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TEOREMA DE THEVENIN

Qualquer circuito, por complexo que seja, visto desde dois terminais concretos, é equivalente a
um gerador ideal de tensão em série com uma resistência, tais que:

A força electromotriz do gerador tanto faz à diferença de potencial que se mede em circuito
aberto em ditos terminais

A resistência é a que se "vê" PARA o circuito desde os terminais em questão,
cortocircuitando os geradores de tensão e deixando em circuito aberto os de corrente

Para aplicar o teorema de Thévenin, por exemplo, no caso da Figura 6, elegemos os pontos X e
E e, supomos que desligamos todo o que temos à direita de ditos pontos, (isto é, estamos
supondo que as resistências R3 e R4, as desligámos fisicamente do circuito original) e olhamos
atrás, para a esquerda.

Nesta nova situação calculamos a tensão entre estes dois pontos (X,E) que chamaremos a
tensão equivalente Thévenin Vth que coincide com a tensão em bornes da resistência R2 e
cujo valor é :

O seguinte passo é, estando nós situados nos pontos indicados (X E) olhar para a esquerda
outra vez e calcular a resistência que vemos, mas tendo em conta que devemos supor que os
geradores de tensão são uns curto-circuitos e os gerados de corrente são circuitos abertos, no
caso de nosso circuito original, só há um gerador de tensão que, para o cálculo que devemos
fazer o suporemos em curto-circuito e que é o que vemos ?

Pois se olham a figura 6, o que vemos é que, as resistências R1 e R2 estão em paralelo.
Pelo que a resistência equivalente Thévenin, também chamada impedancia equivalente, Z th.
vale:

O circuito estudado à esquerda dos pontos X, E substitui-se agora pelo circuito equivalente que
calculamos e nos fica o circuito da figura 7, onde agora é bem mais fácil realizar os cálculos
para obter o valor Vo

que calculamos na figura 8 e onde observamos que os resultados são os mesmos. a da teoria de malhas.A outra forma de calcular Vo é. . Mas as equações decorrentes são bastante mais laboriosas.

A esta tensão assim calculada a chamaremos V02 (quando V1 = 0) TEOREMA DE NORTON Qualquer circuito. fornecida pelo gerador V2. A esta tensão assim calculada a chamaremos V01 (quando V2 = 0) Seguidamente calcula-se a tensão de saída Vo. cortocircuitando os geradores de tensão e deixando em circuito aberto os de corrente.Em primeiro lugar calcula-se a tensão de saída Vo. que era o paralelo de R1 e R2 Zth =R1//R2 = R1 x R2 / (R1 + R2) 5. nos ficará o seguinte circuito: Onde temos cortocircuitado os pontos X E da figura 6. visto desde dois terminais concretos. A corrente que circula por entre estes dois pontos a chamaremos Ith e logicamente tanto faz à tensão V do gerador de tensão dividido pela resistência R1 (Lei de OHM) Ith = V / R1 a resistência Thévenin é a mesma que a calculada anteriormente.4 EQUIVALÊNCIA ENTRE THEVENIN E NORTON .-( Coincide com a resistência equivalente Thévenin) Aplicando o Teorema de Norton ao circuito da figura 6. fornecida pelo gerador V1. é equivalente a um gerador ideal de corrente em paralelo com uma resistência. supondo que o gerador V1 é um curto-circuito. tais que: A corrente do gerador é a que se mede no curto-circuito entre os terminais em questão. A resistência é a que se "vê" PARA o circuito desde ditos terminais. por complexo que seja. supondo que o gerador V2 é um curto-circuito.

Seja qual seja o equivalente obtido é muito fácil passar ao outro equivalente sem mais que aplicar o teorema correspondente. suponhamos que calculamos o equivalente Thévenin de um circuito e obtivemos o circuito da esquerda da figura seguinte : Aplicando o teorema de Norton à figura da esquerda. e a resistência Norton é 20 W . cortocircuitaremos a saída e calcularemos a corrente que passa entre eles que será a corrente : Ith = 10 / 20 = 0. pelo que nos ficará o circuito equivalente Norton da direita .5 A. assim por exemplo.