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CAPÍTULO 5 - DIRETRIZES PARA ALGUNS PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL

5
Diretrizes para Alguns
Programas de Gestão
Ambiental

T
anto nos casos de empreendimentos durante o uso dos empreendimentos habita-
submetidos aos processos de AIA e cionais. Para tanto, deverão ser identificados
SGA, como nos que, por alguma razão, os principais resíduos sólidos dele decorren-
não tenha sido possível implementar instru- tes, e as operações a realizar, discutindo-se
mentos de gestão ambiental, as medidas de estratégias para o seu adequado geren-
controle dos impactos ambientais previstos ciamento.
deverão ser estabelecidas por meio de pro-
Dependendo do caráter público ou pri-
gramas integrados de gestão ambiental. Tais
vado do empreendimento habitacional, o ge-
programas objetivam sistematizar e acom-
renciamento dos resíduos domiciliares (cole-
panhar o desempenho e a eficácia das medi-
ta, transporte, tratamento e disposição final)
das recomendadas, devendo contemplar pro-
poderá ser realizado pelos próprios respon-
cedimentos práticos e exeqüíveis, tratando
sáveis pelo empreendimento ou pelo Poder
as principais questões atinentes a cada em-
Público.
preendimento.
Além dos aspectos básicos citados ante-
Exemplos desses programas são apre-
riormente, devem ser elaborados programas
sentados na seqüência, considerando alguns
mais amplos para a gestão dos resíduos só-
aspectos usualmente relevantes: gestão dos
lidos do empreendimento, discutindo-se di-
resíduos sólidos, do partido paisagístico, de
retrizes para a implementação de programas
avaliação em uso, de segurança e saúde e
para a recuperação de materiais recicláveis
de educação ambiental. Esses e outros pro-
e de materiais nocivos ao sistema de trata-
gramas podem ser implementados e, even-
mento e de disposição final do lixo domiciliar.
tualmente, detalhados para gestão de ques-
tões mais específicas. Do ponto de vista dos resíduos domicilia-
res, é necessário fornecer recomendações pa-
5.1 GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ra a confecção das estruturas, individuais e con-
Compreende a definição de diretrizes juntas, para o armazenamento provisório e para
ambientais para a gestão de resíduos sólidos a preparação desses resíduos para a coleta.

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de aerossóis estão presentes no lixo munici- terísticas do entulho gerado tende a não dife. é gran- pliações ou necessidade de reformas nas uni. as recomendações mento. descartadas ou como contaminante em em- mente do que ocorre na fase de construção.Abordagem integrada em empreendimentos de interesse social A abordagem envolverá aspectos da o gerenciamento dos resíduos domiciliares minimização da geração de resíduos. a geração tende a ser espaçada no tempo. responsável por variadas de entulhos. porém. o principal compo- bora possam. por falta Com o passar do tempo. Cd. produtos deteriorados. diferente. des cidades.1 Características dos Resíduos Gerados c) recuperação de recicláveis. balagens (Quadro 36). pal em quantidades significativamente maio- rir significativamente daquele da construção. de sistema de coleta mais adequada. blico ou dos responsáveis pelo empreendi- peza pública. Nesse caso. as carac. Além disso. jornais e revistas. Zn e Hg). a) coleta. transporte. Esses materiais são considerados Dependendo do caráter público ou pri. a responsabili- consistem nas seguintes atividades: dade é sempre do gerador. Em sua composição. garrafas. havendo am.1. quer sejam como sobras será gerado. originados da vida diária das residências e No uso do empreendimento. como resíduos perigosos pelo fato de conte- vado do empreendimento e de sua dimensão. final) poderá estar ao encargo do Poder Pú- biental aplicada aos resíduos sólidos e à lim. Portanto. ou mesmo decorrentes de tâncias perigosas que podem ser encontrados suas atividades de manutenção. Para tanto. ainda. Pilhas. rem metais pesados (Pb. b) reaproveitamento. pressu. pode-se assumir que veis. papel higiênico. fraldas descartá- na ocupação. tratamento e disposição diferenciada e/ou seletiva e educação am. constituem-se de restos de comida. novo entulho no lixo domiciliar. verdu- praticamente concluídas e que as unidades ras. 5. res em relação aos demais resíduos poten- pode-se admitir como válidos os mesmos cialmente perigosos. coleta (coleta. cerca de 60% em peso.HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE . que 136 . em geral. ser geradas quantidades nente é a matéria orgânica. principalmente em gran- comentários apresentados para aquela fase. lâmpadas fluorescentes e frascos Considerando-se que. embalagens habitacionais tendam rapidamente à sua ple. cascas põe-se que as obras de construção já estejam de alimentos. de a variedade de produtos contendo subs- dades individuais. e ainda uma grande diversidade de ou- os principais resíduos gerados nessa etapa tros itens. No caso do entulho. geralmente. em. e Os resíduos domiciliares são aqueles d) disposição. sejam os resíduos sólidos domiciliares.

(1993).DIRETRIZES PARA ALGUNS PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL Quadro 36 – Componentes potencialmente perigosos contidos nos resíduos sólidos domiciliares Tipo de Produto Substância Material para pintura Tintas. Dentre os diversos tipos de resíduos ge- Já os aerossóis. inseticidas. termômetros Mercúrio. solventes. cádmio e chumbo Frascos em geral Aerossóis Fonte: GOMES & OGURA. isto é. herbicidas e fertilizantes Produtos para automóveis Óleos lubrificantes. sendo seus resíduos compatíveis com os resíduos sólidos domiciliares.2 Coleta Seletiva do homem. As demais áreas comuns inadequada de disposição. nidade de materiais. podendo ser O lixo domiciliar é formado por uma infi- a eles incorporados.que será retirado pelo sistema derem migrar por longas distâncias ou para público de coleta e destinado à disposição as águas superficiais e subterrâneas. fluorescente e de arco de mercúrio. poderá vos produtos. baterias/pilhas. aos restos de substâncias químicas que con. ao contrário do tendem a não apresentar geração significa- aterro sanitário). conta. animais domésticos e sinantrópicos Pesticidas. tiva.1. alguns podem ser separados do volume de têm quando descartados e pelo fato de po. limpadores. fluidos de freio/transmissão e baterias Produtos de limpeza Ceras e polidores. retornando à cadeia produtiva. desinfetantes e desodorizadores de ar Farmacêuticos Remédios/restos medicinais e cosméticos Lâmpadas de néon. podem migrar e se integrar à cadeia alimentar 5. são perigosos devido rados pelos indivíduos em suas residências. repelenticidas. minhados para outro destino: são os mate- riais conhecidos como recicláveis. pigmentos e vernizes Produtos para jardinagem. final definida pelo município – sendo enca- minando o meio ambiente. lixo comum . sendo que os mais co- 137 . ainda ser gerada quantidade significativa de ao invés de ocupar espaço em aterros sanitá- matéria orgânica oriunda das operações de rios (ou lixões. re- Dependentemente das características síduos que podem ser transformados em no- do empreendimento habitacional. uma forma extremamente poda e jardinagem. CAPÍTULO 5 .

de maneira que eles próprios levem tem grupos populacionais (por exemplo em seus materiais até o depósito. assim como todos fato de que as porcentagens descritas refe- os papéis “limpos”. de um ou mais conjuntos de lixeiras pessoa. tal dos resíduos.Abordagem integrada em empreendimentos de interesse social muns são: restos de comida. de vidro e metálicas tal paulista a geração de resíduos por pessoa (provenientes de produtos de limpeza. entre outras ori. soa. jeção. vidro e metais. exis. cascas de frutas cidades longe dos grandes centros urbanos) e legumes. Deve-se atentar para o plástico.5 kg/dia. caixas e muitos ou. Essa equação é altera- depende da instalação. dores.8 kg de resíduos/dia por pes- tros. apesar de não serem orgânicos representem cerca de 60% do to- incluídos na classificação tradicional de reci. papéis sujos (guardanapos de pa. como restos de comida tituam-se em cerca de 40%. Tradicionalmente. pessoa/dia. quanto mais alto o poder econô- riais. enquanto em alguns bairros da capi- ro. subindo assim a fatia percentual de coloridas. Embora em peso os recicláveis cons- Materiais orgânicos. sendo posteriormente encaminha- população. revistas. Para fins de pro- dios. revistas. a sim- No Brasil. quanto mais dos e estocados em locais diferentes daqueles baixo o poder aquisitivo de um grupo popu. pode-se calcular uma média de gera- gens). remé. em volume essa proporção cláveis. é suficiente 138 . alimentos. isto é. gerando menos de 0. ção de 0. que será tratado adiante. volume. é necessário que eles sejam se- gânico). lacional. recebam coleta diferenciada. em novos produtos. por meio de um processo Para que os materiais recicláveis pos- chamado compostagem (em que esses resí- sam ser efetivamente encaminhados para duos são transformados em composto or- reciclagem. cosméticos. devido às grandes desigual. embalagens plásticas. aquisição é necessária. parados na origem dos materiais orgânicos e A quantidade e a composição do lixo dos rejeitos. chega a superar 1. e os materiais e de poda de jardim. dentro da residência das variam de acordo com o nível antrópico da pessoas. Muitas vezes. resíduos de banhei. cadernos e livros. assim como é maior a porcen- Embora pertença ao senso comum a tagem de resíduos orgânicos em relação ao idéia de que a implantação da coleta seletiva volume de recicláveis. do lixo comum do conjunto habitacional e. específicas para cada um dos mate- recicláveis.7 a 0.HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE . cabe ressaltar que nem sempre sua mico da população. como jornais. também podem ser transformados é invertida. menor o volume de lixo gerado por por fim. costuma-se conside. rem-se ao peso dos materiais e não ao seu caixas de papel e papelão. jornais.5 kg/dia de lixo por pel e papéis de cozinha). de acordo com a composição apresen- rar como recicláveis todas as embalagens de tada no Quadro 37. nas áreas comuns dos da quando aumenta a quantidade diária por edifícios. De maneira geral. ples organização da coleta junto aos mora- dades encontradas no meio antrópico. pessoa.

vidro 35% temperado e de janela garrafa. se houver poucos No primeiro caso. pote. Papel 25% papelão. embalagem de aerosol 61% (alumínio) arame e chapa 18% (aço) garrafa. cristal. dições em que o material deve estar acon- sultantes da coleta seletiva pode ocorrer sob dicionado e outras informações. copo. 37% impressos metalizado e fotografia Metal 4% lata. junto está incluído na área de abrangência veitar tambores ou outros recipientes para da coleta seletiva. espelho. acrílico. a) verificar nos órgãos responsáveis se o con- ciadas para o lixo seletivo. o que cria alguns problemas. exercer essa função. a colocação de lixeiras pres- o conjunto habitacional – ou por empresas supõe que o material nelas depositado seja ou entidades contratadas.DIRETRIZES PARA ALGUNS PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL Quadro 37 – Materiais recicláveis e seu peso relativo no lixo domiciliar brasileiro Peso relativo Taxa de Material no lixo domiciliar Produto reciclável Rejeito reciclagem brasileiro no Brasil papel branco. parafinado. 15% adesivo e fralda saco e sacola Fonte: GRIMBERG & BLAUTH (1998). papel misto. CAPÍTULO 5 . 139 . peça. espuma. revista e plastificado. tampa. para que o armazenamento seja efetuado. serviço municipal de coleta – isso ocorre ape- ras especiais. brinquedo. Plástico 6 a 7% tampa. com o mínimo dispêndio b) levantar os detalhes do programa: qual o de recursos (Figura 9). frasco. bastando: Ainda que seja definida pelos moradores a necessidade de instalação de lixeiras diferen. frasco. carbono. jornal. em caráter priva- retirado periodicamente por uma terceira do. o procedimento para – ou se não houver – funcionários responsá- implantação da coleta seletiva é mais facili- veis pela limpeza no conjunto habitacional. nas se houver coleta seletiva implantada pela Prefeitura do município onde está instalado Além disso. Vidro 3% pote e caco louça. pelos condôminos. é possível reapro. isopor. tado. sistema implantado. con- A retirada dos materiais recicláveis re. ferragem. duas situações diferentes: ser efetuada pelo sem despesas extras com a compra de lixei. celofane. lâmpada. pessoa para armazenamento no depósito. tubo de TV. dias da coleta.

e a renda revertida em be- e) determinar procedimento interno para nefício do condomínio. São Paulo-SP c) repassar aos moradores do conjunto os ge o gerenciamento total do processo pelos dados obtidos. no Condomínio Riviera Paulista. prévio mais detalhado para implantação da tada pela municipalidade. e prios moradores. o que não ocorre deposição dos materiais no depósito. incluindo a responsabilidade pela coleta e destinação final. Nesse caso. cria-se d) preparar o local de depósito dos recicláveis a possibilidade de que os recicláveis com (previamente determinado no projeto ou mercado sejam comercializados pelos pró- definido posteriormente). Figura 9 – Tambores utilizados como lixeiras específicas para recicláveis. pois exi. moradores.Abordagem integrada em empreendimentos de interesse social Fonte: INSTITUTO GEA. é necessário planejamento Caso não haja coleta seletiva implan. a organização do coleta seletiva. quando o programa é gerido pela Prefeitura. as seguintes atividades: 140 . que pressupõe basicamente programa interno é mais complexa.HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE . Entretanto.

especialmente quan- Caso a coleta seja realizada pela Prefeitura. O saco a ser estocado deve estar limpo. adianta efetuar a separação dos materiais. apresenta-se no Quadro 38 a tabela de conversão dos c) organização do funcionamento interno da volumes dos materiais em peso.DIRETRIZES PARA ALGUNS PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL a) formação de uma comissão interna de provavelmente as retiradas deverão ser fre- moradores. 141 . relacionado à melhoria da qua- lidade de vida da região onde o conjunto está g) informação periódica aos moradores sobre instalado. forma de separação. que será responsável pelo pla. para evitar a proliferação de insetos. é inevitável consi- Para que a coleta seletiva possa ser im. sa ou mão-de-obra para compactar o mate- ção ambiental. guem para a coleta pública. à redução dos resíduos que se- o andamento do programa. a população envolvida. Este pelo menos a lotação de um veículo de carga ponto é muito importante. tidos com a comercialização do material quisito básico a existência de um local co. No segundo caso. compactação ou prensagem. Para facilitar o planejamento da coleta da para envio à reciclagem. local de bitual do lixo) e empilhado. derar que os recursos passíveis de serem ob- plantada em um conjunto habitacional. efetuar a coleta dos recicláveis obtidos (é pois o volume exigido para a retirada é de possível vender ou doar os materiais). qüentes (no mínimo uma vez por semana). monitora. responsa- colocado em sacos (como é a disposição ha- bilidade pela coleta nos andares. do se trata de grupos populacionais de baixa a necessidade de espaço é reduzida. e do local de armazenamento. constituem-se em estímulo importante para berto para armazenamento dos materiais. f) gerenciamento do programa. pois renda. separados. Foi aqui coleta seletiva (que materiais deverão ser considerada a disposição do material solto. e) implantação efetiva do programa. em que a coleta é realizada por empresas ou organizações privadas. CAPÍTULO 5 . à diminuição do desperdício de recursos naturais e ao desen- volvimento da cidadania. pois de nada (caminhonete ou caminhão). Embora o objetivo maior da implanta- mento das retiradas de material e controle ção de um programa de coleta seletiva deva dos recursos obtidos. sem qualquer armazenamento dos materiais). rial. e ser ambiental. nejamento e gerenciamento do programa. é re. pois dificilmente d) divulgação do programa aos moradores e os conjuntos habitacionais disporão de pren- desenvolvimento de atividades de educa. se não for encontrada uma forma de retira. é b) pesquisa para encontrar empresas ou or- preciso prever o armazenamento do mate- ganizações que estejam interessadas em rial por um tempo mais extenso (Figura 10).

9 Revista 1 m3 296.2 Lata de alumínio 1 m3 29.475.8 –23. 142 .5 Plástico rígido misto 1 m3 22.8 PET.0 Fonte: CEMPRE (1995). garrafa achatada 1 m3 44. São Paulo-SP Quadro 38 – Tabela de conversão Material Volume Peso (kg) Papel de escritório 1 m3 237.7 – 43.2 Jornal empilhado Pilha de 30 cm 15.8 . no Condomínio Champs Elysées.0 Papelão 1 m3 178.1 PET. Figura 10 – Armazenamento de recicláveis efetuado em sacos de ráfia (big-bags).4 Lata de folha-de-flandres 1 m3 89.Abordagem integrada em empreendimentos de interesse social Fonte: INSTITUTO GEA.5 Vidro 1 m3 356.5 – 356.HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE . garrafa de refrigerante 1 m3 17.7 Lata de alumínio achatada 1 m3 148.

sendo que o mais in- tas). CAPÍTULO 5 . transformando-os em composto orgâ. (*) Porque atraem insetos e animais. Para que seja possível uma avaliação uma parte deles seja utilizada para compos- antecipada dos recursos resultantes com a tagem em condomínios. uma vez que o Todos os resíduos orgânicos podem ser valor de venda dos materiais recicláveis é compostados.22 Serragem Gordura e sebo Cinza de madeira queimada Óleo Lata de aço 0. necessário providenciar uma composteira. Existem várias metodologias para pro- nicos (restos de alimentos e de poda de plan.16 Pó de café PET 0. apresenta. causam mau cheiro ou prejudicam o composto.04 Resto e casca de fruta Sobra de comida Talo e casca de vegetal Papel higiênico sujo Plástico rígido 0. mas sugere-se que somente baixo.25 Saquinho de chá Plástico filme 0. mover a compostagem. a geração de maus odores ou a atração de se no Quadro 39 a média dos preços de insetos e roedores (Quadro 40). em pesquisa junto a programas de Quadro 40 – Sugestões de resíduos coleta seletiva já implantados. volume de recursos obtidos. venda obtida pelo Cempre (2001) em São Paulo. pode ser feita com alambrado ou madeira. que relativamente simples e que pode reduzir sen.18 Casca de ovo Poeira de varrição Fonte: CEMPRE (2001). dicado para pequenas quantidades – e que nico que pode servir para fertilizar as áreas já vem sendo utilizado com sucesso em con- verdes do conjunto habitacional ou mesmo domínios – é o método aeróbio. A com.06 Papelão Fezes de cachorro e gato Alumínio 1.10 Galho Carne e osso Papel branco 0. de maneira a evitar venda dos materiais coletados. Para tanto. é possível desenvolver a reciclagem de materiais orgâ. entretanto. orgânicos para compostagem Podem ser colocados Não devem ser colocados Quadro 39 – Preço de venda na composteira na composteira* dos recicláveis Folha/Graveto Papel (guardanapo e papel de cozinha) Material Preço por kg (em R$) Filtro de café Papelão 0. pois representa a maior po. pela coleta pública. Além dos materiais citados. 143 .DIRETRIZES PARA ALGUNS PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL Muitas vezes.54 Grama cortada Laticínio Vidro 0. pois a comunidade decepciona-se com o porcentagem na composição do lixo urbano. programas de sivelmente o volume de lixo a ser retirado coleta seletiva são suspensos em pouco tem. que postagem de restos orgânicos é um processo serve basicamente para conter o material. é os vasos de plantas dos apartamentos.

lizado. geralmente protegidos por um recipiente rígido externo (pequenos cestos Antes da coleta externa. O composto pode ser retirado após cerca de 6 a 9 semanas. de acordo com a geração duais. c) evitar impacto negativo. tem aparência de e) evitar a contaminação do solo.HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE . contato com a terra (de maneira a facilitar a b) evitar a proliferação de insetos (moscas e atração de microorganismos decomposito- baratas) e a atração de ratos. composição e movimentação (tipo de coleta e freqüên- cia). resistentes e compa- preendimento. Nesse local. O dimensionamento dessas estruturas é efetuado com base na estimativa Normalmente. normalmente o lixo é conduzido di- 144 . os recipientes be destacar que. terra escura e é considerado um excelente repositor de nutrientes para jardins. porém. cães. 2000). com o lixo). é preciso que a (no caso de haver coleta diferenciada ou pilha receba ar e umidade de maneira equili. hortas A forma de acondicionamento do lixo é ou plantas ornamentais. na fase de construção do em.3 Estratégias de Gerenciamento rador. locados. Para que não haja problemas de mau cheiro d) evitar contaminação de material reciclável ou proliferação de insetos. Quanto ao acondicionamento temporá- cagem temporária (IPT & CEMPRE. determinada por sua quantidade. resíduos à coleta. os resíduos de- com tampa comum ou basculante). vem ser acondicionados em recipientes ade- quados e encaminhados para locais de esto. nas residências indivi- da geração de lixo. térreas ou não. no caso de residências isoladas (casas Este procedimento visa: térreas).Abordagem integrada em empreendimentos de interesse social O mais importante é que a construção a) evitar acidentes com moradores e com permita a entrada de ar e que o fundo tenha funcionários que manipulam o lixo. gatos res). De maneira geral. para o arma. os resíduos devem ser co- e outros animais indesejáveis. assegurando condições sanitárias e zenamento provisório e para apresentação dos operacionais adequadas. ca. rio. formando-se camadas alternadas de resíduos de cozinha e de gravetos ou grama. ticos são utilizados como recipientes primá- sidade média do lixo apresentado à coleta rios (aqueles que ficam em contato direto (valores entre 250 e 300 kg/m3).1. visual e olfativo. e brada. coleta seletiva). individuais e coletivas. pequenos sacos plás- per capita (cerca de 1 kg/habitante) e a den. o acondicionamento estará sujeito à de Resíduos Sólidos regulamentação da administração municipal Em relação aos resíduos domiciliares. Embora seja de responsabilidade do ge- 5. deverão ser confeccionadas as tíveis com o equipamento de transporte uti- estruturas. devem ser estanques. local.

bém deverão receber coletores de pequeno e médio porte para a recepção de lixo. renciada e ou de coleta seletiva podem fazer devem ser cuidadosamente dimensionados uso de embalagens plásticas diferenciadas ou e posicionados. Além do exemplo de cidadania. os horários e as da- apresentadas ao serviço de coleta (pública tas de apresentação do lixo à coleta são regu- ou privada). ganizações Não-Governamentais (ONGs). as quais serão Os locais. contudo. Várias Or- em sistema de apartamentos. tam- decidos fielmente. Nesse local. dinagem são especialmente indicados para Programas comunitários de coleta dife. no caso de autogestão. Esses coletores devem ser es- processamento de parte (ou. lamentados pela administração pública (ou. poderão contêiner às suas necessidades (há várias necessitar de locais para armazenamento pro- alternativas no mercado. amortização de pequenas despesas comuni- visório de todo o lixo gerado. pode-se avaliar a possibi- Sinalização orientativa também poderá ser lidade de instalação de composteira para o necessária. pela empresa contra- As áreas comuns do conjunto habita- tada para o gerenciamento) e devem ser obe- cional. Tais equipamentos. posicionados nas sentação à coleta. CAPÍTULO 5 . essa finalidade). orientam e apoiam tais ini- de armazenamento temporário para cada ciativas. ciativas de filantropia e de promoção social. programas. tais edifício ou conjunto de edifícios (em geral. visório dos materiais coletados. vaziados periodicamente. dependentemente do fluxo de re- prio morador adaptará a dimensão do seu síduos e da dinâmica que possuam. empreendimento. mente são acondicionados em embalagens plásticas de maior volume. os tárias do conjunto habitacional ou apoiar ini- sacos de lixo das várias residências normal. de contêineres específicos. com os materiais da totalidade) da matéria orgânica gerada obtidos sendo embalados adequadamente e no conjunto habitacional (aqueles materiais encaminhados para os locais de armazena- provenientes das operações de poda e jar- mento provisório. e cessidade adicional de. a forma. No caso de conjuntos habitacionais veis em condomínios residenciais.DIRETRIZES PARA ALGUNS PROGRAMAS DE GESTÃO AMBIENTAL retamente do recipiente para o local de apre. Tais previsão de uma estrutura adicional. um local mesmo empresas. similares se ampliam as experiências de sucesso envol- àqueles empregados na limpeza de áreas vendo programas de recuperação de reciclá- públicas). após a consolidação do seuntes manterem a limpeza em tais locais. pro- Dependentemente das condições e piciando meios para os moradores e tran- necessidades locais. eventualmente. no mínimo. desde os tradicio. programas podem gerar recursos para a situado no térreo) para armazenamento pro. haverá a ne. de forma a não gerar incômo- 145 . tanto internas como externas. Cada vez mais nais cestos até carrinhos de mão. não sendo necessária a áreas públicas do empreendimento. O pró.

Destaca-se. crianças. freqüên- relação ao gerenciamento do lixo.HABITAÇÃO E MEIO AMBIENTE . É fundamental.Abordagem integrada em empreendimentos de interesse social do aos moradores locais e à vizinhança. deve haver compatibilização gidas as metas definidas. posição final. tanto para as operações de trans. empregadas domésticas. couber aos respon- palestra etc. e) formato da informação (texto. a) clareza dos objetivos. Caso o conjunto habitacional seja aten- dido pelo serviço público de coleta de lixo. dentre outros). cortantes dos resíduos sólidos em um conjunto habita. ser grandiosos. funcionários. tamanho das mensagens. da produção com a demanda de consumo. nem abrir mão da simplicida- que essa não é uma orientação geral. Se. de tratamento e dis. deverão ser contratados os serviços de (de acordo com o público-alvo). que se man- uma opção que deve ser cuidadosamente tenha um fluxo estável de atividades e que se avaliada pelos responsáveis e moradores do avalie cuidadosamente aspectos como: conjunto habitacional. faixas. no entanto. c) forma mais adequada para a transmissão bitacional apenas acatar as orientações do das informações (com folhetos. Da cação ambiental. 146 . placas etc. para coleta seletiva cional seja apoiado em estratégias de edu.). cartazes.) no lixo domiciliar. é importante para que não surjam problemas com a esto- ter em vista que tais programas não precisam cagem do composto. órgão municipal responsável. para o não-descarte de porém. é aconselhável que o gerenciamento substâncias perigosas (tóxicas. cabendo aos responsáveis pelo conjunto ha. Como exemplos de ações que podem porte como para tratamento/disposição fi. Nessa interação bilateral. de programas educativos para a manutenção da limpeza pública nas áreas comuns do con- Independentemente da modalidade. para que possam ser atin- mesma forma. ser desenvolvidas. etc. estarão a cargo do município. por outro lado. sa. dentre outros. junto habitacional. cia etc.). empresas especializadas e devidamente cre- denciadas nos órgãos ambientais municipal e estadual. mas de. ilustração. inclui-se a implementação nal dos resíduos sólidos. f) locais mais apropriados para a divulgação to. bem como cartilhas.). instruir seus moradores e funcionários a coo- perar da melhor forma com os programas d) intensidade de informação (quantidade de municipais eventualmente existentes em dados. e sáveis pelo conjunto habitacional o geren- ciamento do lixo gerado pelo empreendimen. no entanto. b) identificação do público-alvo (donas de ca- as fases subseqüentes. de recicláveis diversos.