MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUL DE MINAS GERAIS

CAROLINE APARECIDA DA SILVA
ELISA VASCONCELOS DE ALMEIDA BRAGA
NARIANE LÚBIA DE LIMA
ROMUALDO APARECIDO DE MORAES

INSTALAÇÕES PARA SUÍNOS

Inconfidentes, Junho de 2016

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Prof°. como registro da disciplina Construções Rurais e Ambiências no Curso de Engenharia Agronômica. 28 de Junho de 2016 2 . CAROLINE APARECIDA DA SILVA ELISA VASCONCELOS DE ALMEIDA BRAGA NARIANE LÚBIA DE LIMA ROMUALDO APARECIDO DE MORAES INSTALAÇÕES PARA SUÍNOS Trabalho apresentado ao Instituto Federal de Educação.: Fernando da Silva Barbosa Inconfidentes. Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais – Campus Inconfidentes.

................................................................................................... 8 2.................................................................................................................................................................. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO . 4 2...................................1.......................................................................................................................................................2..............1 Localização...................................................................................................................1..............................................1 Homeotermia ........................................................................................3 Creche.....................................1................2 Instalações por fase ............................................2 Maternidade ....................1 Pré-cobrição e gestação ........2........ 11 2................................................5 Comprimento...........................................................................................1.............4 Crescimento e Terminação .................................. 10 2..3 Largura ..............................3 Características dos pisos ripados ....... 5 2................................................. 14 2........4 Pé direito ................7 Áreas circundantes .............................................................2.... 15 3 CONCLUSÃO ......... 7 2.................................................................................................................................. 8 2..............................1..................................................8 Sombreamento ............. 14 2............................................................................................................................................................2.................1...... 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................................................................................................2 Orinetação .1............. 4 2 CONSTRUÇÕES ....6 Cobertura ........................... 17 3 .............................. 7 2............................. 12 2.................. 5 2............................................................................... 8 2...................1.................................. 9 2......................................... 11 2..................

que por sua vez contribuíram para a melhoria produtiva. tornando os trabalhos agrícolas menos árduos. bem como maior satisfação do pecuarista. oferecendo maior conforto aos animais e ao operador. Dentre os fatores que contribuíram para aumento da produtividade. é possível projetar instalações com características construtivas capazes de minimizar os efeitos adversos do clima sobre os suínos. 4 . • Aumentar a renda da propriedade agrícola por meio da maior produção de homens e animais. determinando as mais altas e baixas temperaturas ocorridas. 2 CONSTRUÇÕES O tipo ideal de edificação deve ser definido fazendo-se um estudo detalhado do clima da região e/ou do local onde será implantada a exploração. e instalações planejadas e equipadas de forma a propiciar condições ambientais adequadas. destacam-se o manejo intimamente ligado às instalações bem planejadas e executadas. salubridade e produtividade dos animais. com economia de tempo a espaço. Assim. as dificuldades econômicas e crises comuns tornaram obrigatória a racionalização do empreendimento para atingir um nível satisfatório de rentabilidade. Quando se trata de instalações para animais. forçando a boa combinação de fatores genéticos do rebanho. nutrição e manejo adequados. conforto. devido a maior eficiência de mão-de-obra. a direção e a intensidade do vento. a umidade do ar. bem como permitir a estocagem de alimentos abundantes na estação das águas. As instalações devem atuar no sentido de: • Amenizar as adversidades climáticas inerentes ao meio ambiente. em todas as fases da exploração. alimentação e manejo. • Otimizar a mão-de-obra.1 INTRODUÇÃO As atividades pecuárias competitivas devem ser altamente tecnificadas e exigem animais geneticamente melhorados. que reduzem os custos de produção.

O local deve ser escolhido de tal modo que se aproveitem as vantagens da circulação natural do ar e se evite a obstrução do ar por outras construções. barreiras naturais 5 . área circundante e sombreamento. aproveitando as condições naturais do clima. Nesse sentido. de biossegurança e daquelas descritas na proteção ambiental. capazes de regular a temperatura corporal. como: localização. No entanto. - Leitões até a desmama 29-31 21 36 Leitões desmamados 22-26 17 27 Leitões em crescimento 18-20 15 26 Suínos em terminação 12-21 12 26 Fêmeas gestantes 16-19 10 24 Fêmeas em lactação 12-16 7 23 Fêmeas vazias e machos 17-21 10 25 Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2003) Para manter a temperatura interna da instalação dentro da zona de conforto térmico dos animais. é eficiente somente quando a temperatura ambiente está dentro de certos limites. o aperfeiçoamento das instalações com adoção de técnicas e equipamentos de condicionamento térmico ambiental tem superado os efeitos prejudiciais de alguns elementos climáticos. de acordo com as exigências do projeto. Tabela 1 Temperatura de conforto para diferentes categorias de suínos. 2. Categoria Temperatura de Temperatura crítica Temperatura crítica conforto (°C) inferior (°C) superior (°C) Recém-nascidos 32-34 . possibilitando alcançar bom desempenho produtivo dos animais.1.1 Localização A área selecionada deve permitir a locação da instalação e de sua possível expansão. cobertura. orientação e dimensões das instalações. alguns aspectos básicos devem ser observados. o mecanismo de homeostase. Portanto é importante que as instalações tenham temperaturas ambientais próximas às das condições de conforto dos suínos.1 Homeotermia Os suínos são animais homeotérmicos.2.

por entre vales e planícies. Escolher o local com declividade suave. A instalação deve ser situada em relação à principal direção do vento. para diminuir os efeitos da radiação solar em seu interior. devendo-se prever barreiras naturais. principalmente no período de inverno. No entanto. É recomendável dentro do possível. voltada para o norte. recomenda-se afastamento de 10 vezes a altura da instalação. a localização da instalação. que sejam situadas em locais de topografia plana ou levemente ondulada. 6 . deve ser suficiente para que uma não atue como barreira à ventilação natural da outra. Caso isto não ocorra. contudo é interessante observar o comportamento da corrente de ar. Assim. sendo que da segunda instalação em diante o afastamento deverá ser de 20 à 25 vezes esta altura. nestes locais é comum o vento ganhar grandes velocidades e causar danos nas construções. entre as duas primeiras a barlavento. devem ser levados em conta. é desejável para boa ventilação. como representado na Figura 1.ou artificiais. prevalece sobre a direção do vento dominante. os ventos dominantes locais. O afastamento entre instalações.

haverá incidência direta de radiação solar em seu interior em algumas horas do dia na face norte. A largura do instalação está relacionada com o clima da região onde a mesma será construída. Nesta posição nas horas mais quentes do dia a sombra vai incidir embaixo da cobertura e a carga calorífica recebida pela instalação será a menor possível.1. Assim. A temperatura do topo da cobertura se eleva.3 Largura A grande influência da largura da instalação é no acondicionamento térmico interior. no período de inverno. bem como em seu custo. Por mais que se oriente adequadamente a instalação em relação ao sol. com o número de animais alojados e com as dimensões 7 .2. Providenciar nesta face dispositivos para evitar esta radiação.2 Orinetação O sol não é imprescindível à suinocultura.1. 2. o melhor é evitá-lo dentro das instalações. por isso é de grande importância a escolha do material para evitar que esta se torne um coletor solar. devem ser construídas com o seu eixo longitudinal orientado no sentido leste-oeste. Se possível. Na época da construção da instalação deve ser levada em consideração a trajetória do sol. para que a orientação leste-oeste seja correta para as condições mais críticas de verão.

a fixação da tinta. Normalmente recomenda-se largura de até 10 m para clima quente e úmido e largura de 10 até 14 m para clima quente e seco. receberão menor quantidade de energia radiante. quanto maior o pé direito da instalação.5 m. 2. material com grande resistência térmica. O mais recomendável é escolher para o telhado. 8 . como para o interior da instalação. Antes da pintura deve ser feita lavagem do telhado para retirar o limo ou crostas que estiverem aderidos à telha e facilitar assim. Recomenda-se como regra geral pé-direito de 3 a 3.1.6 Cobertura O telhado recebe a radiação do sol emitindo-a.1. permitindo a formação de camada de ar junto à cobertura e contribuindo na redução da transferência de calor para o interior da construção. Outras técnicas para melhorar o desempenho das coberturas e condicionar ótima proteção contra a radiação solar. poliestireno extrusado. tanto para cima. menor é a carga térmica recebida pelos animais. Desta forma. por unidade de superfície do corpo. lã de vidro ou similares). assim como também para evitar problemas com terraplanagem e sistema de distribuição de água.e disposições das baias.4 Pé direito O pé direito da instalação é elemento importante para favorecer a ventilação e reduzir a quantidade de energia radiante vinda da cobertura sobre os animais. Sugere-se a pintura da parte superior da cobertura na cor branca e na face inferior na cor preta. Pode-se utilizar estrutura de madeira. Estando os suínos mais distantes da superfície inferior do material de cobertura. ou mesmo forro à altura do pé-direito. metálica ou pré-fabricada de concreto. Este atua como segunda barreira física.5 Comprimento O comprimento da instalação deve ser estabelecido com base no Planejamento da Produção. 2. tem sido o uso de isolantes sobre as telhas (poliuretano). A proteção contra a radiação recebida e emitida pela cobertura para o interior da instalação. sob condições normais de radiação. sob as telhas (poliuretano. 2. como a telha cerâmica.1. pode ser feita com uso de forro.

8.8 1. O lanternim.3. pois. Deve ser em duas águas. Este deve permitir abertura mínima de 10% da largura (L) da instalação. Tabela 2 Largura. abertura na parte superior do telhado. é altamente recomendável para se conseguir adequada ventilação.0 1.5 Quente úmido 6.8 .0 2. Deverá ser constantemente aparada para evitar a proliferação de insetos. É comum o plantio de grama em toda a área delimitada das instalações pois reduz a quantidade de luz refletida e o calor que penetra nos mesmos. com sobreposição de telhados com afastamento de 5% da largura da instalação ou 40 cm no mínimo. Quente seco 10.5 Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2003) 2.1.2 .1. disposto longitudinalmente na cobertura. com sistema que permita fácil fechamento e com tela de arame nas aberturas para evitar a entrada de pássaros.7 Áreas circundantes A qualidade das áreas circundantes afetam a radiosidade.5 .1.2. permite a renovação contínua do ar pelo processo de termossifão resultando em ambiente confortável. pé-direito e beiral em função do clima para telhas de barro. Deve ser equipado. além de evitar erosão em taludes aterros e cortes. 9 .0 .0 -14.0 2. Esta grama deve ser de crescimento rápido que feche bem o solo não permitindo a propagação de plantas invasoras.2 .

durante o inverno as folhas caem permitindo o aquecimento da cobertura e no verão a copa das árvores torna-se compacta sombreando a cobertura e diminuindo a carga térmica radiante para o interior da instalação. Fazer verificação constante das calhas para evitar entupimento com folhas.8 Sombreamento O emprego de árvores altas produz micro clima ameno nas instalações. A rede de esgoto deve ser em manilhas ou tubos de PVC. Para receber as águas provenientes do telhado. preservando a copa superior. Assim.30 para as linhas principais e de 0.1.40 m de largura com declividade de 1%.20 m para as secundárias. devido a projeção de sombra sobre o telhado. construir uma canaleta ao longo da instalação de 0. Devem ser plantadas nas faces norte e oeste da instalação e mantidas desgalhadas na região do tronco. Desta forma a ventilação natural não fica prejudicada. Para as regiões onde o inverno é mais intenso as árvores devem ser caducifólias. sendo recomendado diâmetro mínimo de 0. revestida de alvenaria de tijolos ou de concreto pré-fabricado. 10 . 2.

Os aspectos construtivos das instalações diferem em cada fase de criação e devem se adequar às características físicas. ficarão as fêmeas desmamadas até 28 dias de gestação. maternidade. creche. Na parte traseira das baias é construído um canal coletor de dejetos. contendo baias para as fêmeas reprodutoras em frente ou ao lado das baias para os machos (cachaços). fisiológicas e térmicas do animal. Aconselha-se o uso de paredes laterais externas e internas. ou na parte interna da baia com largura de aproximadamente 30% do comprimento da baia e com declividade suficiente para não permanecer dejetos dentro da mesma. as fêmeas de reposição até o primeiro parto e as porcas a partir de 28 dias de gestação. A canaleta de drenagem pode ser externa à baia com largura de 30 a 40 cm. Em boxes individuais. Os comedouros e bebedouros são instalados na parte frontal. Fundação direta descontínua sob os pilares e direta contínua sob as alvenarias. o piso deve ser parcialmente ripado e nos boxes dos machos e de reposição. pode-se adotar o piso compacto ou parcialmente ripado. com controle da ventilação por meio de cortinas. As instalações para essa fase são abertas. Os machos ficarão em baias individuais. As baias das porcas em gestação podem ter acesso a piquetes para o exercício. Piso áspero danifica o casco do animal e piso excessivamente liso dificulta o ato de levantar e deitar. Piso compacto de 6 a 8 cm de espessura em concreto 1:4:8 com revestimento de argamassa 1:3 ou 1:4 (areia média) com declividade de 2% no sentido das canaletas de drenagem. ripadas com placas pré- fabricadas em cimento ou outro material para obter-se boa ventilação natural no interior dos prédios. areia e brita). O fechamento da canaleta poderá ser de ferro ou de concreto.2. bebedouro tipo concha e comedouro com divisórias para cada animal. 2.2 Instalações por fase O sistema de produção de suínos compreende as fases de pré-cobrição e gestação. ambas em concreto 1:4:8 (cimento. 11 . Nos boxes individuais de gestação. Nas baias coletivas pode-se usar o piso compacto ou 2/3 compacto e 1/3 ripado. crescimento e terminação.2.1 Pré-cobrição e gestação Nessas instalações ficarão alojadas em baias coletivas.

e parte de traseira com 90 cm. torna-se obrigatório o uso do escamoteador para os leitões.30 m em piso compacto de concreto no traço 1:3:5 ou 1:4:8 de cimento areia grossa e brita 1. • Maternidade em salas de parto múltiplas com parições escalonadas: As salas não podem ter comunicação direta entre si.10 m e largura de 0.2. O piso da gaiola de parição é dividido em 3 partes distintas. pré-cobrição e de macho. sobre esse é feita uma cimentação no traço 1:3 de cimento e áreia média na espessura de 1. Qualquer erro na construção poderá trazer graves problemas. um para as porcas e outro para os leitões. Como a faixa de temperatura de conforto das porcas é diferente daquela dos leitões.5 cm. como conseqüência. que são: 1) Local onde fica alojada a porca: Parte dianteira com 1. Na maternidade deve-se prever dois ambientes distintos. com 6 cm de espessura e.60 m.32 Leitoas em baias coletivas 2 Leitoas em baias coletivas 3 Macho 6 Número de animais por baia Gestação coletiva/reposição/pré-cobrição 6 a 10 Área de piquete por fêmea 200 m2 Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2003) 2. esmagamento de leitões e calor ou frio em excesso que provocam. em ripado de concreto ou metal.Tabela 3 Recomendações para orientação de projetos para as fases de gestação. por ser a fase mais sensível da produção de suínos. Altura de 1.5 a 2. As celas parideiras devem ser instaladas ao nível do piso. É indispensável o uso de forro como isolante térmico e cortinas laterais para proporcionar melhores condições de conforto. 12 .2 Maternidade É a instalação utilizada para o parto e fase de lactação das porcas que. alta mortalidade de leitões. recomendando-se o acesso a cada uma delas por meio de portas localizadas na lateral da instalação. deve ser construída atentando com muito cuidado para os detalhes. Baias Área recomendada (m2/animal) Gestação individual (Box/gaiola) 1. como de umidade (empoçamento de fezes e urina).

60 m de cada lado x 2.60 m e comprimento de 1. nas laterais. por outro lado. ser dotado de uma fonte de aquecimento baseada em energia elétrica. em ambos os casos. Essas baias devem ter. um protetor contra o esmagamento dos leitões e numa das laterais o escamoteador. • Área de parição: A área de parição pode ser em baias convencionais ou em celas parideiras. Cela Parideira Superior a 3. Nas baias convencionais há necessidade de dispor de maior espaço que.3 mm ou em uma estrutura de chapa de 2.20 m Espaço para a porca 0.5 x 6. denominado escamoteador: Construído em concreto como o anterior.60 m de largura. O escamoteador deve.40 m a 0.50 m Baia convencional 6 m2 (2.96 m2 Área da cela parideira 0.70 m2 Área mínima do piso Largura mínima do corredor de serviço 1. com largura de 0.3 mm de diâmetro e chapas de 2.20 m.20 m de Espaço para os leitões comprimento Altura da cela parideira 1. biogás ou lenha.2) Local onde ficam alojados os leitões. Nas gaiolas metálicas as divisórias podem ser de ferro redondo de construção de 6.10 m Altura das divisórias 0. As dimensões recomendadas para a área de parição em baias convencionais e celas parideiras são apresentadas na Tabela 4.5 x 6.12 m Escamoteador 0.20 m Altura do protetor contra esmagamento Distância do protetor da parede 0. localizado entre duas baias na parte frontal. Tabela 4 Coeficientes técnicos indicados para as áreas de parição.60 m x 2. contribui para um maior conforto (bem estar animal) para as porcas. 3) Laterais da baia onde os leitões ficam para se amamentar: Um lado construído em concreto e o outro em ripado de concreto ou metal com 0.0 m) Área mínima do piso 0.3 mm e tela de 5 cm de malha.0 m Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2003) 13 .0 m x 3.

Em regiões frias é recomendado o uso de abafadores sobre as baias. principalmente nas primeiras semanas após o desmame.4 Crescimento e Terminação Essa edificação destina-se ao crescimento e terminação dos animais desde a fase que vai da saída da creche até a comercialização.2. Além do agrupamento correto dos leitões e da adequação de espaço para os animais.35 m2 . preferentemente com ventilação natural. 14 . Tabela 5 Coeficientes técnicos indicados para a creche. em salas com um sistema de renovação de ar. As baias devem ser de piso ripado ou parcialmente ripado. Recomenda-se a construção de baias para 4 a 5 leitegadas.50 m a 0.70 m Declividade do piso 5% Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2003) 2. onde os leitões irão defecar.30 m2 .Piso totalmente ripado 0. Deve-se prever a instalação de cortinas nas laterais para permitir o manejo adequado da ventilação. Área recomendada por leitão: 0. É necessário dispor de um sistema de aquecimento. Pisos parcialmente ripados devem ter aproximadamente 2/3 da baia com piso compacto e o restante (1/3) com piso ripado.2. É indispensável o uso de forro como isolante térmico e cortinas laterais para proporcionar melhores condições de conforto. Sabe-se que um leitão desmamado precocemente necessita de um ambiente protegido e que um número excessivo de animais em pequenas salas causam problemas de concentração de gases nocivos e odores desagradáveis.3 Creche Creche é a edificação destinada aos leitões desmamados. é importante que nesta fase inicial de crescimento.Piso parcialmente ripado Altura das paredes das baias 0. o leitão tenha condições de temperatura e renovação de ar compatíveis com as suas exigências. com cortinas para permitir uma boa ventilação amenizando o estresse calórico. respeitando-se a uniformidade dos leitões nas baias. para manter a temperatura ambiente ideal para os leitões.2. a gás ou a lenha. que pode ser elétrico. com o objetivo de criar um microclima confortável. urinar e beber água. As instalações podem ser abertas.

constituído de 30% da área do piso da baia em ripado sobre fosso. gases e dejeções que poderão prejudicar o ambiente. é construído em vigotas de concreto e o restante da área do piso (70%) compacto em concreto. para facilitar a ventilação natural. são utilizadas vigas pré-moldadas cujas dimensões estão especificadas na Tabela 6. O piso totalmente ripado é o mais indicado para regiões quentes. As instalações nesta fase necessitam de pouca proteção contra o frio (exceto correntes prejudiciais que podem ser controladas por meio de cortinas).80 e 1. Para o sistema de ventilação mecânica pode ser adotada a exaustão ou pressurização (ventilação negativa ou positiva). respectivamente. mantendo-se afastadas umas das outras com um chanfro de argamassa de cimento e areia que define a largura das frestas.70. Para se ter uma ventilação natural apropriada. Pode-se também adotar o sistema de resfriamento evaporativo por nebulização em alta pressão (> 200 psi) para evitar estresse térmico em dias quentes. isto é. O manejo dos dejetos deve ser do lado de fora da edificação e por sala para possibilitar maior higiene e limpeza. 2. 15 . razão pela qual devem ser bem ventiladas. e de grande proteção contra o excessivo calor. levando em consideração a densidade e o tamanho dos animais. porém. é o de custo mais elevado. Estas vigas são apenas assentadas e encaixadas nas reentrâncias das paredes laterais do fosso. parcialmente ripado e compacto. As paredes laterais podem ser ripadas. 0.3 Características dos pisos ripados Para a construção de pisos ripados em concreto. O piso das baias pode ser totalmente ripado ou 2/3 compacto e 1/3 ripado.00 m² para piso totalmente ripado. Nesta fase há uma formação de grande quantidade de calor. O correto dimensionamento do equipamento de ventilação deve atender à demanda máxima de renovação de ar nos períodos mais quentes. as instalações devem possuir área por animal de 0. em placas pré-fabricadas em cimento ou outro material. O piso parcialmente ripado. A declividade do piso da baia deve situar-se entre 3% e 5%.

16 12.70 10.70 13. objetivando diminuir o estresse dos animais maximizando a atividade.00 10.97 10.16 8. instalações e equipamentos.89 7.70 10.00 10.Tabela 6 Dimensões das vigas de concreto em centímetros.62 3/8" 244. construídas na forma de trapézio.16 1/2" 305. Comprimento da Base maior Altura Base menor Barra de ferro viga (parte superior) (parte inferior) de reforço 122. 16 .00 12.16 5/8" Fonte: Embrapa Suínos e Aves (2003) 3 CONCLUSÃO Para se obter a máxima eficiência produtiva.70 12. os efeitos adversos do ambiente sobre os animais devem ser evitados.16 5/8" 366.00 12. projetadas para uma carga atuante de 150 kg .05 10.62 3/8" 183. reprodutiva e maiores retornos econômicos na suinocultura.70 7.00 12. O conhecimento das respostas ou adaptações fisiológicas dos animais relacionados ao ambiente térmico nos permite a tomada de medidas e/ou alteração de manejo. pois as respostas fisiológicas em função do ambiente ao qual os animais são expostos estão associados ao atraso ou decréscimo na quantidade e na qualidade da produção.

2016.ufv. Universidade Federal de Viçosa. Informações básicas para projetos de construções rurais: Instalações para suínos. SARTOR. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRIDI. F. jan.br/FontesHTML/Suinos/SPSuinos/construcao.. V. 2004. Produção Suínos.br/dea/ambiagro/arquivos/suinos. 17 . Disponível em: <http://www. I. KUNZ. et al. M. Acesso em: 06 jun.cnptia. Disponível em: <http://www. 2003.. A. Disponível em: <https://sistemasdeproducao. Instalações e Ambiência em Produção Animal.pdf>. 2016. 2016. de F. Acesso em: 06 jun.embrapa. Uel. Embrapa Suínos e Aves.uel.ht ml>. TINOCO. SOUZA. Acesso em: 06 jun.pdf>.br/pessoal/ambridi/Bioclimatologia_arquivos/InstalacoeseAmbienciaemProd ucaoAnimal. nov. 2014. C. de F. A.