Introdução

às Bases Teóricas
e Metodologias
do Modelo Escola da Escolha

Propriedade de:

Data:

Anotações:

Introdução
às Bases Teóricas
e Metodologias
do Modelo Escola da Escolha

.

assim como a sua fundamen- tação teórica. por onde tudo começou? • A Escola da Escolha à luz da história • O Modelo Escola da Escolha • Projeto de Vida Bom estudo! . Os principais temas abordados neste Caderno são: • Afinal de contas. Iniciamos a conversa apresentando por onde tudo começou até chegarmos à centralidade do Modelo: o estudante e seu Projeto de Vida.Olá Educador Neste Caderno você conhecerá o ponto de partida da criação do Modelo da Escola da Escolha.

© Ginásio Pernambucano .

vamos conhecer nova escola pública de Ensino Médio um pouco do contexto de criação que considerasse a “universalização” da sua primeira escola e da causa e a “qualidade”. o ICE definiu um marco que renascia no limiar do Século XXI lógico e sistêmico. educação. Tratava-se de um a partir de um diagnóstico situacional. era de qualidade. os modelos pedagógico e de ceu de uma situação peculiar de gestão foram concebidos nessa pers- criação e de envolvimento em torno pectiva paradigmática para a: de uma causa. que a acompanhou. das. ra e que se referia à criação de uma Antes. partiu-se de uma análise gurada a todos. a serem detalhadas nos cadernos digma na educação pública brasilei. de contexto. a) resolução da equação “universaliza- so de recuperação e revitalização de ção x qualidade. uma reforma emblemática verificáveis e sustentáveis. resultados dessa análise orientaram a pre a mais fácil. período em que a escola proporcio. Assim. Diagnóstico situacional Evidências e constatações Concepção do Modelo Modelo . pelas evidências e constatações auferi- contra na criação de um novo para. funda- b) estrutura pedagógica mentos e objetivos. que fora referência seguido do levantamento de evidên- na educação pública brasileira num cias que o confirmam ou o modificam. Afinal de contas. por onde tudo começou? Introdução O Modelo da Escola da Escolha nas. porém constatações que apoiam a construção de baixa oferta. consubstanciados O estado da arte do Modelo se en. em virtude da simbologia do edifício A partir daí. prédio de 1825. ou seja. sociada à gestão. Para isso.” uma escola pública de Ensino Médio. para finalmente buscar um conjunto de nava educação de excelência. Esse marco lógico nasceu riodo de declínio. sem. definição das suas diretrizes. mas não era asse. a educação de uma proposição. b) criação de uma pedagogia eficaz as- por iniciativa de um ex-aluno. ancorado em de- para voltar a oferecer uma educação mandas reais de soluções concretas de de qualidade depois de um longo pe. originada no proces. posicionando a escola Essa revitalização se fez por meio diante dos desafios da formação da recuperação de 2 estruturas: em pleno início do Século XXI. Era. porém. Os a) estrutura fisica (o prédio). que compõem este rico material. para gerar resultados por si só.

O projeto de criação de um Novo social e política da sua população. E por m eio dela foi de excelência daquela escola pública. status se encontrava sensivelmente Depois de uma visita casual à sua comprometido. a partir da revitalização do secular rência na história da educação. ele se sensibilizou com A iniciativa pessoal do ex-aluno o estado de abandono no qual se logo reuniu outros representantes encontrava a instituição e se mobilizou. esse na iniciativa de um de seus ex-alunos. AMRO Bank. em Recife . Ginásio Pernambucano. iniciado o processo de recuperação © Thereza Paes Barreto A criação do novo Ginásio Pernambucano – Um caso de corresponsabilidade social no compromisso com a Causa da Educação Brasileira . cujo ponto de partida se deu cultura daquele Estado. do segmento privado. como ABN a partir desse momento. introduzimos uma breve histó. da cultura e da vida econômica. nas últimas décadas. ODEBRECHT nismos para apoiar o resgate do padrão e PHILIPS. Pela sua trajetória e pelo que ria do percurso da criação deste representa no imaginário social da Modelo. CHESF. o Ginásio no início dos anos 2000.6 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Um pouco de história Aqui. Pernambucano sempre foi uma refe- PE. em criar meca. antiga escola. Ginásio Pernambucano tem sua origem Mas.

br/?modulo=akemi&parame- padrões de desempenho. o estabelecimento de toda e qualquer cirucunstância que de infra-estrutura de serviços ade- possa acometer a criança. mas de avaliação. transcendereram o marco da reforma A primeira tarefa. elementos históricos descobertos sob Para isso foram necessárias mu- as estruturas do edifício. quados para o público com o qual cente ou o jovem. iniciaram os estudos para cia física em que se encontrava após propor um novo ordenamento décadas de um processo sistemático politíco-institucional e pedagógico de degradação. Uma escola. independente rantir o acesso. danças profundas em termos de Cumprido o objetivo inicial. em escalas Governo do Estado de Pernambuco micro e macrossociais. valendo-se de novas for- as pessoas que compõem seu grupo. atua de forma a atingir altos org. impulsiona o permanente desenvol- tos de uma escola inclusiva. a partir segunda etapa referia-se ao projeto de das quais se construíram as bases do recuperação da qualidade do ensino. que se A partir daí. que se atua. estrutural e. entre 2000 e 2002. (Figueira. método e gestão. essa escola busca. também. Uma escola que técnica. estrutura na análise cuidadosa do ponsabilidade pela Educação e o cenário contemporâneo. envolvendo profissionais de de desenvolvimento da educação diversas áreas. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 7 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA e revitalização do Ginásio. ga- qualidade para todos. o que carrega já em seu DNA os fundamen. parcerias. a conteúdo. Emílio. Numa leitura atualizada à luz dos do-se em processos de colaboração avanços sociais que impactam a esco. e cooperação através da definição e. da mudança de partir dessas inovações propostas – papéis e responsabilidades. o Instituto de Corres. dada a riqueza de no Brasil. inclusive arqueólogos em Pernambuco. tro=10374) . ancoran. la. o adoles. vimento profissional de sua equipe ção plena da palavra. Iniciou-se uma longa reforma restituindo o seu poder de referência estrutural e de recuperação de todo o como parte de um processo amplo seu acervo. é possível afirmar que o Modelo – a quando necessário. consolidando suas foi resgatá-lo do estado de decadên. na acep. em ambientes educacionais vale de pesquisas para saber quem são flexíveis. Direcionada à comunidade e parceira A escola Inclusiva in http://saci. Modelo da Escola da Escolha. Cuidando de suas pesso- atua de forma a garantir educação de as. no Nordeste e e historiadores. dos pais. pa ra o G in á sio Pern a m bu ca n o.

à perspectiva de construir uma nova Em decorrência disso. a CAUSA da perfil da juventude como sendo aquela JUVENTUDE BRASILEIRA. Em mais amplo da causa da educação linhas gerais. cias merecedoras de atenção. de reconhecida qualidade. autoconceito e autoconfiança. ainda vida e baixos níveis de autoestima. diversos talização física e da concepção de um estudos e relatórios relativos à juventu. em virtude colar centenária. denunciavam: Para efetivamente atuar na concep- • altos índices de violência cometida ção e implantação de um Modelo de contra e pelos jovens. dos seus resultados. que estes segmentos – poder pú- des que dispuser e da capacidade de blico. com suas respectivas com- Uma profunda reflexão levou ao ama. alertando • apresentar esta ação à sociedade para a necessidade de intervenções local como uma ação inscrita no marco efetivas no âmbito educacional. o poder público. novo reordenamento político. e desenvolve- durecimento e à convicção de que havia ram o Modelo da Escola da Escolha. equação de corresponsabilidade em feitamente plausível traçar um possível torno de uma causa. Foi.8 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA O pacto em torno de uma causa No limiar do novo Século. a socieda- • altos índices de evasão no de civil e a iniciativa privada abriram-se Ensino Médio. cional e pedagógico. portanto. – uniram-se. esses dados alarmantes nacional e não como algo per si. escola inspirado e orientado por esse • baixíssimos índices de aprendizagem. não à construção de um projeto de futuro. da qual todos agregam forças para truir uma visão sobre a sua própria fazer a parte que é de todos e traba- vida e desenvolver ações com vistas lham para gerar transformação. que sejam imponderáveis. baixa capacidade para tomar de mobilizar pessoas e/ou instituições decisões adequadas sobre a própria em torno de objetivos comuns. paradigma. sociedade civil e iniciativa privada tomar decisões. apenas para resolver problemas pontu- por meio da fruição das oportunida. ali uma tarefa e uma oportunidade: Ao produzir soluções educacionais • ressignificar a instituição pública es. através da sua revi. institu- de brasileira já apresentavam evidên. pareceu per. a Escola da Escolha . petências e prioridades. ais. em torno fundamentais para uma pessoa cons. elementos no contexto de uma causa. com baixa perspectiva em relação ao Uma causa incorpora as condições futuro.

iniciou-se iniciais do Ensino Fundamental. o processo de expansão do Modelo. atendendo. do Ensino Fundamental. Nos anos seguintes. assim. a todas as etapas com a presença do ICE em parceria da Educação Básica. – apoiando a implantação nos segmen- O “novo” Ginásio Pernambucano tos do Ensino Médio e nos anos finais iniciou as suas atividades em 2004. a implantação do Modelo nos anos mações. © Ginásio Pernambucano . INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 9 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA consolidou-se como política pública com outras instituições e Secretarias disseminada para a Rede Estadual de de Educação – municipais e estaduais Ensino em Pernambuco. Atualmente atuando como o motor de um vasto encontram-se em curso estudos para movimento de mudanças e transfor.

rá-los para atuar em plena sociedade A segunda. A terceira ocorre agora e o que faz formações que vimos atravessando. integrado e sistêmico? . de for. gência e a velocidade com que essas do para ler o mesmo universo. quando o homem apren- seja para confirmá-lo? Como prepa. lacional. seja para modificar o seu curso. iniciada há três séculos. elas Como que o meu currículo e o ambiente educacional poderia mudar para fomentar um conhecimento mais interconectado. dita do “conhecimento”? É necessário se deu com a Revolução Industrial e refletir sobre estas questões por o seu legado nos trouxe ao Século XXI. desse um momento singular é a abran- deixando uma visão cartesiana de mun. De acordo com o imensos desafios trazidos por este escritor norte-americano Alvin Toffler. 10 mil anos. a fim de analisar de que Duas grandes forças movimentam maneira elas impactam as nossas vidas essa imensa revolução: a inovação e. tecnológica e o crescimento popu- suas escolhas e seus resultados. meio das inúmeras e profundas trans. deu a lavrar a terra com instrumentos. século? Como nos posicionar diante a primeira transformação ocorreu há dele.10 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Escola da Escolha à luz da história A escola diante dos desafios da formação no Século XXI Como situar a escola diante da O mundo vive em permanente formação das crianças e jovens e dos estado de mudanças. por conseguinte. mudanças vêm ocorrendo. De maneira acelerada. a instituição escolar. ma estrutural.

INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 11 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA TRANSFORMAÇÕES NO NOSSO MUNDO O ser criativo Reapredendo a: População • viver • se relacionar • se divertir • consumir • se alimentar • aprender • produzir • trabalhar • conviver 0 1 2 3 Tecnologia Movido pelo conhecimento: • Interconectado • Integrado • Sistêmico O mundo criativo .

es- mudanças exercerão pressão cada tabelecendo novas ordens políticas. consumir. Essas ências dessas transformações. econômicas.7M 1º crescimento nos últimos 30 anos China 2º 200% Índia 3º 4º Brasil EUA Fonte: Censo 2010 . a humanidade terá de encontrar alimentar. vez maior. recursos para lidar com as consequ- balhar. de dos meios de produção. ta. Em respos- relacionar-se. produzir e tra. divertir-se. so. aprender. entre outras questões. Em síntese: de ser. institucionais bre a forma de usufruir dos recursos e culturais de maneira muito mais naturais do planeta.12 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA estão transformando o modo de viver. sociais. dos alimentos e ampliada e em várias dimensões. POPULAÇÃO MUNDIAL 4º Brasil 2010: 190.

A hipótese mais pro O conceito de sociedade do conheci- vável é que cada uma das antigas mento está relacionado ao que alguns demarcações. é. praticamente dade. na qual são enfatiza. as linhas meio do aprendizado prático. a gené. por não poder madas sociedades pós-industriais. Havia a zoologia e a separada da ciência e era adquirida por botânica. é necessário que Quais habilidades novas têm se materiali- ele se instrumentalize de múltiplas zado naturalmente na minha região como habilidades. que valoriza a informação e conhecimento. o seu ensino. toda a tecnologia estava primeiros passos. e próprio conhecimento”. entre lógica. isto ciências comportamentais. de riqueza. inclusive das mais sensíveis. Am- entre economia e governo. A formação humana. resposta às mudanças no nosso mundo? . Da mesma forma. resultantes. hoje seria o grande capital da humani- mento. Até o Século XIX. O fato de estarmos pas. dos partes e elementos. assim por diante. têm sido tradicionalmen- ficativas. disciplinas e faculdades autores no final do Século XX identi- acabarão por ser obsoletas. assim como psicologia são cada vez menos signi. ficam como um novo paradigma de -se barreiras para o aprendizado e o sociedade. desafia todas as linhas que própria sobrevivência. O fator determinante para a valo- ressalta que a razão por si mesma não rização do saber é o advento das cha- pode redimir o sujeito. O conhecimento dividem os campos de estudo e conheci. a comunicação como bens geradores sando rapidamente de uma visão carte. para isso. bem-estar e para a qualidade de vida. O conhecimento atendia ao de habilidades socioemocionais são pontos estratégicos para o desenvolvi- O filósofo francês Michel Foucault mento econômico e social. sociologia e bos foram organizados por temas. com ênfase no todo e nos assim uma questão prioritária para a padrões. tornando. que se caracterizam pela predominância modificá-lo. que antes separavam a fisiologia e a a busca do conhecimento. segundo o que parecia ser a lógica do matemática. que contribuem para o siana do universo. a aquisição não havia contato entre o conhecimento de conhecimentos e o desenvolvimento e a ação. estatística e linguística. para uma visão O acesso ao conhecimento se torna estrutural. Até a segunda metade do tica e até mesmo a biologia dava seus Século XIX. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 13 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Do pensamento cartesiano à sociedade do conhecimento O escritor e professor austríaco ‘intelecto’. Portanto. enquanto a ação baseava-se Peter Drucker explica que “há cem em experiência e nas habilidades dela anos não existia a bioquímica. O homem precisa ser extraordinariamente criativo para se modificar e. assim como as existentes te dissociados de sua aplicação.

a informação e o conhecimento. colaborativas e fléxiveis. de mente e defendendo a Declaração trabalho em equipe. propósitos e princípios da Carta das de adaptação a novas situações. utilizar e compartilhar que exige pessoas criativas. Universal dos Direitos Humanos. As sustentável e na melhoria da sua competências técnicas deverão estar qualidade de vida. do trabalho intelectual. realizada em Genebra. propositivas. a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação. por uma concepção de truir uma Sociedade da Informação trabalho centrada em criatividade. centrada na pessoa. nebra: “Declaramos nosso desejo ca de trabalho. A empregabilidade está promoção de seu desenvolvimento relacionada à qualificação pessoal. Nações Unidas e respeitando plena- de comunicação oral e escrita.14 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Para tratar de maneira global a informação e o conhecimento como bens públicos fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. críticas. flexi. integradora e bilidade. a substituição da da Declaração de Princípios de Ge- ideia meramente executiva e mecâni. em A atividade produtiva está passando que todas as pessoas possam criar.” QUANTO MAIS BAIXA A ESCOLARIDADE. Isso significa. as comunida- preparadas para agir e se adaptar des e os povos possam empregar rapidamente às mudanças dessa nova plenamente suas possibilidades na sociedade. típica das sociedades e compromisso comum de cons- industriais. sobre a base dos associadas à capacidade de decisão. consultar. para que as pessoas. orientada ao desenvolvimento. em 2003. permeabilidade e colaboração. destaca no primeiro artigo entre outras coisas. a depender do uso de conhecimentos. MAIOR A DISPUTA POR EMPREGO 12% 11% 26% 17% 35% pessoas 9% 7% 20% 17% 46% empregos 4% 3% 13% 13% 67% renda Anos de escolaridade <1 1-3 4-7 8-10 11+ Fonte: PNAD 2011 .

interpretação e das múltiplas formas de pensamento. e de metodologia facili. Os desafios educacionais da pós-modernidade consistem em prepa- rar os indivíduos para a transitoriedade . De acordo com educadora Maria Nilde • e viabilizem o domínio das tecnolo- Mascellani. amadurecidas no sentido crítico”. de habilidades socioemocionais são pontos estratégicos para o desenvol- vimento econômico e social. a formular gurado em todos os níveis. • a importância do conhecimento asse- der. utilização do conhecimento. que precisa estar cada vez mais conectada às dinâmicas da sociedade contemporânea que se expressam através do mundo do traba- lho. mas termine a necessidade da atualização uma necessidade urgente. da inventividade. de maneira qualificada e ampliada respostas para problemas novos que na Educação Básica. da filoso- fia. há a necessidade de repensar critica- mente o papel social da educação e as finalidades da escola. Por isso é mais dramáticos e o melhor recurso essencial pensar no desenvolvimento é a educação. mas tendo • e fomentem uma cultura plenamente em vista que a lógica é apenas uma baseada no acesso. Ou seja. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 15 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Nesse contexto. da criação. da pesquisa. o seu tempo. das artes. a pensar com lógica. das ciências. mas. sobre- as perguntas certas. constante e o desenvolvimento pleno nidade enfrenta um dos seus desafios de todas as potencialidades. do homem comprometido com mentos e em benefício do bem comum. é preciso “trabalhar o conhe. a aquisição de volverem suas potencialidades para conhecimentos e o desenvolvimento melhoria da qualidade de vida. a buscar sozinho tudo. • e incentivem o desenvolvimento de tadora da formação de consciências melhores práticas políticas e sociais. gias da informação e comunicação a cimento a partir de uma pedagogia serviço da geração de novos conheci- social. A huma. localizar a escola de todos os aspectos da vida. da estética e exigem que as práticas educativas interajam com as transfor- mações e exigências da atualidade. surgirão ao longo da vida. A função primordial do de políticas públicas que enfatizem: sistema educacional é ensinar a apren. que de- nesse debate não é uma opção. • e auxiliem as sociedades a desen- A formação humana.

1. com consequências trabalho e transformações produtivas. nações deverão cum- tecnológico. política. gerando maior competitividade e maior exi. por con. social avançam em muitos países. mesmo tempo em que as políticas de . tividade na geração novas exigências são impostas às de bens e serviços e diversas dimensões da vida humana e à educação. Tecnológico: O ingresso na era pós- gência sobre a qualidade comercial do -industrial e o surgimento de tecnolo- trabalhador. que nos trouxeram a uma atualidade mar. tidos como o mais atualização tecnológica efetivo fator de desenvolvimento no e organizacional do mundo produtivo desde a era Moderna. transformação mica. Isso das últimas décadas geraram uma implica em revisão do nova cultura do conhecimento cientí. Conjunto de tarefas que gem com expressiva velocidade o dia a os governos e o setor dia das pessoas. Social: o desemprego e a exclusão formativos dos profissionais e. São estes os planos: aparato produtivo. determinantes sobre os processos 3. produtiva cada por uma profusão de transforma- ções que. Econômico: A globalização dos mer- cados levou à diluição das fronteiras econômicas entre os países. em especial. social e cultural. E nos seus Agenda da cursos. ao seguinte. pela revoluções científica.16 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Um contexto mundial de tranformações Na história da humanidade vivemos profundas transformações ilustradas. sobretudo. 2. É necessário obter melhor competi- ler estes quatro planos considerando tividade nos mercados os significativos avanços que ao longo interno e externo. tanto num cenário mundial quanto num contexto brasileiro. À luz do prir para melhorar a que o seu dinamismo traz e pela for. Essas transformações podem ser privado das diversas situadas em quatro planos: econômico. fundaram novas ordens econô. Isso exige naturalmente gias cada vez mais refinadas levaram a elevação dos níveis e da qualidade a outras formas de organização do da produtividade. cultural e técnica. qualidade e a produ- ma como impactam o nosso cotidiano. conceito de Estado e fico e tecnológico. social e religiosa no ocidente. atin. da educação.

No direitos humanos. profundo entre as pessoas. na suposi- ção de que a equidade social venha por acréscimo. em nível mundial. para fazer frente a esse ce- nário. do colapso das crenças e das a responsabilidade da convenções. no mínimo. do individua. não basta apenas investir na transformação produtiva. do narci. através da preocupação A leitura deste quadro nos conduz crescente da comunidade a compreender que existem. Construída ao longo das caracterizando-se pela virtualização da duas últimas décadas realidade. Cultural: A pós-modernidade. ONU. pela emergência inédita do por meio de uma série relativismo ético e moral. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 17 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA ajuste estrutural pressionam pela dimi- nuição do porte e das áreas de atuação do Estado. confirmação da rações ético-políticas e diversidade que emerge nesse novo de planos de ação. mas constituem como decla- também. o que deve ser amplamente debatido – não pelas perspectivas Agenda da ideológicas previamente dadas – mas equidade social a partir de preocupações reais com o destino da comunidade humana em dimensões planetárias. 4. pela celebra- ção ou. do hedonismo. Suas conclusões se sismo e do consumo desenfreado. paradoxalmente. entanto. de megaeventos sob lismo. Há aqui um mensagem importantíssima para a educação. . que cenário como um valor decisivo para expressam um com- a aproximação e o entendimento mais promisso com a vida. duas agendas dramáticas: internacional com o a agenda da transformação produtiva meio ambiente e com os e a agenda da equidade social.

Argentina. É imenso o fosso entre o seu de. os de social e cujos pontos nevrálgicos esforços ainda são insuficientes e o se localizam muito distintamente em país defronta-se com desafios muito 3 planos: peculiares quanto ao seu desenvolvi. ainda se consumar. inclusive dos vizi. participação democrática da população. ocupando a 79ª po. • no plano do desenvolvimento social. Posicionado como a 7ª maior po. diverso e o imenso desafio de promover a con- complexo. com a elevação dos níveis nhos da América Latina e Caribe como de respeito aos direitos humanos e de Chile. o Brasil cresceu e melhorou ciliação entre as agendas da trans- seus indicadores econômicos e sociais formação produtiva e da equida- nas últimas décadas. • no plano do desenvolvimento mento diante do quadro de crescentes econômico. economia mais competitiva. sempenho econômico e o seu Índice de com a erradicação das desigualdades Desenvolvimento Humano (IDH). a outros países em patamar inferior • no plano do desenvolvimento de desenvolvimento. Uruguai e Venezuela. político. escolaridade e expectativa de vida) 77% 56% 54% 7 Brasil 79 Brasil educação educação renda de crianças de adultos mensal *Base 187 países Fonte: PNUD 2010 Fonte: PNUD 2010 . A universalização da escola já é um tência econômica. fato que está cada vez mais próximo de sição no IDH entre 187 países.3 anos (PIB) desenvolvimento humano (PIB percapita. A maior parte das crian- INCOERÊNCIA ENTRE BRASIL A TRANSFORMAÇÃO PRODUTIVA 30 ANOS DE DESENVOLVIMENTO E A EQUIDADE SOCIAL 4.18 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Como o Brasil está se inserindo nesse cenário? Caracterizado como um país de segue neste século confrontado com dimensões continentais. Apesar disso.6 anos R$ 794 Economia Índice de 5. com a construção de uma demandas de igualdade e justiça. O Brasil sociais e a perenização de políticas se destaca negativamente em relação sustentáveis não-assistencialistas.

da mais sério. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 19 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA A NOSSA MAIOR OPORTUNIDADE ESTÁ EM GARANTIR QUE O ESTUDANTE ENTENDA QUE NESTES ANOS O SEU PROJETO DE VIDA É DAR CONTINUIDADE AOS ESTUDOS 100% 100% 95% Estudantes do 6º ano que continuam no 85% Ensino Fundamental 78% 0% 6º 7º 8º 9º Ano de estudo Fonte: INEP 2011 ças está matriculada no Ensino Funda. alimentação e transpor. por consequência. ainda pesa na distância pridas. uniformes. e pela sociedade. percebe. Alunos das fatores econômicos. se esses jovens tiverem alguma deficiência. É possível prever que. p. a baixa qualidade se o avanço das conquistas em termos do ensino. políticos e sociais. não seja dificultado em função da sofrem. Há notadamente programas de alfa- mental e há uma tendência crescente betização e outros que visam à supe- de oferta de vagas no Ensino Médio. de informações. caso haja prosseguimento dos entre a realidade educacional brasilei- programas que visam à melhoria das ra e a equidade pretendida pelas leis escolas. A cada ano avaliado. Esse fato torna-se ain- cas. não somente da privação de carência desses recursos. muitas de boa qualidade. Têm o mérito de estabelecer me- que haja muitas questões a serem tas que direcionam as ações dos siste- resolvidas. essa situação . de ingressar nas universidades públicas e possibilidades e de esperanças” (Mar- privadas ou para cursar escolas técni. 15). ração das distorções entre a idade e o As condições materiais também ano em que os alunos estão matricula- apresentam franco progresso. ainda dos. médio prazo. em mas públicos da educação. Se considerada a população de jo- vens brasileiros matriculados e que Qual a taxa de evasão na minha região? concluem o Ensino Médio. No entanto. para que seu desenvolvimento escolar ação de pobreza e. 1991. de recebido incentivo e subsídio para oportunidades. dos jovens brasileiros vivem em situ- te. Dados do Unicef revelam que 38% ais. tins. várias metas serão cum. determinada por inúmeros de recursos e instalações. escolas públicas têm recebido materi. mas sobre- Quem conclui o Ensino Médio tem tudo com “a carência de direitos. bens materiais ou fome.

está sendo inapelavelmente convoca- No Brasil. A escolarização políticas públicas e de solidariedade é um elemento fundamental no acesso social para que a população tenha a . é suficiente para pagar a dívida social dade de compreensão dos conteúdos e cultural que permanece. são 35 milhões de analfa. a consciência de que a melhor dificuldade se manifesta. autocon- Analfabetos ceito e autoconfiança. as situações que o requerem. que. visto que ela representa pouco mais A dimensão e a repercusão desse pro- da metade dos jovens brasileiros. Para realizar dos textos. Por outro lado. São alunos perspectiva econômica do Brasil não que leem.20 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA PRIMEIRO PASSO: ao mundo do trabalho e a outras ALFABETIZAR O PAÍS instâncias de participação social. Somente ta para uso em suas vidas. amadurece. Mas essas evidências. assumindo-se que seja. Não conse. entre estudantes universitários essa então. da a se olhar e a Educação a cumprir betos funcionais. • baixos níveis de ambição em relação ao futuro. estes são elementos fundamentais para enquanto cerca de 85% dos jovens uma pessoa construir uma visão sobre em condições economicamente mais a sua própria vida e desenvolver ações favoráveis terminam essa etapa da edu. à infância brasileira que sinteticamente pode ser definido por apresentar: • baixos desempenhos de aprendizagem. dade social que resulta em estado de nio de habilidades que serão exigidas bem-estar social. com apresenta-se ainda mais aguda e atual. jovens através da Escola. mas enfrentam muita dificul. Esse conjunto de evidências nos ajuda a elaborar um quadro possível de constatações frente à juventude. em situação de pobreza chegam ao Diante desses desafios. apenas 28% dos jovens de futuro. ou blema são imensas. assim a eles poderão ser asseguradas guem ler um texto com compreensão as condições para viver e intervir no ou produzir um texto coerente com mundo contemporâneo. com vistas à construção de um projeto cação básica. Mesmo Sob esse ponto de vista. a escola mesmo resultado. a gigantesca tarefa de desenvolver o minarem o sistema alfabético. o país precisa definir no mundo produtivo. não se potencial de milhões de crianças e de apropriaram verdadeiramente da escri. no conjun- 7% Analfabetos (35M) to de outras. • baixos níveis de autoestima. não podem ser tomadas como uma dificuldade individual. o que impõe barreiras para a grande tarefa de conciliação da agenda a continuidade dos estudos ou para o da transformação produtiva com equi- aprofundamento necessário ao domí. repercussões em insucessos pessoais. 18% funcionais (35M) • limitado repertório cultural e moral. apesar de do. cerca de 58%.

método e gestão. maior gam indivíduos. propositivas. acelerado de mudanças. formando precisa ir à escola” para responder à pessoas dinâmicas. uma sociedade mais justa e um estado Oportunidades: democrático de direito forte e consoli- dado dependem quase que totalmen- te da qualidade da educação recebida . confirma-se a função da educação como fator de desen- fracassar na vida social e econô- volvimento econômico e social de um mica quando se tornar adulta. da Psicologia do seja. engajar cedo na vida. desigualdade social e os Em consonância com todas as trans. ado- mento. integrada à família. da motivada a aprender e a se exclusão social. sensí. da competitividade predadora. Essas mudanças são amplas. criativas. que segre. do individualismo. grupos e nações. ou Neurociência. será a probabilidade de ela Por outro lado. colaborativas e que VIMENTO PESSOAL EM UMA SOCIE- estejam devidamente habilitadas para DADE MAIS JUSTA E DE BEM-ESTAR enfrentar um mundo em um processo SOCIAL. acompanhando os avanços vidas. Metaforicamente a “educação científicos e tecnológicos. um novo jeito de ver. tarefa que é transformar DESENVOL- veis. podendo-se 2000. práticas educacionais não dão conta de propiciar um desenvolvimento Prêmio Nobel de Economia em individual e social equânime. pelas novas gerações (crianças. as novas demandas é investir maciçamente em da sociedade exigem o repensar da educação e das escolas. onde urge o imperativo dela estar atenta às mudanças no contexto e às exigências da sociedade do conheci. se uma criança não for verificar o aumento da miséria. flagelos econômicos e sociais formações citadas. país. Esse enfrentamento começa na sala de aula da Educação Básica. Uma economia competitiva. propondo inovações em conteúdo. pro- fundas e complexas e respondem à Pesquisas em áreas que vão da emergência de um novo paradigma. colocando-se lado a lado com o lescentes e jovens) no início de suas progresso. pois os para. Para James J. Heckman. entender e cuidar da educação e o ICE responde a Desenvolvimento à Economia este desafio dedicando atenção à causa mostram cada vez mais que da educação básica brasileira nos a melhor arma contra a últimos dez anos. crianças nos primeiros anos de digmas que têm dado sustentação às vida. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 21 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA condição de desenvolver plenamente a sua potencialidade.

22 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Por que criar um novo modelo de escola? A escola tem uma série de imensos va de futuro para as suas vidas. E precisa Os inúmeros desafios que integram elevar não apenas os padrões da qua. é sentido e significado para a criança. em pleno Século XXI. a sua agenda. de um desafios para apoiar o país na resolu. a convocam a respon- lidade da educação que provê às gera. chamada por teóricos como Hobsbawm para o adolescente e para o jovem que como “a era dos extremos”. der a uma formação que projete as ções. o mundo ca- para a constituição de uma perspecti. mas introduzir em seus currícu. econômico X equidade social. a buscam como locus fundamental Segundo Hobsbawm. crianças e os jovens para atuar numa los a adoção de referências que tragam sociedade que. projeto de futuro ou aquilo que desig- ção da equação desenvolvimento namos de Projeto de Vida. pitalista pautou-se por um ideal de ABRANGÊNCIA DE UMA EDUCAÇÃO INTEGRAL Cálculo Escolha Resiliência Reflexão Sentido Valores Percepção Significado Permeabilidade Sonho Flexibilidade Criatividade Questionamento Expressão Autoestima Proposição Colaboração Solidariedade Individualidade Iniciativa .

que se pautem na para a formulação desse Modelo foi cidadania para reiterar o exercício o compromisso pleno com a integral- do direito. . Essa integralida- que. e provocar mudanças que cheguem à sociedade. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 23 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA homem muito autônomo. que influenciem a economia ampla que apenas a formação no para que se torne mais competitiva e âmbito acadêmico. rizonte antropológico para a Educação que inspiraram o mundo socialista. urgência para responder aos desafios essência da Escola da Escolha. do-se aqui uma ação muito mais tima. possível dos ideais de liberdade do O desafio de construir um novo ho. sica tenha constituído e consolidado • do alinhamento político e conceitual uma forte base de conhecimentos e dos documentos: de valores. de foi concretizada por meio: volvimento da dignidade humana. na perspectiva de que se Primeiramente. entenden- cracia para que se torne mais legí.Mega-Habilidades (propostas pelo que tenha desenvolvido um conjunto CLIE – Centro Latino-americano de amplo de competências que o permi. • do Artigo 2º da LDB 9394/96 e Artigo 3º da Constituição Federal do Brasil Nesse sentido. finalmente. que tenha desenvolvido . projeto construído e idealizado para digmas e aliou-se à necessidade e o seu futuro ou o seu Projeto de Vida. a base torne mais justa. numa aproximação solidário e muito pouco autônomo. idade da ação eductiva. A motivação para a concepção do mensões da sua vida. executando o Modelo pautou-se por novos para. que se projeta no Modelo é o de um • das finalidades da Educação – jovem que ao final da Educação bá. para o ICE. nos estudos de Dorothy Rich). o ideal formativo (visão de homem e sociedade). Humano (PNUD) te aos problemas reais que estão . . que fortaleçam a demo. UNESCO. finalmente.Códigos da Modernidade (Bernardo no seu entorno e se apresente como Toro) parte da solução deles e. possibilitem o desen. Investigações Educacionais basedas ta seguir aprendendo nas várias di. porém pouco provoca muitos educadores a se volta- solidário.Paradigma do Desenvolvimento a capacidade de não ser indiferen. ocidente e dos ideais de solidariedade. enquanto os países socialistas rem para a formação do homem autô- cultivaram um homem compulsoriamente nomo e solidário.

24 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS do Modelo Escola da Escolha © Escola Estadual Prefeito Nestor de Camargo .

do método tempo desafiadora e complexa. pela Educação se dedicou a formular as como o uso do espaço. do tempo. . ver a educação de um novo jeito significa considerar que a cuidar realização das expectativas do sucesso do estudante deve ser o ponto de honra e a porque todos os educa- dores. pam dos processos da vida fessores recebem o reco- escolar. se dedicam e con. todos aqueles que sentir interagem e que partici. técnicos educativa daquilo que se ensina e e materiais disponíveis. nhecimento e o respeito da jugam esforços em todas sociedade pelo trabalho que as direções para que os realizam e sentem orgulho e estu-dantes se realizem satisfação de ensinar porque em todas as dimensões da se reconhecem como impres- vida humana. ao mesmo daquilo que se aprende. relações entre as pessoas e do uso com inovações em conteúdo da ação de todos os recursos físicos. o sobre como aprender e como ensinar Instituto de Corresponsabilidade e da gestão dos processos da escola. 25 Modelo da Escola da Escolha Diante dessa tarefa. das bases para a concepção de um modelo. cindíveis na vida dos seus estudantes hoje e na projeção da construção do seu futuro. deve significar que os pro- razão de existir da escola.

• FORMAÇÃO ACADÊMICA DE aprofundamento e. e agreguem valor às ram o pleno domínio. relativamente aos valores e duzidos pelo ICE é a relação de inter- princípios que ele constitui ao dependência guardada entre o Modelo . que devem ser assegurados na mentam o Modelo e respondem às intensidade. por parte dimensões da vida pessoal. Para tanto. preci- básica deverá ter formulado um Proje. não apenas de aprendizagem que assegu- intelectuais. social e profissional futura do jovem ao concluir do estudante. mas daqueles as bases teóricas e legais que funda. mas sentir e cuidar da educação. EXCELÊNCIA. rizado por uma Parte Diversi- Essas inovações proporcionaram a ficada que não seja considera- consolidação de um novo jeito de ver. • FORMAÇÃO PARA O DESENVOL- VIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DO A formação que busca ampliar SÉCULO XXI. as referências do estudante Um dos elementos inovadores intro. do conhecimento a Educação Básica. Como definido por Anísio Teixeira. o projeto escolar deve parte integrada e vital para prover 3 eixos fundamentais: assegurar o seu enriquecimento. ou seja. guardam profundo alinhamento com nível de ensino. samos não só de um currículo to de Vida como sendo a expressão da configurado pela Base Comum visão que ele constrói de si e para si em Nacional e pelos documentos relação ao seu futuro e define os cami- nhos que perseguirá para realizá-la em institucionais. • FORMAÇÃO PARA A VIDA. sua diversificação. os processos for- mativos inovadores buscam assegurar A formação se processa por que as aprendizagens adquiridas na meio de práticas eficazes de escola possibilitem o desenvolvimento ensino e de processos verificáveis de múltiplas capacidades. aqui falamos da formação do no Ensino Fundamental e no de um jovem que ao final da educação Ensino Médio. da apêndice do currículo. a ser desenvolvido durante a Essas dimensões integram o ideal Educação Básica. médio e longo prazo. no tempo e na qua- expectativas apontadas nas análises lidade durante os anos de estu- de contexto anunciadas nesta introdu- ção.26 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Nessa formulação. Para tanto. Aqui não fala- antropológico da educação brasilei- mos de estudos para além desse ra. mas sim valo- curto. obviamente.

Uma base consolidada de conhecimentos e de valores deverá apoiar o FORMAÇÃO FORMAÇÃO ACADÊMICA DE PARA A VIDA estudante no processo de toma. princípios e me- e da natureza social. e respectivo trabalho que transformará o que ele traz enquanto “intenção”. no conjunto organismo que torna possível transfor- dos outros pilares. PARA O SÉCULO XXI A formação integral se dá não apenas pela presença de um currículo pleno de competên- cias intelectuais. amigos. tem- plos. efetiva e concretamente em “ação”. social ou profissional. deverá mar o plano estratégico da escola em efetiva e cotidiana ação. é a base na qual o Modelo Pedagó- diversos domínios da vida gico se alicerça para gerar o movimento humana. O JOVEM E SEU PROJETO DE VIDA nhará ao longo da construção e da execução do seu Projeto FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS de Vida. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 27 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA longo de sua vida nos diversos A CENTRALIDADE DO MODELO É meios com o qual ele interage: O JOVEM E SEU PROJETO DE VIDA famílias. clubes. igrejas. . Tecnologia de Gestão Educacional – tências que impactam nos TGE. mas pela pre- sença de um conjunto de outras Pedagógico e o Modelo de Gestão – es- competências essenciais pre. ESCOLA DA ESCOLHA vência etc e que contribuirá TECNOLOGIA DE GESTÃO EDUCACIONAL (TGE) na constituição de uma base MODELO PEDAGÓGICO sólida para a sua vida. centros de convi. contribuir construtivamente O Modelo de Gestão – através da para a formação de compe. soal. EXCELÊNCIA da de decisões que o acompa. seja no âmbito pes. O seu canismos operacionais e constituem o desenvolvimento. truturas existentes no projeto escolar que se alimentam mutuamente através sentes nos domínios da emoção dos seus conceitos.

28 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Projeto de Vida O Projeto de Vida reside no “coração” são que se constrói do próprio futuro é do projeto escolar. político. pelo ICE para atribuir sentido e determinação e obstinação pessoal significado ao projeto escolar. Assim eles não passam de O Projeto de Vida é uma das meto. perante no sonho. direcionadas. Ela é a solução proposta empregar uma boa dose de cuidados. perante os compromissos que assumi- Projetar a vida a partir de uma vi. perante nós mesmos. lidades de realizá-la do que aquelas que gica realizam o seu sentido. Esse é um processo gradual. fazendo algo várias práticas educativas (in) formais de concreto para levá-las na direção dos e nos mais variados espaços e tempos seus objetivos. sempre vidas. Ele é o seu eixo. Devemos aprender. É fruto também da presen. E sonhos se realizou a sua passagem – colegas. projetar de forma nítida o que pretendem vem ao final da educação básica. é meramente um sonho. familiares. no pre- dologias de êxito da Escola da Escolha sente. daqueles que apoiaram a trajetória do Uma visão. em para isso. aquelas que têm uma visão estão com- tos. fantasias. pessoas que constroem uma imagem É fruto do foco e da conjugação de afirmativa. reflexivo e muito necessário na mundo contemporâneo sob o ponto de construção de sentidos para as nossas vista da formação dos jovens. conferir sentido pretendidas nos planos social. sem plano para realizá- estudante nos diversos ambientes onde -la. no Ensino Fundamental quanto no definir prazos para a sua realização e Ensino Médio. É a própria experiência da na expectativa das transformações autorrealização. na vida do jo. do currículo que se processa nas prometidas. sobretudo. mos com os nossos sonhos. que a pessoa avance na direção da sua ça pedagógica. essencial para todo ser humano. Tudo que contribui para escolares. ou seja. não se tornam vida apenas porque os educadores. que mais distintas áreas de conhecimen. Deve fazer em suas vidas nos anos que virão. e significado para as nossas vidas no econômico e cultural porque aposta mundo. a projetar no futuro os nossos oferecidas aos estudantes e compõe a sonhos e ambições e traduzi-los sob parte diversificada do currículo. visão faz sentido para ela. ser fruto dos diversos aprendizados nas O que as diferencia é. e atuam sobre ela. cuida do presente e planeja aqueles com quem nos relacionamos e o futuro. têm mais possibi- nele que o currículo e a prática pedagó. . resposta aos desafios advindos do lógico. generosa e afirmativa. desejamos. tanto a forma de objetivos. no aspecto meramente sonham e não conseguem formativo e contributivo. As sua centralidade e sua razão de existir. traçar metas. É ro. ampliada e projetada no futu- todos os esforços da equipe escolar.

os O sonho professores Os imprevistos Os valores As pessoas A identidade . as colinas de sabedoria Os As exemplos realizações As terras desconhe- cidas As competências Os ambientes Os valores A família. Fatores material e moral externos As escolhas As dúvidas. INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 29 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA A ARTE DO PROJETO DE VIDA As oportunidades Riqueza intelectual.

de pensar sobre o (opção) e compromisso homem/mulher que se deseja. fazer escolhas. de definir quem eles que. a vida pessoal. é fundamental. crenças e conheci- nas competências socioemocionais. a essa pessoa devem ser pessoas que pretendem ser. e aquilo que desejam para as suas que tem ambição e que quer realizá-la. persistência.30 INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA No Modelo Escola da Escolha. no desenvolvimento de rem ser. Escola da Escolha. entre do novo século. liberdade Trata-se portanto. ou seja. o apoiarão na tomada de decisões so- bre os diversos domínios de suas vi. onde almejam chegar e que Para isso. um forte trabalho baseado maneira autônoma (base- no desenvolvimento de um conjunto de competências se torna fundamental. autocontro. damentais para apoiá-la nas decisões Não se trata de definir carreira. outras. O Projeto de Vida se bre os seus sonhos. forma se usufrui. a carreira que pretendem ter. e possibilidades advindas le. Vale aqui não apenas o que se aprendeu ao longo da vida. que pessoas querem ser. que co. Um jovem que deverá ser das. mentos). limites junto de qualidades ou competências como autoconhecimento. nhecimentos esperam ter constituído Esta é a visão idealizada de jovem da de maneira a ter ampliado e diversifica. se que tomará ao longo da sua trajetória trata. igualmente. com to- das as suas escolhas. da vida. iniciativa (ação). que competências que a permitirão transi- valores querem construir e instituir em tar e atuar diante dos imensos desafios sua vida como fundamentais. dentre outras. atuando de Para isso. do o seu repertório e que. quais etapas acadêmica de excelência. social e a dotado da capacidade de profissional em que se inserem. mas o providas as condições de uma formação agir sobre eles. e. suas ambições constrói a partir de alguém que sonha. solidária (atuando ou não-cognitivas. os se aplica o que foi aprendido e de que estudantes são levados a refletir so. ando-se nos seus próprios E aí há também um grande investimento valores. A literatura tem mostrado e evidenciado que o que como parte da solução) mais importa no desenvolvimento de e competente (seguindo uma pessoa desde os seus primeiros anos de vida é menos a quantidade na capacidade de aprender de informações que chegam até ela a aprender) sobre os e mais o desenvolvimento de um con- contextos e desafios. antes. da qual também (responsabilidade) para faz parte a profissional. determinação. mas como . associada deverão atravessar e mobilizá-los a em mesma escala de importância a pensar nos mecanismos necessários uma sólida formação em valores fun- para chegar lá. vidas. ou seja. no conjunto.

INTRODUÇÃO ÀS BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS 31 DO MODELO ESCOLA DA ESCOLHA Anotações: .

.

São Paulo. Ana Lúcia de Oli- quida. São Paulo: UNESP. Salvador: Fundação Luís Eduardo Magalhães. F. cador: um resgate necessário e urgen. 2001. pdf. Pierre. Fonseca e Salma Tannus Muchail. O melhor de Pe- BOURDIEU. Nobel. O que é política? DANOWSKI. Renata. Anthony. Editora Salesiana. Déborah e VIVEIROS DE Rio de Janeiro. A era das revoluções. do sujeito. no Brasil – Centro de Documentação e Informação da Biblioteca Digital da DELEUZE. Tradução de Márcio Alves da COSTA. CASTRO. São Paulo: do. / São Paulo. São Paulo: ção de Léa Manzi. Para educar e evan- observatorio. ter Drucker: A Sociedade. dade pós-industrial: uma tenta. Rio de janeiro: Vozes. Modernidade Lí. te. Brasília: 2009 Platôs: capitalismo e esquizofrenia 2. Cultura e Barbárie BAARS. 1978. 34. O ponto de mutação. Daniel. . CAPRA. Félix. Rio de Janeiro: Zahar. gelizar na pós-modernidade. O ócio criativo. Sextante. Italo. O Advento da socie. Domenico. São Paulo. veira Lúcia Cláudia Leão e Suely Rolnik. 2014. Vol 3. Acessado em: 20/07/2014.saolucas. DRUCKER. Protagonismo Juvenil: O que é e como praticá-lo. BELL. 1991. Eric. 1982. 2003. GIDDENS. Cultrix. vir? Ensaio sobre os medos e os fins. Peter. HOBSBAWM. 2002.. Instituto Socioambiental bre crianças em situações de risco (ISA). Mil Câmara dos Deputados. Referências Bibliográficas ARENDT. São vos/materiais/Protagonismo_Juvenil. 2004. São FOUCAULT. 2011. Florianópilis. Bertrand Brasil. A miséria do mun. Rio de Janeiro. Cultrix. Tradu- tiva de previsão social. Zygmunt. 2000. Gilles e GUATTARI. A hermenêutica Paulo. 1994. Ed. Disponível em http:// GASTALDI. Levantamento so. Aurélio Guerra Neto. Paulo. da modernidade. As consequências ____________. Michel. Martins Fontes. Antonio Carlos Gomes da. DE MASI. 2012. Eduardo. Tradução de BAUMAN. Hannah. Há mundo por- Tradução de Reinaldo Guarany. O professor como edu.edu. 2001.br/arqui.

Michel. A chave para o crescimento pessoal e das organizações. No fundo das tora. novo mapa do mundo: fim de sé- torno do trágico nas sociedades pós. 1991. SOUZA. PINTO. Rio de PAUGAM. A condição pós-moderna. vol. Zouk. SCHWARTZMAN. Cia das Letras. universidade. criativo. O instante eterno: o re. social: ensaio sobre a nova probreza. aparências. São Paulo: Cortez..L. São Paulo: -modernas. Rio MASCELLANI. Maria Nilde in COSTA. O ____________. HUCITEC. dos inocentes: a criança sem infância São Paulo: Elsevier.C. 1995. Da Sociedade Pós-Indus.____________. trabalho e relacionamen- 1991. petências mínimas para participação produtiva no Século XXI”. HSM Edi- MAFESOLLI. KUMAR. da Costa. 2008. e ARROYO. São Paulo. 2010. A terceira onda. Serge. K. São Paulo. José Bernardo. Cris- tian. 1980. 2012. Pers. Tradução e OLIVEIRA. O massacre Social: uma agenda latino-americana. Jean-François. A desqualificação Janeiro: Jorge Zahar. Antônio Carlos Gomes da. 2005. adaptação de Antonio Carlos Gomes Raquel G. culo e globalização. Alvin. Alessandra S. TOFFLER. F. tos na transição para a vida futura. 2007. Rio de Janeiro: José ROBINSON. SCARLATO. M.Simon & COX. Ken. Libertando o poder Olympio. LYOTARD. Fundação Maurício Sirotsky pectivas de futuro entre adolescentes: Sobrinho. Te- mas em Psicologia da SSBP-2003. Rio de janeiro: Vozes. São Paulo: Hucitec. José de Souza. Políticas Educacionais e Coesão MARTINS. Modernidade: capacidades e com- minhando Juntos. no Brasil. “Códigos da – Trabalho. 11. trial à Pós-Moderna: novas teorias sobre o mundo contemporâneo. 16-27.. Tradução de Rogério de Almeida e Ale- xandre Dias. 1997. O breve Século XX 1914. 1997. São Paulo:Associação Ca. Juventude Popular Urbana: Educação – Cultura TORO. de Janeiro: Editora Record.. Maria Cláudia S. Porto . n 1. 2003.

un.fbln.pdf www.org/ putadores-para-os-alunos/ Acessado insme-newsletter/file-e-allegati/news.org.todospelaeducacao.cv/fi. -educacao-basica-2014/http://www.enfoques mul. www.br/bi- blioteca/1493/anuario-brasileiro-da- United Nations (2012) World Popu.UNFPA Fundo de População das Nações Unidas http://www.org. 2011 . letter_documents/WordMatters-EN.pro.unicef. 1998. lation Prospects: The 2012 Revision indexmundi.org.pdf INTERNET Acessado em 20/07/2014 Mapa da Violência Acessado em agosto/2014. http://www.UNICEF Brasil – Nossas prioridades – SILEIRA 2011 – O DIREITO DE SER Infância e adolescência no Brasil – Por. Acessado em 20/07/2013 www.br/edu- cacao-na-midia/indice/29520/opi- DECLARACAO DE PRINCIPIOS DE GE. Acessado em 20/07/2014 www.com/map Acessado em http://esa.br/downloada- ble/pdf/CMSI_declaracaoprincipios_ Genebra2003.org/brazil/pt/br_ sabrep11. niao-analfabetismo-funcional Acessa- NEBRA 2003 do em agosto/2014.br/ publicacoes/MapaViolencia_II.br/re- Desafios de Palavras .qedu.ju- Relatório sobre a População Mundial lho/2014 Fonte IBGE.org. http://www. censo 2010. http://www.mapadaviolencia.insme.br/atlas/ranking .org.pdf SITUAÇÃO DA ADOLESCÊNCIA BRA- .pdf Acessado em agosto/2014.org/wpp/ agosto/2014. las-publicas-brasileiras-nao-tem-com- formação em http://www.todospelaeducacao.un.org.todospelaeducacao. ADOLESCENTE to Alegre.br/brasil/proficiencia les/PT-SWOP11-WEB. portagens-tpe/30852/48-das-esco- ticulturais sobre as sociedades da in. em agosto/2014.pnud. pdf/view www.

br icebrasil@icebrasil. Romilda Santana. Álvaro Vinícius Duarte e Danielle Nascimento Projeto Gráfico: Axis Idea Diagramação: Axis Idea e Kora Design Fotógrafa: Kriz Knack Agradecimento pelas imagens cedidas: Thereza Barreto. 60 . Thereza Barreto Leitura crítica: Alberto Chinen.EXPEDIENTE REALIZAÇÃO Instituto de Corresponsabilidade pela Educação PRESIDENTE Marcos Antônio Magalhães EQUIPE DE DIREÇÃO Alberto Chinen Juliana Zimmerman Thereza Barreto CRÉDITOS DA PUBLICAÇÃO Organização: Juliana Zimmerman Coordenação: Liane Muniz Assessoria e Consultoria Supervisão de Conteúdo: Thereza Barreto Redação: José Gayoso. Escola Estadual Prefeito Nestor de Camargo. “Todos os direitos reservados” . Reni Adriano. Reni Adriano.org. Ginásio Pernambucano.Pina | Sala 1702 CEP: 51010-000 | Recife. Maria Helena Braga Edição de texto: Leandro Nomura Revisão ortográfica: Dulce Maria Fernandes Carvalho.icebrasil. Elizane Mecena.org. APOIO Instituto Natura Instituto de Corresponsabilidade pela Educação JCPM Trade Center Av. Juliana Zimmerman.Instituto de Corresponsabilidade pela Educação. Maria Helena Braga. Engenheiro Antônio de Góes.br 1ª Edição | 2015 © Copyright 2015 . Regina Lima. PE Tel: 55 81 3327 8582 www. Maria Betânia Ferreira. Centro de Ensino Experimental de Arcoverde.