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eletrobrás: a eNerGia QUe movimeNta a GeNte.
Uma empresa que cresce mais a cada dia, porque conta com a força e a paixão que todo brasileiro tem.
sistema eletrobrás
o sistema eletrobrás é responsável por 39,6% da capacidade de geração instalada de energia elétrica do brasil. são 29 usinas hidrelétricas, 15 termelétricas e duas nucleares, com capacidade para gerar 38.566mW. as empresas componentes do sistema são responsáveis ainda por 57.441km de linhas de transmissão, representando mais de 63% do total nacional. Na área de geração de energia, destacaram-se, no exercício de 2007, os seguintes empreendimentos: conclusão da segunda etapa da UHe tucuruí (8.370mW); conclusão das duas últimas unidades da itaipu binacional (1.400mW); retomada da geração a carvão (Cadiota C – 350mW); retomada da UtN angra 3 (1.350mW) e, finalmente, o arremate da UHe santo antônio (3.150mW), no último leilão de energia, realizado em dezembro de 2007. Quanto ao sistema de transmissão, ressalta-se a viabilização da linha de transmissão tucuruí-manaus, com derivação para macapá, e os estudos de integração das usinas do rio madeira. as empresas capitaneadas pela eletrobrás são: cepel, cGtee, chesf, eletronorte, eletronuclear, eletrosul, Furnas, itaipu binacional e lightpar. além de líder do mercado brasileiro de geração e transmissão de energia elétrica, a eletrobrás é também gestora de programas sociais de amplo alcance por delegação de seu acionista majoritário, o Governo Federal.

paC - proGrama de aCeleração do CresCimeNto
o programa de aceleração do Crescimento (paC) é um conjunto de medidas tomadas pelo governo federal a fim de aumentar o investimento público em infra-estrutura, ampliar o investimento privado e remover obstáculos ao crescimento. o sistema eletrobrás é parte fundamental do paC por ser responsável pelos investimentos do programa no setor de geração e transmissão de energia elétrica. o paC é prioridade máxima do sistema eletrobrás.

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proCel
o programa Nacional de Conservação de energia elétrica (procel) foi criado com o objetivo de promover o uso racional da energia elétrica no país e o combate ao seu desperdício. É gerenciado pela eletrobrás e utiliza recursos da reserva Global de reversão (rGr), fundo federal constituído com recursos das concessionárias. em 2007, o procel desenvolveu projetos que contribuíram para uma economia de energia de cerca de 3 mil GWh.

relUZ
o reluz promove a eficiência na iluminação pública das cidades brasileiras, contribuindo para melhorar as condições de segurança pública e qualidade de vida do cidadão. o programa tem como meta a melhoria de 5 milhões de pontos de luz e a expansão da rede em um milhão de pontos até 2010. em 2007, o reluz beneficiou 131 municípios, tornando eficientes mais de 166 mil pontos de luz, com economia de energia resultante de 67 mil mWh/ano.

proiNFa
maior programa brasileiro de incentivo a fontes alternativas de energia, o proinfa colocará à disposição da sociedade brasileira 3.300 mW, provenientes de 144 projetos espalhados pelo país, gerados por usinas de biomassa, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas.

lUZ para todos
o programa Nacional de Universalização do acesso e Uso da energia elétrica luz para todos tem a missão de levar energia elétrica à totalidade da população do meio rural brasileiro, até o fim do ano de 2008. o programa tem como meta atender a cerca de 2,5 milhões de famílias brasileiras residentes na área rural, beneficiando cerca de 12 milhões de pessoas. em 2007, o luz para todos realizou 398 mil novas ligações.

CUltUra e esporte
para a eletrobrás, a energia não vem só da eletricidade. ela também nasce do ser humano e pode ser sentida na pele e vista nos olhos dos brasileiros, quando eles assistem a uma peça de teatro ou vibram com nossas seleções de basquete.

meio ambieNte
pensar no futuro do brasil não é apenas prover o país de energia elétrica abundante e a preço justo. a eletrobrás sabe que é fundamental cumprir essa missão, de modo sustentável, preservando o meio ambiente para as gerações futuras.

respoNsabilidade soCial
a eletrobrás está plenamente consciente de que, no mundo de hoje, as responsabilidades de uma empresa ultrapassam seus limites físicos. elas se estendem pelos quatro cantos do mundo, envolvendo as comunidades em volta dos seus empreendimentos, os parceiros de negócios, os acionistas, enfim, toda a sociedade.

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

MENSAGEM DO PRESIDENTE
É com imensa satisfação que encaminhamos o Relatório Anual de Administração, relativo ao exercício social de 2007, apresentando um balanço das principais conquistas obtidas no período, pela Eletrobrás, nas áreas de governança corporativa, ética, transparência e de responsabilidade social e ambiental. A experiência de mais de décadas na construção de usinas de geração de energia elétrica de grande porte, linhas de transmissão e gestora de programas de grande monta configuraram o Sistema Eletrobrás como um dos principais “players” na área de energia elétrica, sendo reconhecida nacional e internacionalmente como detentora de um largo conhecimento técnico sobre o setor elétrico. No exercício de 2007, a ELETROBRÁS contribuiu de forma decisiva na busca de soluções para questões técnicas e econômicas que possibilitaram atingir suas metas empresariais, tornando promissoras as expectativas de crescimento empresarial sustentável para o próximo exercício. Consciente de que o crescimento sustentável envolve uma atuação ética e transparente, a Eletrobrás implantou em 2007 o Comitê de Sustentabilidade das Empresas do Sistema Eletrobrás. O Comitê deverá atuar por meio de um modelo de gestão de negócios onde as dimensões sociais e ambientais, aliadas às boas práticas de governança corporativa, interferirão positivamente na dimensão econômica promovendo a sustentabilidade interna, a diversidade e a ética na condução dos seus negócios. Tal empenho foi reconhecido pela Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA, que incluiu a Eletrobrás no restrito grupo de companhias que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE. Merece ainda destaque a continuidade das ações relacionadas à adequação de mecanismos e processo de controle das empresas do Sistema Eletrobrás aos regulamentos estabelecidos pela Lei Sarbanes-Oxley, bem como a tomada de medidas com vistas a consolidar as boas práticas de governança corporativa. No que tange aos segmentos de geração e transmissão de energia destacaram-se no exercício de 2007 os seguintes empreendimentos/estudos: conclusão da 2ª etapa da UHE Tucuruí (8.370 MW); conclusão das 2 últimas unidades da Itaipu Binacional (1.400 MW); retomada da geração a carvão (Candiota III – 350MW); retomada da UTN Angra 3 (1.350 MW); viabilização das PPP’s e, finalmente, o arremate no último leilão de energia realizado no dia 10 de dezembro p.p. da UHE Santo Antonio (3.150 MW). No que tange ao sistema de transmissão a viabilização da LT Tucuruí - Macapá – Manaus e os estudos de integração das Usinas do Rio Madeira. Finalmente, ressaltamos que os avanços obtidos foram fruto do esforço conjunto dos Conselheiros, Diretores, Gerentes e, principalmente, do profissionalismo e dedicação do corpo de empregados da Eletrobrás e de suas empresas controladas, o que tornou-se a parcela fundamental para o crescimento sustentável das empresas, comprometidas com a preservação ambiental e com a melhoria da qualidade de vida de toda população brasileira. José Antônio Muniz Lopes Presidente da Eletrobrás

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO EXERCÍCIO SOCIAL FINDO EM 31/12/2007
Senhores Acionistas, Apresentamos o Relatório da Administração da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás, relativo ao ano de 2007, destacando as principais ações e atividades desenvolvidas ao longo do ano. 1. INTRODUÇÃO 1.1 Perfil da Companhia A Centrais Elétricas Brasileiras S/A - Eletrobrás é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa), de Madri, na Espanha e nos Estados Unidos, por meio dos programas de ADR nível 1. O Governo Federal, por ter 53,99% das ações ordinárias, detém o controle da empresa. Criada em 1962, a Eletrobrás tem atualmente por objetivo a realização de estudos, projetos, construção e operação de usinas produtoras e linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica, bem como a celebração de atos de comércio decorrentes dessas atividades, tais como a comercialização de energia elétrica. A Eletrobrás é uma empresa holding, controlando empresas de geração e transmissão de energia elétrica. São elas: Chesf, Furnas, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul e CGTEE. A companhia é controladora, também, da Light Participações S.A. – Lightpar e, em regime de controle conjunto, da Itaipu Binacional, nos termos do Tratado Internacional firmado entre os Governos do Brasil e do Paraguai. A atuação na distribuição de energia se dá por intermédio das empresas federalizadas: Eletroacre (Acre), Ceal (Alagoas), Ceam (Amazonas), Cepisa (Piauí) e Ceron (Rondônia), assim como pelas distribuidoras Manaus Energia e Boa Vista Energia S.A., subsidiárias integrais da Eletronorte. As empresas do Sistema Eletrobrás têm capacidade instalada de 38.566* MW, representando 39,6% do total nacional distribuídos em 29 usinas hidrelétricas, 15 termelétricas e duas nucleares e 57.339 km de linhas de transmissão, representando mais de 63% do total nacional. Desde sua criação, a Eletrobrás tem sido responsável pela gestão de uma carteira de recursos setoriais, atualmente composta pela Reserva Global de Reversão – RGR, Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, Utilização do Bem Público – UBP e pela Conta de Consumo de Combustível – CCC, que financia os combustíveis fósseis utilizados nos Sistemas Isolados localizados na Região Norte do país. Atualmente, os recursos da RGR e CDE financiam quatro Programas do Governo Federal, quais sejam: Luz para Todos – universalização do acesso à energia; RELUZ – estímulo à eficiência na iluminação pública; PROINFA – incentivo às fontes alternativas de energia elétrica e PROCEL – conservação de energia elétrica. Além disso, esses recursos são também aplicados no financiamento de obras de geração e transmissão de energia elétrica. O sistema Eletrobrás atua de forma integrada. As políticas e diretrizes adotadas são definidas pelo seu Conselho de Administração e operacionalizadas pelo Conselho Superior da Eletrobrás (CONSISE), formado pelos presidentes da holding e das empresas controladas, que se reúne regularmente. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Eletrobrás constituem-se as principais atribuições do CEPEL que é a maior instituição do gênero no Hemisfério Sul e conta com 34 anos de existência. * Incluída Itaipu (7.000MW) 1.2 SISTEMA ELETROBRÁS A economia espanhola cresceu 3,8%, um décimo a menos que em 2006. Esse crescimento foi caracterizado por uma forte moderação da demanda interna e uma grande melhora do setor externo. O crescimento da economia britânica foi de 3,1%. O último trimestre do ano apresentou uma taxa de apenas 0,6% - o pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2006 - devido à desaceleração do setor de serviços que representa 75% de sua economia. Em 2007, o preço do barril de petróleo aumentou 57,21% comparado a 2006. Foi um desempenho semelhante ao de 2002, quando o aumento foi de 57,26%. A forte demanda de petróleo e combustíveis em nível mundial (principalmente EUA, China e Índia) e as tensões geopolíticas nas principais regiões produtoras foram os fatores determinantes para a disparada das cotações da commodity. O preço do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) ficou próximo dos US$ 100, valor nunca visto desde 1983. América Latina A expectativa para a expansão do PIB na região é de 5,6% em 2007, mesma taxa alcançada em 2006. Destaque para Argentina, que atingiu a marca de 8,6%, alcançando, assim, o quinto ano consecutivo com taxas superiores aos 8%. Ademais, no rastro da disparada dos preços do petróleo, a Venezuela continua em seu ritmo de expansão e cresceu 8,5% ante os 10,3% de 2006. Segundo relatório divulgado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe - CEPAL, em 2007 mantiveram-se muitas das principais características da atual fase de crescimento econômico da região que perdura por mais de cinco anos. Dentre as mais importantes destacam-se: o superávit em conta corrente (porém em nível menor), a melhora nos termos de troca, o superávit fiscal primário, o desemprego decrescente, o aumento das reservas internacionais e a redução da dívida externa. Os principais fatores que determinaram o crescimento econômico na região foram o aumento do consumo e os investimentos de capital. O Investimento Direto Estrangeiro na região encerrou o ano com saldo de US$ 77 bilhões, crescimento de 69% frente a 2006, destacando-se o Brasil com US$ 34,6 bilhões, seguido do México com US$ 16,9 bilhões. 1.4 PANORAMA BRASILEIRO O crescimento da economia brasileira em 2007 foi de 5,4% ante os 3,8% de 2006, segundo dados divulgados pelo IBGE. Analisando-se o resultado pela ótica da demanda observa-se que o consumo das famílias (representando 60,9% do PIB) e a formação bruta de capital fixo cresceram 6,5% e 13,4%, respectivamente. O consumo da administração pública elevou-se em 3,1% e o setor externo, com um aumento de 6,6% nas exportações e 20,7% nas importações. Pela ótica da oferta, o setor que apresentou o melhor desempenho foi o agropecuário, registrando 5,3% de crescimento. No setor industrial destaca-se a indústria de transformação (5,1%), seguida pela construção civil e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que apresentaram taxas de 5,0% cada. Já no setor de serviços, a intermediação financeira e seguros (13,0%), os serviços de informação (8%) e o comércio (7,6%), foram as maiores altas. Cresceram também transporte, armazenagem e correio (4,8%), serviços imobiliários e aluguel (3,5%), outros serviços (2,3%) e administração, saúde e educação pública (0,9%). A balança comercial fechou 2007 com saldo positivo de US$ 40,039 bilhões. O resultado foi 13,8% menor do que o registrado em 2006, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essa redução foi atribuída à valorização da moeda nacional frente ao dólar e ao euro. Em 2007, as exportações somaram US$ 160,683 bilhões, registrando um aumento de 16,6% em relação ao ano anterior. Já as importações registraram avanço de 32%, passando dos US$ 91,351 bilhões em 2006 para US$ 120,583 bilhões em 2007. O melhor desempenho exportador foi dos produtos básicos, com US$ 51,59 bilhões em 2007, alta de 28,08%; nos semimanufaturados, as vendas de US$ 21,80 bilhões foram 11,7% maiores; e nos manufaturados, responsáveis por 52,3% do total exportado pelo país em 2007, a alta foi de 11,9%, de US$ 75,02 bilhões em 2006 para US$ 83,94 bilhões em 2007. Na conta de capitais e financeira do Balanço de Pagamentos, destaca-se o item ‘investimentos em carteira’ (títulos públicos, ações, etc.) em que se registrou um montante de US$ 47,9 bilhões frente aos US$ 9,5 bilhões de 2006. As aplicações estrangeiras em ações e títulos de renda fixa apresentaram crescimento significativo frente ao verificado em 2006, 240% e 1.530%, respectivamente, alcançando um volume de R$ 26,2 bilhões e R$ 21,7 bilhões. Durante o ano de 2007, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos foi de US$ 34,6 bilhões, o que representa um crescimento de 84,3% em relação ao ano anterior. Esse resultado representa um novo recorde desde 1947. Segundo o Banco Central, o recorde anterior foi registrado no ano de 2000, quando US$ 32,7 bilhões em investimentos ingressaram no Brasil. Entretanto, naquele ano houve elevado ingresso de recursos para as privatizações. As reservas internacionais aumentaram em US$ 94,5 bilhões no ano, acumulando um volume recorde de US$ 180,3 bilhões em 2007. Política monetária e metas de inflação: A política monetária adotada pelo governo, via Banco Central do Brasil (BACEN), possui como diretriz o controle da inflação utilizando-se do regime de metas. Para o ano de 2007 a meta foi estipulada em 4,5% para o IPCA (índice oficial), sendo que há possibilidade de desvios de 2,0% para mais ou para menos, denominados banda superior e inferior, respectivamente. Tendo em vista o comportamento dos preços ao longo do ano, o COPOM seguiu a política de redução das taxas de juros em 2007. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2007 em 4,46%. Com peso de 21,44% no índice, o grupo alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta de 10,79% em doze meses. Os produtos não alimentícios, com peso de 78,56%, aumentaram 2,83% no acumulado do ano devido às reduzidas variações em itens como telefonia fixa (0,34%), energia elétrica (-6,16%), habitação (1,76%), entre outros. O IGP-M encerrou o ano com aumento de 7,75% ante os 3,14% de 2006. O referido índice é muito sensível às mudanças cambiais, pois 60% de seu peso são produtos do atacado, muitos dos quais referenciados em dólar. Haja vista a desvalorização da moeda americana frente ao real observa-se que o câmbio não foi fator determinante para o aumento observado. Em síntese, o INCC aumentou 4,6% (construção civil), sendo sua participação de 10% na formação do índice; o IPC (consumidor), que corresponde a 30%, registrou 4,5% de aumento; por fim, o IPA (atacado), registrando elevação de 9,9%, contribui com 60% do referido índice. Finanças Públicas: A política de promoção de superávits primários permaneceu em 2007. A Necessidade de Financiamento do Setor Público NFSP no conceito primário encerrou 2007 em -3,98% do PIB, superando a meta de -3,8%. O governo federal respondeu pela maior parcela do esforço fiscal, 4,11% do PIB, seguido pelos governos estaduais (0,48%) e empresas estatais (0,48%). Os juros nominais recuaram de 6,86% do PIB em 2006 para 6,25% em 2007, acarretando redução das NFSP nominais em 0,73%. A dívida pública federal aumentou 7,8% em relação a 2006, alcançando R$ 1,334 trilhão. Ainda assim, situou-se abaixo da meta estipulada pelo Tesouro Nacional que, devido à crise financeira (subprime) do segundo semestre, interrompeu o lançamento de novos papéis. O aumento de 12% da DPMFi (dívida interna) foi o responsável pela elevação da dívida pública total do governo federal, passando dos R$ 1.093,5 trilhões em 2006 para R$ 1.224,9 trilhões em 2007. Enquanto a dívida externa encerrou o ano em R$ 108,88 bilhões, queda de 24,1% em relação a 2006 (R$ 143,5 bilhões). A valorização do real e o programa de resgate antecipado (buyback), além do fato de que os vencimentos de bônus e dívidas contratuais superaram a novas emissões e contratações, responderam pela redução dessa parcela da dívida. A estabilização político-econômica do país vem trazendo benefícios para a rolagem da dívida pública. O governo considerou positiva a gestão da dívida pública em 2007. De fato, pode-se destacar a elevação do prazo médio de vencimento dos papéis de 35 meses em 2006 para 39 meses em 2007, contribuindo para a redução do risco de refinanciamento. Ademais, observa-se a continuidade de redução dos títulos indexados ao câmbio (12,7% e 8,2% para os anos de 2006 e 2007, respectivamente) e à taxa Selic (33,4% em 2006 e 30,7% em 2007). Por fim, os títulos prefixados em conjunto com os remunerados por índices de preços se consolidam como os principais instrumentos de financiamento do governo federal, passando de 51,8% em 2006 para 59,2% em 2007. Bolsa de Valores de São Paulo: O índice Ibovespa obteve uma rentabilidade de 43,65% em 2007, fechando o ano com 63.886 pontos. No pregão de quinta-feira, 06 de dezembro, registrou sua máxima histórica: 65.790,81 pontos. O valor de mercado das empresas com ações listadas na Bovespa atingiu R$ 2.477,6 bilhões em dezembro de 2007, um acréscimo de 60,4% em relação ao ano anterior. As empresas que integram a carteira do Índice Bovespa e do Índice Brasil (IbrX-100) responderam por 71,2% e 75,9%, respectivamente, do valor total da capitalização. Os setores de atividade com maior valor de mercado em 2007 foram: Instituições Financeiras, com R$ 473,7 bilhões (19,1% do total); Petróleo, Gás e Biocombustíveis, com R$ 437,2 bilhões (17,6%); Mineração, com R$ 291,7 bilhões (11,8%); e Energia Elétrica, com R$ 182,0 bilhões (7,3%). Esse excelente desempenho foi acompanhado por superação de máximas históricas e também pelo maior volume financeiro já alcançado na história da Bolsa. Novamente, o aporte de capitais estrangeiros foi o maior responsável pela valorização do índice, respondendo por 34,5% do volume total, pouco abaixo dos 35,5% de 2006. Destaca-se a participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo IPOs, de 75,8%. O fluxo de recursos estrangeiros para o mercado de ações brasileiro foi de R$ 45,2 bilhões, resultado de R$ 49,4 bilhões em aquisições realizadas pelos estrangeiros nas ofertas públicas de ações e do saldo negativo da negociação direta na BOVESPA, de R$ 4,2 bilhões. A Bovespa encerrou o ano de 2007 com 64 ofertas públicas iniciais de ações, um crescimento de 146%, que representaram uma captação de R$ 55,5 bilhões ante os R$ 30,4 bilhões de 2006. Os fatores responsáveis pelo excepcional desempenho da bolsa podem ser atribuídos à alta liquidez internacional, ao bom desempenho do setor produtivo, à inflação controlada, aos juros em queda e à expansão do crédito. Outro ponto que corrobora o ‘boom’ do mercado de capitais brasileiro foi o crescimento de 108% no número de investidores individuais, passando de 219.634 contas em 2006 para 456.557 em 2007. Ademais, a Bolsa alcançou uma média diária de negócios de 152.872 - aumento de 74,7% em relação a 2006, enquanto que o volume total negociado elevou-se em 100,3%, atingindo R$ 1,2 trilhão. Logo, a média diária saltou para R$ 4,9 bilhões, 101,1% a mais do que os R$ 2,4 bilhões de 2006. 1.5 MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA O mercado de fornecimento de energia elétrica em 2007 totalizou 367.278 GWh, representando um crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior (Tabela 1). Considerando a evolução do mercado por subsistemas, é importante ressaltar o desempenho do subsistema Isolado e Nordeste, cujas taxas de crescimento foram de 6,1% e 6,3%, respectivamente. Entretanto, no que concerne à distribuição espacial do consumo de energia elétrica, o Sudeste/Centro-Oeste representou 59,3% do mercado de fornecimento brasileiro, enquanto as participações dos subsistemas Sul, Nordeste, Norte Interligado e Sistemas Isolados foram de 17,4%, 14,2%, 7% e 2,1%, respectivamente. Analisando o mercado sob a ótica das classes de consumo, é possível identificar as tipicidades do consumo de energia elétrica de cada um dos subsistemas. Enquanto no Norte e Sul a classe comercial foi a que apresentou a maior taxa de crescimento (8,1% e 8,4%, respectivamente), nos Sistemas Isolados e no Nordeste o desempenho da classe industrial foi a de maior destaque (5,2% e 6,2%, respectivamente). No Sudeste/Centro Oeste, o maior crescimento foi observado na classe Comercial e Residencial (6,1% e 5,2% respectivamente) (ver Tabela 2). Dentre os aspectos que interferiram, em 2007, no comportamento do mercado de energia elétrica na classe de consumo residencial, cabe frisar que a ampliação da oferta de crédito, a queda da taxas de juros impulsionando a venda de eletrodomésticos, o bom desempenho da construção civil e o aumento expressivo na quantidade de novas ligações residenciais, impulsionadas pelo Programa Luz para Todos, constituíram um ambiente favorável para que o crescimento da respectiva classe de consumo superasse a do mercado total.

Companhias Eletronorte/Manaus Energia Chesf Eletronuclear Furnas CGTEE Eletrosul Itaipu TOTAL
1.3 PANORAMA MUNDIAL

Linhas de Transmissão (km) Capacidade Instalada (MW) 10.448 9.714 18.468 10.618 --2.007 19.278 8.737 --490 9.145 ----7.000 57.339 38.566

A expectativa de crescimento da economia mundial para 2007, segundo a Organização das Nações Unidas, é de 3,4% ante os 3,8% de 2006. As principais economias apresentaram taxas moderadas de expansão, sobretudo em virtude da crise imobiliária americana que afetou os mercados financeiros mundiais notadamente no último trimestre do ano. Os Estados Unidos cresceram 2,2% e 3,8% em 2007 e 2006, respectivamente. A crise no setor imobiliário oriunda da grande inadimplência ocorrida nos empréstimos de alto risco – subprime – foi o fator responsável pela desaceleração. A redução na taxa de crescimento nas vendas do varejo e na venda de imóveis, prejudicando a construção civil e o aumento do desemprego foram apontadas como as principais conseqüências da crise financeira. Foi a menor taxa de crescimento econômico em cinco anos (1,6% em 2002). Analistas estimavam que o PIB no quarto trimestre cresceria 1,2%, Entretanto, foi de apenas 0,6%, o que contrastou fortemente com o terceiro trimestre, quando o PIB se expandiu 4,9%, refletindo a crise no sistema financeiro. Em relação ao déficit comercial americano, observou-se uma queda de 6,2% em relação ao ano anterior, notadamente em virtude da desvalorização do dólar em relação às principais moedas. Apesar da redução do déficit geral, houve um aumento de 10,2% em relação ao comércio com a China, chegando a US$ 256,3 bilhões no ano. É o maior déficit no comércio com um único país já registrado pelos EUA. No Japão, contrariando a opinião de analistas, o crescimento foi muito superior ao esperado. Acreditava-se que o crescimento da segunda maior economia do mundo fosse de 1,5%, entretanto o valor alcançado foi de 2,1%. De acordo com o governo japonês, o crescimento no último trimestre de 2007 foi decorrente de um aumento de 2,9% nos investimentos corporativos. Soma-se a isso o aumento de suas exportações em 2,9%, principalmente para a China. A economia chinesa obteve em 2007 seu maior crescimento dos últimos 13 anos, 11,4%. Esse é o quinto ano consecutivo que a economia chinesa apresenta uma taxa de crescimento com dois dígitos. Fica assim confirmada sua posição de quarta maior economia no mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, Japão e Alemanha. Dados preliminares apresentados pela Eurostat – agência de estatísticas da União Européia – indicam que a atividade econômica na região cresceu 2,9%. Ainda segundo a agência, a taxa de desemprego alcançou 7,1%. Vale ressaltar que as taxas de desemprego da Alemanha, Espanha, França e Portugal giraram em torno de 8,3%. A menor taxa verificada foi de 3,2% na Holanda. Estima-se que a inflação dos países do bloco ficará em torno de 2,4%. Segundo as previsões, não haverá nenhum “salto” na inflação. A maior diferença que poderá ser verificada será de 0,5 pontos percentuais. Analisando-se os principais países europeus, verificou-se que o crescimento da economia alemã em 2007 foi de 2,5% ante os 2,9% apresentados em 2006, notadamente em função do crescimento das exportações e pela ampliação dos investimentos. Acompanhando as previsões feitas, o crescimento da economia francesa atingiu 1,9% em 2007 frente aos 2,2% anteriores.

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Ministério de Minas e Energia
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Por outro lado, o aumento significativo do quantum importado em todas as categorias de uso, com destaque para os bens de consumo duráveis (crescimento de 54,4% no acumulado de janeiro-outubro de 2007, sob mesmo período do ano anterior), limitou o crescimento de consumo da Classe Industrial (demanda doméstica atendida por uma parcela crescente de bens produzidos externamente). Em relação às Outras Classes (agregado das classes Iluminação Pública, Rural, Serviço Público, Poder Público e Consumo Próprio), é digno de nota o crescimento do consumo rural, sobretudo em função do Programa Luz para Todos no Norte e Nordeste e maior utilização da irrigação. (Tabela 1) Mercado de Fornecimento* - Brasil 2003-2007 (GWh) 2003 2004 2005 Residencial 76.162 78.470 82.650 Industrial 136.221 146.065 149.040 Comercial 47.531 49.686 52.939 Outras Classes 47.073 46.551 49.936 Total 306.987 320.772 334.565 *Fonte: EPE - Consumo Cativo + Consumo Livre Classe (Tabela 2) Taxas de Crescimento - Mercado de fornecimento (*) Classes de Consumo e Subsistema 2006/2007 (%) Subsistema Residencial Industrial Comercial Sistemas Isolados 5,6 5,2 6,0 Norte Interligado 9,7 4,0 8,1 Nordeste Interligado 7,4 6,2 6,5 Sudeste/C. Oeste 5,2 2,9 6,1 Sul 6,9 4,6 8,4 Brasil 6,0 3,7 6,6 *Fonte: EPE /Consumo Cativo + Consumo Livre 1.6 EVOLUÇÃO DOS DADOS OPERACIONAIS DAS CONTROLADAS Consolidado – Sistema Eletrobrás Informações gerais 2003 2004 2005 Capacidade Instalada (MW)* 35.398 36.282 37.056 Linhas de Transmissão (km) 55.512 55.869 56.443 Geração Própria (GWh)* 207.842 212.266 218.955 Energia Vendida (GWh)* 233.615 218.718 221.087 Empregados* 21.685 22.332 23.076 *Inclui 50% de Itaipu e as subsidiárias da Eletronorte Manaus e Boa Vista Energia. 1.7 ATIVIDADES INTERNACIONAIS Em sintonia com a política de ampliar e consolidar sua atuação no setor energético internacional, a Eletrobrás participou, juntamente com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), de entendimentos com entidades de países da América Latina, visando atender a 3 projetos de cooperação técnica que deverão ser assinados em 2008. A Costa Rica, através do Instituto Costarriquense de Eletricidade – ICE, efetuou 2 solicitações, sendo 1 encaminhada a Furnas e outra ao Cepel, que também recebeu 1 solicitação da CVG Edelca da Venezuela. Além disso, foi dado prosseguimento à prospecção de oportunidades de negócios de mútuo interesse na África - Angola e Namíbia, em conjunto com Furnas. Em apoio ao Ministério de Minas e Energia, a Eletrobrás também participou, juntamente com o MRE, de negociações relativas à realização de estudos de inventário do trecho do Rio Uruguai, na fronteira do Brasil com a Argentina. Esses estudos estão amparados pelo Tratado Internacional firmado em 1982 entre os Governos desses dois países. Visando fomentar a integração energética regional, a Eletrobrás, que exerce a Presidência e a gestão da Secretaria Executiva do Comitê Brasileiro (BRACIER) e da Comissão de Integração Energética Regional (CIER), participou de duas reuniões internacionais promovidas pela Comissão no Uruguai e na Colômbia. Fora do âmbito regional, em 2007, a Eletrobrás participou das tratativas relativas ao fornecimento de serviços de consultoria internacional solicitado a Itaipu, pela China Three Gorges Project Corporation – CTGPC. Recebeu ainda, a visita de delegações estrangeiras oriundas da Costa Rica, China, Equador, França, Rússia, Polônia, Inglaterra, Coréia, Zimbabwe, El Salvador, Índia e Nigéria. 1.8 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Em seqüência aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos desde 2006 para o alcance e desdobramentos dos Objetivos Estratégicos, parte dos grupos de trabalho constituídos concluíram seus trabalhos em 2007, resultando em propostas de Resolução que foram aprovadas ou que estão sob a apreciação da Diretoria Executiva relativas às seguintes Estratégias Corporativas: Governança, Investimento/Novos Negócios, Carteira de Ações e Imagem da Empresa. 2. ANÁLISE EMPRESARIAL E FINANCEIRA 2.1 DESEMPENHO ECONÔMICO E FINANCEIRO A ELETROBRÁS encerrou o exercício de 2007 com lucro de R$ 1.547,9 milhões, equivalente a R$ 1,37 por lote de mil ações. No exercício de 2006, a empresa registrou lucro de R$ 1.161,3 milhões, equivalente a R$ 1,03 por lote de mil ações, equivalendo a uma elevação de 33%. O comportamento do Real frente a diversas moedas estrangeiras e o fato de a ELETROBRÁS deter relevante parcela de seus recebíveis (líquidos de obrigações) – R$ 15.197,0 milhões (US$ 8,579.6 milhões) - indexados a moedas externas, com destaque para o dólar norte-americano, criaram um cenário de perda para a Companhia no exercício de 2007, que conteve a sua evolução. Nestes doze meses de 2007 a ELETROBRÁS registrou perdas cambiais de R$ 3.001,7 milhões. No mesmo período de 2006, a Companhia reconheceu perdas cambiais de R$ 1.599,3 milhões, decorrentes de sua carteira de financiamentos e empréstimos. No tocante às variações monetárias decorrentes dos níveis internos de preços, neste exercício de 2007, a Companhia verificou um ganho de R$ 529,2 milhões, 60% maior do que o verificado em 2006, onde foram reconhecidos ganhos de R$ 330,6 milhões. Contudo, apesar da forte redução do resultado da Companhia motivada por questões cambiais, a influência do resultado financeiro decorrente, em grande parte, de sua carteira de financiamentos e empréstimos, possibilitou à Companhia obter expressivo ganho, líquido, de R$ 3.741,7 milhões, fruto de seu programa de investimentos ao longo dos anos e do baixíssimo nível de endividamento. Em 2006, a carteira de financiamentos e empréstimos concedidos gerou ganho líquido de R$ 3.499,4 milhões. O reconhecimento dos resultados obtidos pelas 21 empresas investidas da ELETROBRÁS, avaliadas por equivalência patrimonial, impactou de forma positiva e determinante o resultado da Companhia neste exercício, em que a ELETROBRÁS registrou ganhos decorrentes de R$ 1.883,3 milhões. Este resultado está influenciado pelo reconhecimento do superávit verificado nas Fundações de Previdência Complementar patrocinadas pelas empresas do Sistema ELETROBRÁS, no montante de R$ 1.224,4 milhões, com destaque para a Fundação Real Grandeza que, isoladamente, contribuiu com um superávit de R$ 1.138,0 milhões. A atividade de comercialização de energia elétrica, apesar de significar um expressivo faturamento da ordem de R$ 7.555,6 milhões, correspondente à venda da energia gerada pela ITAIPU Binacional e pelo PROINFA, não representa ganhos para a Companhia, nos termos da Lei nº. 10.438/02. No tocante à energia de ITAIPU, a Companhia apurou uma obrigação equivalente a R$ 96,0 milhões, decorrente do desenvolvimento da atividade de comercialização de energia elétrica no período de janeiro a dezembro de 2007, correspondente ao superávit produzido pela atividade, nestes 12 meses, a ser repassado aos consumidores em exercícios futuros, via tarifa. O déficit acumulado e recuperável decorrente das operações de comercialização de energia elétrica de ITAIPU corresponde, em 31 de dezembro de 2007, a R$ 179,5 milhões e não representa risco para os investidores da Companhia, dada a modelagem da atividade, estabelecida em legislação aplicável. O PROINFA – Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, que assegura à ELETROBRÁS o direito à comercialização da energia produzida pelos próximos 20 anos, gerou, neste exercício de 2007, superávit de R$ 250,4 milhões, a ser realizado nos limites do próprio programa, sem impactar, portanto, a rentabilidade do acionista. A ELETROBRÁS também vem buscando alternativas de novos negócios nos segmentos de geração e transmissão de energia elétrica, de forma a incrementar sua participação no setor, aumentando sua capacidade de geração de recursos, com foco na ampliação de sua rentabilidade e maior remuneração de seus acionistas. A ELETROBRÁS encontra-se inserida no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, o que significa que a empresa é considerada pelo mercado como transparente, praticante de boas praticas de governança corporativa e aliada a uma boa política sócio-ambiental. O conceito de avaliação da sustentabilidade empresarial tem como base o princípio do triple bottom line, que pressupõe o mesmo peso para indicadores ambientais, sociais e financeiros. Este princípio pressupõe que um projeto pode vir a ser inviabilizado por um grande passivo ambiental ou por práticas trabalhistas não aceitáveis internacionalmente. Por este motivo, as grandes instituições financeiras internacionais atribuem menor risco às empresas que apresentam estas práticas de sustentabilidade inseridas em sua estratégia de negócio. Estar em um índice de sustentabilidade significa para as empresas signatárias um menor custo de captação internacional, seja no mercado de equity ou no de debt. Os grandes fundos de pensão manifestam grande interesse em ações de empresas que são sustentáveis. A empresa também aderiu ao Pacto Global se posicionando estrategicamente com as maiores corporações mundiais, alinhadas pela ONU, visando a responsabilidade social corporativa. Em busca de uma economia global mais sustentável e inclusiva, o Pacto advoga dez Princípios Universais, envolvendo direitos humanos, direito do trabalho, proteção ambiental e princípios contra a corrupção. O Pacto Global está ligado aos grandes movimentos de ISR (Investimento Socialmente Responsável) que tratam a nível mundial do conceito de sustentabilidade empresarial. A exemplo do ISE Bovespa, a ELETROBRÁS está trabalhando, visando demonstrar aos investidores suas ações sócio-ambientais consideradas como “politicamente corretas”. Em conjunto com estas medidas, a Companhia está em vias de obter seu registro na SEC dos Estados Unidos da América do Norte e ultimando o atendimento à Lei Sarbanes-Oxley. Vale ressaltar que a ELETROBRÁS encontra-se no nível I de governança corporativa da BOVESPA. 01/01/06 a 31/12/06 3,85% -8,66% 01/01/07 a 31/12/07 7,75% -17,15% 2.3 ESTRUTURA DE CAPITAL E ENDIVIDAMENTO 2006 85.784 157.423 55.224 51.796 350.227 2007 90.940 136.323 58.874 54.141 367.278

Outros 7,9 7,6 4,6 5,1 1,8 4,5

Total 6,1 5,3 6,3 4,3 5,2 4,9

2006 37.221 57.053 241.162 243.105 24.998

2007 38.566 57.341 233.112 239.998 26.177

2.4 REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS

Variação do IGPM Variação do US$

2.2 EVOLUÇÃO DOS INDICADORES FINANCEIROS

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

2.5 RESULTADO PRIMÁRIO A meta do Resultado Primário do Sistema Eletrobrás, para o ano de 2007, foi de R$ 1.380 milhões, conforme Decreto nº. 5.939, de 19 de outubro de 2006. Anos 2007 2006 2005 2004 2003 2.6 ANÁLISE DO RISCO EMPRESARIAL A partir da criação da Divisão de Análise de Riscos e de Rentabilidade, foram dados os primeiros passos no sentido de dotar a Eletrobrás de práticas e ferramentas para o tratamento sistemático de riscos. Com isso, procura-se atender às premissas fundamentais de governança corporativa e de sustentabilidade empresarial, melhorando a imagem da empresa diante dos diversos stakeholders e agregando valor às suas operações. Durante o ano de 2007, dois grandes projetos foram iniciados. O primeiro diz respeito ao programa de hedge com instrumentos derivativos para mitigação do risco cambial da Eletrobrás. A partir de estudos que se estenderam de maio a julho e de reuniões com instituições financeiras, foram aprovadas no segundo semestre quatro resoluções de Diretoria Executiva e três deliberações do Conselho de Administração sobre o assunto, definindo a base regulamentar para a estruturação das operações. O início das negociações está previsto para o primeiro trimestre de 2008. O programa procurará reduzir, de forma substancial, a volatilidade observada nos resultados da empresa, tornando-os mais previsíveis e alinhados ao seu desempenho operacional. O segundo projeto de destaque foi a implantação da gestão de riscos corporativos, inicialmente focada na Diretoria Financeira. O objetivo foi desenvolver uma metodologia de análise e mensuração qualitativa, de modo a consolidar a cultura de risco, permeando todos os processos de decisão dentro da empresa. Foram mapeadas diversas áreas estratégicas, com ênfase no impacto das atividades sobre o nível de volatilidade do fluxo de caixa projetado. O processo culminou com a contratação da consultoria Ernst & Young, já responsável pelos trabalhos de adequação à Lei Sarbanes-Oxley. O trabalho da consultoria se estenderá por todo o primeiro semestre de 2008 e dotará a empresa de um modelo de gestão integrada de riscos que permita identificar, gerir e monitorar as exposições e as oportunidades relevantes com foco nos objetivos estratégicos da Eletrobrás. Esse modelo permitirá, também, a integração de práticas isoladas já existentes na empresa, como o tratamento dos riscos ambientais, patrimoniais, operacionais e de TI. 2.7 DÉBITOS VENCIDOS – RENEGOCIAÇÃO No exercício de 2007, as principais negociações realizadas foram com as empresas controladas e federais de distribuição, visando equacionar o quadro de inadimplência apresentado e, desta forma, possibilitar a continuidade do recebimento de empréstimos e financiamentos, as suas participações em leilões de energia e os reajustes tarifários autorizados. Objetivou-se ainda, a redução das frustrações de receita da Eletrobrás e uma melhor previsibilidade no ingresso destes recebíveis, com reflexos positivos nos seus demonstrativos econômicos e financeiros, tendo sido renegociados R$ 7.398,2 milhões, conforme quadro a seguir: Companhia Ceal Ceron Ceam Cepisa Repactuado R$ milhão Condições 44,0 Suspensão de principal no período de 01.01.2007 a 31.12.2007 dos contratos vigentes. Suspensão de principal e incorporação de juros no período de 01.01.2007 a 30.12.2007 do 55,0 contrato ECF-1861/99, com modificações nas taxas de juros e administração. Suspensão de principal e incorporação de juros no período de 01.01.2007 a 31.12.2007 37,0 dos contratos vigentes. Suspensão de principal e incorporação de juros no período de 01.01.2007 a 31.12.2007 73,2 dos contratos vigentes, exceto para o contrato ECF-2582/06. Suspensão de principal e incorporação de juros no período de 01.02.2007 a 31.12.2007 dos contratos vigentes, com exceção aos contratos ECF-2301/03 e RES-0391/03, que 68,0 terão incorporação de juros, e o contrato ECR-0237/86. Parcelamento da dívida vencida referente ao pagamento efetuado pela Eletrobrás, como 61,2 garantidora junto a El Paso. Incorporação da taxa de administração entre 01.01.2007 e 30.11.2007 e alongamento do prazo 52,8 de amortização em mais três parcelas para o contrato ECF-1197/95. Resolução 043/07. Incorporação da taxa de administração entre 01.01.2007 e 30.11.2007 e alongamento do prazo 38,0 de amortização em mais três parcelas para o contrato ECF-1197/95. Resolução 196/07. Liquidação da dívida vencida do contrato RES-734/99, em espécie e através de encontro 15,3 de contas. Retirada da inflação americana dos contratos de financiamento e adequação dos saldos 2.965,2 devedores entre Eletrobrás e o Tesouro Nacional. Prorrogação do prazo de carência do contrato ECF-2614/07, transferindo a amortização 105,3 única para 30.01.2008. Suspensão da exigibilidade de principal das parcelas dos contratos de repasse com 74,5 vencimento em 21.06.2007, transferindo o pagamento para 21.12.2007. Refinanciamento das parcelas de principal dos contratos de repasse com vencimento em 156,5 21.12.2007. Quitação integral de valores vencidos de contratos RGR. Transferência de valores vencidos e a vencer de contratos para a conta de Adiantamento para Futuro Aumento de 3.577,2 Capital. Refinanciamento de valores vencidos do contrato RES-929/98. Refinanciamento de valores vencidos dos contratos financiados com RO e suspensão da 75,0 exigibilidade de principal do contrato ECF-1714/98. 7.398,2 Resultado Superávit Superávit Superávit Superávit Superávit R$ milhão 2.789,0 2.137,2 2.864,8 1.650,5 1.211,0

Quantidade de acionistas não – residentes: Tipo Ordinaristas Preferencialistas TOTAL Quantidade de acionistas residentes: Tipo Ordinaristas Preferencialistas TOTAL Estrutura de Capital – dezembro 2007: 31/12/2006 3.457 15.235 18.692 31/12/2007 3.704 16.161 19.865 Variação % 7,14 6,07 6,27 31/12/2006 264 257 521 31/12/2007 288 283 571 Variação % 9,09 10,11 9,59

3.3 INDICADORES DE GOVERNANÇA CORPORATIVA Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE): A Eletrobrás teve suas ações listadas no referido índice em dezembro de 2007, fazendo parte das empresas que possuem as melhores práticas de sustentabilidade empresarial baseadas no conceito do Triple Bottom Line. Atualmente, 43 ações emitidas por 34 empresas de 14 setores da economia estão listadas no ISE Bovespa. Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa: A Eletrobrás continua atuando no sentido de aumentar sua transparência. Em 29 de setembro de 2006, aderiu ao Nível 1 de governança corporativa. Essa adesão é voluntária e a companhia, seus controladores e administradores assumem o compromisso de seguir as regras do regulamento de listagem da Bovespa. Os objetivos principais são a melhoria na prestação de informações ao mercado (maior disclosure) e a dispersão acionária. American Depositary Receipts (ADRs) Nível 1: são certificados emitidos por bancos estrangeiros que correspondem a ações de empresas brasileiras, visto que essas não podem ser negociadas no exterior. Os ADRs possuem três níveis diferenciados de emissão, sendo o nível três aquele que permite o lançamento de novas ações. Atualmente, os ADRs negociadas pela Eletrobrás encontram-se no nível 1 e são negociados no mercado de balcão, ou seja, não são negociados em bolsa e não é possível a captação de recursos com esses papéis. O objetivo é a apresentação da empresa para o investidor, preparando-se para futuras captações. A Eletrobrás vem realizando a adaptação da contabilidade ao padrão USGAAP, levantamento de ajustes da parte atuarial, levantamento legal para realização do formulário 20-F e iniciando o mapeamento de controle da Lei Sarbanes & Oxley (SOX) com o objetivo de ascender ao Nível 2 e fazer o registro na Securities and Exchange Comission (SEC). Com isso, suas ações passarão a ser negociadas em bolsa, como por exemplo a NYSE (bolsa de valores de Nova Iorque). 3.4 ANÁLISE DAS AÇÕES DA ELETROBRÁS E DO IBOVESPA Entre dezembro de 2006 e dezembro de 2007, a valorização do Ibovespa foi de 43,65%, enquanto que as ações ordinárias (Elet3) e as preferenciais (Elet6) desvalorizaram 6,32% e 4,18%, respectivamente.

Manaus Energia Manaus Energia Chesf Chesf Lightpar Itaipu Furnas Eletronuclear Eletronuclear

Eletronorte Ceee TOTAL

2.8 EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO Dando continuidade à política de atendimento aos acionistas oriundos da capitalização dos créditos do empréstimo compulsório, em 2007, a Eletrobrás implantou no sistema escritural do Banco Bradesco S.A., 13.016.222 ações preferenciais da classe “B”. Enviou às empresas concessionárias distribuidoras de energia elétrica, para repasse aos consumidores industriais, o montante de R$ 15.713.762,78, referente aos juros da correção dos créditos do empréstimo compulsório. 3. RELAÇÕES COM INVESTIDORES E O MERCADO FINANCEIRO 3.1 RATING A classificação de risco dos papéis de dívida da Eletrobrás está relacionada diretamente com a classificação de risco obtida pelo país por ser a União o seu acionista majoritário. Segundo a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, o rating soberano, na escala global, fechou o ano com nível BBB para negócios em moeda nacional e BB+ para moeda estrangeira, tendo atingido o “investiment grade” para os negócios em moeda nacional, portanto. Na prática, observa-se o reflexo dessa classificação por meio do risco-país (diferença entre a taxa de juros paga pelos títulos do tesouro brasileiro e americano). O maior valor alcançado ocorreu em 26 de novembro, 252 pontos, enquanto que o menor, 137, foi registrado em 18 de junho. O risco-país fechou o ano de 2007 em 222 pontos, sendo a trajetória ao longo de 2007 ilustrada pelo gráfico abaixo:

3.5 PROGRAMAS DO AMERICAN DEPOSITARY RECEIPT (ADR) ADR Nível I: As ações da Eletrobrás negociadas no mercado de balcão de Nova Iorque, tanto as ordinárias (CAIFY) quanto as preferenciais (CAIGY), obtiveram uma valorização de 9,28% e 13,66%, respectivamente, em 2007. Enquanto o real apreciou-se em relação ao dólar 17,15%, as ações ordinárias valorizaram-se 9,28% e as preferenciais 13,66%.

O bônus da Eletrobrás com vencimento para 2015 encerrou o ano com rating BB+ para negócios em moeda estrangeira, segundo a agência de classificação Standard & Poor’s. Houve uma redução do yield dos papéis de dívida de emissão da Eletrobrás, de 1,9% ao longo de 2007. O maior valor registrado ocorreu em 23 de agosto, 7,1%, enquanto o menor, 5,8%, foi verificado em 24 de abril.

CAIGY - Ações preferenciais da Eletrobrás (Lote de 500 ações): As ADRs de ações preferenciais da Eletrobrás apresentaram o valor mais alto no dia 06 de novembro de 2007, fechando a US$ 15,30. O valor mínimo registrado no ano dessas ações ocorreu no dia 05 de março, quando a cotação atingiu US$ 9,65. Em 2007, esse papel encerrou o ano cotado a US$ 12,90, com uma valorização de 13,66% em relação ao fechamento de dezembro de 2006, quando foi de US$ 11,35. CAIFY - Ações ordinárias da Eletrobrás (Lote de 500 ações): As ADRs de ações ordinárias da Eletrobrás registraram a cotação máxima de US$ 15,85, no dia 06 de novembro de 2007. O valor mínimo registrado foi de US$ 9,90 no dia 05 de março. Em 2007, essa ação encerrou o ano cotada a US$ 12,95, obtendo uma apreciação de 9,28% em relação a 2006, quando fechou o ano cotada a US$ 11,85. 3.6 LATIBEX - (Mercado de Ações Latino-Americanas existente na Bolsa de Madri): O euro sofreu uma desvalorização, frente ao real, de -7,50%, no ano de 2007. As ações ordinárias (Xelto) valorizaram-se, no mesmo período, 1,66%, enquanto que as preferenciais (Xeltb) valorizaram-se 8,25%.

3.2 BASE ACIONÁRIA Acionistas União BNDESPAR FND FGP Outros TOTAL Nº. de Ações em 31/12/2006 261.923.621.935 66.878.975.753 22.810.749.898 20.000.000.000 193.135.858.339 564.749.250.925 *Nº. de Ações em 31/12/2007 523.847.243 133.757.950 45.621.589 40.000.000 386.271.720 1.129.498.502

(*) Houve grupamento de ação na proporção de 500/1 em agosto/07. Quantidade de acionistas – sistema escritural: Xeltb: As ações preferenciais do programa Latibex fecharam, no final do ano de 2007, em € 9,05. Já em 2006, este ativo fechou em € 8,36, o que reflete uma valorização de 8,25%. Durante o ano de 2007, a cotação mais alta foi atingida no dia 02 de julho, quando chegou a € 11,29. Já a mais baixa foi observada no dia 16 de agosto, quando foi de € 7,24. 31/12/2007 3.721 16.384 20.105 3.992 16.444 20.436 Variação % 7,28 0,36 1,64 Xelto: Esse ativo, que representa as ações ordinárias do programa Latibex, obteve no ano de 2007 uma valorização de 1,66%, visto que no ano de 2006 fechou a € 9,06 e no ano de 2007 fechou a € 9,21. Ao longo do ano de 2007 a cotação mais alta foi atingida no dia 21 de junho, quando foi de € 11,30. Já a mais baixa foi observada no dia 17 de agosto, quando foi de € 6,50.

Tipo Ordinárias Preferenciais TOTAL

31/12/2006

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

3.7 CARTEIRA DE AÇÕES DA ELETROBRÁS A Eletrobrás possui ações de empresas abertas do setor elétrico, englobando empresas de geração, transmissão e distribuição, cotadas no valor de R$ 6.576,1 bilhões, em 31 de dezembro de 2007. Deste montante, R$ 4.626,1 bilhões foram oferecidos como garantia de diversas ações judiciais, em sua maior parte em questionamentos relativos a empréstimos compulsórios e obrigações. Companhia CTEEP - PN CTEEP - ON CESP - ON CESP - PNA CEB - PNA CEB - PNB AES TIETÊ - ON AES TIETÊ - PN COPEL - ON CELG - ON CELPE - PNA CELPE - PNB CELPE - ON CELPA - PNA CELPA - PNB CELPA - ON CEEE D - ON CEEE D - PNB CEEE GT - ON CEEE GT - PNB EMAE - PN CEMAT - ON CEMAT - PN COELCE - PNA COELCE - PNB CEMAR - PNA CEMAR - PNB CEMAR - ON CGEEP - PN CELESC - PNB CELESC - ON Total Tipo PN ON ON PNA PNA PNB ON PN ON ON PNA PNB ON PNA PNB ON ON PNB ON PNB PN ON PN PNA PNB PNA PNB ON PN PNB ON --Cotação – R$ 38,70 35,36 35,30 33,01 41,97 39,39 79,00 66,50 29,50 26,20 29,00 29,23 24,59 16,50 14,61 14,89 7,49 16,00 5,70 5,70 12,34 10,00 9,30 21,50 21,69 0,00 0,28 0,15 39,00 42,50 53,78 --Valor Total – R$ milhão Valor Bloqueado- R$ milhão 1.800,5 1.543,8 217,8 130,8 1,3 0,0 220,0 212,0 8,2 8,2 4,2 4,2 3,0 1,0 500,5 474,2 45,2 0,0 0,6 0,0 33,0 23,8 0,2 0,0 0,5 0,0 2,0 1,4 15,7 15,7 307,7 0,0 918,9 799,6 56,1 56,1 699,3 608,6 20,0 20,0 177,9 177,9 21,1 9,4 383,2 383,2 85,3 85,3 33,2 33,2 0,0 0,0 17,0 0,0 810,2 0,0 17,2 10,8 176,1 26,9 0,2 0,0 6.576,1 4.626.1

do limite anual aprovado de R$ 5,5 bilhões, fixado pela Lei nº. 11.625, de 26 de dezembro de 2007. Investimento do Sistema Eletrobrás em 2007 (Em R$ milhão) Limite Aprovado Realizado no Ano Companhias Lei 11.625/07 (B) (A) ELETROBRÁS 130.015,7 8.113,6 FURNAS 1.200.000,0 822.539,4 ELETRONUCLEAR 504.579,2 307.586,4 CHESF 802.642,9 524.603,2 ELETRONORTE 720.000,0 572.919,2 ELETROSUL 507.471,7 298.464.9 CGTEE 560.243,2 142.763,4 LIGHTPAR 30,0 4,6 CEPEL 20.600,0 18.043,6 Total das Controladas 4.445.582,7 2.695.038,3 MANAUS 325.500,0 59.530,2 BOA VISTA 17.973,1 9.895,3 CERON 186.651,5 63.387,5 ELETROACRE 70.000,0 67.112,8 CEAM 101.000,0 49.902,3 CEPISA 190.000,0 70.418,8 CEAL 128.450,0 88.993,0 Total das Federais de Distribuição 1.019.574,6 409.239,9 Total 5.465.157,3 3.104.278,2 Natureza dos Investimentos Geração Transmissão Distribuição Qualidade Ambiental Pesquisa Infra-estrutura Total Geral Aprovado Lei nº. 11.625/07 2.541.598,8 1.872.063,7 582.048,1 104.538,7 20.600,0 344.308,0 5.465.157,3 Realização Acumulado R$ milhão 1.284.272.7 1.287.926.1 331.847.3 20.211.3 18.043.6 161.977.2 3.104.278,2 Em % 49,0 68,6 58,0 74,2 87,6 47,1 56,8

% (B/A) 6,2 68,5 61,0 65,4 79,6 58,8 25,5 15,3 87,6 60,6 18,3 55,1 34,0 95,9 49,4 37,1 69,3 40,1 56,8

Algumas empresas apresentaram baixos resultados em seus investimentos explicados pelos seguintes fatores: A holding Eletrobrás: − Atrasos nas licitações para aquisição de ativos de informática, informação e tele processamento. Postergados para 2008 os gastos com manutenção e adequação de imóveis, móveis, veículos, máquinas e equipamentos. − Não foram concluídos acordos com as controladas e/ou parceiros para realização de estudos de viabilidade, com o objetivo de participação societária em empreendimentos de geração de energia elétrica. − Ações judiciais vêm impedindo a conclusão dos Estudos de Inventário e Projetos de Viabilidade de Implantação de Sistemas de Geração e de Transmissão na Região Amazônica. Controladas e Federais de Distribuição: − Atraso na assinatura do convênio ECV - 205/2006 e no processo licitatório para construção e montagem da rede de ramais termelétricos - gasoduto - para atendimento aos Produtores Independentes de Energia Elétrica, em Manaus (AM). − Dificuldades enfrentadas pelas empresas nos processos de licitação. − Problemas relacionados a questões ambientais. − Atraso no cronograma de obras, entrega de equipamentos e execução de serviços. − Inadimplência junto à Eletrobrás, impedindo o recebimento de recursos. − No tocante ao Programa Luz Para Todos, que representa a maior parte do orçamento de investimento das empresas federalizadas, fatores como o difícil acesso a certas localidades no período de chuvas, o embargo de obras por órgãos ambientais e as dificuldades nos processos licitatórios afetaram o cumprimento do programa. − Atraso na instalação de canteiros de obras para construção de usinas e linhas de transmissão das controladas Furnas, Eletrosul e Chesf, motivado por licenças ambientais. − Adiamento da construção de Angra III para 2008 - Eletronuclear. − Atraso na contratação de obras civis para ampliação da Usina de Candiota III - CGTEE. 5.2 EM GERAÇÃO Em 2007, as empresas do Sistema Eletrobrás estiveram isoladamente ou em parcerias com empresas privadas para realização dos seguintes empreendimentos: UTE Santa Cruz: Prosseguimento das obras de ampliação da Usina, com uma unidade de 200 MW em ciclo aberto (Unidade 6), com data de geração prorrogada para fevereiro/2008. UHE Retiro Baixo: Prosseguimento das obras civis, iniciadas em fevereiro/2007, sendo previsto o início da operação comercial da 1ª unidade geradora em abril/2009. Destaca-se a participação acionária nesse empreendimento de Furnas Centrais Elétricas S.A. com 49%. UHE Simplício: Prosseguimento das obras civis, iniciadas em janeiro/2007, com previsão de início da operação comercial da 1ª unidade geradora em junho/2010. Participação acionária de 100% de Furnas. UHE Baguari: Prosseguimento das obras civis, iniciadas em maio/2007, sendo previsto o início da operação comercial da 1ª unidade geradora em setembro/2009. Destaca-se a participação acionária nesse empreendimento de Furnas Centrais Elétricas S.A. com 15%. UTN Angra 3: Destaca-se a autorização para a retomada da construção da Usina através da resolução CNPE nº. 003 de 25 de junho de 2007, tendo como desafio a obtenção da Licença de Instalação (LI) até abril/2008 visando o início da operação comercial da unidade geradora de 1.350 MW em maio/2014. UHE Serra do Facão: Obra iniciada em maio/2007, com previsão de início da operação da 1ª unidade geradora em outubro/2010, destacando-se a participação acionária nesse empreendimento de Furnas Centrais Elétricas S/A com 49,5%. UHE Dardanelos: Obra iniciada em setembro/2007, com previsão de início da operação da 1ª unidade geradora em dezembro/2010, destacando-se a participação acionária das Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – Eletronorte com 24,5% e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF com 24,5%. UHE Itaipu: Obras de ampliação da usina concluída, estando as duas unidades 9A e 18A em operação comercial. UHE Foz do Chapecó: Obra iniciada em janeiro/2007, com previsão de início da operação comercial da 1ª unidade geradora em agosto/2010. Destaca-se a participação acionária de Furnas Centrais Elétricas S.A. nesse empreendimento com 40%. UHE Mauá: Obra com empreiteiro das obras civis contratado, com início previsto para janeiro/2008, tendo como meta o início da operação comercial da 1ª unidade geradora em dezembro/2010. Destaca-se a participação acionária das Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A. – Eletrosul nesse empreendimento com 49%. UHE Passo de São João: Obra iniciada em novembro/2007, tendo como meta o início da operação comercial da 1ª unidade geradora em dezembro/2009, com 100% de participação acionária da Eletrosul. UTE Candiota III (Pres. Médici – Fase C): Em andamento as obras civis, tendo como meta o início da operação comercial da 1ª unidade geradora em dezembro/2009. 5.3 EM TRANSMISSÃO Em 2007, 68,8% dos recursos investidos foram destinados para transmissão - R$ 1.287,8 milhões -, fundamentalmente canalizados para obras de construção e ampliação de subestações. Entre as principais ações estão: a expansão do Sistema Acre/Rondônia, destacando-se o prosseguimento das obras das LTs 230 kV Ji-Paraná/Pimenta Bueno Circuito 1 e Pimenta Bueno/Vilhena, LT 138 kV Rio Branco/Epitaciolândia, LT 69 kV Rio Branco I/Sena Madureira Circuito 1; ampliação do Sistema de Transmissão do Sul, destacando-se a conclusão das novas subestações Atlântida, Gravataí e ampliação das subestações Campos Novos e Itajaí, a construção da LT 230 kV Atlântida 2/Osório 2 – CD, LT 230 kV Biguaçu/Palhoça – CD, LT 230 kV J. Lacerda A - Blumenau/Biguaçu e prosseguimento da construção da LT 230 kV Desterro/Palhoça, ampliação do Sistema de Transmissão Nordeste, destacando-se as ampliações de subestações: Cauípe, Cotegipe, Irecê, Piripiri, Barreiras, Santo Antônio de Jesus, Picos e Juazeiro II e a construção da LT 230 kV Milagres/Tauá, reforços e melhorias nos Sistemas de Transmissão das Regiões Norte e Nordeste, destacando-se as subestações Marabá e São Luís, reforços nos Sistemas de Transmissão RJ, ES, SP, MG, GO, MT e DF. Ressalta-se que o desempenho das empresas na implementação dos projetos de transmissão, foi fortemente afetado pelo atraso na concessão das licenças pelo órgão ambiental, ocasionando reprogramação de vários empreendimentos para 2008. Nesse rol destacam-se: LT 230 kV Milagres/Coremas - C2, LT 345 kV Macaé/Campos – C3, LT 345 kV Tijuco Preto/Itapeti, LT 345 kV Itapeti/Nordeste, LT 230 kV Ibicoara/Brumado, LT 230 kV Funil/Itapebi, LT 230 kV Picos/ Tauá e LT 230 kV Paraíso/Açu. 5.4 NOS SISTEMAS ISOLADOS A Eletrobrás, por meio do grupo Técnico-Operacional da Região Norte - GTON apóia as atividades de planejamento, operação e manutenção dos cerca de 300 Sistemas Isolados, compreendendo o acompanhamento da geração, do parque térmico e do consumo de combustível, além de atuar junto às concessionárias controladas com o objetivo de investir em melhorias no atendimento à Região Norte. As empresas do Sistema Eletrobrás que atuam na região (Sistema Isolado) investiram em 2007, R$ 304,7 milhões, conforme demonstrado no quadro a seguir: Projetos Geração Transmissão Distribuição Qualidade Ambiental TOTAL Sistema isolado (Em R$ milhão) Previsto Realizado 273,8 297,6 125,3 1,0 696,7 Relação % 48,6 191,1 65,0 0,00 251,7 9,29 64,23 51,86 0,00 36,14

Variação anual da carteira da Eletrobrás R$ milhão em 31/12/2006 4.731,5 R$ milhão em 31/12/2007 6.576,1 % 2006-2007 138,98%

3.8 CAPTAÇÃO DE RECURSOS NO MERCADO INTERNACIONAL Após negociações iniciadas nos anos anteriores, em abril de 2007 foram assinados contratos de financiamento entre a Eletrobrás e os bancos China Development Bank – CDB e BNP Paribas no valor de US$ 430 milhões. Os recursos estão sendo destinados à CGTEE, mediante a efetivação de contrato de repasse com a Eletrobrás e aplicados no projeto de construção da Fase C da Usina Térmica de Candiota II. O financiamento nasceu a partir da celebração, em 05/06/2006, do Acordo sobre o Fortalecimento da Cooperação na Área de Implementação de Infra-estrutura de Construção, assinado em Pequim entre os governos do Brasil e da China e aprovado pelo Decreto Legislativo nº. 409. A operação de financiamento recebeu aprovação do Senado Federal de acordo com os termos da Resolução nº. 34, de 03/08/2006, a qual aprovou a contratação, pela Eletrobrás, de financiamento junto aos bancos CDB e BNP Paribas. A operação foi realizada em duas partes, conforme se segue: Parte I, no valor de US$ 281 milhões, prazo de 15 anos e juros de Libor acrescida de 0,75% a.a.; Parte II, no valor de US$ 149 milhões, com prazo de 8 anos e juros de Libor acrescida de 1,30% a.a. Durante o ano foram realizadas negociações para obtenção de empréstimo junto ao banco KfW no valor de € 37,5 milhões, para repasse à Eletrosul, cujos recursos serão destinados à construção do projeto de Pequenas Centrais Hidrelétricas Complexo São Bernardo. Para a realização de tal operação aguardam-se ainda as autorizações governamentais. O ano de 2007 foi marcado pela agitação no mercado financeiro norte-americano e pelo conseqüente aperto de crédito nos mercados financeiros internacionais, enquanto que no mercado de capitais houve redução no número de emissões de países emergentes. Diante desse cenário, a Eletrobrás não efetuou operação de captação de recursos ao longo de 2007. No ano de 2007, a Eletrobrás solicitou autorização à Secretaria do Tesouro Nacional – STN para realizar um programa de captação de recursos no mercado internacional, no valor de US$ 600 milhões, para os anos de 2007 e 2008. Os recursos captados irão compor o Fundo de Financiamento às Controladas – FFC, criado em 2007, a fim de financiar os projetos das empresas controladas. Em 2007, estavam previstos no Programa de Dispêndios Globais – PDG das empresas um total de R$ 5,5 bilhões em projetos de geração e transmissão, alguns deles incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. 3.9 AUDITORES INDEPENDENTES Em cumprimento ao disposto na Instrução CVM nº. 381, de 14 de janeiro de 2003, a Eletrobrás informa que utiliza os serviços de auditoria independente da empresa BDO Trevisan Auditores Independentes, contratados pelo prazo de três anos, contados de 1º de agosto de 2005 para execução de auditoria das Demonstrações Contábeis da controladora e das informações consolidadas do Sistema Eletrobrás, devendo ser ressaltado, adicionalmente, que a Companhia não possui com a referida empresa nenhum outro contrato de prestação de serviços que não o referente aos próprios serviços de auditoria. Segue abaixo a relação dos auditores independentes das empresas do Sistema Eletrobrás, que, individualmente, também prestaram em 2007 serviços exclusivos de auditoria independente: Companhias CGTEE Chesf Eletronorte Eletronuclear Eletrosul Furnas Itaipu Lightpar 4. COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA 4.1 ITAIPU A Lei nº. 10.438, de 26/04/02, determinou que a Eletrobrás fosse o Agente Comercializador de Energia de Itaipu. Nessa condição, a empresa, no ano de 2007, repassou para as concessionárias das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste uma energia contratada de 71.711.655 GWh, o que correspondeu a um faturamento de aproximadamente US$ 3.3 bilhões. A energia suprida acima vinculada à potência contratada e adquirida pela Eletrobrás, foi de 11.040.795 GWh, correspondente a um faturamento junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica de R$ 210 milhões. Cabe destacar a entrada em operação comercial da unidade geradora 18A, que acresceu 700 MW à Usina 7, elevando a sua capacidade total para 14.000 MW. 4.2 PROINFA O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) tem por objetivo principal e imediato aumentar a participação da energia elétrica produzida por empreendimentos com base nas fontes Eólica, Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e Biomassa, no Sistema Interligado Nacional (SIN). Dessa forma, o Proinfa contribui para a diversificação da matriz energética do país por meio do aproveitamento de fontes energéticas locais e a criação de oportunidades de emprego, o que lhe permite estar em absoluta consonância com os programas de desenvolvimento do governo federal. Na condição de Agente Comercializador de energia e gestor dos contratos no âmbito do Proinfa, destacaram-se as seguintes atividades realizadas pela Eletrobrás em 2007: a entrada em operação comercial de 38 empreendimentos sendo seis Eólicas, 14 PCHs e 18 Biomassa, acrescentando 986,18 MW de potência ao Sistema Elétrico Nacional. Total de empreendimentos do Proinfa em operação comercial até 31/12/2007: Investida Deloitte Touche Tohmatsu Boucinhas & Campos + SOTECONTI BDO Trevisan Auditores Independentes HLB Audilink e CIA. Horwath Tufani, Reis & Soares HLB Audilink e CIA. BDO Trevisan Auditores Independentes Russell Bedford Brasil

Fontes PCH Eólica Biomassa TOTAL

Empreendimentos em operação 14 6 18 38

Potência em operação (MW) 268,34 218,50 499,34 986,18

Montantes de Energia e Custeio do Proinfa – 2007 A Eletrobrás elabora, periodicamente, o Plano Anual do Proinfa (PAP), documento que sintetiza os valores de energia e custeio do programa para cada ano e encaminha à Aneel, para aprovação em setembro. Em setembro de 2007 foram apurados e informados os valores realizados de janeiro a agosto, bem como feitas as previsões para os meses subseqüentes até o término do ano. A tabela a seguir apresenta estes valores, referentes a 2007, constantes do PAP-2008. Os valores de energia e custeio expressos referem-se à parcela de energia contratada dos empreendimentos.

5.5 EXPANSÃO DA OFERTA DE ENERGIA ELÉTRICA DO SISTEMA ELETROBRÁS Fonte Biomassa Eólica PCH TOTAL PAP – realizado (01/01/07 a 31/08/07) e previsto (01/09/07 a 31/12/07) Nº. de Empreendimentos Energia (MWh) Custo Anual (R$ milhão) 20 1.367.780 149.031,0 06 625.491 145.189,3 23 1.209.183 164.225,3 49 3.202.454 458.445,6 Os estudos de planejamento da expansão do setor elétrico são de fundamental importância ao planejamento estratégico da Eletrobrás e servem como subsídio às tomadas de decisão quanto aos investimentos, sejam para fins de concessão de financiamento ou para a participação societária em empreendimentos de geração. No Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE) 2007-2016, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, o Grupo Eletrobrás destaca-se com uma forte presença nos estudos dos grandes empreendimentos hidrelétricos, tais como Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, usinas do rio Teles Pires, entre outras. Também tem destaque a participação do grupo nos estudos da usina nuclear Angra III e das usinas térmicas a carvão no sul do país, que demonstram a crescente relevância dessas fontes de energia e a importância que o Grupo Eletrobrás certamente terá na viabilização de empreendimentos dessa natureza. Como referências iniciais para a análise da expansão do grupo, são apresentados o histórico da sua participação no país nos últimos cinco anos e a atual capacidade instalada do país por tipo de geração: Evolução da Participação do Sistema Eletrobrás X Brasil Brasil 2003 2004 2005 2006 2007 Capacidade Instalada (MW)** 83.807 90.679 92.866 96.295 100.352 Sistema Eletrobrás Capacidade Instalada (MW)** 35.398 36.282 37.056 37.941 39.735 Capacidade Instalada (% Brasil) 42,2% 40,0% 39,9% 39,4% 39,6% Usinas em Operação** 47 47 46 46 46 **Fonte: Relatório SFG da Aneel - 15/01/2008. Obs.: A Capacidade instalada do Sistema Eletrobrás considera 50% da UHE Itaipu. Brasil - Capacidade Instalada/2007 Tipo Usina Hidrelétrica - UHE** Usina Termelétrica - UTE Pequena Central Hidrelétrica - PCH Central Geradora Hidrelétrica - CGH Usina Termonuclear - UTN Central Geradora Eolielétrica - EOL Central Geradora Solar Fotovoltaica - SOL TOTAL *Fonte: Aneel – SFG – 15/01/2008 ** Com Itaipu Nacional (7.000 MW)

4.3 INTERLIGAÇÕES FRONTEIRIÇAS Interligação com o Uruguai através da estação conversora de freqüência de Rivera: A Eletrobrás, por meio da autorização concedida pela resolução ANEEL nº 043, de 1º de fevereiro de 2001, detém, pelo lado brasileiro, a exclusividade do direito de uso das instalações da Conversora de Freqüência de Rivera para importação ou exportação de energia. A conversora, cuja potência é de 70 MW, interliga Rivera, no Uruguai, à subestação de Santana do Livramento, localizada no Rio Grande do Sul. Durante 2007, a Eletrobrás, por meio de acordo com a empresa estatal uruguaia Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas – UTE cedeu, mediante ressarcimento, o direito de uso das instalações da conversora. O resultado da comercialização da conversora de Rivera na CCEE no ano de 2007 foi positivo em R$ 6,5 milhões. Interligação com a Argentina por meio da estação conversora de freqüência de Uruguaiana: A Eletrobrás, por meio da resolução ANEEL nº. 266, de 13 de julho de 2001, foi autorizada a importar e exportar energia elétrica através da Estação Conversora de Freqüência de Uruguaiana, com capacidade de 50 MW, que liga Paso de Los Libres, na Argentina, à Subestação de Uruguaiana 5, localizada no Estado do Rio Grande do Sul. Em 2007, foram realizadas reuniões envolvendo a Eletrobrás, a Eletrosul e a Emprendimientos Energeticos Binacionales Sociedad Anonima – Ebisa, com o objetivo de negociar o equacionamento da dívida da empresa Argentina Ebisa com a Eletrosul, de forma a viabilizar a retomada das operações de intercâmbio através daquela conversora. 5. INVESTIMENTOS 5.1 EMPRESAS E PROJETOS A realização do orçamento de investimento do Sistema Eletrobrás em 2007 foi de R$ 3,1 bilhões nos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica pelas empresas controladas e federais de distribuição, correspondendo a 56,8%

Potência (MW)* 74.937 21.229 1.820 112 2.007 247 0,02 100.354

% 74,7 21,2 1,8 0,1 2,0 0,2 0,0 100,0

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Ministério de Minas e Energia
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Hidrologia Estocástica e Recursos Hídricos (3); Medidas Elétricas e Combate a Perdas (3); Energias Renováveis (3); Técnicas e Metodologias Computacionais (3); Planejamento da Expansão de Sistemas de Transmissão (2); Automação Local e Análise de perturbações (2); Análise Financeira de Projetos e Tarifas (1); Confiabilidade (1); Qualidade de Energia (1). Na garantia do financiamento dos projetos de pesquisa do Centro, a Eletrobrás e suas controladas (Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Furnas) disponibilizaram, através de contribuição anual, recursos para o orçamento do exercício na ordem de R$ 109,9 milhões, com crescimento real de 3,4% se comparado ao exercício de 2006. Outros recursos, advindos de projetos e serviços tecnológicos do próprio Centro, participaram com mais R$ 22,3 milhões, totalizando em R$ 132,2 milhões, investidos diretamente no ano de 2007, no Centro de Pesquisas de Energia Elétrica - Cepel. 7. PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E INDUSTRIAL (PDTI) Pesquisa e Desenvolvimento – P&D: A holding Eletrobrás, além das inversões e contribuições legais, destina anualmente 0,5% de seu capital social ao Fundo de Desenvolvimento Tecnológico (FDT), cuja parcela mais importante (de 60% a 70%) beneficia o Centro de Pesquisas Elétricas - Cepel. Também as suas empresas controladas contratam no Cepel os chamados Projetos Institucionais, dirigidos basicamente para P&D. Do ano 2000 até 2007, o Sistema Eletrobrás investiu R$ 1.276,5 milhões, dos quais R$ 220,2 milhões somente em 2007, estando previsto o montante de R$ 353,5 milhões para o ano de 2008. Adicionalmente a esses montantes, em 2007 foram recolhidos R$ 50 milhões ao MCT e R$ 19,2 milhões para MME/EPE. O cenário de referência de médio prazo do PDEE apresenta uma taxa de crescimento do PIB de 4,2% ao ano no período de 2007 a 2016, o que resulta numa taxa de crescimento da carga própria de energia de 5,0% ao ano para o Sistema Interligado Nacional - SIN. Visando atender a essa demanda, está prevista pelo lado da oferta uma expansão na capacidade instalada de 69% (13 GW) em termelétricas e 41% (32GW) em hidrelétricas para o mesmo período. Na tabela abaixo, são apresentadas as usinas planejadas que possuem investimentos diretos do grupo. É importante ressaltar que a expansão do grupo também ocorre de forma indireta através de investimentos em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), envolvendo 5.514 MW de capacidade instalada em usinas já licenciadas. Sistema Eletrobrás - Usinas previstas para entrar em operação* Companhia Hidrelétrica Capacidade (MW) Data Prevista Eletrosul Passo São João 77 Barra do Chapéu ** 15 Itararé ** 9 João Borges ** 19 Pinheiro** 10 São Domingos*** 48 Sem Simplício 334 Furnas Batalha** 53 CGTEE Presidente Médici (Candiota III) 350 * Fonte: Site Aneel em 21/01/2008 ** Obras atrasadas. Fonte: Fonte: Relatório SFG da Aneel - 15/01/2008 *** Obras muito atrasadas. Fonte: Relatório SFG da Aneel - 15/01/2008. As Empresas Federais de Distribuição contrataram R$ 25 milhões em P&D no ciclo 2006/2007. Os desenvolvidos, com as inovações tecnológicas buscaram principalmente: o combate ao desperdício redução de custos operacionais; o aumento da confiabilidade e segurança dos sistemas e instalações; o desenvolvimento de alternativas energéticas. Tais ações exercidas no âmbito do Sistema Eletrobrás Comitê de Integração Corporativa de Pesquisa e Desenvolvimento – Cicop. Capacitação da Indústria Nacional e Programas de Política de Suprimento e Logística: Na área de logística, em 2007, foram desenvolvidas as principais atividades: manutenção do Sistema Eletrobrás de Classificação de Material - Seclam, responsável pela padronização dos descritivos de materiais utilizados na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; o Centro de Catalogação do Setor Elétrico - Cecase, responsável pela catalogação de pedidos de materiais, equipamentos e serviços do Setor Público empregados em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; o apoio logístico às políticas de planejamento de compras das empresas do Sistema Eletrobrás, visando à programação setorial das aquisições de bens e serviços junto aos fornecedores. Normas de Qualidade e Estímulo à Nacionalização da Produção Nacional: As principais atividades na área de normas e qualidade foram as seguintes: Certificação ISO 9001, foram desenvolvidas melhorias no Sistema de Gestão da Qualidade – SGQ, visando à manutenção da certificação concedida pela BRTÜV, certificadora credenciada pelo Inmetro. Normas Técnicas Setoriais: atendimento de demandas sobre Turbinas para Geração Eólica com base em normas internacionais IEC. 8. FUNDOS SETORIAIS 8.1 RESERVA GLOBAL DE REVERSÃO – RGR Na condição de gestora dos recursos oriundos da RGR, conforme legislação em vigor, a Eletrobrás aplicou no exercício financeiro de 2007, o montante de R$ 847,5 milhões. A movimentação referente aos ingressos e às aplicações desses recursos, ocorrida durante o ano de 2007, está apresentada a seguir: Ingressos e aplicações em 2007: Movimentação Ingressos: Arrecadação de Quotas Outros Aplicações: Financiamentos Outras Região Norte Nordeste Centro-Oeste Sul Sudeste TOTAL Linhas de crédito Programa Luz Para Todos Reluz / Conservação Geração Transmissão Distribuição Revitalização de Parques Térmicos TOTAL Liberações – R$ milhão 491.980,1 33.522,0 38.174,0 245.164,1 26.797,1 11.825,0 847.462,3 % 58,1 4,0 4,5 28,8 3,2 1,4 100,0 Financiamento Liberado - R$ milhão 89.838,1 266.074,0 130.025,1 64.004,0 297.521,1 847.462,3 % 10,6 31,4 15,3 7,6 35,1 100,0 R$ milhão 1.845,2 472,1 847,5 47,0 projetos e os estudos de energia elétrica; a o controle ambiental e são coordenadas pelo

09/2009 11/2008 11/2008 12/2008 12/2008 previsão 09/2009 06/2010 01/2010

O cenário de referência de longo prazo do Plano Nacional de Energia – PNE 2030, elaborado pela EPE, indica um crescimento de 53 milhões de pessoas ou um total de 239 milhões de brasileiros em 2030. Para este cenário, foi adotada uma taxa média de crescimento da economia de 4,1%. Neste contexto, o PNE 2030 assumiu premissas favoráveis à expansão da oferta de energia hidrelétrica, demonstrando uma clara posição de apoio do governo a este tipo de geração. Em termos estratégicos, isso abriria espaço para uma forte atuação do grupo Eletrobrás na defesa da vocação natural do país para a hidroeletricidade. 5.6 NOVOS EMPREENDIMENTOS E PARCERIAS Em 2007, as empresas do Sistema Eletrobrás participaram em parceria com empresas privadas nos seguintes empreendimentos: Principais Participações em SPEs * Empreendimento Capacidade (MW) Participação % Previsão UHE Dardanelos 261 24,5 Jan/2011 UHE Dardanelos --24,5 Jan/2011 UHE Mauá 361 49,0 Jan/2011 UHE Santo Antônio** 3.150 39,0 Jan/2012 UHE Peixe Angical*** 452 40,0 --UHE Foz do Chapecó 855 40,0 Ago/2010 Furnas UHE Baguari 140 15,0 Set/2009 UHE Retiro Baixo 82 49,0 Abr/2009 UHE Serra do Facão 213 49,0 Out/2010 Eletronorte LT Juba/Jauru - 402 km 230 kV 45,0 --* Sociedade de Propósito Específico (SPE) - Fonte: Banco de Dados de Geração - BIG da ANEEL - 22/01/2008 ** Fonte: EPE *** Única em operação comercial. Companhia Chesf Eletronorte Eletrosul 5.7 RECURSOS ORDINÁRIOS Os recursos aplicados em 2007 nas empresas federais de distribuição, nas controladas e nas participações societárias, foram realizados conforme o quadro a seguir, destacando-se: − Os destinados à Eletronorte: para quitação integral de valores vencidos de contratos RGR, transferência de valores vencidos e a vencer de contratos RO para a conta de Adiantamento para Futuro Aumento de Capital e refinanciamento de valores vencidos do contrato RES-929/98. Os destinados a Furnas: empréstimo de curto prazo para o programa de investimento da implantação das UHEs Simplício e Batalha e modernização das UHEs Furnas, Luiz Carlos Barreto, Mascarenhas de Moraes, Porto Colômbia e Funil. Os destinados à Eletronuclear: cobertura da parada não programada da Usina de Angra I. Os destinados à CEAM: Empréstimo de longo prazo para cobertura de déficit operacional.

8.2 CONTA DE DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO – CDE Para compensar as concessionárias de energia elétrica pela redução de receitas oriundas do atendimento aos consumidores da Subclasse Residencial Baixa Renda, foi criada a subvenção econômica, a princípio com recursos da RGR, e depois, em 2004, da CDE. Em 2007, foi liberado, a título dessa fonte de recursos, um montante de R$ 3.366 milhões, sendo R$ 1.030 milhões para Baixa Renda, atendendo a 51 concessionárias de distribuição de energia elétrica, R$ 1.417 milhões e para o Programa Luz Para Todos, conforme movimentação apresentada a seguir: Ingressos e Aplicações em 2007: Movimentação Ingressos: CDE+UBP+Multas Aneel Arrecadação de quotas Outros Aplicações: Subvenção Luz Para Todos Subvenção Baixa Renda Outras Em R$ milhão 2.537,1 161,1 1.416,8 1.030,3 655,4

− − −

Liberação Liberação Aplicações Econômica* Financeira Total Para futuro aumento de capital: R$ milhão R$ milhão R$ milhão Eletronorte 1.213.232,7 --1.213.232,7 Empréstimos/Financiamentos: Federalizadas: Ceam --247.458,9 247.458,9 Cepisa --12.000,0 12.000,0 Manaus Energia 62.170,0 --62.170,0 Controladas: Eletronuclear 177.538,6 --177.538,6 Eletronorte 1.980.178,5 --1.980.178,5 Eletrosul 83.730,4 18.638,1 102.368,5 Furnas 99.802,1 300.197,9 400.000,0 Itaipu 17.609,2 21.917,0 39.526,2 Participações Societárias CEEE-GT 35.832,1 --35.832,1 TOTAL 3.670.093,6 600.211,9 4.270.305,5 *Liberação Econômica - É a liberação sem transferência de numerário, que ocorre por meio de compensação entre débitos e créditos. 5.8 PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO (PAC) Liberação Financeira (R$ mil) Companhia Eletrobrás Furnas Eletronuclear Chesf Eletronorte Eletrosul Cgtee Boa vista Ceron Eletroacre Cepisa Ceal TOTAL Previsto para 2007 9.450 955.015 50 54.207 570.717 332.610 413.237 5.770 83.205 45.695 110.087 80.064 2.660.107 Realizado em 2007 173 745.083 0 80.875 746.864 160.751 88.615 710 49.568 53.844 31.630 61.918 2.020.031

Com um orçamento destinado pela Secretaria de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia da ordem de R$ 503 milhões, a Eletrobrás efetivou os repasses para os Agentes Geradores proprietários de termelétricas participantes da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que utilizam o carvão mineral de origem nacional. 8.3 CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS – CCC A Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis dos Sistemas Isolados – CCC é um fundo gerido pela Eletrobrás que visa a cobertura de parte das despesas com aquisição de combustíveis utilizados na geração de energia elétrica nas termelétricas que não estão integradas ao Sistema Interligado Nacional – SIN, usinas essas localizadas em sua quase totalidade na Região Norte do Brasil. Fazem parte também da CCC os incentivos para os empreendedores que promoveram ações que visem a economicidade atual ou futura da Conta, bem como a substituição de derivados de petróleo por outras fontes de geração de energia elétrica. A cobertura dos custos se dá por meio de reembolso das despesas, sendo a receita que suporta a referida cobertura oriunda dos recolhimentos mensais efetivados pelas empresas distribuidoras e transmissoras de energia elétrica de todo o país. No ano de 2007, foi prevista no Plano Anual de Combustíveis uma quota anual de R$ 2,871 bilhões para fazer frente a uma despesa de R$ 3,352 bilhões. A diferença entre receita e despesa de R$ 481 milhões será coberta com o saldo positivo trazido do exercício anterior. Da despesa referida, 96% foram destinados para a cobertura dos combustíveis e 4%, para os repasses para os empreendedores. A geração indicada pelo Grupo Técnico Operacional da Região Norte – GTON para ser atendida em 2007, foi da ordem de 8.736.149 MWh, com o consumo de 717 mil toneladas de óleo combustível, 224 mil toneladas de óleo PGE, 831 milhões de litros de óleo diesel e 537 milhões de litros de óleo leve PTE. 8.4 LUZ PARA TODOS No ano de 2007 foram realizadas 397.877 novas ligações no âmbito do Programa, acumulando até 31.12.2007 um montante de 1.435.935 ligações efetuadas, o que corresponde a um total de mais de 7 milhões de pessoas beneficiadas no meio rural brasileiro. Foram liberados R$ 1,91 bilhão, sendo R$ 1,42 bilhão originado de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE e R$ 0,49 bilhão da Reserva Global de Reversão - RGR. Foram cadastrados 76.493 projetos no Sistema de Gerenciamento de Projetos do Programa Luz para Todos, totalizando, desde 2004, 192.821 projetos cadastrados que compreenderam: (I) a realização de ligações no meio rural de 5.055 municípios brasileiros, (II) a construção de 246.596 km de redes elétricas de alta e baixa tensão, (III) a implantação de 2.551.329 postes, (IV) a instalação de 389.149 transformadores e (V) a implementação de 1.943 sistemas fotovoltaicos. Com relação às metas assumidas para 2007, foram realizadas 88,4% da meta global de 450.000 ligações, computados os compromissos dos executores com a Eletrobrás e os Governos Estaduais. Até 31.12.2007, foram cadastradas 1.058.874 ligações, o que corresponde a 68,8% do total de ligações contratadas entre os Agentes Executores e a Eletrobrás. Até a mesma data foi liberado para os citados agentes um montante de R$ 4,80 bilhões (recursos da CDE e da RGR) de um total contratado de R$ 7,03 bilhões, ou seja, 68,2% do total de recursos contratados. A seguir são apresentados os montantes de recursos contratados e liberados até 31.12.2007, distribuídos por região. Região Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil Região Centro-Oeste Norte Nordeste Sul Sudeste Total 8.5 RELUZ O Reluz beneficiou 131 municípios em 2007, tornando eficientes mais de 166 mil pontos o que resultou em uma economia de energia de 66,7 mil MWh/ano e uma redução na demanda de 15,2 mil kW. Além disso, instalou outros 1.065 novos pontos eficientes. Os investimentos totalizaram em 2007 R$ 50,2 milhões, cabendo à Eletrobrás o financiamento de R$ 37,6 milhões. A tabela a seguir demonstra, por região, a utilização dos recursos investidos no Programa no ano de 2007. Região Recursos – R$ milhão Centro-Oeste --Norte 0,4 Nordeste 1,0 Sul --Sudeste 48.8 Montantes acumulados até 31.12.2007 (R$ milhão) Recursos contratados Recursos liberados CDE RGR CDE+RGR CDE RGR CDE+RGR 1.056,9 119,1 1.176,0 795,4 92,6 888,0 3.022,3 521,1 3.543,4 1.953,4 354,5 2.307,9 381,3 312,2 693,5 260,3 219,1 479,4 488,1 731,2 1.219,3 395,3 473,2 868,5 262,5 140,0 402,5 161,2 93,4 254,6 5.211,1 1.823,6 7.034,7 3.565,6 1.232,8 4.798,4 Nº. de Ligações Contratadas até 31.12.2007 entre os Agentes Executores e a Eletrobrás 112.442 213.100 824.903 97.552 290.563 1.538.560

Investimentos em geração: Estudos e inventários: Referem-se, principalmente, à participação das empresas do Sistema Eletrobrás em estudos de inventário e viabilidade de aproveitamentos de bacias hidrográficas, destinados à construção de novos empreendimentos de geração. Destacando-se os seguintes empreendimentos: UHE Belo Monte (11.181,3 MW); UHE Jirau (3.300 MW); UHE Mirador (80 MW); UHE Maranhão Baixo (125 MW); UHE Buriti Queimado (320 MW); UHE Água Limpa (142 MW); UHE Castelhano (64 MW); UHE Estreito Parnaíba (56 MW); UHE Uruçuí (134 MW); UHE Ribeiro Gonçalves (113 MW); UHE Cachoeira (63 MW); UHE Pedra Branca (320 MW); UHE Riacho Seco (240 MW); UHE Novo Acordo (160 MW); UHE Jurema (46 MW); UHE Cachoeirão (64 MW); UHE Toricoejo (76 MW); UHE Torixoréu (408 MW); UHE Marabá (2.160 MW); UHE Tabajara (350 MW). Obras com contrato de concessão: UHE Batalha (53,6 MW), UHE Simplício (305,7 MW), UHE Passo São João (71,1 MW), UTE Candiota III – Fase C (350 MW), Usina nuclear Angra 3 (1.350 MW). Destaca-se como fato relevante em 2007 a realização do leilão para concessão da UHE Santo Antonio 3.150 MW, realizado em 10/12/2007, tendo como vencedor o consórcio Madeira Energia, liderado por Furnas Centrais Elétricas S.A., com participação de 39%, composto pelo Fundo Amazônia Energia (Banco Banif e Santander com 20%), Odebrecht Investimentos com 17,6%, Construtora Andrade Gutierrez com 12,4%, Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, com 10% e pela Construtora Norberto Odebrecht com 1%, com previsão de início das obras em 2008. 6. ATIVIDADES DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO NO CEPEL Os beneficiários da atuação do Centro transcendem o Sistema Eletrobrás. Entre eles, estão os Ministérios de Minas e Energia, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, entidades setoriais como a EPE, o ONS, a CCEE e a Aneel, além de concessionárias e fabricantes. Desenvolve estudos e pesquisas que geram tecnologias para transmissão, permitindo, por exemplo, aumento da capacidade, redução das faixas de passagem e melhores traçados para instalação de linhas; monitoramento e diagnóstico de equipamentos, visando otimização de investimentos e segurança na operação; conservação e uso eficiente de energia; e metalurgia e materiais, como supercondutores. Dá, ainda, apoio tecnológico a importantes programas e projetos governamentais, como o Luz Para Todos, Proinfa, Procel e Reluz, colaborando também na elaboração dos Planos de Expansão de Energia. Possui um complexo de 30 laboratórios. Vinte deles estão instalados em sua sede, na Cidade Universitária, no Rio de Janeiros, e os outros dez, na Unidade do Cepel localizada em Adrianópolis, no município de Nova Iguaçu (RJ). Em seus laboratórios são realizados ensaios para a condução de projetos de pesquisa, ensaios de tipo, análises periciais e de conformidade para certificação. Vários destes laboratórios são pioneiros no Brasil e outros, sem similares na América do Sul. Em parceria com a Eletrobrás e o Procel, tem equipado seus laboratórios de eficiência energética, e a parceria atua na concessão do Selo Procel, além de fornecer informações técnicas para a certificação de equipamentos, como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro. Ao longo dos anos, os ensaios e os serviços tecnológicos realizados pelo Centro vêm contribuindo para a melhoria da qualidade dos equipamentos elétricos da indústria brasileira e o desenvolvimento tecnológico no setor, propiciando maior confiabilidade a sistemas de transmissão e distribuição e gerando economia para o consumidor de energia elétrica. O Cepel em 2007 desenvolveu 102 projetos corporativos de P&D para as empresas do Sistema Eletrobrás, sendo: Monitoramento e Diagnóstico de Equipamentos e Instalações (16); Conservação e Uso Eficiente de Energia (13); Tecnologia de Transmissão (10); Planejamento; Operação e Análise de Redes (9); Tecnologias Scada/EMS - Sage (8); Metalurgia e Materiais (7); Geração Distribuída (7); Planejamento da Operação (5); Planejamento da Expansão da Geração (4); Meio Ambiente (4);

A tabela a seguir mostra, por região, os resultados efetivos alcançados com o Programa Reluz, no ano de 2007. Região Número de pontos C.-Oeste --Norte 425 Nordeste 5.387 Sul --Sudeste 162.239 TOTAL 168.051

Região C.-Oeste Norte Nordeste Sul Sudeste TOTAL Redução demanda kw ----644 --14.594 15.238 *Quantidade de pontos referente à implementação de projeto de expansão da iluminação pública eficiente e, portanto, não há redução de demanda.

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
8.6 PROCEL O Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel) é o programa do governo federal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), destinado a promover o uso eficiente da energia elétrica no país e o combate ao seu desperdício. A Eletrobrás, na função de Secretaria Executiva do Procel, é responsável pelo planejamento e execução das ações do Programa. Em 2007, o Procel, com investimentos de aproximadamente R$ 65,4 milhões incluindo recursos da Reserva Global de Reversão (RGR), desenvolveu projetos que contribuíram para uma economia de energia estimada, preliminarmente, em cerca de 3 mil GWh. Estes resultados podem ser comparados ao consumo de energia elétrica de quase 1,7 milhão de residências no período de um ano, representando um investimento postergado no setor elétrico em torno de R$ 2,35 bilhões, recursos que podem ser alocados em outros projetos, por exemplo, na área social ou de infra-estrutura. O gráfico a seguir mostra a economia de energia estimada no período de 2001 a 2007. 9.5 OUVIDORIA-GERAL A Ouvidoria-Geral foi criada, em maio de 2005, com a finalidade de estabelecer um canal permanente de comunicação ágil e eficiente entre a alta administração da Companhia, seus empregados e com a sociedade em geral. Diversas atividades foram realizadas no período, tais como: Seminário Interno de Gestão da Ouvidoria; Reunião dos Ouvidores das Empresas do Sistema Eletrobrás; Canal de Gênero, em parceria com a Área de Responsabilidade Social da Eletrobrás, com a finalidade de receber confidencialmente comentários, sugestões e/ou denúncias com relação às questões que envolvem a eqüidade de direitos entre os sexos, como também as questões relativas ao Assédio Moral e Sexual; Canal Denúncia - objetivando o recebimento de denúncias e informações sobre possíveis irregularidades ou impropriedades nos registros contábeis, etc. Em 2007, foram encaminhadas 2.444 solicitações, com 72% de soluções apresentadas. 10. RESPONSABILIDADE SOCIAL 10.1 COORDENADORIA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL Em 2007, a Eletrobrás avançou na consolidação do compromisso de incorporar, de forma efetiva, a Responsabilidade Social. Desta forma, destacaram-se: investimentos em projetos sociais beneficiando aproximadamente 50 mil pessoas, voltados para o atendimento às políticas públicas de inclusão digital, igualdade racial, educação e capacitação e geração de trabalho e renda, elaboração do primeiro Balanço Social, filiação ao Instituto Ethos de Responsabilidade Social, realização do I Encontro de Responsabilidade Social da Eletrobrás, elaboração do Perfil Social da Eletrobrás, criação do Canal do Gênero e Raça/Cor, implantação do Portal de Responsabilidade Social na intranet, unificação das políticas de Responsabilidade Social nas empresas controladas da Eletrobrás, criação do Comitê Técnico para avaliação e definição de critérios de Projetos Sociais encaminhados à Eletrobrás. Os seguintes Programas receberam o apoio da Eletrobrás: Educação para a Cidadania Energética e Ambiental – PECEA, Promovendo a Ação Alfabetizadora, Negro Cosme, Cidadão Mirim, Os Oito Objetivos nas Comunidades – COEP, Mulher, Educar para Participar Alfabetizar para uma Vida Melhor e Alfabetização dos Empregados Terceirizados. Ainda neste ano, a Eletrobrás foi premiada com o Selo Pró-Equidade de Gênero, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres – SPM, por ter promovido a igualdade e oportunidade para homens e mulheres no ambiente de trabalho. 11. EMPRESAS FEDERAIS DE DISTRIBUIÇÃO Resultados das Empresas Federais de Distribuição: Instituído em 1993, o Selo Procel de Economia de Energia destina-se a destacar, anualmente, para o consumidor, os eletrodomésticos e equipamentos mais eficientes em suas categorias. A concessão do selo é fruto do trabalho conjunto da Eletrobrás/Procel com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro. Entre as ações desenvolvidas no âmbito do Selo Procel em 2007, vale destacar: O Selo Procel foi concedido a 2.431 modelos, distribuídos em 21 categorias de equipamentos e eletrodomésticos, representando um acréscimo de aproximadamente 55% em relação a 2006. Este também foi o primeiro ano de concessão do Selo Procel para televisores em modo espera (stand-by), categoria que contemplou 38 equipamentos. Estima-se para este ano, preliminarmente, uma economia de energia de cerca de 3 mil GWh em função do programa do Selo Procel. O Procel atua ainda, em todo Brasil através de seus programas setoriais nas áreas de prédios públicos, saneamento ambiental, gestão energética municipal, indústria e edificações. Os resultados de 2003 a 2007 são expressivos: 718 grandes e médias indústrias participantes, 4.200 técnicos treinados na indústria e 446 na área de saneamento, 120 companhias de água e esgoto participantes, 456 municípios com gestão energética, 37 laboratórios com 210 bolsas de estudos e 25 unidades hospitalares eficientizadas. 9. GESTÃO EMPRESARIAL 9.1 COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Imprensa e Comunicação Interna Em 2007, foi produzido o primeiro Relatório de Imagem da Eletrobrás na mídia. A média de leitores expostos ao nome Eletrobrás entre janeiro e dezembro de 2007 foi de 44 milhões (dados baseados no Instituto Verificador de Circulação – IVC). O Índice de Favorabilidade de Exposição (relação percentual entre as exposições - medidas em centímetros por colunas favoráveis e o total de exposições) teve a média de 70,94% no período. O clipping – acompanhamento de matérias divulgadas na mídia - contou com 15.283 matérias, sendo que, dessas, 2.828 em jornais e revistas, 626 em rádio, 46 em TV e 943 matérias publicadas em sites de notícias, mencionando diretamente a Eletrobrás. A comunicação interna produziu e divulgou, em 2007, o informativo eletrônico Notícias da Eletrobrás, a Revista e o Jornal da Eletrobrás, além de ter produzido e editado os programas da Rádio Eletrobrás. Publicidade Em dezembro de 2007, foi firmado com a Agência 3 um contrato que envolve prestação de serviços de Publicidade. Dessa forma, iniciaram-se os estudos para o desenvolvimento de uma primeira campanha publicitária a ser implementada em 2008, com o principal objetivo de divulgar, para toda a população brasileira, o Sistema Eletrobrás e a sua importância para o desenvolvimento do país. Tendo como base esse desafio é que se iniciou o desenvolvimento de uma proposta para uma campanha institucional denominada “comparações”, que visa transformar os dados técnicos do sistema elétrico em uma linguagem mais próxima do público em geral. Patrocínios Em consonância com as estratégias corporativas definidas pelo Planejamento Estratégico elaborou-se uma Política de Patrocínio aprovada pela Diretoria Executiva, que tem por objetivo promover a divulgação de imagem transparente da empresa, conciliando interesses institucionais e mercadológicos em sua condição de empresa de economia mista, articulada com as políticas do governo federal, com ênfase na valorização da cultura e dos esportes e na difusão da produção técnica do setor de energia elétrica. A citada política destina-se ao apoio a projetos de patrocínio nos segmentos de: − − Cultura: projetos enquadrados pelo Ministério da Cultura, na Lei de Incentivo à Cultura; Desportos e Paradesportos: projetos independentes da utilização de benefícios fiscais, desde que alinhados às políticas difundidas pelo Ministério do Esporte, e em conformidade com os critérios técnicos e administrativos de avaliação e de seleção definidos pela empresa. Projetos Socioambientais: projetos desenvolvidos por meio de ações orientadas para a promoção e a recuperação de ambientes e espécies ameaçados, a promoção do desenvolvimento sustentável, e que visem à obtenção de melhorias nas condições de vida das pessoas e comunidades. Demais segmentos: projetos com foco nas áreas de interesse de atuação da empresa, desde que em conformidade com os critérios técnicos e administrativos de avaliação e de seleção definidos pela empresa. Exercício Total de Consumidores Consumidores por Empregado Municípios e Localidades Ligações Realizadas - Urbanas Ligações Realizadas - Rurais PerdasTécnicas/Comerc. (MWh) Mercado/MWh Energia Requerida Energia Adquirida Energia Vendida Geração Própria Geração de PIEs Operacionais Usinas em operação Subestações Redes de Distribuição (km) EBTIDA Ceal Ceam Cepisa Ceron Eletroacre Boa Vista Energia Manaus Energia 15,20 (76,70) (33,30) 0,60 (3,50) (70,40) (58,60) 51,53 (71,18) (41,18) 19,97 0,92 (24,06) (48,10) 84,81 (67,57) (25,91) 10,18 25,87 (19,57) 73,06 42,28 (190,84) 4,40 15,25 18,93 (11,12) (134,05) 48,55 (348,77) 22,82 15,07 23,46 (13,75) (408,22) 136 225 86.125 137 227 88.010 133 232 92.059 139 235 105.396 144 249 113.562 12.920.541 13.049.676 8.734.020 2.390.790 3.027.938 13.750.228 13.995.821 9.151.253 2.284.871 3.513.281 14.812.196 15.012.012 9.885.817 2.634.849 3.655.726 15.677.112 15.829.582 10.363.848 2.583.651 4.071.591 16.868.794 16.907.959 10.976.100 2.459.186 4.818.924 2003 2.376.727 4.091 564 264.751 28.171 4.184.498 2004 2.465.889 4.009 568 252.423 30.393 4.536.466 2005 2.574.481 3.893 571 270.821 44.165 4.911.157 2006 2.724.847 3.767 575 272.817 55.055 5.295.800 2007 2.868.792 3.594 579 300.403 50.803 5.890.317 As empresas continuaram a ser monitoradas pelo Sistema de Acompanhamento de Gestão Empresarial - SIAGE. Em 2007, não obstante os esforços empreendidos pela CEAL, CEPISA, CERON e Manaus Energia, essas empresas não conseguiram atingir os níveis de perdas de energia elétrica reconhecidos pela ANEEL, bem como as metas pactuadas com a Eletrobrás. No caso da CEAM, embora apresente uma curva descendente das perdas de energia elétrica, também não atingiu a meta estabelecida pela ELETROBRÁS. A ELETROACRE e a Boa Vista Energia, que atingiram os níveis reconhecidos pela ANEEL, destacam-se como as empresas de melhor desempenho no combate às perdas de energia elétrica. Com relação à inadimplência, a ELETROACRE foi a única empresa a atingir a meta estabelecida pela ELETROBRÁS para a relação arrecadação x faturamento em 2007. Os trabalhos para o processo de reestruturação societária da Companhia Energética do Amazonas - CEAM e da Manaus Energia S.A., para a integração das atividades de distribuição de energia elétrica das duas concessionárias no Estado do Amazonas, foram executados e estão em fase final de conclusão. Em 2007, a Eletrobrás continuou com os estudos para uma proposta de mudança no modelo de governança que vem adotando nas empresas federais de distribuição, com vistas ao saneamento econômico financeiro dessas empresas, conforme previsto na própria Lei que autorizou a participação da Eletrobrás em tais empresas e que as colocou no Programa Nacional de Desestatização (PND).

12 MEIO AMBIENTE A dimensão ambiental está inserida nas atividades empresariais e de governo exercidas pela Eletrobrás como subsídio aos processos decisórios. Em linhas gerais, as ações de gestão ambiental estão relacionadas às atividades-fim da empresa, destacando-se o tratamento das questões socioambientais nas empresas do Grupo, o licenciamento ambiental do AHE de Belo Monte, a implantação do Proinfa, a gestão dos sistemas isolados, as operações de financiamento a empresas do Grupo, a captação de recursos externos e o relacionamento com os mercados de capitais. Ao conceder empréstimos para a realização de projetos, a Eletrobrás realiza a avaliação ambiental prévia dos mesmos e acompanha a sua execução no que diz respeito às questões ambientais. Em 2007, podemos destacar a coordenação da análise técnica do projeto de gestão ambiental financiado para a Itaipu Binacional. O projeto tem como objetivo a aplicação dos princípios de gestão ambiental praticados na margem brasileira à margem paraguaia do reservatório. Na vertente de gestão de projetos e programas de governo, a Eletrobrás é a responsável legal pelo licenciamento ambiental do Aproveitamento Hidroelétrico de Belo Monte e coordena a execução dos Estudos de Impacto Ambiental do empreendimento. Em 2007, foram retomados os trabalhos de revisão e complementação dos estudos ambientais que se encontravam interrompidos por decisão judicial. O processo de licenciamento ambiental do empreendimento junto ao Ibama foi retomado, tendo sido concluídas as atividades de Consulta Pública, Inspeção Técnica e emissão do Termo de Referência para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental. A Eletrobrás, como gestora dos contratos de compra e venda de energia firmados no âmbito do PROINFA, executa também, em caráter permanente, as atividades de acompanhamento ambiental dos 144 empreendimentos integrantes do Programa, compreendendo a aferição da conformidade dos processos de licenciamento e da implantação dos programas ambientais. No âmbito da gestão do Programa de Operação de Sistemas Isolados foram realizadas, em 2007, atividades de identificação e avaliação das principais questões ambientais relacionadas aos parques térmicos e seus entornos, através de visitas técnicas. A Eletrobrás também participa de estudos sobre temas ambientais críticos, em parceria com universidades e centros de pesquisa. Tiveram continuidade os projetos: Avaliação Ambiental Estratégica para o Planejamento da Expansão da Geração e Incorporação da Dimensão Ambiental ao Planejamento da Transmissão, em desenvolvimento no Cepel; e Uso de Microalgas na Gestão de Emissões em Usinas Térmicas a Carvão, em desenvolvimento na FURG. Também tiveram continuidade as tratativas com o MCT visando estimar a contribuição dos reservatórios das hidroelétricas para elaboração do Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa. Nessa área podemos destacar, em 2007, a contratação de um projeto junto ao Cepel para subsidiar um sistema de gestão ambiental corporativo. O Projeto IGS – Indicadores Socioambientais para a Gestão da Sustentabilidade Empresarial do Grupo Eletrobrás tem como objetivos estabelecer um conjunto de indicadores de desempenho socioambiental e implementar um banco de dados para as informações relacionadas com os indicadores, como subsídio à avaliação e à comunicação da melhoria do desempenho socioambiental do Grupo. Junto às empresas do Grupo, a Eletrobrás desenvolve atividades na área ambiental que possibilitam uma ação coerente, continuamente aprimorada, ajustada à legislação vigente e às diretrizes estabelecidas de comum acordo. Estas ações visam assegurar o cumprimento dos princípios da Política Ambiental do Grupo Eletrobrás e implementar uma agenda de trabalhos envolvendo questões de interesse comum, definidas em um fórum específico das áreas de meio ambiente das empresas do Grupo, o Subcomitê de Meio Ambiente (SCMA), coordenado pela Eletrobrás. O SCMA é organicamente vinculado ao Comitê de Operação, Planejamento, Engenharia e Meio Ambiente (Copem) que, por seu turno, é vinculado ao Conselho Superior do Sistema Eletrobrás (Consise). O SCMA atua como um espaço técnico e institucional que proporciona uma maior interação entre as empresas e viabiliza a definição de diretrizes comuns para o tratamento das questões socioambientais e a realização de procedimentos articulados nos necessários relacionamentos interinstitucionais. Em 2007, o SCMA concluiu o Relatório sobre Aspectos Técnicos no Desenvolvimento da Aqüicultura em Reservatórios, de grande importância para a compatibilização dessa atividade com a geração de energia elétrica, e o Inventário de Gases de Efeito Estufa do Grupo Eletrobrás – ano base 2005, que será anualmente atualizado e aperfeiçoado. Além disso, manteve o acompanhamento dos Projetos de Lei de interesse do setor, como salvaguarda e formulação técnica às assessorias parlamentares das empresas e ao MME. No âmbito do Comitê de Sustentabilidade do Grupo, a Eletrobrás vem coordenando ações integradas e sistematizadas que incluem o diagnóstico da gestão ambiental das empresas e a implementação de melhorias, de modo a atingir seus objetivos estratégicos.

No segmento cultura, a Eletrobrás patrocinou o Teatro Municipal do Rio de Janeiro com vistas à apresentação do balé “O Quebra Nozes de Tchaikovsky”. No segmento esportivo, o patrocínio das seleções brasileiras de basquete masculino e feminino, além do projeto “Cuidando do presente com a energia necessária para ter futuro” que consistiu na realização das etapas de preparação dos selecionados brasileiros, feminino e masculino, de basquetebol em cadeiras de rodas para participação nos Jogos Parapanamericanos Rio 2007. 9.2 RECURSOS HUMANOS Oriundos do concurso público realizado em 2005, em 2007 a Eletrobrás integrou aos seus quadros 124 novos empregados, e realizou também um novo concurso público para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva para diversos cargos de níveis superior e médio. Estão previstas para o início de 2008 as primeiras convocações para a continuação dos processos seletivos. Conforme o ano anterior, foi dada continuidade aos programas de Avaliação e Desenvolvimento da Eletrobrás – PADE, de Reeducação Alimentar, Ergonomia, de Atenção ao Tabagismo, Saúde da Mulher, do Coração, Medicina de Viagem e Energia & Movimento, bem como a realização de campanhas de vacinação contra a gripe para seus empregados, o que totalizou a aplicação de cerca de 521 vacinas. A holding Eletrobrás, cumprindo as diretrizes do Programa Jovem Aprendiz, assinou acordo de cooperação técnica com o Ministério de Trabalho e Emprego e o Senai, para a contratação de 42 jovens em atendimento à Lei do Jovem Aprendiz. Treinamento e Desenvolvimento: Com relação a Treinamento e Desenvolvimento, em 2007 foram realizados 406 eventos, com a participação de 3.951 empregados, sendo 150 inscrições para o Programa de Idiomas Estrangeiros, 3.589 inscrições para o treinamento de curta duração (cursos, seminários, congressos, palestras) e 212 inscritos em treinamento de longa duração (MBA, mestrado, doutorado), voltados à capacitação dos quadros técnicos e gerenciais da empresa, para atuação em seus principais negócios. A totalização dos investimentos nesses programas de capacitação e desenvolvimento de pessoal foi de R$ 4.648 mil, e o reembolso de despesas para empregados que cursam nível superior foi de R$ 153,1 mil. Visando maior integração e conhecimento de seus empregados, a Eletrobrás promoveu 20 visitas técnicas nas suas dependências, no ano passado, resultando a participação efetiva de 387 empregados. 9.3 AÇÕES ADMINISTRATIVAS Principais atividades desenvolvidas em 2007: Criação da área de recebimento físico e fiscal, desenvolvimento do projeto Escola de Contratações da Eletrobrás, Encontro de Gestores da Eletrobrás, Workshop de Licitação e Contratos, Implantação do Sistema de Gerenciamento de Veículos, reduzindo as despesas com combustíveis em 8,76%, em relação a 2006. Em 2007, foram concluídos processos licitatórios nas seguintes modalidades: 13 contratos em carta convite, no montante de R$ 612,4 mil; 23 pregões, sendo dez pregões presenciais, totalizando R$ 2,7 milhões, e 13 pregões eletrônicos totalizando R$ 1,1 milhão, e um contrato na modalidade tomada de preços no valor de R$ 58 mil. 9.4 AUDITORIA Dentre as ações propostas no Plano de Auditoria Interna, contemplam-se as auditorias em todos os segmentos administrativos da empresa, a auditoria de gestão das empresas federais de distribuição: Ceal, Cepisa, Eletroacre, Ceron e Ceam, auditoria geral na Lightpar e auditoria geral na Fundação Eletrobrás de Seguridade Social – Eletros. Para atendimento às exigências da Seção 404 da Lei Sabanes-Oxley, a Auditoria Interna foi responsável pelos trabalhos de mapeamento e avaliação-identificação e mitigação dos riscos associados aos controles internos, em nível de entidade (EntityLevel) e dos processos administrativos, financeiros e orçamentários das empresas que compõem o Sistema Eletrobrás, tendo como foco principal a execução dos testes de efetividade dos controles. Além das suas atribuições institucionais, a Auditoria Interna coordena também a Comissão Permanente de Ética da Eletrobrás - CEE, e tem, ainda, atuação ativa no nivelamento dos procedimentos com as demais Auditorias Internas das empresas do Sistema Eletrobrás.

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

13 INFORMAÇÕES DE NATUREZA SOCIAL E AMBIENTAL CONTROLADORA 2007 2006 I – Recursos Humanos 1.1 - Remuneração Folha de pagamento bruta (FPB) - Empregados - Administradores Relação entre a maior e a menor remuneração: - Empregados - Administradores 1.2 - Benefícios Concedidos Encargos Sociais Alimentação Transporte Previdência Privada Saúde Segurança e medicina do trabalho Educação / Creches ou Aux. Creche Cultura Capacitação e desenvolvimento profissional Creches ou auxílio creche Participações nos lucros ou resultados TOTAL 1.3 - Composição do corpo funcional Nº de empregados no final do exercício Nº de admissões Nº de demissões Nº de estagiários no final do exercício Nº de empreg. Port. de neces. especiais no final do exercício Nº de prestadores de serviços terceirizados no final do exercício Nº de empregados por sexo: - Masculino - Feminino Nº de empregados por faixa etária: - Menores de 18 anos - De 18 a 35 anos - De 36 a 60 anos - Acima de 60 anos Nº de empregados por nível de escolaridade: - Analfabetos - Com ensino fundamental - Com ensino médio - Com ensino técnico - Com ensino superior - Pós-graduados Percentual de ocupantes de cargos de chefia, por sexo: - Masculino - Feminino CONSOLIDADO 2007 2006 1.4 - Contingências e passivos trabalhistas Número de processos trabalhistas movidos contra a entidade Número de processos trabalhistas julgados procedentes Número de processos trabalhistas julgados improcedentes Valor total de indeniz. e multas pagas por determin. da justiça II - Interação da Entidade com o Ambiente Externo 2.1 - Relacionamento com a Comunidade Totais dos investimentos em: - Educação - Cultura - Saúde e infra-estrutura - Esporte e lazer - Alimentação. - Geração de trabalho e renda - Reassentamento de Famílias Outros Total dos investimentos Tributos (excluídos encargos sociais) Compensação financ. pela utilização de recursos hídricos Total - Relacionamento com a comunidade 2.2 - Interação com os Fornecedores Critérios de responsabilidade social utilizados para a seleção de seus fornecedores III - Interação com o Meio Ambiente Investimentos e gastos com manutenção nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente; Investimentos e gastos com a preservação e/ou recuperação de ambientes degradados; Investimentos e gastos com a educação ambiental para empregados, terceirizados, autônomos e administradores da entidade; Investimentos e gastos com educação ambiental para a comunidade; Investimentos e gastos com outros projetos ambientais; Quantidade de processos ambientais, administrativos e judiciais movidos contra a entidade; Valor das multas e das indenizações relativas à matéria ambiental, determinadas administrativa e/ou judicialmente; Passivos e contingências ambientais. Total da interação com o meio ambiente IV - Outras Informações Receita Líquida (RL) Resultado Operacional (RO) CONTROLADORA 2007 2006 341 50 25 16.314 531 140 69 2.379 CONSOLIDADO 2007 2006 2.680 716 395 43.873 3.629 689 682 33.820

86.869 85.232 1.637 16,05 1,00

41.971 40.283 1.688 14,07 1,00

2.156.580 2.141.200 15.380 -

1.829.833 1.814.096 15.737 -

27.663 7.850 525 10.331 10.988 2.106 684 3.729 18.000 81.876

24.671 5.760 562 11.933 7.351 1.383 487 2.602 17.000 71.749

551.791 127.708 13.278 175.828 184.048 14.239 22.187 3.075 54.464 224.013 1.370.631

494.939 123.268 13.839 175.696 160.744 14.214 15.471 2.060 49.145 204.502 1.253.878

286 19.752 623 6.695 831 413 235 28.835 1.131.336 28.835

2.602 27.334 6.769 738 37.443 938.054 37.443

17.010 39.000 34.946 10.654 3.967 3.372 113.896 3.106 225.951 2.554.314 512.566 3.292.831

14.632 63.522 44.222 9.896 3.284 4.009 149.456 3.626 292.647 2.034.421 509.902 2.836.970

934 25 67 272 4 638 296 224 678 32 22 177 402 333 0,76 0,24

975 138 68 258 4 671 304 243 703 29 26 189 440 320 0,76 0,24

20.351 1.667 415 2.104 368 1.878 16.591 3.760 4.573 15.049 729 2.334 3.331 6.060 6.347 2.279 -

19.098 1.279 580 2.030 350 2.081 15.637 3.461 3.846 14.772 480 21 2.269 2.941 6.511 5.216 2.140 -

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93.577 22.429 141 5.235 215.635 12 337.017

81.338 19.925 154 3.446 91.335 9 43 196.241

9.439 1.401

7.286 1.471

15.768.577 1.961.327

14.260.322 896.848

BALANÇO PATRIMONIAL DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 (em milhares de Reais)
Nota ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Consumidores e revendedores Financiamentos e empréstimos Conta de Consumo de Combustível - CCC Remuneração dos investimentos Créditos renegociados Ativos fiscais diferidos Direito de ressarcimento Devedores diversos Almoxarifado Despesas pagas antecipadamente Outros CONTROLADORA 2007 2006 Reclassificado CONSOLIDADO 2007 2006 Reclassificado PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE Financiamentos e empréstimos Empréstimo compulsório Fornecedores Adiantamento de clientes Tributos e contribuições sociais Conta de Consumo de Combustível - CCC Remuneração aos acionistas Créditos do Tesouro Nacional Obrigações estimadas Obrigações de ressarcimento Previdência complementar Provisões para contingências Pesquisa e desenvolvimento Taxas regulamentares Outros NÃO CIRCULANTE Financiamentos e empréstimos Créditos do Tesouro Nacional Fornecedores Reserva Global de Reversão - RGR Empréstimo compulsório Tributos e contribuições sociais Obrigação para desmobilização de ativos Adiantamento de clientes Conta de Consumo de Combustível - CCC Provisões para contingências Previdência complementar Provisão para passivo a descoberto em investidas Outros PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS NÃO CONTROLADORES INVESTIMENTOS IMOBILIZADO INTANGÍVEL DIFERIDO 19 20 21 43.062.138 28.807 55.558 5.891 43.152.394 96.726.141 42.304.993 30.822 57.410 1.242 42.394.467 5.183.898 74.157.189 469.810 45.995 79.856.892 4.565.745 77.695.285 412.538 45.136 82.718.704 122.085.451 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reservas de capital Reservas de reavaliação Reservas de lucros Adiantamentos para futuro aumento de capital TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 34 24.235.829 25.907.304 208.109 25.800.369 76.151.611 3.811.625 79.963.236 96.726.141 24.235.829 25.907.304 230.538 24.054.259 74.427.930 3.407.858 77.835.788 93.720.009 24.235.829 25.907.304 208.109 25.800.369 76.151.611 3.811.625 79.963.236 120.578.676 24.235.829 25.907.304 230.538 24.054.259 74.427.930 3.407.858 77.835.788 122.085.451 22 30 28 26 33 27 32 31 1.576.872 726.989 6.769.011 202.375 500.512 1.214.528 875.777 85.810 11.951.874 2.007.461 459.808 6.171.300 23.870 647.844 474.052 1.298.389 342.996 68.291 11.494.011 12.981.322 726.989 6.769.011 202.375 1.625.530 451.017 1.056.761 1.143.258 2.042.787 798.623 875.777 553.669 29.227.119 385.614 17.819.926 459.808 268.332 6.171.300 23.870 2.150.748 356.604 942.330 1.036.531 2.147.921 1.992.061 342.996 97.372 33.809.799 244.541 Nota CONTROLADORA 2007 2006 Reclassificado 169.968 111.106 1.159.921 102.387 918.483 836.878 566.043 51.123 7.282 193.811 273.208 4.390.210 CONSOLIDADO 2007 2006 Reclassificado 1.990.178 111.106 1.976.903 134.909 1.448.655 836.878 590.756 51.123 294.877 193.810 338.355 893.299 287.460 591.290 455.724 10.195.323

8 9 10 11 12 14

5.585.519 1.349.259 3.034.328 549.467 635.357 112.803 1.773.215 179.460 290.840 2.519 21 74.002 13.586.790

2.877.879 1.180.392 5.985.076 860.023 543.731 106.935 1.213.421 275.468 2.278 2.427 65.632 13.113.262

8.094.907 3.622.343 1.506.511 541.087 152.468 526.275 2.443.072 179.460 427.358 603.177 66.728 446.573 18.609.959

5.459.139 3.994.924 1.414.788 833.555 174.455 352.158 1.842.337 275.468 128.224 519.816 46.299 374.279 15.415.442

22 28 24 27 26 29 30 31 32 25

NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Financiamentos e empréstimos Créditos renegociados Títulos e valores mobiliários Estoque de combustível nuclear Estudos e projetos Consumidores e revendedores Ativos fiscais diferidos Cauções e depósitos vinculados Conta de Consumo de Combustível - CCC Direito de ressarcimento Outros Adiantamentos para participação societária

139.430 96.709 1.269.365 202.250 1.092.560 515.418 881.002 58.150 78.274 444.225 33.648 4.811.031

1.429.199 96.709 2.291.929 237.441 1.823.838 515.418 902.915 58.150 426.267 444.225 183.512 1.029.109 343.010 514.897 706.088 11.002.707

10 12 13 17 16 14

18

33.488.103 203.959 1.491.900 292.579 1.351.862 177.336 500.512 590.025 66.426 38.162.702 1.824.255 39.986.957

31.334.465 3.022.767 1.411.661 292.330 790.359 140.034 474.052 46.527 37.512.195 700.085 38.212.280

13.405.369 1.920.766 1.495.242 657.188 312.122 26.178 2.515.443 397.113 500.512 590.025 287.840 22.107.798 4.027 22.111.825

13.052.790 4.735.269 1.414.136 594.169 308.011 589.223 1.959.457 367.179 474.052 376.636 23.870.922 80.383 23.951.305

TOTAL DO ATIVO

93.720.009 120.578.676

As notas explicativas e os anexos I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII são parte integrante das demonstrações contábeis.

As notas explicativas e os anexos I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 (em milhares de Reais)
CONSOLIDADO Nota RECEITAS OPERACIONAIS Operações com energia elétrica (-) Encargos setoriais (-) ICMS Participações societárias Ganhos na desoneração de passivos Outras receitas DESPESAS OPERACIONAIS Pessoal, Material e Serviços Energia comprada para revenda Combustível para produção de energia elétrica PASEP e COFINS Uso da rede elétrica Compensação Financeira de Recursos Hídricos Depreciação e amortização Provisões operacionais Perdas em ativos Resultado a compensar de Itaipu Doações e contribuições Outras RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO OPERACIONAL RESULTADO NÃO OPERACIONAL CONTROLADORA 2007 2006 Reclassificado 7.555.634 6.297.277 1.883.289 988.561 9.438.923 7.285.838 318.370 7.152.195 86.947 7.016 586.483 126.400 356.336 8.633.747 805.176 595.844 1.401.020 287.024 6.256.845 62.925 5.947 114.934 140.743 182.588 7.051.006 234.832 1.235.774 1.470.606 4T/07 6.610.382 (312.134) (128.645) 303.717 300.136 27.209 6.800.665 1.277.465 1.805.545 160.106 314.007 222.352 655.476 481.346 (84.273) 599.822 319.968 55.501 445.271 6.252.586 548.079 1.744.426 2.292.505 (18.032) Trimestres até 3T/07 17.096.219 (802.342) (310.065) 449.575 74.434 16.507.821 3.077.802 4.320.087 320.428 611.307 729.247 439.758 1.552.570 1.364.949 374.120 143.489 861.278 13.795.035 2.712.786 (2.671.095) 41.691 (18.847) 22.844 (59.006) (55.020) (91.182) (135) (91.317) (R$0,08) 4T/06 5.700.192 (252.750) 85.599 (41.196) 431.621 5.923.466 1.170.609 1.479.321 41.921 348.301 146.924 323.626 507.644 (73.345) 102.288 45.115 333.328 4.425.732 1.497.734 (1.058.606) 439.128 5.819 444.947 8.473 7.032 460.452 (138.469) 13.869 335.852 R$0,30 2007 23.706.601 (1.114.476) (438.710) 753.292 300.136 101.643 23.308.486 4.355.267 6.125.632 480.534 925.314 951.599 1.095.234 2.033.916 1.280.676 599.822 694.088 198.990 1.306.549 20.047.621 3.260.865 (926.669) 2.334.196 (36.879) 2.297.317 (413.309) (171.992) 1.712.016 (159.926) (4.233) 1.547.857 R$1,37 2006 Reclassificado 21.011.354 (1.292.529) (465.555) 361.667 431.621 20.046.558 3.977.700 4.895.225 442.724 750.756 891.337 1.152.447 2.006.805 957.613 (390.916) 196.904 594.035 15.474.630 4.571.928 (2.706.039) 1.865.889 (17.964) 1.847.925 (411.620) (151.373) 1.284.932 (138.468) 14.854 1.161.318 R$1,03

35 36 37 15

38 39

40 15

41

RESULTADO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL, DO IMPOSTO DE RENDA, DAS PARTICIPAÇÕES DOS EMPREGADOS E ADMINISTRADORES E DA PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA 1.401.020 1.470.606 2.274.473 Imposto de renda 146.976 (210.603) (354.303) Contribuição social sobre o lucro líquido 17.861 (81.685) (116.972) RESULTADO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES 1.565.857 1.178.318 1.803.198 Participação nos lucros 42 (18.000) (17.000) (159.926) Participação minoritária (4.098) LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO / PERÍODO 1.547.857 1.161.318 1.639.174 LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO POR AÇÃO R$1,37 R$1,03 R$1,45 As notas explicativas e os anexos I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII são parte integrante das demonstrações contábeis.

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 (em milhares de Reais)
RESERVAS DE LUCROS CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E INTEGRALIZADO Em 31 de dezembro de 2005 Encargos financeiros - Decreto 2.673/98 Realização de reservas de reavaliação Lucro líquido do exercício Destinação do resultado: Constituição de reservas Remuneração aos acionistas Em 31 de dezembro de 2006 Encargos financeiros - Decreto 2.673/98 Realização de reservas de reavaliação Lucro líquido do exercício Destinação do resultado: Constituição de reservas Remuneração aos acionistas Em 31 de dezembro de 2007 24.235.829 24.235.829 24.235.829 RESERVAS DE CAPITAL 25.907.304 25.907.304 25.907.304 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 247.855 (17.317) 230.538 (22.429) 208.109 DIVIDENDOS NÃO DISTRIBUÍDOS 6.448.973 972.548 7.421.521 879.311 8.300.832 RETENÇÃO DE LUCROS 68.748 68.748 68.748 LUCROS ACUMULADOS 17.317 1.161.317 (719.086) (459.548) 22.429 1.547.857 (866.799) (703.487) ADIANTAMENTOS PARA FUTURO AUMENTO DE CAPITAL 2.961.277 446.581 3.407.858 403.767 3.811.625 TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 75.714.889 1.419.129 1.161.317 (459.548) 77.835.788 1.283.078 1.547.857 (703.487) 79.963.236

LEGAL 1.595.578 58.066 1.653.644 77.394 1.731.038

ESTATUTÁRIAS 14.318.074 592.272 14.910.346 789.405 15.699.751

As notas explicativas e os anexos I, II , III, IV, V, VI, VII e VIII são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 - (em milhares de Reais)
CONTROLADORA 31/12/07 ORIGENS Das operações - lucro líquido do exercício Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido: Depreciação e amortização Variações monetárias líquidas de longo prazo Ajuste dos investimentos Ativo Regulatório Provisões de longo prazo Participação minoritária no resultado Encargos financeiros incidentes sobre o patrimônio líquido Resultado a compensar de Itaipu Outras De Acionistas De Terceiros Financiamentos obtidos Reserva Global de Reversão e Empréstimo Compulsório Transferência do passivo circulante para passivo não circulante Transferência do realizável a longo prazo para o circulante Realização e alienação de investimentos TOTAL DAS ORIGENS APLICAÇÕES Na aquisição de direitos e bens do imobilizado e em gastos diferidos Em financiamentos e empréstimos concedidos Em participação em empresas Transferência do não circulante para o circulante Remuneração aos acionistas Transferência do circulante para o realizável a longo prazo Outras TOTAL DAS APLICAÇÕES Variação do capital circulante líquido Demonstração da variação do capital circulante líquido: Ativo circulante: No início do exercício No fim do exercício Variação Passivo circulante: No início do exercício No fim do exercício Variação Variação do capital circulante líquido 4.390.210 4.811.031 420.821 52.707 3.684.093 4.390.210 706.117 2.170.731 10.195.323 11.002.707 807.384 2.387.133 8.929.351 10.195.324 1.265.973 1.452.136 13.113.262 13.586.790 473.528 10.236.414 13.113.262 2.876.848 15.415.442 18.609.959 3.194.517 12.697.332 15.415.441 2.718.109 8.013 3.413.978 1.213.233 772.109 703.486 1.850.465 51.446 8.012.730 52.707 17.877 1.007.681 21.235 911.634 459.548 2.227.931 23.175 4.669.081 2.170.731 3.194.193 1.295.055 2.411.657 753.010 2.206.848 827.065 10.687.828 2.387.133 3.153.722 1.380.006 64.333 3.198.336 555.622 1.608.900 275.549 10.236.468 1.452.136 875.571 28.010 3.309.303 742.787 4.955.671 8.065.437 1.105.965 149.742 2.666.759 607.051 4.529.517 6.839.812 904.022 875.571 57.136 3.980.084 901.515 6.718.328 13.074.961 648.794 1.105.965 270.459 2.481.870 687.507 5.194.595 11.688.604 7.016 2.536.733 (1.455.947) (287.746) (938.109) 1.283.075 416.887 3.109.766 5.947 529.148 (575.696) (663.429) 1.419.127 433.880 2.310.295 2.033.916 3.066.185 (306.002) (287.746) (412.433) 4.233 1.283.075 (694.088) 121.636 6.356.633 2.006.805 1.870.503 (73.467) 337.200 (14.854) 1.419.131 (390.917) 178.290 6.494.009 1.547.857 1.161.318 1.547.857 1.161.318 31/12/06 CONSOLIDADO 31/12/07 31/12/06

INFORMAÇÕES ADICIONAIS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 - (em milhares de Reais)
CONTROLADORA 31/12/07 ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício Ajustes para reconciliar o lucro líquido com o caixa gerado pelas operações Depreciação e amortização Variações monetárias líquidas de longo prazo Ajuste dos investimentos Ativo Regulatório Provisões de longo prazo Participação minoritária no resultado Encargos financeiros incidentes sobre o patrimônio líquido Resultado a compensar de Itaipu Outras Sub total (Acréscimos) decréscimos nos ativos operacionais Consumidores e revendedores Financiamentos e empréstimos - principal Financiamentos e empréstimos - encargos Conta de consumo de combustível - CCC Remuneração dos investimentos Títulos e valores mobiliários Créditos renegociados Créditos tributários Direito de ressarcimento Devedores diversos Almoxarifado Despesas pagas antecipadamente Outros Acréscimos (decréscimos) nos passivos operacionais Financiamentos e empréstimos Financiamentos e empréstimos - encargos Empréstimo compulsório Fornecedores Tributos e contribuições sociais Conta de consumo de combustível - CCC Remuneração aos acionistas Créditos do Tesouro Nacional Obrigações estimadas Obrigações de ressarcimento Adiantamento de clientes Previdência complementar Provisões para contingências Pesquisa e desenvolvimento Taxas regulamentares Outras Recursos provenientes das (aplicados nas) atividades operacionais ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Empréstimos e financiamentos obtidos a longo prazo Financiamentos obtidos de longo prazo transferidos para o circulante Remuneração aos acionistas Empréstimos e financiamentos concedidos - liberações Empréstimos e financiamentos concedidos - recebimento Refinanciamentos obtidos (transf. do passivo circ. para o não circ.) Refinanciamentos concedidos (transf. do circ. para realiz. longo prazo) Empréstimo compulsório e RGR Outros Recursos provenientes das (aplicados nas) atividades de financiamento ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Aquisição de ativo imobilizado Investimentos Recursos provenientes das (aplicados nas) atividades de investimento Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 1.547.857 31/12/06 1.161.318 CONSOLIDADO 31/12/07 1.547.857 31/12/06 1.161.318

7.016 2.536.733 (1.455.947) (287.746) (938.109) 1.283.075 416.887 3.109.766 (168.865) 183.695 2.767.053 310.556 (91.626) (5.868) (559.794) 96.008 (288.562) (92) (8.391) 2.234.114 (26.902) (3.636) (14.397) 109.444 174.077 (321.460) 314.505 7.027 70.992 250.415 99.863 (239.106) 420.822 5.764.702 (772.109) (703.486) (3.413.978) 3.309.303 28.010 (1.850.465) 875.571 16.640 (2.510.514) (8.013) (538.535) (546.548) 2.707.640 2.877.879 5.585.519 2.707.640

5.947 529.148 (575.696) (663.429) 1.419.127 433.880 2.310.295 184.724 (616.416) (944.339) (681.082) 154.518 237.010 (35.100) 19.847 188.481 (212) 79 126.047 (1.366.443) (28.841) (2.046) (55.168) (236.518) (150.961) 693.834 93.926 4.884 (26.439) 219.635 512.306 1.456.157 (911.634) (459.548) (1.007.681) 2.666.759 149.742 (2.227.931) 1.105.965 (23.171) (707.499) (17.877) 585.816 567.939 1.316.597 1.561.282 2.877.879 1.316.597

2.033.916 3.066.185 (306.002) (287.746) (412.433) 4.233 1.283.075 (694.088) 121.636 6.356.633 372.582 (106.616) 14.892 292.468 21.987 (174.117) (600.735) 96.008 (299.134) (83.361) (20.429) (72.294) (558.748) (578.539) 17.559 (14.397) 315.026 375.183 (321.460) 312.159 7.027 131.390 250.415 102.532 (154.843) 135.810 55.550 (76.393) 250.364 807.382 6.605.267 904.022 (2.411.657) (753.010) (1.295.055) 3.980.084 57.136 (2.206.848) 875.571 (827.065) (1.676.822) (3.194.193) 901.515 (2.292.678) 2.635.767 5.459.139 8.094.907 2.635.768

2.006.805 1.870.503 (73.467) 337.200 (14.854) 1.419.131 (390.917) 178.290 6.494.009 127.507 (251.283) (293.667) (670.728) (103.664) 237.349 43.257 (377.712) 188.481 264.379 (70.251) 9.975 13.359 (882.998) 390.445 (51.382) (55.168) (275.988) (159.487) 693.834 87.234 4.884 72.405 74.729 (52.643) 27.151 32.321 283.829 1.072.163 6.683.174 648.794 (3.198.336) (555.622) (1.380.006) 2.481.870 270.459 (1.608.900) 1.105.965 (275.548) (2.511.324) (3.153.722) 623.175 (2.530.547) 1.641.302 3.817.837 5.459.139 1.641.302

As notas explicativas e os anexos I, II, III, IV, V,VI, VII e VIII são parte integrante das demonstrações contábeis.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 - (em milhares de Reais)
2007 Distribuição % CONSOLIDADO 125,47% 0,00% 125,47% 24.108.380 (36.879) 24.071.501 Distribuição % 204,01% -0,31% 203,70% 2006 Distribuição % CONSOLIDADO 120,28% 0,14% 120,42% 21.442.976 (25.414) 21.417.562 Distribuição % 178,20% -0,21% 177,99%

CONTROLADORA 1 - RECEITAS ( DESPESAS ) Venda de mercadorias, produtos e serviços Não operacionais 7.555.634 7.555.634

CONTROLADORA 6.297.277 7.450 6.304.727

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Materiais, serviços e outros Encargos setoriais Energia comprada para revenda Combustível para produção de energia elétrica

(540.680) (7.152.195) (7.692.875) (137.240)

-8,98% -118,77% -127,75% -2,28%

(6.158.147) (1.114.476) (6.125.632) (480.534) (13.878.789) 10.192.713

-52,11% -9,43% -51,84% -4,07% -117,44% 86,25%

(428.697) (6.256.845) (6.685.542) (380.815)

-8,19% -119,51% -127,69% -7,27%

(3.106.617) (910.266) (4.895.225) (442.724) (9.354.832) 12.062.729

-25,82% -7,56% -40,68% -3,68% -77,74% 100,25%

3 - VALOR ADICIONADO BRUTO 4 - RETENÇÕES Provisões operacionais Depreciação, amortização e exaustão

(586.483) (7.016) (593.499) (730.739)

-9,74% -0,12% -9,86% -12,13%

(1.400.928) (2.033.916) (3.434.844) 6.757.868

-11,85% -17,21% -29,07% 57,19%

(114.934) (5.947) (120.881) (501.696)

-2,20% -0,11% -2,31% -9,58%

(918.134) (2.006.805) (2.924.939) 9.137.790

-7,63% -16,68% -24,31% 75,94%

5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Participações societárias Receitas financeiras

1.883.289 4.869.301 6.752.590 6.021.851

31,27% 80,86% 112,13% 100,00%

753.292 4.306.208 5.059.500 11.817.368

6,37% 36,44% 42,81% 100,00%

988.561 4.748.760 5.737.321 5.235.625

18,88% 90,70% 109,58% 100,00%

361.667 2.533.469 2.895.136 12.032.927

3,01% 21,05% 24,06% 100,00%

7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO PESSOAL . Pessoal , encargos e honorários da Diretoria . Participação de empregados nos lucros . Plano de aposentadoria e pensão

248.352 18.000 12.073 278.425

4,12% 0,30% 0,20% 4,62%

2.702.995 159.925 224.388 3.087.309

22,87% 1,35% 1,90% 26,13%

177.175 17.000 11.933 206.108

3,38% 0,32% 0,23% 3,94%

2.249.671 138.468 312.211 2.700.350

18,70% 1,15% 2,59% 22,44%

TRIBUTOS . Impostos, taxas e contribuições ENCARGOS FINANCEIROS E ALUGUÉIS ACIONISTAS . Dividendos e juros sobre capital próprio . Participação de acionistas não controladores . Lucros retidos

(77.890) 4.273.459

-1,29% 70,97%

1.949.325 5.232.878

16,50% 44,28%

511.459 3.512.987

9,77% 67,10%

1.779.304 6.391.956

14,79% 53,12%

703.486 844.371 1.547.857 6.021.851

11,68% 0,00% 14,02% 25,70% 100,00%

703.486 (64.233) 908.603 1.547.856 11.817.368

5,95% -0,54% 7,69% 13,10% 100,00%

459.548 701.769 1.161.317 5.235.625

8,78% 0,00% 13,40% 22,18% 100,00%

459.548 14.854 686.915 1.161.317 12.032.927

3,82% 0,12% 5,71% 9,65% 100,00%

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Ministério de Minas e Energia
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006 (CONSOLIDADAS E DA CONTROLADORA)
NOTA 1 – CONTEXTO OPERACIONAL A ELETROBRÁS é uma companhia de capital aberto, com sede em Brasília - DF – Setor Comercial Norte, Quadra 4, Bloco B, 100, sala 203 – Asa Norte, com ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo – Brasil e Madri - Espanha. Tem como objeto social realizar estudos, projetos, construção e operação de usinas geradoras de energia elétrica, de linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica, bem como a celebração de atos de comércio decorrentes dessas atividades. Tem como objeto, também, cooperar com o Ministério de Minas e Energia na formulação da política energética do País; conceder financiamentos, prestar garantias no País e no exterior, podendo, inclusive, adquirir debêntures de empresas que atuam no serviço público de energia elétrica e que estejam sob seu controle acionário; conceder financiamentos e prestar garantias, no País ou no exterior, em favor de entidades técnico-científicas de pesquisa; promover e apoiar a pesquisa de interesse do setor de energia elétrica, ligadas às atividades de geração, transmissão e distribuição, bem como realizar estudos de aproveitamento de bacias hidrográficas para fins múltiplos; contribuir na formação do pessoal técnico necessário ao setor elétrico brasileiro, bem como na preparação de operários qualificados, mediante cursos especializados, podendo, também, conceder auxílio aos estabelecimentos de ensino do País ou bolsas de estudo no exterior e firmar convênios com entidades que colaborem na formação de pessoal técnico especializado; colaborar, técnica e administrativamente, com as empresas das quais participa acionariamente e com órgãos do Ministério de Minas e Energia. A Companhia é responsável pela gestão de recursos setoriais, representados pela Reserva Global de Reversão – RGR, pela Conta de Desenvolvimento Energético - CDE, pela Utilização de Bem Público – UBP, e pela Conta de Consumo de Combustível – CCC, que financiam os programas do Governo Federal de Universalização de Acesso à Energia Elétrica – LUZ PARA TODOS, o Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente – RELUZ, o Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL e a aquisição de combustíveis fósseis utilizados nos sistemas isolados de geração de energia elétrica. A Companhia é gestora do PROINFA, programa do Governo Federal que visa promover a diversificação da matriz energética brasileira e a busca por soluções de cunho regional com a utilização de fontes renováveis de energia elétrica, mediante o aproveitamento econômico dos insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis, sendo assegurada à ELETROBRÁS o direito à compra da energia a ser produzida até 2026. A Companhia é controladora das empresas Furnas Centrais Elétricas S.A. - FURNAS, Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. – ELETRONORTE, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF, ELETROSUL Centrais Elétricas S.A., Eletrobrás Termonuclear S.A. - ELETRONUCLEAR e da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE. A função básica dessas controladas é a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. A Companhia é controladora, também, da Light Participações S.A. – LIGHTPAR e, em regime de controle conjunto, da ITAIPU Binacional, nos termos do Tratado Internacional firmado entre os Governos do Brasil e do Paraguai. A Companhia é controladora indireta das empresas Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A., controladas integrais da ELETRONORTE, que atuam na geração e distribuição de energia elétrica nos Estados do Amazonas e Roraima. A Companhia atua, também, como o agente responsável pela comercialização da energia elétrica gerada pela ITAIPU Binacional e pelo PROINFA. NOTA 2 – CONCESSÕES DE SERVIÇO PÚBLICO A Companhia, por intermédio de suas empresas controladas, detém diversas concessões de serviço público de energia elétrica, cujo detalhamento, capacidade instalada e prazos de vencimento estão listadas a seguir (Vide Nota 20 e Anexo IV): I – Geração de Energia Elétrica RIO EM OPERAÇÃO UHE Furnas UHE Estreito UHE Marimbondo UHE Itumbiara UHE Serra da Mesa UHE Luiz Gonzaga UHE Xingo UHE Sobradinho UHE Tucuruí UHE Complexo Paulo Afonso UTE Santa Cruz Outras concessões de geração EM CONSTRUÇÃO UHE Simplício UHE Baguari UHE Batalha Paraíba do Sul Doce São Marcos 306 140 53 28.820 08/2041 08/2041 08/2041 Grande Grande Grande Paranaíba Tocantins São Francisco São Francisco São Francisco Tocantins São Francisco 1.216 1.050 1.440 2.082 1.275 1.479 3.162 1.050 8.370 3.879 766 2.552 07/2015 07/2015 03/2017 02/2020 05/2011 10/2015 10/2015 02/2022 07/2024 10/2015 07/2015 Até 2035 CAPACIDADE EM MW VENCIMENTO c) FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS Os financiamentos e empréstimos concedidos (Vide Anexo II) e seus respectivos encargos apropriados até a data do Balanço são atualizados segundo os índices contratuais de atualização monetária ou cambial; d) PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA São constituídas provisões para créditos de liquidação duvidosa, em montante julgado suficiente pela administração da Companhia, para a cobertura de eventuais perdas na realização de contas e títulos a receber (Vide Notas 9, 10, 13 e 15 e Anexos I e II às Notas Explicativas); e) CONTA DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEL – CCC Nos termos da Lei 8.631, de 04 de março de 1993, a ELETROBRÁS administra os valores relativos aos recolhimentos efetuados pelos concessionários do serviço público de energia elétrica, para crédito na Conta de Consumo de Combustíveis – CCC, correspondentes às quotas anuais destinadas aos dispêndios com combustíveis para geração de energia elétrica. Os valores registrados no ativo circulante, em contrapartida ao passivo circulante, correspondem às disponibilidades de recursos, mantidos em conta bancária vinculada, e às quotas não quitadas pelos concessionários; f) IMOBILIZADO O imobilizado está registrado ao custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A depreciação é calculada pelo método linear; g) INVESTIMENTOS As participações societárias em controladas e controlada em conjunto (Vide Anexo III), bem como os demais investimentos em coligadas com participação acionária igual ou superior a 20% do capital total das companhias investidas, estão avaliados pelo método de equivalência patrimonial, nos termos da legislação societária e da Instrução CVM 247/96. A contrapartida do ajuste decorrente dessa avaliação é computada no resultado do exercício. Os demais investimentos estão avaliados ao custo de aquisição (Vide Nota 19); h) FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS OBTIDOS Os financiamentos e empréstimos obtidos e os correspondentes encargos apropriados até a data do Balanço, estão atualizados pelos índices contratuais e demonstrados no Anexo V; i) RESERVA GLOBAL DE REVERSÃO - RGR Os saques efetuados pela ELETROBRÁS junto à RGR (Vide Nota 49), destinados à concessão de empréstimos e financiamentos às concessionárias de energia elétrica, são registrados como exigibilidades. Sobre tais saques incidem juros de 5% ao ano, a partir da vigência da Lei 8.631, de 04 de março de 1993; j) EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO É registrado pelo valor do principal, acrescido de atualização monetária, com base no IPCA-E e juros de 6% ao ano (Vide Nota 28); l) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO O Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ é calculado pelo regime de apuração do lucro real anual, sendo utilizada a alíquota de 15% e adicional de 10% sobre o lucro real, conforme definido pela legislação tributária aplicável. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL é calculada à alíquota de 9% sobre o lucro ajustado nos termos da legislação aplicável. Em atendimento ao disposto na Deliberação CVM 273, de 20 de agosto de 1998, e da Instrução CVM 371, de 27 de junho de 2002, estão registrados no ativo circulante e no ativo não circulante, e no passivo circulante e no passivo não circulante, os ativos diferidos e as obrigações fiscais diferidas, calculados sobre as diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social, (Vide Notas 14 e 26); m) BENEFÍCIOS CONCEDIDOS A EMPREGADOS Os compromissos atuariais com os planos de benefícios de pensão e aposentadoria e os relacionados ao plano de assistência médica são provisionados, conforme os procedimentos estabelecidos pela Deliberação CVM 371/2000, baseando-se em cálculo atuarial elaborado por atuário independente, de acordo com o método da unidade de crédito projetada, líquido dos ativos garantidores do plano, sendo os custos referentes ao aumento do valor presente da obrigação, resultante do serviço prestado pelo empregado, reconhecidos ao longo do tempo de serviço dos empregados. O método da unidade de crédito projetada considera cada tempo de serviço como base de uma unidade de benefício, consideradas no cômputo da obrigação final. São utilizadas, também, premissas como a estimativa da evolução dos custos de assistência médica, hipóteses biométricas e econômicas, bem como, informações históricas de gastos incorridos e contribuições dos empregados (Vide Nota 31); n) OUTROS DIREITOS E OBRIGAÇÕES Os demais ativos são registrados pelos seus efetivos valores de custo, retificados, quando aplicável, por provisões de forma a refletir seus efetivos valores de realização. Incluem, também, os rendimentos e eventuais variações monetárias ou cambiais auferidos; os passivos são registrados por seus valores conhecidos e calculáveis, acrescidos, conforme aplicável, dos encargos e variações monetárias ou cambiais incorridos, e o) APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO O resultado do exercício é apurado segundo o regime de competência. II – PRÁTICAS ESPECÍFICAS DO SETOR ELÉTRICO a) IMOBILIZADO EM SERVIÇO O imobilizado é registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A depreciação é calculada pelo método linear. As taxas anuais de depreciação são calculadas de acordo com a Instrução ANEEL 44, de 17 de março de 1999 (Vide Nota 20 e Anexos IV e IV A); b) IMOBILIZADO EM CURSO De acordo com o Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, juros e outros encargos financeiros (variações monetárias e cambiais), relacionados aos empréstimos obtidos de terceiros, efetivamente aplicados em construções em andamento, são registrados como parte dos custos de construção. Despesas administrativas gerais são alocadas ao imobilizado em andamento. A alocação de custos diretos com pessoal e serviços de terceiros é permitida com base em critérios estabelecidos pela Agência Reguladora (Vide Nota 20 e Anexos IV e IV A); c) OBRIGAÇÕES VINCULADAS A CONCESSÃO São registrados obrigações em contrapartida de contribuições recebidas da União e de consumidores exclusivamente para o investimento na rede de distribuição de energia elétrica. A obrigação é registrada como redutora do ativo imobilizado, sendo, no término da concessão, compensada contra os ativos correspondentes, incluindo aqueles adquiridos com as contribuições recebidas da União e de consumidores. O prazo da concessão de serviço público são firmados pela ANEEL (Vide Nota 20 e Anexos IV e IV A); d) ALMOXARIFADO VENCIMENTO 46 55 83 36 220 07/2015 07/2015 06/2037 07/2015 07/2015 Os materiais de almoxarifado, classificados no ativo circulante, são registrados ao custo médio de aquisição, e aqueles destinados à construção do ativo imobilizado são classificados no ativo não circulante imobilizado, pelo custo de aquisição. Os valores contabilizados não excedem aos seus custos de reposição ou valores de realização; e) DECORRENTES DO ACORDO GERAL DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA De acordo com o estabelecido pela Resolução 72 da ANEEL, de 07 de fevereiro de 2002, é apresentado na rubrica consumidores e revendedores o valor referente à Recomposição Tarifária Extraordinária - RTE, definida pela Resolução 91, da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica – GCE, de 21 de dezembro de 2001, e pela Lei 10.438, de 26 de abril de 2002 (Vide Nota 15); f) OBRIGAÇÕES PARA DESMOBILIZAÇÃO DE ATIVOS Conforme previsto no Manual de Contabilidade da ANEEL, é constituída provisão ao longo do tempo de vida útil econômica de usinas termonucleares, com o objetivo de alocar ao respectivo período de competência da operação os custos a serem incorridos com sua desativação técnico-operacional, ao término da vida útil. Os valores são apropriados ao resultado do exercício, com base em quotas anuais fixadas em quantidades de dólares norte - americanos, à razão de 1/40 dos gastos estimados, registradas imediatamente e convertidas pela taxa de câmbio do final de cada mês de competência. O passivo relativo ao descomissionamento é mantido atualizado pela variação do dólar norte – americano (Vide Nota 33); g) ESTOQUE DE COMBUSTÍVEL NUCLEAR O concentrado de urânio em estoque, os serviços correspondentes e os elementos de combustível nuclear disponíveis no núcleo do reator e na chamada piscina destinada a elementos utilizados – PCU, são registrados pelo custo de aquisição. O consumo dos elementos de combustível nuclear é apropriado ao resultado do exercício em função da sua utilização no processo da geração de energia (Vide Nota 17), e h) PARADAS PROGRAMADAS Os custos incorridos antes e durante as paradas programadas são inicialmente registrados no Ativo Circulante, e após a retomada da operação da usina, os custos são apropriados ao resultado em quotas mensais, até o início da próxima parada. III - PRÁTICAS CONTÁBEIS ESPECÍFICAS DE ITAIPU BINACIONAL Para a contabilização de suas operações a Itaipu Binacional segue as práticas contábeis geralmente aceitas no Brasil e no Paraguai, observadas as disposições específicas estabelecidas no Tratado Internacional, firmado entre os Governos do Brasil e do Paraguai, em 26 de abril de 1973, que rege a ITAIPU Binacional, sendo as principais disposições descritas abaixo: a) Não é registrada a depreciação de suas instalações, por ter sua receita calculada com base nos encargos do passivo e não se constituir um item do Custo do Serviço de Eletricidade, conforme definido no Anexo “C”, do Tratado Internacional Brasil-Paraguai; b) os resultados acumulados não integram o Patrimônio Líquido e são alocados na rubrica Resultados a Compensar, transferido para o ativo imobilizado, e c) a remuneração sobre capital próprio dos acionistas não leva em consideração a realização de lucros, sendo apresentado como despesa operacional no resultado. IV - ALTERAÇÕES DAS PRÁTICAS CONTÁBEIS Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei 11.638, que altera e revoga dispositivos da Lei 6.404/76, objetivando a harmonização das práticas contábeis adotadas no Brasil com as normas internacionais de contabilidade - IFRS. As principais alterações trazidas pela citada Lei, indicadas na nota 51, têm aplicação a partir do exercício iniciado em 1º de janeiro de 2008, não produzindo efeitos nas presentes Demonstrações Contábeis. NOTA 7 – PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO I) As Demonstrações Contábeis Consolidadas foram elaboradas de acordo com as normas estabelecidas pela Instrução CVM 247, de 27 de março de 1996, e incluem a ELETROBRÁS e as seguintes empresas: PARTICIPAÇÃO DA ELETROBRÁS 2007 e 2006 Direta Indireta FURNAS CHESF ELETROSUL ELETRONORTE ELETRONUCLEAR ITAIPU BINACIONAL (*) CGTEE LIGHTPAR MANAUS ENERGIA (**) BOA VISTA ENERGIA (**) (*) (**) – Controlada em conjunto com a ANDE ( Paraguai ) – Participação indireta por meio da ELETRONORTE 99,54% 99,45% 99,71% 98,66% 99,80% 50,00% 99,94% 81,61% 100% 100%

A capacidade total instalada das usinas do Sistema ELETROBRÁS, considerando ITAIPU Binacional e ELETRONUCLEAR, é de cerca de 38.000 MW e a geração de energia elétrica considera as seguintes premissas: a) existência de períodos, tanto ao longo do dia, como no horizonte anual, em que ocorrem maior ou menor demanda de energia no sistema para o qual a usina, ou sistema de geração, está dimensionado; b) existência, também, de períodos em que máquinas são retiradas da operação para a execução de manutenção, seja preventiva ou corretiva, e c) disponibilidade hídrica do rio onde está localizada. A produção de energia elétrica das usinas é função do Planejamento e Programação da Operação Eletroenergética, com horizontes e detalhamentos que vão desde o nível anual até os diários e horários, elaborados, atualmente, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, que define os montantes e a origem da geração necessária para o atendimento à demanda do País de forma otimizada, baseada na disponibilidade hídrica nas bacias hidrográficas e de máquinas em operação, bem como o custo da geração e a viabilidade de transmissão dessa energia através do sistema interligado. II – Transmissão de Energia Elétrica A capacidade de transmissão do Sistema ELETROBRÁS está demonstrada a seguir: LINHAS EM KM FURNAS ELETRONORTE CHESF ELETROSUL Outras NOTA 3 – GOVERNANÇA CORPORATIVA Em setembro de 2006 a Companhia aderiu às práticas diferenciadas de Governança Corporativa – nível I, da BOVESPA. Em decorrência, a Companhia, que tem suas ações incluídas no índice IBOVESPA, passou a compor o Índice de Governança Corporativa – IGC. A Companhia está, também, inserida no Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE. NOTA 4 – RELACIONAMENTO COM OS AUDITORES INDEPENDENTES Em cumprimento ao disposto na Instrução CVM 381, de 14 de janeiro de 2003, a ELETROBRÁS informa que utiliza os serviços de auditoria independente da empresa BDO Trevisan Auditores Independentes, contratada pelo prazo de três anos, contados de 1º de agosto de 2005 para execução de serviços de auditoria das Demonstrações Contábeis da controladora e consolidadas do Sistema ELETROBRÁS, devendo ser ressaltado, adicionalmente, que a Companhia não possui com a referida empresa nenhum outro contrato de prestação de serviços que não o referente aos próprios serviços de auditoria das Demonstrações Contábeis. Os auditores independentes das empresas do Sistema ELETROBRÁS, que, individualmente, também prestam serviços exclusivos de auditoria independente das demonstrações contábeis, são informados abaixo: Controladas CGTEE CHESF ELETRONORTE ELETRONUCLEAR ELETROSUL FURNAS ITAIPU LIGHTPAR MANAUS BOA VISTA Auditor Independente Deloitte Touche Tohmatsu Boucinhas & Campos + SOTECONTI BDO Trevisan HLB Audilink e CIA Horwath Tufani, Reis & Soares HLB Audilink e CIA BDO Trevisan Russell Bedford Brasil HLB Audilink e CIA HLB Audilink e CIA 19.278 9.840 18.468 9.145 655 57.386 SUBESTAÇÕES

NOTA 5 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis da controladora e consolidadas estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em consonância com as disposições da Lei das Sociedades por Ações – Lei 6.404/76 e regulamentações e disposições complementares da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, conjugada com a legislação específica emanada da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, e foram examinadas por auditores independentes. Com o objetivo de propiciar informações adicionais, estão sendo apresentados: a) Demonstração do Fluxo de Caixa, preparada de acordo com as Normas e Procedimentos contábeis – NPC 20 emitida pelo IBRACON; b) Demonstração do Valor Adicionado, de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade – CFC 1.010, de 21 de janeiro de 2005, e c) Demonstração da segmentação de negócio, de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade SFAS-131 emitida pelo Financial Accouting Standarts Board. Para efeito de melhor entendimento, estão relacionadas no Anexo VIII as principais siglas adotadas nestas notas explicativas. NOTA 6 – PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS Na elaboração das Demonstrações Contábeis da controladora e consolidadas foram adotadas as práticas contábeis descritas a seguir: I - GERAIS a) DISPONIBILIDADES Estão demonstradas ao custo e são representadas, substancialmente, por aplicações financeiras de curto prazo, acrescidas das remunerações obtidas até a data de encerramento das Demonstrações Contábeis e não excedem ao seu valor de mercado (Vide Nota 8); b) CONSUMIDORES E REVENDEDORES O saldo de consumidores e revendedores (Vide Anexo I) é composto por créditos provenientes do fornecimento e suprimento de energia elétrica, incluídos aqueles decorrentes de energia transacionada no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, além do fornecimento e suprimento não faturado, registrado com base no regime de competência. Inclui, também, os acréscimos moratórios em função de atrasos no pagamento por parte dos consumidores, concessionários e permissionários;

II) Os Balanços Patrimoniais e as Demonstrações dos Resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2007 e de 2006 das empresas consolidadas estão demonstradas de forma resumida no Anexo VII.

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III) Apresentamos abaixo as principais práticas de consolidação adotadas: a) eliminação dos investimentos da investidora nas empresas investidas, em contrapartida à sua participação nos respectivos patrimônios líquidos; b) eliminação de saldos a receber e a pagar inter-companhias; c) eliminação das receitas e despesas inter-companhias, e d) destaque da participação dos demais acionistas no patrimônio líquido e no resultado das empresas investidas consolidadas. Face à inexistência de resultados não realizados nas operações inter-companhias, o lucro líquido e o patrimônio líquido da controladora são iguais aos do consolidado. IV) Procedimentos de consolidação da controlada em conjunto ITAIPU Binacional. a) As Demonstrações Contábeis da ITAIPU Binacional são originalmente elaboradas em dólares norte-americanos e foram convertidas para reais, à taxa de câmbio em 31 de dezembro de 2007 - US$ 1.00 – R$ 1,7713, divulgada pelo Banco Central do Brasil (31 de dezembro de 2006 - US$ 1.00 – R$ 2,1380); b) O resultado a compensar de ITAIPU Binacional é ajustado no ativo imobilizado consolidado; c) A remuneração sobre o capital paga por ITAIPU Binacional é registrada como receita da controladora e eliminada no consolidado, e d) Todo o resultado gerado por ITAIPU Binacional no consolidado é eliminado na consolidação pela rubrica “Resultado a Compensar de ITAIPU Binacional”. A seguir está apresentado, simplesmente para efeito de análise, o resumo do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do exercício, excluidos os efeitos da consolidação proporcional da ITAIPU Binacional. A informação, de caráter meramente informativo, visa apresentar aos acionistas e analistas do mercado de capitais a influência das Demonstrações Contábeis da ITAIPU Binacional nas demonstrações consolidadas do Sistema ELETROBRÁS, dada suas especificidades, não devendo o mesmo ser considerado, em nenhuma hipótese, como sendo as Demonstrações Contábeis Consolidadas do Sistema ELETROBRÁS. R$ mil BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO (de caráter meramente informativo) 2007 SEM ITAIPU Ativo Circulante Consumidores e revendedores Financiamentos e empréstimos Outros Não Circulante Realizável a longo prazo Financiamentos e empréstimos Outros Investimentos Imobilizado, intangível e diferido Total do Ativo Passivo e Patrimônio Líquido Circulante Financiamentos e empréstimos Fornecedores Outros Não Circulante Financiamentos e empréstimos Outros Participação do Acionista ANDE Patrimônio Líquido Total do Passivo e do Patrimônio Líquido 3.761.572 15.578.725 19.340.297 385.614 79.963.236 80.348.850 110.138.521 12.981.322 16.245.797 29.227.119 385.614 79.963.236 80.348.850 120.578.676 753.886 2.853.120 6.842.368 10.449.374 1.429.199 2.291.929 7.281.579 11.002.707 20.656.088 8.592.882 29.248.970 5.272.463 57.105.933 62.378.396 110.138.521 13.405.369 8.706.456 22.111.825 5.183.898 74.672.994 79.856.892 120.578.676 3.583.564 1.529.363 13.398.228 18.511.155 3.622.343 1.506.511 13.481.105 18.609.959 COM ITAIPU 2007 RTE (Energia Livre – Perda de Receita e Parcela A) Consumidores e Revendedores CEA Outras CCEE – Energia de Curto Prazo 309.732 413.302 224.723 638.025 293.560 1.241.317 nova apuração, que seria objeto de liquidação entre as partes sem a interveniência da CCEE. Nesse sentido, é intenção da Administração manter negociações, com a participação da ANEEL e CCEE, visando o equacionamento dos créditos, de forma a viabilizar uma solução negociada para a sua liquidação (Vide Nota 12 item c). V – Provisão para créditos de liquidação duvidosa – PCLD A Companhia constitui e mantém provisões com observância das normas da ANEEL a partir de análise dos valores constantes do seu contas a receber vencidos e do histórico de perdas, cujo montante é considerado pela Administração da Companhia como suficiente para cobrir eventuais perdas na realização desses ativos. O saldo em 31 de dezembro de 2007 é de R$ 1.241.317 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 978.517 mil), sendo composto como segue: R$ mil CONSOLIDADO 2006 351.988 298.285 328.244 626.529 978.517

O saldo de PCLD – RTE refere-se às provisões constituídas para cobrir eventuais perdas de realização nos ativos constituídos referentes a perda de receita, parcela A e energia livre (Vide Nota 15). Para fins fiscais, o excesso de provisão constituída, em relação ao disposto na Lei 9.430/96, está sendo adicionado ao Lucro Real, para efeitos de apuração do IRPJ devido e, também, à base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. NOTA 10 – FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS Os financiamentos e empréstimos concedidos são efetuados com recursos próprios da ELETROBRÁS, além dos recursos setoriais, de recursos externos captados através de agências internacionais de desenvolvimento, instituições financeiras, como, também, decorrentes do lançamento de títulos no mercado financeiro internacional (Vide Anexo II). Todos os financiamentos e empréstimos estão respaldados por contratos formais firmados com as mutuárias. Os recebimentos destes valores, em sua maioria, estão previstos em parcelas mensais, amortizáveis em um prazo médio de 10 anos, sendo a taxa média de juros, ponderada pelo saldo da carteira, de 8,99% a.a.. Os financiamentos e empréstimos concedidos, com cláusula de atualização cambial, representam cerca de 46% do total da carteira. Já os que prevêem atualização com base em índices que representam o nível de preços internos no Brasil atingem a 27% do saldo da carteira. I - Fator Anual de Reajuste dos Contratos com ITAIPU Binacional Conforme divulgado em nota de eventos subseqüentes nas Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2006, bem como em Fato Relevante publicado em 19 de janeiro de 2007, as autoridades das Chancelarias e das áreas econômica e de energia do Brasil e do Paraguai delegaram ao Governo brasileiro, e este assumiu o compromisso de tomar todas as medidas necessárias, para suprimir o fator anual de reajuste dos contratos de financiamento celebrados entre a ITAIPU Binacional e a ELETROBRÁS, apurados com base nos índices norte-americanos Industrial Goods e Consummer Price. A supressão do fator anual de reajuste, levado a efeito a partir do exercício de 2007, se deu por meio de mecanismos regulamentados pelo Decreto-Lei 6.265, de 22 de novembro de 2007, preservando o fluxo de recebimentos financeiros da ELETROBRÁS, nos termos da Lei 11.480, de 30 de maio de 2007, que autorizou a renegociação dos créditos da ELETROBRÁS, assim como os da União junto à ITAIPU Binacional. Tais medidas afetam contratos de financiamento concedidos à ITAIPU Binacional, cujo saldo em 31 de dezembro de 2007 atinge R$ 14.671.171 mil, sendo preservado os valores correspondentes aos fatores anuais de reajuste já reconhecidos e incorporados aos saldos devedores dos contratos entre a ELETROBRÁS e a ITAIPU Binacional. Como decorrência, sobre os saldos devedores dos financiamentos a receber da ITAIPU Binacional, não mais incidem, a partir de 2007, o chamado fator anual de reajuste (Vide Nota 15 item II). II - Reestruturação da Dívida da ELETRONORTE Objetivando reestabelecer o equilíbrio econômico-financeiro e obter condições compatíveis com a capacidade de pagamento da ELETRONORTE, o Conselho de Administração da ELETROBRÁS, conforme divulgado em nota de eventos subseqüentes nas Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2006, aprovou o equacionamento da dívida daquela controlada, bem como a conversão em capital de parte do débito total de empréstimos e financiamentos devidos pela ELETRONORTE. Nesse sentido, a reestruturação dos financiamentos da ELETRONORTE, envolvendo créditos no montante de R$ 7.621.909 mil, contempla as seguintes condições: a) quitação em espécie de R$ 601.510 mil relativo aos contratos vencidos concedidos com recursos da RGR e repasses em moeda estrangeira; b) retomada, por parte da controlada, do fluxo de pagamentos a partir de 2007, com carência de 1 ano para as parcelas de principal dos contratos concedidos com recursos da RGR, e sem carência para os contratos de repasse em moeda estrangeira; c) conversão de parte do saldo devedor dos contratos de financiamento, vencido e a vencer, concedidos com recursos próprios da ELETROBRÁS, em adiantamento para futuro aumento de capital, no montante de R$ 1.213.233 mil, e d) refinanciamento de parcelas vencidas, no montante de R$ 1.950.476 mil, com carência de um ano para o início da amortização do principal, mantendo-se inalteradas as demais condições financeiras originalmente pactuadas, como prazo e encargos.

R$ mil DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (de caráter meramente informativo) 2007 SEM ITAIPU Receitas Operacionais Operações com energia elétrica Deduções Outras Despesas Operacionais Energia comprada para revenda Depreciação e amortização Resultado a compensar de ITAIPU Outras Resultado Operacional antes do Resultado Financeiro Resultado Financeiro Resultado de Participação Societária Resultado Operacional Resultado não Operacional Resultado antes da CSLL e IRPJ CSLL e IRPJ Resultado antes das participações Participação no lucro Participação Minoritária Lucro Líquido do Exercício Lucro por ação NOTA 8 - DISPONIBILIDADES As disponibilidades financeiras são mantidas junto ao Banco do Brasil S.A., nos termos da legislação específica para as Sociedades de Economia Mista sob controle federal, emanada do Decreto-Lei 1.290, de 03 de dezembro de 1973, com as alterações decorrentes da Resolução 2.917, de 19 de dezembro de 2001, do Banco Central do Brasil, que estabeleceu novos mecanismos para as aplicações das empresas integrantes da Administração Federal Indireta. As aplicações financeiras, de liquidez imediata, encontram-se em fundos de investimento financeiro - extramercado, que têm como meta a rentabilidade em função da Taxa Média da SELIC. O total das disponibilidades, em 31 de dezembro de 2007, encontra-se abaixo demonstrado: R$ mil Caixa e Bancos Aplicações Financeiras CONTROLADORA 2007 2006 32.374 791 5.553.145 2.877.088 5.585.519 2.877.879 CONSOLIDADO 2007 238.828 7.856.079 8.094.907 2006 91.749 5.367.390 5.459.139 (9.144.679) (2.033.916) (9.950.100) (21.128.695) 1.261.926 336.123 734.957 2.333.006 (35.689) 2.297.317 (585.301) 1.712.016 (159.926) (4.233) 1.547.857 R$ 1,37 (6.125.632) (2.033.916) (694.088) (11.193.985) (20.047.621) 2.507.573 (926.669) 753.292 2.334.196 (36.879) 2.297.317 (585.301) 1.712.016 (159.926) (4.233) 1.547.857 R$ 1,37 23.542.027 (1.553.186) 401.780 22.390.621 COM ITAIPU 23.706.601 (1.553.186) 401.779 22.555.194

O detalhamento da carteira de financiamentos e empréstimos concedidos pela ELETROBRÁS, incluindo juros, comissões e taxas, apresentado no Anexo II, já contempla essa negociação. III – Créditos junto à AES-ELETROPAULO – Ação Judicial Em 1989, a ELETROBRÁS ajuizou ação ordinária de cobrança contra a Eletropaulo, objetivando receber créditos oriundos de financiamentos não honrados nos seus respectivos vencimentos, segundo critérios avençados nas cláusulas e condições estabelecidas. Tramitado o feito foi publicada sentença em abril de 1999, condenando a Eletropaulo ao pagamento da importância financiada e não adimplida. Posteriormente, foi confirmada o transito em julgado da sentença, significando dizer que a ELETROPAULO não recorreu da decisão de primeiro grau. Conseqüentemente, foi proposta a execução por título judicial pela ELETROBRÁS perante a Quinta Vara cível do Rio de Janeiro determinando o pagamento. Contudo, em janeiro de 1998, ocorreu a cisão parcial de ativos da ELETROPAULO, originando três empresas distintas EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., EPTE – Empresa Paulista de Transmissão de Energia S.A. e EBE – Empresa Brasileira de Energia S.A., sendo que a ELETROPAULO – Eletricidade de São Paulo S.A., teve a sua razão social alterada para Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.. A ELETROPAULO questionou a ilegitimidade por conta do Protocolo da Cisão Parcial, sendo indeferido e determinado o prosseguimento da execução. Em dezembro de 2003 foi interposto Recurso de Agravo de Instrumento pela ELETROPAULO, com requerimento de efeito suspensivo contra a decisão que determinara o prosseguimento da execução, o qual foi concedido entendendo que a ELETROPAULO não seria legítima para suportar a demanda executiva e sim a CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (antiga EPTE), por força do referenciado protocolo. Foram interpostos Recursos Extraordinário e Especial pela ELETROBRÁS discutindo o julgamento do Recurso da ELETROPAULO, sendo provido no sentido de que a execução deveria prosseguir e que a defesa da ELETROPAULO deveria ser atacada via embargos do devedor e não em exceção. Desta decisão a ELETROPAULO manejou embargos de declaração, posteriormente Agravo Regimental e, finalmente, embargos de divergência cuja decisão final foi publicada em novembro de 2007 negando de toda sorte o citado Recurso da ELETROPAULO. Após esgotar toda a possibilidade de êxito perante o Superior Tribunal de Justiça - STJ, a ELETROPAULO apresentou recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal – STF, estando em vias de processamento para uma de suas turmas. Diante deste cenário, a administração da ELETROBRÁS dará continuidade ao processo de execução e, amparada na opinião de seus consultores jurídicos, considera a realização do crédito como praticamente certa. Tais créditos atingem, em 31 de dezembro de 2007, o montante de R$ 372.748 mil, consideradas as condições originais dos contratos com a ELETROPAULO, registrados contabilmente, os quais, se atualizados pelos índices praticados pela justiça, atingem o montante de R$ 1.329.545 mil. A administração da Companhia, de forma prudente e conservadora, não registra a parcela de atualização com base em critérios distintos daqueles contratualmente pactuados, optando por aguardar o processo de execução. IV – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa A Companhia reconhece de forma conservadora provisões para créditos de liquidação duvidosa, no valor de R$ 80.630 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 51.629 mil) correspondente ao principal e ao serviço da dívida de diversas empresas em inadimplemento. Tal volume de provisão é julgado suficiente pela Administração da Companhia para fazer face a eventuais perdas nestes ativos, com base em análise do comportamento da carteira. NOTA 11 – REMUNERAÇÃO DOS INVESTIMENTOS Os valores apresentados referem-se a dividendos e juros sobre o capital próprio a receber, líquido de Imposto de Renda Retido na Fonte, quando aplicável, decorrentes de investimentos de caráter permanente mantidos pela ELETROBRÁS: R$ mil FURNAS CHESF ITAIPU Binacional ELETROSUL ELETRONUCLEAR CEMAR CTEEP Outros CONTROLADORA 2007 2006 164.121 92.160 238.680 198.249 10.628 17.615 46.842 62.956 27.893 7.103 57.990 56.281 33.295 81.097 55.908 28.270 635.357 543.731 CONSOLIDADO 2007 57.990 33.295 61.183 152.468 2006 56.281 81.097 37.077 174.455

NOTA 9 – CONSUMIDORES E REVENDEDORES DE ENERGIA ELÉTRICA I - Os valores a receber de consumidores e revendedores de energia elétrica encontram-se detalhados no Anexo I destas Notas Explicativas e incluem o ativo regulatório descrito no item I da Nota 15. II - Comercialização da energia elétrica gerada por ITAIPU Binacional A Lei 10.438, de 26 de abril de 2002, atribuiu à ELETROBRÁS a responsabilidade pela aquisição da totalidade da energia elétrica produzida por ITAIPU, passando a ser a comercializadora no Brasil desta energia elétrica. Desta forma, foram comercializados no exercício de 2007 o equivalente a 82.753 GWh, sendo a tarifa de suprimento de energia (compra) praticada por ITAIPU de US$ 22,20/kW e a tarifa de repasse (venda) US$ 23,75/kW. O resultado da comercialização da energia elétrica da ITAIPU, nos termos do Decreto 4.550, de 27 de dezembro de 2002, observadas as alterações introduzidas pelo Decreto 6.265, de 22 de novembro de 2007, tem a seguinte destinação (Vide item II, da Nota 15): a) se positivo, deverá ser destinado, mediante rateio proporcional ao consumo individual, a crédito de bônus nas contas de energia dos consumidores do Sistema Elétrico Nacional Interligado, integrantes das Classes Residencial e Rural, com consumo mensal inferior a 350 kWh. b) se negativo, é incorporado pela ANEEL no cálculo da tarifa de repasse de potência contratada no ano subseqüente à formação do resultado. No exercício de 2007, a atividade foi superavitária em R$ 96.009 mil, sendo a obrigação decorrente incluída na rubrica Direito de Ressarcimento. III – PROINFA As operações de comercialização de energia elétrica no âmbito do PROINFA, geraram um resultado líquido positivo em 2007 de R$ 250.414 mil, não produzindo efeito no resultado líquido do exercício da ELETROBRÁS. O saldo líquido da atividade é apresentado no Passivo Circulante e corresponde a R$ 444.225 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 193.811 mil), incluído na rubrica Obrigação de Ressarcimento. IV – Operações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE Os valores relativos às operações praticadas no âmbito da CCEE estão registrados com base nas informações disponibilizadas pela Câmara. As operações realizadas no exercício de 2007 geraram, para a ELETROBRÁS e suas controladas, um crédito líquido de R$ 106.830 mil. A controlada FURNAS mantém registrados créditos no montante de R$ 293.560 mil, relativos à comercialização de energia no âmbito do extinto MAE, referentes ao período de setembro de 2000 a setembro de 2002, cuja liquidação financeira está suspensa em função da concessão de liminares em ações judiciais propostas por concessionárias de distribuição de energia elétrica, contra a ANEEL e o MAE, hoje CCEE. Dada à incerteza de sua realização, a Companhia mantém Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, em valor equivalente à totalidade do crédito constituída no último trimestre de 2007. De acordo com as normas estabelecidas no Acordo Geral do Setor Elétrico, a resolução dessas pendências implicaria em uma

NOTA 12 – CRÉDITOS RENEGOCIADOS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 CIRCULANTE CEB CELG AES-SUL CEMAT Rolagem da dívida dos Estados Outros NÃO CIRCULANTE Cessão de créditos de ITAIPU CELG CEB Rolagem da dívida dos Estados Outros 54.347 48.217 10.227 12 112.803 175.636 28.323 203.959 316.762 45.289 48.499 12.288 844 15 106.935 2.679.043 257.899 53.790 32.035 3.022.767 3.129.702 CONSOLIDADO 2007 91.834 72.392 10.227 25.034 188.867 137.921 526.275 476.199 181.341 965.006 298.220 1.920.766 2.447.041 2006 71.479 64.513 12.288 28.864 155.127 19.887 352.158 2.679.043 592.032 256.975 939.621 267.598 4.735.269 5.087.427

Os créditos renegociados formalizam-se por contratos de parcelamentos de débitos acumulados pelos devedores, prevêem juros e atualizações monetárias, com prazos fixados para a amortização do principal e dos encargos, e são considerados recuperáveis pela Administração da Companhia, onde cabe destaque: a) Oriundos de energia elétrica repassada à CEB A ELETROBRÁS é detentora de créditos junto à CEB, decorrentes da comercialização, então praticada por FURNAS, da energia elétrica gerada por ITAIPU Binacional, que foram recebidos por sub-rogação em janeiro de 2003. Tais créditos foram, naquele

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mesmo exercício, renegociados para eqüacionamento da inadimplência da distribuidora com atuação no Distrito Federal, no montante original de R$ 163.892 mil. A negociação estabelece, entre outras condições, o pagamento das dívidas em atraso até o final do exercício de 2008 (60 meses), atualizadas pela taxa SELIC, com garantias reais, mediante a transferência diretamente da instituição financeira arrecadadora da CEB, de 4% de seu faturamento bruto mensal, em favor da ELETROBRÁS. O montante a receber em 31 de dezembro de 2007 é de R$ 54.347 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 99.079 mil). A controlada FURNAS também renegociou créditos detidos contra a CEB, no montante de R$ 191.129 mil, relativos à energia própria, com amortização em 144 meses, contados de agosto de 2003, em parcelas correspondentes a 3 % do seu faturamento bruto, podendo ser automaticamente prorrogado até a liquidação final do compromisso. O saldo devedor é atualizado pelo IGP-M e acrescido de juros de 1% a.m. e monta em 31 de dezembro de 2007 R$ 218.828 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 210.373 mil), sendo R$ 162.000 mil cedidos ao Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) - FURNAS II (Vide Nota 23). CEB II – Através de Instrumento Particular de Confissão de Dívida, firmado em 01.06.2006, entre FURNAS e a CEB Distribuição, foi firmada a repactuação do pagamento das faturas vincendas nos meses de junho a outubro/2006, cujos recebimentos ocorreriam nos dias 05, 15 e 25 dos respectivos meses, faturas essas vinculadas à aquisição de energia por meio dos Contratos CCEAR´s 279 e 662/2004. A dívida será quitada conforme as seguintes cláusulas financeiras: 1) Prazo de amortização estimado em 24 meses; 2) Atualização do saldo devedor com a aplicação pro rata die da variação da taxa média anual SELIC, acrescido de juros de 1,8% a.a.; 3) Até a liquidação do total da dívida, as partes acordam que eventuais pagamentos que FURNAS tenha de fazer à CEB DISTRIBUIÇÃO poderão ser objeto de compensação, até o limite do saldo devedor; 4) Em caso de inadimplência em qualquer outro compromisso assumido com FURNAS, superior a 10 dias, durante a vigência deste Instrumento, implicará no vencimento das parcelas não quitadas, independentemente de prévia comunicação. 5) No caso de mora, sobre a parcela em atraso (que é corrigida monetariamente pela variação pro rata die do IPCA, relativo ao mês anterior ao do inadimplemento) até a data do pagamento incidirão os seguintes acréscimos: 1.a) multa de 2%, e 1.b) juros de mora de 1% ao mês, calculados pro rata die. b) Oriundos de energia elétrica repassada à CELG A ELETROBRÁS renegociou em 2003, os créditos decorrentes do repasse de energia da ITAIPU Binacional à CELG, sub-rogados por FURNAS à ELETROBRÁS, no montante de R$ 392.021 mil. A repactuação prevê a realização desses créditos mediante transferência, efetuada diretamente pela instituição financeira arrecadadora da distribuidora, de 3,34% de seu faturamento bruto mensal. O parcelamento tem um prazo estimado para a sua quitação total de 216 meses contados a partir de janeiro de 2004 e é corrigido pela variação do dólar norte-americano. O saldo em 31 de dezembro de 2007 corresponde a R$ 223.853 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 306.398 mil), sendo R$ 175.636 mil registrado no ativo não circulante (31 de dezembro de 2006 – R$ 257.899 mil). De forma semelhante, a controlada FURNAS renegociou, em dezembro de 2003, o montante de R$ 378.938 mil, relativos a créditos de energia própria, sendo o prazo estimado de pagamento de 216 meses, corrigido mensalmente pelo IGP-M e juros de 1% a.m.. O pagamento mensal corresponde a 2,56% do faturamento bruto da CELG e esta lastreado em garantia baseada em conta bancária vinculada, sendo o saldo da dívida, em 31 de dezembro de 2007, correspondente a R$ 324.738 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 350.147 mil), tendo sido parte do direito creditório, no montante de R$ 258.000 mil, cedido ao Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) - FURNAS II (Vide Nota 23). c) Oriundos da comercialização no âmbito da CCEE A controlada FURNAS repactuou, em agosto de 2005, débitos da CEMIG no montante de R$ 62.308 mil, relativos à energia livre comercializada no âmbito do extinto MAE, no período do racionamento de energia elétrica, abrangendo os meses de setembro de 2000 a setembro de 2002. O crédito atualizado monta a R$ 72.083 mil, e será realizado em 50 meses, atualizado pela Taxa SELIC acrescido de juros de 1% a.a.. d) Rolagem da dívida dos Estados Em conformidade com o Programa de Saneamento das Finanças do Setor Público, implementado pela Lei 8.727/93, a controlada FURNAS firmou contrato de cessão de crédito com a União, para refinanciamento de dívidas da CELG existentes àquela época, relativas à compra de energia, a serem realizados em 240 meses, contados a partir de abril de 1994. Os créditos são atualizados com base no IGP-M e remunerados a 11 % a.a., e montam a R$ 527.027 mil em 31 de dezembro de 2007, (31 de dezembro de 2006 - R$ 506.623 mil), sendo R$ 438.455 mil registrado no ativo não circulante (31 de dezembro de 2006 - R$ 432.617 mil), sendo parte do direito creditório, no montante de R$ 228.000 mil, cedido ao Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) - FURNAS II (Vide Nota 23). A controlada ELETROSUL, no âmbito do mesmo programa de saneamento financeiro, detém créditos junto à União atualizados pelo IGP-M e acrescidos de juros de 12,68% a.a., no montante de R$ 626.846 mil, em 31 de dezembro de 2007 (31 de dezembro de 2006 - R$ 588.125 mil), sendo R$ 526.551 mil no ativo não circulante (31 de dezembro de 2006 – R$ 507.004 mil), decorrentes da assunção de direitos que a controlada possuía junto às concessionárias estaduais de energia elétrica, os quais serão realizados em 240 meses, contados a partir de abril de 1994. A legislação regente prevê que, vencido o prazo de 20 anos e remanescendo saldo a receber, o parcelamento poderá ser estendido por mais 10 anos. Esta hipótese é possível de ocorrer uma vez que a União repassa somente os recursos efetivamente recebidos dos Estados que, por sua vez, estão limitados por lei a níveis de comprometimento de suas receitas. e) Cessão de créditos – TESOURO NACIONAL A ELETROBRÁS cedeu à União, em 1998, créditos em montante equivalente a US$ 10,756,524 mil detidos contra a ITAIPU Binacional, correspondendo a 65,47% do saldo total dos créditos que a Companhia detinha, naquela data, junto a controlada em conjunto, com a conseqüente liquidação de diversas dívidas em igual montante. Como conseqüência, estabeleceu-se um fluxo de pagamentos efetuados diretamente pela ITAIPU Binacional ao Tesouro Nacional, compatibilizado com os vencimentos das dívidas de médio e longo prazos – DMLP, assumidas pela União naquele mesmo ano. Em função desta adequação ao citado fluxo, as parcelas pagas pela ITAIPU Binacional à União não observaram a efetiva proporção em relação ao saldo cedido, fazendo com que a União recebesse, até o exercício de 2007, parcelas mensais superiores à sua efetiva proporção na cessão de crédito, em função da liquidação substancial de parte da referida DMLP. A partir de 2008, essa relação se inverte, cabendo à União o recebimento de valores inferiores aos 65,47%, a favor da ELETROBRÁS. A partir de 2016 a relação torna-se equilibrada e proporcional à cessão de créditos. Nesse sentido, a ELETROBRÁS registrou o diferencial entre os valores a receber apropriados por competência e o valor efetivamente recebido como um ativo, registrado no não circulante, cujo montante atingiu a R$ 2.965.275 mil, em 31 de dezembro de 2007, equivalentes a US$ 1,674,068 mil. Como decorrência da renegociação dos créditos da ELETROBRÁS junto à ITAIPU Binacional, realizado sob a égide da Lei 11.480, de 30 de maio de 2007, tais direitos foram incorporados aos saldos devedores dos contratos de financiamento mantidos junto à ITAIPU Binacional, respeitando-se o fluxo previsto de pagamento, passando os valores até então registrados na rubrica Créditos Renegociados para a rubrica Financiamento e Empréstimos do Ativo Circulante e Não Circulante. O detalhamento da carteira de financiamentos e empréstimos concedidos pela ELETROBRÁS, apresentado no Anexo II, já contempla os efeitos da incorporação desses créditos. NOTA 13 – TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 NÃO CIRCULANTE CFT-E1 NTN-P Rendimentos de Parcerias Investimentos Temporários Partes Beneficiárias Outros 194.405 126.395 313.145 202.228 652.575 3.152 1.491.900 164.707 117.533 298.206 175.308 652.575 3.332 1.411.661 CONSOLIDADO 2007 194.405 129.737 313.145 202.228 652.575 3.152 1.495.242 2006 164.707 119.979 298.206 175.308 652.575 3.361 1.414.136 CONTROLADORA 2007 2006 TRIBUTOS COMPENSÁVEIS ATIVO CIRCULANTE Imposto de renda retido na fonte Antecipações de IRPJ e CSLL Prejuízo fiscal-base negativa de CSLL Diferenças temporárias de IRPJ/CSLL PASEP/COFINS compensáveis ICMS a recuperar Outros 1.386.390 383.218 3.607 1.773.215 585.969 615.852 11.600 1.213.421 1.442.669 396.286 19.423 407.585 45.672 63.544 67.893 2.443.072 765.807 695.676 257.652 9.121 114.081 1.842.337 As Empresas CEAM, CEPISA e CERON apresentam patrimônio líquido negativo nos montantes de R$ 657.508 mil, R$ 177.819 mil e R$ 40.450 mil, respectivamente, para as quais a ELETROBRÁS mantém provisão para cobertura desses passivos a descoberto no valor de R$ 875.777 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 342.996 mil), face os compromissos de saneamento econômico-financeiro assumidos no âmbito do PND. f) PARTES BENEFICIÁRIAS – Títulos adquiridos em decorrência da reestruturação do investimento da ELETROBRÁS na INVESTCO S.A.. Estes títulos têm rendimentos anuais equivalentes a 10% do lucro das empresas citadas abaixo, pagos juntamente com os dividendos e serão resgatados em outubro de 2032, mediante sua conversão em ações preferenciais do capital social das referidas empresas, conforme a seguir demonstrado: R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO 2007 2006 49.975 49.975 266.798 266.798 184.577 184.577 151.225 151.225 652.575 652.575

PAULISTA LAJEADO REDE LAJEADO EDP LAJEADO CEB LAJEADO NOTA 14 – ATIVOS FISCAIS DIFERIDOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS

R$ mil 2007 CONSOLIDADO 2006

Do montante de créditos tributários apresentados acima, serão compensados, quando da apresentação da Declaração das Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ/2008, relativa ao ano-calendário de 2007, os montantes de R$ 763.721 mil, correspondente às obrigações de IRPJ, e R$ 280.669, relativo à CSLL (Vide Nota 26). R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 TRIBUTOS COMPENSÁVEIS NÃO CIRCULANTE ICMS a recuperar Ativos fiscais diferidos: Prejuízo fiscal e base negativa de CSLL Provisão de JCP Diferenças temporárias Provisão para contingências PCLD Provisão para redução ao valor de mercado Outros 239.185 457.407 67.155 127.899 460.216 1.351.862 1.351.862 156.246 457.407 45.744 130.962 790.359 790.359 939.193 50.895 239.185 83.549 469.115 69.527 130.049 533.930 1.576.250 2.515.443 961.679 87.495 156.246 457.407 45.744 130.962 119.924 997.778 1.959.457 CONSOLIDADO 2007 2006

Os Ativos Fiscais Diferidos correspondem as chamadas diferenças temporárias na base de cálculo do IRPJ e da CSLL, sendo seu aproveitamento em função da realização dos eventos que lhe deram origem. Considerando o histórico de rentabilidade da Companhia, bem como a expectativa de geração de lucros tributáveis nos próximos exercícios, o reconhecimento desses ativos está fundamentado na capacidade de realização do ativo fiscal diferido registrado, identificada com análises de tendências futuras, fundamentada em estudo técnico elaborado com base em premissas internas e em cenários macro-econômicos, comerciais e tributários, que podem sofrer alterações no futuro. Tendo em vista a natureza dos créditos tributários, a expectativa é de que serão realizados ao longo dos próximos cinco a oito exercícios, quando da ocorrência dos correspondentes fatos geradores. Inconstitucionalidade do PIS/PASEP e COFINS: O Supremo Tribunal Federal – STF declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98, que ampliou a base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS e deu, naquela época, novo conceito ao faturamento, que passou a abranger a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independente do tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada. Tal dispositivo não possuía previsão constitucional que o amparasse, tendo sido objeto de emenda constitucional posterior. Com base no Código Tributário Nacional – CTN, as empresas do Sistema ELETROBRÁS buscam o reconhecimento de seu direito ao crédito e a restituição do valor pago a maior em decorrência da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo dessas contribuições, sendo que, até a conclusão destas demonstrações contábeis, não havia decisão final sobre a questão. As empresas do Sistema ELETROBRÁS possuem, portanto, créditos fiscais em potencial de PIS/PASEP e de COFINS, que estão em fase de determinação e, portanto, não reconhecidos nestas Demonstrações Contábeis, uma vez que a referida declaração de inconstitucionalidade somente beneficia as empresas autoras dos recursos extraordinários julgados. NOTA 15 – ATIVO REGULATÓRIO I - Decorrente do Acordo Geral do Setor Elétrico O setor elétrico brasileiro foi submetido ao Programa Emergencial de Redução de Consumo de Energia Elétrica, gerido pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, criada pelo Governo Federal para administrar programas de ajuste de demanda, coordenar ações para o aumento da oferta de energia e implementar medidas de caráter emergencial durante o período do racionamento de energia elétrica, que vigorou de 1° de junho de 2001 a 28 de fevereiro de 2002. A Lei 10.438/2002 concretizou os instrumentos legais de implementação do Acordo Geral do Setor Elétrico decorrente do programa de racionamento e autorizou a ANEEL a proceder a Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE, que tem por propósito recuperar os impactos financeiros a que ficaram submetidas as empresas integrantes do Sistema Elétrico Interligado Nacional submetidas ao citado Programa. Neste cenário, as empresas Geradoras de energia elétrica reconheceram créditos relativos à energia livre, perda de receita e parcela A, realizáveis nos termos do Acordo Geral do Setor Elétrico, via arrecadação da RTE feita junto aos consumidores finais, com prazo limite estipulado pela ANEEL, prazo esse variável para cada distribuidora. Em atendimento ao Ofício Circular ANEEL 2.409, de 14 de dezembro de 2007, a Companhia reconheceu perdas decorrentes de energia livre não faturada pelas distribuidoras no prazo estabelecido pela legislação, no montante de R$ 599.822 mil, apresentado na rubrica “Perdas na recuperação de ativos”, do grupo despesas operacionais, o qual encontrava-se totalmente provisionado até o quarto trimestre de 2007. Como conseqüência, também foram baixadas as obrigações correspondentes de mesma natureza, no montante de R$ 300.136 mil, apresentado na rubrica “Ganhos na desoneração de passivos”, do grupo de receitas operacionais, de igual forma integralmente provisionado, sendo o efeito líquido da perda com energia livre, portanto, de R$ 299.686 mil. As provisões existentes em valores equivalentes foram revertidas, não produzindo dessa forma efeito no resultado de 2007. Os valores residuais líquidos registrados como ativos regulatórios decorrentes do Acordo Geral do Setor Elétrico apresentam-se na conta de Consumidores e Revendedores (Vide Anexo I) conforme apresentado abaixo: R$ mil CONSOLIDADO RTE - Parcela A, Energia Livre e Ressarcimento Gerador Saldo em 31 de dezembro de 2006 (-) Perdas (-) Realizado Saldo a realizar, em 31 de dezembro de 2007 PCLD Saldo em 31 de dezembro de 2006 (+) Reversão (-) Constituição Saldo em 31 de dezembro de 2007 (351.988) 299.686 (257.430) (309.732) 216.970 1.113.667 (299.686) (287.279) 526.702

a) CFT- E1 – Títulos públicos com remuneração equivalente à variação do IGP-M, sem juros, com data de resgate fixada a partir de agosto de 2012. A controladora mantém uma provisão para ajuste a valor de mercado na data base de 31 de dezembro de 2007, no montante de R$ 91.761 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 100.949 mil), apurada com base em deságios praticados no mercado de capitais e apresentada como redutora do respectivo ativo. É intenção da Companhia resgatar os títulos no vencimento. b) NTN-P – Títulos públicos recebidos em pagamento por alienação de investimentos societários no âmbito do Programa Nacional de Desestatização - PND. Estes títulos possuem remuneração equivalente à variação da Taxa Referencial – TR, divulgada pelo Banco Central do Brasil, com juros de 6% a.a. incidentes sobre o valor atualizado com data de resgate fixada a partir de fevereiro de 2012. É intenção da Companhia resgatar os títulos no vencimento. c) Outros – Refere-se substancialmente a certificados de investimentos decorrentes de incentivos fiscais destinados a projetos nas áreas do FINOR/FINAM, de atuação das controladas CHESF e ELETRONORTE, para os quais a Companhia mantém provisão para perdas na sua realização, constituída com base em valor de mercado, no montante de R$ 284.414 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 284.233 mil) e apresentada como redutora do respectivo ativo. d) RENDIMENTOS DE PARCERIAS – Referem-se aos rendimentos decorrentes dos investimentos em regime de parcerias (Vide Nota 19), correspondente a uma remuneração média equivalente à variação do IGP-M acrescido de juros de 12% a 13% a.a. sobre o capital aportado, como demonstrado a seguir: R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO 2007 EATE TANGARÁ ELEJOR ITIQUIRA Outras 60.839 48.181 50.459 122.131 31.535 313.145 2006 80.477 40.829 49.379 97.009 30.512 298.206

Nos termos do citado Ofício Circular ANEEL 2.409/2007, o saldo a realizar correspondente a energia livre, líquido das perdas já reconhecidas, é de R$ 526.702 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 1.413.803 mil) e terá o mesmo tratamento caso não se realize nos prazos estabelecidos, cujos vencimentos se darão, em sua maioria, até o exercício de 2009. Nos termos do mesmo Ofício Circular ANEEL, e amparado por estudos elaborados pela sua administração, a Companhia registrou PCLD no montante de R$ 257.430 mil no quarto trimestre de 2007. Dessa forma, o montante de PCLD atinge R$ 309.732 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 351.988 mil), julgado suficiente para cobertura de eventuais perdas que venham a ocorrer até o final do prazo de realização. A controlada FURNAS cedeu ao Fundo de Investimento de Direitos Creditórios (FIDC) – FURNAS I o valor de R$ 126.000 mil (Vide Nota 23), relativo a RTE. II – Decorrente da Comercialização da Energia Elétrica de Itaipu Binacional Em 30 de maio de 2007, foi aprovada a Lei 11.480 que autorizou a ELETROBRÁS a negociar a retirada do índice do fator de ajuste dos contratos de financiamento celebrados com ITAIPU Binacional e dos contratos de cessão de créditos firmados com o Tesouro Nacional, a partir de 2007. O artigo 1º da citada Lei estabelece que fica assegurado a ELETROBRÁS a manutenção integral de seu fluxo de recebimentos decorrente da retirada do fator de ajuste dos contratos de financiamento. Foi editado, ainda, o Decreto 6.265, de 22 de novembro de 2007, com o objetivo de regulamentar a comercialização da energia elétrica de ITAIPU Binacional, definindo o diferencial à ser aplicado na tarifa de repasse, criando um Ativo Regulatório referente à parte do diferencial anual apurado, equivalente ao fator anual de ajuste retirado dos financiamentos, a ser incluído anualmente na tarifa de repasse, a partir de 2008. O artigo 6º da citada Lei autoriza a ELETROBRÁS a incluir na tarifa de repasse da potência proveniente da ITAIPU Binacional, o diferencial decorrente da retirada do fator anual de reajuste cujos valores serão definidos anualmente através de portaria interministerial dos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. Dessa forma, na tarifa de repasse a vigorar em 2008, encontra-se incluído o montante de R$ 65.196 mil, equivalente a US$ 36,807 mil, homologado pela portaria MME/MF 318/2007. Neste sentido, no exercício de 2007 foi apurado e reconhecido um Ativo Regulatório representado pela rubrica Direito de Ressarcimento, apresentada no Ativo Não Circulante, decorrente da comercialização da energia elétrica de ITAIPU Binacional, no montante de R$ 590.025 mil, equivalente a US$ 333,103 mil, fixado pela portaria interministerial MME/MF 318/2007, de 17 de dezembro de 2007, dos quais R$ 302.279 mil, equivalente a US$ 170,654 mil, serão repassados ao Tesouro Nacional até 2023. Tais valores serão realizados mediante a sua inclusão na tarifa de repasse a ser praticada até 2023. Dessa forma, a perda de receita financeira da ELETROBRÁS, gerada pela retirada do índice do fator de ajuste dos contratos de financiamento celebrados com ITAIPU Binacional, foi compensada pela sua inclusão na tarifa de repasse da potência, não gerando ao final perdas para a Companhia. A metodologia de apuração do Ativo Regulatório foi regulamentada por Portaria Interministerial MME/MF 313/2007, de 11 de dezembro de 2007.

e) INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS – A Companhia detém ações ordinárias de concessionárias de energia elétrica originariamente de propriedade de diversos Estados da Federação, adquiridas no âmbito do Programa Nacional de Desestatização - PND. Esses títulos, que estão inseridos no PND, têm como base de avaliação, para identificação e mensuração de perdas na sua realização, o valor do patrimônio líquido contábil dessas empresas, considerando a ausência de um valor de mercado efetivo. O saldo dos investimentos em 31 de dezembro de 2007, substancialmente representado por adiantamentos para futuro aumento de capital, está líquido da parcela de R$ 3.109.103 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 3.066.709 mil) correspondente ao valor acumulado das provisões para perdas constituídas, fundamentalmente, em exercícios anteriores, conforme demonstrado a seguir: R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO 2007 2006 604.169 581.044 (482.494) (499.615) 121.675 81.429 857.680 837.629 (857.680) (837.629) 986.818 985.024 (986.818) (955.059) 29.965 165.514 161.403 (84.961) (97.490) 80.553 63.913 697.150 676.916 (697.150) (676.916) 3.311.331 3.242.016 (3.109.103) (3.066.709) 202.228 175.307

CEAL

Valor do Investimento (-) Provisão para perdas Valor do Investimento (-) Provisão para perdas Valor do Investimento (-) Provisão para perdas Valor do Investimento (-) Provisão para perdas Valor do Investimento (-) Provisão para perdas Valor do Investimento (-) Provisão para perdas

CEPISA

CERON

ELETROACRE

CEAM

TOTAL

|

|

Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
NOTA 16 – ESTUDOS E PROJETOS Referem-se, principalmente, aos custos incorridos pela companhia, com estudos de viabilidade de aproveitamentos de bacias hidrográficas e de linhas de transmissão, destinados à construção de novas usinas hidrelétricas e sistemas de transmissão. Cabe destaque aos estudos próprios de viabilidade de aproveitamento da bacia do Rio Uruguai, desenvolvidos ao amparo de Tratado Internacional firmado entre os Governos da Argentina e do Brasil, para a implantação da Usina de Garabi, cujos custos incorridos até 31 de dezembro de 2007, montam a R$ 30.921 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 30.921 mil), recuperáveis na avaliação da administração da Companhia. É composto, também, pelos custos incorridos com diversos outros estudos e projetos voltados para o aproveitamento de potenciais hidráulicos, com destaque para os Rios Madeira e Xingu. Tais ativos, de acordo com o artigo 45, da Lei 8.987/95, serão indenizados pelo Poder Concedente, com recursos obtidos pela licitação de concessões de exploração desses potenciais. O montante dos gastos incorridos, incluídos os valores referentes às concessões a licitar, já ajustado para refletir seu valor provável de realização, é demonstrado como segue: R$ mil EMPREENDIMENTOS Inventário bacia Rio Uruguai Inventário bacia Rio Madeira Inventário bacia Baixo Araguaia – Tocantins Inventário bacia Rio Xingu Inventário bacia Rio Tapajós Inventário complexo Trombetas – Erepecuru Inventário bacia Médio Tocantins UHE Barra do Peixe UHE Belo Monte UHE Cachoeira Porteira UHE Serra Quebrada UHE Ji-Paraná Outros estudos TOTAL DA CONTROLADORA Estudo de viabilidade da Foz do Rio Bezerra Outros estudos TOTAL DO CONSOLIDADO NOTA 17 – ESTOQUE DE COMBUSTÍVEL NUCLEAR O combustível nuclear utilizado nas usinas termonucleares Angra I e Angra II são constituídos de elementos fabricados com componentes metálicos e pastilhas de urânio. Na sua etapa inicial de formação, são adquiridos o minério de urânio e os serviços necessários à sua fabricação, classificados contabilmente no ativo não circulante - realizável a longo prazo, apresentado na rubrica Estoque de Combustível Nuclear. Após concluído o processo de fabricação, a parcela relativa à previsão do consumo para os 12 meses subseqüentes é classificada no ativo circulante. A amortização mensal na despesa operacional é feita de forma proporcional, considerando a energia mensal efetivamente gerada em relação à energia total prevista para cada elemento do combustível, e periodicamente são realizados inventários e avaliações dos elementos de combustível nuclear que passaram pelo processo de geração de energia elétrica e encontram-se armazenados no depósito de combustível usado. Abaixo, está apresentada a composição, em 31 de dezembro de 2007, do estoque de combustível nuclear destinado à operação da UTN Angra I e UTN Angra II: R$ mil CONSOLIDADO 2007 CIRCULANTE Almoxarifado Estoque de Combustível Nuclear NÃO CIRCULANTE Estoque de Combustível Nuclear Concentrado de urânio Elementos prontos Material de almoxarifado Serviço em curso - combustível nuclear 42.990 243.325 286.315 71.301 194.633 242.615 148.639 657.188 943.503 2006 47.018 217.684 264.702 77.442 101.808 226.992 187.927 594.169 858.871 2007 30.921 26.500 7.000 40.000 7.000 7.500 20.078 9.374 52.256 17.521 27.163 10.667 36.599 292.579 14.086 5.457 312.122 2006 30.921 26.500 7.000 40.000 7.000 7.500 20.078 9.374 52.256 17.521 27.163 10.667 36.350 292.330 14.086 1.595 308.011 No mesmo sentido, tendo em vista as necessidades de expansão do investimentos no Setor Elétrico, em consonância com a intenção do Governo Federal em atrair novos capitais na forma estabelecida pela Lei 10.438/2002, as empresas controladas pela ELETROBRÁS participam, também de forma minoritária, com ações ordinárias, em empresas de concessão de serviços de energia elétrica, incluídos na rubrica Outros, dos investimentos avaliados pelo Custo de Aquisição. R$ mil GUASCOR ITIQUIRA EPTE EATE TANGARA ELEJOR ENERPEIXE STN TRANSLESTE TRANSIRAPÉ ARTEMIS SC ENERGIA TRANSUDESTE CENTROESTE DE MINAS CHAPECOENSE RS ENERGIA UIRAPURU ETAU INTESA AMAZÔNIA - EATE ENERGÉTICA ÁGUAS DA PEDRA SERRA DO FACÃO OUTROS CONTROLADA 2007 3.300 41.339 5.066 28.016 21.738 44.606 144.065 2006 3.300 41.339 8.781 48.782 24.822 65.068 192.092 CONSOLIDADO 2007 2006 3.300 3.300 41.339 41.339 5.066 8.781 28.016 48.782 21.738 24.822 44.606 65.068 350.763 350.763 97.020 97.020 11.896 11.896 5.474 5.474 64.976 64.976 69.005 51.352 7.500 7.500 6.440 6.440 230.000 73.492 18.060 19.600 19.600 11.713 13.198 73.500 63.700 21.300 21.300 74.240 95.743 48.897 5.218 1.405.624 928.589

a) ENERPEIXE – Refere-se à participação de FURNAS em 40% do capital social da Enerpeixe S.A., que tem como objetivo a construção e operação da UHE Peixe Angical, localizada no rio Tocantins, cuja capacidade de geração é de 452 MW, tendo o início de operação ocorrido em maio de 2006. b) STN - Formada pela CHESF e pela Cia. Técnica de Engenharia Elétrica - Alusa, para exploração da concessão de linha de transmissão de 546 km, em 500 kV, no trecho Teresina (PI) - Sobral e Fortaleza (CE), com proposta de receita anual de R$ 77.900 mil. O capital da Empresa Sistema de Transmissão Nordeste S.A. é distribuído na seguinte proporção: Alusa 51% e à CHESF 49%. O empreendimento foi concluído em dezembro de 2005 e a operação comercial iniciada em janeiro de 2006. Ainda no âmbito desta parceria, a CHESF mantém com a STN contratos para a operação e manutenção da linha de transmissão, tendo auferido, no exercício, receita pela prestação desses serviços no montante de R$ 1.775 mil. c) TRANSLESTE – Sociedade criada em 2003, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a linha de transmissão ligando Montes Claros (MG) – Irapé (MG), na tensão de 345 kV, com 150 km de extensão. A participação da controlada FURNAS na sociedade corresponde a 24% do capital social. d) TRANSIRAPÉ - Sociedade criada em 2004, com o objetivo de construção, operação e manutenção das instalações da linha de transmissão de energia elétrica Irapé (MG) – Araçuaí (MG), na tensão de 230 kV, com 65 km de extensão. A participação de FURNAS na sociedade corresponde a 24,5% do capital social. e) ARTEMIS Transmissora de Energia S.A. – Sociedade cujo objetivo é a exploração de linhas de transmissão em 525 kV, ligando Salto Santiago – Ivaiporã e Ivaiporã – Cascavel D’Oeste, onde a controlada ELETROSUL participa com 46,5% das ações do capital social, com inicio de suas operações em outubro de 2005. f) SC ENERGIA – Empresa Transmissora de Energia Elétrica de Santa Catarina S.A., sociedade cujo objetivo é a exploração de 375 Km de linha de transmissão em 525 kV, ligando Campos Novos (SC) a Blumenau (SC), com participação da ELETROSUL em 49% das ações do capital social, tendo iniciado suas operações em setembro de 2006 (Vide Nota 51 item II). g) TRANSUDESTE – Sociedade criada em 2004, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a linha de transmissão ligando Itutinga (MG) – Juiz de Fora (MG), na tensão de 345 kV, com 140 km de extensão. A participação de FURNAS na sociedade corresponde a 25% do capital social. h) CENTROESTE DE MINAS - Sociedade criada em 2004, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, linha de transmissão ligando Furnas (MG) – Pimenta (MG), na tensão de 345 kV, com 75 km de extensão. A participação de FURNAS na sociedade corresponde a 49% do capital social. i) Chapecoense Geração S.A. - Tem por objetivo construir e explorar a UHE Foz do Chapecó, localizada no rio Uruguai. A participação acionária de FURNAS é de 49,9% do Capital Social da empresa que irá gerir a Usina, com potência de 885 MW, que será operada pelo consórcio composto pela CPFL, com 51% de participação, CHAPECOENSE, com 40%, e CEEE com 9%, cabendo à FURNAS o desempenho das atividades de engenharia do proprietário. As obras foram iniciadas em janeiro de 2007, com a entrada em operação da primeira máquina prevista para 2010. j) RS ENERGIA - Empresa de Transmissão de Energia do Rio Grande do Sul – A ELETROSUL possui 49% das ações representativas do capital social da RS ENERGIA, ficando as empresas Schahin Engenharia Ltda. com 41% e Engevix Engenharia S.A. com 10%. A Empresa foi constituída em 2005, para a construção, operação e manutenção da linha de transmissão 525 kV, Campos Novos (SC) – Nova Santa Rita (RS), com concessão por 30 anos. O empreendimento com 273 km de linha de transmissão, 570 torres e investimento estimados da ordem de R$ 183.000 mil, tem seu término de construção previsto para 2008 (Vide Nota 51 item II). l) Uirapuru Transmissora de Energia S.A. - A ELETROSUL possui 49,0% das ações representativas do capital social da Uirapuru, ficando a empresa Cymi Holding S.A. com 51,0%. A Uirapuru foi constituída em 2004, para a construção, operação e manutenção da linha de transmissão 525 kV, Ivaiporã (PR) - Londrina (PR), com concessão por 30 anos. O empreendimento com 120 km de linha de transmissão, 265 torres e investimentos que atingiram o valor na ordem de R$ 107.000 mil, foi concluído em 2006.

NOTA 18 – ADIANTAMENTOS PARA PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA A ELETROBRÁS apresenta, no ativo não circulante, valores correspondentes à adiantamentos para futuro aumento de capital nas seguintes investidas: R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 Controladas: FURNAS CHESF ELETROSUL LIGHTPAR ELETRONORTE ELETRONUCLEAR Outros investimentos 31.154 294.397 94.576 62.285 1.337.552 264 1.820.228 4.027 1.824.255 31.154 294.397 114.599 62.285 117.030 236 619.701 80.384 700.085 4.027 4.027 80.383 80.383 CONSOLIDADO 2007 2006

m) ETAU – Empresa Transmissora do Alto Uruguai S.A. - A ELETROSUL possui 27,4% das ações do capital social da ETAU, ficando as empresas Alcoa Alumínio S.A. com 42,0%, Camargo Correa Cimentos S.A. com 10,6%, DME Energética Ltda com 10,0% e Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE com 10,0%. A ETAU foi constituída para a construção, operação e manutenção da linha de Transmissão 230 kV, Campos Novos (SC) – Barra Grande (SC) – Lagoa Vermelha (RS) – Santa Marta (RS), com concessão por 30 anos. O empreendimento com 187 km de linha de transmissão, 411 torres e investimentos que atingiram o valor total de R$ 116.000 mil, foi concluído em 2005. n) INTESA - Integração Transmissora de Energia S.A. – Empresa constituída para a construção, implantação, operação e manutenção de linha de Transmissão de Energia Elétrica em 500kV, no trecho Colinas - Serra da Mesa 2, 3º circuito, com prazo de concessão de 30 anos. O capital da INTESA distribui-se em: CHESF com 12%, Fundo de Investimentos em Participações Brasil Energia – FIP, com 48%, ELETRONORTE, com 37% e Engevix Engenharia S.A., com 3%. O início da operação comercial da INTESA esta previsto para 2008. o) Amazônia Eletronorte Transmissora de Energia S.A. – Sociedade constituída para a construção, operação e manutenção de 2 linhas de transmissão em 230 KV, Coxipó (MT) – Cuiabá (MT), com extensão de 25 km e Cuiabá (MT) – Rondonópolis (MT) com extensão de 168 km, tendo entrado em operação comercial em setembro de 2005. A ELETRONORTE participa com 49% do capital social da AETE. p) Energética Águas da Pedra S.A. – Investimentos no valor total de 31.800 mil, na qual a CHESF possui a participação 24,5%, juntamente com a ELETRONORTE 24,5% e a Neoenergia S.A. 51,0%. A referida empresa tem origem no Consórcio Aripuanã, relativo à contratação de energia proveniente de novos empreendimentos, com posterior outorga de concessão dentro do Ambiente de Contratação Regulada, para implantação da UHE Dardanelos, com investimento previsto de R$ 760.800 mil. A Usina será implantada no Rio Aripuanã, situado no norte do Estado do Mato Grosso, com potência de 261 MW, e energia assegurada total de 154,9 MW médios. As primeiras máquinas têm previsão para entrada em operação em 2011, tendo sido comercializados 147 MW médios para o período de 2011 à 2041, no período de concessão de 30 anos. q) Serra do Facão – Consórcio de Empresas Associadas Serra do Facão (GEFAC), foi constituído com a finalidade de construção e operação da UHE Serra do Facão, com potência instalada de 210 MW, localizada no rio São Marcos, nos minicípios de Catalão e Divinópolis, ambos no estado de Minas Gerais. A participação acionária de FURNAS no referido consórcio é de 49%. As obras foram iniciadas em março de 2007, estando a entrada em operação comercial da primeira máquina, prevista para maio de 2010. r) UHE Santo Antonio – Em 10 de dezembro de 2007, o Consórcio MESA S.A., constituído por FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), CEMIG (10%), Fundos de Investimentos e Participações da Amazônia (20%) e Construtora Norberto Odebrecht (1%), conquistou, em leilão realizado pela ANEEL, a concessão para construir e operar o projeto de construção da UHE Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia. s) ELETRONET - FURNAS, CHESF, ELETROSUL e ELETRONORTE ingressaram no negócio de provimento de meios de transporte de sinais de informações, utilizando parte de suas infra-estruturas de transmissão, com intermediação da controlada LIGHTPAR, em empreendimento juntamente com a iniciativa privada, onde participa, de forma minoritária, no capital social da ELETRONET, constituída para a exploração do negócio de transporte de sinais de informações e prestação de serviços de telecomunicações. A LIGHTPAR, a partir de 20 de setembro de 2002, conforme deliberado em AGE, assumiu a administração temporária da ELETRONET, em razão de previsão do acordo de acionistas como decorrência do inadimplemento do acionista majoritário AES Bandeirante Empreendimentos Ltda. em aportar a correção monetária da quarta parcela do capital social. O Conselho de Administração da ELETRONET, em reunião extraordinária iniciada no dia 18 de março de 2003 e concluída no dia 27 de março de 2003, decidiu pela confissão da falência da empresa, em razão de terem sido esgotadas todas as possibilidades de se obter uma solução definitiva. Nesta mesma reunião foi convocada a AGE para deliberar sobre a matéria. Na Assembléia Geral Extraordinária da ELETRONET, iniciada em 24 de abril de 2003 e encerrada em 25 de abril de 2003, foi aprovada a confissão de falência da Companhia, com pedido liminar de continuação do negócio, e autorizados os administradores a tomarem as medidas judiciais cabíveis. Assim, em 16 de maio de 2003, a ELETRONET, representada por seus sócios Diretores, requereu ao Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a declaração de sua falência com pedido liminar de continuação de negócio, tendo a 5ª Vara Empresarial decretado a falência na forma requerida. Nesta condição, a ELETRONET continuou com suas operações sob a administração do Poder Judiciário, havendo, ainda, pendências de julgamento de recursos de credores junto ao STJ. Em 06 de junho de 2007, a LIGHTPAR, juntamente com a Massa Falida ELETRONET, foi notificada extrajudicialmente pelas empresas cedentes, da rescisão unilateral do contrato de cessão de direito de acesso e uso de cabos e infra-estrutura firmado com a LIGHTPAR, em junho de 1999, e respectivos Termos Aditivos, que permitiam à esta transferir à ELETRONET o direito de acesso e uso de cabos e infra-estrutura, bem como de reembolsar à LIGHTPAR 50% dos custos incorridos na administração dessa estrutura. Ressalta-se, entretanto, que esta rescisão não compromete o recebimento dos créditos correspondentes aos reembolsos devidos e cobrados até 31 de dezembro de 2006. Por meio deste ato, as EMPRESAS CEDENTES, baseadas em previsões contratuais, pleiteiam, dentre outras: a) a imissão na posse dos bens que compõem a infra-estrutura implantada para prestação de serviços de telecomunicações; b) o exercício do direito a reivindicar os cabos ópticos, e c) a determinação, para fins de manutenção de serviço essencial ao sistema integrado nacional de transmissão de energia elétrica, bem como a não-interrupção nos serviços prestados pelos empregados da ELETRONET. Na mesma data, as CEDENTES protocolaram, perante a 5ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, petição requerendo decisão em caráter liminar sobre o assunto, a qual foi concedida, em 14 de janeiro de 2008, estando pendente apenas para a sua efetivação, a disponibilização na conta-corrente da Massa Falida da ELETRONET, da quantia de R$ 380.000 mil, apurada pericialmente. Em face desta decisão, ingressaram com recurso de agravo de instrumento as CEDENTES, a LT BANDEIRANTES EMPREENDIMENTOS Ltda. (sócia da LIGHTPAR na ELETRONET) e a Massa Falida da ELETRONET S.A. Em nenhum dos casos foi deferida a antecipação de tutela ou mesmo o efeito suspensivo. NOTA 20 – IMOBILIZADO O valor do imobilizado, cujo detalhamento está demonstrado no Anexo IV e IV A, é retificado pelas obrigações vinculadas à concessão do Serviço Público de Energia Elétrica, que representam os valores recebidos da União, dos Estados, dos Municípios e de consumidores, bem como doações não condicionadas a qualquer retorno a favor do doador, sendo seu vencimento vinculada ao final da respectiva concessão, e são constituídos dos seguintes elementos: CONSOLIDADO R$ mil 2007 Participação da União Amortização Contribuições de consumidores Doações e subvenções - investimentos Outras 406.688 81.998 27.826 71.147 36.452 624.111 2006 400.569 102.267 30.496 23.096 102.620 659.048

Como decorrência da reestruturação da dívida da ELETRONORTE (Vide Nota 10), parte de suas dívidas, no montante de R$ 1.213.233 mil, foi convertida em adiantamento para futuro aumento de capital, já considerado no saldo acima. NOTA 19 – INVESTIMENTOS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 Equivalência Patrimonial a) Controladas (Anexo III) b) Coligadas Relevantes CEEE-D (a) (b) CEEE-GT (a) (b) EMAE (a) (b) CEMAT CTEEP (a) CEMAR (a) CELPA REDE LAJEADO CEB LAJEADO EDP LAJEADO (a) PAULISTA LAJEADO(a) Custo de aquisição CESP CELESC AES TIETÊ COELCE CDSA SAELPA Outros investimentos 269.680 28.242 23.047 15.329 11.801 11.272 177.340 536.711 43.062.138 (a) (b) 269.680 28.242 23.047 15.329 11.801 11.272 225.368 584.739 42.304.993 269.680 28.242 23.047 15.329 11.801 11.272 1.643.816 2.003.187 5.183.898 269.680 28.242 23.047 15.329 11.801 11.272 1.158.846 1.518.217 4.565.745 18.951 105.234 252.219 455.384 1.393.534 169.790 379.584 218.445 61.233 102.957 23.380 3.180.711 3.156 74.348 294.127 363.157 1.321.554 154.261 438.695 212.599 60.513 101.738 23.380 3.047.528 18.951 105.234 252.219 455.384 1.393.534 169.790 379.584 218.445 61.233 102.957 23.380 3.180.711 3.156 74.348 294.127 363.157 1.321.554 154.261 438.695 212.599 60.513 101.738 23.380 3.047.528 39.344.716 38.672.726 CONSOLIDADO 2007 2006

Demonstrações Contábeis examinadas por outros auditores independentes. Parecer dos auditores independentes relativos às Demonstrações Contábeis não disponíveis até a data de encerramento das presentes Demonstrações Contábeis.

A avaliação dos investimentos em controladas e coligadas relevantes tomou por base o patrimônio líquido das investidas, em 31 de dezembro de 2007, exceto CEEE-D e CEEE-GT, para as quais foram utilizados os patrimônios líquidos de novembro de 2007. Conforme divulgado em nota de evento subsequente às Demonstrações Contábeis de 31 de dezembro de 2006, o Conselho Nacional de Desestatização aprovou a reestruturação societária das empresas CEAM e MANAUS ENERGIA, mediante a incorporação da CEAM pela MANAUS ENERGIA, sendo a ELETROBRÁS responsável pela execução do processo. Até o encerramento dessas Demonstrações Contábeis ainda não havia sido concluído o processo de incorporação. A ELETROBRÁS tem diversas ações no âmbito do judiciário, em vários estágios de julgamento, onde figura como ré (Vide Nota 32), nas quais foram oferecidos em garantia para os recursos dessas ações judiciais, ativos que representam 5,30% do total da carteira de investimentos, conforme abaixo descrito: R$ mil Valor do investimento 1.393.534 252.219 269.680 23.047 15.329 3.344 455.384 3.528 379.584 4.689 28.242 18.951 105.234 2.952.765 40.109.373 43.062.138 R$ mil Investimento bloqueado 1.151.198 252.219 258.407 21.763 15.329 2.089 443.089 3.528 20.156 3.297 4.304 16.561 91.964 2.283.904 2.283.904

Investimentos CTEEP EMAE CESP AES TIETE COELCE DUKE CEMAT CEB CELPA CELPE CELESC CEEE-D CEEE-GT Outros Investimentos

Percentual de bloqueio 82,61% 100,00% 95,82% 94,43% 100,00% 62,48% 97,30% 100,00% 5,31% 70,32% 15,24% 87,39% 87,39% 5,30%

Ao longo dos últimos anos, a ELETROBRÁS firmou investimentos em parcerias em projetos com a iniciativa privada, onde a Companhia figura como acionista minoritário, detendo ações preferenciais. Estes empreendimentos têm como objeto a atuação na área de geração e transmissão de energia elétrica, cujos valores aportados estão classificados no Ativo Não Circulante - Investimentos.

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Ministério de Minas e Energia
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a) Participação da União - refere-se aos recursos recebidos do Governo Federal para aplicação em obras prioritárias de geração e transmissão de energia elétrica. b) Amortizações - provenientes das Reservas para Amortização constituídas até 1971, nos termos do Decreto Federal 41.019/57, que foram aplicadas, até aquele ano, na expansão do Serviço Público de Energia Elétrica. c) Contribuições de consumidores - referem-se aos recursos recebidos para viabilizar a execução de empreendimentos necessários ao atendimento de pedidos de fornecimento de energia elétrica, não previstos no planejamento da expansão dos serviços. d) Doações e subvenções – doações puras e simples, não condicionadas a qualquer retorno em favor do doador, e subvenções destinadas a investimentos no Serviço Público de Energia Elétrica. De acordo com o Decreto 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os bens e instalações utilizados na produção, transmissão e distribuição de energia elétrica são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. NOTA 21 – INTANGÍVEL R$ mil DESCRIÇÃO GERAÇÃO em serviço (-) Reintegração em curso TRANSMISSÃO em serviço (-) Reintegração em curso ADMINISTRAÇÃO em serviço (-) Reintegração em curso OUTROS CONTROLADORA 2007 2006 55.558 61.114 (5.556) 55.558 NOTA 22 – FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS OBTIDOS O detalhamento dos financiamentos e empréstimos, incluindo encargos, cujos recursos são destinados ao programa de investimentos do Sistema ELETROBRÁS, está apresentado no Anexo V (Vide Nota 46). I - Captação de recursos no mercado internacional a) Captação em curso - O Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada em 31 de julho de 2007, deliberou pela captação de recursos no mercado internacional, no montante de até US$ 600,000 mil, para fazer face a investimentos previstos em 2008. O programa de captação será viabilizado mediante a realização de operação financeira, a ser efetuada de forma consistente com as condições do mercado e de menor custo para a ELETROBRÁS. Esta captação, prevista no programa de investimentos da ELETROBRÁS, têm como objetivo financiar os investimentos os segmentos de geração e transmissão de energia elétrica. b) Captação concluída – Até a data de encerramento destas Demonstrações Contábeis os recursos contratados em 2007 pela ELETROBRÁS com as instituições financeiras China Development Bank e BNP Paribás, no valor de US$ 430,000 mil, não haviam sido desembolsados. Este financiamento destina-se à construção da UTE Candiota II, Fase C, cuja execução da obra está a cargo da controlada CGTEE, e possui as seguintes condições: a) b) c) d) celebrado ao amparo do Acordo Bilateral Brasil-China-Resolução do Senado Federal 34; amortização em 16 anos, em parcelas semestrais; 4 anos de carência, e juros anuais com base na Libor Lucro antes do IRPJ e CSLL Total do IRPJ e CSLL calculado as alíquotas de 25% e 9%, respectivamente Efeitos de adições e (exclusões): Receita de dividendos Equivalência patrimonial JCP Perdas em investimentos Demais adições (exclusões) Total da despesa de IRPJ e CSLL b) Parcelamento Especial – PAES A controlada FURNAS optou, em julho de 2004, pelo refinanciamento de R$ 968.789 mil relativos a PASEP, COFINS, ITR, IRPJ e CSLL. O valor a ser recolhido à SRF representa 1,5% do faturamento mensal, com prazo de financiamento limitado a 180 meses e saldo devedor corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP. O montante da dívida do Parcelamento Especial - PAES, em 31 de dezembro de 2007, está assim discriminado: R$ mil Débito total consolidado em 2003, incluído no PAES Atualização monetária - até 31.12.2005 Pagamentos efetuados - até 31.12.2005 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2005 Atualização monetária – em 2006 Pagamentos efetuados - em 2006 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2006 Atualização monetária – em 2007 Pagamentos efetuados - em 2007 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2007 968.789 248.654 (207.585) 1.009.858 79.356 (88.438) 1.000.776 60.848 (197.625) 863.999 (200.971) (211.343) (175.872) 143.794 (52.839) (146.976) (72.349) (76.083) (63.314) 51.766 16.027 (17.861) (49.162) (41.203) (114.887) 133.164 (84.960) 210.603 (17.698) (14.833) (41.359) 47.939 (24.719) 81.685 57.410 61.114 (3.704) 57.410 CONSOLIDADO 2007 54.856 17.871 (4.224) 41.209 283.110 241.758 (2.436) 43.788 125.639 163.113 (53.595) 16.121 6.205 469.810 2006 30.561 5.519 (186) 25.228 265.728 225.758 (1.959) 41.929 98.126 84.293 (18.671) 32.504 18.123 412.538 IRPJ 1.401.020 CONTROLADORA 2007 CSLL 1.401.020 IRPJ 1.470.606 2006 CSLL 1.470.606 Imposto de Renda Passivo circulante Passivo não circulante Contribuição Social Passivo circulante Passivo não circulante PASEP e COFINS Passivo circulante Passivo não circulante ICMS Passivo circulante Passivo não circulante PAES Passivo circulante Passivo não circulante OUTROS Passivo circulante Passivo não circulante TOTAL Passivo circulante Passivo não circulante NOTA 26 – TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 763.721 280.669 28.234 19.936 1.092.560 1.092.560 627.745 497.827 258.316 150.017 27.357 5.065 1.566.327 918.483 647.844 CONSOLIDADO 2007 2006 1.014.943 381.949 318.900 138.756 136.368 38.167 40.982 109.761 1.016.133 205.699 47.710 3.449.368 1.823.838 1.625.530 742.411 679.539 282.496 216.688 102.933 15.958 26.900 64.590 113.220 1.163.523 180.695 10.450 3.599.403 1.448.655 2.150.748

As obrigações de IRPJ e CSLL referentes ao exercício de 2007, no montante de R$ 1.044.390 mil serão compensadas com créditos tributários existentes, no valor total correspondente (Vide Nota 14). a) Conciliação da despesa com imposto de renda e contribuição social A conciliação entre os montantes de IRPJ e CSLL registrados como despesa nos exercícios de 2007 e 2006, e aqueles apurados com base nas alíquotas nominais, é apresentada a seguir:

350.255

126.092

367.652

132.355

II - Captação de recursos no mercado nacional Outros financiamentos estão em fase de contratação: a) junto ao BNDES, nos montantes de R$ 1.034.410 mil e R$ 183.330 mil, e destinam-se ao financiamento de projetos nas controladas FURNAS e ELETROSUL, respectivamente, nas seguintes condições (previstas): a) b) c) amortização em 16 anos, em parcelas semestrais; 2 anos de carência, e juros mensais com base na TJLP + 1,91% a.a..

b) junto ao Banco da Amazônia - BASA, no montante de R$ 193.330 mil, e destinam-se ao financiamento de projetos na controlada FURNAS, nas seguintes condições (previstas): a) b) c) amortização em 16 anos, em parcelas semestrais; 2 anos de carência, e juros mensais com base na TJLP + 1,91% a.a..

O valor presente desses débitos, a serem liquidados com base na taxa mensal equivalente a 1,5% da receita bruta, limitada às parcelas restantes, é de R$ 756.975 mil, sendo as seguintes premissas utilizadas para sua determinação: 1 - a receita foi projetada com base no montante faturado até dezembro de 2007, atualizado pela taxa média anual de inflação, estimada em 4,5%. 2 - o valor presente do débito foi obtido descontando-se o fluxo de pagamentos atualizados pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP, de 6,0% a.a., e descontados à taxa de 11% a.a., taxas estas compatíveis com o cenário econômico descrito. Da mesma forma, com o objetivo de regularizar débitos junto à Receita Federal e ao INSS, em 2003 à controlada ELETRONORTE optou pelo refinanciamento. O montante da dívida do Parcelamento Especial - PAES, em 31 de dezembro de 2007, está assim discriminado: R$ mil Débito total consolidado em 2003, incluído no PAES Atualização monetária - até 31.12.2005 Pagamentos efetuados - até 31.12.2005 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2005 Atualização monetária – em 2006 Pagamentos efetuados - em 2006 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2006 Atualização monetária – em 2007 Pagamentos efetuados - em 2007 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2007 126.000 164.000 52.000 342.000 94.486 5.992 (8.859) 91.619 5.059 (62.251) 34.427 1.571 (4.191) 31.807

NOTA 23 – FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS A controlada FURNAS possui operações de cessão de créditos de sua titularidade, realizadas no exercício de 2005, com a finalidade de obter recursos para fazer face ao seu programa de investimentos. As principais condições da cessão são as seguintes: a) FIDC FURNAS I 1. Constituído pelo Banco Santander Brasil, sendo o seu administrador. 2. A cessão de créditos ao Fundo FURNAS I foi formalizada por Instrumento Particular de Contrato de Cessão e Aquisição de Direitos Creditórios e Outras Avenças, assinado em setembro de 2004. 3. A taxa de desconto é de 1,38% a.a.. 4. A atualização do fluxo cedido é feita mediante a aplicação da taxa SELIC anual, do BACEN, apurada no período compreendido entre a data da cessão e o último dia útil que anteceder a data de pagamento. 5. A controlada manteve-se como mandatária da cobrança. 6. A cessão foi efetuada com a co-obrigação de FURNAS pelo pagamento dos Direitos Creditórios, nos termos do Código Civil Brasileiro. 7. Créditos cedidos: R$ mil CRÉDITOS CEDIDOS RTE Financiamento - CEMAT Energia - PROMAN Total cedido b) FIDC FURNAS II 1. Constituído pelo Banco Santander Brasil, em conjunto com os bancos Bradesco, BB Banco de Investimento, Itaú BBA e Votorantim, sendo o administrador a BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA.. 2. A cessão de créditos ao Fundo FURNAS II foi formalizada pelo Instrumento Particular de Contrato de Cessão e Aquisição de Direitos Creditórios e Outras Avenças, assinado em maio de 2005. 3. A taxa de desconto é de 1,80% a.a.. 4. A atualização do fluxo cedido é feita mediante a aplicação da taxa SELIC anual, do BACEN, apurada no período compreendido entre a data da cessão e o último dia útil que anteceder a data de pagamento. 5. A controlada Furnas manteve-se como mandatária da cobrança. 6. A cessão foi efetuada com a co-obrigação de FURNAS pelo pagamento dos Direitos Creditórios, nos termos do Código Civil Brasileiro. 7. Créditos cedidos: R$ mil VALOR CEDIDO 228.000 162.000 258.000 255.050 903.050 PERÍODO DE REALIZAÇÃO 01/2007 a 01/2008 10/2004 a 03/2009 10/2004 a 12/2006 VALOR CEDIDO

De forma análoga, a controlada ELETROSUL, em agosto de 2003, em virtude de decisão desfavorável em ação judicial decorrente do PASEP e COFINS sobre a receita da venda de energia de ITAIPU Binacional, emanada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região, optou pelo pagamento desta exigibilidade, por meio de parcelamento, cujo saldo, em 31 de dezembro de 2007, é de R$ 230.088 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 241.539 mil). O montante da dívida do Parcelamento Especial - PAES, em 31 de dezembro de 2007, está assim discriminado: R$ mil Débito total consolidado em 2003, incluído no PAES Atualização monetária - até 31.12.2005 Pagamentos efetuados - até 31.12.2005 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2005 Atualização monetária – em 2006 Pagamentos efetuados - em 2006 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2006 Atualização monetária – em 2007 Pagamentos efetuados - em 2007 Saldo do PAES em 31 de dezembro de 2007 NOTA 27 – ADIANTAMENTO DE CLIENTES R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 CIRCULANTE ALBRÁS PROINFA NÃO CIRCULANTE ALBRÁS I - ALBRÁS A controlada ELETRONORTE venceu o leilão de compra de energia elétrica realizado pela ALBRÁS, em 2004, para fornecimento por um período de 20 anos, sendo 750 MW médios/mês, até dezembro de 2006 e 800 MW médios/mês, de janeiro de 2007 a dezembro de 2024, estabelecendo como parâmetro para a celebração do contrato um preço compatível com a tarifa de equilíbrio da UHE Tucuruí, acrescido de um prêmio, calculado em função da cotação do alumínio na bolsa de commodities de Londres - Inglaterra. Com base nestas condições, a ALBRÁS, visando reduzir o preço base, fez uma oferta de pré-compra de energia, com pagamento antecipado, que se constitui em créditos de energia e que será amortizado durante o período de fornecimento, em parcelas fixas mensais expressas em MW médios, de acordo com a tarifa vigente no mês do faturamento. O cronograma de pagamentos antecipados ocorreu da seguinte forma: R$ mil Ano 2004 2005 2006 2007 Total Liberações contratadas 300.000 500.000 250.000 150.000 1.200.000 Liberações realizadas 300.000 500.000 250.000 150.000 1.200.000 202.250 202.250 202.250 102.387 102.387 102.387 CONSOLIDADO 2007 35.191 202.250 237.441 1.056.761 1.294.202 2006 32.522 102.387 134.909 942.330 1.077.239 241.809 42.589 (36.637) 247.761 16.369 (22.591) 241.539 11.254 (22.705) 230.088

CRÉDITOS CEDIDOS Créditos – Lei 8.727/93 Refinanciamento energia CEB Refinanciamento energia CELG Contratos diversos (*) Total cedido

PERÍODO DE REALIZAÇÃO 06/2005 a 05/2010 06/2005 a 05/2010 06/2005 a 05/2010 06/2005 a 02/2008

(*) Refere-se a ELETRONORTE e ELETRONUCLEAR, nos montantes de R$ 89.100 mil e R$ 165.950 mil, respectivamente. As demonstrações consolidadas, nos termos da Instrução CVM 408/2004, dadas as características dos fundos, consideram o saldo de recebíveis como parte integrante do ativo, mantidos nas rubricas de origem, e o montante dos patrimônios dos FIDC’s refletido como financiamentos e empréstimos a pagar de curto e longo prazo cujo o saldo total em 31 de dezembro é de R$ 583.715 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 1.020.605 mil), vide Anexo V. NOTA 24 – FORNECEDORES Inclui, principalmente, a energia comprada de ITAIPU Binacional (Vide Nota 9 item II) e tem a seguinte composição: R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 CIRCULANTE Bens, Materiais e Serviços Uso da Rede Elétrica Energia Comprada para Revenda CCEE – Energia de curto prazo 51.805 1.188.771 28.789 1.269.365 83.754 1.062.641 13.526 1.159.921 CONSOLIDADO 2007 2006 1.068.073 91.771 1.014.607 117.478 2.291.929 989.076 86.105 850.457 51.265 1.976.903

NOTA 25 – TAXAS REGULAMENTARES R$ mil CONSOLIDADO PASSIVO CIRCULANTE Reserva Global de Reversão – RGR CCC/CDE Compensação financeira - recursos hídricos Taxa de fiscalização ANEEL PROINFA 2007 71.166 29.384 382.438 4.217 27.692 514.897 2006 70.943 54.223 431.500 2.945 31.679 591.290

O passivo correspondente apresenta a seguinte posição em 31 de dezembro de 2007: Ano 2004 2005 2006 2007 Total Valores recebidos 300.000 500.000 250.000 150.000 1.200.000 R$ mil Pagamentos efetuados (15.968) (29.201) (29.979) (32.900) (108.048) Saldo 284.032 470.799 220.021 117.100 1.091.952

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
II - PROINFA O PROINFA, instituído pela Lei 10.438/2002, e suas alterações, tem como objetivo a diversificação da matriz energética brasileira e a busca por soluções de cunho regional com a utilização de fontes renováveis de energia, mediante o aproveitamento econômico dos insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis, a partir do aumento da participação da energia elétrica produzida com base em novas fontes. O Programa assegura à ELETROBRÁS a compra da energia elétrica a ser produzida, pelo período de 20 anos, contados a partir de 2006, que será repassada às concessionárias de distribuição, consumidores livres e auto produtores, excluídos os consumidores de baixa renda, na proporção de seus consumos. As concessionárias de distribuição e de transmissão pagam à ELETROBRÁS o valor anual da quota de custeio correspondente à participação dos consumidores cativos, dos consumidores livres e dos auto produtores conectados às suas instalações, em duodécimos, no mês anterior ao de competência do consumo da energia. Para fazer face às necessidades de pagamentos aos empreendedores de geração do PROINFA, no primeiro ano de funcionamento do Programa as concessionárias de distribuição e de transmissão, além das quotas relativas ao exercício corrente, anteciparam o pagamento, de forma adicional, de um duodécimo da quota anual, considerando a contratação plena de todos os empreendimentos inseridos no PROINFA. Neste sentido, a Companhia apresenta, em 31 de dezembro de 2007, na rubrica Adiantamento de clientes, o montante de R$ 202.250 mil (em 31 de dezembro de 2006 – R$ 102.387 mil), que serão exigidos à medida da evolução do PROINFA e o conseqüente fornecimento de energia elétrica associada. NOTA 28 – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO O Empréstimo Compulsório sobre o consumo de energia elétrica, instituído pela Lei 4.156/62 com o objetivo de gerar recursos destinados à expansão do setor elétrico brasileiro, foi extinto pela Lei 7.181, de 20 de dezembro de 1983, que fixou a data de 31 de dezembro de 1993 como prazo final de arrecadação. Em uma primeira fase desse empréstimo compulsório, encerrada com o advento do Decreto-Lei 1.512/76, a cobrança do tributo alcançou diversas classes de consumidores de energia e os créditos dos contribuintes foram representados por Obrigações ao Portador emitidas pela ELETROBRÁS. Em um segundo momento, iniciado com as disposições contidas no referido Decreto-Lei, o empréstimo compulsório em questão passou a ser cobrado somente de indústrias com consumo mensal de energia superior a 2.000 kwh e os créditos dos contribuintes deixaram de ser representados por títulos, passando a ser simplesmente escriturados pela ELETROBRÁS. O saldo do Empréstimo Compulsório remanescente, após a 3ª conversão em capital ocorrida em abril de 2005, relativa aos créditos constituídos de 1988 à 2004, estão registrados no passivo circulante e não circulante, vencível a partir de 2008, e remunerados à taxa de 6% ao ano, acrescidos de atualização monetária com base na variação do IPCA-E e correspondem, em 31 de dezembro de 2007, a R$ 299.084 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 134.976 mil), dos quais R$ 202.375 mil no não circulante (31 de dezembro de 2006 - R$ 23.870 mil). As Obrigações ao Portador emitidas na primeira fase desse empréstimo compulsório, tal como decidido pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, não se confundem com debêntures. Além disso, por força do disposto no artigo 4º, § 11 da Lei 4.156/62 e no artigo 1º do Decreto 20.910/32, são inexigíveis, condição confirmada no Informativo 344 do Superior Tribunal de Justiça – STJ, de onde consta que essas Obrigações não podem ser utilizadas como garantia de execuções fiscais, por não terem liquidez e não serem debêntures. Dessa forma, o passivo relativo ao Empréstimo Compulsório refere-se aos créditos residuais, constituídos de 1988 à 1994, dos consumidores industriais com consumo superior a 2.000 Kw/h, referentes à segunda fase desse empréstimo compulsório, bem como aos juros não reclamados relativos a esses créditos, conforme demonstrado: R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 23.870 202.375 96.709 111.106 299.084 134.976

R$ mil CONTROLADORA Valor justo dos ativos dos planos (-) Valor presente da obrigação atuarial Obrigações com garantia de renda mínima Ativo Líquido 2007 1.590.535 (1.493.373) 97.162 (33.565) 63.597 2006 1.402.208 (1.348.077) 54.131 (33.195) 20.936

A ELETROBRÁS garante aos assistidos do plano de benefícios definidos (BD) da ELETROS garantia de renda mínima de 90% da renda global ( INSS + ELETROS) inicial corrigida. Esquema de cálculo do custo esperado para o plano de benefício definido. R$ mil CONTROLADORA Custo do serviço corrente Custo dos juros Retorno dos investimentos Contribuição esperada dos empregados Custo estimado para 2008 5.647 122.600 (160.972) (2.696) (35.421)

Os cálculos atuariais envolvem projeções futuras acerca de premissas atuariais tais como salários, taxas de juros (nominais e efetivas), inflação, mortalidade, invalidez e outros. Os resultados atuariais obtidos a partir dessas premissas não podem ser analisados sem o prévio conhecimento do cenário utilizado na avaliação. As premissas atuariais econômicas utilizadas foram formuladas considerando-se o longo prazo previsto para sua maturação, devendo, por isso, serem analisadas sob essa ótica. Por conseqüência, a curto prazo, elas podem não necessariamente se realizar. Para efeito da reavaliação atuarial efetuada nos termos da Deliberação CVM 371/2000, foram utilizadas as seguintes premissas: a) HIPÓTESES ECONÔMICAS Taxa de desconto Taxa de rendimento esperada dos ativos Taxa de crescimento salarial Índice de reajuste de benefícios concedidos Fator de capacidade do benefício b) HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS Taxa de rotatividade Tábua de mortalidade Tábua de entrada em invalidez Tábua de mortalidade de inválidos 2 – Plano de contribuição definida Em 2006 iniciou-se um processo de migração de participantes do plano de benefício definido da ELETROS para um novo plano com características de contribuição definida patrocinado pela ELETROBRÁS. Parte dos que já migraram para o novo plano optaram por manter parcial ou totalmente o direito a benefício saldado na modalidade de benefício definido. O processo aqui mencionado continuará à acontecer até o dia 28 de junho de 2008. Na data base de 31 de dezembro de 2007 o plano contava com 142 participantes ativos e 11 aposentados. As taxas de contribuições praticadas para o plano de contribuição definida são as seguintes: 4,5% - até 10 Unidades Reajustáveis do Plano – URP 15% - para valores superiores a 10 Unidades Reajustáveis do Plano - URP II – CONSOLIDADO Além da ELETROS, que é patrocinada pela ELETROBRÁS, as empresas controladas são patrocinadoras de entidades específicas de previdência privada que têm, de igual forma, finalidade de complementar benefícios de aposentadoria e pensão a seus empregados, através de planos de benefícios e de contribuições, conforme abaixo: Patrocinadora FURNAS CHESF ELETROSUL ELETRONORTE, MANAUS e BOA VISTA ELETRONUCLEAR ITAIPU CGTEE Fundação REAL GRANDEZA FACHESF ELOS PREVINORTE NUCLEOS e REAL GRANDEZA FIBRA (Brasil) e CAJA (Paraguai) ELETROCEEE Rotatividade Nula AT-2000 LIGHT-FRACA AT-83 9,72% a.a. (inflação + 5,5% a.a. de juros reais) 10,76% a.a. (inflação + 6,5% a.a. de juros reais) 7% a.a. (inflação+2,86% a.a. de crescimento real) 4% a.a. (somente inflação) 0,98

Créditos Arrecadados Juros a Pagar NOTA 29 - REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS

O estatuto da Companhia estabelece como dividendo mínimo obrigatório 25% do lucro líquido, ajustado nos termos da legislação societária, respeitada a remuneração mínima para as ações preferenciais das classes A e B, de 8% e 6%, respectivamente, do capital social relativo a essas espécies e classes de ações. A seguir, está demonstrado o lucro líquido ajustado, e o valor do dividendo mínimo obrigatório, nos termos da Lei 6.404/76, bem como o valor total da remuneração proposta aos acionistas, a ser deliberada em Assembléia Geral Ordinária: R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 1.547.857 1.161.318 (77.393) (58.066) 1.470.464 1.103.252 367.616 363.416 297 339.773 703.486 2007 Ações ordinárias – 1,87% do capital (2006–0,61%) Ações preferenciais “A”- 9,41% do capital (2006–9,41%) Ações preferenciais “B”- 7,06% do capital (2006–7,06%) (*) Considera o grupamento de ações 0,40 2,02 1,51 275.813 119.479 297 339.773 459.549 2006(*) 0,13 2,02 1,51

Lucro líquido do exercício Reserva legal Lucro líquido ajustado Dividendo mínimo obrigatório - 25% Remuneração proposta aos acionistas Ações ordinárias Ações preferenciais da classe A Ações preferenciais da classe B

As contribuições são debitadas em despesas administrativas e totalizaram, no exercício findo em 31 de dezembro de 2007, R$ 222.646 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 310.864 mil). Com base nos diversos regulamentos dos planos de benefício e em atendimento ao pronunciamento do IBRACON, aprovado pela Deliberação CVM 371/2000, as empresas avaliam atuarialmente suas obrigações relativas a benefícios complementares a empregados, cuja necessidade de cobertura apurada está refletida nas Demonstrações Contábeis, atingindo o montante de R$ 982.135 mil, estando apresentadas no passivo circulante a parcela de R$ 183.512 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 338.355 mil) e no passivo não circulante a parcela de R$ 798.623 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 1.992.061 mil), sob o título Previdência Complementar. No exercício de 2007, os resultados das avaliações atuariais das Fundações de Previdência Complementar das Empresas do Sistema ELETROBRÁS demonstraram um superávit de R$ 1.224.384 mil de acordo com as condições estabelecidas pela deliberação CVM 371/2000, registrada como redução da obrigação atuarial, conforme abaixo: R$ Mil CONSOLIDADO Saldo em 31.12.2006 (-) ajustes atuariais – CVM 371/2000 (-) realizações contratos de dívidas Saldo em 31.12.2007 2.330.417 (1.224.384) (123.898) 982.135

Remuneração Proposta, por ação – expressa em Reais

Dessa forma, a ELETROBRÁS registrou como remuneração integral aos acionistas, relativa ao exercício de 2007, juros sobre o capital próprio – JCP no valor de R$ 703.486 mil, imputados ao dividendo mínimo obrigatório, de acordo com as disposições estatutárias. De acordo com a legislação tributária vigente, sobre o valor da remuneração proposta aos acionistas, a título de JCP, incide Imposto de Renda na Fonte – IRRF à alíquota de 15%. A remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2007 corresponde a 47,84% do lucro líquido ajustado nos termos da Lei 6.404/76 (2006 – 41,65%) e será atualizada com base na taxa SELIC, estabelecida pelo Banco Central do Brasil, nos termos do Decreto 2.673, de 16 de julho de 1998, que dispõe sobre o pagamento, pelas empresas estatais federais, de dividendos ou de juros sobre o capital próprio. A atualização incide a partir de 01 de janeiro de 2008 até a data do efetivo início do pagamento da remuneração, data esta a ser deliberada pela Assembléia Geral Ordinária, que apreciará a presente Demonstração Contábil e a proposta de destinação do resultado deste exercício. Sobre a parcela referente à atualização monetária pela taxa SELIC incidirá IRRF à alíquota de 20%. Em atendimento a Deliberação CVM 207/96 a ELETROBRÁS, para fins de atendimento às normas fiscais, contabilizou esses juros em contrapartida de despesas financeiras, revertendo-os em conta específica, optando por não apresentá-los, entretanto, na demonstração do resultado, tendo em vista não produzir efeito no lucro líquido do exercício, mas, tão somente, produzindo efeitos fiscais reconhecidos nas rubricas contribuição social e imposto de renda. Em cumprimento ao deliberado na 47ª Assembléia Geral Ordinária, realizada em 30 de abril de 2007, o pagamento da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2006, na forma de dividendos, teve início em 15 de junho de 2007, fazendo jus ao recebimento os acionistas registrados na data base de 02 de maio de 2007, e foi efetuado conforme abaixo (antes do grupamento): Em Reais / por lote de 1.000 Ações Valor bruto Valor bruto atualizado em 31.12.2006 em 15.6.2007 0,33824150 3,43314543 2,57485907 0,27872570 4,26370961 3,19778221

A apresentação de superávits nos planos de benefício definido reduzem o risco de eventual passivo atuarial futuro para a companhia. NOTA 32 – PASSIVOS CONTINGENTES Na data de encerramento das Demonstrações Contábeis, a Companhia apresenta as seguintes provisões para passivos contingentes, por natureza: R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 CIRCULANTE Trabalhistas Tributárias Cíveis Outros (-) Depósitos judiciais CONSOLIDADO 2007 2006 377.155 13.575 677.599 118.241 (157.461) 1.029.109 331.311 4.615 620.487 47.249 (110.363) 893.299

Tipo/Classe

NÃO CIRCULANTE Trabalhistas Tributárias Cíveis (-) Depósitos judiciais 17.072 1.328.244 (130.788) 1.214.528 1.214.528 17.072 1.328.244 (46.927) 1.298.389 1.298.389 304.711 127.384 1.872.640 (261.948) 2.042.787 3.071.896 247.807 157.548 1.868.764 (126.198) 2.147.921 3.041.220

Ações Ordinárias Ações Preferenciais A Ações Preferenciais B

O saldo da remuneração aos acionistas demonstrado no passivo circulante contém a parcela de R$ 177.516 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 106.494 mil) referente a remunerações não reclamadas dos exercícios de 2004, 2005 e 2006. A remuneração relativa ao exercício de 2003, e anteriores, está prescrita, nos termos do Estatuto de Companhia. NOTA 30 – CRÉDITOS DO TESOURO NACIONAL R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE 2007 2006 2007 2006 Aquisição de Ações da CEEE-GT e CEEE-D Obrigação de Ressarcimento (Vide Nota 15) Outros NOTA 31 – PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR I – CONTROLADORA A ELETROBRÁS é patrocinadora da Fundação ELETROBRÁS de Seguridade social - ELETROS, entidade fechada de previdência complementar multipatrocinada, com patrimônio próprio, segregada da patrocinadora, que tem por finalidade gerir plano previdenciário visando complementar benefícios de aposentadoria e pensão em favor dos empregados da patrocinadora que se filiarem como participantes daquela entidade. A ELETROS administra dois planos de benefícios previdenciários patrocinados pela ELETROBRÁS, como demonstrados a seguir: 1 – Plano de benefício definido Complementa o salário real médio dos últimos anos de atividade em relação ao valor do benefício da Previdência Social, e encerrou os três últimos exercícios apresentando superávit técnico, estando fechado a novas adesões desde 01 de abril de 2006. Tal plano conta na data base de 31 de dezembro de 2007 com 480 participantes ativos, 1.186 participantes aposentados e 261 pensionistas. O plano têm suas reservas matemáticas revisadas anualmente e calculadas atuarialmente segundo o regime de capitalização. A ELETROBRÁS efetua contribuições mensais, paritárias às contribuições dos participantes, que são debitadas em despesas administrativas e totalizaram, no exercício findo em 31 de dezembro de 2007, R$ 10.331 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 11.933 mil). As taxas de contribuições praticadas para o plano de benefício definido são as seguintes: 4,08% 8,16% 17,13% 24,48% até a metade do teto de contribuição para a Previdência Social; da metade do teto até o teto de contribuição para a Previdência Social; do teto da previdência até 3 vezes o teto de contribuição para a Previdência Social, e acima de 3 vezes do teto de contribuição para a Previdência social para os participantes de regulamentos antigos. 50.439 7.711 58.150 41.660 9.463 51.123 386.888 302.279 37.822 726.989 405.855 53.953 459.808

A ELETROBRÁS e suas controladas são partes envolvidas em diversas ações em andamento no âmbito do judiciário, principalmente nas esferas trabalhista e cível, que se encontram em vários estágios de julgamento. A Administração da Companhia, de acordo com a Deliberação 489, de 03 de outubro de 2005, da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, adota o procedimento de classificar as causas impetradas contra a Companhia em função do risco de perda, baseada na opinião de seus consultores jurídicos, da seguinte forma: • • • para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado como provável, são constituídas provisões; para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado como possível, as informações correspondentes são divulgadas em Notas Explicativas, e para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado como remoto, somente são divulgadas em Notas Explicativas as informações, que, a critério da administração, sejam julgadas de relevância para o pleno entendimento das Demonstrações Contábeis.

Portanto, para fazer face a eventuais perdas, são constituídas provisões para contingências, apresentadas acima, líquidas de depósitos judiciais e julgadas pela administração da Companhia e por seus consultores jurídicos como suficientes para cobrir eventuais perdas em processos judiciais de qualquer natureza e tiveram, neste exercício, a seguinte evolução: R$ mil Saldo em 31.12.2006 Constituição de provisões Reversão de provisões Pagamentos Atualização monetária Depósitos judiciais Levantamento de depósitos judiciais Saldo em 31.12.2007 I - Ações judiciais movidas contra a Companhia 1) Ações judiciais cíveis 1.a) Na controladora a) A provisão para contingências cíveis, na controladora, no valor de R$ 1.328.244 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 1.328.244 mil), corresponde a ações judiciais que têm por objeto a aplicação, aos créditos escriturais do empréstimo compulsório constituídos a partir de 1978, de critérios de atualização monetária diversos daqueles estabelecidos na Legislação específica. Essas ações não se confundem com aquelas ajuizadas com a pretensão de obter o resgate das Obrigações ao Portador, atualmente inexigíveis, emitidas em decorrência do Empréstimo Compulsório. As demandas que foram objeto de provisão impugnam a sistemática de cálculo de atualização monetária determinada pela legislação que rege o Empréstimo Compulsório, utilizada para a atualização dos créditos constituídos a partir de 1978, créditos esses que foram integralmente pagos pela ELETROBRÁS por intermédio de conversões em ações ocorridas através da 72ª, 82ª e da 142ª Assembléias Gerais Extraordinárias da ELETROBRÁS. Existem atualmente 3.181 ações judiciais com esse objeto tramitando em diversas instâncias e a administração da Companhia, amparada na avaliação de seus consultores jurídicos, estima entre oito a dez anos, o prazo médio para a solução definitiva dos processos de conhecimento em curso. CONTROLADORA 1.298.389 (83.861) 1.214.528 CONSOLIDADO 3.041.220 335.829 (165.407) (25.629) 19.886 (139.824) 5.821 3.071.896

Em consonância com o pronunciamento do IBRACON aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários através da Deliberação 371, de 13 de dezembro de 2000, que dispõe sobre a forma de contabilização, pelas patrocinadoras, dos benefícios concedidos aos empregados, a administração da ELETROBRÁS promove, anualmente, uma reavaliação atuarial do plano de benefício do qual é patrocinadora, cuja eventual necessidade de cobertura do passivo atuarial de sua responsabilidade é apontada com base em relatório de atuário independente, pelo método da unidade de crédito projetada. A avaliação atuatrial realizada na data base de 31 de dezembro de 2007 demonstrou que para os planos beneficiários, o valor justo dos ativos supera o valor presente das obrigações atuariais, conforme demonstrado a seguir:

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
A Administração da ELETROBRÁS, ademais, fundamentada na opinião de seus consultores jurídicos, avalia que o risco de perda dessas ações, que discutem os critérios de atualização monetária aplicados aos créditos escriturais do empréstimo compulsório, constituídos a partir de 1978, é classificado com possível. Contudo, dada a relevância dos valores envolvidos, a verificação de decisões desfavoráveis já ocorridas, à não pacificação do mérito em julgamento pelo STJ e, ainda, baseada no princípio da prudência, a Companhia adota a prática de manter provisão para contingências, integralmente constituída em exercícios anteriores, para fazer face a eventuais perdas decorrentes de decisões judiciais desfavoráveis. Neste cenário, portanto, dada à relevância da questão, a Administração da Companhia opta por reconhecer e divulgar, de forma cautelosa, fatores que possam influenciar o patrimônio da Companhia, caso ocorra algum fato ou evento, no curso dos julgamentos, adverso à Companhia, cumprindo assim o dever de preservar, da melhor maneira possível, os usuários das Demonstrações Contábeis, em particular quanto a avaliação de seus passivos e, consequentemente do patrimônio líquido, buscando evitar análises excessivamente otimistas nas tomadas de decisão com base na informação contábil. Desse modo, o valor acumulado da provisão, no montante de R$ 1.328.244 mil, mantido apesar da classificação de risco possível, é julgado suficiente pela administração da Companhia, está em conformidade com os diversos estágios em que se encontram as ações judiciais e reflete a incerteza sobre o desfecho dos processos judiciais, pela sua própria natureza, não sendo possível, no estágio e circunstâncias atuais, concluir sobre o final das demandas, que poderão atingir a cifra aproximada de R$ 3.000.000 mil. b) A ELETROBRÁS figura como ré em uma ação movida pela Associação Brasileira dos Consumidores de Água e Energia Elétrica – ASSOBRAEE, que tramita na 17º Vara da Justiça Federal – DF, cujo objeto é a busca da utilização do valor de mercado da ação da ELETROBRÁS como preço de emissão das ações emitidas para pagamento dos créditos do Empréstimo Compulsório, as quais são realizadas utilizando-se o valor patrimonial da ação. A tal causa foi atribuído, pelo autor, o valor de R$ 2.397.003 mil, sendo que, na avaliação dos consultores jurídicos da Companhia, o risco de perda dessa demanda é remoto. c) A ELETROBRÁS também é parte em diversas outras ações judiciais cujo objeto é o resgate de Obrigações ao Portador emitidas pela Companhia em decorrência do Empréstimo Compulsório arrecadado nos exercícios de 1964 a 1976. As ditas Obrigações são inexigíveis, por força do disposto no artigo 4º, § 11 da Lei 4.156/62 e no artigo 1º do Decreto 20.910/32. A administração da Companhia, então, amparada na avaliação de seus consultores jurídicos, conclui que a possibilidade de perda da ELETROBRÁS nas ações que têm esse objeto é remota, pois a jurisprudência tem confirmado a prescrição do direito à postulação do resgate das obrigações emitidas em decorrência do Empréstimo Compulsório e a consequente inexigibilidade desses títulos (Vide Nota 28). 1.b) Em empresas controladas: a) A controlada CHESF é ré em ações de indenização ajuizadas pelo Consórcio formado pelas empresas CBPO/CONSTRAN/ Mendes Júnior, nas quais pede a condenação da Controlada e o pagamento de compensação financeira adicional, em virtude de atraso no pagamento das faturas de contrato referente à construção da UHE Xingo, sendo uma impetrada em junho de 1999, para as faturas emitidas a partir de abril de 1990, e outra impetrada em maio de 2000, para as faturas emitidas até aquela data. Nas aludidas ações, as autoras formularam pedido genérico, limitando-se a apontar a existência de um suposto direito à compensação financeira, remetendo para a liquidação da sentença a apuração dos valores. Atualmente os processos estão conclusos para despacho e provavelmente ocorrerá o saneamento final para prolatação da sentença, sendo julgadas como de risco possível. b) Ação cível pública proposta contra a controlada CHESF, no valor de R$ 100.000 mil, tendo por objeto obter compensação financeira em decorrência de alegados danos ambientais causados a pescadores, provocados pela construção da UHE Xingó. Conforme avaliação dos advogados que patrocinam a causa pela Controlada, a expectativa de perda é possível, quanto ao insucesso da defesa, mas não quanto ao valor do pedido. Não foi feita provisão para tal ação. c) A controlada CHESF possui, também, ações consideradas como de risco de perda remoto, pelos seus consultores jurídicos, destacando-se uma ação de cobrança em andamento movida pela empresa Mendes Júnior Engenharia S.A., contratada para a construção da UHE Itaparica, por alegados prejuízos financeiros resultantes de atraso no pagamento de faturas por parte da CHESF. A referida Ação de Cobrança está baseada na Ação Declaratória julgada procedente para o fim de declarar a existência de uma relação de crédito da Mendes Júnior junto à CHESF, assegurando ressarcimento financeiro. d) A Controlada CHESF é autora de um processo judicial no qual pede a declaração de nulidade parcial de aditivo ao contrato de empreitada das obras civis da UHE Xingó, firmado com o Consórcio formado pela Companhia Brasileira de Projetos e Obras – CBPO, CONSTRAN S.A. – Construções e Comércio e Mendes Júnior Engenharia S.A. e a devolução em dobro de importâncias pagas, no valor de aproximadamente R$ 350.000 mil. A ação ajuizada pela Controlada foi julgada improcedente e a reconvenção apresentada pelas rés foi julgada procedente pelo Juízo da 12ª Vara Cível da Comarca do Recife - PE. Em 31 de dezembro de 2007, permaneciam sem movimentação o Recurso Especial e os Agravos de Instrumento interpostos pela CHESF, sendo que os trabalhos periciais já se encontravam concluídos e os autos conclusos para o Juiz. A administração, fundamentada na opinião de seus consultores jurídicos, registrou provisão, mantida no passivo não circulante, no valor de R$ 330.537 mil, para eventuais perdas decorrentes de julgamentos desfavoráveis. Nesta ação de cobrança cabia à Mendes Júnior, por decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco e Superior Tribunal de Justiça, comprovar que captou recursos especificamente para o financiamento da obra da UHE Itaparica, em decorrência do atraso da CHESF no pagamento de algumas faturas, e que as despesas financeiras que teve, com essa captação de recursos, teria sido superior ao total de acréscimos monetários pagos pela CHESF. Por determinação do Juízo Federal da 12ª Vara, em Pernambuco, está em andamento perícia contábil, em que, respondendo quesito da CHESF, o Perito Judicial declarou não ser possível, a partir da análise dos registros contábeis da Mendes Júnior, afirmar ter ela captado, nos períodos em que ocorreram atrasos no pagamento das faturas, recursos no mercado financeiro, especificamente para o financiamento da UHE Itaparica. Entregue o laudo pericial, em juízo, as partes apresentaram pedidos de esclarecimentos ao Perito, que ainda não foram objeto de análise pelo Juízo da 12ª Vara Federal. Os autos foram ainda encaminhados ao Ministério Público Federal, que declarou estar concluindo manifestação sobre a ação, a ser entregue ao Juízo. Considerando a anulação de todos os atos anteriores desenvolvidos na esfera da Justiça Estadual, e as rígidas determinações da Justiça Federal com relação à nova perícia, exigindo a completa identificação dos recursos próprios ou captados pela Mendes Júnior, e a comprovação de sua efetiva aplicação nas obras da UHE Itaparica, não é possível estimar valor para o litígio, nem mesmo em caráter de expectativa. Até a conclusão das Demonstrações Contábeis não foi comprovada a existência de qualquer crédito em favor da autora sendo, na avaliação dos consultores jurídicos da Controlada, como de risco de perda remota para a Companhia. 2) Ações judiciais trabalhistas 2.a) Na Controladora Não existem contingências de natureza trabalhistas individualmente relevantes envolvendo a Companhia, sendo que as referidas causas têm a probabilidade de perda avaliada, substancialmente, como possível pelos consultores jurídicos. No entanto, a administração da Companhia mantém uma provisão de R$ 17.072 mil, constituída integralmente em exercícios anteriores, para fazer face a eventuais perdas em processos ainda em curso. 2.b) Em empresas controladas a) A controlada FURNAS possui diversas ações judiciais de natureza trabalhista, para as quais constitui provisões para contingências, sendo as mais relevantes a questão relacionada à mudança de data-base dos engenheiros, no valor de R$ 71.500 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 64.686 mil), sendo R$ 5.674 mil relativos a empregados transferidos para a ELETRONUCLEAR em decorrência da cisão ocorrida em 1997, e a que versa sobre adicional de periculosidade para eletricitários que, de acordo com o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, deve ser concedido pelo percentual integral, e não proporcional, como vinha sendo praticado por FURNAS a todos os empregados que prestam serviços em atividade sujeita ao risco elétrico. O montante estimado e provisionado para cobertura de eventuais perdas destas ações é de R$ 58.156 mil. b) A controlada FURNAS mantém, ainda, o montante de R$ 38.921 mil provisionado para complementação de aposentadorias – paridade com os empregados ativos. c) A controlada em conjunto ITAIPU Binacional possui provisões para contingências para fazer face a diversas ações judiciais de natureza cível e trabalhista, nos montantes de R$ 160.770 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 188.755 mil) e R$ 208.759 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 176.569 mil), respectivamente, em diversos estágios de julgamento. d) A controlada ELETRONORTE vem sendo acionada em diversos processos judiciais, de natureza cível, tributária e trabalhista. A Administração da Controladora, com base em avaliação dos riscos de contingência relacionados a tais processos judiciais e, baseada na opinião de seus consultores jurídicos, mantem provisões no valor total de R$ 866.239 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 793.819 mil), sendo ações cíveis no valor de R$ 667.006 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 604.718 mil), trabalhistas, no valor de R$ 194.889 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 167.123 mil), e outras no valor de R$ 4.344 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 21.978 mil), líquidas dos respectivos depósitos judiciais, julgadas suficientes para a cobertura de eventuais perdas nos riscos cujas chances de desfecho desfavorável são considerados prováveis. II - Contingências Tributárias 1) Na Controladora A Secretaria da Receita Federal lavrou, em 2003, Auto de Infração contra a ELETROBRÁS referente à contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, no valor original de R$ 281.702 mil, que atualizado até 31 de dezembro de 2007, atinge o montante de R$ 514.219 mil. O referido Auto diz respeito à exclusão da base de cálculo da referida contribuição, das receitas decorrentes das operações de financiamento destinadas à aquisição de bens do ativo imobilizado, praticadas com ITAIPU Binacional. A administração e seus consultores jurídicos discordam dessa autuação, amparados nos termos do Tratado Internacional firmado entre os Governos do Brasil e do Paraguai e legislações posteriores correlatas, incluindo atos normativos da SRF, que regem todas as operações praticadas pela e com a ITAIPU Binacional, inclusive sob os aspectos fiscais e tributários. A ELETROBRÁS impugnou o Auto de Infração, não obtendo sucesso em 1ª instância administrativa, onde foi confirmado o débito em discussão, tendo sido interposto recurso, pendente de decisão pelo Conselho de Contribuintes, instância na qual o processo encontra-se em diligência. Com base na opinião dos consultores jurídicos, a administração da Companhia espera obter decisão favorável nesse processo, cuja avaliação de risco de perda é remota, razão pela qual não foi constituída provisão para contingências. 2) Em empresas controladas a) Em maio de 2001, a controlada FURNAS recebeu autos de infração da Secretaria da Receita Federal em relação ao FINSOCIAL, COFINS e PASEP, no montante atualizado, em 31 de dezembro de 2007, de R$ 1.098.900 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 1.068.958 mil), em decorrência de exclusões nas relativas bases de cálculo, principalmente, das receitas decorrentes do repasse e transmissão de energia elétrica de ITAIPU por um período de dez anos. Estes Autos de Infração sobrepuseram-se a outros emitidos em 1999 para um período de fiscalização de cinco exercícios, no montante de R$ 615.089 mil, que haviam sido objeto de adesão ao Programa de Recuperação Fiscal – REFIS em março de 2000 e transferidos, em julho de 2003, para o Parcelamento Especial – PAES, em amortização. Por discordar da autuação, a Administração de FURNAS apresentou recurso de impugnação, justificado por procedimento fiscal incompleto, cumprido extra lege, superposição de fiscalização e por um período abrangido pela decadência. No exercício de 2004, o Conselho de Contribuintes julgou favoravelmente a FURNAS o recurso interposto relativo ao Auto de Infração relativo ao FINSOCIAL. No exercício de 2005 houve também decisão favorável a FURNAS com relação ao Auto de Infração referente ao PASEP, em função do período de fiscalização ter ultrapassado cinco anos. Quanto ao Auto de Infração da COFINS não houve, até a presente data, julgamento do recurso interposto por FURNAS. A Administração da controlada, fundamentada na opinião de sua Consultoria Jurídica, entende que a ação fiscal extrapola os limites legais, com possibilidade de sucesso favorável a FURNAS, razão pela qual não são constituídas provisões para contingências. NOTA 33 – OBRIGAÇÕES PARA DESMOBILIZAÇÃO DE ATIVOS A Companhia reconhece obrigações para descomissionamento de usinas termonucleares que constitui-se em um programa de atividades exigidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, que permite desmantelar com segurança e mínimo impacto ao meio ambiente essas instalações nucleares. No caso das usinas termonucleares brasileiras - Angra I e Angra II, o método selecionado para o programa de descomissionamento é aquele internacionalmente designado com “SAFSTOR”, que consiste da desmontagem total da usina após um período de dormência de 15 anos. A mensuração das obrigações associadas à execução do programa de desmobilização desses ativos é baseada nas leis e regulamentos nacionais e internacionais vigentes, tecnologia atualmente disponível para execução das respectivas atividades e custos específicos associados ao local de implantação das usinas. A ELETRONUCLEAR está legalmente responsável, segundo as disposições da Lei 10.308/2001, pelos depósitos iniciais de rejeitos decorrentes das atividades do programa de descomissionamento de Angra I e Angra II, e dessa forma os custos são incluídos na obrigação para desmobilização das duas usinas. Pelas disposições da Lei 10.308/2001, a responsabilidade e, Compensação de insuficiência de remuneração – CRC Ágio na emissão de ações Especial – Decreto-lei 54.936/1964 Correção monetária do balanço de abertura de 1978 Correção monetária do empréstimo compulsório - 1987 Doações e subvenções – FINOR, FINAM e outros. UNIÃO BNDESPAR FND FGP OUTROS 488.656.241 133.757.950 45.621.589 40.000.000 196.987.747 905.023.527 53,99 14,78 5,04 4,42 21,77 100,00 146.920 146.920 35.191.002 189.137.053 224.328.055 15,69 84,31 100,00 523.847.243 133.757.950 45.621.589 40.000.000 386.271.720 1.129.498.502 46,38 11,84 4,04 3,54 34,20 100,00 Angra I Angra II portanto, os custos para implantação de depósitos intermediários e finais de rejeitos é da CNEN e, por conseguinte, esses custos não estão incluídos na estimativa da obrigação de desmobilizações das usinas termonucleares. Entretanto, o custo de armazenagem dos rejeitos decorrentes das atividades do programa de descomissionamento estão nela incluídos. Ainda, no seu artigo 18, foi estabelecido que o serviço de depósito de rejeitos intermediários e finais terá seus respectivos custos indenizados à CNEN pelos depositantes, conforme tabela aprovada pela Comissão Deliberativa da CNEN a vigorar a partir do primeiro dia útil subseqüente ao da publicação no Diário Oficial da União. Com o início da operação de Angra II em 2000, foram realizados novos estudos sobre os custos de descomissionamento, tomando como referência estimativas aplicáveis a um conjunto de 17 usinas dos Estados Unidos da América e 10 usinas Européias, Canadenses e Japonesas que se encontram em estágios diferentes de descomissionamento, bem como os critérios estipulados pela NRC – Nuclear Regulatory Commission dos EUA. Esses critérios foram utilizados em estudos de usinas similares às brasileiras, incluindo um estudo específico realizado na usina de Krisko, que é considerada gêmea de Angra I. Naquele estudo, o custo de desmobilização de Angra I e Angra II foi estimado no montante de US$ 197,816 mil e US$ 240,000 mil e o final da vida útil econômica da usina está projetado para dezembro de 2014 e agosto de 2030, respectivamente. Recentemente a Administração da Companhia reviu e atualizou os valores, além de definir parâmetros e regulamentos para o estabelecimento de reservas financeiras necessárias para a cobertura do descomissionamento das usinas. Dessa forma, o custo passou a ser estimado em US$ 307,000 mil e US$ 426,000 mil para Angra I e Angra II, respectivamente. A vida útil econômica das usinas foi reavaliada para 40 anos. Como decorrência desta reavaliação, o total da obrigação foi reavaliada de US$ 437,816 mil para US$ 733,000 mil, sendo complementada a obrigação já constituída em R$ 123.252 mil, equivalente a US$ 69,583 mil. O saldo, em 31 de dezembro de 2007, do passivo correspondente as obrigações para a desmobilização das usinas termonucleares Angra I e II é de R$ 451.017 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 356.604 mil), conforme demonstrado abaixo: CONSOLIDADO Passivo Constituído US$ mil R$ mil 176,225 312.678 78,100 138.339 254,325 451.017 Passivo a Constituir US$ mil R$ mil 130,775 231.111 347,900 616.235 478,675 847.346 Total US$ mil 307,000 426,000 733,000 R$ mil 543.789 754.574 1.298.363

Os valores apresentados na formação do passivo para descomissionamento de usinas termonucleares são estimados e serão revistos durante a vida útil das instalações, considerando-se os avanços tecnológicos e a forma a alocar o período de acúmulo dos custos a serem incorridos com a desativação técnico-operacional. Não existe atualmente legislação brasileira específica que regulamente o descomissionamento de usinas termonucleares, não sendo portanto estabelecidas as condições sob as quais o descomissionamento efetivamente ocorrerá, nem definidos os procedimentos a serem implementados, os montantes de recursos financeiros a serem gastos e o tratamento a ser dado na hipótese de recursos financeiros insuficientes ou excessivos por ocasião dos desembolsos. A ELETRONUCLEAR gerencia os rejeitos de baixa, média e alta radioatividade. Os rejeitos de baixa radioatividade incluem materiais descartáveis utilizados durante as atividades de operação e manutenção das usinas termonucleares. Os rejeitos de média radioatividade são constituídos por resinas e filtros de purificação de fluidos. Os rejeitos de alta radioatividade estão contidos nos elementos de combustíveis usados. Dessa forma, a ELETRONUCLEAR tem implantado um Centro de Gerenciamento de Rejeitos para aqueles de baixa e média radioatividade, localizados, na cidade de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Para os rejeitos de alta radioatividade, a ELETRONUCLEAR opera 2 depósitos iniciais denominados como piscinas de estocagem de combustível usado, integrados às usinas de Angra I e Angra II. Encontra-se em projeto uma piscina de estocagem de elementos combustíveis usados externa às usinas que expandirá a capacidade de armazenagem, permitindo estocar todo o combustível usado pelos reatores de Angra I e Angra II durante toda sua vida útil. Os custos de descomissionamento incluem os serviços referentes à remoção, transporte e disposição final dos rejeitos de baixa e média radioatividade gerados durante a realização do programa de descomissionamento. Incluem também a remoção e transporte dos elementos combustíveis usados para armazenagem em depósito para esse fim designado pela CNEN. Esses custos, entretanto, não incluem os serviços de armazenagem intermediária e final subseqüente desses elementos combustíveis. O fato desses últimos custos não serem considerados decorre de inexistir procedimentos, regulamentação técnica e legislação específica para a armazenagem de longa duração de elementos combustíveis usados. Os combustíveis usados poderão ser futuramente reciclados através de técnicas de reprocessamento, como já é feito hoje em países como a França e o Japão, o que poderia gerar recursos para ao custeio da armazenagem final dos rejeitos de alta radioatividade. Dadas as características específicas de operação e manutenção de usinas termonucleares, sempre que ocorrerem alterações no valor estimado do custo de desmobilização, decorrentes de novos estudos em função de avanços tecnológicos, deverão ser alteradas as quotas de descomissionamento, de forma a ajustar o saldo da obrigação à nova realidade. NOTA 34 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO I - Capital Social O Capital Social da Companhia é de R$ 24.235.829 mil e suas ações não têm valor nominal. As preferenciais não têm direito a voto e não são conversíveis em ordinárias, entretanto, gozam de prioridade no reembolso do capital e na distribuição de dividendos, às taxas anuais de 8% para as ações de classe “A” (subscritas até 23 de junho de 1969) e 6% para as de classe “B” (subscritas a partir de 24 de junho de 1969), calculado sobre o capital correspondente a essas classes de ações. Conforme divulgado em aviso aos acionistas datado de 16 de julho de 2007, a 147ª Assembléia Geral Extraordinária da Companhia, realizada na mesma data, aprovou o grupamento da totalidade das ações representativas do capital social da Companhia, nos termos do art. 12 da Lei 6.404/76, na proporção de 500 ações para cada ação da mesma espécie, passando o capital social a ser representado por 1.129.498.502 ações escriturais, sem valor nominal, permanecendo inalterado o valor do capital social da Companhia que, em 31 de dezembro de 2007, está distribuído pelos principais acionistas e pelas espécies de ações, conforme a seguir: QUADRO DE AÇÕES PREFERENCIAIS Série A Série B

ACIONISTA

ORDINÁRIAS QUANTIDADE

%

%

CAPITAL TOTAL QUANTIDADE %

Do total das 386.271.720 ações em poder dos minoritários, 247.205.522 ações, ou seja, 64% são de propriedade de investidores não residentes, sendo 140.085.932 ações ordinárias, 27 ações preferenciais da classe “A” e 107.151.081 ações preferenciais da classe “B”. Da participação total de acionistas domiciliados no exterior, 89.507.374 ações ordinárias e 27.740.069 ações preferenciais da classe “B” estão custodiadas, lastreando o Programa de American Depositary Receipts – ADR, de nível I. As ações da ELETROBRÁS, via ADR do nível I, estão sendo negociadas na proporção de 1 ADR para 500 ações e no Mercado de Valores Latino Americano em Euros (LATIBEX), na mesma proporção de 500 ações Em 31 de dezembro de 2007, o valor patrimonial da ação é de R$ 70,79 (31 de dezembro de 2006 - R$ 68,91, considerando o grupamento de ações). A partir de 20 de agosto de 2007, as ações representativas do capital social da Companhia são negociadas exclusivamente grupadas e com cotação em Reais por ação. II - Reservas de Capital R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO 2007 18.961.102 3.243.272 387.419 309.655 2.708.432 297.424 25.907.304 2006 18.961.102 3.243.272 387.419 309.655 2.708.432 297.424 25.907.304

A Reserva de Capital denominada Conta de Resultado a Compensar - CRC corresponde à participação percentual da ELETROBRÁS no reconhecimento das insuficiências de remuneração de suas controladas no extinto regime de remuneração garantida vigente no setor elétrico brasileiro até o exercício de 1993, absorvidas e reconhecidas patrimonialmente por ocasião da liquidação dos compromissos pelo Tesouro Nacional. III - Reservas de Lucros e Lucros Acumulados O Estatuto Social da companhia prevê a destinação de 50% do lucro líquido do exercício para a constituição de Reserva de Investimentos e de 1% para a Reserva de Estudos e Projetos, sendo sua constituição limitada a 75% e a 2% do capital social, respectivamente: R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO 2007 2006 1.731.038 1.653.644 255.899 15.432.771 11.081 68.748 8.300.832 25.800.369 240.422 14.658.843 11.081 68.748 7.421.521 24.054.259

Legal (art.193 – Lei 6.404/76) Estatutárias (art. 194 – Lei 6.404/76): Estudos e projetos Investimentos Outras Retenção de lucros (art. 196 – Lei 6.404/76) Especial (art.202 – Lei 6.404/76): Dividendos não distribuídos IV – Reservas de Reavaliação

Refere-se à reserva reflexa das coligadas relevantes CELPA e CEMAT, avaliadas pelo método da equivalência patrimonial, que procederam à reavaliação de bens de seu ativo imobilizado. V - Adiantamentos para futuro aumento de capital Os adiantamentos de recursos recebidos do acionista controlador são classificados no Patrimônio Líquido nos termos da Norma de Execução Conjunta 20/1990, da Coordenadoria de Contabilidade do Tesouro Nacional e destinaram-se à: R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO 2007 2006 1.742.265 1.571.393 1.673.938 1.482.931 57.670 51.561 162.034 144.869 25.365 22.677 150.353 134.427 3.811.625 3.407.858

Aquisição de participação acionária na CEEE Aquisição da participação acionária na CGTEE Linha de transmissão Banabuí–Fortaleza Usina Hidrelétrica de XINGÓ Linhas de transmissão no Estado da Bahia Fundo Federal de Eletrificação - Lei 5.073/66

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
NOTA 35 – OPERAÇÕES COM ENERGIA ELÉTRICA R$ mil CONSOLIDADO Fornecimento Suprimento Repasse de Energia de ITAIPU Transmissão Comercialização CCEE – energia de curto prazo Acréscimo moratório energia vendida Outras NOTA 36 – DEDUÇÕES ÀS OPERAÇÕES COM ENERGIA ELÉTRICA R$ mil CONSOLIDADO 2007 RGR CCC CDE PROINFA P&D ICMS NOTA 37 – PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 Investimentos em controladas Equivalência patrimonial Juros sobre o capital próprio Rendimentos de capital - ITAIPU Investimentos em coligadas relevantes Equivalência patrimonial 411.725 411.725 111.119 111.119 411.725 411.725 111.119 111.119 1.149.525 39.325 1.188.850 175.852 423.184 42.623 641.662 39.325 39.325 42.623 42.623 CONSOLIDADO 2007 2006 454.519 373.055 67.434 57.975 161.493 1.114.476 438.710 1.553.186 2006 418.870 394.462 62.489 37.242 379.466 1.292.529 465.555 1.758.084 2007 7.091.009 8.384.910 3.781.161 3.380.463 1.066.798 2.260 23.706.601 2006 7.901.155 5.608.078 2.860.190 3.669.373 945.944 21.030 5.584 21.011.354 Nomeados Aeronáuticos Diversos RISCO significativas, estando as principais especificações abaixo indicadas: R$ mil CONTROLADORA E CONSOLIDADO Importância Segurada Prêmio 17.660.464 16.578 635.574 18.312.616 57.238 459 2.781 60.478

Riscos Nomeados - cobertura para perdas e danos materiais decorrentes de incêndio, queda de raio, explosão de qualquer natureza e danos elétricos nas instalações. Riscos Aeronáuticos - cobertura para prejuízos sofridos, reembolsos de despesas e responsabilidades civis em decorrência de acidentes relacionados a aeronaves. Riscos Diversos - cobertura para equipamentos móveis, transporte nacional, internacional e outros. NOTA 45 – LEILÃO DE ENERGIA ELÉTRICA E LINHAS DE TRANSMISSÃO I – Energia existente Ao longo do ano de 2007, a controlada ELETRONORTE participou, com êxito, de diversas licitações para venda de energia a consumidores finais e comercializadoras, no âmbito do Ambiente de Contratação Livre – ACL, negociando em contratos de curtíssimo prazo 400,5 MW médios, frente a uma disponibilidade de 610,08 MW médios, representando um desempenho de 65,65%. Com efeito, o valor resultante de receita total acumulada no ano alcançou R$ 267.750 mil, que representam 12,54%, da meta anual de R$ 237.000 mil, não sendo considerados os valores da contabilização e liquidação da CCEE. II – Energia nova A Companhia, através de leilão de energia promovido pela ANEEL para novos empreendimentos, que segue as regras estabelecidas pela Lei 10.848, de 15 de março de 2004, regulamentada pelo Decreto 5.163, de 30 de julho de 2004, conquistou autorizações para a construção e operação das usinas hidroelétricas, citadas a seguir, e ainda vendeu, no Ambiente de Contratação Regulada – ACR, as respectivas energias que serão geradas: a) UHE Santo Antonio – Em 10 de dezembro de 2007, o Consórcio MESA S.A., constituído por FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), CEMIG (10%), Fundos de Investimentos e Participações da Amazônia (20%) e Construtora Norberto Odebrecht (1%), conquistou em leilão realizado pela ANEEL a concessão para construir e operar o projeto de construção da Usina de Santo Antonio, no Rio Madeira, em Rondônia, com investimentos previstos na ordem de R$ 12.200.000 mil. A obra tem previsão de início em dezembro de 2008, sendo prevista a entrada em operação da primeira e segunda unidades geradoras em dezembro de 2012 e da última em junho de 2016. b) UHE São Domingos – Usina com capacidade instalada de 48MW, com a venda de 36MW médios, ao preço de R$ 128,73 MWh, para suprimento no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2041. III – Linhas de Transmissão a) O consórcio Jauru, liderado pela ELETRONORTE, venceu o Leilão 004/2007 ANEEL, Lote C, objetivando a outorga de concessão de serviço público de transmissão de energia elétrica, com receita anual permitida de R$ 14.946 mil. b) Ainda no contexto do Leilão ANEEL 004/2007, a ELETRONORTE foi vencedora, individualmente, do Lote “G”, para construção e operação dos seguintes empreendimentos: b.1) Linha de Transmissão entre São Luis II – São Luis III, 230 kV, com 36 Km de extensão; b.2) Subestação São Luis III 230/69 kV, com receita anual permitida de R$ 2.122 mil.

Outros investimentos Juros sobre o capital próprio Dividendos Remuneração dos investimentos em parcerias 126.878 88.004 67.832 282.714 1.883.289 17.095 139.626 79.062 235.780 988.561 126.878 88.004 87.360 302.242 753.292 15.260 139.626 53.039 207.925 361.667

c) Linha de Transmissão Presidente Médici/Santa Cruz (RS) de 230 kV, com 233 Km de extensão. A LT irá receber R$ 52.700 mil em investimentos e deverá estar concluída em 2009. NOTA 46 – INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GESTÃO DE RISCOS I – Gestão de recursos Nas aplicações de recursos financeiros da ELETROBRÁS destacam-se, fundamentalmente, os empréstimos e financiamentos de longo prazo e os investimentos em participações acionárias em empresas concessionárias de serviço público de energia elétrica, detalhados nas notas 10 e 19 e nos anexos II e III. II - Instrumentos Financeiros Os empréstimos e financiamentos concedidos estão associados à função de financiamento do setor elétrico nacional, onde se destacam aqueles concedidos à ITAIPU Binacional e às controladas ELETRONORTE e CHESF, sendo remunerados em média a 8,99% a.a. (31 de dezembro de 2006 - 8,83 % a.a.). Os financiamentos estão restritos às concessionárias de serviço público de energia elétrica e, desta forma, a taxa de mercado (ou custo de oportunidade do capital da empresa) é por ela definida, levando em conta o prêmio de risco compatível com as atividades do setor. Na impossibilidade de buscar outras alternativas que não o próprio setor elétrico, o valor justo desses empréstimos corresponde ao seu valor contábil. No exigível a longo prazo, destacam-se os empréstimos e financiamentos obtidos junto à instituições financeiras, notadamente no exterior, e os Fundos Setoriais, em especial a Reserva Global de Reversão - RGR. Os financiamentos captados são compostos de financiamentos contratados junto a agências multilaterais internacionais - BID, BIRD, CAF, não sendo praticável descontá-los a uma taxa diferente da estabelecida no acordo da dívida brasileira. Os demais empréstimos são captados a taxas internacionais, fazendo com que o valor contábil seja próximo ao seu valor justo. O Empréstimo Compulsório, extinto pela Lei 7.181, de 20 de dezembro de 1993, teve como prazo limite para seu recolhimento o dia 31 de dezembro de 1993. Atualmente a ELETROBRÁS gerencia o estoque residual do empréstimo compulsório arrecadado, atualizando-o com base no IPCA-E e remunerando-o à taxa de 6% a.a., com prazo de resgate definido. Dadas as suas restrições de aplicações, os saldos contábeis estão apresentados ao valor justo.

No exercício de 2007, do montante de R$ 1.883.289 mil referentes à receita decorrente das participações acionárias, R$ 913.818 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 682.887 mil) são realizados mediante o recebimento de dividendos e JCP, correspondentes a R$ 803.882 mil e R$ 109.936 mil, respectivamente (31 de dezembro de 2006 – R$ 196.649 mil e R$ 486.238 mil). NOTA 38 – PESSOAL, MATERIAL E SERVIÇOS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 Pessoal Material Serviços 260.425 2.284 55.661 318.370 189.108 2.871 95.045 287.024 CONSOLIDADO 2007 2.927.383 197.874 1.230.010 4.355.267 2006 2.561.881 241.616 1.174.203 3.977.700

NOTA 39 – ENERGIA COMPRADA PARA REVENDA R$ mil CONSOLIDADO Suprimento Energia de ITAIPU Comercialização CCEE – Energia de curto prazo Outras 2007 1.672.567 3.320.526 1.108.673 23.866 6.125.632 2006 1.441.455 2.856.722 595.427 1.621 4.895.225

A ELETROBRÁS finalizou o exercício de 2007 com 12 contratos passivos, entre empréstimos, financiamentos e bônus, que totalizam R$ 1.716.302 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 2.177.429 mil), conforme demonstrado a seguir: US$ mil (equivalentes) 620,127 207,069 141,755 968,951

Moeda Dólar Norte-Americano Yen EURO Total

% 64,00 21,37 14,63 100,00

R$ mil 1.098.431 366.781 251.090 1.716.302

NOTA 40 – PROVISÕES OPERACIONAIS R$ mil CONTROLADORA 2007 2006 (3.127) 62.977 (365.874) 532.781 42.394 (51.669) 586.483 288.415 244.242 (48.722) 114.934

Contingências PCLD - Consumidores e Revendedores PCLD - RTE PCLD - CCEE PCLD - Financiamentos e Empréstimos Créditos de ICMS Prov. p/Desmobilização de Ativos Investimentos temporários Passivo a descoberto Perdas na realização Outras NOTA 41 – RESULTADO FINANCEIRO

CONSOLIDADO 2007 2006 160.446 158.017 6.408 213.872 (42.256) 351.988 293.560 62.977 (359.999) 127.709 73.447 171.736 39.840 532.781 42.394 (75.079) 1.280.676 288.415 244.242 (51.480) 957.613

No encerramento deste exercício, a Companhia mantinha 846 contratos concedidos de empréstimos e financiamentos, totalizando R$ 36.522.430 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 37.319.541 mil), conforme demonstrado a seguir: US$ mil (equivalentes) 8,894,873 5,480,114 5,590,876 225,010 428,125 20,618,998

Moeda Dólar Norte-Americano IGP-M Real Yen EURO Total III - Riscos a) Risco Regulatório

% 43,14 26,58 27,12 1,09 2,08 100,00

R$ mil 15.755.489 9.706.925 9.903.118 398.561 758.337 36.522.430

R$ mil CONTROLADORA 31/12/2007 31/12/2006 Receitas (Despesas) Financeiras Receita de juros, comissão e taxas Encargos de dívidas Encargos sobre recursos de acionistas Receita de aplicações financeiras Outras receitas (despesas) Atualizações Monetárias e Cambiais Atualizações monetárias líquidas Atualizações cambiais líquidas 4.188.934 (447.237) (1.353.792) 537.453 142.913 3.068.272 529.245 (3.001.673) (2.472.428) 595.844 3.937.621 (438.203) (1.475.447) 340.012 140.522 2.504.505 330.606 (1.599.337) (1.268.731) 1.235.774 2.090.688 (1.389.793) (1.370.808) 867.825 1.347.696 1.545.608 92.184 (2.564.462) (2.472.278) (926.669) 1.709.150 (1.347.442) (1.526.524) 692.473 131.847 (340.496) (954.741) (1.410.802) (2.365.543) (2.706.039) CONSOLIDADO 31/12/2007 31/12/2006

A Companhia, por meio de suas controladas, detém concessões para a exploração de serviços de geração e transmissão de energia elétrica cujos vencimentos, nos termos da legislação vigente, estão indicados na nota 2. Caso aquelas concessões não sejam renovadas ou venham a ocorrer mediante a imposição de custos adicionais para a Companhia, os atuais níveis de rentabilidade e atividade podem ser alterados. b) Risco Cambial Parte relevante do ativo da Companhia e do resultado de suas operações são afetados significativamente pelo fator de risco da taxa de câmbio, em especial no que se refere ao dólar norte-americano. Em 31 de dezembro de 2007 a Companhia possui créditos decorrentes de financiamentos concedidos em moeda estrangeira no montante de R$ 16.912.387 mil, equivalente a US$ 9,548,007 mil. Comparando-se os recebíveis em moeda estrangeira com a dívida, observa-se uma cobertura de cerca de 9,8 vezes. A ELETROBRÁS não detém, na data de encerramento destas demonstrações, operações financeiras com a finalidade de proteger-se dos riscos inerentes à flutuação das taxas cambiais. Contudo, o saldo de recebíveis em moeda estrangeira e o fluxo de sua realização são suficientes para que Companhia se mantenha adimplente com seus compromissos. c) Risco de Crédito A Companhia, através de suas Controladas, atua nos mercados de geração e transmissão de energia elétrica, amparada em contratos firmados em ambiente regulado. Nos contratos bilaterais firmados com distribuidoras de energia elétrica, a Companhia busca minimizar seus riscos de crédito através de mecanismos de garantia envolvendo recebíveis de seus clientes. Nas transações com clientes industriais denominados consumidores livres, o risco de crédito é minimizado através de análises prévias das condições do negócio. d) Risco de Preço Até 2004, os preços de suprimento de energia elétrica decorrentes da atividade de geração eram fixados pela ANEEL. A partir do Leilão 001/2004 realizado pela Agência Reguladora, as geradoras passaram a comercializar sua energia elétrica com um maior número de clientes, a preços definidos pelo mercado. A atividade de transmissão de energia elétrica tem sua remuneração definida pela ANEEL, mediante a fixação de Receita Anual Permitida - RAP, julgada suficiente para a cobertura dos custos operacionais e a manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro da concessão. e) Risco de Mercado Parte substancial da energia elétrica gerada pelas empresas controladas pela ELETROBRÁS é comercializada por meio de contratos de comercialização de energia, em ambiente regulado - CCEAR’s, celebrados em decorrência da participação de suas empresas controladas em leilão de energia existente, promovido pela ANEEL. IV – Gerenciamento de investimentos A ELETROBRÁS exerce a função de holding, com investimentos em participações societárias, detendo controle acionário em seis empresas geradoras e de transmissão de energia elétrica - FURNAS, CHESF, ELETRONORTE, ELETRONUCLEAR, ELETROSUL e CGTEE, cujas ações não são negociadas em bolsas de valores. Além dessas participações majoritárias, a ELETROBRÁS detém 50% do capital da ITAIPU Binacional, onde exerce o controle em conjunto com a empresa paraguaia ANDE e o controle acionário da LIGHTPAR. Participa também, em regime de investimento temporário, nas empresas federais de distribuição – ELETROACRE, CEAM, CERON, CEAL e CEPISA, inseridas no Programa Nacional de Desestatização - PND. A ELETROBRÁS mantém, também, participações minoritárias relevantes em outras onze concessionárias de energia elétrica. Em 31 de dezembro de 2007, a ELETROBRÁS mantinha, também, investimentos não relevantes, avaliados ao custo, no montante de R$ 536.710 mil, dos quais R$ 378.320 mil referem-se a empresas de capital aberto - concessionárias de serviço público de energia elétrica. Embora as ações dessas empresas sejam admitidas em negociação em bolsas de valores, seu reduzido volume de negócios não caracteriza a existência de um mercado ativo, conforme definido na Instrução CVM 235/96, bem como os preços praticados não representam, necessariamente, os valores que seriam obtidos na negociação de um volume significativo de ações, demonstrando, portanto, a inexistência de condições razoáveis para o estabelecimento de preços de mercado para esses ativos, de forma a permitir uma adequada comparação com os valores contábeis. NOTA 47 - REMUNERAÇÃO DE EMPREGADOS E DIRIGENTES A menor e a maior remuneração pagas à empregados, tomando-se por base o mês de dezembro de 2007, foram de R$ 1.571,79 e R$ 26.798,58 (inclui adicional de transferência), respectivamente, de acordo com a política salarial praticada pela ELETROBRÁS. O maior honorário atribuído a dirigente, tomando-se por base o mês de dezembro de 2007, correspondeu a R$ 27.013,12.

NOTA 42 – PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS DA COMPANHIA A ELETROBRÁS e suas controladas adotam um programa de participação dos empregados nos resultados da Companhia que tem como objetivo incentivar a melhoria de qualidade, níveis de produtividade e resultados globais da empresa, aplicáveis a todos os empregados. A participação dos empregados nos lucros ou resultados ocorre com base em acordos coletivos de trabalho firmados com os empregados e entidades sindicais, nos termos da legislação federal em vigor, através da pactuação prévia de metas e compromissos. Dessa forma, no exercício de 2007, a ELETROBRÁS provisionou o montante de R$ 18.000 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 17.000 mil) sendo, no consolidado, R$ 159.926 mil (31 de dezembro de 2006 – R$ 138.468 mil), correspondente à participação dos empregados e administradores nos lucros ou resultados – PLR, observada a Resolução 10, de 30 de maio de 1995, do Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais – CCE. O pagamento da PLR será objeto de deliberação pela Assembléia Geral Ordinária de Acionistas que apreciará as presentes Demonstrações Contábeis. NOTA 43 – SEGMENTOS DE NEGÓCIOS As informações sobre a demonstração do resultado por segmentos de negócios operacionais do Sistema ELETROBRÁS estão apresentadas no Anexo VI, de acordo com o modelo de gestão, a partir de bases internas utilizadas para avaliação de performance dos segmentos e para a decisão de alocação de investimentos. Os critérios de divulgação estão de acordo com o previsto pela ANEEL e recomendações da CVM e apoiados, também, no pronunciamento SFAS 131 - Disclosures about Segments of an Enterprise and Related Information, contemplando as seguintes áreas de negócio: GERAÇÃO – construção e operação de usinas hidráulicas, térmicas, termonucleares e outras fontes, objetivando a produção de energia elétrica para fornecimento prioritário no país; TRANSMISSÃO – construção e operação de linhas de transmissão, objetivando o transporte da energia elétrica entre os centros de produção e de consumo. COMERCIALIZAÇÃO – intermediação em operações de compra e venda de energia elétrica. DISTRIBUIÇÃO – construção e operação de sistemas de distribuição de energia elétrica em centros urbanos e destinados a consumidores finais. ADMINISTRAÇÃO – órgãos corporativos cujos custos não podem ser atribuídos às demais áreas, em particular vinculados à gestão financeira, participações acionárias e administração central. As informações por segmento de negócios foram elaboradas na premissa de atribuição de itens que tenham efetivo controle e gestão exercida pelas áreas totalmente identificadas com o segmento operacional. NOTA 44 – SEGUROS Os principais ativos imobilizados em serviço do Sistema ELETROBRÁS estão segurados de acordo com a política de cobertura de ativos, levando em conta a natureza e o grau de risco, por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais perdas

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
NOTA 48 – PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA A ELETROBRÁS implantou um Programa de Demissão Voluntária Incentivada - PDVE, destinado ao redimensionamento do seu quadro de empregados e aberto a todos aqueles que estiverem enquadrados nas seguintes condições: a) participantes do Plano de Benefício Definido da Fundação Eletrobrás de Seguridade Social – ELETROS - esteja aposentado pelo INSS e em condições de obter os benefícios decorrentes da aposentadoria complementar junto a ELETROS no prazo de vinte e quatro meses após a adesão ao PDVE; participantes do Plano de Contribuição Definida da Fundação Eletrobrás de Seguridade Social – ELETROS - esteja em condições de obter os benefícios decorrentes da aposentadoria complementar junto à ELETROS no prazo de vinte e quatro meses após a adesão ao PDVE, e não participantes da Fundação Eletrobrás de Seguridade Social – ELETROS - esteja aposentado pelo INSS ou em condições de se aposentar no prazo de vinte e quatro meses após a adesão ao PDVE, ainda que de forma proporcional pelo Regime Geral da Previdência Social. movido por detentores das mencionadas obrigações, afirma, textualmente, que “as obrigações emitidas pela ELETROBRÁS em decorrência da Lei 4.156/62 não podem ser consideradas valores mobiliários”. Entendeu ainda a CVM que não há qualquer irregularidade nos procedimentos adotados pela ELETROBRÁS em suas Demonstrações Contábeis, no que se refere às referidas obrigações nem, tampouco, na divulgação quanto à existência de ações judiciais pleiteando o resgate desses títulos (vide nota 30). Além disso, a inexigibilidade dessas Obrigações ao Portador foi reforçada pela recente decisão do Superior Tribunal de Justiça, que corrobora o entendimento de que esses títulos não são debêntures e não se prestam para garantir execuções fiscais. NOTA 51 – EVENTOS SUBSEQÜENTES I – Conversão do Empréstimo Compulsório em Ações O Conselho de Administração da Companhia deliberou, em 24 de janeiro de 2008, pela 4º conversão em ações preferenciais nominativas de classe B, representativas do capital social da ELETROBRÁS, da totalidade dos créditos existentes em 31 de dezembro de 2007, no montante de R$ 202.375 mil, constituídos após a 3ª conversão aprovada em AGE realizada em 28 de abril de 2005. O preço de emissão das ações tomará por base o valor patrimonial da ação da ELETROBRÁS em 31 de dezembro de 2007, correspondente a R$ 70,79, observados os termos do artigo 4º da, Lei 7181/83. Os valores residuais que não perfizerem número inteiro de ações serão pagos em espécie, conforme estabelece o artigo 10 do Decreto 81.668/78, acrescidos dos valores eventualmente recebidos decorrentes do exercício do direito de preferência de subscrição pelos demais acionistas, conforme estabelece orientação da CVM. O prazo para o exercício do direito de preferência de subscrição pelos demais acionistas será em conformidade com o Artigo 171, § 2º da Lei 6.404/76, bem como o prazo para a entrega das ações oriundas da conversão. Estes prazos serão de 30 e 60 dias, respectivamente, contados a partir da realização da AGE, alterando o artigo 6º do Estatuto Social da ELETROBRÁS, que trata da composição do Capital Social e das Ações. II – Aquisição de investimentos societários Conforme divulgado em Comunicado ao Mercado datado de 22 de fevereiro de 2008, o Conselho de Administração da controlada ELETROSUL aprovou, em reunião realizada em 20 de fevereiro de 2008, exercer o direito de preferência de compra de participação acionária, correspondentes a 51% do capital da Empresa de Transmissão de Energia de Santa Catarina S.A. - SC ENERGIA e da Empresa de Transmissão de Energia do Rio Grande do Sul S.A - RS ENERGIA, de propriedade das empresas Schahin Engenharia S.A. e Engevix Engenharia S.A.. Os empreendimentos totalizam 620 km de linhas de transmissão, sendo 360 km relacionados à SC ENERGIA, ligando Campos Novos (SC) a Blumenau (SC) e 260 km à RS ENERGIA, a ser concluída em 2008, ligando Campos Novos (SC) à Nova Santa Rita (RS). Estas novas linhas de transmissão representam cerca de 6,8% da extensão atual das linhas de transmissão da controlada que, em 31 de dezembro de 2007, totalizavam 9.145 km. III - Alterações na Lei 6.404/76, que regula as sociedades por ações Em 28 de dezembro de 2007, o Presidente da República sancionou a Lei 11.638, promovendo alterações e revogações na Lei 6.404/76, no sentido da harmonização das práticas contábeis brasileiras às Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS, no que tange à preparação e divulgação das demonstrações contábeis. Apresentamos a seguir as principais alterações contábeis ou novos requerimentos introduzidas na legislação societária: 1) Demonstrações Financeiras Foi extinta a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR, e introduzida a Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC, e para as companhias abertas, a Demonstração do Valor Adicionado – DVA. 2) Escrituração Contábil A legislação determinava que as disposições da lei tributária ou legislação especial fossem escrituradas em registros auxiliares. Com as alterações esses registros podem ser realizados em livros auxiliares ou nos próprios livros contábeis, desde que, nesse último caso, sejam efetuados os respectivos registros contábeis para fins de elaboração das demonstrações contábeis. As companhias abertas deverão observar as normas expedidas pela CVM e estas deverão observar as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS. As companhias de Capital Fechado podem ou não observar as normas expedidas pela CVM para as companhias abertas. Os lançamentos de ajuste efetuados exclusivamente para harmonização de normas contábeis e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer efeitos tributários. 3) Balanço Patrimonial O ativo permanente foi subdividido em investimentos, imobilizado, intangível e diferido, segregando os bens e direitos intangíveis dos tangíveis. A estrutura do Patrimônio Líquido foi alterada, sendo eliminada a Reserva de Reavaliação e os Lucros Acumulados. Passam a fazer parte do PL as Ações em Tesouraria e, no lugar da Reserva de Reavaliação, surgiram os Ajustes de Avaliação Patrimonial. Os saldos das reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício social em que esta Lei entrar em vigor. 4) Ativo a) No Ativo Imobilizado serão classificados os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. b) Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas Os investimentos em coligadas, sobre cuja administração tenha influência significativa ou participe com 20% ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Os requerimentos da nova lei sendo avalizados e aplicam-se às demonstrações contábeis relativas aos exercícios encerrados a partir de 01 de janeiro de 2008, não sendo possível, no momento, determinar os impactos decorrentes da entrada em vigor da referida Lei no resultado e patrimônio líquido da ELETROBRÁS. c) No Ativo Diferido serão classificados as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. d) No Ativo Intangível serão classificados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 5) Critérios de avaliação do ativo I - Os instrumentos financeiros, inclusive derivativos, direitos e títulos de créditos, classificados no Ativo Circulante ou no Realizável a Longo Prazo, passam a ser avaliados: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda, e b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; II - Os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; III – Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. 6) Critérios de avaliação do Passivo As obrigações, encargos e riscos classificados no Exigível a Longo Prazo serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. 7) Patrimônio líquido Foram abolidas das Reservas de Capital o Prêmio Recebido na Emissão de Debêntures e as Doações e Subvenções para Investimento. 8) Demonstração do Resultado do Exercício A Demonstração do Resultado do Exercício discriminará as participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa. 9) Reservas e Retenção de Lucros Criada a Reserva de Incentivos Fiscais - doações e subvenções governamentais para investimento, que passarão a compor o resultado do exercício e, por proposta dos órgãos da administração, a Assembléia Geral poderá destinar a parcela do lucro líquido decorrente desses incentivos para a formação da referida reserva. 10) Limite do saldo das Reservas de Lucros O saldo das Reservas para Contingências, de Incentivos Fiscais e de Lucros a Realizar podem ultrapassar o montante do Capital Social. ANEXO I Longo Prazo 2006 Total 290.496 52.031 690 66.548 38.779 90.474 423.275 41.205 43.993 3.432 59.016 187.784 38.513 47.465 24.511 279.535 21.835 19.186 2.267 30.794 65.096 160.921 118.581 99.840 18.473 49.075 218.111 1.208 30.373 383.448 448.361 134.620 89.010 708.018 507.073 (1.171.694) 3.622.343 Total 283.032 37.441 14.272 59.560 80.602 307.911 27.549 25.314 16.787 63.866 50.009 52.193 45.130 42.330 271.914 23.091 130.281 25.848 57.833 112.563 107.370 77.442 13.406 42.142 208.420 60.534 34.820 378.313 571.743 90.925 51.622 630.005 628.203 (627.547) 3.994.924 78.341 17.460 (69.623) 26.178 842.060 98.133 (350.970) 589.223 2007 2006

b)

c)

Após o término empregatício com a ELETROBRÁS, a Companhia não será responsável por qualquer contribuição à Previdência Pública ou Privada. O incentivo ao empregado no âmbito do PDVE se dará pelo pagamento de uma indenização complementar, por ano trabalhado, acrescidas das verbas rescisórias devidas em uma dispensa imotivada, de acordo com os seguintes critérios: a) b) cinqüenta por cento de uma remuneração mensal por ano completo trabalhado, limitado a vinte e quatro anos e ao correspondente a doze vezes o maior salário da Companhia; assistência à saúde por doze meses a partir da data de desligamento.

O período de adesão ao PDVE encerrou-se em 31 de dezembro de 2007, com a inclusão de 311 empregados, sendo que 30 empregados já se desligaram em dezembro de 2007. Os demais desligamentos se darão da seguinte forma: a) b) 35 empregados com desligamento previsto para 2008; 246 empregados com desligamento previsto para 2009.

Para fazer face aos gastos decorrentes da implantação do PDVE, a Companhia mantém provisionado na rubrica “obrigações estimadas”, na data-base de 31 de dezembro de 2007, o montante de R$ 66.500 mil, a ser realizado até dezembro de 2009, na proporção dos desligamentos. NOTA 49 – GESTÃO DE RECURSOS SETORIAIS A ELETROBRÁS é responsável pela gestão de recursos setoriais denominado Reserva Global de Reversão - RGR, que se constitui em um fundo criado para cobertura de gastos com indenizações de eventuais reversões de concessões vinculadas ao serviço público de energia elétrica. Os recursos são aplicados na concessão de financiamentos destinados à expansão do setor elétrico brasileiro, melhoria do serviço e na realização dos programas PROCEL, RELUZ, LUZ PARA TODOS e PROINFA. A contribuição para a formação da RGR é de responsabilidade das Empresas Concessionárias do Serviço Público de Energia Elétrica, mediante uma quota denominada reversão e encampação de serviços de energia elétrica, de até 2,5% do valor dos investimentos dos concessionários e permissionários, limitado a 3% da receita anual. O valor da quota é computado como componente do custo do serviço daquelas entidades (Vide Nota 6 item I.i). Os concessionários recolhem ao Fundo suas quotas anuais de RGR, em duodécimos, até o ultimo dia útil de cada mês, em conta bancária vinculada, administrada pela ELETROBRÁS, que movimenta a conta nos limites previstos na Lei 5.655/71 e alterações posteriores e não estão refletidas nas Demonstrações Contábeis da Companhia. Nesse sentido, os recursos da RGR são aplicados em projetos específicos de investimento, a saber: I - Nas concessionárias, permissionárias e cooperativas de eletrificação rural, para expansão dos serviços de distribuição de energia elétrica especialmente em áreas urbanas e rurais de baixa renda e para o programa de combate ao desperdício de energia elétrica; II - para instalações de produção a partir de fontes eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, assim como termelétrica associada a pequenas centrais hidrelétricas; III - para estudos de inventário e viabilidade de aproveitamento de potenciais hidráulicos, mediante projetos específicos de investimento; IV - para implantação de centrais geradoras de potência até 5.000 kW, destinadas exclusivamente ao serviço público em comunidades populacionais atendidas por sistema elétrico isolado; V - para o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica - PROINFA, instituído pela Lei 10.438, de 26 de abril de 2002 e revisado pela Lei 10.762, de 11 de novembro de 2003, que tem como objetivo a diversificação da matriz energética brasileira e a busca por soluções de cunho regional com a utilização de fontes renováveis de energia, mediante o aproveitamento econômico dos insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis, objetivando a partir do aumento da participação da energia elétrica produzida com base naquelas fontes, na implantação de 3.300 MW de capacidade; VI - para o Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente - RELUZ, que visa tornar eficientes 5 milhões de pontos de iluminação pública, instalar mais 1 milhão no país, e pretende abranger até 96% do potencial de conservação de energia da rede nacional de iluminação pública, atualmente composta de 13 milhões de pontos de iluminação; VII - para o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL, programa de Governo Federal instituído em dezembro de 1985, voltado para a conservação de energia elétrica, tanto no lado da produção como no do consumo, concorrendo para a melhoria da qualidade de produtos e serviços, reduzindo os impactos ambientais e fomentando a criação de empregos; VIII - Para o Programa de Universalização de Acesso à Energia Elétrica – LUZ PARA TODOS, do Ministério das Minas e Energia, e IX - Para o Projeto Ribeirinhas, desenvolvido em regiões com grande dispersão de comunidades e de difíceis condições de acesso, em função do tipo de solo e do regime de chuvas, tendo como premissa básica o aproveitamento dos recursos naturais renováveis existentes nas localidades onde o fornecimento de energia elétrica não pode se realizar mediante extensão de rede de transmissão. A ELETROBRÁS remunera a RGR, pelos recursos utilizados, com juros de 5% a.a.. Em 31 de dezembro de 2007, o saldo dos recursos sacados junto ao fundo, utilizados em diversos investimentos totalizava R$ 6.769.011 mil (31 de dezembro de 2006 - R$ 6.171.300 mil), apresentado na rubrica Reserva Global de Reversão – RGR, no passivo circulante e não circulante. Neste exercício os saques à RGR corresponderam a R$ 847.462 mil e as reposições ao fundo foram de R$ 517.575 mil. A ELETROBRÁS gere, também, o fundo federal denominado Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, que visa o desenvolvimento energético a partir de fontes alternativas nas áreas atendidas pelo sistema interligado, bem como financiar a universalização do serviço público de energia elétrica. Este Fundo tem duração de 25 anos, contados de 2004, sendo os recursos provenientes dos pagamentos a título de Uso de Bem Público - UBP e das multas aplicadas pela ANEEL a concessionários, permissionários e autorizados a explorar o serviço de energia elétrica, e cuja movimentação financeira não afeta as Demonstrações Contábeis da Companhia. NOTA 50 – ESCLARECIMENTO DE ASSUNTOS RELEVANTES I – Garantias prestadas pela CGTEE Para apurar fatos relacionados a pretensas garantias junto ao Banco KfW Bankengruppe, concedidas pela Companhia no montante de EUR 156,700 mil (equivalente a aproximadamente R$ 408.766 mil), que teriam sido emitidas em nome da CGTEE, em favor de empresas privadas, a Companhia instaurou sindicância, cujo relatório final foi aprovado pelo Conselho de Administração em 6 de agosto de 2007. Entre as conclusões da Sindicância destaca-se: a. b. as pretensas garantias foram constituídas ao arrepio da legislação brasileira e das normas estatutárias da CGTEE, envolvendo, inclusive, fortes indícios de falsificação de documentos e de assinaturas, e a CGTEE não tem e nunca teve qualquer negócio ou relação contratual com as empresas beneficiadas.

Apuradas evidências de autoria e materialidade, o relatório da sindicância foi encaminhado, para as medidas legais cabíveis, às instituições e autoridades competentes: Ministério Público Federal; Polícia Federal; Tribunal de Contas de União; Controladoria Geral da União; Ministério de Minas e Energia; Agência Nacional de Energia Elétrica e Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Em 22 de junho de 2007, a CGTEE já havia encaminhado à Polícia Federal denúncia sobre as pretensas garantias. Para a salvaguarda institucional da Companhia e do interesse público, a CGTEE contratou escritório de advocacia especializado – Pinheiro Neto Advogados, e notifica extrajudicialmente o Banco KfW, em 18 de julho de 2007, sobre a inexistência das supostas garantias prestadas em seu nome, ajuizando, no Foro Central da Comarca de Porto Alegre, em 10 de setembro de 2007, Ação Declaratória de Falsidade Documental cumulada com Pedido de Exibição de Documentos. Oportunamente serão avaliadas outras medidas judiciais cabíveis. A administração da Companhia não espera incorrer em perdas com relação a esse assunto. II – Obrigações ao Portador emitidas pela ELETROBRÁS As Obrigações ao Portador, emitidas em decorrência do Empréstimo Compulsório, não constituem títulos mobiliários, não são negociáveis em Bolsa de Valores, não têm cotação e são inexigíveis. Desta forma, a Administração da ELETROBRÁS esclarece que a Companhia não possui debêntures em circulação (vide nota 28). A emissão desses títulos decorreu de uma imposição legal e não de uma decisão empresarial da ELETROBRÁS. Do mesmo modo, sua tomada pelos obrigacionistas não emanou de um ato de vontade, mas de um dever legal, por força da Lei 4.156/62. A esses títulos, portanto, não se aplicam os dispositivos da Lei 6.404/76 nem da Lei 6.385/76. A Comissão de Valores Mobiliários, em decisão de seu Colegiado proferida no processo administrativo CVM RJ 2005/7230,

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS CONSUMIDORES E REVENDEDORES EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais) Circulante 2007 Vencidos até 90 dias + de 90 dias 33.700 4.145 37.845 93.706 8.426 5.603 107.735 2006 Total 200.238 33.336 28.399 65.661 13.169 29.507 50.824 153.575 196.914 74.090 91.718 49.982 11.738 28.834 134.829 62.310 24.304 89.010 10.821 1.349.259 Total 194.261 32.392 36.781 63.757 14.930 36.827 56.405 29.033 191.100 71.874 89.044 48.504 11.385 27.988 130.889 60.534 23.630 51.622 9.436 1.180.392 A vencer 290.496 52.031 690 66.548 38.779 90.474 9.973 31.004 43.993 3.432 59.016 60.378 38.484 47.465 24.511 279.535 21.835 19.186 2.267 30.794 65.096 160.921 118.581 99.840 18.473 49.075 218.058 1.208 30.373 89.887 446.644 124.169 76.439 286.806 226.028 3.222.489 Circulante 2007 Vencidos até 90 dias + de 90 dias 27.395 33.700 705 659 4.145 74.603 9.822 151.029 385.907 10.201 93.706 29 53 293.561 1.012 9.792 8.426 346.609 271.223 (1.171.694) 248.825

A vencer AES ELETROPAULO AES SUL AES TIETÊ AMPLA ANDE EBE CEA CEB CEEE-D CEEE-GT CELESC CELG CELPA CELPE CEMAR CEMIG CERON CEPISA CESP COELCE COELBA COPEL CPFL ELEKTRO ENERSUL ESCELSA LIGHT PIRATININGA RGE Comercialização CCEE Ativo Regulatório Uso da Rede Elétrica PROINFA Consumidores Outros (-) PCLD 200.238 33.336 28.399 65.661 13.169 29.507 50.824 26.169 196.914 74.090 91.718 49.982 11.738 28.834 134.829 62.310 24.304 76.439 5.218 1.203.679

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais) CONTROLADORA 2007 ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CONTROLADAS E CONTROLADA EM CONJUNTO FURNAS CHESF ELETROSUL ELETRONORTE ELETRONUCLEAR LIGHTPAR ITAIPU OUTRAS CEPISA CERON CEMIG COPEL CEEE DUKE AES TIETÊ AES ELETROPAULO TRACTBEL CELPE CEMAR CESP OUTRAS ( - ) PCLD PRINCIPAL NÃO CIRCULANTE CIRCULANTE ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR 2006 PRINCIPAL NÃO CIRCULANTE CIRCULANTE ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR 2007 PRINCIPAL NÃO CIRCULANTE CIRCULANTE ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CONSOLIDADO 2006

ANEXO II

PRINCIPAL NÃO CIRCULANTE CIRCULANTE

8,86% 11,68% 7,54% 15,63% 12,35% 12,00% 7,07%

4.779 43.047 261 117.671 6.023 171.781 406 1.264 2.353 2.130 1.174 3.966 5.062 262.048 1.005 679 924 1.185 67.154 (38.785) 310.565 482.346

460.606 420.273 2.676 319.986 179.138 3.259 46.191 1.432.129 65.258 21.773 58.020 35.855 90.383 144.026 183.766 120.904 31.909 16.295 8.157 24.106 361.246 (41.845) 1.119.853 2.551.982

530.877 3.747.908 183.629 6.253.973 2.263.506 14.624.980 27.604.873 278.848 354.518 355.958 271.965 54.436 865.083 1.104.299 8.917 68.559 82.851 284.790 245.098 1.907.908 5.883.230 33.488.103

6,41% 11,74% 6,87% 12,03% 13,21% 12,00% 6,97%

7.043 52.271 133 2.855.216 6.136 6.808 2.927.607 446 20.227 1.858 2.263 2.290 4.303 5.492 249.689 1.808 563 1.140 1.294 54.599 (24.180) 321.792 3.249.399

103.852 414.560 83.086 852.408 178.257 11.047 16.261 1.659.471 41.932 46.629 47.772 44.387 66.411 122.822 156.709 117.733 87.437 12.802 1.768 26.316 330.937 (27.449) 1.076.206 2.735.677

617.797 4.131.249 55.337 4.360.464 2.064.798 14.594.746 25.824.391 248.916 296.896 237.238 267.499 104.198 940.574 1.200.652 23.977 93.402 94.945 307.973 254.418 1.439.386 5.510.074 31.334.465

7,07%

406 1.264 2.353 5.062 1.174 3.966 5.062 262.048 1.005 679 924 1.185 64.234 (38.785) 310.577 310.577

23.096 23.096 65.258 21.773 58.020 183.766 90.383 144.026 183.766 120.904 31.909 16.295 8.157 24.106 266.320 (41.845) 1.172.838 1.195.934

7.312.490 7.312.490 278.848 354.518 284.790 1.104.299 54.436 865.083 1.104.299 8.917 68.559 82.851 284.790 245.098 1.356.391 6.092.879 13.405.369

6,97%

446 20.227 1.858 2.263 2.290 4.303 5.492 249.689 1.808 563 1.140 1.294 58.276 (24.180) 325.469 325.469

8.131 8.131 41.932 46.629 47.772 44.387 66.411 122.822 156.709 117.733 87.437 12.802 1.768 26.316 335.919 (27.449) 1.081.188 1.089.319

7.297.373 7.297.373 248.916 296.896 237.238 267.499 104.198 940.574 1.200.652 23.977 93.402 94.945 307.973 254.418 1.684.729 5.755.417 13.052.790

10,71% 11,44% 6,76% 8,39% 9,33% 10,00% 10,00% 9,85% 12,00% 6,02% 6,07% 9,32% -

11,10% 15,38% 6,76% 8,33% 9,33% 10,00% 10,00% 9,57% 12,00% 6,04% 7,97% 9,44% -

10,71% 11,44% 6,76% 8,39% 9,33% 10,00% 10,00% 9,85% 12,00% 6,02% 6,07% 9,32% -

11,10% 15,38% 6,76% 8,33% 9,33% 10,00% 10,00% 9,57% 12,00% 6,04% 7,97% 9,44% -

TOTAL

A parcela de longo prazo dos financiamentos e empréstimos concedidos com recursos ordinários e setoriais, inclusive os repasses, vencem em parcelas variáveis, conforme demonstrado abaixo: 2009 CONTROLADORA CONSOLIDADO 3.334.182 1.334.681 2010 3.354.348 1.342.754 2011 3.182.315 1.273.888 2012 3.131.991 1.253.744 2013 3.051.026 1.221.333 Após 2013 17.434.241 6.978.969 TOTAL 33.488.103 13.405.369

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS INVESTIMENTOS EM EMPRESAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais) 2007 DADOS DAS EMPRESAS Capital social Patrimônio líquido (a) Lucro líquido ( prejuízo ) do exercício PARTICIPAÇÃO DA ELETROBRÁS Quantidade de ações - lote de mil Ordinárias Preferenciais Participação em % Subscrito e integralizado Votante MOVIMENTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS: Saldos no ínicio do exercício Equivalência patrimonial - resultado do exercício Dividendos Juros sobre o capital próprio Saldos no final do exercício FURNAS (b) 3.194.000 13.400.554 676.524 CHESF 1.696.306 11.571.608 652.630 ELETROSUL 279.072 2.109.175 196.940 ELETRONORTE 2.843.235 7.283.436 (542.315) ELETRONUCLEAR 3.295.768 4.455.313 117.668 LIGHTPAR 113.790 55.769 16.097 CGTEE 868.721 642.208 (69.149) ITAIPU (c) 177.130 177.130 TOTAL -

ANEXO III

2006

-

50.618.949 14.088.233 98,56 99,82 12.692.991 796.567 (164.121) 13.325.437

40.478 1.002 99,45 100,00 11.097.604 649.040 (238.680) 11.507.964

42.582.421 99,71 99,71 1.953.343 196.556 (46.841) 2.103.058

68.736.323 98,66 98,66 7.720.886 (535.047) 7.185.839

9.611.945 2.687.056 99,80 99,92 4.357.407 117.335 (27.893) 4.446.849

8.480.196 81,61 81,61 32.665 12.516 45.181

1.126.273 99,94 99,94 710.930 (69.107) 641.823

50,00 50,00 106.900 (18.335) 88.565

38.672.726 1.149.525 (477.535) 39.344.716

38.503.522 599.035 (6.647) (423.184) 38.672.726

(a) Exclui Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital. (b) Patrimônio líquido ajustado. (c) A participação da ELETROBRÁS, de acordo com o Decreto-Lei 72.707/73, é fixa e equivale a US$ 50,000 mil. Os exames das Demonstrações Contábeis das empresas FURNAS, ELETROSUL, CHESF, ELETRONUCLEAR, LIGHTPAR E CGTEE foram realizados por outros auditores independentes. Os exames das Demonstrações Contábeis da empresa controlada ELETRONORTE e da controlada em conjunto ITAIPU BINACIONAL, foram realizados pelos mesmos auditores independentes da controladora.

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS ATIVO IMOBILIZADO (em milhares de Reais) CONTROLADORA dez-07 ELETROBRAS Geração Em serviço Depreciação acumulada Em curso Transmissão Em serviço Depreciação acumulada Em curso Distribuição/Comercialização Em serviço Depreciação acumulada Em curso Administração Em serviço Depreciação acumulada Em curso 53.704 (24.897) 28.807 28.807 28.807 Obrigações Vinc. a Concessão (-) Amortizações e reversões (-) Contribuições de consumidores (-) Participação da União Federal (-) Doações e subvenções p/ investimentos (-) Outras TOTAL 28.807 (81.998) (28.539) (2.003) (112.540) 14.223.473 (3.344) (108.052) (43.865) (380) (155.641) 16.125.104 (24.482) (266.480) (18.260) (36.072) (345.294) 17.213.258 (3.617) (204) (3.821) 6.476.190 (6.815) (6.815) 2.036.920 17.567.061 486.334 42 (81.998) (27.826) (406.688) (71.147) (36.452) (624.111) 74.157.189 195.521 (83.559) 111.962 20.535 132.497 14.336.013 895.235 (441.070) 454.165 131.056 585.221 16.280.745 319.186 (185.563) 133.623 72.177 205.800 17.558.552 13.137 (7.255) 5.882 4.170 10.052 6.480.011 44.586 (12.171) 32.415 1.986 34.401 2.043.735 746.544 746.544 390.305 1.136.849 17.567.061 8.418 (2.793) 5.625 5.625 486.334 171 (129) 42 42 42 2.276.502 (757.437) 1.519.065 620.229 2.139.294 74.781.300 1.480 (502) 978 39 1.017 1.054.108 (478.420) 575.688 291.518 867.206 1.055.588 (478.922) 576.666 291.557 868.223 12.180.452 (5.981.580) 6.198.872 1.252.690 7.451.562 6.936.848 (3.135.709) 3.801.139 1.175.238 4.976.377 5.990.161 (2.716.878) 3.273.283 567.970 3.841.253 2.914.876 (1.279.948) 1.634.928 280.638 1.915.566 1.090.279 1.090.279 1.090.279 29.112.616 (13.114.115) 15.998.501 3.276.536 19.275.037 7.657.039 (2.879.918) 4.777.121 1.973.816 6.750.937 17.143.404 (6.593.464) 10.549.940 169.207 10.719.147 19.762.511 (7.698.655) 12.063.856 580.437 12.644.293 6.036.619 (1.860.924) 4.175.695 2.294.264 6.469.959 93.768 93.768 15.132.699 15.132.699 207.234 15.339.933 1.880.963 (1.576.832) 304.131 176.578 480.709 67.613.235 (20.609.793) 47.003.442 5.495.304 52.498.746 FURNAS CHESF ELETRONORTE CONTROLADAS E CONTROLADA EM CONJUNTO dez-07 ELETRONUCLEAR ELETROSUL ITAIPU CGTEE LIGHTPAR CONSOLIDADO dez-07 TOTAL ANEXO IV

* Em 2006, o Ativo Intangível foi segregado do saldo total da rubrica Ativo Imobilizado Taxa anual média de depreciação (%) Geração Transmissão Distribuição / Comercialização Administração 0,00% 0,00% 0,00% 7,95% 2,20% 3,00% 5,70% 9,30% 2,41% 2,97% 0,00% 6,57% 2,56% 2,76% 3,00% 15,00% 3,30% 0,00% 0,00% 10,00% 0,00% 3,19% 0,00% 7,51% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 6,12% 0,00% 0,00% 12,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com

CONTROLADORA dez-06 ELETROBRAS Geração Em serviço Depreciação acumulada Em curso Transmissão Em serviço Depreciação acumulada Em curso Distribuição/Comercialização Em serviço Depreciação acumulada Em curso Administração Em serviço Depreciação acumulada Em curso 50.710 (19.888) 30.822 30.822 30.822 Obrigações Vinc. a Concessão (-) Amortizações e reversões (-) Contribuições de consumidores (-) Participação da União Federal (-) Doações e subvenções p/ investimentos (-) Outras TOTAL * Em 2006, o Ativo Intangível foi segregado do saldo total da rubrica Ativo Imobilizado Taxa anual média de depreciação (%) Geração Transmissão Distribuição / Comercialização Administração 0,00% 0,00% 0,00% 7,95% 30.822

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS ATIVO IMOBILIZADO (em milhares de Reais) CONTROLADAS E CONTROLADA EM CONJUNTO dez-06 FURNAS CHESF ELETRONORTE ELETRONUCLEAR ELETROSUL ITAIPU 7.645.283 (2.701.018) 4.944.265 1.570.447 6.514.712 11.777.672 (5.660.212) 6.117.460 1.394.882 7.512.342 1.361 (428) 933 113 1.046 174.194 (74.991) 99.203 30.539 129.742 14.157.842 (81.998) (28.539) (2.003) (112.540) 14.045.302 16.919.707 (6.243.636) 10.676.071 225.602 10.901.673 6.566.634 (2.954.095) 3.612.539 1.318.712 4.931.251 803.293 (416.182) 387.111 173.689 560.800 16.393.724 (20.269) (6.048) (108.052) (20.839) (155.208) 16.238.516 15.261.051 (7.341.091) 7.919.960 4.496.633 12.416.593 5.754.556 (2.541.411) 3.213.145 545.168 3.758.313 1.004.272 (427.073) 577.199 242.114 819.313 307.080 (169.443) 137.637 53.780 191.417 17.185.636 (24.448) (263.978) (55.077) (343.503) 16.842.133 6.020.507 (1.683.564) 4.336.943 1.999.010 6.335.953 27.827 (18.000) 9.827 4.245 14.072 6.350.025 (47.543) (47.543) 6.302.482 31.984 31.984 2.720.160 (1.215.966) 1.504.194 281.845 1.786.039 41.768 (9.534) 32.234 2.547 34.781 1.852.804 (254) (254) 1.852.550 19.038.648 19.038.648 245.729 19.284.377 1.314.584 1.314.584 1.314.584 896.299 896.299 474.148 1.370.447 21.969.408 21.969.408

ANEXO IV-A CONSOLIDADO dez-06 TOTAL 50 50 50 50 50 66.752.432 (19.502.014) 47.250.418 8.642.879 55.893.297 28.133.606 (12.371.684) 15.761.922 3.540.607 19.302.529 1.005.633 (427.501) 578.132 242.227 820.359 2.307.190 (710.157) 1.597.033 741.116 2.338.149 78.354.334 (102.267) (30.496) (400.569) (23.096) (102.620) (659.048) 77.695.286

CGTEE 1.867.236 (1.532.705) 334.531 73.474 408.005 5.969 (2.119) 3.850 2.168 6.018 414.023 414.023

LIGHTPAR

2,20% 3,00% 9,00% 5,60%

2,47% 3,07% 0,00% 5,10%

3,02% 2,93% 2,78% 18,26%

3,30% 0,00% 0,00% 10,00%

0,00% 3,19% 0,00% 7,51%

0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

6,17% 0,00% 0,00% 12,50%

0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS OBTIDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais) CONTROLADORA 2007 ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR MOEDA ESTRANGEIRA Instituições Financeiras BancoInteramericanodeDesenvolvimento-BID Corporación Andino de Fomento - CAF Kreditanstalt fur Wiederaufbau - KFW AMFORP & BEPCO Dresdner Bank Eximbank Outras Bônus Bônus - Dresdner Bank Outros Tesouro Nacional - ITAIPU PRINCIPAL CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR 2006 PRINCIPAL CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR 2007 PRINCIPAL CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE ENCARGOS CIRCULANTE TAXA MÉDIA VALOR CONSOLIDADO 2006

ANEXO V

PRINCIPAL CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE

5,62% 8,06% 5,73% 6,50% 6,25% 2,15%

4.578 1.934 199 266 1.721 366 9.064 4.052 4.052 13.116

32.957 6.959 24.773 296 24.772 34.767 1.790 126.314 126.314 126.314

313.091 184.089 100.540 303 100.539 330.291 16.629 1.045.482 531.390 531.390 1.576.872 1.576.872

6,97% 7,94% 5,73% 6,50% 6,25% 2,15% 5,15% 7,75%

6.860 1.913 259 345 2.136 347 11.860 4.892 4.892 16.752 16.752

49.074 8.399 26.783 607 26.783 39.410 2.160 153.216 153.216 153.216

417.687 238.998 135.793 1.218 135.792 413.807 22.766 1.366.061 641.400 641.400 2.007.461 2.007.461

5,62% 8,06% 5,73% 6,50% 6,25% 2,15%

4.578 1.934 479 382 1.721 558 9.652 4.052 4.052 6.202 6.202 19.906 32.162 32.162 52.068

32.957 6.959 47.610 296 35.859 34.767 14.858 173.306 667.338 667.338 840.644 306.419 230.068 536.487 1.377.131

313.091 184.089 123.378 303 111.625 330.291 34.699 1.097.476 531.390 531.390 9.179.553 9.179.553 10.808.419 277.296 1.895.607 2.172.903 12.981.322

6,97% 7,94% 5,73% 6,50% 6,25% 2,15%

6.860 1.913 259 345 2.136 1.332 12.845 4.892 4.892 8.242 8.242 25.979 8.530 8.530 34.509

49.074 8.399 26.783 607 26.783 39.410 56.347 207.403 546.469 546.469 753.872 534.272 667.525 1.201.797 1.955.669

417.687 238.998 185.174 1.218 159.765 413.807 57.006 1.473.655 641.400 641.400 13.751.786 13.751.786 15.866.841 486.333 1.466.752 1.953.085 17.819.926

7,75%

7,75%

7,75%

MOEDA NACIONAL Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Outros

13.116

a) As dívidas são garantidas pela União e/ou pela ELETROBRÁS. b) O total devido em moeda estrangeira, inclusive encargos, corresponde na controladora a R$ 1.716.302 mil, equivalente a US$ 968,951 mil e no consolidado a R$ 11.668.969 mil, equivalente a US$ 6,587,799 mil.A distribuição percentual por tipo de moeda é a seguinte: US$ EURO YEN CONTROLADORA 64% 15% 21% CONSOLIDADO 91% 5% 4% c) Os empréstimos e financiamentos estão sujeitos a encargos, cuja taxa média em 2007, foi de 7,03%a.a. e 2006, foi de 6,83 %a.a. d) A parcela de longo prazo dos empréstimos e financiamentos expressa em milhares de Dólares Norte-Americanos, tem seu vencimento assim programado: 2009 CONTROLADORA CONSOLIDADO 64.174 397.481 2010 106.441 444.844 2011 106.441 501.932 2012 106.441 633.921 2013 93.384 467.046 Após 2013 413.353 4.883.473 TOTAL 890.234 7.328.697 ANEXO VI

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS RESULTADO POR SEGMENTO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 (em milhares de reais) RESULTADO POR SEGMENTO GERAÇÃO RECEITAS OPERACIONAIS DESPESAS OPERACIONAIS TOTAL RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO OPERACIONAL RESULTADO NÃO OPERACIONAL RESULTADO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL , IMPOSTO DE RENDA E DAS PARTICIPAÇÕES Contribuição social Imposto de renda RESULTADO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES Participação nos lucros Participação minoritária LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 13.277.440 (7.809.716) 5.467.724 (2.363.490) 3.104.234 (12.324) 3.091.910 (201.276) (575.814) 2.314.820 (42.137) 2.272.683 TRANSMISSÃO 3.791.948 (2.995.315) 796.633 593.741 1.390.374 (23.564) 1.366.810 (105.641) (309.535) 951.634 (98.695) 852.939 CONSOLIDADO DISTRIBUIÇÃO ADMINISTRAÇÃO 2.893.331 (4.699.472) (1.806.141) 195.782 (1.610.359) (485) (1.610.844) 117.386 326.081 (1.167.377) (1.095) (1.168.472) 9.458.012 (8.742.570) 715.442 596.453 1.311.895 (506) 1.311.389 17.540 145.958 1.474.887 (18.000) 1.456.887 ELIMINAÇÕES (6.112.245) 4.199.452 (1.912.793) 50.845 (1.861.948) (1.861.948) (1.861.948) (4.232) (1.866.180)

TOTAL 23.308.486 (20.047.621) 3.260.865 (926.669) 2.334.196 (36.879) 2.297.317 (171.991) (413.310) 1.712.016 (159.927) (4.232) 1.547.857

Circulante

ATIVO NãoCirculante Imobilizado, Outros Intangívelediferido

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. ELETROBRÁS RESUMO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DAS CONTROLADAS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais) BALANÇO PATRIMONIAL 2007 PASSIVO ATIVO TOTAL Circulante Nãocirculante Pat.Líquido TOTAL Circulante NãoCirculante Imobilizado, Outros Intangívelediferido

ANEXO VII

2006 TOTAL Circulante PASSIVO NãoCirculante Pat.Líquido TOTAL

CONTROLADASECONTROLADAEMCONJUNTO FURNAS 1.870.702 2.266.530 CHESF 1.789.042 415.335 ELETROSUL 488.855 873.677 ELETRONORTE 2.143.497 1.308.261 MANAUS 274.121 604.484 BOAVISTA 53.909 46.993 ELETRONUCLEAR 729.988 679.616 CGTEE 184.785 11.213 LIGHTPAR 97.209 93.650 ITAIPU 1.530.658 4.437.118

14.426.075 16.263.627 2.038.700 17.274.411 1.590.753 85.105 6.485.044 527.777 42 31.047.697

18.563.307 18.468.004 3.401.232 20.726.169 2.469.358 186.007 7.894.648 723.775 190.901 37.015.473

2.618.257 1.769.686 420.269 2.513.896 613.890 40.589 526.944 74.988 72.846 2.378.875

2.513.342 4.832.314 777.212 9.594.867 1.243.072 45.154 2.912.127 6.579 1 34.459.468

13.431.708 11.866.004 2.203.751 8.617.406 612.396 100.264 4.455.577 642.208 118.054 177.130

18.563.307 18.468.004 3.401.232 20.726.169 2.469.358 186.007 7.894.648 723.775 190.901 37.015.473

2.405.707 1.287.923 478.001 2.544.950 294.718 50.454 708.007 321.111 93.934 1.373.819

2.046.913 594.785 805.407 1.563.303 481.533 35.485 622.719 13.746 93.650 428.703

14.239.713 16.356.602 1.854.624 16.901.557 1.623.924 101.310 6.302.482 439.051 51 43.938.816

18.692.333 18.239.310 3.138.032 21.009.810 2.400.175 187.249 7.633.208 773.908 187.635 45.741.338 2006

2.549.482 1.647.877 449.888 5.703.061 402.380 33.548 560.783 52.082 85.323 2.640.411

3.222.366 5.138.059 634.543 7.363.967 844.114 44.545 2.706.629 10.469 1 42.887.128

12.920.485 11.453.374 2.053.601 7.942.782 1.153.681 109.156 4.365.796 711.357 102.311 213.800

18.692.333 18.239.310 3.138.032 21.009.810 2.400.175 187.249 7.633.208 773.908 187.635 45.741.339

DEMONSTRAÇÃODERESULTADO ReceitaOper. Líquida Despesa Operacional Resultadodo Serviço 2007 Resultado Resultado Financeiro Operacional Resultadonão Operacional I.Rendae Cont.Social Resultadodo Exercício ReceitaOper. Líquida Despesa Operacional Resultadodo Serviço Resultado Financeiro Resultado Operacional Resultadonão Operacional I.Rendae Cont.Social Resultadodo Exercício

CONTROLADASECONTROLADAEMCONJUNTO FURNAS CHESF ELETROSUL ELETRONORTE MANAUS BOAVISTA ELETRONUCLEAR CGTEE LIGHTPAR ITAIPU 5.105.173 3.980.753 549.145 4.624.070 812.406 108.652 1.271.697 131.122 19.089 5.967.576 (5.202.370) (2.506.177) (338.301) (4.426.515) (1.293.406) (127.098) (1.099.028) (219.864) (3.475) (2.312.945) (97.197) 1.474.576 210.844 197.555 (481.000) (18.446) 172.669 (88.742) 15.614 3.654.631 1.055.733 (486.608) 101.744 (688.650) (63.702) 9.371 (53.282) 19.358 609 (2.330.870) 958.536 987.968 312.588 (491.095) (544.702) (9.075) 119.387 (69.384) 16.223 1.323.761 (5.319) (6.125) (16.508) (7.466) 267 183 (507) 235 (2.171) (276.693) (329.213) (99.140) (43.754) (1.212) (126) 676.524 652.630 196.940 (542.315) (544.435) (8.892) 117.668 (69.149) 16.097 1.321.590 5.219.183 3.265.709 539.268 3.743.587 886.469 85.572 1.204.488 156.928 3.832 6.107.603 (4.525.632) (2.119.261) (320.497) (3.611.127) (1.095.893) (101.941) (922.604) (196.218) (897) (2.408.842) 693.551 1.146.448 218.771 132.460 (209.424) (16.369) 281.884 (39.290) 2.935 3.698.761 (296.892) (802.786) (5.882) (454.258) (37.919) 5.581 (251.520) 43.924 439 (4.478.555) 396.659 343.662 212.889 (321.798) (247.343) (10.788) 30.364 4.634 3.374 (779.794) 96.218 234.152 64.355 (10.230) (2.165) 1 (506) (837) (2.038) (128.673) (120.464) (67.789) (17.054) (1.811) (2.581) (571) 364.204 457.350 209.455 (349.082) (249.508) (10.787) 28.047 1.216 2.803 (781.832)

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Ministério de Minas e Energia
COMPANHIA ABERTA CNPJ Nº 00001180/0001-26 http://www.eletrobras.com
Glossário
ALBRÁS AES BANDEIRANTE AES ELETROPAULO AES SUL AES TIETÊ AMPLA ANDE ANEEL ARTEMIS BNDESPAR CAJA CCEE CDSA CEA CEAL CEAM CEB CEB Lajeado CEEE - D CEEE - GT CELESC CELG CELPA CELPE CEMAR CEMAT CEMIG CENTROESTE DE MINAS CEPISA CERON CESP CHAPECOENSE CNEN COELCE COPEL CPFL CTEEP DUKE EATE EBE EDP Lajeado Alumínio Brasileiro S.A. AES Bandeirante Empreendimentos Ltda. AES Eletropaulo Metropolitana de Eletricidade de São Paulo S.A. AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. AES Tietê S.A. Ampla Energia e Serviços S.A. Administración Nacional de Electricidad Agência Nacional de Energia Elétrica Artemis Transmisora de Energia S.A. BNDES Participações S.A. Caja Paraguaya de Judicaciones y Pensiones del Personal de Itaipu Binacional Câmara de Comercialização de Energia Elétrica Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A. Companhia de Eletricidade do Amapá Companhia Energética de Alagoas Companhia Energética do Amazonas Companhia Energética de Brasília CEB Lajeado S.A. Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. Centrais Elétricas de Goiás S.A. Centrais Elétricas do Pará S.A. Companhia Energética de Pernambuco Companhia Energética do Maranhão Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. Companhia de Transmissão Centro-Oeste de Minas Companhia Energética do Piauí Centrais Elétricas de Rondônia S.A. Companhia Energética de São Paulo Chapecoense Geração S.A. Comissão Nacional de Energia Nuclear Companhia Energética do Ceará Companhia Paranaense de Energia Companhia Paulista de Força e Luz Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista Duke Energy International, Geração Paranapanema S.A. Empresa Amazonense de Transmissão de Energia S.A. Empresa Bandeirante de Energia S.A. EDP – Lajeado Energia S.A. ELEJOR ELEKTRO ELOS ELETROS ELETROACRE ELETROCEEE ELETRONET EMAE ENERPEIXE ENERSUL EPTE ETAU ESCELSA FACHESF FGP FIBRA FND GUASCOR IBRACON INTESA INVESTCO ITIQUIRA LIGHT MAE NUCLEOS NUCLEP PAULISTA LAJEADO PIRATININGA PREVINORTE REAL GRANDEZA REDE LAJEADO RGE RS ENERGIA SC ENERGIA STN TANGARÁ TRACTBEL TRANSIRAPÉ TRANSLESTE TRANSUDESTE UIRAPURU Centrais Elétricas do Rio Jordão S.A. Elektro Eletricidade e Serviços S.A. Fundação ELETROSUL de Previdência e Assistência Social Fundação ELETROBRÁS de Seguridade Social Companhia de Eletricidade do Acre Fundação CEEE de Seguridade Social Eletronet S.A. Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. Enerpeixe S.A. Empresa Energética do Mato Grosso do Sul Empresa Paraense de Transmissão de Energia S.A. Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S.A. Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. Fundação CHESF de Assistência e Seguridade Social Fundo Garantidor das Parcerias Público Privadas Fundação ITAIPU-BR de Previdência e Assistência Social Fundo Nacional de Desenvolvimento Guascor do Brasil Ltda. Instituto dos Auditores Independentes do Brasil Integração Transmissora de Energia S.A. Investco S.A. Itiquira Energética S.A. Light Serviços de Eletricidade S.A. Mercado Atacadista de Energia Elétrica Nucleos Instituto de Seguridade Social Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. Paulista Lajeado Energia S.A. Companhia Piratininga de Força e Luz Previnorte – Fundação de Previdência Complementar Real Grandeza – Fundação de Previdência e Assistência Social Rede Lajeado Energia S.A. Rio Grande Energia Elétrica S.A. Empresa de Transmissão de Energia do Rio Grande do Sul Empresa de Transmissão de Energia de Santa Catarina S.A. Sistema de Transmissão Nordeste S.A. Tangará Energia S.A. Tractbel Energia S.A. Companhia Transirapé de Transmissão Companhia Transleste de Transmissão Companhia Transudeste de Transmissão Uirapuru Transmissora de Energia S.A.

ANEXO VIII

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
JOSÉ ANTONIO MUNIZ LOPES Conselheiro WAGNER BITTENCOURT DE OLIVEIRA Conselheiro MÁRCIO PEREIRA ZIMMERMANN Presidente MIRIAM APARECIDA BELCHIOR VICTOR BRANCO DE HOLANDA Conselheira Conselheiro RONALDO SCHUCK Conselheiro ARLINDO MAGNO DE OLIVEIRA Conselheiro NELSON JOSÉ HUBNER MOREIRA Conselheiro LUIZ SOARES DULCI Conselheiro

DIRETORIA EXECUTIVA
JOSÉ ANTONIO MUNIZ LOPES Presidente ASTROGILDO FRAGUGLIA QUENTAL Diretor Financeiro e de Relações com Investidores UBIRAJARA ROCHA MEIRA Diretor de Projetos Especiais e Desenvolvimento Tecnológico e Industrial VALTER LUIZ CARDEAL DE SOUZA Diretor de Engenharia MIGUEL COLASUONNO Diretor de Administração JOÃO VICENTE AMATO TORRES Contador CRC-RJ-057.991/O-S-DF Chefe do Departamento de Contabilidade

CONSELHO FISCAL
EDISON FREITAS DE OLIVEIRA Presidente HAILTON MADUREIRA DE ALMEIDA Conselheiro FRANCISCO IVALDO ANDRADE FROTA Conselheiro CARLOS CESAR MEIRELLES VIEIRA Conselheiro

PARECER DO CONSELHO FISCAL
O Conselho Fiscal das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRÁS, no âmbito de suas atribuições legais e estatutárias, conheceu o Relatório da Administração e procedeu ao exame das Demonstrações Contábeis referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2007, compostas do Balanço Patrimonial, da Demonstração do Resultado do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, das Origens e Aplicações de Recursos, do Fluxo de Caixa e do Valor Adicionado e das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e seus anexos, acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes, bem como se inteirou da proposta relativa à destinação do resultado do exercício. Considerando o trabalho de acompanhamento da Empresa desenvolvido pelo Conselho Fiscal ao longo do exercício, com base na análise da documentação apresentada, nas informações prestadas pelo Departamento de Contabilidade – DFC e no Parecer da BDO Trevisan Auditores Independentes, que declara que as Demonstrações Contábeis representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes as posições patrimonial e financeira das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRÁS em 31 de dezembro de 2007, o Conselho Fiscal da ELETROBRÁS, destacando o entendimento firmado nos parágrafos de ênfase nºs 6, 7, 8, 9, 10 e 11 do Parecer dos auditores independentes, entende que as referidas Demonstrações Financeiras estão em condições de serem submetidas à deliberação da Assembléia Geral Ordinária de Acionistas da Empresa. É de parecer, que a proposta da Administração da ELETROBRÁS relativamente à destinação do resultado do exercício de 2007 está amparada pelas disposições legais e societárias vigentes. Brasília (DF), 19 de março 2008

EDISON FREITAS DE OLIVEIRA Presidente FRANCISCO IVALDO ANDRADE FROTA Conselheiro

HAILTON MADUREIRA DE ALMEIDA Conselheiro CARLOS CESAR MEIRELLES VIEIRA Conselheiro

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos Administradores e Acionistas Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS 1 Examinamos o balanço patrimonial da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS - controladora e consolidado, levantado em 31 de dezembro de 2007 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido (controladora) e das origens e aplicações de recursos correspondentes ao exercício findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. Conforme mencionado na nota 19, em 31 de dezembro de 2007 os investimentos em determinadas empresas controladas e coligadas foram avaliados pelo método de equivalência patrimonial com base nas demonstrações contábeis examinadas por outros auditores independentes e, nosso relatório, no que se refere aos valores desses investimentos e da receita de equivalência patrimonial por eles produzida, nos montantes de R$ 33.759.973 mil e R$ 2.010.440 mil, respectivamente, está baseado exclusivamente nos relatórios desses auditores. Exceto quanto ao mencionado no parágrafo 3, nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreendeu: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Companhia; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Companhia, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Não nos foi apresentado até a presente data o parecer dos auditores independentes relativo às demonstrações contábeis correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, de determinadas coligadas relevantes (nota 19), cujos investimentos foram avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Conseqüentemente, não foi possível, por meio de procedimentos adicionais de auditoria, avaliar a adequação dos valores desses investimentos, bem como da receita de equivalência patrimonial por eles produzida, nos montantes de R$ 376.404 mil e R$ 4.774 mil, respectivamente. Em nossa opinião, com base em nossos exames e nos pareceres emitidos por outros auditores independentes, exceto quanto aos possíveis efeitos decorrentes dos procedimentos de auditoria omitidos mencionados no parágrafo 3, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás em 31 de dezembro de 2007, os resultados de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos correspondentes ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As demonstrações dos fluxos de caixa, do valor adicionado e da segmentação de negócios, referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2007 e 2006, representam informações complementares às demonstrações contábeis, não sendo requeridas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil e estão sendo apresentadas para possibilitar uma análise adicional. Essas informações complementares foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria aplicados às demonstrações contábeis e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis referidas no primeiro parágrafo, tomadas em conjunto. Conforme mencionado na nota 32, a Companhia mantém registrado no passivo não circulante o montante de R$ 1.328.544 mil correspondente à provisão para contingências cíveis relacionadas à reclamação, por parte de determinadas pessoas jurídicas, do direito de receber a correção monetária plena sobre os valores de Empréstimo Compulsório arrecadado em favor da Eletrobrás. Baseada na opinião de seus assessores jurídicos, que revelam incerteza sobre a probabilidade de perda dos correspondentes processos judiciais (em 2003 a probabilidade de perda foi classificada como possibilidade de insucesso na defesa das ações judiciais em curso), e no princípio da prudência, à luz da verificação de decisões desfavoráveis em 1ª instância e na inexistência de julgamento nos tribunais superiores, a Administração da Companhia manteve registrada a provisão para contingências, substancialmente constituída em exercícios anteriores, como forma de fazer face a eventuais perdas decorrentes de decisões judiciais desfavoráveis. Dada a controvérsia do assunto, não é possível nas circunstâncias atuais concluir sobre o desfecho da lide, bem como os eventuais impactos sobre as demonstrações contábeis. A Companhia visando à certificação junto à U.S. – Security and Exchange Commision - SEC, vem trabalhando no processo de melhorias de seus controles internos e de sua governança corporativa, para aderência à Lei Sarbanes Oxley (seção 404) e conseqüente redução da possibilidade de riscos e fraudes em seus negócios, em todos os níveis. As demonstrações contábeis de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer datado de 21 de fevereiro de 2008, contendo ênfase referente ao saldo de ICMS no valor de R$ 44.067 mil, registrado por FURNAS no ativo circulante, decorrente de Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira entre a ELETRONORTE - Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. e o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Mato Grosso, para realização de obras e implantação e asfaltamento de estrada de acesso ao Aproveitamento Múltiplo de Manso, os quais foram transferidos para a Companhia em 1999 por Resolução de Conselho Nacional de Desestatização n° 02/1999, complementada pela Resolução n° 04/1999. Em 13 de junho de 2007 foi lavrado o Termo de Conclusão da Ação Fiscal, no qual consta que o Governo do Estado do Mato Grosso ressarcirá Furnas do valor correspondente ao percentual da sua participação, destacando que “Após conclusão das ordens de serviço correspondentes a todas as empresas, será possível apurar o valor a ser restituído à Companhia Furnas, se for o caso”. Assim, a liquidação desse crédito depende ainda das gestões resultantes das ações da Secretaria da Fazenda do Estado do Mato Grosso, quanto a definição do valor, bem como da época de sua realização. A Administração de FURNAS entende que estando esses trabalhos em fase de conclusão existem grandes possibilidades de realização desses créditos no exercício de 2008. As demonstrações contábeis da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. ELETRONORTE, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, foram por nós examinadas e emitimos parecer sem ressalvas, datado de 20 de fevereiro de 2008, contendo ênfases referentes aos seguintes fatos: a) insuficiência de capital de giro e prejuízos operacionais acumulados nos últimos exercícios, na subsidiária Manaus Energia S.A., dependendo de aportes de recursos por parte de seu acionista controlador para garantir a continuidade normal de suas operações; b) continuidade normal dos negócios da subsidiária Boa Vista Energia S.A.; e c) a Eletronorte é patrocinadora, juntamente com suas subsidiárias integrais, Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A., da Entidade de Previdência Privada denominada “Previnorte – Fundação de Previdência Complementar”. As reservas matemáticas/ atuarias foram preparadas, pelo atuário independente da Fundação, com base na tábua biométrica AT-49, desagravada em 2 (dois) anos para projeção da longevidade dos participantes e assistidos. A Previnorte está promovendo, gradativamente, a implementação da tábua AT-83, conforme requerida pela Resolução CGPC n° 18, de 28 de março de 2006, cujo prazo final para adoção dessa tábua se encerra em 31 de dezembro de 2008. Dessa forma, em virtude do atual estágio desse processo, bem como da data limite para adoção da referida tábua, eventuais ajustes futuros poderão vir a ser reconhecidos nas demonstrações contábeis futuras, decorrentes da aplicação da NPC n° 26 do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. As demonstrações contábeis da Companhia de Eletricidade do Acre - ELETROACRE, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 15 de fevereiro de 2008, contendo ênfase referente ao fato de que as demonstrações contábeis foram preparadas no pressuposto da continuidade normal dos negócios da companhia. Contudo, apesar dos lucros apurados nos dois últimos exercícios, essa vem mantendo prejuízos acumulados ao longo dos anos, suportados pelo acionista controlador, mediante ingresso de recursos destinados a aumento de capital. Assim, para desenvolvimento e continuidade das operações, a companhia vem implementando medidas visando à viabilidade econômico-financeira do empreendimento. As demonstrações contábeis da CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 30 de janeiro de 2008, contendo ênfase referente ao fato que, de acordo com a decisão da 49ª. Vara do Trabalho de São Paulo, a partir de setembro de 2005, a Fundação CESP passou a processar a folha de pagamento de beneficiários do plano de complementação de aposentadoria regido pela Lei 4.819/58, mediante recursos repassados pela Companhia, da forma realizada até dezembro de 2003. Em janeiro de 2006, a Procuradoria Geral do Estado passou a entender que a responsabilidade do Governo do Estado se restringe aos limites estaduais constitucionais determinados para pagamento dos benefícios de aposentadoria. Desde então, o Governo do Estado passou a glosar parte dos recursos repassados à Companhia. A Administração da Companhia, amparada por seus assessores legais, entende que a responsabilidade pelos pagamentos dos benefícios relacionada ao assunto em questão é de responsabilidade do Governo do Estado. Como conseqüência, nenhuma obrigação em relação a esse plano foi registrada. As demonstrações contábeis correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, cujos valores estão sendo apresentados para fins comparativos, foram examinadas por nós e emitimos parecer datado de 26 de março de 2007, sem ressalvas, contendo ênfases semelhantes às descritas nos parágrafos 5, 6, 7, 8 c, 9, 10 e 11, além das descritas a seguir: a) As demonstrações contábeis de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer datado de 16 de março de 2007, contendo ênfase referente ao fato do contas a receber que a Companhia possui no montante de R$ 293.560 mil correspondente a transações de venda de energia realizadas no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (antigo MAE) no período de setembro de 2000 a setembro de 2002, ainda sob o efeito de liminares judiciais movidas por empresas do setor para suspensão de pagamento. No exercício de 2007, diante da incerteza da realização financeira dos valores a receber, FURNAS constituiu provisão para créditos de liquidação duvidosa considerando a integralidade desses valores. b) As demonstrações contábeis da ELETROSUL Centrais Elétricas S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 14 de fevereiro de 2007, contendo ênfase referente a não homologação do reposicionamento tarifário aplicado sobre a tarifa a partir de 01 de julho de 2005. Essa homologação ocorreu em 02 de julho de 2007, acarretando uma redução da Receita Anual Permitida – RAP de 1,36% representando um ajuste de R$ 23.632 mil que será deduzido nos faturamentos mensais em 24 parcelas de R$ 985 mil a partir de julho de 2007. c) As demonstrações contábeis da Eletrobrás Termonuclear S.A. ELETRONUCLEAR, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 09 de fevereiro de 2007, contendo ênfase referente a inclusão do Projeto Angra 3 no Programa de investimentos do Governo Federal, o que permitiria um incremento nas operações e a recuperação dos recursos já empregados no imobilizado em curso. No exercício de 2007, o Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, através da resolução n° 3/2007, de 25 de julho de 2007, determinou que a Eletrobrás e a Eletronuclear conduzissem a retomada da construção da usina nuclear Angra 3, com vistas a sua entrada em operação comercial em 2013. d) As demonstrações contábeis da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica CEEE-D, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 26 de fevereiro de 2007, contendo ênfases referentes aos seguintes assuntos: a) em 2 de março de 2005, a Secretaria da Fazenda Estadual, comunicou que apesar de o grupo de trabalho constituído ainda não ter concluído o trabalho de conciliação das contas de energia elétrica, que compõem parte do parcelamento de débitos de energia no montante de R$ 49.885 mil, o mesmo já informou a existência de divergências, sendo prudente aguardar a conclusão dos trabalhos para qualquer manifestação; e b) a Empresa tem registrado no ativo realizável a longo prazo valores a receber no montante de R$ 15.889 mil, referentes ao reembolso a receber da Revisão Tarifária Extraordinária e R$ 13.207 mil, referentes a Encargos de Serviço do Sistema, e no passivo exigível a longo prazo valores a pagar no montante de R$ 40.607 mil, relativos às transações de venda e compra de energia realizada no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE ocorridas em exercícios anteriores. e) As demonstrações contábeis da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica CEEE - GT, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 26 de fevereiro de 2007, contendo ênfase referente ao fato de que empresa registrou no ativo realizável a longo prazo valores a receber no montante de R$ 52.108 mil, referentes ao reembolso a receber da Revisão Tarifária Extraordinária, e no passivo exigível a longo prazo valores a pagar no montante de R$ 73.058 mil, relativos às transações de venda e compra de energia realizada no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CCEE ocorridas em exercícios anteriores. f) As demonstrações contábeis da CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 1° de fevereiro de 2007, contendo ênfase referente aos reajustes da Receita Anual Permitida – RAP com base nas variações do Índice Geral de Preços de Mercado – IGP-M para os ciclos tarifários de julho de 2005 a junho de 2006 e de julho de 2006 a junho de 2007. Em 26 de junho de 2007, foi homologado o resultado da primeira revisão tarifária periódica, reduzindo a Receita Anual Permitida – RAP em 26,15%, o resultado desse reposicionamento teve seus efeitos retroagidos à data de 01 de julho de 2005. g) As demonstrações contábeis da EMAE - Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 09 de março de 2007, contendo ênfase referente ao fato de a empresa estar avaliando os impactos econômico-financeiros sobre seus negócios, resultantes das alterações introduzidas pelo novo modelo setorial e as recentes experiências com os leilões de energia. A avaliação da administração da empresa é de que serão necessárias outras medidas, atualmente em discussão com o Poder Concedente, além das medidas já tomadas, visando à redução de custos e ao aumento de receitas, para permitir rentabilidade a suas operações e a realização dos investimentos feitos em seu parque gerador, cujo saldo monta em R$ 811.913 mil em 31 de dezembro de 2006. h) As demonstrações contábeis da Centrais Elétricas de Rondônia S.A. - CERON, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, foram examinadas por outros auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 27 de fevereiro de 2007, contendo ênfase referente ao fato de as demonstrações contábeis terem sido preparadas no pressuposto da continuidade normal dos negócios da companhia, no entanto a mesma vem sofrendo prejuízos ao longo dos anos, sendo que para o desenvolvimento e continuidade de suas operações a companhia vem implementando medidas, visando à viabilidade econômico-financeira do empreendimento. Em 31 de dezembro de 2007, a Eletrobrás mantém registrada, provisão para o passivo a descoberto na proporção de sua participação na CERON.

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Rio de Janeiro, 14 de março de 2008.

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Luiz Carlos de Carvalho Sócio-contador CRC 1SP197193/O-6 “S” RJ BDO Trevisan Auditores Independentes CRC 2SP013439/O-5“S” RJ

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – 2007
Conselho de Administração
Valter Luiz Cardeal de Souza Presidente Alexandre Meira da Rosa Luiz Paulo Fernandez Conde Marcio Pereira Zimmermann Ricardo de Gusmão Dornelles

Conselho Fiscal
Membros Efetivos Fernando Swami Thomas Martins Presidente Guilherme Pereira Baggio Marcelo Kalume Reis Membros Suplentes João Vicente Amato Torres Ronaldo Sergio Monteiro Lourenço Rafael Souza Pena •

da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), para reforçar o atendimento à região da Grande São Paulo dando-lhe maior confiabilidade. Aguarda Licença de Instalação, a ser concedida pelos órgãos ambientais, para dar início às obras; LT Macaé – Campos, terceiro circuito, em 345 kV e com 92 km de extensão, que reforçará o atendimento à região Norte Fluminense e ao Estado do Espírito Santo dando-lhe maior confiabilidade. Aguarda Licença de Instalação, a ser concedida pelos órgãos ambientais, para dar início às obras.

Além dos empreendimentos acima, encontra-se em fase de construção a linha de transmissão abaixo indicada, sob a forma de SPE, associação de FURNAS (49%) com Cemig (51%), com as seguintes características: • LT 345 kV Furnas – Pimenta, localizada no Estado de Minas Gerais, com previsão de 75 km de extensão, aguarda a Licença de Instalação, a ser concedida pelos órgãos ambientais, para dar início às obras.

Diretoria Executiva
Luiz Paulo Fernandez Conde Diretor-Presidente Carlos Agenor Magalhães da Trindade Fabio Machado Resende Henrique Mello de Moraes Luiz Fernando Silva de Magalhães Couto Mário Márcio Rogar

Em adição aos empreendimentos constantes do PAC, FURNAS, também, foi autorizada, pela Aneel, a realizar os seguintes reforços em suas instalações: • • ampliação da capacidade das SE Viana, localizada no Estado do Espírito Santo, e Brasília Geral, localizada no Estado de Goiás, introduzindo, respectivamente, 225 MVA e 60 MVA à sua capacidade de transformação; construção de vãos de linha na SE Iriri, localizada no Estado do Espírito Santo, para atendimento ao acréscimo de demanda na área de concessão da Ampla, em especial ao Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangas), aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), para viabilizar projeto da Petrobrás, que faz parte do PAC.

Mensagem do Presidente
Encerramos 2007 certos de que os empreendimentos de FURNAS consolidam sua condição de instituição estratégica e necessária ao desenvolvimento da economia do País. Neste ano cinqüentenário, devotamos atenção à formação de consórcios com a iniciativa privada para viabilizar os empreendimentos hidrelétricos de Santo Antônio, com 3.150 MW e Foz do Chapecó, com 855 MW, quebrando o paradigma em atuar somente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. A construção das usinas do rio Madeira, parte de um projeto para o desenvolvimento sustentável e integração nacional da região Norte, possibilitará o incremento da agroindústria, do ecoturismo e integração das redes fluviais e elétricas entre Brasil, Bolívia e Peru. Obtivemos, em agosto, junto ao Ibama, a Licença de Instalação plena da Usina Simplício, com 333,7 MW de capacidade instalada, que viabilizou as realizações previstas para o ano, e a Licença Prévia da Usina Batalha, com 52,5 MW, ambas de propriedade exclusiva de FURNAS. Além disso, as obras nas Usinas Retiro Baixo, Baguari e Serra do Facão, de propriedade compartilhada, sob forma de Sociedade de Propósito Específico, encontram-se em fase inicial e agregarão 432 MW à capacidade instalada nacional. No que tange à transmissão de energia elétrica, destacaram-se os reforços e melhorias voltados à adequação do suprimento de energia elétrica realizados na área dos Estados de Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal, que são de extrema relevância para o desempenho e segurança do Sistema Elétrico Brasileiro. Na área dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, foi dada ênfase às obras associadas à integração da potência adicional da Termelétrica Santa Cruz ao Sistema Interligado Nacional. Assim, o ano de 2007 representou a entrada de FURNAS em uma nova era, ao construir, simultaneamente, sete usinas hidrelétricas e três linhas de transmissão. Esses empreendimentos acrescentarão mais de 4.800 MW de potência instalada ao parque gerador brasileiro e têm papel fundamental no Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal. Os novos empreendimentos representam energia para 10 milhões de habitantes, além de 30 mil empregos diretos e investimentos de mais de R$ 15 bilhões. São números expressivos, à altura das melhores tradições de FURNAS e que comprovam a importância que a nossa Empresa tem para o Brasil e para o seu desenvolvimento. Investimos cerca de R$ 822,5 milhões em ampliações e reforços do parque de geração e transmissão, que incluem a modernização das Usinas Luiz Carlos Barreto de Carvalho, Furnas e Marechal Mascarenhas de Moraes, todas no curso do rio Grande, com mais de 40 anos em operação. O equilíbrio entre seus resultados, nos planos econômico, ambiental e social, ora divulgados, reflete o compromisso da Empresa com o desenvolvimento sustentável, demonstrado por intermédio da ação direta em programas e projetos e da participação em diversas iniciativas que ajudam a mobilizar a sociedade, outras empresas e os cidadãos. Como agente indutora de desenvolvimento e transformação social, suas ações são pautadas respeitando o meio ambiente e as comunidades ao entorno de suas instalações, visando resguardar as gerações futuras. Em 2007, foram desenvolvidos 118 projetos sociais, que beneficiaram mais de 117 mil pessoas, com a geração de novas oportunidades e promoção da inclusão social. FURNAS realiza ações de eficiência energética, pelo lado da demanda e da oferta, desde 1993, sintonizada com os desafios do seu tempo de produzir energia sustentável, visando o desenvolvimento econômico, a segurança energética e a manutenção de um ambiente limpo. Atualmente, ampliando suas atividades na área de geração, volta-se para a diversificação de sua matriz energética, com intenção de investir em energias alternativas, para implantação de pequenas centrais hidrelétricas e de empreendimentos de geração térmica por biomassa. Queremos ainda destacar que já iniciamos a elaboração do Plano Estratégico com participação e comprometimento intensivo do corpo técnico, que estará implementando, continuamente, esse Plano no ciclo 2008-2012, ao colocar seus valores no centro da estratégia, com foco na liderança que tem sido, desde sua criação no Setor Elétrico, a marca de toda a vida de FURNAS. Reiterando nosso compromisso de atender aos interesses de nossos acionistas, clientes, parceiros e da comunidade que servimos, agradecemos, de forma especial, ao Governo Federal, em particular ao Ministério de Minas e Energia e à Eletrobrás, pela confiança depositada, e aos nossos empregados pelo comprometimento e dedicação, que tornaram possível os resultados apresentados neste Relatório. Luiz Paulo Fernandez Conde Diretor-Presidente

Operação do Sistema
Com o objetivo de manter o padrão de qualidade e confiabilidade na prestação de serviços, no contexto do cenário eletro-energético atual, as áreas de estudos elétricos, planejamento elétrico da operação e de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) desenvolveram atividades visando compatibilizar, de um lado, necessidades de manutenção, limitações operativas e, de outro, características dos equipamentos de FURNAS de forma a atender aos requisitos exigidos pelos Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pelos Atos Regulatórios da Aneel e pelas normas operacionais vigentes entre as empresas interligadas, geradoras, transmissoras e distribuidoras. Com relação, especificamente, ao arcabouço regulatório, foi dedicada especial atenção ao estudo e à divulgação, com subseqüente implantação de procedimentos, da Resolução Normativa Aneel nº 270, de 26 de junho de 2007, que estabelece as disposições relativas à qualidade do serviço público de transmissão de energia elétrica associada à disponibilidade das instalações integrantes da Rede Básica que compõem o SIN (parcela variável). As instalações de geração ficaram disponíveis em 89,3% do tempo (83,9%, se incluídas as indisponibilidades devidas ao processo de modernização), e as de transmissão tiveram suas linhas disponíveis em 99,3%. Na área de transmissão, destacou-se a entrada em operação de novas instalações, relacionadas a seguir, que proporcionaram maior confiabilidade e melhor desempenho na operação do SIN: • LT 345 kV Itutinga – Juiz de Fora, com 144 km efetivos construídos, realizada em associação com outros agentes, sob a forma de SPE, a saber: FURNAS (25%), Companhia Técnica de Engenharia Elétrica (Alusa) (41%), Cemig (24%) e Orteng Equipamentos e Sistemas (10%); SE Guarulhos, nova topologia com dois barramentos duplos independentes, de 345 kV, e a instalação de um novo sistema digital de proteção diferencial de barras, que permitiu a conexão da nova LT 345 kV Anhangüera – Guarulhos, de propriedade da CTEEP, sem que houvesse superação da mencionada subestação, por corrente de curto-circuito; segundo circuito de 230 kV entre as SE Brasília Geral e Brasília Sul, a partir do seccionamento da LT 230 kV Pirineus – Brasília Geral, na SE Brasília Sul, que proporcionou maior confiabilidade no suprimento ao Distrito Federal e à região metropolitana de Goiânia; três novos bancos de capacitores série nas SE Itumbiara (1) e Rio Verde (2), no sistema de atendimento ao Estado de Mato Grosso, completando o total de cinco bancos, que proporcionaram um aumento de 200 MW no limite de suprimento (importação/exportação) desta região; relocação e recondutoramento das linhas do tronco de transmissão, em 138 kV, que interligam as SE Santa Cruz e Jacarepaguá, no Estado do Rio de Janeiro, visando adequá-las à implantação do ciclo combinado na Usina Termelétrica (UTE) Santa Cruz (duas novas unidades de turbogeradores a gás), ao atendimento à Light e às novas cargas industriais que estão se conectando; recomissionamento e alteração das lógicas dos sistemas de controle da unidade 02 da UHE Serra da Mesa, de forma a permitir a sua operação com o compensador síncrono e fazer jus à prestação de serviço ancilar (controle de tensão) para o SIN.

No âmbito do planejamento elétrico da operação foram realizados estudos pré-operacionais para a entrada em operação de novos equipamentos, análises de solicitações de acesso ao SIN, estudos para ajustes, testes de aceitação e comissionamentos de proteções e sistemas de controle, bem como estudos no Simulador de Sistemas Elétricos, destacando-se: • • • • • • • separação dos barramentos da SE Guarulhos, conforme acima descrito; seccionamento da LT 230 kV Brasília Geral – Pirineus, conforme acima descrito; plano especial de operação para o Rio de Janeiro, durante a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007; religamento automático de linhas de transmissão, visando minimizar a redução de receita por incidência de parcela variável; análise de perturbações nas instalações de FURNAS para atendimento ao ONS, Aneel e Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE); implantação de Esquemas de Controle de Emergências (ECE), com o objetivo de melhorar o desempenho e a confiabilidade do SIN; instalação de novos capacitores série do sistema de suprimento ao Estado de Mato Grosso para aumentar a capacidade de intercâmbio entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Perfil da Empresa
FURNAS é uma sociedade anônima criada, em 28 de fevereiro de 1957, pelo Decreto nº 41.066 e, nesta mesma data, autorizada a funcionar com a missão básica de construir a primeira usina hidrelétrica de grande porte no Brasil. Na condição de subsidiária da Eletrobrás, foi-lhe conferida a missão de construir e operar centrais elétricas de interesse supraestadual e sistemas de transmissão em alta e extra-alta tensões que visassem à integração interestadual dos sistemas ou transportes de energia produzida em aproveitamentos energéticos binacionais. A Empresa possui instalações nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, interligando oito estados e o Distrito Federal, onde está situada cerca de metade da população brasileira, que responde por, aproximadamente, 63% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Para tanto, conta com um diversificado parque gerador, no qual figuram 11 usinas hidrelétricas, das quais 2 em parceria com a iniciativa privada, 1 sob a forma de Sociedade de Propósito Específico (SPE), e 2 térmicas convencionais. O sistema de transmissão de FURNAS é composto por 46 subestações, com capacidade de transformação de 101.651 MVA, e 19.278 km de linhas de transmissão, incluindo circuitos destinados à transmissão da energia da UHE Itaipu, nas tensões de 750 kV CA e ± 600 kV CC, e circuitos estratégicos, para otimização eletroenergética do País, que interligam as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Em conformidade com a NBR ISO 9001:2000, foi mantida a certificação dos Centros de Operação da Empresa, de acordo com o que rege o Contrato de Prestação de Serviços de Transmissão com o ONS. Para fazer frente à complexidade imposta pela Resolução Normativa nº 270/2007, da Aneel (Parcela Variável), foi iniciado o desenvolvimento de novo programa de análise de intervenções. Visando à melhoria contínua do desempenho dos sistemas de regulação, controle e proteção de usinas, linhas e demais equipamentos, a Empresa fez uso intensivo do seu Simulador de Sistemas Elétricos em tempo real, instalado no Escritório Central. O equipamento em questão é referência internacional e vem atendendo a demandas de empresas nacionais e internacionais de energia elétrica. Na mesma linha de atendimento às necessidades de melhoria contínua, foi realizada a atualização dos diversos equipamentos que compõem o Sistema de Supervisão e Controle dos Centros de Operação.

I – GESTÃO
NEGÓCIOS DA EMPRESA

Manutenção das Instalações
Com objetivo de manter elevadas taxas de disponibilidade dos equipamentos, FURNAS procura aliar a experiência de seu corpo técnico à implementação de rigorosas filosofias de manutenção. Desta forma, procura executar fielmente o planejamento de manutenção dos equipamentos de seu parque gerador e transmissor, garantindo de forma adequada o atendimento à demanda do sistema elétrico. Em conformidade com essas orientações, tiveram continuidade os trabalhos de modernização das usinas geradoras, destacando-se: • • • na UHE Mascarenhas de Moraes – Fase I, conclusão das atividades de modernização das unidades contempladas nessa Fase; nas UHE Furnas e Luiz Carlos Barreto de Carvalho (Estreito), prosseguimento das atividades de modernização. prosseguimento dos trabalhos de recuperação da turbina a vapor da unidade 01, de modernização do sistema de supervisão das turbinas das unidades 03 e 04 e concluídas a limpeza química e a recuperação dos sistemas de combustão das caldeiras das unidades 03 e 04, na UTE Santa Cruz; implantação do Sistema de Supervisão e Controle (SAGE), na UHE Serra da Mesa; instalação, no Centro de Operação Regional Goiás, da supervisão remota da UHE Peixe Angical; implantação de sistema para telecomando remoto da UHE Manso, por meio da emulação da interface homem-máquina, na UHE Itumbiara, para atendimento em situações de emergências; revisão geral e comissionamento em 21 disjuntores de extra-alta tensão (345, 500 e 765 kV), e modernização e comissionamento de 18 seccionadores, de 500 e 800 kV, de diversas áreas da Empresa, de forma a manter a alta confiabilidade operacional; reparos em sete transformadores/autotransformadores e reatores, e revitalização de três transformadores conversores; implantação do Sistema de Supervisão e Controle SAGE, nas SE Gurupi e Angra dos Reis; finalização de trabalhos de manutenção e eventuais reparos em estações do Sistema de Detecção de Descargas Atmosféricas (Rindat), situadas em Brasília, Serra da Mesa, São José dos Campos, Cachoeira Paulista, Ibiúna, Manoel Ribas, Rio Verde, Jupiá, Santa Teresinha e Novo Horizonte; conclusão das obras para operação comercial do segundo banco de transformadores de 500/345/13,8 kV, da SE Campinas.

Visão da Economia e do Mercado Brasileiro
Em 2007, o desempenho da economia brasileira superou as expectativas: uma expansão de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB), a preços de mercado, e de 6,0% na produção industrial. O Governo Federal manteve a política de redução da taxa básica de juros Selic, porém seguindo ritmo de queda mais amortecido, estabilizando a taxa em 11,25% a.a. a partir do mês de setembro. A taxa de desemprego foi de 9,3%, a menor da série histórica iniciada em 2002. O rendimento médio real habitual dos ocupados cresceu 2,3% no mês de dezembro em relação ao mesmo mês de 2006. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,46%, ficou dentro da meta estabelecida pelo Governo. Apesar da valorização verificada na moeda brasileira durante o ano de 2007, o setor externo teve um bom desempenho. As exportações, no valor de US$ 161 bilhões cresceram 16,1% e as importações, no valor de US$ 121 bilhões, tiveram alta de 32%, em relação ao ano anterior. Em conseqüência, o saldo da Balança Comercial encerrou o ano em US$ 40 bilhões, valor 13,8% inferior ao obtido em 2006. O forte crescimento mundial impulsionou principalmente a exportação de produtos básicos (27,6%) que registrou aumentos tanto no volume (12,1%), como nos preços (14,6%). As reservas internacionais aumentaram 110%, passando de US$ 85 bilhões em 2006 para US$ 180 bilhões em 2007. Os investimentos estrangeiros diretos fecharam o ano em US$ 34,6 bilhões contra US$ 18,8 bilhões verificados em 2006. O consumo de energia elétrica encerrou 2007 com uma expansão de 5,4% em relação ao verificado em 2006, tendo acumulado 376,9 TWh, segundo dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Vale destacar que tal crescimento foi o maior desde o fim do racionamento ocorrido em fevereiro de 2002. A categoria comercial, que representa 16% do mercado brasileiro, manteve durante todo o ano o melhor desempenho, com alta de 6,6%, impulsionada pelo crescimento da atividade varejista e pela maior movimentação nos portos e aeroportos, dentre outros fatores. O consumo do segmento residencial, com participação de 24% no total, apresentou uma expansão de 6%. Em 2007, foram incorporadas cerca de 1,9 milhão de novas unidades consumidoras residenciais, valor bem superior à média dos anos anteriores, fruto do Programa Luz para Todos que efetuou cerca de 500 mil novas ligações em todo o País. O consumo industrial, que responde por 46% do total, registrou alta de 5%, reflexo da expansão da capacidade de produção. O consumo de eletricidade expandiu-se em todas as regiões, com destaque para a região Centro-Oeste, responsável por cerca de 6% do consumo total brasileiro, que apresentou expressivo crescimento de 6,9%. No Nordeste, onde se concentram 17% do mercado brasileiro, o consumo aumentou 6,2%, como reflexo da já mencionada incorporação de novos consumidores e da atuação do Programa Luz para Todos. A região Norte, que representa 6% do consumo nacional, teve crescimento de 5,4% no seu consumo. Na região Sul, com 17% de participação, o crescimento foi de 5,3%. A região Sudeste, que detém a maior participação no mercado brasileiro (54%), apresentou elevação de 5%, com maior contribuição da categoria comercial.

Destacaram-se outras atividades de manutenção, em diversos locais da Empresa, a saber:

• • •

No que se refere às ações realizadas nas subestações, destacaram-se: •

• • •

Visão Geral dos Negócios
Expansão dos Negócios
Geração A Empresa está à frente de sete projetos de geração, constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado, em 2007, pelo Governo Federal, considerados de fundamental importância para garantir o aumento da oferta de energia elétrica no País. Os empreendimentos abaixo relacionados, de propriedade exclusiva de FURNAS, apresentam as seguintes características: • Usina Hidrelétrica (UHE) Simplício (305,7 MW) e Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Anta (28 MW), localizadas no rio Paraíba do Sul, divisa dos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, sendo Simplício, com três unidades geradoras, duas com entrada em operação prevista para 2010 e uma para 2011, e Anta, com duas unidades geradoras, entrada em operação prevista para 2010. Apresentam mais de 15% da obra concluída; UHE Batalha (52,5 MW), localizada no rio São Marcos, divisa dos Estados de Minas Gerais e Goiás, com duas unidades geradoras, entrada em operação prevista para 2010, aguarda Licença de Instalação, a ser concedida pelos órgãos ambientais, para dar início às obras.

Dando continuidade ao Plano de Recuperação de Linhas de Transmissão, foi efetuada a substituição de 32.182 isoladores, 3.362 espaçadores-amortecedores, pintura de 163 torres e recuperação de 259 fundações de torres em vários circuitos de linhas. Cabe registrar ainda: • • • • • • • atendimentos de emergência, para restabelecimento da capacidade de transmissão dos circuitos danificados por tempestades, nas LT 138 kV Rio Verde – Couto Magalhães e Rio Verde – Cachoeira Dourada circuito 1, em 230 kV, e circuito 2, em 138 kV; realização de ações especiais e diferenciadas, no Rio de Janeiro, durante a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007, objetivando garantir atendimento contínuo e confiável; implantação do sistema de estruturas modulares de alumínio, para atendimento a emergências, visando aumentar a disponibilidade da transmissão e reduzir o tempo de recomposição de linhas, em casos de quedas de estruturas; substituição dos cabos pára-raios convencionais, por cabo Optical Ground Wire (OPGW), das LT 345 kV Corumbá – Brasília Sul e 230 kV Manso – Nobres; implantação de centrais telefônicas digitais na UHE Manso, no Centro Técnico de Ensaios e Medições, no escritório regional da UHE Simplício e em Sapucaia; implantação do Sistema Óptico (Sisop) e prosseguimento da migração do sistema analógico para o digital de telecomunicações; instalação e comissionamento do Sistema de Medição de Qualidade de Energia, sob responsabilidade de FURNAS, em atendimento à modelagem proposta pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), de acordo com o módulo 12 dos Procedimentos de Rede do ONS.

Além dos empreendimentos acima, outros estão sendo construídos, sob a forma de Sociedade de Propósito Específico (SPE), em associação com outros agentes, com as seguintes características: • UHE Retiro Baixo (82 MW), parceria de FURNAS (49%) com Orteng Equipamentos e Sistemas (25,5%), Logos Engenharia (15,5%) e Arcadis Logos Energia (10%), na SPE Companhia Retiro Baixo Energética. Localizada no rio Paraopeba, Estado de Minas Gerais, possuirá duas unidades geradoras, com entrada em operação prevista para 2009, apresenta mais de 40% da obra concluída; UHE Baguari (140 MW), parceria de FURNAS (15%) com Neoenergia (51%) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) (34%), na SPE Consórcio UHE Baguari. Localizada no rio Doce, Estado de Minas Gerais, possuirá quatro unidades geradoras, sendo duas com entrada em operação prevista para 2009 e duas para 2010, apresenta cerca de 25% da obra concluída; UHE Serra do Facão (210 MW), parceria de FURNAS (49,9%) com Oliveira Trust Servicer (50,1%), na SPE Serra do Facão Participações, que participa com 49,5% do acordo de acionistas com as empresas Alcoa Alumínio (35%), DME Energética (10%) e Camargo Corrêa Energia (5,5%), na SPE Serra do Facão Energia. Localizada no rio São Marcos, Estado de Goiás, possuirá duas unidades geradoras, com entrada em operação prevista para 2010, apresentando mais de 20% da obra concluída; UHE Foz do Chapecó (855 MW), parceria de FURNAS (49,9%) com Pentágono Trust (50,1%) na SPE Chapecoense Geração, que participa com 40% do acordo de acionistas com as empresas CPFL Geração de Energia (51%) e Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) (9%), na SPE Foz do Chapecó Energia. Localizada no rio Uruguai, divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, possuirá quatro unidades geradoras, três com entrada em operação prevista para 2010 e uma para 2011, apresentando mais de 20% da obra concluída; UHE Santo Antônio (3.150 MW), parceria de FURNAS (39%) com Fundo de Investimento em Participações Amazônia Energia (20%), Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), Cemig Geração e Transmissão (10%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), na SPE Consórcio Madeira Energia. Localizada no rio Madeira, Estado de Rondônia, na região amazônica, possuirá 44 unidades geradoras, com entrada em operação prevista entre 2012 e 2016, teve sua concessão obtida em leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em dezembro de 2007.

Comercialização de Energia Elétrica
A comercialização de energia elétrica é realizada, no Brasil, de acordo com o estabelecido pela Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, e pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004. O mercado é organizado segundo dois ambientes, instituídos para celebração de contratos de compra e venda de energia: • • Ambiente de Contratação Regulada (ACR), do qual participam Agentes de Geração e de Distribuição de Energia; Ambiente de Contratação Livre (ACL), do qual participam Agentes de Geração, Comercializadores e Consumidores Livres.

No ACR, a comercialização de energia se realiza por meio de leilões públicos de energia, regulados pela Aneel, que podem ser conduzidos diretamente pela Agência ou por intermédio da CCEE. Desses leilões resultam contratos bilaterais regulados, denominados Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (Ccear), celebrados entre, de um lado, cada Agente de Geração vendedor (Concessionárias de Serviço Público ou Produtores Independentes) e, de outro, todos os compradores (Distribuidores de Energia) participantes dos leilões. Nesse ambiente, FURNAS vem participando dos leilões, sejam estes destinados à venda de energia existente (energia de usinas já implantadas) ou à licitação de novos empreendimentos de geração. No ACL há livre negociação entre os Produtores Independentes, Comercializadores e Consumidores Livres. Já para os Concessionários de Serviço Público, sob Controle Federal, como é o caso de FURNAS, existe a exigência legal de Leilão ou Chamada Pública para compra e venda de energia. Nesse Ambiente os acordos de compra e venda de energia são pactuados por meio de contratos bilaterais. A Empresa logrou êxito no 5º Leilão de Energia Nova, realizado em outubro de 2007, vendendo a energia associada à ampliação da UTE Santa Cruz e sua parcela nas UHE Serra do Facão e Foz do Chapecó, em fase de construção, ambas em associação com a iniciativa privada, sob a forma de SPE. Anteriormente, no 4º Leilão de Ajuste, realizado em março, foram vendidos 16 MW médios, entre os meses de abril e julho. A Empresa continuou a participar de diversas licitações para venda de energia no ACL, tornando-se um dos principais agentes desse mercado.

Transmissão Os empreendimentos abaixo relacionados, também integrantes do PAC, de propriedade exclusiva de FURNAS, apresentam as seguintes características: • Linha de Transmissão (LT) Tijuco Preto – Itapeti e Itapeti – Nordeste, ambas em 345 kV e com 50 km de extensão total, interligarão a Subestação (SE) Tijuco Preto, situada no Estado de São Paulo, e as SE Itapeti e Nordeste, de propriedade

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

Os recursos disponíveis para venda de energia existente são compostos pela energia de usinas próprias de FURNAS e pela compra de energia das empresas Semesa, Proman, EPE – Pantanal Energia, Companhia de Interconexão Energética (Cien) e Eletrobrás Termonuclear S. A. (Eletronuclear). No caso da Eletronuclear, tal compra, homologada por meio da Resolução Aneel nº 252/2005, está vinculada ao cumprimento dos Decretos nº 2.655/1998 e 4.550/2002 e da Portaria nº 320/2004, do Ministério de Minas e Energia (MME).

Evolução das Instalações Elétricas em Operação
Usinas Geradoras – Capacidade Instalada, Propriedade e Energia Assegurada
Os montantes de energia assegurada, de cada usina operada por FURNAS, correspondem às quantidades máximas de energia e potência elétricas associadas ao empreendimento, que poderão ser utilizadas para comprovação de atendimento de carga ou comercialização por meio de contratos. A revisão desses montantes foi realizada em 2004, quando o MME, mediante critérios de garantia de suprimento de déficit máximo de 5%, definiu a forma de cálculo da garantia física dos empreendimentos de geração. Usina Capacidade Propriedade Instalada das Instalações (MW) (%) 2003 Hidrelétrica Propriedade Integral Itumbiara Marimbondo Furnas Luiz Carlos B. de Carvalho (Estreito) Mascarenhas de Moraes Corumbá I Porto Colômbia Funil Propriedade Compartilhada Em Parceria Serra da Mesa Manso Sociedade de Propósito Específico Peixe Angical Térmica Propriedade Integral Santa Cruz Roberto Silveira (Campos) São Gonçalo (Fora de Operação) 2.082 1.440 1.216 1.050 476 375 320 216 1.275 212 452 766 30 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 48,46 70,00 40,00 100,00 100,00 100,00 1.015 726 598 495 297 209 185 121 671 92 410 21 Energia Assegurada (MW Médio) 2004 1.015 726 598 495 295 209 185 121 671 92 450 21 2005 1.015 726 598 495 295 209 185 121 671 92 547 21 2006 1.015 726 598 495 295 209 185 121 671 92 63 496 21 2007 1.015 726 598 495 295 209 185 121 671 92 271 496 21 -

Comercialização da Transmissão
A comercialização dos serviços de transmissão é realizada segundo duas modalidades, a saber: no ambiente do serviço público (concessão) e no ambiente de interesse exclusivo do acessante (extra-concessão). Ambiente de Concessão de Serviço Público A prestação de serviço público de transmissão de energia elétrica é caracterizada no Contrato de Concessão pela disponibilização das instalações de transmissão. • Rede Básica de Transmissão As instalações de transmissão, classificadas pela Aneel como integrantes da Rede Básica (RB), são disponibilizadas ao ONS mediante recebimento da correspondente Receita Anual Permitida (RAP), conforme registrado no Contrato de Prestação de Serviços de Transmissão (CPST). A RAP é atualizada, anualmente, por meio de resolução homologatória específica emitida pela Aneel, com base na variação do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) e, também, pela incorporação de novas instalações. Para as novas instalações de transmissão autorizadas pela Aneel, a partir de 31 de maio de 2000, deve ocorrer, a cada quatro anos, um processo de revisão tarifária para a correspondente parcela da RAP. O primeiro processo de revisão tarifária, que deveria ter ocorrido em 2005, foi realizado em 2007 e reduziu a RAP de FURNAS no ciclo 2007-2008, retroagindo aos ciclos 2005-2006 e 2006-2007. Em conseqüência, a partir do segundo semestre de 2007, além da redução da RAP do próprio ciclo, vem sendo descontada parcela de ajuste, referente aos valores recebidos a mais nos dois ciclos anteriores. No ciclo 2007-2008 foi considerado o acréscimo de receita decorrente da entrada em operação comercial das seguintes instalações de transmissão da RB: − − − na SE Rio Verde, dois bancos de compensação série, em 230 kV, sendo um, de 34 Mvar, para o circuito 1 da LT Itumbiara – Rio Verde e o outro, de 37,2 Mvar, para o circuito 1 da LT Rio Verde – Barra do Peixe; na SE Itumbiara, banco de compensação série, em 230 kV, de 33,9 Mvar, para o circuito 1 da LT Itumbiara – Rio Verde; na SE Brasília Sul, dois módulos de entrada de linha, em 230 kV.

Subestações – Tensão e Capacidade de Transformação
A evolução da capacidade de transformação instalada (MVA) das subestações de FURNAS, em 2007, deveu-se a reposição e energização da unidade danificada de um banco de autotransformadores da SE Ivaiporã. MVA Tensão (kV) ≤ 230 345 500 750 Total 2003 3.913 24.206 42.278 21.400 91.797 2004 4.074 24.426 43.078 21.400 92.978 2005 4.048 25.021 44.888 23.050 97.007 2006 5.213 25.246 47.598 23.050 101.107 2007 5.095 24.985 47.421 24.150 101.651

Linhas de Transmissão – Tensão de Operação, Propriedade e Extensão
A partir de 2006, além das Linhas de Transmissão próprias, entraram em operação as primeiras linhas construídas em associação com outras empresas, sob a forma de SPE. Assim, a extensão das mesmas passa a ser informada, em rubricas separadas, como se segue. Propriedade Integral Em 2007, não houve acréscimo de linhas de transmissão de propriedade exclusiva. Tensão (kV) ≤ 230 345 500 ± 600 (CC) 750 Total 2003 4.349 5.686 4.371 1.612 2.698 18.716 2004 4.349 5.686 4.549 1.612 2.698 18.894 2005 4.349 6.069 4.549 1.612 2.698 19.277 2006 4.349 6.070 4.549 1.612 2.698 19.278 km 2007 4.349 6.070 4.549 1.612 2.698 19.278

Propriedade Compartilhada – Sociedades de Propósito Específico (SPE) A tabela abaixo apresenta as linhas de transmissão que entraram em operação a partir de 2006. Em 2007, foram energizadas as LT Itutinga – Juiz de Fora e Irapé – Araçuaí, circuito 2, ambas constantes do PAC, do Governo Federal, com as seguintes características: Linha de Transmissão Irapé – Araçuaí II Itutinga – Juiz de Fora Montes Claros – Irapé Peixe Angical – Gurupi Tensão (kV) 230 345 345 500 Total (km) 139 * 92 Entrada em Operação 2006 Participação de FURNAS (%) 24 40 Total (km) 61 * 144 * Entrada em Operação 2007 Participação de FURNAS (%) 24,5 25 -

O gráfico, a seguir, apresenta a evolução da RAP nos últimos cinco anos para as instalações de transmissão da Rede Básica.

* km efetivos de extensão que, após a construção do empreendimento, apresentaram pequenas diferenças em relação à previsão constante do contrato de concessão da Aneel.

Supervisão e Controle de Usinas Geradoras e Subestações
• Instalações de Transmissão Fora da Rede Básica As demais instalações de transmissão, não integrantes da RB, são disponibilizadas diretamente aos acessantes interessados mediante recebimento da correspondente RAP, denominada especificamente “encargo de conexão”, conforme registro em Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT). De acordo com a regulamentação, os CCT são diretamente negociados com os consumidores livres, agentes de geração e agentes de importação e/ou exportação de energia. No caso de agentes de distribuição, os “encargos de conexão” são definidos e atualizados, anualmente, por meio de resolução homologatória específica da Aneel, com base na variação do IGP-M. • Compartilhamento de Instalações Na concessão de serviço público de transmissão existe, ainda, a obrigação de compartilhamento com outros concessionários, de instalações e infra-estruturas, fazendo jus à correspondente receita, mediante, conforme o caso, Contrato de Compartilhamento de Instalações (CCI) ou Contrato de Compartilhamento de Faixa de Passagem (CCFP). A evolução das receitas auferidas, decorrentes desses contratos, é apresentada a seguir: R$ Mil Natureza do Contrato Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT) Compartilhamento de Instalações (CCI) Compartilhamento de Faixa de Passagem (CCFP) Total Ambiente Extra-Concessão O Contrato de Concessão permite o desenvolvimento de outras atividades mediante recebimento de “outras receitas” que não fazem parte da prestação do serviço público regulado pela Aneel, regido por instrumento contratual próprio a título oneroso. Incluem-se, nesse caso, os Contratos de Prestação de Serviços de Operação e Manutenção (CPSOM), os Contratos de Prestação de Serviços de Manutenção (CPSM) e ainda os Contratos de Compartilhamento de Infra-estrutura (CCIF), sendo estes com agentes externos ao setor elétrico. A evolução das receitas auferidas, decorrentes desses contratos, é apresentada a seguir: R$ Mil Natureza do Contrato Prestação de Serviços de Operação e Manutenção (CPSOM) Prestação de Serviços de Manutenção (CPSM) Compartilhamento de Infra-estrutura (CCIF) Total 2003 506 506 2004 581 581 2005 2.717 1.177 3.894 2006 1.563 1.036 2.000 4.599 2007 1.684 1.163 1.700 4.547 2003 5.328 1.830 7.158 2004 6.314 703 519 7.536 2005 11.352 2.633 155 14.140 2006 13.180 2.031 15.211 2007 14.221 2.284 16.505 Desde 1997, FURNAS vem implantando Sistemas Digitais de Supervisão e Controle em todos os novos empreendimentos de geração e transmissão, seja em novas instalações, seja na ampliação de instalações existentes. Em 2007, 17 instalações encontravam-se totalmente digitalizadas e 18 com digitalização parcial. A Empresa participa, desde 2003, do projeto Sistema Nacional de Observabilidade e Controlabilidade (Sinocon), sob responsabilidade do ONS, com o objetivo de modernizar os equipamentos digitais de supervisão dos agentes. Com relação às atividades de gestão documental, foram adquiridos novos equipamentos para realizar o resgate dos arquivos digitais, em software específico, até sua plotagem, distribuição e armazenamento no Sistema de Gerenciamento Eletrônico de Documentos Técnicos (GED).

Sistema de Transmissão de Telecomunicações
O Sistema de Transmissão de Telecomunicações, formado por subsistemas rádio e óptico, possui 5.251 km de rotas digitalizadas, que atendem a 78% do total das unidades operativas de FURNAS. Das 60 unidades operativas (46 subestações, 13 usinas e o Centro de Operação, localizado no Escritório Central, no Rio de Janeiro), 47 são atendidas por tecnologia digital e 3 por analógica. Dez unidades são atendidas por terceiros. Em 2007, foram instalados os últimos 66 km de cabos OPGW, referentes à LT Manso – Nobres, dos 560 km doados pela Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), de acordo com o contrato de compartilhamento e o instrumento particular de doação de infra-estrutura assinados no ano de 2006.

Investimentos Associados ao Plano Plurianual (PPA)
A execução das Ações Orçamentárias sob a responsabilidade de FURNAS, em 2007, constantes do PPA 2004-2007, do Governo Federal, correspondeu a um volume de investimento de R$ 822,5 milhões. Os principais empreendimentos, relacionados a seguir, correspondem a mais de 80% do total realizado. Implantação da UHE Simplício, da PCH Anta e das Linhas de Transmissão Associadas Esse empreendimento, adjudicado a FURNAS no Leilão Aneel nº 002/2005, refere-se à construção da UHE Simplício e da PCH Anta, localizadas no rio Paraíba do Sul, entre os municípios de Três Rios e Sapucaia, no Estado do Rio de Janeiro, e Além Paraíba e Chiador, no Estado de Minas Gerais, com potência total instalada de 333,7 MW. Contempla, também, a interligação entre a PCH Anta e a UHE Simplício, bem como a conexão ao SIN, por meio de uma LT, 138 kV, com 120 km de extensão, em circuito duplo. Em 2007, foram emitidas, pelo Ibama, as Licenças de Instalação e a Autorização de Supressão de Vegetação, associadas ao empreendimento, o que viabilizou, a partir de agosto, o início das realizações previstas para o ano. O projeto executivo encontra-se em andamento, com liberação de escavações em solo e rocha em Anta, Simplício e nas áreas de interligação. Destacaram-se, também, os serviços de topografia, identificação, cadastramento e avaliação das propriedades, com aquisição de algumas áreas. Modernização da UHE Luiz Carlos Barreto de Carvalho A UHE Luiz Carlos Barreto de Carvalho, situada no rio Grande, Estado de Minas Gerais, com 1.050 MW de capacidade instalada, possui seis unidades geradoras, sendo que a primeira entrou em operação em março de 1969, portanto, em atividade há quase 40 anos. A modernização da Usina contempla ações envolvendo a recuperação total das turbinas, geradores e sistemas associados e a implantação de novos sistemas de controle, comando, supervisão, monitoramento e proteção, para prolongar a vida útil da planta. Considera, também, sua digitalização, por meio da adequação das suas unidades geradoras, o que permitirá o incremento da segurança operacional e aumentará a confiabilidade dos equipamentos e sistemas eletromecânicos. Destacaram-se, em 2007, as seguintes ações: modernização da ponte rolante da casa de força; construção da casa de relés, da casa do grupo gerador diesel de emergência, da casa de força e da subestação, das salas de controle locais das UG 01 e 02 e da sala de baterias; instalação dos novos sistemas auxiliares mecânicos e elétricos. Em fase final o comissionamento da UG 01. Modernização da UHE Furnas Essa Usina, a primeira construída pela Empresa, em operação desde 1963, situa-se no rio Grande, Estado de Minas Gerais, com capacidade instalada de 1.216 MW. Esse investimento tem como objetivo a modernização de suas unidades geradoras e da subestação, assim como de equipamentos auxiliares, além da digitalização da Usina, com a implantação de novos sistemas de controle, comando, supervisão, monitoramento e proteção. Esses sistemas permitirão a operação remota da Usina, o aumento da segurança operacional e trarão aumento substancial da confiabilidade dos equipamentos e sistemas eletromecânicos, que prolongarão sua vida útil. Em 2007, foram concluídos: a montagem de eletrodutos nos vãos de linha para as SE Mascarenhas de Moraes e Itutinga I e reforço da malha de aterramento da SE Furnas. Em fase final, o comissionamento da UG 05. Manutenção do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica Essa ação tem por objetivo promover a manutenção, reabilitação e otimização das instalações de transmissão da Empresa, envolvendo aquisição de sobressalentes e equipamentos-reserva, necessários para evitar indisponibilidades e aumentar a confiabilidade. Contempla, também, pagamentos indenizatórios para liberação de terrenos de linhas de transmissão e subestações, implantação e expansão de terminais remotos e da rede de oscilografia das subestações. Em 2007, foram realizadas diversas obras de manutenção e modernização nas subestações da Empresa, envolvendo troca de sistemas de proteção, substituição de equipamentos, instalação de pára-raios, de equipamentos de proteção contra incêndio e de ar condicionado. Tiveram continuidade ações relativas ao fornecimento e projeto de modernização do Sinocon, para substituição de proteção em diversas subestações. Reforços no Sistema de Transmissão dos Estados de Goiás, Mato Grosso e do Distrito Federal Em 2007, foram concluídos os seguintes empreendimentos: • • na SE Brasília Sul, instalação de dois módulos de entrada de linha, em 230 kV, para as LT Brasília Geral – Pirineus – Xavantes e Brasília Sul – Brasília Geral, segundo circuito, visando eliminar a superação dessa última, em condição de emergência da LT Pirineus – Xavantes; na SE Rio Verde, instalação dos bancos de capacitores série de 37,2 e 33,9 Mvar (LT Rio Verde – Barra do Peixe I e Itumbiara – Rio Verde I), que viabilizou a exportação do excedente de geração de energia elétrica do Estado de Mato Grosso para os centros de carga da Região Sudeste; e de um vão de linha para a SE Acreúna, de propriedade da Companhia Energética de Goiás (Celg), para prover as condições desejadas de suprimento de energia à região sul do Estado de Goiás, melhorando o atendimento às indústrias locais; na SE Itumbiara, instalação do banco de capacitores série de 33,9 Mvar, que também faz parte dos reforços no sistema de transmissão existente, para viabilizar a exportação do excedente de geração de energia elétrica do Estado do Mato Grosso para os centros de carga da Região Sudeste.

Comercialização de Serviços de Apoio Técnico, Operacional e Administrativo
Em 2007, FURNAS prestou serviços técnicos e gerenciais, na área de geração e transmissão, para empresas tanto públicas quanto da iniciativa privada, nacionais e internacionais. Nesse período, foram emitidas 34 propostas. Principais Atividades Desenvolvidas Cliente Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwansa (Gamek) – Angola Hidropastaza S.A. – Equador Enerpeixe S.A. Atividade Prosseguimento da prestação de serviços nas atividades de operação e manutenção da UHE Capanda Finalização dos serviços de fiscalização da construção da UHE San Francisco Para a UHE Peixe Angical: − elaboração e fornecimento do Manual de Operação; − operação e manutenção da UHE, subestação e transmissão associada; − auscultação da barragem. Prosseguimento dos serviços hidrométricos na bacia do Rio Tocantins, na área da UHE Cachoeira Paulista Transmissão e Energia S.A. Samarco Mineração S.A. Companhia de Transmissão Centroeste de Minas Serviços de operação e manutenção da LT 500 kV Cachoeira Paulista – Tijuco Preto, circuito simples, com 180 km Estudos de viabilidade de conexão à Rede Básica da LT 345 kV Vitória – Ouro Preto 2 Para a LT 345 kV Furnas – Pimenta II, circuito simples, com 75 km: – serviços de apoio técnico-administrativo às atividades da contratante; – gerenciamento ambiental e técnico da implantação e controle de qualidade. Estudos de desempenho elétrico para verificar a viabilidade da conexão da UHE Tijuco Alto, com cerca de 140 MW de capacidade Desenvolvimento de programas e procedimentos associados à evolução tecnológica de recursos de hardware e software Instalação de esferas de sinalização em diversas linhas de transmissão de FURNAS, em vãos de travessias sobre dutos da Transpetro Para a UHE Serra do Facão: – serviços de Engenharia do Proprietário, relativos à implantação da UHE, subestação e transmissão associada, e obras civis na área do reservatório; – reestudo do remanso no reservatório. Serviços de Engenharia do Proprietário, relativos à implantação da UHE Foz do Chapecó, subestação e transmissão associada Serviços na área de tecnologia do concreto e mecânica dos solos Treinamentos na área de apoio e controle da qualidade e serviços no simulador de sistemas elétricos

Companhia Brasileira de Alumínio Operador Nacional do Sistema Elétrico Petrobrás – Petróleo Brasileiro S.A. Serra do Facão Energia S.A.

Foz do Chapecó Energia S.A. Clientes Diversos

Reforços no Sistema de Transmissão dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo Destacaram-se as seguintes realizações para integração da potência adicional da UTE Santa Cruz ao SIN, a saber: • • • • conclusão da reconstrução do trecho Santa Cruz – ZIN (zona industrial), da LT 138 kV Santa Cruz – Jacarepaguá I; na SE Jacarepaguá, prosseguimento das obras civis e da montagem eletromecânica dos equipamentos; nas LT Santa Cruz – Jacarepaguá II e III, início dos serviços de recapacitação; na SE Santa Cruz, assinado contrato para execução das obras civis e montagem eletromecânica dos equipamentos.

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

Implantação do Sistema de Transmissão Tijuco Preto – Itapeti – Nordeste O sistema compreende as LT 345 kV Tijuco Preto – Itapeti, circuitos 3 e 4, e Itapeti – Nordeste, circuito duplo, e instalações vinculadas, que interligarão a SE Tijuco Preto e as SE Itapeti e Nordeste, de propriedade da CTEEP, todas situadas no Estado de São Paulo. Tem por objetivo reforçar o atendimento à região da Grande São Paulo, propiciando maior confiabilidade ao atendimento das cargas da região, uma vez que atualmente há sobrecarga nas linhas existentes. As principais atividades desenvolvidas no exercício estão associadas à obtenção das licenças ambientais, junto aos órgãos competentes, para viabilizar o início das obras. Em paralelo, foi dado andamento à aquisição de equipamentos e materiais para as subestações e linhas de transmissão, assim como a avaliação de terras, que possibilitará o início das negociações de servidões. Além disso, foi assinado, junto com a CTEEP, o contrato de compartilhamento de faixa do trecho Tijuco Preto – Itapeti. Reforços no Sistema de Transmissão dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais No exercício, destacaram-se as seguintes realizações: • na SE Luiz Carlos Barreto de Carvalho, em andamento a instalação de uma chave seccionadora, em 345 kV, e troca da proteção convencional para proteção adaptativa, eliminando a necessidade da intervenção humana para reprogramação dos esquemas de proteção de barras e riscos de atuação indevida; nas SE Campinas e Ibiúna, prosseguimento do fornecimento dos equipamentos para instalação de banco de autotransformadores 345/138 kV – 150 MVA e banco de reatores manobrável 500 kV – 180 Mvar, respectivamente. O reforço na SE Campinas visa atender a emergência de um banco, cujo desligamento ocasionaria sobrecarga nos outros três transformadores remanescentes; e o reforço na SE Ibiúna visa propiciar melhor controle dos níveis elevados de tensão, além de aliviar os fluxos de potência reativa por meio dos bancos de transformadores 500/345 kV dessa Subestação.

Parcerias
Natureza da Parceria Contrato para conclusão da UHE Serra da Mesa e do arrendamento a FURNAS, pelo parceiro, de bens e instalações de sua propriedade e por ele postos a serviço na usina (contrato geral de 26 de abril de 1995) Contrato de compartilhamento da concessão da UHE Manso (10 de fevereiro de 2000) Parceiro Semesa Potência e Energia Asseguradas (%) Participação de Participação de FURNAS Parceiro 48,46 51,54

Proman

70,00

30,00

Sociedades de Propósito Específico (SPE)
Na condição de subsidiária da Eletrobrás, a possibilidade de FURNAS participar acionariamente de empreendimentos de energia elétrica viabilizou-se, a partir de julho de 2003, com a mudança do seu Estatuto Social, que propiciou as seguintes associações, sob a forma de SPE, cujos parceiros e características estão descritos no subitem Expansão dos Negócios: Participação Societária Empresa Empreendimento de FURNAS (%) Geração Enerpeixe S.A. * UHE Peixe Angical 40 Companhia Retiro Baixo Energética UHE Retiro Baixo 49 Consórcio UHE Baguari UHE Baguari 15 Chapecoense Geração S.A. ** UHE Foz do Chapecó 49,9 Serra do Facão Participações S.A. *** UHE Serra do Facão 49,9 Transmissão Companhia de Transmissão Centroeste de Minas LT Furnas – Pimenta II 49 Companhia Transudeste de Transmissão * LT Itutinga – Juiz de Fora 25 Companhia Transirapé de Transmissão * LT Irapé – Araçuaí 24,5 Companhia Transleste de Transmissão * LT Montes Claros – Irapé 24
* ** *** Empreendimento em operação. A SPE Chapecoense Geração S.A. possui 40% de participação na SPE Foz do Chapecó Energia S.A. A SPE Serra do Facão Participações S.A. possui 49,5% de participação na SPE Serra do Facão Energia S.A.

Principais Relacionamentos de FURNAS
Relacionamento com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Controladora Eletrobrás
FURNAS, como empresa controlada pela Eletrobrás, que se vincula ao MME, participa do Conselho Superior do Sistema Eletrobrás (Consise), que reúne os presidentes de todas as empresas do grupo para formular e implantar estratégias corporativas de interesse comum. Participação em Comitês Participa dos seguintes Comitês, no âmbito do Consise: • Comitê de Planejamento Estratégico (Copese), com objetivo de fornecer subsídios para melhorar o relacionamento entre a holding e suas empresas controladas, por meio de macro-orientações que permeiem os planejamentos estratégicos de cada uma, observadas as respectivas especificidades; Comitê de Operação, Planejamento, Engenharia e Meio Ambiente (Copem), que desenvolve ações estratégicas e diretrizes, visando uma atuação coordenada e harmônica das empresas, de forma a obter maior eficiência e abrangência no cenário energético nacional. FURNAS está representada no Comitê por dois diretores: de Engenharia; e de Operação do Sistema e Comercialização de Energia. Participa, por meio de seu quadro técnico, dos estudos já iniciados sobre o planejamento de mercado e da oferta de energia elétrica, em subcomitês específicos, abaixo discriminados: – Subcomitê de Estudos Energéticos, em dois grupos de trabalho criados em 2007, e coordenados pela Eletrobrás em conjunto com as controladas regionais, com foco nos estudos da demanda de energia elétrica. Um grupo tem como objetivo estudar a dinâmica do mercado de energia elétrica e, o outro, mapear e avaliar as potencialidades econômicas regionais brasileiras, para subsidiar o planejamento estratégico e de mercado de energia elétrica das empresas do Sistema Eletrobrás; Subcomitê de Estudos da Transmissão, no grupo de trabalho Transmissão, responsável por elaborar e fornecer, ao grupo de trabalho Oferta, as informações de transmissão necessárias ao desenvolvimento do Programa de Expansão da Oferta do Sistema Eletrobrás, tais como os limites de intercâmbio entre os subsistemas regionais e custos associados à expansão da transmissão; Subcomitê de Meio Ambiente, em atividades do eixo ambiental do desenvolvimento sustentável, o qual reúne gestores e especialistas das áreas de meio ambiente das empresas para atualização e desenvolvimento de agenda comum, em que se destacam os seguintes temas prioritários: Legislação Ambiental de Interesse Setorial; Gases de Efeito Estufa; Custos Ambientais; Gestão Ambiental dos Sistemas Isolados; Gestão dos Recursos Aquáticos; Instrumentos de Gestão Ambiental e Subsídios ao Planejamento da Expansão.

Relacionamento com Entidades Internacionais do Setor de Energia
Comitê Brasileiro do Conselho Mundial da Energia (CBCME) Associado ao Conselho Mundial de Energia (World Energy Council – WEC) O WEC, fundado em 1923, com sede em Londres, Inglaterra, congrega entidades do campo da energia para estudar e promover o abastecimento e uso sustentável dos recursos energéticos mundiais. O CBCME, fundado em 1928, é uma entidade não governamental, sem fim lucrativo, da qual FURNAS participa como membro mantenedor, desde que foi criada em 1957. Abriga a sede do Comitê no seu Escritório Central, no Rio de Janeiro, e dá suporte à realização de eventos nacionais e internacionais. Em 2007, o CBCME organizou os eventos “Performance de Usinas Geradoras” e “Visão do Panorama sobre Cenários Energéticos Mexicanos até 2030”, ambos realizados no auditório central de FURNAS, e o “Seminário Internacional sobre Tecnologias de Transportes – Cenários Energéticos até 2050”, na sede da Petrobras. Publicou o relatório “Recursos Energéticos Brasileiros – 2007”, “Síntese de Plano Estratégico da Petrobras 2008-2020” e o “Depoimento no Senado da Austrália sobre Suprimento de Petróleo e Alternativas de Combustíveis para Transporte”. Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (CIGRÉ-Brasil) Associado ao Conselho Internacional das Grandes Redes Elétricas (Conseil International des Grands Réseaux Electriques – CIGRÉ) O CIGRÉ é uma organização mundial, criada em 1921, voltada ao desenvolvimento, valorização e difusão dos conhecimentos referentes à eletricidade transmitida em alta tensão, com o objetivo de promover o intercâmbio e desenvolvimento técnico, tecnológico e da engenharia. O CIGRÉ-Brasil foi criado em 1971 e hoje possui 16 comitês de estudos relacionados às diversas áreas técnicas de interesse do setor elétrico, dos quais três são coordenados por FURNAS. Técnicos das áreas de planejamento, engenharia, operação e manutenção participam do Comitê atuando em grupos de trabalhos, cursos e seminários, onde os assuntos técnicos específicos são estudados e debatidos entre especialistas. Em 2007, FURNAS organizou, no Rio de Janeiro, o XIX Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), evento que reuniu mais de 2 mil profissionais do Brasil e do exterior, de 291 empresas. Esse seminário, a cada dois anos, promove o intercâmbio de informações e experiências, técnicas e gerenciais, entre representantes de empresas de energia elétrica, engenharia, consultoria, centros de pesquisa, universidades e fabricantes de equipamentos. Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB) Associado ao Comitê Internacional de Grandes Barragens (International Comittee on Large Dams – ICOLD) O CBDB, criado em 1961, é uma organização técnico-científica, não governamental, destinada a estimular a troca de informações e de experiências em planejamento, projeto, construção e operação de barragens e de empreendimentos hidrelétricos. Representa no Brasil o ICOLD, criado em 1928, que possui comitês em 88 países membros. A sede do CBDB está instalada em local cedido por FURNAS, no Escritório Central, no Rio de Janeiro. Presentemente, possui cerca de 1.000 sócios individuais, 25 empresas mantenedoras e 18 sócios coletivos, em todo o Brasil. Uma de suas principais atividades é a publicação de livros e boletins que constituem um grande acervo de publicações técnicas. Em 2007 promoveu o XXVII Seminário Nacional de Grandes Barragens, realizado em Belém (PA), do qual participaram 670 técnicos, e o III Simpósio sobre Barragens de Enrocamento com Face de Concreto, que teve lugar em Florianópolis (SC), com participação de 310 técnicos. No mesmo ano, foram iniciadas as atividades de planejamento do 23º Congresso Internacional de Barragens, o maior evento de responsabilidade do ICOLD, que se realizará em Brasília (DF), com previsão de participação de 1.500 delegados. Para 2008 está prevista a realização do VI Simpósio Brasileiro sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétricas, a realizar-se em Belo Horizonte, Minas Gerais. Associação Internacional de Hidroeletricidade (International Hydropower Association – IHA) A IHA, criada em 1995, sob os auspícios da International Union for Education, Science and Culture (Unesco) tem sede localizada em Sutton, na Inglaterra, e possui associados em mais de 80 países. Seu objetivo principal é contribuir para o atendimento das crescentes necessidades mundiais de energia, por meio da hidroeletricidade, implantada e explorada em condições de sustentabilidade social e de respeito ao meio ambiente. Ao final de 2007, FURNAS tomou a decisão de aderir à IHA, na categoria de Corporate Member 1.

Comitê de Integração Corporativa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (Cicop), que estimula ações de pesquisa e visa à inovação tecnológica para obtenção de registros de propriedade intelectual (patentes, marcas e programas de computador), transferência de tecnologia e parcerias das empresas do Sistema com universidades, centros de pesquisa e indústrias. Atua nas seguintes forças-tarefa: gestão da tecnologia e da inovação; propriedade intelectual e patentes; eficiência energética; revitalização do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel); articulação com a indústria; energias renováveis; desenvolvimento de projetos regionais; P&D nas empresas federalizadas; e termoeletricidade; Comitê de Sustentabilidade que, no âmbito da governança corporativa, visa alinhar as ações das Controladas, com participação conjunta das mesmas no preenchimento de questionários que são utilizados como ferramentas de gestão. Para dar suporte à inserção dos American Depositary Receipt (ADR), em nível 2, da Controladora, na Bolsa de Valores de Nova Iorque, participa do Dow Jones Sustainability Index (DJSI) e do preenchimento de exigências da Lei SarbanesOxley (USGAAP e Formulário 20F). Com o mesmo objetivo, participa, também, do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (ISE – Bovespa);

Destacaram-se, também, as atividades desenvolvidas para prestação de informações sobre a execução orçamentária de FURNAS perante a Diretoria Financeira da Eletrobrás, e apresentação da Proposta de Orçamento para o ano de 2008, com o Plano de Dispêndios Gerais (PDG). Participação em Programas do Governo No que tange à participação do Setor Elétrico, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, pelo Governo Federal, FURNAS é forte indutora na implantação de empreendimentos de geração e transmissão descritos nos itens Expansão dos Negócios e Evolução das Instalações Elétricas em Operação deste Relatório. Cabe ressaltar, também, a participação da Empresa no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), gerido pela Eletrobrás, descrito no subitem Conservação de Energia, deste Relatório. Em relação ao Programa Luz para Todos, lançado pelo Governo Federal, em 2004, coordenado pelo MME e executado pela Eletrobrás, por meio de suas controladas, em parceria com os governos estaduais, concessionárias de energia e cooperativas de eletrificação rural, tem por objetivo levar energia elétrica para a população do meio rural, em localidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), facilitando o acesso a serviços de saúde, educação, abastecimento de água e saneamento. FURNAS foi designada para coordenar o Programa na região Sudeste e no Estado de Goiás e, até dezembro de 2007, 333 mil famílias foram beneficiadas nessas regiões. A expectativa é de que, até a conclusão do Programa, prevista para final de 2008, mais de 420 mil famílias sejam atendidas, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas. O Programa, também, é indutor do progresso econômico e social. Foi criado um conjunto de atividades, realizadas em parceria com programas sociais e de inclusão produtiva, denominado Ações Integradas, para ajudar as famílias beneficiadas a otimizar os recursos de energia elétrica. Dentre essas atividades estão os Telecentros Comunitários, espaços com computadores conectados a internet, que têm por finalidade combater a exclusão digital. Em outubro e em novembro, FURNAS inaugurou, em São Paulo, dois telecentros beneficiando 6 mil pessoas de comunidades rurais. O programa denominado Arca das Letras tem por objetivo implantar cerca de 2.000 bibliotecas em comunidades atendidas pelo Programa Luz para Todos, incentivando e facilitando o acesso à leitura em comunidades indígenas, de agricultura familiar, de remanescentes de quilombos e assentados. Na região Sudeste e no Estado de Goiás a meta da Empresa é implantar 625 bibliotecas em comunidades rurais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo. Desse total, em 2007, 47 unidades foram entregues a comunidades de Minas Gerais e 100 a comunidades do Espírito Santo. Destaca-se, ainda, o Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios (Prodeem), criado, em 1994, pelo Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético (DNDE), do Ministério de Minas e Energia (MME), que tem por objetivo atender às populações desassistidas de rede elétrica convencional, utilizando-se de fontes energéticas renováveis e livres de poluição. Os sistemas energéticos utilizados pelo Programa incluem, principalmente, painéis fotovoltáicos, que expostos à luz solar produzem eletricidade em corrente contínua, podendo ser usada diretamente ou armazenada em baterias para uso posterior. Seus benefícios são inúmeros e fundamentais para a integração econômica e social, uma vez que fixam o homem em sua região, reduzindo a migração para as áreas urbanas. Entre outras vantagens, destacam-se: iluminação de boa qualidade que viabiliza a realização de cursos noturnos; bombeamento de água, que gera saúde e melhor qualidade de vida; e criação de hortas comunitárias, que diminui a carência alimentar. A reestruturação do Prodeem, iniciada em 2003, após consulta aos agentes envolvidos – MME, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), Eletrosul Centrais Elétricas S.A., FURNAS e Rede Nacional de Organizações da Sociedade Civil para as Energias Renováveis (Renove) – deu-se com a criação do Programa de Revitalização e Capacitação (PRC) do Prodeem. Em 2004, FURNAS recebeu do MME, por meio do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira 012/2004, a missão de coordenar o PRC Prodeem nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Goiás. Desde então, executou, até dezembro de 2007, cerca de 97% das atividades previstas no mesmo.

DESEMPENHO CORPORATIVO
A classificação das despesas com Pesquisa e Desenvolvimento, a partir do exercício de 2006, foi alterada, pela Aneel, no Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica (MCSPE), e passou do grupo Despesas Operacionais para Deduções à Receita Operacional. Por esse motivo, foi efetuada na Demonstração de Resultado do Exercício de 2006 a respectiva reclassificação para possibilitar comparação das informações. Os indicadores apresentados, a seguir, refletem a evolução do desempenho corporativo, no período 2003-2007.

Resultados
O lucro líquido, em 2007, representou um aumento de 86% em relação ao resultado do ano anterior. Este resultado é conseqüência de ajustes, principalmente, com relação à adequação dos saldos contábeis relativos à Entidade de Previdência Complementar, assim como pela constituição de provisões para créditos de liquidação duvidosa.

Em conformidade com os dispositivos legais e estatutários, FURNAS destina a seus acionistas o montante de 25% do lucro líquido ajustado.

Relacionamento com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
FURNAS participa de atividades técnicas para elaboração e análise dos documentos a serem produzidos relativos ao planejamento do setor eletro-energético, assim como por meio de disponibilização de dados e informações relevantes nos seguintes grupos de trabalho: mercado, expansão da transmissão e meio ambiente. Em 2007, a Empresa participou da coleta de dados da EPE, fornecendo informações para a elaboração do Balanço Energético Nacional (BEN) – 2007, ano base 2006, de responsabilidade exclusiva daquela empresa. Além disso, a Empresa participou ou realizou o cadastramento e habilitação técnica de projetos de geração, nos quais detinha, de forma direta ou indireta, a concessão ou autorização, para fins de participação nos leilões de energia provenientes de novos empreendimentos. No âmbito do planejamento da transmissão, FURNAS participou, em 2007, dos seguintes grupos de estudos: • • • • atendimento aos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo; atendimento ao Estado de Goiás e ao Distrito Federal; análise do sistema elétrico da região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais – Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) – e da área de concessão da Companhia de Força e Luz Cataguazes-Leopoldina (CFLCL); estudo do sistema de transmissão para escoamento da energia das usinas do rio Madeira. O acréscimo de 15% nos custos e despesas operacionais, em 2007, foi caracterizado, principalmente, pela constituição de provisões para crédito e liquidação duvidosa, no montante de R$ 386 milhões e baixa de créditos relativos à Recomposição Tarifária Extraordinária, no montante de R$ 127 milhões. A receita operacional líquida, em 2007, foi 2,2% inferior a do exercício anterior, resultado dos efeitos da Revisão Tarifária Periódica da atividade de transmissão.

Relacionamento com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)
FURNAS, como titular de concessão de serviço público para fins de geração de energia elétrica, participa na categoria Geração, proporcionalmente ao volume de energia comercializada, calculado com base nos resultados realizados nos 12 meses precedentes. Sua participação se dá no Conselho de Administração e na Convenção Arbitral.

Relacionamento com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
FURNAS possui representação na Assembléia Geral e é um dos membros titulares do Conselho de Administração do ONS, na categoria Transporte. Em 2007, destacaram-se as seguintes atividades: • atuação, junto ao ONS, no sentido de aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e otimizar seu desempenho, conciliando essas ações com a preservação da integridade de seus ativos, e participação dos estudos para definição da filosofia de operação do sistema; participação da elaboração do planejamento da operação elétrica do SIN, para o ano de 2007, e do Plano de Ampliações e Reforços (PAR), referente ao triênio 2008-2010; participação nos grupos de Superação de Equipamentos, de Confiabilidade do SIN e de Análise das Interligações Regionais no âmbito da Diretoria de Ampliações e Reforços. O EBITDA, de 2007, reduziu-se em 61%, em relação ao exercício anterior. Este resultado foi influenciado pelos efeitos da Revisão Tarifária Periódica da atividade de transmissão, bem como pela baixa e constituição de provisões para créditos de liquidação duvidosa sobre as contas a receber relativas à Recomposição Tarifária Extraordinária e sobre créditos pendentes de liquidação, desde 2003, junto à CCEE.

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Relacionamento com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
FURNAS atua junto à Aneel no que se refere a assuntos relacionados aos processos de legalização dos empreendimentos de geração e transmissão, envolvendo, entre outros, autorização de obras, prorrogação de prazos de energização, comunicação de energização/conclusão de empreendimentos, prestação de informações sobre implementação de reforços e melhorias de equipamentos e sobre o Programa de P&D, em seus diversos ciclos, participação e acompanhamento dos processos de fiscalização das instalações em operação, pedidos de aprovação e revisão de receitas e homologação de contratos de compra e venda de energia.

Relacionamentos da Área de Meio Ambiente
A Empresa se relaciona com diversos órgãos de controle ambiental, com destaque para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), em função de possuir empreendimentos situados em grande parte do território nacional.

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

A apropriação de tributos e encargos, em 2007, representou 16% da receita bruta, gerando um acréscimo de 19% em relação ao exercício anterior. Tal resultado é conseqüência do aumento do lucro líquido (86%) e do aperfeiçoamento das práticas de gestão tributária.

Relacionamento com Instituições de Gestão da Qualidade FURNAS mantém parceria na área de gestão, como membro, da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), onde participa das assembléias anuais e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), onde atua no Comitê das Partes Interessadas, orientando as ações do MBC para estimular as organizações a buscarem maior nível de competitividade. No Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (Gespública), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a Empresa participa do Comitê Gestor do Prêmio Nacional da Gestão Pública (PQGF), que analisa as ações implementadas e define aquelas para os próximos ciclos, além de ceder empregados voluntários que participam das bancas de examinadores dos relatórios de gestão das organizações candidatas. Na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é mantenedora do Comitê Brasileiro da Qualidade (CB 25), participando ativamente nas reuniões dos seus Conselhos Gestor e Consultivo e na ISO - International Organization for Standardization (CASCO - Committee for Conformity Assessment e TC 176 - Technical Committee), e das Comissões de Estudo e Grupos de Trabalho, que elaboram e revisam documentos técnicos normativos internacionais e nacionais, respectivamente. Em 2007, tivemos a participação na elaboração e revisão dos seguintes documentos normativos ABNT NBR ISO/IEC 17021, ISO/IEC 17021-2, ABNT NBR ISO/IEC 17040, ISO/IEC 17043, ISO 9000, ISO 9001, ISO 9004, ABNT NBR ISO 10014 e ISO 10004.

A inadimplência, que vinha se reduzindo nos últimos anos, atingiu, em 2007, um patamar histórico.

GOVERNANÇA CORPORATIVA
A Empresa, desde 2003, aprimora seu processo de adesão às práticas de governança corporativa, exigidas ou recomendadas por entidades do Poder Público Federal, da sociedade civil e do mercado, expressas nos seguintes documentos, todos publicados no Manual de Organização, e disponíveis na Intranet: Estatuto Social e os Regimentos Internos da Empresa, do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal, da Diretoria Executiva, bem como as políticas de gestão. A cada início de mandato, os Diretores, Conselheiros de Administração e Conselheiros Fiscais recebem o Manual de Divulgação e Uso de Informações Relevantes e Política de Negociação de Valores Mobiliários, de emissão da Eletrobrás, acompanhado de termo de adesão, obrigando-se a pautar suas ações sempre em conformidade com tais regras.

Estrutura Societária
O Governo Federal possui 52,45% das ações ordinárias e preferenciais da Eletrobrás, empresa de capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa), de Madri, na Espanha (índice Latibex, segmento de mercado que reúne as ações de empresas latino-americanas, negociadas em Euros), e de Nova Iorque, nos Estados Unidos (programas de ADR nível 1).

Indicadores Econômico-Financeiros
O comportamento do índice de liquidez corrente sofreu uma redução em relação ao exercício anterior em função de baixas e constituição de provisões sobre créditos de liquidação duvidosa sobre as contas a receber. O índice de liquidez geral manteve-se próximo à média dos últimos anos.

FURNAS, sociedade anônima de economia mista federal de capital fechado, enquanto subsidiária da Eletrobrás, atende os requisitos da SOX e presta informações para listagem das ações da holding no ISE, da Bovespa e no DJSI, da Bolsa de Nova Iorque. O capital social de FURNAS é de R$ 3.194.000.000,00 (três bilhões, cento e noventa e quatro milhões de reais), com a seguinte composição: Acionista Eletrobrás Outros Total Ação Ordinária Quantidade % 50.618.949.529 99,82 91.699.471 0,18 50.710.649.000 100,00 Quantidade 14.088.223.014 205.174.986 14.293.398.000 Ação Preferencial % 98,56 1,44 100,00

Estrutura de Governança Corporativa
É representada pelos relacionamentos da Administração Superior, constituída pela Assembléia Geral de Acionistas, Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Auditoria Interna, com a Auditoria Independente Externa. Assembléia Geral de Acionistas Além dos casos previstos em lei, reúne-se, extraordinariamente, sempre que o Conselho de Administração achar conveniente e, em especial, para alienar ações do capital social; proceder abertura de capital; aumentar o capital social; emitir debêntures, títulos ou valores mobiliários; promover cisão, fusão ou incorporação societária; e permutar ações ou valores mobiliários. Em 2007, a Assembléia Geral Ordinária (AGO) ocorreu em 25 de abril. Realizaram-se duas Assembléias Gerais Extraordinárias (AGE), para deliberar sobre transferência de participação societária, eleição de membros do conselho de administração e remuneração de dirigentes e conselheiros. Conselho de Administração Os níveis reduzidos dos endividamentos de curto prazo e de longo prazo traduzem-se em oportunidades de alavancagem adicional da Empresa para fazer frente a eventuais necessidades do seu programa de investimento. Instância máxima da Administração de FURNAS, composto de um presidente e cinco conselheiros, todos acionistas, com mandato de três anos, eleitos em AGO, podendo ser reconduzidos após o término do mandato. Um representante é indicado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e os demais, pelo MME, cabendo a um deles a presidência do colegiado, observando-se a prévia aprovação, pelo Presidente da República, de todos os nomes indicados. Este colegiado reuniu-se 19 vezes durante o exercício para deliberar sobre planejamento estratégico, projetos de expansão, aquisição de novos ativos, entre outros assuntos. Diretoria Executiva Constitui-se de um Diretor-Presidente e de cinco Diretores, eleitos pelo Conselho de Administração, com mandato de três anos, gestores nas seguintes áreas de atividade: Presidência; Gestão Corporativa; Financeira; Engenharia; Construção; e Operação do Sistema e Comercialização de Energia. As decisões regulamentares e estatutárias da Diretoria Executiva são tomadas em reunião semanal e constituem o processo deliberativo em que as matérias de interesse de cada Diretoria são submetidas. Em 2007, foram realizadas 55 reuniões. Conselho Fiscal Compõe-se de três membros efetivos e respectivos suplentes, eleitos por AGO para mandato de um ano, podendo ser reeleitos. Um de seus membros efetivos e respectivo suplente são indicados pelo Ministério da Fazenda, como representantes do Tesouro Nacional, e os demais pelo MME, com prévia aprovação do Presidente da República. Este colegiado reuniu-se oito vezes para fiscalizar os atos dos Administradores e verificar o cumprimento dos seus deveres legais e estatutários. O aumento da rentabilidade, em 2007, foi motivado pelo aprimoramento das práticas contábeis que impactaram no resultado do exercício. Auditoria Interna A Auditoria Interna promove o exame das atividades desenvolvidas pelas unidades organizacionais, com o objetivo de analisar a gestão das mesmas e verificar os procedimentos, controles aplicados, sistemas informatizados, registros, arquivos de documentos e dados, cumprimento das diretrizes, atos normativos internos e preceitos da legislação vigente.

Práticas de Governança Corporativa
Suporte ao Processo Deliberativo As seguintes estruturas de apoio ao processo deliberativo são comunicadas por Circular Geral e encontram-se disponíveis na Intranet: • • • normas internas: definidas a partir do trabalho dos representantes normativos, designados por cada Diretoria e aprovadas pela Diretoria Executiva; grupos de trabalho transitórios e comitês de atuação permanente criados, por decisão da Diretoria Executiva, para analisar e definir ações em relação às matérias em que haja conflitos de interesses; políticas corporativas de gestão utilizadas como instrumentos balizadores dos atos deliberativos da Diretoria Executiva; colegiados permanentes, compostos por representantes de cada Diretoria, para apoiar a Diretoria Executiva no suporte ao cumprimento das políticas corporativas de gestão. risco de crédito: controle, mantido pela Diretoria Financeira, que acompanha a avaliação da Empresa pelas agências classificadoras de risco; risco de mercado: controle mantido pela Diretoria de Operação do Sistema e Comercialização de Energia, pelo Comitê de Comercialização de Energia; risco operacional: controle de riscos relevantes, mitigados por meio de contratação de seguros, ou por auto-seguro, conforme critérios definidos pelo Comitê de Seguros, baseados na probabilidade de ocorrência de perdas, determinada com base no histórico de contingências de FURNAS, e na viabilidade econômica e de mercado destas duas modalidades alternativas de proteção dos seus ativos.

Melhoria Contínua e Inovação
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) O programa de P&D visa implementar uma política mais abrangente de inovação tecnológica (de produto, de processo e de gestão). Dessa forma, participa da formação de uma rede de trocas entre os diferentes agentes do Setor Elétrico Brasileiro, universidades, institutos de pesquisa, governo e fornecedores, com vistas a assegurar sua sustentabilidade. Assim, contribui para o fortalecimento da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico na indústria do País, no desenvolvimento das instituições de ensino brasileiras, ao mesmo tempo em que exerce responsabilidade social de Empresa cidadã, ou seja, entrega energia com maior qualidade e menor preço. FURNAS atua em prol do compartilhamento de experiências entre as empresas subsidiárias do Sistema Eletrobrás, na certeza de que tais medidas possam reduzir custos de operação e coordena a força tarefa Gestão da Tecnologia e da Inovação, do Cicop. Conforme estabelecido pelas Leis no 9.991/2000 e 10.848/2004, a Empresa destina, anualmente, 0,4% de sua receita operacional líquida ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/CT-Energ) e outros 0,4%, para o desenvolvimento de projetos de P&D internos, segundo procedimentos estabelecidos pela Aneel. Além disso, contribui, institucionalmente, para a manutenção do Cepel, recebendo, como contrapartida, direito de participação em sua carteira de projetos de pesquisa. As linhas de pesquisa consideradas estratégicas foram: gestão ambiental (balanço de carbono nos reservatórios), garantia de confiabilidade dos parques gerador e transmissor, tecnologia da engenharia (concreto, solos e equipamentos), hidráulica experimental e fontes alternativas de energia. Seguindo a regulamentação da Aneel, desde o início do programa de P&D foram alocados cerca de R$ 150 milhões em 225 projetos próprios, dos quais 72 foram concluídos. Desse montante, foram contratados R$ 89,43 milhões, sendo que R$ 73,78 milhões foram realizados. Em 2007, foram contabilizados cerca de R$ 14 milhões na execução de projetos próprios e em parceria. Patentes, Licenças de Uso e Transferências de Tecnologia Inovações e Patentes Os inventos da Empresa, individuais ou em parcerias, são depositados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em duas modalidades: Patente de Invenção (PI), para inovações, com prazo de validade de 20 anos; e Modelo de Utilidade (MU), para disposição ou forma nova obtida ou introduzida em objetos conhecidos, com prazo de 15 anos, contados da data do depósito. Até 2007, foram expedidas, ao todo, 10 cartas patentes (incluindo 3 internacionais); 3 pedidos de patentes encontram-se aguardando exame pelo INPI. Desenvolvimento da Excelência da Gestão A Empresa iniciou sua trajetória da Excelência da Gestão com a construção da UHE Furnas, a primeira de grande porte do Brasil, em 1957, tendo por objetivo acelerar o processo de urbanização do País. Ao longo de sua história FURNAS criou o Sistema de Gestão da Qualidade, tendo suas equipes e círculos de controle promovido ações que se transformaram em marcos de vanguarda na Área de Qualidade. Em 2003 foram aprovados pela Diretoria Executiva, como modelo de gestão, os Critérios de Excelência da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Desse período a 2006, FURNAS assumiu a função de empresa-âncora, no Estado do Rio de Janeiro, do Programa da Qualidade no Serviço Público (PQSP), atualmente Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (Gespública). Unidades com Sistemas de Gestão Certificados Atualmente, a Empresa possui 58 unidades com sistemas de gestão certificadas, envolvendo, aproximadamente, 1.600 empregados, nas normas NBR ISO 9001:2000 (Qualidade) e NBR ISO 14001:2004 (Ambiental), conforme apresentado no gráfico a seguir. Cabe mencionar que, de 2006 para 2007, duas unidades não renovaram as certificações de seus Sistemas de Gestão.

No que diz respeito aos controles de riscos, a Empresa adota as seguintes práticas: • • •

Relatórios Corporativos Oficiais de Prestação de Contas A elaboração dos Relatórios Corporativos Oficiais, baseia-se nas seguintes práticas: • estruturação do conteúdo a partir dos requisitos de informação referidos no marco regulatório do Setor de Energia Elétrica e nos principais normativos afetos aos acionistas, organismos externos de fiscalização pelo Poder Público, organismos de fomento do desenvolvimento e do mercado de capitais; emissão do Relatório Anual em português, inglês e espanhol, com o mesmo conteúdo do Relatório da Administração, para prestação de contas à sociedade civil; emissão do Relatório Mensal para os Conselhos de Administração e Fiscal, como apoio à reunião mensal desses colegiados; emissão do Relatório Mensal para a Diretoria Executiva (RMDE), com objetivo de apoiar a Administração Superior na comunicação mensal do planejamento e na avaliação da evolução do desempenho corporativo da Empresa, por meio da análise da variação dos principais indicadores, nas seguintes perspectivas: acionista; clientes e mercado; desenvolvimento sustentável; processos internos; e aprendizagem.

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Divulgação de Informações Corporativas Página na Internet Disponibiliza os Relatórios Corporativos Oficiais – Anual (em português, inglês e espanhol) e da Administração (em português e inglês) – e publicações institucionais como: Anuário Estatístico, Resenhas do Mercado de Energia Elétrica, Informativos Gerenciais de Mercado e Economia, Balanço Social e Revista FURNAS. Em 2007 o site registrou 102.450 visitas, obtendo uma média de cerca de 280 visitas por dia. Foram implementadas 353 atualizações ou alterações, com destaque para a página de Transparência Pública e a publicação de 233 notícias corporativas. Revista FURNAS Publicação mensal de matérias relativas à atuação da Empresa, com distribuição gratuita de 10.000 exemplares. Destina-se, internamente, a todos os empregados e, externamente, às autoridades federais, estaduais e municipais, jornalistas, universidades, centros de pesquisa, empresas do setor elétrico e pessoas físicas cadastradas. É distribuída em locais de visitação da Empresa, feiras, congressos e seminários. Uma edição especial comemorativa dos 50 anos de FURNAS apresentou a história e retrospectiva da atuação da Empresa. Publicidade Institucional Com o intuito de dar visibilidade à marca FURNAS e fortalecer sua imagem ante a sociedade e formadores de opinião, a Empresa fez investimentos em publicidade institucional, em 2007, em jornais e revistas de grande circulação e rádios das principais capitais brasileiras. Destacamos a veiculação dos vídeos institucionais relacionados à conquista da licitação da UHE Santo Antônio, localizada no rio Madeira e às outras obras inseridas no PAC. Todas as peças publicitárias foram, previamente, aprovadas pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República (Secom/SG-PR). Vídeos Corporativos A Empresa possui um acervo de 1.500 vídeos institucionais que abordam, desde sua criação, ações nas áreas de geração, transmissão, meio ambiente e responsabilidade social, com o intuito de divulgar a sua imagem corporativa. Código de Ética O Código de Ética e Padrões de Conduta Profissional da Empresa tem por objetivo afirmar os princípios e os valores que norteiam as suas ações e assegurar lisura e transparência na condução das atividades institucionais. O Código também foi concebido para: • • • • proteger o patrimônio físico e intelectual; prevenir e administrar situações de conflito de interesses; preservar a imagem e reputação da Empresa; contribuir para um clima de harmonia nos relacionamentos internos e externos.

Laboratórios Acreditados A Acreditação confere o reconhecimento formal da competência de um laboratório ou organização para desenvolver tarefas específicas, segundo requisitos estabelecidos na norma NBR ISO/IEC 17025:2005 – Requisitos Gerais para Competências de Laboratórios de Ensaio e de Calibração. A Empresa possui 3 laboratórios acreditados pelo Inmetro, sendo 1 na Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio (RBLE) e 2 na Rede Brasileira de Calibração (RBC), com atuação em 9 áreas, a saber: dimensional; força, torque e dureza; massa; pressão; tempo e freqüência; temperatura; eletricidade; geotecnia; e tecnologia do concreto, que podem realizar 141 tipos de serviços acreditados (60 tipos de calibrações e 81 tipos de ensaios). Apresentamos, a seguir, a evolução do número de ensaios e de calibrações acreditados.

A Comissão de Ética de FURNAS é responsável pela difusão e aplicação dos padrões de conduta estabelecidos no Código de Ética, atua como instância consultiva da Diretoria Executiva, emitindo pareceres a partir da apuração das denúncias recebidas, no tocante aos possíveis desvios éticos. Atua também, como entidade da Administração Pública Federal, como elo entre FURNAS e a Comissão de Ética Pública, integrando o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, a partir da instituição do Decreto nº 6.029, de 1º de fevereiro de 2007.

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
Para expandir os benefícios da produção, transmissão e comercialização da energia elétrica, insumo essencial para o desenvolvimento de uma nação, FURNAS pauta sua atuação pelo compromisso com o bem-estar da sociedade e pelo respeito e cuidado com o meio ambiente e comunidades.

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Ministério de Minas e Energia

Demonstrativo do Valor Adicionado
Constitui uma importante fonte de informações na medida em que apresenta elementos que permitem a análise do desempenho econômico de uma empresa, evidenciando a geração de riqueza, assim como dos efeitos sociais produzidos pela sua distribuição. R$ Milhões 2003 1. Geração do Valor Adicionado Receitas de Vendas de Energia e Serviços Receitas não Operacionais Menos: Insumos Custo de Energia Comprada Materiais Serviços de Terceiros Outros Custos Operacionais Outros Custos não Operacionais 2. Valor Adicionado Bruto Quotas de Reintegração Constituição / Reversão de Provisões 3. Valor Adicionado Líquido Gerado Receitas Financeiras (Transferências) 4. Valor Adicionado a Distribuir 5. Distribuição do Valor Adicionado Remuneração do Trabalho Governo (Impostos e Contribuições) Encargos Financeiros e Variação Monetária Participações dos Empregados nos Lucros Remuneração aos Acionistas Outros Lucros Retidos Total 263 552 600 34 334 133 785 2.701 323 436 538 41 185 137 452 2.112 427 585 447 48 241 140 619 2.507 488 374 544 55 108 285 257 2.111 592 495 270 62 165 247 511 2.342 4.973 2 (1.926) (36) (303) (321) (18) 2.371 (484) 275 2.162 539 2.701 4.952 1 (1.981) (45) (329) (428) (11) 2.159 (496) (28) 1.635 477 2.112 5.486 3 (2.099) (49) (376) (560) (30) 2.375 (509) (8) 1.858 649 2.507 5.738 3 (2.111) (47) (389) (671) (14) 2.509 (517) (235) 1.757 354 2.111 5.563 5 (2.248) (47) (435) (833) (10) 1.995 (532) (446) 1.017 1.325 2.342 2004 2005 2006 2007

Ministério das Cidades, a Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política Urbana do Governo de Minas Gerais e a Associação dos Municípios do Lago de Furnas, com a interveniência do Fórum-Lago e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-MG). Investimento Social O investimento social da Empresa visa à criação de oportunidades e à inclusão social, priorizando a realização de projetos e ações sustentáveis e emancipadoras que contribuam para o desenvolvimento autônomo das comunidades e o fortalecimento das parcerias. Em 2007, foram desenvolvidos 118 projetos sociais, estruturados em torno de quatro eixos: Educação e Formação, Promoção da Cidadania, Saúde e Nutrição e Trabalho e Renda, beneficiando mais de 117 mil pessoas, com a geração de novas oportunidades e promoção da inclusão social, conforme detalhado abaixo: Quantidade Programa Educação e Formação Cidadania e Direitos Saúde e Nutrição Trabalho e Renda Total 2003 1.808 2.690 819 1.600 6.917 Público 2004 6.510 29.681 19.203 175 55.569 Beneficiado 2005 2006 16.769 31.185 53.306 82.626 17.949 19.875 2.924 406 90.948 134.092 2007 24.230 57.532 33.632 1.658 117.052 2003 20 2 1 2 25 Projeto por Programa 2004 2005 2006 39 50 53 10 37 37 18 12 22 4 9 5 71 108 117 2007 41 43 20 14 118

O programa de desenvolvimento para as comunidades do entorno tem como principais diretrizes os Oito Objetivos do Milênio, o conceito de território, como espaço de intervenção e a sustentabilidade. A Empresa investe na geração de alternativas de desenvolvimento social, promovendo ações em parceria com as comunidades e instituições locais, definindo uma clara divisão de responsabilidades, por meio de processo participativo. Em 2007, quatro novas comunidades participaram do programa que já envolveu um total de 24 comunidades. FURNAS, por meio do apoio institucional sistematizado, contribui com recursos financeiros ou materiais para ações que tenham por finalidade a melhoria da qualidade de vida das comunidades de entorno. Com o intuito de garantir total transparência ao processo de apoio, a página da Empresa na Internet contém informações sobre critérios, procedimentos e prazos para encaminhamento das solicitações bem como as organizações beneficiadas. Projetos Culturais Reconhecendo a cultura como vetor da inclusão social, foi concebido o programa “FURNAS Sociocultural – Iluminando o Novo” que pretende incentivar as artes visuais e os projetos socioculturais para as diversas bases geográficas onde a Empresa atua. Patrocínio Cultural Tem como foco a construção de identidade cultural brasileira, valorização da cultura popular e inclusão social. Em 2007, a Empresa patrocinou 30 projetos culturais, sob os auspícios da Lei Rouanet, previamente selecionados por uma comissão de avaliação, constituída por especialistas. Os projetos patrocinados são divulgados na página da Empresa na Internet. Quantidade Área Cultural Artes Cênicas Artes Integradas Artes Plásticas Audiovisual/Produção Cinematográfica Humanidades Música Patrimônio Cultural Total 2004 3 1 1 4 3 2 14 2005 7 3 3 9 6 4 5 37 2006 3 1 2 13 6 9 4 38 2007 9 3 6 5 4 3 30

Recursos Humanos
Política de Recursos Humanos FURNAS compartilha com seus empregados os princípios da ética, da responsabilidade social e da qualidade no âmbito da organização e conta com a parceria de todos eles para a obtenção e maximização de resultados, por meio do permanente comprometimento com o seu trabalho e do seu zelo para que a missão da Empresa seja cumprida de forma eficaz, com o padrão de excelência desejado. Liberdade de Associação A Empresa tem como prática a plena liberdade de associação, por meio da qual seus empregados podem optar pela entidade sindical, de acordo com sua base sindical ou profissão. Atualmente, negocia, diretamente, com 14 entidades sindicais, organizadas em duas representações (Intersindical FURNAS e União Intersindical FURNAS). As decisões de processos de negociação são estendidas a 100% da força de trabalho. Participação dos Empregados nos Lucros A política relativa a participação dos empregados nos lucros, após o encerramento de cada exercício financeiro, prevê que os mesmos tenham direito à participação quando os lucros alcançarem 6% do capital social integralizado. A Diretoria Executiva fixa diretrizes para a distribuição da participação, que não poderá ser superior a 50% da remuneração anual do empregado. Essas diretrizes levam em conta fatores tais como: salário, tempo de serviço, assiduidade, responsabilidade, encargos de família, eficiência, interesse e zelo pelo serviço. Quadro de Pessoal Efetivo O acréscimo observado, em 2007, de 9 empregados, deveu-se à diferença entre as 59 admissões decorrentes do Concurso Público nº 01.2002 e às 50 demissões. Quantidade Cargo 2003 2004 2005 * 2006 Gerencial 309 327 350 359 Nível Superior 821 1.132 1.329 1.314 Nível Técnico Operacional 1.584 1.845 Nível Técnico 1.777 1.781 Nível Apoio Administrativo 711 933 Nível Médio Suporte 772 744 Nível Fundamental 353 327 Total 3.425 4.237 4.581 4.525 * A partir de janeiro de 2005, a denominação dos cargos foi alterada em decorrência do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração. Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal Em 2007, foi iniciado o Programa Desenvolver que tem por objetivo oferecer caminhos de desenvolvimento consciente, propiciando ao empregado crescimento pessoal e profissional. Esse Programa, com base na Auto-avaliação de Desempenho e no Plano de Desenvolvimento Individual, identifica formas de melhorar desempenho, superar expectativas e evidenciar trajetória de crescimento nos processos de avaliação da Empresa, a partir das competências, atribuições e responsabilidades do empregado. O Programa Crescer, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento profissional e pessoal dos empregados, ofereceu, no decorrer de 2007, cursos de idiomas em espanhol, inglês e português e de informática, que beneficiaram 1.100 empregados por mês, em 13 áreas da Empresa. Adicionalmente, a partir de levantamentos de capacidades técnicas e conhecimentos constantes do Plano de Desenvolvimento Corporativo (PDC), foram elaborados e ministrados diversos treinamentos por instrutores internos, com parcerias entre órgãos da Empresa e entidades externas. Com o propósito de desenvolver o corpo gerencial da Empresa, teve continuidade o Programa de Gestão Empresarial (PGE), em parceria com a Universidade Cândido Mendes e a Databrasil. Trata-se de uma pós-graduação que, em 2007, envolveu a participação de 39 empregados, com carga horária de 456 horas. O treinamento de Gestão Avançada – APG Amana-Key, com objetivo de aperfeiçoar competências próprias das funções gerenciais, especialmente as que se referem à orientação estratégica, antecipação e adaptação à mudança, beneficiou 38 empregados, no ano. Além disso, tiveram prosseguimento, em parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), os cursos de pós-graduação em Políticas Públicas, com participação de 30 alunos, e em Gerenciamento de Projetos, com 77 alunos. Taxa de Freqüência de Acidentes do Trabalho O gráfico a seguir apresenta a evolução da Taxa de Freqüência de Acidentes do Trabalho, nos últimos cinco anos. Este indicador é obtido dividindo-se o número de acidentes, com afastamento, pelo total de milhão de homens-hora em exposição à situação de risco. 2007 362 1.302 1.828 710 332 4.534

Espaço FURNAS Cultural O Espaço FURNAS Cultural, situado no Escritório Central, no Rio de Janeiro, acolhe exposições de pintura, de gravura, de fotografia, de videoarte, de instalações e de esculturas de artistas pouco reconhecidos pelo mercado, mídia ou público, revelando novos talentos. Em 2007, foram realizadas oito exposições, atraindo um público de 4.600 visitantes. Incubadora FURNAS Sociocultural Trata-se de um programa criado para formar artistas oriundos de comunidades de baixa renda e de instituições públicas de ensino de artes plásticas, bem como para apoiar projeto de organizações culturais. O período de incubação para os artistas é de doze meses e para os projetos de organizações culturais é de quatro meses. Durante este período ocorre a capacitação teórica e prática dos artistas em entidades parceiras consideradas centros de excelência. Ao final do prazo de incubação, espera-se a materialização de produtos artísticos inovadores, que contam com apoio financeiro de FURNAS. Em 2007, o programa selecionou dez talentos individuais e dez projetos. Projetos Socioculturais em Parceria – Cultura nas Bases Geográficas Com o propósito de fomentar atividades culturais nas áreas de entorno dos empreedimentos da Empresa, foram desenvolvidos oito projetos socioculturais, com a participação de mais de 1.700 pessoas, sendo cerca de 80% crianças e jovens, em nove municípios, distribuídos pelos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Voluntariado Corporativo O voluntariado é considerado estratégico para FURNAS porque, além de fortalecer sua atuação na área de Responsabilidade Social, valoriza a parceria entre a Empresa, seus empregados e a sociedade. A Empresa organiza e incentiva o Programa Voluntário FURNAS em Ação, desde 2002, ajudando a desenvolver a cidadania autônoma e responsável de seus empregados e a combater a pobreza e a exclusão social.

Prêmios Os seguintes reconhecimentos foram concedidos à Empresa, por sua vinculação às ações de compromisso social: • “Prêmio Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Caerj) 2007 – 30 anos - Atitude Carioca”, premiou as empresas e personalidades fluminenses que mais se destacaram em prol do desenvolvimento econômico e social do Estado do Rio de Janeiro. FURNAS foi a primeira colocada na categoria Responsabilidade Socioambiental com o projeto “Núcleos de Integração Comunitária”. • “Certificado de Empresa Cidadã”, concedido pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ) às empresas que elaboram o Balanço Social em conformidade com as normas estabelecidas por aquele Conselho, pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

Responsabilidade Ambiental
Política Ambiental A Política Ambiental foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Empresa em março de 1998. Como Empresa de geração e transmissão de energia elétrica, insumo básico para o desenvolvimento econômico e social, FURNAS reconhece que suas atividades podem levar à interferência ambiental, sendo seu compromisso conduzir as ações da Empresa respeitando o meio ambiente. A implantação dessa Política tem proporcionado benefícios em relação ao desenvolvimento sustentável, não só pelo compromisso formalmente assumido pela Diretoria Colegiada, como pela internalização da questão ambiental nas atividades da Empresa, pela divulgação no plano externo, pela adequação à norma NBR ISO 14001:2004 e pela compatibilização com a Política Ambiental do Sistema Eletrobrás e com as demandas da sociedade. Política de Recursos Hídricos Visando a sustentabilidade empresarial, essa Política, com vigência a partir de março de 2007, tem por objetivo estabelecer princípios que orientem a Empresa quanto aos critérios de utilização de recursos hídricos no cumprimento de suas atividades, consoante a Política Nacional de Recursos Hídricos e as demais políticas de FURNAS. Indicadores Ambientais Os cinco indicadores apresentados, a seguir, demonstram a complexidade associada à regularização, implantação e operação de empreendimentos de geração e transmissão de energia elétrica e permitem verificar a evolução da atuação da Empresa, no trato da questão ambiental. As informações apresentadas consideram o período acumulado até 2003 e, a partir daí, até o ano de 2007. Licenciamento Ambiental Considera-se como licenciado o empreendimento que já dispõe de pelo menos uma das três modalidades de licenças ambientais previstas no Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama): licença prévia, de instalação ou de operação. O indicador representa a capacidade nominal instalada das usinas hidrelétricas e termelétricas licenciadas (8.110 MW) e a potência natural das linhas de transmissão da Empresa, também licenciadas (15.717 MW), com tensão variando de 138 a 750 kV. O acréscimo na capacidade nominal instalada, em 2007, resultou da inclusão da UHE Santo Antônio, que será construída em parceria com a iniciativa privada, e da SE Tijuco Preto. Acumulado até o Ano 2003 2004 2005 2006 2007 Geração 2.490 3.292 3.673 4.960 8.110 MW Licenciado Transmissão 14.732 15.146 15.274 15.274 15.717

Taxa de Gravidade de Acidentes do Trabalho A Empresa vem procurando estabelecer metodologia de gestão nas áreas operacionais, com o objetivo de aprimorar suas ações de segurança do trabalho e higiene industrial, intensificando, assim, as ações de prevenção e controle para redução de acidentes, notadamente os de maior gravidade. A Taxa de Gravidade de Acidentes do Trabalho vinha apresentando valores baixos, até 2004. Em 2005, houve um aumento significativo, em função de dois acidentes com vítimas fatais. Este indicador é obtido dividindo-se o número de dias perdidos mais dias debitados, pelo total de milhão de homens-hora em exposição à situação de risco.

* A taxa informada no relatório de 2006 foi 12. A alteração ocorreu porque as informações não estavam
disponíveis por ocasião do fechamento do relatório daquele ano.

Responsabilidade Social
Política de Cidadania Empresarial e de Responsabilidade Social O Compromisso Social de FURNAS é contribuir, de forma inovadora, para melhorar a condição humana, por meio da articulação entre empregados, consumidores, comunidades, acionistas, fornecedores, Setor Elétrico e Governo, com iniciativas que promovam a cidadania e o desenvolvimento humano, para uma sociedade justa, em equilíbrio com a natureza, sustentável e solidária. Compromissos e Parcerias A Empresa participa do Comitê de Entidades no Combate à Fome e Pela Vida (Coep), do qual foi uma das criadoras, em 1993. O Coep reúne organizações públicas e privadas e desempenha importante papel de mobilização e articulação social, incentivando e participando de iniciativas que têm como objetivo o desenvolvimento humano e social sustentável. São mais de mil entidades, organizadas em 27 comitês estaduais e 29 municipais. Aderiu a duas importantes iniciativas da Organização das Nações Unidas (ONU) em prol da responsabilidade social e a sustentabilidade: o Pacto Global e os Oito Objetivos do Milênio. Desde 2001, integra o Pacto Global e diversos documentos da Empresa constam do site desse programa, como forma de reafirmar o compromisso aos dez princípios do Pacto. Os Objetivos do Milênio servem de eixo estrutural da atuação de FURNAS junto às comunidades do entorno. O compromisso com a promoção de igualdade entre mulheres e homens está formalizado por meio da adesão ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero, iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/ PR), que conta com a parceria do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A obtenção do Selo Pró-Eqüidade de Gênero, conferido pela SPM/PR, às organizações que se destacam por iniciativas inovadoras em prol da eqüidade de gênero é um reconhecimento desse compromisso. FURNAS participa, ativamente, do “Diálogo de Concertação para o Desenvolvimento Sustentável no Entorno do Lago de Furnas”, uma iniciativa da Secretaria Geral e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, ambas da Presidência da República, com o intuito de buscar uma ação integrada para a revitalização do reservatório da UHE Furnas e da região do seu entorno, abrangendo 52 municípios. Em 2007, a Empresa viabilizou a elaboração e implantação dos Planos Diretores Participativos (PDP) em 50 dos 52 municípios da região, por meio de um Termo de Cooperação Técnica, firmado com o

Área de Espelho D’Água Monitorada Considera-se a área dos reservatórios das 11 usinas hidrelétricas em operação, que são monitoradas em termos de parâmetros limnológicos e de qualidade da água e de composição ictiofaunística. Essa área é de 5.695 km2 de espelho d’água, monitorada periodicamente. Como não ocorreu nenhum enchimento de reservatório no ano de 2007, não houve alteração na área monitorada, em relação ao ano de 2006. Hectares de Áreas Protegidas A legislação ambiental brasileira, relativa à compensação ambiental de empreendimentos, está em vigor desde 1987. FURNAS foi uma das empresas pioneiras no seu cumprimento, quando da implantação das UHE Serra da Mesa e Corumbá, cuja construção iniciou-se em meados da década de 1980. Desde então, a Empresa tem contribuído na conservação ambiental. Como compensação pela implantação de seus empreendimentos, a Empresa tem investido na consolidação de unidades de conservação instituídas pelo Poder Público, tais como: parques nacionais, estaduais e municipais, reservas biológicas, estações ecológicas e áreas de proteção ambiental, bem como em reservas indígenas. Trata-se de expressivo investimento para a conservação da biodiversidade dos ecossistemas brasileiros, nos quais a Empresa tem atuado (Mata Atlântica e Cerrado), cobrindo uma área de cerca de 1.260 mil hectares (ha). O acréscimo de 30 mil ha, em 2007, resultou das inclusões das áreas protegidas do Parque Nacional do Itatiaia, da Floresta da Cicuta, do Parque Municipal Curió de Paracambi e do Parque Nacional Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá, referentes à LT Cachoeira Paulista – Adrianópolis III. Acumulado Até o Ano 2003 2004 2005 2006 2007 Área Protegida (ha) 1.193.179 1.193.232 1.226.577 1.226.577 1.257.029

Ações de Educação Ambiental Desde 2000, FURNAS investe na comunicação social junto às populações interferidas por seus empreendimentos e em educação ambiental, em parceria com secretarias estaduais e municipais de educação e organizações não governamentais. No período 2003-2007, 126.062 alunos foram contemplados com programas de educação ambiental, distribuídos em 126 municípios situados na área sob influência de linhas de transmissão da Empresa e da UHE Manso. O acréscimo, verificado em 2007, refere-se à inclusão da UHE Retiro Baixo, conforme mostra o quadro a seguir: Quantidade Acumulado Até o Ano 2003 2004 2005 2006 2007 Alunos Educados 38.247 61.266 109.857 110.337 126.062 Municípios Atendidos 52 92 122 122 126

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Sítios Arqueológicos Identificados e Estudados O indicador considera o número de sítios arqueológicos pré-históricos e históricos identificados/prospectados/levantados e estudados/resgatados/pesquisados durante a implantação de empreendimentos de geração e transmissão de energia, totalizando 1.304 sítios. Em 2007, foram identificados 10 novos sítios, sendo que 2 destes sítios encontram-se em estudo. Quantidade Acumulado Até o Ano 2003 2004 2005 2006 2007 Total (1+2) Conservação de Energia No que se refere aos estudos e programas de conservação de energia, foram elaborados 77 projetos, com respectivos indicadores e metas, desenvolvidos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e no Distrito Federal, sendo realizadas parcerias com a Eletrobrás, secretarias de educação, de energia, de meio ambiente e cultura, órgãos da Defesa Civil, parques públicos, concessionárias de energia elétrica, jornais de grande circulação, associações comerciais, indústrias, Sociedade de Zoológicos do Brasil e universidades, abrangendo as esferas federal, estadual e municipal. Foram realizadas atividades educativas, sobre o uso racional da energia elétrica e água, envolvendo cerca de 500 mil pessoas, onde se destacaram os seguintes projetos: • • • • “FURNAS / Procel nas Escolas – A Turma da Mônica e a Energia Elétrica”, que promoveu o treinamento de 53.568 jovens e adultos; “A Natureza da Paisagem – Energia: Recurso da Vida”, capacitando, no tema combate ao desperdício de energia, 3.602 professores e 324 mil alunos de 83 municípios atingidos pelos empreendimentos de FURNAS; “Educação para Conservação”, em parceria com parques públicos, que mobilizou 7.900 pessoas para o uso racional da energia elétrica e água, por meio de palestras e trilhas ecológicas; realização de 180 eventos de sensibilização de estudantes e público em geral, envolvendo 145 mil pessoas, que participaram de atividades lúdico-pedagógicas, teatros, jogos, mostrando que ações individuais e coletivas podem influenciar e mobilizar a sociedade, em relação às questões de combate ao desperdício de energia elétrica e água; “Circuito da Energia”, que atingiu 21.014 estudantes e contou com a participação de 591 professores, visando levar os alunos a construir conceitos de energia elétrica e seu uso racional, de forma lúdica, a partir de experiências educativas interativas e diversificadas; veiculação do tema “Conservação de Energia”, sendo 51 inserções em boletins internos e 36 inserções na mídia externa – rádio, televisão, internet e jornal. realização de 28 estudos de eficientização energética em escolas e prédios públicos, nos estados onde a Empresa possui suas instalações, com um potencial de economia de 4,16 GWh/ano; implantação do sistema de rede elétrica de distribuição subterrânea e iluminação urbana do Centro Histórico de Paraty (RJ). Sítios Identificados Sítios Estudados 602 556 657 580 674 606 674 618 684 (1) 620 (2) 1.304

3. Interação da Entidade com o Ambiente Externo 3.1. Relacionamento com a Comunidade Totais dos investimentos em: Educação Cultura Saúde e infra-estrutura Esporte e lazer Alimentação Geração de trabalho e renda Reassentamento de famílias Total dos investimentos Tributos (excluídos encargos sociais) Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Total – Relacionamento com a Comunidade 3.2. Interação com os Fornecedores

R$ Mil

% sobre RO

% sobre RL

R$ Mil

% sobre RO

% sobre RL

6.972 5.179 6.321 271 3.079 573 4.024 26.419 494.922 159.404

0,68 0,51 0,62 0,03 0,30 0,06 0,39 2,59 48,52 15,62

0,14 0,10 0,12 0,01 0,06 0,01 0,08 0,52 9,69 3,12

6.464 11.170 12.047 0 2.023 269 669 32.642 374.495 158.849

1,16 2,00 2,15 0,00 0,36 0,05 0,12 5,84 66,94 28,39

0,13 0,21 0,23 0,00 0,04 0,01 0,01 0,63 7,17 3,04

4. Interação com o Meio Ambiente Investimentos e gastos com manutenção nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente Investimentos e gastos com a preservação e/ou recuperação de ambientes degradados Investimentos e gastos com a educação ambiental para empregados, terceirizados, autônomos e administradores da entidade Investimentos e gastos com educação ambiental para a comunidade Investimentos e gastos com outros projetos ambientais Quantidade de processos ambientais, administrativos e judiciais movidos contra a entidade Valor das multas e das indenizações relativas à matéria ambiental, determinadas administrativa e/ou judicialmente Passivos e contingências ambientais Total da Interação com o meio ambiente 5. Outras Informações Receita Líquida (RL) Resultado Operacional (RO)
* ** *** **** *****

680.745 66,73 13,33 565.986 101,17 10,84 É exigida declaração dos fornecedores de que os mesmos não empregam menores de dezoito anos em trabalho noturno, perigoso ou insalubre e não empregam menores de dezesseis anos. É, ainda, exigida ressalva no caso de menores, a partir de quatorze anos, empregados na condição de aprendizes. % sobre % sobre % sobre % sobre R$ Mil R$ Mil RO RL RO RL 11.287 18.576 1 2.421 2.605 0 1,11 1,82 0,00 0,24 0,25 0,00 0,22 0,36 0,00 0,05 0,05 0,00 5.154 17.374 15 1.347 1.018 0,92 3,11 0,00 0,24 0,18 0,00 0,10 0,33 0,00 0,03 0,02 0,00

Além disso, foram desenvolvidas as seguintes atividades técnicas: • •

0 0 34.890

0,00 0,00 3,42 2007 5.105.173 1.020.110

0,00 0,00 0,68

24.908

0,00 0,00 4,45 2006 5.219.183 559.448

0,00 0,00 0,47

Vale ressaltar, também, que o trabalho de sensibilização para o combate ao desperdício de água teve continuidade em diversas instalações de FURNAS.

Informações de Natureza Social e Ambiental
2007 1. Geração e Distribuição de Riqueza R$ Mil Valor Adicionado Total 2.342.559 Distribuição do Valor Adicionado 21,1% governo 27,9% empregados A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 7,1% acionistas 43,9% financiadores está apresentada, na íntegra, no conjunto das Demonstrações Contábeis 2. RECURSOS HUMANOS 2007 2.1. Remuneração Folha de Pagamento Bruta (FPB) (R$ Mil) 767.315 - Empregados (R$ Mil) 763.844 - Administradores (R$ Mil) 3.471 Relação entre a maior e a menor remuneração: - Empregados (%) 18,8 - Administradores (%) 1 % sobre % sobre 2.2. Benefício Concedido R$ Mil FPB RL Encargos Sociais 148.087 19,30 2,90 Alimentação 33.532 4,37 0,66 Transporte 2.114 0,28 0,04 Previdência privada 67.557 8,80 1,32 Saúde 70.185 9,15 1,38 Segurança e medicina do trabalho 5.268 0,69 0,10 Educação 1.717 0,22 0,03 Cultura 2.832 0,37 0,06 Capacitação e desenvolvimento profissional 21.357 2,78 0,42 Creches ou auxílio creche 697 0,09 0,01 Participação nos lucros ou resultados 61.574 8,02 1,21 Total 414.920 54,07 8,13 2.3. Composição do Corpo Funcional 2007 Nº de empregados 4.534 Nº de admissões 59 Nº de demissões 50 Nº de estagiários 694 Nº de empregados portadores de 251 * necessidades especiais Nº de prestadores de serviços terceirizados 1.857 Nº de empregados por sexo: - Masculino 3.929 - Feminino 605 Nº de empregados por faixa etária: - Menores de 18 anos 0 - De 18 a 35 anos 789 - De 36 a 60 anos 3.618 - Acima de 60 anos 127 Nº de empregados por nível de escolaridade: - Analfabetos 0 - Com ensino fundamental 362 - Com ensino médio 671 - Com ensino técnico 1.210 - Com ensino superior 1.574 - Pós-graduados 717 Percentual de ocupantes de cargos de chefia, por sexo: - Masculino 88,95 - Feminino 11,05 2.4. Contingências e Passivos Trabalhistas 2007 Nº de processos trabalhistas movidos contra 543 a entidade ** Nº de processos trabalhistas julgados 3 procedentes *** Nº de processos trabalhistas julgados 34 improcedentes **** Valor total de indenizações e multas pagas por 25.052 determinação da justiça ***** 2006 R$ Mil 2.111.140 17,8% governo 5,1% acionistas 25,7% empregados 51,4% financiadores

Refere-se à soma de 19 empregados efetivos e 232 profissionais vinculados ao contrato firmado com o Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Ibdd). Número de processos iniciados nos anos de 2006 e 2007. Número de processos julgados procedentes independentemente do ano em que se iniciaram. Número de processos julgados improcedentes independentemente do ano em que iniciaram. Valores relativos às indenizações e multas pagas nos anos de 2006 e 2007, independentemente do ano em que os processos se iniciaram.

2006 672.660 668.657 4.003 17,1 1 % sobre FPB 20,21 4,76 0,44 9,22 9,52 0,75 0,20 0,30 2,57 0,10 8,22 56,29 2006 4.525 156 212 519 230 1.923 3.925 600 0 855 3.573 97 0 327 755 1.791 956 696

II – CONTROLE INTERNO
O Controle Interno, na Administração Pública, conforme a conceituação utilizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) / Controladoria-Geral da União (CGU), constitui-se de um conjunto de planos, atividades, métodos, indicadores e procedimentos interligados, utilizados para assegurar a conformidade dos atos administrativos e para que os objetivos e metas estabelecidos sejam alcançados. O processo de prestação de contas anual de FURNAS segue as instruções normativas emanadas do TCU/CGU, evidenciando a mitigação dos possíveis riscos aos quais a Empresa possa estar submetida, a identificação da materialidade dos elementos objetivos relacionados aos seus bens patrimoniais e a transparência da conformidade dos seus atos e desempenho, em consonância com a sua relevância enquanto empresa líder do Setor Elétrico.

R$ Mil 135.974 31.982 2.960 62.014 64.052 5.059 1.325 2.032 17.300 675 55.289 378.662

% sobre RL 2,60 0,61 0,06 1,19 1,23 0,10 0,03 0,04 0,33 0,01 1,06 7,26

Análise dos Controles e Procedimentos pela Auditoria Interna
A Auditoria Interna, subordinada diretamente ao Conselho de Administração, atua, de forma preventiva, em assuntos relacionados aos controles internos, os quais são reforçados pelas reuniões mensais dos Conselhos de Administração e Fiscal, e pela reunião semanal da Diretoria Executiva. Em 2007, foram realizados 127 trabalhos de acordo com o Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna (Paint), propiciando, dentre outros ganhos, o fortalecimento do ambiente de controles internos, por meio, principalmente, da melhoria na segurança dos sistemas informatizados, do aprimoramento das normas internas e do cumprimento da legislação vigente. O Paint, desenvolvido a partir da matriz de riscos, identifica os processos que devem ter monitoramento contínuo e análise dos controles internos associados. Na elaboração da matriz de risco, são consideradas as características operacionais de FURNAS, com ênfase nos seguintes indicadores: materialidade, relevância, vulnerabilidade, risco, criticidade, legislação e imagem. Em 2007, em continuidade ao processo de adequação do ambiente de controles internos de FURNAS à Lei Sarbanes Oxley (SOX), Seção 404, por demanda da controladora, Eletrobrás, foi emitido o Relatório sobre o Estudo e Avaliação dos Sistemas Contábil e de Controles Internos, elaborado em conexão com o Exame das Demonstrações Contábeis para o exercício findo em 31 de dezembro de 2006. O referido relatório foi emitido pelo auditor independente PriceWaterhouseCoopers, considerando os processos relevantes da Empresa. Os assuntos referentes aos trabalhos de auditoria, realizados no exercício de 2007, foram reportados aos respectivos gestores, para as regularizações e melhorias necessárias. Adicionalmente, a Auditoria Interna participou, ativamente, dos trabalhos de adequação à SOX, por meio da disponibilização de empregados para realização e acompanhamento dos trabalhos executados pela consultoria e pelo auditor independente. Na busca do aperfeiçoamento contínuo e da adoção das melhores práticas de mercado, a Auditoria Interna participou de seminários, congressos, cursos de especialização e intercâmbio (Benchmarking) com outras auditorias internas, áreas de risco e outras áreas de interesse.

88,90 11,10 2006 907

Pareceres do Conselho Fiscal
1 73 15.223 O Conselho Fiscal, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, emitiu dois pareceres no ano de 2007. O primeiro, após análise do Relatório da Administração e das Demonstrações Contábeis relativos ao exercício de 2006 e o segundo referente ao orçamento da Empresa para o exercício de 2007. Todos os pareceres foram favoráveis, com recomendação de aprovação por parte dos Acionistas na Assembléia Geral de Acionistas.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de reais)
ATIVO CIRCULANTE Numerário disponível Aplicações financeiras Consumidores, concessionárias e permissionárias Empréstimos e financiamentos concedidos Créditos de energia financiados Almoxarifado Créditos tributários Impostos e contribuições a recuperar Despesas pagas antecipadamente Cauções e depósitos vinculados Devedores diversos Outros NÃO CIRCULANTE Consumidores, concessionárias e permissionárias Concessões a licitar Empréstimos e financiamentos concedidos Créditos de energia financiados Cauções e depósitos vinculados Bens e direitos destinados à alienação Despesas pagas antecipadamente Outros Total do Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado (-) Obrigações vinculadas à concessão Intangível Diferido Total do Permanente 2007 2006 PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Encargos de empréstimos e financiamentos Impostos e contribuições sociais Empréstimos e financiamentos Outras captações de recursos Obrigações estimadas Pesquisa e desenvolvimento Provisão para contingências Credores diversos Entidade de previdência complementar Remuneração aos acionistas Participações nos lucros Outros NÃO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Outras captações de recursos Impostos e contribuições sociais Entidade de previdência complementar Credores diversos Outros Total do Exigível a longo prazo Capital realizado Reservas de capital Reservas de lucros Lucros acumulados Recursos destinados a aumento de capital Total do Patrimônio líquido 2007 2006

97.753 218.505 656.057 54.755 196.171 87.119 282.196 104.179 12.673 17.645 80.217 63.432 1.870.702 19.543 147.375 986.374 219.878 28.624 3.298 103.489 1.508.581 757.949 14.336.013 (112.540) 202.546 56 15.184.024 16.692.605

8.562 272.800 1.193.227 100.849 164.117 72.951 167.556 188.214 1.197 21.025 177.804 37.405 2.405.707 54.338 15.681 160.296 1.083.783 221.468 28.371 94.290 1.658.227 388.686 14.157.842 (112.540) 194.355 56 14.628.399 16.286.626 18.692.333

653.842 26.474 243.052 520.217 306.419 61.766 106.652 230.179 146.652 165.891 61.681 95.432 2.618.257 1.043.891 277.296 1.122.136 70.017 2 2.513.342 3.194.000 5.700.817 2.162.935 2.342.802 13.400.554 31.154 13.431.708 15.945.050

627.375 10.408 241.131 384.710 534.272 56.605 87.107 171.013 7.273 138.646 91.581 55.570 143.791 2.549.482 789.257 486.333 1.004.466 942.308 2 3.222.366 3.194.000 5.700.817 1.651.712 2.342.802 12.889.331 31.154 12.920.485 16.142.851 18.692.333

TOTAL DO ATIVO

18.563.307

TOTAL DO PASSIVO

18.563.307

As notas explicativas da Administração e os anexos 1 e 2 são parte integrante das demonstrações contábeis.

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de reais)
RECEITA OPERACIONAL Fornecimento de energia elétrica Suprimento de energia elétrica Energia de curto prazo Uso da rede elétrica Outras receitas Deduções à receita operacional Impostos e contribuições sobre a receita Quota para a reserva global de reversão Pesquisa e Desenvolvimento Outros encargos do consumidor Receita operacional líquida CUSTO DO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica Custo de operação Pessoal Material Serviços de terceiros Combustível e água para produção de energia elétrica Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Depreciação e amortização Taxa de fiscalização de serviços de energia elétrica Impostos e taxas LUCRO OPERACIONAL BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS Provisão para contingências Provisão para créditos de liquidação duvidosa Baixa de créditos não realizados Outras despesas Resultado do serviço RECEITA (DESPESA) FINANCEIRA Renda de aplicações financeiras Encargos de empréstimos e financiamentos Encargos financeiros sobre outras obrigações Variação monetária e acréscimo moratório – energia vendida Direito de ressarcimento do gerador – atualização monetária Variação monetária e acréscimo moratório – energia comprada Variação monetária e juros – créditos de energia financiados Variação monetária e cambial de empréstimos e financiamentos Variação monetária e juros sobre empréstimos e financiamentos concedidos Variação monetária sobre contingências Ajuste do passivo atuarial Outras Juros sobre o capital próprio Resultado operacional RECEITA NÃO OPERACIONAL DESPESA NÃO OPERACIONAL Resultado não operacional LUCRO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E IMPOSTO DE RENDA Contribuição social Imposto de renda LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES E DA REVERSÃO DOS JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Participações nos lucros Reversão dos juros sobre capital próprio LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO LUCRO LÍQUIDO POR MIL AÇÕES DO CAPITAL SOCIAL - R$ 46.723 (112.708) (88.624) 5.305 41.052 44 200.088 (35.813) 30.809 (1.693) 1.001.242 (30.692) 1.055.733 1.020.110 5.037 (10.356) (5.319) 1.014.791 (74.110) (202.583) 738.098 (61.574) 676.524 10,41 70.738 (105.707) (181.165) 9.511 62.927 23 180.077 (203.509) 31.139 (1.331) (52.095) (189.392) (107.500) 451.948 3.365 (14.647) (11.282) 440.666 (35.433) (93.240) 311.993 (55.289) 107.500 364.204 5,60 60.000 385.509 127.465 141.477 714.451 (35.623) 30.000 204.804 132.513 367.317 748.840 2.248.291 377.698 592.492 47.282 434.655 13.148 159.404 531.703 13.846 7.826 4.426.345 678.828 2.110.696 353.088 487.792 46.996 389.048 11.946 158.849 516.979 15.131 12.501 4.103.026 1.116.157 210.403 151.445 71.061 25.011 457.920 5.105.173 233.321 152.953 105.382 27.218 518.874 5.219.183 2007 188.106 3.767.106 14.869 1.574.755 18.257 5.563.093 2006

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de reais)
2007 2006

251.007 3.500.997 14.128 1.886.939 84.986 5.738.057

ORIGENS Das operações Lucro líquido do exercício Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido: Depreciação e amortização Variação monetária e cambial de longo prazo Passivo regulatório Ajuste do passivo atuarial Encargos do parcelamento especial - PAES 531.703 (15.000) 116.627 (505.087) (29.391) 775.376 De terceiros Novos financiamentos a longo prazo Transferência de realizável a longo prazo para circulante Baixas do permanente Outras TOTAL DAS ORIGENS APLICAÇÕES Na aquisição do imobilizado Em créditos de energia financiados Em remuneração aos acionistas Em circulantes transferidos para o realizável a longo prazo Em pesquisa e desenvolvimento Em reclassificação de operação de créditos - FIDC Em investimentos Em exigíveis a longo prazo transferidos para circulante Em empréstimos e financiamentos concedidos Em outras TOTAL DAS APLICAÇÕES REDUÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE 825.327 63.679 165.301 13.995 369.263 791.321 30.630 29.114 2.288.630 (603.780) 887.752 65.370 107.500 13.324 10.024 80.525 43.098 882.292 36.655 15.830 2.142.370 (394.004) 407.545 394.671 96.526 10.732 1.684.850 190.630 392.397 26.833 14.072 1.748.366 516.979 163.894 79.357 1.124.434 676.524 364.204

DEMONSTRAÇÃO DA VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE

Ativo circulante No início do exercício No fim do exercício 2.405.707 1.870.702 (535.005) Passivo circulante No início do exercício No fim do exercício 2.549.482 2.618.257 68.775 2.343.297 2.549.482 206.185 2.593.526 2.405.707 (187.819)

REDUÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE

(603.780)

(394.004)

As notas explicativas da Administração e os anexos 1 e 2 são parte integrante das demonstrações contábeis.

As notas explicativas da Administração e os anexos 1 e 2 são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E DOS RECURSOS DESTINADOS A AUMENTO DE CAPITAL (em milhares de reais)
CAPITAL SOCIAL SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005 Aumento de capital – AGE de 25.08.2006 Realização da reserva de lucros a realizar Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido: Constituição da reserva legal Reserva de retenção de lucros Juros sobre capital próprio – AGO de 25.04.2007 SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 Realização da reserva de lucros a realizar Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido: Constituição da reserva legal Reserva de retenção de lucros Dividendos – proposta SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 2.000.000 1.194.000 3.194.000 3.194.000 RESERVAS DE CAPITAL 5.700.817 5.700.817 5.700.817 RESERVAS DE LUCROS 2.589.008 (1.194.000) (18.344) 18.210 256.838 1.651.712 (18.505) 33.826 495.902 2.162.935 LUCROS ACUMULADOS 2.342.802 18.344 364.204 (18.210) (256.838) (107.500) 2.342.802 18.505 676.524 (33.826) (495.902) (165.301) 2.342.802 SUBTOTAL 12.632.627 364.204 (107.500) 12.889.331 676.524 (165.301) 13.400.554 REC.DEST.A AUMENTO DE CAPITAL 31.154 31.154 31.154 TOTAL 12.663.781 364.204 (107.500) 12.920.485 676.524 (165.301) 13.431.708

As notas explicativas da Administração e os anexos 1 e 2 são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR) (em milhares de reais)
2007 ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido Depreciação e amortização Variação monetária e cambial de longo prazo Juros do parcelamento especial – PAES Ajuste do passivo atuarial Passivo regulatório – transmissão VARIAÇÃO NO ATIVO CIRCULANTE Consumidores, concessionárias e permissionárias Almoxarifado Tributos e contribuições compensáveis Empréstimos concedidos Outros ativos operacionais VARIAÇÃO NO PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Folha de pagamento Tributos e contribuições sociais Credores diversos Pesquisa e desenvolvimento Provisão para contingências Encargos do consumidor Outros passivos operacionais TOTAL DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Aplicações no ativo imobilizado Em pesquisa e desenvolvimento Adiantamento para futuro aumento de capital Outros ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Empréstimos e financiamentos obtidos a longo prazo Outras captações de recursos de terceiros Exigíveis a longo prazo transferidos para o circulante Em circulantes transferidos para o realizável a longo prazo Refinanciamentos de créditos Juros sobre capital próprio Outros TOTAL DOS EFEITOS NO CAIXA Caixa e equivalentes de caixa no início do período Caixa e equivalentes de caixa no fim do período VARIAÇÃO NO CAIXA 543.052 (227.853) (791.321) 330.992 (90.991) 107.258 (128.863) 34.896 281.362 316.258 34.896 239.452 105.788 (892.316) (13.324) 327.027 (214.734) 40.905 (407.202) (132.445) 413.807 281.362 (132.445) (825.327) (13.995) (369.055) (59.952) (1.268.329) (887.752) (10.054) (85.529) (983.335) 26.467 3.563 1.366 733 19.545 59.166 (25.404) 1.375 86.811 1.432.088 33.542 2.028 (57.539) (48.557) 87.107 23.998 (6.460) 44.165 78.284 1.258.092 537.170 (14.168) (30.605) 14.040 63.464 569.901 (25.947) (10.226) (213.863) 143.143 162.267 55.374 676.524 531.703 (15.000) (29.391) (505.087) 116.627 98.852 364.204 516.979 163.894 79.357 760.230 2006

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR) (em milhares de reais)
2007 1. GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Receitas de vendas de energia e serviços Receitas não operacionais Menos: Insumos Custo de energia comprada Materiais Serviços de terceiros Outros custos operacionais Outros custos não operacionais 2. VALOR ADICIONADO BRUTO Quotas de reintegração Constituição/ Reversão de provisões 3. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO GERADO Receitas financeiras (transferências) 4. VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (2.248.291) (47.282) (434.655) (833.038) (10.356) 1.994.508 (531.703) (445.509) 1.017.296 1.325.263 2.342.559 (2.110.696) (46.996) (389.048) (671.527) (14.647) 2.508.508 (516.979) (234.804) 1.756.725 354.415 2.111.140 5.563.093 5.037 5.738.057 3.365 2006

5. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Remuneração do trabalho Governo (Impostos e Contribuições) Encargos financeiros e variação monetária Participações dos empregados nos lucros Remuneração aos acionistas Outros Lucros retidos TOTAL 592.492 494.922 269.530 61.574 165.301 247.517 511.223 2.342.559 487.792 374.495 543.807 55.289 107.500 285.553 256.704 2.111.140

As notas explicativas da Administração e os anexos 1 e 2 são parte integrante das demonstrações contábeis.

As notas explicativas da Administração e os anexos 1 e 2 são parte integrante das demonstrações contábeis.

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Ministério de Minas e Energia

ANEXO 1 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO SEGREGADO POR ATIVIDADE DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de reais)
GERAÇÃO 2007 2006 RECEITA OPERACIONAL Fornecimento de energia elétrica Suprimento de energia elétrica Energia de curto prazo Uso da rede elétrica Outras receitas Deduções à receita operacional Impostos e contribuições sobre a receita Quota para a reserva global de reversão Pesquisa e desenvolvimento Outros encargos do consumidor Receita operacional líquida CUSTO DO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica Custo de operação Pessoal Material Serviços de terceiros Combustível e água para produção de energia elétrica Compensação financeira pela utilização recursos hídricos Depreciação e amortização Taxa de fiscalização de serviços de energia elétrica Impostos e taxas LUCRO (PREJUIZO) OPERACIONAL BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS Provisão para contingências Provisão para créditos de liquidação duvidosa Baixa de créditos não realizados Outras despesas Resultado do serviço RECEITA (DESPESA) FINANCEIRA Renda de aplicações financeiras Encargos de empréstimos e financiamentos Encargos financeiros sobre outras obrigações Variação monetária e acréscimo moratório- energia vendida Direito de ressarcimento do gerador – atualização monetária Variação monetária e acréscimo moratório – energia comprada Variação monetária e juros – créditos de energia financiados Variação monetária e cambial de empréstimos e financiamentos Variação monetária e juros sobre empréstimos concedidos Variação monetária sobre contingências Ajuste do passivo atuarial Outras 2.566.059 9.471 2.575.530 219.663 72.387 31.191 25.011 348.252 2.227.278 2.664.100 16.013 2.680.113 270.764 74.313 49.436 27.218 421.731 2.258.382 TRANSMISSÃO 2007 2006 1.574.755 8.699 1.583.454 42.357 38.248 21.637 102.242 1.481.212 1.886.939 68.494 1.955.433 15.374 47.375 35.542 98.291 1.857.142 COMERCIALIZAÇÃO 2007 2006 188.106 1.201.047 14.869 87 1.404.109 (51.617) 40.810 18.233 7.426 1.396.683 251.007 836.897 14.128 479 1.102.511 (52.817) 31.265 20.404 (1.148) 1.103.659 TOTAL 2007 188.106 3.767.106 14.869 1.574.755 18.257 5.563.093 210.403 151.445 71.061 25.011 457.920 5.105.173 2006 251.007 3.500.997 14.128 1.886.939 84.986 5.738.057 233.321 152.953 105.382 27.218 518.874 5.219.183

377.698

-

-

-

2.248.291 -

2.110.696 353.088

2.248.291 377.698

2.110.696 353.088

198.630 19.123 166.515 13.148 159.404 182.555 4.808 2.988 1.124.869 1.102.409 39.574 5.561 42.733 87.868 1.014.541

145.486 18.911 158.267 11.946 158.849 178.702 5.853 1.946 679.960 1.578.422 14.400 64.924 79.324 1.499.098

383.397 27.954 262.543 348.868 8.995 4.751 1.036.508 444.704 16.033 9.870 96.359 122.262 322.442

331.622 27.783 225.214 338.006 9.233 4.638 936.496 920.646 15.600 61.862 77.462 843.184

10.465 205 5.597 280 43 87 2.264.968 (868.285) 4.393 370.078 127.465 2.385 504.321 (1.372.606)

10.684 302 5.567 271 45 5.917 2.486.570 (1.382.911) 204.804 5.727 210.531 (1.593.442)

592.492 47.282 434.655 13.148 159.404 531.703 13.846 7.826 4.426.345 678.828 60.000 385.509 127.465 141.477 714.451 (35.623)

487.792 46.996 389.048 11.946 158.849 516.979 15.131 12.501 4.103.026 1.116.157 30.000 204.804 132.513 367.317 748.840

15.647 (32.317) (43.452) 656 4.255 (607) 335.662 (16.815) 263.029 1.277.570 3.400 (8.124) (4.724) 1.272.846 (111.959) (307.735) 853.152 (20.588) 832.564 12,81

27.338 (23.572) (37.528) (1) (892) 1.402 (501) (28.501) (62.255) (60.440) 1.376.403 2.104 (11.481) (9.377) 1.367.026 (119.740) (327.441) 919.845 (19.514) 60.440 960.771 14,78

27.005 (58.924) (76.006) 1.558 8.853 51.323 8.578 (1.062) 647.895 (15.424) 593.796 916.238 1.594 (2.000) (406) 915.832 (79.537) (220.929) 615.366 (39.891) 575.475 8,85

42.129 (32.561) (60.840) 1.489 (1) 6.464 46.535 3.651 (806) (12.564) (6.504) (47.060) 789.620 1.232 (3.125) (1.893) 787.727 (69.886) (194.120) 523.721 (34.658) 47.060 536.123 8,24

4.071 (21.467) 30.834 3.747 41.052 44 191.235 (87.792) 17.976 (24) 17.685 1.547 198.908 (1.173.698) 43 (232) (189) (1.173.887) 117.386 326.081 (730.420) (1.095) (731.515) (11,25)

1.271 (49.574) (82.797) 8.022 62.927 25 173.613 (249.152) 26.086 (24) (11.030) (120.633) (1.714.075) 29 (41) (12) (1.714.087) 154.193 428.321 (1.131.573) (1.117) (1.132.690) (17,42)

46.723 (112.708) (88.624) 5.305 41.052 44 200.088 (35.813) 30.809 (1.693) 1.001.242 (30.692) 1.055.733 1.020.110 5.037 (10.356) (5.319) 1.014.791 (74.110) (202.583) 738.098 (61.574) 676.524 10,41

70.738 (105.707) (181.165) 9.511 62.927 23 180.077 (203.509) 31.139 (1.331) (52.095) (189.392) (107.500) 451.948 3.365 (14.647) (11.282) 440.666 (35.433) (93.240) 311.993 (55.289) 107.500 364.204 5,60

Juros sobre capital próprio Resultado operacional RECEITA NÃO OPERACIONAL DESPESA NÃO OPERACIONAL Resultado não operacional LUCRO (PREJUIZO) ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E IMPOSTO DE RENDA Contribuição social Imposto de renda LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DAS PARTICIPAÇÕES E DA REVERSÃO DOS JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Participações nos lucros Reversão dos juros sobre capital próprio LUCRO (PREJUIZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO LUCRO (PREJUIZO) LÍQUIDO POR MIL AÇÕES DO CAPITAL SOCIAL - R$

Em conformidade com o Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica - MCSPEE, a Empresa está segregando o resultado dos exercícios de 2007 e de 2006 nas atividades de geração, transmissão e comercialização.

ANEXO 2 SALDOS E TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS (em milhares de reais)
SALDOS: Consumidores, concessionárias e permissionárias Direito de ressarcimento do gerador (RTE) Fornecedores Empréstimos e financiamentos concedidos Empréstimos e financiamentos captados Contas a receber Contas a pagar Saldo Líquido 2007 ELETROBRÁS (5.272) (996.318) 4.773 (164.133) (1.160.950) CGTEE 95 95 CHESF 12.549 (4.592) 30.127 (3.312) 34.772 ELETROSUL (2.926) 37 (2.889) ELETRONORTE ELETRONUCLEAR 8.746 (3.373) 5.620 96 11.089 862 (273.177) (11.444) 1.142 (282.617) ITAIPU 375 (8) 367 LIGHTPAR 20.511 20.511 TOTAL 22.252 (289.340) 5.620 (1.007.762) 57.061 (167.453) (1.379.622) 2006 TOTAL 25.726 42.965 (281.855) 104.748 (719.525) 56.985 (210.223) (981.179) 2006 TOTAL (1.291.981) (92.523) 223.638 22.609 (142.030) (1.280.287)

TRANSAÇÕES: Compra de Energia Encargos sobre o uso da rede elétrica Receita de uso da rede elétrica Receita financeira Despesa financeira Saldo Líquido

ELETROBRÁS (13.366) (13.366)

CGTEE 931 931

CHESF (42.170) 121.577 79.407

ELETROSUL (25.908) (25.908)

2007 ELETRONORTE ELETRONUCLEAR (1.354.497) (28.594) 84.507 8.218 2.915 676 (1.865) 58.828 (1.347.468)

ITAIPU -

LIGHTPAR -

TOTAL (1.354.497) (96.672) 215.233 3.591 (15.231) (1.247.576)

Em atendimento à Resolução ANEEL nº 22, de 04.02.1999, e nos termos da deliberação CVM nº 26/86, de 05.02.1986, a Empresa está apresentando os saldos e transações com partes relacionadas.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006
NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL FURNAS - Centrais Elétricas S.A. é uma empresa de economia mista de capital fechado, controlada pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS, tendo como atividade principal a geração, transmissão e comercialização de energia elétrica, atuando na região abrangida pelo Distrito Federal e os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. O sistema de produção de energia elétrica de FURNAS é composto por 10 usinas hidrelétricas, com uma potência instalada de 8.662 MW, e 2 usinas termelétricas com 796 MW de capacidade, totalizando 9.458 MW. No parque gerador de FURNAS, está incluída a potência de 1.275MW, relativos à Usina de Serra da Mesa, cabendo a SEMESA S.A 657MW (51,54%) e a FURNAS, que detém o direito da concessão, 618MW (48,46%). Está incluído, também, o Aproveitamento Múltiplo de Manso, com potência instalada de 212 MW, cabendo 148MW a FURNAS (70%) e 64MW a PROMAN (30%). Além do parque de geração próprio, FURNAS participa societariamente nas empresas Enerpeixe S.A , com capacidade de 452MW, na Chapecoense Geração S.A , com capacidade de 855MW , na Serra do Facão Participações S.A., com capacidade de 210MW , e na Retiro Baixo Energética S.A , com capacidade de 82MW. Adicionalmente, participa do Consórcio UHE Baguari, com capacidade de 140MW e na construção e operação das usinas hidrelétricas de Batalha e Simplício/Anta com potência instalada, respectivamente, de 52,5MW e 333,7MW. Em 10.12.2007, o Consórcio MESA S.A, constituído por FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), CEMIG (10%), Fundos de Investimentos e Participações da Amazônia (20%) e Construtora Norberto Odebrecht (1%). conquistou, em leilão realizado pela ANEEL, a concessão para construir e operar o projeto de construção da Usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia. O sistema de transmissão é composto por 46 subestações (incluindo a SE de Macaé por cessão, conforme escritura de usufruto), 19.278 km de linhas de transmissão (sendo 17.666 km em corrente alternada e 1.612 km em corrente contínua na tensão de ± 600 kV) e capacidade de transformação de 101.651 MVA. FURNAS também participa societariamente em projetos de construção e operação de linhas de transmissão tais como a Transleste (150km), Transudeste(140km), Centroeste de Minas (75km) e Transirapé (65km). AEmpresa mantém contratos de aquisição de energia no qual destaca-se o firmado junto a ELETROBRÁS Termonuclear S.A– ELETRONUCLEAR (1.475 MW médios). A comercialização de energia por FURNAS está baseada em dois ambientes distintos de mercado, sendo um regulado para a comercialização de energia para as concessionárias de distribuição e outro caracterizado por contratos livremente pactuados. A lei 10.848, de 15.03.2004, estabelece a diferenciação entre energias provenientes de novos empreendimentos e de empreendimentos existentes, determinando a realização de leilões distintos para cada uma destas modalidades. NOTA 2 - CONCESSÕES E AUTORIZAÇÕES A Empresa detém as seguintes concessões e autorizações junto ao órgão regulador do Serviço Público de Energia Elétrica: Usinas HIDRELÉTRICAS Furnas Estreito (Luiz Carlos Barreto) Marimbondo Porto Colômbia Mascarenhas de Moraes Funil Itumbiara Corumbá I Manso Serra da Mesa TERMELÉTRICAS Santa Cruz Campos (Roberto Silveira) São Gonçalo (fora de operação) Usinas Hidrelétricas (em construção) Baguari (3) Batalha Simplício/Anta Rio de Janeiro Campos S. Gonçalo Rio Rio Doce São Marcos Paraíba do Sul 766 30 Potência (MW) 140 52,5 333,7 766 32 22.08.1963 e 10.03.1967 30.12.1960 e 14.07.1977 12.01.1953 e 14.07.1977 Data da Concessão 15.08.2006 15.08.2006 15.08.2006 07.07.2015 Prorrogação Requerida Prorrogação Requerida Data de Vencimento 14.08.2041 14.08.2041 14.08.2041 Grande Grande Grande Grande Grande Paraíba do Sul Paranaíba Corumbá Manso Tocantins 1.216 1.050 1.440 320 476 216 2.082 375 212 1.275 1.312 1.104 1.488 328 478 222 2.280 375 212 1.275 26.07.1957 18.06.1962 03.03.1967 11.03.1967 e 20.08.1968 31.10.1973 15.06.1961 e 10.03.1967 26.02.1970 05.10.1981 e 29.11.1984 18.12.1987 e 10.02.2000 06.05.1981 07.07.2015 07.07.2015 07.03.2017 16.03.2017 31.10.2023 07.07.2015 26.02.2020 29.11.2014 09.02.2035 07.05.2011 Rio/Local Capacidade Capacidade Efetiva Nominal Instalada Máxima Utilizada (MW) (1) (MW) (2) Data da Concessão Data de Vencimento

(1) Potência homologada pela ANEEL; (2) Valor máximo obtido em regime contínuo, considerando todas as limitações existentes; (3) A participação de FURNAS no Consórcio é de 15%. NOTA 3 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com a Legislação Societária e, também, segundo as normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, pois, embora FURNAS seja uma Sociedade Anônima de capital fechado, segue os princípios aplicáveis à sua controladora Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS, que é uma Sociedade Anônima de capital aberto.

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Tendo em vista a alteração promovida pelo Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica – MCSPE, na classificação das despesas com Pesquisa e Desenvolvimento, saindo do grupo de Despesas Operacionais para Deduções à Receita Operacional, efetuamos na Demonstração de Resultado do Exercício, a respectiva reclassificação no exercício de 2006 para compatibilizarmos a comparabilidade das informações. NOTA 4 – SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS A Empresa escritura suas contas de acordo com a Resolução nº 1 da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e o Plano de Contas do Serviço Público de Energia Elétrica, efetuando a segregação dos gastos e receitas por atividade de produção, transmissão e comercialização. A Agência Nacional de Energia Elétrica, através da Resolução nº 444, de 26.10.2001, instituiu o Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica – MCSPE, a ser utilizado a partir de 01.01.2002, obrigatoriamente, pelas concessionárias e permissionárias do Serviço Público de Energia Elétrica. As principais práticas contábeis podem ser identificadas a seguir: a) Ativos Circulante e Não Circulante  As aplicações financeiras representam recursos mantidos em Fundo de Renda Fixa de Curto Prazo e estão registradas ao custo acrescido das receitas auferidas até a data do balanço. Por determinação legal, estas aplicações são efetuadas em fundos de investimentos em renda fixa administrados pelo Banco do Brasil S.A.;  Os materiais em estoque no almoxarifado estão registrados ao custo médio de aquisição, que não excede o valor de reposição;  Os ativos indexados estão atualizados até a data do balanço; os demais ativos estão apresentados ao custo, deduzido de eventuais provisões para perdas;  Os ativos fiscais diferidos foram reconhecidos considerando as alíquotas vigentes para o imposto de renda e a contribuição social incidentes sobre diferenças temporárias, na extensão em que sua realização seja provável;  As provisões para créditos de liquidação duvidosa foram constituídas, em montante julgado suficiente pela Administração da Empresa, para a cobertura de eventuais perdas na realização de contas e títulos a receber. b) Permanente  Registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31.12.1995. A depreciação do imobilizado é calculada pelo método linear, e leva em consideração a vida útil econômica dos bens;  As imobilizações em curso incluem os encargos financeiros relativos a financiamentos de terceiros. Incluem, também, a remuneração sobre o capital próprio investido, calculada até o exercício de 1998, segundo critério específico do setor;  Em função do disposto nas Instruções Contábeis 6.3.10, itens 4 e 11 do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica - MCSPE, os juros, os demais encargos financeiros e os efeitos inflacionários, relativamente aos financiamentos obtidos de terceiros efetivamente aplicados no imobilizado em curso, estão registrados neste subgrupo como custo. O mesmo procedimento foi adotado para os juros sobre o capital próprio que financiou as obras em andamento, conforme previsto na legislação específica do Serviço Público de Energia Elétrica. c) Passivos Circulante e Não Circulante  Estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias e cambiais incorridos. d) Patrimônio Líquido  Os lucros a realizar apropriados à reserva estão sendo revertidos à conta de lucros acumulados, no mínimo proporcionalmente às baixas, à depreciação e à amortização do ativo permanente;  Os recursos destinados ao aumento de capital, oriundos da Controladora ELETROBRÁS, estão registrados neste grupamento, uma vez que revestidos da característica de irreversibilidade. e) Resultado  É apurado pelo regime de competência;  A Demonstração do Resultado Segregado por Atividade (Anexo 1) é elaborada com base nos registros contábeis de receitas e despesas por unidade operativa. f) Alterações das Práticas Contábeis Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638, conversão do Projeto de Lei nº 3.741. A Lei 11.638 altera e revoga dispositivos da Lei das Sociedades por Ações – Lei 6.404/76, objetivando o alinhamento das práticas contábeis adotadas no Brasil com as normas internacionais de contabilidade. As principais alterações trazidas pela citada Lei, indicadas na nota 39, têm aplicação somente a partir do exercício iniciado em 1º de janeiro de 2008, não produzindo efeitos nas presentes demonstrações. NOTA 5 - CONTAS A RECEBER - ENERGIA VENDIDA a) Consumidores, concessionárias e permissionárias 2007 Vencidos Até 90 Mais de dias 90 dias 7.213 31 7.244 10.429 6.034 12 Provisão p/créditos de liquidação duvidosa Total 18.137 428.414 293.560 184.455 171.780 2007 2006 Saldo 2007 18.137 428.414 184.455 25.051 2006 24.493 418.760 293.615 236.177 274.520

Os créditos de energia financiados têm as seguintes características: I) CELG - TESOURO NACIONAL – Em conformidade com o Programa de Saneamento das Finanças do Setor Público (Lei nº 8.727, de 05.11.1993), foi assinado um contrato de cessão de crédito entre a União e FURNAS, tendo o Banco do Brasil como agente financeiro, para refinanciamento da dívida da CELG, relativa à compra de energia, que estabeleceu as seguintes condições financeiras: 1) A dívida da União resultante do crédito adquirido será paga a FURNAS em 240 parcelas mensais consecutivas, vencíveis nas mesmas datas de vencimento das prestações do contrato de refinanciamento dessa mesma dívida, assinado entre a União e a CELG, iniciando-se em 1994 e com data de encerramento prevista para 2014; 2) Os juros remuneratórios são calculados sobre o saldo devedor à taxa de 11 % a.a., que corresponde à média ponderada das taxas estabelecidas nos contratos originais da dívida confessada; 3) Atualização monetária plena sobre o saldo devedor, com base no Índice Geral de Preços do Mercado – IGP-M, ou outro índice que venha a ser determinado pelo poder executivo da União. Do saldo do contrato, em 31.05.2005, no valor de R$ 495.899 mil, o montante de R$ 228.000 mil, foi cedido ao FURNAS II – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC (ver Nota 18). II) CELG - Através do Instrumento Particular de Confissão de Dívidas e Outras Avenças, firmado em 12.12.2003 entre FURNAS e CELG, no montante de R$ 378.938 mil, tendo como interveniente e anuente o Banco do Brasil S.A., a CELG reconheceu um débito referente ao faturamento de energia própria, sendo estabelecidas as seguintes cláusulas financeiras para liquidação dos compromissos: 1) O prazo estimado de pagamento é de 216 meses, sendo o saldo devedor corrigido mensalmente pelo IGP-M, publicado pela Fundação Getúlio Vargas, acrescido de juros à taxa de 1% a.m.; 2) O pagamento mensal de 2,56% do faturamento bruto está lastreado em garantia baseada em conta bancária vinculada, no qual são depositados os recursos advindos dos pagamentos das faturas dos consumidores finais da CELG. Do saldo do contrato, em 31.05.2005, no valor de R$ 394.610 mil, o montante de R$ 258.000 mil, foi cedido ao FURNAS II – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC (ver Nota 18). III) CEB – Através de Instrumento Particular de Confissão de Dívida e Outras Avenças firmado em 27.10.2003 entre FURNAS e a CEB, no montante de R$ 191.129 mil, tendo como interveniente e anuente o Banco de Brasília S.A., a CEB reconhece um débito referente ao faturamento de energia própria que será quitado conforme as seguintes cláusulas financeiras: 1) A dívida será quitada em um prazo estimado de 144 meses, podendo este prazo ser automaticamente prorrogado até a liquidação final do compromisso; 2) O saldo devedor será atualizado com a aplicação pro rata die da variação acumulada do IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, ou outro índice que vier a substituí-lo, acrescido de juros de 1% a.m. contados desde o dia 14.08.2003; 3) A CEB autoriza, em caráter irrevogável e irretratável, o banco interveniente a transferir o valor mensal pago por ela, correspondente a 3% do seu faturamento bruto. Do saldo do contrato, em 31.05.2005, no valor de R$ 224.649 mil, o montante de R$ 162.000 mil, foi cedido ao FURNAS II – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC (ver Nota 18). IV) CEMAT – Através de Instrumento Particular de Confissão de Dívidas, firmado entre FURNAS e a CEMAT e tendo a CAIUÁ Serviços de Eletricidade S.A. como interveniente, anuente e garantidora, foi celebrada a negociação dos débitos da CEMAT, com a assinatura do contrato nº 14.313, de 15.08.2002, que estabelece as seguintes condições para a quitação da dívida: O montante original, correspondente a R$ 138.940 mil, é corrigido mensalmente pelo IGP-M, acrescido de juros de 1% a.m.. Sua amortização é feita por dação em pagamento de 80 MW médios a uma tarifa de R$ 49,39/MWh referida a 15.08.2002, corrigida pelo IGP-M a cada 12 meses. O contrato com vigência de um período mínimo de 53 meses, contados a partir de sua assinatura, pode ser prorrogado até que ocorra a completa quitação do saldo da dívida. O direito creditório relativo a este contrato, no valor de R$ 164.000 mil foi cedido ao FURNAS I – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC (ver Nota 18). V) CEMIG – Através do Termo de Acordo e Reconhecimento de Dívidas firmado em 01.08.2005, a CEMIG reconheceu os débitos relativos à energia livre, comercializada no âmbito da CCEE, no período de setembro de 2000 a setembro de 2002 (ver Nota 34), tendo o referido Termo as seguintes premissas: 1) O valor histórico (R$ 62.308 mil) foi corrigido pela variação do IGP-M, verificada entre as datas dos débitos das liquidações financeiras até a data da liquidação financeira da recontabilização do período base; 2) O saldo devedor corrigido (R$ 72.083 mil) será quitado em 50 parcelas e atualizado pela aplicação da variação da Taxa SELIC, acrescido de juros de 1% a.a., tendo como data-base o vencimento da primeira parcela e utilizando-se a mesma metodologia de cálculo praticada pelo BNDES nos contratos de financiamento concedidos no âmbito do Programa Emergencial de Apoio às Concessionárias de Geração. VI) CEB II – Através de Instrumento Particular de Confissão de Dívida, firmado em 01.06.2006, entre FURNAS e a CEB Distribuição, foi firmada a repactuação do pagamento das faturas vincendas nos meses de junho a outubro/2006, cujos recebimentos ocorreriam nos dias 05, 15 e 25 dos respectivos meses, faturas essas vinculadas à aquisição de energia por meio dos Contratos CCEAR´s de nºs 279 e 662/2004. A dívida será quitada conforme as seguintes cláusulas financeiras: 1) Prazo de amortização estimado em 24 meses; 2) Atualização do saldo devedor com a aplicação pro rata die da variação da taxa média anual SELIC, acrescido de juros de 1,8% a.a.; 3) Até a liquidação do total da dívida, as partes acordam que eventuais pagamentos que FURNAS tenha que fazer à CEB Distribuição poderão ser objeto de compensação, até o limite do saldo devedor; 4) Em caso de inadimplência em qualquer outro compromisso assumido com FURNAS, superior a 10 dias, durante a vigência deste Instrumento, implicará no vencimento das parcelas não quitadas, independentemente de prévia comunicação; 5) No caso de mora, incidirão sobre a parcela em atraso (que é corrigida monetariamente pela variação pro rata die do IPCA, relativo ao mês anterior ao do inadimplemento), até a data do pagamento, os seguintes acréscimos: a) multa de 2%; e b) juros de mora de 1% ao mês, calculados pro rata die. NOTA 8 – CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS Nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários - CVM nº 371, de 27.06.2002, a Empresa mantém registrados contabilmente créditos tributários no montante de R$ 282.196 mil (2006 – R$ 167.556 mil), resultantes de diferenças temporárias que poderão ser utilizados para redução de cargas tributárias futuras, especificados a seguir: Adições Temporárias . . . . Contingências trabalhistas e cíveis Provisão para perdas em investimentos – FINOR Juros sobre capital próprio Provisão para créditos de liquidação duvidosa R$ mil 2007 230.179 9.497 590.313 829.989 207.497 74.699 282.196 2006 171.013 9.497 107.500 204.804 492.814 123.203 44.353 167.556

Consumidores Industriais Concessionárias Contratos Comercialização na CCEE Disponibilidade e uso da rede elétrica Energia Livre (RTE) Total Circulante Não Circulante

Vincendos 10.924 417.985 293.560 178.390 171.768 1.072.627

(293.560) (146.729) (70.520) (440.289) (70.520)

16.475 1.096.346

656.057 1.247.565 656.057 1.193.227 54.338

FURNAS mantém registrados créditos no montante de R$ 293.560 mil, relativos à comercialização de energia no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE (sucessor do Mercado Atacadista de Energia – MAE), referentes ao período de setembro de 2000 a setembro de 2002, cuja liquidação está suspensa em virtude da concessão de liminares nas ações judiciais propostas por concessionárias de distribuição contra a ANEEL e a CCEE. De acordo com as normas estabelecidas no Acordo de Mercado da CCEE, a resolução dessas pendências implica em uma nova contabilização e liquidação pelas partes envolvidas sem a interveniência da CCEE (ver Nota 34). Diante da incerteza de sua realização financeira, foi constituída uma provisão para créditos de liquidação duvidosa considerando a integralidade do montante a receber. b) Atualização monetária e estimativa de perdas dos créditos oriundos de Energia Livre (Recomposição Tarifária Extraordinária - RTE) Nos termos dos Ofícios Circulares ANEEL nos 2.212 e 074, datados de 20.12.2005 e 23.01.2006, respectivamente, a Empresa efetuou a atualização monetária dos valores relacionados à Energia Livre (RTE). Em 31.12.2007, estes créditos totalizavam R$ 171.780 mil (R$ 345.040 mil em 31.12.2006) e estão classificados no ativo circulante. Em conformidade com o Ofício Circular ANEEL no 2.409, datado de 14.11.2007, a Empresa registrou como perdas o montante de R$ 127.465 mil, cujos prazos de ressarcimento encerraram-se até 31.12.2007. Adicionalmente, mantém o valor de R$ 146.729 mil (R$ 70.520 mil em 2006) registrado a título de provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão esta julgada suficiente para a cobertura de eventuais perdas destas contas a receber. NOTA 6 – EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS CONCEDIDOS R$ mil 2007 NÃO CIRCULANTE 119.428 16.240 11.707 147.375 2006 TOTAL 159.237 24.361 12.912 5.620 202.130 TOTAL 124.338 17.850 14.209 36.941 67.807 261.145

Créditos Tributários . Imposto de renda - sobre adições temporárias . Contribuição social - sobre adições temporárias INCONSTITUCIONALIDADE DO PIS/PASEP E COFINS

O Supremo Tribunal Federal – STF declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, que ampliou a base de cálculo das contribuições PIS/PASEP e COFINS e deu novo conceito ao faturamento, que passou a abranger todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica independentemente do tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada. Tal dispositivo não possuía previsão legal constitucional que o amparasse, tendo sido objeto de emenda constitucional posterior. A referida decisão somente beneficia as autoras de recursos extraordinários julgados. Em 21.02.2006, FURNAS ingressou com recurso administrativo junto à Secretaria da Receita Federal visando obter o reconhecimento do direito e a restituição dos valores pagos a maior. Até a presente data, o recurso não foi julgado, mas diante da decisão do STF, é provável o recebimento dos créditos. O montante dos créditos em 31.12.2007 totaliza R$ 149.721 mil, sendo R$ 23.932 mil de PASEP e R$ 125.789 mil de COFINS. NOTA 9 - IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR Sob o título impostos e contribuições a recuperar encontram-se os tributos abaixo: R$ mil TRIBUTOS A COMPENSAR Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL ICMS – Aproveitamento Múltiplo de Manso Imposto de Renda sobre Lucro Líquido TOTAL 2007 2.084 44.277 13.721 44.097 104.179 2006 32.978 92.574 11.384 3.404 40.002 7.872 188.214

EMPRESAS CPFL GERAÇÃO S.A. PROGRAMA RELUZ – PREF. GOIÂNIA ONS ELETRONORTE ELETRONUCLEAR TOTAL CIRCULANTE 39.809 8.121 1.205 5.620 54.755

Estas operações têm as seguintes condições financeiras: I) CPFL GERAÇÃO S.A. – A Empresa está concedendo à SEMESA S. A., a título de empréstimo, o valor de R$ 1,35/MWh, referente a dezembro de 1997, e R$ 3,44/MWh, a partir de janeiro de 2007, calculado sobre a energia própria contratada e sujeito a reajustes tarifários de acordo com a variação do IGP-M e remunerado por juros de 10% a.a., capitalizados mensalmente pro rata temporis, com vencimento previsto para abril de 2009. Em 30.03.2007, a CPFL GERAÇÃO S.A. passou a ser sucessora da SEMESA S.A. II) PROGRAMA RELUZ – Termo de Cooperação Técnica e Financeira firmado a partir de 23.04.2004, entre FURNAS e o Município de Goiânia – GO. FURNAS abriu linha de crédito ao Município, para cobertura financeira de 75% do valor global do projeto de iluminação pública com recursos da Reserva Global de Reversão – RGR, transferidos pela ELETROBRÁS. O saldo devedor, compreendendo o principal e os juros incorporados durante os 24 meses de carência calculados pro rata temporis à taxa de 5% a.a. e com uma taxa de administração calculada de 3% a.a., será pago em 36 parcelas mensais, iguais e sucessivas, vencendo a primeira no dia 30 do mês subseqüente ao término da carência. Em garantia dos compromissos ora assumidos no presente Termo, o Município encaminhou carta ao Banco do Brasil, autorizando o débito das parcelas em sua conta corrente e o crédito correspondente na conta corrente de FURNAS. III) ONS – Através do Instrumento Particular de Contrato assinado entre FURNAS e o Operador Nacional do Sistema - ONS, em 28.11.2002, foi transferida a propriedade de bens de FURNAS ao ONS, que já detinha a posse, guarda e uso dos mesmos, em razão do disposto no art. 30 do Decreto nº 2.655, de 02.07.1988. A transferência foi efetuada em conformidade com os Ofícios nos SFF/ANEEL 254/2001 e 94/2002, de 05.04.2001 e 14.02.2002, respectivamente, que determinaram os procedimentos financeiros para a transferência dos bens constitutivos dos centros de operação, e pela Portaria do MME nº 468, de 02.10.2002, que aprovou as condições para a transferência dos ativos. Os bens estavam registrados no ativo circulante e tiveram seu valor fixado em R$ 16.183 mil, referidos a 31.12.2000, conforme Ofício SFF/ANEEL nº 254/2001, que foram ajustados até 31.12.2002 com a aplicação, pro rata temporis, de juros de 5% a.a., totalizando a importância de R$ 17.842 mil, que estão sendo amortizados em 159 prestações mensais e sucessivas pelo Método Price, com juros de 5% a.a., e acrescidos de uma taxa de administração de 2% a.a., com a primeira parcela em 30.01.2003 e a última em 31.03.2016. IV) ELETRONORTE – FURNAS concedeu à ELETRONORTE financiamento de R$ 107.558 mil, com garantia da ELETROBRÁS, para cobrir parte de seus compromissos com a CCEE, relativos à comercialização de energia no período de setembro de 2000 a setembro de 2002, regido pelas seguintes condições: 1) Sobre o saldo devedor incidem juros à taxa de 1% a.a. acima da taxa média anual ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema de Liquidação e de Custódia – SELIC, acrescidos de taxa de administração de 0,25% a.a. Os juros calculados foram capitalizados no dia 15.07.2003; 2) O pagamento está sendo realizado em 55 prestações mensais e consecutivas, a partir de 13.08.2003, comprometendose a beneficiária a liquidar a última prestação em 13.02.2008. O direito creditório relativo a este contrato, no montante de R$ 89.100 mil, foi cedido ao FURNAS II – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC (ver Nota 18). V) ELETRONUCLEAR – Juros de 10% a.a. acrescidos de taxa de administração de 2% a.a. e atualização monetária pelo IGP-M, com vencimentos semestrais em junho e dezembro de cada ano, encerrando-se em junho de 2007. O direito do crédito relativo a este contrato, no montante de R$ 165.950 mil, foi cedido ao FURNAS II – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC (ver Nota 18). NOTA 7 – CRÉDITOS DE ENERGIA FINANCIADOS R$ mil DEVEDORES VENCIDO CELG - TES.NACIONAL CELG CEB CEMAT CEMIG CEB II TOTAL 2007 CIRCULANTE A VENCER 88.572 24.175 27.310 25.034 20.903 10.177 196.171 TOTAL 88.572 24.175 27.310 25.034 20.903 10.177 196.171 NÃO CIRCULANTE 438.455 300.563 181.341 50.594 15.421 986.374 TOTAL 527.027 324.738 208.651 75.628 36.324 10.177 1.182.545 2006 TOTAL 506.623 350.147 210.373 108.048 53.706 19.003 1.247.900

a) Os créditos de PASEP e COFINS são originários do recálculo das apurações das referidas bases, nos termos da Lei 11.196, de 21.11.2005, Ofício Circular SFF ANEEL nº 562/2006 e Nota Técnica SFF ANEEL nº 224/2006 (ver Nota 38); b) Os créditos de IRPJ e CSLL são oriundos de pagamentos a maior, efetuados no exercício, a serem compensados em períodos posteriores; c) Os créditos do ICMS referem-se ao Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira que fizeram entre si a ELETRONORTE e o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Mato Grosso – DERMAT, com a interveniência do Governo do Estado do Mato Grosso, para a realização de obras e serviços de implantação e asfaltamento da estrada de acesso a APM Manso. Por meio da Resolução do Conselho Nacional de Desestatização nº 02/1999, complementada pela de nº 04/1999, o Governo Federal aprovou a transferência dos ativos do APM Manso da ELETRONORTE para FURNAS e, conseqüentemente, a titularidade dos referidos créditos. O Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira expirou em 31.12.2002 e os créditos de ICMS não foram pagos a FURNAS, decorridos 60 dias após o término do referido Convênio. Desde então, FURNAS manteve contatos junto a Secretaria de Estado de Fazenda do Estado do Mato Grosso visando o ressarcimento dos referidos créditos Durante o exercício de 2007, a Secretaria de Estado de Fazenda do Estado do Mato Grosso efetuou auditorias nas empresas envolvidas na execução das obras e serviços necessários à implementação e asfaltamento do acesso a Usina de Manso. Estes trabalhos estão em fase final de conclusão e a Administração da Empresa entende que existem grandes possibilidades de realização destes créditos no exercício de 2008. NOTA 10 - CAUÇÕES E DEPÓSITOS VINCULADOS Em 15.03.2004, foram resgatados Títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal, decorrentes de Securitização da Conta de Resultados a Compensar – CRC, pelo montante de R$ 147.615 mil, aplicado no Banco do Brasil S.A.. O valor atualizado dessa aplicação encontra-se registrado na conta de cauções e depósitos vinculados no não circulante correspondendo, em 31.12.2007, a R$ 134.882 mil (31.12.2006 – R$ 149.863 mil) e está cedido em garantia a diversas ações judiciais relativas ao ICMS. NOTA 11 – DEVEDORES DIVERSOS DEVEDORES Empresas de energia elétrica Fundação Real Grandeza Fornecedores Outros devedores Provisão para créditos de liquidação duvidosa TOTAL a) Empresas de energia elétrica - Companhia de Interconexão Energética - CIEN Em 1998, FURNAS e CIEN firmaram um contrato de compra e venda de 700 MW de potência firme com energia associada para importação de energia da Argentina. A importação da energia da Argentina está lastreada em contratos firmados entre a CIEN e a Compañia de Transmision del Mercosul S.A. e, também, com a empresa Endesa Costanera, associados, respectivamente, à transmissão e produção de energia em território argentino. A recente crise de suprimento de gás natural na Argentina motivou o direcionamento deste insumo da importação de energia para atendimento às necessidades de seu mercado interno. Diante da indisponibilidade de geração e transporte de energia contratados, fato este constatado por meio de fiscalização CIRCULANTE 2007 165.600 971 53.359 10.311 (150.024) 80.217 2006 165.569 43.339 93.206 9.974 (134.284) 177.804

Sob o título, devedores diversos, encontram-se os créditos constantes do quadro acima, cabendo os seguintes destaques:

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Ministério de Minas e Energia

da ANEEL, em 30.03.2005, o Ministério de Minas e Energia, por meio da Portaria nº 153, reduziu a garantia física de energia da interconexão Garabi 1, de propriedade da Companhia de Interconexão Energética - CIEN, de 1.000 MW médios para 240,8 MW médios, cuja comercialização era feita por FURNAS. Posteriormente, em 20.06.2006, a ANEEL editou a Resolução Normativa nº 224, que reduziu a zero a garantia física da interconexão. Por força da não entrega da energia, caracterizou-se o inadimplemento contratual, por parte da CIEN acarretando a aplicação de multas e ressarcimentos previstos no contrato. A CIEN não reconhece as penalidades alegando que, devido à escassez de energia no mercado argentino, o Governo daquele País mudou as regras do setor, permitindo a exportação de energia elétrica somente se a demanda estiver garantida. Diante das incertezas quanto à realização dos créditos, FURNAS constituiu uma provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre o valor total registrado contabilmente (R$ 134.284 mil). A Administração da Empresa está envidando esforços junto à sua controladora ELETROBRÁS e ao Ministério de Minas e Energia para equacionar esta pendência. b) Fundação Real Grandeza Refere-se à quitação de contingências trabalhistas pagas por FURNAS considerando a FRG solidária na ação em questão. A Fundação Real Grandeza não reconhece o referido débito e, visando o equacionamento da pendência, a Administração de FURNAS determinou que a sua Auditoria Interna, durante o exercício de 2007, efetuasse um levantamento para identificar se aquela dívida tinha sido tratada, no conjunto, em meio aos diversos acertos negociados com a Fundação Real Grandeza e sua Patrocinadora. Os trabalhos de auditoria não identificaram qualquer acerto entre as partes que tivesse relação a esta contingência e, por conseqüência, a Administração da Empresa decidiu por reverter o crédito junto a Fundação Real Grandeza. c) Fornecedores - LIGHTPAR O projeto ELETRONET, iniciado em 1999, com participação de FURNAS, consistiu na implantação de uma rede nacional de transmissão de informações a longa distância, suportada por fibras ópticas em cabos pára raios instalados em substituição aos cabos pára raios convencionais existentes na infra-estrutura de linhas de transmissão de energia elétrica. Os anos de 2001 e 2002 foram marcados por profundas dificuldades no que se refere à captação de recursos financeiros para investimentos no setor de telecomunicações. Tais dificuldades impactaram de forma negativa o negócio ELETRONET uma vez que, para a sua estruturação, previa-se a utilização de financiamentos viabilizados pelos seus principais fornecedores, o que não se confirmou. A ELETRONET deixou de repassar os pagamentos da Receita Fixa do Negócio, relativa ao Direito de Passagem e Direitos sobre Fibras Ópticas. Em 15.05.2003 foi decretada a falência com continuidade operacional da ELETRONET, sendo que a LIGHTPAR apropriou, junto à massa falida, todos os créditos devidos pela ELETRONET. Quando da liquidação ou eventual equacionamento da dívida, FURNAS poderá recuperar, pelo menos em parte, os valores não repassados pela ELETRONET. Diante da incerteza do recebimento, a Empresa registrou uma provisão para créditos de liquidação duvidosa, relativa à totalidade das receitas cobradas e não repassadas, no montante de R$ 15.740 mil. NOTA 12 - CONCESSÕES A LICITAR O Governo Federal, através de Decreto de 12.04.1995, em atendimento ao disposto na Lei nº 8.987, de 13.02.1995, extinguiu as concessões de serviço público para aproveitamento de potenciais hidráulicos, em virtude das obras correspondentes terem sido consideradas como não iniciadas ou paralisadas. Os valores aprovados pelo Poder Concedente correspondentes aos estudos e projetos, obras em andamento e despesa de remuneração das imobilizações em curso, serão indenizados pelo mesmo com os recursos da respectiva licitação, conforme determina a Lei nº 8.987/95. Os custos acumulados de concessões a licitar e de novos estudos, bem como a remuneração de valores referentes aos estudos de inventários, conforme portaria DNAEE nº 40 de 26.02.1997, estão registrados no ativo não circulante, como segue: EMPREENDIMENTO Estudos de inventário Mirador Mundo Novo Paraíso Ipueiras Paranã Barra do Palma Estudos de viabilidade Foz do Bezerra Mirador TOTAL NOTA 13 - INVESTIMENTOS R$ mil 2007 ENERPEIXE CHAPECOENSE GERAÇÃO S.A. SERRA DO FACÃO RETIRO BAIXO TRANSLESTE TRANSUDESTE CENTROESTE DE MINAS TRANSIRAPÉ Outras participações Terrenos para uso futuro TOTAL 350.763 230.005 95.743 43.278 11.896 7.500 6.440 5.474 4.967 1.883 757.949 2006 350.763 11.896 7.500 6.401 5.474 4.769 1.883 388.686 R$ mil 2007 3.129 1.534 856 524 167 30 18 16.414 14.086 2.328 19.543 2006 1.595 856 524 167 30 18 14.086 14.086 15.681

A Empresa calcula e contabiliza as quotas de depreciação aplicando as taxas estabelecidas pela Resolução ANEEL nº 44, de 17.03.1999, para cada bem ou instalação, tomando por base os saldos contábeis registrados nas respectivas Unidades de Cadastro – UC, na forma das instruções contidas na Portaria DNAEE nº 815, de 30.11.1994. As principais taxas anuais de depreciação por macro atividade são as seguintes: Taxas de depreciação (%) Geração Reservatórios, barragens e adutoras Turbina hidráulica Equipamento da tomada d’água Estrutura da tomada d’água Equipamento geral Veículos Transmissão Estrutura do sistema Condutor do sistema Religador Equipamento geral Veículos Comercialização Equipamento geral Administração Central Direito, marca e patente – amortizáveis Edificação Painel, mesa de comando e cubículo Equipamento geral Veículos 20,0 4,0 3,0 10,0 20,0 2,5 2,5 4,3 10,0 20,0 10,0 2,0 2,5 3,7 4,0 10,0 20,0

Em função do disposto nas Instruções Contábeis 6.3.10, itens 4 e 11 do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, os juros, os demais encargos financeiros e os efeitos inflacionários, relativamente aos financiamentos obtidos de terceiros, efetivamente aplicados no imobilizado em curso, estão registrados neste subgrupo como custo. Os juros computados sobre os recursos de capital próprio que financiaram as obras em andamento, nos termos da legislação específica do Serviço Público de Energia Elétrica, foram, igualmente, registrados no imobilizado em curso até 31.12.1998. Segundo a legislação vigente, os bens e instalações utilizados na geração, transmissão, distribuição, inclusive comercialização, são vinculados a esses serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. A Resolução ANEEL nº 20/1999 regulamenta a desvinculação de bens das concessões do Serviço Público de Energia Elétrica, concedendo autorização prévia para desvinculação de bens inservíveis à concessão, quando destinados à alienação e determinando que o produto da alienação seja depositado em conta bancária vinculada para aplicação na concessão. A empresa vem efetuando revisões em seus controles patrimoniais, visando o aprimoramento dos procedimentos de apropriação dos custos nas Ordens de Imobilizações. NOTA 15 - OBRIGAÇÕES VINCULADAS À CONCESSÃO R$ mil 2006 Amortização 81.998 81.998 Participações da União 28.539 28.539 Outras 2.003 2.003 Total 112.540 112.540 O saldo de amortização é proveniente das Reservas para Amortização constituídas até 1971, nos termos do Decreto Federal nº 41.019/1957 e que foram aplicadas, até aquela data, na expansão do Serviço Público de Energia Elétrica. Em atendimento ao Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, esses saldos são apresentados como redutores do ativo imobilizado. NOTA 16 - FORNECEDORES R$ mil CIRCULANTE 2007 Fornecedores de energia elétrica Fornecedores de energia elétrica – CCEE Materiais e serviços Total 404.237 88.690 160.915 653.842 2006 398.997 29.401 198.977 627.375 2007

Os principais fornecedores de energia elétrica da Empresa são Eletrobrás Termonuclear S.A. - ELETRONUCLEAR, EPE Empresa Produtora de Energia Ltda., CPFL/SEMESA – Serra da Mesa S.A. e Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. - CEMAT (ver Nota 25 e Anexo 2). NOTA 17 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS As principais informações a respeito dos empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira e nacional são: R$ mil ENCARGOS MOEDA ESTRANGEIRA ELETROBRÁS MOEDA NACIONAL ELETROBRÁS INST. FINANCEIRAS BNDES BANCO DO BRASIL BANCO PACTUAL CEF FORNECEDORES TOTAL I) ELETROBRÁS I.1) Moeda Estrangeira – Com o objetivo de financiar obras do Projeto de Interligação Norte – Sul (LT Samambaia – Serra da Mesa; LT Serra da Mesa – Gurupi; LT Gurupi – Miracema); Subestação Gurupi e ampliação das subestações Samambaia e Serra da Mesa, a Empresa obteve em 1998 junto à Eletrobrás, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e do Export-Import Bank of Japan – EXIMBANK, dois financiamentos, equivalentes a US$ 257,619,000.00, com as seguintes características: a) prestações semestrais, consecutivas e iguais vencendo a primeira em 04/04/2002 e a última em 04/04/2018; b) taxas de juros sobre saldos devedores diários, determinadas e pagas semestralmente, correspondendo em dezembro de 2007 a 6,77% a.a. para recursos do BID e intervalo de 1,9 a 2,4%a.a. para os recursos do EXIMBANK; c) taxa de administração de 2% a.a. calculada pro rata temporis sobre os saldos devedores, vencível a partir da assinatura dos contratos e paga nas mesmas datas dos vencimentos dos juros. I.2) Moeda Nacional – Com a finalidade de expansão do sistema e suprimento de capital de giro, o montante da dívida tem as principais premissas: a) parcelas mensais com vencimentos entre abril de 2003 e dezembro de 2008; b) taxas de juros com vencimentos mensais, aplicadas pro rata temporis sobre os saldos devedores corrigidos, tendo as taxas fixas um intervalo de 5 a 10%a.a. e as variáveis vinculadas à Taxa SELIC; c) taxas de administração de 0,5 a 2% a.a. calculadas pro rata temporis sobre os saldos devedores corrigidos, a partir da data das assinaturas dos contratos. II) INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS II.1) BNDES - No âmbito do Programa Emergencial e Excepcional de Apoio Financeiro às Concessionárias de Serviços Públicos de Geração de Energia Elétrica e Produtores Independentes de Energia Elétrica, estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com determinação legal, emanada do Decreto nº 4.475, de 20.11.2002, fundamentado na Lei nº 10.438, de 26.04.2002, foi assinado, em 01.07.2003, o contrato de financiamento mediante abertura de crédito entre FURNAS e o BNDES, no valor de R$ 398.520 mil, com a interveniência da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e do Banco do Brasil S.A., para provimento de recursos suficientes ao Sistema ELETROBRÁS face aos compromissos junto à CCEE, relativos à comercialização de energia elétrica no período de setembro de 2000 a dezembro de 2002, regido pelas seguintes cláusulas financeiras: a) Sobre o principal incidem juros à taxa de 1% a.a. (a título de spread) acima da taxa média anual ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Os juros calculados dia a dia foram capitalizados no dia 15.07.2003 e exigidos a partir de 15.08.2003, juntamente com as amortizações do principal; b) Para atender ao pagamento das obrigações decorrentes deste contrato, FURNAS cedeu e transferiu ao BNDES, até o final da quitação das obrigações, o valor equivalente a 3,33 % do seu faturamento mensal, incluindo todos os tributos e encargos pagos pelo comprador, exceto o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS; c) O principal da dívida decorrente deste contrato está sendo pago ao BNDES em 55 prestações mensais e sucessivas, vencendo a primeira em 15.08.2003 e a última em 15.08.2008. II.2) BANCO DO BRASIL S.A. - Refere-se a duas modalidades, abaixo descritas: II.2.1) CCB - Cédulas de Créditos Bancários tendo como emitente FURNAS e credor o Banco do Brasil S.A. de acordo com a Lei 10.931 de 2004, no valor total de R$ 70.180 mil. CÉDULA CCB 001 CCB 002 CCB 003 CCB 004 CCB 005 CCB 006 CCB 008 CCB 012 TOTAL 12.190 3.550 7.030 3.700 3.300 17.600 10.580 12.230 70.180 Juros: CDI extragrupo, apurada pela CETIP e vencíveis semestralmente. VENCIMENTO 14/10/2011 14/10/2011 14/10/2011 14/10/2011 04/11/2011 04/11/2011 04/11/2011 05/12/2011 VALOR ASSINADO EM: 26/10/2006 30/10/2006 31/10/2006 01/11/2006 06/11/2006 16/11/2006 30/11/2006 26/12/2006 3.566 3.566 1.269 98 10.112 466 10.524 21.200 439 22.908 26.474 2007 PRINCIPAL CIRCUL. NÃO CIRC 30.270 30.270 430.640 20.686 20.686 38.621 489.947 520.217 287.554 287.554 243.019 253.180 42.470 191.972 487.622 25.696 756.337 1.043.891 TOTAL 321.390 321.390 674.928 20.784 263.292 42.936 202.496 529.508 64.756 1.269.192 1.590.582 ENCARGOS 4.710 4.710 2.513 857 1.048 354 2.259 926 5.698 10.408 2006 PRINCIPAL CIRCUL. NÃO CIRC 44.342 44.342 60.127 115.892 130.000 245.892 34.349 340.368 384.710 365.118 365.118 225.799 19.954 70.180 42.470 132.604 65.736 424.139 789.257 TOTAL 414.170 414.170 288.439 136.703 71.228 172.824 380.755 101.011 770.205 1.184.375

a) ENERPEIXE – Refere-se à Sociedade de Propósito Específico denominada Enerpeixe S.A., que tem como objetivo a construção, operação e exploração dos sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comércio de energia elétrica ou seus correlatos, em relação à Usina Hidrelétrica Peixe Angical, localizada no Rio Tocantins. A participação acionária de FURNAS no Aproveitamento Hidrelétrico Peixe Angical (cuja capacidade de geração instalada é de 452MW) foi realizada através da aquisição de 40% do capital social da referida sociedade. Em maio de 2006, a Usina Hidrelétrica Peixe Angical entrou em operação, e o saldo contábil do investimento, em 31.12.2007, é de R$ 350.763 mil, sendo R$ 26.362 mil como adiantamento para futuro aumento de capital. b) CHAPECOENSE - Refere-se à Sociedade de Propósito Específico denominada Chapecoense Geração S.A., que tem por objeto estudar, planejar, projetar, construir, operar, manter e explorar os sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comércio de energia elétrica, em relação ao aproveitamento hidrelétrico Foz do Chapecó composto pela Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, localizada no rio Uruguai, na divisa dos estados do Rio Grande do Sul (Alpestre) e Santa Catarina (Águas de Chapecó). A Usina, cujo reservatório terá uma área inundada de apenas 84,4 km² para uma potência instalada de 855 MW, será implantada e gerida pelo Consórcio Energético Foz do Chapecó (CEFC), composto pela CPFL, com 51% de participação, CHAPECOENSE, com 40%, e CEEE, com 9%, cabendo à equipe de FURNAS o desempenho das atividades de engenharia do proprietário. A participação acionária de FURNAS na referida Sociedade é de 49% de seu Capital Social, e as obras foram efetivamente iniciadas em janeiro de 2007, com a entrada em operação da primeira máquina prevista para agosto de 2010. c) SERRA DO FACÃO – Com a denominação de Serra do Facão Participações S.A. foi constituída com a finalidade de construção e gestão da UHE Serra do Facão, com potência instalada de 210 MW, localizada no Rio São Marcos, nos municípios de Catalão e Divinópolis, ambos no estado de Goiás. A participação acionária de FURNAS no referido Consórcio, através da SPE Serra do Facão Participações S.A. é de 49,9%, e as obras foram iniciadas em março de 2007, estando a entrada em operação comercial da primeira máquina, prevista para maio de 2010. d) RETIRO BAIXO – É uma Sociedade de Propósito Especifico, denominada Retiro Baixo Energética S.A., criada com o objetivo de implantar e gerir a UHE Retiro Baixo, com potência instalada de 82 MW, localizada no Rio Paraopeba, nos municípios mineiros de Curvelo e Pompeu. A participação de FURNAS corresponde a 49% do capital social e as obras tiveram início em março de 2007, sendo prevista para janeiro de 2009, a entrada em operação comercial da primeira máquina. e) TRANSLESTE – É uma Sociedade de Propósito Específico criada em 28.10.2003, conforme Ata de Assembléia Geral de Constituição, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a Linha de Transmissão ligando Montes Claros – Irapé, na tensão de 345 kV, com 150 km de extensão. A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 24% do Capital Social e em dezembro de 2005, a linha de transmissão entrou em operação. f) TRANSUDESTE - É uma Sociedade de Propósito Específico, criada em 25.10.2004, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a Linha de Transmissão ligando Itutinga – Juiz de Fora, na tensão de 345 kV, com 140 km de extensão. A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 25% do Capital Social e em fevereiro de 2007, a linha de transmissão entrou em operação. g) CENTROESTE DE MINAS - É uma Sociedade de Propósito Específico, criada em 22.10.2004, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a Linha de Transmissão ligando Furnas – Pimenta, na tensão de 345 kV, com 75 km de extensão. A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 49% do Capital Social e, em 31.12.2007, o saldo contábil do investimento é de R$ 6.440 mil, sendo R$ 25 mil referentes à integralização de 24.990 ações ordinárias e R$ 6.415 mil a adiantamentos para futuro aumento de Capital. h) TRANSIRAPÉ - É uma Sociedade de Propósito Especifico, criada em 06.12.2004, com o objetivo de construção, implantação, operação e manutenção das instalações de transmissão de energia elétrica da rede básica do Sistema Elétrico Interligado Lote B – LT Irapé – Araçuaí, na tensão de 230 kV, com 65 km de extensão. A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 24,5% do Capital Social e em maio de 2007, a linha de transmissão entrou em operação. O critério de avaliação por equivalência patrimonial não foi adotado para estes investimentos em função de sua relevância. NOTA 14 – IMOBILIZADO R$ mil 2007 11.088.933 3.247.080 14.336.013 (112.540) 14.223.473 Taxas anuais médias de depreciação Em serviço .Geração .Transmissão .Administração .Comercialização Em curso .Geração .Transmissão .Administração .Comercialização Total 2,2 3,0 5,7 9,3 2007 Depreciação e amortização acumulada (2.879.918) (5.981.580) (83.559) (502) (8.945.559) 2006 11.161.860 2.995.982 14.157.842 (112.540) 14.045.302 2006 Valor líquido 4.777.121 6.198.872 111.962 978 11.088.933 1.973.816 1.252.690 20.535 39 3.247.080 14.336.013 Valor líquido 4.944.264 6.117.460 99.203 933 11.161.860 1.570.448 1.394.882 30.539 113 2.995.982 14.157.842

Detalhamento dos Empréstimos e Financiamentos:

Em serviço Em curso Obrigações vinculadas à concessão do serviço público de energia Elétrica Total

Custo 7.657.039 12.180.452 195.521 1.480 20.034.492 1.973.816 1.252.690 20.535 39 3.247.080 23.281.572

II.2.2) Contrato de Abertura de Crédito Fixo, até o valor de R$ 104.000 mil, firmado em 12.03.2007. Sobre os saldos devedores incidirão encargos financeiros correspondentes à 104,15% da taxa média dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Referidos encargos serão debitados mensalmente e exigidos integralmente em 25 de outubro de cada ano, até o seu vencimento final em 25.10.2012. II.3) BANCO PACTUAL S.A. – Refere-se às modalidades abaixo discriminadas: II.3.1) Nota Promissória Comercial, tendo como emitente FURNAS e credor o Banco Pactual S.A., autorizadas pela Assembléia Geral da Emissora, de 24 de novembro de 2006, com Oferta registrada perante a CVM, em 22 de dezembro de 2006, no valor total de R$ 130.000 mil. Operação liquidada em 26 de junho de 2007. II.3.2) Cédulas de Créditos Bancários tendo como emitente FURNAS e credor o Banco Pactual S.A. de acordo com a Lei 10.931 de 2004, no valor total de R$ 42.470 mil.

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CÉDULA CCB 007 CCB 009 CCB 010 CCB 011 CCB 013 TOTAL

12.200 3.700 3.180 16.360 7.030 42.470 Juros: CDI extragrupo, apurada pela CETIP e vencíveis semestralmente.

VENCIMENTO 04/11/2011 04/11/2011 05/12/2011 05/12/2011 05/12/2011

VALOR

ASSINADO EM: 27/11/2006 01/12/2006 05/12/2006 15/12/2006 28/12/2006

e) Parcelamento Especial – PAES – Lei 10.684/2003 Em 01.03.2000, a Empresa formalizou a opção ao Programa de Recuperação Fiscal - REFIS com o objetivo de regularizar os débitos junto à União relativos ao PASEP e COFINS decorrentes, principalmente, da decisão desfavorável do julgamento, por parte da Secretaria da Receita Federal, do auto de infração emitido em 30.04.1999, relativo a fatos geradores do período de 1994 a 1998. Em 31.07.2003, a Empresa optou pelo Parcelamento Especial – PAES, instituído pela Lei nº 10.684, de 30.05.2003, transferindo os saldos do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS para esta nova modalidade de parcelamento. O valor a ser recolhido representa 1,5% do faturamento mensal, com prazo de financiamento limitado a 180 meses e saldo devedor corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP. Com esta opção, a Empresa incluiu, também, os valores relativos ao parcelamento especial do ITR (60 meses) e os débitos relativos ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido incidentes sobre as operações no âmbito da CCEE. O montante da dívida do PAES, em 31.12.2007, está assim discriminado: Débitos incluídos no REFIS Principal Multa Juros Débitos de 01/1999 a 01/ 2000-principal Débitos de 01/1999 a 01/2000-multa Débitos de 01/1999 a 01/ 2000-juros Saldo de parcelamentos concedidos (IRPJ e CSLL) Saldo na data da opção (01.03.2000) Atualização monetária até 31.07.2003 (TJLP) Pagamentos efetuados até 31.07.2003 Saldo do REFIS em 31.07.2003 Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido compensado Valor transferido para o PAES Débitos incluídos no PAES Débitos - IRPJ e CSLL- Principal Débitos - IRPJ e CSLL- Multa Débitos - IRPJ e CSLL- Juros Total dos débitos incluídos no PAES Saldo transferido do REFIS em 31.07.2003 Débito consolidado em 31.07.2003 Atualização monetária (TJLP) Pagamentos efetuados Saldo total do Parcelamento Especial em 31.12.2007 Saldo do passivo circulante em 31.12.2007 Saldo do passivo não circulante em 31.12.2007 PASEP / COFINS 224.496 107.405 177.490 138.040 23.549 11.906 60.545 743.431 200.980 (337.406) 607.005 R$ mil ITR 49.371 6.846 24.397 80.614 10.122 (55.152) 35.584 R$ mil CSLL 58.035 5.804 22.427 86.266 Total 273.867 114.251 201.887 138.040 23.549 11.906 60.545 824.045 211.102 (392.558) 642.589 (7.872) (634.717) Total 219.245 21.925 85.030 326.200 634.717 960.917 281.276 (378.194) 863.999 82.286 781.713

II.4) CEF – Instrumento Contratual de Financiamento mediante Abertura de Crédito, firmado em 19.06.2007 entre FURNAS e Caixa Econômica Federal, no valor até R$ 192.000 mil, com vencimento final em 25.07.2012 e juros de 103,90% da taxa média diária dos CDI. Os juros serão debitados mensalmente e exigidos integralmente nas seguintes datas: 25.07.2008, 27.07.2009, 26.07.2010, 25.07.2011 e 25.07.2012. III) FORNECEDORES III.1) ELETRONUCLEAR – Instrumento Particular de Contrato, de 08.06.2006, com vencimento final em 09.09.2009, onde FURNAS repassa a ELETROBRÁS TERMONUCLEAR S.A., o equivalente a 31,57783% dos valores recebidos da CEMIG em razão do Termo de Acordo e Reconhecimento de Dívidas-TARD, celebrado em 20.12.2004, referente a liquidação financeira das operações de curto prazo do antigo Mercado Atacadista de Energia (MAE) do período de setembro de 2000 a dezembro de 2002. III.2) EPE – Refere-se ao financiamento junto à Empresa Produtora de Energia Ltda. – EPE, no montante de R$ 115.628 mil. O saldo está sendo amortizado em parcelas mensais, atualizadas pela variação da Taxa SELIC, com vencimento final em 05.06.2009. Composição dos Empréstimos e Financiamentos por tipo de moeda e indexador: MOEDA / INDEXADOR Moeda estrangeira US$ Yen Moeda nacional CDI DI SELIC IGM-P Não Indexado Total $ mil 37,982 16.043.476 2007 R$ mil 67.277 254.113 321.390 330.746 177.978 497.908 1.006.632 262.560 1.269.192 1.590.582 % 4,2 16,0 20,2 20,8 11,2 31,3 63,3 16,5 79,8 100,0 $ mil 46,146 17.573.242 2006 R$ mil 98.660 315.510 414.170 48.290 195.761 237.713 23.208 504.972 265.233 770.205 1.184.375 % 8,3 26,7 35,0 4,1 16,5 20,1 1,9 42,6 22,4 65,0 100,0

As variações das principais moedas estrangeiras e indexadores aplicados aos empréstimos e financiamentos, são as seguintes: Variação anual (%) 2007 2006 -17,15 -11,78 7,75 11,87

IRPJ 161.210 16.121 62.603 239.934 -

US$ Yen IGP-M SELIC

-8,66 -9,44 3,83 15,08

O valor presente desses débitos, a serem liquidados com base na taxa mensal equivalente a 1,65% da receita bruta limitada às parcelas restantes (126 meses), é de R$ 674.438 mil, sendo as seguintes premissas utilizadas para sua determinação:  A receita total tomou por base o montante faturado até dezembro de 2007, atualizado pela taxa média anual de inflação, estimada em 4,0% a.a.  O valor presente do débito foi obtido descontando-se o fluxo de pagamentos atualizados pela Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP, de 6% a.a. e descontado à taxa de 11% a.a., taxas estas compatíveis com o cenário econômico descrito. NOTA 20 - CONTINGÊNCIAS R$ mil Contingências Ações trabalhistas • Engenheiros • Periculosidade • Complementação de aposentadoria Outras ações cíveis e trabalhistas Ações fiscais Total a) Data – base dos engenheiros O Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro ajuizou ações trabalhistas no sentido de reaver diferenças salariais relativas à mudança de data-base dos engenheiros, estando atualmente o processo em fase de liquidação, cujo valor estimado e contabilizado é de R$ 71.500 mil (2006 - R$ 64.686 mil), sendo R$ 5.674 mil relativos a empregados transferidos para a ELETRONUCLEAR em decorrência da cisão das atividades nucleares ocorrida em 1997. b) Periculosidade Diversas ações promovidas, nas quais são pleiteadas o adicional de periculosidade, no entendimento que deva ser concedido o percentual integral e não proporcional a todos os empregados que prestam serviços em atividade sujeita ao risco elétrico. O montante estimado para cobertura de eventuais perdas, em 31.12.2007, é de R$ 58.156 mil. c) Complemento de aposentadoria O montante de R$ 38.921 mil refere-se ao saldo a pagar relativo à complementação de aposentadoria – paridade com os empregados ativos. d) Diversas ações Para cobertura de diversas ações cíveis e trabalhistas, movidas contra a Empresa, é mantida provisão de R$ 61.602 mil (2006 - R$ 60.299 mil) relativa aos processos em andamento. e) Autos de infração – FINSOCIAL, COFINS e PASEP Em 03.05.2001, a Empresa recebeu autos de infração relativos ao FINSOCIAL, COFINS e PASEP, no montante atualizado de R$ 1.098.900 mil (R$ 791.796 mil históricos), em decorrência de exclusões nas bases de cálculo relativas, principalmente, a repasse e transporte de energia de ITAIPU, por um período de dez anos. Estes autos de infração sobrepuseram-se a outros emitidos em 1999, para um período de fiscalização de cinco exercícios, no montante de R$ 615.089 mil, que haviam sido objeto de adesão ao Programa de Recuperação Fiscal – REFIS, em 01.03.2000, e transferidos, em 31.07.2003, para o Parcelamento Especial – PAES (ver Nota 19-e). Foi apresentado recurso de impugnação, justificado por procedimento fiscal incompleto, cumprido extra lege, superposição de fiscalização e por um período abrangido pela decadência (Artigo 150 do Código Tributário Nacional). O Conselho de Contribuintes julgou favorável a FURNAS, no exercício de 2004, o recurso interposto relativo ao auto de infração do FINSOCIAL. No exercício de 2005, houve, também, decisão favorável a FURNAS, com relação ao auto do PASEP, em função do período de fiscalização ter ultrapassado cinco anos. Quanto ao auto da COFINS, não houve, até a presente data, julgamento do recurso interposto por FURNAS. A parcela dos autos que ultrapassam cinco anos representam, aproximadamente, 80% do montante. A Administração da Empresa, fundamentada na opinião de sua Consultoria Jurídica, entendeu que a ação fiscal ultrapassou os limites legais, com possibilidade judicial favorável ao contribuinte, em sua totalidade. Por esta razão, não constituiu provisão contábil. NOTA 21 – CREDORES DIVERSOS R$ mil CIRCULANTE Revisão tarifária periódica - Transmissão Outros credores Total NOTA 22 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO O capital social, representado por ações sem valor nominal, está assim distribuído: AÇÕES 2007 Ordinárias Preferenciais TOTAL As ações ordinárias são nominativas com direito de voto. As ações preferenciais são nominativas e sem direito de voto, não podendo ser convertidas em ações ordinárias, e terão as seguintes preferências ou vantagens:    prioridade no reembolso do capital, sem direito a prêmio; direito de voto nas deliberações das Assembléias Gerais Extraordinárias sobre a alteração do Estatuto; em conformidade com o Estatuto, é assegurado aos acionistas um dividendo mínimo obrigatório anual calculado na base de 25% do lucro líquido ajustado segundo a Lei das Sociedades por Ações. Do total de dividendos, destaca-se a parcela destinada às ações preferenciais (dividendo prioritário, mínimo e cumulativo de 10% sobre o capital social) e o restante, até 12% do capital social representado por ações ordinárias, a estas é destinado. Havendo saldo remanescente, ambas as espécies de ações participam em igualdade de condições; a Assembléia Geral Extraordinária aprovou, em 25.08.2006, o aumento do capital social de FURNAS, passando de R$ 2.000.000 mil para R$ 3.194.000 mil, por meio de incorporação de Reservas de Lucros, sem alteração na quantidade de ações. 50.710.649 14.293.398 65.004.047 QUANTIDADE DE AÇÕES (em milhares) 2006 50.710.649 14.293.398 65.004.047 2007 140.035 6.617 146.652 2006 7.273 7.273 NÃO CIRCULANTE 2007 2006 70.017 70.017 2007 Valor da provisão No exercício Saldo 6.814 24.781 26.268 1.303 59.166 71.500 58.156 38.921 61.602 230.179 58.940 43.547 139 102.626 Depósitos Judiciais 2006 Valor da provisão No exercício Saldo 1.331 (347) 23.013 23.997 64.686 33.375 12.653 60.299 171.013 Depósitos Judiciais 53.049 39.533 48 92.630

O saldo do principal dos empréstimos e financiamentos não circulantes de R$ 1.043.891 mil (2006 - R$ 789.257 mil), tem seus vencimentos assim programados: Vencimento 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Após 2014 Total R$ mil Moeda nacional Moeda estrangeira 54.285 30.269 29.194 30.269 134.370 30.269 397.394 30.270 23.179 30.270 23.995 30.269 93.920 105.938 756.337 287.554 2007 84.554 59.463 164.639 427.664 53.449 54.264 199.858 1.043.891 2006 109.264 82.943 59.180 166.542 54.594 55.351 56.167 205.216 789.257

Mutação dos Empréstimos e Financiamentos: R$ mil Moeda Nacional Circulante Não Circulante 285.314 441.947 656.987 190.630 84.155 891 2.994 211.432 (211.432) (4.701) (888.012) 346.066 424.139 400.000 400.883 100.483 (656) 75.346 (75.346) (6.754) 6.661 (401.630) 512.855 756.337 Moeda Estrangeira Circulante Não Circulante 64.555 451.397 21.553 (5.143) (41.392) 44.887 (44.887) (76.800) 49.052 365.118 16.818 (5.292) (46.030) 31.534 (31.534) (58.276) 33.836 287.554

Saldo em 31 de dezembro de 2005 Ingressos Encargos Variação monetária e cambial Transferências para o circulante Transferências entre contas Amortizações Saldo em 31 de dezembro de 2006 Ingressos Encargos Variação monetária e cambial Transferências para o circulante Transferências entre contas Amortizações Saldo em 31 de dezembro de 2007

NOTA 18 – OUTRAS CAPTAÇÕES DE RECURSOS Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios FURNAS, baseada na legislação civil em vigor, efetuou operações de cessão de créditos de sua titularidade, com a finalidade de obter recursos para fazer face ao seu programa de investimentos, conforme abaixo demonstrado: CRÉDITOS CEDIDOS PERÍODO DE REALIZAÇÃO 01 / 2007 a 01 / 2008 10 / 2004 a 03 / 2009 10 / 2004 a 12 / 2006 06 06 06 06 06 / / / / / 2005 2005 2005 2005 2005 a a a a a 05 02 05 05 06 / / / / / 2010 2008 2010 2010 2007 VALOR CEDIDO ( R$ mil) 126.000 164.000 52.000 342.000 228.000 89.100 258.000 162.000 165.950 903.050 1.245.050

FIDC I Energia Livre (RTE) Financiamento – CEMAT Energia – Proman SUBTOTAL CEDIDO FIDC II Refinanciamento Tesouro Nacional Lei 8.727 Financiamento ELETRONORTE Refinanciamento CELG Refinanciamento CEB Financiamento ELETRONUCLEAR SUBTOTAL CEDIDO TOTAL DOS CRÉDITOS CEDIDOS Foram criados dois fundos de Investimentos (FURNAS CARACTERÍSTICAS Data de Constituição Banco Administrador do Fundo Fator de atualização Taxa de desconto FURNAS I 27.09.2004 Santander Santander Taxa Selic 1,38% a.a.

I e FURNAS II) com as seguintes características: FURNAS II 25.05.2005 Santander (líder), BB Investimentos, Itaú e Votorantim BEM DTVM S.A. Taxa Selic 1,80% a.a.

Ambas as cessões foram efetuadas com a co-obrigação de FURNAS pelo pagamento dos direitos creditórios, nos termos do artigo 296 do Código Civil Brasileiro, sendo firmados instrumentos particulares de contrato de cessão e aquisição de direitos creditórios e outras avenças. Abaixo demonstramos a mutação das cessões de créditos: Saldo Inicial Variações Monetárias Amortizações Saldo final Circulante Não Circulante NOTA 19 – IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS a) Imposto de Renda O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ é calculado pelo regime de apuração do lucro real anual, nos termos da legislação em vigor. No exercício de 2007, a Empresa constituiu créditos tributários sobre diferenças temporárias, conforme Nota 8, no valor R$ 84.294 mil. b) Contribuição Social A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL é calculada sobre o lucro ajustado nos termos da legislação vigente. No exercício de 2007, a Empresa constituiu créditos tributários sobre diferenças temporárias no valor de R$ 30.346 mil (ver Nota 8). c) Apropriação das despesas de IRPJ e CSLL no resultado A conciliação da apropriação das despesas de IRPJ e CSLL com os valores revertidos de imposto de renda diferido, com as adições e exclusões previstas na legislação e com os créditos tributários revertidos e constituídos, calculados com base nas respectivas alíquotas nominais, está a seguir demonstrada: R$ mil Lucro antes do IR, CSLL e participação nos lucros Encargo total do IRPJ e CSLL Efeito das adições permanentes e temporárias Efeito das exclusões Subtotal Constituição de créditos tributários Efeito líquido no resultado d) Impostos e contribuições a pagar: R$ mil 2007 CIRCUL. NÃO CIRC. 82.286 781.713 55.230 250.311 19.883 90.112 2.158 26.695 3.745 23.222 12.030 17.803 243.052 1.122.136 2006 CIRCUL. NÃO CIRC. 913.760 87.017 44.933 54.961 16.176 19.786 21.250 17.298 13.111 3.758 2.847 24.615 13.906 12.178 1 241.131 1.004.466 IRPJ (25%) 1.014.791 253.697 136.482 (103.302) 286.877 (84.294) 202.583 CSLL (9%) 1.014.791 91.331 49.134 (36.009) 104.456 (30.346) 74.110 31.12.2007 1.020.605 87.791 (524.681) 583.715 306.419 277.296 31.12.2006 1.097.988 246.158 (323.541) 1.020.605 534.272 486.333

A Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS detém 99,54% do Capital Social de FURNAS.

Composição das Reservas de Capital, de Lucros e dos Lucros Acumulados: R$ mil 2007 Reservas de Capital . Correção monetária do ativo imobilizado . Remuneração das imobilizações em curso – capital próprio . Doações e subvenções para investimento – CRC . Outras Reservas de Lucros . Legal . Retenção de Lucros . Lucros a realizar . Outras Lucros Acumulados . Correção monetária complementar - Lei 8.200/91 . Transferência correção monetária especial – remanescente . Déficit técnico – Fundação Real Grandeza . Saldos remanescentes 102.885 2.181.449 3.415.731 752 5.700.817 377.418 1.330.052 444.528 10.937 2.162.935 1.164.399 1.669.669 (999.770) 508.504 2.342.802 2006 102.885 2.181.449 3.415.731 752 5.700.817 343.591 834.150 463.034 10.937 1.651.712 1.164.399 1.669.669 (999.770) 508.504 2.342.802

As adições e exclusões referem-se, basicamente, à constituição e reversão de provisões.

. Parcelamento Especial – PAES . Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ . Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL . Imposto de renda retido na fonte . Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS . Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP . Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS . Impostos retidos – Lei 10.833 . Outros

A reserva de retenção de lucros é constituída com o objetivo de assegurar recursos para o plano de investimentos da Empresa, que foi aprovado pelo Decreto nº 6.251, de 06.11.2007, sendo apropriado neste exercício o montante de R$ 495.902 mil do lucro líquido. A reserva de lucros a realizar é decorrente de resultado credor de correção monetária de balanço de exercícios anteriores, sendo que a mesma está sendo realizada, substancialmente, pela depreciação do ativo imobilizado. NOTA 23 - REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS Atendendo a dispositivos contidos na Lei nº 6.404/1976 e na Lei nº 10.303/2001 e em conformidade com o Estatuto Social, a Empresa submeterá à aprovação da Assembléia Geral Ordinária, remuneração aos acionistas, no montante de R$ 165.301 mil, sob a forma de dividendos.

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

O cálculo da remuneração aos acionistas em 31.12.2007 está demonstrado a seguir: Lucro líquido do exercício Reserva legal Reserva de lucros a realizar – realização Lucro líquido ajustado Dividendo mínimo obrigatório (25%) Remuneração bruta por lote de mil ações preferenciais (R$) Remuneração bruta por lote de mil ações ordinárias (R$) NOTA 24 - FORNECIMENTO E SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA 2007 MWh 47.723.238 8.018.487 55.741.725 2007 MWh 15.455.635 15.455.635 R$ mil 3.767.106 14.869 188.106 (42.217) 3.927.864 2006 MWh 47.500.656 8.821.444 56.322.100 2006 MWh 17.093.190 17.093.190 R$ mil 3.500.997 14.128 251.007 (58.378) 3.707.754 R$ mil 676.524 (33.826) 18.505 661.203 165.301 4,91 1,87

Os contratos com a Fundação Real Grandeza tem a seguinte movimentação e perfil: CIRCULANTE 138.646 60.469 9.854 (200.876) 147.640 155.733 R$ mil NÃO CIRCULANTE 942.308 50.841 (147.640) 845.509 Em R$ mil 162.910 172.686 183.047 194.030 41.726 44.229 46.881 845.509 TOTAL 1.080.954 60.469 60.695 (200.876) 1.001.242

Saldo em 31.12.2006 Juros contabilizados Variação monetária Amortizações Transferência para o Circulante Saldo em 31.12.2007 VENCIMENTO 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 TOTAL

Suprimento Energia de curto prazo Fornecimento industrial ICMS Total

NOTA 25 - ENERGIA ELÉTRICA COMPRADA PARA REVENDA R$ mil 1.981.945 266.346 2.248.291 R$ mil 1.904.000 206.696 2.110.696

Contratos iniciais / bilaterais Energia de curto prazo Total

Deliberação CVM n° 371/2000 Em atendimento ao pronunciamento IBRACON NPC nº 26, aprovado pela Deliberação CVM nº 371, de 13.12.2000, que dispõe sobre Contabilização de Benefícios a Empregados, seguem abaixo os resultados das avaliações atuariais de FURNAS efetuadas pela Watson Wyatt Worlwide, atuários independentes, referentes aos Planos de Benefício Definido e de Contribuição Definida: 1. Avaliação atuarial referente aos Planos de Benefício Definido e Contribuição Definida ESPECIFICAÇÃO (1) Valor presente da obrigação atuarial no fim do período (2) Valor justo dos ativos do plano no fim do período (3) Valor presente das obrigações em excesso aos ativos (1+2) (4) Ganhos (Perdas) atuariais ainda não reconhecidos (+/-) (Passivo)/ Ativo atuarial líquido (3+4) (5) (Passivo) / Ativo atuarial líquido total a ser provisionado (6) (Passivo) / Ativo atuarial já provisionado (7) Passivo já reconhecido excedente à obrigação do Plano(5+6) (8) Custo do serviço corrente (9) Custo dos juros (10) Rendimento esperado dos ativos do plano (11) (Ganhos)/Perdas atuariais não reconhecidas (12) Despesa/(Receita) bruta a ser reconhecida (8+9+10+11) (13) Contribuições esperadas de participantes (14) Despesa líquida a ser reconhecida( 12+13) R$ mil 31.12.2007 (5.358.744) 5.045.392 (313.352) 337.655 24.303 50.019 490.182 (448.617) 251 91.835 (21.637) 70.198 31.12.2006 (4.708.356) 4.091.429 (616.927) 467.412 (149.515) (149.515) 1.080.954 931.439 52.569 497.812 (380.289) 67.394 237.486 (22.652) 214.834

O montante de energia que é disponibilizado para venda pela Companhia é composto pela energia dos seus empreendimentos de geração própria, como também pela energia adquirida mediante contratos firmados com as empresas que se seguem: CPFL Geração S.A. (Semesa), EPE - Empresa Produtora de Energia Elétrica Ltda. (EPE-Cuiabá), Eletrobrás Termonuclear S.A. (ELETRONUCLEAR), Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (CEMAT) e Produtores Energéticos de Manso S.A. (PROMAN). Em particular, as normas e diretrizes que regulamentam a aquisição de energia da ELETRONUCLEAR são estabelecidas pelo Decreto nº 2.655/1998, com a redação dada pelo Decreto nº 4.550, pela Portaria do Ministério das Minas e Energia nº 320/2004 e pela Resolução ANEEL nº 400/2006. Tais instrumentos legais estabelecem que a totalidade da energia da ELETRONUCLEAR (1.475 MW médios) deve ser adquirida por FURNAS, a um preço que garanta o equilíbrio econômicofinanceiro da geradora nuclear. Por sua vez, o Decreto 5.163/2004, no seu segundo artigo, estabeleceu, in verbis, que: “I - os agentes vendedores deverão apresentar lastro para a venda de energia e potência para garantir cem por cento dos seus contratos. ... §1 O lastro para venda de que trata o inciso I do caput será constituído pela garantia física proporcionada por empreendimento de geração própria ou de terceiros, neste caso, mediante contratos de compra de energia ou de potência”. Neste sentido, FURNAS contou com a totalidade de seus recursos (empreendimentos próprios e contratos de compra) para participação nos leilões de energia existente, e, de acordo com as regras emanadas dos editais dos leilões, estabeleceu um único preço para a venda da totalidade de sua energia. Tal preço de venda foi determinado de forma a assegurar uma margem operacional adequada para a Companhia, compatível com a situação vigente no mercado de energia elétrica. A aplicação dos meios disponíveis para a comercialização de energia de FURNAS para a consecução do objetivo de obter uma margem operacional adequada permitiu um incremento real da receita (descontada a inflação) de aproximadamente 3% ano no período 2004-2008, com uma baixa volatilidade. Entretanto, cumpre assinalar que os preços de venda de alguns contratos de compra de energia sofreram uma majoração significativamente superior à inflação ocorrida no triênio 2005-2007. Em particular, o contrato de compra de energia da ELETRONUCLEAR sofreu um incremento no seu preço, nesse mesmo período, de aproximadamente 31%. O referido aumento, dada a sua origem, é um fato extraordinário e imprevisível, alheio ao controle de FURNAS. Levando-se em consideração que os contratos de venda de energia no ambiente regulado são indexados, única e exclusivamente, pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), os reajustes dos contratos de aquisição de energia motivaram uma redução da margem operacional quando comparada com a situação vigente no 1° leilão de energia existente, ocorrido em dezembro de 2004. Em vista do exposto, e visando recuperar a sua margem operacional, FURNAS vem fazendo gestões junto à sua Controladora ELETROBRÁS, à ANEEL e ao Ministério de Minas e Energia, para eliminação dos impactos decorrentes da utilização de critérios assimétricos para a indexação dos contratos de aquisição e os de venda de energia no ambiente regulado. O conjunto de princípios que induziram FURNAS a solicitar a reposição de suas margens de operação, baseado em critérios de moderação e igualdade, foi reconhecido como legítimo, como demonstra a Portaria MME n° 44, de 6 de março de 2007, que autoriza a ANEEL a aditar os contratos de comercialização de energia elétrica no ambiente regulado. NOTA 26 - PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Em conformidade com a Lei nº 10.101, de 19.12.2000, e a Resolução nº 10, de 30.05.1995, do Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais - CCE, a Empresa constituiu provisão para pagamento de participação nos lucros do exercício de 2007, no valor de R$ 61.681 mil, correspondente ao montante máximo a ser pago, estando este sujeito à aprovação da Assembléia Geral Ordinária. Adicionalmente, efetuou um ajuste na provisão de 2007, no valor de R$ 107 mil. NOTA 27 - REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES E EMPREGADOS A maior e menor remuneração paga a empregados, tomando-se por base o mês de dezembro de 2007, foram de R$ 20.777,70 e R$ 1.104,62, respectivamente, de acordo com a política salarial praticada por FURNAS. Esses valores incluem os salários, gratificações, comissões e adicionais. O maior honorário atribuído a dirigentes, tomando-se por base o mês de dezembro de 2007, correspondeu a R$ 27.013,12. NOTA 28 - TAXAS REGULAMENTARES Nos exercícios de 2007 e 2006, foram apropriados os seguintes valores relativos a taxas regulamentares: R$ mil 2007 159.404 151.445 13.846 324.695 2006 158.849 152.953 15.131 326.933

O superávit apresentado minimiza o risco futuro de eventual passivo atuarial. De acordo com as condições estabelecidas pela Deliberação CVM 371/2000, a Empresa não reconheceu contabilmente o resultado positivo. Em 31.12.2007, FURNAS registrou no resultado do exercício a parcela excedente à obrigação atuarial, no montante de R$ 1.001.242 Mil, como redutor de passivo a título de diferimento, nos termos da Deliberação CVM 371/2000, estando este ajuste sujeito à revisões anuais. 2. Hipóteses atuariais utilizadas nos planos HIPÓTESES DEMOGRÁFICAS 2.1- Mortalidade geral 2.2- Mortalidade dos inválidos 2.3- Entrada em invalidez 2.4- Rotatividade 2.5- Aposentadoria 2.6- Família 2.7- Proporção de casados HIPÓTESES ECONÔMICAS 2.8 -Taxa de desconto 2.9 -Crescimento salarial estimado para empregados 2.10-Crescimento salarial estimado para autopatrocinados 2.11- Taxa de rendimento esperada sobre os ativos do Plano 2.12-Taxa de inflação de longo prazo BENEFÍCIO DEFINIDO CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA AT83, especificada por sexo AT83, especificada por sexo RP2000 Disable, especificada por sexo RP2000 Disable, especificada por sexo Wyatt 85 Class 1, especificada por sexo Wyatt 85 Class 1, especificada por sexo T-1 Service Table, - 20% T-1 Service Table 50% na 1ª, 20% na 2ª e 100% na 3ª 50% na 1ª, 20% na 2ª e 100% na 3ª elegibilidade elegibilidade Esposa 4 anos mais jovem para ativos/ Esposa 4 anos mais jovem para ativos/ Família informada para assistidos Família informada para assistidos 90% 90% BENEFÍCIO DEFINIDO CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA 10,25% 10,25% 6,50% 4,50% 11,00% 4,50% 6,50% 4,50% 11,00% 4,50%

Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos Quota de Reserva Global de Reversão – RGR Taxa de Fiscalização – ANEEL Total

NOTA 31 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS Considerando as características próprias da Empresa, no âmbito particular, e do setor elétrico em geral, destacamos como valores significativos suscetíveis de avaliação pelo valor de mercado, os relativos aos contratos de mútuo captados diretamente da Controladora - Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRÁS - para financiamento dos projetos de expansão. A ELETROBRÁS está, por disposição estatutária expressa, restrita a conceder financiamento apenas a concessionárias de serviço público de energia elétrica sob o seu controle, dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Desta forma, a taxa de mercado (o custo de oportunidade do capital da empresa) é por ela definida, levando em conta o prêmio de risco compatível com as atividades do setor. Considerando as circunstâncias especiais envolvidas no financiamento dos seus projetos de expansão, o valor de mercado desses empréstimos corresponde ao seu valor contábil. A Empresa não mantém operações referentes a contratos futuros, swap e outros derivativos financeiros. NOTA 32 – SEGUROS Os principais seguros da Empresa, com base nos valores de risco, estão abaixo demonstrados por modalidade e data de vigência: VIGÊNCIA RISCOS Riscos Operacionais (All risks) Aeronáutico Riscos diversos Responsabilidade Civil Riscos de Engenharia TOTAL INÍCIO 01.12.2007 06.07.2007 06.08.2007 01.05.2007 29.06.2007 TÉRMINO 01.06.2008 06.07.2008 06.08.2008 01.10.2010 13.04.2010 R$ mil IMPORTÂNCIA SEGURADA 612.900 5.862 348 20.400 708.214 1.347.724

A Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos destina-se a indenizar os Estados, os Municípios e o Distrito Federal pela utilização dos territórios em que se localizam instalações destinadas à produção de energia elétrica ou que tenham áreas invadidas por águas dos reservatórios. A Reserva Global de Reversão destina-se a prover recursos para os casos de reversão e encampação dos serviços de energia elétrica. Esses montantes encontram-se apresentados na Demonstração de Resultado como despesa operacional ou deduções à receita operacional, em rubricas distintas. NOTA 29 - ENCARGOS FINANCEIROS E EFEITOS INFLACIONÁRIOS Os encargos financeiros e efeitos inflacionários decorrentes dos empréstimos e financiamentos que financiam o ativo imobilizado foram reconhecidos integralmente no resultado da Empresa, nos exercícios de 2007 e 2006, uma vez que os respectivos empreendimentos já se encontram em operação. NOTA 30 – PLANO DE SUPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES A Empresa é Patrocinadora Instituidora da Real Grandeza - Fundação de Previdência e Assistência Social, pessoa jurídica sem fins lucrativos, que tem por finalidade complementar benefícios previdenciários de seus participantes. Em decorrência da cisão das atividades nucleares ocorrida em 1997, a ELETRONUCLEAR tornou-se, também, Patrocinadora. Em 09.04.2003, a Secretaria de Previdência Complementar, através do Ofício nº 379/SPC/GAB/CGTA, aprovou o Convênio de Adesão e Compromisso de Autopatrocínio da Real Grandeza ao Plano de Contribuição Definida, o que possibilitou a adesão, a partir de 01.05.2003, de empregados do quadro próprio da Entidade ao referido Plano CD. Atualmente a Real Grandeza administra dois planos de benefícios: um na modalidade de Benefício Definido - BD e outro na modalidade de Contribuição Definida – CD. No período compreendido entre 01.06.2002 e 31.08.2002, foi oferecida aos participantes do Plano de Benefício Definido a opção de migrar do Plano BD para dois novos planos aprovados pela Secretaria de Previdência Complementar – SPC: um Plano Saldado, aprovado em abril de 2001, e o Plano de Contribuição Definida, aprovado em março de 2002. Os participantes ativos poderiam optar pela migração simultânea aos Planos Saldados e de Contribuição Definida ou pela migração exclusiva para o Plano CD. Já os assistidos, somente poderiam fazer a opção de migrar para o Plano Saldado. A migração para os dois novos Planos alcançou cerca de 68% do total de participantes e assistidos da Real Grandeza. Não obstante, a validade e a eficácia da opção de migração encontrava-se condicionada à revisão, até 31.05.2003, de uma decisão judicial proferida pelo Juízo da 28ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, cujo teor determinava à Real Grandeza, provisoriamente, que não promovesse a transferência de qualquer parcela do patrimônio do Plano BD para constituir cotas ou parcelas dos novos planos, enquanto não verificadas as obrigações das Patrocinadoras em relação ao referido Plano BD, antes de autorização expressa daquele Juízo. Alcançada a data de 31.05.2003, sem que a decisão judicial fosse revista pelo Juízo da 28ª Vara Federal, a opção de migração dos participantes aos novos planos perdeu sua validade e eficácia. O Plano Saldado, embora aprovado em todas as instâncias, prossegue com sua implementação pendente de decisão judicial e de uma nova campanha de adesão. Em ambos os planos em vigor, o regime atuarial de financiamento é o de capitalização. Na data de encerramento do exercício o número de participantes da Fundação era: QUANTIDADE POR PLANO BENEFÍCIO DEFINIDO CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA Ativos 3.676 1.863 Assistidos 5.661 8 Beneficiários 1.016 11 Segundo as disposições do Regulamento do Plano BD, a contribuição normal da Empresa é composta de uma parcela mensal equivalente à dos participantes ativos que é de: 2,4% sobre a parcela dos salários até ½ teto de contribuição da Previdência Social; 4,6% sobre a parcela dos salários de ½ teto até 1 teto de contribuição da Previdência Social e 13,0% sobre a parcela dos salários acima de 1 teto de contribuição da Previdência Social; e de uma parcela específica e permanente de 5,09% sobre o total da folha de pagamento. PARTICIPANTES De acordo com o Regulamento do Plano CD, a Empresa efetuará Contribuição Regular em nome de cada participante ativo equivalente a (a) menos (b) menos (c), onde: a) Contribuição Básica efetuada pelo participante no mês, correspondente a 2,0% do salário de contribuição, mais um percentual a sua escolha entre 4,5% e 10,0% da parcela do seu salário excedente a 7 UR (UR = R$ 215,70); b) Contribuição Específica de valor, calculada em bases atuariais, para cobertura dos benefícios de risco e de eventual parcela dos benefícios mínimos dos Participantes; c) Contribuição Complementar, igual a um percentual calculada em bases atuariais, destinada ao financiamento das despesas administrativas. A soma das contribuições Regular, Específica e Complementar está limitada à soma dos percentuais de 9,4% e da diferença mensal, positiva ou negativa, entre 9,4% e o efetivo percentual das Contribuições Regular, Específica e Complementar. As contribuições normais de FURNAS à Real Grandeza, apropriadas no exercício, para a constituição das provisões matemáticas de benefícios a conceder do Plano BD, atingiram R$ 39.122 mil (2006 - R$ 35.569 mil) e as do Plano CD atingiram R$ 6.932 mil (2006 - R$ 6.010 mil). A Empresa apropriou no exercício o valor de R$ 21.502 mil (2006 - R$ 19.984 mil) para cobertura das despesas administrativas, sendo R$ 19.293 mil referentes ao Plano BD e R$ 2.209 mil ao Plano CD. Termo de Reconhecimento e Consolidação de Dívidas Como parte das providências necessárias ao enquadramento da Fundação Real Grandeza aos dispositivos da Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.1998 e, especificamente, em relação ao prescrito no artigo 6º, que estabelecia que as Entidades Fechadas de Previdência Privada patrocinadas por órgãos públicos deveriam rever, no prazo de dois anos a contar da publicação da Emenda, seus planos de benefícios, de modo a ajustá-los atuarialmente a seus ativos, em 14.12.2000, a Empresa celebrou com a Fundação um Termo de Reconhecimento e Consolidação de Dívidas, Obrigação de Pagamento e Outras Avenças, no valor de R$ 619.743 mil (base 31.12.1999), consolidando, para pagamento em 144 parcelas mensais a partir de janeiro de 2001, compromissos da Patrocinadora estabelecidos no Estatuto e no Regulamento do programa previdenciário, preponderantemente relativos a tempos de serviços anteriores à inscrição dos participantes na Real Grandeza. O saldo do reconhecimento e consolidação de dívidas em 31.12.2007 corresponde a R$ 691.142 mil, dos quais R$ 123.052 mil classificados no passivo circulante. Em 13.10.2003, dando seqüência ao processo de reequilíbrio do Plano de Benefício Definido e atendendo à determinação da Secretaria de Previdência Complementar, a Real Grandeza firmou com FURNAS o denominado Contrato da Reserva a Amortizar, correspondendo às parcelas de déficit de sua responsabilidade referentes ao atendimento à EC nº 20/98, no montante total de R$ 240.348 mil, apurado em novembro de 2001, corrigido com base no fator de atualização do Plano BD, isto é, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), e acrescidos de juros de 6% a.a., estão sendo pagos, a partir de janeiro de 2004, em 144 parcelas mensais e sucessivas. O saldo devedor da obrigação reconhecida por FURNAS, em 31.12.2007, monta a R$ 310.100 mil, dos quais R$ 32.681 mil classificados no passivo circulante.

PRÊMIO 6.995 48 343 989 6.509 14.884

Riscos Operacionais (All Risks) – Cobertura para perdas e danos materiais, de qualquer causa ou origem, incluindo cobertura para quebra de máquinas. Os bens segurados são: todos os equipamentos em operação nas Usinas Hidrelétricas e Termelétricas, Subestações, exceto Barragens, Linhas de Transmissão e Torres; os bens em estoque nos Almoxarifados; prédio e conteúdo nos Escritórios Central e Regionais; equipamentos elétricos e de telecomunicações nas Estações de Telecomunicações; prédio e conteúdo dos Centros de Operação do Sistema Elétrico (Despacho de carga); e prédio e conteúdo dos Laboratórios. Aeronáutico – Cobertura para prejuízos sofridos, reembolsos de despesas e responsabilidades legais em decorrência de acidentes ou não, causados às aeronaves. Riscos Diversos – Cobertura para equipamentos em operação móvel (caminhão-laboratório e caminhão unimog). Responsabilidade Civil – Visa reembolsar o segurado das quantias pelas quais vier a ser responsável civilmente, em sentença judicial transitada em julgado ou em acordo autorizado expressamente pela Seguradora, por danos involuntários corporais e/ou materiais causados a terceiros, nas obras civis de instalação e montagem da UHE Simplício. Riscos de Engenharia – Cobertura de pernas ou danos em virtude de despesas extraordinárias, tumultos, manutenção ampla, despesas de desentulho, erro de projeto, honorários de peritos e despesas de salvamento e contenção de sinistros, referentes às obras civis de construção da UHE Simplicio. NOTA 33 – ACORDO GERAL DO SETOR ELÉTRICO As Empresas de Geração de Energia Elétrica e as Empresas Concessionárias de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica, visando equacionar os efeitos econômico-financeiros causados pelo racionamento ocorrido entre 2000 e 2002, firmaram o Acordo Geral do Setor Elétrico, sob a coordenação da Câmara de Gestão de Crise de Energia Elétrica. O referido Acordo estabeleceu, entre outras, as seguintes condições:  Faturamento complementar contra as concessionárias de distribuição, considerando 97,659% dos contratos iniciais. Entretanto, a ANEEL, em conformidade com Ofício Circular nº 1.004/2002 SFF- SRE/ANEEL, fixou em 93,584% para o período de junho a dezembro de 2001 e 99,333% para o período de janeiro e fevereiro de 2002;  Responsabilidade pelos custos da energia livre, durante o período de racionamento, cabendo aos distribuidores a diferença entre o preço do MAE e R$ 49,26/MWh e aos geradores o valor restante. A quitação integral da dívida é de responsabilidade dos geradores, sendo certo o direito de ressarcimento pelas distribuidoras, de acordo com a metodologia mencionada anteriormente. Para dar suporte legal ao citado Acordo, foram editadas a Medida Provisória nº 14, a Resolução GCE nº 91, ambas de 21.12.2001 e a Resolução ANEEL nº 31, de 24.01.2002, que autorizam a recomposição tarifária extraordinária. Em 07.02.2002, a ANEEL editou a Resolução nº 72, estabelecendo os procedimentos para o registro contábil dos efeitos decorrentes destas medidas. A Lei nº 10.438, de 26.04.2002, que concretizou os instrumentos legais de implementação do chamado Acordo Geral do Setor Elétrico, autorizou a ANEEL a proceder a Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE, que teve por propósito fazer frente aos impactos financeiros a que ficaram submetidas às distribuidoras do Sistema Elétrico Interligado Nacional sujeitas ao Programa Emergencial de Redução do Consumo de Energia Elétrica - Percee (prevista no próprio art. 4º), os montantes referentes à “Parcela A” (previsto no art.6º) e a chamada “Energia Livre” (prevista no art.2º). A parcela referente à Energia Livre pertence às empresas de geração ou distribuição que tiveram despesas com a compra de energia no âmbito do MAE, durante o período do racionamento, decorrentes da redução da geração de energia elétrica nas usinas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), como prevê o art.2º da Lei nº 10.438. Como quem arrecada a RTE não é quem faz jus à parcela de Energia livre, foi elaborado, no âmbito do Acordo Geral do Setor Elétrico, o Acordo de Reembolso de Energia Livre, onde ficam estabelecidos os compromissos de repasse da referida parcela para seus credores. A parcela de R$ 525.932 mil, em 31.12.2002, decorrente da exposição da Empresa no período de racionamento, denominada Direito de Ressarcimento do Gerador, equivalente à diferença do preço MAE menos R$ 49,26 foi recalculada em junho de 2003, após a liberação da nova contabilização pelo SINERCON, compreendendo o período de setembro de 2000 a setembro 2002. O montante de Energia Livre homologado pela RES 001/2004 ANEEL, a ser recuperado pelos geradores, é de R$ 2.853.557 mil. Considerando que não haverá inadimplência entre as empresas da ELETROBRÁS (ELETRONORTE e CHESF) foram retiradas desse montante as parcelas referentes a essas empresas, restando um total de R$ 2.636.922 mil. De acordo com a REN 045/2004 ANEEL, a participação de FURNAS é de 16,2372%. Assim, o crédito total de Energia Livre de FURNAS é de R$ 463.338 mil, corrigido monetariamente pela variação da Taxa Selic, a ser recebido das distribuidoras afetadas pelo Programa Emergencial de Redução do Consumo de Energia Elétrica – PERCEE, com exceção da ELETRONORTE e da CHESF pelo motivo acima exposto. Desde 2003 as distribuidoras realizam os repasses de Energia Livre. Os saldos estão sendo corrigidos pela variação da Taxa SELIC, com base na metodologia divulgada pela ANEEL. Várias empresas já encerraram os repasses de energia livre. Desse grupo, algumas delas já haviam liquidado os seus saldos. Entretanto, a divulgação da ANEEL de ajuste na metodologia de cálculo dos reajustes fez com que estas voltassem a apresentar saldos devedores. Fazendo a comparação desses saldos com os valores originalmente determinados para essas distribuidoras, em 31.12.2006, foi preparado um estudo, baseado em observações já verificadas, de quanto possam vir a ser os saldos devedores globais do conjunto de distribuidoras que repassam energia livre e identificado o percentual médio dos resíduos das empresas que já encerraram seus repasses. Desta forma, a Administração da Empresa, nos termos do Oficio Circular SFF/ANEEL nº 2.396, de 28.12.2006, constituiu naquele exercício uma provisão para créditos de liquidação duvidosa, no montante de R$ 70.520 mil. Durante o exercício de 2007, foram mantidas tratativas junto a ANEEL e o Ministério de Minas e Energia no sentido alongar os prazos previstos pela Lei 10.438/2002, de modo a evitar perdas significativas de seus direitos. Considerando que, até a presente data, não houve qualquer alteração dos termos previstos da Lei 10.438/2002 e em cumprimento ao estabelecido no Ofício Circular ANEEL no 2.409, datado de 14.11.2007, a Empresa registrou como perdas os valores a receber, no montante de R$ 127.465 mil, cujos prazos de ressarcimento encerraram-se até 31.12.2007. Adicionalmente, registrou o montante de R$ 146.729 mil, a título de provisão para créditos de liquidação duvidosa, montante este julgado suficiente para a cobertura de eventuais perdas destas contas a receber, estimando-se assim, uma perda total de R$ 274.194 mil (ver Nota 5). A Companhia, em conjunto com as empresas do sistema ELETROBRÁS, está envidando esforços junto aos órgãos e instâncias competentes, no sentido de preservar os direitos previstos no Acordo Geral do Setor Elétrico.

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CNPJ Nº 23.274.194/0001-19 http://www.furnas.com.br

Ministério de Minas e Energia

NOTA 34 - COMPRA E VENDA DE ENERGIA ELÉTRICA DE CURTO PRAZO Em 2002, foi ajustada a estimativa dos valores apurados no MAE, compreendendo o período de setembro de 2000 a dezembro de 2002, cujo registro contábil total nas contas a receber foi de R$ 967.482 mil, correspondente à energia comercializada no mercado. A energia comprada no mesmo período correspondeu ao montante de R$ 577.834 mil. Em dezembro do 2002, ocorreu a primeira liquidação financeira, correspondente a 50% das operações realizadas no MAE no período de setembro de 2000 a setembro de 2002, no valor líquido de R$ 100.411 mil, deduzidos os valores decorrentes de liminares. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2003, dando continuidade às liquidações das operações realizadas no âmbito do MAE, FURNAS efetuou o pagamento de R$ 60.158 mil, relativos a aproximadamente 50% das operações ocorridas no período de outubro a dezembro de 2002. A parcela remanescente, no valor de R$ 61.627 mil, foi liquidada em julho de 2003. Em junho de 2003, após a liberação da nova contabilização pelo SINERCON, compreendendo o período de setembro de 2000 a dezembro de 2002, ficou registrada nas contas a receber a importância de R$ 1.036.336 mil. As compras também foram ajustadas para o valor de R$ 557.113 mil. Em julho de 2003, após a conclusão dos trabalhos de auditoria no MAE, foi realizada a liquidação financeira das operações realizadas no âmbito do Mercado Atacadista de Energia - MAE. Do valor registrado nas contas a receber, FURNAS realizou o montante de R$ 667.467 mil e efetuou pagamentos relativos a compra de energia no montante de R$ 435.328 mil. Após liquidações de R$ 667.467 mil ocorridas em 2003 e de R$ 75.309 mil ocorridas em 2005, referente ao período de setembro de 2000 a setembro de 2002, ficando pendente de recebimento o valor de R$ 293.560 mil, registrado no ativo circulante, que se encontra sub judice em decorrência de ações judiciais impetradas por concessionárias de distribuição, contra o MAE e a ANEEL, por discordarem da interpretação adotada pelo MAE na aplicação de determinadas regras de contabilização, consoante disposto no Despacho ANEEL nº 288, de 16.05.2002, que impediu estes agentes de comercializarem a energia de ITAIPU no mercado spot da região Sudeste, a preços de racionamento, alegando alteração retroativa de uma regra de mercado já aprovada. Além disso, a Resolução ANEEL nº 552, de 14.10.2002, estabelece em seu artigo 9º que os valores apurados a título de ajustes acima referenciados deverão ser lançados em registro escritural especial e mantidos pelo MAE em nome dos agentes afetados. A mesma Resolução estabelece no inciso II, parágrafo 4º do artigo 10 que o MAE deverá proceder ao cancelamento daquele registro escritural mantido pelo agente credor afetado pelas medidas judiciais caso fique caracterizada a procedência do questionamento feito pelo agente de mercado beneficiário da medida judicial. No exercício de 2004, foram iniciadas tratativas, com a participação da ANEEL, CCEE e agentes envolvidos, visando o equacionamento das pendências judiciais relativas ao referido processo de contabilização e liquidação, de forma a viabilizar uma solução negociada para as referidas ações. Os entendimentos com a CEMIG – Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A., foram finalizados, tendo sido firmado um Termo de Ajuste com esta concessionária e com todos os credores envolvidos, que possibilitou a desistência da ação judicial. O montante de R$ 62.308 mil foi atualizado monetariamente e está sendo recebido por FURNAS em 50 meses. O referido montante foi corrigido pela variação do IGP-M até a assinatura do Termo de Ajuste e, após, pela variação da Taxa SELIC, acrescidos de juros de 1% ao ano (ver Nota 7). A CELESC - Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. desistiu de sua ação junto à CCEE e a Empresa recebeu o montante de R$ 13.001 mil, atualizado monetariamente pela variação do IGP-M. Em relação às demais ações judiciais, FURNAS continuará a acompanhar a evolução das mesmas, mantendo a estratégia de negociar com as partes envolvidas. O saldo remanescente a receber da CCEE é de R$ 293.560 mil, conforme nota 5, estando este montante integralmente reduzido por constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa. NOTA 35 – PARTICIPAÇÃO EM LEILÕES PÚBLICOS DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO Ao longo do ano de 2006, a Empresa participou, com êxito, de diversas licitações para venda de energia a consumidores finais e comercializadoras, no âmbito do Ambiente de Contratação Livre – ACL, tornando-se um dos principais agentes deste segmento de mercado. Conforme estabelecido no art. 15 da Lei no 3.890-A, de 25.04.1961, com a redação dada pelo art. 22 da Lei nº 10.438, de 22.04.2002, FURNAS participa em conjunto, de forma minoritária em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que serão responsáveis pela construção e exploração dos empreendimentos. FURNAS arrematou três usinas hidrelétricas colocadas à venda no primeiro leilão de energia nova realizado pela ANEEL em 16.12.2005. A Empresa conquistou a concessão das usinas de Simplício/Anta (333,7 MW médios), Batalha (52,5 MW médios) e a participação de 15% (21 MW médios) na usina de Baguari, projeto este que tem a participação da CEMIG (34%) e da Neoenergia (51%). No mesmo leilão FURNAS negociou 100% da energia destes empreendimentos, além de vender 90 MW médios da Hidrelétrica de Manso. Em 10.12.2007, o Consórcio MESA S.A, constituído por FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), CEMIG (10%), Fundos de Investimentos e Participações da Amazônia (20%) e Construtora Norberto Odebrecht (1%). conquistou, em leilão realizado pela ANEEL, a concessão para construir e operar o projeto de construção da Usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia. A obra tem previsão de início em dezembro de 2008, estando prevista a entrada em operação da primeira e segunda, unidades geradoras em dezembro de 2012 e a última em junho de 2016. NOTA 36 – REVISÃO TARIFÁRIA PERIÓDICA Nos termos do Contrato de Concessão do Serviço de Transmissão de Energia Elétrica, celebrado entre FURNAS e a União em 29.06.2001, a ANEEL homologou, em 26.06.2007, por meio da Resolução nº 486, o resultado da primeira revisão tarifária periódica, fixando o reposicionamento tarifário de FURNAS em menos 26,17% a ser aplicado sobre as parcelas das receitas da Rede Básica Novas Instalações (RBNI) e de Rede de Conexão das Demais Instalações (RCDM) vigentes em 1º de julho de 2005. FURNAS não concordou com os critérios adotados pela ANEEL para estabelecer a nova Receita Anual Permitida ( RAP), ingressando com ação cautelar para a suspensão de seus efeitos. A ANEEL efetuou uma fiscalização nos dados que deram origem ao resultado da citada revisão, mas, até a presente data, a conclusão dos trabalhos não foi disponibilizada para FURNAS. A diferença de arrecadação no período de 1º de julho de 2005 a 30 de junho de 2007, no montante de R$ 280.070 mil, classificada como passivo regulatório, será compensada em 24 meses, por meio de mecanismo contratual da parcela de ajuste e incorporada à receita bruta de transmissão. Tal montante poderá ser alterado quando da conclusão dos trabalhos efetuados pela ANEEL. NOTA 37 – AUDITORES INDEPENDENTES Em cumprimento ao disposto na Instrução CVM nº 381, de 14.01.2003, FURNAS contratou os serviços de auditoria independente da empresa HLB Audilink & Cia. Auditores, pelo prazo de 01 (um) ano, devendo ser ressaltado, adicionalmente, que FURNAS não possui com a referida empresa nenhum contrato de prestação de serviços que não o referente aos próprios serviços de auditoria externa. NOTA 38 – ATIVO/PASSIVO REGULATÓRIO DAS CONTRIBUIÇÕES PARA O PIS/PASEP E COFINS Nos termos da Resolução Homologatória ANEEL nº 149, datada de 30.06.2005, que definiu a Receita Anual Permitida para o período 2005-2006, FURNAS obteve o reconhecimento do pleito com relação ao aumento de custos da atividade de transmissão, em função da mudança das alíquotas de PIS/PASEP, de 0,65% para 1,65% (Lei 10.637/2002) e COFINS, de 3% para 7,6% (Lei nº 10.833/2003). Adicionalmente, durante o exercício de 2005, a ANEEL também reconheceu os pleitos de FURNAS relativos aos aumentos de custos dos contratos iniciais, no que tange à majoração das alíquotas de PIS/PASEP e COFINS. Com o advento da Lei 11.196, de 21.11.2005, e nos termos do Ofício Circular SFF ANEEL nº 562/2006 e Nota Técnica ANEEL nº 224/2006, os critérios de apuração dos pleitos tarifários foram revertidos, retornando às alíquotas de 0,65% para PIS/PASEP e 3% para COFINS para contratos ainda em vigor desde 31.10.2003. Desta forma, FURNAS registrou, com base em Resoluções Homologatórias da ANEEL, durante o exercício de 2006, passivos regulatórios de geração, registrados no passivo circulante, e com relação a atividade de transmissão, o montante foi sendo deduzido da Receita Anual Permitida para o período 2006-2007. Com base nos dispositivos acima citados, FURNAS retificou suas bases de cálculo de PIS/PASEP e COFINS, apurando créditos fiscais para as referidas contribuições (ver Nota 8).

NOTA 39 – EVENTOS SUBSEQÜENTES a) NOVOS FINANCIAMENTOS A Administração da Empresa aprovou a contratação de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, no valor de R$ 1.034.410 mil, para a implantação do empreendimento UHE Simplício Queda Única e junto ao Banco da Amazônia S.A., no valor de até R$ 193.300 mil, para fazer face ao orçamento para o exercício de 2008, contido no Programa de Dispêndios Globais ( Decreto nº. 6.251, de 06.11.2007). b) NOVA LEI DAS S.A. Em 28 de dezembro de 2007, o Presidente da República sancionou a Lei nº 11.638, promovendo alterações nas regras contábeis do Brasil, no sentido de seu alinhamento às Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS, no que tange à preparação e divulgação das demonstrações contábeis. Apresentamos a seguir as principais alterações contábeis ou novos requerimentos introduzidas na legislação societária: 1) Demonstrações Contábeis Foi extinta a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR, e introduzida a Demonstração dos Fluxo de Caixa - DFC e para as companhias abertas a Demonstração do Valor Adicionado – DVA. 2) Escrituração Contábil A legislação determinava que as disposições da lei tributária ou legislação especial fossem escrituradas em registros auxiliares. Com as alterações esses registros podem ser realizados em livros auxiliares ou nos próprios livros contábeis, desde que, nesse último caso, sejam efetuados os respectivos registros contábeis para fins de elaboração das demonstrações contábeis. As companhias abertas deverão observar as normas expedidas pela CVM e estas deverão observar as Normas Internacionais de Contabilidade - IFRS. As companhias de Capital Fechado podem ou não observar as normas expedidas pela CVM para as companhias abertas. Os lançamentos de ajuste efetuados exclusivamente para harmonização de normas contábeis e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer efeitos tributários. 3) Balanço Patrimonial O ativo permanente foi subdividido em Investimentos, Imobilizado, Intangível e Diferido, segregando os bens e direitos intangíveis dos tangíveis. A estrutura do Patrimônio Líquido foi alterada, sendo eliminada a Reserva de Reavaliação e os Lucros Acumulados. Passam a fazer parte do Patrimônio Líquido as Ações em Tesouraria e, no lugar da Reserva de Reavaliação, surgiram os Ajustes de Avaliação Patrimonial. Os saldos das Reservas de Reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou revertidos até o final do exercício social em que esta Lei entrar em vigor. 4) Ativo Permanente a) No ativo imobilizado serão classificados os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. b) No ativo diferido serão classificados as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. c) No ativo intangível serão classificados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 5) Patrimônio líquido Foram abolidas das Reservas de Capital o Prêmio Recebido na Emissão de Debêntures e as Doações e Subvenções para Investimento. 6) Critérios de avaliação do ativo I - Os instrumentos financeiros, inclusive derivativos, direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo passam a ser avaliados: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; II - Os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; III– Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. 7) Critérios de avaliação do passivo As obrigações, encargos e riscos classificados no exigível a longo prazo serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. 8) Demonstração do Resultado do Exercício A Demonstração do Resultado do Exercício discriminará as participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa. 9) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos Deixa de ser obrigatória a apresentação da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos - DOAR sendo substituída pela Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC e pela Demonstração do Valor Adicionado - DVA. 10) Reservas e Retenção de Lucros Criada a Reserva de Incentivos Fiscais - doações e subvenções governamentais para investimento, que passarão a compor o resultado do exercício e, por proposta dos órgãos da administração, a Assembléia Geral poderá destinar a parcela do lucro líquido decorrente desses incentivos para a formação da referida reserva. 11) Limite do saldo das reservas de lucros O saldo das Reservas para Contingências, de Incentivos Fiscais e de Lucros a Realizar podem ultrapassar o montante do capital social. 12) Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas Os investimentos em coligadas, sobre cuja administração tenha influência significativa ou participe com 20% ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Os requerimentos da nova lei aplicam-se às demonstrações contábeis relativas aos exercícios encerrados a partir de 01 de janeiro de 2008, não sendo possível, no momento, determinar os impactos decorrentes da entrada em vigor da referida lei nas demonstrações contábeis de FURNAS. JOSÉ LUIZ OLIVEIRA DE AGUIAR Superintendência de Contabilidade e de Controle CRC - RJ 026.157/O-5 – Contador MILTON RONALDO URYN Departamento de Contabilidade CRC - RJ 053.486/O-0 - Contador

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
21 de fevereiro de 2008 Aos ADMINISTRADORES E ACIONISTAS de FURNAS – Centrais Elétricas S.A. Rio de Janeiro - RJ 1) Examinamos o balanço patrimonial de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., levantado em 31 de dezembro de 2007 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos recursos destinados a aumento de capital e das origens e aplicações de recursos, correspondentes ao exercício findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar opinião sobre essas demonstrações contábeis. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil que elegem como objetivo final comprovar a adequação das demonstrações contábeis divulgadas pela Companhia, em seus aspectos relevantes. Nesse contexto nossos exames compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Companhia; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Companhia, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo “1” representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., em 31 de dezembro de 2007, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos, referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Também examinamos as demonstrações do fluxo de caixa e do valor adicionado de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., correspondentes ao exercício de 2007, mediante aplicação dos procedimentos descritos no parágrafo “2”. Essas demonstrações não são requeridas pela legislação societária brasileira e foram elaboradas para propiciar informações adicionais. Em nossa opinião, as referidas demonstrações complementares apresentam adequadamente o fluxo de caixa e o valor adicionado do exercício, em todos os aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis principais de 31 de dezembro de 2007, tomadas em conjunto. Conforme mencionado na nota 30, em 31 de dezembro de 2007, a Companhia, considerando que a Fundação Real Grandeza não apresentou déficit atuarial, consoante disposições do pronunciamento do IBRACON NPC nº 26, aprovado pela Deliberação CVM 371/2000, registrou a parcela excedente, R$ 1.001.242 mil, como redutor de passivo atuarial, a título de diferimento, com reflexo positivo no resultado do exercício no montante de R$ 660.821 mil, líquido dos efeitos tributários. Este ajuste está sujeito a revisões anuais. 6) Encontra-se registrado no ativo circulante, saldo de crédito de ICMS no valor de R$ 44.067 mil, decorrente de Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira entre a ELETRONORTE – Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. e o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de Mato Grosso, para realização de obras e implantação e asfaltamento de estrada de acesso ao Aproveitamento Múltiplo de Manso, os quais foram transferidos para a Companhia em 1999 por Resolução do Conselho Nacional de Desestatização n° 02/1999, complementada pela de n° 04/1999. Em 13 de junho de 2007 foi lavrado o Termo de Conclusão da Ação Fiscal, no qual consta que o Governo do Estado de Mato Grosso ressarcirá FURNAS do valor correspondente ao percentual da sua participação, destacando que “Após conclusão das Ordens de Serviço correspondentes a todas as empresas, será possível apurar o valor a ser restituído à empresa Furnas, se for o caso.” Assim, a liquidação desse crédito depende ainda das gestões resultantes das ações da Secretaria da Fazenda do Estado de Mato Grosso, quanto à definição do valor, bem como da época de sua realização. A Administração da Companhia entende que estando esses trabalhos em fase de conclusão existem grandes possibilidades de realização desses créditos no exercício de 2008. A Companhia mantém em suas contas a receber, crédito no valor de R$ 30.096 mil, junto à Companhia Hidroelétrica do São Francisco S.A. – CHESF, relativo a procedimentos divergentes entre as partes, adotados quando da liquidação do saldo remanescente das operações do período de setembro de 2000 a setembro de 2002, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), (antigo Mercado Atacadista de Energia - MAE). A realização desse crédito está sendo negociada pelas empresas com a interveniência das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS. A Companhia possui contratos de compra de energia gerada por terceiros, inclusive por partes relacionadas, cujos preços de aquisição têm sofrido majorações superiores àquelas dos preços obtidos pela Companhia nos leilões de energia. Esta situação tem causado uma redução da margem operacional da Companhia, estando a sua administração promovendo gestões junto a sua controladora e às autoridades reguladoras no sentido de eliminar os impactos causados por esse desequilíbrio. As demonstrações contábeis do exercício anterior, apresentadas para fins de comparabilidade, foram examinadas por outros auditores independentes que emitiram seu parecer em 16 de março de 2007, contendo a) ressalvas sobre: (i) o assunto mencionado nas notas “5b” e “33”; e (ii) os assuntos mencionados nas notas “9c” e “11b”; e b) ênfases sobre: (i) o assunto mencionado nas notas “5a” e “34”; e (ii) sobre o mesmo assunto referido no parágrafo “8” acima. NÉLSON CÂMARA DA SILVA CONTADOR CRC/RS-023584/0-8-S-RJ HLB AUDILINK & CIA. AUDITORES CRC/RS-003688/0-2 F- RJ

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PARECER DO CONSELHO FISCAL
Nós, abaixo assinados, Membros do Conselho Fiscal de FURNAS - Centrais Elétricas S.A., no uso de nossas atribuições legais, considerando a decisão da Diretoria Executiva de 11 de março de 2008, homologada pelo Conselho de Administração em 18 de março de 2008, analisamos o Relatório da Administração, relativo ao exercício de 2007; 2 - Assistidos pelo Contador da Sociedade, Sr. Milton Ronaldo Uryn, CRC/RJ 053.486/O-0, pelo Superintendente de Contabilidade e de Controle, Sr. José Luiz Oliveira de Aguiar, e pelos representantes da HLB Audilink & Cia. Auditores, analisamos as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, compostas do Balanço Patrimonial, da Demonstração do Resultado do Exercício, da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e Recursos Destinados a Aumento de Capital, da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, da Demonstração do Resultado Segregado por Atividade, dos Saldos e Transações com Partes Relacionadas, da Demonstração do Fluxo de Caixa, do Demonstrativo do Valor Adicionado, das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis, acompanhadas do parecer dos auditores independentes, bem como da proposta relativa à destinação do Lucro Líquido do Exercício e dos Lucros Acumulados provenientes da realização da Reserva de Lucros a Realizar. Foi verificado que, para o Lucro do Exercício no valor de R$676.523.967,80 assim como dos Lucros Acumulados provenientes da realização da Reserva de Lucros a Realizar, no valor de R$18.505.534,97, foi elaborada a seguinte proposta: a) destinar 5% do Lucro Líquido do Exercício para a constituição da Reserva Legal, no valor de R$33.826.198,39, b) destinar o valor de R$165.300.826,10 para os acionistas, sob a forma de dividendos, c) destinar o saldo do Lucro Líquido do Exercício no valor de R$495.902.478,28 para constituição de Reserva de Retenção de Lucros; 3 - Analisamos também a proposta da participação estatutária dos empregados nos lucros, no valor estimado de R$61.681.463,88. Para efeito de esclarecimentos sobre a participação estatutária dos empregados nos lucros, o valor a ser efetivamente pago estará condicionado à aprovação do DEST– Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, cuja deliberação do referido pagamento, regulamentada pelo Decreto nº 3735, de 24 de janeiro de 2001, e pela Resolução nº 10, de 10 de maio de 1995 do CCE Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, considera os Termos de Pactuação do Plano de Metas Coletivo do Grupo Eletrobrás e de FURNAS referente à PLR 2007; 4 - Corroboramos o parecer dos auditores independentes sobre as Demonstrações Contábeis do encerramento do exercício, o qual contém quatro parágrafos de ênfase; 5 - De nossa análise e também com base no parecer dos auditores independentes, achando tudo na melhor ordem, e atendidos os preceitos formais e legais para a elaboração dos aludidos documentos, somos de parecer que o Conselho de Administração os submeta à deliberação da Assembléia Geral de Acionistas, nos termos do artigo 192, da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, com as alterações introduzidas pela Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001, recomendando sua aprovação.

Rio de Janeiro, 18 de março de 2008. Fernando Swami Thomas Martins Presidente do Conselho Fiscal Guilherme Pereira Baggio Membro do Conselho Fiscal Marcelo Kalume Reis Membro do Conselho Fiscal

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
MENSAGEM DA DIRETORIA Senhores Acionistas, A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf tem a satisfação de apresentar o seu Relatório Anual da Administração e as Demonstrações Contábeis relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007, acompanhados dos pareceres dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal. No ano de 2007, a Chesf teve um bom desempenho econômico-financeiro, mantendo-se sólida e lucrativa. A Empresa buscou uma expansão equilibrada na sua estrutura de negócios, com foco na sustentabilidade empresarial, destacando-se as realizações a seguir: • • • • • • Obtenção de lucro líquido de R$ 652,6 milhões; Participação no Leilão de Transmissão 004/2007, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, obtendo a concessão do Lote E, referente à linha de transmissão de 230 kV Jardim-Penedo, com 120 km de extensão e ampliação das subestações de 230 kV Jardim e Penedo, com investimento de R$ 30,5 milhões; Conclusão do empreendimento Milagres-Tauá, integrante do Programa de Aceleração do Crescimento-PAC, com a construção, montagem e energização da linha de transmissão de 230 kV Milagres-Tauá, com 208 km de extensão, da subestação Tauá, com 100 MVA de transformação, e da ampliação da subestação Milagres; Aumento, em 660 MVA, da capacidade de transformação de energia elétrica no Sistema de Transmissão da Chesf; Adoção dos procedimentos em conformidade com a seção 404, da Lei Sarbanes-Oxley – SOX, dos Estados Unidos da América, nos seus principais processos de negócio e de tecnologia da informação, visando à Certificação da Eletrobrás e; Implementação de ações de Responsabilidade Social Empresarial, em consonância com diretrizes do Governo Federal, atuando em programas de segurança alimentar, saúde, educação, cidadania e geração de renda nas diversas regiões de atuação da Companhia. Freqüência Equivalente de Interrupção - FREQ Indica o número equivalente de interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Duração Equivalente de Interrupção – DREQ Indica a duração equivalente, em horas, das interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A Chesf, como empresa concessionária do serviço público de energia elétrica, contribui para o fornecimento da infra-estrutura necessária ao desenvolvimento socioeconômico do País, atuando como empresa socialmente responsável, na busca por rentabilidade, na preservação dos recursos ambientais e na redução das desigualdades sociais e regionais. PERFIL DA EMPRESA A Chesf, Sociedade de Economia Mista - Aberta, foi criada pelo Decreto-Lei no 8.031, de 3 de outubro de 1945, e constituída na 1a Assembléia Geral de Acionistas, realizada em 15 de março de 1948. O sistema de geração da Chesf é hidrotérmico, com predominância de usinas hidrelétricas, responsáveis por percentual superior a 97% da produção total. Atualmente, seu parque gerador possui 10.618 MW de potência instalada, sendo composto por 14 usinas hidrelétricas, supridas através de 9 reservatórios com capacidade de armazenamento máximo de 52 bilhões de m³ d’água e 1 usina térmica bicombustível com 350 MW de potência instalada, que estão relacionadas a seguir: Usinas HIDRELÉTRICAS: Sobradinho Luiz Gonzaga (Itaparica) Apolônio Sales (Moxotó) Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Paulo Afonso IV Piloto Xingó Funil Pedra Boa Esperança Curemas Araras TERMELÉTRICA: Camaçari TOTAL Rio São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco das Contas das Contas Parnaíba Piancó Acaraú Capacidade Instalada (MW) 10.268,328 1 .050,300 1.479,600 400,000 180,001 443,000 794,200 2.462,400 2,000 3.162,000 30,000 20,007 237,300 3,520 4,000 350,000 350,000 10.618,328 Energia Interrompida - ENES Indica o montante equivalente de energia elétrica, em GWh, nas interrupções do fornecimento.

Disponibilidade Operacional – DO Indica a probabilidade de, num dado momento, o equipamento estar operando, desempenhando sua função ou pronto para operar.

O sistema de transmissão, cujas primeiras instalações tiveram operação iniciada em 1954, abrange os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, composto por 18.468 km de linhas de transmissão em operação, sendo 5.122 km de circuitos de transmissão em 500 kV; 12.537 km de circuitos de transmissão em 230 kV; 809 km de circuitos de transmissão em tensões inferiores; 98 subestações com tensão maior que 69 kV e 729 transformadores em operação, totalizando uma capacidade de transformação de 41.558 MVA, além de 4.907 km de cabos de fibra óptica. RELACIONAMENTO COM INVESTIDORES Como empresa de capital aberto, a Chesf, embora tendo suas ações negociadas apenas no mercado de balcão, está sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. A política de relacionamento da Companhia é pautada pela divulgação de informações com transparência, caracterizada pelo respeito aos princípios legais e éticos, alinhados às normas a que está submetida como concessionária de serviço público. A Companhia possui um canal de divulgação de informações na sua página na Internet, www.chesf.gov.br, no link “Relações com Investidores”. A comunicação com seus acionistas é feita por meio de atendimento telefônico, correio padrão, presencial e endereçamento eletrônico. COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA O Capital Social da Companhia, no montante de R$ 1.696,3 milhões, é representado por 41.709.653 ações nominativas, divididas em 40.477.564 ações ordinárias e 1.232.089 ações preferenciais, todas sem valor nominal. Deste total, 99,45% pertencem à Eletrobrás, 0,46% à Sudene, 0,04% ao Finor e 0,05% a outros acionistas. GOVERNANÇA CORPORATIVA Administração A Companhia é administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria. A Diretoria é constituída por um Diretor-Presidente, escolhido dentre os membros do Conselho de Administração, e até 5 Diretores, brasileiros, eleitos pelo Conselho de Administração, com mandato de 3 anos e com o exercício de suas funções em regime de tempo integral. O Conselho de Administração é formado por 1 Presidente e mais 5 Conselheiros, todos acionistas, eleitos pela Assembléia Geral, com mandato de 3 anos, podendo ser reeleitos. Um dos membros do Conselho de Administração é indicado pelo Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão. O Conselho Fiscal é permanente, composto por 3 membros efetivos e 3 suplentes, com mandato de 1 ano, brasileiros, eleitos pela Assembléia Geral. Dentre os membros do Conselho Fiscal, um membro efetivo e respectivo suplente são representantes do Tesouro Nacional. Código de Ética A Companhia possui um Código de Ética aderente aos princípios e valores praticados dentro dos padrões da governança corporativa, que é a referência de conduta de todos os seus integrantes. Controles Internos e Auditoria A Auditoria Interna, subordinada ao Conselho de Administração, planeja, executa e avalia as atividades de auditoria na Companhia e atende às solicitações da alta direção e de órgãos de controle interno e externo. O Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna - PAINT é submetido à aprovação da Controladoria Geral da União - CGU. Em atendimento à Lei Societária, as demonstrações financeiras da Chesf são auditadas por auditor independente, contratado através de licitação e aprovado pelo Conselho de Administração, com restrição de prestação de outros serviços e com a adoção de rodízio, a cada período de 5 anos. Objetivando as melhores práticas de governança corporativa, a Chesf adotou nos seus principais processos de negócios e de tecnologia da informação, procedimentos em conformidade com a seção 404, da Lei Sarbanes-Oxley – SOX, dos Estados Unidos da América, visando à Certificação da Eletrobrás. MERCADO DE ENERGIA As projeções de mercado divulgadas pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, para o período 2007 a 2017, apresentam crescimento no consumo nacional de energia elétrica, nas Regiões atendidas pelo Sistema Interligado Nacional – SIN, da ordem de 4,8% ao ano. Este crescimento representa um incremento de 30.472 MW médios no final de 2017, evoluindo dos atuais 50.345 MW médios para 80.817 MW médios, considerando a integração de alguns subsistemas isolados ao Sistema Interligado Nacional - SIN a partir de 2009. O Nordeste terá uma expansão média de 4,9% ao ano, com crescimento ligeiramente superior ao previsto para o Brasil, passando de 7.280 MW médios para 11.727 MW médios, no mesmo horizonte, representando incremento de 4.447 MW médios até o final do último ano. Este quadro sinaliza a necessidade de acréscimos de novas fontes de geração de energia, indicando oportunidades de expansão e diversificação dos investimentos da Empresa, tanto nos empreendimentos termelétricos a gás natural e nuclear, já indicados no Plano Decenal de Expansão 2007 a 2016 da EPE, quanto hidrelétricos do potencial remanescente no Nordeste e nos grandes aproveitamentos da Região Norte. COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA A energia comercializada em 2007 atingiu o montante de 49.596 GWh, distribuído entre 21 estados do Brasil e o Distrito Federal, com destaque para a venda às distribuidoras no Ambiente de Contratação Regulada – ACR, que representou 70,9% deste total. Os estados com maior participação nas vendas da Empresa, no segmento distribuição, foram São Paulo (19,9%), Paraná (10,4%), Rio de Janeiro (10,3%), Pernambuco (8,2%) e Bahia (7,5%). As vendas para a Região Nordeste representaram cerca de 41% do total comercializado pela Chesf. Parte dessa energia atendeu treze grandes indústrias localizadas nessa região. Em 2007, foram realizados, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, leilões de ajuste destinados ao ACR, em que a Chesf vendeu um total de 50 MW médios para 2007 e 34 MW médios para 2008. A Chesf também participou de leilões no Ambiente de Contratação Livre – ACL, tanto como entidade promotora (leilões de venda), como naqueles realizados por terceiros (leilões de compra), que resultaram em 148 contratos com Comercializadores e Consumidores Livres para diversos períodos de fornecimento. Quando comparada com o ano de 2006, a quantidade de contratos celebrados no ACL aumentou 74%. Em termos de energia comercializada nesse ambiente, o crescimento foi de 117%, passando de 2.974 GWh, em 2006, para 6.442 GWh, em 2007. O processo de negócio teve o suporte de uma moderna plataforma computacional, na qual são promovidos os leilões de energia da Chesf. As transações comerciais ocorrem em ambiente virtual, via rede mundial de computadores, dando maior transparência, competitividade e agilidade às vendas de curto, médio e longo prazos. DESEMPENHO OPERACIONAL A Chesf integra o Sistema Interligado Nacional – SIN e realiza intercâmbio de energia com os sistemas Norte, Sul e Sudeste/Centro-Oeste. Dada a localização de suas principais usinas, a Chesf recebe influência dos regimes hidrológicos das Regiões Nordeste e Sudeste. Devido a essa localização e às afluências ocorridas no período úmido 2006/2007, no mês de abril, o principal reservatório da Região Nordeste, Sobradinho, atingiu o seu armazenamento pleno e, ao final do ano de 2007, o seu armazenamento era de 16,5% do seu volume útil. A Companhia gerou 57.301 GWh, em 2007, contra 54.718 GWh, em 2006, representando um crescimento de 4,7%. As variações da produção de energia, em 2007, em comparação a 2006, foram decorrentes, principalmente, do crescimento do mercado, das condições energéticas do Sistema Interligado Nacional - SIN e da política de despacho centralizado exercida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS. Em 2007, foram realizados contínuos investimentos na capacitação de recursos humanos, aprimoramento dos instrumentos de planejamento de intervenções e implementação de novas técnicas e processos de manutenção em equipamentos, linhas de transmissão e dispositivos de proteção, controle e supervisão. Ressaltam-se as constantes melhorias implementadas nos sistemas de transmissão e geração, com a substituição de equipamentos obsoletos, digitalização de sistemas de proteção e instalação de dispositivos de supervisão e controle do sistema eletroenergético, bem como a modernização dos Centros de Operação, com a implantação de funções avançadas, tais como estimador de estado, configurador de redes, sistema de tratamento de alarmes, além de simulador para treinamento de operadores. Reforçando a rede de telecomunicação da Chesf, foram agregados novos equipamentos ao sistema de transmissão óptico-digital, destacando-se o estabelecimento do Anel de Telecomunicações Oeste, tendo como principais localidades atendidas: Fortaleza, Teresina, Sobradinho e Paulo Afonso. Tal configuração foi viabilizada mediante a utilização de fibras ópticas distribuídas ao longo de 632 km de cabos OPGW e implantadas no trecho compreendido entre as subestações Boa Esperança – São João do Piauí – Sobradinho. Indicadores de Desempenho No ano de 2007, obteve-se um melhor resultado no indicador de Disponibilidade Operacional - DO, enquanto que, nos indicadores de Duração Equivalente de Interrupção - DREQ e de Energia Interrompida – ENES, houve uma pequena redução do desempenho em relação ao ano anterior. As metas estabelecidas para os indicadores de Freqüência Equivalente de Interrupção - FREQ e de Duração Equivalente de Interrupção - DREQ foram plenamente atendidas, registrando-se o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos.

INVESTIMENTOS A Chesf, em 2007, investiu na expansão e modernização do seu sistema elétrico e na melhoria da sua infra-estrutura. O valor contabilizado, considerando apenas as adições aos ativos imobilizado e intangível, totalizou R$ 538,4 milhões, assim distribuídos: Sumário dos Investimentos – R$ milhões  Geração  Transmissão  Reassentamento UHE Luiz Gonzaga (Itaparica)  Infra-estrutura TOTAL 2003 209 189 77 36 511 2004 191 301 90 37 619 2005 66 284 101 43 494 2006 57 335 149 43 584 2007 49 306 109 74 538

O gráfico abaixo apresenta os investimentos totais ao longo dos últimos cinco anos.

Geração Para manter o sistema de geração com nível de disponibilidade satisfatório, foram realizadas diversas ações de manutenção e benfeitorias nas usinas da Companhia, destacando-se: • A conclusão dos trabalhos de modernização dos sistemas de controle e proteção de 3 unidades geradoras das Usinas Hidrelétricas Paulo Afonso I, II e III. O projeto global, que inclui as 13 unidades geradoras existentes, quando concluído em 2010, permitirá a centralização de todo o comando das 3 usinas, aumentando a confiabilidade operacional; e A conclusão da recuperação de uma máquina sinistrada da UHE Paulo Afonso III.

No Programa Potenciais de Energia Hidráulica, a Chesf deu andamento às seguintes ações para aumentar a oferta de geração hidrelétrica no Nordeste: • Em parceria com a Construtora Queiroz Galvão e a CNEC Engenharia S. A., concluiu os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA) dos cinco aproveitamentos hidrelétricos identificados nos estudos de inventário que realizou na bacia hidrográfica do Rio Parnaíba: Ribeiro Gonçalves (113 MW), Uruçuí (134 MW), Cachoeira (63 MW), Estreito (56 MW) e Castelhano (64 MW), bem como os seus Estudos Ambientais (EIA/RIMA); e Em outra parceria com a Construtora Norberto Odebrecht, Engevix Engenharia S. A. e Desenvix S.A. foram concluídos os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA) do Aproveitamento Hidrelétrico Riacho Seco (276 MW), no trecho submédio do Rio São Francisco. Foram continuados os estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Pedra Branca (320 MW), também no trecho submédio do Rio São Francisco. A realização desses estudos enfrenta maiores dificuldades em função da complexidade dos problemas socioambientais envolvidos.

Transmissão O Sistema de Transmissão da Chesf foi ampliado com a conclusão dos seguintes empreendimentos: • • • • • • • • • • Construção, montagem e energização da linha de transmissão de 230 kV, Milagres - Tauá, com 208 km de extensão, da subestação Tauá, com 100 MVA de transformação, e da ampliação da subestação Milagres. Este empreendimento integra o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC; Recapacitação dos circuitos C1, C2 e C3 da linha de transmissão de 230 kV Recife II - Joairam, com extensão de 8 km; Aumento da capacidade de transformação na subestação Irecê, 230/138 kV – 55 MVA, interligação de barramentos de 138 kV e instalação de 3 reatores limitadores de corrente de curto-circuito 13,8 kV – 0,31 ohms/fase; Aumento da capacidade de transformação na subestação Piripiri, 230/138 kV – 55 MVA e interligação de barramentos de 138 kV; Aumento da capacidade de transformação na subestação Santo Antônio de Jesus, 230/69 kV – 100 MVA e instalação de 2 entradas de linha 230 kV; Aumento da capacidade de transformação na subestação Cauípe, 230/69 kV – 100 MVA; Aumento da capacidade de transformação na subestação Cotegipe, 230/69 kV – 100 MVA; Aumento da capacidade de transformação na subestação Picos, 230/69 kV – 50 MVA; Aumento da capacidade de transformação na subestação Juazeiro II, 230/69 kV – 100 MVA; e Ampliação da subestação Bom Jesus da Lapa, com a complementação do módulo geral 230 kV e implantação de 3 reatores limitadores de corrente de curto-circuito RLCC 13,8 kV – 0,50 ohms/fase.

Está em andamento a implantação dos empreendimentos em 230 kV, constantes do PAC, compostos de linhas de transmissão e ampliação de subestações, cujas concessões foram obtidas em Leilões da ANEEL, compostos por: Funil-Itapebí, Milagres-Coremas, Ibicoara-Brumado, Paraíso-Açu, Picos-Tauá e Jardim-Penedo. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO Receita Operacional Bruta A receita operacional bruta, em 2007, atingiu o montante de R$ 4.705,4 milhões, com expressivo crescimento de 19,1% em relação ao exercício anterior (R$ 3.949,8 milhões), resultado do bom desempenho verificado no segmento venda de energia (+ 25,5%), em função do aumento dos montantes liquidados no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que alcançaram R$ 400,3 milhões, contra R$ 106,1 milhões em 2006, e de leilões de sobras de energia, no montante de R$ 474,7 milhões em 2007 (R$ 122,1 milhões em 2006), além de reajustes de preços previstos nos contratos. Por outro lado, o segmento transmissão de energia cresceu 2,7%, como resultado de obras de ampliação e reforços da rede básica. A seguir, é demonstrada a evolução das receitas por segmento, nos últimos cinco anos.

Tributos e Encargos Regulatórios sobre Vendas A Companhia está entre os maiores contribuintes de tributos da Região Nordeste. Em 2007, incidiram diretamente sobre as vendas, tributos e encargos regulatórios, que totalizaram R$ 724,7 milhões, 6,0% acima do ocorrido em 2006.

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br
Custos e Despesas Operacionais Os custos e despesas operacionais tiveram um crescimento de 18,4%, alcançando R$ 2.452,2 milhões em 2007, contra R$ 2.071,4 milhões em 2006. Este crescimento teve forte influência da perda com energia livre, no valor de R$ 185,8 milhões, contabilizada em atendimento às determinações do Ofício no 2.409/2007-SFF/ANEEL, e da provisão para créditos de liquidação duvidosa, no montante de R$ 96,6 milhões correspondente à parte constituída neste exercício, de um total de R$ 205,5 milhões, para cobertura de eventuais perdas na realização destes créditos de energia livre. O conjunto dos demais custos e despesas teve um crescimento de apenas 10,5%. VALOR ADICIONADO A Chesf vem contribuindo fortemente para as economias do Nordeste e do Brasil. A contribuição econômica da Companhia para o crescimento da riqueza nacional se expressa por meio da geração de R$ 3.168,1 milhões, em valor adicionado no exercício de 2007, montante 17,9% superior aos R$ 2.686,0 milhões gerados em 2006. Este valor foi devolvido à sociedade em forma de salários, encargos e benefícios aos colaboradores e seus dependentes (15,2%); de impostos, taxas e contribuições aos governos federal, estaduais e municipais (44,1%); de juros aos financiadores de bens e serviços (20,1%); de remuneração aos acionistas (7,6%) e de retenção de lucros (13,0%).

Resultado do Serviço de Energia Elétrica e Margem Operacional O resultado operacional do serviço (EBIT) atingiu R$ 1.528,6 milhões, 28,0% acima do montante alcançado em 2006 (R$ 1.194,3 milhões). Como conseqüência, a margem operacional (resultado do serviço / receita líquida) avançou para 38,4% frente aos 36,6% em 2006.

Geração Operacional de Caixa (EBITDA) A geração operacional de caixa, medida pelo EBITDA (lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização), atingiu em 2007 o valor de R$ 2.335,7 milhões, ante R$ 1.928,2 milhões em 2006. A margem EBITDA em relação à receita líquida, por sua vez, avançou para 58,7%, contra 56,4% em 2006.

Reconciliação do EBITDA (R$ milhões) Lucro Líquido ...................................................................................... (+) IR e CSLL ........................................................................................ (+) Participação nos Lucros ou Resultados .......................................... (+) Resultado Não Operacional ............................................................ (+) Despesas Financeiras ..................................................................... (+) Depreciação e Amortização............................................................. (+) Provisões para Contingências ......................................................... (=) EBITDA............................................................................................ Resultado Financeiro

2007 652,6 329,2 54,0 6,1 640,3 594,5 59,0 2.335,7

2006 457,3 120,5 47,9 5,8 735,4 563,5 (2,2) 1.928,2

O resultado financeiro líquido do exercício apresentou uma despesa de R$ 486,6 milhões, representando uma melhora de 13,5% em relação à despesa de R$ 562,8 milhões obtida em 2006. Tal melhora teve como principal origem a redução dos encargos financeiros oriundos de dívidas por empréstimos e outras obrigações. Receitas (despesas) financeiras – R$ milhões Renda de aplicações financeiras ............................................................ Renda de refinanciamentos concedidos a clientes................................. Juros e variações monetárias de empréstimos e financiamentos .......... Outras receitas (despesas) financeiras................................................... (=) Resultado financeiro líquido .......................................................... Lucro Líquido Em 2007, o efeito combinado do crescimento da receita, aliado à política adotada pela administração relacionada aos aspectos operacionais e financeiros, permitiram à Companhia obter um lucro líquido de R$ 652,6 milhões, 42,7% superior ao verificado em 2006, R$ 457,3 milhões. 2007 27,2 109,2 (556,9) (66,1) (486,6) 2006 22,2 131,2 (617,2) (99,0) (562,8)

REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS O Estatuto Social da Companhia prevê a distribuição de 25% do lucro líquido ajustado na forma da lei societária, como dividendos mínimos obrigatórios. Entretanto, a administração da Companhia, considerando o lucro líquido do exercício, resolveu propor à Assembléia Geral Ordinária - AGO uma remuneração de R$ 240 milhões, a título de dividendos, equivalentes a 37,4% do lucro líquido ajustado, e correspondente a uma distribuição de R$ 5,75 por ação ordinária e preferencial.

ENDIVIDAMENTO (EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS) Em 2007, o endividamento bruto (obrigações com a controladora e instituições financeiras) era de R$ 4.558,8 milhões, 7,5% menor que os R$ 4.930,1 milhões, ao final de 2006. As dívidas vincendas de curto prazo correspondem a 11,4% do endividamento total e os 88,6% dos vencimentos de longo prazo estão distribuídos nos anos de 2009 a 2022. A participação do endividamento em moeda estrangeira é de apenas 6,4% da dívida total (8,8% em 2006).

RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES A política da Companhia na contratação de serviços de empresas de auditoria independente fundamenta-se em princípios que preservem a independência desses profissionais. Neste sentido, a Companhia possui contrato para a prestação de serviços de auditoria independente, firmado com a empresa Boucinhas & Campos + Soteconti Auditores Independentes S/S, em 1º de junho de 2007, para o período de junho de 2007 a maio de 2008, devendo ser ressaltado que não há, com a referida empresa, qualquer outro contrato de prestação de serviços. Este procedimento está em conformidade com o disposto na Instrução CVM nº 381, de 14.01.2003, referendada pelo Ofício-Circular/CVM/SNC/SEP/nº 02/2005, de 24.08.2005. PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Dentro da política de expansão dos seus negócios de geração e transmissão de energia elétrica, a Companhia vem firmando parcerias com empresas privadas, por meio de participações minoritárias, tendo encerrado o exercício com as seguintes sociedades: Sistema de Transmissão Nordeste S.A. – STN Participação de 49% no capital social da empresa Sistema de Transmissão Nordeste S.A. - STN, constituída em 2003, em sociedade com a Companhia Técnica de Engenharia Elétrica - ALUSA, para exploração da outorga de concessão das instalações de transmissão de energia elétrica da rede básica do Sistema Interligado Nacional, no trecho Teresina II – Sobral III - Fortaleza II, em 500 kV, com prazo de concessão de 30 anos. A STN teve sua operação comercial iniciada em janeiro de 2006. Em 26.09.2007, a participação da ALUSA foi transferida para a ALUPAR Investimento S.A. Integração Transmissora de Energia S.A. – INTESA Participação de 12% no capital social da empresa Integração Transmissora de Energia S.A. – INTESA, constituída em 2006, em sociedade com o Fundo de Investimentos em Participações Brasil Energia – FIP, com 48%, Eletronorte, com 37%, e Engevix Engenharia S.A., com 3%, para exploração da outorga de concessão das instalações de transmissão de energia elétrica da rede básica do Sistema Interligado Nacional - SIN, no trecho Colinas - Serra da Mesa 2, 3º circuito, em 500 kV, com prazo de concessão de 30 anos. A INTESA tem o início da sua operação comercial previsto para abril de 2008. Energética Águas da Pedra S.A. Participação de 24,5% no capital social da empresa Energética Águas da Pedra S.A., que tem como objeto social a implantação da Usina Hidrelétrica Dardanelos. Esta Usina será implantada no Rio Aripuanã, situado ao norte do Estado do Mato Grosso, com potência de 261 MW e energia assegurada total de 154,9 MW médios. O investimento previsto é de R$ 760,8 milhões e a concessão é para geração de energia pelo prazo de 30 anos, tendo como previsão para entrada em operação das primeiras máquinas em 2011. Foram comercializados 147 MW médios para o período da concessão de 2011 a 2041. Os demais participantes da sociedade são a Eletronorte (24,5%) e a Neoenergia S.A. (51,0%).

PROGRAMA DE PESQUISA & DESENVOLVIMENTO A Chesf investe em seu Programa de Pesquisa e Desenvolvimento - P&D buscando encontrar na inovação de equipamentos, sistemas e processos, o incremento de sua rentabilidade e a melhoria contínua da prestação do serviço. No exercício de 2007, foi feito um intenso investimento na modernização da gestão dos processos de P&D, ressaltando-se o desenvolvimento de um sistema integrado de informações gerenciais e a otimização da metodologia de escolha dos projetos e das entidades executoras, de forma a atender às necessidades estratégicas da Empresa. A Companhia possui duas carteiras de projetos. A primeira, que atende às demandas das Leis nº 9.991/2000 e nº 10.848/2004, tem o foco nas necessidades de interesse mais específico do sistema de produção e transmissão de energia elétrica, com o envolvimento de uma grande gama de reconhecidas entidades de ensino e pesquisa no papel de executoras dos atuais 105 projetos. A segunda carteira de projetos concentra-se em questões de interesse comum às empresas do Sistema Eletrobrás e tem, como executora, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica - CEPEL, entidade que há mais de trinta anos vem prestando relevantes serviços para o setor elétrico nacional. A média anual de recursos investidos nas carteiras em apreço é de aproximadamente R$ 23 milhões. Além desses investimentos, a Chesf contribui para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT e para o custeio da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, perfazendo uma média anual de R$ 22,5 milhões. Portanto, no total, a Chesf investe anualmente em P&D, direta e indiretamente, o expressivo montante de cerca de R$ 45 milhões. Os representativos resultados dos projetos já concluídos, envolvendo todos os segmentos da cadeia produtiva, autorizam inferir a certeza de uma crescente otimização dos resultados da Empresa, da prestação do serviço à sociedade e do essencial compartilhamento de conhecimento academia-empresa, ação absolutamente essencial para consolidação do desenvolvimento nacional. RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL A Chesf entende que o desenvolvimento econômico precisa vir acompanhado pelo cuidado com as pessoas e com o meio ambiente, em busca da qualidade de vida da população. Com as suas ações, contribui para a inclusão social de milhares de pessoas, por meio do investimento em educação, saúde, renda, cultura e cidadania. A atuação socioambiental da Companhia é direcionada para melhorar a qualidade de vida pessoal e profissional de seus empregados, para ampliar a interação e contribuir com o desenvolvimento dos seus fornecedores, para ampliar o relacionamento com as comunidades do entorno das suas instalações e de seus empreendimentos, para contribuir com projetos do Governo Federal e com ações direcionados para a sociedade em geral e para minimizar os impactos ambientais decorrentes de suas atividades. ATUAÇÃO VOLTADA PARA OS EMPREGADOS (PÚBLICO INTERNO) A Companhia encerrou o exercício de 2007 com um quadro de pessoal de 5.640 empregados. O índice de turnover do exercício foi de 0,55%. Deu-se continuidade à construção do novo Modelo Chesf de Gestão de Pessoas por Competência, que visa alinhar o segmento de gestão de pessoas às diretrizes estratégicas da Empresa, integrar os diversos processos de Recursos Humanos e aproximar as expectativas da Empresa e dos empregados, contribuindo para a melhoria do desempenho empresarial e profissional. Por sugestão da Comissão Paritária de Políticas de Acampamento, foram realizadas melhorias na prestação de serviços de limpeza pública, pavimentação e urbanização; disponibilização de ambulâncias tipo UTI móvel, para empregados e dependentes, nos acampamentos de Boa Esperança, Sobradinho e Xingó e vendas de casas da Chesf aos seus moradores, nos acampamentos da Empresa. Remuneração e Benefícios Os empregados da Chesf têm direito aos seguintes benefícios: assistência materno-infantil, assistência ao portador de deficiência, atendimento ambulatorial, educação para dependentes, Plano de Assistência Patronal - PAP, que dá aos empregados acesso a centenas de clínicas, hospitais, médicos, dentistas, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais de saúde, transporte, vale refeição e alimentação, complementação de auxílio-doença, seguro de vida em grupo e previdência privada, através da Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social - FACHESF, que conta com 12.282 participantes, sendo 5.327 ativos e 6.955 assistidos. Em 2007, R$ 48,2 milhões foram distribuídos para os empregados como participação nos lucros ou resultados– PLR, resultante do cumprimento de metas pré-estabelecidas pela Eletrobrás e pela Chesf: dar lucro e distribuir dividendos, metas financeiras (margem operacional e índice de custeio) e operacionais (disponibilidade operacional do sistema de geração e transmissão). A participação da Chesf no pagamento de mensalidades escolares foi ampliada para os dependentes dos empregados com idade de até 21 anos incompletos. Capacitação e Desenvolvimento A Chesf adotou um sistema de educação corporativa, que visa vincular mais fortemente a aprendizagem às necessidades da organização. Concentram-se nele todas as iniciativas de desenvolvimento das competências individuais que darão suporte à sustentação das competências essenciais empresariais. Tais programas devem construir a ponte entre o desenvolvimento das pessoas e os norteadores estratégicos da Empresa, visando à atuação mais efetiva no mercado. Em 2007, o número médio de horas de treinamento por empregado foi de 78,83 correspondendo a 3,96% das horas de trabalho. O marco regulatório e a alta competitividade inerentes ao novo Modelo do Setor Elétrico têm exigido da Chesf um redirecionamento estratégico nos processos de capacitação. Nesse sentido, a Companhia vem ampliando a oferta de treinamentos de longa duração, visando ao desenvolvimento de novas competências requeridas, com destaque para as áreas de Engenharia de Produção, Economia e Finanças, Comercialização de Energia, Direito de Energia Elétrica e Gestão de Negócios de Energia Elétrica. Houve um aumento de 141% de empregados participando de treinamentos à distância em relação ao ano anterior. Saúde e Segurança do Trabalho A Companhia elaborou, no exercício, um Plano Corporativo de Saúde e Qualidade de Vida - Viver Bem-Chesf, a partir de informações obtidas na Pesquisa de Saúde e Qualidade de Vida, na pesquisa do Perfil Sócio-Econômico do Empregado, nos resultados dos exames médicos periódicos, e no Índice de Absenteísmo-Doença. O objetivo desse Plano, premiado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV na categoria Programa Global, foi otimizar a utilização dos recursos disponíveis e atuar de forma sistêmica nas ações de prevenção a doenças, recuperação e promoção de saúde e qualidade de vida na Empresa. O Viver Bem-Chesf é constituído por programas e ações, dentre os quais se destacam: Programa de Atendimento Emergencial – PAE (treinamentos com simulação de resgate para empregados que trabalham em áreas de risco) e Programa de Monitoramento Biopsicossocial - MBPS (para empregados que atuam em área de risco na manutenção de linhas de transmissão e equipamentos de subestação), ambos receberam o Prêmio Fundação COGE; atividade física na Companhia (ginástica laboral, academia, massagem); Programa de Reeducação Alimentar; Gestão do Comportamento Humano no Trabalho (visa melhorar as relações sócio-profissionais de equipes de trabalho com alto índice de absenteísmo); e ações educativas de disseminação de informações sobre saúde. A Companhia realizou, em Recife e Paulo Afonso, seminários direcionados para gerentes e demais empregados, com o objetivo de prevenir a ocorrência de discriminações, violência e assédio moral e sexual no trabalho, e oficinas para capacitação de 40 profissionais de saúde, advogados e membros da Comissão de Ética, para que dêem encaminhamento adequado aos questionamentos e denúncias de empregados sobre esses temas. Dentre as ações prevencionistas na área de segurança destacam-se a Campanha de Segurança, denominada Segurança Dez, que visa conscientizar e mobilizar os empregados da Chesf para colaborarem com a prevenção dos acidentes de trabalho e o Projeto de Monitoramento de Incidentes, com o objetivo de estudar, de forma multidisciplinar, as causas dos incidentes. Houve redução nos indicadores, de 10,92% na Taxa de Freqüência Acumulada de Acidente do Trabalho Típicos com Afastamento e de 57% na Taxa de Gravidade Acumulada de Acidentes do Trabalho Típicos com Afastamento. A Companhia recebeu o Prêmio Proteção de Segurança, da Revista Proteção, pelo Plano de Auditoria de Segurança do Trabalho para Empresas Contratadas. Respeito à Diversidade e Eqüidade de Gênero A Companhia reconhece que o respeito e a promoção da diversidade são essenciais para uma gestão que propicie um clima organizacional saudável, solidário e facilitador de crescimento profissional. Como uma maneira de assegurar os direitos individuais e de promover a eliminação de práticas que firam tais direitos, a Chesf incluiu, em vários normativos de gestão de pessoas, item que enfatiza a promoção de diversidade e proíbe a discriminação por gênero, cor/raça, religião, idade, estado civil, orientação sexual, condições de saúde, dentre outras. A Companhia aderiu ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero, do Governo Federal, e está implementando as várias ações previstas no Plano de Ação pactuado com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do Governo Federal. O Plano de Ação encontra-se disponível na página da Empresa na internet. Para atender aos deficientes visuais, foram instalados sintetizadores de voz nos elevadores. Foram treinados em Libras (linguagem brasileira de sinais) 59 empregados e estagiários. A Companhia manteve o Programa de Assistência à Pessoa com Deficiência – PAPD que inclui um conjunto de ações médicas, educacionais e esportivas, direcionado para empregados e seus dependentes. FORNECEDORES A Companhia promove, periodicamente, a atualização de seus fornecedores sobre os procedimentos utilizados para a gestão dos contratos. Atua, também, no sentido de fortalecer a parceria e melhorar a qualidade dos serviços e produtos. Para tal, foram realizados encontros de um dia, em Recife, Salvador e Paulo Afonso, ao qual compareceram 320 fornecedores. Os requisitos de responsabilidade social e ética são enfatizados em palestra específica que está incluída na programação do evento. RELACIONAMENTO COM AS COMUNIDADES A Companhia desenvolve os seguintes programas estruturantes: • Programa Geração – atendimento das populações carentes das microrregiões onde a Empresa implantou geração hidrelétrica, compreendendo o Programa Lagos do São Francisco abrangendo as áreas das hidrelétricas Luiz Gonzaga (Itaparica), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo Paulo Afonso e Xingó; Programa Sobradinho (municípios lindeiros dessa hidrelétrica); Programa Boa Esperança (municípios vizinhos da hidrelétrica Boa Esperança) e Programa Rio das Contas (municípios nas imediações das hidrelétricas Funil e Pedra); • Programa Transmissão – atuação nas comunidades de municípios onde estão implantadas as subestações ou que são cortados por linhas de transmissão; e • Programa Regiões Metropolitanas – atuação em comunidades dos municípios das Regiões Metropolitanas do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, onde se situam as principais instalações da Companhia. A quase totalidade dos programas e projetos que a Chesf implementou tem os seguintes objetivos: Educação, Capacitação e Difusão do Conhecimento Os programas de educação, capacitação e difusão do conhecimento desenvolvidos pela Chesf, em 2007, alcançaram mais de 5.913 crianças, jovens e adultos de Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, Ceará e Piauí, destacando-se: curso de pedagogia à distância concluído por 250 professores de ensino fundamental e médio de municípios da região dos Lagos do São Francisco; estágio curricular remunerado para estudantes de nível universitário e de segundo grau e para estudantes com deficiência, beneficiando 205 jovens, na sede e nas regionais; programas jovens aprendizes e menores aprendizes alcançando 151 adolescentes de comunidades próximas aos escritórios da Companhia; capacitação de 160 jovens e adolescentes em agricultura, no município de Cícero Dantas; capacitação em informática para 324 jovens, em Recife, realizada por voluntários da Companhia; capacitação à distância em gestão pública e gestão de negócios para 515 pessoas em Recife; projetos para complementação escolar e desenvolvimento de habilidades para 1009 crianças e adolescentes, em Recife, Sobradinho e Salvador; preparação para vestibular e concurso para 294 jovens e adolescentes; Programa Leia Mais, para incentivo à leitura, em Paulo Afonso, envolvendo 2.922 crianças e adolescentes; doação de 2.200 livros infanto-juvenis para 10 escolas, em Recife; Curso Gênero e Geração de Renda, para 83 pessoas, representantes de ONG’s, associações, cooperativas e órgãos públicos da Bahia e de Pernambuco, com o objetivo de capacitá-los para melhor gerenciar projetos para geração de renda. Geração de Trabalho e Renda e Desenvolvimento Regional A Chesf implementou projetos alinhados a programas sociais do Governo Federal, como o Luz para Todos. No Nordeste, este Programa é coordenado pelo Diretor de Operação da Companhia e realizou 155.882 ligações que beneficiaram 779.882 pessoas. Ainda no contexto de decisões do Governo Federal, no âmbito do PAC, a Chesf transferiu para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf o acervo de projetos de saneamento para coleta e tratamento de esgotos nas sedes municipais da borda do lago de Itaparica.

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br
Dentro dos Programas Transmissão e Regiões Metropolitanas, a Companhia continuou prestando assistência à gestão das hortas comunitárias implantadas anteriormente em Salvador e em Messias. As hortas estão produzindo e beneficiando 85 famílias com uma renda mensal, por família, em torno de 500 reais. No Programa Regiões Metropolitanas, a Chesf patrocinou a compra de equipamentos para implantação de escola de gastronomia, em João Pessoa, numa parceria com a Prefeitura dessa cidade, e a compra de equipamentos para projeto em Vitória de Santo Antão, onde foram capacitadas 50 mulheres para geração de renda. Parte das mulheres participantes do projeto já consegue garantir renda necessária para sua subsistência. No Programa Lagos do São Francisco, destacam-se: o sucesso da produção do camarão pitu em cativeiro, procedimento que era tentado há mais de dez anos; a difusão do conhecimento e transferência de tecnologia para 80 piscicultores nos reservatórios de Itaparica, Moxotó, Xingó e no leito do rio no baixo São Francisco e a retomada dos projetos de apicultura com cerca de 12 pólos de produção de mel, beneficiando 300 pessoas. A Companhia continuou apoiando o projeto de Arqueologia de Xingó, visitado no exercício por cerca de 6 mil pessoas e patrocinou a construção do Caminho do Calvário, em Água Branca, que permitirá a expansão do turismo na região. Complementação Alimentar Os projetos na área de complementação alimentar beneficiaram diretamente 850 pessoas, com destaque para o projeto de agricultura familiar nos assentamentos de Lameirão e Malhada. Promoção da Saúde No Hospital Nair Alves de Souza - HNAS, em Paulo Afonso, a Companhia investiu R$ 8.187 milhões, utilizados para melhorias na gestão, manutenção do hospital, compra de UTI’s semi-intensivas e aparelhos de Raio X. Foram atendidas, no exercício, 96 mil pessoas de 22 cidades de 5 Estados do Nordeste, num total de 307.160 procedimentos. O Programa Viva Mulher, em Paulo Afonso, continuou atendendo 400 mulheres da comunidade, para tratamento do câncer ginecológico. Foi realizada a Feira de Saúde e Cidadania em comunidades do entorno das instalações da Companhia em Recife, Paulo Afonso, Salvador, Sobradinho e Teresina, com programação que incluiu: oficinas sobre saúde infantil, prevenção de doenças e higiene e palestras sobre prevenção da violência doméstica, beneficiando, aproximadamente, 1.000 adolescentes e adultos, na sua maioria mulheres; exames especializados e atendimento médico para 1.695 mulheres; receberam orientação para a prevenção de doenças e uso de drogas 600 crianças e adolescentes; e atendimento médico para 200 crianças, em Salvador. Na área de abrangência do Programa Sobradinho (municípios de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado, Sobradinho e Sento Sé), foi concluída a construção de 4 depósitos para recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos, suporte essencial para solução de grave problema ambiental e de saúde da população da borda do lago de Sobradinho. Objetivando apoiar ações de saúde pública, a Chesf mantém um posto de saúde do Programa de Saúde da Família - PSF, no Perímetro Irrigado Pedra Branca, bem como o tratamento e distribuição de água potável para uma população de mais de 500 famílias do Município de Abaré. Mantém, ainda, postos de saúde no Município de Curaçá e no Município de Tacaratu, também para atendimento à população de agricultores reassentados no Projeto de Implantação do Reservatório de Itaparica. Cidadania Ciente da complexidade e pluralidade das regiões onde estão localizadas suas instalações, a Chesf contribuiu com diversos programas e projetos de fortalecimento da identidade e de construção da cidadania, atendendo mais de 13.000 pessoas. Em Paulo Afonso, a Chesf apoiou a instalação da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, sendo representada nesse Conselho e no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. Foi assinado Termo de Ajustamento de Conduta com a FUNAI e o Ministério Público Federal -MPF de Pernambuco, no valor de R$ 3 milhões, referentes aos danos potenciais causados no passado e pelos danos previstos até 2015, pelas linhas de transmissão da Chesf na comunidade indígena Fulni-ô. Na Sede e nas Regionais, a Companhia teve participação ativa na Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, com realização de palestras para as comunidades e distribuição de peças da campanha para rádios comunitárias. Sustentabilidade Ambiental A Chesf adota uma gestão sistemática dos impactos e das questões ambientais decorrentes de seus ativos de geração e transmissão, bem como de processos de armazenagem e movimentação de produtos perigosos, tendo destinado, em 2007, R$ 13,3 milhões para programas que visam à preservação do meio ambiente. Na área de geração, todos os empreendimentos encontram-se com licenças de operação, restando apenas uma revisão na licença de operação da UHE Pedra, na Bahia. Foram realizados mais de 20 programas socioambientais, como: Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD); Programa de Monitoramento Limnológico e Qualidade da Água; Programa de Manejo e Conservação da Ictiofauna; Programa de Incentivo ao Associativismo e ao Cooperativismo para os Pescadores do Baixo São Francisco; Programa de Saúde e Educação Ambiental, voltado para as Comunidades de Pescadores do Baixo São Francisco; Programa de Resgate Arqueológico. Foi concluído o Programa de Monitoramento e Avaliação da Introdução da Cunha Salina no Estuário do Rio São Francisco e realizados levantamentos e análise dos Estudos Ambientais dos novos aproveitamentos do Parnaíba e análise dos estudos ambientais do aproveitamento hidrelétrico Riacho Seco, no rio São Francisco. Na área de transmissão, todos os empreendimentos posteriores a 1988 estão licenciados, existindo, ainda, 135 empreendimentos, anteriores a esta data, cuja regularização foi requerida aos órgãos ambientais. Foi obtida a Licença de Instalação para a linha de transmissão Milagres-Coremas e iniciado o processo de licenciamento ambiental para 5 novas linhas de transmissão de 230 kV, arrematadas em leilão, para serem implantadas na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Foram renovadas 41 Licenças Ambientais e atendidas 533 condicionantes, através de diversos Programas Ambientais, tais como: Programa de Monitoramento de Fauna e de Flora, Plano de Manejo da Reserva Biológica de Serra Negra, Implantação da Revitalização do Rio Mamucabas, Controle de Processos Erosivos e Recuperação de Áreas Degradadas, Levantamento, Prospecção e Resgate Arqueológico, entre outros. A área de produtos perigosos conta com 6 licenças de operação para diversas instalações de guarda e manuseio desses produtos, com 60 condicionantes, além das ações de monitoramento dos riscos ambientais de resíduos e descarte de produtos perigosos. Foi obtida a anuência para operação da termelétrica Camaçari, em atendimento às determinações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE. Foram realizadas diversas campanhas educativas nas comunidades sobre a prevenção de riscos nas proximidades de linhas de transmissão e de subestações, referentes a: pipas, crianças escalando torres, caça de aves, queimadas da vegetação e de lixo, roubos de peças, vandalismo, resíduos sólidos e erosão nas bases das torres. Estas campanhas envolveram mais de 2.500 pessoas de comunidades situadas nas imediações dos empreendimentos nos Estados do Rio Grande do Norte, Alagoas e Pernambuco. Além dessas campanhas, foram implantados programas de educação e saúde ambiental, em cumprimento às condicionantes das licenças ambientais, envolvendo cerca de 10.000 pessoas do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Na questão da compensação ambiental, foram aplicados R$ 500 mil, referentes a equipamentos para Unidades de Conservação, sendo desenvolvidos, ainda, os Planos de Manejo da Reserva Biológica da Serra Negra, em Pernambuco, e da Reserva Biológica de Santa Isabel, em Sergipe. Para atender ao Programa Nacional de Revitalização do São Francisco, na questão da recuperação de matas ciliares nas margens do São Francisco, foram plantadas 150.694 mudas nos municípios de Itacuruba, Belém do São Francisco, Petrolândia e Santa Maria da Boa Vista. Encontram-se em andamento 5 ações promovidas pelo Ministério Público, referentes às Áreas de Preservação Permanente – APP, nas bordas dos reservatórios das hidrelétricas de Pedra e do complexo Paulo Afonso e na subestação Cotegipe, questão indígena dos Truká e aparecimento de macrófitas nas praias de Sergipe. Em 2007, a Chesf não foi multada por violação de normas de proteção ambiental, ressaltando-se que não há qualquer restrição às atividades operacionais da Companhia. Programa do Reassentamento de Itaparica A Chesf investiu R$ 109,5 milhões no Programa do Reassentamento de Itaparica, em obras e serviços, em aquisições de equipamentos, em assistência ao reassentado e à produção agrícola, em programas ambientais, em indenizações à comunidade indígena Tuxá, na regularização fundiária e no apoio a municípios da área de influência dos perímetros agrícolas. No tocante às obras, foi iniciada a implantação do sistema de captação e adução de água para o Projeto Jusante, localizado no Município de Glória, e licitada mais uma fase do Perímetro Barreiras Bloco 2 (Município de Tacaratu), que corresponde às redes de distribuição de água e às estradas de acesso aos lotes irrigados. No programa de implantação de drenagem agrícola, foram contratadas as obras para complementação do Projeto Pedra Branca. Foram ainda seqüenciadas a reforma e a adequação dos sistemas de cloração das Estações de Tratamento de Água - ETA domiciliar das agrovilas do Projeto Brígida, Rodelas (Araticum), Barreiras Bloco 1 e Brejinho. A Companhia assistiu aos reassentados e à produção nos perímetros irrigados em operação, custeando as ações relativas à operação da infra-estrutura de uso comum de irrigação, assistência técnica e extensão rural aos irrigantes, além de pagar Verba de Manutenção Temporária – VMT aos reassentados que ainda não dispõem de lote irrigado apto para produção. Os municípios de Santa Maria da Boa Vista e de Abaré, onde estão localizados os Perímetros Fulgêncio e Pedra Branca, respectivamente, foram apoiados mediante Termo de Cooperação Financeira, no sentido de poderem prover os serviços públicos de saúde e manutenção viária à população reassentada nas agrovilas daqueles perímetros. Foi firmado Termo de Cooperação com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf, com prazo de execução de 5 anos, para administração das ações de cunho hidroagrícolas e para a transferência das infra-estruturas de uso comum dos perímetros irrigados cujos procedimentos já foram iniciados. Dentre as ações, está prevista a participação direta dos irrigantes na gestão da infra-estrutura de irrigação, com conseqüente redução de custos, recuperação de parte das despesas operacionais, mediante recolhimento de tarifas d’água e maior conscientização dos usuários da irrigação com relação às questões ambientais associadas ao manejo solo-água-planta. INFORMAÇÕES DE NATUREZA SOCIAL E AMBIENTAL Os principais indicadores que representam a responsabilidade corporativa e socioambiental da Chesf, são demonstrados a seguir: INFORMAÇÕES DE NATUREZA SOCIAL E AMBIENTAL (Valores expressos em milhares de reais) 1 - Geração e Distribuição de Riqueza Em 2007: 3.168.126 Em 2006: 2.686.020 Distribuição do Valor Adicionado A Demonstração do Valor Adicionado - DVA 44,1% governo 15,2% empregados 41,8% governo 13,9% empregados está apresentada, na íntegra, no conjunto das 20,6% acionistas 20,1% financiadores 17,0% acionistas 27,3% financiadores Demonstrações Contábeis. 2 - RECURSOS HUMANOS Em 2007: Em 2006: 2.1 - Remuneração Folha de pagamento bruta (FPB) 490.493 437.595 - Empregados 487.879 435.015 - Administradores 2.614 2.580 Relação entre a maior e a menor remuneração: - Empregados 23,3 24,4 - Administradores 1,0 1,0 2.2 - Benefícios Concedidos Valor (mil) % sobre % sobre Valor (mil) % sobre % sobre FPB RL FPB RL Encargos Sociais 99.698 20,3% 3,0% 94.039 21,5% 2,7% Alimentação 32.359 6,6% 1,0% 30.442 7,0% 0,9% Transporte 718 0,1% 0,0% 682 0,2% 0,0% Previdência privada 28.857 5,9% 0,9% 25.234 5,8% 0,7% Saúde 31.895 6,5% 1,0% 29.230 6,7% 0,8% Segurança e medicina do trabalho 2.233 0,5% 0,1% 2.240 0,5% 0,1% Educação 5.804 1,2% 0,2% 5.040 1,2% 0,1% Cultura 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% Capacitação e desenvolvimento profissional 6.676 1,4% 0,2% 6.984 1,6% 0,2% Creches ou auxílio creche 5.701 1,2% 0,2% 1.569 0,4% 0,0% Participação nos lucros ou resultados 54.504 11,1% 1,7% 48.200 11,0% 1,4% Total 268.445 54,7% 8,1% 243.660 55,7% 7,0% 2.3 - Composição do Corpo Funcional Nº de empregados no final do exercício 5.640 5.688 Nº de admissões 7 202 Nº de demissões 55 142 Nº de estagiários no final do exercício 185 282 Nº de empregados portadores de necessidades especiais no final do exercício 43 43 Nº de prestadores de serviços terceirizados no final do exercício Nº de empregados por sexo: - Masculino 4.484 4.523 - Feminino 1.156 1.165 Nº de empregados por faixa etária: - Menores de 18 anos - De 18 a 35 anos 915 1.000 - De 36 a 60 anos 4.447 4.458 - Acima de 60 anos 278 230 Nº de empregados por nível de escolaridade: - Analfabetos 0 21 - Com ensino fundamental 1.101 1.095 - Com ensino médio 442 447 - Com ensino técnico 2.188 2.198 - Com ensino superior 1.736 1.754 - Pós-graduados 173 173 Percentual de ocupantes de cargos de chefia, por sexo: - Masculino 86,8% 86,7% - Feminino 13,2% 13,3% 2.4 - Contingências e Passivos Trabalhistas: Nº de processos trabalhistas movidos contra a entidade 1.040 1.209 Nº de processos trabalhistas julgados procedentes 349 158 Nº de processos trabalhistas julgados improcedentes 216 396 Valor total de indenizações e multas pagas por determinação da justiça 10.723 3 - Interação da Entidade com o Ambiente Valor (mil) % sobre RO % sobre Valor (mil) % sobre RO % sobre Externo RL RL 3.1 - Relacionamento com a comunidade Total dos investimentos em: Educação 3.844 0,5% 0,1% 1.509 0,2% 0,0% Cultura 11.278 1,4% 0,3% 21.292 2,3% 0,6% Saúde e infra-estrutura 9.022 1,1% 0,3% 7.632 0,8% 0,2% Esporte e lazer 2.689 0,3% 0,1% 2.485 0,3% 0,1% Alimentação 479 0,1% 0,0% 613 0,1% 0,0% Geração de trabalho e renda 1.790 0,2% 0,1% 2.138 0,2% 0,1% Reassentamento de famílias 109.459 13,5% 3,3% 148.787 16,1% 4,2% Total dos investimentos 138.561 17,1% 4,2% 184.456 20,0% 5,3% Tributos (excluídos encargos sociais) 773.574 95,2% 23,4% 431.761 46,8% 12,3% Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos 222.707 27,4% 6,8% 206.552 22,4% 5,9% Total - Relacionamento com a comunidade 1.134.842 139,7% 34,4% 822.769 89,2% 23,5% 3.2 - Interação com os Fornecedores São exigidos controles sobre: Critérios de responsabilidade social utilizados Riscos ambientas, condições ambientais de trabalho, controle médico de saúde para a seleção de seus fornecedores ambiental, prática de trabalho noturno ou insalubre de menores de 18 anos. 4 - Interação com o Meio Ambiente Investimentos e gastos com manutenção nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente Investimentos e gastos com a preservação e/ou recuperação de ambientes degradados Investimentos e gastos com a educação ambiental para empregados, terceirizados, autônomos e administradores da entidade Investimentos e gastos com educação ambiental para a comunidade Investimentos e gastos com outros projetos ambientais Quantidade de processos ambientais, administrativos e judiciais movidos contra a entidade Valor das multas e das indenizações relativas à matéria ambiental, determinadas administrativas e/ou judicialmente Passivos e contingências ambientais Total da Interação com o meio ambiente 5 - Outras informações Receita Líquida (RL) Resultado Operacional (RO) Valor (mil) Em 2007 % sobre RO % sobre RL Valor (mil) Em 2006 % sobre RO % sobre RL

7.869 2.187

1,0% 0,3%

0,2% 0,1%

5.931 1.825

0,6% 0,2%

0,2% 0,1%

95 1.296 1.762

0,0% 0,2% 0,2%

0,0% 0,0% 0,1%

53 1.368 -

0,0% 0,1% 0,0%

0,0% 0,0% 0,0%

8

0,0%

0,0%

7

0,0%

0,0%

13.209

0,0% 0,0% 1,6% 2007 3.980.753 1.041.975

0,0% 0,0% 0,4%

9.177

0,0% 0,0% 1,0% 2006 3.265.709 391.539

0,0% 0,0% 0,3%

Recife, 06 de março de 2008 A Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais)
2007 ATIVO CIRCULANTE Numerário disponível Aplicações no mercado aberto - nota 5 Consumidores, concessionárias e permissionárias - nota 6 (-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - nota 33 Tributos e contribuições a recuperar - nota 7 Estoques - nota 8 Créditos fiscais - nota 9 Títulos e valores mobiliários - nota 5 Cauções e depósitos vinculados Reserva Global de Reversão Serviços em curso Outros - nota 10 NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo Consumidores, concessionárias e permissionárias - nota 6 (-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - nota 33 Tributos e contribuições a recuperar - nota 7 Títulos e valores mobiliários - nota 5 Bens e direitos destinados a alienação Créditos fiscais - nota 9 Outros - nota 11 2006 (Reclassificado) PASSIVO CIRCULANTE 30.913 543.187 1.039.921 (190.504) 10.983 71.066 86.814 32 48.064 11.141 84.548 52.877 1.789.042 34.510 134.355 882.495 (48.821) 57.140 67.362 31.403 30 3.923 11.727 81.268 32.531 1.287.923 Fornecedores - nota 15 Folha de pagamento Tributos e contribuições sociais - nota 16 Empréstimos e financiamentos – nota 17 Encargos de dívidas - nota 17 Participação nos lucros ou resultados - nota 27 Remuneração aos acionistas - nota 28 Obrigações estimadas Entidade de previdência privada - nota 19 Pesquisa e Desenvolvimento Outros - nota 18 NÃO CIRCULANTE Tributos e contribuições sociais - nota 16 112.704 (15.023) 8.552 740 10.769 134.444 5.476 257.662 157.673 16.125.104 138.247 276 18.468.004 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 349.209 (60.141) 703 5.928 175.292 8.367 479.358 115.427 16.238.516 117.622 464 18.239.310 Empréstimos e financiamentos - nota 17 Entidade de previdência privada – nota 19 Provisões para contingências - nota 20 Outros - nota 21 40.535 4.040.440 357.299 336.068 57.972 4.832.314 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social - nota 22 Investimentos – nota 12 Imobilizado - nota 13 Intangível - nota 14 Diferido TOTAL DO ATIVO Reservas de capital - nota 22 Reservas de lucros - nota 22 Recursos destinados a aumento de capital TOTAL DO PASSIVO 1.696.306 7.416.199 2.459.103 11.571.608 294.396 11.866.004 18.468.004 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 1.696.306 7.416.199 2.046.473 11.158.978 294.396 11.453.374 18.239.310 63.891 4.256.636 474.480 305.434 37.618 5.138.059 263.926 7.608 214.893 467.687 50.680 54.504 240.014 71.474 167.388 130.501 101.011 1.769.686 204.392 6.878 70.993 619.215 54.265 48.200 204.197 55.910 158.458 118.571 106.798 1.647.877 2007 2006 (Reclassificado)

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Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais)
2007 RECEITA OPERACIONAL Fornecimento de energia elétrica - nota 23 Suprimento de energia elétrica - nota 23 Disponibilização do sistema de transmissão - nota 23 Outras receitas operacionais DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL Reserva Global de Reversão – RGR ICMS sobre energia elétrica ISS Pesquisa e Desenvolvimento Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis – CCC Conta de Desenvolvimento Energético – CDE PROINFA PIS/PASEP COFINS RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA - nota 25 Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica Custo de operação Pessoal Material Combustíveis para a produção de energia Serviço de terceiros Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Depreciação e amortização Outras CUSTO DO SERVIÇO PRESTADO A TERCEIROS - nota 25 LUCRO OPERACIONAL BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS - nota 25 RESULTADO DO SERVIÇO RECEITA (DESPESA) FINANCEIRA Renda de aplicações financeiras Variação monetária e acréscimos moratórios - energia vendida Outras variações monetárias ativas Outras receitas financeiras Pis/Pasep e Cofins Encargos de dívidas Variações monetárias sobre empréstimos e financiamentos Outras variações monetárias passivas Outras despesas financeiras 2006 (Reclassificado) 589.205 2.258.227 1.094.172 8.176 3.949.780 (99.825) (74.210) (332) (152.172) (113.059) (16.333) (12.638) (40.392) (175.110) (684.071) 3.265.709

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais)
2007 ORIGENS Das operações Lucro Líquido do Exercício Despesas (Receitas) que não afetam o capital circulante líquido: Depreciação e amortização Variações monetárias e cambiais de longo prazo (líquidas) Imposto de renda e contribuição social diferidos Energia livre - nota 33 Provisão para créditos de liquidação duvidosa Passivo regulatório da transmissão Outras De terceiros Financiamentos obtidos Passivo Circulante transferido para o Não Circulante: Entidade de previdência privada Tributos e contribuições sociais Ativo Não Circulante (RLP) transferido para o Circulante: Financiamentos a terceiros - moeda nacional Créditos fiscais Títulos a receber – consumidores Provisão para créditos de liquidação duvidosa Bens e direitos destinados a alienação Provisão para contingências Encargos do consumidor a recolher Outros credores – Fachesf Baixas do Ativo Imobilizado Outras TOTAL DAS ORIGENS APLICAÇÕES No aumento do Ativo Não Circulante (RLP): Financiamentos a terceiros – moeda nacional Títulos a receber – consumidores Atualização Finsocial Créditos fiscais Bens e direitos destinados a alienação No Investimento Em bens e direitos para uso futuro Em participações societárias permanentes Nas aquisições para o Imobilizado e Intangível Passivo Não Circulante transferido para o Circulante: Empréstimos e financiamentos Entidade de previdência privada Tributos e contribuições sociais Fornecedores Outros credores – Fachesf Provisão para contingências Encargos do consumidor a recolher Em encargos financeiros e efeitos inflacionários Em remuneração aos acionistas - nota 28 TOTAL DAS APLICAÇÕES Aumento do capital circulante líquido Ativo Circulante No início do exercício No fim do exercício Passivo Circulante No início do exercício No fim do exercício 2006 (Reclassificado) 457.350 563.528 (16.425) (27.727) (188.815) 343 788.254 231.102 81.732 11.894 3.980 37.318 373.661 60.141 580 157.271 305 26.346 13.898 63 998.291 1.786.545 1.123 8.517 10.253 1.980 19.521 584.396 473.470 158.153 6.124 31.723 5.259 148.157 3.366 21.164 240.000 1.713.206 73.339 1.273.641 1.287.923 14.282 1.706.934 1.647.877 (59.057) 73.339

622.417 2.950.647 1.123.832 8.540 4.705.436 (122.005) (77.237) (467) (40.215) (106.637) (17.601) (19.594) (60.799) (280.128) (724.683) 3.980.753

652.630 594.478 21.006 (53.006) (86.863) (1.281) 5.772 (342) 1.132.394 390.741 (69.280) 4.397 5.185 97.022 426.630 (43.837) 15.888 74.501 19.174 27.525 433 948.379 2.080.773 3.344 102.691 8.552 3.168 20.766 7.909 34.337 538.428 596.549 81.639 570 3.196 43.867 917 15.530 240.000 1.701.463 379.310 1.287.923 1.789.042 501.119 1.647.877 1.769.686 121.809 379.310

(173) (614.469) (173.623) (13.528) (37.020) (48.241) (222.707) (542.450) 35.033 (1.617.178) (3.865) 2.359.710 (831.127) 1.528.583 27.237 109.234 771 16.454 (14) (573.671) 16.749 (41.302) (42.066) (486.608) 1.041.975 1.041.975 3.292 (9.417) (6.125) 1.035.850 (88.581) (240.632)

(1.490) (575.476) (134.216) (8.037) (3.173) (38.697) (206.552) (527.327) 12.847 (1.482.121) (5.484) 1.778.104 (583.779) 1.194.325 22.243 131.172 14.827 4.346 (23) (614.466) (2.716) (49.903) (68.266) (562.786) 631.539 (240.000) 391.539 2.328 (8.176) (5.848) 385.691 (32.798) (87.666) 265.227 (47.877) 240.000 457.350 10,97

Resultado Operacional antes dos Juros sobre o Capital Próprio Juros sobre o capital próprio RESULTADO OPERACIONAL Receita não operacional Despesa não operacional Resultado não operacional Lucro antes da Contribuição Social e do Imposto de Renda Contribuição social - nota 26 Imposto de renda - nota 26 Lucro antes das participações e da reversão dos juros sobre o capital próprio 706.637 (54.007) Participação nos lucros ou resultados - nota 27 Reversão dos juros sobre o capital próprio LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 652.630 Lucro líquido por ação (R$) 15,65 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (valores expressos em milhares de reais)
CAPITAL RESERVAS DE CAPITAL SUBSCRITO REALIZADO 1.278.585 7.416.199 417.721 1.696.306 1.696.306 7.416.199 7.416.199 RESERVAS DE LUCROS (**) 2.246.844 (417.721) (22.118) 22.867 216.601 2.046.473 (22.399) 32.631 402.398 2.459.103 LUCROS ACUMULADOS 22.118 457.350 (22.867) (240.000) (216.601) 22.399 652.630 (32.631) (240.000) (402.398) SUBTOTAL RECURSOS DESTINADOS A AUMENTO DE CAPITAL 10.941.628 294.396 457.350 (240.000) 11.158.978 652.630 (240.000) 11.571.608 294.396 294.396 TOTAL 11.236.024 457.350 (240.000) 11.453.374 652.630 (240.000) 11.866.004

SALDO EM 31/12/2005 Aumento de capital com reserva de lucros Realização de reservas de lucros Lucro líquido do exercício Destinações: Reserva legal Juros sobre o capital próprio - nota 28 Reserva de retenção de lucros SALDO EM 31/12/2006 Realização de reservas de lucros Lucro líquido do exercício Destinações: Reserva legal Dividendos propostos - nota 28 Reserva de retenção de lucros (*) SALDO EM 31/12/2007 (*) (**)

O valor de R$ 402.398 mil, destinado à Reserva de retenção de lucros, correspondente à parcela não-distribuída do lucro líquido do exercício, integra as fontes de recursos que compõem o orçamento de investimento da Companhia. Considerando o estabelecido no art. 199 da Lei nº 6.404/1976, há , no exercício, um excesso do limite das reservas de lucros, no valor de R$ 256.776 mil, que será objeto de aumento do capital social da Companhia na próxima Assembléia Geral Extraordinária – AGE (nota 22). As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais)
2007 Atividades operacionais Lucro Líquido do Exercício Despesas (Receitas) que não afetam o caixa: Depreciação e amortização Variações monetárias e cambiais de longo prazo (líquidas) Imposto de renda e contribuição social diferidos Energia livre - nota 33 Provisão para créditos de liquidação duvidosa Passivo regulatório da transmissão Outras Variação no Ativo Circulante Consumidores, concessionárias e permissionárias Estoques Tributos e contribuições a recuperar Adiantamentos a empregados Cauções e depósitos vinculados Créditos fiscais Serviços em curso Provisão para créditos de liquidação duvidosa Desativações em curso Alienações em curso Outros ativos operacionais Variação no Passivo Circulante Fornecedores Tributos e contribuições sociais Obrigações estimadas Participação nos lucros ou resultados Encargos do consumidor a recolher Pesquisa e Desenvolvimento Outros passivos operacionais Aplicação do Ativo Não Circulante (RLP) Títulos a receber – consumidores Créditos fiscais Provisão para créditos de liquidação duvidosa Atualização Finsocial Outras Aumento do Passivo Não Circulante Provisões para contingências Encargos do consumidor a recolher Outros credores – Fachesf Total das atividades operacionais Atividades de investimentos Aplicações no Ativo Imobilizado e Intangível Bens e direitos para uso futuro Participações societárias permanentes Atividades de financiamentos Empréstimos e financiamentos obtidos a longo prazo Encargos a pagar sobre empréstimos e financiamentos Variação monetária sobre empréstimos e financiamentos Pagamentos de parcelas de C. P. de emprést. e financiamentos de natureza de L.P Encargos financeiros pagos a acionistas e partes relacionadas Encargos financeiros pagos a instituições financeiras e outras Remuneração paga aos acionistas Entidade de previdência privada Baixas do Ativo Imobilizado Outros TOTAL DOS EFEITOS NO CAIXA Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício VARIAÇÃO NO CAIXA 2006 (Reclassificado) 457.350 563.528 (16.425) (27.727) (188.815) 343 788.254 (6.777) 1.795 (31.667) 6.445 557 (17.032) 559 48.821 (1.287) 966 (9.897) (7.517) (31.452) 13.170 5.625 4.722 147 118.571 13.909 124.692 365.144 27.065 60.141 1.457 453.807 9.114 305 21.087 30.506 1.389.742 (584.396) (19.521) (603.917) 231.102 566.208 (454) (447.433) (385.865) (257.780) (340.603) (157.825) 13.898 1.148 (777.604) 8.221 160.644 168.865 8.221

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (valores expressos em milhares de reais)
2007 GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Receitas Venda de energia elétrica, transmissão e outras Provisão para créditos de liquidação duvidosa Resultado não operacional (-) Insumos adquiridos de terceiros Material Combustíveis para a produção de energia Serviço de terceiros Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica Outros 2006

652.630 594.478 21.006 (53.006) (86.863) (1.281) 5.772 (342) 1.132.394 (157.426) (3.704) 46.157 (3.440) (44.141) (55.411) (3.280) 141.683 (2.932) (2.927) (10.463) (95.884) 59.534 143.900 15.564 6.304 (7.485) 11.930 2.428 232.175 323.939 93.854 (43.837) (8.552) (3.037) 362.367 30.634 19.174 49.808 1.680.860 (538.428) (7.909) (34.337) (580.674) 390.741 529.758 (7.915) (740.492) (459.123) (89.420) (211.294) (141.989) 27.525 7.258 (694.951) 405.235 168.865 574.100 405.235

4.705.436 (96.566) (6.125) 4.602.745 30.655 37.020 129.262 173 614.469 182.258 993.837 3.608.908

3.949.780 (108.962) (5.848) 3.834.970 28.272 3.173 118.678 1.490 575.476 30.921 758.010 3.076.960

(=) Valor Adicionado Bruto (-) Retenções Quotas de reintegração (Depreciação e Amortização) (=) Valor Adicionado Líquido (+) Valor adicionado transferido Receitas financeiras (=) Valor Adicionado a Distribuir DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Pessoal: Salários/benefícios/FGTS Participação nos lucros ou resultados Honorários da diretoria Provisões para contingências trabalhistas/indenizações trabalhistas Entidade de previdência privada – contribuições normais

594.478 3.014.430

563.528 2.513.432

153.696 3.168.126

172.588 2.686.020

362.391 54.007 1.797 34.799 28.857 481.851

320.314 47.877 1.830 (22.392) 25.234 372.863

Governos: Encargos sociais vinculados à folha de pagamento Tributos Encargos regulatórios - nota 24 Financiadores: Encargos financeiros, variação monetária e outros Eletrobrás Outros financiadores Aluguéis Acionistas: Juros sobre o capital próprio Dividendos

78.442 773.574 544.413 1.396.429

75.005 431.761 616.882 1.123.648

487.375 130.479 19.362 637.216 240.000 240.000

510.491 205.223 16.445 732.159 240.000 240.000 217.350 2.686.020 472

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

412.630 3.168.126 562 Valor adicionado médio por empregado As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis

Lucros retidos

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 (valores expressos em milhares de reais, exceto os mencionados em contrário)
1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf, com sede na Rua Delmiro Gouveia, 333, Bairro do Bongi, CEP 50761-901, na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, é uma empresa de economia mista de capital aberto, controlada pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A.- Eletrobrás, criada pelo Decreto-Lei nº 8.031/1945, com operações iniciadas em 15/03/1948. Tem como atividades principais a geração e a transmissão de energia elétrica. Seu principal mercado está situado na Região Nordeste, onde atende diretamente aos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, cobrindo uma área superior a 1,2 milhão de quilômetros quadrados, equivalente a 14,3% do território nacional. A partir do exercício de 2002, com a liberação gradual dos seus contratos de suprimento - contratos iniciais - à razão de 25% ao ano, de acordo com a Lei nº 9.648, de 27/05/1998, a Companhia passou a ter penetração nacional, com atendimento às demandas das demais regiões do País. As operações da Companhia com a geração de energia contam com 14 usinas hidrelétricas e 1 usina termelétrica, perfazendo uma potência instalada de 10.618 MW. A transmissão de energia é realizada por um sistema composto de 83 subestações de transmissão, 15 subestações elevadoras e de 18.468 quilômetros de linhas de alta tensão. A comercialização de energia elétrica se dá por meio de contratos firmados com as concessionárias de distribuição, dos contratos de reserva de potência e fornecimento de energia elétrica, firmados com consumidores industriais diretamente atendidos pela Companhia, de contratos oriundos de leilões de energia realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, e de leilões de compra e venda de energia elétrica, realizados por comercializadores ou consumidores livres. As eventuais diferenças, entre as energias geradas e as vendidas na forma dos contratos descritos, são comercializadas por intermédio do mercado de curto prazo, no âmbito da CCEE. A atividade de Transmissão e a conseqüente Receita Anual Permitida - RAP, estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, cujo montante é anualmente reajustado, é suportada por Contratos de Prestação de Serviços de Transmissão – CPST e Contratos de Conexão ao Sistema de Transmissão – CCT, todos vinculados ao Contrato de Concessão de Transmissão. Para as autorizações concedidas pela ANEEL, através de resoluções, para novos empreendimentos caracterizadas como Receita de Novos Investimentos - RBNI, estarão sujeitas a uma revisão tarifária a cada 4 anos com o objetivo de promover a eficiência e a modicidade tarifária. As demais instalações existentes quando da determinação do contrato de concessão, definidas como Receita de Rede Básica dos Serviços Existentes - RBSE tem a sua receita fixada e reajustada anualmente até o final da concessão, julho de 2015. Adicionando-se ao contrato de concessão existente, a Chesf vem assinando novos contratos de concessão para a prestação dos serviços de transmissão na Rede Básica, decorrentes de leilões de transmissão promovidos pela ANEEL. A receita obtida nesses leilões de transmissão são fixas e reajustadas anualmente pelo IPCA ao longo do período de concessão - 30 anos - e está sujeita, também, a revisões tarifárias a cada 4 anos. A partir de 01 de março de 1999, o Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, com funcionamento autorizado pela Resolução nº 351/1998, da ANEEL, assumiu o controle e a operação do Sistema Interligado Nacional – SIN. Nesse contexto, as usinas e a rede básica de transmissão da Companhia estão sob a coordenação operacional, supervisão e controle da referida sociedade. 2 - DAS CONCESSÕES A Companhia detém as seguintes concessões e permissões: CONCESSÕES/ PERMISSÕES Rio Capacidade Instalada (MW) USINAS Hidrelétricas Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Paulo Afonso IV Apolônio Sales (Moxotó) Luiz Gonzaga (Itaparica) Xingó Piloto Araras Funil Pedra Castelo Branco (B. Esperança) Sobradinho Curemas Termelétrica Camaçari SISTEMA DE TRANSMISSÃO Contrato de Concessão nº 061/2001 – ANEEL: Em serviço: - 82 subestações de transmissão, 15 subestações elevadoras e 18.260 km de linhas de alta tensão. Contratos obtidos por meio de Leilões da ANEEL: Em serviço: - Linha de transmissão Milagres/Tauá (CE), em 230 kV, com extensão de 208 km. Capacidade Utilizada Em 2007 (MW médio/ano) 285,709 400,505 1.427,471 170,208 1.050,338 2.469,280 14,165 3,505 127,393 586,906 1,046 4,691 Data da Concessão/ Permissão Data de Vencimento • O Imobilizado está registrado ao custo de aquisição ou de construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995; a depreciação é calculada pelo método linear. A partir de 1º de janeiro de 2007, a Companhia passou a adotar as taxas de depreciação estabelecidas pela Resolução ANEEL nº 240, de 05/12/2006, que se situam entre 2% a.a. e 20% a.a. (nota 13); • Parte dos gastos da administração central é mensalmente apropriada às imobilizações em curso, limitada a 10% dos gastos diretos com pessoal e serviços de terceiros registrados nessas obras; • De acordo com a Instrução Contábil 6.3.23, do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, o valor correspondente às Obrigações vinculadas à Concessão está sendo apresentado como redutor do Ativo Imobilizado (notas 13.a e 13.d); • Em função do disposto na Instrução Contábil 6.3.10, do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, os juros e demais encargos financeiros e efeitos inflacionários, relativamente aos financiamentos obtidos de terceiros, efetivamente aplicados no imobilizado em curso, estão registrados neste subgrupo como custo (nota 13.c). c) Passivos Circulante e Não Circulante • Estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicáveis, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridos até a data do balanço; • Os custos associados ao plano de complementação de aposentadoria e pensão, junto à Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social – Fachesf, são reconhecidos à medida que as contribuições são incorridas. Os passivos atuariais e os custos e despesas deles decorrentes, são registrados de acordo com a Deliberação CVM nº 371/2000. d) Patrimônio Líquido • Os lucros a realizar decorrentes do saldo credor de correção monetária apropriados à reserva até 1995, são revertidos a Lucros Acumulados, proporcionalmente às baixas, à depreciação e à amortização dos Ativos Imobilizado e Intangível; • Os recursos destinados a aumento de capital, desde que revestidos da característica de irreversibilidade, estão registrados neste grupamento. e) Resultado • É apurado pelo regime de competência e considera a constituição e a realização dos créditos fiscais no exercício; • A escrituração das contas de resultado está de acordo com o Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, aprovado pela Resolução no 444, da ANEEL, de 26/10/2001, com a segregação dos gastos e receitas por atividades de geração e transmissão, permitindo a apuração do resultado contábil de cada segmento (nota 31); • Em atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, as variações cambiais são totalmente reconhecidas no resultado do exercício. f) Demonstrações do Fluxo de Caixa – DFC e do Valor Adicionado - DVA A Companhia vem divulgando estas demonstrações, em conformidade com as disposições do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, e a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade - CFC nº 1.010/2005, para o caso da DVA. g) Alterações das Práticas Contábeis Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638/2007, conversão do Projeto de Lei nº 3.741. A Lei nº 11.638/2007 altera e revoga dispositivos da Lei das Sociedades por Ações – Lei nº 6.404/1976 –, objetivando o alinhamento das práticas contábeis adotadas no Brasil com as normas internacionais de contabilidade. As principais alterações trazidas pela citada Lei, indicadas na nota 38, têm aplicação somente a partir do exercício iniciado em 1º de janeiro de 2008, não produzindo efeitos nas presentes demonstrações. 5 - APLICAÇÕES NO MERCADO ABERTO E TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco São Francisco Acaraú das Contas das Contas Parnaíba São Francisco Piancó 180,001 443,000 794,200 2.462,400 400,000 1.479,600 3.162,000 2,000 4,000 30,000 20,007 237,300 1.050,300 3,520 350,000 03/10/1945 03/10/1945 03/10/1945 03/10/1945 03/10/1945 03/10/1945 03/10/1945 16/02/1949 29/08/1958 25/08/1961 25/08/1961 11/10/1965 10/02/1972 26/11/1974 11/08/1977 02/10/2015 02/10/2015 02/10/2015 02/10/2015 02/10/2015 03/10/2015 02/10/2015 07/07/2015 07/07/2015 07/07/2015 07/07/2015 10/10/2015 09/02/2022 25/11/2024 (*)10/08/2007 Instituição Aplicações no Mercado Aberto BB-DTVM Títulos e Valores Mobiliários Participações minoritárias Ações Provisão para perdas NTN-Série P NTN-Série P NTN-Série P J.C.P/Dividendos 42 (10) 32 315 149 276 740 772 32 740 42 (12) 30 300 142 261 703 733 30 703 Fundo Extra-mercado 98% do CDI 543.187 134.355 Tipo de aplicação Vencimento Remuneração 2007 2006

Tesouro Nacional

09/07/2012 09/07/2014 28/12/2015

TR + 6% a.a. TR + 6% a.a TR + 6% a.a

TOTAL Circulante Não Circulante • Aplicações no Mercado Aberto

29/06/2001

07/07/2015

Neste grupamento estão contabilizadas as aplicações financeiras de curto prazo, junto à Banco do Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. – BB-DTVM, nos termos da legislação específica para empresas estatais, emanada do Decreto-Lei no 1.290, de 03/12/1973, com as alterações decorrentes da Resolução no 3.284, de 25/05/2005, do Banco Central do Brasil, que estabeleceu novos mecanismos para as aplicações das empresas públicas e das sociedades de economia mista integrantes da Administração Federal Indireta. • Títulos e Valores Mobiliários As ações ordinárias e preferenciais representam, basicamente, participações minoritárias em empresas do Setor de Telecomunicações, estando ajustadas ao provável valor de realização e registradas no Ativo Circulante; As Notas do Tesouro Nacional – NTN - Série P são provenientes da venda de títulos de ações representativos de participações minoritárias, depositados no Fundo Nacional de Desestatização - FND, no âmbito do Decreto nº 1.068/1994, e encontram-se registradas no Ativo Não Circulante/Realizável a Longo Prazo. 6 - CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS E PERMISSIONÁRIAS Os créditos a receber, de curto e longo prazos, decorrentes da venda de energia e da disponibilização do sistema de transmissão, apresentam o seguinte perfil: A vencer Até 90 dias Consumidores industriais: Com. de energia – Contratos Recomp. Tarif. Extraordinária (*) Concessionárias e Permissionárias: Com. de energia – Contratos Comercialização na CCEE Energia Livre – ressarcimento (*) Conexão ao sist. de transmissão Disp. do sistema de transmissão Circulante Não Circulante (*) nota 33 • CRÉDITOS RENEGOCIADOS 2007 Não circulante 94.179 94.179 2006 Total 4.407 66.649 120.793 2.615 2.981 1.346 198.791 Parte dos créditos a receber antes relacionados, sofreram renegociação conforme a seguir: Devedor Libra S.A. Rio Doce Manganês S.A. Cepisa Celpe Coelba Cosern Total • Circulante 5.616 72.998 38.392 117.006 Total 5.616 72.998 132.571 211.185 56.762 32.782 483.552 89.887 253.441 4.118 103.581 1.024.123 3.130 1.971 76 572 5.749 Vencidos há mais de 90 dias 100.167 13.591 4.849 4.146 122.753 Total Total 103.297 15.562 4.925 4.718 128.502 2007 160.059 32.782 499.114 89.887 253.441 9.043 108.299 1.152.625 1.039.921 112.704 2006 131.532 67.921 408.560 1.034 503.664 8.049 110.944 1.231.704 882.495 349.209

04/03/2005

03/03/2035 03/03/2035 20/04/2037 14/06/2037 14/06/2037 14/06/2037

Em construção: - Linha de transmissão Milagres/Coremas (CE/PB), em 230 kV, com extensão aproximada de 120 km. 04/03/2005 - Linha de transmissão Funil/Itapebi (BA), em 230 kV, com extensão aproximada de 200 km. 20/04/2007 - Linha de transmissão Ibicoara/Brumado (BA), em 230 kV, com extensão aproximada de 100 km. 14/06/2007 - Linha de transmissão Picos/Tauá (PI/CE), em 230 kV, com extensão aproximada de 180 km. 14/06/2007 - Linha de transmissão Paraíso/Açu II (RN), em 230 kV, com extensão aproximada de 135 km. 14/06/2007 Obs.: Capacidade Utilizada corresponde à geração média, em MW, no período. (*) Prorrogação solicitada à ANEEL, em 30/03/2005. Processo atualmente no MME para decisão. A capacidade instalada das usinas, que é sempre superior à sua produção, considera:

• a existência de períodos, tanto ao longo do dia, como no horizonte anual, em que ocorrem maior ou menor demanda de energia no sistema para o qual a usina, ou sistema de geração, está dimensionado; • a existência de períodos também em que máquinas são retiradas da operação para a execução de manutenção, seja preventiva ou corretiva; • a produção das usinas hidráulicas depende ainda da disponibilidade hídrica do rio onde está localizada. Em períodos de maior hidraulicidade pode ser possível elevar a geração, bem como pode haver a necessidade de sua redução durante os períodos de escassez d’água, como ocorre nos períodos de racionamento de energia elétrica. A produção das usinas do Sistema Chesf é função do Planejamento e Programação da Operação Eletroenergética, com horizontes e detalhamento que vão desde o nível anual até os diário e horário, elaborados, atualmente, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, que define o montante e a origem da geração necessária para atender aos requisitos energéticos do País de forma otimizada, levando em conta as necessidades do mercado, as disponibilidades hídrica e de máquinas, bem como o custo da geração e a viabilidade de transmissão dessa energia por intermédio de um complexo sistema que interliga as diferentes regiões. 3 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Estas demonstrações contábeis estão apresentadas em conformidade com a legislação societária brasileira e atende às normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM e da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, consoante as práticas contábeis descritas a seguir. Para efeito de melhor apresentação e comparabilidade com o exercício atual, as colunas do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do exercício anterior foram reclassificadas conforme a seguir: 2007 Reclassificado Balanço Patrimonial Ativo Circulante Provisão para créditos de liquidação duvidosa Créditos fiscais Serviços em curso Adiantamentos a empregados Adiantamentos a fornecedores Títulos e valores mobiliários Outros Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo Provisão para créditos de liquidação duvidosa Créditos fiscais Títulos e valores mobiliários Financiamentos repassados Bens e direitos destinados a alienação Outros Passivo Circulante Outros Passivo Não Circulante Fornecedores Outros Demonstração do Resultado Deduções da Receita Operacional Pesquisa e Desenvolvimento ISS Custo do Serviço de Energia Elétrica Custo de Operação Pesquisa e Desenvolvimento Custo do Serviço Prestado a Terceiros Despesas Operacionais 4 - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Efeitos inflacionários • Em conformidade com as disposições da Lei no 9.249/1995, estão refletidos somente os efeitos das variações monetárias sobre ativos e passivos indexados em função de disposições contratuais. As parcelas componentes dos Ativos Imobilizado e Intangível, Patrimônio Líquido e Obrigações vinculadas à Concessão estão atualizadas até 31 de dezembro de 1995, pela sistemática oficial de correção monetária até então vigente. b) Ativos Circulante e Não Circulante • As aplicações financeiras no mercado aberto estão registradas ao custo, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço; • Os títulos e valores mobiliários estão registrados ao custo, acrescidos dos respectivos rendimentos auferidos até a data do balanço, quando aplicáveis, sendo reconhecida eventual provisão para ajuste ao provável valor de realização; • Os materiais em estoque, classificados no Ativo Circulante, bem como aqueles destinados a investimentos, classificados no Ativo Não Circulante/Imobilizado, estão registrados ao custo médio de aquisição e não excedem aos seus custos de reposição ou valores de realização; • Os ativos fiscais diferidos foram reconhecidos considerando as alíquotas vigentes para o imposto de renda e a contribuição social, incidentes sobre diferenças temporárias e base negativa; • As cauções e depósitos vinculados, referentes a garantias prestadas a fornecedores, estão registrados ao custo, acrescidos dos respectivos rendimentos auferidos até a data do balanço; • Os ativos indexados estão atualizados até a data do balanço e os demais demonstrados ao custo, deduzidos de eventuais provisões para perdas; • As participações societárias permanentes estão registradas ao custo de aquisição, sendo as anteriores a 31 de dezembro de 1995 corrigidas monetariamente até aquela data; (190.504) 86.814 84.548 32 52.877 (15.023) 134.444 740 10.769 5.476 101.011 57.972 (40.215) (467) (3.865) (831.127) (48.821) 31.403 81.268 30 32.531 (60.141) 175.292 703 5.928 8.367 106.798 37.618 (152.172) (332) (5.484) (583.779) 2006 Ajuste (48.821) 16.698 81.268 (5.629) (3.636) 30 (73.489) 48.821 (16.698) 703 (2.036) 5.928 (3.139) (1.456) (2.611) 4.067 (152.172) (332) 152.172 227 105 Publicado 14.705 5.629 3.636 106.020 (108.962) 191.990 2.036 11.506 108.254 2.611 33.551

Os créditos de energia renegociados têm as seguintes características: Libra S.A. – Termo de Confissão de Dívida firmado entre a Chesf e a Ligas do Brasil S.A. – Libra, datado de 01/09/2004, no montante de R$ 3.423 mil, com pagamento em 36 parcelas mensais, vencíveis a partir de 25/09/2004, corrigidas pela Selic, mais juros de 1% a.m.. Rio Doce Manganês S.A. – Instrumento Particular de Reconhecimento de Obrigações e Acordo para Pagamento, firmado entre a Chesf e a empresa SIBRA, atual Rio Doce Manganês S.A., datado de 30/06/1995, no montante de R$ 21.915 mil, com pagamento em 120 parcelas mensais, vencíveis a partir de 31/03/1997, corrigidas pelo IGP-M, mais juros de 6% a.a.. Cepisa – Termo de Reconhecimento e Pagamento de Dívida nº 001/2007, datado de 01/07/2007, no montante de R$ 121.569 mil, pagável em 52 parcelas mensais, corrigidas pelo IGP-M, mais juros de 1% a.m., a partir de 03/09/2007. Este termo consolida em um único documento, os seguintes compromissos firmados anteriormente: a) Termo de Confissão de Dívida, firmado entre a Chesf e a Cepisa, datado de 19/12/2003, no montante de R$ 80.083 mil, pagável em 56 meses, a partir de fevereiro de 2004, com base em percentual de arrecadação da receita, corrigidas pelo IGP-M, mais juros de 1% a.m.; Termo de Reconhecimento e Pagamento de Dívida nº 016/2004, datado de 16/08/2004, no montante de R$ 50.047 mil, pagável em 36 meses, a partir de 25/06/2005, corrigidos pelo IGP-M, mais juros de 1% a.m.; Termo de Reconhecimento e Pagamento de Dívida nº 018/2004, datado de 07/10/2004, no montante de R$ 8.637 mil, pagável em 36 meses, a partir 25/06/2005, corrigidos pelo IGP-M, mais juros de 1% a.m..

b) (152.172) (5.711) (583.884) • c)

Celpe/Coelba/Cosern – Termo de Transação e Outras Avenças firmado entre a Chesf e as empresas Celpe, Coelba e Cosern, datado de 20/04/2006, nos montantes de R$ 7.773 mil, R$ 8.854 mil e R$ 4.002 mil, respectivamente, pagáveis em 12 parcelas mensais, corrigidas pelo IGP-M, mais juros de 1% a.m., a partir de 15/05/2006, liquidado no exercício. 2007 Ativo Circulante IRPJ/CSLL IR Fonte Finsocial Pis/Pasep Cofins Outros Ativo Não Circulante Finsocial 217 390 1.069 1.261 5.809 2.237 10.983 8.552 2007 55.125 1.116 8 12.027 68.276 1.983 807 71.066 2006 53.078 807 16 10.712 64.613 1.983 766 67.362 2006 (Reclassificado) 43.158 10.979 3.003 57.140 -

7 – TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR

8 - ESTOQUES Circulante Material: Almoxarifado Transformação, fabricação e reparo de material Emprestado Destinado a alienação Compras em curso Adiantamentos a fornecedores Total

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br

9 - CRÉDITOS FISCAIS • Imposto de renda pessoa jurídica e Contribuição social A Companhia mantém reconhecidos contabilmente em seu Ativo Circulante e Não Circulante/Realizável a Longo Prazo, nos termos da Deliberação CVM no 273, de 20/08/1998, créditos fiscais a compensar com lucros tributáveis futuros, no valor de R$ 221.258 mil, resultantes de diferenças temporárias e de base negativa da contribuição social, estando distribuídos da seguinte forma:

As principais taxas anuais de depreciação, por atividade, são as seguintes: Taxas anuais de depreciação (%) Geração Comporta Reservatório Casa de comando Gerador Painel – Comando e Medição Turbina hidráulica Ponte rolante, guindaste e pórtico Turbogerador Transmissão Banco de capacitores Barramento Chave Disjuntor Estrutura de suporte Estrada de acesso Estrutura em LT Painel de comando Reator Sistema de aterramento Transformador de força Transformador de medida Administração central Equipamentos gerais Veículos c) Encargos financeiros e efeitos inflacionários De acordo com o item 4 da Instrução Contábil nº 6.3.10, do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, e com a Deliberação CVM nº 193, de 11/07/1996, parte dos encargos financeiros e efeitos inflacionários foram transferidos para o Ativo Imobilizado em curso, conforme demonstrado a seguir: Geração 506.499 (2.358) 504.141 (15.005) 5 (15.000) 2007 Transmissão 86.638 (17.108) 69.530 (3.336) 1.587 (1.749) Total 593.137 (19.466) 573.671 (18.341) 1.592 (16.749) 2006 Total 636.135 (21.669) 614.466 1.807 909 2.716 3,3 2,0 4,0 3,3 3,0 2,5 3,3 4,0 5,0 2,5 3,3 3,0 2,5 4,0 2,5 3,0 2,8 2,5 2,5 3,0 10,0 20,0

2007 Diferenças temporárias . Portaria DNAEE no 250/1985 - efeito credor em 1994 . Provisões para contingências . Provisão para créditos de liquidação duvidosa . Outras provisões Base negativa da contribuição social Créditos Fiscais . Imposto de renda sobre diferenças temporárias . Contribuição social sobre diferenças temporárias (provisões) . Contribuição social sobre base negativa Circulante Não Circulante 98.943 150.954 205.527 14.706 470.130 781.313 1.251.443 117.533 33.407 70.318 221.258 86.814 134.444

2006 104.409 112.082 108.962 14.349 339.802 1.117.320 1.457.122 84.951 21.185 100.559 206.695 31.403 175.292

Tais efeitos tributários contemplam a aplicação da alíquota de 9%, para a contribuição social, e alíquota adicional de 10%, além da alíquota de 15% sobre a base de cálculo do imposto de renda, em conformidade com a Lei nº 9.430, de 30/12/1996. Os créditos fiscais correspondentes à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL sobre a base negativa tiveram, neste exercício, utilizações no total de R$ 30.241 mil. Resta ser utilizado o montante de R$ 70.318 mil - R$ 19.423 mil, no Ativo Circulante, e R$ 50.895 mil, no Ativo Não Circulante/Realizável a Longo Prazo - sobre uma base de cálculo negativa de R$ 781.313 mil. O Estudo Técnico elaborado pela Administração, revisado na data-base de 31/12/2007, apresenta a seguinte previsão de realização: R$ milhões Contribuição Social sobre base negativa 2008 19,4 2009 21,2 2010 21,8 2011 7,9

Os créditos fiscais, relativos a imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, provenientes de diferenças temporárias – provisões para contingências, provisões para crédito de liquidação duvidosa, provisões para ajuste ao valor de mercado e efeitos inflacionários registrados no Imobilizado, no montante de R$ 150.940 mil – R$ 67.391 mil, no Ativo Circulante, e R$ 83.549 mil, no Ativo Não Circulante/Realizável a Longo Prazo - serão realizados de acordo com o desfecho das ações judiciais, com o ressarcimento de energia livre, a realização financeira dos títulos e valores mobiliários e com a realização do Ativo Imobilizado, respectivamente. Estas estimativas são periodicamente revisadas de modo a refletirem, nas Demonstrações Contábeis, eventuais alterações na realização desses valores. • PIS/PASEP E COFINS - INCONSTITUCIONALIDADE O Supremo Tribunal Federal – STF declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, que ampliou a base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS e deu novo conceito ao faturamento, que passou a abranger todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica independentemente do tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada. Tal dispositivo não possuía previsão constitucional que o amparasse, tendo sido objeto de emenda constitucional posterior. A referida decisão somente beneficia as empresas autoras dos recursos extraordinários julgados. A Companhia possui crédito fiscal potencial de PIS/PASEP, relativo ao período de fevereiro de 1999 a novembro de 2002, e de COFINS, relativo ao período de fevereiro de 1999 a janeiro de 2004, que, atualizados até o final deste exercício correspondem, respectivamente, a R$ 17.724 mil e R$ 123.083 mil, no total de R$ 140.807 mil. Com base no Código Tributário Nacional – CTN, a Companhia ingressou, em junho/2005, com recurso administrativo na Secretaria da Receita Federal com o fim de obter o reconhecimento do direito e a restituição dos valores pagos a maior em decorrência da declaração de inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo dessas contribuições, pelo STF. Com o indeferimento do citado recurso pela Secretaria da Receita Federal, a Companhia ingressou com ações judiciais ordinárias para a recuperação desses créditos de PIS/PASEP e da COFINS tendo obtido julgamento favorável em primeira instância. As ações encontram-se, atualmente, em fase de Recursos Especial e Extraordinário, pendentes de apreciação pelos Tribunais Superiores. 10 - OUTROS ATIVOS CIRCULANTES 2007 Financiamentos a terceiros Alienações em curso Desativações em curso Prêmios de seguros Gastos reembolsáveis Alienações de bens e direitos Adiantamentos a empregados Adiantamentos a fornecedores Outros 11 - OUTROS ATIVOS NÃO CIRCULANTES 2007 Lightpar FGTS / Conta-Empresa Financiamentos repassados Outros 12 - INVESTIMENTOS Composição: 2007 Participações societárias Coligadas • STN - Sistema de Transmissão Nordeste S.A. • Integração Transmissora de Energia S.A. – INTESA • Energética Águas da Pedra S.A. Outras participações 2. Outros Investimentos • Bens e direitos para uso futuro – Estudos e projetos • Outros Total STN - Sistema de Transmissão do Nordeste S.A. Em conformidade com a política do Governo Federal de atrair capitais privados, com o objetivo de incrementar os investimentos no Setor Elétrico, e na forma estabelecida pela Lei nº 10.438/2002, o Consórcio AC Transmissão, formado pela Chesf e pela Cia. Técnica de Engenharia Elétrica - Alusa, participou do leilão nº 001/2003-ANEEL para a outorga de concessão de linhas de transmissão, vencendo o lote C, correspondente a uma linha de transmissão de 546 km, em 500 kV, no trecho Teresina-PI/ Sobral e Fortaleza-CE, com uma proposta de receita anual de R$ 77,9 milhões. A Companhia e a Alusa, neste sentido, constituíram a empresa STN – Sistema de Transmissão Nordeste S.A. para construir e operar a referida linha de transmissão, cabendo à Alusa 51% e à Chesf 49%, na participação acionária da STN. O empreendimento foi concluído em dezembro/2005 e a operação comercial iniciada em janeiro/2006. Ainda no âmbito desta parceria, a Chesf mantém com a STN contratos para a operação e manutenção da referida linha de transmissão, tendo auferido, no exercício, receita pela prestação desses serviços no montante de R$ 1.775 mil. INTESA – Integração Transmissora de Energia S.A. A Companhia aportou, no exercício, o valor de R$ 2,4 milhões numa das suas coligadas na atividade de transmissão de energia, a empresa Integração Transmissora de Energia S.A. – INTESA, na qual possui participação de 12% do capital. O objeto social da INTESA é a construção, implantação, operação e manutenção do Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica da Rede Básica do Sistema Elétrico Interligado, composto pela Linha de Transmissão de 500kV Colinas/Serra da Mesa 2, 3º circuito, entradas de linha e instalações vinculadas, nos termos do Contrato de Concessão nº 002/2006 – ANEEL, firmado com o Poder Concedente, em 27/04/2006, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, com prazo de concessão de 30 (trinta) anos. A INTESA possui capital autorizado de R$ 150 milhões em ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, tendo sido subscrito e integralizado pela Chesf o montante de R$ 18,0 milhões. Os demais participantes da sociedade são: Fundo de Investimentos em Participações Brasil Energia – FIP, com 48%, Eletronorte, com 37%, e Engevix Engenharia S.A., com 3%. O início da operação comercial da INTESA está previsto para 27/04/2008. Energética Águas da Pedra S.A. Ainda no âmbito dos investimentos, a Companhia iniciou, no exercício, a efetivação de aportes na sua nova coligada, na atividade de geração de energia, a empresa Energética Águas da Pedra S.A., no valor total de R$ 31,8 milhões, na qual possui participação de 24,5%, juntamente com a Eletronorte (24,5%) e a Neoenergia S.A. (51,0%). A referida empresa tem origem no Consórcio Aripuanã, ganhador do leilão nº 004/2006-ANEEL, realizado em 10/10/2006, relativo à contratação de energia proveniente de novos empreendimentos, com posterior outorga de concessão dentro do Ambiente de Contratação Regulada - ACR, para implantação da Usina Hidrelétrica Dardanelos - UHE Dardanelos, com investimento previsto de R$ 760,8 milhões. A UHE Dardanelos será implantada no Rio Aripuanã, situado no norte do Estado do Mato Grosso, com potência de 261 MW, e energia assegurada total de 154,9 MW médios, para suprir o município de Aripuanã e, posteriormente, o Sistema Interligado Nacional - SIN. As primeiras máquinas têm previsão para entrada em operação em 2011, tendo sido comercializados 147 MW médios para o período de 2011 a 2041, no período de concessão de 30 (trinta) anos. 13 - IMOBILIZADO a) Imobilizado segregado por natureza e atividade Em Serviço Em Curso Obrigações vinculadas à Concessão 2007 14.805.243 1.475.502 16.280.745 (155.641) 16.125.104 2007 Taxas médias anuais de depreciação (%) Em serviço Geração Transmissão Administração Em curso Geração Transmissão Administração 2,41 2,97 6,57 Custo Depreciação acumulada (-) Obrigações vinculadas à Concessão (93.273) (25.848) (36.520) (155.641) (155.641) Valor Líquido 2006 14.675.721 1.718.003 16.393.724 (155.208) 16.238.516 2006 1. 97.020 18.000 31.790 638 7.909 2.316 157.673 2006 97.020 15.600 491 2.316 115.427 1.456 3.338 197 485 5.476 2006 1.456 4.402 2.036 473 8.367 3.445 4.840 7.817 2.008 1.628 3.764 9.069 4.061 16.245 52.877 2006 (Reclassificado) 3.143 1.913 4.885 1.987 1.252 5.629 3.636 10.086 32.531

Encargos financeiros totais (-)Transferência para o imobilizado em curso Efeito líquido no resultado Efeitos inflacionários totais (-)Transferência para o imobilizado em curso Efeito líquido no resultado d) Obrigações vinculadas à Concessão

Representam os valores recebidos da União, dos Estados, dos Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer retorno a favor do doador. O prazo para a quitação dessas obrigações é estabelecido pelo Órgão Regulador, cujo vencimento ocorrerá no final da Concessão. A partir de 01 de janeiro de 1996, essas obrigações deixaram de ser atualizadas pelos efeitos da inflação, atendendo disposições legais. Composição: 2007 Participação da União Contribuições de consumidores Doações e subvenções destinadas a investimentos Pesquisa e Desenvolvimento 108.052 3.344 43.865 380 155.641 2006 (Reclassificado) 108.052 3.344 43.812 155.208

A participação da União refere-se a recursos recebidos do Governo Federal e aplicados em obras de geração e transmissão de energia elétrica. As Contribuições de consumidores referem-se a recursos recebidos para possibilitar a execução de empreendimentos necessários ao atendimento de pedidos de fornecimento de energia elétrica. Em virtude de sua natureza, as contas registradas neste grupamento não representam obrigações financeiras efetivas, não devendo, desta forma, ser incluídas como exigibilidades para fins de determinação de indicadores econômico-financeiros. De acordo com os artigos 63 e 64, do Decreto nº 41.019/1957, os bens e instalações utilizados na produção, transmissão, distribuição e comercialização, são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do Órgão Regulador. A Resolução ANEEL nº 20/1999 regulamenta a desvinculação de bens das concessões do Serviço Público de Energia Elétrica, concedendo autorização prévia para a desvinculação de bens inservíveis à Concessão, quando destinados à alienação, determinando que o produto da alienação seja depositado em conta bancária vinculada, para aplicação na Concessão. A Companhia não identifica, em suas operações, bens de valores relevantes considerados inservíveis. 14 – INTANGÍVEL • Intangível segregado por natureza e atividade 2007 Em serviço Geração Transmissão Administração Amortização acumulada Em curso Geração Transmissão Administração Total 15 - FORNECEDORES O saldo da conta Fornecedores apresenta a seguinte composição: 2007 Circulante Materiais e serviços Energia elétrica: Ressarcimento de energia livre - nota 33 Outros Encargos de uso da rede elétrica: Eletronorte Eletrosul Furnas CTEEP Cemig TSN Outros Não Circulante Ressarcimento de energia livre - nota 33 Total 16 - TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS A RECOLHER Em 31/12/2007 a Companhia apresenta nos Passivos Circulante e Não Circulante – Realizável a Longo Prazo, tributos e contribuições a pagar, assim distribuídos: 2007 Circulante 138.594 6.296 28.104 9.899 9.945 6.100 6.071 2.853 7.031 214.893 2006 Não circulante 40.535 40.535 Circulante 16.883 10.214 8.407 3.664 17.230 7.406 7.189 70.993 Não circulante 63.891 63.891 195.300 3 6.429 5.749 12.362 9.859 3.223 3.020 27.981 263.926 263.926 2006 129.796 8.338 439 5.888 5.306 14.322 8.797 3.194 2.706 25.606 204.392 2.611 207.003 504 91.631 32.224 (2.843) 121.516 35 5.953 10.743 16.731 138.247 2006 297 78.500 94 78.891 155 10.291 28.285 38.731 117.622

IRPJ CSLL COFINS ICMS ICMS diferido INSS PIS/PASEP IRRF FGTS Outros

17 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS As principais informações a respeito dos empréstimos e financiamentos em moedas nacional e estrangeiras, são as seguintes: a) Composição: Circulante Principal Encargos Moeda Estrangeira Eletrobrás Instituições financeiras Moeda Nacional Eletrobrás Banco do Brasil BNDES Outras Total 40.796 44.984 85.780 381.907 381.907 467.687 1.362 511 1.873 41.687 7.120 48.807 50.680 Não circulante Principal 158.633 44.985 203.618 3.586.856 249.966 3.836.822 4.040.440 Total 2007 200.791 90.480 291.271 4.010.450 257.086 4.267.536 4.558.807 Total 2006 285.673 146.732 432.405 4.312.423 184.802 486 4.497.711 4.930.116

Valor líquido

b)

17.143.404 6.936.847 895.235 24.975.486 169.207 1.175.239 131.056 1.475.502 26.450.988

(6.593.464) (3.135.709) (441.070) (10.170.243) (10.170.243)

10.456.667 3.775.290 417.645 14.649.602 169.207 1.175.239 131.056 1.475.502 16.125.104

10.582.798 3.586.744 350.971 14.520.513 225.602 1.318.712 173.689 1.718.003 16.238.516 c)

A dívida com instituições financeiras, em moedas estrangeiras, está garantida por avais do Governo Federal; o empréstimo com o Banco do Brasil está garantido por meio de compensação e cessão de créditos, caso venham a ser exigidas pelo credor. Para o montante de R$ 3.607.552 mil dos empréstimos obtidos da nossa Controladora, a Eletrobrás, não foram solicitadas garantias. Entretanto, a critério do credor, poderão ser exigidas, ficando a Companhia obrigada a oferecê-las sob pena de vencimento antecipado da dívida. Os financiamentos provenientes da Eletrobrás, têm como principal fonte os recursos da Reserva Global de Reversão – RGR, e como principais destinações as obras das Usinas Hidrelétricas Itaparica e Xingó e os seus sistemas de transmissão associados. Os principais indexadores, utilizados na atualização dos empréstimos e financiamentos, tiveram as seguintes variações percentuais no exercício: Indexador US$ Eur IGP-M SELIC CDI Variação anual (%) 2007 2006 -17,15 -8,65 -7,50 1,85 7,75 3,83 11,88 15,08 11,77 15,03

b) Taxas anuais de depreciação A Companhia calcula e contabiliza as quotas de depreciação com aplicação das taxas estabelecidas pela Resolução ANEEL nº 240, de 05/12/2006, para cada bem ou instalação, tomando por base os saldos contábeis registrados nas respectivas Unidades de Cadastro – UC, na forma das instruções contidas na Portaria DNAEE nº 815, de 30/11/1994.

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br
d) Composição dos empréstimos e financiamentos por tipo de moeda e indexador: 2007 Moeda (equivalente em R$)/Indexador Moeda Estrangeira US$ Eur Moeda Nacional Sem atualização (*) IGP-M CDI SELIC Outras Total R$ mil 200.791 90.480 291.271 3.471.548 538.902 257.086 4.267.536 4.558.807 % 4,41 1,99 6,40 76,15 11,82 5,63 93,60 100,00 R$ mil 285.673 146.732 432.405 3.612.665 699.758 184.802 486 4.497.711 4.930.116 2006 % 5,79 2,98 8,77 73,28 14,19 3,75 0,01 91,23 100,00 7. Cálculo dos (Ganhos) / Perdas 7.1. Valor (ganho) / perda no início do ano 7.2.Amortização no ano 7.3. (Ganho) / perda nas obrigações atuariais 7.4. (Ganho) / perda nos ativos do plano 7.5. (Ganho) / perda na contribuição do empregado 7.6. Impacto decorrente de redução no plano de benefício 7.7. Impacto decorrente de liquidação antecipada no plano de benefício 7.8. (Ganho) / perda no final do ano (7.1- 7.2+7.3+7.4+7.5+7.6+7.7) 7.9. Cálculo do corredor (10% do maior entre o patrimônio(2.4) e o valor da obrigação(2.3) 7.10. Parcela a amortizar (max 0;|7.8|-7.9) 7.11. Valor da amortização (7.10 / 3.1) 8. Rendimento Esperado dos Ativos para o Próximo Ano 8.1. Valor justo dos ativos do plano em 31/12/2007 (=2.4) 8.2. Contribuições esperadas de participante para o próximo ano 8.3. Contribuições esperadas de patrocinadora para o próximo ano 8.4. Benefícios esperados para o próximo ano 8.5. Rendimento esperado dos ativos (8.1 * 11,30% + (8.2 + 8.3 - 8.4) * (1+11,30%)^1/2-1) 9. Juros sobre as Obrigações Atuariais para o Próximo Ano 9.1. Valor presente da obrigação atuarial em 31/12/2007 (=2.3) 9.2. Benefícios esperados para o próximo ano 9.3. Juros sobre as obrigações atuariais (9.1 * 11,30% - 9.2 * ((1+11,30%)^1/2-1) 10. Despesa (Receita) a Ser Reconhecida na Demonstração de Resultados do Exercício de 2008 10.1. Custo do serviço corrente (com juros) 10.2. Juros sobre as obrigações atuariais 10.3. Rendimento esperado dos ativos do plano 10.4. Custos deAmortizações a) (Ganhos) ou perdas atuariais não reconhecidos b) Custo do serviço passado não reconhecido c)Aumento do passivo (ativo) na adoção deste pronunciamento não reconhecido d) Total (a + b + c) 10.5. Total da despesa (receita) bruta a ser reconhecida (10.1 + 10.2 - 10.3 + 10.4d) 10.6. Contribuições esperadas de participante para o próximo ano 10.7. Total da despesa (receita) líquida a ser reconhecida (10.5 - 10.6) (A) A despesa total determinada para o próximo exercício não inclui as despesas administrativas previstas para o período 11. Resumo dos Dados Cadastrais dos Participantes Avaliados (valores em R$) Participantes Ativos + Vinculados Quantitativo Idade média (anos) Tempo médio de serviço (anos) Tempo médio de serviço futuro (anos) Salário médio mensal Folha salarial anual (13x) Participantes Aguardando Benefício Quantitativo Idade média (anos) Benefício médio mensal Participantes Assistidos / Beneficiários em Gozo de Benefício Quantitativo Idade média (anos) Benefício médio mensal Folha anual de benefícios (13x) Receitas Efetivas no Ano Contribuição do empregado Contribuição da empresa Despesas Efetivas no Ano 12. Premissas Atuariais Adotadas nos Cálculos Taxa de desconto nominal para a obrigação atuarial: Taxa de rendimento nominal esperada sobre ativos do plano: Índice estimado de aumento nominal dos salários: Índice estimado de aumento nominal dos benefícios: Taxa de crescimento nominal dos custos médicos Taxa estimada de inflação no longo prazo (base para a determinação das taxas nominais acima) Tábua biométrica de mortalidade geral: Tábua biométrica de entrada em invalidez: Taxa de rotatividade esperada: Probabilidade de ingresso em aposentadoria:

229.645 3.703 43.486 (145.360) (192) 123.876 207.347 1.551.894 505 159.455 175.463 174.512 2.073.465 175.463 224.653

(61.325) (361) (6.512) (65.134) (132.610) 66.190 66.420 (7.723) 661.900 28.192 73.244 634.698 28.192 70.171

(3.303) 51.225 (53.544) (5.622) 57.460 558.636 5.569 2.118 63.316 574.598 2.118 64.813

165.017 3.342 88.199 (264.038) (192) (14.356) 330.997 66.420 (7.723) 2.772.430 505 165.024 205.773 311.072 3.282.761 205.773 359.637

(*) Do total contratado com a Eletrobrás, R$ 3.471.548 mil são provenientes de recursos da Reserva Global de Reversão – RGR, arrecadados do Setor Elétrico para reinvestimento nele próprio. Deste total, R$ 3.356.689 mil (96,69%) estão contratados com juros de 10% a.a. e taxa de administração de 2% a.a., R$ 111.125 mil (3,20%) e R$ 3.734 mil (0,11%), com juros de 5% a.a. e taxas de administração de 2% a.a. e 1,5% a.a., respectivamente. Estes financiamentos não têm previsão de atualização monetária por estarem vinculados à mesma sistemática de correção dos ativos permanentes, suspensa por força de lei. e) O valor principal dos empréstimos e financiamentos a longo prazo, no montante de R$ 4.040.440 mil, tem seus vencimentos assim programados: Moeda nacional 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Após 2014 Total f) 391.103 398.262 342.499 620.873 350.086 385.563 1.348.436 3.836.822 Moeda estrangeira 84.821 37.180 39.549 42.068 203.618 2007 475.924 435.442 382.048 662.941 350.086 385.563 1.348.436 4.040.440 2006 492.242 494.614 454.126 381.218 418.005 347.635 383.697 1.285.099 4.256.636

216 224.653 174.512 50.357 505 49.852

70.171 73.244 (7.723) (7.723) (10.796) (10.796)

680 64.813 63.316 2.177 2.177

896 359.637 311.072 (7.723) (7.723) 41.738 505 41.233

Os empréstimos e financiamentos estão sujeitos às seguintes taxas de juros: Mercado Interno (% a.a.) Taxas Fixas 2007 2006 Taxas Variáveis 2007 2006 5,00 a 10,00 5,00 a 10,00 11,12 13,19 Mercado Externo (% a.a.) 6,25 a 7,55 6,25 a 7,55 Moeda estrangeira Circulante Não Circulante 95.817 448.248 35.393 (1.305) (21.642) 93.037 (93.037) (124.106) 98.836 333.569 27.988 (10.828) (44.641) 85.310 (85.310) (113.653) 87.653 203.618 2007 Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Encargos do consumidor a recolher Taxa de fiscalização da ANEEL Entidade de previdência privada – contribuição normal Convênio Codevasf Outros credores – Fachesf Outros credores – CEEE Aquisição de imóveis – acampamento Passivo regulatório da transmissão Outros Total 36.395 27.254 1.304 5.893 20 100 4.012 2.623 10.960 12.450 101.011 2006 (Reclassificado) 38.087 34.739 1.359 4.996 4.000 4.810 2.904 3.034 12.869 106.798

BD 65 55,1 29,4 8,6 5.448,33 4.603.840 2 56,0 1.101 6.618 64,8 2.017 173.493.499 177.257.773 688.152 176.569.622 170.945.013 11,30% 11,30% 7,57% 5,00% N/A

BS 2.391 52,8 27,6 8,6 5.120,59 159.163.376 20 49,9 2.255 288 58,0 1.764 6.603.634 9.338.490 9.338.490 6.307.682 11,30% 11,30% N/A 5,00% N/A

CD 5.500 47,1 20,7 8,6 4.236,61 302.917.463 2 52,2 N/A 358 57,2 373 1.735.746 50.661.841 24.069.311 26.592.529 2.436.686 11,30% 11,30% 7,57% 5,00% N/A

g) Mutação dos Empréstimos e Financiamentos: Moeda nacional Circulante Não Circulante 608.353 4.048.496 231.102 551.979 851 23.902 380.433 (380.433) (966.972) 574.644 3.923.067 390.741 517.300 2.913 34.253 511.239 (511.239) (1.175.382) 430.714 3.836.822

Em 31 de dezembro de 2005 Ingressos Encargos Variações monetária e cambial Transferências Pagamentos de principal e encargos Em 31 de dezembro de 2006 Ingressos Encargos Variações monetária e cambial Transferências Pagamentos de principal e encargos Em 31 de dezembro de 2007 18 – OUTROS PASSIVOS CIRCULANTES

19 - PLANO PREVIDENCIÁRIO E OUTROS BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS A Companhia é patrocinadora da Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social - Fachesf, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por finalidade principal assegurar a prestação de benefícios complementares aos concedidos pela Previdência Oficial. O regime atuarial da Fachesf é o de capitalização e o Plano originalmente constituído é do tipo Benefício Definido (Plano BD). Em 29/06/2001, foram implantados os Planos de Contribuição Definida (Plano CD) e de Benefício Saldado (Plano BS), tendo a migração de participantes do Plano BD para os novos Planos, encerrada em 19/11/2001, atingido o percentual de 97,1%. A partir dos resultados da avaliação atuarial realizada na data-base de 31/12/2007, os compromissos assumidos pela Companhia foram revistos e atualizados e, calculados conforme a Deliberação CVM nº 371/2000, deram origem a um passivo atuarial total de R$ 524.687 mil. Desde a implantação das diretrizes contábeis da Deliberação CVM nº 371/2000, os planos patrocinados pela Companhia junto à Fachesf acumularam ganhos, que, em 31/12/2007, montavam R$ 14.356 mil. A alteração da situação dos planos, que em 31/12/2006 acumulavam perdas consolidadas de R$ 165.017 mil, foi conseqüência, principalmente, da rentabilidade acumulada em cada um dos planos ter sido superior à meta atuarial registrada no período. Saliente-se que um dos principais fatores responsáveis pelo aumento das perdas atuariais acumuladas, que, em 31/12/2006, montavam R$ 165.017 mil, foi a alteração das hipóteses atuariais adotadas para o exercício de 2007. Dentre essas alterações, destaca-se a da tábua de mortalidade geral que passou a ser a Tábua AT83. Nos termos da legislação aplicável, a Secretaria da Previdência Complementar – SPC determina que sejam firmados contratos entre as patrocinadoras e as entidades de Previdência Complementar visando à cobertura atuarial completa dos planos de benefícios complementares aos da Previdência Oficial. Os compromissos atuariais assumidos com a Fachesf até 31/12/2007 somam R$ 548.757 mil. Considerando que o saldo desses compromissos, no valor de R$ 548.757 mil, superava o valor do passivo atuarial calculado conforme as disposições da Deliberação CVM no 371/2000, a Companhia, visando a adequar seus registros contábeis ao passivo atuarial líquido, no valor de R$ 524.687 mil, valor este determinado na avaliação atuarial efetuada na data-base de 31/12/2007, registrou a parcela excedente, no valor de R$ 24.070 mil, como redutor do passivo atuarial, no Passivo Não Circulante, a título de diferimento, nos termos da referida Deliberação, estando esta parcela sujeita a revisões anuais. A seguir, encontra-se o detalhamento dos compromissos referentes aos Planos de Aposentadoria, na forma das alíneas aplicáveis do item 81, da Deliberação CVM nº 371/2000, na data-base de 31/12/2007. Características Básicas do Plano de Benefícios A Fachesf administra, em favor dos empregados da Chesf, 03 (três) Planos de Aposentadoria: o Plano de Benefícios, o Plano de Aposentadoria de Contribuição Definida e o Plano Saldado de Benefícios. O Plano de Benefícios, do tipo benefício definido, garante aos participantes um benefício de 100% da média dos últimos salários. O Plano de Aposentadoria de Contribuição Definida é um plano onde o participante escolhe o seu nível de contribuição e a patrocinadora contribui com um percentual variável da contribuição escolhida pelo participante. A acumulação desses recursos é que irá determinar o valor do benefício do participante, no futuro. A Chesf se responsabiliza ainda pelos custos dos benefícios de risco e da administração do plano. Este é o único Plano aberto a novas inscrições. Os participantes que optaram por se transferir do Plano de Benefícios para o Plano de Aposentadoria de Contribuição Definida tiveram a opção de manter no Plano Saldado de Benefícios o valor proporcional que haviam acumulado no plano de origem ou transferir o valor presente de tal benefício para o Plano de Aposentadoria de Contribuição Definida. 1. Política Contábil Adotada pela Entidade no Reconhecimento dos Ganhos e Perdas Atuariais. O valor do reconhecimento dos ganhos ou perdas atuariais corresponderá à parcela de ganho ou perda que exceda o maior valor entre 10% do Valor Presente da Obrigação Atuarial e 10% do Valor Justo dos Ativos do Plano, amortizado pelo serviço futuro médio dos participantes do plano, conforme item 53 do Pronunciamento do IBRACON sobre a Contabilização de Benefícios a Empregados. 2. Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço de 31/12/2007 2.1. Valor presente das obrigações atuariais com cobertura 2.2. Valor presente das obrigações atuariais a descoberto 2.3. Valor presente das obrigações atuariais (2.1+2.2) 2.4. Valor justo dos ativos do plano 2.5. Valor presente das obrigações em excesso ao valor justo dos ativos (2.3 + 2.4) 2.6. Ajustes por diferimentos permitidos: a) (Ganhos) ou perdas atuariais não reconhecidos b) Custo do serviço passado não reconhecido c) Aumento do (ativo) / passivo na adoção deste pronunciamento não reconhecido d) Total (a + b + c) 2.7. Passivo / (Ativo) atuarial líquido total a ser provisionado (2.5-2.6d) (*) (*) Em caso de ativo, somente poderá ser reconhecido pela patrocinadora caso seja evidenciado que este ativo poderá reduzir contribuições futuras da Patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. 3. Prazos para Reconhecimento a partir de 31/12/2007 (em anos) 3.1. Ganhos ou perdas atuariais não reconhecidos 3.2. Custo do serviço passado não reconhecido 3.3. Aumento do passivo na adoção deste pronunciamento não reconhecido 4. Movimentação do Passivo (Ativo) Atuarial Líquido 4.1. Passivo / (ativo) atuarial líquido no início do ano 4.2. Despesa (receita) reconhecida na demonstração do resultado do ano anterior 4.3. Contribuições da patrocinadora vertidas no ano 4.4. Impacto decorrente de redução no plano de benefício 4.5. Impacto decorrente de liquidação antecipada no plano de benefício 4.6. Passivo / (ativo) atuarial líquido no final do ano (4.1 + 4.2 - 4.3 + 4.4 + 4.5) 5. Reconciliação do Valor Justo dos Ativos 5.1. Valor justo dos ativos no início do ano 5.2. Benefícios pagos no ano 5.3. Contribuições de participante vertidas no ano 5.4. Contribuições de patrocinadora vertidas no ano 5.5. Rendimento efetivo dos ativos no ano (5.6-(5.1-5.2+5.3+5.4)) 5.6. Valor justo dos ativos no final do ano (= 2.4) 6. Reconciliação do Valor Presente das Obrigações 6.1. Valor das obrigações no início do ano 6.2. Custo do serviço corrente bruto (com juros) 6.3. Contribuições Normais do Participante e da Patrocinadora (benef. de aposentadoria) 6.4. Juros sobre obrigação atuarial 6.5. Benefícios pagos no ano 6.6. Impacto decorrente na alteração das hipóteses atuariais 6.7. Obrigações - (G)/P (6.8 - (6.1+6.2+6.3+6.4-6.5+6.6)) 6.8. Valor das obrigações calculadas no final do ano (= 2.3) BD 2.073.465 2.073.465 (1.551.894) 521.571 123.876 123.876 397.695 BS CD 634.698 574.598 634.698 574.598 (661.900) (558.636) (27.202) 15.962 (132.610) (132.610) 105.408 (5.622) (5.622) 21.584 TOTAL 3.282.761 3.282.761 (2.772.430) 510.331 (14.356) (14.356) 524.687

5,00% 5,00% 5,00% AT83 AT83 AT83 segregada segregada segregada por sexo por sexo por sexo Tábua Mercer Tábua Mercer Tábua Mercer de Entrada em de Entrada em de Entrada em Invalidez Invalidez Invalidez Nula Nula 2,6% por ano Planos BD e BS: 100% na primeira elegibilidade a um benefício integral pelo Plano / Plano CD: 10% na primeira elegibilidade à Aposentaria Antecipada, 3% entre esta idade e a idade de elegibilidade à Aposentadoria Normal e 100% nesta última idade.

13. Informações Adicionais 1) Os ativos do plano estão posicionados em 31/12/2007. 2) Os dados cadastrais individuais dos Participantes Ativos utilizados são de 30/09/2007, projetados para 31/12/2007, enquanto o dos Participantes Assistidos estão posicionados em 31/12/2007. 3) As estatísticas cadastrais apresentadas consideram o grupo familiar de beneficiários como um único benefício. Outros Benefícios Além dos benefícios concedidos por intermédio dos planos de previdência complementar, a Companhia oferece outras vantagens a seus empregados, tais como: plano de saúde, auxílio refeição, auxílio transporte e auxílio educação, que são periodicamente negociadas por ocasião dos acordos coletivos de trabalho. No exercício, a Companhia despendeu com essas rubricas o montante de R$ 67.373 mil (R$ 60.281 mil, em 2006). 20 – CONTINGÊNCIAS Provisão em 31/12/2006 34.269 341.712 197 376.178 Adições (reversões) 34.624 42.266 8.124 85.014 Baixas Provisão em 31/12/2007 58.964 373.791 8.321 441.076 Depósitos judiciais (45.124) (59.884) (105.008) Provisão líquida em 31/12/2007 13.840 313.907 8.321 336.068 Provisão líquida em 31/12/2006 77 305.160 197 305.434

Trabalhistas Cíveis Fiscais Total

(9.929) (10.187) (20.116)

A Chesf, em atendimento ao disposto no Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, aprovado pela Resolução ANEEL nº 444, de 26/10/2001, adota o procedimento de classificar as causas intentadas contra a Companhia em função do risco de perda, baseada na opinião de seus consultores jurídicos, da seguinte forma: • • • São constituídas provisões para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado provável; São divulgadas em notas explicativas as informações correspondentes às causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado possível; Para as causas cujo desfecho negativo para a Companhia seja considerado remoto, somente são divulgadas em notas explicativas as informações, que, a critério da administração, sejam julgadas de relevância para o pleno entendimento das demonstrações contábeis.

As contingências da área Trabalhista são compostas, na sua maioria, de ações relativas a periculosidade, horas extras, de cálculo de multa do FGTS, em face de planos econômicos, e de verbas rescisórias decorrentes de empresas terceirizadas. As Cíveis de maior peso são reclamações de caráter indenizatório, desapropriações e de fornecedores. Na área Tributária há pequenas questões envolvendo, basicamente, Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto de Importação. Todas essas contingências estão tendo as devidas defesas pela Companhia, tendo sido constituídos os pertinentes depósitos judiciais, quando requeridos. I) Destacam-se as seguintes ações com risco de perda provável: a) A Companhia é autora de um processo judicial no qual pede a declaração de nulidade parcial de aditivo (Fator K de correção analítica de preços) ao contrato de empreitada das obras civis da Usina Hidrelétrica Xingó, firmado com o Consórcio formado pela Companhia Brasileira de Projetos e Obras – CBPO, CONSTRAN S.A. – Construções e Comércio e Mendes Júnior Engenharia S.A., e a devolução de importâncias pagas, a título de Fator K, no valor de aproximadamente R$ 350 milhões, em dobro. A ação foi ajuizada perante a Justiça Federal, mas decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região determinou que a ação tramitasse perante a Justiça Estadual de Pernambuco. A ação ajuizada pela Companhia foi julgada improcedente. A reconvenção apresentada pelas rés foi julgada procedente pelo Juízo da 12ª Vara Cível da Comarca de Recife, e a decisão foi mantida pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco, havendo a Chesf interposto Embargos de Declaração para esclarecimento de determinados pontos de sua Apelação que foram omitidos na decisão da 2ª Câmara Cível. Esses embargos foram julgados e denegados pela 2ª Câmara Cível. Os patronos da Chesf interpuseram, em seguida, Recurso Especial e Recurso Extraordinário contra o acórdão proferido pela 2ª Câmara Cível na aludida apelação. Em 31/03/2004 os recursos especiais ajuizados pela Chesf haviam sido admitidos pelo TJPE e encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça, enquanto que os recursos extraordinários também interpostos pela Chesf não foram admitidos, razão pela qual esta Companhia apresentou, contra essa negativa, os competentes agravos de instrumento. Em 30/06/2005 os referidos recursos se encontravam sub judice junto aos Tribunais Superiores. Após essa data e até 31/03/2006, os agravos de instrumento interpostos pela Chesf junto ao STF foram denegados, enquanto que o Recurso Especial interposto pela Chesf e pela União Federal junto ao STJ recebeu parecer do Ministério Público Federal, o qual manifestou-se pela anulação do processo por incompetência absoluta da Justiça do Estado de Pernambuco para apreciar a ação e pelo reexame do mérito pelo juízo competente. Em 30/09/2006, os autos se encontravam conclusos para decisão. Em novembro/1998, as rés apresentaram pedido de execução provisória da decisão, no valor de R$ 245 milhões, estando o processo suspenso por determinação do Ministro Presidente do STJ (PET 1621). Essa liminar foi objeto de Agravo Regimental por parte do Consórcio, o qual foi julgado em 24/06/2002, mantendo-se por unanimidade a liminar antes concedida pelo Presidente do STJ, ficando, desta forma, afastada a possibilidade da obtenção da tutela antecipada pelo Consórcio. Posteriormente as rés apresentaram processo de liquidação da decisão, com a finalidade de apurar o valor atual da condenação, na hipótese de serem negados todos os recursos da Chesf e da União Federal. Em 30/09/2005, estavam em andamento os trabalhos de perícia, determinados pelo juiz que preside o feito, com a finalidade de apurar o real valor da condenação. Depois da apresentação do primeiro laudo pelo perito, as partes solicitaram esclarecimentos ao laudo, e o processo encontra-se com o perito, para exame. A Administração, fundamentada na opinião de seus consultores jurídicos e baseada em cálculos que levaram em conta a suspensão do pagamento das parcelas relativas ao Fator K e suas respectivas atualizações monetárias, mantém registro de provisão, no Passivo Não Circulante, cujo montante atualizado para 31/12/2007 é de R$ 330.537 mil, para fazer face a eventuais perdas decorrentes deste assunto. Esta provisão corresponde à glosa parcial do Fator K entre julho de 1990 e dezembro de 1993, em obediência à Lei nº 8.030/1990, e suspensão integral do pagamento do Fator K, no período de janeiro de 1994 a janeiro de 1996, por entendimento da Companhia.

8,6 N/A N/A 498.469 75.796 176.570 397.695 1.257.262 170.945 688 176.570 288.319 1.551.894 1.985.376 300 215.248 170.945 7.232 36.254 2.073.465

8,6 N/A N/A 110.103 4.643 9.338 105.408 534.130 6.308 9.338 124.740 661.900 582.908 64.610 6.308

8,6 N/A N/A 24.366 2.583 5.365 21.584 410.320 2.437 24.069 26.593 100.091 558.636 431.383 491 45.297 48.639 2.437

8,6 N/A N/A 632.938 83.022 191.273 524.687 2.201.712 179.690 24.757 212.501 513.150 2.772.430 2.999.667 791 45.297 328.497 179.690 13.717 74.482 3.282.761

571 5.914 (7.083) 45.311 634.698 574.598

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Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br
Em 31/12/2007, Recurso Especial e Agravos de Instrumento estavam aguardando julgamento no Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, respectivamente; os autos desses recursos se encontravam conclusos para o Ministro Relator, cabendo salientar que, na 12ª Vara da Comarca do Recife, permanecia em andamento a ação de liquidação da decisão na esfera estadual, com audiência para debates sobre o laudo pericial prevista para 19/02/2008. Inexiste previsão de tempo para o desfecho da lide. b) Ação em trâmite no Tribunal Regional do Trabalho do Estado da Bahia, proposta pelo Sindicato dos Eletricitários da Bahia, requerendo o pagamento aos empregados da Gerência Regional de Paulo Afonso – GRP, Paulo Afonso – BA, de diferença de salário conseqüente da incidência do Adicional do Decreto-Lei nº 1971 – ADL e do Anuênio sobre o Adicional de Periculosidade, no valor estimado de R$ 21 milhões. A Companhia interpôs Agravo de Instrumento em Recurso de Revista ao Tribunal Superior do Trabalho – TST, que foi improvido. O processo transitou em julgado, sendo a Chesf condenada. Foi iniciada a fase de execução e em apuração preliminar verificou-se que o valor da demanda será de, aproximadamente, R$ 1.500 mil. Atualmente está em andamento processo de negociação para a concretização de acordo com todos os substituídos. c) Ação proposta na 8ª Vara Trabalhista de Fortaleza–CE, pelo Sindicato dos Eletricitários do Estado do Ceará – SINDELETRO, pretende o ressarcimento de perdas sofridas pelos empregados da Gerência Regional Norte – GRN (Ceará e Rio Grande do Norte), decorrente da retirada do transporte coletivo, com valor estimado de R$ 6 milhões. O requerimento de restabelecimento do serviço de transporte foi deferido em execução parcial, que a Companhia vem atendendo. O Sindicato Autor requereu a complementação do transporte e a condenação da Companhia em multa diária, tendo a Chesf contestado a alegação. A Juíza do Trabalho, após audiência realizada em 23/08/2005 para a ouvida dos substituídos e apresentação de razões finais pela Chesf, em audiência, modificou o entendimento anterior, determinando o restabelecimento dos serviços de transporte apenas nos limites em que eram prestados anteriormente. Ainda na mesma decisão foram definidos os parâmetros para a liquidação da sentença, de forma que o crédito trabalhista fosse reduzido para R$ 1.344,2 mil. A execução está sendo processada no Juízo Trabalhista de Primeira Instância na cidade de Fortaleza – CE. Em 31/12/2007 a situação permanecia inalterada. d) Ação proposta na 4ª Vara Trabalhista do Recife – PE, pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Estado de Pernambuco – Urbanitários em substituição a 460 funcionários lotados em Recife – PE, processo nº 01473-2005-004-06-00-0, requerendo a incidência do adicional de periculosidade sobre todas as verbas de natureza salarial, no valor de R$ 4.050 mil. A Juíza de Primeira Instância excluiu da lide, por litispendência ou por coisa julgada, aproximadamente, 300 dos substituídos, bem como julgou a ação improcedente no mérito. O sindicato apresentou Recurso Ordinário, no TRT da 6ª Região, que foi provido. O processo encontra-se em fase de liquidação através de perícia. II) A Companhia possui ações não provisionadas com risco de perda possível, conforme distribuição a seguir: Contingências Trabalhistas Cíveis e fiscais Total 2007 23.106 268.003 291.109 2006 26.095 273.013 299.108 O artigo 199 da Lei nº 6.404/1976 determina que o saldo das Reservas de Lucros, exceto para as Reservas de Contingências e de Lucros a Realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização, no aumento do capital social, ou na distribuição de dividendos. Após a distribuição do resultado do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2007, as Reservas de Lucros excedem o capital social em R$ 256.776 mil, excesso que será submetido à Assembléia Geral para capitalização, sem emissão de ações. A proposta consiste na capitalização deste montante, referente à parte das Reservas de Lucros constituídas nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2003 e de 2004, ainda não capitalizadas, que foram integralmente utilizadas para investimentos, durante os exercícios de 2004 e 2005. 23 - FORNECIMENTO/SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA E DISPONIBILIZAÇÃO DO SISTEMA DE TRANSMISSÃO A receita da Companhia é, substancialmente, proveniente da venda de energia elétrica e da disponibilização do seu Sistema de Transmissão. Estas operações estão amparadas em contratos de compra e venda de energia, pelas transações feitas no mercado de curto prazo, no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, e por contratos do Sistema de Transmissão. Sua composição é a seguinte: 2007 Nº de Clientes 20 53 155 Nº de Clientes 17 53 154 2006 R$ mil 589.205 2.258.227 1.094.172 3.941.604

GWh R$ mil GWh Fornecimento industrial 8.213 622.417 7.729 Suprimento de energia (*) 41.383 2.950.647 39.175 Disp. do sist. de transmissão 1.123.832 Total 49.596 4.696.896 46.904 (*) Inclui operações de curto prazo (CCEE), no valor de R$ 400.292 mil (R$ 106.078 mil, em 2006). 24 – ENCARGOS REGULATÓRIOS

A Companhia incorreu, no exercício, em encargos regulatórios, que totalizaram R$ 544.413 mil, com a seguinte composição: Reserva Global de Reversão – RGR Pesquisa e Desenvolvimento Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis - CCC Conta de Desenvolvimento Energético – CDE PROINFA Taxa de Fiscalização do Serviço Público de Energia Elétrica - TFSEE Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos - CFURH 25 - CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS Os custos e as despesas gerais e administrativas apresentados na Demonstração do Resultado do exercício, têm a seguinte composição: 2007 Custos e Despesas Operacionais Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica Pessoal Material Combustíveis para a produção de energia Serviço de terceiros Depreciação e amortização Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Arrendamentos e aluguéis Provisões para contingências Tributos Provisão para créditos de liquidação duvidosa Perdas com Energia livre Outros Total Custos Operacionais 173 614.469 176.791 13.704 37.020 48.761 542.450 222.707 5.407 120 (40.559) 1.621.043 Despesas Operacionais 294.871 16.951 80.501 52.028 13.955 58.988 3.725 96.566 185.839 27.703 831.127 Total 173 614.469 471.662 30.655 37.020 129.262 594.478 222.707 19.362 58.988 3.845 96.566 185.839 (12.856) 2.452.170 2006 (Reclassificado) Total 1.490 575.476 423.626 28.272 3.173 118.678 563.528 206.552 16.446 (2.246) 4.099 108.962 23.328 2.071.384 2007 122.005 40.215 106.637 17.601 19.594 15.654 222.707 544.413 2006 99.825 152.172 113.059 16.333 12.638 16.303 206.552 616.882

a) Dentre essas destacam-se 02(duas) ações de indenização ajuizadas pelo Consórcio formado pelas empresas CBPO/ CONSTRAN/Mendes Júnior, nas quais pede a condenação da Companhia e o pagamento de compensação financeira adicional, em virtude de atraso no pagamento das faturas do contrato referente à Usina Hidrelétrica Xingó. Uma, impetrada em 08/06/1999, para as faturas emitidas a partir de 30 de abril de 1990 e outra, impetrada em 31/05/2000, para as faturas emitidas até aquela data. Nas aludidas ações, as autoras formularam pedido genérico, limitando-se a apontar a existência de um suposto direito a compensação financeira, remetendo a apuração dos valores para a liquidação da sentença. A Companhia contestou as ações e pediu que a União Federal fosse admitida nos feitos, com a remessa dos processos a uma das varas da Justiça Federal em Pernambuco. O Consórcio apresentou petição falando sobre o pedido de admissão da União no feito. Após a apresentação da perícia e os esclarecimentos adicionais, foi realizada audiência em agosto de 2005, determinando-se a apresentação de razões finais até o dia 17/10/2005. Atualmente os processos estão conclusos para despacho e provavelmente ocorrerá o saneamento final para a prolatação da sentença. b) Há também 01(uma) ação cível pública proposta contra a Companhia pela Associação Comunitária do Povoado do Cabeço e Adjacências, no Estado de Sergipe, no valor de R$ 100 milhões, perante a 2ª Vara Federal em Sergipe (processo nº 20028500002809-6), tendo por objeto obter compensação financeira em decorrência de alegados danos ambientais causados aos pescadores do Cabeço, a jusante da UHE Xingó e provocados pela construção dessa Usina. A ação foi proposta na Justiça Federal, em 27/06/2002, e contestada no prazo legal. Após uma seqüência de incidentes processuais, que não afetaram a causa nem o pedido, o juiz da causa determinou, em 31/08/2005, a inclusão do IBAMA, IMA-AL, CRA-BA, União Federal e ADEMA-SE no pólo passivo da ação, ordenando a citação dessas entidades. Em 30/09/2005 aguardava-se o cumprimento dos mandados de citação. Em 30/09/2006, os autos se encontravam conclusos para o Juiz, após a juntada da procuração dos novos patronos da Chesf. Em 31/12/2006, o processo se encontrava suspenso por despacho do Juiz, aguardando julgamento de agravo de instrumento interposto pelo autor perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Ainda não julgado. Os litisconsortes da Chesf (União Federal, IBAMA, IMA-AL, CRA-BA e ADEMA-SE) já haviam sido citados. Em 12/09/2007, o juiz proferiu despacho no seguinte teor: “Aguardar a informação do trânsito em julgado da decisão do agravo, devendo a Chesf comunicar”. Considerando que o agravo de instrumento interposto pela Chesf foi denegado, esta Companhia interpôs embargos declaratórios contra essa decisão, os quais se encontravam pendentes de julgamento em 31/12/2007. Conforme avaliação dos advogados que patrocinam a causa pela Companhia, a expectativa de perda dessa ação é possível, quanto ao insucesso da defesa, mas não quanto ao valor do pedido. III) Com risco de perda remoto destaca-se a seguinte ação: Apesar de ser considerada pelos consultores jurídicos da Companhia, como de risco de perda remoto, existe uma ação de cobrança em andamento movida pela empresa Mendes Júnior, contratada para a construção da Usina Hidrelétrica Itaparica, por alegados prejuízos financeiros resultantes de atraso no pagamento de faturas por parte da Companhia. A referida Ação de Cobrança está baseada na Ação Declaratória julgada procedente para o fim de declarar a existência de uma relação de crédito da Mendes Júnior junto à Chesf, assegurando ressarcimento financeiro. Nesta ação de cobrança cabia à Mendes Júnior, para fazer jus a alguma espécie de ressarcimento financeiro, em cumprimento a decisões do Tribunal de Justiça de Pernambuco e Superior Tribunal de Justiça, comprovar que captou recursos especificamente para o financiamento da obra de Itaparica, em decorrência do atraso da Chesf no pagamento de algumas faturas, e que as despesas financeiras que teve, com essa captação de recursos, teria sido superior ao total de acréscimos pagos pela Chesf, com esses atrasos. Nesse sentido, por determinação do Juízo Federal da 12ª Vara, em Pernambuco, está em andamento perícia contábil, em que, respondendo quesito da Chesf, o Perito Judicial declarou “não ser possível, a partir da análise dos registros contábeis da Mendes Júnior, afirmar ter ela captado, nos períodos em que ocorreram atrasos no pagamento das faturas, recursos no mercado financeiro, especificamente para o financiamento da obra de Itaparica”. Entregue o laudo pericial, em juízo, as partes apresentaram pedidos de esclarecimentos ao Perito, que ainda não foram objeto de análise pelo Juízo da 12ª Vara Federal. Os autos foram ainda encaminhados ao Ministério Público Federal que declarou estar concluindo manifestação sobre a ação, a ser entregue ao Juízo. Considerando a anulação de todos os atos desenvolvidos na esfera da Justiça Estadual, e as rígidas determinações do MM. Juiz Federal, com relação à nova perícia, exigindo a completa identificação dos recursos próprios ou captados pela Mendes Júnior, e a comprovação de sua efetiva aplicação nas obras de Itaparica, não é possível estimar valor para o litígio, nem mesmo em caráter de expectativa. Considerando que, até o momento, o Sr. Perito do Juízo não conseguiu comprovar a existência de qualquer crédito em favor da autora, mesmo após ter acesso à contabilidade desta, como também da ré, a Consultoria Jurídica da Chesf corrobora a posição dos patronos da Companhia, no sentido de que, presentemente, os riscos de perda são remotos. Em 30/06/2005, os autos do processo se encontravam conclusos para o MM. Juízo, para providências cartorárias e aguardo da manifestação do Ministério Público Federal. Em 30/09/2005 o perito do juízo havia entregado o Laudo Complementar, com o qual respondeu questões argüidas pelas partes, mas sem acrescentar nada de novo quanto às suas opiniões anteriores. Em 31/12/2005 os autos se encontravam com vistas para o Ministério Público Federal, para emissão do competente parecer. Entre essa data e 31/03/2006, o Ministério Público Federal manifestou-se pela nulidade da sentença proferida na ação declaratória que reconheceu a existência de relação de crédito da Mendes Júnior para com a Chesf e pela improcedência da presente ação. Em 31/12/2007, os autos permaneciam conclusos para decisão do MM. Juízo. 21 – OUTROS PASSIVOS NÃO CIRCULANTES 2007 2006 TAC Comunidade Tuxá – Itaparica 25.724 25.724 Encargos do consumidor a recolher 19.068 810 Passivo regulatório da transmissão 5.772 FGTS / Conta-Empresa 3.338 4.402 Lightpar 1.456 1.456 Outros 2.614 5.226 Total 57.972 37.618 22 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO • Capital Social O capital social, no valor de R$ 1.696.306 mil, é constituído por ações sem valor nominal, com a seguinte distribuição: Acionistas Eletrobrás Sudene Finor Outros Ordinárias Quant. % 40.478 100,000 40.478 100,000 Número de ações em milhares Preferenciais Quant. % 1.002 81,351 194 15,718 17 1,362 19 1,569 1.232 100,000

26 - RECONCILIAÇÃO DAS TAXAS EFETIVAS E NOMINAIS DAS PROVISÕES PARAO IMPOSTO DE RENDAE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A reconciliação das taxas efetivas e nominais, utilizadas para cálculo das provisões para o imposto de renda e a contribuição social, é demonstrada a seguir: 2007 Contribuição Social 1.035.850 93.227 (4.646) 88.581 Imposto de Renda 1.035.850 258.939 (18.307) 240.632

Lucro antes do Imposto de renda e da Contribuição social Encargo total do Imposto de renda e da Contribuição social calculado com base nas alíquotas de 15%, mais adicional, e 9%, respectivamente. Efeitos fiscais sobre adições ou exclusões permanentes Imposto de renda e Contribuição social do exercício 27 – PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS

Em decorrência de Acordo Coletivo de Trabalho e observadas as disposições legais, a Companhia contabilizou o montante de R$ 54.504 mil destinado à participação dos empregados nos lucros ou resultados do exercício, a ser submetida à Assembléia Geral Ordinária – AGO. O valor de R$ 54.007 mil, apresentado na Demonstração do Resultado, considera a redução de R$ 497 mil, correspondente à parcela do exercício de 2006 não-realizada. 28 - REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS Embora o estatuto social da Companhia estabeleça uma distribuição de 25% do resultado líquido apurado em cada exercício social ajustado na forma da Lei, como dividendos mínimos obrigatórios, está sendo proposta, para o exercício, a seguinte distribuição: Lucro líquido do exercício Constituição de Reserva legal Realização da Reserva de lucros a realizar Lucro líquido ajustado - base de cálculo da remuneração Dividendos mínimos obrigatórios (25%) Remuneração proposta: Dividendos Juros sobre o capital próprio – JCP Imposto de renda na fonte Remuneração líquida Percentual sobre o lucro líquido ajustado Dividendos/JCP brutos por ação ordinária e preferencial (R$) 2007 652.630 (32.630) 22.399 642.399 160.600 240.000 240.000 37,4% 5,75 2006 457.350 (22.867) 22.118 456.601 114.150 240.000 (35.814) 204.186 44,7% 5,75

A remuneração aos acionistas será paga na data que vier a ser fixada na Assembléia Geral Ordinária - AGO de Acionistas, ou de acordo com a Lei Societária, no caso de a AGO não se pronunciar sobre a matéria, e terão os seus valores atualizados monetariamente a partir de 31 de dezembro de 2007 até a data do pagamento, com base na variação da taxa SELIC. 29 - TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS As transações com partes relacionadas são realizadas de acordo com os padrões e preços de mercado ou baseadas em contratos próprios do Setor Elétrico.
2007 SALDOS ELETRO- ELETRO- ELETRONUELETROCGTEE LIGHTPAR FURNAS SUL NORTE CLEAR BRÁS STN INTESA ÁGUAS DA PEDRA TOTAL 2006 TOTAL

Total 41.480 194 17 19 41.710

% 99,449 0,464 0,040 0,047 100,000

As ações ordinárias são nominativas com direito a voto. As ações preferenciais, também nominativas, não têm classe específica, nem direito a voto e não são conversíveis em ações ordinárias, gozando, entretanto, de prioridade na distribuição de dividendo, mínimo de 10% ao ano, calculado sobre o capital correspondente a essa espécie de ações. • Reservas de Capital 2007 769.028 4.759.353 1.691.475 196.343 7.416.199 2006 769.028 4.759.353 1.691.475 196.343 7.416.199

Ágio na emissão de ações Doações/subvenções para investimentos Remuneração de bens e direitos constituídos com capital próprio Correção monetária do ativo imobilizado • Reservas de Lucros

Legal Estatutárias Lucros a realizar Retenção de lucros

2007 265.215 8.179 506.020 1.679.689 2.459.103

2006 232.583 8.179 528.420 1.277.291 2.046.473

 Consumidores, Conc. e Permissionárias  Contas a receber 379  JCP/ Dividendos a receber  (-) Provisão p/perdas  Participação societária permanente  Fornecedores  Empréstimos e financiam. captados (4.211.241)  JCP/ Dividendos (238.678)  Contas a pagar (332) Totais (4.449.872)

4.724 -

34

6.364 11

538 -

70 -

14.693

-

-

-

11.696 15.117

11.815 15.242

-

-

-

-

-

(13.237)

2.888 -

-

-

2.888 (13.237)

3.192 (13.237)

(12.362)

(5.749)

(6.429)

-

-

- 97.020 18.000 - (1.029) -

31.790 -

146.810 (25.569)

112.620 (25.516)

(5) (7.643)

(5.715)

(54)

(3) 535

70

-

-

-

- (4.211.241) (4.598.096) (238.686) (202.883)

(1.456) - 98.879 18.000

(1.788) (1.846) 31.790 (4.314.010) (4.698.709) 2006

01/01/2007 a 31/12/2007 ELETRO- ELETRO- ELETROMOVIMEN- ELETROCGTEE LIGHTPAR FURNAS SUL NORTE NUCLEAR TAÇÃO BRÁS  Receita de uso da rede elétrica 42.213  Receita de prestação de serviços  Receita de JCP/ dividendos  Encargo de uso da rede elétrica - (121.577)  Despesa financeira com empréstimos e financ. captados (487.375)  JCP/ Dividendos (7.065)  Aporte de capital Totais (494.440) (79.364) STN INTESA ÁGUAS DA PEDRA TOTAL

A Reserva Legal é constituída com base em 5% do lucro líquido do exercício, de acordo com a legislação societária, limitada a 20% do capital social. A Reserva de Lucros a Realizar, decorrente do saldo credor da correção monetária de exercícios anteriores até 1995, é revertida para a conta de lucros acumulados, com base no percentual de realização do Ativo Imobilizado, integrando a base de cálculo da remuneração aos acionistas. A Reserva de Retenção de Lucros, prevista no artigo 196 da Lei nº 6.404/1976, é constituída de parcelas do lucro líquido, tendo por finalidade integrar as fontes de recursos para a aplicação em projetos de investimentos da Companhia. Foi destinado a esta Reserva, no exercício, o montante de R$ 402.398 mil, com base no orçamento de capital da Companhia, aprovado pelo Decreto nº 6.251/2007, de 06/11/2007, que prevê investimentos de R$ 962.693 mil para o ano de 2008, com as seguintes principais aplicações: Descrição Manutenção do Sistema de Geração Estudos para a Expansão da Geração Ciclo Combinado da UTE Camaçari Total Geração Reassentamento UHE Itaparica Total Itaparica Ampliação do Sistema de Transmissão Reforços e Melhorias do Sistema de Transmissão Manutenção do Sistema de Transmissão (Benfeitorias) Total Transmissão Infra-estrutura - Bens Imóveis Infra-estrutura - Equipamentos/Veículos/Móveis Infra-estrutura – Informática/Teleprocessamento/Informação Total Infra-estrutura Total Geral Dotação Orçamentária 55.130 11.660 778 67.568 134.605 134.605 264.073 325.948 91.339 681.360 10.978 26.320 41.862 79.160 962.693

TOTAL

-

57.338

4.847

632

-

-

-

-

105.030

99.442

-

-

-

-

-

1.775

-

-

1.775

1.632

-

-

-

-

-

2.888

-

-

2.888

3.192

(50.637)

(55.889)

-

-

- (9.076)

-

-

(237.179)

(237.056)

(50.637)

1.449

4.847

632

-

-

(2.400) (2.400)

(31.790) (31.790)

(487.375) (7.065) (34.190) (656.116)

(510.491) (263.486) (19.521) (926.288)

- (4.413)

|

|

Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br
A seguir, identifica-se as origens das transações, por empresa: ELETROBRÁS • • Contratos de empréstimos celebrados entre as partes, com condições de contratações informados na nota 17. Remuneração sobre o capital investido. 32 - SEGUROS Conforme contrato firmado com a Bradesco Auto/RE – Cia. de Seguros, com prazo de 04 (quatro) anos, a partir de 30/04/2005, os principais ativos da Companhia, tais como, imobilizações em serviço e almoxarifado, estão segurados, por apólices anuais, num montante global de R$ 3.085.039 mil, tendo a apólice atual vigência de 30/04/2007 a 30/04/2008. A especificação, por modalidade de risco, está demonstrada a seguir: Apólices - Riscos Nomeados: Incêndio, raio, explosão, danos elétricos, equipamentos eletrônicos - Riscos Aeronáuticos Importâncias Seguradas 3.075.735 9.304 3.085.039 Na importância segurada, relativa ao seguro aeronáutico, estão incluídos R$ 713 mil de responsabilidade civil. Além dessas importâncias seguradas, a Companhia mantém apólices de seguros para garantir a movimentação de materiais, por intermédio de seguro de transporte, nas modalidades terrestre, marítimo e aéreo nacionais e marítimo e aéreo internacionais, com vigência contratual de maio de 2005 a maio de 2009, mensalmente endossadas, e com importâncias seguradas, averbadas até o momento, no total de R$ 488.486 mil, com prêmios no montante de R$ 1.120 mil. Na determinação da política de seguros e gerência de riscos são contemplados as localizações físicas, os riscos a que se expõem os bens e o custo/benefício. 33 - ACORDO GERAL DO SETOR ELÉTRICO - RECOMPOSIÇÃO TARIFÁRIA EXTRAORDINÁRIA – RTE, VARIAÇÃO DE ITENS DA “PARCELA A” E REPASSE DE ENERGIA LIVRE. 1. Composição da RTE homologada pela ANEEL, representativa da Perda de Receita e Energia Livre. VALOR HOMOLOGADO (1) Perda de Receita Energia Livre Totais Resoluções n°s 480/02, 481/02 e 01/04. Resoluções n°s 01/04 e 45/04. 40.674 77.303 117.977 REMUNERAÇÃO ACUMULADA ATÉ 31/12/2007 (2) 11.399 44.039 55.438 VALOR AMORTIZADO ATÉ 31/12/2007 (3) 52.073 121.342 173.415 SALDO A AMORTIZAR EM 31/12/2007 (4) = (1 + 2 – 3) Prêmios Anuais 6.133 411 6.544

FURNAS • • Contratos celebrados para disponibilização do sistema de transmissão; Contratos celebrados para uso da rede do sistema de transmissão.

ELETROSUL • Contratos celebrados para uso da rede do sistema de transmissão.

ELETRONORTE • • Contratos celebrados para disponibilização do sistema de transmissão; Contratos celebrados para uso da rede do sistema de transmissão.

STN • • • Contrato de prestação de serviços de operação e manutenção de linha de transmissão. Montante investido na participação societária, para integralização do capital social da empresa. Remuneração pelo capital investido na empresa.

INTESA • Montante investido na participação societária, para integralização do capital social da empresa.

ENERGÉTICA ÁGUAS DA PEDRA • Montante investido na participação societária, para integralização do capital social da empresa.

30 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS A Comissão de Valores Mobiliários - CVM, por intermédio da Instrução no 235, de 23 de março de 1995, estabeleceu mecanismos para a divulgação, em nota explicativa, do valor de mercado dos instrumentos financeiros, reconhecidos ou não nas demonstrações contábeis. Na Companhia, os principais instrumentos financeiros são os seguintes: ATIVO • Aplicações no Mercado Aberto Os valores de tais instrumentos representam o valor de mercado devido a seus vencimentos de curtíssimo prazo. PASSIVO • Empréstimos e financiamentos Estas operações de crédito no País e no exterior estão atualizadas pelas suas moedas de origem até a data do balanço; os correspondentes encargos estão provisionados com base em taxas fixas ou variáveis vigentes em 31/12/2007, nos mercados interno e externo, e os contratos de mútuo com a Controladora, a Eletrobrás, que representam cerca de 92% do total da dívida, dos quais 93% são remunerados a uma taxa de juros equivalente a 10% ao ano. A taxa de mercado da Eletrobrás é por ela definida levando em conta o prêmio de risco compatível com as atividades do Setor Elétrico. Considerando as circunstâncias especiais envolvidas no financiamento de seus projetos de expansão, o valor de mercado desses empréstimos corresponde a seus valores contábeis. • Risco cambial Do total da dívida da Companhia, em 31/12/2007, R$ 291.271 mil são representados por moedas estrangeiras, 6,4%, compostas por US$ 113.358 mil (basicamente repasses da Eletrobrás) e por Eur 34.685 mil (saldos dos financiamentos destinados à UHE Xingó), estando a Companhia, conseqüentemente, exposta ao risco cambial do Real frente a essas moedas, que, no exercício, entretanto, registraram variações de -17,15% e -7,50%, respectivamente. 31 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO SEGREGADO POR ATIVIDADE
2007 Geração RECEITA OPERACIONAL Fornecimento de energia elétrica Suprimento de energia elétrica Disponibilização do sistema de transmissão Outras receitas operacionais 622.417 2.950.647 2.472 3.575.536 Deduções da receita operacional Reserva Global de Reversão – RGR ICMS sobre energia elétrica ISS Pesquisa e Desenvolvimento Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis - CCC Conta de Desenvolvimento Energético – CDE PROINFA PIS/PASEP COFINS (92.697) (77.237) (130) (30.660) (53.432) (246.152) (500.308) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DO SERVIÇO DE ENERGIA Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda Encargos de uso da rede elétrica Custo de operação Pessoal Material Combustíveis para a produção de energia Serviço de terceiros Comp. fin. p/utilização de recursos hídricos Depreciação e amortização Outras (48.717) (4.479) (37.020) (16.840) (222.707) (353.266) 39.826 (1.257.845) CUSTO DO SERVIÇO PREST. A TERCEIROS LUCRO OPERACIONAL BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS RESULTADO DO SERVIÇO RECEITA (DESPESA) FINANCEIRA Renda de aplicações financeiras V.monet. e acrésc. Moratórios - energia vendida Outras variações monetárias ativas Outras receitas financeiras Pis/Pasep e Cofins Encargos de dívidas V. monetárias s/empréstimos e financiamentos Outras variações monetárias passivas Outras despesas financeiras 21.364 108.232 224 10.877 (10) (504.141) 15.000 (12.165) (17.488) (378.107) Resultado Operacional antes dos JCP Juros sobre capital próprio RESULTADO OPERACIONAL Receita não operacional Despesa não operacional Resultado não operacional Lucro antes da CSLL e do IRPJ Contribuição social Imposto de renda Lucro antes das participações e da reversão dos juros sobre o capital próprio Participação nos lucros ou resultados Reversão dos juros sobre o capital próprio LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro líquido por ação (R$) 977.720 977.720 379 (3.087) (2.708) 975.012 (89.318) (229.405) 5.873 1.002 547 5.577 (4) (69.530) 1.749 (29.137) (24.578) (108.501) 64.255 64.255 2.913 (6.330) (3.417) 60.838 737 (11.227) 27.237 109.234 771 16.454 (14) (573.671) 16.749 (41.302) (42.066) (486.608) 1.041.975 1.041.975 3.292 (9.417) (6.125) 1.035.850 (88.581) (240.632) 16.032 130.665 6.195 4.205 (23) (551.775) (194) (22.626) (50.622) (468.143) 376.598 (143.600) 232.998 807 (3.033) (2.226) 230.772 (16.796) (45.101) 6.211 507 8.632 141 (62.691) (2.522) (27.277) (17.644) (94.643) 254.941 (96.400) 158.541 1.521 (5.143) (3.622) 154.919 (16.002) (42.565) 22.243 131.172 14.827 4.346 (23) (614.466) (2.716) (49.903) (68.266) (562.786) 631.539 (240.000) 391.539 2.328 (8.176) (5.848) 385.691 (32.798) (87.666) (478) 1.816.905 (461.078) 1.355.827 (124.906) (9.049) (31.401) (189.184) (4.793) (359.333) (3.387) 542.805 (370.049) 172.756 (173.623) (13.528) (37.020) (48.241) (222.707) (542.450) 35.033 (1.617.178) (3.865) 2.359.710 (831.127) 1.528.583 (39.865) (2.194) (3.173) (12.615) (206.552) (348.070) 24.770 (1.164.665) (33) 1.202.283 (357.542) 844.741 (94.351) (5.843) (26.082) (179.257) (11.923) (317.456) (5.451) 575.821 (226.237) 349.584 (134.216) (8.037) (3.173) (38.697) (206.552) (527.327) 12.847 (1.482.121) (5.484) 1.778.104 (583.779) 1.194.325 (173) (614.469) (173) (614.469) (1.490) (575.476) (1.490) (575.476) 3.075.228 (29.308) (337) (9.555) (106.637) (17.601) (19.594) (7.367) (33.976) (224.375) 905.525 (122.005) (77.237) (467) (40.215) (106.637) (17.601) (19.594) (60.799) (280.128) (724.683) 3.980.753 (71.609) (74.210) (191) (114.361) (39.590) (184.919) (484.880) 2.366.981 (28.216) (141) (37.811) (113.059) (16.333) (12.638) (802) 9.809 (199.191) 898.728 (99.825) (74.210) (332) (152.172) (113.059) (16.333) (12.638) (40.392) (175.110) (684.071) 1.123.832 6.068 1.129.900 622.417 2.950.647 1.123.832 8.540 4.705.436 589.205 2.258.227 4.429 2.851.861 1.094.172 3.747 1.097.919 589.205 2.258.227 1.094.172 8.176 3.949.780 Transmissão Total Geração 2006 (Reclassificado) Transmissão Total

ITENS

NÚMERO DO INSTRUMENTO DE HOMOLOGAÇÃO

2. Composição da Variação de Itens da “Parcela A” (período de 01/01/2001 a 25/10/2001) homologado pela ANEEL.

ITENS

VALOR HOMOLOGADO RESOLUÇÕES N°s 482/02 E 001/04 (1)

REMUNERAÇÃO ACUMULADA ATÉ 31/12/2007 (2)

TOTAL ACUMULADO ATÉ 31/12/2007 (3) = (1) + (2)

VALOR AMORTIZADO ATÉ 31/12/2007 (4)

SALDO A AMORTIZAR EM 31/12/2007 (5) = (3) - (4)

“Parcela A” (período de 01/01 a 25/10/2001)

21.827

36.213

58.040

25.258

32.782

3. Composição dos saldos dos valores homologados pela ANEEL, representativos do Repasse de Energia Livre, que se referem à compra de energia elétrica no âmbito do Mercado Atacadista de Energia Elétrica - MAE, atual Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, durante a vigência do Programa Emergencial de Redução do Consumo de Energia Elétrica. VALOR HOMOLOGADO RESOLUÇÕES Nº 001/04 E 045/04 (1) Repasse de Energia Livre TOTAL ACUMULADO
ATÉ

ITENS

REMUNERAÇÃO ACUMULADA ATÉ 31/12/2007 (2)

VALOR AMORTIZADO ATÉ 31/12/2007 (4)

31/12/2007 (3) = (1) + (2)

REDUÇÃO DE TRIBUTOS E ENCARGOS OFÍCIO Nº 2.409/2007SFF/ANEEL (5)

SALDO REPASSADO
A MAIOR EM

31/12/2007 (6) = (3)-(4)-(5)

77.303

44.039

121.342

117.330

5.880

(1.868)

Em atendimento as determinações do Ofício nº 2.409/2007-SFF/ANEEL, a Companhia registrou em sua contabilidade estorno dos valores referentes aos tributos e encargos regulatórios, cujo ônus financeiro foi imputado às concessionárias de geração e que não foram efetivamente suportados pelos consumidores, nos termos da Nota Técnica nº 392/2007-SFF/ANEEL. Como os prazos de repasse haviam sido concluídos e todos os valores repassados, com tal registro verifica-se a ocorrência de pagamento a maior, no valor de R$ 5.880 mil, a receber das citadas concessionárias. No âmbito do referido Acordo Geral do Setor Elétrico, firmado entre as geradoras e as distribuidoras em 18/12/2001, a Companhia recebeu, neste exercício, os montantes de R$ 40.866 mil e R$ 116.034 mil, correspondentes à Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE e ao Ressarcimento de Energia Livre, respectivamente, e pagou R$ 10.662 mil, a título de Energia Livre. Por outro lado, a Companhia, em atendimento às determinações do Ofício nº 2.409/2007-SFF/ANEEL, registrou a baixa do contas a receber de Energia Livre não faturado pelas distribuidoras no prazo estabelecido pela ANEEL, no montante de R$ 185.839 mil, assim como, o estorno dos custos tributários e encargos regulatórios por ela suportados, deduzidos pelas concessionárias de distribuição dos repasses financeiros de Energia Livre, cujos valores não foram efetivamente suportados pelos consumidores, nos termos na Nota Técnica nº 392/2007-SFF/ANEEL, no montante de R$ 13.437 mil, ficando com seu contas a receber de Energia Livre, por devedor, demonstrado conforme a seguir: Saldos a receber Empresa AMPLA (CERJ) 31/12/2007 Valor (R$ mil) 16.602 7.913 1.572 11.744 73.968 4.831 18.967 13.559 9.119 33.904 664 2.522 3.185 589 51.728 2.574 253.441 (205.527) 47.914 44.411 3.503 CEB-BRASÍLIA CELB CELPE CEMIG CEPISA COELBA COELCE COSERN CPFL – PAULISTA CSPE – SUL PAULISTA EBE – BANDEIRANTE ENERSUL ESCELSA LIGHT SAELPA Total bruto a receber (-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Total líquido a receber Circulante Não Circulante

3.265.709

Considerando que as empresas Distribuidoras têm prazo limite, estipulado pela ANEEL, para arrecadar a RTE de consumidores e repassar os valores devidos às empresas geradoras, a Companhia, após a adequação do contas a receber de Energia Livre às determinações estabelecidas no citado ofício, elaborou novo estudo de modo a encontrar a parcela do contas a receber não-realizável, em função do término dos prazos da RTE das distribuidoras. Com isso, foi estimada em R$ 205.527 mil a provisão para perdas na realização desses créditos em 31 de dezembro de 2007. Diante da interpretação dada pela ANEEL, quanto à não-realização do contas a receber de Energia Livre, impondo perdas substanciais às Geradoras, a Companhia, em conjunto com as empresas do Sistema ELETROBRÁS, está envidando esforços junto aos órgãos e instâncias competentes, no sentido de preservar os seus direitos previstos no Acordo Geral do Setor Elétrico. 34 - BENS E DIREITOS DA UNIÃO UTILIZADOS PELA CONCESSIONÁRIA Nos termos da Instrução Contábil no 6.3.13, do Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, a Companhia mantém, em registros auxiliares, bens e direitos da União em regime especial de utilização, segregados por atividade, no montante de R$ 68.465 mil (custo corrigido), conforme demonstrativo a seguir: 2007 Geração Quant. Itens Barragem da UHE Castelo Branco Terrenos Edificações Reassentamento da UHE Itaparica Aeroporto de Guadalupe-PI Estrada de acesso à UHE Castelo Branco Outros Total Custo Corrigido Estimativa Valor de Líquido Depreciação Quant. Itens Transmissão Custo Corrigido Estimativa de Depreciação Valor Líquido 2006 Geração Valor Líquido Transm. Valor Líquido

1 10 223 1 1

56.858 2.958 1.688 5.201 926

(48.898) (1.688) (1.931) (926)

7.960 2.958 3.270 -

4 2 -

223 13 -

(10) -

223 3 -

9.097 2.958 3.478 -

223 3 -

656.289 (14.561) 641.728 -

50.348 (39.446) 10.902 -

706.637 (54.007) 652.630 15,65

168.875 (19.988) 143.600 292.487 -

96.352 (27.889) 96.400 164.863 -

265.227 (47.877) 240.000 457.350 10,97

1 237

508 68.139

(508) (53.951)

14.188

3 9

90 326

(72) (82)

18 244

15.533

22 248

|

|

Ministério de Minas e Energia
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

CNPJ Nº 33.541.368/0001-16 COMPANHIA ABERTA http://www.chesf.gov.br

35 - REMUNERAÇÃO DOS EMPREGADOS E ADMINISTRADORES Tomando-se por base o mês de dezembro de 2007 e de acordo com a política salarial da Companhia, a maior e a menor remunerações mensais pagas a empregados foram de R$ 23.216,60 e R$ 996,60, respectivamente; o maior honorário atribuído a dirigentes correspondeu a R$ 27.016,00. Tais remunerações são compostas de salários permanentes, gratificações e adicionais. 36 – RECEITAS – CONCESSIONÁRIAS DE SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSMISSÃO A Receita Anual Permitida está definida na Cláusula Primeira item XIV do Contrato de Concessão a qual se refere à receita autorizada pela ANEEL, mediante resolução, pela disponibilização das instalações do Sistema de Transmissão relacionadas nesse Contrato de Concessão. A Receita Anual Permitida da Transmissora é composta pela parcelas RPB (parcela referente às instalações da Rede Básica) mais RPC (parcela referente às demais instalações de transmissão e conexões). A RPB ainda está subdividida em RBSE (receita referente aos ativos de transmissão indicadas na Resolução ANEEL nº 167/2000, para as instalações de transmissão existentes à época), mais RBNI (receita referente aos novos ativos a serem incorporados ao sistema de transmissão da empresa), ambas reajustadas anualmente pelo IGP-M. Após a Primeira Revisão Tarifária Periódica das Concessionárias de Transmissão de Energia Elétrica ocorrida em julho de 2007, a RBNI não terá seus valores diminuídos pela metade após o 15º ano da entrada em operação, conforme estabelecido nas autorizações emitidas pela ANEEL à época. Para novas concessões, obtidas em Leilões Públicos de Transmissão, a receita corresponderá ao valor indicado nos lances, sendo fixa e reajustada anualmente pelo IPCA ao longo do período de concessão e está sujeita, também, a revisões tarifárias a cada 4 anos, durante os 30 anos de duração da concessão. 37 - UNIVERSALIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE ENERGIA ELÉTRICA – PROGRAMA LUZ PARA TODOS A Companhia é agente executor do Programa Luz para Todos em 79 municípios do Estado do Piauí, compreendendo 51.994 novas ligações rurais, com meta de implantação até 30 de setembro de 2009. O Programa possui as seguintes fontes de recursos, no valor total de R$ 327.562 mil, com gastos de R$ 934 mil, já realizados:

COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA E DOS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL

DIRETORIA

Dilton da Conti Oliveira Diretor – Presidente

Marcos José Mota de Cerqueira Diretor Econômico-Financeiro e Diretor Administrativo Substituto

José Ailton de Lima Diretor de Engenharia e Construção

Mozart Bandeira Arnaud Diretor de Operação

SUPERINTENDÊNCIA DE EXECUÇÃO E CONTROLE ECONÔMICO-FINANCEIRO

José Ivan Pereira Filho Superintendente CRC-PE-007552/O-6 – Contador CPF - 080.801.434-04

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Origem do Recurso Valor (R$ mil) Fontes de financiamento Contratos para a execução Aracilba Alves da Rocha Presidente União 262.050 Contrato ECFS-177/2007 Eletrobrás/Chesf Custos diretos para 46.217 ligações CN-92.2007.4130 (Projeto, Construção e Fornecimento de Materiais).

Governo do Estado do Piauí

Convênio 32.756 Governo do Piauí/Chesf

Custos diretos para 5.777 ligações CN-92.2007.4130 (Projeto, Construção e Fornecimento de Materiais) quanto ao item Projeto e Fornecimento de Placas. PG-92.2007.3670 (Fiscalização e Apoio Técnico). Cadastramento Preliminar e Gestão.

Dilton da Conti Oliveira Conselheiro

Swedenberger do Nascimento Barbosa Conselheiro

Ricardo Spanier Homrich Conselheiro

Erenice Alves Guerra Conselheira

Cepisa

32.756

Termo de Cooperação Cepisa/Chesf

Custos indiretos para 51.994 ligações

Luiz Awazu Pereira da Silva Conselheiro

Total

327.562

CONSELHO FISCAL Marcelo Cruz Presidente Sonia Regina Jung Conselheira Antônio Carlos Pinho de Argôlo Conselheiro

Nota: Os municípios não participarão com recursos financeiros para a execução do programa. 38 – EVENTOS SUBSEQÜENTES Alterações na Lei nº 6.404/1976, que regula as sociedades por ações. Em 28 de dezembro de 2007, o Presidente da República sancionou a Lei nº 11.638, promovendo alterações nas regras contábeis do Brasil, no sentido de seu alinhamento às Normas Internacionais de Contabilidade, no que tange à preparação e divulgação das demonstrações contábeis. Apresentamos a seguir as principais alterações contábeis, que, na avaliação da administração, poderão ter efeitos sobre as demonstrações contábeis da Companhia a partir do exercício de 2008. • Demonstrações Financeiras Extinção da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR, com a sua substituição pela Demonstração de Fluxo de Caixa, esta já praticada pela Companhia. • Escrituração Contábil A legislação determinava que as disposições da lei tributária ou legislação especial fossem escrituradas em registros auxiliares. Com as alterações, esses registros podem ser realizados em livros auxiliares ou nos próprios livros contábeis desde que, neste último caso, sejam efetuados os registros contábeis para fins de elaboração das demonstrações contábeis. As companhias abertas deverão observar as normas expedidas pela CVM e estas deverão observar as Normas Internacionais de Contabilidade. Os lançamentos de ajuste efetuados exclusivamente para a harmonização de normas contábeis não poderão ter efeitos tributários. • Balanço Patrimonial A estrutura do Patrimônio Líquido – PL foi alterada sendo eliminados os Lucros Acumulados, passando a fazer parte do PL as Ações em Tesouraria e os Ajustes de Avaliação Patrimonial. • Ativo a) No Ativo Imobilizado serão classificados os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da Companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. b) No Ativo Diferido serão classificados as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social, e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional. c) No Ativo Intangível serão classificados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. • Patrimônio líquido Foram abolidas das reservas de capital o Prêmio Recebido na Emissão de Debêntures e as Doações e Subvenções para Investimento. • Critérios de avaliação do ativo

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos Acionistas e Administradores da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF Recife – PE

1.

Examinamos o balanço patrimonial da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF levantado em 31 de dezembro de 2007 e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes ao exercício findo naquela data, elaboradas sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Companhia; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Companhia, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no primeiro parágrafo representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF, em 31 de dezembro de 2007, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As informações suplementares, referentes às demonstrações do valor adicionado e do fluxo de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2007, requeridas pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, são apresentadas com o propósito de permitir análises adicionais, e não são requeridas como parte das demonstrações contábeis. Referidas informações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos no segundo parágrafo e, baseados em nossos exames, não temos conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita para que as mesmas estejam adequadamente apresentadas, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. As demonstrações contábeis, correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2006, apresentadas para fins de comparação, foram examinadas por outros auditores independentes, cujo parecer emitido em 07 de março de 2007, não continha ressalva.

2.

3.

4.

5.

Recife (PE), 01 de fevereiro de 2008. I - Os instrumentos financeiros, inclusive derivativos, direitos e títulos de créditos, classificados no Ativo Circulante ou no Realizável a Longo Prazo passam a ser avaliados: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; II - Os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da amortização; respectiva conta de Boucinhas & Campos + Soteconti Auditores Independentes S/S CRC – SP – 005.528/O – 2 “S” – PE

Carlos Caputo Contador CRC SP 175.056/O “S” - PE

III - Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. • Critérios de avaliação do passivo As obrigações, encargos e riscos classificados no Exigível a Longo Prazo serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. • Demonstração do Resultado do Exercício A Demonstração do Resultado do Exercício discriminará as participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa. • Reservas e Retenção de Lucros Criada a Reserva de Incentivos Fiscais - doações e subvenções governamentais para investimento, que passarão a compor o resultado do exercício e, por proposta dos órgãos da administração, a Assembléia Geral poderá destinar a parcela do lucro líquido decorrente desses incentivos para a formação da referida reserva. • Limite do saldo das reservas de lucros O saldo das Reservas para Contingências, de Incentivos Fiscais e de Lucros a Realizar podem ultrapassar o montante do capital social. • Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas Os investimentos em coligadas, sobre cuja administração tenha influência significativa ou participe com 20% ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Os requerimentos da nova lei aplicam-se às demonstrações contábeis relativas aos exercícios encerrados a partir de 01 de janeiro de 2008, não sendo possível, no momento, determinar os impactos decorrentes da entrada em vigor da referida lei nas demonstrações contábeis da Companhia.

PARECER DO CONSELHO FISCAL

O Conselho Fiscal da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, procedeu ao exame do Relatório da Administração, bem como do Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Contábeis, referentes ao exercício findo em 31/12/2007, à vista do Parecer dos Auditores Independentes, Boucinhas & Campos + Soteconti Auditores Independentes S/S, emitido em 01/02/2008, sem ressalvas, elaborado de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil. Tomou, ainda, conhecimento das seguintes proposições a serem encaminhados à deliberação da Assembléia Geral de Acionistas: 1. Proposta de Destinação do Resultado do Exercício; e 2. Proposta do Orçamento de Capital. O Conselho Fiscal, por unanimidade, é de opinião que os referidos documentos societários refletem adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a situação patrimonial, financeira e de gestão da Companhia Hidro Elétrico do São Francisco – CHESF. Adicionalmente, por unanimidade, manifesta-se favorável à submissão da proposta de destinação do resultado do exercício e do orçamento de capital à Assembléia Geral dos Acionistas, na forma apresentada pelo Conselho de Administração. Brasília, 17 de março de 2008 Marcelo Cruz Presidente Sonia Regina Jung Antonio Carlos Pinho de Argôlo

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RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DA ELETRONORTE 2007
MENSAGEM Construir o caminho da energia que gera desenvolvimento e melhores condições de vida para milhares de brasileiros tem sido a incessante busca da Eletronorte. E é esta busca que estimula a Empresa para que vença os desafios de prover as necessárias condições para operação dos sistemas isolados e para participar de novos empreendimentos no sistema interligado. Foram estes desafios que inspiraram a revisão do Credo Empresarial e o desenho do Mapa Estratégico que guiará os passos da Empresa até 2010 e que traça uma rota para que se alcance e consolide o necessário lucro contábil. A procura constante deste objetivo faz com que enxerguemos com otimismo o futuro próximo com uma Eletronorte atuante e superavitária. Graças não só a inovação tecnológica e à melhoria contínua de sua gestão, mas, também, ao alto grau de profissionalismo do nosso quadro – tanto gerencial como funcional. Quando insistimos na busca pelo equilíbrio dos números da Empresa focamos, antes de tudo, o aperfeiçoamento na execução de nossos serviços em prol das populações da região amazônica, detidamente aquelas mais pobres. Somos importante instrumento do Governo para colocar em prática o projeto de levar luz àqueles brasileiros que ainda sofrem com a falta deste direito básico. Além disto, continuamos dando a essas populações assistência, em diversos campos, e participando do dia a dia de suas vidas. Vamos prosseguir, como registrado neste Relatório de Administração, na busca de melhores metas, mesmo que as alcançadas em 2007 já sejam suficientes para demonstrar que, apesar do caminho ser longo, estamos no rumo certo. Carlos R. A. Nascimento Presidente PERFIL E ESTRUTURA Instituição e Propósitos A Eletronorte é uma concessionária de serviço público de energia elétrica, sociedade anônima de economia mista, subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás e tem como finalidade principal a realização de estudos, projetos, construção e operação de usinas geradoras e de sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica, diretamente ou por meio de suas subsidiárias integrais Boa Vista Energia S.A. e Manaus Energia S.A., bem como a celebração de atos de comércio decorrentes dessas atividades. Criada em 20 de junho de 1973, com sede no Distrito Federal, a Eletronorte tem instalações na Região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Além dos clientes localizados nos estados mencionados, fornece energia para compradores que se localizam nas demais regiões brasileiras, por meio do Sistema Interligado Nacional. Como estabelecido em seu Estatuto Social, no Capitulo III, Artigo 11, a Eletronorte é administrada pelo Conselho de Administração que fixa orientação geral de seus negócios por meio de diretrizes corporativas, bem como pelo acompanhamento destas. A Diretoria Executiva é composta pelo Diretor-Presidente e pelos Diretores de Gestão Corporativa, Econômico-Financeiro, de Planejamento e Engenharia, e de Produção e Comercialização. Possui duas subsidiárias integrais, a Manaus Energia S.A. e a Boa Vista Energia S.A., e participações nas empresas Sociedades de Propósito Especifico Amazônia Eletronorte Transmissora de Energia S.A. – Aete, Integração Transmissora de Energia S.A. – Intesa e Energética Águas da Pedra S.A.. É ainda patrocinadora da Previnorte – Fundação de Previdência Complementar. O CAMINHO DA ENERGIA O Planejamento Estratégico Como previsto no Relatório da Administração de 2006, um novo ciclo de planejamento foi iniciado em 2007 para determinação dos caminhos a serem seguidos até 2010 e que teve como primeira etapa a definição do novo Credo Empresarial. A alteração da Missão, Visão e Valores consubstanciou a adequação da Eletronorte ao modelo vigente do setor elétrico e estabeleceu as premissas necessárias para o desenho do Mapa Estratégico com os objetivos que serão perseguidos no período. Deve-se ressaltar que este novo ciclo nasce fortalecido pelo amadurecimento do processo de planejamento e acompanhamento do desempenho empresarial. A disciplina com que vêm acontecendo os Encontros de Planejamento, onde participam todos os Diretores e gerentes de primeiro nível, as Reuniões de Coordenadores de Objetivo e as Reuniões de Análise Critica com a Diretoria Executiva, demonstram que o Planejamento Estratégico vem se tornando uma importante característica da cultura empresarial da Eletronorte. E esta importância é ainda mais acentuada quando o acompanhamento do desempenho e a análise dos resultados passa a ser também uma prática estruturada do Conselho de Administração da Eletronorte, como aprovado na 318ª Reunião realizada em 10 de dezembro de 2007. A continuidade deste processo permitirá que o Planejamento Estratégico seja constantemente enriquecido e que a Empresa possa sempre permanecer no caminho da energia. Novos Negócios, Parcerias e Empreendimentos A busca permanente pelo crescimento empresarial requer o constante trabalho no desenvolvimento de parcerias para participação nos leilões de concessão de linhas e de usinas, na busca de condições financeiras que possam tornar os lances competitivos e os novos investimentos rentáveis. A retrospectiva mostra que algumas ações iniciadas no ano anterior tiveram continuidade em 2007 e outras foram prospectadas, para que novas fronteiras sejam abertas, sem jamais esquecer o compromisso histórico com a Região Norte, o profundo respeito ao meio ambiente e a população local. No leilão ANEEL - 004/2007, realizado em 07/11/2007, a Eletronorte e seus parceiros sagraram-se vencedores no lote “C”, referente à LT Juba – Jauru em 230kV, compondo o Consórcio JAURU Transmissora de Energia S.A. no qual a Eletronorte participa com 45% e as empresas Tema Participações S.A., com 35% e Bimetal Indústria e Comércio de Produtos Metalúrgicos Ltda., com 20%. A Receita Anual Permitida correspondente ao empreendimento é de R$ 14.946.000,00, cabendo à Eletronorte o valor de R$ 6.525.700,00 (45%). No mesmo leilão ANEEL - 004/2007, realizado em 07/11/2007, a Eletronorte venceu isoladamente o certame referente ao lote “G”, correspondente à LT São Luis II – São Luis III 230 kV, sendo a Receita Anual Permitida correspondente ao empreendimento de R$ 2.121.984,00. Destacamos ainda a UHE Dardanelos, oriunda do Leilão nº 004/2006 -ANEEL, realizado em 10/10/2006, em cujo consórcio a Eletronorte participa com 24,5%. As obras foram iniciadas em Set/2007 e estão em andamento normal, com previsão de início de geração para Janeiro de 2010, antecipando em um ano a data prevista pela ANEEL. A receita prevista deste empreendimento é da ordem de R$ 240 milhões.por ano. A Receita Anual Permitida correspondente ao empreendimento LT Colinas – Serra da Mesa, em 500kV, oriunda do Leilão nº 001/2005-ANEEL – Lote B, realizado em 17/11/2005, é de R$ 65.349.100,00, na qual a parcela da Eletronorte é de R$ 24.179.167,00 (37%). A prospecção de novos negócios tem sido realizada de forma sistemática, como permitido pela legislação vigente. A Empresa tem participado de diversos inventários e estudos de viabilidade que permitirão ampliar o conhecimento sobre possíveis aproveitamentos futuros e qualificá-la para participações nos leilões decorrentes. Dimensão Empresarial A Eletronorte apresenta a dimensão empresarial mostrada no quadro a seguir: DADOS OPERACIONAIS USINAS EM OPERAÇÃO Hidráulicas Térmicas POTÊNCIA INSTALADA (MW) Hidráulica (MW) Térmica (MW) PIE (MW) LINHAS DE TRANSMISSÃO (km) Em 500 kV (km) Em 230 kV (km) Em 138 kV (km) Tensões abaixo de 138 kV (km) SUBESTAÇÕES Capacidade de Transformação (MVA) CLIENTES E MERCADO Distribuidoras - Sistema Interligado Nacional (MWh) Distribuidoras - Sistema Isolado (MWh) Industriais (MWh) Comercializadoras (MWh) Total (MWh) FINANCEIROS Ativo Total (R$ milhões) Receita Operacional Bruta (R$ milhões) Receita Operacional Líquida (R$ milhões) Resultado do Serviço (R$ milhões) Lucro / Prejuízo líquido (R$ milhões) Patrimônio Líquido (R$ milhões) Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) Serviço da Dívida (Encargos, Empréstimos e Financiamentos de Curto e Longo Prazos) – total em R$ milhões Em Moeda Nacional (R$ milhões) Em Moeda Estrangeira (R$ milhões) Endividamento do Patrimônio Líquido (%) Em moeda Nacional (%) Em moeda Estrangeira (%) INDICADORES DE PERFOMANCE QUADRO DE PESSOAL Eletronorte Salário Médio dos Funcionários (R$) Retorno dos Ativos em Produção (Resultado do Exercício / Ativo Imobilizado em Serviço) Capital Social (R$ milhões) Taxa de Gravidade de Acidentes (TGA) Taxa de Freqüência de Acidentes (TFA) Índice de Absenteísmo (IAD) Principais Instalações Estados Amapá Acre Amazonas Maranhão Mato Grosso Pará Rondônia Roraima Tocantins Total UHE Tucuruí UHE Curuá-Una UHE Samuel 4 UHE’s Usinas Hidrelétricas UHE Coaracy Nunes UTE UTE UTE UTE Usinas Termoelétricas Subestações (unidades) Santana 9 Rio Acre 3 Rio Branco I UTE Rio Branco II Electron 8 9 12 UTE Rio Madeira UTE Floresta 7 UTE’s 10 1 2 54 Linhas (km) 504,76 373,00 2.387,00 2.534,00 2.418,00 916,00 190,00 517,00 9.839,76 DEZEMBRO DE 2007 11 04 07 9.736,66 8.694,00 599,26 443,40 9.839,76 3.236 5.114 1018 472 55 25.633 13.786.790,98 3.889.440,00 15.626.426,62 3.720.683,40 37.023.341,00 19.131,9 4.458,4 3.765,0 697,0 (542,3) 8.617,4 (6,29) 7.478,0 6.865,5 612,5 86,78 79,67 7,11 3.613 4.089,81 (3,73%) 2.843,2 1.005 2,81 1,2 Para o inventário do Rio Tapajós, por exemplo, com potencial estimado em 11.000 MW, os Estudos de Inventário estão sendo realizados pelas empresas: Eletronorte, Eletrobrás e Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A. Foi aprovado pela ANEEL, o inventário do Rio Ji-Paraná – com um potencial estimado em 350 MW, cujos estudos foram desenvolvidos em parceria com a empresa Construtora Queiroz Galvão. Dentre os diversos estudos de viabilidade que estão em andamento, todos contando com empresas parceiras, destacam-se o da UHE Marabá, a ser implantada no Rio Tocantins, no Estado do Pará, com potência instalada de 2.160 MW, cujo estudo está sendo feito em parceria com a empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., e o da UHE Serra Quebrada, usina a ser implantada no Rio Tocantins, na divisa dos estados de Tocantins e Maranhão, com potência instalada de 1.328 MW, em parceria com as empresas, Alcoa Alumínio S/A., BHP Billiton Metais S/A. e Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A. Complementando o rol de novos negócios, foram adquiridos os seguintes ativos na Eletronorte em 2007: ° Autotransformador 500/138 kV – 180 MVA e as conexões correspondentes, pertencentes à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional, instalado na Subestação Miracema, localizada no Estado de Tocantins, adquirido da Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins S.A. – Empresa pertencente ao Grupo Rede. A Receita Anual Permitida deste equipamento é de R$ 2.599.097,00 (data base=Jul/2007, conforme Ofício ANEEL enviado ao Grupo Rede). Disjuntor 550 kV da SE Colinas, adquirido da Empresa Novatrans Energia S.A., instalado para conexão do banco de reatores de barra de 3x55 MVAr de propriedade da Eletronorte, incorporado para fins de integração à rede Básica do Sistema Interligado Nacional. A Eletronorte já está recebendo a Receita Anual Permitida deste equipamento, no valor de R$ 624.533,00 para os primeiros 15 anos (data base=Dez/2006), sendo que este valor cairá pela metade, para o valor de R$ 312.266,50, nos últimos 15 anos.

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A fim de aumentar constantemente as potências disponíveis nos sistemas elétricos visando a suprir a crescente demanda verificada no mercado nacional, a Eletronorte vem desenvolvendo ações no âmbito da Geração e da Transmissão de forma a aumentar sua capacidade instalada de fornecimento de energia. Foram energizados sete empreendimentos relevantes para a população em seus respectivos municípios e adiantados diversos outros, cuja conseqüência será a energização em 2008. Ao todo, estão sendo implantados atualmente 84 empreendimentos da transmissão, incluindo novas linhas de transmissão, subestações e ampliações. O orçamento executado em 2007 nas obras da transmissão alcançou a cifra de R$ 369 milhões, resultado dos investimentos realizados em todos os estados onde a Empresa está presente. No Sistema de Transmissão Norte-Nordeste, foram realizadas ampliações de subestações, instalação e recuperação de equipamentos com a finalidade de aumentar o fornecimento de energia elétrica em níveis adequados de tensão, melhorando a qualidade e a confiabilidade do sistema. As energizações de novos componentes ocorridas na SE São Luis II, bem como a ampliação da SE São Luis I, beneficiou aproximadamente 957.515 habitantes no município de São Luiz. Ainda no Estado do Maranhão a ampliação da SE Imperatriz, já atende a aproximadamente 229.631 habitantes no município de Imperatriz e cidades adjacentes. Encontram-se adiantadas as obras de ampliação das subestações de Peritoró e Porto Franco que terão as suas capacidades de fornecimento de energia elétrica elevadas em mais de 100 MVA no primeiro semestre de 2008. No Sistema de Transmissão do Mato Grosso, as ampliações das subestações SE Barra do Peixe, SE Sorriso e SE Couto Magalhães atenderão quatro municípios, beneficiando aproximadamente 370.000 habitantes. No Acre e em Rondônia estão quase concluídas as obras de implantação da linha de transmissão em 230 kV interligando as SE’s Ji-Paraná, Pimenta Bueno e Vilhena, com extensão de 280km, que proporcionarão ligação entre essas subestações para interligação do Sistema Isolado Acre-Rondônia e futura conexão ao Sistema Interligado Nacional – SIN. Com previsão de energização em fevereiro de 2008, a implantação da linha de transmissão em 138 kV, com 194,48 km, interligando as SE’s Rio Branco I e Epitaciolândia, trará melhorias ao sistema de distribuição de energia elétrica da capital Rio Branco e cidades adjacentes, beneficiando aproximadamente 13.434 habitantes. Também em fase final de conclusão a implantação da linha de transmissão em 69 kV, com 148,80 Km, interligando as SE’s Rio Branco e Sena Madureira, que beneficiará cerca de 34.230 habitantes do município de Sena Madureira e cidades adjacentes. Importantes realizações também estão sendo feitas, com reforços e melhorias, nos demais sistemas isolados. A ampliação da SE Ariquemes no estado de Rondônia, beneficiará aproximadamente 82.382 habitantes daquele município, além de aumentar a capacidade de transmissão de energia elétrica em níveis adequados de tensão para futura conexão ao Sistema Interligado Nacional - SIN. A Implantação da linha de transmissão em 69 kV, com 8,2 Km, interligando as SE’s Macapá II e Santa Rita, assim como a implantação da SE Santa Rita e a ampliação da SE Equatorial, na cidade de Macapá, beneficiará cerca de 344.143 habitantes da capital do Amapá. No âmbito da Geração, a Eletronorte vem desenvolvendo ações a fim de aumentar constantemente as potências disponíveis nos sistemas elétricos visando a suprir a crescente demanda verificada no mercado nacional, por meio de recapacitação, repotenciação e ampliação de algumas de suas unidades geradoras, bem como a constante realização de estudos de Inventário Hidrelétrico. Foram acrescentados ao sistema 1.125MW com a entrada em operação comercial em 2007 das unidades 20, 22 e 23 da usina Hidrelétrica de Tucuruí. Comercialização de Energia A Eletronorte comercializou, em 2007, a energia elétrica assegurada da UHE Tucuruí e da UHE Curuá-Una no valor de 4.140 e 24 MW médios respectivamente, tendo como resultado uma receita Bruta de R$ 2.788.396.362,41. Merece destaque a venda de energia no curto prazo, que, alinhada à estratégia empresarial, superou as expectativas, refletindo o desempenho da equipe, a consolidação dos conhecimentos adquiridos e o acompanhamento mercadológico ativo durante o ano. Contratos Vigentes na Área do Sistema Interligado: Contratos com Distribuidoras a) Contratos Decorrentes de Leilão de Compras de 2002 O valor contratado em 2007 foi de 25 MW médios para as distribuidoras Celpa e Celtins. b) Contratos Decorrentes de Leilão de Ajuste Com o objetivo de complementar a carga de energia necessária ao atendimento do mercado consumidor das concessionárias de distribuição, até o limite de 1% dessa carga, a Eletronorte participou do 4º Leilão de Ajuste, tendo vendido e contratado com as distribuidoras Celpa e Celtins o total 12 MW médio. c) Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado – CCEAR Assinados em janeiro de 2005, estes contratos são resultantes do 1º Leilão de Energia no Ambiente de Contratação Regulada – ACR, conforme estabelecido na Lei 10.848 e respectiva regulamentação. Foram comercializados 602,18 MW médios para o período 2005 – 2012, 304,40 MW médios para o período 2006 – 2013 e 544,10 MW médios para o período 2007 – 2014. Em janeiro de 2007 foram assinados os contratos resultantes do 5º Leilão de Energia no Ambiente de Contratação Regulada – ACR, no qual a Eletronorte comercializou 50 MW médios com validade de 2007 a 2014. Com base no mecanismo de sobras e déficits – MCSD, previsto na legislação, foram liquidados na CCEE 36,3 MW médios. O valor realizado está tabulado a seguir. Tipo de Contrato Leilão de compra Distribuidoras 2005 R$ x 1000 55.349,01 MWmédio 71 R$ x 1000 323.885,03 MWmédio 660 R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 379.234,04 MWmédio 731 % % 2006 56.018,97 71 504.838,91 948 560.857,88 1.019 48 39 2007 19.017,96 25 977.985,68 1.537 4.959,97 12 1.001.963,61 1.574 79 54

Arquitetura dos Negócios A sistemática de trabalho da Empresa está baseada na arquitetura dos negócios, onde se definem os processos da Eletronorte que geram produtos para os clientes e seus inter-relacionamentos, assim como os fornecedores dos processos, conforme diagrama simplificado mostrado na figura a seguir.

Organograma

CCEAR Leilão de Ajuste Total Crescimento no faturamento (R$) Crescimento no contrato (MW médio) Contratos com Consumidores Industriais Tipo de Contrato Livre Cativo Total Crescimento no Faturamento Crescimento no Contrato

R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 MWmédio % %

Consumidores Industriais 2005 718.213,81 1.421 154.686,13 203 872.899,94 1.624

2006 979.368,66 1.454 110.834,59 212 1.090.203,25 1.666 25 3

2007 1.099.942,34 1.548 130.047,56 236 1.229.989,90 1.784 13 7

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Ministério de Minas e Energia
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a)

Leilões de Curto Prazo Os resultados obtidos neste segmento de mercado estão tabulados a seguir:

Voltado à educação, foi executado o Projeto Escola de Fábrica, que tem como objetivo a aquisição de conhecimentos em serviços de olaria, ourivesaria, marcenaria e artesanato, incluindo o reforço escolar e o aprendizado de temas que envolvem o exercício da cidadania. Em Manaus, 20 alunos tiveram aulas durante 6 meses com diploma do Funcefet - Manaus. 2006 194.554,14 588 17 410,38 300 21 2007 299.662,26 425 22 54,03 - 28 29 O projeto Jovem Aprendiz, com programação de conteúdo técnico de formação para o trabalho, educação e cidadania, visando a execução de atividades socioeducativas e laborais para a formação profissional e ingresso no mercado de trabalho, foi desenvolvido na Sede - Brasília e nas regionais do Amapá, Pará, Roraima, Mato Grosso, Maranhão, Tucuruí e Rondônia, beneficiando 147 jovens. Foi desenvolvido ainda estudo de potencialidades de plantio no entorno do lago UHE Tucuruí – PA, com consultoria do Instituto de Desenvolvimento Sustentável – IDS. Na Regional do Mato Grosso foi desenvolvido o Projeto Linha Verde, com cultivo de hortas comunitárias nas faixas de servidão, com geração de renda para as comunidades de São João Del Rey e Dr. Fábio; o Projeto Brinquedoteca, que proporciona espaço com brinquedos e monitoria atendendo 240 crianças com idades entre três a doze anos; e, o Projeto Karatê com Energia proporcionando esporte e inclusão para 300 crianças e adolescentes, beneficiando 250 famílias. No Pará, o Projeto Liceu de Artes e Ofício, com desenvolvimento de cursos técnicos de elétrica e movelaria, atendeu a 120 jovens no município de Itupiranga; o Projeto de Qualificação de Recursos Humanos em Aqüicultura da Amazônia, desenvolvido juntamente com a Fundação de Apoio a Pesquisa ligada a Universidade do Pará, capacitou produtores e interessados em aqüicultura, com cerca de 44 treinamentos. Foi criado também o Projeto de Desenvolvimento Sustentável com o Fortalecimento Institucional das Comunidades Quilombolas do Amapá, com desenvolvimento de vários projetos de artesanato, hortas comunitárias, aqüicultura, produção de mudas e agricultura. Ainda na Regional do Amapá, o desenvolvimento do Projeto no meio do mundo arte no muro proporciona o desenvolvimento de atividades sócio-educativas e esportivas envolvendo 150 jovens; o Projeto Som com Energia proporciona, através de atividades de musicalização, ações de responsabilidade social interna e externa; o Projeto Criança Feliz atende 238 crianças do Recta; e, o Projeto Cidadania com Energia, que promove a inclusão social e a progressiva melhoria na condição social para 150 adolescentes. A seguir é apresentado o Balanço Social da Eletronorte e o consolidado, incluindo as subsidiárias Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A.. Balanço Social Controladora (Valores expressos em milhares de Reais) 1 - Geração e Distribuição de Riqueza Distribuição do Valor Adicionado ADemonstração do ValorAdicionado - DVAestá apresentada, na íntegra, no conjunto das demonstrações contábeis 2 - Recursos Humanos Em 2007 1.879.577Em 2006 53,96% governo 1.698.863 22,49% empregados

Comercialização no Curto Prazo R$ x 1000 MWmédio Nº. de clientes Crescimento no Faturamento - % Crescimento no Contrato - % Crescimento de nº. de clientes - % b) Recuperação Tarifária Extraordinária

2005 38.119,75 147 14

O saldo da RTE - Recuperação Tarifária Extraordinária, em 2007, repassada pelas Distribuidoras em 2007 retrata o término do prazo e do valor a ser repassado de algumas distribuidoras. Recuperação Tarifária Extraordinária Recebimento das distribuidoras R$ x 1000 Repasse para as geradoras R$ x 1000 c) 2005 46.898,4 783,5 2006 45.882,3 721,9 2007 34.052,3 193,2

Liquidação das Diferenças na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE A ELETRONORTE teve um saldo positivo no mercado de curto prazo da CCEE. Em relação ao ano anterior teve um decréscimo devido ao aumento da venda no curto prazo durante o ano em questão. Liquidação na CCEE Liquidação das diferenças Crescimento R$ x 1000 % 2005 206.648,6 2006 429.380,6 108 2007 256.780,6 -40

Contratos Vigentes na Área do Sistema Isolado Nos Sistemas Isolados do Amapá, Acre e Rondônia, a ELETRONORTE comercializa a energia de Geração Própria e a adquirida de Produtores Independentes de Energia – PIEs, vendendo esta energia para as distribuidoras locais. No caso de Boa Vista, a ELETRONORTE comercializa com a distribuidora local a energia importada da EDELCA – empresa geradora de energia da Venezuela. A Eletronorte firmou contratos de aquisição de energia com diversos PIEs nos estados de Rondônia e Amapá, a saber: - UTE Termonorte I, para fornecimento de 64MW, com prazo de vigência até 30/07/2010; - UTE Termonorte II, para fornecimento de 340MW, com prazo de vigência até 29/08/2023; - Gebra - Brasileira Geradora de Energia Ltda - para fornecimento de 40MW (aluguel de unidades geradoras), com prazo de vigência até 02/11/2008. Contratos com as Distribuidoras: A carteira de clientes da ELETRONORTE nos Sistemas Isolados em 2007 foi a seguinte: Sistemas Isolados Distribuidora CEA CERON ELETROACRE BOVESA TOTAL Crescimento da receita Crescimento da energia suprida Importação da Venezuela Energia EDELCA Compra da linha Operação e Manutenção US$ x 1000 MWmédio US$ x 1000 US$ x 1000 CARTEIRA DE CLIENTES TIPO DE CONTRATO CONTRATO (MWmedio) DISTRIBUIDORAS SISTEMA Nº DE CONTRATOS Nº DE CLIENTES INTERLIGADO FATURADO (R$ x 1000) CONTRATO (MWmedio) Nº DE CONTRATOS INDUSTRIAIS Nº DE CLIENTES FATURADO (R$ x 1000) CONTRATO (MWmedio) Nº DE CONTRATOS COMERCIALIZADORAS Nº DE CLIENTES FATURADO (R$ x 1000) LIQUIDAÇÃO CCEE FATURADO (R$ x 1000) CONTRATO (MWmedio) TOTAL Nº DE CONTRATOS Nº DE CLIENTES SISTEMA INTERLIGADO FATURADO (R$ x 1000) ENERGIA ASSEGURADA MWmedio CONTRATO (MWmedio) Nº DE CONTRATOS CRESCIMENTO Nº DE CLIENTES FATURADO (R$ x 1000) DISTRIBUIDORAS SISTEMA ISOLADO CONTRATO (MWmedio) Nº DE CONTRATOS Nº DE CLIENTES FATURADO (R$ x 1000) CONTRATO (MWmedio) Nº DE CONTRATOS Nº DE CLIENTES FATURADO (R$ x 1000) CONTRATO (MWmedio) FATURADO (R$ x 1000) 2005 731 34 34 379.234 1.624 10 7 872.900 147 35 14 38.120 206.649 2.502 79 55 1.496.902 4.140 2006 1.019 71 36 560.858 1.666 8 7 1.090.203 588 75 17 194.554 429.381 3.273 154 60 2.274.996 4.164 31% 95% 9% 52% 428 4 4 351.556,50 4% 14% 3.700,88 2.626.552,37 2007 1.574 135 40 1.001.964 1.784 11 13 1.229.990 425 47 22 299.662 256.781 3.782 193 75 2.788.396 4.164 16% 25% 25% 23% 444 4 4 397.286,47 4% 13% 4.226,41 3.185.682,83 R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 MWmédio R$ x 1000 MWmédio % % 2005 59.363,74 93,56 147.489,83 203,00 41.239,40 56,00 59.836,54 57 307.929,51 410 2006 68.907,60 100,00 165.575,48 211,00 46.318,19 59,00 62.398,95 58 343.200,22 428 11 5 2006 16.466,8 58 992,7 9.000,0 2007 90.654,63 107,00 184.500,45 213,00 54.486,15 64,00 67.645,23 60 397.286,47 444 16 4 2007 17.851,3 61 1.017,9 9.000,0

55,09% governo 25,60%empregados

-28,85% acionistas 48,16% financiadores Em 2007

-20,55% acionistas 44,10% financiadores Em 2006

2.1 - Remuneração Folha de pagamento bruta (FPB) - Empregados -Administradores Relação entre a maior e a menor remuneração: - Empregados -Administradores 2.2 - Benefício Concedidos Encargos sociais Alimentação Previdência privada Saúde Segurança e saúde do trabalho Educação Capacitação e desenvolvimento profissional Creches ou auxílio creche Participação nos lucros ou resultados Indenizações trabalhistas Outros Total 2.3 - Composição do Corpo Funcional Nº de empregados ao final do exercício Nº de admissões Nº de demissões Nº de estagiários ao final do exercício Nº de empregados portadores de necessidade especiais ao final do exercício Nº de prestadores de serviços terceirizados ao final do exercício Nº de empregados por sexo: - Masculino - Feminino Nº de empregados por faixa etária: - De 18 a 35 anos - De 36 a 60 anos -Acima de 60 anos Nº de empregados por nível de escolaridade: - Com ensino fundamental - Com ensino médio - Com ensino técnico - Com ensino superior - Pós-graduados Percentual de ocupantes de cargos de chefia, por sexo: - Masculino - Feminino 2.4 - Contigências e Passivos Trabalhistas: Nº de processos trabalhistas movidos contra a entidade Nº de processos trabalhistas julgados procedentes Nº de processos trabalhistas julgados improcedentes Valor total de indenizações e multas pagas por determinação da justiça 3 - Interação da Entidade com o Ambiente Externo 3.1 - Relacionamento com a Comunidade Totais dos investimentos em: Educação Cultura 1.434 784 6.049 78 10 2.816 11.171 693.244 126.599 831.014 -0,29 -0,16 -1,23 -0,02 0,00 -0,57 -2,28 -141,29 -25,80 -169,37 0,04 0,02 0,16 0,00 0,00 0,07 0,30 18,41 3,36 22,07 415 276 11.967 15 3.040 15.713 671.703 140.188 827.604 (0,13) (0,09) (3,69) 0,00 (0,00) (0,94) (4,85) (207,34) (43,27) (255,46) 0,01 0,01 0,42 0,00 0,00 0,11 0,55 23,70 4,95 29,21 216 141 66 Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) 400 248 90 R$ mil 2.474 % sobre RO % sobre RL 89,32 10,68 89,72 10,28 340 687 1.238 1.015 333 334 488 1.051 501 333 1.081 2.460 72 367 2.300 40 2.912 701 2.235 472 3.613 973 67 469 37 694 2.707 157 20 471 23 34,95 1,00 25,98 1,00 352.878 350.687 2.191 276.917 274.952 1.965

Valor (mil) % sobre FPB % sobre RO Valor (mil) % sobre FPB % sobre RO 119.846 18.805 17.456 28.318 134 2.344 13.591 1.453 40.027 45.115 5.050 292.139 33,96 5,33 4,95 8,02 0,04 0,66 3,85 0,41 11,34 12,78 1,43 82,79 -24,43 -3,83 -3,56 -5,77 -0,03 -0,48 -2,77 -0,30 -8,16 -9,20 -1,03 -59,54 101.277 23.986 34.928 22.419 12 2.104 14.118 1.112 35.903 1.385 3.061 240.305 36,57% 8,66% 12,61% 8,10% 0,00% 0,76% 5,10% 0,40% 12,97% 0,50% 1,11% 86,78% -31,26 -7,40 -10,78 -6,92 0,00 -0,65 -4,36 -0,34 -11,08 -0,43 -0,94 -74,18

2005 15.402,5 57 959,9 9.000,0

Faturamento Total da ELETRONORTE em 2007

410 4 4 307.657,20 2.912,00 1.804.559,53

CRESCIMENTO

ELETRONORTE TOTAL

A Dimensão Social Pessoas Com foco no modelo do setor elétrico e para suportar os desafios estratégicos, o exercício caracterizou-se pelo processo de recomposição do quadro de pessoal, realizado por meio de concurso público. Foram realizadas 973 admissões, elevando o quadro próprio para 3.613 empregados. A Eletronorte recebe também a colaboração de 949 terceirizados e 469 estagiários. A Empresa mantém permanente atenção e cuidados com a sua força de trabalho, com o objetivo de promover a saúde integral e melhoria da qualidade de vida, agindo preventivamente por meio da implantação e implementação de ações e programas. Os resultados são refletidos nos diversos índices de saúde dos trabalhadores. Indicadores Índice Índice Índice Índice Índice de Absenteísmo - IAD de Saúde do Colaborador - ISAC de Conclusão do Exame médico - ICEP de Qualidade de Vida - IQV de Estresse - IE Ano 2007 (%) 1,2 38,2 96,78 73,8 26

Saúde e infra-estrutura Esporte e lazer Alimentação Outros Total dos Investimentos Tributos (excluídos encargos sociais) Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Total - Relacionamento com a Comunidade 3.2 - Interação com os Fornecedores

São exigidos controles sobre:

Critérios de responsabilidade social utilizados para a seleção Riscos ambientais, condições ambientais de trabalho, controle médico de saúde de seus fornecedores ambiental, prática de trabalho noturno ou insalubre a menores de 18 anos. 4 - Interação com o Meio Ambiente Investimentos e gastos com manutenção nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente Investimentos e gastos com a preservação e/ou recuperação de ambientes degradados Investimentos e gastos com educação ambiental para a comunidade Investimentos e gastos com outros projetos ambientais Total da Interação com o Meio Ambiente 5 - Outras Informações Receita Líquida (RL) Resultado Operacional (RO) 3.765.128 -490.645 2.833.693 -323.962 Valor (mil) % sobre RO % sobre RL 5.839 914 947 21.163 28.863 -1,19 -0,19 -0,19 -4,31 -5,88 0,16 0,02 0,03 0,56 0,77 Valor (mil) 7.152 432 5 27.246 34.835 % sobre RO -2,21 -0,13 0,00 -8,41 -10,75 % sobre RL 0,25 0,02 0,00 0,96 1,23

Reconhecida como empresa que investe significativamente no desenvolvimento de seus colaboradores de forma alinhada ao seu Planejamento Estratégico, a Eletronorte vem a cada ano disponibilizando Programas de Treinamento, Desenvolvimento e Educação Corporativa, de forma presencial e a distância suportados por dois pilares básicos da Universidade Corporativa Eletronorte - UCEL: a educação continuada e a gestão do conhecimento. A UCEL realizou para a força de trabalho da Empresa (empregados, prestadores de serviços, estagiários e jovens aprendizes), 749 ações educacionais (internas e externas), englobando 23.932 participações a um custo total de R$ 9.234.648,68. O investimento médio em educação por empregado no ano de 2007 foi de R$ 2.887,18 com média de 82 horas dedicadas por empregado em ações de treinamento. Na tabela abaixo está representada a evolução da Participação em Ações Educacionais nos últimos três anos: Ano 2005 2006 2007 Participações em Ações Educacionais 14.872 15.806 23.932 A realização de ações educacionais com instrutoria interna, no exercício, gerou uma economia de aproximadamente R$ 1.800.000,00. Ano Economia com Instrutoria Interna (R$) Ações Sociais Sempre tendo como maior objetivo aumentar a cidadania e a inclusão social nas regiões em que atua, a Eletronorte, em 2007, desenvolveu diversas ações de cunho social que apresentaram resultados bastante satisfatórios. 2005 580.000,00 2006 800.000,00 2007 1.800.000,00

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Ministério de Minas e Energia
CNPJ Nº 00.357.038/0001-16 http://www.eln.gov.br

Balanço Social Consolidado 1 - Geração e Distribuição de Riqueza Distribuição do ValorAdicionado ADemonstração do ValorAdicionado - DVAestá apresentada, na íntegra, no conjunto das demonstrações contábeis 2 - Recursos Humanos 2.1 - Remuneração Folha de pagamento bruta (FPB): - Empregados -Administradores Relação entre a maior e a menor remuneração: - Empregados -Administradores 2.2 - Benefício Concedidos Encargos Sociais Alimentação Transporte Previdência privada Saúde Segurança e medicina do trabalho Educação Capacitação e desenvolvimento profissional Creches ou auxílio creche Participação nos lucros ou resultados Indenizações trabalhistas Outros Total 2.3 - Composição do Corpo Funcional Nº de empregados ao final do exercício Nº de admissões Nº de demissões Nº de estagiários ao final do exercício Nº de empregados portadores de necessidades especiais ao final do exercício Nº de empregados por sexo: - Masculino - Feminino Nº de empregados por faixa etária: - De 18 a 35 anos - De 36 a 60 anos -Acima de 60 anos Nº de empregados por nível de escolaridade: - Com ensino fundamental - Com ensino médio - Com ensino técnico - Com ensino superior - Pós-graduados Percentual de ocupantes de cargos de chefia, por sexo: - Masculino - Feminino 2.4 - Contigências e Passivos Trabalhistas: Nº de processos trabalhistas movidos contra a entidade Nº de processos trabalhistas julgados procedentes Nº de processos trabalhistas julgados improcedentes Valor total de indenizações e multas pagas por determinação da justiça 3 - Interação da Entidade com oAmbiente Externo 3.1 - Relacionamento com a Comunidade T otais dos investimentos em: Educação Cultura Saúde e infra-estrutura Esporte e lazer Alimentação Geração de trabalho e renda Outros Total dos Investimentos Tributos (excluídos encargos sociais) Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos Total - Relacionamento com a Comunidade 3.2 - Interação com os Fornecedores Critérios de responsabilidade social utilizados para a seleção de seus fornecedores 4 - Interação com o MeioAmbiente Investimentos e gastos com manutenção nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente Investimentos e gastos com a preservação e/ou recuperação de ambientes degradados terceirizados, autônomos e administradores da entidade Investimentos e gastos com educação ambiental para a comunidade Investimentos e gastos com outros projetos ambientais Total da Interação com o MeioAmbiente 5 - Outras Informações Receita Líquida (RL) Resultado Operacional (RO) (Valores expressos em milhares de Reais) Em 2007 2.489.929 Em 2006 2.273.610 56,64% governo 24,94% empregados 57,89 % governo 21,38% empregados -21,78% acionistas 40,20% financiadores Em 2007 449.190 444.561 4.629 -15,35% acionistas 36,08% financiadores Em 2006 349.782 345.294 4.488

34,95 33,2 1,0 1,0 Valor (mil) % sobre FPB % sobre RO Valor (mil) % sobre FPB % sobre RO 148.415 33,04 -30,22 123.199 35,22 -38,28 26.798 5,97 -5,46 29.323 8,38 -9,11 986 0,22 -0,20 2.378 0,68 -0,74 20.875 4,65 -4,25 37.186 10,63 -11,56 34.504 7,68 -7,03 27.302 7,81 -8,48 134 0,03 -0,03 12 0,00 0,00 3.353 0,75 -0,68 2.769 0,79 -0,86 14.198 3,16 -2,89 15.093 4,31 -4,69 2.361 0,53 -0,48 1.679 0,48 -0,52 47.853 10,65 -9,74 41.995 12,01 -13,05 45.115 10,04 -9,19 1.385 0,40 -0,43 5.262 1,17 -1,07 1.776 0,51 -0,55 349.854 77,89 -71,24 284.097 81,22 -88,28 4.928 1.344 102 647 46 3.958 970 1.545 3.186 197 428 1.530 1.238 1.383 349 89,32 10,68 225 143 66 % sobre RO % sobre RL 3.686 423 37 653 30 3.005 681 729 2.911 46 412 949 1.105 873 347 84,53 15,47 446 260 101 R$ mil 2.474 % sobre RO % sobre RL

• II Feira Eletronorte de Inovação Tecnológica; • III Seminário Eletronorte de Gestão da Tecnologia e da Inovação – III SEGTI; e • Lançamento do I Prêmio UCEL de Produtos Acadêmicos. Importante frisar a participação da Eletronorte no Procel, por meio do Programa Eletronorte de Eficiência Energética, instituído em março de 2005, atendendo a recomendações governamentais e possibilitando a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica e a eliminação dos desperdícios, reduzindo os custos e investimentos setoriais. Foram realizadas ações de Eficiência Energética em 11 hospitais de 4 Estados, aí incluídos eficientização de iluminação e climatização das instalações bem como, diagnóstico e ações de gestão com relação ao consumo de energia. Foram concluídos 6 Planos de Gestão Energética Municipal – PLAMGES, para 6 municípios inseridos em 3 Estados, cujo objetivo é um diagnóstico, propondo soluções de redução de demanda e do consumo de energia nas unidades consumidores sobre a responsabilidade do município e iluminação pública. O Programa Educacional de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica – Procel Educacional, possui ações que visam à mudança de hábitos em relação ao uso de energia em 1.507 escolas de 7 Estados e 41 Municípios, envolvendo 5.520 professores e 711.080 alunos. DESEMPENHO OPERACIONAL A gestão operacional vem evoluindo constantemente ao serem vencidos os desafios e dificuldades próprias da região de atuação da Eletronorte, contando, para isso, com uma sistemática estruturada e apoiada em fóruns onde é analisado o desempenho operacional das instalações, tanto as de geração como as de transmissão de energia elétrica e onde são consideradas as características peculiares de cada sistema isolado e do sistema interligado. Diversas melhorias foram implantadas nos sistemas de geração e transmissão como: • recuperação do Gerador de Gás e Turbina de Potência de fabricação GE modelo LM2500 da UTE Santana; • recuperação do Gerador de Gás de fabricação GE, modelo LM2500 da UTE Rio Acre; • absorção da Usina Termelétrica Floresta em Boa Vista-RR, composta por duas unidades geradoras fabricação Pratt & Whitney, modelo FT4 e uma unidade geradora fabricação GE, modelo LM2500, com uma potência total de 56 MW; • inicio dos serviços de recuperação da UTE Eléctron, composta de 6 unidades geradoras, fabricação GE, modelo MS5001, com uma potência total de 120MW; • prorrogação do contrato de aluguel com PIE(produtor independente de energia)de 40 MW, por um período de 12 (doze) meses, para complemento de geração necessária ao atendimento do mercado do sistema elétrico do Amapá; • recuperação do estator do gerador elétrico das unidades geradoras hidráulicas 02 e 03, da UHE Coaracy Nunes, com potência de 24 e 30 MW respectivamente; • inicio da recuperação e limpeza dos estatores das unidades geradoras hidráulicas 07 e 08 da UHE Tucuruí; • substituição dos aneis de desgaste das unidades geradoras hidráulicas 20 e 21, da UHE Tucuruí; • substituição do estator da unidade geradora hidráulica 03, da UHE Coaracy Nunes. • inspeção anual e troca da pista de vedação do eixo da UGH 02 da UHE Samuel; • Viabilização de ações que resultaram na modernização dos sistemas de proteção, controle e supervisão, associados aos sistemas elétricos do Pará e Maranhão objetivando melhorias quanto à confiabilidade dos sistemas e na obtenção das informações que subsidiam a operação. • Implementação do curso básico (40h) a todos empregados da Operação e Manutenção exigido pela NR-10 (Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade); • Coordenação da ação corporativa de modernização dos serviços auxiliares das instalações de transmissão de propriedade da Eletronorte que integram o sistema interligado nacional (Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins); • Implantação do novo Sistema de Gerenciamento da Rede de Supervisão – SGR com objetivo de dar maior disponibilidade aos dados dos sistemas de supervisão nos Centros de Operação da Empresa; • Celebração de14 novos Instrumentos Contratuais, totalizando uma Receita de Transmissão no valor de R$ 650,4 milhões. A Eletronorte presta ainda serviços de operação e manutenção para terceiros. Este processo, além de fortalecer a marca Eletronorte no contexto do setor elétrico brasileiro, gera uma receita mensal de, aproximadamente, R$ 1.124,3 mil. Dentro de uma filosofia empresarial pautada pelo respeito e pelo comprometimento com os interesses de seus clientes externos, a Eletronorte realiza anualmente pesquisas de satisfação, que, de modo geral, apontam bons resultados, proporcionando um aperfeiçoamento contínuo no relacionamento e contribuindo significativamente para a melhoria dos processos das Unidades. O número de reclamações formais dos clientes vem diminuindo ano a ano, conforme demonstrado na tabela a seguir, no período de 2005 a 2007. Centros de Operação - COR´s COR – Cuiabá COR São Luiz COR Belém COR – Tocantins COR Porto Velho COR Amapá COT-I-Brasília TOTAL Nº Reclamações 2005 0 1 7 0 3 2 2 15 Nº Reclamações 2006 0 1 0 0 0 0 0 1 N° de Reclamações 2007 0 1 0 0 0 0 0 1

Valor (mil)

Valor (mil)

1.438 -0,29 0,03 505 -0,16 0,01 1.111 -0,23 0,02 560 -0,17 0,01 6.051 -1,23 0,13 11.982 -3,72 0,32 169 -0,03 0,00 0,00 0,00 10 0,00 0,00 15 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2.816 -0,57 0,06 3.131 -0,97 0,08 11.595 -2,36 0,25 16.193 -5,03 0,43 1.066.907 -217,25 23,07 1.089.929 -338,70 29,11 130.455 -26,56 2,82 144.501 -44,90 3,86 1.208.957 -246,18 26,14 1.250.623 -388,64 33,41 São exigidos controles sobre: Riscos ambientais, condições ambientais de trabalho, controle médico de saúde ambiental, prática de trabalho noturno ou insalubre a menores de 18 anos. Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RL 12.502 914 -2,55 -0,19 0,00 947 21.163 35.526 -0,19 -4,31 -7,23 4.624.070 -491.095 0,27 0,02 0,00 0,02 0,46 0,77 11.544 432 5 28.748 40.729 -3,59 -0,13 0,00 0,00 -8,93 -12,66 3.743.587 -321.798 0,31 0,01 0,00 0,00 0,77 1,09

Indicadores de Desempenho Desempenho do Sistema de Transmissão – DST Este indicador busca demonstrar o resultado global do negócio de transmissão da Eletronorte, por meio do cálculo da redução da Receita Permitida homologada pela ANEEL, em virtude de penalidades imputadas à empresa, devido a desligamentos programados e não-programados das linhas de transmissão.

O desempenho do sistema de transmissão, referente a 2007, foi inferior às metas estabelecidas em apenas 03 (três) meses (outubro, novembro e dezembro), porém, não foi suficiente para descumprirmos a meta anual estabelecida. A meta estabelecida nos meses em questão não foi cumprida, devido basicamente a falhas no sistema de controle da compensação série nº 02 de 500 kV da SE Presidente Dutra e da compensação série nº03 de 500 kV da SE Imperatriz e danificação das buchas de 69 kV do transformador nº 03 de 230 kV da SE Vila do Conde. Duração Equivalente de Interrupção – DREQ

A Dimensão Ambiental O Setor Elétrico Brasileiro tem estado em permanente desafio diante da necessidade de expansão da geração de energia elétrica. Um desses desafios é o Modelo Atual do Setor Elétrico que requer a participação das empresas nos Leilões de Empreendimentos. Para fazer frente a esse momento, a Eletronorte tem estabelecido a estratégia de estudar empreendimentos, com registros na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e previsto no planejamento energético nacional, para posterior participação em leilões nesses mesmos empreendimentos. O principal desafio da definição do empreendimento de geração em leilões tem sido a obtenção da aprovação dos Estudos de Impacto Ambiental /Relatório de Impacto Ambiental (EIA /RIMA). A participação recente da Eletronorte nesse processo da expansão da geração foi a elaboração dos estudos ambientais do empreendimento UHE Dardanelos, a obtenção da licença prévia após muitos embargos e desembargos judiciais e posterior realização de arremate desse empreendimento no Leilão de Empreendimentos. Outro desafio tem sido os critérios estabelecidos, pela ANEEL, para a elaboração do Relatório Anual de Responsabilidade Sócio-ambiental. O Setor Elétrico, numa atitude pioneira estabeleceu diretrizes para essas questões de responsabilidade sócio-ambiental que passaram a fazer parte das preocupações do meio empresarial brasileiro, ganhando cada vez mais importância na agenda de temas discutidos nacionalmente. Em outro contexto, a Eletrobrás estabeleceu estratégias de participação no mercado financeiro, nacional e internacional, objetivando captar recursos financeiros mais baratos para a expansão dos seus negócios. O caminho dessa estratégia tem sido o nível diferenciado de ações listadas nos índices de sustentabilidade empresarial ISE BOVESPA e do DJSI – Bolsa de Nova Iorque. Essa participação tem exigido das empresas do Grupo Eletrobrás e da própria Eletrobrás que respondam questionários de sustentabilidade empresarial para esses ambientes, que contemplam requisitos ambientais ainda por serem implementados nas empresas. Esses desafios estabelecidos pelos critérios do Relatório Anual de Responsabilidade Sócio-ambiental e de Mercado Financeiro quanto à Sustentabilidade Empresarial, que tem como pilares o desempenho econômico-financeiro, a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental, levou a Eletrobrás a estabelecer o Plano de Ações para Sustentabilidade do Sistema Eletrobrás e a Eletronorte, no desenvolvimento do seu Plano Estratégico 2007-2010, a considerar e buscar o caminho dessa sustentabilidade. Nesse contexto, a Eletronorte vem implementando avanços significativos na melhoria da gestão ambiental dos empreendimentos que se encontram em produção. Registra-se o alcance da Certificação ISO 14001:2004 em empreendimentos de geração hidráulica e térmica e em linhas de transmissão. Ressalta-se, também, que o empreendimento UHE Tucuruí, no ano 2007, tem quase que conclusa a preparação para a Certificação ISO 14001:2004, prevista para o primeiro trimestre de 2008, no que representará o somatório de 100% da produção de energia elétrica da Eletronorte certificada ambientalmente. Pesquisa e Desenvolvimento Considerada como fundamento importante para o crescimento empresarial, a pesquisa e desenvolvimento é tratada na Eletronorte como instrumento de quebra de paradigma e mudança cultural, envolvendo cada vez mais profissionais no processo de gestão de tecnologia e inovação. Três programas corporativos formam os pilares deste processo: o Programa Eletronorte de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, o Programa Eletronorte de Propriedade intelectual e o Programa Eletronorte de Eficiência Energética. O Programa Eletronorte de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, tem por objetivo a produção sistematizada de criação de novas tecnologias e conhecimentos que agreguem valor para a Organização. Desse modo, foram concluídos 97 projetos de pesquisa e 76 projetos estiveram em execução com investimento anual médio da ordem de R$ 175.000,00 por projeto. Foram aplicados R$ 38,1 milhões em pesquisa e desenvolvimento, sendo que R$ 10,87 milhões foram destinados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT, R$ 5,5 milhões à Empresa de Pesquisa Energética e R$ 13,3 milhões ao Programa Anual de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D da Eletronorte, conforme estabelecido pela Lei nº 9.991/2000 e Lei 10.848/2004. Foram destinados ainda R$ 8,6 milhões como aporte financeiro institucional no Centro de Pesquisa de Energia Elétrica S.A. – CEPEL para pesquisa tecnológicas, como ensaios, pesquisas de campo e testes laboratoriais de interesse das áreas de engenharia, manutenção e operação da Empresa. Os recursos obtidos de fontes externas com parcerias com empresas do setor elétrico e FINEP- Financiadora de Estudos e Projetos alcançaram a média anual por projeto de R$ 95.000,00 Os 76 projetos de pesquisa em desenvolvimento em 2007 contaram com equipes de execução compostas por 711 pesquisadores/ bolsistas que estão desenvolvendo produtos como: 79 protótipos/software/algoritmos; 377 relatórios/ estudos/livros e 235 especializações/mestrados/doutorados/iniciações científicas Do ponto de vista da Inovação Tecnológica na empresa, teve início a implantação da Cadeia de Inovação Tecnológica na Diretoria de Produção e Comercialização onde 3 projetos de P&D estão sendo replicados. Desse modo fecha-se o ciclo de inovação partindo de demandas tecnológicas, passando pelo desenvolvimento de soluções por meio de projetos de P&D, inovações de colaboradores, PIQ, Prêmio Muiraquitã e Programa TPM e finalmente o controle dessas melhorias e inovações, seja pelo uso sistemático, replicação, proteção e/ou comercialização. Expressivos têm sido também os números decorrentes do Programa Eletronorte de Propriedade Intelectual. Criado em 2004, é responsável pelo processo de proteção formal dos produtos tecnológicos e conhecimentos gerados na organização. Foram realizadas ações de capacitações de 268 colaboradores da Eletronorte, e solicitadas 26 pedidos de patentes, 30 pedidos de registro de marcas, concessão de 7 marcas, destacando-se a Marca Eletronorte em 17/07/2007 e 7 registros de programas de computador, bem como 01 contrato de transferência de tecnologia, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. O capital intelectual na empresa é identificado e formado a partir das diretrizes empresariais, regulamentação do setor elétrico, habilidades e competências requeridas pelos processos empresariais. Anualmente, a partir das diretrizes governamentais e do desdobramento do Plano Estratégico Empresarial, é elaborado o Plano Diretor de Educação – PDE, que tem por objetivo desenvolver o capital intelectual da organização em novas habilidades e competências, além de incentivar o pensamento criativo e inovador; atender as necessidades de capacitação e atualização de sua força de trabalho, por meio da participação em grupos de trabalho do setor elétrico, treinamentos, seminários, palestras, congressos e workshops. Dentre os principais eventos ocorridos no exercício, visando à disseminação do conhecimento foi realizada a I SECI – I Semana Eletronorte do Conhecimento e Inovação, onde se inseriu: • II Prêmio Muiraquitã de Inovação Tecnológica; • XIII Painel Integrado da Qualidade – PIQ;

Este indicador demonstra o intervalo de tempo em horas que cada concessionária ficou sem o suprimento de energia elétrica no período de apuração, considerando as interrupções programadas e não programadas. Os resultados em 2004 e 2006 demonstram que o indicador apresenta uma boa performance tendo em vista o cumprimento das metas, superando as expectativas no ano de 2004, obtendo o seu melhor resultado. No ano de 2005, face às diversas melhorias planejadas para os sistemas elétricos, as quais exigiram desligamentos para a sua implementação a meta não foi atingida. No ano de 2007 o desempenho apresentou-se insatisfatório impactado principalmente por blecautes em Roraima, Acre e Amapá provocados por descarga atmosférica. Freqüência Equivalente de Interrupção - FREQ

Este indicador traduz o número médio de interrupções equivalentes à potência máxima do sistema que cada concessionária sofreu no período de apuração. Os resultados em 2004 e 2006 demonstram que o indicador apresenta uma boa performance tendo em vista o cumprimento das metas, superando as expectativas no ano de 2004, obtendo o seu melhor resultado. No ano de 2005, face às diversas melhorias planejadas para os sistemas elétricos, as quais exigiram desligamentos para a sua implementação a meta não foi atingida. No ano de 2007 o desempenho apresentou-se insatisfatório impactado principalmente por blecautes em Roraima, Acre e Amapá provocados por descarga atmosférica. Objetivando maior desempenho, está previsto para 2008 a implantação do religamento monopolar das linhas Boa Vista/Santa Elena, circuito nº 01 de 230 kV e da linha Abunã/Rio Branco, circuito nº 01 de 230 kV, bem como a implementação de anel em parte do Sistema Amapá e a transferência total das cargas da SE Macapá para a SE Santa Rita. Disponibilidade de Linhas - DISP- L Este indicador acompanha a disponibilidade das linhas de transmissão, associadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

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Ministério de Minas e Energia
CNPJ Nº 00.357.038/0001-16 http://www.eln.gov.br

As linhas de transmissão apresentaram desempenho superior às metas estabelecidas em todos os meses do ano, exceto junho, agosto, outubro e novembro, de forma que não prejudicou o cumprimento anual da meta estabelecida. Demonstra a efetividade das ações de manutenção desenvolvidas pela empresa. Disponibilidade de Equipamentos - DISP - E Este indicador acompanha a disponibilidade dos equipamentos, associados ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

Os equipamentos apresentaram desempenho inferior às metas estabelecidas em basicamente todos os meses do ano, exceto nos meses de março, abril e maio, de forma que prejudicou o cumprimento anual da meta estabelecida, devido basicamente aos desligamentos do (a): - transformador nº 04 de 13,8 kV da SE Coxipó (744h); - compensação série nº 03 de 500 kV da SE Imperatriz (744h); - transformador nº 03 de 230 kV da SE Vila do Conde (593,48h); - transformador nº 02 de 230 kV da SE Coelho Neto (1889h); - banco de capacitor de 230 kV da SE Alumar (420h); - reator de 230 kV da SE Sinop (868h); - autotrafo nº 01 de 230 kV da SE Sinop (744h); - compensador síncrono nº 02 da SE Presidente Dutra (744h); Visando à melhoria do desempenho em 2008, serão reavaliados os procedimentos internos de planejamento de serviços de manutenção, identificando possíveis pontos fracos, propiciando ações necessárias, de modo a reduzir o tempo de desligamento para execução de serviços programados com confiabilidade e segurança. Disponibilidade de Equipamentos - DISP- E Este indicador acompanha a disponibilidade dos equipamentos, associados aos Sistemas Isolados.

Os equipamentos apresentaram desempenho inferior às metas estabelecidas em basicamente todos os meses do ano, exceto nos meses fevereiro e março, de forma que prejudicou o cumprimento anual da meta estabelecida, devido basicamente aos desligamentos do transformador nº 01 (2217h) e 02 (2928h) de 69 kV da SE Rio Madeira e do transformador nº 04 da UHE Samuel (2208h). Visando à melhoria do desempenho em 2008, serão reavaliados os procedimentos internos de inspeções de forma mais criteriosa, identificando possíveis implementações de melhorias, propiciando ações necessárias, de modo a minimizar desligamentos não programados. Disponibilidade de Geração – DISPG Este indicador expressa em porcentagem, o período em que as unidades geradoras estão aptas a gerar energia, quando considerado determinado intervalo de tempo, podendo ser mês, ano ou outro. O gráfico 01, de DISPG, mostrado a seguir, acompanha a disponibilidade dos equipamentos de geração do sistema Eletronorte (interligado + isolado) a partir de 2004.

Gráfico 01. DISPG da Geração da Eletronorte Observa-se que a disponibilidade de geração da Eletronorte (sistemas interligado+isolado) em 2007, teve um desempenho equivalente aos 2 anos anteriores. O resultado no ano de 2007 demonstra um valor bastante satisfatório de disponibilidade de geração da Eletronorte quando comparado com a meta de 95,13%, estipulada para este ano. Esta boa performance é devida principalmente ao desempenho da geração no sistema interligado, que além de ter apresentado um bom resultado, ao ultrapassar a meta estabelecida, é também constituído pelas unidades geradoras de maior potência da Empresa. O gráfico 02 a seguir, apresenta a disponibilidade dos equipamentos associados ao Sistema Interligado Nacional – SIN. O resultado em 2007 manteve um patamar de desempenho equivalente aos 2 anos anteriores,apresentando uma excelente performance, ao atingir valor acima da meta anual estipulada que foi de 95,50 %.

Gráfico 02. Disponibilidade da Geração do Sistema Interligado O gráfico 03 a seguir apresenta a disponibilidade dos equipamentos associados aos sistemas isolados. O valor do indicador DISPG, 88,67% obtido em 2007, apresenta um aumento em relação aos valores ocorridos nos 3 anos anteriores. Ressalta-se que as melhorias implantadas desde 2004 nas unidades geradoras, oriundas de análises contínuas das causas-raízes das falhas ocorridas ao longo dos anos, resultaram na eliminação de anomalias e uma melhoria contínua no planejamento da manutenção, resultando em um aumento da disponibilidade em 2007.

Resultado Operacional Quanto ao resultado operacional líquido temos a destacar o aumento da Receita Operacional Bruta em 19% impulsionado pelo bom desempenho da área comercial na venda de sobra de energia no mercado de curto prazo. Nos custos de operação, destaca-se o aumento das despesas de pessoal em 33,5% em função do aumento do quadro próprio por meio de contratação de concursados e do aumento de provisões (19,3%) para perdas em créditos de ICMS não compensados, inadimplência da Companhia Energética do Amapá – CEA e créditos não recebidos relativos à Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE (nota explicativa 8 das Demonstrações Contábeis). Nos custos de energia elétrica observou-se um aumento de 16,3% na energia elétrica comprada para revenda para atender os Sistemas Isolados, sistemas estes deficitários, cuja legislação específica está em fase de definição visando propiciar equilíbrio econômico-financeiro em função dos altos custos envolvidos na geração isolada (térmica e hidráulica). RECONHECIMENTOS E CERTIFICAÇÕES A Eletronorte tem recebido anualmente diversas certificações e reconhecimentos. A Empresa possui 156 processos certificados de acordo com a norma ISO 9001 nos Centros de Operação de Belém, São Luís, Tocantins, Cuiabá, Brasília, Porto Velho e Macapá. Em novembro e dezembro todas essas Unidades sofreram auditorias de manutenção dos certificados vigentes, realizadas pela certificadora BVQI- Bureau Veritas Quality International. Todos os Centros estão com seus certificados ISO 9001 mantidos e a próxima auditoria de manutenção que é anual, está prevista para nov/2008. Na Sede, 25 processos englobando gestão de contratos da transmissão, redes de telecomunicações, desenvolvimento e capacitação de pessoas, projetos de linhas de transmissão, medição e comercialização de energia e gestão pré-operacional de novos empreendimentos de transmissão, também tiveram seus certificados renovados por mais 03 anos, a partir de 2006. Com a conquista da certificação de mais 118 processos, concedida pelas certificadoras BSI e BVQI, foi concluída a implantação dos requisitos da norma ISO 9001 em todos os processos de aquisição e financeiros das Unidades Regionais do Pará, Maranhão, Rondônia, Acre, Amapá, Tocantins, Roraima, Mato Grosso e Tucuruí. Premiações recebidas em 2007: • Prêmio SESI “Qualidade no Trabalho-PSQT”, fase Estadual na categoria Grande Empresa; • Empresa Socialmente Responsável - outorgado pelo Instituto de Marketing – Salvador-BA; • Prêmio Nacional de Gestão Pública – PQGF obtido pelas Unidades Regionais de Transmissão do Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Rondônia e pela Superintendência de Engenharia de Operação e Manutenção da Transmissão; • Certificado de empresa socialmente responsável, outorgado pela Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso. • Campeã Estadual do Prêmio SESI Qualidade no Trabalho – Categoria Grande Empresa, com as Unidades Regionais de Produção e Comercialização do Mato Grosso, Roraima, Rondônia e Acre; • Prêmio Samuel Benchimol (Meio Ambiente) para a Unidade Regional de Produção e Comercialização de Rondônia; • Troféu Transparência das Demonstrações Contábeis, Prêmio concedido pela ANEFAC-FIPECAFI-SERASA para empresa de capital fechado; • Prêmio Melhores Demonstrações Contábeis do Setor Elétrico, concedido pela Associação Brasileira dos Contadores do Setor de Energia Elétrica – ABRACONEE, para empresas de capital fechado. PARTICIPAÇÕES ACIONÁRIAS Manaus Energia Atendendo 482.415 consumidores, dentre eles as indústrias do Pólo Industrial de Manaus – PIM, a empresa possui uma potência nominal instalada de 1.559,10 MW. Os investimentos realizados no Sistema Manaus alcançaram o montante de R$ 59,5 milhões, dos quais 57,5% foram destinados aos Programas de Geração e Transmissão, 39% destinados ao Programa de Distribuição, 0,5% ao Programa Luz Para Todos e 3% ao Programa de Infra-estrutura de Apoio. Em continuidade ao processo de recomposição do quadro de pessoal próprio, iniciado em 2004, foram admitidos, ao longo de 2007, 355 colaboradores aprovados nos dois últimos Concursos Públicos realizados em 2006, passando o quadro próprio da empresa a ser composto por 1.027 colaboradores, representando um crescimento de 124,2% em relação ao existente no ano de 2004. Correspondendo a 93.602 horas/aula, foram aplicados R$ 220,8 mil em ações de educação e desenvolvimento, capacitando um total de 2.813 colaboradores O Programa de Auxílio Educação da empresa consumiu uma verba de R$ 727,2 mil, viabilizando a 165 colaboradores cursarem a faculdade. Do ponto de vista técnico operacional, destaca-se o repasse para a empresa dos 48 grupos geradores do Produtor Independente de Energia - PIE CGE, a revitalização da SE Ponta Negra 69 kV (26,6 MVA), a construção de uma nova linha de transmissão em 69 kV com 5,4 km de extensão, a expansão de 108,44 km de rede de distribuição urbana e rural e a modernização do parque de informática. A empresa vem aumentando a disponibilidade de serviços via Central de Atendimento, fazendo desse o principal canal de relacionamento com os clientes, reduzindo assim, a ida aos postos de atendimentos físicos, destacando-se que também oferece diversos serviços por meio do seu Site na WEB. Do início do Programa Luz Para Todos ocorrido em outubro de 2004 até o final do mês de dezembro de 2007, foram ligados 4.616 domicílios rurais dispersos em 127 comunidades, garantindo o acesso aos serviços de energia elétrica a uma população de aproximadamente 23.080 pessoas. Dessa forma, o programa tem contribuído para o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades rurais, tendo sido beneficiados dentre outros, 14 escolas municipais, 03 postos de saúde, 01 posto de atendimento do INCRA, um museu e uma base de combate à malária e dengue. Participante dos Programas de P&D e E&E desde o ciclo 2000/2001, possui um acervo de 39 projetos compondo os referidos Programas, dos quais 25 já foram concluídos, 7 estão em andamento normal e 7 em fase de análise na ANEEL, já tendo sido investido entre os ciclos 2000/2001 e 2006/2007 o montante de R$ 37,2 milhões. Com relação a gestão do meio-ambiente, todos os empreendimentos da empresa estão devidamente licenciados ou com pedidos de licenciamento em tramitação nos órgãos ambientais do Estado do Amazonas. Foi realizado o monitoramento da qualidade do ar e de efluentes das usinas termelétricas e descartado adequadamente, em atendimento à legislação ambiental, 263 M3 de água contaminada com resíduos oleosos e 42,357 kg de resíduos sólidos contaminados. Encontra-se em pleno desenvolvimento o Programa de Reflorestamento para a recuperação das áreas degradadas em Balbina. Foram mantidas em cativeiros, para reabilitação e posterior soltura, mais de 100 espécies de aves e soltos no Rio Uatumã como parte do projeto de repovoamento do Lago de Balbina e do próprio rio, aproximadamente 6.000 filhotes de quelônios. Quanto à relação com seus fornecedores, foram estabelecidas práticas voltadas para processos de aquisição que primam por produtos e serviços de qualidade, preço justo e que não agridam o meio ambiente, como forma de valorização da consciência ambiental, sendo exigido também que as empresas apresentem declaração formal que não empregam menores de dezoito anos em trabalho noturno, perigoso ou insalubre e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. Alinhada às metas estabelecidas nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com o compromisso consciente de melhorar a condição humana nos aspectos econômico, social e ambiental, promove diversos projetos, dentre os quais se destacam: Horta Comunitária, Educação na Rádio, Adolescente Aprendiz, Projeto Escola de Fábrica, Projeto Clube da Saúde, Comitê de Gênero e Consumo Consciente. Como resultados negativos para a empresa em 2007 se sobressaem o patamar das perdas de energia que se elevou para 37% e o prejuízo de R$ 544,4 milhões registrado no final do exercício. O nível insuficiente de investimentos, principalmente no tocante à aquisição de novas tecnologias foi, dentre outros, um fator preponderante para a manutenção das perdas em grau empresarialmente desconfortável, enquanto que o custo elevado da compra de energia, associado à diminuição da receita originada pelas perdas e pela redução média de 1,34% na tarifa de energia elétrica, foram os principais responsáveis pelo agravamento do prejuízo. Boa Vista Energia A exemplo de anos anteriores, a Boa Vista Energia S.A. vem buscando a excelência no fornecimento de energia, no atendimento ao consumidor e na realização de projetos sócio-ambientais. Merece destaque o desempenho dos empregados, que proporcionaram a redução das Perdas Elétricas Globais para 18,28%, sendo este o segundo menor índice atingido pela Empresa desde sua entrada em operação em fevereiro de 1998. No exercício anterior o índice foi de 22,91%. Esta significativa redução, de 20,21% em relação a Dez/2006, e apenas 2,02% abaixo da meta prevista para 2007, contribuiu para incrementar a receita anual em, aproximadamente, R$ 23,5 milhões. Em complementação ao trabalho desenvolvido no combate as perdas, foi elaborado e implementado o Plano de Combate à Inadimplência, que apresentou resultados significativos na redução da inadimplência nas várias classes de consumo. Em Dez/2006, o índice registrado foi de 6,80%, e em Dez/2007 de 5,34%, significando uma redução de 21,47%, que gerou um impacto positivo no caixa de, aproximadamente, R$ 2,00 milhões. A Empresa tem realizado, nos últimos anos, o Programa de Eficientização Energética, que disponibiliza às famílias de baixa renda a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas frias de baixo consumo e a reestruturação da fiação elétrica, objetivando a redução do consumo energia e consequentemente a redução na conta de energia. Com o propósito de proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos empregados e, conseqüentemente, o melhor rendimento no trabalho, foi implantado o Programa de Qualidade de Vida, oferecendo a seus colaboradores palestras de motivação, reeducação alimentar, LER/DORT, entre outras. Visando a contribuir para a promoção da cidadania, a Empresa estimula o cumprimento da Lei de Aprendizagem, assegurando o direito à qualificação profissional de jovens para o trabalho comunitário, mantendo desde fevereiro de 2004, 10 (dez) adolescentes, pertencentes a famílias de baixa renda, contratados como jovens aprendizes. Pautado nos princípios ambientais de reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar, o Projeto 4R’s ficou entre os 12 classificados dentre 65 projetos inscritos para o Prêmio Fundação Coge 2007. Desenvolvido para incentivar a mudança e hábitos por meio de ações preventivas e educativas no âmbito coletivo, este projeto visa, internamente, evitar, reduzir e/ou controlar a degradação/ poluição ambiental gerada nos processos produtivos da Empresa. Há de se ressaltar que dentro do projeto, está previsto a extensão deste para o público externo em 2008. Como reconhecimento de melhoria no atendimento aos clientes, foi obtida, sem nenhuma “Não Conformidade”, a Certificação da NBR ISO 9001:2000, em julho de 2007, nos processos de Atendimento Comercial e Operação do Sistema Elétrico, objetivando garantir a qualidade nos serviços prestados. A reforma da loja de atendimento, com inauguração no mês de Abril/2007, foi fundamental para a melhoria nos processos de atendimento comercial, pois disponibilizou um ambiente mais agradável para acomodação de seus clientes e colaboradores. No programa Luz para Todos, foi realizado o investimento de R$ 0,78 milhões, abaixo do previsto para 2007, que era de R$ 5,77 milhões, devido a demora na aprovação do orçamento no legislativo e problemas de liberação de recursos por dependência de aprovação (ocorrida somente em dezembro de 2006) da 2ª Tranche pela Eletrobrás, esta rede proporcionou disponibilidade de energia para 40 famílias. PREVINORTE A Previnorte – Fundação de Previdência Complementar é uma entidade fechada de previdência privada, sem fins lucrativos, patrocinada pela Eletronorte, com o objetivo de instituir planos de benefícios complementares ou assemelhados aos da Previdência Social, acessíveis aos empregados das empresas que patrocinam esses planos. Além da Eletronorte, na qualidade de Patrocinador-Instituidor, são também patrocinadores da Previnorte a Manaus Energia S.A., a Boa Vista Energia S.A. e a própria Previnorte. A Fundação é responsável pela gestão dos Planos de Benefícios Definidos, denominados de Planos 01-A, 02-A e 03-A e os de Contribuição Definida, denominados 01-B, 02-B e 03-B, referentes aos patrocinadores Eletronorte e Previnorte, Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A., respectivamente. DEMONSTRATIVO DE REPASSES DO PATROCINADOR ELETRONORTE À PREVINORTE EM 2007 CONTRIBUIÇÃO MÊS REF. PARTICIPANTE PATROCINADORA JAN 1.286.039,41 1.286.039,41 FEV 1.320.384,98 1.320.384,98 MAR 1.267.993,78 1.268.038,80 ABR 1.322.454,49 1.322.454,49 MAI 1.334.655,15 1.336.133,76 JUN 1.345.905,81 1.347.845,62 JUL 1.664.848,72 1.664.848,72 AGO 1.851.432,90 1.850.890,65 SET 1.534.128,10 1.535.200,72 OUT 1.522.435,45 1.522.586,23 NOV 1.541.634,76 1.541.634,76 DEZ* 1.589.819,37 1.589.819,37 13º * 1.557.370,77 1.557.370,77 TOTAL 19.139.103,69 19.143.248,28 * Valores repassados em janeiro/2008 PID-II 4.064,38 4.198,62 3.120,58 2.996,45 1.921,77 1.921,77 2.181,24 2.091,46 2.008,26 2.027,50 2.017,88 2.017,88 2.017,88 32.585,67 ASSIST. MÉDICA UTI MÓVEL 19.000,74 20.854,42 20.539,24 20.706,47 20.829,20 21.131,46 21.982,22 22.030,68 21.041,84 20.579,15 20.743,10 20.489,84 249.928,36 EMPRÉSTIMOS TOTAL CONSIGNADOS 540,00 1.179.953,09 3.775.637,03 540,00 1.160.024,54 3.826.387,54 540,00 1.158.071,25 3.718.303,65 517,50 1.176.592,19 3.845.721,59 517,50 1.150.725,02 3.844.782,40 517,50 1.180.086,54 3.897.408,70 502,50 1.192.254,86 4.546.618,26 517,50 1.163.302,97 4.890.266,16 517,50 1.236.256,52 4.329.152,94 517,20 1.178.721,49 4.246.867,02 517,50 1.214.965,72 4.321.513,72 517,50 1.278.126,01 4.480.789,97 - 3.116.759,42 6.262,20 14.269.080,20 52.840.208,40

Gráfico 03. Disponibilidade da Geração do Sistema Isolado DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO Resultado do Exercício O ano de 2007 terminou com um prejuízo de R$ 542,3 milhões, 55,4% superior ao ano anterior (prejuízo em 2006 de R$ 349,1 milhões). Apesar de todo o empenho da gestão no sentido de aumentar a eficiência operacional, melhorando o resultado do serviço em 94,6% (lucro operacional em 2007 - R$ 696,9 milhões; lucro operacional em 2006 – R$ 358,2 milhões), alguns fatores afetaram negativamente o resultado da Empresa como um todo: • Resultado Financeiro: O resultado financeiro negativo de R$ 636,6 milhões, 50,3% superior ao ano anterior (resultado negativo em 2006 de R$ 423,6 milhões), deveu-se principalmente a encargos de dívidas, no valor de R$ 814,7 milhões (R$ 601,1 milhões em 2006), vinculados a empréstimos e financiamentos obtidos para empreendimentos de cunho social sem retorno financeiro adequado, cujo principal credor é a Controladora Eletrobrás (84% do total); • Resultado de Equivalência Patrimonial (nota explicativa 18.a das Demonstrações Contábeis) O resultado de equivalência refere-se ao reflexo do resultado das Subsidiárias Integrais Manaus Energia S.A. e Boa Vista Energia S.A. nas Demonstrações da Eletronorte. Em 2007 o resultado negativo aumentou 112,6% em relação ao ano anterior (R$ 553,3 milhões em 2007; R$ 260,3 milhões em 2006), principalmente em função da contratação de novos Produtores Independentes de Energia – PIEs pela Manaus Energia S.A..

DEMONSTRATIVO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS EM 31.12.2007 SEGMENTO 1. Renda Fixa Notas do Tesouro Nacional Letras Financeiras do Tesouro Títulos da Dívida Agrária Letras Hipotecárias Letras Imobiliárias Fundos de Investimentos 2. Renda Variável Mercados de Ações Valores Receber Fundo de Ações 3. Investimentos Imobiliários Para Uso Próprio Para Renda 4. Operações com Participantes Empréstimos TOTAL VALOR EM R$ 792.824.538,80 484.246.482,85 18.522.016,15 46.475.424,86 9.296.834,19 14.816.658,92 219.467.121,83 48.924.794,05 43.217.679,00 1.279.330,39 4.427.784,66 27.151.854,17 2.849.200,00 24.302.654,17 49.770.747,46 49.770.747,46 918.671.934,48 REPRES.(%) 86,29 LIMITES RESOLUÇÃO Nº 3.456 Até 100%

5,33

Até 50%

2,96 5,42 100,00

Até 11% Até 15%

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Ministério de Minas e Energia
CNPJ Nº 00.357.038/0001-16 http://www.eln.gov.br

ENCERRAMENTO O Relatório da Administração da Eletronorte 2007 traz a público, de maneira organizada e clara, os esforços da Empresa na direção da melhoria dos seus padrões de qualidade e de produtividade em benefício do bem-estar, do desenvolvimento e da qualidade de vida da população atendida. Importante sublinhar, ainda, o reconhecimento aos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal pela contribuição prestada na discussão e encaminhamento das questões de maior interesse da Empresa, como também ao nosso quadro de gerentes e empregados, profissionais incansáveis e dedicados na busca do cumprimento da missão da Eletronorte.

CARLOS RAIMUNDO ALBUQUERQUE NASCIMENTO Diretor – Presidente ADHEMAR PALOCCI Diretor de Planejamento e Engenharia MANOEL NAZARETH SANTANNA RIBEIRO Diretor de Gestão Corporativa ASTROGILDO FRAGUGLIA QUENTAL Diretor Econômico-Financeiro WADY CHARONE JÚNIOR Diretor de Produção e Comercialização

BALANÇO PATRIMONIAL DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais)
ATIVO CONTROLADORA 2007 2006 (reclassificado) CONSOLIDADO 2007 2006 (reclassificado) PASSIVO, PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RECURSOS DESTINADOS A AUMENTO DE CAPITAL PASSIVO CIRCULANTE 192 1.097.969 927.623 (459.441) 67.160 122.280 71.615 10.228 1.837.626 754 1.523.919 802.852 (316.312) 77.618 70.344 41.789 10.537 2.211.501 22.639 1.098.619 1.359.707 (679.660) 98.030 135.214 97.635 11.313 2.143.497 19.007 1.524.695 1.196.067 (458.463) 106.405 80.532 65.151 11.556 2.544.950 Folha de pagamento (nota 22) Taxas regulamentares (nota 23) Tributos e contribuições sociais (nota 24) Fornecedores (nota 25) Entidade de previdência complementar (nota 43.e) Encargos de dívidas (nota 26) Empréstimos e financiamentos (nota 26) Outras contas a pagar (nota 27) Adiantamento recebido de consumidores (nota 28) Obrigações estimadas (nota 29) Provisões para contingências (nota 30) PASSIVO NÃO CIRCULANTE 319.507 7.295 23.017 59.084 10.109 71.309 588.256 (342.054) 33.695 770.218 925.518 15.547.163 11.619 39.771 17.294.289 19.131.915 74.000 22.822 27.735 521.799 10.109 70.483 447.164 (233.960) 30.611 970.763 1.425.844 15.120.760 12.260 43.303 17.572.930 19.784.431 2.313 37.227 76.544 10.109 86.826 1.189.336 (342.054) 33.695 1.093.996 214.265 17.213.258 21.382 39.771 18.582.672 20.726.169 11.351 30.939 533.335 10.109 76.297 946.463 (242.008) 32.403 1.398.889 164.414 16.842.133 16.121 43.303 18.464.860 21.009.810 Tributos e contribuições sociais (nota 24) Entidade de previdência complementar (nota 43.e) Adiantamento recebido de consumidores (nota 28) Outras contas a pagar (nota 27) Empréstimos e financiamentos (nota 26) Compensações ambientais - UHE Tucuruí (nota 19.e) Fornecedores (nota 25) TOTAL DO PASSIVO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RECURSOS PARA AUMENTO DE CAPITAL Capital social (nota 31.a) Reservas de capital (nota 31.c) TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Recursos destinados a aumento de capital (nota 31.d) TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RECURSOS PARA AUMENTO DE CAPITAL TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO + RECURSOS PARA AUMENTO DE CAPITAL 27.526 1.056.761 33.148 7.182.339 323.668 8.623.442 10.514.509 30.343 9.716 942.330 1.634 5.299.564 265.721 6.549.308 11.841.649 27.526 1.056.761 674.202 7.512.710 323.668 9.594.867 12.108.763 30.343 9.716 942.330 566.391 5.549.466 265.721 7.363.967 13.067.028 15.186 96.502 102.543 265.241 14.523 127.606 168.062 210.206 35.191 37.275 818.732 1.891.067 8.704 92.502 66.048 265.704 12.885 2.852.286 1.036.434 126.581 32.522 47.392 751.283 5.292.341 19.202 100.174 133.339 639.473 14.523 127.606 240.694 289.737 35.191 47.718 866.239 2.513.896 11.787 95.678 94.289 491.169 12.885 2.852.359 1.105.265 157.618 32.522 55.670 793.819 5.703.061 CONTROLADORA 2007 2006 CONSOLIDADO 2007 2006

CIRCULANTE Numerário disponível Aplicações no mercado aberto (nota 7) Consumidores, concessionárias e permissionárias (nota 8) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (nota 11) Devedores diversos (nota 9) Outros créditos (nota 10) Estoques (nota 12) Despesas pagas antecipadamente (nota 13) NÃO CIRCULANTE ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Empréstimos e financiamentos (nota 14) Controladora e controladas (nota 15) Outros créditos (nota 10) Consumidores, concessionárias e permissionárias (nota 8) Bens destinados a alienação (nota 16) Depósitos judiciais (nota 4.1.e - nota 30) ICMS a recuperar (nota 17) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (nota 11) Despesas pagas antecipadamente (nota 13) INVESTIMENTO ATIVO IMOBILIZADO ATIVO INTANGÍVEL ATIVO DIFERIDO (nota 18) (nota 19) (nota 20) (nota 21)

2.843.235 4.440.201 7.283.436 1.333.970 8.617.406 19.131.915

2.843.235 4.982.516 7.825.751 117.031 7.942.782 19.784.431

2.843.235 4.440.201 7.283.436 1.333.970 8.617.406 20.726.169

2.843.235 4.982.516 7.825.751 117.031 7.942.782 21.009.810

TOTAL DO ATIVO

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (em milhares de Reais)
CONTROLADORA 2007 2006 (RECLASSIFICADO) RECEITA OPERACIONAL Fornecimento de energia elétrica (nota 32) Suprimento de energia elétrica (nota 32) Disponibilização do sistema de transmissão (nota 32) Energia elétrica comercializada na CCEE (nota 32) Energia livre - RTE (nota 8.d.3) Outras receitas operacionais (nota 33) DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL ICMS (nota 32) PASEP COFINS ISS RGR (nota 34) CDE (nota 34) CCC (nota 34) P & D (nota 34) PROINFA (nota 34) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA CUSTO DO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA Custo com energia elétrica Energia elétrica comprada para revenda (nota 35) Encargos de uso do sistema de transmissão (nota 36) Custo de operação Pessoal Material Serviços de terceiros Combustível para produção de energia elétrica Parcela de combustível subsidiada pela CCC Compensação financeira pela utilização recursos hídricos Depreciação e amo