1.

INTRODUÇÃO

A desigualdade de gêneros existe desde a antiguidade. As sociedades grega
e romana já tratavam as mulheres como seres inferiores, sociedades essas que
foram a inspiração para o nosso sistema jurídico. Com o tempo, nada mudou, a
mulher sempre esteve subordinada ao homem, tanto quando filha, tanto quando
esposa. Não havia como mudar a ideia de sujeição da mulher, pois elas eram
educadas com o pensamento de que deviam obediência ao pai ou ao seu marido. E
assim, passavam seus ensinamentos para seus filhos e filhas, mantendo desde
sempre a cultura do machismo sempre viva e forte.
Os filhos eram educados por mulheres que seguiam as idéias impostas
pelas gerações anteriores. Assim, era difícil não educar a criança sem a
idéia de que a mulher, bem como os filhos, deviam inteira submissão ao
pai, que era considerado o antigo deus da família. (TÂNIA REGINA
BICEGLIA, 2002, p. 18)

Foi apenas com a Revolução Francesa que elas tiveram o primeiro
reconhecimento em relação aos seus direitos.
A Revolução Francesa, marco que consolidou a vitória da burguesia,
representou um pequeno avanço nos direitos das mulheres. Concedeu-
se, por exemplo, direitos privados como herança, divórcio e testemunho.
Restringiram-se, entretanto, aqueles atinentes a deliberações políticas e
funções públicas, como o direito ao voto. (TÂNIA REGINA BICEGLIA,
2002, p. 21)

Não contentes com o fato de não serem titulares de direito, as mulheres
retomaram a luta e começaram a se rebelar só após a primeira guerra mundial,
quando deixavam suas casas para trabalhar porque os homens estavam à frente
das batalhas. Viram nesse momento, a oportunidade que lhes faltava para
mostrarem que eram tão capazes quanto eles.
Já no Brasil, a história de lutas e conquistas da mulher deixa um pouco a
desejar. Um grande exemplo é que ainda em 1916 vigorava as Ordenações
Filipinas. Essas ordenações consolidaram aquele pensamento antigo de que a
mulher era um mero objeto e foram de grande influencia para a violência contra o
sexo feminino. Segundo Jaime Luis Cunha de Souza (2009), um dos aspectos que
estavam presentes nas Ordenações Filipinas e ainda produzem consequências é o
fato da mulher ser vista como uma propriedade e ter total submissão ao homem.
Souza ainda exemplifica trazendo o Título XXII do Livro V de tais ordenações,
confira-se o texto legal:

diminuir a impunidade e. introduzir medidas 98 despenalizadoras. em cujo poder a mulher stava. Essa lei veio como uma ação afirmativa para auxiliar na luta ao combate da violência ou foi uma solução rápida que visa apenas o encarceramento do agressor? Pergunta essa que será respondida no decorrer da pesquisa. com quem viver. proteger a mulher e a entidade familiar. programa. como desiderato maior. muita controvérsia em relação a Lei do Feminicídio. não são suficientes para acabar com o pensamento retrógrado e machista vigente no Brasil. que sté em poder de seu pai.ou viúva honesta. sem consentimento de cada huma das sobreditas pessoas. pp. ou avô vivendo com elles em sua caza ou stando em poder de outra alguma pessoa. ou a em caza tiver. A denominada Lei Maria da Penha. a mulher acabou por sofrer não apenas psicologicamente. Por causa dessas situações mais graves foram decretadas duas leis de extrema importância para o direito da mulher e para o combate a desigualdade: A lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. os holofotes voltaram-se em direção à desigualdade já instalada por séculos enraizada na nossa matriz cultural. E as discussões acerca do assunto se acentuaram. mas são oportunidades para ter o tema debatido e tem uma proteção imediata. contendo princípios.. 1 A escolha de abordar esse tema sob o ponto de vista jurídico e sociológico resulta da vontade de compreender a necessidade do Estado em tipificar condutas . todavia.. porém. nas escolas. e mais será degradado hum anno para a África. diretrizes. Essas leis. (CARLOS EDUARDO GONÇALVES. o da mulher à margem da sociedade. objetivos. ou mãi. mas fisicamente. por muitas vezes resultando em sua morte. (. Por causa desse posicionamento retrógrado da população brasileira é que encontramos a desigualdade de gênero no trabalho. com o propósito precípuo de reduzir a morosidade judicial. (BRASIL. na ponta. perderá toda sua fazenda para aquelle. Por exemplo.) que nenhum homem case com alguma mulher virgem. Trata-se de uma lei que congrega um conjunto de regras penais e extrapenais. 2015. inaugurou uma nova fase na história das ações afirmativas em favor da mulher brasileira. 1172) Assim. que não passar de vinte e cinco anos. etc. Como resultado da cultura machista.. Tais leis foram de extrema importância para o reconhecimento da desigualdade instalada na sociedade brasileira e que precisa ser combatida. Há. o pensamento que prevalece até nossos dias é esse. nas faculdades e nas ruas de um modo geral. E fazendo o contrário. 98-99) Com as leis já mencionadas.

se podemos considerá-lo uma ação afirmativa ou uma resposta punitiva ao agressor.bárbaras ao invés de combatê-las reeducando e modificando culturalmente o que vem sendo aceito como correto. Nessa mesma ideia. JUSTIFICATIVA A mulher. ao longo dos anos. fica difícil de se combater a violência de gênero quando o Estado apenas dá respostas penais ao problema. Mulheres não eram titulares de direitos e deveres. pois a figura da mulher jamais foi vista como um ser igual. 2 4. 2. houve muitas mulheres que se rebelaram contra esse sistema cultural extremamente conservador. Para ele. para embasar deu diálogo sobre o feminismo e o direito penal. Sabendo. Patsilí Toledo Vásquez (2009) questiona se o direito penal é a resposta adequada para algum conflito social e se a tipificação dos delitos vai determinar. TEMA Durante o desenvolvimento do trabalho serão abordados temas referentes ao direito penal e à sociologia. de algum modo. como no caso do feminicídio. seguindo esse pensamento. ainda. Por essa razão. um caminho mais . Então. é sujeita à subordinação e opressões causadas pelos homens. que tais condutas violam os direitos humanos da mulher. principalmente no que tange os campos da criminologia crítica e da violência de gênero como um problema social. tipificar o feminicídio. Com o pensamento machista já enraizado culturalmente. Izabel Solyszko Gomes (2015). 3. maridos. precisa-se mais do que isso. após o casamento. cita Elena Larrauri que defende a existência de um “feminismo punitivo” e alega que se equivocam ao pensar que o direito penal é a solução para os problemas relacionados ao gênero. é apenas uma opção política prática. no mundo inteiro. para que a violência contra as mulheres se torne um assunto sério a ser debatido é preciso reconhecer o passado culturalmente machista. eram um mero objeto da posse de seus pais e. desde o início da história civilizatória. a diminuição dos índices criminais. OBJETO DE PESQUISA O objeto de pesquisa da monografia a ser desenvolvida é a problemática da tipificação penal do feminicídio.

são crimes premeditados. PROBLEMA DE PESQUISA E HIPÓTESES “A lei do feminicídio é uma ação afirmativa de proteção dos Direitos Humanos das mulheres?” Essa é a questão que se pretende responder através do presente trabalho. ● Verificar como o Estado vem tratando às questões culturais em relação à violência de gênero. portanto. de gênero. pois há controvérsias a respeito da eficácia da tipificação penal ao combate a proteção da mulher. ● Compreender os aspectos culturais que deram impulso à desigualdade de gênero. por seus entes vinculados e até mesmo por . ● Verificar a quem se destina e como chegamos à ela ao longo da história. Impostas ou sugeridas pelo Estado. pois não pode haver violenta emoção quando a motivação é impedir a autodeterminação feminina. originados do machismo culturalmente enraizado na sociedade. p. ● Verificar se é uma ação afirmativa aos direitos humanos da mulher. mas não é o ideal. a igualdade deixa de ser simplesmente um principio jurídico a ser respeitado por todos. curto e rápido quando a sociedade apresenta forte pressão para uma resposta do Estado. de origem nacional e de compleição física. conduta tão bem expressa na frase “se não for minha não será de ninguém”. 109) Precisa-se entender como o feminicídio é encarado na prática. mas uma atitude consciente de negação do direito à autonomia feminina. Na sua compreensão. de idade. 6. 3 5. é importante definir o que é a ação afirmativa. O reconhecimento da violenta emoção nesses casos configura tolerância estatal a crimes machistas e sexistas. Ainda. tomaremos o conceito dado pelo jurista brasileiro Joaquim Benedito Barbosa Gomes: As ações afirmativas se definem como políticas públicas (e privadas) voltadas à concretização do princípio constitucional da igualdade material à neutralização dos efeitos da discriminação racial. e passa a ser um objetivo constitucional a ser alcançado pelo Estado e pela sociedade. ● Verificar se é uma ação meramente punitiva ao agressor. Carmem Hein de Campos também se posiciona ao lado da ideia de que se precisa combater o machismo cultural quando afirma: Em geral. (CARMEM HEIN DE CAMPOS. por essa razão. Primeiramente. OBJETIVOS ● Entender o que é a Lei do Feminicídio. Não há perda do controle ou injusta provocação da vítima. 2015.

. nada mais é uma solução rápida e eficaz que o Estado encontrou para resolver questões de desigualdade. cumprem uma finalidade pública decisiva para o projeto democrático: assegurar a diversidade e a pluralidade social. Constituem medidas concretas que viabilizam o direito à igualdade. elas são: (. p. p. A questão apresentada é muito mais uma matriz cultural enraizada que deve ser combatida pela reeducação da sociedade. 2005. estrutural. fez o número de mulheres assassinadas cair. a qual o Direito Penal sempre visou na teoria. conhecida como a Lei Maria da Penha e a nº 12.. São medidas importantes a serem tomadas enquanto a mudança na matriz cultural ocorre lenta e gradualmente. não há mecanismos de construção de equidade com essa lei. Por isso. Apesar de o feminicídio ter entrado em vigor.. Os crimes de tentativa de homicídio ou mesmo o homicídio contra as mulheres não têm uma resposta rápida da justiça. As leis nº 11.104/2015. A cultura machista e patriarcal enraizada na estrutura do Poder Judiciário. Por meio delas transita-se da igualdade formal para a igualdade material e substantiva. como prima as ações afirmativas e. (FLAVIA PIOVESAN.) políticas compensatórias adotadas para aliviar e remediar as condições resultantes de um passado de discriminação. portanto. porém não suficientes para solucionar o problema que já está enraizado em nossa matriz cultural. 2001. após a pressão internacional para o país adotar medidas contra a discriminação de gênero. ocorreram duas aprovações importantes. (GOMES e SILVA. as falhas nos serviços oferecidos. tampouco. foram importantes para colocar a questão sob os holofotes públicos e mostrar que há algo a ser discutido e tratado para uma mudança futura. 27) . sem nenhuma reeducação. Elas são o primeiro passo que as autoridades poderiam dar rumo à igualdade efetiva. (ADRIANA RAMOS DE MELLO. 90) A ação afirmativa. remetem à fragilidade na proteção às vítimas. O objetivo acaba se tornando apenas o encarceramento do agressor. elas visam a combater não somente as manifestações flagrantes de discriminação de fundo cultural. enraizada na sociedade. entidades puramente privadas. com a crença de que a igualdade deve moldar-se no respeito à diferença e à diversidade.340/2006. p. A fragilidade do sistema judicial não é um problema recente e as varas especializadas em crimes dolosos contra a vida contam com um déficit de recursos humanos em seus quadros. acrescido ao fato de que os processos são julgados como mais um crime de homicídio comum e sem nenhuma perspectiva de gênero. contudo. 49) No Brasil. Lei do Feminicídio.

só pode ser compreendida se nos mantivermos atentos aos efeitos duradouros que a ordem social exerce sobre as mulheres (e os homens). com isso. de avaliação e de ação que são constitutivos dos ‘habitus’ e que fundamentam. empregando método misto de pesquisa. tendo em vista que tal definição reduz o conceito de gênero. 49-50) O que se pretende com esse trabalho não é exaurir a discussão. Por fim. que acredita ser necessário a desconstrução do pensamento ocidental viciado e. às disposições espontaneamente harmonizadas com esta ordem que as impõem. Outro problema que se verifica. 2002. relativizar as definições de masculino e feminino na busca de um novo olhar sobre os símbolos e as linguagens. ele relata que há uma dominação do homem sobre a mulher. uma relação de conhecimento profundamente obscura a ela mesma. de gênero. mas através dos esquemas de percepção. mesmo que indiretamente. já que ambos são construções sociais. p. Concepção essa que é compatível com a de Joan Scott. O exame dos diplomas legais será conduzido através de abordagem . 4 7. METODOLOGIA O estudo em tela é de natureza descritiva. (BOURDIEU. constata- se que os estudos contemporâneos desnaturalizaram o que estava impregnado no sistema sexo/gênero como o correto. que se pode dizer ser. aquém das decisões da consciência e dos controles da vontade. de língua etc) se exerce não na lógica pura das consciências cognoscentes. espontânea e extorquida. é a definição legal da condição do sexo feminino. Na década de 50. mas fornecer uma perspectiva acerca do feminicídio ser ou não ser uma ação afirmativa que realmente veio para proteger os Direitos Humanos da mulher no Brasil ou que só vosa aplicar uma punição ao agressor. com a famosa declaração de Simone Beauvoir “não se nasce mulher. O autor descreve que desde o sistema educacional há desigualdade entre os gêneros no momento em que é imposto de que maneira o feminino e o masculino devem se comportar. também. confira-se: O efeito da dominação simbólica (seja ela de etnia. ou seja. o qual já foi bastante discutindo dentre vários autores consagrados. O sociólogo Pierre Bourdieu também trabalha. Assim. torna-se”. com a questão do gênero ao debater o processo evolutivo do ser humano. a lógica paradoxal da dominação masculina e da submissão feminina. de cultura. ao mesmo tempo e sem contradição. sendo exercida por meio de uma violência simbólica.

v.qualitativa. n. Crime e Segurança Pública . Violência. 2002. 2ª Ed. pp. pp. BIBLIOGRAFIA BOURDIER. via análise de conteúdo. 2003. As ações afirmativas e os processos de promoção da igualdade efetiva. para a qual contribui. bem como a abordagem quantitativa pela qual se analisam dados oficiais provenientes de fontes secundárias. Bertrand Brasil. 7. 103-115. GOMES. Rio de Janeiro. 2015. In: Seminário Internacional: As minorias e o direito . 8.2001: Brasília. Izabel Solyszko. pp. GOMES. Paraíba. In: Revista Gênero e Direito. 188-218. Pierre. jan. CAMPOS. 2015.Feminicídio no Brasil: uma análise crítico-feminista. SUMÁRIO PROVISÓRIO 10. Carmen Hein de. de forma subsidiária a pesquisa bibliográfica e documental. Joaquim Benedito Barbosa. Porto Alegre. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ATIVIDADE Mês/An Mar/16 Abr/16 Mai/16 Jun/16 Jul/16 Ago/16 Set/16 Out/16 Nov/16 Dez/16 o Entrega do Projeto Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Jurídica Leitura e Fichamentos Redação do Texto Final Revisão do Texto Impressão/Encadernação Entrega do Trabalho 9. n. Sistema Penal & Violência. SILVA. Tradução Maria Helena Kühner.-jun. In: Revista Eletrônica da Faculdade de Direito. A dominação masculina. . Feminicídios e Possíveis Respostas Penais: Dialogando com o feminismo e o direito penal. Fernanda Duarte Lopes Lucas da. 1. 1. referentes ao objeto de estudo. 95-132.

sem perder o que tens construído: Ao invés de trabalhar apenas “se a lei do feminicídio é uma ação afirmativa”./jun. 1. In: Tipificación del femicidio en Chile. Adriana Ramos de. n. Femicídio: Uma Análise Sócio-Jurídica Do Fenômeno No Brasil. n. vamos propor uma análise da lei do feminicídio à luz dos direitos humanos para verificarmos se há algum avanço perceptível para além do reconhecimento jurídico da especificidade da violência que vitima fatalmente mulheres. 2009. trazer alguns elementos a mais ao teu projeto. v. pp. 124. exigindo do Estado judicialização específica para um novo tipo penal. Cardos Eduardo. Podemos. Flor! Teu projeto precisa de uma turbinada. 41-51. org. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. 82-105. BRITO. Daniel Cunha de. a lei também cria campos para que a vulnerabilidade. 2009. 35. a tolerância cultural e as perspectivas de tensão e compreensão envolvidas possam ser visibilizadas. seguindo a ordem numérica que pontuei ao longo do texto. ligado ao sistema de poder e submissão proveniente das relações de gênero e que. Cadernos de Pesquisa. pp. substituir o que está pintado dizendo que a lei do feminicídio prevê tratamento diferenciado à violência cometida contra a mulher. Ufscar. Patsilí Toledo.2015: Florianópolis. portanto. Educação & Realidade. MELLO. Pensei muito. BARP. PIOVISAN.GONÇALVES.UFS: Garantias Fundamentais . . estudei bastante (li e pesquisei um montão) pra chegar a uma sugestão que pode incrementar o que tu já fizeste. Podemos construir a ideia de que. vol. pp. Disponível em: http://www. assim./abr. Análisis comparado y problemáticas pendientes. Un debate abierto.pdf. a letalidade. na prática. Jaime Luiz Cunha de./dez. VÁSQUEZ. 20. jul. compromissoeatitude. SOUSA. que nós já sabemos que não é. jan. SCOTT. 43-55. se desdobra em diferentes perspectivas de compreensão. Joan Wallach. In: XXIV Encontro Nacional do CONPEDI . nº 2. criticadas e experimentadas. In: Teoria & Pesquisa. a lei não irá apenas resultar no aumento do punitivismo. Leyes sobre femicidio y violencia contra las mujeres. Wilson José. Ao caracterizar o feminicídio como um fenômeno social de características próprias. vol. jan. em especial dos movimentos de mulheres e feministas. 1. br/wp- content/uploads/2013/07/ADRIANARAMOSDEMELLO_FEMICIDIO. 1995. 18. considerando tratar-se de um fenômeno social específico. Santiago do Chile. Porto Alegre. Vou te dar um roteiro. Acesso em 23 de abril de 2016. Flavia. Violência doméstica: reflexos das ordenações filipinas na cultura das relações conjugais no Brasil. pp. Ações Afirmativas da Perspectiva dos Direitos Humanos. Revista de Ciências Sociais. 2005. Red Chilena contra la violencia doméstica y sexual. 71-99. A igualdade de gênero e as ações afirmativas nas ciências criminais. a partir de reivindicação.

Gilmar Antonio Bedin e Luciane Montagner Büron (vai anexo). A PROTEÇÃO INTERNACIONAL AOS DIREITOS DA MULHER . Vê-se. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: além dos que você já enumerou. Coloca por último o que está pintado de verde.  Conhecer as previsões do sistema interamericano de direitos humanos acerca da violência contra as mulheres . Fontes pra fazer isso:  Compreender como se dá a proteção aos direitos humanos das mulheres em âmbito internacional A PROTEÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES . “OBJETIVO GERAL” e “OBJETIVOS ESPECÍFICOS”. OBJETIVO GERAL: analisar a trajetória de judicialização e de reivindicação por resposta penal específica para o feminicídio (no Brasil. Lei 13. de facto. inclua:  Compreender como se dá a proteção aos direitos humanos das mulheres em âmbito internacional  Conhecer as previsões do sistema interamericano de direitos humanos acerca da violência contra as mulheres  Analisar algumas das legislações dos países latino-americanos em que o feminicídio foi tipificado  Estudar como o ordenamento brasileiro trata dos casos de assassinatos de mulheres Você remove o que foi pintado de amarelo. Encontrei uma publicação específica sobre homicídios de mulheres e legislações aplicáveis. C. A partir dele pensei que podemos trabalhar com uma perspectiva mais rica. buscando compreender a trajetória de proteção às mulheres em contextos sociais como o brasileiro. 3. 4. É “A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA FATAL: O PROBLEMA DO FEMINICÍDIO ÍNTIMO NO BRASIL”. O que está pintado em amarelo sai.Flávia Piovesan (vai anexo).104/2015) à luz dos direitos humanos para verificar a ocorrência de possíveis avanços para além do reconhecimento jurídico da violência fatal específica contra mulheres. Entram alguns parágrafos em que você discute os tópicos que eu acrescentei aos objetivos específicos. Sugiro que você aborde. da seguinte forma: A. aqui é que o teu trabalho pode começar a mudar de carinha e ficar muito mais interessante. Passa pra cima da lista o que está pintado de rosa. substituir o que está escrito pela indicação de que irás analisar a Lei 11. Não faça um tópico só. Não precisa ser muita coisa – o que precisa é trazer teu trabalho mais pra área dos direitos humanos. assim. feita pelo governo federal. Te envio anexa ao email.Marianna Montebello (vai anexo). uma disparidade flagrante entre a garantia constitucional ao direito à vida. de jure.340/06 desde o prisma dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. positivados sob a forma de Direitos Fundamentais. onde as relações de gênero são orientadas pelo sistema de poder atinente à ordem patriarcal enquanto a legislação garante as salvaguardas dos Direitos Humanos. e o real exercício do direito à vida pelas mulheres. em OBJETIVOS. OS DIREITOS HUMANOS E A PROTEÇÃO INTERNACIONAL DE GRUPOS ESPECÍFICOS . mas dois. Insere o que eu sugeri em seguida. B. dos direitos das mulheres e da sociologia e menos pra área de penal.2.

 Estudar como o ordenamento brasileiro trata dos casos de assassinatos de mulheres FEMINICÍDIO: UMA ANÁLISE SOCIOJURÍDICA DO FENÔMENO NO BRASIL . Rodrigo De Souza Costa. se quiser. OS PARÂMETROS INTERNACIONAIS DE PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES: UMA COMPARAÇÃO COM OS INSTRUMENTOS PREVISTOS NA LEI MARIA DA PENHA . Ianá Priscilla de Oliveira Silva. removendo apenas o que está em amarelo. mas escrito de maneira interrogativa.Marcia Nina Bernardes. Beijo grande! . (vai anexo).. Não esqueça de escrever o teu problema em forma de pergunta – ele será basicamente o teu objetivo geral. FEMINICÍDIO: UMA REALIDADE BRASILEIRA . O SISTEMA INTERAMERICANO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E O CASO MARIA DA PENHA Alzira Josiane Correa. Ronaldo Michiles (vai anexo). O que está escrito em roxo.Adriana Ramos de Mello (vai anexo). FEMINICÍDIO: UMA ANÁLISE SOCIOJURÍDICA DO FENÔMENO NO BRASIL . me procure amanhã de manhã na faculdade. pode inserir no projeto.Alessandra Marchioni. Jéssica Yara Barbosa Giló. Simone Rezende Carneiro.A PROTEÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DA MULHER E O SISTEMA INTERAMERICANO DE MONITORAMENTO (.Girlene Nascimento Simionato.Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (vai anexo). CONHECENDO CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES DEFENDIDOS NO SISTEMA DE JUSTIÇA INTERNACIONAL .Adriana Ramos de Mello (vai anexo). Qualquer coisa.) . ante o que havíamos conversado no nosso último encontro. MAPA DA VIOLÊNCIA 2015: HOMICÍDIO DE MULHERES NO BRASIL .  Analisar algumas das legislações dos países latino-americanos em que o feminicídio foi tipificado O FEMINICÍDIO NA UNIÃO EUROPEIA E AMÉRICA LATINA ..Julio Jacobo Waiselfisz (vai anexo) Podes seguir com tudo o que tens. Espero que.Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher/CLADEM (vai anexo). tenha conseguido ajudar a deixar como você queria.