fls.

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DESTE
EGRÉGIO TRIBUNAL DO ESTADO DE ALAGOAS.

Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06, é cópia do original assinado digitalmente por tjal.jus.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA.
Para conferir o original, acesse o site http://www2.tjal.jus.br/esaj, informe o processo 0801069-47.2016.8.02.0000 e código 23A8D1.
Clama Urgência

“A violência dos ímpios arrebatá-los-á,
porquanto recusam praticar a justiça.”
PV 21-7

Impetrante: Anderson Carlos Taveiros da Silva.
Paciente: Carlos Alberto Alves dos Santos.
Autoridade coatora: Juízo de Direito da 9ª Vara Criminal da Capital de Alagoas.

ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA, brasileiro, alagoano,
Advogado inscrito na OAB/AL sob o nº 13.052, com escritório no endereço inserido no
rodapé deste impresso, no final assinado, vem, por esta e na melhor forma de direito, à
augusta presença de Vossa Excelência, para impetrar, como impetrado tem, a presente:

ORDEM DE HABEAS CORPUS
c/ pedido de liminar

em favor do ora paciente CARLOS ALBERTO ALVES DOS
SANTOS,brasileiro, alagoano, casado, nascido em 31/05/1986, filho José Alberto Silva
Santos e Rosimeire Alves de Castro, atualmente segregado numa do Presídio Baldomero
Cavalcante, com supedâneo no inciso LXVIII do art. 5º da Constituição da República
Federativa do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988, e nos arts. 647 e seguintes do
CPP, e demais dispositivos legais aplicáveis à espécie, contra ato (s) ilegal (is) e abusivo (s)
da lavra do (s):

MM. JUÍZO DE DIREITO DA 9ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL DE
ALAGOAS, ora apontado como Autoridade Coatora, pelos seguintes motivos de fato e de
direito, a saber:

O detido tem o dreito de ser esclarecido dos motivos de sua custódia (RT 559/334)” DOS FATOS..jus. BEM COMO. ao receber qualquer auto de prisão em flagrante. urge que diga pori quê. o juiz ou o tribunal ordenará que cesse imediatamente o constrangimento.) Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. ou seja. quando esta estiver ausente (é o caso).Art.” É esse. ou seja. desde já se requer.2016. ensina o Mestre MIRABETE: “Não pode o juiz. por força do decreto de prisão preventiva da lavra autoridade coatora ora apontada. instruído o presente com os documentos que de logo evidenciam a ilegalidade da coação. Carlos Alberto Alves dos Santos encontra-se segregado. expedido no dia 11 de dezembro de 2014. deixar de conceder a liberdade provisória.660. o entendimento jurisprudencial: “TACRSP: O jus libertatis é direito sagrado: ‘Todo indivíduo tem direito à vida. de plano. numa das celas do Presídio Baldomero Cavalcante (Maceió/AL). Se os documentos que instruírem a petição evidenciarem a ilegalidade da coação. reconhecendo que não há elementos que autorizariam a decretação da prisão preventiva. Quando a autoridade pública restringe a liberdade de alguém (com a prisão preventiva.tjal. Assim.0000 e código 23A8D1. ou permite que tal restrição prossiga (com o manter a prisão em flagrante). já que as informações em sede de habeas corpus. servem apenas como meio de se dispensar à apresentação do paciente e seu interrogatório. que se fez juntar no presente petitório todas as peças necessárias para a apreciação da liminar requerida. proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem (art. também.br/esaj. deve o Magistrado deixar de decretar tal medida (mantendo em liberdade) quem quer que esteja nesta situação. representação ou denúncia formal/informal pela prisão de suspeito. a outra passa a ser viável.02. concessavenia. e verificando ausentes os fundamentos da preventiva.jus.8. É o que. qualquer restrição a essa liberdade é inteiramente excepcional. § 2º. ou vice-versa.(. . Assim. acesse o site http://www2. 2 DA DISPENSA DE INFORMAÇÕES DA AUTORIDADE COATORA (ANTES DA EXPEDIÇÃO LIMINAR DA ORDEM DE LIBERDADE): “CPP. deve o Magistrado julgar. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. por exemplo). DO CABIMENTO DA LIBERDADE PROVISÓRIA (PRESENÇA DOS REQUISITOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS.” (griso nosso) Cabe de início destacar.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. Logo. PELA INEXISTÊNCIA DE NECESSIDADE DE PRISÃO PREVENTIVA) Sabe-se que a concessão de liberdade provisória é inversamente proporcional à necessidade de decretação da prisão preventiva. à liberdade e à segurança em sua pessoa’. fls. Nessa linha de pensamento.. informe o processo 0801069-47. 3°). com a Para conferir o original.

que o Gordura é o Carlos Henrique”. falso testemunho evidente. apontando autoria de crimes graves a pessoas inocentes. com a devida vênia.tjal. Depois disse: não sei nome. Ademais. “e o índio foi morto na linha por eles”.8. por si só. sem rosto e sem nome. Indícios que apontem ter o Requerente. em tese. sem lógicas.2016. onde a mesma também encontrasse como testemunha (fl.” Questiona-se: Diz ser ameaçada de morte pelos réus. Do fumus comissi delicti Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. ou seja. João. não devemos perde de vista que o preenchimento deste requisito. diz conhecê-los. mas não há um B. explico: A respeitável decisão de prisão preventiva apóia em afirmar o fumus comissi delicti no depoimento testemunhal da sra. sequer tal requisito do fumus comissi delicti fora alcançado. de forma rápida. 2-“quem mandava matar era o “Gordo”. concorrido para os crimes a ele abalizado. preencheriam o requisito do fumus comissi delicti.O sequer sobre tais ameaças. só sei que o rapaz era doente mental (5:55. onde se contradiz em sua alegações maldosas. de “ouvi dizer”. vale a transcrição de trechos importantes do depoimento da citada testemunha. de alguns questionamentos por parte desta defesa. que matam desde criança. . 3 um pouco mais de 1 (um) ano 3 (três) meses. fls. DE OUVI DIZER – DA EVIDENDE FRAGILIDADE DA PROVA TESTEMUNHA PARA INCRIMINAR O RÉU.jus. 4-“sobre o comando do Henrique”.8. 3-“(5:33) MP – Tem algum conhecimento de alguém que eles tenham matado? -Não respondeu. diante do magistrado. sem nexos. dando nomes as supostas vítimas. por representação da autoridade policial competente após Denúncia oferecida em seu desfavor. Questiona-se: Relatos duvidosos. Mesmo sendo juntado o áudio no presente writ. possivelmente. incriminando tais réus com a mesma semelhança de conduta e linguagem que acusa o ora Paciente Carlos Alberto e seu irmão Carlos Henrique. mas de Alexandre Rodrigues da Silva.jus. que se encontra em grau de Recurso de apelação crime neste Tribunal de Justiça sob o nº 0004568- 74. DA INEXISTÊNCIA DE INDICIOS DE AUTORIA -DA TESTEMUNHA SEM ROSTO E/OU SEM NOME. Maria Aparecia da Silva (fl.02. etc. acesse o site http://www2.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. seguindo. 1-“que é ameaçada de morte por eles e conhece eles. na oportunidade.02. Porém. que foram mais de 30 homens”(6:20).0000 e código 23A8D1. réu numa Ação Penal junto à 7ª VCC. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. quando o membro do MP lhe perguntou quais os nomes das pessoas que eles tinham matado.). nomes comuns (Zezinho. Questiona-se: O “Gordo” que ela se refere não se trata do Henrique. crimes que talvez nãoexistiram. “que mataram o filho da Ana no posto de combustível.no dia 17/11/2015. Para conferir o original. 50).br/esaj.0001. informe o processo 0801069-47. 951). do MP e da defesa.). mas não sabem afirmar se ambos são irmão ou não.2013. pelo menos até seu depoimento em juízo. não autoriza a prisão do Requerente.

0001 (7ªVCC).0001. colocaram o motorista para fora e da minha porta eu vi tudo.0067 (4ª VCC) e 0719358- 85. vive na rua”.8.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. difícil é crer que ela tudo ver. em aproximar-se de autoridade em troca de benefícios próprios. 4 Questiona-se: Não há como dar credibilidade a tal afirmação.8.2014.. responder uma ação penal baseada apenas em um testemunho mentiroso e cheio de contradições.com. 7-“que incendiaram o ônibus. foi até eu que chamei a polícia”. quando afirma que esta outra pessoa é a sua própria filha. 342 do CP. apenas em conjecturas. MP – perguntado se os 2 (réus) estão presos (Carlos e Henrique)? Respondeu que uma parte sim e outra não. fls.0000 e código 23A8D1. se é que é verdade. 5-“hoje a minha filha vive na rua.br/esaj. pagando a qualquer custo o preço.2014. todas essas versões da ora testemunha não passa de uma verdadeira mentira. ou seja.alagoas24horas. aí vieram matar ela. informe o processo 0801069-47. . filmei tudo. 8. Ademais. uma vez que não se baseia em prova alguma. mas não estavam no dia que queimaram o ônibus.tjal.02.02. acesse o site http://www2. desnecessariamente mentiu. nos levando a crer que ela própria que incrimina as pessoas. no dia do fato do ônibus. Maria Aparecida da Silva é testemunha nas Ações Penais nº 0004568-74. conduta contumaz em acusar pessoas em crimes graves.jus..) Questiona-se: Leva a defesa a crer que o interesse em tal “cooperação” com a justiça é pessoal. viver na rua não parece ser natural para quem vive ameaçada.br/901163/terror-mutange-grupo-armado-incendeia- coletivo-e-bloqueia-vias-bairro/). sendo essa mais uma mentira em seu testemunho. configurando claramente o crime de falso testemunho.jus. configurando o crime do art. Esclarece: A sra.) para Para conferir o original.02. o ora Paciente já se encontrava encarcerado. ainda que seja culpando inocentes de crimes graves. ou mesmo. que os mesmos se encontravam no fato. depois que começou a ajudar a polícia. além do mais. aí Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. Questiona-se: Henrique jamais estive preso e. 0700373-64.. talvez.2013. seja usada como testemunha para uma suposta cifra negra penal. Questiona-se: Diante de tamanhas evidencias de mentiras e contradições no caso concreto.02. Nesse contexto. ela era uma pessoa que ajudava a polícia. não é admissível. Maria Aparecida diz que ela mesma ia passando quando começou o tiroteio e ambas correram. com todas as vênias. Para a defesa. saber quem é a testemunha safada para matar”. uma vez que os incêndios ocorreram no dia 18/12/2014(http://www.(18:22) Eu queria também o apoio do senhor para internar a minha menina (. não a outra pessoa. que ela mesma identificou os autores. quem quer que seja permanecer por mais de um ano preso preventivamente. aí hoje ela não vive mais em casa.. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. aí ele soube. 6-“eu já vim em várias audiências e ele disse que quer saber da prova (. perguntado se Henrique e Carlos estão presos: respondeu que estão presos. a testemunha volta atrás em seu depoimento após ser indagada pela defesa sobre o que a suposta pessoa que tinha narrado o fato para ela. acaba por duvidosa essa tal ajuda que a filha da testemunha prestava a polícia.2016. ou seja.8.8. ou.

cujo acordão expressa ser“direito do réu saber o nome das testemunhas de acusação. da rel. no HC nº 454. in casu. 187.2002 – acordão nº 466714). pois. que há indícios que sua aposentadoria seja por invalidez. faz-se necessário o oficio ao INSS para que junte aos autos informações sobre Para conferir o original. retroagindo à fase da inquisição. sendo imprescindível tal esclarecimento para saber a capacidade da testemunha em responder por seus atos.330-3/5-00 – rel. reconheceu: “caracteriza cerceamento de defesa a omissão dos nomes das testemunhas que imputam ao acusado a prática de crime. só no dia em que iria ser feito . devido problemas psiquiátricos da mesma.8. do Des. é regredir. subjetivismo e juízo de valor)”.tjal. É dizer. 12. em outro julgado. acesse o site http://www2. informe o processo 0801069-47.jus. E mais.jus. afim de que se comprove tal informação.823-3/3. perante a autoridade policial. emitindo opiniões pessoais sobre os mesmos”. assina como Maria Aparecida dos “Santos”. José Damião Pinheiro Machado Cogan – j.03. o nome das testemunhas que o acusa ter praticado uma conduta criminosa é voltar o tempo. o benefício da testemunha ora informada.823-3/3 – rel. desta forma. fls. quais depõe. tanto que o art. desentranhar direitos conquistados pela sociedade. principalmente dessa natureza judicial. o que se vê. É o que se ver!!! E mais. ou inviabilizar o acesso do defensor aos dados pessoais da testemunha. não garantir esse importante direito ao Réu em conhecer. V do CPP impõe que o juiz indague dele (Réu) se as conhecem e se tem o que alegar contra elas” (TJSP – 1ª CC – HC 454. reconheceu a nulidade ocorrida em ação penal. não sabendo ao certo qual é seu nome. Raul Motta – j. onde proliferam as denúncias acobertadas pelo anonimato e aqueles que respondiam ao Tribunal da Santa Inquisição. em que “a testemunha não pode se manifestar subjetivamente sobre os fatos a respeito dos Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. a mesma assina com a sua digital (não alfabetizada). Raul Motta. tornando-se o depoimento anônimo. É dos Santos ou da Silva? Entretanto.br/esaj.. mas fora negado. onde. o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 08. conforme o brilhante acordão do Egrégio TJSP. inexiste qualquer autorização legal para suprimir o nome completo da mesma. a objetividade é um dos requisitos na prova testemunhal. na fl. “estar-se-á desobedecendo ao princípio do ‘due ptocesso flaw’. 50. Destarde.0000 e código 23A8D1. para Manzini.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. não consta nos autos a qualificação (RG e CPF) da testemunha MARIA APARECIDA DA SILVA. §2º. Vale ressaltar. é arrancar. tendo a defesa ter pedido ao juízo processante.2004 – acordão n.2016. é um depoimento cheio de ideias com fundamentos incertos. ao menos. ora autoridade coatora. 688457).02. eis que há manifesta violação ao princípio da ampla defesa e do devido processo legal” (TJSP – 5ª CC – HC 376. 5 Aury Lopes Jr. O mesmo TJSP. 321). afirma que a testemunha deve se encontrar “provida de detalhes técnicos e despida de contaminação (emoção.04. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. Tal requisito não se encontra presente nesse testemunho!!! Contudo. já em juízo (fl.

Eduarda Vieira (fls. informe o processo 0801069-47. Assim sendo. são firmes em alegar “não possuir condições de reconhecê-los”. José Damião Pinheiro Machado Cogan – acordão nº 466714). 6 publicamente o julgamento. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. as supracitadas testemunhas alegam se tratarem de homens com compleições fortes e cor.2016. hora morena. Para conferir o original.02. Dessa forma. é indispensável que se garanta ao defensor o conhecimento dos dados de qualificação da testemunha que será (ou deveria/deve ser) ouvida para que. conforme fls. possa formular os questionamentos pertinentes e eventualmente contraditá-la.60m. após colheita de provas e interrogatório. tanto na legislação federal que rege a matéria. quanto nos provimentos emanados da Corregedoria Geral de Justiça dos Estados de São Paulo e Santa Catarina. existem previsões.0000 e código 23A8D1. E mais. as testemunhas que realmente presenciaram o fato. é que tomava ciência da acusação que contra ele pesava”. nada há de relevante em seus respectivos depoimentos que possam levantar o mínimo de fumus comissi delicti em desfavor de Carlos Alberto Alves dos Santos. segundo Renato Brasileiro de Lima. Grifei e destaquei Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. como bem entende a renomada doutrinadora ADA PELLEGRINI GRINOVER: “a prisão preventiva constitui a mais característica . 40 e 325. Esse. quando afirma que “de nada adianta assegurar ao defensor a possibilidade de fazer reperguntar ás testemunhas. conforme laudas já citadas. (TJSP –76. nada impedindo de descrever os portes físicos. 42 – 43 e 48 – 49. 25/06/2013).8. não podem ser admitidos. (grifei) Por outro lado.75m e 1.br/esaj. De mais a mais. que se encontravam no estabelecimento no exato momento onde ocorreu o fato. 42 e 49) e Viviane (fl. 5ª CC – HC 376.330- 3/5-00 – rel. a evidente ausência deindícios suficientes de autoria do crime como um dos pressupostos da prisão preventiva desautoriza o decreto desta. que os autores eram de estaturas altas. acesse o site http://www2. aquele Tribunal de Justiça entendeu que o CPP não admite o testemunho anônimo. ou seja. medindo entre 1. também.80m. fls. acusação e ao magistrado (STF – 2ªT – HC 112811 – rel. 38.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. ou seja. Portanto. ou a testemunha sem nome. é o entendimento da doutrina. também devendo ser observado que o Requerente é de cor branca. Min. pelo contrário. 43 e 48). afirmaram por 2 (duas) vezes. é aceito pelo STF o testemunho anônimo desde que os dados de qualificação estejam arquivados em apartado com acesso restrito. hora parda. Demais disso. estavam com os rostos cobertos com “capuz”. ainda que com um pouco de divergência entre elas. Carmen Lúcia – j.jus. No presente enfoque. mas impossível de reconhecê-los. se o advogado não tem conhecimento de quem é a testemunha”. conforme fls. sendo importante frisar que o Requerente tem a altura de 1. ficando disponível para a defesa.tjal.jus. uma considerável diferença de 0. sob pena de ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal.15 cm. enquanto a outra diz “não possuir condições de efetuar o reconhecimento”. então.

São Paulo . Esse entendimento é pacífico. (As Nulidades no Processo Penal.13/12/2000 - V. para assegurar a aplicação da lei penal . além desses elementos. em nossa jurisprudência: “PRISÃO PREVENTIVA . outro é cheio de incertezas e mentiras (Maria Aparecida). a garantia da ordem pública. do fumus boni juris (prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria . CPP). deverá exercer um papel eminentemente intelectivo. 312. justamente onde a tornozeleira eletrônica mostra onde o ora Paciente se encontrava. gera no mínimo uma dúvida sobre a autoria parte do Paciente.374/8 . p. existam condições subjetivas do acusado que coloquem em risco os fundamentos que autorizam essa modalidade de segregação. ed. primeira parte. a própria esposa da vítima afirma perante a autoridade policial do seu envolvimento com crimes de várias espécies. RT. bem assim do periculum libertatis (garantia da ordem pública. .OCORRÊNCIA DE ALGUM DOS FUNDAMENTOS QUE A AUTORIZAM - NECESSIDADE: A prova de existência do crime doloso e indícios de autoria são.jus. tão somente.DECRETAÇÃO Para conferir o original.art.U. CPP)". mas eventos insuficientes para. quais sejam.INSUFICIÊNCIA . não podemos perder de vista o testemunho do sr. 312. parte fina. a sua imposição deve resultar do reconhecimento. inclusive com policiais militares. José Francisco.Relator: Ary Casagrande . senão em uma precisão. .jus. P. é cópia do original assinado digitalmente por tjal.art.02. por si só.tjal. “um prognostico sobre um dano futuro”” (2003. se conflitar tais depoimentos. nos moldes das lições de Badaró. diferentemente quando da análise do fumus comissi delicti. informe o processo 0801069-47. 426-427) (grifo e destaque nosso) Assim. bombeiro militar. (grifo nosso). 68-70.2016. também. sendo necessário que. e não investigativo. 6ª edição.“o juiz.10ª Câmara . 7 das cautelas penais. 1997.” (HC nº 375. a conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da Lei Penal. (grifoe destaque nosso) Ademais. em passeio na praia de Pajuçara. pelo magistrado competente.br/esaj. fls.247). (Voto nº 7.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. atuando na venda clandestina de arma de fogo (fls. conveniência da instrução criminal ou Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. pois enquanto um é objetivo (José Francisco). possibilitar sua decretação. em anexo). "pressupostos da prisão preventiva". Assim sendo.EXISTÊNCIA DE CRIME DOLOSO E INDÍCIOS DE AUTORIA . acesse o site http://www2. da ordem econômica.8. De mais a mais.(é o caso)pois não há como chegar-se à certeza de um perigo de dano. 289). que encontrava junto com o Paciente e seu irmão.0000 e código 23A8D1.

não está sendo valorada o beneficio que o equipamento produz em favor do Paciente. nesse caso concreto. Assim. que é a finalidade principal.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. por ultrapassar o raio permitido (limite territorial). não é o que se ver. entre elas a de vigiar cada passo do monitorado. PACIENTE NO MOMENTO DO CRIME – DA EFICÁCIA DO EQUIPAMENTO E SUA FUNÇÃO– DA (IN)EFICÁCIA DA VIGILÂNCIA (indireta) DA TORNOZELEIRA ELETRÔNICA NA VISÃO DA AUTORIDADE COATORA . efetivamente. legal ou moral deixar de considerar tal rastreamento em favor de quem quer que seja. solicitados por mais de uma vez pelo magistrado.02. pois são inúmeros os casos onde os usuários destes equipamentos têm suas liberdades cerceadas por violar a trava. momento em que o Requerente se encontrava a quilômetros do local. a tornozeleira eletrônica é um modo de prisão.jus. voltando a regredir para o regime fechado. não haveria dezenas ou centenas desses equipamentos sendo aplicado diariamente em todo território nacional e internacional.0000 e código 23A8D1.jus. ao menos deveria. portanto. têm funções múltiplas. a tecnologia utilizada para prender (priva uma serie de “direitos” que lhe seriam naturais caso não tivesse usando a tornozeleira) sem retirar do cidadão o convívio social.tjal. mas da própria imputação. mais evidente que qualquer outra prova. o equipamento é eficaz. informe o processo 0801069-47. in casu. constam nos autos que o fato ocorreu entre as 15:20hs e 16:00hs. que deve ser absoluta. DO RASTREAMENTO DA TORNOZELEIRA ELETRÔNICA QUE SE ENCONTRAVA O Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. in casu. estando ele ainda em vigilância do Estado. fls. desde o momento que o mesmo deixou de ser vigiado diretamente (regime fechado) passando a ser vigiado indiretamente (semiaberto) pelo tornozeleira eletrônica. monitoramento juntado diversas vezes a pedido do juízo. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. Contudo. Para conferir o original. cumpra suas funções. indiscutível de vigilância indireta que monitora todos os movimentos do individuo submetido a este equipamento. tendo a função. 8 Por fim. Assim. e. que é o fummuscomissi delicti. além dos benefícios morais. também. Entretanto. como é o caso do ora Paciente. resta claro a ausência do requisito essencial para a decretação da medida cautelar extrema. nos casos de . uma vez que. ora autoridade coatora. ser valorado como um instrumento de provas.2016. não sendo razoável. É dizer.8. ou mesmo. é capaz de fazer com que a pena. pois gritante é a flagrante ilegalidade não apenas da prisão. por exemplo. Em suma. se não houvesse garantia no equipamento por parte Estado.br/esaj. acesse o site http://www2. mas. não havendo evidente violação no monitoramento eletrônico por parte do usuário. inclusive. ainda que essa garantia seja relativa. apenas atingindo menos a dignidade daquele. diante das alegações apresentadas. até é. o Estado tinha como localizar o Paciente 24hs por dia. é o fato do Requerente encontrar-se monitorado pela tornozeleira eletrônica no dia do fato. a presunção deve ser que aquele monitoramento encontrasse válido. Bem se vê. inclusive no exato momento que o crime a ele imputado ocorrera. ainda que estigmatize. conforme relatórios detalhados do monitoramento que constam nos autos. econômicos (erário) e legais (provas).

Em relação à gravidade e hediondez do delito: STF: “Prisão preventiva: ser o crime legalmente classificado de hediondo não é razão bastante para decretá-la: precedentes” (HC 79. lo.02. art. que fora dado vista ao MP. rel. como o tem. estaria sendo usado para incrimina- Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06.02.8. Inconteste.8. principalmente.0001)onde ambos são réus.443-BA. mesmo que hediondo. 312). conforme fl. É oportuno lembrar. parece tratar de uma conspiração em desfavor do Paciente e seu irmão. 9 descumprimento.2013. deve estar demonstrada de forma consistente no decreto prisional. Assim. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. quando da juntada do monitoramento. Em estreita síntese. corre na 8ª Vara Criminal da Capital.tjal.jus.jus. quando do oferecimento da respeitável Denúncia (em anexo) requereu pela prisão preventiva do Paciente. 193 e 389) pela soltura do Paciente. 5ª T. circunstâncias que não se mostram suficientes. como pressuposto que autoriza a prisão preventiva (CPP. mas para desde já trancar a ação penal em desfavor do ora Paciente. Do periculum libertatis DA INEXISTÊNCIA DE RISCO CONCRETO À ORDEMP ÚBLICA – PRISÃO PREVENTIVA DESMOTIVADA E DESNECESSÁRIA. que deve reger-se sempre pela efetiva necessidade no caso concreto” (HC 39. fls. mesmo dia do fato do processo junto a 9ª VCC. por mais uma conclusão investigativa precária e arbitraria. em um crime que ocorreu no bairro do Farol. porém.0000 e código 23A8D1. não existia o conhecimento do monitoramento detalhado. o mesmo se manifestou em diversos pareceres (fls. não apenas revogar a medida extrema lhe devolvendo a liberdade. Todavia. processo (0702746-09. pois. que parece buscar movimentar o sistema penal como uma espécie de eleição de ocorrências e de infratores de acordo com a classe social a que pertence o autor do crime. portanto. que em fé pública. que o presente writ ora combate. acesse o site http://www2. por si só. muitos menos aceitável. o Paciente saiu de sua residência as 7:58hs. o Estado tem usado como prova para a decretação de prisão preventiva e.2016. Sepúlveda Pertence) STJ: “A ameaça à ordem pública. para regressão de regime. que gerou uma prisão ilegal que perdurou 10 meses.br/esaj. não é razoável. ainda. informe o processo 0801069-47. 149 e 158 (monitoramento detalhado). porém. tais informações.392-ES. semelhantemente. 177. rel.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. que o próprio Ministério Público. a ausência do fumus comissi delicti. as 5:30 da manhã. Para conferir o original. Arnaldo Esteves Lima) (grifei) . não considerar o detalhado monitoramento do Paciente para. e à comoção social causada na comunidade. não servindo como fundamento a simples menção à gravidade do delito imputado na denúncia. Min. para a decretação da referida medida restritiva de liberdade antecipada. por reconhecer a fé pública de ofício que tem tal documento. autor da ação. 1ª T. se o monitoramento detalhado indicasse o Paciente no local no momento do fato. Min.

não servindo de base. sob pena de solapar-se o princípio constitucional da não culpabilidade” (HC 83777/MG. nada há de concreto que possa dar ensejo a um de seus fundamentos.)É ilegal o decreto de prisão preventiva quase fundada na periculosidade presumida do réu”.. não trás risco à ordem pública. além de possuir todos os requisitos objetivos e subjetivos da liberdade. pois o Paciente não responde a nenhum processo por crime de tráfico de drogas. à preventiva. 10 “STF:(.tjal. Cezar Peluso. anote-se e pacífica jurisprudência pertinente às circunstâncias do fato e eventual modus operandi: STF: “Os parâmetros da prática delituosa dizem respeito ao próprio tipo penal.DO PRINCÍPIO DA NÃO Para conferir o original. conforme transcrição de trecho a baixo: “A necessidade de manutenção da prisão tem como fundamento a garantia da ordem pública. O que não é o caso! Embora o decreto prisional esforce-se para justificar a medida extrema (preventiva). Segunda Turma.. nem aos demais fundamentos da medida excepcional.. informe o processo 0801069-47.br/esaj. constam nos autos informações da Autoridade Policial de que o acusado é um conhecido traficante de drogas na região. que a periculosidade passa a ser motivo determinador da garantida da ordem pública. Todavia. (HC84311/SP.02. fls. Ademais. em 03/04/2007). gravidade do crime e repercussão social não são meios idôneos e hábeis à decretação de tal medida. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. são meras presunções. rel. CULPABILIDADE (INOCÊNCIA PRESUMIDA).. sem risco algum a ordem pública. Vale ressaltar. Com a máxima vênia.0000 e código 23A8D1. O paciente. sendo tais informações advindas mesma testemunha (Maria Aparecida) que mente e se contradiz perante o juízo. apresentando inadaptação ao convívio social.8. acesse o site http://www2.) DA FALTA DE JUSTA CAUSA À PRISÃO: DA INEXISTÊNCIA DE AMEAÇA À ORDEM PÚBLICA. (. Min. circunstâncias que indicam ser o acusado uma pessoa perigosa. Min. (grifo nosso) Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. vejamos: . com todo respeito.). levando em consideração a gravidade in concreto do delito e o modus operandi supostamente empregado. Rel. julgado. que o Paciente se encontrava monitorado com a tornozeleira desde abril/12. ou seja. é certo. Senão. Sabe-se que.jus. por si só.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. ainda. cumprindo o regime semiaberto há meses. por unanimidade de votos. A esse respeito. fatos corroborados ainda pelos depoimentos testemunhais (Maria Aparecida) presentes nos autos.jus.2016. sim..

5ª T. Min. a credibilidade da Justiça e circunstâncias do próprio fato delituoso não são meios idôneos a justificar a decretação da preventiva. sem nenhuma ligação direta como mérito da questão. na verdade. não servindo de base. fls. Cezar Peluso. é de natureza cautelar e excepcional.0000 e código 23A8D1.. anote-se pacífica jurisprudência pertinente às circunstâncias do fato e eventual modus operandi: STF: “Os parâmetros da prática delituosa dizem respeito ao próprio tipo penal. utilizar-se de elementos do próprio tipo penal para tentar justificar uma custódia.) . (HC84311/SP.392-ES. para a decretação da referida medida restritiva de liberdade antecipada. com entendimento pacificado pelo STF no mesmo sentido. por si só. como pressuposto que autoriza a prisão preventiva (CPP. aliás. Segundo já decidiu o STF e o próprio TJAL. da inocência. Rel. rel. por unanimidade de votos.jus. é uma decisão lastreada em presunção. com todo respeito. 1ª T.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. Segunda Turma. acesse o site http://www2. em 03/04/2007). por si só. e à comoção social causada na comunidade. STJ: “A ameaça à ordem pública. inclusive. o que se percebe. que deve reger-se sempre pela efetiva necessidade no caso concreto” (HC 39. Sepúlveda Pertence) Para conferir o original. à preventiva. não admitem tais argumentos.. informe o processo 0801069-47.443-BA. Min. Min. não servindo como fundamento a simples menção à gravidade do delito imputado na denúncia. como propósito de justificar uma medida hostil (prisão preventiva).) É ilegal o decreto de prisão preventiva quase fundada na periculosidade presumida do réu”. (grifo nosso) E mais.02. gera em violação ao princípio do no bis in idem. mesmo que hediondo. com todo respeito.tjal. a nossa Carta Magna. em abstrato. Os nossos Tribunais Superiores. sob pena de solapar-se o princípio constitucional da não culpabilidade” (HC 83777/MG. a suposta gravidade delitiva. julgado. Senão vejamos: Em relação à gravidade delitiva: STF: “Prisão preventiva: ser o crime legalmente classificado de hediondo não é razão bastante para decretá-la: precedentes” (HC 79. é vedado pelo nosso ordenamento jurídico. deve estar demonstrada de forma consistente no decreto prisional. sustenta-se periculosidade presumida. rel. Arnaldo Esteves Lima) Por outro lado. E mais. culpa ou inocência. circunstâncias que não se mostram suficientes.no caso. a qual defende a presunção Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. Min. quando esta.8.br/esaj. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. é rasgar. 11 Não há risco à ordem pública. ou seja. 312). art. rel. Sustentar isso. Atente-se: “STF:(..2016. o que é inadmissível pelos Tribunais Superiores. É a hipótese! A esse respeito.jus.

diferentemente do Estado que é o tutor da sociedade.jus. é o fundamento preferido. querer enxergar aquilo que incrimina a qualquer custo. porém. o aludido decreto de prisão preventiva viola sobremaneira as garantias constitucionais da individualização penal.02. Com efeito. por presunção. . embasar uma custódia com visão isolada no suposto tipo penal é medida temerária e injusta. Portanto. porquanto viola a presunção da inocência e antecipa o mérito (“um juiz o pré-concebido”). uma vez que o que se espera do Estado é a sua proteção (legal). informe o processo 0801069-47. e quando o cidadão é preso injustamente? O desassossego torna-se ainda maior!!! Quando um inocente é preso essa sociedade encontra-se. um indivíduo por mais perigo que possa oferecer. ao presumir pela inocência do Paciente. acesse o site http://www2. já que a prisão fora feita de forma genérica. com todas as vênias. apenas com base em depoimento de uma pessoa que mente e se contradiz. que perturba a sua “tranquilidade. com todo respeito..Nessa linha. mais ameaçada. . por exemplo. por força da Carta Magna. devendo somente ser decretada quando presente a necessidade cautelar de quaisquer dos seus fundamentos. oferece um perigo incomparavelmente maior a todos os seus tutelados. qualquer cidadão corre sérios riscos de se tornar um criminoso. até porque ninguém sabe ao certo o que quer dizer.8. quando assim procede. é cópia do original assinado digitalmente por tjal.br/esaj. pois. como a garantia da ordem pública. prender quem quer Para conferir o original. têm seus limites.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. Doutro modo. ou mesmo. tal visão jamais poderá ser chamada de Justiça. é antecipar uma suposta pena. a prisão preventiva é medida excepcional.. Onde está o risco em concreto da sociedade com o Paciente em liberdade? Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06.2016.tjal. sem especificar individualmente eventual motivo e necessidade de custódia de cada réu. que seja.jus. uma comoção na comunidade. o que pela legislação pátria é absurdo. de crise que gera um abalo social. Aury Lopes Jr vai ao ponto quando da garantia da ordem pública aduz: “Não sem razão. não se pode.” Mas. fls. por sua vaqueza e abertura. incomparavelmente. uma vez que não representa nenhum perigo para a sociedade. como ora fora feito. é recorrente a definição de risco para a ordem pública como sinônimo de “clamor público”. é de se conceder sua liberdade. Ao manter segregada a liberdade do Paciente. se assim não for. 12 Portanto.0000 e código 23A8D1. Em lugar algum! É dizer. basta o Poder Judiciário fechar os olhos para os direitos fundamentais.

) É ilegal o decreto de prisão preventiva que se funda na periculosidade presumida do réu”. Segunda Turma. E é assim que se posiciona a nossa jurisprudência: “TACRSP: Se a ordem pública. com a diferença que há provas de sua inocência. 13 Segundo o pensamento da Suprema Corte. o qual encontra respaldo em todos os demais tribunais. a instrução criminal e a aplicação da lei penal não correm perigo. a superveniência de erros judiciários.” É o caso. com base em provas frágeis e sem razão de ser. Min. nos termos do art. Contudo. informe o processo 0801069-47. com ou sem fiança. ademais. deve o julgador. como o monitoramento detalhado. De igual maneira. em face da ilegalidade gritante que sofre o ora paciente. assim.” Ora. parágrafo único. fechando os olhos para provas cabais produzidas pelo próprio Estado. em 03/04/2007) Finalmente. ou neste mantê-lo.qual a razão de levá-lo ao cárcere. da pena. do CPP” (RT 562/329) (acrescentei) E mais. posteriormente. por isso recebe a tutela pena.nem destruiu prova alguma). 5º.0000 e código 23A8D1. inciso LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela mantido. evitando.jus. anote-se: Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. rel. É de se devolver sua liberdade (provisoriamente). é que se deve conceder a pretensa ordem. as palavras Aury Lopes Jr. por unanimidade de votos.2016. pois sequer há a presença de risco aos cofres públicos). a garantir a ordem econômica(tão-menos.. (HC 84311/SP.tjal. se o paciente faz jus ao instituto da liberdade provisória. julgado. reza a CF/88: “Art. acesse o site http://www2. a rigor. garantir ordem pública nada mais é do que evitar o risco da sociedade diante da liberdade de um reiterado/contumaz no mundo do crime (agente periculoso). pior que isso. quando a lei admitir a liberdade provisória. deve a liberdade provisória ser concedida ao acusado (aqui ora requerente) preso em flagrante. a vítima é o hipossuficiente e. “STF: (. como consectário lógico a ser imposto.. pela inocência do réu. baseado em Ferrajoli que fala da leydel más débil: “No momento do crime. vez que se encontra segregado por mais de 1 ano e 3 meses por um decreto cujas motivações baseasse a um culpado antes mesmo do término da instrução. presumir. a conveniência da instrução criminal(o requerente nunca ameaçou nenhuma testemunha. fls. Cezar Peluso. com a máxima vênia. no processo penal opera-se uma importante modificação: o mais fraco passa a ser o acusado.02.br/esaj. Para conferir o original. que frente ao poder de acusar do Estado sofre a violência institucionalizada do processo e . é cópia do original assinado digitalmente por tjal.jus. mutatis mutandis. e não por sua culpa antecipada. Vale salientar. Por essas e outras razões.. fazendo valer os preceitos da Carta Magna.8.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA.. Sobre isso. 310. .

sendo o princípio reitor do processo penal e. com toda ênfase. mas uma conquista histórica da sociedade. Também não se trata de um procedimento..0000 e código 23A8D1.2016. é cópia do original assinado digitalmente por tjal. ainda que este confesse tal autoria. pois só perdem esse "status" após a sentença condenatório transitar em julgado). independente da gravidade ou repercussão que o mesmo pode causar. fazendo com que a presunção de inocência não seja apenas uma garantia de liberdade e de verdade. podemos verificar a qualidade de um sistema processual através do seu nível de observância (eficácia)”. (LUIGI FERRAJOLI) “Se é verdade que os cidadãos estão ameaçados pelos delitos. a presunção de inocência está expressamente consagrada no art. com toda ênfase. ou seja.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. muito menos do Ministério Púbico.. 5º. que o principio que primeiro impera no processo penal e o da presunção de inocência.)”. informe o processo 0801069-47. ser atingido pela aceitação social ou o clamor público. da Constituição. ninguém deve ser imediatamente sujeitado a cumprir a pena por um suposto crime que cometera. pois o dever do processo penal (instrução processual) é filtrar para que seja evitado..) Segue outros entendimentos da doutrina: “É um princípio fundamental de civilização. que o princípio que primeiro impera no processo penal é o da proteção dos inocentes (débil). LVII." (AuryLope Jr / Fundamentos do Processo Penal. pois esse é o dever que emerge da presunção constitucional de inocência prevista no art.jus.8.jus. em analise. Tal princípio não é uma mera escolha do julgador. Aury Lopes Jr. (Direito Processual e sua conformidade constitucional) (grifo nosso) Pode-se afirmar.Aury Lopes Jr. seja quem for à pessoa. da Constituição.02. LVII. não podendo. ainda que para isso tenha-se que pagar o preço da impunidade dos culpados. expressando: “No Brasil. senão também uma garantia de segurança (ou de defesa social).) Há que se compreender que o respeito ás garantias fundamentais não se confunde com a impunidade (. 5º. até que se finde o processo. Para conferir o original. freando o (ab)uso . E mais: "Pode-se afirmar. é algo que deve ser considerado ainda que circunstâncias do caso concreto demonstrem a sua desconsideração em relação ao raciocínio humano. também o estão pelas penas arbitrarias.br/esaj. jamais. o processo penal como direito protetor dos inocentes (e todos a ele submetidos o são. fls.. devendo estar presente no andamento do processo a todo tempo. DA PRESUNÇÃODE INOCÊNCIA Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06. louva a Constituição Federal brasileira 1988 por adotar tal princípio. 14 “(. acesse o site http://www2.tjal. fruto de uma opção garantista a favor da tutela da imunidade dos inocentes. enquanto segurança oferecida pelo Estado de Direito e que se expressa na confiança dos cidadãos na justiça” (LUIGI FERRAJOLI) Dessa forma. de uma fase a mais no qual o processo será submetido.

É castrado. (Aury Lopes Jr. ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA OAB/AL 13052 . fls.jus.br e ANDERSON CARLOS TAVEIROS DA SILVA. o princípio constitucional da não culpabilidade é justamente para evitar. como é o caso do ora Paciente. data máxima venia.” DA LIMINAR. se impõe a concessão liminar da presente Ordem de Soltura. enquanto não for legalmente comprovada sua culpa. que “toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência. 16 de março de 2016. por fim. 15 desmedido do poder de perseguir a pena. pede deferimento. inclusive.2016. acesse o site http://www2.br/esaj. é cópia do original assinado digitalmente por tjal.8.) Sem mais delongas. lembremos que a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto São José da Costa Rica). sem prejuízo de atender a todos os comandos judiciais. fora do processo.02.jus. porquanto a fumaça do bom direito encontra-se em todos os fundamentos acima ventilados. requer seja oficiado o INSS a fim de esclarecer se a testemunha Maria Aparecida dos Santos (ou da Silva) é aposentada por invalidez (problemas psiquiátricos). II “h”. no art. sendo esta a regra. 8º .8. seja a revogação da prisão preventiva de CARLOS ALBERTO ALVES DA SILVA. A pena não pode cair diretamente na cabeça do agressor.0000 e código 23A8D1. requer. por ser direito da defesa conhecer a testemunha . seja devidamente qualificada.. DO PEDIDO. O perigo da demora (urgência da medida) reside na condição contínua segregatória em que se encontra o Requerente. LIMINARMENTE. Maceió. Para conferir o original. se tal medida liberatória não for concedida liminarmente. garantindo-lhe o direito subjetivo e constitucional de responder ao processo em liberdade. EX POSITIS. impõe. juntando seus dados pessoais Nesses termos. também. através da permanente medida odiosa.2014. que o direito penal não seja autoexecutável e não tenha realidade concreta Este documento foi protocolado em 16/03/2016 às 14:06.02. com todo respeito. requer seja trancada a ação penal nº 0719358- 85.0001.tjal. Assim. persistirá o alegado constrangimento ilegal. Subsidiariamente. para a revogação da prisão do Pacte. informe o processo 0801069-47. Assim. expedindo-se em seu favor o competente Alvará de Soltura. ou seja.