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Guia dos delegados
Adaptado
Para
Simulação da Conferência Internacional do
Trabalho (CIT)
Coimbra 2016

Nota: Este guia só está disponível em suporte digital

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Índice

Índice

I. Introdução
a. O que é o “Modelo Organização Internacional do Trabalho»?
b. Missão do Modelo OIT
c. Competências e experiências adquiridas através da participação no Modelo OIT

II. Informações relativas à Conferência
a. Secretariado da Conferência
b. Sítio na Internet do Modelo e debates em linha
c. Programa provisório
d. Código de vestuário
e. Política relativa ao plágio
f. Regras da Conferência

III. Preparação da Conferência
a. Iniciar pesquisa
b. Comunicação
c. Negociação

IV. A Organização Internacional do Trabalho
a. Funcionamento da OIT
i. A Estrutura Tripartida da OIT
b. Missão e objetivos da OIT
i. Normas Internacionais do Trabalho
ii. Políticas e programas
iii. Cooperação técnica
iv. Atividades de formação, de ensino, de investigação e de publicação
v. Programa de Trabalho Digno da OIT
c. A OIT no mundo
d. A estrutura e o funcionamento da OIT

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i. De que forma funciona?
- Conselho de Administração
- O Bureau Internacional do Trabalho
- Conferência Internacional do Trabalho

V. A estrutura e o funcionamento da Conferência Internacional do Trabalho
a. Tarefas principais da Conferência Internacional do Trabalho
b. Resultados da Conferência Internacional do Trabalho: Adoção de Normas
Internacionais do Trabalho
c. Quem assiste à CIT e porquê?

VI. A estrutura e o funcionamento do Modelo OIT
a. Principais intervenientes do Modelo OIT
i. Secretariado da Conferência
ii.Comité de Redação da Conferência
iii.
Mesa da Conferência
iv.Mesa dos Comités
v. Comissões de Redação do Comité (Grupo de Redação)
vi. Delegados(as)
b. A Conferência
i. Sessão plenária
ii. Comités de debate geral

VII. O processo do debate: compreender a Conferência
a. Fases de trabalho no Comité
b. Dinâmica do Comité
Dia 1: Sessão Plenária do Comité
Distribuição dos Comités da Conferência
Dia 2: Primeira e Segunda Sessão de Trabalho do Comité
Apresentação da Mesa do Comité
Eleição do Comité de Redação do Comité (Grupo de Redação)
Declaração de Abertura
Debate geral
Encerramento do debate
Elaboração das Conclusões pelo Comité de Redação e distribuição das mesmas por
todos os membros do Comité (almoço e pausa para café)
Primeira Reunião dos Grupos
Dia 3: Segunda Reunião dos Grupos
Tomada de decisão
Terceira Sessão de Trabalho dos Comités

debate e aprovação de emendas Adoção de Conclusões Encerramento do Comité VIII. Apresentação do trabalho do(s) Comité(s) na Sessão Plenária a. 4 Apresentação. Anexos . Aprovação das Conclusões dos Comités c. Apresentação das Conclusões b. Regulamento interno (guia rápido) X. Resultados do trabalho desenvolvido na Conferência: Resolução Final relativa ao Futuro do Trabalho IX.

negociar com aliados e adversários. . onde os(as) estudantes do ensino secundário e/ou superior. desenvolver estratégias. A Conferência tem lugar uma vez por ano. bem como as posições do Grupo de interesse que irão representar. resolução de diferendos e criação de consensos. Antes da simulação da conferência. 5 I. Muitas vezes designada por parlamento internacional do trabalho. ficam a conhecer o regulamento interno da Conferência e pesquisam os tópicos que serão abordados. 1 É importante notar que a OIT é composta por 187 Estados-Membros e é uma organização tripartida que conta com a participação de Governos e Grupos de Empregadores e Trabalhadores. a Conferência estabelece e adota normas internacionais do trabalho. em junho. na cidade de Genebra. resolver conflitos de acordo com o protocolo diplomático e com o regulamento interno e chegar a acordo sobre as Conclusões. os participantes estudam detalhadamente a estrutura e o funcionamento da Conferência Internacional do Trabalho. A Conferência Internacional do Trabalho (CIT) A Conferência Internacional do Trabalho (CIT) é um dos três organismos que constituem a Organização Internacional do Trabalho. É importante que os(as) participantes tenham em conta que eles são os principais intervenientes do Modelo OIT. Os tópicos de debate são retirados diretamente da agenda oficial da OIT e de assuntos atuais. a. b. designados por «delegados». o que significa que o sucesso da simulação depende da excelência da sua preparação e da qualidade do seu desempenho. Missão do Modelo OIT O Modelo OIT pretende reunir futuros líderes de diferentes contextos para dar início a um processo de colaboração. a estrutura e o funcionamento da Conferência Internacional do Trabalho (CIT). Suíça. Esta estrutura será explicada mais em detalhe posteriormente no documento. assumem os papéis dos Grupos do sistema tripartido1 da OIT em Comités específicos e debatem questões de importância internacional. sendo um fórum para o debate de questões sociais e laborais pertinentes. Empregadores e Trabalhadores dos Estados-Membros da OIT. Esta Conferência anual reúne delegados de Governos. Os(as) jovens delegados (as) irão escrever e proferir discursos. Introdução Este guia foi elaborado como apoio para todos os(as) participantes no «Modelo Organização Internacional do Trabalho» (Modelo OIT) na preparação da simulação. O que é o «Modelo Organização Internacional do Trabalho»? O «Modelo Organização Internacional do Trabalho» (Modelo OIT) é uma simulação interativa da Conferência Internacional do Trabalho (CIT). sensibilizando-os para os problemas internacionais contemporâneos e incentivando o debate e o intercâmbio de ideias. negociação. Procura-se com esta simulação criar e desenvolver capacidade de liderança e empenhamento nos alunos/jovens em questões mundiais atuais. O guia fornece aos(às) participantes informações relevantes sobre a história.

c) promover uma estrutura multilateral e incentivar o trabalho num ambiente multicultural. aprender a ouvir as ideias de todos. d) sensibilizar e gerar conhecimento sobre questões mundiais relevantes. b) Competências para discursar em público: o Modelo OIT é o local ideal para que os jovens líderes desenvolvam as suas competências para discursar em público. seja por assumir a liderança ou simplesmente ajudar. d) Trabalho de equipa: esta competência é fundamental para o sucesso do trabalho do delegado no Comité. tais como: a) Competências de liderança: durante o Modelo OIT. de forma a certificarem-se de que as suas vozes serão ouvidas e que se chegará a um consenso. a simulação é um espaço em que os participantes partilham as suas ideias e posições sobretudo através de discursos. O discurso em público é uma competência fundamental que os participantes irão usar durante o Modelo OIT e noutras situações. e) fornecer aos jovens líderes as ferramentas e competências necessárias para que contribuam de forma positiva para um mundo cada vez mais globalizado. social e mesmo política. Essas competências serão um grande contributo para todos os aspetos da sua vida futura. Isso significa que precisam desenvolver competências de liderança fortes. esta experiência não só envolve os jovens no debate das questões mundiais. 6 Os principais objetivos do Modelo são: a) aumentar a sensibilização e o acesso dos jovens à OIT. confere aos(às) participantes mais confiança em si mesmos(as) e ajuda a torná-los(as) mais sociáveis. ou seja. f) dar aos jovens líderes a oportunidade de colocar em prática e aplicar os seus conhecimentos e competências académicas em situações mundiais da atualidade. b) promover a valorização das boas práticas e do trabalho digno em todo o mundo. . isto é. Pertencer a uma equipa no Modelo OIT. c. e competências de expressão escrita. Competências e experiências adquiridas através da participação no Modelo OIT Um Modelo OIT é uma experiência única. mas também incentiva o desenvolvimento e a prática de competências e de qualidades que serão úteis para a sua vida académica. De facto. os participantes expressam as ideias e posições dos Grupos que representam. que será talvez o ponto alto do seu trabalho. São ainda responsáveis pela preparação das Conclusões. Este trabalho permite-lhes desenvolver as suas competências linguísticas. selecionar os pontos mais relevantes. aprender a dirigir-se a outras pessoas de um modo formal e diplomático e a aplicar vocabulário específico. c) Competências linguísticas: durante o Modelo OIT. Quando reúnem com outros delegados ou Grupos para negociar e alcançar um consenso. Dirigir-se a uma audiência ajuda a melhorar o crescimento pessoal dos(as) participantes e a dar-lhes autoconfiança. seja para explicar algum assunto numa sala de aula ou numa reunião com os colegas de trabalho. os participantes têm de interagir uns com os outros seguindo regras de conduta e protocolos adequados. combiná-los e colocá-los por escrito. os participantes estão a construir uma equipa. Estas competências são essenciais quer para a vida privada quer para a vida profissional dos participantes.

Estes métodos de pesquisa podem ser aplicados pelos participantes na vida académica. O Modelo OIT incentiva os participantes a investigar os tópicos de debate bem como a posição dos respetivos países e Grupos antes da Conferência. e a preparar discursos baseados nas suas aprendizagens. . 7 e) Métodos de pesquisa: uma boa pesquisa é a base do trabalho dos(as) delegados(as). Coloca também à sua disposição uma extensa bibliografia e dicas sobre como realizar a pesquisa para que se sintam confiantes ao debater e discutir questões complexas.

Informa os organizadores da simulação acerca dos progressos feitos pelo Comité. Também podem realizar quaisquer outras tarefas que o Comité lhes confie.pt/feuc/citcoimbra c. impressão e distribuição do projeto de Conclusões. Poderá assumir a responsabilidade de informar os(as) Presidentes (Chairpersons). O Secretariado é composto pelos seguintes membros: Secretário(a)-Geral: assume as responsabilidades gerais do Secretariado e as relações com a Mesa do Comité. são eleitos(as) de entre os membros do Secretariado/Dinamizadores. apoiar as Mesas do Comité. mediante autorização do(a) Presidente (Chairperson). redigem atas para uso interno. . 8 II. apoiar o Comité de Redação do Comité na elaboração. Informações relativas à Conferência a. os quais são responsáveis pela elaboração das secções gerais da Resolução Final da Conferência. Peritos: prestam aconselhamento técnico ao(à) Secretário(a)-Geral e ao(à) coordenador(a). b.uc. As suas funções incluem: aconselhamento técnico. Além disso. o Comité de Redação da Conferência é também constituído por membros do Secretariado/Dinamizadores. Secretariado da Conferência (Dinamizadores) A tarefa principal do Secretariado é orientar os(as) delegados(as) quanto ao regulamento interno da Conferência e assegurar o seu cumprimento. Secretários(as): tomam notas. entre outros. Programa provisório (sujeito a alterações) Tenha em atenção que este é um programa provisório concebido para fornecer aos(às) delegados(as) uma ideia do que podem esperar do Modelo OIT. Todas as informações aqui referidas estão sujeitas a alterações. Sítio na Internet do Modelo OIT e debates em linha Existe sítio na Internet dedicado à Conferência: http://www. cujas funções serão explicadas depois. O(a) Presidente e os(as) Vice-Presidentes da Conferência. certificar-se de que todos os(as) delegados(as) recebem as emendas apresentadas pelos outros Grupos. recebendo as emendas propostas pelos(as) delegados(as) ou o projeto de relatório do Comité. Secretário(a)-Geral Adjunto(a): presta apoio ao(à) Secretário(a)-Geral no desempenho das suas funções. assegurar o respeito do regulamento interno por parte de todos os(as) delegados(as). Acresce que os representantes do Secretariado/Dinamizadores são nomeados para os vários Comités para agirem na qualidade de Secretário. No início da Conferência será distribuído um programa final. o apoio logístico em geral. Estes(as) funcionários(as) podem fazer uso da palavra em reuniões do Comité ou do Comité de Redação do Comité.

Nomeação das Autoridades dos Comités .00 – 17.00 – 16:30 .30 – 13.00 – 9.00: Receção e inscrição dos participantes 9. Discursos de abertura do Presidente e dos Vice-Presidentes .30 – 15. Eleição do Comité de Redação do Comité . Solidariedade e Segurança Social ‒ Diretor-geral da OIT 10. Distribuição dos Comités e delegação de poderes às respetivas autoridades (Secretários/Dinamizadores de Comité) 15.00: Plenário para indicação dos Comités .00 – 14. Apresentação dos temas dos Comités e dos respetivos tópicos para discussão . 9 Dia 1 8.00 – 10. Apresentação das Autoridades da Conferência: Presidente e Vice-Presidentes .Intervalo 16:30 – 18:00: Segunda Sessão de Trabalho do Comité Debate geral Intervenções dos delegados.00: Plenária de Abertura . Discursos dos Delegados 13. Discurso de abertura e de apresentação do Modelo da OIT . Debate Geral Dia 2: 14:00 – 16:00: Segunda Sessão de Trabalho do Comité Debate geral Intervenções dos delegados: Debate geral 16. 18:05 – 18:30: Primeira Reunião de Grupos O Secretariado distribui o projeto de Conclusões Os Grupos analisam o projeto de Conclusões e formulam as emendas que desejam propor As emendas são submetidas ao Secretariado e distribuídas a todos os membros do Comité 19:30 .Jantar .00: 1ª Sessão de Trabalho dos Comités . Guy Ryder . Apresentação do trabalho dos Comités e das normas de procedimento .30: Almoço 14. Intervenção do Diretor-Geral da OIT.30: Painel de Alto Nível ‒ Boas-Vindas + Oradores convidados da OIT e organizadores: ‒ Reitor da Universidade de Coimbra ‒ Diretora da Faculdade de Economia ‒ Representante do Diretor do CES/Coimbra ‒ Representante do Presidente da Associação Académica de Coimbra ‒ Presidente da Câmara Municipal de Coimbra ‒ Ministro do Trabalho.

Política relativa ao plágio O Modelo OIT tem uma política rígida contra o plágio. encerramento da sessão dos Comités. 10 Dia 3: 09:00 – 10:30: Segunda Reunião de Grupos Os grupos analisam as emendas e decidem sobre estar a favor ou contra as mesmas 10:30 – 13:00: Terceira Sessão de Trabalho do Comité Apresentação. com vestuário de negócios ocidental. Os(as) participantes deverão respeitar as expectativas do código de vestuário. Devem distinguir claramente entre as suas próprias ideias. e as ideias retiradas de outras fontes. . com uma camisa e uma gravata (facultativa). Eis alguns exemplos do código de vestuário esperado:  Os homens deverão usar fato ou blazer e calças.  Deverão evitar usar calças de ganga. chapéus ou bonés. Tal significa que. resultantes de uma pesquisa intensiva e uma reflexão profunda sobre o tema. conforme indicado acima. que deverão ser devidamente citadas. os(as) participantes deverão. calças formais ou saia com uma blusa ou camisola. poderá ser-lhes pedido que mudem de roupa para algo mais apropriado e. fato. além de pensar e de agir como Delegados(as).  As mulheres deverão usar um vestido. De outra forma. discussão e votação das emendas Adoção de Conclusões Formulário de monitorização. Todos os(as) delegados(as) devem prestar muita atenção ao preparar os seus documentos e discursos para a Conferência.  Deverão ser usados sapatos. 13:00 – 14:30: Almoço 14:30 – 16:00: Sessão Plenária de Encerramento Apresentação das Conclusões dos Comités Adoção de Conclusões Discursos dos(as) Vice-Presidentes Observações finais .discurso do(a) Presidente 16:00 – 17:00: Cerimónia de Encerramento Entrega de certificados aos participantes Discurso de encerramento dos organizadores Fotografia oficial do Modelo OIT d. em todas as Sessões de Plenário e do Comité vestir da mesma forma. Código de vestuário Os(as) participantes deverão simular que são Delegados(as) da Conferência Internacional do Trabalho de forma precisa.

foram estabelecidas algumas regras de conduta. Tal ação pode chegar à suspensão do(a) delegado(a) e à sua remoção da Conferência. 11 Se um(a) delegado(a) não cumprir esta regra. Espera-se que os(as) participantes cumpram estas regras durante a Conferência. poderá incorrer numa ação disciplinar.  Os(as) Delegados(as) deverão ter analisado todos os documentos informativos e outros materiais necessários para a sua preparação  Os(as) Delegados(as) deverão conhecer e respeitar o Regulamento Interno da Conferência  Os(as) Delegados(as) deverão dirigir-se à Conferência e aos outros delegados de forma educada e utilizando linguagem diplomática  Os(as) Delegados(as) deverão assistir a todas as Sessões de Plenário e às reuniões do Comité. f. tanto ao nível académico como social. Caso não o possam fazer. Regras da Conferência De forma a tornar a experiência do Modelo OIT tão gratificante e interessante quanto possível. deverão informar qualquer membro do Secretariado com antecedência  Os(as) Delegados(as) deverão usar sempre os crachás fornecidos pelo Secretariado  Os(as) Delegados(as) deverão cumprir o código de vestuário da Conferência .

bem como a sua cultura e história. espera-se que compreendam a relação entre o Grupo que lhes foi atribuído e a questão em foco. etc. Uma vez familiarizados(as) com os temas em debate. Estes documentos incluem questões orientadoras para o debate e uma bibliografia. Empregadores e Trabalhadores)3 – que lhes foi atribuído. os(as) participantes deverão completar um processo de preparação. Os(as) participantes necessitam conhecer as estruturas políticas e económicas do país que representam. declarações oficiais. Esta posição deverá ser convertida num discurso. 2. deverão servir apenas como base para uma investigação mais aprofundada. a posição do país representado e do Grupo.org/global/about-the-ilo/who-we-are/tripartite-constituents/lang--en/index.ilo. 2 Documentos de apoio são documentos escritos que auxiliam os(as) delegados(as) relativamente aos temas em debate durante o Modelo OIT. preparados(as) e confiantes ao debater com outros(as) delegados(as). Para realizar esta etapa. Esta etapa é essencial para entender e representar. notícias. documentos oficiais. O primeiro passo na preparação para a Conferência envolve um estudo abrangente dos temas em debate. os(as) participantes sentir-se-ão seguros(as). No entanto. Existem alguns passos e procedimentos básicos que os(as) participantes podem seguir antes do Modelo OIT dos quais destacamos os seguintes: 1. livros.htm) . Preparação da Conferência a. O presente guia e os documentos de apoio 2 preparados pelo Secretariado da Conferência são as principais fontes de informação que podem ser usadas pelos(as) participantes nesta etapa. 12 III. Se tal for feito de forma consciente. visite: http://www. Ao mesmo tempo. os(as) participantes podem rever anteriores Resoluções e discursos da CIT. etc. Iniciar pesquisa De forma a realizar o Modelo OIT com sucesso. 3 Para compreender a estrutura tripartida da Organização Internacional do Trabalho. os(as) participantes podem passar para a pesquisa sobre o Grupo de trabalho (Governos. Outras fontes que poderão ser utilizadas: o sítio na Internet da Organização Internacional do Trabalho. da forma mais rigorosa possível.

os participantes podem analisar os documentos de apoio preparados pelo Secretariado. Ao realizar a sua pesquisa. Convenções e Resoluções que o país tenha assinado ou ratificado . Alguns factos e números 3. Conclusão: o que se espera alcançar . Por último. quanto ao conteúdo.Uma introdução breve ao Grupo. mas também a apresentar propostas para as Conclusões. Iniciativas das Nações Unidas apoiadas pelo país . recomenda-se a preparação de um discurso no qual declaram a posição do seu Grupo em relação ao tema. os participantes devem começar a reunir informações. No que respeita à forma do discurso. Devem incluir uma breve introdução ao tópico. As políticas do país/Grupo e as soluções propostas . O objetivo destas normas é facilitar o trabalho dos(as) delegados(as) e orientar o debate. Identificação da posição do país/Grupo . Esta tarefa poderá ajudá-los a organizar as suas ideias e adotar uma posição clara sobre o tema. os(as) participantes deverão compreender de que forma funciona o Modelo OIT e familiarizar-se com o Regulamento interno da Conferência. Depois de analisar os documentos de apoio. . bem como questões para orientação do debate. Um discurso pode incluir: 1. sugerimos que as ideias e a posição sejam expressas de forma simples e clara.Uma introdução breve e geral ao tópico . 13 Qual a razão de um discurso? Para que os(as) participantes possam consolidar a sua pesquisa.O que o Grupo gostaria de ver concretizado nas Conclusões do Comité 3. Um discurso bem-sucedido deve expressar as ideias do participante de uma forma clara. necessitam de pesquisar três áreas diferentes: i) i) o Grupo e as sua posições. O objetivo dos discursos não é limitar-se a fornecer factos e números. Para tal. ii) o tema em debate e iv) a OIT. O grande objetivo do discurso é dar resposta a essas questões. seguida da apresentação da posição do Grupo sobre o tópico que está a ser debatido no Comité respetivo. O que o país/Grupo considera ser necessário fazer para resolver a questão 4. De que forma a questão afeta o país/Grupo . segura e eficaz. relacionada com o tópico e o Comité 2. Os participantes devem encarar os discursos como uma ferramenta que influencia as opiniões de outros delegados. recomenda-se a análise de intervenções feitas por participantes da OIT em sessões anteriores da Conferência. As políticas do país relativamente à questão e à justificação dessas políticas . Os discursos devem ser breves (os participantes dispõem apenas de cinco minutos para transmitir a sua mensagem) e claros. os participantes devem ter em conta que o seu objetivo principal é representar o respetivo Grupo o mais realisticamente possível. Introdução . Antes de começar a escrever o discurso. Estes documentos contêm informações de fundo importantes.

podendo servir de base a uma boa compreensão da estrutura e do trabalho da Conferência.pdf Manual para a redação de instrumentos da OIT: Neste guia explica-se como proceder à redação e adoção de diferentes instrumentos da OIT . francês e espanhol.org/public/english/standards/relm/ilc/handbook-for- delegates/en/index. Introdução à Conferência Internacional do Trabalho. as suas funções.ilo. o regulamento interno e os seus direitos nos Comités. as funções e o trabalho da OIT. Neste sítio na Internet. A constituição dos Comités e os diferentes papeis existentes serão abordados posteriormente neste documento. os seus Comités.org/ilc/ILCSessions/lang--en/index. em: http://www. Além disso.ilo.ilo. Pretende proporcionar uma maior clareza sobre todos os instrumentos. a estrutura. 14 Esta etapa deverá ter início com a pesquisa sobre as origens. Os recursos-chave para se preparar para a simulação incluem: O sítio na Internet oficial da OIT: www. A participação ativa dos delegados nas diferentes sessões é fundamental. com clareza. Manual para delegados(as) (apenas em inglês). os(as) participantes encontrarão todas as informações que necessitam sobre a história. é importante que os participantes analisem estas e outras fontes de informação. os(as) participantes poderão procurar informações sobre o regulamento interno.org/wcmsp5/groups/public/---ed_norm/--- relconf/documents/meetingdocument/wcms_204345. Os participantes podem ainda ter acesso às atas de Conferências anteriores bem como a vídeos que mostram como as sessões e os Comités são organizados.htm). Em seguida.ilo. Este manual destina-se aos delegados que irão participar na CIT. Além disso. também é fundamental que formem as suas próprias ideias e perspetivas sobre os assuntos que irão ser abordados. bem como Declarações. disponível em inglês. No entanto. os(as) participantes deverão prestar grande atenção ao papel que irão desempenhar no Comité.Convenções.ilo. existe uma secção totalmente dedicada à CIT onde os(as) participantes poderão encontrar documentos e outras ferramentas úteis que os(as) ajudarão a compreender a Conferência. Está disponível em: http://www. que se sintam confortáveis a discursar em público e que exerçam a diplomacia. Está disponível em Inglês. O sítio na Internet da OIT e as atas de anteriores sessões do Comité podem ser uma boa fonte de informação (http://www. bem como a sua composição e tarefas. espera-se que estejam preparados e compreendam o regulamento interno. Resoluções e Códigos de Práticas. fornece uma visão geral da Conferência e do seu funcionamento. . Resoluções.html#/handbook-for-delegates Guia da Conferência: Este guia explica o funcionamento da CIT em maior detalhe e examina. O objetivo do documento é apoiar a redação dos Instrumentos Internacionais do Trabalho (Convenções e Resoluções).org/wcmsp5/groups/public/@dgreports/@jur/documents/publication/wcms_42601 4. Este documento PDF. Trabalhadores ou Empregadores) em relação a essas políticas e o seu papel dentro da Organização. Contém explicações sobre como devem participar. Espera-se que todos conheçam e compreendam a posição do seu Grupo (Governos. Disponível em: http://www. Por fim. as diferentes etapas da Conferência. os temas de trabalho e as atividades da OIT.pdf Para que a conferência-modelo seja um sucesso. a estrutura.org.

enquanto aguardam a sua vez. etc. b. Por último. Qualquer discurso deverá ser envolvente. Uma vez registados na lista de oradores. ou tentar filmar a sua apresentação para a rever e avaliar as áreas que ainda deverão ser trabalhadas. Os(as) participantes deverão tentar ser capazes de se fazer entender e serem persuasivos. uma vez que toda a sua preparação e pesquisa serão traduzidas em discursos. que a concederá de acordo com a ordem dos pedidos. para um discurso ser bem-sucedido. deverá transmitir as ideias do(a) participante de uma forma clara. Por conseguinte. O(a) Presidente (Chairperson) poderá retirar o uso da palavra caso o(a) orador(a) se afaste do tema em debate. o público irá perder o interesse. seguir as suas ideias e manter-se calmos. deverão tornar-se compreensíveis estabelecer contacto visual. o registo é feito junto do(a) Presidente (Chairperson) do Comité. o registo na lista de oradores é feito junto do Secretariado da Conferência antes do início da Conferência. comentar posições anteriores. desde o início da Conferência e o mais frequentemente possível. Comunicação Um dos aspetos mais importantes do Modelo OIT é o debate e a comunicação entre delegados(as). 15 Os(as) participantes não deverão hesitar em contactar o Secretariado da Conferência em caso de perguntas ou de dúvidas. Isso poderá ajudá-los. os(as) participantes deverão prestar atenção aos discursos dos(as) outros(as) delegados(as). etc. Ninguém tem o direito de fazer uso da palavra num Comité sem ter previamente solicitado e obtido autorização do(a) Presidente (Chairperson). por exemplo. Não faz sentido que os(as) participantes pesquisem. forte e eficaz. Este é um dos aspetos mais importantes em ser-se delegado(a). os(as) participantes poderão praticar com um(a) amigo(a) ou colega. estudem ou preparem os seus discursos se não souberem exprimir as suas ideias. ouvir e compreender-se mutuamente. Os(as) dinamizadores(as) terão todo o prazer em ajudar os(as) participantes(as) na sua preparação para a Conferência. é importante que o(a) delegado(a) esteja na lista de oradores. Por outro lado. da expressão corporal. será melhor sublinhar apenas as principais ideias ou escrever algumas frases-chave. Os(as) oradores(as) dispõem apenas de 2 a 5 minutos (a decidir nos regulamentos a aprovar). Lista de oradores Os(as) participantes deverão prestar muita atenção às competências de expressão em público. Tal poderá ser feito através do sítio na Internet da Conferência. Para reuniões do Comité. a adaptar os seus discursos. Um discurso formal não necessita de ser aborrecido. ou seja. como é o caso da dicção. uma vez que esta é a sua principal missão. porém não deverão falar depressa demais. Nenhum discurso deverá ultrapassar os 2 ou 5 minutos (a decidir nos regulamentos a aprovar). Um(a) delegado(a) não pode correr o risco de perder a chance de fazer uso da palavra e dirigir-se ao Comité para transmitir a posição do seu Grupo. defender opiniões de outros(as) delegados(as). exceto mediante consentimento especial do Comité. Discursos Tal como mencionado anteriormente. Se um discurso for muito complexo ou complicado. Para as Sessões Plenárias. não é aconselhável escrever o discurso inteiro. .

. mas também. . para os(as) delegados(as) chegarem a acordo sobre as Conclusões finais. stresse ou receio. até chegarem a um consenso. frequentemente.». é necessário que negoceiem com outros(as) delegados(as). Os(as) participantes deverão ter em consideração que os processos formais poderão ser cruciais. No entanto tê-las presentes poderá ser muito útil. Ter em conta que os pontos de vista transmitidos não pertencem ao indivíduo. deverão terminar a sua intervenção reafirmando a sua ideia principal e agradecer ao(à) Presidente (Chairperson). Se o tempo se esgotar. emendas e outras questões. pelo que poderá não ser possível passar por todas estas etapas de uma maneira formal. a sua função principal será a de formalizar acordos atingidos anteriormente de forma informal. Para se dirigir aos(às) outros(as) delegados(as): «Distinto(a) Colega» ou «Distinto(a) Delegado(a) de. A negociação é a essência do trabalho dos(as) delegados(as). Por vezes.  Demonstrar confiança em si mesmo e nas suas ideias. encontrar o melhor resultado para ambos os lados -. apoiantes e adversários(as). mas que. Vice-Presidentes e restantes delegados(as)..os(as) delegados(as) apresentam as suas posições e ideias.ou seja. têm divergências que os impedem de chegar a um consenso.  Manter contacto visual. Os Grupos não podem deixar de empenhar grande parte do seu tempo em consultas informais. para não dar a impressão de que se está apenas a ler um texto. Grande parte do processo de negociação ocorre durante reuniões informais.  Evitar demonstrar quaisquer sinais de nervosismo. esclarecimento dos objetivos .  Evitar estar sempre a olhar para as notas. mas sim ao Grupo que este representa. Normalmente. A negociação é um método pelo qual os(as) delegados(as) resolvem diferendos. negociação do projeto de Resoluções.  Ser sucinto (os[as] oradores[as] dispõem apenas de 5 minutos). Negociação As competências de comunicação são essenciais para o bom funcionamento da Conferência. apoio para aprovar uma emenda.ou seja. c. ou seja. negociação para um resultado positivo para ambos os lados . ouvem o que os outros têm a dizer-. o processo de negociação inclui: discussão . na maioria dos casos.  Falar devagar. 16 Alguns pontos-chave a considerar:  A forma correta de se dirigir ao(à) Presidente (Chairperson) é «Excelentíssimo(a) Senhor(a) Presidente». Igualmente importantes são as competências de negociação. É neste contexto que a negociação assume especial importância.  Evitar utilizar a expressão «eu». e obtenção de um acordo. mas. os(as) delegados(as) têm vários pontos em comum que facilitam o trabalho do Comité. Na verdade. os interesses e os pontos de vista de ambos os lados são esclarecidas -. sendo preferível utilizar «nós» ou «o nosso Grupo». e sobretudo. Trata-se de um processo pelo qual um compromisso ou um acordo é alcançado.

Organizações de Empregadores5 As Organizações de Empregadores são instituições criadas para organizar e promover os interesses coletivos dos Empregadores.org/ . A OIT está na origem de conquistas sociais muito importantes que caracterizam a sociedade industrial. Funcionamento da OIT i. a. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) «. A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho também pode admitir membros na Organização por dois terços dos votos dos(as) delegados(as) presentes na sessão. Além dos Estados que eram membros da Organização Internacional do Trabalho em 1 de novembro de 1945. a não adoção por qualquer nação de um regime de trabalho realmente humano é um obstáculo aos esforços de outras nações que desejam melhorar as condições dos trabalhadores nos seus próprios países.ioe-emp. como é o caso do horário de trabalho de oito horas por dia. e qualquer Estado admitido como membro das Nações Unidas por decisão da Assembleia Geral. A Estrutura Tripartida da OIT A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a única agência tripartida da ONU. Esta estrutura tripartida torna a OIT num fórum único no qual os Governos e os parceiros sociais da economia dos seus Estados- Membros podem debater e elaborar. a OIT é composta por 186 Estados-Membros. Atualmente. de forma livre e aberta. Nenhum país ou setor de atividade económica teria sido capaz de introduzir estas políticas sozinho. representantes dos Empregadores e representantes dos Trabalhadores. normas sobre o trabalho e políticas laborais.htm 5 http://www.. pode tornar-se membro da OIT através da comunicação ao Diretor-Geral da sua aceitação formal das obrigações decorrentes da Constituição da Organização. 17 IV.ilo. incluindo dois terços dos(as) delegados(as) governamentais presentes e votantes.org/global/about-the-ilo/WCMS_082361/lang--en/index. São cruciais para estabelecer um ambiente favorável para empresas 4 http://www. A OIT é o quadro institucional internacional que permitiu abordar estas questões e encontrar soluções para a melhoria em geral das condições de trabalho.que só se pode fundar uma paz universal e duradoura com base na justiça social. sem a ação simultânea e concertada dos seus concorrentes. da licença de maternidade. da legislação relativa ao trabalho infantil e de outras políticas que promovem a segurança no local de trabalho e as relações de trabalho harmoniosas.inscrito na sua Constituição ..» Criação da OIT4 A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi crida com base no princípio . reunindo Governos. qualquer membro original da Organização das Nações Unidas.

Como o principal elo de ligação entre a Organização Internacional do Trabalho e os trabalhadores.coordena todas as atividades do Bureau relacionadas com os trabalhadores e as suas organizações.org/actrav/about/lang--en/index. Num mundo cada vez mais globalizado o desafio de garantir trabalho digno. disponibilizar-lhes os recursos da OIT e assegurar que a OIT está constantemente a par das suas opiniões.uma unidade especializada integrada no Secretariado da OIT.htm . segurança social básica. que presta assistência a Organizações de Empregadores em países em vias de desenvolvimento e em países em transição. O Bureau também gere um Programa de Cooperação Técnica. independentes e democráticos em todos os países. fornecendo serviços que melhorem e orientem o desempenho individual das empresas. A sua tarefa consiste em manter relações estreitas e diretas com Organizações de Empregadores nos Estados-Membros. condições de trabalho seguras. o Bureau para as Atividades dos Trabalhadores (ACTRAV) . os sindicatos são importantes instituições da sociedade civil. de modo a lhes permitir desempenhar o seu papel de forma eficaz na proteção dos direitos e interesses dos trabalhadores e na prestação de serviços eficazes aos seus membros a nível nacional e internacional e a promover a ratificação e implementação das convenções da OIT. Como um dos três mandantes da OIT. tanto a nível da sede como no terreno. através do diálogo social global e da criação de normas. Organizações de Trabalhadores6 Os sindicatos livres são instituições democráticas. Desde a sua criação. o que pode ajudar a assegurar que os objetivos sociais e económicos nacionais sejam formulados de forma adequada e eficaz e que contem com um amplo apoio no meio empresarial que representam.ilo. 18 competitivas e sustentáveis que podem contribuir para o desenvolvimento económico e social. o movimento sindical internacional é a maior e mais representativa organização do mundo com base na participação voluntária. as Organizações de Empregadores têm uma relação especial com a Organização. igualdade de género e distribuição justa do rendimento exige uma melhor governação mundial e uma aplicação e implementação universais das normas internacionais do trabalho. os sindicatos têm considerado a OIT como uma instituição essencial para promover a proteção dos trabalhadores. salários que assegurem a subsistência. 6 http://www. O Bureau para as Atividades dos Trabalhadores tem como principal missão fortalecer sindicatos representativos. O Bureau da OIT para as Organizações de Empregadores (uma unidade especializada integrada no Secretariado da OIT) é responsável por fomentar e desenvolver essa relação. Apesar da recusa do direito de organização em muitos países. preocupações e prioridades. As Organizações de Empregadores são um componente fundamental de qualquer processo de diálogo social. Na maioria dos países democráticos. de auto-organização dos trabalhadores que desejam promover os seus direitos como trabalhadores e cidadãos.

a abolição do trabalho forçado e do trabalho infantil e a eliminação da discriminação no emprego). Através de ratificações pelos Estados-Membros. segurança social. desenvolvido e implementado numa parceria ativa com os seus mandantes. b. A OIT estabeleceu um procedimento de supervisão para assegurar a sua aplicação na lei e na prática. trabalhadores e governos) de Convenções e Recomendações que estabelecem normas internacionais. Assenta na avaliação objetiva de peritos independentes .  Promover a criação de mais oportunidades de emprego digno para mulheres e homens.  Reforçar o tripartismo e o diálogo social. Normas Internacionais do Trabalho Uma das funções mais importantes e originais da OIT é a adoção pela Conferência Internacional do Trabalho tripartida (empregadores. Formação. têm sido adotadas Convenções e Recomendações abrangendo praticamente todas as questões relacionadas com o mundo do trabalho. de forma a auxiliar os países a pôr em prática estas políticas de uma maneira eficaz. emprego das mulheres e emprego de categorias especiais. Um extenso programa de cooperação técnica internacional. política de emprego.  Melhorar a cobertura e a eficácia da proteção social para todos. Normas Internacionais do Trabalho . que é o mais avançado de todos os procedimentos internacionais dessa natureza. os direitos de organização e de negociação coletiva. legislação e práticas. prosseguindo a sua missão de justiça social. c. princípios e direitos fundamentais no trabalho. Desde 1919. As Recomendações fornecem orientação sobre políticas. i. As ratificações dessas Convenções continuam a aumentar. educação e atividades de investigação e de publicação que permitam avançar com todos estes esforços. condições de trabalho. administração do trabalho. d. estas Convenções criam obrigações vinculativas de implementação das suas disposições. 19 b. como os trabalhadores migrantes e os marítimos. Elaboração de políticas e programas internacionais com o objetivo de promover os direitos humanos básicos. segurança e saúde no trabalho. A OIT tem quatro principais objetivos estratégicos:  Promover e observar o cumprimento de normas. Missão e objetivos da OIT A Organização Internacional do Trabalho (OIT) dedica-se à promoção da justiça social e dos direitos humanos e do trabalho reconhecidos internacionalmente. Criação de normas internacionais de trabalho. considerada como essencial para garantir a paz duradoura e universal.Cada Estado-Membro é obrigado a submeter todas as Convenções e Recomendações adotadas pela Conferência às autoridades nacionais competentes para uma decisão sobre a ação a ser tomada. Entre essas incluem-se certos direitos humanos básicos (nomeadamente a liberdade de associação. melhorar as condições de trabalho e de vida e as oportunidades de emprego. apoiadas por um sistema único de supervisão da sua aplicação. Estes objetivos são realizados de várias formas: a. relações industriais. que sirvam de diretrizes para as autoridades nacionais colocarem em prática estas políticas.

Códigos de Práticas e manuais de formação. Na última década. Esta declaração redefiniu os objetivos e a finalidade da OIT. de ensino. uma média de 130 milhões USD em projetos de cooperação técnica. Em 1998. Europa Central e de Leste e no Médio Oriente fornece orientações técnicas sobre questões políticas e assistência na conceção e implementação de programas de desenvolvimento. Cooperação técnica Desde o início dos anos 50. doadores e a OIT. Existe um procedimento especial para investigar queixas de violação da liberdade de associação. nos EUA. América Latina.  Todos os seres humanos. que reafirmou o compromisso da comunidade internacional em «respeitar. 20 da forma como as obrigações são cumpridas e na análise de casos pelos organismos tripartidos da OIT. adotando os seguintes princípios:  O trabalho não é uma mercadoria. têm o direito de prosseguir o seu progresso material e o seu desenvolvimento espiritual com liberdade e dignidade. ajudando os mandantes a tornar este conceito uma realidade para todos os homens e mulheres. a Conferência Internacional do Trabalho adotou a Declaração relativa aos Princípios e aos Direitos Fundamentais no Trabalho. a nível nacional. a Conferência Internacional do Trabalho reuniu-se em Filadélfia. independentemente de terem ou não ratificado as Convenções relevantes. Obriga também os Estados-Membros a trabalhar no sentido da eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório. da abolição efetiva do trabalho infantil e da eliminação da discriminação no emprego e na profissão. ii. iv. foram gastos. a OIT tem prestado cooperação técnica a países em todos os continentes e em todas as fases de desenvolvimento económico. qualquer que seja a sua raça. de investigação e de publicação Publicações da OIT O Bureau Internacional do Trabalho publica os resultados de investigação relacionada com a natureza mutável do trabalho e do emprego. promover e realizar de boa-fé» os direitos dos trabalhadores e empregadores à liberdade de associação e ao direito efetivo à negociação coletiva. A declaração sublinha que todos os Estados-Membros têm a obrigação de respeitar os princípios fundamentais envolvidos.  A pobreza em qualquer lugar representa um perigo para a prosperidade em todos os lugares. O objetivo geral da cooperação técnica da OIT é a implementação da Agenda do Trabalho Digno. com segurança económica e com oportunidades iguais. iii. a sua crença ou o seu sexo. Atividades de formação. Uma extensa rede de escritórios em toda a África. e adotou a Declaração de Filadélfia. Políticas e programas Em 1944. Os tópicos abrangidos incluem . Os projetos são implementados através de uma cooperação estreita entre os países beneficiários. que é importante para os decisores políticos e outros. São também elaborados guias técnicos. Ásia. que mantém uma rede de escritórios locais e regionais em todo o mundo.  A liberdade de expressão e de associação são essenciais para o progresso sustentado. anualmente.

inclusivo e sustentável. nomeadamente na sequência da crise económica e financeira global de 2008. com igualdade de género como um objetivo transversal. nas principais universidades do mundo. ao tripartismo e ao diálogo social e à gestão do processo de desenvolvimento. promove investigação política e debate público sobre questões emergentes de interesse para a OIT e para os seus mandantes – trabalho. 21 o desenvolvimento empresarial. cursos e seminários. emprego pleno e produtivo e trabalho digno. proteção social e diálogo social. direitos no trabalho e diálogo social – tornaram-se elementos integrantes da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. fóruns de política social. palestras públicas. o programa Fellowship Phelan e publicações. em 1965. Programa de Trabalho Digno da OIT Emprego produtivo e trabalho digno são elementos-chave para alcançar uma globalização justa e reduzir a pobreza. Os meios de ação do Instituto incluem: investigação. trabalho infantil. inclusivo e eliminar a pobreza. O objetivo 8 da Agenda 2030 exige a promoção de um crescimento económico. migração internacional. à proteção social para todos. aspetos-chave do trabalho digno são amplamente . O emprego na economia globalizada e na sociedade da informação é um foco principal. em Genebra. Tem-se verificado uma maior urgência entre decisores políticos internacionais. e será uma área chave de compromisso para a OIT e para os seus mandantes. O tema de organização dos programas do Instituto é a noção de “trabalho digno”. Os programas do Instituto visam contribuir para o desenvolvimento dos fundamentos analíticos e empíricos do trabalho digno e uma compreensão mais ampla dos instrumentos políticos necessários para implementá-los na prática. um programa académico de visitas. transição e industrializadas tendo por finalidade contribuir para o objetivo da OIT de «trabalho digno». direitos no trabalho. juntamente com a proteção social e respeito pelos direitos no trabalho para alcançar um crescimento económico sustentável. A OIT desenvolveu uma agenda para o mundo do trabalho olhando para a criação de emprego. que se realizam. relações industriais. para todos. Itália. Centro internacional de formação em Turim Na medida em que a qualificação dos recursos humanos é fundamental para a prossecução do trabalho digno. às oportunidades de emprego e de rendimento para homens e mulheres. agrupar e promover as melhores ideias. segurança e saúde no trabalho e os direitos dos trabalhadores. empresas e governo. práticas e experiências – da OIT e não só – relativas aos princípios e direitos laborais fundamentais. proteção social. questões de género. a segurança social. a sua unidade de formação em Turim. Organiza ainda Palestras sobre Política Social. em sintonia com os seus objetivos estratégicos. programas de estágio. rotativamente. para prestar assistência aos países no seu desenvolvimento económico e social através da formação. patrocinadas pelo Prémio Nobel da Paz atribuído à OIT. Procura reunir. legislação laboral. o trabalho digno e os quatro pilares da Agenda do Trabalho Digno – criação de emprego. São abordados os problemas enfrentados pelos trabalhadores e empregadores em economias em desenvolvimento. Durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas em setembro de 2015. Departamento de Investigação O Instituto Internacional de Estudos do Trabalho da OIT. o Centro contribui para a disseminação dos princípios e políticas da OIT e para fortalecer a capacidade das instituições nacionais para implementarem programas relevantes. Trabalhando em estreita parceria com entidades de formação nacionais e regionais. para oferecer trabalhos de qualidade. a OIT criou. Além disso.

Como funcionam? . na Suíça. Estes organismos são: CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO BUREAU INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERENCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO Elege Informa/estabelece a agenda CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Nomeia Informa/providencia o Secretariado DIRETOR-GERAL Responsável pelo trabalho do BUREAURNACIONAL DO TRABALHO i. Uma rede de escritórios no terreno e especialistas técnicos apoiam o trabalho da OIT na promoção da Agenda do Trabalho Digno como uma parte integrante das políticas de desenvolvimento regional e nacional. A Organização está presente também em todo o mundo através dos seus escritórios no terreno. 22 incorporados nas metas de muitos dos outros 16 objetivos da nova visão de desenvolvimento das Nações Unidas. c. d. A estrutura e o funcionamento da OIT A OIT realiza o seu trabalho através de três organismos principais que incluem representantes dos Governos. A OIT no mundo A sede da OIT está fixada em Genebra. dos Empregadores e dos Trabalhadores.

14 Empregadores e 14 Trabalhadores) e 66 membros suplentes (28 Governos. o Conselho de Administração elege um novo Diretor-Geral. de três em três anos (as últimas eleições foram realizadas em junho de 2008). 23 Conselho de Administração O Conselho de Administração é o órgão executivo da Organização Internacional do Trabalho. Reino Unido e Estados Unidos). Itália. Sujeito às instruções do Conselho de Administração.700 funcionários de mais de 150 nações na sua sede em Genebra e em cerca de 40 escritórios no terreno em todo o mundo. 900 trabalham em projetos e programas de cooperação técnica. em março. China. Os membros dos Empregadores e dos Trabalhadores são eleitos a título individual. Entre esses funcionários. Reúne- se três vezes ao ano. decide a agenda da Conferência Internacional do Trabalho. Índia. 19 Empregadores e 19 Trabalhadores). O Bureau Internacional do Trabalho O Bureau Internacional do Trabalho é o secretariado permanente da Organização Internacional do Trabalho. É o ponto focal de todas as atividades da Organização Internacional do Trabalho. Federação Russa. Dez dos assentos dos governos titulares são permanentemente ocupados por Estados de capital importância na indústria (Brasil. Diretor-Geral da OIT De cinco em cinco anos. Os outros membros do governo são eleitos pela Conferência. É composto por 56 membros titulares (28 Governos. Toma decisões sobre a política da OIT. que prepara sob o escrutínio do Conselho de Administração e sob a liderança do Diretor-Geral. o Diretor-Geral é responsável pela condução eficaz do Bureau Internacional do Trabalho e por outras funções que lhe sejam atribuídas. junho e novembro. Alemanha. adota o projeto do Programa e Orçamento da Organização para apresentação à Conferência e elege o Diretor-Geral. O Bureau emprega cerca de 2. França. Japão. .

contra os seus representantes governamentais ou uns contra os outros. que sejam adotadas decisões por grandes maiorias. governamentais e de outra natureza. a. é também um fórum de debate das principais questões sociais e do trabalho. ou em alguns casos. A Conferência. sob a forma de Convenções e Recomendações. Esta diversidade de pontos de vista não impede.  A Conferência supervisiona também a aplicação das Convenções e das Recomendações a nível nacional. Cada Estado-Membro é representado por uma delegação composta por dois delegados(as) governamentais.  A Conferência também aprova Resoluções que fornecem diretrizes para a política geral da OIT e atividades futuras.  A Conferência é também um fórum onde questões sociais e laborais de importância para o mundo inteiro são discutidas livremente . a Conferência examina. com informações detalhadas do respetivo cumprimento das obrigações decorrentes de Convenções ratificadas. por sua vez. até mesmo por unanimidade. Chefes de Estado e Primeiros-Ministros também podem intervir na Conferência. um(a) delegado(a) dos trabalhadores e respetivos consultores. na Suíça. no entanto. nomeadamente: a) a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva. Cada delegado(a) tem os mesmos direitos. frequentemente intitulada parlamento internacional do trabalho. b) a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório. e todos(as) podem expressar-se livremente e votar como quiserem. 24 V. . A estrutura e o funcionamento da Conferência Internacional do Trabalho A Conferência Internacional do Trabalho define as normas internacionais do trabalho e as linhas de orientação da OIT. c) a abolição efetiva do trabalho infantil. por vezes.  Outra função importante da Conferência é analisar o Relatório Global elaborado pelo Bureau no âmbito do procedimento de acompanhamento exigido pela Declaração. e da sua legislação e práticas relativas às Convenções (ratificadas ou não) e Recomendações sobre as quais foram solicitados relatórios pelo Conselho de Administração da OIT. Os Estados-Membros da OIT reúnem-se na Conferência Internacional do Trabalho. Ao longo de um ciclo de quatro anos. Muitos dos representantes governamentais são ministros responsáveis por assuntos laborais nos seus próprios países. Organizações internacionais. no mês de junho. Por essa razão os(as) delegados(as) dos Empregadores e dos Trabalhadores votam. Relatórios Globais abrangendo os quatro direitos fundamentais. Analisa os relatórios que os governos de todos os Estados-Membros são obrigados a apresentar. Tarefas principais da Conferência Internacional do Trabalho  Proceder à elaboração e adoção de normas internacionais do trabalho. realizada anualmente em Genebra.por vezes de forma apaixonada. e d) a eliminação da discriminação em matéria de emprego e de profissão. participam como observadores. um(a) delegado(a) dos empregadores.

Recomendações: As Recomendações fornecem orientações e não estão sujeitas a ratificação pelos Estados-Membros da OIT. As organizações representativas dos Empregadores e dos Trabalhadores desempenham um papel essencial no sistema das normas internacionais do trabalho: participam na escolha de temas para novas normas da OIT e na elaboração dos textos. Embora o conteúdo das Recomendações não seja vinculativo. No caso das convenções. por isso. as Convenções criam obrigações legais ao abrigo da Constituição da OIT. de trabalho e família. os governos são obrigados a informar periodicamente a OIT sobre a forma como a estão a aplicar na legislação e na prática. os Empregadores e os Trabalhadores podem incentivar um governo a ratificá-la. Além de moldarem o direito. Os relatórios dos governos também devem ser apresentados às organizações de Empregadores e Trabalhadores. os seus votos podem determinar se a Conferência Internacional do Trabalho adota uma norma recentemente redigida. Em inúmeros países os tratados internacionais ratificados são automaticamente aplicados a nível nacional. tais como «trabalho forçado» ou «discriminação». Conforme discutido mais adiante neste Guia. As Convenções e recomendações são elaboradas por representantes dos Governos. tais como políticas de emprego. entre outras. Os países ratificantes comprometem-se a aplicar a convenção na legislação e práticas nacionais e a apresentarem um relatório sobre a sua aplicação em intervalos regulares. significa apreciação para efeitos de ratificação. Essas normas são criadas sob a forma de Convenções e Recomendações e são da responsabilidade dos(a) delegados(as) que participam na CIT como representantes dos Governos. Quando uma norma é adotada. a administração da segurança social. a inspeção do trabalho. Os(as) delegados(s) dos Empregadores e dos Trabalhadores da Conferência Internacional do Trabalho também podem apresentar queixas contra os Estados- Membros nos termos do artigo 26. ou tomar como referências definições estabelecidas nas normas. que podem apresentar comentários aos mesmos. Uma Convenção não ratificada por um Membro tem os efeitos jurídicos semelhantes de uma Recomendação para esse Membro. uma convenção entra geralmente em vigor nesse país um ano após a data de ratificação. Convenções: No âmbito da OIT. a submetê- la à sua autoridade competente (o parlamento normalmente) para apreciação.º da Constituição da OIT.º da Constituição. Podem iniciar reclamações por violações das convenções da OIT. Se for ratificada. ou podem ser autónomas. Empregadores e Trabalhadores. tais como a administração do trabalho. Resultados da Conferência Internacional do Trabalho: Adoção de Normas Internacionais do Trabalho As Normas Internacionais de Trabalho estabelecem os princípios e direitos fundamentais que regem o mundo do trabalho. As normas internacionais do trabalho são fontes do direito internacional aplicadas a nível nacional. e estão sujeitas a ratificação pelos Estados-Membros da OIT. usar normas internacionais do trabalho para decidir casos em que o direito nacional é inadequado ou omisso. os Estados-Membros são obrigados. As organizações de Empregadores e Trabalhadores também podem fornecer informações relevantes diretamente à OIT. Se uma convenção for adotada. Os seus tribunais podem. cria a obrigação de apresentação de relatórios pelos Estados-Membros. 25 b. serviços de emprego. Empregadores e Trabalhadores e são adotadas na Conferência Internacional do Trabalho anual da OIT. em conformidade com os procedimentos previstos nos termos do artigo 24. Também podem ser usadas para melhorar várias estruturas administrativas. as normas internacionais do trabalho podem fornecer orientação para o desenvolvimento de políticas nacionais e locais. . após a entrada em vigor. se a convenção for ratificada. cujo conteúdo complementam. A maioria das Recomendações está associada a Convenções. ao abrigo da Constituição da OIT.

em consonância com os princípios do tripartismo. Organizações internacionais. que sejam adotadas decisões por grandes maiorias. No entanto. Chefes de Estado e Primeiros-Ministros também podem intervir na Conferência. Os(as) delegados(as) dos(as) Empregadores e dos Trabalhadores podem. c. por vezes. São um quadro jurídico internacional para uma globalização justa e estável: estabelecem as normas sociais mínimas básicas acordadas por todos os atores na economia global. na medida do possível. º da Constituição da OIT. De modo a permitir uma participação plena e igual dos representantes dos Governos. 26 Os benefícios das Normas Internacionais do Trabalho . um(a) delegado pode. não deve existir nenhum desequilíbrio entre o número de consultores que acompanha cada um(a) dos(as) delegados(as).7 Muitos dos representantes governamentais são ministros responsáveis por assuntos laborais nos seus próprios países. A participação efetiva nos trabalhos da Conferência e dos seus Comités depende da presença de consultores nas delegações. Cada delegado(a) tem os mesmos direitos. as delegações são compostas por pelo menos um representante por Grupo. Esta diversidade de pontos de vista não impede. no entanto. . atuando dessa forma. um(a) delegado(a) dos trabalhadores e respetivos consultores. os(as) delegados(as) dos Empregadores e dos Trabalhadores devem ter. votar contra os seus representantes governamentais ou uns contra os outros. São parte de uma estratégia de redução da pobreza . pode intervir e votar. nomear um dos seus consultores para atuar como seu suplente. e o consultor. Em conformidade com o artigo 3. Representam uma rede de segurança em tempos de crise económica . e todos(as) podem expressar-se livremente e votar como quiserem. São um meio de melhorar o desempenho económico . 7 O número de delegados em cada delegação pode variar. dos Empregadores e dos Trabalhadores. São o resultado da experiência e do conhecimento internacionais: representam o consenso internacional sobre como um determinado problema de trabalho pode ser abordado a nível global e refletem o conhecimento e experiência de todos os cantos do mundo. o mesmo número de consultores. . . Por conseguinte. Os(as) delegados(as) dos Empregadores e dos Trabalhadores são nomeados de acordo com as organizações nacionais mais representativas dos Empregadores e dos Trabalhadores. São um percurso para o trabalho digno: asseguram que o desenvolvimento económico se mantém centrado em melhorar a vida e a dignidade humanas. Cada delegado(a) tem os mesmos direitos. . Garantem condições de concorrência equitativas na economia global: ajudam os Governos e os Empregadores a evitar a tentação de aligeirarem as normas laborais na crença de que isso poderia dar-lhes uma maior vantagem comparativa no comércio internacional. e todos(as) podem expressar-se livremente e votar como quiserem. Chefes de Estado e Primeiros-Ministros também podem intervir na Conferência. governamentais e de outra natureza. ou em alguns casos. um(a) delegado(a) dos empregadores. e o número de consultores que acompanha cada um(a) dos(as) delegados (as) governamentais não deve ser superior a esse número. participam como observadores. Quem assiste à CIT e porquê? Cada Estado-Membro é representado por uma delegação composta por dois delegados(as) governamentais. até mesmo por unanimidade. através de notificação por escrito dirigida ao Presidente.

g) os(as) representantes de organizações internacionais não governamentais. f) as pessoas designadas pelo Secretariado para ocupar as funções de consultores(as) que possam ficar vagas nas suas delegações. outras organizações internacionais e observadores participarem na Conferência. . é prática comum os representantes de ONGs. As reuniões são públicas. b) pessoas nomeadas como observadoras por um Estado convidado a assistir à Conferência. salvo decisão em contrário por parte da Conferência. 8 Em simulações do modelo OIT. h) os(as) representantes de movimentos de libertação. d) um(a) secretário(a) ou intérprete por delegação. e) os(as) secretários(as) do grupo dos Empregadores e do grupo dos Trabalhadores. 27 Além dos(as) delegados(as) e consultores as únicas pessoas autorizadas a participar no organismo da Conferência8 a) os representantes das organizações internacionais oficiais que tenham sido convidados pela Conferência ou pelo Conselho de Administração a fazer-se representar na Conferência. Tal depende do número de participantes registados(as). c) o Diretor-Geral do Bureau Internacional do Trabalho e os(as) funcionários(as) do Secretariado da Conferência.

Secretariado/Dinamizadores da Conferência O Secretariado é composto por dinamizadores nomeados pelos organizadores da simulação. membros do Secretariado. Deveres do(a) Presidente 9 O(a) Presidente declara a abertura e o encerramento das sessões. pelo menos. a Conferência tem um(a) Presidente e três Vice-Presidentes. Mesa da Conferência (Dinamizadores) Adicionalmente. por turnos. os(as) Vice-Presidentes poderão presidir. Principais intervenientes do Modelo OIT i. O(a) Presidente não participa nos debates nem nas votações. ii. as sessões ou partes destas. que faz parte do Comité de Redação da Conferência. iv. O Secretariado é representado tanto nas sessões plenárias como nas Comissões e apoia o trabalho da Mesa da Conferência e da Mesa das Comissões. a Conferência nomeia um Comité de Redação da Conferência. quando qualquer Conclusão proposta é submetida à Conferência pelo Comité em questão. submete as propostas à votação e anuncia os resultados. O(a) Presidente dirige os debates. Em caso de ausência do(a) Presidente. Comité de Redação da Conferência Além disso. o(a) Presidente é um(a) representante do grupo de governos. Um deles. enquanto os(as) dois(duas) Vice-Presidentes representam os grupos dos Trabalhadores e dos Empregadores. Caso ele(a) próprio(a) seja um(a) delegado(a). O(a) Secretário(a)-Geral é responsável pelo controlo do Secretariado. será nomeado(a) Secretário(a)-Geral da Conferência. que é composta por. três dinamizadores. Normalmente. o principal dinamizador. Mesa dos Comités10 A eleição das mesas do Comité pode ser realizada de duas formas (tal decisão caberá aos organizadores): 9 Regulamento da Conferência 10 Regulamento da Conferência . concede ou retira o uso da palavra. 28 VI. Da mesma forma. iii. A estrutura e o funcionamento do Modelo de Simulação OIT a. cada Comité nomeia um Comité de Redação do Comité. O Comité de Redação da Conferência é responsável por expressar as Conclusões aprovadas pelas Comissões sob a forma de Resoluções. poderá nomear um(a) delegado(a) suplente. vela pela manutenção da ordem e o cumprimento do Regulamento através dos meios exigidos pelas circunstâncias.

Nota: para garantir o bom funcionamento da Conferência. Trata-se dos principais intervenientes da Conferência. Os membros do Comité de debate geral sentam-se junto dos seus respetivos grupos. Este Comité de Redação do Comité é um pequeno grupo. O Comité de Redação do Comité faz parte do Comité de Redação da Conferência quando são submetidas Conclusões à Conferência pelo Comité em questão. Os delegados selecionados para Presidente (Chairperson) ou Vice-Presidentes dos Comités do Modelo OIT serão apresentados pelo Secretário/Dinamizador aos(às) delegados do Comité na primeira reunião do Comité. composto por delegados(as) tripartidos(as). de fazer uso da palavra no Plenário. vela pela manutenção da ordem e o cumprimento do Regulamento. O(a) Vice-Presidente que desempenhe as funções de Presidente deverá ter direitos e deveres idênticos. de participar nos Comités. dos Empregadores e dos Trabalhadores. com capacidade para agir com total independência entre si. é nomeado um Comité de redação responsável por extrair as Conclusões do debate geral. emendas ou outras moções. de apresentar uma queixa. deverá dar conhecimento ao Comité de qualquer comunicação que lhe diga respeito. Os membros governamentais do Comité sentam-se no meio da sala. exceto nos casos em que seja substituído. concede ou retira o uso da palavra no Comité de acordo com as disposições do Regulamento. As suas sessões costumam prolongar-se pelo início da noite ou mesmo durante a hora do almoço. 29 Cada um dos três Grupos nomeia um delegado para agir na qualidade de Presidente (Chairperson) ) ou Vice-Presidente(s). etc. vi. o direito de votar. de apresentar Resoluções. Em caso de ausência do(a) Presidente (Chairperson). Antes de passar à ordem de trabalhos. Também tem o direito de participar nos debates e de votar. sensivelmente durante a primeira sessão do Comité. nomeadamente. Comité de Redação do Comité (Grupo de Redação) No momento apropriado. submete as propostas à votação e anuncia os resultados. o(a) Vice-Presidente poderá presidir alternadamente as sessões ou partes destas. Delegados(as) Cada delegação na Conferência deverá incluir representantes do Governo. O Comité de Redação do Comité poderá ser auxiliado pelos(as) funcionários(as) do Secretariado/Dinamizadores da Conferência ligados a cada Comité na qualidade de peritos sobre um determinado ponto na ordem de trabalhos em questão. O representante do Secretariado/Dinamizador responsável pela abertura da primeira sessão do Comité apresenta os candidatos ao Comité e os delegados manifestam o seu apoio.(Através de uma breve nota biográfica) Deveres do(a) Presidente (Chairperson) O(a) Presidente (Chairperson) declara a abertura e o encerramento das sessões. a repartição dos mandatos em sessões plenárias e em sessões do Comité é de grande importância. A nomeação de uma pessoa como delegado implica que ele ou ela tenha o direito de exercer todos os direitos previstos na Constituição da OIT e no Regulamento Interno da Conferência. O(a) Presidente (Chairperson) deverá dirigir os debates. enquanto os Grupos de Empregadores e de Trabalhadores sentam-se junto dos seus . v.

Além disso. Sessão plenária As sessões plenárias. Além disso. b. consultores(as) técnicos e todas as pessoas que tenham sido autorizadas a assistir. a Mesa da Conferência. o(a) Presidente e os(as) Vice-Presidentes são apresentados e as Comissões são distribuídas. são formados os Comités e são tomadas as decisões necessárias. Sessão Plenária de Encerramento: realiza-se no último dia da simulação. i. Durante estas sessões é apresentada a Mesa da Conferência. são apresentados os temas dos Comités e os pontos de debate. 30 respetivos membros de ambos os lados do Grupo dos Governos. A Conferência A primeira e segunda sessões da Conferência assumem a forma de uma sessão plenária. Tal permite uma maior coesão e interação entre os(as) participantes de um mesmo Grupo. geralmente à tarde. Aquando dos trabalhos dos Comités não se realiza nenhuma reunião plenária. Sessão Plenária de Abertura e Segunda Sessão Plenária do(s) Comité(s): realizam-se no primeiro dia da simulação.discurso do(a) Presidente . são sessões nas quais todos deverão estar presentes: delegados(as). os organizadores da simulação apresentam o Modelo OIT e proferem um discurso de abertura. As Conclusões das Comissões são apresentadas à Assembleia Geral para debate e aprovação no último dia da simulação. as Conclusões do Comité são apresentadas e aprovadas e são eleitos os responsáveis pela Conferência do ano seguinte. Durante esta sessão. como o nome indica. Pontos principais para a o Primeiro Dia a) Discurso de boas-vindas e apresentação do Modelo OIT b) Apresentação dos Responsáveis da Conferência: Presidente e Vice-Presidentes c) Declaração de Abertura pelo(a) Presidente e Vice-Presidentes d) Intervenções dos delegados e) Distribuição dos Comités da Conferência e delegação de poderes aos Responsáveis da Conferência f) Introdução ao trabalho do Comité e ao regulamento interno g) Acordo sobre o modus operandi específico do Comité h) Apresentação dos tópicos dos Comités e dos pontos de debate Pontos principais para a sessão plenária final a) Apresentação das Conclusões dos Comités b) Adoção de Conclusões c) Discursos dos(as) Vice-Presidentes d) Observações finais . Durante esta sessão.

os(as) delegados(as) sentam-se em Grupos e mantêm-se juntos(as) em todas as reuniões do Comité. são compostos por delegados(as) da Conferência acreditados que representam os Governos. durante o almoço ou pausas para café. Grupos nos Comités Esses Comités consistem em delegações. Composição Os Comités de Debate Geral são tripartidos. após consulta com os outros membros do Grupo e mediante registo feito junto do(a) Presidente (Chairperson). Consultas informais Representam o principal meio pelo qual o(as) delegados(as) tentam influenciar os pensamentos uns dos outros. designado por Presidente (Chairperson). Conforme referido supra. um representante dos Empregadores e um representante dos Trabalhadores. também é possível que outros membros do Grupo intervenham. acompanhados por um membro do Grupo dos Trabalhadores e um membro do grupo dos Empregadores. Essas Conclusões são recomendadas para adoção à Conferência. É durante essas reuniões informais que a maiorias das negociações tem lugar e que a maioria dos acordos é alcançada. . Têm lugar.13 Reuniões do Comité 12 No entanto. 31 ii. os Empregadores e os Trabalhadores. Comités de debate geral Objetivo Os objetivos dos Comités de debate geral são manter uma troca de opiniões sobre um tema específico e adotar «Conclusões» que orientem as atividades futuras da OIT e dos seus mandantes na área relacionada com esse tema.11 Os Comités são presididos por um membro governamental. Por outras palavras. Organizações Não- Governamentais Internacionais. por exemplo. Os Grupos dos Trabalhadores e dos Empregadores são representados em certos momentos por um porta-voz (geralmente o(a) vice-Presidente (Chairperson) dos Empregadores e o(a) Vice-Presidente dos Trabalhadores. Isso ajuda a melhorar a coesão do Grupo que é essencial para estabelecer ideias e posições comuns. São também bem-vindos os representantes de Organizações Governamentais Internacionais. 13 Esses representantes e observadores têm certos direitos limitados conforme previsto na Secção IX deste guia. Estas reuniões permitem-lhes manter- se reciprocamente informados sobre tudo o que acontece nos Comités e esclarecer o seu próprio pensamento sobre as questões que estão a ser discutidas nos Comités. ambos agindo como Vice-Presidentes. Os membros do Comité não são os únicos a poder participar nas reuniões do Comité. compostas por um representante governamental. Os Grupos reúnem-se as vezes que considerarem necessárias. 12 Os membros governamentais atuam de modo independente mas também podem adotar posições unificadas.

Um Comité não se pode reunir antes da primeira sessão Plenária. geralmente. (quando a Conferência adota a composição dos Comités) e deve planear a sua última reunião com tempo suficiente para garantir que é capaz de apresentar o seu trabalho à Conferência em Plenário. 32 Os Comités de debate geral reúnem-se. duas vezes por dia. .

Por conseguinte. O principal objetivo desta sessão é apresentar os temas de discussão e pontos de debate e aprovar a agenda. 5. b. claro. Os membros do Comité apresentam emendas: os membros do Comité são depois convidados a apresentar emendas às Conclusões. 3. nomeada pelo Comité. Fases de trabalho no Comité Cada Modelo OIT realiza uma Sessão Plenária do Comité. O(a) Presidente questiona se a Conferência está de acordo e. O trabalho do Comité pode ser dividido em cinco etapas: 1. o(a) Presidente convida o(a) Secretário(a) a ler a lista de Comités. Dinâmica do Comité Dia 1: Sessão Plenária do Comité Distribuição dos Comités da Conferência A Sessão Plenária do Comité realiza-se na tarde do primeiro dia da Conferência na Sala da Assembleia. significando que não é necessária uma votação nominal final sobre a matéria (a menos que. o Comité avalia as emendas e adota Conclusões: O restante do segundo dia é dedicado à discussão e aprovação das Conclusões. . O Comité de Redação do Comité redige as Conclusões: o Comité de Redação do Comité. O processo do debate: compreender a Conferência a. 4. A primeira vez que os(as) delegados(as) trabalham nos Comités é durante a Sessão Plenária do Comité (dia um da simulação). 33 VII. os assuntos quotidianos da Conferência serão realizados pela Mesa dos Comités. Delegação de Poderes à Mesa da Conferência O(a) Presidente declara que: “a Conferência reunir-se á novamente em sessão Plenária até à última semana da Conferência – 30 de Novembro às 14:30h na Sala do Plenário. não havendo objeções. os Comités são considerados aprovados. reúne-se durante o segundo dia da Conferência para chegar a um acordo sobre um texto do Projeto de Conclusões para apreciação por parte do Comité. Debate geral: o debate geral em si mesmo tem lugar durante um período de três a quatro sessões. O Comité apresenta as Conclusões à Conferência: O projeto de Conclusões é apresentado à Conferência. tal seja exigido por pelo menos um quinto dos membros presentes). parágrafo por parágrafo. com base nas emendas apresentadas pelos membros do Comité.. três Sessões de Trabalho do Comité e duas reuniões de Grupos durante os três dias da Conferência. desde que a Conferência decida delegar os poderes necessários à Mesa». É com base no debate geral do Comité que um Grupo de Redação redige as Conclusões. Durante esta sessão. A Conferência adota as Conclusões emanadas de um debate geral por maioria absoluta ou por consenso. 2.

A lista de Oradores abre automaticamente assim que a Mesa é eleita. normalmente um membro governamental do Comité. Assim. No seu discurso. 34 O(a) Secretário(a)/Dinamizadores(as) lê em voz alta a delegação de poderes para aprovação. como porta-vozes dos seus Grupos respetivos. Introdução ao trabalho do Comité e ao regulamento interno O(a) Presidente da Conferência faz uma apresentação breve do Regulamento Interno da Conferência e incentiva os(as) participantes a observá-lo. o trabalho do Comité é procurar e analisar possíveis soluções. que diz algumas palavras sobre o tema a ser abordado pelo Comité. Os nomes dos candidatos são apresentados à Mesa da Conferência que os lê em voz alta. Eleição da Mesa do Comitê (apenas se os organizadores decidiram deixar os participantes escolher a Mesa do Comité) Antes do final do dia. Declaração de Abertura A reunião do Comité começa com o discurso de abertura do(a) Presidente (Chairperson). Dia 2: Primeira e Segunda Sessão de Trabalho do Comité Apresentação da Mesa do Comité A primeira tarefa do Comité é nomear a Mesa. Esta é composta por: um(a) Presidente (Chairperson). o(a) Presidente (Chairperson) deve enfatizar a importância do trabalho do Comité. . um(a) Vice-Presidente (Vice-Chairperson) dos Empregadores e um(a) Vice-Presidente (Vice-Chairperson) dos Trabalhadores. composto por delegados(as) tripartidos(as). Os nomes das Mesas escolhidas deverão ser comunicados ao Secretariado antes da primeira sessão do Comité. Este Comité de Redação do Comité é um pequeno grupo. ambos para atuarem. bem como o programa dos Comités da Conferência. explicando a importância da temática. o Comité é convidado a nomear uma Comité de Redação do Comité para preparar o projeto de Conclusões. Acordo sobre o modus operandi específico do Comité O(a) Presidente da Conferência ou um(a) dos(as) Vice-Presidentes explica a estrutura e o funcionamento.(Haverá um elemento de cada Grupo de Interesse para centralizar as inscrições e para as apresentar à Mesa) Eleição do Comité de Redação do Comité (Grupo de Redação) Num determinado momento antes do início do debate geral. os participantes são convidados a escolher a Mesa dos seus Comités – uma por Grupo. em certas circunstâncias.

os porta-vozes podem usar exemplos conhecidos. Para participar. . Se o(a) orador(a) fugir do tópico. É uma ocasião para os(as) delegados(as) trocarem opiniões sobre pontos específicos que o Comité decidiu debater. Os delegados governamentais falam em seu próprio nome ou em nome do Grupo do Governo. como anteriormente explicado. mas desde que cada Grupo tenha uma opinião e posição claras sobre o assunto em questão. questões de interesse ou preocupações. O padrão normal de debate é o seguinte: Os Empregadores e os Trabalhadores abrem a discussão de cada ponto com as suas respetivas intervenções. De seguida os Governos que desejem intervir têm a oportunidade de partilhar as suas opiniões e comentar sobre as questões levantadas pelos parceiros sociais. e devem limitar a sua intervenção a cinco minutos. os Empregadores e os Trabalhadores/ têm uma última oportunidade para falar. Ao apresentarem a sua posição. Em certas circinstâncias só o porta-voz fala. desde que exista uma ligação com o ponto a ser tratado. e o (a) Presidente (Chairperson) modera o debate. dando o direito de falar àqueles que se registaram. os(as) delegados(as) devem fazer o seu registo junto do(a) Presidente (Chairperson). Antes do(a) Presidente (Chairperson) encerrar o debate sobre um determinado ponto. É também da responsabilidade do(a) Presidente (Chairperson) moderar as diferenças de opinião entre os diferentes Grupos. O(a) Presidente (Chairperson) controla as intervenções. 35 Debate geral O debate geral tem lugar em estilo Plenário. a(a) Presidente (Chairperson) pode interromper e revogar o seu privilégio de falar. Os(as) delegados(as) dos Empregadores e dos Trabalhadores podem falar em seu próprio nome. Os pontos são abordados um por um.

Um Ponto de Informação dirigido ao(à) Presidente (Chairperson) pode ser qualquer pergunta que o(a) delegado(a) tenha para colocar ao(à) Presidente (Chairperson). mas apenas se for relevante para a sua apresentação. Os pontos e moções dão aos(às) delegados(as) a oportunidade de colocar questões e aprimorar o debate. do(a) Secretário(a)-Geral ou do(a) Consultor(a) Jurídico(a) da Conferência. o o adiamento do exame da questão. Poderão ser apresentadas a qualquer momento. As moções de ordem poderão ter por objeto: o a devolução da questão. o o encerramento do debate. o(a) Presidente (Chairperson) pode solicitar ao Comité se existe quaisquer pontos ou moções. A seguir são apresentados os pontos e moções mais comuns:  Um Ponto de Ordem: é um procedimento de inquérito por parte de um(a) delegado(a) do(a) Presidente (Chairperson). Pode ser dirigido ao(à) Presidente (Chairperson) ou ao(à) orador(a). o a solicitação da opinião do(a) Presidente. . Devem ser formulados sob a forma de perguntas e ser relevantes para o discurso. c) Limitar a resposta a um ou mais pontos em concreto que o(a) orador(a) considere ofensivos ou incorretos. 36 Pontos e moções Entre os(as) oradores(as). o o adiamento da sessão. Para levantar um ponto ou moção. o a passagem para o ponto seguinte na ordem de trabalhos da sessão da Conferência. Se dirigidos ao(à) orador(a) o(a) delegado(a) pode dizer «Ponto de informação dirigido ao(á) orador(a)». salvo depois de o(a) Presidente conceder o uso da palavra a um(a) orador(a) e antes deste(a) ter terminado o seu discurso. As moções de ordem poderão ser apresentadas verbalmente e sem aviso prévio. Refere-se a uma queixa relativamente ao incumprimento do Regulamento (ou de alguma decisão anterior tomada pela Conferência). d) Insistir na utilização de linguagem parlamentar. o que costuma ser recusado de forma a evitar tensões. Tal situação poderia levar a outra invocação do direito de resposta.  Um Ponto de Informação: é utilizado por um(a) delegado(a) para levantar uma questão. Um ponto de ordem pode ser apresentado em qualquer altura. O(a) Presidente deverá: a) Conceder o direito de resposta no final da sessão e não no momento em que é solicitado. os(as) delegados(as) podem levantar os seus cartazes e aguardar pela resposta do(a) Presidente (Chairperson). como por exemplo não conseguir ouvir. o o adiamento do debate sobre uma questão em particular. b) Insistir na brevidade (não exceder dois minutos. mas a forma da concessão deverá ser rigorosamente controlada. e e) Interromper o(a) orador(a) que esteja a aproveitar o direito de resposta para atacar outro(a) delegado(a) ou o país de outro(a) delegado(a). por exemplo). quer para pedir esclarecimentos sobre uma regra ou para qualquer outra pergunta.  Direito de resposta: O(a) Presidente poderá ser flexível ao conceder o direito de resposta. mesmo durante a intervenção de um(a) orador(a).  Moções de Ordem: Nenhuma moção será debatida sem ter sido apoiada. O(a) Presidente (Chairperson) pode responder «O(a) orador(a) aceita?» Se o(a) orador(a) aceitar o Presidente (Chairperson) indica que o(a) delegado(a) pode prosseguir.

O(a) Presidente (Chairperson) reitera que a tarefa principal do Comitê é elaborar conclusões úteis e influentes dos debates. Essas emendas são depois apresentadas ao Secretariado dentro de um prazo específico. Depois disso. o(a) Presidente agradece a todos por criarem um ambiente de cooperação. O(a) Presidente (Chairperson) apresenta seguidamente um resumo do debate destacando as ideias-chave. O Comité de Redação do Comité tirará notas sobre a participação dos(as) delegados(as) para a elaboração das Conclusões. imprime e distribui as emendas propostas por todos os membros do Comité. a alteração não é considerada. As emendas devem ser apresentadas num formulário específico (um modelo é fornecido no Anexo 3) disponível em cada sala e distribuído pelo Secretariado. Primeira Reunião dos Grupos Emendas Assim que o projeto de Conclusões seja distribuído por todos os membros do Comité. o(a) Presidente (Chairperson) do Comité intervém para encerrar a discussão e agradece aos(as) delegados(as) a sua participação. de seguida. O Secretariado. Finalmente. os(as) delegados(as) dividem-se em Grupos para examinar e discutir as Conclusões e formular alterações que pretendam propor. Se o formulário não estiver devidamente preenchido. Cada Vice-Presidente dá sua opinião sobre o que deve ser incluído nas Conclusões. Elaboração das Conclusões pelo Comité de Redação e distribuição das mesmas por todos os membros do Comité (almoço e pausa para café) O(a) Presidente (Chairperson) geralmente exige a suspensão das sessões do Comité (respectivo) enquanto o Comité de Redação do Comité está em reunião. 37 Encerramento do debate Depois de discutir todos os pontos do relatório. os(as) Vice-Presidentes falam mais uma vez. . com base no debate geral e que as apresente ao Comité como um todo para debate e aprovação. destacando a importância das Conclusões e as consequências que terão. Espera-se que o Comité de Redação do Comité chegue a acordo sobre as Conclusões.

5. Eliminar a última frase. inserir o seguinte “desde…”. substituir “A” por “B”. . frase ou parágrafo do projeto de Conclusões. O Secretariado também pode explicar ao Comité as repercussões de adotar ou rejeitar uma subemenda. 6. Substituir o parágrafo pelo seguinte texto “uma das consequências de…”. 2. 38 O que é uma alteração? Uma alteração é uma sugestão para mudar a redação do texto proposto pelo Grupo de Redação. os membros do Comité têm a oportunidade de analisar as emendas apresentadas por outros membros do Comité e decidir se podem apoiar ou devem opor-se a essas emendas. Na primeira frase. eliminar a palavra “nacional”. o texto como seria se as alterações ou subemendas fossem aceites) que pode ser lido em voz alta ao Comité em qualquer altura. que se o autor da alteração original apresentar ou aceitar a subemenda. É apresentada aos membros do Comité para adotar. 4. a última torna-se a alteração e uma vez que isso é decidido. 7. rejeitar ou corrigir uma palavra. As subemendas são abordadas e discutidas da mesma forma que as alterações. contudo. a alteração original deixa de ser discutida). se houver alguma. Novamente. reunido nos seus respetivos Grupos. Uma subemenda É importante que todos entendam que a introdução de uma subemenda suspende temporariamente a discussão sobre a alteração original até que o destino da subemenda esteja decidido (de notar. especialmente em termos de consideração de outras subemendas ou alterações. No fim da última frase. Entre a quarta e a quinta frase. As subemendas objeto de subemendas são abordadas e discutidas da mesma forma que as alterações e as subemendas. O Secretariado é responsável por manter um registo escrito de todas as subemendas e do projeto final» (por outras palavras. O(a) Presidente (Chairperson) deve confiar no Secretariado para ajudá-lo(a) a esclarecer o tema da discussão para o Comité. 3. Por outras palavras. inserir as palavras “e as contribuições sociais”. Adicionalmente as subemendas também podem ser objeto de subemendas. Mudar as palavras “os mecanismos” para o fim do parágrafo. são discutidas da mesma maneira e o seu destino é decidido por consenso ou votação. necessitam do apoio de outros membros. Na última frase. Exemplos de emendas: 1. A discussão sobre subemendas é muitas vezes mais complicada do que a discussão sobre as alterações porque as subemendas são apresentadas oralmente e não por escrito.

O(a) Presidente (Chairperson) começa por agradecer ao Comité de Redação. o(a) Presidente (Chairperson) deve começar pela alteração mais radical. Terceira Sessão de Trabalho do Comité Apresentação. o(a) Presidente (Chairperson) pode sugerir a possibilidade de rapidamente adotar ou rejeitar a alteração (consoante o caso). Para esse efeito.remover o texto (a) de um parágrafo ou artigo inteiro . a menos que a mesma emenda tenha sido apresentada por mais do que um membro ou Grupo. Para intervirem os(as) delegados(as) devem registar-se primeiro junto do(a) Presidente (Chairperson). os(as) delegados(as) têm reuniões informais onde negoceiam. Se nenhuma dessas duas emendas for adotada. rejeitada ou retirada). conforme explicado abaixo. Os Governos podem fazer breves declarações antes da discussão ser encerrada [os(as) .substituir o texto (b) de um parágrafo ou artigo inteiro Se uma dessas duas emendas(a) ou (b) for adotada. Cada alteração é examinada. o destino das subemendas deve ser decidido (por votação. 39 Segunda Reunião dos Grupos Tomada de decisão Esta é talvez uma das partes mais significativas do modelo OIT e onde o lobby e a negociação informais dão frutos. Se forem propostas várias emendas ao mesmo parágrafo ou artigo. Todas as emendas (e subemendas) devem ser votadas salvo se forem adotadas por consenso ou rejeitadas. alcançados de maneira informal. Com efeito. Os restantes membros ou Grupos decidem se apoiam ou não a emenda. comprometem a prestar apoio e chegar a acordos. debate e aprovação de emendas Todo o Comité se reúne novamente para analisar o projeto de Conclusões e as emendas que foram apresentadas pelos(as) delegados(as). se necessário) antes de se poder chegar a uma decisão sobre a alteração a que as subemendas se referem. No caso de serem propostas subemendas. A alteração mais radical é aquela cujo objetivo consiste em: . Estes acordos. As emendas são revistas de acordo com o seguinte processo: A alteração é apresentada por um membro/Grupo e é lida em voz alta para que todos possam ouvir. as restantes emendas são analisadas pela ordem em que são encontradas no texto. se é adotada. uma a uma e o seu destino é decidido (por outras palavras. um representante intervém e declara por que razão é a favor ou contra a alteração. Todas as emendas devem ser apoiadas. as restantes alterações que tenham sido propostas para esse parágrafo ou artigo são anuladas. desde o primeiro dia da Conferência. Regra geral. por outras palavras. Os parágrafos que não contenham emendas podem ser adotados. são posteriormente formalizados. o(a) Presidente (Chairperson) determina a ordem pela qual serão discutidas desde que não exista nenhuma menção sobre como proceder nesta situação no regulamento interno. os seus esforços e procede à análise das emendas. a alteração que altere de forma mais significativa o texto original. As emendas que não sejam apoiadas não são analisadas. Se existir um consenso entre os Grupos de Empregadores e Trabalhadores.

pode ser exigida uma votação nominal. Adoção de Conclusões Uma vez que todas emendas propostas para um parágrafo ou artigo tenham sido analisadas. é provável que exista uma discussão alargada e que sejam propostas subemendas de modo a tornar a alteração mais aceitável para todas as partes envolvidas. o parágrafo ou artigo deve ser apresentado ao Comité na forma emendado para ser adotado (ou rejeitado) através de consenso ou. apoio e oposição substancial à alteração. é igualmente importante ser capaz de reconhecer quando é inútil mais discussão e que é melhor decidir a questão através de uma votação. 40 delegados(as) que desejem abordar o Comité necessitam de se registar junto do(a) Presidente (Chairperson)]. Se existirem diferenças irreconciliáveis. O(a) Presidente (Chairperson) pode sugerir ao Comité que parece existir um grande apoio a favor da alteração e que gostaria de considerá-la adotada.  Consenso para rejeitar uma alteração.  Consenso para adotar a alteração. mas quando os resultados dessas votações são inconclusivos. O(a) Presidente (Chairperson) pode sugerir ao Comité que parece existir uma grande falta de apoio para uma alteração e pedir que o autor teça comentários a esse respeito. Os votos formais são a exceção e não a regra. a votação é por braço erguido. . Se existir um interesse geral na emenda mas se não se tiver chegado ainda a um acordo. e onde uma discussão mais aprofundada pode conduzir a um acordo. No entanto. Nesse momento. se necessário. dando ao mesmo tempo ao autor uma oportunidade de retirar a alteração. ou quando o assunto é considerado de importância crucial. Por vezes a questão só pode ser resolvida através de votação. É importante que os(as) delegados(as) possam expressar as suas opiniões. Geralmente. Normalmente são confinados a casos em não que existe uma maioria clara ou significativa sobre uma questão-chave. o autor pode tentar alterar a sua própria alteração de modo a torná-la mais aceitável para o Comité. é possível que a discussão se prolongue ainda mais e sejam apresentadas mais subemendas. de uma votação.

Em nome da Mesa o(a) Vice-Presidente (pode intervir para agradecer ao(à) Presidente (Chairperson). aos Grupos e ao Secretariado. . erguem o braço se estiverem a favor. O mesmo processo é repetido com os membros dos Empregadores e dos Trabalhadores. outros membros da Mesa podem fazer o mesmo. O Secretariado/Dinamizadores conta o número total de votos a favor. O(a) Presidente (Chairperson) poderá limitar o tempo permitido para essas explicações. Uma vez contabilizados os votos a favor. O(A) Presidente (Chairperson) tem a última palavra. Encerramento do Comité Assim que as Conclusões propostas sejam aprovadas. 41 Votação nos Comités Todas as decisões do Comité são tomadas por maioria simples dos votos expressos pelos membros do Comité presentes na sessão. Votação por braço erguido: os membros governamentais votam primeiro. Depois é contabilizado o número de abstenções. o(a) Presidente (Chairperson) poderá autorizar que este(a) explique resumidamente o seu voto após a votação. contra e as abstenções e apresenta os resultados à(ao) Presidente (Chairperson). mas é rara). Ele ou ela agradecendo a todos os participantes que estão presentes e declarando a hora do encerramento das reuniões do Comité. Caso algum membro do Comité o solicite. o(a) Presidente (Chairperson) poderá proceder imediatamente a uma votação nominal. um quinto dos membros do Comité presentes na sessão o solicitar. pelo menos. Ele ou ela são obrigados a proceder desta forma se. Ao mesmo tempo. os membros governamentais que sejam contra podem votar. Se não for possível obter o quórum numa votação por braço erguido. que os lê em voz alta. Quórum nos Comités Nenhuma votação será válida se o número de votos a favor e contra emitidos for inferior a dois quintos do número total de votos possíveis. os membros e os Grupos podem intervir para agradecer aos membros da Comité pelo seu trabalho árduo e destacar a importância das Conclusões propostas que tenham sido aprovadas. Métodos de votação Existem dois métodos de votação: braço erguido e votação nominal (a votação através de voto secreto é usada para eleger o(a) Presidente.

Ele ou ela convida a Mesa dos Comités e dá-lhes a palavra. Não existindo oposição. o trabalho (esperemos que agradável e produtivo) do(a) Presidente (Chairperson) está completo. Disposições operacionais o Parte I – Âmbito e definições 14 Consultar o Anexo 4 para um exemplo de uma Resolução da CIT. Durante este processo não há lugar a nenhuma votação. reúne-se para concluir a redação da Resolução final. c. O(A) Presidente (Chairperson). Cada Comité de Redação. discussão e aprovação das Conclusões dos Comités. Depois. Apresentação do trabalho do Comité na Sessão Plenária Dia 3: a. O(a) Presidente considera Conclusões encerradas. O(a) Presidente e os(as) Vice- Presidentes dos Empregadores e dos Trabalhadores de cada Comité (por esta ordem) brevemente (em cinco minutos) apresentam os resultados do Comité e pedem à Conferência que aprovem o seu trabalho adotando as Conclusões propostas. 42 VIII. Resultados do trabalho desenvolvido na Conferência: Resolução Final relativa ao Futuro do Trabalho14 Assim que as Conclusões sejam adotadas pela Conferência. Apresentação das Conclusões Durante o terceiro dia da Conferência os Comités são convidados a apresentar as suas Conclusões ao Plenário da Conferência. as Conclusões são adotadas na sua plenitude. O(a) Presidente da Conferência dá início à apresentação. em conjunto com o Comité de Redação da Conferência e o Secretariado. um processo que prossegue secção por secção. Preâmbulo . começa a aprovação das Conclusões do Comité. os membros do Comité e o Secretariado são felicitados. Título . Uma Resolução é um documento que contém todas as questões que a Conferência deseja abordar e as soluções propostas para as questões. Estrutura da Resolução Uma Resolução é composta por três partes principais: . o (a)Presidente da Conferência pergunta se alguma delegação se opõe às Conclusões. Essas Conclusões são posteriormente apresentadas ao Comité de Redação que é responsável por redigir a resolução final da Conferência. b. são enviadas para o Comité de Redação da Conferência que redigirá a Resolução final. Vice-Presidentes. . Em vez disso. as Conclusões são aprovadas. Aprovação das Conclusões dos Comités Concluída a apresentação. Imediatamente após esse ato.

uma referência a textos relevantes existentes no preâmbulo. e b. introduzido por «Notando» ou «Observando». Apresenta todas as questões que a Conferência quer resolver sobre o tema. introduzida por «Recordando». Deve ser conciso.o contexto da adoção do instrumento. Por razões de brevidade. a. . Referências a outros instrumentos e organizações internacionais – duplicação ou discrepâncias entre diferentes instrumentos devem ser evitadas. .qualquer relação com os instrumentos de outras organizações internacionais. A colaboração com outras organizações internacionais pode ser mencionada no preâmbulo para indicar o lugar do instrumento dentro do contexto mais amplo do sistema internacional. Informação essencial: . . se necessário.eventuais lacunas nas normas existentes. Os redatores devem incluir. . Frases tipo de preâmbulos ▪ Afirmando ▪ Alarmado por ▪ Confiante ▪ Contemplando ▪ Convencido ▪ Profundamente preocupado ▪ Profundamente convencido ▪ Lamentando profundamente ▪ Desejando ▪ Enfatizando ▪ Esperando ▪ Satisfazendo ▪ Lamentando também ▪ Tendo adotado ▪ Tendo considerado ▪ Reafirmando ▪ Realizando ▪ Reconhecendo ▪ Referindo . 43 o Parte II – Direitos e obrigações .as razões pelas quais foi adotado. referências a outros instrumentos devem ser limitadas àquelas que são absolutamente necessárias. Anexos (se usados) Título: A fórmula básica para títulos é a seguinte: Tipo de instrumento (Resolução) + sobre + matéria abrangida Exemplo: Resolução sobre a crise do emprego jovem: Um apelo à ação Preâmbulo: o Preâmbulo esclarece o contexto e as circunstâncias em que a Resolução foi negociada e adotada.a relação do texto com as normas da OIT existentes. que o novo instrumento se destina a preencher.

As disposições processuais relativas à sua implementação no sentido mais lato devem ser agrupadas e colocadas imediatamente antes das disposições finais. o conteúdo obrigatório ou sugerido de políticas ou legislação a serem desenvolvidas. Meios e métodos de implementação e de supervisão. 44 ▪ Procurando ▪ Tendo em consideração ▪ Tomando nota ▪ Bem-vindo Em geral. As Recomendações devem usar as mesmas definições de âmbito como as Convenções que acompanham. as Resoluções contêm menos frases de preâmbulo do que cláusulas operacionais. incluindo sanções possíveis e a obrigação de realizar consulta prévia tripartida. Direitos e obrigações – estas disposições podem ser organizadas de várias maneiras. promulgadas e aplicadas pelas autoridades competentes dos Estados- Membros. Âmbito e definições – esta parte especifica a matéria objeto do instrumento e devem ser incluídas definições relevantes imediatamente a seguir ao preâmbulo. Isto significa colocar numa parte separada todas as disposições gerais relativas a medidas nacionais de implementação e supervisão. c. ou fazer referência às mesmas. Frases Operacionais tipo ▪ Aceita ▪ Afirma ▪ Aprova ▪ Exige ▪ Confirma ▪ Felicita ▪ Considera ▪ Lamenta ▪ Designa ▪ Expressa o seu apreço ▪ Expressa a sua esperança ▪ Convida ainda ▪ Realça ▪ Incentiva ▪ Requer ainda ▪ Resolve ainda ▪ Resolveu ▪ Notas . É importante que as cláusulas operacionais abordem as questões mencionadas nas cláusulas do preâmbulo. os direitos e deveres dos Empregadores e dos Trabalhadores e das suas respetivas organizações. após consulta com as organizações de Empregadores e de Trabalhadores.Conclusões: Esta secção estabelece as soluções que a Conferência propõe para resolver os problemas. Disposições Operacionais . dependendo das circunstâncias particulares e podem indicar o seguinte: as obrigações dos Estados-Membros. b. a.

os anexos têm o efeito jurídico do próprio instrumento. A força jurídica do anexo deve ser tornada clara no instrumento em si. . identificadas por um numeral romano quando existe mais do que um anexo e seguido por um título que identifique o conteúdo. 45 ▪ Proclama ▪ Reafirma ▪ Recomenda ▪ Relembra ▪ Requer ▪ Condena fortemente ▪ Apoia ▪ Transmite Anexos – Listas e outros documentos devem ser sempre colocados juntos no final do instrumento em partes denominadas de «anexos». Na ausência de uma disposição dessa natureza. quer através de uma disposição específica para esse efeito ou pela redação da disposição fazendo referência ao anexo.

O objetivo destas normas é facilitar o trabalho dos(as) delegados(as) no decorrer da Conferência. Regulamento interno (guia rápido) Encontra-se abaixo o regulamento interno ao abrigo do qual irá decorrer a simulação da Conferência Internacional do Trabalho. no «questão geral» mínimo examinada pela Comissões: 1/5 Conferência) Aprovada por aclamação Aprovar. 46 IX. Estas normas serão consideradas adotadas antes da assembleia constitutiva da Conferência. Moções Objetivo Apoiada e debatida Voto Adoção da ordem de Aprovação da ordem de Nenhum Maioria trabalhos trabalhos Estabelecer o tempo para Estabelecer ou alterar o tempo Nenhum Maioria os(as) oradores(as) atribuído a cada orador(a) Encerrar a lista de Não poderão ser adicionados Nenhum Maioria oradores (ou reabrir uma mais oradores(as) à lista lista encerrada) Interpelação à Contestar uma decisão da Nenhum Maioria Presidência presidência Suspensão da reunião Suspender a reunião por um Nenhum Maioria (utilizada para passar determinado período de tempo para um debate informal ou para um intervalo) Adiamento da reunião Terminar a reunião Apoiado Maioria (utilizado apenas no 2 a favor/2 contra último dia) Encerramento (do debate Passar imediatamente para Apoiado maioria de de uma determinada uma votação Sessão plenária: 30 2/3 alteração ou de uma delegados(as). por consenso. um Nenhum Nenhum (apenas em votações) projeto de Resolução ou um segmento de relatório como um todo . É muito importante que os(as) delegados(as) desenvolvam um conhecimento prático profundo destas normas. inclusive quando e como deverão ser utilizadas.

de votar Direito de usar a Direito de propor Direito de voto palavra emendas Membros titulares Sim Sim Sim. se direito de voto for Conclusão ou suspenso alteração Representantes de OIG Sim Não Não Representantes de ONG Apenas mediante Não Não autorização da Mesa Direitos das pessoas que assistem ao Comité: direito de usar a palavra. concedido vez no debate geral. mas apenas uma Sim Sim. de propor emendas.ver nota separada Membros substitutos Direitos idênticos aos dos membros que estão a substituir Delegados(as) ou Sim Sim Não consultores(as) que não sejam membros do Comité Representantes de OIG Sim Não Não Representantes de ONG Apenas mediante Não Não autorização da Mesa . de propor emendas. de votar Direito de usar a Direito de propor Direito de voto palavra emendas Delegados(as) Sim. aos(às) delegados(as) ou no âmbito da de cada Grupo salvo mesma moção. 47 Nova apreciação (a Reabrir o debate sobre uma Apoiado maioria de moção deverá ser determinada questão 2 contra 2/3 apresentada por um membro que tenha votado a favor do Adiamento do Debate) Direitos das pessoas que assistem à Conferência: direito de usar a palavra. salvo se o direito de voto for suspenso .

há pouco mais de dez anos. A pobreza continua a ser. A saída da pobreza e a criação de empregos sustentáveis são aspetos críticos para a concretização de uma vida digna para os nossos cidadãos. Trata-se de uma questão com a qual os nossos países se têm vindo a debater há muito tempo. O Governo do Botsuana dá elevada prioridade à erradicação da pobreza extrema e à criação de emprego. Trata-se. um fenómeno global que exige um esforço concertado. empregadores e trabalhadores têm o dever de agir. termos estado aqui como mandantes da OIT a debater o tema «Superar a Pobreza pelo Trabalho». constituindo assim um desafio direto para os mandantes da OIT.ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho. A questão da pobreza continua a impor enormes desafios à Humanidade. sem dúvida. Por isso. 30 DE MAIO DE 2016 A 11 DE JUNHO DE 2016 Senhora Presidente. Felicito também os seus Vice-Presidentes.org/ilc/ILCSessions/105/speeches/lang--en/index. acima de tudo. pela merecida eleição para dirigir os trabalhos desta conferência.ª SESSÃO DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO. é o facto de. afirma-se com razão que «a persistência da pobreza é uma acusação moral dos nossos tempos». Para tal. 48 ANEXO 1 Exemplo de discurso15 DISCURSO PROFERIDO PELO ILUSTRE SENHOR EDWIN BATSHU MINISTRO DO TRABALHO E DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA DO BOTSUANA 105. Desde o início.htm . de uma oportunidade de avançar para um futuro sustentável. 15 http://www. O Relatório do Diretor-Geral para esta sessão da conferência traça de forma clara e metodológica as responsabilidades e oportunidades da OIT e dos seus mandantes na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O tema desta sessão da conferência. «Construir um Futuro com Trabalho Digno». claramente. pressupõe que o futuro será mais promissor com a implementação da agenda para o trabalho digno. das Nações Unidas. definiu-se um caminho integrado. o Governo adotou uma estratégia em duas vertentes. que visa a erradicação da pobreza extrema até 2017 e um pacote de incentivos económicos para fomentar a criação de emprego. No relatório do Diretor-Geral para a 91. O debate sobre o Centenário da Erradicação da Pobreza nesta conferência é. rumo a um novo e promissor paradigma de desenvolvimento.ilo. inquestionavelmente. Com este enquadramento. Permita-me que comece a minha intervenção por felicitá-la. constato com satisfação que o relatório do Diretor-Geral para esta conferência abrange as questões mais pertinentes dos nossos tempos. os Governos. Senhora Presidente. As observações feitas neste relatório constituem uma base de grande utilidade para as deliberações desta conferência. o maior obstáculo ao progresso social e tem graves implicações para o mandato desta organização. na qualidade de Ministro do meu país e de Presidente do Setor do Emprego e do Trabalho da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). A pobreza é. Sinal da nossa preocupação e da gravidade que atribuímos a este assunto. relevante e oportuno.

Senhora Presidente. Por conseguinte. para que criem capacidades que conduzam ao sucesso. Por isso. isto significa capacitar os parceiros sociais. Além disso. A concretização do nosso mandato como membros da OIT nunca foi fácil. o incentivo ao desenvolvimento de abordagens tripartidas deverá ser prioritário. bem como dos benefícios da globalização. Muito obrigado. O Plano de Desenvolvimento Estratégico Indicativo Revisto (RISDP) é um roteiro estratégico abrangente que fornece indicações estratégicas para concretizar as prioridades e políticas sociais e económicas da SADC a longo prazo. . para que disponibilizem programas nacionais de trabalho digno. podemos orgulhar-nos de ter feito progressos consideráveis no combate à pobreza. a implementação eficaz da Agenda 2030 apenas pode ser assegurada prestando-se particular atenção ao apoio aos estados-membros. É fundamental que a OIT se apoie na força da sua natureza tripartida. a SADC adotou o Quadro Regional de Redução da Pobreza. Senhora Presidente. a OIT reforçou a base para uma distribuição justa dos recursos. para evitar a duplicação de recursos. No Botsuana. Mais importante ainda. Em particular. A abordagem regional à redução da pobreza no Sul de África é promissora. Permita-me concluir esta intervenção manifestando a minha crença de que as perspetivas e ideias expressas nesta conferência serão benéficas para a determinação do futuro rumo do trabalho da OIT. e reforçar as estruturas no terreno para prestar o apoio necessário. Senhora Presidente. No Encontro entre Ministros do Setor do Emprego e Trabalho da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e os Parceiros Sociais. É necessária uma adaptação contínua dos programas para que a organização consiga trabalhar de uma forma realista. a OIT deverá definir abordagens alargadas e abrangentes em colaboração com outros parceiros. A erradicação da pobreza é uma prioridade central do RISDP e. Para a OIT. as deliberações desta conferência deverão enriquecer a qualidade do trabalho desta organização e otimizar o uso de recursos à sua disposição para benefício de todos os mandantes da OIT. que teve lugar no Botsuana de 9 a 12 de maio de 2016. através da prossecução da agenda do trabalho. os recursos limitados face à procura crescente e as chuvas irregulares são alguns dos desafios que dificultam o avanço no cumprimento dos objetivos que definimos para nós mesmos. ao defender os ideais de justiça social e globalização justa como fatores determinantes para o futuro. o crescimento lento. foi lançada uma base sólida de ação nesse sentido. 49 Enquanto membros da OIT. os elevados níveis de desemprego. Ao longo dos anos. algumas das decisões tomadas mais importantes incluem: a disponibilização dos recursos necessários e a capacitação dos recursos humanos e institucionais para a implementação do Plano de Desenvolvimento Estratégico Indicativo Revisto 2015-2020 e do Roteiro Estratégico de Industrialização 2015-2063. para que essa prioridade seja implementada.

em termos de políticas de emprego. económicas e sectoriais que influenciem o emprego jovem bem como a função do setor público e da economia social? Que abordagens políticas têm sido eficazes? b. 50 ANEXO 2 Pontos propostos para debate 1. Que medidas os governos e os parceiros sociais implementaram a nível nacional para cumprir a Resolução relativa ao emprego jovem de 2005. em termos de i) salários. Que iniciativas a OIT prosseguiu nesta área que prestem assistência aos seus membros e quais foram os resultados dessas iniciativas? 2. em termos de educação. competências e empregabilidade dos jovens. Que iniciativas a OIT prosseguiu nesta área que prestem assistência aos seus membros e quais foram os resultados dessas iniciativas? 3. em termos de políticas ativas e passivas do mercado de trabalho. Que iniciativas a OIT prosseguiu nesta área que prestem assistência aos seus membros e quais foram os resultados dessas iniciativas? 4. em termos de empreendedorismo jovem e emprego independente? Que abordagens políticas têm sido eficazes? b. e ii) negociações contratuais? Que abordagens políticas têm sido eficazes? . Que medidas os governos e os parceiros sociais implementaram a nível nacional para cumprirem a Resolução relativa ao emprego jovem de 2005. incluindo os serviços de emprego e da segurança social? Que abordagens políticas têm sido eficazes? b. bem como a transição da escola para o trabalho (incluindo o reconhecimento da aprendizagem anterior. condições de trabalho e direitos dos trabalhadores. Que iniciativas a OIT prosseguiu nesta área que prestem assistência aos seus membros e quais foram os resultados dessas iniciativas? 5. formação e competências e a transição da escola para o trabalho a. Que medidas os governos e os parceiros sociais implementaram a nível nacional para cumprir a Resolução relativa ao emprego jovem de 2005. Políticas do mercado de trabalho a. Políticas de emprego e económicas a. Empregabilidade: Educação. Que medidas os governos e os parceiros sociais implementaram a nível nacional para cumprir a Resolução relativa ao emprego jovem de 2005. Que medidas os Governos e parceiros sociais podem adotar a nível nacional para monitorizar e avaliar a conformidade com a Resolução relativa ao emprego jovem adotada pela Conferência Internacional do Trabalho em 2005. formação. experiência e competências adquiridas no trabalho)? Que abordagens políticas têm sido eficazes? b. Os direitos dos jovens a. Empreendedorismo jovem e emprego independente a.

que medidas devem a) os governos. b) os parceiros sociais. financeiras e globais) e os resultados dos debates sobre os pontos 1-5. Tendo em conta tudo o que aconteceu desde 2005 (a intensificação do emprego jovem. crises económicas. Medidas de ação futura a. c) o Bureau Internacional do Trabalho e. Que iniciativas a OIT prosseguiu nesta área que prestem assistência aos seus membros e quais foram os resultados dessas iniciativas? 6. 51 b. d) as instituições multilaterais e diálogos implementar com vista a cumprir de forma mais eficaz a Resolução relativa ao emprego jovem de 2005 e com o objetivo de melhorar os resultados na área do trabalho digno para os jovens e o emprego jovem? . quando necessário.

52 ANEXO 3 Formulário de alteração Comité: __________________ Grupo que apresenta: _________________ ALTERAÇÕES PARA SUBSTITUIR Linhas – palavras .frases eliminadas_______________________________________________ _______________________________________________________________________ Colocar no seu lugar ___________________________________________________ _______________________________________________________________________ ALTERAÇÕES PARA ELIMINAR Linhas – palavras .frases eliminadas_______________________________________________ _______________________________________________________________________ ALTERAÇÕES PARA ACRESCENTAR Linhas – palavras .frases acrescentadas_______________________________________________ _______________________________________________________________________ Para (posição no documento alterado) __________________________________________ A parte alterada no documento deve ler-se agora ___________________________ ____________________________________________________________________________ .

muitos dos quais nunca trabalharam e muitos outros milhões estão presos em empregos pouco produtivos e inseguros. Afirmando que gerar postos de trabalho decentes em número suficiente para os jovens é da máxima prioridade a nível mundial. no mundo. Decide agir de forma imediata e direcionada. na sua 101ª Sessão. 53 ANEXO 4 RESOLUÇÃO DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO A crise do emprego jovem: Um apelo à ação . 2012 Resolução A crise do emprego jovem: Um apelo à ação A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho. 2012. Reconhecendo que o desemprego e o subemprego jovem persistentes trazem consigo elevados custos económicos e sociais e ameaçam o tecido social das nossas sociedades. 1. bem como na afetação de quaisquer outros recursos que estejam disponíveis durante o biénio 2012-2013. Reconhecendo que em 2012. Adota as seguintes Conclusões: “A crise do emprego jovem: Um apelo à ação” que complementam as Conclusões relativas ao emprego jovem adotadas pela Conferência em 2005. particularmente os oriundos de meios desfavorecidos. Reconhecendo que esta situação sem precedentes pode estigmatizar por muito tempo os jovens. 2. e .Resolução e Conclusões da 101ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho. Convida o Conselho de Administração do Bureau Internacional do Trabalho a dar a devida atenção a estas conclusões aquando da planificação do trabalho futuro sobre emprego jovem e solicita ao Diretor Geral que as tenha em consideração na preparação e implementação do programa e do orçamento de próximos biénios. 4. reunida em Genebra. Reconhecendo que hoje existem mais 4 milhões de jovens desempregados do que em 2007 e que mais de 6 milhões desistiram já de procurar um emprego. quase 75 milhões de jovens estão sem emprego. Solicita ao Diretor Geral do Bureau Internacional do Trabalho que partilhe estas conclusões nos fóruns internacionais relevantes. 3. A crise do emprego jovem: Tempo de agir. Tendo levado a cabo uma discussão geral com base no Relatório V. Genebra.

2. Conclusões A crise do emprego jovem: Um apelo à ação 1. ao sistema multilateral. Os jovens representam a promessa de mudança das sociedades para melhor. Em 2012. agravada de forma considerável pela crise económica e financeira mundial. a Declaração da OIT sobre Justiça Social para uma Globalização Justa (2008). Se não forem tomadas medidas imediatas e enérgicas. particularmente para os jovens. Solicita ao Diretor Geral do Bureau Internacional do Trabalho que assuma a liderança na promoção deste apelo à ação. a Agenda do Trabalho Digno (1999). regional e mundial e que mobilize parcerias para enfrentar a crise. apelamos aos governos. empregos suficientes. quer na sua dimensão quer quanto à sua natureza. 4. desde já. de uma forma geral. esta tendência. Na luta contra a crise do emprego jovem. pese embora as suas características económicas e sociais variarem de forma considerável. que facilite o conhecimento mútuo ao nível nacional. as conclusões relativas à promoção de empresas sustentáveis (2007). a comunidade mundial confrontar-se-á com o legado desolador de uma geração perdida. e a todas as relevantes organizações nacionais. no entanto. A crise do emprego jovem. Só uma ação coletiva forte e uma parceria no plano nacional. Investir na juventude é investir no presente e no futuro das nossas sociedades. É urgente e indispensável reverter. que adotem medidas urgentes e renovadas para enfrentar a crise do emprego jovem. O desemprego e o subemprego persistentes dos jovens comportam custos sociais e económicos muito elevados e ameaçam o tecido social das nossas sociedades. incluindo o G20. Por conseguinte. impõe hoje que os governos. os empregadores e os trabalhadores trabalhem ainda mais para promover. A incapacidade de gerar empregos dignos em número suficiente pode estigmatizar os jovens de forma duradoura. entre os diferentes países e regiões e em cada um deles. Milhões de jovens também não estão a fazer a transição para um trabalho digno e correm o risco de exclusão social. a Agenda Global para o Emprego (2003). não geraram. A crise do emprego jovem é um desafio global. O emprego informal entre os jovens continua a ganhar terreno. E. cerca de 75 milhões de jovens no mundo estão desempregados. não há empregos suficientes para eles. macroeconómicas e outras. 8. regional e mundial poderão melhorar a dramática situação dos jovens no mercado de trabalho. 6. regionais e internacionais. 5. Apelamos à OIT que lidere este apelo à ação. 54 5. e mais de 6 milhões desistiram já de procurar emprego. criar e manter empregos dignos e produtivos. aos parceiros sociais. Mais de 200 milhões de jovens trabalham mas ganham menos de 2 dólares americanos por dia. o Pacto . Muito foi aprendido acerca do modo de ultrapassar os obstáculos que os jovens enfrentam na transição para o mercado de trabalho. mais 4 milhões do que em 2007. 7. O compromisso político e abordagens inovadoras são decisivos para melhorar a situação. mas em muitos países políticas ineficazes. a Declaração da OIT relativa aos princípios e direitos fundamentais no trabalho e respetivo acompanhamento (1998). 3. a ação deve ter em consideração a Declaração de Filadélfia da OIT (1944).

É necessário adotar uma abordagem multidimensional com medidas que acolham um crescimento favorável ao emprego e a criação de emprego digno. em muitos países agravada pela crise económica e financeira mundial. que reuniu uma centena de jovens líderes em Genebra. ▪ promover a participação dos parceiros sociais na formulação de políticas através do diálogo social. A discussão geral na sessão de 2012 da CIT avaliou a amplitude e as características da crise no emprego jovem. e (c) fornecem orientações sobre o caminho a seguir. de educação e formação e de proteção social. 9. ▪ adotar uma equilibrada combinação de políticas que incentive mais os empregadores a investirem e gerarem novas oportunidades de emprego para os jovens. através de políticas macroeconómicas. de 23 a 25 de maio de 2012. a perda de contacto com o mercado de trabalho e a lenta e difícil transição para o trabalho digno. (b) apelam à ação urgente face à nova situação de crise. Em particular. 14. foram analisados os elevados níveis de desemprego e subemprego. incluindo também os jovens em risco. de empregabilidade. 11. A Conferência também tomou nota dos debates do Fórum sobre o emprego dos jovens. Não há uma solução única. que engloba um conjunto de ações de resposta à crise. A Conferência extraiu lições da aplicação da Resolução de 2005 adotada pela CIT e avaliou as inovações das políticas numa série de áreas. . a fim de enfrentar as consequências sociais da crise ao mesmo tempo que se assegura a sustentabilidade financeira e fiscal. ▪ assegurar a coerência efetiva entre as políticas económicas. 55 Global para o Emprego (2009). a deterioração da qualidade dos empregos disponíveis para os jovens. ▪ considerar o pleno emprego como um objetivo essencial das políticas macroeconómicas. de promoção do empreendedorismo e dos direitos dos jovens. 12. A resolução relativa ao emprego jovem adotada pela CIT em 2005 e o seu abrangente conjunto de conclusões fornece um sólido enquadramento sobre o qual se pode trabalhar. É feito um novo apelo à ação para enfrentar a nova e grave crise do emprego jovem. de emprego. As Conclusões da OIT de 2012: (a) sublinham um renovado compromisso em acelerar a aplicação da Resolução de 2005 adotada pela CIT. as conclusões da Conferência Internacional do Trabalho (CIT) relativas à discussão recorrente sobre o emprego (2010). 10. Princípios orientadores 13. O Pacto Global para o Emprego de 2009. Os princípios orientadores são os seguintes: ▪ tomar em consideração a diversidade das situações nacionais na elaboração de um conjunto de políticas que sejam multidimensionais. coerentes e adequadas a cada contexto. apela aos países que aumentem o apoio às mulheres e homens vulneráveis duramente atingidos pela mesma. assim como o conjunto das normas internacionais do trabalho respeitantes ao emprego e aos jovens. A ação coordenada e a implementação das políticas contidas no Pacto Global para o Emprego ajudaram a salvar milhões de empregos. de políticas do mercado de trabalho.

envolvendo governos. A sua voz deve ser ouvida. Enfrentar o enorme problema do desemprego resultante da crise económica e financeira mundial exige a mobilização dos governos. ▪ aproveitar as amplas possibilidades de intercâmbio de experiências que podem inspirar ações concretas e adaptadas a cada contexto. 17. incluindo cooperativas e empresas do setor social. dos empregadores e dos trabalhadores. ▪ promover o empreendedorismo jovem tendo por objetivo incentivar o crescimento de empresas sustentáveis. É necessária uma abordagem holística. tendo sempre presente que os modelos de ação não podem ser replicados de forma sistemática. a sua criatividade aproveitada e os seus direitos respeitados ao lidar com a crise do emprego jovem. ▪ constituir parcerias inovadoras e com múltiplas entidades. 20. considerar seriamente: . ▪ corrigir o desfasamento entre os empregos disponíveis e as qualificações dos jovens. comunidades e os próprios jovens. As políticas industriais e setoriais são importantes para facilitar a transformação estrutural. onde ambas as políticas macro e microeconómicas trabalhem conjuntamente. O investimento público intensivo em emprego em infraestruturas de grande escala e em programas de emprego público podem gerar novas oportunidades de emprego digno ao mesmo tempo que satisfazem necessidades sociais e melhoram as infraestruturas. da OIT e da comunidade multilateral mundial. que apoiem uma procura agregada mais forte e melhorem o acesso a financiamento. nas zonas rurais e urbanas. 16. parceiros sociais. dos investidores e dos consumidores e é crucial para a criação de emprego. conforme adequado. O caminho a seguir 21. São essenciais políticas económicas pró-emprego. que limitam ao acesso às oportunidades de emprego. é essencial prosseguir o crescimento e desenvolvimento económico fortes e sustentáveis que se centrem na criação de emprego e na inclusão social. Uma abordagem parcial não será eficaz. As diferentes situações económicas dos diversos países determinarão a combinação de políticas adotadas para fazer face a este desafio. ▪ os jovens são parte da solução. Os governos devem. 18. instituições educativas. 19. avaliação e apresentação de relatórios sobre as políticas e programas de modo a fundamentar medidas futuras. O crescimento do setor privado depende da confiança das empresas. 56 ▪ garantir que todos os programas e políticas respeitam os direitos dos jovens trabalhadores e têm em conta a dimensão de género. tendo em vista impulsionar a empregabilidade dos jovens ao mesmo tempo que asseguram que existem oportunidades de emprego produtivo para absorver as suas competências e os seus talentos. Em resposta a esta situação. Políticas de emprego e económicas para a promoção do emprego jovem 15. ▪ garantir de forma eficaz uma monitorização.

reconhecendo ao mesmo tempo que as medidas para impulsionar o crescimento devem ter em conta as realidades distintas dos diferentes países. (c) Atribuir ao emprego jovem a maior prioridade possível nos quadros de desenvolvimento nacionais e internacionais. conforme adequado. calendarizados e cujos resultados sejam mensuráveis. Estes programas devem assegurar a igualdade de tratamento para os jovens trabalhadores. 57 (a) Implementar políticas que promovam o pleno emprego. medidas que incidam no lado da procura. integrados. Os parceiros sociais devem. considerar seriamente: (a) Participar com o governo nas consultas tripartidas sobre emprego e política económica. O ensino. (f) Inscrever uma agenda de desenvolvimento “amigo do emprego” nas políticas industriais e setoriais que possam facilitar a transformação estrutural. a formação e a aprendizagem ao longo da vida geram um ciclo virtuoso de melhor empregabilidade.Ensino. com a participação dos parceiros sociais. (b) Participar em consultas ao nível setorial e empresarial a fim de melhorar o crescimento e promover estratégias geradoras de emprego com especial atenção para as necessidades dos jovens. maior produtividade. Muito foi feito e muito se aprendeu desde 2005. programas de emprego público. de 1964. produtivo e livremente escolhido. Isso foi reafirmado na discussão geral de 2012. 22. (d) Dar prioridade a políticas de crescimento geradoras de emprego que respondem ao atual contexto económico e promovem uma sustentabilidade financeira a longo prazo. No entanto. A Resolução adotada em 2005 pela CIT reconheceu a importância do ensino. ainda há muito . (h) Envolver os parceiros sociais na tomada de decisão de políticas através de consultas tripartidas periódicas regulares. contribuir para uma economia ambientalmente sustentável e aumentar o investimento público e privado em setores que criem emprego digno para os jovens. (g) Promover um ambiente político e regulatório que facilite a transição para o emprego formal e empregos dignos. (i) Estabelecer e reforçar mecanismos de monitorização e avaliação para medir o impacto e melhorar os instrumentos das políticas. formação e competências e a transição da escola para a vida ativa 23. subvenções salariais e de formação e outras medidas específicas em matéria de emprego jovem. infraestruturas intensivas de emprego. Empregabilidade . O acesso à educação básica é um direito fundamental. da formação e das competências para aumentar a empregabilidade e facilitar a transição para um emprego digno. (b) Promover políticas macroeconómicas pró-emprego e incentivos fiscais que apoiem uma procura agregada mais forte e aumentem o investimento produtivo que melhore a capacidade de criação de emprego e o acesso ao financiamento. programas de garantia emprego. aumento de rendimento e desenvolvimento. planos de ação nacionais para o emprego digno. à luz da Convenção (Nº 122) relativa a Política de Emprego. elaborar. (e) Encontrar meios fiscais sustentáveis para as medidas dirigidas aos jovens tais como políticas contra cíclicas.

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por fazer, dado que existem défices significativos no acesso e na qualidade da educação, da
formação e das competências, assim como no que diz respeito à sua adequação às exigências
do mercado de trabalho. As competências e as qualificações que não correspondem às
exigências do mercado de trabalho e a insuficiente oferta de emprego permanecem como os
principais constrangimentos para a empregabilidade dos jovens.

24. A crise económica e financeira mundial exacerbou problemas antigos e criou outros novos:

▪ Para além dos 130 milhões de jovens sem competências básicas de leitura, escrita e
cálculo aritmético, todos aqueles que abandonam prematuramente a escola
representam um segmento cada vez maior dos jovens desfavorecidos. Para o primeiro
grupo, o aumento das medidas de proteção social para ajudar os agregados familiares
pobres a gerir os riscos sem por em causa a educação dos filhos provou ser eficaz. As
transferências de dinheiro ou de bens alimentares podem cumprir esta função, se
integradas numa estratégia de proteção social mais ampla. Para os que abandonam
precocemente a escola, as iniciativas do tipo «segunda oportunidade» têm-se
revelado eficazes para chegar aos jovens que não trabalham, não estudam nem
recebem formação. A experiência indica que estas formas alternativas de formação
têm mais sucesso quando os seus métodos e os seus conteúdos não são tradicionais e
se realizam num quadro informal ou não formal.

▪ O desemprego dos licenciados surgiu como um desafio maior. Neste contexto, é
necessário uma melhor análise e uma melhor previsão das necessidades do mercado
de trabalho.

▪ A transição lenta e incerta da escola para a vida ativa gera mais dificuldades para a
integração no mercado de trabalho devido à falta de experiência. Neste contexto, têm
aumentado os estágios, os cursos de aprendizagem e outras formas de aquisição de
experiência profissional como formas de obter um trabalho digno. No entanto, estes
mecanismos podem correr o risco de, nalguns casos, serem utilizados como forma de
obter mão-de-obra barata ou de substituição de trabalhadores existentes.

25. Por último, a experiência indica que as medidas de educação e formação que respondem
às necessidades do mundo do trabalho são as que resultam de parcerias sólidas entre o
governo, em particular instituições de educação e formação, e os parceiros sociais,
nomeadamente através do diálogo social e da negociação coletiva. O caminho a seguir 26. Os
governos devem, conforme adequado, considerar seriamente:

(a) garantir o acesso a uma educação básica gratuita e de qualidade;

(b) melhorar a ligação entre o ensino, a formação e o mundo do trabalho, através do diálogo
social sobre a inadequação das competências e a normalização das qualificações, em
função das necessidades do mercado de trabalho, e melhorar o ensino e a formação técnica
e profissional, designadamente os cursos de aprendizagem, outras modalidades de
aquisição de experiência profissional e de aprendizagem em contexto de trabalho;

(c) formular estratégias de desenvolvimento de qualificações que apoiem as políticas
setoriais, que tirem partido das tecnologias e os conhecimentos e que se traduzam num
aumento das competências e de empregos melhor remunerados;

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(d) melhorar a oferta e as modalidades de cursos de aprendizagem: i) complementando a
aprendizagem no local de trabalho com uma formação institucional mais estruturada; ii)
melhorando as competências pedagógicas dos mestres artesãos e formadores que
supervisionam a formação; iii) incluindo a alfabetização e as competências básicas para a
vida; e iv) reforçando o envolvimento da comunidade, sobretudo para aumentar as
oportunidades de trabalho para as mulheres jovens e outros grupos vulneráveis de jovens;

(e) regulamentar e monitorizar a aprendizagem profissional, os estágios profissionais e
outras formas de aquisição de experiência profissional, incluindo através da certificação,
de forma a assegurar que elas oferecem uma verdadeira experiência de aprendizagem e
que não se destinam a substituir trabalhadores existentes;

(f) estender o alcance da educação e formação formal através de estratégias de ensino a
distância que integrem materiais didáticos em suporte papel, centros de estudo a distância,
bem como elementos presenciais;

(g) melhorar os mecanismos para a identificação precoce de potenciais casos de abandono
escolar e apoiá-los para que permaneçam na escola, ou para que tenham acesso a outras
oportunidades de emprego, educação ou formação;

(h) apoiar as medidas de “segunda oportunidade” para facilitar a aquisição de
conhecimento básicos e competências, quer para os que abandonam precocemente a
escola ou nunca a frequentaram, quer para os desempregados que querem retomar os
estudos, com particular destaque para as jovens mulheres e raparigas;

(i) apoiar a formação de formadores, que se revelou uma das maiores necessidades na
expansão dos sistemas de desenvolvimento de competências;

(j) desenvolver sistemas de reconhecimento de aprendizagens adquiridas anteriormente,
de educação não formal e de competências adquiridas em contexto de trabalho;

(k) incluir técnicas de procura de emprego nos currículos escolares, reforçando a orientação
profissional e melhorando o acesso dos jovens à informação sobre oportunidades de
trabalho;

(l) adotar, no quadro de uma estratégia de proteção social mais ampla, medidas de
proteção social adequadas, de forma a ajudar os agregados familiares mais pobres a gerir
os riscos sem comprometerem a educação dos jovens, ao mesmo tempo prestando atenção
às capacidades institucionais e financeiras sustentáveis para a sua aplicação.

(m) promover o desenvolvimento de programas de formação e de aquisição de
competências que estejam de acordo com os requisitos das estratégias nacionais de
desenvolvimento e do mercado de trabalho; e

(n) estabelecer e consolidar mecanismos de monitorização e avaliação a fim de medir o
impacto e melhorar os instrumentos das políticas.

27. Os parceiros sociais devem, conforme adequado, considerar seriamente:

(a) contribuir para o desenho, implementação e monitorização das políticas e programas
de educação, formação e aprendizagem ao longo da vida, com vista a melhorar a sua
adequação ao mundo do trabalho;

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(b) participar na negociação coletiva sobre as condições de trabalho dos estagiários e
aprendizes;

(c) encorajar as empresas a oferecerem estágios e oportunidades de aprendizagem; e

(d) sensibilizar para os direitos laborais dos trabalhadores jovens, estagiários e aprendizes.

Políticas do mercado de trabalho

28. As políticas do mercado de trabalho podem facilitar a entrada ou o regresso dos jovens ao
mercado de trabalho. Quando bem direcionadas, elas podem beneficiar os jovens mais
desfavorecidos e podem gerar importantes benefícios económicos e sociais que se traduzem
por uma maior equidade, inclusão social e uma maior procura agregada.

29. Existem importantes relações entre as políticas do mercado de trabalho, ativas e passivas,
e as políticas em matéria de salário mínimo, nos países onde ele existe, pelo que é importante
que cada uma delas seja tida em consideração e que mutuamente se reforcem a fim de
melhorar as oportunidades de trabalho para os jovens.

30. Os programas de investimento e de emprego públicos devem, quando adequado,
promover o emprego em geral e, especialmente, o emprego jovem, sobretudo em países com
pouca procura de mão de obra, criando empregos correspondentes a todos os níveis de
qualificação e tendo um importante efeito multiplicador na economia. Podem fornecer uma
base de normas do trabalho e favorecer de forma significativa a produtividade local, o
desenvolvimento do mercado e a proteção social. Podem ainda contribuir para um ambiente
sustentável e para o desenvolvimento de indispensáveis infraestruturas e obras comunitárias
em muitos países.

31. A execução de políticas do mercado de trabalho exige capacidade institucional, quer a nível
público, quer a nível privado. As intervenções atempadas podem ajudar a prevenir o
desemprego de longa duração ao orientar os serviços e os recursos para os jovens
desempregados que mais necessitem, como os que não estão nem na escola nem no mercado
de trabalho, quer nas zonas rurais como nas zonas urbanas.

32. Em muitos países, pode ser atribuído aos jovens que procuram emprego um apoio ao
rendimento, associado a programas ativos do mercado de trabalho, através de uma
combinação de seguro de desemprego, subsídio de desemprego, programas de garantia
emprego ou outros meios adaptados a situações específicas de diferentes grupos, como
previsto no conceito de piso mínimo de proteção social. As boas práticas demonstram que os
mecanismos de condicionalidade, de ativação e de obrigações recíprocas podem ajudar a uma
saída rápida da situação de desemprego. São particularmente eficazes para manter os jovens
em risco de marginalização em contacto com o mercado de trabalho.

O caminho a seguir

33. Os governos devem, conforme adequado, considerar seriamente:

(a) rever as suas políticas e programas do mercado de trabalho para assegurar que
contribuem tão eficazmente quanto possível para a criação de emprego para os jovens;

(b) dar prioridade a medidas ativas que proporcionem aos jovens e aos seus potenciais
empregadores uma assistência eficaz na transição para empregos dignos;

(k) consultar e envolver os parceiros sociais na conceção. (h) consolidar e coordenar os serviços fornecidos de forma a melhorar a integração das políticas do mercado de trabalho e de proteção social. (e) explorar vias criativas e inovadoras para ajudar os jovens na sua procura de emprego e no acesso às oportunidades de educação e formação. Empreendedorismo e trabalho independente dos jovens 35. (b) trabalhar em estreita colaboração com o governo para melhorar a eficácia dos serviços de emprego. Os parceiros sociais devem. (f) facilitar a criação de emprego através da garantia de uma melhor correspondência entre procura e oferta de trabalho mediante o desenvolvimento de serviços de emprego eficazes. de forma a facilitar a transição da escola para o mundo do trabalho e para a economia formal. (l) dar especial atenção aos jovens das zonas rurais enquanto grupo prioritário. conforme adequado. Para alguns jovens. 34. incluindo os programas de emprego público. (m) estabelecer e consolidar mecanismos de monitorização e avaliação por forma a medir o impacto e melhorar os instrumentos das políticas. através de políticas e medidas a eles destinadas. ser uma componente essencial dos esforços . quer com medidas relativas à oferta. 61 (c) afetar recursos suficientes às políticas do mercado de trabalho. (g) melhorar as estratégias para a transição para a economia formal. o empreendedorismo pode ser uma via para o trabalho digno e para a criação de empresas sustentáveis e deveria. monitorização e aperfeiçoamento das políticas e programas do mercado de trabalho. (d) participar com os governos no desenvolvimento de programas de investimento e infraestruturas públicos. aplicação e monitorização das políticas de mercado de trabalho. (i) proporcionar proteção social aqueles que procuram o primeiro emprego. considerar seriamente: (a) participar ativamente na conceção. quando eles sejam criados. (d) integrar e ordenar os vários elementos dos programas ativos do mercado de trabalho de acordo quer com as medidas relativas à procura. enquanto instrumentos essenciais de promoção do emprego jovem. pois. (e) ligar o apoio ao rendimento à procura ativa de emprego e à participação nos programas ativos do mercado de trabalho. implementação. de forma a garantir que estes melhoram as oportunidades de emprego digno para os jovens à procura de emprego. (j) promover estratégias de investimento intensivo em emprego. (c) dar a conhecer as vantagens de oferecer emprego e oportunidades de formação aos jovens desfavorecidos.

▪ A inclusão do empreendedorismo nos currículos escolares desde cedo pode também ser um meio eficaz de promovê-lo. as empresas do setor social e as cooperativas. o número de empregos criados e a sua qualidade. conforme adequado. como a criação de empresas privadas. (b) garantir que existe um ambiente propício 16 . pequenas e médias empresas. o emprego por conta própria. a sua coordenação e supervisão. o acesso ao crédito e o seu custo deterioraram-se desde a crise financeira e os jovens empreendedores são. Os jovens empreendedores enfrentam o mesmo ambiente económico difícil que os restantes empreendedores. Para as micro. cooperativas e para a economia social. tendo em conta que eles podem ser motivados quer pela oportunidade como pela necessidade. os que menos possibilidades têm de aceder a este financiamento já por si restrito. 39. Diferentes tipos de apoio podem ser adequados para responder aos desafios especiais encontrados pelos jovens que aspiram a ser empreendedores. o nível de rendimento gerado. 37. tanto nas zonas rurais como nas urbanas. assegurando que não haja relações de trabalho disfarçadas. incluindo para as pequenas e microempresas. 62 nacionais para vencer a crise do emprego jovem. ▪ As cooperativas e a economia social podem também fornecer aos jovens ocasiões de criar as suas próprias empresas ou estabelecer-se por conta própria. Muitos empregadores. 38. pode contribuir para o sucesso daquelas que são detidas e geridas por jovens. A promoção do empreendedorismo abarca um leque de atividades nos setores lucrativo e não lucrativo. assim como as suas organizações. Os indicadores chave de desempenho devem ser a sustentabilidade da recém-criada empresa. que apoia o empreendedorismo jovem. É essencial que haja um ambiente propício à criação e funcionamento bem sucedido de uma empresa. com frequência. Há uma série de ingredientes capazes de fazer que os programas de empreendedorismo jovem sejam bem sucedidos: ▪ São mais eficazes quando são concebidos e levados a cabo em parceria com o setor privado. Os governos devem. favorável à prosperidade das empresas. Existe o reconhecimento de que são necessárias uma monitorização e uma avaliação rigorosas dos programas para averiguar regularmente a sua eficácia. Um ambiente favorável aos negócios. . a fim de garantir que as iniciativas para o empreendedorismo jovem são complementares e eficazes. têm a capacidade. considerar seriamente: (a) o papel das estratégias nacionais. ▪ A integração e coordenação das medidas pode igualmente contribuir para a eficácia das iniciativas a favor do empreendedorismo dos jovens. Um desafio essencial é o de criar um ambiente empresarial para os jovens empreendedores. O caminho a seguir 40. das cooperativas e das empresas do setor social. 16 Como destacado nas conclusões da sessão de 2007 da CIT respeitantes à promoção de empresas sustentáveis. 36. a experiência e a relação com os jovens que lhes permite contribuir significativa para a execução dos programas.

das cooperativas e empresas do setor social. 63 (c) promover o empreendedorismo jovem. em particular para as jovens mulheres e outros grupos vulneráveis de jovens. quando tenha sido ratificada. nomeadamente das micro. bem como outro apoio aos jovens empreendedores. (d) fornecer e facilitar a orientação e tutoria. 1949. As informações sobre as cooperativas devem igualmente ser apresentadas aos alunos nos currículos nacionais. a garantia de empréstimos e o apoio a iniciativas de microcrédito. As nomas internacionais do trabalho adotadas desde 2005 podem também ser pertinentes nos Estados membros (ver lista atualizada em anexo).º 94) sobre as Cláusulas de Trabalho (Contratos Públicos). (b) colaborar com os governos na conceção e execução de programas para promover o empreendedorismo dos jovens. (g) incluir o empreendedorismo nos currículos escolares desde cedo e nos programas do ensino secundário e superior. conforme a Recomendação (Nº 193) relativa à Promoção das Cooperativas. como um modo eficaz de melhorar as atitudes face ao espírito empresarial. 43. . (d) melhorar o acesso ao crédito destinado ao funcionamento de jovens empresas sustentáveis. considerar seriamente: (a) integrar parcerias com os governos para promover e apoiar o empreendedorismo dos jovens. Este aspeto pode incluir a subvenção de linhas de crédito. As organizações dos empregadores devem. (e) promover redes de jovens empreendedores no seio das suas organizações. conforme adequado. (e) facilitar o acesso das microempresas aos concursos públicos. (h) estabelecer e reforçar os mecanismos de monitorização e avaliação para medir o impacto e aperfeiçoar os instrumentos das políticas aplicadas. (c) trazer contributos políticos e comerciais às medidas renovadas e inovadoras por forma a garantir que os jovens empreendedores tenham acesso ao crédito necessário para lançar e expandir os seus negócios. As normas internacionais do trabalho têm um papel importante na proteção dos direitos dos trabalhadores jovens. A Resolução de 2005 continha um anexo enumerando as normas internacionais do trabalho relevantes para a questão dos jovens e o emprego. (f) adotar medidas que facilitem a transição dos jovens empreendedores da economia informal para a formal. 41. Direitos dos jovens 42. 2002. nomeadamente promovendo e apoiando o cumprimento da legislação de trabalho nacional. de acordo com as disposições da Convenção (n. pequenas e médias empresas.

Os governos devem. As políticas de emprego jovem deveriam igualmente facilitar a transição do trabalho temporário para o trabalho estável. Os trabalhadores jovens têm os mesmos direitos que os demais trabalhadores. para prevenir a aplicação abusiva destas medidas. Refletindo o forte apoio universal ao corpo fundamental das normas internacionais do trabalho. . Cada vez mais. 46. que devem visar as infrações em matéria de emprego jovem. baixas remunerações e/ou baixo estatuto profissional. O caminho a seguir 48. 45. é necessária uma adequada monitorização e a supervisão. temporário. medida em termos de pobreza no trabalho. tanto nas zonas urbanas como nas zonas rurais. Os jovens continuam a sofrer de forma desproporcionada de défices de trabalho digno e a má qualidade dos empregos. 47. incluindo aqueles que atualmente carecem de proteção por se encontrarem em relações de trabalho disfarçadas. as políticas de promoção do acesso ao emprego não deveriam conduzir a discriminação no trabalho. conforme adequado. O combate ao desemprego dos jovens não deve negligenciar ou minimizar a proteção a que os trabalhadores jovens têm direito. Experiências nacionais recentes demonstram que. durante as recessões económicas. A Resolução da CIT de 2005 reconheceu também que a legislação do trabalho e as convenções coletivas. que sejam coerentes com as suas obrigações nacionais e que tenham em conta as normas internacionais do trabalho. Contudo. incluindo os sistemas de remuneração. através de sanções firmes e apropriadas. destinadas a garantir condições mínimas aos trabalhadores jovens. (d) garantir que o cumprimento das leis do trabalho e das convenções coletivas é efetivamente verificado pelas inspeções do trabalho ou outras instâncias competentes. O diálogo social ao nível nacional é essencial para a elaboração de um quadro salarial coerente e estável. A existência de salários mínimos pode ser eficaz na prevenção de práticas salariais abusivas e discriminatórias e na melhoria do poder de compra dos trabalhadores jovens. (c) comprometer-se a desenvolver políticas de emprego jovem. quando existam. os trabalhadores jovens podem carecer de alternativas na economia formal para transitar do trabalho a tempo parcial. De um modo mais geral. exposição aos riscos de doença e acidentes profissionais. Na economia informal. ocasional ou sazonal. incluindo na economia informal. os jovens trabalham frequentemente em condições deficientes. os subsídios salariais bem concebidos e bem orientados podem facilitar a entrada dos trabalhadores jovens no mercado de trabalho e atenuar a desvalorização das competências. depende das demais políticas salariais. considerar seriamente: (a) adotar uma abordagem do problema do emprego jovem baseada nos direitos. (b) garantir que os jovens beneficiam de igualdade de tratamento e que lhes são concedidos direitos no trabalho. deverão aplicar-se a todos os jovens trabalhadores. para o trabalho a tempo inteiro. os acordos coletivos deviam ser estendidos aos trabalhadores jovens. que garanta uma proteção adequada e melhore as perspetivas de emprego dos trabalhadores jovens. A eficácia destas medidas. 64 44.

As organizações dos empregadores devem. parcerias e defesa e promoção do trabalho digno para os jovens. 65 (e) elaborar e implementar mecanismos que assegurem uma proteção adequada. Estas conclusões resultam da Resolução adotada pela CIT em 2005. Este conjunto de conclusões deve ser prosseguido tendo presente o plano de ação de 2005 e deve ser ampliado nos domínios do desenvolvimento e difusão de conhecimento. regional e mundial. (j) conceber. incluindo proteção social. Também é importante ligar estas medidas à formação qualificante. incluindo através do uso de novas tecnologias e das redes sociais. incluindo na formação inicial e na integração no emprego. tais como a subvenção dos salários. A OIT tem um importante papel a desempenhar na liderança mundial e agindo como centro de excelência em matéria de emprego jovem. (c) participar ativamente na aplicação dos direitos dos trabalhadores jovens. empregadores e trabalhadores em 2012. (g) tornar os jovens destinatários das atividades de promoção e formação em segurança e saúde no trabalho. a fim de facilitar a transição para o emprego estável e trabalho digno. (l) estabelecer e reforçar mecanismos de monitorização e avaliação para medir o impacto e aperfeiçoar os instrumentos de políticas. que reconhece o impacto da crise financeira mundial e o enorme desafio que ela representa. para assegurar que são limitados no tempo. conforme adequado. (h) garantir que os salários mínimos fixados por lei ou por convenções coletivas para os jovens trabalhadores sejam respeitados. A ação da OIT 50. . Para levar a cabo esta tarefa fundamental à escala mundial a OIT dispõe de uma base sólida com a sua resolução de 2005 e os contributos e experiências partilhados pelos governos. considerar seriamente e as organizações dos trabalhadores devem: (a) promover e encorajar uma maior participação e representação dos jovens nas suas organizações e reforçar a sua voz no diálogo social. como um modo eficaz de melhorar as atitudes face aos direitos dos trabalhadores. em consulta com os parceiros sociais. (i) desenvolver um quadro coerente e consistente de políticas salariais. (k) incluir os direitos dos trabalhadores nos currículos escolares desde cedo e nos programas do ensino secundário e superior. monitorizar e supervisionar adequadamente as medidas políticas. 49. Deve apoiar a ação dos governos. dos parceiros sociais e do sistema multilateral na luta contra a crise do emprego jovem e promover o trabalho digno ao nível nacional. da assistência técnica. bem direcionadas e que não são alvo de abusos. para todos os trabalhadores jovens. (b) sensibilizar os seus membros para os direitos dos trabalhadores. (f) promover e proteger os direitos dos trabalhadores jovens à organização e à negociação coletiva.

e garantam proteção social aos trabalhadores jovens. A OIT deve envidar esforços para melhorar a coordenação entre os seus programas relativos ao emprego dos jovens. enfrentem as vulnerabilidades específicas de determinados grupos de jovens. analisar e difundir dados e informação sobre as tendências do mercado de trabalho jovem. ▪ Questões emergentes: realizar investigação sobre temas emergentes. 66 51. reduzam a informalidade e melhorem a qualidade do emprego. iii) políticas do mercado de trabalho. A discussão recorrente sobre emprego a ter lugar na CIT de 2014 deverá também dar especial destaque ao emprego dos jovens. inadequação das qualificações e transição da escola para a vida ativa. De acordo com os recursos disponíveis. A OIT deve reforçar o seu trabalho sobre o desenvolvimento do conhecimento e difusão de informação em matéria de emprego jovem nas seguintes áreas: ▪ Tendências do emprego: reunir. ▪ Políticas macroeconómicas e industriais: aumentar a capacidade técnica para avaliar o impacto no emprego das políticas macroeconómicas e industriais. condições de trabalho. A OIT deve reforçar a sua capacidade nos cinco temas seguintes: i) políticas económicas e de emprego. ▪ Avaliação: realizar avaliações e retirar lições de intervenções eficazes na promoção do trabalho digno para os jovens. ▪ Políticas e programas de emprego jovem: recolher informação e analisar a eficácia das políticas e programas nacionais. iv) empreendedorismo e v) direitos no trabalho. Desenvolvimento e difusão de conhecimento 52. deverá ser prestado apoio técnico nas seguintes áreas: . nomeadamente através da aprendizagem mútua e da cooperação Sul-Sul. incluindo políticas e intervenções que confiram experiência profissional e combinem sistemas de aprendizagem e de trabalho. Assistência técnica 53. Deverá ser dado especial destaque à avaliação dos programas de empreendedorismo jovem e autoemprego. incluindo as atividades de cooperação técnica. nomeadamente migrantes. 2. e divulgar os resultados através de bases de dados mundiais ou por outros meios. ▪ Boas práticas: estabelecer mecanismos para analisar e divulgar as boas práticas no que diz respeito às intervenções em matéria de emprego jovem. nomeadamente através dos programas de trabalho digno por país. por forma a garantir que têm uma boa relação custo- benefício e que produzem um impacto positivo. ii) empregabilidade. As atividades da OIT para a promoção do emprego jovem devem ser objeto de uma monitorização e avaliação rigorosas. 1. as diferentes modalidades contratuais para os jovens. Devem ser elaboradas com objetivos e indicadores mensuráveis. designadamente através de avaliações voluntárias e plurinacionais feitas por pares. através da formulação e implementação das políticas referidas na Resolução da CIT adotada em 2005 e das presentes conclusões. incluindo salários. A OIT deverá continuar a apoiar os Estados membros para que possam atribuir prioridade ao emprego jovem.

deverá estabelecer alianças e parcerias estratégicas para colocar o emprego jovem no centro da agenda mundial para o desenvolvimento. ▪ Programas de investimento e emprego público que atribuam prioridade ao emprego jovem. a pedido dos países. as agências de emprego privadas. desagregados por idade e por sexo. ▪ Reforço das capacidades e desenvolvimento de instrumentos para fortalecer as funções de monitorização e avaliação das instituições governamentais. do acesso a serviços financeiros e outros e de programas de orientação. ▪ Desenvolvimento do empreendedorismo. “uma geração perdida”. sobretudo os do sistema multilateral. ▪ Elaborar sistemas de criação de perfis para melhorar a orientação e a relação custo- benefício dos programas e serviços de emprego dirigidos aos jovens desfavorecidos. ▪ Liderança mundial a favor do emprego jovem. os serviços sociais. na promoção do trabalho digno para os jovens. das cooperativas e das empresas do setor social. assim como uma maior complementaridade das políticas do mercado de trabalho e das políticas de proteção social. ▪ Recolha sistemática de dados sobre o mercado de trabalho. 67 ▪ Inclusão das prioridades em matérias de emprego jovem nos quadros nacionais de desenvolvimento e nas políticas de emprego. A OIT deverá continuar a desempenhar um papel de liderança e a colaborar com outros organismos internacionais no plano mundial. A esse respeito. Parcerias e sensibilização 54. integrados e limitados no tempo e apoiados por recursos humanos e financeiros especialmente afetados para esse efeito. a fim de aproveitar todos os meios de ação para promover e defender o trabalho digno e produtivo para os jovens e evitar. ▪ Serviços públicos de emprego. os parceiros sociais. A OIT deverá: i) promover o diálogo sobre . nomeadamente defendendo que determinadas metas sobre o emprego jovem figurem no quadro pós-2015 dos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio. assim. quando existam. ▪ Programas de mercado de trabalho abrangentes destinados aos jovens. ▪ Desenvolvimento de sistemas de competências que reforcem a ligação entre a formação oferecida e as necessidades do mercado de trabalho. 3. a nível mundial. ▪ Formulação de planos nacionais de ação. e as organizações da sociedade civil. nomeadamente através de parcerias entre os serviços de emprego e as entidades municipais. adaptados às necessidades dos jovens e que cheguem aos jovens àqueles que vivem em zonas rurais. que prestem especial atenção aos jovens desfavorecidos. A OIT deverá também propor. A OIT deverá tomar a iniciativa. designadamente através da educação. com vista a avaliar o impacto e fundamentar as medidas de emprego jovem numa base empírica. regional e local. opções de políticas macroeconómicas que promovam a criação de emprego.

integrar outras organizações representativas de jovens que atuem na promoção do emprego digno para os jovens. Anexo Normas Internacionais do trabalho respeitantes à questão do emprego e os jovens Para além das convenções sobre os princípios e direitos fundamentais no trabalho e as suas respetivas recomendações .º 98) sobre o direito de organização e de negociação coletiva. a Convenção (n. a Convenção (n.º 182) e a Recomendação (n. a Convenção (n. 1973.º 190) sobre a interdição das piores formas de trabalho das crianças. ii) levar a cabo investigações aplicadas e atividades de partilha de conhecimento. 1930.º 122) e a Recomendação (n. a OIT deverá elaborar uma estratégia de mobilização de recursos para aumentar as suas atividades de cooperação técnica no âmbito do apoio às prioridades em matéria de emprego jovem dos vários programas de trabalho digno por país. A OIT deverá prosseguir o seu empenho na promoção de parcerias nacionais e regionais em favor do emprego jovem.º 29) sobre o trabalho forçado. 1957. Estas parcerias devem incluir as redes de jovens das organizações de empregadores e de trabalhadores e podem.º 35) sobre a imposição indireta do trabalho. a Convenção (n. ainda. ainda. iii) proporcionar assistência técnica aos Estados membros e promover parcerias específicas e inovadoras com vista a que as intervenções tenham uma boa relação custo-benefício. a Convenção (n. designadamente através da criação de redes que promovam o trabalho digno para os jovens e do uso das redes sociais e outros meios de comunicação.º 111) e a Recomendação (n. 1930.º 146) sobre a idade mínima de admissão ao emprego. Mobilização de recursos 55. A OIT deverá sensibilizar os jovens para as normas internacionais do trabalho e direitos no trabalho. assim como para iniciativas regionais ou mundiais. ao nível regional e nacional. 1951.a Convenção (n. provenientes de diferentes fontes. a Convenção (n. ▪ Sensibilização.º90) sobre a igualdade de remuneração. 1958.º 87) sobre a liberdade sindical e a proteção do direito sindical. 1948. 1964. A OIT deverá. a .a Convenção (n. Para responder à crescente procura de assistência técnica.º 111) sobre a discriminação (emprego e profissão). 68 políticas e a reforçar a coerência em matéria de emprego jovem. Esta estratégia deverá especificar o papel que as parcerias podem ter na mobilização de recursos. monitorizar e relatar a situação dos direitos dos trabalhadores jovens no mundo.º 100) e a Recomendação (n. 1999 – e das Convenções prioritárias sobre emprego e inspeção do trabalho e suas respetivas recomendações . a Convenção (n. 1949. e iv) promover o alinhamento e a coordenação das políticas de emprego das Nações Unidas e de outras instituições multilaterais. a fim de fazer face à crise do emprego jovem. ▪ Parcerias regionais e nacionais. incluindo em zonas rurais.º 122) sobre a política de emprego.º 138) e a Recomendação (n.º 105) sobre a abolição do trabalho forçado. a Recomendação (n. para a empregabilidade e empreendedorismo dos jovens.

º 188) sobre as agências de emprego privadas. a Convenção (n.º 189) sobre a criação de empregos nas pequenas e médias empresas. 1981. 1946. a Convenção (n.º 189) sobre trabalho digno para as trabalhadoras e trabalhadores domésticos. a Convenção (n. 1983.º 97) e a Recomendação (n. 2002.º 1) sobre a duração do trabalho (indústria). e a Recomendação (n.º 164) sobre segurança e saúde dos trabalhadores. a Convenção (n.º 198) sobre a relação de trabalho. 2006. a Convenção (n.º 81) sobre a inspeção do trabalho. 1988. a Convenção (n.º 143) sobre os trabalhadores migrantes (disposições complementares). 1947.º 187) e a Recomendação (n.º 159) e a Recomendação (n. a Recomendação (n. 2004. a Convenção (n. a Convenção (n. a Convenção (n. a Convenção (n. 1919. a Recomendação (n.º 133) sobre a inspeção do trabalho (agricultura).º 142). a Recomendação (n.º 183) e a Recomendação (n. 1994. 1930.º 131) e a Recomendação (n.º 192) sobre a segurança e saúde na agricultura. a Recomendação (n. 1984.1998. a Convenção (n. a Convenção (n. a Recomendação (n. a Convenção (Nº 168) e a Recomendação (Nº 176) sobre a promoção e proteção do emprego (desemprego). 1947.º 169) sobre os povos indígenas e tribais.º 169) sobre a política de emprego (disposições complementares).º 135) sobre a fixação dos salários mínimos.º 95) e a Recomendação (n. a Convenção (n. a Convenção (n. a Recomendação (n. 2006. e a Recomendação (n. .º 86) sobre os trabalhadores migrantes (revistas). a Convenção (n. a Convenção (n. 1948.º 182) sobre o trabalho a tempo parcial. a Convenção (n. 1970. 2001. 1975. a Convenção (n. 1971.º 175) sobre o trabalho a tempo parcial.º 171) e a Recomendação (n.º 85) sobre a proteção do salário.º 88) e a Recomendação (n.º 79) sobre o exame médico de aptidão para o emprego dos menores. funções e organização). 1981. 1990. 1949. e o seu Protocolo de 2002. 1978.º 181) e a Recomendação (n. 1997. 1969 – estes instrumentos incluem em particular: a Convenção (n.º 150) e a Recomendação (n. e o seu Protocolo de 1995.º 77) sobre exame médico de aptidão de crianças e adolescentes (indústria).º 200) sobre o VIH e a Sida. 1975 e a Recomendação (n. 1946.º 102) sobre a segurança social (norma mínima). 1946. 1975. 1949. 1994.º 195).º 178) sobre o trabalho noturno.º 143) sobre os representantes dos trabalhadores. a Recomendação (n. a Convenção (n.º 168) sobre a readaptação profissional e emprego de deficientes.º 184) e a Recomendação (n. 69 Recomendação (n.º 81) sobre a inspeção do trabalho.º 197) sobre o quadro promocional para a segurança e saúde no trabalho.º 193) sobre a promoção das cooperativas. a Convenção (n.º 151) sobre os trabalhadores migrantes. 2011. a Convenção (n.º 155) sobre a segurança e saúde dos trabalhadores.º 78) sobre exame médico de aptidão de crianças e adolescentes (trabalhos não-industriais).º 129) e a Recomendação (n. a Convenção (n. 1989. a Convenção (n.º 191) sobre a proteção da maternidade. 1952.º 135) e a Recomendação (n.º 158) sobre a administração do trabalho (papel. a Convenção (n. sobre a valorização dos recursos humanos. 2000.º 83) sobre a organização do serviço de emprego.º 30) sobre a duração do trabalho (comércio e escritórios).