16. a soma das alternativas corretas. Quanto à estruturação formal. O texto pode ser classificado como opinativo. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imagi- nar. criação rústica. já que se trata de uma criação coletiva. Mas. 32. 28. 16. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. 144.

de acordo com a leitura. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. 147. Deletar tomou a vez do velho apagar. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. IMPRIMIR 148. Startar cassou o começar. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observân- cia desses direitos. como a realização dos postulados da justiça soci- al’. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Que corra atrás do prejuízo. Texto para a questão 146. que determina o pres- tígio de uma língua sobre as outras. (. 18 de nov. já dizia Gláuber Rocha. considerados não 57 como cidadãos mas como pessoas’ e. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. sua literatura. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. GABARITO seu cinema. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.“ SQUARISI. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Quem não aderiu se tornou out. Revista Exame. e não econômica. a reso- lução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.. ( ) Segundo Squarisi. A informática serve de exemplo. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Dad. é a ascendência cultural. no qual se reconhecem e defi- nem com precisão a existência desses direitos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.E. Printar expulsou o imprimir. I. printar e startar é meramente semântico. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. durante a qual tam- bém foi criada a Organização dos Estados Americanos. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. 170. sua tecnologia e o american way of life. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. Colômbia. sua televisão.” 146. O que vem de fora é melhor. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. E vire in. Peça help. com- preensão e interpretação textuais. Uma é o prestígio. que vende como ninguém sua música. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. conseqüentemente. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. Outra é a recepti- vidade. p. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. temos complexo de vira-lata. no livre exercício de suas próprias soberanias. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. É isso. 1998. cuja Carta proclama os “direitos funda- mentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio.Interpretação de texto I Avançar .. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. Voltar Língua Portuguesa . Nós. 1948). ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Além disso.

MATOS. nome certo mui acomodado a este animal. e o segundo. heis de buscar a dente qual jumento como sendo tão bobo. calma. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. 150.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. seduzir. Sois tão grande velhaco. Poesias Reunidas. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. de. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. Intentastes sangrar toda a comarca. fogem vossas ovelhas que a pura excomunhão meteis no saco: de vós.Interpretação de texto I Avançar . água. e sem sustento. d) No texto I. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos moder- nistas de primeira hora. não só no léxico como também na sintaxe.. p. qual uma harpia. Tratado Descritivo do Brasil. pois os filhos tratais com tal crueza não vos cai em capelo que os comeis. Gregório de. qual alternativa é incorreta? 58 a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realida- de com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. a que os índios chamam “aí”. como se fosseis voraz lobo? já diz a freguesia Quisestes tosquear o vosso gado.. pois ficando faminto. e tendo tão larguíssimas orelhas. erva para o jantar. que é título de zotes ordinário. parodiar. frio. Voltar Língua Portuguesa . (. que o faça mover uma hora mais que outra. Valha-vos. 1587.. 171-2. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. Org.)” mas ela vos sangrou na veia d’arca. mas quem digo que vos valha? que quem ousadamente se adianta Valha-vos ser um zote. e para a ceia (. pois não há fome. fogo. e os portugueses preguiça.. 149. nem outro perigo que veja diante. já no texto II. Gabriel S. 1996... que tendes de Saturno a natureza. com o título de seu poema. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. e um canalha: em vez de tosquear fica em pêlo? mixelo hoje de chispo. paradisíaca. Gleise F.). re- cém-descoberta. Salvador: EDUFBA. Sobre os textos I e II. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. IMPRIMIR o que o provérbio tantas vezes canta. e roubais. Oswald de. MENDES. e saístes do intento tosqueado.” SOUSA. o poeta busca resgatar a língua original do Brasil- colônia.

mas você pode me chamar também de Jesus..) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Lisboa.. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. 59 Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. MANUEL Cale-se você. de costas. o Filho de Davi. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Seu tempo já passou. O tempo da mentira já passou. de Deus. p. Esse é um de meus nomes. Tours.Interpretação de texto I Avançar . porque quan- IMPRIMIR to mais alta é a função. grande grito. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos.. 146-8. Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. pode me chamar de Jesus. remembrando a negra Inquisição... In: Poesias completas de Castro Alves. de Senhor. O Santo Ofício. GABARITO JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. p. Levantem-se todos. Sou... Colombo a soluçar. Auto da Compadecida. com o braço ocultando os olhos. soberbo. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Sua obrigação era ser humilde. ed... é Manuel. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admi- ração por prudência mundana. Mas você. a gemer Galileu. Castro. o azeite. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. João Huss na sepultura. João. atrevido. Loiola – aqui foi Nóbrega... Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua since- ridade exibindo seu pensamento.. santificando-se através dela. É justo!. que era Cristo. (Coleção Prestígio). JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. mais generosidade e virtude requer. 145-6. pois vão ser julgados. Voltar Língua Portuguesa . mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. (. Na fogueira Grandier..” SUASSUNA.. MANUEL Foi isso mesmo. 1995. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade.. se quiser. autoritário. Texto III “ENCOURADO.. 17. o Leão de Judá. não. por quê? JOÃO GRILO Porque. Rio de Janeiro: Ediouro. as provas. Rio de Janeiro: Agir. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Sevilha e Nantes na tortura. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. 9 ed. BISPO Cale-se. não é lhe faltando com o respeito não. A hidra escura e vil da vil Teocracia.. 1972. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. Ariano. mundano. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. a gemonia.

No Texto III. Ora. Machado de. Duas ou três fariam crer nela aos outros. inquietas sombras ?. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. e. b) II e III. mas falto eu mesmo. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar- me e a dizer-me que. vá. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. algumas datam de quinze anos. mas não a mim.” ASSIS. Pois. Entretanto. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. mas exigia documentos e datas GABARITO como preliminares. expressa no fragmento acima. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. Em tudo. IV e V. O que aqui está é. não o do trem. a fisionomia é diferente. 151. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comporta- mento dos representantes do clero. pouco apareço e menos falo. conservo alguma recordação doce e feiticeira. assim. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. tal como ocorreram então. No Texto II.Interpretação de texto I Avançar . como todos os documentos falsos. pegasse da pena e contasse alguns. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no mo- mento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. VI. Os amigos que me restam são de data recente. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. Se só me faltassem os outros.. II. e esta lacuna é tudo. Em verdade. embora de épocas diferentes. vida diferente não quer dizer vida pior. A certos respeitos. como se diz nas autópsias. mal comparando. tudo árido e longo. como ao poeta. identifique as afirmativas verdadeiras. ignorando o ponto de vista IMPRIMIR do momento em que o texto é escrito. IV. esta monotonia acabou por exaurir-me também. de suas reais funções. Voltar Língua Portuguesa . e as sombras viessem perpassar ligeiras. III e VI. III. e lembrou-me escrever um livro. e restaurar na velhice a adolescência. mas não me acudiram as forças necessárias. d) II. na época em que antigamente vivia. e) II. IV e VI. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. 810-11. O mais do tempo é gasto em hortar. outras de menos. em determinado momento de sua vida. No Texto I. c) I. p. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. conservo alguma recordação doce e feiticeira. III. v. UFF-RJ “A certos respeitos. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. se o rosto é igual. I. não consegui recompor o que foi nem o que fui. todos os antigos foram estudar a geologia dos cam- pos santos. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. 152 e 153. V. interrelacionam-se. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. é outra coisa. distanciando-se. Jurisprudência.” Em relação à posição do narrador. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. Distrações raras. e tal freqüência é cansativa. Quanto às amigas. Capítulo II. Talvez a narração me desse a ilusão. Dom Casmurro. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. o interno não agüenta tinta. e. Texto para as questões 151. Tanto no Texto I quanto no II. e que apenas conserva o hábito externo. como bem e não durmo mal. jardinar e ler. Quis variar. Depois. Sobre eles. 1. filosofia e política acudiram-me. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. de memória. 60 senhor. de memória.. como tudo cansa. Os três textos. era obra modesta. d) O narrador. e quase todas crêem na mocidade.

mas não a mim. Assinale a Opção em que.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. sobretudo no seguinte trecho: “Se só me faltassem os outros. “atar as duas pontas da vida”.” 153. Só dói quando eu respiro. mas falto eu mesmo. Porto Alegre: L&PM. não tem amigos de longa data. vá.” e) “Quanto às amigas. outras de menos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. se o rosto é igual. senhor. e quase todas crêem na mocidade. mal comparando. como todos os documentos falsos. como se diz nas autópsias. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que 61 perde. e que apenas conserva o hábito externo. a fisionomia é diferente. Voltar Língua Portuguesa .” a) b) c) GABARITO d) e) IMPRIMIR Caulos. sd. algumas datam de quinze anos. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois.Interpretação de texto I Avançar . 152. em sua narrativa. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.” b) “Em tudo. não consegui recompor o que foi nem o que fui. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referên- cias ao leitor de seus textos. e tal freqüência é cansativa. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. através de outra linguagem – o cartum –. e esta lacuna é tudo. com certo humor. o interno não agüenta tinta. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. O que aqui está é. e tenta.

Esta terra. Texto para as questões 154 e 155. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). p 39-40. planície. 3. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. “chã”: terreno plano. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. assim frios e temperados. E em tal maneira é graciosa que. muito chã e muito formosa. b) “Minha terra tem palmeiras. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” (Murilo Mendes). compridos pelas espáduas. dar-se-á nela tudo. (Castro Alves). e outros quartejados de escaques. a saber. quartejados de cores. não pudemos saber que haja ouro. 1999. nem prata. de as muito bem olharmos. por bem das águas que tem. “espelhos de pau. nalgumas partes. que andavam sem eles. / sustentada.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). com cabelos muito pretos. 2.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil.Interpretação de texto I Avançar . UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. como os de Entre Douro e Minho. e suas vergonhas tão altas. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. Águas são muitas. não tínhamos nenhuma vergonha. 4. Paulo Pereira (org. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . outros traziam três daqueles bicos. “parma”: lisa como a palma da mão. a estender olhos. Tem. que nos parecia muito longa. até agora. E alguns. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. grandes barreiras. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. que pareciam espelhos de borracha. Rio de Janeiro: Lacerda. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. bem moças e bem gentis. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. nem coisa alguma de metal ou ferro. querendo-a aproveitar. é toda praia parma. Vocabulário: 1. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. “tintura preta. De ponta a ponta. de que nós deste porto houvemos vista. Nela. delas brancas. delas vermelhas. infindas. Aí andavam outros. a modos de azulada. vista do mar muito grande. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. Pelo sertão nos pareceu. um no meio e os dois nos cabos. ao longo do mar. para transportar água ou vinho. GABARITO 5. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. a saber. 154. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. não podíamos ver senão terra com arvoredos. será tamanha que haverá nela bem 62 vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Marília. d) “Irás a divertir-te na floresta. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. porque.

que é possí- vel o Brasil mudar esse quadro.F. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. o calor e o frio.. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. Oswald de. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetên- cia escolar.Interpretação de texto I Avançar . por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. d) reconhecer e retomar a prática romântica. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos.. entre as classes sociais mais ricas e. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos poste- riores a ela. dando-lhes novos títulos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. de modo esmagador. criando estrofes simétricas e com títulos. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. por ocasião das eleições de 1994. agora já faz parte de nossa cultura”. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na esco- la? Nós não. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. dando-lhes títulos novos. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. via-de-regra.. 156. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. sem prejuízo do sentido IMPRIMIR global.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam.. U.”. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. Voltar Língua Portuguesa . em algumas experiências. entre as classes mais pobres. Poesias reunidas. p. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já GABARITO faz parte da nossa cultura. 155. 80. de modo significativo. (. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves 5 E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão 10 E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas 63 Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. a) Para o autor do texto. de forma tão natural quanto a chuva. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. 1978. o sol. respectivamente.” Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. dando títulos nacionalistas às estrofes. (.

Com relações tão complexas. Voltar Língua Portuguesa . seu prato preferido.E. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Não é para menos. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção IMPRIMIR de poder e liderança.” Superinteressante. a soma das alternativas corretas. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. Se não houver frutas nem insetos à mão. interior de São Paulo. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. capazes de partilhar alimento”. Parente mais próximo do homem. aliás. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. Onívoros de carteiri- nha. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. As chefias são formadas por até três animais”. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Para comer coquinhos. é marca registrada dos espertos macacos-prego. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. além do homem e do chimpanzé. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. depois que o zoológico municipal fechou. da mesma forma que o macaco-prego. Dê. em flagrante. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. o dos macacos do Novo Mundo. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. e estavam com fome. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-pre- go. julho/00. De acordo com o texto: 01. que dá uma destreza enorme ao animal. 157. diz Eduardo Ottoni.Interpretação de texto I Avançar . com força. Entre os macacos-prego o poder é diluído. A outra é o chamado polegar pseudo- opositor. observa Ottoni. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. “Não existe um único líder no bando. Os outros primatas normal- mente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Tiveram de apelar para o crime. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Apesar da distância. como resposta. 64 O apetite insaciável. diferente dos outros primatas. 04. da Universidade de São Paulo. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. p. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. U.72. quando a Polícia Florestal prendeu. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. “São os únicos. como o macaco-aranha e o muriqui. esse macaco africano consegue aprender por observação. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recente- mente. 08. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. o macaco-prego só podia mesmo ser um GABARITO sujeito muito esperto. O caso foi resolvido em março. Ele consegue pescar. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. 02. 16. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. Duas delas são fisiológicas. A primeira é o tamanho do cérebro. em fevereiro de 1999.

E não vive. É o som. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. representada pela Maria da canção. Divergência digo. A este respeito a influência do povo é decisiva. d) Maria. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Uma força que nos alerta. Mas se isto é um fato incontestável. É a dose mais forte e lenta Uma mulher que merece viver e amar De uma gente que ri. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. simboliza os seres humanos que lutam. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. em relação à compreensão e à interpretação do texto. b) A mulher. Maria É um dom. à força de velhas. Cada tempo tem o seu estilo. no texto. locuções novas. ( ) Machado. é uma combinação de força e resistência. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. se fazem novas. Em geral. A influência popular tem um limite. desentranhar delas mil riquezas que.Interpretação de texto I Avançar . Pelo contrário. – não me parece que se deva desprezar. Há portanto certos modos de dizer. Maria. o que é um mal. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. em seu texto. GABARITO Feitas as exceções devidas. a lágrima em riso. 158. Como outra qualquer do planeta. como são todas as mulheres do planeta. Texto para as questões 159 e 160. nem tudo temos os modernos. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ou antes por uma exageração de princípio. porque. apenas suporta a dor de viver. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. principalmente por parte dos escritores. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. porém. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. apenas agüenta. c) Maria. outros há que os adotam por princípio. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. Maria Maria. não se lêem. a mulher da canção. e segue sua vida. entre a tradição e a modernidade. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. AEU-DF Julgue os itens abaixo. e) A mulher brasileira. ainda aquelas que des- troem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. não imputa aos literatos tal responsabilidade. Univali-SC “Maria Maria Maria. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes.” 159. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. é o suor. ( ) Machado de Assis. é a cor. Nem tudo tinham os antigos.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. uma certa magia. transforma a dor em alegria. o autor se opõe à IMPRIMIR tácita aceitação de modismos. quando deve chorar. mas que sabem perfeitamente os clássicos. propõe a mediação. por intermédio dos escritores. sofrem e resistem à dor de viver.

As circunstâncias 66 históricas. expõe os elementos que a compõem. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. 626. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. AEU-DF Julgue os itens que seguem. nunca não encon- tra. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. Rio de Janeiro: Marco Zero. Fragmento II “Quadrante que assim viemos. p. p. Os sertões. em que todas as cores e raças se misturam livremente. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. 12ª ed. ( ) Nele. que o nome não se soubesse. 1989. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Rio de Janeiro: Record. nem pestes. pois desconhece o preconceito racial. 1984. porto Alegre: Sulina. In: Obra completa.se diz . . aonde lá. que então vigoravam no Brasil do século XIX.. perfazendo indagação.” SOUZA. p. A estrada de todos os cotovelos. – valorização das idiossincrasias regionais. o texto lido pode ser classificado como crônica. o próprio. nem lutas fratricidas. Grande sertão: veredas. ed. Volnir e Adão E. 5ª. o mesmo. O tempo e o vento. nem vulcões. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. por si. Sertão. p. porém. econômica ou política nacional. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. era o sertão churro. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeiti- nho. De repente. 1997. Apud Sergius Gonzaga. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. nem terremotos. o sertão vem. 13. do Maranhão à Bahia. com sua dialética irresistível. efêmera talvez. quando a gente não espera. Depois dele: o turismo multinacional. Euclides da. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes.. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. 161. Márcio. até. GABARITO Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície..Interpretação de texto I Avançar . p. o imperador do Acre. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. 1995. 227. Ia fazendo receios.” ROSA. Para isso. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Apud SANTOS. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. prolongando-as até ao nosso tempo. A marcha do povoamento. Érico. 3ª ed.” VERÍSSIMO. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. Carvalho.o senhor querendo se procurar. Defi- namos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. um povo prestativo. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocul- tural. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Até. Galvez. pela abertura de rodovias. 158. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. Manual de literatura brasileira. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. João Ubaldo. ( ) De roupagem metalingüística. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. Guimarães. 162. os senhores de terras e gados. Mas. Porto Alegre: Mercado Aberto. por esses lugares. Descemos por umas gro- tas. vol. Literatura brasileira.. 1984. 160. visto que aqui o preconceito é econômico. nem furacões.” Fragmento I Procuremos. acolhamo-nos ao nosso assunto. Voltar Língua Portuguesa . identificados abaixo. CUNHA. originaram diferenças iniciais no enlace das raças.” RIBEIRO. revela-as. após apresentação de uma tese. Viva o povo brasileiro. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. II. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. em magnífico resumo. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. festeiro. de coração bondoso.) Ali estão dois representantes do clã pastoril.

nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. já que aqui não há executivos preparados. 26/04/2000. são por natureza os nossos filhos naturais. em relação à compreensão e à interpretação do texto. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. existem colônias de franceses no Paraná. jamais fiz distinção entre uns e outros. procurar emprego em nosso país. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. 67 d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Os (ainda) chamados modernistas. em massa. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. ressuscitada a cada geração. apesar de equivocada. Voltar Língua Portuguesa . entre novos e velhos. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. “No Brasil.Interpretação de texto I Avançar . embora sem querer. além de tudo. com a sua livre poética. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. Leia o texto abaixo para responder a questão 41. sem rede de segurança . Quanto a estes. graças à Renault.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Para os executivos e a família. Para as companhias. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. GABARITO Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. Desde 1990. sem querer. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. a mudança é um sacolejo completo na vida.” BUCHALLA. Em São Paulo. Veja. por sua vez. Anna Paula. Quanto a mim. O processo se intensifi- cou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. não existe geração espontânea. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. em prol do equilíbrio universal. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. na incauta adolescência. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. por iniciativa própria. com os espetáculos de circo dos parnasianos. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Hoje. E. Das 500 maiores companhias transnacionais. mais de 400 estão instaladas no país. IMPRIMIR ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. E assim. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. “roubada” do Rio Grande do Sul. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Acontece que.” 163. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Texto para a questão 163. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. ( ) Para Mário Quintana. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Tanto de um como de outro grupo etário. essa transferência representa um reforço na filial. 162. ( ) Para ele.

rios. d) Diamantes tem à vontade.Interpretação de texto I Avançar . a terra em si. d) II e IV. tem-nos muitos. nem surfistas. Era assim o Brasil de Cabral. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . onças. Tão fértil eu nunca vi. mangueiras. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. papagaios. s/d. um GABARITO número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo desco- berto. tem-nos muitos.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Águas são muitas e infindas. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Araras. Banana que nem chuchu. p. Senhor. Havia outra raça bron- zeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.. c) Tem goiabas. critica de modo disfarçado a visão de Caminha so- bre a terra descoberta. Bengala de castão de oiro.” 68 De plumagens mui vistosas. Esmeralda é para os trouxas. Reforçai. No chão espeta um caniço. a arca. apesar da leve mudança no estilo. b) No chão espeta um caniço. Fortaleza: Editora RISO. No dia seguinte nasce Cruzados não faltarão. Tem goiabas. cajueiros. já quinhentos anos passados. III. Textos para a questão 164. b) I e III. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha.. Árvores gigantescas e multi- dões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.. c) I. II. neste tempo de agora. Bengala de castão de oiro. tão frios e temperados. “Ainda não haviam louras. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. II e III. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. capivaras. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. Como será esse país no futuro. Rios e riachos corriam límpidos. cristalinos e plenos de peixes. 165. palmeiras. Texto para as questões 41 e 42. árvores. Tem macaco até demais. e) III e IV. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. quando for a vez desses meninos? Riachos. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. melancias. O corpo do texto é uma pará- frase da Carta de Caminha pois: I. Edição Zero. Voltar Língua Portuguesa . Diamantes tem à vontade. Tão fértil eu nunca vi.55. nem biquínis. melancias. Vossa perna encanareis. nas praias dou- radas desse novo país. onças e capivaras. porque. IV. confirma a visão de Caminha sobre a terra desco- IMPRIMIR berta.. Se for embora daqui. é muito boa de ares. De tal maneira é graciosa que. A gente vai passear. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Salvo o devido respeito. assim os achávamos como os de lá. Ficarei muito saudoso Quanto aos bichos. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. como os de Entre-Douro e Minho. Banana que nem chuchu. nem mulatas. 164. araras e papagaios. embora escrita no mesmo estilo.

Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. b) II e IV. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. A respeito dos enunciados acima. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. ligado à IMPRIMIR classificação morfológica do verbo ser. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado.” Cassiano Ricardo.Interpretação de texto I Avançar . Do não ser. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. Em suas reminiscências. III. niilismo e revolta. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. “Ser”. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias.” 167. b) sentido excepcional. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. c) halo de encantamento. Cada minuto de vida Desde o instante em que se nasce Nunca é mais. 168. II. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. e) ar misterioso. 169. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. que é de ligação. e) IV. no verso 5. estamos mais próximos da morte. d) sentimento saudosista. IV. 166. está correto o que se afirma somente em: 69 a) I. Nessa operação mental. nem futuro. como se o bom e o interes- sante não tivessem presente. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. III. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. c) II e III. Voltar Língua Portuguesa . d) I e II. é sempre menos. a cada instante que passa. Perpassam. e) II e III. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. d) explorar a sinonímia das palavras. em todo o poema. sentimentos de angústia. c) III. II. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. d) III e IV. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. 170. b) II. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. Unifenas GABARITO “O Relógio Diante de coisa tão doída Ser é apenas uma face conservemo-nos serenos. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. já se começa a morrer. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. e não do ser. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. Unifor-CE I.

d) perdera as anotações que havia feito. Não será impossível achar- mos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. enfim. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. os hábitos de um decênio de arrocho. antes de começar. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. palavras de ordem. contra a existência de uma censura prévia. casos passados há dez anos – e. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. redigir esta narrativa. De fato ele não nos impediu escrever. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sinta- xe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. e) tencionava prender-se aos fatos. julgando a matéria superior às minhas forças. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. 171. ainda nos podemos mexer. 70 ninguém nos dará crédito. “Resolvo-me a contar. caso o escrevesse. 172. b) um depoimento verdadeiro. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verda- deira? Que diriam elas se se vissem impressas. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. sem romanceá-los. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. como realmente haviam ocorrido. digo os motivos por que silenciei e por que me decido.” Graciliano Ramos. ia-me parecendo cada vez mais difícil. ou alguém em quem não se pode confiar. d) a impossibilidade de escrever com clareza. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinam- bá: se o fizermos. e a proibição de usar nomes verda- deiros. Voltar Língua Portuguesa . dar-lhes pseudônimo. é incorreta: a) existia uma censura prévia. Efetivamente se queimaram alguns livros. com o decorrer do tempo. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. assim. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. o escritor é como um cego. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. com os nomes que têm no registro civil. e) sem liberdade de criação. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. com intenção de dar veracidade aos fatos. quase impossível. indulgentes ou cegos. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. depois de muita hesitação. 173. como limites à liberdade de expressão. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. que o impediria de publicar seu livro. As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. fazer do livro uma espécie de romance. a polícia.Interpretação de texto I Avançar . inibe também a capacidade de criação literária. Certos escritores se desculpam de não have- rem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. GABARITO b) a falta de liberdade política. me impediram o trabalho. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Além disso. sem disfarces. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. para publicar suas obras. realizando atos esquecidos. Isto. quando formos verazes. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu ver- dadeiro nome. como adiante se verá. seria injustiça. c) numa época de força policial. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Não vai aqui falsa modéstia. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. porém. em qualquer época ou lugar. Entre elas. tiradas demagógicas. às vezes com louvores de sus- tentáculos dela. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Repugnava-me deformá-las.

174. Poesias Completas. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. para quem é alvo dele. insuportável para quem sente e doído. o amigo é sincero. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. Rio de Janeiro: Aguilar. tanto espiritual. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. desde os tempos bíblicos. e) próprio da literatura socialmente engajada. quanto terrestre. e as sementes. o verniz civilizatório ou. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. 71 b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. A mulher é honesta. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. no mundo inteiro. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. por elevar seus galhos ao céu. perigoso. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. 176. 1974. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. mata a doce Desdêmona.. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. b) os pássaros. induz a uma acomoda- ção do homem à rotina diária. p. por aquilo que produz. Por fim. d) a simplicidade da vida campestre. Voltar Língua Portuguesa .. e) a árvore é sinônimo de vida. d) inerente a qualquer manifestação literária. o general mouro. familiar e do mundo todo. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. 57. doente. no seu cruel desenrolar. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. desde que eles estejam floridos. é velha como o mundo. o trai com um amigo.)” Veja: 14/06/2000. Jorge de. a sobrevivência do bom senso mes- mo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. 175. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. linda. mata a mulher e se mata. um sentimento insano. (. v. “Antes de lançares a semente no chão. A morte é uma atitude extrema. “Ciúme. considere o poema que segue. simplesmente. Para responder às questões de números 174 a 175. no ritmo lento da natureza. c) cultivado pelas elegias pastoris. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. e só por IMPRIMIR isso. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher.” LIMA. antes de calculares os lucros da seara. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare.Interpretação de texto I Avançar . trans- tornado. no texto em que Otelo. são símbolos do poder divino. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. paranóico. A realidade. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. 2. b) recorrente na literatura universal. Antes dele e depois dele. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. A tragédia. no século XVII. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva.

mesmo na cidade: tem presente seu passado. na árvore dobrada. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. 72 E sempre prossegue rumo ao norte. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. Há 15 dias. Voltar Língua Portuguesa . abolido. 178. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. E geme. b) lembrança. 3. (. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. como tema constante das tragédias gregas. Texto para as questões 178 e 179. Marceu . b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. ou recolher lixo nas praias. Para participar da festa. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. vagabunda. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. b) intenso questionamento sobre tempo. Lembrança – o vento pertence ao campo.. 180.427 bolsas de sangue. transformaram a recepção em coleta de sangue. c) vento. Mais estranho: o mundo é redondo. 26 de abril de 1999. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. d) medo da fugacidade do tempo. e) curiosidade quanto à origem do vento. c) desligamento da realidade. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. promove- ram o “trote solidário”. todas de São Paulo. tarefa dos novatos de Oceanografia. que serão doados para obras sociais. 177. E no entanto o vento uiva. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. d) nasce. Protegido no copo de conhaque. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. levam os calouros para a rua e. unidos. b) a influência maléfica de uma obra literária. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. do Rio de Janeiro.” Flávio Aguiar. o vento nasce e morre no horizonte. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. e) passa.. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. Escolas como a FGV. como faca.” VIEIRA. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo.Interpretação de texto I Avançar . 179. Arre- cadou-se mais de 200 quilos. gotejante: o vento a corta. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Uma rês geme. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. no início do ano. O hemocentro de São Paulo recebeu. Estranha faca: gelo e água. o vento chega arrefecido na cidade.Época. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. d) o adultério. de uma vez por todas. E no entanto o tempo passa: Do campo. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz.

a respeito da organização das idéias do texto. que intensifica “poucos” e “poucas”. são apresentadoras dos programas infantis. Luiz Octávio de Lima. e. ( ) Na linha 4. Não quero trabalhar para sempre. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. 181. penso em cair fora. em tese. o termo “muito”. ingênua e.. que poderiam contribuir para a educação infantil. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. só que o palco é a capa da revista. É como vida de atriz. enquanto outras nada têm. esportistas. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”.. Hoje uma soldada na guerra. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis.. de outro lado. casar. amanhã uma perua no shopping. no outro. 182. assistência. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. Univali-SC “. Mac Margo- lis. A idéia central do texto é: a) As crianças. São Paulo: Moderna. mas. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. Com o tempo. Voltar Língua Portuguesa . mas pouco ou nada fazem nesse sentido. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. as outras crianças que têm casa. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. 73 Texto para as questões 182. e) Algumas crianças têm tudo: casa. no Bubby’s. Quero voltar ao Brasil. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. 1/2000 (com adaptações).” CAMARGO. destinados às crianças. Então fica assim: de um lado. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. o objetivo de todos. São alguns privilegiados – como artistas.” Ícaro Brasil. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. na prática. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. maluquete. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância.” Revista Caros Amigos . família.março de 1999. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. têm família. em Nova York IMPRIMIR Trabalho e prazer. Texto para a questão 183. GABARITO ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”.. uma exceção válida para muito poucos. ter filhos e uma fazenda. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. você tem que ser sexy. 22. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. ambos desamparados. depois. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. em muito poucas circunstâncias. não me destruir com ela. p. In: Educação para o lazer. Quero aprender com a indústria da moda.Interpretação de texto I Avançar . no Brasil. e vivem nas ruas. E depois? Daqui a cinco anos. Num dia. Introdução. a passarela. comecei a levar o trabalho numa boa. a dança da garrafa. 1998.

Gisele Bündchen. ainda não a entendem. em 1º ago. corresponde tanto a eu. você vai IMPRIMIR ficar mais relaxado e em boa companhia. a indagação de suas fontes. SAIA DO STRESS A partir do dia 9.” 184. na atualidade. 01. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. 04. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. a consciên- cia de sua existência. 185. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. construídos historicamente. Elas fazem parte da vida das pessoas. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. às exigências do mercado de consumo para. o tempo. 08. não invadem a vida das pessoas. já que estas representam o trato com o novo. A organização de seus gêneros. toda segunda-feira. julgue os itens seguintes. Dê. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. em primeiro lugar. ( ) No fragmento de texto. Afinal. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. DF: Ministério da Educação. pensar. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. mas utilizá- las. res- pectivamente. o reconhecimento de suas possibilidades. 02. com o desconhecido que amedronta. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. 1999. em seguida. com cautela e moderação. viver e ser. como resposta. pela significação textual. a trabalho e divertimento. a soma das alternativas corretas. atender às demandas sociais. o movimento: o mundo plural hoje vivido. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. 16. 133-4). respectivamen- te. resultam de 74 processos sociais e negociações que se tornam concretas. o espaço. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. ( ) No fragmento do texto. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tec- nológicas é de desconfiança.Interpretação de texto I Avançar . É só ler e relaxar que você tira de letra qual- quer questão de literatura. apesar de conviverem com ela. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Leia-o. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. apesar de simbólicos a princípio. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. da Católica e outras faculdades. se mostram nos proces- sos comunicativos derivados das necessidades sociais. Novos modos de sentir. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! Voltar Língua Portuguesa . As tecnologias não são apenas produtos de mercado. portanto. Serão 16 sessões de uma análise completa e descom- plicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. acabam por concretizar-se. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. pois resultam de proces- sos históricos e sociais que. 1999. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. p. GABARITO espelham. 32. mas produtos de práticas sociais. a democratização de seus usos. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasí- lia. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. e responda à questão proposta. para depois haver uma adaptação mercadológica. publicada em O Popular. com atenção. 183. DIA 9.

UCDB. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Tereré é o refresco. Você corrige um erro. A expressão na hora do quiriri.’ Considere as seguintes atitudes: 1. devido à predominância da função fática. IMPRIMIR “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. daí se sugere que. ( ) o canal.)” NOVEIRA. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. regado a água quente. conforme 75 poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. 08. Leia o texto que segue para responder a questão 186. 32. ( ) o vestibulando terá. 16.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . a conversa será mais lenta. com sol forte e poeira envolvendo tudo. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. mas também de ler os próprios livros. Campo Grande. senão a erva pode azedar. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. Você fica louco da vida. Considerando-se que. recebe a ênfase nessa comunicação. passa-se do chimarrão ao tereré. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. 02. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. bem gelado. 2. De acordo com o clima. de uma boca para a outra. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. Ed. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. respeitando a vez de cada um. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. vestibular e leitura dos livros. a soma das alternativas corretas.. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. p. Chimarrão é o mate cevado. 23. ótimo. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. a leitura obrigatória de livros da literatura brasi- leira tem um propósito pedagógico. 01. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. (. como resposta. O arado e a estrela. sob um laranjal. uma bomba ou bombilha e a erva moída. dará mais sabor à erva. sem açúcar. morena e matuta. Você corrige dois erros. de cachimbo da paz. 3. explicitado pela palavra você. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira.. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse de- ver que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. 1996. para o vestibular. Texto para a questão 187. alguma palavra em guarani. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. passar a cuia de uma mão para a outra. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Raquel. Dê. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. 186. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. para não azedar o mate. Se alguém falar alguma frase. como chê-kambá ou cunhataí. pode ser associada à chegada da noite. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelec- tualmente danoso. GABARITO 04. tudo muito morno e quente. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. lendo o material anunciado.Interpretação de texto I Avançar . 4.

( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. Imagina se. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. especialmente o futebol (não mais foot-ball). etc. por exemplo. literalmente. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. por exemplo. deixando de lado os índios que nós. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. pelo menos. demonstra a intenção do jornalista IMPRIMIR em impor aquela língua. soap-opera.Interpretação de texto I Avançar . pelo menos é o que informam os especialistas. como as do texto. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. e F. chamando-o de ‘desporto’. No esporte é a mesma coisa. para verdadeiro. etc. etc. e) Palavras estrangeiras.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neolo- gismo. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda rema- nescem pelos sertões. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. se não for escolado no papo. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. nós a recebemos do colonizador luso. Leia os textos que seguem. Pois aqui no Brasil. inclui as apresentações em várias espécies de salas. traduzindo como pode os no- mes importados – goal keeper já é goleiro. os 76 brasileiros. o que foi uma bênção. ou até na rua.” GABARITO Rachel de Queiroz. o pataxó. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro.. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. como na África. é estrangeira imposta pelo colonizador. o português. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. “meio-de-campo”. Os índios têm lá os jogos deles. é engraçado. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier.. Nas páginas dedicadas ao show business. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. onde as melodias podem ser originalmente nativas. funk.. 187. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. que alguns tentaram. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Mas. Voltar Língua Portuguesa . Mas não pega. se você for a fundo no assunto. tudo é show. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. contrapõem-se duas cores. ou pior. punk. back é beque. Pegue um jornal. cada uma fala o seu dialeto. A começar que a nossa língua oficial. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). mas devem ser chatos ou difíceis. tem significação mais extensa. por exemplo: é todo recheado de inglês. Texto II 188. que. Cantor de forró do Ceará. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. por exemplo. então. como um peru de farofa. falemos de nós. pelo menos. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. E o leitor do noticiário. UEMS No texto I. toma um susto. pretendemos ser. ou. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. a todo instante tropeça e se engasga com rap. o preto e o branco. já que a gente não os conhece nem de nome. UFMT Assinale V.

Quando necessárias. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. 190. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. A salvação pretendo em tais abraços.” AZEVEDO. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. Misericórdia. Maldade que encaminha a vaidade. restituía-a ao cativeiro. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. e que o seu amante. para as não comprováveis. Delinqüido vos tenho. e) e as coisas que tu vais transformar. II. e ofendido. O cortiço. Jesus!” MATOS. Jesus. s/d. In: Poemas escolhidos. 1993. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. Senhor. para a ceia do seu homem. Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 192. d) ou os cofres que tu vais encher. Bertoleza. Aluísio.” E depois emborcou para a frente.Interpretação de texto I Avançar . e chegaram finalmente à cozinha. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. b) I e III. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. antes que alguém conseguisse alcançá-la. ensinava-lhes o caminho. então. 229-30. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. com as mãos cruzadas nas costas. Gregório de. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. Vaidade que todo me há vencido. Luz que claro me mostra a salvação. d) II e III. à frente deles. Bertoleza. que a sua carta de alforria IMPRIMIR era uma mentira. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Atravessaram o armazém. Salvador-BA “Ofendido vos tem minha maldade. Estão corretas: a) I. 189. pálido. vendo que ela se não despachava. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Os polícias. b) antes de calculares os lucros da seara. Soneto. e) III. Abraços que me rendem vossa luz. p. falar português é como falar inglês. estava de cócaras no chão. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Arrependido a tanta enormidade. c) I e II. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. que hei delinqüido. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. 281. Vencido quero ver-me e arrependido. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. João Romão ia atrás. amor. Botelho. São Paulo: Círculo do Livro. escamando peixe. recuou de um salto e. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. U. III. e encaminharam-se todos para o interior da casa. dai-me os braços. São Paulo: FTD. p. Arrependido estou de coração. De coração vos busco. é possível concluir que: I. que o acompanharam logo. UEMS A respeito do texto II. 77 É verdade. desembainharam os sabres. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. Em virtude de tantas palavras importadas. 191. Ofendido vos tem minha maldade. não tendo coragem para matá-la. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3.

imagina. saltando vastas fronteiras! – e há indagações minuciosas Ó vitórias. Sem rr nem ss. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. festas. Rio de Janeiro: José Aguilar. 3 e 5. os ossos. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. p. “esse português de menino”. Casa-Grande & Senzala. d) 4 e 5. 3.” MEIRELES. 3. solene. conversam.Interpretação de texto I Avançar . 3 e 5. Rio de Janeiro: José Olympio. Estão corretas apenas: a) 2. a fala séria. inaugurado com a ama negra. bem coletivo. firmou-se em todas as regiões do Brasil. O falar “doce”. 4. A escolha das palavras. inventa. ora ao texto II. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. lili (. c) 1. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. e mesmo a portuguesa. Gilberto. Cavalo de La Fayette sentem-se luzes acesas. pipi. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. ed. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. Obra Poética. nenen. Voltar Língua Portuguesa . 1958. 151-2. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. e) 1. sob a mesma influência do africano e do clima quente. bumbum. tirou-lhes as espinhas. b) 1. 3 e 4. Cecília. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. b) Liberdade enfocada no plano individual. principalmente. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. 193. 9ª ed. do princípio ao final do texto. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. Com base na compreensão do texto. IMPRIMIR 5. é uma das falas mais doces deste mundo. c) Liberdade. tão tarde? Liberdade – essa palavra Que escrevem. 2. desta- cando. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. as durezas. em Vila Rica suspensas! mas fica escrita a sentença. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. toda ela sofreu no Brasil. da gente. A linguagem infantil brasileira. pensam? que o sonho humano alimenta: Mostram livros proibidos? que não há ninguém que explique. nesses campos. Texto II “Através de grossas portas. das lutas da Independência! “Que estão fazendo. indistintamente. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América.” GABARITO FREYRE. tatá. 1972.. (Antiguidades de Nimes Não fica bandeira escrita. 2.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. flores dentro das casas fronteiras. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito... Lêem notícias nas Gazetas? e ninguém que não entenda!) Terão recebido cartas E a vizinhança não dorme: de potências estrangeiras?” murmura. ao contacto do senhor com o escravo. tem um sabor quase africano: cacá. a influência da cultura africana. fruto da luta política. mas a linguagem em geral. as sílabas finais moles. 2 e 4. reforça a convergência encon- trada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’.

futuro aço do Brasil. ao se tornar funcionário público. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. São Paulo: Ática. exercia nele um poder absoluto e invencível.. c) o poeta. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. U.” GABARITO d) “Tive ouro. sem mulheres e sem horizontes. estendido no sofá da sala de visitas.” 195. que voou. orgulhoso: de ferro. este orgulho.. tive fazendas.F. 79 Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. Oitenta por cento de ferro nas almas. Principalmente nasci em Itabira. não há idéias mais livres que as do preso. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. sem mulheres e sem horizontes. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. esta cabeça baixa. viu-a chorar por ver que ele não chegava. atrevida. Ora. por esse mar imenso da imaginação. delineia-se o impulso erótico que é.F. e o amor. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.Interpretação de texto I Avançar . d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Hoje sou funcionário público. que tanto me diverte. Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. reprimido.F. tive gado. Augusto amava deveras.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. PUC-RJ Texto 1: IMPRIMIR “Já era tarde. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Viu-a. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. 197. Joaquim Manuel de. é doce herança itabirana. e. Principalmente nasci em Itabira. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. U. orgulhoso: de ferro. Hoje sou funcionário público. que me paralisa o trabalho. 194. este couro de anta. Por isso sou triste. A Moreninha. Itabira é apenas uma fotografia na parede. 1997 p. toda cheia de encantos e graças. esperando-o em cima do rochedo. pois. U.” d) “de suas noites brancas.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. com seu vestido branco. e pela primeira vez em sua vida. tive gado. no entanto. 125. Tive ouro.” MACEDO. de suas noites brancas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. tive fazendas. Voltar Língua Portuguesa . b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. mais forte que seu espírito.” 196. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. E o hábito de sofrer. vem de Itabira. Noventa por cento de ferro nas calçadas. abandona a postura crítica. A vontade de amar.

ANDRADE. 161-3. que se armou em coágulo. eu que não me sabia 10 e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. o sumo se espremeu para fazer um vinho 20 ou foi sangue. 19. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. p. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Antologia Poética. talvez. Mas. Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. ed. Era tempo de terra. Explique. Deus me deu um amor porque o mereci. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamen- tos distintos. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. e a um e outro agradeço. pois jamais me sorriram. 40 Há que amar e calar. mas sou. pois que tenho um amor. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. João foi para os Estados Unidos. Texto para as questões de 198 a 201. Rio de Janeiro: José Olympio. GABARITO Onde não há jardim.” ANDRADE. um sistema de erros.Interpretação de texto I Avançar . a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Carlos Drummond de. Raimundo morreu de desastre. Em ambos os textos. Mas sou cada vez mais. p. 30 o sagrado terror converto em jubilação. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. 5 Pois que tenho um amor. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra 15 imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos 35 à visão extasiada. Carlos Drummond de. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Maria ficou para tia. 1973. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. as flores nascem de um 25 secreto investimento em formas improváveis. porque me tocou um amor crepuscular. Rio de Janeiro: Record. Voltar Língua Portuguesa . 80 Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. IMPRIMIR há que amar diferente. Reunião. Teresa para o convento. 1996. 32. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. no mundo. com suas próprias palavras.

A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. Dê. 08. Dê. Voltar Língua Portuguesa . 04. Dê. 200. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 08. 16. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 16. no presente. como resposta. 32. 64. 32. 201. IMPRIMIR 08. 02. tende a se repetir. 04. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pe- los que amam. UFBA No poema. decorrentes da ação do tempo. 64. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. como resposta. 81 04. é correto afirmar: 01. 32. Dê. a soma das alternativas corretas. “e”. 64. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas. 199. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. o eu-lírico: 01. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. Há uma explicação correta em: 01. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. 02. contudo. o que é um recurso do poeta para não se GABARITO revelar amador. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. UFBA Com referência ao texto. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas.Interpretação de texto I Avançar . UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redes- coberta. relativizando a força demoníaca com que ele atua. “um amor” e “amor” referem-se. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. 08. 32. como resposta. servindo para especificá-lo. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. 02. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. a soma das alternativas corretas. 16. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. 04. no verso 26. respectivamente. 02. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. 16. di- mensão nova. dando-lhe. 198. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. como resposta. relata um desencanto amoroso passado que. enfatiza a origem divina do amor.

com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.” b) “Por que. no país do ‘homem cordial’. No caso do Brasil. no país do ‘homem cordial’. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. 202. no país do ‘homem cordial’. de 19/04/2000. no país do ‘homem cordial’. na linguagem informal.” b) “Tendo-a ao meu lado.Interpretação de texto I Avançar ..” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.. Paulo. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. no país do ‘homem cordial’.” 203. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celu- lar? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. 05/08/00. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.” IMPRIMIR Folha de S. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. Assinale a alternativa que. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. eu perdi o medo do mundo e do vento. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um gru- GABARITO po de amigos ou clientes. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.” Revista Veja.” 204. Voltar Língua Portuguesa . Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. melhor traduz a formalidade do dis- curso acima. no país do ‘homem cordial’. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: “Porque. ninguém fala.” e) “Quisera pascer cuidados. / fecundar óvulos mortos. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celu- lar? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. nestes tempos neoliberais.” d) “Por que.” c) “Por que.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. É a língua cotidiana.” e) “Por que. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mes- 82 ma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.

porém apontam para a im- possibilidade de rompê-los.” Burguesia. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. A seguir. c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. lindo e joiado.. 205. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro.. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . GABARITO que a denuncia em tom de sarcasmo. pela ironia. 1989. PolyGram. são apresentados dois trechos de músicas. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. In: Burguesia.M.” Um bodegueiro na FIEC. Texto 2 “Você não faria a menor falta 83 Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. de G. In: Bonito. Neves. ao de Cazuza.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. o segundo. questionando de for- ma contundente os seus valores.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. opondo-se. CD 804.M. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. pois. F. VAT. 206. no qual está camuflada uma crítica. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. F. Israel/Cazuza/E. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão.142. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. 1993.Interpretação de texto I Avançar . o que não ocorre no de Falcão. LP 838 448-1.

” COLASANTI. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. o que conseguimos. A luta de base. mulheres. para conscientizar os colegas. 208. Porque não estão coladas nos filhos. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Mulher daqui pra frente. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. d) dos governos. fora dos jornais” GABARITO As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver.” SUPLICY. 1981. Unifor-CE No segundo parágrafo. amigos e marido. abordado nas questões de 62 a 64. 209. 84 e) das mulheres todas. amigos e marido. Marta. UFF-RJ Segundo o texto. pela melhoria das condições de vida das mulheres. Nem tão difícil. “exigimos”. 124-5. Os salários não são iguais. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. mulheres. Reflexões sobre o cotidiano. onde fomos usadas pelo sistema. Porque não estão em casa. Voltar Língua Portuguesa . p. Muito está colocado. 1986. mas basicamente com os companheiros de trabalho. de formiguinha. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o gover- no somente. o que fazer de agora em diante. Esta é uma hora para se parar e pensar. a) “Nunca esteve tão bom para nós. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência.Interpretação de texto I Avançar . c) metonímia. cujo sentido correspon- de ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. b) ironia. o que deu errado. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. cumprindo a sua vida. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. b) de todas as mulheres. Porque não estão à disposição dos maridos. d) Uma vez profissional. As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. e) hipérbole. É uma luta mais intimista de um lado. 207. fora dos jornais. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Marina. IMPRIMIR 210. Pensar pelo que brigamos até agora. contra todos os governos que as oprimem. as creches continuam insuficientes. por melhores salários. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. amigos e marido. mas tudo está por fazer. mais difusa na realidade. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. c) dos companheiros de trabalho. das passeatas. Nunca foi tão difícil. São Paulo: Linoart. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. mas da prática do obter e do ser. d) comparação. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. Porque. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir.

c) catacrese.. publicado na Revista Época. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. Impede a conjugação de tantos outros verbos. fluídas. Incensos dos turíbulos das aras. e) Purê de palavras. a) Alguém. somos seres lineares. É possível afirmar.. participou do concurso e espera ser aprovado. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. chamada: a) metáfora. Ó Formas vagas. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. da leitura do fragmento acima. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. ambas. Formas claras De luares. resultante do cruzamento de sensações. o que nos deixa agradecidos.’ E cedo cedo incorporamos a cons- ciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. c) Fomos ouvidos com atenção.” Encontra-se uma figura de linguagem. no sentido conotativo. maus tempos. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. 213. b) metonímia. 211. de 20 de dezembro de 1999. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conota- tivo. de neves.” Pode-se observar. d) sinestesia. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida GABARITO entre as mulheres (79 anos). não revolve os intestinos da vida. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. Assinale a alternativa que contém silepse. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. o tempo trabalha a nosso favor. c) Não corta na verdade a barriga da vida. no campo da concordância. há muito tempo que não o vejo. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. por exemplo.. Unifor-CE Muitas vezes. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve.. a presença de algumas das muitas ex- pressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. 212. no sentido denota- tivo. bons tempos. e) antonomásia. ambas. de neblinas!. UEPI Em: “Ó Formas alvas.. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho.Interpretação de texto I Avançar . que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. 85 d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. brancas. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. cristalinas. d) Escrever é triste. parece que foi ontem. diz David Ewing Duncan. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. 214.. Voltar Língua Portuguesa . “Eis uma definição ampla de tempo. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). Denomina- se silepse esse tipo de concordância. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.

86 c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. desde o berço até o leito de morte. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. por último. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. joguete ou escrava. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. na sua grande maioria. Não façais dela a mulher da Bíblia. da UNISC. GABARITO Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. com claro conteúdo semântico. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. Cintilações de uma alma brasileira. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. e por conseguinte sobre o destino das nações. b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada signifi- cação. Voltar Língua Portuguesa . terna e pudica esposa. 216. 215. e a mulher será como deve ser. considere-a desde o berço até seu leito de morte. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Batulitrético Na mesa de um botequim Pratofinâmbolo Depois de umas e outras Calotolético O samba ficou assim Carambolâmbolo Estrambonático Posolométrico Palipopético Pratofilônica Cibalenítico Protopolágico Estapafúrdico Canecalônica Protopológico É isso aí Antropofágico É isso aí Presolopépico Ninguém entendeu nada Atroverático Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. trate-a como uma companheira da sua vida. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. de Nelson Sargento. dedique-lhe. de acordo com o texto.Interpretação de texto I Avançar . ao lado do homem. A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. 115-7. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. terna e pudica esposa. Nísia. preocupando-se com a tonicida- de e a economia das palavras. fazendo-a crer que é rainha. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. ou sua escrava. 1997 p. a nomes de medicamentos. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. boa e providente mãe. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala em- polada no seu dia-a-dia. Mulheres / Ed. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. filha e irmã dedicadíssima. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. boa e providente mãe”. cujo expoente é Oswald de Andrade.” FLORESTA. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das na- ções. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. rumo à regeneração dos povos.

” Superinteressante . dão aos raios solares as respectivas tonalidades. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. Voltar Língua Portuguesa . porque a atmosfera filtra os seus raios. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. ao trombarem. colidindo com mais obstáculos. explica o físico Henrique Fleming. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. que é a soma das cores restantes: o verde. ao longo de um dia. o azul. o laranja e o vermelho. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. 217. À medida que o Sol vai se pondo. laranja e vermelho. o verde. Setembro/99. Por fim. IMPRIMIR e) Ao pôr-do-sol. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. Lendo-se o trecho. dão à luz solar a cor branca. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. Existem partículas de poeira. somadas. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. Afinal.1997. Assinale a idéia não contida no texto. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. A ver- GABARITO melha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. o amarelo. c) As cores. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. espalhando-se. até as ondas longas. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. o amarelo. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. pois o Sol está abaixo do horizonte. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. é branca. Com isso. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. o tratamento médico fica comprometido. acabam trombando e se des- viando. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. o anil.Interpretação de texto I Avançar . separando as cores.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. o laranja e o vermelho. no crepúsculo. e) sem uma certa dose de magia. 87 218. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. da Universidade de São Paulo. d) As cores do arco-íris. F.M. Quando o Sol está alto. Mas as meno- res (o violeta. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera.

as imagens. pois.) Sem dúvida. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. pois. sem jamais tê-los de fato enxergado. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico 88 de decifrar os sinais.. uma peça musical. pois. Quer dizer: não o lemos. Falando em leitura. revista. e) certa.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. IMPRIMIR c) certa. uma aula expositiva. não o compreendemos. b) errada. na medida em que interpreta o que observa. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. em última análise. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento.. Sentimo- nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. para a autora. impossível dar-lhe sentido por- que ele diz muito pouco ou nada para nós. e o leitor visto como decodificador da letra. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. ficamos cegos a ele. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. está: a) certa. um quadro. Um dia. o material e as partes que o compõem. a cor. foto- novelas. E consideramos sua beleza ou feiura. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. fotonovelas e histórias em quadrinhos. Por essas razões. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. de uma situação. podemos ter em mente alguém lendo jornal. uma fantasia. Neste sentido. a figura que representa..Interpretação de texto I Avançar . pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Maria Helena.. “Falando em leitura. São Paulo. ‘vive lendo’. 7-10. uma língua estrangeira. Voltar Língua Portuguesa . a fazer sentido para nós. 219. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. para a autora. um vaso. um livro. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê.. surdos. (.. melhor. um cinzeiro. pois. O que é leitura. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. d) ato prazeroso de decodificar romances. seu conteúdo passam a ter sentido. diante de uma batida casual. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. por economia ou preguiça. ‘ler o espaço’.“ MARTINS. diante de um empurrão proposital. d) errada.. minha reação pode ser de mero desagrado. ‘ler o olhar de alguém’. Se o texto é visual. Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. pode-se concluir que o ato de ler é. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. em ler superficialmente. Ática. ‘ler o tempo’. (. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. por motivos os mais diversos. O formato. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. ou de franca defesa. Um discurso político. ele pode ser considerado leitor.. histórias em quadrinhos. p. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explica- ríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. Se é sonoro. em relação ao texto. ‘passar os olhos’. para a autora. Ler é interpretar. para a autora. folheto. como se diz. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. E a ten- dência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. uma necessidade nossa.) (. 220. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. ao começarmos a pensar a questão da leitura. uma conversa.

221. Assim como textos. Com base na foto abaixo. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra.Interpretação de texto I Avançar . fotografias podem ser lidas: o 89 menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. c) o progresso e a guerra. UFR-RJ Paulo Freire. onde os refugiados se encon- travam instalados. enquanto o trem no segundo plano co- menta este tema. em 1994. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. c) surpreender-se com o gesto do menino. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. d) refletir sobre o desamparo da criança. Êxodos. 2000. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. b) o real e o imaginário.” SALGADO. 222. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bós- nia. Sebastião. 223. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. São Paulo: Companhia das Letras. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. UERJ O fotógrafo. responda às questões de números 222 e 223. d) a infância e o mundo adulto. ao enquadrar o trem parado ao fundo. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. b) admirar a composição com o fundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. GABARITO IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

V – V – F – F – V 75. a 66. e 53. b 15. LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1. V – V – F – V – F 44. V – V – F – V – F 43. b 68. V – V – F – F – V 47. b 51. b 69. b 77. b 80. c 22. d Voltar Língua Portuguesa . c 74. c 55. c 6. b 60. c 92. F – F – F – V 95. a 87. c 5. c 94.Interpretação de texto I Avançar . V – V – V – F 26. c 71. e 3. c 52. F – V – F – F – V – V 63. d 7. d 90. V – F – V – F 50. 34 13. e 54. 56 11. d 25. V – F – V – V – F – F 49. a 73. b 39. 28 12. b 72. d 21. b 20. F – V – V – V 29. a 1 4. d 70. b 19. d 18. V – V – F – V – F 48. a 81. b 59. e 32. c 9. V – F – V – F – F 65. c 79. V – V – F – F – V IMPRIMIR 42. 01 2. a 35. 25 14. d 8. d 91. 07 10. V – V – V – F 27. 02 96. a 67. b 37. V – V – F – V 56. V – V – V – F – F 64. b 61. e 36. V – V – F – V 45. b 40. d 82. b 93. V – V – F – F – F 76. V – F – F – F 28. b 58. d 38. 56 89. e 41. c GABARITO 16. b 78. F – V – V – V 85. c 88. c 83. a 30. c 62. d 34. 54 57. b 31. a 33. V – V – F – V 84. a 17. V – F – F 86. V – F – V – F – V – F 46. 05 23. c 24.

mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. e 112. b) O(s) dono(s) do cachorro. V – F – V – V 109. b 118. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal.Interpretação de texto I Avançar . c 115. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. c 114. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. c 102. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. 99. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. c 104. a) Narrativa. . podendo ser caprichosa. c 124. . um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. a 106. 101. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autorida- de do patriarca. arbitrá- ria e violenta. d 128. a 113. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. b Voltar Língua Portuguesa . • Julgamos os outros pela aparência. passei os anos de peque- nice. a 111. V – F – V – V – V 125. 80 2 105. 98. 122. a 123. 121. 97.ou Agora apareceu uma nova. • As crianças o enterraram no fundo do quintal.ou O ser humano. a 133. 100. o animal desconfiado que tem dentro de nós. a) Julgamento pela aparência. • Maquiada. 120. c 134. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. Nos currais do Sobradinho. e 103. d 119. d 131. V – V – F – V 110. c 132. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. b GABARITO 117. no debaixo do capotão de meu avô. d 130. V – F – V – F – V IMPRIMIR 127. a) Agora surgiu uma nova. d 116. F – F – F – V 126. V – V – V – F 108. a 129. avô do personagem-narrador. c 107. • O ponto de vista é interno à narrativa.

F – V – V lher amada. V – F – V – F – F – V 140. c 144. 51 GABARITO 163. V – F – F – V 223. c 181. d 200. F – V – V – F – F A concepção de amor no texto 1 indica 147. c 182. e 168. a 189. d Fernandes. V – F – V – F – V 201. b 214. V – V – V – F 199. Lili. a irônico. d 218. F – V – V – F – F 220. ela se casou com J. Resposta: 146. V – V – F – F – F lha. 46 162. b 209. b 194. a 208. d 185. c 203. c 165. apontando o desencanto e o desen- 153. d 171. a 170. 26 197. a 184. a 213. e 190. 160.Interpretação de texto I Avançar . c 186. a 191. b 202. a 143. c do amor sobre as personagens. b dos outros que cumpriram um destino soli- 157. c 187. O tema é tra- 3 151. c 206. a 167. 08 222. d 177. 09 tário ou trágico. V – F – V – V 136. c tado no texto 2 a partir de um tom crítico e 152. V – V – V – F 198. d 219. e 205. 135. d 173. b 166. b 142. valorização da fantasia e da ima- 149. a 215. 43 196. e 141. e 174. V – F – V – F 221. a “que não 154. uma personagem fora da quadri- 159. caracterização do poder absoluto 150. e 176. c 137. a 207. b 180. Pinto 158. d 179. e 216. e 212. d ginação. d contro entre as personagens. b 217. é a única do grupo que 155. a 178. e 172. e 188. 04 164. b ironicamente encontrou um par. b 193. c 204. c 175. c amava ninguém”. 54 161. 22 IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b 139. Diferente 156. F – F idealização do sentimento amoroso e da mu- 148. a 211. b 138. a 145. e 183. e 210. 34 195. a 192. b 169.

em GABARITO gazeta ou em viagem de terra ou de mar. resta emanci- par o branco’.. onde todos as têm por suas. ‘Não.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e continuou a viver sem mácula. em 1888. era uma ameaça ao imperador e ao império. era enérgica. e F. “Desacordo no Acordo 1 Não esqueça dizer que. se era a política que o faria grande homem. como a gente pobre. gravíssima” e “Era nova. Cada um pega delas. “Essas defi- nições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contex- to e à frase. até que muita gente a fez sua. muitas aparecem órfãs. pelo ra- ciocínio. Voltar Língua Portuguesa .. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. ( ) “– As opiniões é que não. mamãe. e. dar com. caracteriza um hipérbato. Alguém a proferiu um dia. Não atinou. pegou da pena e escreveu uma carta longa e mater- nal. por conjetura ou por indício. não era de ninguém. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. metonímia em “esperemos o sol“. ( ) Atinar.. achar. e para Paulo era o início da revolução.. Ele mesmo o disse. são: metáfora em “A abo- lição é a aurora da liberdade”. Não atinou que a frase do discurso não era pro- priamente do filho. UEGO Assinale V. concluindo um discurso em S. Não achava explicação. emancipando o preto. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. declarando no fim que tudo lhe pode- ria sacrificar.” Natividade ficou atônita quando leu isto. ficou sendo patrimônio comum. quando menos pensam.. discurso ou conversa. para os itens verdadeiros. as opiniões é que não. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. como no caso de Aires. Há frases assim felizes. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. Outrem a repetiu.” Esaú e Jacó.. verte- as como pode. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. era expres- siva” – constituem exemplos de gradação de idéias. esperemos o sol. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.” ilustra um discurso indireto. inclusive a vida e até a honra.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. mas a opinião uniu-os. Era nova. repetiu Natividade. Cap. ‘Emancipado o preto. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. 37. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. pág 59 – 60. Paulo. Nascem modestamente. e vai levá-las à feira.’ — As opiniões é que não. em IMPRIMIR “preto e branco. nascidas de nada e de ninguém. acertar com. resta emancipar o branco. LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. as opiniões é que não. que para Pedro era um ato de justiça. estão governando o mundo. era enérgica. era expressiva. à semelhança das idéias. significa: “descobrir pelo tino. repetiu Natividade acabando de ler a carta. 1. antítese. conforme o dicionário Aurélio. Como então não sacrificar?. Estavam então longe um do outro. Nem sempre as mães atinam. ainda que por diversa razão.

IMPRIMIR Com relação às afirmativas acima. tinha os braços cruzados à cinta. lição pretendida pelo eu-lírico. Ao fundo. per- mite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. à entrada do saguão. 2. Lisboa. Machado de. move os êmbolos das máquinas.”. GABARITO apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. U. mas de um modo geral. No texto. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. Rio de Janeiro. ‘Lá estão eles’. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu.” ASSIS. III. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. disse comigo. bases. com as mãos sobre os joelhos. 1972. É um bom dissolvente.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . à esquerda. há uma informação físico-química que. que. Leia o texto a seguir e responda a questão. e) somente a afirmativa I. Poesias completas (1956–1967). há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. b) as afirmativas I e III. sob um luar generoso e branco de camélia. 244-5. d) paradoxal. b) coloquial. ácidos. c) conotativa. Aguiar estava encostado ao portal direito. analise as seguintes afirmativas: I. Antonio.” GEDEÃO. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. D. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. entrei e parei logo. insípida e incolor. Embora com exceções. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Aguilar. In: Obra Completa. c) as afirmativas I e II. Reduzida a vapor. e) sinestésica. Portugália. sob tensão e a alta temperatura. o autor está empregando a lin- guagem: a) denotativa. Ao transpor a porta para a rua.F. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. Carmo. quando a pressão é normal. achei aberta a porta do jardim. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Voltar Língua Portuguesa . dissolve tudo bem. Quando pura é inodora. 1989. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Fui a pé. 2 3. d) as afirmativas II e III. Na segunda estrofe. dei com os dois velhos sentados. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Consolava-os a saudade de si mesmos. II. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. se denominam máquinas de vapor. Após a leitura do poema. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. embora incorreta. p. olhando um para o outro. por isso. Memorial de Aires. sais.

ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. 4. d) III e IV. Na redação do texto. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. ( ) olhos opacos (v. Alforjes vazios. Texto para a questão 4: “A Paz 1.11) configuram oposição em nível cono- tativo. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. I. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. entre outras. Cansados. nem peixe. Sentiu-lhes o frio. III. IESB Julgue os itens. Nem vinho. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. conseqüência.” 5. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Serviu-lhes a paz. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. segundo os critérios da leitura. Voltar Língua Portuguesa . GABARITO Texto para a questão 5. Olhou-os nos olhos. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Desnudos.5) e olhos tão ávidos (v. Vieram famintos. Sentaram-se à mesa. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. ( ) Nos versos 16 e 17. Os olhos opacos. 15. E ele chegou. 3 Sentiu-lhes a fome. compreensão e interpretação tex- tuais. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. Vieram vestidos De linho. Na branca toalha. b) I e II. c) II e IV. Sentaram-se à mesa.” Neusa Peçanha. 5. IMPRIMIR IV. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. nem pão. Chamou-os meus filhos. II. U. De seda.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 20. Nem água. 10. foi usada a linguagem de nível técnico. Ao longo estendida. e) I e IV.

em Memórias de um Sargento de Milícias. uma vida tão regular e tão lícita. o sentimento do Major frente à situação. ‘incunábulo*’. c) envaidecido. d) desanimar. a quem uma vez tivesse posto a mão.. consegui fugir. Globo 1987 p. “Esparadrapo”. *Incunábulo: [do lat. muitas vezes. d) fosse qual fosse a sua natureza. Mário. tão do gosto do romance romântico da época. há outras. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. a) se o Leonardo (. Manuel A. b) eufórico. 6. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. Texto para as questões 7 e 8. e) destruir. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. lhe havia podido escapar. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. citada. mas. c) uma vida tão regular e tão lícita. c) desistir. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. 7.” QUINTANA.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar ./S. Memórias de um Sargento de Milícias. a expressão fora às nuvens. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. UFMS Leia o texto abaixo. por fim de contas. indica que o Major ficara: GABARITO a) indiferente.” WALDMAN. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. “Prodígio de humor e ironia.. entre outras coisas. Por exemplo. origem. por isso. driblando a escolta. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. No entanto. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. isento de qualquer traço idealizante. e) inimigo irreconciliável. que parecem estar insinuando outra coisa. e devem ser entendidas no contexto em que se encon- tram. 2 – Começo. São Paulo. de ser seu amigo. 4 O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. Voltar Língua Portuguesa . d) enfurecido. na 1ª linha. Berta. e) meditativo. o Vidigal era até capaz. Rio de Janeiro. ficava-lhe sob a proteção. 8. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. pois certas palavras e expressões apresentam signifi- cados novos ou fora do comum. aliás de nobre sentido. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis.) arranjasse depois a soltura. no caminho para a prisão. retiradas do fragmento transcrito do romance. 1992. Leia o texto a seguir e responda a questão. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal.. Nesse senti- do.. 83. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. Se o Leonardo não tivesse fugido. como o Leonardo.m. fosse qual fosse a sua natureza. e degradá-lo diante dos granadeiros. b) machucar-se. uma leitura nos surpreende. principalmente quando se tinha. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. de. mas tendo-o deixado mal. ed. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio.’” ALMEIDA. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. por exemplo. Incunabulu: berço] Adj. Da preguiça como método de trabalho. intitulado Escapula. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. FTD.

.” SCHRAMM... Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente... o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. denotativo. c) em I e II. pluralista. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. 10.. e) companhia. b) casa. IMPRIMIR conotativo. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. d) apenas em I. Egon José. d) .) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. Indique a opção. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. d) turma. e não o sentido figurado. e) apenas em II.. participativa e laica. Considere as seguintes afirmações: GABARITO I. III. Jornal de Santa Catarina. de qualidade e com profunda afinidade com a reali- dade. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. II. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. da difusão da informação de interesse público. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água.. com boas intenções.. Esta base. Voltar Língua Portuguesa . É o tipo de texto que analisa. c) . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades.. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. cuja frase. A continuação do exercício desta prática jornalística.” Carlos Drummond de Andrade. Na construção de uma sociedade justa e democrática. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.. Está correto o que se afirma: a) em I. 11. U. indispen- sável para a afirmação da cidadania. tem especial relevância a existência da imprensa livre. acreditamos. 22 de setembro de 1999. cremos. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. cremos. 9. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessi- 5 dades.. interpreta e explica os dados da realidade. c) banda. Nas referências descritivas de seres inanimados. que possibilite o trânsito correto da informação. b) Esta base. da difusão da informação de interesse público. b) em II e III. retirada do texto acima. II e III.

desentranhar delas mil riquezas que. Nem tudo tinham os antigos.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. para referir-se a determinados fatos. A influência popular tem um limite. se fazem novas. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. o capricho e a moda inventam e fazem correr. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. outros há que os adotam por princípio. não se lêem muito os clássicos no Brasil. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguin- tes. porque. entendemos os anos de mil e quinhentos. mas que sabem perfeitamente os clássicos. pe- gasse da pena e contasse alguns. ( ) Por “no século de quinhentos”. porém de sentido diferen- te.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que IMPRIMIR tem com o primeiro uma relação. Pelo contrário. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. em relação à semântica e à estilística. e que apenas conserva o hábito externo. / “Os amigos que me restam são de data recente. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos ter- mos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. / “Ora. como tudo cansa. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável.” Voltar Língua Portuguesa . de membros da mesma frase. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. 12. porém. o que é um mal. ainda aquelas que des- troem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A este respeito a influência do povo é decisiva. o interno não agüenta tinta. esta monotonia acabou por exaurir-me também. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Em geral. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Ma- chado. locuções novas. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. 6 Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplifi- cam a figura de linguagem apresentada. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Há portanto certos modos de dizer. Cada tempo tem o seu estilo. / “Entretanto. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. como se diz nas autópsias. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz.” ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. – não me parece que se deva desprezar. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. não se lêem. ou antes por uma exageração de princípio. mal comparando. é outra coisa. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. / “O que aqui está é. GABARITO 13. Divergência digo. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Mas se isto é um fato incontestável. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. ou de dois ou mais versos. Feitas as exceções devidas. vida diferente não quer dizer vida pior. à força de velhas. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. nem tudo temos os modernos.

1997. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. quando se pensa que a semana vai morrer. uma rosa molhada. trancados na ilha do nosso egoísmo”. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. e) II. mas já não me perguntam mais. nós já tínhamos tomado banho. Há antíteses na letra da música acima. o rosto inchado. b) apenas a III está correta. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. vejo que é sábado de tarde. de súbito. São também utilizadas expressões populares no texto. e o vento: uma picada. não? No Rio de Janeiro. d) I e IV estão corretas. A palavra paciência tem um sentido denotativo. a) ironia e hipérbole. aparentemente submissa. e) contraste e alusão. leia o texto “Atenção ao sábado”. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora.M. para os verdadeiros. Os melhores contos de Clarice Lispector. II. c) antítese e metáfora. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. 14. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico.. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Tem sido sábado. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. São Paulo. 15. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado.” LISPECTOR. Use V. Domingo de manhã também é a rosa da semana. F. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. sangue e mel. c) todas as afirmações estão corretas. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. IV. III e IV estão corretas.. sábado de manhã. Global. Então eu não digo nada. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. antes do vento espantado poder recomeçar. Clarice. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o 7 estado de espírito da personagem. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. d) ênfase e comparação. Voltar Língua Portuguesa . e F para os falsos. I. b) eclipse e paralelo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . a abelha no quintal. III. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. IMPRIMIR 16. Seleção de Walnice Galvão. Se chovia só eu sabia que era sábado.

a animação da prosa e o ritmo dos sorvos.” 08. são por natureza os nossos filhos naturais.. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. com os espetáculos de circo dos parnasianos. conforme poe- ma do gaúcho Aparício Silva Rillo. entre novos e velhos. explosão criadora. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. jamais fiz distinção entre uns e outros. regado a água quente. sem açúcar. E assim. “Chimarrão é o mate cevado. não existe geração espontânea. de uma boca para a outra. aquele(s) em que há presença de conotação. Campo Grande. ótimo. Tereré é o refresco. bem gelado. tudo muito morno e quente. em relação à se- mântica e à estilística. respeitando a vez de cada um. Voltar Língua Portuguesa . os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. (. De acordo com o clima. regado a água quente. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. IMPRIMIR 01. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. passar a cuia de uma mão para a outra. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. para não azedar o mate. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. com a sua livre poética. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. uma bomba ou bombilha e a erva moída. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. por sua vez. Quintana alude ao sentido denota- tivo da palavra modernista. Raquel. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. O ideal é tomá-lo numa grande roda. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos.. próprio. 1996. retirados do texto de Raquel Noveira. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Os (ainda) chamados modernistas. alguma palavra em guarani. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. a conversa será mais lenta. a conversa será mais lenta.” ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. na incauta adolescência. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. embora sem querer. dará mais sabor à erva. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. sob um laranjal.. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. como chê-kambá ou cunhataí. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. de cachimbo da paz.)” NOVEIRA. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. morena e matuta.. p.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” 02. identifique. Ed. Chimarrão é o mate cevado. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. Sendo assim. sem querer. como resposta. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar.” Dê. Quanto a estes. 23. 18.” 04. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Tanto de um como de outro grupo etário. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. Se alguém falar alguma frase.” 16. 17. sem açúcar. UCDB. no texto em que estão inseri- das. “. sem rede de segurança . em prol do equilíbrio universal. passa-se do chimarrão ao tereré. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. O arado e a estrela. entre os trechos abaixo. Quanto a mim. Acontece que. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. sob um laranjal. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. a soma das alternativas corretas. habitual). AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. além de tudo. ressuscitada a cada geração. GABARITO Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. E. 8 ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” .

– Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. em linguagem formal. b) I. sujou.” Luís Fernando Veríssimo. Pra arejá. poderia ser substituída. é correto afirmar: I. 9 – Valeu. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho.. c) hipérbole. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. III. Servicinho manero. II. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. sendo um popular. ou seja.. Voltar Língua Portuguesa . O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela feno- menologia de Feurbach. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. Ou que os iluministas do século 18.. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. – Ih. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no se- gundo momento de suas falas. c) I. 19.. Engrossou. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. 27/01/99 (METONÍMIA). c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. GABARITO 21. tá recheado? – Tá. na passagem do guarda. – Podes crê. Disfarça. II e III. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. e) I e II. Foram utilizados dois níveis de linguagem.. Estão corretas: a) II e III. 14/04/99 (PLEONASMO). O guarda passa por eles. Dois homens tramando um assalto. sem mudar o sentido. É só entrá e pegá. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. – Discordo terminantemente. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. e) ironia. reti- radas de revistas de circulação nacional. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito...Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. disfarça... e outro culto. cheio de gírias. d) I e III.... 20.. U. enche o cara de chumbo. IMPRIMIR 22. O guarda se afasta... com vocabulário rico. – O berro. 30/06/99 (METÁFORA). – Então vamlá. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados.. d) eufemismo.. “. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). agosto/99 (ANTÍTESE). b) prosopopéia. Apareceu um guarda.. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora.

você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. 13. 25. c) metáfora. c) “Luar. Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. Drops de abril. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quan- to do recurso a elementos prosaicos. despertando atenções para o eu-lírico. U. e) “Quando a gente é novo. b) Ambos focalizam a temática amorosa. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários.)” José Paulo Paes. b) sinestesia. d) Ambos ignoram a temática amorosa.” d) Toda profissão tem seus espinhos. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas.. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. São Paulo: Brasiliense. b) Vi com meus próprios olhos. U. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. U.” 24. 1984. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. que so- fre transformações decisivas do passado para o futuro.” CHACAL. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. 10 d) metonímia. presente e futuro. Rio de Janeiro: 7 letras. gosta de fazer bonito. (. Sobre os poemas. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”.. como na poesia marginal em geral. Beijo na boca. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. IMPRIMIR 26. 23. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. através da ironia que minimiza diferenças entre passado.E. 2000. p. Ninguém chupa a manga da camisa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 2ª ed. p. e) perífrase. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 87. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. Na composição do excerto. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efe- tuamos a concordância não com os termos expressos.

27. UFGO-Modificada

“Mestre do Coro
Quem te ensinô essa mandinga?
- Foi o nego de sinhá.
O nego custô dinhero,
dinhero custô ganhá,
Camarado.
Coro
Cai, cai, Catarina,
sarta de má, vem vê Dalina.
Mestre do Coro
Amanhã é dia santo,
dia de corpo de Deus
Quem tem roupa vai na missa,
quem não tem faz como eu.”

O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de
capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes.
Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que:
11 ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela
clareza e coerência.
( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que
foi usado.
( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a
norma padrão.

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.

“O samba do Ernesto
O Arnesto nos convidô prum samba
Ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemos com uma baita duma reiva
Da otra vez nóis num vai mais
Nóis num semos tatu
GABARITO

Notro dia encontremos co’ Arnesto
Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos
Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta
Ansim
Óia turma num deu pra espera
Aduvido que isso num faiz már
Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

28. UFMT
IMPRIMIR

( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito
tempo.
( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüís-
tica utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade.
( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto.
( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é
adequada.

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29. Uniube-MG

“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa.
Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam
chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias,
batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que
a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada:
a) onomatopéia.
b) pleonasmo.
c) aliteração.
d) eufemismo.

30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

12
GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma
figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é:
a) hipérbole.
b) metáfora.
c) aliteração.
d) metonímia.
e) pleonasmo.

31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em:
I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”;
II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa
limpa, a mesa posta”;
IMPRIMIR

III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”;
IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a
questão 32.

“– Meu avó, dá caça pra mim comer?
– Sim, Currupira fez.
Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando.
– O que você está fazendo na capoeira, rapaiz!
– Passeando.
– Não diga!
– Pois é, passeando...
Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o
transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Curru-
pira olhou pra ele e resmungou:
– Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes
nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas
variações.
Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do
trecho de Macunaíma, julgue os itens.
( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado,
13 portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão.
( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons,
indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade
padrão língua.
( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático,
uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter
sido malévolo”.
( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal,
está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância
verbal.

33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso
estilístico a ele atribuído.
a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato.
b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia.
c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora.
d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora.
GABARITO

e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe.

34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” /
“de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras
bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem:
a) metáfora e comparação;
b) metonímia e aliteração;
c) antítese e aliteração;
d) comparação e hipérbato;
e) paradoxo e aliteração.
IMPRIMIR

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LÍNGUA PORTUGUESA

FUNÇ Õ E S DA
L IN G U A G E M E
L IN G U A G E M
1 F IG U R A D A
1. V–V–F–F–F 18. 18
2. c 19. b
3. d 20. a
4. V–V–V–V–V 21. b
5. a 22. e
6. a 23. e
7. d 24. a
8. c 25. a
GABARITO

9. d 26. d
10. c 27. V–F–V
11. d 28. F–V–V–F
12. F–F–V–V–V 29. a
13. b 30. c
14. F–V–V 31. a
15. c 32. V – F –V – F
16. c 33. c
17. V–V–F–V–V 34. c
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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até con-
servadoras”
Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas:
a) audaciosas.
b) magníficas.
c) impulsivas.
d) duvidosas.

2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido
equivalente.

1 a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento.
b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade.
c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar.
d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se.
e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a
solução.

3. Emescam-ES

“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Mo-
mento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos
caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha.
Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da
esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher.
O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas,
bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio.
(...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro
que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
GABARITO

Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto;
isso ocorre em:
a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom
senso;
b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança;
c) “embotelhada em danças” – especialista em danças;
d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais;
e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito.

4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar
IMPRIMIR

na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de
sentido, por:
a) limite.
b) momento final.
c) término.
d) objetivo.
e) ponto extremo.

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5. Univali-SC

“Retrato do Brasil quando ainda jovem
Como se explica o otimismo de nosso povo?
Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos
500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil
decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio
de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que
se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não?
Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e
ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transfor-
mará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento
sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto
encontram-se, respectivamente, na opção:
a) impressão / descrente / fantasia;
b) equívoco / duvidoso / infelicidade;
c) incerteza / seco / irrealização;
d) indeterminação / cego / quimera;
e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade.
2 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as
lacunas das frases apresentadas.
Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ...............
eram perseguidos.
a) hesitar – compulçava –animaizinhos
b) hesitar – compulsava – animaisinhos
c) hesitar – compulsava – animaizinhos
d) exitar – compulsava – animaisinhos
e) exitar – compulçava – animaizinhos

7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos
problemas que atingem todos aqueles que a compõem.
As lacunas serão corretamente preenchidas com:
a) armonioza – previlegiados – consciência
b) armoniosa – privilegiados – conciência
c) harmonioza – privilegiados – conciência
GABARITO

d) harmoniosa – previlegiados – consciência
e) harmoniosa – privilegiados – consciência

8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes
Massiére)
Um significado alternativo para a palavra acima destacada é:
a) partidário.
b) contrário.
c) representante.
d) rebelde.

9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em
IMPRIMIR

negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto.
a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código
lingüístico...” = limitar.
b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte.
c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para
evitar o ridículo de ser brega...” = impedir.
d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:

“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão
característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou
inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam
e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um
símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são
apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do
texto.
( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade.
( ) convocação – irritante – conserva – da abertura.
( ) observação – relevante – possui – da liberalidade.
( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites.
( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo.
( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade.

11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ...............,
por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua.

3 As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em:
a) incompreencível – imprecisa – dezacordo
b) incomprensiva – imprescisa – desacordo
c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo
d) incompreensível – imprecisa – desacordo
e) incompreensível – imprescisa – desacordo

12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuí-
zo do sentido original, em:
a) a influência do povo é decisiva = prejudicial.
b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu.
c) a receber e dar curso a tudo = ensinar.
d) depurando a linguagem = purificando.
e) se isto é um fato incontestável = divergente.

13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da As-
sessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de:
GABARITO

a) naquela ocasião.
b) nesse caso.
c) além disso.
d) nesse tempo.
e) naquele lugar.

14. PUC-RJ-Adaptada

“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agrade-
cia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.
IMPRIMIR

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual
delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto?
a) ultrapassar.
b) omitir.
c) deixar de parte.
d) ir além de.
e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem pre-
juízo do sentido original, em:
a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições.
b) premido pelas circunstâncias = decepcionado.
c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras.
d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum.
e) um futuro se não promissor = de desesperança.

16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do
nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela
expressão grifada em:
a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia.
b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país.
c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano.
d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia.

17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e
curtir um papo legal.”
Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é corre-
to afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é:

4 a) pintar um clima;
b) caprichar no estilo;
c) descolar um gato;
d) curtir um papo legal.

18. Univali-SC

“Notas de um Nobel
A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de
Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago
reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa
que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões.
Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a
1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias,
dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com
observações perspicazes e poéticas.
Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo
de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso
GABARITO

de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectiva-
mente, pelos sinônimos:
a) mensageiro – inteligentes – modesto.
b) representante – talentosas – insosso.
c) que sabe – que observam – parco.
d) eminente – sagazes – exagerado.
e) propagandista – complicadas – sóbrio.

19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o
significado do contexto em que o termo transcrito aparece em:
IMPRIMIR

a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer.
b) “algum” em “com algum êxito” – pouco.
c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal.
d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal.
e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” –
Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não
está corretamente interpretada de acordo com seu sentido.
a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com
calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria.
b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos.
c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” =
moralizadora.
d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te
levar por pieguices.” = sentimentalismos.

21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada
“... uma relação é provida do atributo mágico...”
“... prenhe de respeito e carinho...”
“... repousa no preceito basilar do cristianismo...”
Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respec-
tivamente:
a) dotada, repleta, fundamental;
b) portadora, isenta, simples;

5 c) concebida, marcada, único;
d) destituída, madura, básico;
e) incentivadora, plena, indiscutível.

22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem
ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente.
01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo
– leitura.
02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na
metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram.
04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações.
08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano orde-
naram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões.
16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o
próprio genoma.” – um trabalho – desviar.
GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de po-
lícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em
negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto.
a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e
fiquei outra vez só.” = sondar.
b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particu-
lares de uma família...” = vangloriar.
c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” =
IMPRIMIR

parecesse.
d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmo-
nizar.

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24. PUC-RS

“Não vai dar certo
Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Paten-
tes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal
criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas
deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo.
É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa
dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô
desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar.
O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele,
construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...).
A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no
começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano
James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em
todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre
Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a
atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que
resolveu fazer a experiência.
Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências.
Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

6 Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, característi-
cas da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto for-
mal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente:
a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta.
b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo.
c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena.
d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete.
e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.
GABARITO
IMPRIMIR

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e 19. d 23. c 18. c 15. c 14. e GABARITO IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 01 11. c 9. b 12. b 13. c 21.Vocabulário Avançar .F-V-F-V 22. b 6. c 1 5. b 8. LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1. F-F. d 24. a 2. e 17. a 4. a 7. d 16. a 10. a 20. c 3.

existe. 4. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” IMPRIMIR da nossa língua. 4.a lavadeira cheira a gim. nenhuma fonema. encontro consonantal e ditongo. como humano. Unifor-CE “Vejam que país. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. uma separação formal e intransponível. b) hiato. e) Antigamente. GABARITO 3. e F. 2. d) Aproveito-me desta oportunidade. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. encontro consonantal e hiato. Você corrige dois erros. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. na Língua Portuguesa. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.. respecti- vamente.” “. para os falsos. 2. Voltar Língua Portuguesa . o que ocasiona certa dificul- dade na escrita de palavras como pichar e xícara.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. dígrafo e hiato. ortografia e formação das palavras Avançar . Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. c) ditongo. nas palavras: a) ameaças e contrário. Use V. LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. dígrafo e ditongo. Você corrige um erro.. b) biologia e adquirida. Você fica louco da vida. dígrafo e ditongo. ( ) A letra h não representa. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro.’ Considere as seguintes atitudes: 1. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se.. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. e) ditongo. d) ditongo.” 1 Lourenço Diaféria.Fonologia. para os itens verdadeiros. enviavam-se muitas cartas em mão.. 3. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. d) negociação e países. entre mim e eles. c) científicas e biogenética. e) polícia e principais. acentuação.

adquiri. e) Ambigüidade. Anhanguera. o verbo “constituir” escreve-se “cons- tituía” em uma das formas do passado... I. II. c) apenas III. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. d) apenas I e II. b) Anbiguidade. güaraná. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. furacões.” – fonema /k/.E. II e IV. agüei. Em chalera.. 64.” – fonemas /kw/. 08. c) I e II. agüei. b) apenas II. dá de chaleira. III. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. Anhanguera.” – fonema /k/. aguei..enquanto dá voltas. 6. como resposta a soma das alternativas corretas.. aguei.” – fonema /k/. São corretas as afirmações: a) I.” I. II... vai marcar. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. “Daqui a alguns milênios.. guaraná. atenção. güaraná. Voltar Língua Portuguesa . tranquilo. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). “Os americanos acham. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. tranqüilo. d) Ambiguidade.a velocidade da rotação.. Em sensacionau. De acordo com as regras de acentuação gráfica.. Anhangüera. distingui.” – fonemas / ku/. Anhangüera. III. distingui. adquiri. “. 7. “.Fonologia. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. 04. 5.F. 2 b) II e III. GABARITO 8. “Séculos quentíssimos. “Nevascas. 32. adqüiri. agüei. tranquilo. acentuação. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. e) I e III. c) Ambigüidade... tranqüilo. distingüi.” – fonemas /ku/. tranqüilo.um pião enlouquecido.. Em marcá. Sem contração de preposição com artigo. É goooool.. e) apenas II e III. 16.” – fonema /k/... distingui. “. distingüi. guaraná. adquiri. Dê. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. ortografia e formação das palavras Avançar .. a) Ambigüidade. houve substituição da consoante final por semivogal. IV. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. 02. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. U. Anhangüera. 01. algumas palavras sofreriam alterações. U. guaraná. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. adqüiri... respectivamente. formando um IMPRIMIR ditongo crescente. Está(ão) correta(s): a) apenas I. d) III e IV.

c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. através.Fonologia. Premier. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. prazeiroso. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim ex- pressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). IMPRIMIR 13. 10. celebral. Voltar Língua Portuguesa . e) ditongo – dígrafo – ditongo. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. assim como o português. 3 ( ) As palavras gracias. b) Eletricista. previlégio. extrangeiro. Come on. c) ditongo – dígrafo – hiato. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. d) dígrafo – ditongo – ditongo. ortografia e formação das palavras Avançar . 9. ocorrem. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. ( ) O fato de o espanhol. despercebido. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. ( ) Na Babel global. a) qualquer. e) Eletrecista. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. e) recorria. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. auto-falante. capisci?” Revista Veja/SP. pretenção. frustado. c) confessar. 180 e mucho más. 95. “Agora in Brasile. 11. pretensão. Paraíba e caudal. porque a língua inglesa é tam- bém uma língua neo-latina. 12. alto-falante. cul- tural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. d) Sicrano. GABARITO c) Assessores. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. d) velho. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. celebral. ascenção. b) adivinhar. a) Empolgação. vultosa. venga a buscar la suya. da globalização lingüística. a confusão de línguas também impede a comunicação. 88. U. asterisco. acentuação. no texto. asterístico. prazeiroso. entitular. como argumentos a favor da simpli- cidade do produto anunciado. Perché si non vous puede ficar sem. losango. la mejor Parker Collection du monde. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. beneficiente. Gracias à abertura da nossa economia. recriada por esse texto. I tutto para você pagar com money brasileiro. b) dígrafo – hiato – ditongo. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. o italiano e o francês.

... O vocábulo “observação” tem quatro sílabas.. b) filológica.. d) óbvio. “.... necessária. às vezes.Fonologia.... d) incluído – sandália.. as palavras da alternativa: a) língua.... b) exímio – vírus..... 01. GABARITO 16.. e e o... usado nessa palavra em negrito na citação acima. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. assinale o que for correto.. 15.. ridicularizando 4 ou ironizando a idéia expressa. alguém.” Dê.. influência.” 02. e) estranh.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis.. c) calabr.. a soma das alternativas corretas. “. a) cândido – armário. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea.” 08.... Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”... 02. como resposta. U. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.. c) português.” 04.. de várias maneiras... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. sentido pejorativo.... “é” e “dá” porque devem ser acen- tuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.... d) viuv. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. úteis... 08. completará corretamente a grafia de: a) bel. b) cert.. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. O sufixo ESA... e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. 14.. obrigatório.E.. “... “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.... U.. Os vocábulos “macaco”.. 04. U... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i. ortografia e formação das palavras Avançar .. aliás. IMPRIMIR 19. 17.esperando o próximo. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. Voltar Língua Portuguesa .. “Esse público buscava na literatura apenas distração... 16. “.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.” 32. e) límpido – vôo.E. c) supérfluo – incêndio... acentuação.. país. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. na grafia da língua portugue- sa.” 16. a e e.. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.... como resposta.. 18... 01. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. fechava o livro e o esquecia. Dê... a soma das alternativas corretas... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. lingüística. percebemos que havia um problemão a resolver.tão logo chegava ao final...

O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neolo- gismo. funk. por exemplo: é todo recheado de inglês..) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo... b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa.. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. soap-opera. o que foi uma bênção. como na África. ele viu que. c) Quando a chuva começou. Pois aqui no Brasil. ou até na rua. tem significação mais extensa.. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro.. se você for a fundo no assunto. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu... nós a recebemos do colonizador luso.. mas devem ser chatos ou difíceis. o placar. os brasileiros.. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. ou pior. como um peru de farofa. “(. como a maconha. as drogas mais leves. Os índios têm lá os jogos deles. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.... iria passar . de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. Correio do Estado 21/05/2000. tudo é show.. segundo a gramática normativa. entre as expressões entre parênteses. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. depois. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. assinale a alternativa correta...” Rachel de Queiroz. Palavras como show... milk shake: a) São estrangeirismos que. b) ônibus – ígneo. A começar que a nossa língua oficial. ortografia e formação das palavras Avançar . pretendemos ser. funk e hot dog. a todo instante tropeça e se engasga com rap. Voltar Língua Portuguesa . Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda rema- nescem pelos sertões. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter... Suas idéias vão . etc. Mas... (a par – ao par) expressão escolhida: a par. acentuação. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. hamburger.. já que a gente não os conhece nem de nome.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. etc. deixando de lado os índios que nós.. Imagina se. traduzindo como pode os no- 5 mes importados – goal keeper já é goleiro. c) colégio – sério. que alguns tentaram.. mas Camarões venceu.. Todos pensaram que ele fosse . e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. é engraçado.... etc.. e) Não estou ______ desses problemas políticos.. cada uma fala o seu dialeto. b) Há gente que pretende ... E o leitor do noticiário. sem guarda-chuva.. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. d) tórax – ingênuo. Pegue um jornal. pelo menos é o que informam os especialistas. .Fonologia. pelo menos. 22. Nas páginas dedicadas ao show business... minhas. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).. inclui as apresentações em várias espécies de salas... falemos de nós.. Cantor de forró do Ceará.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. que. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. se não for escolado no papo. GABARITO 21. a) sacrário – difícil. 20. back é beque.. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.. IMPRIMIR (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar..... toma um susto.. F. e) convênio – válido. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. No esporte é a mesma coisa. onde as melodias podem ser originalmente nativas.. o pataxó.. pelo menos. Mas não pega... nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. ‘meio-de-campo’. ou. rap.. então.I.. punk. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. por exemplo. o português. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. chamando-o de ‘desporto’.

como existem médicos. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. (. c) “espécie” – “idéias”. Há o importador e há o muambeiro. há políticos e politiqueiros. Aliás.. Use V. segundo ela. “os parisienses”. UFMT Para julgar os itens que seguem. U. Os artigos definidos. timbaleiro ou seresteiro. por isso jamais recebem acento gráfico. Voltar Língua Portuguesa .Fonologia. “a capital” e “o ar”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. de adubar nem de regar. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. (. como resposta. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. c) “jamais o cruzei a nado”. 25. Morte e vida severina. como em “as páginas”. 7/10/95. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. ‘Se você começou como padeiro. e F. empresário. para as verdadeiras.E. GABARITO são monossílabos átonos. terapeutas e curandeiros são formados pelo pro- cesso de derivação parassintética. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”.. jornaleiro. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. 26. ortografia e formação das palavras Avançar . leia o texto “Eiros”. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. a soma das alternativas corretas. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. gran- IMPRIMIR de investidor ou latifundiário. ingleses e brasileiros. 23. b) “Até” – “propôs”.. e) “áreas” – “Mário”. Luís Fernando. d) “só” – “três”. 01. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. João Cabral de Melo. ( ) Os termos jornalistas. d) “na minha longa descida”. 08.F. e) “todo o velho contagia”. Jornal do Brasil. e dão lucro imediato. para os falsos.)” VERÍSSIMO. 02. b) “iguais em tudo e na sina”. 16. acentuação. 04. terapeutas e curandeiros. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. 24. Existem suecos..” NETO. U. é um sufixo pouco nobre. não se precisa de limpa. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. Dê.

II e III. também e incontestável. heroísmo. véu. III. a) Apogeu. aí. pára. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. 28. d) difícil – idéia – vocês. réu. c) Apenas I e III. até. c) árvore. d) Crucifixo. e) Apedrejar. línguas e contrário. b) artística – compreensível – contemporânea. 30. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em ne- grito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. ortografia e formação das palavras Avançar . e) I.F. d) silêncio. e) místico. b) Apenas II. clássicos e século. e) intensidade. d) lêem. heróico. pelas mesmas regras de “possível”. e) compreensível – artístico – várias. res- pectivamente. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. respectivamente. I. Voltar Língua Portuguesa . há. baú. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. ocorreria mu- dança de significado e de classe. 27. domínio e até.Fonologia. 29. 7 e) porém. a) fácil – vôlei – caí. céu e pôr são: a) sábado. GABARITO 32. c) Circular. d) Apenas II e III. b) Apelar. e) vírus – fáceis – país. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) contigüidade. 33. só. U. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. c) caráter – cárie – até. em: a) América. b) mágoa. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. d) inferioridade. acentuação. b) hífen – apóia – além. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. pública e está. insuportável e dúvida. b) aceitável. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. 31. “memória” e “atrás”. c) privação. d) provável – várias – obrigatória. pelas mesmas regras de água. IMPRIMIR II. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. c) princípio.

GABARITO d) Assim como “advinhar”. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. 34. • “A inteligência não se limita ... os jovens”. U. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy 8 Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. respeito da mente humana”. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. d) público... flacido. antifrase.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. b) rubrica.. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. ... b) O encontro “sc”. bimano. 40. de 19/09/2000.. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. ingreme. melhor. c) tênis. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. cartomancia.. acentuação. “admitiu” está corretamente grafado. d) ureter... o vocábulo “compreenção”. 36.... a) Existem coisas que o dinheiro não compra.. c) prototipo... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei... capacidade de raciocínio lógico”.... c) Grafa-se corretamente com “ç”.. ortografia e formação das palavras Avançar .. e) latex.. interim. 35. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz..Fonologia. Motor de sobra para esticar o pé. crisantemo. Quando mais longe for.. Mas a gente promete não falar delas. a Hertz não para de conquistar o Brasil. 39. Hungria.. U. tulipa. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas grafica- mente é: a) pudico. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta... como em “disciplina”.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conse- guir um bom emprego.. erudito. como em “sonegação”. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender Voltar Língua Portuguesa . ocorre corretamente em “ascensão”. b) econômico... Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. e) flâmula... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar... Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: IMPRIMIR • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada .... (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas.

Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. calabreza. U. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e de- zes-seis. possivelmente seria grafada jins.” De acordo com essa definição. não parava. U. e) excesso. fosse adaptada ao portu- GABARITO guês. obsessivo. ascensão. lisos. d) I. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. II e III. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. louro-cobre. admitem grafia ou pronúncia distintas. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS-Modificada I. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. em “peão de boiadeiro virou caubói”. d) abstenção. 42. Primeiras estórias. Porém. no meio deles. 41. Explique o processo de forma- 9 ção dessa palavra. compreensão. 43. III. 44. Identifique essa atitude. II. um narizinho que-carícia. compridos. e. ortografia e formação das palavras Avançar . ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. e “butique”. III e IV. “Cê”. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. II. que me gela!’” ROSA. explicando-a brevemente. b) poetisa. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. em “apeli- dados de peões de butique”. IMPRIMIR 45. os cabelos. o perfilzinho agudo. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. e) I. pouco se vê. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa.Fonologia. um hiato e um ditongo oral cres- cente. Se a palavra “jeans”. “Partida do audaz navegante”. e) prática. acentuação. b) este. do trecho “enfiados em calças jeans”. As palavras “caubói”. b) I e III. seria grafada chantilí. c) trabalho. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. sofreu um processo de redução semelhan- te ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. andorinhava. c) II e IV. Aos tantos. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pesta- nas til-til. d) país. exceção. c) empresa. Guimarães. disse-se-dizia ela. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma signi- ficação. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. IV. em seqüência. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada.

50. e) I. 47. c) significativo. e) transmissão. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comporta- mento em: a) integração. O sufixo empregado forma substantivo. ortografia e formação das palavras Avançar . d) II e III. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. com a abertura da nossa economia. somente. e) Apedrejar. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. I. e) As razões porque não importaram outro povo. a) Apogeu. 10 48. III. IMPRIMIR 52. b) endoculturação. não aproveitaram para importar outro povo. b) Apelar. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia.F. U. somente. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. O radical da palavra tem origem grega. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. II. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. mudança. U. UERJ Quanto ao processo de formação. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. 46. c) I e II. são desconhecidas para mim. d) Crucifixo. b) deter. Está correto que se afirma em: a) I. com a abertura da nossa economia. acentuação. com a abertura da nossa eco- nomia. c) trair. somente. somente. c) Circular. c) pirogravura. 49. II e III. e) ceder. d) conseguir. 51. Voltar Língua Portuguesa . d) infância. d) domingueira. b) III. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. indicando resultado da ação. GABARITO b) desconhecida.Fonologia.

53. 55..”. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. b) psicultura – ictiologia. nas duas palavras. U.. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. II. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. 04. respectivamente. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados.F. b) injusto – descomunal.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente in- correto dizer. referente aos afixos em destaque. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. um radical la- tino e um radical grego.. c) multiforme – policromo. acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . II e III.F. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. Nas palavras mental e sexual. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. 56.” A seguir. IMPRIMIR 58. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substan- tivos. c) recolocava – reconhecemos. assinale a seqüência correta. a) inexpressiva – exportados. é prova do despreparo de algumas pessoas. b) Apenas II. II e III. d) Apenas II e III. “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” III. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. 08. 16. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. “. a soma das alternativas corretas. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. GABARITO b) Os afixos têm sentido semelhante I. a) altiplano – acrobata. Dê. 02. U. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufi- xal a partir de um estrangeirismo. 11 e) I. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo.” IV. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. 54. d) preconceitos – descabidas. d) dissílabo – bisavô. e) filosofia – dicotomia. 57.” II. “. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. é certo que: 01. III.Fonologia. c) Apenas I e III. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. como resposta.E. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. Voltar Língua Portuguesa . c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. U...

seja contra alguma coisa (al). alimentício. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases no- minais. 04. cerebral. 02. achando a condição humana uma droga. e) atribulação – atribular – atribulado. b) tribuna – contribuição – tributal. 64. perdão.. preocupação. d) fumaça. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. IMPRIMIR 02. que nos deu tanta alegria. 08. 16. intimidade. inexplorado. 60. U. sofrimento. regularmente. Dê. d) tributo – tributar – tributável. a) sentimento. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo.E. 59. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”.E. como resposta. 63. e) explicável. pode ser notado em: 01. Não é que o canário tinha ressuscitado. e) regularização. porque ambas as palavras representam uma ação. 04. c) regulador. Embebeu de éter a bolinha de algodão. sob todos os pontos de vista. E saiu para a rua. ventania. mofino. a soma das alternativas corretas. contemplação. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. a) abandono em “morrera de um abandono”.Fonologia. GABARITO c) atributo – atribuição – atributivo. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. U. com uma fome danada? Dê. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. 16. reluzia vivinho da silva. onde encontrava. 65. acentuação. d) régulo. uma força. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”.”. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. como resposta. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. pequenino por dentro.F. a soma das alternativas corretas. pacificar. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance.a um radical. a) tribunal – tributador – tribal. b) régua. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. representada pelo elemento “foto”. de afeto. parecia sentir alívio às suas”. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. U.. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. b) resistência. seja dentro de (en). PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. c) facilidade. 12 61. Voltar Língua Portuguesa . Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. para expressar a idéia de carinho. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. 08. sabedor. ortografia e formação das palavras Avançar . Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. regressar. Você é diferente. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. angustiado. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. apesar de o elemento em comum sig- nificar “grande”. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. prática. U. extinção. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. 62.

c) padronizar. U.F. a palavra destacada é um: a) neologismo. b) irreal – influir. c) autos-de-fé – ocorre. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. e) inflamar – irretocável. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. intugidos até então. acentuação. b) arcaísmo. feliz e mente. e) incriminar – imiscuir – imanente. 69. em seus cavalos. ação contrária. b) invalidar – inativo – ingerir. que se caracteriza pela facilidade de invenção 13 de palavras novas. GABARITO 70. c) neologismo. d) arcaísmo. e) desigual – dades. d) padroeiro. espiei os três outros. como em ‘ilógico’. ortografia e formação das palavras Avançar . c) irrestrito – improfícuo – imberbe. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. a) inaproveitável –irremovível – irromper. 66. há prefixos com o mesmo sentido.Fonologia. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical.”. o que prova que os falantes da língua portuguesa. 71. e o prefixo indica negação. d) ateu – incoercível – imerso. 68. U. Voltar Língua Portuguesa . e) arcaísmo. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. d) irradiar – imigrar. mumumudos. IMPRIMIR Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mes- mo sentido? a) incluir – irregular. de relevante valor expressivo. principalmente os ser- tanejos. neste exemplo. c) impuro – ilícito. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes signi- ficativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. e) padre. composição por justaposição. uso típico da região sertaneja. 67. b) des – igual – dade – s. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocá- bulo “PATRIMÔNIO”. em relação icônica com o determinado. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. obtido pela repetição de um elemento morfológico. agregado à base um novo sentido. a) paterno. são conservadores. b) apadrinhar. c) desi – gual – da – des. Cefet-RJ Em “Como por socorro. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. d) des – i – gual – da – des.

e) trabalha em prol da favela. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. GABARITO e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. 14 c) nunca morou na favela. a) E depois a tomaram como espantados. ortografia e formação das palavras Avançar . a) cafeteira. d) impossível. c) laranjeira. b) é contrária à favela. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. isto é. b) poeira. 75. 73. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. 74. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. o significado de: a) movimento através de. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”.F.. b) enxergado. Me firmo. 72. tomar uma palavra designa- dora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. b) Fez o salto real. e) consumidor. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. e) cabeleira. 76.” IMPRIMIR Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conver- são de substantivo em adjetivo. respectivamente. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens ins- tauram – desligados. b) sufixo que expressa intensidade.. pode-se afirmar que foi criado atra- vés da utilização de: a) prefixo que indica negação. U. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. o neologismo “desfave- lado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. b) movimento em torno. d) brasileira. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas.” tem. c) posição além do limite. Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. e) movimento intermitente. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. c) amamenta. d) deixou de ser favelado. 77. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente.Fonologia. d) movimento para além de. acentuação.

e 28. transmitir afetividade (valor subjetivo). a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). e 52. F – F – F 7. a 18. 19 Voltar Língua Portuguesa . c 5. ligeira e perspicaz como uma andorinha. c 39. e 25. V–F–V–V–F–F 29. c 31. a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). d 41. LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . a 34. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. b 30. Trata-se de um pro- cesso neológico conhecido como derivação imprópria. d IMPRIMIR 48. 26 6. V–V–V 21. b 19. 54 35. um comportamento semelhante ao do pássaro andori- nha. d 14. V – F – F – V – V 42. c 3. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. e 33. c 1 2. dinâmica. a 23. a 44. sendo tão pequena. em um dado momento. c 8. c 4. ortografia e formação das palavras Avançar . a 26. espian- do até “pelos entrefios”. c 24. c 47. 43. c 38. b 32. e 45. O valor subjetivo se soma ao objetivo. d 51. b 46. como é o caso. e 49. No texto. a 15. a 40. 23 37.Fonologia. significa que Brejeirinha ti- nha. c 16. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). e 17. b 36. 50. a 10. b GABARITO 13. e 53. d 11. 105 27. Lobisomem : composição por aglutinação. acentuação. ou seja. e 12. a 22. Linguarudo: derivação sufixal. d 20. e 9.

a 70. a 61. c 57. b 55. 54. d 69. 09 77. acentuação. a 59. 31 72. a 56.Fonologia. e 73. c 58. e 71. e 66. e 64. d 62. ortografia e formação das palavras Avançar . c 75. d 63. c 76. b 67. c 60. b 68. d 65. c 2 GABARITO IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d 74.

” GABARITO 1. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destina- das a conseguir a aplicação.F. Para tal. e.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando.. pode ser permutado por particularizar. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio..” o artigo em destaque poderia ser eliminado. O fosso entre as aspirações interna- cionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em maté- ria de direitos humanos. sem altera- ção sintática ou semântica..as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessá- ria. A D JE T IV O S . substantivos.. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido.. Para eliminar esse fosso.. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.) nessa questão de engenharia genética. ( ) Fosso. Voltar Língua Portuguesa .. LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a neces- sidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas pre- ventivas.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessá- ria para a proteção dos direitos humanos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. sem modificação sintática ou semântica. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.. sem alteração de sentido.... ( ) Em “. Em 1994. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos..” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. S U B S T A N T IV O S . Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. que promete ser a questão do novo milênio”. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. ( ) Individualizar. no primado do direito. U. no nível mais fundamental. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.Artigos. verbos e adverbios Avançar . IMPRIMIR 2. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. a definir melhor os direitos econômicos. ( ) Em “. adjetivos.

b) “Paisagens da minha terra. em “o brasileiro era um envergonhado”.. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).” A partir desse conceito. d) século. no trecho anterior.Artigos. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca.F. GABARITO e) brancos. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. que aparece destacado. que alguns técnicos denomi- nam como a da rerregulação. só o trágico é que faz sucesso. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informa- ção digitalizada”. possui o mesmo valor morfológico no frag- mento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. d) envergonhado. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. verbos e adverbios Avançar . na televisão brasileira. em “a mistura entre negros.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. e) combate. 5. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.000 reais está longe de ser popular. 2 4. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos.” (Manuel Bandeira). b) conquista. d) “Meu amigo. c) grito. a) brasileiro. brancos e índios”. d) É trágico verificar que. Voltar Língua Portuguesa ./ Onde o rouxinol não canta. b) criadores. no contexto. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferrei- ra Gullar). c) brasileiro. d) “No Brasil. 7.F. em “deixou de ser um peso para os criadores”. 6. como adjetivo. substantivos. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. O termo “a”.. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Car- los Drummond de Andrade). vamos cantar. adjetivos.) a nada menos que US$500 milhões”. em sua estrutura interna. U. 3. U. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gra- IMPRIMIR matical.

para os itens verdadeiros. em várias regiões do país. b) formas e significados diferentes. verbos e adverbios Avançar . para os falsos. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema.F. pois a forma de tratamento você. nessa estrofe. não-específico. é sempre diferente. em termos de sentido.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam 5 Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. Use V. Voltar Língua Portuguesa . UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um 25 Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa 30 Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso GABARITO 35 Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. e F. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). adjetivos. IMPRIMIR 9. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. ou toma um café Hoje bobagem. 8. tempo algum Eu passei lá na vila 10 Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim 15 Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim 3 Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema 20 Ou toma um foguete. “UM DIA QUALQUER . substantivos. são pronunciadas de igual modo. mas o uso. respectiva- mente: a) formas diferentes e o mesmo significado. tem sentido indeterminado. segundo a gramática normativa do por- tuguês culto. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. ( ) As palavras mal e mau. c) a mesma forma e o mesmo significado.Artigos. está incorreta. d) a mesma forma e diferentes significados. U.

c) substantivo e adjetivo. b) mulherzinhas – coraçõezinhos.. II e III. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza.”. GABARITO b) apenas II. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. I.Artigos. o uso coloquial. d) apenas II e III. III. onde o aviador sobre- vive à queda. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. e) particípio e substantivo. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. não haveria alteração no sen- tido global da frase. substantivos.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. com freqüência. II. c) florezinhas – mulherezinhas.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. b) adjetivo e adjetivo. verbos e adverbios Avançar . 24/11/1999. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. cujas sementes deram início a este bosque. livres de ameaças reais. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. e) I. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. d) substantivo e substantivo. Quais estão corretas? a) apenas I. Voltar Língua Portuguesa . Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. 10. 11. adjetivos. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. assim. UFSE “. 12. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos.”. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. sem que houvesse alteração no sentido. 13. 4 d) mulherzinhas – coraçãozinhos. c) apenas I e III. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. em “o primeiro descreve ‘an- siedade como condição dos privilegiados’ que. Isto é. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. respectiva- IMPRIMIR mente: a) adjetivo e substantivo. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme.. e) colherezinhas – floreszinhas. A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são.

c) fundação. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.Artigos.. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. sobretudo. entretanto. Construindo o cidadão do futuro... Voltar Língua Portuguesa .. o vocábulo GABARITO futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome.. “alegria feroz” e “cidadãos que se di- zem democratas”. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. a mesma palavra seria um adjetivo..”. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa..” estão presentes os três modos verbais da língua portu- guesa: o indicativo. 16. que ameaça acontecer breve. o subjuntivo e o imperativo. 16. como na expressão perigo emi- nente.... e) pintura.. que se dife- renciam. como resposta. 08..” No enunciado acima. Em “. O substantivo em destaque IMPRIMIR tem como sinônimo: a) parede. veja bem. Se. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). substantivos. houvesse altera- ção para “Construindo o cidadão futuro”. 18. 01. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. procuram .... 14.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.. No trecho “Mas. 04. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. por serem todas elas proparoxítonas. d) acabamento.... a soma das alternativas corretas.. As palavras rústica. quando se trata de estudar. Dê.. que significa que está em via de efetivação. adjetivos.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. UERJ “Vestibular UERJ 2001. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis..... extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. 15. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes.. o uso da crase é facultativo. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . base.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17.. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.. b) chão. verbos e adverbios Avançar ... se assim fosse. segundo a 5 gramática normativa. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. 02.. No segmento indiferente a tudo.

e) 2.” Veja. verbos e adverbios Avançar . c) Na Aliança Luso-brasileira. d) 6. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcio- nistas. U. a primeira no pretérito e a segunda no presente. para os falsos. respectivamente. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepci- 6 onistas.” Carlos Drummond de Andrade. Milhares de brasileiros pendurarão as chu- teiras mais cedo por problemas cardiovasculares. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovascu. obesidade. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. saias verdes-oliva. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. procure e siga estão no imperativo. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. que correspondem a 32% de todos os óbitos. 19. e) Na Aliança Luso-brasileira. Voltar Língua Portuguesa . saias verdes-olivas. II Hoje. 153. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. a) Na Aliança Lusa-brasileira. saias verde-olivas. c) 4. 12% GABARITO é diabética e 30% tem colesterol elevado. No poema há quantos adjetivos? a) 3. d) Na Aliança Lusa-brasileira. substantivos. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcio- nistas. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcio- nistas. ( ) As formas verbais seja. Líder em soluções lares. para assinalar os itens verdadeiros. b) Na Aliança Luso-brasileira. b) 5. IMPRIMIR ( ) As formas verbais foi e é são. p. saias azuis-pavões. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcio- nistas. III Essas doenças. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. saias verde-oliva. cardiovasculares IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. e F. 20% da população adulta brasileira é hipertensa.Artigos. Use V. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. adjetivos. associadas a tabagismo. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. dos verbos ir e ser. 23/06/99. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. 21. V Procure seu médico e siga a sua orientação. 20.

verbos e adverbios Avançar . na voz de Theresa May. de tamanhos acima de 40. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. convocou uma entusias- mada ministra. no máximo 42. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. adjetivos. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. que equivale a muito seca. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. que ocupa cargo equiva- lente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (ano- rexia e bulimia. Também apontaram a falta. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. ato contínuo. da Argentina. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. Voltar Língua Portuguesa . claro. logo de quem. e para a imensa maioria das mortais. normais. respectivamente.Artigos. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Embalada em sua cruzada.” Veja. jornalistas. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. A ministra Tessa. sob suspeita de anorexia. representantes de agên- cias de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. 28/06/2000. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. ‘A foto sempre engorda um pouco. Mas. desde que moda é moda. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Tessa Jowell. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. e por isso a magra fotografa melhor. a Inglaterra contaria com a companhia. c) apenas I e III. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. b) apenas II. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Por birra. as palavras sublinhadas desempenham. E não adianta a menina perder 20 quilos. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. estão. nas butiques. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de compara- ção. digamos. Incitadas pelo gover- no trabalhista. que estão tentando dar um jeitinho. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. quem diria. Previsivelmente. independentemente dos hambúrgueres que consuma. acima de tudo. U. e mais silhuetas. Nesse departamento. Em “já que toda altíssima e magérrima”. III. o papel de substantivos. Tem de ser naturalmente magra’. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. como a de Victoria Adams. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. d) apenas II e III. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. no caso. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus 7 dias. Quem quiser que acredite que vai funcionar. IMPRIMIR Está(ão) correta(s): a) apenas I. alinhou-se à facção das magérrimas. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. sequís- sima. principalmente em democracias soli- díssimas como a inglesa. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’.F. seca como uva passa. II. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. atesta o fotógrafo paulistano André GABARITO Schiliró. II e III. substantivos. a direita. até porque. Na quinta-feira. no contexto. 22. muito a contragosto por parte das revistas. e) I. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. Difícil dar certo. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. I. quem é gordo e.

U. bule rachado. e) associar as ações das duas irmãs.E. escuras e gárrulas como cigarras. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. que nos deu tanta alegria. verbos e adverbios Avançar . No texto. desde longos anos. como resposta. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. achando a condição humana uma droga. O pobre menino nasceu morto. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. d) água de rio – água pluvial. sensação. algibeira arrasada. A ilustre Casa de Ramires. 23. a soma das alternativas corretas. em GABARITO Oliveira. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. não comentasse com malícia estridente. não existia nódoa. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. c) III. Embebeu de éter a bolinha de algodão. as espalhadoras de todas as male- dicências. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. 16. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. 04. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. b) II. 25. janela entreaberta. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está ade- quada em: a) dor no abdome – dor abdominal. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. Voltar Língua Portuguesa . coração dorido. poeira a um canto. 24. angustiado. substantivos. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. E saiu para a rua. d) I e II. Eça de. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. 02. marcar a genera- IMPRIMIR lidade das situações que são objeto de seus comentários. e) I e III. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. III. E na desditosa cidade. adjetivos. pecha. c) xampu de capelo – xampu capilar. b) nervo da audição – nervo auditivo. Uma nuvem poderosa abre o horizonte.Artigos. bolo encomendado nas Matildes.” QUEIRÓS. pequenino por dentro. 26. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. O menino pobre nasceu morto. 8 e) monumento de rocha – monumento rupestre. Dê. 08. estado ou qualidade dos seres. as tecedeiras de todas as intrigas. vulto a uma esquina. respectivamente. II. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. entre os dentes ralos.

adjetivos. e) ao menos uma tonelada”. verbos e adverbios Avançar . e) guarda-noturno. GABARITO d) tanto quanto uma tonelada”. U. substantivos. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indi- cam fatos situados no mesmo momento. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. o lugar.S. 29. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. b) justo uma tonelada”. vives. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. b) verde-oliva. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. “O diário de P. de aproveitar a vida. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. em jun. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. d) azul-marinho. sem que a idéia básica do período seja modificada. 28.. 01/01/2000 . c) aproximadamente uma tonelada”. 2000.) 21h30 .Restaurante chinês.Artigos. de verdade do processo expresso pelo verbo. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza.. 30.C. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. e se a tua consciência reouver um ins- IMPRIMIR tante de sagacidade. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”..C. c) cívico-religioso. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. tu dirás que queres viver. Foi maravilhoso!” 9 27. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. publicado em uma reportagem na revista Isto é. comunicar-se. Não só por não ter me permitido comer. ele que viesse falar comigo.S. apreciar a música. A questão 27 refere-se a ele. rir. Voltar Língua Portuguesa . 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. Leia abaixo o trecho do diário de P. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a cons- trução do sentido do texto.Las Vegas (. a) surdo-mudo. É como se eu estivesse congelada. c) Em 1970.

Londrina-PR “Que pode uma criatura. GABARITO 34. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. Amar. d) Saveiro Geração III. Amar e malamar.” O advérbio talvez nos versos. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. b) A polícia. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. verbos e adverbios Avançar . 33. declarou o IMPRIMIR médico. o Brasil 10 ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. e) sem virtude – desvirtuadamente. Reescreva a frase acima. no texto de Carlos Drummond de Andrade. 35. combinação de princípos da economia. até a você. Voltar Língua Portuguesa . Reescreva a frase acima. b) Além disso. entre criaturas. até agora. adjetivos. 32. substantivos. c) ainda que. Resiste a tudo. a) com verdade – sinceramente. sociologia e ecologia. desamar. b) A econologia. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. amar? Amar e esquecer. c) com liberdade – libertinamente. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. transpondo-a para a voz ativa. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. o paciente teria morrido”. é defen- dida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de de- senvolvimento. amar?” A palavra até. sem perda de sentido. pode ser substituído. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. senão. ao pecado de saber mais do que nos convinha. d) sem mistério – enigmaticamente.Artigos. amar? Sempre e até de olhos vidrados. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. d) pode ser que.. Tarifas que podem chegar a zero.E.. não conseguiu capturar os fugitivos. b) não obstante. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um ad- vérbio. por: a) embora. U. b) como amante – adulteramente. 31.

é mais sombrio. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. para medir a inteligência. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: IMPRIMIR a) “. Quando as __________ (ver).. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.” 40. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.. poderá adotar outra perspectiva. além dos testes de QI. 39. obser- ve seus efeitos de luz e sombra.. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.” No texto. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. verbos e adverbios Avançar . 38. substantivos. adjetivos. U. outros parâmetros serviram para medir a inteli- 11 gência. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. 37. no passado. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. Se isso não __________ (satisfa- zer) sua curiosidade.. Voltar Língua Portuguesa . e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa.” b) “. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes.” Utilizando-se o advérbio “só”. GABARITO d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.. UFRS-Modificada “Os testes de QI. há motivo para otimismo”. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. infelizmente. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. Para bem comparar a técnica utilizada. d) no passado.. __________ três explosões na plataforma de petróleo. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.Artigos. 36.” e) “. Creio que __________ de proble- mas causados por falta de manutenção. o quadro..

Há lugares carentes que necessitam até de vagas para auto- móveis. d) somente na frase IV. de 24/01/2000. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. 44. será o momento de todos o aplau- dirmos. se ele manter adequadamente o tratamento. NESSA ORDEM. sentiu o peso da responsabilidade. 43. passados os primei- ros dias de euforia pela conclusão do curso. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. 42. substantivos. c) tinha marcado – sentiu – visitara. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. São inumeráveis as academias de ginástica.Artigos. de modo claro e objetivo. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. b) pretendia – sentiu – sabia. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. Feita a pergunta.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. IMPRIMIR c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. e) em todas as quatro frases. IV. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. mas ele já havia saído. a lesão do jogador poderá estar curada. II. d) chamara – sentiu – começaria. verbos e adverbios Avançar . b) somente na frase II. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. esperando oportunidade melhor. adjetivos. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I.. III. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. respectivamente. 41. a) Em pouco mais de três meses. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. c) somente na frase III.” Revista Época. quando eu for presidente.. como a De Plá.” Dessas ocorrências. a) sabia – sentiu – chamara. mandarei prender os que forem inimigos do país. “for” equivale. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empre- gado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. só conse- guiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. Voltar Língua Portuguesa . mas se deteu. que vende e revela material fotográfico para amadores. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I.

mantém-se apenas em: a) não existe. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do 13 sujeito verbal. c) Bebeu tanto até cair. algibeira arrasada. não comentava. poeira a um canto. E na desditosa cidade. e) Segui. não tinham descortinado. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” Com relação ao emprego do imperativo nos versos. não tinha comentado. não descortinavam. e) não existiria. por- tanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). A ilustre Casa de Ramires. não existia nódoa.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada.” QUEIRÓS. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. d) Pretendes. Voltar Língua Portuguesa . as tecedeiras de todas as intrigas. portanto o emprego está adequado. adjetivos. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas.Artigos. bule rachado. uma das formas verbais não condiz com as demais. desde longos anos. coração dorido. c) Julgais. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. não comente. não tiver comentado. descortinassem e comentasse. “As duas manas Lousadas! Secas. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. GABARITO b) não existiu. não teria comentado. no diálogo entre Calvin e sua mãe. Eça de. pecha. não teriam descortinado. se verifica entre as formas verbais existia. não comentasse com malícia estridente. 45. em Olivei- ra. 14 de abril de 2001. d) não existirá. Texto para a questão 47. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. 47. verbos e adverbios Avançar . IMPRIMIR O Estado de S. janela entreaberta. substantivos. neste texto. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. 48. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. entre os dentes ralos. FUVEST-SP A correlação de tempos que. Trata-se de: a) Ides. escuras e gárrulas como cigarras. as espalhadoras de todas as maledicências. c) não existira. vulto a uma esquina. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. Paulo. não descortinem. b) Juntou até 10 mil reais. U. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. b) Tenhais. pode-se perceber que. bolo encomendado nas Matildes. não tiverem descortinado. e) “Respiravam e até transpiravam” 46.

b) desejar. abrandando-lhe a linguagem. por exemplo. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. teríamos: a) previer. principalmente. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. b) preveria. seria necessário considerar.F. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. Assinale. U. verbos e adverbios Avançar . 50. Voltar Língua Portuguesa . UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. a) Sabe que você tem razão. creiamos. b) flexão de tempo. adjetivos. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.. d) desejaria. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. d) prever. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. e) previr. A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências es- trangeiras são inevitáveis. substantivos. não tem gente parada. c) previera. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. 18/08/1999. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. UFRN Considere o período a seguir. 53. U. c) desejará. além do sentido de ação. 14 Para diferenciar o verbo do substantivo. Assim crêem os es- tudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas.Artigos. c) presença indispensável à frase. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. Não pôde ser diferente. GABARITO 52. 49. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso.. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal.” Para se manter a correspondência temporal no período. em relação às palavras.” Veja. d) anteposição de um substantivo. modo e pessoa. 51.

. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar... começaram a se tornar realidade. No trecho . reavesse d) vier. Em Mas se tu me cativas. |-a-| vogal temática...... 08. vê através do pequeno embrião de árvore (. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. requeresse. vires... |começa-| tema.. requeresse. e seu amigo . Dê. substantivos. adjetivos. U. esses bens”. reouvesse 57...... c) III e IV. Os verbos lembrar e esquecer... o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. intervisse. o modo verbal é o imperativo. verbos e adverbios Avançar ..só se vê bem e os homens não têm mais tempo.. requisesse. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver..... sendo vinde a forma do plural. “Se você .... “Ele voltará. IV.. requisesse. 16. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver.. respectiva e corretamente.. Voltar Língua Portuguesa . que isso é necessário. Em . cujo plural é vêm... não são regidos por preposição. 15 Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. II.... interviesse. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.. |-ra-| desi- nência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. ela ficará contente”. b) II e III.. reavesse c) vir..... IMPRIMIR Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III.. U.. e) II e IV.. que é dourado..... as lacunas das frases acima: a) vieres.. como resposta.. III. “Quando .. 02. quando previr o temporal”. “Se ele propuser um acordo. Em O trigo.Artigos...... II. 04.. intervisse. sendo o plural vede.. vieres. “Quando puseres a foto no álbum. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. requeresse... vires. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir.... Alfenas-MG Observe: I. aceitaríamos todas as condições”... “Se ... traga seu irmão”. reouvesse e) vier.. comunica-me imediatamente”. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. Em Por favor. III. a São Paulo. 32..) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” Jorge de Lima. interviesse. por isso ninguém interviu para liberá-los”.. interviesse. 54. e seu plural é vêem. vires. 56. fará com que eu me lembre de ti. vires. d) I e IV.. a soma das alternativas corretas. cativa-me!... 55... reouvesse GABARITO b) vier. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. talvez você .

. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato. no processo..... c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. o professor... Tem de ser naturalmente magra (...... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.... É preciso que .. e) Nenhuma das afirmações. 61....... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . c) Se a opinião pública intervir. “E não adianta a menina perder 20 quilos... adjetivos... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado..... Seria preciso que ..... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação... a fumar e a beber.. substantivos. mesmo que se . a João que se ... II........ do cigarro e do álcool......Artigos..F.. e) Todos lêem o código de ética de seu clube. IMPRIMIR para que você .. 58... complete corretamente as lacunas.... O verbo morrer tem dois particípios.. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético. A palavra morto é particípio do verbo morrer......... A palavra morto é particípio do verbo matar.I............ U... c) Cada uma das afirmações.. eventual- mente . ele.... a seguir o conselho... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I...... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir......... F. naturalmente magra.. GABARITO 62.. 20 quilos..... 16 d) Apenas a afirmação III. naturalmente magra. verbos e adverbios Avançar ..... b) Apenas a afirmação II.... a prática do esporte poderá ser moralizada.)” Considerando as transformações propostas. a bolsa de estudos.. diga-lhe que seria bom que ele .... mas alguns talvez não o entendam bem..... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I..... porém... 60.. E não adianta que a menina ..” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse Voltar Língua Portuguesa ..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63......... III..

” b) “Ainda não haviam louras.” Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. Voltar Língua Portuguesa . nem mulatas. manten- do a correlação exigida pela norma culta. um número sem fim de animais. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. b) seguíssemos – admitiríamos. substantivos. UEL-PR “Se seguirmos Freud. 67. nem surfistas.. para apresentar correção.” a) está correto. – transitivo direto.. d) possa ser.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. b) Os jornais não deram a notícia. quando for a vez desses meninos?”. 65.. b) tivesse sido. a) seguirmos – admitíssemos. e) tenha sido. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predi- IMPRIMIR cação é: a) Dei com os dois velhos sentados.. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos.. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.” e) “.. d) seguíssemos – admitíssemos.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. c) tivéssemos seguido – vamos admitir.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima.” Considerando-se o verbete. – intransitivo. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. c) teria sido. para apresentar correção. 66..) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. e) deve ser substituído por “ao que”. sem acarretar mudança no sig- 17 nificado da frase. GABARITO d) deve ser substituído por “isto que”. a) pudesse ser.Artigos. imaginava-se que um cérebro jovem (. duvidar. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.. verifica-se erro em: a) “. – intransitivo.. e) seguiremos – admitiremos. adjetivos. 64. para apresentar correção. 68. – transitivo direto e indireto. verbos e adverbios Avançar . e) Esse dinheiro não dá. c) está correto. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. empregado com o sentido de não ter confiança. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. – transitivo indireto.. c) O relógio deu onze horas. já quinhentos anos passados. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”.. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.

b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada.”. 69. adjetivos. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conse- qüência. porque vejo a questão de outra maneira. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. substantivos. equivalente a em negrito acima. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. verbos e adverbios Avançar . no enunciado.). GABARITO 72. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. Tenho de ler tudo. b) projetam. está na alternativa: a) projetam-se.” “Mas leio. leio. como: a) transitivo direto e intransitivo. 73. b) foram queimados. c) é projetado. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. c) tinham queimado. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho.. e) Há.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.. d) intransitivo e transitivo indireto. e) foi queimado.. Voltar Língua Portuguesa . b) transitivo direto e transitivo indireto. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. d) tinham projetado. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. respectivamente. UFR-RJ “(.. Em filosofias / tropeço e caio. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali.” Considerando o que está dito no enunciado acima.Artigos.. 70. e) vão projetar-se.. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. 71..). IMPRIMIR 74. essa história está cheirando mal. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. 18 b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. d) eram queimados. e) verbo de ligação e transitivo direto.. com isso. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guarda- do”.. haja prejuízo do significado. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. c) transitivo indireto e verbo de ligação. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. Outra forma verbal.

.. Se tivessem registrado a infância da aviação. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. os fotógrafos a popularizarão. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita corre- lação entre os tempos verbais. Dê. U... em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. 75. b) existirão trabalhos. d) ocorrerá trabalhos. 08..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. eles a teriam popularizado. Não sabíamos que o país .. adjetivos. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura.. verbos e adverbios Avançar . e) terá descoberto. de novo a estrada interrompida.... 79.. como tantos brasileiros. eles a popularizaram. derrubado o muro da ditadura.. F...E... a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76... ... 01... a soma das alternativas corretas. d) tem descoberto.. Quando registrarem a infância da aviação. c) teria descoberto. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a for- ma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais com- plexa” e a composta: a) tivesse descoberto. do Império da República Velha. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil... c) Pouco se lê os clássicos no Brasil... a inocência. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. eles a tinham popula- rizado. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. . Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil....” IMPRIMIR A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. c) terão trabalhos.. Pensávamos. b) tinha descoberto. 78... GABARITO 02. não se lêem muito os clássicos no Brasil. F.. Unifor-CE “. 16.. naqueles tristes mo- mentos. os fotógrafos a popularizaram. para sempre..Artigos. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. e) existirá trabalhos. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. gramaticalmente equivalente..... estava apenas exilado tempora- riamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. substantivos.. 04. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. 77. Voltar Língua Portuguesa .F. que. o futuro.. como resposta.. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente.. Desse texto. U.

UFRJ .) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens 15 segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. o menino às vezes segreda-me baixinho 30 ‘Titio. UFRJ Releia os versos 9 a 17. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre 25 apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. São Paulo: Globo.. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. Só para judiar. 80.Artigos. As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo..... Unifor-CE “. verbos e adverbios Avançar . quem sabe?. 6ª ed. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. explique o emprego dos GABARITO parênteses no verso 13. 5 Lentamente. adjetivos. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. 82. explique o que é a infância na concepção do poema.. Nova antologia poética.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. meu Deus. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.” IMPRIMIR Nas frases abaixo.. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. quem sabe?. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. 1997..’ Ah. Mário. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. substantivos.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Agora não sei esperar mais nada 20 20 Desta nem da outra vida. 86/87. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. Voltar Língua Portuguesa ... Meu tio dizia: 10 ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. p. 81.... essas crianças!” QUINTANA. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.

adjetivos.) ponha a saia mais leve.. “Por exemplo.. U. I. “voar” está empregado em função subs- tantiva. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. a soma das alternativas corretas. “(. indiscutível.. d) solicitação. 16. 21 e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.” II. corresponde à forma compos- ta “havia virado” ou “tinha virado”. 02. c) ordem. Uberlândia-MG Numere a 2ª.. coluna de acordo com a 1ª. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. U. substantivos. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. e passeie de mãos dadas com o ar. no imperativo.E. I.Artigos. III. IV. No trecho acima a seqüência de formas verbais.F. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. Voltar Língua Portuguesa . b) I. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em deta- lhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”..) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. Dê.” Carlos Drummond de Andrade. tendo em vista o emprego de verbos. c) passadas mas que têm validade permanente. “(. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo.” III. 01. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. A seguir..” IV. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato IMPRIMIR passado. verbos e adverbios Avançar . GABARITO 86. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. IV. o presente do indicativo. IV. 08...). III. b) aconselhamento. d) II. na voz passiva.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. com o sentido de existir.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. aquela de chita. 85. II. c) I. b) presentes e posteriores ao momento da fala.. I. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. Com o verbo na voz ativa. 83.. em 1898”. e) ponderação. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. como resposta. denota um(a): a) treinamento. podem-se desenvolver espécies de milho (. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas.. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. 04.. a forma “eram invadidas”. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. 84. nas formas destacadas.

e) “rio caudal”. enroscando-se como uma serpente. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. 87.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. 88. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. IMPRIMIR a) “Pelo Natal estarei aí. “Onde avanço. O Guarani. altivo e sobranceiro contra GABARITO os rochedos..” ALENCAR. me dou. com minha secretária Eunice. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. 92. as três construções destacadas. b) “Se não zelássemos por nós. que está correta- mente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. que recebe no seu curso de dez léguas. posterior ao momento em que se fala. e) exigiam – exigem. quanto às vozes do verbo. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. c) sugestão. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”.) como bem o sabiam os romanos (. b) era – são. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do preté- rito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. e engrossando com os mananciais.. d) tinha – tem.Artigos. o pequeno rio. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na partici- pação do “eu” que se expressa no texto. 90. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. Em relação ao texto.. José de. substantivos. Olhemos a cidade. Voltar Língua Portuguesa .. c) “(. na frase acima. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. curva-se humildemente aos pés do suserano. b) reflexão.. a seqüência dos tempos verbais em negrito.. adjetivos. que rola majestosamente em seu vasto leito. c) obteve – obtenha.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. d) “(. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. UERJ Classifique. torna-se rio caudal. 91. e) solicitação. d) certeza. verbos e adverbios Avançar .) o povo é ignorante. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequa- damente explicado. Descreva essa mudança.

..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca. b) vêm dominando. U. verbos e adverbios Avançar . substantivos..)” 94.” c) “(. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”..F.. GABARITO IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .F..) Trunte retrucou que já era alguma coisa..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ..... adjetivos.” d) “(..) nada adiantava esse dinheiro. U..” b) “(....” b) “...” 96.” 23 d) “(... d) vem dominando. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.. c) dominam...) manipular os peões (....“ 95..” d) “.. 93..” b) “(.” c) “(.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde...Artigos.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.) poderemos (. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio..ninguém supera a televisão.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..) não compreende ele as coisas do Brasil.

LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . e 6. d 28. dispuser. d 43. a IMPRIMIR 44. se mantenha. a 48. 13 32. combinação de princípos da economia. declarou o médico. vir. V–F–V–V 5. d 8. a 31. b 27. d 33. d 23. socio- logia e ecologia. o paciente teria morrido. verbos e adverbios Avançar . d 35. c 29. d 34. d 21. a 38. substantivos. c 4. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvi- mento. e 24. adjetivos.Artigos. d 26.” b) Ambientalistas defendem a econologia. d 15. b 10. d 37. d 41. a GABARITO 9. c 2. S U B S T A N T IV O S . c 3. a 39. d 49. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. satisfizer. Vier. 36. V–V–F 25. V E R B O S 1 E A D V É R B IO S 1. e 16. c 30. d Voltar Língua Portuguesa . F–V–V–F 11. V–V–V–V–F 18. b 13. A D JE T IV O S . a 22. c 45. c 14. e 46. d 17. c 47. c 12. e 20. b 42. d 7. c 19. 40.

A partir do emprego dos tempos verbais. substantivos. a IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e 73. 90. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. e 75. b 65. e 83. b 77. d 76. c 74. a 55. b 94. e 70. c b 78. b 60. c 85. 81. 79. verifica-se que. b 72. c 92. 15 86. no verso 13. O emprego dos parênteses revela que. a 56. e 66. 28 a 80. b 68. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. me dou: voz reflexiva. a infância é um estado permanente no eu-lírico. e 69. 91. b 62. c GABARITO 87. na concepção do poema. e 54. e 57. b 67. a 51.Artigos. Onde avanço: voz ativa. do qual se distancia. b 58. a 93. d 61. b 2 63. d 71. e 53. a 95. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . a 96. 50. Em avanço o “eu” é agente. b 84. 64. c 89. a 59. 82. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. b 52. em me dou é agente e paciente. a 88.

conseqüentemente. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. II. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. b) Apenas II é verdadeira. e F. até . IMPRIMIR III. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa.. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. deve-se garantir ‘simultaneamen- te tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. 2. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. a reso- lução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) Por equívoco do redator. é própria de linguagem formal no Brasil. cuja Carta proclama os ‘direitos funda- mentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.” GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. 1948).. LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. para os verdadeiros.. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Além disso. falta o hífen em “interamericano”.. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. I. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. e) I e III são verdadeiras. Colômbia. é correto afirmar que a ênclise: I..Pronomes Avançar .” estão flexionados no mesmo tempo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. c) Apenas III é verdadeira. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. a) Apenas I é verdadeira. para os falsos. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”.E. como a realização dos postulados da justiça social’. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. no qual se reconhecem e defi- nem com precisão a existência desses direitos. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. modo e pessoa. durante a qual tam- bém foi criada a Organização dos Estados Americanos. Use V. Assinale a alternativa correta.”. pois reconhe- cem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.desses direitos. d) I e II são verdadeiras. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observân- cia desses direitos. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias 1 destinadas a sua promoção e proteção. no livre exercício de suas próprias soberanias. favorece uma tonicidade não usual em português.

beleza e ritmo.Pronomes Avançar . b) à forma de tocar violão. pra. b) A personagem mistura. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. Univali-SC GABARITO Nos quadrinhos. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. na sua fala. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. d) somente à palavra mais próxima: saudade. das alusões freqüentes na conversão. de Assis) d) “.” IMPRIMIR O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. beleza e ritmo. pessoa do singular com a 3ª. de Assis) 6. c) a saudade. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. falou-me também da piedade e saudade da viúva. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. Voltar Língua Portuguesa . em vez de ficar séria e pensar em Deus. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. de Assis). enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. Exemplos: Tô. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. PUC-PR-Modificada Observe: “Revolucionou a forma de tocar violão.F.. 7. rindo. da veneração em que tinha a memória dele. de Assis) 2 c) “Lalau sentou-se. 3.” (M. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. à qual está ligado por hífen... e) à forma verbal acrescentando. a) “.” (M. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.quando estava quase a suceder um desastre na entrada.. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. das relíquias que guardava. não deixaria de comparecer. a senhora. U..” (M.” (M. a 2ª. 5. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. acrescentando-lhe saudade. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. pessoa do singular. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade..

você é testemunha disto. Muitas vezes. ou até mesmo por não acreditar. desconfiasse de toda a gente (. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. nos negócios.) D. tens amor não correspondido ou rompido. nos negócios. em qualquer assunto que lhe preocupe. tens caso íntimo à resolver. em qualquer assunto que lhe preocupe. mau olhado no amor. e) vosso. B. lhes. muita inveja. um problema que para muitos é um problemão. desorientado. fazer voltar alguém em sua companhia. Todos se habituariam e pensar coletivamente. 3 8. respectivamente. C e D). BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. 817”. faça isso agora. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara.. Muitas vezes não acha solução. Não fique na dúvida. Voltar Língua Portuguesa . ou o próprio mal não deixa. a expressão em des- taque pode ter o sentido de “nós”. tens amor não correspondido ou rompi- do. a PROFa. referindo-se ao emissor-personagem e IMPRIMIR seus comparsas.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. vossa. com a PROFa. desanimado. te.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. 9. não é uma novata na sua especialida- de (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. o. Considerando-se os elementos em negrito. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. tua. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequada- mente. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. (. respectivamente.. Onde é que a gente se encontra? C. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. ( ) no enunciado B. muita sonhou com ele. tua. te.. b) teu. no seu trabalho. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. desanimado. faça uma consulta.Pronomes Avançar . vossa. ( ) no enunciado A. os. ( ) no enunciado D.. BETE. muita inveja. d) vosso. desorientado. estás desiludido. por a) teu. ( ) no enunciado C. emitido por uma voz narrativa onisciente... deve-se substituir as palavras grifadas. Comprove estimado leitor. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. mau olhado no amor. tens caso íntimo à resolver. a expressão a gente. Texto para a questão 8. tem o sentido de “nós”. tua. c) teu. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. no seu trabalho. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. UFGO A. a palavra todos tem valor anafórico. fazer voltar alguém em sua companhia. algu- GABARITO ma dormiu mal ou nada. Leitor. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico
de pronome possessivo.
a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre.
b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos.
c) A realidade tornava-se-lhe odiosa.
d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...).
e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma.

Texto para as questões 11 e 12.

“Que me enganei ora o vejo:
Nadam-te os olhos em pranto
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar.”

11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Apon-
te-o:
a) que.
b) me.
c) o.
4 d) te.

12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituin-
do um pronome possessivo. Aponte-o:
a) te.
b) me.
c) o.
d) que.

13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a),
exceto:
a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos,
............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis)
b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de
Casa Velha...” (M. de Assis)
c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconside-
GABARITO

rada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de
Assis)
d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na
sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis)

14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial,
apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal.
Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no
português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente:
a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual
estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo;
b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se;
IMPRIMIR

c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passa-
se no Piauí não é o mesmo das grandes capitais;
d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal
abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que
acha-se rodeada mal abre os olhos à luz;
e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em
dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada

“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída
por:
a) onde.
b) que.
c) cujas.
d) das quais.
e) entre as quais.

16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regio-
nal, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa.
a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a
outra.
b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria
de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de
casas...
c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar pro-
blemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á
5 cirurgia o mais breve possível.
d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cida-
de mais antiga do país.
e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar
a força, unindo os alunos maiores com os menores.

17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectiva-
mente como:
a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto.
b) artigo definido e pronome demonstrativo.
c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo.
d) pronome pessoal e artigo definido.
e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo.

18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e
elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo.
GABARITO

a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu.
b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos
outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele?

19. UFGO Considere os enunciados abaixo.
A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições.
B. Onde há fumaça, há fogo.
C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm
uma só nacionalidade.
D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam.
Segundo a norma padrão da língua portuguesa:
( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre ora-
IMPRIMIR

ções, como no enunciado A.
( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não
tem um referente explícito.
( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere
a uma expressão com valor de lugar virtual.
( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a”
ou “para”.

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20. UP-RN

“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.”
“O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos:
a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há
como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.
b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a
desnutrição desse povo brasileiro.
c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter
sido pobre é o seu grande mal.
d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo
grande mal é ter nascido pobre.

21. F.M Triângulo Mineiro-MG

“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergo-
nha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário
Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer
testar seus conhecimentos’, argumenta.”
6 Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída
por:
a) Quem não teve-lhe acesso.
b) Quem não as teve acesso.
c) Quem não teve-as acesso.
d) Quem não teve acesso a elas.
e) Quem não teve-lhes acesso.

22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alter-
nativa correta, de acordo com a norma culta.
“A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da
Lagoa continuam malcheirosas.”
a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo
de Freitas.
b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a
GABARITO

atenção de D. Pedro II.
c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas.
d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a
atenção de D. Pedro II.
e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam cha-
mado a atenção de D. Pedro II.

23. PUC-PR-Modificada

“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente
preocupada”.
IMPRIMIR

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antece-
dente os termos:
a) O pai;
b) havia partido;
c) ao filho;
d) nenhum recado;
e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses
pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados.
a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te).
b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe).
c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me).
d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se).
e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me).

25. FUVEST-SP

“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso
vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão
o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescre-
va o trecho, fazendo a correção necessária.

26. PUC/Campinas-SP

“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta
7 pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa.
A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em
Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão,
ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), ques-
tão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente:
a) o centro – Mudança Climática.
b) Buenos Aires – a delegação brasileira.
c) o planeta – a reunião.
d) Kyoto – estufa.
e) a Convenção – mudanças catastróficas.

27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verda-
deiros, e F, para os itens falsos.
( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a
filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto.
GABARITO

( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas
de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das
formas tu/vós.
( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e
possessivos continuam na segunda pessoa.

28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do por-
tuguês falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o:
a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade.
b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada.
c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos.
d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.
IMPRIMIR

29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente.
a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa.
b) Entre eu e ela já não há mais nada.
c) Viram-nos, mas não os chamaram.
d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda.
e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças:
I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje.
II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação.
III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que
poucos procurá-los-ão”.
IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor.
A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é:
a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e IV.
e) I e IV.

31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos reti-
rados de jornais de circulação regional:
a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia.
b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau?
c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói.
d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quanti-
dade e qualidade requeridos por uma população... .
8 e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos
capazes.

32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O
escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever
sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso
direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a lingua-
gem oral no texto escrito. Por essa razão,
a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo.
b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos.
c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo.
d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos.
e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos.

33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e
F, para os falsos.
GABARITO

( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar prono-
me pessoal da forma oblíqua na função sujeito.
( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um
período com pronome oblíquo átono.

34. UFSE

“... tu vais encher os cofres
... derrubada debaixo da fronde
... dando de comer aos pássaros”

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspon-
IMPRIMIR

dentes, obtém-se:
a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer;
b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer;
c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer;
d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer;
e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da se-
guinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a
norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ...............,
em ............... de período.
a) Mesóclise – futuro do presente simples – início.
b) Separação – infinitivo – exórdio.
c) Próclise – imperativo positivo – começo.
d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura.
e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio.

36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas:
“Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao
meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram
pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.”
Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente:
a) conosco – conosco – mim – mim
b) conosco – conosco – eu – eu
c) com nós – conosco – eu – mim
d) conosco – com nós – eu – eu
e) com nós – conosco – mim – eu

9 37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações:
I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se.
II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede.
III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram.
Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal:
a) Apenas para a oração I.
b) Apenas para a oração II.
c) Apenas para a oração III.
d) Para todas as orações.
e) Para nenhuma das orações.

38. VUNESP Leia o texto que segue.

“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferen-
ça é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”
In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.
GABARITO

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a,
respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”.

39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro,
defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma...
a) dessa – daquelas.
b) daquelas – destas.
c) destas – dessa.
d) desta – daquelas.
e) desta – dessas.
IMPRIMIR

40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao
termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em:
a) “Não me basta saber que sou amado.”
b) “...no exílio em que a chorar me vejo.”
c) “Não há que a terra pelo céu trocar.”
d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.”
e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa insti-
tuição.”
Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é corres-
pondente, obtém-se:
a) não lhe procurem;
b) não a procurem;
c) não procurem-a;
d) não procurem-lhe;
e) não procurem-na.

42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um empre-
go de pronome não compatível com o uso formal da língua:
“E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das
águas que tem.”
a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por
causa das águas que tem.
b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem
das águas que tem.
c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa
10 das águas que tem.
d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem
das águas que tem.
e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das
águas que tem.

43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal.
a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de
osso nos beiços.”
b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.”
c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.”
d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.”
e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.”

44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito
GABARITO

corretamente.

“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te
tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esque-
cer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecê-
la. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer.
IMPRIMIR

08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens
esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer.
16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por
aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la.
Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada

“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus progra-
mas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a:
a) alguns cientistas;
b) robôs do futuro;
c) seus programas;
d) todos eles;
e) homens.

46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em:
a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes.
b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou.
c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades.
d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada.
e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sem-
11 pre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’”
Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, ele-
mentos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrati-
vos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos:
a) palavra e mote.
b) leitura e mote.
c) palavra e mundo.
d) leitura e daquele.
e) continuidade e mundo.

48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorre-
ção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em
que o pronome foi empregado adequadamente.
a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de
emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se apro-
veitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica.
GABARITO

b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola.
c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor
público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a
nós pais para conversar.
d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do
cargo.
e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das con-
seqüências, ataque-se primordialmente as causas.

49. UEMS
I. O lugar...moro é muito pacato.
II. Esse foi o número...gostei menos.
IMPRIMIR

III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso.
a) onde - que - cujo.
b) em que – de que – cujo o.
c) no qual – o qual – do qual o.
d) que – que – cujo o.
e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão
corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em:
a) não os tivessem;
b) não tivessem-los;
c) não o tivessem;
d) não tivessem-o;
e) não tivessem-no.

51. UFR-RJ

“O homem ainda faz
O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um:
a) pronome de tratamento;
b) artigo definido;
c) pronome oblíquo átono;
d) pronome oblíquo tônico;
e) pronome demonstrativo.

12 A questão 52 refere-se ao texto a seguir.

“O Padeiro (fragmento)
(Rubem Braga)
Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me
lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta
do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gri-
tando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo?
‘Então você não é ninguém?’.
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontece-
ra bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e
ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera
dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era
ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”
In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.
GABARITO

52. UFRJ
a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto?
b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla nega-
ção pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a.

53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma
culta.
a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita
geralmente em apiários.
b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são origi-
nárias da África do Sul.
IMPRIMIR

c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários,
originaram-se na África do Sul.
d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, origi-
nou-se na África do Sul.
e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se
na África do Sul.

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Texto para a questão 54.

“Música
Uma coisa triste no fundo da sala.
Me disseram que era Chopin.
A mulher de braços redondos que nem coxas
martelava na dentadura dura
sob o lustre complacente.
Eu considerei as contas que era preciso pagar,
os passos que era preciso dar,
as dificuldades…
Enquadrei o Chopin na minha tristeza
meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de.
Alguma Poesia.

54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilida-
des que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no
poema Música, é exemplo disso:
13 a) “Me disseram que era Chopin”.
b) “dentadura dura”.
c) “enquadrei o Chopin”.
d) “que era preciso pagar”.
e) “braços redondos”.

55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é:
a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos
que lhes foram distribuídos a mando de Herodes.
b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de
um boi branco e de um burro cansado.
c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes
das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.
d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono
escorraçou os viajantes.
GABARITO

e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo
deve de ter sido uma visão aterrorizadora.

56. UFRJ

“Esaú e Jacó (fragmento)
(Machado de Assis)
– Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a
Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas,
dos chafarizes e das lojas.”
In: Obra Completa. vol. 1.
IMPRIMIR

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido
ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no
texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do
autor.

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9ª ed. Estrela da vida inteira. 1982. a) Identifique essas duas classes gramaticais. p. Rio de Janeiro: José Olympio. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 57. 118. UFRJ “O impossível carinho Escuta. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas dife- rentes classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. Manuel. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 14 GABARITO IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Pronomes Avançar .

LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. c 9. c 25. d Voltar Língua Portuguesa . d 4. que estuda há oito anos. está correto o uso do pronome mim. Em “a fruta”. 26. O pronome em questão possui função completiva. b 23. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. b GABARITO 17. desta forma. c 35. a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. sendo regido pela preposição entre. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. e por literatura. c 38. d 3. pronome pessoal do caso oblíquo. d 33. F–V–F 28. 39. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. c 30. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). a 14. e 31. que é o caso. d 22. c 11. b 16. c 24. F–V–F–V 10. c 32. b 8. b) Na função completiva. d 21. c 37. a 12. b 1 5. a 36. F–F–V–V 20. e 15. b 7. d 13.Pronomes Avançar . F–F–V–V–F 2. d 6. V–V IMPRIMIR 34. 19. c 29. A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. c 18. b 27.

GABARITO IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No texto de Machado. b 41. b 42. 40. b 54. 2 b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. e 43. 06 45. uma atitude marcante na sua obra madura. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. Se. d 47. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 57. e 52. b 46. 53. c 48. d 49.Pronomes Avançar . e 50. b 44. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. porém. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. ele é posposto ao verbo. a 55. a 56. a 51.

7 Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. Matéria de Poesias. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. c) recusando seu invólucro utilitário. com fome. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. e) isolar-se do resto da humanidade. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. cisco de olho. 5 Perguntar distraído: – O que há de você na água? 1 6 Não usar colarinho duro. UFMS “Mesmo sem fome. deixando de lado o sujeito que olha.. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. Se conside- IMPRIMIR ramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. A expressão mesmo sem fome muda a situação. Manoel de. 3.” BARROS. b) com objetividade.. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. d) vaga. Voltar Língua Portuguesa . teréns de rua e de música. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. e) cristalina.. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. deitados de barriga. o verso citado propõe que. 8 Aprender a capinar com enxada cega. 3 ed. 1999. 1.. automati- zados. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: 1 Esfregar pedras na paisagem. 10 Deixar os substantivos passarem anos no esterco. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. uma tomada de posição ante o fazer poético. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. personagem dos filmes de Charles Chaplin. c) fecunda. portanto. LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. b) impermeável. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem.Noções de literatura Avançar . (Colhida em Rimbaud) 3 Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. c) sofrer privações materiais. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. 4 Mesmo sem fome. GABARITO 2. Nessa concepção. cozinhou as botas e as comeu. 2 Perder a inteligência das coisas para vê-las. carvão de folhas. poeta francês do século passado. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. moscas de pensão. 11 Jogar pedrinhas nim moscas. O resto em Carlitos. até os cadarços. UFMS O poema cita Rimbaud. em favor da poesia. e Carlitos. d) pelo ponto de vista do especialista. comer as botas. 9 Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. em um filme.

d) o amor se esgota no próprio desejo. 10 11 Amo-te como um bicho. UFPI Dos versos 3 e 4. com grande liberdade 09 Dentro da eternidade e a cada instante.Noções de literatura Avançar . 05 06 Amo-te afim.. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. e) o amante vive a descrever o ser amado. 1986.. 08 Amo-te. 14 15 E de te amar assim muito e amiúde. enfim. 12 De um amor sem mistério e sem virtude 13 Com um desejo maciço e permanente. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 336. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. “Soneto do amor total 01 Amo te tanto. 07 E te amo além. simplesmente.. meu amor. Poesia completa e prosa. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. 5. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: IMPRIMIR a) o amor culmina com a morte. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. UFPI Na seqüência “.” MORAES. GABARITO d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor.. b) a sensação de que o amor é indescritível. Texto para as questões 4 a 7. não cante 02 O humano coração com mais verdade. 03 Amo-te como amigo e como amante 04 Numa sempre diversa realidade.. d) vício – virtude. c) verdade – mentira.. e) vida – morte. não cante / O humano coração com mais verdade. b) pureza – impureza. Vinícius de. c) o amante dá a vida pela amada. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente.”. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. b) A realidade é diferente para quem ama pouco.. RJ: Nova Aguilar. b) o amor destrói o corpo amado. presente na saudade.. 7. Voltar Língua Portuguesa . 16 É que um dia em teu corpo de repente 2 17 Hei de morrer de amar mais do que pude. 6. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. 4. p. de um calmo amor prestante.

como acontece no verso de número . em alguns momen- tos. foi quando. .. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si... “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 10. 8. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elabo- ração da poesia.. UFRS Leia as estrofes abaixo... porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões mo- mentâneas. Cassiano. e a afirmação que as segue..” (Gonçalves Dias)... emocionada 03 a mulher a meu lado estremeceu 04 e se entregou sem que eu dissesse nada. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto....) tive saudades da casa paterna e chorei.. típico de sua poesia.... c) reiteração expressiva.Noções de literatura Avançar .. d) onomatopéia modernista... Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. em que é perceptível um lirismo .. de Vinícius de Moraes. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Rio de Janeiro: José Olympio. Texto para as questões 8 e 9.... 9.. 1964. 01 “Uma lua no céu apareceu 02 cheia e branca. a outra abandonada 08 uma nua na terra.... Jeremias Sem-Chorar.. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa ..” (Álvares de Azevedo).” (Casimiro de Abreu). 05 Larguei-as pela jovem madrugada 06 ambas cheias e brancas e sem véu 07 perdida uma... b) vício de linguagem. d) “Um dia (....... outra no céu... / Como estrelas e nuvens e mulheres. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. / Pela regra geral de todos seres...” RICARDO. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a GABARITO minha primeira musa. fundindo-as.” IMPRIMIR Por meio de versos .. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia...” (João Ca- bral de Melo Neto). / Minha lira também seus tons varia.. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte ca- 3 racterística: a) variação semântica. / e sem fazer esforço ou maravilha.

As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. sobre o texto. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. ( ) No verso 8. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. nos versos 14 e 15. Que tenho no coração! Das aves no sentimento. da boca 10 mas quando for tempo E é tempo todo tempo 13 mas GABARITO não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz 16 ou não mas a vida muda 19 a vida muda o morto em multidão” GULLAR. entre outros recursos poéticos. Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. julgue os itens a seguir.. em muito mais tempo que a natureza. tema reincidente na poesia romântica. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo..Noções de literatura Avançar . II. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Aprender o que é amar Ser a flor das primaveras Ouvi-lo no frio vento. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre 4 A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas 7 o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. IV. 11. o que esta rapidamente consegue realizar. III. ( ) No verso 7. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. pelo poema Rosa do Povo. ( ) O poeta. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas IMPRIMIR Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. Pela análise das afirmativas. Toda poesia. O medo da rejeição amorosa. E se ouviras o desejo Nas águas e no luar! Do amoroso sertanejo (. Ferreira. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. II. as imagens utilizadas e o uso recor- rente de repetições. determina o tom pessimista do texto. I. Voltar Língua Portuguesa .) Que descora de paixão! Ah! vem! amemos! vivamos! Se tu viesses comigo O enlevo do amor bebamos Das serras ao desabrigo Nos perfumes do sertão!” Analisar as afirmativas que seguem. III e IV 4 c) II e IV 12. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor.

v. implacável. Ele era mais alto do que eu. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. até que chegamos na minha casa. o rosto fixo virado para o meu. esta é a última vez. por Lúcia Helena. com o barulho do tiro.” GONZAGA. fui ao meu quarto.” ANDRADE. O tempo é ainda de fezes. não faça isso de novo comigo. 85-6. Tomás Antônio. Em seguida. sem armas. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Org. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. ‘Só tenho o senhor no mundo. Infer- no. Devo seguir até o enjôo? Posso. então vi que era um menino franzino. 90. Voltei. 114. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Carlos Drummond de. pelo autor). Introdução: Para responder a essas questões. ele me acompanhando. a) Sentimento de angústia. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. enquanto caminhávamos. Voltar Língua Portuguesa . maus poemas. mercadorias espreitam-me. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. o pedinte. 1997. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. 24. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. (Nossos Clássicos. surgiu inesperadamente. 15. forte e ameaçador. GABARITO 36. Ele caiu no chão. Marília. Melancolias. Não verás enrolar negros pacotes 5 das secas folhas do cheiroso fumo. só tenho o senhor no mundo’. Rubem. Fui na direção da minha casa. Rio de Janeiro: Agir.) 14. Uneb-BA “Tu não verás. ou se falou eu não ouvi. me vigiando curioso. 1997.” FONSECA. 13. In: Antologia poética (Org. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. vou de branco pela rua cinzenta. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. ‘espere aqui’. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. doutor. IMPRIMIR Fechei a porta. ed. que foi cobrindo a sua face.Noções de literatura Avançar . conseguia esconder. alucinações e espera. p. In: Tomás Antônio Gonzaga. Questões de 13 a 17. desconfiado. p. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. ed. Eu disse. Feliz ano novo. estou precisando de um dinheiro. p. Não acabou de falar. o tempo não chegou de completa justiça. por parte do sujeito poético. ou da minada serra. 2. em face de um mundo conturbado. de espinhas no rosto. São Paulo: Companhia das Letras. 1985. ou dos cercos dos rios caudalosos.

(. relatada pelo narrador. 17. gestos. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. Não as contesto. UERJ Por causa da perda das anotações. 12. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Uneb-BA “– Não esqueci de nada.. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.. Outros devem possuir lembranças diversas. e a mãe olhava a filha. 19. responda às questões de números 18 a 20. associaram-se.. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Ao longe.” LISPECTOR. conservaram-se. associaram-se. mas espero que não recusem as minhas” Voltar Língua Portuguesa .)” RAMOS.. o texto é impregnado IMPRIMIR de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. São Paulo: Record. porém. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus.. exponho o que notei. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. Certamente me irão fazer falta. num pátio branco. o que julgo ter notado. gritos. cresceram. a forma dos montes verdes. pelo menos imagino que valiam pouco.Noções de literatura Avançar . As luzes se acenderam de repente. e é inevitável mencio- ná-las” c) “neste esmiuçamento. Um homem comprou cocada. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. 111. Ah! ah!. cresceram. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. p. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. Laços e família: contos. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material... exponho o que notei. da leitura do texto. exclamou a mãe como a um desastre irremediável.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. Capitães da areia. E Catarina? Catarina olhava a mãe. recomeçou a mãe. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Memórias do cárcere.. Rio. a cor das folhas que tombavam das árvores. porém. “(. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. Rio de Janeiro: Record. Jorge. gemidos. tintos de luz. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. GABARITO 18. o deus da bexiga. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. 85. a bolsa. frases autênticas. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante.. Clarice. Lutar pelo direito.. 1996. 1984. 16. ela ajeitava depressa as malas. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. p. Graciliano. 79. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Levianda- de. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. Outras. 1982. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. em manhã de bruma. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. é possível depreender. de repente envelhecida e pobre. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. ed. (. E se esmoreceram. durante o Estado Novo. A tarde caía. conservaram-se. ed. como contavam a de seu pai. Se ele existisse. Com base no texto abaixo.. neste esmiuçamento. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. A negra se levantou. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe.. E os guindastes rodavam ruidosamente.. 6 Rio de Janeiro: José Olympio. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida.” AMADO. e é inevitável mencioná-las.) Nesta reconstituição de fatos velhos.

F. Pode- se dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. dirige-se aos penhascos. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. Voltar Língua Portuguesa . que ostentais a condição mais dura. U. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. 14 Onde há mais resistência. U. penhas. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22.F. e) rima e versos decassílabos. que é a exaltação dos pe- nhascos. 10 A que dava ocasião minha brandura. 22.” Vocabulário: penhas – penhascos 21. 20. nos versos 12. GABARITO b) nota-se. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. IMPRIMIR b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). pois é tão duro quanto elas. temei. narrador e personagem principal. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. que vence os tigres por empresa 6 Tomou logo render-me. 3 Que entre penhas tão duras se criara 4 Uma alma terna. a exem- plo do livro de Graciliano Ramos. 1 ”Destes penhascos fez a natureza 2 O berço em que nasci! oh quem cuidara. b) identidade de nome entre autor. constituem uma autobiografia – gênero literário defi- nido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. 13 e 14. 9 Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. a presença de antítese. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. ele declara 7 7 8 Contra o meu coração guerra tão rara. mostran- do que há obediência à regra principal do Arcadismo. o que mostra a influência do Barro- co na lírica do poeta mineiro. A partir dessa definição. pois é tão duro e resistente quanto eles. mais se apura. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. que representa seu berço. a pedra. c) o sujeito lírico. de Cláudio Manuel da Costa. que amor tirano.Noções de literatura Avançar . 11 Nunca pude fugir ao cego engano: 12 Vós. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. 13 Temei. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. nos versos 9 e 11. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). Santa Maria-RS Nesse poema. um peito sem dureza! 5 Amor. um elemento típico da paisagem mineira. Que não me foi bastante a fortaleza.

INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. E a donzela ideal nos róseos lábios. In: Leandro & Leonardo.. exemplo da tendência mórbida desse movimento.Lira dos Vinte Anos. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. Vol. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura 8 Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo .Noções de literatura Avançar . colocando-se como sujeito sub- misso em seu desejo de amor. Álvares de Azevedo apresenta. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você GABARITO Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. a figura feminina se constrói entre dois pólos. o da virgindade idealiza- da e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. Um espírito negro me desperta. 10. ( ) No texto I. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. 24. 23. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação IMPRIMIR à realidade. Foram sonhos contudo. 1997. Me ateia o sangue. nesse texto. Bernardes e Schiavon. Voltar Língua Portuguesa . A minha vida Se esgota em ilusões.. julgue os itens das questões de 23 a 26. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade... E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. me enlanguece a fronte.

c) A mulher. 1992. frases em ordem indireta. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. ( ) Nos textos I e II.. teus seios Se enchem de leite. UFMT ( ) Quanto à métrica. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. como um espelho e sua imagem. São Paulo: Companhia das Letras. 196. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. 27. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. os dois poemas são decassílabos. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais.. há ocorrência de inversão sintática... vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. F. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. Amiga. 26. F. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. na visão do eu-lírico.” MORAES. ( ) Escritos em séculos diferentes. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR 28. Antologia Poética. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. Vem. Vem mergulhar em mim Como no mar.Noções de literatura Avançar . como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. aparece envolta em sensualidade e erotismo. “A Ausente Amiga. amiga minha GABARITO Em mim como no mar. 11. Questões de 27 a 29. UFMT ( ) No texto II. ed. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. ( ) Neles. p. Católica de Salvador-BA No poema. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. 25. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim 9 Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. c) assemelha-se à “amiga”. ( ) Em ambos. Vinícius de. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos.

trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. b) somente III é correta.Noções de literatura Avançar . c) II e III são corretas. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. d) somente I é correta.. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. A meninice brincou de novo nos olhos dela. 10 O rapaz concluiu: – Antônia. como uma mancha no ermo. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. também. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Rio. fresca e furta-cor. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. A moça arregalou os olhos. você é engraçada! Você parece louca. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando.” BANDEIRA. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. Foi esse o início de um destino esquerdo. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. você parece uma lagarta listada. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. ainda não me acostumei com o seu corpo. F. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. III. Lançando mão de um procedimento moderno. José Olympio. d) busca a originalidade a qualquer preço. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. A moça olhou de lado e esperou. 29. II. 30.. 31. porque minha bisavó. e) I e II são corretas. GABARITO b) a lembrança de um certo namorado de infância. O título do poema encerra uma ironia. fez exclamações. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.” Voltar Língua Portuguesa . O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. c) tenta conciliar o presente com o passado. 1979. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. I. com a sua cara. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. Texto para as questões 30 e 31. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. livre de rima e de métrica. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. Manuel. a) I e III são corretas. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. esfumaçados pela neblina IMPRIMIR que saía da chaminé daquela casa onde.

. de acordo com as 11 normas da língua padrão. que ainda demonstra sua submissão ao homem. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. portanto. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. a quem todos deve- riam se submeter e jamais questionar. metáfora e prosopopéia. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) De acordo com o texto. ( ) A personagem demonstra que. embora incapaz de modi- ficar uma situação socialmente imposta às mulheres.. Caso o verbo estivesse presente deveria.. foram utilizados dois tipos de dis- cursos: o indireto. e o bando de filhos seus primeiros súditos. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. ( ) Em “. é correto afirmar que a personagem. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físi- cas. levantando a voz como se nascesse rei”. ter GABARITO como agentes tanto “meninos” como “tetas”. U.. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.” ( ) Na frase “. ( ) “. a personagem..... são respectivamente: hipérbole.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento.”. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento... com enormes riscos de ouro.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fresca e furta-cor. porque me secaram as tetas.”. na terceira pessoa do singular. é correto afirmar que. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. marcado por expressões como “. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.”. sovar o dia do marido que vem chegando. continuava a ser uma pessoa vaidosa. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.. a elipse do verbo ser.Noções de literatura Avançar . 33. Católica-GO ( ) No texto.” considerando-se o contexto.. U. levantando a voz como se nascesse rei... claramente. pois afirma: “Daí mais um pouco fui em- branquecendo os fios do cabelo da fronte. apesar de trabalhar muito.. ‘destino esquerdo’. obrigatoria- mente.” Percebe-se nessa frase. 32. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. e o indireto livre.

pela presença de termos chulos. // Como lençóis claros de neve. à tarefa. a manhã nasce. 58. b) é narrativo. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. ao suplício. (sororal) vibrante como um sino. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego.” 12 ( ) “O luar. José.. c) é dramático. próprio do texto contemporâneo. / Pérolas vivas. decassílabos. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.. In: Muito Soneto por nada. IMPRIMIR 36. / A água e o reptil. Vitória: Cultural. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. azul em fora..” NEVES.. com exceção de: a) é literário. 1998. de outro poema preto em verso branco. sonora barcarola. F. e) é um misto de literário e não literário. os ninhos e a hera. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. a pedra e o tronco. pois não é prosa nem poesia. com que ânsia. na voz.. não há remate. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. pela linguagem coloquial e referencial. que me livre de vez desses poemas. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. majestosamente.. predominantemente.” Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidên- cia e com F os demais. d) é lírico.I. um soneto de versos. / É transparente. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. / Que o sol filtrando em luz esteve. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. construído em prosa poética. – na face / De anjo morto. a luz tem cheiro. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. Reinaldo Santos.. ou por outra. pela intensidade do sentimento do eu poético. Tem cheiro a luz. b) não é literário. / A noite no alto-mar anima as ondas. // Nasce a manhã. / Azul. um poema épico. Voltar Língua Portuguesa . F. Língua vernácula entre os dentes.. a folha e o inseto.. as nereidas frias. c) é literário. entre sombras. no olhar sobredivino.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. na mente. – o ar e o chão. ( ) “Tudo. U. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. é branco. GABARITO e me livre de ti em paralelo. / Aroma de argental caçoula. 34. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. dor no cotovelo e tu.Noções de literatura Avançar . / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. merda. é leve. p.I. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. d) não é literário. e) não é um soneto.. vulgares. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. 35.” ( ) “Ela vem. a flor e a fera.

em comum.. é o assunto desse poema. O engenho de madeira a gemer e a chorar. princi- palmente. julgue os itens a seguir. repetições e paralelismos. d) Apenas II e III. em que a economia brasileira dependia.)” Caetano Veloso. e) I. O verbo “como” (v. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. causar. E ringindo e rangendo. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. 1 “Todo dia ela faz tudo sempre igual 2 me acorda às seis horas da manhã 3 Me sorri um sorriso pontual 4 E me beija com a boca de hortelã 5 Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar 6 E essas coisas que diz toda mulher 7 Diz que está me esperando pro jantar 8 E me beija com a boca de café (. 37. II.)” Chico Buarque de Holanda. II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. 38. como rimas. Vive como a expiar uma culpa tremenda. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. As duas canções apresentam. Ringe e range. Voltar Língua Portuguesa .. b) Apenas II. I. À luz quente do sol e à fria luz do luar. 1 “quando eu chego em casa nada me consola 2 você está sempre aflita 3 com lágrimas nos olhos de cortar cebola 4 você está tão bonita 5 você traz a coca-cola 6 eu tomo 7 você bota a mesa 8 eu como eu como eu como eu como eu como 9 você 10 não tá entendendo nada do que eu digo 13 11 12 eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. rouquenha.. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.Noções de literatura Avançar .7). da canção de Caetano. o mal que vai.8 ) e o pronome “você” (v. Poemas.” Da Costa e Silva... II.. com a repetição de recur- IMPRIMIR sos poéticos. respectivamente. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. a rígida moenda. Considerando o poema acima. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. 9). quanto ao significado e à função sintática. a dor. III.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. c) Apenas I e II. dessa atividade extrativa vegetal. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. Nos versos selecionados. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. a sonoridade da moenda a trabalhar. permitem uma dupla leitura. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. talvez.

o colo de leite. porém. 20 Mas leio. e doía-me que a vissem outros. as demais. São Paulo: Ática. p. medievo. somente minha. ( ) Sublimação do amor. Não podendo dormir. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. se mais natural. Depois. pai. era dar prova de fraqueza. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. o que não saberei nunca. os cabelos postos em à maneira do tempo. só 24 volumes. compra. É em percalina verde. em cavalarias me perco. consultei o relógio. a pôr de lado as jóias e sedas. – fascinando os olhos de todos. Via-a assim. inveja de mim mesmo. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. disposto a esquecê-la e a matá-la. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Como te devoro. unicamente minha.672-673. Via-a dali mesmo. Sou o mais rico menino destas redondezas. 25 verde pastagem. pensava eu. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. Compra. demais. 18 ed. Evidentemente.” ASSIS. a torná-la. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. começava a despi-la. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta IMPRIMIR à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. com os seus magníficos braços nus. Meu filho. verde. Julguei. “Biblioteca verde 1 Papai. é livro demais para uma criança. 30 O que saberei.” ANDRADE. Tenho de ler tudo. com vestido soberbo que havia de ter. eu cresço logo. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. José Olympio. – braços que eram meus. esse cristal de fluida transparência: verde. leio. em contos. compra. mata de pinheiros toda verde. menos luzidios que os olhos dela. Fica quieto. reclinada no camarote. Papai me compra agora. e sair. quis vestir-me. 96. Rio de Janeiro. que chegaria tarde. Amanhã começo a ler..) GABARITO Ninguém mais aqui possui a coleção 15 das Obras Célebres. 39. Em filosofias tropeço e caio. 10 Chega cheirando a papel novo. U. Virgília começava a aborrecer-se de mim.. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. 5 Compra assim mesmo. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. menino. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. 1992. Memórias Póstumas de Brás Cubas. que bom passar a mão no som da percalina. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres.Noções de literatura Avançar . Carlos Drummond de. Reunião. Voltar Língua Portuguesa . atirei-me a ler e escrever. cavalgo de novo meu verde livro. Antes de ler. e os brilhan- tes. ( ) Ser humano revelado como contraditório. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. (Orgulho. Agora não. – não sei se mais bela. Quando crescer eu compro. não. – torná-la minha. poemas me vejo viver. eu vou comprar. p. 1983. Agora não. Machado de.

40. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. 4-5. por outro lado.. ou uma encíclica47. b) das construções com uso de vocativos. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. a não ser que ambos formem duas metades de um só. tenente e imperador. d) “(. mas a culpa é do vosso sexo. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. se eu fosse padre. como era seu sonho de adolescência. b) Machado de Assis culpa as mulheres.” Vocabulário: 47 Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. Agora não”. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. (N. 10-11. esse cristal”. verde pastagem. b) “Antes de ler. -v. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. A leitura não está unicamente inscrita no texto. dirigindo-se a uma leitora que. 6-7. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. 41. e no menor número de palavras. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. U. torna-se também culpada pelo destino dele. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. como também o enredo da narrativa. 25-26. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. está na biblioteca em verde murmúrio”. 25. porque um nasceu de outro.” -v. c) “Tudo que sei é ela que me ensina.Noções de literatura Avançar .” -v. b) “coleção/ de Obras Célebres. todos os destinos estão neste século. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. Voltar Língua Portuguesa . Um só ponho. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. 19. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. IMPRIMIR por tê-lo induzido a casar cedo. se bispo. 25-26. pois ela depende da capacidade do leitor de atri- buir sentidos ao que lê. ainda acordado. por ter sido escritor de romances. ou uma pastoral. Até lá os sonhos perseguiam-me.E. meu rapaz. d) do emprego de verbos no modo imperativo. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 43.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica.F. O que saberei. e) “Amanhã começo a ler. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. dona leitora. 14-15. -v. nesse caso. 29-32. não só a sua vocação. 42. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. -v. pai eu cresço logo. o que não saberei nunca. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. c) da predominância de orações coordenadas. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. se papa. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. que perturbava assim a adolescên- cia de um pobre seminarista. e tio Cosme.. que bom passar a mão no som da percalina. Não fosse ele.) Como te devoro. como me recomendara tio Cosme. 15 d) “verde pastagem” -v. ou antes porei dois. GABARITO Tudo isto é obscuro. 17-18. -v. ‘Anda lá.

da seguinte forma: primeira estrofe. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. digestivo IMPRIMIR e respiratório. no verso 17. uma oração. desvela a ironia com que se estrutura o poema. sistema circulatório. ( ) A voz do poeta. sistema lingüístico.” RICARDO. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. no verso 21. no verso 15. no último verso. lengalenga. Relação. narração. imaginar”.)” Considerando o verbete acima. ( ) Ao longo do poema. na cidade”. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. (Sin. a “pensar. ócio dourado. na cidade? A máquina o fará por nós. pelo lat. sistema neurovegetativo. Rio de Janeiro: José Olympio. orai por nós. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. que aparece várias vezes no poema. 10 dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? 13 A máquina o fará por nós. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. o autor vai associando partes da anatomia humana aos siste- mas fisiológicos por ela dinamizados. os músculos. 7 Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. terceira. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete.f. 2. Cassiano. Seleta em prosa e verso. segunda. ( ) Esse poema. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma GABARITO prece. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. (ant. corresponde. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. cantilena. e o texto III. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. p. no verso 19. quarta e quinta. refere-se.Noções de literatura Avançar . a “la- butar no campo. sistemas motor. em um contexto de capoei- ra. 85-6. os ossos? A automação. julgue os itens seguintes. Voltar Língua Portuguesa . As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha 1 Por que o raciocínio. Por que labutar no campo. UnB-DF Acerca das idéias do texto. a “fazer um poema” e. Por que fazer um poema? 16 19 A máquina o fará por nós.1. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. Fig. INL. julgue os itens que se seguem. Cap. ( ) O pronome “o”. Bras. na forma como se apresenta. imaginar? A máquina o fará por nós. discurso. 22 Ó máquina.) nesta acepção: reza da capoeira. a “subir a escada de Jacó”. 44. 16 Por que pensar. ( ) Como obra poética. 45. 4 O cérebro eletrônico. ou conversa longa e fastidiosa. litania) S. 1972.

sofre a forte influência poética de Lord Byron e Mus- set.. a fauna e flora. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. que descreve GABARITO a paisagem. Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. Luísa me dá tua mão 17 o teu desejo é sempre o meu desejo vem. Antônio Carlos Jobim. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. percebendo-se a sua influência ainda hoje.” Antônio Carlos Jobim. no silêncio. c) O autor. U.Noções de literatura Avançar . os costumes e tradições do indianismo. a canção que eu fiz pra te esquecer. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. 46. Vem cá. brasileiro. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conseqüentemente. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. agora. lento um trovador cheio de estrelas escuta. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e.. então.

como em jaula. se pássaros. Obra completa. p.Noções de literatura Avançar . Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. com voz de pássaro rouco. vão num bolso. outras vezes. que não são artistas nem artesãos. Voltar Língua Portuguesa . trabalho rotina. Se são jaulas não é certo. 2 O que eles cantam. Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. em nenhum momento. 324-6. pelo tamanho e quebradiço da forma. se ouve palpitar um bicho.” NETO. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. impessoal. João Cabral de Melo. mais privadas. estejam presos ou soltos. Assim. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. não assinado. em série. mais perto estão das gaiolas ao menos. 1994. Umas vezes. 18 e de pássaro cantor. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. dentro das quais. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. tais gaiolas vão penduradas nos muros. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. a saltação que ela guarda. num dos pulsos. e nunca.

amor e pensamento. em ordem direta. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. folha. a coesão e também a convergência e a densidade se- mântica do texto. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sen- tido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio.” MEIRELES. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). na sexta estrofe. Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. ( ) A linguagem é poética. engenho. Voltar Língua Portuguesa . produção variada. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. em função de seu assunto e da linguagem despo- jada. julgue os itens que se seguem. “gaiolas”. 49. GABARITO prestígio. julgue os itens seguintes.. infinitas galerias penetram morros profundos. rotineira. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. 47. a pro- dução pessoal versus produção impessoal. “cantando”. por ser átona. considerando-se o número de sílabas em cada verso. o ouro vem.Noções de literatura Avançar . quer dizer. dócil e ingênuo. UnB-DF Em relação ao texto. ( ) No primeiro verso do poema. criativa versus produção em série. Romance II. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. 48. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. De seu calmo esconderijo. barra. Cecília. 19 ( ) Na interpretação de poemas. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondi- lha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradi- cionais de construção de poemas. “canto”.. poder. “jaulas”. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. UnB-DF Ainda em relação ao texto. Assim. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. É tão claro! – e turva tudo: honra. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu líri- co e leitores) ou como as pessoas. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. torna-se pó. IMPRIMIR ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. o povo.

b) do efeito dos adjetivos. c) da construção de versos livres. c) não nos desesperarmos.” GULLAR. casado. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. Ando a pé. nenhum sentido. de táxi. e) da beleza dos substantivos saudosistas. reservista. Voltar Língua Portuguesa . p. o autor não se utiliza: a) de comparações. U. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. 229. e não vejo na vida. povo solidário e unido.Noções de literatura Avançar . de ônibus. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. do dia-a-dia. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. 1987. Ferreira. Toda Poesia. defuntas alegrias flores passarinhos 20 facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. IMPRIMIR b) vermos algum sentido na vida. d) da força dos verbos. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. Rio de Janeiro. GABARITO 50. e) sermos gente. Civilização Brasileira. 51. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. amigo. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. maior. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. Texto para as questões 50 e 51. U.

Percebe-se. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Talvez nós não sejamos nós. uma por uma: porém minha alma sabe mais. promovendo uma espécie de auto- sondagem no domínio do mundo interior. 256. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. 1977. no poema.E. conseqüentemente. como resposta. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. Rio de Janeiro. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. 16. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. 01. pela incomunica- bilidade e. profundamente interiorizado. há uma constatação de que a linguagem não é um instru- mento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. nesse poema.Noções de literatura Avançar . O último verso indica. Nos dois primeiros versos. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que ca- racterizam o sentido deste poema. trata-o com desdém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 52. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. Pode-se dizer que. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades GABARITO do “outro”. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Cecília. Há. Nova Aguilar. portanto. no poema. daquilo que não pode ser observado no mun- do exterior. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. ela se per- mite dizer “inverdades”. representa- do por expressões como “palavras” e “Falai!”. 21 Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. 04.” MEIRELES. com meu tédio sem voz. 32. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. Obra poética. “Interpretação As palavras aí estão. p. 08. Isso porque. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. U. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem refe- rência à própria criação artística. 02. portanto. A arte pode ser “inverossímil”. a existência de dois universos: o da exterioridade. a perda da percepção dos limites da realidade. por vezes. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. Falai! que estou distante e distraída. e o da interioridade. a soma das alternativas corretas. Dê. o delírio. ou seja. o eu-lírico só pode- ria falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”.

a serenata fatal à esquina. donzela. troca de olhares. bilhetinho perfumado... 22 . da terceira pessoa – de quem se fala. afora pontos exclamativos e reticên- cias: Anjo adorado! Amo-lhe! . quer o coronel dizer.. cozinheira. manca da perna esquerda e um tanto aluada. com o Acorda. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. mas o amor. em pausa de tragédia. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. o moço veio um tanto ressabiado. coronel. — Nada de frases. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. entretanto.. então. O escrevente ressuscitou. e a do Carmo. com a pulga atrás da orelha. madurota. Laurinha. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela.. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. depois de três dias de sobrecenho carregado. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. minha filha e tem a audácia de o declarar. — Laurinha. vencido. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. o coronel trancou o escritório. — Os pronomes. balbuciou medrosa confirmação. Ar um tanto palerma. já se vê. num pasmo.. Depois.. da segunda pessoa – a quem se fala. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. Namoro à moda velha. In: Contos pesados. Triburtino não era homem de brincadeiras. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. essa. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. ou à preta Luzia. não permitirei nunca. Magro. Abriu uma gaveta. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Pois agora. nem tufos de cabelos no nariz. seu chefe natural. Depois.. — . a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. – nunca. Aqui se estrepou. roupa nova. mandou chamá-lo à sua presença. Monteiro. do escrevente. batendo-lhe no ombro paternalmente. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. vesga. Escolha!” LOBATO. Salvo se declara amor à minha mulher!.. comoveu-se e GABARITO com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos.. e neste caso Laurinha. Mal o pilhou portas aquém. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56... histérica. Encontros na igreja.. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. Não lhe erravam os pressentimentos.. São Paulo: Editora Nacional. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra.Noções de literatura Avançar . Escolha! IMPRIMIR O escrevente.. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Parou. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. por instinto. que é mais forte que a morte... explicou. Para abrir o jogo. não receia sobrecenhos enfarruscados.. como sabe. O escrevente. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama- ‘lhe’. e eu. à missa. Depois. Voltar Língua Portuguesa . aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Urupês.. tornando a si. — . Negrinha e O macaco que se fez homem. e neste caso vassuncê. enchendo-se de coragem.. então nos dezessete.. 1940. encalhe da família. moço. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Ora. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. Escrevera nesse bilhetinho. Depois. Ama. bastava esse movimento de peão. Apesar disso. derrubou a cabeça.. com bastante sucesso. Silen- ciaram ambos. desdobrou-o. nos dias de folga. Toda a gente lhe tinha um vago medo. e neste caso Maria do Carmo. são três: da primeira pessoa – quem fala.. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. — Sei onde trago o meu nariz. voltan- do-se para dentro. o qual tinha duas. — Oh. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. apesar da distância hierárquica que os separava. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. minha mulher ou a preta. O velho fechou de novo a carranca. moço. sondando uma retirada estratégica.. Vinte e três anos. Por fim o coronel. O Colocador de pronomes. corrigiu o erro. Escrevente. apenas quatro palavras. a tremer. Abriu os olhos e a boca.

. interrom- pendo o fluxo da narrativa. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem.” (Deprecação) Com base nessa leitura. produzindo formas como ingreis. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansieda- de do escrevente e para produzir um efeito de suspense. “Meu Deus. Ar um tanto palerma. e. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. sar. craru. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. Senhor meu Deus. Voltar Língua Portuguesa . UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. b) o eu poético se dirige a Deus. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão.Noções de literatura Avançar . é incorreto afirmar que. parma. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da lingua- gem e do conteúdo do bilhetinho.. Magro. 54. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. há um exemplo de metonímia. pois apresenta persona- gens e acontecimentos sem manifestar opinião. em ambos os trechos. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! IMPRIMIR Já lágrimas tristes choram teus filhos. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças po- líticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. mas cordial e receptivo a bajulações. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. e vive um só instante. ( ) Nessa narrativa. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de este- reótipos e clichês. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. GABARITO 57. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. ( ) Na narrativa. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. 53. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. Teus filhos que choram tão grande mudança. 55. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. com o intuito de criar uma escrita brasileira.. ambas dicionarizadas. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. UFMT 23 ( ) No trecho Escrevente.. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais po- dem resultar em equívocos de sentido. Vinte e três anos. 56. é casar!” .

metaforizando tal passagem com a morte. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. ( ) Há indicações. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. e a poesia. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. ô mulher. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. para a criação de personagens. o poema a seguir. pessoal. 58.F. segue o modelo clássico de composição poética para 24 falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. traz meu lençol. Farsa da Boa Preguiça. de que as personagens pertencem à elite burguesa. no texto. estou muito esperançado Mas. o operário da construção civil consegue. entre outras tantas letras para suas músicas. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. que eu estou no banco. isto é. 1979. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. “Está tudo muito bem. U. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia.” Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. com severa crítica social. d) O início de alguns versos se repete. IMPRIMIR fatos passíveis de serem verdade. nos últimos instantes de sua vida. Ariano. Voltar Língua Portuguesa . destacando. b) Escrito em versos alexandrinos. também musicado. deitado!” GABARITO SUASSANA.Noções de literatura Avançar . d) Enredo. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. e) São versos dodecassílabos. 60. enquanto não aparece negócio. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das perso- nagens. tornar seu mundo musical leve. através da repetição de alguns versos. 59. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. Rio de Janeiro. José Olympio. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. c) O amor.

. 9 Do tamarindo a flor abriu-se. Rio de Janeiro. que não chega. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. U. que tanto a custo 2 À voz do meu amor moves teus passos? 3 Da noite a viração. Jatir! nem tardo acordes 26 À voz do meu amor. 61. 22 Já solta o bogari mais doce aroma. Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. melhor que a vida! 17 A flor que desabrocha ao romper d’alva 25 18 Um só giro do sol. (. movendo as folhas. 5 Eu sob a copa da mangueira altiva 6 Nosso leito gentil cobri zelosa 7 Com mimoso tapiz de folhas brandas. 23 Também meu coração.Noções de literatura Avançar . o verso 20. no poema.F. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. 8 Onde o frouxo luar brinca entre flores. Gonçalves. que em vão te chama! 27 Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil 28 A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS.. Jatir. 13 Brilha a lua no céu. vegeta: 19 Eu sou aquela flor que espero ainda 20 Doce raio do sol que me dê vida. e) A natureza. 12 No silêncio da noite o bosque exala. não desempenha nenhuma função específica. à pessoa amada. 15 A cujo influxo mágico respira-se 16 Um quebranto de amor. 10 Já solta o bogari mais doce aroma! 11 Como prece de amor. não mais. como estas preces. brilham estrelas. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Agir.) 21 Do tamarindo a flor jaz entreaberta. o verso 27. 4 Já nos cimos do bosque rumoreja. 24 Melhor perfume ao pé da noite exala! 25 Não me escutas. 14 Correm perfumes no correr da brisa. há pouco. “Leito de folhas verdes 1 Por que tardas. ao rival de Jatir. como estas flores. Poesia.

Sua mãe lhe servi- rá de túmulo.. e abandonar-me só neste mundo. ajoelhados à borda de um GABARITO leito. Ama-o por ele. e abandonar-me só neste mundo. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula.. uma febre intensa que a fez delirar. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. sejam elas virgens ainda. e abraçando a irmã. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. — O remédio de que eu preciso é o da religião. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações.. Maria. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. e F. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. porque ele era mais teu do que meu. lhe servirás de pai..”. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem.Noções de literatura Avançar . tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.. — Lançar!. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. na cruel agonia que só compreen- dem aqueles. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. voou pelo aposento. disse-lhe: — Perdes uma irmã. de José Alencar. lhe servirás de pai. “Apenas o médico saiu. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. Maria. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. e a mim. Nosso filho. Voltar Língua Portuguesa . e sempre mais graves. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito.. Ana. que não poderia amá-la. Paulo.. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. promete-me que se ela não for tua mulher. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Logo que lançar o aborto. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. promete-me que se ela não for tua mulher. já não existe.. o teu. por ti e por mim.” Neste período. minha amiga! Quando ficares boa. À noite declarou-se a febre. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. para as afirmações verdadeiras.” 62. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. os termos gri- fados exemplificam metáforas. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. ficará inteiramente boa. exemplificando assim um caso de próclise. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. à tua irmã. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Maria. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Quero confessar-me. fica-te um pai. — Para aliviá-la do seu incômodo. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. “A febre IMPRIMIR lavrava com intensidade. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem... Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: 26 — Para que é isso? perguntou ela com brandura. Pela manhã. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. não engana. depois de um sono curto e agitado.”. A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. UEGO Assinale V.. Paulo. — Queres acompanhar teu filho.. Paulo. — Iremos juntos!. impelido com violência. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio.. viram finar-se gradualmente uma vida querida. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . Nesse texto em foco.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. que nenhum efeito produziu.

emperrados. É preciso classificar as notas. não necessita ‘estar em dia’. não se destaca pelas características elevadas de homem ex- GABARITO traordinário por seus feitos. São ‘notas’ de consumo de materiais. Dispõe de grande prática. relanceia-os lentamente pela janela. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas... usa tinta encarnada.. quando tem já um grupo de contas respeitável. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. seu anonimato e sua alienação. não tinham. Ambos muito quietos. injustiça ou grosseria dos homens. nesses momentos. ( ) Pelo texto apresentado. não exige pressa.. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. pousa-os no escri- turário: — Está na Secretaria – responde este. mas por sua medio- cridade. lembranças. não. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. É preciso antes submetê-los a uma conferência. pois. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. Não tarda. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. ‘puxar’ cuidadosamente as somas.. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados.” MACHADO.. 63. depois então ‘lançá-las’ com capricho. O primeiro escriturário confere contas. É um serviço que faz há muito tempo.... pequena.. que penetra na mente da personagem. Os ratos. bate muitos carimbos. quadros risonhos. Dyonelio.. sem interromper a conferência das contas. O datilógrafo. 26-7. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente.Noções de literatura Avançar . quando. Custa um tostão. há sempre multiplicações 27 e adições a fazer. embo- ra seja o protagonista. De acordo com o texto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ele se dirige para a sua carteira. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. Naziazeno não quer café. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. 1992. quando não está ‘batendo’. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Era então uma simples contrariedade a esquecer. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. não era raro vir-lhe um remorso. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. julgue os seguintes itens. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. uma preterição. O serviço. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. p. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. que este é custeado pelos funcionários. aberto dentro da gavetinha ao lado. sentimentos e sensações. calcular. uma acusação contra si mesmo. 12ª ed. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. seu valor ou sua magnanimidade. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.. Mesmo assim. lê um livro. decifrando-lhe pensamentos. Faz cálculos. São Paulo: Ática. porém. De- pois. Já tomou um há pouco. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. ver se as operações de cálculo estão certas. em forma de faturas. Na sala. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.

b 30. d 52.Noções de literatura Avançar . d 6. V–F–F–V 43. V–V–V–V–F 63. V–F–V 56. b 11. a 44. V–V–F–F–V 8. V–V–V–F–F 4. V–F–F–F 24. b 51. b 21. b 40. b 45. V–V–F–V–F 19. c 37. c 36. F–F–V 18. F–V–V–V 26. F–F–V–V 15. c 60. e 31. c 50. V–V–V–F–V 25. V–F–F–V–V–F 2. V–V–F–V–F–F 1 3. V–V–F 55. a 59. b 34. F–F–V 17. d 61. d 13. F–V–V–F–F 9. c 5. LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1. d 62. c 39. d 38. c 33. c 10. e 41. e 46. a 7. e 28. d 58. e 53. a 27. b 12. 10 22. F–V–F–V 54. V–V–F–V 23. F–V–F 29. e 42. d 48. F–V–V–V–V IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d 16. F–V–F–V 57. a 20. V–V–V–V GABARITO 14. d 49. c 32. d 47. b 35.

d) I e II. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. 3. 08. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. Porto Alegre: L & PM. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. 87.” – Visão paradisíaca. p. pela manhã. intenção catequética e informação sobre a terra. chamava alguns para que viessem até ali. LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. 2. 02. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. vendo-lhes tais feições. em 1549. 64. por ser gente que ninguém entende. U..” – Interesse mercantil. com medo do cevadoiro. como resposta. “No domingo de Páscoa.” – Difusão do cristianismo. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: IMPRIMIR I. 04. que a muitas mulheres de nossa terra. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Domina- ção lingüística. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. a soma das alternativas corretas.Literatura no período colonial Avançar . 16. 1997. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. “Aqueles outros. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. porque desejávamos saber se o havia na terra. CASTRO. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. Sílvio. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. que estiveram sempre presentes à pregação. por ele chefiada. Ninguém não lhe deve falar de rijo. c) III. Ao longo dele há muitas palmeiras. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. 88 e 96. relato de viagem e pregação religiosa. “E uma daquelas moças era toda tingida (. Dê. de muito bons palmitos.” – Submissão religiosa. não muito altas. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. GABARITO 32. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degreda- dos que aqui fossem deixados. diante de nós. do que eles dariam se os levassem. como pardais. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. III. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. Voltar Língua Portuguesa .. 85.. b) II.. 83. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamen- 1 te indicada em: 01. II.) tão graciosa. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. Colhemos e comemos muitos deles. E aquele de quem falei antes. e) II e III.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado.

que entrando co’a vela cheia. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. Uneb-BA GABARITO “Toda a cidade derrota A fome me tem já mudo. a uma frota patarata. 6. e se a Câmara olha e ri. esta fome universal. declarando daí: “Ponto em boca”. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas 2 raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. ( ) Na época colonial. por parte do sujeito poético. ao mesmo tempo. o andamento e as condições da obra de catequese. c) constituem obras do mesmo gênero. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasil- colônia. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. 7. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Bar- roco. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. 46-7. os feijões. largue o ouro e largue a prata a carne. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. outros à frota: por que razão leva tudo? a frota tudo abarrota Que o povo por ser sisudo dentro dos escotilhões. p. porque anda farta até aqui. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. o perdão divino. e) O temor. junto à natureza. é coisa que me não toca: por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. Unifor-CE No período colonial. apesar da linguagem rebuscada. o peixe. outra parte se destaca desse conjunto. Voltar Língua Portuguesa .Literatura no período colonial Avançar . porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. o lastro que traz de areia. In: Poemas escolhidos. da reação do povo faminto. ( ) Parte da obra do Pe.” MATOS. ( ) Na poesia arcádica observa-se. que é muda a boca esfaimada. uns dão a culpa total mas se a frota não traz nada. Ponto em boca. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. produzidas no século XVII. distribuídas em períodos diversos. Décimas. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. plena de inversões e de figuras. 5. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. e) constituem obras de gêneros diferentes. 4. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. Gregório de. São Paulo: Círculo do Livro. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. buscar a espiritualidade. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. à Câmara. s/d. com as dificuldades e os sucessos. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. Mas ao mesmo tempo. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana.

( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. 1981. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. II. e morra suspirando Deixei como ignorante o bem. o estilo: a) barroco. Sermão vigésimo sétimo. Ou entendia pouco. o que lograva. Voltar Língua Portuguesa . s/d. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. e não quis. org. p.” VIEIRA. o que convinha. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. o que deixava. dirige-se o poeta à sua amada Babu. Salvador: Janaína. Quando não me aproveita a pena minha.” Na estrofe acima. ou pouco amava. os escravos muitos. por ignorância. verificam-se os seguintes traços do barroco: IMPRIMIR I. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. d) barroco. Padeça agora. os senhores tratando-os como brutos. 8. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. ( ) A dor daquele que. os senhores rompendo galas. Sermões. A presença de um grande número de antíteses. E morra. Confesse. os senhores nadando em ouro e prata. e tanto cresce. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. os escravos carregados de ferros. U. ou seja. como estátuas da soberba e da tirania. d) I e IV. Pague no mal presente o bem passado. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. que passo. Soneto. No texto. In: Obras completas de Gregório de Matos. b) III e IV. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. procedimento que costuma estrutu- rar os poemas realizados nesse estilo de época. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. quando menos confessado. Antônio. 3 9. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. 2. IV. que possuía. c) barroco. Suspiro agora em vão. alta desgraça. Salvador-BA “Porque não conhecia. que esta pena merecia. que me embaça: Se cresce contra mim. GABARITO 10. os senhores em pé apontando para o açoite. sem ver. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. De acordo com o texto. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. ed. p.Literatura no período colonial Avançar . e) I e III. Babu. os escravos ado- rando-os e temendo-os como deuses. o que gozava. os senhores banqueteando. IV. III. São Paulo: Cultrix.” Que quem errou. e) neoclássico. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. aonde vinha. Vim sem considerar. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. 58. alta ventura. v. Gregório de. O envolvimento político do jesuíta. Deixei sem atender. que tinha. viver gozando. c) II e III. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. O mal. Se cresce para mim. os escravos despidos e nus. os escravos perecendo à fome. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. Pe. “alta desgraça” / “alta ventura”). Antônio Soares. MATOS. Que quem podia. o bem. b) neoclássico. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. 1015. In: AMORA. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha.

são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quar- tetos. por constituírem um gru- po em franco processo de ascensão social e econômica. 04. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Verdade Que mais por sua desonra? Honra Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. 02. 08. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. é marcado. dou ao demo a gente asnal. que não sabe que o perdeu Negócio.)” MENDES.Literatura no período colonial Avançar . A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. financeiros e étnicos. Salvador: EDUFBA. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Usura. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. e sandeu”. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. Dou ao demo os insensatos. (. e sandeu. inicialmente abordando aspectos éticos. com fatos e co- mentário. Cleise Furtado. tanto no aspecto formal quanto ideo- lógico. nos tercetos. desenvolve-se em pares de estrofes. em cada verso. nos tercetos. Numa cidade onde falta Verdade. Por mais que a fama a exalta. IMPRIMIR 12. nesse contexto. Pretos. As respostas. Honra. Vergonha. 32. Voltar Língua Portuguesa . Mulatos. p. c) antecipação da estética do Romantismo. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma rea- ção aos excessos do movimento Barroco. O demo a viver se exponha. 54. ameaçando sua própria po- GABARITO sição. 11. que então viviam na cidade de Salvador. Quais são os seus doces objetos? Pretos Tem outros bens mais maciços? Mestiços 4 Quais destes lhe são mais gratos? Mulatos. Ambição. por rimas internas. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. 16. Mestiços. A expressão “povo néscio. d) simplicidade clássica. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Poesia satírica de Gregório de Matos. 1998. 64. Dê. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. que estima por cabedal Pretos. Senhora Dona Bahia. Quem a pôs neste socrócio? Negócio Quem causa tal perdição? Ambição E o maior desta loucura? Usura. procura. como resposta. U. enquanto o conteúdo. Notável desaventura de um povo néscio. ao longo do poema. O ritmo do poema... a soma das alternativas corretas.

d) simbolista. que suave. 16. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. II. somente. IV. não te nego. Nise. E nestes campos cheios de verdura. d) I. somente. não sabe inda. somente. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” Com relação ao fragmento apresentado. c) I e III. com que a noite escura. que coisa é alegria. a amada representada por uma pastora. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II.Literatura no período colonial Avançar . GABARITO III. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. d) II e III. e) épica de Basílio da Gama. somente. E a suavidade do prazer trocada. II. Na obra de Gregório de Matos. no espaço de uma natureza amena. A natureza é descrita de forma objetiva. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. c) romântica. Cláudio Manuel da. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. a matutina aurora que avultado prazer tanto melhora? o negro manto. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. 15. afirma-se: I. por te não ver. III e IV. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. II e III. A carta de Caminha. b) lírica barroca de Gregório de Matos. c) III e IV. U. sufocando do sol a face pura.” IMPRIMIR A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. O último verso apresenta uma hipérbole.” COSTA. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. 13. b) II e III. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. que aí vês. em Marília de Dirceu. II e II. b) I e II. e) II. que sonora. b) barroca. Está correto o que afirma em: a) I. Voltar Língua Portuguesa . os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. 14. UFSE “Sou pastor. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. aquela fontezinha aqui murmura! tanto mais aborrece a luz do dia. os meus montados São esses. Que alegre. Potiguar-RN “Já rompe. Nise adorada tinha escondido a chama brilhadora. Só minha alma em fatal melancolia. e) I. e às vezes. 5 III. que é o gozo do tempo presente. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga.

V – F – V – F – F – F – V 9. b 5. d 1 4. F – V – V – F – V 7. d GABARITO 15. c 16. 62 3. c 2. LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. b IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d 8. b 14. d 6. d 13. c 10. 58 12.Literatura no período colonial Avançar . d 11.

Voltar Língua Portuguesa . muito grande. é tudo praia-palma. infindas. a estender olhos. LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Eles não lavram. nalgumas partes. nem vaca. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. ao longo do mar. muito chã e muito formosa. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua impor- IMPRIMIR tância histórica e. sem cobertura alguma. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. nem qualquer outra alimária. por bem das águas que tem. não têm nem entendem em nenhuma crença. que aqui há muito. que costumada seja ao viver dos homens.Humanismo. Esta terra. Coleção Clássicos e Contemporâneos. por conter elementos da função poética da linguagem. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. e dessa semente e fruitos. Barroco e Arcadismo Avançar . não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. Senhor. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. querendo-a aproveitar. mo fez pôr assim pelo miúdo. Nem comem senão desse GABARITO inhame. que nos parecia muito longa. não pudemos saber que haja ouro. Águas são muitas. até agora. maneira de avermelhados. de que nós deste porto houvemos vista. Parece-me gente de tal inocência que. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. que nesta navegação agora se achou. seriam logo cristãos.” CORTESÃO. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Q U IN H E N T IS M O . Pero Vaz de Caminha. Não há aqui boi. p. Porém a terra em si é de muito bons ares. nem ovelha. Deste Porto Seguro. E. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. hoje esquecidos. porque eles. De ponta a ponta. primeiro dia de maio de 1500. A feição deles é serem pardos. da vossa Ilha de Vera Cruz. vista do mar. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que 1 contra o norte vem. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. não podíamos ver senão terra com arvoredos. grandes barreiras. 1. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Tem. nem coisa alguma de metal ou ferro. se homem os entendesse e eles a nós. Quinhentismo. nem criam. sexta-feira. A carta de Pero Vaz de Caminha. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. assim frios e temperados. segundo parece. que a terra e as árvores de si lançam. nem lho vimos. com quanto trigo e legumes comemos. delas brancas. ( ) Segundo Caminha. delas vermelhas. também. nem galinha. Senhor. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. como os de Entre-Doiro-e-Minho. dar-se-á nela tudo. Ela me perdoe. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. 199-241. bem feitos. Nela. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Andam nus. E em tal maneira é graciosa que. porque. Jaime. E nesta maneira. julgue os itens abaixo. nem prata. Pelo sertão nos pareceu. de bons rostos e bons narizes. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. o melhor que eu puder. nem cabra. se algum pouco me alonguei. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. hoje. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi.

I. 3. substitui o propósito de edifica- ção espiritual. Quais estão corretas? GABARITO a) Apenas I. asno que a carrega. pois legumes são sementes e trigo é fruto. mesmo sendo estes mais bem alimen- tados. Além disso. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. de Gil Vicente. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. pois. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. II. o que evidencia o propósito de sátira social que. para a Biologia. um quadro exterior para a apresen- tação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. Voltar Língua Portuguesa . 4. de Gil Vicente. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. mantêm-se as mesmas relações de idéias. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. animal nobre. d) Apenas II e III. nesta peça. colocando- se a questão da salvação post mortem (após a morte). d) O asno corresponde a Pero Marques. ao julgar justos e pecadores. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada reve- lam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. II e III.Humanismo. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. b) Apenas I e II. Ressalta também que. Barroco e Arcadismo Avançar . PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. na construção da farsa. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. considere as seguintes afirmações. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrati- vismo vegetal. guardando traços dos dois períodos. ( ) No nono parágrafo do texto. apesar dessa prática. que a derruba. III. 5. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). julgue os seguintes itens. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. a primeira contém a segunda. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. Quinhentismo. tem poderes maiores que Deus. a asso- ciação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. e) I. 2. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. Sugere que o diabo. IMPRIMIR b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. UnB-DF Ainda com relação ao texto. 2 b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. c) Apenas I e III. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à sub- sistência.

que haver nela. de Pero Vaz de Caminha. de que nós deste porto houvemos vista.” 6. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. toda chã e muito cheia de grandes arvore- dos. ou outra coisa de metal ou ferro. Ela me perdoe. GABARITO 7. Pelo sertão. Quinhentismo. por causa das águas que tem! Contudo. Águas são muitas. Texto para as questões 6 e 7. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Senhor. é toda a praia muito chã e muito formosa. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. meu genro . Senhor. Em tal maneira é graciosa que.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco.Humanismo. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. infinitas. ( ) Para Caminha. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. De ponta a ponta. querendo a aproveitar. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. b) Arcadismo. É pois que. por se tratar de uma missiva. será tamanho. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. Barroco e Arcadismo Avançar . tem característica oratórias. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. nem lha vimos. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. por me 3 fazer singular mercê. já seria uma grande dádiva. E se a um pouco alonguei. tamanha a sua abundância na nova terra. mo fez pôr assim pelo miúdo. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. muito grande. até outra ponta que contra o norte vem. IMPRIMIR 8. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da litera- tura clássica do período. a saber. parece-me que será salvar esta gente. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. dar-se-á nela tudo. ( ) Nele. o melhor fruto que dela se pode tirar. que tinha o homem no centro de tudo. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. e) Modernismo. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. primeiro dia de maio de 1500. c) Realismo. ( ) A Carta. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. parece-me que. da ponta que mais contra o sul vimos. porque a estender olhos. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. hoje. nos pareceu vista do mar. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. ( ) No entender do autor. AUE-DF Julgue os itens que seguem. umas vermelhas e outras brancas. a Ela peço que. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. Deste Porto Seguro. da Vossa Ilha de Vera Cruz. d) Simbolismo. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. sexta-feira. ( ) Este texto. senão terra e arvoredos - terra que nos parecia muito extensa. terra a dentro. e a terra de cima. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. até então. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. Beijo as mãos de Vossa Alteza.o que d’Ela receberei em muita mercê. não podíamos ver. acrescentando da nossa fé! E desta maneira.

suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. com o padrão poético realizado em cada composição.Humanismo. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto.. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. 9. e fina. Manuel da Nóbrega. 10. por isso a amada do poeta deixa de ser associada 4 à figura convencional da pastora. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. E em tal maneira é graciosa que. descreve sua amada. “O seu semblante é redondo. Carnes de neve formadas. e faces cor-de-rosa. sem nenhuma cobertura. IMPRIMIR b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. Barroco e Arcadismo Avançar . utilize o texto das questões 6 e 7. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. A oscila- ção que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. estabe- lece-se um raciocínio analógico. A pastora Marília. carece de unidade de enfoques. ou rosa delicada.. de bons rostos e bons narizes. estão empregados em sentido figurado. de Pero Lopes de Souza. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. ligado à vida do poeta. para dar a idéia do clima da nova terra. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. em relação à semântica e à estilística. ser substituída por detalhadamente.” O texto acima apresenta fragmentos: a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. Com crespos fios de ouro: Sobrancelhas arqueadas. Quinhentismo. do jesuíta Fernão Cardim. (. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. (.) Porém a terra em si é de muito bons ares. maneira de avermelhados.) ( ) Por “contra o sul vimos. querendo-a aproveitar. por bem das águas que tem. a pastora Marília. Teu lindo corpo bálsamo vapora. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. antes de tudo. e) do “Diário de Navegações”. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. do Pe. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I Texto II “Vivos olhos. contra o norte vem”. dar- se-á nela tudo.. referindo-se ao descobri- mento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. escrivão do primeiro coloniza- dor.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. AEU-DF Julgue os itens seguintes. sem equívoco semântico. ora é descrita como tendo cabelos negros. Andam nus. exigida pelas convenções neoclássicas. GABARITO ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. Voltar Língua Portuguesa . b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. bem feitos.. ora loiros.). no texto. Meus olhos se vêem graças e loureiros. Texto III “Papoula. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. escritas nos dois primeiros séculos. Maria Dorotéia. ele é. caracterizado como pastor. c) O sujeito lírico.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. (Para esta questão. Te cobre as faces. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. Manuel. que são cor de neve. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”..” Negros e finos cabelos. Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. 11. o de Martim Afonso de Souza. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. uma idealização poética.

azeite. inspirados na frase de Horácio. Voltar Língua Portuguesa . U. 116. expressões grosseiro. “O Arcadismo. que consiste no princípio de viver o presente.” nele assisto. das brancas ovelhinhas que viva de guardar tiro o leite. Marília de Dirceu. não sou frutas. 1999. In: NICOLA. de cima para baixo. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens des- dobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. d) F – F – V – V – V. bucólica. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retó- rica retumbante e vazia. é uma postura típica também dos árcades. Graças à minha tenho próprio casal e estrela. José de. 13. assinale a alternativa incorreta. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) dá-me vinho. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. mostram exacer- bados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. de que me visto. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. legume. b) V – V – V – V – F. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira.F. Tomás Antonio Gonzaga. Marília. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. alheio gado.” NICOLA.p. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. e mais as finas lãs. onde o poeta viveu. Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. algum vaqueiro. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. Barroco e Arcadismo Avançar . Eu. queimado. b) Os árcades. Tomás Antonio. em seus poemas e sermões. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. é: a) V – F – F – F – F. fugere urbem (“fugir da cidade”). Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. GABARITO d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. c) V – V – F – V – F. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. GONZAGA.p. de de tosco trato. 1999. 5 a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. São Paulo: Scipione. embora a mi- tologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso ur- bano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. voltam- se para a natureza em busca de uma nova vida simples. São Paulo: Scipione. e) F – F – F – V – V. 106. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. 14.Humanismo. pastoril. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira IMPRIMIR representam duas faces da alma barroca no Brasil. 12. Marília dos frios gelos e dos sóis bela. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. José de. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. exemplificando as tensões do seu tempo. Quinhentismo. Graças.

Voltar Língua Portuguesa . A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. c) barroco. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. pelo bucolismo. GABARITO b) clássico-renascentista. F. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. antes lavrador que Nero. 16. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. dirigida a Inês. No canto I. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. Quinhentismo. e) romântico. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. significa “bravo”. Por usar de siso mero. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. UFRS Assinale a alternativa correta.Humanismo. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. pelo conceitismo e cultismos. eu discordo. 17. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. antes lebre que leão. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. de Camões. d) árcade. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. Barroco e Arcadismo Avançar . estai quando quiserdes estar. asno que leve quero. no caso. que se encontram em passagens diver- sas de A farsa de Inês Pereira. pelas comparações. eu quero. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. pelo sentimentalismo. eu lembro-me. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão.I. mas vós não ofendeis a Deus com a memória.. por sua religiosidade. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. na passagem que narra o concílio dos deuses. 15. e não cavalo folão. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. revela uma atitude contrária a uma característica atri- buída ao seu primeiro marido. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça.. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. Eu falo. Viória-ES –“Ah! Peixes.

. .... esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. no Uruguai. por ser um poeta de transição. Gregório de Matos 16. U. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.... e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. pintura.. ao qual imprimiu características barrocas. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange.E.Humanismo. que o poeta compara ao paraíso.. b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos.. e) narra. d) a nuvem negra que se desfaz.. da qual participou. Cláudio Manuel da Costa 08. principalmente do Ceará e da Bahia. U. a soma das alternativas corretas.. 19. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.. nos seus poemas de contestação social. uma nova tendência. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. Voltar Língua Portuguesa .. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado... é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. textos em prosa. No canto V de Os Lusíadas.M. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. Quinhentismo. e que se convencionou chamar de . a natureza mineira.. d) crítica a Diogo Álvares Correia. 21.... c) exaltação à terra brasileira.. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. misto de missionário e colono português. Além da literatura. sobretudo. c) apesar das ameaças do gigante. GABARITO c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano .. os navegantes prosseguem.. basicamente. o que pode ser comprova- do nas descrições. antes associada ao Cabo das Tormentas.... b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. contra o exército espanhol.F.. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. estende-se à música. escultura e arquitetura da época.. episódios da Inconfidência Mineira. de Basílio da Gama. Tomás Antônio Gonzaga 02..M. que coman- da um dos maiores extermínios de índios da história. Barroco e Arcadismo Avançar .. F.. como resposta. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700... fazendo ressaltar . que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. Manuel Botelho de Oliveira Dê. 22. 18. 7 20. UFRS Assinale a alternativa incorreta.... pois foi a precursora das Obras IMPRIMIR Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. bem como aspirações religiosas.. de traços bem definidos. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. ao dar lugar a um “medonho choro”.. Padre Antônio Vieira 04.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. e) exaltação à índia Lindóia... F.. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.

idealizando a figura feminina. 23. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. d) Apenas I e III e) I. um encolhido ousar. Quais estão corretas? a) Apenas I. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. b) Apenas III. II e III. c) a manifestação de apego a Portugal. Quinhentismo. 25. um despejo quieto e vergonhoso. assumindo uma atitude de insen- sibilidade. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. A mim foi-me trocando. Oh se quisera Deus. Voltar Língua Portuguesa . limpo e gracioso. Rica te vi eu já. Barroco e Arcadismo Avançar . 24. de Luís de Camões. no poema. III. uma pura bondade manifesto indício da alma. brando e piedoso. tu a mi abundante. e tem trocado Tanto negócio. A ti trocou-te a máquina mercante. “Um mover de olhos. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um desejo gravíssimo e modesto. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. tu a mi empenhado. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. um doce e humilde gesto. considere as seguintes afirmações. e tanto negociante. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. a presença de uma voz moralizadora.Humanismo. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. c) Apenas I e II. um medo sem ter culpa. sem ver de quê. um riso brando e honesto. que se contrapõe à solenidade do poe- ma épico. Que em tua larga barra tem entrado. um ar sereno. uma brandura. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. II. I. 8 c) o futuro desejado revela. UFRS Leia o soneto abaixo. GABARITO quase forçado. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. de qualquer alegria duvidoso. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.” IMPRIMIR Em relação ao poema acima. no poema. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. d) o poema faz referência ao contexto da época. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. mantém-se distanciado do objeto criticado. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe.

Pica-flor aceito ser. que fico então Pica-flor. pesquisa. MATOS GUERRA.E. 1) “A uma freira. meteis a flor. s. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se no nome que me dais. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. patifaria. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. 1977. In: MEGALE. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. U. 179-80. Gregório de.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). claro fica. Heitor e MATSUOKA. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. ed. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. mas resta saber. ao autor e à sua obra. Marilena. Quinhentismo. picardia – velhacaria. e o mais vosso. 4. escuta. GABARITO trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia.Humanismo. 26. usura – juro de capital. décima – composição poética de 10 versos. p. São Paulo. Barroco e Arcadismo Avançar . 9 Sendo só de mim o Pica. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. juro excessivo. Nacional. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. passarinho.

c) a técnica da disseminação e recolha. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. às poesias religiosa e satírica cultiva- das por Gregório de Matos Guerra. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. Quinhentismo.F. b) Sermões eucarísticos. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). d) Literatura informativa. Dê. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de pa- lavras. a) Biografias de santos. 5 e 6. c) a tensão entre o teocen- trismo e o antropocentrismo. 32. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. Barroco e Arcadismo Avançar . As principais figu- ras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. o melhor fruto que dela se pode tirar parece- me que será salvar esta gente. No primeiro. estrutura característica da décima. e) Gênero lírico. ca- racterística do Barroco.Humanismo. 01. Assinale a alter- IMPRIMIR nativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. 02. por causa das águas que tem! Contudo. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. respectivamente. notam-se as seguintes caracte- rísticas: a) o gosto por jogos de palavras. No primeiro poema. 16. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. 04. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia.” Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. respectivamente. no conjunto formado pelos versos 3. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. culta. No segundo. corrup- ção e roubo generalizados. No segundo. No primeiro poema. no conjunto formado GABARITO pelos versos 3. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. evidentes. extravagante. U. ocorre elisão apenas no verso 2. Santa Maria-RS “As águas são muitas. 27. infinitas. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. Neles. No segundo. c) Ficção regionalista. já que é dirigido a uma freira. como resposta. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. gosto pela maledicência. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o ter- mo “Pica-flor”. b) a tentativa de conciliar pólos opos- tos da experiência humana (o sagrado e o profano). 4. estrutura comumente utilizada na composição da décima. Os dois poemas pertencem. querendo-a aproveitar. Os dois poemas pertencem. 9 e 10. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. evidentes. às poesias religiosa e lírica cultiva- das por Gregório de Matos Guerra. Voltar Língua Portuguesa . ocorrem elisões nos versos 2. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (re- presentante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). sobretudo. Em tal maneira é graciosa que. a soma das alternativas corretas. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. são comuns durante o período colonial. 4. No primeiro. No primeiro. e na utilização de palavras rebuscadas e extrava- gantes que caracterizam o segundo poema. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabb- ddb. 10 08. 5 e 6. no primeiro poema. dar-se-á nela tudo. sobretudo. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbac- cdde.

Humanismo. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. 29. uma produção informativa e doutrinária. Santa Maria-RS O Quinhentismo. 28. d) Gregório de Matos Guerra. d) Apenas II e III. U. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. b) Tomás Antonio Gonzaga. e) Bento Teixeira Pinto. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. Quinhentismo. 30. pode ser defi- nido como uma época em que: I. II. A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser GABARITO identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou.F. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. Voltar Língua Portuguesa . na existência de uma literatura brasileira. III. 24 de maio de 2000. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Barroco e Arcadismo Avançar . enquanto manifestação literária.F. c) Cláudio Manuel da Costa. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. c) Apenas I e III. b) II. ainda. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. ao descreverem o Brasil. c) III. d) I e II. e) Apenas III. não se pode falar. em Os Lusíadas: I. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. já velho e com um “saber só de experiência feito”. II. b) Apenas II. U. na medida em que to- IMPRIMIR dos os escritores eram nativos da terra. ou seja. III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. e) I e III.

PUC-SP “Tu. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. como que nos dizendo que ali havia ouro. d) retrata a beleza de Inês. (. Se dizem fero Amor. UFRS Leia o texto abaixo. e aos pés uma alcatifa* por estrado. do qual o trecho acima faz parte.. puro amor. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie viven- ciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. posta em sossego. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos.. c) Apenas I e II. posta em sossego. legítima herdeira do trono de Portugal. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. humanizando os versos. b) Apenas II. 31. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. Voltar Língua Portuguesa . folgou muito com elas. Barroco e Arcadismo Avançar . pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. oferecem momentos em que o lirismo se expande. En- 12 tretanto. e) I. áspero e tirano. Estavas. Nos saudosos campos do Mondego. Deste causa à molesta morte sua. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. Naquele engano da alma ledo e cego. II e III. (.” Os Lusíadas. Mas não fizeram sinal GABARITO de cortesia. quando eles vieram. Desse episódio. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. De teus fermosos olhos nunca enxuito. IMPRIMIR III. como um todo. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Considere as seguintes afirmações sobre o texto. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. I..) Viu um deles umas contas de rosário. No trecho selecionado. d) Apenas II e III. Aos montes ensinando e às ervinhas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. O nome que no peito escrito tinhas. II. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. 32. e lançou-as ao pescoço. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. Quinhentismo. O episódio de Inês de Castro.) Entraram. De teus anos colhendo doce fruito. estava sentado em uma cadeira. Tuas aras banhar em sangue humano. Que a fortuna não deixa durar muito. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. “O Capitão. obra de Camões. acenou que lhas dessem. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Quais estão corretas: a) Apenas I. como dizendo que dariam ouro por aquilo.. É porque queres. Como se fora pérfida inimiga. bem vestido.Humanismo. só tu. linda Inês. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. brancas.

Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. A Carta de Pero Vaz de Caminha. querendo-a aproveitar. adição.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .E. 5. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. 1) “Águas são muitas. muito numeroso. por bem das águas que tem. isso bastaria. muito grande. São Paulo. ed. Com prazer. Moderna.” Vocabulário: folgar: alegrar. Estudos de Língua e Literatura. dar-se- á nela tudo. orientação. 1998. De Jesus querida. Moderna. Vossa santa vinda O diabo espanta. In: TUFANO. acrescentamento da nossa santa fé. ANCHIETA. Douglas. Por isso vos canta. Poesia. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. E em tal maneira é graciosa que. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. GABARITO Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. lume: luz. 1998. U. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. acrescentamento – aumento. o povo. São Paulo. a saber. José de. 33. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. Porém. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda.” Vocabulário: 13 infindo – infinito. ed. In: TUFANO. 5. infindas. acréscimo. Estudos de Língua e Literatura. Douglas. Quinhentismo. em 1498.

” MATOS. infindas. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. IV. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. por bem das águas que tem”). paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. 16. 34. Numa cidade onde falta Verdade. 1990. Nos dois excertos. V. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. como resposta. não se pode falar em literatura no Brasil.Humanismo. Rio de Janeiro: Record. IV. catequizar os índios. Então. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marí- timo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. querendo-a aproveitar. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. No primeiro excerto. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. Voltar Língua Portuguesa . as obras dos jesuítas aparecem. Gregório de. confirmando. enfatiza as idéias opostas. Nos dois excertos. Por mais que a fama a exalta. II. 08. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. 01. No segundo excerto. No primeiro. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. honra. refere-se à cidade de São Paulo. Quinhentismo. ao mesmo tempo. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. 02. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos pri- mórdios do século XVI. II. Nos dois excertos. 04. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). b) apenas I. a con- quista e a colonização dos territórios ultramarinos. V. desse modo. por bem das águas que tem”). No segundo. a soma das alternativas corretas. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectati- vas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. emprega a ordem direta. documentando o processo de conquista e colonização. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. c) apenas I. d) apenas I. III. informando sobre a natureza. O poema I. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). IV. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. V. denominado “ciclo dos descobrimentos”. o índio. V. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. IMPRIMIR III. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usu- fruir das riquezas e. já conhecida dos 14 portugueses. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. moral e cristã. II. Que mais por sua desonra? Honra. e) todas. E em tal maneira é graciosa que. emprega a gradação. dar-se-á nela tudo. portanto. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do Brasil- Colônia. as infor- mações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Barroco e Arcadismo Avançar . vergonha. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra des- coberta. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. Evidenciam-se. Dê. igualmente ricas de informações. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. as reais intenções de expansão do comércio. O demo a viver se exponha.

a fim de preservar o patrimônio da Igreja. quase três séculos depois. não haverá quem entre nelas. biólogas e engenheiros agrônomos. a urbanização baterá às portas da reserva. Procuram transfor- 15 mar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. alimentados a peixe moqueado com biju. do Padre Antonio Vieira. dependerão de produtos fabricados pelo branco. mingau de amendoim e frutas. moti- vos árcades. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. no sentido de salvação da alma.F. caso o Brasil fosse entre- IMPRIMIR gue aos holandeses. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. U. Silvio. vindos de diversas regiões brasileiras. porque não há quem venha à solenidade. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. associando. Ver-se-ão ermas e solitárias. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmo- nia se deve ao trabalho desses especialistas. d) V – F – V. de con- verter o índio à fé católica. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. como nos campos. nele. cada vez mais. Do Xingu. em 1640. acabar-se-á o culto divino. várias vezes. Esguios. 35. e) F – V – V. b) V – V – F. 36. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. Quase sempre de forma violenta. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico.Humanismo. em suas composições. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. usa “salvação” no sentido religioso.F. nascerá erva nas igrejas. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. U.” 37. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. o mais forte sobrepujou o mais fraco. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. elas têm cabelos compridos e tranças. Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. Senhor.” FERRAZ. e) dirige-se ao rei de Portugal. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. e não haverá memória de vosso nascimento. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. A seqüência correta é: a) F – F – V. Em todos os momentos da humanidade. seu nome à característica presente nessa obra. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. pois ambos destacam. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. corretamente. acabar-se-á no Brasil a cristan- dade católica. médicos. despojados os templos e derrubados os altares. Neste canto do Brasil. que já come- çava a destruir as igrejas da cidade.F. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. c) F – V – F. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. Os moradores do parque. apresenta. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. passará a Quaresma e a Semana Santa. In: Veja. e que as não pisa a devoção dos fiéis. U. Quinhentismo. “Eles não usam barba. sempre que o choque ocorreu. a fim de salvar o país da invasão holandesa. pedagogos. 30 de junho de 1999. como costumava em semelhantes dias. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as GABARITO de Holanda”. Passará um dia de Natal. enfer- meiras. ou seja. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. Falam baixo. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Assinale a alternativa que identifica esse autor.

ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. U. A exaltação. U. Voltar Língua Portuguesa . (Gregório de Matos) 40. acentuando seu caráter bárbaro. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. 39. (Gregório de Matos) b) Temerária. única figura feminina do poema. como a Odisséia. utiliza uma: a) ironia. 38. mas não porque hei pecado. a mariposa. ocasio- nando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentris- mo. soberba. d) onomatopéia. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. 16 (Botelho de Oliveira) c) Fábio. Quer ser filho do sol. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. Da vossa alta clemência me despido. a névoa. Em régio estado não desterras flores. Governador do Rio de Ja- neiro. c) gradação. por lustrosa. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. e) prosopopéia. e) Lindóia. Por altiva. Se bem rei mais propício. a Eneida e Os Lusíadas. de Basílio da Gama. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Primaz da Cafraria do Pegu. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. nascendo cá. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. por ser do Açu.E. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. a luz lhe enfada. confiada.F. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defen- IMPRIMIR de o solo natal. b) antítese. cobre o dia. Que ele estrelas desterra em régio estado. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. GABARITO Vos tenho a perdoar mais empenhado. bonzo bramá. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. Quinhentismo. A esse cede amor em mil ternezas.Humanismo. Sobe ao sol. por densa. Barroco e Arcadismo Avançar . Que sem ser do Pequim. Porque quanto mais tenho delinqüido. e mais amado.

Há nele um jogo simétrico de contrastes. tais como o findar do dia e o início da noite. Em contínuas tristezas a alegria. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. IMPRIMIR d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. luz/sombra. cuja última firmeza é a inconstância. Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. por um lado. Porém. II. E na alegria sinta-se tristeza. se desfrutem as alegrias e. Na formosura não se dê constância. na tristeza. nas sombras da noite. e) O poema toca também na questão da inocência. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. ali. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. preferindo. considere as afirmações abaixo: I. devido ao desapon- tamento sentido pelo poeta. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. que se opõe à degradação dos bens materiais. Em tristes sombras morre a formosura. como o Sol. que são: rimas ricas. c) somente III está correta. 42. e não dura mais que um dia. Voltar Língua Portuguesa . c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. que compõem a figura da antítese. de outro. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. Depois da Lua se segue a noite escura. Começa o mundo enfim pela ignorância. Quinhentismo. b) somente II está correta. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“A- B-B-A”). ao vivenciar a alegria. Esse é um soneto oitocentista. Barroco e Arcadismo Avançar .. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. dia/noite. diante do curso seguido pelas forças naturais. que cumpre os padrões da forma fixa. tristeza/alegria. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. etc.” Gregório de Matos. se acaba o Sol. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. e na Luz falte a firmeza. 17 41. não sabe retê-la. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. “alegria” e “firmeza”. pois. GABARITO e) todas estão corretas. a formosura do dia. está fazendo referência à pureza primordial da infância. A respeito de tais afirmações. III. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”.Humanismo. deve-se dizer que: a) somente I está correta. e por “constân- cia”. d) somente I e III estão corretas. esconder-se nos próprios so- frimentos.

FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. vejo todo o palácio e também o oratório. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. d) soneto com versos decassílabos. 47. ou fora dele. das janelas vejo ao perto jardins. Padre Vieira. que o ouro e a prata derretidos. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. outros sem ela. Voltar Língua Portuguesa . desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornalei- ros. e) utilização de muitas frases interrogativas. parte por parte. enfim. as jóias e as baixelas. GABARITO b) Gregório de Matos. dignificando- os e humanizando as relações entre os nobres e o povo. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores.Humanismo. perfumes e sensações táteis. Deus me guie. e) Fernando Sabino. e. se queriam ir buscar a vida a outra parte. 46. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. liteiras e coches. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. FEI-SP O autor do texto. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. Se o que vestem os lacaios e os pajens. 44. uns com libré. haviam de verter sangue. Quinhentismo. d) Carlos Drummond de Andrade. Barroco e Arcadismo Avançar . como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. nem têm nome de casas. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. vejo jóias. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. Trata-se de um sermão do quinto domin- go da Quaresma. 45. e as sedas se se espremeram. d) Realismo. os prendíeis e obrigáveis por força. c) Arcadismo. como se há de ver a fé. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. mas não vejo a fé. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. a risco de quebrar. b) texto curto. e) Romantismo. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. vejo baixelas. Primeiro que tudo vejo cavalos. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. IMPRIMIR b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. ou no Reino. onde das casas dos pequenos não se faz caso. b) Trovadorismo. vejo criados de diversos calibres. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. e) segundo o autor. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. b) uso constante da metáfora e da antítese. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. e ao longe quintas. c) José de Alencar. vejo galas. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. a quem não fazíeis a féria. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis.

Sempre verdes aos olhos. Mais que as da Europa doces. As fruitas se produzem copiosas. Na tempérie agradáveis e seguros. E nesta maioria. Águas. Tem o segundo A. todas azedas. Tem o primeiro A.” Nas que chamam da China OLIVEIRA. E se pode dizer em graça rara Como maiores são. nos arvoredos E são tão deleitosas. Manuel Botelho de. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. e são sadias. Açúcar. Quinhentismo. Música do Parnasso. As laranjas da terra Que refrescam o peito. no final. Que sem tempero algum para apetite E têm sempre a vantagem de maiores. e melhores. p. no açúcar deleitoso. Que dão a Portugal muitos ciúmes. …………………………………………… Tem o terceiro A. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Grande sabor se afina. nos ares puros Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. e gosto preparado. Em si perfeitos quatro AA encerra. Faz a divina Flora seu vestido. Tomo I.Humanismo. característica do estilo barroco. Um exame aten- to desse procedimento no poema revela. b) convencer e ensinar o seu público. 19 Esmeraldas de Abril em seus verdores. nas águas frias. d) provocar fortes emoções em seu público. 127-135. Poucas azedas são. para recolhê-las num só verso. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utiliza- do pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ares. todavia. E nas folhas parecem. sempre ledos. antes se encerra O quarto A. Rio de Janeiro: INL. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. …………………………………………… …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. 1953. GABARITO 49. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. 48. E delas por adorno apetecido E para preferir a toda a terra. Arvoredos. Faz gostoso convite. O que o Brasil contém para invejado. Barroco e Arcadismo Avançar . Que a mesma natureza os temperara. Que como junto ao mar o sítio é posto. Que o têm clarificado nos seus gomos. apare- ce em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Tal doce nestes pomos. As plantas sempre nela reverdecem. têm mais valia. Com tal sustância. Mas as de Portugal entre alamedas São pois os quatro AA por singulares São primas dos limões. Tenho recopilado Desterrando do Inverno os desfavores. e) confundir seus ouvintes. Que é do Mundo o regalo mais mimoso.

c GABARITO 12. b IMPRIMIR 25. colaborando. F – V – F – F 8. mas o encontro com o ermi- tão. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. V – F – V – F – F 1 2. Não sabe. d 30. c 21. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. Barroco e Arcadismo Avançar . b 26. a decadente sociedade portuguesa. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. a 9. F – F – V – V – V 11. b 18. a Voltar Língua Portuguesa . e por não ter conhecimento dessa traição. 04 27. em sua fala. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. F – V – F – V – F – F 7. e 14. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelica- mente (os fins justificam os meios). F – F – F – V 3. Quinhentismo. b 23. para ser traído por ela. a 4. c 17. d 28. a 10. e 6. e 19. LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . O marido de Inês. na cena final. a 13. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais.Humanismo. e 29. Seu primeiro marido era um repressor proibindo- a de sair de casa até mesmo para ir a igreja. c 22. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. 16. c 31. ingenuamente. na vida privada. é um encontro adúltero. 18 20. Q U IN H E N T IS M O . c 15. a 24. Pero Mar- ques diz dar plena liberdade à esposa. e 5. para o qual ela se encaminha.

Ou ainda. e 36. 24 34. c 41. ou seja. a 37. e 47. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b 38. e 33. retomou os elementos assimetricamente. Quinhentismo. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüên- cia Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. nas águas frias. b 2 46.Humanismo. b 49. c 48. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. d 45. no açúcar deleitoso” GABARITO No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c 43. a 42. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. a 44. e 39. b 35. (…) O quarto A. e 40. Barroco e Arcadismo Avançar . b) Como se trata de um poema. 32.

IMPRIMIR 2. pi- quem. In: MOISÉS. ‘Mas não me deixes. p. Benção Paterna. não me deixes. Alencar e outros escritores ro- mânticos empenham-se na construção da nação brasileira. e aum. não!’ A corrente impiedosa a flor enleia. São Paulo: Cultrix. não se constranjam. ( ) Na história da literatura brasileira. ( ) No segundo parágrafo. não me deixes. não!’ DIAS. não me deixes. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. São Paulo: Melhoramentos. José de. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento ro- mântico de: a) evasão no tempo. Massaud. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. “Não me Deixes! E das águas que fogem incessantes Debruçada nas águas dum regato À eterna sucessão A flor dizia em vão Dizia sempre a flor. LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. Após as outras vão. 1 1. não! Por fim desfalecida e a cor murchada.d. ‘Comigo fica ou leva-me contigo Quase a lamber o chão. o cambucá e a jabuticaba. E a corrente passava. da fantasia. onde bela se mirava. não!’” ‘Ai. c) supervalorização da natureza. não! ‘Ai. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunha- da por todas as escolas literárias. ed. A afundar-se dizia a pobrezinha: E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Não me deixaste. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Límpido ou turvo. b) amor incondicional ao outro. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala.) O povo que chupa o caju. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda.... a pêra. Alencar opõe. 21. Texto para as questões 2 e 3. F. 135-6. como a fruta que nos mandam em lata. não. 1998. Voltar Língua Portuguesa . novas águas Leva-a do seu torrão. a manga. d) exaltação do sonho. ou calem-se como lhes aprouver. ‘Ai. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. “Portanto. (. s. no percurso que vai do Romantismo ao Moder- nismo. e sempre embalde: GABARITO A corrente. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. In: Sonhos de Ouro. através da luta pela eman- cipação da língua e da literatura nacionais. Censurem. rev. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. A Literatura Brasileira através de textos. ‘Dos mares à amplidão. metonimicamente. te amarei constante Que a não deixasse. Gonçalves. ilustres e não ilustres representantes da crítica. por meio das frutas..Romantismo Avançar .

U. 04. nacionalismo e religiosidade. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. a razão nada pode contra o sentimentalismo exa- cerbado. 16.F. visão de meus amores 2 Perdoa-me. 02. 3.” Tomás Antônio Gonzaga. F. 08. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.. como recurso estilístico.. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. Minha febre noturna delirando. “Perdoa-me. Voltar Língua Portuguesa . Marília. Amor na minha idéia te retrata. inda. Meus ais. adoro a tua formosura.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. em seus diversos momentos. imaginação criadora e amor à natureza. 4. Dê. U. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores.Romantismo Avançar .. busca. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. visão dos meus amores. c) No poema de Álvares de Azevedo. de um semi-vivo corpo sepultura. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. como resposta. não. 6. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amo- roso. U. que eu assim resista À dor imensa. socialismo e ilogismo. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. b) No poema de Gonzaga. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. 5. extremoso. naturalismo e pitoresco. GABARITO d) Em ambos os poemas.F. c) “Nesta triste masmorra”. a soma das alternativas corretas.” Álvares de Azevedo. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. apre- senta como características: IMPRIMIR 01. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. escapismo e subjetivismo.E. que me cerca e mata..

I. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” Instrução: Para responder à questão 7. meu irmão! Eu sou a Fome. IV. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença.. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. analisar as afirmativas que seguem. e) I. mísero atleta! Hoje. II. ‘Saúde.. PUC-RS Pela análise das afirmativas... Instrução: Para responder às questões 7 e 8. Quem no teu nome a escuridão projeta. Vão três pálidas virgens. III. Fui eu que te vesti do meu sudário. d) III e IV. Que vais fazer tão triste e solitário?.. Voltar Língua Portuguesa . Idealiza a função do poeta. b) II e III.. c) nacionalismo. ler o texto que segue. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.. Sou eu quem o teu negro pão consome. IMPRIMIR b) ufanismo. depois (qu’importa?) 3 Virei sempre sentar-me à tua porta. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denomi- nada: a) subjetivismo. GABARITO 7. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. amanhã. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. III e IV. com a fome e com a morte.. 8.. O teu mísero pão. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.. II. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Suspende em meio o hino augusto e forte.. d) futurismo.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.... sobre o texto. depois. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.. meu irmão! Eu sou a Morte.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. irmão! Eu sou a Indiferença..Romantismo Avançar . Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. ‘Saúde. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. c) II e IV. e) condoreirismo.

CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Não sentiram meus lábios outros lábios. “vales”. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. ou dia ou noite. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. IMPRIMIR b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Outro amor nunca tive: és meu. Correm perfumes no correr da brisa. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Já solta o bogari mais doce aroma. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Sejam vales ou montes.Romantismo Avançar . Jatir. Texto para a questão 9. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. “bosque” e “perfumes”. há pouco. melhor que a vida! 4 A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Onde o frouxo luar brinca entre flores. movendo as folhas. o poema em questão já se aproxima do parna- sianismo. Nem outras mãos. notam-se ainda no poema. para expressar o amor por meio da espera. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. os aspectos marcantes do Arca- dismo. No silêncio da noite o bosque exala. d) Apesar da intensa presença da natureza. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. lago ou terra. Vai seguindo após ti meu pensamento. e) Mesmo sendo romântico. 9. Jatir. GABARITO Também meu coração. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Do tamarindo a flor abriu-se. não mais. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. como estas flores. Brilha a lua no céu. pela presença dos elementos mitológicos. como estas preces. Já nos cimos do bosque rumoreja. Voltar Língua Portuguesa . brilham estrelas. recebida principalmente de Camões. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Onde quer que tu vás. tais como “luar”.

” (Machado de Assis). procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. mu- IMPRIMIR lheres feiticeiras. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. alheia ao eu-lírico. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. c) “Imaginei um poema. GABARITO c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da socie- dade carioca do Segundo Reinado. d) O Mulato e Canção do Exílio. É o que se pode verificar quando se lêem. para os itens verdadeiros. uma Ilídia Brasileira. para os falsos. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. dos dois autores citados. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. 10. o marginal e o burguês. 13. 11. devido aos exageros do eu-lírico. realçando seus preceitos e preconceitos. Voltar Língua Portuguesa .” (José de Alencar). dignos de alta expressão literária. UFSE No período romântico brasileiro. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árca- des e a paisagem retratada pelos românticos. UEGO Assinale V... e) I . buscando nelas aspectos heróicos. 5 12. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alen- car entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. 14.” (Gonçalves Dias). d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. colocando na mesma mulher as imagens de virgem.” (Gonçalves de Magalhães). O romance Lucíola.Romantismo Avançar . um gênesis americano. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. b) Quincas Borba e Os Escravos. U. foi trabalhar a dualidade. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. tão necessário à poesia. e) “O maravilhoso. de Maria da Glória e da cortesã. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções fami- liares da época. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra sel- vagens que por direito natural defendiam a sua liberdade.Juca Pirama e O Guarani. respectivamente. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura.F. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. enquanto a paisagem árca- de é harmoniosa. e F. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. independência e as terras que ocupavam. Lúcia. sapos e jacarés sem conta: enfim.” (Ferdinand Denis). encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. uma criação recriada.

... de tudo. sob o olhar apaixonado do poeta.... 15. rainha da festa. de cunho romântico no Brasil... “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. e) I.. que usa . d) Apenas II e III... excita o pasmo. quando fala. Da luz. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos...) Se é vate quem dos povos.” (Laurindo Rabelo) GABARITO III..) O véu da noite me atormenta em dores.. UFRS Leia o texto abaixo... (...” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.... nela. I..Romantismo Avançar .. b) Apenas II. Das folhas secas... Voltar Língua Portuguesa . dono de uma sensibilidade extraordinária.. a mulher é freqüentemente ..... do silêncio ou vozes.. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. “Tenho medo de mim. (. A luz da aurora me intumesce os seios... UFRS Leia o texto abaixo. . identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. é um tema dominante na poesia .... Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa......... E a velhinha. II e III. de ti. IMPRIMIR c) Apenas I e II... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum..... Se assentou sobre o grande jirau.... da sombra... do chorar das fontes. Das horas longas a correr velozes..” (Bernardo Guimarães) II.” 6 Dos exemplos citados abaixo.. As paixões vivifica.

d) Álvaro / D. Diogo. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Texto para as questões 19 e 20. c) Loredano / Peri / D. após ser abandonada por Fernando Seixas. José de. As folhas lastram o chão. “Logo após a vitória. d) Fernando. 56. p. o último uma religião. cheia de IMPRIMIR grandes desejos e nobres ambições. vinga. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. não atingiu seu intento. e a alegria voltou a habitar em sua alma. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. FUVEST-SP “Assim. Neste excerto de O Guarani. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. José de. após o casamento. e) Loredano / D. 18. mas o casamento. porém nunca se valeu da composição regionalista e. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. …………… desejava. 1994. Voltar Língua Portuguesa . Alencar revela traços realis- 7 tas.” ALENCAR. na praia. b) Loredano / Álvaro / Peri. para tudo murchar. Como o imbu na várzea. achando boa terra e fresca a sombra. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. e) Alencar. arrependido.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. já comprometido. São Paulo: Scipione. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. filho da serra. onde havia construído sua cabana e GABARITO onde o esperava a terna esposa. através da Senhora. Lúcia Camargo que. as flores. leva-as a brisa. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. agora longos sóis. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. Diogo / Peri. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. Passava os já tão breves. sentia-se no ermo. assim. Mas basta um sopro do mar. 17. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. o cristão tornara às praias do mar. Iracema. Mantida a seqüência. mas embalde. é desfeito. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo.Romantismo Avançar . Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. escreveu romances in- dianistas e urbanos. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. Diogo / Peri. Diogo. …………… amava. numa tentativa de representar por completo o Brasil. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. Senhora completa a série considerada de perfis fe- mininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. O imbu. O Guarani. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. b) juntamente com Diva e Iracema. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. o outro uma paixão. buscava. …………… adorava.

já que a primeira dá idéia de 8 concretude. se tens pena GABARITO De quem morre por ti. 04. como resposta. sem qualquer con- seqüência para o desenrolar da trama. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada.” (Gregório de Matos) IMPRIMIR d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. Dá vida em teu alento à minha vida. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. a firmeza de permanecer em terra estranha. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colo- nizador como amistoso e cordial. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 16. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. 04. 21. a soma das alternativas corretas. como he- róis ou como vilões. existe uma explicação adequada em: 01. Mas cantava. molho de batatinhas. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. 32.. 08. 08. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. como resposta. 02. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. 32. enquanto a segunda.” (Castro Alves) Voltar Língua Portuguesa . UFBA Com relação à linguagem. 19. UFF-RJ Na literatura. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. ambas com função revitalizadora. respectivamente. 16. frágil e inatingível. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. Em quem. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . 20.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. a soma das alternativas corretas. Dê.Romantismo Avançar . A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. de abstração do sentimento amoroso. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. respectivamente. Dê. para ambos. 02. 64. O trecho “os já tão breves. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. Angélica na cara! Isso é ser flor. senão em vós se uniformara. à chegada do inverno e à volta do esposo.. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. 64. feijão-roxinho. e morre amando. pálida virgem.. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam.. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local.

22. b) Álvares de Azevedo. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. e) Gonçalves Dias. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. e sugasse uma gota desse sangue precioso. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expul- IMPRIMIR sarão os brancos e negros. d) José de Alencar. c) José Lins do Rego. c) Apenas I e II. de Bernardo Guimarães. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. e sobretudo os répteis. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. o rio de um lado. FEI-SP Sobre o romance. em que as personagens vivem em contato constante com a natu- reza. de Joaquim Manuel de Macedo. é mestiça. e) I. Voltar Língua Portuguesa . II e III. III. II. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Vis- conde de Taunay. d) Apenas II e III. referentes ao romance romântico no Brasil. porém. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. de Manuel Antônio de Almeida. I. por isso tomara todas essas precauções. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos.” GABARITO 24.Romantismo Avançar . FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. 23. 25. antes de partir. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. “O índio. UFRS Considere as afirmações abaixo. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. b) Apenas II. urataí e outras árvores aromáticas. é a novela picaresca espanhola. A heroína de A Escrava Isaura. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. A Moreninha. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. 9 Quais estão corretas? a) Apenas I. na sua apresentação inicial. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. de canela.

na narrativa. enfocados como pessoas comuns. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. Fernando. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poe- sia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. 28. e) II e III estão corretas. São Paulo: FTD. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. d) Castro Alves. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. fatal. eu lha restituo. 26. enquanto romântica. José de. Voltar Língua Portuguesa . A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. e até pareceu esquecer a sua observação. em que Seixas se mostrara mais preocupado. o papel da mulher fraca. não lhe pedi nada mais. e inquiriu do motivo. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. b) Aurélia Camargo. vê com naturalidade o casamento de conveniência. típico desfecho da narrativa romântica. II. Fernando disfarçou. Em sua música “Maldição”. Uma noite porém. c) Casimiro de Abreu. é correto afirmar que: I. a moça não insistiu. d) I e III estão corretas. GABARITO 29. 1992. e) poemas históricos.” ALENCAR. sem força de vontade. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao coloni- zador europeu. A mim basta-me o seu amor. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. Zeca. In: Vô imbolá. valentia e brio. 1999. quanto à relação amorosa.Romantismo Avançar . 27. c) A obra. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. revoltou-se contra si próprio. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. mas o seu procedimento o indignava. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. a) somente I está correta. desempenha. b) Gonçalves Dias. b) romance regionalista. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. III. p. d) poemas épicos. FEI-SP Em O Guarani. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. e) Olavo Bilac. já lho disse uma vez. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e trans- formar certos personagens em heróis. e) A obra apresenta o final feliz. 104-6. c) I e II estão corretas. c) romance indianista. Senhora: perfil de mulher. b) somente III está correta. desde que mo deu. especialmente para uma das gerações do Romantis- mo). imprudência a que pusera remate o pedido do casamento.

Voltar Língua Portuguesa . Poemas de Gonçalves Dias. transcendendo os limites da vida física.Romantismo Avançar . representam um mo- mento da literatura brasileira em que se buscou. c) idealização do amor. Viver é lutar. fragueiro. e desse amor se morre!” IMPRIMIR DIAS. E pois que és meu filho. Penetra na vida: Pesada ou querida. Só pode exaltar. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Condor ou tapir. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Amá-la. Só teme fugir. São Paulo. p. 30. a) Barroco. As armas ensaia. sem poder fitar seus olhos. Aos fortes. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. b) forte subjetivismo. Viver é lutar. Meus brios reveste. d) Naturalismo. Que os fortes. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Se o duro combate Os fracos abate. Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. Gonçalves. c) Modernismo. Não chores. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. b) Realismo. revelando uma visão pessimista da vida. Cultrix. que a vida É luta renhida. e) idealização da mulher. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Poesia Completa. junto à natureza. a quem se adora. sem que se veja. seus pensamentos. [s/d]. os bravos. Tamoio nasceste. Quer seja tapuia. d) realização de poemas lírico-amorosos. aos bravos. sem lhe ouvir. especialmente nos índios e em sua civilização. 1959. através do sentimento nativista. A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. 372. A vida é combate Que os fracos abate. e) Romantismo. UFF-RJ As estrofes abaixo. GABARITO 31. No arco que entesa Tem certa uma presa. Só pode exaltar. sem ousar dizer que amamos. partes do poema Canção do Tamoio. temendo roçar os seus vestidos.” DIAS. 11 Valente serás. Gonçalves. Compr’ender. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. “Não chores. meu filho. Segui-la. inspira- ção em elementos nacionais. valorizando o idioma nacional.. E. Sê duro guerreiro Robusto. conduzindo o eu-lírico à depressão.

assinale a(s) alternativa(s) correta(s).” 04.. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. representante dos valores lusitanos. II. d) Apenas II e III.. que retratam o lado negativo da terra americana.. GABARITO 01. 12 a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. Unicamp-SP Em Ubirajara.São redo- mas de vidro que tudo pode quebrar. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. I.. em contraste com a vida na corte.. experimentando. é coisa de meter medo.. b) Apenas II... tanto a casa de Mariz. Essa comparação visa a de- monstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. a partir daí. III... 32. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. 02.... UFRS Leia o texto abaixo.. 33.... 08. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. do Visconde de Taunay. ela é motivo de constante preocupação para o pai... em especial a francesa...... o homem branco por quem se apaixonara... mais precisamente no Rio de Janeiro. de José de Alencar. sinônimo dos recursos naturais do Brasil.. Em Iracema.. sob a in- fluência das culturas européias. Segun- do Pereira: “Ih. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro... ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. de José de Alencar.. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) Apenas I e II.... Pereira enaltece a fartura do Brasil..... um processo gradativo de . são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. 34. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Mar- tim. De acordo com a narrativa.. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. à míngua.. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.. II e III. mulheres numa casa. uma . Durante um almoço.. por obra de qualquer descuido. são destruídos. Em O Guarani e Iracema... é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.Romantismo Avançar . quanto os Aimorés... Voltar Língua Portuguesa . Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. indepen- IMPRIMIR dente do julgo da metrópole portuguesa. Em O Guarani. e) Senhora – adolescente – ascensão social. palco da história do amor de Inocência e Meyer. na certeza de que serão vingadas.. meu Deus. No romance . durante o inverno europeu. tal como em Iracema e em O Guarani. que se apaixona pela bela sertaneja.. pode pôr a perder a honra familiar. e) I. uma vez que.

Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. Obras completas. d) I e II. iniciando-se a narrativa com as recorda- ções da infância de Aurélia. e. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. com suas palavras. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. 36. Ao tratar desse tema. não. GABARITO 39.. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. 37. de José de Alencar: I. infante ainda. não. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da monta- nha trazer-me de longe o perfume das florestas. UFPR Sobre o romance Senhora. O autor valeu-se de uma narrativa.Romantismo Avançar . Aqui. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. de José de Alencar. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. possa encontrar sua felicidade. ocultan- do habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. b) II. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. onde se morre abafado. mas divididos por razões econômi- cas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelabora- ção das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. c) III. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. ao saltar do berço. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. Para responder às questões 37 e 38. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. nada. ( ) Heroína romântica. os campos e as matas. aos oito anos ia eu para a escola. Não foi na cidade.. 1965. ligado por laços afetivos sinceros. 13 “Nasci no campo. III. é correto afirmar. Voltar Língua Portuguesa . ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popu- lar são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. p. Está correto somente o que se afirma em: a) I. e) II e III. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. a personalidade. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. com suas palavras. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Casimiro de. Mas. e ao desprender-me das faixas infantis..” ABREU. não queria. UFRJ Associado ao tema da infância. os costumes. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. 203. II. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). 38. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. trata-se de caso de exceção na ficção do autor.. foi ao ar livre. IMPRIMIR ( ) Até o final do romance. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses.

posse. Tico. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. porque. no entan- to. 04. é a do 14 casamento. Dê. Considerando a obra como um todo. 32. no cap. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. a soma das alternativas corretas. O tom confidencial da narrativa. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. 04. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. como resposta. mas. resgate. Voltar Língua Portuguesa . em oposição à vilania e à malda- de. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. preterida por Fernando Seixas. de José de Alencar. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. IMPRIMIR Dê. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. nele. em termos históricos. por promessa de seu pai. por isso. UFMS Sobre o romance Inocência. compra-o e ele contumaz caça-dote. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. 08. Inocência é noiva de Manecão. reforça a grandeza do índio Peri. quitação. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. Pereira. 41. 08. cuja linguagem possui os ele- mentos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. é correto afirmar que: 01. A jovem. transcorre no século XVII. o amor tudo vence. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. é um romance regionalista. como um bálsamo poderoso. 42. 16. de desigualdade econômica. intitulado “Loura e Morena”. inclusive através de nomes científi- GABARITO cos em notas de rodapé. focalizado em primeira pessoa. como resposta. 01. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. A ação do romance. apaixona-se por Cirino. como também as relações do homem com essa mesma natureza. V. 16. 02. 02. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. de tendência sertanista. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. 40. salva Peri da morte. a soma das alternativas corretas. além de ex- plorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. b) Aurélia Camargo. com final feliz. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. o anão que vigia Inocência o tempo todo. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exem- plos da presença do medievalismo na literatura romântica. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elemen- tos da natureza são descritos minuciosamente. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. 64.Romantismo Avançar . de Visconde de Taunay.

mal roçando. “Após a independência. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. século XIX. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. c) romantismo indianista. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo... José de.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. Nas ondas da escravidão. 1998. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. O pé grácil e nu. e) São versos típicos de uma poesia que. No texto de José de Alencar. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. “(.. identificou-se plenamen- te com a causa dos abolicionistas. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. E provocaste a rajada.. a virgem dos lábios de mel. d) bucolismo neoclassicista. romântica e exaltada. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. b) sentimentalismo realista. 15 44. onde campeava sua guerreira tribo. e mais longos que seu talhe de palmeira.” Voltar Língua Portuguesa . 10. José de. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. p.. c) Essa estrofe é uma oitava. Entretanto.” ALENCAR. (.. sin- tetizado pelo: GABARITO a) realismo naturalista. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.Romantismo Avançar . sublime artista. Mais rápida que a ema selvagem.. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. ler o texto que segue. que corria no meio das arca- rias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. São Paulo: Scipione. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. Antônio de Mariz. 1994. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de moderni- dade da época. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. São Paulo: Scipione. e) nativismo modernista. barca de granito. temos uma das formas significativas do nacionalismo. em que o homem é apenas um simples comparsa.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. p.. IMPRIMIR No ano da graça de 1604.) A habi- tação (. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. 125. Cefet-RJ “Iracema. Iracema. da grande nação tabajara.’” NICOLA. (. 43.) pertencia a D..

IMPRIMIR b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.. o passado histórico por meio de uma visão . d) Escrito na época do Romantismo..Romantismo Avançar . por exemplo... a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47... PUC-RS A obra em questão .... poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. Lira dos vinte anos. 45.... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. Tem na lira do gênio uma só corda. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. que é a protagonista da obra. Voltar Língua Portuguesa . Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia... possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época... A personagem referida. Vem tu agora.. 47..... O Lamartine É monótono e belo 16 como a noite..... 48. própria da ironia romântica....... Fantástico alemão. à cultura europeizada por que passa Peri.. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra .. em relação ao processo de .. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escrito- res que evoca. nele.... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. o poder e a audácia dos novos habitantes..... muito respeita- GABARITO dos pela segunda geração romântica.. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. Basta de Shakespeare. .. Memórias de um sargento de milícias está total- mente de acordo com as características do momento. da ideologia dominante... de Cecília... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). de Manuel Antônio de Almeida. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta....... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa... Com base no texto acima.... (…)” AZEVEDO.. foi o primeiro escrito no Brasil. Álvares de....” Memórias de um sargento de milícias. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.... como se pode observar. Parece-me que vou perdendo o gosto. “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa...... Se pranteia por Deus de amor suspira. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.... . exprime-se na métrica irregular dos versos.. b) a dispersão do eu-lírico... c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. de José de Alencar.. é correto afirmar que.

. mas que eram movidas pela ganância... e) Lúciola – regionalista – diversidade. 51... apesar do tom artificial de alguns romances.. em obras como . Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. que alegavam razões religiosas para seus atos.. c) seria arquitetada por colonos degradados. As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. b) Senhora – abolicionista – simplicidade... a dois índios. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto.. e) seria causada pelos condenados à morte. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. 17 contra a vontade deles. à liberdade dos índios.. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.. José de Alencar retratou. a) A Moreninha – realista – desigualdade. sem que a sua vontade fosse consul- tada.. b) insere-se no contexto do Romantismo. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado.. era o ataque aos senhores da terra.. IMPRIMIR c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. 50. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica es- pecial. do país através de temas nacio- nais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro.. eram colonos degradados.... e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.. GABARITO d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. convertendo os índios... que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. 274. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. 49. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. A preocupação em retratar a . p.Romantismo Avançar .. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.. .” DIAS.. contextos e temáticas urbanas. 1867..... Gonçalves. ou espíritos baixos e viciados que procura- vam as florestas para se redimirem.... bem como criou romances de ten- dência .. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a con- quista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. condenados à morte ou espíritos baixos. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. cometera a violência de arrancar de suas terras. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. condenados à morte....... Voltar Língua Portuguesa . 4º trim. No texto..

João VI. Leonardo. que mais tarde se casa com Vidinha e. d) aversão dos românticos à natureza.) Não permita Deus que eu morra. o Romantismo. o barbeiro. UFRS Leia as estrofes seguintes. Nosso céu tem mais estrelas. Essa atitude do eu-lírico manifesta a GABARITO a) ironia romântica. Não gorjeiam como lá. Nossos bosques têm mais vida. aproximando-a da estética realista. ó minha lua. 04. Lira dos vinte anos. (. Dê. o compadre. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. IMPRIMIR tornando a obra uma espécie de crônica da época. “Luar de verão”. 02. Álvares de. 08. capazes de atos de bravura e coragem.. c) melancolia romântica. referidas na segunda estrofe. 52. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. 16. um aventureiro. Onde canta o Sabiá. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. 53. Sem qu’inda aviste as palmeiras. o personagem central. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. b) tendência romântica ao misticismo. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. mas reve- la. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. A teus raios divinos me abandono. Leonardo.. comentando as ações dos personagens. por méritos próprios. o personagem principal. a comadre.Romantismo Avançar . desinteresse e tédio. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes 18 do Romantismo brasileiro. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. Neste excerto. torna-se sargento. de imediato. “Minha terra tem palmeiras. Sem que eu volte para lá. d) as estrelas e as flores. é correto afirmar que: 01.” Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. As aves. a soma das alternativas corretas. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. é um anti-herói. Nossas várzeas têm mais flores. como resposta. Nossa vida mais amores. Onde canta o Sabiá. que aqui gorjeiam. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. destacando-se pela temática regionalista. Voltar Língua Portuguesa . é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortali- ça. que previa heróis moralmente eleva- dos.” AZEVEDO. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. e) fuga romântica para o sonho. contrariando as convenções literárias da época. 54.

já cantam vitória. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. IMPRIMIR b) à tendência romântica para a utopia. Gonçalves. Cercadas de troncos – cobertos de flores. que. GABARITO b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. e) força material do cotidiano. retratada como musa etérea. 19 São muitos seus filhos. U. Literatura brasileira em curso. d) à vertente romântica indianista.Romantismo Avançar . é incorreto afir- mar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. p. 57.. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. c) à temática romântica da nostalgia. solene e distante. 56. d) insegurança amorosa. revela-se um traço forte de sua poesia. Voltar Língua Portuguesa .. 55. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. severos. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes.)” DIAS.. c) sátira impiedosa. incor- porando-as ao orgulho nacional.Juca-Pirama. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima.F. Dirce. Rio de Janeiro: Bloch. de Álvares de Azevedo. de glória e terror! (. Condão de prodígios. I. São rudos. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. sedentos de glória. b) projeção da própria morte. nos ânimos fortes. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. a: a) idealização da amada. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico.. In: RIEDEL. expressa num detalhismo quase realista. Já prélios incitam. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. a um tempo temida e desejada. 1969. de Gonçalves Dias. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. 311 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafir- mou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores.

expressão de ideais românticos. Quer seja tapuia. 58. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes.E. Conforme os versos transcritos. De bela adormecida. satanismo. a imagem da mulher amada. Tapir – anta. Texto para a questão 60.F. 16. ideal mimoso. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. Voltar Língua Portuguesa . o sonho. 02. E essas violetas inodoras. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. No poento vidro que te guarda o sono! (…) Álvares de Azevedo. como resposta. a) O idealismo. Condor – ave semelhante à águia. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. exaltação da natureza. murchas. vida e morte. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. Nos lábios frios comprimir chorando. Quando louco. Não poderei na sepultura. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. criam efeitos sinestésicos. característica primordial do Romantismo. Só teme fugir. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. de Gonçalves Dias. GABARITO De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. d) As referências ao universo da pintura. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. 08. b) Filiado ao Simbolismo. sedento e arquejante. a presença da morte. imaginação criadora. tais como: IMPRIMIR ventura e tristeza. U.Romantismo Avançar . 20 59. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. Dê. “onde eu pinta- ra”. linguagem coloquial. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Condor ou tapir. e) As marcas do erotismo. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. a soma das alternativas corretas. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. presentes no poema. “negro quadro”. ao menos. de Castro Alves. “rompeu a tela”. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. U.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. 60. No arco que entesa Tem certa uma presa. 04. Não encheste minh’alma de ventura.

) – Tu és Moacir. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. e vivem situações idealizadas. 64. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. A dor lacerou suas entranhas. a retidão de caráter. 63. a seu modo.representa- ção de pessoas comuns. 01. seja no espaço onde essas personagens circulam . Tinir de ferros. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Apresenta-se.. de Manuel Antônio de Almeida. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. Voltar Língua Portuguesa .F. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. estalar do açoite. GABARITO c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem vio- lenta da formação social brasileira.” IMPRIMIR Assinale a alternativa que identifica. 61. vulneráveis e desonestas. o nascido do meu sofrimento. dor e sofrimento. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. (. Estreitou-se com a haste da palmeira.F. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. à elite de sua época. Dentre as propo- sições abaixo. entre os anos de 1852 e 1853. consciente da sua missão de gerar a nova raça. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. 08. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. tradições e falas de pessoas simples. as mulheres são devassas. no romance. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. As personagens do romance pertencem à classe dominante. 62. na perspec- tiva do idealismo romântico. 16.. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. seja no processo de construção das personagens . características da estética romântica. a soma das alternativas corretas.” ALENCAR. José de.. a coragem e a fidelidade. autor. U.. e considerando a obra como um todo. como resposta.. 04.. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro.Romantismo Avançar . As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. d) Alencar justifica. de José de Alencar. UFMS Memórias de um sargento de milícias..lingua- gem simples e direta -. Iracema. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. U. Dê. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. uma vez que registra traços dos hábitos. U.. corretamente. seja no plano da forma . Em sangue a se banhar. o mestiço povo brasileiro. sentindo que se lhe rompia o seio.F. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. 02. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins.a periferia do Rio de Janeiro. título da obra e período literá- rio dos versos citados. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar.

Idealiza figuras imaginárias. por exemplo). – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. Aquele branco da mortalha. o amor platônico não é superado pelo amor físico. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. para os itens verdadeiros. ao contrário. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. c) V – F – F – V. ainda.. direcionando-os para a vida religiosa. o disfarce e o erro de identificação.” Com relação ao fragmento acima. rompido temporariamente. naquela tez lívida e embaçada. Era uma defunta!.... As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. Nessa obra. a punição do violão.. despreza o nacionalismo e o indianis- mo. 66. parágrafo. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. 65. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. b) V – V – F – F. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu mora- IMPRIMIR lismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinhei- ro). e se redimem as transa- ções vis repondo de pé herói e heroína.. como o subjetivismo. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. mulheres incorpóreas ou virgens. Saí. na economia e principalmente na educação dos jovens. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. 67. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. como o esconderijo. e após uma orgia. d) Apenas I e II estão corretas. d) F – V – V – F. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. o vidrento dos olhos mal-apertados. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. que. Tematiza a morte. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. a) Apenas I está correta. Abri-o: era o de uma moça. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. eu ignoro por quê. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. em virtude da educação que recebera. c) I. Desta forma. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. 22 Assinale a alternativa correta.Romantismo Avançar . o que leva ao efeito cômico desejado. Não sei se a noite era límpida ou negra. e) Apenas I e III estão corretas. elas só o são aparentemente. b) Apenas II e III estão corretas. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. presente em grande parte da obra do autor. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. temas característicos da primeira geração romântica. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. o ego- centrismo e o sentimentalismo. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. II e III estão corretas. GABARITO ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. as grinaldas da morte na fronte dela.. Pesava como chumbo. que se casa pelo dote. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). pode-se encontrar (Assinale V. no 1º. Voltar Língua Portuguesa . Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Se- nhora. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas... II. ( ) Nesta obra. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. III. eu achara abertas. afirma-se: I. idealizado na literatura ultra-romântica. personagens que con- firmam o amor inatingível. o equilíbrio. Acentua traços característicos da literatura romântica.. “Uma noite. da qual faz parte a peça O Noviço.

08. porém. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. o desajustamento do indivíduo ao meio social.Romantismo Avançar . podemos afirmar que. a) no primeiro. É ela! é ela! — murmurei tremendo. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. o dolorido afã. c) no primeiro. a morte como alívio para o “mal-do-século”. Nas telhas que estalavam nos meus passos Sobre o leito de flores reclinada. a valorização de elementos ligados à natureza. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. 68. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. Ir espiar seu venturoso sono. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. com desespero e pessimismo. em poesia simples. Mas cantou nesse instante uma coruja… E o eco ao longe murmurou — é ela! Abri cioso a página secreta… Eu a vi — minha fada aérea e pura — Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” A minha lavadeira na janela! (…) Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. que conduz à dor. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. com certeza. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. a soma das alternativas corretas. como: 01. à aflição e à busca da solidão. “Se eu morresse amanhã. Comparando os dois frag-