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JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA

DA CAPITAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

ROBERTO..., brasileiro, casado, representante comercial,
titular da cédula de identidade RG, inscrito no CPF sob o nº, residente e
domiciliado na, pela Defensora Pública que esta subscreve, dispensada de
apresentar instrumento de mandato, nos termos do parágrafo único do art. 16
da Lei 1.060/50, vem propor a presente

AÇÃO DE RESSARCIMENTO c/c INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS,

pelo RITO SUMÁRIO, em face de LG ELETRONICS DO BRASIL LTDA.,
pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº 01.166.372/0001-
55, localizada na Avenida Dom Pedro I, nº 7777-W, Taubaté/SP, CEP 12091-
000 e CARREFOUR INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, pessoa jurídica de
direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº 45.543.915/0357-24, localizada na
Avenida Salim Farah Maluf, s/n, Tatuapé, São Paulo/SP, CEP 03076-000, pelas
razões de fato e de direito a seguir expostas.

Av. Liberdade, 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000
Tel: (11) 3105-5779 – R.298

510/86. Convém ressaltar que é prerrogativa dos membros da Defensoria Pública a INTIMAÇÃO PESSOAL e o PRAZO EM DOBRO. conforme artigo 5º da Lei 1060/50 e artigo 128. inciso I. II – DOS FATOS Em 25 de abril de 2014. I . sem prejuízo do sustento próprio e de sua família. O referido produto foi vendido com garantia de um ano. requer os benefícios da GRATUIDADE DE JUSTIÇA. Av. NF anexa). 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. Liberdade.298 . não tem condições de arcar com as custas do processo e os honorários advocatícios. passado apenas dois meses de uso o aparelho passou a apresentar defeito.DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA De início. razão também pela qual indica a DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO para o patrocínio da causa. no valor de R$ 608. com redação determinada pela Lei 7. porém. 4º da Lei 1060/50 e seu parágrafo 1º. O televisor ligava. Carrefour (cf. em conformidade com o art. Roberto comprou um aparelho televisor da marca LG. a imagem ficava desfocada de tal maneira ser impossível assistir algo. o autor. Segundo o mesmo. Lei Complementar 80/1994.90 na loja da corré. modelo 22MA33N.

Sem display quebrado. a fim de sanar o problema de forma gratuita uma vez que ainda se encontrava no prazo da garantia.298 . Marina San Av. Apenas com o defeito de imagem desfocada acima citada. onde esta o reteve durante todo o trâmite acima narrado. a Exma Juíza Dra. a LG novamente reiterou. Liberdade. nos mesmos moldes. Entretanto. rachado ou avariado. o autor propôs demanda judicial no Juizado Especial Cível (processo nº). por se tratar de ação que demandava perícia técnica complexa. FA anexa). Ressalte-se que. Irresignado com a desídia da ré. o autor ter utilizado o produto com máximo de cuidado e não satisfeito com a negativa da ré. o autor procurou a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON no intuito de coagir a ré efetuar o reparo ou a troca por um outro produto similar em perfeitas condições (cf. ao entregar o televisor na Autorizada da ré. o autor a entregou sem nenhum vício aparente. o autor procurou a Assistência Técnica Autorizada da ré. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. LG. Contudo. anexo a resposta acima. Em resposta ao ofício encaminhado pelo PROCON. a negativa anterior versando se tratar de defeito decorrente de mau uso. o autor foi surpreendido com a negativa do reparo uma vez que a Autorizada da LG lhe informou que se tratava de mau uso do aparelho (display quebrado). Contudo. a empresa ré apresentou o laudo técnico no qual mostrava a tela do televisor em pleito completamente quebrada. Tendo em vista o fato de em apenas 2 meses de uso o aparelho ter quebrado. Não contente com o mau funcionamento.

o mesmo se encontra sob o poder da mesma. julgou extinto o feito sem resolução do mérito. montagem. Liberdade.298 . 1 – DA APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA Inicialmente. enquadrando-se. como fabricante do bem. No que pese ao televisor e aos fatos narrados. que engloba na categoria de fornecedor toda pessoa física ou jurídica que desenvolve atividade de “produção. portanto. desde a entrega do televisor a Autorizada da ré. Por sua vez. nos termos do artigo 3º. como destinatário final do bem. da Lei 9099/95. Diante de tal negativa. III – DO DIREITO III. nos termos do art.Juan Melo. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. Av. O autor adquiriu um aparelho de televisão para uso seu e de sua família. o Carrefour. o autor demonstra não ter mais intenção em receber um novo aparelho uma vez que se sentiu lesado pelo comportamento temerário da ré em quebrar seu produto assim como não comprará mais outro produto da mesma marca. 2º do Código de Defesa do Consumidor. cumpre asseverar que a presente controvérsia envolve uma típica relação de consumo. II. do CDC. nos termos do art. 51. compõem a cadeia de fornecedores. o autor vem perante este juízo propor a presente demanda para que se proceda o ressarcimento do valor pago na medida em que. como vendedor da televisão e a LG Eletronics.

uma vez caracterizada a relação de consumo entre o requerente e as empresas requeridas e tendo em vista a verossimilhança das alegações.criação. requer-se desde já a inversão do ônus da prova. devendo ser sanada por este juízo. impedindo que o autor e sua família dela fizessem uso. No caso em tela. inciso VIII. com a determinação da devolução das quantias pagas pelo autor. construção. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. uma vez caracterizado o vício do produto. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços”.298 . do artigo 18. nos termos do artigo 6º. o que não foi feito pelas empresas Av. Deste modo. transformação. portanto. do Código de Defesa do Consumidor. nos moldes do § 1º. simplesmente deixou de focar metade da imagem da tela. bem como a hipossuficiência do autor para produzir provas técnicas que podem muito mais facilmente serem apresentadas pelas rés. Isto porque. 2 – DA DEVOLUÇÃO DAS QUANTIAS PAGAS PELA TELEVISÃO A presente situação configura clara violação dos direitos do consumidor. nos termos do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. a televisão adquirida. exportação. nasce para os fornecedores o dever de sanar os vícios no prazo máximo de 30 dias. importação. como é o caso do televisor. respondem pelos vícios de qualidade que os tornem “impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor”. os fornecedores de produtos de consumo duráveis. com mais ou menos dois meses de uso. sendo inquestionável. que se tornou imprópria ao consumo. Liberdade. II. Assim.

32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R.53. ao contrário do entendimento exarado na sentença. pela assistência técnica autorizada da Semp Toshiba.298 . que a assistência técnica autorizada da Semp Toshiba recebeu o televisor em 14/1/2011. são elementos pouco esclarecedores. não se pode afirmar que o autor é quem deu causa a tela quebrada. a empresa não produziu prova contrária a este fato uma vez que não apresentou nenhum tipo de recibo da entrega do produto à Assistência que constasse algum tipo de defeito. rachadura na tela de LCD do televisor. Contudo. fato este imputado erroneamente ao réu.requeridas. a Colenda Câmara Bandeirante já se posicionou a favor do consumidor: Também consta do supracitado documento de fls. 173). Sobre este ponto. de modo que o aparelho permaneceu em poder da empresa ré no período de 11/1/2011 a 14/1/2011. ainda que tenha sido constatada. 53/54). tendo em vista a inversão do ônus da prova. bem como a oitiva do técnico em audiência (fls. Frise-se que nem mesmo a autorizada realizou a perícia no aparelho uma vez que se encontrava com a tela quebrada. introduzidos no termo de solicitação de assistência técnica. conforme exposto. o documento elaborado pela assistência técnica autorizada da Semp Toshiba (fls. Por outro lado. até porque o acesso direto ao produto pelo técnico da Semp Toshiba somente ocorreu quatro dias após a entrega do televisor nas dependências da empresa ré. antes de qualquer encaminhamento à autorizada da Semp Toshiba. Neste cenário. Liberdade. juntado pela ré. não provou Av. foram levados ao conhecimento da autora. ora apelante. não havendo prova de que os adendos. Enfim. o mesmo a entregou com a tela ainda inteira e.

a seguir transcrito: “§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias.26. III . 0000946-49. 18. II . 28/10/2014) Desta forma. Liberdade. que recebeu o aparelho com tal avaria (muito ao contrário).” Sobre este tema: “INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS MÓVEIS VÍCIO NÃO SANADO Fatos narrados e que compreendem conclusão lógica . em perfeitas condições de uso. inclusive pretendendo a ré assumir reparo. TJSP . sem impugnação específica acerca do vício. Des. estando a televisão dentro da garantia e tendo havido recusa dos fornecedores em sanarem gratuitamente os vícios de qualidade apresentados. alternativamente e à sua escolha: I . do Código de Defesa do Consumidor.a restituição imediata da quantia paga. abre-se ao consumidor a opção de resolver o contrato e de ter devolvidas as quantias pagas.a substituição do produto por outro da mesma espécie.8.Diante do defeito no móvel comprovado. ora apelada.Apelação n.298 .0466. MOURÃO NETO. conforme já anotado (grifei). Rel.2011. devidamente atualizadas. tal como determina o § 1º do já mencionado art.o abatimento proporcional do preço. pode o consumidor exigir. monetariamente atualizada. a ré. considerando-se ainda o fato de ter ficado com o aparelho em seu poder por quatro dias. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. bem como diante da reclamação da consumidora para saneamento dos vícios Av. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R.

independendo.Menosprezo ao consumidor.Dano moral . razão pela qual as requeridas devem responder solidariamente pelos vícios constatados no produto.298 . Além disso. sem que o defeito fosse sanado . DEVOLUÇÃO DA QUANTIA DESEMBOLSADA. 04/11/2014). A Av. não atendidos. j. Alfredo Attié. 25. VÍCIOS APARENTES QUE AFETARAM O PRODUTO E O SERVIÇO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. a responsabilidade dos fornecedores é objetiva. é opção legal a resolução e ressarcimento do total pago . 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAL.8. Ressalte-se que. RECURSO NESSA PARTE IMPROVIDO. senão vejamos: “APELAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO §§ 1º e 2º. da comprovação da culpa. AQUISIÇÃO DE MÓVEIS PLANEJADOS. Liberdade. inclusive diante da tentativa de solução dos defeitos e da privação do bem estar Valor da indenização moral que deve ser reduzido pela metade. Des. 27ª Câmara de Direito Privado. configurando-se o conflito entre as partes como uma típica relação de consumo. Rel. DO CDC. DO ART. pois. pois deve ser arbitrado com razoabilidade e proporcional ao dano causado com caráter reparatório e pedagógico Recurso parcialmente provido” (Apelação nº 0029648-44. Frisa-se que esse foi o entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em casos semelhantes.Manifesto desrespeito que enseja a reparação.2008. TORNANDO-OS INADEQUADOS AO USO A QUE SE DESTINAM. CONSUMIDOR. PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE OS AGENTES PARTICIPANTES DA CADEIA DE CONSUMO.26.0196. há vínculo de solidariedade entre todos os que compõem a cadeia de fornecedores.

Liberdade. DEVOLUÇÃO DA MERCADORIA PARA A FABRICANTE MEDIANTE DETERMINAÇÃO JUDICIAL. o retorno das partes envolvidas no negócio ao estado anterior ao momento do negócio se torna consequência lógica. além de não apresentar a qualidade esperada pelo consumidor quando da celebração do contrato. INCLUSÃO DE FORNECEDOR NO POLO PASSIVO . Des. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Nos termos dos arts. ora corré. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. Rel. 22/05/2012).EXEGESE DOS ARTS. 7o e 18 do Código de Defesa do Consumidor. de forma que as mercadorias devem ser devolvidas mediante as condições impostas pela determinação judicial do Juízo ‘ad quem’. empresa-apelante que fabricou os móveis adquiridos pelo autor tem responsabilidade solidária pelos vícios aparentes do produto vendido por sua representante-fornecedora. CONSUMIDOR. Adilson de Araujo. 31ª Câmara de Direito Privado. diante da ocorrência de danos na relação de consumo suportados pelo consumidor. DANOS MATERIAIS DOS MÓVEIS E VÍCIOS APARENTES INCONTROVERSOS. uma vez que o vício aparente afetou a destinação regular dos móveis.IRRELEVÂNCIA - SOLIDARIEDADE DA CADEIA DE FORNECEDORES PERANTE O CONSUMIDOR . há responsabilidade Av. Como a sentença determinou a restituição imediata da quantia paga pelo produto. j.8.” (Apelação nº 0015525-83.RELAÇÃO DE CONSUMO - INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO NEGOCIAL DIRETA ENTRE O CONSUMIDOR E UM DOS FORNECEDORES .ADMISSIBILIDADE .RECURSO PROVIDO. APELAÇÃO.2010.298 . As falhas detectadas afetaram a fruição adequada e regular dos bens. RECURSO NESSA PARTE PROVIDO.0224.26. “ALTERAÇÃO SUBJETIVA DA LIDE . 3° 7o E 18 DO CDC .

Assim sendo. j.90. estava dentro do prazo de validade – violou direitos básicos do consumidor. paga pela TV devidamente atualizada. contratual ou extracontratual com o consumidor” (Agravo de Instrumento nº 0424906-43. 3 – DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS Diante do exposto.298 .8. uma vez que o requerente é pessoa humilde e de poucas posses.26. desde a data do desembolso. ao se negarem a reparar gratuitamente a televisão adquirida pelo autor – a qual.2010. solidária dos fornecedores que participam da cadeia de fornecimento de determinado produto. porquanto só pôde Av. 35ª Câmara de Direito Privado. não é difícil perceber que a conduta das empresas requeridas. Liberdade. considera como fornecedores todos os que participam da cadeia de fornecimento de produtos e da cadeia de fornecimento de serviços. 18/10/2010). não importando sua relação direta ou indireta. deverá ser julgada procedente a ação. mas que teve suas expectativas frustradas. Ressalte-se que os danos causados ao autor extrapolam o mero aborrecimento. O sistema de proteção do consumidor. II. 3o do CDC. como já esclarecido.0000. que com muito sacrifício conseguiu comprar uma TV para si e sua família. impingindo ao autor intenso abalo psicológico uma vez que está em idade avançada. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. devolvendo-se ao autor a quantia de R$ 608. previsto no art.

no que está em consonância com o art. seja a teor do disposto no art. porém. pois logo após a compra a televisão parou de funcionar. por fim. importa relembrar que Roberto tentou por diversas vezes solucionar a questão amigavelmente. Importante clarificar. independentemente de culpa. VI. confrme os seguintes julgados do Tribunal de Justiça: Av. 5º. segundo o qual aquele que responde pelos riscos da atividade fica obrigado a reparar o dano. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. seja a teor do disposto no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. o requerente não conseguiu obter nenhuma solução junto às empresas requeridas. além de ser solidária.298 . apesar dos incontáveis transtornos e de já terem se passado quase dois anos do ocorrido. que teve seus direitos flagrantemente ignorados. é também objetiva.usufruir o bem por cerca de um mês. inciso V e X. do Código de Defesa do Consumidor. Liberdade. Assim sendo. uma vez que o artigo 6º. da Constituição Federal. Nesse sentido. do Código Civil. que assegura como direito fundamental a indenização dos danos morais. em situação que claramente caracteriza a ocorrência de danos morais. Além disso. § único. garante ao consumidor a “a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais” que sofrerem em decorrência da relação de consumo. 927. devem as rés ser condenadas ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados. o que demonstra o seu descaso com os interesses do cliente. que a responsabilidade das fornecedoras.

RECURSO DAS REQUERIDAS IMPROVIDOS. PRELIMINAR AFASTADA. DESCASO. TRANSTORNOS. No caso em exame.00. Primeiramente. deve ser mantida a responsabilidade solidária da Markoeletro frente ao cliente da contratada. E. REDUÇÃO DOS DANOS MORAIS. BEM MÓVEL.298 . ensejando a aplicação da multa de 1% sobre o valor da condenação. CABIMENTO. RECURSO DA REQUERIDA IMPROVIDO. EM PARTE. assim. o sofrimento gerado não só pela ansiedade de cada data marcada. Liberdade. CABIMENTO. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. o proceder de modo temerário no ato do processo. LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ. configurado o dano moral. LEGITIMIDADE DE PARTE PASSIVA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO.00. com espera infrutífera pela solução. pois foi a responsável por oferecer e vender a garantia estendida ao Consumidor. DANOS MORAIS. NESTA PARTE. para devolução do valor pago a título degarantia estendida no valor de R$939. RECURSO DAS REQUERIDAS. BEM MÓVEL. Porém. REDUÇÃO DO QUANTUM FIXADO. devidamente corrigido e acrescido de juros da mora. do Código de Processo Civil. RECURSO DA REQUERIDA SEGURADORA. inciso V. “BEM MÓVEL. BEM MÓVEL. VÍCIO NA MÁQUINA ADQUIRIDA. justamente para evitar transtornos. a partir da data da sentença. INDENIZAÇÃO. PROVIDO. revelam angústias do Consumidor que deixou de usufruir por longo tempo a máquina adquirida. Configura-se a conduta prevista no artigo 17. é de rigor a total procedência da ação. o descaso das Requeridas que nada providenciaram para solucionar o problema de um bem adquirido com garantia estendida. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PROVIDO. NESTA PARTE. nos termos do artigo 18 Av. demonstra o ato ilícito em face do consumidor. afastando a preliminar de ilegitimidade de parte passiva. referente a 10 vezes o valor do bem (fls. na linha dos precedentes e do quanto acima se expôs. 12). entendo razoável a condenação na indenização por danos morais em R$9400. qual seja. Assim.

Positivada a existência do vício de qualidade e que o mesmo não foi sanado no prazo legal.2009.2011. Recursos improvidos. afastando a condenação ao pagamento de indenização na ordem de 20% sobre o valor da condenação” (Apelação nº 0005594-15.Indenização . 05/08/2014).Indenização devida.” (Apelação nº 0007174-90. ou substituí-lo por outro equivalente e em perfeito funcionamento. Des. estando presente o dano moral.26. Dano moral . do aludido diploma legal. 30ª Câmara de Direito Privado.Vício demonstrado - Reconhecimento. j. “Bem móvel . Deste modo. a serem arbitrados em valor não inferior a dez salários mínimos.298 . 9ª Câmara Extraordinária de Direito Privado. Rel. Orlando Pistoresi.8. justificam plenamente a imposição de sanção reparatória.Refrigerador . Rel. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. deve ser julgado procedente também o pedido de condenação das rés ao pagamento de danos morais. o nexo causal e o dever de indenizar por parte das requeridas. requer: Av.26. Os inúmeros aborrecimentos causados ao autor em decorrência da inércia infundada das rés em sanar o vício apresentado no produto por elas comercializado e garantido. III – DOS PEDIDOS Por todo o exposto. j. Armando Toledo. Liberdade.0637. o reconhecimento do direito do autor à indenização pelos prejuízos causados era medida de rigor. 16/01/2013). Des.0223.8.

a fim de condenar as requeridas (i) à devolução da quantia de R$ 608. para o fim de dar integral cumprimento à norma contida no § 5º. do Código de Defesa do Consumidor. o pericial e o testemunhal. Liberdade. VIII. b) a citação das rés. do artigo 5º. e) a condenação das rés ao pagamento das custas. da Lei nº 1.060/50. no que diz respeito à contagem dos prazos em dobro e intimação pessoal. 6º. Av. sob pena de nulidade. nos termos do art.90 paga pela TV devidamente atualizadas desde a data do desembolso. honorários advocatícios. por ser o autor pessoa pobre na acepção jurídica do termo. Por fim. não podendo arcar com os custos processuais sem prejuízo de seu próprio sustento e de sua família. d) a procedência do pedido. bem como (ii) ao pagamento de danos morais em valor não inferior a dez salários mínimos. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R. provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Requer. respondam aos termos da presente demanda. aguarda-se a anotação na contracapa dos autos do nome da Defensoria Pública do Estado.298 . nos termos dos artigos 277 e 278 do Código de Processo Civil. para que. conforme declaração inclusa. a) a concessão dos benefícios da justiça gratuita. querendo. notadamente o documental. c) a inversão do ônus da prova. ainda.

Dá-se à causa o valor de R$ 10.000. 32 – 8º andar – São Paulo/SP – CEP: 01502-000 Tel: (11) 3105-5779 – R.298 . 29 de Fevereiro de 2016.00 (dez mil reais). Liberdade. ELEONORA NANNI LUCENTI Defensora Pública EDGAR SANTOS NUNES Estagiário de Direito Av. São Paulo.