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Legitimidade do Poder Legislativo para figurar em juízo como parte

Luiz Alexandre Kikuchi Negrão

Publicado em 01/2012. Elaborado em 04/2008.

O Poder Legislativo em suas diversas esferas pode instituir e implantar Procuradorias para representação em juízo,
com exceção de cobrança judicial de dívidas com o Legislativo.

Sumário: 1. Introduçã o. 2. Partes, Capacidade e Legitimidade. 3. Procuradorias do Poder Legislativo. 4. Conclusão. 5. Referências Bibliográficas

1.INTRODUÇÃO

Este artigo busca esclarecer as Procura dorias do Poder Legislativo, não só lim itando-se a análise à s Câm aras Municipais. Principalm ente, visa a dar ma is
elementos a um tópico pouco abordado em Direito Constitucional.

2.PARTES, CAPACIDADE E LEGITIMIDADE

A princípio, é necessário conceituar parte para depois fala r-se em capacida de de ser parte e legitim idade e a seg uir analisar a condição das Procuradorias do
Poder Legisla tivo.

Em sentido material, partes são os sujeitos da lide (pretensão resistida).

Em sentido processual, como bem ensina Cândido Rangel Dinamarco:

"Partes são os sujeitos interessados da relação processual, ou os sujeitos do contraditório
instituído perante o juiz (Liebman). Dizem-se interessados porque ali estão sempre em
defesa de alguma pretensão própria ou alheia, em preparação para receberem os efeitos
do provimento final do processo. Elas participam dos combates inerentes a este e
beneficiar-se-ão com os seus efeitos substanciais diretos e indiretos, ou os suportarão: a
tutela jurisdicional a ser concedida endereçar-se-á a uma das partes, impondo-se à outra
o sacrifício de uma pretensão (parte vencedora e parte vencida)."1

Porta nto, excluem -se o juiz, os auxiliares da Justiça (escrivães, oficia is de justiça, peritos, entre outros).

Por conseguinte, ocorrendo a citação v álida, form a-se a relação processua l com o pólo passivo e o requerido passa a ser réu, cabendo a este a faculdade de
defender-se.

Ainda, "partes legítimas são as pessoas a quem a lei outorga qualidade para estar em juízo na defesa de interesses, seja propondo a dema nda, seja para que
em relação a elas a dema nda seja proposta (legitimidade a tiv a ou passiva)."2

Demais disso, "capacidade de ser parte é a qualidade a tribuída a todos os entes que possam torna r-se titulares das situações jurídica s integradas na relação
jurídica processual (faculdades, ônus, deveres, sujeição)."3

As pessoas físicas ou naturais possuem a capacidade de ser parte, em razão de terem a capacidade civil (a de direitos e obrig ações na ordem civil – artigo 1º
do Código Civil de 2002 – CC 2002). A ressalv a está na capacidade de exercício dos artigos 3º e 4º, CC 2002.

Sendo as pessoas jurídicas aquelas resultantes da lei como tais. O artigo 41, CC 2002, a rrola as pessoas jurídica s de direito público interno: União, Estados,
Distrito Federal, Municípios, Territórios4 , autarquias, associações públicas, dem ais entidades públicas criadas por lei. Todas têm personalidade jurídica plena
quanto ao direito m aterial, por conseguinte são dotadas de personalidade de direito processual.5

Destarte, há os entes despersonalizados ou centros autônomos de relação jurídica, como o condom ínio, espólio, massa falida , sociedades irregula res, herança
vacante e hera nça jacente. A eles o artigo 12, II I, IV, V, VII e IX, do Código de Processo Civil confere personalidade processual.

Neste ínterim, o Professor Dinamarco esclarece:

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e . Especificamente ao Poder Legislativo.Jus Navigandi http://jus.Municípios não possuem Poder Judiciário (não existem ma is juízes m unicipais e term os. CF)1 0 . ser autor.PROCURADORI AS DO PODER LEGI SLATIVO Os Poderes Executivo. No Senado Federal. Para a com posição deste órgão diretor. porque não são pessoas jurídicas. e fornecer à Advocacia-G eral da União as inform ações e o respaldo técnico necessários à defesa judicial e extrajudicial dos interesses do Senado. 58. terceiro interveniente.Legitimidade em juízo do Poder Legislativo . especificam ente. e de quantos cargos entender conveniente e disciplinado no Regim ento Interno. § 1º. em colabora ção com a Mesa.CF)1 1 . Estados Federados. . réu. § 4º. "legitim ida de ad causam é qualidade para esta r em juízo. seja nos casos em que é admitido a intervir no processo civil comum. com uma Secretaria de Estado. este é bicam eral em nível federal (Câm ara dos Deputados e Sena do Federal. Judiciário e Legisla tivo compõem as pessoas jurídica s de direito público nas diferentes esferas: União Federal. Municípios. Distrito Federal." Na Câm ara dos Deputados.com. de seus órgãos e mem bros.º 9 à Lei O rgânica. mas os tribunais os admitem como partes quando se trata de conflito entre Poderes – a Câmara Municipal que postula um comando à Administração a disponibilizar-lhe verbas.Distrito Federal: Câmara Legislativa. criada pela Emenda n. impõe-se a regra da representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa (art. Ordinariamente não a têm.º 73/94. de 19 de dezembro de 1 996. seg undo previsão dos §§ 2º e 3º do artigo 33. o Tribunal de Justiça impugnado uma ingerência do Governador de Estado etc. . em relação a determ inado conflito trazido ao exame do juiz.. criada pela Resolução n.Territórios: Cong resso Nacional (Câm ara Territorial em Territórios com m ais de cem mil habitantes). As exceções são: . 57. O Ministério Público não é dotado de personalidade jurídica plena mas tem capacidade de ser parte. Não é simplesm ente figurar no processo. com o demandante ou dema ndado. A Casa Legislativa é dirigida por uma m esa (art." Na Câm ara Legislativa do Distrito Federal.. Constituição Federal – CF .br/imprimir/20928/legitimidade-do-poder-legislativo-par.Territórios. há a Procuradoria G eral da Câm ara Legislativa : 2 de 6 09/03/2015 16:21 . um corpo legislativo ou o Poder Judiciário. seja nas hipóteses de sua legitimidade ativa em relação às ações civis públicas"6 Importante ressaltar que existe a capacidade de estar em juízo. que é atuar com o parte em juízo. composta do Presidente eleito na sessão preparatória da 1ª ou da 3ª sessã o legislatura de determinada legislatura. Nos dema is nív eis é unicameral: . À Mesa Diretora da Casa submetem-se diversos órgãos.têm como Poder Legislativo o Congresso Nacional e. a defesa da Casa. quando atingidos em sua honra ou im agem perante a sociedade em razão do exercício do m andato ou das suas funções institucionais. à Com issão Diretora e aos demais órgãos da estrutura administrativa da Casa. com o existiram no I mpério). os que possuírem m ais de cem m il habitantes terão a Câma ra Territorial. . a Procuradoria Pa rlam enta r tem por finalidade "prom over. a Advocacia do Senado tem com o funções "prestar consultoria jurídica e a ssessoram ento jurídicos à Mesa. ambas com pondo o Congresso Nacional9 )." 8 3.Municípios: Câma ra Municipal. "Só em casos muito restritos têm essa capacidade [de ser parte] os órgãos de uma pessoa jurídica de direito público.7 Neste âmbito.Estados Federados: Assem bléia Legislativa. ressalta ndo-se a Procura doria da Casa.

ainda. j. pela Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa.Jus Navigandi http://jus. da Administração e do Erário. três outra s oporturnidades: 3 de 6 09/03/2015 16:21 . O Poder Legislativo será representado por seu Presidente e. Reconhecimento. pela jurisprudência do Supremo Tribunal. de 24 de m arço de 1 997. requerendo a qualquer órgão. II. mesmo porventura ligadas à atividade do Legislativo distrital. 57. judicialmente. que estabelecia "V .. O inciso V do § 1º. Ação direta oposta. da constitucionalidade da manutenção de assessoria jurídica própria. e 132 da Constituição. DJ de 2-4-93). bem como de capacidade processual das Casas Legislativas (ADI 175.6. para escla recer que a representação judicial do Poder Legisla tivo do Distrito Federal pela Procuradoria-G eral da Câmara Legislativa se limita aos casos em que a Casa compa reça em juízo em nom e próprio. entidade ou tribunal as medidas de interesse da justiça. 409-AgRg. sobre o funcionamento da sua Procuradoria-Geral até que sejam providos por concurso público os respectivos cargos daquele órgão." "III – promover a uniformização da jurisprudência administrativa e a compilação da legislação da Câmara Legislativa e do Distrito Federal. Pet.com." "3. c. às hipóteses em que compareça a Câmara a Juízo em nome próprio. na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) nº 1557–5/DF. a cobrança de multas. em seu âmbito:" "I – representar a Câmara Legislativa judicialmente." "4. como. "Art. § 1º. Restrita. essa representação judicial. porém. não se estendendo às demandas em que deva se parte a pessoa jurídica Distrito Federal. foi declarado inconstitucional por essa ADI e depois revogado pelo artigo 1º da Em enda n. Este precedente contém a ementa: "1." "§ 4º A Câmara Legislativa disporá. RTJ 132/645 e ADI 825. mediante invocação dos artigos 67. à criação da Procuradoria Geral da Câmara Legislativa.3." "§ 3º A Câmara Legislativa do Distrito Federal regulamentará a organização e o funcionamento da sua Procuradoria-Geral e da respectiva carreira de Procurador da Câmara Legislativa.efetuar a cobrança judicial das dív idas para com a Câ mara Legislativa". Inconstitucionalidade formal não evidenciada em juízo cautelar."12 e 13 O caput do artigo 57 supra foi declarado inconstituciona l pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. O Excelso Pretório já havia decidido neste sentido em.º 14." "V – revogado.1997." "§ 1º São funções institucionais da Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa. DJ 20. por exemplo." "IV – prestar consultoria e assessoria jurídica à Mesa Diretora e aos demais órgãos da estrutura administrativa. com funções destacadas das atribuídas à Procuradoria Geral do Distrito Federal. pelo menos." "§ 2º O ingresso na carreira de Procurador da Câmara Legislativa far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. RTJ 154/14. 20.." "II – promover a defesa da Câmara. por Poder autônomo (mesmo não personalizado).Legitimidade em juízo do Poder Legislativo . sem redução de texto." Relator Ministro Octavio Gallotti.br/imprimir/20928/legitimidade-do-poder-legislativo-par.1997." "2.

por dilatar a exceção de dispensa de concurso para o cargo de Defensor público. Ação direta julgada. sobre regime dos servidores da empresa (art. 56 da Constituição paranaense. 118." "3. 26. parágrafo único. 76. infringindo os artigos 37. parágrafo único. 76. a Câm ara 4 de 6 09/03/2015 16:21 . dela participantes (art. de carreiras especiais. da Carta Federal). Constituição do Estado do Amapá." "2. não incompatível com a Constituição Federal. XX. inc. XVII. ainda. Inconstitucionalidade do art.6. 34 da Constituição do Paraná. do art. da Constituição da República. Compatibilidade. arts. do art.1993. inc. art. 95. "1." "Plausibilidade da alegada inconstitucionalidade." Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 32. art.. 115. prevista no art. 95. 18. o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento de que as Casas Legislativas. IV. 52 do ADCT. em parte. 119. o artigo 132 da Constituição veicula em nome de organização administrativa. art. 95. Relator Ministro Octavio Gallotti. § 1º. art. sob a coordenação da Procuradoria Geral do Estado. procedente. 27 da Carta paranaense).2. 69 do respectivo ADCT. quanto às palavras "empresas estatais e". art. art. 22 das disposições transitórias federais." Petição 409-4 (Ação Cautelar Inominada – AgRg) / AC. não podendo também o Estado dispor. Funcionalismo. 46 do ADCT do Paraná). § 1º. DJ 08. XX e XXIV. quanto às palavras "autorizar ou".com. Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul. parte final." "II – Advocacia do Estado (CF. c e d. 131 e 132): representação judicial não excludente da constituição de mandatário ad judicia para causa específica.º 175-2 / PR. 110.06. 118. art. XVIII. Cabimento. e 134. j. "Ao contrário do que entende precedente do Tribunal. e art. Agravo regimental. §§ 1º e 5º.br/imprimir/20928/legitimidade-do-poder-legislativo-par.Jus Navigandi http://jus. aliada à caracterização de urgência. j. XXIV. Correção monetária de vencimentos em atraso (§ 7º do art. relativamente aos arts.10. 03. 61. Natureza autárquica não caracterizada. II. Licença especial e direito a creche. 31. Relator Ministro Sepúlveda Pertence. art. cabe agravo regimental do despacho do relator que a indefere em ação cautelar inominada.1993." "4. II. Porta nto.4. "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. por tratarem de matéria sujeita à iniciativa do Chefe do Poder Executivo (art.1993." "Ao conferir aos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal a sua representação judicial. pelo art. com o a Câma ra dos Deputados.1990. inc.º 825-1 / AP. e art. 52 do ADCT (na íntegra)." Ação Direta de Inconstitucionalidade n. e.. DJ 02.04. da parte permanente. Relator Ministro Ilmar Galvão. § 4º. 55 do ADCT do Paraná. em relação ao indeferimento de liminar em mandado de segurança. 25 da Constituição Federal). art. § 4º. o Senado Federal. art. no concernente à expressão "por qualquer tempo"".Legitimidade em juízo do Poder Legislativo . art. Inconstitucionalidade dos itens XVIII e XXI do art. 112. isoladamente. e do art. sem tolher a capacidade de tais entidades federativas para conferir mandato ad judicia a outros advogados para causas especiais. 307.1993. DJ 29. Indeferimento pelo relator de cautelar inominada. MEDIDA CAUTELAR. inc. sem o concurso das duas outras unidades da Federação. j." "5. incs. voltadas ao assessoramento jurídico. 103. "Cautelar parcialmente deferida para suspensão da eficácia dos citados dispositivos.1990. 132 da Carta Federal e o art. art. da manutenção. "I – STF. 42. com o art." "6. como explicitado.

mas tem personalidade judiciária. no uso de seu múnus à frente do Executivo. 1 998. dentre outras. pela Procuradoria-Geral ou Advocacia-G eral do Estado. para ingressar em juízo quando tenha prerrogativas ou direitos a defender.br/imprimir/20928/legitimidade-do-poder-legislativo-par. munido de resolução do plenário que autorize a ingressar"16 Por exem plo. 5. para a Câmara Municipal. Ricardo Henrique Arruda. REFERÊNCIAS BI BLIOGRÁFICAS DE PAULA. sob pena de nulidade de todos os atos processuais. Disponível em: <http://jus." "A Câmara Municipal também. Especificamente. processo legislativo. bens da municipalidade. ou seja." "Exsurge desse pequeno esforço para revelar a capacidade processual das Câmaras Municipais: sua autonomia. verbi gratia. Porém. por força do art. pois. nesse mesmo pensamento. cuidando de precatórios judiciais da Casa Legislativa com ações de rito ordinário. por exem plo. não poderá. não se pode olvidar sua incapacidade em pugnar por interesses que não são naturais às suas prerrogativas funcionais.br/artigos/848>.) "Necessário se torna ainda distinguir as impetrações da Câmara – isto é. n.. Legislativa . os seus bens são. que é advinda de uma longa jornada histórica que vem desde a concentração exasperadora de poder nas mãos do Rei ou. não poderia a Câmara Municipal entrar com ação de Danos Materiais por depredação de suas instalações por alhures pois. haveria que ser chamado à lide também. interpondo recursos. realizando o assessoramento e consultoria jurídica à Mesa e aos dema is órgãos da Casa. ou não naturais. devendo a defesa destes. foi criada a Procuradoria da Câm ara Municipal de São Paulo pela lei n.º 14. dez. Teresina.Legitimidade em juízo do Poder Legislativo .com.br /art igos/848) . fundando-se em doutrina especializada e em jurisprudência do Excelso Supremo Tribunal Federal (ADI s 175-2/PR. 27. ano 3. à Edilidade. estaria se imiscuindo nas atividades próprias do Prefeito Municipal.259. tanto quanto. as Câm aras Municipais (e a Câmara Territorial quando existir) podem ter procuradorias para assessoram ento jurídico. precisamente Hely Lopes Meirelles assevera: "A capacidade processual da Câmara para a defesa de suas prerrogativas funcionais é hoje pacificamente reconhecida pela doutrina e pela jurisprudência. inciso III do CPC brasileiro. Acesso em: 13 abr." (. prestando consultas quanto a licitações e contratos. Executivo. A capacidade processual das Câmaras Municipais (http://jus. 825-1/A e 1557-5/DF e PET/AgRg 409-4/AC). para defender judicialmente.com. alterada pela lei n. as Assembléia s Legislativa s. pode-se concluir que o Poder Legisla tiv o em suas diversas esferas pode instituir e implantar Procuradorias para representação em juízo. pessoal e matérias administrativas.381. representa ção de constitucionalidade perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. Ricardo Henrique Arruda de Paula elaborou excelente ensaio sobre a capacidade processua l das Câm aras Municipais: "Sendo. mandados de segurança. ativa e passiva. mais tarde. Certo é que a Câmara não tem personalidade jurídica. no Município de São Paulo.. ser do Prefeito Municipal. não poderia ser parte passiva em questões trabalhistas. para a descentralização e harmonização das tarefas do Estado democrático e seu poder fiscalizador. o Poder Executivo. despersonalizada juridicamente para atuar na defesa de suas prerrogativas afins. 14.CONCLUSÃO De toda a expla nação. Mas nem por isso se há de negar capacidade processual."15 E ressalva: "O que não se admite é que a Câmara ingresse em juízo em nome do Município ou a pretexto de defendê-lo em demandas com terceiros relativas a negócios administrativos de competência privativa do Executivo local. a ções populares. de 7 de maio de 2007. Jus Navigandi. é despatrimonializada..com . na pessoa representativa do Prefeito Municipal.. na realidade. 2008. do seu presidente. com exceção de cobrança judicial de dívidas com o Legislativo (que é realizado pela Procura doria da Fazenda Nacional no âmbito da Uniã o. pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal ou pela Procura doria do Município). que é imperativo na limitação da discricionariedade do Executivo." 14 Reforçando essas idéia s. im petrando m andados de segurança. exceto prom over execução fiscal.º 14. de 3 de janeiro de 2007. pois.Jus Navigandi http://jus. 5 de 6 09/03/2015 16:21 . integrar lides em que o interesse defendido seja destas prerrogativas. Pessoa jurídica é o Município.

Hely Lopes. 612-613. compete à União legislar sobre o Poder Judiciário. Direito Municipal Brasileiro. cit. p. II.cit. (ht tp://jus. DI NAMARCO . de 20 de ma io de 1993. 4 Territórios até a presente data não foram criados sob a regra do artigo 18. vol. Teresina. Informações sobre o texto Como citar este texto (NBR 6023:2002 ABNT) NEG RÃO . ed. 613. em seus arts. MEIRELLES. ed. rev.com.. O b. p.. de 24 de ma rço de 1997.cit. em seus artigos 24. Cândido Rangel. Cândido Rangel. p. 9 SILVA. Cândido Rangel. Cândido Rangel. 2006. 246. 11 SILVA. 28. 283-284. até a EC n.º 8. ed. 2 DINAMARCO.º 80. ed. atual. rev. a té a EC n.cit. Luiz Alexandre Kikuchi. 2004. ed. ano 3.br/artigos/848>. 53.br/imprimir/20928/legitimidade-do-poder-legislativo-par. São Paulo. de 2006. p. 6 de 6 09/03/2015 16:21 . 12 O caput e §§ 1º e 2º do artigo 57 da Lei O rgânica do Distrito Federal tiveram reda ção alterada pela Emenda n.. 16. ampl.. A lei complementar federal n. cuida da Defensoria Pública do Distrito Federal e Territórios. Manoel G onçalves.br/artigos/20928>. O b. 98. NOTAS: 1 DINAMARCO. 14. 2007. ano 17 . Autor Lu iz Alexandre Kikuch i Negrão Especialista em Direito Público pela Escola Paulista de Direito (EPD). 8 DINAMARCO.Legitimidade em juízo do Poder Legislativo . O b. 282. 2006. 247 . atual.. Acesso em : 9 m ar. 148. cit. São Paulo: Revista dos Tribunais. atual. CF. Saraiva. São Paulo: Saraiva. Instituições de Direito Processual Civil. Acesso em: 1 3 abr. 283. São Paulo: Malheiros Editores. nota 45. 23 ja n.º 75. por Má rcio Schneider Reis e Edg ard Neves da Silva. p. Curso de direito constitucional positivo. rev. 15 MEIRELLES. 16 MEIRELLES. 4. O b. Hely Lopes.br/arti gos/848) Jus Nav igandi. am pl.185.. atua l. 2007.com. 52 a 96. 53. de 12 de janeiro de 1994.cit.º 09. Revista dos Tribunais. e alterações posteriores cuidam da Justiça do Distrito Federal e Territórios. O b. O b. de 14 de maio de 1991. Cândido Rangel. e atual. 1 49 a 181. 1995.com.cit. SILVA. 306. Curso de Direito Constitucional. A lei complementar federal n. Disponível em: <http://jus. atual. 22. 2015.Jus Navigandi http://jus. O s Territórios então existentes em 1988 foram transforma dos pelos a rtigos 14 e 15 do Ato das Disposições Constitucionais Tra nsitórias em Estados Federados (Am apá e Rora ima ) ou incorporados a Estado (Ferna ndo de Noronha passou a ser Distrito Estadual de Pernam buco). 22. Manoel G onçalves.... cuida do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. vale o artigo 33 da Ca rta Mag na). 10 FERREIRA FILHO. ed. IV.. O b. Vol. ed. ed. atual. 2012. 14 DE PAULA. p. O b. FERREIRA FILHO . 28. pp. e atual. 1 995. São Paulo: Malheiros Editores. 5 DINAMARCO. p. 2008. José Afonso da. n. p. Teresina. II . Cândido Rangel. dez. por Márcio Schneider Reis e Edgard Neves da Silva. p. Curso de Direito Constitucional. 27. Jus Navigandi. 6 DINAMARCO. São Paulo. José Afonso da.. 14. 13 Em razão do inciso XVII do artigo 22. Disponível em: <http://jus. São Paulo. A lei federa l n. n. Hely Lopes. Curso de direito constitucional positivo. p. Ricardo Henrique Arruda. rev. São Paulo. §§ 2º e 3º.. de 2006. 2004... da Constituição Federal de 1988 (após criados.. Leg itimidade em juízo do Poder Legislativo. 4. José Afonso da. Cândido Rangel. 7 DINAMARCO. Malheiros Editores. Ministério Público e Defensoria Pública do Distrito Federal e Territórios. Os §§ 3º e 4º desse artigo foram acrescidos pelo artigo 2º da Em enda n. e com remissões ao Código Civil de 2002.cit. Malheiros Editores.. de 19 de dezem bro de 1996. 3127.. e com rem issões ao Código Civil de 2002. pp. A capacidade processual das Câmaras Municipais. Instituições de Direito Processual Civil. 284. 3 DINAMARCO. Cândido Rangel. Direito Municipal Brasileiro. 510..com. 512.º 14.