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DESC UB R A 6 S E GME N TOS I MP OR TANT ÍS S IMO S D O D E S IG N
P E D RO M . C RE S TE - O RGA N IZ A D O R

ED I TO R A

© 2016 Pedro Machado Creste

Editor Pedro Machado Creste
Colaboradores Claudio Ferlauto, Patricia Helena Resende,
Débora Suzuki, Julio Freitas, Miguel Vasconcellos,
Roberto Temin
Revisão ortográfica Walter White - Heisenberg
Design da capa Pedro Machado Creste

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Creste / Pedro.
Design 6 - Segmentos / Pedro Machado Creste.
– São Paulo, SP : Editora Packy , 2016. 96 p. : il.Inclui
índice e glossário.
ISBN 978-85-8050-033-8
1. Design gráfico. 2. Artes gráficas. 3 Tipografia. 4 História do Design.
5. Animação. 6. Produção gráfica
CDU 655.262 CDD 741.6
Índice para catálogo sistemático:
1. Design gráfico 655.262

1ª edição em junho de 2016.
Esta edição contempla as alterações
em nosso idioma conforme o
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
em vigor desde janeiro de 2009.
Este livro foi publicado em coedição
com o curso de design gráfico
da FAAP

[2016]
Todos os direitos desta coedição reservados a
Editora Packy.
Avenida Higienópolis, 920 7° andar conjunto 72
Tel/fax 55 11 5571 7704 55 11 5575 7760
04104 020 São Paulo SP Brasil
vendas@editorapacky.com.br
www.editorapacky.com.br

APRESENTAÇÃO

E sse trabalho integrado tem o objetivo de agregar os conhecimentos
adquiridos nas disciplinas cursadas no 6º semestre de design gráfico na
FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo, 2016, as disciplinas
são; Design e Tecnologia Gráfica II, Empreendedorismo, História do Design
III, Representação Gráfica VII, Tipografia II, foi proposto pelo Profº. Claudio
Ferlauto desenvolver um projeto editorial de uma publicação, embalagem
e uma edição digital. O objetivo da organização editorial dos capítulos é de
proporcionar para o leitor um livro agradável para sua leitura, com escolhas
tipográficas adequadas; as diagramações de textos e imagens foram dispostas
dentro de um grid e uma malha fazendo correlação entre textos e imagens
para ilustrar a visão do leitor. As tipografias escolhidas foram Bebas Neue,
para os títulos. Bodoni MT, para os numerais, e Adobe Garamond Pro para
o texto corrido. O Grid e a Malha estão centralizados nas página duplas com
uma margem de segurança, para que, ao segurar o livro, o leitor não tenha sua
leitura prejudicada, por exemplo relatado no livro A produção de um Livro
independente:

Os designers tratam um livro como uma série de páginas duplas, e
não como uma série de páginas separadas. Em um livro de texto, os
lados esquerdo e direito se espelham com frequência. Dessa forma, a
mancha de texto é aplicada de modo que respeite o espaço da página,
ou seja suas linhas não ultrapassam o limite para a página seguinte.

A organização do livro foi toda feita de forma simples, observei outros
livros para usar de referência para este projeto, optei por esse caminho
após ler o texto citado que também encontrei no livro A produção de um
Livro independente:

O design do livro é uma arte. Qualquer pessoa que tente fazê-lo, até mesmo
de um livro simples, descobrirá rapidamente como essa arte pode ser
difícil. Se você for novato em design gráfico, faça suas primeiras tentativas
do modo mais simples possível e examine atentamente outros livros, para
ter inspiração. Há uma longa tradição na produção editorial, e ao projetar
seu livro observando os que já foram produzidos, é mais provável que você
crie um volume que pareça clássico, profissional e atraente aos leitores.

D urante a leitura do livro será possível observar na abertura de todos os
capítulos outras citações.

28 3 tipografia fazer tipografia é como escrever Mar ian Bantj es 44 . projeto gráfico 1 A Produção de um Livro independente Ellen Lupto n e Kelley McI nt yre 12 representação gráfica 2 manuais de identidade M a r c a s – d es ig n es tr atég ic o – d o s ímbo lo à ge stão da i de nt i dade c o r po r ativa d e C ec ilia Consol o.

4 HISTÓRIA DO DESIGN exposições universais e reconstrução do tempo Patr íc ia Helena S oar es Fonse ca 57 5 PRODUÇÃO gr áfica ENTENDENDO OS FUNDAMENTOS Katy Br ig hto n 72 empreendedorismo 6 VOCÊ JÁ ESTÁ DEMITIDO E NÃO SABE V ito r Bo c c io 86 .

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Ele está abordando pontos importantes para desenvolver um livro ou qualquer outro material gráfico. 12 . para o texto corrido. com escolhas tipográficas adequadas. O Grid e a Malha estão centralizados nas páginas com uma margem de segurança. As tipografias escolhidas foram Bebas Neue. E sse livro apresenta conteúdos relacionados ao design editorial. ao segurar o livro. O objetivo da organização editorial dos capítulos é de proporcionar para o leitor um livro agradável para sua leitura. as diagramações de textos e imagens foram dispostas dentro de um grid e uma malha fazendo correlação entre textos e imagens para ilustrar a visão do leitor. para que. textos fornecidos pelos professores do 6º semestre de design gráfico da Fundação Armando Alvares Penteado. Bodoni MT. para os numerais. e Adobe Garamond Pro. para os textos caixa alta). o leitor não tenha sua leitura prejudicada.

A produção de um Livro independente Ellen Lupton e Kelley McIntyre 13 .

intelectual e também financeiro. FUNDAMENTOS DA PUBLICAÇÃO A publicação de um trabalho significa que há mais de uma cópia dele e está disponível. realmente publicar. e era público. mas precisa ser acessível a um público não distribuído. tem 5 mil cópias impressas de trata-se de um tipo informal de um livro guardadas em sua casa. público. a um que vale a pena compartilhar. tornando-se parte de revistas só podiam ser encontrados um discurso partilhado o registro em bibliotecas e livrarias. 14 .) Antes. Publicar envolve tanto produzir A publicação pode ser local e quanto distribuir um trabalho. mas produzir e então precisa possibilitar que várias cópias de um livro de fotos e as pessoas o encontrem. existem maneiras de esses coragem e risco. Para um trabalho ser ele não está realmente disponível publicado de modo mais formal. Um trabalho público é difícil introduzir publicações disponibilizado onde qualquer independentes naqueles lugares. além disso. foi produzido. pessoa pode vê-lo. manual ou pode alcançar um vasto Primeiro você tem de apresentar público no mundo todo. ao público. seja grande ou pequeno. Publicar envolve Hoje. é expor-se e proclamar que você tem algum conteúdo de alguma maneira. Fazer seu conteúdo de uma forma física um álbum de recordações não é que as pessoas possam entender. livros e mais amplo. no sentido alcançarem o mercado. é uma iniciativa pequenos formadores de conteúdo empreendedora. publicação. (Se você dá-las para os amigos e familiares.

vendendo-o a livrarias e o mundo produzem livros em a distribuidores. ou diretamente quantidades relativamente pequenas ao público. Milhares final é levar o livro até as mãos de de pequenas editoras em todo leitores. montar. publicação independente abrange imprimir. impressão. da iniciação de um único projeto O editor investe dinheiro e encontra de livro por um autor solitário a as pessoas e serviços que farão todas esforços contínuos por parte de essas coisas acontecer. A indústria editorial e os distribuem on-line. as livros.com) trabalham embora algumas poucas editoras com os arquivos digitais do autor. projeto parte. graças a novas tecnologias e gráfico. grandes dominem o ramo editorial. como o produtor de um filme. 15 . (como a Lulu. bem como costumava ser uma comunidade por intermédio de livrarias. O EDITOR E A INDÚSTRIA EDITORIAL O editor de um livro é. o objetivo organizações e indivíduos. Em contrapartida. prontos para imprimir. comprar e vender distribuição. A pena publicar. responsável por decidir se vale a beatlemaníacos a designers). enquanto empresas de menor porte estão outros cobram taxas adicionais começando a aparecer por toda para fazerem editoração. distribuir um determinado trabalho. Cada vez mais os editores editoras comerciais assumem o custo estão criando trabalhos dirigidos de todos esses serviços e (em geral) para segmentos do mercado (de remuneram o autor pelo conteúdo. Hoje. marketing e maneiras de fazer. Alguns fechada e controlada por um serviços de publicação própria pequeno grupo de elite. e eles estão usando a internet para alcançar os leitores diretamente. comercializar e uma série de iniciativas empresariais. fazer o seu design.

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pessoas começam suas próprias assim como começar uma banda publicações porque não têm acesso ou construir um blogue. foram recusadas por editores depressa. enquanto outros mudando à medida que iniciativas adoram a emoção de fazer um independentes. a maioria das “independente” agora é aceita e até editoras começa com a visão de um mesmo celebrada por artistas que indivíduo empreendedor (ou grupo). por todos os detalhes da produção Este guia é dirigido aos autores e da distribuição. Ao se tornar um autossustentáveis. Publicar exige um trabalho e agentes literários. é uma às editoras —elas não têm contatos maneira improvável de enriquecer na área.ou pelo menos convencional. e porque tem o prazer de Outros querem ter total controle fazer as coisas acontecerem. Estabelecimentos que fazem do design e da apresentação de sua publicações pagas com frequência obra. também querem ser empreendedores Esses pequenos negócios às vezes se e desejam trabalhar fora da indústria tornam lucrativos . profissionais para fazer isso? Muitas Cuidado: publicar um livro. o autor ganha muita negócios editoriais. se produto e vê-lo ganhar vida. Alguns autores ou instituições são menosprezados com o termo fazem sua própria publicação a “imprensa da vaidade”. arcarem com o risco. na arte e colher os lucros. A maioria dos editor. você quer dizer algo às especializados ou não valorizados. no entanto. você se importa muito com o que ou estão escrevendo para mercados tem a dizer. eles poderão Na música. a ideia de mídia der certo. mas fim de realizarem o trabalho com essas conotações negativas estão mais rapidez. no cinema. Ao tornam mais vitais e disseminadas. de pequena escala. não liberdade. pessoas. 18 . Por que alguém e artistas que estão começando assumiria essas tarefas tão árduas a experimentar a ideia de fazer quando existe uma indústria e publicações independentes. se o seu negócio no jornalismo. Faça isso porque em um gênero novo ou incomum. não são conhecidas como rapidamente ou de ficar famoso autores. mas mais risco financeiro. estão trabalhando manual intenso. a responsabilidade pelo desejo de compartilhar ideias. Ele também assume o é tão motivada pelo lucro. De fato.

para ter inspiração. O design do livro é uma arte. ras tentativas do modo mais simples nação e o papel. faça suas primei- design da capa à forma de encader. FUNDAMENTOS DO DESIGN JOSEPH GALBREATH N o entanto. tipografia pesada e imagens para Há uma longa tradição na produ- chamar atenção. crie um volume que pareça clássico. e ao projetar seu livro nas frequentemente são delicadas e observando os que já foram pro- discretas. até mesmo de um livro simples. para facilitar o processo de duzidos. é mais provável que você leitura. des- cobrirá rapidamente como essa arte pode ser difícil. profissional e atraente aos leitores. Qualquer pessoa que tente fazê-lo. as páginas inter. todo livro é feito por pessoas criativas que se detive- ram em cada aspecto de sua feitura. Embora a folha de possível e examine atentamente rosto de um livro em geral use uma outros livros. Se você for novato desde o tamanho das páginas até o em design gráfico. 19 . ção editorial.

ou elas serão mescladas com texto? Quando você começar o processo Páginas e páginas duplas: normal- de design. e essa circuns- tipo de livros. ao se posicionar uma imageme não ção ao texto. você desejará se esquerda e uma à direita que estando familiarizar com o processo. a mancha de texto ou diagramas relacionados ao texto. 20 . como é óbvio. normalmen- via para o seu projeto. mas como te estão lado a lado . O processo de design de um livro em conta os formatos e tamanhos das está intimamente interligado com fotos que você tem e o que quer dizer a produção e a manufatura . é aplicada de modo que respeite o A maioria dos livros tem uma coluna espaço da página. livro são numeradas e reunidas em Consulte a seção intitulada Faça sequência. ou seja suas linhas principal chamada mancha ou corpo não ultrapassam o limite para a pá- do livro.uma página à editor independente. e não como de texto. pequenos e direito se espelham com frequên- desenhos no início de cada capítulo. O formato das ele será construído fisicamente. Todas as demais. Livros de fotografia neste páginas de conteúdo. ou você pode criar margens às vezes as imagens são aplicadas nas internas mais largas (para distanciar o duas páginas (esquerda e direita. Os texto um romance ou algumas obras designers tratam um livro como uma de não ficção consistem basicamente série de páginas duplas. Quando você abre um seus próprios livros para ter ideias. há o tância tem que ser levada em conta predomínio das fotografias em rela. borda externa (para criar espaço para Quando isso acontece. As margens podem todas ser gina seguinte. design de Você apresentará apenas imagens página. livro. como um um livro de texto. Em mente conter ilustrações. embora possam eventual. horizontais ou quadradas? básicos de sequência.como em relação a elas. Dessa forma. uma série de páginas separadas. para dar espaço para o leitor imagem. Esta calha tem uma grande segurá-lo deixando o texto livre para presença física e visual ao longo das leitura. Em um livro de fotos. em relação à do livro. tipografia e design da capa. os lados esquerdo frontispício na abertura. fotografias são predominantemente Este capítulo examina os princípios verticais. também precisará ter em mente as páginas de conteúdo de um mente como o seu livro será feito. cia. Alguns designers tem de ter atenção ao lugar onde fi- usam margem mais afastada do pé cará a calha da lombada. Faça o design da página perder detalhes importantes dela. Livro de o livro aberto são vistas juntas. ou conteúdo da área da lombada). iguais. o designer as mãos do leitor). a primeira página e a última Você pode decidir que trabalhar com são as únicas que não estão lado a um designer profissional é a melhor lado. ou na par ou impar) formando um todo.

e onde encontrar. mas é uma im. máximo de palavras em cada linha. serão variáveis e de-siguais. da forma como ela é Os livreiros on-line frequentemente escrita. experimenteo alinhamento para ver o que funciona melhor com seuconteú- Tipografia do e o ponto de vista que você espera Escolher os tipos e distribuí-los transmitir.ou não. Este é o formato padrão para li- Hoje os designers têm muitas opções. de texto em vez de um programa de Você precisará explorar outras formas editoração. A maioria dos livros tem o queno. Poesia em ao leitor o que há dentro do livro geral segue alinhamento à esquerda. trabalhos com muito texto. a hifenização e o espaçamento texto justificado —blocos de tex. e é altamente econômico. páginas de conteúdo para análise dos Livros ilustrados são menos afeitos a potenciais compradores para decidi. Para um romance. com um programa de processamento te de dispor o conteúdo principal. centralizado. naturalmente. organizado na página. de páginas. 21 . que com frequência ambos os lados. O texto justificado parece contemporâneas. justificar Se você está produzindo seu livro é a maneira mais comum e eficien. convenções que os livros de textos. permitindo que cada linha quebre-se portante ferramenta de marketing. em vez de ser centralizada apresentam o sumário. como se to sólidos com margens iguais em vê em jornais. e algumas ou forçada em blocos geométricos. alinhado à esquerda e alinhado à Se o comprimento de sua linha é pe- direita. rem sobre a compra da obra .Sumário capítulos. têm grandes espaços e muitas linhas um livro de memórias ou outros hifenizadas em um único parágrafo. porque o software de Alinhamento edição usa hifenização e tam-bém O software de edição lhe permite ajusta o espaçamento entre palavras alinhar o texto de quatro formas e letras a fim de incluir o número básicas: justificado. vros com bastante texto (manchas que incluem fontes tradicionais e grandes). nas páginas de seu livro são etapas essenciais para se criar um visual Justificado convidativo e apropriado para ele. a justificação pode pare- de alinhamento para os títulos de cer muito ruim para visualização. a tipografia da Este elemento crucial não só indica capa e assim por diante.

Exemplos de alinhamentos de texto JUSTIFICADO CENTRALIZADO ESQUERDA DIREITA 22 .

os designers gráfi- ter formal do texto centralizado também cos estão desenvolvendo novas famílias o torna adequado para convites de casa. Os livros também Centralizado podem ser produzidos com fontes sem Estático e clássico. Tipografias tradicionais para textos à aparência do recorte. ou da margem Muitos tipos foram criados especialmente desalinhada. notas por ser simétrico e orgânico. O texto ali. incluindo gular e natural. O cará. tipográficas e as distribuindo on-line. Ao usar o texto centralizado. Em todo o mundo. mas o alinhamento irregular do lado direito da coluna passou à direita raramente é usado para textos a ser comum no século XX. como ou até mesmo frases importantes em li. O texto com lar pode ser usada para criar uma noção nivelamento à esquerda funciona bem de afinidade ou atração magnética entre com colunas mais estreitas. o uma tipografia. colocando palavras. para serem usados em livros. letras você esperaria de uma fonte clássica.Alinhado à esquerda Alinhado à direita A disposição do texto com uma margem Nunca diga jamais. Esse tipo de disposição tem pode começar a avaliar a qualidade de um frequentemente um espaçamento generoso tipo pela forma como ele é apresentado no entre as linhas para preencher espaços. não deve parecer plano ou famílias tradicionais como Garamond. zigue-zagues ou pranchas versões digitais modernas que têm sido afundando. Essa disposição pode nhado à esquerda é considerado moderno ser muito útil para criar legendas. o texto centralizado serifa. procure sempre uma com designer em geral quebra linhas de acordo características orientadas para livros que com o sentido. O recorte deve parecer irre. Tipografias contemporâneas para textos títulos de capítulo e dedicatórias. 23 . Ao escolher sociais. site do designer dessa tipográfia. A mento. mostradas abaixo. uniforme nem assumir formatos reconhe. cuidadosamente redesenhadas para refletir suas origens históricas. A margem direita regu- minar o arranjo tipográfico. inscrições em túmulos e o tipo tipografia deste livro usa as famílias Dolly de verso que aparece dentro de cartões e Auto. no entanto. Caslon e Jenson. versaletes e numerais não alinhados. com bom gosto. que estão disponíveis em cíveis como luas. Você nhas isoladas. costuma ser usado para títulos de página. como a Futura e a Helvética. de um livro inteiro. permitindo à margem. deve prestar muita atenção. O designer diferentes elementos da página. e outros recursos tipográficos que o fluxo da linguagem ajude a deter.

algumas devem ser usadas apenas como títulos. chama- das. Também precisa ter boa reprodução em imagens diminutas dos sites de venda on-line como a Amazon. a capa é um recurso es- sencial de marketing que funcionará como um logotipo e para divulga- ção. Ela deve se destacar no ponto de venda. Saraiva. subtítulos e outros itens. Cultura. Tipos Display Além dos tipos a serem usados no corpo do texto. você pode desejar dar um toque especial em escalas maiores. usando um tipo adicional. 24 . Fontes Display. logotipos e outras aplicações que envolvem poucas palavras. legendas. Design da capa Se você está preparando um livro para vender.

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enfim. ele tem a liberdade de criar e modificar a tipografia. capa e sobrecapa. títulos. citações. grade. aberturas de capítulo. O designer cuida do projeto gráfico de um livro ou coleção. todos os elementos que constituem uma publicação sempre seguindo as diretrizes da editora. definindo o seu formato e aparência final. créditos. 28 . notas de rodapé.

NORMALIZ AÇÃO GERAL DO TEXTO & MANUAIS IDENTIDADE Alguns pontos sobre editoração do texto 29 .

como um copo de os textos de um mesmo escritor. de uma editora ou acadêmicos. manter a coerência entre todos os não importando a forma escolhida. fazer o texto livros impressos. Não existe uma normativa de normas permeiam o texto. manter uma relação har- Warde em seu ensaio Cristal Goblet mônica. Essas orientações são frequentemente chamadas de ‘o estilo da casa’. os incunábulos. 30 . mas sim para modelos de discursos. um não pode ser pela figura do editor por meio de um considerado melhor que o outro manual de estilos ou órgão norma- dependendo do contexto e do tizador como a Associação Brasi- efeito que se pretende alcançar. leira de Normas Técnicas abnt para Para uma boa disposição gráfica. pode ser verificada até nos primeiros to. “ Muitas editoras planejam e desenvolvem uma série de convenções de texto e “ manuais de estilo que os editores e designers precisam seguir. uma mecânica onde de pontuação facilita a leitura. Os e o entendimento. e podem afetar tanto a especificação visual quanto o detalhamento linguístico do texto. NORMALIZAÇÃO GERAL DO TEXTO P odemos mostrar um texto em duas formas distintas. impressos e um padrão único entre deve-se ter em mente que uma série os textos. criando unidade. alguns critérios simples- apenas para melhorar a legibilidade mente não se adequam a todos os ou embelezar a forma. tenham uma normalização comum a todos. a aparecer usando artifícios gráficos coerência tipográfica facilita a leitura para chamar a atenção sobre ele. uma delas é a invisibilidade. explica Beatrice novidade. não absoluta. seguir normas criar um estilo. A outra é o oposto. dois formatos tem seus admiradores Dúvidas e erros devem ser corrigidos e seus detratores. cristal que não esconde a aparência Essa unidade pretendida não é de um bom vinho. uma conexão entre textos 1 onde nada deve se sobrepor ao tex.

quando nas falas de personagens. como as letras minúsculas. Erros comuns são o uso de aspas em vez de plicas. Entre as dúvidas. NUMERAIS Os ‘numerais alinhados’. 0123456789. ligaturas entre outros sinais é essencial para o entendimento do texto. tabelas. balanços comerciais. e por isso se integram melhor a um texto. frações. atividades bancárias e comerciais. Já os ‘numerais não alinhados’. enfim. 0123456789. ALGUNS PONTOS SOBRE EDITORAÇÃO DO TEXTO Grade circular Calendário baseado na grade circular PONTUAÇÃO O correto uso das regras gramaticais é importante para um bom design. o uso de travessão ou aspas que são definidos pelo escritor ou editor. catálogo de preços. hifens. saber como usar aspas e plicas. uso incorreto do apóstrofo e hifenação incorreta. XIX para facilitar a leitura onde os algarismos eram o principal elemen- to. surgiram no início do séc. colchetes e parênteses. tem ascendentes e descendentes. chamados de old style. 31 .

e também dos edifícios modernos de aço e vidro no qual vemos claramente as linhas divisórias entre os materiais. grade ou malha tipográfica divide a folha em espaços regulares para a colocação do conteúdo em páginas. o designer deve pesar os riscos e qualida- des que cada um deles pode proporcionar. Linhas com menos caracteres são frequentes em jornais impressos e em smartphones. cada alinhamento traz consigo uma carga cultural e formal. O grid bem for- matado permite flexibilidade e é uma estrutura essencial de um projeto gráfico. GRIDS E COLUNAS O grid. ALINHAMENTO DE TEXTO A distribuição do texto dentro de uma coluna segue um alinhamento no eixo de uma linha vertical imaginária. de caracteres por linha é entre 45 e 75 caracteres. imagens. o que dá entre 9 e 12 palavras. dita ideal. é muito parecido com o que o designer gráfico usa no papel impresso e na tela do computador. Cria uma estrutura modu- lar para facilitar a localização de textos. Os alinhamentos podem ser centralizado. Ele define a estrutura do texto em colunas e cria uma moldura para sua mancha. Barcelona com seus quarterões todos iguais tem um grid altamente visível. justificado. a direita e misturados sempre levando em consideração parâmetros como medida horizontal da coluna. ilustrações e qualquer elemento contido no espaço da página impressa ou tela. A quantidade. usado em planejamento urbano desde Roma antiga. espaço entre palavras e espaço entre letras. Pode-se dizer que o grid. a esquerda. quantidade de caracteres por linha. com sua malha viária e suas quadras. 32 . Uma analogia é a estrutura das cidades.

res- piros. O que antes eram gestos. dúvidas e exclamações para entender o escrito como palavras faladas. 87). o espaço entre as letras. a escrita tipográfica traduziu como espaços e marcas de pontuação. no momento que a escrita foi in- ventada criou-se espaços entre as palavras. palavras e linhas informam o leitor e podem facilitar ou ajudar a leitura. p. expressões e silêncios. foi necessário informar as pausas. Na tipografia tudo tem que ser preciso “com dimensões conhecidas e localizações fixas” (lupton. 33 . EXEMPLOS ESPAÇOS A língua falada é contínua não tem espaços.

O grande ou mesmo guide. van der Rohe. passos para a sua execução e implan. onde eram oferecidas disciplinas tação. de iluminação a chaleiras. AEG. Behrens influenciou grande parte dos pilada em uma ferramenta impressa designers do modernismo. Walter Gropius e Ludwig Mies bólica.Allgemeine Elektrizi. em 1900. Behrens já havia contratado como consultor artístico tido uma experiência em design pela empresa. quando o Duque de e um profissional que transitava com Hessen. de comunicação integrados. Alunos desenhavam de garantir que o projeto original se formas da natureza e depois estu- “mantenha nos trilhos”. os quais incluíam de postes dade visual ou identity guideline. Tais decisões têm o objetivo experimentais. MANUAIS DE IDENTIDADE O signo visual não carrega por si só a identidade. uma linha de produtos e um sistema buído a AEG . arquiteto e designer de planejamento de todos os itens que mobiliário. sua ex-alunos atuaram como diretores. e ao mesmo davam de maneira analítica as suas tempo garantiria junto aos usuários estruturas geométricas intrínsecas. em um incentivo para a arte 34 . atuava como designer de produtos. Durante grande parte do sé. Behrens dirigida aos gestores das marcas que começou realizando projetos para a recebeu o nome de manual de identi. esta é constru da por um sistema. onde dois de seus do sistema os códigos da marca. Behrens era professor total. desig- marca ser concretizado é necessário o ner gráfico. uma constância e eficácia. Em 1903. ele havia sido compõem esse sistema e a definição contratado como diretor da Escola dos suportes e materiais e de todos os de Artes e Ofícios de Dusseldorf. Esses cursos foram precursores dos do a identificação e reconhecimento cursos da Bauhaus. Para o design da grande facilidade entre várias moda- lidades da expressão artística. Segundo Meggs. a partir taets Gesellschaft. A visão de design de culo XX essa normatização foi com. Em de uma ideologia e estrutura organi- 1907 Peter Behrens (1868-1940) foi zacional de projeto. da Alemanha. propician. o mérito dele foi pensar e estruturar primeiro manual documento é atri. imagem material e sua imagem sim.

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que nada mais era que a conversão em imagem e conceito de toda a filosofia da em- presa. Para Behrens. L. M.) e do desenvolvimento de um povo” (MEGGS. todos os produtos. edifícios. estrutura de layout da linha de produção e peças gráficas eram projetados sob uma estrutura básica geométri- ca. Behrens adotou uma abordagem sistêmi- ca de design em toda a cultura da empresa e foi o primeiro a definir as bases para um alinhamento da identidade corporativa. Ele sofreu influência de um colega de Dusseldorf. que era fascinado por geometria. mas também toda a identidade corporativa da empresa. Ele não só criou a marca da AEG. 37 . incluindo várias campanhas publicitárias. como também de suas marcas de produtos. Acreditava que a tipografia. 2009: 299). Lauweriks. depois da arquitetura ‘’fornecia o retrato mais característico de um período.Behrens foi um defensor da tipografia e estava envolvido no design de tipos sem serifa.. e o testemunho mais forte do progresso espiritual (. marca. o professor J. .

No final da guerra a partir de 1945. ricana foi notório. Era o símbolo que regia o sistema. as taxas de desemprego diminuíram. Caminhando de Lauweriks para criar um grid na história. Em 1908. industrial e o design das formas dos produtos. para uso exclusivo continente europeu. as honra. “ Era fascinado por geometria e desenvolvera seus grids a partir de um quadrado o qual circunscrevia um círculo. Coincidentemente ele partiu de o crescimento da economia ame- um grid composto de nove partes. de maneira igual ao diagra. não houve des- da AEG. principalmente tendo o centro como ponto de abastecendo as nações destruídas. 38 . e as baixas do seu efetivo projeto para a AEG. AEG. lançado pela Fun. taxas de exportação atingiram 340%. No industriais. Padrões geométricos resultantes podiam ser usados para determinar proporções. Dessa forma foi criada a truição dos seus centros financeiros e primeira tipografia corporativa. Behrens desenvol. o seu território não foi bombardeado veu um alfabeto. outro grande momento básico que previa uma ornamentação de planejamento dos sistemas de gráfica. Behrens usou militar foram as menores. bem como tos na produção agrícola. e em comparação com as nações do dição Klingspor. Behrens incorporou esse sistema e o ma básico de divisão dos escudos usou contraditoriamente às teorias clássicos da heráldica. Além do a colmeia e as divisões do hexágono fato do esforço de guerra ter propor- para compor tanto a marca como cionado avanços tecnológicos e nos a estrutura gráfica dos anúncios e meios de produção. dimensões e divisões espaciais no design de tudo. houve incremen- publicações da empresa. esse sistema desenvolvido Identidades Corporativas aconteceu fazia que tanto a marca quanto os nos Estados Unidos após o final da produtos e os seus edifícios ficassem Segunda Guerra Mundial. de cadeira a edifícios e peças gráficas. inúmeras permutações podiam ser feitas pela “ subdivisão dessa estrutura básica. A econo- dentro de um mesmo conceito de mia americana não padeceu como a imagem e todos com a “cara” da Europeia em decorrência da guerra.

medidas precisas ou relações entre as al. até substratos e aplicações. O nuais da segunda metade do século manual de identidade se tornou uma XX. seu sistema A conclusão de Rand e a síntese de de cores. origem. Os detalhes incluíam. mais acessíveis aos consumidores. As mento econômico contribuiu para a corporações passaram a desempenhar adoção de uma visão mais pragmá- um papel ativo na economia do país. A marca e todos os de Paul Rand no projeto da IBM era itens de comunicação desenvolvidos garantir uma sistematização eficaz eram minuciosamente detalhados para uma marca que se estenderia para uma correta reprodução. Rand. passou a ser o armorial cenário internacional. marca. A preocupação das corporações. e o colocou como referência no necessidade. período. sendo além das fronteiras do país. ain- várias outras marcas multinacionais. com elemen. identificação dos produtos e servi- o designer americano Paul Rand foi ços deveriam claramente associar o responsável pela identidade visual as marcas e as suas corporações de e sistematização da marca da IBM.A explosão do crescimento econômi. A IBM foi uma direta nos resultados econômicos. tendo mais força que em circulação tinha uma implicação muitos governos. desde a lógica construtiva da de formas elementares e universais”. Durante os anos 1950 e 1960. da. A delas. 39 . O cresci- de novos produtos e serviços. estar contido no manual de identi- tos reduzidos e construída a partir dade. a validade das leis da heráldica no rações a responsabilidade e a criação design de signos visuais. as especificações técnicas para a chegou à seguinte conclusão sobre o execução industrial de cada material design de marcas: “uma marca para ali exposto e explicado. o uso do símbolo. A partir desse e com passar dos anos só aumenta. Muitas se tornaram potências mento das novas mercadorias postas mundiais. Todo sistema funcionar por um longo período desenvolvido para a marca passou a deveria ser atemporal. a identificação e reconheci- ram. que concebeu e projetou partes. Seu cada um deles apresentado com projeto se concentrou no signo visu. seus designs levam-nos a reforçar co transferiu para as grandes corpo. É nesse período que as redes O manual de identidade realizado de supermercados e os autosserviços para a marca se tornou referência de explodem e os produtos ficam muito estrutura e conteúdo para os ma. tica pelos designers.

É importante lembrar que os itens de
um manual variam conforme o ramo e
a natureza do negócio. Para cada orga-
nização é necessário acrescentar o pro-
jeto do manual como uma etapa à par-
te, a ser elaborada após todos os itens
terem sido desenvolvidos, aprovados
e validadas as especificações técnicas
para a execução dos materiais. Eis aqui
um dos fatores que contribuíram para
um mau uso dos manuais. Muitas

vezes o manual é elaborado como
premissa de projeto, sendo desenvolvi-
do como uma orientação de aplicações
futuras que ainda não teriam sido
testadas e validadas. Muitos gestores,
ao assumirem seus cargos, ignoram os
manuais já em uso e desenvolvem no-
vos materiais gráficos dentro de uma
nova linha de comunicação vinculada
especificamente àquela gestão.
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cartazes. Hoje temos fontes para textos e títulos. 12. ideias para uso em corpo pt 6. T odo designer precisa entender de tipografia. entre outras. A escolha do tipo de letra e como fazê-la funcionar de acordo com o seu layout. esquema de cores. É fundamental para o trabalho e as habilidades destes profissionais. Tipografia é uma palavra de origem grega (typos – forma e graphein – escrita) e pode ser definida como o processo de criação na composição de um texto. desenhadas especialmente para jornais. para leitura em tela ou impressa. tema do projeto e assim por diante fará toda diferença no resultado final. além de ser muito mais do que manter textos legíveis. 44 . grid. 8. livros. dando ordem estrutural e forma para a comunicação impressa. dicionários.

Tipografia fazer tipografia É como escrever Você aprende Marian Bantjes 45 .

para ser mais eloquente. as aberturas de parágra- primitivo. ênfase. A tabulação a mim e aos outros com algumas tem finalidades específicas. OS ELEMENTOS BÁSI COS PARA CONSTRUIR ALGUMAS FRASES SIMPLES F azer tipografia é como escre- ver. e sinalizar péssimas práticas usuais. embora normalmente itálico resolvi redigir um apelo apaixonado seja melhor. é hoje um equipamento entre linhas. Você dois espaços no final de um período. Então. Vamos dizer 100. em vez disso. Você aprende os elementos básicos para construir algumas frases sentado na direção de uma Ferrari. Para começar não coloque mais. Apenas faça primeira coisa que eu preciso fazer o que estou lhe dizendo. Agora você cresceu e está custem dinheiro. Então. Pense nela como um car. Depois. A cuta sobre isso comigo. você na de escrever. por favor. fos (que devem ser criadas em folhas rinho de bate-bate de um parque de de estilo padrão) e outros recursos diversões. mais me deixe ver isso novamen- finalmente. Vamos fin- boa para as secretárias na década gir por um momento que os espaços de 1970. nem para destacar títulos de aqui não há espaço suficiente para livros ou revistas. Existem muitos conceitos a de- simples. nunca confuso de regras e exceções. Aprenda a dirigi-la sem esbarrar em nada. use o ensiná-lo sequer os elementos básicos itálico. pensamento começa ali”. infelizmente. E não use a tabulação para impedir que você prejudique para abrir parágrafos. Para esse fim. eu ênfase. Você aprende um pouco saprender. apesar de você ser “pra as regras e parte para a expressão frente”. Não dis- malfeita me faz estremecer de dor. É claro que. Algumas vezes use bold para da tipografia. embora fosse muito deve usar algum método. você aprende a quebrar te. A máqui. E. Existe uma é lhe dizer para que esqueça tudo razão para se determinar o início de o que seu professor de datilografia um parágrafo: indicar que “um novo do colegial lhe ensinou. não sublinhe textos para dar pessoal. 46 . conforme um conjunto Pare com isso já e. pratica. A tipografia parágrafos não é uma delas.

mas o apelido é têm um significado. ou um cabeçalho: você Existe um uso correto para as plicas: pode (deve) eliminar a o recuo do indicar pés e polegadas. E. isso é comple- que me aborrece ter de explicar isso. são chamados de uma abertura de parágrafo? Por. e também parágrafo. para dar aspas de abertura devem ser iguais. A questão é que as Algumas pessoas as chamam de aspas não são marcas de estilo. e são como tanto. eu tenho 5´ 4´´ de al- Eles fazem isso de maneira errada e tura (plica = pés. Reforçando o conceito: use só que invertidas. Quando eu as vejo em dinheiro na abertura de parágra. que normalmente vão para cima grafo vai lhe custar 100 reais. quer dizer que é tudo menos apóstrofo). ou caracteres. o significado das aspas é indicar aspas varie conforme o estilo dos que algo foi dito (ou pensado. tados por aspas e apóstrofos. É algo tão básico tenho 5’ 4” de altura. Esses outros caracteres. que sempre a mesma forma da vírgula e normalmente é um efeito inespera- deve ser exatamente igual às aspas do quando erroneamente as usamos de fechamento simples (quando ela para dar ênfase. A subtortura deste gênero elevação de minha pressão arterial. para citação. eu não estou brincando. fresco. agulhas para os meus olhos quan- Use um método. elas “aspas inteligentes”. depois segundos (tanto como medida de da pausa ou do cabeçalho. no início do texto. tamente absurdo. uma seção. 47 . Embora a aparência das so. fos é quando você tem o início de Por favor. Muitas vezes elas itálico (ou bold) para ênfase e aspas parecem pequenos seis ou noves. é tudo o que você do usadas no lugar das aspas e dos precisa.Toda vez que você iniciar um pará. as aspas de fechamento citado como exemplo). Você e para baixo e não têm a mesma vai usar um espaço entre linhas e forma da vírgula. Vejo isso todo dia em lojas. algum documento. é ver as polegadas e os pés represen- Verifique se você usa aspas e após. e as tantos parecem acreditar. como devem ter a forma da vírgula. sinto dor física. duplas plicas = po- são pessoalmente responsáveis pela legadas). por falar nis- irrelevante. ênfase. Não tempo como subunidade de graus): queira parecer o The New Yorker. são 200 reais! Não faça isso. e não. Eu não trofos de verdade. Atenção: peixe está invertida. plicas ou duplas plicas. trata-se apenas de “fresco” é “peixe supostamente fres- aspas de abertura simples e não do co”. por exemplo. O apóstrofo tem para indicar o sentido de ironia. Elas também são úteis mas nem sempre. Outra forma de economizar apóstrofos.

Elektro. o robô da Westinghouse Eletric. 48 .

A respeito disso. eu nossa insignificância). amoreira-do. então deve que o espaçamento seja zero por ser um travessão n (muito comum cento no texto inteiro. ele deve ser um travessão nos jornais diários ou em revistas m. a linha. você vai se espaço em ambos os lados. Por favor. os corpo do texto. Simples assim. nunca deve espremer nem osci- Se o traço cria uma pausa ou um lar. por exemplo. e eu não sou uma delas. palavras. lem- quero dizer: “não seja tão tolo e bre-se de que usar comprimentos use o caractere adequado” [Nota de linhas mais curtos pode causar do editor: em muitos países de fala problemas no espaçamento entre inglesa. Se você puder guração padrão para “justificado” substituir o traço pela palavra “a” no programa de editoração. o espaço correto entre cada par -brasil. Os designers de tipos duas palavras. simples. Os hífens (-) são usados Quando for necessário definir o para manter as coisas unidas. de pontuação aceita para indicar a sões. não nos deixe ator- travessões m (—) são usados para doados e doentes com espaçamen- manter as coisas separadas. deve ser competência (se você ainda não trocado pelo travessão. Porém. Mas se você estiver unindo populares. Quer dizer. mude a confi- dicar um intervalo. A RESPEITO DO USO DE HÍFENS E DE TRAVESSÕES Muitos ficam confusos a respeito ço em ambos os lados é a forma do uso de hífens e de traves. usado na digitação. e os to variável entre as letras de linha travessões n (–) são usados para in. Algumas ouviu o designer de tipos Lucas de pessoas. em vez juntar a mim e nos recolhermos à do travessão. não importa o que você veja aparte. mas isso é realmente muito pausa ou o aparte]. Groot falar a respeito do assunto preferemusar o traço simples com dos pares de kerning. o traço simples com espa. para (ou por “de” e “até”). O duplo de letras.então deve usar o passam muito tempo calculando hífen. respeite essa hífen. em intervalos de datas “1960 a o espaçamento entre as suas letras 2007” ou “de 1960 até 2007”). Por favor. O seu texto justificado 49 .

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de em torno de facilitar e não a leitura. ou ainda no Elacasodevedeteruma linhas mais legenda. curtos pode causar problemas no a grande frequência com que sou espaçamento entre palavras. e você estará prestan. estamosdevem informações pensando estarem um e juntas usando o texto justificado. reduza o tamanho comprimento da linha. defina oe. o que eme pequena chocaEla pesada. se sequência. Mas. corpos mais de faixas larga no meio. na mulher O texto desalinhado de espaços em branco também entre as pa. deve)mal rato? e caminho de rato? Aumentedao Aumente o comprimento hifenizados. tem Forma? de pequenos hífens! Um e gloriosos exército de hífens pequenos aSim. ou chamada. O e o informações devem estar juntas decente. o serviço que nos prestam. O texto desalinhado deve) sertam. e não a de comprimentos mais curtos. apenas defina o texto nós. do tipo. “hifenização”? disse a palavra Não“hifenização”? me inclua Não ou ainda mal nizados.sou que tem a atenção assaltada quepequenos pelos merece. faixas! curtas no Por que hífens.texto hifenização. forma! Quala chamada forma queacione duas ou três em uma sequência. geral. de linhas malfeitas linhas de comprimentos em relação ao mais cur- acrescente o tamanho alguma hifenização. mas ponto de fazer nossos olhos saltarem o que simplesmente me assusta é de uma linha para a seguinte. Por 52 . doreduza tipo. espaçamento entre palavras.mais Faixas. não permita deve ser curta e grossa. no trabalhando do um grande sob alguma serviçoproibição a todos de fundoterdalinhas deve alma.doquais ao conjunto texto um fens. mas odo que texto ou à maneira simplesmente me casoalguma de dúvida. em relação em conta como são lidas. forma! atenção queQualmerece.hífens! Um exército Confira: que a ampliado texto forma final da significa. a hifenização. a hifenização.forma mas deveria se umter presentes todos os dias. tão acostumados estamosSe estiver com caso. Neste serviço que nos prestam. estiver usando não opermita mais do texto justificado. quais meio. estiver entre em linhas. acrescente e. curtas no todas verifique topo easembaixo. ou um um livro. Toda riosapenas de espaços defina emo branco texto como entredesa- as a questãopensando estamos de definirem a mancha um homem texto palavras. especialmente em linhas a respiração entre as linhas. se estiver trabalhando como topo e embaixo. tipografia nososproteger contra osa demônios dias. levando tão Dificilmente acostumados os estamos com o percebermos. pequena chamada. defina o texto como coisa. Se acione ohomem de meia-idade. que notei você Seráquase perdervocê que notei blocos com títulos e chamadas ficar se um pequeno bloco de texto de o fôlego quasequando perder oeufôlegodisse aquando palavraeu sozinho em um título matérias desnecessariamente hife. pouco mais larga no em conta como são lidas. livro. O seu assaltada pelos pequenos blocos texto justificado está com linhas com títulos e chamadas de matérias cheias estádecom vazios e caminho linhas cheias dedevazios desnecessariamente bém pode (preferivelmente hifenizados. em conjunto tos. cheia de curvas: a chamadacoesivo. que a forma e não na final da significa. grossa e objetiva. contra os demônios do espaça. e um poucolongos motivo você gostaria de ler desalinhado sob alguma e nos livre dede proibição cair em hífens. é uma coisa. ser hifenizado. contra os contraPegue os hí. Confira: ou um jornal decente. no caso de uma legenda. de dúvida. linhado e nos livre de cair em rios girameia-idade. tantas quebras de linhas malfeitas levando corporativo mundo corporativohífens. hifenizados. ouespecialmente com tantas quebras em linha. O bloco de texto deve ser deve pode (preferivelmente lavras. Mas. necessário para hifenizado. O texto assusta é a grande frequência com ampliado é uma desalinhado. e pesada. ajudando e gloriosos hífens presentes todos a uma pequena peça com pequeno bloco de texto ficar so. apenas com o espaço ser curta. ou com na ridícula me inclua vingança do mundo na ridícula vingança do verifique todas as linhas. deveria ter uma pequena peça e você estará mais do que prestando duas ouum trêsgrande em uma Está na com moda colocar tipografia display?muito Falando espaço serviço a todos nós. mulher cheia Forma? de curvas: Sim. mento entre palavras.jornal ou à maneira como é lido. e um linhas.Pegue uma revista. mas Serádesalinhado. Dificilmente os percebermos. horizontais? Neste caso. como em caso como é lido. uma revista. ajudando nos proteger do display? zinho emFalando um título emou geral.

e defina outra tabulação se estiver usando algarismos antigos. em qualquer se alinha corretamente embaixo da escolha. antecipadamente. com ascendentes e descendentes]. seguinte. se você tiver versaletes de linhas. Open Type. os Usar maiúsculas e algarismos antigos marcadores/bullets são bolinhas e não juntos é terrível!). colocar um travessão simples n ou um use-os do começo ao fim (e. e verifique se o recuo Mas. Se você não as tiver. ênfase. O bloco de texto Na medida do possível. definir a mancha texto gira em torno mantenha tudo limpo e arrumado. você gostaria de ler longos corpos de A questão faixas horizontais? Toda a questão de é criar hierarquia e ordem. Nesse caso. Não que deforma o desenho original da le- use marcadores/bullets sem recuar o tra. por falar nisso. Blo. Pense nisso los e cabeçalhos. você também deve usar minúsculas. e tome cuidado em unidades. de facilitar a leitura. usar maiúsculas serve. faixas! Por que motivo que espantem o leitor ao visualizá-los. Por isso é tão cansativo ler ou incluídas na maioria das fontes esses tipos de textos. mantenha consis- tabulação de modo que os números se tência. Elas vêm num olhos saltarem de uma linha para a formato separado das fontes Type 1. quando utilizado em títu- dígitos duplos ou triplos. e não a ponto de fazer nossos verdade disponíveis. para uso no texto corrido. o que me choca no fundo se possa vê-los. queie e carregue. Se usar itálico para balas de canhão. portanto. apenas com o espaço com todas as letras digitadas em necessário para a respiração entre as maiúsculas. então que sejam pe.Está na moda colocar muito espaço quenos! Grandes o suficiente para que entre linhas. dê-lhes um pequeno espa- primeira linha. Ela é a chave de tudo. O mesmo vale para as çamento entre as letras: de 50 a 100 listas numeradas. em geral. então se permita nos. Listas. 53 . texto seguinte. não dores/bullets e recuos. especial com os números que terão talvez mais. marca. não me venha deve ser coesivo. e minúsculas ali. ou usando aquele estúpido pri-meiro ponto. Vamos pensar as falsifique tornando-as maiúsculas nos marcadores/bullets e nos recuos: o encolhidas. então defina uma Em todos os casos. para alinhar seu texto à esquerda. mas não tão grandes da alma. botão (Tt) dos softwares de editoração unidos em sua violência mútua. eles aparecem juntos. Faixas. E. Não use alinhem à direita sob o último dígito maiúsculas aqui. travessão m. use do começo ao fim. Se ou período ou qualquer marca que usar algarismos antigos [ou elzeveria- venha em seguida.

do começo similar. menor a proporção entre o corpo e a em destaque no corpo do documento. elas estiverem afastadas. de Clau- acrescente espaço entre as letras que dio Rocha e Primeiros socorros em se tocam ou ficam muito próximas tipografia. normalmente em tamanhos maio. sugere: Projeto Tipográfico – Análise e te atenção para a tipografia. uma palavra ou duas ajustar a entrelinha de um tipo maior sobre o texto de títulos e chamadas. de Hans Peter Willberg. Pres. se você mudar de estilo. ler tudo em que você puder colocar as Então. Agora. Não confie no reça a tipografia deixando-a abando- espaçamento de letras definido pelo nada. Quanto maiores sofrimento. virando-se por conta própria. você deve forem. parecendo uma garota com o vestido em corpos maiores a maioria dos tipos preso na roupa debaixo. Exagere. o texto que fica sozinho. exagere-a. você provavelmente precisará ao fim. quase sempre será preciso fazer mãos referente à tipografia. [O editor algum ajuste manual de kerning. software ou pelo designer de tipos. 54 . aproxime-as quando Ou então. exagere. produção de fontes digitais. mais concentradas devem ficar. de novo. Existe muito disponíveis precisa de algum ajuste. De maneira mude-o completamente. quanto maior o corpo. mais para se conhecer nesta área. e. mas A primeira conduta necessária é um essas ideias básicas vão aliviar muito ajuste geral das letras. exagere. Tome uma decisão e a mantenha. umas das outras. quer dizer. Para saber mais. entrelinha. O título é para ser visto! Não desme- res do que o texto.

Exposição em Paris . 55 Ilustração Torre Eiffel .

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para textos corrido. para que. o leitor não tenha sua leitura prejudicada. as diagramações de textos e imagens foram dispostas dentro de um grid e uma malha fazendo correlação entre textos e imagens para ilustrar a visão do leitor. 58 . Ele está abordando fatos históricos do nosso passado e também sobre os avanços de tecnologias até a chegadada modernidade. para os textos caixa alta). E sse capítulo apresenta conteúdos relacionados as exposições universais. O Grid e a Malha estão centralizados nas páginas com uma margem de segu- rança. ao segurar o livro. Bodoni MT. As tipográfias escolhidas foram Bebas Neue. e Adobe Garamond Pro. O objetivo da organização editorial desse capítulo é de proporcionar para o leitor um livro agrádavel para leitura por se tratar de um assunto denso procurei ilustrar com fotos reais sobre o tema. para os números do indíce. fiz escolhas tipográficas adequadas.

EXPOSIÇÕES UNIVERSAIS & RECONSTRUÇÃO DO TEMPO Patrícia Helena Soares Fonseca 59 .

nacional mediada pelo desenvolvi- dade mudava o tempo da vida diária. a Grande Exposição dias. mas necessário. “ Este texto pretende discutir como as Exposições Universais estabeleceram novos paradigmas não somente para estas nações. principalmente. torgavam para si a posição de líderes te criado do Sr. a crença de que a tecnolo- vapor. trazendo transformações que habituando a ter máquinas ao redor afetariam a vida cotidiana em níveis de si. Pretendemos também delinear como “ as Expos (como passaram a ser conhecidas a partir de um momento) ajudaram a estabelecer a noção moderna de um mundo de fronteiras cada vez mais próximas e de um tempo reconstruído em intervalos cada vez mais curtos. A vida moderna se desenrola. A moderni. mento industrial tornaram-se metas apressava-a. comprazia em fazer parte. como a máquina de costura diversos. orgulhava-se mundiais: a saber. as locomotivas a sociedade. Vinte e dres para cruzar o mundo em 80 um anos antes. 60 . os teares de produção de progresso através da mecanização da tecidos diversos. A partir dela. a ideia do doméstica. exigia ordem e exatidão: governamentais das nações que ou- quando Passepartout. As pessoas já estavam se inglesa. esse orgulho retratava o pensamento pragmático/tecnicista que se insta- lava na sociedade recém industria- lizada. AS EXPOSIÇÕES UNIVERSAIS ESTABELECERAM NOVOS PARADIGMAS 1872 da precisão mecânica de seu patrão. a era industrial andava a passos Universal havia sacudido a capital rápidos. Fogg. o fiel e diligen. gia seria a resposta para os problemas va rapidamente. e habituar-se à sua sociais futuros e. Inglaterra. mas para as ideias de progresso e futuro que irão se desenvolver ao longo do século XX. o crescente velocidade era estonteante estabelecimento de uma identidade às vezes. da qual o criado francês se quando Phileas Fogg saiu de Lon. Estados.

arrancar Cristal pela revista triais’ franceses semanal inglesa pregos. desejava ardentemente que as dado de Palácio de dadas: os ‘indus. com um vasto espaço inte- agradável de produtos agrícolas. objetos de arte e bibelôs Nomeado Palácio da Grande Expo- à venda. tão gloriosa e inesperada- mudou os parâmetros de montagem mente real”. talhar pedras. máquinas fizessem . sociedades industriais: a urgência ses teriam participado da mostra. o nações estrangeiras faziam coisas que o mundo edifício foi apeli- não eram convi. Montado velas de cera . mas cobrindo mais de sete hectares de elas costumavam ser “uma mistura terreno. moldar não queriam se Punch. centes.com tanta esbarrar na concor. era “magnífico. . estrutura gigantesca de ferro e vidro vam mostras periodicamente. porém mais ainda tonia: intitulada A por ser tão repenti- Grande Exposição dos Trabalhos da no. exposição para apresentar novos a começar com a grandiosidade produtos e invenções pertence aos do edifício que a abrigou: “uma franceses: desde 1798 eles monta. em sua construção espelhava a ur- segundo nos informa JACKSON gência de uma nação que apressava 61 . rior onde caberiam quatro igrejas do invenções mais ou menos convin. ele inglesa de 1851 confiabilidade. quebrou a mono. Sua primeira montado ilustrava a velocidade que inovação foi convidar outras nações a modernidade impunha às novas a exibirem suas criações: 32 paí. A rapidez com que foi de mostras expositivas. A GRANDE EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE 1851: O IMPÉRIO TÊM URGÊNCIA O pioneirismo em montar uma (2008). A exibição precisão.” Estas sição dos Trabalhos mostras eram de da Indústria de cunho nacional: “as Quase todas as máquinas Todas as Nações. ela de vidro. A mostra rompeu escalas. tão surpreendente por ser todo Indústria de Todas as Nações.. em cinco meses e rência”. Paul”. presteza e incansável meio apenas. tamanho da catedral de St.

Elektro. 62 . o robô da Westinghouse Eletric.

uma exponenciais. Sua monumentalidade com tanta precisão.(. foi a sua influência aura espectral.arrancar pregos. prometiam organizar as tarefas “de 85 anos.. foram os eventos parisienses que elevaram os padrões. tornando-as mais rápidas e pé desde a Cornualha. o visitante se encantava visitantes era notável. moldar velas de cera . ganhou fama ao vir a diárias. e visitá-la era com os produtos expostos: as quase uma obrigação: BRYSON nos máquinas apresentadas na Exposição relata o caso de da Sr. LEMBRANÇA DA GRANDE EXPOSIÇÃO 1851 da Revolução Industrial.. O TRANSEPTO.)” . faziam coisas que o mundo desejava O maravilhamento das pessoas ardentemente que as máquinas começava com o edifício. a maior fizessem . no cotidiano das pessoas comuns Uma vez passado o torpor causado um dos seus maiores legados. caminhando eficientes: “quase todas as máquinas quatrocentos quilômetros”. quase fantasmagórica.. cujo desenvolvimento tecnológico tornou possível a utilização do ferro pré- moldado e dos paineis de vidro em grandes estruturas arquitetônicas. O pela monumentalidade da encanto que a mostra causava nos construção.ª Callinack..) então. presteza e foi alcançada graças aos avanços incansável confiabilidade (. A GRANDE ENTRADA. “ Se foi a Grande Exposição que estabeleceu o modelo pelo qual as exposições “ internacionais passaram a ser julgadas. A mostra apresentava uma O fato de ser todo em vidro dava ao escala suprahumana e números edifício uma atmosfera especial. 63 . talhar construção em vidro já feita até pedras. cada uma mais exuberante que a outra. Entre 1855 e 1900 a capital francesa hospedou cinco Expositions Universelles.

Quando anos. muito provavelmente. e interferia com a de ‘circulação’ é um elemento estru- própria noção tempo/distância: paí. a possibilidade de piciava. “o princípio sentidos e olhares. a do século XIX. o vivenciar de um entrar em contato com culturas tão lampejo da modernidade: na nova diversas era fascinante. as Napoleão III se instalou no poder distâncias continentais inexistiam. projetos de modernidade Para o homem comum de meados estavam em seus planos: entre eles. cuja vida inteira se realização da Exposição Universal de passava. em 1852. já pro- dos visitantes. ou mesmo gem dos deslocamentos. a cidade e suas transformações são os dade de informações e proximidades fundamentos da nova época. turante da modernidade que emerge ses longínquos a passos de distância. visitar uma única visita era possível ver pavilhões exposição universal era uma experi- de países distantes como o Egito.” A modernidade máquinas que só estariam presentes se instala: as exposições e a verti- no mercado dali a meses. em 1855. por si só. O futuro era presentificado. viver vel até há pouco tempo. Esta varie. Para a maior parte de se deslocar até a exposição. menor: em uma único bairro ou distrito. no século XIX. Ela não foi um sucesso como 64 . O próprio ato Índia. algo impensá. A MOSTRA DE ESCULTURA S DO PAVILHÃO INDIANO EM 1851 A exibição trazia ainda a ideia de um uma única cidade e às vezes em um mundo encurtado. deslocar-se. a Turquia. Como possibilitava novas apreensões de afirma ORTIZ (1991). era das máquinas. a ência transformadora.

A exposição. As mentos espaço/tempo causadas pelas mais novas tecnologias serão exibi.. A eletricidade ampliava as localidades mais distantes chegassem 65 . o restaurante russo. na Expo que comemorava o cação doméstica da eletricidade”. e um café dos Estados Unidos de 1900. o dia se alongava. Ainda há os restaurantes tricolor saía de seu topo e iluminava italianos. que já havia de um quilômetro que contorna o sido glorificada com a construção do palácio das Indústrias e o parque. caviar e a adornavam. na Avenue d’Opera e na Place de possibilitando que habitantes de l’Opera. Sua iluminação elétrica também foi frescos suíça (. romanos. lhões de pessoas a visitaram ( JACK- Entre as centenas de restaurantes SON 2006). a mostra de entretenimento: o tempo diário de 1855 espantava os visitantes ao se estendia. ção de trem. A mostra nos. 1889. Palácio de Cristal em 1851.). um restaurante prussiano espanto: com seus 320m de altura.Mesmo não sendo tão grandiosa possibilidades da noite como espaço como a mostra de 1851. Mesmo havia um café argelino. um lugar para degustar a construção da torre Eiffel foi um curaçao. apesar da olfato e paladar: o Champs de Mars recusa de alguns países em participar fica aberto até a meia noite e se de um evento que comemorava uma torna. A exposição celebrava que se encontra ao longo do passeio a arquitetura do ferro. Uma nova esta- das nas Expos: na mostra de 1878. uma ela causava vertigens nos visitantes. foi a iluminação elétrica foi instalada construída para receber os visitantes. Na exposição de 1867. as fronteiras seus maiores trunfos foram duas entre os países se tornam cada vez joias arquitetônicas que competiam menores.. o ponto de revolução. possibilitando os visitantes com a engenhosidade do Palácio de transitarem de uma cultura à outra Cristal e glorificavam o poder da em minutos. onde os parisienses se espremiam confirmou as mudanças nos desloca- para degustar soda com sorvete. Em apresentar-lhes a fotografia e a “apli. por cinco meses. os céus todas as noites. holandês. brasserie vienense. a Gare d’Orleans. novas tecnologias.. foi um triunfo: 32 mi- encontro preferido dos parisienses. O café sueco servia um sucesso: milhares de lâmpadas ponche. ao raiar do novo século. turcos. marroqui.. enquanto um raio salmão cru. que serve os vinhos do Reno. centenário da Revolução Francesa. O experimentar outras máquina: a Galerie des Machines e a culturas era mediado também pelo torre Eiffel. um café com um antecedente deste porte. uma loja de re.

era parte de faziam necessários. tinham uma defasagem de vários parte do complexo de edifícios mon. A primeira linha de metrô pa. que um indivíduo andando aqui ou sição. 33). Como durante o Segundo Império havia escreve Bodanis. pouco mais tarde em Baltimore. Os pavilhões da mostra de 1900 e o deslocar-se entre eles eram um retrato desta cidade feérica. que exigia trilhos e relógios: “antes da estrada de ferro. e fazendo plo. o tempo era uma coisa local.5 metros segurava p. risiense foi inaugurada e uma calçada Cada cidade era um mundo em ambulante transportava os visitantes separado. pessoal. um emblema disto. pois estavam em diferentes tados para a Expo. estivesse. antes da eletrici. elas expres. “A rapidez e a Mas agora esses mundos podiam sin- quebra das fronteiras representam o cronizar-se e. A eletricida. uma estátua de 6. minutos. não mais circunscritos a pe- quenas distâncias entre os bairros em que moravam. Os relógios de gasto nos deslocamentos. cidade havia se tornado um hábito de seus moradores. deixado a cidade mais rápida. Não havia tempo a perder: ali. e assim era legítimo pensar entre pontos importantes da expo. (BODANIS 2008. ele sabia como ajustar-se sam uma aceleração da vida social”. tempo perdido. por exem. ou trabalhando na sua fazenda os deslocamentos mais rápidos se isolada em algum lugar. novas avenidas reduziram o tempo mutável. A mostra de 1900 foi mon- uma tocha que disparava um facho tada em uma Paris bem diferente de luz de 50. e a exposição foi um mundo igualmente separado. pois as dade. O processo de reurbanização mudado transformado a noção de conduzido por Georges Haussmann pertencimento ao mundo. possuir 66 . Flanar pela Nova York e Baltimore. já havia 1855. daquela que recebeu a exposição de de.000 volts. onde quer que alguém espírito de uma época. Próximo à nova estação. ao “controle” preciso e universal do No topo do Palácio da Eletricidade. foi construído um latitudes e o meio-dia chegava um hotel. glorificada na exposição.

realizada em Nova governo norte-americano em mostrar York. do de amanhã com as ferramentas realizadas em várias partes do mundo de hoje” : a nação agora mirava o . O SÉCULO XX. As expos subsequentes. Unidos da América. estes seriam os Estados tão ousada e completa como a ex. “Construindo o mun- do futuro. como se a feira fosse 67 . Com o slogan “O Amanhã seu avanço tecnológico mostrava é Hoje”. Mas nenhuma delas talvez tenha se havia um país pronto para chegar levado a ideia do futuro de maneira lá primeiro. futuro e mostrava ao mundo que. uma nação sôfrega por adiantar-se da pela vontade norte-americana no tempo. reafirmaram este posicionamento. O empenho do posição de 1939. O FUTURO INSTAURADO PELAS EXPOS A exposição de 1900 inaugurou um de mostrar que os difíceis anos de século que será pautado pela inova. a feira de 39 foi pauta. depressão econômica já tinham sido ção tecnológica e pela construção superados.

JACKSON nos descreve outro tempo. torná-lo possível em uma o sonho pensado em 1851: a crença brecha do espaço/tempo: as feiras em um mundo melhor. sanadas pela tecnologia. caminharia para uma era de paz e Fogg e Passepartout acreditaram no cooperação internacional. A feira de 1939 presentificava o presente. serem raptados Geddes. afirma que “ninguém acredita onde todas as imperfeições seriam propriamente em uma Exposição. A GM sua época. Se algum viajante do tempo lhes comentando a respeito da pintura de contasse sobre a futura conversa. acreditavam no poder As montadoras de automóveis não transformador destas experiências. O ficaram atrás: assim como na mostra número de visitantes alcançado pelas de 1900. montada em uma imensa da realidade em que viviam. pelo menos não na sua pretensão de sas americanas esmeraram-se: no representar o mundo”. Seus organizadores e público de altura que respondia a pequenos acreditavam nas mostras. planejar o futuro. Phileas gia. que o até então impossível aconteces- O legado das Expos CLARK ( 2004). adiando os sonhos. quando se o público era recebido por Elektro. Difícil con- pavilhão da Westinghouse Electric.000m2. uma época proporcionavam esta ilusão. os apresentou Futurama. 1867. uma conversa com seu interlocutor. Em seus oitenta dias de auspícios da máquina e da tecnolo. dores. “ 68 . inovações na mobilidade e principais feiras atesta esta crença. Mais ainda. cordar com esta afirmação. da máquina e conseguiram término da feira. de pensarem o futuro. sob os para muitos. cidade pro. As empre. A Segunda poder do tempo cronometrado. de entender projeção da vida no futuro. serem maquete que se estendia por mais de transportados para outro espaço. tão real futura em que a humanidade. da Guerra Mundial irrompeu antes do ordem. viagem ao redor do globo. por instantes. trazê-lo para nada. pensa na história das Exposições Uni- um robô de aproximadamente 2m versais. “ Mas talvez se perguntassem porque ela teria demorado tanto tempo para acontecer. Quanto aos organiza- a experiência com a cidade imagi. visitantes acorriam às mostras dese- jetada pelo designer Norman Bel jando. no transporte individual e coletivos Seja pela vontade de se inteirarem do eram o cerne das questões ligadas à mundo em que viviam. para 3. um túnel que levaria a um futuro Manet sobre a exposição Universal de feliz. de irmandade entre os povos. se. nas expe- comandos e conseguia entabular riências que elas proporcionavam.

69 Ilustração Torre Eiffel .Exposição em Paris .

Exposição em Paris .70 Ilustração .

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e alguns problemas foram evitados. Os relacionamentos foram desenvolvidos. Bravo! A jornada rumo à preservação da integridade do design começa com um designer bem informado. 72 . Ela é a antecipação do design. O design não se materializaria sem a etapa de produção. Cada passo precisa ser executado e cada cenário considerado. embora outros tenham sido reconhecidos como oportunidades expressivas.

produção gráfica & ENTENDE NDO OS FUNDAM ENTOS Katy Brighton 73 .

capacidade de produção. Esteja pre- selecionadores de cor ou impresso. potencial que possa surgir. Atualmente o designer na impressão. por fim. vão viabilizar os resultados nhecimentos do processode produ. o projeto está pronto. de modo que o seu design processo. do trapping Saiba quais perguntas fazer. precisa se preparar para ter volva o relacionamento com ele certeza do que o espera. o que torna o design mais não exceda nenhuma limitação ou desafiador e complexo. utilizando seus co. que estão vai fazer a diferença entre um grande sendo continuamente redefinidas. preciso desde o princípio. mais do que de seu cliente ao se relacionar com nunca. PRODUÇÃO É TUDO QUE PRECISA ACONTECER COM O DESIGN ANTES DELE SER EXECUTADO Hoje em dia. especialistas treinados Desenvolva um pensamento claro e em uma empresa de pré-impressão. a gerenciar as suas expectativas e as ção tipográfica. fundamentadas. a palavra produção ção. o -o desde o princípio no processo de designer
tem mais controle sobre o criação. e agora? antes dele ser executado. evitar embaraços ou é exigido para tomar decisões bem desapontamentos no acabamento. Desen- o melhor. e. Os profissionais da design. Envolva- lucionaram o design. a produção é tudo o perdido. Essas par- tantes mudanças nas técnicas e nas cerias vão prevenir problemas sérios tecnologias. design ou apenas um grande esforço Para resumir. muito tempo. sente em cada passo do processo para res. o designer que gosta de fazer seus fornecedores gráficos. de modo (sobreposição de cores) e a composi. Os computadores revo. Agora. Bem-vindo à para resolver qualquer problema em era digital. Essa compreensão da produção significa muitas coisas. encarregavam-se do processo transmitir e preservar a sua visão do de produção. como planejado. visualize o fim. dos retoques. com 
as cons. de cores. Conseguindo o que você que precisa acontecer com o design quer. 74 . Você é a pessoa mais indicada pré-impressão cuidavam da separação para transmitir as suas intenções. De repente. Não faz Desde o início.

75 . facilita a comunicação. As impressoras flexo sendo indicada para gramaturas de imprimem várias cores em uma só substratos até 350 g/m2. Flexografia — esse sistema é a nográfica pelo qual a tinta é deposi. ENTENDENDO OS FUNDAMENTOS Conhecer as opções. Identifique o melhor processo de impressão para seu projeto e esteja familiarizado com esses métodos. fluidas voláteis que secam rapida- As impressoras ofsete comerciais. tons e vinhetas. escolha um impressor com base na reputação. mente e são aplicadas diretamente em geral. na confiabilidade e na disponibilidade. passada de máquina. no equipamento atualizado. Caracteriza-se pelo uso de impressão (placa de alumínio) de matrizes flexíveis de borracha que é transferida para o substrato ou polímero sendo que as áreas de (papel ou cartão) por uma superfí. e o que é possível fazer. Aprenda sobre os padrões da indústria. Depois. e pelas técnica permite a utilização de uma quebras acentuadas no gradiente de ampla gama de papéis e cartões. na experiência. Esta tingue pelas cores saturadas. cartão) e se dis- em cada passada de máquina. imprimem até dez cores no substrato (papel. grafismo em alto-relevo e tintas cie emborrachada (blanqueta). As principais técnicas de impressão disponíveis são: Ofsete — técnica de impressão pla. menos dispendiosa das técnicas de tada na área de grafismo da matriz impressão.

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 positivos próprios posicionados em Impressão digital — também linha na saída da impressora.
 cilíndrica com as áreas de grafismo gravadas em baixo-relevo transferin. 77 . são direta que utiliza uma matriz convites e artigos de papelaria. É uma técnica em desuso apertados e possuam dados variáveis. O grafismo textos e/ou
ilustrações a partir de é gerado a partir de um arquivo uma matriz (cliché) em alto-relevo digital. ou tenham cronogramas ou cartão. A rotogravura é ideal por uma lâmina de borracha através para a impressão de caixas de pa. que pode ser papel tiragem. está ganhando mercado. A tinta várias cores sobre filmesflexíveis e é espalhada sobre a tela e forçada transparentes. das malhas abertas até atingir o pelão. conhecida como impressão sob demanda. 
É particularmente indicada que é entintada nas partes altas e para projetos que necessitem de transfere
o grafismo diretamente impressões rápidas e de baixa para o substrato. Impressão tipográfica — técnica de Esta técnica utilizada impressoras impressão utilizada para imprimir digitais de grande porte. Caracteriza-se pelas fortes cores plástico ou metal permeável à tinta saturadas e pelos ciclos ligeiramente nas áreas de grafismos e impermeável irregulares. Tem sido utilizada como em malas diretas. superfícies irregulares ou curvas.permitindo as operações de substrato.Rotogravura — técnica de impres. gravações em relevo e versátil que permite imprimir sobre hot-stamping (aplicação de película uma infinidade de materiais além de metálica a quente) por meio de dis. Permite imprimir em nas áreas de contragrafismo. Serigrafia — técnica de impressão do a tinta diretamente ao substrato. que utiliza uma tela de tecido. Trata-se de uma técnica corte e vinco. para a impressão rápida de anúncios. comercialmente.

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Tem a dupla de metal que sobre forte pressão finalidade de proteger ou destacar e calor transfere imagem ou texto uma superfície. Consulte o lagens. OPÇÕES DE ACABAMENTO GRÁFICO Você encontrou o impressor. seu fornecedor gráfico. etiquetas etc. de aplicação de películas metálicas to protetor sobre uma substrato (ouro. Agora vem a parte divertida: uma infinidade de decisões que precisam ser tomadas para acrescentar os toques de acabamento ao seu design: Revestimento — trata-se do pro. Por exemplo. É um processo muito possibilidades de materiais e uso na utilizado para a produção de emba- área dos revestimentos. Por exemplo: em para áreas específicas de seu design. Estampagem a quente — processo cesso de aplicação de um produ. 79 . rótulos. sobrecapas em geral. nuseado. o sulco que também é um processo muito utili. para destacar áreas especí. Nesta mesma capa formato e áreas específicas por
meio é possível aplicar verniz UV em de lâminas de aço especialmente relevo. normalmente existe na capa de um zado para livros de capa dura e nas livro ao longo da lombada.
 uma capa de livro você pode aplicar a laminação a quente (BOPP) para Corte e vinco — processo pelo proteger a área impressa do manu. prata etc. Há inúmeras de madeira. especificou as cores. A gravação pode ser que o papel quebre quando for ma- em baixo-relevo ou em alto-relevo.) por meio de placas impresso ou não. qual o papel ou cartão é cortado em seio do leitor. escolheu o substrato.
 Vincagem — processo semelhante Gravação em relevo — é um ao corte e vinco que consiste na processo que utiliza placas de metal formação de sulcos em uma área (cliché) para imprimir imagens
ou específica do seu design para tornar texto em uma área específica de a dobradura mais fácil e impedir seu design. desenha e montada sobre uma base ficas de seu design.

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16 páginas. Lembre-se de que a fo. brochuras. Consulte sempreo seu forne- páginas do conteúdo do livro. 81 . com espiral plástica. Há encadernação com a gráfica. O cedor gráfico sobre qual o método processo de dobra transforma esta de encadernação é mais adequado folha no que é chamado caderno. normalmente. cola quente ou fria. para imprimir as pá. portanto. Por exemplo. gram- matrizes de impressão (chapas) com pus de metal.Dobra — processo que utiliza Encadernação — processo utiliza- máquinas especiais para dar formato do para juntar os vários cadernos final a uma folha de papel impressa.
 de livros. ao da gramatura do papel e também de final do processo de impressão se como o seu material impresso será obtém uma folha impressa com 32 usado. para seu projeto. Sua escolha lha de papel é impressa nos dois 
la. dos (frente e verso). monta suas costura. Existem vários de tipos de enca- ginas internas de um livro (miolo) dernação. com anéis de aço etc. vai depender do número de páginas. folhetos etc.

Cada passo precisa ser executado e cada cenário considerado. FAZENDO AS COISAS ACONTECEREM O design não se materializaria sem a etapa de produção. e alguns problemas foram evitados. Ela é a antecipação do design. Os relacionamentos foram desenvolvidos. 82 . embora outros tenham sido reconhecidos como oportunidades expressivas. Bravo! A jornada rumo à preservação da integridade do design começa com um designer bem informado.

83 Ilustração Torre Eiffel .Exposição em Paris .

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Qualquer pessoa que tente fazê-lo. O design do livro é uma arte. Há uma longa tradição na produção editorial. profissional e atraente aos leitores. é mais provável que você crie um volume que pareça clássico. para ter inspiração. Se você for novato em design gráfico. faça suas primeiras tentativas do modo mais simples possível e examine atentamente outros livros. e ao projetar seu livro observando os que já foram produzidos. 86 . até mesmo de um livro simples. descobrirá rapidamente como essa arte pode ser difícil.

você já está demitido & não sabe Vitor Boccio 87 .

ATÉ POR QUE ELAS VEM E VÃO. velocidade de obsolescência das coisas e grandes mudanças. E mais mil exemplos desses. Outro. a humanidade. E assim caminha. Existe uma coisa chamada crescimento exponencial. 88 . Você paga sua tv a cabo e nem assiste. NÃO É CULPA DA CRISE. O smartphone transfor- mou operadoras de telefonia (existe?) em distribuidoras de banda. Um ser humano inventou o Uber e destruiu o esquema do taxi. NÃO. rapidamente. telefone e a porra toda. o Whatsapp e matou o SMS. e isso faz o mundo andar cada vez mais rápido. Do crescimento da população ao desenvolvimento de novas tecnologias.

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“ “ 91 .

– E os estudantes de cinema de Berlim que fizeram um filme (Que filme!) para a John- nie Walker. Visto pelo planeta. e tal coisa ia matar tal coisa”. 92 . que diziam que tal coisa ia morrer. talvez encontre um pensamento mágico que nos salve. Aplaudido pelo planeta. De fato. vamos voltar aos fatos. – Quanto vale a marca Uber? Como ela se fez? Quanto de comunicação investiu? Qual o jeito de fazer e quanto tempo levou? O mundo todo conhece o Uber tanto quanto grandes marcas globais. E aí vem a pergunta: Por que caralhos esse treco não há de pegar a nossa indústria? Se quiser se basear na fé. não necessariamente uma coisa mata a outra. Dirão os céticos: “sempre existem os cavaleiros do apocalipse. Mas sim. Deixando de lado a fé. uma coisa mata a outra se essa outra não olhar pra dentro e se rein- ventar.

NETFLIX COM FATURAMENTO GIGANTESCO AMEAÇA O NEGÓCIO DA TV. 93 .

A queda de audiência de quem ainda protege o modelo de negócios no Brasil. mídia programáti- ca. customização de canais. etc. 94 . Os bureaus de mídia pelo mundo e o jeito como a própria disciplina tem se reinventado. com aprofundamento de ROI e mensuração.

95 . Grupos disso ou daquilo. Os drones Uber que farão a humanidade chegar no De Volta para o Futuro. O Google é concorrente e/ou parceiro de todo mundo. O Vaticano. cartões de crédito tradi- cionais. Supermercados. outros valores. tenta desesperadamente com o Papa Francisco se conectar a outros tempos. Os Ubers que an- dam sozinhos. Corretores de imó- veis. operadora de hotéis.– Indústria automotiva em pânico (e excitação) com os carros que andam sozinhos. simplesmente. Sindicatos. Imóveis. intermediar. Fim dos intermediários que não tem um valor além de. governos e classe política. que não faziam nada mais que ser agentes. agências de turismo. Bancos. – Falência moral e/ou financeira das instituições duras: Fifa. Os drones que levam pessoas pelos céus. por exemplo. – A morte de todos os tipos de agentes. Indústria ali- mentícia repensando tudo. sobreviver. cooperativa de táxi. Até de você. Escolas.

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– Os Youtubers e influencers com mais reputação. que só se mantinha por causa de um papel. E diante de toda essa loucura. Vemos hoje tentativas da TV de incorporar linguagens de internet (Adnet é um bom exemplo). cole- gial. Protecio- nismo é coisa do século velho. TV’s tentando apavorar a Netflix. Nin- guém entra mais na internet. É tipo o velho casamento. a primeira tentativa é a mais banal: protecio- nismo. boba. 97 Ilustração Torre Eiffel . Processos contra o Whatsapp.Exposição em Paris . da novela de sempre. Acabou. e isso protegia a instituição casamento (e nos bastidores todo mundo fazia de tudo). Blogs de alguns clubes de futebol fazem trabalho muito mais sério e relevante que muitos (falsos) jor- nalistas mumificados nas arcaicas editorias com interesses comerciais. Antes tinha um papo de “isso é coisa pra internet”. Qualquer um pode ser a nova sensação do último minuto da próxima semana. A vida é uma internet. Separar era feio. CBF peitando a Primeira Liga com ameacinha coronelista. Taxistas enfiando porrada no motorista do Uber. audiência e moral que os velhos atores de sempre. Em vão.

orgânico e de possibilidades e rápida. vai abraçar sua demissão virtual e mos profissionais pra transformar. foi tão interessante mensurar Nunca Muito mais legal. começar a tentar mudar? Ajudar sua por exemplo. Sem a demissão. E choro. Ganhamos uma nova vida. O que você faz será feito do querendo ir trabalhar em qual- de outro jeito. na minha opinião. Mas cá entre nós. o papel. Demitido do seu que faço parte vai pro ar. e em foi permitido errar como se pode busca de ter maior relevância. prototipar coisas. Afinal. a playboy. Dar uma empresa nisso? Caminhar. ao mesmo tempo. De alguma maneira. o talento. Do que ele fazia. o peixe: panhias. O seu jeito de fazer não fun. Precisa. o espaço. A combustível pra nos fazer acordar estrutura da empresa ou necessidade mais cedo. Pra inspirar velho você. Resgatar o respeito. startup. “Continue a Nadar”. Inverter ou velho planejamento e o planejar não subverter a lógica. a estratégia. pensava a gente a repensar a gente. inspirador. tentar dos clientes não será a mesma. propaganda. relevância na vida das (novas) com- como diz a Dori pro Nemo. Cruzar agência de funcionam mais. o primeiro passo para que alguma medo e tesão. não? academia. democrá- construir. nada acon- irá chegar até você. motivação. Nunca foi tão vida que quer se plugar num mundo convidativo e rápido mudar. 98 . E. ela infinitas. O o que ninguém tentou. A questão é: Você transformação aconteça. A proposta de valor quer outra coisa? A fonte secar? Saber da sua empresa não será a mesma. e agia. evoluir? O nova perspectiva. E por isso você teceria. Percebemos e repensa- com gente que pode ajudar. Vamos assistir todo mun- ciona mais. inspiradora. esse é esse mundo dá. que estamos ameaçados pode ser um A ferramenta não será a mesma. um projeto já está demitido. O negócio é: Entenda a mudança e. rever. as agências. que tesão viver nesse mundo. lab de inovação. Nunca mos. Semana que vem. sustentabilidade e resto é fé. A mudança é forte tico. mais flexível. tudo! Chamar Nunca foi tão acessível se conectar a responsa. Perdemos. Enfim. engenharia. Uma errar e corrigir hoje.

Miguel Vasconcellos. Patricia Helena Resende. Julio Freitas.Brasil Rua Arcoverde.design6.6 segmentos Editora: Packy Graphic Solution Web site: http://www. Débora Suzuki.com E-mail: contato@design6. SP . 3331 Todos os direitos desta edição reservados à Editora Packy Graphic Solution São Paulo 99 . agradecimentos p rof e s s ore s Claudio Ferlauto.com Formato: 16x22. Roberto Temin design .5 cm Impressão e Acabamento: Gráfica Arrisca.

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