Elementos Lineares Sujeitos à Esforço Cortante

:
 Forças Cortantes: Essas forças em geral apresentam-se com valores máximos nas
regiões dos apoios onde surgem fissuras inclinadas, com ângulo em torno de 45.

A presença de fissuras inclinadas ocorre devido às tensões de cisalhamento
produzidas pela força cortante, que se compõem, dando origem a tensões de tração e
compressão inclinadas.

 t c
     

t c

Assim, cada elemento de concreto fica sujeito, simultaneamente, a tensões de
tração (t) e compressão (c), inclinadas.
As tensões de tração provocam a ruptura do concreto, exigindo o emprego de
estribos (armação transversal), para combater esse efeito.
Obs.: Os estribos costuram as duas
t  partes da viga evitando sua ruptura.
t

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 1
 Recomendações da Norma:
A NBR6118:2014 pressupõe, para elementos lineares submetidos à força
cortante, a analogia com o modelo de treliça, associado a mecanismos resistentes
complementares desenvolvidos no interior do elemento estrutural.
As verificações são feitas em termos de forças atuantes nas bielas de concreto e
armadura transversal e não mais nas tensões.

Os elementos resistentes desta treliça são assim relacionados:
 Banzo superior comprimido é constituído pelo concreto situado acima da linha
neutra;
 O banzo inferior tracionado é formado pela armadura longitudinal – armadura de
flexão;
 As diagonais tracionadas são obtidas através da armação disposta com
inclinação  em relação à horizontal – armadura transversal;
 As diagonais comprimidas a 45 caracterizadas pelas bielas de compressão de
concreto.
- As diagonais comprimidas apresentam inclinações
Nas proximidades dos apoios que variam entre 30 e 45.
- O banzo comprimido inclina-se na região do apoio.

 As tensões nas armaduras transversais são menores
 As tensões nas bielas comprimidas são maiores em relação às hipóteses de
bielas a 45.
Analogia de treliça generalizada

 As diagonais de compressão funcionam com inclinação menor do que 45.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 2
Segundo o Prof. Leonhardt:
“O desenvolvimento de uma fissura de cisalhamento, com profundidade até
próximo da borda da zona comprimida de concreto, depende da rigidez à
deformação do banzo tracionado, ou seja, quanto mais fraco for o banzo
tracionado, tanto mais este se alonga com aumento da carga e tão mais depressa
a fissura de cisalhamento se torna perigosa.”

A verificação deve garantir simultaneamente as seguintes condições:
 Integridade das diagonais comprimidas de concreto (Vsd  VRd2);
 Integridade das diagonais tracionadas ((Vsd  VRd3), composta pela parcela de
força cortante resistida por mecanismos complementares ao da treliça (V c) e pela
resistida pela armadura transversal (Vsw), ou seja, Vsd  VRd3 = Vc + Vsw

As forças cortantes resistentes VRd2 e VRd3 podem ser obtidas por dois modelos:
adota o modelo da treliça clássica, com bielas comprimidas a 45,
Modelo de Cálculo I: e a parcela de força cortante resistida pelos mecanismos
complementares da treliça (Vc) é tomada constante;

adota o modelo de treliça generalizada, com bielas comprimidas
variando entre 30 e 45, e a parcela de força cortante resistida
Modelo de Cálculo II:
pelos mecanismos complementares da treliça (Vc) sofrendo
redução com o aumento de Vsd.
Obs.: Elementos estruturais lineares com bw  5d devem ser tratados como lajes.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 3
Verificação das diagonais tracionadas:
 Vsd  VRd3 = Vc + Vsw
Vsw  parcela resistida pela armadura transversal
Vc  parcela de força cortante resistida por mecanismos complementares da treliça:

 Resistência ao esforço cortante da zona comprimida: tensões tangenciais 1 que
contribuem para resistir ao esforço cortante;
 Efeito arco: a zona comprimida se inclina nas proximidades do apoio. Sua
componente vertical contribui para resistir ao esforço cortante e representa de
20% a 40% de Vc;
 Engrenamento dos agregados: opõe-se à distorção das zonas de concreto
compreendidas entre duas fissuras de flexão, capazes de resistir a um certo
esforço cortante. Este efeito corresponde de 30% a 50% de Vc;
 Encavilhamento da armadura longitudinal de flexão: a armadura longitudinal
também se opõe à deformação da seção através das forças F. Este efeito
corresponde de 15% a 25% de Vc.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 4
 Modelo de Cálculo I:
Vc = 0, nos elementos estruturais tracionados, em que a linha neutra fica situada fora da
seção;
Vc = Vc0, na flexão simples e na flexo-tração com alinha neutra cortando a seção;
Vc = Vc0 (1+M0/Msd,máx)  2Vc0, na flexo-compressão
Vc 0  0,6  fctd  b w  d (expressão A)

fctk ,inf
fctd  (expressão B)
c

fctk,inf  0,7  fctm  0,7  (0,3  3 fck ) , com fck em MPa
2

Fazendo c = 1,4 e substituindo a expressão B na expressão A, temos:

Vc 0  0,09  3 fck  b w  d , com fck dado em MPa
2

Onde:
bw é a menor largura da seção transversal;
d é a altura útil da seção transversal;
M0 é o valor do momento fletor que anula a tensão normal de
compressão provocada pelas forças normais de diversas origens
na borda da seção tracionada por MSd,Max. Os momentos
correspondentes a essas forças não devem ser considerados no
cálculo dessa tensão, já que estão incluídos em MSd. Essa
tensão é calculada com f igual a 1,0;
MSd,Max é o momento fletor de cálculo, que pode ser considerado como o maior valor no
trecho considerado.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 5
 Modelo de Cálculo II:
Para as diferentes situações de esforços solicitantes na seção, a parcela Vc assume,
então, os valores:
Vc = 0, nos elementos estruturais tracionados, em que a linha neutra fica situada fora da
seção;
Vc = Vc1, na flexão simples e na flexo-tração com alinha neutra cortando a seção;
Vc = Vc1 (1+M0/Msd,máx)  2Vc1, na flexo-compressão
No modelo de cálculo II, a componente Vc1 assume os valores:
Vc1 = Vc0 quando VSd  Vc0, ou
Vc1 = 0 quando VSd = VRd2
É prescrita a interpolação para valores intermediários.

 Armadura Transversal:

 é o ângulo de inclinação das bielas tracionadas (armadura transversal)
 é o ângulo de inclinação das bielas comprimidas (concreto)
Vs é a força cortante solicitante
Vc é a parcela de força cortante resistida pelos mecanismos internos da treliça
Aswfywd é a força normal mobilizada na armadura transversal (área x tensão)
fywd é a tensão na armadura transversal, limitada ao valor f yd no caso de estribos e a 70%
desse valor no caso de barras dobradas, limitando estes valores a 435 MPa.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 6
 Fy  0  Vs  Vsw  Vc  n  A sw  fywd  sen  Vc

z  (cot g  cot g)
n
s
onde:
“s” é a projeção horizontal do espaçamento entre barras transversais.
z  (cot g  cot g)
Vsw  n  A sw  f ywd  sen   A sw  f ywd  sen
s
y 0,8  x 0,8  (0,26  d)
z  d  d  d  d  0,104  d  0,9  d
2 2 2
A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd  (cot g  cot g)  sen
 s 
 Modelo de Cálculo I:
A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd  (sen  cos )
 s 

A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd (para estribos a 90)
 s 
 Modelo de Cálculo II:
30    45
A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd  (cot g  cot g)  sen
 s 

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 7
Verificação das bielas comprimidas:

Na seção apresentada, tem-se:
Vs  c  b w  AB  sen (expressão A)

Do triângulo ABC: AB  sen  z  (cot g  cot g) (expressão B)

Substituindo a expressão B na expressão A: Vs  c  b w  z  sen2   (cot g  cot g)

Tomando-se z  0.9d, resulta para Vs  Vs  0,9  c  b w  d  sen2   (cot g  cot g)

c  0,7  0,85  fcd  0,6  fcd

Assim, Vs  0,54  fcd  b w  d  sen2   (cot g  cot g)

 Modelo de Cálculo II:
VRd2  0,54   v 2  fcd  b w  d  sen2   (cot g  cot g)  Vsd

fck
Onde:  v 2  1  (coeficiente de efetividade para o concreto - MPa)
250
Adotando a hipótese da treliça clássica de Morsch (ângulo das bielas de compressão
constante e igual a 45):
VRd2  0,27   v 2  fcd  b w  d  (1  cot g)  Vsd

 Modelo de Cálculo I:
VRd2  0,27   v 2  fcd  b w  d  Vsd

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 8
 Arranjo das Armaduras:
Para o dimensionamento ao cisalhamento deve-se respeitar as seguintes
condições:
 Armadura transversal mínima (estribo mínimo)
A sw f
 sw,min   0,2  ctm
b w  s  sen f ywk

 Tipo de estribo
Os estribos para forças cortantes devem ser fechados através de um ramo
horizontal, envolvendo as barras da armadura longitudinal de tração, e ancorados na
face oposta.
 Diâmetro dos estribos (t)
5,0 mm  t  bw/10
 Espaçamento dos estribos (s)
Recomenda-se obedecer às seguintes condições:
Espaçamento mínimo e máximo entre estribos, segundo o eixo longitudinal da peça
7 cm  s  0,6d ou 30 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)
7 cm  s  0,3d ou 20 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)

Complementos: Seções próximas aos apoios
Nas seções próximas aos apoios, a quantidade de armadura de cisalhamento
pode ser menor do que aquela indicada pelo cálculo usual. Este fato ocorre porque parte
da carga (próxima aos apoios) pode se dirigir diretamente aos apoios, portanto, sem
solicitar a armadura transversal. A NBR-6118 propõe as regras seguintes para o cálculo
da armadura transversal, quando a carga e a reação de apoio forem aplicadas em faces
opostas da peça, comprimindo-a:
 no trecho entre o apoio e a seção situada à distância d/2 da face deste apoio, a
força cortante oriunda de carga distribuída poderá ser considerada constante e
igual à desta seção;

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 9
 a força cortante devida a uma carga concentrada aplicada a uma distância a
(a  2d) do centro do apoio poderá, neste trecho de comprimento a, ser reduzida
 a 
multiplicando-se por  .
2  d
Convém frisar que estas reduções só podem ser feitas para o cálculo da
armadura transversal. A verificação do concreto (wd) deve ser feita com os
valores originais, sem redução.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 10
Exemplos:
1. Determinar os estribos e verificar a seção de concreto para a viga esquematizada na
figura abaixo. Dados: P = 65 kN, f ck = 25 MPa, aço CA50 e admitir d = 46 cm para
altura útil da seção.

46cm
50cm
14cm 14cm

P P

150cm 160cm 150cm
460cm
12cm
Vs=65 kN

D.E.C

Vs=65 kN
(I) (II) (III)

fctk,inf  0,7  fctm  0,7  (0,3  3 fck  0,7  (0,3  3 252 )  0,7  (2,56)  1,80 MPa  0,18 kN / cm2
2

fctk ,inf 0,18
fctd    0,128 kN / cm 2
1,4 1,4
fck 25
fcd    17,8 MPa  1,78 kN / cm 2
1,4 1,4

a) Verificação do concreto
Vsd   f  V  1,4  65  91kN

fck 25
 v2  1  1  0,9
250 250
VRd2  0,27   v 2  fcd  b w  d  0,27  0,9  1,78  12  46  238,76 kN

Assim,
Vsd  VRd2

b) Cálculo do Estribo
Vc  0,6  fctd  b w  d  0,6  0,128  12  46  42,4 kN

fctm 2,56
 w min  0,2   0,2   0,10 %
f ywk 500

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 11
 A sw 
   b w   w min  12  0,10%  0,012 cm 2 / cm  1,2 cm 2 / m
 s  min
Para os trechos I e III:
Vsw  Vsd  Vc  91 42,4  48,6 kN

A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd
 s 
Obs.: Segundo a NBR 6118 deve-se limitar fywd em 435 MPa para as armaduras de
cisalhamento. Portanto:
 A sw  Vsw 48,6
    0,027 cm 2 / cm  2,7 cm 2 / m (Trechos I e III)
 s  0,9  d  f ywd 0,9  46  43,5
Recomenda-se:
- para o diâmetro dos estribos ():
5,0 mm  t  bw/10 = 12 mm
- para o espaçamento (s) entre estribos:
7 cm  s  0,6d ou 30 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)
0,6d = 0,6046 = 27,6 cm (adota-se o maior espaçamento igual a 27 cm)
- as bitolas usuais de armaduras para estribos são as seguintes:
 (mm) 5,0 6,3 8,0 10,0 12,5
As1 (cm2) 0,2 0,315 0,5 0,8 1,25
onde As1 = área da seção transversal de uma barra.
A 
Para  sw   2,7 cm 2 / m temos:
 s 
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 14
A distância da face interna do apoio até a carga é de 143 cm (150-7 = 143 cm)
Portanto, tem-se 143/14 = 10,2 = 11 estribos nestes trechos (I e III).

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 12
Trecho entre as cargas concentradas (II): Cortante igual a zero (V = 0)
 A sw 
   1,2 cm 2 / m
 s  min

 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 33  smin = 27
Deve-se adotar, então,  5,0 c/27. O comprimento do trecho é de 160 cm. Portanto, tem-
se 160/27 = 5,9  06 estribos neste trecho.

c) Arranjo dos estribos
A figura abaixo representa o detalhamento dos estribos para a viga analisada.
Adotou-se cobrimento mínimo da armadura de 2,5 cm.

2. Determinar os estribos e verificar a seção de concreto para a viga esquematizada na
figura abaixo. Dados: q = 30 kN/m, fck = 25 MPa, aço CA50 e admitir d = 46 cm para
altura útil da seção.

a) Verificação do concreto
Vsd  γf  Vs  1,4  69  96,6 kN

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 13
fck 25
 v2  1  1  0,9
250 250
VRd2  0,27   v 2  fcd  b w  d  0,27  0,9  1,78  12  46  238,76 kN
Assim,
Vsd  VRd2

b) Cálculo do Estribo
Vc  0,6  fctd  b w  d  0,6  0,128  12  46  42,4 kN

 A sw 
   b w   w min  12  0,10%  0,012 cm 2 / cm  1,2 cm 2 / m
 s  min
Vsd  Vc  Vsw

A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd
 s 

A 
Vsd  Vc   sw   0,9  d  f ywd  42,4  0,012  0,9  46  43,5  64 kN
*

 s  min

*
Por semelhança de triângulos chega-se à distância onde ocorre o valor de Vsd ,

ou seja, 78 cm.
b.1) Trecho B de estribo mínimo
 A sw 
   1,2 cm 2 / m
 s  min
b.1.2) Estribo – espaçamento
7 cm  s  0,6d ou 30 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)
0,6d = 0,6046 = 27,6 cm (adota-se o maior espaçamento igual a 27 cm)

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 14
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 33  smin = 27
Deve-se adotar, então,  5,0 c/27. O trecho central de estribo mínimo deve estar
*
sujeito a força cortante menor do que Vsd .

Desta forma, o trecho central de estribos mínimo (trecho B) tem comprimento de
4,6 – (20,78) = 3,04 m. Portanto, tem-se 304/27 = 11,3  12 estribos neste trecho.
b.2) Trecho A junto aos apoios (Vsd = 96,6 kN)
Restam dois trechos de 0,78 m junto aos apoios (trecho A) que podem ser
armados com estribo constante calculado para a máxima força cortante de cálculo no
trecho igual a 96,9 kN.
b.2.1) taxa geométrica
Vsw  Vsd  Vc  96,6  42,4  54,2 kN

A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd
 s 

 A sw  Vsw 54,2
    0,03 cm 2 / cm  3,0 cm 2 / m
 s  0,9  d  f ywd 0,9  46  43,5

b.2.2) Estrib0 – espaçamento
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1. A tabela seguinte mostra
as opções possíveis:
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 13
6,3 0,315 0,63 21
Pode-se adotar, por exemplo,  5,0 c/13. O comprimento de cada trecho medido a
partir da face interna do apoio é de: 78 - 7 = 71 cm.
Portanto tem-se, 71/13 = 5,5  06 estribos neste trecho.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 15
c) Arranjo dos estribos
A figura abaixo representa o detalhamento dos estribos para a viga analisada.
Adotou-se cobrimento mínimo da armadura de 2,5 cm.

3. Determinar os estribos e verificar a seção de concreto para a viga esquematizada na
figura abaixo. Dados: fck = 25 MPa, aço CA50 e admitir d = 46 cm para a altura útil da
seção.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 16
Diagrama de esforço cortante de cálculo:
123,3
100,6 80,0
Vsd* = 80,0

6,1 221,9 cm

63,9 58,2
58,3 cm 115,2 cm
80,0
327,8 cm

158,4

a) Verificação do concreto
Vsd = 158,4 kN
fck 25
 v2  1  1  0,9
250 250
VRd2  0,27   v 2  fcd  b w  d  0,27  0,9  1,78  15  46  298,45 kN

Assim,
Vsd  VRd2

b) Cálculo dos estribos
Primeiro Trecho:
Vc  0,6  fctd  b w  d  0,6  0,128  15  46  53 kN

 A sw 
   b w   w min  15  0,10%  0,015 cm 2 / cm  1,5 cm 2 / m
 s  min
Vsd  Vc  Vsw

A 
Vsw   sw   0,9  d  f ywd
 s 

A 
Vsd  Vc   sw   0,9  d  f ywd  53  0,015  0,9  46  43,5  80,0 kN
*

 s  min

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 17
*
Por semelhança de triângulos chega-se à distância onde ocorre o valor de Vsd ,

ou seja, 58,3 cm.
Vsw  Vsd  Vc  100,6  53  47,6 kN

 A sw  Vsw 47,6
    0,0264 cm 2 / cm  2,64 cm 2 / m
 s  0,9  d  f ywd 0,9  46  43,5

7 cm  s  0,6d ou 30 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)
0,6d = 0,6046 = 27,6 cm (adota-se o maior espaçamento igual a 27 cm)
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1. Na tabela seguinte tem-se
uma possível solução.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 14
Deve-se adotar, então,  5,0 c/14. O comprimento de cada trecho medido a partir da
face interna do apoio é de: 58,3 – 10 = 48,3 cm
Portanto, tem-se 48,3/14 = 3,45  04 estribos neste trecho.
Em complementação ao primeiro trecho utilizar-se-á armadura mínima a partir do
*
comprimento calculado em ocorrência a Vsd .

 A sw 
   1,5 cm 2 / m
 s  min
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 25
Deve-se adotar, então,  5,0 c/25. O comprimento de cada trecho medido a partir da
face interna do apoio é de: 267,5 - 58,3 = 209,2 cm
Portanto, tem-se 209,2/25 = 8,4  09 estribos neste trecho.

Segundo Trecho:

Vsd  80,0 kN
*

*
Por semelhança de triângulos chega-se à distância onde ocorre o valor de Vsd , ou seja,

221,9 cm.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 18
Vsw  Vsd  Vc  158,4  53  105,4 kN

 A sw  Vsw 105,4
    0,0585 cm 2 / cm  5,85 cm 2 / m
 s  0,9  d  f ywd 0,9  46  43,5

7 cm  s  0,6d ou 30 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)
0,6d = 0,6046 = 27,6 cm (adota-se o maior espaçamento igual a 27 cm)
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1. Na tabela seguinte tem-se
uma possível solução.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
6,3 0,315 0,63 10
Pode-se adotar, por exemplo,  6,3 c/10. O comprimento de cada trecho medido a partir
da face interna do apoio é de: 221,9 - 25 = 196,9 cm.
Portanto tem-se, 196,9/10 = 19,69  20 estribos neste trecho.
Em complementação ao segundo trecho utilizar-se-á armadura mínima a partir do
*
comprimento calculado em ocorrência a Vsd .

 A sw 
   1,5 cm 2 / m
 s  min
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 25
Deve-se adotar, então,  5,0 c/25. O comprimento de cada trecho medido a partir da
face interna do apoio é de: 267,5 – 221,9 = 45,6 cm
Portanto, tem-se 45,6/25 = 1,82  02 estribos neste trecho.

Terceiro Trecho:

Vsd  80,0 kN
*

*
Por semelhança de triângulos chega-se à distância onde ocorre o valor de Vsd , ou seja,

115,2 cm.
Vsw  Vsd  Vc  123,3  53  70,3 kN

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 19
 A sw  Vsw 70,3
    0,0390 cm 2 / cm  3,90 cm 2 / m
 s  0,9  d  f ywd 0,9  46  43,5

7 cm  s  0,6d ou 30 cm (sendo que Vsd  0,67VRd2)
0,6d = 0,6046 = 27,6 cm (adota-se o maior espaçamento igual a 27 cm)
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1. Na tabela seguinte tem-se
uma possível solução.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 10
Pode-se adotar, por exemplo,  5,0 c/10. O comprimento de cada trecho medido a partir
da face interna do apoio é de: 115,2 - 25 = 90,2 cm.
Portanto tem-se, 90,2/10 = 9,0  09 estribos neste trecho.
Em complementação ao segundo trecho utilizar-se-á armadura mínima a partir do
*
comprimento calculado em ocorrência a Vsd .

 A sw 
   1,5 cm 2 / m
 s  min
Adotando-se estribos de 2 ramos tem-se: Asw = 2 As1.
 (mm) As1 (cm2) Asw = 2 As1 s (cm)
5,0 0,2 0,4 25
Deve-se adotar, então,  5,0 c/25. O comprimento de cada trecho medido a partir da
face interna do apoio é de: 482,5 – 115,2 - 7,5 = 359,8 cm
Portanto, tem-se 359,8/25 = 14,4  15 estribos neste trecho.

c) Arranjo dos estribos
A figura abaixo representa o detalhamento dos estribos para a viga analisada.
Adotou-se cobrimento mínimo da armadura de 2,5 cm.

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 20
4c/14 c/25 c/10 9c/10 c/25
48,3 cm 254,8 cm 196,9 cm 90,2 cm 359,8 cm

Prof. Roldão Araújo – M.Sc. Estruturas 21