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MBA EM GESTÃO FINANCEIRA, CONTROLADORIA E

AUDITORIA - LD 1/16
PROFESSOR: DANIEL FERREIRA FALCÃO
DISCIPLINA: CONTABILIDADE FINANCEIRA

MBA EM GESTÃO FINANCEIRA, CONTROLADORIA E AUDITORIA
LD 1/16

Prof.° Daniel Ferreira Falcão

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SUMÁRIO

1. PROGRAMA DA DISCIPLINA ................................................................... 5
1.1 EMENTA .................................................................................................... 5
1.2 CARGA HORÁRIA TOTAL .................................................................................. 5
1.3 OBJETIVOS ................................................................................................ 5
1.4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ............................................................................. 6
1.5 METODOLOGIA ............................................................................................ 6
1.6 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ............................................................................... 6
1.7 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA .......................................................................... 6
CURRICULUM VITAE DO PROFESSOR ......................................................................... 7

2. TEXTO PARA ESTUDO .............................................................................. 8
2.1 FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE .................................................................... 8
2.1.1 CONCEITOS CONTÁBEIS INTRODUTÓRIOS............................................................................. 8
2.1.2 BASE CONCEITUAL DA CONTABILIDADE .............................................................................. 13
2.1.2.1 DE ACORDO COM O CPC – CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL-
FINANCEIRA ÚTIL (CPC 00 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA) .................................................... 16
2.1.2.2 DE ACORDO COM O CFC – PRINCÍPIOS CONTÁBEIS (RESOLUÇÃO CFC N.º 750/93) .. 21
2.1.3 ÊNFASES DA CONTABILIDADE .................................................................................. 24
2.1.4 ALGUMAS NOMENCLATURAS IMPORTANTES........................................................... 27
2.1.5 REGIME DE CAIXA X REGIME DE COMPETÊNCIA ................................................... 30
2.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.................................................................. 32
2.2.1 EXIGÊNCIAS LEGAIS ........................................................................................................... 32
2.2.1.1 FORMAS JURÍDICAS DE CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS ...................................................... 32
2.2.1.2 ELABORAÇÃO, DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO ..................................................................... 36
2.2.1.3 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ......................................................................................... 37
2.2.2 PLANO DE CONTAS ............................................................................................................. 41
2.2.3 CONSTITUIÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL ....................................................................... 42
2.2.3.1 ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS .............................................................. 43
2.2.3.1.1 POSIÇÃO PATRIMONIAL E FINANCEIRA – “BALANÇO PATRIMONIAL” ............................ 43
2.2.3.1.2 DESEMPENHO – “DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO”................................................... 45
2.2.3.1.3 DISTINÇÃO ENTRE CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE .................................................. 45
2.2.4 “DESTRINCHANDO” O BALANÇO PATRIMONIAL ................................................................... 46
2.2.5 EXEMPLOS DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS...................................................................... 50
2.2.6 DINÂMICA CONTÁBIL: INTEGRAÇÃO ENTRE BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO .................................................................................................................................. 61
2.2.6.1 BALANÇOS SUCESSIVOS ................................................................................................. 61
.................................................................................................................. 64
2.2.7 DMPL – DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ............................... 76
2.2.8 DFC – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA ................................................................ 87
2.3 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA ................................................................... 96
2.3.1 ANÁLISE HORIZONTAL E VERTICAL ..................................................................................... 96
2.3.1.1 ANÁLISE HORIZONTAL .................................................................................................... 96
2.3.1.2 ANÁLISE VERTICAL ......................................................................................................... 96
2.3.2 CAPITAL DE GIRO ............................................................................................................. 101
2.3.3 ANÁLISE ATRAVÉS DE INDICADORES OU QUOCIENTES...................................................... 103

Contabilidade Financeira

4
2.3.2.1 INDICADORES DE ATIVIDADE OU ROTATIVIDADE (PRAZOS MÉDIOS) .............................. 104
2.3.3.2 INDICADORES DE LIQUIDEZ .......................................................................................... 109
2.3.3.3 INDICADORES DA ESTRUTURA DE CAPITAL (ENDIVIDAMENTO) ....................................... 112
2.3.3.4 INDICADORES DA RENTABILIDADE................................................................................. 115
2.3.3.5 INDICADORES DA LUCRATIVIDADE ................................................................................ 116
2.4 GLOSSÁRIO............................................................................................. 118

Contabilidade Financeira

PROGRAMA DA DISCIPLINA 1. Estrutura das demonstrações contábeis.1 Ementa A contabilidade e o sistema de informação contábil. Método das partidas dobradas.3 Objetivos Com a leitura desse material o aluno terá uma visão geral da Contabilidade e compreenderá a sua importância no controle e tomada de decisão nas atividades das empresas em geral. ser capaz de:  identificar as contas de ativo. passivo e patrimônio líquido compreendendo a importância de cada conta contábil no contexto de seu grupo. e  reconhecer o significado das informações constantes nos relatórios econômico-financeiros.  compreender o tratamento e os mecanismos da contabilidade. 1.2 Carga horária total 24 horas/aula 1. distinguindo as variações decorrentes no patrimônio da entidade. Regime de caixa e regime contábil de competência.  compreender o fluxo da informação contábil até os seus reflexos nas demonstrações contábeis.  extrair dos relatórios contábeis as informações necessárias para avaliar a saúde econômica e financeira das empresas. 5 1.  perceber os efeitos das receitas e despesas na determinação do resultado do exercício. especialmente no Balanço Patrimonial (BP) e nas Demonstrações de Resultado do exercício (DRE). Contabilidade Financeira . Análise econômico-financeira das demonstrações contábeis. especificamente. Deverá.

2010. Contabilidade Financeira . Contabilidade Gerencial 9ª ed. O Contábeis lucro: bruto. Contabilidade Empresarial. Eliseu. GELBCKE. Renê Coppe.  Financeira 1. Manual de Contabilidade Societária.7 Bibliografia recomendada GARRINSON. ed.5 Metodologia O curso será conduzido através de aulas expositivas e análise de estudos de casos onde os assuntos debatidos serão examinados através de resoluções de problemas e de casos práticos. Despesas e suas classificações. & Noreen. 1. MARION. São Paulo: Atlas. Divulgação e Publicação Análise Econômico. Eric W. 2010.  Balanço Patrimonial  Demonstração do Resultado do Exercício  Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido  Formas Jurídicas de Constituição de Empresa Exigências Legais  Elaboração.6 Critérios de avaliação A avaliação será feita através de exames individuais de verificação de aprendizagem (80%) e elaboração de trabalhos em equipe (20%). 9ª Edição 2008. Márcio Luiz. Curso de Contabilidade para Gestores. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. 1. Receitas. 6 1. José Carlos. Ray H. Sérgio de. IUDÍCIBUS. 2001. Ernesto Rubens. BORONELLI. Analistas e Outros Profissionais.4 Conteúdo programático  O objeto da Contabilidade e a equação patrimonial Fundamentos da  A escrituração e o método das partidas dobradas Contabilidade  Princípios e Características pertinentes a contabilidade  Demonstrações e Relatórios obrigatórios e não obrigatórias  Exemplos do conjunto completo das demonstrações e suas estruturas Demonstrações  A estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício. PIMENTEL. LTC Editora. 1. ed. Rio de Janeiro. 1. MARTINS. operacional e líquido.

atua na área contábil financeira desde 1995. tendo atuado como auditor pela DELOITTE Touche Thomatsu. Contabilidade Financeira . Mestre em Gestão e Estratégia em Negócios pela UFRRJ. Atualmente atua como Consultor Empresarial. Gerente de Contabilidade do Fundo de Pensão TELOS-EMBRATEL. Imobiliária e Incorporadora. MBA em Finanças Corporativas pela UCAM-RJ e Graduado em Ciências Contábeis pela UFRJ. É professor de graduação e de programas de MBA. Supervisor Financeiro na EMBRATEL. 7 Curriculum vitae do professor Daniel Ferreira Falcão é Doutorando em Contabilidade pela UnB. Além das atividades docentes exercidas a 13 anos. Gerente de Controladoria das Empresas BRASIF e Diretor Financeiro de um grupo de Construtora.

reduzir custos.1 Conceitos Contábeis Introdutórios TOMADA DE DECISÃO Frequentemente estamos tomando decisões: a que hora iremos levantar. Por isso. são decisões importantíssimas: o casamento. quase todas importantes.. de informações corretas. preço de um produto. que quantidade de material para estoque deveremos comprar. Os números passados também tornam possível ao governo legislar e cobrar impostos. A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. a carreira. Números passados permitem que projetemos resultados e é em função desses resultados que a sociedade investe seus recursos. 2. Decisões tais como comprar ou alugar uma máquina. constatamos que. pois uma decisão importante mal tomada pode prejudicar toda uma vida. neste módulo.1 Fundamentos da Contabilidade Em Uma Economia Globalizada E Altamente Competitiva – Como A Que Se Instala No Mundo Atual –. avalia o desempenho dos negócios. que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões. Para Isso. os responsáveis pela administração estão tomando decisões. principalmente as pequenas. A Contabilidade é a linguagem dos negócios. análise mais profunda sobre os elementos (dados) disponíveis. a falta de recursos. mensurando-os monetariamente. Suficientes. nesses casos. Entretanto.. Evidentemente. os encargos sociais.). Ouvimos empresários que criticam a carga tributária. Contabilidade Financeira . Particularmente. descendo fundo em nossas investigações. a aquisição de casa própria. ela coleta todos os dados econômicos. essas decisões mais importantes requerem cuidado maior. registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados. em consequência de ter sido elaborada única e exclusivamente para atender às exigências fiscais. para exemplificar. TEXTO PARA ESTUDO 2. Na verdade. Vivemos um momento em que "aplicar os recursos escassos disponíveis com a máxima eficiência" tomou-se. Por fim observamos. nas decisões tomadas sem respaldo. produzir mais. De Informações Contábeis. Mede os resultados das empresas. trataremos a Contabilidade como um instrumento de gestão e controle. Observamos com certa frequência que várias empresas. os juros altos etc. Só Sobreviverão As Organizações Capazes De Se Adaptar. Algumas vezes. dadas as dificuldades econômicas (concorrência etc. quanto de dívida contrairemos. a "célula cancerosa" não repousa nessas críticas. sem dúvida. qual tipo de comida iremos comer. Rapidamente. uma contabilidade irreal. de subsídios que contribuam para uma boa tomada de decisão. dando diretrizes para tomadas de decisões. 8 2. sem dados confiáveis. sobre os critérios racionais. contrair uma dívida a longo ou curto prazos. têm falido ou enfrentam sérios problemas de sobrevivência. vitais para o sucesso do negócio. a situação não é diferente. Precisas E Tempestivas. a que programa iremos assistir. assim como permitem que os funcionários possam discutir sua participação no lucro da empresa. muitas vezes. mas na má gerência. Dentro de uma empresa. Às Transformações Do Mercado. há necessidade de dados. É Preciso Agilidade Na Tomada De Decisões E.1. Frequentemente. É Necessário Dispor De Informações. Nesse sentido. qual trabalho iremos desenvolver durante o dia etc. contribuem para debilitar a empresa. que tem por fim mensurar os resultados de uma organização. fatores esses que. que roupa iremos vestir.. distorcida.

já que. Nesse conciso apanhado de obras. Município. utilizados pelos autores. 9 uma tarefa nada fácil. seja mesmo pessoa de Direito Público. a sociedade é informada sobre o resultado da aplicação dos recursos conferidos às entidades. DEFINIÇÕES DE CONTABILIDADE. Não se podem tomar decisões sobre produção. além de representar um sustentáculo da democracia econômica. Todavia. SEGUNDO A LITERATURA. sem Contabilidade.. custos etc. • A Contabilidade é o estudo do patrimônio. mediante o registro. Contabilidade Financeira . exige-se um elenco de informações reais. na qualidade de ciência social aplicada. E essas informações estão contidas nos relatórios elaborados pela Contabilidade. acumular. p. p. 7) Contabilidade é a ciência que trata das escriturações patrimoniais das empresas. para construírem-nas: • A Contabilidade é uma ciência. Equipe de Professores da FENUSP (2006. 21) Contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades. podem ser percebidos três elementos distintos.3) Contabilidade significa mensurar e descrever os resultados das atividades econômicas. Meigs et al. Haberkorn e Oliveira (2001. p. resumir e interpretar os fenômenos que afetam as situações patrimoniais. Considerando-se que as definições não são homogêneas e. a demonstração expositiva e a interpretação dos fatos nele ocorridos. Constitui um instrumento para gestão e controle das entidades. os aspectos quantitativos e qualitativos do patrimônio de quaisquer entidades. (1995. entende-se ser necessária uma definição de Contabilidade para cada uma das três perspectivas de entendimento utilizadas nesta apostila. por seu intermédio. (2007. financeiras e econômicas de qualquer ente. para poder INFORMAR. 21) A Contabilidade. bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. seja este pessoa física. Perspectiva 1: Ramo do Conhecimento A Contabilidade é o ramo do conhecimento que compreende um conjunto de conceitos e princípios que se constituem em bases teóricas de ordens operacional. que norteiem tais decisões. empresa. • A Contabilidade é um conjunto de funções. com metodologia concebida para captar. investimentos. p. registrar. 15) A Contabilidade é a ciência social que tem por objetivo medir. p. tais como Estado. tendo como base um exame mais extenso da literatura. nota-se quão diferentes são cada um dos enfoques. União. Szuster et al. tem um campo de atuação muito amplo. ao se analisarem as definições apresentadas. Autarquia etc. entidade de finalidades não lucrativas. marketing. financiamento. com o fim de oferecer informações sobre sua composição e variação. Franco (1997. A experiência e o feeling do administrador não são mais fatores decisivos no quadro atual.

resumo. Perspectiva 2: Conjunto de Funções A Contabilidade. Os credores comerciais provavelmente estarão interessados em uma entidade por um período menor do que Contabilidade Financeira . os fenômenos que o afetam. seus benefícios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. acumulação. constituem o campo de aplicação ou área de eficácia desse ramo do conhecimento. quais sejam: Investidores. demonstração e interpretação dos fenômenos que afetam o patrimônio da organização. o processo decisório decorrente das informações apuradas pela Contabilidade não se restringe apenas aos limites da empresa. Eles necessitam de informações para ajudá-los a decidir se devem comprar. mas também a outros segmentos. é um conjunto sistemático de procedimentos que identifica. formam a base de sustentação para qualquer definição ou aplicação prática da Contabilidade. manter ou vender investimentos. Os empregados e seus representantes estão interessados em informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. 10 econômica e financeira. o patrimônio de uma entidade. acumula. com vista a evidenciá-los na forma de informações aos usuários. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Perspectiva 3: Unidade Organizacional A Contabilidade. do ponto de vista organizacional. aos administradores e gerentes. registra. Em que: • Patrimônio: é o conjunto de elementos necessários à existência da entidade. evidenciando-os na forma de informações aos usuários. registro. demonstra e interpreta os fenômenos que afetam o patrimônio de uma entidade. Empregados. • Entidade: é uma organização qualquer constituída para o desenvolvimento de uma atividade econômica. Fornecedores e outros credores comerciais. Nesse sentido. Estes estão interessados em informações que lhes permitam determinar a capacidade da entidade em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros no vencimento. Os acionistas também estão interessados em informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar dividendos. seja na forma de pessoa física ou jurídica. direitos e obrigações. Os fornecedores e outros credores estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. USUÁRIOS DA CONTABILIDADE Evidentemente. é a unidade (interna ou externa) responsável pelo processo de identificação. resume. formado pelos bens. necessárias ao processo de informar usuários sobre a evolução do patrimônio de uma entidade. numa visão funcional. ou seja. o usuário da informação sobre esse patrimônio e o seu modelo decisório são os objetos de estudo da Contabilidade. a conceituação da Contabilidade enquanto ramo do conhecimento. juntamente com seus objetos de estudo. mensuração. • Usuário: é toda pessoa física ou jurídica que necessita de informação para a sua tomada de decisão. Também se interessam por informações que lhes permitam avaliar a capacidade que tem a entidade de prover sua remuneração. Portanto. mensura. Credores por empréstimos.

especialmente quando têm um relacionamento a longo-prazo com ela. nas atividades das entidades. A Administração tem o poder de estabelecer a forma e o conteúdo de tais informações adicionais a fim de atender às suas próprias necessidades. estabelecer políticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatísticas semelhantes. 11 os credores por empréstimos. inclusive empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. financiadores e outros credores. por exemplo. tomada de decisões e controle. 1. o fornecimento de demonstrações contábeis que atendam às suas necessidades também atenderá à maior parte das necessidades de informação de outros usuários. Contabilidade Financeira . Os governos e suas agências estão interessados na destinação de recursos e. Clientes. ou dela dependem como fornecedor importante. fazer contribuição substancial à economia local de vários modos. embora tenha acesso a informações adicionais que contribuem para o desempenho das suas responsabilidades de planejamento. Não obstante. portanto. As entidades afetam o público de diversas maneiras. Público. Embora nem todas as necessidades de informações desses usuários possam ser satisfeitas pelas demonstrações contábeis. Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade operacional da entidade. há necessidades que são comuns a todos os usuários. sem hierarquia de prioridade”. Como os investidores contribuem com o capital de risco para a entidade. Apesar do claro e perceptível interesse dos usuários citados acima a Resolução CFC nº. Elas podem. as demonstrações contábeis divulgadas são baseadas em informações utilizadas pela Administração sobre a posição patrimonial e financeira. As demonstrações contábeis podem ajudar o público fornecendo informações sobre a evolução do desempenho da entidade e os desenvolvimentos recentes. A Administração da entidade tem a responsabilidade primária pela preparação e apresentação das suas demonstrações contábeis. Governo e suas agências. A Administração também está interessada nas informações contidas nas demonstrações contábeis. Necessitam também de informações a fim de regulamentar as atividades das entidades.374/11 NBC TG Estrutura Conceitual (CPC 00) descreve que “as informações contidas nos relatórios contábil-financeiros se destinam primariamente aos seguintes usuários externos: investidores. o desempenho e as mutações na posição financeira da entidade. a não ser que dependam da continuidade da entidade como um cliente importante.

estando voltada exclusivamente para satisfazer às exigências do fisco. primeiramente devem entender disso". E me serviu por toda a vida. Contabilidade Financeira . diretores. Usuário pode ser considerado como qualquer pessoa (física ou jurídica) que tenha interesse em conhecer dados (normalmente fornecidos pela contabilidade) de uma entidade. que abrangem informações econômico-financeiras (patrimônio. o grande homem de negócio Olavo Setúbal diz: "O que um engenheiro entendia de finanças? Nada. o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade. funcionários em geral) ou externos à empresa (acionistas. na Revista Revenda Construção nº 26. sindicatos). Área de Atuação do Contador (MARION. os dados são elementos importantes constantes nos Relatórios Contábeis (resumos. Ressaltemos. Normalmente. que. administradores. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira. a função do contador foi distorcida (infelizmente). Os usuários podem ser internos (gerentes. entretanto. Você concorda que para administrar financeiramente é preciso conhecer contabilidade? Por que é bom engenheiro ter conhecimento de Contabilidade? FUNÇÃO DO CONTADOR A função básica do contador é produzir informações úteis aos usuários da Contabilidade para a tomada de decisões. que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica. principalmente na pequena empresa. governo.25) OBJETIVOS DA CONTABILIDADE Contabilidade pode ser considerada como sistema de informação destinado a prover seus usuários de dados para ajudá-los a tomar decisão. Então fui estudar contabilidade. de 7-99. Todas as pessoas que desejam ter uma empresa. em nosso país. fluxo de caixa e despesas etc. capital. 12 “PAUSA PARA REFLEXÃO“ No artigo Empresa do século. em alguns segmentos de nossa economia.). Os conselhos desse homem valem muito. periódicos e ordenados). fornecedores. instituições financeiras. p. ensina Olavo Setúbal. 2003.

tais como: a) decidir quando comprar. 13 Demonstrações contábeis atendem às necessidades comuns da maioria dos usuários. tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. c) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios. necessariamente. manter ou vender seus investimentos na entidade ou reeleger ou substituir a Administração. d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade. Aqueles usuários que desejam avaliar a atuação ou prestação de contas da Administração fazem-no com a finalidade de estar em condições de tomar decisões econômicas que podem incluir. tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. Para que isso seja possível e válido. Governos. para usuários externos em geral. para decidir o melhor investimento ou aplicação de seus recursos (dinheiro). os investidores e credores geralmente comparam demonstrações contábeis de diversas organizações. Demonstrações contábeis preparadas sob a égide desta Estrutura Conceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões e avaliações por parte dos usuários em geral. uma vez que elas retratam os efeitos financeiros de acontecimentos passados e não incluem. principalmente. lucratividade e rentabilidade. órgãos reguladores ou autoridades fiscais. g) preparar e usar estatísticas da renda nacional. O objetivo básico das demonstrações contábeis é auxiliar os usuários na avaliação da posição financeira e patrimonial. manter ou vender um investimento em ações. f) determinar a distribuição de lucros e dividendos. é necessário que as demonstrações contábeis sejam razoavelmente comparáveis. por exemplo. Essas exigências. no entanto. As demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas para usuários externos em geral. não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários.2 Base Conceitual da Contabilidade As demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas. uma vez que quase todos eles utilizam essas demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas. as demonstrações contábeis anuais e/ou trimestrais das sociedades anônimas devem ser disponibilizadas ao público em geral. por exemplo. não devem afetar as demonstrações contábeis preparadas segundo esta Estrutura Conceitual. ou h) regulamentar as atividades das entidades. informações não- financeiras. podem especificamente determinar exigências para atender a seus próprios fins. As demonstrações contábeis preparadas com tal finalidade satisfazem as necessidades comuns da maioria dos seus usuários. e) determinar políticas tributárias. Entretanto. No Brasil. Demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da Administração na gestão da entidade e sua capacitação na prestação de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados.1. Isso significa Contabilidade Financeira . 2. as demonstrações contábeis não fornecem todas as informações que os usuários possam necessitar. qualidade de seu desempenho e prestação de contas. além de gerar informação para avaliação de perspectivas futuras de uma instituição. Nesse sentido. b) avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida.

convenção etc. o CPC foi idealizado a partir da necessidade de (1) convergência internacional das normas contábeis. o qual contempla pressupostos básicos e características qualitativas das informações contábeis. ] o estudo. levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais. utiliza-se. por meio da Resolução nº 1. A expressão princípios de contabilidade geralmente aceitos contempla os objetivos básicos das demonstrações contábeis. a expressão base conceitual da contabilidade como sinônimo dos termos: prática. postulado. do ponto de vista internacional. bem como inúmeros conceitos amplos e muitas regras detalhadas. pressuposto.GAAP). essa é a sequência de discussão dos próximos itens. Para facilitar o entendimento do leitor. ou seja. novos princípios contábeis surgem continuamente na medida em que as entidades empreendem novas atividades econômicas e novas formas de transações. a Contabilidade Financeira está baseada em estruturas conceituais que visam padronizar a informação. No entanto.055. Nesse sentido. Ressalta-se que. No Brasil. provenientes das práticas contábeis internacionais. que emite pronunciamentos (normas) contábeis sobre o que se pode chamar de prática contábil internacional. Nesse sentido. Desse esforço internacional surgiu o International Accounting Standards Board (IASB). O CPC tem como objetivo: [ . Como pode ser percebido. (2) centralização na emissão de normas contábeis no Brasil e (3) representação e processo democrático na produção Contabilidade Financeira . buscando adotar conceitos mais recentes. ao longo desta apostila. de forma a proporcionar harmonização ou convergência entre as práticas contábeis dos diversos países. as demonstrações contábeis devem ser preparadas sob uma série de "regras" que são conhecidas como Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos (ou seu termo no idioma inglês: generally accepted accounting principles . a convergência às práticas internacionais foi incentivada e impulsionada de maneira significativa com a criação do CPC. não existe uma lista completa de princípios contábeis geralmente aceitos. conceito. existe uma pluralidade de estruturas conceituais (e práticas contábeis) ao redor do mundo. do Conselho Federal de Contabilidade.. em 2005. Na verdade. conforme Meigs et al. na medida em que a sociedade se desenvolve. (1995). o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza. padrão. Convergência internacional e o CPC Como já discutido. visando à centralização e uniformização do seu processo de produção. 14 que devem apresentar informações construídas sob a mesma base conceitual e em formatos similares. para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira. Para proporcionar essa comparação. Esses princípios (ou conceitos) contábeis determinam quais informações são incluídas nas demonstrações contábeis e como essas informações devem ser elaboradas e apresentadas. está apostila adota a estrutura conceitual emanada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em seu pronunciamento conceitual básico divulgado em 2008. princípio. o grande desafio atual da Contabilidade é criar uma estrutura conceitual básica única de fundamentos e princípios..

Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) e Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). intermediários e governo. Entidade Quem Site Sigla Nome representa ? Associação Brasileira Companhias de ABRASCA das Companhias <www. assim expressando: ''A Comissão de Valores Mobiliários.org> Atuariais e Financeiras Instituto dos Auditores IBRACON Independentes do Auditores <www.bmfbovespa.fipecafi. normas e padrões de contabilidade e de auditoria.ibracon.apimec. usuários. adotar. Academia <www.org.638/07.br> Contabilidade Contabilidade Fundação Instituto de FIPACAFI Pesquisas Contábeis. os seguintes agentes reguladores: Banco Central do Brasil (Bacen). 15 de normas. Dessa forma. Ademais. Destaca-se que a atuação do CPC foi legitimada pela Lei nº 11. Comissão de Valores Mobiliários (CVM). os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas.br> Paulo Conselho Federal de Profissionais de CFC <www. conforme evidencia o quadro a seguir.cfc.br> Brasil Também são membros convidados a participar do CPC.org. mas não voto." Isso significa que os órgãos reguladores poderão emitir suas normas utilizando os pronunciamentos emitidos pelo CPC. considerando opiniões de acadêmicos.com. representantes das diversas entidades envolvidas em processos de elaboração e utilização das demonstrações contábeis fazem parte da estrutura do CPC.br> mercado Investimento do Mercado de Capitais Bolsa de Valores de BM&F < São Investidores BOVESPA www. Contabilidade Financeira .com. em seu art. existe preocupação legal de que as normas expedidas pela CVM e outros órgãos sejam elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários.br> capital aberto Abertas Associação dos Analistas e Analistas de APIMEC Profissionais de <www. auditores.abrasca. com direito a voz. 5º. Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). o CPC deverá ser majoritariamente composto por contadores. podendo. contadores. o Banco Central do Brasil e demais órgãos e agências reguladoras poderão celebrar convênio com entidade que tenha por objeto o estudo e a divulgação de princípios. Pela característica de representatividade. no exercício de suas atribuições regulamentares.com. no todo ou em parte.

Características Qualitativas Características Fundamentais Qualitativas de Melhoria Representação Relevância Comparabilidade Verificabilidade Tempestividade Fidedigna Compreensibilidade Materialidade Íntegra Neutra Restrição de CUSTO na elaboração e divulgação Livre de Erro de relatório contábil- financeiro útil Contabilidade Financeira . ela precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que se propõe a representar. No entanto. para tomada de decisões acerca da entidade que reporta com base na informação contida nos seus relatórios contábil-financeiros (informação contábil-financeira). (Essa informação é referenciada na Estrutura Conceitual como sendo uma informação sobre o fenômeno econômico). Por exemplo. aplicá-las à informação sobre o futuro (forward-looking information) pode ser diferente de aplicá-las à informação sobre recursos econômicos e reivindicações existentes e sobre mudanças nesses recursos e reivindicações.1. 16 2. Os relatórios contábil-financeiros fornecem informação sobre os recursos econômicos da entidade que reporta a informação. O custo de gerar a informação.1 De Acordo com o CPC – Características Qualitativas da Informação Contábil-Financeira Útil (CPC 00 Estrutura Conceitual Básica) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil. discutidas neste capítulo. As características qualitativas da informação contábil-financeira útil devem ser aplicadas à informação contábil-financeira fornecida pelas demonstrações contábeis. bem como outros tipos de informação sobre o futuro (forward-looking information). sobre reivindicações contra a entidade que reporta a informação e os efeitos de transações e outros eventos e condições que modificam esses recursos e reivindicações. as considerações a serem tecidas quando da aplicação das características qualitativas e da restrição do custo podem ser diferentes para diferentes tipos de informação. que é uma restrição sempre presente na entidade no processo de fornecer informação contábil-financeira útil. verificável. A utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for comparável. tempestiva e compreensível. credores por empréstimos e outros credores.2. Alguns relatórios contábil-financeiros também incluem material explicativo sobre as expectativas da administração e sobre as estratégias para a entidade que reporta a informação. assim como à informação contábil-financeira fornecida por outros meios. existentes e em potencial. Características Qualitativas das Demonstrações Contábeis Se a informação contábil-financeira é para ser útil. deve ser observado similarmente. identificam os tipos de informação que muito provavelmente são reputadas como as mais úteis para investidores.

um retrato completo de um grupo de ativos incluiria. A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo. Em outras palavras. Por exemplo. Representação fidedigna Os relatórios contábil-financeiros representam um fenômeno econômico em palavras e números. a descrição da natureza dos ativos que compõem o grupo. também pode ser comparada com predições de receita para o ano corrente que foram feitas nos anos anteriores. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração. 17 Características qualitativas fundamentais As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. Relevância Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. O valor preditivo e o valor confirmatório da informação contábil-financeira estão inter-relacionados. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retroalimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las). a qual pode ser utilizada como base para predizer receitas para anos futuros. A informação que tem valor preditivo muitas vezes também tem valor confirmatório. Consequentemente. o retrato numérico de todos os ativos que compõem o grupo. no mínimo. a materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade baseado na natureza ou na magnitude. se de fato alcançável. neutra e livre de erro. Para ser representação perfeitamente fidedigna. Ela tem que ser completa. a realidade retratada precisa ter três atributos. ou em ambos. a informação sobre receita para o ano corrente. e a descrição Contabilidade Financeira . Por exemplo. Os resultados dessas comparações podem auxiliar os usuários a corrigirem e a melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais predições. Materialidade A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida (misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na informação contábil- financeira acerca de entidade específica que reporta a informação. dos itens para os quais a informação está relacionada no contexto do relatório contábil-financeiro de uma entidade em particular. a perfeição é rara. Para ser útil. não se pode especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que seria julgado material para uma situação particular. O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado. ou já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes. O objetivo é maximizar referidos atributos na extensão que seja possível. mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. valor confirmatório ou ambos. A informação contábil-financeira não precisa ser uma predição ou uma projeção para que possua valor preditivo. A informação contábil-financeira com valor preditivo é empregada pelos usuários ao fazerem suas próprias predições. É claro. a informação contábil-financeira não tem só que representar um fenômeno relevante. incluindo todas as descrições e explicações necessárias.

a relevância do ativo que está sendo representado com fidedignidade será questionável. e que o processo utilizado. Por exemplo. informação contábil-financeira relevante. Essa estimativa pode ser uma representação fidedigna se a entidade que reporta a informação tiver aplicado com propriedade o processo apropriado. Nesse sentido. identificar o fenômeno econômico que tenha o potencial de ser útil para os usuários da informação contábil-financeira reportada pela entidade. 18 acerca do que o retrato numérico representa (por exemplo. a entidade ao reportar que adquiriu um ativo sem custo retrataria com fidedignidade o custo desse ativo. ou qualquer outro tipo de manipulação que aumente a probabilidade de a informação contábil-financeira ser recebida pelos seus usuários de modo favorável ou desfavorável. a estimativa não será particularmente útil. a representação dessa estimativa pode ser considerada fidedigna se o montante for descrito claramente e precisamente como sendo uma estimativa. não resulta necessariamente em informação útil. Entretanto. e nenhum erro tiver sido cometido na seleção e aplicação do processo apropriado para desenvolvimento da estimativa. um retrato completo pode considerar ainda explicações de fatos significativos sobre a qualidade e a natureza desses itens. Representação fidedigna. Se não existir outra alternativa para retratar a realidade econômica que seja mais fidedigna. é aquela capaz de fazer diferença nas decisões tomadas pelos usuários. Outro exemplo mais sutil seria a estimativa do montante por meio do qual o valor contábil do ativo seria ajustado para refletir a perda por desvalorização no seu valor (impairment loss). Obviamente. se o nível de incerteza de referida estimativa for suficientemente alto. tampouco a representação não fidedigna de fenômeno relevante auxiliam os usuários a tomarem boas decisões. A bem da verdade. a estimativa nesse caso deve ser considerada a melhor informação disponível. Informação neutra não significa informação sem propósito ou sem influência no comportamento dos usuários. por definição. foi selecionado e foi aplicado livre de erros. porém essa informação provavelmente não seria muito útil. Representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos. Primeiro. Um retrato neutro da realidade econômica é desprovido de viés na seleção ou na apresentação da informação contábil-financeira. custo histórico original. Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado. custo histórico ajustado ou valor justo). Em outras palavras. por si só. Aplicação das características qualitativas fundamentais A informação precisa concomitantemente ser relevante e representar com fidedignidade a realidade reportada para ser útil. e os processos utilizados para determinar os números retratados. Por exemplo. identificar o tipo de informação sobre o fenômeno que seria mais relevante Contabilidade Financeira . Segundo. Entretanto. Um retrato neutro não deve ser distorcido com contornos que possa receber dando a ele maior ou menor peso. se a natureza e as limitações do processo forem devidamente reveladas. fatos e circunstâncias que podem afetar a qualidade e a natureza deles. Para alguns itens. Nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante. tiver descrito com propriedade a estimativa e tiver revelado quaisquer incertezas que afetam significativamente a estimativa. que não são considerados neste exemplo). para produzir a informação reportada. a entidade que reporta a informação pode receber um item do imobilizado por meio de subvenção governamental. um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em todos os aspectos. ênfase maior ou menor. a estimativa de preço ou valor não observável não pode ser qualificada como sendo algo exato ou inexato. O processo mais eficiente e mais efetivo para aplicação das características qualitativas fundamentais usualmente seria o que segue (sujeito aos efeitos das características de melhoria e à restrição do custo.

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se estivesse disponível e que poderia ser representado com fidedignidade. Terceiro,
determinar se a informação está disponível e pode ser representada com
fidedignidade. Dessa forma, o processo de satisfazer as características qualitativas
fundamentais chega ao seu fim. Caso contrário, o processo deve ser repetido a partir
do próximo tipo de informação mais relevante.

Características qualitativas de melhoria
Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade são
características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é relevante
e que é representada com fidedignidade. As características qualitativas de melhoria
podem também auxiliar a determinar qual de duas alternativas que sejam
consideradas equivalentes em termos de relevância e fidedignidade de representação
deve ser usada para retratar um fenômeno.

Comparabilidade
As decisões de usuários implicam escolhas entre alternativas, como, por exemplo,
vender ou manter um investimento, ou investir em uma entidade ou noutra.
Consequentemente, a informação acerca da entidade que reporta informação será
mais útil caso possa ser comparada com informação similar sobre outras entidades e
com informação similar sobre a mesma entidade para outro período ou para outra
data.

Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários
identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles.
Diferentemente de outras características qualitativas, a comparabilidade não está
relacionada com um único item. A comparação requer no mínimo dois itens.

Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o
mesmo. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens,
tanto de um período para outro considerando a mesma entidade que reporta a
informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilidade é o
objetivo; a consistência auxilia a alcançar esse objetivo.

Comparabilidade não significa uniformidade. Para que a informação seja comparável,
coisas iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes.
A comparabilidade da informação contábil-financeira não é aprimorada ao se fazer
com que coisas diferentes pareçam iguais ou ainda ao se fazer coisas iguais
parecerem diferentes.

Algum grau de comparabilidade é possivelmente obtido por meio da satisfação das
características qualitativas fundamentais. A representação fidedigna de fenômeno
econômico relevante deve possuir naturalmente algum grau de comparabilidade com
a representação fidedigna de fenômeno econômico relevante similar de outra
entidade que reporta a informação.

Muito embora um fenômeno econômico singular possa ser representado com
fidedignidade de múltiplas formas, a discricionariedade na escolha de métodos
contábeis alternativos para o mesmo fenômeno econômico diminui a
comparabilidade.

Verificabilidade
A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa
fidedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar. A verificabilidade
significa que diferentes observadores, cônscios e independentes, podem chegar a um
consenso, embora não cheguem necessariamente a um completo acordo, quanto ao
retrato de uma realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna.

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Informação quantificável não necessita ser um único ponto estimado para ser
verificável. Uma faixa de possíveis montantes com suas probabilidades respectivas
pode também ser verificável.

A verificação pode ser direta ou indireta. Verificação direta significa verificar um
montante ou outra representação por meio de observação direta, como, por exemplo,
por meio da contagem de caixa. Verificação indireta significa checar os dados de
entrada do modelo, fórmula ou outra técnica e recalcular os resultados obtidos por
meio da aplicação da mesma metodologia. Um exemplo é a verificação do valor
contábil dos estoques por meio da checagem dos dados de entrada (quantidades e
custos) e por meio do recálculo do saldo final dos estoques utilizando a mesma
premissa adotada no fluxo do custo (por exemplo, utilizando o método PEPS).

Pode não ser possível verificar algumas explicações e alguma informação contábil-
financeira sobre o futuro (forward-looking information) até que o período futuro seja
totalmente alcançado. Para ajudar os usuários a decidir se desejam usar dita
informação, é normalmente necessário divulgar as premissas subjacentes, os
métodos de obtenção da informação e outros fatores e circunstâncias que suportam
a informação.

Tempestividade
Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a
tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga
é a que tem menos utilidade. Contudo, certa informação pode ter o seu atributo
tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, em decorrência
de alguns usuários, por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências.

Compreensibilidade
Classificar, caracterizar e apresentar a informação com clareza e concisão torna-a
compreensível.

Certos fenômenos são inerentemente complexos e não podem ser facilmente
compreendidos. A exclusão de informações sobre esses fenômenos dos relatórios
contábil-financeiros pode tornar a informação constante em referidos relatórios mais
facilmente compreendida. Contudo, referidos relatórios seriam considerados
incompletos e potencialmente distorcidos (misleading).

Relatórios contábil-financeiros são elaborados para usuários que têm conhecimento
razoável de negócios e de atividades econômicas e que revisem e analisem a
informação diligentemente. Por vezes, mesmo os usuários bem informados e
diligentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para
compreensão da informação sobre um fenômeno econômico complexo.

Aplicação das características qualitativas de melhoria
Características qualitativas de melhoria devem ser maximizadas na extensão
possível. Entretanto, as características qualitativas de melhoria, quer sejam
individualmente ou em grupo, não podem tornar a informação útil se dita informação
for irrelevante ou não for representação fidedigna.

A aplicação das características qualitativas de melhoria é um processo iterativo que
não segue uma ordem preestabelecida. Algumas vezes, uma característica qualitativa
de melhoria pode ter que ser diminuída para maximização de outra característica
qualitativa. Por exemplo, a redução temporária na comparabilidade como resultado
da aplicação prospectiva de uma nova norma contábil-financeira pode ser vantajosa
para o aprimoramento da relevância ou da representação fidedigna no longo prazo.
Divulgações apropriadas podem parcialmente compensar a não comparabilidade.

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Restrição de custo na elaboração e divulgação de relatório contábil-
financeiro útil
O custo de gerar a informação é uma restrição sempre presente na entidade no
processo de elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro. O processo de
elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro impõe custos, sendo
importante que ditos custos sejam justificados pelos benefícios gerados pela
divulgação da informação. Existem variados tipos de custos e benefícios a considerar.

Fornecedores de informação contábil-financeira envidam grande parte de seus
esforços na coleta, no processamento, na verificação e na disseminação de
informação contábil-financeira, mas os usuários em última instância pagam por esses
custos na forma de retornos reduzidos. Usuários de informação contábil-financeira
também incorrem em custos de análise e interpretação de informação fornecida. Se
a informação demandada não é fornecida, os usuários incorrem em custos adicionais
de obtenção da informação por meio de outras fontes ou por meio de sua estimativa.

A elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro que seja relevante e que
represente com fidedignidade o que se propõe representar auxilia os usuários a
tomarem decisões com grau de confiança maior. Isso resulta em funcionamento mais
eficiente dos mercados de capitais e em custo menor de capital para a economia
como um todo. O investidor individual, o credor por empréstimo ou outro credor
também se beneficiam desse processo por meio de decisões assentadas na melhor
informação. Entretanto, não é possível para relatórios contábil-financeiros de
propósito geral fornecer toda e qualquer informação que todo usuário repute ser
relevante.

Na aplicação da restrição do custo, avalia-se se os benefícios proporcionados pela
elaboração e divulgação de informação em particular são provavelmente justificados
pelos custos incorridos para fornecimento e uso dessa informação. Quando da
aplicação da restrição do custo no desenvolvimento do padrão proposto de
elaboração e divulgação, o órgão normatizador deve procurar se informar junto aos
fornecedores da informação, usuários, auditores independentes, acadêmicos e outros
agentes sobre a natureza e quantidade esperada de benefícios e custos desse padrão.
Em grande parte dos casos, as avaliações são baseadas na combinação de
informação quantitativa e qualitativa.

Em função da subjetividade inerente ao processo, as avaliações de diferentes
indivíduos acerca dos custos e benefícios da elaboração e divulgação de itens
particulares de informação contábil-financeira devem variar. Dessa forma, o órgão
normatizador deve procurar tomar por base os custos e benefícios com relação à
elaboração e à divulgação de modo geral, e não somente em relação a entidades
individuais que reportam a informação. Isso não quer dizer que as avaliações de
custos e benefícios sempre são justificadas pelas mesmas exigências de divulgação
para todas as entidades. Diferenças podem ser apropriadas em decorrência dos
tamanhos variados das entidades, das diferentes formas de captação de capital
(publicamente ou privadamente), das diferentes necessidades de usuários ou de
outros fatores.

2.1.2.2 De Acordo com o CFC – Princípios Contábeis (Resolução CFC n.º
750/93)

São Princípios de Contabilidade:
I) o da ENTIDADE;
II) o da CONTINUIDADE;
III) o da OPORTUNIDADE;
IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;
V) o da COMPETÊNCIA; e

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VI) o da PRUDÊNCIA.

O PRINCÍPIO DA ENTIDADE
Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de
um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes,
independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma
sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins
lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com
aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.

Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é
verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em
nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.

O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
Art. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação
no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do
patrimônio levam em conta esta circunstância. (Redação dada pela Resolução CFC
nº. 1.282/10)

O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE
Art. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e
apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e
tempestivas.

Parágrafo único. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação
da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é
necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação.
(Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10)

O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL
Art. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do
patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações,
expressos em moeda nacional.

§ 1º As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e
combinadas, ao longo do tempo, de diferentes formas:
I – Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos
em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues
para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos
recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias,
pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais serão necessários para
liquidar o passivo no curso normal das operações; e
II – Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes
patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes
fatores:

a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou
equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos
equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações
contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou
equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para
liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis;

Contabilidade Financeira

a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. Parágrafo único. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. embora aceita universalmente como medida de valor. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. não descontados. o do Patrimônio Líquido. no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados. ou um passivo liquidado. 10. Os passivos são mantidos pelo valor presente. em uma transação sem favorecimentos. Os ativos são mantidos pelo valor presente. 9º O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem. Parágrafo único. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado. (Redação dada pela Resolução CFC nº. os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. atribuindo maior confiabilidade Contabilidade Financeira . 1. por consequência. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza. entre partes conhecedoras. dispostas a isso.282/10) O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA Art. e e) Atualização monetária. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa. § 2º São resultantes da adoção da atualização monetária: I – a moeda. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional. não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo. 23 b) Valor realizável. d) Valor justo. que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade. independentemente do recebimento ou pagamento. c) Valor presente. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.282/10) O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Art. e III – a atualização monetária não representa nova avaliação. II – para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais. mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data.

quando aplicável. Essas diferenças são sintetizadas na ilustração logo abaixo. O sistema de informações de contabilidade gerencial deve ser flexível o suficiente para fornecer quaisquer dados que sejam relevantes a uma decisão específica. mesmo que não sejam completamente objetivas ou verificáveis. e em diversas outras maneiras. Relevância dos Dados Espera-se que os dados de contabilidade financeira sejam objetivos e verificáveis.282/10) 2. tais como acionistas e credores.3 ÊNFASES DA CONTABILIDADE Os relatórios de contabilidade financeira são elaborados para fornecimento a agentes externos.282/10) Art.º 9. enquanto os relatórios de contabilidade gerencial são preparados para administradores da própria organização. ao Código de Ética Profissional do Contabilista.295. “d” e “e” do art. Como demonstrado na Ilustração em seguida. é difícil fazer uma comprovação de volumes estimados de vendas para uma nova loja proposta na Good Vibrations. (Redação dada pela Resolução CFC nº. mas este é exatamente o tipo de informação de maior utilidade para os administradores na tomada de decisões.1. Essas diferenças serão discutidas nos próximos parágrafos. no tipo de dado fornecido aos usuários. Este contraste em termos de orientação resulta numa série de diferenças importantes entre a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial. (Redação dada pela Resolução CFC nº. embora as duas disciplinas em geral estejam apoiadas nos mesmos dados financeiros subjacentes. 1. Entretanto. Relevância quer dizer apropriada para o problema que está sendo examinado. 24 ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. A inobservância dos Princípios de Contabilidade constitui infração nas alíneas “c”. o administrador deseja receber informações que sejam relevantes. 27 do Decreto-Lei n. a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial não diferem apenas quanto à orientação para seu usuário. mas também em sua ênfase no passado ou no futuro. Contabilidade Financeira . de 27 de maio de 1946 e. 11. para fins internos. Por exemplo. 1.

89- 90. mas esta é uma ênfase secundária. territórios de vendas. "Practice Analysis: Adding Value. 25 Comparação entre Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial “NA EMPRESA” POR QUE VOCÊ PERGUNTA? A Caterpillar tem há muito tempo estado na vanguarda da prática de contabilidade gerencial." Strategic Finance. ou segmentos. Quando perguntados a respeito do custo de alguma coisa por um administrador. a contabilidade gerencial dá muito maior ênfase às partes." Fonte: Gary Siegel. Na contabilidade gerencial. novembro de 2000. os contadores da Caterpillar têm sido treinados para responder: "Para que você vai usar esse custo?" Um membro da equipe de contabilidade gerencial da Caterpillar dá a seguinte explicação: "Queremos ter a certeza de que a informação é devidamente formatada e os elementos corretos estão incluídos. Você precisa de um custo variável. Esses segmentos podem ser linhas de produtos. Em contraste. um custo incluindo todos os encargos. pp. com a aplicação de despesas gerais. divisões. está falando apenas de um custo discricionário? O custo de que eles realmente precisam depende da decisão que estão tomando. a elaboração de relatórios por segmentos é a ênfase predominante. departamentos. A contabilidade financeira exige certa decomposição de receitas e custos pelos principais segmentos nos relatórios externos. Contabilidade Financeira . Segmentos de uma Organização A contabilidade financeira se preocupa principalmente com a preparação de relatórios para a empresa como um todo. ou qualquer outra categorização das atividades da empresa que seja útil à administração. de uma empresa.

não necessitando Contabilidade cumprir os padrões legais. Inclui informações de caráter financeiro e não financeiro (físico). Uma empresa tem total liberdade de fazer tanto quanto queira. enfatizando mensuração de desempenho. assim como o planejamento tributário. Também conhecida como Contabilidade Tributária. A preparação de informações para o Fiscal Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é uma das funções dessa ênfase da Contabilidade. entre outras. ou mesmo se precisa ser feita alguma coisa. precisa ser feita. as demonstrações são produzidas sob medida. Geralmente. os princípios utilizados por essa ênfase da Contabilidade baseiam-se no IFRS (International Financial Reporting Standards) ou US-GAAP (United States Generally Accepted Accounting Principles). Vários organismos externos. utilizado pelas empresas multinacionais que necessitam divulgar suas informações para a matriz ou reportar Contabilidade as demonstrações contábeis para instituições internacionais. tático e operacional). Tem como principal finalidade a elaboração das Contabilidade demonstrações contábeis obrigatórias por lei (balanço patrimonial. Contabilidade Financeira . demonstração do fluxo de caixa. A contabilidade gerencial. Contabilidade Orçamentária. a pergunta importante é sempre a seguinte: "A informação é útil?" e não "A informação é exigida?" Quadro Resumo . demonstração do valor adicionado e demonstração das mutações do patrimônio líquido). normalmente. Esse tipo de enfoque é. Internacional Normalmente. tradicionalmente denominadas de Contabilidade de Custos. Nenhuma agência reguladora especifica o que deve ser feito. Contabilidade Ambiental. ao contrário.Não É Obrigatória A contabilidade financeira é obrigatória. Engloba algumas funções importantes Gerencial da Contabilidade. Como a contabilidade gerencial é totalmente opcional. Financeira demonstração do resultado do exercício. Tem como principal finalidade fornecer informações para apuração e Contabilidade recolhimento de impostos. não é obrigatória. como a Securities and Exchange Commission (SEC) e as autoridades fiscais exigem demonstrações financeiras periódicas.Ênfases da Contabilidade ÊNFASE FINALIDADE Também conhecida como Contabilidade Societária ou Contabilidade Geral. 26 Contabilidade Gerencial . Sua finalidade principal é adequar a Contabilidade Financeira aos princípios contábeis internacionais. ou seja. satisfação de clientes etc. análise de produtividade. Tem como principal finalidade produzir informações destinadas a subsidiar o processo de gestão organizacional em todos os seus níveis (estratégico.

Todavia. A comissão do vendedor. Todos os sacrifícios ocorridos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são “estocados” nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. com a mão-de- obra. Despesa=> Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para obtenção de receitas. no momento que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. mas são conceitos distintos. entretanto. Gasto => Sacrifício financeiro que a entidade arca para obtenção de um produto ou serviço qualquer. surge o custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. de seu consumo. Note que gasto implica desembolso. na compra de equipamentos. Ao fornecer esses fundamentos não tentamos ser exaustivos na cobertura de diferentes custos. é importante ressalvar que embora teoricamente seja fácil a separação entre custos e despesas. isto é. 27 2. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento. como custo no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). uma compreensão completa dos conceitos apresentados neste tópico é essencial para o sucesso dos assuntos que virão adiante. As despesas são itens que reduzem o patrimônio Líquido e que tem essa característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. Podem ser de diversas naturezas e de período de ativação variados: a matéria-prima é gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante. é um gasto que se torna imediatamente uma despesa. só que reconhecido como tal. assim tem-se um gasto com a compra de matéria-prima. para a fabricação de um produto ou elaboração de um serviço. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. Este por sua vez é de novo um investimento. Só existe Gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. No entanto. Por exemplo. tanto na produção quanto na distribuição. Precisamos de uma estrutura básica para nos ajudar a perceber a variedade de tópicos que aparece no campo da contabilidade de custos e gestão de custos. no momento de sua utilização na fabricação de um bem. já que fica ativado até sua venda. é comum Contabilidade Financeira . e assim ficou durante o tempo de sua estocagem. por exemplo. existem uma série de problemas que impedem a separação de forma clara e objetiva.4 ALGUMAS NOMENCLATURAS IMPORTANTES Definições e Terminologias O estudo de contabilidade de custos e gestão de custos requer um entendimento dos conceitos fundamentais e terminologias de custos e os sistemas de informações associados que os produzem. Investimento=> Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefício atribuíveis a futuro(s) período(s). etc. na prática. O custo é também um gasto. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente.1. O conceito de Gasto é extremamente amplo e se aplica a todos os bens e serviços recebidos. sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. ou seja. Custo=> Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.

de fato. já que são valores sacrificados de maneira normal no processo de produção. Não se confunde com a despesa (muito menos com o custo). No momento da venda (emissão da nota fiscal). Exemplos comuns: perdas com incêndio. Receita=> são variações positivas do patrimônio líquido. atividades de reprocessamento. parte para o custo. São itens que vão diretamente à conta de resultado. fazendo parte de um sacrifício já conhecido até por antecipação para obtenção da receita almejada. entretanto. portanto defasada ou não do gasto. determinado em bases confiáveis. aumentando assim seu ativo. Segundo o CPC. no excesso de tempo de fabricação e em outras atividades que não agregam valor. que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade. preenchimento de controles interno etc. Desembolso=> Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. perdas durante o processo. Contabilidade Financeira . têm origem nas vendas de mercadorias (comercio). Algumas formas de desperdícios: contar e estocar materiais. Tais atividades devem ser identificadas e eliminadas. Isso significa." A receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando ocorrer aumento dos benefícios econômicos futuros. produtos (indústria) ou prestação de serviço. que o reconhecimento da receita ocorre simultaneamente com o reconhecimento de aumento de ativo ou de diminuição de passivo. etc. já que não há possibilidade prática de uma divisão científica. imagine que uma entidade venda um de seus produtos por $ 350. Desperdício=> é algo que não adiciona valor ao produto sob a ótica do consumidor. Entre outras formas. vale ressaltar que ele é o principal tema na busca da redução de custos. um custo. É muito comum o uso da expressão perda de material na fabricação de inúmeros bens. a empresa deve registrar uma receita de vendas. e isso é permitido devido à irrelevância do valor envolvido. a quase totalidade dessas “perdas” é. na prática. Cabe aqui ressaltar que inúmeras perdas de pequeníssimo valor são. não é um sacrifício feito com intenção de obtenção de receita. sem sua separação. São gastos que podem ser eliminados sem prejuízo da qualidade e quantidade da produção de bens. serviços ou receitas. O Desembolso pode ocorrer antes. Para exemplificar o reconhecimento de uma receita tendo como contrapartida um aumento de ativo. exatamente por sua característica de anormalidade e involuntariedade. mas não representam sacrifícios normais ou derivados de forma voluntária das atividades destinadas a obtenção de receita. parte para a despesa. que pode aumentar o caixa (se a venda for a vista) ou aumentar as contas a receber (se a venda for a prazo). na realidade. qualquer forma de inspeção. assim como as despesas. Ele se manifesta na perda de materiais. atendimento de garantias. surge daí a prática de ratear o gasto geral da administração. durante ou após a entrada da utilidade comprada. 28 encontrarmos uma única administração. No tocante ao desperdício. de forma ampla. "Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos. obsolescência de estoques. rateio esse sempre arbitrário. comumente incorporadas ao custo ou despesas. sem separação do que realmente pertence à fábrica. Perda=> Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.

Existem diversos tipos de despesas antecipadas. Quando a receita não surge da atividade normal da empresa.80. ao se converter para reais. essa redução de passivo é considerada uma receita com variação cambial. propriamente dita. surge no curso normal das atividades de venda e prestação de serviços de uma entidade e toda receita deve estar vinculada a um aumento de ativo ou redução de passivo. À medida em que os benefícios forem sendo proporcionados. Quando esses ganhos são reconhecidos na demonstração do resultado. que vende uma passagem para um cliente que vai viajar daqui a seis meses. Receita Antecipada=> A receita antecipada. ou seja. No momento da contratação do financiamento a dívida em reais era de R$ 200 mil (US$ 100 mil x R$ 2. Considere.passa a ser de R$ 180 mil. Esses ganhos são. porque sua divulgação é útil para fins de tomada de decisões econômicas. despesa a vencer. que recebem assinatura de revista ou jornal. as despesas antecipadas. d) despesas antecipadas com assinaturas e anuidades. despesa a apropriar e despesa paga e não incorrida. sendo que essa diferença de R$ 20 mil que deixará de ser paga pela empresa é. Imagine que após um ano a cotação do dólar caiu para R$ 1. uma receita. aquelas que não surgem no curso das atividades ordinárias da entidade. 29 O reconhecimento da receita associada com redução de passivo é menos comum e menos intuitivo. de determinada despesa que irá proporcionar benefício durante um certo lapso temporal. Despesa Antecipada é o mesmo que: despesa paga antecipadamente. Em resumo. representando aumentos nos benefícios econômicos. Ganho=> Os ganhos representam um tipo específico de receita. são consideradas despesas não incorridas. porém. ocorre quando a entidade recebeu por um serviço que ainda não realizou. pode-se dizer que a receita. a dívida registrada no passivo que era de R$ 200 mil diminuiu para R$ 180 mil. também conhecida como receita diferida. f) comissões pagas por conta de faturamento. eles são usualmente apresentados separadamente. por exemplo. Ganhos incluem. e) despesas com vale-transporte. mostrados líquidos das respectivas despesas. A companhia recebe hoje por um serviço que vai prestar no futuro. As despesas antecipadas devem abrigar apenas itens intangíveis do ativo. embora pagas. na maioria das vezes. Receita Antecipada é o mesmo que: receita recebida antecipadamente.00) e estava registrada no passivo exigível. Portanto. portanto. por exemplo. denomina-se ganho. as despesas antecipadas passarão a ser consideradas incorridas. Despesa Antecipada=> correspondem a desembolsos efetuados pela empresa. c) despesas antecipadas com juros. o valor do principal da dívida a ser pago continua sendo US$ 100 mil (cem mil dólares). Uma outra situação prática de receita antecipada pode ocorrer em empresas de jornalismo. receita a vencer. Contabilidade Financeira . receita a apropriar e receita recebida e não ganha. o valor . b) despesas antecipadas com aluguéis. porém se distinguem das receitas propriamente ditas por serem periféricos às atividades básicas da empresa. que uma empresa tenha tomado um empréstimo de US$ 100 mil (cem mil dólares) quando a cotação entre real e dólar era de R$ 2. de forma antecipada. aqueles que resultam da venda de ativos imobilizados (ativos de uso próprio). Os ganhos também aumentam o patrimônio da organização. sendo as mais comuns: a) despesas antecipadas com seguros. Assim sendo.00 (dois reais para cada dólar). Um exemplo de receita antecipada ocorre numa empresa aérea. Neste caso. Perceba que a empresa recebeu R$ 200 mil e terá que pagar apenas R$ 180 mil.

envolve as entradas e saídas de "dinheiro". esse regime conta com uma informação importante. e que agora ficam no passivo com o nome de Receitas Diferidas). ou seja. permitindo demonstrar o resultado do exercício. obrigações e situação líquida). Esse regime se preocupa em apurar a eficiência do fluxo financeiro positivo ou negativo. Todos esses aumentos e reduções nos benefícios estão relacionados a aumentos ou reduções de ativos e passivos. mede o fluxo financeiro da entidade. apura o resultado contábil da organização com base no confronto entre as receitas. em que magnitude as entradas de caixa superam as saídas. ou seja. Contas de Resultado=> Registram as receitas e despesas. que é o valor em dinheiro movimentado pela empresa ao longo de um período. Esse regime apura o resultado das transações econômicas no momento em que ocorrem as entradas e saídas de dinheiro. 30 Temos duas situações distintas. O regime de competência. no caso de receitas antecipadas. na data da venda a empresa trocou um "estoque" no valor de $ 200 por Contabilidade Financeira .5 REGIME DE CAIXA X REGIME DE COMPETÊNCIA Antes de prosseguirmos é importante abordar em detalhes as diferenças entre o Regime de Caixa e Competência para o entendimento pleno da Demonstração do Resultado que será abordada nas próximas unidades. Com base nesse regime. O regime de caixa. O regime de caixa é evidenciado na demonstração dos fluxos de caixa. despesas e perdas. Contas Patrimoniais=> Representam os elementos ativos e passivos (bens. Para reconhecimento de receitas e despesas. não precisa devolver o valor recebido e vai apropria-lo por competência (são as receitas que eram contabilizadas no antigo grupo "Resultado de Exercícios Futuros". desse modo. Por outro lado. Mas. ou seja. por decorrência do regime de competência. Independentemente do recebimento em caixa. a prazo. a contabilização da receita de vendas ocorre no momento da venda (transferência de propriedade) e não no momento do recebimento. entendem-se por fato gerador os aumentos nos benefícios econômicos futuros ou as diminuições desses benefícios. imagine que uma empresa comprou produtos para revenda no valor de $ 200 e revendeu essa mercadoria por $ 350.1. Por exemplo. conhecido também por regime econômico ou contábil. também denominado de regime financeiro. elas serão classificadas no passivo exigível – Adiantamento de Clientes e devem ser consideradas para o índice de Endividamento (e para todos os índices que usam o passivo exigível). direitos. então não se trata de um passivo exigível. sendo importante fazer a distinção entre eles para se saber qual deve ser utilizado em cada situação. se for a situação em que a empresa já recebeu. Esses dois regimes de apuração são utilizados pelas entidades para análise de desempenho da entidade face às operações realizadas. ele deve ser utilizado em gerenciamento de fluxo de caixa. Se houver a obrigação da empresa de devolver as receitas antecipadas. 2. o registro das transações deve ser feito no período da ocorrência de seu fato gerador e não quando do seu recebimento ou pagamento em dinheiro. no momento do recebimento ou pagamento. De forma simplificada. Sendo classificadas no Passivo não Circulante. que será abordada mais a frente. ganhos. é possível dizer que.

Da mesma forma. as despesas são reconhecidas na demonstração do resultado com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. houve redução no valor do estoque de $ 200. Além do mais. esse aumento é considerado uma receita. 31 um "contas a receber" de $ 350. Seguindo o exemplo anterior. ao se comparar o aumento líquido do ativo tem-se: $ 350 . • Desconsiderar outras transações econômicas. • As vendas totais realizadas no período foram de $ 150 mil. vendas etc.Despesas: $ 200 = Lucro de $ 150. gerando saldo de caixa de $ 20 mil. Assim. Os eventos econômicos e as informações disponibilizadas são as seguintes: • A empresa pretende continuar no mercado (pressuposto de continuidade). Contabilidade Financeira . Esse aumento é exatamente igual ao resultado obtido na operação: Receitas: $ 350 . esse valor não é o resultado realizado pela organização. Houve redução de um ativo de $ 200. Perceba que esse lucro é gerado. 2008. Analisando pelo regime de competência. • O total de imobilizado é de $ 120 mil e o desgaste do mesmo referente a um período é de $ 30 mil. portanto. houve aumento no ativo e. possui uma base conceitual mais sólida. verifica-se que a empresa teve um fluxo financeiro positivo. administração. o método escolhido pela Contabilidade para apuração do resultado. para a empresa gerar um novo ativo de $ 350 (contas a receber) ela teve que sacrificar um de seus ativos. analisando pelo regime de caixa. usualmente chamada de confrontação entre despesas e receitas. porém o pagamento em dinheiro foi somente de $ 80 mil. verifica-se que a empresa teve receitas de $ 150 mil (sendo que $ 50 mil ainda irá receber) e despesas de $ 110 mil (sendo que $ 30 mil referem-se ao desgaste do imobilizado utilizado e não houve pagamento).) de $ 40 mil. Porém. o ativo aumentou em $ 150. porém o recebimento em dinheiro foi somente de $ 100 mil. Envolve o reconhecimento simultâneo ou combinado das receitas e despesas que resultem diretamente das mesmas transações ou outros eventos (CPC. a entidade teve uma eficiência operacional (produção. recebimentos em dinheiro de $ 100 mil e pagamentos em dinheiro de $ 80 mil. Para comparar os dois regimes. no caso. Primeiramente. item 95). imagine que os acionistas de uma organização estejam analisando a eficiência operacional de sua diretoria. consequentemente. independentemente de recebimento de caixa. ou seja. ou seja. Concluindo a análise. de forma líquida. houve aumento na expectativa de benefícios futuros (após a venda gerou-se um novo ativo de $ 350).$ 200 = $ 150. Diversos estudos empíricos nacionais e internacionais mostram que o regime de competência é mais relevante para analisar a eficiência e a realidade econômica das empresas. sendo. • O consumo de recursos no período foi de $ 110 mil. ou seja. o exemplo mostra que houve aumento de um ativo no valor de $ 350. essa redução é considerada uma despesa. De forma combinada.

32 2. divulgação e publicação de demonstrações contábeis. determinando.) utilizam critérios específicos para mensuração do lucro e do patrimônio. apurar lucro ou mensurar bens de uso público como monumentos. entidades assistenciais ou organizações não governamentais (ONGs) e do terceiro setor não possuem objetivo de lucro. de acordo com o tipo de organização. de prestação de serviços. Destaca-se. (2) Fundações. mas.2. praças e ruas. em relação ao bem-estar social agregado. municípios.1 Formas jurídicas de constituição de empresas Antes de apresentar as obrigações contábeis de uma instituição. é necessário discutir as diversas personalidades jurídicas que estas podem assumir. déficit ou superávit. Estas visam atender às necessidades comuns de informações de um grande número de usuários que utilizam essas demonstrações como a principal fonte de informações econômicas e financeiras sobre a instituição. até as necessidades de pareceres de auditores independentes. Com isso. como ocorre em outros tipos de sociedade.941 que modificaram. inclusive. como. instituições financeiras etc. respectivamente. tais entidades não geram lucro ou prejuízo. algumas exigências e procedimentos contábeis no Brasil. as principais discussões aqui realizadas são direcionadas às empresas com fins lucrativos. Em dezembro de 2007 e maio de 2009 foram aprovadas. a forma de mensuração e avaliação de ativos e passivos e a publicação de novas demonstrações contábeis. Isso é importante porque. Estados e união possuem sistema contábil próprio (Contabilidade Governamental) que não visa. a princípio. passando pelos requisitos obrigatórios para elaboração. por exemplo: (1) Entidades governamentais. porém. Contabilidade Financeira . práticas ou princípios geralmente aceitos de contabilidade. encontram-se demonstrações contábeis publicadas em jornais de grande circulação e no Diário Oficial. mas. por meio da geração de lucros e agregação de valor. logo. industriais. substancialmente. a Contabilidade pode assumir características completamente diferentes. apenas algumas instituições devem divulgar publicamente (publicar) tais demonstrações.1 Exigências Legais Frequentemente. seu desempenho não é avaliado somente do ponto de vista financeiro. Considerando-se que cada um desses grupos exemplificados tem características contábeis distintas. para a publicação de demonstrações contábeis é necessário que estas estejam em conformidade com normas. as Leis nº 11.2 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2.1. 2. portanto. de aspectos regulamentares e legais que vão desde a forma jurídica de constituição de empresas. entretanto. as quais possuem como objetivo maior maximizar a riqueza dos acionistas ou proprietários.638 e 11. que a Contabilidade brasileira está passando por um importante processo de significativas mudanças. igualmente.2. (3) Empresas com fins lucrativos (comerciais. sim. Esta unidade trata. Dessa forma. Demonstrações contábeis são relatórios produzidos pela Contabilidade que contêm informações econômicas e financeiras sobre as transações realizadas por uma entidade.

O Estatuto Social é um conjunto de regras e princípios que rege e estabelece todas as diretrizes e normas de uma empresa. As sociedades anônimas podem ser constituídas por dois ou mais acionistas e a responsabilidade destes limita-se ao preço de emissão das ações. a sociedade deve ser designada por denominação acompanhada das expressões "companhia" ou "sociedade anônima". O Contrato Social é o registro da sociedade empresarial e constitui-se de um contrato escrito entre as partes (quotistas ou sócios) em que. seus propósitos.406/02) e Comercial e devem ser regidas por um Contrato Social. "Ltda. médicos. incluindo a principal atividade econômica. As sociedades devem ser constituídas por dois ou mais sócios (quotistas). sua denominação. seus órgãos administrativos.contadores. dentre as quais se destacam as sociedades por quotas de responsabilidade limitada e as sociedades anônimas. É. o valor do capital social. via de regra. advogados. ser constituídas sob diferentes formas jurídicas. como sociedade de profissionais liberais .". seguida da expressão "Limitada" ou. dentistas etc. quanto à disciplina do seu funcionamento. que podem ser pessoas físicas ou jurídicas. o número de ações em que se divide o capital etc. o documento que registra as principais características da companhia. 33 Empresas com objetivo de lucro podem.052 a 1. tanto no que se refere à sua estrutura administrativa. além dos direitos e deveres dos acionistas. Sociedades por quotas de responsabilidade limitada As sociedades por quotas de responsabilidade limitada (empresas "limitadas") são aquelas que possuem seu capital social representado por quotas e são regulamentadas pelo Código Civil (artigos 1. A denominação social (nome) da empresa deve ser definida no Contrato Social.Lei nº 10. expressas por extenso ou abreviadamente. Exemplos: Brasil Construções e Empreendimentos Limitada Brasil Construções e Empreendimentos Ltda. Sociedades anônimas As sociedades anônimas (ou companhias) são aquelas empresas que possuem seu capital dividido em ações (Sociedades por Ações). de 15 de dezembro de 1976. de forma abreviada. a quantidade pertencente a cada sócio no capital social. Contabilidade Financeira . incluindo. além da responsabilidade de cada sócio.404. aquelas referentes à sua natureza. O Contrato Social deve ser registrado em uma Junta Comercial ou Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas (se for sociedade simples.) e equivale a uma "certidão de nascimento" da empresa. e a responsabilidade de cada sócio no investimento é limitada ao montante do capital social por ele investido.087 do novo Código Civil . além das características da empresa. seu objeto. e suas alterações (doravante denominada Lei das SAs) e devem ser regidas por um estatuto social. define-se a quantidade de quotas da empresa. seu prazo de duração. portanto. e são regulamentadas pela Lei nº 6. Segundo a Lei das SAs.

385. normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado de capitais. A CVM foi criada pela Lei nº 6. portanto. distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores. deixará de ser uma sociedade anônima de capital fechado e passará a ser uma sociedade anônima de capital aberto. de 7 de dezembro de 1976. • o registro de distribuições de valores mobiliários. Seu poder normatizador abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários. e • a suspensão de emissão. • a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. Portanto. 34 Exemplos: Brasil Construções e Empreendimentos Sociedade Anônima Brasil Construções e Empreendimentos SA. • o credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários. • a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários. • a organização. funcionamento e operações das bolsas de valores. Nenhuma distribuição pública de valores mobiliários poderá ser efetivada no mercado sem prévio registro na CVM. não negociam no mercado de valores mobiliários (em bolsa de valores ou mercado de balcão). Contabilidade Financeira . • a suspensão ou cancelamento de registros. entre suas funções. 4º da Lei das SAs. Tais valores mobiliários têm a finalidade de captar novos recursos para a empresa. dependendo da forma de negociação de seus valores mobiliários. as sociedades anônimas podem ser abertas ou fechadas. após autorizada. cabendo-lhe. Valores mobiliários são títulos emitidos pelas companhias que garantem aos compradores (investidores) direitos de propriedade (como ações ou bonificações) ou direitos de crédito (como debêntures ou notas promissórias). disciplinar: • o registro de companhias abertas. Para que uma companhia possa ter títulos de sua emissão negociados publicamente (e. • Companhias abertas: são aquelas que possuem valores mobiliários de sua emissão negociados no mercado de valores mobiliários (em bolsa de valores ou mercado de balcão). Brasil de Construções e Empreendimentos Conforme o art. credenciamentos ou autorizações. se uma empresa pretende captar recursos no mercado de valores mobiliários (mercado de capitais) deverá solicitar registro junto à CVM e. a qual atribuiu poderes para disciplinar. necessariamente. • Companhias fechadas: apesar de emitirem valores mobiliários. captar recursos) ela deverá. ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atender às regulamentações dessa Comissão. Companhia Brasil de Construções e Empreendimentos Cia. ser uma sociedade anônima (regida por um estatuto social).

Conforme o novo Código Civil. intransferibilidade das quotas do capital a terceiros ou estranhos à sociedade e cada sócio tem direito a apenas um voto. de obrigações contábeis.. O estatuto de uma associação deve conter a denominação. formular oferta pública para adquirir a totalidade das ações em circulação no mercado. possuem muitas das obrigações contábeis das empresas comerciais.093 a 1. l. solidária e ilimitadamente." Terminado o prazo da oferta pública fixado na regulamentação expedida pela CVM. existem regulamentações específicas que fogem ao escopo desta apostila.044 do novo Código Civil (Lei nº 10.039 a 1. por escritura pública ou testamento. se remanescerem em circulação menos de 5% (cinco por cento) do total das ações emitidas pela companhia. culturais ou de assistência. morais.406/02). a assembleia geral poderá deliberar o resgate dessas ações pelo valor da oferta pública e. Outras Sociedade em nome coletivo As sociedades em nome coletivo são regulamentadas pelos artigos 1. para criar uma fundação. Cooperativas As sociedades cooperativas são regulamentadas pelos artigos 1. respondendo todos os sócios. em geral. se quiser. nessas empresas. os fins e a sede a associação. número mínimo de sócios para administrar as sociedades.096 do novo Código Civil (Lei nº 10. dotação especial de bens livres. sem que haja direitos e obrigações recíprocos entre os associados. tanto nos aspectos de constituição como. direta ou indiretamente. a maneira de administrá- la. independentemente de seu percentual de participação no capital. sendo que as principais características são: variabilidade ou dispensa do capital social. especificando o fim a que se destina. por preço justo [ . art. Associações e fundações Mesmo não tendo objetivo final de obtenção de lucro. a responsabilidade dos sócios pode ser limitada ou ilimitada. consequentemente. § 4º. somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade. As associações são constituídas pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos. ela será considerada uma empresa de capital fechado (parágrafo 5º). associações e fundações são personalidades jurídicas de natureza privada que empregam e movimentam milhões de reais na economia atual e. o acionista controlador ou a sociedade que a controle. A administração da sociedade compete exclusivamente aos sócios. pelas obrigações sociais. o seu instituidor fará. "O registro de companhia aberta para negociação de ações no mercado somente poderá ser cancelado se a companhia emissora de ações. Contabilidade Financeira . também. 4º. 35 Uma empresa de capital aberto pode fechar seu capital? Sim. Na sociedade cooperativa. Fundações somente podem constituir-se para fins religiosos. segundo a Lei das S/As. declarando. Em ambos os casos.. bem como os direitos e deveres dos associados.406/02) e.

177. PUBLICAÇÃO: refere-se ao fato de divulgar demonstrações contábeis. segundo o art. 177 da Lei das S/As. podendo ser feita por meio de sites na Internet. as empresas em geral devem elaborar demonstrações contábeis. ou seja. Contabilidade Financeira . as sociedades anônimas são obrigadas. No entanto. bem como os valores do exercício social imediatamente anterior. são diferentes conforme o tipo de empresa. ainda. Estado ou Distrito Federal. conforme § 1 º do art. acontecer de abril a março. que são as chamadas Informações Trimestrais (ITR). a publicar as demonstrações. o exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. publicação em jornais e revistas. porém. exceto pequenos empresários e empresários rurais. ainda. em função de sua sazonalidade. Entretanto.2.1. em geral. e serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados na mesma Comissão. conforme a CVM. devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência". 175 da Lei das SAs. divulgar e publicar demonstrações contábeis. Em razão disso é importante distinguir cada uma destas funções: ELABORAÇÃO: refere-se ao fato de gerar demonstrações contábeis. conforme o lugar em que esteja situada a sede da companhia. cada demonstração publicada deverá conter os valores do ano vigente. as companhias sob sua regulamentação (sociedades anônimas de capital aberto) devem divulgar informação a cada três meses. Por conta disso. O art. o exercício social poderá. então. com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos. divulgação e publicação. ser de 01 de abril a 31 de março de cada ano. § 3º. "as demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior". As exigências legais.2 Elaboração. pela Lei das SAs. as companhias abertas observarão. divulgação e publicação Este item descreve quem deve elaborar. não necessariamente torná-las públicas. ao menos uma vez ao ano. Ainda segundo o art. Isso implica que. as normas expedidas pela CVM. 177 da Lei das S/As estabelece que "a escrituração da companhia será mantida em registros permanentes. Segundo as legislações comercial (que regulamenta o comércio) e fiscal (que regulamenta aspectos tributários). Esclareça-se que o exercício social não necessariamente deve referir-se a 01 de janeiro a 31 de dezembro. Vale lembrar ainda que. as demonstrações contábeis devem ser assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados. 36 2. DIVULGAÇÃO: implica na distribuição das demonstrações ao público externo. § 4º. caso o ciclo operacional de uma entidade. por exemplo. O artigo também dispõe que as sociedades anônimas fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações contábeis expedidas pela CVM para as companhias abertas. encartes ou outro material da própria empresa ou. jornais de grande circulação. e em outro jornal de grande circulação editado na localidade em que está situada a sede da companhia. De acordo com o art. obrigatoriamente em meios de comunicação em massa. da Lei das S/As. 176 da Lei das SAs. Segundo o art. em termos de elaboração. as publicações devem ser feitas no órgão oficial da União. 289 da Lei das S/As.

a demonstração do resultado. III . do art. 176. Para sociedades anônimas de capital aberto (regulamentadas pela CVM). da Lei nº 11. 176. de 2007. 37 A Figura abaixo sumariza as exigências de elaboração. Adicionalmente. IV .2.638. As duas últimas demonstrações tiveram sua obrigatoriedade incluída pela Lei nº 11. a demonstração das mutações do patrimônio líquido é exigida pelo CPC. o balanço patrimonial. devem. além de elaborar as demonstrações contábeis. estabelece que as sociedades de grande porte. logo.se companhia aberta. a demonstração das mutações na posição financeira. em que a demonstração do fluxo de caixa substituiu a demonstração das origens e aplicações de recursos.Outras Não Não Não Não * Exceto para as Cias com menos de 20 acionistas e PL inferior a R$ 1 milhão. não constituídas sob a forma de sociedades por ações.3 Demonstrações contábeis Para o CPC. para empresas por quotas de responsabilidade limitada e sociedades anônimas. normalmente.1. ao fim de cada exercício social. ou seja.638/07 e 11. a demonstração das mutações do patrimônio líquido. 3º. de dezembro de 2007. em seu art. submetê-las à auditoria independente registrada na CVM. podem incluir quadros e informações suplementares com o objetivo de melhorar o entendimento da situação financeira. II .941/09). Adicionalmente.demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. Demonstrações contábeis obrigatórias Segundo a Lei das S/As (com suas recentes alterações dadas pelas Leis nº 11. notas explicativas e outras demonstrações e material explicativo que são parte integrante dessas demonstrações contábeis.demonstração do resultado do exercício. Ressalta-se que o art. demonstração do valor adicionado. tendo em vista que aquela é mais abrangente. Ressalta-se que as sociedades anônimas de capital fechado com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões não serão obrigadas a elaborar e publicar a demonstração dos fluxos de caixa. além da necessidade de divulgação trimestral das informações. devem ser elaboradas e publicadas as seguintes demonstrações: I . as demonstrações contábeis devem incluir. da Lei das S/As. econômica e patrimonial da entidade.638. aquelas com ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões. as empresas deverão elaborar tal demonstração em substituição à Contabilidade Financeira .balanço patrimonial. e V . divulgação e publicação. deverão apresentar a demonstração das mutações do patrimônio líquido em substituição à demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. conforme § 6º.demonstração dos fluxos de caixa. 2. Adoção Adoção Publicação Normas Auditoria do IFRS de DF´s CVM SA´s abertas Sim Sim Sim Sim SA´s fechadas – Grande Porte Não Opcional Sim Sim SA´s fechadas – Outras Não Opcional Sim* Não LTDA´s – Grande Porte Não Não Não Sim LTDA´s . obrigatoriamente.

h) os ajustes de exercícios anteriores. para as empresas constituídas sob a forma de quotas de responsabilidade limitada. 176. f) a demonstração do valor adicionado (caso exigida legalmente ou por órgão regulador). Devem ser apresentadas de maneira sistemática. as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo. b) os investimentos em outras sociedades. De acordo com o § 5º. propiciando informações adicionais e devem incluir narrações ou análises mais detalhadas de montantes apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. espécies e classes das ações do capital social. b) a demonstração do resultado. d) a demonstração das mutações do patrimônio líquido. Além das exigências do CPC. (2) demonstração do resultado do exercício e (3) demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. considera que as empresas devem também apresentar a demonstração do resultado abrangente como parte do conjunto de demonstrações contábeis. as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes. Além disso. e) a demonstração dos fluxos de caixa. Contabilidade Financeira . 38 demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. f) o número. para o CPC. d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo. dos cálculos de depreciação. O CPC. c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações. e (c) outras informações exigidas que não estejam apresentadas nas demonstrações contábeis. e g) as notas explicativas às demonstrações contábeis. e) a taxa de juros. amortização e exaustão. informações adicionais como passivo contingente e detalhes de obrigações a longo prazo. quando relevantes. em seu pronunciamento fundamental e no pronunciamento técnico CPC 26. g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício. especialmente estoques. da Lei das S/As. de constituição de provisões para encargos ou riscos e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo. As exigências do CPC se aplicam para todos os tipos de empresas. Notas explicativas às demonstrações contábeis As notas explicativas às demonstrações contábeis de uma entidade devem apresentar: (a) informações sobre como foram preparadas tais demonstrações (critérios utilizados). c) a demonstração do resultado abrangente. a legislação do imposto de renda exige (para as que se enquadram no regime de lucro real) os registros contábeis em acordo com a Lei das S/As. ou possam vir a ter. (b) detalhamento de itens relevantes constantes nas demonstrações contábeis. Assim. Em breve deverá haver alguma mudança na Lei das S/As neste sentido. as notas explicativas deverão indicar: a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. do art. tanto sociedade por ações quanto por quota de responsabilidade limitada (empresas "limitadas"). tais entidades devem elaborar e apresentar à Receita Federal ao menos: (1) balanço patrimonial. i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham. constituem o conjunto completo de demonstrações contábeis: a) o balanço patrimonial.

Os auditores são contratados pelos gestores da empresa a ser auditada e buscam dar maior segurança ao usuário da informação contábil. podendo ser apresentada como informação suplementar. hedge etc. como o de eletricidade. Os gestores de uma empresa têm incentivos para divulgar panoramas e cenários mais favoráveis possíveis sobre a situação financeira da empresa nas demonstrações contábeis. uma auditoria independente. (2) o relatório da administração e (3) o balanço social.638. c) menção das bases de avaliação de ativos e passivos e práticas contábeis aplicadas. Ressalta-se que em alguns setores econômicos. tais como riscos financeiros da entidade. controla as tendências otimistas dos gestores. Entretanto. incluindo contingências e outras divulgações de caráter financeiro e divulgações não financeiras. Com as mudanças advindas da Lei nº 11. incluindo. como consequência. Os auditores independentes podem ser pessoas físicas ou firmas de auditoria. de certa forma. 39 Segundo a Deliberação CVM nº 488/2005. devem ser registrados na CVM. neste caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Contabilidade Financeira . A seguir. que até 2007 tinha sua publicação feita voluntariamente. na tentativa de facilitar a leitura dos usuários e facilitar a comparação com as de outras entidades. que não se confundam com as informações a divulgar no relatório da administração. são discutidas algumas informações suplementares às demonstrações contábeis básicas. as correspondentes políticas e os objetivos da administração. Parecer dos auditores independentes Os auditores independentes desempenham papel fundamental no processo de divulgação das informações contábeis das empresas. divulgadas na mesma ordem. em geral. pois emitem parecer sobre a conformidade ou não das demonstrações aos princípios de contabilidade geralmente aceitos em aspectos relevantes. esta última passou a ser voluntária. de certa forma. Da mesma forma. b) declaração quanto à base de preparação das demonstrações contábeis. em casos de sociedades anônimas de capital aberto. a demonstração do valor adicionado. de dezembro de 2007. passou a ser obrigatória para as companhias abertas. a demonstração dos fluxos de caixa deixou de ser voluntária e passou a ser obrigatória. essa demonstração continua sendo voluntária. mas não se limitando a políticas de proteção cambial ou de mercado. a demonstração de valor adicionado é obrigatória. substituindo a demonstração de origens e aplicações de recursos. São exemplos desses relatórios: (1) o parecer da auditoria. apresentadas na seguinte ordem: a) contexto operacional. pois estão sob regulamentação de órgão específico. devem ter formação em contabilidade e. e e) outras divulgações. d) informações adicionais para itens apresentados nas demonstrações contábeis. Informações suplementares Como as demonstrações contábeis são elaboradas de maneira estruturada e. alguns relatórios adicionais são requeridos para aumentar o nível de informação disponível ou oferecer maior segurança para os usuários externos. para as demais empresas de capital fechado e para as empresas constituídas sob a forma de quotas de responsabilidade limitada. No entanto. as notas explicativas são. padronizada.

porém não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião. O parecer (opinião) dos auditores deve ser claro e objetivo. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. O parecer pode assumir as seguintes classificações: • parecer sem ressalva: quando o auditor está convencido da conformidade das demonstrações às práticas contábeis em todos os aspectos relevantes. com base em testes. cada empresa adota uma abordagem diferenciada. em conformidade com as normas de auditoria brasileiras. • projetos de expansão e desenvolvimento tecnológicos. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva ou em desacordo com os princípios básicos de contabilidade. • investimentos em outras empresas e reorganizações societárias. • parecer com ressalva: quando o auditor conclui que existe discordância ou restrição nas demonstrações contábeis que podem afetar a decisão do usuário da informação. • fatos relevantes ocorridos durante o período. e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração das Companhias. Para tanto. adequadamente. b) a constatação. algumas exigências legais mínimas são estabelecidas para a evidenciação e a prática de: • análise passada do setor de atividade da empresa e perspectivas futuras. • principais fatos administrativos ocorridos no exercício e estatísticas operacionais (como volume de operação). (2) extensão dos trabalhos. Contabilidade Financeira . em todos os aspectos relevantes. as mutações do seu patrimônio líquido e demais demonstrações. 40 A responsabilidade dos auditores é a de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. o volume de transações e os sistemas contábeis e de controles internos das empresas. os auditores emitem uma opinião sobre as demonstrações contábeis dizendo se elas representam. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados. e • perspectivas futuras para a economia e a empresa. e • parecer com abstenção de opinião: quando houver limitação significativa na extensão de seus exames que impossibilitem o auditor de expressar opinião sobre as demonstrações contábeis por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la. Deverá conter parágrafos referentes a: (1) identificação das demonstrações contábeis e definição das responsabilidades da administração e dos auditores. seus exames são conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreendem: a) planejamento dos trabalhos. • negócios e investimentos sociais e ambientais. Como se trata de um relatório menos padronizado. o resultado das operações. • parecer adverso: quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. Após os exames. Relatório da administração O relatório da administração é um meio mais direto e mais flexível de comunicação entre os administradores e os investidores (acionistas). No entanto. a posição patrimonial e financeira. e (3) opinião sobre as demonstrações contábeis. • política de distribuição de dividendos e de reinvestimentos dos lucros. considerando a relevância dos saldos.

pelos seguintes elementos: A .1.2. quando a conta será debitada e quando será creditada.2 Plano de Contas O PLANO DE CONTAS é o conjunto composto pela relação ordenada e codificada das contas utilizadas pela entidade. a fim de facilitar a análise e elaboração dos registros e demonstrações contábeis.Primeiro Grau (sintética) 1.1. além dos elementos supracitados. definindo os seguintes elementos: # FUNÇÃO DAS CONTAS.1 Caixa => Conta . Basicamente.2 Bancos C/ Movimento => Conta .1. Compreende a relação ordenada e codificada de todas as contas utilizadas pela entidade.2.Elenco das Contas É a estrutura do plano de contas. A . o que irá determinar uma maior ou menor quantidade de informações contidas num plano de contas é o grau de exigência de seus usuários. tais como modelos padronizados de demonstrações contábeis e outros quadros técnicos. # FUNCIONAMENTO DAS CONTAS. isto é.1 DISPONIBILIDADES => SubGrupo .1.1.1.Primeiro Grau (sintética) 1. Contabilidade Financeira .404/1976.2 Caixa Filial A => Sub Contas – Segundo Grau (analítica) 1. No caso de entidades ligadas a setores da economia de relevante controle governamental. bem como de todas as normas e procedimentos adotados pelo seu sistema contábil. a ordenação do plano de contas deve ser de acordo com o disposto na Lei nº 6. No caso das empresas. Composição Um plano de contas é composto.1. um plano de contas possa vir a ter outras informações.3 Caixa Filial B => Sub Contas – Segundo Grau (analítica) 1.2 Banco Itaú => Sub Contas – Segundo Grau (analítica) 1.1.Segundo Grau (sintética) 1.1. ATIVO => Grupo (sintética) 1. que. razão de sua existência.Primeiro Grau (sintética) 1.Manual das contas Nada impede. objetivando servir como guia e meio de padronização. Exemplo: 1.1.1 Banco do Brasil => Sub Contas – Segundo Grau (analítica) 1.1. ramo de atividades e quaisquer outros fatores que determinem características peculiares relacionadas com seus controles internos e sistemas contábeis. isto é. porém.1 Caixa Matriz => Sub Contas – Segundo Grau (analítica) 1. bem como seu saldo.2.3 Banco Bradesco => Sub Contas – Segundo Grau (analítica) B – Manual de Contas Sua função é explicar o uso correto de cada conta componente do plano de contas.1. o qual está diretamente vinculado à complexidade das operações realizadas pela empresa.1. 41 2.1. A codificação começa no grupo e termina na conta. instituições financeiras e seguradoras.1.1. o plano de contas é padronizado pelos respectivos órgãos de fiscalização.1 ATIVO CIRCULANTE => SubGrupo .1.1.2. basicamente. de acordo com o seu porte. tais como órgãos públicos.Elenco das contas B . Cada empresa deverá elaborar o seu próprio plano de contas.1.1.

. Além destes e outros significados específicos que serão abordados. basicamente é composto de Ativos (bens e direitos). Passivos (obrigações) e o Patrimônio Líquido (capital e lucros. EQUAÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL O balanço patrimonial pode ser evidenciado pela equação. Bens + Direitos . ocupa-se em evidenciar as origens (fonte de financiamento) e as aplicações (investimento de recursos). passivo e patrimônio líquido. 42 2. Seja qual for o valor dos Bens e Direitos. ou prejuízos). Ativo = Passivo + Patrimônio líquido O entendimento da Contabilidade é facilitado com o conhecimento dos termos e símbolos utilizados. o Balanço Patrimonial de uma empresa. Ou seja. ela representa as relações de causa e efeito características da metodologia contábil. Dessa forma. Esta equação pode ter como resultado três situações possíveis: SITUAÇÃO 1 SITUAÇÃO 2 SITUAÇÃO 3 Bens + Obrigações Direitos Bens + Bens + Obrigações Situação Obrigações Direitos Situação Direitos Líquida Líquida Negativa (B + D) > Obrigações (B + D) = Obrigações (B + D) < Obrigações Situação Líquida Positiva Situação Líquida Nula Situação Líquida Negativa ou PL Positivo ou PL Nulo ou PL Negativo Contabilidade Financeira . cada um com um significado específico. Em síntese. e das Obrigações. a diferença quando positiva deverá ser igual ao valor do Patrimônio Líquido. o balanço patrimonial é constituído de três componentes – ativo.. Obrigações = Situação Líquida ou Patrimônio líquido Esta equação auxilia na contabilização das operações e diz respeito aos reflexos que as transações ocorridas provocam na situação econômico-financeira das empresas.2. também é fundamental para o entendimento da Contabilidade conhecer a seguinte equação patrimonial: Ativo = Passivo + Patrimônio líquido ou ainda. Iremos aprofundar esses termos nas seções a seguir. O termo balanço indica o equilíbrio entre esses três componentes.3 Constituição do Balanço Patrimonial Uma informação fundamental apresentada pela contabilidade é a avaliação do patrimônio da empresa e a quantificação de sua variação ao longo dos anos.

Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira no balanço são os ativos. direta ou indiretamente. agrupando-os em classes de acordo com as suas características econômicas. que podem ter efeitos diferentes sobre o patrimônio da empresa. Essas classes são chamadas de elementos das demonstrações contábeis. (b) Passivo é uma obrigação presente da entidade. Ativos O benefício econômico futuro embutido em um ativo é o seu potencial em contribuir. Desta situação. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho na demonstração do resultado são as receitas e as despesas. Poderá também ter a forma de conversibilidade em caixa ou equivalentes de caixa ou poderá ainda ser capaz de Contabilidade Financeira . derivada de eventos já ocorridos. quando o recurso for parte integrante das atividades operacionais da entidade. Situação 2 Quando a soma dos bens e direitos for igual às obrigações com terceiros. A demonstração das mutações na posição financeira usualmente reflete os elementos da demonstração do resultado e as mutações nos elementos do balanço patrimonial. em virtude do exercício de sua atividade econômica. o patrimônio líquido será nulo ou inexistente. (c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. a fim demonstrar as informações da maneira mais útil aos usuários para fins de tomada de decisões econômicas. ativos e passivos podem ser classificados por sua natureza ou função nos negócios da entidade. 2. A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado envolve um processo de subclassificação.2. 43 Situação 1 Normalmente. Como o patrimônio da empresa é modificado a todo instante. passivos e patrimônio líquido.3. os passivos e o patrimônio líquido. Tal potencial poderá ser produtivo. Situação 3 Se a soma dos bens e direitos for menor que a das obrigações.1. Por exemplo. 2.2. essas modificações (variações patrimoniais) são provocadas pelas transações econômicas. cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. resulta o patrimônio líquido positivo.1 Elementos das Demonstrações Contábeis Demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos. a soma dos bens e direitos – aplicações de recursos – é maior que a das obrigações – fontes de recursos – para com terceiros.1 Posição Patrimonial e Financeira – “Balanço Patrimonial” Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial financeira são ativos. Estes são definidos como segue: (a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. o patrimônio líquido será negativo ou passivo a descoberto.3.

Podem também refletir o fato de que acionistas de uma entidade tenham direitos diferentes em relação ao recebimento de dividendos ou reembolso de capital. por exemplo. (b) transferência de outros ativos. Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou fazer de uma certa maneira. mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois que expirou o período da garantia. (d) substituição da obrigação por outra. das contas a pagar por mercadorias e serviços recebidos. Obrigações surgem também de práticas usuais de negócios. tais como pela renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos creditícios. Tais classificações podem ser importantes para a tomada de decisão dos usuários das demonstrações contábeis quando indicarem restrições legais ou de outra natureza sobre a capacidade que a entidade tem de distribuir ou aplicar de outra forma os seus recursos patrimoniais. por exemplo. A extinção de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras. por exemplo. Patrimônio Líquido Embora o patrimônio líquido já tenha sido definido anteriormente como um valor residual. como no caso de um processo industrial alternativo que reduza os custos de produção. 44 reduzir as saídas de caixa. pela entidade. Se. de recursos capazes de gerar benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte. Esse é normalmente o caso. um ativo pode ser: (a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade. (c) prestação de serviços. ele pode ter subclassificações no balanço patrimonial. por uma questão de política mercadológica ou de imagem. Por exemplo. (b) trocado por outros ativos. ou (e) conversão da obrigação em capital. uma entidade decide. (c) usado para liquidar um passivo. A entidade geralmente usa os seus ativos na produção de mercadorias ou prestação de serviços capazes de satisfazer os desejos e necessidades dos clientes. as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem-se passivos. retificar defeitos em seus produtos. ou (d) distribuído aos proprietários da entidade. Passivos Uma característica essencial para a existência de um passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em consequência de um contrato ou de requisitos estatutários. Contabilidade Financeira . Uma obrigação pode também ser extinta por outros meios. recursos aportados pelos sócios. Por exemplo. Os benefícios econômicos futuros de um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. os clientes se dispõem a pagar por eles e contribuir assim para o fluxo de caixa da entidade. Tendo em vista que essas mercadorias ou serviços podem atender aos seus desejos ou necessidades. A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica na utilização. reservas resultantes de apropriações de lucros e reservas para manutenção do capital podem ser demonstrados separadamente. usos e costumes e o desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira equitativa. por meio de: (a) pagamento em dinheiro.

Por exemplo. A existência e o valor de tais reservas legais. é prática comum distinguir entre receitas e despesas que surgem no curso das atividades usuais da entidade e as demais.2 Desempenho – “Demonstração do Resultado” O resultado é frequentemente usado como medida de desempenho ou como base para outras avaliações. deve-se levar em conta a natureza da entidade e suas operações. não constituem despesas. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do resultado são as receitas e as despesas. portanto. Outras reservas podem ser constituídas em atendimento a leis que concedem isenções ou reduções nos impostos a pagar quando são feitas transferências para tais reservas. receitas oriundas de atividades eventuais como a venda de um investimento de longo prazo normalmente não se repetem numa base regular. e passivos circulantes e não circulantes. Normalmente. exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante. As receitas e despesas podem ser apresentadas na demonstração do resultado de diferentes maneiras. numa base de continuidade operacional. estatutárias e fiscais representam informações que podem ser importantes para a tomada de decisão dos usuários. 2. Receitas e despesas são definidas como segue: (a) Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos. Nessa distinção. ou da entidade como um todo. 2. As transferências para tais reservas são apropriações de lucros acumulados. o valor do patrimônio líquido somente por coincidência é igual ao valor de mercado das ações da entidade ou da soma que poderia ser obtida pela venda dos seus ativos e liquidação de seus passivos numa base de item-por-item. por exemplo.3.3. Essa distinção é feita porque a fonte de uma receita é relevante na avaliação da capacidade que a entidade tenha de gerar caixa ou equivalentes de caixa no futuro. 45 A constituição de reservas é.2. de modo que prestem informações relevantes para a tomada de decisões. O valor pelo qual o patrimônio líquido é apresentado no balanço patrimonial depende da mensuração dos ativos e passivos. que resultam em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade. Quando essa exceção for aplicável.1.1. que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade. Contabilidade Financeira .3 Distinção Entre Circulante e Não Circulante A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes.2. às vezes. todos os ativos e passivos devem ser apresentados por ordem de liquidez. tais como o retorno do investimento ou resultado por ação. exigida pelo estatuto ou por lei para dar à entidade e seus credores uma margem maior de proteção contra os efeitos de prejuízos. como grupos de contas separados no balanço patrimonial. Itens que resultam das atividades ordinárias de uma entidade podem ser incomuns em outras entidades. e (b) Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos.

depósitos bancários a vista. (c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço. Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes.2. ou (d) é caixa ou equivalente de caixa a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. (b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado. Omo cheques em mãos e em trânsito que representam recursos com livre movimentação para Disponibilidades aplicação nas operações da empresa e para os quais não haja (c) restrições para uso imediato. Contabilidade Financeira . ou (d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. numerários em trânsito e equivalentes a caixa (aplicações de liquidez imediata). Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulante. bem como valores equivalentes. ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade. Passivo circulante O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade. (c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço.4 “Destrinchando” o Balanço Patrimonial Estrutura básica da Posição Patrimonial ATIVO (A+B) PASSIVO (U=S+T) ATIVO CIRCULANTE (A=c+d+e+f) PASSIVO CIRCULANTE (S=k+l+m) Disponibilidades (c) Fornecedores (k) Contas e Receber-Clientes (d) Empréstimos (l) Estoques (e) Provisões (m) Despesas Antecipadas (f) PASSIVO NÃO CIRCULANTE (T=n) Obrigações de Longo Prazo (n) ATIVO NÃO CIRCULANTE (B=g+h+i+j) Realizável a Longo Prazo (g) PATRIMÔNIO LÍQUIDO(V=o+p+q) Investimentos (h) Capital Social (o) Imobilizado (i) Reservas (p) Intangível (j) Resultado (Lucros / Prejuízos) (q) A intitulação é usada para designar dinheiro em caixa e em bancos. 46 Ativo circulante O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios: (a) espera-se que seja realizado. Exemplos: caixa. (b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado. 2.

São valores a receber decorrentes de vendas a prazo de mercadorias e serviços a clientes. não serão Antecipadas recebidas em dinheiro nem representam bens fisicamente existentes. referem-se a “aplicações de Despesas recursos em despesas do exercício seguinte” que. 47 Representam. Exemplos: duplicatas a receber de clientes e/ou controladas e coligadas. Estoques Exemplos: mercadorias para revenda. adiantamentos ou empréstimos a sociedade coligada (g) ou controlada (art.exercício social). 179 da Lei das Sociedades por Ações. São bens tangíveis ou intangíveis adquiridos ou produzidos pela empresa com o objetivo de venda ou utilização própria no curso normal das suas atividades. adiantamento a fornecedores e etc. 179 da Lei 6. materiais etc. almoxarifado. produtos em elaboração. Contabilidade Financeira . Todos os valores a receber devem estar ajustados a sua expectativa de recebimento. e que não se destinem à Investimentos manutenção da atividades da Cia ou da empresa. após 12 meses da data das demonstrações. (d) Todavia. Adicionalmente.404/76. Esses ativos representam pagamentos antecipados. estabelece que se classificam em “Investimentos” as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza. tenham sua Realizável realização. todavia. mas que são mantidos para vir a tê-la no futuro. De forma geral. produtos (e) acabados. que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da Cia (independentemente do prazo de vencimento) O art. normalmente. após 12 meses da data do balanço. Exemplos: propriedades para investimento / obtenção de renda. como (f) é o caso de peças. em seu item III. cujos benefícios ou prestação de serviço à empresa ocorrerão em momento posterior: Segundo o art. por exemplo). através da provisão de Perdas Estimadas de Créditos de Liquidação Duvidosa. obra de arte etc. Estas outras transações não representam o objeto principal da empresa. quando parcelados ou financiados. 179 da Lei das Sociedades por Ações. não classificáveis no ativo circulante. Segundo o art. certa ou provável. deverão estar também classificados nesse grupo os Prazo derivados de vendas. acionistas ou participantes no lucro da Cia. fazem parte do ATIVO CIRCULANTE. participações em empresas/sociedades. representam exemplo prático desde caso. ou oriundos de outras transações. Exemplos: os prêmios de seguros. normalmente. diretores. mas são normais e inerentes as suas a atividades (venda de imobilizado. 243). são classificados no Realizável a Longo Prazo contas da mesma natureza das do Ativo Circulante que. (h) podem ser constituídos por ativos que não têm ainda uma efetiva utilização na manutenção da atividade da empresa. matérias-primas. um dos mais importantes ativos da empresa. importação em andamento. portanto. quando então essas parcelas devem ser classificadas no ATIVO NÃO CIRCULANTE. Essas contas são Contas a normalmente realizáveis no decurso do ciclo operacional da empresa (12 Receber meses . podem também ter vencimentos a longo prazo. no realizável a longo prazo. além dos elementos a Longo citados anteriormente.

Porém. em seu item IV. Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. incluindo o registro das notas fiscais ou faturas e Obrigações provenientes da compra de matérias-primas. em seu item VI. conceitua como contas a serem classificadas no Ativo Imobilizado: “os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade. Normalmente.404/76. fornecedores. patentes. inclusive fundo de comércio adquirido”.404/76. o termo passivo contingente é usado para passivos que não satisfaçam os critérios de reconhecimento. Exemplos: Provisão: de Férias e 13º salário e Passivo Contingente: disputa judicial com grande chance de êxito. inclusive os decorrentes de Imobilizado operações que transfiram à companhia os benefícios. moveis e utensílios. ou (b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados. Exemplos: terrenos. Essas contas registram as obrigações da empresa junto a instituições Empréstimos e financeiras do país e do exterior. a legislação define o Imobilizado como um ativo tangível que: é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços. ferramentas e etc. e que se espera utilizar por mais de um ano. Exemplos: obrigações fiscais. 48 O art. Adicionalmente. 179 da Lei 6. Contabilidade Financeira . nesse grupo deve ser feita a separação em fornecedores “Nacionais” e “Estrangeiros”. imóveis. adiantamento de clientes. riscos e controle (i) desses bens (ex. Neste grupo estarão também registrados os encargos / variações monetárias das respectivas operações. o termo “contingente” é usado para passivos que não sejam reconhecidos porque a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controle da entidade. Ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física. Passivo contingente é: (a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. determina que serão classificados no intangível “os direitos que tenham por objeto bens Intangível incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com (j) essa finalidade. mas que não é reconhecida porque: (i) não é provável que uma saída de recursos que incorporam Provisões e benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação. (m) Em sentido geral. para aluguel a outros. Exemplos:. O art. mercadorias e outros (k) materiais. marcas. Adicionalmente. cujos recursos podem estar Financiamentos destinados tanto para financiar imobilizações como para capital de (l) giro. início das operações (também denominados pré- operacionais) e atividades de desenvolvimento. todas as provisões são contingentes porque são incertas quanto ao seu prazo ou valor. ou para fins administrativos. salários e encargos a pagar e etc. 179 da Lei 6. Leasing Financeiro). Passivos ou Contingentes (ii) o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. conforme o credor esteja sediado no país Fornecedores ou no exterior.

Estatutária. Lucros a Realizar dentre outras. Reservas de Lucros – são as contas de reservas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. caso ainda existam lucros remanescentes. após a segregação para pagamentos dos dividendos obrigatórios. • Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Ativo • Ajuste a Valor Presente • Depreciação / Amortização / Exaustão Acumulada • Encargos Financeiros a Transcorrer Passivo • Ajuste a Valor Presente • Capital a Realizar Patrimônio Líquido • Ações em Tesouraria • Prejuízos Acumulados Contabilidade Financeira . as contas acessórias ou secundárias devem acompanhar as contas principais que lhes deram origem. se incorporam ao Capital Social. Contingências. e Lucros destiná-lo de acordo com as políticas da empresa. e será denominada de Prejuízos Acumulados. por se referirem a valores destinados a reforço de seu capital. se positivo. pelo Resultado como receitas. por decisões dos proprietários. sem terem como contrapartidas qualquer esforço da empresa em termos de entrega de bens ou de prestação de serviços. 49 Obrigações de Neste grupo poderão estar registradas todas as contas classificadas Longo Prazo anteriormente no Passivo Circulante. ainda que os respectivos saldos sejam opostos. tenham sua (n) exigibilidade / vencimento superior a 12 meses. Este abrange não só as parcelas entregues pelos acionistas como também os valores obtidos pela sociedade e que. Reservas a alienação de partes beneficiárias e de alienação do bônus de (p) subscrição. A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados que. desde que. O investimento efetuado na companhia pelos acionistas é representado pelo Capital Social. assim como para a distribuição de dividendos. continuará sendo utilizada Prejuízos / pelas companhias para receber o resultado do período. representa a interligação entre Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício. Exemplos: ágio na emissão de ações. Capital Social representando uma espécie de renúncia a sua distribuição na forma de (o) dinheiro ou de outros bens. Exemplos: Legal. Podem ser de 2 tipos: Reservas de Capital e Reservas de Lucros. só poderá aparecer quando tiver saldo negativo. Mas. Reservas de Capital – são constituídas de valores recebidos pela companhia q que não transita. A partir da vigência da Lei nº 11. no balanço patrimonial. Esta subdividido em capital Realizado ou Integralizado (parte já aportada pelos sócios/acionistas) e Capital a Integralizar (parte prometida mais ainda não aportada pelos sócios/acionistas). na Resultado maioria dos casos.638/07 foi extinta a possibilidade de manutenção e apresentação de saldos a título de Lucros Acumulados no Balanço Patrimonial. servindo de (q) contrapartida para as constituições e reversões de reservas de lucros. Principais Contas Retificadoras No Balanço Patrimonial.

213 12.381.563 Ativo Realizável a Longo Prazo 4.994.682 669.648 35.Clientes 1.161 1.337 92.034.506 259.798 279.197 Contabilidade Financeira . Na sua elaboração.421 29.124 954.410 ATIVO CIRCULANTE 10. direitos e obrigações em um determinado momento.847 Caixa e Equivalentes de Caixa 1.706.917 121.348 Despesas Antecipadas 43.061 3.404/76.803 74.877 1.480 45.020 Estoques 2.604 Adiantamento a Fornecedores 109.571 5.316. as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.299 Investimentos 22.959 4. 50 2.700.263 Despesas Antecipadas 64.508. 265.256 3.260 Partes Relacionadas .827 Estoques 1.596.477 2.881 Imobilizado 282.571 - Outros Créditos 287.Balanço Patrimonial – Posição Financeira O Balanço Patrimonial. BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO R$ Mil 2012 2011 2010 ATIVO TOTAL 16.115.052.172 17.159 Contas a Receber .685 69 26 Partes Relacionadas .386 4.526 931.104 296. .213 106.386.557 Contas a Receber . a qual é composta por bens.188.776. 32.520.542 827.289 Outros 223.742.759 622.716. ou seja: Ativo.036 179. Passivo e Patrimônio Líquido.253.561 Aplicações Financeiras 57.Clientes 6.957 101.220 3.657.466 204.978 56.629.420 Tributos Diferidos 195 83.634.805 Tributos a Recuperar 120.018 11.752.864 Adiantamentos c/ Parceiros nos Empreendimentos .865.701.652.689 66. deve representar de forma quantitativa e qualitativa a posição financeira e patrimonial da empresa.168 3.2.113 6.075 2.609 1. 58.777. conforme estabelecem os artigos 178 a 185 da Lei 6.667 ATIVO NÃO CIRCULANTE 5.163 88.5 Exemplos de Demonstrações Contábeis A .079 15.924 Intangível 646.

797 5.745 319.253.723 426.181 Contabilidade Financeira .159 3.826 43.003 317.822.596 - Adiantamento de Clientes 481.812 Prejuízos Acumulados (620. - Ajuste de Avaliação Patrimonial (62.531 1.458.545.310 442.030.519 Outras Obrigações 259.234 Obrigações Socias e Trabalhistas 131.387 813.827 Obrigações por Emissão de CCB 1.674 911.648 4.848 Capital Social 4.810 146.438 405.152 187. 51 BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO R$ Mil 2012 2011 2010 PASSIVO TOTAL + PL 16.064 77.079 15.038 4.520.983 158.566 Provisões 93.802 846.087 Reservas de Lucros 0 1.964.358) (8.714 Obrigações Fiscais 391.157 205.857.511 153.757.665 402.262 5.369 984.369 Obrigações por Aquisições de Imóveis 682.328 Emprestimos e Financiamentos 3.688 Tributos Diferidos 148.872.661 377.091) Participação de Acionistas Não Controladores 12.292 Adiantamento de Clientes 376.708.582 54.843 4.410 PASSIVO CIRCULANTE 4.954 Obrigações por Aquisições de Imóveis 139.612 1.879 Fornecedores 209 248 51 Provisões 139.637 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 5.157.052 Emprestimos e Financiamentos 2.318.990 177.795 766.744 690.503.113 6.907.486) .283 3.626.234 1.552. 168.751 337.540 4.172 17.023.025 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 6.171.504 25.060 262.813 17.091) (8.859 Reservas de Capital 792.234 - Outros 380.782 42.891 5.598 Fornecedores 260.386.391 Dividendos a Pagar .597 168.301 137.464.034.586.835.

859 153.409) 52.899 Resultado Financeiro (116.Demonstração do Resultado do Exercício .443 Imposto de Renda e Contribuição Social (209.511 1.822.855) (2.820) Despesas Gerais e Administrativas (437.438) (61.848 C .358) 12.943 Despesas / Receitas Operacionais (1. (8.113 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Lucros ou Outros Participação dos Capital Social Reservas de Reservas de Patrimonio 2011 Integralizado Capital Lucro Prejuizos Resultados Não Líquido Acumulados Abrangentes Controladores Saldos Iniciais 4.595) Resultado Líquido do Exercício (2.848 Aumento de Capital 64.244) Outras Receitas/Despesas Operacionais (326.133) (886.520.957) 1.083.401 861.181 5.370) (346.DRE A DRE deverá evidenciar a composição do resultado formado num determinado período de operações da entidade.860) (30.805 716.855) 704.891 D .813 5.907. 52 B .228 802.864) 869.087 984.704.855) Constituições/Reversões de Reservas (1.544 Resultado antes dos Tributos (1.179 (47.843 792.992 914.964.896 Compensação de Prejuízos - Saldos Finais 4.064 6.030.846.369 (54.301 .877.962.039.038 137.518) Compensação de Prejuízos - Saldos Finais 4.Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido Essa demonstração tem por finalidade detalhar as modificações ocorridas durante um exercício social nas contas do Patrimônio Líquido (Capital Social.091) 17.287) 96.DFC Contabilidade Financeira .552.524.Demonstração dos Fluxos de Caixa .511 1. Ela traz informação que complementa os demais dados constante do Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício.991) (165.793.891 Aumento de Capital 85.656 Resultado antes do Financeiro e dos Tributos (1.553) (113.090) 907.358.552.117) 644.155) (300.757. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO R$ Mil 2012 2011 2010 Receita de Vendas de Bens ou Serviços 4.033 (-) Aquisições de Ações Próprias (61.499 6.461) (51.439 (60.815 (-) Custos do Bens e/ou Serviços Vendidos (5.486) (62.658 601.369 0 (8.945 Dividendos (168.439 800.968) (33.369 .438) Lucro Líquido do Periodo (2.267) (4.774) (37.385) (663.229.872) Resultado Bruto (806.251) (58.864) 0 14.456) (5. Prejuízos e Reservas).152) (-) Aquisições de Ações Próprias (33.322 Constituições/Reversões de Reservas 31.552.038 137.537) (386.152) (168.520.172.380 5. Confrontando receitas x custos x despesas do mesmo período em análise.091) 77.044) Despesas Com vendas (273.369) 1.172.968) Lucro Líquido do Periodo 704.552.064 6. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Lucros ou Outros Participação dos Capital Social Reservas de Reservas de Patrimonio 2012 Integralizado Capital Lucro Prejuizos Resultados Não Líquido Acumulados Abrangentes Controladores Saldos Iniciais 4. (620.636) Resultado de Equivalência Patrimonial (1.812 .234) 16.822.172.786 1.594) (3.091) 17.271) (448.525 (536. partindo do saldo inicial e chegando no saldo final (aquele que aparece no balanço patrimonial). (8. Lucros.165.

877 Contabilidade Financeira .172.597) Adiantamento a Fornecedores (35.529 (12.759) 331.083) (197.244 44.137 (68.761.752.681) Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes de Caixa 1.557 93.650 (366.552 (13.557 Saldo Final de Caixa e Equivalentes de Caixa 1.716.232) 190.119) Despesas Antecipadas (1.363 Caixa Líquido das Atividades de Investimentos (131.430 117.860 46. Essa demonstração divide todos os fluxos de entra e saída de caixa em três grupos: os derivados de atividades operacionais.293 (2. (145.832) Obrigações por Emissão de CCB 39.152 Aumento ou (Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa 122.175 Obrigações por Aquisição de Imóveis (169.765) Obrigações por Aquisição Societaria 58.129) 1.284 (86.892 93.002) Emprestimos 3.877 1.896) 232.909) Adiantamento de Clientes 96. 65.120) (39. 53 A DFC visa mostrar como ocorreram as movimentações de disponibilidades (caixa e equivalentes a caixa) em um dado período de tempo.828) Caixa Líquido das Atividades de Financiamento 1.673.688) Amortização de Empréstimos . (15.058) Fornecedores (57. das atividades de investimento e das atividades de financiamento.925 638.733 Provisões para Garantias e Contingências 66.Marcação a Mercado .263 Emprestimos e Financiamento 661. (32. (1.642 150. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA R$ Mil 2012 2011 Caixa Líquido das Atividades Operacionais (1.153 Lucro Líquido do Periodo (2.337 33.856 Impostos a Recuperar (20.586) Partes Relacionadas 74.251) (60.689 Contas a Receber 1.193) Equivalência Patrimonial 1.479 49.558) Intangível (128.020.864 - Variações nos Ativos e Passivos 438.127. (209.295) Aumento de Capital Social 861.161 1.980 Ajuste no Resultado .584 Ganhos e Perdas em Controladas 90.133) (18.925) Estoque de Imóveis a Comercializar 8.365 AFAC (103.444) Caixa Gerado nas Operações (1.868 Aquisição e Baixas de Imobilizado (9.787) (19.855) 704.256 147.675 32.620 Impostos Diferidos 44.018 Aquisição de Outros Investimentos .010) 112.989) Dividendos Declarados . (7.312 Participação de Acionistas não Controladores (4.414 59.576) (-) Ações em Tesouraria (61.279) (181.520 Participação de Acionistas Não Controladores .549 (1.759) Impostos a Recolher (26.629.787 Debêntures 39.868) C/C com Parceiros em Empreendimentos (101.575.931 Despesas Financeiras 87.439 Depreciação e Amortização 27.117) Amortização de Agio e Desagio na Aquisição 97.595 Outros contas a Pagar (441. 90.436) Operações com Cessão de Créditos .519 51.322. (63.596 Captação por Debêntures 75.209 Juros Pagos .864 Participação dos Empregados .436) (33.000 698.642) 102.500) Aquisição de Participação em Coligadas e Controladas 6.629.834) Ágio na Emissão de Ações .563) (27.114.061) (178.580) (546.

54 E .568 Valor Adicionado Total a Distribuir (1.Demonstração do Valor Adicionado / Agregado .486 163.034 Insumos Adquiridos de Terceiros (5.066 7. Não deve ser confundida com a DRE.846) 1. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO R$ Mil 2012 2011 Receitas Brutas 4.621 10.151 Lucros Retidos / Prejuízo do Periodo (2.337 Distribuição do Valor Adicionado (1.246) 1.855) 536.616.098 FGTS 12.403 Resultado de Equivalência Patrimonial (1.183 19.251) 3.910) 1. enquanto a DVA está dirigida para a geração de riquezas e sua respectiva distribuição pelos fatores de produção (capital e trabalho) e o governo.146 Impostos Federais 424.172.835 Outras (4.127.288 Contabilidade Financeira . principalmente na apresentação do lucro líquido.149 20. pois esta te sua informações voltadas quase que exclusivamente para os sócios e acionistas. Amortização e Exaustão (92.103 396.934 Valor Adicionado Recebido em Transferência 258.910) 1.247 Alugueis 20.639.614 Dividendos .196 Depreciação.450.386.512 Impostos Estaduais 106 3 Impostos Municipais 73 698 Juros 381.898) (86.188) Valor Adicionado Líquido (1.475.864) - Receitas Financeiras 264.502) (15.580 Beneficios 34.613.074) Outras Retenções (151.090.127.141.348.613. 168.336 264.DVA A Demonstração do Valor Adicionado tem como objetivo informar o valor da riqueza criada pela empresa e a forma de sua distribuição.224 298.838) Valor Adicionado Bruto (1.451 260.912) (5.337 Remuneração Direta 172.

sendo assim determinado o montante das receitas e das despesas comerciais a serem reconhecidas. Apuração do resultado de incorporação imobiliária e venda de imóveis e outras São observados os procedimentos e normas estabelecidas pela Resolução CFC nº 1.O custo incorrido (inclui-se o gasto com terreno. Exemplo de nota explicativa nas demonstrações contábeis de uma construtora 2. (i) Nas vendas a prazo de unidades concluídas: . A provisão é constituída em contra partida do resultado (custo) à medida que os custos de unidades vendidas incorrem. no momento da assunção dos riscos e definição do projeto de comercialização.O resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada.Os montantes das receitas de vendas reconhecidos que sejam superiores aos valores efetivamente recebidos de clientes. construção. com a entrega de apartamentos a construir. 55 F . . . Os demais encargos financeiros são apropriados ao resultado financeiro quando incorridos.266 do Conselho Federal de Contabilidade e os Pronunciamentos Técnicos (CPC 17) e de Orientação (OCPC 01 e 04) e Interpretação Técnica (ICPC 02) emitidos pelo CPC. em relação ao seu custo total orçado. Provisão para garantia: constituída para cobrir gastos com reparos em empreendimentos cobertos no período de garantia. Prevalecem para estas transações os mesmos critérios de apropriação aplicados para o resultado de incorporação imobiliária em seu todo. incorridos durante o período de construção. são contabilizados na rubrica “Adiantamento de Clientes”. A Lei das S.2. ajustada segundo as condições dos contratos de venda. Contabilidade Financeira . de financiamentos e de debêntures diretamente atribuídos ao projeto imobiliário. A. são registrados em ativo circulante ou não circulante.4. de acordo com a evolução da construção. . e sobre as despesas comerciais (comissões).A transferência dos riscos e benefícios para o cliente ocorre continuamente. Os montantes recebidos com relação à venda de unidades que sejam superiores aos valores reconhecidos de receitas. são apropriados ao resultado na receita financeira quando incorridas. estabelece que as demonstrações sejam complementadas por estas notas e outros quadros analíticos quando necessários para o esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados apresentados. como receita de vendas.Os juros e variação monetária. sendo esse percentual aplicado sobre a receita das unidades vendidas. . (ii) Nas vendas de unidades não concluídas: . incidentes sobre o contas a receber a partir da entrega do empreendimento.É apurado o percentual do custo incorrido das unidades vendidas (incluindo o terreno).A variação monetária incidente sobre o contas a receber é apropriada ao resultado. independentemente do prazo de recebimento do valor contratual. o valor do terreno adquirido pela Companhia e por suas controladas é apurado com base no valor justo das unidades imobiliárias a serem entregues e foi registrado como estoque de terrenos.Notas Explicativas As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis e devem divulgar as informações necessárias à adequada compreensão dos respectivos demonstrativos. em geral cinco anos a partir da entrega do empreendimento. incorporação. são apropriados ao custo das unidades sendo apropriados ao resultado (custo) por ocasião da venda. obedecendo ao regime de competência de exercícios. assim como das operações de crédito imobiliário incorridos após a conclusão da construção. em contrapartida a adiantamento de clientes no passivo.Os encargos financeiros das operações de crédito imobiliário. eventual saldo remanescente não utilizado da provisão é revertido após o prazo de garantia oferecida. encargos financeiros durante a construção) correspondente às unidades vendidas é apropriado integralmente ao resultado. . através do percentual de custo incorrido. . (iii) Outras práticas relacionadas a atividade imobiliária: Permutas: para as permutas de terrenos.

no final de 2010. com vendas de R$ 4 bilhões e receita líquida de R$ 3. possibilitando reduzir o ciclo construtivo e aumentar a eficiência produtiva da Companhia. com fatos relevantes que aconteceram ao longo do exercício e com planos da mesma para os exercícios seguintes.a até o fim deste ano. A Tenda. atingindo mais de 22 mil unidades. ambos 23% acima dos valores de 2009. e o continuo esforço para otimização dos processos-chave de negócio. Também cabe destacar que ao longo da primeira metade de 2011 e até o início do segundo semestre. Assim. quase o dobro das intenções da pesquisa realizada no fim de 2008. cuja previsão é de 5% a 6% em 2011.25% a.Relatório da Administração O seu objetivo é servir como complemento às demonstrações financeiras. só foi possível devido às melhorias dos processos internos das duas organizações. Relatório da Administração 2010 – Gafisa Mensagem da Administração. uma vez que o orçamento total não foi alterado. a Tenda quase quadruplicou o número de unidades contratadas com o financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF). Contabilidade Financeira . que beneficiaram e devem continuar a beneficiar a Companhia e o setor. seguidos de hardwares e softwares de informática e formas de alumínio. Minha Vida (MCMV) – que na sua segunda fase tem como objetivo entregar mais 2 milhões de casas populares até 2014. pois o seu conteúdo não passa pela análise dos auditores independentes. que possuem margens mais baixas e são financiados com capital próprio. possuímos número ainda maior de funcionários terceirizados. o que também permitiu quase duplicar o número de repasses para perto de 10 mil unidades no ano. portanto. para todas as empresas do grupo.192 na Tenda e 253 em AlphaVille.350 funcionários próprios. 95% acima de daquele ano.3 milhões. como o uso das formas de alumínio. bem como checar informações em fontes independentes. com crescimento do PIB em 7.alcançando marca histórica abaixo de 6% . A maior parte desses recursos foi direcionada para stands de vendas. que representam uma inovação tecnológica no processo construtivo da Tenda. vimos um declínio gradual da taxa de desemprego . sendo 2. o Banco Central tem atuado firmemente no sentido de prevenir qualquer desvio relevante que possa impactar a estabilidade econômica do país. já que é a opinião da alta administração da companhia. a Companhia investiu R$ 84. Investimentos No ano de 2010. Entendemos que o governo federal continua fortemente comprometido com a extensão do programa MCMV até 2014. 309% acima do ano anterior.1 milhões. continua bem posicionada para atender ao déficit habitacional brasileiro através do programa Minha Casa.5 bilhões.1% em 2010.5%. Apesar dos efeitos do rápido crescimento econômico colocarem em xeque o controle da inflação. espera-se que a taxa básica de juros . esperamos entregar a maioria das unidades de projetos antigos da Tenda.SELIC chegue a 12. da oferta de crédito e da confiança do consumidor.905 na Gafisa. eivada de informações tendenciosas. sendo que a quantidade de terceirizados indicada na tabela abaixo foi estimada. 2.aumento dos salários reais dos trabalhadores. A margem EBITDA ajustada subiu de 17.5% em 2009 para 20.1 milhões de residências nos próximos 12 meses. nível que acreditamos não deverá impactar a demanda habitacional. O bom relacionamento da Tenda com a CEF. Pesquisas conduzidas pela Data Popular no fim de 2010 apontaram a intenção de compra de 9.1 milhões investidos em 2009. além da renovação dos incentivos federais para o setor imobiliário. e o lucro líquido anual foi de R$ 416. que nos posiciona entre as empresas com uma das melhores performances do programa MCMV. banco central para o programa MCMV. 87% a mais que os R$ 45. É salutar proceder à análise de relatórios de anos anteriores e verificar se nos anos subsequentes os fatos e previsões ali relatados se concretizaram. como jornais e revistas especializadas sobre o segmento econômico da companhia sob análise. que nos permite esperar melhoria nos resultados operacionais e financeiros desta operação. entre outros fatores. A leitura desse relatório deve ser feita com elevado senso crítico. nossa marca que atende à baixa renda e cujos preços de venda estão entre os mais baixos do mercado.7 bilhões. A soma de todos esses fatores contribuiu para a melhora significativa da demanda no setor após recuperação iniciada em 2009. de forma a subsidiar o leitor com informações sobre o contexto operacional da companhia. permitindo à Gafisa lançar R$ 4. Como destaque. 56 G . Em 2010. Soma-se a isso a introdução de novas tecnologias de construção. podendo estar. Recursos Humanos A Companhia fechou o ano com 5. Além disso. visão geral da Companhia e comentários sobre a conjuntura econômica O cenário macroeconômico brasileiro permaneceu extremamente positivo ao longo de 2010. O recente anúncio de redução no orçamento de 2011 do MCMV2 foi apenas uma postergação de parte do desembolso do programa para os anos seguintes.

aumento da qualidade percebida pelo cliente. Isso permitirá uma redução no prazo de construção e menos uso de mão de obra para execução de fachada – solucionando questões que estamos enfrentando devido ao forte crescimento do mercado. deverá ficar positiva a partir do 3T11. com o objetivo de exercer seu papel de liderança. a Companhia está muito bem posicionada para expandir seu volume de negócios. que deverá ficar abaixo de 60% no fim do ano. Achamos importante divulgar esse guidance adicional ao mercado devido principalmente à evolução favorável da geração operacional de caixa da Companhia ao longo do ano. Nosso guidance de lançamentos para 2011. apenas seja montada. Para a aprovação de um projeto de desenvolvimento se faz necessário analisar se o projeto trará: . . A Gafisa.6 bilhões. sendo que no primeiro semestre nossa expectativa esta entre 13% e 17% e para o segundo semestre entre 20% e 24%. Essa diferença de margens entre semestres é explicada por: i) redução de volume de receita dado a queda no volume de lançamentos em 2009 quando comparada a 2008 (R$2. que resultaram em uma captação de R$ 1. janelas maiores que o exigido por lei para que nossos clientes tenham maior conforto devido à melhor ventilação e iluminação dentro de apartamentos. sem a necessidade de utilização de energia. quando pronta. . excepcionalmente este ano.3bi em 2009 x R$4. o DOT é composto por dez profissionais que também utilizam os recursos alocados em todas as áreas da empresa para implantar e retroalimentar os projetos de desenvolvimento. que como dito anteriormente. Com relação a nossa rentabilidade. Perspectivas Com bem-sucedidas emissões de dívida e de ações no ano de 2010. Contabilidade Financeira . por conta de desvios de custos no processo de expansão geográfica e em projetos no Rio de Janeiro. neste momento. Tal estrutura requer um investimento de aproximadamente R$ 1 milhão por ano. possui desde 2006 uma área denominada Desenvolvimento de Operação e Tecnologia (DOT). trabalhando na padronização das esquadrias de alumínio (janelas.4 bilhão. ao mesmo tempo em que pretendemos levar nossa estrutura de capital para uma saudável relação Dívida Líquida/Patrimônio abaixo de 60% no fim do ano. esperamos margens EBTIDA ajustada para o ano entre 18% e 22%.2bi em 2008) gerando menor reconhecimento de receita por andamento de obras com efeito na diluição das despesas fixas. Outro investimento foi na utilização de estrutura pré-moldada na execução de embasamento. que tem como principal foco a busca por inovações tecnológicas e melhorias em processos que possibilitem vantagem competitiva diante do mercado. a ser complementada pela geração positiva de caixa esperada a partir do terceiro trimestre de 2011. Esse projeto também visa a possibilidade de adotarmos. guarda- corpo e portões de alumínio) com o objetivo de permitir uma contratação em escala devido ao grande volume de obras que temos. Novos produtos e serviços A Gafisa está. portas. ii) entrega de produtos com menores margens em Tenda devido falta de padronização dos produtos antigos e em Gafisa.redução do custo. A Gafisa também está testando em uma obra- piloto a utilização de fachada pré-fabricada em “still frame”. em nossos empreendimentos.redução do prazo de obra. reflete essa expectativa de aumento no volume de negócios. iii) possíveis descontos em unidades prontas e não vendidas relativas a lançamentos ocorridos em 2008 e anos anteriores. 57 Pesquisa e Desenvolvimento A Gafisa. entre R$ 5 bilhões e R$ 5. reduzir o prazo da obra e melhorar nossos controles. visando obter o apoio da indústria em nossos canteiros. divulgará o guidance para Dívida Líquida/Patrimônio. Atualmente. que permitirá que a fachada da obra seja fabricada em paralelo à execução da estrutura e.

• analisar. 24 de março de 2011 Olavo Fortes Campos Rodrigues Junior Adriano Rudek de Moura Vitor Hugo dos Santos Pinto I . as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos da empresa auditada. opinião sobre as demonstrações contábeis. H . Tomamos esse episódio como lembrete de nossa responsabilidade social com a sociedade. considerando as informações e esclarecimentos recebidos no decorrer do exercício. estabelece que as companhias abertas.2010. quando fortes chuvas causaram grande devastação na região serrana do Rio de Janeiro. São Paulo. A. fornecedores. O parecer compõe-se basicamente de três parágrafos: 1. fazendo constar no seu parecer as informações complementares que julgar necessárias ou úteis à deliberação da assembleia geral. ao menos trimestralmente. no que for pertinente.Parecer do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal é o órgão fiscalizador do Conselho de Administração das Sociedades Anônimas. extensão dos trabalhos. acionistas. conforme disposto nos artigos 161 a 165 da Lei das S.404/76. A. § 3º. identificação das demonstrações contábeis e definição das responsabilidades da administração e dos auditores. opinaram favoravelmente com relação aos Documentos e manifestaram-se favoravelmente pela sua aprovação em Assembleia Geral Ordinária de Acionistas da Companhia a ser convocada. colaboradores e demais stakeholders e desejamos um excelente 2011. no entanto. compete ao Conselho Fiscal: • opinar sobre o relatório anual da administração. 58 Como vimos. Dentre suas várias atribuições. o país passou por uma grande tragédia em fevereiro de 2011. da Lei das S. Contabilidade Financeira . 163 da Lei nº 6. (“Companhia”) abaixo assinados. No parecer. o balancete e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente pela companhia. serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados na referida comissão. consoante as Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação específica. e 3. o ano de 2010 foi muito positivo tanto para a Gafisa quanto para o Brasil.Parecer dos Auditores Independentes O artigo 177. o resultado das operações. Agradecemos a todos os nossos clientes. além de observarem as normas expedidas pela CVM. no exercício da atribuição que lhes é conferida pelo Art. Parecer do Conselho Fiscal Os membros do Conselho Fiscal da Gafisa S. o auditor independente informará se as demonstrações contábeis representam a posição patrimonial e financeira. após examinarem o relatório de administração.12. acompanhadas das Notas Explicativas e do Parecer dos Auditores Independentes (os “Documentos”) e. • examinar as demonstrações financeiras do exercício social e sobre elas opinar.A. 2. Ficamos felizes em nos juntar com outras grandes construtoras e ajudar a construir novas casas para os que tanto foram prejudicados. as demonstrações financeiras da Companhia referentes ao exercício social encerrado em 31.

incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras. pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Nessa avaliação de riscos. das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa. 59 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores da Cyrela Brazil Realty S/A Empreendimentos e Participações São Paulo – São Paulo Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Cyrela Brazil Realty S/A Empreendimentos e Participações (“Companhia”). pela Comissão de Valor Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). individuais (controladora) e consolidadas. também. como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária no Brasil. independentemente se causada por fraude ou erro. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Opinião sobre as demonstrações financeiras preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil Em nossa opinião. conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. acima referidas apresentam adequadamente. as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente. a posição patrimonial e financeira da Cyrela Brazil Realty S/A Empreendimentos e Participações em 31 de dezembro de 2010. pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). assim como pelos controles internos que a Administração determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante. de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária no Brasil como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias. as demonstrações financeiras individuais (controladora) e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na Nota 2. que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado. respectivamente. a posição patrimonial e financeira consolidada da Cyrela Brazil Realty S/A Empreendimentos e Participações em 31 de dezembro de 2010. a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração. independentemente se causada por fraude ou erro. bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. As demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as IFRS aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária. em todos os aspectos relevantes. Em nossa opinião. em todos os aspectos relevantes. Uma auditoria inclui. consideram adicionalmente Contabilidade Financeira .1. do resultado abrangente. identificadas como controladora e consolidado. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. as demonstrações financeiras. o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) aplicáveis a entidades de incorporação imobiliária no Brasil. assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria. como aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor. para o exercício findo naquela data.

" Em TINOCO (2000. Além do ganho social. diz Priscila Ximenes. 28 de março de 2011. "É nítido o diferencial de desempenho e produtividade desses funcionários depois de alfabetizados". ainda não existe obrigatoriedade legal para a elaboração e publicação do Balanço Social. 14) No entanto. sob a coordenação de professores especializados. visa a erradicação do analfabetismo nos canteiros de obras Pessoas e a conclusão do ensino fundamental.015. As aulas acontecem nos refeitórios dos próprios canteiros de obras após o expediente de trabalho. pedagogos e assistentes sociais. de modo que a comunidade e os distintos núcleos que se relacionem com a entidade possam avaliá-la. conforme descrito em maiores detalhes na Nota 2. que resulta em melhores condições de vida e cidadania aos operários.S. e já beneficiou mais de 800 funcionários da Cyrela Brazil Realty. ressalta Priscila. onde cumprem uma carga horária de cursos. p. implementado em setembro de 2000. porém muitas empresas fazem a sua divulgação. entre estes os funcionários. Construindo O Programa Construindo Pessoas. Programa Em 2007. que trata do reconhecimento da receita desse setor. que fornecem todo o apoio necessário. palestras. de forma mais transparente possível. passeios culturais e atividades sociais). benefícios e de controle na venda de unidades imobiliárias serão analisados pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC). José André Viola Ferreira CRC 2SP. O Projeto de Lei nº32/99 já tramita pelo Congresso Nacional no sentido de instituir e regulamentar este Demonstrativo. pessoalmente ou profissionalmente. ERNST & YOUNG TERCO Auditores Independentes S. cujo objetivo é oferecer aos jovens estudantes a oportunidade de ter o seu primeiro Aprendiz emprego. do desemprego das entidades. os jovens (com idade entre 16 e 24 anos) exercem atividades práticas (atividades administrativas no escritório ou nas obras) e teóricas (uma vez por semana.4. 60 a Orientação OCPC 04 editada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. evidenciar. e se entenderem oportuno.Balanço Social "Balanço Social é um instrumento de gestão e de informação que visa. a Cyrela iniciou o Programa Aprendiz. São Paulo. "Valorizamos a força de vontade dos operários. aos mais diferenciados usuários. no Instituto Profissionalizante Paulista. Ao final do curso. Determinados assuntos relacionados ao significado e aplicação do conceito de transferência contínua de riscos. que aplicam método pedagógico reconhecido pelas instituições oficiais de ensino.2. que exemplifica "ao aprender a Contabilidade Financeira . e depois ainda pegam duas ou mais conduções para chegar em casa". Através de uma parceria com o IPP – Instituto Profissionalizante Paulista. informações econômicas e sociais. o grupo Cyrela vem colhendo outros frutos com o Programa Construindo Pessoas. além de contarem com uma equipe de psicólogos. Os resultados dessa análise podem fazer com que as incorporadoras imobiliárias tenham que revisar suas práticas contábeis relacionadas ao reconhecimento de receitas. os operários ainda passam por um exame de avaliação em escola pública. gerente de Desenvolvimento de Pessoas. que após um dia de trabalho pesado encontram estímulo para assistir às aulas com dedicação invejável.865/O-0 J . criticá-la.199/O-6 Contador CRC 1SP-195. compreendê-la. Isso implica responsabilidade e dever de comunicar com exatidão e diligência os dados de sua atividade.

são menos agressivas ao meio ambiente. Os demais resíduos como gesso. Em 2010 foi criada uma nova área com foco em melhorias e inovações nos canteiros e execução de obras. 61 ler. foi especificada a utilização de tintas de base água para pintura de esquadrias de madeira que. afetam o balanço patrimonial e a demonstração do resultado. a partir de agosto. Os resíduos de madeira. tendo em vista a grande quantidade de transações realizadas por uma entidade a cada dia. portanto. tais transações serão agrupadas e organizadas de tal forma que possam ser evidenciadas por meio das diversas demonstrações contábeis. tais como compra de mercadorias ou de ativos imobilizados. uma vez que no dia a dia organizacional é inviável preparar um balanço após cada operação. Deve-se destacar que esse procedimento é meramente didático.SP. Alguns números refletem o trabalho feito em 2009. isto corresponde a aproximadamente 800 caçambas de plástico e papel. 2. mas sim como as diversas transações econômicas afetam a estrutura patrimonial (balanço patrimonial) e o resultado (demonstração de resultado). venda de mercadorias.2. 2. em especial o balanço patrimonial e a demonstração de resultado. a maioria provenientes da execução da estrutura da torre. utilizando o sistema drywall para fechamento de shafts e enchimentos necessários para tubulações. pagamentos de salários. tomada de empréstimos. entender a dinâmica contábil. quando foram destinados à reciclagem 3. para reaproveitamento. metal e concreto também foram destinados corretamente. eles passam a usar outros equipamentos e materiais e elevam a qualidade profissional nos canteiros de obras. Dessa forma.1 Balanços Sucessivos A técnica de balanços sucessivos corresponde a um procedimento didático por meio do qual a cada operação realizada por uma entidade levanta-se um balanço patrimonial com o intuito de verificar o impacto de tal evento no conjunto patrimonial da organização. que gera expressiva quantidade de resíduo devido sua técnica de aplicação. reduzindo assim o resíduo de alvenaria. Para compreender como se dá esse processo de integração entre as transações realizadas pela organização e a evidenciação nas demonstrações contábeis.2.6.200m³ de resíduos aproveitáveis dos aproximadamente 20 canteiros em andamento da Cyrela Construtora ." Gestão de Resíduos A Cyrela Brazil Realty é pioneira na gestão de resíduos em obras e investe neste processo desde 2005 em todos os seus canteiros. diferente das tintas de base solvente. • Para a diminuição de VOCs (compostos orgânicos voláteis) na atmosfera. além de muitos outros.6 Dinâmica Contábil: Integração Entre Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado As diversas transações que afetam continuamente o patrimônio e o resultado de uma entidade devem ser registradas pela Contabilidade. Tais operações serão apresentadas e analisadas por meio de exemplos simples e utilizando-se da técnica de balanços sucessivos que permite. a área de Produção Sustentável. Boas Práticas de Gestão Ambiental A Cyrela Construtora executou três grandes projetos pensando na redução da geração de resíduos. foram encaminhados. • O desenvolvimento de argamassa cimentícia de pequena espessura para uso interno foi essencial para a possível substituição do revestimento de gesso. Uma vez registradas. além da preservação do meio ambiente: • Foi implantado o processo de instalações sem recortes na parede. não é objetivo desta unidade discutir como se dá a operacionalização da Contabilidade no dia a dia de uma empresa. Contabilidade Financeira . esta unidade mostra como os diversos eventos.

DFF Faz Tudo S/A”.000 Total do Passivo + PL 200.000.000 Patrimônio Líquido 200.000 foram integralizados em caixa (disponibilidades). ao entender a dinâmica contábil é possível analisar e interpretar com maior propriedade as demonstrações contábeis. Operacionalização dos balanços sucessivos Para se operacionalizar a técnica de balanços sucessivos serão utilizados alguns exemplos referentes à "Cia. poderia verificar qual o impacto que tal planejamento produziria no balanço patrimonial e ajustar tal planejamento caso os efeitos não fossem adequados. ou seja. de uma forma simples.000 Capital Social 200.000 Total do Ativo 200.000 Fornecedores - Ativo Não Circulante 50. Dessa maneira. no momento de montar o planejamento da produção. após cada evento. bem como permite ao usuário da informação agir com maior senso crítico frente à estrutura patrimonial e decomposição do resultado. qual impacto que tal evento ou transação provoca no patrimônio. 62 A preparação de um balanço patrimonial após a ocorrência de cada operação da entidade visa demonstrar a contínua igualdade da equação do patrimônio (A = P + PL) e explicar os efeitos dos eventos sobre os elementos do patrimônio. DFF Faz Tudo S/A terá a seguinte formação patrimonial: Cia DFF Faz Tudo S/A . Por essa razão. sendo que $ 150.000 em imóveis (ativo imobilizado). Portanto. e $ 50. negativa ou nula) após cada balanço levantado.000 Passivo Circulante - Disponibilidades 150.000 Imobilizado (Imóvel) 50. no ato da constituição. um gestor de compras. a qual foi constituída em 30 de novembro de 20X3. poderia enxergar quais os efeitos que a decisão de comprar a vista ou a prazo pode provocar no patrimônio.Balanço Patrimonial em 30/11/20x3 ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 150. um gestor de produção. nesse procedimento é possível verificar a situação líquida (se positiva. A empresa atua no segmento de comercialização de mercadorias. com capital social de $ 200. Dessa maneira. Igualmente. por exemplo. percebendo.000 Contabilidade Financeira . Assim: SITUAÇÃO LÍQUIDA DO PATRIMÔNIO POSITIVA: ATIVO > PASSIVO PL > ZERO NEGATIVA: ATIVO < PASSIVO PL < ZERO NULA: ATIVO = PASSIVO PL = ZERO Considera-se que essa técnica é fundamental para que os não contadores ou os iniciantes em Contabilidade possam compreender a dinâmica patrimonial. o primeiro balanço da Cia.

Operações entre ativos 1) Aquisição de estoques a vista Em 01 de dezembro. realizou compras de estoques.000 e pagou a vista.000 Capital Social 200. b) Aumento (entrada) de estoque no valor de $ 30. Dessa maneira. 2) Aquisição de ativo imobilizado (veículo) a vista Em 02 de dezembro a empresa comprou um veículo que será utilizado nas atividades de venda e entrega de mercadorias no valor de $ 60.000.000 Total do Ativo 200. Para tanto. Todas estas transações. a empresa comprou estoques para comercialização futura no valor de $ 30. Essa operação provoca dois efeitos no balanço patrimonial: a) Redução (saída) de caixa no valor de $ 30.000 Perceba que o valor total do ativo ou do passivo mais patrimônio líquido não foi alterado. Essa operação gera dois efeitos no balanço patrimonial: a) Redução (saída) de caixa no valor de $ 60. tendo em vista o tipo de operações que representam.000. além de outras providências. DFF Faz Tudo S/A começou a se preparar para realizar a sua atividade-fim (comercialização de mercadorias). o novo balanço patrimonial da Cia. DFF Faz Tudo S/A fica assim: Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Ativo Não Circulante 50.000 Passivo Circulante - Disponibilidades 120.000.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 150. bem como as referentes à comercialização. serão evidenciadas a seguir. a Cia.000. Dessa maneira. DFF Faz Tudo S/A fica assim: Contabilidade Financeira .000 Fornecedores - Estoques 30. o novo balanço patrimonial da Cia. com recursos do disponível (caixa).000 e pagou a vista. com recursos do disponível (caixa). contratou funcionários. b) Aumento (entrada) de imobilizado no valor de $ 60.000 Patrimônio Líquido 200. 63 Já no dia 01/dezembro. uma vez que se trata de um aumento de um ativo e redução de outro ativo pelo mesmo valor.000 Imobilizado (Imóvel) 50.000 Total do Passivo + PL 200.

000. seja no lado direito ou no esquerdo.000 Fornecedores 18.000 Capital Social 200.000 Passivo Circulante - Disponibilidades 60. passou a ser de $ 48. Assim.000 Observe. a empresa adquiriu novamente estoques. Conclui-se.000. porém.000 Estoques 48.000.000 Patrimônio Líquido 200. agora o balanço patrimonial da DFF Faz Tudo fica assim: Cia DFF Faz Tudo S/A . O valor da compra de estoques a prazo foi de $ 18. sendo que agora a empresa tem uma obrigação de pagamento de $ 18. pois se trata de um aumento de um ativo e redução de outro ativo pelo mesmo valor. que sempre que há uma operação que envolve apenas ativos (ou apenas passivos). conseguiu negociar com seu fornecedor o prazo de 90 dias para pagamento. o que fez surgir uma conta a pagar de curto prazo (fornecedores). 64 Cia DFF Faz Tudo S/A . novamente.000. não há mudança nos valores totais do balanço patrimonial.000 Ativo Não Circulante 110.000 Total do Ativo 200.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000 O valor do estoque.000 Patrimônio Líquido 200. Com base nisso.000 Fornecedores - Estoques 30.000 Ativo Não Circulante 110.000. que o valor total do ativo ou do passivo mais patrimônio líquido não foi alterado.000 para com seus fornecedores. Operações entre ativos e passivos 3) Aquisição estoques a prazo Em 03 de dezembro. portanto.000 Total do Passivo + PL 200.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 90. os efeitos no balanço são: a) Aumento de contas a pagar a fornecedores no valor de $ 18.000 Capital Social 200.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 108.000 Total do Ativo 218.000 Disponibilidades 60.000 Passivo Circulante 18. b) Aumento (entrada) de estoques no valor de $ 18.000 Total do Passivo + PL 218. que era de $ 30. Contabilidade Financeira .

000 para $ 218.000 Patrimônio Líquido 200.000. nessa data eles não são devidos.000. como será visto num exemplo ao final desta unidade.000.000 sob a forma de empréstimos bancários. Portanto. Deve-se destacar que os juros sobre o empréstimo não provocam nenhum efeito no balanço patrimonial de 04 de dezembro. considere que o pagamento dos juros e do principal ocorrerá integralmente no final dos dois anos. novamente.000 com vencimento em dois anos e com taxa de juros de 12% ao ano.000 Total do Passivo + PL 238.000 Passivo Circulante 18. há mudança nos valores totais tanto no lado direito quanto no esquerdo do balanço patrimonial. O correto é que a cada fechamento de período contábil se reconheça o valor dos juros referente ao período decorrido.000 Capital Social 200. que sempre que há uma operação que envolve ativos e passivos. portanto. porém. criou-se uma conta a pagar de longo prazo (empréstimos). Concluise.000 Disponibilidades 80. a empresa obteve um empréstimo bancário no valor de $ 20. a empresa tem agora uma obrigação de pagamento de longo prazo de $ 20.000.000 Total do Ativo 238. o novo balanço da Cia. Isso ocorre porque a empresa obteve uma nova origem de recurso junto a terceiros (banco).000 Passivo Não Circulante 20.000 para $ 238. isso porque a empresa conseguiu um empréstimo que aumentou o disponível da empresa e gerou uma obrigação de longo prazo.000 Fornecedores 18. isso porque a empresa conseguiu um novo estoque que está sendo financiado com uma obrigação. que era de $ 60. Perceba.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110. uma vez que não houve o decurso do tempo e. Essa operação provoca os seguintes impactos no balanço patrimonial: a) Aumento de passivo exigível de longo prazo (empréstimos e financiamentos) de $ 20. DFF Faz Tudo S/A tem a seguinte configuração: Cia DFF Faz Tudo S/A . Isso ocorre porque a empresa obteve uma nova origem de recurso junto a terceiros (fornecedores). que o valor total do ativo aumentou de $ 200.000 Estoques 48. Para fins didáticos. b) Aumento (entrada) de disponibilidades de $ 20. que o valor total do ativo aumentou de $ 218. passou a ser de $ 80. portanto.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 128. 65 Nota. agora. logo.000 O valor das disponibilidades.000.000 Ativo Não Circulante 110.000.000 Empréstimos Bancários 20. 4) Obtenção de empréstimos de longo prazo Em 04 de dezembro. Contabilidade Financeira .

000 Ativo Não Circulante 110.000 Deve-se esclarecer que.000 Patrimônio Líquido 265. sendo o primeiro referente ao reconhecimento da receita e o seu respectivorecebimento e o segundo referente ao reconhecimento do custo das mercadorias que foram vendidas e a consequente baixa no estoque. utilizando-se uma conta transitória denominada "resultado do exercício".Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 193. como discutido anteriormente. para compreensão da integração do balanço patrimonial com a demonstração de resultados. que diz que "receita é um aumento de benefícios econômicos durante o período contábil.000 Capital Social 200. gera dois tipos de registros.000 Total do Ativo 303. 66 Operações que geram receitas e despesas: o surgimento do lucro 5) Venda de mercadorias a vista Em 15 de dezembro a empresa vendeu. dentro do patrimônio líquido. apenas o resultado do confronto de todas as receitas com todas as despesas.000 Passivo Não Circulante 20.000 Fornecedores 18.000 "Resultado do Exercício" 65. neste caso. a vista. Isso está em acordo com a definição de receita. houve um aumento nas disponibilidades no mesmo valor. todas as receitas e despesas são discriminadas na demonstração do resultado do exercício e afetam positivamente ou negativamente o patrimônio líquido. Reconhecimento da receita 1) Aumento da receita de venda (patrimônio líquido) de $ 65. percebe-se que a conta de resultado do exercício possui um saldo de $ 65.000 Empréstimos Bancários 20. o novo balanço patrimonial fica da seguinte forma: Cia DFF Faz Tudo S/A .000. ao final deste exercício didático esses valores serão evidenciados na demonstração de resultado. mercadorias no valor de $ 65.000 Total do Passivo + PL 303.000 Estoques 48. Por essa razão. na técnica de balanços sucessivos as receitas e despesas são lançadas diretamente no patrimônio líquido.000 (recebendo em dinheiro).000 Disponibilidades 145. A venda de mercadorias.000 referente às receitas e.000 Passivo Circulante 18. 2) Aumento das disponibilidades de $ 65. Desse modo. como foi uma venda a vista. que. sob a forma de entradas ou aumentos de ativos ou diminuições de Contabilidade Financeira . Pelo balanço patrimonial.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110. "é um aumento de patrimônio líquido que se origina no curso das atividades normais da entidade". Essas mercadorias estavam em estoque e haviam custado $ 25. Com a venda de um produto gera-se uma receita.000.000 Receitas de Vendas 65. Assim.000. permanecendo no balanço. conforme a definição.

os quais representam o custo da mercadoria vendida (sacrifício para gerar receita) e que também interferem no resultado do exercício.000. com a venda de parte desse estoque no valor de $ 25.000. gerando um aumento de patrimônio líquido proveniente das atividades normais da entidade. neste exemplo. Ressalta-se. que houve uma redução do patrimônio líquido de $ 25.000 para $ 278.000 gerou um incremento no resultado do exercício de $ 40. Observe. esse resultado é denominado de resultado bruto com mercadorias. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 menos o custo de $ 25. ainda. 67 passivos. com a venda de mercadorias ocorrida do dia 15 de dezembro.000 Estoques 23.000 Patrimônio Líquido 240. que resultam em decréscimos no patrimônio líquido.000 Passivo Não Circulante 20.000) Total do Ativo 278.000 Ativo Não Circulante 110. em decorrência da troca de estoques ($ 25.000 "Resultado do Exercício" 40. que teve impacto direto no caixa (aumento de disponibilidades) e.000. Reconhecimento do custo da mercadoria vendida 1) Redução (saída) de estoque no valor de $ 25. é necessário proceder à baixa no estoque (redução de um ativo) e ao ajuste no resultado do exercício.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110. que era de $ 48. é possível perceber que a receita de $ 65.000) por um volume maior em caixa ($ Contabilidade Financeira . A entrada do ativo.000. que resultam em aumento do patrimônio líquido". Em suma. impactando.000 Capital Social 200. no entanto. o balanço patrimonial.000. De forma mais correta.000.000. ao mesmo tempo. Ao se observar o patrimônio líquido. sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos (estoques).000 Empréstimos Bancários 20. portanto. 2) Aumento do custo da mercadoria vendida (patrimônio líquido) de $ 25.000.000 Disponibilidades 145. que teve impacto direto no estoque (redução dos estoques).000. Isso ocorre porque trata- se de um decréscimo nos benefícios econômicos durante o período contábil.000 Passivo Circulante 18. a empresa registrou um aumento no patrimônio líquido de $ 65.000 (-) Custo das Mercad Vendidas (25.000 Receitas de Vendas 65.000 Total do Passivo + PL 278.000. é a própria entrada de caixa. que o valor total do ativo aumentou de $ 238. passou a ser de $ 23.000.000.000 Fornecedores 18.000 Note que o valor do estoque. gerado pelas operações de compra e venda de mercadoria. logo. também. que ao efetuar a venda a empresa deixou de ter estoques que haviam custado $ 25. Verifique.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 168. uma redução no patrimônio líquido de $ 25. referente a uma despesa representada pela conta "custo das mercadorias vendidas". isso porque a empresa aumentou seus benefícios esperados em $ 40.

000 Ao se registrar essa venda no balanço. a venda de mercadorias gera dois registros: (1) reconhecimento da receita e a sua respectiva forma de pagamento e (2) reconhecimento do custo das mercadorias vendidas e a consequente baixa no estoque. sob a forma de entradas ou aumentos de ativos ou diminuições de passivos.000.000 Passivo Não Circulante 20.000 Fornecedores 18. o balanço patrimonial. Como esta última foi uma venda a prazo.000 Receitas de Vendas 91. cria-se um direito a receber.000 Empréstimos Bancários 20.000 Disponibilidades 145. o balanço patrimonial da Cia.000 Passivo Circulante 18.000. 6) Venda de mercadorias a prazo Em 16 de dezembro a empresa vendeu. logo.000 (-) Custo das Mercad Vendi das (25. Novamente. A diferença no valor dos ativos está. que resultam em aumento do patrimônio líquido".000 "Resultado do Exercício" 66. Isso está em acordo com a definição de receita. é o aumento das contas a receber de clientes. contrabalanceada com a alteração no patrimônio líquido. com prazo de recebimento em 90 dias.000.000. Essas mercadorias estavam em estoque e haviam custado $ 10.000 Patrimônio Líquido 266. que é a contrapartida da receita (aumento de ativo). a conta "receita de vendas" passa a ter o valor de $ 91. Com a venda de um produto gera-se uma receita (aumento de patrimônio líquido que se origina no curso das atividades normais da entidade).000 referentes às receitas totais ($ 65. 2) Aumento de contas a receber de clientes no valor de $ 26. nesse exemplo. que diz que "receita é um aumento de benefícios econômicos durante o período contábil. 68 65.000 a vista e $ 26.000 Ativo Não Circulante 110.000. A entrada do ativo. Reconhecimento da receita 1) Aumento da receita de venda (patrimônio líquido) de $ 26. é necessário proceder à baixa no estoque (redução de um ativo) e ao ajuste no resultado do exercício. Dessa forma. DFF Faz Tudo S/A passa a ter a seguinte estrutura: Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Clientes 26. Como essa receita não foi recebida a vista. portanto.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 194. Contabilidade Financeira .000) Total do Ativo 304. Adicionalmente.000 a prazo). os quais representam o custo da mercadoria vendida (sacrifício para gerar receita) e que também interferem no resultado do exercício. impactando. houve um aumento nas contas a receber de clientes no valor de $ 26. mercadorias no valor de $ 26.000.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000 Capital Social 200. gerando um aumento de patrimônio líquido proveniente das atividades normais da entidade.000). portanto.000 Total do Passivo + PL 304.000 Estoques 23. ao efetuar a venda a empresa deixou de ter estoques que haviam custado $ 10.

ao mesmo tempo.000 Disponibilidades 145. Contabilidade Financeira . que teve impacto direto no estoque (redução dos estoques). a empresa registrou um aumento no patrimônio líquido de $ 26.000) Total do Ativo 294. Portanto.000.000 Total do Passivo + PL 294. que era de $ 23. a empresa deve registrar uma obrigação em seu passivo no valor de $ 5.000.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 184.000. Veja.000. também. agora.000 e reduziu pelo custo de $ 10.000 (-) Custo das Mercad Vendi das (35. que houve uma redução adicional do patrimônio líquido de $ 10.000.000 Passivo Não Circulante 20. gerando um aumento no resultado do exercício da empresa de $ 16.000 Ativo Não Circulante 110. Portanto.000 Empréstimos Bancários 20. uma vez que se refere a um sacrifício para gerar uma receita.000 Passivo Circulante 18.000.000 Capital Social 200. o patrimônio líquido aumentou pela receita de $ 26.000 Assim. passou a ser de $ 13. contrabalanceada com a alteração no patrimônio líquido.000 Estoques 13.000).000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000 para $ 294.000 e.000. O valor total do ativo aumentou de $ 278. O valor do serviço foi de $ 5. com esses efeitos o novo balanço patrimonial é: Cia DFF Faz Tudo S/A . sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos (estoques). Como se trata de um serviço já utilizado. 7) Despesa com propaganda Em 20 de dezembro a empresa fez um anúncio de seus produtos em um programa local de Tv.000.000 "Resultado do Exercício" 56.000 Receitas de Vendas 91. em decorrência da troca de estoques ($ 10. há um decréscimo nos benefícios econômicos durante o período contábil.000. está em $ 56.000) por um volume maior em contas a receber de clientes ($ 26. A diferença no valor dos ativos está.000. Em suma. A contrapartida é tratada como despesa. Anteriormente esse valor era de $ 40. representada pelo custo das mercadorias vendidas. pois refere-se a uma despesa (sacrifício para gerar receita). Assim. porém não pago.000.000.000. que teve impacto nas contas a receber de clientes e. portanto.000. 69 Reconhecimento do custo da mercadoria vendida 1) Redução (baixa) de estoque no valor de $ 10.000 Patrimônio Líquido 256. o valor do estoque. uma redução no patrimônio líquido de $ 10. 2) Aumento do custo da mercadoria vendida (patrimônio líquido) de $ 10. uma vez que a empresa aumentou seus benefícios esperados em $ 16. b) Aumento da despesa com propaganda (patrimônio líquido) de $ 5. essa transação provoca os seguintes efeitos no balanço: a) Aumento da contas a pagar (passivo) de $ 5.000 Clientes 26.000 Fornecedores 18.000.000. que resultam em decréscimos no patrimônio líquido.000. Apesar de o anúncio ter sido feito em 20 de dezembro. com a venda de parte desse estoque que havia custado $ 10. a empresa só vai pagar por este serviço em fevereiro de 2011. Portanto. com a venda a prazo. com a venda de mercadorias ocorrida no dia 16 de dezembro.

essa transação provoca os seguintes efeitos no balanço patrimonial: a) Redução (saída) de caixa (disponibilidades) no valor de $ 12.000 Ativo Não Circulante 110. No que diz respeito à contrapartida. uma vez que são recursos sacrificados para a geração de receitas.000 Empréstimos Bancários 20.000 Nesse caso. em 31 de dezembro a redução do caixa seria substituída pela assunção de uma obrigação.000 Passivo Não Circulante 20. DFF Faz Tudo S/A . uma redução no caixa no valor de $ 12.000 (-) Custo das Mercad Vendidas -35. Na data do pagamento. 70 Após o registro desse evento. portanto. a empresa pagou aos seus funcionários salários no valor de $ 12.000.000 Contas a pagar 5. referentes ao mês de dezembro. apenas.000. Cia.000 ficará registrado até a data do pagamento (em fevereiro).000.000 Receitas de Vendas 91.000 "Resultado do Exercício" 51.000 (-) Despesas c/ Propaganda -5.000 Estoques 13.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000 Total do Ativo 294. o balanço patrimonial passa a ser: Cia DFF Faz Tudo S/A .Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 184. mas.000 Passivo Circulante 23. a saída do caixa ocorreu nessa data e.000 Clientes 26.000.000 Fornecedores 18. os salários representam despesas. Desse modo. Caso a empresa optasse por pagar os salários no 5º dia útil do mês seguinte. b) Aumento da despesa com salários (patrimônio líquido) de $ 12. Importante notar que esse valor a pagar de $ 5. a empresa não tem dívida alguma. 8) Despesa com salários Em 31 de dezembro.000 Total do Passivo + PL 294.000 Capital Social 200. haverá redução do contas a pagar e redução no caixa.000 Disponibilidades 145.000 Patrimônio Líquido 251. existe uma redução no patrimônio líquido em decorrência da geração de uma despesa que reflete em aumento no passivo (contas a pagar) no valor de $ 5. Como se trata de pagamento.000.Balanço Patrimonial PARCIAL em 31/12/2010 Contabilidade Financeira .

500.000 (-) Despesas c/ Propaganda -5.000 Ativo Não Circulante 110.000 Receitas de Vendas 91. por exemplo. eles vão perdendo sua capacidade produtiva ao longo do tempo.500. portanto.000 Passivo Não Circulante 20. perde- se parte dos benefícios econômicos esperados. por isso. 9) Despesa de depreciação Também em 31 de dezembro a empresa registrou a depreciação dos seus veículos e do imóvel no valor de $ 1. Assim: a) Redução no ativo imobilizado (imóvel e veículos) de $ 1.000 Passivo Circulante 23. Contabilidade Financeira .Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 172. A depreciação corresponde ao desgaste dos bens em função da utilização.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000. Observado o conceito de despesa (um decréscimo nos benefícios econômicos durante o período contábil).000 Estoques 13. A depreciação é um registro contábil que reconhece o desgaste e obsolescência. Imagine. ao serem utilizados no processo operacional da empresa. após constante utilização dos bens. 71 Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Contas a pagar 5.000 (-) Custo das Mercad Vendidas -35. estima-se a vida útil dos bens e.000 (-) Despesas c/ Salários -12.500. portanto.000 Total do Ativo 282.000 Total do Passivo + PL 282. dos bens do ativo imobilizado.000 Neste caso. b) Aumento da despesa de depreciação (patrimônio líquido) de $ 1.000 Patrimônio Líquido 239. um consumo da vida útil daquele ativo. os veículos. fica fácil entender que. a contabilidade reconhece esse desgaste.000 Disponibilidades 133. derivado do uso.000 Fornecedores 18. existe uma redução no patrimônio líquido (despesa) que reflete em redução no ativo (disponibilidades) no valor de $ 12.000 Empréstimos Bancários 20. o que representa. uma despesa. sendo. à medida que o bem é utilizado e sua vida útil avança.000 Clientes 26.000 Capital Social 200.000 "Resultado do Exercício" 39.

Tal evento faz com que o balanço patrimonial fique com a seguinte configuração: Cia. cria-se uma conta redutora no valor de $ 1. nesse momento deve-se fazer a apropriação (contabilização) dos juros referentesao período de dezembro ($ 200. pois se trata de um reconhecimento de um desembolso ocorrido quando aquele ativo foi pago. Portanto. 10) Juros sobre o empréstimo Considerando que em 04 de dezembro a empresa contraiu um empréstimo. Dessa forma.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 172. a despesa de depreciação (consumo de recurso para gerar receita) reduz o ativo imobilizado. o usuário da informação consegue enxergar o valor original do bem e o quanto já foi depreciado. assim como o patrimônio líquido.500 Empréstimos Bancários 20. ou seja.000 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110. Além do mais.500 Receitas de Vendas 91.500 Total do Passivo + PL 280. Segundo os conceitos contábeis.00). existe efeito indireto no valor de possível reposição dos ativos.000 Passivo Circulante 23. ou ainda. b) Aumento da despesa de juros (patrimônio líquido) de $ 200. o ativo imobilizado continua registrado ao seu valor de custo original.000 Passivo Não Circulante 20.000 (-) Custo das Mercad Vendidas (35.000) (-) Despesas c/ Salários (12. DFF Faz Tudo S/A .500) Total do Ativo 280.000 Fornecedores 18. No entanto. 72 Cia DFF Faz Tudo S/A . logo. os juros decorrentes de empréstimos correspondem a despesas.000 (-) Depreciação (1.000) (-) Despesas c/ Propaganda (5.000 Clientes 26. que resultam em decréscimos no patrimônio líquido".000 Estoques 13. por isso muitos analistas atribuem tratamento diferenciado para esse tipo de despesa.500. Já a contrapartida registrada como despesa provoca uma diminuição do patrimônio líquido que resulta em "redução de ativos ou incrementos em passivos".000) (-) Despesas c/ Depreciação (1. mesmo que tais juros somente sejam pagos no futuro. sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos.500 Capital Social 200.000 "Resultado do Exercício" 37. os efeitos no balanço patrimonial são: a) Aumento nas obrigações de longo prazo (passivo não circulante) no valor de $ 200. vale notar que a depreciação tem sim efeito no caixa.000 Disponibilidades 133. uma vez que representam "decréscimo nos benefícios econômicos durante o período contábil.500) Patrimônio Líquido 237.000 Contas a pagar 5. Diz-se que a despesa de depreciação não tem efeito direto no caixa.000 Ativo Não Circulante 108. no caso de vendas de imobilizado.Balanço Patrimonial em 31/12/2010 Contabilidade Financeira .500 A conta de depreciação acumulada é uma conta redutora do ativo imobilizado. porém.

2 Demonstração do resultado Conforme demonstrado.300 Capital Social 200.000 Fornecedores 18.300 Receitas de Vendas 91.500 Total do Passivo + PL 280.000 Contas a pagar 5. após todas as operações.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 172.500 Juros s/ Empréstimos a pg 200 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000 Contas a pagar 5.500) (-) Despesas c/ Juros (200) Total do Ativo 280.000 Fornecedores 18.200 Empréstimos Bancários 20.000 Passivo Circulante 23.000 Estoques 13.2.000) (-) Despesas c/ Propaganda (5.000 Clientes 26.6.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 172.000 (-) Depreciação (1.500) Patrimônio Líquido 237.000 (-) Custo das Mercad Vendidas (35.500 Contabilidade Financeira .000 "Resultado do Exercício" 37.300 Capital Social 200.000) (-) Despesas c/ Depreciação (1.500 Total do Passivo + PL 280.000 Clientes 26.200 Empréstimos Bancários 20.000 Passivo Não Circulante 20.000 (-) Custo das Mercad Vendidas (35.000) (-) Despesas c/ Salários (12.500 Juros s/ Empréstimos a pg 200 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110.000 Disponibilidades 133. DFF Faz Tudo S/A em 31 de dezembro de 2010 ficou assim estruturado: Cia DFF Faz Tudo S/A .000 "Resultado do Exercício" 37.000 Estoques 13.500 2.000 Passivo Circulante 23.000 (-) Depreciação (1.000) (-) Despesas c/ Propaganda (5.500) Patrimônio Líquido 237.000 Ativo Não Circulante 108.300 Receitas de Vendas 91. o balanço patrimonial da Cia.000 Disponibilidades 133.000) (-) Despesas c/ Salários (12.500) (-) Despesas c/ Juros (200) Total do Ativo 280. 73 Cia DFF Faz Tudo S/A .000) (-) Despesas c/ Depreciação (1.000 Ativo Não Circulante 108.000 Passivo Não Circulante 20.

300 é refletido integralmente no patrimônio líquido da entidade.200 Empréstimos Bancários 20. como visto no anteriormente. Todavia. a Contabilidade apresenta em uma demonstração própria os eventos relacionados às receitas e despesas.300 Note que o lucro líquido de $ 37. como na realidade empresarial milhares de transações são efetuadas mensalmente (aqui foram apresentadas poucas operações). Dessa maneira. como se pode ver a seguir: Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Passivo Não Circulante 20.000 (-) Custo das Mercadorias Vendidas (35. 74 Perceba que todas as receitas e despesas apresentadas no patrimônio líquido tiveram impacto direto em ativos e passivos. o resultado do exercício.500 Em complemento ao balanço patrimonial.500 Total do Passivo + PL 280.000 (-) Depreciação (1.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 172. trata-se da demonstração do resultado do exercício.000 Ativo Não Circulante 108. apurado por meio do confronto das receitas com as despesas.700) (-) Despesas c/ Propaganda (5.500 Juros s/ Empréstimos a pg 200 Imobilizado (Imóvel+Veículo) 110. a demonstração do resultado pode ser entendida como uma demonstração dinâmica que mostra como foi formada a conta de resultado do exercício. ou seja.300 Capital Social 200.000 Disponibilidades 133. Contabilidade Financeira . não seria adequado apresentar no balanço patrimonial (no patrimônio líquido) todos os eventos de receita e despesa. DFF Faz Tudo S/A .000 Estoques 13.000 Contas a pagar 5.Demonstração de Resultado .000 (-) Despesas (18.500) Patrimônio Líquido 237.000 Passivo Circulante 23.300 Total do Ativo 280.500) (-) Despesas c/ Juros (200) (=) Lucro Líquido 37.01/12/2010 a 31/12/2010 Receitas de Vendas 91.000) (-) Despesas c/ Salários (12.000 Resultado do Exercício 37. é detalhado na demonstração do resultado do exercício: Cia.000 Fornecedores 18. Isso deixaria tal demonstração visualmente "poluída". ela evidencia e explica os fatores que provocaram alterações num pedaço do patrimônio líquido. o balanço patrimonial é apresentado de forma mais condensada.000) (-) Despesas c/ Depreciação (1.000 Clientes 26. Por essa razão.000) (=) Lucro Bruto 56. Por essa razão.

Depreciação adm. A destinação do lucro é evidenciada na demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL). dois destinos podem ser dados ao lucro líquido: 1) Distribuição aos sócios e acionistas. operacionais ( +/.Receitas Financeiras ( .Base (+ ) Receita Bruta (-) Deduções da Receita Impostos s/ vendas Desc. vendedores Aluguel loja Seguro loja ( . por exemplo. e rec.) Despesas . 75 Uma vez apurado o saldo da conta "resultado do exercício".) Despesas c/ vendas Comissões Sal. Assim. Se positivo. para contingências ou para futuro aumento de capital.) Despesas gerais e administrativas Sal. Incondicionais Devoluções ( = ) Receita Líquida (-) Custo das Mercadorias Vendidas ( = ) Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais ( . Se negativo.) Outras desp. antes de transferi-lo para o balanço patrimonial.) Outras Receitas e Despesas Operacionais ( = ) Resultado antes de IR e CSLL (-) Prov. 2) Retenção na empresa por meio de constituição de reservas. administração Seguro adm. ( . faça as devidas destinações de tal resultado. tal resultado poderá ser distribuído aos acionistas (sob a forma de dividendos) ou reinvestidos (retidos) os lucros na empresa para constituição de reservas para expansão. ele ficará numa conta denominada "prejuízos acumulados". é necessário que a empresa. p/ IR e CSLL (-) Participações ( = ) Lucro Líquido Contabilidade Financeira . Exemplo de DRE .

apenas. (2) qual a parcela de lucro reinvestido (retido) na entidade. passivo e patrimônio líquido. em decorrência da sua avaliação a valor justo e que não passaram pelo lucro da empresa (resultado do exercício). sócios. que tem por propósito descrever e explicar as mudanças ocorridas em cada uma das contas que compõem o patrimônio líquido De um período para o outro. Tais valores vão figurar no patrimônio líquido até que possam ser computados no resultado do exercício em obediência ao regime de competência. por exemplo. evidencie qual o destino desse lucro (1) qual a parcela de lucro distribuída aos donos do capital (acionistas. que podem ser úteis Contabilidade Financeira . A demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL) e uma demonstração dinâmica (e não estática. a DMPL é uma demonstração complementar ao balanço patrimonial que fornece indicações importantes para os usuários sobre as movimentações internas das contas do patrimônio líquido durante determinado período. todas as movimentações e/ou alterações ocorridas nas diversas contas que compõem o patrimônio líquido de uma entidade durante determinado exercício social. após a apuração do lucro da empresa. como o balanço patrimonial). resumidamente. visando ampliação de capacidade produtiva. para muitas tomadas de decisões. Definição e utilidade da DMPL A demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL) é um relatório que apresenta. No entanto. o patrimônio líquido passou a evidenciar valores relativos a "ajustes de avaliação patrimonial" Esses são contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo. Dessa mesma forma. a cada período. os diversos usuários necessitam saber quais fatos provocaram mudanças em algumas ou várias contas patrimoniais. pois mostra como a entidade se encontra econômica. bem como a sua política de destinação dos lucros. Nesse caso. com as recentes alterações na Lei das S/As. cada uma das demais contas do patrimônio líquido terá sua movimentação detalhada e explicada na DMPL Assim. proprietários) na forma de dividendos. o balanço patrimonial é composto de ativo. financeira e patrimonialmente num determinado momento Quando o balanço e divulgado. Assim. quanto cada saldo de conta mudou de um período para outro. Também se verificou que o balanço patrimonial é uma demonstração estática. no sentido de fortalecer o capital próprio. prevenção relativa a contingências ou outra finalidade. 76 2. é necessário que a Contabilidade. Isso faz com que o usuário possa saber. a DMPL também conterá informações sobre as mudanças ocorridas nessa conta. Da mesma forma. as informações extraídas da DMPL de uma entidade são úteis para compreender mudanças no capital social da entidade que ocorreram em certo período. por meio da DMPL. Adicionalmente. pela remuneração do valor investido. ele evidencia os valores do período atual e do período imediatamente anterior. podem ter ocorrido mudanças no capital social ou constituições de reservas e a DMPL irá evidenciar estes acontecimentos.2.7 DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Como visto.

a DMPL torna-se um relatório relevante para organizações que tenham seu patrimônio líquido constituído por diversas contas e realizam transações que movimentam frequentemente essas contas. A Figura abaixo. (2010. portanto. 2010 Portanto. uma vez que o resultado apurado nesta última demonstração tem como contrapartida o patrimônio líquido e. todos os fluxos de uma conta para outra. são evidenciados: • aumentos e/ou diminuições de capital social. pode-se afirmar que a DMPL é relevante por: Contabilidade Financeira . além das origens. ao longo de um período. dos aumentos e/ou diminuições nos elementos do patrimônio líquido. mostra a relação existente entre o balanço patrimonial e a DMPL. a DMPL informa as movimentações ocorridas nos diversos componentes que integram o patrimônio líquido. Dessa forma. evidenciando-se. Figura: Visão da variação no patrimônio líquido Fonte: Borinelli e Pimentel. com base no que se encontra em ludícibus et al. sua destinação também deverá ser evidenciada pela DMPL. p. • constituições e/ou reversões de reserva de capital. analisar e interpretar as variações ocorridas no patrimônio líquido. a partir do saldo final do exercício anterior até o saldo final do exercício atual. portanto. 554). A DMPL também tem uma relação forte com a demonstração do resultado do exercício. • contrapartidas de ajustes de avaliação patrimonial em contas de ativo e passivo decorrentes de avaliação a valor justo. • formação e utilização das reservas originadas do lucro. 77 para identificar o "estilo" e as políticas da entidade. revelando-se uma demonstração fundamental para os usuário que precisam compreender. Assim. Por meio da DMPL. • compras de ações pela própria companhia para serem mantidas em tesouraria. • movimentações da conta "prejuízos acumulados".

• permitir adequado tratamento contábil das variações da equivalência patrimonial do exercício. Elaboração e apresentação Como já discutido. sendo a primeira mais completa e abrangente que a segunda. Contabilidade Financeira . Evidentemente.” A justificativa da CVM para a exigência da DMPL é que ela amplia o horizonte de visibilidade da DLPA. em especial as ações em tesouraria ou prejuízos acumulados. em seu artigo 186. que são operações/situações nem sempre comuns para algumas empresas. pois esta última é mais abrangente. item 106. Exigibilidade A princípio. ao final de cada exercício social. bem como o CPC nº 26 (2009b). mas. apresentando separadamente o montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação de não controladores.DLPA. e não apenas das originadas por lucros. a DMPL não é de publicação obrigatória para todas as sociedades anônimas. Assim. § 2. o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC. a demonstração das mutações do patrimônio líquido. indica que a DLPA poderá ser incluída na demonstração idas mutações do patrimônio líquido. no caso de empresas investidoras que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas e controladas pelo método da equivalência patrimonial. ainda que a DMPL não seja exigida pela Lei das S/As. conforme expressa o artigo 10 da Instrução nº 59. em seu item 7. Todavia. explicitamente inferem que o conjunto completo de demonstrações contábeis deve incluir a demonstração das mutações do patrimônio líquido. a entidade deve apresentar na DMPL os seguintes itens: (a) o resultado abrangente do período. de 22/12/86: “As companhias abertas deverão elaborar e publicar. o de todas as demais contas do patrimônio líquido Sendo bem mais útil e informativa. as reservas de lucros. os ajustes de avaliação patrimonial. elaborar e publicar a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados . se elaborada e publicada pela companhia. conta essa que já está incluída na DMPL. o patrimônio líquido contempla o capital social. O artigo 176 da Lei das S/As (e alterações) estabelece que as companhias abertas devem. nem toda conta precisa ter saldo no final do período. as reservas de capital. sua publicação é obrigatória pela CVM. A DLPA mostra a mutação de apenas uma conta integrante do patrimônio líquido: a de lucros e prejuízos acumulados. igualmente. A própria Lei das S/As. De acordo com o CPC nº 26 (2009b). a adoção da DMPL deve ser estimulada. pois não inclui somente o movimento da conta "lucros ou prejuízos acumulados". 78 • indicar objetivamente a forma de constituição e utilização de todas as reservas. as ações ou quotas em tesouraria e os prejuízos acumulados. como parte integrante de suas demonstrações financeiras. substituindo com vantagem a DLPA. Adicionalmente. • permitir compreender o cálculo dos dividendos obrigatórios.

Isso significa que as mudanças no valor global no patrimônio líquido durante um período equivalem à soma entre: • o resultado (lucro ou prejuízo) apurado na demonstração do resultado por meio do confronto entre receitas e despesas. Em resumo. De forma mais detalhada. lucros retidos e ajustes de avaliação patrimonial. e possível dizer que o patrimônio líquido (e suas variações) e dividido em três grupos: capital. demonstrando separadamente suas integralizações e as distribuições realizadas. incluindo ganhos e perdas. como se pode ver no quadro abaixo: Contabilidade Financeira . 555-556) que "As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros motivos". (c) para cada componente do patrimônio líquido. No que se refere à conta de ajustes de avaliação patrimonial. esta será movimentada todas as vezes em que elementos do ativo ou do passivo sofrerem alterações de valores em decorrência da avaliação a valor justo. bem como modificações nas participações em controladas que não implicaram perda do controle". item 109. Ainda o CPC nº 26 (2009b). aumento de capital e distribuição de dividendos) e os custos de transação diretamente relacionados com tais transações. Assim. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes: (i) do resultado líquido. aumentos ou diminuições das participações dos sócios) Já a conta "lucros retidos" é construída ao longo do tempo. ou se houver alterações na composição societária (entrada e a saída de sócios. encontra-se em ludícibus et al. (ii) de cada item dos outros resultados abrangentes.Políticas Contábeis. os efeitos das alterações nas políticas contábeis e as correções de erros reconhecidas de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 23 (2009a) . p. à medida que se reinveste parte de seus lucros em vez de utilizá-los inteiramente no pagamento de dividendos. 79 (b) para cada componente do patrimônio líquido. e (iii) de transações com os proprietários realizadas na condição de proprietário. a conciliação do saldo no início e no final do período. indica que as alterações no patrimônio líquido da entidade entre duas datas de balanço devem refletir o aumento ou a redução nos seus ativos e passivos durante o período. e • as alterações resultantes de transações com os proprietários (por exemplo. (2010. a conta "capital" só aumenta ou diminui se a empresa emitir novas ações ou cancelá- las.

i) os lucros distribuídos. 80 Itens que afetam e não afetam o patrimônio liquido 1 Acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício. 1 Aumento de capital com utilização de lucros e reservas. 10 Redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua venda. 4 Compensação de prejuízos com reservas etc. a DMPL deverá discriminar: a) os saldos no início do período. 2 Redução por dividendos. d) os aumentos de capital. 13 Acréscimo ou redução por outros resultados abrangentes. h) as compensações de prejuízos. reserva para afetam o total contingência e outras. b) os ajustes de exercícios anteriores. Itens que afetam o Acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bónus 8 patrimônio de subscrição. 16 Ganhos ou perdas acumuladas na conversão etc. discriminando sua natureza. 15 Ajuste de avaliação patrimonial. Acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal 7 das ações integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor nominal. Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade (NBC-T 3). 11 Acréscimo ou redução por ajustes de exercícios anteriores Redução por reversão de reserva de lucros a realizar para a conta 12 de dividendos a pagar. 3 Redução por pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio. 4 Acréscimo por reavaliação de ativos (quando permitido por lei). e) a redução de capital. 556). Contabilidade Financeira . f) as destinações do lucro líquido do período. Fonte: Adaptado de ludícibus et al. do patrimônio 3 Reversões de reservas patrimoniais. em uma abordagem mais abrangente. c) as reversões e transferências de reservas e lucros. como reserva legal. destinando-o para a Itens que NÃO 2 formação de reservas. 14 Redução por gastos na emissão de ações. p. (2010. Apropriações do lucro líquido do exercício. g) o resultado líquido do período. Acréscimo por doações e subvenções por investimentos recebidos 5 (após transitarem pelo resultado). total Acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures (após 9 transitar pelo resultado). 6 Acréscimo por subscrição e integralização de capital.

).500 Como se pode perceber. as alterações ocorridas no total do patrimônio líquido da entidade são originadas do confronto de receitas e despesas geradas pelas atividades da entidade (compra.000 10. o passivo cresceu em $ 1. trata-se de um relatório (ou planilha). considere o balanço patrimonial de uma determinada empresa em 31/12/X1 e 31/12/X2. ajustes de avaliação patrimonial.000 17.500. o ativo cresceu em $ 2.500. com linhas e colunas. nas linhas horizontais devem ser indicadas as movimentações (adições e/ou subtrações) ocorridas em cada uma das contas. deve-se representar de forma sumária e coordenada a movimentação ocorrida ao longo do exercício nas diversas contas do patrimônio líquido (capital. Balanço Patrimonial 31/12/X1 31/12/X2 31/12/X1 31/12/X2 ATIVO PASSIVO 9. Assim. em que as linhas evidenciam a movimentação e as colunas correspondem às contas do patrimônio líquido. de forma geral.800 CIRCULANTE 8. reservas de capital. dividendos etc. Para tanto. 81 j) os saldos no final do período.) ou de transações realizadas com os detentores de capital (aumentos ou diminuições de capital. Em seguida.000 e o patrimônio líquido cresceu em $ 1. ações em tesouraria e prejuízos acumulados). Vale lembrar que. para se elaborar a DMPL. que representa a soma dos saldos ou transações de todas as contas individuais.500? Como foi promovido o aumento do capital social? Por que as reservas foram zeradas? O que provocou a redução do saldo da conta "prejuízos acumulados"? Todas essas explicações podem ser obtidas por meio da DMPL. as quais devem ser extraídas do livro contábil "razão" dessas contas.000 CIRCULANTE 7. como se pode ver na sequência: Contabilidade Financeira .000 Reservas 500 - Prejuízos Acumulados (800) (300) ATIVO 15. incluindo uma conta total.000 8. reservas de lucros. Em suma.500 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 6.000 17.000 para $ 7. A pergunta a se fazer é: Quais fatores fizeram com que o patrimônio líquido da entidade crescesse de $ 6. A título de exemplo.500 15.000 7. utiliza-se uma coluna para cada uma dessas contas do patrimônio líquido.300 7.500 ATIVO NÃO Capital Social 6.000 9. venda etc.

isso não tem impacto algum em ativos ou passivos.224) (37. . Neste caso.000 6.000 Aumento de capital em dinheiro 1. - Dividendos .204 .000 . cujo valor compensou parte dos prejuízos acumulados.000 Aumento do Capital Social .080 124.800 . perceba que esse valor não afeta o total do patrimônio líquido. por meio de compensação com novos lucros gerados. (300) 7. 6.300 500 (800) 6.856 Contabilidade Financeira . existe uma aumento na conta de capital social e uma redução equivalente na conta de reserva. fato que aumenta o total do patrimônio líquido pelo mesmo valor. 500 500 Saldo Final em 31/12/X2 7.652) - Saldo em 31/12/X1 300. . 1.000 Aumento de capital com reservas 500 (500) .080 Distribuição do Lucro Líquido . 80. . em X2 a empresa obteve um lucro de $ 500. . . - Lucro Líquido do Exercício . Em relação ao prejuízo acumulado. pois existe um aumento equivalente no ativo (disponibilidades). .652 . A seguir. .000. . Adicionalmente. 300. . ou seja. . apresenta-se a DMPL da empresa Kéops Comércio e Restauração de Móveis e Antiguidades S/A: Demonstração das mutações do patrimônio líquido da Kéops S/A DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE X1 Reserva de Lucros Capital Reserva Reserva Lucros Total Social Legal para Acum Expansão Saldo em 31/12/X0 300. . Tais prejuízos ficam evidenciados nesta conta até que sejam integralmente revertidos. .500 Verifica-se que a empresa fez um aumento de capital em dinheiro no valor de $ 1. 82 Demonstração das mutações do patrimônio líquido Total do Capital Prejuízos Movimentação Reservas Patrimônio Social Acumulados Líquido Saldo Inicial em 31/12/X1 6.224) Constituição de Reserva Legal . pois refere-se apenas a uma "troca" de saldos entre duas contas do patrimônio líquido. 124. (37. - Lucro do exercício .000 . .204 80.204) - Constituição de Reserva para Expansão . . . a empresa provavelmente teve problemas em períodos passados e apurou prejuízos. houve um aumento de capital utilizando reserva no valor de $ 500. 386.652 (80. (6.

a empresa estava sendo constituída e. podem-se observar os seguintes aspectos: • Em X0 (referente ao mês de dezembro de X0).224) Constituição de Reserva Legal .000 13.705 178. . - Lucro Líquido do Exercício . A apresentação da DMPL em dois períodos é obrigatória e possibilita avaliar as mutações do patrimônio líquido em dois anos.018 150.204 80. um aumento do patrimônio líquido total. .856 Aumento do Capital Social .652 (80. .501 .005) (45. • Do lucro de $ 124.204) - Constituição de Reserva para Expansão . .000 6. conforme havia sido apurado na demonstração do resultado.000. logo não houve geração de receitas e nem consumo de despesas.164 . . o saldo inicial do patrimônio líquido era exatamente igual ao valor do capital social no valor de $ 300.512 (97. . consequentemente. .000 .080. (45. Isso representa um aumento na conta lucros acumulados e.652) - Saldo em 31/12/X1 300.652 . ou seja. 6. 7. 300. 150.224) (37. . 97. Adicionalmente. - Dividendos . - Dividendos . 386. . uma parcela de 30% ($ 37. o Quadro abaixo apresenta a DMPL da empresa Kéops S/A.005) Constituição de Reserva Legal .018 Distribuição do Lucro Líquido . . .080 124. 124. . 83 Observando a DMPL no ano de X1. não desenvolveu atividades operacionais.204 . Assim. . . consequentemente. . . não houve resultado. 80. . - Lucro Líquido do Exercício . • Durante o ano de X1. . em dois períodos. Demonstração das mutações do patrimônio líquido da Kéops S/A (X1 eX2) DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE X1 e X2 Reserva de Lucros Capital Reserva Reserva Lucros Total Social Legal para Acum Expansão Saldo em 31/12/X0 300. .224) foi destinada para pagamento aos acionistas sob a forma de dividendos e o restante ($ 86.512) - Saldo em 31/12/X1 300. . . (7.000 Aumento do Capital Social .869 Contabilidade Financeira .080. . (6. . (37.856) foi utilizado para constituir as reservas de lucro compostas por reserva legal e reserva para expansão da empresa.501) - Constituição de Reserva para Expansão .080 Distribuição do Lucro Líquido . . houve geração de lucro no valor de $ 124. 491.

são receitas. art. conforme havia sido apurado na demonstração do resultado de X2. no máximo em 10%. com especial foco para o ano de X2. podem- se observar os seguintes aspectos: • Durante o ano de X2. • Do lucro de $ 150. não sendo tratados. Dependendo da forma como a reserva surgiu e de como será utilizada. porém. 47. ultrapassar a importância destinada à formação do capital social. um aumento do patrimônio líquido total. nos lucros das referidas companhias. 84 Observando a DMPL nos anos de X1 e X2. pois não transitam por contas de resultado (não constam na DRE . uma parcela de 30% ($ 45.404/1976.404/1976. emitidos por companhia fechadas. # Reserva de Alienação de Partes Beneficiárias => são títulos sem valor nominal. mediante a apresentação do referido título e o pagamento do preço de emissão das ações. sem valor nominal.013) foi utilizado para constituir as reservas de lucro compostas por reserva legal e reserva para expansão da empresa. isto é. em sua essência. temos dois grupos de reservas: • Reservas de Capital • Reservas de Lucros Reservas de Capital São geradas por valores recebidos dos proprietários ou de terceiros. houve geração de lucro no valor de $ 150. temos as seguintes Reservas de Capital: # Reserva de Ágio na Emissão de Ações => a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações. De acordo com o art.018. Isso representa um aumento na conta "lucros acumulados" e. por uma prazo máximo de 10 anos.Lei nº 6. o Capital Social de qualquer companhia é formado pelo conjunto de todas as Contabilidade Financeira .005) foi destinada para pagamento aos acionistas sob a forma de dividendos e o restante ($ 105. Títulos emitidos por sociedades anônimas: a) Ações b) Partes Beneficiárias (somente p/ Cias.Demonstração do Resultado do Exercício). # Reserva de Alienação de Bônus de Subscrição => são títulos de créditos emitidos por companhias no limite do capital autorizado no estatuto. parágrafo único) c) Debentures d) Bônus de Subscrição A) AÇÕES: São títulos representativos do Capital Social de uma sociedade anônima. que conferem a seus titulares o direito de participação.018. Fechadas . 182 da Lei nº 6. Esses valores. Reservas São valores acumulados no patrimônio líquido para uso posterior. entrando diretamente no patrimônio líquido. como tais. que dão aos seus titulares o direito de subscreverem ações da companhia. consequentemente.

por exemplo. No livro Diário seria feito o seguinte lançamento: D .00 Contabilidade Financeira .00 para o Capital Social. no livro Diário será feito o seguinte lançamento: D . Se. entregar aos debenturistas R$ 14. preço de venda) sobre o valor nominal.404/1976). o valor nominal será o mesmo para todas as ações da companhia. constituindo assim uma Reserva de Capital. R$ 3. teremos o seguinte lançamento: D . o ágio é o excesso do preço de emissão. se uma companhia emitir 1. não pode ultrapassar 50% do total das ações emitidas. uma companhia emitir debêntures cujo valor nominal é de R$ 15. o AEA será a parte do preço de emissão que ultrapassar a importância destinada ao Capital Social.000.00 C . possibilitam o direito de voto nas assembleias de acionistas.AEA 3. as quais serão definidas logo a seguir. a parte do preço de venda que não irá para o Capital Social.000. ou sujeitas a restrições no exercício desse direito. ao convertê-las em ações.00 C . uma sociedade anônima pode fazê-lo emitindo ações com valor nominal (quando o valor em moeda vem indicado no certificado de propriedade do acionista) e/ou ações sem valor nominal (quando nenhum valor em moeda vem indicado na cautela de ações.000. o número de ações preferenciais sem direito a voto.00 e. De acordo com o § 22 do art. no certificado de propriedade).00 C . as ações ordinárias são aquelas que.00 em ações. por exemplo.000.000.000.Reservas de Capital .00 Além dos casos anteriores.Capital Social 21. o AEA será a parte desse valor que não foi para o Capital. Assim.000.Bancos Conta Movimento 12. apesar de normalmente (há a possibilidade do direito do voto com restrições em alguns casos específicos) não darem o direito de voto. sendo este o valor indicado em moeda na cautela de ações (certificado de propriedade do acionista).000. ao emitir ações (= vender ações). isto é.Capital Social 14. além dos dividendos.00 C .000.Reservas de Capital .404/1976). oferecem vantagens aos seus titulares com relação aos dividendos.00 cada. também é possível a existência do AEA na conversão de debêntures ou partes beneficiárias. De acordo com o art. No caso de as ações terem valor nominal. o estatuto fixará o número de ações em que se divide o Capital Social e estabelecerá se as ações terão ou não valor nominal.00.000. isto é.00 No caso de as ações emitidas não terem valor nominal.000.AEA 2. Com relação aos direitos ou vantagens que as ações dão aos seus titulares.00 C .000.Bancos Conta Movimento 23. em ações da companhia. 15 da mesma Lei (Lei nº 6. As ações preferenciais.00. a companhia estará cobrando ágio de R$ 1.Debêntures a Resgatar 15.00 cada por R$ 23. 85 ações emitidas. 11 da Lei Societária (Lei nº 6. Neste caso. Desta forma. exemplo. # ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES (AEA): Como visto anteriormente.000 ações de valor nominal R$ 21. expirado o seu prazo de emissão. De acordo com o mesmo artigo.000. se uma companhia emitir 600 ações sem valor nominal por R$ 12.Capital Social 9. ou seja.000. e deste valor destinar apenas R$ 9.

Reservas de Capital . B) DEBÊNTURES: São títulos de dívida emitidos por companhias. será feito o seguinte lançamento no Diário: D . patrimônio líquido. visto que dão a seus titulares (acionistas) o direito a parcelas do. permitindo que as companhias emissoras adequem esses pagamentos. de acordo com o art. ou não conversíveis em ações da companhia emissora. podendo. É oportuno mencionar que títulos PATRIMONIAIS são aqueles que dão direito a parcelas do patrimônio líquido da entidade emissora desses títulos. nominal. se uma companhia emitir partes beneficiárias por R$ 18. Ao contrário das debêntures.APB 18. não gerando passivos para a mesma. não é permitido às companhias emitir ações por valor inferior ao valor nominal.00.00 APB: Alienação de Partes Beneficiarias Cabe ressaltar que as partes beneficiárias só darão origem à Reserva de Capital se forem vendidas. em caso de conversão de tais títulos em ações da companhia. que dão a seus titulares o direito de participação.00 Cabe mencionar que.000. no caso de não serem convertidos em ações.404/1976. emitidos por companhias fechadas. No caso das partes beneficiárias. visto que as mesmas não têm valor nominal. A reserva de capital se dá pelo valor integral da emissão.000. 13 da Lei nº 6. em 10% nos lucros da empresa emissora e. 86 C . Caso sejam atribuídas gratuitamente a fundadores. haver ágio na emissão de ações. isto é. a emissão de debêntures só dará origem à reserva de capital se tais títulos forem emitidos com ágio. A forma de pagamento dos juros e a amortização do principal são flexíveis. A principal vantagem dos bônus é que os mesmos dão direito a seus possuidores de Contabilidade Financeira . por um prazo máximo de dez anos. ou por valor simbólico. isto é. no máximo. podendo ser. por exemplo. Como visto na observação anterior. mas sim títulos patrimoniais. É o caso.000.000. às suas disponibilidades de caixa. visto que não geram passivo para a companhia emissora. não se pode emitir ações com deságio. ou seja. das ações. que como visto possuem valor nominal (= valor de resgate). por exemplo. C) PARTES BENEFICIÁRIAS: São títulos sem valor. não existe emissão com ágio ou deságio. razão pela qual os bônus também são considerados títulos patrimoniais. mediante a apresentação dos bônus e pagamento do valor das ações. Assim. se não resgatados no seu prazo de emissão.00 C .Reserva de Capital .AEA 1. serão convertidos em ações da companhia.Caixa 18. de forma análoga ao caso das debêntures. as partes beneficiárias poderão ser resgatadas por algum critério de cálculo indicado no certificado de emissão. D) BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO: De forma diferente das debêntures. pois terão como desfecho para seus titulares o direito a parcelas do patrimônio líquido da sociedade emissora quando finalmente esses subscreverem as ações que têm direito. visto que concedem a seus titulares o direito a subscreverem ações da companhia emissora. acionistas ou terceiros. pelo valor de venda. acima do par. não são considerados títulos de dívida. não darão origem à Reserva de Capital. os quais dão direito a seus proprietários (debenturistas) de participação nos seus lucros e recebimento de juros.

se o estatuto não a atribuir ao conselho de administração. Os bônus de subscrição conferirão aos seus titulares. 76. a sociedade emissora faria a seguinte contabilização: D . vamos supor que a sociedade emissora aumente seu capital social emitindo 1. a emissão dos bônus gera para a companhia emissora reservas de capital. por exemplo. da demonstração das mutações do patrimônio líquido e das notas explicativas. reproduzimos os artigos 75 a 77 da Lei 6.00 Abaixo.00 cada. 77. da demonstração do resultado. que podem ser (1) demonstração dos fluxos de caixa (DFC). posterior alteração estatutária.000.00 Posteriormente. Os acionistas da companhia gozarão. Objetivos. suponhamos que determinada companhia realizasse a emissão de 1. visto que. que será exercido mediante apresentação do título à companhia e pagamento do preço de emissão das ações. 75. se não possuíssem esses bônus.000 bônus a R$ 2.000 ações da companhia.Capital Social 30. Outro detalhe é que os bônus são emitidos no limite do capital autorizado no estatuto. além do balanço patrimonial. Assim. a assembleia geral da sociedade estabelece no seu estatuto um limite até o qual o capital poderá ser aumentado.Alienação de Bônus de Subscrição 2. direito de subscrever ações do capital social. 2. a companhia faria a seguinte contabilização: D .000. A deliberação sobre emissão de bônus de subscrição compete à assembleia- geral. sem que tenha que haver. Parágrafo único.00 C . Competência Art. Características Art.000. obrigatoriedade e utilidade Segundo o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). títulos negociáveis denominados "Bônus de Subscrição". Parágrafo único. de forma que os titulares dos bônus fossem os subscritores dessas ações. Assim. os quais tratam dos BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO.00 C . o conjunto completo de demonstrações contábeis deve incluir uma demonstração das mutações na posição financeira. isto é.00 cada.Reservas de Capital:.Caixa/Bancos 2. item 7). Contabilidade Financeira . Emissão Art. (2) demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR) ou (3) uma alternativa reconhecida e aceitável. aos subscritos de emissões de suas ações ou debêntures. como vantagem adicional.000 novas ações a R$ 30. Por fim. Nesse caso. dentro do limite de aumento de capital autorizado no estatuto (artigo 168). pagando o preço normalmente maior do mercado especulativo. teriam que adquirir as ações de "outros" proprietários e não da companhia emissora. (2008.000. nos termos dos artigos 171 e 172. de preferência para subscrever a emissão de bônus. 87 adquirem as ações diretamente da sociedade emissora.2.404/76. Os bônus de subscrição serão alienados pela companhia ou por ela atribuídos. nas condições constantes do certificado.8 DFC – Demonstração dos Fluxos de Caixa Definição.Caixa/Bancos 30. A companhia poderá emitir. os quais dessem direito à subscrição em tempo futuro de 1.

Ressalta-se que as sociedades anônimas de capital fechado com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões não são obrigadas a elaborar e publicar a DFC. 5) taxa de conversão de lucro em caixa (relação entre o lucro e o caixa). 9) performance operacional de diferentes empresas. das transações de investimento e de financiamento. 565-566). a DFC tem como objetivo gerar informações sobre as entradas (recebimentos) e saídas (pagamentos) de caixa de uma empresa durante o período contábil. elaborar e publicar. que evidenciava a variação do capital circulante líquido das empresas. No entanto. O primeiro. por eliminar os efeitos de distintos tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos Para a construção da DFC. pagar dividendos e retornar empréstimos obtidos. podem ser utilizados dois métodos. Portanto. Assim. sobre a posição financeira da empresa. parte diretamente da movimentação financeira para Contabilidade Financeira . as sociedades anônimas eram obrigadas a publicar a demonstração das origens e aplicações de recursos. todas as variações ocorridas na conta "caixa e equivalentes de caixa" de uma entidade. 6) grau de precisão das estimativas passadas de fluxos futuros de caixa. indica a origem de todas as entradas de dinheiro no caixa (disponibilidades). quando analisadas em conjunto comas demais demonstrações. que pertence à dinâmica patrimonial. em seu art. A DFC é uma demonstração contábil dinâmica que evidencia. e ficam desobrigadas de elaborar a DOAR. bem como a destinação de todo o dinheiro que saiu do caixa em determinado período. (2) a época e o grau de segurança de geração de tais recursos e (3) as necessidades de liquidez da entidade. De acordo com o Pronunciamento Técnico nº 03 do CPC (2008a. item 1). resumidamente. obrigatoriamente. às avaliações dos seguintes aspectos: 1) mudanças nos ativos líquidos dá entidade. 176. (2010. ao longo de um período. a partir do exercício de 2008. determinou que as empresas constituídas sob a forma de sociedades por ações (abertas e fechadas) devem. basicamente. a Lei nº 11. a DFC.638/07. Portanto. dentre outras. Para o CPC 03 (2008a) e ludícibus et al. denominado de direto. as informações proporcionadas pela DFC. não é possível compreender a evolução de cada conta de um período a outro. vem integrar- se ao balanço patrimonial descrevendo e explicando as mudanças (variações) ocorridas numa parte específica do balanço (disponibilidades que representam dinheiro). 2) estrutura e flexibilidade financeira. 176 da Lei das S/As. os usuários poderão avaliar (1) a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa. 8) efeitos. Como o balanço patrimonial é um relatório estático (situação do patrimônio numa determinada data). 4) capacidade de a entidade honrar seus compromissos. a DFC. 7) eficácia das decisões gerenciais quanto às políticas de caixa. liquidez e solvência da entidade. p. ao utilizar as informações proporcionadas pela DFC de uma entidade. são úteis por permitirem aos usuários procederem. buscando convergência com as práticas internacionais. 88 Até o ano de 2007. conforme § 6º do art. 3) capacidade de a entidade gerar futuros fluxos líquidos positivos de caixa.

item 8). tendo em vista as transações que não afetam o caixa. denominadas de fluxos derivados das atividades: (1) operacionais. por exemplo. as transações que movimentaram o disponível são segregadas em três categorias básicas. parte do lucro contábil do exercício e ajusta o. valores aplicados em títulos de renda fixa como caderneta de poupança. uma aplicação financeira deve ter conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e estar sujeita a um insignificante risco de mudança de valor (CPC 03. Além disso. 58. Por caixa entendem-se o numerário em espécie (dinheiro em papel moeda) e depósitos bancários disponíveis. títulos públicos de alta liquidez.080 Caixa e equivalentes de caixa 120. com base nessas Contabilidade Financeira . 2008a. Nesse sentido.000 150. os investimentos resgatáveis em até três meses em relação à sua aquisição integram o montante de equivalentes de caixa.800 Aplicações financeiras de alta liquidez . Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins. ou seja. como. Composição dos fluxos de caixa Fluxos de caixa (ou fluxos de disponível) são as movimentações (entradas e saídas) de caixa e equivalentes de caixa. 31/12/X1 e 31/12/X2: Saldos das contas caixa e equivalentes de caixa da Kéops S/A 31/12/X0 31/12/X1 31/12/X2 Disponível 120. só é possível extrair a seguinte conclusão: as disponibilidades aumentaram em X1 e diminuíram em X2 Nada mais e possível afirmar sobre a empresa. deve-se esclarecer o que compreendem os recursos de caixa a serem analisados nesta demonstração. porém.700 191. para melhor evidenciar os eventos na DFC.900 133.706 52. Para ser considerada equivalente de caixa. Considere a empresa Kéops Comércio e Restauração de Moveis e Antiguidades S/A e os seguintes saldos contábeis em seus balanços de 31/12/X0. Os métodos direto e indireto e os três grupos de fluxos serão discutidos ao longo do capitulo Antes.000 203. (2) de investimento e (3) de financiamento. chamado de indireto. Caixa e equivalentes de caixa Ao se elaborar a DFC. Olhando para essa parte específica do balanço patrimonial. Os equivalentes de caixa representam valores financeiros de disponibilidade imediata (prontamente conversíveis em caixa). certificado de depósito bancário (CDB) e recibo de depósito bancário (RDB). aplicações de curto prazo em títulos de renda variável etc. 89 evidenciar as variações no caixa Já o segundo. que incluem aplicações bancárias e aplicações financeiras de liquidez imediata.786 (Disponível total) Perceba que são apresentados valores estáticos retirados do balanço patrimonial. são considerados os valores de caixa e equivalentes de caixa.

Em contrapartida. Em resumo. Visão da variação no caixa. uma empresa pode. 3. Fluxos de caixa das atividades de investimento. imobilizado e intangível) ou ainda (2) buscar financiamentos externos ou junto aos sócios para viabilizar suas atividades. (1) desenvolver atividades de investimentos em ativos permanentes (investimentos. enquanto a geração de caixa é identificada por meio do regime de caixa. não e possível saber se a empresa teve lucro ou prejuízo. Por isso. Isso ocorre porque o balanço patrimonial é uma demonstração estática ("foto" da empresa em datas distintas). em função da natureza da transação que deu origem às movimentações. a adequada classificação de cada evento de caixa em cada um dos grupos é uma das tarefas mais importantes para conferir utilidade à DFC. num primeiro momento. também. Entende-se que a evidenciação das movimentações segregadas nestes três tipos de atividades permite aos usuários avaliar o impacto de tais atividades na posição financeira e patrimonial da entidade. se ela aproveitou as oportunidades de maximização de caixa etc. é considerada uma demonstração dinâmica. Por. que considera os eventos em função das datas de pagamentos e recebimentos. A Figura abaixo mostra o funcionamento dos fluxos de caixa. as movimentações de caixa são segregadas por grupo de atividade. Ademais. Contabilidade Financeira . tem-se: 1. de produção e comercialização de produtos e de prestação de serviços não são as únicas fontes de aumentos ou reduções de caixa. Justamente para elucidar tais aspectos. 90 informações. Assim. é importante lembrar que uma empresa pode gerar lucro e não ter geração de caixa ou ainda pode apresentar prejuízo e. Essas diferenças ocorrem. Fluxos de caixa das atividades operacionais. essa razão. 2. porque o resultado contábil- econômico (lucro ou prejuízo) é apurado pelo regime de competência. mesmo assim. a DFC irá mostrar o que ocorreu ao longo dos períodos em análise. as atividades operacionais de compra e venda de mercadorias. se ela investiu recursos. na DFC. haver aumento no saldo de caixa. Neste momento. Fluxos de caixa das atividades de financiamento. não é possível saber qual foi o comportamento das entradas e saídas de caixa durante o período.

variação essa que deve estar.$ 203. 91 Dessa forma.786 . de investimentos e de financiamentos deve ser. Dessa forma. em X1 e em X2. => O item "fluxo de caixa operacional" mostra a eficiência de uma empresa na geração de caixa. As transações dos fluxos de caixa das atividades operacionais incluem os aumentos (entradas) de caixa derivados das receitas e as respectivas movimentações nas contas do ativo circulante.700 . a soma dos fluxos de caixa das atividades operacionais. este conjunto de fluxos de caixa relaciona-se fortemente com as transações que figuram na demonstração do resultado. as saídas (diminuições) de caixa estão relacionadas às despesas e às respectivas movimentações nas contas do passivo circulante. independentemente das entradas e saídas de caixa. O mesmo raciocínio é válido para as despesas. venda. Contabilidade Financeira . ao se comparar os valores do caixa e equivalentes de caixa do início e do fim do período. de $ 83. RESUMINDO: => A demonstração do resultado mostra a eficiência operacional de uma empresa em um conceito mais econômico.700). ao se proceder N soma do caixa gerado ou consumido em cada um desses três grupos de atividades. No caso da Kéops. compra.914 ($ 191. o efeito no caixa de uma venda a prazo só ocorrerá em uma data futura (no momento do recebimento do dinheiro). tem-se a variação total no caixa do período. Fluxos de caixa das atividades operacionais O fluxo de caixa operacional mostra os efeitos no caixa derivados das operações que geram receitas e despesas. ou seja. imagine uma venda realizada a prazo. Por essa razão. Pelo regime de competência. por exemplo. considerando apenas as entradas e saídas de caixa. essa venda aparecerá registrada na demonstração do resultado no momento em que houver a transação e será composta por um direito de recebimento futuro. respectivamente. Por outro lado.$ 11. produção e entrega de bens e serviços. como.000) e .700 ($ 203. refletida no balanço patrimonial.$ 120. Para ilustrar a diferença entre "receitas e despesas" e "efeitos no caixa". por exemplo.

O Quadro abaixo contempla alguns exemplos de movimentações de caixa deste grupo. na atividade de financiamento). Exemplos de transações que afetam o caixa . 92 Conforme se encontra no CPC 03 (2008a. honorários e Adiantamento a fornecedores de comissões. em geral. Recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio pela participação em outras empresas (pode também ser classificado na atividade de investimento).operacional Transações que aumentam o caixa que diminuem o caixa Vendas de mercadorias ou prestação de Compra de serviços. Portanto. Contabilidade Financeira . Recebimento de duplicatas a receber de Pagamentos diversos aos fornecedores clientes de mercadorias matéria-prima e serviços. matéria-prima ou serviços com recebimento a vista. caso existam vendas de ativos dessa natureza. derivadas da alienação desses ativos. Recebimento de royalties. existem entradas de caixas. mercadorias e serviços. mercadorias com pagamento a vista. Ademais. a aquisição e venda de instrumentos financeiros e patrimoniais de outras entidades e aquisição e venda de imobilizado. contribuições ao governo. "O montante dos fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais é um indicador chave da extensão na qual as operações da entidade têm gerado suficientes fluxos de caixa para amortizar empréstimos. manter a capacidade operacional da entidade. incluem a concessão de empréstimos e o respectivo recebimento. Recebimentos decorrentes de descontos Pagamentos de salários e benefícios a de duplicatas em bancos (pode também empregados. Recebimentos de seguradoras de Recolhimentos de impostos e prémios e sinistros. Fluxos de caixa das atividades de investimentos Os fluxos de caixa derivados das atividades de investimentos são. pagar dividendos e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de financiamento" O Quadro abaixo contempla alguns exemplos de movimentações de caixa desse grupo. ser classificado na atividade de financia mento). alocações de recursos (aplicações) em ativos imobilizados. As atividades de investimento são aquelas referentes a aquisição e a venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa 0 CPC 03 (2008a. em investimentos permanentes e outros ativos de longo prazo. item 7) considera que os fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento representam "a extensão em que os dispêndios de recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar resultados e fluxos de caixa no futuro". item 14). Recebimento de juros provenientes de Pagamento de juros dos financiamentos empréstimos concedidos ou aplicações obtidos (pode também ser classificado financeiras.

a vista. debenturistas etc. Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Os fluxos de caixa derivados das atividades de financiamentos incluem as relações entre as organizações e seus proprietários (acionistas) e credores que emprestam dinheiro (bancos. item 7). • Qualquer outro tipo de saída de caixa para devolver o dinheiro aos financiadores da empresa. empresa. 93 Exemplos de transações que afetam o caixa . • Dividendos e/ou juros sobre Aporte (integralização) de capital por capital próprio.investimento Transações que aumentam o caixa que diminuem o caixa Recebimento.financiamento Transações que aumentam o caixa que diminuem o caixa Recebimento referente a emissão de Pagamento aos financiadores de ações e/ou debêntures. de venda de qual Compra de investimento em outras quer ativo de longo prazo (investimento. O Quadro abaixo contempla alguns exemplos de movimentações de caixa deste grupo. terceiros (desde que não seja instituição financeira). financiamentos ou aumento de capital social. em dinheiro. empresas. Conforme estabelece o CPC 03 (2008a. imobilizado. Contabilidade Financeira . a especificação dos fluxos de caixa desse tipo de atividade e relevante "para prever as exigências sobre futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade". as fontes de recursos para as atividades de investimentos são provenientes de empréstimos. Recebimento por liquidação de Aquisição de ativo imobilizado que será adiantamento ou empréstimos feitos a utilizado na atividade-fim. Já o pagamento do principal dos empréstimos e pagamentos de dividendos são transações da atividade de financiamento que representam saída de dinheiro do caixa. "as atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade. Adiantamentos de caixa e empréstimos feitos a terceiros (desde que não seja instituição financeira). Portanto. podendo ser: Recebimento referente a empréstimos • Amortização de empréstimos bancários. não classificadas como atividade operacional" Em complemento. caso a geração de caixa derivada da atividade operacional não seja suficiente para cobriras necessidades de recursos para expansão da empresa (atividades de investimentos). emissão de ações ou integralização de capital. porte dos acionistas. intangível). Exemplos de transações que afetam o caixa . e necessário buscar recursos em empréstimos. esses fluxos de caixa relacionam-se com as operações registradas no passivo não circulante e patrimônio líquido e identificam o caixa necessário para sustentar o negócio a longo prazo Assim.). Normalmente.

94 A integração dos fluxos de caixa Para sintetizar os três grupos de caixa discutidos. No entanto. não devem ser incluídas na DFC. O que a Contabilidade faz é reconhecer que haverá efeito no caixa no futuro. Uma referência mais completa pode ser obtida no próprio Pronunciamento CPC 03 (2008a). apresenta-se a figura abaixo. juros e dividendos recebidos (operacionais ou investimentos). Contabilidade Financeira . Assim. duplicatas descontadas (operacionais ou financiamentos). que mostra o relacionamento das movimentações de caixa com os demais itens do balanço patrimonial. Porém. não está no escopo deste livro discutir tais aspectos. que trata da DFC.  Depreciação. São exemplos típicos de operações que não afetam o caixa no exercício social em que ocorrem:  Vendas a prazo (para recebimento em exercícios sociais subsequentes). Atividades Operacionais: Recebimentos de Clientes ATIVO PASSIVO Pagamentos a fornecedores CIRCULANTE CIRCULANTE Pagamento de salários etc Atividades de Investimento: PASSIVO NÃO Aplicações Financeiras (longo prazo) CIRCULANTE Compra e venda de investimentos Compra e venda de imobilizado etc. Transações que não afetam o caixa no mesmo período em que ocorrem Existem operações ou reconhecimentos contábeis que não afetam o caixa ou equivalentes de caixa no exercício social em que ocorrem. item 47) adverte que as transações que não impactam o caixa devem ser explicitadas nas notas explicativas às demonstrações para que os usuários recebam todas as informações relevantes sobre essas operações. o Pronunciamento Técnico nº 3 do CPC (2008a. pagamento de investimento adquirido a prazo (investimento ou financiamento). Alguns exemplos são: juros pagos (operacionais ou financiamentos). em prazos médios ou longos. amortização e exaustão. Vale destacar que algumas movimeniaç5es. podem ser classificadas em mais de um grupo. ATIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO Atividades de Financiamentos: LIQUIDO Empréstimos obtidos Integralização de capital Pagamento de dividendos etc. às vezes tidas como polêmicas. por não envolverem o uso de caixa. Por essa razão. todo registro contábil irá afetar o caixa de maneira direta ou indireta.

) ou arrendamento mercantil. O segundo método é o indireto. Métodos de elaboração e apresentação Na legislação societária são descritos dois métodos para se elaborar a DFC.  Troca de ativos e passivos que não sejam caixa por outros ativos e passivos não caixa. tributários ou civis.  Quaisquer outras variações que sejam registradas em ativos.  Resultado de equivalência patrimonial. no qual parte-se diretamente das movimentações financeiras para evidenciar o caixa gerado ou consumido ao longo de um período.  Provisões ou reconhecimentos de passivos trabalhistas. Esta parte do capítulo tem o objetivo de descrever e explicar cada um desses dois métodos. contrato de alienação fiduciária etc. O primeiro método é conhecido como método direto.  Aquisição de ativo imobilizado por meio de assunção de passivo especifico (letra hipotecária. MÉTODO DIRETO MÉTODO INDIRETO Recebimentos de caixa Lucro Líquido provenientes das operações mais/menos menos Ajustes de receitas ou Pagamentos de caixa despesas que não afetam caixa provenientes das operações mais/menos Variações em ativos e passivos igual circulantes (recebíveis e pagáveis) igual Fluxos de caixa das atividades operacionais mais/menos Fluxos de caixa das atividades de investimentos mais/menos Fluxos de caixa das atividades de financiamentos igual Variação em caixa e equivalentes de caixa Contabilidade Financeira . que parte do lucro contábil e ajusta-o para evidenciar o reflexo no caixa Somente os fluxos de caixa das atividades operacionais são tratados de maneira diferente quando da elaboração da DFC pelos métodos direto e indireto.  Aquisição de entidade por meio de emissão de ações.  Bem recebido em doação (que não seja dinheiro). passivos ou resultado que não tenha contrapartida no mesmo exercício social.  Conversão de dívida em aumento de capital.  Provisão para créditos de liquidação duvidosa. 95  Reconhecimento de juros a pagar ou a receber em períodos futuros. sistematizados na figura abaixo.

1. A análise horizontal e vertical é a forma mais comum de expressar a Análise de Demonstrações Contábeis. Uma vez efetuado o levantamento dos percentuais. 96 2. Uma análise limitada a expressões monetárias. Identificando-se algum indício de problema. não permitiria uma visualização dos impactos de cada conta patrimonial ou de resultado no conjunto das respectivas demonstrações. Pode ser evolutiva ou retrospectiva.1 Análise Horizontal e Vertical A Análise das Demonstrações Contábeis deve começar com um foco retrospectivo. A análise vertical espelha os efeitos e. deixando para trás os valores monetários absolutos. ciclo operacional ou atividade. Esta análise preliminar servirá de ponto de partida para a avaliação dos demais indicadores (liquidez.2 Análise Vertical A análise vertical pode ser entendida como a análise da estrutura das demonstrações.3.1. 2.1 Análise Horizontal A análise horizontal permite analisar a evolução de uma conta ou de um grupo de contas ao longo de períodos sucessivos.3 Análise Econômico-Financeira 2. pois permite a identificação da real importância de uma conta dentro do conjunto de contas ao qual pertence no Balanço Patrimonial ou na estrutura da Demonstração do Resultado. pois. alguns dos aspectos que podem ser observados a partir da análise horizontal e vertical das principais contas e grupos patrimoniais. 2. Análise horizontal e vertical do balanço patrimonial A seguir. sejam elas expressas em valores históricos ou corrigidos.3. através da metodologia de análise horizontal e vertical. o analista poderá efetuar uma análise detalhada. Esta análise é muito importante para a construção de uma série histórica. buscando identificar as contas que compõem o grupo de conta preliminarmente analisado e verificar seu peso em relação ao todo. o que é fundamental para ajudar no estudo de tendências. em algumas demonstrações.3. elas irão destacar as variações mais importantes no Balanço Patrimonial e na Demonstração de Resultado do Exercício. Isso significa que é mais adequado fazer a análise com grupos de contas os mais resumidos possível. é também possível descobrir algumas das causas primárias. o analista focará sua análise nestes percentuais. sendo possível verificar as tendências de forma mais objetiva. rentabilidade e estrutura de capital). Na figura abaixo apresentamos a extração dos percentuais que comporão a análise horizontal e vertical das contas do :Ativo da Cia. Tranquilão Contabilidade Financeira . Trabalha fundamentalmente com efeitos e dificilmente revela as causas das mudanças. apesar de sua simplicidade. a qual servirá de etapa preparatória para a análise através de indicadores.

Este sub-grupo do ativo deixou de existir.41% 379.246 71.80% 100% Investimentos 0 0. a empresa não a intenção de aliená- lo.19% 5. por exemplo. Uma empresa que possua boa Liquidez Corrente pode ter sérios problemas se tiver uma baixa rotação do estoque.87% 1. Mudanças significativas na representatividade destas contas em relação ao total do Circulante podem revelar. principalmente na área de contas a receber e estoques. É importante ainda ver a composição do circulante e do realizável a longo prazo (análise vertical).898 100.32% 48. ou existência de itens obsoletos. mantivemos no exemplo com o objetivo único de facilitar o entendimento que os itens contidos dentro deste sub-grupo tem caráter permanente. Convém observar se as notas explicativas trazem alguma informação adicional sobre os critérios e saldo da Provisão para Devedores Duvidosos.946 3. nas datas de balanço. pois muitas vezes tais contas.272 26.46% 232.18% 1.690 2.875 15. não são representativas das médias reais do período" (IUDÍCIBUS.052.00% 0. 97 Análise horizontal e vertical do Balanço Patrimonial (Ativo) da Cia.926 23.284.96% 100% Outras 175.905 13. Uma empresa que possui o estoque muito alto em relação às demais contas do circulante bem como em relação à concorrência pode sinalizar um excesso de compra ou produção.404/76.76% 823.885 34.173.75% 132. • Estoques: aqui o analista deve estar atento ao saldo dos estoques sob dois aspectos: Índice de Liquidez Seca e Giro dos Estoques.41% 100% Ativo Realizável a LP 256.953 5. Tranquilão: 31-12-X3 31-12-X2 Valor Valor Descrição da conta AV AH AV AH (mil) (mil) Ativo Total 6.385 23.21% 33.67% -4.58% 31. O analista deverá ter "cuidado na utilização de valores extraídos de balanços iniciais e finais.88% 25.623 4.233 16.23% 100% Estoques 1.79% 22. Deve ser observado ainda se o crescimento nos saldos das contas a receber acompanha a taxa de crescimento das vendas (DRE).302 7.202.91% 10.256 1. p. através do estudo do indicador de prazos de pagamento (vide próximo tópico).79% 1.82% 100% Contas a Receber 888. Ativo Circulante (AC) As variações identificadas no AC devem ser comparadas com os percentuais de variação (horizontal) do Ativo não Circulante/Realizável a Longo Prazo (RLP).55% 184.762.00% 30.21% 3. Uma empresa que aumenta o RLP em bases superiores ao AC poderá estar apresentando problemas com liquidez. O comportamento do indicador que mede o prazo médio de recebimento das contas a receber e do giro dos estoques deve ser levado em consideração neste momento.982 19.13% 3.535 23. daí a importância da análise da Liquidez Seca das demais empresas do setor ou segmento para atestar se não há algum desvio no indicador da empresa em relação a estas.246 15.059 3.000. bem como em relação à sua participação dentro do AC (através da análise vertical).00% 100% Ativo Circulante 4.626 73.76% 963.64% 100% Ativo “Permanente*” 1.577.59% 100% Disponibilidade 2. pois um excessivo aumento nos estoques e nas contas a receber também compromete a liquidez imediata e seca. 84).28% 1. Contabilidade Financeira .203.404 100.564 0. qualquer descompasso deve ser analisado para identificar se houve mudanças na política de prazos concedidos.00% 100% Imobilizado 498.51% -24.617.006.51% 100% Intangível 1.46% 100% Ativo Não Circulante 1.29% 100% * diante das recentes alterações da Lei 6.326 22.00% 0 0.50% 275.60% 100% Com pessoas ligadas 81.435. mudanças na política de vendas a prazo. 1998.505.158 28.74% 89.590 9.08% 100% Outros 641.815. • Contas a receber a curto prazo: deve ser observado como se comportou a evolução destas contas em relação aos períodos anteriores. isto é. já que eles demonstram o "Ciclo Operacional e Financeiro" da empresa (vide próximo tópico).31% 26.451 7.24% 67.

O analista deverá identificar o destino dos financiamentos de longo prazo. representa remessas para o curto prazo. através dos Indicadores de Liquidez. 98 Ativo Não Circulante . quando diminui. Passivo não Circulante/Exigível a Longo Prazo (ELP) O aumento no saldo das contas que compõem este grupo patrimonial. a empresa não a intenção de aliená-lo. Na redução. do aumento dos prazos concedidos ou do baixo giro (ineficácia) da carteira de cobrança. Uma empresa que tem aumentado o seu (ELP) demonstra sua capacidade na obtenção de financiamentos de longo prazo. Ativo não Circulante – “Permanente”* (AP) O Ativo Permanente (AP) deve ser analisado juntamente com o Patrimônio Líquido e Passivo Não Circulante/Exigível a Longo Prazo. O comportamento do indicador que mede o Prazo Médio do Pagamento das Compras (Fornecedores). Este sub-grupo do ativo (chamado ativo permanente) deixou de existir. Seu aumento pode decorrer também do aumento das vendas a prazo. imobilizações (Ativo Permanente). o analista deve procurar identificar as contas que compõem este grupo através da análise vertical. raciocina-se de forma inversa. Como já visto na seção anterior. tendo em vista que o aumento esperado da produtividade deve ser confrontado com a margem de remuneração deste capital imobilizado (rentabilidade). o que lhe permitirá conhecer a natureza das dívidas. ou seja. aquisição de máquinas e equipamentos ou renovação da sua frota. pode estar representando a transferência de recursos do curto prazo e. os quais são recomendados para projetos de ampliação das instalações. conta esta que integra o PC. Quanto mais uma empresa investir no AP. é muito importante. pode ser decorrente da obtenção de novos recursos de longo prazo e sua diminuição da reclassificação de valores para o curto prazo. pois é elemento integrante na composição e análise do "Ciclo Operacional e Financeiro" da empresa (vide próximos tópicos). Através da análise do grau de imobilização é possível identificar quanto dos recursos não correntes da empresa estão aplicados no AP. isto é.404/76. havendo uma real necessidade de investimento no AP. Passivo Circulante (PC) As variações identificadas no PC devem ser comparadas com os percentuais de variação (horizontal e vertical) do Passivo não Circulante/Exigível a Longo Prazo (ELP). através da análise da estrutura de capital (vide próximo tópico). a empresa deverá sempre buscar uma melhor forma de financiamento (custo financeiro x prazo de pagamento). * NOTA: diante das recentes alterações da Lei 6. Dessa forma. a análise do Passivo Circulante (PC) está diretamente relacionada à análise daquele grupo de contas.Realizável a Longo Prazo (RLP) Quando o saldo das contas que compõe este grupo patrimonial aumenta de um exercício para outro. mantivemos no exemplo com o objetivo único de facilitar o entendimento que os itens contidos dentro deste sub-grupo tem caráter permanente. de um exercício para outro. Assim como na análise do RLP. Contabilidade Financeira . mais ela se torna dependente de capitais de terceiros para o seu capital de giro.

bem como da participação das mesmas dentro do referido grupo patrimonial. através da leitura da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL). Análise horizontal e vertical da Demonstração do Resultado do Exercício Na análise vertical da DRE deve ser considerado não apenas o controle sobre os custos e despesas. pois é necessária extrema cautela para extrair conclusões quando houver uma variação brusca das vendas quando não houver proporcionalidade com a evolução dos custos e despesas. A evolução do PL pode ser avaliada como favorável nos casos de incorporação dos lucros. nos casos em que a empresa opere no mercado externo. a DMPL é imprescindível na análise da evolução do PL. Deve-se observar que o crescimento do PL de um exercício para outro já é indicativo positivo que se destaca na análise econômica. mas. Alguns relatórios de administração trazem informações sobre o quantitativo comercializado. o aumento das receitas. que a forma como se processa o crescimento do PL deve ser o foco da análise econômica. Tranquilão. Já começa a ser difundida também a informação segregada do faturamento. sobretudo. O analista deve estar bastante atento ao nível de variação horizontal no volume de faturamento bruto. a qual detalha as modificações ocorridas durante o exercício social nas contas do PL. 99 Patrimônio Líquido (PL) Deverá ser identificada a evolução dos saldos da contas do Patrimônio Líquido (PL). Na tabela abaixo apresentamos a extração dos percentuais que comporão a análise horizontal e vertical das contas da Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. Por trazer informações que complementam os demais dados constantes do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado. Contabilidade Financeira . entretanto. volume de vendas no mercado interno e externo. ou de integralização do capital em dinheiro ou outros bens. sabendo. de forma a deixar transparente o real fator de acréscimo no faturamento. demonstrando o volume de "produção ou vendas" do exercício findo proporcionado por unidades da empresa já existente desde os exercícios anteriores e o volume proporcionado pelas unidades inauguradas ao longo do exercício findo. descontada a inflação do período ou variação da moeda estrangeira.

975.48% 15.291 132. o analista deve identificar as possíveis causas determinantes.47% 20.670 -28.26% 201.138 -10.67% 13.954 31. Custo dos produtos vendidos Sua análise busca verificar se a empresa manteve o mesmo patamar dos custos em relação à sua receita bruta (análise vertical).373 -68.639 5.00% O 0.78% -366.060 3.186 -17.031 -34.88% 69. O analista deve observar as variações ocorridas nas principais contas demonstradas.30% -129.45% 100% Despesas com Vendas -1. 100 Análise horizontal e vertical da Demonstração do Resultado do Exercício da Cia.70% 5.74% 100% (-) Deduções da Receita Bruta -2.82% 100% Resultado da Equivalência Patrimonial O 0.07% -144.73% 387.39% 100% Receitas Financeiras 399.958 -1.284 3.50% 100% (=) Lucro / Prejuízo do Exercício 116.217.499 -5.284 3.21% 100% (-) Part.78% -983.779 32.211 -1.00% 21.741.588 1.238 -0.19% 100% (-) Participações / Contrib. aumento considerável no volume de vendas ou dos preços das mercadorias.93% 1. significando ainda que as mercadorias adquiridas para revenda ou matérias-primas e secundárias e demais custos foram devidamente considerados pelos administradores.719 -28.18% -152.233.927 -0.00% 0.722.021 -6.10% -39.232 -2.267 -0.324 -17.43% 100% Despesas Financeiras -759.062 -7.327 100.964 1. Despesas operacionais Revelam de forma direta a preocupação da empresa em lidar com a gestão dos negócios.25% 100% Receitas/Financeiras Líquidas -359.756 -0. Tranquilão.774 0.260. é neste grupo de contas que se percebe a capacidade dos administradores em promover os saneamentos porventura necessários.14% -1.47% 20.201 -32.336 -1.899.12% 82.77% -1. Estatutárias -7.43% --448.80% 100% Receita bruta A análise da evolução da receita bruta ao longo dos períodos sob análise (horizontal) busca identificar os motivos que determinaram seu crescimento (novos mercados.060 3.076 -4.15% -17.). incorporação de outras empresas etc.92% 7.59% -3.76% 14.358 134. de Acionistas Não Controladores -33.66% 100% (=) Resultado Operacional 242.76% 19.285.16% 100% Gerais e Administrativas -120.31% -11.51% 100% Resultado Antes (=) Tributação / Participações 242. Social -80.22% 93.26% 201.).04% 100% (=) Resultado Bruto 2. 31·12·20x3 31-12-20x2 Descrição da conta Valor (mil) AV AH Valor (mil) AV AH Receita Bruta de Vendas / Serviços 9.630.96% 100% (+/-) Despesas/Receitas Operacionais -1.991.74% 100% (=) Receita Líquida de Vendas/Serviços 6.39% -28. Contabilidade Financeira .55% -22. Normalmente. ou quedas (perda de grandes clientes.00% 100% Outras Receitas / Despesas -294.38% -68.00% 100% (-) Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos 4.03% 21.15% -1.093 -2. Lucro bruto Sua análise é decorrente das ocorrências verificadas com os dois elementos anteriores.311 -67. Havendo variações.45% 23.51% 100% (-) Provisão p/ IR / Contrib.041 1.19% 100% (-) IR Diferido -4.991. Um aumento no faturamento com redução dos custos revela que a empresa experimenta uma boa gestão.97% 21. novos produtos.73% -6.090 100.731. fechamento de filiais.23% 102.831.14% 10. sinistros etc.831 -0.

faz-se uma grande confusão entre capital circulante líquido e capital de giro. de custos e de controle das despesas. já que uma empresa pode possuir uma forte lucratividade operacional e. poderá proceder à reclassificação das contas que compõem a DRE. a capacidade de possuir ativos de curto prazo que garantam a liquidação de suas obrigações de curto prazo. isso significa que ela tem capital de giro próprio. ele representará uma situação contrária no mesmo período de tempo. não sendo este suficiente para cobrir a aplicação efetuada no ativo fixo. 101 Lucro operacional É o resultado das políticas de vendas.2 Capital de Giro Em se tratando de análise financeira. contas a receber e fornecedores) e endividamento. Em condições normais. demonstrados nos itens anteriores. deverão ser verificados atentamente os quocientes de rotatividade (giro de estoques. Já o capital de giro abarca todo o ativo circulante da entidade. Ao analisar a rentabilidade de uma empresa. ou seja. O capital circulante líquido significa uma medida de liquidez. Caso o capital circulante seja positivo indica a disponibilidade para a organização de saldar suas dívidas em até um ano. da distribuição obrigatória por determinação legal ou estatutária. ou seja. proporcionando a seus credores e investidores. melhor será a posição financeira da organização no período em questão. então. É interessante a análise do Lucro Operacional expurgando os efeitos das Receitas e Despesas Financeiras. através da análise do EBITDA. de forma a melhor identificar os elementos acima descritos. for negativo. sendo bastante acentuadas nas empresas com problemas de capital de giro próprio. à exceção. Lucros distribuídos Uma empresa que enfrenta problemas com seu capital de giro normalmente não deveria promover distribuição de lucros. fazendo as devidas comparações com as vendas líquidas. sendo esta adequada e a liquidez não. além de haver uma folga de recursos próprios financiando seus ativos realizáveis. quanto maior for o montante do capital circulante líquido. no entanto. uma vez que o capital próprio (patrimônio líquido) é suficiente para cobrir o investimento efetuado no ativo permanente. Vide estudo da rentabilidade nos próximos tópicos. ou até mesmo findar o exercício com prejuízos em decorrência da má gestão dos custos operacionais. certo grau de proteção sobre seus créditos e investimentos. O capital circulante líquido representa a folga ou escassez de recursos de uma organização a curto prazo. 2. Receitas e despesas financeiras Refletem a política de captação de recursos junto a terceiros. inclusive dos encargos financeiros. é claro. Já o capital de giro de terceiros configura-se quando o ativo permanente é financiado pela totalidade do capital próprio. o "grande caixa" da organização. o analista deve avaliar também a capacidade da empresa em gerar caixa. Lucro líquido Aqui o analista encontra o elemento-chave para apurar o nível de rentabilidade da empresa.3. Pode- se analisar também o capital de giro próprio ou de terceiros. o capital de giro de terceiros. demonstrado pela diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. a parcela de passivos exigíveis representa. ao finalizar a apuração do resultado. Patrimônio Líquido e Ativo Total. convém mencionar a análise do capital de giro ou working capital. Na prática. Além desta providência. Junto com a análise do Lucro Operacional. se. apresentar uma forte redução no seu lucro líquido. determinado da seguinte forma: quando uma empresa apresenta em seu balanço um montante de ativos realizáveis superior ao de passivos exigíveis. Contabilidade Financeira .

Os passivos não- circulantes são representados pela soma do passivo exigível de longo prazo. venda. Os ativos não-circulantes são representados pela soma dos ativos realizáveis de longo prazo com os ativos permanentes.404/76 conforme apresentado a seguir. prestação de serviço. As contas que compõem a necessidade líquida de capital de giro representam operações de curto prazo e de Contabilidade Financeira . enquanto o passivo circulante operacional (cíclico) é a fonte de recurso denominada passivo de funcionamento. Preparação do balanço patrimonial para a análise dinâmica O balanço convencional está elaborado em conformidade com as normas estabelecidas pela lei nº 6. a que procede das atividades operacionais. Já o passivo circulante financeiro ou oneroso representa as fontes de financiamento referentes a empréstimos bancários. 102 Uma versão mais aprimorada da análise financeira pode ser feita por meio da dinâmica do capital de giro da empresa. o balanço patrimonial deverá ter a seguinte configuração: Aplicação de recursos Origem de recursos Ativo circulante financeiro (ACF) Passivo circulante oneroso (PCO) Ativo circulante cíclico (ACC) Passivo circulante cíclico (PCC) Ativo não-circulante (ANC) Passivo não-circulante (PNC) A necessidade de capital de giro A necessidade de capital de giro (NCG). ou seja. representa os valores investidos em ativos operacionais. ou investimento operacional em giro (IOG). Seu valor revela o montante de recursos para manter o giro dos negócios. GRUPOS INTEGRANTES DO BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo Ativo circulante (AC) Passivo circulante (PC) Realizável em longo prazo (ARLP) Exigível em longo prazo (Pelp ou PNC) Ativo permanente (AP) Patrimônio líquido (PL) Para efeito de análise dinâmica do capital de giro. descontos de duplicatas e outras operações relacionadas com o ciclo financeiro da empresa. é necessário reagrupar as contas do balanço patrimonial em ativos circulantes e não-circulantes. é elemento fundamental para avaliar a situação financeira das empresas. passivos circulantes e não- circulantes. e do mesmo modo. Do mesmo modo. ou investimento em capital de giro. A necessidade de capital de giro. produção. O ativo circulante financeiro representa as contas de natureza financeira como os valores de disponibilidade imediata. Para a utilização do modelo dinâmico de análise financeira. Os ativos circulantes devem ser classificados em circulantes operacionais (ou cíclicos) e em circulantes financeiros. os passivos circulantes devem ser classificados em circulantes operacionais (ou cíclicos) e em circulantes financeiros. bancos e aplicações financeiras bem como os recursos de curto prazo da organização. exercícios futuros e pelo patrimônio líquido da empresa. O ativo circulante operacional (cíclico) é o investimento que tem origem nas atividades operacionais da empresa como compra. cujo valor possa ser obtido através da diferença entre o ativo circulante operacional (ACO) e o passivo circulante operacional (PCO). tais como: caixa. especialmente em estoques e créditos com clientes.

Por outro lado. 2. indica que um volume significativo do capital de giro líquido está na forma de aplicações em ativos operacionais como estoques. ou seja. A mensuração da necessidade de capital de giro pode ser demonstrada pela seguinte fórmula: NCG = ACO . corroborando. Se o saldo dessa variável for positivo. a importância desse tipo de análise para caracterizar o equilíbrio financeiro de curto prazo das organizações. e PCO é o passivo circulante operacional. assim. em disponibilidades especialmente. pois elas resultam de decisões de longo prazo com uma perspectiva bastante lenta para a recuperação do capital investido. devem ser confrontados com os que já foram identificados no segmento econômico onde a empresa está inserida. e a sua análise deve ser realizada através da construção de série histórica com os números encontrados. são totalmente diferentes das contas que compõem o ativo permanente. estocagem e crédito pode produzir efeitos imediatos sobre o fluxo de caixa e a necessidade de capital de giro (NCG). Contabilidade Financeira .PCO Onde. A análise de indicadores deverá ser realizada juntamente com a Análise Horizontal e Vertical do Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício. ACO o ativo circulante operacional. para serem mais bem avaliados. os quais são apurados através da relação entre contas ou grupos de contas que integram as demonstrações contábeis. 103 retornos rápidos. Qualquer alteração nas políticas de compra. contas a receber e despesas antecipadas. A análise através de índices é decomposta em dois grandes grupos: Indicadores de Rotatividade/Atividade e Indicadores Financeiros.3. No quadro abaixo é possível visualizar quais são estes indicadores. quando o saldo for negativo entende-se que os recursos destinados ao capital de giro estão sob a forma de ativos líquidos. financeira e patrimonial da empresa.3 Análise Através de Indicadores ou Quocientes A apuração de indicadores ou quocientes fornece uma ampla visão da situação econômica. Os indicadores. bem como com os indicadores de seus principais concorrentes. NCG é a necessidade de capital de giro.

já que não basta apenas identificar o volume de recursos ou meios de pagamento disponíveis na empresa para fazer frente aos compromissos assumidos. Cada empresa tem seu Ciclo Operacional próprio. 311-325). p. já que a fase de produtos em processo se restringe às empresas industriais.3. A análise dos indicadores de atividade está associada de forma estreita com a análise dos indicadores de liquidez. As demonstrações apresentadas no tópico anterior foram utilizadas neste para ilustrar os cálculos dos indicadores. p. 304).2. tendo como base o exercício findo em 31-12-20X3. Contabilidade Financeira . mas também saber a velocidade com que estes recursos se convertem em valores disponíveis. 2003. o período de tempo necessário para a aquisição de mercadorias ou matéria-prima. 104 Principais indicadores a serem estudados. produção. distribuição e recebimento do valor correspondente às suas vendas. 1992. "interpretação dos quocientes de circulação (rotação) de capitais" (FRANCO. Na figura a seguir possível visualizar o fluxo econômico-financeiro de uma empresa. 2003. Indicadores de Rotatividade/Atividade Prazo Médio de Rotação dos Estoques (PMRE) Indicadores de Prazo Médio de Recebimento das Vendas (PMRV) Rotatividade/ Atividade Prazo Médio de Pagamento das Compras (PMPC) Identificação dos Dias Financiados (Ciclo Operacional x Ciclo Financeiro) Indicadores Financeiros Liquidez Imediata Liquidez Geral Liquidez Liquidez Corrente Liquidez Seca Grau de Endividamento Composição do Endividamento Situação Estrutura de Imobilização do Patrimônio Líquido Financeira. 157- 161). Observe que nas empresas comerciais o fluxo após as compras segue diretamente para a fase de estocagem. Capital Imobilização do Recursos não-correntes Econômica e Patrimonial Passivo Oneroso sobre Ativo Giro do Ativo Rentabilidade Rentabilidade ou Retorno do Ativo (ROI/ROA) Rentabilidade do Patrimônio Líquido (ROE) Margem Bruta Lucratividade Margem Operacional Margem Líquida OBS. p.1 Indicadores de atividade ou rotatividade (prazos médios) A análise dos indicadores de atividade ou dos ciclos financeiro e operacional também é conhecida como "análise da rotação de valores circulantes" (BRAGA. estocagem. 2. "índices de prazos médios" (MATARAZZO.

Dessa forma. Normalmente. o ideal é que a empresa tenha um alto Índice de rotação de seus estoques (ou seja. Ao utilizarmos o fator de multiplicação 360. através da determinação dos prazos médios. obtemos o resultado em termos de dias. dividido por dois. desde que isso seja o reflexo de alto grau de comercialização de seus produtos. o ideal é que o analista obtenha o valor dos saldos mensais ou trimestrais (estoques. em média. PMRE = Estoque ou Estoque Médio (ou média dos períodos) x DP CMV Contabilidade Financeira . obtemos o giro em termos de quantidade de meses. Na apuração destes indicadores devemos observar que. enquanto ao usarmos o fator de multiplicação 12. O Estoque Médio é obtido pela soma do Estoque Total do ano anterior com Estoque Total do ano em curso. caso a empresa tenha algum tipo de sazonalidade em suas atividades. em número de dias (rotação) em que a mesma leva para vender seus estoques. devemos usar o Estoque Médio quando ocorrer discrepância significativa entre os dois saldos. Na determinação dos prazos médios utilizamos um fator que denominamos DP (dias do período). receber de seus clientes e efetuar o pagamento a seus fornecedores. 105 Diagrama do fluxo econômico-financeiro de uma empresa industrial Mensuração dos ciclos operacionais e financeiros a partir das demonstrações contábeis A partir de dados extraídos de Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultados é possível mensurar o ciclo econômico e financeiro de uma empresa. em decorrência do aumento da demanda ou mesmo da boa penetração dos mesmos no mercado. as mercadorias ou produtos acabados ficaram estocados na empresa antes de serem vendidos. No cálculo. gire o estoque em menos dias).PMRE (Prazo Médio da Rotação dos Estoques) Este indicador mostra em quantos dias ou meses. contas a receber e fornecedores) e assim extraia o saldo médio. A . o resultado obtido poderá apresentar distorções.

106 Cálculo do PMRE da Cia Tranquilão PMRE = ( 1.926) / 2 x 360 6.000. como é comum ocorrer. • baixo índice de rotação . a empresa leva para receber suas vendas.PMRV (Prazo Médio do Recebimento das Vendas) Este indicador mostra quantos dias ou meses.311 PMRE => 75 dias Pontos a serem considerados na análise: • alto índice de rotação . possuir estoques elevados ou bastante reduzidos em função de aspectos conjunturais. devemos usar a Média de Duplicatas a Receber quando ocorrer discrepância significativa entre os dois saldos. Tranquilão PMRE = (888. o que pode acarretar a perda de vendas e conseqüente redução nos lucros. Outro aspecto a ser considerado é que a empresa pode.741. o seu impacto nos Índices de liquidez e as características do ramo de atividade da empresa. apesar de redução nos investimentos ser necessária à sua manutenção (armazenagem e seguros). B .a baixa rotação pode estar sinalizando um investimento excessivo nos estoques. Cabe lembrar que o volume de duplicatas a receber de uma empresa decorre do montante de suas vendas a prazo e dos prazos concedidos. em paralelo às formas de financiamento dos estoques e correspondentes prazos de pagamento. antes de formular sua conclusão sobre o indicador do PMRE. o que poderá distorcer uma análise comparativa se tal circunstância não for considerada. No cálculo. ou. incorrendo muito provavelmente em aumento nos seus custos com manutenção (armazenagem e seguros). trabalhar com mercadorias ou matérias-primas sazonais. sendo que a qualidade das duplicatas a receber também Contabilidade Financeira .também pode ser sinal de baixo investimento em estoques. porém uma análise completa deve ser feita observando também o prazo de rotação dos estoques e de pagamento das compras.982) / 2 x 360 4.975. A Média de Duplicatas a Receber é obtida pela soma dos saldos de Duplicatas a Receber do ano anterior com os do ano em curso. em média. O analista deve observar.246 + 963. na data do levantamento de suas demonstrações contábeis.090 PMRV => 53 dias Quanto maior o prazo de recebimento pior será para a empresa.905 + 1. PMRV = Duplicatas a Receber (ou média dos períodos) x DP Receita Líquida de Vendas Cálculo do PMRV da Cia.173. dividido por dois.

o prazo médio para pagamento das compras deverá ser superior aos prazos concedidos aos clientes.777. PMPC = Fornecedores (média dos períodos) x DP Compras Apuração do PMPC em empresas comerciais A determinação do valor das compras em empresas comerciais pode ser efetuada a partir da derivação da fórmula para cálculo do CMV.900 ) / 2 x 360 4. devem ser consideradas para efeito de análise. Tranquilão PMPC = ( 1. depois de abatido o valor das duplicatas descontadas. a empresa leva para quitar suas dívidas junto aos seus fornecedores.Estoque Final Então Compras = CMV + Estoque Final .982 Compras = 4.966 + 1. As duplicatas descontadas.575 PMPC => 116 dias D .617.PMPC (Prazo Médio do Pagamento das Compras-Fornecedores) Este indicador mostra quantos dias ou meses. o que pode distorcer o cálculo deste indicador se considerado o valor total de Duplicatas a Receber ao invés do valor líquido.Avaliação dos ciclos operacionais Confrontando o espaço de tempo para realizar monetariamente as vendas com o prazo que se tem para pagamento das compras de matérias-primas ou mercadorias a fornecedores.Estoque Inicial Compras = 4.Estoque Inicial Cálculo do valor das Compras da Cia. de forma a permitir a manutenção de um adequado nível de liquidez.963.246 .575 Cálculo do PMPC da Cia. Nestes casos o analista deve levar em consideração que a parcela de duplicatas descontadas refere-se a valores que já ingressaram no caixa da empresa. Se CMV = Estoque Inicial + Compras . No cálculo devemos usar a Média de Fornecedores quando ocorrer discrepância significativa entre os dois saldos.777. Sendo assim.447. 107 interfere diretamente na avaliação deste indicador.000. em média. dividido por dois.741. se significativas. como Obrigações de Curto Prazo. Contabilidade Financeira . A Média de Fornecedores é obtida pela soma dos saldos de Fornecedores do ano anterior com o do ano em curso. Tranquilão em 20X3 Compras = CMV + Estoque Final . C . O estudo do PMRV permitirá ainda avaliar a política de concessão de créditos e a eficiência do setor de cobrança. consegue-se detectar se a empresa está operando com superávit ou déficit financeiro em seu ciclo operacional.311 + 1.

o recebimento do valor das vendas só acontece depois de efetuado o pagamento da compra de matéria-prima ou mercadorias para revenda. Ciclo Operacional Superavitário (COS) Se o ciclo for superavitário. gerando a necessidade de busca de recursos que poderão agregar novos custos financeiros. os Prazos Médios de Rotações de Estoques. COS = PMRE + PMRV ≤1 PMPC Exemplo de um Ciclo Operacional Superavitário (COS): PMRE = 35 dias PMRV = 40 dias COS = 35 + 40 = 0. em dias ou meses. COD = PMRE + PMRV >1 PMPC Exemplo de um Ciclo Operacional Deficitário (COD): PMRE = 49 dias PMRV = 31 dias COD = 49 + 31 = 1. apresentarão um prazo menor. o ciclo operacional desta situação superavitária poderia ser expresso através do seguinte diagrama: Compra Vende Recebe Paga PMRE PMRV Folga Financeira 35 dias 40 dias 5 dias PMPC 80 dias CICLO OPERACIONAL Ciclo Operacional Deficitário (COD) Se o ciclo for deficitário.94 PMPC = 80 dias 80 Graficamente. dispondo de um período de tempo para aplicar o dinheiro. prejudicando assim sua rentabilidade final. Isso significa que a empresa recebe de seus clientes o valor da venda antes do prazo para pagamento da matéria-prima ou de mercadorias para revenda. somados ao Prazo Médio de Rotação das Contas a Receber.48 PMPC = 54 dias 54 Contabilidade Financeira . até a data do vencimento da cobrança de seus fornecedores. 108 A análise do ciclo operacional deve ser realizada em conjunto com a Análise Horizontal e Vertical dos Ativos e Passivos Circulantes e com a análise da Necessidade de Capital de Giro. para equilibrar a posição de caixa da empresa. aumentando sua rentabilidade final. do que o Prazo Médio para Pagamento a Fornecedores.

Contabilidade Financeira . Recomenda-se. portanto. O objetivo do estudo da liquidez é avaliar o grau de solvência da empresa. se vêm obrigadas a operar com ciclos deficitários. Apuração do Ciclo Operacional da Cia. tendo.2 Indicadores de liquidez O analista deve ficar atento para o fato de que a capacidade de pagamento da empresa deve ser avaliada considerando-se a qualidade e os graus de conversibilidade para moeda corrente dos direitos (venda de estoques e recebimentos de duplicatas).3. inviabilização do produto ou favorecimento da concorrência. por força de circunstâncias ou por contingências de mercado. 109 Graficamente. de forma a evitar uma elevação de preços.3. ou seja. já que estas também podem ter prazos diferenciados de vencimento. por isso. bem como das dívidas existentes. além de serem passíveis ou não de atualização.10 (Deficitário) Dias Financiados = 12 dias Compra Vende Recebe PMRE PMRV 75 dias 53 dias Paga PMPC Dias Financiados 116 dias 12 dias CICLO OPERACIONAL 128 dias 2. Tranquilão Ciclo Operacional = PMRE + PMRV PMPC Ciclo Operacional = 75 + 53 116 Ciclo Operacional = 1. que repassar esse incremento de custo financeiro aos seus preços. extremo rigor na determinação dos prazos médios de rotação. capacidade financeira para saldar seus compromissos. o ciclo operacional desta situação deficitária poderia ser expresso através do seguinte diagrama: Compra Vende Recebe PMRE PMRV 49 dias 31 dias Paga PMPC Dias Financiados 54 dias 26 dias CICLO OPERACIONAL 80 dias Determinadas empresas. a exemplo dos financiamentos bancários.

em contrapartida. relacionando-se com tudo o que já assumiu como dívida (a Curto e a Longo Prazo).096 + 2. Bancos e. Liquidez Geral = Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo Interpretação: Quanto maior.815. este índice tem maior significado quando o analisamos de forma conjunta com o fluxo mensal de caixa da empresa.931. a análise de longo prazo pode gerar distorções bastante acentuadas.626 + 256. de forma a melhor determinar a capacidade de contrair novas obrigações. assim.946 = 0. Portanto. Tranquilão Liquidez Imediata = 2. pois normalmente as empresas mantêm poucos valores disponíveis em Caixa. mas também de seus principais concorrentes.228. pois somente dessa forma será possível identificar o nível de comprometimento do capital de giro. ainda. é interessante obter a composição e a finalidade dos créditos a receber e dos financiamentos de longo prazo.931. Uma verificação dos dados da DFC pode subsidiar uma melhor Contabilidade Financeira . Liquidez Imediata = Disponibilidade Passivo Circulante Interpretação: Quanto maior. as dívidas da mesma podem ter vencimento de até 360 dias.Liquidez imediata ou instantânea Há de se ressaltar que este não é um dos índices de liquidez dos mais importantes. No longo prazo. não apenas da mesma empresa.82 3. melhor Cálculo do Indicador de Liquidez Imediata da Cia. ou utilizamos a média dos saldos mensais das contas.284.885 = 0. de situações anormais que porventura tenham ocorrido à véspera do levantamento do Balanço. Neste caso. A . com vistas a determinar os prazos de realização dos mesmos. considerando tudo o que ela converterá em dinheiro (a Curto e a Longo Prazo).Liquidez geral ou total Através deste índice é possível perceber toda a capacidade de pagamento da empresa a Longo Prazo. devem estar consignadas todas as operações entre empresas coligadas e controladas e os financiamentos de longo prazo para investimento no Ativo Permanente. B .096 Deve se considerar. Tranquilão Liquidez Geral = 4. fugindo. 110 É importante que a análise da liquidez seja efetuada de forma comparativa com vários exercícios ou períodos.58 3.367 Não deve ser esquecido que existindo a possibilidade de divergência entre as datas de recebimentos e de pagamentos. que os valores apresentados no Balanço Patrimonial em determinado momento podem não representar a média dos saldos verificados ao longo do exercício financeiro. melhor Cálculo do Indicador de Liquidez Geral da Cia.

Liquidez Corrente = Ativo Circulante Passivo Circulante Interpretação: Quanto maior. Este indicador é muito útil quando necessitamos ver a capacidade de pagamento da empresa nas situações em que a mesma tem uma rotação de estoque muito baixa. comparando com suas dívidas a serem pagas no mesmo período. Tranquilão Liquidez Corrente = 4. Tranquilão Liquidez Seca = 4.815. ou seja. 111 análise.815. melhor Cálculo do Indicador de Liquidez Corrente da Cia.626 . p. por meio dele não identificamos se os recebimentos ocorrerão em tempo para pagar as dívidas vincendas. os Títulos a Receber são totalmente recebíveis?).096 Não podemos nos esquecer de que os estoques também são investimentos e que o fato do Balanço apresentar saldos significativos pode ser consequência da Contabilidade Financeira .626 = 1.Liquidez corrente ou comum Este índice demonstra quanto a empresa possui em dinheiro. são obsoletos. Considerando o primeiro aspecto apontado por MARION. Liquidez Seca = Ativo Circulante .Liquidez seca O analista deve considerar que existe forte relação deste indicador com o de Liquidez Corrente.096 MARION (2002. 84) relaciona alguns aspectos restritivos a serem considerados quando da análise do índice de liquidez corrente:  o índice não revela a qualidade dos itens no Ativo Circulante (os Estoques estão superavaliados.931. Este indicador é denominado também como Prova Ácida (acid test ratio) ou Quociente Absoluto de Liquidez.Estoques Passivo Circulante Interpretação: Quanto maior. podemos concluir que este índice tende a ser mais preciso quando existe um equilíbrio entre os índices que apuram o Prazo Médio de Rotação dos Estoques (PMRE) e o Prazo Médio de Recebimento das Vendas (PMRV). em bens e em direitos realizáveis no curto prazo. D .1. o que pode refletir uma má gestão sobre o volume de compras de material para revenda ou industrialização.000. melhor Cálculo do Indicador de Liquidez Seca da Cia.246 = 0.931.97 3.  o índice não revela a sincronização entre recebimentos e pagamentos. já que será possível identificar as origens e as aplicações de recursos que efetivamente transitaram no caixa da empresa. É o índice mais utilizado para medir a situação (saúde) financeira das empresas. C . No cálculo deste indicador. devemos eliminar os estoques do total do Ativo Circulante.  o índice pode estar distorcido em razão dos critérios para avaliação dos Estoques.23 3.

portanto.Participação de capital de terceiros (grau de endividamento) Os Capitais de Terceiros compreendem o somatório do Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo. Quando analisamos as políticas de financiamento adotadas por uma empresa. por exemplo: má gestão.435 Uma das marcas das empresas falidas é o seu alto grau de endividamento. servindo. Grau de Endividamento = Capitais de Terceiros (PC+ PNC) x 100 Patrimônio Líquido Interpretação: Quanto menor. representando. a causa da falência não se restringe ao endividamento. O conhecimento do negócio da empresa é fundamental na análise deste e dos demais indicadores de liquidez e dos indicadores de atividade. A . má aplicação dos recursos disponíveis (próprios ou de terceiros).3. conforme comenta SILVA (2003.02% 418. melhor Cálculo do Grau de Endividamento da Cia. Do ponto de vista do lucro. o impacto das modificações sobre a estrutura de capital da empresa. deve-se observar o prazo de realização dos seus créditos e do pagamento dos seus compromissos. p. 112 sazonalidade dos negócios. projetos malsucedidos. além do custo. falta de organização. Tranquilão Grau de Endividamento = 3. Contabilidade Financeira .472.096 + 2. ou seja. é preciso levar em consideração. já que suas vendas ocorrem geralmente a vista ou através de cartões de crédito com reduzido prazo de recebimento. como. 221). portanto. Porém. do ponto de vista financeiro pode ser preocupante.228. a proporção da participação de capitais próprios e de terceiros no financiamento dos ativos. MATARAZZO (2003. o endividamento da empresa. Caso o quociente de Liquidez Seca demonstre que uma empresa é capaz de saldar seus compromissos sem contar com a venda de estoques. em termos de obtenção e aplicação de recursos. para demonstrar as grandes linhas de decisões financeiras adotadas pela empresa. para que se possa estabelecer a real medida de solvência da empresa. porque revela uma menor liberdade de decisões financeiras da empresa ou uma maior dependência para com terceiros. 154) sinaliza que pode ser vantajoso trabalhar com capitais de terceiros desde que seu custo seja inferior ao lucro conseguido com a sua aplicação nos negócios. estes indicadores estão ligados às decisões de financiamento e investimento.3. p.931.367 x 100 = 1. 2. que buscam identificar diversas relações na estrutura da dívida da empresa. o que pode levar a empresa a manter altos investimentos ao final do exercício social para fazer frente à grande demanda no início do exercício seguinte. mas a uma série de outros fatores. De certa forma. dentre outros. Por outro lado. Um exemplo seria o caso de um supermercado ou loja de departamento que tende a ter um elevado saldo de Estoque e pequeno saldo de Duplicatas a Receber de clientes.3 Indicadores da estrutura de capital (endividamento) Estes indicadores estão relacionados à composição dos capitais (próprios e de terceiros) e medem os níveis de imobilização de recursos.

 Liquidez .  Perfil de dívidas de curto prazo: refere-se às dívidas que precisam ser pagas com recursos já disponíveis ou que venham a ser gerados em curto prazo. volume. Composição do Endividamento = Passivo Circulante x 100 Capitais de Terceiros (PC+ PNC) Interpretação: Quanto menor. de forma explícita. como salários. modernização etc. É importante que o analista identifique as causas determinantes das variações nestes indicadores através da leitura do Relatório da Administração e das Notas Explicativas. Os Passivos não Onerosos são aqueles inerentes à atividade da empresa. bem como observe as variações ocorridas na estrutura do Ativo e Passivo Exigível. aqui são classificadas as dívidas onerosas e captadas para investimentos de caráter permanente.capacidade de gerar recursos para amortizar as dívidas (ver índices de rentabilidade). melhor Cálculo da Composição do Endividamento da Cia. 113 Variáveis a serem ponderadas ao analisarmos a capacidade de endividamento:  Geração de recursos . mais ela se torna dependente de capitais de terceiros para o seu capital de giro. C . Geralmente. Tranquilão Composição do Endividamento = 3.228. deverão ser classificados como Passivos Onerosos.367 O estudo deste indicador nos permite visualizar o perfil da dívida da empresa. a empresa dispõe de maior prazo para gerar recursos para quitá-la. impostos e outros que normalmente não costumam apresentar. custos financeiros embutidos. através da Análise Vertical. A análise deste índice possibilita a identificação de quanto do Patrimônio Líquido da empresa está aplicado Contabilidade Financeira . possibilitando. assim. O alongamento do perfil da dívida pode ser explicado pela renegociação de dívidas antigas vencíveis no curto prazo ou pela contratação de novos empréstimos com prazos de vencimento mais dilatados.Composição do endividamento Através desta análise é possível mensurar o volume de dívidas da empresa com vencimento no curto prazo em relação à dívida total. caso contrário.Imobilização do patrimônio líquido Quanto mais uma empresa investir no Ativo Permanente. expansão.a capacidade de renovação dos empréstimos está associada à capacidade da empresa em gerar recursos e do seu grau de liquidez. O analista deverá levantar a composição desta dívida (onerosa ou não onerosa).931.82% 3. fornecedores. B .096 x 100 = 63. a exemplo de Ativo Imobilizado.096 + 2. prazos): Quais as razões que levaram a empresa a contrair dívidas: complemento do capital próprio (ampliação. Veja a seguir o que deve ser observado em relação ao perfil da dívida identificado durante a extração dos índices. a identificação do volume dos custos com os encargos que incidirão até o pagamento.931.  Perfil de dívidas de longo prazo: neste caso.) ou reforço do caixa para saldar dívidas? Qual sua proporção em relação ao Capital Próprio? Quando vencerá a dívida?  Renovação .permite analisar o perfil da dívida (objetivos.

deixando os recursos próprios para serem aplicados no Capital de Giro. influenciando o resultado do exercício. seu papel é fundamental quando o capital próprio (PL) mostra-se insuficiente para cobrir o investimento efetuado no ativo fixo. também denominado de imobilização de recursos permanentes.Ativo Permanente). deve-se excluir a parcela não-onerosa.Imobilização de Recursos não-correntes Esse indicador.435 + 2.505. Para este indicador supomos que todo o PELP é oneroso. sua dependência de instituições financeiras. Vale observar que.87% De Recursos não-correntes 418.367 E – Passivo Oneroso sobre Ativo Este indicador mostra a participação das fontes onerosas de capital no financiamento dos investimentos totais da empresa e. Normalmente.228.75% do Patrimônio Líquido 418. cujas taxas de juros tendem a ser menores. 114 no Ativo Permanente. financiamentos com longo prazo de vencimento. portanto. mostra o percentual de recursos não-correntes (exigível a longo prazo e patrimônio líquido) que foi revertido para aplicação no ativo permanente.326 x 100 = 56. melhor Contabilidade Financeira . Imobilização de Recursos não-correntes = Ativo Permanente x 100 PL + PNC Interpretação: Quanto menor. Tranquilão Grau de Imobilização = 1. quanto maior for esse índice.326 x 100 = 359. conforme segue: Imobilização do Patrimônio Líquido = Ativo Permanente x 100 Patrimônio Líquido Interpretação: Quanto menor.505. a empresa deverá sempre buscar a melhor forma de financiamento. em razão dos bens financiados servirem como garantia. melhor Cálculo do Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido da Cia. D . Tranquilão Grau de Imobilização = 1. maiores serão as despesas financeiras incorrida. normalmente. melhor Cálculo do Imobilização de Recursos não-correntes da Cia. Caso contrário. revelando assim o volume de Capital Circulante Próprio (CCP = Patrimônio Líquido .435 Havendo uma real necessidade de investimento no Ativo Permanente. Passivo Oneroso sobre Ativo = PCF + PNC x 100 Ativo Interpretação: Quanto menor. Na prática. o que obriga a empresa a captar recursos de terceiros a longo prazo para financiar tal aplicação.

Tranquilão Giro do Ativo = 6.efeitos da inflação.3. inclusive nos casos de impostos diferidos. observando: .577.reavaliação de ativos. devemos utilizar o saldo médio destes na composição do Índice. uma avaliação não apenas da produtividade. a PRODUTIVIDADE dos investimentos totais (ativo total).4 Indicadores da rentabilidade Todo empresário ou investidor espera que o capital investido seja adequadamente remunerado e. o qual é obtido pela soma do Ativo Total do ano anterior com Ativo Total do ano em curso. No cálculo deve ser usado o Ativo Médio quando ocorrer discrepância significativa entre os dois saldos.228.898 2.20 (6. é calcular os indicadores de rentabilidade tomando por base o lucro antes destes tributos. da lucratividade do negócio. o retomo sobre as vendas e o retomo sobre o capital próprio. A . 115 Cálculo do Passivo Oneroso sobre Ativo da Cia. É possível avaliar o desempenho global de um empreendimento através do estudo das taxas de retomo.76% 6. Giro do Ativo = Vendas Líquidas (ou Receita Líquida) Ativo Total ou Ativo Médio Interpretação: Quanto maior.  Itens representativos. sobretudo. mas. pois estes podem superavaliar o ativo e distorcer o indicador. ou seja. portanto. sempre que houver grande distorção sobre a carga tributária final entre as empresas analisadas. especialmente os integrantes do ativo permanente.090 = 1.Giro do ativo Este indicador estabelece a relação entre as vendas do período e os investimentos totais efetuados na empresa. melhor Cálculo do Giro do Ativo da Cia.404)/2 O analista deverá estar atento aos seguintes aspectos:  Quais são os critérios de avaliação dos ativos.  Nos casos em que ocorra mudança significativa no valor do saldo do ativo total de um exercício para o outro. Contabilidade Financeira . por outro lado. dividido por dois.367 x 100 = 49.  Nos anos em que a empresa estiver em fase de ampliação e expansão.045. Tranquilão Passivo Oneroso sobre Ativo = 1. o indicador poderá apresentar distorções.119 + 2. que não estejam relacionados com produção e vendas.577.975. os financiadores ou fornecedores de capital desejam ter a certeza de que o financiado é capaz de gerar lucro suficiente para remunerar seus ativos e ainda honrar os financiamentos.3.898 + 5.052. expressando o nível de eficiência com que são utilizados os recursos aplicados. Esta análise busca a identificação do retomo sobre o investimento total. Uma das alternativas para eliminar os efeitos dos benefícios fiscais relacionados ao imposto de renda e demais contribuições sobre o lucro. .

Caso contrário.Rentabilidade ou Retorno do Ativo (ROA ou ROI) Também denominada de Taxa de Retorno sobre o Ativo Total (ROA .898 + 5. Não havendo variações significativas nos saldos do Ativo. que é obtido pela soma do Patrimônio Líquido do ano anterior com o Patrimônio Líquido do ano em curso. Rentabilidade do Ativo = Lucro Líquido x 100 Ativo Total ou Ativo Médio Interpretação: Quanto maior. melhor Cálculo da Rentabilidade do Ativo da Cia. o analista poderá optar por mediar a relação direta entre o Lucro Líquido do Exercício e o saldo do PL.404)/2 O Ativo Total nada mais é do que o capital econômico da empresa.588 x 100 = 2. este indicador apresenta o retorno que os acionistas ou quotistas da empresa estão obtendo em relação aos seus investimentos na empresa. o analista poderá optar por mediar a relação direta entre o Lucro Líquido do Exercício e o saldo do Ativo. esse indicador Contabilidade Financeira . ficando patente o prêmio do investidor ou proprietário pelo risco de seu empreendimento quando o indicador (taxa) obtido é superior à taxa média de juros do mercado.435 + 436.00% (ROA) (6.3. Tranquilão Rentabilidade do = 116. Tranquilão Rentabilidade do Ativo = 116.588 x 100 = 27. Rentabilidade do = Lucro Líquido x 100 Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido Médio ou Total Interpretação: Quanto maior. ou simplesmente Taxa de Retorno sobre Investimentos (ROI Return on Investment).Return on Total Assets). 2. em que parte deste capital refere-se ao aporte dos sócios e a outra parte é captada junto a terceiros. Caso contrário.577.659)/2 Observamos que se não ocorrer aporte de capital ao longo do exercício ou outras modificações significativas na estrutura do PL. que é obtido pela soma do Ativo Total do ano anterior com Ativo Total do ano em curso.27% Patrimônio Líquido (ROE) (418. além das parcelas de lucros incorporados ao capital dos sócios.5 Indicadores da lucratividade A – Margem Bruta A margem bruta representa a lucratividade auferida sobre o produto. C . dividido por dois. dividido por dois. Este indicador tem por objetivo medir a EFICIÊNCIA global da alta direção da empresa na geração de lucros com seus investimentos totais. 116 B . utiliza-se o Ativo Médio.052. melhor Cálculo da Rentabilidade do Patrimônio Líquido da Cia. mercadoria ou serviço comercializado pela empresa. Numa análise complementar. podemos usar o Patrimônio Líquido Médio.3.Return on Equity).Rentabilidade do Patrimônio Líquido ou Retorno do Capital Próprio (ROE) Também denominada de Taxa de Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE .

233. Muitos fatores podem influenciar a rentabilidade sobre as vendas. dentre outros. mercados. gerar lucro.Margem líquida Também conhecido como Retorno sobre as Vendas. Margem Bruta = Lucro Bruto x 100 Receita Operacional Líquida Interpretação: Quanto maior. não adiantará para a mesma tentar aumentar seus lucros com aumento do preço de venda. Tranquilão Margem Operacional = 242.975.03% 6.090 B – Margem Operacional A margem operacional avalia o ganho operacional da empresa em relação ao seu faturamento. Margem Operacional = Lucro/Resultado Operacional x 100 Receita Operacional Líquida Interpretação: Quanto maior. Esse indicador revela a eficiência operacional da empresa. a rotação dos estoques. melhor Cálculo da Margem Bruta da Cia. após a dedução da despesa das mercadorias vendidas. o aumento no faturamento deverá ocorrer através da conquista de novos mercados. melhor Contabilidade Financeira .47% 6. apresentando o percentual de LUCRATIVIDADE gerado. Margem Líquida = Lucro Líquido x 100 Vendas Líquidas (ou Receita Líquida) Interpretação: Quanto maior. medida exclusivamente em função de suas operações normais realizadas para a manutenção da atividade fim. o analista deverá comparar o Índice apurado com a média verificada no segmento ou região onde opera a empresa. custos de produção. este Índice compara o Lucro Líquido em relação às Vendas Líquidas do período. Atuando a empresa em um segmento onde a margem de lucro seja "apertada". melhor Cálculo da Margem Operacional da Cia.779 x 100 = 32. Tranquilão Margem Bruta = 2. dentre os quais destacamos o ramo de atividade. 117 revela o percentual remanescente do faturamento líquido. através da "alavancagem operacional" e rentabilidade/giro do ativo. para que aumentando o volume de vendas possa ganhar no giro. se possível.090 C . produtividades. para pagar as despesas operacionais e ainda.060 x 100 = 3. Não existe um índice ideal. Nesta situação.975.

090 2. de outros eventos e condições de acordo com as definições e critérios de reconhecimento para ativos.4 Glossário Ações (ou quotas) em tesouraria: Instrumentos patrimoniais (de capital).975. o direito de uso de ativo por um período de tempo acordado entre as partes. ou série de pagamentos. Apresentação adequada: Representação confiável dos efeitos das transações. 118 Cálculo da Margem Líquida da Cia. tal como materiais (matérias-primas) ou mão-de-obra ou atividades desempenhadas. Arrendamento que não é arrendamento operacional é arrendamento financeiro. clientes ou produtos. em troca de pagamento. Acumulação de custo: Coleta de custos por alguma classificação 'natural'. Aplicação retrospectiva (aplicação de mudança em política contábil): Aplicação de nova política contábil para transações. outros eventos e condições que ocorram após a data em que a política foi alterada. Amortização: Alocação sistemática do valor amortizável de ativo ao longo de sua vida útil. Alocação de custos: Rastreamento e reatribuição de custos para um ou mais objetos de custos. Também conhecido como leasing. da própria entidade.67% 6. como ações ou quotas. departamentos. Contabilidade Financeira . receitas e despesas. despesas (custos) e lucro líquido. outros eventos e condições como se essa política tivesse sempre sido aplicada. Aplicação prospectiva (aplicação de mudança em política contábil): Aplicação de nova política contábil para transações. Arrendamento mercantil: Acordo por meio do qual o arrendador transfere ao arrendatário. Arrendamento mercantil financeiro: Arrendamento que transfere substancialmente todos os riscos e benefícios vinculados à posse do ativo. Estudo dos efeitos do volume de produção sobre receitas (vendas). Atividade agrícola: Gerenciamento da transformação biológica e da colheita de ativos biológicos para venda. Arrendamento mercantil operacional: Arrendamento que não transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse do ativo. ou para conversão em produtos agrícolas ou em ativos biológicos adicionais da entidade. O título de propriedade pode ou não ser futuramente transferido. Tranquilão Margem Líquida = 116.588 x 100 = 1. Análise custo-volume-lucro: (CVL ou CVP). passivos. Ágio por expectativa de rentabilidade futura (fundo de comércio ou goodwill): Benefícios econômicos futuros decorrentes de ativos que não são passíveis de serem individualmente identificados nem separadamente reconhecidos. O arrendamento que não é arrendamento financeiro é arrendamento operacional. possuídos pela entidade ou outros membros do grupo consolidado. tais como atividades.

para investimento. ou (b) origina direitos contratuais ou outros direitos legais. Atividade operacional: As principais atividades geradoras de receita da entidade e de outras atividades que não sejam atividades de investimento ou de financiamento. Ativo fiscal diferido: Tributo recuperável em períodos futuros. 119 Atividade de financiamento: Atividade que resulta em alterações no tamanho e na composição do patrimônio integralizado e dos empréstimos da entidade. Ativo: Recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados do qual se esperam benefícios econômicos futuros para a entidade. capaz de ser separado ou dividido da entidade e vendido. transferido. e (c) compensação de créditos fiscais não utilizados. pelo qual a entidade é ou pode ser obrigada a receber um número variável de instrumentos patrimoniais da própria entidade. não totalmente sob controle da entidade. ativo ou passivo relacionados. será ou poderá vir a ser liquidado exceto pela troca de uma quantia fixa de dinheiro ou outro ativo financeiro por um número fixo de instrumentos patrimoniais da própria entidade. isto é. de um ou mais acontecimentos futuros incertos. que resulta de acontecimentos passados e cuja realização será confirmada apenas pela ocorrência. (b) instrumento patrimonial de outra entidade. independentemente de esses direitos serem transferidos ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. ou (e) de trocar ativos ou passivos financeiros com outra entidade sob condições que são potencialmente favoráveis à entidade. ou não. Ativo biológico: Animal ou planta vivos. Contabilidade Financeira . ou para fins administrativos. os instrumentos patrimoniais da própria entidade não incluem instrumentos que sejam eles mesmos contratos para recebimento futuro ou transmissão futura dos instrumentos patrimoniais da própria entidade. Ativo financeiro: Qualquer ativo que seja: (a) dinheiro. alugado ou trocado. tanto individualmente ou junto com contrato. licenciado. Para esse fim. (b) compensação de prejuízos fiscais não utilizados. e (b) espera-se que sejam usados por mais de um período contábil. Atividade de investimento: Aquisição e alienação de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos em equivalentes de caixa. Ativo imobilizado: Ativos tangíveis que: (a) são disponibilizados para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços. (c) direito contratual. ou para locação por outros. referente a: (a) diferenças temporárias. Tal ativo é identificável quando: (a) é separável. (d) de receber dinheiro ou outro ativo financeiro de outra entidade. ou 2. Ativo intangível: Ativo identificável não monetário sem substância física. Ativo contingente: Ativo possível. ou (f) contrato que será ou que poderá vir a ser liquidado pelos instrumentos patrimoniais (como ações) da própria entidade e que: 1.

conforme lei fiscal aplicável. Confiabilidade: Qualidade da informação que a torna livre de erro material e viés e representa adequadamente aquilo que tem a pretensão de representar ou seria razoável que representasse. finalmente. Ciclo de vida do produto: Os vários estágios por meio dos quais um produto passa. independentemente da forma jurídica da operação. 120 Balanço patrimonial: Demonstração que apresenta a relação de ativos. Contabilidade Financeira . por sua vez. de ativo. bancos e agências regulatórias governamentais. que. passivos e patrimônio líquido de uma entidade em data específica. incluindo aquela não constituída na forma de sociedade. Caixa: Dinheiro em caixa e depósitos à vista. bem como de contabilidade. Comportamento de custo: Modo como os custos estão relacionados com as atividades de uma organização e são por elas afetados. Base fiscal: A mensuração. Coligada: Entidade. Operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o controle de um ou mais negócios. passivo ou instrumento patrimonial. Ciclo operacional: Tempo passado durante o qual uma empresa gasta caixa para adquirir produtos e serviços que usa para realizar a produção da organização. Compreensibilidade: A qualidade da informação de modo a torná-la compreensível por usuários que têm conhecimento razoável de negócios e atividades econômicas. e a disposição de estudar a informação com razoável diligência. sobre a qual o investidor tem influência significativa e que não é nem controlada nem participação em empreendimento controlado em conjunto (joint venture). fornecedores. Centro de custo: Centro (área) de responsabilidade no qual o gestor é responsável apenas por custos. Benefício a empregado: Todas as formas de retribuição dada pela entidade em troca dos serviços prestados pelo empregado. Combinação de negócios: União de entidades ou negócios separados produzindo demonstrações contábeis de uma única entidade que reporta. ela vende aos clientes. da concepção e desenvolvimento até a introdução no mercado. Base de alocação de custos: Direcionador de custo quando é utilizado para alocar custos. chegando à descontinuidade do produto. grupo de gestores ou outros empregados. como acionistas. que pagam suas contas com dinheiro. Centro (área) de responsabilidade: Conjunto de atividades e recursos atribuídos a um gestor. passando pela maturidade e. Contabilidade financeira: Ramo da contabilidade que desenvolve informações para tomadores de decisões externos. Contabilidade de custos: Parte do sistema de contabilidade que mensura os custos para os propósitos da tomada de decisão gerencial e relatórios contábeis.

Custo: Sacrifício ou abandono dos recursos por um propósito em particular. geralmente mensurado em unidades monetárias. Contrato oneroso: Contrato em que os custos inevitáveis de atender às obrigações do contrato excedem os benefícios econômicos que se espera receber com ele. Contabilidade Financeira . desenvolvimento de medidas e alvos a ser alcançados e criação de relatórios dessas medidas por subunidades da organização ou centros de responsabilidade. acumular. Custo de capital: O que uma empresa deve pagar para adquirir mais capital. se ela realmente tem ou não de obter mais capital para empreender um projeto. Contabilidade por responsabilidade: Identificação de que partes da organização têm a responsabilidade primária para cada objetivo. preparar. e revendida. Controladora: Entidade que possui uma ou mais controladas. incluindo aquela sem personalidade jurídica. Continuidade: A entidade está em continuidade operacional a menos que a administração pretenda liquidá-la ou interromper suas atividades. Ele existe apenas quando as decisões financeiras e operacionais estratégicas relacionadas à atividade exigem o consentimento unânime das partes que partilham do controle (empreendedores). Controlada: Entidade. Custo fixo: Custo que não é imediatamente afetado pelas variações no nível do diredonador de custos. ou manufaturada. interpretar e comunicar informações que auxiliam os gestores a cumprir objetivos organizacionais. Custos de empréstimo: Juros e outros custos incorridos pela entidade com empréstimo de recursos. ou não tenha alternativa realista a não ser encerrá-las. Custo dos produtos vendidos: Custo da mercadoria adquirida. que devem ser pagas por produtos e serviços. Custo de oportunidade: Contribuição máxima disponível para o lucro abandonada (ou desprezada) ao se usarem recursos limitados para um propósito em particular. Contrato de seguro: Contrato pelo qual uma parte (segurador) aceita um risco de seguro significativo de outra parte (segurado). mensurar. tal como uma associação. Custo incremental: Outra expressão para custo diferencial quando uma alternativa inclui todos os custos da outra mais algum custo adicional. analisar. aceitando indenizar o segurado no caso de evento específico. Controle (de entidade): Poder de governar as políticas operacionais e financeiras da entidade de modo a obter benefícios de suas atividades. 121 Contabilidade gerencial: Processo de identificar. futuro e incerto (evento segurado) afetar adversamente o segurado. Controle conjunto (joint venture): Controle compartilhado ajustado em contrato sobre uma atividade econômica. controlada por outra entidade (conhecida como controladora).

sem passar pelo estágio de estoque. itens de receita e despesa reconhecidos diretamente no patrimônio líquido do período. que deve ser obtido. Custos de período: Custos deduzidos como despesas durante o período conente. Demonstrações contábeis combinadas: Demonstrações contábeis de duas ou mais entidades controladas por um único investidor. Demonstrações contábeis para fins gerais: Demonstrações contábeis direcionadas às necessidades gerais de informação financeira de vasta gama de usuários que não estão em posição de exigir demonstrações feitas sob medida para atender suas necessidades particulares de informação. cuidadosamente determinado. mais o total de todos os custos de venda e administrativos. Custos comuns: Custos de instalações e serviços que são compartilhados pelos usuários. O custo unitário é calculado ao dividir o custo de todas as unidades disponíveis para venda pelo número das unidades disponíveis. Custo total (custo totalmente alocado ou custo pleno): Total de todos os custos de manufatura. e as quantias das transações com sócios em sua condição de sócios durante o período. Demonstração das mutações do patrimônio líquido: Demonstrações que apresentam lucro ou prejuízo do período. os efeitos das alterações na política contábil e correção de erros reconhecidos no período. é irrelevante para o processo de tomada de decisão. Demonstrações contábeis intermediárias: Demonstração contábil que contém um conjunto completo de demonstrações contábeis ou um conjunto de demonstrações contábeis condensadas para um período intermediário. Contabilidade Financeira . Custos mistos: Custos que contêm elementos de comportamento de custos variáveis e custos fixos. do desempenho financeiro e dos fluxos de caixa da entidade. 122 Custo marginal: Custo adicional resultante da produção e venda de uma unidade adicional. Custos desembolsáveis: Custos que exigem um desembolso de caixa futuro. Custos não-alocados: Custos para os quais não podemos identificar nenhum reladonamento com um objeto de custo. Custo perdido: Custo que já foi incorrido e. conseqüentemente. Demonstrações contábeis consolidadas: Demonstrações contábeis da controladora e suas controladas apresentadas como se fossem uma única entidade. Custo médio ponderado: Método de avaliação de estoque que atribui o mesmo custo unitário a cada unidade disponível para venda. Custo-padrão: Custo por unidade. Custo variável: Custo que varia em proporção direta às variações do nível de diredonador de custos. Demonstrações contábeis: Representação estruturada da posição patrimonial e financeira.

Departamentos de serviço: Unidades que existem apenas para apoiar outros departamentos. que debita maior proporção do custo de um ativo para os anos inidais e menor para os anos finais. na forma de saídas ou redução de ativos ou inclusão de passivos que resultam em reduções no patrimônio líquido. de investimento e de financiamento. nas quais os investimentos são contabilizados com base na participação societária direta ao invés de se basear nos resultados declarados e nos ativos líquidos contábeis das entidades investidas. Direcionador de custos: Qualquer medida de produção que cause custos (isto é. que afetarão o lucro tributável no futuro). passivo ou outro item nas demonstrações contábeis e sua base de cálculo fiscal que a entidade espera que vá afetar o lucro tributável quando o valor contábil do ativo ou passivo for recuperado ou liquidado (ou. Contabilidade Financeira . produtos. no caso de itens que não sejam ativos ou passivos. Diferenças temporárias: Diferenças entre o valor contábil de ativo. antes do início de sua produção comercial ou uso. dispositivos. sistemas ou serviços. Desenvolvimento: Aplicação de resultados de pesquisa ou de outro conhecimento ao planejamento ou ao projeto para a produção de materiais. um investidor em um sócio com investimento em entidade controlada em conjunto. Demonstrações separadas: Aquelas apresentadas por uma controladora. com exceção daqueles relativos a distribuições de capital ou lucros a proprietários. Depreciação: Alocação sistemática do valor depreciável de ativo durante a sua vida útil. outros ativos ou instrumentos patrimoniais da entidade quando o direito da contraparte não for mais condicionado à satisfação de quaisquer condições de aquisição. Direito de aquisição: Na transação de pagamento baseado em ações. cause o uso e recursos onerosos). Demonstração dos fluxos de caixa: Demonstração que oferece informações sobre as alterações em caixa e equivalentes de caixa da entidade por um período. Despesa tributária: Valor total incluído na demonstração do resultado para o período contábil referente aos tributos sobre o lucro corrente e diferido. excluindo os itens de outros resultados abrangentes. Despesa: Redução de benefícios econômicos durante o período contábil. Empréstimo a pagar: Passivos financeiros que não obrigações comerciais de curto prazo a pagar em condições de crédito normais. novos ou substancialmente melhorados. o direito da contraparte de receber dinheiro. processos. Demonstração do resultado: Demonstração contábil que apresenta todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período. Desempenho: Relação das receitas e das despesas da entidade na forma em que estão divulgadas na demonstração do resultado e do resultado abrangente. Depreciação acelerada: Padrão de depredação. da vida útil. mostrando alterações separadamente durante o período em atividades operacionais. 123 Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados: Demonstração contábil que apresenta as alterações em lucros ou prejuízos acumulados para um período.

estadual ou municipal. não são diferentes em sua natureza das receitas. com a exceção de que um acordo contratual entre os empreendedores (venturers) estabelece o controle conjunto sobre a atividade econômica da entidade. Lucro tributável (prejuízo fiscal): O lucro (prejuízo) para um período de declaração sobre o qual tributos sobre o lucro são pagáveis ou recuperáveis. Fluxos de caixa: Entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. individual ou coletivamente. sejam locais. Grupo econômico: Controladora e todas as suas controladas. agências governamentais e órgãos semelhantes. que são prontamente conversíveis em dinheiro. e que estão sujeitos a risco insignificante de alterações no seu valor até sua efetiva conversão em caixa. Itens monetários: Unidades monetárias disponíveis e ativos e passivos a serem recebidos ou pagos em valor fixo ou determinável de unidades monetárias. Equivalente de caixa: Investimentos de curto prazo. sociedade ou outra entidade na qual cada empreendedor tem interesse. Ganhos: Aumentos em benefícios econômicos e. Erros: Omissões e inexatidões nas demonstrações contábeis da entidade para um ou mais períodos passados. poderia ser o fator determinante. (b) no processo de produção para venda. Materialidade: Omissões ou declarações inexatas de itens são materiais se elas puderem. Impraticável: É impraticável aplicar uma exigência quando a entidade não pode aplicá-la após empregar todos os esforços razoáveis para realizá-la. nacionais ou internacionais. O tamanho e natureza do item. Entidade governamental: Entidade do governo federal. determinados de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. Instrumento financeiro: Contrato que origina um ativo financeiro de uma entidade e um passivo financeiro ou instrumento patrimonial de outra entidade. A materialidade depende do tamanho e da natureza da omissão ou imprecisão julgada nas circunstâncias que a envolvem. altamente líquidos. decorrentes de falha em usar ou de mau uso de informações confiáveis que: (a) estavam disponíveis quando as demonstrações contábeis daqueles exercícios foram autorizadas para emissão. como tais. Contabilidade Financeira . A entidade opera da mesma forma que outros tipos de entidade. Lucro tributável é igual à receita tributável menos quantias dedutíveis da receita tributável. ou a combinação de ambos. Estoques: Ativos mantidos: (a) para a venda no curso normal dos negócios. ou (c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos no processo de produção ou na prestação de serviços. influenciar as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. e (b) poderiam razoavelmente ter sido obtidas e levadas em consideração na elaboração e apresentação dessas demonstrações contábeis. 124 Entidade controlada em conjunto: Empreendimento conjunto que envolve o estabelecimento de corporação.

ou (b) custos mais baixos ou outros benefícios econômicos direta e proporcionalmente aos sócios ou participantes. processos aplicados a essas entradas e saídas resultantes que são. antes que ocorram prejuízos. na demonstração das mutações do patrimônio líquido e na demonstração dos fluxos de caixa. utilizadas para gerar receitas. Notas explicativas (para demonstrações contábeis): Notas explicativas contêm informações além daquelas apresentadas no balanço patrimonial. Normas Internacionais de Contabilidade: Normas e Interpretações adotadas pela Junta Internacional de Normas Contábeis (IASB). Mensuração: Processo de determinação de quantias monetárias com que os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial. Negócio: Conjunto integrado de atividades e ativos conduzidos e administrados com o propósito de oferecer: (a) retorno aos investidores. ou serão. na demonstração do resultado abrangente. menos o custo variável por unidade. Objetivo das demonstrações contábeis: Oferecer informação sobre a posição patrimonial e financeira. Se no conjunto transferido de atividades e ativos existir fundo de comércio (goodwill). na demonstração do resultado e na demonstração do resultado abrangente. Método da taxa efetiva de juros: Método de cálculo do custo amortizado de ativo ou passivo financeiro (ou grupo de ativos ou passivos financeiros) e de alocação da receita ou da despesa de juros sobre o período pertinente (método do juro composto). ela mostra quão abaixo as vendas podem estar do nível planejado. o conjunto transferido será considerado como um negócio. Moeda funcional: Moeda do ambiente econômico principal em que a entidade opera. 125 Margem bruta: (lucro bruto) Excesso das vendas sobre o total de custo dos produtos vendidos. nas demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados e do valor adicionado (se apresentadas). Moeda de apresentação: Moeda em que as demonstrações contábeis são apresentadas. na demonstração do resultado. o desempenho e os fluxos de caixa da entidade. As notas explicativas oferecem descrições narrativas ou composição de valores apresentados nessas demonstrações e informações sobre itens que não se qualificam para o reconhecimento nessas demonstrações. e (b) Interpretações desenvolvidas pelo Comitê de Interpretações das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (IFRIC) ou pelo antigo Comitê Permanente de Interpretações (SIC). Margem de segurança: Unidades de venda planejadas. que seja útil para a tomada de decisão por vasta gama de usuários que não está em posição de exigir relatórios feitos sob medida para atender suas necessidades particulares de informação. menos as unidades de venda no ponto de equihôrio. (a) Normas Internacionais de Contabilidade (IAS). Elas englobam: Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (IFRS). Margem de contribuição (lucro marginal) Preço de vendas por unidade. Contabilidade Financeira . Um negócio geralmente consiste de entradas.

Se a entidade é em si um plano desses. corretoras de seguro. (b) entidade está relacionada com a entidade divulgadora se alguma das seguintes condições se aplicar: (i) a entidade e a entidade divulgadora são membros do mesmo grupo econômico (o que significa que cada controladora. ou (iii) tem controle conjunto ou influência significativa sobre a entidade divulgadora ou que tenha poder de voto significativo na mesma. bancos de investimento. Operação descontinuada: Componente da entidade que foi alienado ou detido para venda. ou (c) é uma controlada adquirida exclusivamente com vistas à revenda. e (a) representa um ramo separado de negócios importante. Esse é o caso típico de bancos. (vi) a entidade é controlada ou controlada conjuntamente por pessoa identificada em (a). (iv) qualquer das entidades é um empreendimento controlado em conjunto de uma terceira entidade e a outra entidade é uma coligada da terceira entidade. Parte relacionada: Pessoa ou entidade que está relacionada com a entidade que está elaborando suas demonstrações contábeis (entidade divulgadora). áreas e territórios. A entidade tem responsabilidade pública se: (a) seus instrumentos de dívida ou patrimoniais são trocados em mercado de ações ou estiver no processo de emissão de tais instrumentas para troca em mercado de ações (em bolsa de valores nacional ou estrangeira ou em mercado de balcão. ou (b) possuir ativos em condição fiduciária perante grupo amplo de terceiros como um de seus principais negócios. ou área geográfica de operações. (v) a entidade tem plano de benefício pós-emprego para benefício dos empregados de qualquer entidade. 126 Objeto de custo: Qualquer propósito para o qual uma mensuração de custos em separado é desejada. ou área geográfica de operações. fundos mútuos. os empregadores patrocinadores também são relacionados com o plano. etc. mas não estão em posição de exigir relatórios feitos sob medida para atender suas necessidades particulares de informação. produtos. controlada e entidade sob controle comum é parte relacionada com as outras). Contabilidade Financeira . seja a entidade divulgadora ou a entidade relacionada com a entidade divulgadora. (ii) qualquer uma das entidades é uma coligada ou empreendimento controlado em conjunto de outra entidade (ou de membro de grupo econômico do qual a outra entidade é membro). Obrigação pública de prestação de contas (accountability): Obrigação de prestação de contas aos fornecedores de recursos presentes e potenciais e outros externos à entidade que tomam decisões econômicas. (iii) ambas as entidades são empreendimentos controlados em conjunto de uma terceira entidade. cooperativas de crédito. (b) é parte de um plano coordenado único para liquidar um ramo separado de negócios importante. companhias de seguro. sendo que: (a) pessoa ou membro próximo da família dessa pessoa é relacionado com a entidade divulgadora se essa pessoa: (i) é membro do pessoal chave de gestão da entidade ou entidade divulgadora ou de controladora da entidade divulgadora. atividades. (ii) tem controle sobre a entidade divulgadora. incluindo mercados locais ou regionais). Exemplos incluem departamentos.

). Passivo fiscal diferido: Tributo a pagar ou a compensar em períodos contábeis futuros. ou (ii) será ou poderá vir a ser liquidado exceto pela troca de quantia fixa de dinheiro ou outro ativo financeiro por um número fixo de instrumentos patrimoniais da própria entidade. referente a diferenças temporárias. derivada de eventos já ocorridos. etc. direta ou indiretamente. (viii) uma pessoa identificada em (a)(ii) tem influência significativa sobre a entidade ou poder de voto significativo na mesma. ou um membro próximo da família da pessoa. tem influência significativa sobre a entidade ou poder de voto significativo nela e controle conjunto sobre a entidade divulgadora. (ix) uma pessoa. ou (b) obrigação presente que resulta de acontecimentos passados. tem o controle ou controle conjunto sobre a entidade divulgadora ou tem poder de voto significativo na mesma. os instrumentos patrimoniais da própria entidade não incluem instrumentos que sejam eles mesmos contratos para recebimento futuro ou transmissão futura dos instrumentos patrimoniais da própria entidade. ou (ii) de trocar ativos ou passivos financeiros com outra entidade sob condições que são potencialmente desfavoráveis à entidade. ou membro próximo da família desse membro. mas que não é reconhecida porque: (i) não é provável que desembolso de recurso que incorpora benefícios econômicos seja exigido para liquidar a obrigação. mas (b) elaboram demonstrações contábeis para fins gerais para usuários externos (credores. Pequenas e médias empresas: Entidades que: (a) não têm responsabilidade de prestação pública de contas. Passivo: Obrigação presente da entidade. 127 (vii) uma pessoa identificada em (a)(i) tem poder de voto significativo na entidade. Participação de não controladores: Parte do patrimônio líquido da controlada não atribuível. processos licitatórios. Contabilidade Financeira . e (x) um membro do pessoal chave de gestão da entidade ou da controladora da entidade. Passivo contingente: (a) obrigação possível que resulta de acontecimentos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. ou (b) contrato que será ou poderá vir a ser liquidado por meio de instrumentos patrimoniais da própria entidade e: (i) pelo qual a entidade é ou pode ser obrigada a receber um número variável de instrumentos patrimoniais da própria entidade. agências de avaliação de rating. Passivo financeiro: Qualquer passivo que seja: (a) obrigação contratual: (i) de entregar dinheiro ou outro ativo financeiro para outra entidade. à controladora (comumente conhecida como participação de minoritários). Para esse fim. cuja liquidação se espera resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. ou (ii) o valor da obrigação não pode ser mensurado de maneira suficientemente confiável.

Posição financeira: Relação de ativos. Provisão: Acréscimo de exigibilidade cujo valor e/ou prazo de pagamento ainda não está totalmente definido. regras e práticas específicos aplicados pela entidade na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis. Prudência: A inclusão de grau de cuidado no exercício de julgamentos necessários para realizar estimativas exigidas de acordo com as condições de incerteza. passivos e patrimônio da entidade na forma em que estão divulgados no balanço patrimonial. ou parte de construção. 128 Perdas por desvalorização (impairment): Valor contábil do ativo que excede (a) no caso de estoques. de modo que ativos ou receitas não sejam superavaliados e passivos ou despesas não sejam subavaliados. Período intermediário: Período de prestação de contas menor que um exercício social completo. que não seja para: (a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para fins administrativos. seu valor justo menos a despesa para a venda. Proprietários: Possuidores de instrumentos classificados como patrimoniais. ou (b) venda no curso normal dos negócios. Pesquisa: Investigação original e planejada empreendida com o objetivo de ganhar novo conhecimento e compreensão científica ou técnica. convenções. Ponto de equilíbrio: Nível de vendas no qual as receitas se igualam às despesas e o lucro é zero. Propriedade para investimento: Imóvel (terreno ou construção. Receita: Aumento de benefícios econômicos durante o período contábil na forma de entradas ou aumentos de ativos ou reduções de passivos que resultam em aumento no patrimônio líquido. com exceção daqueles relativos a contribuições de capital feitas por proprietários. seu preço de venda menos o custo para completá-lo e despesa de vendê-lo ou (b) no caso de outros ativos. Período de divulgação: Período coberto pelas demonstrações contábeis ou por demonstração contábil intermediária. Ratear: Atribuir CIF subaplicados ou superaplicados na proporção do tamanho dos saldos finais das contas. ou ambos) mantido pelo proprietário ou arrendatário sob arrendamento para receber pagamento de aluguel ou para valorização de capital. Provável: Possibilidade de ocorrer um evento é maior do que a de não ocorrer. Política contábil: Princípios. bases. Reconhecimento: O processo de incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado e do resultado abrangente de item que atende à definição de elemento e satisfaz aos seguintes critérios: (a) é provável que benefício econômico futuro associado com o item flua para Contabilidade Financeira . ou ambos. Produção agrícola: Produto colhido dos ativos biológicos da entidade.

Resultado do período: Total das receitas menos as despesas. Contabilidade Financeira . faz com que a soma do valor atual (a) dos pagamentos mínimos do arrendamento e (b) do valor residual não garantido seja igual à soma (i) do valor justo do ativo arrendado e (ii) de quaisquer custos iniciais diretos do arrendador. ou adquire bens ou serviços contraindo passivos com o fornecedor desses bens ou serviços por valores que são baseados no preço das ações da entidade ou outros instrumentos patrimoniais da entidade. Taxa efetiva de juros: Taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros de caixa estimados. coligada ou empreendimento controlado em conjunto em distribuições de resultado para a entidade. Tributos sobre o lucro: Todos os impostos nacionais e estrangeiros que têm como base lucros tributáveis. referente ao lucro tributável (prejuízo fiscal) para períodos de declaração futuros. Regime de competência: Efeitos das operações e de outros eventos são reconhecidos quando ocorrem (e não quando são recebidos ou pagos como caixa ou equivalente de caixa) e são registrados na contabilidade e divulgados nas demonstrações contábeis dos períodos aos quais se referem. por um período mais curto. em decorrência de transações ou eventos passados. ao valor contábil líquido do ativo ou passivo financeiro. Tributo corrente: Tributo a pagar (recuperável) referente ao lucro tributável (prejuízo fiscal) para o período de declaração corrente e períodos passados. durante a vida esperada do instrumento financeiro ou. suas avaliações passadas. Relevância: Importância da informação que permite influenciar as decisões econômicas de usuários. ou corrigindo. que são pagos por controlada. Regime de caixa: Processo de contabilidade em que o reconhecimento da receita e da despesa ocorre quando o dinheiro é recebido e desembolsado. Tempestividade: Oferecer a informação nas demonstrações contábeis dentro do período adequado para a decisão. serviços ou obrigações entre partes relacionadas. Transação de pagamento baseada em ações: Uma transação na qual a entidade recebe bens ou serviços (incluindo serviços de empregado) como compensação por instrumentos patrimoniais da entidade (incluindo ações ou opções de ação). Subvenção governamental: Assistência dada pelo governo na forma de transferências de recursos a uma entidade em troca do cumprimento de certas condições relacionadas às suas atividades operacionais. e (b) o item tem custo ou valor que pode ser mensurado com confiança. ajudando-os a avaliar acontecimentos passados. Transação com partes relacionadas: Transferência de recursos. Imposto de renda também inclui impostos tais como impostos retidos na fonte. excluindo os itens de outros resultados abrangentes. 129 ou da entidade. Tributo diferido: Tributo a pagar (recuperável). presentes e futuros ou confirmando. independentemente do preço cobrado. quando apropriado. no início do arrendamento. Taxa de juros implícita no arrendamento mercantil: Taxa de desconto que.

o valor intrínseco. ou outra quantia substituta do custo (nas demonstrações contábeis). entre partes conhecedoras e dispostas a isso. Valor em uso: Valor presente de fluxos de caixa futuros que se espera venha a ser gerado com um ativo ou uma unidade geradora de caixa. Vida útil: Período ao longo do qual se espera que um ativo esteja disponível para uso pela entidade. em grande parte. ou um instrumento patrimonial concedido. isentas de interesse. e a ação tem um valor justo de $ 20. que devem ser conhecedoras e dispostas a isso. se o ativo já estivesse com a idade e com a condição esperada no fim de sua vida útil. em uma transação em que não haja relação de privilégio entre elas. Contabilidade Financeira . Valor presente: Estimativa do valor presente descontado de fluxos de caixa líquidos no curso normal dos negócios. Valor justo: Valor pela qual um ativo pode ser trocado. independentes de entradas de caixa de outros ativos ou grupos de ativos. uma opção de ação tem um preço de exercício de $ 15. após deduzir as despesas estimadas da alienação. Valor intrínseco: A diferença entre o valor justo das ações pelo qual a contraparte tem direito (condicional ou incondicional) de subscrever. ou o número de unidades de produção ou de unidades similares que se espera obter do ativo pela entidade. Valor residual de ativo: Valor estimado que a entidade obteria no presente com a alienação do ativo. Valor depreciável: custo do ativo. em uma transação entre as partes. Valor justo menos despesa para vender: Valor que pode ser obtido com a venda de ativo ou unidade geradora de caixa. menos o seu valor residual. Valor recuperável: O maior valor entre o valor justo diminuído das despesas de venda de um ativo e seu valor em uso. 130 Unidade geradora de caixa: Menor grupo de ativos identificáveis que gera entradas de caixa que são. é de $ 5. Por exemplo. então. menos as despesas da venda. um passivo liquidado. Valor contábil: Valor em que um ativo ou passivo é reconhecido no balanço patrimonial. ou o direito de receber. e o preço (se existir) que a contraparte tem que pagar por essas ações.

Daniel F.falcao@fgv. 131 MBA GFCA Contabilidade Financeira Prof.br Desenvolvimento • Abordagem Conceitual • Questões para discussão • Analise de problemas e Casos 2 . Falcão daniel.

4 . • Fundamentos Contábeis. • Demonstrações Contábeis. 132 Processo de Avaliação • Participação 20% – Análise de Casos. presença e atividades a serem entregues • Prova 80% 3 Temas em destaque • Visão Geral da Contabilidade. • Dinâmica Contábil. • Convergência Internacional . exercícios. • Análise Econômico-Financeira.

Tema Central • Encorajar a aplicação das ferramentas contábeis no dia-a-dia das empresas. de acordo com cada segmento e necessidade. • Apresentando os ganhos e diferenças significativas com tal implementação. conjugando-as com a aplicação dos modernos instrumentos de gestão que permeiam o arcabouço conceitual e prático da Estratégia Empresarial. de acordo com cada segmento e necessidade. . 133 Tema Central • Encorajar a aplicação das ferramentas contábeis no dia-a-dia das empresas. • Apresentando os ganhos e diferenças significativas com tal implementação. conjugando-as com a aplicação dos modernos instrumentos de gestão que permeiam o arcabouço conceitual e prático da Estratégia Empresarial.

falcao@fgv. 134 “Não se gerencia o que não se conhece e não se conhece o que não se mede.” 7 Proposta para o uso da Ciência Contábil 8 Prof. Daniel Falcão  daniel.br .

empresa. tais como Estado. 21) SISTEMA CONTÁBIL Eventos Demonstrações Econômico. CONTABILIDADE Financeiros Contábeis (processamento) (entrada) (saída) 10 . na qualidade de ciência social aplicada. Autarquia etc. resumir e interpretar os fenômenos que afetam as situações patrimoniais. registrar. União.. Município. tem um campo de atuação muito amplo. financeiras e econômicas de qualquer ente. seja mesmo pessoa de Direito Público. seja este pessoa física. com metodologia concebida para captar. acumular. 135 Contabilidade DEFINIÇÃO A Contabilidade. p. Equipe de Professores da FENUSP (2006. entidade de finalidades não lucrativas.

136 Contabilidade AMBIENTE  Globalizado  Alta competitividade  Preços Determinados pelo Mercado FERRAMENTA CONTÁBIL  Instrumento de Tomada de Decisão  Linguagem dos Negócios  Prestação de Contas  Registro Oficial das Informações da Empresa Usuários da Contabilidade e pra quê?  Investidores  Empregados  Credores  Fornecedores  Clientes  Governo .

que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica.. e para que isso aconteça é necessário que as DC´s sejam preparadas de acordo com .. o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade. Objetivo das Demonstrações Contábeis O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira. .  Órgãos envolvidos no processo de convergência..  Arcabouço Normativo (GAAP). .. 137 Base Conceitual da Contabilidade  Convergência Internacional.

o da PRUDÊNCIA. III. CPC 00 Características qualitativas do Framework do IASB 2010: Características Qualitativas Características Fundamentais Qualitativas de Melhoria Representação Relevância Comparabilidade Verificabilidade Tempestividade Fidedigna Compreensibilidade Materialidade Íntegra Neutra Restrição de CUSTO na elaboração e divulgação Livre de Erro de relatório contábil- financeiro útil 16 . o da CONTINUIDADE. e VII. o da OPORTUNIDADE. (Revogado pela Resolução CFC nº. 1. 138 Princípios Contábeis Resolução nº 750 . IV. 1.282/10) I. II. 3º São Princípios de Contabilidade: (Redação dada pela Resolução CFC nº. o da COMPETÊNCIA. o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL.282/10) VI. o da ENTIDADE. V. o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.CFC Art.

resumir e fornecer as informações financeiras e não-financeiras que serão utilizadas internamente pelos gerentes nas tomadas de decisões (NÃO É OBRIGATÓRIA) • Financeira .como os acionistas e os credores (obrigatória) Importante ! Ênfases da Contabilidade • Fiscal  fornece informações para apuração e recolhimento dos impostos. 139 Importante ! Ênfases da Contabilidade • Gerencial # processo de coletar.Societária  # trata da preparação e do fornecimento das informações financeiras que os tomadores de decisão externos à empresa . seguindo as regras específicas do órgão regulador. . Em alguns casos estas regras diferem da contabilidade societária.

Desembolso  Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). 140 Nomenclaturas Nomenclaturas Gasto  Sacrifício financeiro (compromisso) que a entidade arca para obtenção de um produto ou serviço qualquer. .

São gastos que podem ser eliminados. Exemplo: salários diretores administrativos. Compõem o custo. alugueis de máquinas etc. pedra. ferro. sem prejuízo a qualidade e quantidade da produção. Exemplo: cimento. Exemplo: revestimento quebrado. . Desperdício  É algo que não adiciona valor ao produto. cimento empedrado etc. 141 Nomenclaturas Custo  Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços (gastos “normalmente” utilizados no canteiro de obras). Nomenclaturas Perda  Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. propagandas institucionais etc. Despesa  Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para obtenção de receitas (fora da área de produção).

que surgem de atividades ordinárias (fora da atividade fim da empresa). Receita  Variações positivas do Patrimônio Líquido. imobilizado e intangível) Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefício atribuíveis a futuro(s) período(s). Ganho  Representam um tipo específico de receita. 142 Nomenclaturas Ativo (Ativo = Bens e Direitos / Ex: investimentos. São mostrados e registrados líquidos das respectivas despesas e sob o nomenclatura “ganhos”. Com origem nas vendas e prestação de serviços. Investimentos e etc apuração do resultado (DRE) a medida que é Consumo por uso Depreciação Imobilizado e obsolescência “CONSUMIDO” na atividade da empresa. Nomenclaturas GASTOS Quando Consumido “na produção” ATIVOS e não vendido DESPESAS “fora da produção” Quando Ativos Custos vendido “Estoque” Outros Ativos Registrados na Aplicações. Amortização Intangível .

de forma antecipada. À medida em que os benefícios forem sendo proporcionados. Nomenclaturas Balanço Patrimonial É a demonstração contábil destinada a evidenciar. Receita Antecipada A receita antecipada. quantitativa e qualitativamente. Contas Patrimoniais Representam os elementos ativos (bens e direitos => aplicações). ocorre quando a entidade recebeu por um serviço que ainda não realizou. ATENÇÃO: Se houver a obrigação da empresa de devolver as receitas antecipadas. elas serão classificadas no passivo exigível – Adiantamento de Clientes. passivos (obrigações=> origens) e patrimônio liquido (situação líquida) que compõem o Balanço Patrimonial. numa determinada data. . a posição patrimonial e financeira da Entidade. de determinada despesa que irá proporcionar benefício durante um certo lapso temporal (despesas não incorridas). passarão a ser consideradas incorridas. 143 Nomenclaturas Despesa Antecipada desembolsos efetuados pela empresa.

144 Nomenclaturas DRE – Demonstração do Resultado do Exercício Tem como objetivo apresentar de forma vertical (decomposição) o resultado apurado das operações realizadas no período de 12 meses. custos e despesas. Contas de Resultado Registram as receitas. custos e despesas. Evidenciando formação do resultado líquido (lucro ou prejuízo) através do confronto das receitas. Regime de Caixa X Regime de Competência . permitindo demonstrar o resultado do exercício (DRE).

145 “EXIGÊNCIAS LEGAIS” Constituição de Empresas # LTDA Sociedade por Cotas de responsabilidade Limitada. “Contrato Social” # SA – Sociedades Anônimas Conhecidas como “companhias”. não negociam no mercado de valores mobiliários. .apesar de emitirem valores mobiliários.são aquelas que possuem valores mobiliários de sua emissão negociados no mercado de valores mobiliários (bolsa de valores). caracteriza-se por ter o seu capital dividido em ações e regulamentadas pela Lei 6.404/76 – “Estatuto Social” “EXIGÊNCIAS LEGAIS” Constituição de Empresas # SA – Sociedades Anônimas Companhias Abertas . Companhias Fechadas .

porém. “EXIGÊNCIAS LEGAIS” Elaboração x Divulgação x Publicação DIVULGAÇÃO: implica na distribuição das DC´s ao público externo. 32 . encartes ou outro material da própria empresa ou. 177 da Lei das S/As estabelece que "a escrituração da companhia será mantida em registros permanentes. não necessariamente torná-las públicas. PUBLICAÇÃO: refere-se ao fato de divulgar as DC´s. publicação em jornais e revistas. devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência". jornais de grande circulação. ainda. obrigatoriamente em meios de comunicação em massa. com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos. 146 “EXIGÊNCIAS LEGAIS” Elaboração x Divulgação x Publicação ELABORAÇÃO: refere-se ao fato de gerar demonstrações contábeis. podendo ser feita por meio de sites na Internet. O art. em geral.

000.000.Outras Não Não Não Não * Exceto para as Cias com menos de 20 acionistas e PL inferior a R$ 1 milhão. para os fins exclusivos desta Lei. sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários. 147 “EXIGÊNCIAS LEGAIS” Elaboração x Divulgação x Publicação Adoção Adoção Publicaçã Auditori Normas do IFRS o de DF´s a CVM SA´s abertas Sim Sim Sim Sim SA´s fechadas – Grande Porte Não Opcional Sim * Sim SA´s fechadas – Outras Não Opcional Sim * Não LTDA´s – Grande Porte Não Não Não Sim LTDA´s .00 (trezentos milhões de reais). no exercício social anterior. .000.000. 3o Aplicam-se às sociedades de grande porte. de 15 de dezembro de 1976.00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300. as disposições da Lei nº 6. Considera-se de grande porte. • Parágrafo único. ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações. “EXIGÊNCIAS LEGAIS” SOCIEDADES DE GRANDE PORTE • Art. ativo total superior a R$ 240.404. a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver.

Que itens compõem o seu patrimônio ? E o da sua empresa ? ... 148 O PATRIMÔNIO e seus desdobramentos.

149 O PATRIMÔNIO e seus desdobramentos....” Bens + Direitos ..Obrigações = Situação Líquida ou Patrimônio líquido Ativo = Passivo + Patrimônio líquido => Equação Patrimonial .  Bens ATIVO  Direitos  Obrigações PASSIVO O PATRIMÔNIO “quando confrontamos.

150 Balanço Patrimonial PASSIVO ATIVO • Obrigações • Bens • Direitos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Aplicações Origens de de Recursos Recursos Balanço Patrimonial esquema de contabilização PASSIVO ATIVO Natureza Credora Natureza Devedora * Aumento => Crédito * Redução => Débito  * Aumento => Débito PATRIMÔNIO  * Redução => Crédito LÍQUIDO Aplicações Origens de de Recursos Recursos .

151 BALANÇO PATRIMONIAL Características Básicas: Ativo Passivo Ativo Circulante Passivo Circulante Ativos em ordem decrescente de liquidez Passivo Não Circulante Ativo Não Circulante Patrimônio Líquido “BALANÇO PATRIMONIAL” Algumas Contas Retificadoras No Balanço Patrimonial. ainda que os respectivos saldos sejam opostos. as contas acessórias ou secundárias devem acompanhar as contas principais que lhes deram origem. • Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa • Ajuste a Valor Presente Ativo • Depreciação / Amortização / Exaustão Acumulada • Encargos Financeiros a Transcorrer Passivo • Ajuste a Valor Presente • Capital a Integralizar ou a Realizar Patrimônio • Ações em Tesouraria Líquido • Prejuízos Acumulados .

Esse procedimento é meramente didático. tendo em vista a grande quantidade de transações realizadas por uma entidade a cada dia. uma vez que no dia a dia organizacional é inviável preparar um balanço após cada operação. 152 Método das partidas dobradas A essência do método é que o registro de qualquer operação implica que um débito numa ou mais contas deve corresponder a um crédito equivalente em uma ou mais contas. de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma dos valores creditados “Não há débito(s) sem crédito(s) correspondente(s)” “DINÂMICA CONTÁBIL” BALANÇOS SUCESSIVOS A técnica de balanços sucessivos corresponde a um procedimento didático por meio do qual a cada operação realizada por uma entidade levanta-se um balanço patrimonial com o intuito de verificar o impacto de tal evento no conjunto patrimonial da organização. .

000 Imóvel 50.000.000 Capital Social 200. DFF Faz Tudo S/A”. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Fornecedores - Ativo Não Circulante 50.000 .000 Total do Ativo 200.000 Imobilizado 50. com capital social de $ 200.Balanço Patrimonial em 30/11/20x3 ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 150. Todas as operações ocorreram dentre de um mesmo mês (entre os dias 1 a 31) “DINÂMICA CONTÁBIL” 1 – CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA A "Cia. A empresa atua no segmento de comercialização de mercadorias. e $ 50.000 Passivo Circulante - Disponibilidades 150.000 Patrimônio Líquido 200. a qual foi constituída em 30 de novembro de 20X3. no ato da constituição. sendo que $ 150. 153 “DINÂMICA CONTÁBIL” Atenção !! O Exemplo a seguir trata-se de uma empresa comercial em fase inicial de atividade.000 em imóveis (ativo imobilizado).000 Total do Passivo + PL 200.000 foram integralizados em caixa (disponibilidades).

000 Total do Ativo 200.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 150.000 Ativo Não Circulante 50.000 Passivo Circulante - Disponibilidades 120.000 Imobilizado 50.000 Imobilizado 110.000 Total do Ativo 200.000 Patrimônio Líquido 200.000 e pagou a vista.000 Fornecedores - Estoques 30.000 Imóvel 50.000 Passivo Circulante - Disponibilidades 60.000 Fornecedores - Estoques 30.000 Veículo 60. 154 “DINÂMICA CONTÁBIL” 2 – AQUISIÇÃO DE ITENS PARA REVENDA A empresa comprou estoques para comercialização futura no valor de $ 30. com recursos do disponível (caixa). Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Total do Passivo + PL 200. com recursos do disponível (caixa).000 Capital Social 200.000 “DINÂMICA CONTÁBIL” 3 – AQUISIÇÃO DE VEÍCULO A empresa comprou um veículo que será utilizado nas atividades de venda e entrega de mercadorias no valor de $ 60.000 Imóvel 50. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 e pagou a vista.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 90.000 Capital Social 200.000 Total do Passivo + PL 200.000 .000 Ativo Não Circulante 110.000 Patrimônio Líquido 200.

155 “DINÂMICA CONTÁBIL” 4 – AQUISIÇÃO DE ESTOQUE A PRAZO A empresa adquiriu novamente estoques.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 128.000 Veículo 60.000 Imobilizado 110.000 Patrimônio Líquido 200.000 Fornecedores 18.000 Empréstimos Bancários 20. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 “DINÂMICA CONTÁBIL” 5 – OBTENÇÃO DE EMPRÉSTIMOS DE LONGO PRAZO A empresa obteve um empréstimo bancário no valor de $ 20. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Ativo Não Circulante 110.000 Total do Ativo 218.000.000 Patrimônio Líquido 200.000 Ativo Não Circulante 110.000 .000 Disponibilidades 80. conseguiu negociar com seu fornecedor o prazo de 90 dias para pagamento.000 com vencimento em dois anos e com taxa de juros de 12% ao ano.000 Total do Passivo + PL 238.000 Imóvel 50.000 Disponibilidades 60.000 Total do Ativo 238.000 Passivo Não Circulante 20.000 Imobilizado 110.000 Veículo 60.000 Fornecedores 18. Considere que o pagamento dos juros e do principal ocorrerá integralmente no final dos dois anos.000 Passivo Circulante 18.000 Capital Social 200.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 108.000 Capital Social 200.000 Total do Passivo + PL 218. O valor da compra de estoques a prazo foi de $ 18. porém.000 Estoques 48.000 Passivo Circulante 18.000 Imóvel 50.000 Estoques 48.

000 Disponibilidades 145.000 2 DRE Receitas de Vendas 65. a vista.000 Estoques 23.000 Patrimônio Líquido 265.000 Passivo Circulante 18.000 Ativo Não Circulante 110.000.000 Veículo 60.000 Total do Ativo 303.000 1 Empréstimos Bancários 20. a vista.000 Lucro do Exercício 40. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Imobilizado 110.000 Total do Passivo + PL 278.000 Ativo Não Circulante 110.000 Passivo Não Circulante 20. mercadorias no valor de $ 65.000 Veículo 60.000 Capital Social 200.000 (recebendo em dinheiro).000 Fornecedores 18.000 1 Empréstimos Bancários 20.000 Fornecedores 18.000 “DINÂMICA CONTÁBIL” 6 – VENDAS DE MERCADORIAS A VISTA A empresa vendeu.000 (-) Cus to das Mercad Vendi das (25. Cia DFF Faz Tudo S/A .Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 168.000 Imóvel 50. Essas mercadorias estavam em estoque e haviam custado $ 25.000 Imóvel 50.000 .Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 193.000 Patrimônio Líquido 240.000.000 DRE 2 Receitas de Vendas 65.000 Total do Passivo + PL 303.000 Capital Social 200.000 Disponibilidades 145.000 Total do Ativo 278.000 Passivo Não Circulante 20. mercadorias no valor de $ 65.000 Imobilizado 110.000 Passivo Circulante 18.000 Lucro do Exercício 65.000) (=) Lucro Bruto 40.000 Estoques 48. 156 “DINÂMICA CONTÁBIL” 6 – VENDAS DE MERCADORIAS A VISTA A empresa vendeu.000 (recebendo em dinheiro). Essas mercadorias estavam em estoque e haviam custado $ 25.

000 Patrimônio Líquido 266. Essas mercadorias estavam em estoque e haviam custado $ 10.000. Essas mercadorias estavam em estoque e haviam custado $ 10.000 Capital Social 200. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Lucro do Exercício 56.000 (-) Cus to das Mercad Vendi das (25.000 Veículo 60. mercadorias no valor de $ 26.000 .000 Lucro do Exercício 66.000 DRE 2 Receitas de Vendas 91.000.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 184. mercadorias no valor de $ 26.000 Imóvel 50.000 Fornecedores 18.000 Imóvel 50.000 Veículo 60.000 Total do Passivo + PL 304.000 Ativo Não Circulante 110.000.000.000 Clientes 26.000 Passivo Circulante 18. 157 “DINÂMICA CONTÁBIL” 7 – VENDAS DE MERCADORIAS A PRAZO A empresa vendeu.000 Passivo Não Circulante 20.000 DRE 2 Receitas de Vendas 91.000 Imobilizado 110.000 1 Empréstimos Bancários 20.000 Clientes 26.000 Capital Social 200.000 Patrimônio Líquido 256.000 1 Empréstimos Bancários 20.000) (=) Lucro Bruto 66.000 Total do Ativo 294.000 Estoques 13.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 194.000 Ativo Não Circulante 110.000 (-) Custo das Mercad Vendidas (35.000 Estoques 23.000 “DINÂMICA CONTÁBIL” 7 – VENDAS DE MERCADORIAS A PRAZO A empresa vendeu.000 Passivo Circulante 18.000 Total do Passivo + PL 294.000 Disponibilidades 145. com prazo de recebimento em 90 dias.000 Imobilizado 110.000 Total do Ativo 304.000 Disponibilidades 145.000 Fornecedores 18.000 Passivo Não Circulante 20. Cia DFF Faz Tudo S/A . com prazo de recebimento em 90 dias.000) (=) Lucro Bruto 56.

Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Contas A Pagar 5.000 Total do Ativo 282. 158 “DINÂMICA CONTÁBIL” 8 – DESPESA COM PROPAGANDA A empresa fez um anúncio de seus produtos em um programa local de Tv. a empresa só vai pagar por este serviço após 90 dias.000 Clientes 26.000 Lucro do Exercício 39.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 172.000 Estoques 13.000 (-) Despesa C/ Propaganda (5.000 DRE Receitas de Vendas 91.000) (=) Lucro Bruto 56.000 Imobilizado 110. O valor do serviço foi de $ 5.000 Capital Social 200.000) Lucro Líquido 51.000 Passivo Circulante 23.000) Lucro Líquido 39.Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ativo Circulante 184. Apesar de o anúncio já ter sido exibido.000 Lucro do Exercício 51.000 Contas A Pagar 5.000 Ativo Não Circulante 110.000 Veículo 60.000 (-) Despesa c/ Salari os (12.000 1 Patrimônio Líquido 251.000 Capital Social 200.000.000 .000 Veículo 60.000 Imobilizado 110.000 Imóvel 50.000 Total do Passivo + PL 294.000 Estoques 13.000 2 (-) Custo das Mercad Vendi das (35.000 Total do Passivo + PL 282.000 Passivo Circulante 23.000) (-) Despesa C/ Propaganda (5.000.000 Disponibilidades 145.000 (-) Custo das Mercad Vendi das (35.000 Imóvel 50.000) (=) Lucro Bruto 56. Cia DFF Faz Tudo S/A .000 Empréstimos Bancários 20.000 “DINÂMICA CONTÁBIL” 9 – DESPESA COM SALÁRIO A empresa pagou aos seus funcionários salários no valor de $ 12.000 Fornecedores 18.000 Passivo Não Circulante 20.000 1 Patrimônio Líquido 239.000 Fornecedores 18.000 Clientes 26.000 Passivo Não Circulante 20.000 DRE 2 Receitas de Vendas 91.000 Empréstimos Bancários 20.000 Total do Ativo 294.000 Disponibilidades 133.000 Ativo Não Circulante 110. referentes ao mês corrente.

159

“DINÂMICA
CONTÁBIL”
10 – DESPESA DE DEPRECIAÇÃO
A empresa registrou a depreciação dos seus veículos e do imóvel no valor de $
1.167. (Veículos 5 anos de vida útil e Imóvel 25 anos)
Cia DFF Faz Tudo S/A - Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Ativo Circulante 172.000 Passivo Circulante 23.000
Disponibilidades 133.000 Fornecedores 18.000
Clientes 26.000 Contas A Pagar 5.000
Estoques 13.000 Passivo Não Circulante 20.000
Ativo Não Circulante 108.833 Empréstimos Bancários 20.000
Imobilizado 108.833 Patrimônio Líquido 237.833
Imóvel 50.000 Capital Social 200.000
(-) Depreciação de Imóvel (167) Lucro do Exercício 37.833
Veículo 60.000 Total do Passivo + PL 280.833
(-) Depreciação de Imóvel (1.000)
Total do Ativo 280.833 DRE
Receitas de Vendas 91.000
2
1 (-) Custo das Mercad Vendidas (35.000)
(=) Lucro Bruto 56.000
(-) Despesa c/ Salarios (12.000)
(-) Despesa de Depreciação (1.167)
(-) Despesa C/ Propaganda (5.000)
Lucro Líquido 37.833

“DINÂMICA
CONTÁBIL”
11 – JUROS SOBRE EMPRESTIMOS - Considerando a empresa contraiu um
empréstimo, nesse momento deve-se fazer a apropriação (contabilização) dos juros
referentes ao período mês ($ 200,00), mesmo que tais juros somente sejam pagos no
futuro. Cia DFF Faz Tudo S/A - Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Ativo Circulante 172.000 Passivo Circulante 23.000
Disponibilidades 133.000 Fornecedores 18.000
Clientes 26.000 Contas A Pagar 5.000
Estoques 13.000 Passivo Não Circulante 20.200
Ativo Não Circulante 108.833 Empréstimos Bancários 20.000
Imobilizado 108.833 Juros a Pagar 200
Imóvel 50.000 Patrimônio Líquido 237.633
(-) Depreciação de Imóvel (167) Capital Social 200.000
Veículo 60.000 Lucro do Exercício 37.633
(-) Depreciação de Imóvel (1.000) Total do Passivo + PL 280.833
Total do Ativo 280.833
DRE
2
1 Receitas de Vendas 91.000
(-) Custo das Mercad Vendi das (35.000)
(=) Lucro Bruto 56.000
(-) Despesa c/ Sal ari os (12.000)
(-) Despesa de Depreci ação (1.167)
(-) Despesa C/ Propaganda (5.000)
(-) Despesas Fi nancei ras (200)
Lucro Líquido 37.633

160

“DINÂMICA
CONTÁBIL”
BALANÇO PATRIMONIAL

Cia DFF Faz Tudo S/A - Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Ativo Circulante 172.000 Passivo Circulante 23.000
Disponibilidades 133.000 Fornecedores 18.000
Clientes 26.000 Contas A Pagar 5.000
Estoques 13.000
Passivo Não Circulante 20.200
Ativo Não Circulante 108.833 Empréstimos Bancários 20.000
Imobilizado 108.833 Juros a Pagar 200
Imóvel 50.000
(-) Depreciação de Imóvel (167) Patrimônio Líquido 237.633
Veículo 60.000 Capital Social 200.000
(-) Depreciação de Imóvel (1.000) Lucro do Exercício 37.633
Total do Ativo 280.833 Total do Passivo + PL 280.833
Obs. Exemplo com finalidade didática, ciente de que de acordo com a
Lei 6.404/76 todo lucro deverá ser destinado.

“DINÂMICA
CONTÁBIL”

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Receitas de Vendas 91.000
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (35.000)
(=) Lucro Bruto 56.000
(-) Despesas (18.367)
(-) Despesas c/ Propaganda (5.000)
(-) Despesas c/ Salários (12.000)
(-) Despesas c/ Depreciação (1.167)
(-) Despesas Financeiras (200)
(=) Lucro Líquido 37.633

161

Estrutura Básica – Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
DISPONIBILIDADES (C aixa e Equi valentes de Cx) FORNECEDORES
Cai xa EMPRÉSTIMOS
Bancos PROVISÕES
Apl icação de Curtíssi mo Prazo
CLIENTES - CONTAS A RECEBER
ESTOQUES PASSIVO NÃO CIRCULANTE
DESPESAS ANTECIPADAS OBRIGAÇÕES DE LONGO PRAZO

ATIVO NÃO CIRCULANTE
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
INVESTIMENTOS CAPITAL SOCIAL
IMOBILIZADO (-) CAPITAL A INTEGRALIZAR
(-) DEPRECIAÇÃO RESERVAS
INTANGÍVEL RESULTADO (LUCRO* / PREJUÍZO)
(-) AMORTIZAÇÃO

Exemplo: DRE
ISS, ICMS,
PIS, COFINS

Descontos
(-) Concedidos
e (+) Obtidos

162

CONEXÃO ENTRE BP e DRE
Balanço Patrimonial
DRE
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO Demonstrativo do Resultado do Exercício
Ativo Circulante Passivo Circulante Receitas de Vendas
Bancos Fornecedores
(-) Custo das Mercadorias Vendidas
Clientes Financiamentos
(=) Lucro Bruto
Estoque Passivo Não Circulante
(-) Despesas Operacionais
Ativo Não Circulante Financiamentos
Investimentos Patrimônio Líquido (-) Despesas Administratovas
Imobilizado Capital Social (-) Despesas de Vendas
Intangível Lucro Líquido (-) Despesas e Receitas Financeiras
(-) Outras Despesas Operacionais
Total do Ativo Total do Passivo + PL (=) Lucro Líquido

DRE

Participações
Art. 190. As participações estatutárias de empregados,
administradores e partes beneficiárias serão determinadas,
sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que
remanescerem depois de deduzida a participação
anteriormente calculada.

e b) importância destinada à formação da reserva para contingências e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores. da seguinte forma: I . 163 DRE Dividendos Art. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório. se este for omisso.metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: a) importância destinada à constituição da reserva legal. 202. em cada exercício. . a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou.

III . # Parecer do conselho fiscal.demonstração do resultado do exercício.balanço patrimonial. (**) Cias fechadas com PL inferior a R$ 2MM. VI – Notas Explicativas (*) para empresas que estão submetidas à CVM. # Parecer dos auditores independentes. II . IV . se Cia aberta.demonstração dos fluxos de caixa**. # Balanço social. deverá ser DMPL. 164 EXIGÊNCIAS LEGAIS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Demonstrações Contábeis obrigatórias segundo a Lei das S/As: I . . ñ são obrigadas a DFC. EXIGÊNCIAS LEGAIS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Informações Suplementares # Relatório da administração.demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados*.demonstração do valor adicionado. V .

165 DLPA + DMPL 69 DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido DLPA Contas do Patrimônio Líquido Capital Reservas Reservas Lucros / Total Social de Capital de Lucros Prejuizos Ac Saldos iniciais Saldos Finais .

se elaborada e publicada pela companhia.as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I . os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial. DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Tipos de Reservas: Reservas de Lucro Reservas de Capital  Legal  de Ágio na Emissão de Ações  Estatutária  de Alienação de Partes Beneficiárias Contingências  de Alienação de Bônus de Subscrição  Incentivos Fiscais  Orçamentária  Lucros a realizar .as transferências para reservas. os dividendos. III . 166 DMPL + DLPA Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados Art. II . § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido.o saldo do início do período. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. 186.

II . exceder de 30% do capital social. 167 DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Reserva Legal Art.fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição. 5% serão aplicados. Do lucro líquido do exercício. acrescido do montante das reservas de capital. na constituição da reserva legal. e III . de modo preciso e completo. DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Reservas Estatutárias Art. . a sua finalidade.indique. antes de qualquer outra destinação. § 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva. 193. que não excederá de 20% do capital social.estabeleça o limite máximo da reserva. para cada uma: I . § 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. O estatuto poderá criar reservas desde que. 194.

que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório (inciso I do caput do art. § 2º A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda.638. (Incluído pela Lei nº 11. 168 DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Reservas para Contingências Art. com as razões de prudência que a recomendem. destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos. § 1º A proposta dos órgãos da adm deverá indicar a causa da perda prevista e justificar. A assembleia-geral poderá. a constituição da reserva.de 2007) 76 . a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável. cujo valor possa ser estimado. por proposta dos órgãos de administração. A assembléia geral poderá. por proposta dos órgãos da administração. 195-A. em exercício futuro. destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar. DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Reserva de Incentivos Fiscais Art. 195. 202 desta Lei).

fixo ou circulante. . por proposta dos órgãos de administração. salvo no caso de execução. DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Reserva de Lucros a Realizar Art. 197. 196. 202. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório. 169 DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Lucros Retenção de Lucros / Orçamentária Art. de projeto de investimento. calculado nos termos do estatuto ou do art. submetido pelos órgãos da administração com a justificação da retenção de lucros proposta. por prazo maior. ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício. a assembléia-geral poderá. por proposta dos órgãos da administração. e poderá ter a duração de até 5 (cinco) exercícios. destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. deverá compreender todas as fontes de recursos e aplicações de capital. A assembléia-geral poderá. § 1º O orçamento. deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento de capital por ela previamente aprovado.

. sem valor nominal. mediante a apresentação do referido titulo e o pagamento do preço de emissão das ações. por uma prazo máximo de 10 anos. # Partes Beneficiárias => são títulos sem valor nominal. que dão aos seus titulares o direito de subscreverem ações da companhia. 170 DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Capital # Ágio na Emissão de Ações => a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações. emitidos por companhia fechadas. DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Capital # Bônus de Subscrição => são títulos de créditos emitidos por companhias no limite do capital autorizado no estatuto. ultrapassar a importância destinada à formação do capital social. no máximo em 10% . nos lucros das referidas companhias. que conferem a seus titulares o direito de participação.

IV . III .resgate de partes beneficiárias. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para: I . II .resgate. 171 DMPL + DLPA Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Reservas de Capital Art. quando essa vantagem lhes for assegurada (artigo 17.incorporação ao capital social.absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros . 200. V .pagamento de dividendo a ações preferenciais. . reembolso ou compra de ações. § 5º).

172 Análise Econômico- Econômico- Financeira 83 ANÁLISE E DECISÃO => Análise Horizontal / Vertical => Capital de Giro => Análise de Indicadores # Rotatividade # Liquidez # Estrutura de Capital # Rentabilidade # Lucratividade 84 .

 A análise vertical espelha os efeitos e.  Esta análise é muito importante para a construção de uma série histórica. 86 . 173 ANÁLISE HORIZONTAL  A análise horizontal permite analisar a evolução de uma conta ou de um grupo de contas ao longo de períodos sucessivos.  Pode ser evolutiva ou retrospectiva. 85 ANÁLISE VERTICAL  A análise vertical pode ser entendida como a análise da estrutura das demonstrações. em algumas demonstrações. o que é fundamental para ajudar no estudo de tendências.  Trabalha fundamentalmente com efeitos e dificilmente revela as causas das mudanças. é também possível descobrir algumas das causas primárias. pois permite a identificação da real importância de uma conta dentro do conjunto de contas.

885 34.19% 5. 174 Exemplo: Análise Vertical e Horizontal 31-12-X3 31-12-X2 Valor Valor Descrição da conta AV AH AV AH (mil) (mil) Ativo Total 6.905 13.91% 10.00% 100% Imobilizado 498.256 1.74% 89.233 16.875 15.052.203.451 7.762.46% 100% Ativo Não Circulante 1.23% 100% Estoques 1.617.18% 1.626 73.00% 0.79% 1.60% 100% Com pessoas ligadas 81.385 23.690 2.13% 3.08% 100% Outros 641.000.623 4.272 26.505.67% -4.898 100.55% 184.953 5.51% -24.815.158 28.28% 1.926 23.64% 100% Ativo “Permanente*” 1.24% 67.059 3.80% 100% Investimentos 0 0.284.41% 379.96% 100% Outras 175.46% 232.982 19.246 15.88% 25.302 7.590 9.76% 963.41% 100% Ativo Realizável a LP 256.82% 100% Contas a Receber 888.173.76% 823.326 22.32% 48.006.29% 100% ANÁLISE DE INDICADORES 88 .87% 1.404 100.21% 33.51% 100% Intangível 1.00% 0 0.577.246 71.564 0.946 3.00% 30.58% 31.202.435.59% 100% Disponibilidade 2.50% 275.75% 132.21% 3.535 23.00% 100% Ativo Circulante 4.31% 26.79% 22.

as mercadorias ou produtos acabados ficaram estocados na empresa antes de serem vendidos. OBS: para obtenção de melhores resultados use os valores médios dos estoques. . em média. 175 Indicadores de Rotatividade ou Atividade 89 Indicadores de Atividade / Rotatividade PMRE (Prazo Médio da Rotação dos Estoques) PMRE = Estoque x DP CMV Este indicador mostra em quantos dias ou meses.

176 Indicadores de Atividade / Rotatividade PMRV (Prazo Médio do Recebimento das Vendas) PMRV = Clientes x DP Receita Líquida de Vendas Este indicador mostra quantos dias ou meses. Indicadores de Atividade / Rotatividade PMPC (Prazo Médio do Pagamento das Compras-Fornecedores) PMPC = Fornecedores x DP Compras Este indicador mostra quantos dias ou meses. pode-se encontrá-lo. pela fórmula: COMPRAS = CMV + Estoque Inicial – Estoque Final OBS 2: para obtenção de melhores resultados use os valores médios dos fornecedores. . em média. a empresa leva para quitar suas dívidas junto aos seus fornecedores. a empresa leva para receber suas vendas. OBS: Se o valor das com pras não for fornecido. em média. OBS: para obtenção de melhores resultados use os valores médios da conta de clientes.

177 Avaliação dos Indicadores de Atividade / Rotatividade Ciclo Operacional Superavitário Compra Vende Recebe Paga PMRE PMRV Folga Financeira 35 dias 40 dias 5 dias PMPC 80 dias CICLO OPERACIONAL 93 Avaliação dos Indicadores de Atividade / Rotatividade Ciclo Operacional Deficitário Compra Vende Recebe PMRE PMRV 49 dias 31 dias Paga PMPC Dias Financiados 54 dias 26 dias CICLO OPERACIONAL 80 dias Ciclo Operacional = PME + PMR 94 .

pois Quanto maior melhor normalmente as empresas mantêm poucos valores disponíveis em Caixa e Bancos. 95 INDICADORES DE LIQUIDEZ Liquidez Imediata ou Instantânea => Disponível Passivo Circulante NOTA: não é um dos índices de liquidez dos mais importantes. capacidade financeira para saldar seus compromissos. 178 Indicadores de Liquidez O objetivo do estudo da liquidez é avaliar o grau de solvência da empresa. ou seja. 96 .

179 INDICADORES DE LIQUIDEZ Liquidez Corrente ou Comum => Ativo Circulante Passivo Circulante NOTA: demonstra quanto a empresa possui em dinheiro. É o índice mais utilizado para medir a situação (saúde) 97 financeira das empresas. Quanto maior comparando com suas dívidas a serem melhor pagas no mesmo período. em bens e em direitos realizáveis no curto prazo. relacionando-se com tudo o que já assumiu como dívida (a Curto e a Longo Quanto maior Prazo). INDICADORES DE LIQUIDEZ Liquidez Geral ou Total => Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante + Passivo Não Circulante NOTA: Através deste índice é possível perceber toda a capacidade de pagamento da empresa a Longo Prazo. considerando tudo o que ela converterá em dinheiro (a Curto e a Longo Prazo). melhor .

99 Indicadores de Estrutura de Capital Estes indicadores estão ligados às decisões de financiamento e investimento. portanto. em termos de obtenção e aplicação de recursos. para demonstrar as grandes linhas de decisões financeiras adotadas pela empresa.Estoques Passivo Circulante NOTA: Este indicador é muito útil quando necessitamos ver a capacidade de pagamento da empresa nas situações em que a mesma tem uma rotação de estoque muito baixa. o que pode refletir uma má gestão sobre o volume de Quanto maior melhor compras de material para revenda ou industrialização. 180 INDICADORES DE LIQUIDEZ Liquidez Seca => Ativo Circulante . servindo. 100 .

Por outro lado. do ponto de vista financeiro pode ser Quanto menor preocupante. porque revela uma menor liberdade melhor ?! de decisões financeiras da empresa ou uma maior dependência para com terceiros. sinaliza que pode ser vantajoso trabalhar com capitais de 3º desde que seu custo seja inferior ao lucro conseguido com a sua aplicação nos negócios. 102 . Permitindo visualizar o perfil da dívida da empresa. 101 INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO Composição do Endividamento => Passivo Circulante x 100 Capitais de Terceiros (PC+ PNC) NOTA: Através desta análise é possível mensurar o volume de dívidas da Quanto menor empresa com vencimento no curto prazo melhor em relação à dívida total. 181 INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO Grau de Endividamento / Endividamento Geral => Capitais de Terceiros (PC+ PNC) x 100 Ativo Total NOTA: do ponto de vista do lucro.

182 INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO Passivo Oneroso sobre Ativo => PCF + PNC x 100 Ativo Total NOTA: Esse índice mostra a participação das fontes onerosas de capital no financiamento dos investimentos totais da Quanto menor melhor empresa e. os financiadores ou fornecedores de capital desejam ter a certeza de que o financiado é capaz de gerar lucro suficiente para remunerar seus ativos e ainda honrar os financiamentos. 104 . por outro lado. portanto. sua dependência de Instituições Financeiras 103 Indicadores de Rentabilidade Todo empresário ou investidor espera que o capital investido seja adequadamente remunerado e.

a PRODUTIVIDADE dos investimentos totais Quanto maior (ativo total). ou seja. melhor 105 INDICADORES DE RENTABILIDADE Rentabilidade ou Retorno do Ativo (ROA ou ROI) => Lucro Líquido x 100 Ativo Total NOTA: Este indicador tem por objetivo medir a EFICIÊNCIA global da alta direção da empresa na geração de Quanto maior lucros com seus investimentos totais. 183 INDICADORES DE RENTABILIDADE Giro do Ativo => Vendas Líquidas (ou Receita Líquida) Ativo Total NOTA: estabelece a relação entre as vendas do período e os investimentos totais efetuados na empresa. expressando o nível de eficiência com que são utilizados os recursos aplicados. melhor .

184 INDICADORES DE RENTABILIDADE Rentabilidade PL ou Retorno do Capital Próprio (ROE) => Lucro Líquido x 100 Patrimônio Líquido Total NOTA: este indicador apresenta o retorno que os acionistas ou quotistas da empresa estão obtendo em relação Quanto maior melhor aos seus investimentos na empresa 107 Indicadores de Lucratividade 108 .

Quanto maior melhor 109 INDICADORES DE LUCRATIVIDADE Margem Líquida => Lucro Líquido x 100 Vendas Líquidas (ou Receita Líquida) NOTA: Também conhecido como Retorno sobre as Vendas. 185 INDICADORES DE LUCRATIVIDADE Margem Bruta => Lucro Bruto x 100 Receita Operacional Líquida NOTA: A margem bruta representa a lucratividade auferida sobre o produto. Quanto maior melhor 110 . mercadoria ou serviço comercializado pela empresa. apresentando o percentual de LUCRATIVIDADE gerado.

br 112 . 186 Dúvidas.falcão@fgv. Sugestões e Comentários?! Prof. Daniel Falcão daniel.

 É razoável dizer que a Lei das Sociedades por  de usuário interno e sua necessidade  Ações do Brasil tem suas origens em outro país. sindicatos. sindicato etc.  c) Bens e direitos menos as obrigações de uma  fornecedores etc. CRC etc.   qualquer momento.   empresa.     c) Toda pessoa física ou jurídica que necessita de    informações para sua tomada de decisões. bancos. na procura de uma  bens.   b) Bancos. Daniel F. fornecedor. São exemplos de usuários externos os  está alocado. O patrimônio é o conjunto dos:   a) Governo. Um exemplo  3.               Prof. gerente    financeiro.   d) Sindicato. bancos etc.   melhor alternativa para superar as perdas geradas  b) Qualquer empresa que possui registro legal. seja este produtivo ou  investidores.   b) Bens e direitos para uso próprio da empresa. Falcão daniel. No contexto da Contabilidade.  4. A importância da Contabilidade Moderna nas  5. Os usuários da Contabilidade podem ser    segregados em internos e externos.  a) Bens. os governos e os bancos. exceto:   a) Em avaliar a empresa para negociá‐la a  a) Ferramenta de controle.  assim pode exercer atividade econômica.   b) Unidade organizacional da empresa. Analise as afirmações a seguir:   d) O espaço físico onde algum setor da empresa  I. Governo. fornecedores.br .  presidência. IBGE.     d) Empreendedor de uma empresa concorrente.   aos sócios no futuro. CVM.   contábil de qual país?   b) Acionista. investidor. os empregados e os  seja na forma de pessoa física ou jurídica.   c) Agente do fisco.   recursos na aquisição de ações da entidade.   d) Em oferecer dados ao IBGE e ao Governo em  e) Departamento independente cuja produção é  geral.  d) Bens e direitos que a empresa terá que restituir  administradora.   c) Investidor. direitos e obrigações.   voltada apenas para o uso do próprio    departamento. 187 Contabilidade Financeira – GFCA 3.   objeto de estudo. a diretoria.   2. Exercícios Práticos  ETAPA 1    1.   decisões.   b) Em auxiliar a tomada de decisões econômico‐ c) Produtora de informação relevante à tomada de  financeiras.   administrativo. constituído pelos  e) Gestor da própria empresa.  informacional é:   Dessa maneira. São exemplos de usuários internos a  desenvolvimento de uma atividade econômica.   a) O conjunto de elementos.   principais clientes. para decidir se aplica ou não seus  a) Estados Unidos da América. A Contabilidade pode ser compreendida e  empresas repousa basicamente:   caracterizada sob todas as óticas abaixo. realizando a cobrança de  c) Itália.falcao@fgv.   c) Como instrumento para avaliar os impostos a  d) Ramo do conhecimento. bancos. e  pela crise. nossa Contabilidade passou a  a) Cliente da empresa. buscando informação sobre  ser influenciada grandemente pela filosofia  as transações financeiras da empresa.   CVM.   8. funcionários.   7.   impostos e taxas devidos pela instituição ao  d) Espanha. que possui seu próprio  pagar.   b) Alemanha. Como usuários externos de Contabilidade    podemos indicar:   6. direitos e obrigações de uma empresa.     e) Uma organização qualquer constituída para o  II. Governo. uma entidade  comparando o patrimônio da entidade com o do  é:   concorrente.  governo.

     b) Elaborar demonstrações contábeis obrigatórias  IV.   legislação vigente. 188 Contabilidade Financeira – GFCA III.   princípios exigidos por lei. Para usuários externos a informação contábil  12.   afirmar que sua principal finalidade está em:   e) Tributar e arrecadar impostos. V.   de elaboração de informação contábil cuja  c) Prover informações sobre o recolhimento de  principal finalidade é atender o usuário externo.       15.   com sua finalidade:   b) Fornecer informações para apuração e  a) A Contabilidade Internacional estabelece a  recolhimento de impostos.  c) É também conhecida como Contabilidade    Societária ou Contabilidade Geral. IV e V. a  princípios contábeis internacionais.   e) I. III e V. III e V. IV.   financeiro. III. A ênfase da Contabilidade Financeira está em:  é sob medida e para usuários internos a  a) Prover informações para organismos  informação é padronizada.      13.     d) Prover informações apenas para as instituições  V. Uma entidade desconfia que a  reconhecimento de impostos. II.   comunicação entre as filiais das empresas  c) Adequar a Contabilidade Financeira aos  multinacionais.   serviços.   seus níveis.     d) Produzir demonstrações contábeis para os  9. Não é característica da Contabilidade  Estão corretas as assertivas:   Financeira:   a) I.     d) Fiscalizar a saúde financeira de uma  14. Daniel F. Sobre a Contabilidade Internacional é correto  instituição.   decidir o caminho a ser seguido pela organização.   classificação.           Prof.   lei.   b) Preocupa‐se com o registro e escrituração de  d) II.   monetários das transações e eventos de caráter  c) Intervir em uma instituição.   ênfase da Contabilidade mais adequada para  d) Controlar a movimentação patrimonial de  verificar a veracidade dessa questão é:   organizações multinacionais prestadoras de  a) Contabilidade Fiscal. Cada ênfase da Contabilidade possui uma  11. taxas e  a) Elaborar as demonstrações contábeis exigidas  contribuições.   b) Contabilidade Gerencial. A Contabilidade Financeira cuida do processo  por lei. Para tanto.br .   e) Produzir informações destinadas a subsidiar o  c) Contabilidade Societária.   Contabilidade é:   e) É empregada na indústria e no comércio para a  a) Tomar decisões em uma instituição. Falcão daniel. em termos  b) Controlar as finanças de uma instituição.   internacionais.   e) Produzir informações destinadas a subsidiar o  c) A Contabilidade Gerencial lida apenas com  processo de gestão organizacional em todos os  informações de caráter financeiro. Usuário interno é qualquer agente que  financeiras.   c) II.   processo de gestão organizacional em todos os  d) Contabilidade Financeira. A finalidade da Contabilidade Gerencial é:   finalidade diferente.   a) Elaborar demonstrações contábeis exigidas por  b) I.     b) Fornecer informações para apuração e  10.   participa do processo de gestão da entidade e  e) Prover informações para auxiliar a gestão da  tem acesso às informações necessárias para  entidade em todos os níveis. Assinale a alternativa que  a) Elaborar as demonstrações contábeis  relaciona corretamente a ênfase da Contabilidade  obrigatórias por lei. registro e interpretação. seguindo a  princípios contábeis internacionais.falcao@fgv. produzindo  seus níveis  informações para subsidiar o processo de gestão    organizacional.   impostos. caso necessário.   comercialização de um de seus produtos tem  c) Adequar a Contabilidade Financeira aos  reduzido suas margens de lucro.   por lei.   impostos e tributos diversos. IV.   e) Contabilidade Internacional.   b) A Contabilidade Fiscal fornece informações para  d) Adequar a Contabilidade Financeira aos  apuração e recolhimento de impostos. O principal interesse do governo em relação à  acionistas e que atendam aos requisitos legais.

   é:        Prof.       24.   d) Orientar a prática contábil e padronizar uma  c) Subjetividade e monetarismo.   destinadas a subsidiar o processo de gestão  c) Que as entidades só podem encerrar suas  organizacional em todos os seus níveis.   d) Integridade e representação adequada. Bancos. Dentre os pressupostos básicos da  informações contábeis úteis aos usuários da  Contabilidade.   e) Movimentação. as  17. ao invés de considerar o momento  a) Comparáveis e relevantes. e contraindo obrigações.  finalidade promover o fluxo de bens materiais e  b) Regime de continuidade. o que considera a ocorrência do  Contabilidade. A base conceitual da Contabilidade assevera  Contabilidade. Algumas características qualitativas tornam as  19. Falcão daniel.   a) Contabilidade Fiscal: elabora demonstrações  d) Competência. O conceito de continuidade implica:   c) Contabilidade Gerencial: utilizada por  a) Que as entidades continuem suas atividades em  empresas multinacionais que necessitam divulgar  qualquer hipótese.  b) Contabilidade Financeira: elabora    demonstrações contábeis obrigatórias por lei.   outras demonstrações contábeis. segundo o pronunciamento  b) Clientes.   d) Regime de correspondência.   e) A Contabilidade Financeira elabora relatórios e  e) Regime de expressão monetária.   Contabilidade.   preexistentes.   que os relatórios contábeis devem ser guiados  b) Ajudar os usuários a compreenderem os  dentro de condições e qualidades básicas. A "base conceitual da contabilidade" serve  e) Compreensibilidade. nesta ordem. é o  16.   22. gerando    riquezas e direitos. Diretores e Investidores. é:     a) Governo. Administradores e  b) Relevância.   estando em constante movimento. dentre  procedimentos contábeis.   corretas.   e) Contabilidade Internacional: produz  d) Que a entidade esteja em operação por tempo  informações destinadas a subsidiar o processo de  suficiente para exercer seus compromissos  gestão organizacional em todos os seus níveis.   relaciona corretamente a ênfase da  b) Continuidade. A alternativa que contém dois exemplos de  obrigações adquiridas pela entidade continuam  usuários externos e dois de usuários internos da  sendo obrigações dos sócios. as  evento econômico como fator de registro de  informações devem ser:   uma venda.   de multinacionais. Para garantir esta utilidade.   atividades mediante uma autorização judicial.   Contabilidade com sua finalidade:   c) Materialidade.   suas informações para a matriz.   para:     a) Delimitar o que se deve e não se deve fazer em  23.   as quais não se enquadram:   c) Servir de fundamentação para os trabalhos dos  a) Neutralidade e prudência. 189 Contabilidade Financeira – GFCA d) A Contabilidade Internacional tem como  a) Regime de competência.   21.falcao@fgv.   b) Representação Fidedigna e relevância.     d) Comparabilidade.  a) Essência.   profissionais contábeis.   b) Que mesmo encerrando suas atividades. bem como faz    análise sobre os melhores investimentos a serem  20.   conceitual básico do CPC:   c) Acionistas.   contábeis obrigatórias por lei.   Encarregados  c) Representação Fidedigna.     e) Que mesmo encerrando suas atividades. CVM. Investidores.   linguagem comum na Contabilidade. Investidores e Encarregados. Gestores e Acionistas.br .   d) Acionistas. Assinale a alternativa que  a) Entidade. Cada ênfase da Contabilidade possui uma  princípio da:   finalidade diferente.   imateriais entre os diversos países que são sedes  c) Regime contábil de caixa. Sindicatos.   e) Todas as alternativas anteriores estão  e) Compreensibilidade e comparabilidade. mas não  do recebimento da transação para esse registro  necessariamente confiáveis. Daniel F. Não é uma característica qualitativa da  informação contábil. os bens  d) Contabilidade Financeira: produz informações  continuam sendo de posse dos sócios. O princípio que considera a entidade como  realizados pela entidade.   18.

     d) Comparabilidade. Material de escritório adquirido em X1  apenas pelos gestores das organizações.   a) Prudência. Há situações em que os registros de certos  e) Custo e benefício.     d) As informações relevantes são utilizadas  31.   informação contábil diz respeito a:   b) Preço de aquisição/valor de mercado. compreensíveis. A característica da compreensibilidade da  a) Valor de mercado/preço de aquisição.   a) Para ter valor para o usuário a informação  c) Custo de oportunidade/valor de mercado.    principalmente os que ocupam altos cargos. compreensíveis. o  característica da:   profissional contábil deve:   a) Integridade. será despesa em:   interessando aos investidores. pago em X3. relevantes e  bem de uma empresa deve ser mensurado se a  comparáveis. uma das críticas mais recorrentes  que.   e) Todas as alternativas anteriores estão  b) Continuidade.  se houver evidências de que essa não terá mais    condições de operar:   25. identifique.            Prof. Sobre esta divulgação. a qual consiste  c) X3   na influência que a sua omissão ou distorção  d) X4   pode ter nas decisões econômicas dos usuários.   c) Divulgar somente o que alguns usuários.   c) Confiabilidade.   informações contábeis é correto afirmar:   d) Divulgar relatórios que só os contadores  a) A relevância é afetada pela sua natureza e  entendam.   Assim. não  em relação à Contabilidade deve‐se ao modo  influenciam as decisões dos usuários. atividades  materialidade está associado a qual aspecto  econômicas e contabilidade para  limitador de uma demonstração contábil?   compreenderem as informações contábeis.   b) Noticiam os usuários da Contabilidade.   b) Divulgar somente relatórios positivos.   deve ser entendida por ele. Dentre as características qualitativas das  necessariamente compreensíveis. devem ser incluídas nas    demonstrações contábeis.  comparáveis e necessariamente auditadas. que  c) Confiáveis e compreensíveis.  c) Tempestividade. Esse aspecto tem como principal  d) Confiáveis. não devendo    ser objeto de escrituração individual. Daniel F.  27.falcao@fgv.   a) Divulgar relatórios que atendam às necessidades  b) Materialidade. já que são eles que devem analisá‐los e  ordem de ocorrência.   d) Valor que o bem terá no final de sua vida  b) As demonstrações contábeis precisam ser  útil/preço de aquisição.   e) Preço de aquisição/preço de aquisição menos o  c) Mesmo informações complexas. uma vez  30.   29.  importância técnica em detrimento à compreensão  c) A informação é relevante quando auxilia na  por parte dos usuários.br . mas não  28. Falcão daniel. mas não  leva em conta aspectos como a representação  necessariamente comparáveis. como um  e) Confiáveis. para que  d) Comparabilidade. por apresentarem valores irrisórios.   26.   a) X1   e) Um dos critérios para a relevância da  b) X2   informação é a sua materialidade. Sobre a característica da relevância das  desejam. mas não necessariamente  mesma estiver em continuidade e como mensurar  auditadas.   informações contábeis está a confiabilidade.   adequada.   prontamente entendidas pelos usuários.   corretas. 190 Contabilidade Financeira – GFCA b) Relevantes e confiáveis.  dificuldade a mensuração pertinente dos eventos. respectivamente. não  consumido em X2.   a empresa não seja "malvista" no mercado. relevantes.   avaliação do impacto de eventos passados e    presentes.   fatos contábeis são irrelevantes.   e) Compreensibilidade. porém  e) Divulgar relatórios complexos.   relevantes aos usuários.   tomar decisões.   e sanem as dúvidas dos diversos usuários. Essa  como são divulgadas informações e relatórios por  interpretação está em consonância com a  parte do contador. enfatizando a  não influenciam nas decisões econômicas destes. Atualmente. que sejam  que falta para quitar a compra. O equilíbrio entre o tempo de divulgação da  d) É importante que os usuários tenham um  informação contábil e sua confiabilidade e  conhecimento razoável dos negócios. somente.

000.000 e 6. devemos analisar algumas  milhões. Relevância.000.000.00.000 e 1.  X8. será de:     a) R$ 20.000. Numa empresa que inicia sua atividade em  Confiabilidade e Comparabilidade.   b) 4.   d) 5.     c) Pelo montante que produza o maior valor para    o patrimônio líquido. teve como despesa do resultado $ 12  ao custo.br . Considerando a existência de mais de uma  Receita no Exercício: $ 860. em novembro de 2003. em outubro de 2003.   c) Compreensibilidade.000.   Regime Caixa.000 e 4. 30 de  c) Resultado pelo Regime Caixa.000.   uma receita de $ 1 milhão e despesa de $ 590 mil. Em conformidade    com o Princípio de Competência.000. Os pagamentos das  b) Resultado pelo Regime de Competência. em outubro de 2003.000. O regime em que todos os custos e receitas    incorridos. A empresa vendeu $ 15 milhões.000  alternativa igualmente válida para a  Despesa Consumida: $ 390.   Comparabilidade.   Comparabilidade. Descontinuidade.falcao@fgv. de  Receita Recebida no Exercício: $ 400.     d) Compreensibilidade. deve‐se registrar:     a) O ativo pelo maior valor e o passivo pelo  Apure o resultado pelo Regime de Competência e  menor valor. Confiabilidade e  c) 5.  novembro e 30 dezembro de 2003.   recebida e a metade da Despesa foi paga. 191 Contabilidade Financeira – GFCA 32. Relevância.   b) Complexibilidade.000.00. constatamos os seguintes saldos contábeis em    31‐12‐X8:   33.000 e 5.00.   b) As receitas pelo maior valor e as despesas pelo    menor valor.000.   b) R$ 20. só pagando $ 1 milhão. Confiabilidade e  a) 3. admitindo que em X9 a  receita ou da despesa é o de:   empresa recebeu suas duplicatas. As características  pelos Regimes de Competência e Caixa são.    Confiabilidade e Comparabilidade.00.000.   c) R$ 20. Os resultados  características da informação.   valor de R$ 30.  da informação são:   respectivamente:   a) Relevância.00. Falcão daniel.000.000.000.000  contabilização de determinados eventos.     d) Pelo montante que produza o menor valor    para o patrimônio líquido.000.   despesas referentes ao exercício X8 e ainda teve  b) Competência. uma empresa  a) Saldo de Contas a Receber e Contas a Pagar em  comprou a prazo material de expediente.   d) R$ 10.000. em dezembro de 2003.        34.  37. Houve    utilização do material em dezembro de 2003    que totalizou R$ 20. o valor a ser    apropriado corno despesas.       Prof.000   conservadorismo. Para avaliarmos a qualidade e a utilidade de  36. pede‐   se:   35. Complexibilidade. são atribuídos àqueles em    que efetivamente ocorrer o fato gerador da  38.   e) R$ 30.000  acordo com o que prega a convenção do  Despesa Paga no Exercício: $ 300.000. em 2003.   sendo que exatamente a metade da Receita foi  d) Custo real ou efetivo. em setembro de 2003. no  31‐12‐X9. Daniel F. só recebendo  uma informação contábil. No exercício anterior.   faturas ocorreram em 30 de outubro.000.000.  c) Econômico efetivo. pagou suas  a) Caixa.     e) Todos os eventos que gerem uma situação    patrimonial conservadora.00. mesmo que pagos ou recebidos em    diferentes períodos. No mês de setembro de 2003. além de compará‐la  $ 5 milhões.00.

     c) pelos administradores e por contadores  3.     d) tem duração de um ano e a data do início fixada    no estatuto. I. II.  a) companhias em geral.  demonstrações financeiras são assinadas   d) as opções de compra de ações. demonstração financeira que evidencia o  d) aos auditores independentes.   c) companhias abertas.   mercadorias. demonstração financeira que evidencia a  b) ao conselho de administração.   c) demonstração dos fluxos de caixa. IV.   e) a taxa de juros. deverão indicar:  b) no CNPJ.   recursos.   distribui. Daniel F. As sociedades anônimas não estão obrigadas a  V.   (       ) Demonstração dos Fluxos de Caixa. As Notas Explicativas.   a) tem sua duração fixada no estatuto ou pela  d) pelos auditores independentes e por  diretoria. Associe:   4. demonstração financeira que evidencia a  acumulados.   e) demonstração das origens e aplicações de  (       ) Demonstração do resultado do exercício.   e) sociedades em geral. IV e VI.   c) à diretoria. I. Estão sujeitas a auditoria por auditores  (       ) Demonstração das mutações do patrimônio  independentes as demonstrações das   líquido.   b) III.   6. IV e VI. demonstração financeira que evidencia as    modificações ocorridas no capital próprio. III. V. II.   IV.404/76. os auditores  2. as datas de vencimento e as  b) pelo conselho fiscal e por contadores  garantias das obrigações a curto prazo.     d) companhias que não sejam registradas na  a) I.   não relevantes. as  Passivo e as garantias recebidas de terceiros. Falcão daniel. II. 192 Contabilidade Financeira – GFCA ETAPA 2    1.   patrimônio de uma empresa.   Comissão de Valores Mobiliários. IV.   b) companhias fechadas.   (       ) Demonstração dos lucros ou prejuízos    acumulados.   II.   riqueza gerada pela entidade e como esta a  b) balanço patrimonial. outorgadas e  a) pelos administradores e por contabilistas  exercidas no período.   contadores legalmente habilitados.   a) ao conselho fiscal.  legalmente habilitados. I e VI. V.   5. II.   b) tem duração de um ano e a data do término  e) somente por contadores legalmente  fixada no estatuto.   b) os principais fornecedores de insumos e/ou  e) na OAB.  d) na CVM.falcao@fgv.   III.  demonstração financeira que evidencia a  demonstrações financeiras compete   distribuição do lucro liquido. V. O exercício social   legalmente habilitados. VI e V. Segundo a Lei n° 6.                 Prof. Para auditar companhias abertas. fazer elaborar as  I. demonstração financeira que evidencia os fluxos  elaborar a seguinte demonstração:   monetários que alteraram as disponibilidades.   c) tem duração de um ano e as datas do início e do    término fixadas no estatuto. I. Segundo a Lei das Sociedades por Ações.  legalmente habilitados.       7.   habilitados.br .   a) demonstração dos lucros ou prejuízos  VI. IV. III.     e) nunca pode ter duração superior a um ano.   e) aos contabilistas legalmente habilitados.   e) II.   (       ) Demonstração do Valor Adicionado.   apuração do lucro liquido.     d) demonstração do resultado do exercício. V e VI.   anônimas.  c) III.    c) os ônus reais constituídos sobre elementos do  8.   (       ) Balanço patrimonial. que complementarem as  independentes devem ser registrados   Demonstrações Financeiras das sociedades  a) na Junta Comercial.   a) os investimentos em outras sociedades quando  c) no CPF.   d) III.

 enquanto nas  demonstrações contábeis anualmente.  c) Auditores internos.   obrigatoriamente.  geral as demonstrações contábeis de uma  b) S/As de capital fechado.   c) As limitadas possuem donos "conhecidos".   c) Registros contábeis de empresas limitadas são.   sociedade anônima sem que esta seja registrada  d) Auditores públicos. Daniel F.   b) Consultores.  b) Demonstração dos fluxos de caixa. Uma diferença entre as empresas limitadas  d) Demonstração dos lucros ou prejuízos  (LTDA.     c) Demonstração do resultado do exercício. Por que é necessário publicar ao público em  a) S/As de capital aberto. Empresas com ações na bolsa de valores  e) Em empresas limitadas a divulgação das  (companhias abertas) devem divulgar suas  informações é feita apenas ao fisco. Entre as demonstrações que não são  e) Para agir em conformidade à legislação e  obrigatórias estão:   informar aos usuários que necessitem tomar  a) Balanço patrimonial. ao  d) Para resguardar a imagem da empresa.   d) ONGs ‐ organizações não governamentais.   12. As sociedades anônimas devem publicar.  c) Para mostrar uma postura socialmente    responsável. que são funcionários  11.  São obrigadas a elaborar.   14.  informações contábeis ao fisco acompanhadas do    parecer de um auditor.   b) Demonstração dos fluxos de caixa.   enquanto as sociedades anônimas possuem donos  c) Demonstração do valor adicionado. algumas demonstrações  evitando possível especulação do mercado. Das demonstrações contábeis abaixo.  a) Apenas as sociedades anônimas são obrigadas a    divulgar suas informações ao fisco. divulgados sazonalmente. segundo  sociedades anônimas há obrigatoriedade de  exigência da Comissão de Valores Mobiliários  apresentação das informações com o parecer de  (CVM). está no fato de  e) Demonstração das origens e aplicações de  que:   recursos.br .  fidedignidade das demonstrações contábeis.   d) Demonstração do resultado do exercício.  parecer emitido por:     a) Auditores independentes.) e as sociedades anônimas (S/A).   a) Balanço patrimonial.   empresa e verificam se as demonstrações  d) É possível o pleno funcionamento de uma  contábeis estão corretas. que são funcionários da empresa e    verificam se as demonstrações contábeis estão    corretas.   autenticidades às demonstrações contábeis.   b) Para divulgar a empresa e promover sua  e) Sociedades por quotas de responsabilidade  imagem. e estas devem vir acompanhadas de um  um auditor independente. 193 Contabilidade Financeira – GFCA 9. é correto afirmar:   contratadas para apresentar parecer sobre a  a) Sociedades anônimas vendem.   e) Consultores. que são fiscais do governo e  na CVM.   limitada.falcao@fgv.   13. Falcão daniel. que são funcionários de empresas  b) Empresas limitadas podem ser divididas em  especializadas em consultorias e conferem  companhias abertas e companhias fechadas.   10.   contábeis.   a) Porque é uma estratégia de marketing. a única  b) Tanto as limitadas como as sociedades  que não é exigida para as sociedades anônimas  anônimas devem divulgar suas informações  de capital fechado é:   contábeis apenas ao fisco.   controlam a divulgação das demonstrações  e) Sociedades anônimas são obrigadas a divulgar  contábeis.   decisões.   tange aos aspectos contábeis. publicar    anualmente e divulgar trimestralmente    demonstrações contábeis apenas empresas do    tipo:            Prof.  fim de cada ano. no que  acumulados.   15.   sociedade anônima?   c) Entidades governamentais. que são funcionários da  obrigatoriamente. Sobre as empresas limitadas e sociedades  de empresas especializadas em auditorias  anônimas. ações na bolsa de valores.   "desconhecidos" (acionistas).   d) Tanto as limitadas como as sociedades  e) Demonstração de lucros ou prejuízos  anônimas são obrigadas a divulgar suas  acumulados.   suas demonstrações contábeis na CVM.

  b) Divulgar o relatório contábil da entidade.404/76 e  entendimento e análise das demonstrações  alterações). DVA e Balanço Social.   para as companhias abertas:   d) Destacar e interpretar detalhes relevantes e  a) DMPL. não  apresentá‐la aos usuários. A finalidade da auditoria externa ou  19.   c) Fazer uma análise aprofundada da entidade e  b) De caráter apenas qualitativo e. Falcão daniel.   informações adicionais sobre operações passadas.   e) Todas as alternativas anteriores estão corretas.  11. DOAR e DFC.    passivos e patrimônio líquido.                              Prof.   porém não fazendo parte das mesmas.   Contabilidade brasileira às normas internacionais  b) Apresentar um resumo das principais práticas  de Contabilidade.   fazem parte das demonstrações contábeis.   complementam e explicam as demonstrações  e) Evidenciar os aspectos positivos e negativos  contábeis. DFC.     c) Buscou aumentar o grau de transparência das  20. São demonstrações contábeis obrigatórias  c) Evidenciar aspectos relevantes ao  exigidas pela Lei das S/As (Lei 6. além do balanço patrimonial (BP) e  contábeis que não puderem ser nelas  da demonstração do resultado do exercício (DRE). Daniel F. 194 Contabilidade Financeira – GFCA 16.   d) Complementares às demonstrações contábeis.638/2007. exceto:   constituindo‐se num relatório contábil  a) Alterou a Lei das Sociedades Anônimas. quantitativa e qualitativamente. DFC e DVA. DOAR.br .falcao@fgv.   c) DOAR.   d) DOAR.   18.   presentes e futuras.   detalhes de itens relevantes relativos às operações  e) Entrou em vigor visando adequar a  de uma entidade. DFC e Balanço Social.   a) Complementares às demonstrações contábeis. os  mais segurança nas operações. As notas explicativas têm por  demonstrações contábeis. Todos os itens a seguir se adequam à Lei nº  e) Não contidas nas demonstrações contábeis. As notas explicativas compreendem  independente é:   informações:   a) Refazer a Contabilidade da entidade.     e) DMPL.  b) DMPL. significativas nos negócios.   contábeis utilizadas pela entidade na elaboração    das demonstrações contábeis.   finalidade/objetivo:   d) Alterou os princípios contábeis visando conferir  a) Explicitar.   d) Atestar a veracidade e fidedignidade das  c) De caráter apenas qualitativo que  informações contábeis da entidade.  contidos nos relatórios contábeis.  evidenciados. DVA e Balanço Social.  17. por isso.   suplementar.    representando parte integrante das mesmas.   b) Alterou algumas classificações de ativos.

00 Despesa de IR + CSLL 107. indique o valor do estoque inicial.   Compra de mercadorias para revenda     R$ 280. de quatro anos aparecem a seguir:    Itens do BP  Ano 9 Ano 10 Ano 11 Ano 12 Ativo Não Circulante  3.000.00  Venda de Mercadorias         R$ 380.000.00 Veículos de Uso  100.00 Títulos a Pagar a Curto Prazo  90.  pede‐se  elaborar  as  demonstrações  “Balanço  Patrimonial”  e  “Demonstração  do  Resultado  do  Exercício”  do  referido  período  de  acordo  com  os  grupos  e  subgrupos  previsto  na  Lei  6.045 Total Passivo + PL  ? 9.br .000.220.200.000.000.00 Despesas Vendas 10.012 ? 13.586 ? ? ?  Passivo Não Circulante  1.765 2.000.00 Despesas Administrativas  35.000.00     Com base nestes dados.000.00 Depreciação de Veiculos 20.759 5.000.444 ? ? 4. com os saldos a seguir:    Financiamento Exigível a Longo Prazo  470. varejista  de material de construção e reformas.falcao@fgv.246  Ano 12 => Ativo Circulante – Passivo Circulante = 1.000.00 Vendas Canceladas  20.000.00 Adiantamento de Clientes  20.00  Empréstimos a pagar         R$ 13.000.000.000.          2.000.00 ICMS sobre Vendas  117.00  Devolução de compras         R$ 21.  com  seus  respectivos  saldos. Contas selecionadas do Balanço Patrimonial da Lowe´s.000.695 5.00 Vendas de Mercadorias 800.       Prof.00  PIS sobre Receita Operacional       R$ 10.00  Duplicatas a receber         R$ 5.00     Utilizando  as  contas  contábeis  Patrimoniais  e  de  Resultado.00 Impostos a Recolher  50.00 Bancos conta Movimento  70. 195 Contabilidade Financeira – GFCA ETAPA 3    1.201 ?  Patrimônio Líquido  ? 4.376 ?  Passivo Circulante  1.000.00 Salários a Pagar  150.000.00 Reservas Legal 150.000.00 Terreno de Uso  300. Analise os saldos contábeis dados a seguir.736 Ano 11 => Ativo Circulante – Passivo Circulante = 1.      3.000.000.00 Estoque de Mercadorias  90. Daniel F.000.00  Custo de mercadorias vendidas       R$ 232.404/76  e  suas  recentes  alterações. Uma empresa encerrou as atividades do ano em 31/12/2013.00 Adiantamento a Fornecedores  475.00  Fretes sobre compras         R$ 8.000.903    Calcule os valores faltantes do BP para cada um dos 4 anos.00 Capital Social  200.495 6.302 7.200.000.00 Descontos Concedidos 13.00 Clientes  324.000.386 ? ?  Ativo Circulante  2.00 Custo de Mercadorias Vendidas  288.000. Relações no Balanço Patrimonial. Falcão daniel.674 Ativo Total  ? ? 11.00  Estoque final           R$ 140.000.780.

  Os  pagamentos  das  faturas  ocorreram  em  30  de  outubro. Contemporânea.  A  empresa  "X”  firmou  um  contrato  de  locação  com  o  prazo  de  18  meses.00 Bancos conta movimento 48.00 Terrenos 48.00 para o período.000.200.   • Receita de dezembro/2013.600.00 Impostos a recolher 4.00 Participações em outras empresas 14.00 Fornecedores 36.   • Receita de janeiro/2014. No mês de setembro de 2013.000. pagou adiantado (em 01‐04‐13) o valor de R$ 12.   • Despesa de janeiro/2014.00 Estoques 31. uma empresa comprou a prazo material de expediente.000.00 Capital social 177. no valor de R$ 46.00.     O resultado do referido mês.400.2013  a  31.00 TOTAL DO PASSIVO + PL 372. deve  registrar até o final do exercício de 2013:       7. paga em dezembro/2013.00 Empréstimos 43.  Em  conformidade  com  o  Princípio  de  Competência. recebida em dezembro/2013. com  vigência  de  01.00 Reservas de lucros 12. Com base no balanço patrimonial da Cia. responda às questões a seguir:    ATIVO PASSIVO + PL Caixa 2.07.   • Receita de dezembro/2013.   • Despesa de dezembro/2013.  em  2013.  O  valor  referente  à  despesa  de  assinatura de periódicos de 2013 é:       6.000.000. Considere os dados a seguir referentes ao mês de dezembro de 2003:   • Despesa de dezembro/2013.000.00.800.00.400. Uma determinada empresa contratou assinatura de periódicos para o período de doze meses.br .  30  de  novembro  e  30  dezembro  de  2013.  será de:       8. no valor de  R$  30.000.000.000.00.  o  valor  a  ser  apropriado  como  Despesas.00.00 Salários a pagar 26. de  posse do recibo e contrato de locação e sabedor que o regime a ser adotado é o de competência.  Para  obter  um  bom  desconto.  por  R$  720.falcao@fgv. no valor de R$ 60. no valor de R$ 52. 196 Contabilidade Financeira – GFCA   4.00  pagos  a  vista. conforme os Princípios Fundamentais da Contabilidade é:    Prof. Daniel F. O contabilista.000. paga em janeiro/2014.000.00   a) Qual o valor das origens de recursos?          b) Qual o valor do capital de terceiros?        c) Qual o valor do ativo circulante?        d) Qual o valor do capital próprio?         e) Qual o valor do patrimônio líquido?      f) Qual o valor do ativo não circulante?        g) Qual o valor do passivo circulante?               5.00. recebida em dezembro/2013. Falcão daniel.200.00. paga em dezembro/2013.  O  material  utilizado  em  dezembro  de  2013  totalizou  R$  20.2014. recebida em janeiro/2014.08. no valor de R$ 50.00.00 Duplicatas a receber (curto prazo) 108. no valor de R$ 54.00 TOTAL DO ATIVO 372. no valor de R$ 30.00 Financiamentos (longo prazo) 72.400.00 Máquinas e equipamentos 120.600.

000.00  Duplicatas a Pagar       R$ 62.00     PIS sobre Receita Operacional       R$ 11.00  Custo das Mercadorias Vendidas     R$ 28. A Contabilidade de uma empresa apresentou.551.000.00   Estoque de Mercadorias       R$ 45.  pode‐se  afirmar  que  a  Receita  Líquida.00  Imóveis          R$ 26.00     Tendo  em  vista  os  saldos  acima.00  Devolução de Vendas       R$ 1.00  Descontos Concedidos       R$ 2.000.500.000.00  ICMS Incidente sobre Vendas     R$ 9.00     Despesas Financeiras         R$ 13.00     Vendas de Mercadorias         R$ 720.500.000.00  Prejuízos Acumulados       R$ 15.  o  Resultado  Operacional Bruto (LUCRO BRUTO) e o LAIR são. respectivamente:                                  Prof.00  Despesas com Juros       R$ 4.000. 197 Contabilidade Financeira – GFCA 9.000.400.00     Provisão para CSLL (no DRE)       R$ 18.falcao@fgv.00  Salários a Pagar         R$ 4.00  COFINS sobre Faturamento     R$ 1.2013. Considere os saldos apresentados nas contas especificadas a seguir:     COFINS sobre Receita Operacional      R$ 21.00     Provisão para Imposto de Renda (no DRE)    R$ 30.000. Falcão daniel.000.00  Clientes          R$ 48.000.000.800.00     Custo de Mercadorias Vendidas       R$ 288.12.600.00     Vendas Canceladas         R$ 10.000. o Lucro Bruto e o Lucro Líquido são.br .500.000.918.00  ICMS a Recolher        R$ 3.000.00  Descontos Obtidos       R$ 3.00     Despesas Administrativas        R$ 35.000.00  Despesas com Salários       R$ 3.00     Descontos Concedidos Incondicionais     R$ 12.00  PIS sobre Faturamento       R$ 500. no dia 31.700. respectivamente:       10. Daniel F.500.900.00  Receita com Vendas de Mercadorias   R$ 68.880.00     A receita Líquida.500. os seguintes saldos:     CONTAS         SALDOS   Capital Social         R$ 45.00     ICMS sobre Vendas         R$ 122.

   6. por meio do confronto entre  o preço do tecido sofreu queda de 20%. o  4. ativo imobilizado e ativo  produtos.  receitas e despesas ocorridas ao longo de um  Considerando‐se que todo o tecido encontra‐se  período de tempo. de pagamentos de salários aos    funcionários.br .    exclusivamente. Falcão daniel. Assinale a alternativa que contém.   seguintes à data do balanço.   b) Tem como finalidade demonstrar o lucro da    entidade e sua composição.   contrapartida do que está no ativo e no  c) Sua liquidação deve se dar em até 48 meses  patrimônio líquido. Logo após a compra. Por qual motivo.   correta.   aceito.000. em geral. portanto.   c) Oriunda. contas representativas de  e) Oriunda.   contabilizado no balanço patrimonial. Uma característica relacionada às despesas é:   b) Ações de outras empresas.00. da emissão de  e) Nenhuma das alternativas anteriores está  debêntures e ações.  entidade.  mercadorias e marcas e patentes.               Prof.000. 198 Contabilidade Financeira – GFCA ETAPA 4  1.   entrada de recursos para a entidade:   c) $ 40.   exclusivamente.  ativo é caracterizado pela aplicação dos recursos  dependendo do tipo de empresa.  2.   d) Oriunda de juros sobre aplicações financeiras. de pagamentos de juros de    dívidas.   50.  obtido pela entidade. Daniel F. obras de arte e  a) Sacrifício de bens ou serviços que se destina à  softwares. prestações de serviço.   patrimônio líquido.  equipamentos e fundo de comércio. o lucro ou o prejuízo. por qual valor o mesmo deve  e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. imóveis e prédios alugados.00. não podendo. Sobre a demonstração do resultado do  e) Pelo motivo de que o passivo e o patrimônio  exercício é correto afirmar:   a) É uma demonstração estática pelo fato de ser  líquido representam as fontes de recursos e o  levantada trimestralmente ou anualmente. exclusivamente.   acionistas da empresa.   isto é. o estoque não deve ser  b) Necessariamente na conta banco do ativo.   7.     recursos necessários para saldar as despesas do  passivo mais as do patrimônio líquido.     a) Obras de arte.   b) Pode ser simultaneamente classificado como  b) Porque tudo o que está no passivo é a  patrimônio líquido. de venda de mercadorias ou  investimentos.   d) Obras de arte. veículos de entrega de  c) Não influencia o resultado líquido da entidade.   no estoque no dia do fechamento do balanço  d) Todas as alternativas anteriores estão corretas.   5.00.   originados.00 em matéria‐prima (tecido) e  c) É a demonstração que evidencia o resultado  armazenou em seu estoque. o que aumenta o  intangível:   patrimônio líquido da entidade.   e) Terá de ser deduzido obrigatoriamente de uma  d) Porque no ativo encontram‐se todos os  conta banco para sua quitação.falcao@fgv.000.   patrimonial.    aparecer no ativo?   a) $ 50. A receita pode ser caracterizada como a  b) $ 60.   obtenção de receitas. Assinale a alternativa que contém um dos  montante do ativo será sempre igual ao  parâmetros necessários para um passivo ser  montante do passivo mais o do patrimônio  classificado como circulante:   líquido?   a) É mantido com a finalidade de ser  a) Porque é um princípio contábil que deve ser  transacionado em até 30 dias.     e) Saída de recursos da entidade derivada. no balanço patrimonial.   respectivamente.   d) Neste caso. instalações e  b) Não impacta os dividendos a que têm direito os  salários de funcionários.   c) Porque todo capital que entra pelo ativo de  d) É esperada sua liquidação dentro dos 12 meses  uma empresa é aplicado no passivo e no  seguintes à data do balanço.   c) Ações de outras empresas. Uma indústria de confecções comprou $  ser elaborada quando há prejuízo. o    que aumenta o passivo e o patrimônio líquido da  3.000.   a) Necessariamente na conta caixa do ativo.   e) Aplicações financeiras. máquinas e  d) Saída de recursos da entidade derivada.

   que.     b) Minério de ferro consumido. São exemplos de despesas financeiras:   a) Aluguéis. anormais.     d) Quanto a empresa terá que pagar de  11.     13.br .  menos as despesas comerciais.     12.      15.   b) ISS. por exemplo.   b) Todas as receitas e despesas recebidas e pagas  c) ICMS.   d) São sobras normais do processo produtivo  d) Em empresas comerciais.   b) Dividendos.         9.   c) Receitas provenientes de todas as vendas e  trocas realizadas pela entidade em um  determinado período. administrativas e  mão de obra.   a) Manutenção das caldeiras.   para a utilização de numerário em excesso.   c) Impostos sobre o lucro.   d) Salário dos operadores das caldeiras. 199 Contabilidade Financeira – GFCA 8. incluindo matéria‐prima. Falcão daniel. Sobre a demonstração do resultado do  a) Representa o sacrifício despendido para gerar  exercício não é correto afirmar:   uma receita de vendas.       Prof.   remuneração do capital de terceiros. As receitas financeiras são:   a) Resultados provisionados para o futuro. Corresponde a uma característica de perda:   14.   num determinado período de tempo.   pagar todas as dívidas existentes. genericamente.   d) Impostos sobre o consumo. em  c) Aluguel do escritório. tendo em vista o lucro do  considerado custo dos produtos vendidos:   período. o resultado bruto e o  confecções e a serragem na indústria de móveis  resultado operacional possuem o mesmo valor. não pode ser  dividendos aos sócios.   e) Combustível consumido para transportar o  produto acabado até os clientes.   a) Resultado bruto é a receita líquida menos o  b) São gastos imprevisíveis. depreciação de bens etc.  e) Utilização de combustível pelos caminhões. A finalidade da demonstração do resultado  10.   c) Energia elétrica do pátio siderúrgico.   de madeira. desde o  incidem diretamente sobre a venda de  esforço para colocar os produtos no cliente até a  mercadorias.   financeiras. Numa transportadora.  custo das mercadorias vendidas. que não contribuem para a  b) PIS e COFINS são exemplos de impostos que  geração de benefícios econômicos. um exemplo de custo é:  d) Receitas provenientes de aplicações financeiras  a) Imposto de renda.   e) Juros e comissões bancárias. São impostos que incidem sobre as vendas.   d) PIS e COFINS. como não há  como.   d) Comissão dos vendedores. Em uma empresa metalúrgica.   b) Provenientes dos bens vendidos pela entidade.   c) O resultado de uma entidade num determinado  e) IR e Contribuição Social.  do exercício é apresentar:   exceto:   a) Se o que a empresa vendeu é suficiente para  a) IPI. os abatimentos e os impostos que  administrar a empresa como um todo. Daniel F.   e) Receita líquida é a receita bruta menos as  e) São gastos de escritório. os retalhos na indústria de  produção de produtos.   giro na empresa.   são tributados sobre a receita bruta. constituem uma alternativa  b) Compra de veículo.  período de tempo e sua composição. gastos para  devoluções.   e) Todas as alternativas anteriores estão corretas.   extraordinários.   c) Contempla somente os gastos da fábrica  c) Resultado operacional é o resultado bruto  (gastos de produção).falcao@fgv.

000.    Constituição de mais Reserva Estatutária no montante de R$ 50. Falcão daniel.br . reversões e dividendos  serão destinados 100% a uma nova criação da reserva de contingência. de acordo com a legislação vigente.000.000.000. 200 Contabilidade Financeira – GFCA ETAPA 5  1 – DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO  Res ervas de  Capital Reservas de Lucro AGIO NA  CAPITAL  LUCRO A  LUCROS e  EMISSÃO DE  LEGAL  ESTATUTARIA Total SOCIAL AÇÕES REALIZAR PREJ ACM Saldos em 31/12/13       2.000                 50             75           250               200                300       2.00   Reservas de Contingencia     15.00   Reserva Estatutária       50.875   Dados para a elaboração da DMPL em 31‐12‐14:   Lucro do Exercício ‐ $ 850   Reserva Legal – conforme legislação    Dividendos distribuídos ‐ 50% do lucro líquido do exercício   Reversão de Lucros a Realizar ‐ $15   Reserva para Contingências – $ 96   Aumento de Capital com Reserva Legal ‐ $ 50   Todo o lucro remanescente após todas destinações será destinado a aumento de  capital.     Os motivos para a constituição da Reserva de Contingência deixaram de existir. Daniel F.falcao@fgv.  ‐‐‐‐‐‐‐‐ x ‐‐‐‐‐‐‐  2‐ Saldos os Patrimônio Líquido em 31/12/2014:    Patrimônio Líquido      EM 31/12/14  Capital Social         200.000.   Constituição de Reserva Legal.00.00   Patrimônio Líquido       365.00    Ao final do ano de 2015 foram levantados os seguintes dados para a elaboração da DMPL em  31‐12‐15:   O Lucro do Exercício apurado em 2015 foi de 60.00   Reserva Legal         40.     Distribuição de Dividendos em 30% do Lucro do Exercício.00   Reservas de Capital       60.  Pede‐se elaborar a DMPL para a data base de 31/12/2015.000.    O saldo remanescente (dos lucros) após todos as constituições.000.00.000.  Prof.

201
Contabilidade Financeira – GFCA

Exercício 3 
 
1 ‐ A reserva legal tem por finalidade assegurar  5 ‐ São evidenciados na demonstração das 
a integridade do Capital Social e somente  mutações patrimoniais os montantes:  
poderá ser utilizada para:  a) da retificação de erros de exercícios anteriores 
A) aquisição de ações da própria empresa,  e dos efeitos da equivalência patrimonial.  
quando as cotações do mercado forem inferiores  b) dos efeitos da mudança de critérios contábeis 
ao valor patrimonial da ação.   e do ágio na emissão de ações.  
B) compensação de desvalorizações de bens  c) das amortizações do ágio na emissão de ações 
anteriormente submetidos à reavaliação, sobre  e do valor das ações preferenciais em tesouraria.  
os quais tenha ocorrido depreciação acelerada.   d) de ganhos com investimentos em controladas 
C) compensação de prejuízos e aumento do  e das reservas para retenção de lucro para 
capital.   expansão.  
D) pagamento de dividendos, quando ocorrer  e) das subvenções para investimentos em regiões 
prejuízo no exercício.   em desenvolvimento e do lucro líquido por ação.  
E) compra de ações de sócios minoritários, nos   
casos de incorporações.   6 ‐ No fim da DLPA encontramos:  
  a) Lucro por Ação do Capital Social.  
2‐ Representam operações que não afetam o  b) Dividendo por Ação do Capital Social. 
fluxo de caixa:   c) Valor Patrimonial da Ação.  
a) recebimento por doação de terrenos e  d) Valor Venal da Ação.  
depreciações lançadas no período.    
b) aquisição de bens não de uso e quitação de  7  ‐ A Demonstração das Mutações do PL:  
contrato de mútuo.   a) É idêntica à DLPA.  
c) alienação de participações societárias e  b) Contém a DLPA.  
depreciações lançadas no período.   c) É menos abrangente que a DLPA.  
d) amortizações efetuadas no período e venda de  d) É menos indicativa que a DLPA.  
ações emitidas.    
e) repasse de recursos para empresas coligadas e  8 ‐ O Limite da Reserva Legal é:  
aquisição de bens.   a) 5% sobre o Capital Social. 
  b) 30% sobre o Capital Social.  
2 ‐ A DLPA representa a interligação entre:  c) 20% sobre o Capital Social.  
a) DLPA e DMPL  d) 25% sobre o Capital Social. 
b) BP e DLPA 
c) DRE e BP.  
d) DMPL e DRE.  
 
3 ‐ Os Ajustes de Exercícios Anteriores na DLPA 
ocorrem em virtude dos princípios básicos:  
a) Competência e Materialidade.  
b) Competência e Conservadorismo.  
c) Competência e Consistência.  
d) Competência e Objetividade.  
 
4 ‐ Como retificação de Erros de Exercícios 
Anteriores, podemos citar: 
a) Mudança de PEPS para Preço Médio.  
b) Mudança do Regime de Caixa para o de 
Competência. 
c) Mudança de Avaliação de Investimentos.  
d) Contagem nos Estoques.  
 
 
 
 

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202
Contabilidade Financeira – GFCA

Exercício 4 
O Balanço Patrimonial da Comercial MPG Ltda. apresentava em 30/11/2013 os saldos
conforme quadro abaixo. A partir dos saldos iniciais do BP apresentado, considere as
operações listadas abaixo (em dez/2013) e elabore um novo BP + DRE para o final de
2013 (31/12/2013) contemplando os saldos iniciais e as respectivas operações.

BALANÇO PATRIMONIAL em 31/11/2013
MPG Ltda. Em R$

Ativo Passivo
Ativo Circulante 3.200.000 Passivo Circulante 2.200.000
Bancos 200.000 Fornecedores de Obra 500.000
Estoque (1.000 unid) 3.000.000 Empréstimos 1.700.000

Ativo Não Circulante 100.000 Patrimônio Líquido 1.100.000
Imobilizado 100.000 Capital Social 1.100.000

TOTAL DO ATIVO 3.300.000 TOTAL DO PASSIVO +PL 3.300.000

Operações em Dezembro/13:

(1) A empresa contratou uma agência de publicidade para assessorar na divulgação dos seus produtos 
e da própria loja. Apesar dos anúncios, notas em jornais e etc já exibidos e divulgados (fato gerador 
ocorrido), a empresa só vai pagar por este serviço após 90 dias. O valor do serviço foi de $ 3.000. 
(2) Foi realizada a venda de 200 unidades. As 200 unidades foram vendidas para uma mesmo cliente e 
o valor unitário de cada unidade vendida foi de R$ 5.000,00. A forma de pagamento foi 20% de sinal 
e  80%  parcelados  em  40  meses  com  parcelas  iguais  e  sem  reajuste  ou  qualquer  atualização 
monetária.  
(3) Os salários dos colaboradores referentes ao mês de dezembro foi registrado, conforme o regime de 
competência. No entanto serão pagos somente no quinto dia útil do mês subsequente, no total de 
R$ 30.000,00. 
(4) Foram  gastos  e  consumidos  diversos  itens  relacionados  a  parte  administrativa  (ex:  material  de 
escritório, serviços contratados, pessoas e etc), todos consumidos e pagos dentro do próprio mês, 
total de R$ 10.000,00. 
(5) Foi paga uma das parcelas do Empréstimo no valor de R$ 50.000,00 

Pede-se elaborar as demonstrações “Balanço Patrimonial” e “Demonstração do
Resultado do Exercício” do referido período (após as 5 operações) de acordo com
os grupos e subgrupos previsto na Lei 6.404/76 e suas recentes alterações.

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203
Contabilidade Financeira – GFCA

ETAPA 6 
1. Concessão de Crédito à Cia. Total 
 

O  sr.  João  Salvador  assume  a  diretoria  da  Cia.  Total  no  início  do  ano  de  2014.  O  sr. 
João, bastante conhecido como eficiente administrador, dirige‐se ao seu velho amigo 
Sr. Manuel Rigoroso, presidente do Banco Exigente S/A, solicitando um financiamento 
de  $  50  milhões  a  Longo  Prazo  (cinco  anos  é  o  prazo  que  a  financeira  do  Banco 
Exigente normalmente concede para os financiamentos). 
 
As Demonstrações Financeiras da Cia Total são as seguintes: 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
Cia. Total        
em $ milhões 
ATIVO 12/12/2011 31/12/2012 31/12/2013
Ativo Circulante               17.000               20.550               25.370
Disponível                 1.000                 1.400                 2.000
Duplicatas a Receber               10.000               12.000               15.000
Estoques                 6.000                 7.150                 8.370

Ativo Não Circulante               17.000               22.500               29.250
Investimentos                  1.000                 1.500                 2.250
Imobilizado               20.000               30.000               45.000
(‐) Depreciação (4.000)  (9.000)  (18.000) 

Total do ATIVO               34.000               43.050               54.620

PASSIVO e PL 12/12/2011 31/12/2012 31/12/2013
Passivo Circulante               18.000               24.700               34.000
Fornecedores                 1.000                 1.600                 2.000
Tributos e Contribuições                 2.000                 3.100                 2.000
Empréstimos                15.000               20.000               30.000

Passivo Não Circulante                 5.000                 7.250               10.870
Financiamentos (ELP)                 5.000                 7.250               10.870

Patrimônio Líquido               11.000               11.100                 9.750
Capital               10.000               10.000               10.000
Reservas De Capital                 2.000                 2.500                 2.550
Prejuizos Acumulados (1.000)  (1.400)  (2.800) 

Total do PASSIVO + PL               34.000               43.050               54.620  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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204
Contabilidade Financeira – GFCA

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO  
Cia Total        
em $ milhões 
DRE 12/12/2011 31/12/2012 31/12/2013
Receita Bruta               50.000              80.000           140.000
(‐) Deduções  (5.000)  (8.000)  (14.000) 
Receita Líquida              45.000              72.000           126.000
(‐) CMV ou CPV ou CSP (23.000)  (36.800)  (64.400) 
Lucro Bruto              22.000              35.200              61.600
Despesas Operacionais (23.000)  (35.600)  (63.000) 
De vendas (6.000)  (9.600)  (16.800) 
Administrativas (2.000)  (3.000)  (4.500) 
Financeiras (17.000)  (26.500)  (49.000) 
Outros Receitas e Despesas (Ñ Operac) 2.000 3.500 7.300
Lucro (prejuízo) Líquido do Exercício (1.000)  (400) 
  (1.400) 
 
 
Informações Adicionais: 
 
1. A atividade da empresa é trefilar metal não ferroso e distribuí‐lo como matéria‐prima 
para outras empresas. Esse ramo de atividade é bastante promissor, pois a Cia Total 
possui a maior quota para adquirir o metal não ferroso da maior siderúrgica do país, 
enquanto outras trefiladoras possuem uma pequena quota. 
2. Não houve amortização de Financiamentos, apenas variação cambial contabilidade no 
grupo de Despesas Financeiras e novos financiamentos. 
3. O  Manual  de  Normas  do  Banco  Exigente  S  A  determina  que  só  concederá 
financiamentos  para  empresas  cuja  situação  econômico‐financeira  seja  satisfatória. 
No entanto, qualquer determinação do presidente é o que vale. 
4. Total  de  Compras:  10.000,  15.000  e  21.000  em  2011,  2012  e  2013  respectivamente 
(em $ milhões). 

NOTA:  Trefilagem,  ou  Trefilação,  é  o  processo  de  fabricação  de  arame  e  barras  finas  de  metal.  É  um 
processo  industrial  que  acarreta  na  redução  da  seção  transversal  (largura)  e  respectivo  aumento  no 
comprimento do material. Consiste na Tração da peça através de uma matriz chamada fieira ou trefila, 
com forma de canal convergente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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205
Contabilidade Financeira – GFCA

O Banco Exigente S A tem o seguinte roteiro de análise: 
 
I. QUADRO CLÍNICO 
Indicadores  2011  2012  2013  Tendência dos Índices 
 
Corrente         
 
Geral         
Liquidez   
Seca         
 
Imediata         
Grau de   
     
Endividamento 
Composição do   
Endividamento  Endividamento       

Passivo Oneroso   
     
s/ Ativo 

 
 
 
Giro do Ativo         
 
Rentabilidade  ROA ou ROI         
 
ROE         
 
Margem Bruta         
Lucratividade   
Margem Líquida         
   
PMRE     
N/A 
   
PMRV     
N/A 
Atividade   
PMPC       
N/A 
   
Ciclo Operacional     
N/A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Contabilidade Financeira – GFCA

 
II. DIAGNÓSTICO 
Pontos Fracos obtidos no quadro clínico –  
 
 
 
 
Pontos Fortes obtidos no quadro clínico –  
 
 
 
III. PARECER 
Faça um breve comentário sobre a situação da empresa e em seguida dê seu parecer. 
“Concedendo o crédito irrestritamente”; “Não concedendo o Credito” ou ainda 
“Concedendo o credito impondo algumas condições” (cite‐as).  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Falcão daniel.br .000  Companhia  alcançou  o  melhor  desempenho  dos  camisas por dia.  decorrentes  da  crise  cambial  e  comparado  com o exercício  de 2008. Foi nesse contexto.  Neste  permanecendo.  com  lucro  líquido  consolidado  de  13  milhões.  composta  pelo  Relatório  da  Administração e depois das Demonstrações Contábeis.  Em  relação  ao  ano  de  2008.  por  meio  de  sua  varejista.  principalmente  a  fiscal.000 m2  aceitação  dos  produtos  importados.  com  a  atividade  econômica  das  vendas  junto  aos  clientes  atuais.    em milhares de Reais em milhares de Reais Prof. O faturamento  em  janeiro  de  2009. Elevou o seu faturamento em 57% quando  ano. Rentabilidade do Negócio     Abaixo.  incluindo  R$  13.  No  momento  está  em  foi  decorrente  do  incremento  das  vendas  do  curso  a  construção  de  um  moderno  centro  de  segmento  industrial.  que  a  –  RN.  impulsionado  pela  consumidor  registrou  menos  de  10%  no  conquista  de  novos  clientes  e  pelo  crescimento  acumulado  do  ano.  embora  ainda  em  níveis  baixos. que hoje já é uma realidade.  Após  uma  desvalorização  da  685  milhões.  beneficiado  pela  boa  distribuição no Nordeste.  com  capacidade  de  produção  de  12.  e  pelo  de área. 207 Contabilidade Financeira – GFCA   2.1  milhões  compra  de  modernas  máquinas.  a  inflação  para  o  crescimento  foi  de  34%.  controladora Lojas Realce. com cerca de 50. com finalidade de melhorar a logística de  ambicioso  plano  de  expansão  do  segmento  distribuição dos  itens  no  varejo.    Relatório da Administração  Senhores Acionistas  Confecções Mineira S/A  As  previsões  econômicas  feitas  no  inicio  deste  A Cia. Daniel F. e  carente  de  definições  quanto  as  reformas  inaugurada mais uma fábrica no Distrito Industrial  governamentais.  que  não  se  desenhada ao longo da década e ultrapassou R$  concretizaram.  exercício  foi  reativado  o  setor  de  produção  de  em relativa estabilidade.  indicavam  um  cenário  de  consolidado  continuou  sua  curva  ascendente  inflação  alta  e  recessão. chegando à  consequentemente flutuação da moeda brasileira  cifra de cerca de R$ 110 milhões. O resultado obtido  para  a  fábrica  inaugurada. ainda  calças jeans em uma das fábricas em Fortaleza.  Mineira.  em  sua  maioria  referentes a incentivos fiscais.  seu  moeda  em  mais  de  50%.  R$  9  milhões  foram  destinados  à  R$  64  milhões. Dos investimentos de cerca de R$  últimos  anos.  apresentamos o  Relatório  Anual  da  Cia.falcao@fgv.

667    276.676      46.000 400.124      82.920 6.011       2.703 IR a Pagar            ‐       1.369       1.431 14.695 Salários e Encargos       2.923 Disponível           770             36      12.946 Ativo Não Circulante   394.880 119.000 Reservas de Capital 12.922     96.442 Empresas Controladas   240.442 Total do ATIVO   479.190     17.144    255.430         1.910     62.891 Aplicações Financeiras       2.295 Duplicatas a Receber     29.216      16.249       4.000 360.859      74.244      31.296 Imposto e Contribuições (processo)            ‐            ‐      33.155    613.br .788    214.191       1.287             ‐             ‐ Estoques     19.452     10.058         1.037     22.740 Intangível            ‐            ‐      16.431 Reservas de Lucro 42.296         1.540 Parcelamento de Impostos           599           909            599         1.208            506         3.893 Contas a Receber Controladas     26.067             ‐             ‐ Outros 594 595         1.357 Parcelamento de Impostos       1.845 Total do ATIVO   479.598   302.906         2.191       1.124      13. Daniel F.466    124.395    329.893         1.998      10.442 Imobilizado 36.909         7.124   182.718 Investimentos    357.882    259.362   425.745 Realizável a Longo Prazo           562           670      34.324    125.839      70.438 Fornecedores       5.350)  Titulos a Receber       1.668   em mi l hares de reai s   Prof.430         1.701 Outras Contas a Receber       5.661      10.873 Capital Social 400.000    172.966         7.244 Outras Contas a Pagar       1.296      34.026    515.760    283.061 Patrimônio Líquido   455.104 38.191         1.000 360.668 em mi l hares de reai s Controladora Consolidado PASSIVO 2009 2008 2009 2008 Passivo Circulante     23.017      31.127      14.155    613.698      11.396             ‐ Imóveis Comerciais 116.619       9.127 Outros Impostos a Pagar ‐ ICMS             62           575      13.134   401.493           432      20. 208 Contabilidade Financeira – GFCA BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DEZEMBRO Controladora Consolidado ATIVO 2009 2008 2009 2008 Ativo Circulante     84.011         2.563      12.696      37.223 Passivo Não Circulante       1. Falcão daniel.547 (‐) Provisão p/ Cobrança Duvidosa (320)  (290)  (6.362   425.467    400.026    515.435      32.535    453.378       1.440   328.152 35.982 6.547 34.falcao@fgv.177       7.258      66.906 Dividendos Propostos     13.031      11.160)  (5.280 25.

256)  Gerais e Adm (13.555 Lucro Líquido antes do IR ‐ LAIR 68.086)  (125.br .351)  (18.364)  Lucro Bruto 28.967)  Lucro Líquido do Exercício 53.380)  (210.565)  Receita Líquida de Vendas 93.247)  (2.155 (166.756)  1.439   685.920 513.129)  (6.660)  (30. como da  controlada.036 12. Calcular os Índices de Rentabilidade da Modelo S/A tanto da controladora.218 390.005 53.488)  Receitas Financeiras 14.86          0.654 51. PIS e COFINS (16.972)  (6.435     62.693 IR / CSLL (14.286)  (105.877)  (10.062 43.838 180.400)  (57.632 Juros e Encargos (547)  (245)  (2.  3.583 12.227 46. Avaliar e comentar por que as outras receitas e receitas financeiras são tão altas e o  que isso interfere na rentabilidade.609)  Honorários de Administradores (3.743)  (‐) Devoluções e Abatimentos (698)  (433)  (46. Falcão daniel. Daniel F.922 (3.048)  (276.722)  (6.027 59.65 Valor Patrimonial por Ação ‐ R$  Quantidade de Ações em Circulação ‐ mil     62.167)  (43.769)  (75.789)  (10.872 236.472 49.    Prof.  2.120 Outras Receitas e (Despesas) (Ñ Operacional) 50.794 34. Analisar se os comentários iniciais no Relatório da Administração são coerentes com os  índices de Rentabilidade.698)  de Vendas (8.253)  (127.111 40.falcao@fgv.391 Despesas Operacionais 39.833)  (126.063 (‐) Deduções ‐ ICMS.473)  (9.607 40.894)  (12.676 51.331 40.027 70.020)  Resultado Financeiro  14.860 16.755 Custos dos Produtos Vendidos (64.073   513.195)  (91. 209 Contabilidade Financeira – GFCA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO EM 31 DE DEZEMBRO Controladora Consolidado 2009 2008 2009 2008 Receita Bruta de Vendas   110.435     Pede‐se   1.602     70.726 em milhares de reais Lucro Por Ação ‐ R$           0.865 40.731)  (2.