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INTERVENÇÃO COGNITIVA NA

DEMÊNCIA:
Um contributo para a melhoria da Qualidade dos
Cuidados de Enfermagem
 
 
 
 

Relatório apresentado ao Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica
Portuguesa para obtenção do grau de Mestre em Enfermagem, com Especialização
em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica

Por: Cândida Zélia Fernandes Bicho André

LISBOA
SETEMBRO
2010

INTERVENÇÃO COGNITIVA NA DEMÊNCIA:
Um contributo para a melhoria da Qualidade dos
Cuidados de Enfermagem
 

Relatório apresentado ao Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica
Portuguesa para obtenção do grau de Mestre em Enfermagem, com Especialização
em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica

Por: Cândida Zélia Fernandes Bicho André

Sob orientação de: Professora Alexandra Sarreira Santos

LISBOA
SETEMBRO
2010

“Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não
sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a
aprender, reaprender e voltar a aprender ”.

Alvin Toffler

RESUMO

O panorama social actual revela um aumento progressivo no envelhecimento
populacional. Este facto traz consequências sociais graves para a economia e para a
família. Existem vários mitos na nossa sociedade associados ao envelhecimento, sendo
o mais comum agregar o envelhecimento às perdas cognitivas resultantes de demências.
Embora na nossa sociedade o tratamento das demências seja essencialmente
farmacológico, vários são os estudos que evidenciam os benefícios da intervenção
cognitiva como terapêutica co-adjuvante pelo que se torna pertinente estudar as
intervenções que mantenham ou recuperem a funcionalidade do idoso com demência e
que permitam ao mesmo viver o melhor tempo possível na comunidade. Assim sendo, o
objectivo principal foi avaliar a eficácia e o impacto do treino cognitivo em melhorar a
memória e os outros aspectos do funcionamento cognitivo dos utentes.
Deste modo foi aplicado um programa de treino cognitivo a um grupo de nove
utentes com uma frequência de uma a duas vezes por semana com a duração
aproximada de 1 hora, durante um período de 10 semanas.
Os resultados observados e manifestados pelos utentes sugerem que o programa
realizado pode auxiliar na estabilização da demência ou resultar até mesmo numa
melhoria dos deficits cognitivos e funcionais dos utentes. Estes, apontam que as técnicas
utilizadas poderão ser adaptadas á nossa realidade e utilizadas pelos Enfermeiros na sua
prática clínica com utentes com demência, como forma de melhorar a qualidade dos
cuidados prestados

ABSTRACT

The current social panorama discloses a gradual increase in the aging of world
populations. This fact brings serious social consequences for the economy and for
families. In our society, there are many myths associated with aging, the most common
being the fact that aging is associate to the resultant cognitive losses of dementia. Even
though the treatment of dementia is essentially pharmacological, in our current society,
there are several studies that support the benefits of cognitive intervention as a
complementary treatment. So it is important to analyze the interventions that help
maintain or recover the elder’s functionality, despite their demential process, allowing
them to live the best way possible inside their own community.
For this matter, the main purpose of this report is to evaluate the effectiveness
and the impact of cognitive training to improve memory and other aspects of cognitive
functioning of patients with dementia.
Subsequently a cognitive training program was applied to a group of nine people
with dementia, one or two times per week, with an estimated time of 1 hour in each
session, for a period of 10 weeks.
The observed results and the results expressed by patients about the program
suggest that the cognitive training program that was applied stabilize dementia or have a
good result as a cognitive and functional improvement of the patient’s deficits. These
results show that the used techniques could be adapted to our reality and could be used
by Nurses in their daily practice as a way to improve the quality of the given care.

AGRADECIMENTOS

¾ Agradeço à minha família, que me apoiou e incentivou a progredir mesmo nos
momentos mais críticos

¾ Aos utentes e famílias que participaram neste estudo, para eles o meu obrigado,
pela disponibilidade e carinho demonstrado, tornando possível a sua realização

¾ À equipa multidisciplinar do Centro de Acolhimento à Terceira Idade, que me
apoiaram nos momentos mais difíceis, para eles o meu obrigado, pela
disponibilidade e excelente recepção

¾ Às Professoras Alexandra Sarreira Santos e Lurdes Medeiros Garcia pela sua
orientação, dedicação e apoio

¾ A todos os que contribuíram directa e indirectamente para a realização deste
estudo e que não mencionei nestes agradecimentos (um muito obrigado, estão
apenas esquecidos no papel, nunca no meu coração)

 

LISTA DE ABREVIATURAS E SIMBOLOS

APFADA – Associação Portuguesa de familiares e amigos de doentes de Alzheimer
AVDs – Actividades de Vida diária
C.A.T.I. - Centro de Acolhimento à Terceira Idade 
cit. – Citado
CIPE – Classificação internacional para a prática de Enfermagem
Ed – Edição;
Enf.º - Enfermeiro
EPE – Empresa pública empresarial
[et al] – abreviatura de et aliii que significa e outros;
f – Folha;
GAF – Escala de avaliação global de funcionamento
ISBN – Número internacional normalizado do livro – sigla de língua inglesa;
MMS - Avaliação Breve do Estado Mental
n.º – Número;
OMS – Organização Mundial de Saúde;
p. – Página;
série I-A – Primeira série A;
sec. - Século
SPSS -
UDEP - Unidade de Doentes de Evolução Prolongada
UIDA - Unidade de Internamento de Doentes Agudos
UICDP - Unidade de Internamento de Curta Duração de Psiquiatria
vol. – Volume;

 

INDICE
Pag.

0-INTRODUÇÃO……………………………………………………………………. 9

1- O MEU PERCURSO PROFISSIONAL ……………………………………….. 11

2- ENQUADRAMENTO CONCEPTUAL………………………………………… 13

2.1-INTERVENÇÃO COGNITIVA NA DEMÊNCIA ………………………………. 15

2.1.1-Tipos de técnicas e intervenções……………………………………………….. 16

2.2 - ENTREVISTA CLÍNICA ………………………………………………………. 17

2.3 – CONTEXTO DE CUIDADOS E MODELO TEÓRICO DE ENFERMAGEM... 18

3- ESTÁGIO MODULO III – Intervenção cognitiva na demência……………...... 22

3.1- LOCAL ONDE FOI REALIZADO O ESTÁGIO ……………………………… 22

3.2 - DISCUSSÃO E REFLEXÃO DOS OBJECTIVOS E ACTIVIDADES 23
PLANEADAS ………………………………………………………………………...

3.3- IMPLICAÇÕES ÉTICAS ……………………………………………………….. 32

3.4- METODOLOGIA ………………………………………………………………. 33

3.4.1 - Tipo de estudo………………………………………………………………… 33

3.4.2- Definição e caracterização da população ……………………………………. 34

3.4.3– Instrumento de colheita de dados……………………………………………. 34

3.4.4 - Tratamento de dados………………………………………………………… 35

3.4.5 – Variáveis……………………………………………………………………… 35

3.5- APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS ………………… 36
36
3.5.1-Caracterização da amostra…………………………………………………….

3.5.2- Análise das entrevistas clínicas……………………………………………….. 37

3.5.3- Análise das escalas de avaliação…………………………………………….. 39

3.5.4- Discussão dos Dados…………………………………………………………. 39

SPSS)……………………….4-REFLEXÃO DA EVOLUÇÃO DAS MINHAS COMPETÊNCIAS…………. 55 ANEXO III – “ Cheklist de interesses”……………. 67 ANEXO V –“ Exercícios efectuados ... 400 . 345 ANEXO VIII – Caracterização da amostra (tabelas e gráficos)………………… 371 ANEXO IX – Quadros de registo (unidade de contexto. 42 5. ANEXO X – Análise das escalas (gráficos e tabelas.……………………………….CONCLUSÃO…………………………………………………………………… 45 6-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………………………………… 46 ANEXOS……………………………………………………………………………… 49 ANEXO I – “Organização e funcionamento do CATI”……………………………. 64 ANEXO IV – “Sessões efectuadas com os utentes”……………………………….... 279 ANEXO VI – “ Leituras mais importantes”………………………………………..Modelo”…………………………………….. 50 ANEXO II – “ Escalas e testes utilizados”…………………………………………. unidade de registo e 453 unidade de enumeração)……………………………………………………………. 340 ANEXO VII – “Formação realizada às ajudantes de lar”……………………….

Tendo em conta o panorama social actual. deve-se salientar que as demências são doenças e não uma consequência do envelhecer. os seus sintomas implicam alterações do comportamento e uma deterioração gradual das suas faculdades cognitivas. Na área de Saúde Mental e Psiquiatria e no desenvolvimento profissional em que me encontro. focalizadas num indicador de qualidade que contribua para a melhoria da qualidade dos cuidados. reflectir e analisar toda a prática do estágio do módulo III do Curso de Mestrado em Enfermagem. na área de Especialização de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. sendo o mais comum agregar o envelhecimento às perdas cognitivas resultantes de demências. assim como de patologias associadas a esta faixa etária. que traz consequências sociais graves para a economia e para a família. Na minha prática diária como Enfermeira especialista em Saúde Mental e Psiquiatria a exercer funções num Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. promovendo a investigação em Enfermagem. como Enfermeiros Especialistas pretendemos que o individuo a ultrapasse da forma mais positiva possível. progredindo até uma incapacidade de funcionamento da pessoa. o Enfermeiro Especialista desempenha um papel imprescindível na promoção da Saúde. (Venâncio et al. a minha opção para este estágio centrou-se no cuidado ao utente idoso institucionalizado que demonstre sinais e sintomas de demência e 9 . promovendo os processos de readaptação. entre outros. 2008) Neste contexto. dando forma ao projecto que inicialmente me propus empreender na área da psicogerontologia. (Nunes. Sendo o envelhecimento uma das etapas do ciclo vital. Embora possam ocorrer alterações no funcionamento da nossa memória com o envelhecimento. Sendo a demência uma doença degenerativa. a satisfação das necessidades humanas fundamentais. e mantendo o nível de funcionamento tendo em conta a máxima independência na realização das actividades de vida. 2004) Existem vários mitos na nossa sociedade associados ao envelhecimento. observo um aumento crescente do número de idosos. uma das preocupações recentes da nossa sociedade reporta-se ao envelhecimento progressivo de um número cada vez mais alargado de pessoas. a finalidade deste estágio foi essencialmente as intervenções autónomas em Enfermagem.0-INTRODUÇÃO Este relatório pretende descrever. Assim.

onde estão descritos conceitos e temáticas que considero pertinentes para este trabalho. garantindo com qualidade as actividades sociais e ocupacionais do indivíduo. as considerações finais sobre a minha aprendizagem e os aspectos facilitadores. No quinto enumero as conclusões do trabalho. Deste modo. No terceiro capítulo apresento o módulo III deste estágio e exponho a reflexão e análise dos objectivos e actividades planeadas. Os dados foram então trabalhados utilizando a análise de conteúdo e a estatística. onde apresento uma análise crítica dos principais aspectos traçados inicialmente. De forma a facilitar a leitura deste relatório dividiu-se o trabalho em cinco Capítulos. para além deste. Durante o mesmo. No início e no fim do estágio foram também aplicadas várias escalas de avaliação. Cada elemento desta amostra foi sujeito a sete sessões durante um período de dez semanas. Tendo em conta o objectivo geral mencionado. dificuldades. 10 . No segundo capítulo é apresentado o enquadramento teórico. apresento o plano de intervenção para os utentes seleccionados e defino a metodologia utilizada. o qual foi elaborado com base na revisão bibliográfica. No quarto capítulo reflicto acerca da evolução das minhas competências durante este estágio. onde realizei o estágio. pretendi demonstrar a importância da intervenção cognitiva na demência como terapêutica co-adjuvante para manter a máxima independência funcional. assim como as implicações éticas e a análise e discussão dos dados. de carácter qualitativo e quantitativo. considero pertinente o levantamento e estudo desta problemática. limitações durante o estágio. A amostra foi seleccionada de forma intencional no grupo de utentes residentes do Centro de Acolhimento à Terceira Idade (CATI). consequentemente perda de funcionalidade. pois as suas conclusões poderão ajudar os Enfermeiros a implementar mudanças na prestação quotidiana de cuidados que objectivem a sua excelência e valorizem as intervenções autónomas de enfermagem. Em cada sessão foi utilizado a Entrevista Clínica e um programa de estimulação cognitiva. a investigação necessitou de um estudo descritivo exploratório.

de modo a garantir alguma funcionalidade por parte dos mesmos. escolhi a área de Saúde Mental e Psiquiatria pois sabia que era esta a especialidade que pretendia desenvolver. 11 . consequentemente verifica-se um aumento de patologias predominantes desta faixa etária. desde Agosto de 2001 e até Novembro de 2008 prestei cuidados ao utente e família no Internamento de Agudos. Assim sendo. cuidados prolongados e cuidados comunitários. possibilitou-me um confronto entre a teoria e a prática na minha realidade profissional e permitiu-me consolidar e melhorar os meus conhecimentos nesta área específica. permitindo-lhes participar de forma mais autónoma na sua vida diária. Na minha realidade profissional e como Enfermeira o meu foco de atenção é o estudo da resposta humana à doença e aos processos de vida e este assume-se como o principal elemento na recuperação do indivíduo. Iniciei a minha actividade no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Nossa Senhora do Rosário – Barreiro. Desde Abril de 2004 trabalho no Centro Hospitalar De Setúbal. com alterações cognitivas. No panorama social actual observa-se um aumento da longevidade e aumento do número de idosos. Ao trabalhar numa unidade de evolução prolongada deparei-me com um grupo de utentes idosos e institucionalizados há vários anos que se encontram sujeitos a doenças Psiquiátricas crónicas incapacitantes. melhorando a sua qualidade de vida. Verificou-se que com a aplicação de várias técnicas. Esta experiência complementar mostrou-me outra realidade. verifica-se também um aumento de alterações cognitivas relacionadas com demências. mais concretamente na Unidade De Doentes de Evolução Prolongada (UDEP). EPE no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. O atendimento ao utente/família nestas diferentes realidades. Associadas a essas. os utentes melhoraram a sua funcionalidade. de forma a reabilitarmos esses utentes. Aqui. aprofundando conhecimentos de patologias e técnicas de intervenção em Enfermagem. na Unidade de Internamento de Curta Duração de Psiquiatria (UICDP) e com menos regularidade na Consulta Externa de Psiquiatria.O MEU PERCURSO PROFISSIONAL Ao iniciar a minha actividade laboral. principalmente na área da reabilitação Psicossocial.1. utilizou-se a estimulação cognitiva.

12 . Pois pretendi provar que a intervenção cognitiva na demência realizada por Enfermeiros Especialistas actua como terapêutica co-adjuvante e é importante para manter a máxima independência funcional dos indivíduos. Contudo. ao ingressar neste Mestrado a minha intervenção centrou-se no cuidado ao utente idoso institucionalizado que demonstre sinais e sintomas de demência e consequentemente perda de funcionalidade. garantindo uma melhor qualidade de vida. esta não foi realizada de forma estruturada e controlada. por motivos laborais. incentivando mudanças na prestação quotidiana de cuidados. Como tal. Como Enfermeira Especialista possuo as competências necessárias para aplicar várias técnicas necessárias à Estimulação Cognitiva o que foi importante para a concretização desta experiência. Aproveitei ainda o facto de este ser um trabalho académico para o efectuar de forma estruturada e espero demonstrar que as intervenções de Enfermagem Estruturadas se transmitem em ganhos em Saúde.

pretendo clarificar o conceito de demência e a importância do treino cognitivo na manutenção da qualidade de vida dos indivíduos. (Lage. nem sempre significa viver melhor. Só no final do sec. o que leva a que o diagnóstico e o tratamento sejam tardios. quando surgem sinais patológicos é muitas vezes desvalorizado e até considerado normal.Berger et al. XIX com o contributo de alguns 13 . 1995) Verificam-se vários mitos associados ao envelhecer. Embora na nossa sociedade o tratamento das demências seja essencialmente farmacológico. 2005. viver mais. progredindo até uma incapacidade de funcionamento da pessoa. 2001) Tendo em conta que a demência é uma das doenças que prevalece mais nos idosos e que dado o aumento do envelhecimento populacional surge como um problema de saúde pública. Townsend. são muito importantes numa doença tão incapacitante. Isto é. os seus sintomas implicam alterações do comportamento e uma deterioração gradual das suas faculdades cognitivas.ENQUADRAMENTO CONCEPTUAL O panorama social actual revela um aumento progressivo no envelhecimento populacional. Este aumento de longevidade determina que as pessoas vivam cada vez mais. Assim. o que definia nos primórdios da nossa era o processo demencial como uma “privação de inteligência”. È também comum associar o envelhecimento às perdas cognitivas resultantes de demências. vários são os estudos que evidenciam os benefícios da intervenção cognitiva como terapêutica co-adjuvante pelo que se torna pertinente estudar as intervenções que mantenham ou recuperem a funcionalidade do idoso com demência e que permitam ao mesmo viver o maior tempo possível na comunidade.2. Sendo a demência uma doença degenerativa. envelhecer não é sinónimo de se ser dependente e embora a maioria da população envelheça de forma saudável outras tantas encontram-se sujeitas a doenças crónicas incapacitantes. sendo o mais comum agregar o envelhecimento às perdas cognitivas resultantes de demências. Neste contexto a palavra demência deriva do latim de (privado) e mens (inteligência). No entanto. 2000. constatam um aumento crescente do número de idosos. Este facto traz consequências sociais graves para a economia e para a família. Existem vários mitos na nossa sociedade associados ao envelhecimento. (Eliopoulos. Inúmeros estudos de estatística e demográficos da Europa. Mesmo sendo os benefícios ligeiros. a senilidade e a perda de funções cognitivas são normais no processo de envelhecimento. O envelhecimento é um processo irreversível a que todos nós estamos sujeitos. observando-se a concepção errada de que a perda de funções mentais.

incluindo memória. observa-se um consenso na maioria dos conceitos. Desta forma. Segundo Abreu et al.. acrescenta que demência é “o declínio de funções cognitivas. Sendo esgotado pelas famílias todas as estratégias que permitem prestar cuidados adequados e com qualidade ao idoso com demência. exige uma resposta das diferentes estruturas de saúde e de toda a sociedade. por Mendonça et al. Pick. também este terá evoluído. p. neuropatologistas-psiquiatras como Alzheimer. 2004) Como a maioria dos conceitos. na ausência de delírio ou obnubilação de consciência.2). p. Segundo a OMS  é importante implementar a ideia do envelhecimento activo e saudável. os seus sintomas implicam uma deterioração gradual das suas faculdades cognitivas. (Venâncio et al.11) Sendo uma doença degenerativa. (Comissão Europeia e Alzheimer Europe. Nissl e Brodmann. Na actual política de saúde observa-se uma mudança de paradigma que se centra no tratamento das doenças de evolução prolongada (crónicas) sob uma perspectiva comunitária. maior autonomia e manutenção da funcionalidade? Tendo em conta os custos que estas doenças acarretam para a sociedade. À medida que a doença progride surge cada vez mais alterações nas actividades de vida diária. Hoje. suficientemente importante para interferir nas atividades sociais e ocupacionais do indivíduo” (2005. como factor da possibilidade  de a pessoa idosa permanecer autónoma e capaz de se bastar a si própria. 1999) Esta situação cada vez mais presente na nossa sociedade. assim decisivo o conceito de demência anexado á senilidade. pode-se reflectir que um dos grandes motivos que leva á institucionalização é o nível de funcionamento e não o diagnóstico clínico. ainda que com recurso a pequenas 14 . “Demência é uma síndrome caracterizada pelo declínio progressivo das funções cognitivas. capacidade de raciocínio e de julgamento. Nunes cit.. no seu meio natural de vida. progredindo até uma incapacidade de funcionamento do indivíduo. surge frequentemente a procura de internamentos nas instituições de cuidados prolongados. Neste contexto. compreende-se a importância de nos mantermos funcionalmente independentes durante o máximo de tempo possível. o que leva a impor um desafio maior aos cuidadores de saúde: Como manter a qualidade de vida. e persistente por um período não inferior a seis meses. exige uma mudança de comportamentos dos técnicos de saúde que permitam atingir os novos objectivos. alterações de comportamento evidentes e um aumento da sua dependência. Ficou. se associaram algumas alterações histológicas do cérebro ao processo demencial.” (2005. tais como: uma perda marcante da memória.

2008) 15 . Desta forma o que é treinado torna-se pertinente para a vida prática do indivíduo. Este deve ser realizado num contexto real e quotidiano do indivíduo. Como em qualquer processo de aprendizagem. construindo as aprendizagens através de rotinas e competências aprendidas ao longo da vida. Este. Contudo. (Oliveira.1. Contudo. 2007. este treino deve ser organizado segundo uma graduação de dificuldades e as competências treinadas repetidamente em cada nível de treino. 2007. embora os benefícios sejam diferentes nos indivíduos. torna-se pertinente estudar as intervenções que mantenham ou recuperem a funcionalidade do idoso com demência e que permitam ao mesmo viver o maior tempo possível na comunidade.ajudas. podendo melhorar a sua funcionalidade. Assim. a realidade dos serviços de saúde pública revela que existe pouca preparação por parte dos cuidadores e pouco investimento nesta técnica. Nunes. vários são os estudos que evidenciam os benefícios da intervenção cognitiva como terapêutica co-adjuvante. INTERVENÇÃO COGNITIVA NA DEMÊNCIA Perante a perspectiva referida anteriormente. de competências básicas. (OMS. mesmo que ligeiros são importantes numa doença tão devastadora e que apresenta tantas alterações na vida dos indivíduos. Juntando os gastos crescentes que esta doença acarreta. que são essências para o desempenho das funções cognitivas mais complexas. Joana Pais in Nunes. 2002) 2. 2008) Embora na nossa sociedade o tratamento das demências seja essencialmente farmacológico. compreende a prática repetida de exercícios cognitivos específicos. torna-se pertinente conhecer o treino cognitivo. percebe-se que a intervenção cognitiva seja encarada como um luxo e esteja disponível a uma minoria de utentes. (Oliveira.

Aspecto mais tradicional de estimulação da memória explícita. 2008) Aprendizagem de informação específica através da memória implícita preservada . 2007. 2008) Técnica de orientação da realidade Esta terapia foi desenvolvida por James Folson em 1968.) Estratégias para lidar com o défice mnésico através de apoio externo . Por exemplo se o objectivo é memorizar a palavra gato.1. mas fornecer informações úteis para resolver os problemas do dia-a-dia. 2008. recorrendo ao uso de ajudas ou “pistas” para que o utente se recorde do que necessita.1. (Oliveira. 2010. diários. Baseia-se em estratégias de repetição contínua de dados reais. calendários. entre outros. Ou seja. Joana Pais in Nunes. (Oliveira. criando estímulos ambientais que facilitem a orientação. Ou 16 . o objectivo desta técnica não é restabelecer habilidades de memória. pode-se dar determinadas pistas como dizer que é um animal doméstico ou que começa com “g”.Esta técnica foca-se na compensação dos défices existentes.Intervenções que dizem respeito á aprendizagem e/ou reaprendizagem de determinadas competências ou informações pertinentes para facilitar o dia-a-dia do utente e que se encontram na memória implícita preservada. 2. Joana Pais in Nunes. assegurando assim a congruência entre ambas as fases. através de ajudas externas tais como agendas. com o objectivo de reduzir a desorientação e confusão nos utentes. Este tipo de técnica é muito utilizado para o treino de AVDs. Na fase de evocação recorre-se às mesmas ajudas da fase de memorização.Tipos de técnicas e intervenções Vários são os autores que abordam as diferentes técnicas de intervenção para utentes com demência. Camões et al. (Joana Pais in Nunes. 2007. O intuito não é aumentar a capacidade mnésica mas sim ensinar informação pragmática que melhore a qualidade de vida do utente. Para a concretização deste trabalho foram utilizadas as seguintes técnicas que passo a enumerar: Facilitação da memória explícita residual com apoio na codificação e na evocação .

à transmissão de conselhos ou de explicações. com questões essencialmente abertas e focam-se particularmente na vivência do entrevistado. muitas são as metodologias que se poderão utilizar. Ou seja tem como objectivo estimular a recuperação de informações recorrendo ao uso de figuras. jogos ou outros estímulos relacionados com a vida passada do utente. 2007. (Bottino et al. 2002. (Carmo et al. Camões et al. Camões et al. a relação terapêutica caracteriza-se pela parceria estabelecida com o utente respeitando as suas capacidades. o dia do mês. 2010) Técnica de reminiscência Esta é uma técnica utilizada para trabalhar a memória e visa trabalhar a memória remota do utente. é utilizada habitualmente em contextos terapêuticos e caracteriza-se pela quase total liberdade fornecida ao entrevistado na sua resposta e na abundância de informações partilhadas. Esta permuta é de carácter profissional e pode ser complementada por outras técnicas de intervenção. decidi-me pelo uso da Entrevista clínica. Oliveira. Este tipo de entrevista é tendencialmente de duração longa. entre outros. com factos significativos da sua vida. relembrando com ele por meio de pistas ou ajudas externas. Deve-se ressalvar no entanto que as 17 . Por outro lado. Esta. músicas.2. 2010) 2. Para a concretização do projecto de intervenção a que me propus no início deste estágio. ao suporte psicológico e à resolução de problemas. 2007. visa orientar o utente no tempo e no espaço.seja. fotografias. (Bottino et al. 2010) Segundo Phaneuf (2005) a Entrevista Clínica é uma permuta entre a enfermeira e o utente/ família e para os quais elabora objectivos particulares relativos à colheita de informações. abstraindo-se de juízos de valor. 1998) Neste contexto como Enfermeiros o exercício profissional da nossa profissão centra-se na relação interpessoal e distingue-se pela formação e experiência do profissional que lhe permite entender e respeitar os outros. 2002. (Ordem dos Enfermeiros. Oliveira. o ano. o local onde está. ENTREVISTA CLINICA Para a realização de um estudo ou aplicação de um projecto de intervenção.

á Recolha de informação prévia do utente e às Questões Éticas. . saber e decidir. não são todas entrevistas de enfermagem. Benjamim. se necessita da mudança e a determinar co- activamente as estratégias a adoptar. dos dados recolhidos e do delinear dos diagnósticos de Enfermagem. Modificação de Comportamentos. tais como: Diagnostico/Colheita de Dados.A quarta fase diz respeito á análise da interacção. De acordo com a mesma autora a Entrevista Clínica tem objectivos próprios e pode ser utilizada para vários fins. Por seu lado na Entrevista de Ajuda o técnico capacita o entrevistado a reconhecer.3. 18 . . De acordo com alguns autores pode-se dividir a Entrevista Clínica em quatro fases: . relativamente á escolha do Tipo de entrevista.A segunda fase da Entrevista ao desenvolvimento da mesma. No entanto são várias as teorias e filosofias que considerei importantes para este trabalho e que conduziram a minha actuação.A primeira fase diz respeito à Definição de papéis e espaços . Neste contexto pode-se definir dois tipos de Entrevista clínica: a Entrevista de Avaliação Diagnóstica e a Entrevista de Ajuda. CONTEXTO DE CUIDADOS E MODELO TEÓRICO DE ENFERMAGEM Como Enfermeira habitualmente não conduzo a minha actuação de acordo com um único modelo teórico ou filosofia. (Benjamin. Considero que é da junção de vários aspectos estudados pelas teóricas. às Formas de registo dos dados. sentir. 1993) 2. Resolução de Problemas e Conflitos e Intervenção na Crise.A terceira fase comporta o Encerramento. 2005. Suporte Emocional e Psicológico. Informação. ou seja á avaliação diagnóstica. A primeira é utilizada essencialmente para recolher informação precisa e ampla a fim de orientar o pensamento para um diagnóstico de enfermagem. ao local da realização da mesma. interacções entre a enfermeira/utente/família. Ensino e Psicoeducação. (Phaneuf. 1993) A Entrevista clínica obedece a uma estrutura própria e habitualmente antecede- se uma preparação prévia da mesma. planificar os cuidados e organizar as intervenções (Phaneuf 2005). que surge um melhor atendimento ao utente/família e uma melhor prática.

Tendo em conta as alterações que esta patologia provoca na vida diária do indivíduo e nas necessidades expressas pelos utentes. (Tomey et al. sendo este o ambiente em que se inserem. Neste contexto. o que é treinado se torna pertinente para a vida prática do indivíduo. entre outras. estes idosos encontram-se a residir uma instituição de cuidados prolongados de carácter social. este condiciona e influencia todos os aspectos da vida do indivíduo. Ao aplicar um programa de treino cognitivo ao utente idoso institucionalizado com sinais e sintomas de demência e consequente perda de funcionalidade. O enfermeiro aprende a compreender a pessoa com demência. centrei-me não só nos seus deficits cognitivos mas também nas suas necessidades de forma global. é importante estudar e compreender o ambiente em que os utentes se inserem. Por acreditar que as intervenções de suporte e aconselhamento fornecidas aos familiares/cuidadores dos pacientes com demência podem reduzir o nível de sintomas apresentados e alterar de forma significativa o bem-estar dos mesmos. Assim. reconstruindo as aprendizagens através de rotinas e competências aprendidas ao longo da vida. pois como afirmam as teóricas Jean Wattson e Betty Neuman. 2002) Este treino deve ser realizado num contexto real e quotidiano do indivíduo. o Enfermeiro Especialista assume-se como o técnico adequado para realizar este ensino. assume a competência 19 . a sua linguagem particular e as alterações do comportamento. o enfermeiro serve de intermediário entre “a demência” e o utente/cuidador. o que permitiu que cada indivíduo fosse cuidado de forma individualizada e personalizada. este tenta compreender o que lhe dizem e de que forma vivem a situação e embora possa não ter vivido situação semelhante. ao transmitir informação ao cuidador. 2002) Como tal. pois. apoiei-me nas 14 necessidades básicas do utente definidas por Virginia Henderson a fim de as treinar no programa de treino cognitivo. a equipa do CATI foi envolvida em todo o processo de implementação do programa. acredito que se deve. (Tomey et al. Só assim. Devido ao pouco ou inexistente apoio familiar. considerar a viabilidade de associar ao programa de treino cognitivo o ensino. Neste contexto. são os técnicos que assumem o papel de cuidadores e para que o treino cognitivo apresentasse resultados eficazes. sempre que possível. aconselhamento e consultoria aos cuidadores.

Na sequência da obra de Peplau. maior o aumento de crenças elaboradas da mesma. (Peplau cit. por Tomey et al. e o Ensino surge como factor facilitador de adaptação à doença. 2002). de mediador entre o Utente/cuidador. 2005) 20 . Só com o desenvolver de uma relação terapêutica estruturada. ou seja ensino. Neste contexto. por Tomey et al. foram desenvolvidos varios estudos acerca da relação do Enfermeiro em contexto Psiquiátrico. Como o cuidador não tem informação da doença e não sabe como ela irá evoluir. de modo a que essa experiencia possa ser integrada na sua experiencia de vida. sendo a filosofía mais recente a de Margot Phaneuf (2005). (Phaneuf. Como Enfermeira a minha interacção com o utente baseia-se numa relação terapêutica estabelecida entre ambos e que permite a consecução dos objectivos pré-definidos. aceitá- la e perceber os meios de que dispõe para resolver o seu problema e para favorecer o seu crescimento e evoluir como ser humano. Associado ao desgaste físico e psicológico surge a falta de informação e a incerteza da doença. (Benner. o Enfermeiro reconhece que o utente é o único detentor de meios para resolver os seus problemas e oferecer (sem impor) os meios para que ele possa fazer a sua escolha e lhe permita descobrir ou reconhecer os seus recursos pessoais. Esta relação permite a abordagem ao utente. o programa de treino cognitivo não poderia existir e apresentar resultados sem se estabelecer uma relação Enfermeiro/utente. o Enfermeiro consegue ajudar o utente a compreender totalmente o que lhe está a acontecer. fica mais instável o funcionamento do mesmo e comprometida a qualidade dos cuidados prestados. a incerteza da doença vai diminuir e dá-se uma melhoria da qualidade dos cuidados prestados e um aumento da satisfação com as relações pessoais e com os serviços de saúde. Assim. Ao ser proporcionado informação ao cuidador. (Merle Mishel cit. 2002) Independentemente do ambiente e do ensino aos cuidadores. quanto maior a duração da incerteza na doença. o nível de incerteza vai aumentar pois não conseguem estabelecer mecanismos de adaptação adequados a esta nova situação. 2001) Pode-se observar que a maioria dos cuidadores ao serem confrontados com o utente com demência não se sente preparado para tal situação. a iniciativa de participação no programa e a sua continuidade. Esta. Segundo esta autora a relação de ajuda é uma troca verbal e não verbal que favorece a criação de um clima de compreensão e o fornecimento do apoio de que a pessoa tem necessidade. Nesta perspectiva. permite à pessoa compreender melhor a situação.

as suas diferenças e condicionantes. 21 . permite-nos prestar cuidados de uma forma mais consciente e com maior qualidade. Tendo em atenção a relação que temos com o utente. indo de encontro ao que o Outro realmente necessita. pois embora se encontrem num processo demencial. continuam a ter direito á escolha e usufruir do direito de ser Cidadão.

A história desta instituição tem início nos anos 60. Dá-se a conhecer o Plano de intervenção para os utentes seleccionados. A Secção 22 . Em 1992. durante um período de dez semanas. a Lei de Repressão da Mendicidade foi revogada. foram extintos todos os Centros de Saúde Mental do País e foram integrados nos respectivos Hospitais Distritais. Posteriormente deu origem à UDEP destinado a doentes mentais de evolução prolongada. em Unidades de Saúde ou Protecção Social No distrito de Setúbal esta reconversão fez-se do seguinte modo: • A secção feminina do Albergue passou a pertencer ao Ministério da Saúde. Define-se ainda a Metodologia utilizada e as implicações Éticas. Estas tinham a finalidade de procederem à reconversão dos antigos Albergues. e a funcionar como Centro de Higiene Mental de Setúbal.A.A. realizei este estágio numa instituição de cuidados prolongados inserida na comunidade: Centro de Acolhimento à Terceira Idade (C. integra o Departamento de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Setúbal.1.T.T.ESTÁGIO MODULO III – Intervenção cognitiva na demência Este capítulo centra-se no estágio do módulo III que teve lugar no Centro de acolhimento á Terceira Idade (CATI). assim como os ganhos em saúde para os mesmos. encontrava-se o albergue do sexo masculino. dando origem aos Departamentos de Psiquiatria e Saúde Mental.). 3. Actualmente a UDEP. Após a apresentação do local onde decorreu o estágio discute-se e reflecte-se os objectivos e actividades propostas. 3. indigentes e doentes mentais.I. Localizado. Na Quinta Nova (UDEP) encontrava-se o albergue do sexo feminino. Com o 25 de Abril. altura em que foi fundado em Setúbal o Albergue Distrital. assim como a sua pertinência.I.LOCAL ONDE FOI REALIZADO O ESTÁGIO Tendo em conta que a minha opção para o estágio centra-se no cuidado ao utente idoso institucionalizado que demonstre sinais e sintomas de demência e consequentemente perda de funcionalidade. na Quinta de Guia (C. • Em 1976 com a aprovação do Decreto-lei 365/76 de 15 de Março. onde eram recolhidos marginais. sendo constituídos em todos os concelhos do país comissões representativas das diversas forças políticas e sociais.).

Para a concretizar foi importante a realização de uma reunião formal com a Directora Técnica do C. assim como. que sejam exequíveis e adaptados á realidade do utente. Desta forma. Dr.T. como tal. dou a conhecer a introdução de objectivos que não foram inicialmente propostos no projecto. considerei este objectivo pertinente pois uma boa integração serve como “fio condutor” para o planeamento de todas as actividades e intervenções e permite um melhor delinear de planos de intervenção. A estrutura e organização evoluíram de forma diferente. Esta Instituição manteve uma sensibilidade assistencial relativa á Saúde Mental e Psiquiatria sendo que o acolhimento da população idosa com estes problemas sempre foi considerado.T.A. Com esta reunião confirmei que o meu projecto pessoal era adequado a esta instituição e correspondia ao plano de intervenção 23 . DISCUSSÃO E REFLEXÃO DOS OBJECTIVOS E ACTIVIDADES PLANEADAS Para a realização deste estágio. Margarida com a finalidade de lhe dar a conhecer a temática que abordei. OBJECTIVO I • Integrar-me na instituição C. masculina do Albergue. passa a pertencer ao Instituto da Família e Acção Social e a partir dessa data adquire a designação de Lar de Idosos. de forma a saber a viabilidade e pertinência da mesma.I Uma integração é sempre o primeiro passo para um estágio bem conseguido.A. desenvolve as respostas de Lar. Considero que este objectivo foi atingido uma vez que foi efectuada a minha integração no Centro de Atendimento á Terceira Idade. elaborei objectivos específicos e actividades que me permitiram atingir o objectivo geral do mesmo.2. não conhecendo esta instituição.A. dando origem ao actual CATI O C. discuto e reflicto acerca da pertinência dos mesmos. da instituição.I. dependendo da resposta social prestada.T.I. Centro de Dia e Apoio Domiciliário. descrevo. (ANEXO I) 3. da equipa e do próprio formando.

pois forneceram-me as bases para a concretização do mesmo. as patologias mais frequentes. o que permitiu que os utentes beneficiassem de um leque mais alargado de intervenções. Para a concretização deste objectivo foi também muito pertinente a apresentação do meu projecto de estágio à equipa multidisciplinar. das actividades desenvolvidas com os utentes. sem recorrerem a alterações nas suas rotinas de vida. Esta actividade permitiu-me beneficiar de todo o apoio da mesma. Toda esta pesquisa foi importante para me ajudar a planear as intervenções com os utentes. do rácio enfermeiro/doente. tendo este decorrido de 11 de Fevereiro a 19 de Fevereiro. a composição do processo do utente e o Horário das visitas. todas as minhas intervenções surgiram como um complemento às actividades já existentes na instituição. dinâmica e o funcionamento da equipa. considero que foram suficientes dado o tempo do estágio. havendo uma concordância entre os objectivos institucionais. Durante esta fase informei-me também da composição e funcionamento da equipa multidisciplinar. a lotação do serviço. o Nível sócio – económico e cultural dos utentes. De forma a concretizar a minha integração considerei pertinente conhecer a estrutura física da instituição e perceber a organização. a articulação com outras instituições da comunidade. do modelo de prestação de cuidados de Enfermagem. 24 . envolvendo-a e motivando-a a participar no meu estudo. os meus objectivos pessoais e as necessidades dos utentes. Ou seja. pude avançar com este estágio. Todas as actividades previstas neste objectivo foram indispensáveis para o sucesso do estágio e do estudo realizado e foram pertinentes e suficientes para me ajudar a concretizar o meu projecto. Relativamente aos recursos temporais. o apoio prestado às famílias. desenvolvido pelo Lar. Assim. mas sim como membro integrante da mesma. esclarecendo-a. não como um elemento á parte da equipa.

utentes residentes no CATI. apoiei-me no conhecimento que a equipa multidisciplinar tem dos utentes. Esta actividade permitiu-me encontrar a amostra para o estudo e apurar quais os utentes que cumpriam os critérios de inclusão estabelecidos. sendo o principal objectivo. Os critérios de inclusão definidos consistiram em: utentes com idade mínima de 65 anos de idade. Esta. valorizando a prática baseada na evidência. seguida da avaliação cognitiva – MMS e teste do relógio e a Avaliação de funcionamento e funcionalidade (escala de Barthel e GAF). Esta alteração na abordagem permitiu-me seleccionar a amostra num espaço de tempo mais reduzido. tais como a Entrevista clínica. o meu conhecimento dos utentes seria insuficiente para seleccionar uma amostra fidedigna. Como a maioria dos utentes propostos pela equipa não apresentava alterações cognitivas derivadas de demências mas sim outras patologias e de forma a rentabilizar o meu tempo alterei a forma como estava a fazer a selecção e passei a iniciar com a avaliação cognitiva e se o utente demonstrasse alterações cognitivas. inerentes às competências do Enfermeiro Especialista e das suas intervenções autónomas. Inicialmente tinha definido que iniciaria esta selecção com a Entrevista Clínica. Utentes com alterações cognitivas provocadas por demência. mais concretamente no período de 22 de Fevereiro a 5 de Março 25 . Após esta selecção iniciei a triagem destes utentes de forma a verificar quais os que cumpriam os critérios de inclusão estabelecidos. (ANEXOII) Contudo como este estágio tinha um limite de tempo de 10 semanas. Este. assim como os ganhos em saúde para os indivíduos. Com o uso destas. iniciei a identificação dos utentes para a amostra. Assim. entre outras. seguia com a entrevista clínica. Esta selecção foi realizada na segunda semana de estágio. Utentes com alterações funcionais em consequência da demência. Para a concretização deste objectivo. logo reúne toda a minha intervenção ao longo do estágio. pré seleccionou 20 utentes que supunham apresentar alterações cognitivas provocadas por demência. a Relação de ajuda a Intervenção cognitiva. De forma a atingir este objectivo utilizei algumas estratégias terapêuticas. é a minha área problemática. OBJECTIVO II Desenvolver estratégias terapêuticas que permitam ao utente manter ou melhorar as competências cognitivas e a sua funcionalidade Este objectivo é o cerne do estágio. pretendi demonstrar o benefício das mesmas.

essas áreas foram treinadas de acordo com as necessidades dos utentes e de forma personalizada em cada sessão. embora todos os utentes cumpram os critérios de inclusão. sem a ajuda da mesma. cada indivíduo tem que ser cuidado de forma individualizada e personalizada. assim como dos seus interesses e dificuldades. envolvi a equipa durante o estágio. a diminuição da socialização e algumas actividades ocupacionais específicas. para além do que os técnicos evidenciam como possíveis problemas. O plano de intervenção foi realizado durante 10 semanas. Embora todos os utentes tenham referenciado as alterações de memória como um problema. Embora a equipa multidisciplinar tenha sido sempre cooperante e presente. em Entrevista clínica foi apurado quais as necessidades dos utentes e quais os problemas que os mesmos identificavam. Após a triagem foram seleccionados nove (9) utentes que cumpriam os critérios de inclusão aos quais foi aplicado um programa de treino cognitivo. pois esta tem um conhecimento muito maior dos utentes e da sua família. pois com o limite de tempo delineado para este estágio seria impossível conhecer bem os utentes. alguns referiram especificamente quais eram as áreas que para eles eram um problema e que se revelavam uma consequência das alterações cognitivas. Para além de reunirem os critério de admissão para este estudo. o que me permitiu conduzir de forma personalizada as sessões. Esta actividade foi muito pertinente pois. Como tal. de modo a auxiliar-mos o utente a encontrar estratégias para resolver o que Ele considera um problema. (Anexo IV) Quando elaborei o meu projecto pareceu-me muito pertinente reflectir com a equipa as intervenções a desenvolver. não apresentam muita experiência nesta área de intervenção. dando-lhes a conhecer as intervenções planeadas para cada utente e permitindo a discussão e reflexão das mesmas. Contudo. O programa de treino cognitivo foi realizado a cada utente com uma frequência de uma a duas vezes por semana com a duração aproximada de 1 hora. as intervenções acabaram por ser desenvolvidas e planeadas apenas por mim. Neste contexto. ajudando-me no conhecimento aprofundado e global dos indivíduos. No entanto ressalvo que o auxílio que me proporcionaram durante todo o estágio foi muito importante para desenvolver essas mesmas intervenções. para além das alterações de memória foram identificadas pelos utentes da amostra as seguintes áreas problemáticas: a perda de funcionalidade. Como tal. Este consistiu em: 26 . De forma a compreender melhor os interesses dos utentes foi aplicado também uma grelha Cheklist de interesses (ANEXO III).

a forma e conteúdo de pensamento. É também nesta fase que se trabalha a perspectiva do Enfermeiro e se foca na História pessoal e familiar. conforme as necessidades terapêuticas de cada indivíduo. a consciência de si e do seu corpo. Nesta fase trata-se de saber a perspectiva do utente. os impulsos e vontade. o que o preocupa. A sala era confortável e privada. relativamente á escolha do Tipo de entrevista. o que sente. Os utentes foram convidados a instalarem-se de acordo com a sua preferência e o entrevistador colocou-se de frente para o utente. Benjamim. na Apresentação e postura. á Recolha de informação prévia do utente e às Questões Éticas.Reabilitação cognitiva (melhorar o desempenho em tarefas relevantes para o seu Dia-a-dia) Embora as linhas orientadoras deste programa sejam comuns a todos os utentes tenho que ressalvar que cada sessão foi delineada de forma personalizada. o humor. 2005. uma mesa. linguagem. (ANEXO IV) As sessões decorreram numa sala que é utilizada para as visitas particulares dos utentes e que me foi disponibilizada. permitindo uma visão integral do participante e uma melhor supervisão das tarefas propostas. Assim. ou seja á avaliação diagnóstica. as emoções. quatro cadeiras e uma pequena copa. (Phaneuf. na sua perspectiva. Organização e dinâmica das sessões Todas as sessões foram iniciadas por Entrevista Clínica a qual antecedeu uma preparação prévia da mesma. com alguns utentes foram utilizadas outras abordagens e diferentes exercícios. a apresentação pessoal. clareza e orientação. A primeira fase diz respeito à Definição de papéis e espaços e comporta o acolhimento. a senso-percepção 27 . praxias e gnosias) (ANEXO V) . pensa e sente e quais as estratégias e capacidades que tem. o posicionamento dos intervenientes e a clarificação dos papéis e objectivos da entrevista. na Mímica.Treino cognitivo (prática acompanhada de exercícios específicos que estimulam a atenção. o estado de consciência – reflexibilidade. os afectos. expressão e motricidade. Dispunha de três sofás. . no contacto e linguagem. A Segunda fase da Entrevista diz respeito ao desenvolvimento da mesma.Estimulação cognitiva (Técnica de orientação para a realidade e técnica de reminiscência) . ao local da realização da mesma. 1993) A Entrevista Clínica foi dividida em quatro fases. às Formas de registo dos dados. a memória. memória.

e. nas Entrevistas. Comprometi-me ainda a prestar consultoria aos técnicos do CATI se pretendessem continuar com o programa de treino cognitivo. onde forneci explicações ao entrevistado. Seguidamente passei para a terceira fase que comporta o Encerramento. temperatura ambiente. Foram também usadas fotos pessoais e de acontecimentos relevantes. (ANEXO IV) O treino de actividade de vida diária foi utilizado de forma contínua pelos profissionais do lar e com a minha consultoria. Estes recursos foram utilizados durante todos as sessões. 1993) Durante as sessões e após a Entrevista clínica. feriados. O mais utilizado foram relatos sobre a história de vida dos utentes e de acontecimentos relevantes para os mesmos. reafirmei o compromisso e delineei a continuidade das sessões. 2005. validando a informação e utilizando uma abordagem pela positiva recorrendo ao uso de reforços positivos constantes. foi aplicado o programa de treino cognitivo. Relativamente ao treino de competências sociais foi utilizado de forma contínua por mim e pelos profissionais do lar. visitas de familiares. Em todas as técnicas utilizadas foi valorizado o empenho dos utentes. utilizando “pistas” e “dicas” associando-se as datas à estação do ano. Ao desenvolver o programa de treino cognitivo e após a revisão bibliográfica acerca desta temática pareceu-me pertinente integrar a família no processo de 28 . eventos nacionais e do quotidiano (i. explicado anteriormente. entre outros). Para melhorar o desempenho em tarefas relevantes para no Dia-a-dia dos utentes foram treinadas algumas actividades específicas a pedido dos mesmos. Esta técnica foi também utilizada de forma informal e contínua por todos os profissionais do lar. transmitindo a informação em cada contacto com os utentes. Na reabilitação cognitiva foi utilizado o treino de actividades de vida diária e o treino de competências sociais. Ao utilizar a técnica de orientação para a realidade foram utilizados calendários e agendas. dos dados recolhidos e do delinear dos diagnósticos de Enfermagem. e a observação física. A última fase diz respeito á análise da interacção. motivando a sua participação. Ao terminar este estágio dei a conhecer à equipa do lar todo o treino efectuado com os utentes e deixei o registo em dossier próprio na sala de reuniões da mesma. (Phaneuf. aniversários. Benjamim. datas comemorativas. Na técnica de reminiscência foram relembradas memórias ligadas a questões de vida pessoal dos utentes. assim como jogos e canções antigas.

considerei ser de todo o interesse colocar esta actividade pois acredito que cuidadores esclarecidos e apoiados tecnicamente são indispensáveis para melhorar os cuidados prestados á pessoa com demência na nossa sociedade. Nesta perspectiva o enfermeiro é o elemento de ligação entre a família e o doente e assume o papel de ensinar a família a compreender a doença e as suas manifestações de forma a melhorar a prática assistencial. (Imaginário. o CATI é uma instituição de carácter social e muitos dos idosos residentes não tem qualquer apoio familiar. um papel que lhe foi imposto pelas circunstâncias. surge inevitavelmente uma alteração da rotina familiar que leva a algum desequilíbrio e por vezes a crises familiares. Contudo. entende-se que esta doença afecte não só a pessoa como todo o seu contexto familiar e social. Nesta perspectiva. atenção e orientação para a realidade com o seu familiar. 2004) Neste contexto. Ou seja. De forma a prestar os cuidados adequados ao doente com demência. alterando indiscutivelmente o movimento natural do ciclo de vida familiar. 1999). Para a concretização deste objectivo devo salvaguardar que foi muito importante a adesão dos utentes que se mostraram na maioria das vezes disponíveis para as sessões. contudo no limite de tempo previsto para este estágio só foi possível efectuar 29 . porque na maioria das vezes o cuidador assume. Posso afirmar. As demências são doenças que interferem com a dinâmica familiar e que provocam a maior parte das vezes alterações de papéis no seio das famílias. Assim. do cuidador e de todos os que o rodeiam. apenas consegui realizar este trabalho com uma família. a demência pode ser entendida como uma doença da família na medida em que não altera apenas a vida do doente mas também a vida da família. no entanto que foi muito gratificante e que todo o treino realizado com o utente proporcionou uma evolução muito positiva. pois cuidar de alguém com demência é física e mentalmente esgotante. (Comissão Europeia e Alzheimer Europe. Esta compreendeu a importância da estimulação cognitiva e durante as visitas realizava exercícios simples de memória.intervenção cognitiva. Assim. convidando-a e informando-a sobre os progressos ou metas a alcançar. a família/cuidador deve compreender a progressão da mesma e aprender a lidar com essas alterações. podendo ocorrer mudanças a nível da individualidade e da autonomia de todos os elementos da família. É de referir que a maioria da bibliografia acerca desta temática sugere sessões intensivas. e não por escolha própria.

assim como o programa de treino cognitivo. como também a uma maior estimulação realizada aos mesmos. No entanto. técnicas e intervenções. senti maior dificuldade em encontrar bibliografia acerca da estimulação cognitiva. sete sessões com cada utente pois como referi anteriormente todas as minhas intervenções surgiram como um complemento às actividades já existentes na instituição. houve a preferência por alguns artigos. Desta forma. pelo que passo a descrevê-los de seguida: OBJECTIVO III • Dotar a equipa de conhecimento e competências acerca do programa de treino cognitivo efectuado com os utentes Em reuniões com a equipa multidisciplinar a mesma demonstrou interesse no tema e motivação em continuar o trabalho realizado. de toda a bibliografia consultada. em que consistia o programa e os exercícios realizados. embora a bibliografia referente a esta técnica aplicada por Enfermeiros seja diminuta. A meu ver esta estratégia permitiu não só que os utentes beneficiassem de um leque mais alargado de intervenções. pois este é um tema bastante actual na nossa sociedade. Em Reunião com a equipa expliquei o conteúdo do dossier. propus construir um dossier onde explica todo o acompanhamento efectuado aos utentes. sem recorrerem a alterações nas suas rotinas de vida. Contudo. relembrar procedimentos e sustentar a prática clínica ao longo de todo o estágio. livros e mesmo acções de formação que me ajudaram a retirar dúvidas. (ANEXO VI) ƒ Para a realização deste estágio. Devo mencionar também que para a concretização deste objectivo não senti grande dificuldade em encontrar bibliografia específica acerca do envelhecimento e demências. por ser uma técnica ainda pouco utilizada no nosso país. foi pertinente a introdução de objectivos que não foram inicialmente propostos no projecto. o que poderá ter contribuído para os resultados obtidos no fim do estudo. Foi ainda mais difícil encontrar bibliografia sobre estas técnicas relacionadas com a Enfermagem. assim como a forma de 30 .

(ANEXO VII). Os Enfermeiros da equipa mostraram-se agradados com os conteúdos. permitindo o delinear de intervenções adequadas á sua realidade. Estes. Assumi também perante a equipa manter a consultoria à mesma sempre que necessário. afirmaram que iriam supervisionar as abordagens das ajudantes de lar durante a prestação de cuidados a estes utentes. Esta actividade foi importante no acesso aos documentos supracitados para serem consultados pela equipa. Como foi apurado realmente várias dúvidas relacionadas com o tema e o cuidado ao utente com esta patologia. o que proporcionou um momento de partilha e reflexão conjunta. colocaram questões pertinentes acerca das estratégias de intervenção com os utentes com demência e mostraram-se motivadas para aplicar essas mesmas estratégias.os realizar. reforçando as estratégias de intervenção delineadas na formação. assim como o material informático. reuni com a equipa multidisciplinar a fim de discutir com os mesmos a pertinência dos conteúdos. estimulando-a e motivando-a para esta área de intervenção. Desta forma. sendo as ajudantes de lar responsáveis pelo treino das actividades de vida no contexto real do individuo pareceu-me pertinente auscultar as necessidades de formação das mesmas. Assim. A ideia foi recebida com agrado por parte da equipa. propus apresentar uma formação sobre a demência. apresentei a sessão no dia sete de Maio pelas 14. pois estavam de acordo com as actividades trabalhadas pelos mesmos. O dossier ficou na sala de reuniões da equipa multidisciplinar o que permite o fácil acesso e consulta da equipa. Depois de ter requisitado a sala de formação da instituição. estas são os cuidadores que passam mais tempo com os utentes e que realizam um grande número de actividades essenciais para manter a funcionalidade dos mesmos. questionaram e reflectiram acerca das suas próprias intervenções. Após ter elaborado a sessão. No dia da sessão compareceu a maioria das ajudantes de lar. Durante o meu estágio pude observar toda a dinâmica da instituição. Neste contexto. relativamente a esta temática. apercebi-me que a classe profissional que passa as 24h do dia com os utentes são as ajudantes de lar. pelo que combinei com a Directora Técnica o dia e a hora mais favorável para realizar a formação. Também. Pode-se distinguir essencialmente as actividades de vida diária e algumas competências sociais básicas.30h e forneci suporte em papel às ajudantes de lar e à equipa. 31 . assim como o trabalho das várias classes profissionais.

a beneficência. Podemos definir Ética. famílias dos utentes Recursos materiais: Biblioteca da universidade Católica (campus de Sintra). como a ciência da moral.).A. a fidelidade. o respeito pela dignidade. Contudo o recurso temporal assume-se muito curto para obter resultados científicos relevantes. 3. projecto de estágio.3. utentes. No final da sessão as ajudantes de lar valorizaram a iniciativa e reafirmaram a importância da mesma. processos clínicos. testes e exercícios de estimulação. protocolos da instituição. Embora os recursos temporais estivessem programados para terminar em Abril.IMPLICAÇÕES ÉTICAS Os princípios éticos do relacionamento humano englobam. orientadora de estágio. Recursos utilizados durante o estágio Recursos temporais: De 11 de Fevereiro a 30 de Abril Recursos físicos: Instalações do centro de acolhimento da terceira idade (C. a autonomia.T. computador. instrumentos de avaliação (escalas. As questões éticas estão presentes 32 . Recursos Humanos: Equipa multidisciplinar do CATI. documentação. a veracidade. devido a impossibilidade por parte da equipa multidisciplinar em conseguir marcar a reunião final e a acção de formação realizada às ajudantes de lar. a justiça e o consentimento informado. sendo um conjunto de premissas e de interdições que têm um enorme valor na vida dos indivíduos e em que estes se inspiram para guiar a sua conduta.I. formulários e impressos em uso no CATI. o meu estágio só foi concluído no dia 7 de Maio. Todos os recursos mencionados foram pertinentes para tornar possível o meu estágio.

4. por Carmo et al. 3.4. Este método é essencialmente fenomenológico. sentido e interpretado pelos próprios. o consentimento para a realização deste estudo foi garantido pelos cuidadores oficiais (CATI) e pelos próprios utentes que se decidiram livremente pela participação. de modo a melhor resolver o meu problema de pesquisa.1 .Tipo de estudo De forma a compreender a importância da intervenção cognitiva. Durante o estudo. da privacidade e a confidencialidade das informações recolhidas.METODOLOGIA Neste subcapítulo pretendo descrever o conjunto de métodos e técnicas que servem de base para a elaboração do estudo realizado durante o estágio. 1995. (Polit et al. foi realizado um pedido formal á direcção do CATI. foram tomadas todas as precauções necessárias de forma a proteger os direitos de todos os intervenientes. 2000) De forma a respeitar os princípios éticos. Carmo et al. No método qualitativo a investigação é descritiva e orientada para a descoberta. ficando garantida a sua decisão como cidadãos de pleno direito. logo é exploratório. Este método é indutivo. 1998) 33 . (Fortin. Pelo que se poderá considerar um estudo misto. tal como é vivido. foi seleccionado para este estudo uma metodologia essencialmente qualitativa. ou seja pretende conhecer a realidade do ponto de vista das pessoas que a vivem. 1998) Tendo em conta uma melhor execução do estudo. irei também utilizar técnicas características da metodologia quantitativa. Deste modo. Ficou também assegurado que poderão desistir do estudo em qualquer momento do mesmo. (Reichardt e Cook cit. antes do início do estudo. estas também devem estar presentes como princípios orientadores durante um estudo de investigação. como tal. subjectivo e orientado para o processo de investigação e não unicamente para os resultados. 3.no nosso dia-a-dia. Assim como a garantia do anonimato.

1998) Desta forma a população escolhida foram os idosos com sintomas de demência.4.evolução da capacidade funcional. foram seleccionados intencionalmente alguns indivíduos considerados como comuns. 2000.Definição e caracterização da população Tendo em conta os objectivos do estágio torna-se importante a escolha da população a ser estudada. 1998). de forma a poder seleccionar os casos que considere como típicos. durante o período em que decorreu o estágio. Escala de Bartel . Escala de avaliação global de funcionamento (GAF). Tipo de amostra Ao realizar este estudo.4. 3. Como o estudo decorreu em apenas 10 semanas. 1998). apoiei-me na equipa multidisciplinar do CATI. (ANEXO II) 34 . limita o conhecimento dos utentes pelo que de forma a não comprometer a cientificidade do mesmo. que os diferenciam de outros conjuntos de elementos. Devido á limitação de tempo para a concretização deste estudo. os indivíduos foram seleccionados de acordo com os vários critérios que considerei importantes pelo que se optou por usar o método de amostragem não probabilístico (Carmo. no início e no fim do estudo: Avaliação Breve do Estado Mental (MMS). que me ajudaram na selecção dos casos. torna-se impossível abranger toda a população. pelo que se optou por uma amostragem de casos típicos (Carmo. ou seja fazer uma amostragem. Teste do relógio. Assim. 3. Esta técnica de amostragem implica que o investigador conheça a população em estudo. residentes no CATI. Tendo em conta que o estudo é essencialmente qualitativo. a amostra é relativamente pequena e seleccionada intencionalmente. (Fortin. 2 . Deste modo é necessária a selecção de uma amostra. Entende-se por população um conjunto de elementos ou de sujeitos que partilham uma ou mais características comuns. Carmo.3 – Instrumento de colheita de dados Para se realizar a colheita de dados utilizou-se a Entrevista Clínica em todas as sessões e as seguintes escalas de avaliação.

frequências) dos dados contínuos e categoriais. Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico . desvio padrão. Inicialmente foram efectuadas análises descritivas (média. principalmente porque se pretende obter informações sobre a problemática referida. tendo em conta como é vivido. utentes com deficit funcionais.4 . Ao optar por este método. 2000) e como este estudo é de carácter misto considerou-se: • Como variáveis qualitativas nominais: utentes com a patologia de demência. • Como variáveis quantitativas continua: idade superior a 65 anos. 35 . os dados foram analisados através do programa SPSS for Windows v17. Constituição de um corpus . A restante informação recolhida durante as entrevistas clínicas foi submetida a uma análise de conteúdo. sentido e interpretado pelos utentes. Interpretação dos dados obtidos Em relação á análise estatística.5. Definição de categorias .3.4. não se aplica a definição de variáveis. (Polit et al. Definição de unidades de análise .0.Variáveis   De acordo com as características do estudo qualitativo. moda. 1998) Contudo as variáveis são qualidades. Os Valores das escalas aplicadas no inicio e no fim do estudo foram comparados utilizando o T-Test com amostras emparelhadas sendo que um nível de significância inferior a 0. 1995. propriedades ou características que são estudadas numa investigação (Fortin. sendo trabalhadas através da técnica descritiva. foi efectuado alguns procedimentos que se passa a descrever: . utentes residentes no CATI.4. 3. valor mínimo e máximo. Quantificação .Tratamento de dados Os dados relativos à caracterização da amostra e às escalas de avaliação. Carmo et al. foram analisados estatisticamente.05 representa impacto terapêutico maior.

2 (22.2 %) são analfabetos. funcional e de funcionamento. Pode-se ainda inferir que 5 (55.6 %) utentes não possuem filhos.1 %) utente possui um filho e que igual número possui 7 filhos. (ANEXO II) utilizados no inicio e no fim do estágio. são reformados e residem no CATI. A média de idades dos indivíduos deste estudo é de 83. (Anexo VIII) 36 . Nesta amostra. 4 (44.2 %) utentes possuem 2 filhos.6 %) utentes pertencem ao género feminino. Na apresentação das tabelas e gráficos.6 %) utentes concluíram o 1º ciclo de escolaridade. 3.5.11 anos sendo que 4 (44.3 %) entre 78 – 85 anos. 1 (11. A amostra considerada foi de (9) utentes. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS Neste capítulo apresento os dados obtidos pelos instrumentos de colheita de dados utilizados na amostra.4 %) dos utentes encontram-se no grupo etário > 85 anos.2 %) são casados. Todos os outros dados foram utilizados apenas para a caracterização da amostra. Verifica-se também que 5 (55. Os dados são apresentados de forma tabular e gráfica. a data e a fonte.APRESENTAÇÃO. 3. iniciou-se este capítulo pela caracterização da amostra populacional. • Variável dependente – Estimulação cognitiva em utentes com demência e deficit no funcionamento • Variável independente – Escalas e testes de avaliação cognitiva. em virtude de todos os dados se reportarem aos dados da amostra populacional em estudo e ao local já mencionados.4 %) utentes são viúvos. 2 (22. Observa-se que 4 (44.2 %) utentes no grupo etário 65.75 e 3 (33.4 %) utentes pertencem ao género Masculino e 5 (55.Caracterização da amostra Na amostra seleccionada verifica-se que todos os indivíduos são naturais da Cidade de Setúbal. para facilitação da leitura e interpretação dos mesmos.5 .1. 3 (33. Verifica-se que existem 2 (22.2 %) possuem o 2º ciclo e 2 (22. Deste modo. Os sujeitos em estudo são utentes residentes no CATI. seguida das unidades de contexto retiradas das entrevistas e da análise das escalas de avaliação. será omitido o local.3 %) são solteiros e 2 (22.

A leitura do Quadro n. Três utentes reconhecem melhoria no funcionamento 37 .º2 (Anexo IX) demonstra que na unidade de contexto “O utente reconhece o entrevistador” seis utentes reconhecem o entrevistador e cumprimentam o mesmo de forma socialmente correcta. “O utente reconhece melhoria na memória” e “O utente reconhece melhoria no funcionamento” não houve qualquer resposta. Três utentes reconhecem melhoria na memória. Em relação à unidade de contexto “Adesão às sessões”pode-se inferir que os 9 utentes aderiram às sessões. ƒ O utente reconhece melhoria no funcionamento. foram colocadas várias questões que pretenderam saber qual a perspectiva dos utentes relativamente às unidades de contexto considerados importantes pelo entrevistador e pertinentes para o estudo e que passo a enumerar: ƒ O utente reconhece o entrevistador. ƒ O utente reconhece melhoria na memória.º 3 (Anexo IX) verifica-se que seis utentes reconhecem o entrevistador e cumprimentam o mesmo de forma socialmente aceite.2. Da leitura do Quadro n. ƒ Importância dos exercícios de estimulação transmitida pelo utente. contudo é de salientar que um dos utentes adere às mesmas se o técnico assim o considerar. ƒ Adesão às sessões.5. Relativamente à unidade de contexto “Importância dos exercícios de estimulação transmitida pelo utente” é de referir que oito utentes consideram importantes os exercícios de estimulação e dois utentes consideram importante se o técnico assim o considerar. Após a leitura do Quadro nº 1 (Anexo IX) e atendendo que este corresponde à primeira sessão realizada aos utentes da amostra.Análise das entrevistas clínicas Em todas as sessões foi aplicado a Entrevista Clínica. Um utente “reconhece melhoria na memória” e um utente “ reconhece melhoria no funcionamento.3. Nestas para além de ser utilizadas várias técnicas. verifica-se que nas unidades de contexto “O utente reconhece o entrevistador”. Relativamente à unidade de contexto “importância dos exercícios de estimulação transmitida pelo utente” seis utentes consideram importantes os exercícios. Em relação á “adesão às sessões” todos os utentes aderiram às mesmas mas apenas oito mencionaram essa adesão. Estes itens foram agrupados em quadros por sessão e foram analisados de forma descritiva e submetidos a análise de conteúdo.

e sete manifestam a importância dos exercícios de estimulação. os níveis de escolaridade dos pacientes ou a fase da doença. nas actividades da instituição e na adesão á reabilitação física. Todos os utentes participaram na sessão e manifestaram aderir às próximas. (Abrisqueta-Gomez et al. O Quadro n. Este resultado pode ser devido a vários factores que foram tidos como variáveis mas não foram controlados. Todos os utentes manifestam a importância dos exercícios de estimulação e igual número refere aderir às sessões. ao longo das sessões observa-se uma maior iniciativa por parte dos utentes em participar nos exercícios de estimulação. Oito utentes manifestam a importância dos exercícios de estimulação e nove referem aderir às sessões. Cinco utentes reconhecem melhoria na memória e quatro reconhecem melhoria no funcionamento. oito reconhecem melhoria na memória e igual número reconhece melhorias no funcionamento. Com o Quadro n. Todos os utentes participaram na sessão embora apenas sete tenham manifestado a sua adesão.º4 (Anexo IX) revela que oito utentes reconheceram o entrevistador. como a heterogeneidade da patologia em si. nas AVDs. Na maioria dos utentes observa-se uma diminuição de problemas 38 . ao longo das sessões. 2004) Contudo. seis reconhecem melhoria da memória e três referem melhoria no funcionamento. entre outros.º7 (Anexo IX) e atendendo que este corresponde à última sessão. quatro utentes manifestam melhoria no funcionamento e cinco expressam a importância dos exercícios de estimulação. Oito utentes manifestam a importância dos exercícios de estimulação e igual número refere aderir às próximas sessões. A maioria manifesta que os exercícios de estimulação são importantes para melhorar as dificuldades de memória e nota-se ao longo das sessões um melhoramento no desempenho cognitivo (Anexo IV) e na sua performance em geral. Ao observar o Quadro n. O Quadro n. seis utentes reconhecem melhoria na memória. verifica-se que oito utentes reconhecem o entrevistador.º5 (Anexo IX) verifica-se que todos os utentes reconhecem o entrevistador e cumprimentam o mesmo de forma cordial e socialmente aceite. A análise dos quadros referidos anteriormente sugere uma melhoria na memória e no funcionamento em todos os utentes. No entanto.º6 (Anexo IX) revela que oito utentes reconheceram o entrevistador. estas alterações foram desiguais e mais evidentes em alguns utentes. as diferenças de idade.

Através do quadro “Paired samples test” (Anexo X) pretendeu-se saber se a diferença da média dos pares estudados foram significativos. 2008) Neste estudo a correlação é positiva (Anexo X) pelo que pronuncia um bom emparelhamento.3 – Análise das escalas de avaliação A análise dos testes e escalas aplicadas aos utentes não mostrou resultados estatisticamente muito significativos.5. 3. a labilidade emocional e a desorientação espácio-temporal e nota-se que ao longo das sessões os utentes manifestam para além das melhorias identificadas.01. (Pestana et al. 3. Este teste permite inferir sobre igualdades de médias de amostras emparelhadas. Os testes e escalas aplicadas aos utentes não demonstraram resultados estatisticamente muito significativos.04.5. O que pode explicar em parte esses resultados são alguns aspectos metodológicos da execução do estudo que devem ser mencionados. um aumento de bem-estar por participarem nas mesmas. cujas diferenças foram testadas para se ver se o resultado é ou não zero. A análise do “T-Teste para amostras emparelhadas” revelou efeitos não desprezíveis do programa de treino cognitivo. Neste estudo em concreto cada escala e teste foi aplicado no início e no fim do estágio. Enquanto que a escala de Barthel mostra um nível de significância de p <0. tais como a não comparação com um grupo 39 . formando assim pares de observações. Após a análise do mesmo verifica-se que o teste de avaliação cognitiva MMS apresenta um nível de significância p <0.4 – Discussão dos Dados Após a análise das unidades de registo e das escalas de avaliação verifica-se melhorias dos aspectos cognitivos e funcionais dos utentes. mas indicou tendência de melhoria dos aspectos cognitivos e funcionais dos mesmos. Por ambos apresentarem um nível de significância p <0.05 sugere melhorias dos aspectos cognitivos e funcionais dos utentes.comportamentais e psiquiátricos como as alterações do Humor. Em relação ao teste do relógio e a escala de GAF não se observou qualquer diferença. tornando-se vantajoso o recurso a este teste.

o que pode ter causado um grande impacto no seu desempenho cognitivo e funcional e na diminuição de sintomas psiquiátricos e que é manifestado em todas as sessões pelos utentes. considerar a utilização deste programa como forma de melhorar a qualidade dos cuidados prestados. No geral. Bottino et al (2002). o que poderia permitir avaliar com maior precisão o efeito do programa. Estes resultados. sempre que possível. os Enfermeiros envolvidos no atendimento a indivíduos com demência devem. Não deve ser esquecido o possível efeito benéfico do atendimento intensivo prestado a estes utentes durante as 10 semanas. o que poderá ter contribuído para aumentar a adesão às sessões. as habilitações literárias e a idade. A comparação com estudos semelhantes ficou comprometida. os resultados indicam tendência de melhoria dos aspectos cognitivos e funcionais dos mesmos. devido ao pequeno número de estudos controlados encontrados e ao facto de utilizarem diferentes metodologias. podem ser explicados pela facilidade de participação dos utentes no programa de treino cognitivo e a critica demonstrada pelos utentes nas entrevistas relativamente às suas dificuldades de memória. Portanto. Destes. os resultados apresentados neste estudo são em concordância com os estudos encontrados e sugerem que o programa de treino cognitivo pode auxiliar na estabilização da demência ou resultar até mesmo numa leve melhoria dos deficits cognitivos e funcionais. Deste modo. Breuil et al (1994) e Zanetti et al (1997) foram os que permitiram uma comparação mais fidedigna pois são os que utilizaram métodos semelhantes e estão em consonância com os resultados apresentados. Breuil et al (1994). 2008). (Nunes. a flexibilidade nas intervenções com os utentes e o envolvimento do entrevistador. controle. Oliveira (2007). o pequeno tamanho da amostra estudada. posso destacar Spector et al (2010). Aliada a esta disponibilidade por parte dos utentes refere-se três pontos que indicam serem fundamentais para o sucesso do programa: a duração intensiva mediante o tempo disponível. o limite de tempo do estágio e o não controlo de algumas variáveis como a heterogeneidade da patologia. que avaliaram os resultados de um programa de treino cognitivo para utentes com demência e que sugerem resultados idênticos. Zanetti et al (1997) e Paciaroni et al (1998). Nunes (2008). os resultados observados e manifestados pelos utentes sugerem que as técnicas utilizadas poderão ser adaptadas á nossa realidade e utilizadas pelos 40 . que são caracteristicamente progressivos no curso desta patologia. Contudo dos estudos encontrados. Contudo.

41 .Enfermeiros na sua prática clínica diária com utentes com demência. tornando-se útil para o atendimento aos mesmos. transmitindo-se em ganhos em saúde para as populações em geral.

identificando mais objectivamente. algo me dizia que este seria um grande campo de aprendizagem. de forma a salientar os benefícios desta técnica e os ganhos em saúde para os indivíduos. Percebo com maior facilidade as minhas técnicas menos correctas e a dos outros. na relação que estabeleço com o Outro. as considerações finais sobre a minha aprendizagem. o que levou a aperfeiçoar-me. é essencial dar ênfase às intervenções autónomas de Enfermagem. No desenvolvimento actual em que me encontro. onde posso intervir. familiares e nas instituições de saúde.REFLEXÃO DA EVOLUÇÃO DAS MINHAS COMPETÊNCIAS Este capítulo refere-se à minha auto-avaliação. quais os limites das minhas competências e qual a autonomia da minha profissão. não só em relação á economia. como sociais. pois a prestação de cuidados surge como um momento privilegiado para a avaliação das necessidades do utente e das suas competências. observa-se um envelhecimento populacional o que demonstra uma maior preocupação das sociedades com os problemas que daí advém. A área das demências é uma área pouco estudada pelos Enfermeiros mas é uma área distinta. Este estágio permitiu-me de uma forma 42 . Como Enfermeiros especialistas não nos podemos dissociar desta realidade. assim como para a planificação das intervenções do dia-a-dia. Iniciei este estágio com grande expectativa. perante os outros e perante mim própria. assim como a importância das intervenções autónomas de Enfermagem e os principais contributos para os ganhos em Saúde. pois embora tivesse consciência de que era um projecto ambicioso devido ao limite de tempo. onde discuto. Ao concluir este Estágio penso que consegui atingir o objectivo geral e os específicos a que me propus. Enfermeira Especialista em Saúde Mental e Psiquiatria. 4. dificuldades e limitações ao longo deste estágio. Tendo em conta o panorama social actual. analiso e reflicto a evolução das minhas competências. pelo que considerei pertinente estudar a intervenção cognitiva na demência como terapêutica co-adjuvante. os aspectos facilitadores. Este. mas também as competências correctas que já adquiri. ou seja. permitiu-me “assentar” ideias e competências.

sempre com o mesmo objectivo – reabilitar o indivíduo e readquirir a sua autonomia.geral prestar cuidados com melhor qualidade e adequação ao utente/família. reformulando e adaptando-se às situações que se apresentam. Esta é a nossa profissão e não nos devemos esquecer do seu papel. psicossocial e psicoeducacional. Por outro lado. Não devemos atribuir uma menor importância ao cuidar. assim. Como Enfermeiro Especialista. Sistematizamos de forma estruturada os diagnósticos. Com este percurso fiquei mais consciente da importância do cuidar. família e cuidador ao longo do ciclo de vida. melhorar ou recuperar a saúde. prestando cuidados no âmbito psicoterapêutico. na sua recuperação. Neste contexto. desenvolvendo estratégias. articulando-nos com vários técnicos. o permitir que volte a ter controlo sob a sua vida (mediante as suas limitações) e basicamente proporcionar-lhe saúde física e mental. temos a responsabilidade de melhorar a qualidade de vida dos utentes. socioterapêutico. assim como. intervenções e acções a realizar. não esquecendo que o nosso foco de acção são as respostas humanas às situações. contudo a particularidade de cuidar em Enfermagem e como Enfermeiro Especialista ressalva o acreditar no outro. a assistência ao utente. É interessante aperceber-me que existem várias profissões que cuidam. promover a investigação em Enfermagem nesta área em particular. poderão ajudar os Enfermeiros a implementar mudanças na prestação quotidiana de cuidados. o que significa e como se pode cuidar. acreditando que o utente é capaz da sua reabilitação. os nossos utentes poderão voltar a usufruir de ser um cidadão de pleno direito. promoveu a valorização das competências do Enfermeiro Especialista definidas pela Ordem dos Enfermeiros. de forma a manter. mas de forma particular proporcionou-me também um melhoramento do meu auto- conhecimento. proporcionar- lhe hipóteses adequadas e adaptadas a cada um. tais como: a consciência de si e os processos de auto-conhecimento. ou até mesmo reduzi-lo a determinadas intervenções. 2010) Posso garantir que para mim foi uma aprendizagem plena do percurso de mestrando a partir do momento em que me comecei a analisar e confrontar comigo 43 . (Ordem dos Enfermeiros. acredito que este campo de estágio me possibilitou a oportunidade para adquirir e desenvolver competências na área das demências e considero que a riqueza das conclusões retiradas. à pessoa ao longo do ciclo de vida. melhorou a minha auto-orientação profissional e académica e possibilitou um confronto entre a teoria e a prática na realidade do nosso País.

do Saber fazer. 44 . do Saber Estar e do Saber Ser. implica inevitavelmente um crescimento pessoal e profissional que visa o melhoramento do Saber. valorizando a prática baseada na evidência. própria. Esta análise.

senti-me frustrada por não conseguir resultados cientificamente relevantes. Como aspecto positivo refiro o apoio demonstrado pela equipa multidisciplinar. Deste modo. pois um estágio está limitado no tempo e o treino cognitivo não pode estar. constituindo uma mais-valia e um delinear de um possível projecto futuro. já que me despertou para a investigação em Enfermagem. pois cada utente é diferente no seu processo de reabilitação e tempo para atingir os seus objectivos. com este trabalho espero também ser um contributo para promover a investigação em Enfermagem e em particular nesta área tão actual. e considero que este trabalho foi de grande relevância para a minha vida profissional. tendo-se procedido a reformulações e modificações à medida que novas expectativas conduziam para novas necessidades de aprendizagem e crescimento. verifica- se que na sua maioria os utentes referem melhorias na memória e na sua performance diária. mas sim evolutivo e dinâmico.5-CONCLUSÃO Ao chegar ao fim deste estágio e após analisar os resultados do estudo. dentro desta temática. como as escalas de avaliação sugerem que o programa realizado pode auxiliar na estabilização da demência ou resultar até mesmo numa melhoria dos deficits cognitivos e funcionais dos utentes. prevenindo assim a institucionalização. Contudo o facto de os utentes terem referido melhorias e de estas serem também observadas. relembra-me da importância deste trabalho e dos ganhos em saúde que se observaram. devendo os mesmos considerar a viabilidade de utilizar este programa como forma de melhorar a qualidade dos cuidados prestados e que futuramente possa ser também um contributo para que os utentes com esta patologia possam viver o melhor tempo possível na comunidade. Outro aspecto que me deixou frustrada foi o facto de não encontrar estudos realizados por Enfermeiros. Como aspectos negativos tenho a salientar o factor tempo. Para se observar um crescimento nos utentes e nas minhas competências foi de valorizar o facto deste trabalho nunca ser estático e fechado. os resultados observados e manifestados pelos utentes sugerem que as técnicas utilizadas poderão ser adaptadas á nossa realidade e utilizadas pelos Enfermeiros na sua prática clínica diária com utentes com demência. assim. Observa-se que tanto as sessões. Embora tenha consciência que elaborei um projecto ambicioso para o tempo de estágio estabelecido. 45 .

Cristina. Editora Martins Fontes. De Rotrou J.pt 46 . AGUIAR . Cognitive stimulation of patients with dementia:preliminary results.  CAMÕES. 1995  BOTTINO. PEREIRA. MAILLOUX-POIRIER.De iniciado a perito . Cândida -Reabilitação cognitiva em pacientes com Doença de Alzheimer: Relato de trabalho em equipe multidisciplinar . 2004 disponivel em: http://www. ANDRADE. AVILA. CARVALHO. Patrícia. Int J Ger Psychiatr 1994.psicologia. BARROS – Demência de Alzheimer: Correlação entre memória e autonomia . Carmen. disponível em: http://www.São Paulo. Sonia.scielo. HOTOTIAN. CAMARGO. Patrícia . 33 n. Revista de Psiquiatria clínica vol. Alfred – A Entrevista de Ajuda . Flávia. Ana Cristina.scielo. Lusodidacta. FORLENZA.php?pid=S0004282X2004000500007&script=sci_arttext &tlng=en  BENNER.com.AREZ.br/scielo. Isabel. CANALI. Izabella. Orlando . ZUKAUSKAS. BRUCKI. Fernanda. Sérgio. Arquivos de Neuropsiquiatria 2002. Sónia. 6.M.º 3  ABRISQUETA-GOMEZ. ALV. GONÇALVES Andréa – Reabilitação na doença de Alzheimer – disponível em: www. SAFFI. 1993  BERGER. Louise.9:211-217. 2001. Danielle – Pessoas Idosas: Uma abordagem global. VIEIRA Vera.pdf BREUIL V.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU. Forette F. PONCE. Jacqueline.Coimbra: Quarteto Editora. BUENO.A longitudial study of a neuropsychological rehabilitation program in Alzheimer's disease - Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Orestes. Renata. BUSTAMANTE.São Paulo: 2005. et al. Fabiola. Cássio. Fabiana. Ana Maria. Lisboa. São Paulo.br/pdf/%0D/anp/v60n1/8234. processo de Enfermagem por necessidades.  BENJAMIN.

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49 .

ANEXO I – “Organização e funcionamento do CATI” CENTRO DE ACOLHIMENTO Á TERCEIRA IDADE (CATI) 50 .

ƒ O 2º piso (piso azul) é direccionado a clientes mais dependentes. e sala de visitas que exijam privacidade. 51 . 12 casas-de-banho com duche e uma com banheira de hidromassagem e elevador. a capela. é composto por 12 quartos duplos. Podemos ainda encontrar neste piso. o bar. ƒ No 1º andar (piso amarelo) situa-se a recepção. o cabeleireiro (a funcionar 1 x/semana). 2 casas-de-banho com duche. – Fachada O centro de acolhimento á terceira idade é constituído por quatro pisos. que poderão ser utilizadas pelos utentes de centro de dia.I. 13 quartos duplos. cozinha. encontram-se a funcionar os serviços de lavandaria. uma copa. o ateliê de ocupação. É neste piso que se situa o Gabinete de Enfermagem e Médico. Imagem I: C.T. o ginásio. dispensas e refeitório. o ateliê de informática.A. vestiários. de modo a facilitar a orientação espacial dos residentes: ƒ No piso térreo (piso cinzento). ƒ O último piso (piso castanho) destinado a residentes autónomos. identificados com cores diferentes. 2 apartamentos T1 e 1 apartamento T2. a sala de convívio. a Sala das Ajudantes de Acção Directa. 2 enfermarias com 3 camas cada uma.

Atendimento social. Transporte. Convívio/Animação. Durante os fins-de-semana o transporte terá de ser assegurado pelos familiares. ƒ Existe ainda. Alojamento. no horário das 9h às 19h. Lavandaria/Rouparia. Convívio/Animação. de Emergência Nacional em cooperação com o Serviço de Acção Social Distrital. o Serviço Social. Nesta situação. Esta valência funciona todos os dias da semana. Lavandaria/Rouparia. com capacidade para 7 pessoas. Respostas apresentadas pelo C. Nesta valência apresenta os seguintes serviços: Cuidados de saúde. Transporte CENTRO DE DIA O Centro de Dia é uma resposta social que consiste na prestação de um conjunto de serviços que contribuem para a manutenção dos idosos no seu meio familiar. Nesta valência. Alojamento. 52 . Treino de Aptidões Sociais. para idosos em situação de perda de independência e/ ou autonomia. Refeições (almoço/lanche/jantar). encontra-se a funcionar a unidade de emergência que dá resposta a situações de carência económica e ou social. outro pequeno edifício onde se encontra instalada a Direcção. sendo a capacidade actual de 60 residentes. incluindo fins-de-semana e feriados. Higiene pessoal. Higiene pessoal.I.A. e pela Protecção Civil. em situação de catástrofe. Refeições. o encaminhamento é feito pela Linha 144.T. a Sala de Formação e a Secretaria. LAR O Lar constitui uma resposta social de utilização temporária ou permanente. ƒ Numa ala independente deste edifício. presentemente é prestado apoio a 40 idosos e apresenta os seguintes serviços: Atendimento social.

2 Educadoras Sociais. de 2ª a 6ª feira das 8h às 20h e aos fins-de-semana e feriados. 53 . Assistência de Saúde e Animação. no acompanhamento a consultas e exames auxiliares de diagnóstico no exterior e na reza semanal do terço na capela da Instituição. contabilidade.). Esta valência presta os seguintes serviços: Atendimento social. cobrança de mensalidades. APOIO DOMICILIÁRIO O Serviço de Apoio Domiciliário é uma resposta social que consiste na prestação de cuidados individualizados no domicílio. encontra-se organizado em três sectores: Sector de Apoio Directo ao Idoso Este é constituído pelos vários serviços: Atendimento Social. e demais serviços relacionados com o apoio administrativo e logístico do Equipamento. 1 Médico. que é assegurado por 4 elementos. 1 Fisioterapeuta. com capacidade para 5 utentes. Esta valência funciona todos os dias da semana. Refeições (almoço e jantar ou almoço e lanche). Higiene da habitação. pagamento de contas. arquivo.A. Diligências (pequenas compras. etc. Este sector é constituído pela seguinte equipa: 1 Assistente Social. dá resposta a situações de risco. Constituição da equipa multidisciplinar: O C. 5 Enfermeiros. das 9h às 17h. marcações de consultas. Existe ainda um serviço de voluntariado. 20 Ajudantes de Acção Directa e 10 Ajudantes Familiares. Lavandaria/Rouparia. Sector dos Serviços Administrativos Este sector é constituído pela secretaria que realiza todo o serviço na área de recepção e expedição de correspondência.T. ALOJAMENTO TEMPORÁRIO O Alojamento temporário realizado no Lar.I. Higiene pessoal. Actualmente dá resposta a 40 casos. que prestam apoio nos passeios.

Sector de Serviços de Hotelaria O sector de Serviços de Hotelaria é constituído pela Empresa de Alimentação. que efectua o tratamento de roupa individual e comum. responsável pela confecção de todas as refeições servidas pela Instituição. e pelo Serviço de Limpeza. 54 . pelo serviço de Lavandaria/rouparia.

ANEXO II – “ Escalas e testes utilizados” 55 .

...·.. Uma das grandes vantagens é a menor influência do grau de alfabetização.~..::::. ~..:. -------.-'-:::O=:-':"~'~-=-~~-.'==.:..:---. Desenhe todos os números morcando 1 1 horos e 10 minutos" 2. de 7 a 9 indica função cognitiva normal.~==....:3 pontos I! ~::.':::':~~'o!-=::=::. ::~~::=--=''=:::::-'''_.=~_ . Consiste em solicltor ao paciente que desenhe os númerosde um relógio..u\.. <1. '='YI":!"". ~rc..~::::.__ --_'''...:.--:::. e os ponteiros marcando a hora pretendida."":.:::. Número 12 110 topo ." ..:..----.:--~::. Considera-se o teste finalizado quando o paciente desenha todos os números do relógio. !\vE!ia~~ãtJ: Pelo clínico._~ ..:~. llh15...1 o Uma pontuação entre o e 6 indica dlsiunção cognitiva.::-. __.-....:"-=-~~.' Avaliação de rastreio da severidade de demência.::.... por exemplo.. .. . ~:. dispensa pontuação..=!.-:--.:2 pontos J 'I ...:...--":.'=--.... por isso. 56 . Avaliação Cognitiva Teste do Relógio n~l(Jijli.:. O círculo pode ou não ser oferecido previamente.l!: Esta escala refere-se ao funcionamento frontal e temporo-parietal.BI!~ I\. "Este círculo é um relógio..::...::.:3 pontos ~ Dois ponteiros .ieC~t{:5~~: Cerca de 2 minutos..:~G..~-=-::. pela sua simplicidade..rnpü do 6':.eú"'~r\.-:::.:. marcando determinada hora sem mencionar a necessidade de ponteiros..::. r.O: 1... "Desenhe um relógio que marque 11 horas e 10 minutos.:.:. o que aumenta a fidedignidade do teste em pacientes com baixo nível de escoloridade.•..j\/i n.:.•. É um teste essencialmente qualitativo e que. sob a influência de todas as funções cognitivas. Teste do Relógio Peça ao doente que desenhe um relógio indicando uma determinada hora..·" " ···a~"'· .. espacialmente bem distribuídos.. é utilizado como forma de triagem cognitiva.? """.::::..::~~'.. 1rH:~~Z:2... ~XIEMPn... _.~~:.. O teste não é cronometrado e pode ser repetido as vezes que forem necessórias. r:..~ •. I. ii. pontos 11 1 12 nÜI1lNOS .:.-_':'<":'"Ij Uli .lllh.~.-==:.. Serve para ovclior a função visuo-espacial e a função executiva..:.::::. sendo extremamente fácil de executar.. 11 ..:.~~". --------- o TESTEDO RELÓGIO.-"'::'::::.-".<JI.'''' iQ"....!""_~~.~ hora cerca .üq~1~'.

41 40 Alguma deficiência em testes de realidade ou na comunicação (por exemplo. ociosidade ocasio- 1 nal ou furto no seio do agregado familiar). 20 Algum perigo de magoar-se a si próprio ou aos outros (por exemplo. 68.XX DSM-IV: CASOS CLíNICOS Escala de Avaliação Global de Funcionamento (AGF) Considerar o funcionamento psicológico. por exemplo. por vezes. bom funcionamento em todas as áreas. obscuro ou irrelevante) OU deficiência majorem várias áreas. fica na cama todo o dia. ilógico. tais corno trabalho ou escola. ocupacional ou escolar I 51 (por exemplo. 45. ideação suicida. pensamento ou humor (por exemplo. violência recorrente) OU incapacidade persistente para manter o mlnino de higiene pessoal OU acta suicida grave I esperando claramente a morte. não tem trabalho. poucos amigos. apenas uma ligeira deficiência do funcionamento socia~ ocupacional ou escolar (por exemplo. atraso temporário no rendimento escolar). excitação maníaca) OU não consegue I 11 ocasionalmente manter a higiene mlnima pessoal ada deficiência na comunicação (por exemplo. actua com rudeza despropositadamente. 50 Sintomatologia grave (por exemplo. mas bastante bom funcionando de uma manei"a geral. 80 Se estiverem presentes sintomas. Código (Nota: Usar códigos intermédios sempre que seja adequado. os problemas da vida 91 I nunca parecem ficar sem sollção. afecto embotado e discurso circunstancial. frequentemente violento. dificuldade em concentrar-se depois de uma I 71 discussão familiar). por vezes incoerente. discussão ocasional com 81 familiares). 90 Ausência ou sintomatologia mfnima (por exemplo. ocupacional ou escolar (por exemplo. é procurado por outros devido às suas muitas qualidades positivas. 60 _Sintomatologia moderada (por exemplo. humor deprimido e insónia ligeira) OU alguma dificuldade no funcionamento social. rituais obsessivos graves. tem uma atitude de desafio em casa e mau rendimento escolar). relações familiares. 1 o Informação insuficiente. o discurso é. suja-se com fezes) OU acentu- (por exemplo. 72. os problemas e as preocupações não ultrapassam os do dia-a-dia (por exemplo. 61 tem algwnas relações interpessoais significativas. ansiedade ligeira antes de um exame). interesse e envolvinento num espectro alargado de actividades. juízos. tentativas de suicídio sem esperar claramente a morte. ataques de pânico ocasionais) OU dificuldade moderada no funcionamento social. social e ocupacional como fazendo parte de um continuum hipotético de saúde-doença mentais. ausência de amigos. de uma maneira geral satisfeito com a vida. frequentes furtos em lojas) OU qualquer deficiência do funcionamento social. nem casa nem 21 amigos). preocupação suicida)OU incapacidade de funcionamento em quase todas as áreas (por exemplo. incapaz de manter um emprego). Ausência de srnomatologia. Não incluir a deficiência do funcionamento devido a limitações físicas (ou ambientais). é frequente a criança espancar 31 crianças mais novas. ocupacional ou escolar (por I exemplo. 57 . eficaz socialmente. 10 Perigo persistente de magoar-se a si próprio ou aos outros (por exemplo. conflitos com colegas ou colaboradores). estes representam reacções transitórias e esperadas a factores de srress psicossocial (por exemplo.) 100 Funcionamento superior num largo espectro de actividades. 30 O comportamento é consideravelmente influenciado por actividade deRrante ou alucinações OU grave deficiência na comunicação ou nos juízos (por exemplo. 70 Alguma sintomatologia ligeira (por exemplo. negligencia a família e é incapaz de trabalhar. homem deprimido que evita os amigos. muito incoerente ou sem expressão verbal).

Se fizer um erro na subtracção. ATENÇÃO E CÁLCULO "Agora peço-lhe que me diga quantos são 30 menos 3 e que ao número encontrado volte a subtrair 3 até eu lhe dizer para parar". (Dar 1 ponto por cada resposta correcta) Em que ano estamos? Em que mês estamos? Em que dia do mês estamos? (Quantos são hoje?) Em que estação do ano estamos? Em que dia da semana estamos? (Que dia da semana é hoje?) Em que país estamos? (Como se chama o nosso país?) Em que distrito vive? Em que terra vive? Em que casa estamos? (Como se chama esta casa onde estamos?) Em que andar estamos? [ Nota: 2. Pêra Gato Bola _ [ Nota: 3. Parar ao fim de 5 respostas. AVALIAÇÃO BREVE DO ESTADO MENTAL Nome: _ Idade: __ Anos _ DATA: de _ de 1. mas continuando a subtrair correctamente a partir do erro. (Dar 1 ponto por cada resposta correcta. ORIENTAÇÃO "Vou fazer-lhe algumas perguntas. EVOCAÇÃO (Só se efectua no caso do sujeito ter apreendido as três palavras referidas na prova de retenção) "Agora. veja se me consegue dizer quais foram as três palavras que lhe pedi há pouco para repetir". (Dar 1 ponto por cada resposta correcta). Tente responder o melhor que for capaz". (30) (27) (24) (21) (18) (15) [ Nota: 4. Queria que as repetisse e que procurasse decorá-Ias porque dentro de alguns minutos vou pedir-lhe que me diga essas três palavras" PÊRA GATO BOLA "Repita as três palavras". RETENÇÃO "Vou dizer três palavras. conta-se como um único erro). Pêra 58 Gato Bola _ [ Nota: . (Dar 1 ponto a cada resposta correcta). A maior parte delas são fáceis.

Pega no papel com a mão direita .indicar o local onde o papel deve ser colocado) (Dar 1 ponto por cada etapa bem executada. . verbo e ter sentido para ser pontuada com um ponto. a) Mostrar o relógio de pulso. DESENHO CÓPIA (Máximo 30 pontos) TOTAL: IL--N_o_ta_: _ 59 Avaliação Breve do Estado Mental. Tremor e erros de rotação não são valorizados). [ Nota: A frase deve ser escrita numa folha em branco (se o sujeito for analfabeto este ponto não é realizado) g) "Copie o desenho que lhe vou mostrar". "Como se chama isto? _ I Nota: b) Mostrar o lápis. 1994. Grupo de Estudos de Envelhecimento Cerebral e Demência. (Mostrar o desenho num cartão ou na folha) (os 10 ângulos devem estar presentes e 2 deles devem estar intersectados para pontuar 1 ponto. Se o sujeito for analfabeto o examinador deverá ler-lhe a frase. .Dobra o papel ao meio . [ Nota: f) "Escreva uma frase". dobre-o ao meio e coloque-o no chão" (ou: "coloque-o aqui em cima da secretária/mesa" . Manuela Guerreiro e colabs. LINGUAGEM (1 ponto por cada resposta correcta). (Mostrar o cartão com a frase "FECHE OS OLHOS").Coloca o papel no chão (ou no local indicado) I Nota: '--------------' e) "Leia e cumpra o que diz neste cartão".5. "Como se chama isto?" [ Nota: c) Repetir a frase: "O rato roi a rolha" [ Nota: d) "Vou dar-lhe uma folha de papel. (A frase deve ter sujeito. Quando eu lhe entregar o papel. Erros gramaticais ou troca de letras não contam como erros). pegue nele com a sua mão direita. A pontuação máxima é de 3 pontos).

'. Analfabetos: defeito s 15 1 a 11 anos de escolaridade: defeito s 22 >11 anos de escolaridade: defeito s 27 \ \\ \ 32 60 . AVALIAÇÃO BREVE DO ESTADO MENTAL VALORES DO GRUPO DE CONTROLO Valores de Corte para a população portuguesa: Idade superior a 40 anos: '.

ou dieta modificada 10 = independente BANHO O = dependente 5 = independente (ou no chuveiro) ATIVIDADES ROTINEIRAS O = precisa de ajuda com a higiene pessoal 5 = independente rosto/cabelo/denteslbarbear VESTm-SE O = dependente 5 = precisa de ajuda mas consegue fazer uma parte sozinho 10 = independente (incluindo botões. zipers.) INTESTINO O = incontinente (necessidade de enemas) 5 = acidente ocasional 10 = continente SISTEMA URINARIO O = incontinente. etc. etc. Escala de Barthel ATIVIDADE PONTUAÇÃO ALIMENTAÇÃO o = incapacitado 5 = precisa de ajuda para cortar. passar manteiga. laços. ou cateterizado e incapaz de manejo 5 = acidente ocasional 10 = continente 61 .

fisica). limpar-se) TRANSFERENCIA (DA CAMA PARA A CADEIRA E VICE VERSA) O = incapacitado. como exemplo. USO DO TOILET O = dependente 5 = precisa de alguma ajuda parcial 10 = independente ( pentear-se. ou ser carregado) 10 = independente 62 . fisica. incluindo esquinas. sem equilíbrio para ficar sentado 5 = muita ajuda (uma ou duas pessoas. bengala) > 50 metros ESCADAS O = incapacitado 5 = precisa de ajuda (verbal. pode sentar 10 = pouca ajuda (verbal ou fisica) 15 = independente MOBILIDADE (EM SUPERFICIES PLANAS) O = imóvel ou < 50 metros 5 = cadeira de rodas independente. > 50 metros 10 = caminha com a ajuda de uma pessoa (verbal ou fisica) > 50 metros 15 = independente (mas pode precisar de alguma ajuda.

PONTUAÇÃO TOTAL (0-100): Orientações: 1. alguém pode ler o mesmo para ele. 4. Guanis de Barros Vil ela Junior Grupo de Pesquisas em Qualidade de Vida e Atividade Física UEPG/METROCAMP 63 . Data: 28 de agosto de 2006. Observação: esta tradução encontra-se em processo de validação para a língua portuguesa. Se o sujeito não consegue ler o questionário. Traduzido por: Dr. Seu principal objetivo é saber sobre o grau de independência em relação a qualquer tipo de ajuda (fisica ou verbal). 3. pode ser por períodos maiores. dependendo do caso. Preferencialmente procure obter respostas relativas às últimas 48 horas. A pontuação na Escala Barthel refere-se ao que os sujeitos fazem e não ao que eles recordam ter feito um dia 2. É permito que algum amigo ou parente responda pelo sujeito (caso este esteja impossibilitado de responder).

ANEXO III – “ Cheklist de interesses” 64 .

= QUADRO DE AVALIAÇÃO DE CHECKLIST DE INTERESSES = Nome do utente: _________________________________________________________ Idade: ___________ Data: ____________ ACTIVIDADES ALGUM FORTE NENHUM 1 – Jardinagem 2 – Costura 3 – Jogar às cartas 4 – Ouvir rádio 5 – Escrever 6 – Dançar 7 – Jogar futebol 8 – Construir puzzles 9 – Ir de férias 10 – Ver filmes 11 – Nadar 12 – Assistir a concertos 13 – Ouvir música popular 14 – Jogar xadrez 15 – Ler 16 – Viajar 17 – Fazer trabalhos manuais 18 – Festas 19 – Teatro 20 – Jogo da malha 21 – Engomar 22 – Ouvir música clássica 23 – Lavar o chão 24 – Jogar às damas 25 – Cantar 26 – Fazer exercício 27 – Jogar voleibol 28 – Trabalhos de carpintaria 29 – Limpar o pó 30 – Jogar bilhar 31 – Cozinhar 65 .

Lisboa: Climepsi Editores. p. = QUADRO DE AVALIAÇÃO DE CHECKLIST DE INTERESSES = Nome do utente: ________________________________________________________ Idade: ___________ Data: ____________ ACTIVIDADE ALGUM FORTE NENHUM 32 – Jogar basquetebol 33– Tocar viola 34 – Fazer colecções 35 – Jogar pinguepongue 36 – Ir às compras 37 – Tirar fotografias 38 – Pintar 39 – Ver televisão 40 – Trabalhos em cerâmica 41 – Conviver 42 – Conversar 43 – Jogar (sentido lato) 44 – Fazer passeios 45 – Lavar roupa 46 – Religião Refira outros interesses especiais: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ (Fonte: Transcrito de CORDO.173). Margarida – Reabilitação de pessoas com doença mental: das famílias para a instituição da instituição para a família. 1993. 66 .

ANEXO IV – “Sessões efectuadas com os utentes” 67 .

Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: .Manter o auto-cuidado e funcionalidade. actividades lúdicas Avaliação: MMS: 22 Teste do relógio: 7 GAF: 75% Escala de Barthel: 85 % Objectivos: . D Data de nascimento: 3/07/1935 Estado civil: Solteiro Natural de: Setúbal Habilitações: 4ª classe Emprego anterior: Pescador Data de entrada no CATI: 14/07/2005 (Transferido dos cuidados continuados para o lar) Situação social: Incapacidade de gestão de vida. leitura do jornal.Utilização da técnica de presença e escuta activa . incapacidade e indisponibilidade por parte da família na prestação de cuidados (mãe idosa) Actividades terapêuticas: fisioterapia.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 68 . AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: Sr.Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente . . Más condições habitacionais.

consultando a bibliografia que considerei pertinente. Depois de definido o dia. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar. Esta proporciona um ambiente mais informal e permite ao entrevistado a comunicação livre de toda a informação. solicitei a colaboração do mesmo para a entrevista. Após obter alguma informação do entrevistado. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: . Relativamente às questões éticas. Assim. Após a escolha do local mais adequado e após o utente me ser apresentado. O utente aceitou e acompanhei-o da sala de refeições onde este se encontrava.Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 26/02/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. explicando qual era o seu propósito. optei por fazer uma entrevista não directiva de forma a incitar a pessoa a exprimir as suas dificuldades e a dar conhecimento das emoções que elas suscitam. como a relevância da mesma. passei a uma fase de preparação pessoal. tive em consideração alguma informação prévia acerca do utente. até á sala onde se iria 69 .Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista. Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 26 de Fevereiro de 2010. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas. o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. aliadas à escuta e à observação. Esta preparação permitiu-me conduzir a entrevista de uma melhor forma e adequar os meus comportamentos à pessoa e às suas necessidades. Procurei algumas informações do entrevistado no processo clínico.

Ao entrarmos na sala indiquei ao utente para escolher onde se queria sentar.. relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. embora tenha dado entrada em 2005. fácies triste. residindo no lar CATI. D antes do inicio da entrevista mostrava-se cabisbaixo. nunca casei…” (SIC) Ao afirmar isso esboça sorrisos mas sem alegria. não consegue especificar com clareza afirmando: “deu-me uma coisa em casa e a ambulância foi-me lá buscar. Não tem filhos. discurso em tom baixo e curto. vivendo com a mãe até á entrada no CATI. Afirma ser solteiro embora tenha tido uma companheira. acabando por referir. idêntica. visto a mesa ser hexagonal os intervenientes ficam numa posição equilibrada.. D alterou a sua 70 . Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar. tendo seguido a profissão de pescador. inactividade. Nesse contexto refere. evasivo ao contacto. em casa não tenho ninguém para me ajudar e as minhas pernas já não têm grande força. Fiquei com as pernas fracas e depois trouxeram- me para aqui…” (sic). reformado. promovendo um clima natural e espontâneo. Perspectiva do doente: O Sr. olhos semicerrados. proceder á entrevista. Relativamente á actualidade reconhece a importância da permanência no CATI e refere “… aqui estou bem. “… gostava de estar em casa mas já não posso.” (SIC) Relativamente a perspectivas futuras relata que não tem a quem recorrer porque a mãe faleceu. Como escolaridade refere ter concluído a quarta classe. ombros descaídos. Perspectiva do Enfermeiro O Sr. após se iniciar a entrevista o Sr. Quando questionado acerca do motivo da entrada no lar. Menciona ser natural de Setúbal. Procurei colocar o entrevistado o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. Relativamente ás suas emoções refere “… sempre vivi com a minha mãe … já não tenho irmãos e só tive uma companheira. “não me lembro” (sic) Menciona também que se encontra no Lar há cerca de 1 ano e que não recebe visitas. D refere que tem 64 anos de idade. Contudo. tinha 3 irmãos que segundo o utente já faleceram. acho que vou ficar aqui …” (SIC).

Aparenta ser sociável e refere que gosta de conversar. composto e limpo e com roupa própria adequada á estação do ano. organizado na actualidade. vê televisão e conversa com um amigo que conheceu na instituição. Afirma que durante o dia vai ao ginásio. O entrevistado colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses. Em relação à sua capacidade funcional. orientado no espaço. Refere alguns hobbies tais como ver futebol sendo o seu clube o Vitória de Setúbal. Confirma o afastamento familiar e o facto de não ter apoios. olhar atento. 71 . necessita de auxílio nos cuidados de higiene. atenção captável. onde permaneceu a ver televisão e a conviver com outros utentes. . necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária. activo e discurso fluido e espontâneo. Acompanhei então o utente de volta para a sala de convívio. Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios pois refere “Sim é importante. benéfica ou não. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. Em relação à mímica. Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo embora de forma diferente antes e durante a entrevista. O pensamento é lógico e coerente. embora tenha 75 anos de idade e não aquela que afirma. o seu tom de voz. agradeci ao entrevistado a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. Sem alteração da senso-percepção. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Durante a entrevista apresenta um humor de tonalidade depressivo e pouca expressividade ao manifestar os seus sentimentos e afectos relativamente à família. foi do ponto de vista do Sr. motricidade e postura mostrando uma postura relaxada. já vou tendo alguns esquecimentos… depois mande-me chamar que eu venho”(sic) Encerramento Nesta ultima fase da entrevista.mímica. e na sua pessoa mas não no tempo. esboçando sorrisos. expressão. A sua idade real é a que aparenta. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles.

Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. validando e reformulando as questões. com uma postura centrada no utente. numa próxima entrevista. pois o utente foi muito colaborante e comunicativo. Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados. centrada nos dados que pretendia obter. Considero que esta entrevista foi bem sucedida. colocando-o “à vontade” proporcionando um ambiente informal. Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. Todos os dados obtidos coincidem com o apurado o processo. mas espero aprofundar melhor a história pessoal e familiar do utente. sempre que necessário. Consegui estabelecer uma boa relação com o entrevistado. Tentei usar maioritariamente questões abertas e uma boa gestão de silêncios. o que foi o mais indicado para este doente pois era bastante colaborante e permitiu que o discurso permanecesse fluido. clarificando. 72 . o que contribui para uma boa colheita de dados. Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação do utente.

D alterou a sua mímica. atenção captável.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Recolher dados dos interesses pessoais do utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: . D encontrava-se no Hall da instituição. evasivo ao contacto. esboçando sorrisos. actividades plásticas. referindo “estou bem aqui” (sic). ginásio) Avaliação de Enfermagem: O Sr. Durante a aplicação dos exercícios afirma várias vezes.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . No inicio da sessão mostrava-se cabisbaixo.Utilização da técnica de presença e escuta activa . ombros descaídos.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . é assim que se faz. II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . motricidade e postura mostrando uma postura relaxada. está bem?”(sic) 73 .Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal. expressão. Contudo. após se iniciar os exercícios o Sr. activo e discurso fluido e espontâneo. apresentando o discurso centrado em queixas físicas. fácies pouco expressivo. Inicialmente apresenta-se relutante em me acompanhar para a realização dos exercícios de estimulação.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. . “consegui fazer. como está?” (sic).Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção e linguagem) .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . quando lhe explicado novamente a importância dos exercícios acaba por aceitar. olhos semicerrados. discurso em tom baixo e curto. reconheceu-me cumprimentando- me de forma cordial e socialmente aceite “… olá minha senhora. olhar atento.

Durante a entrevista apresenta um humor eutimico. organizado na actualidade. pode ser que me faça bem” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 1 2 74 . conviver com outras pessoas e jogos destacando o futebol e o dominó como principais hobbies. Mantém apresentação cuidada. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. o teatro. Em relação à sua capacidade funcional. está bem assim” posteriormente aceita e acaba por assumir “até á próxima. necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária “…tenho pouca força nas pernas e elas ajudam-me no que for preciso. Relativamente ao estado de consciência mantém- se vigíl. Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. o seu tom de voz. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. orientado no espaço. Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo embora de forma diferente antes e durante a entrevista. Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música. Ao ser convidado para futuras sessões. são simpáticas” (sic) Confirma o afastamento familiar e o facto de não ter apoios. e na sua pessoa mas não no tempo. Em relação à mímica. Sem alteração da senso- percepção. O pensamento é lógico e coerente. inicialmente afirma “ não é preciso.

Leitura Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda Pé  X Nariz  X Pá  X Bola  X Olá  X Pião  X Tio  X Dedo  X Mãe   X Dente  X Pai  X Água  X Mão  X Sumo  X Pêra  X Maçã  X Mesa  X Jogo  X Porta  X Anel  X Olho  X Brinco  X Tábua  X Papel  X Linguagem .Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 8 1 Exercício III 5 2 75 .Linguagem .

“Bom dia enfermeira. não apresenta alterações em relação a outras sessões. quando lhe explicado novamente em que consistia a mesma acaba por aceitar. discurso em tom baixo e curto.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem: O utente vê-me no corredor e acena-me com a mão. discurso fluido. organizado na actualidade. 76 . os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. No inicio da sessão mostrava-se cabisbaixo. Relativamente ao estado de consciência mantém- se vigíl. O pensamento é lógico e coerente.Atenção . Em relação à mímica. Mantém apresentação cuidada. III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: . o seu tom de voz. Ao ser convidado para futuras sessões. contudo mantém o discurso centrado em queixas físicas. Sem alterações da senso-percepção. Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo embora de forma diferente antes e durante a entrevista. e na sua pessoa mas não no tempo. atenção captável.Utilização da técnica de presença e escuta activa . afirmando. olhos semicerrados. durante o teatro manteve uma postura relaxada. fácies pouco expressivo. Contudo. olhar atento. evasivo ao contacto. o que é que vamos fazer hoje?” (sic) Inicialmente apresenta-se relutante em me acompanhar para a realização da actividade.Orientação para a realidade . ombros descaídos. Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. Em relação à sua capacidade funcional. Mantém um humor eutimico. orientado no espaço.Socialização Plano: .

77 . afável e cordial. atenção captável. No fim da peça fica a comentar a mesma com os outros utentes. Comunicativo e sociável com os restantes espectadores. antigamente ia ver muitas peças. discurso fluido. vamos lá a isso”. Humor eutimico.” (sic) Exercício I Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: Ao ser convidado para a actividade refere que não está interessado em participar. Durante o teatro manteve uma postura relaxada. olhar atento. Sem alterações da senso-percepção. para a próxima chame-me. com discurso lógico e coerente. Apresenta-se vigíl. após lhe ser explicado em que consistia a actividade acaba por aceitar e reafirmar o seu gosto pelo teatro “…Ah! Teatro gosto. Não se apurou alterações da memória imediata. Colaborou com os actores durante a sessão. conseguindo participar no teatro.inicialmente afirma “ … está bem assim…” posteriormente aceita e acaba por referir “…até gostei disto.

os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Sem alterações da senso-percepção. Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. quer conversar comigo?” (sic).Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Linguagem – Escrita sob ditado. 78 .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Refere sentir-se melhorado das suas queixas físicas e afirma “isto é assim. O pensamento é lógico e coerente. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. o seu tom de voz. organizado na actualidade. Escrita por cópia. olhar atento. Em relação à mímica.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Fácies mais sorridente e humor tendencialmente eutimico. “consegui fazer. é assim que se faz. outras estou pior.Utilização da técnica de presença e escuta activa . é conforme” (sic) Durante a aplicação dos exercícios procura validação e afirma várias vezes. Mantendo uma postura relaxada. atenção captável. Evocação categorial) Plano: . Nomeação. D encontrava-se no Hall da instituição. às vezes tou melhor. orientado no espaço.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. está bem? afinal estou melhor da cabeça”(sic) Mantém apresentação cuidada. e na sua pessoa mas não no tempo. discurso fluido e mais espontâneo. bom dia. reconheceu-me cumprimentando- me de forma cordial e socialmente aceite “… olá minha senhora.

Não apresenta alterações da sua funcionalidade relativamente a sessões anteriores. Aceita participar nas próximas sessões “…se acha que é bom para mim. eu venho” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Escrita sob ditado Palavra Sozinho Com Erro Palavra Sozinho Com Erro ajuda ajuda Pé X Mala Pão X Mesa Mãe X Vaso Tio Faca X Pai Andar Avó Pêra Porta Prato Copo X Garfo Anel Saca Carta Maçã X Linguagem – Escrita por cópia Palavra Sozinho Com ajuda Rir X Dia X Rio Mau Céu Era Anel 79 .

Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 8 2 Exercício II 9 1 Linguagem – Evocação categorial Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas (pede ajuda para escrever) Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 17 3 Exercício II Todas 80 . Casa Não consegue Mesa Rita Doce Azul Erva Cama Linguagem .

e na sua pessoa mas não no tempo. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. Em relação à mímica. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. orientado no espaço. Aqui tratam-me bem…” (sic) Aceita participar nas próximas sessões e afirma “…não estou muito esquecido mas se você acha que me faz bem. a gente faz outra consulta!” (sic) 81 . olhar atento. O pensamento é lógico e coerente. imediata e remota) Plano: . Memória recente. bom dia?” (sic). Sem alterações da senso-percepção. o seu tom de voz.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr. organizado na actualidade.Utilização da técnica de presença e escuta activa .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Gnosias. Mantendo uma postura relaxada. aqui ajudam-me no que não consigo fazer. “… é assim que se faz. Gostava de estar em casa mas não posso. V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . está bem?”(sic) Mantém apresentação cuidada. Não apresenta alterações da sua funcionalidade relativamente a sessões anteriores “… estou bem. Durante a aplicação dos exercícios procura validação e afirma várias vezes. D encontrava-se no Hall da instituição. discurso fluido e mais espontâneo. reconheceu-me cumprimentando- me de forma cordial e socialmente aceite “… olá minha senhora. não tenho mais ninguém. atenção captável.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Fácies mais sorridente e humor tendencialmente eutimico.

auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Exercício III 1 1 Exercício IV 1 1 Exercício V Todas Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X 82 . Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Gnosias – Reconhecimento visual.

Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 1 3 Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas 83 .

Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Não faz Exercício III X Exercício IV X 84 .

Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Mantém apresentação cuidada. vamos ter mais uma consulta?” (sic). Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente e assume “… já me sinto melhor…” (sic) Não apresenta alterações da sua funcionalidade relativamente a sessões anteriores e refere “… isto vai andando. está em consonância. O pensamento é lógico e coerente. discurso fluido mas pouco espontâneo. e na sua pessoa mas não no tempo. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . atenção captável. Mantendo uma postura relaxada. bom dia.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Praxias e funções executivas) Plano: . Em relação à mímica.Utilização da técnica de presença e escuta activa . orientado no espaço. Fácies mais sorridente e humor tendencialmente eutimico. olhar atento. Sem alterações da senso-percepção. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite “… olá minha senhora. organizado na actualidade. até á próxima” (sic) 85 .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . uns dias melhores do que outros…” (sic) Aceita participar na próxima sessão e afirma “…está bem. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. D encontrava-se na sala de convívio da instituição.

semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 4 2 Exercício II 4 6 86 . Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas .

expressão. motricidade e postura mostrando uma postura relaxada. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Contudo. após se iniciar a entrevista o Sr.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção) . está em consonância. A sua idade real é a que aparenta. D encontrava-se no refeitório. Sem alterações da representação e da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente 87 . VII Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 30 m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . olhos semicerrados. Durante a entrevista apresenta um humor de tonalidade eutimico. evasivo ao contacto. activo e discurso fluido e mais espontâneo. fácies triste. inactividade.30H) e assume “… se acha que me faz bem. Após lhe ser explicado a importância dos exercícios acaba por aceitar que se realizassem no refeitório (onde ainda não se encontrava ninguém. discurso em tom baixo e curto. orientado no espaço. por ser 11. esboçando sorrisos. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. fica para outra vez…” (sic). vamos lá a isso…” (sic) Antes do início da entrevista mostrava-se cabisbaixo. organizado na actualidade. atenção captável. composto e limpo e com roupa própria adequada á estação do ano.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . como está?” mas recusa acompanhar-me até á sala onde realizamos os exercícios “… agora já estou aqui há espera do almoço. O pensamento é lógico e coerente.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . reconheceu-me “… olá minha senhora. olhar atento. D alterou a sua mímica.Utilização da técnica de presença e escuta activa . ombros descaídos. e na sua pessoa mas não no tempo. Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo embora de forma diferente antes e durante a entrevista. não me apetece ir lá para cima.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Em relação à mímica.

necessita de auxílio nos cuidados de higiene. agradeço a sua colaboração. Sem alteração da senso-percepção. ao que o utente refere “…obrigado eu. necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária. Em relação à sua capacidade funcional. até á próxima…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 1 1 APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 24 Teste do relógio: 7 GAF: 80% Escala de Barthel: 85 % 88 . “… já não estou tão esquecido…” (sic). Ao me despedir.

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: D. Baixos rendimentos que impossibilitam a sua permanência no domicilio.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: . H Data de nascimento: 31/07/1926 Estado civil: Solteiro Natural de: Setúbal Habilitações: Curso industrial Emprego anterior: “analista” (trabalhou 39 anos num laboratório de análises clínicas) Data de entrada no CATI: 16/01/2007 (Transferido dos cuidados continuados para o lar) Situação social: Incapacidade de gestão de vida.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. incapacidade por parte da família na prestação de cuidados (alcoolismo/toxicodepêndia do sobrinho que vivia com a idosa) Actividades terapêuticas: fisioterapia.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 89 .Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . leitura do jornal Avaliação: MMS: 17 Teste do relógio: 3 GAF: 61% Escala de Barthel: 45% Objectivos: .Utilização da técnica de presença e escuta activa . .Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente .

Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista mais formal. Esta entrevista proporciona um ambiente mais informal e permite à entrevistada a comunicação livre de toda a informação. tendo em conta a sua perspectiva. Esta preparação permitiu-me conduzir a entrevista de uma melhor forma e adequar os meus comportamentos à pessoa e ás suas necessidades. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar. consultei a bibliografia que considerei pertinente. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: . Após obter alguma informação da entrevistada. passei a uma fase de preparação pessoal. o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. tive em consideração alguma informação prévia acerca da utente retirada do processo e da discussão com a equipa. aliadas à escuta e à observação. 90 . pretendi explorar os aspectos essenciais do problema e dos hábitos de vida da pessoa assim como o motivo de internamento.Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. Assim. Relativamente às questões éticas. optei por fazer uma entrevista não directiva de forma a incitar a pessoa a exprimir as suas dificuldades e a dar conhecimento das emoções que elas suscitam. Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 23/02/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. Com esta. Depois de definido o dia. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas.

promovendo um clima natural e espontâneo.. Quando reformulada a questão acaba por referir. Afirma que se encontra reformada. explicando qual era o seu propósito. tendo iniciado a sua profissão num laboratório de análises clínica e afirma: “ lá fazia tudo. Estavam presentes apenas os intervenientes. Relativamente á importância das sessões e afirma “concordo com estas consultas. H refere a data em que nasceu correctamente contudo não consegue especificar a sua idade. até eu e eles nos reformar-mos”(sic) Quando questionada acerca do motivo da entrada no lar. relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar. como a relevância da mesma. Afirma ser solteira. Os médicos gostavam muito de mim e trabalhei lá 39 anos. como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. A utente aceitou e acompanhei-a da sala de convívio onde este se encontrava. Perspectiva do doente: A D. depois trouxeram-me para aqui”(sic). Assim. Ao entrarmos na sala coloquei a D. residindo no lar CATI. idêntica.Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 23 de Fevereiro de 2010. Procurei colocar o entrevistado o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. Como escolaridade refere ter concluído o antigo curso industrial. até á sala onde se iria proceder á entrevista. fazia a contabilidade. já estou muito esquecida e gosto de conversar…” (sic) Aceita participar nas seguintes sessões e exercícios e refere “… depois vá ter comigo para fazermos mais.. mas segundo a utente criou um sobrinho e dois rapazes filhos de uma amiga. não consegue especificar com clareza afirmando: “ comecei a ter muitas dores e não conseguia tratar de mim. você é muito simpática…” (sic) 91 . tinha 1 irmão e 1 irmã que segundo a utente já faleceram. Após a escolha do local mais adequado e após a utente me ser apresentada. era analista. H de frente para mim visto esta estar em cadeira de rodas ficando os intervenientes numa posição equilibrada. solicitei a colaboração da mesma para a entrevista. Há 2 anos embora tenha dado entrada em 2007. as encomendas. Menciona ser natural de Setúbal. “não me lembro” (sic) Menciona também que recebe a visita do sobrinho e de alguns familiares. não tem filhos. só não trabalhava no microscópio.

composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. validando e reformulando as questões. com uma postura inclinada para o mesmo e respeitando silêncios. Em relação à mímica. atenção captável. clarificando. Em relação à sua capacidade funcional. agradeci á entrevistada a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. Afirma que durante o dia vai ao ginásio e vê televisão. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Perspectiva do Enfermeiro A D. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei 92 . benéfica ou não. olhar atento. onde permaneceu a conviver com outros utentes. Mostrei aceitação da utente. Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. mas agora não tenho vontade para nada” (sic). centrada nos dados que pretendia obter. sempre que necessário. A entrevistada referiu que gostou da entrevista e aceitou realizar uma próxima. Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata. H antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. Acompanhei então a utente de volta para a sala de convívio. A sua idade real é superior á que aparenta. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. Veste-se e despe-se sozinha. alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária. Colaborou na aplicação do MMS e teste do relógio. Cabelo arranjado e maquilhada. O pensamento é lógico e coerente. Sem alteração da senso-percepção. discurso fluido e espontâneo. e na sua pessoa mas não no tempo. Durante a entrevista apresenta um humor eutímico e demonstra alguns afectos quando fala dos familiares. o seu tom de voz. organizado na actualidade. orientada no espaço. Aparenta ser sociável e refere que gosta de conversar. Encerramento Nesta ultima fase da entrevista. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Mas acrescenta: “dantes gostava de ler romances e história e até fazia actividades aqui no grupo delas. esboçando sorrisos. foi do ponto de vista da Srª.

algumas questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. Penso que consegui estabelecer uma boa relação com o utente e a mesma comigo.Avaliação psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . contudo devido aos défices cognitivos que a utente apresentava houve necessidade de utilizar questões fechadas o que favoreceu a colheita de dados.Utilização da técnica de presença e escuta activa . Todos os dados obtidos coincidem com o apurado o processo. . actividades plásticas. ginásio) 93 .Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: . Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação do utente.Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva exercícios de atenção. Inicialmente tentei usar maioritariamente questões abertas. II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Manter o auto-cuidado e funcionalidade. linguagem(leitura e compreensão de ordens) .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Consegui estabelecer uma boa relação com a entrevistada colocando-a “à vontade” proporcionando um ambiente informal.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . e consegui obter alguns dados.

Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação mantendo uma postura relaxada. orientada no espaço. olhar atento. Refere também “dantes gostava de fazer trabalhos manuais. a escrita. mas destaca ler. Em relação à mímica. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. o cinema. até para a próxima” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 4 5 94 . principalmente integrar o ateliê de costura e trabalhos manuais. isto faz-me bem á cabeça. No fim da sessão afirma “…gostei muito. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Mantém humor eutímico. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. atenção captável. Sem alteração da senso-percepção. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite “…como está minha querida. Cabelo arranjado e maquilhada. Em relação à sua capacidade funcional. passear. ver TV. Foi incentivada a participar nas várias actividades da instituição. discurso fluido e espontâneo. vai falar comigo hoje?” (sic). fazer renda e crochet como principais hobbies. o teatro. o seu tom de voz. Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata. O pensamento é lógico e coerente. esboçando sorrisos. já não me apetece fazer nada” (sic). necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música. agora nem isso faço. e na sua pessoa mas não no tempo. organizado na actualidade. Avaliação de Enfermagem: A D. H encontrava-se na sala de convívio. conviver.

Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 95 .Linguagem .Leitura Palavra  Sozinho  Com ajuda  Palavra  Sozinho  Com ajuda  Pé  X Nariz  X Pá  X Bola  X Olá  X Pião  X Tio  X Dedo  X Mãe   X Dente  X Pai  X Água  X Mão  X Sumo  X Pêra  X Maçã  X Mesa  X Jogo  X Porta  X Anel  X Olho  X Brinco  X Tábua  X Papel  X Linguagem .

não faço muita coisa porque já não vejo bem. Já me sinto melhor. Mantém humor eutímico.Socialização Plano: . 96 .Atenção . mas ajudo em qualquer coisa” (sic) Mantém uma postura relaxada. organizado na actualidade. e na sua pessoa mas não no tempo. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite. atenção captável. Refere “ Gosto tanto de a ver. acabei por fazer o que me disse e vim para aqui. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. O pensamento é lógico e coerente. o seu tom de voz. III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: . Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata. olhar atento. orientada no espaço.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Cabelo arranjado e maquilhada. esboçando sorrisos.Utilização da técnica de presença e escuta activa . Sem alteração da senso-percepção. discurso fluido e espontâneo.Orientação para a realidade . H encontrava-se no ateliê de costura. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. sempre vou conversando e estou entretida. Em relação à mímica. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal.

olhar atento. sempre posso conviver” Exercício I Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: A utente aceitou prontamente participar no teatro. discurso fluido. ao que a utente responde “claro que vou. No fim da peça fica a comentar a mesma com os outros utentes e refere “…foi muito divertido. gosto tanto de teatro. reafirmando o seu gosto pelo teatro “…Gosto tanto de teatro e cinema. Em relação á sua funcionalidade apresenta mais iniciativa relativamente a sessões anteriores. afável e cordial. Não se apurou alterações da memória imediata. Durante o teatro manteve uma postura relaxada. Sem alterações da senso-percepção. amanhã venha ter comigo para fazermos mais uma consulta. Foi incentivada a participar no teatro interactivo “seniores em cena” que terá lugar hoje na sala de convívio. adeus…”(sic) 97 . atenção captável. com discurso lógico e coerente. antigamente ia ver muitas peças na Luísa Todi”. Humor eutimico e fácies sorridente. fartei-me de rir. conseguindo participar no teatro. Comunicativa e sociável com os restantes espectadores. Colaborou com os actores durante a sessão. Apresenta-se vigíl. faz-me bem á cabeça.

reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite. Escrita por cópia. atenção captável. Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata. 98 . discurso fluido e espontâneo. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . olhar atento. Cabelo arranjado e maquilhada. por isso acho que estou a melhorar”. Em relação à mímica. Mantém humor eutímico. H encontrava-se na sala de convívio. esboçando sorrisos. conversámos e fizemos uns jogos. já tive aqui com a menina. mas não foi ontem pois não?” (sic) Após lhe ser recordado o intuito da sessão passada refere “…ah pois.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Gnosias. Vocabulário e Léxico.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Nomeação. tou a gostar muito…” (sic) mantendo uma postura relaxada. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . tivemos a falar do que eu gostava de fazer. mas lembro-me que a menina foi muito simpática e que gostei de estar consigo. Evocação categorial. Memória recente. orientada no espaço. imediata e remota. e na sua pessoa mas não no tempo.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Linguagem – Escrita sob ditado.(sic) Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. o seu tom de voz.Utilização da técnica de presença e escuta activa . os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “ Ah. eu ando esquecida. Sem alteração da senso-percepção. praxias e funções executivas) Plano: . O pensamento é lógico e coerente. organizado na actualidade. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação e afirma “… fazem-me muito bem.

Em relação à sua capacidade funcional apresenta mais iniciativa e afirma “já tou melhor. já comecei a andar de andarilho. Ao terminar a sessão agradece e afirma “…muito obrigado pelo seu tempo. até á próxima. até tenho ido á ginástica e á costura. gostei muito.Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 10 0 Exercício II 7 3 Linguagem – Evocação categorial • Pede que seja o entrevistador a escrever Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X 99 .”(sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue efectuar Linguagem – Escrita por cópia • Não consegue efectuar Linguagem . já perdi o medo…” (sic).

auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X Exercício V X Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X 100 . Exercício II X Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Gnosias – Reconhecimento visual.

Porta X Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 4 Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X 101 .

avaliação da sedimentação da urina. isso era para o Doutor. gostava tanto do que fazia que tenho a ideia de que ainda hoje conseguia espetar umas veias e fazer análises. muita coisa. Só não trabalhava no microscópio. tempo de coagulação. a asilos. ia a casas particulares. depois saía às 18. análises de expectoração. Depois quando chegava ao consultório via quem estava primeiro e começava as colheitas. Eu fazia o resto e depois o Doutor confirmava.30 mas antes eu ia fazer as colheitas ao domicilio. lares. fechava as janelas e ia para casa jantar. Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 5 Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve um dia no seu local de trabalho (ver descrição abaixo) Exercício III 5 3 Exercício IV X Nota: Descrição de um dia de trabalho “Eu trabalhava num laboratório de análises. Ia almoçar pelas 13 ou 14 horas e retomava o trabalho às 16. Um dia no consultório…deixe cá ver… eu chegava ao consultório muito cedo porque abria ás 9. doseamentos. o tempo de protrombina. Gostei muito do meu trabalho e da minha vida” 102 . Quando terminavam ia fazer os grupos de sangue.

semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 3 2 1 Exercício II 4 5 103 . Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas .

reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite e refere “. Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata. vimos umas letras e desenhos. hoje vai falar comigo?” (sic) Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação mantendo uma postura relaxada. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles.Boa tarde. para ajudar a minha cabeça não é? ” (sic) Após lhe ser recordado o intuito da sessão passada refere “ah pois foi. O pensamento é lógico e coerente.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva exercícios de atenção. H encontrava-se na sala de convívio.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. menos confusa. esboçando sorrisos.. unhas pintadas e uso de adornos. V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . olhar atento. atenção captável. referindo “… sinto-me melhor da cabeça. Mantém humor eutímico.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . 104 . Ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “…lembro-me de estar aqui. Cabelo arranjado. o seu tom de voz. organizado na actualidade. e na sua pessoa mas não no tempo. discurso fluido e espontâneo..Utilização da técnica de presença e escuta activa . Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . orientada no espaço. vim a uma consulta. Em relação à mímica. (sic) Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. linguagem(leitura e compreensão de ordens) Plano: . gostei muito de estar consigo”. lembro-me melhor das coisas…” (sic) Sem alteração da senso-percepção.

quando mudar os óculos pode ser que faça alguma coisa. gostei de ver elas. também não gosto. mas ainda preciso da ajuda delas. entre outros e afirma “ … hoje vesti-me quase sozinha e até já andei melhor com o andarilho. Em relação à sua capacidade funcional. abotoar fechos e botões. você é muito simpática” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 3 2 Linguagem .Leitura Palavra  Sozinho  Com ajuda  Palavra  Sozinho  Com ajuda  Pé  X Nariz  X Pá  X Bola  X Olá  X Pião  X Tio  X Dedo  X Mãe   X Dente  X 105 . tou melhor. muito obrigado. referindo “…no outro dia fui até ao ateliê. no vestir e despir e nas actividades de motricidade fina. Agora vejo muito mal. mas assim dos olhos não me apetece fazer nada”(sic) Ao terminar a sessão agradece e afirma “Adeus e até á próxima. mas ir para lá para não fazer nada. apresenta mais iniciativa e autonomia na deambulação. tais como escrever. gostei muito. todas me conheceram e conversámos um bocadinho.” (sic) Apresenta mais iniciativa na socialização e participação nas actividades da instituição.

Pai  X Água  X Mão  X Sumo  X Pêra  X Maçã  X Mesa  X Jogo  X Porta  X Anel  X Olho  X Brinco  X Tábua  X Papel  X Linguagem .Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 106 .

orientada no espaço. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite e refere “.Utilização da técnica de presença e escuta activa . VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “…Hoje sinto-me melhor. o seu tom de voz. esboçando sorrisos. Escrita por cópia. Cabelo arranjado. (sic) Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Mantém humor eutímico.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Das coisas de antigamente lembro-me de tudo. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. Memória recente.. como está? não a tenho visto! hoje vamos ter outra consulta?” (sic) Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação mantendo uma postura relaxada.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Linguagem – Escrita sob ditado.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D.Olá. Gnosias. Em relação à mímica. Vocabulário e Léxico. a ver se me lembro melhor das coisas. atenção captável. Evocação categorial. H encontrava-se na sala de convívio a conversar com outra utente.. olhar atento. unhas pintadas e uso de adornos. tive uma boa vida”. 107 . Nomeação. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. imediata e remota) Plano: . gostei tanto de cá vir” Após lhe ser recordado o intuito da sessão refere “estes exercícios fazem bem á cabeça. discurso fluido e espontâneo. e na sua pessoa mas não no tempo.

quando for para outra consulta chame. referindo “…ás vezes vou ao ateliê. Antigamente fazia muito.Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 10 0 108 . e afirma “ … hoje de manhã andei com o andarilho. Vim do ginásio até á sala. abotou-o os fechos e agora já consigo segurar melhor o lápis. Em relação à sua capacidade funcional. Não consigo fazer grande coisa mas sempre converso. O pensamento é lógico e coerente.) Assim como no vestir e despir e nas actividades de motricidade fina “ tou melhor. apresenta mais iniciativa e autonomia na deambulação. ajudo- as a vestir e despir. vê?”(sic) Apresenta mais iniciativa na socialização e participação nas actividades da instituição. Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata e assume “… tou um bocadinho melhor…” (sic). fazia muitas rendas.” (sic. adeus” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue efectuar Linguagem – Escrita por cópia • Não consegue efectuar Linguagem . tenho o curso de rendilheira. bilrros e desenho. quando me levam lá. gostei muito. organizado na actualidade. até tenho aí trabalhos meus” (sic) Ao terminar a sessão agradece e afirma “Adeus e muito obrigado. já consigo fazer muitas coisas. Sem alteração da senso-percepção. mas ela vem sempre atrás de mim.

auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X Exercício V X 109 . fica tudo tremido” (SIC) Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Gnosias – Reconhecimento visual. pede que seja o entrevistador a escrever e afirma “ se for eu a escrever não se percebe nada. Exercício II 7 3 Linguagem – Evocação categorial • Tenta escrever mas como mantém dificuldade.

Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X 110 .

Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 4 Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 5 Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve um dia no seu local de trabalho (ver descrição abaixo) Exercício III 5 3 Exercício IV X 111 .

o tempo de coagulação.30 mas ás 7. às vezes ainda penso que ainda conseguia espetar umas veias e fazer análises. a asilos. avaliação da sedimentação da urina. fechava tudo e ia para casa jantar. muita coisa. isso era para o Doutor. Quando terminavam ia fazer os grupos de sangue. depois saía às 18. Depois quando chegava ao consultório via quem estava primeiro e começava as colheitas. Gostei muito do meu trabalho. análises de expectoração. lares. gostavam muito de mim. Os doutores que trabalhavam comigo. Ia almoçar pelas 13 ou 14 horas e voltava às 16.00h ia fazer as colheitas a casas particulares. Só não trabalhava no microscópio.semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 3 2 1 Exercício II 4 5 112 . Eu fazia o resto e depois o Doutor confirmava. Gostei muito da minha vida” Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas . eu chegava ao consultório muito cedo porque abria ás 9. Nota: Descrição de um dia de trabalho “Como era um dia no meu trabalho…deixe cá ver…eu trabalhei sempre num laboratório de análises.

Ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “…Hoje sinto-me melhor. veio falar comigo?” (sic) Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação mantendo uma postura relaxada. Em relação à sua capacidade funcional. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite e refere “.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . o seu tom de voz. como está? Hoje estou aqui.Utilização da técnica de presença e escuta activa .. Cabelo arranjado. organizado na actualidade. unhas pintadas e uso de adornos. H encontrava-se na hall sem estar em cadeira de rodas. discurso fluido e espontâneo. e na sua pessoa mas não no tempo. (sic) Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal.Olá.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Sem alteração da senso-percepção. sempre vou fazendo qualquer coisa”. O pensamento é lógico e coerente. VII Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção) . os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles.” (sic) Após lhe ser recordado o intuito da sessão refere “Gosto de falar consigo e fazer estes exercícios. Sem alterações da representação e da memória antiga e recente mas com alterações da memória imediata. atenção captável. afirmando “gosto de me arranjar” (sic) Em relação à mímica. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. orientada no espaço. gostei tanto de cá vir.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . esboçando sorrisos. fazem-me bem. permanecendo menos tempo em cadeira de rodas e afirma “ … hoje fui 113 . Mantém humor eutímico. olhar atento. apresenta mais iniciativa e autonomia na deambulação..

referindo “…ás vezes vou ao ateliê e oiço a leitura do jornal. já viu. Vim a andar com uma senhora a apoiar-me. também vou conversando com alguns colegas na sala.” Ao terminar a sessão agradece e afirma “Adeus e muito obrigado. fiz exercícios e não vim de cadeira.” (sic) Relativamente á sua melhoria funcional menciona “Tinha dores na perna direita e não conseguia andar. Quando vier cá venha conversar comigo. Parámos para ver os gatos e as flores. á ginástica.) Apresenta mais iniciativa na socialização e participação nas actividades da instituição. mas a médica disse para fazer fisioterapia. Mas não me apetecia fazer nada. andei isto tudo. gosto de falar consigo” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 3 3 APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 20 Teste do relógio: 3 GAF: 70% Escala de Barthel: 60% 114 . Sinto-me melhor. Agora estava ali a descansar e depois vou almoçar” (sic. mas agora até tenho vontade de andar e fazer qualquer coisa. gostei muito.

Manter o auto-cuidado e funcionalidade. JS Data de nascimento: Estado civil: Solteiro Natural de: Setúbal Habilitações: analfabeto Emprego anterior: Pescador Data de entrada no CATI: 01/06/2005 Situação social: Incapacidade de gestão de vida. .Utilização da técnica de presença e escuta activa . leitura do jornal. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: Sr.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: . Actividades terapêuticas: fisioterapia.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: .Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 115 . Más condições habitacionais. actividades lúdicas Avaliação: MMS: 15 Teste do relógio: não efectua por ser analfabeto GAF: 65% Escala de Barthel:15% Objectivos: .

solicitei a colaboração do mesmo para a entrevista.Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. á semelhança das outras entrevistas. Depois de definido o dia. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista. Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 22 de Fevereiro de 2010. passei a uma fase de preparação pessoal. tive em consideração alguma informação prévia acerca do utente. explicando qual era o seu propósito. como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. aliadas à escuta e à observação. Procurei colocar o entrevistado o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. Relativamente às questões éticas. optei também por uma entrevista não directiva. Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 22/02/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. até á sala onde se iria proceder á entrevista. Após a escolha do local mais adequado e após o utente me ser apresentado. 116 . O utente aceitou e acompanhei-o da sala de convívio onde este se encontrava. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: . Assim. Nesta. o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. como a relevância da mesma.

Ao entrarmos na sala coloquei o utente de frente para mim visto esta estar em
cadeira de rodas ficando os intervenientes numa posição equilibrada, idêntica,
promovendo um clima natural e espontâneo.
Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar, relembrando o meu nome e qual a
minha função na instituição.

Perspectiva do doente:
O Sr.JS refere que tem 69 anos de idade, reformado desde os 57 anos de idade,
residindo no lar CATI. Afirma ser solteiro. Não tem filhos, vivendo sozinho até á
entrada no CATI. Menciona ser natural de Setúbal, tinha 4 irmãs que segundo o utente
já faleceram. Tem 2 sobrinhos que segundo o utente o visitam sempre que possível.
Refere que frequentou a escola mas afirma “…ia lá poucas vezes, nunca aprendi a ler
nem a escrever, tinha que trabalhar” (sic), tendo seguido a profissão de pescador.
Refere também que trabalhou numa fábrica de conservas e vendia peixe na lota de
Setúbal. Quando questionado acerca do motivo da entrada no lar, refere “…tive uma
trombose e como não tinha ninguém para tomar conta de mim, o meu sobrinho
arranjou-me lugar aqui”(sic)
Menciona também que se encontra no Lar há cerca de 7 anos, embora tenha
dado entrada em 2005. Afirma que um dos sobrinhos vem visitá-lo com frequência e
principalmente nas épocas festivas, contudo afirma “… este ano no Natal não puderam
vir há festa por causa da gripe”(sic)
Não fornece mais dados acerca da sua história de vida referindo “… não me
lembro”(sic)
Quando questionada acerca das actividades no lar, afirma que durante o dia vai
ao ginásio e vê televisão.
Relativamente às sessões afirma “ é capaz de ser bom, a minha cabeça ás vezes
anda muito baralhada” (sic)

Perspectiva do Enfermeiro
O Sr. JS antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada, olhar atento,
atenção captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo. Apresenta uma
apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal, composto e
limpo e com roupa própria, adequada á estação do ano. A sua idade real é a que
aparenta, embora tenha 65 anos de idade e não aquela que afirma. Em relação à mímica,

117

á respiração e ao tom de voz estão em consonância e acordo entre eles. Relativamente
aos seus movimentos existe uma harmonia, embora nem sempre estejam em
consonância devido a hemiparésia á esquerda. Relativamente ao estado de consciência
pode-se referir que se apresenta vigíl, orientado no espaço, e na sua pessoa mas não no
tempo.
Durante a entrevista apresenta um humor eutimico mas com pouca
expressividade ao manifestar os seus sentimentos e afectos relativamente à família.
O pensamento é lógico e coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da
representação. Com alterações da memória antiga e recente mas sem alterações da
memória imediata. Sem alteração da senso-percepção.
Em relação à sua capacidade funcional, necessita de auxílio nos cuidados de
higiene e nas restantes actividades de vida diária. Alimenta-se apenas com supervisão
utilizando os utensílios correctos.
Afirma que durante o dia vai ao ginásio, vê televisão e conversa com um amigo
que conheceu na instituição. Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e
refere “sim, se você vê que me faz bem”(sic)

Encerramento
Nesta ultima fase da entrevista, agradeci ao entrevistado a sua colaboração e
procurei saber se esta entrevista, foi do ponto de vista do utente benéfica ou não. O
entrevistado colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista.
Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios
de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses.
Acompanhei então a utente de volta para a sala de convívio, onde permaneceu a ver
televisão.

Análise da interacção
Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível, centrada
nos dados que pretendia obter, clarificando, validando e reformulando as questões,
sempre que necessário. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas
questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. Tentei usar

118

maioritariamente questões abertas mas como o utente não respondia reformulei essas
questões e quando não resultava utilizei questões fechadas e directas.
Considero que foi uma entrevista com sucesso, pois permitiu conhecer melhor o
entrevistado e estabelecer uma relação de confiança com o mesmo. Consegui também
perceber alguns problemas que o utente considerava prioritários.

Análise dos dados
Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados e que
estes coincidiam com o recolhido junto da equipa. Tendo em conta que foi uma primeira
entrevista de colheita de dados e avaliação do utente considero que foi importante pois
permitiu perceber alguns problemas do mesmo.

119

II Sessão

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Tempo: 40m a 1hora
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos:
- Avaliação psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
- Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção, linguagem -
compreensão de ordens, nomeação)
- Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da
memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de
interesses)
Plano:
- Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Consultoria aos técnicos do lar:
Áreas prioritárias:
- Manter o auto-cuidado e funcionalidade;
- Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas
AVDs
- Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura
do jornal, actividades plásticas, ginásio)

Avaliação de Enfermagem:

O Sr. JS encontrava-se na sala de convívio a ver TV. Reconheceu-me e
cumprimentou-me de forma afável e cordial, dando-me um aperto de mão e referindo
“…boa tarde, precisa de mim…” (sic). Antes e durante a entrevista mostrou uma
postura relaxada, olhar atento, atenção captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e
espontâneo, lógico e coerente mas inicialmente centrado em queixas físicas. Apresenta
uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal,
composto e limpo e com roupa própria, adequada á estação do ano. A sua idade real é a
que aparenta. Em relação à mímica, á respiração e ao tom de voz estão em consonância
e acordo entre eles. Relativamente aos seus movimentos existe uma harmonia, embora
nem sempre estejam em consonância devido a hemiparésia á esquerda. Relativamente

120

ao estado de consciência mantém-se vigíl, orientado no espaço, e na sua pessoa mas não
no tempo.
Durante a entrevista apresenta um humor eutimico mas com pouca
expressividade. O pensamento é lógico e coerente, organizado na actualidade. Sem
alterações da representação. Mantém alterações da memória antiga e recente mas sem
alterações da memória imediata. Sem alteração da senso-percepção.
Em relação à sua capacidade funcional, necessita de auxílio nos cuidados de
higiene e nas restantes actividades de vida diária.
Confirma a história familiar mas acrescenta “vivia com a minha irmã e só vim
para aqui quando ela morreu porque não podia cuidar de mim. Agora não sei do resto
da minha família, nem sei se estão vivos ou mortos, não vêm cá há que tempos” (sic)
Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de
interesse são principalmente a música, o teatro, os jogos, passear, conviver e conversar
com outras pessoas e destaca os jogos de cartas e dominó como principal hobby,
acrescentando “jogava ás cartas e ao dominó lá na taberna, aprendi com eles e
gostava, mas só aprendi isso” (sic)
Ao iniciar os exercícios apresentou alguma dificuldade e afirma “sabe eu nunca
fui á escola, nunca peguei num lápis, até para areceber a reforma tem que ser com o
dedo” (sic), contudo consegue efectuar os exercícios propostos
Afirma que durante o dia vai ao ginásio, vê televisão e conversa com amigos.
Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e afirma “… para a próxima
continuamos, pode ser que seja mais fácil pegar no lápis…” (sic)
Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO)

Resultados:

Atenção
4 dos 9 exercícios (utente analfabeto)
ERROS Tempo
Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 15 Minutos
5 2

121

Linguagem - Compreensão de ordens

EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA
Exercício I 5 1

Exercício II 5 4

Exercício III 5 2

Linguagem - Nomeação

Exercício Sozinho Com ajuda
Exercício I 10 0

Exercício II 8 2

122

III Sessão

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Tempo: 40m
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos:
-Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo:
- Orientação para a realidade
- Atenção
- Socialização

Plano:
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Avaliação de Enfermagem:

O Sr. JS encontrava-se na sala de convívio a ver TV. Reconheceu-me e
cumprimentou-me de forma afável e cordial, dando-me um aperto de mão e referindo
“…olá, boa tarde, vem ter comigo?…” (sic). Antes e durante a entrevista mostrou uma
postura relaxada, olhar atento, atenção captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e
espontâneo, lógico e coerente mas inicialmente centrado em queixas físicas. Apresenta
uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal,
composto e limpo e com roupa própria, adequada á estação do ano. A sua idade real é a
que aparenta. Em relação à mímica, á respiração e ao tom de voz estão em consonância
e acordo entre eles. Relativamente aos seus movimentos existe uma harmonia, embora
nem sempre estejam em consonância devido a hemiparésia á esquerda. Relativamente
ao estado de consciência mantém-se vigíl, orientado no espaço, e na sua pessoa mas não
no tempo.
Mantém um humor eutimico mas com pouca expressividade. O pensamento é
lógico e coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da representação. Mantém
alterações da memória antiga e recente mas sem alterações da memória imediata. Sem
alteração da senso-percepção.

123

Em relação à sua capacidade funcional, necessita de auxílio nos cuidados de
higiene e nas restantes actividades de vida diária. Apresenta mais iniciativa durante a
fisioterapia referido pelo próprio utente “…tenho feito os exercícios todos na ginástica,
a ver se este braço melhora…” (sic)
Aceita participar na actividade proposta e afirma “…estou a gostar, sempre
tenho alguma coisa para fazer, amanhã podemos continuar…” (sic)

Exercício I

Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”:
O utente aceitou prontamente participar no teatro, reafirmando o seu gosto pelo
teatro “…Gosto tanto de teatro antigamente ia ver peças que faziam ao ar livre,
quando havia pouca gente deixavam a gente entrar á borla”. Durante o teatro manteve
uma postura relaxada, olhar atento, atenção captável, discurso fluido. Sem alterações
da senso-percepção.
Colaborou com os actores durante a sessão, mediante as suas incapacidades
físicas. Humor eutimico e fácies sorridente. Comunicativo e sociável com os restantes
espectadores. Apresenta-se vigíl, afável e cordial, com discurso lógico e coerente. Não
se apurou alterações da memória imediata, conseguindo participar no teatro.
No fim da peça fica a comentar a mesma com um dos utentes e refere “…foi
bom, deu para me distrair”(sic)

124

A sua idade real é a que aparenta. Durante a entrevista apresenta um humor eutimico. isto nunca passa.Utilização da técnica de presença e escuta activa . só depois disso é que consigo descansar”. Em relação à mímica encontra-se em consonância. Memória recente. composto e limpo e com roupa própria. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. imediata e remota) Plano: . olhar atento. Sem alterações da representação. orientado no espaço. e na sua pessoa mas não no tempo. JS encontrava-se na sala de convívio a ver TV. atenção captável. mas á noite é pior. O pensamento é lógico e coerente. Reconheceu-me e cumprimentou-me de forma afável e cordial “… olá. organizado na actualidade. Mantém alterações da memória antiga e recente mas sem alterações da memória imediata. eles metem uma pomada e alivia. já não a via á uns dias.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. como vai?” (sic). Gnosias. lógico e coerente mas centrado em queixas físicas e refere “durmo mal porque me dói a perna. esboçando sorrisos. Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . bom dia. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . discurso fluido e espontâneo.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Linguagem – Evocação categorial. (SIC) Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Em relação à sua capacidade funcional. adequada á estação do ano. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e nas restantes actividades de vida diária mas apresenta mais iniciativa para 125 . Sem alteração da senso-percepção.

para a próxima vamos ver se já consigo jogar ao dominó. quer ver?” (sic) Afirma que “passo o dia a ver televisão e vou ao ginásio fazer ginástica aos braços. tenho feito a ginástica toda e às vezes quando estou sozinho também faço. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X Exercício V X 126 . Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Evocação categorial • Utente analfabeto. realizar os exercícios propostos na fisioterapia e afirma “…sinto-me bem. consegue efectuar a nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Gnosias – Reconhecimento visual. quando me vêm buscar” (sic) Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e refere “…sinto-me melhor da cabeça. fica combinado. adeus” (sic).

Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X 127 .

Memória Recente – Objectos

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I Todas
Exercício II 4

Memória Recente – Imagens

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I X
Exercício II X
Exercício III X

Memória Recente – Palavras

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I Todas
Exercício II Todas

Memória Remota

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I X
Exercício II Nota: Descreve um
dia no seu local de
trabalho (ver
descrição abaixo)
Exercício III Todas
Exercício IV X

128

Nota: Descrição de um dia de trabalho
“ Eu era marítimo, andava no mar, pescava á rede. Andava num barco mais pequeno
que a traineira, era o “gasolino”. De manhã cedo lançávamos a rede ao mar, depois ia
almoçar. Só pelas 3 ou 4 da tarde é que se tirava a rede e púnhamos o peixe no gelo.
Todos os dias fazíamos a mesma coisa e de semana a semana o peixe era vendido na
lota. Os homens punham a caixa com o nome das pessoas que tinham encomendado o
peixe, numa passadeira que andava. Depois as pessoas faziam o negócio. Era quase
tudo para restaurantes e para a praça.”

Praxias – Cópia de desenhos

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I X
Exercício II X
Exercício III X

Funções Executivas - semelhanças

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I 6
Exercício II 6 3

129

V Sessão

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Tempo: 1hora
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos:
- Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
- Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção, linguagem -
compreensão de ordens, nomeação)

Plano:
- Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Avaliação de Enfermagem:
O Sr. JS encontrava-se a sair do ginásio. Reconheceu-me e cumprimentou-me
de forma afável e cordial “olá como está? Estava á minha procura para
conversarmos?” (sic). Solicitei a colaboração do mesmo para a entrevista, tendo aceite.
Dirigimo-nos para a sala habitual e ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar,
relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. Relembrei também qual
a importância dos exercícios que iríamos realizar, ao que o utente respondeu “os
exercícios fizeram-me bem. Já estou melhor da cabeça. Estou menos esquecido.” (sic)
Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada, olhar atento, atenção
captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo, lógico e coerente e menos
centrado em queixas físicas referindo “ Já durmo melhor. Eles dão-me um comprimido
e metem-me um creme na perna e fico melhor. O braço esquerdo é que ainda não está
bom. A jogar dominó com eles custa-me a pegar nas peças e às vezes já não me lembro
bem das pintas.” (sic)
Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e
aparência pessoal, composto e limpo e com roupa própria, adequada á estação do ano. A
sua idade real é a que aparenta. Em relação à mímica encontra-se em consonância.
Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl, orientado no espaço, e na sua
pessoa mas não no tempo.

130

Durante a entrevista apresenta um humor eutimico. O pensamento é lógico e
coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da representação. Mantém
alterações da memória antiga e recente mas sem alterações da memória imediata. Sem
alteração da senso-percepção.
Em relação à sua capacidade funcional, necessita de auxílio nos cuidados de
higiene e nas restantes actividades de vida diária.
Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e refere “sinto-me melhor
da cabeça, isto faz-me bem, vemo-nos na próxima consulta, obrigado” (sic).

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO)

Resultados:

Atenção
4 dos 9 exercícios (utente analfabeto)
ERROS Tempo
Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 Minutos
3 0

Linguagem - Compreensão de ordens

EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA
Exercício I 5 1

Exercício II 5 4

Exercício III 5 2

131

Linguagem - Nomeação

Exercício Sozinho Com ajuda
Exercício I 10 0

Exercício II 8 2

Exercício II

• Proposto ao utente o reconhecimento de cartas.
Objectivo:
- Treino de memória remota
- Treino de atenção
- Reconhecimento visual
Resultado:
• O utente apresenta-se tranquilo e agradado com a proposta e afirma “…não sei
ler, mas decorei os bonecos das cartas e jogava na taberna com os outros, vamos lá a
ver se ainda me lembro” (SIC)

Avaliação
O Sr. JS antes e durante a sessão mostrou uma postura relaxada, olhar atento,
esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo. Mantém apresentação cuidada. Em
relação à mímica, o seu tom de voz, os movimentos que executa com as mãos e a sua
respiração estão em consonância e acordo entre eles. Relativamente ao estado de
consciência mantém-se vigíl, orientada no espaço, e na sua pessoa mas não no tempo.
Mantém humor eutimico, mostrando-se sempre sorridente, afável e cordial.
O discurso é lógico e coerente. Com alterações na memória antiga e recente mas
não na imediata. Sem alteração da senso-percepção.
Manteve a atenção captável durante todo o exercício, Reconhece a maioria dos
naipes das cartas. Lembra-se das regras de alguns jogos.

132

VI Sessão

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Tempo: 1hora
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos:
- Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
- Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Linguagem – Evocação
categorial, Gnosias, Memória recente, imediata e remota)

Plano:
- Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Avaliação de Enfermagem:
O Sr. JS encontrava-se na sala de convívio a ver TV. Ao ver-me cumprimentou-
me de forma afável e cordial “olá como está? Vamos conversar um bocadinho?” (sic)
Solicitei a colaboração do mesmo para a entrevista, tendo aceite. Dirigimo-nos para a
sala habitual e ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar, relembrando o meu nome e
qual a minha função na instituição. Relembrei também qual a importância dos
exercícios que iríamos realizar, ao que o utente respondeu “os exercícios fizeram-me
bem. Já estou melhor, mas já não me lembro como se faz, explique-me outra vez, se faz
favor.” (sic)
Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada, olhar atento, atenção
captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo, lógico e coerente. Apresenta
uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal,
composto e limpo e com roupa própria, adequada á estação do ano. A sua idade real é a
que aparenta. Em relação à mímica encontra-se em consonância. Relativamente ao
estado de consciência mantém-se vigíl, orientado no espaço, e na sua pessoa mas não no
tempo.
Durante a entrevista apresenta um humor eutimico. O pensamento é lógico e
coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da representação. Mantém
alterações da memória antiga e recente mas sem alterações da memória imediata e
assume “… tou melhor, até já me lembro melhor das pintas do jogo do dominó…” (sic)

133

e dos n Sem alteração da senso-percepção. Refere que não tem tido visitas “ o meu
sobrinho já não vem cá á uma porrada de tempo. Não sei se é vivo ou morto” (SIC) ”
Em relação à sua capacidade funcional, necessita de auxílio nos cuidados de
higiene e nas restantes actividades de vida diária e refere “… já consigo pegar melhor
no lápis, tá a ver, para quem nunca foi á escola…” (sic)
Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios “… gostei muito, até á
próxima.” (sic)

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO)

Resultados:

Linguagem – Evocação categorial
• Utente analfabeto, consegue efectuar a nomeação

Exercício Sozinho Com ajuda
Exercício I X

Exercício II X

Gnosias – Reconhecimento visual, auditivo

Exercício Sozinho Com ajuda
Exercício I X

Exercício II X

Exercício III X

Exercício IV X

Exercício V X

134

Memória imediata

Directo
Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue
Pá X
Mó X
Rio X
Sol X
Sala X
Copo X
Festa X
Porta X
Pincel X
Casaco X

Inverso
Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue
Pá X
Mó X
Rio X
Sol X
Sala X
Copo X
Festa X
Porta X
Pincel X
Casaco X

135

Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 4 Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve um dia no seu local de trabalho (ver descrição abaixo) Exercício III Todas Exercício IV X 136 .

Nota: Descrição de um dia de trabalho
“ Eu era marítimo, andava no mar, pescava á rede. Andava num barco mais pequeno
que a traineira, era o “gasolino”. De manhã cedo lançávamos a rede ao mar, depois ia
almoçar. Só pelas 3 ou 4 da tarde é que se tirava a rede e púnhamos o peixe no gelo.
Todos os dias fazíamos a mesma coisa e de semana a semana o peixe era vendido na
lota. As caixas iam para uma passadeira que andava e aí faziam o negócio. Era quase
tudo para restaurantes e para a praça, mas também havia outras pessoas que
encomendavam o peixe e depois iam lá buscar. Era uma vida difícil.”

Praxias – Cópia de desenhos

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I X
Exercício II X
Exercício III X

Funções Executivas - semelhanças

Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue
Exercício I 6
Exercício II 6 3

137

Exercício III

• Proposto ao utente jogo de dominó.
Objectivo:
- Treino de memória
- Treino de atenção
- Reconhecimento visual
- Treino de motricidade fina

Avaliação
O Sr. JS antes e durante a sessão mostrou uma postura relaxada, olhar atento,
esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo. Mantém apresentação cuidada. Em
relação à mímica, o seu tom de voz, os movimentos que executa com as mãos e a sua
respiração estão em consonância e acordo entre eles. Relativamente ao estado de
consciência mantém-se vigíl, orientada no espaço, e na sua pessoa mas não no tempo.
Mantém humor eutimico, mostrando-se sempre sorridente, afável e cordial.
O discurso é lógico e coerente. Com alterações na memória antiga e recente mas
não na imediata. Sem alteração da senso-percepção.
Manteve a atenção captável durante todo o exercício, Reconhece as pedras do jogo.
Consegue jogar mas não se recorda de todas as regras. Ganha 3 dos 5 jogos.

138

VII Sessão

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Tempo: 1hora
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos:
- Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
- Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção)
- Aplicação do MMS e teste do relógio

Plano:
- Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Avaliação de Enfermagem:
O Sr. JS encontrava-se na sala de convívio a ver TV. Ao ver-me cumprimentou-
me de forma afável e cordial “olá como está? Vamos conversar?” (sic) Solicitei a
colaboração do mesmo para a entrevista, tendo aceite. Dirigimo-nos para a sala habitual
e ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar, relembrando o meu nome e qual a minha
função na instituição. Relembrei também qual a importância dos exercícios que iríamos
realizar, ao que o utente respondeu “os exercícios fizeram-me bem. Já estou melhor, o
que é que é para fazer hoje?.” (sic)
Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada, olhar atento, atenção
captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo, lógico e coerente. Apresenta
uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal,
composto e limpo e com roupa própria, adequada á estação do ano. A sua idade real é a
que aparenta. Em relação à mímica encontra-se em consonância. Relativamente ao
estado de consciência mantém-se vigíl, orientado no espaço, e na sua pessoa mas não no
tempo.
Durante a entrevista apresenta um humor eutimico. O pensamento é lógico e
coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da representação. Mantém
alterações da memória antiga e recente mas sem alterações da memória imediata e
assume “… tou menos esquecido, a cabeça está menos confuso…” (sic) Sem alteração

139

da senso-percepção. Em relação à sua capacidade funcional, necessita de auxílio nos
cuidados de higiene e nas restantes actividades de vida diária mas refere “ já estou
melhor, estive no ginásio a fazer exercícios aos braços e esta mão está melhor, até já
consigo agarrar as peças do dominó” (sic).
Ao me despedir do utente este refere “… gostei muito de a ter cá, quando voltar
cá venha conversar comigo, tá bem? Adeus…” (sic)

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO)

Resultados:

Atenção
4 dos 9 exercícios (utente analfabeto)
ERROS Tempo
Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 Minutos
3 0

140

Exercício IV

• Proposto ao utente jogo de dominó.
Objectivo:
- Treino de memória
- Treino de atenção
- Reconhecimento visual
- Treino de motricidade fina

Avaliação
O Sr. JS antes e durante a sessão mostrou uma postura relaxada, olhar atento,
esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo. Mantém apresentação cuidada. Em
relação à mímica, o seu tom de voz, os movimentos que executa com as mãos e a sua
respiração estão em consonância e acordo entre eles. Relativamente ao estado de
consciência mantém-se vigíl, orientada no espaço, e na sua pessoa mas não no tempo.
Mantém humor eutimico, mostrando-se sempre sorridente, afável e cordial.
O discurso é lógico e coerente. Com alterações na memória antiga e recente mas
não na imediata. Sem alteração da senso-percepção.
Manteve a atenção captável durante todo o exercício, Reconhece as pedras do jogo.
Consegue jogar e recorda-se da maioria das regras, tentando ensinar-me algumas.
Empatamos os 4 jogos.

APLICAÇÃO DE ESCALAS:

MMS: 19
Teste do relógio: não efectua por ser analfabeto
GAF: 70%
Escala de Barthel: 25%

141

AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

Dados recolhidos do processo clínico:

Nome: Sr. M
Data de nascimento: 27/02/1929
Estado civil: casado (a esposa reside na mesma instituição)
Natural de: Angola
Habilitações: 4ª classe
Emprego anterior: técnico de limpeza
Data de entrada no CATI: 02/03/2010
Situação social: Incapacidade de gestão de vida; Más condições habitacionais,
Hábitos alcoólicos do casal, sem hábitos de higiene
Actividades terapêuticas: não participa
Avaliação:
MMS: 11
Teste do relógio: 0
GAF: 40%
Escala de Barthel: 75%

Objectivos:
- Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente
- Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
Plano:
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade
Consultoria aos técnicos do lar:
Áreas prioritárias:
- Manter o auto-cuidado e funcionalidade;
- Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas
AVDs

142

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Data: 10/03/2010
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica; Avaliar se reúne os critérios de
inclusão
Plano a implementar:
- Operacionalização de uma entrevista diagnóstica.

Entrevista diagnóstica:

I Sessão

Preparação prévia
Ao preparar-me para esta entrevista, tive em consideração alguma informação
prévia acerca do utente. Depois de definido o dia, passei a uma fase de preparação
pessoal, consultando a bibliografia que considerei pertinente. Procurei algumas
informações do entrevistado no processo clínico. Esta preparação permitiu-me conduzir
a entrevista de uma melhor forma e adequar os meus comportamentos à pessoa e às suas
necessidades.
Após obter alguma informação do entrevistado, optei por fazer uma entrevista
não directiva de forma a incitar a pessoa a exprimir as suas dificuldades e a dar
conhecimento das emoções que elas suscitam. Esta proporciona um ambiente mais
informal e permite ao entrevistado a comunicação livre de toda a informação. Utilizei
questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais
precisas, aliadas à escuta e à observação.
Relativamente às questões éticas, o entrevistado concordou com a entrevista e
percebeu que a mesma era confidencial. Percebeu também qual era o seu propósito e o
tempo que aproximadamente iria demorar.

Definição de papéis e espaços
A entrevista teve lugar no dia 10 de Março de 2010. Após a escolha do local
mais adequado e após o utente me ser apresentado, solicitei a colaboração do mesmo
para a entrevista, explicando qual era o seu propósito, como iria decorrer e o tempo que
aproximadamente iria demorar. Assim, como a relevância da mesma. O utente aceitou e
acompanhei-o do jardim onde este se encontrava, até á sala onde se iria proceder á

143

entrevista. Procurei colocar o entrevistado o mais à vontade possível mantendo uma
postura não verbal adequada e coerente.
Ao entrarmos na sala indiquei ao utente para escolher onde se queria sentar,
visto a mesa ser hexagonal os intervenientes ficam numa posição equilibrada, idêntica,
promovendo um clima natural e espontâneo.
Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar, relembrando o meu nome e qual a
minha função na instituição.

Perspectiva do doente:
O Sr. M apresenta-se sempre cordial e responde às questões colocadas, embora
refira frequentemente “ tenho que ir para casa, a minha filha nunca mais nos vem
buscar e temos que ficar nesta casa”(sic), não se recordando do motivo da entrada no
lar nem da necessidade em residir no mesmo. Contudo fica mais tranquilo ao falar de
acontecimentos passados, ficando sorridente. Assim, afirma que nasceu em Angola e
que teve várias companheiras “…lá as mulheres gostavam de mim, até me davam
frutas, peixe, batatas, lá era tudo diferente.” (sic). Afirma que conheceu a esposa em
Angola e que tem 7 filhos com a mesma. Segundo o utente vieram para Portugal em
1975 e refere “…o meu pai era Português de Murça e era sapateiro e nós ficámos a
morar em Setúbal porque eu estive a trabalhar na setnave” (sic)
Relativamente á sua família afirma que viveu com os pais e que tem vários
irmãos mas não consegue precisar quantos. Refere que em Angola trabalhava no
comércio e que em Portugal era empregado das limpezas. Menciona também que a
esposa sempre foi doméstica e trabalhava na horta da família.
Quando questionado acerca do motivo da entrada no lar menciona novamente
“não vamos ficar aqui, a gente tem casa, tenho que ir para casa, a minha filha nunca
mais nos vem buscar e temos que ficar nesta casa”(sic)
Relativamente à importância das sessões afirma “ eu estou bem, quando não
lembro de qualquer coisa peço á mulher” (sic)

Perspectiva do Enfermeiro
O Sr. M antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada, olhar atento,
atenção captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo. Apresenta uma
apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal, composto e

144

limpo e com roupa própria adequada á estação do ano. A sua idade real é a que
aparenta. Em relação à mímica, o seu tom de voz, os movimentos que executa com as
mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Existe uma harmonia
nos movimentos do seu corpo durante toda a entrevista. Relativamente ao estado de
consciência pode-se referir que se apresenta vigíl, desorientado no espaço e no tempo,
mas não na sua pessoa.
Durante a entrevista apresenta um humor eutimico e expressivo ao manifestar os
seus sentimentos e afectos relativamente à família.
O pensamento é lógico e coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da
representação e da memória antiga mas com alterações da memória recente e imediata.
Sem alteração da senso-percepção.
Em relação à sua capacidade funcional, necessita de supervisão nos cuidados de
higiene e nas restantes actividades de vida diária.
Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios mas refere “ não sei se
ainda vamos estar cá, mas se viermos aqui não me importo”(sic)

Encerramento
Nesta ultima fase da entrevista, agradeci ao entrevistado a sua colaboração e
procurei saber se esta entrevista, foi do ponto de vista do Sr. benéfica ou não. O
entrevistado colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista
Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios
de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses.
Acompanhei então o utente de volta para o jardim, onde permaneceu a conviver com a
esposa.

Análise da interacção
Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível, centrada
nos dados que pretendia obter, clarificando, validando e reformulando as questões,
sempre que necessário. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas
questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. Tentei usar
maioritariamente questões abertas e uma boa gestão de silêncios, o que foi o mais
indicado para este doente e permitiu que o discurso permanecesse fluido, o que
contribui para a colheita de dados.

145

Consegui estabelecer uma boa relação com o entrevistado, com uma postura
centrada no utente, colocando-o “à vontade” proporcionando um ambiente informal.

Análise dos dados
Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados.
Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação do
utente. Todos os dados obtidos coincidem com o apurado o processo.

146

II Sessão (RECUSA)

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Objectivos:
- Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
- Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção e linguagem)
- Recolher dados dos interesses pessoais do utente promovendo a estimulação da
memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de
interesses)

Plano:
- Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Consultoria aos técnicos do lar:
Áreas prioritárias:
- Manter o auto-cuidado e funcionalidade;
- Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas
AVDs
- Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura
do jornal, actividades plásticas, ginásio)

Avaliação de Enfermagem:

O Sr. M encontrava-se no jardim na companhia da esposa, apresentava-se calmo,
colaborante, postura relaxada, olhar atento, atenção captável, esboçando sorrisos,
discurso fluido e espontâneo. Apresenta aspecto geral cuidado. Humor eutímico.
Discurso lógico e coerente. Mantém alteração da memória imediata e recente.
Relativamente ao estado de consciência apresenta-se vigíl, desorientado no espaço e no
tempo, mas não na sua pessoa. Recusa participar nos exercícios referindo “… estou á
espera que a minha filha me venha buscar, tenho que ir para casa…” (SIC). Não cede á
argumentação lógica sendo proposto outro dia para os exercícios, afirmando: “ não sei
se ainda vamos estar cá, logo se vê” (SIC). Despede-se de forma cordial e afável e
inicia um passeio com a sua esposa.

147

II Sessão

Instituição: CATI
Local: Sala de visitas
Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente
Tempo: 40 minutos
Objectivos:
- Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs
- Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção e linguagem)
- Recolher dados dos interesses pessoais do utente promovendo a estimulação da
memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de
interesses)

Plano:
- Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem
- Utilização da técnica de presença e escuta activa
- Utilização da técnica de orientação para a realidade

Consultoria aos técnicos do lar:
Áreas prioritárias:
- Manter o auto-cuidado e funcionalidade;
- Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas
AVDs
- Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura
do jornal, actividades plásticas, ginásio)

Avaliação de Enfermagem:
O Sr. M encontrava-se na sala de refeições, cumprimentou-me de forma cordial
e socialmente aceite. Foi-lhe relembrado o intuito das sessões, assim como a minha
presença na instituição. De seguida aceita acompanhar-me na realização dos exercícios
de estimulação. Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada, olhar atento,
atenção captável, esboçando sorrisos, discurso fluido e espontâneo. Apresenta uma
apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal, composto e
limpo e com roupa própria adequada á estação do ano. A sua idade real é a que
aparenta. Em relação à mímica, o seu tom de voz, os movimentos que executa com as
mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Relativamente ao
estado de consciência mantém-se vigíl, desorientado no espaço e no tempo, mas não na
sua pessoa.
Durante a entrevista apresenta um humor eutimico e fácies expressivo. O
pensamento é lógico e coerente, organizado na actualidade. Sem alterações da

148

representação e da memória antiga mas com alterações da memória recente e imediata.
Sem alteração da senso-percepção.
Relativamente á sua capacidade funcional mantém necessidade de supervisão
nos cuidados de higiene e nas restantes actividades de vida diária.
Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de
interesse são principalmente a música, o teatro, a jardinagem, passear, conviver e
conversar com outras pessoas.
Apresenta-se colaborante ao realizar os exercícios, contudo antes de terminar os
exercícios de linguagem, abandona a sessão após 20 minutos do inicio da mesma,
afirmando: “desculpe, tenho que ir embora, a minha mulher já não deve saber de mim,
tenho que ir ter com ela. Muito obrigado pela atenção e até á próxima” (sic))

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO)

Resultados:

Atenção

ERROS Tempo
Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 Minutos
16 2

Linguagem - Leitura
Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda
Pé X Nariz X
Pá X Bola X
Olá X Pião X
Tio X Dedo X
Mãe X Dente X
Pai X Água X
Mão X Sumo X
Pêra X Maçã X

149

Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 150 . Mesa X Jogo X Porta X Anel X Olho X Brinco X Tábua X Papel X Linguagem .

mas afirma: “nesta casa tratam-me bem. Ao ser convidado para a sessão foi também relembrado do teatro que terá lugar na sala de convívio cerca das 14. desorientado no espaço e tempo mas não na sua pessoa.Atenção . Sem alteração da senso-percepção. de resto tá tudo bem. M encontrava-se no alpendre do jardim com a esposa. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. M manteve uma postura relaxada. discurso circunstancial lógico e coerente. o seu tom de voz.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de linguagem – escrita.Orientação para a realidade . vocabulário e léxico) -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: . não me reconheceu mas cumprimentou-me de forma cordial e socialmente aceite. Efectuado entrevista informal no banco do jardim.30h. fluido e espontâneo. O Sr. Em relação à mímica.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . evocação categorial.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. tou a descansar e depois vamos ao teatro”.Utilização da técnica de presença e escuta activa . parece que estão bêbedos. olhar atento. o quarto é bom. antiga e recente. Mantém uma apresentação cuidada.Socialização Plano: . 151 . III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . e refere “ agora não posso ir. atenção captável. Em relação à sua capacidade funcional não apresenta alterações relativamente às sessões anteriores.” (sic) Sem alterações da representação mas com alterações da memória imediata. fácies sorridente. só não consigo dormir bem porque os vizinhos são barulhentos. a comida é boa.

mas pouco comunicativo. Cerca das 14. Contudo não colaborou com os actores e mostrou-se pouco participativo durante toda a sessão. Durante o teatro manteve uma postura relaxada. 152 . Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: O utente mostra-se muito interessado em participar. Apresenta-se vigíl. apurando-se alterações da memória imediata.30 h foi relembrado do teatro e encaminhado para a sala de convívio onde ia decorrer o mesmo. sorridente. atenção captável. com discurso lógico. No fim da peça regressa ao jardim. Sem alterações da senso-percepção. Pouco comunicativo e pouco sociável com os restantes espectadores. Esteve presente durante toda a sessão na companhia da sua esposa. cordial. Humor eutimico. olhar atento. e refere “…gosto muito de teatro” (SIC). coerente mas provocado.

Enquanto eu terminava a sessão com outra utente ficou a aguardar na sala em frente. evocação categorial. IV Sessão (RECUSA) Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Discurso lógico e coerente. vocabulário e léxico) Plano: . encontrei-o na sala de refeições (embora ainda fossem 11. apresentando também alterações da memória recente “Tínhamos combinado uma consulta? Não me lembro! Tem a certeza que foi comigo? Se quiser vou á consulta outro dia.20h) e recusou acompanhar-me. é a mesma coisa. colaborante. nomeação. Não cede á argumentação lógica e permanece na sala de refeições. postura relaxada. agora vou almoçar” (sic).Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . e referiu “é uma consulta não é? eu fico aqui á espera. 153 .Utilização da técnica de entrevista em enfermagem . Humor eutímico. atenção captável. esboçando sorrisos. foi trazido pela ajudante de Lar. Foi proposto outro dia para os exercícios. não se preocupe” (sic) Ao ser relembrado do intuito da sessão afirma “pois. discurso fluido e espontâneo. Apresenta aspecto geral cuidado. não se demore que é quase horas de almoço” (sic) Passados aproximadamente 5 minutos e após ter terminado a sessão com a outra utente.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. M já se tinha ausentado. olhar atento. M encontrava-se no jardim na companhia da esposa.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de linguagem – escrita sob ditado. Apresentava-se calmo.Utilização da técnica de presença e escuta activa . verifiquei que o Sr. Ao procurá-lo.

A sua mímica encontra-se em consonância. acompanhado pela esposa.Utilização da técnica de presença e escuta activa . evocação categorial. IV Sessão Instituição: CATI Local: Refeitório Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Sem alterações da representação. Em relação à sua capacidade funcional. bom dia. O pensamento é lógico e coerente.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de linguagem – escrita sob ditado. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. necessita de supervisão nos cuidados de higiene e nas restantes actividades de vida diária.Utilização da técnica de entrevista em enfermagem . olhar atento. vocabulário e léxico) Plano: . Cumprimentou-me de forma cordial e afável “…olá como está. Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. esboçando sorrisos. mas não na sua pessoa. recente e imediata.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Sem alteração da senso-percepção. desorientado no espaço e no tempo. Durante a entrevista apresenta um humor eutimico e expressivo ao manifestar os seus sentimentos e afectos relativamente à família.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. discurso fluido e espontâneo. nomeação. M encontrava-se no alpendre da instituição. organizado na actualidade. Foi relembrado do intuito da sessão e aceitou acompanhar-me até ao refeitório (onde não se encontrava ninguém) para a realização de exercícios. mas com alterações da memória antiga. Quer falar comigo? A esposa pode vir?” (sic). 154 . atenção captável.

os rapazes estão no estrangeiro e o outro que está cá não presta. ninguém me faz mal.” (SIC) Informa também que tem visita de familiares “as minhas filhas vêm sempre visitar. a comida é boa. as gentes são simpática. Relativamente á vida na instituição menciona “…Aqui tratam-me bem. quando os vizinho tão bêbedo é que não me deixam dormir”…(sic) Quando questionado acerca dos seus hobbies na instituição refere participar na leitura do terço e durante o dia “…vou passeando por aqui. obrigado” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem . mas só as filhas. tudo bem… já durmo melhor. é importante p’ra cabeça… então a gente vê-se na próxima vez. não quer fazer nada da vida” (sic) Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e afirma “… é bom.Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Linguagem – Escrita sob ditado Palavra Sozinho Com Erro Palavra Sozinho Com Erro ajuda ajuda Pé X Mala X Pão X Mesa X Mãe X Vaso X Tio X Faca X Pai X Andar X 155 . apanho sol no jardim e converso com as pessoas.

Avó X Pêra X Porta X Prato X Copo X Garfo X Anel X Saca X Carta X Maçã X Linguagem – Evocação categorial • Pede ajuda para escrever Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 4 4 Exercício II Todas Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 11 9 Exercício II Todas Linguagem – Escrita por cópia Palavra Sozinho Com ajuda Rir X Dia X Rio X Mau Não consegue Céu X Era X Anel X 156 .

Casa X Mesa X Rita X Doce X Azul X Erva Não consegue Cama  157 .

sempre acompanhado pela esposa. bom dia. Praxias e funções executivas) Plano: . boa profissão. recente e imediata. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. discurso fluido e espontâneo. desorientado no espaço e no tempo. organizado na actualidade. estes exercícios são importantes. Durante a entrevista apresenta um humor eutimico e expressivo ao manifestar os seus sentimentos e afectos relativamente à família. atenção captável. Em relação à sua capacidade funcional. Sem alterações da representação.Utilização da técnica de presença e escuta activa . necessita de supervisão nos cuidados de higiene e nas restantes actividades de vida diária. O pensamento é lógico e coerente. Foi relembrado do intuito da sessão e aceitou acompanhar-me até ao refeitório (onde não se encontrava ninguém) para a realização de exercícios. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. são bons para puxar pela cabeça” (sic) Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. mas não na sua pessoa.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. Cumprimentou-me de forma cordial e afável “…olá como está. A sua mímica encontra-se em consonância. Questiona: “…você é professora? (. Sem alteração da senso-percepção. mas com alterações da memória antiga..) Ah é enfermeira. Quer falar comigo? A esposa pode vir?” (sic). 158 . olhar atento. memória. V Sessão Instituição: CATI Local: Refeitório Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . M encontrava-se no alpendre da instituição.Utilização da técnica de entrevista em enfermagem ..Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (gnosias. esboçando sorrisos.

a comida é boa. Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Gnosias – Reconhecimento visual. tenho instrução. posso fazer mais?. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Exercício III 2 Exercício IV 2 Exercício V 10 2 Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X 159 . fiz o exame da 4ª classe lá em Angola. até sabia fazer requerimento” (sic) Pelo que fizemos mais exercícios do que os planeados nesta sessão..” (SIC) Ao terminar os exercícios planeados para esta sessão afirma “… consegui fazer todos. tudo bem… (SIC) Quando questionado acerca dos seus hobbies na instituição refere participar na leitura do terço e durante o dia “… apanho sol no jardim e converso com as pessoa. as gentes são simpática. Relativamente á vida na instituição menciona “…Aqui tratam-me bem.

Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X 160 .

semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 5 1 Exercício II 10 161 . Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 2 3 Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 4 4 Exercício II Não consegue Exercício III X Exercício IV 4 3 Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas .

Em relação à mímica. e afirma “…esses exercícios são bons para puxar pela cabeça…” (sic). os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. olhar atento.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Cumprimentou-me de forma cordial e afável “… Bom dia. Mostrou-se sempre com uma postura relaxada. precisa de falar comigo?” (sic) Aceitou dirigir-se comigo ao refeitório para a sessão. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. sempre acompanhado pela esposa.Utilização da técnica de presença e escuta activa . 162 . discurso fluido e espontâneo. o seu tom de voz. O pensamento é lógico e coerente. Sem alterações da representação e da memória antiga mas com alterações da memória recente e imediata. mas não na sua pessoa. A sua idade real é a que aparenta. composto e limpo e com roupa própria adequada á estação do ano.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. desorientado no espaço e no tempo. M encontrava-se no jardim com a esposa. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo durante toda a entrevista. como está. Sem alteração da senso-percepção. organizado na actualidade. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (atenção) . atenção captável. esboçando sorrisos.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . Durante a entrevista apresenta um humor eutimico e expressivo ao manifestar os seus sentimentos e afectos relativamente à família.

Em relação á sessão seguinte afirma “… se ainda estiver cá. necessita de supervisão nos cuidados de higiene e nas restantes actividades de vida diária. venho ter consigo” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 15 Minutos 6 2 APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 12 Teste do relógio: 0 GAF: 40% Escala de Barthel: 90% 163 . Em relação à sua capacidade funcional.

trabalhos manuais Avaliação: MMS: 18 Teste do relógio: 7 GAF: 81% Escala de Barthel: 70% Objectivos: . incapacidade e indisponibilidade por parte da família na prestação de cuidados (sobrinha com incapacidade física) Actividades terapêuticas: fisioterapia.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. Más condições habitacionais.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: .Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: .Utilização da técnica de presença e escuta activa . R Data de nascimento: 21/08/1922 Estado civil: viúvo Natural de: Setúbal Habilitações: 4ª classe Emprego anterior: comerciante Data de entrada no CATI: 30/08/2004 (Transferido dos cuidados continuados para o lar) Situação social: Incapacidade de gestão de vida.Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente . .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 164 . AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: Sr. leitura do jornal.

o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas. explicando qual era o seu propósito. tive em consideração alguma informação prévia acerca do utente. solicitei a colaboração do mesmo para a entrevista. Esta proporciona um ambiente mais informal e permite ao entrevistado a comunicação livre de toda a informação. Após obter alguma informação do entrevistado. Esta preparação permitiu-me conduzir a entrevista de uma melhor forma e adequar os meus comportamentos à pessoa e às suas necessidades. aliadas à escuta e à observação.Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 02/03/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. O utente aceitou e acompanhei-o do hall onde este se encontrava. passei a uma fase de preparação pessoal. Após a escolha do local mais adequado e após o utente me ser apresentado. consultando a bibliografia que considerei pertinente. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: . até á sala onde se iria proceder á 165 .Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. optei por fazer uma entrevista não directiva de forma a incitar a pessoa a exprimir as suas dificuldades e a dar conhecimento das emoções que elas suscitam. Assim. como a relevância da mesma. como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista. Procurei algumas informações do entrevistado no processo clínico. Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 26 de Fevereiro de 2010. Depois de definido o dia. Relativamente às questões éticas. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar.

Perspectiva do doente: O Sr. Afirma ser viúvo. especifica: “… Fiquei pior da minha anca e a minha sobrinha que viva comigo tem estado muito doente e já não me pode ajudar. Quando questionado acerca do motivo da entrada no lar. relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. activo e discurso com humor. não tem filhos. motricidade e postura. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e 166 . entrevista. expressão. Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar. Este escolheu encostar-se a uma das paredes e a entrevistadora ficou também levantada posicionando-se á sua frente mantendo assim numa posição equilibrada. sabe a idade também já é muita. R refere que tem 87 anos de idade e que nasceu a 21/08/ 1922. e mais tarde como comerciante. Procurei colocar o entrevistado o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. mas as consultas sempre dão uma ajuda” (sic) Perspectiva do Enfermeiro O Sr. com contacto visual. e trabalhou na Secil. Ao iniciar a entrevista manteve o mesmo comportamento. Relativamente á sua história de vida refere frequentemente “ não sei. Como escolaridade refere ter concluído a quarta classe. tratam-me bem. mímica. R ao ser convidado para a entrevista apresentava uma postura relaxada. Em relação á importância das sessões de estimulação afirma “…já vou tendo alguns esquecimentos. residindo no lar CATI. tinha 1 irmão e 1 irmã que segundo o utente já faleceram. mas criou a enteada e uma sobrinha que vivia com ele na altura da transferência para o lar. fácies sorridente. Ao entrarmos na sala indiquei ao utente para escolher onde se queria posicionar pois o utente não se pode sentar em cadeiras tradicionais pois apresenta uma deficiência motora a nível da anca. por isso vim morar para aqui. Menciona ser natural de Setúbal. reformado. fluido e espontâneo. estou á vontade”(sic) Menciona também que se encontra no Lar há cerca de 6 ano e que recebe a visita da sobrinha e da enteada. olhar atento. não me lembro” (sic). idêntica. é normal.

O pensamento é lógico e coerente. Humor eutimico. com roupa própria e adequada á estação do ano.aparência pessoal. centrada nos dados que pretendia obter. orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo. Em relação à sua capacidade funcional. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. vê televisão e conversa com amigos que conheceu na instituição. o seu tom de voz. barbeado. Em relação à mímica. benéfica ou não. Tentei usar 167 . Durante a entrevista apresenta uma postura corporal com uma inclinação para a entrevistadora favorecendo o toque. validando e reformulando as questões. Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo durante toda a entrevista. foi do ponto de vista do Sr. composto e limpo. sempre que necessário. Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e refere …se é para me fazer bem. Afirma que durante o dia vai ao ginásio. Deambula com o auxílio de canadiana. O entrevistado colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. Apresenta capacidade de atenção mantida e plena consciência de si e do seu corpo. Sem alterações da representação e mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata Sem alteração da senso-percepção.”(sic) Encerramento Nesta ultima fase da entrevista. necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária. agradeci ao entrevistado a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Acompanhei então o utente de volta para a sala de refeições. clarificando. A sua idade real é superior à que aparenta. organizado na actualidade. Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. Aparenta ser sociável e refere que gosta de conversar. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Refere alguns hobbies tais como passear e realizar trabalhos manuais.

numa próxima entrevista. maioritariamente questões abertas e uma boa gestão de silêncios. Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados. Todos os dados obtidos coincidem com o apurado o processo. Consegui estabelecer uma boa relação com o entrevistado. 168 . mas espero aprofundar melhor a história pessoal e familiar do utente. o que contribui para uma boa colheita de dados. pois o utente foi muito colaborante e comunicativo. Considero que esta entrevista foi bem sucedida. o que foi o mais indicado para este doente pois era bastante colaborante e permitiu que o discurso permanecesse fluido. com uma postura centrada no utente. Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação do utente.

Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção e linguagem) . Em relação à mímica. R encontrava-se no quarto a ver televisão. olhar atento. actividades plásticas. Mantém uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. com roupa própria e adequada á estação do ano. . R ao ser convidado para a sessão apresentava uma postura relaxada. reconheceu-me cumprimentando-me de forma socialmente aceite “ olá Sr. tenho que descansar a minha perna” (SIC) O Sr.Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal. pedi licença para entrar e o Sr R mostrou-se muito cordial. como está? Vem fazer os exercícios?” (sic)) Mostrou-me o quarto e a varanda e posteriormente aceitou participar nos exercícios de estimulação mas pediu “podem ser feitos aqui.Recolher dados dos interesses pessoais do utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: . composto e limpo.ª. fácies sorridente.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Enfermeira.Utilização da técnica de presença e escuta activa .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . ginásio) Avaliação de Enfermagem: O Sr. o seu tom de voz. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. activo e discurso com humor.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. Relativamente ao estado de 169 . barbeado. fluido e espontâneo.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .

Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 170 . orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo. inicialmente afirma “ não é preciso. Ao ser convidado para futuras sessões. passear. Cuidam de mim” (SIC) Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música. necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária. consciência mantém-se vigíl. Deambula com o auxílio de canadiana “…elas aqui têm que me ajudar na higiene porque eu não consigo por causa da minha anca. o cinema. Em relação à sua capacidade funcional. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. O pensamento é lógico e coerente. Sem alterações da representação mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata Sem alteração da senso-percepção. conviver com outras pessoas destacando os trabalhos manuais como principal hobby. jardinagem. está bem assim” posteriormente aceita e acaba por assumir “até á próxima. pode ser que me faça bem”(sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 15 minutos 1 8 Linguagem . Apresenta capacidade de atenção mantida e plena consciência de si e do seu corpo. organizado na actualidade. o teatro.

Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas 171 . Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 Linguagem .

Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. o seu tom de voz.Utilização da técnica de presença e escuta activa . III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. como está? É para fazer a consulta agora?” (sic)) O Sr. com roupa própria e adequada á estação do ano. 172 . Apresenta capacidade de atenção mantida e plena consciência de si e do seu corpo. fluido e espontâneo. olhar atento. Mantém uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal.Memória Plano: . activo e discurso com humor. espero que seja comédia”(sic). Sem alterações da representação mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata Sem alteração da senso-percepção. orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo.ª. O pensamento é lógico e coerente. composto e limpo.Atenção . Em relação à mímica.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: . fácies sorridente. R ao ser convidado para a sessão apresentava uma postura relaxada. barbeado. pedi licença para entrar e o Sr R mostrou-se muito cordial. Enfermeira. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. R encontrava-se no quarto a ver televisão. organizado na actualidade. reconheceu-me cumprimentando-me de forma socialmente aceite “ olá Sr.Socialização . aceitando prontamente “…gosto muito de teatro.Orientação para a realidade .

necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária. 173 . conseguindo participar no teatro. depois chame-me. No fim da peça fica a comentar a mesma com os outros utentes. Ao ser convidado para futuras sessões. sorridente. afável e cordial. atenção captável. e refere “…gosto muito de teatro. Não se apurou alterações da memória imediata. Sem alterações da senso-percepção. discurso fluido e espontâneo. espero que seja comédia”(sic). Em relação à sua capacidade funcional. você é muito simpática” (sic) Exercício I Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: O utente mostra-se muito interessado em participar. olhar atento. Colaborou activamente com os actores durante a sessão. Humor eutimico. ando tão esquecido mas isto faz-me bem. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. com discurso lógico e coerente. Comunicativo e sociável com os restantes espectadores. Deambula com o auxílio de canadiana. Apresenta-se vigíl. Durante o teatro manteve uma postura relaxada. inicialmente afirma “pode ser.

Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de linguagem – escrita. Em relação à mímica. Ao ser convidado para a sessão. o seu tom de voz. olhar atento. R encontrava-se no quarto a ver televisão. Sem alterações da representação mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata Sem alteração da senso-percepção. reconheceu-me cumprimentando-me de forma socialmente aceite “ olá. então hoje o que vamos fazer?” (sic).Utilização da técnica de presença e escuta activa . Mantém uma apresentação cuidada. Em relação à sua capacidade funcional não apresenta alterações relativamente às sessões anteriores e afirma “… aqui tratam de mim.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr. aqui estou bem…” (SIC) Ao ser convidado para futuras sessões. vocabulário e léxico) Plano: . orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo. evocação categorial. fácies sorridente. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. O pensamento é lógico e coerente.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. puxo pela cabeça. como está. mostrou-se muito cordial. fluido e espontâneo. atenção captável. para a próxima vou á sala ter consigo” (SIC) 174 . aceita participar e refere “ia dormir a sesta. afirma “ já estou um bocadinho esquecido mas gosto de conversar consigo. discurso com humor. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . já não tenho ninguém em casa que me possa ajudar. organizado na actualidade. mas podemos fazer os exercícios enquanto não começa o lanche? faz-me sentir melhor” (sic) O Sr. R manteve uma postura relaxada.

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem .Leitura Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda Pé X Nariz X Pá X Bola X Olá X Pião X Tio X Dedo X Mãe X Dente X Pai X Água X Mão X Sumo X Pêra X Maçã X Mesa X Jogo X Porta X Anel X Olho X Brinco X Tábua X Papel X Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue efectuar Linguagem – Evocação categorial • Pede ajuda para escrever 175 .

Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 10 10 Exercício II Todas Linguagem – Escrita por cópia Palavra Sozinho Com ajuda Rir Dia Rio Mau Céu Era Anel Casa Não consegue Mesa Rita Doce Azul Erva Cama 176 .

R manteve uma postura relaxada.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr. como está. Estou muito preocupado com a minha sobrinha. Fácies triste mas com humor eutimico.Utilização da técnica de presença e escuta activa . se calhar ainda tem que ser internada. mas vamos lá fazer esses exercícios. fluido mas menos espontâneo. o seu tom de voz. Sem alterações da representação mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata Sem alteração da senso-percepção. mostrou-se muito cordial. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. aqui estou bem…” (sic) 177 . aqui tratam de mim. reconheceu-me cumprimentando-me de forma socialmente aceite “ olá.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Gnosias. V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . hoje posso falar consigo?” (sic). olhar atento. R encontrava-se no refeitório. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. organizado na actualidade. sempre fico mais distraído…” (SIC) O Sr. Mantém uma apresentação cuidada.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . imediata e remota) Plano: . Em relação à mímica. atenção captável. ela está muito doente.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Memória recente. Também me apetecia estar sozinho. orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo. tenho que descansar a minha perna. aceita participar e refere “já estou aqui á espera do jantar. Ao ser convidado para a sessão. discurso organizado. O pensamento é lógico e coerente. Em relação à sua capacidade funcional não apresenta alterações relativamente às sessões anteriores e afirma “…isto já não tem grandes melhoras.

sinto-me melhor e agora sempre me ajudam a distrair dos problema. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Exercício III Todas Exercício IV 1 1 Exercício V Todas Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X 178 . quando quiser fazer outra consulta diga…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Gnosias – Reconhecimento visual. Ao ser convidado para futuras sessões. afirma “ os exercícios são bons para puxar pela cabeça.

Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 1 3 Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X 179 .

Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X 180 .

Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Praxias.” (sic) O Sr. estou farto de chorar. Refere “…. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . atenção captável. aceita participar e refere “essas pergunta são boas para eu melhorar. R encontrava-se no jardim a conversar com amigos. Em relação à sua capacidade funcional não apresenta alterações relativamente às sessões anteriores e assume “…houve aí uns dias que até me apetecia ir outra vez para 181 . quer fazer uma consulta hoje?” (sic). O pensamento é lógico e coerente. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. fluido mas menos espontâneo. Em relação à mímica está em consonância. que não está lá ninguém. é muito doente. depois fico logo lá para o almoço. R manteve uma postura relaxada. funções executivas) Plano: . é muito difícil. estou muito preocupado com a minha sobrinha. Sem alteração da senso-percepção. olhe.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo. Sr. Hoje faz-me mesmo bem conversar.” (sic) Mantém uma apresentação cuidada. Sem alterações da representação mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata. sento-me ali no refeitório. Ao ser convidado para a sessão. discurso organizado. ela foi mesmo internada. Fácies triste mas com humor eutimico.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem O Sr. eu ajudei-a a criar.Utilização da técnica de presença e escuta activa . reconheceu-me imediatamente e cumprimentou-me de forma socialmente aceite “ olá. organizado na actualidade. olhar atento. mostrou-se muito cordial.ª Enfermeira.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .

escusa de andar á minha procura…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas . Para a próxima consulta venho eu ter consigo. é normal esquecer-me das coisas.semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 4 2 Exercício II 5 5 182 . mas gostei de estar consigo.” (sic) Relativamente aos exercícios. afirma “… sinto-me mais concentrado. mas depois aconteceu isto á minha sobrinha e fiquei outra vez sem vontade. fico mais distraído dos problemas. e se faz bem á cabeça ainda melhor. a idade já é muita. o ateliê.

Durante a entrevista apresenta uma postura corporal com uma inclinação para a entrevistadora favorecendo o toque. bom dia. O pensamento é lógico e coerente. ajudam-me a lembrar das coisas. há dias melhores que outros…” (sic) Mantém uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Em relação à mímica. mas isto é da idade.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . organizado na actualidade.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . activo e discurso fluido e espontâneo. VII Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção) . Ao iniciar a entrevista manteve o mesmo comportamento. Existe uma harmonia nos movimentos do seu corpo durante toda a entrevista. R encontrava-se no jardim a apanhar sol. mímica. Mantém humor eutimico.ª enfermeira. composto e limpo. barbeado. expressão. estou aqui. motricidade e postura e afirma “… gosto destas consultas. fácies triste. olhar atento. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. com roupa própria e adequada á estação do ano. Reconheceu-me imediatamente e cumprimentou-me antes de eu o ver “Sr.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: O Sr. embora revele que está 183 . Sem alterações da representação e mas com alterações da memória antiga e recente mas não na imediata Sem alteração da senso-percepção. A sua idade real é superior à que aparenta. quer falar comigo?” (sic) Ao ser convidado para a entrevista apresentava uma postura relaxada. Apresenta capacidade de atenção mantida e plena consciência de si e do seu corpo.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . o seu tom de voz. orientado no espaço e na sua pessoa mas não no tempo.Utilização da técnica de presença e escuta activa . agora já estou melhor. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl.

Ao me despedir. triste pois “…a minha sobrinha está muito doente. ajudou-me muito” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 1 4 APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 20 Teste do relógio: 7 GAF: 85% Escala de Barthel: 70% 184 . tou quase a perder a única família que tenho…” (sic) Em relação à sua capacidade funcional. ao que o utente afirma “… Obrigado eu. necessitando de supervisão nas restantes actividades de vida diária. Deambula com o auxílio de canadiana. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. gostei muito de a conhecer. agradeço a sua participação.

.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . incapacidade por parte da família na prestação de cuidados.Avaliação da aproximação da família Plano: . Avaliação: MMS: 10 Teste do relógio: 0 GAF: 31% Escala de Barthel: 10% Objectivos: .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 185 .Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: .Manter o auto-cuidado e funcionalidade. E Data de nascimento: 2/12/1921 Estado civil: viúva Natural de: Setúbal Habilitações: 4ª classe Emprego anterior: Doméstica Data de entrada no CATI: 26/04/2005 (iniciou frequência no centro de dia) 08/04/2008 (deu entrada como residente) Situação social: Incapacidade de gestão de vida por doença de Alzheimer. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: D.Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente .Utilização da técnica de presença e escuta activa . Actividades terapêuticas: fisioterapia.

aliadas à escuta e à observação. á semelhança das outras entrevistas. Após a escolha do local mais adequado e após a utente me ser apresentada. como a relevância da mesma. Ao entrarmos na sala coloquei a D. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar.Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. até á sala onde se iria proceder á entrevista. explicando qual era o seu propósito. Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 02/03/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: . 186 . o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. idêntica. passei a uma fase de preparação pessoal. promovendo um clima natural e espontâneo. E de frente para mim visto esta estar em cadeira de rodas ficando os intervenientes numa posição equilibrada. Procurei colocar a entrevistada o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. solicitei a colaboração da mesma para a entrevista. Assim. Nesta. Relativamente às questões éticas. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista. A utente aceitou e acompanhei-a da sala de convívio onde esta se encontrava. Definição de papéis e espaços A entrevista decorreu no dia 2 de Março de 2010. tive em consideração alguma informação prévia acerca do utente. optei também por uma entrevista não directiva. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas. Depois de definido o dia.

Menciona ser natural de Setúbal. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. o seu tom de voz. Em relação à mímica.. Relativamente ao estado de consciência 187 . Afirma que se encontra reformada. Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar.. Afirma ser viúva há cerca de 20 anos. E responde de forma cordial e socialmente aceite. se calhar é bom…” (sic) Perspectiva do Enfermeiro A D. Perspectiva do doente: A D. Fácies triste e humor tendencialmente depressivo. relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. tendo iniciado a sua profissão como doméstica “… ia limpar umas casas. olhar atento. Quando questionada relativamente á importância das sessões refere “…não sei. apresentando alguns movimentos “mecânicos” com alguma descoordenação e lentificação motora. atenção captável. Cabelo penteado e arranjado. Como escolaridade refere ter concluído a quarta classe e a admissão ao liceu. não estão em consonância e acordo entre eles. referindo o seu nome correctamente mas não consegue especificar a sua idade nem a data de nascimento. discurso curto e provocado. “vim para aqui porque vinha limpar esta casa”(sic) Quando questionada acerca do porquê de se encontrar em cadeira de rodas. tendo vivido com os pais e cinco irmãos. não trabalhei em mais nada…” (sic) Quando questionada acerca do motivo da entrada no lar. não consegue especificar afirmando: “ Não me lembro”. afirma “… Vim de manhã e como estava a chover vim nesta cadeira” (sic) Relativamente á sua história de vida e de doença não consegue acrescentar mais dados referindo frequentemente “ não sei. e que reside em sua casa. tem uma filha e dois netos que a visitam frequentemente. Não consegue especificar onde se encontram os irmãos. embora resida no CATI. E antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. os movimentos que executa com as mãos. A sua idade real é superior á que aparenta. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Quando reformulada a questão acaba por referir. não sei responder” (sic). não me lembro.

clarificando. desorientada no espaço e no tempo. Em relação á alimentação é semi-autónoma. ando triste porque me sinto velha…” (sic) Afirma que sempre teve poucos amigos e quando questionada como passa o seu dia refere “… durante o dia faço coisas na minha casa. sempre que necessário. pode-se referir que se apresenta vigíl. Refere frequentemente “ não sei. está bem”(sic) Encerramento Nesta ultima fase da entrevista. Apresentou capacidade de atenção captável. não me lembro. O entrevistado colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses. antigamente gostava de passear e fazer croché…” (sic) Apura-se que durante o dia faz fisioterapia no ginásio e não participa em nenhuma actividade. não sei responder” (sic). Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. necessitando auxílio dos técnicos para cortar os alimentos e supervisão. Sem alterações da senso-percepção. Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios afirmando “…sim. foi do ponto de vista do Sr. validando e reformulando as questões. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas 188 . Acompanhei então o utente de volta para a sala de convívio. Necessita de supervisão e apoio nas restantes actividades de vida diária. benéfica ou não. recente e imediata. com continuidade e com reflexibilidade. Em relação à sua capacidade funcional. onde permaneceu a ver televisão e a conviver com outros utentes. mas não na sua pessoa. sem apresentar uma consciência plena com clareza. Quando questiona acerca de estar triste responde: “… sim. agradeci ao entrevistado a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. centrada nos dados que pretendia obter. O pensamento é lógico mas por vezes incoerente e pouco organizado na actualidade mas com discurso perceptível mas a maioria do discurso encontra-se fora do contexto e apresenta alterações da memória antiga.

assim como evitar dar as respostas pela mesma. pois permitiu-me conhecer melhor a entrevistada e estabelecer uma relação de confiança com a mesma. Tentei usar maioritariamente questões abertas mas como o utente não respondia reformulei essas questões e quando não resultava utilizei questões fechadas e directas. Como a utente apresentava uma lentificação do discurso. Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados e que estes coincidiam com o recolhido junto da equipa. Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação da utente considero que foi importante pois permitiu-me perceber alguns problemas da utente. Consegui também perceber alguns problemas que a utente considerava prioritários. programo em conjunto com a equipa uma entrevista com a mesma.questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. Como a filha costuma visitá-la com frequência. Contudo considero que foi uma entrevista com sucesso. senti dificuldade em respeitar os silêncios. 189 .

Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção.Utilização da técnica de presença e escuta activa . A D. Refere frequentemente “ não sei. como está?” (sic) Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. mas não na sua pessoa. discurso curto e provocado. E encontrava-se na sala de convívio da instituição.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . atenção captável.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Cabelo penteado e arranjado. coerente mas apresentando bloqueios. embora me tenha cumprimentando de forma cordial e socialmente aceite “…bom dia.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . E antes e durante a sessão manteve uma postura relaxada. recente e imediata. ginásio) Avaliação de Enfermagem: A D. II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . . não sei responder” (sic). composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. olhar atento. linguagem) . sem 190 . com uso de maquilhagem e adornos. actividades plásticas.Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: . O pensamento é lógico. mantém alterações da memória antiga. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. Fácies triste e humor tendencialmente depressivo. desorientada no espaço e no tempo. não me reconheceu.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs .Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal. A sua mímica encontra-se em consonância embora mantendo lentificação motora. não me lembro. Apresentou capacidade de atenção captável. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl.

” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 20 minutos 10 0 191 . destacando a costura como principal hobby. mas não estou alegre. Em relação á alimentação é semi-autónoma. Necessita de supervisão e apoio nas restantes actividades de vida diária. “consegui fazer. com continuidade e com reflexibilidade. Sem alterações da senso-percepção. é assim que se faz. Em relação à sua capacidade funcional.apresentar uma consciência plena com clareza. tou tão esquecida. está bem?” Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e afirma “ amanhã fazemos mais. Refere sentir-se triste sem conseguir especificar a causa e afirma “não sei. necessitando auxílio dos técnicos para cortar os alimentos e supervisão. estou triste. o cinema. ainda agora almocei e já nem me lembro o que comi. ainda bem! veja lá. então adeus. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. não me lembro porquê”(sic) Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música. Durante a aplicação dos exercícios afirma várias vezes.

Linguagem .Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 192 .Leitura Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda Pé X Nariz X Pá X Bola X Olá X Pião X Tio X Dedo X Mãe X Dente X Pai X Água X Mão X Sumo X Pêra X Maçã X Mesa X Jogo X Porta X Anel X Olho X Brinco X Tábua X Papel X Linguagem .

A D. olhar atento. nomeação. Refere frequentemente “ não sei. coerente mas apresentando bloqueios. mas cumprimenta-me de forma cordial e socialmente aceite. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. discurso curto e provocado. Fácies triste e humor tendencialmente depressivo.Atenção . não me lembro. E encontrava-se na sala de convívio da instituição.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de linguagem – escrita.Orientação para a realidade . Sem alterações da senso- percepção. com uso de maquilhagem e adornos.” (sic) 193 .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . não sei responder” (sic). Refere sentir-se triste sem conseguir especificar a causa e afirma “não sei. estou triste. Sem alterações na sua capacidade funcional. mas não na sua pessoa. vocabulário e léxico) -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: . não me reconheceu.Utilização da técnica de presença e escuta activa . desorientada no espaço e no tempo.Socialização Plano: .Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. Cabelo penteado e arranjado. Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. E manteve uma postura relaxada. evocação categorial. A sua mímica encontra-se em consonância embora mantendo lentificação motora. sinto-me velha. atenção captável. recente e imediata. III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . O pensamento é lógico. mantém alterações da memória antiga.

Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios referindo “… está bem. depois venho ter consigo.Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 8 2 Exercício II 7 3 Linguagem – Evocação categorial • Não consegue escrever mas cumpre a evocação Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 5 3 Exercício II 1 1 6 194 .” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue executar Linguagem – Escrita por cópia • Não consegue executar Linguagem .

afável e cordial. sorridente. sempre conseguiu que as coisas fossem á maneira dela…” (sic) Afirma que a mãe casou ainda nova mas ficou viúva há cerca de 20 anos. solicitei a colaboração da mesma para uma entrevista. era tudo á maneira dela. Manteve postura relaxada. ela fazia-me tudo em casa. Mantém-se vigíl. calma. explicando qual era o seu propósito e qual a minha função na instituição. Relativamente á história de vida e de doença refere que a mãe é natural de Setúbal. tem apenas uma filha e dois netos. mas sempre teve uma personalidade difícil. como se chateou com a professora. atenção captável com discurso curto e provocado. Não tem irmãos. No fim da peça refere “… são engraçados. A filha mostrou-se muito colaborante e agradada com o facto de a mãe estar a participar nos exercícios de estimulação. olhar atento. Quando queríamos ir passear sozinhos fazia chantagem 195 . até nas discussões com o meu marido. mas tinha um feitio complicado. ela é que queria mandar na minha casa. E vem visitá-la frequentemente. Humor tendencialmente depressivo. não quis voltar á escola e os avós tiraram-na de lá. E A filha da D. fazem-me rir…” Entrevista á filha da D. ajudou com os meus filhos. metia-se em tudo. quando estes faleceram foi criada pelos avós e por uma tia.Linguagem – Vocabulário e Léxico • Não consegue executar Exercício I Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: A utente esteve presente no teatro. Após me apresentar. Colaborou com os actores durante a sessão mas só em alguns exercícios pois apura-se alterações da memória imediata. Menciona que a mãe sempre trabalhou como doméstica e refere “… quando a minha mãe ficou viúva veio morar comigo e com o meu marido. tendo vivido com os pais até aos 5 anos. Como escolaridade refere ter concluído a terceira classe e acrescenta “a minha mãe era muito inteligente. colaborante. mas pouco sociável.

mas um dia um dos netos voltou a casa e descobriu que nesses dias ela ia comer ao restaurante” (sic) Ao descrever os acontecimentos de vida apresenta-se muito emocionada e relata- os com choro. Mas nós tirávamos sempre férias com ela. como se não fizesse o suficiente por ela. tive que ter terapia com um psicólogo e tudo. connosco e dizia: sirvo para trabalhar mas não para passear. Mas venho cá quase todos os dias ou então telefono. a não reconhecer as pessoas. que a mesma aceitou prontamente. O que for preciso fazer. era muito para mim. durante muito tempo pensei que ela não comia mesmo. faço. Começou a não conseguir sair de casa. mas para ela o que eu fazia nunca era suficiente… outras vezes quando ia almoçar fora com o meu marido fazia chantagem e dizia que não ia comer. era um grande peso psicológico. também sou doente. até a comida ela se esquecia como fazer e depois inventava. arranjaram-me vaga para aqui. quando ela veio para aqui eu não conseguia sossegar. chegou até a ser agressiva. Depois as coisas que fazia em casa já não era igual. Quando cheguei ao limite. mas já não consegui mais. 196 . Acrescenta ainda “… a minha mãe sempre foi assim e ela conseguia que eu sentisse peso na consciência. Mas eu queria ter ficado com ela em casa.” Feito ensino acerca da importância dos exercícios de estimulação e convite para participar na próxima sessão. agora já estou melhor”(sic) Relativamente á história de doença refere que não conhece antecedentes familiares de demência e que a mãe “ começou a repetir sempre a mesma coisa e depois zangava-se quando nós lhe dizíamos que ela já tinha dito ou feito aquilo.

atenção captável. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite “olá.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios “gosto disto. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. com uso de maquilhagem e adornos. mantém alterações da memória antiga.” (sic) 197 . olhar atento. não me lembro” (sic). memória) Plano: .Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Fácies triste e humor tendencialmente depressivo mas esboça alguns sorrisos durante a sessão. recente e imediata. A D. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação e refere “a minha filha também pode vir?”(sic). desorientada no espaço e no tempo. contudo efectua os exercícios procurando frequentemente validação “tou a fazer bem. Quando verifica que consegue executar os exercícios esboça sorrisos e afirma “há mais para fazer. mas não na sua pessoa. O pensamento é lógico. é assim que se faz?” (sic) e reforços positivos. quais é que é para fazer agora? (sic). discurso curto e provocado. E encontrava-se na sala de convívio da instituição na companhia da filha. A sua mímica encontra-se em consonância embora mantendo lentificação motora. coerente mas apresentando bloqueios. como está. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente. Gnosias. Sem alterações na sua capacidade funcional. Sem alterações da senso-percepção.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Cabelo penteado e arranjado. faz-me bem! amanhã fazemos mais. E manteve uma postura relaxada.Utilização da técnica de presença e escuta activa . vamos a algum lado?”(sic). Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Refere frequentemente “ não sei. filha da utente Objectivos: .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção.

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 30 Minutos 5 0 Gnosias – Reconhecimento visual. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II Todas Exercício III Nenhum 1 Exercício IV Nenhum 1 Exercício V Todas Memória imediata • Não consegue executar Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 0 1 2 198 .

Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve o casamento (não consegue efectuar) Exercício III X Exercício IV X 199 .

não me lembro” (sic).Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . mas já não me lembro o que fazia. filha da utente Objectivos: . como está. quando chega á sala onde realizamos a entrevista refere “já tive aqui há muito tempo não foi? Gosto de estar cá!” (sic) Ao ser recordada do meu papel da instituição e dos exercícios propostos afirma “lembro-me disso mas já não me lembro como se faz!”(sic) A D. olhar atento. O pensamento é lógico. Afirma “…faço ginástica e fico na sala com elas. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Sem alterações da senso-percepção.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . lembro-me de si. já tenho 60 e tal dias de idade…” (sic). com uso de maquilhagem e adornos. desorientada no espaço e no tempo. mas já não sei o que estivemos a fazer!” (sic). recente e imediata. contudo efectua os exercícios procurando frequentemente validação 200 . Fácies triste e humor tendencialmente depressivo mas esboça alguns sorrisos durante a sessão. E manteve uma postura relaxada. Dantes gostava de passear e de fazer croché…trabalhei muito. E encontrava-se na sala de convívio da instituição. coerente mas apresentando bloqueios. Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite “olá. atenção captável. Cabelo penteado e arranjado.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Praxias e funções executivas) Plano: . mas não na sua pessoa. Refere frequentemente “ não sei. discurso curto mas mais espontâneo.Utilização da técnica de presença e escuta activa . V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente. A sua mímica encontra-se em consonância embora mantendo lentificação motora. mantém alterações da memória antiga.

Quando verifica que consegue executar os exercícios esboça sorrisos e afirma “há mais para fazer? (sic). Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e afirma “sim.“é assim? Tou a fazer bem?” (sic) e reforços positivos.semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X 201 . assim como na deambulação “…tenho ido á ginástica. faz-me sentir bem!” (sic) Refere que tem tido visitas “ a minha filha tem vindo cá” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas . mas sinto-me bem” (sic). depois vá-me buscar. ajudando no vestir e despir. Mais iniciativa na sua capacidade funcional. mas ainda ando pouco. gosto disto.

atenção captável. mas não na sua pessoa.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . mas já não me lembro como se faz!”(sic) A D. é para ir consigo?” (sic). como está. contudo efectua os exercícios procurando frequentemente validação “…é assim? Tou a fazer bem?” (sic) e reforços positivos. discurso curto mas mais espontâneo. quando chega á sala onde realizamos a entrevista refere “olha.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . com uso de maquilhagem e adornos e refere “…gosto de me arranjar. reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite “olá.” (sic). Fácies triste e humor tendencialmente depressivo mas esboça alguns sorrisos durante a sessão. olhar atento. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. Sem alterações da senso-percepção. não me lembro” (sic). é para fazer bem á cabeça. Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. mantém alterações da memória antiga. Quando verifica que 202 . A sua mímica encontra-se em consonância embora mantendo lentificação motora. já tive aqui!” (sic) Ao ser recordada do meu papel da instituição e dos exercícios propostos afirma “lembro-me disso. coerente mas apresentando bloqueios.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Cabelo penteado e arranjado.Utilização da técnica de presença e escuta activa . O pensamento é lógico. Refere frequentemente “ não sei. recente e imediata. E manteve uma postura relaxada. E encontrava-se a sair da cabeleireira.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção) Plano: . Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. desorientada no espaço e no tempo.

Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios “gosto disto. até amanhã” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 30 Minutos 1 0 203 . assim como na deambulação “… ainda ando pouco mas sinto-me bem” (sic). tou a vê-las. é fácil. ajudando no vestir e despir. faz-me bem! Então.consegue executar os exercícios esboça sorrisos e afirma “olha tá aqui tantas bolas. há mais para fazer? (sic). Mais iniciativa na sua capacidade funcional.

recente e imediata. Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. olhar atento. Fácies mais expressivo e humor eutimico. E encontrava-se na sala de convívio. discurso curto mas mais espontâneo. não me lembro” (sic). quando chega á sala onde realizamos a entrevista refere “olha. Refere frequentemente “ não sei. mantém alterações da memória antiga. com uso de maquilhagem e adornos.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . reconheceu-me cumprimentando-me de forma cordial e socialmente aceite “olá.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Cabelo penteado e arranjado. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. coerente mas apresentando bloqueios. como está. O pensamento é lógico. A sua mímica encontra-se em consonância embora mantendo lentificação motora. lembro-me de estar aqui. Sem alterações da senso-percepção. mas não na sua pessoa.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . VII Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Utilização da técnica de presença e escuta activa . desorientada no espaço e no tempo. não foi?” (sic) Ao ser recordada do meu papel da instituição e dos exercícios propostos afirma “… já não me lembro como se faz!”(sic) A D. atenção captável. como nas sessões anteriores. 204 . contudo efectua os exercícios procurando frequentemente validação e reforços positivos. é para ir consigo?” (sic). tivemos a escrever.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . E manteve uma postura relaxada. Aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação.

até á próxima…” (sic) APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 11 Teste do relógio: 0 GAF: 31% Escala de Barthel: 15% 205 . gostei muito de cá vir. Mais iniciativa na sua capacidade funcional. ajudando no vestir e despir. assim como na deambulação. Ao me despedir da utente refere “… adeus.

Manter o auto-cuidado e funcionalidade.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 206 . AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: D. actividades lúdicas Avaliação: MMS: 12 Teste do relógio: 0 GAF: 31% Escala de Barthel: 65% Objectivos: .Utilização da técnica de presença e escuta activa .Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . Más condições habitacionais.Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente . incapacidade e indisponibilidade por parte da família na prestação de cuidados (conflitos familiares). J. .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: . Data de nascimento: 29/05/1919 Estado civil: viúva Natural de: Setúbal Habilitações: 4ª classe Emprego anterior: Doméstica Data de entrada no CATI: 13/11/2001 (frequentou o centro de dia antes de passar a regime de residente) Situação social: Incapacidade de gestão de vida. isolamento Actividades terapêuticas: fisioterapia. leitura do jornal.B.

207 . como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. Avaliar se reúno os critérios de inclusão Plano a implementar: . passei a uma fase de preparação pessoal. tive em consideração alguma informação prévia acerca da utente. confortável onde estariam presentes apenas os intervenientes. aliadas à escuta e à observação.Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. Procurei colocar o entrevistado o mais à vontade possível e mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas. optei também por uma entrevista não directiva. Nesta. Relativamente às questões éticas. Após a utente me ser apresentada. Quando foi possível proceder ao inicio da mesma. Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 26 de Fevereiro de 2010. onde este se encontrava. solicitei a colaboração da mesma para a entrevista e explicando qual era o seu propósito. como a relevância da mesma. Foi sugerido pela directora técnica uma sala mais resguardada.Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 26/02/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista. o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. ponderámos onde seria o local mais adequado para a sua realização. á semelhança das outras entrevistas. Depois de definido o dia. A utente aceitou e acompanhei-a da sala de convívio. até á sala onde se iria proceder á entrevista. Esta sala chama-se sala de visitas e é utilizada para visitas privadas. Assim. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar.

relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. Perspectiva do doente: A D J. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano.B não consegue especificar a sua idade nem a data de nascimento referindo “não me lembro”. Cabelo penteado e arranjado. mas não na sua pessoa. 208 . há dois anos. esboçando sorrisos. no entanto menciona “o meu marido era electricista e eu trabalhava em casa. visto a mesa ser hexagonal os intervenientes ficam numa posição equilibrada. atenção captável. afirma que durante o dia vai ao ginásio e vê televisão. JB antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. Durante a entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. olhar atento. idêntica. não me lembro”(sic) Quando questionada acerca do motivo da entrada no lar. A sua idade real é a que aparenta. não consegue especificar afirmando “não me lembro” (sic) Quando questionada acerca das actividades no lar. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. se a menina achar que me faz bem!” (sic) Perspectiva do Enfermeiro A D. o Alfredo e o Jorge. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Refere que frequentou a escola concluindo a quarta classe. o seu tom de voz. desorientada no tempo e no espaço. parece-me” Não fornece mais dados acerca da sua história de vida referindo frequentemente “… não sei. Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar. esboça sorrisos e alguns afectos relativamente a familiares. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Afirma que é natural de Setúbal. Relativamente á importância das sessões afirma “…acho que sim. Afirma que casou mas não consegue especificar quando. agora estou reformada. quando nasceu morava com os pais e com duas irmãs e um irmão. Ao entrarmos na sala indiquei ao utente para escolher onde se queria sentar. promovendo um clima natural e espontâneo. tratava dos nossos filhos. Em relação à mímica. que segundo a utente já faleceram. discurso curto e provocado.

foi do ponto de vista da Srª. A entrevistada colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses. recente e imediata Sem alteração da senso-percepção. pois permitiu-me conhecer melhor a entrevistada e estabelecer uma relação de confiança com a mesma. validando e reformulando as questões. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. sempre que necessário. alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. centrada nos dados que pretendia obter. se a menina me chamar” (sic) Encerramento Nesta ultima fase da entrevista. O discurso é lógico e coerente. Veste-se e despe-se sozinha. benéfica ou não. Em relação à sua capacidade funcional. Tentei usar maioritariamente questões abertas mas como o utente não respondia reformulei essas questões e quando não resultava utilizei questões fechadas e directas. clarificando. Contudo considero que foi uma entrevista com sucesso. Acompanhei então a utente de volta para a sala de convívio. onde permaneceu a ver televisão. Consegui também perceber alguns problemas que a utente considerava prioritários. assim como evitar dar as respostas pela mesma. Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios “…sim. Como a utente apresentava uma lentificação do discurso. agradeci ao entrevistado a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. 209 . Apresenta alterações da memória antiga. senti dificuldade em respeitar os silêncios.

Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação da utente considero que foi importante pois permitiu-me perceber alguns problemas da utente. Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados e que estes coincidiam com o recolhido junto da equipa. 210 .

Não cede á argumentação lógica. ombros descaídos.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção. evasiva ao contacto.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção e linguagem) .Manter o auto-cuidado e funcionalidade. actividades plásticas.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . cabisbaixa. não quero sair daqui”. .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Utilização da técnica de presença e escuta activa .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . olhos semicerrados. discurso em tom baixo e curto.Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: . fácies pouco expressivo. linguagem e memória) .Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . Ao ser convidada para participar na sessão recusou afirmando “ não me sinto bem-disposta.Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal. Cerca das 15h encontrava-se na sala de convívio com postura corporal curvada. Combina-se nova sessão. Instituição: CATI Local: Sala de visitas Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) 211 . mas sem sucesso pois após as sessões de fisioterapia esteve sempre a deambular de forma errática pela instituição. ginásio) Avaliação de Enfermagem Durante todo o dia tentei encontrar a D JB disponível.

Em relação à mímica.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . não me reconheceu pelo que me tornei a apresentar e informar qual o meu papel na instituição. Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Procura também constantes reforços positivos o que a incentiva a continuar. JB encontrava-se na sala de convívio da instituição. atenção captável. De seguida cumprimenta-me de forma cordial e socialmente aceite e aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. Veste-se e despe-se sozinha. desorientada no tempo e no espaço. Manteve uma postura relaxada. o seu tom de voz. Ao longo da sessão apresenta-se mais expressiva. esboçando sorrisos. mas não na sua pessoa. Em relação à sua capacidade funcional. No inicio da entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. tou a fazer bem. Executa os exercícios procurando constante validação com o olhar e com expressões “ é assim. ginásio) Avaliação de Enfermagem: A D. actividades plásticas. necessita de auxílio nos cuidados de higiene.Utilização da técnica de presença e escuta activa .Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal. O discurso é lógico e coerente. Plano: . não me enganei?”. olhar atento. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Mantém alterações da memória antiga. Cabelo penteado e arranjado. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária. discurso curto e provocado. Sem alterações da senso-percepção. recente e imediata Sem alteração da senso-percepção. 212 . composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano.

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 Minutos 3 3 Linguagem . Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música. dançar. ver TV e conviver destacando a costura como principal hobby.Leitura Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda Pé X Nariz X Pá X Bola X Olá X Pião X Tio X Dedo X Mãe X Dente X Pai X Água X Mão X Sumo X Pêra X Maçã X Mesa X Jogo X Porta X Anel X Olho X Brinco X Tábua X Papel X 213 . Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios. a jardinagem.

Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II 7 3 Linguagem – Evocação categorial • Não consegue escrever mas cumpre a evocação Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 8 Exercício II 3 5 214 . Linguagem .Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue executar Linguagem – Escrita por cópia • Não consegue executar Linguagem .

Linguagem – Vocabulário e Léxico • Não consegue executar o primeiro exercício Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício II Todas 215 .

mas não na sua pessoa. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. No inicio da entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. O discurso é lógico e coerente. desorientada no tempo e no espaço. recente e imediata Sem alteração da senso-percepção. o seu tom de voz. Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Sem alterações da senso-percepção. esboçando sorrisos. Procura também constantes reforços positivos o que a incentiva a continuar.Atenção .Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D.Orientação para a realidade . Cabelo penteado e arranjado. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Mantém alterações da memória antiga. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. discurso curto e provocado. De seguida cumprimenta-me de forma cordial e socialmente aceite e aceita participar na sessão. Manteve uma postura relaxada. atenção captável. Ao longo da sessão apresenta-se mais expressiva. olhar atento.Socialização . Em relação à mímica. não me reconheceu pelo que me tornei a apresentar e informar qual o meu papel na instituição. 216 . III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: .Utilização da técnica de presença e escuta activa .Memória Plano: . JB encontrava-se na sala de convívio da instituição.

ombros descaídos. olhar atento. atenção captável com discurso curto e provocado. alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária. Veste-se e despe-se sozinha. afável e cordial. Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e afirma “…gostei muito. calma. Em relação à sua capacidade funcional. mas pouco sociável. até á próxima…” (sic) Exercício I Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: A utente esteve presente no teatro. olhos semicerrados. Humor tendencialmente eutimico. No fim da peça refere “… gostei. são simpáticos…” 217 . sorridente. mas ao longo da actividade apresentou postura relaxada. colaborante. Mantém-se vigíl. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. Colaborou com os actores durante a sessão mas só em alguns exercícios pois apura-se alterações da memória imediata. inicialmente mantinha postura curvada.

Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Ao ser questionada acerca da vida na instituição afirma “… hoje não fiz nada. Executa os exercícios procurando constante validação com o olhar e com expressões “é assim. só andei a andar” (sic) Quando a questiono acerca de integrar um dos ateliês disponíveis afirma “… não. tou a fazer bem?”. Sem alterações da senso-percepção. esboçando sorrisos. atenção captável.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. desorientada no tempo e no espaço. discurso curto e provocado. há dias melhores do que outros”(sic) Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Ao longo da sessão apresenta-se mais expressiva. recente e imediata Sem alteração da senso-percepção. Manteve uma postura relaxada. Refere “ dói-me o estômago. No início da entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. A sua mímica encontra-se em consonância.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Gnosias. necessita de auxílio nos cuidados de higiene. são os nervos. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Em relação à sua capacidade funcional. olhar atento. De seguida cumprimenta-me de forma cordial e socialmente aceite e aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. Não me reconheceu pelo que me tornei a apresentar e informar qual o meu papel na instituição. JB vem ao meu encontro acompanhada por uma auxiliar pois encontrava-se a deambular de forma errática pela instituição. memória) Plano: . Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. mas não na sua pessoa.Utilização da técnica de presença e escuta activa . não ligo a isso” (sic) 218 . O discurso é lógico e coerente mas provocado. Mantém alterações da memória antiga. Procura também constantes reforços positivos o que a incentiva a continuar.

gostei muito. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X Exercício V 6 6 Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X 219 .Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios “… muito obrigado. até á próxima…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Gnosias – Reconhecimento visual.

Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas 220 .

221 . O meu marido chamava-se Óscar. Os meus padrinhos foram os meus irmãos. Ficámos a morar aqui em Setúbal. eu tinha 20 anos e ele 18.Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve o casamento (ver descrição abaixo) Exercício III 7 1 Exercício IV 1 6 Nota: Descrição do casamento “ Casei em Maio mas já não me lembro o ano. na freguesia de S. Era um domingo e foi na igreja de S. Não tivemos lua-de-mel. Não quis festa. Sebastião aqui em Setúbal. só foi família mais chegada ao almoço. Sebastião. que foi em Beja. ficámos em casa.

tou a fazer bem? É para continuar?” (sic). necessita de orientação nos cuidados de higiene.Utilização da técnica de presença e escuta activa . Sem alteração da senso-percepção. Ao entrar na sala afirma “… já tive aqui consigo. A sua mímica encontra-se em consonância. V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . O discurso é lógico e coerente mas provocado. Ao ser questionada acerca da vida na instituição afirma “… hoje não fiz nada” (sic) Continua sem aceitar integrar um ateliê. tivemos a escrever não foi?” (sic) Manteve uma postura relaxada. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Sem alterações da senso-percepção. atenção captável. Procura também constantes reforços positivos o que a incentiva a continuar. olhar atento.” (sic) 222 . Mantém apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. esboçando sorrisos. No início da entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. Mantém alterações da memória antiga.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . Executa os exercícios procurando constante validação com o olhar e com expressões “é assim. JB vem ao meu encontro acompanhada por uma auxiliar pois encontrava-se a deambular de forma errática pela instituição. mas não na sua pessoa. recente e imediata. Ao longo da sessão apresenta-se mais expressiva.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Praxias e funções executivas) Plano: . afirmando… não. discurso curto e provocado. Em relação à sua capacidade funcional. gosto mais de andar. desorientada no tempo e no espaço. não ligo a isso. Não me reconheceu pelo que me tornei a apresentar e informar qual o meu papel na instituição.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. De seguida cumprimenta-me de forma cordial e socialmente aceite e aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação.

Ao me despedir. agradeço a sua participação e a utente menciona “… obrigado eu. isto faz-me bem!” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas .semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 2 4 Exercício II 7 3 223 .Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e refere “… quando quiser é só mandar-me chamar…” (sic). gostei muito.

esboça um sorriso e afirma “bem preciso. são todas boas para mim…” (sic) 224 . recente e imediata Sem alteração da senso-percepção.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (atenção e linguagem) Plano: . atenção captável. O discurso é lógico e coerente. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . necessita de orientação nos cuidados de higiene. esboçando sorrisos. JB antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. desorientada no tempo e no espaço. Após lhe ser recordado o intuito da entrevista e dos exercícios.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Durante a entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. o seu tom de voz.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem: A D. Cabelo penteado e arranjado. Veste-se e despe-se sozinha. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . esboça sorrisos e alguns afectos relativamente a familiares. mas elas também me ajudam.Utilização da técnica de presença e escuta activa . A sua idade real é a que aparenta. Quando chegou á sala cumprimentou-me de forma afável “ olá. mas não na sua pessoa. Apresenta alterações da memória antiga. às vezes ando tão esquecida!” (sic) Em relação à mímica. olhar atento. como está. é para fazer uma consulta?” (sic). Em relação à sua capacidade funcional. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. discurso curto e provocado. alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária “… eu ajudo-as mais. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl.

muito obrigado…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 15 Minutos 2 1 Linguagem .Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios “… claro que sim.Leitura Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda Pé X Nariz X Pá X Bola X Olá X Pião X Tio X Dedo X Mãe X Dente X Pai X Água X Mão X Sumo X Pêra X Maçã X Mesa X Jogo X Porta X Anel X Olho X Brinco X Tábua X Papel X 225 .

Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Todas Exercício II 7 3 Linguagem – Evocação categorial • Não consegue escrever mas cumpre a evocação Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 8 Exercício II 3 5 226 .Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue executar Linguagem – Escrita por cópia • Não consegue executar Linguagem . Linguagem .

Linguagem – Vocabulário e Léxico • Não consegue executar o primeiro exercício Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício II Todas 227 .

Após lhe ser recordado o intuito da entrevista e dos exercícios. VII Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Em relação à mímica. o seu tom de voz.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . como está? Vamos fazer outra consulta?” (sic). Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. A sua idade real é a que aparenta. necessita de orientação nos cuidados de higiene. Durante a entrevista apresenta um fácies triste embora apresente um humor de tonalidade eutimico. alimenta-se autonomamente mas necessita de 228 . composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. atenção captável. desorientada no tempo e no espaço.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: .Utilização da técnica de presença e escuta activa . Em relação à sua capacidade funcional. Veste-se e despe-se sozinha. Ao entrar na sala reconhece-me e afirma “…Olá. De seguida aceita acompanhar-me na realização dos exercícios de estimulação. esboçando sorrisos. esboça sorrisos e alguns afectos relativamente a familiares. mas não na sua pessoa. recente e imediata Sem alteração da senso-percepção. Cabelo penteado e arranjado. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. esboça um sorriso e afirma “isso é bom para a minha cabeça” (sic). Apresenta alterações da memória antiga.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . O discurso é lógico e coerente. JB vem ao meu encontro acompanhada por uma auxiliar pois encontrava-se a deambular de forma errática pela instituição. olhar atento. discurso curto e provocado.

até amanhã” (sic) APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 11 Teste do relógio: 0 GAF: 31% Escala de Barthel: 65% 229 . agradeço a sua participação e afirma “… não tem que agradecer.supervisão nas restantes actividades de vida diária “… elas ajudam-me sempre. eu é que agradeço. sou muito bem tratada” (sic) Ao me despedir.

Utilização da técnica de presença e escuta activa . baixo rendimentos Actividades terapêuticas: fisioterapia.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: . AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: D. L Data de nascimento: 04/02/1923 Estado civil: casada Natural de: Setúbal Habilitações: Analfabeta Emprego anterior: comerciante (peixeira) Data de entrada no CATI: 31/03/2009 Situação social: Dependência física. incapacidade do marido lhe prestar cuidados. pintura Avaliação: MMS: 15 Teste do relógio: não sabe ver horas GAF: 50% Escala de Barthel: 20% Objectivos: .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 230 . .Manter o auto-cuidado e funcionalidade.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: .Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente .

o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. Esta entrevista proporciona um ambiente mais informal e permite à entrevistada a comunicação livre de toda a informação. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas.Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 22/02/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. Assim. 231 . passei a uma fase de preparação pessoal. Relativamente às questões éticas. optei por fazer uma entrevista não directiva de forma a incitar a pessoa a exprimir as suas dificuldades e a dar conhecimento das emoções que elas suscitam. Depois de definido o dia. Esta preparação permitiu-me conduzir a entrevista de uma melhor forma e adequar os meus comportamentos à pessoa e às suas necessidades. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista mais formal. consultei a bibliografia que considerei pertinente. pretendi explorar os aspectos essenciais do problema e dos hábitos de vida da pessoa assim como o motivo de internamento. tive em consideração alguma informação prévia acerca da utente retirada do processo e da discussão com a equipa. aliadas à escuta e à observação. Com esta. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar. Após obter alguma informação da entrevistada. tendo em conta a sua perspectiva.Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: .

como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar. ele é marítimo quando vai para o mar não pode vir cá”(sic). tinha 9 irmãos que segundo a utente já faleceram. porque o meu outro marido morreu. Afirma ser casada. agora vou ter com elas para pintar e passar o tempo”(sic). Ao entrarmos na sala a D. explicando qual era o seu propósito. contudo não consegue especificar a sua idade. relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. Procurei colocar a entrevistada o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. 232 . residindo no lar CATI. até á sala onde se iria proceder á entrevista. mas só comecei a trabalhar aos 14 anos na fabrica de conservas”(sic) Quando questionada acerca do motivo da entrada no lar afirma: “tive um AVC que me estragou a vida…não consigo fazer as minhas coisas e o meu marido arranjou lugar para aqui…”(sic) Menciona que recebe a visita do marido “quase todos os dias. Refere “…este é o meu segundo casamento. Era muito bom para mim. Afirma que o sobrinho vem poucas vezes á visita por indisponibilidade do emprego. referindo que tem 78 anos de idade. A utente aceitou e acompanhei-a da sala de convívio onde este se encontrava. promovendo um clima natural e espontâneo. Afirma que se encontra reformada. não podíamos estudar. Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar. tive bons maridos”(sic) Menciona ser natural de Setúbal. mas segundo a doente criou um sobrinho. L refere que nasceu a 31 de Janeiro de 1923 embora só tenha sido registada em 4 de Fevereiro de 1923. como a relevância da mesma. Refere nunca ter frequentado a escola porque…”éramos pobres. Assim. Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 22 de Fevereiro de 2010. Perspectiva do doente: A D. L. solicitei a colaboração da mesma para a entrevista. Após a escolha do local mais adequado e após a utente me ser apresentada. tive muita sorte. Afirma que durante o dia vai ao ginásio e vê televisão e acrescenta: “Dantes gostava de dançar e passear. idêntica. não tem filhos. sentou-se de frente para mim visto ser esta a cadeira mais perto da porta e a utente deambular com auxiliar de marcha (andarilho) ficando os intervenientes numa posição equilibrada.

Em relação à mímica.” (sic) Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl.Apresenta dificuldade em completar a sua história de vida referindo “… ai. pois a utente apresenta períodos de labilidade. alternando períodos de choro em que refere ideação suicida “. esboçando sorrisos. 233 . Em relação à sua capacidade funcional. e na sua pessoa mas não no tempo. discurso fluido e espontâneo. Sem alteração da senso-percepção. orientada no espaço. já não me lembro de muita coisa”(sic) Relativamente á importância das sessões afirma “já estou muito esquecida. O pensamento é lógico e coerente. minha querida já estou muito esquecida. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração não se encontram sempre em consonância e acordo entre eles. se acha que isso é bom…” (sic) Perspectiva do Enfermeiro A D. foi do ponto de vista da Srª. Aceita participar nas entrevistas seguintes e exercícios e refere “… claro que quero. o seu tom de voz. só quero ficar boa. quando vim para cá nem andava. agradeci á entrevistada a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. organizado na actualidade. Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente.. Deambula com auxiliar de marcha (andarilho) Aparenta ser sociável e refere que gosta de conversar. Cabelo arranjado e maquilhada.. A sua idade real é superior á que aparenta. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. atenção captável. quero ficar melhor. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. Sou um fardo para os outros…se tivesse um copo de comprimidos. tomava-os…porque que Deus não me leva? Levou os meus irmãos todos e eu fico aqui? Para quê? (sic) Com períodos em que esboça sorrisos e afirma “… gosto de pintar e vou ao ginásio todos os dias. benéfica ou não. com a ajuda de Deus e com a vossa…”(sic) Encerramento Nesta ultima fase da entrevista. olhar atento. L antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. Alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária. faço sempre os exercícios e no meu quarto quando não durmo faço os exercícios na cama e já estou bem melhor. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano.

Colaborou na aplicação do MMS e teste do relógio. Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação do utente. onde permaneceu a conviver com outros utentes. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. clarificando. com uma postura inclinada para o mesmo e respeitando silêncios. validando e reformulando as questões. A entrevistada referiu que gostou da entrevista e aceitou realizar uma próxima. centrada nos dados que pretendia obter. Todos os dados obtidos coincidem com o apurado o processo. Mostrei aceitação da utente. 234 . Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados. Acompanhei então a utente de volta para a sala de convívio. Consegui estabelecer uma boa relação com a entrevistada colocando-a “à vontade” o que ajudou na colheita de dados. sempre que necessário.

Utilização da técnica de presença e escuta activa . linguagem - compreensão de ordens. Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. Em relação à mímica. vem falar comigo um bocadinho.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . o seu tom de voz. esboçando sorrisos. atenção captável. Aceitou participar nos exercícios e transportei-a até á sala onde decorreu a sessão. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. . os movimentos 235 . II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . tenho feito os exercícios. olhar atento. Quando questionada acerca de estar em cadeira de rodas afirma “já andei com o andarilho a manhã toda. Mas o meu marido vem mais logo e com a cadeira é mais fácil para ele passear comigo” (sic). actividades plásticas. A sua idade real é superior á que aparenta. discurso fluido e espontâneo.Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. ginásio) Avaliação de Enfermagem: A D.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem .Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: .Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . nomeação) . composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Cabelo arranjado e maquilhada.Avaliação psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . L encontrava-se no hall em cadeira de rodas. sinto-me melhor. Reconheceu-me e cumprimentou-me de forma cordial e afável “… bom dia menina. faz-me tão bem á cabeça” (sic).

necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. cozinhar. Sem alteração da senso-percepção. festas. são muito minhas amigas. conviver e conversar com outras pessoas. tá bem?” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção 4 dos 9 exercícios (utente analfabeto) ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 15 minutos 3 4 236 . Eu fazia uma poda e cresciam logo”. Humor eutimico e fácies expressivo. passear “gostava muito de ir a excursões” e costura “ aprendi á minha custa. organizado na actualidade. era só flores. Alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas restantes actividades de vida diária. e na sua pessoa mas não no tempo. Mantém-se vigíl. Deambula com auxiliar de marcha (andarilho) ou em cadeira de rodas “… elas ajudam-me muito. Em relação à sua capacidade funcional. amanhã vem buscar-me outra vez. orientada no espaço. Como principais hobbies refere a jardinagem “tinha um jardim em casa. Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. que executa com as mãos e a sua respiração encontram-se em consonância e acordo entre eles. ir às compras. Desmanchava as roupas velhas e fazia novas com peças que comprava nos ciganos”(sic) Aceita participar nas próximas sessões e afirma “…gosto tanto de cá vir. Sou muito bem tratada” (SIC) Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música. O pensamento é lógico e coerente. dançar.

Linguagem .Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 6 3 Exercício III 5 2 Linguagem .Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 10 0 Exercício II 9 1 237 .

sinto-me muito melhor da cabeça. Sem alteração da senso-percepção. L encontrava-se na sala de convivo com o andarilho. esboçando sorrisos.Utilização da técnica de presença e escuta activa . Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. Aceitou participar na sessão. o que vamos fazer hoje?” (sic). até aqui.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem A D. hoje já andei desde o ginásio. Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. Aceita participar nas próximas sessões e afirma “…gosto tanto de cá vir. III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: .Orientação para a realidade . amanhã continuamos. Quando questionada acerca da sua funcionalidade afirma “… estou muito melhor. e na sua pessoa mas não no tempo. Reconheceu-me e cumprimentou-me de forma cordial e afável “… bom dia menina. o seu tom de voz. estou menos baralhada” (sic) 238 . discurso fluido e espontâneo.Atenção .Socialização Plano: . Em relação à mímica. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração encontram-se em consonância e acordo entre eles. orientada no espaço. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. organizado na actualidade. Mantém-se vigíl. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Humor eutimico e fácies expressivo. faço os exercícios todos os dias…” (sic). atenção captável. Cabelo arranjado e maquilhada. olhar atento. O pensamento é lógico e coerente. A sua idade real é superior á que aparenta.

Humor eutimico e fácies sorridente. Não se apurou alterações da memória imediata. discurso fluido. fartei-me de rir. No fim da peça fica a comentar a mesma com os outros utentes e refere “…foi muito bom. Durante o teatro manteve uma postura relaxada. com discurso lógico e coerente. Sem alterações da senso-percepção. Exercício I Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: A utente aceitou prontamente participar no teatro. olhar atento. atenção captável. conseguindo participar no teatro. Comunicativa e sociável com os restantes espectadores. afável e cordial. reafirmando o seu gosto por conviver “…Gosto tanto de festas e de estar com as pessoas”. espera até eu contar ao meu marido” 239 . Colaborou com os actores durante a sessão. Apresenta-se vigíl.

Refere sentir-se melhorada “… estou melhor da cabeça. quem sou. sei o meu nome. Escrita por cópia. onde nasci. já não estou tão esquecida. ainda não perdi o tino…” (sic) Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . organizado na actualidade. Gnosias. orientada no espaço.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Sem alteração da senso-percepção.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . O pensamento é lógico e coerente. Evocação categorial. Vocabulário e Léxico. olhar atento. tá boa? tou á espera da visita do meu marido. imediata e remota) Plano: . Mantém humor eutimico e fácies expressivo. Memória recente. atenção captável. Após o almoço encontrava-se na sala de convívio em cadeira de rodas. ontem foi para o mar e hoje deve chegar pelas duas e meia. por isso ainda temos tempo para a consulta” (sic) Aceitou participar nos exercícios e transportei-a até á sala onde decorreu a sessão. esboçando sorrisos. Mantém-se vigíl. discurso fluido e espontâneo. “ Olá. L esteve presente no ginásio de manhã e fez treino de marcha pela instituição. Reconheceu-me e cumprimentou-me de forma cordial e afável e afirmou. e na sua pessoa mas não no tempo. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Linguagem – Escrita sob ditado. Nomeação.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . A mímica encontra-se em consonância. 240 . pelo que a sessão só pode decorrer no período da tarde.Utilização da técnica de presença e escuta activa .

gosto tanto de cá vir!” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Escrita sob ditado • Não consegue efectuar (utente analfabeto) Linguagem – Escrita por cópia • Não consegue efectuar (utente analfabeto) Linguagem – Evocação categorial • O utente é analfabeto pelo que o entrevistador escreve. o meu marido é muito bom para mim. Na outra vez fui a casa e fui visitá-las. Fui ver a minha casa. não vou para a costura porque o meu bracinho não deixa…”(sic) Em relação á família afirma “ o meu marido vem cá sempre. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. Em relação à sua capacidade funcional. Deambula com auxiliar de marcha (andarilho) ou em cadeira de rodas “…já estou melhor. Em relação a próxima sessões afirma “… temos que marcar outro dia. Também vêm cá amigas e vizinhas minhas. Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X 241 . as minhas flores. já dou uns passinhos. elas ajudam-me muito…” (sic) Quando questionada acerca da vida da instituição afirma “… falo com este e com aquele e vou á ginástica. só não faz o que não pode”(sic).

Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I Não sabe escrever Exercício II Todas Gnosias – Reconhecimento visual. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X Exercício V X Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X 242 .

Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X 243 .

Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II Todas Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve o dia do seu casamento (ver descrição abaixo) Exercício III 6 2 Exercício IV X Nota: Descrição de um dia de trabalho “ O dia do meu casamento? Este ou o outro? Vou dizer este. foram lá a casa. Mas tive muita sorte o meu marido é muito bom para mim” (sic) 244 . Casei pelo registo. ficámos em casa. A minha madrinha foi uma vizinha. Não fiz grande festa. Nem tirámos fotografias. já nem sei o dia e o ano.panela do cozido e sopa do caldo. Não tive lua-de-mel. foi só família. Não houve copo-de-água. o homem ainda é vivo não é! Já não me lembro de muita coisa. a minha madrinha é que fez o jantar . tínhamos que trabalhar.

Dantes parece que tinha qualquer coisa na cabeça. Hoje o meu marido foi para o mar. já não estou tão esquecida.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . olhar atento. Após o almoço encontrava-se na sala de convívio em cadeira de rodas. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. Em relação à sua capacidade funcional. minha querida. quem sou. atenção captável. sentia barafundas.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .” (sic). esboçando sorrisos. e na sua pessoa mas não no tempo. Deambula com auxiliar de marcha (andarilho) ou em cadeira de 245 . onde nasci. orientada no espaço. Sem alteração da senso-percepção. não vem cá. esquecia-me das coisas. discurso fluido e espontâneo. pelo que a sessão só pode decorrer no período da tarde.Utilização da técnica de presença e escuta activa . Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. O pensamento é lógico e coerente. organizado na actualidade. Podemos conversar um bocadinho. Aceitou participar nos exercícios e transportei-a até á sala onde decorreu a sessão. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. sei o meu nome. L esteve presente no ginásio de manhã e fez treino de marcha pela instituição. Reconheceu-me e cumprimentou-me de forma cordial e afável e afirmou. “Olá. Refere sentir-se melhorada “… estou melhor da cabeça.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (Praxias e funções executivas) Plano: . Mantém humor eutimico e fácies expressivo. A mímica encontra-se em consonância. Agora ainda me esqueço das coisas mas estou melhor …” (sic) Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. andava á minha procura. Mantém-se vigíl.

Mas agora a minha mão já não me deixa fazer renda.” (sic) Ao despedir-me. agradeço a sua participação e marcamos nova sessão. rodas mas mantém iniciativa “… já corro tudo com o andarilho de rodas. quando podia. Em casa. gosto de falar consigo. Já não consigo fazer nada. eu bem tentei. amanhã continuamos então” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas . mas fico só a ver e depois venho-me embora. dê cá um beijinho. tou a ficar melhor…” (sic) Quando questionada acerca da vida da instituição afirma “… falo com este e com aquele. mas a linha não corre. Vou á leitura do terço e já fui ao atelier de costura. faz-me bem á cabeça. ao que a utente refere “… obrigado eu. fiz 5 colchas.semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I 2 4 Exercício II 10 246 . já tenho mais força e perdi o medo. Elas são todas minhas amigas.

Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. e na sua pessoa mas não no tempo. A mímica encontra-se em consonância. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. as consultas têm me feito bem á cabeça” (sic) pelo que a acompanhei até á sala onde ia decorrer a sessão. Em relação à sua capacidade funcional. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de enfermagem: A D. quero ficar melhor. bom dia. Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente. atenção captável. reconheceu-me e cumprimentou-me de forma socialmente aceite “ olá. discurso fluido e espontâneo. A sua idade real é superior á que aparenta. como está? Vai falar comigo um bocadinho?” (sic). O pensamento é lógico e coerente. L encontrava-se a regressar do ginásio. Alimenta-se autonomamente mas necessita de supervisão nas 247 . composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. com auxiliar de marcha (andarilho).Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de atenção) Plano: . Sem alteração da senso-percepção. Aceita participar na entrevista e nos exercícios de estimulação e refere “já estou muito esquecida. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Mantém humor eutimico e fácies expressivo. Mantém-se vigíl. olhar atento. esboçando sorrisos. orientada no espaço. organizado na actualidade. Cabelo arranjado e maquilhada.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem .Utilização da técnica de presença e escuta activa .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs .

muito obrigado. dê cá um beijinho…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção 4 dos 9 exercícios (utente analfabeto) ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 20 minutos 0 5 248 . restantes actividades de vida diária. estou muito melhor…” (sic) Aceita participar nas entrevistas seguintes e exercícios “…quando for para vir outra vez diga. Deambula com auxiliar de marcha (andarilho) e afirma “… sinto-me tão feliz por já conseguir andar.

Após o almoço encontrava-se na sala de convívio em cadeira de rodas. Sem alteração da senso-percepção. atenção captável. L esteve presente no ginásio de manhã e fez treino de marcha pela instituição. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Refere sentir-se melhorada “… estou melhor da cabeça.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. orientada no espaço. “ Olá. esboçando sorrisos.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . discurso fluido e espontâneo. Mantém-se vigíl. mas ainda é cedo para ele vir” (sic) Aceitou participar nos exercícios e transportei-a até á sala onde decorreu a sessão. Deambula com auxiliar de marcha (andarilho) ou em cadeira de 249 . A mímica encontra-se em consonância. dê cá um beijinho. Mantém humor eutimico e fácies expressivo.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem .Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . VII Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . estas consultas têm-me feito bem…” (sic). Sem alterações da memória antiga e imediata mas com alterações da memória recente.Utilização da técnica de presença e escuta activa . Em relação à sua capacidade funcional. já não me sinto baralhada. como está. pelo que a sessão só pode decorrer no período da tarde. organizado na actualidade. olhar atento. Antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. e na sua pessoa mas não no tempo. Reconheceu-me e cumprimentou-me de forma cordial e afável e afirmou. Quer conversar comigo? Tou á espera do meu marido. O pensamento é lógico e coerente. necessita de auxílio nos cuidados de higiene e deambulação. já não estou tão esquecida.

Utente analfabeta GAF: 60% Escala de Barthel: 50% 250 .” (sic) APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 17 Teste do relógio: não consegue. gosto de toda a gente” (sic) Ao despedir-me. hei-de melhorar. Dê cá um beijinho. rodas e refere “…tenho muita força de vontade. sou muito bem tratada aqui. até á próxima. assim passo melhor o tempo. afirma “obrigada pela atenção.

Baixos rendimentos que impossibilitam a sua permanência no domicilio.Utilização da técnica de presença e escuta activa .Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs 251 .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs Plano: . AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM Dados recolhidos do processo clínico: Nome: D. Degradação da habitação/insalubridade. incapacidade por parte da família na prestação de cuidados (alcoolismo do filho que vivia com a idosa) Actividades terapêuticas: leitura do jornal.Manter o auto-cuidado e funcionalidade. O Data de nascimento: 10/121926 Estado civil: viúva Natural de: Setúbal Habilitações: liceu Emprego anterior: doméstica. actividades lúdicas Avaliação: MMS: 18 Teste do relógio: 7 GAF: 65% Escala de Barthel: 95% Objectivos: .Avaliar a aparência geral e o grau de autonomia do utente .Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . . poetisa (colectada na sociedade portuguesa de autores) Data de entrada no CATI: 3/12/2007 Situação social: Incapacidade de gestão de vida.

252 . Nesta. Avaliar se reúne os critérios de inclusão Plano a implementar: . até á sala onde se iria proceder á entrevista. Assim. Utilizei questões abertas e algumas fechadas de modo a permitir recolher informações mais precisas. Procurei colocar a entrevistada o mais à vontade possível mantendo uma postura não verbal adequada e coerente. promovendo um clima natural e espontâneo. tive em consideração alguma informação prévia acerca da utente. como a relevância da mesma. passei a uma fase de preparação pessoal. aliadas à escuta e à observação. á semelhança das outras entrevistas. Após a escolha do local mais adequado e após a utente me ser apresentada. visto a mesa ser hexagonal os intervenientes ficam numa posição equilibrada. Entrevista diagnóstica: I Sessão Preparação prévia Ao preparar-me para esta entrevista. Instituição: CATI Local: Sala de visitas Data: 02/03/2010 Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: Realizar uma entrevista diagnóstica. o entrevistado concordou com a entrevista e percebeu que a mesma era confidencial. Definição de papéis e espaços A entrevista teve lugar no dia 2 de Março de 2010. idêntica. como iria decorrer e o tempo que aproximadamente iria demorar.Operacionalização de uma entrevista diagnóstica. Percebeu também qual era o seu propósito e o tempo que aproximadamente iria demorar. solicitei a colaboração da mesma para a entrevista. Relativamente às questões éticas. Ao entrarmos na sala indiquei á utente para escolher onde se queria sentar. Depois de definido o dia. optei também por uma entrevista não directiva. A utente aceitou e acompanhei-a do hall onde esta se encontrava. explicando qual era o seu propósito.

253 . deixo muitas coisas escritas. Cabelo arranjado e maquilhada. contudo afirma que foi para Angola com 10 anos de idade onde concluiu a escolaridade até á admissão ao liceu. discurso fluido e espontâneo. Ao iniciar a entrevista tornei-me a apresentar. o pior agora é já não me lembrar bem das coisas. português e francês”. era só para fazer vista”(sic) Refere que era doméstica. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Afirma que o marido era agente comercial. olhar atento. a idade já é muita”(sic) Relativamente á importância das sessões assume “… claro que é importante. tudo o que ajude a lembrar-me das coisas é importante…” (sic) Perspectiva do Enfermeiro A D. que casou “ já depois dos 20” não conseguindo especificar melhor.” (sic). mas agora já tenho dificuldade em escrever alguma coisa. Perspectiva do doente: A D. Relata com algum pormenor a sua vida passada. Quando questiona acerca do motivo que a levou a ingressar no CATI afirma “… eu não queria ir para um lar. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. referindo que é natural de Setúbal. Frequentou a escola em Setúbal embora não consiga mencionar o nome da mesma. mas vivia sozinha e convidaram-me a vir para aqui. sou muito bem tratada” (sic) Não consegue especificar melhor a sua história de vida e refere “…a senhora desculpe mas eu sou muito aérea. Refere também que teve dois filhos e que tem uma neta e um neto. relembrando o meu nome e qual a minha função na instituição. Posteriormente terá ingressado num colégio interno onde segundo a mesma foi aprender “piano. O refere que tem 83 anos de idade mas não consegue especificar a data de nascimento. atenção captável. O antes e durante a entrevista mostrou uma postura relaxada. mas eu gostei muito de estar aqui e já cá estou há bastante tempo. sócio de um armazém e que ela escrevia para o jornal de Setúbal e para alguns cantores de fado “… sou poetisa. os meus filhos disseram-me que se não gostasse podia ir embora. Menciona com algum humor “ naquele tempo era fino aprender piano e francês e eu lá fui aprender mas no piano não era grande coisa. colectada na sociedade portuguesa de autores. esboçando sorrisos. não tem irmãos. estou sempre a mudar de assunto. ando muito esquecida.

sempre que necessário. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. alimenta-se autonomamente. e na sua pessoa mas não no tempo. validando e reformulando as questões. Análise da interacção Considero que durante a entrevista mostrei-me empática e disponível. mostrando- se sempre sorridente. Com alterações na memória antiga. necessita de supervisão nos cuidados de higiene. A sua idade real é superior á que aparenta. Durante a entrevista apresenta um humor tendencialmente eutimico. benéfica ou não. agradeci ao entrevistado a sua colaboração e procurei saber se esta entrevista. foi do ponto de vista da Srª. Refere que o seu maior hobbie era a jardinagem. Em relação à sua capacidade funcional. mas “agora já não posso. Acompanhei então a utente de volta até á sala de convívio. clarificando. Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. recente e imediata. centrada nos dados que pretendia obter. O discurso é lógico e coerente. onde permaneceu a ver televisão. o seu tom de voz. Em relação à mímica. Tentei usar maioritariamente questões abertas mas como o utente não respondia reformulei essas questões e quando não resultava utilizei questões fechadas e directas. A entrevistada colaborou no MMS e teste do relógio e referiu que gostou da entrevista Pedi a sua colaboração para uma próxima sessão onde se iniciará os exercícios de estimulação cognitiva e o preenchimento da grelha cheklist de interesses. afável e cordial. Veste-se e despe-se sozinha. Sem alteração da senso-percepção. Optei por utilizar uma entrevista não directiva e realizei algumas questões abertas e fechadas tendo em conta os dados que pretendia obter. mas por vezes saltuário e pouco organizado. orientada no espaço. e como gosto de conversar…” (sic) Encerramento Nesta ultima fase da entrevista. 254 . mas gosto de ler e ver TV e escrever quando consigo” (sic) Aceita participar nas seguintes entrevistas e exercícios e refere “concordo e acho bem porque já estou muito esquecida.

255 . Análise dos dados Relativamente à análise dos dados penso que consegui colher alguns dados e que estes coincidiam com o recolhido junto da equipa. Contudo considero que foi uma entrevista com sucesso. pois permitiu-me conhecer melhor a entrevistada e estabelecer uma relação de confiança com a mesma. Tendo em conta que foi uma primeira entrevista de colheita de dados e avaliação da utente considero que foi importante pois permitiu-me perceber alguns problemas da utente. Consegui também perceber alguns problemas que a utente considerava prioritários.

Após lhe ser recordado o intuito da sessão refere “ando tão esquecida. sorridente. afável e cordial. ginásio) Avaliação de Enfermagem: A D.Utilização da técnica de presença e escuta activa .Manter o auto-cuidado e funcionalidade. é aqui que venho falar com a menina. utilizando adornos de forma adequada. O encontrava-se no bar da instituição com o filho. é para me fazer companhia” (SIC). o meu filho vem beber café comigo todos os dias. vamos lá a esses exercícios” (SIC) Manteve-se durante toda a sessão calma. composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. mostrando- se sempre sorridente.Utilização da técnica de orientação para a realidade Consultoria aos técnicos do lar: Áreas prioritárias: . mas por vezes 256 .Avaliação psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . discurso fluido e espontâneo.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem .Recolher dados dos interesses pessoais da utente promovendo a estimulação da memória remota e orientação para a realidade (quadro de avaliação de checklist de interesses) Plano: . atenção captável. colaborante. ao acabar a visita dirigiu-se ao entrevistador referindo: “Desculpe o atraso. olhar atento. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. Durante a entrevista apresenta um humor tendencialmente eutimico.Treino cognitivo através de orientação para a realidade e práticas executivas nas AVDs . . II Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . Cabelo arranjado e maquilhada. actividades plásticas. postura relaxada.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva exercícios de atenção. linguagem(leitura e compreensão de ordens) .Incentivo á participação nas actividades terapêuticas e lúdicas da instituição (leitura do jornal. A sua mímica mantém-se adequada Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. e na sua pessoa mas não no tempo. já não me lembra disso. O discurso é lógico e coerente. orientada no espaço.

mas elas ajudam-me. é o fado…para a próxima vou fazer melhor” (sic) Aceita participar nas sessões e exercícios seguintes. Sem alteração da senso-percepção.Leitura Palavra Sozinho Com ajuda Palavra Sozinho Com ajuda Pé X Nariz X Pá X Bola X Olá X Pião X Tio X Dedo X 257 . Mas tenho saudades do antigamente. Com alterações na memória antiga. destacando o escrever poemas e declamar mas afirma “já não tenho inspiração para fazer poemas. quem não tem saudades. mas ainda me lembro dos que escrevi”(sic) De seguida declama inúmeros poemas de sua autoria. recente e imediata. Em relação à sua capacidade funcional. “consegui fazer os exercícios. Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 10 minutos 0 0 Linguagem . sempre fui muito aérea. a idade já é muita.saltuário e pouco organizado. da meninice. mas os portugueses são mesmo assim. eu tenho muitas. necessita de supervisão nas AVDs “… faço tudo sozinha. não estou assim tão mal. andava sempre com a cabeça no ar e agora ainda estou pior. o cinema. do que fiz. Durante a aplicação dos exercícios afirma. a escrita. são todas muto simpáticas” (SIC) Ao ser apurado a checklist de interesses pessoais refere que as suas áreas de interesse são principalmente a música.

Compreensão de ordens EXERCICIO SOZINHO COM AJUDA Exercício I 6 0 Exercício II 8 1 Exercício III 5 2 258 . Mãe X Dente X Pai X Água X Mão X Sumo X Pêra X Maçã X Mesa X Jogo X Porta X Anel X Olho X Brinco X Tábua X Papel X Linguagem .

discurso fluido e espontâneo. recente e imediata.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. ao ser convidada para a sessão refere “claro que sim minha senhora. atenção captável. mas por vezes saltuário e pouco organizado. orientada no espaço. O discurso é lógico e coerente. Sem alteração da senso-percepção. III Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . gostou de falar comigo? Porquê? Eu sou alegre mas tenho uma alma triste.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . não me reconheceu. Mantém apresentação cuidada. nomeação. mostrando-se sempre sorridente.Socialização Plano: . Após lhe ser recordado o intuito da sessão refere “ando tão esquecida. afável e cordial. já tive aqui consigo.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de linguagem – escrita. evocação categorial. e na sua pessoa mas não no tempo.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . Mantém-se vigíl. O encontrava-se no Hall da instituição. contudo ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “ Ah.Utilização da técnica de presença e escuta activa . A sua mímica mantém-se adequada. não estive? Fizemos uns questionários para a cabeça.Atenção . sorridente. vocabulário e léxico) -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: .Orientação para a realidade . olhar atento. Durante a sessão apresenta um humor tendencialmente eutimico. vamos a isso”. postura relaxada. como todos os poetas” (SIC). colaborante. não foi?” (sic) Manteve-se durante toda a sessão calma. 259 . Com alterações na memória antiga.

necessita de supervisão nas AVDs “…elas ajudam-me em tudo. isto é bom para puxar pela cabeça. tá a ver? São muito simpáticas…” (sic) Aceita participar nas sessões e exercícios seguintes “…claro que sim. até me ajudam a pintar as unhas. minha senhora. Você é muito simpática…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Linguagem – Escrita sob ditado Palavra Sozinho Com Erro Palavra Sozinho Com Erro ajuda ajuda Pé X Mala X Pão X Mesa X Mãe X Vaso X Tio X Faca X Pai X Andar X Avó X Pêra X Porta X Prato X Copo X Garfo X Anel X Saca X Carta X Maçã X Linguagem – Escrita por cópia Palavra Sozinho Com ajuda Rir X Dia X Rio X Mau X Céu X Era X 260 . Em relação à sua capacidade funcional.

Nomeação Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I 10 0 Exercício II 10 1 Linguagem – Evocação categorial Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Linguagem – Vocabulário e Léxico Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X 261 .Anel X Casa X Mesa X Rita X Doce X Azul X Erva X Cama X Linguagem .

Objectivo: .Treino de escrita .Treino de atenção Resultado: • A utente apresenta-se tranquila e agradada com a proposta e afirma “…não sei se me lembro de algum. acho que fiz um que se chama –Mar.e que está registado na associação portuguesa de autores”. vamos lá a ver.Treino de memória remota . mas refere “… não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Exercício I • Proposto á utente que declame um poema de sua autoria e que escreva o mesmo para uma folha de papel. pode ser?” Começa então novamente a declamar os seguintes versos: 262 . De seguida tenta escrever o poema que iniciou a declamar. eu digo e a senhora escreve.

O MAR Quando á tarde me vez olhando o mar Tu não podes sequer adivinhar O que se passa na minha alma esteta. Vês lágrimas nos meus olhos a nascer Mas tu não as sabes entender Porque não és poeta Mas quero-te mesmo assim Por ti esqueço os versos que sentia. (…) 263 . Estes versos que eram vida a palpitar em mim Nas asas da poesia Num sonho deslumbrante Hoje o meu sonho és tu Mas quando o meu olhar Se vai perder cismático e errante Além por sobre o mar Ou pelo azul distante do eterno espaço As lágrimas que tu me vês chorar São filhas desses versos que não faço.

não acredito Que seja enfim a tua cor Todo azul. • De seguida refere “ Já não me lembro se havia mais versos mas estou a lembrar-me de outro que também teve grande sucesso. chama-se SADO” SADO Azul. por ti feito em amor Tu és o Rio azul vestindo galas Nos dias em que o sol tem seus festins Então coberta de safiras puras No hossana de oiros e cetins Entre as brumas marítimas exalas Tu és. somente azul. é dedicado ao nosso rio. é só um mito Do nosso olhar. sempre azul. ó Sado o maior das formosuras (…) 264 .

não conseguiu escrever os poemas. discurso fluido e espontâneo. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. • A D. 265 . Com alterações na memória antiga. mostrando-se sempre sorridente. afável e cordial. Em relação à mímica. esboçando sorrisos. olhar atento. O antes e durante a sessão mostrou uma postura relaxada. Mantém apresentação cuidada. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. Mantém humor eutimico. veja lá a minha cabeça já não me lembro do resto. o seu tom de voz. Sem alteração da senso-percepção. O interrompe o poema que está a declamar e afirma “sei que tinha mais versos. Manteve a atenção captável durante todo o exercício. e na sua pessoa mas não no tempo. mas por vezes saltuário e pouco organizado. O discurso é lógico e coerente. recente e imediata. orientada no espaço. para a próxima vemos se me lembro”(sic) Avaliação A D.

266 . conseguindo participar no teatro. colaborante. Comunicativa e sociável com os restantes espectadores. atenção captável.Atenção . reafirmando o seu gosto pelas artes “…sempre gostei de teatro e cinema. sorridente. calma. afável e cordial. discurso fluido e espontâneo.Socialização Avaliação da participação do Teatro “seniores em cena”: A utente esteve presente no teatro. olhar atento. com discurso lógico e coerente. Apresenta-se vigíl. antigamente em Setúbal havia muitos programas de variedades e eu ia sempre”. Manteve postura relaxada. Humor eutimico. Colaborou com os actores durante a sessão. Não se apurou alterações da memória imediata. Exercício II Objectivos: -Estimular a participação no teatro interactivo “Seniores em cena” promovendo: .Orientação para a realidade .

postura relaxada. O encontrava-se no Hall da instituição.Estimular o treino da escrita Plano: . mostrando-se sempre sorridente. elas ajudam-me em tudo. necessita de supervisão nas AVDs “… estou bem. filmes. eu até declamei uns versos lá e todos me aplaudiram… até o António Severino cantou 267 . mas já não me lembro o que disse. atenção captável. veja lá…” (SIC). já tive aqui.Utilização da técnica de presença e escuta activa . recente e remota) . Após lhe ser recordado o intuito da sessão refere “ando tão esquecida.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . olhar atento. discurso fluido e espontâneo. já não me lembra do que fiz. contudo ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “ Ah. afável e cordial. fez-me uma consulta e um questionário. e na sua pessoa mas não no tempo. como está a senhora?” (sic) Manteve-se durante toda a sessão calma. sorridente. Em relação à sua capacidade funcional. orientada no espaço. gosto de estar aqui…” (sic) Reafirma o seu gosto pelas artes e refere “… Antigamente no verão ia com o meu marido para uma esplanada aqui em Setúbal onde havia variedades.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . não me reconheceu mas ao ser convidada para a sessão refere “claro que sim minha senhora. colaborante. A sua mímica mantém-se adequada Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. Sem alteração da senso-percepção. IV Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . fados.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Gnosias.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Durante a sessão apresenta um humor tendencialmente eutimico. vamos a isso”. Mantém apresentação cuidada. mas por vezes saltuário e pouco organizado. Com alterações na memória antiga. recente e imediata. memória imediata. O discurso é lógico e coerente.

não estou assim tão mal da cabeça pois não?” (sic) Aceita participar nas sessões e exercícios seguintes e afirma “… claro que venho minha senhora. muitos versos meus… eu gostava muito de passear. auditivo Exercício Sozinho Com ajuda Exercício I X Exercício II X Exercício III X Exercício IV X Exercício V X Memória imediata Directo Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X 268 . “consegui fazer os exercícios. gostei muito…” (sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Gnosias – Reconhecimento visual. o que é que acha. até acompanhava o meu marido para ver o Vitória de Setúbal”(sic) Durante a aplicação dos exercícios afirma.

Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Inverso Palavra Sozinho Com ajuda Não consegue Pá X Mó X Rio X Sol X Sala X Copo X Festa X Porta X Pincel X Casaco X Memória Recente – Objectos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 2 1 2 Memória Recente – Imagens Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X 269 .

só foi família e amigos mais chegados. Memória Recente – Palavras Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 1 1 3 Memória Remota Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II Nota: Descreve o casamento (ver descrição abaixo) Exercício III X Exercício IV X Nota: Descrição do casamento “ Casei a 26 de Janeiro mas já não me lembro o ano. Foi na capela do Sr Jesus do Bonfim. O copo de água foi no armazém do meu sogro e foi fornecido pela pastelaria Abrantes. Os meus tios foram os padrinhos. era só o gira-discos a tocar e a gente a dançar. Foi comer e dançar. De um lado tinha as mesas e do outro o buffet. levei poucas pessoas.” 270 . Não foi um casamento de grandes luxos. depois a viagem de núpcias foi no Algarve. Não tínhamos orquestra.

colaborante. necessita de supervisão nas AVDs. Mantém apresentação cuidada. Ao ser convidada para a sessão e após lhe ser recordado o intuito da mesma refere “ sim minha senhora. V Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . com cabelo arranjado. não me reconheceu mas cumprimenta-me de forma cordial. A sua mímica mantém-se adequada Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. atenção captável.” (sic) Aceita participar nas sessões e exercícios seguintes “… claro que sim. Manteve-se durante toda a sessão calma. já tive aqui.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem .” (sic).Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D.” (sic) 271 . já estou a ficar melhor. maquilhada e com uso de adornos. Em relação à sua capacidade funcional. Ao entrar na sala onde decorre as sessões afirma “ Ah. Durante a aplicação dos exercícios afirma. tivemos a escrever não foi? ando tão esquecida.Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . veja lá a minha cabeça já não me lembrava disso” (sic)”. afável e cordial. O encontrava-se no Hall da instituição a ver uma revista. Com alterações na memória antiga. O discurso é lógico e coerente. quando for para vir outra vez diga. olhar atento. Durante a sessão apresenta um humor tendencialmente eutimico. orientada no espaço. isso é bom não é. mas por vezes saltuário e pouco organizado. minha senhora. “consegui fazer os exercícios todos. sorridente. adeus.Utilização da técnica de presença e escuta activa . e na sua pessoa mas não no tempo. vamos a isso. mostrando-se sempre sorridente. discurso fluido e espontâneo.Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (exercícios de Praxias e funções executivas) .Estimular o treino da escrita (estimulando a atenção e a memória) Plano: . Sem alteração da senso-percepção. postura relaxada. recente e imediata.

Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Praxias – Cópia de desenhos Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I X Exercício II X Exercício III X Funções Executivas .semelhanças Exercício Sozinho Com ajuda Não consegue Exercício I Todas Exercício II 7 3 272 .

fique com estas para o trabalho” A D. Mantém apresentação cuidada.Treino de memória remota . Manteve a atenção captável durante todo o exercício. Escreve duas quadras do poema e diz “acho que tinha mais quadras mas já não me lembro. orientada no espaço. o seu tom de voz. discurso fluido e espontâneo. O antes e durante a sessão mostrou uma postura relaxada. esboçando sorrisos. Em relação à mímica. O discurso é lógico e coerente. Mantém humor eutimico. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. Sem alteração da senso- percepção. e na sua pessoa mas não no tempo. Com alterações na memória antiga. afável e cordial. Olhe. vamos lá a ver” De seguida declama os poemas descritos anteriormente e posteriormente refere “…quer que eu escreva não é? Vamos lá a ver se ainda sou capaz. recente e imediata.Treino de atenção Avaliação • A utente apresenta-se tranquila e agradada com a proposta e afirma “…não sei se me lembro de algum. Exercício III • Proposto á utente que declame um poema de sua autoria e que escreva o mesmo para uma folha de papel.” Escreve uma quadra que não pertence aos poemas que declamou e menciona com um sorriso “Ah estou-me a recordar de outro que fiz para os enfermeiros”. mas por vezes saltuário e pouco organizado.Treino de escrita . os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. mostrando-se sempre sorridente. Objectivo: . olhar atento. mas hoje já escrevi qualquer coisa”(sic) 273 . Conseguiu escrever algumas quadras mas reafirma “ já não tenho inspiração e ás vezes já nem me lembro de tudo o que escrevi.

Aplicar exercícios de estimulação cognitiva (atenção) . Estes exercícios fazem bem. atenção captável.Utilização da técnica de presença e escuta activa . vamos lá” (sic). discurso fluido e espontâneo. sinto-me melhor. puxam pela cabeça” (sic) 274 .Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . se precisar sei que aqui me ajudam. mas por vezes saltuário e pouco organizado e refere “ …a senhora desculpe. mas não me lembro quanto. O encontrava-se no café da instituição a despedir-se do filho.Estimular o treino da escrita (estimulando a atenção e a memória) Plano: . recente e imediata. mas já tenho muita idade. colaborante. Ao ser convidada para a sessão e após lhe ser recordado o intuito da mesma refere “ sim minha senhora. com cabelo arranjado. postura relaxada. já consegui fazer qualquer coisa. “já fiz estes exercícios não foi? isto é fácil. eu gosto muito de falar. orientada no espaço. Mantém apresentação cuidada. mas às vezes sou muito aérea e perco-me. Manteve-se durante toda a sessão calma. A sua mímica mantém-se adequada Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. e na sua pessoa mas não no tempo. olhar atento.Utilização da técnica de orientação para a realidade Avaliação de Enfermagem: A D. Durante a sessão apresenta um humor tendencialmente eutimico. Sem alteração da senso- percepção. necessita de supervisão nas AVDs “… ainda consigo fazer tudo. quando quiser que eu me cale diga!”(sic) Com alterações na memória antiga.Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . afável e cordial. maquilhada e com uso de adornos. Já estou aqui há algum tempo. mostrando-se sempre sorridente. não me reconheceu mas cumprimenta-me de forma cordial. Em relação à sua capacidade funcional. sinto-me bem aqui…” (sic) Durante a aplicação dos exercícios afirma. O discurso é lógico e coerente. sorridente. VI Sessão Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 40m a 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: .

quando for para vir outra vez chame-me…” ( sic) Exercícios de estimulação cognitiva (VER ANEXO) Resultados: Atenção ERROS Tempo Nº de não assinaladas Nº de falsos positivos 5 minutos 0 0 275 . Aceita participar nas sessões e exercícios seguintes “… muito obrigado pelo seu tempo. gostei muito.

O antes e durante a sessão mostrou uma postura relaxada. Vamos lá a ver se me lembro de algum!”.Treino de atenção Avaliação • A utente apresenta-se tranquila e agradada com a proposta e afirma “…não sei se me lembro. Mantém humor eutimico. os movimentos que executa com as mãos e a sua respiração estão em consonância e acordo entre eles. Com alterações na memória antiga. posteriormente tive conhecimento que escreveu um poema sobre o 25 de Abril para o Jornal da instituição (VER ANEXO) 276 . pode ser? Ainda estou um bocadinho esquecida (SIC) A D. • Flores de Abril. recente e imediata. e na sua pessoa mas não no tempo. Conseguiu escrever uma quadra. olhar atento. esboçando sorrisos. Em relação à mímica. atiradas aos soldados. Sem alteração da senso-percepção. mostrando-se sempre sorridente. Por mãos amigas. Num anseio de Liberdade Nacional Escreve uma quadra do poema e afirma “acho que tinha mais quadras mas já não me lembro.Treino de memória remota . Faço depois outro dia. com sonhos acordados. mas por vezes saltuário e pouco organizado. afável e cordial. O discurso é lógico e coerente. o seu tom de voz. Relativamente ao estado de consciência mantém-se vigíl. Manteve a atenção captável durante todo o exercício.Treino de escrita . orientada no espaço. Exercício IV • Proposto á utente que escreva um poema acerca do 25 de Abril Objectivo: . Mantém apresentação cuidada. acho que tinha muitos poemas do 25 de Abril. vamos lá a ver!” Escreve uma quadra de um dos poemas declamados em anteriores sessões e menciona “disse que era do 25 Abril. discurso fluido e espontâneo.

composta e limpa e com roupa própria adequada á estação do ano. Cabelo arranjado e maquilhada.Aplicação do MMS e teste do relógio Plano: . ao acabar a visita dirigiu-se ao entrevistador referindo: “Desculpe o atraso. Após lhe ser recordado o intuito da sessão refere “…é muito importante para a minha cabeça. a idade também já é muita… ” (sic) Manteve-se durante toda a sessão calma. atenção captável. Apresenta uma apresentação cuidada em relação à sua higiene pessoal e aparência pessoal. sorridente.Utilização da técnica de orientação para a realidade VII Sessão Avaliação de enfermagem: A D.Instituição: CATI Local: Sala de visitas Tempo: 1hora Intervenientes: Enfermeira Cândida André (entrevistadora) e utente Objectivos: . utilizando adornos de forma adequada. eu é que preciso disto. colaborante. 277 .Utilização da técnica de Entrevista em Enfermagem . orientada no espaço. postura relaxada. olhar atento. diz que eu é que estou a ficar maluca. A sua mímica mantém-se adequada Relativamente ao estado de consciência pode-se referir que se apresenta vigíl. veja lá!” (sic).Avaliação breve psicopatológica e as suas repercussões nas AVDs . ando tão esquecida. O encontrava-se no bar da instituição com o filho. e na sua pessoa mas não no tempo. discurso fluido e espontâneo. é aqui que venho falar com a menina? o meu filho vem beber café comigo todos os dias. mas não quer vir aqui comigo.Utilização da técnica de presença e escuta activa .

obrigado pelo seu tempo…” (sic) APLICAÇÃO DE ESCALAS: MMS: 18 Teste do relógio: 7 GAF: 65% Escala de Barthel: 95% 278 . embora não tenha grande inspiração já me consigo lembrar dos que escrevi…” (sic) Ao me despedir. isto faz- me bem. Sem alteração da senso-percepção. mas por vezes saltuário e pouco organizado e afirma “…gosto muito de conversar. consegui escrever. a ver se não fico pior da cabeça. agradeço a sua colaboração e a utente afirma “…eu é que agradeço. Agora até me sinto bem. ainda não perdi o tino todo…” (sic) Com alterações na memória antiga. necessita de supervisão nas AVDs “… felizmente ainda consigo fazer tudo. afável e cordial. Em relação à sua capacidade funcional. gostei muito. mostrando- se sempre sorridente. O discurso é lógico e coerente. mas gosto de estar aqui. nunca estou sozinha…” (sic) Relativamente às sessões refere “… gosto muito de conversar consigo. Durante a entrevista apresenta um humor tendencialmente eutimico. recente e imediata.

ANEXO V –“ Exercícios efectuados – Modelo” 279 .

.: ~ "f".." ..I 27 ~ .ri':- ~..ATENÇÃO !tal .. tt g Data .•J 6z ~>- lD S @ I ü:l ..I ..... Caderno de Actividades .a :::.Atenção FOLHA DE REGISTO TIPO 1 EXERCíCIOS 1 A 51 "~ .

Exercícios de Estimulação ATENÇÃO EXERCíCIO 1 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que procure e assinale o algarismo 2.Doença de Alzheimer . 1 2 5 8 2 8 3 2 6 6 3 6 3 1 3 9 7 o 3 7 1 8 5 3 4 "'l <-fi ~ ~ :1 !t 28 .~ .~ I yrk ..

.Atenção ATENÇÃO EXERCÍCIO 2 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que procure e assinale os algarismos 3 e 5.1. :"' r 8 5 2 6 6 3 6 3 1 5 .~ l lS'" 2: ~ I- U] Q \J' @ I -' UJ a . 1 8 5 3 4 ..~Ii.::J 19 29 m ~ ~ .'·~·i 9 7 5 3 7 ~J . ~ .. 1 2 5 8 2 . (. Caderno de Actividades .

......•. ~ .' .1 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que procure e assinale a letra M.~ s o L I M ~{ ..I ..Doença de Alzheimer . A H Q L s I M A R A E A N M p '7 J] -y ....... ..~ ....~ ..~ 34 I I ~ $i.~_...... . 'ft ~ ...~ ~-..-~ ::H- {iI ~ .....Exercícios de Estimulação ..'... A M A R F ............:~ .0 · . i ATENÇÃO ~ EXERCíCIO 7 ~.

"jj·" i' V> iS z ~>- iD S [3 I s . ATENÇÃO W' !t EXERCíCIO 8 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que procure e assinale as letras A e C A p c u F s o L I c F H c L s c T L u A ~'!~ lll. !l. Caderno de Actividades ..:::....Atenção ~ . E M N z c I. <81 35 .

::. s o L I D t F H Q L s I M A R A E M N A p 6 ~ ~ 00 v @ I ~ . Caderno de Actividades .. Ql 55 .Atenção ATENÇÃO EXERCíCIO 28 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que procure e assinale a palavra MAR. A M A R F \.

e • e ~ e \'. ~ i. i ~ r~ il li ~ . ~ • e ~ ~ e ~ • e e ~ • e e e • e • ~ 40 .Exercícios de Estimulação ATENÇÃO EXERCíCIO 13 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que procure e assinale as bolas. .Doença de Alzheimer .

.... -.............. _ .............Exercícios de Estimulação ........ EXERCÍCIO 21 INSTRUÇÕES: pedir ao seu familiar que procure e assinale as bolas azuis.........Doença de Alzheimer ..... r e e • e e e e e 48 ................. ......_ .. ATENÇÃO .........................

........Atenção . ATENÇÃO EXERCíCIO 22 INSTRUÇÕES: pedir ao seu familiar que procure e assinale as bolas verdes..:J G 49 . • • • • • • • • • e e • o e 6 ~ if) 'Ü \............... Caderno de Actividades ..... • e e ..........r @ ~I Lu o ...........

............••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 0.0 ••••••••••••• ATENÇÃO ...... e • e e • e • • • e • e • • • 50 ..... EXERCíCIO 23 INSTRUÇÕES: pedir ao seu familiar que procure e assinale as bolas vermelhas e os quadrados azuis......Doença de Alzheimer ..Exercícios de Estimulação •.....

-.-. .. :!~'l. --. .-:".- 89 t .. Caderno de Actividades .::.'~-'.._~_:t~~.'..--l.' ..~. g Data O"~ tH.i$ .!. t...Linguagem FOLHA DE REGISTO TIPO 3 EXERCÍCIOS 6 A 1O INGUAGEM LEITURA "'.' 1.

.~ Porta Anel Olho Brinco Tábua Papel 90 ._--. ~. .~..~ . =-' .• Pé Nariz Pá ...=-~~~-_.Doença de Alzheimer ..Exercícios de Estimulação LINGUAGEM EXERCíCIO 6 LEITURA INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que leia as seguintes palavras .~~-_.•. -=--.Bola Olá Pião Tio Dedo Mãe Dente Pai Água Mão Sumo Pêra Maçã Mesa Jogo I' ....

.Linguagem ...::J Q Data..................... ... hJNGUAGEM COMPREENSÃO DE ORDENS '....... Caderno de Actividades . FOLHA DE REGISTO TIPO 2 EXERCíCIOS 1A 5 .... u.........................................~ ~l..... iL ~ 2: ~ üJ o Ij ã UJ I g ............. ................J ......uu... ......'.../ 83 I..

_.__ .uu.Exercícios de Estimulação LINGUAGEM EXERCíCIO 1 COMPREENSÃO DE ORDENS INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que execute as seguintes acções r~~ ~- Abra a boca Toque no cabelo \~ Mostre a mão direita Feche os olhos r· I Toque na perna direita r······················u. 84 .u~ c ! Levante o braço esquerdo L .._.Doença de Alzheimer . _.

.~~".._~. -.... j I . ~ ._._.._.. ~J 86 .Doença de Alzheimer .. :r.~.~ ..__ .. I I Ponha a caneca à direita do lápis . ..~.._...=. I i· . I ! I I Pegue na caneca II 1·········· . -. ! Aponte para o lápis L. ...Exercícios de Estimulação LINGUAGEM EXERCÍCIO 3 COMPREENSÃO DE ORDENS ~~ INSTRUÇÕES: dispor o material em cima da mesa e pedir ao seu familiar que: r'-~--~~---=-~--"~-"--~-'=-~~--~ ... .... ! 1 Aponte para a caneca .· Pegue no lápis . I I I ...... =.. ! Ponha o lápis à esquerda da caneca I L_~__~~~'" __"-"'~_~. ··· Ponha o lápis dentro da caneca ._~~=~~ __.

Linguagem liNGUAGEM COMPREENSÃO DE ORDENS EXERCíCIO 4 INSTRUÇÕES: dispor o material em cima da mesa e pedir ao seu familiar que ~~_'_c"_"_~"_._. "._~_~<~~'~. Aponte o que usamos para comer sopa Aponte o que usamos para ver melhor i Aponte o que usamos para abrir a porta de casa Pegue na colher com a mão direita Pegue nas chaves com a mão esquerda Pegue nos óculos com a mão direita Aponte primeiro para os óculos e depois para as chaves Aponte primeiro para a colher e depois para os óculos Ponha os óculos entre a colher e as chaves 87 . ~~"..<._~~ _.". ~"__ ~. .""_<~_<~" __ <<'''_"~" ~ • _~"~<_. Caderno de Actividades .~."~~ •••• _""_~.~_..

.I. 99 ...PALAVRAS . .. ... FOLHA DE REGISTO TIPO 5 EXERCfClos 14 A 16 .linguagem . .::... I. ILINGUAGEM ESCRITA SOB DITADO . Caderno de Actividades .] 8... Ql Data ..j 8 u j ~ t... § j I I G:: o .

.~ ~ii· ri .Exercícios de Estimulação LINGUAGEM EXERCíCIO 14 ESCRITA INSTRUÇÕES ditar ao seu familiar as seguintes palavras: ] Pé i j Mala t Pão ! Mesa tj ."=_.- Mãe Vaso Tio Faca Pai Andar Avó Pêra Porta Prato Copo Garfo Anel Saca Carta Maçã L.Doença de Alzheimer .~~i:J I' li '~lill .iJr ~{~t 100 ~! I: i/jii .~.~~==~.

Linguagem FOLHA DE REGISTO TIPO ........... 7 ....~ "'·"""""'... ......ft.:e....... EXERCíCIOS 18 A 24 INGUAGEM NOMEAÇÃO \............. 9 Data / / L.... " .....-' 105 I....·""'L"".... ......:J J... 82 -lrl I-- iD 'o <........y oeu I uj a ..."t =:......~~·il~.·.....···. I...'j'\i!4~ Caderno de Actividades .....

Guardanapo Escova de dentes Pente Garfo Colher Lâmina de barbear 106 .Doença de Alzheimer . Chave Copo Relógio Faca .Exercícios de Estimulação liNGUAGEM EXERCíCIO 1B NOMEAÇÃO INSTRUÇÕES colocar os seguintes objectos em cima da mesa e pedir ao seu familiar que diga como se chamam.

"'....= .."...........•~..... .......=~=......~ ~a ~~ 110 I ................_.... ~"..' ~ •.......~.•......""""" ........."""............................~_ :"....."...........................~* ~ ~I'............•..........•• ." ..-.... Onde se compram as flores? Onde se compra a carne? Onde se compra o peixe? Onde se compra o café? Onde se compra o arroz? I • Onde se compra a roupa? Onde se compram os jornais? Onde se compram os sapatos? " •......~...~ ...............Exercícios de Estimulação .~~ .....""-"~~......... ~ i ...".... LINGUAGEM EXERCíCIO 22 NOMEAÇÃO INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que responda às seguintes perguntas Onde se compra o pão? Onde se compram os medicamentos? ( .. .1: ...•• - ....••• ..•.......... "".~ 1........ -' ..... .....~-' VI .. ~"....... Doença de Alzheimer .~...""=. ..........."..........•• ...'............. lir ......'" -"'" .... ...................

. 113 .. hJNGUAGEM EVOCAÇÃO CATEGORIAL Data ../ / .. Caderno de Actividades ....linguagem FOLHA DE REGISTO TIPO 8 EXERCíCIOS 25 A 39 .

.Exercícios de Estimulação ............Doença de Alzheimer ......... ~'........... 114 ..................... liNGUAGEM EXERCíCIO 25 EVOCAÇÃO CATEGORIAL INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que escreva 4 nomes de animais e 4 nomes de alimentos.........................

.~R ..... ~".. ----...Linguagem LINGUAGEM ...F" ~~..] 'o Ij @ I G:l iltl... ~~\ .. 115 ~L~' ~..1"·' ... ~..'. Q ~é.. Caderno de Actividades .:::. EVOCAÇÃO CATEGORIAL EXERCíCIO 26 pedir ao seu familiar que escreva 4 nomes de pessoas e 4 nomes de cores._------ '" \S U z -iu I- t. .. lf't -. o .....

.. " 9 . bJNGUAGEM VOCABULÁRIO E LÉxICO Data . EXERCíCIos 40 A 60 .linguagem FOLHA DE REGISTO TIPO .uu/ 129 .1 .. Caderno de Actividades ...

.."":a" ....· ................~..... L ......... fi........ .. ·········..Doença de Alzheimer ... O ·1··· ! ···········································1·········· ...r ...·.....· ..~ r!f......... m .... MA GA TANG RINA I ABA AXI ANA ÁS ~..............Exercícios de Estimulação .......... il....t{f-... I......... M çà I LI RO LÁ IS LA _ ANJA I .I +~ ~l ..............···········...... ~ ~~o o. .....Íi~ f '1\ I: ~I ·1 ............ I ... '....~...... 130 ~ :.....· .~: ··7~ I I Jj} aü "...... ... ........ L c _ REJA L ÃO AN S VA A II ............ .~ ~:- ............{ VA NÊS ERA AM DCA PÊ SEGO ~.....~..~l' :S~... LINGUAGEM EXERcíCIO 40 VOCABULÁRIO E LÉxICO INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que complete as seguintes palavras: I G TO PÊ A c O SA \'..................

Doença de Alzheimer .Exercícios de Estimulação LINGUAGEM EXERCíCIO 44 VOCABULÁRIO E LÉxICO INSTRUÇÔES pedir ao seu familiar que diga para que servem os seguintes objectos: Sofá : Mesa Cobertor Guarda-sol Almofada Chaves 134 .

.Linguagem FOLHA ..r .1.~ '.. '" l5 z ~ u:: ~: 'O lJ' §} § u I ~ UJ o ~ . Caderno de Actividades ..::. ~ <9 Data.. r. EXERCíCIos 11 A 13 INGUAGEM ESCRITA POR CÓPIA . 1f.. lF 95 i l .V:-. . " DE REGISTO TIPO 4 ..J J..

.Exercícios de Estimulação LINGUAGEM . EXERCÍCIO 11 ESCRITA INSTRUÇÕES: pedir ao seu familiar que copie as seguintes palavras: Rir _ Dia _ Rio _ Mau _ Céu _ Era _ Anel _ Casa _ ~esa _ Rita _ Doce _ Azul _ Erva _ Carna _ 96 . " ~ ..Doença de Alzheimer ....

.~ _-~~~-._.~_ -~~...~"""~~...::...... 1 Raquel i !i Sofá _ ~ I João _ I ~ ! 11aré _ II Sertã _ I ! Monte _ I Ij Casaco _ ! I ~ Mariana _ it t l Bonito _ ~ I'.... ." .-_._ _.~ •.~_~...._~ •. fi...•.-~-~.-~-""-~·~···..! irl'.••..:..••• ... LINGUAGEM ESCRITA EXERCíCIO 12 INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que copie as seguintes palavras: .=..c.."........ '....._.1 1 Relógio _ ~- lJ'.... .':'~.-"t ._ _~-_..=_~ ~" _""'"-"--...•••.." '. ~. ......~."'.l ~'i..••.. .--'--.-~.. _ . r.linguagem .... ""'•••. 1í1 ' 97 ~l fi ~.o...- 1~ . "".=~~ U' v> \S z itl' L U -ur I- '"lU !!it 'Ü v ir'..· f~ '.'_'~ ~. Canteiro _ 1 i ..-. ~-:o .. iJ "'- H~ ~~- ..-__ '-~_.~.. ......_. Doçura _ I I ~" !l It' : Cardeal _ J i I § '.•••"'~"'__ ...- 1ií. m Õ lU I G:l Ir íf} Q . Caderno de Actividades .. 9 "'1 ~.... l Sorriso _ l "[' -~'t ~....

- 'C... Caderno de Actividades .!-~ .Gnosias FOLHA DE REGISTO TIPO 10 EXERCíCIos 1 A 49 NOSIAS RECONHECIMENTO VISUAL RECONHECIMENTO AUDITIVO RECONHECIMENTO TÁCTIL 6z .JJ n ~. t ti..3: ..~ . clL".ir.. f " 155 lO' ' ~~ iil ~I ~i ijj \i~ ".. ~ UJ f)'~..-:0"_...:J Q Data . o . >- ~ UJ O >t @ ~f 3..

- l~ ":: . f' ~'./ Relógio t' .-:. r ./COpO ./ Colher . oepcs . Doença de Alzheimer ./ Pente . .. INSTRUÇÕES dispor em cima da mesa os objectos e pedir ao seu familiar que assinale o copo.../ Caneta ( }: ...:'..' o pente e assun sucessivamente L· . ~ . 156 ./ Lápis t .Exercícios de Estimulação GNOSIAS RECONHECIMENTO VISUAL .

Exercícios de Estimulação .. cepois o pato e assim sucessivamente... .. ..... \ 162 ..Doença de Alzheimer . GNOSIAS [XI HCICIO 7 RECONHECIMENTO VISUAL INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que assinale a borboleta..

...........- V> '-' 2 u w V1 '"' o v Õ ur ~i UJ o ..............:J QJ 163 ... Caderno de Actividades ... ..Gnosias GNOSIAS .................... RECONHECIMENTO VISUAL EXERCíCIO 8 INSTRUÇÕES: pedir ao seu familiar que assinale a tartaruga.. depois o papagaio e assim sucessivamente.............

<: u Z u w >- tJ o v ã º ~ º 165 .Gnosias GNOSIAS RECONHECIMENTO VISUAL EXERCíCIO 1O INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que assinale o vermelho. Caderno de Actividades . depois o branco e assim sucessivamente.

-'-'-" ..._.' __ ._.......• •...~~ Som de despertador I Amarrotar papel i ~ Abanar com as moedas na mão Bater com a colher no prato J ......o '"."..".~ __ ' .....'''''''"'''''"''_''"'''''''''''..Gnosias GNOSIAS RECONHECIMENTO AUDITIVO EXERCíCIO 46 INSTRUÇÕES: executar os seguintes sons e pedir ao seu familiar que os identifique ~ "~ I "~~ 0..""'_.""""'..~.. .::.~ . g 201 .1 ~ Bater palmas .. . "-.""~. 8z ~t- '" UJ 00 \J' i5 UJ I ~ UJ o ....."j! .. Caderno de Actividades . ••••..... •••. .""~."-.. .• c~ .'l Bater com a mão na mesa i._ ...

..·f . :-.': ..o~ :_._...'... 29 .~ .. ·············+ .ajUpa:· Sozinho Com ajuda ·1···· I ... ~f ~ ~ ..· ..•.! -.......· .·· .+.+ .. . · .. I..! I· .• º @ Data .... ..... ···...-..1 .!..···..... ...- '<t... ·········· ...........'..... +com.... So...' . ro.... . . ···.Memória FOLHA DE REGISTO TIPO 11 .1 ...I\MEMORIA MEMÓRIA IMEDIATA . '--... ... ... :"1.. ......~ r •'... Caderno de Actividades ..··í··· ..· 5z ~ '" o"'"J 5 '" ~ ..Zinhb' ...t:..· .. ·· . 1 ·1· ... ~ '.··· ... •·· ..

. J -MEMÓRIA .............................INSTRUÇÕES ler as seguinteS palavras ao seu familiar e pedir-lhe que as soletre........... ~ .............. ..... Porta ~ !................ primeiro pela ordem (correcta e depois invertendo a ordem Pá M-ó Rio Sol Sala Copo Festa .... Caderno de Actividades ............... ........... ~ Pincel Casaco (' u Z u 1= '" o v 5 '" ur Q ~ 9 31 ...'... MEMÓRIA IMEDIATA :.. ..........Memória ........ ..........

.:...l'2..:~ ::...-.L~.OBJECTOS' I JTentativa . ...:.:.: .·c:: •• •• ..:::: -:. ...~·~:-.:.alentativ~'·.-:.~... ~..• t...: :...:.....'..:.. t . :. ••.3..'..L:.•..: : : ~ ' ~ ·~.a:TeFitaliVá I {.:.::~...Memória FOlHA DE REGISTO TIPO 12 Ex:r:crc~r.. I.a'TentátívdJ sa Temativa .:~.:. ~.. .~~." . MEMÓRIA RECENTE .::.l. ~ I '( J Z ~ -ss V v iS :Jj s (1 Data 1 J 33 . Caderno de Actividades ..{ ..' : t.

~-..~.~..·.=~.....=o.-.:::...:.-_j 34 ..._=...•.... MEMÓRIA RECENTE INSTRUÇÕES: mostrar os seguintes objectos ao seu familiar e pedir-lhe que os memorize....:':.....::~C~()~:·~~-~ 1-·' :. .:.-~~~ ....... MEMÓRIA tXERCfc!c= ." -.i.. :. _~~~~ rr~·i.eo=-.·~::···:~ ~. ..~~~~i~~~.=~-=--'--... ~~~_.=...."'-_-=..-' c~u..:"..é- Bela ~ ? ~~~---=-~--.-......~.2:'.=-==---. .. •-"..._ .""""'"-=-:::~-=~~"...._..:::.-.:5..•"""="'---~~-=-~_~=-=~~=..: "'-..~··~_. .··_:·····~_···.Doença de-Alzheirner ...••.. '....-r~~ r--:··.~. .<.."íci~!~ Maçã.:-~i Folha de papel Candeeiro i......=:. ~ r ~~= -.-=-=-=-..."..Exercícios de Estimulação .." Ó...•...=.o...·.--......~_~._··~):~~êl~~.•-. -""-.eta-~~-·-i "_._... f~-~~:::~~~L -1 Clip .~ __ ==--=-.-:. ... I Lápis ...~--.-~~.. h-~..o=.-'..=....'-~..:...."" -...~....·_----~-------~·_·~--.....~~... • • ~ t Carro Boneca L. I.·Wl I ~~. ..

".... . ..=~~ Panela Colher Pasta de dentes -E~ercicio'-3 Envelope Laranja Palito '-Ex:ercicio _4 Lápis Alfinete Relógio '"<LJ Z U ~ ~ o LJ Õ ~ w Q :J G 35 ..:.."o=... ':".=-.~~=.... Caderno de Actividades .......=.Memória MEM6RIA MEMÓR!A RECENTE '•..." <> !NSTRUÇÕES:mostrar os seguintes objectos ao seu familiar e pedir-lhe que os memorize ---'1i1íercíeio Chaves Óculos Caneca L."..==-<...._-_•......

7.:~~~~~~'~:~.r' I -I ~I J ~ I < u Z u ..:.. ~ . Caderno de Actividades ..·.Memória FOlHA DE REGISTO TiPO 13 -~-- "-.. (l I :! 39 .'. :-. . . .~' .:" '. ~:~ 1·· . ~~ I - :. ""A I a Tentativa .J~EMÓRIA MEMÓRIA RECENTE .....····· .t •.IMAGENS ... :ir:~.:. '. e..~~~:~i~~.: Tentativa .l.::::?~~~~~I~~ ~:t:~.. sa ·.~ ~ LU ov- ãeu I I ci ~ 3 1 ~ Data 1 J . . .. '-'. t .

-=>~.....Doença de Alzheimer ... MEMÓRIA RECENTe INSTRUÇÕES pedir ao seu familiar que tente memorizar o seguinte desenho e reproduzi-lo abaixo. .Exercícios de Estimulação . 42 . . ... MEMÓRIA t::<::~.

. J '" ! Caderno de Actividades ... 4i .Memória / MEMÓRIA MEMÓRIA RECENTE E.:íco 10 ~~RUÇÕES:mostrar a seguinte imagem ao seu familiar e pedir-lhe que a memorize.:".

_ ..._.._ _ ._ .Doença de Alzheimer .._-_ _ .Exercícios de Estimulação _ _ __ ~.. - MEMÓRIA EXERCíCIO ~) MEMÓRIA RECENTE INSTRUÇÕES: mostrar a seguinte imagem ao seu familiar e pedir-lhe que a memorize 4( .._-_ _.

····························1 I f:: ..: i~( I ... MEMÓRIA RECENTE . ......u G lY 6~ ~ Q ::. ~~. ~~./ Caderno de Actividades -!vI.J ~ .. éÍTentativa .......a Tentativa...2.l·Tenrativa' 3.' K ~~!7 i: t~' w:~. 9 Data J J .:.....'~'" I:.......<.s· .' 1. a Tentativa J i .. ·f! r I I1 .... 4.. 43 .PALAVRAS ~". g..emória f lt:: ~:~ FOLHA DE REGISTO TIPO ·~~d":C~'=~"'..a Tentativa. 5...J I ~: t ~...::-~ 14 I ~: fMiEMÓRIA ~- ifY ~..

. _ Doença de Alzheimer .=-_-:"o=. o.. -=-"... • o" •.~.....•.-..._--. Exercício ·1 Laranja Casaco .•.=.~ ...:' .o'.... ...:..__ ."00' " . ._~ Exercício 3 Casa Sapato --'~---~=-.. .:.. Exercício 5 Canção Menino 44 .....~..•.••• __ ~o~_""' __ ' ••• .•....'.:.~. •... __ ". __.• .. .••• ~ ••••.....=::c:= ••••.. ." ' __ ~'.•....--=o:-:.. 0 . -.". Exercício :2 Chupeta Anel _-'".. _.--...-.•..>.~ _....•.:-=-~. __""._.. =...::..... _'_ ..: Exercício 4 Sol Marinheiro . • .-_..... .::- MEMÓRIA RECENTE INSTRUÇÕES dizer calmamente as seguintes palavras ao seu familiar e pedir-lhe que as memorize. de Estimulação MEMÓRIA _\.~~'-'•••~". .. -._ •• ~ __ .:._'_ "L._..."..~ __ . -:-_. __ -....__._. ' ._..=c:=-'.•."-~_.'~"'_ •••• _ .Exercícios ."'. ••• ~..--'-~~•.~:••..-.:.

.-"----' ."..-'.••..-~: I Noite Casa Lápis c ----" --- ---- ...----._-._.._..- I "'--'" . I . Exercício 4 _ ~-~".\.§.. --- ~/.n"~"<~"'="""'~'<"-"----'-'~". . .~~._" . Azul j 1 ~ "'._-_.---...--------" •.~. ". --.. r e ped' If-\he que as memorrze . 45 9 \ \ .. MEMÓRIA ~: <":::< MEMÓRIA RECENTE I ~f ~RUÇOE. ~.'4:':...e.--_---....-.•.~----~"' ..-~.'~ ."-- .~.•-.~. .."---.~.---~---': :f: [~~t~ ~$(:'..~.._-~...:": Marchar .. Lobo Casa Terra ~L . -_.. ov Aviador t 3 '" Molhado o ::.--~"...-_. -...-"~.-.-.Memória I J~ Ir: ... L .~-..._"_- _ _"..~-~._~-~•..•.~ ..~.-~--. ~~·' Caderno de Actividades . ••• ....~...---..=. ..-".. pa \'avras ao seu f amlla .-' Exercicio 3 Sol -0"'---" .-_...~-=-< l ~'__ ..""---.-.-~_'-•..~· .._-\ E~ercíciol _ .-~ ....._-.S d'lzerca\mamenle as seguintes .-_."" '~-" .. ~ .-. Máquina Chapéu Ili ..... ...~<'--'-..-.~.---."--. ----.._--.._.-...~--. --.------...- Bxercício 5 ~'J ~ u 1 Z v c. Lâmpada Chuva ~ª -~ -."-----•• i!J Exercício 2 "----_-. (:. -..'-. _--~~.--.----_ ..-.-..@.._~~_ ._-----_."~ ....

.~:L~rn1JroU~se ... .. ur ou 6tu ~ Q .'.::_. .: :.~ .:.. . . .:. '..Memória FOLHA DE REGISTO TIPO 18 . <~: -: E\_~:R._::.J 9 61 . " - -.- : ~:.:. _u_1 -~ i -------------1 .. -.. Caderno de Actividades ..::. com ajuda .:..: !~. : .-:-.:: -. :. ..c~C~~):-.·-l~mbroU...M1EMÓRIA MEMÓRIA REMOTA . .-..sesemdjud:a.~. ..: ~ ~ ..

:~ .. . filhos e netos...... o meu nome é _ o meu pai chama-se _ A minha mãe chama-se _ Os meus irmãos chamam-se _ O meu esposo/a chama-se _ Os meus filhos chamam-se _ Os meus netos chamam-se _ Outros familiares _ . _ _ ..~} MEMÓRIA REMOTA INSTRUÇÕES: explicar ao seu familiar que vão fazer um exercício sobre a sua família. Pedir-lhe que indique os nomes dos seus pais. ..::~.Exercícios de Estimulação .. MEMÓRIA ~'':ó....-. 62 .. esposo(a)..:~.... Irmãos.. """'" - k!-~ Doença de Alzheirner ..- EXE~:(-). .

.~.~ . I.~ ~L:':"""':C'.() 28 MEMÓRIA REMOTA INSTRUÇÕES:pedir ao seu familiar que descreva um acontecimento pessoa! antigo '-.~.. Descrever o dia do casamento .~ifll..fll.. 64 .-.~~i.~x.Y~.~:fc..~..?...~.~r.? .~... [)()~~.1a..: . MEMÓRIA ·.~~~-'\.z:..~e.E~.~r~í~i()s..·::·:.'.

t: 0"> .:!!~ Doença de Alzheimer ... _ ... dias................:'·-:·c::c~ 30 MEMÓRIA REMOTA INSTRUÇÕES dizer ao seu familiar que vão realizar um exercício sobre a distribuição do tempo em horas. -.... meses........---llkSiBI .. Quantos dias tem uma semana? Quais são? Quantos meses tem um ano? Quais são? Quantas estações tem um ano? Quai-s são? Quantos dias tem um ano? Quantos dias tem um mês? Quantas horas tem um dia? Quantos minutos tem uma hora? Quantos segundos tem um minuto? 66 ... etc....... MEMÓRIA ...... .--..Exercícios de Estimulação .......

de que se destaCou e que caraClerísticas recorda dela À. s o J 9 71 I ~§ ~~ j .n ~1 ~A " w o'j Õ '. Caderno de Actividades .má\ia RoÔ.•~ w :.cecca de sconheCldas..Memória MEMÓRIA EXERC{C~.je diferentes âmbitoS Perguntar-lhe quem foVé cada uma dessas pessoas.~.~ 1 :~ J 'j J . R'CN\o\ r. ÇÕES: começar por explicar ao seu familiar que váo fazer um exercíuo de memóc'a e.~).1\6R\1\.ügues Beatriz Costa João.Paulo II Fernando Pessoa Vasco Santana Salazar Eusébio I ~I "-fi ti .~ ::'-~ ~tJ:.

...... J:1..:. . .~(.:.Praxias FOLHA DE REGISTO TIPO 20 E>5ZCÇCH_~ ••.: .:j-~ .•..~ ··············_··1 s Data ·:.. :.: .:. f~ i: ~ t ... _ ............•.. ~ 'j f~=::::::I_···· ..~ f j ..... :. 83 .. Caderno de Actividades ... ....• 2""~ CÓPIA DE DESfNHOS ·~Sbtihh6 Com ajuda ..

Exercícios de...i~: r . Estimulação PRAXIAS E:<~:... ::. ~ •••.-.--~--~- Doença de Alzheimer .~~ CÓPlA DE DESENHOS INSTRUÇÕES:pedir ao seu familiar que copie o seguinte desenho I 84 .

.'. _? CÓPIA DE DESENHOS pedir ao seu familiar que copie o seguínte desenho / / / _ . i 1... I > ~~... .Praxias Fi :.~ ~ o lf S ~t 1 '"C J ~I 9 85 ........... i g t': PRAXIAS ?::-t...~-:::-:... ... I 1 1 . ...~ i[l ':~- :i~ :( 'iJ u 1~ ~i 2' ~ ..J r~ ~~. •.~.. .. ~<...... ~...........: . ":7: Caderno de Actividades .~ i • I I I I J j ~ J ~ I .

.. ...~ :~1 e .j :~ 1 I '. i- . ~ ' ~ 5 . ':J! '&j ..Praxias t / ~~-: PRAXlAS .::. 1 -.. ~ !l"i ~ j .~ ~I :. '~ g -j 89 I ... t '~.{ .. .4 . 1 : :. ~-:'::: --.[ :~I' ~ ~ ] ! 1 1 t '! :~. "-:' -'"' CÓPIA DE DESENHOS pedir ao s-eufamiliar 'que copie o seguinte desenllo '''. '" 0 . Caderno.de Actividades . ~~ i j ~ .-./'. 'J :~1 1 1 I -~ A 's .

:.~ ·i 109 'J -:J .~ [) :'j ~ ::J ... 9 Data .: .} j ~ ...Com ajuda I I ~~-.~UNÇÕESEXECUTIVAS SEMELHANÇAS DIFERENÇ-AS SEQUÊNCl.AS DE AcçÃo SEQUÊNCIAS LÓGICAS Sozinho . Caderno de Actividades .:..~.Funções Executivas FOlHA DE -REGISTO TIPO 21 tXr-l~<:::. .:8 r ::1 ~ -I . 1i .~ ~ :_.

Burro Banana . _.:. Camisa ...~...Exercícios de Estimulação .-~~!C>C~ SE-MELHANÇAS INSTRUÇÕES perguntar ao seu familiar o que têm em comum os seguintes pares de palavras ~~ .:~ j .. "=il' \ Doença de Alzheimer .Amarelo .. t 110 .~ :~ ":f '.! :~ ::3 i .~ '''~if..Cenoura 1 ...Laranja Rosa .~ Azul ... . . FUNÇÕES EXECUTIVAS =~:"'""'...j ! ..s ':rj }~ ...':.I :-~ I ... .~ 'i:'f.Malmequer Batata ....Calças 1 Cavalo ...

Carvalho ..Carro Cereja ... fUNÇÕES EXECUTIVAS t)::::i~:.....Tesoura .-.. r l'.....Moeda .':.....: O l) Q L::' ~ :J Q III ................ ................. ......' "'( "" v . Banco ........... Faca ..Joaquim .... -~ .... Z ~ ..Garfo Nota -................ Bicicleta ... ........... perguntar ao seu familiar o que têm em comum os seguintes pares de palavras Colher .............Lápis ... ..Limão .: SEMELHANÇAS .. Couve ......... ........ .-.Funções Executivas ..Nabo ............ Manuel ....... Caneta ..Pereira .............. .. .... Caderno de Actividades .......Cadeira ...

ANEXO VI – “ Leituras mais importantes” 340 .

pois se nós estamos a observar o doente. Ora. Explica como a linguagem não verbal pode afectar a relação enfermeiro/doente e como isso se pode traduzir em práticas erradas. das quais realizei uma reflexão pessoal sobre cada um. de modo a melhor cuidar. De seguida. Então. Por outro lado o enfermeiro deve estar atento à linguagem não verbal do doente. realizei leituras de um conjunto de documentos. 341 . se desenvolvermos a comunicação e as suas técnicas. Este artigo alertou-me mais uma vez para as expressões que fazemos. Com a análise e crítica dos mesmos procuro um crescimento profissional e pessoal. pois essa pode ser mal interpretada pelos utentes e provocar mal entendidos e novas situações de crise. inevitavelmente também estamos a ser observados. a postura que adoptamos. Considero este artigo importante porque valoriza um aspecto que muitas vezes é descurado pelos enfermeiros. tendo em conta a sua cultura. Se o enfermeiro estiver desperto para os “pequenos sinais “ que o doente transmite poderá prestar cuidados com mais eficácia e comunicar correctamente com o doente. Na relação de ajuda a comunicação verbal é tão importante como a não verbal pois ambas têm que ser coerentes e adequadas. para estabelecermos correctamente uma relação de ajuda devemos ser coerentes e verdadeiros. dando uma maior sustentabilidade ao projecto de intervenção que me propus realizar. logo devemos ter em atenção a nossa linguagem não verbal. Se a nossa linguagem não verbal não for coerente com a verbal pode provocar no utente um sentimento de “falta de interesse” por parte da Enfermeira.REFLEXÃO DAS MINHAS LEITURAS De forma a enriquecer e a melhorar o meu conhecimento acerca da área de Geriatria e demências. conseguiremos estabelecer correctamente a relação de ajuda. passo a analisar a pesquisa efectuada durante a consecução do projecto acima referido: OS MEUS ARTIGOS FAVORITOS “Comunicação não verbal com doentes” A comunicação não verbal é um aspecto que considero muito importante ao estabelecer uma relação com o outro. ou um sentimento de desconfiança.

pois considero que este é um bom guia para nos ajudar na abordagem ao indivíduo doente e não só ao afecto de doença mental. relação de ajuda e validação (PHANEUF. assumiu-se para mim como a “bandeira” para a realização deste projecto. de Enfermeira para Enfermeiros. Esta comunicação tornou-se no meu estandarte porque.Comunicação. Ajudou-me a tomar consciência dos meus erros e consequentemente a crescer como Enfermeira e como pessoa. entrevista. É um alerta para o sentimento geral de “ isto não me acontece a mim” para a reflexão “ afinal não acontece só aos outros”. Mostra-nos através de alguns exemplos muito práticos a forma de agir. É a teoria aplicável á prática. mostra e clarifica a natureza dos cuidados de Enfermagem e a relação enfermeiro – doente. mostrou-me que é possível cuidar destes utentes no domicílio. Orienta-nos e faz-nos reflectir acerca da nossa postura. se existir os apoios necessários e sem perder o que mais tememos – a nossa identidade. 2006) Considero este livro interessante na medida em que nos revela os aspectos relacionais da nossa prática. Toda a reflexão descrita é tão real e verdadeira. 2005) Comprei o livro de PHANEUF (Comunicação. Transmite-nos com clareza todas as fases da doença de Alzheimer. OS MEUS LIVROS PREFERIDOS E SUA ANÁLISE . reflecte sobre toda esta problemática no seio das famílias e na nossa cultura. Ou seja. “ Comunicação de Francisca Távora” Este artigo. Embora o estudo se passe num hospital de 342 . entrevista relação de ajuda e validação). na linguagem verbal e não verbal. nas formas de abordagem ao doente e nas técnicas de entrevista. mas mais importante ainda. Faz-nos compreender a relação de ajuda numa linguagem simples e acessível. retirado da associação Portuguesa de familiares e Amigos de doentes de Alzheimer.A relação Enfermeiro-doente como intervenção terapêutica (LOPES. . ao ser retratado por um cuidador/familiar. É para mim um livro completo e indispensável para todos os Enfermeiros e não só os de Saúde Mental. Este livro tornou-se num “fio condutor” para a minha aprendizagem e principalmente para a minha prática. como só um cuidador poderia transmitir.

. cognitivas e espirituais decorrentes do envelhecimento. Permitiu-me perceber a relação que temos com o doente e as suas diferenças e condicionantes. explorando as mudanças físicas. Acredito que ao tomarmos consciência dessas diferenças e condicionantes poderemos prestar cuidados com mais qualidade. como “estar”. Esta aprendizagem e esta aquisição de competências tendo em conta a relação de ajuda. Ajudou-me a não esquecer que apesar de ir desenvolver um programa específico. considerei importante melhorar as minhas bases no atendimento ao idoso. mas que inevitavelmente fazemos na nossa prática diária. Este relembra-me como “ser”. como também a ter consciência de todas as necessidades intrínsecas ao trabalho com idosos. 343 .Enfermagem Gerontológica (Charlotte Eliopoulos. As intervenções autónomas que não enumeramos. pois ao desenvolve-lo num Centro de acolhimento á terceira idade. Estas bases ajudaram-me. por outro lado crescemos inevitavelmente como pessoas e como profissionais. Mas como podemos demonstrar essas competências aos outros se muitas vezes não temos consciência delas? Este livro permitiu-me tomar consciência das nossas competências e enumerá-las (para mim e para os outros). Na maioria das vezes não as denominamos nem as explicamos aos outros. permite-nos efectuar essa “ajuda” que sempre demos mas de uma forma consciente e consistente. este livro desenvolve os fundamentos da enfermagem Gerontológica. 2001) Este livro surgiu como sustentáculo ao meu projecto de intervenção. Se por um lado conseguimos ajudar o Outro de forma mais adequada. Como tal. não só a sustentar o meu enquadramento teórico. de todos os dias. Comportamentos que por vezes adoptamos mas não nomeamos. porque “fazer”. Toda a riqueza deste livro está neste excerto de prática. pois vamos fazê-lo de uma forma mais consciente.dia de oncologia as competências evidenciadas estão na nossa prática em todo o lado. como “dizer”. isso não implica esquecer a pessoa. sociais. Logo este livro ajudou-me a prestar cuidados ao utente de forma personalizada e como um todo.

o tratamento e a perspectiva dos médicos de família. o conceito de demência. a avaliação do doente com suspeita de síndrome demencial. aos meus olhos ficou incompleta. na altura em que foi realizado. Pinto Marques. Psiquiatria e Centros de Saúde da área de Setúbal Este Encontro. VI Encontro de Neurologia – “Demências” Data: Fevereiro 2010 Local: Pousada de Palmela Prelectores: Paulo Santos. Miguel Rodrigues. Iria Palma. Pois na prática só em conjunto se consegue resultados mais eficazes. No tratamento teria sido pertinente apresentar também as terapêuticas e intervenções co-adjuvantes e não só a medicamentosa. Embora tenha sido uma abordagem da demência interessante. ajudou-me a concretizar e finalizar o meu projecto. 344 . assisti no inicio do estágio a uma acção de formação cujo tema se encontra ligado directamente com o objectivo geral do meu ensino clínico. o diagnóstico diferencial. Toda esta perspectiva da mesma doença auxiliou- me a estruturar a minha intervenção. pois colocou de uma forma estruturada. Cláudia Soares Destinatários: Técnicos de saúde do serviço de Neurologia. talvez porque tenha sido apresentado sob um modelo demasiado biomédico. ACÇÕES DE FORMAÇÃO De modo a alargar as minhas experiências de aprendizagem pessoais e profissionais. Rui Guerreiro.

ANEXO VII – “Formação realizada às ajudantes de lar” 345 .

CENTRO DE ACOLHIMENTO DE TERCEIRA IDADE (CATI) A INSTITUIÇÃO E A SUA RELAÇÃO COM O DOENTE COM DEMÊNCIA Setúbal Cândida André 2010 .

o que definia nos primórdios da nossa era o processo demencial como uma “privação de inteligência”. No final do sec XIX com o contributo de alguns neuropatologistas-psiquiatras como Alzheimer. Nissl e Brodmann associaram algumas alterações histológicas do cérebro ao processo demencial. ( Venâncio et al.2004) . Ficou assim decisivo o conceito de demência anexado á senilidade. Pick.Demência deriva do latim de (privado) e mens (inteligência).

Á medida que a doença progride surgem cada vez mais alterações nas actividades de vida diária. também este terá evoluído. progredindo até uma incapacidade de funcionamento da pessoa.Como a maioria dos conceitos. observa-se um consenso na maioria dos conceitos: “Demência é uma síndrome caracterizada pelo declínio progressivo das funções cognitivas. Hoje... suficientemente importante para interferir nas atividades sociais e ocupacionais do indivíduo” (ABREU et al 2005. p2). Tais como: uma perda marcante da memória. É uma doença degenerativa e os seus sintomas implicam uma deterioração gradual das faculdades cognitivas. (Comissão Europeia e Alzheimer Europe.1999) . alterações de comportamento evidentes e um aumento da dependência do indivíduo.

embaraçadas e deprimidas com estas mudanças) . ou ainda em se mover em edifícios com os quais o doente estava familiarizado (desorientação no espaço) -Dificuldade em tomar decisões.Dificuldade em encontrar as palavras ( muitas pessoas ficam assustadas.Principais sintomas: 1º fase -Perda de memória para acontecimentos recentes e nomes de pessoas -Dificuldade em recordar datas ( desorientação no tempo) -Dificuldade em encontrar o caminho para casa. -Diminuição do interesse pelo trabalho ou passatempos(perda de iniciativa) .

2º fase: -Lapsos de memória significativos -Mais confuso -Diminuição da autonomia ( higiene. que o não são (delírios ) .A acreditar em coisas como reais. limpeza da casa. vestir. tratamento de roupas) -Agravamento dos problemas de linguagem -Vaguear (perde-se facilmente) -Ver coisas que não existem ( alucinações) .

a amigos e família -Dificuldade em se movimentar ( acamado ??) -Incapacidade de utilizar ou de perceber as palavras .mesmo com ajuda -Incapacidade para se reconhecer a si próprio.incontinência .3º fase: -Aumento da dependência. -Dificuldade em se alimentar.

que lhe está a chamar mãe a si? E o que vem a ser um centro de dia? “A doença de Alzheimer afecta não só o doente. Alguém entra no quarto com uma chávena de chá. bom-dia.” COMISSÃO EUROPEIA E ALZHEIMER EUROPE. que têm pele lisa e jovem. É muito confuso.” Mas se só tem uma filha. e ela tem só 17 anos. que não são nada parecidas com as suas mãos. Mas essas mãos parecem estar presas aos seus braços. quem é esta mulher com mais de 50. 1999 . e diz: “ mãe.IMAGINE QUE: acaba de acordar num quarto que não conhece. É o seu dia de ir ao centro de dia. Olha para a colcha e vê mãos engelhadas e cheias de manchas.feira. mas todo o núcleo familiar. Hoje é quarta .

amado e em contacto com a realidade seja o seu meio. INSTITUIÇÃO Embora o melhor local para o doente se sentir seguro. surge uma altura em que as complicações médicas e psiquiátricas levam á necessidade de um internamento numa instituição Qual a melhor a forma de cuidar do doente com demência ? .

Como Lidar com os problemas de memória? • Manter uma atitude positiva ( fomentar a tranquilidade) • Não se ofenda com o comportamento • Evite chamar demasiado á atenção para erros e problemas •Recorde-lhe algumas coisas e utilize sinais ou recados escritos Como evitar problemas? • Adapte as coisas na instituição e evite fazer mudanças desnecessárias • Fomente rotinas • Aumente a sua formação .

• Evitar chamar demasiado a atenção para os defeitos. Como tornar mais fácil a comunicação: • Tentar ter uma atitude positiva. • Colocar-se de frente para a pessoa. curtas e com clareza) • Assegurar-se de que não existem problemas físicos que afectem a comunicação • Utilizar uma mensagem de cada vez • Completar a comunicação verbal com a comunicação não verbal . • Adaptar o seu estilo de linguagem e o seu tom de voz( frases simples. • Tentar compreender o sentimento que exprime. • Dar-lhe o seu apoio.

ampulheta. Como lidar com a desorientação: • Transmitir segurança. depois da máquina terminar) . • Adaptar o espaço á pessoa com demência e depois evitar alterações • Tentar que a pessoa perceba o tempo através de: . • Estabelecer rotinas.dia (Ex.Associar as horas a uma refeição ( Ex. depois de lavarem o chão.depois do café) . letreiros e fotos nos armários. sinais nas portas.utilizar objectos ou rotinas do dia-a.

pintar as unhas. Lidar com a prestação de cuidados: Higiene: • Respeite a privacidade e dignidade da pessoa • Preste assistência sem privar a independência da pessoa • Transmita-lhe segurança ( Sobre a temperatura da água.. o receio de escorregar. a profundidade...) • Melhore a auto-estima ( novo penteado..banho num local seguro • Ter em atenção as laminas de barbear .) • Torne a casa-de.

Vestir: • Dar assistência sem fazer tudo • Dar tempo para a pessoa se vestir • Limite a escolha da roupa • Vigiar os casos de incontinência ou esquecimento em trocar de roupa • Tranquilizar e elogiar a pessoa Útil: Causam problemas: Fechos de velcro Botões ou colchetes Fechos éclair compridos Fechos eclair pequenos Sapatos de enfiar Sapatos com atacadores Soutiens de apertar á frente Sapatos com fivelas Roupas que não apertem Cintos e suspensórios Mangas e decotes largos Roupas muito apertadas .

Como lidar com as refeições: • Prestar assistência estimulando a autonomia • Dar tempo para a pessoa fazer a refeição • Não se preocupe demasiado com a limpeza ou com as maneiras correctas • Assegurar-se que bebe pelo menos 1.5 L de água (+ - 8 chávenas) • Alertar para a perda de apetite • Transforme as refeições numa experiência agradável .

troçar ou rir • Mostrar medo •Tentar agarrar a pessoa •Aplicar castigos • “estrebuchar” para se libertar se a pessoa o agarrar . através de confrontação física. ALTERAÇÕES DO COMPORTAMENTO Comportamento agressivo: • Manter a calma e transmitir tranquilidade • Tentar distrair a pessoa • Evitar fazer frente ou prender a pessoa • Não esquecer a sua própria segurança • Evitar: •Cenas de confrontação e discussão • Tomar o incidente de forma pessoal •Provocar.

. bonecas.Agitação: • Mantenha a calma e apresente um tom de voz baixo • Não se aproxime muito para que a pessoa não se sinta ameaçada • Dê.. terço.) • Atenção ás bebidas com cafeína •Proporcione uma ocupação útil ( dobrar panos. fazer bolas de algodão) •Evite utilizar a força desnecessariamente .lhe algo que lhe mantenha as mãos ocupadas( lenço.

Ansiedade e medo : • Ofereça segurança e contacto físico • Atenda aos sentimentos que vão sendo expressos • Procure uma distracção • Mantenha um ambiente tranquilo e com rotinas • Procure reduzir potenciais fontes de medo .

Alucinações e delírios: • Tente explicar e transmitir segurança. sem questionar as crenças da pessoa • Procure distrair a sua atenção ( proporcionar espaço á pessoa) • Falar de forma calma e segura • Evite usar a força •Não questione automaticamente aquilo em que a pessoa acredita • Utilize o toque com cuidado pois pode ser mal interpretado (pode pensar que está a ser agredida) .

EXEMPLOS .

.”passei a dizer-lhe que está tudo bem.. e que hoje não tem que ir trabalhar” COMISSÃO EUROPEIA E ALZHEIMER EUROPE. 1999 . mas ele teimava e acabávamos a discutir” Após ensino . Ao princípio dizia-lhe que ele já não trabalhava.“ Por vezes o meu companheiro volta atrás no seu pensamento. à época em que ele ainda trabalhava e fica ansioso com receio de chegar atrasado ao emprego.

Após ensino “Não vale a pena tentar convencê-lo de que está em casa. Respondi-lhe automaticamente que ele já estava em casa. mas ele insistiu que não estava. De certo modo senti-me magoada por ele não reconhecer a nossa casa. por isso só faço os possíveis para que ele se sinta em casa. 1999 . quando ele me perguntou quando é que voltávamos para casa. trato de distraí-lo quando ele fica preocupado” COMISSÃO EUROPEIA E ALZHEIMER EUROPE. quando ele se põe a dizer coisas daquelas . mas verifico agora que ele se deve ter sentido mal.“ Um dia eu estava sentada na sala de estar com o meu marido.

mas não tão frequentemente. Eu respondo ou aponto para a porta do frigorífico.” COMISSÃO EUROPEIA E ALZHEIMER EUROPE.. Ainda faz perguntas. o que por vezes me fazia perder a paciência.“ Ele costumava perguntar-me a mesma coisa vezes sem conta. o que era o jantar. 1999 . Perguntava normalmente quando chegava o autocarro para o centro de dia. o que permite que eu tenha mais paciência.” Após o ensino “Agora tento recordar-lhe coisas conforme vou conversando e ponho notas na porta do frigorífico..

saio da cama e do quarto e depois regresso e digo-lhe: « Olá paizinho». para lhe recordar quem sou. Na primeira vez que isto aconteceu fiquei muito embaraçada.“ O meu pai pensa por vezes que eu sou a minha mãe e vai para a minha cama quando lá estou. Depois falei com a Enfermeira de Psiquiatria da minha área e senti-me melhor. Digo calmamente: « Tens a certeza de que há aí alguém ? Não será o desenho das cortinas?» “ COMISSÃO EUROPEIA E ALZHEIMER EUROPE. não me rio nem digo que ali não está ninguém. Agora quando ele faz isso. 1999 . pois não compreendi. sem o embaraçar” “ Quando o meu marido faz observações a alguém que ele pensa estar sentado a seu lado.

Cuidadores esclarecidos e apoiados tecnicamente são indispensáveis para melhorar os cuidados prestados á pessoa com demência na nossa sociedade. O doente depende do cuidador e este deve estar cada vez melhor informado para prestar cuidados com qualidade ao doente com demência em todas as suas fases .

CASTRO e CALDAS . 33 n.Lisboa: APFADA. Porto Salvo: Laboratórios Pfizer.Alguns conselhos sobre a doença de Alzheimer. FORLENZA. Alexandre.A Doença de Alzheimer e outras demências em Portugal Lisboa : Lidel. Izabella. BARROS – Demência de Alzheimer: Correlação entre memória e autonomia.º 3 •ALZHEIMER EUROPE – Alzheimer na família . lda. VALENÇA. Joaquim.São Paulo: 2005. Técnicas. 2003 . Alexandre . Ângela . 2004 •COMISSÃO EUROPEIA E ALZHEIMER EUROPE -Manual do cuidador. Ed. Revista de Psiquiatria clínica vol.1999 •MENDONÇA. Orestes. 2005. •SÉRGIO. BIBLIOGRAFIA •ABREU. Lisboa: APFADA.

ANEXO VIII – Caracterização da amostra (tabelas e gráficos) 371 .

0 100.º 1.Distribuição dos utentes segundo o grupo etário 372 .0 Total 9 100.75 2 22.3 55. Tabela n.Distribuição dos utentes segundo o Grupo Etário Valid Cumulative Frequency Percent Percent Percent Valid 65 .85 3 33.4 100.4 44.2 76 .3 33.6 >85 4 44.2 22.0 Gráfico nº 1.2 22.

0 Gráficos nº 2.6 55.4 44.0 100.Distribuição dos utentes quanto ao género 373 .4 44.6 100. Tabela n.º 2.0 Total 9 100.4 Feminino 5 55.Distribuição dos utentes quanto ao género Valid Cumulative Frequency Percent Percent Percent Valid Masculino 4 44.

4 44.3 Casado 2 22.º 3.4 100.2 55.Distribuição dos utentes quanto ao Estado Civil 374 .2 22.0 Total 9 100.Distribuição dos utentes quanto ao Estado Civil Valid Cumulative Frequency Percent Percent Percent Valid Solteiro 3 33.0 Gráficos n. Tabela n.3 33.6 Viúvo 4 44.3 33.º 3.0 100.

Distribuição dos utentes de acordo com as habilitações literárias 375 .0 Gráficos n.Distribuição dos utentes segundo as Habilitações Literárias Valid Cumulative Frequency Percent Percent Percent Valid 1º ciclo 5 55.2 100.0 100.2 22.6 2º ciclo 2 22.º 4.6 55.Tabela n.2 77.º 4.8 Analfabeto 2 22.2 22.6 55.0 Total 9 100.

0 Total 9 100.0 100.6 1 Filho 1 11.0 Gráficos nº 5.º 5.7 2 Filhos 2 22.Distribuição dos utentes segundo o Número de Filhos 376 .1 11.1 11.1 100.6 55.2 22.9 7 Filhos 1 11.2 88.Distribuição dos utentes quanto ao Número de Filhos Valid Cumulative Frequency Percent Percent Percent Valid 0 Filhos 5 55. Tabela n.6 55.1 66.

377 .

ANEXO IX – Quadros de registo (unidade de contexto. unidade de registo e unidade de enumeração) 378 .

se a 1 menina achar que me faz bem!” (sic) 379 .“…concordo com estas 1 TRANSMITIDA consultas. mas as consultas sempre dão uma ajuda” (sic) Utente F. se calhar é 1 bom…” (sic) Utente G. sabe a idade também já é muita. já estou muito esquecida e PELO UTENTE gosto de conversar…” (sic) Utente C -“… é capaz de ser bom.“Sim é importante. a 1 minha cabeça às vezes anda muito baralhada” (sic) Utente D.“…não sei.“…acho que sim. quando 1 não lembro de qualquer coisa peço á mulher” (sic) Utente E. Quadro 1 – I SESSÃO UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE RECONHECE O ENTREVISTADOR O UTENTE RECONHECE MELHORIA NA MEMÓRIA O UTENTE RECONHECE MELHORIA NO FUNCIONAMENTO IMPORTÂNCIA Utente A.“…já vou tendo alguns 1 esquecimentos. é normal. já vou 1 DOS EXERCICIOS tendo alguns esquecimentos” (sic) DE ESTIMULAÇÃO Utente B .“ …eu estou bem.

mas se viermos aqui não me importo” (sic) Utente E.“…sim.“…claro que quero. se acha que isso é bom…” (sic) 1 Utente I. tudo o que ajude a lembrar-me das coisas é importante…” (sic) ADESÃO ÀS Utente A. está bem” (sic) 1 Utente G.” (sic) Utente F. “…depois mande-me 1 SESSÕES chamar que eu venho” (sic) Utente B. “…“já estou muito 1 esquecida. só 1 quero ficar boa.“…sim.“…concordo e acho bem 1 porque já estou muito esquecida. se a menina me 1 chamar” (sic) Utente H. com a ajuda de Deus e com a vossa…” (sic) Utente I.“… claro que é importante. Utente H.“…se é para me fazer 1 bem. quero ficar melhor.“… depois vá ter comigo 1 para fazermos mais.“… não sei se ainda vamos 1 estar cá. e como gosto de conversar…” (sic) 380 . se você vê que me 1 faz bem” (sic) Utente D. você é muito simpática” (sic) Utente C -“…sim.

FUNCIONAMENTO IMPORTÂNCIA Utente A.“…pode ser que me faça 2 DOS EXERCICIOS bem. MELHORIA NA MEMÓRIA O UTENTE Utente H. sinto-me melhor.“… olá minha senhora. tenho MELHORIA NO feito os exercícios…” (sic). 1 como está? Vem fazer os exercícios?”(sic) Utente F. vem 1 falar comigo um bocadinho”(sic) O UTENTE Utente H.ª.” (sic) DE ESTIMULAÇÃO Utente E. precisa de 1 mim?…”(sic) Utente E.“ olá Sr. Enfermeira. como 1 está?”(sic) Utente H. ENTREVISTADOR Utente B – “…como está minha 1 querida. “…bom dia.“…pode ser que me faça TRANSMITIDA bem…” (sic) PELO UTENTE Utente B – “…isto faz-me bem á 1 cabeça…” (sic) 381 .“… bom dia menina. II SESSÃO UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE Utente A. vai falar comigo hoje?” Utente C -“…boa tarde. 1 RECONHECE O como está?” (sic).“…faz-me tão bem á 1 RECONHECE cabeça” (sic).“já andei com o andarilho 1 RECONHECE a manhã toda.

1 ainda bem! veja lá..“até á próxima…”(sic) 4 SESSÕES Utente E.“…gosto tanto de cá vir…” 1 (sic) Utente I. não estou assim tão mal…” (sic) ADESÃO ÀS Utente A. tou tão esquecida” (sic) Utente H. Utente F. tá bem?” (sic) Utente I.“ amanhã fazemos mais.” (sic) Utente H. 1 ainda bem! (.“Muito obrigado pela atenção e até á próxima” (sic) Utente B.“…gostei muito..“…até á próxima…” (sic) Utente D. “consegui fazer os 1 exercícios.“ amanhã fazemos mais.“…gosto tanto de cá vir.“para a próxima vou fazer 1 melhor” (sic) 382 . até para a próxima”(sic) Utente C -“… para a próxima 1 continuamos. 1 amanhã vem buscar-me outra vez. pode ser que seja mais fácil pegar no lápis…” (sic) Utente F.) então adeus.

1 não estive? Fizemos uns questionários para a cabeça. Utente E.“…tenho feito os exercícios 1 todos na ginástica. o que vamos fazer hoje?” (sic).“Já me sinto melhor. faz-me bem 1 RECONHECE á cabeça…” (sic) MELHORIA NA Utente E.“… bom dia menina. não foi?” (sic) O UTENTE Utente B.“…ando tão esquecido mas 1 MEMÓRIA isto faz-me bem. boa tarde. vem ter 1 comigo? …” (sic).ª. você é muito simpática” (sic) Utente H.“ Ah.“… estou muito melhor. Utente B. III SESSÃO UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE Utente A.“…olá. não 1 RECONHECE faço muita coisa porque já não vejo MELHORIA NO bem.“Gosto tanto de a ver…” 1 (sic) Utente C. o que 2 RECONHECE O é que vamos fazer hoje?” (sic) ENTREVISTADOR Utente H . Enfermeira. estou menos baralhada” (sic) O UTENTE Utente B.“ olá Sr.“sinto-me muito melhor da 1 cabeça. a ver se este braço melhora…” (sic) Utente H.“claro que vou.“Bom dia enfermeira. 1 como está? É para fazer a consulta agora?” (sic)) Utente I. mas ajudo em qualquer coisa” FUNCIONAMENTO (sic) Utente C. já tive aqui consigo. 383 .

sempre 1 PELO UTENTE tenho alguma coisa para fazer.. IMPORTÂNCIA Utente B. faço os exercícios todos os dias…” (sic). adeus…”(sic) Utente C. …” (sic) Utente E.“… está bem. até á 1 próxima…” (sic) Utente H.“…amanhã 1 continuamos…” (sic) 384 .“… Gostei muito…”(sic) 1 Utente H. “…foi muito 1 DOS EXERCICIOS divertido…”(sic) DE ESTIMULAÇÃO Utente A.“…gosto tanto de cá 1 vir. até 1 aqui. “…amanhã podemos 1 continuar…” (sic) Utente F.para a próxima chame.“…até gostei disto…”(sic). Você é muito simpática…” (SIC) ADESÃO ÀS Utente A. depois venho 1 ter consigo. depois chame.”(sic) Utente I.“…isto é bom para puxar 1 pela cabeça.“pode ser.“…estou a gostar. hoje já andei desde o ginásio. 1 SESSÕES me. 1 TRANSMITIDA Utente C.” (sic) Utente G. 1 me…” (sic) Utente G.“…gostei muito.” (sic) Utente B..“…amanhã venha ter 1 comigo para fazermos mais uma consulta.

minha 1 senhora…” (sic) 385 .“…claro que sim.Utente I.

“… olá minha senhora. então hoje 1 o que vamos fazer?” (sic) Utente F.“ Ah. como está. Utente B. fez-me 1 uma consulta e um questionário. por isso acho 386 .“olá. mas lembro-me que a MELHORIA NA menina foi muito simpática e que MEMÓRIA gostei de estar consigo. 1 RECONHECE O bom dia. como está. por isso ainda temos tempo para a consulta”(sic) Utente I. bom dia. mas já não me lembro o que disse. já tive aqui com a 1 menina. eu ando 1 RECONHECE esquecida. conversámos e fizemos uns jogos. tá boa? tou á espera 1 da visita do meu marido. IV SESSÃO UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE Utente A. tivemos a falar do que eu gostava de fazer.“ Olá. ontem foi para o mar e hoje deve chegar pelas duas e meia.“…olá como está.(sic) Utente H. como está a senhora?” (sic) O UTENTE Utente B. já não a 1 via á uns dias. 1 Quer falar comigo?” (sic) Utente E.“… olá. como vai?” (sic). mas não foi ontem pois não?” (sic) Utente C.“ olá.“…ah pois. Utente D. quer conversar comigo?” ENTREVISTADOR (sic). já tive aqui. vamos a 1 algum lado?”. bom dia.“ Ah.

já perdi o medo…” (sic). 1 DOS EXERCICIOS tou a gostar muito…” (sic) 387 . “consegui fazer os 1 exercícios. onde nasci.“já tou melhor. não estou assim tão mal da cabeça pois não?” (sic) O UTENTE Utente A. já comecei a andar de andarilho.“isto é assim. o que é que acha.“…sinto-me melhor da 1 cabeça…” (sic) Utente E.(sic) Utente C.“gosto disto. quem sou. é MELHORIA NO conforme” (sic) FUNCIONAMENTO Utente B. ainda não perdi o tino…” (sic) Utente I. elas ajudam-me muito…” (SIC) Utente I. já dou 1 uns passinhos. até tenho 1 ido á ginástica e á costura. às vezes tou 1 RECONHECE melhor. outras estou pior.“… estou melhor da 1 cabeça. elas ajudam. faz-me bem!” 1 (sic) Utente H. que estou a melhorar”.“… estou bem. sei o meu nome.“…faz-me sentir melhor…” 1 (sic) Utente F. 1 me em tudo. gosto de estar aqui…” (sic) IMPORTÂNCIA Utente B. já não estou tão esquecida.“… fazem-me muito bem.“…já estou melhor. Utente H.

é importante 1 p’ra cabeça…” (sic) Utente E. gostei muito…” (sic) 388 . gostei muito.“ já estou um bocadinho 1 esquecido mas gosto de conversar consigo.“… muito obrigado.“…para a próxima vou á 1 sala ter consigo” (sic) Utente F.“…fica combinado para a 1 próxima.” (sic) Utente C.“…se acha que é bom para 1 SESSÕES mim.“…até á próxima…” (sic) 1 Utente H. DE ESTIMULAÇÃO Utente C. obrigado” (sic) Utente E.“… temos que marcar 1 outro dia.“…muito obrigado pelo seu 1 tempo.“… é bom.” 1 (sic) Utente G . gosto tanto de cá vir!” (sic) Utente I. Utente D. vamos ver se já consigo jogar ao dominó. quer ver?” (sic) Utente D. até á próxima. adeus” (sic).“… então a gente vê-se na 1 próxima vez. Utente G.amanhã fazemos mais. gostei 1 muito…” (sic) ADESÃO ÀS Utente A.“…sinto-me bem. tenho 1 TRANSMITIDA feito a ginástica toda e às vezes PELO UTENTE quando estou sozinho também faço.“… claro que venho minha 1 senhora. eu venho” (sic) Utente B. puxo pela cabeça.

1 tivemos a escrever não foi?” (sic) Utente H.“..” (sic) Utente E. como está. bom dia.“…olá como está.. Utente I. menos confusa. hoje 1 posso falar consigo?” (sic) Utente F.“… já tive aqui consigo.“olá como está? Estava á 1 minha procura para conversarmos?” (sic) Utente D. 1 RECONHECE O bom dia?” (sic). Hoje o meu marido foi para o mar. boa profissão. hoje vai falar 1 comigo?” (sic) Utente C.“Olá. lembro-me 1 de si. lembro-me MELHORIA NA melhor das coisas…” (sic) 389 .” (sic). ENTREVISTADOR Utente B. Podemos conversar um bocadinho.“olá. V SESSÃO UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE Utente A.“ olá.“… sinto-me melhor da 1 RECONHECE cabeça.Boa tarde. não vem cá. 1 andava á minha procura. como está. minha querida.“… olá minha senhora. vamos 1 a isso.“ sim minha senhora. Utente G.. O UTENTE Utente B.) Ah é enfermeira. 1 Quer falar comigo? (…)“…você é professora? (. veja lá a minha cabeça já não me lembrava disso” (sic)”. mas já não sei o que estivemos a fazer!” (sic)...

“consegui fazer os 1 exercícios todos.” (sic) Utente E. tou a ficar melhor…” (sic) IMPORTÂNCIA Utente A. Já estou melhor da cabeça. mas ainda preciso da ajuda delas.“…tenho ido á ginástica. já estou a ficar melhor. aqui 1 RECONHECE ajudam-me no que não consigo fazer” MELHORIA NO (sic) FUNCIONAMENTO Utente B. quem sou. já tenho mais força e perdi o medo. onde nasci. esquecia-me das coisas.“… estou bem. MEMÓRIA Utente C. sei o meu nome. Dantes parece que tinha qualquer coisa na cabeça.“…sinto-me melhor e agora 1 sempre me ajudam a distrair dos problema…” (sic) Utente I.“… estou melhor da 1 cabeça. 1 mas ainda ando pouco. Agora ainda me esqueço das coisas mas estou melhor …” (sic) O UTENTE Utente A.“… já corro tudo com o 1 andarilho de rodas.“ … hoje vesti-me quase 1 sozinha e até já andei melhor com o andarilho.” (sic) Utente H.” (sic) Utente F. mas sinto-me bem” (sic). “…não estou muito 1 DOS EXERCICIOS esquecido mas se você acha que me 390 . já não estou tão esquecida. Utente H. Estou menos esquecido. tou melhor. isso é bom não é. sentia barafundas.“os exercícios fizeram-me 1 bem.

“… obrigado eu.“ os exercícios são bons para puxar pela cabeça…” (sic) Utente F. você é muito simpática” (sic) Utente C..“… obrigado eu. “sim.” (sic) Utente E.“…estes exercícios são 2 importantes.“sinto-me melhor da 1 cabeça.DE ESTIMULAÇÃO faz bem…”(sic) TRANSMITIDA Utente B.“…lembro-me de estar 1 PELO UTENTE aqui. para ajudar a minha cabeça não é? ” (sic) Utente C. gostei muito.“…consegui fazer todos. obrigado” (sic). faz-me sentir 1 bem!” (sic) Utente G. faz-me bem á cabeça. isto faz-me bem…” (sic). Utente D. Utente D. 1 muito obrigado. dê cá um beijinho” (sic) ADESÃO ÀS Utente A. depois vá-me 1 buscar…” (sic) Utente G.“… quando quiser é só 1 391 . 1 posso fazer mais?. vim a uma consulta. vimos umas letras e desenhos.“gosto disto.“Adeus e até á próxima. são bons para puxar pela cabeça” (sic) Utente E.“…a gente faz outra 1 SESSÕES consulta!”(sic) Utente B.“…vemo-nos na próxima 1 consulta.“…quando quiser fazer 1 outra consulta diga…” (sic) Utente F. gosto de 1 falar consigo. gostei 1 muito. isto faz-me bem!” (sic) Utente H.

mandar-me chamar…” (sic).“… claro que sim. Utente H. minha 1 senhora. quando for para vir outra vez diga.” (sic) 392 . adeus.“…amanhã continuamos 1 então” (sic) Utente I.

“olá.“ olá. mas 393 . “… sinto-me mais 1 concentrado.“… já me sinto melhor…” RECONHECE (sic) MELHORIA NA Utente B. como está? não a 3 tenho visto! hoje vamos ter outra consulta?” (sic) Utente G. a idade já é muita. é para ir 1 consigo?” (sic). como está? 1 Vai falar comigo um bocadinho?” (sic).“olá como está? Vamos 1 conversar um bocadinho?” (sic) Utente D. Utente B. como está.“… Bom dia. Utente C. como está. é para fazer uma consulta?” (sic).“… tou melhor. Utente F. como está.ª Enfermeira. O UTENTE Utente A.. SESSÃO VI UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE Utente A. RECONHECE O bom dia. é normal esquecer-me das coisas.Olá. bom dia. vamos ter mais uma ENTREVISTADOR consulta?” (sic)..“… olá minha senhora.“… tou um bocadinho 3 MEMÓRIA melhor…”(sic) Utente I.“…sinto-me melhor…” (sic) Utente C. até já me 1 lembro melhor das pintas do jogo do dominó…” (sic) Utente E. 1 precisa de falar comigo?” (sic) Utente E.“ olá. Sr.“.“ olá. quer 1 fazer uma consulta hoje?” (sic). Utente H.

as consultas têm me feito bem á cabeça” (sic) O UTENTE Utente A. ajudo-as a vestir e despir. para quem nunca foi á escola…” (sic) Utente E. e se faz bem á cabeça ainda melhor…” (sic) Utente F.“… eu ajudo-as mais.“gosto disto. são todas boas para mim…” (sic) Utente H. abotou-o os fechos e agora já consigo segurar melhor o lápis. estou muito melhor…” (sic) 394 . Utente G. mas 1 elas também me ajudam.“…houve aí uns dias que 1 até me apetecia ir outra vez para o ateliê…” (sic) Utente F.“… ainda ando pouco mas 1 sinto-me bem” (sic).“… sinto-me tão feliz por 1 já conseguir andar. gostei de estar consigo.“já estou muito esquecida. já consigo 1 FUNCIONAMENTO fazer muitas coisas.“… isto vai andando. faz-me bem! 1 (sic) Utente H.“ tou melhor. 1 quero ficar melhor. vê?” (sic) Utente C. fico mais 1 distraído dos problemas.“… já consigo pegar 1 melhor no lápis. uns 1 RECONHECE dias melhores do que outros…” (sic) MELHORIA NO Utente B. tá a ver.

já fiz estes exercícios não foi? isto é fácil. a ver se me lembro melhor DE ESTIMULAÇÃO das coisas.“…esses exercícios são PELO UTENTE bons para puxar pela cabeça…” (sic).“… gostei muito.“bem preciso. até á 2 SESSÕES próxima” (sic) Utente C. se faz favor. Utente I. quero ficar melhor.” (sic) 395 . as consultas têm me feito bem á cabeça” (sic) Utente I. (…) já consegui fazer qualquer coisa. puxam pela cabeça” (sic) Utente C. é para fazer bem á cabeça.“essas pergunta são boas 1 para eu melhorar…” (sic) Utente G. se precisar sei que aqui me ajudam…” (sic) IMPORTÂNCIA Utente B. às vezes 1 ando tão esquecida!” (sic) ADESÃO ÀS Utente A. mas já tenho muita idade.“os exercícios fizeram-me 1 bem.” (sic) Utente E. mas já não me lembro como se faz. explique-me outra vez. até á próxima.“lembro-me disso. Utente F. Estes exercícios fazem bem.” (sic) TRANSMITIDA Utente D.“estes exercícios fazem bem 5 DOS EXERCICIOS á cabeça.“…ainda consigo fazer 1 tudo. mas já não me lembro como se faz!”(sic) Utente H.“já estou muito esquecida. Já estou melhor. “…está bem.

“Adeus e muito obrigado. muito obrigado. até amanhã”(sic) 1 Utente G. gostei muito.“…quando for para vir 1 outra vez diga. quando for para vir outra vez chame-me…” ( sic) 396 . escusa de andar á minha procura…” (sic) Utente F-“ …Então. adeus” (sic) Utente E. dê cá um beijinho…” (sic) Utente I. quando for para outra consulta chame.“… muito obrigado pelo seu 1 tempo. muito 1 obrigado…” (sic) Utente H.“… claro que sim. Utente B. 1 gostei muito. “…Para a próxima 1 consulta venho eu ter consigo.

quer falar comigo?” (sic) Utente G. precisa de falar comigo?” (sic) Utente H. já não estou tão esquecida. O UTENTE Utente A – “… já não estou tão 1 RECONHECE esquecido…” (sic). 1 a cabeça está menos confusa…” (sic) 397 . veio falar comigo?” (sic) Utente C.“… Bom dia.” (sic) 3 Utente E – “…agora já estou melhor…”(sic) Utente H – “… estou melhor da cabeça. como está? Hoje estou aqui.“ Olá. MELHORIA NA Utente B – “…Hoje sinto-me melhor. MEMÓRIA gostei tanto de cá vir.“… olá minha senhora. Quer conversar comigo?” (sic) Utente F – “olá. é para ir consigo?” (sic) Utente E.“olá como está? Vamos conversar?” (sic) 6 Utente D .Olá. como está? Vamos 1 fazer outra consulta?” (sic). SESSÃO VII UNIDADE DE UNIDADE DE REGISTO UNIDADE DE CONTEXTO ENUMERAÇÃO O UTENTE Utente A.. como está. dê cá um beijinho.“Sr. já não me sinto baralhada…” (sic).“…Olá. Utente C – “… tou menos esquecido.“..ª enfermeira. como está. como está. bom dia. estou 1 aqui. RECONHECE O como está?”(sic) ENTREVISTADOR Utente B.

PELO UTENTE sempre vou fazendo qualquer coisa”. Utente E. mas isto é da idade. 1 consegui escrever. até já consigo agarrar as peças do dominó” (sic).” (sic) Utente D. embora não tenha grande inspiração já me consigo lembrar dos que escrevi…” (sic) O UTENTE Utente B – “…não me apetecia fazer 1 RECONHECE nada. Utente I – “Agora até me sinto bem. vamos lá a isso…” (sic) DE ESTIMULAÇÃO Utente B.“Gosto de falar consigo e TRANSMITIDA fazer estes exercícios. Já estou melhor. hei-de melhorar. sou muito bem tratada aqui.“os exercícios fizeram-me bem.“… gosto destas consultas.“ já estou melhor. estive no 1 ginásio a fazer exercícios aos braços e esta mão está melhor. gosto de toda a gente” (sic) IMPORTÂNCIA Utente A -“… se acha que me faz 1 DOS EXERCICIOS bem.“…tenho muita força de 1 vontade.“…esses exercícios são 1 bons para puxar pela cabeça…” (sic). Sinto-me FUNCIONAMENTO melhor. mas agora até tenho vontade de MELHORIA NO andar e fazer qualquer coisa. fazem-me bem. 1 ajudam-me a lembrar das coisas. há dias melhores que outros…” (sic) 398 . (sic) 2 Utente C.”(sic) Utente C. agora já estou melhor. Utente H . o que é que é para fazer hoje?.

eu é que agradeço. até á 1 SESSÕES próxima…” (sic) Utente B .“… gostei muito de a ter 1 cá. tá bem? Adeus…” (sic) Utente D – “… se ainda estiver cá. 1 venho ter consigo” (sic) Utente E – “… Obrigado eu. gostei 1 muito de a conhecer.estas consultas têm-me 1 feito bem…” (sic). a idade também já é muita… ” (sic) ADESÃO ÀS Utente A . obrigado pelo seu tempo…” (sic) 399 . até á próxima.“isso é bom para a minha 1 cabeça” (sic). até amanhã” (sic) Utente H – “obrigada pela atenção.“…obrigado eu.“…é muito importante para 1 a minha cabeça. até à próxima…” (sic) Utente G – “… não tem que 1 agradecer. gosto de falar consigo” (sic) Utente C. 1 gostei muito. gostei muito de 1 cá vir. quando voltar cá venha conversar comigo. 1 gostei muito. ajudou-me muito” (sic) Utente F – “… adeus. Utente H. Dê cá um beijinho.” (sic) Utente I – “…eu é que agradeço. Utente I. Utente G. Quando vier cá venha conversar comigo. 1 assim passo melhor o tempo. ando tão esquecida.“Adeus e muito obrigado.

SPSS) 400 . ANEXO X – Análise das escalas (gráficos e tabelas.

Gráfico n.º 7 – MMS no fim das sessões % Valor MMS Valores de corte para a população Portuguesa: (Anexo) Idade superior a 40 anos: Analfabetos: defeito ≤ 15 1a 11 anos de escolaridade: defeito ≤ 22 >11 anos de escolaridade : defeito ≤27 401 .º6.MMS no inicio das sessões % Valor MMS Gráfico n.

Gráfico n.º 9 – Teste do relógio no fim das sessões % Valor teste do relógio Pontuação: (ANEXO) Número 12 no topo – 3 pontos Dois ponteiros – 2 pontos 12 Números – 2 pontos A hora certa – 2 pontos • Uma pontuação entre 0 e 6 indica disfunção cognitiva.º 8 – Teste do relógio no inicio das sessões % Valor teste do relógio Gráfico n. de 7 a 9 indica função cognitiva normal 402 .

º 11.GAF no fim das sessões Valor GAF Nota: GAF – Valor de 0 a 100 % ( Anexo ) 403 .º 10 – GAF no inicio das sessões Valor GAF Gráfico n. Gráfico n.

Escala de Barthel no inicio das sessões Valor da Escala Gráfico n.º 13.Escala de Barthel no fim das sessões Nota: Escala de Barthel. Gráfico n.º 12.valor de 0 a 100% (Anexo) 404 .