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Vetores e álgebra vetorial (revisão

)

Indice

Introdução ............................................................................................................................................... 2
Representação.......................................................................................................................................... 2
Propriedades............................................................................................................................................ 2
Decomposição de vetores ........................................................................................................................ 5
Vetores unitários ..................................................................................................................................... 7
Representação analítica.......................................................................................................................... 7
Produto escalar........................................................................................................................................ 8
Produto vetorial..................................................................................................................................... 10
Produto triplo ........................................................................................................................................ 11
Vetor Posição de um ponto................................................................................................................... 12
Variação infinitesimal de r ................................................................................................................... 13
Derivada de funções com mais de uma variável................................................................................. 14
Gradiente ............................................................................................................................................... 14
Significado do gradiente ....................................................................................................................... 15
Linhas e superfícies de nível................................................................................................................. 15
Fluxo de campo vetorial através de uma superfície........................................................................... 16
Divergência ............................................................................................................................................ 18
Rotacional .............................................................................................................................................. 21
Algumas relações importantíssimas .................................................................................................... 23
Teorema da divergência ....................................................................................................................... 24
Teorema de Stokes ................................................................................................................................ 24

1 Mauro M.G. de Carvalho

Vetores e álgebra vetorial (revisão)

Vetores

Introdução - Existem grandezas tais como massa, comprimento e tempo, que podem ser caracterizadas
por um número e uma unidade. São as grandezas escalares. Outras, como velocidade e força, dependem
de uma direção e um sentido, além de um número e uma unidade. São as grandezas vetoriais.
A matemática desenvolveu uma álgebra vetorial que nos permite trabalhar com essas grandezas.

Representação - A representação geométrica do vetor é feita por uma flecha como mostra a figura 1. O
módulo ou intensidade é dado pelo comprimento da flecha. O sentido e a direção são dados pela ponta
da flecha e pelas retas paralelas à flecha respectivamente.

sentido direção
Figura 1: Representação geométrica de um vetor
módulo

r
Para se escrever "vetor a", usa-se a nomenclatura a
r
ou a (em negrito). Para módulo de a, usa-se a , ⎟a⎪ ou simplesmente a.
Propriedades - Além de direção e sentido, uma grandeza para ser vetorial tem que ter algumas
propriedades. São elas:
1) se a e b têm o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido (figura 2), então a = b ;

Figura 2: Dois vetores de mesmo módulo, direção e
sentido, portanto iguais.
a
b

a=b

2) Se a é um vetor e k é um escalar, então ka é um vetor que tem a mesma direção de a (figura 3).

2 Mauro M.G. de Carvalho

O vetor resultante é o que tem sua origem coincidente com a do primeiro vetor e sua extremidade junto à extremidade do último.b e c). de Carvalho . isto é: a+b=b+a 4) A soma vetorial é associativa: a + b + c = (a + b) + c = a + (b + c) A representação geométrica da soma de dois ou mais vetores se faz desenhando o primeiro vetor e. 3 Mauro M. Para a diferença entre a e b pode-se fazer a + (-b) ou.b a b b a+b+c a a+b c a-b b Figura 4: Soma de dois (a e b) e três vetores (a. conforme mostra a figura 4. colocar as origens de a e b num mesmo por e traçar a ! b ligando as extremidades de a e b com a orientação de b para a de a. cada vetor com sua origem na extremidade do anterior.G. mais diretamente. -b a a + (-b) = a . em seguida. Vetores e álgebra vetorial (revisão) a ka ka ka com k>1 com 0 <k<1 com k<0 Figura 3: O vetor ka tem a mesma direção de a mas não o mesmo módulo nem necessariamente o mesmo sentido 3) A soma vetorial é comutativa.

b Figura 5-a: Propriedade comutativa: a+b = b+a a a+b b+a a b b a c a+b+c b c a b+c a b a+b c a+c a b+c a+c a+b c b a+b+c a+b+c a+b+c (a+b)+c a+(b+c) (a+b)+c Figura 5-b: Propriedade associativa: (a+b)+c = a+(b+c) = (a+c)+b 4 Mauro M. Vetores e álgebra vetorial (revisão) As propriedades comutativa e associativa da soma vetorial podem ser mostradas geometricamente como nas figuras 5a e 5b. de Carvalho .G.

como na figura 7-a. retângulo – que tem os vetores a e b como dois de seus lados. α = arctg(b/a) * Normalmente usa-se o termo resultante para qualquer operação vetorial. e as projeções nos eixo x. y e z recebem os nomes de componentes x. Isto vale também para o espaço tri-dimensional com a projeção do vetor nos eixos x. a soma das projeções é o próprio vetor. Projetar um vetor nos eixos coordenados é decompor o vetor. o módulo da resultante* é: b R2=a2+b2 A direção e o sentido são dados pelo ângulo α que a resultante forma com o vetor b (ou a). Resolução Completando o paralelogramo . Vetores e álgebra vetorial (revisão) Exemplo 1: Determine a soma de dois vetores a e b perpendiculares. conforme mostra a figura 6. o módulo da projeção é dado por : ax = a cosα Quando projetamos um vetor em dois eixos coordenados. Logo: tgα = a/b ou seja. y e z (figura 7-b).G. Decomposição de vetores . a Figura 6: Projeção de a sobre o eixo X α ax eixo X Projeção de a sobre o eixo X Da geometria. vemos que a diagonal desse paralelogramo a R segue a regra de soma de vetores. y e z respectivamente. Como o ângulo (direção e sentido) do vetor com os eixos também pode ser determinado pelas suas projeções.no caso. 5 Mauro M. de Carvalho . α Portanto.A projeção de um vetor a sobre um eixo qualquer é o vetor cuja origem e extremidade são as projeções da origem e da extremidade de a. podemos caracterizar completamente um vetor pelas suas projeções.

2 6 Mauro M. Como o vetor pode ser representado por suas componentes.G.6 – 3. Exemplo 2: Determine a soma dos vetores abaixo.81 3 ou seja: R = 2. de Carvalho . A direção e sentido de a em três dimensões são determinadas pelos ângulos de a com os eixo OX.cos30o – 5. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Y Z az a ay a Y ay O α ax ax X X a2=ax2+ay2 a2 = ax2+ay2+az2 ay tgα = ax (a) (b) Figura 7: As componentes do vetor a em (a) duas e (b) três dimensões. OY e OZ que podem ser determinados pelas relações trigonométricas entre o vetor e suas projeções. Resolução: Soma das projeções dos vetores no eixo OX: Rx = 3.5 = -0.3 = 2 3 45o 30o R2 = 0.sen30o + 5. As componentes resultantes em x e y serão as componentes do vetor resultante. a soma de dois ou mais vetores também pode ser feita somando-se as componentes de cada vetor.81+4 = 4.sen45o .cos45o = 2.9 Soma das projeções dos vetores no eixo OY 5 Ry = 3.

o vetor au é um vetor que tem a direção e o sentido de u e módulo igual a a. yˆ e zˆ respectivamente. Representação analítica . Assim. conforme a segunda propriedade dos vetores apresentada neste capítulo. temos: A direção e o sentido de R são dados por α que pode ser calculado como se segue: Ry R α tg(α−90ο) = ⎟Rx / Ry⎟ = 0.A representação geométrica dos vetores é interessante na demonstração de algumas propriedades.45 ⇒ α = 114. Um vetor unitário multiplicado por um número resulta num vetor de mesma direção e sentido do vetor unitário e módulo igual ao número.Vetores unitários são vetores de módulo 1 (um). principalmente em três dimensões.2o Rx Vetores unitários . zˆ yˆ ay Y xˆ ax X 7 Mauro M. mas é inviável quando se pensa em trabalhar com vetores. Z az Figura 8: Os unitários xˆ . de Carvalho . esses unitários são designados por xˆ . A figura 8 mostra unitários nas direções X.Y e Z de um sistema cartesiano de eixos em três dimensões. Por isso é usual a utilização de uma representação analítica com a ajuda de vetores unitários. Se o número vier acompanhado de uma unidade. se u é um vetor unitário. Na maior parte da literatura sobre o assunto.G. yˆ e zˆ e a maneira de a escrever um vetor analiticamente. esta será também a unidade do módulo do vetor. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Representando nos eixos cartesianos.

0 cm.0) yˆ = 1. Analogamente para ay+by será a componente y de a+b.0 cm Analiticamente o vetor se escreve: a = 3.0) yˆ = 5.0)2 = 11. Resolução Como ax e bx são as projeções dos vetores a e b no eixo OX. 8 Mauro M.0 xˆ + 1.6 cm Produto escalar Define-se o produto escalar do vetor a pelo vetor b (lê-se a escalar b) como: a.5 xˆ + 2.b = ab cosθ onde a e b são os módulos de a e b respectivamente e θ é o ângulo entre eles. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Com o uso dos unitários podemos escrever: ax = ax xˆ ay = ay yˆ az = az zˆ Portanto: a = ax xˆ + ay yˆ + az zˆ O módulo de a pode ser calculado por: a = a 2x + a 2y + a 2z Exemplo 3: Um vetor a faz um ângulo de 30o com eixo dos x e tem módulo 4.5)2 + (3.5 cm e ay = 4. temos: ⎟a+b⎟2 = (1.0. Resolução Temos: ax = 4.0 yˆ cm O aluno poderá mostrar que o módulo deste vetor vale: 5.5 xˆ + 1.5-(-2. Calcule a + b e a – b. de Carvalho . ⎟a+b⎟ = 3. a soma ax+by será a componente x do vetor a+b.0) xˆ + (2. Escreva a expressão analítica deste vetor.G.3 cm Por analogia.0-1.0 yˆ cm Exemplo 4: Um vetor b é dado por: b = -2.25 Portanto. onde a é o vetor da aplicação anterior.sen30o = 2.0)) xˆ + (2.0+1.5-2.0 yˆ cm Se quisermos calcular o módulo de a+b. a-b = (3.0.0 yˆ (em cm).cos 30o = 3. Assim: a+b = (3.5 xˆ + 3.

G. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Exemplo 5: Mostre que a. isto é.b) = (ma).xˆ +azby zˆ.projeção de b sobre a multiplicada por a.yˆ +azbz zˆ. Dessa propriedade tiramos que: a.b = (ax xˆ + ay yˆ + az zˆ ). Resolução : O produto escalar entre a e b é: a.yˆ +axbz xˆ. yˆ = ay e a.xˆ +axby xˆ.a+b.b = axbx + ayby + azbz Exemplo 7: Se R é a soma de a e b. a.ab respectivamente. mostre que : R2 = a2 + b2 + 2abcosθ Resolução : R=a+b θ a b Multiplicando por a + b à direita e R à esquerda.b = ab ou a.b = 0 Dessa propriedade tiramos que: xˆ. isto é. θ a Da definição do produto escalar. temos: a.b+b.zˆ = yˆ.yˆ +aybz yˆ.u é a projeção de a na direção de u. a. temos: R2 = (a+b)(a+b) = a.a 6) O produto escalar é distributivo.(bx xˆ + by yˆ + bz zˆ ) = = axbx xˆ.b = b. xˆ = ax.a = a2 4) Se u é um vetor unitário.b é igual a. de Carvalho .zˆ = 0 3) Se a e b são paralelos ou antiparalelos.yˆ = zˆ. onde m é um escalar Exemplo 6: Mostre que o produto escalar de a = ax xˆ + ay yˆ + az zˆ por b = bx xˆ + by yˆ + bz zˆ é igual a: a.(b+c) = a. isto é a.zˆ Usando as propriedades (2) e (3).xˆ = yˆ. vê-se que bcosθ é a projeção de b sobre a o que demonstra o b solicitado. a. então a.zˆ +azbx zˆ. Dessa propriedade tiramos que: xˆ.b R 9 Mauro M.zˆ = 1 e que a.zˆ +aybx yˆ.a+a.c 7) m(a.b = .yˆ = xˆ.b = axbx + ayby + azbz Resolução: Este resultado é importantíssimo e demonstrável a partir das propriedades do produto escalar. zˆ = az 5) O produto escalar é comutativo.b = abcosθ Da figura. 2) Se a e b são perpendiculares entre si.b = a. temos: a. se θ = 90o então a. podemos deduzir algumas importantes bcosθ propriedades: 1) O produto escalar é uma grandeza escalar.(mb).b + a.xˆ +ayby yˆ. Usando as propriedades (6) e (7).

Da figura. representado por axb.b Mas a. Por outro lado. ele é maior do que 90o e portanto. temos: R2 = a2+b2+2a.onde h é sua altura. Resolução: A área do paralelogramo da figura ao lado é bh. logo: R2 = a2 + b2 + 2abcosθ Observe na figura quem é o ângulo θ. zˆxxˆ = yˆ .b = abcosθ .9: Regra da mão direita para produto vetorial b Da definição do produto vetorial. θ b 10 Mauro M. xˆxxˆ = yˆxyˆ = zˆxzˆ = 0 Exemplo 8: Mostre que |axb| é a área do paralelogramo de lados a e b. conforme mostra a figura 9. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Usando as propriedades (3) e (5) do produto escalar. podemos deduzir algumas importantes propriedades: 1) axb∫ bxa 2) Se a e b têm a mesma direção.G. Produto vetorial O produto vetorial entre o vetor a e b . isto é. No caso. o indicador apontando na direção e sentido de a. então axb = 0 3) ax(b+c) = axb+bxc 4) m(axb) = (ma)xb = ax (mb) 5) xˆxyˆ = zˆ . vemos que h = asenθ . se θ = 0 ou 180o. a axb Figura. yˆxzˆ = xˆ . sendo. é um vetor cujo módulo é dado por: |axb| = absenθ A direção de axb é perpendicular ao plano e seu sentido é dado pela regra dos três dedos da mão direita. cos θ é negativo. o dedo médio apontando no sentido de b e o polegar apontando no sentido de axb. de Carvalho . |axb| = a h=asenθ absenθ = basenθ = bh.

zˆ )+ aybz xˆ +azbx yˆ +azby(.bzcy) xˆ – (bxcz .bycx) = b x by bz cx cy cz Lembrando que permutações pares de linhas (ou colunas) de um determinante não altera o seu resultado.bzcx) + az(bxcy .(bxc) = b.b) Vimos no exemplo anterior que: bxc = (bycz .bycx) zˆ 11 Mauro M. também chamado produto misto.yˆ )+ aybx(.aybx) zˆ A expressão acima é o desenvolvimento do “determinante” a partir dos elementos da primeira linha. ou seja: xˆ yˆ zˆ axb = a x ay az bx by bz onde o “determinante” opera como um verdadeiro determinante.azbx) yˆ + (axby . conforme se segue: axb = (ax xˆ +ay yˆ +az zˆ )x(bx xˆ +by yˆ +bz zˆ ) = = axbx xˆ x xˆ +axby xˆ x yˆ +axbz xˆ x zˆ +aybx yˆ x xˆ +ayby yˆ x yˆ +aybz yˆ x zˆ +azbx zˆ x xˆ +azby zˆ x yˆ +azbz zˆ x zˆ = =axby zˆ +axbz(. de Carvalho .(bxc) = ax(bycz . cuja definição é: V = ax(bxc) Exemplo 10: Mostre que ax(bxc) = b(a.c) . mostra-se facilmente que : a.bzcy) – ay(bxcz . Produto triplo Existem dois tipos de produto triplo: a) Produto triplo escalar.bzcx) yˆ + (bxcy .azby) xˆ – (axbz .xˆ )= =(aybz . cuja definição é: M = a.(bxc) = b x by bz cx cy cz Do exemplo 8 .bzcy) xˆ – (bxcz .bzcx) yˆ + (bxcy . Vetores e álgebra vetorial (revisão) Podemos ainda escrever o produto vetorial numa forma muito prática.(axb) b) Produto triplo vetorial.G.bycx) zˆ ax ay az Do exemplo 9 vem que: a. temos que: bxc = (bycz .(bxc) Exemplo 9: Mostre que o produto misto pode ser calculado através do determinante: ax ay az a.(cxa) = c.c(a.

y z) r (x. z') r' Figura 10 – O vetor posição de (x.c) .G.c) – cy yˆ (a.y.cx xˆ (a.c) – c(a.y'.cxayby .cxazbz] = = xˆ [bx(axcx + aycy+ azcz) – cx(axbx .b) Portanto: ax(bxc) = (bx xˆ + by yˆ + bz zˆ )(a. Se tivermos dois P e P' representados pelos vetores r e r'.c) – (cx xˆ + cy yˆ + cz zˆ )(a. Claro que R também representa o deslocamento de um ponto de P' a P. de Carvalho .azbz)] = bx xˆ (a.z) e o vetor posição de P em relação a P'. vamos calcular apenas o termo na direção xˆ [ax(bxc)]x = xˆ [ay(bxcy-bycx) + az(bxcz-bzcx)] = xˆ [bxaycy+ bxazcz-cxayby-cxazbz] Somando e subtraindo axbxcx a expressão fica: [ax(bxc)]x = xˆ [bx axcx + bxaycy+ bxazcz – cxaxbx . (x.É o vetor que vai da origem ao ponto considerado.r' (x'. o vetor posição de P em relação a P' é R = r –r'. temos: ax(bxc) = ax ay az (b y c z − b z c y ) (b z c x − b x c z ) (b x c y − b y c x ) Como os termos desse determinante são permutações circulares de índices.ayby .c) – cz zˆ (a.b) [ax(bxc)]z = bz zˆ (a.b) Vetor Posição de um ponto . Vetores e álgebra vetorial (revisão) xˆ yˆ zˆ Portanto. 12 Mauro M.b) Calculando as componentes yˆ e zˆ teríamos: [ax(bxc)]y = by yˆ (a.y z) r R = r.b) O que dá: ax(bxc) = b(a.

qualquer que seja θ.-Mostre que a variação infinitesimal de r sobre um círculo é perpendicular a r. e o sentido de repulsão. então: dr = dxxˆ + dyyˆ + dzzˆ Exemplo 12 . onde R = ( x − x ' ) 2 + ( y − y' ) 2 + (z − z' ) 2 e Rˆ é o R unitário na direção de R e pode ser escrito como: Rˆ = R Exemplo 11 – A distância entre duas massas pontuais m e m' é R. Assim. Pela lei da atração gravitacional. o módulo de força entre as duas massas será. G sendo a constante de gravitação universal.dr = 0. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Analiticamente podemos escrever: r = xxˆ + yyˆ + zzˆ r' = x ' xˆ + y' yˆ + z' zˆ R = r − r' = ( x − x ' ) xˆ + ( y − y' ) yˆ + (z − z' )zˆ R também pode ser escrito como : R = R Rˆ .G. Determine a força em m. A direção da força é a da reta que une as R2 cargas. então: x =Rcosθ e y = R senθ r onde θ é o ângulo entre r e o semi-eixo positivo dos x.F o Variação infinitesimal de r .Se r sofre uma variação infinitesimal. mm' mm' R mm' Em m a força será: F = G 2 Rˆ = G 2 =G 3 R F' m' R m F R R R R r r' Em m' a força será. mm' F=G . de Carvalho . demonstrando que r e dr são perpendiculares. 13 Mauro M. temos: dx = -Rsenθdθ e dy = Rcosθdθ x Podemos escrever: r = Rcosθ xˆ + R senθ yˆ e dr = (-Rsenθ xˆ + Rcosθ yˆ )dθ Obviamente r. evidentemente: F' = . y r = x xˆ + y yˆ Se o raio do círculo é R.

onde m é um escalar 3) grad(fg) = f. de Carvalho . ∂r x ∂r y ∂r z r= x 2 + y2 + z2 ⇒ = .Seja f(x. temos: ∂u x ∂u x ∂u x u = (x2+y2+z2)-1/2 ⇒ =− 2 . Se x.G.z) uma função de x. Podemos então escrever: df = gradf. é elementar demonstrar que: 1) grad(f+g) = grad f + grad g 2) grad(mf) = m grad f . df = dx é a variação de ∂x ∂f f quando x sofre uma variação infinitesimal dx. = − . = − ∂x ( x + y 2 + z 2 ) 3 / 2 ∂x ( x 2 + y 2 + z 2 ) 3 / 2 ∂x (x 2 + y 2 + z 2 ) 3 / 2 1 r r rˆ ou seja: Lu.grad f Exemplo 13 – Determine Lr e L(1/r).y e z e . ( dxxˆ + dyyˆ + dzzˆ ) ∂x ∂y ∂z ∂x ∂y ∂z ∂f ∂f ∂f O vetor xˆ + yˆ + zˆ é chamado gradiente de f e é representado por gradf ou Lf (L chama-se ∂x ∂y ∂z nabla). então: ∂z ∂f ∂f ∂f df = dx + dy + dz . Assim sendo. Observando a expressão para df.grad g + g. Idem para as outras variáveis: df = dy e ∂y ∂f df = dz.r 2 r2 14 Mauro M.= L(1/r) = − ( xxˆ + yyˆ + zzˆ ) = − = − = − (x 2 + y 2 + z 2 ) 3 / 2 r3 r.dr Da definição de gradiente. = e = ∂x x2 + y2 + z2 ∂y x 2 + y2 + z2 ∂z x 2 + y2 + z2 1 r ou seja : Lr = ( xxˆ + yyˆ + zzˆ) = = rˆ x 2 + y2 + z2 r Chamando u = (1/r). e ∂x ∂y ∂z ∂f suas derivadas parciais em relação a x. y e z respectivamente. y e z sofrem variações infinitesimais. podemos escrever: ∂f ∂f ∂f ∂f ∂f ∂f df = dx + dy + dz = ( xˆ + yˆ + zˆ ).y. ∂x ∂y ∂z Gradiente – Vimos que: dr = dxxˆ + dyyˆ + dzzˆ . Vetores e álgebra vetorial (revisão) ∂f ∂f ∂f Derivada de funções com mais de uma variável .

Dessa expressão.z) = x2 + y2 + z2 ? x2 + y2 + z2 = C (constante) é a equação de uma esfera com centro na origem e raio C .6x . podemos também escrever: df = gradf. 15 Mauro M.z) = x2 + y2 + z2 são esferas com centro na origem. b) Para saber a altura do ponto mais alto.xˆ + yˆ (a direção de gradh).dr que só será identicamente nulo se gradf for normal à qualquer dr contido na superfície. b) Qual a altura desse ponto? c) Qual a inclinação máxima da montanha. a) Determine o ponto mais alto da montanha.6x .dr.y) = constante Superfícies de nível são superfícies determinadas por: f(x.z) = constante Exemplo 15 . quando dr tem a direção de gradf. Exemplo 14 – A altura de uma montanha é dada em metros por: h(x. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Significado do gradiente – Pela definição de produto escalar.3) = 3600 m c) A inclinação máxima é dada pelo gradiente de h. ou seja.y) = 50(2xy . basta substituir os valores encontrados para x e y na expressão da altura: h(-2.3x2 .y.cosθ. gradh = 50[(2y . gradf tem a direção de maior variação de f. onde θ é o ângulo entre dr e gradf. ou seja. vemos que a máxima variação de f se dá quando θ = 0 (cosθ = 1). Em outras palavras. Como na superfície de nível f(x.z) é constante. em m/km. num ponto situado a 1km ao norte e 1km a leste de A? Em qual direção a inclinação é máxima neste ponto? a) No ponto mais alto a inclinação é zero. noroeste.G. Exemplo 16 – Mostre que o gradiente de uma função f(x. Linhas e superfícies de nível – Linhas de nível são linhas determinadas por: f(x. y e z são as distâncias em quilômetros de um ponto A. em qualquer direção df = 0.y.56x103m/km a direção dessa inclinação é . Portanto. ∂f Portanto. de Carvalho .y. temos : gradh = 50(-22 xˆ +22 yˆ ) A inclinação será: ⎪gradh⎪ = 1.z) num ponto de uma superfície de nível é normal à superfície.Quais são as superfícies de nível da função f(x. as superfícies de nível para f(x.y.4y2 – 18x + 28y +12) onde x. = 0 ⇒ 2y . ou seja.y. ou seja gradf tem que ser normal á própria superfície. Mas df = gradf.18) xˆ + (2x – 8y +28) yˆ ] em x = 1km e y = 1km. df =0 qualquer que seja o dr contido na superfície.18 = 0 ∂x ∂f = 0 ⇒ 2x – 8y + 28 =0 ∂y Dessas duas equações tiramos: x = -2 e y = 3 ⇒ O ponto mais alto fica a 2km a oeste e 3km ao norte de A.

Nos dois casos o gradiente tem a direção de r. Observe o resultado do Exemplo 13. por seu lado. Pela razão inversa. o campos em A é o de menor intensidade. de Carvalho . D e E. o número de linhas que por unidade de área. isto é.onde a densidade de linhas é maior. Exemplo 17 . Dentre os campos representados. então o gradf tem a direção de r. ∂f ∂f ∂f ∂f ∂r ∂f ∂r ∂f ∂r ∂f ∂r ∂r ∂r grad f(r) = xˆ + yˆ + zˆ = xˆ + yˆ + zˆ = ( xˆ + yˆ + zˆ ) ∂x ∂y ∂z ∂r ∂x ∂r ∂y ∂r ∂z ∂r ∂x ∂y ∂z ∂r x x ∂r y y ∂r z z Mas (v. o exemplo 13 usando essa expressão para o gradiente.onde a densidade de linhas é maior. o campo é mais intenso em C . para r constante. (b) Linhas de força e os campos nos pontos A. Fluxo de campo vetorial através de uma superfície – Campos vetoriais são usualmente representados por linhas de força. = = e = = ∂x x 2 + y2 + z2 r ∂y x 2 + y2 + z2 r ∂z x 2 + y2 + z2 r ∂f 1 ∂f r Assim.G. pois. Pela razão inversa. os campos em A e E têm menor intensidade. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Esse resultado é muito importante. Dentre os campos representados. qualitativamente. C. como tinha que ser. Nos dois casos. grad f(r) = rˆ ∂r Note que o uso dessa expressão simplifica o cálculo do gradiente de funções com simetria esférica. A intensidade. B. f = f(r). Refaça. exemplo 13): = = .Mostre que se uma função f só depende de r. De imediato podemos dizer que as superfícies de nível desse tipo de função são esferas centradas na origem. Podemos ir além e calcularmos o gradiente de funções com simetria esférica. As funções desse tipo têm o que se chama de simetria esférica. a intensidade do campo. A (a) (b) E B C C A D B D Figura 11 – (a) Linhas de força e os campos nos pontos A. o campo é mais intenso em C . Linhas de força são linhas que dão a direção. o sentido e. as superfícies de nível são esferas de centro na origem (f cte ⇔ r cte). isto é. As normais às esferas com centro na origem têm a direção de r. ao longo de uma linha de força o campo é sempre tangente a ela. 16 Mauro M. B. grad f(r) = (x xˆ + y yˆ + z zˆ ) = ∂r r ∂r r ∂f Portanto. por exemplo. Para isso. é representada pela densidade de linhas. C e D. f(r) também será e vice-versa. A figura 11 mostra alguns exemplos.

Nenhuma linha de força atravessa a superfície nesse caso e. consequentemente. É também usual a notação dφ = F. mas uma vez escolhido esse número (de forma a dar uma idéia clara de como é o campo). portanto. o fluxo de um campo vetorial F através de um elemento de área dA é : dφ = F. Quando se tem uma superfície fechada. a superfície é paralela às linhas de força e. No caso (c). Sendo assim. Assim. o fluxo através dela é zero. θ = 90o (cosθ = 0). é obrigatório seguir as regras já mencionadas.G. Não havendo nenhuma fonte nem sumidouro de linhas dentro da superfície fechada. de Carvalho . No caso (b). podemos escrever: dN dφ ∼ cosθ . portanto. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Deve ser ressaltado que o número de linhas usadas para representar um campo vetorial é arbitrário.dA = dN. podemos dizer que o fluxo é proporcional ao número de linhas de forças que atravessam a superfície. dA onde θ é o ângulo entre o campo (ou linha de força) e a normal a dA. Por definição.cosθ . A normal (em vermelho) é paralela ao campo e. nesse caso. Considerando que a intensidade de campo é proporcional à densidade de linhas de força.dA onde dA = nˆ dA. O número de linhas de força que atravessam a superfície diminuiu em relação ao caso (a). θ = 0 (cosθ = 1) e o número de linhas de força que atravessam a superfície é máximo. Figura 12 - (a) (b) (c) Figura 12 – No caso (a) a superfície é normal ás linhas de força. a normal faz um ângulo θ com a normal. O fluxo será zero se as linhas de força forem paralelas à superfície. 17 Mauro M. convencionalmente orienta-se a normal para fora do volume limitado por ela. As propriedades das linhas de força nos permitem dar uma interpretação mais palpável do conceito de fluxo. O número de linhas que atravessam uma superfície será máximo quando a superfície for perpendicular às linhas. linhas de força que entram na superfície têm fluxo negativo (θ>90o) e para as linha que saem da superfície o fluxo é positivo. portanto. o fluxo total através de toda a superfície é zero. as linha que entram têm que sair e. elas não atravessam a superfície. A figura 12 ilustra o que foi explicado acima. nˆ dA onde nˆ é um unitário normal ao elemento de área. pois.

G. calculemos o fluxo "líquido" pelas faces perpendiculares ao eixo x. A figura 14 é uma ampliação do paralelepípedo mostrado na figura 13 sem as linhas de força para maior clareza. a divergência é zero. Z Figura 13 .yz) campo vetorial representado por suas linhas de força. Note que nem todas as linhas Y atravessam o paralelepípedo. essa expressão são os dois primeiros termo do desenvolvimento em série de Taylor de f(u)). para pequenos valores de ∆u.Y e Z respectivamente. Portanto.z) no centro de um paralelepípedo e numa região onde existe um P(x. Fy e Fz e que. 2) Se não há fonte de linhas de força (campo).z) em torno do qual existe uma superfície de área A limitando um volume V.z) no centro de um paralelepípedo com arestas de comprimentos ∆x.(a) Um ponto P de coordenadas (x.y.dA = lim V →0 V Onde φT é o fluxo total através da superfície A. Vamos procurar uma expressão algébrica para o cálculo da divergência. De imediato podemos tirar duas consequências dessa definição: 1) A divergência é um escalar. considere um ponto P(x. Lembremos também que o campo F pode ser ∂f decomposto em Fx. Primeiramente. de Carvalho . Para isso consideremos um ponto P de coordenadas (x. a divergência num ponto significa o fluxo por unidade de volume através de uma superfície infinitesimal em torno do ponto.y. ∆y e ∆z paralelas aos eixos X. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Divergência . 18 Mauro M. conforme a figura 13. Por definição: 1 φT divF = lim V →0 V ∫F.y.Numa região onde o campo vetorial é F. X (a) Vamos calcular o fluxo total através desse paralelepípedo lembrando que o fluxo é positivo quando as linhas saem do paralelepípedo e negativo quando entram. uma função f(u+∆u) = f(u) + ∆u ∂u (basicamente .

z) ∆x ∂Fx ( x. Em x+∆x/2 e em x-∆x/2 os campos serão: ∂Fx ( x. ou seja ∆y∆z.z) e (x. y. de Carvalho . .y. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Z ∆x (x.y. z) ∂Fz( x. o ponto P. y. y.y.y. devemos levar em conta também que as linhas entram na face em x- ∆x/2 e sae pela face em x+∆x/2.y. z) ∆x F(x+∆x/2. Os centro das faces perpendiculares ao eixo X têm coordenadas: ∆x ∆x ∆x (x+ .z) 2 2 X ∆x Y x- x 2 ∆x x+ 2 Em (x. Portanto temos: ∂Fx ( x. z) ∆x ∂Fx ( x.y.z) = Fx(x.z) ∆y 2 (x. y. podemos afirmar que: φTy= ∆x∆y∆z e φTz= ∆x∆y∆z ∂y ∂z 19 Mauro M.y.Na figura.y.z) .y. z) Por analogia.z) está no 2 ∆z centro do paralelepípedo.z ∆x ) Figura 14 .y. y. (x+ . Na verdade isto é uma aproximação devido ao fato das faces serem infinitesimais.z) de coordenadas (x. z) φTx = ∆x∆y∆z ∂x ∂Fy( x.y.z) + e F(x-∆x/2.z) = Fx(x.z) - ∂x 2 ∂x 2 O fluxo através das faces que contêm os x+∆x/2 e x-∆x/2 será o produto da componente Fx do campo no centro da face pela área da face.y. y. ou seja: ∂Fx ( x . z) ∆x φx+∆x/2 = (Fx(x.(Fx(x.z) + )∆y∆z e φx-∆x/2 = . )∆y∆z ∂x 2 ∂x 2 O fluxo total através das faces perpendiculares ao eixo X será: φTx = φx+∆x/2 + φx-∆x/2 . y.G.y. .y.z).z) o campo paralelo ao eixo X é Fx(x.

z) e : φT = ( + + )∆x∆y∆z ∂x ∂y ∂z Pela definição. y. y. escreveremos apenas Fx ao invés de Fx(x.0) x +y +z Exemplo 19 – Mostre que div(uf) = u. É elementar demonstrar que: 1) div(F+G) = divF + div G 2) div (mF) = m divF. z) ∂Fy ( x.gradf ∂x ∂y ∂z 20 Mauro M. vemos que a divergência pode ser escrita: ∂ ∂ ∂ div F = ( xˆ + yˆ + zˆ ). z) ∂Fz ( x. como esperado a divergência é uma grandeza escalar. z) ∂Fy( x. y. z) div F = lim T = lim ( x + + ) ∆x∆y∆z V →0 V ∆x .G. Usando as propriedades do produto escalar. div F = L. y.z). a divergência será: φ 1 ∂F ( x . Vetores e álgebra vetorial (revisão) ∂Fx ( x . 3) div r = 3 Exemplo 18 – Calcule div(r/r3). De uma forma simplificada. y. z) ∂Fy( x. m sendo um escalar.F A divergência transforma vetor em escalar div.y. temos: grad f = L f O gradiente transforma escalar em vetor.[(y2 + z2 . r/r3 = (x xˆ + y yˆ + z zˆ )/(x2 + y2 + z2)3/2 1 div(r/r3) = 2 2 2 . z) ∂Fz( x. ∂f ∂f ∂f div(uf) = u x +uy + uz = u. y.gradf onde u é um vetor constante e f uma função. y. y.∆z →0 ∆x∆y∆z ∂x ∂y ∂z ∂Fx ( x . z) Finalmente: div F = + + ∂x ∂y ∂z De fato.grad f = L2f = ∂ f2 + ∂ f2 + ∂ f2 2 2 2 ∂x ∂y ∂z Esta última expressão (div. y. z) ∂Fz( x.∆y.0. O mesmo para as outras componentes.2x2)+ (x2 + z2 – 2y2) + (x2 + y2 – 2z2)] = 0 exceto em (0.(Fx xˆ +Fy yˆ + Fz zˆ ) ∂x ∂y ∂z ∂ ∂ ∂ Vamos então definir o operador nabla como: L = xˆ + yˆ + zˆ ∂x ∂y ∂z Com essa definição. de Carvalho .grad) é chamada Laplaciano de f e é uma função escalar.

A linha orientada C que limita a área ∆A.y) Fy yˆ Y ∆x (x. que é como é chamada a integral acima.G.rotF = lim ∆A →0 ∆A F. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Rotacional – Seja F um campo vetorial e C uma linha fechada limitando uma superfície A que contém um ponto P. dl Para encontrarmos uma expressão para rotF.(b) Para maior clareza. ∆y Z Y z zˆ linhas de (x-∆x/2. o retângulo foi ampliado. a normal ∆A também teria sentido teria o sentido oposto. conforme mostra a figura 15.y) d c C força y (x. de Carvalho . Se C o deslocamento dl sobre da linha C fosse oposto. Define-se rotacional de F em P como: 1 nˆ .y) X Figura 16 – (a) Para determinar e expressão da componente z do rotacional em (x.y+∆y/2) (x. Pela própria definição. O sentido da integração será foi escolhido para que a normal seja zˆ . conforme mostra a figura 16. vemos que o rotacional é uma grandeza vetorial que dá a densidade de circulação. 21 Mauro M. A P F direção e o sentido de nˆ é dado pela regra da mão direita.y-∆y/2) x C Fx xˆ X a b (x+∆x/2. Portanto estaremos calculando a componente z do rotacional. utilizamos um retângulo fechado que contem o ponto x(x.dl ∫ onde dl é um elemento infinitesimal de deslocamento orientado sobre a linha C e nˆ é o unitário normal à A e orientado de acordo com a regra da mão direita.y). em torno do ponto. utilizaremos o mesmo procedimento que foi usado na divergência.y). nˆ Figura 15 . só que agora utilizaremos uma linha retangular fechada e paralela ao plano xy.

y) + )∆y 2 ∂x ∆y ∂Fx lado bc: C2 = .rot F = (rot F)z = lim ∆A →0 ∆A C ∫ F. Assim.y)∆y = .y) . pois esta componente é perpendicular á linha.(Fx(x.Fy(x-∆x/2.y-∆y/2))∆x = (Fx(x.(Fx(x. de Carvalho .(Fy(x.Fx(x. Claro que Fz não entra nesse cálculo. )∆x 2 ∂y A circulação em abcda será então: ∆x ∂Fy ∆y ∂Fx ∆x ∂Fy ∆y ∂Fx C = (Fy(x. )∆y + (Fx(x. )∆x∆y = ( .G. )∆Α ∂x ∂y ∂x ∂y 1 ∂Fy ∂Fx Assim: zˆ . a integral pode ser substituída pelo produto de F pelo tamanho do lado (∆x ou ∆y). ) ∂z ∂x Essas expressões nos permitem escrever: xˆ yˆ zˆ ∂ ∂ ∂ rot F = ∂x ∂y ∂z Fx Fy Fz ou: rot F = LxF 22 Mauro M. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Vamos considerar o que em cada lado a componente de F paralela a ele seja constante e igual ao valor no seu ponto médio.y) + )∆x 2 ∂y ∆x ∂Fy lado cd: C3 = .y) .y)∆y = (Fy(x.y)+ )∆x .y). Então temos: ∆x ∂Fy lado ab: C1 = Fy(x+∆x/2.(Fy(x.dl = ( ∂x - ∂y ) Observe que a soma entre parêntesis envolve derivadas cruzadas (Fy em relação a x e Fx em relação a y). )∆y 2 ∂x ∆y ∂Fx lado da: C4 = Fx(x. Seguindo o mesmo procedimento para as outras componentes encontraríamos: ∂F ∂Fy (rot F)x = ( z . )∆x 2 ∂x 2 ∂y 2 ∂x 2 ∂y ∂Fy ∂Fx ∂Fy ∂Fx C=( .y)+ )∆y .y+∆y/2))∆x = . ) ∂y ∂z ∂F ∂Fz (rot F)y = ( x .y).

±2. ±3.0. ela pode ser escrita como gradiente de uma função escalar. de Carvalho . ela pode ser escrita como gradiente de uma função escalar.F) . Y xˆ yˆ zˆ ∂ ∂ ∂ rot v = = 2 zˆ ∂x ∂y ∂z −y x 0 X Algumas relações importantíssimas – Algumas relações usando o operador nabla têm grande utilidade em eletromagnetismo. então seu rotacional é nulo. e x = ±1. Esta relação diz que se uma função (campo) vetorial puder ser escrita como um rotacional e de uma função vetorial. L2F é um vetor cujas componentes são os laplacianos das respectivas componentes de F. Reciprocamente. Dizemos que é uma função irrotacional. xˆ yˆ zˆ rot r = ∂ ∂ ∂ =0 ∂x ∂y ∂z x y z Exemplo 21 – Considere um campo vetorial dado por v = -y xˆ + x yˆ . se uma função (campo) vetorial for solenoidal.Calcule o rotacional de r. As três relações a seguir são das mais úteis e o aluno deve demonstrá- las pelo. Dizemos que é uma função solenoidal. ±2. então sua divergência é nula. ±3 e em x = 0 e y = ±1. Esta relação diz que se uma função (campo) vetorial puder ser escrita como um gradiente de uma função escalar.LxF = 0 onde F é uma função vetorial. podemos traçar as linhas de força. Desenhe algumas linhas de força e calcule rot v em (0. Reciprocamente. Já podemos ver que o rotacional não será nulo. 1) LxLf = 0 onde f é uma função escalar. 23 Mauro M. Vetores e álgebra vetorial (revisão) Exemplo 20 . 3) Lx(LxF) = L(L.0).G. menos uma vez na vida (talvez numa prova!). 2) L.L2F Nesta última relação o conceito de laplaciano foi estendido para vetores. se uma função (campo) vetorial for irrotacional. Assim. Desenhando os vetores campo em y = 0.

Exemplo 22 – Mostre que ∫ f nˆdA = ∫ ∇f dV A V Multiplicando por um vetor constante u o lado esquerdo da equação. se para uma das partes o fluxo é positivo (linhas saindo através dessa parede) para a outra é necessariamente positivo (as linhas que saem de uma parte estarão necessariamente entrando na outra). será linha aqui.nˆdA V A Onde A é a área da superfície que delimita o volume V A demonstração deste teorema não é difícil e pode ser feita pelo aluno. no sentido horário. Isso ocorre porque ao dividir o sólido com uma parede. Quando se soma os fluxos. portanto. mostramos que : L.Calcule o trabalho de uma força F = -y xˆ + x yˆ (x e y em metros e F em Newtons) para deslocar. a) Por integração direta: O trabalho da força F sobre o círculo é dado por: W = ∫ F. uma massa numa trajetória circular de equação x2 + y2 = 1.dl 24 Mauro M.Lf .G. o fluxo total é o fluxo através do sólido antes da divisão. de Carvalho .∇f dV ⇒ ∫ f nˆ dA = ∫ ∇f dV A V A V Teorema de Stokes – O teorema de Stokes relaciona o fluxo do rotacional de uma função vetorial F através de uma superfície e a circulação de F sobre a linha que delimita essa superfície ∫ rotF. Isto vale também quando o sólido é dividido em N sólidos infinitesimais. na parede divisória eles se anulam e.(fu) dV pelo teorema da divergência A V No exemplo 19.nˆ dA = ∫ ∇.(uf) = u. temos: ∫ (uf).nˆ dA = ∫ u. Vamos resolver esse problema por integração direta e com o uso do teorema de -1 1 Stokes. A idéia é que quando se divide um volume em dois.nˆdA = ∫ F. Evidentemente que onde era superfície lá. logo a igualdade acima fica: ∫ (uf). Vetores e álgebra vetorial (revisão) Teorema da divergência .O teorema da divergência relaciona fluxo e divergência num volume. ∫ divF dv = ∫ F. O (bom) aluno deve tentar fazer essa demonstração.dl A C A demonstração deste teorema segue o mesmo raciocínio que o usado na demonstração do teorema da divergência. Exemplo 23 . o fluxo no volume primitivo é igual à soma dos fluxos nos dois volumes.

G.dl = 4. W = ∫ F.vem: dy = − x dx (4) 1 − x2 Substituindo (3) e (4) em (1): F.nˆdA A normal ao plano do círculo.dl = ∫ rotF. [arcsenx ] 0 = .dl = (− 1 − x 2 − x 2 )dx = − dx 1 − x2 1 − x2 1 Assim .∫ − dx 2 = . Vetores e álgebra vetorial (revisão) onde dl = xˆ dx + yˆ dy Então: F.nˆdA = ∫ 2zˆ.2π Escolha então qual a maneira mais simples quando encontrar um desses problemas 25 Mauro M. de Carvalho .4. rotF = 2 zˆ Então: ∫ rotF.2π 1 0 1− x b) Com o uso do teorema de Stokes: Pelo teorema de Stokes: W = ∫ F.(− zˆ)dA = -2 ∫ dA = . é: nˆ ≡ − zˆ O rotacional de F foi calculado no exemplo 21.dl = -ydx + xdy (1) Da equação do círculo: xdx + ydy = 0 (2) e y = 1 − x2 (3) Substituindo y de (2) e (3) . levando em conta a regra da mão direita.