O ESPAÇO DOS JORNALISTAS DA ECONOMIA

dossiê
BRASILEIROS: gerações, origem social e
dinâmica profissional

THE CURRENT SPACE OF BRAZILIAN ECONOMICAL
JOURNALISM: generations, social origin and
professional dynamics

Antonio José Pedroso Neto*

Introdução: objetivos e questões teóricas e po e seus subespaços com outros campos
metodológicas sociais (BOURDIEU, 1987a e 1994; CHAM-
PAGNE, 2007; DUVAL, 2004).
Este artigo apresenta uma objetivação O problema geral colocado para o JEB é
do espaço do jornalismo econômico bra- simples: como explicar que certas informa-
sileiro (JEB)1. Para isso, foi realizada uma ções e tomadas de posição sobre o mundo
Análise de Correspondências Múltiplas econômico são difundidas em grande escala
(ACM) de 69 prosopografias de Jornalistas pela maioria da mídia, enquanto outras são
de Economia (JE) atuantes durante 2011. relevadas e/ou restam esquecidas? A hipó-
O trabalho é orientado por uma démarche tese geral que orienta a coleta e a análise
sociológica que pesquisa a mídia a partir de dados também é simples: os JE que as-
da “noção de campo”, ou seja, entende as cenderam às posições dominantes do espa-
tomadas de posição dos JE ‒ seus textos ou ço do JEB têm origem social relativamen-
suas produções simbólicas ‒ como produtos te mais elevada que seus confrades, assim
de suas posições em um subespaço do cam- como iniciaram e mantiveram suas carreiras
po do jornalismo e da relação desse cam- mais precocemente nos principais veículos

* É doutor em ciências sociais, professor e pesquisador da Universidade Federal de Tocantins e bolsista de
produtividade do CNPq. ajpedrosoneto@uol.com.br
1. Agradecimentos: ao CNPq e a CAPES pelos recursos disponibilizados; ao Centro de Desenvolvimento e
Planejamento Regional (CEDEPLAR) da UFMG pela residência pós-doutoral; aos colegas do Núcleo de Es-
tudos de Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI) da UFSCar pelos seminários e cursos de análise
geométrica de dados; aos alunos e colegas do Grupo Jornalismo e Multimídia (GJM) da UFT pelas colabo-
rações e incentivos; aos jornalistas que colaboraram com a pesquisa; e aos colegas do seminário temático
“Elites e espaços de poder” do 37o Encontro Anual da ANPOCS.

133

do espaço ‒ o que explicaria a heteronomia, ênfases, citarem agentes sociais, incluírem
ainda hipotética, dos agentes desse espaço, vozes, e operarem enquadramentos (GOF-
isto é, a produção de conteúdos mais afins FMAN, 1974), realizam responsabilizações,
com os interesses estruturais dos agentes do- adjetivações, condenações, prescrições, etc.
minantes no campo econômico. Enfim, independente de serem menos ou
Dada a démarche sociológica, a com- mais objetivos ‒ como querem os códigos
preensão das diferentes produções simbóli- deontológicos e os princípios de excelência
cas depende, inicialmente, do conhecimen- profissional ‒ e menos ou mais explícitos
to objetivo das dimensões do espaço dos em suas tomadas de posição, os JE publi-
JE e de pesquisas cumulativas sobre suas cam representações, prescrições e respostas
tomadas de posição ‒ análises de conteú- para as ações do governo, dos empresários,
do e de enquadramento de seus produtos banqueiros, investidores, sindicatos e de-
tratados como variáveis “explicadas” ou mais agentes econômicos. Em síntese, seus
“suplementares” (LEBARON, 2009) ‒, sobre textos representam tomadas de posição e
as estruturas do espaço das empresas de são instrumentos em lutas simbólicas. A
mídia, e sobre o conhecimento das práticas “comunicação não é neutra” e tais produtos
de recrutamento e de formação de relações culturais são “expressões” de uma “política
com suas fontes. de percepção” constituinte das lutas simbó-
A démarche mobilizada considera que licas (BOURDIEU, 1989 e 2000).
os JE produzem bens simbólicos parti- Em outro sentido, a démarche considera
culares ‒ textos como colunas, editoriais, que os JE agem vis-à-vis seus pares e ou-
reportagens, comentários, análises ‒ que tros agentes sociais em debates e tomadas de
têm influência sobre a sociedade (BOUR- posição sobre os rumos e dilemas da socie-
DIEU, 1987a; CHAMPAGNE, 2000; DUVAL, dade, do Estado, do governo, da economia,
2004). Mais pontualmente, tais bens simbó- etc. Atuam no campo do poder (BOURDIEU,
licos integram e têm efeitos sobre a ordem 1996 e 1987b), ou seja, em maior ou menor
econômica. Entretanto, dentre os produtos medida, estão entremeados nas lutas políti-
simbólicos possíveis, os JE operam uma se- cas e econômicas. Agentes do campo do po-
leção dos que serão publicados, ou não, e as der ‒ economistas, intelectuais, banqueiros,
condições em que isso ocorrerá. empresários, executivos, sindicalistas, go-
Em seus textos, eles descrevem, anali- vernantes, jornalistas ‒ estão o tempo todo
sam, criticam ou comentam situações de produzindo interpretações, representações,
fato e, incontornavelmente, fazem isso de prescrições favoráveis ou simplesmente con-
modo seletivo, não necessariamente em catenadas com os princípios estruturantes
um sentido consciente, planejado, explíci- dos seus campos de origem. Desse modo, os
to, com intenções de manipulação, mas, de JE estão o tempo todo procurando “impor
modo mais eficaz, em um sentido cogniti- a visão legítima”, o “conhecimento legítimo
vo. Ao difundirem uma e não difundirem do sentido”, da “significação”, da “direção”
outras doutrinas, categorias, “crenças eco- dos fenômenos econômicos (BOURDIEU,
nômicas” e “princípios cognitivos de visão 1997 e 2000). E eles atuam nesse campo,
e divisão de mundo” (BOURDIEU, 1997 e não como um grupo monolítico, mas como
2000), os JE configuram uma seleção im- um grupo diferenciado internamente, como
plícita e explícita na difusão. Ao realizarem um “campo social” (BOURDIEU, 1987a).

134 Repocs, v.12, n.23, jan/jun. 2015

1. suas rela. programas. e escolar dos jornalistas e de seus pais. Na prática. sobre as estru. sejam elas de períodos recentes (ABREU. modo. televisão. 2. editorias de economia como empregados buição com a literatura existente ‒ análises ou autônomos/freelances. portais. riedade. so- cações a respeito do tema nos casos fran. nomes de JE atuantes em diversas mídias: ções de força. agências de Ciências Sociais. SCHUDSON. A gênese do jornalismo econômico bra- guistas ‒ e não se ocuparam com questões sileiro sobre a maior ou menor autonomia dos jor- nalistas e. Em vez de partir de um recenseamento de Do ponto de vista sociológico. Sendo assim. os princípios pesquisa foi reunir o máximo possível de que os hierarquizam no espaço. Os dados e as análises que constituem este artigo resultaram de pesquisas sobre mídia e economia no Brasil: “O jornalismo econômico no Brasil: entre a economia e a política”. analisar esses dados tem trabalhos sobre o JEB. ABREU especializadas ou não – revistas e jornais E ROCHA. cês e norte-americano (BOURDIEU. trata-se de uma objetivação socioló. etc. seções. 2006. entre RIUTORT. 2000. Em síntese. comércio. bre as propriedades sociais dos jornalistas. e “O jornalismo econômico bra- sileiro e a crise financeira mundial: as posições sociais e as tomadas de posição” (cf. o principal objetivo da nomos/heterônomos eles são. reconhecimento e prestígio. que já apresentou publi. das mídias que históricas e estudos temáticos que tratam tratam de assuntos econômicos. outros. 1995). sobre as empresas do espaço e sobre noto- CHAMPAGNE. E. mas eles foram com a ACM: objetivar o espaço do JEB. 2009. Em conclusão. Exis. dução cultural e de poder. rentemente apresenta seus comentários. Tem-se como JE aqueles que atuam nas Sendo assim. revista. por economistas e lin. finanças. autóctone. ca. ao contrário da literatura sociológi. o JEB é um espaço de pro. 2003. nomeados pelas rubricas autóctones como gica como alternativa ao senso comum economia. são as definições escolásticas prévias ou de defini- posições no espaço do JEB que contribuem ções e classificações autóctones. realizados por jornalistas e comunicadores ‒ marginalmente. rádio. produzir aproximações sobre quão autô. Dito de outro ticos em cadernos. finalmente. principalmente. rádio. não há trabalhos sobre notícias e internet. dinheiro. 2004. empresas. 1994. nota de rodapé 1). televisão. que recor. QUINTÃO. LENE. sobre a trajetória e a posição ocupacional ca internacional. é argumentos e discursos num espectro que necessário lançar luz sobre os JE e tentar vai da denunciação à celebração. DUVAL. agên- 1987) ‒ a partir de uma pesquisa que pro. Na literatura nacional das jornal. foi mobi- fortemente para explicar como os veículos lizado um critério simples: a atuação práti- e os jornalistas tratam o mundo econômico. O que é um jornalista da economia? O turas do espaço e as relações dos produtos que é o jornalismo econômico brasileiro? simbólicos com essas estruturas. 2000 e 2007. impressos e online. este artigo tem uma contri. Em seguida. agropecuária. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 135 . etc. os curou construir empiricamente o estado JE atuam produzindo conteúdos jornalís- atual do espaço do JEB2. negócios. erudito e acadêmico. levantar as relações entre a mídia e a economia no suas informações prosopográficas: dados Brasil. cias de noticias.

2003. esses governos atro- to senso. separa o formato atual do anterior. 1985). nal. QUINTÃO. passaram a relatar. nuição de páginas nos jornais e de jorna- nâmicas da economia nacional e internacio. em jornais já existentes Foram fundados ain. no início. editorias. 2006. NASSIF. Mas não foi sempre assim. produção agrícola e industrial. NASSIF. dólar. Esse período de gênese do JEB no for- nomia ‒ Gazeta Mercantil e demais jornais mato atual esteve relacionado a dinâmicas regionais e locais. Os textos de treinamento e formação de profissionais. fiamento paralelo no espaço da imprensa nais. 2003. variação de câmbio. 1987). CALDAS. o desenvolvimento industrial e a expansão taxas e serviços de condomínio. históricos e os de cunho prosaico registram todos relacionados a fatos. Em grande medida. legitimaram impulsionando o crescimento nacionais e assuntos mais relacionados ao da economia com o “milagre econômico”. 3. salário (ABREU. 1988).23. novos jornais. anônimas. são do JEB com o aumento do número de QUINTÃO. 1985. das organizações inter. Até então. n. ocorreu um período de mudanças que 2003. tais como poupança. tos com fontes específicas e dos processos to atual. que toda a expansão do JEB se deu em um ra econômica. extin- nicados diversos e cartoriais de sociedades ção de partidos políticos. Essa expansão aconteceu com a presença do Estado autoritário. ABREU e ROCHA. Vale dizer dio e televisão dedicados a assuntos da esfe. o JEB tem um forma. 2015 . da política e da jornais do comércio em geral ‒ tinham como cultura brasileira. além de no- estruturadas editorias ‒ ou reestruturadas as vos jornais e revistas. bolsas. 2003. programas de rá. (SKIDMORE. dia a dia dos leitores. 1996. 2003. cotação de restrição de liberdades e direitos políticos. progressivamente. 2003. 2003. SKIDMORE. QUINTÃO. especializados poucas existentes ‒ e cadernos de economia em assuntos econômicos (ABREU. ABREU e ROCHA. esses governos se da dívida externa. estri. e sem análise. 1988). também amplamente impul- do pessoal. listas nas redações em geral (ABREU. começou a contexto de ampliação da indústria cultu- especialização dos jornalistas. agentes. 2003. ocorreu um atro- desde então. de fins dos anos 1960 ao início dos anos tuições e processos da economia (ABREU. E. ocorreram mudanças. ocorreu a expan- DAS. CALDAS. preço e volumes da fiaram o espaço da política com cassações. insti- que. dos investimentos e planos governamentais. 1987). Ao mesmo tempo. etc. o crescimento ral3 no Brasil. KUCINSKI. 2003. 2006. sionada pelo Estado (ORTIZ. Mas. Por um lado. e de mais gerais da economia. limitadas e de governo. revistas. 1996. QUINTÃO.12. etc. 2003. Ortiz (1988) no capítulo “O mercado dos bens simbólicos” relata com detalhes a expansão exponencial do volume e dimensão da produção. em aliança com o setor empresarial. KUCINSKI. da. Por outro lado. NASSIF. mercado do Estado (MARTINS. fo- 136 Repocs. distribuição e consumo dos bens simbólicos no Brasil dos anos 1970. v. 1970. cadernos e pessoal em- Nesse período. de automóveis. jan/jun. 1987). Simultaneamente. um após o outro. os jornais dedicados à eco. 1988). fechamento do Congresso Nacional. das empresas. das rotinas. todas elas sob fortes in- conteúdo predominante a comunicação de tervenções dos governos militares (1964- informações comerciais e financeiras. dos setores econômicos. CAL. e tais jor. política com a censura de textos e a dimi- analisar e informar sobre a economia. etc. dos relacionamen. comu. páginas. 1987). paralelamente. as di. foram pregado nos jornais e revistas. chamados de gazeta.

jornais. etc. profissionalização. E também JE foi delicada por alguns motivos: é um nos dá indicações claras de uma consolida. etc. por outro lado. xpress5 e documentos e informações difusas ço do JEB ‒ as colunas. criação do Ministério das Telecomunicações. Ins- tituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE). e. subespaço do JEB. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 137 . especialização e divisão do trabalho em todos os setores. 5. 4. banco de dados da empresa Ma- conta das diferentes dimensões do subespa. em conjunto. organismos zer também que a literatura citada registra públicos ou empresariais. expansão dos profissionais correlatos a cada um dos setores da indústria cultural. fonográfica e editorial com livros. documen- banco de dados com duas entradas básicas: tos e verbetes do CPDOC (Centro de Pesquisa por um lado. vari. entrevistas A partir das fontes da pesquisa. não há registro de dados sobre nômica dos governos militares e a amplia. muitos dos quais – RAIS. ‒ em alguns casos informações diretas por ratura específica e conforme aproximações e-mail ou telefone ‒ jornais. e com o enorme fluxo de recursos financeiros que o setor acabou direcionando para as rádios. Celso medida. e em base de da- que esse foi o período em que entraram em dos correntemente utilizados para analisar cena aqueles que viriam a ser considerados o comportamento do mercado de trabalho os principais JE do país. da Embrafilme. expansão da massa consumidora com a urbanização e a escolarização. e Documentação de História Contemporânea tes grupos de variáveis na tentativa de dar do Brasil). na internet. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Carlos Alberto Sardenberg. e um crescente processo de racionalização empresarial. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Parte das variáveis e das proso- fornece indicações claras de uma reestru. de empresas e de organiza- mentando. especialmente sites e arquivos foi organizada uma lista de nomes de JE de profissionais. A pesquisa prosopográfica: fontes. foram construídos diferen. entre outros4. livros com bio- sucessivas com o objeto. pelo estado e empresas privadas. em alguma Nassif. Os dados foram coletados e cruzados a 2. revistas. as emissoras de televisão. investindo e consumindo: incentivo a importação de papel e maquinários para edição. turação do espaço do JEB no final dos anos A determinação de uma população de 1960 e início dos anos 1970. da lite. IBGE. principalmen- te. esta especialização profissional ‒ dados ção da indústria cultural no Brasil. Enfim. a literatura nos ‒ as linhas. partir de diversas fontes primárias e secun- áveis e categorias dárias que forneceram dados qualitativos e quantitativos: questionários. Resulta esta pesquisa revelou como a geração atu. os jornais e. IBOPE. da Embratel. grupo fluido e sem fronteiras minimamente ção nos anos 1970 como um processo que definidas. contemplou as diversas regiões do Ming. livros do tipo who´s who. Vale di. que foi construída uma amostra fundamen- almente dominante ‒ Joelmir Beting. Luís tada em diversas fontes que. específicas. Empresa de Serviços de Tecnologia e Informações ou Maxetron. entre outros. expansão da publicidade e propaganda com a vinda de agências multinacionais. assim como dos cursos.. criação e expansão das emissoras de televisão. expansão da indús- tria cinematográfica. com a di- fusão e ampliação da prática de contratar tais serviços. pografias foram utilizadas na análise. escolas e universidades pa- ra formá-los.. não há associações profissionais acompanhou as dinâmicas política e eco. desagregados ‒ em sindicatos. foi montado um grafias.

Esta parte da pesquisa forne- ceu nomes de JE atuantes. conforme mes foram mencionados. de fato. DF. 2006. Os indivíduos em interação que influenciam efetivamente os processos por que detém alguma propriedade ativa no campo são os indivíduos eficientes. seus respectivos e-mails. do diferentes regiões do espaço: diferentes mí- e-mail e de alguns dados prosopográficos dias. em sua maioria. completadas e utilizadas em pesquisas e Depois. regiões do país. um terço deles mais a metodologia mobilizada pela pesquisa. pografias com dados pertinentes. Isto é. 2005). RS. 6. RESENDE. foram realizados dois a ACM é constituída. as revistas Ve- ja. Folha de São Paulo. jan/jun. Uma par- beiro e Paschoal (2005). Correio Brasiliense. A ideia de “indivíduos eficientes” é um recurso analítico para chegar às propriedades ativas em um cam- po via os próprios indivíduos que as detém. site Memória Globo. Essas edições possibilitaram o levantamento de nomes de jornalistas que assinaram tex- tos em cadernos de economia. naquele momento. confirmados no cruzamento entre as dife- sem três nomes de JE que eles consideravam rentes fontes. As restantes outros livros com biografias. Foi possível montar 87 prosopografias a betes de um livro tipo who´s who. por procedimentos. dos Jornalistas. Es- se recurso analítico proporciona também um meio de racionalizar os esforços de pesquisa delimitando as dimensões do levantamento empírico. maior editoria de economia maior número de páginas impressas e de pes- soal empregado. Foram escolhidos os jornais e revistas que tinham três características básicas: maior circulação tiragem por edição. partir do cruzamento dos dados. veículos. de Ri. de cerca de 490 JE que constituem os ver. análises subsequentes ‒ no momento. Isto É e Exame. O questionário foi enviado para 660 JE Procurando respeitar a multiplicida. aqueles que responderam aos questionários Primeiro. e ‒ e 65 deles foram preenchidos e devolvi- também a ideia de “indivíduos eficientes” dos. Portal do dados sobre eles em outras fontes. Foram consultadas as edições de dez jornais e três revistas publicadas durante o mês de fevereiro de 2010: os jornais O Estado de São Paulo. Foi feito um trabalho sistemático a ideia de indivíduos eficientes e a ACM sobre esses nomes. 2015 . aqueles reconhecidos nos questionários.12. Diário Gaúcho. ções profissionais ‒ páginas pessoais. como Abreu e ficaram no banco de dados e poderão ser Rocha (2006) e Resende (2005). com outras fontes ‒ e contém indivíduos tas de grande tiragem e/ou de circulação eficientes e indivíduos oriundos das mais nacional7 e um levantamento do nome. 7. A parte da população de JE retida para (BOURDIEU. foi introduzida uma questão so.23. como forma de análise. idades. Foram analisadas 69 proso- “grandes profissionais”. ha- bre reconhecimento no questionário. RJ. os representan- tes das forças sociais ativas (BOURDIEU. 2000). etc. entrevistas e declarações dos próprios JE em documentos e textos públicos. 138 Repocs. de uma vez. O Globo. Centro do o questionário várias vezes. e. circulação nacional principalmente nos Estados de SP. RIBEIRO E PASCHOAL. No caso dos JE. n. foi feito um levantamento dos ‒ os dados foram cruzados e confirmados nomes de JE presentes em jornais e revis. 2005. MG. Valor Econômico. Resultou que 65 no. 2000)6. via dados faltantes ou que não puderam ser foi solicitado aos respondentes que indicas. O Estado de Minas. Jornal de Brasília. Zero Hora. além da consulta a te delas foi utilizada na ACM. seja enviando e reenvian. seja levantan- de Cultura e Memória do Jornalismo. Brasil Econô- mico. v. em muitos casos. ‒ para os que tiveram o e-mail identificado de dos possíveis do subespaço do JEB. especialmente os verbetes e textos dos livros consultados (ABREU e ROCHA.

de 1970 a 1979. Abaixo. des. com três categorias: São Paulo. A variável Veículo dois princípios: que cada uma tivesse um em que iniciou no jornalismo (VeInJo) tem conteúdo exclusivo vis-à-vis outras. variáveis e suas categorias. pai (EsPa). Mas foram exploradas em entrevistas e são ob- jetos de pesquisas pontuais em curso (dissertações sobre o Comitê de Política Monetária. e que oito: Assessoria de imprensa em universida- não representassem menos de 5% de fre. ocupacional. Idade em 2011 (IdAt). 50 a 59 anos e 60 a que é especializado. notoriedade. 8. Diário de foram realizadas várias análises de estatís. Sexo (Sex). de 1980 a 1989. com quatro categorias: primário relações e agentes econômicos. Na prática. com quatro categorias: trabalho os textos que escrevem. médio ‒ e sobre as fontes de dados. Trata-se de variáveis sobre tomadas de posição. de autoridade completo e superior completo. sendo 65 no total. Jornais e revistas generalistas cípio da homogeneidade (LEBARON. to (LoNa). de 1990 ções entre as propriedades sociais. A variável postas por um número de categorias que Ano em que iniciou no jornalismo (AnIn- varia de dois a oito. Cerca de 30 variáveis foram esboçadas: tica descritiva para chegar ao ajuste final sobre propriedades sociais. com duas categorias: sistematicamente neste trabalho8 variáveis masculino e feminino. o Programa de Aceleração do Crescimento e o Governo de Dilma Rousseff). Trata-se de Um conjunto de variáveis sobre a traje- variáveis categóricas não ordenadas e com. Diário de LE ROUX e ROUANET. trabalho intelec- As informações relativas aos JE foram tual e empregador. na análise. outras capitais e interior. Ano de formação superior (An- deradas as variáveis que não tinham dados FoSu). As Jo) tem seis categorias: de 1960 a 1969. de 1980 a 1989. fundamental completo. como Jornal da Tarde. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 139 . só foram consi. E Faculdade em tórias escolar e ocupacional e a notoriedade. 30 a 39 economia que mais cobre. empresas quência na constituição da variável ‒ prin. jornalistas. as lar. manual. e prefeituras. faltantes. foram consideradas 16 variáveis privada ou púbica. órgãos públicos e autarquias. São Paulo. Elas não foram levantadas por conta da dimensão do questionário quanto maior menor o número de respostas. trabalho técnico. que foi trabalhado pela ACM. dramento da economia ‒ papel do Estado. Ocupação do para argumentos e de exemplificação para pai (OcPa). Mas. levando em conta 1999 e de 2000 a 2009. e pequenos. de categorias foram definidas a partir de vá. Local de nascimen- sobre a perspectiva ou o modo de enqua. a 1999 e de 2000 a 2009. as traje. tomadas de posição a respeito Variáveis sobre as propriedades sociais do JEB ‒ sobre os jornalistas. 2010). os veículos e dos jornalistas. comenta e em anos. Elas permitiram explorar as rela. completas para 69 indivíduos. com conteúdos sobre o que é o JEB ‒ setor da cinco categorias: 20 a 29 anos. sistematizadas. que se formou (Fac). com duas categorias: Enfim. de 1990 a rias análises dos dados. 2006. tória ocupacional dos jornalistas. 1970 a 1979. cruzadas e confirmadas mu. Escolaridade do natureza e prescrições sobre as atividades. trajetória esco. com seis categorias: de 1960 a 1969. Não foram levantadas 74 anos. Pernambuco. 40 a 49 anos. Variáveis sobre a trajetória escolar dos tuamente. pertencimento associativo. Correio Popular de Campinas. entre outros completo. Diário da Grande ABC.

do número 9. TV Gaúcha. 2015 . Diário O Globo e as revistas Veja e Isto É. Agência Telenotícia da e também Rádio Eldorado.12. Rio de Janeiro. Televi. comentaris- no jornalismo econômico (VeInJe) tem sete tas e repórteres especiais. O Paraná. Folha de São Paulo. Jor- cio (Recife. A variável Veículo em que iniciou notícias. uma que engloba categorias: Jornais e revistas generalistas e diretor executivo. Arte em São Paulo e Fatos & Fotos. A variável Função inicial no jornalismo vista Visão. Zero médios: Correio Brasiliense. Folha de Pernambuco. colunistas. Globo Rural e Pe. Jo- são e rádio: TV Bloomberg Television. Diário Comér. Diário de tor. RJ. jornais sindicais. Campinas. Brasil/Radiobrás. TV Câmara Notícias. AgRural Commodities Agrí- Brasil e Jovem Pan. Agência Telenotícia da Re. O Estado do Paraná. Jornal do Commercio (Rio de e revistas especializados em economia: A Janeiro. Jornal do Brasil. Jornais ge- Paulo e Fatos & Fotos. Correio Popular de Campi. Exame. uma que engloba editor e reda- Paulo. diretor de edição e diretor pequenos: Jornal da Tarde. jornais sindicais dimensão das tiragens diárias. Fortaleza. Diário Comércio e Indústria. Recife e outras9. Jornal do Commer. repórter ou freelance. RJ). TV Gaúcha. InfoMoney e freelance. Jornal Hoje em Dia. Rádio Jornal do Brasil. Diário do Comércio. O WebMagazine. Jornais do Comércio. nais generalistas médios: Correio Brasilien- Revista Rua Grande. Jornal Passo Financeiros. Jornal do Brasil. editor ou redator. WebMagazine. Jornais e revistas especiali- Jornais e revistas generalistas nacionais: O zados em economia: A Gazeta. TV vem Pan. O Estado de Minas neralistas nacionais: O Estado de São Pau- e A Tribuna. Notícias Popu. e Outros como Agência colas. Jornais e revistas ge- lares. Dia. Folha de São Paulo. e também. Executivos Financeiros. PR. n. Zero Hora e Última Hora. Vitória. 140 Repocs. jornais generalistas grandes: lo. v. Radio Eldorado. TV Globo e ainda quenas Empresas Grandes Negócios. SP. Arte em São Estado de Minas e A Tribuna. variável Função atual no jornalismo econô- gorias: de 1960 a 1969. Executivos O Estado do Paraná. MG. de 1970 a 1979. Pernambuco. A nalismo econômico (AnInJe) tem seis cate. RJ). O Paraná. Diário da Grande ABC. Exterior. Santo André. Jornal Grandes Negócios. Televisão e rádio: TV do Commercio (Rio de Janeiro. se. e uma que engloba repórter e freelance. jan/jun. Os jornais Passo a Passo. Jornal Hoje em tem cinco categorias: São Paulo. Hora e Última Hora. SP. Dante Cultural. Jornal do Povo. ainda Exame. CE. E a variável Cidade em que trabalha (CiTr) nas. Jornais generalistas neralistas grandes: Correio do Povo. Jornal do Povo. PE). TV Gazeta. Belo Horizonte. de 1990 a 1999 e de 2000 que engloba proprietários de agência de a 2009. nômico. Globo Rural e Pequenas Empresas cio e Indústria. Brasil Eco- Estado de São Paulo. e também Revista Rua Grande. Rádio Jornal de Revista Visão. Brasília. Notícias Populares. Gazeta Mercantil e as revistas Gazeta. Folha de Pernambuco. mico (FuAtJe) tem quatro categorias: uma de 1980 a 1989. analistas. e Agências de notícias: Agência Câmara. Jornal do e revistas foram agrupados em função da Commercio (Recife. Mercantil e. Curiti- ba. Veja e Isto É.23. Jornal Porto Alegre. ES. TV Gazeta. a Passo. Diário de São de redação. Dante Cultural. econômico (FuInJe) tem duas categorias: A variável Ano em que iniciou no jor. TV Globo Brasil/Radiobrás. PE). Brasil Econômico. InvestNews e portal InfoMoney. Gazeta Bloomberg Television. O Globo e também Correio do Povo.

2010). indi- várias rodadas de estatística descritiva para cam os pontos em que os indivíduos estão. ras fundamentais dos dados prosopográfi. meiras e. com duas categorias: sim e não. ROUX. RON. com a ajuda de variáveis ativas. ROUANET. não é segura. eles são representados sob a variáveis e. seja. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 141 . com dados incompletos para social projetando as estruturas de base das todos os indivíduos. primeiro. ROUANET. 2010). tal como utilizada por pesquisa. tribuem para criar as distâncias. em seguida. análise são de dois tipos: as ativas. ou dores franceses. JE atuando em editorias de economia são: te é o que concentra a maior variância ou Valor Econômico. Essas distâncias não são ses estatísticas utilizando o software SPSS devidas a uma variável particular. e as suplementares. eles atuam em diversas mí- cos ao resumir em alguns eixos as relações dias: jornal impresso e online. áveis ‒ uma só categoria de uma variável. A análise estatística e as três gerações BARON. LE prosopografias em um plano fatorial (LEBA. Prêmios re. conforme a análise geomé. Enfim. forma de nuvem ou subnuvens de pontos em um espaço social multidimensional (LE- 3. 2010. laridades das suas características. mais distantes áveis sistematizados. O Estado de São Paulo. agências de dados. são variáveis sobre tomadas dieu e. 2006. Essa informação concentram em um ou dois eixos. e vice-versa. foram feitas as análi. ajustar as frequências das categorias das Deste modo. as distâncias entre os indivíduos estatís- permite combinar descrição exploratória ticos. 2006. dados numéricos sobre o universo dos JE. eis alguns A ACM possibilita explorar as estrutu. 2006 e 2009. somadas. etc. 2007. LE ROUX. mas é a única que existe. regional e local. dade eletiva com a noção de campo de Bour. as interpretações se cruzando todos os dados. LEBARON. Livros publicados que dão às questões que formam as vari- (LivrPubl). LE ROUX e ROUANET. As distân- Variáveis sobre reconhecimento social cias entre os indivíduos refletem as dissimi- ou notoriedade dos jornalistas. 2010). E atu- tificação e modelização permitem perceber am em cerca de 1220 veículos ou empresas a dimensão relacional da realidade social. realizamos interação de todas elas que. televisão. ais de variância restantes (LEBARON 2006 A pesquisa levantou 3359 nomes de JE e 2009). notícias. assim. com os dados possíveis e confi. Antes de apresentar a ACM. É um tipo de análise em que a quan. De modo geral. 2004. (LEBARON. revis- estatísticas presentes no conjunto desses ta impressa e online. Geralmente. Globo e Folha de São Paulo. mas são DUVAL. com duas pelas dissimilaridades entre as respostas categorias: sim e não. captadas cebidos durante a carreira (PrRe). Quanto mais diferentes são. rádio. os percentu. As variáveis utilizadas neste tipo de A ACM. que não con- e relações explicativas (BOURDIEU. aquelas que contribuem para criar trica de dados iniciada por Bénzecri (1992). LE projetadas sobre o espaço criado pelas pri- ROUX. Ela tem afini. portais e blogs na internet. assim. mas à Statistics Version 20. ROUANET. O dispersão. ajudam nas explicações. Os veículos com maior número de O eixo principal do plano fatorial resultan. estão. a ACM. 2009. de mídia.de jornalistas trabalhando na editoria de Construir o espaço social é definir as economia e da amplitude de sua circulação distâncias entre “indivíduos estatísticos” ‒ nacional.). Geralmente. e os subsequentes. permite construir o espaço de posição.

No que tange à primeira dimensão.376. do distanciamento social dos jornalistas.843).669 Sex 0.055 0.023 0. por meio as Medidas de Discriminação (Tabela 01) e o da variância ou da inércia.599% da vari.298 OcPa 0.023 FuAtJe 0.12.379 A análise considerou as variáveis que ciou no jornalismo econômico (0.376 4.148 AnInJo 0. As primeiras in. foram consideradas as variáveis que apre- ram consideradas as variáveis que tiveram sentaram uma contribuição próxima ou uma contribuição próxima ou acima da acima da média (4. 4. veículo em que iniciou no jor- ‒ e com os 28.000 LivrPubl 0.234 FuInJe 0.843). em que iniciou no jornalismo econômico 142 Repocs. 76% da variância cia. seis variáveis contribuíram com é.336). 2010).23.332). de um eixo (LE ROUX. No que se refere à segunda dimensão. ou seja.088 de 5.846 0.184 0.766 VeInJe 0.070 0.288 0. livros publica- dimensão ‒ segundo eixo. em termos estatísticos.843 0.332 0. Quanto maior a dos (0.061 0. indicam as variáveis que mais informações precisas sobre a dimensão do contribuíram para produzir a representação número de JE em ação.107 CiTr 0. cada jornalista no espaço social.843 0.376/16 = 0.599 28. Em conclusão.376 os 4.869 0. jan/jun. n.541 de total ativo da segunda dimen- de total ativo da primeira dimensão: ano de são: ano de formação superior (0. fo.096 PrRe 0.846). ção das duas dimensões do espaço social dos Tabela 01 .541/16 = 0.788 Fac 0.355).198 0. Isto se modo.118 0. maior sua contribuição com a formação da primeira dimensão.284). idade ância da primeira dimensão ‒ primeiro eixo atual (0. ou seja.284 0. ROUANET.541 % da Variância 33.210 AnFoSu 0. Os dois principais resultados da ACM são: expressas. seis variáveis contribuíram com os 5.739 VeInJo 0.008 0. ano formação superior (0.017 LoNa 0.002 Total Ativo 5.109 EsPa 0. ano mais contribuíram com os 33. ano em que ini. não foi possível encontrar JE.Medidas de Discriminação Variável Dimensão 1 Dimensão 2 IdAt 0. Essas variáveis respondem por contribuição de uma variável com a variân. O Plano Fatorial Plano Fatorial (Figura 01).333 AnInJe 0.355 0.379% da variância da segunda nalismo econômico (0. em que iniciou no jornalismo (0. Des- média de total ativo (5. v.788).869). é uma representação gráfica da posição de dicam o peso de cada variável na constitui. 2015 .

298).541. ano em que iniciou no jornalismo Enfim. predominantemente. significativamente para diferenciar ou dis- de do pai (0. a partir nova da geração intermediária e. íram para distanciar os jornalistas no espaço O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 143 . quatro são as drante esquerdo ‒ das gerações mais velha e mesmas que os distanciam na segunda di.Plano Fatorial O dado mais visível são as três subnu. pondem por 3. tanciar os jornalistas no espaço social.333). de entrada no As outras quatro variáveis que contribu- jornalismo e de entrada no JEB. idade atual (0. e escolarida. O eixo da primeira dimensão tende a se- vens de jornalistas. parar a geração intermediária ‒ parte infe- significativamente.669). mais acen- de princípios geracionais: idade. no qua- listas na primeira dimensão. Das seis variáveis que. distanciam os jorna. mais nova ‒ no quadrante superior esquerdo mensão (AnFoSu. e direito. rior do quadro. Essas seis variáveis res. da geração mais velha. as duas dimensões analisadas (0. Figura 1: Plano Fatorial 2 62 8 39 10 29 7 65 31 25 2 1 44 52 40 12 51 32 35 21 3 4 56 50 9 27 Dimensão 2 64 46 22 26 13 41 37 38 11 30 63 0 1 45 61 16 68 60 59 57 17 43 48 6 28 36 5 23 34 -1 33 42 19 18 58 24 20 47 15 54 66 -2 14 67 -3 -3 -2 -1 0 1 2 Dimensão 1 Figura 1 .(0. O eixo da segun- Isso permite afirmar que o espaço do JEB da dimensão tende a separar a geração mais é estruturado. AnInJe e IdAt). ção dos jornalistas no Plano Fatorial. fundamentalmente. ou seja.739). período da tuadamente.593 de 4. veículo em que indicam que oito variáveis contribuíram iniciou no jornalismo (0. AnInJo.766). 79% O quadro abaixo apresenta a distribui- da variância da segunda dimensão. respectivamente. formação escolar superior.

em função Steinberg (02). esquerdo: Bela Hammes (05). a maior parte deles iniciou no JEB quatro ou to Sardenberg (07)10. 58 anos. entre 1966 e 1977 ‒ salvo so Ming (10). nacionais ou locais. etc. v. O Globo e Veja. Mônica Lucas (51) dos três conjuntos de jornalistas que estão e Rochelli Dantas (56). da subnuvem do qua- drante superior esquerdo. Cleide Silva Folha de São Paulo. Denise Zandonadi (20). Fernando Castilho (28). Araujo De Oliveira (46). Je e LivrPubl) e duas da segunda (VeInJo e Gustavo Paul Knurrle (33). tão. e Miriam Lei- mais velha. Localização no Plano Fatorial. n. predominantemente no quadrante listas nacionais (6) ‒ O Estado de São Paulo. parte iniciou em televisão e rádio (2) ‒ TV nise Neumann (19). Gilberto Joelmir Beting. a subnu- pecializados ou generalistas. grande parte dos jornalistas dessa ária com 16 jornalistas. ção mais nova com 14 jornalistas. Ivo Ribeiro (36). social ‒ duas da primeira dimensão (VeIn. estão as características de- Beting (39). De. Liliana Lavoratti (42). vem do quadrante superior direito: Albert quenos. Kahil (32). contraposta a ambas. jan/jun. Cley Scholz (15). Elaine Silva (21). Luis correntes das quatro variáveis que têm menor Nassif (44). Aluisio Alvez (03). João Villaverde (38). (22). nalismo. Gustavo cultural ‒ publicação ou não de livros. que iniciou em 1962. e da subnuvem A geração mais velha é composta por jor- da parte inferior do quadro. Eugênio Esber (23). grandes ou pe. Cel. temos a gera- a carreira como jornalistas e como JE ‒ es. formaram-se entre 1962 e 1978. veículo de comunicação em que iniciaram E. cinco anos depois. e quadrante superior esquerdo: Carlos Alber. ao Veículo em que iniciou a carreira no jor- Contraposta a ela. a subnuvem da parte geração iniciou em Jornais e revistas genera- inferior. Fabiana Parajara (25). No que tange (52). Ana Lui- da origem social ‒ maior ou menor escolari. za Daltro (04). foram considera. À geração mais velha e dominante. Leal (31) Isabel Dias De Aguiar (35). José Paulo Kupfer (40). mais demarcadamente distantes no espaço social: jornalistas da subnuvem do quadran. nalistas que têm algumas características em mente no quadrante esquerdo. Nair Suzuki contribuição com a variância. Suely Caldas (62) e Vera Durão (65). Erik Farina dade do pai. serão des. 75 anos. Elas indicam que as gera. 2015 . Miriam Leitão (50). outra (14). iniciaram no jornalismo entre 1966 e 1973 ‒ pertencem 13 jornalistas da subnuvem do salvo Joelmir Beting. Fernando Jasper (29). em Jornais 10. Fernanda Pres- to mais geral da sociedade e da indústria sinott (27).1. A geração mais velha te superior direito. intermediária e mais nova.23. Joelmir Por outro lado. Denise Juliani (18). Nelson Rocco (54). A partir das comum.12. quatro anteriores. Cecilia Zioni (08). quatro variáveis que mais contribuem com a dobradas explanações mais precisas sobre variância: têm de 61 a 69 anos de idade ‒ os atributos sociais particulares das gerações salvo Joelmir Beting. Helio Paschoal EsPa) ‒ têm peso relativo menor vis-à-vis às (34). Gaúcha e Rádio Jornal do Brasil. que iniciou em 1957. aquelas descritas pelas características desses jornalistas. e em função do reconhecimen. 3. Cida Damasco (12). Vicente ções se diferenciam também em função do Nunes (66) e Vivaldo De Sousa (67). predominante. Mariana Continuando a análise. há a geração intermedi. 144 Repocs. Marli Olmos (47). Por um lado.

há um bom indicador de Caldas Junior.e revistas generalistas médios (3) ‒ Notícias Quanto à Publicação de livros. empregadora ‒ comerciante. a origem social dos ciou a carreira no jornalismo econômico. jornalistas fica menos obscura: uma par- muitos iniciaram em Jornais e revistas gene. parte (6) Populares. em Jornais e revistas gene. origem social. pai ‒ 4. sário agrícola. e outra par- tos. empre- iniciou em outros (3) ‒ agências de notícias. em Jornais e revistas genera. em publicou um ou mais. ocupação intelectual ou empregadora ‒ ad- lo. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 145 . Considerando essa variável listas pequenos (1) Revista Fatos & Fotos. E. capitão das ralistas pequenos (1) ‒ Revista Fatos & Fo. industriário. Forças Armadas e empresário. em relação à Es- Jornais e revistas generalistas grandes (1) ‒ colaridade do pai.6% de contribuição com a variância No que se refere ao Veículo em que ini. te (5) tem pai com escolaridade superior e ralistas nacionais (6) ‒ O Estado de São Pau. da segunda dimensão. outra parte (5). Folha de São Paulo e Veja. com ensino em Jornais e revistas generalistas grandes médio e ocupação intelectual ou emprega- (1) ‒ Zero Hora. farmacêutico. A Tribuna e Jornal do Brasil. dora ‒ presidente de empresa. Outra parte vogado. e em Jornais e revistas especializados te (3) com ensino fundamental e ocupação em economia (1) ‒ Gazeta Mercantil. e juntamente com a variável Ocupação do em outros (1) ‒ agência de notícias.

Ministra palestras de São Paulo em 1991. debatedora e apresentador e âncora. publicou o livro Na Pratica. como redator de estudos de viabilidade jornais O Jornal. Record. Iniciou no jornalismo econômico da Revista Visão. formou-se em Jornalismo pela Universidade de São Paulo em 1962. Em 1957. Desde 2000. O Globo. E. passou colunista. publicou Juros Subversivos. fundamental completa. Gazeta. como o Esso. de comentarista de futebol. em em 1936. Formou-se em Ciências Sociais pela 1944. reportagem “PP/Collor. v. a Teoria é impeachment de Fernando Collor. n. Recebeu vários prêmios de jornalismo. o Apimec-MG e o Grande Prêmio Instituto Ayrton Senna. Folha de São Paulo. direto. ficou conhecido por relatar universidades. Folha de São Paulo foi ter realizado reportagens de base investigativa e O Estado de São Paulo (O Globo reproduzia e com rigor na apuração. rádios Pan-Americana. Em 1970. Em 1967. e. Ela dentre os quais dois Esso – um para cada uma o acompanhou quando ele foi para O Estado das reportagens citadas. Em sua trajetória. Quadro 1: Duas biografias ilustrativas da geração mais velha Joelmir Beting Suely Caldas Filho de pequeno comerciante com escolaridade Filha de comerciante com escolaridade fundamental completa. Gazeta Mercantil e Jornal uma consultoria de São Paulo e. o Comunique-se. e era publicada por em seminários e congressos organizados inúmeros jornais brasileiros até seu fim em por sindicatos. assuntos da vida econômica contornando o é colunista de economia do jornal O Estado de “economês” e utilizando a linguagem e o estilo São Paulo. sobre Bandeirantes. SP.23. inclusive no exterior. redator e 1966. de O Estado de São Paulo “Operações fantasmas entre outros. de modo simples. comentarista. nasceu em Tambaú. a Grande Farsa”. contábeis. editor. Um dos destaques de sua trajetória O Esporte. Atualmente. associações empresariais e 2004. diretora de sucursal. Excelsior e CBN. PA. chefe Foi repórter.12. Bandeirantes e Globo. Trabalhou nas revistas Visão e Exame contratado pelo jornal Folha de São Paulo. Em 1973. que expôs a falência latente foi ter lançado a editoria de automóveis no do Banco Nacional em 1996 dada a existência de caderno de classificados do jornal Folha de São milhares de contas fantasmas em suas operações Paulo. Em sua trajetória. etc. redatora. passou pelos em 1962. Diário Popular. ainda em fins dos anos 1960. Foi repórter. trocadilhos e humor. jan/jun. colunista. (Jovem Pan). estreou no jornalismo e Diário Popular – e na rádio Pan-Americana econômico na agência de notícias Telenotícias. foi do Brasil. universidades. Universidade Federal do Rio de Janeiro. iniciou no jornalismo como estagiária no comentarista em jornais esportivos – O Esporte jornal O Globo. nasceu em Belém. publicou o livro Jornalismo por diversos veículos de comunicação: jornais Econômico. Recebeu vários prêmios de jornalismo. Uns dos destaques de sua carreira minaram Nacional”. mantinha seu site próprio sobre análise macroeconômica e ministrava palestras para empresas. finalmente. e canais de corrupção na Petrobras em 1992. lançou sua coluna diária no mesmo jornal. e a manchete outra. 2015 . denúncias de Pedro Collor à Veja e o subsequente Em 1973. de redação. Ainda em iniciou no jornalismo como repórter. Faleceu em novembro de 2012. Fonte: elaboração do autor a partir das fontes da pesquisa 146 Repocs. Em 2003. O econômica para projetos desenvolvidos por Estado de São Paulo. em 1966. e na TV-Educativa. precedendo as televisão Gazeta. em 1985. Por exemplo: a sua coluna). usando metáforas.

Jornal do nos estratos sociais médios.2. Revista Rua Grande. e início no JE um pouco mais tarde. para o espaço tros iniciaram em jornais e revistas genera- empresarial e para o espaço das consulto. Por um lado. rias ‒ publicação de livros. 3. e ocupação intelectual ‒ e o em assessoria de imprensa (1) ‒ universida- status e a distinção deles decorrentes. isto é. reconvertido o reco. iniciaram no jornalismo de jornalismo. e raro ter escolaridade superior. em jornais e revistas generalis- empresas de mídia. realização de palestras e tas pequenos (3) ‒ Diário do Grande ABC.6% de contribui- maior contribuição com a variância: idade ção com a variância da segunda dimensão entre 45 e 59 anos. O Estado do Paraná. grande parte deles não publicou. ário do Grande ABC. de superior e ocupação intelectual (6) ‒ jor- entre 1982 e 1994. de modo geral. em jornais e revistas generalistas médios (2) investidores. ‒ Jornal do Brasil. de pública. somente A geração intermediária é composta por dois. nor contribuição com a variância. etc. no pe. era ‒ Diário Comércio e Indústria. alguns atributos principais Por outro lado. RJ). (Rio de Janeiro. Em rela- formaram-se de início dos anos 1960 a fins ção ao veículo em que iniciou a carreira no dos anos 1970. derando essa variável juntamente com a va- cas descritas pelas quatro variáveis que têm riável ocupação do pai ‒ 4. nalista. listas nacionais (3) ‒ O Estado de São Paulo. Parte começou a carrei. há jornalistas que têm algumas características um bom indicador de origem social. as característi. juiz e engenheiro. e Indústria. grande paulistanos. gerente. ou mesmo Jornal do Commercio (Rio de Janeiro. conferências para empresários. RJ) e Gazeta Mercantil. A Gazeta. ra já no JE e parte entrou no JE somente outra parte com o ensino médio e ocupação cinco ou seis anos depois. universitários. há as características de- tendem a caracterizar os jornalistas dessa correntes das quatro variáveis que têm me- geração: eles têm de 61 a 69 anos de idade. e revistas especializados em economia (3) ríodo após a Segunda Guerra Mundial. ensino médio. Eles se caracterizam também parte iniciou em jornais e revistas especia- por terem ampliado a participação na in. jornalistas que iniciaram no jornalismo e no No que tange ao veículo em que iniciou JE nos grandes jornais e revistas generalistas a carreira no jornalismo econômico. grande parte iniciou em jornais meados dos anos 1960 ao início dos anos e revistas generalistas pequenos (11) ‒ Di- 1970 e iniciaram no JEB alguns anos depois. Consi- em comum. tem uma origem e de bairro. urbanos. formação entre 1979 ‒ a origem social dos jornalistas ganha con- e 1989. esco. Em relação à escolaridade do pai. e em jornais e revistas generalistas grandes (1) ‒ Correio do Povo. Outra parte iniciou em jornais social elevada. PE) e jornais sindicais larizados e. considerando-se que. e em jornais e revistas genera- Essa geração tem um núcleo “duro” de listas pequenos (1) ‒ Caldas Junior. Commercio (Recife. ou- tico para o mercado editorial. A geração intermediária Já com relação à publicação de livros. intelectual ou técnica (4) ‒ professor. Jornal do Povo. super- O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 147 . lizados em economia (7) ‒ Diário Comércio dústria cultural. O Paraná. Jornal do Commercio nhecimento acumulado no espaço jornalís. Jor- Trata-se de uma geração que foi recrutada nal Correio Popular. banqueiros. Em síntese. já durante o regime militar (1964-1985). A Gazeta. médico. propriedade de Veja. Isto É. início no jornalismo entre 1975 e tornos: uma parte tem pai com escolarida- 1987.

individual como assessora de imprensa da TV Educativa e e coletivamente. é de origem social mais mista. A geração mais nova é composta por esses jornalistas apenas iniciaram a recon. 2015 . aquelas descri- jornalístico para o mercado editorial ‒ mais tas pelas quatro variáveis de maior peso na uma atuação na indústria cultural. Ela estreou profis- são jornalistas que têm de 45 a 59 anos de sionalmente de modo diferente e mais diver- idade e se formaram nos anos 1980. pedreiro e comerciante. especializados em economia. Recebeu. Jornal do Bra. em 1959. no jornalismo como jornalista de economia. uma parte des- anos 1970 a meados dos anos 1980. jornalistas que têm algumas características versão do reconhecimento oriundo do meio em comum. o Prêmio Capixaba de Jornalismo. empregadora (1) ‒ comerciante. Os que migra- Tal geração foi recrutada tanto nos extra. iniciou no jornalismo como jornalis- cargo de repórter do Jornal do Commercio (Rio ta de economia. operário. AMB.23. editor-chefe. neceram no próprio jornal ou partiram para quanto em extratos sociais mais baixos. Dife- ram a carreira no jornalismo de meados dos rentemente dos mais velhos. nasceu em Venda Nova do Imigran- 1965. RJ. corres. variância: têm de 24 a 39 anos de idade. urbanos e escolarizados. em 1989. Formou-se em Jornalismo pela Universi. Atualmente. em completa. ES.3. generalistas pequenos e em jornais e revistas ciou no JE cinco ou seis anos mais tarde. A Gazeta de Vitória. Em 1987. Imprensa Embratel e Esso. nasceu em Guaratinguetá. pois conta com indivíduos de origem social mais 3. outra parte (5) agricultor. ram para o JE seguiram duas vias: perma- tos sociais médios. assessora de imprensa e repórter especial. v. sificado vis-à-vis à geração anterior. já foi repórter. inicia. Sempre Passou por diversos jornais: Jornal do Commer. é editor de economia do Estadual de Comunicação do Espírito Santo. jan/jun. seja. Atualmente. Filha de agricultor com escolaridade primária ria completa. Formou-se em jornalismo pela dade Gama Filho. te. A geração mais nova modesta do que os da geração mais velha. Também tra- sil. colunista. sendo ses jornalistas começou em jornais e revistas que uma parte já iniciou no JE e outra ini. no Em 1982. Fonte: elaboração do autor a partir das fontes da pesquisa. Ainda comparando com a geração anterior. 148 Repocs. Recebeu por duas vezes CNH. Quadro 2: Duas biografias ilustrativas da geração intermediária Vicente Nunes Denise Zandonadi Filho de comerciante com escolaridade primá.12. Em sua trajetória. pondente internacional e editor de economia. Por um lado. subeditora. SP. visor de usinagem e alfaiate. eis os atributos principais Outros atributos também tendem a ca- que tendem a caracterizar essa geração: racterizar essa geração. iniciou Universidade Federal do Espírito Santo em 1981. de economia. é repórter de economia da empresa A Gazeta. produtora. Ou jornais e revistas generalistas nacionais. e jornal Correio Braziliense. alguns prêmios de jornalismo: da Rádio Espírito Santo. repórter. e uma com escolaridade primária e ocupação ma. O Globo. trabalhou na empresa A Gazeta como jornalista cio (Rio de Janeiro. Agência Estado e Gazeta balhou na assessoria de imprensa da Secretaria Mercantil. ES. parte com ensino fundamental e ocupação nual ou empregadora ‒ motorista. RJ). Correio Brasiliense. foi repórter especial. no jornal e na rádio. RJ). Em síntese. Em sua trajetória. editora adjunta. n. no cargo de repórter do jornal de Janeiro.

parte (5) com ensino médio e ocupação em- ra no jornalismo econômico. sa (5) ‒ empresa e órgãos públicos. em 1987. Gazeta Mer. Em sua trajetória. parte contribuição com a variância. as características decor. em 2009. da Globo News. SP. PE). farmacêutico. Filho de publicitário com escolaridade superior. PE.formaram-se entre 1998 e 2009. Tribuna Independente. Por outro lado. autarquia estadual e empresa privada esporadicamente de programas. Iniciou no de repórter de economia do jornal Diário Comércio jornalismo econômico em 2008. a origem social dos jornalistas ral Commodities Agrícolas. PE. em jornais e revistas generalistas nacionais ge ao veículo em que iniciou a carreira no (1) ‒ O Estado de São Paulo. Diário Comércio e Indústria de São Paulo. Iniciou na de São Paulo. Atualmente. em 1987. Passou por alguns jornais: imprensa. Formou-se em em jornalismo pela Faculdades Integradas jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica Barros Melo de Recife. outra Quanto ao veículo em que iniciou a carrei. no cargo imprensa em prefeitura (Recife. Possui um blog sobre economia e variedades. subeditora e colunista. foi assessora de setorista e blogueiro. e Observatório da Imprensa. uma parte dos jornalistas dessa e televisão (1) ‒ TV Globo. geração começou em assessoria de impren. parte iniciou em pregadora ou técnica ‒ vendedor. foi de economia do jornal Folha de Pernambuco de repórter. como jornalista de economia. em 2008. e parte em rádio jornalismo. como jornalista. No que tan. repórter. PE. jornais e revistas especializados em economia comerciante e técnico em eletrônica. Iniciou no jornalismo Comunicação Social em 2005 como assessora de em 2006. TV Brasil. Diário Comércio e Indústria e no jornalismo entre 1998 e 2006. no jornal Folha de Pernambuco Versões. iniciaram (5) ‒ A Gazeta. uma nenhum deles publicou. dimensão ‒. engenheiro e médico. Fonte: elaboração do autor a partir das fontes da pesquisa. repórter Recife. em relação à es- parte em jornais e revistas especializados colaridade do pai. parte em jornais e revistas generalistas pe- rentes das quatro variáveis que têm menor quenos (3) Jornal Folha de Pernambuco. SP. In- depois. e Diário de Pernambuco. é repórter de economia do jornal O Estado de São Paulo na sucursal de Brasília. arquiteto. AgRu. PE). bancário. Em sua trajetória. No que se refere à publicação de livros. é repórter da Rede Vida. uma junto com a variável ocupação do pai ‒ 4. há um bom indicador de em economia (3) ‒ A Gazeta. Formou-se nasceu em São Paulo. Atualmente. foMoney e AgRural Commodities Agrícolas. da de economia no jornal Diário de Pernambuco. origem social. nasceu em Recife. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 149 . parte em outros (3) ‒ portais e agên- parte deles iniciou no JE dois ou três anos cias de notícias online como InvestNews. outra parte em fica mais nítida: uma parte tem pai com es- rádio e televisão (1) ‒ TV Câmara Notícias. Atuou. entre 2000 e 2008. e a maior Exame.6% parte em outros (3) ‒ portais e agências de de contribuição com a variância da segunda notícias online como portal It Web. Valor como assessora de imprensa. E participou (Recife. colaridade superior e ocupação intelectual (8) e outra em jornais e revistas pequenos (1) ‒ ‒ urbanista. bioquímico Revista Executivos Financeiros. colunista de edição para iPad. construtor. Quadro 3: Duas biografias ilustrativas da geração mais nova Rocheli Dantas João Villaverde Filha de arquiteto com escolaridade superior. Considerando essa variável cantil e Diário Comércio e Indústria. E. em prefeitura Econômico e O Estado de São Paulo. como Fatos e e. como repórter e Indústria de São Paulo.

sobre as hierarquias e os trunfos sociais ções compartilham. pois. Gran. rante os anos 2000 e. Além disso. sobre as relações com o Estado. iniciou no jornalismo em assesso.12. dada a au. Ela iniciou a car. 2015 . des profissionais”. reira de modo mais diversificado que as anteriores. comenta. a análise apresentou ção anterior e diferentemente da primeira a morfologia do espaço do JEB e explorou geração. tivas sobre a economia ‒ sobre a relação 150 Repocs. em editoria de economia e maior tiragem entre 2000 e 2008. origem social e. Isso permite afirmar que Por exemplo. dade e da formação intelectual ‒ perspec- dominantemente como âncoras. a maioria não trabalhou no posições dominantes. ascender e circular pelos gran- Outros atributos também tendem a ca. exterior e. além das diferenças. e também iniciou no JE em ocupacional que a ACM permitiu visualizar portais e agências de notícias online e em como os que mais contribuem para distan- jornais e revistas generalistas pequenos. direção. bém que a ascensão na ocupação implica gunda Guerra Mundial. n. decorreram revelações rísticas que os jornalistas de todas as gera. além de ter começado no Considerações finais jornalismo e no JE em jornais e revistas especializados em economia. blo- modesta que a geração anterior e menos gs e portais. equipes de jornalistas próprias. 1980 não conferiam a mesma distinção e E. os jornalistas da sociais médios. Encontramos profissionais em elevada que a primeira geração. repórter. formou-se e iniciou peciais dos principais veículos ‒ TV Globo. passagens pela televisão e rádio. ço. escolar. analistas. Em linhas gerais. É oriunda dos estratos ou audiência. Em geração mais velha possuem empresas de grande medida. no jornalismo no final dos anos 1990 e du. direção superior e ocupação intelectual nos anos executiva e chefia. aqueles que têm maior equipe empregada te. a geração mais nova tem de ristas. des jornais e revistas paulistas e investir em racterizar essa geração. mas nelas sência de pai com escolaridade primária e tende a predominar jornalistas nas funções ocupação manual. iniciou no JE dois ou três anos depois. urbanos e escolarizados. Por exemplo: iniciaram que possibilitam ascender e permanecer em como repórter. especialmente. podemos afirmar tam- status que conferiam nos anos após a Se. dominantes no espaço do JEB. jan/jun. circularam A análise trouxe diversas explanações por diversos jornais ‒ passaram por mais de sociológicas sobre o estado do espaço do três jornais ou revistas. tais posições nas outras gerações. editor. acessar dados e formar novas variáveis. de parte dos jornalistas das duas gerações Outras dimensões desse espaço podem ser mais novas reconhecem alguns dos jorna. em iniciar. colunistas e repórteres es- 24 a 39 anos de idade. os principais atributos de ordem geracio- ria de imprensa e em portais e agências de nal. em sua maior par. Rádio CBN e O Estado de São Paulo. notícias online. Destes fatores. Em síntese. há caracte. tem origem social menos mídia. ou seja. finalmente. além mais detalhamento a respeito da escolari- desse reconhecimento. JEB a partir de algumas de suas dimensões. dados sobre outras ocupações os jornalistas da geração mais velha são os além de JE.23. durante a carreira. eles trabalham pre. no mínimo. como a gera. v. pois. reveladas na medida em que for possível listas da geração mais velha como os “gran. e dado que escolaridade de redator. ciar os jornalistas distribuídos nesse espa- Por fim.

1988. 2010. LEBARON. Programa de Pós-Graduação da Escola de _______. In: ROBSON. Actes de la ORTIZ. In: BOURDIEU. New York: Marcel Dekker. ABREU.. 1987. 2006. ROCHA. E. São Paulo: na transição democrática. RESENDE. CALDAS. Rio de Janeiro: pondence analysis. A Economia das neiro. RIBEIRO. 2005. H. Rio de Janeiro: Bertrand NASSIF. Jornalismo econômico. E. P. Brasil pós-64. do Brasil no final do século XX. outras dimensões do espaço do JEB pode- riam ser reveladas. Construtores do jornalismo eco- cherche em Sciencies Sociales. Universidade Federal do Rio de Ja- bitus de classe. 2003. D. Cambridge: Harvard University Press. 2005. sociales. R. jornalistas em diferentes posições ‒ objeto de pesquisas em curso. Campo do poder. F. O espaço dos jornalistas da economia brasileiros 151 . BOURDIEU. São Recherche em Sciencies Sociales. 2006. P. ou seja. Tese de dou- São Paulo: Perspectiva. the geometric modelling of data. A. Critique de la raison journalistique. In: LENE. E. 1989. 2000. Rio de Janeiro: _______. A Economia das trocas simbólicas. São Paulo: Ícone. no 119. São Paulo: Brasil. S. B. LATT. É. Jornalismo econômico. Toronto: Springer. F. How Bourdieu “quantified” Bourdieu: Editora FGV. A-S. KORNIS.com as fontes ‒ quais. MAN-WELTMAN. A moderna tradição brasileira. CHAMPAGNE. Sobre o poder simbólico. O mercado dos bens simbólicos. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Paz e Terra. O jornalismo econômico e a reinvenção BOURDIEU. Bourdieu. ROUANET. 2004. H. F. DUVAL. Mídia e Polí. K. C. Correspondence analysis han. L. Trocas Simbólicas. O jornalismo econômico no nhia das Letras. J. P. no 131-132. 2009. _______. In: BOURDIEU. Jornalistas brasileiros: _______. 1996. 1992. Paulo: Mega Brasil e Call Comunicações. Paulo: Brasiliense. CHAMPAGNE. 2000. _______. A. Paris: Le Seuil. P. M. 2003. BENZECRI. Editora FGV. São Paulo/Porto Alegre: Edusp/Zouk. L´enquête quantitative en sciences ABREU. São Paulo: Perspectiva. MARTINS. Comunicação. Paris: Seul. A. L´étude des médias et l´apport bre tomadas de posição. Multiple corres- tica no Brasil: jornalismo e ficção. As regras da arte. P. LE ROUX. Paris: Éditions du Croquant. 2007. Brasil depois de 1964. campo intelectual e ha. Estado capitalista e burocracia no _______. 1996. Elas ocuparam as re. São Paulo: Compa..). 1987a. Pour une analyse critique des médias: le débat public en comparativas dos produtos simbólicos dos danger. QUINTÃO. Quantifying theory: Pierre dbook. 1974. Jornalistas e jornalismo econômico KUCINSKI. 1994. A. In: PINTO. Actes de la Re. 2007. J. no 101. In: ABREU. P. Futura. 2009. A. V. incluindo variáveis so. preços. vale considerar que Actes de la Recherche em Sciencies Sociales. Frame analysis: an essay on the Referências organization of experience. 1985. L. L’emprise du journalisme. (Orgs. quem é quem no jornalismo de economia. Le journalisme à l’économie. São Paulo: Contexto. Edusp. SANDERS. J. GOFFMAN. O jornalismo dos anos 90. A. 1997. PASCHOAL. 2003. A. cunstâncias.. como e em que cir. 2003. London: Sage. nômico: da cotação do boi ao congelamento dos _______. E. São to. 1987b. dações: depoimentos ao CPDOC. Le champ économique. Paris: Dunor. A distinção: crítica social do julgamen. torado. P. B. Les structures sociales de l’économie. _______. Rio de Janeiro: Agir. análises de la notion de champ. por fim.

SANDERS. Economic sociology. this space is structured fundamentally mentalmente. 1988. v. três gerações nowadays. 2015 . 1995. Para isso. cionais e que. Rio ROBSON. RESUMO ABSTRACT Este artigo apresenta uma objetivação do This article presents an objectification of espaço dos jornalistas de economia brasi. SKIDMORE. P. thers. as variáveis.12. jan/jun. Economic journalism. zed. gories and the correspondent content are teúdo correspondente. three generations coexist. Media. funda. Sociology of municação. 2000. presented. Cambridge.23. no 131-132. K.). The analysis demonstrates that tra que esse espaço é estruturado. suas categorias e o con. its cate- dos. Toronto: Springer. SCHUDSON. T. Multiple corres- dências múltiplas. Le journalisme au service de l’econo. Mass: Harvard University Press. n. from generational principles and that. a multiple correspon- de correspondências múltiplas de 69 pro. RIUTORT. Análise de correspon. Sociologia econômica. The data source. Recebido em: 14/07/2014 Aprovado em: 16/03/2015 152 Repocs. Por fim. São apresentadas as fontes de da. Fi- nele convivem. A análise demons. Sociologia da co. Actes de la Recherche em Sciencies Sociales. PALAVRAS-CHAVE KEYWORDS Jornalismo econômico. the space occupied by Brazilian economic leiros. the variable. Quantifying de Janeiro: Paz e Terra. foi realizada uma análise journalists. mie. Brasil: de Castelo a Tancredo. theory: Pierre Bourdieu. 2009. Mídia. To this. M. a partir de princípios gera. it demonstrates the specific charac- racterísticas específicas de cada geração teristics of each generation vis-à-vis ano- vis-à-vis outras. The power of news. communications. pondence analysis. nally. active journalists during 2011 was reali- te 2011. demonstra as ca. (Orgs. C. dence analysis of 69 prosopographies of sopografias de jornalistas atuantes duran. atualmente.