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EFEITOS DO KANGOO JUMPS SOBRE FORÇAS DE IMPACTO

DURANTE O SALTO VERTICAL

Andressa Lemos (2), Christielen Segala, Bruno Maroneze, Morgana Britto (3), Felipe
Carpes (4).
(1)
Trabalho executado com recursos do Edital FAPERGS 2016- PROBIC, da Pró-Reitoria de Pesquisa;
(2)
Estudante de fisioterapia bolsista FAPERGS; Universidade Federal do Pampa; Uruguaiana, Rio Grande do Sul;
andressallemos@hotmail.com;
(2)
Estudante de fisioterapia;
(2)
Estudante de fisioterapia;
(3)
Fisioterapeuta, mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria.
(4)
Felipe Pivetta Carpes; Universidade Federal do Pampa;

Palavras-Chave: Impacto; Salto vertical; Joelho; Amortecimento.

INTRODUÇÃO

A prática regular de exercícios físicos está diretamente relacionada com a diminuição de causas de
mortalidade (Furtado et al., 2004), por influenciar a redução de diversos fatores de risco para o
desenvolvimento de doenças. Para atrair mais pessoas para a atividade física, os treinadores elaboram
planos de treinamento com exercícios que envolvem tarefas de corrida e de salto, visando um treino
rigoroso e satisfatório, aumentando a capacidade física dos praticantes e auxiliando na melhora da
qualidade de vida dos mesmos (Marques Junior, 2009). Muitas dessas rotinas de treinamento envolvem
atividades de alto impacto, que em condições repetitivas, podem causar lesões. Um exemplo desse tipo de
atividade é o salto vertical.
O salto é uma ação motora que expõe os indivíduos a forças externas, como as forças de reação do
solo (FRS), representando um dos principais fatores de risco de lesões nos membros inferiores (Da Silva,
2014). Para minimizar esses riscos, algumas academias inserem no treinamento um tipo de bota especial
com características que buscam favorecer a absorção de impacto, o Kangoos Jumps (KJ). Esse tipo de
calçado possui um design que visa dissipar a força de impacto (Miller et al., 2003). Outro dos motivos que
também podem levar a uma lesão na articulação do joelho são as assimetrias. As assimetrias consistem e
um desequilíbrio entre os membros, devido a um treinamento inadequado ou incompleto, após uma lesão
ou ao uso repetido de um membro durante a execução de uma tarefa. (PAZ, et.al, 2016)
O impacto repetitivo durante a prática de exercícios físicos é umas das situações que podem levar a
lesões como tendinites ou fraturas por estresse. Dada a natureza elástica do solado do KJ e seu uso em
atividades repetitivas (corrida) que envolvem significativo impacto, o objetivo deste estudo é verificar se o
uso do KJ pode diminuir o impacto durante a aterrissagem de saltos verticais.

METODOLOGIA

Participaram do estudo 15 voluntárias (idade média de 22,9 anos) que nunca haviam usado o KJ,
saudáveis, com idades entre 18 e 35 anos. Foram excluídas do estudo as voluntárias que já tivessem feito o
uso do KJ, tivessem lesionado algum dos membros inferiores nos últimos seis meses e que tivessem
doenças osteomiarticulares. A tarefa avaliada foi o salto vertical, realizado com o KJ e com um tênis
esportivo. O pico da força de reação do solo vertical (FRS) foi determinado para três saltos em cada
condição, utilizando-se uma plataforma de força e normalizado pelo peso corporal individual (PC). AS
condições KJ e tênis foram comparados por teste t pareado.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A comparação entre a condição com KJ e com tênis durante a execução de saltos verticais mostrou
que o impacto medido pela força vertical de reação do solo é menor (P<0,05) quando as participantes
utilizaram o KJ. A Figura 5 mostra os valores de pico de impacto em cada condição. A redução do impacto
observada foi de em média 20% com o uso do KJ. Contudo, apesar de apresentar uma redução do impacto
Anais do 8º Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – Universidade Federal do Pampa

et. G. Análise do consumo de oxigênio. # indica diferença significativa entre as condições. Valores do pico de impacto (PC) na condição de uso do tênis e uso do KJ. A. DA SILVA. E. reduzindo um dos fatores de risco.S. The International Journal of Sports Physical Therapy. 2014. Kangoo Jumps: An innovative training device. 10: 371-376.Revista Digital de Educação Física.C. MILLER.na condição com o KJ. N. tenha interferido na dinâmica da execução do salto. 2003. Movimentum . PAZ. houve um aumento das assimetrias do membro inferior ao realizar a tarefa usando o KJ. Anais do 8º Salão Internacional de Ensino. 45: 444-448. REFERÊNCIAS FURTADO. 11. Pesquisa e Extensão – Universidade Federal do Pampa . que também é um fator de risco. 2016. CONCLUSÕES Conclui-se que o mecanismo de absorção de força do KJ pode ser uma estratégia para reduzir o impacto em tarefas com salto vertical. Salto em profundidade: fisiologia e benefícios. 4 2009. et al. al. Análise Eletromiográfica do Membro Inferior em Exercícios da aula de HOP BRASIL. associado ao fato das participantes aterrissarem primeiro com a perna preferida. 2004. Kinematic analysis of knee valgus during drop vertical jump and forward step-up in young basketball players. Fonte: elaborada pelos autores. É provável que o pouco tempo de ambientação com a bota durante a coleta. Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. frequência cardíaca e dispêndio energético durante as aulas do Jump Fit. o que gera uma nova discussão de qual fator de risco expõe os sujeitos à predisposição de uma lesão. podendo isso ter influenciado no aumento das assimetrias. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. porém ele causa um aumento nas assimetrias. MARQUES JÚNIOR. K. Universidade Federal do Amazonas. N. Figura 1.A. British Columbia Medical Journal. et al.