MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

INSTITUTO FEDERAL DE RONDÔNIA
CAMPUS PORTO VELHO ZONA NORTE

Nome do Autor

Nome do livro/artigo

PORTO VELHO
2016

Orientador: Ms. Jonimar da Silva Souza PORTO VELHO 2016 . do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Nome do Aluno Nome do livro/artigo Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica.

N. p.K. LINCOLN.. 2006. 169-217.) é professor na área de comunicações. professor e coordenador de pesquisa nas áreas de comunicações. I N F O R M A Ç Õ E S S O B R E O S A U T O R E S Norman K. 2 ed. Denzin (org.S. Porto Alegre: Artmed: Bookman. (orgs). Y. INSTITUTO FEDERAL DE RONDÔNIA CAMPUS PORTO VELHO ZONA NORTE Nome do Autor FICHAMENT O DENZIN. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. sociologia e .

A pesquisa qualitativa em si também é sujeita a várias criticas desde seu surgimento nos inícios dos anos 1970. enquanto uns teóricos propunham dar adeus à criteriologia. tais como positivismo. sentiram a necessidade de colocarem suas próprias conclusões. Outro fator que se modificou no decorrer dos tempos se referem a alguns elementos do texto. A Yvonna S. Os pesquisadores tiveram que se adaptar a outras formas de escrever para que os leitores pudessem compreender melhor o que eles queriam dizer. sejam pelos debates sobre os objetivos das ciências humanas. fica a compreensão de um uma realidade subjetiva. tais como: voz. Os pesquisadores a utilizam por diversos motivos. Mas a questão da validade fica difícil para conciliar entre os paradigmas por combinar método e interpretação. difícil de ser considerada única. livros e editor do The Sociological Quaterly. outros sugerem que ela seja rompida com o status quo. Para algumas escolas.humanidades no Colege of Communications. surgem novas propostas para lidar com estas questões. É co-editora do periódico Qualitative qualitativa possui Inquiry. porém os investigadores estão indo em direção a mudança e acabam se questionando sobre o uso da compreensão e estrutura de diversos paradigmas dentro de uma mesma pesquisa. como o positivismo. deve haver um rigor na aplicação do método para chegar a um resultado considerado válido. Algumas correntes teóricas.) é professora de ensino superior na investigação Texas A&M University. pós-positivismo. Diante dessa questão. Desta forma. apresentam algumas perspectivas interpretativas que se diferem. Já recebeu vários prêmios por sua contribuição para a três formas que teoria da avaliação. pelo interesse . além disso. quando é realizada com cautela quando os elementos de cada teoria encontrem uma ressonância. É autor de diversos na teoria social. Já para outras. Por exemplo. As teorias se distinguiam na forma de lidar com estas questões. construtivismo e teoria crítica. a axiologia não deve existir diferentemente de acordo com a teoria existente. apelo à ação e controle. Lincoln (org. mas ser uma ética só para todos. explicam R E S U M O Existem alguns paradigmas históricos e contemporâneos que afetam o modo de compreender e estruturar a pesquisa qualitativa. várias propostas surgiram em torna da validade. entre outros. As principais questões enfrentadas por estes paradigmas se referem à natureza axiomática e alguns elementos principais que diferenciava estas correntes já citadas. Isso se torna possível. Outros fatores que diferenciavam os principais paradigmas se referem à comensurabilidade. status da reflexibilidade e a problemática da representação.

para reconstruir em suas relações com os participantes da pesquisa de maneiras menos contraídas e para criar em representações [. as epistemologias construtivistas trouxeram a reflexão da necessidade de se levar em consideração os fatores históricos e socioculturais. 171). validade.] a questão do controle está profundamente ligada aos problemas da voz. são. é. 179). voz. “Tanto os positivistas quanto os pós-positivistas ainda argumentam ocasionalmente que os paradigmas. hermenêutica e o construtivismo social. os investigadores agora têm liberdade para resituarem-se dentro dos textos. Citações “A metodologia não pode mais ser tratada como um conjunto de regras ou de abstrações universalmente aplicáveis” (p. podem sofrer ajustes entre si de maneiras que possibilitem a prática simultânea de ambos” (p. Na base das discussões entre interpretativismo e hermenêutica sempre existiu a discussão sobre distinção entre ciências naturais e humanas quanto à natureza e à finalidade. a hermenêutica e o construtivismo social seguem diferentes perspectivas quanto ao objeto e à prática da compreensão da ação humana. ou seja. 179). 182). 181). “Uma das questões que envolvem a validade é a combinação entre método e a interpretação” (p. sob certos aspectos. eles são: interpretativismo. de diferentes compromissos éticos e de diferentes posturas em relação a questões metodológicas e . “[. “[. “Para alguns teóricos.]” (p....] que nitidamente ataquem os problemas da inscrição.. É preciso considerar ainda que uma investigação social envolve compromissos éticos e morais. 170). um caminho para que se alcance uma maior confluência entre os diversos modelos investigativos interpretativos” (p.. portanto. comensuráveis. Nesse momento acreditamos que essas sejam as sete questões mais importantes” (p. reflexividade e representação textual pós- moderna. controle... da reinscrição. fundamentos da verdade e do conhecimento. acomodação e comensurabilidade. 177). da reflexividade e a questões que envolvem a representação textual pós-moderna [.] axiologia. 177). a mudança em direção à ação surgiu em resposta ao amplo não- aproveitamento das descobertas relativas à avaliação e ao desejo de criar formas de avaliação que atrairiam defensores que pudessem dar continuidade às recomendações com planos de ação significativos” (p. “Livres da busca da verdade cientifica transcendental. “O interpretativismo. Enquanto isso. no sentido de que uma teoria esteja ao lado da outra.seus objetivos e métodos. ação. E isso só será possível na medida em que elas estejam abertas às criticas e sujeitas a reformulações.. das metanarrativas e de outros instrumentos teóricos que obscurecem a extensão em que a ação humana é influenciada em termos locais e temporais” (p. “A ampliação das questões básicas no sentido de incluir a axiologia.

Existem diversas teorias sobre a estrutura da pesquisa qualitativa. e assim por diante” (p. mas a expressão e a comunicação” (p. porém a junção das principais contribuições poderia oferecer um instrumento com maior confiabilidade.epistemológicas que envolvam a representação. Mas. . As diferenças muitas vezes servem para abordar áreas diversas. onde se busca atualmente a integração das diferentes contribuições de cada paradigma. “A investigação social é uma prática. 209). um fator que muitas vezes se esquece é que a própria pesquisa qualitativa precisa refletir sobre sua rivalidade com a pesquisa quantitativa. Denzin e Lincoln propõe verificarmos quais são estas diferenças e um possível complemento que um paradigma poderia oferecer ao outro se funcionassem juntos. a validade. 207). a objetividade. e não simplesmente um modo de ser” (p. 194). Comentários Algumas correntes teóricas foram desenvolvidas no decorrer dos tempos diferindo no modo de compreender e estruturar a pesquisa qualitativa. “O encontro moral não significa seguir regras.