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Tribunal Regional Eleitoral do Ceará

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Coordenadoria de Acompanhamento e Orientação à Gestão
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PARECER/SAGES/COGES/SCI N.º 001/2010 Referência: Interessado: Assunto: Processo Administrativo N.º 52.171/2009 José Ribamar Nogueira Barros Administrativo. Pessoal. Encargo de Questionamentos. Considerações.

Representação.

Exercício.

Senhor Diretor-Geral,

Trata-se de requerimento protocolado pelo servidor JOSÉ RIBAMAR NOGUEIRA BARROS, Técnico Judiciário do Quadro Permanente deste Tribunal, onde solicita esclarecimentos sobre a gratificação de representação percebida pelo mesmo no período de 1985 até 1987, visando subsidiar posterior pedido de opção pela vantagem do artigo 193 da Lei n.º 8.112/1990, combinado com o artigo 2º da Lei n.º 8.911/1994, com preenchimento dos pressupostos até a data de 18 de janeiro de 1995, conforme as decisões plenárias de n.ºs 2076/2005 e 1870/2005 do Tribunal de Contas da União. 2. O servidor juntou ao seu pedido cópia das fichas financeiras dos anos de 1985, 1986 e 1987, além de cópia da Portaria n.º 59/1985 que concedeu a gratificação de representação em questão, levantando os seguintes questionamentos: “1. Qual função corresponde a rubrica referente GRATIFICAÇÃO REPRESENTAÇÃO que consta nas minhas fichas financeiras, relativas aos anos de 1985, 1986 e 1987?; 2. Identificar a função acima com a respectiva Lei de sua criação; 3. Identificar qual função atualmente é correspondente, se houver?”, postulando, por último, que fosse certificado “que o período de abril de 1985 até dezembro de 1987 não ocorreu interrupção no efetivo exercício da „função‟ denominada GRATIFICAÇÃO REPRESENTAÇÃO”. 3. Dos autos emergem, em síntese, as seguintes manifestações: (1) em informação acostada às fls. 61/64, a SENOP, após traçar o perfil histórico das funções exercidas pelo servidor, posiciona-se pela viabilidade da elaboração de ato reconhecendo o exercício das atribuições de motorista e a consequente certificação desse período, desde que haja o prévio reconhecimento por parte da administração deste Tribunal, através do instituto da convalidação; (2) em adição, a Secretária de Gestão de Pessoas, substituta, ressalta que, mesmo após o Serviço de Cadastro e Controle ter elaborado exposição de motivos reconhecendo “que o servidor José Ribamar Nogueira Barros, passou a perceber a gratificação de representação de gabinete pelo exercício da função de motorista da VicePresidência a partir de abril de 1985 e, em 1987, passou a exercer a função gratificada de auxiliar especializado”, somente “foi providenciado ato designando o servidor para ocupar a função gratificada de auxiliar especializado – encargo de representação de gabinete da Vice-Presidência, com efeito retroativo, tão-somente, a 8 de dezembro de 1987, inexistindo registro, no âmbito deste TRE/CE, de ato de designação para o
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desempenho da reportada função, durante o interstício de abril de 1985 a dezembro de 1987”. Relatado, manifesto-me. 4. De início, convém registrar que os diversos documentos carreados aos autos – contracheques e fichas financeiras – não deixam nenhuma margem para que se venha a duvidar quanto à percepção da gratificação de representação pelo requerente nos anos de 1985 até 1987, ainda que tal concessão seja decorrente, é oportuno que se ressalte, de documento apócrifo [Portaria n.º 59, datada de 7 de fevereiro de 1985], ou seja, de documento sem autenticação ou assinatura. Aliás, é preciso que se diga que o ato administrativo em comento não é citado nem na exposição de motivos elaborada pelo então Serviço de Cadastro e Controle, vinculado à então Subsecretaria de Pessoal, nem no Parecer n.º 180/91 da Auditoria deste Tribunal, ambos acostados às fls. 46/51, uma vez que se observa, nos autos da exposição de motivos, a ressalva sobre a inexistência de “... ato administrativo com relação a concessão da gratificação de representação de gabinete...” ao servidor José Ribamar Nogueira Barros. 5. Noutro sentido, ainda que este Tribunal venha a reconhecer a validade do documento apócrifo concessório da gratificação requestada, deve-se entender como superada a comprovação fática de que o servidor em questão percebeu a gratificação de representação no período suscitado, face a quantidade de documentos acostados aos autos. Por outro lado, urge proceder ao exame da origem da respectiva gratificação e, por via de consequência, se a mesma tem alguma ligação com o encargo de representação posteriormente assumido pelo servidor, uma vez que o seu futuro reconhecimento poderá gerar direitos, de ordem pecuniária, para o requerente, que poderão ensejar em despesas futuras para a administração deste Regional, razão pela esta unidade técnica entende que o exame do presente caso deve ser feito com prudência. 6. Com efeito, à vista da legislação utilizada na Portaria n.º 59/1985, tem-se que a concessão da gratificação de representação em epígrafe fundamenta-se no disposto no artigo 7º do Decreto-lei n.º 1.461, de 23 de abril de 1976, combinado com o artigo 1º do Decreto n.º 77.242, de 26 de fevereiro de 1976, que, em suma, disciplinam:
Art. 7º. As Gratificações pela Representação de Gabinete serão fixadas por ato da Presidência de cada Tribunal, observados os princípios e valores estabelecidos para o Poder Executivo. Art. 1º. A gratificação pela representação de gabinete será concedida para indenizar as despesas de representação social resultantes do exercício: I – nos Gabinetes da Presidência e da Vice-Presidência da República; ......................................................................................................................

7. De fato, a gratificação de representação em apreço encontra-se regulamentada pelo Decreto n.º 77.242/1976, em cumprimento ao disposto no artigo 6º,
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item III, e no item II do Anexo II do Decreto-lei n.º 1.341, de 22 de agosto de 1974, que dispõe sobre a implantação gradual do Plano de Classificação de Cargos, e que no item II do anexo II define a citada gratificação como sendo “indenização devida ao servidor pelos gastos decorrentes de representação social pelo exercício nos Gabinetes Civil e Militar e na Secretaria de Planejamento da Presidência da república, no Serviço Nacional de Informações e Gabinetes de Ministro de Estado, de Dirigentes de Órgãos integrantes da Presidência da República e dos Secretários-Gerais de Ministérios”. No mesmo sentido, vê-se nos artigos 4º e 6º do Decreto n.º 77.242/1976 que a gratificação suscitada “não será incorporada aos vencimentos, para qualquer efeito, ...” e nem “poderá ser acumulada com vencimento de cargo em comissão, salário de função de confiança, gratificação de função ou gratificação por Encargo de Direção ou Assistência Intermediárias”. Ora, o anexo em questão apresenta, além da gratificação citada, diversas outras gratificações, com as suas respectivas bases de concessão, entre as quais podemos vislumbrar a “gratificação por encargo de direção ou assistência intermediárias” que se destina, em suma, “a retribuir o exercício de funções integrantes do Grupo – Direção e Assistência Intermediárias, de que trata a Lei n.º 6.006, de 10 de dezembro de 1973, de atribuições correlatas com as do cargo efetivo”. 8. Como se vê, as gratificações acima advém de benefícios distintos, posto que, enquanto uma tem caráter indenizatório, a outra se converte em vantagem destinada a retribuir o exercício de funções integrantes do grupo DAI, sendo que ambas se excluem mutuamente, conforme preconiza o Decreto n.º 77.242/76. Com efeito, essa linha de raciocínio encontra respaldo no próprio Decreto-lei n.º 1.461/1976 que, em artigos distintos, trata do reajuste das respectivas gratificações, sendo uma fixada por lei e a outra a critério de cada TRE, senão vejamos:
Art. 3º. As gratificações correspondentes às funções integrantes do GrupoDireção e Assistência Intermediárias, Código TRE-DAI-110 são reajustadas nos valores estabelecidos no Anexo II do Decreto-lei n.º 1.445, de 13 de fevereiro de 1976. Art. 7º. As Gratificações pela Representação de Gabinete serão fixados por ato da Presidência de cada Tribunal, observados os princípios e valores estabelecidos para o Poder Executivo.

9. Em outras palavras, enquanto a gratificação de representação de gabinete era indenização fixada por ato da Presidência de cada Tribunal Eleitoral, com observância aos princípios e valores estabelecidos para o Poder Executivo, as gratificações de funções integrantes do Grupo Direção e Assistência Intermediárias (DAI) derivavam de lei formalmente elaborada, não sendo passível, portanto, de fixação do seu valor por ato do Presidente de cada Regional. 10. Por outro lado, no que tange a verificação sobre a possível conexão entre a gratificação de representação de gabinete com os encargos de representação de gabinete posteriormente criados, faz-se imperioso retroceder à época da criação de ambos, visando
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oportunamente comprovar a existência ou não das mesmas na estrutura administrativa da Secretaria deste Tribunal Eleitoral. De fato, a Portaria n.º 614, de 28 de outubro de 1974, deste Regional, anterior, portanto, à criação da gratificação de representação de gabinete prevista no Decreto n.º 77.242/76, definia no seu Anexo I o quantitativo de lotação numérica das gratificações de funções integrantes dos Grupos Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e Direção e Assistência Intermediárias (DAI) existentes no âmbito do TRE/CE, nos seguintes termos: (a) Grupo DAS – Diretor-Geral (1), Diretor de Secretaria (2), Diretor de Subsecretaria (6), Auditor (1) e Assessor (3); (b) Grupo DAI – Secretário do Presidente (1), Secretário do Corregedor (1), Chefe de Zona (5), Secretário do DiretorGeral (1), Secretário do Diretor de Secretaria (2), Secretário do Auditor (1), Chefe de Serviço (11) e Chefe de Setor (5). Por força, então, da Portaria acima citada, os grupos DAS e DAI perfaziam os seguintes totais, respectivamente: 13 e 27. 11. Nesse sentido, registro que os quantitativos citados acima não sofreram qualquer alteração com a aprovação do Regimento Interno da Secretaria do TRE/CE, publicado no Diário Oficial de 8.8.1975, o que nos leva a inferir que a gratificação percebida pelo servidor durante o período de 1985 à 1987 não era do grupo DAI, nem fazia parte da estrutura administrativa deste Tribunal, pois se tratava, faz-se necessário repisar, de “indenização devida ao servidor pelos gastos decorrentes de representação social pelo exercício nos Gabinetes Civil e Militar e na Secretaria de Planejamento da Presidência da República, no Serviço Nacional de Informações e Gabinetes de Ministros de Estado, de Dirigentes de Órgãos integrantes da Presidência da República e dos Secretários-Gerais de Ministérios”, que o Decreto-lei n.º 1.461/1976 adotou no âmbito das Secretarias dos Tribunais Regionais Eleitorais, com expressa observância dos “princípios e valores estabelecidos para o Poder Executivo”. 12. Ademais, esse entendimento encontra reforço na aprovação da Resolução n.º 43, de 8 de dezembro de 1987, deste Tribunal, que, em cumprimento ao disposto na Resolução TSE n.º 13.967, de 24 de novembro de 1987, criou, no quadro permanente da Secretaria deste Regional, Encargos de Representação de Gabinete com os quantitativos constantes no anexo da supracitada Resolução, extinguindo, na oportunidade, algumas funções então existentes do Grupo Direção e Assistência Intermediária (DAI), tais como: “6 (seis) Secretários, DAI 112-3; 21 Chefes de Serviço, DAI 111.3; 05 Chefes de Setor, DAI 111.2”, e disciplinando que “os atuais componentes das funções de Secretário da Presidência, do Corregedor Regional Eleitoral e do Diretor-Geral passarão a exercer os Encargos de Oficial de Gabinete, os das funções de Secretário das Diretorias das Secretarias de Coordenação Administrativa e Eleitoral e de Auditoria, bem como os de Chefe de Serviço de Secretaria, desempenharão os Encargos de Supervisor e os de Chefe de Setor os de Assistente”[Parágrafo único, do art. 2º da Resolução n.º 43/1987 do TRE/CE]. 13. Ora, resta evidente que a supracitada Resolução, ao criar e extinguir funções, somente podia fazer referência às funções que antes faziam parte da estrutura administrativa deste Tribunal, pois o artigo 3º da mesma Resolução determinava que: “Nos
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artigos 3º, III e 4º do Regimento Interno da Secretaria, os termos „Funções de Grupo Direção e Assistência Intermediárias‟ devem ser substituídos por „Encargos de Representação de Gabinete‟;(...)”. De fato, somente após a aprovação da Resolução suso é que, tanto o Gabinete da Presidência quanto o da Vice-Presidência deste Regional, passaram a contar com a função gratificada de Auxiliar Especializado – Encargo de Representação de Gabinete, que foi concedida ao requerente por ato datado de 27 de setembro de 1991, com efeito retroativo a contar da data de 8 de dezembro de 1987, que, por coincidência, é a mesma data da Resolução em questão. 14. Dessa forma, penso que a divergência apontada pela Secretária de Gestão de Pessoas substituta no seu despacho de fls. 65 [“No entanto, foi providenciado ato designando o servidor para ocupar a função gratificada de auxiliar especializado – encargo de representação de gabinete da Vice-Presidência, com efeito retroativo, tãosomente, a 8 de dezembro de 1987, inexistindo registro, no âmbito deste TRE/CE, de ato de designação para o desempenho da reportada função, durante o interstício de abril de 1985 a dezembro de 1987”], não tem razão de prosperar, porquanto a situação funcional do servidor somente poderia ser regularizada até aquela época, com o advento da Resolução TRE n.º 43/1987, pois a gratificação de representação percebida antes, volto a aduzir, não fazia parte da estrutura administrativa do Tribunal e somente tinha o caráter indenizatório, além de não poder ser incorporada aos vencimentos para qualquer efeito. 15. Não bastando esses argumentos, colaciono aos autos diversos julgados sobre a matéria que comprovam a impossibilidade da incorporação da gratificação de representação em comento, face a sua natureza indenizatória:
AC APELAÇÃO CIVEL 199701000300095 Relator(a) JUIZ FEDERAL MARCELO DOLZANY DA COSTA Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador PRIMEIRA TURMA SUPLEMENTAR Fonte DJ DATA:05/05/2005 PAGINA:31 Decisão A Turma, por unanimidade, deu provimento à apelação e à remessa. Ementa GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE. CARÁTER INDENIZATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO AO SALÁRIO. IRRETROATIVIDADE DA LEI 8.911/94. 1. Até o advento da Lei 8.911, de 12/7/1994, a gratificação de representação de gabinete pelo exercício da função de motorista oficial da Presidência da República não se incorporava ao salário do servidor, para qualquer efeito, pois sua finalidade era indenizar despesas de representação social, em gabinete, somente enquanto ocorrente essa situação. A transformação da função em especialista e sua inclusão dentre as funções de direção chefia e assessoramento da Presidência da República foi expressamente prevista no art. 1º daquela Lei, cujos efeitos financeiros são devidos a partir da respectiva publicação. 2. Não cabe pagamento de parcelas anteriores à publicação da lei se esta não previu efeitos financeiros retroativos. 3. Apelação e remessa providas. Data da Decisão 12/04/2005 Data da Publicação 05/05/2005

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Processo AC 9301251639 AC APELAÇÃO CIVEL 9301251639 Relator(a) JUIZ FRANCISCO DE ASSIS BETTI (CONV.) Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador PRIMEIRA TURMA SUPLEMENTAR Fonte DJ DATA:19/09/2002 PAGINA:184 Decisão A Turma, à unanimidade, negou provimento à apelação. Ementa GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE. CARÁTER INDENIZATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO AO SALÁRIO. 1. A gratificação de representação de gabinete, pelo exercício da função de motorista não se incorpora ao salário do servidor, para qualquer efeito, pois sua finalidade é indenizar despesas de representação social, em gabinete, somente enquanto durar essa situação. 2. Apelo a que se nega provimento. Data da Decisão 03/09/2002 Data da Publicação 19/09/2002 Processo AC 9601231153 AC APELAÇÃO CIVEL 9601231153 Relator(a) JUIZ JOSÉ HENRIQUE GUARACY REBÊLO (CONV.) Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador PRIMEIRA TURMA SUPLEMENTAR Fonte DJ DATA:08/04/2002 PAGINA:136 Decisão A Turma, por unanimidade, deu provimento à apelação e à remessa oficial. Participaram do Julgamento os Exmos Srs. Juízes SELENE MARIA DE ALMEIDA e DERIVALDO DE FIGUEIREDO BEZERRA FILHO (CONV.). Ementa ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE. EXERCÍCIO SOB REGIME CELETISTA. REGIME ESTATUTÁRIO. INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS. IMPOSSIBILIDADE. PREVISÃO LEGAL. AUSÊNCIA. 1- O STF tem consolidado entendimento de que os servidores públicos - inclusive os anteriormente regidos pela CLT - não têm direito adquirido a regime jurídico, sendo impossível a soma de direitos e vantagens de regimes jurídicos distintos (MS n. 21086/DF, Rel. Min. Moreira Alves). 2- À míngua de expressa disposição legal, a Gratificação de Representação de Gabinete percebida pela autora não se incorpora aos seus proventos de inatividade eis que dita vantagem tem natureza indenizatória, não se equiparando a cargo em comissão ou função de confiança ou gratificada. 3- Precedentes da Corte. 4- Apelação e remessa oficial providas. Sentença reformada. Data da Decisão 19/03/2002 Data da Publicação 08/04/2002 Processo AC 9201193785 AC APELAÇÃO CIVEL 9201193785 Relator(a) JUIZ AMÍLCAR MACHADO (CONV.) Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJ DATA:28/06/1999 PAGINA:105 Decisão Negar provimento à Apelação, à unanimidade. Ementa ADMINISTRATIVO - GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE - LEIS Nº 1711/52 E 6732/79 - INCORPORAÇÃO AOS PROVENTOS - IMPOSSIBILIDADE - PREVISÃO LEGAL - AUSÊNCIA. 1 - À míngua de expressa disposição legal, a Gratificação de Representação de Gabinete percebida pelo Autor, durante 28 (vinte e oito) anos, pelo exercício

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de função na Presidência da República, não se incorpora aos seus proventos de inatividade. 2 - A Gratificação de Representação de Gabinete tem natureza indenizatória, não se equiparando a cargo em comissão ou função de confiança ou gratificada, para fins do art. 180 da Lei 1711/52 e legislação subseqüente. 3 Precedentes da Corte. 4 - Apelação improvida. Data da Decisão 05/04/1999 Data da Publicação 28/06/1999 Processo AC 9201211201 AC APELAÇÃO CIVEL 9201211201 Relator(a) JUIZ PLAUTO RIBEIRO Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Fonte DJ DATA:15/05/1995 PAGINA:28699 Decisão POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO A APELAÇÃO. Ementa ADMINISTRATIVO.... GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE. INCORPORAÇÃO INDEVIDA. 1 - A GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE, POR SEU CARATER INDENIZATORIO, NÃO INCORPORA, PARA QUALQUER EFEITO, NO SALARIO DO SERVIDOR. 2 - APELO IMPROVIDO. 3 - DECISÃO MANTIDA. Data da Decisão 18/04/1995 Data da Publicação 15/05/1995 Processo RO 8901202247 RO - RECURSO ORDINARIO TRABALHISTA - 8901202247 Relator(a) JUIZ SOUZA PRUDENTE Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJ DATA:12/11/1990 PAGINA:26801 Descrição A UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Ementa TRABALHISTA. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE. CARATER INDENIZATORIO. IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO AO SALARIO. I - A GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABIENTE NÃO SE INCORPORA AO SALARIO DO SERVIDOR, PARA QUALQUER EFEITO, POIS SUA FINABILIDADE_E INDENIZAR DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO SOCIAL, EM GABINETE, SOMENTE ENQUANTO DURAR ESSA SITUAÇÃO. II - RECURSO ORDINARIO DESPROVIDO. SENTENÇA CONFIRMADA. Data da Decisão 09/10/1990 Data da Publicação 12/11/1990 Processo AMS 8901206820 AMS - APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA - 8901206820 Relator(a) JUIZ PLAUTO RIBEIRO Sigla do órgão TRF1 Órgão julgador PRIMEIRA TURMA Fonte DJ DATA:30/10/1989 PAGINA:***** Descrição POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO APELO. Ementa ADMINISTRATIVO. QUINTOS. INCORPORAÇÃO. LEI N. 6.732/79 E DECRETO N. 77.242/76. 1 - NÃO COMPLETANDO O INTERSTICIO DE 06 (SEIS) ANOS, NÃO HA QUE SE FALAR EM DIREITO A PERCEPÇÃO DE VANTAGEM PESSOAL DA IMPORTANCIA EQUIVALENTE A FRAÇÃO DE 1/5 (UM QUINTO), PREVISTA NA LEI N. 6732/79. 2 - A FUNÇÃO EXERCIDA EM GABINETE, QUE NÃO DEU ORIGEM A CARGO EM COMISSÃO OU FUNÇÃO DE CONFIANÇA DOS GRUPOS DAI OU DAS,

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NÃO SE ENQUADRA NAS FUNÇÕES ENUMERADAS PELA LEI DOS QUINTOS. 3 - A GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE GABINETE, RECEBIDA EM DECORRENCIA DO EXERCICIO NO GABINETE, ESTA REGULADA PELO DECRETO N. 77.242/76, SENDO VANTAGEM INDENIZATORIA, OU SEJA, CONCEDIDA PARA INDENIZAR AS DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO SOCIAL, RESULTANTES DO EXERCICIO (ART. 1), E, POR ISSO MESMO, NÃO PODE SER INCORPORADA AOS VENCIMENTOS, PARA QUALQUER EFEITO (ART. 4). 4 - APELAÇÃO DESPROVIDA. 5 - SENTENÇA CONFIRMADA. Data da Decisão 26/09/1989 Data da Publicação 30/10/1989

16. Destarte, pelas razões expostas nos autos, dissentimos do entendimento externado pela Secretaria de Gestão de Pessoas na informação e no despacho de fls. 61/66 e opinamos pela inviabilidade jurídica do pedido, uma vez que entendemos que a situação funcional do servidor já foi devidamente regularizada, através do ato administrativo originário da Presidência desta Corte Eleitoral acostado às fls. 53, porquanto a gratificação de representação percebida pelo mesmo no período de 1985 à 1987 somente tinha o caráter de indenização e não podia ser incorporada para qualquer efeito, além de não fazer parte da estrutura administrativa deste Tribunal. É o parecer que submetemos à consideração de Vossa Senhoria. SAGES, em 8 de janeiro de 2010

Antônio Carlos Pinheiro da Silva
Analista Judiciário – Mat. 11570 Chefe da Seção de Acompanhamento e Orientação às Gestões Administrativas e de Recursos Humanos

Francisco Aurélio de Andrade Timbó
Secretário de Controle Interno e Auditoria

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