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Universidade Federal de Pernambuco

Centro de Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva

GÊNERO E SAÚDE

CÓDIGO: PSC-932
CH: 30h (2 CRÉDITOS)
EMENTA: Esta disciplina se propõe a introduzir aos alunos o conceito de gênero e os seus
desdobramentos: as questões relativas ao poder e a diferença, e a desconstrução do
corpo, do sexo e da sexualidade. Em um segundo momento, analisaremos as suas
interfaces com o campo da saúde, focando no processo de medicalização da
sociedade, do corpo feminino e na medicalização da sexualidade e da reprodução em
particular.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1) Introduzir o debate sobre natureza e cultura e o conceito de gênero
2) Apresentar o conceito de gênero a partir de diferentes abordagens
3) Discutir a categoria gênero em sua relação com outras diferenças
4) Repensar a relação sexo e gênero, retomando o debate natureza e cultura
5) Refletir sobre a relação corpo e a sexualidade a partir da proposta foucaultiana
6) Analisar a base social da saúde e da doença e o processo de medicalização do corpo, da
reprodução e da sexualidade a partir de uma perspectiva de gênero
7) Desigualdades sociais no acesso à saúde e no adoecimento
8) Sistemas de saúde e desigualdade de gênero

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

▪ Unidade I: O conceito de gênero
▪ O debate sobre natureza e cultura e o conceito de gênero
▪ O conceito de gênero em diferentes abordagens
▪ Gênero e poder: gênero em sua relação com outras diferenças
▪ A invenção do sexo
▪ Quando o sexo é gênero – o corpo como questão, e retomando o debate natureza e cultura
▪ Se sexo é gênero, como pensar o problema da identidade?
▪ O corpo e a sexualidade como questão – a proposta foucaultiana
▪ Unidade II: Perspectivas sociológicas sobre saúde e doença
▪ A base social da saúde e da doença
▪ O modelo biomédico e a corporação médica
▪ Desigualdades sociais e de gênero no adoecimento e no acesso à saúde
▪ O processo de medicalização e o corpo feminino
▪ A medicalização da reprodução e da sexualidade

Av. Prof. Moraes Rêgo, S/N – Hospital das Clínicas – Bloco E 4º andar Cid. Universitária - Cep:50.670-901
Recife/PE-Brasil Fone/Fax: (081) 2126.3766 E-mail ppgsc.ccs@ufpe.br – Site: www.ufpe.br/ppgsc

Henrietta: Compreendendo Sexo e Gênero. Rio de Janeiro:Editora Campus. (Capítulos a definir). Sobre a Categoria Gênero: Uma introdução teórico-metodológica sobre as diferenças. Gender: a useful category of historical analysis” in: Gender and the politics of history. 02/2000. SAWICKI. Verena. Racional. Press (ou na tradução: Gênero: uma categoria útil de análise histórica. há tradução para o português não publicada). LUZ. 1988. NICHOLSON.br/ppgsc . Moraes Rêgo. Judith. 1992. London:Routledge. Profissão Médica: Um Estudo de Sociologia do Conhecimento Aplicado. 1991. Power and the Body. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. n. jul-dez 1990. Vol. Inventando o sexo: corpo e gênero dos gregos a Freud. (Capítulos a definir). 30. Uma Agenda para a Saúde. 2003. Social. MELO. The Sociology of health & illness. 1978. Vol. Linda. maio- dezembro/1992. In: T. New York. Sara. Boston: Beacon Press. TURNER. O Corpo Educado – Pedagogias da Sexualidade. RUBIN.ed. Judith. Brian. Problemas de Gênero. Natural. TURNER. Labor and Body Image in the United States. Carlos G. Gayle. Saúde e Assistência Médica no Brasil. BUTLER. (org. Teresita. London. Razão Médica e Racionalidade Científica Moderna. Revista Interamericana de Sociologia. The Body and Social Theory. Regulating Bodies: Essays in Medical Sociology. São Paulo: Hucitec/ Abrasco. Eugênio V. Social Science and Medicine.) Companion Encyclopedia of Anthropology.151-172. MENDES. In: Guacira LOURO (Org.) Distrito Sanitário: O processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde.br – Site: www. 1987. Nueva Antropología. no 2-3 (segundo semestre). 2001. MARTIN.BIBLIOGRAFIA: BARBIERI. Jana.). Educação e Realidade. 1977. (Tradução de Júlio Assis Simões). 5-22).19. Jurandir F. Estudos Feministas. Pregnancy. MENDES. BUTLER.ccs@ufpe. 1991. LAQUEUR. 20. 1996. INGOLD (org. Corpos que Pesam: Sobre os limites discursivos do “sexo”. 1986 (original em inglês. Tendências e Impasses: O Feminismo como Crítica da Cultura. México.Hucitec. Routledge. 1994. De LAURETIS.670-901 Recife/PE-Brasil Fone/Fax: (081) 2126. In: Heloisa Buarque de Hollanda (org.). Gênero’ para um dicionário marxista: a política sexual de uma palavra. Prof. Elliot. n. STOLCKE. Londres: Sage Publications Ltd. Madel T. São Paulo: Hucitec. 1993. Woman in the Body. Columbia Univ. El Tráfico de Mujeres: notas sobre la “economia política” del sexo. V. Thomas. 1997. SCOTT. Rio de Janeiro: Relume Dumará. Chris. 22.Cep:50. (Existe tradução autorizada para o português). Rio de Janeiro: Edições Graal. Universitária . pp.3766 E-mail ppgsc. Eugênio V. Brian. 1984.1201-1206. Cambridge: Polity Press. Rio de Janeiro: Rocco. A Tecnologia do Gênero. VIII. 2001. Interpretando o Gênero. HARAWAY. London: Sage Publications. S/N – Hospital das Clínicas – Bloco E 4º andar Cid. 09-41. pp.ufpe. COSTA. 1994. Sexo está para gênero assim como raça para etnicidade? Estudos Afro- Asiáticos. SHILLING. Joan. 1996. p. Emily. Av. Rio de Janeiro: Cebes. Londres: Routledge. The Body & Society. 2009. 16 (2). 2004 (disponível no Scielo). Teresa. Disciplining Foucault: Feminism. Cadernos Pagu. Ordem Médica e Norma Familiar. MARTIN. Donna. Emily. pp. MOORE. FREIDSON. São Paulo: Unesp. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: NETTLETON. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 1995. Ano VI.