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As medidas imaginadas pelo governo japonês para elevar a taxa de natalidade no Japão não

apresentam eficiência. O máximo que está se conseguindo é que as mulheres no Japão estão
trabalhando formalmente mesmo depois de terem os seus filhos, mas a maioria em tempo
parcial, pois os empregos de tempo integral naquele país acabam se estendendo para
programas fora da hora do expediente.

Para suprir parcialmente a carência de recursos humanos, as autoridades japonesas
autorizaram vistos temporários de trabalhos para os descendentes de japoneses que foram
para o Japão principalmente da América do Sul. Agora tentam enfermeiras das Filipinas e da
Indonésia para atenderem os idosos no Japão, desde que falem o idioma local. Também
trabalhadores e mesmo estudantes asiáticos estão sendo estimulados para irem para o Japão,
mas também eles acabam sendo temporários.

O Japão, com uma população com mínima mistura étnica e a população com uma cultura
desenvolvida num arquipélago, não estava preparado para um multiculturalismo, tanto nas
escolas, hospitais como até em lugares de trabalho. Acabam ocorrendo incidentes, inclusive
criminais, difíceis de serem contornados com famílias de trabalhadores provenientes do
exterior.

Com esta redução da população no país, a construção civil de residências é somente para as
suas melhorias de padrão, não necessitando de quantidades adicionais, ainda que muitos
jovens passassem a morar em separado, quando no passado muitos contavam também com
os seus pais na mesma localidade.

Neste quadro, uma forte ativação da economia japonesa apresenta-se como algo difícil de ser
conseguido. O que parece que necessita ser imaginado são medidas que induzam o Japão a
repetir as evoluções como os países escandinavos, que também não contam com populações
crescentes, e também os idosos estão aumentando.

a previsão de apenas 981 nascimentos no ano não é uma boa notícia para o governo do primeiro-ministro do Japão. a taxa de natalidade japonesa segue abaixo dos dois filhos desde 1975. que foi realizada a partir de dados demográficos do país. Shinzo Abe. Mediante isso. De acordo com o Ministério da Saúde. a partir de 1984.O número de crianças nascidas no Japão em 2016 ficou abaixo de um milhão pela primeira vez na história do país desde 1899. o número sofreu um descenso ainda maior. em 2005. a análise. ressaltando o preocupante descenso de uma população cada vez mais envelhecida. No entanto.26 filhos por cada mulher.5 milhão. mas não conseguiu mesmo implementando medidas maciças de incentivo a casais para terem filhos. informou o governo japonês em um relatório divulgado este mês. que se propôs a aumentar a taxa durante o seu mandato. caiu para 1. Desinteresse dos japoneses pelo sexo De acordo com um recente levantamento do National Institute of . saúde e até bônus em dinheiro. em média. Ainda de acordo com a análise do ministério. quando o número de recém- nascidos ultrapassou os dois milhões por ano. chegando a 1. entre as causas para o declínio da taxa está o aumento de mulheres japonesas entre 20 e 30 anos – faixa etária idade ideal para gestação – que decidem não ter filhos para se dedicar à profissão ou simplesmente porque não desejam ter um relacionamento amoroso. Porém.1 milhão e atingiu mínima recorde de 1. que inclui benefícios fiscais e ajuda de custo na criação dos filhos. o estudo explica que a taxa de natalidade no Japão já foi bem maior na década 1970. prevê o nascimento de apenas 981 mil crianças até o fim do ano de 2016. tais como educação. Segundo a agência de notícias ANSA. Divulgado pouco antes do Natal.

No Japão. mais de 35% dos japoneses terão idade superior a 65 anos. Desse total. principal órgão japonês de investigação nacional.Population and Social Security Research (IPSS). não namora. A tendência é improvável que mude em um futuro próximo. quase metade dos adultos japoneses com até 34 anos de idade nunca teve relações sexuais. . ou seja. idade em que as mulheres são mais férteis. com descenso médio de 0. 42% dos homens e 44. enquanto a maioria das pessoas solteiras se encontra sem um par amoroso. O número vem declinando drasticamente. a população japonesa caiu quase 1 milhão nos últimos cinco anos e a previsão é que a demografia despenque para cerca de 83 milhões em 2100. O órgão observou ainda que a demografia do país enfrenta desafios com o aumento das mulheres solteiras na faixa etária dos 20 anos. em vista de que 90% dos entrevistados no levantamento do O IPSS afirmaram que não têm pressa de contrair matrimônio. Descenso populacional A população japonesa está agora estimada em 127.7% entre 2010 e 2015.1 milhões. de acordo com o último censo do governo japonês. que apresenta anualmente crescimento forte na população de idosos. país onde a população sofreu descenso de quase 1 milhão nos últimos cinco anos. incluindo residentes estrangeiros. mas pretendem fazê-lo “em algum momento no futuro”.2% das mulheres com idade entre 18 e 34 anos ainda não tiveram experiência sexual. segundo o último levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU). No geral.