VADE MECUM

DE DIREITO MARÍTIMO

REGRAS DE ROTERDÃ – CONVENÇÃO
DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE
CONTRATOS PARA O TRANSPORTE
INTERNACIONAL DE CARGAS INTEGRAL
OU PARCIALMENTE POR MAR

ELIANE M. OCTAVIANO MARTINS
ORGANIZADORA

Regras de roterdã – Convenção das Nações Unidas
sobre Contratos para o Transporte Internacional
de Cargas Integral ou Parcialmente por Mar
United Nations Convention on Contracts for the
International Carriage of Goods Wholly or Partly by Sea
Roterdã, 23 de setembro de 2009.
Não está em vigor.

Os Estados-partes desta Convenção, eficiência do transporte internacional de car-
Reafirmando sua convicção de que o co- gas e facilitará novas oportunidades de acesso
mércio internacional em bases equitativas e para mercados e partes anteriormente distan-
mutuamente benéficas constitui elemento im- tes, representando, assim, um papel funda-
portante na promoção de relações amistosas mental na promoção do comércio e do desen-
entre os Estados. volvimento econômico em âmbito doméstico
Convencidos de que a harmonização e a uni- e internacional,
ficação progressivas do direito do comércio Acordaram como segue:
internacional, ao reduzir ou eliminar os obs-
táculos legais ao fluxo do comércio interna- Capítulo 1
cional, contribuem de forma significativa para Disposições Gerais
uma cooperação econômica universal entre
todos os Estados com base na igualdade, equi- Artigo 1º
dade, interesse comum e para o bem-estar de Definições
todos os povos, Para os objetivos desta Convenção:
Reconhecendo a significativa contribuição 1. “Contrato de transporte” significa um
da Convenção Internacional para a Unifica- contrato em que o transportador, mediante
ção de Certas Regras em Matéria de Conhe- pagamento de frete, compromete-se a trans-
cimentos de Embarque, assinada em Bruxelas portar a carga de um local para outro. O con-
em 25 de agosto de 1924, e seus Protocolos, e trato determinará o transporte marítimo, po-
da Convenção das Nações Unidas sobre o dendo determinar o transporte por outros
Transporte Marítimo de Cargas, assinada em modos além desse.
Hamburgo em 31 de março de 1978, para a 2. “Contrato de volume” significa um con-
harmonização da legislação que rege o trans- trato de transporte que determina o transpor-
porte marítimo de cargas, te de uma quantidade especificada de merca-
Atentos aos avanços tecnológicos e comer- dorias em uma série de embarques durante
ciais ocorridos desde a adoção de tais conven- determinado período de tempo. A especifica-
ções e da necessidade de consolidá-las e mo- ção da quantidade poderá incluir um míni-
dernizá-las, mo, um máximo ou uma determinada faixa.
Reconhecendo que embarcadores e trans- 3. “Transporte por navio de linha regular”
portadores não desfrutam do benefício de um (liner) significa um serviço de transporte ofe-
regime universal compulsório de suporte à recido ao público por meio de publicações ou
operação de contratos de transporte maríti- meios similares e inclui o transporte por na-
mo envolvendo outras modalidades de trans- vios que operam regularmente entre portos
porte, específicos, de acordo com tabelas de horários
Acreditando que a adoção de regras unifor- em que constam as datas de partida disponí-
mes que irão reger os contratos internacionais veis ao público.
de transporte total ou parcialmente por mar 4. “Transporte por navio de linha não re-
promoverá a segurança jurídica, aumentará a gular” (non-liner) significa qualquer transpor-

Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda.
Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo, Eliane M. Octaviano Martins (org.), 2015, Editora Manole

Regras de Roterdã  |   3

te que não seja realizado por navio de linha b) A pessoa à qual um documento eletrô-
regular. nico de transporte tenha sido emitido ou trans-
5. “Transportador” significa a pessoa que ferido em conformidade com os procedimen-
assina um contrato de transporte com um em- tos citados no artigo 9º, parágrafo 1.
barcador. 11. “Consignatário” significa uma pessoa
6. a) “Parte executora” significa uma pes- com direito a receber a carga em conformida-
soa que não seja o transportador que cumpre de com um contrato de transporte ou docu-
ou compromete-se a cumprir qualquer das mento eletrônico de transporte.
obrigações do transportador em conformida- 12. “Direito de controle” da carga significa
de com um contrato de transporte relativo ao o direito adquirido por meio de contrato de
recebimento, carregamento, manuseio, estiva, transporte de transmitir ao transportador ins-
transporte, salvaguarda, descarga ou entrega truções a respeito da carga em conformidade
de mercadorias, de modo que essa pessoa atue, com as disposições do Capítulo 10.
direta ou indiretamente, a pedido do trans- 13. “Parte controladora” significa a pessoa
portador ou sob sua supervisão ou controle. que, de acordo com as disposições do artigo
b) A expressão “parte executora” não inclui 51, tem o direito de exercer o direito de con-
qualquer pessoa direta ou indiretamente con- trole.
tratada por um embarcador, um embarcador 14. “Documento de transporte” significa
documental, pela parte que exerce o controle um documento emitido pelo transportador
ou pelo consignatário, e não pelo transporta- em conformidade com um contrato de trans-
dor. porte que:
7. “Parte executora marítima” significa um a) Ateste o recebimento da carga pelo trans­
executor na medida em que este execute ou se portador ou pela parte executora em confor-
comprometa a cumprir quaisquer das obriga- midade com um contrato de transporte; e
ções do transportador durante o período com- b) Ateste ou contenha um contrato de trans-
preendido entre a chegada da mercadoria ao porte.
porto de carga e sua partida do porto de des- 15. “Documento de transporte negociável”
carga. Um transportador em terra somente significa um documento de transporte que in-
será uma parte executora marítima caso exe- dique, por meio de palavras como “à ordem”
cute ou se comprometa a executar os seus ser- ou “negociável” ou outras palavras adequadas
viços exclusivamente dentro dos limites de que reconhecidamente tenham o mesmo efei-
uma área portuária. to de acordo com a lei aplicável ao documen-
8. “Embarcador” significa uma pessoa que to, que a carga foi consignada à ordem do em-
assina um contrato de transporte com um barcador, à ordem do consignatário ou ao
transportador. portador, e no qual não haja indicação explí-
9. “Embarcador documental” significa uma cita de que se trate de documento “não nego-
pessoa, que não o embarcador, que aceita ser ciável” ou “inegociável”.
indicada como “embarcador” no documento 16. “Documento de transporte não nego-
de transporte ou documento eletrônico de ciável” significa um documento de transpor-
transporte. te que não pode ser negociado.
10. “Portador” significa: 17. “Comunicação eletrônica” significa in-
a) Uma pessoa de posse de um docu­mento formação gerada, enviada, recebida ou arma-
de transporte negociável; e (i) em caso de do- zenada por meio eletrônico, ótico, digital ou
cumento “à sua ordem”, que apareça indica­da similar que permita que a informação trans-
no documento como embarcador ou consigna­ mitida seja acessada e utilizada para consulta
tário, ou à qual o documento esteja devi­da­ posterior.
mente endossado; ou (ii) caso o documento 18. “Documento eletrônico de transporte”
seja uma ordem com endosso em branco ou significa informação em uma ou mais men-
documento ao portador, que seja o portador sagens expedidas por um transportador por
do documento; ou meio de comunicação eletrônica, em confor-

Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda.
Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo, Eliane M. Octaviano Martins (org.), 2015, Editora Manole

trônico de transporte. e artigos de qualquer natureza que um trans. “Domicílio” significa a) o local em que lavras adequadas que reconhecidamente te. declarações e outras comunica- tas. parágrafo 4. “Contêiner” significa qualquer tipo de de transporte. acordos. e b) local de residência habi- vel” ou “inegociável”. “Emissão” de um documento eletrôni- co de transporte negociável significa a emis. subparágrafo 4 b). de acor- 20. ou de outras pa. 24. 19. 29. c) e d). 30. e liar de tal unidade. qualquer unidade similar utilizada para con- midade com as disposições de um contrato de solidar a carga e qualquer equipamento auxi- transporte. inclusive informações relaciona. de transporte no momento ou subsequente. (ii) administração cen- de que se trate de documento “não negociá. bens subparágrafo 1 b). parágrafo 3. trônico de transporte negociável significa a transferência de seu controle exclusivo. 75. Artigo 2º são do documento de acordo com os proce. 23. midade de sua aplicação e a prática da boa-fé 22. a fim utilizada para transportar cargas por mar. e tual de uma pessoa física. “Documento eletrônico de transporte do com as regras de fixação de competência não negociável” significa um documento eletrô­ interna entre os tribunais desse Estado. swap-body (contêiner intercambiável). tanque ou plataforma transportá- a) Ateste o recebimento da carga pelo trans. b) Cujo uso atenda aos requisitos do arti. conforme aplicável. 63. 48. que: contêiner. “Frete” significa a remuneração a ser negociável” significa um documento eletrôni. 21. b) Ateste ou contenha um contrato de trans. confirmações. consentimen- te ou às mercadorias (incluindo cláusulas. Artigo 3º 23. parágrafo 1 b). “Navio” significa qualquer embarcação mente à sua emissão pelo transportador. 66. no comércio internacional. “Transferência” de um documento ele. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. do com um contrato de transporte. 25. de tornar-se parte do documento eletrônico 26.4  | Regras de Roterdã midade com as disposições de um contrato de portador se compromete a transportar de acor- transporte. “Carga” significa as mercadorias. 40. competência para julgar qualquer disputa. tenha nico de transporte que não pode ser nego­ciado. “Documento eletrônico de transporte 28. 59. vel. para estrada de rodagem ou ferrovia. Editora Manole . e inclui o das de forma lógica ao documento eletrônico acondicionamento e qualquer equipamento e de transporte por meio de anexos ou alguma contêiner que não tenha sido fornecido pelo outra forma ligada ao documento eletrônico transportador ou em seu nome. uma empresa ou outra pessoa jurídica ou as- nham o mesmo efeito de acordo com a lei sociação de pessoas físicas ou jurídicas man- aplicá­vel ao documento. parágrafo 1. tral ou (iii) sede. bunal em um Estado contratante que. parágrafo 2. tos. Interpretação desta Convenção dimentos que garantem que tal documento Na interpretação desta Convenção. 2015. 27. ou portador ou pela parte executora em confor. Notificações. 44. parágrafos Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. e 80. Octaviano Martins (org. parágrafo 1. 51. tenha sua (i) sede estatutária ou local em que signada à ordem do embarcador ou do consig­ foi constituída ou escritório central registra- natário e no qual não haja indicação explí­cita do. 67. “Dados do contrato” significa qualquer Requisitos referentes à forma informação relativa ao contrato de transpor. sua ordem” ou “negociável”. 36. paga ao transportador pelo transporte da car- co de transporte que: ga de acordo com as disposições de um con- a) Indique por meio de palavras como “à trato de transporte.). assinaturas e endossos) incluída em um ções citadas nos artigos 19. parágrafos 1 a 4. que a carga foi con. no. Eliane M. deve-se está sujeito a controle exclusivo desde a sua levar em consideração o seu caráter interna- criação até que cessem seus efeitos ou a sua cional e a necessidade de promover a unifor- validade. “Veículo” significa um veículo de carga porte. parágrafo 2. “Tribunal competente” significa um tri- go 9º. documento de transporte ou documento ele.

a tripulação ou qualquer gulares. respon. Octaviano Martins (org. tes contratos de transporte em navios de li- avaria ou atraso na entrega da carga coberta nhas regulares: por um contrato de transporte ou por infra. parte contro­ tal. ladora ou portador que não seja parte ori­ginal gados. tos de transporte em navios de linhas não re- b) O comandante. exceto quando: outra pessoa que preste serviços a bordo do a) Não houver afretamento ou outro con- navio. c) O local da entrega. Artigo 6º to arbitral. autorizado pela pessoa que faz a comunica. aplica-se a qualquer processo judicial ou procedimen. dor. e ção de qualquer obrigação definida nesta Con. Qualquer disposição desta Convenção dor. se. ou trato entre as partes para uso de um navio ou c) Os empregados do transportador ou da de qualquer espaço em seu interior. das partes executoras. Eliane M. ou suas subcontratadas. desde que o uso de tais meios seja a) O local de recebimento. a) Afretamentos. b) Outros contratos que visem ao uso de um venção contra: navio ou de qualquer espaço em seu interior. instituto de qualquer outra natureza. serão efetuados por escrito. b) For emitido um documento de trans- 2. do trans- e limites de responsabilidade portador. do consignatário ou de quaisquer outras que possa servir de defesa para o transporta. Qualquer disposição desta Convenção que porte ou documento eletrônico de trans­porte. esta Convenção não se aplica Âmbito de Aplicação às relações entre as partes originais de um con- trato de transporte excluído em conformida- Artigo 5º de com as disposições do artigo 6º. um dos seguintes lo- ções eletrônicas poderão ser utilizadas para cais se encontrar em um Estado contratante: esses fins.). responsabilida­de civil ou Não obstante as disposições do artigo 6º. 2015. e o porto de embarque de uma determinada Artigo 8º carga marítima e o porto de desembarque da Uso e efeito de documentos mesma carga estejam igualmente localizados eletrônicos de transporte em Estados diferentes. Regras de Roterdã  |   5 2 e 5. seja baseado em contrato. de transporte cal de entrega estejam em Estados diferentes. ou d) O porto de descarga. Esta Convenção se aplica independente- Aplicabilidade das defesas mente da nacionalidade do navio. esta Capítulo 3 Convenção se aplica aos contratos de trans. do embarca- 1. ção e pela pessoa que a recebe. de acordo com o Sujeito às disposições desta Convenção: Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. contrato de transporte. Esta Convenção não se aplica aos seguin- tra natureza instituído em relação a perda. Escopo geral da aplicação 1. Documentos eletrônicos porte nos quais o local de recebimento e o lo. possa servir de defesa para o embarcador ou o embarcador documental aplica-se a qualquer Artigo 7º processo judicial ou procedimento arbitral. Sujeito às disposições do artigo 6º. instituído esta Convenção se aplica às relações entre o contra o embarcador. Exclusões específicas sabilidade civil ou instituto de qualquer ou. agentes ou empre. Artigo 4º 2. a) O transportador ou parte executora ma. transportador e o consignatário. Porém. Comunica. e parte executora marítima. seja Aplicação a determinadas partes baseado em contrato. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Editora Manole . Esta Convenção não se aplica a contra- rítima. embarcador documen. ou limite sua responsabilidade. b) O local de carregamento. partes interessadas. do contrato de fretamento ou outro contrato de transporte excluído da aplicação desta Con- Capítulo 2 venção. 2. 1.

e Transporte e entrega da carga d) A forma de confirmação de que a entre. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. e dor. e c) Depois disso. ou todos os toridade ou de um terceiro. co de transporte negociável. transferência de um documento eletrônico de 2. Caso um documento eletrônico de trans- transporte tem o mesmo efeito que a emissão. o documento de transpor- b) A emissão. O período de responsabilidade do trans- portador pela carga. Obrigações do transportador tegridade preservada. 2015. o transportador deverá trans- parágrafo 2. em con. Eliane M. te negociável. b) Uma garantia de que o documento ele. Capítulo 4 trônico de transporte negociável terá sua in. e o transpor­ posse ou transferência de um documento de tador e o portador concordem em substituí-lo transporte. o período de responsabilidade transporte negociável: do transportador se inicia quando este reco- a) O portador apresentará ao transporta. e cedimentos que definem: b) Depois disso. Caso um documento de transporte ne. Octaviano Martins (org. Editora Manole . porte negociável tenha sido emitido. O uso de um documento eletrônico de documento substitui o documento eletrôni- transporte negociável estará sujeito aos pro. vel que inclua uma declaração de que tal do- cumento eletrônico de transporte sejam con. Sujeito às disposições desta Convenção e ga ao portador foi efetuada. deu sua eficácia ou validade. c) A maneira pela qual o portador poderá Artigo 11 comprovar sua condição de portador.). o documento eletrônico a) O método utilizado para a emissão e de transporte perderá sua eficácia e sua vali- transferência desse documento para o porta. se inicia quando o transportador Substituição de documento ou a parte executora recebe a carga para o de transporte negociável ou documento transporte e termina quando a carga é en­tregue. caso mais de um documento de documento de transporte conforme previsto transporte tenha sido emitido. por um documento de transporte negociável: a) Em substituição ao documento eletrô- Artigo 9º nico de transporte. o documento eletrônico de transporte per. Os procedimentos descritos no parágra. ou que. ou 47.6  | Regras de Roterdã a) Tudo aquilo que deverá constar em um documentos. nesta Convenção poderá ser incluído em um b) O transportador emitirá ao portador um documento eletrônico de transporte. o controle exclusivo ou a te negociável perderá sua eficácia ou validade. eletrônico de transporte negociável 2. em vigor no local de recebimento determine gociável tenha sido emitido e o transportador que a carga seja entregue a uma autoridade ou e o portador concordem em substituir esse outro terceiro junto ao qual o transportador documento por um documento eletrônico de possa retirá-la. lhe a carga que se encontra em poder da au- dor o documento de transporte. cumento substitui o documento de transpor- sentidos pelo transportador e pelo embarca. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Artigo 12 fo 1 deste artigo deverão constar nos dados do Período de contrato e poderão ser prontamente verifi­ responsabilidade do transportador cados. subparágrafos 1 a) (ii) e portar a carga até o seu local de destino e a en- c). 2. a) Caso a legislação ou a regulamen­tação 1. conforme previsto nesta Artigo 10 Convenção. to de transporte. em conformidade com os termos do contra- formidade com as disposições dos artigos 10. dade. dor previsto. desde documento eletrônico de transporte negociá­ que a emissão e o subsequente uso de um do. 1. o transportador emitirá Procedimentos para o uso de documentos ao portador um documento de transporte ne- eletrônicos de transporte negociáveis gociável que inclua uma declaração de que tal 1. tregá-la ao consignatário.

e sem prejuízo das demais ou com o objetivo de evitar e preservar de pe- disposições do Capítulo 4 e dos Capítulos 5 a rigo a vida humana ou outros bens envolvi- 7. 2015. avaria ou atraso deverá ser citado nos dados do contrato. se o requerente comprovar que a perda. Destruição da carga dade definido no artigo 12. necidos pelo transportador nos quais ou sobre rio possa retirá-la. Artigo 17 Artigo 14 Base da responsabilidade Obrigações específicas 1. o transportador ou a parte executora conservar. transportar. manuseio. bem como quaisquer contêineres for- ou outro terceiro junto ao qual o consignatá. no trega. bem como por atraso na en- O transportador está obrigado antes. durante a viagem por mar sições do artigo 26. o período de responsabili. e acordo com o parágrafo 1 deste artigo. o transportador deverá re. Esse acordo em caso de perda. estivar. as propriedades ou finido pelo contrato de transporte. tal. 13 e 14. ou ainda o evento ou circuns- a devida diligência a fim de: tância que tenha causado ou contribuído para a) Tornar e manter as condições de nave. Não obstante as disposições do parágra. descarregar e entregar a poderá sacrificar a carga durante a viagem por carga de forma adequada e cuidadosa. Eliane M. Não obstante as disposições dos artigos 11. equipado e aprovisionado durante mente eximido de sua responsabilidade. Editora Manole . Artigo 15 derão acordar o prazo e o local de recebimen. damente o navio e mantê-lo devidamente tri. ma razoável em nome da segurança comum fo 1 deste artigo. Responsabilidade do transportador mental ou pelo consignatário. o meio ambiente durante o período de res- ponsabilidade do transportador. inclusive descarregar. ceber. mento. e 13. carregar. início. men­to definido pelo contrato de transporte. ocorreu durante o período de responsabi- gabilidade do navio. os quais a carga será transportada. manusear. em condi- dade do transportador termina quando este ções adequadas e seguras para o seu recebi- entrega a carga à autoridade ou outro ter­ceiro. O transportador será total ou parcial- pulado. mar quando a destruição for realizada de for- 2. o transportador e o embarcador poderão dos no empreendimento comum. as partes po. o transportador ou a parte executora po- porte que determine que: derá negar-se a receber a carga ou efetuar o a) O prazo de recebimento da carga é poste­ carregamento. Carga que possa vir a oferecer perigo to e entrega da carga. Octaviano Martins (org. lidade do transportador conforme definido b) Tripular. transporte e conservação.). O transportador responde por perda ou aplicáveis à viagem por mar avaria da carga. Regras de Roterdã  |   7 b) Caso a legislação ou a regulamentação c) Tornar e manter os porões e todas as ou- em vigor no local de entrega exija que o trans. estipular que o carregamento. pelo embarcador docu. preservar. e durante a viagem por mar a agir com avaria ou atraso. A fim de determinar o período de res- ponsabilidade do transportador. 2. podendo tomar as medidas rior ao início da operação inicial de carrega­ consideradas razoáveis. rigo real para as pessoas. tras partes do navio em que a carga será trans- portador entregue a carga a uma autoridade portada. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. 3. de toda a viagem. e sujeito às dispo. no Capítulo 4. Durante o período de sua responsabili. equipar e aprovisionar adequa. se pro- Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. mas será nula toda e Não obstante as disposições dos artigos 11 qualquer cláusula de um contrato de trans. ou destruir ou tornar a carga inofensiva se esta b) O prazo de entrega da carga é anterior representar ou puder vir representar um pe- ao término da operação final de descarga de. es- tiva ou descarga da carga deverão ser realiza. Capítulo 5 dos pelo embarcador. Artigo 13 Obrigações específicas Artigo 16 1.

equipa- barcador ou o embarcador documental seja gem e aprovisionamento inadequados do na- responsável nos termos do artigo 33 ou 34. fo 3 deste artigo. o transportador Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. Não obstante as disposições do parágra- cia de culpa de acordo com o parágrafo 2 des. salvamento de bens no mar. qualidade ou vício da carga. transportador nos quais ou sobre os quais a tigo 13. conflito armado. cunstâncias citadas no subparágrafo 5 a) des- rente. do transportador ou de pessoa citada no ar- b) Riscos. de acordo com os requisitos do ar. as disposições deste artigo. Não obstante as disposições do parágra- e) Greves. to ou circunstância na qual se baseia o trans- c) Guerra. avaria ou guintes eventos ou circunstâncias causaram ou atraso: contribuíram para a perda. Eliane M. Editora Manole . o transportador responderá te artigo. hostilidades. b) O transportador não tiver como com- j) Perda de volume ou peso ou qualquer provar (i) que nenhum dos eventos ou cir- outra perda ou avaria resultante de defeito ine. h) Ato ou omissão do embarcador. ou (iii) pelo fato de que os porões e outras i) Carregamento. 4. in. comprovar que um ou mais dos se. falta de condições de navegabilidade do na- ou qualquer outra pessoa por cujos atos o em. avaria ou atraso. a carga. k) Insuficiência ou imperfeição da emba. vio. O transportador será também total ou o) Atos do transportador praticados em parcialmente eximido de sua responsabilida. (ii) pela existência de tripulação. inclusive detenção. avaria ou atraso. ou (ii) que cumpriu a sua obrigação de agir lagem ou marcação da carga que não tenha com a devida diligência. ou 3. m) Medidas razoáveis cujo objetivo seja o avaria ou atraso não pode ser atribuída à fal. e o transportador não tenha vernos. caso: g) Vícios ocultos que não sejam detectados a) O requerente comprove que a perda. autoridades públicas. não eram apropriados e ou a parte executora realizar a atividade em seguros para receber. ou pirataria. grafo 3 deste artigo contribuiu para a perda. 6. levantes e perturbações b) Caso o requerente comprove que algum da ordem pública. te artigo provocou a perda. total ou parcialmente pela perda. a por meio de due diligence. parágrafo 2. terferência ou impedimentos criados por go. transportar e preservar nome do embarcador. vio. ta sua ou de quaisquer das pessoas citadas no n) Medidas razoáveis para evitar ou tentar artigo 18. paradas ou limita. do embarcador docu. se. 2015. alternativamente à comprovação de ausên. avaria ou o atraso. perigos e acidentes no mar ou em tigo 18 provocou ou contribuiu para o even- outras águas navegáveis. evitar danos ao meio ambiente. Quando o transportador for eximido de l) Salvamento ou tentativa de salvamento parte de sua responsabilidade de acordo com de vidas no mar. evento ou circunstância não citada no pará- d) Restrições impostas por quarentena. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. o transportador será respon- ções ao trabalho. nome. 5. avaria ou atraso. perda. conforme dispõe o sido efetuada pelo transportador ou em seu artigo 14. de fato. conformidade com os poderes conferidos pe- de de acordo com o parágrafo 1 deste artigo los artigos 15 e 16. o em. manuseio. avaria ou atraso: a) Caso o requerente comprove que o erro a) Caso fortuito. ou a qualquer pessoa citada no artigo 18. governantes ou como comprovar que tal evento ou circuns- pessoas. fo 3 deste artigo. foi causado direta ou indiretamente (i) pela barcador documental.8  | Regras de Roterdã var que a causa ou uma das causas da perda. terrorismo. portador. arresto ou confis. salvo se o transportador carga é transportada. sável também pela totalidade ou por parte da f) Incêndio no navio. ou quaisquer contêineres fornecidos pelo contrato. e mental ou do consignatário.). a parte controladora. Octaviano Martins (org. tância não é imputável a erro seu ou de qual- co que não seja imputável ao transportador quer pessoa citada no artigo 18. paralisações. estiva ou des. partes do navio em que a carga é transporta- carregamento da carga conforme previsto em da. ou provavelmente.

estes responderão em conjunto e se- 1. cia de atos ou omissões de qualquer pessoa à b) Do comandante e da tripulação do na. ou as disposições do parágrafo 1 deste artigo. ao transportador por esta Convenção e tem 2. d) De qualquer outra pessoa que execute 4. avaria ou atraso na entrega partes executoras marítimas da carga. A parte executora marítima está sujeita paradamente. 1. primento das obrigações que lhe são atribuí. Nenhuma das disposições desta Con­venção ou comprometa-se a executar quaisquer das atribui responsabilidade ao comandante ou à obrigações atribuídas ao transportador no tripulação do navio ou aos funcionários do contrato de transporte. não deverá exceder os limites totais de respon- venção se: sabilidade previstos nesta Convenção. e contrato de transporte dentro do prazo deter- b) O evento que ocasionou a perda. Cálculo da indenização to de descarga do navio. conforme dispos. atribuídas por esta Convenção. pelo não cumprimento das obrigações que lhe rência de atos ou omissões: são atribuídas nesta Convenção em decorrên- a) De qualquer parte executora. quer das obrigações do transportador previs- c) De seus empregados ou da parte execu. Eliane M. tas no contrato de transporte. ou (iii) em qualquer outro momento da ou avaria da carga é calculada em relação na medida de sua participação em quaisquer ao valor de tal carga no local e no momento das atividades previstas no contrato de trans. ou realizado suas atividades com O atraso na entrega ocorre quando a carga relação à carga em um porto localizado em não é entregue no local de destino previsto no um Estado contratante. de acordo com tora. (ii) enquanto a car. Caso o transportador e uma ou mais par- Artigo 19 tes executoras marítimas sejam responsabili- Responsabilidade das zadas por perda. avaria minado. Artigo 21 tratante. as disposições do artigo 43. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. a in- ga estava sob custódia da parte executora ma. os limites de responsabilidade sejam mais ele- vados do que os limites especificados nesta Artigo 18 Convenção. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. na medida em que a transportador ou da parte executora marítima. avaria 2. a responsabilidade global de tais pessoas lidade do transportador previstos nesta Con. ou atraso tiver ocorrido: (i) durante o pe- ríodo entre a chegada da carga ao porto de Artigo 22 carregamento do navio e sua partida do por. ções ou limites mais elevados. ou a tiver entregado em um Estado Atraso contratante. 2015. 3. Editora Manole . a parte executora marítima não Responsabilidade do transportador estará obrigada por essa concordância. a me- por atos de outras pessoas nos que ela aceite expressamente tais obriga- O transportador responderá pelo não cum. Sujeito às disposições do artigo 59.). Artigo 20 visão e controle. Octaviano Martins (org. Caso o transportador concorde em assu- ou atraso atribuída ao evento ou circunstân. direta ou indiretamente. porém somente até os limites às obrigações e responsabilidades atribuídas previstos nesta Convenção. mir outras obrigações além das que lhe são cia de sua responsabilidade. Sem prejuízo das disposições do artigo direito às defesas e aos limites de responsabi. pessoa atue. da entrega definidos em conformidade com porte. a) A parte executora marítima tiver recebi- do a carga para transporte em um Estado con. Regras de Roterdã  |   9 responderá apenas pela parte da perda. qual ela tenha delegado a execução de quais- vio. ou aceite que to neste artigo. Responsabilidade solidária e individual 1. 61. denização devida pelo transportador por per- rítima. A parte executora marítima responderá das nos termos desta Convenção em decor. por so- licitação do transportador ou sob sua super.

1. referentes ao transporte da carga. bre contêineres ou veículos apropriados ao tado. e o convés for especifi- ônus da prova definida no artigo 17. de acordo com a legislação dido que a carga foi entregue pelo transporta­ aplicável. avaria ou atraso na entrega de car- 4. As disposições desta Convenção relativas marítima em relação à qual a responsabilida. Quando a notificação mencionada neste base sua cotação na bolsa de mercadorias ou. ou atraso na entrega. Em caso de perda ou avaria real ou pre- 3. tenha sido enviada ao limitação prevista nesta Convenção. Editora Manole .10  | Regras de Roterdã 2. artigo for entregue à parte executora que efe- caso essa cotação não exista. das obrigações do transportador. vocado pelos riscos especiais envolvidos no seu Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. Caso a notificação mencionada neste ar. mas o transporta- perda resultante do atraso tenha sido enviada dor não terá responsabilidade pela perda ou ao transportador no prazo de vinte e um dias avaria dessa carga. camente preparado para transportar tais con- 3. gue e o transportador ou a parte executora 2. Em caso de perdas ou avaria da carga. indenização por perda ou avaria da carga con. costumes e práticas do comércio em questão. da no convés de um navio se: tigo não seja enviada ao transportador ou à a) Esta forma de transporte for determina- parte executora. fica subenten. A carga somente poderá ser transporta- 2. no prazo Artigo 25 de sete dias úteis no local de entrega após a Carga no convés do navio entrega da carga. exceto trans­portador ou à parte executora antes ou conforme previsto no artigo 61. ou caso não exista uma o mesmo efeito de como se tivesse sido envia- cotação na bolsa de mercadorias ou preço de da ao transportador. -se a perda. tal desvio a não ser que uma notificação de perda ou por si só não privará o transportador ou a par- avaria da carga. um desvio constituir inadimplência dor conforme descrita nos dados do con­trato. b) A carga for transportada dentro ou so- forme previsto nesta Convenção não será afe. A notificação citada neste artigo não será têineres ou veículos. ou obrigatória em caso de perda ou avaria ava. caso tal perda ou avaria não seja aparente. permitirá acesso aos registros e documentos exceto quando o transportador e o embarca. 6. pro- após a entrega da carga. trega. dor tiverem acordado que a indenização seja calculada de outra forma dentro dos limites Capítulo 6 definidos no capítulo 16.). c) O transporte no convés ocorrer de acor- liada em uma inspeção da carga realizada em do com o contrato de transporte ou os usos. ou. e uma notificação envia- mercado. Disposições adicionais relativas a etapas específicas do transporte Artigo 23 Notificação em caso de Artigo 24 perda. conjunto pela pessoa à qual a carga foi entre. O valor da carga é fixado tomando-se por 5. avaria ou atraso Desvios 1. cada uma das partes da disputa ofe- transportador não será responsável pelo paga­ recerá à outra parte todas as facilidades razoá­ mento de qualquer indenização além daque. de acordo com tuou a entrega da carga. à responsabilidade do transportador aplicam- de está sendo determinada. Salvo prova em contrário. tampouco será afetada a alocação do transporte no convés. o sumida. a não ser que uma notificação de no parágrafo 1 deste artigo. Sempre que. Nenhuma indenização relativa a atraso ga transportada no convés conforme pre­visto será devida. essa notificação terá seu preço de mercado. indicando a natureza geral de te executora marítima de qualquer defesa ou tal perda ou avaria. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Eliane M. no momento da entrega da carga. o direito à reivindicação de da por lei. 2015. com base no valor normal de cargas da ao transportador terá o mesmo efeito da- do mesmo tipo e qualidade no local de en­ quela enviada à parte executora marítima. Octaviano Martins (org. veis para a inspeção e contagem da carga e la prevista nos parágrafos 1 e 2 deste artigo.

pear e acondicionar adequa­ atraso em sua entrega. c) Não permita qualquer desvio por força mitidas nos termos do parágrafo 1 deste arti. posterior ao transporte marítimo 3. e não terá direi. da e cuidadosamente o conteúdo do contêiner ríodo de responsabilidade do transportador. ou somente após sua descarga. Caso a carga tenha sido transportada no de processo. de acordo com tal responder às suas respectivas solicitações no instrumento internacional. acondiciona- bilidade por qualquer perda ou avaria ou atra. a todas ou a uma que tange ao fornecimento das informações e parte das atividades do transportador no caso instruções necessárias ao manuseio e ao trans- de o embarcador ter assinado um contrato em porte adequado da carga. estiva. incluindo as operações de direito ao benefício da limitação de responsa. lidade de fornecer instruções e estas não se da. e convés em circunstâncias que não aquelas per. encontrem razoavelmente disponíveis para a ra do atraso tenha ocorrido. o transportador não terá transporte previsto. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. O transportador não terá direito a in­vocar perante o transportador o subparágrafo 1 c) deste artigo em relação a ter­ceiros que tenham adquirido de boa-fé um Artigo 27 documento de transporte negociável ou um Entrega para transporte documento eletrônico de transporte negociá. Capítulo 7 to às defesas previstas no artigo 17. de contrato. adequada e criteriosamente de todas as obri- gações assumidas em contrato e cujas dispo- Artigo 26 sições atendam aos requisitos do artigo 13. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. O embarcador deverá se desincumbir transporte no convés. ou o prazo para ajuizamento 3. dano ou evento ou circunstância causado. o transporta­ evento ou circunstância que tenha causado dor deverá estivar. no momento em que tal e o transportador para a troca perda. carga. o embarcador deverá entregar a carga concordem expressamente com o transporte em condições que lhe permitam resistir ao da carga no convés. pa- Transporte anterior ou rágrafo 2. Artigo 28 cação das disposições de outro instrumento Cooperação entre o embarcador internacional que. ocorrer durante o pe. sob qualquer hipótese ou em de- go. Editora Manole . evento ou circunstância causadora do de informações e instruções atraso: O transportador e o embarcador deverão a) Houver sido aplicado. parte solicitante. ou um lo carregado pelo embarcador. Em caso de contêiner embalado ou veícu­ Quando a perda ou avaria da carga. se tal perda. Obrigações do embarcador 4. o transportador responderá pela perda ou trimento do embarcador nos termos de tal avaria da carga ou atraso na sua entrega cau. Em qualquer 5. caso a parte solici- separado diretamente com o transportador a tada possua as informações ou tenha possibi- respeito da etapa do transporte em que a per. instrumento. peação. sado exclusivamente pelo fato de a carga ter sido transportada no convés. atraso tiver ocorrido em consequência de seu 2. a carga pronta para transporte. Octaviano Martins (org. e impeçam danos a pessoas so na entrega da carga. Salvo acordo em contrário no contrato vel. Eliane M. ponsabilidade. 2015. o embarcador deverá entregar que a carga pode ser transportada no convés. b) Determine especificamente a responsa- portada em conformidade com as disposições bilidade do transportador. Caso o transportador e o embarcador caso. manuseio. 1. mento e descarga. a limitação de res- dos subparágrafos 1 a) ou c) deste artigo. as disposições desta Convenção não prevalecerão sobre a apli. ou veículo de modo a prevenir danos a pes- mas somente antes do carregamento do navio soas ou propriedades. Regras de Roterdã  |   11 transporte no convés quando a carga for trans. salvo se especificado nos dados do con­trato de transporte.). avaria ou ou propriedades.

parágrafo 2. inclusive os dados cita- a) Ao manuseio e transporte adequados da dos no artigo 36. embarcador não o faça. O embarcador é responsável por perdas des ou o meio ambiente: ou danos sofridos pelo transportador caso este a) O embarcador informará em tempo há- comprove que tais perdas ou danos resulta. O embarcador deverá fornecer em tem- portador. pelo transportador e fornecidas em conformi­ 2. desde que o transpor. por lei. Salvo em caso de perda ou avaria resul. Caso o 2. Editora Manole . e 32. por normas ou outras exigências de sabilidade nos termos deste artigo. o embarcador será exi. e sua ou de quaisquer das pessoas citadas no ar. mentos de transporte ou documentos eletrô- mente necessárias: nicos de transporte. caso exista. Quando eximido de parte de sua respon. for o caso. tador comunique ao embarcador. ter perigoso da carga. rantido a precisão das informações recebidas tos de que necessita. normas ou outras exi­ o documento de transporte ou documento gências de autoridades públicas referentes ao eletrônico de transporte deva ser emitido. caso a causa ou uma das causas da per.12  | Regras de Roterdã Artigo 29 Artigo 31 Obrigação do embarcador de fornecer Informações para a informações. Presume-se que o embarcador tenha ga- hábil. o embarcador será res- mido de toda ou de parte de sua responsabi. instruções e documentos compilação dos dados do contrato 1. exigidas por lei. normas e outras determina- ções de autoridades públicas em relação ao Artigo 32 transporte pretendido.). dor por quaisquer perdas ou danos resultan- instruções e documentos relativos à carga e tes da imprecisão de tais informações. proprieda- 1. tar a carga perigosa conforme determinado 3. b) Para que o transportador atenda às de. o embar. as informações. o embarca- quaisquer das pessoas citadas no artigo 34. 1. ins. em tempo hábil. e o transportador ou tante de descumprimento por parte do em. parágrafo 1. a Base da responsabilidade carga representar ou razoavelmente parecer do embarcador perante o transportador representar perigo para as pessoas. bil ao transportador a natureza ou caráter pe- ram de não cumprimento das obrigações do rigoso da carga antes que ela seja entregue ao embarcador definidas nesta Convenção. dor será responsável perante o transportador Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. O embarcador deverá fornecer ao trans. em tempo 2. o nome do consignatário. b) O embarcador deverá marcar e etique- tigo 34. perda ou avaria atribuível a falta sua ou de Caso não proceda dessa forma. a parte executora não tenha por qualquer ou- barcador das obrigações definidas nos artigos tra forma conhecimento da natureza ou cará- 31. e dados do contrato. ou avarias resultantes do não fornecimento de da ou avaria não possa ser imputada a falta tais informações. Regras especiais aplicáveis a cargas perigosas Artigo 30 Sempre que. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. deverá tomar. 2015. por sua natureza ou caráter. Eliane M. inclusive ao cuidado que o transporta. transportador ou à parte executora. e o nome da pessoa a cuja ordem terminações da lei. o nome da carga. se transporte pretendido. parte a ser identificada como embarcador nos dor. ponsável perante o transportador pelas perdas lidade. po hábil ao transportador as informações pre- truções e documentos relativos à carga que cisas que se façam necessárias à compilação não se encontrem razoavelmente disponíveis dos dados do contrato e à emissão dos docu- para o transportador. autoridades públicas aplicáveis em qualquer cador será responsável somente pela parte da estágio do transporte de carga pretendido. instruções e documen. O embarcador ressarcirá o transporta- ao fornecimento de determinadas infor­mações. Nenhuma das disposições deste artigo dade com as disposições do parágrafo 1 deste afetará qualquer obrigação específica refe­rente artigo. e que sejam razoavel. as informações. Octaviano Martins (org. ou parte executora.

2. Os dados do contrato que constam do embarcador por terceiros documento de transporte ou do documento O embarcador é responsável pelo não cum. dor documental terá direito a obter do trans- lha. carga. Os dados do contrato que constam do documento de transporte ou do documento Capítulo 8 eletrônico de transporte mencionado no ar- Documento de transporte tigo 35 deverão incluir: e documento eletrônico a) Uma declaração do estado e das condi- de transporte ções aparentes da carga no momento em que for recebida pelo transportador ou por uma Artigo 35 parte executora. Todavia.). inclusi. de suas obrigações. a menos formidade com as disposições deste capítulo que o embarcador e o transportador tenham e com o artigo 55. quando mais de uma embarcador ou. agentes e subcontratadas aos sa ser apropriado ao transporte. te executora recebeu a carga. subparágrafo a). o transporte negociável. o embarca. a critério do embarcador: a) Um documento de transporte não ne- Artigo 33 gociável ou. ou por parte do embarcador documental b) Um documento de transporte negociá­ 1. responsabilidades. eletrônico de transporte negociável. o em. ou que seja costume. ou na qual o docu- documento de transporte ou um documento mento de transporte ou documento eletrônico eletrônico de transporte. ou que seja 2. se este consentir. Artigo 36 Artigo 34 Dados do contrato Responsabilidade do 1. O parágrafo 1 deste artigo não afeta as costume. zá-lo. fesas do embarcador. de transporte foi emitido. ou a sões do transportador ou da parte executora quantidade de carga. Octaviano Martins (org. portador. um documento eletrôni- e obrigações do embarcador co de transporte não negociável. ções fornecidas pelo embarcador: sões praticados por qualquer pessoa. documento eletrônico de transporte c) A data em que o transportador ou a par- A menos que o embarcador e o transpor. o número de vias do documento de te ao transportador ou à parte executora. em con. O embarcador documental está sujeito vel apropriado ou. e uso ou prática comercial não utilizá-lo. sujeito às disposições do artigo Pressuposição dos direitos 8º. via for emitida. à qual o d) O peso da carga. 2015. e agindo em nome do transportador. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. direitos ou de. Regras de Roterdã  |   13 pelas perdas ou avarias resultantes de tal fa. eletrônico de transporte mencionado no ar- primento de suas obrigações definidas nesta tigo 35 deverão incluir as seguintes informa- Convenção em consequência de atos ou omis. subparágrafo a). c) O número de volumes ou peças. uso ou prática comercial não utili- obrigações. um documento bilidades atribuídas ao embarcador. e tem direito a usufruir os concordado em não utilizar um documento mesmos direitos e defesas do embarcador de. Editora Manole . caso tenha sido forne- embarcador tenha confiado o cumprimento cido pelo embarcador. barcador não responderá por atos ou omis. quais ele tenha confiado o cumprimento de b) As marcas necessárias à identificação da quaisquer de suas obrigações. a) Uma descrição da carga conforme pos- ve empregados. gociável. de transporte negociável ou documento ele- finidos neste capítulo e no Capítulo 13. trônico de transporte negociável. artigo 8º. Emissão do documento de transporte ou b) O nome e o endereço do transportador. sujeito às disposições do ao cumprimento das obrigações e responsa. no d) Caso o documento de transporte seja ne- momento da entrega da carga para transpor. ou na qual a car- tador tenham concordado em não utilizar um ga foi carregada no navio. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Eliane M.

Caso os dados do contrato não indiquem ocasião do transporte. O documento de transporte deverá ser às condições da carga com base em: assinado pelo transportador ou pela pessoa a) Uma inspeção externa razoável da carga que atua em seu nome. caso o trans. caso esteja especifica. sob contrato de afretamento a casco nu por 3.14  | Regras de Roterdã 3. a validade do documento de transporte ou do porte relativa à identidade do transportador documento eletrônico de transporte. conforme determinado no eletrônico de transporte foi carregada no na- artigo 36. portador. te e indicará que o documento de transporte cumento eletrônico de transporte. mas os dados do vio. com o parágrafo 2 deste artigo seja o trans- caso esteja especificado no contato de trans. Caso o transportador seja identificado 1. a menos que contrato não indiquem o carregamento da seja comprovado que o navio se encontrava carga no navio. Octaviano Martins (org. presume-se que os dados Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. do no contrato de transporte. ou bordo de um navio cujo nome está declarado. gistrado poderá refutar a pressuposição de que trônico de transporte citado no artigo 35 de. Caso os dados do contrato incluam a data. mas não indiquem o seu significado. executora a recebeu. impedirá o requerente de comprovar que qual- portador tenha conhecimento. Eliane M. o estado e a condição aparente da carga no dereço do afretador sejam indicados. subparágrafo 2 b). Artigo 38 tado e condições aparentes da carga” no subpa. Nenhuma das disposições deste artigo c) O local de recebimento e. 2015. será interpretada como sendo: 2. identificando o trans- verão incluir ainda: portador e indicando seu endereço. Alternativamente. Assinatura rágrafo 2 a) deste artigo refere-se ao estado e 1. b) Qualquer inspeção adicional que o trans. Editora Manole . quer outra pessoa que não aquela identifi­cada trega. a data ção nominal. não for compatível com a referida identifica. A ausência ou imprecisão de um ou mais pelo nome nos dados do contrato. em cujo momento em que o transportador ou a parte caso o afretador será entendido como trans. qualquer dos dados citados no artigo 36. porte. 4. Os dados do contrato constantes no do. Artigo 37 Artigo 39 Identidade do transportador Deficiências nos dados do contrato 1. ele seja o transportador. Caso nos dados do contrato não haja a) A data em que toda a carga indicada no identificação de qualquer pessoa como sendo documento de transporte ou no documento o transportador. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. a expressão “es. Essa assinatura eletrônica identificará o sig- portador ou a parte executora realize antes da natário do documento eletrônico de transpor- emissão do documento de transporte ou do. e portador ou da pessoa que atua em seu nome. portador. quer suposição que o coloque na posição de b) O nome do navio. caso os dados do daquele navio é o transportador. não terá qualquer efeito na medida em que 2. outra informação contida no documento de 2 ou 3 por si só não afeta a natureza legal ou transporte ou documento eletrônico de trans. Da mes- a) O nome e o endereço do consignatário.). b) A data em que o transportador ou a par- será entendido que o proprietário registrado te executora recebeu a carga. O documento eletrônico de transporte embarcador a entrega ao transportador ou à deverá conter a assinatura eletrônica do trans- parte executora. e nos dados do contrato ou em conformidade d) O porto de carga e o porto de descarga. caso os dados do contrato indiquem o car- contrato indiquem que a carga foi colocada a regamento da carga em um navio. ma forma. o local de en. o proprietá­rio re- cumento de transporte ou no documento ele. conforme embalada no momento em que o 2. e que o nome e o en. parágrafos 1. 3. eletrônico foi autorizado pelo transportador. Para os fins deste artigo. transportador. o afretador poderá refutar qual- caso seja indicado pelo embarcador.

b). se: Ressalva às informações relativas (i) A carga contida no contêiner ou no veí- à carga nos dados do contrato culo não tiver sido inspecionada pelo trans- 1. acordado antes do carregamento que o con- veis para crer que alguma declaração contida têiner ou o veículo seja pesado e o peso seja no documento de transporte ou documento incluído nos dados do contrato. O transportador deverá ressalvar as in. ou eletrônico de transporte seja falsa ou enga­nosa. (i) Nem o transportador nem a parte exe- cumento de transporte ou documento eletrô. cias e da forma prevista no artigo 40: cador. Artigo 41 tâncias e da forma descritas nos parágrafos 3 Efeito comprobatório dos dados do contrato e 4 deste artigo. 2015. tador ou à parte executora para transporte em mento de seu recebimento pelo transportador contêiner ou veículo fechado. em cujo caso ele poderá indicar boa-fé. (ii) Não houver meios fisicamente praticá- 2. para indicar que o transpor. (ii) Nem o transportador nem a parte exe- declarando não assumir responsabilidade pela cutora tiver conhecimento real de seu conteú­ precisão das informações fornecidas pelo em. Octaviano Martins (org. Editora Manole . ou pelo transportador conforme descrito nos da- quando for entregue em contêiner ou veículo dos do contrato. quer dados do contrato quando tais dados es- das no artigo 36. salvas aos dados do contrato nas circunstân- tidão das informações fornecidas pelo embar. se: tiverem contidos: a) O transportador não dispuser de meios (i) Em um documento de transporte nego- físicos praticáveis ou meios comerciais razoá­ ciável ou documento eletrônico de transpor- veis de verificar as informações fornecidas pelo te negociável transferido a terceiros agindo de embarcador. nico de transporte seja falsa ou enganosa. ou as informações que não puderam ser verifica. cutora tiver pesado o contêiner ou o veículo.). fechado e inspecionada pelo transportador ou b) Não será admitida prova em contrário pela parte executora. Quando a carga for entregue ao transpor­ dição aparente da carga eram bons no mo. parágrafo 1. e a) O transportador tenha real conhecimen. (ii) Em um documento de transporte não das. Quando a carga não for entregue ao mento eletrônico de transporte constitui evi- trans­portador ou à parte executora para trans. e formações citadas no artigo 36. b) No artigo 36. Sem prejuízo das disposições do pará. caso: te ou documento eletrônico de transporte. se: to de que alguma declaração contida no do. ou e o embarcador e o transportador não tiverem b) O transportador tenha motivos razoá. ele poderá incluir uma cláusula que defina o c) Não será admitida prova em contrário que o transportador considera ser informa. dência prima facie do recebimento da carga porte em contêiner ou veículo fechado. Exceto na medida em que tenha havido res- tador não assume responsabilidade pela exa. do antes de emitir o documento de transpor- barcador. poderá ressalvar a informação mencionada: a) No artigo 36. parágrafo 1. por parte do transportador contra um consig­ ção razoavelmente precisa. a) O documento de transporte ou docu- 3. parágrafo 1. ou negociável que indique que este deverá ser b) O transportador tiver motivos razoáveis apresentado como condição para a entrega da para acreditar que as informações fornecidas carga e seja transferido a um consignatário pelo embarcador são imprecisas. o transportador poderá o peso do container ou do veículo. veis ou comercialmente razoáveis de verificar grafo 1 deste artigo. o transportador poderá por parte do transportador em relação a quais- fazer uma ressalva às informações menciona. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. natário que de boa-fé tenha agido confiando Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. portador ou pela parte executora. 4. subparágrafos 1 a). Regras de Roterdã  |   15 do contrato indiquem que o estado e a con. subparágrafo 1 d). fornecer uma ressalva às informações mencio­ nadas no artigo 36. ou Artigo 40 c). em cujo caso agindo de boa-fé. Eliane M. o transportador ou pela parte executora. nas circuns.

te controladora. d) O transportador que entregar a carga se- portador poderá recusar-se a entregar a car. barcador. costumes ou caso o transportador poderá avisar a parte práticas comerciais e as circunstâncias do trans­ controladora e solicitar instruções sobre a en- porte. Artigo 45 to contidos em um documento de transporte Entrega da carga quando nenhum não negociável ou documento eletrônico de documento de transporte negociável ou transporte não negociável: documento eletrônico de transporte (i) Dados do contrato citados no artigo 36. o te ser esperada. o transportador poderá avisar o signatário deverá confirmar ter recebido a car. após ter recebido o aviso de chegada Entrega da carga da carga.). Este artigo não se formar tal nome e endereço ao transportador. após razoáveis esforços. quando tais dados do contrato Quando nem um documento de trans­porte forem fornecidos pelo transportador. seja antes ou no momento da rante o portador ou o consignatário o fato de chegada da carga ao local de destino. O trans. transporte negociável houver sido emitido: ção dos contêineres. a par- milar. Se nos dados do contrato estiver incluída a b) Caso o nome e o endereço do consigna- declaração “frete pré-pago” ou expressão si. e consignatário na data e no local mencionados (iii) Dados do contrato citados no artigo no artigo 43. da a respeito da entrega da carga. Editora Manole . tal. aplica caso o portador ou o consignatário seja c) Sem prejuízo das disposições do artigo também o embarcador. usos. na data e no local em que. o con. o transportador não poderá alegar pe. (ii) o transportador Quando a carga chegar ao seu destino. deverá in- que o frete não foi pago. negociável houver sido emitido parágrafo 1. ou (iii) o tar a entrega na data ou no prazo acordado no transportador. que a carga fosse entregue após sua che- Obrigação de aceitar a entrega gada ao local de destino. ga caso o consignatário se recuse a confirmar do embarcador ou do embarcador documen- seu recebimento. Eliane M. o transportador poderá avi- Artigo 44 sar o embarcador e solicitar instruções sobre Obrigação de confirmar o recebimento a entrega da carga. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Octaviano Martins (org. parágrafo 1. caso a pessoa que ale- ga ser o consignatário não se identifique ade- Artigo 42 quadamente como tal quando solicitado pelo “Frete pré-pago” trans­portador. a entrega da carga possa razoavelmen. citar instruções a respeito da entrega. negociável nem um documento eletrônico de (ii) Número. caso não seja possível proce- der à entrega da carga pelo fato de (i) o consig­ Capítulo 9 natário.16  | Regras de Roterdã em quaisquer dos seguintes dados do contra. 2015. tário não constem dos dados do contrato. mas não os números de a) O transportador entregará a carga ao identificação dos selos dos contêineres. na data ou dentro do prazo definido no arti- Artigo 43 go 43. tificar adequadamente como tal. em cujo do-se termos do contrato. deverá acei. sar-se a entregar a carga. o se recusar a entregar a carga em razão de a pes- consignatário que solicita sua entrega. soa que alega ser o consignatário não se iden- do com o contrato de transporte. transportador não conseguir localizar a par- te controladora. tipo e números de identifica. O transportador poderá recu- 36. 48. caso tal acordo não conseguir localizar o consignatário para soli- exista. trega da carga. não ter solicitado ao transportador. no local de entrega. guindo as instruções da parte controladora. em conformidade com as disposições do Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. de acor. Se após razoáveis esforços. Se após razoáveis esforços. embar­cador documental e solicitar instruções ga do transportador ou da parte executora. Mediante solicitação do transportador ou o transportador não conseguir localizar o em- da parte executora que entrega a carga. consideran. forma habitual. parágrafo 2. não contrato de transporte ou.

de transporte negociável e. con. te negociável ou documento eletrônico de soa que alega ser o consignatário não consiga transporte negociável terá direito a solicitar se identificar adequadamente como tal. zado. o trans. Sempre que um documento carga. Eliane M. a entrega de uma via do docu­mento citar instruções a respeito da entrega. após razoáveis esforços. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. parágrafo 1. poden. uma das pessoas citadas no artigo 1º. en- caso o transportador poderá avisar o embar. subpa- b) Sem prejuízo das disposições do artigo rágrafo 10 a) (i). eletrônico de transporte negociável for utili- portador não consiga localizar o embarcador. parágrafo 1. Quando um documento de transporte não negociável houver sido emitido indicando que Artigo 47 sua apresentação será exigida contra a entre. ou (iii) o transporte negociável tenha sido emitida. e o transportador. a entrega de uma via (i) Mediante apresentação do documento será suficiente. cumento. do embarcador documental. de acordo com os procedimentos defini- da entrega da carga. não número de vias estiver declarado em tal do- conseguir localizar o consignatário para soli. tigo 43: mento não negociável. (ii) Mediante comprovação pelo portador. conforme solicitado negociável ou documento eletrônico de trans- pelo transportador. Regras de Roterdã  |   17 subparágrafo c) deste artigo.). Editora Manole . após sua chegada ao local de destino. de que ele é efetivamen- portador. Octaviano Martins (org. que a carga fosse entregue transporte negociável. em cujo do recusar a entrega também se o documen. deste parágrafo não sejam atendidas. signatário. dos no artigo 9º. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Caso. enquanto as demais vias per. porte negociável houver sido emitido: mento não negociável. caso o transportador entregará a carga ao por- to não negociável não for apresentado. artigo 9º. te o portador do documento eletrônico de do no artigo 43. documento eletrônico de transporte ga ao consignatário na data e no local defini. conforme deter- minado no subparágrafo b) deste artigo. esta- Artigo 46 rá isento da obrigação de entregar a carga con- Entrega da carga quando for emitido forme previsto no contrato de transporte. após razoáveis esforços. caso não seja possível proce. Caso tador na data e no local mencionados no ar- tenha sido emitida mais de uma via do docu. tador. quanto as demais vias perderão qualquer efei­ cador e solicitar instruções sobre a entrega da to ou validade. após ter recebido a notificação de de acordo com os procedimentos descritos no chegada da carga. ou der à entrega da carga pelo fato de (i) o con. negociável houver sido emitido dos no artigo 43 mediante a devida identifica­ 1. a) O portador do documento de transpor- derá se recusar a entregar a carga caso a pes. 2015. e apresentação do docu. em cujo de transporte negociável será suficiente. ao transportador que a carga seja entregue forme solicitado pelo transportador. a devida identificação do por- 48. rio não se identificar adequadamente como c) Caso mais de uma via do documento de tal ou não apresentar o documento. estará isento de c) O transportador que entregar a carga de sua obrigação de entregar a carga conforme acordo com as instruções do embarcador ou disposto no contrato de transporte. O transportador po. não ter solicitado ao trans. Quando um documento de transporte ção desse consignatário. se o portador for derão qualquer efeito ou validade. Entrega quando um documento ga da carga: de transporte negociável ou a) O transportador deverá entregar a car. um documento de transporte não independente de o documento de transporte negociável que exija sua apresentação não negociável ter sido entregue. parágrafo 1. tal documento perderá qualquer efeito o transportador poderá avisar o embarcador ou validade por ocasião da entrega ao porta- documental e solicitar instruções a respeito dor. após sua chegada ao local de destino (ii) o b) O transportador recusará a entrega caso transportador se recusar a entregar a carga em as disposições do subparágrafo a) (i) ou a) (ii) razão de a pessoa que alega ser o consignatá. na data ou dentro do prazo defini.

gociável ou documento eletrônico de trans- citar instruções a respeito da entrega da car. Caso. 1. na data acordo com o contrato de transporte. a carga fosse entregue após a sua chegada ao e) Não obstante as disposições dos subpa- local de destino. em cujo caso o transportador poderá avi. a respeito da entrega da carga. parágrafo 1. sobre a entrega da carga. Sem prejuízo das disposições do artigo rá se recusar a seguir tais instruções se a pessoa 48. não fornecer uma garantia adequada con­forme porte negociável ou o documento eletrônico o transportador possa solicitar. não ter solicitado ao transportador. o transportador não consiga localizar o portador no momento em que se tornou por- embarcador. te se. mas em conformidade com a) Caso não seja possível proceder à entre. puder ser localizado ou fornecer ao transpor- dade com os procedimentos mencionados no tador instruções adequadas nos termos dos artigo 9º. perda resultante de sua responsabili­dade pe. e que que alega ser o portador não se identificar de não tivesse e razoavelmente não poderia ter forma adequada como sendo uma das pessoas conhecimento de tal entrega no momento em citadas no artigo 1º. ressarcirá o transportador de qualquer as disposições dos artigos 44. considera-se que de com as disposições do subparágrafo 2 a) a entrega da carga continua pendente somen- deste artigo. d) O transportador não tiver permissão rante o portador. Octaviano Martins (org. d) Uma pessoa que se torne portadora de te que a entrega da carga poderá ocorrer mes. porte negociável. o portador sar a efetuar a entrega em razão de a pessoa que se torne portador após tal entrega. trato indicam a data prevista para a chegada sar o embarcador e solicitar instruções sobre da carga. gado a negar a entrega em conformidade com tigo. documento eletrônico de transporte negociá­ vel ou o documento eletrônico de transporte vel após a entrega da carga pelo transporta- negociável não seja apresentado. em conformi. Quando os dados do con- ga. 46 e 47. presume-se que o ços. ou que se tornou o portador. independente de o do. adquire os direitos (iii) o transportador. c) A pessoa que fornecer instruções em con. O transportador pode­ tude das determinações legais ou normas vi- Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. após sua chegada ao local de destino: tregar a carga ao portador de acordo com o a) O consignatário não aceitar a entrega da contrato de transporte. b) A parte controladora. além do ou dentro do prazo definidos no artigo 43. na data e no local citados no apresentado ao transportador. após razoáveis esforços. Editora Manole . adquire ter recebido a notificação de chegada da car. 46 e 47. de acordo com o subpará­ para entregar a carga ao consignatário em vir- grafo 2 e) deste artigo. artigos 45. rágrafos 2 b) e 2 d) deste artigo. caso o documento de trans. carga. parágrafo 1. outros direitos perante o transportador. em conformidade com as disposições cumento de transporte negociável ter sido deste capítulo. estará isento da obrigação de en. ou indicam como obter informações a entrega da carga. que solicita a entrega de acordo com um do. 45. o portador. Eliane M. que direito de reivindicar a entrega da carga.18  | Regras de Roterdã 2. ou de a pessoa artigo 43. um documento de transporte negociável ou mo que o documento de transporte negociá. após razoáveis esfor. subparágrafo 10 a) (i). acordos contratuais ou de qualquer outra na- ga da carga pelo fato de (i) o portador. em conformida. b) O transportador que entregar a carga de Artigo 48 acordo com as instruções do embarcador ou Cargas com entrega pendente do embarcador documental. aplicar-se-ão dor nos termos das disposições do parágrafo as seguintes regras: 2 b) deste artigo. (ii) o transportador se recu. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. c) O transportador tiver direito ou for obri- formidade com o subparágrafo 2 a) deste ar. Para os fins deste artigo. 2015. o transportador poderá avisar o tador tinha ou razoavelmente poderia ter co- embarcador documental e solicitar instruções nhecimento da entrega da carga. de transporte negociável declare expressamen. após tureza assinados antes de tal entrega. de ga. o em- cumento eletrônico de transporte negociável barcador ou o embarcador documental não ter comprovado ser o portador.). incorporados ao documento de transporte ne- não conseguir localizar o portador para soli.

a) Armazenar a carga em qualquer local apropriado. Eliane M. sujeito à de. cedente a respeito da transferência. em conformi. a não ser que o embarcador. ado. c) Direito de substituir o consignatário por ta. Octaviano Martins (org. portador. em qualquer ponto da rota. 2. O transportador não será responsável por to de transporte for assinado. tes pessoas na ordem indicada. não for possível medidas levaria a perda ou avaria da carga. exercido pela parte controladora e estará limi- mas do local em que a carga estiver localiza. conforme disposto no parágrafo 2 deste um porto de escala ou. e que o transportador estava ou do solicitada. o embarcador documental ou outra período em que sua entrega estiver pendente. por conta parte executora que possa existir. e a uma das seguin. artigo após notificação das medidas pretendi. a ser notificada a respeito da chegada da qualquer outra pessoa.). de garantir o sa ser razoavelmente necessário. quando o Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. quando o contra- 5. direito de controle para outra pessoa. o transportador entregar a carga. se conhecida 2. a parte con. Artigo 50 do-a de lugar. 2015. servar a carga. transporte da carga. ou deveria estar ciente de que a ausência de tais e) Se. a) Direito de fornecer ou alterar instruções 3. com as disposições do contrato de transpor- tar medidas em relação à carga conforme pos. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Regras de Roterdã  |   19 gentes no local em que a entrega estiver sen. O direito de controle somente poderá ser carga de acordo com as práticas. Sem prejuízo de quaisquer outros direi. ou tomar outras medidas em relação a ela. Artigo 49 tos que o transportador possa ter perante o Retenção da carga embarcador. a parte controladora ou o con. leis ou nor. e do contrato como sendo a pessoa. por outros motivos. pessoa para atuar como parte controladora. o transportador manterá o pro. transferência do direito de controle dução de quaisquer custos incorridos pelo 1. caso a entrega da carga continue ção afetará o direito do transportador ou da pendente. nomeie o consig­ perda ou avaria da carga ocorrida durante o natário. tado ao: da na ocasião. inclusive: pagamento das importâncias devidas. inclusive mudan. transportador quando este for notificado pelo das razoáveis em tais circunstâncias para pre. Caso a carga seja vendida. A trans- ria ocorreu porque o transportador deixou de ferência passará a ter efeito em relação ao adotar as medidas que teriam sido considera. se extinguirá quando esse período expirar. conforme previsto neste artigo. O transportador somente poderá exer. dade com as disposições do subparágrafo 2 c) deste artigo. caso exis. 3 e 4 deste artigo: serem pagas ao transportador com relação ao a) O embarcador será a parte controla­dora. Capítulo 10 b) Desembalar a carga. relativas à carga que não constituam desvio cer os direitos definidos no parágrafo 2 deste do contrato de transporte. conforme definido no artigo 12. todo o período de responsabilidade do trans- troladora ou o embarcador. Exceto nos casos previstos nos parágra- transportador e quaisquer outras quantias a fos 2. inclusive pela parte carga no local de destino. no caso de transporte artigo. a menos que b) A parte controladora pode transferir o o requerente comprove que tal perda ou ava. o transportador poderá. de acordo e risco da pessoa que tem direito à carga. te ou com a legislação aplicável. Editora Manole . controladora. e Exercício e extensão do direito de controle c) Providenciar a venda ou destruição da 1. Nenhuma das disposições desta Conven- signatário. enviada à pessoa indicada nos dados terrestre. se acondicionada Direitos da parte controladora em contêineres ou veículos. b) Direito de obter a entrega da carga em das. O direito de controle existirá durante do transportador: o consignatário. Artigo 51 duto da venda em custódia em benefício da Identidade da parte controladora e pessoa que tem direito à carga. e 4.

se: a parte controladora deverá apresentar o do. o portador deverá apresentar o docu. e se o portador for uma das pessoas possa razoavelmente prever que venham ocor- mencionadas no artigo 1º. despesas adicionais. de acordo com os procedimen- poderá transferir o direito de controle ao con. b) As instruções puderem ser executadas de sentadas.). O transportador poderá recusar-se a to tenha sido emitida. tia não seja fornecida. então. e indenizá-lo por de controle mediante a transferência do do. conforme disposto no artigo 57. o transportador deverá exe- rência do direito de controle seja efetivada. sem endosso. sem o que o direito de con. tos citados no artigo 9º. e cutar as instruções mencionadas no artigo 50 b) A fim de exercer seu direito de controle. perdas ou danos que ele tador. passará a ser a parte con. que sejam dadas ao transportador. c) Para que o direito de controle seja exer. O transportador terá direito a obter ga- cido. Sujeito às disposições dos parágrafos 2 vias deverão ser transferidas para que a transfe­ e 3 deste artigo. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. todas as vias deverão executar as instruções caso a referida garan- ser apresentadas. quer despesas adicionais razoáveis possivel- b) O portador poderá transferir o direito mente incorridas por ele. artigo. trole não poderá ser exercido. deverá reembolsar o transportador por quais- te controladora. perdas ou danos sofridos em consequência de cumento de transporte negociável para outra sua diligência em executar quaisquer instru- pessoa. parágra- não negociável houver sido emitido indican. o portador de todas as vias será a par. parágrafo 1. todas as vias deverão ser transferidas que o transportador possa estar sujeito a pa- para essa pessoa para que a transferência do gar por perda ou avaria de qualquer outra car- direito de controle seja efetivada. todas as 1. sem o que o direito de controle não acordo com seus termos e no momento em poderá ser exercido. Editora Manole . 3. e do que tal documento deverá ser apresentado c) A fim de exercer o direito de controle. troladora. rantias da parte controladora pelo valor das mento de transporte negociável ao transpor. a) A pessoa que estiver dando tais instru- cumento e identificar-se de forma adequada. a) O portador é a parte controladora. Quando um documento de transporte c) As instruções não interferirem nas ope- negociável for emitido: rações normais do transportador. Octaviano Martins (org. o para que a entrega da carga seja efetuada: portador deverá comprovar que é efetivamen- a) O embarcador é a parte controladora e te o portador. ções tiver o direito de exercer o direito de con- Caso mais de uma via do documento tenha trole. Caso mais de uma via do documen. subparágrafo 10 a) rer em virtude da execução de uma instrução (i).20  | Regras de Roterdã cessionário. 2015. Eliane M. de controle para outra pessoa mediante a trans­ -se apropriadamente ao exercer o direito de ferência do documento eletrônico de trans- controle. e 3. porte negociável em conformidade com os 2. transferindo o documento para essa Artigo 52 pessoa. inclusive em a) O portador ou. A responsabilidade do transportador por 4. e b) O portador poderá transferir o direito c) A parte controladora deverá identificar. caso mais de uma via do suas práticas de entrega. 4. Caso ções em conformidade com as disposições des- mais de uma via desse documento tenha sido te artigo. o portador deverá identificar-se de forma em conformidade com as disposições deste adequada. Em qualquer caso. e ga que estiver sendo transportada. signatário nomeado no documento de trans- porte. fo 1. a parte controladora emitida. todas as vias deverão ser apre. incluindo qualquer indenização de emitida. documento de transporte negociável tiver sido 2. sido emitida. Quando um documento de transporte procedimentos citados no artigo 9º. Quando um documento eletrônico de perda ou avaria da carga ou por atraso na en- transporte for emitido: trega resultante do não cumprimento das ins- Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. Caso mais de uma via Execução das instruções pelo transportador do documento tenha sido emitida.

2. Quando um documento eletrônico de deverá fornecer em tempo hábil informações. caberá ao em- Artigo 53 barcador fornecê-los. parágrafo 2. possibilidade de transferência do direito de quer alterações no contrato de transporte além controle mencionada no artigo 51. ou b) Sem endosso. Se após razoáveis esforços o transporta- lor da indenização devida pelo transportador dor não conseguir localizar a parte controla- estará sujeito às disposições dos artigos 59 a dora ou a parte controladora não puder for- 61. negociável ou documento eletrônico de sentação. parágrafo 1. 2015. Sempre que um documento de transpor- diante solicitação da parte controladora. o portador poderá claradas em um documento de transporte não transferir os direitos incorporados ao docu- negociável ou incorporadas a um documen. As par- 1. portador e a pessoa nomeada. não consiga localizar Presume-se que uma carga entregue de o embarcador. de- verão ser declaradas em um documento de Artigo 57 transporte negociável ou em um documento Quando um documento de transporte de transporte não negociável que exija apre. A parte controladora. Caso o transportador. inclusive aquelas previs. ou ser incorporadas a um docu­mento transporte negociável for emitido eletrônico de transporte negociável. tra pessoa: Caso sejam assim declaradas ou incorporadas. mediante solicita. ou.). instruções ou (ii) documento nominal em favor de uma ou documentos adicionais ao transportador pessoa e a transferência for entre o primeiro 1. jeita às disposições dos artigos 17 a 23. Editora Manole . em cujo caso as disposições do Ca- pítulo 9 relativas a tal entrega serão aplicáveis Artigo 56 a essa carga. caso me disposto no artigo 38. conforme definido nas dispo. A parte controladora é a única pessoa que tes poderão também restringir ou excluir a poderá acordar com o transportador quais. Capítulo 11 trato de transporte. seu porta- instruções ou documentos relativos à carga dor poderá transferir os direitos nele incor- que ainda não tenham sido fornecidos pelo porados. transporte negociável for emitido. Alterações por acordo mútuo As partes do contrato de transporte pode- Artigo 54 rão alterar os efeitos dos artigos 50. caso seja: (i) um documen- Artigo 55 to ao portador ou com endosso em branco. mento transferindo tal documento para ou- to eletrônico de transporte não negociável. Quaisquer alterações efetuadas no con. Pressuposição de entrega após razoáveis esforços. 2. necer informações. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. de destino. midas no contrato de transporte. seja à ordem ou à ordem de uma pes- embarcador e que não estejam por outra for. estará su. subpará- Alterações no contrato de transporte grafos 1 b) e c). ou com endosso em branco. Octaviano Martins (org. e dos documento eletrônico de transporte de acor- Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. subpará. tenha sido entregue no local ções ou documentos. transferindo o ma disponíveis para o transportador. me. ção do transportador ou da parte executora. Transferência de direitos tas no artigo 50. deverá fornecer tais informações. 2. instruções ou documentos adequados ao transportador. o embarcador documental. a) Devidamente endossado. soa cujo nome é indicado. se trate de documento “à sua ordem”. de­ te negociável for emitido. seja a essa ou- tais alterações deverão ser assinadas confor. grafo 1 b). Eliane M. Regras de Roterdã  |   21 truções da parte controladora e infração de quais o transportador possa razoavelmente sua obrigação. subparágrafos 1 b) e c). tra pessoa. e o va. instru- 52. en- acordo com uma instrução prevista no artigo tão. subpará- daquelas mencionadas no artigo 50. grafos 1 b) e c). Fornecimento de informações. necessitar para executar as obrigações assu- sições do parágrafo 1 deste artigo. e 52. 50. 1.

o valor da moeda nacional de um Estado con- em substituir um documento de transporte tratante que seja membro do Fundo Monetá- negociável por um documento eletrônico de rio Internacional deverá ser calculado de acor- transporte negociável ou substituir um docu. formidade com as disposições do artigo 10. Em termos de Direito Especial de Saque. dade de carga. lor da moeda nacional de um Estado contra- tante que não seja membro do Fundo Mone- Capítulo 12 tário Internacional deverá ser calculado da Limites de Responsabilidade forma determinada por tal Estado. parágrafo 1. a indenização por perda ou avaria da lhes são atribuídas nesta Convenção estará li. de acordo com o não exercerá nenhum direito previsto no con. Sem prejuízo das disposições do artigo contêiner. os volumes ou unidades de trato de transporte não assumirá qualquer res. ou 3 unida. A e exerça qualquer direito previsto no con­trato carga acondicionada em tais dispositivos de de transporte assume quaisquer responsabi. ou questão para suas operações ou transações. pago nos termos deste artigo e do artigo 59. A unidade de conta mencionada neste ou ao documento eletrônico de transporte ne. por perdas resultantes de atraso parágrafo 1. Em termos de Direito Especial de Saque. destas duas quantidades a que for maior. 2015. pará- tador por deixar de cumprir as obrigações que grafo 2. valor de tal moeda na data da sentença ou ad- trato de transporte pelo fato apenas de: judicação. Artigo 59 Artigo 60 Limites de responsabilidade Limites de responsabilidade 1. Um portador que não seja o embarcador siderados volumes ou unidades de carga. Sujeito às disposições dos artigos 60 e 61. pela carga sujeita ao atraso. qualquer outra unidade de carga. de transporte de carga ou veículo serão con- 2. Editora Manole . O valor total a ser exceto quando o valor da carga tiver sido de. na medida rada dessa forma será considerada uma uni- em que tais responsabilidades sejam incorpo. e não exerça qualquer direito previsto no con. em con. carga resultante de atraso deverá ser calcula- mitada a 875 unidades de conta por pacote ou da de acordo com as disposições do artigo 22. Para os fins dos parágrafos 1 e 2 deste ar. As quantidades mencionadas 3. equivalente a duas vezes e meia o frete devido puta. b) Transferir seus direitos em conformida.). um portador que não seja o embarcador da nacional de um Estado. Octaviano Martins (org. ou quando uma quantidade artigo 9º. radas ao documento de transporte negociável 3. clarado pelo embarcador e incluído nos da. parágrafo 1. artigo é a moeda denominada Direito Espe- gociável ou possam ser determinadas a partir cial de Saque adotada pelo Fundo Monetário deles. Quando a carga for transportada em um 1.22  | Regras de Roterdã do com os procedimentos mencionados no dos do contrato. maior do que a quantidade limite de respon- sabilidade definida neste artigo tiver sido acor- Artigo 58 dada entre o transportador e o embarcador. ou na data acordada entre as par- a) Concordar com o transportador. Sujeito às disposições do artigo 61. carga enumerados nos dados do contrato como ponsabilidade definida em tal contrato pelo estando acondicionados em tais dispositivos fato apenas de ser seu portador. e a responsabilidade por perdas econômicas des de conta por quilograma do peso bruto da cau­sadas por atraso será limitada a um valor carga que estiver sujeita a reivindicação ou dis. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. do com o método de avaliação utilizado pelo mento eletrônico de transporte negociável por Fundo e que se encontre em vigor na data em um documento de transporte negociável. o va- de com as disposições do artigo 57. um portador que não seja o embarcador transporte utilizado para consolidar a carga. não poderá exceder o limite que Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. neste artigo deverão ser convertidas na moe- tigo. Responsabilidade do portador 2. tes. ou em um veículo. transporte ou veículo que não estiver enume- lidades impostas por tal contrato. a responsabilidade do transpor. Eliane M. Internacional. palete ou dispositivo similar de 55.

Uma ação indenizatória movida por uma 2. soa contra a qual uma ação é impetrada poderá. Capítulo 13 Prazo para processos Artigo 65 Ações contra a pessoa Artigo 62 identificada como transportador Prazo para a instituição de ações Uma ação poderá ser instituída contra o 1. b) Noventa dias contados a partir do dia praticado com a intenção de provocar a per. uma das partes poderá amparar-se em sua rei- vindicação como defesa ou para opor-se a uma Artigo 61 reivindicação da outra parte. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. após a expiração do período definido no Convenção poderá ser instituído após a expi. qualquer envolvida. Regras de Roterdã  |   23 seria definido de acordo com o artigo 59. em relação à perda total da carga finido no parágrafo 1 deste artigo. reito ao limite. em conformidade com as dis- no cômputo do prazo. em que o autor da ação indenizatória tiver fei- da em razão de atraso. caso o seguintes prazos: requerente comprove que o atraso na entrega a) Prazo concedido pela lei aplicável no foro tenha resultado de um ato ou omissão pessoal em que o processo for instituído. Esse prazo poderá ser prorrogado no- omissão pessoal da pessoa que reivindica o di. para a instituição de ações to ao benefício da limitação de responsabili. em que o transportador tiver sido identifica- te dela tenha sido entregue. portador. parágrafo 2. prove que a perda resultante de infração das a qualquer momento durante o referido prazo. seguintes prazos: 2. vamente mediante uma ou mais declarações. Nem o transportador. Perda do benefício da limitação de responsabilidade Artigo 63 1. nos ca. O dia dor tiver contestado a suposição de que seja o em que o período se inicia não será incluído transportador. de acordo com o artigo 37. nem quaisquer das pessoa que tenha sido responsabilizada pode- pessoas mencionadas no artigo 18 terão direi. nem quaisquer das Prorrogação do prazo pessoas mencionadas no artigo 18 terão direi. O prazo previsto no artigo 62 não será passí­ dade conforme disposto no artigo 59 ou no vel de suspensão ou interrupção. Nem o transportador. 2015. 3. ou de forma impru. no último dia em do. artigo 62 se for instituída dentro do maior dos ração de um período de dois anos. obrigações do transportador definidas nesta prorrogá-lo mediante declaração dirigida ao re- Convenção pode ser atribuída a um ato ou querente. Não obstante a expiração do período de- rágrafo 1. em que o processo for instituído. rá ser instituída após o prazo previsto no ar- to ao benefício da limitação de responsabili. praticado com a intenção de provocar tal perda ou de forma imprudente e Artigo 64 com conhecimento de que tal perda provavel. caso o requerente com. O período mencionado no parágrafo 1 a) Prazo permitido pela lei aplicável no foro deste artigo inicia-se no dia em que o trans. to acordo com a outra parte em relação à ação dente e com conhecimento de que tal perda ou recebido citação referente ao processo que provavelmente iria ocorrer. posições do artigo 37. Editora Manole . parágra- tes de infração de obrigação prevista nesta fo 2. dessas hipóteses a que ocor- rer primeiro. ou da pessoa que reivindica o direito ao limite. b) Noventa dias contados a partir do dia sos em que nenhuma carga ou somente par. Ação indenizatória mente iria ocorrer. porém a pes- contrato de transporte.). ou portador tiver entregado a carga ou. existe contra ela. ou o proprietário registrado ou o afreta- que a carga deveria ter sido entregue. pa. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. tigo 62 se for instituída dentro do maior dos dade conforme disposto no artigo 60. Octaviano Martins (org. Eliane M. Nenhum processo judicial ou arbitral em afretador ou a pessoa identificada como trans- relação a reivindicações ou disputas resultan.

somente será ex. 1. Convenção poderão ser instituídos contra a vio.). ção de tal foro será exclusiva. subparágrafo b). b) O porto em que a carga for recebida pela venção. contrato de transporte. ou o porto em que Os processos judiciais previstos por esta a carga for finalmente descarregada de um na. Artigo 69 clusiva para disputas entre as partes do con. a respeito do foro em que a) Perante um tribunal competente em cuja o processo será instaurado e de que a jurisdi- jurisdição qualquer dos seguintes locais este. venção: e em tempo hábil. Editora Manole . a) Fizer parte de um contrato de volume nenhum processo judicial previsto nesta Con- que declare claramente os nomes e endere. parte executora marítima. o porto em que a carga for entregue pela parte executora maríti­ Artigo 67 ma. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. subparágrafo a). ou o porto em que a parte executora marí­ Acordos de escolha de foro ti­ma realize suas atividades em relação à carga. ou Processos contra (iv) O porto em que a carga for inicialmen.24  | Regras de Roterdã Capítulo 14 2. por seus respecti- b) Em um tribunal competente ou tribu. eleição de um foro exclusivo que atenda às dis. ou parte executora marítima. a) O tribunal estiver em um dos locais de- tenha uma cláusula em que seja acordada a finidos no artigo 66. ou um ou mais tribunais es. de foro exclusivo. soa pode ser compromissada pelo acordo de (ii) O local de recebimento acordado no eleição de foro exclusivo. Octaviano Martins (org. A jurisdição do foro eleito. para a atribuição de competência do que reconheça tal competência: Sujeito às disposições dos artigos 71 e 72. venção contra o transportador ou a parte exe- ços das partes e (i) tenha sido negociado in. Artigo 68 trato de transporte. cutora marítima poderá ser instituído em um dividualmente ou (ii) contenha uma decla. co de transporte. b) O acordo estiver contido em um docu- posições do artigo 67 ou 72. Artigo 70 cluem. Inexistência de critérios adicionais trato se as partes assim acordarem. perante foro competente no qual nais designados por meio de acordo entre o qualquer dos seguintes locais esteja situado: embarcador e o transportador para julgar as a) O domicílio da parte executora maríti- reivindicações contra o transportador que por ma. a parte executora marítima te carregada em um navio. ou ventura possam surgir com base nesta Con. especificando as cláusulas ou seções do contrato de volume que o in. Nenhuma das disposições desta Conven- pecíficos do Estado contratante. e Arresto e medidas b) Designar claramente o tribunal do Esta. Uma pessoa que não seja parte do con- Jurisdição trato de volume somente será compromissa- da por meio de um acordo de eleição de foro Artigo 66 exclusivo assinado em conformidade com o Ações contra o transportador parágrafo 1 deste artigo se: A não ser que o contrato de transporte con. 2015. ção afetará a jurisdição no tocante à adoção Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. tra o transportador de acordo com esta Con. de acordo com o artigo 66. e o acor. e ja situado: d) A lei do foro eleito reconhecer que a pes- (i) O domicílio do transportador. vos autores. (iii) O local de entrega acordado no con. Eliane M. c) A pessoa receber notificação adequada. o autor da ação mento de transporte ou documento eletrôni- terá o direito de instituir processo judicial con. tribunal que não seja designado conforme dis- ração clara de que existe um acordo de eleição posto no artigo 66 ou 68. preventivas ou cautelares do contratante.

sejam elas adotadas antes ou após esta Con- não exista. em relação ao transporte da carga.). terá situado: jurisdição. Os processos de arbitragem deverão. deverá Artigo 72 ser submetida a processo de arbitragem. partes poderão definir que qualquer disputa niciada. con- ra marítima que instituir ação visando a uma forme disposto no artigo 91. Octaviano Martins (org. mediante solicitação do réu. a menos que: do com esta Convenção deverá ser reconheci- a) As disposições deste capítulo sejam ob. Eliane M. Sujeito às disposições deste capítulo. Artigo 71 2. a) Em qualquer local designado para esse quer tribunal competente. o transportador ou a parte executo. Artigo 74 2. Após o início de um litígio. cução de sentenças entre Estados membros da tituída em um tribunal designado conforme organização regional de integração econômi- definido nos artigos 66 e 68. retirar a Artigo 75 ação. Artigo 73 sive arresto. Editora Manole . se o tribunal existir. de acordo com as disposições desta Convenção. 3. 2015. ou de acordo com as leis desse outro Estado con- b) Tal condição seja determinada por con. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. Salvo quando existir um acordo de elei. foro exclusivo que vincule as partes nos ter. subparágrafo b). dicação contra o transportador. 1. a ação somente poderá ser ins. con. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. as forme aplicável. fim no acordo de arbitragem. Aplicação do Capítulo 14 ção de foro exclusivo que represente compro. (i) Domicílio do transportador. as partes en. ou 2. no qual a ação possa ser rei. emitido uma declaração em conformidade com o artigo 74. Regras de Roterdã  |   25 de medidas preventivas ou cautelares. uma vez que o réu tenha elegido um foro Acordos de arbitragem designado nos termos do artigo 66 ou 68. declaração de exclusão de responsabilidade ou qualquer outro tipo de ação que possa vir a Capítulo 15 privar uma pessoa de seu direito de eleger um Arbitragem foro. gração econômica participante desta Conven- te executora marítima em decorrência de um ção no que tange ao reconhecimento ou à exe- único evento. conforme definido no artigo 66 ou 68. a ação poderá ser instituída em um venção. da e executada em outro Estado contratante servadas. a jurisdição quando o réu comparece em juízo critério da pessoa que apresenta uma reivin- 1. se uma única ação normas de uma organização regional de inte- for impetrada contra o transportador e a par. Um tribunal poderá recusar reconheci- Consolidação e retirada mento e execução baseando-se nos motivos de de processos judiciais recusa de reconhecimento e execução pre­vistos 1. deverá. ser realizados: volvidas poderão decidir solucioná-lo em qual. As disposições deste capítulo vincularão misso. rarem vinculados por tais disposições. tratante quando ambos os Estados houverem venção internacional válida no referido Es­tado. Este capítulo não afetará a aplicação das mos dos artigos 67 ou 72. sem contestar sua jurisdição no qual qualquer dos seguintes locais esteja de acordo com as normas desse tribunal. O tribunal competente perante o qual o b) Em qualquer outro local em um Estado réu comparecer. Uma decisão emitida por um tribunal sido adotada não terá jurisdição para julgar o competente em um Estado contratante de acor- mérito da questão. inclu. de acordo com as disposições do ar­tigo apenas os Estados contratantes que se decla- 67 ou 72. Salvo quando existir acordo de eleição de nas leis às quais tal tribunal esteja submetido. tribunal designado conforme previsto no ar- tigo 68. Um tribunal localizado em um Reconhecimento e execução Estado em que uma medida preventiva tenha 1. Caso tal tribunal ca. Acordo posterior ao início de um litígio e 2.

da em que seja inconsistente com as disposições dos referidos parágrafos. Octaviano Martins (org. eletrônico de transporte: fique as seções do contrato de volume que con. em razão da: (iii) Local da entrega definido no contrato a) Aplicação do artigo 7º. Capítulo 16 Validade dos termos do contrato Artigo 76 Acordo de arbitragem em contrato de Artigo 79 transporte por navios de linha não regular Disposições gerais 1. após o surgimento de uma c) O local de arbitragem for comunicado disputa. Acordo de arbitragem posterior b) O acordo estiver contido no documen. ao surgimento de uma disputa to de transporte ou documento eletrônico de Não obstante as disposições deste capítulo transporte. conforme disposto no artigo 91. As disposições dos parágrafos 1. 2015. apenas os Estados contratantes que declara- sula ou acordo de arbitragem. 2. a) Identifique as partes e a data do contra- têm o acordo de arbitragem. qualquer termo de um con- arbitragem contido em um contrato de trans. e tragem realizada em qualquer local. Sempre que existir um acordo de arbi. Aplicação do Capítulo 15 5. ou b) Incorporação desta Convenção. um acordo de arbitragem relação às disputas entre as partes do contra. realizada (iv) Porto no qual a carga seja inicialmente de forma voluntária pelas partes. e do parágrafo 3 deste artigo. 3 e 4 As disposições deste capítulo vincularão deste artigo constituirão parte de qualquer cláu. a menos que b) Contenha uma declaração específica de tal documento de transporte ou documento que existe um acordo de arbitragem e especi. Editora Manole . a um con- carregada em um navio ou o porto no qual a trato de transporte que de outra forma não car­ga seja finalmente descarregada de um navio. 2. esta Convenção ou suas disposições se aplique trato de transporte. estaria sujeito a esta Convenção. qual esta Convenção não se aplique em razão tragem em conformidade com as disposições da aplicação do artigo 6º. ou de transporte. 3. A designação do local de arbitragem pre. Artigo 78 tragem. que suas mo de tal cláusula ou acordo será nulo na medi­ normas serão de cumprimento obrigatório. contido em um documento de transporte ou to caso o acordo esteja contido em um con­ documento eletrônico de transporte ao qual trato de volume no qual os nomes e os endere­ se aplique esta Convenção em razão da apli- ços das partes estejam claramente indicados e: cação das disposições do artigo 7º estará su- a) Seja individualmente negociado. Eliane M.26  | Regras de Roterdã (ii) Local de recebimento definido no con. a não seja parte do contrato de volume somen. dar que a questão seja solucionada por arbi- soa a ser compromissada. cláusula do contrato de afretamento ou de ou- te será compromissada pela designação do lo. Nenhuma das disposições desta Conven. e do Capítulo 14. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. uma pessoa que b) Incorpore.). d) A legislação aplicável permitir que a pes- soa seja compromissada pelo acordo de arbi. Não obstante as disposições do parágra- visto no acordo representará compromisso em fo 1 deste artigo. e qualquer ter­ rem. por referência específica. as partes de tal disputa poderão acor- em tempo hábil e de forma adequada à pes. a) O local de arbitragem designado no acor- do estiver situado em um dos locais citados Artigo 77 no subparágrafo 2 b) deste artigo. Salvo disposição em contrário contida ção afetará a exequibilidade de um acordo de nesta Convenção. to de afretamento ou de outro contrato ao 4. 1. tro contrato que contenha os termos do acor- cal de arbitragem indicado em tal acordo se: do de arbitragem. ou jeito ao disposto neste capítulo. trato de transporte será nulo na medida em porte por navios de linha não regular ao qual que: Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda.

subparágrafos a) e b). e ra marítima se: Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. ao consignatário. o mento de obrigação definida por esta Con. contrato de transporte poderá excluir ou li- dições que atendam aos requisitos desta Con. por descumprimento de quaisquer de suas serão aplicáveis entre o transportador e qual- obrigações definidas por esta Convenção. Eliane M. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. mas um contrato de volume po- 2. Convenção. não esteja sujeito à negociação. derá incorporar tais documentos. transportador. 29 e 32 ou à respon- Convenção ao embarcador. obrigações camente em uma lista pública de preços e ser- e responsabilidades maiores ou menores do viços do transportador. (ii) incluída em um contrato de adesão que b) Direta ou indiretamente exclua os limi. à parte controladora. trans­porte ou um documento eletrônico de 2. ou cumento similar não serão considerados con- c) Conceda o benefício do seguro da carga tratos de volume de acordo com o parágrafo ao transportador ou pessoa citada no artigo 18. sem qualquer alteração. da parte controladora. e e o embarcador ao qual esta Convenção se b) Tal consentimento não seja expresso uni- aplique poderá determinar limites. ou aumente a responsabilidade do embarca. Octaviano Martins (org. 5. transporte será nulo na medida em que: 4. do consignatário. b) O contrato de volume for (i) negociado Artigo 81 individualmente ou (ii) especificar as seções do Regras especiais aplicáveis a contrato de volume que contêm as alterações. Caberá à parte que reivindica o benefí- te artigo vinculará as partes somente quando: cio da alteração o ônus da prova de que as con- a) O contrato de volume contiver uma de. mitar as obrigações ou a responsabilidade tan- venção. o documento de transporte. Não obstante as disposições do artigo 79. tampouco se aplica a qualquer responsabilida- barcador documental. Salvo disposição em contrário nesta Con. quer outra pessoa que não seja o embarcador. aparte desta Convenção. ou de resultante de ato ou omissão mencionado b) Direta ou indiretamente exclua. 2015. animais vivos e outras cargas específicas c) O embarcador tiver oportunidade e for Não obstante as disposições do artigo 79 e comunicado da oportunidade de firmar um sem prejuízo dos requisitos do artigo 80. Qualquer alteração efetuada em confor. to do transportador quanto da parte executo- posto neste artigo. limite aos direitos e obrigações definidos nos artigos ou aumente as obrigações atribuídas nesta 14. qualquer termo de um contrato de cia. sabilidade resultante de seu não cumprimento. conforme dis. por referên- venção. limite no artigo 61. Regras de Roterdã  |   27 a) Direta ou indiretamente exclua os limites d) A alteração não for (i) incorporada por das obrigações do transportador ou da parte referência a partir de outro documento nem executora marítima definidos nesta Convenção. ao portador ou ao em. midade com as disposições do parágrafo 1 des. tes de responsabilidade do transportador ou 3. desde que: Artigo 80 a) Tal pessoa tenha recebido informação Regras especiais para declarando explicitamente que o contrato de os contratos de volume vo­lu­me se aparta desta Convenção e tenha 1. Editora Manole . A lista pública de preços e serviços de um da parte executora marítima por descumpri.). trans­porte. documento eletrônico de transporte ou do- venção. o contrato de transporte contendo termos e con. O parágrafo 1 deste artigo não se aplica a) Direta ou indiretamente exclua. consen­tido expressamente obrigar-se a tais al- um contrato de volume entre o transportador terações. um documento de que aqueles definidos nesta Convenção. 1 deste artigo. Os termos do contrato de volume que se dor. 6. caso tal contrato aten- do portador ou do embarcador documental da aos requisitos do parágrafo 2 deste artigo. dições necessárias à execução da alteração fo- claração explícita de que ele se aparta desta ram observadas. como termos do contrato.

na me.). ou atraso na entrega. de 29 de julho de 1960. conforme emendada pelo Protocolo culo de transporte rodoviário transportado a Conjunto Relativo à Aplicação da Convenção bordo de um navio. ou transporte de cargas por vias navegáveis inte- praticado de forma imprudente e com cons. que disponham sobre a respon. guintes convenções internacionais em vigor na data inicial de validade desta Convenção. de acordo com as a Convenção de Viena sobre Responsabilida- suas disposições. Eliane M. Convenções internacionais que regem o transporte de cargas Artigo 85 por outros modais de transporte Passageiros e bagagem Nenhuma das disposições desta Conven. Artigo 83 tificarem um acordo especial. de acordo com avaria da carga. ou perda devida ao atraso. se aplique ao transporte de de Civil por Danos Nucleares. Artigo 86 inclusive quaisquer alterações futuras de tais Danos resultantes de incidente nuclear convenções. de novembro de 1982 e 12 de fevereiro de 2004. de 21 de maio carga que permaneça carregada em um veí. de transporte de passageiros e suas bagagens. circunstâncias e os termos e condições de acor- do com os quais o transporte for realizado jus. internacional ou legislação nacional que re- nhum documento de transporte negociável gulamente a limitação global da responsabi- ou documento eletrônico de transporte nego. Esta Convenção não prevê qualquer tipo de sabilidade do transportador por perda ou ava. na medida a) De acordo com a Convenção de Paris so- em que tal convenção. 2015. Esta Convenção não se aplica a contratos ção afetará a aplicação de quaisquer das se. prati. caso o operador de uma ins- a) Qualquer convenção que regulamente o talação nuclear seja responsável por tais danos: transporte de cargas por via aérea. na medida em que tal convenção. Editora Manole . responsabilidade por avarias provocadas por ria da carga: incidente nuclear. de 1963. se aplique ao devido ao atraso. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. se aplique ao transporte ram de ato ou omissão do transportador ou de carga por mar como complemento ao trans- de alguma pessoa citada no artigo 18. ou transporte da carga. dida em que tal convenção. de ciência de que tal perda ou avaria. forme emendada pelo Protocolo Adicional de b) Qualquer convenção que regulamente o 28 de janeiro de 1964 e pelos Protocolos de 16 transporte de cargas por via terrestre. sem transbordos. desde que tal Limitação global de responsabilidade contrato de transporte não esteja relacionado Nenhuma das disposições desta Conven- a transportes comerciais regulares realizados ção afetará a aplicação de qualquer con­venção no decurso normal dos negócios e que ne. lidade dos proprietários do navio. con- contrato de transporte. de acordo com as suas bre Responsabilidade Civil no Domínio da disposições. de Viena e a Convenção de Paris de 21 de se- Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. tanto b) A natureza ou a condição da carga ou as por vias navegáveis interiores quanto por mar. Artigo 84 Capítulo 17 Avaria grossa Questões não regulamentadas Nenhuma das disposições desta Conven- por esta Convenção ção afetará a aplicação dos termos do contra- to de transporte ou determinações da legisla- Artigo 82 ção nacional sobre o ajuste de avaria grossa. riores. se aplique a qualquer parte do Energia Nuclear. resulta. porém tal exclusão ou limitação não terá transporte de cargas por via ferroviária. provavelmente ocorreria. as suas disposições. Octaviano Martins (org. na efeito caso o requerente prove que a perda ou medida em que tal convenção. ou perda acordo com as suas disposições. cado com a intenção de provocar tal perda ou d) Qualquer convenção que regulamente o avaria da carga.28  | Regras de Roterdã a) A carga transportada contiver animais c) Qualquer convenção que regulamente o vivos. porte ferroviário. ciável seja emitido para o transporte da carga.

após essa aceitações. ao o depositário desta Convenção. artigo. landa. deverá denunciar simultanea- que tal legislação seja. trumentos citados nos parágrafos 1 e 2 deste ção. desde bro de 1979. aprovações e adesões relativas a data. ou Certas Regras em Matéria de Conhecimentos a Convenção sobre Indenização Complemen.). O Estado que ratificar. denunciar aquela Convenção. em todos os seus aspec. aceitação ou aprovação pelos Estados sig. ou Protocolo de Emenda de 23 de fevereiro de b) De acordo com a legislação nacional apli. Esta Convenção estará sujeita a ratifica. Não serão permitidas reservas a esta Con- tas Regras em Matéria de Conhecimentos de venção. a tais instrumentos passem a vigorar. após o início da vigência desta Convenção. conforme modificada pelo incidente nuclear. não entrarão em vigor até que as denúncias são por todos os Estados não signatários a par. Cláusulas finais 2. por meio de notificação a esse respeito envia- Artigo 88 da ao Secretário-Geral das Nações Unidas com Assinatura. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. cimentos de Embarque. aceitar. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. ratificação. aprovar ou aderir a esta Convenção e for parte da Con- Artigo 87 venção das Nações Unidas sobre o Trans­porte Depositário Marítimo de Mercadorias. O Estado que ratificar. aprovar Artigo 90 ou aderir a esta Convenção e for parte da Con. mentos mencionados no parágrafo 1 deste artigo. em Roterdã. Esta Convenção estará aberta para ade. esta Convenção por Estados-partes dos ins- 2. que tal denúncia deverá vigorar a partir da data em que esta Convenção entrar em vigor Capítulo 18 em relação àquele Estado. sitário desta Convenção consultará o Gover- aprovação e adesão deverão ser depositados no da Bélgica. as ratificações. aceitar. tocolos de alteração dos quais faça parte. Octaviano Martins (org. Editora Manole . do Protocolo que emenda à de 1963 sobre Responsabilidade Civil por Da. Convenção Internacional para Unificação de nos Nucleares. deverá. Eliane M. aprovação ou adesão gorar a partir da data em que esta Convenção 1. assinado em Bruxelas em 21 de dezem- cável à responsabilidade por tais danos. inclusive qualquer emenda a essas da a Convenção Internacional para Unifica- convenções e futuras convenções relativas à ção de Certas Regras em Matéria de Conhe- responsabilidade do operador de uma insta. mesmo tempo. em 23 de setembro de 2009. O depo- 4. por nos de acordo com a Convenção de Paris ou meio de notificação a esse respeito enviada ao de Viena ou com a Convenção sobre Inde­ Governo da Bélgica com uma declaração de nização Complementar por Danos Nucleares. Os instrumentos de ratificação. 2015. de 12 de setembro de 1997. como depositário dos instru- junto ao Secretário-Geral das Nações Unidas. 3. Reservas venção Internacional para Unificação de Cer. mente a Convenção e o protocolo ou os pro- tos. na Sede das Nações Unidas em Nova York. Esta Convenção estará aberta para assi. uma declaração de que tal denúncia deverá vi- aceitação. exigidas por parte desses Estados em relação tir da data de sua abertura para assinatura. 3. assinada em Ham- O Secretário-Geral das Nações Unidas será burgo em 31 de março de 1978. acei­tação. de 12 de setembro fevereiro de 1968. assinado em 23 de lação nuclear por danos provocados por um fevereiro de 1968. assinada em Bruxelas em 25 de Protocolo de Emenda à Convenção de Viena agosto de 1924. Denúncia de outras convenções 1. e. ou do Protocolo que emen- de 1997. que sejam notificadas ao depositário natários. entrar em vigor em relação àquele Estado. Regras de Roterdã  |   29 tembro de 1988 e conforme emendada pelo Embarque. assinado em Bruxelas em 23 de tar por Danos Nucleares. Para os fins deste artigo. Ho. 1968. de modo a garantir a coordenação ne- Artigo 89 cessária nesse aspecto. favorável às pessoas que possam sofrer da. de Embarque. natura por todos os Estados.

se aplique não será considerado como estando ção por ocasião da ratificação. for relevante nesta Convenção. e artigo 93. meses após a data em que tal notificação tiver Quando o número de Estados contratantes sido recebida pelo depositário. aceitação. aprovação ou adesão. declarar Convenção em relação às quais seus Estados que esta Convenção é extensiva a todas as suas membros lhe transferiram jurisdição. ou mais de uma. O Estado que fizer uma declaração de das questões regulamentadas por esta Con- acordo com as disposições desta Convenção venção. Eliane M. aprovação ou adesão. organização regional de integração econômi- tário. rentes sistemas legais se apliquem às questões ratificação. Sempre que um Estado contratante decla- to da assinatura. um local situado em uma 2. e que tenha jurisdição sobre determina- 5. ratifica. Uma organização regional de integração seis meses após a data de seu recebimento pelo econômica constituída por Estados sobera- depositário. a organização regional de integração econômica não será Artigo 92 contada como um Estado contratante soma- Eficácia nas unidades do aos seus Estados membros que sejam Es- territoriais dos Estados tados contratantes. aceitação. uma declaração cuja notificação formal che. ficando as questões regulamentadas por esta ção. Artigo 93 gue às mãos do depositário após o início des. ou sua ca terá. Editora Manole . em conformidade com as disposições des- vação ou adesão. A orga- unidades territoriais ou apenas a uma ou mais nização regional de integração econômica de- dessas unidades. Octaviano Martins (org. as suas uni- ção. 1. Participação de organizações sa vigência tornar-se-á efetiva no primeiro dia regionais de integração econômica do mês seguinte à expiração de um prazo de 1. e o Estado poderá alterar a verá notificar prontamente o depositário so- Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. poderá retirá-la a qualquer momento median. tornar-se-á efetiva no primeiro dia do que tal organização tenha jurisdição sobre as mês seguinte à expiração de um prazo de seis questões regulamentadas por esta Convenção. Entretanto. no momento da assinatura. as disposições do parágrafo 1 deste artigo. todos os direitos e obriga- modificação. A retirada de uma declaração. As declarações tornar-se-ão efetivas si. Convenção no Estado envolvido. aprovar ou aderir a esta Convenção. poderá igualmente assinar. fins desta Convenção. 2015. Nenhuma outra declaração te artigo. nômica deverá. ratificar. estenderá. no momento da assinatura. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. aceitação ou localizado em um Estado contratante para os aprovação. As declarações e suas respectivas confir. na medida em venção.30  | Regras de Roterdã Artigo 91 sua declaração a qualquer momento median- Procedimentos e efeito das declarações te a apresentação de outra declaração. As declarações permitidas pelos artigos 2. por escrito. As declarações apresentadas no momen. ao deposi. ratificação. Convenção será extensiva a todas as unidades multaneamente ao início da vigência desta territoriais desse Estado. Caso um Estado contratante não emita mações deverão ser apresentadas por escrito nenhuma declaração em conformidade com e formalmente notificadas ao depositário. poderão ser apresentadas no momen. esse Estado emitir uma declaração ao depositário especi- poderá. Essas declarações deverão ser notificadas 74 e 78 poderão ser apresentadas em qualquer ao depositário e declarar expressamente as momento. aceitação apro. A te notificação formal. a 4. aceitar. nesse caso. 3. A organização regional de integração eco- ou mais unidades territoriais nas quais dife. As declarações iniciais permitidas unidades territoriais às quais a Convenção se pelo artigo 92. pará. dades territoriais.). parágrafo 1. 3. ções de um Estado contratante. unidade territorial à qual esta Convenção não to da assinatura estarão sujeitas a confirma. grafo 2. nos. quando permitida por esta Con. rar. 1. 4. abordadas por esta Convenção. que esta Convenção se aplica a uma será permitida de acordo com esta Conven. Caso um Estado contratante possua duas 2. mas não a todas.

o início da vigência de uma emenda a esta nização regional de integração econômica Convenção aplicar-se-á ao texto da Conven- quando o contexto assim exigir. No caso dos Estados que se tornarem Es. aprovação ou adesão depositado após venção será igualmente aplicável a uma orga. cujas versões em Convenção em relação ao Estado em questão. russo e espanhol são igualmente autênticas. aprovação ou adesão. Tradução: Frazão Filho Assessoria Técnica Ltda. a contar da data um ano após o depósito do instrumento apro. em uma única via. Eliane M. devidamente autoriza- 1. Esta Convenção entrará em vigor no pri. aceitação. ção emendado. Mediante solicitação de pelo menos um dos por seus respectivos Governos. A denúncia tornar-se-á efetiva no pri- 2. chinês. Regras de Roterdã  |   31 bre quaisquer alterações na atribuição de venção. assinaram terço dos Estados contratantes desta Con­ esta Convenção. acei- tratante” ou “Estados contratantes” nesta Con. Cada Estado contratante deverá aplicar Dado e passado em Nova York. depositário. meiro dia do mês seguinte à expiração de um tados contratantes desta Convenção após a prazo de um ano após a data em que a notifi- data do depósito do vigésimo instrumento de cação tiver sido recebida pelo depositário. árabe. depositário 3. a um período mais longo esteja especificado na Convenção entrará em vigor no primeiro dia notificação. aprovação ou adesão. o Secretário-Geral das Nações Unidas jurisdição. especificadas na declaração em con. ção. tação. os plenipotenciá- Revisão e emenda rios abaixo assinados. 2015. Artigo 94 Artigo 96 Entrada em vigor Denúncia da presente Convenção 1. Editora Manole . a denúncia tornar-se-á efetiva do mês seguinte à expiração de um prazo de quando esse prazo expirar. aceita. inglês. Qualquer referência a um “Estado con. dá-la. Texto integrante do livro Vade mecum de direito marítimo. Artigo 95 Em testemunho do que. 1. francês.). tratantes com o objetivo de revisá-la ou emen- formidade com as disposições deste pará­grafo. Qualquer instrumento de ratificação. inclusive novas transferências de convocará uma conferência dos Estados con- jurisdição. 2. Um Estado contratante poderá denun- meiro dia do mês seguinte à expiração de um ciar esta Convenção a qualquer momento por prazo de um ano após a data de depósito do meio de notificação por escrito endereçada ao vigésimo instrumento de ratificação. Octaviano Martins (org. 2. 3. Caso ratificação. em que a notificação tiver sido recebida pelo priado em nome do Estado. neste déci- esta Convenção a contratos de transporte firma­ mo primeiro dia do mês de dezembro de dois dos a partir da data de início da vigência desta mil e oito.

A coletânea apresenta as versões em português das Regras de Haia. as Regras de Roterdã (Convenção das Nações Unidas sobre Contratos para o Transporte Internacional de Cargas Integral ou Parcialmente por Mar) e as Regras de York e Antuérpia relativas às avarias grossas ou comuns. . O grande destaque desta obra é a inserção de versões traduzidas para o português de regras e tratados internacionais constantemente utilizados no comércio internacional. instrumentos que. do COGSA e das Regras de Hamburgo. logística. Cada parte é integrada por convenções e regras internacionais e leis.codigosmanole. marinha mercante. Contém. O leitor poderá manter-se informado sobre as mudanças na legislação no site www.br até o dia 31. nos contratos e nas vias processuais e arbitrais. são habitualmente disponibilizados apenas nas versões originais em inglês. estatuto jurídico dos navios.com. em outras fontes. ainda. decretos e resoluções do Direito brasileiro considerados fundamentais aos profissionais do Direito. segurança da navegação e poluição marinha. na negociação. A coletânea é estruturada em sete partes: estatuto jurídico do mar e dos portos. regras incidentes nos contratos de transporte de mercadorias por via marítima. comércio exterior. VADE MECUM DE DIREITO MARÍTIMO O Vade mecum de direito marítimo visa a compilar e sistematizar os instrumentos internacionais e do Direito brasileiro de maior relevância e referência. portos.2015. comércio marítimo de mercadorias. direito processual marítimo. Haia-Visby (e alteração pelo Protocolo DES). empresas de transporte marítimo e de outras atividades da indústria shipping.12.