TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO PARÁ

Lei Orgânica
Lei Complementar n. 081, de 26 de abril de 2012
Publicada no Diário Oficial do Estado do Pará, em 27-04-2012

Belém - Pará

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(Biblioteca Ministro Benedito Frade)

P221l Pará. Tribunal de Contas do Estado
Lei Orgânica./ Tribunal de Contas do Estado do Pará.
– Belém, 2012.

46 p.

Notas: Lei Complementar n. 081, de 26.04.2012

1. LEI ORGÂNICA – TCE-PA. I. Título.

CDD – 341.3852

Publicação disponível em meio eletrônico no site: www.tce.pa.gov.br

Tribunal de Contas do Estado do Pará
Trav. Quintino Bocaiúva, 1585 – Nazaré – Belém – Pará – CEP: 66.035-190
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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO PARÁ

PRESIDENTE
Conselheiro Cipriano Sabino de Oliveira Junior

VICE-PRESIDENTE
Conselheiro Luis da Cunha Teixeira

CORREGEDOR
Conselheiro Ivan Barbosa da Cunha

CONSELHEIROS
Nelson Luiz Teixeira Chaves
Maria de Lourdes Lima de Oliveira
André Teixeira Dias

RELATOR DA PROPOSTA DA LEI ORGÂNICA
Conselheiro Nelson Luiz Teixeira Chaves

COORDENAÇÃO TÉCNICA
Daisy Maria Bentes Dias Carneiro
Leônidas Monteiro Gonçalves
Maria de Lourdes Lobão Pessoa

EQUIPE DE ASSESSORES DOS GABINETES DOS CONSELHEIROS
Gilberto Jader Serique
Marília Jucá Ramos
Marta Maria Vinagre BemBom
Monica Bernadete Sampaio Silva

ÍNDICE REMISSIVO
Biblioteca Ministro Benedito Frade

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Clewerson Castelo Branco de Queiroz

........................... SUMÁRIO TÍTULO I ........... 5º e 6º) . 17 CAPÍTULO VI ........... 19 CAPÍTULO I ..... 20 Seção I – Disposições Gerais (Art.............. 13 a 20) .SERVIÇOS AUXILIARES (Art.... 37) ................PRESIDENTE...........FISCALIZAÇÃO (Art.. 7 CAPÍTULO I ......... 12 CAPÍTULO I .............SEDE E COMPOSIÇÃO (Art........OUVIDORIA (Art...... 22 Seção V ................... 22 Seção VI – Consultas (Art.................AUDITORES (Art.APRECIAÇÃO DAS CONTAS DO GOVERNO DO ESTADO (Art............... 29) ................ 44 e 45) ......... 28) ...............NATUREZA E COMPETÊNCIA (Art.... 13 CAPÍTULO IV .. 11 e 12) .. 39 a 42) ........ COMPETÊNCIA E JURISDIÇÃO ... 21 a 25) . 23 Seção VII .............. 34 a 36) ... 19 TÍTULO III – ATIVIDADES DO CONTROLE EXTERNO ............................................ 26 e 27) .... 9º e 10) ................................................. VICE-PRESIDENTE e CORREGEDOR (Art.. 23 .................... 31 a 45) ....... 18 CAPÍTULO VII .............. 7º e 8º) ....NATUREZA............. 31 a 33) ............................................................Controle Interno (Art.TRIBUNAL PLENO E CÂMARAS (Art................................Denúncias e Representações (Art......... 38) ........... 1º a 4º) ....... 19 CAPÍTULO II ............. 11 TÍTULO II ...... 13 CAPÍTULO III .......................Atos e Contratos (Art................ 12 CAPÍTULO II ... 18 CAPÍTULO VIII ............ 21 Seção IV .......Atos da Gestão Fiscal (Art...................................................... 30) ...............ESCOLA DE CONTAS (Art.................. 21 Seção III ......... 7 CAPÍTULO II – JURISDIÇÃO (Art... 20 Seção II – Atos Sujeitos à Registro (Art.............ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL .................................. 14 CAPÍTULO V ..............................................................CONSELHEIROS (Art...................................... 43) .............

................. 38 ÍNDICE REMISSIVO ....................................................................... 42 ....Embargos de Declaração (Art.................................DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS ............. 77 e 78) .......SANÇÕES E MEDIDAS CAUTELARES (Art.......... 73 e 75) ... 31 CAPÍTULO VI .......Multas (Art............................... 25 Seção III ....................................................CAPÍTULO III ......Diário Oficial Eletrônico (Art.... 34 Seção II ............ 79) ...........DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO E DO PROCESSO ELETRÔNICO (Art.... 69 a 72) ...................... 32 Seção III ................. 33 CAPÍTULO VII – DO PEDIDO DE RESCISÃO (Art................Tomada de Contas de Exercício ou Gestão (Art.......... 82 a 84) ........... 71 e 72) .......DOS RECURSOS (Art. 34 Seção III .....Prestação de Contas (Art............ 34 Seção I .....Medidas Cautelares (Art................................... 59 a 68) ......... 76) ..........JULGAMENTO DE CONTAS (Art............. 46 a 58) ........... 81) ..........................................Declaração de Inidoneidade para Licitar e Contratar (Art.......................Sanções (Art......EXECUÇÃO DAS DECISÕES EM PROCESSOS DE PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS (Art. 24 Seção II ..................................... 38 DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS (Art.... 24 Seção I ....................... 69 e 70) ...................... 81 a 89) ......... 36 Seção IV ... 31 Seção II ........................................ 86 e 87) ............. 47 a 49) .......... 33 Seção IV ..................... 29 CAPÍTULO V .............................. 85) ...................... 73 e 79) ... 32 Seção II ...Processo Eletrônico (Art.. 33 CAPÍTULO VIII ........ 37 TÍTULO IV ............ 53 a 58) ...... 50 a 52) .. 25 Seção IV ................ 37 Seção V .. 27 CAPÍTULO IV .46) ............... 31 Seção I .. 90 a 106) .....Decisões em Processos de Prestação e Tomada de Contas (Art..........................Reconsideração (Art... 32 Seção I ......Disposições Gerais (Art...................................................................................Tomada de Contas Especial (Art. 88 e 89) ....Inabilitação para o Exercício de Cargo (Art...................Reexame (Art... 80) ...

incluídas as Fundações e Sociedades institu- ídas e mantidas pelo Poder Público Estadual. extravio ou outra irregularida- de de que resulte dano ou prejuízo ao Erário. III . órgão de controle externo. na Administra- ção Direta e Indireta.apreciar. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e eu san- ciono a seguinte LEI ORGÂNICA DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ES- TADO DO PARÁ: TÍTULO I NATUREZA. COMPETÊNCIA E JURISDIÇÃO CAPÍTULO I NATUREZA E COMPETÊNCIA Art. b) daqueles que derem causa à perda.LEI COMPLEMENTAR N. incluídas as Fundações instituídas e mantidas pelo 7 . e das entidades da Administração Indireta. a qualquer título. 1º Ao Tribunal de Contas do Estado do Pará. me- diante parecer prévio. DE 26 DE ABRIL DE 2012 Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Pará e dá outras providências.apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador. para fins de registro. a legalidade: a) dos atos de admissão de pessoal. 081. 30 desta Lei.julgar as contas: a) dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. compete: I . II . nos termos do art. bens e valores públicos das unidades dos Poderes do Estado.

inspeções e audi- torias de natureza contábil. V . XI . X . IX . VI . excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. 159 da Constituição Federal. ajuste ou outros instrumentos congê- neres. e sobre resultados de audi- torias e inspeções realizadas. VIII . operacional e patrimonial.fiscalizar a aplicação das quotas entregues pela União ao Es- tado. orçamentária. na forma do disposto no art. inciso VI da Constituição Estadual. indicando o ato inquinado e definindo responsabilidades. operacional e patri- monial. financei- ra.sustar. reformas e pensões. 116. comuni- cando a decisão à Assembleia Legislativa. financeira. VII . orçamentária. acordo. IV . se verificada ilegalidade. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. Executivo e Judiciário. XII . ressal- vadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. referentes ao Fundo de Participação estabelecido no art.Poder Público.comunicar à Assembleia Legislativa para que promova a susta- 8 .prestar informações solicitadas pela Assembleia Legislativa. sobre a fiscalização contábil. de sua Comissão técnica ou de inquérito. se não atendido. b) das concessões de aposentadorias. a execução do ato impugnado. ou por solicitação da Assembleia Legislativa.aplicar aos responsáveis as sanções previstas nesta Lei. ou por qualquer de suas Comissões.realizar.representar ao poder competente sobre irregularidades ou abu- sos apurados.fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Es- tado mediante convênio. e demais entidades referidas no inciso II.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providên- cias necessárias ao exato cumprimento da lei. por iniciativa própria.

a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à matéria de sua competência. 2º Compete privativamente ao Tribunal: I . XXI .elaborar e alterar seu Regimento Interno.ção dos contratos impugnados. da Constituição Estadual.determinar a instauração de tomada de contas e inspeções extraordinárias. XVIII . em caso concreto.emitir pronunciamento conclusivo sobre matéria que lhe seja submetida à apreciação pela Comissão Permanente de Fiscalização Fi- nanceira e Orçamentária da Assembleia Legislativa. XIII . contados do recebimento da solicitação. 9 . por meio de súmulas.fiscalizar o cumprimento das normas relativas à Lei de Respon- sabilidade Fiscal. XVI .negar aplicação de lei ou de ato normativo considerado ilegal ou inconstitucional.decidir sobre denúncias e representações em matéria de sua competência. XIV .estabelecer prejulgados.fiscalizar a arrecadação da receita do Estado e de suas entida- des da Administração Indireta. a cobrança da dívida ativa e a renúncia de receitas. na apreciação. no prazo de trinta dias. XV . de matéria de sua competência. 117. XIX . XVII . nos termos do art.decidir sobre recursos interpostos contra suas decisões. decidindo a respeito se não forem adota- das as medidas cabíveis. XX . Art. § 1º e § 2º.decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. conforme o dis- posto no Regimento Interno.

conceder licença.autorizar a realização de concurso público para provimento dos cargos de Auditor e do seu quadro de pessoal. V . VIII . X . no âmbito de sua compe- tência e jurisdição. e homologar seus resul- tados. VII . VI . férias e outros afastamentos aos Conselheiros e Auditores. e dar-lhes posse. em con- sequência.regular seu plano de classificação de cargos. III . 3º Ao Tribunal de Contas do Estado. obrigando ao seu cumprimento. sob pena de responsabilidade e aplicação das sanções previstas nesta Lei. podendo. na ordem constitucional. XII . bem como a fixação da respectiva remuneração.dispor sobre sua estrutura administrativa. Art. na forma da lei.eleger seu Presidente e demais dirigentes.propor à Assembleia Legislativa a criação. e praticar todos os atos inerentes à vida funcional dos seus servidores.exercer todos os poderes que explícita e implicitamente lhe fo- rem conferidos nesta Lei.apresentar projeto de lei sobre matéria de sua competência. II .prover os cargos de seu quadro de pessoal. IV . expedir atos ou instruções normativas sobre matéria de suas atribuições e sobre a organização dos processos que lhe devam ser sub- metidos. na Legislação Federal ou Estadual. 10 .decidir sobre as incompatibilidades dos Conselheiros e Audito- res. assiste o poder de regulamentar.organizar e submeter ao Governador do Estado lista tríplice para provimento de cargo de Conselheiro. IX . XI . transformação e extin- ção de cargos e funções do seu quadro de pessoal. com relação às vagas a serem pre- enchidas por Auditor e Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal.

III . assuma obrigações de natureza pecuniária. bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda. até o limite do valor do patrimônio transferido.os responsáveis por entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições parafiscais e prestem ser- viço de interesse público ou social. provisória ou permanentemente.os representantes do Estado na Assembleia Geral das empresas 11 . sobre as pessoas e matérias sujeitas a sua competência.os responsáveis pela aplicação dos recursos tributários arreca- dados pela União e entregues ao Estado. em todo o Território Estadual.os dirigentes ou liquidantes das empresas encampadas ou sob intervenção ou que. arrecade. 1º. 5º O Tribunal de Contas do Estado tem jurisdição própria e priva- tiva. que utilize. inciso II. em nome deste. 6º A jurisdição do Tribunal abrange: I . IV . nos termos da Constituição Federal. Art. e outros documentos ou informações que considerar necessários. 5º. ou que. na forma esta- belecida no Regimento Interno. V . inciso XLV da Constituição Federal. o patrimônio do Estado ou de outra entidade pública estadual. VI . 4º Para o desempenho de sua competência. o Tribunal receberá. Art. guarde. de qualquer modo. em cada exercício.os sucessores dos administradores e responsáveis a que se refe- re este artigo. venham a integrar. o rol de responsáveis e suas alterações. órgão ou entidade a que se refere o art. gerencie ou administre dinheiros. II . CAPÍTULO II JURISDIÇÃO Art.qualquer pessoa física. nos termos do art.

IV . VI .Presidência. ajuste ou outros instrumentos congêneres.Escola de Contas.Serviços Auxiliares. II .todos aqueles que lhe devam prestar contas ou cujos atos este- jam sujeitos à sua fiscalização por expressa disposição de lei. convênio. 7º O Tribunal de Contas do Estado tem sede na cidade de Be- lém. 12 .os responsáveis pela aplicação de quaisquer recursos repassa- dos pelo Estado mediante contrato.Auditoria. IX .Tribunal Pleno. V . III . Parágrafo único. acordo. VII .Câmaras. solidariamente com os membros do Conselho Fiscal e de Administração.estatais e sociedades anônimas de cujo capital as referidas pessoas ju- rídicas participem.Vice-Presidência.Ouvidoria. Os Serviços Auxiliares. TÍTULO II ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL CAPÍTULO I SEDE E COMPOSIÇÃO Art. compõe-se de sete Conselheiros e possui a seguinte estrutura or- ganizacional: I . VIII . VIII .Corregedoria. Escola de Contas e Ouvido- ria terão suas normas de funcionamento regulamentadas em ato próprio do Tribunal. VII . da prática de atos de gestão lesivos ao patrimônio público estadual.

11. cuja organização. 10. 13 . O Tribunal Pleno. para mandato correspondente a dois anos. Corregedor e o Conselhei- ro mais antigo no exercício do cargo. poderá dividir-se em Câmaras as quais terão composição. Vice-Presidente e Corre- gedor será realizada nova eleição. Art. composição e atribuições. o Vice-Presidente e o Corregedor serão eleitos por seus pares. impedimentos e incompatibilidades de seus membros. por maioria absoluta dos Conselheiros efe- tivos. CAPÍTULO III PRESIDENTE. 8º Funciona junto ao Tribunal de Contas do Estado um Ministério Público especializado. 9º O Plenário do Tribunal de Contas do Estado. CAPÍTULO II TRIBUNAL PLENO E CÂMARAS Art. prerrogativas. compe- tência e funcionamento regulamentados no Regimento Interno. permitida a reeleição conse- cutiva somente para mais um período. § 1º O Presidente será substituído em suas ausências e impedimen- tos na seguinte ordem: pelo Vice-Presidente. O Presidente. serão estabelecidos em Lei Orgânica própria. Art. terá a competência e o funcionamento regulados na forma estabelecida no Regimento Interno. no prazo de quinze dias. § 3º Na vacância dos cargos de Presidente. dirigido por seu Presidente. § 2º As competências do Vice-Presidente e do Corregedor serão es- tabelecidas no Regimento Interno. conforme processo estabelecido no Regimento Interno. VICE-PRESIDENTE E CORREGEDOR Art. bem como a investidura.

13. III . dentre outras atribuições estabeleci- das no Regimento Interno: I . na forma esta- belecida no Regimento Interno. CAPÍTULO IV CONSELHEIROS Art. diretamente ou por delegação.aplicar aos servidores do quadro de pessoal do Tribunal as pena- lidades cabíveis decorrentes de sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. aposentadoria e outros relativos aos servidores do seu quadro de pessoal. § 4º Ocorrendo a vacância com menos de noventa dias do término do mandato. orçamentária e patrimonial necessários ao funcionamento do Tribunal. IV . contábeis.idoneidade moral e reputação ilibada. 14 .presidir a Escola de Contas. II . remoção.notórios conhecimentos jurídicos. as dotações e os cré- ditos orçamentários próprios. admissão. Compete ao Presidente.expedir atos de nomeação. dis- pensa. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão no- meados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I . Auditores e servidores do seu quadro de pessoal. e praticar os atos de administração financei- ra. 12.dar posse aos Conselheiros. Art. exoneração. VI . V . econômicos e finan- ceiros ou de Administração Pública. III . o substituto assumirá e completará o mandato. II .dirigir o Tribunal.movimentar.

Os Cargos de Conselheiros não poderão ser ocupados. Art.três pelo Governador. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão es- colhidos: I . 17. inclusive. e dois. ou afins. IV . indicados em lista tríplice pelo Tribunal. si- multaneamente. 40 da Constituição Federal. II . se nomeados na mesma data. conforme previsão contida no art. Parágrafo único. 16. impedimentos. 15 . prerrogativas. inclusive. em caso de vacância.antes da posse. de cônjuge ou de parentes consanguíneos. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado terão os mesmos direitos.mais de dez anos de exercício de função ou efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. as normas cons- tantes do art. contra o último nomeado ou contra o mais novo. vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. § 2º. segundo os critérios de antiguidade e merecimento. 119. aplicando-se lhes. O processo de escolha de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. na linha ascendente ou descendente e na linha colateral. Parágrafo único. ou afins. A incompatibilidade decorrente da restrição imposta no caput deste artigo resolver-se-á: I . Art. garantias. dentre os Auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal. até o segundo grau. alternadamente. até o segundo grau. sendo um de livre escolha. É vedado ao Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado intervir em processo de interesse próprio. Art. da Constituição Estadual. por cônjuges ou parentes consangüíneos. Art. obedecerá aos critérios pre- vistos na Constituição Estadual. quanto à aposentadoria e pensão. na linha reta ou na colateral. com aprovação da Assembleia Legislativa. 14.quatro pela Assembleia Legislativa. 15.

§ 2º Antes da posse. por ano. mediante convocação do Presidente do Tribunal. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado tomarão posse perante o Presidente.depois da posse. para efeito de quorum nas sessões.se a ambos imputável. o de maior idade. § 1º Este prazo poderá ser prorrogado. § 1º Os Auditores poderão ser convocados pelo Presidente. II . Art. 16 . serão substituídos. § 3º No ato de posse. Art. em suas ausências e impedimentos por motivo de licença. terão direito a sessenta dias de férias. III . ob- servada a ordem de antiguidade no cargo e. sem que esta convocação importe em substituição. 19. contra o que lhe deu causa. férias ou outro afastamento legal. contra o que tiver menos tempo de exer- cício no Tribunal. Art. Parágrafo único. Os Conselheiros. que poderão ser consecutivas ou dividi- das em dois períodos de trinta dias cada. o Conselheiro prestará o compromisso estabe- lecido no Regimento Interno e apresentará as declarações de bens e de acumulação de cargos. dentro de trinta dias. 18. O Regimento Interno fixará regras a serem adota- das na organização da escala de férias dos Conselheiros. em sessão do Tribunal Pleno. o Conselheiro apresentará os documentos pre- vistos em lei e no Regimento Interno. em caso de empate. 20. não podendo gozá-las simultaneamente mais de dois. pelos Auditores. por mais trinta dias. após um ano de exercício. contados da publicação do ato de nomeação no Diário Oficial do Estado. por soli- citação escrita do interessado ao Presidente do Tribunal. Os Conselheiros.

realizado pelo Tribunal de Contas do Estado. 18 e 19. observada a ordem de clas- sificação. 21. até novo provimento. pelo menos. CAPÍTULO V AUDITORES Art. observado o critério estabelecido no caput deste artigo.mais de trinta e cinco anos de idade na data da inscrição do con- curso. serão nomeados pelo Governador do Estado mediante concurso público de provas e títulos. II . 23. Art. 25. só perderá o cargo por sen- tença judicial transitada em julgado. de efetiva atividade profissional. § 2º Em caso de vacância de cargo de Conselheiro. econômicos. quando do exercício das demais atribuições da judicatura. depois de empossado. financeiros ou de Administração Pública. Art. contábeis.idoneidade moral e reputação ilibada. em número de sete. O Auditor. 22. Os Auditores. quando em substituição a Conselheiro. 24. o Presidente convocará Auditor para exercer as funções inerentes ao cargo vago.diploma em curso superior referente a conhecimentos jurídicos. no que couber. O Auditor terá as atribuições estabelecidas no Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado. 17 . Aos Auditores aplica-se.dez anos. devendo o candidato preencher os seguintes requisitos: I . o disposto nos arts. 16. Art. Art. terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e. as de Juiz de Direito de última Entrân- cia. III . ou na hipótese de incompatibilidade ou impedimento previsto nesta Lei. O Auditor. IV .

Os Serviços Auxiliares do Tribunal de Contas do Estado in- tegrarão quadro próprio. CAPÍTULO VI SERVIÇOS AUXILIARES Art. na forma prevista em lei ou atos normativos. II . in- teresses de pessoas ou entidades sujeitas à jurisdição do Tribunal. Os Serviços Auxiliares serão organizados em unidades de trabalho. subordinada diretamente ao Presidente. III .contribuir para a efetividade do exercício do controle externo. § 1º Aos servidores do Tribunal de Contas do Estado aplicam-se as disposições do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado. direta ou indiretamente. com as seguintes competências. 28. A Escola de Contas terá sua estrutura e organiza- ção previstas em ato do Plenário. Art. além de outras que vierem a ser definidas em ato do Ple- nário: I . 26. 18 . com a estrutura e atribuições que forem fixadas por lei pelo Regimento Interno ou atos normativos do Tribunal Pleno. CAPÍTULO VII ESCOLA DE CONTAS Art. § 2º É vedado aos servidores patrocinar. Parágrafo único.promover ações de capacitação e qualificação profissional dos servidores do Tribunal.difundir conhecimentos aos gestores públicos. como unidade administrativa do Tribunal. 27. Fica criada a Escola de Contas.

contribuindo na defesa da legalidade. operacional e patrimonial. na forma previs- ta no Regimento Interno. apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado. CAPÍTULO VIII OUVIDORIA Art. dos Ministérios Públicos e da Defensoria Pública. § 2º As contas abrangerão a totalidade do exercício financeiro. legitimidade. mediante parecer prévio a ser elaborado em ses- senta dias. § 3º O prazo previsto no caput deste artigo considerar-se-á cumpri- do com a remessa das contas ao Tribunal. e demais princípios aplicáveis à Adminis- tração Pública. TÍTULO III ATIVIDADES DE CONTROLE EXTERNO CAPÍTULO I APRECIAÇÃO DAS CONTAS DO GOVERNO DO ESTADO Art. a contar de seu recebimento. 19 . dos Tribunais de Contas do Estado. com- preendendo as atividades dos Poderes Executivo. 29. § 1º A prestação de contas consiste no Balanço Geral do Estado e no Relatório do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo sobre a execução dos orçamentos e avaliação da situação da gestão administrativa. Ao Tribunal de Contas do Estado compete. Parágrafo único. orçamen- tário. financeiro. para fins de parecer prévio. 30. economicidade. nos seus aspectos contábil. A Ouvidoria tem por finalidade o aprimoramento da gestão das ações de controle do Tribunal. Legislativo e Judici- ário. devendo o Governador do Estado comunicar à Assembleia Legislativa o referido encaminhamento. O funcionamento da Ouvidoria será regulamentado em ato normativo do Tribunal.

legitimidade. eficiência. 83. Art. Parágrafo único. 20 . eficácia e economicidade dos atos administrati- vos de sua competência. A fiscalização de que dispõe este artigo será regu- lamentada no Regimento Interno. Ao exercer a fiscalização. Art. para as medidas cabíveis. 32. Nenhum processo. desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte dano ao Erário. inciso VI. O Tribunal exercerá a fiscalização para verificar a legalidade. documento ou informação poderá ser so- negado ao Tribunal de Contas do Estado no exercício de sua competên- cia. o Tribunal ordenará a conversão do processo de fiscalização em Tomada de Contas Especial. 68. se configurada a ocorrência de desfalque. § 4º O parecer prévio de que trata o caput deste artigo será precedido da garantia da ampla defesa e contraditório na forma prevista no Regi- mento Interno. Parágrafo único. § 2º Vencido o prazo e não cumprida a exigência. 33. o Tribunal aplicará as sanções previstas no art. salvo a hipótese prevista no art. e o cumprimento das normas relativas à gestão fiscal. o Tribunal assinará prazo para apresen- tação dos documentos. bem como para instruir o julgamento de contas a cargo do Tribunal. O processo de Tomada de Contas Especial a que se refere este artigo tramitará em separado das respectivas contas anuais. comunicando o fato à autoridade competente. 31. informações e esclarecimentos julgados neces- sários. § 1º No caso de sonegação. CAPÍTULO II FISCALIZAÇÃO Seção I Disposições Gerais Art.

incluídas as Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Estadual. reformas e pensões. nos termos da legislação vigente e na forma estabelecida nesta Lei. a qualquer título. Seção II Atos Sujeitos a Registro Art. II . manifestando-se quanto à legalidade. 34. O Tribunal de Contas do Estado apreciará. para fins de re- gistro. Os atos a que se refere este artigo serão registra- dos na forma prevista no Regimento Interno. quando for o caso. O Tribunal de Contas fiscalizará o cumprimento das normas relativas à gestão fiscal. 36. O responsável deverá ser alertado pelo Tribunal para que adote as providências cabíveis sempre que constatados fatos que possam comprometer a gestão. o Tribunal apli- cará. 35. 37. 34. No exame dos atos de que trata esta seção. e no Regimento Interno. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. Art. res- salvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. a legalidade: I . Seção III Atos da Gestão Fiscal Art.dos atos de admissão de pessoal. 21 . ao apreciar os atos sujeitos a registro previstos no art. Art. na Adminis- tração Direta e Indireta. 83. de- cidirá por registrar ou denegar o registro. O Tribunal de Contas do Estado. Parágrafo único. incisos V a VIII. Parágrafo único.da concessão inicial de aposentadorias. as sanções previstas no art.

se não atendido. o Tribunal. ao responsável. o Tribunal decidirá a respeito da sustação do contrato. fazendo indicação expressa dos dispositivos a serem observados. associação ou sindicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tri- bunal de Contas do Estado. e estar acompanhada de prova ou indício concernente ao fato denunciado ou à existência de ilegalidade ou irregu- laridade. A denúncia sobre matéria de competência do Tribunal deverá referir-se a administrador ou responsável sujeito à sua jurisdição. 38.comunicar a decisão à Assembleia Legislativa. III .aplicar. se não atendido. assi- nará prazo para que o responsável adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. 40. comunicará o fato à Assembleia Legislativa. conter o nome legível do denunciante. Qualquer cidadão. inciso II. 83. ser redi- gida em linguagem clara e objetiva. Se no exercício da fiscalização for verificada irregularidade de ato ou contrato. a multa prevista no art. § 3º Se a Assembleia Legislativa ou o Poder Executivo. Seção V Denúncias e Representações Art. na forma prevista no Regimento Interno. § 1º No caso de ato administrativo. o Tribunal deverá: I . partido político. a quem compete adotar o ato de sustação e solicitar. o Tribunal. no prazo de noventa dias.sustar a execução do ato impugnado. de imediato. § 2º No caso de contrato. Art. sua qualificação e endereço. 39. as medidas cabíveis. ao Poder Executivo. 22 . não efetivarem as medidas previstas no parágrafo anterior. Seção IV Atos e Contratos Art. II .

Parágrafo único.pelas equipes de inspeção ou de auditoria. II . Estadual ou Municipal. 43. 41. o Tribunal de Contas dará tratamento sigiloso às denúncias e representações. no apoio ao controle externo. sempre.pelos titulares dos controles internos dos órgãos públicos. 42. A fim de preservar direitos e garantias individuais. Art. O denunciante não se sujeitará a qualquer sanção administrativa. III . A representação deverá ser encaminhada ao Presidente do Tribunal de Contas ou ao Conselheiro Relator. Parágrafo único. 44. IV . salvo em caso de comprovada má-fé. Os Órgãos integrantes do Sistema de Controle Interno. cível ou penal.por qualquer autoridade pública Federal. até decisão definitiva sobre a matéria. mas não do fato ou caso concreto. conforme o caso: I . Seção VI Consultas Art. em decorrência da denúncia. sob pena de serem considerados responsáveis solidários. Art. A resposta à consulta tem caráter normativo e cons- titui prejulgamento da tese. O Tribunal poderá conhecer de consulta que verse sobre interpretação ou aplicação de norma em matéria de sua competência quando atendidos os requisitos previstos no Regimento. as seguintes atividades: 23 . em tese. deverão exercer dentre outras. devendo a res- posta ser.pelos titulares das unidades técnicas do Tribunal. Seção VII Controle Interno Art.

§ 2º Verificada. enviando. operacional e patrimonial nas unidades administrativas sob seu controle. 46.alertar formalmente a autoridade administrativa competente para que instaure Tomada de Contas Especial. o titular do órgão de controle interno. ao Tribunal de Contas do Estado. submetidas anualmente a julgamento 24 . CAPÍTULO III JULGAMENTO DE CONTAS Seção I Prestação de Contas Art. os respec- tivos relatórios. I . o dirigente do Órgão competente indicará as providências adotadas para evitar ocorrências semelhantes. na qualidade de responsável solidário. 50.organizar e executar programação de auditorias contábil. orçamentária. dela darão ciência. irregularidades ou ilegalidade que não tenham sido comunicadas tempestivamente ao Tribunal e provada a omissão. III . sempre que tiver conhecimen- to de qualquer das ocorrências referidas no art. 83. § 1º Na comunicação ao Tribunal. IV . As contas dos administradores e responsáveis pela gestão de recursos públicos estaduais. II .emitir relatório e parecer conclusivo nas prestações de contas anuais encaminhadas ao Tribunal. Os responsáveis pelo controle interno.realizar auditoria nas contas dos responsáveis sob seu controle. na forma prevista no Regimento Interno. 45. sob pena de responsabilida- de solidária. ao Tribunal de Contas do Estado. financei- ra. mediante os instrumentos de fiscalização ou no jul- gamento das contas. parecer e certificado de auditoria. fica- rá sujeito às sanções previstas no art. ao tomarem conheci- mento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. emitindo relatório. de imediato. inciso IV. Art.

II .omissão no dever de prestar contas. Art. legiti- midade e economicidade da gestão. No julgamento das Tomadas de Contas de Exercício ou Ges- tão.do Tribunal na forma de prestação de contas. 6º. incisos I a VI. aplicar-se-á o disposto no art. 47. bem como os de outros processos que possam repercutir no exame da legalidade. Estão sujeitas à Tomada de Contas de Exercício ou Gestão e só por ato do Tribunal de Contas podem ser liberadas de sua responsa- bilidade as pessoas indicadas no art. § 2º As contas serão acompanhadas do relatório e do parecer con- clusivo do órgão central do sistema de controle interno. Os procedimentos relativos às Tomadas de Contas de Exer- cício ou Gestão serão regulados no Regimento Interno e em atos norma- tivos do Tribunal. § 1º No julgamento das contas anuais serão considerados os resul- tados dos procedimentos de fiscalização realizados.ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros. Seção III Tomada de Contas Especial Art. 48. 25 . Tomada de Contas Especial é o procedimento adotado pela autoridade administrativa do órgão jurisdicionado para apuração dos fa- tos e identificação dos responsáveis quando verificada: I . 50. 46. Seção II Tomada de Contas de Exercício ou Gestão Art. Art. bens ou valores públicos. observarão o disposto no Regimento Interno e em atos normativos do Tribunal. 49. §§ 1º e 2º.

A Tomada de Contas Especial prevista no art. IV . Não instaurada ou não concluída a tomada de contas de que trata o art. 26 . sob pena de responsa- bilidade solidária. 6º. adotar providências com vistas à instauração de Tomada de Contas Especial com a finalidade de apurar os fatos. 50. imediatamente.prática de qualquer ato ilegal. § 1º Cabe ao Presidente a iniciativa de apresentar proposta de fixa- ção da quantia a que se refere o caput deste artigo. III . caso não seja atendido o disposto no § 1º. § 2º Se o dano for de valor inferior à quantia a que alude o caput deste artigo. o Tribunal provocará o controle interno do respectivo órgão para adoção das medidas legais pertinentes. observado o disposto no art. § 3° O Tribunal determinará a instauração da Tomada de Contas Es- pecial. inciso VII. 50 será enca- minhada ao Tribunal para julgamento. a Tomada de Contas Especial será encaminhada ao Tribunal para julgamento. em cada ano civil. para julgamento em conjunto. 52. § 3º No julgamento da Tomada de Contas Especial. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário Estadual. a Tomada de Contas Especial será anexada ao processo da respectiva prestação de contas do administrador ou ordenador de despesa. deverá. § 1º A autoridade administrativa competente.não comprovação da aplicação dos recursos repassados pelo Estado na forma prevista no art. 52. se o dano ao Erário for de valor igual ou superior à quantia fixada em atos normativos do Tribunal. além de outras providências que entender cabíveis. Art. identificar os responsáveis e quantificar os danos ao Erário. 51. § 2° Concluído o processo e adotadas as medidas administrativas cabíveis. Art. o Tribunal poderá determinar a repercussão da matéria nas contas do administrador. fixando prazo para cumprimento dessa decisão.

56. regulares com ressalva ou irregulares. de forma clara e objetiva. definitiva ou terminativa. a legitimidade e a eco- nomicidade dos atos de gestão do responsável. Art. antes de se pronunciar quanto ao mérito. eficiência e eficácia dos atos administrativos. Ao julgar as contas. quando expressarem. resolve sobrestar o feito. § 1º Preliminar é a decisão pela qual o Relator ou o Tribunal. economicidade. 54. ordenar a audiência ou a citação dos responsáveis ou determinar outras diligências necessárias ao saneamento do processo. Art. O Tribunal de Contas do Estado julgará as prestações de contas até o término do exercício seguinte àquele em que estas lhe tive- rem sido apresentadas.regulares. Art. interrompendo-se este prazo quando procedidas diligências ou inspeções. o Tribunal decidirá sobre a responsabi- lidade patrimonial dos gestores. manifes- tando-se quanto à legalidade. As contas serão julgadas: I . moralidade. § 4º As decisões previstas no caput deste artigo serão publicadas no Diário Oficial do Estado. 27 . ordenadores de despesa e demais res- ponsáveis por bens e valores públicos. legitimidade. Seção IV Decisões em Processo de Prestação e Tomada de Contas Art. ou determina o seu arquivamento pela ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo ou por racionalização ad- ministrativa e economia processual. 55. § 2º Definitiva é a decisão de mérito pela qual o Tribunal. a legalidade. § 3º Terminativa é a decisão pela qual o Tribunal ordena o tranca- mento das contas que forem consideradas iliquidáveis. a exa- tidão dos demonstrativos contábeis. 53. A Decisão em Processo de Prestação ou Tomada de Contas pode ser preliminar. julga as contas regulares.

e) desfalque. § 2º O Tribunal poderá julgar irregulares as contas no caso de reinci- dência no descumprimento de determinação de que o responsável tenha tido ciência. quando comprovada qualquer das seguintes ocor- rências: a) omissão no dever de prestar contas. II . O Tribunal de Contas do Estado ordenará o trancamento das contas que forem consideradas iliquidáveis e o conseqüente arqui- vamento do processo. operacional e patrimonial. 28 . Art. 56. Art. 58. III . b) grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contá- bil. de que não resulte dano ao Erá- rio. ilegítimo ou antieconômico. comprovadamente alheio à vontade do responsável. orçamentária. feita em processo de tomada ou prestação de contas. desvio de dinheiro. tornar materialmente impossível o julgamento de mérito a que se refere o art. bem como o cumprimento de determinações para fins de atendimento de dispositivo constitucional ou legal. quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal. c) prática de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico. § 1º Nas decisões definidas nos incisos II e III o Tribunal poderá pro- por ao gestor ou por quem o suceder recomendações para a correção de falhas e deficiências verificadas no exame das contas.regulares com ressalvas. bens ou valores públicos. As contas serão consideradas iliquidáveis quando caso for- tuito ou força maior. financeira. d) dano ao Erário decorrente de ato de gestão ilegal.irregulares. 57.

a vista de novos elementos que considere suficientes. e ao pagamento de multa. 61. 29 . § 2º Transcorrido o prazo referido no parágrafo anterior. 56. 62. Quando julgar as contas regulares. acrescida dos juros de mora devidos. de modo a prevenir a ocorrência de outras semelhantes. a quitação ao responsável será condicionada ao atendimento das reco- mendações e determinações necessárias à correção das improprieda- des ou faltas identificadas. contados da publicação da deci- são terminativa no Diário Oficial do Estado. 59. inciso III. Art. Quando julgar as contas irregulares. Art. aplicar-lhe a multa prevista no art. autorizar o desarquivamento do processo e determinar que se ultime a respectiva tomada ou presta- ção de contas. A decisão definitiva do Tribunal de Contas do Estado será formalizada nos termos estabelecidos no Regimento Interno. havendo débito. 83. alínea “b”. o Tribunal poderá. Quando o Tribunal julgar as contas regulares com ressalva. podendo. por Acór- dão publicado no Diário Oficial do Estado ou no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal. 82. com baixa na responsabilidade do administrador. as contas serão consideradas encerradas. Art. CAPÍTULO IV EXECUÇÃO DAS DECISÕES EM PROCESSO DE PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS Art. mas comprovada qualquer das ocorrências previstas no art. inciso II. § 1º Dentro do prazo de cinco anos. o Tri- bunal condenará o responsável ao pagamento da dívida atualizada mo- netariamente. sem que tenha havido nova decisão. ainda. Não havendo débito. Parágrafo único. o Tribunal dará quitação plena ao responsável. 60. quando couber. o Tribunal apli- cará a multa prevista no art.

sem comprova- ção do recolhimento. Art. na forma prevista no Regimento Interno. § 3º da Constituição Estadual. O Tribunal poderá autorizar o recolhimento parcelado da mul- ta devida. inclusive atualização mo- netária. na forma e no prazo previsto no Regimento Interno. o Tribunal poderá determinar o arquivamento do processo. O responsável será notificado. encaminhando ao Ministério Público junto ao Tribunal para a cobrança judicial da dívida. 116. Expirado o prazo a que se refere o art. Art. para lhe ser dada quitação. A falta de recolhimento de qualquer parcela impor- tará no vencimento antecipado do saldo devedor. A decisão do Tribunal. o Tribunal emitirá a respectiva Certidão de Débito. 64. A título de racionalização administrativa e economia proces- sual. a cujo pagamento continuará obrigado o devedor. Art. o Tribunal dará quita- ção do débito ou da multa. 63. sem cancelamento do débito. 66. para efetuar e comprovar o recolhimento do débi- to que lhe foi imputado e ao qual se refere o art. 64. Parágrafo único. torna a dívida líquida e certa e tem eficácia de título executivo. 30 . e com o objetivo de evitar que o custo da cobrança seja superior ao valor do ressarcimento. incidindo sobre cada parcela os correspondentes acréscimos legais. 68. 63. Art. Art. 65. 67. de que resulte imputação de débito ou cominação de multa. nos termos do art. O pagamento integral do débito e da multa não im- porta em modificação do julgamento quanto à irregularidade das contas. Parágrafo único. Comprovado o recolhimento integral. Art.

a comercialização. digitais. O Tribunal poderá criar Diário Oficial Eletrônico disponibiliza- do em sítio da rede mundial de computadores para publicação de seus atos. 69. bem como comunicações em geral. Art. todavia. total ou parcialmente. a rede mundial de computadores e acesso por meio de redes internas e externas conforme disposto em ato próprio. utilizando. vedada. 70. na forma e condições estabe- lecidas em ato próprio. O Tribunal poderá desenvolver sistema eletrônico de pro- cessos de matéria de sua competência por meio de autos. CAPÍTULO V DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO E DO PROCESSO ELETRÔNICO Seção I Diário Oficial Eletrônico Art. 71. Os documentos produzidos eletronicamente e juntados aos processos eletrônicos. ficando autorizada sua impressão. Seção II Processo Eletrônico Art. 31 . Art. assim como os dados eletrônicos armazenados nos bancos de dados do Tribunal com garantia da origem e de seu signa- tário. preferencialmente. Ao Tribunal de Contas do Estado são reservados os direitos autorais e de publicação do Diário Oficial Eletrônico. 72. na forma estabelecida em ato próprio. serão considerados originais para todos os efeitos legais.

Todos os recursos especificados no art.embargos de declaração. § 2º Os prazos para a interposição de recursos serão contados a partir da publicação da decisão no Diário Oficial do Estado ou no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal. Art. Poderão interpor recurso os responsáveis. § 1º Nenhuma espécie recursal poderá ser interposta mais de uma vez contra uma mesma decisão. o recorrente não será prejudicado pela interposição de um recurso por outro. 75. CAPÍTULO VI DOS RECURSOS Seção I Disposições Gerais Art. Das decisões do Tribunal caberão os seguintes recursos: I . Cabe recurso de reconsideração em decisões proferidas em processos de prestação de contas. Parágrafo único. 74.reexame. com efeito suspensivo e devolutivo. II . III . Art. desde que respei- tado o prazo do recurso cabível. no prazo de quinze dias. Seção II Reconsideração Art. os interessados. Tomada de Contas de Exercício ou Gestão e Tomada de Contas Especial. 73 serão dirigidos ao Relator do Acórdão recorrido.reconsideração. 76. 73. seus sucessores e o Ministério Público junto ao Tribunal. Salvo caso de má-fé ou erro grosseiro. 32 .

no prazo de até dois anos. com efeito suspensivo.falsidade de documentos em que se tenha fundado a decisão. inciso XII. Quando os embargos forem considerados manifestamente protelatórios e o Tribunal ou a Câmara assim os tiver declarado. com efeito suspensivo. 80. nos seguintes casos: I . no prazo de quinze dias. será aplicada multa ao embargante. Cabem embargos de declaração. e atos e contratos sujeitos a fiscalização. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. a rescisão das decisões transitada em julgado do Tribunal Pleno e das Câmaras. III . aposentadorias. reforma parcial ou total em decisão proferida sobre atos sujeitos a registros de admissão de pessoal. no prazo de dez dias contado da data da ciência da decisão. 33 .decisão proferida por relator impedido ou absolutamente incom- petente. Seção III Embargos de Declaração Art. Seção IV Reexame Art. CAPÍTULO VII DO PEDIDO DE RESCISÃO Art. nos termos do art. na forma estabelecida no Regimento In- terno. 79. 83. omissão ou contradição em Acórdãos proferi- dos pelo Tribunal Pleno e pelas Câmaras. II . 78.erro de cálculo nas contas. os respon- sáveis e seus sucessores poderão solicitar ao Tribunal. para corrigir obscuridade. reformas e pensões. Cabe recurso de reexame para anulação. 77. Art. sem efeito suspensivo.

violação literal de dispositivo de lei. sendo garantido o direito de ampla defesa. de lhe assegurar pronunciamento favorável. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário. IV .multa. § 2º A falsidade a que se refere o inciso II do caput deste artigo será demonstrada por decisão definitiva proferida pelo Juízo Cível ou Crimi- nal. as seguintes sanções: I . Seção II Multa Art. isolada ou cumulativa- mente. ou de que não pôde fazer uso.declaração de inidoneidade para licitar e contratar com o Poder Público. 82. observado o devido processo legal. V . por si só. O Tribunal. cuja existência ig- norava. § 1º O prazo para interposição do pedido de rescisão será contado a partir da data do trânsito em julgado da decisão.inabilitação para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança. CAPÍTULO VIII SANÇÕES E MEDIDAS CAUTELARES Seção I Sanções Art. Quando o responsável for julgado em débito. po- derá. III . independentemente do ressarcimento. poderá o Tribunal aplicar 34 . ou deduzida e provada no processo de rescisão. capaz. 81. aplicar. ao constatar irregularidade ou descumprimento de obrigação por ele determinada em processo de sua competência.quando o responsável obtiver documento novo. por prática de ato de gestão ilegal. conforme o caso. II .

5% (meio por cento) ao mês. VII .descumprimento de prazos estabelecidos no Regimento Interno ou decisão do Tribunal. IV . nos prazos definidos na legislação pertinente. na qualidade de responsável pelo controle interno. O débito aplicado pelo Tribunal. decorrente de res- sarcimento. O Tribunal poderá aplicar multa de até 14. X .multa de até cem por cento do valor atualizado do dano causado ao Erário Estadual. 35 .obstrução ao livre exercício de fiscalização do Tribunal. IX . sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. orçamentária operacional e patrimonial.000 (quatorze mil) vezes a Unidade Padrão Fiscal do Estado do Pará – UPFPA nos per- centuais indicados e aplicados sobre este valor. documento ou informação necessários ao exercício do controle externo. 83.reincidência no descumprimento de determinação do Relator ou do Tribunal. II . VIII . será atualizado monetariamente na data do efetivo paga- mento e acrescido de juros de mora de 0.ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil.ato de gestão ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário. III . documentos e informações a que está obrigado por força de lei ou de ato normativo do Tribunal.sonegação de processo. VI . financeira.não encaminhamento de relatórios. Art.contas julgadas irregulares de que não resulte débito. Parágrafo único.ausência de divulgação e remessa ao Tribunal do Relatório de Gestão Fiscal. aos responsáveis por: I . V .omissão no cumprimento do dever legal de dar ciência ao Tribu- nal de qualquer irregularidade ou ilegalidade de que tenha conhecimen- to.

Seção III Inabilitação para o Exercício de Cargo Art. 36 . por prazo não superior a cinco anos. § 3º O valor da multa de que trata o caput deste artigo será atualiza- do. 85. XII . Parágrafo único. O débito decorrente de multa aplicada pelo Tribunal. O Tribunal dará conhecimento à autoridade compe- tente para a efetivação das medidas administrativas necessárias. Art. será atualizado monetariamente na data do efetivo pagamento. nos ter- mos dos art. pelo índice utilizado para a atualização dos créditos tributários do Estado. a di- mensão do dano. XI .omissão injustificada da autoridade competente para a instaura- ção de Tomada de Contas Especial. cumulativamente com as sanções previstas nesta Seção. a existência de dolo ou culpa e a proporcionalidade da sanção administrativa imposta. 84. § 1º O Regimento Interno disporá sobre a gradação da multa prevista no caput deste artigo. com base na variação acumulada no exercício an- terior. até o final do mês de janeiro de cada ano. § 2º Na fixação da multa o Relator do processo deve considerar. O Tribunal poderá aplicar ao responsável que tenha suas contas julgadas irregulares. a natureza e a gravidade da infração. a penalidade de inabilitação para o exercício do cargo em comissão ou função de confiança na Administração Estadual. quando pago após o seu vencimento. mediante ato normativo próprio do Tribunal. 83. entre outras circunstâncias.interposição de embargos declaratórios manifestamente prote- latórios.

sob pena de responsabilidade solidária. por prazo não superior a cinco anos. o Tribunal determinará a autoridade competente a aplicação de penalidade de declaração de inidoneidade do licitante fraudador para licitar e contra- tar com o Poder Público Estadual. possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspe- ção. Art. O Tribunal de Contas do Estado. Parágrafo único. Art.receio de grave lesão ao Erário ou a direito alheio. determinará medidas cautelares sempre que existirem fundamentos e provas suficientes nos casos de: I .indisponibilidade. o Tribunal aplicará a penalidade de declaração de inidoneidade. 85 e 86 é necessária a maioria de dois terços dos membros do Tribunal. prosseguindo no exercício de suas funções. 88.inviabilização ou impossibilidade da reparação do dano. por prazo não superior a um ano. se existir indícios suficientes de que.risco de ineficácia da decisão de mérito. II . no prazo de noventa dias. II . São medidas cautelares aplicadas pelo Tribunal: I . 87. No caso de não atendimento da determinação. do afastamento temporário do responsável. III . causar novos danos ao Erário ou inviabilizar o seu ressarcimento. 89. 37 . Seção IV Declaração de Inidoneidade para Licitar e Contratar Art. 86.recomendação à autoridade superior competente. comunicando o fato à autoridade competente. Seção V Medidas Cautelares Art. de bens em quantidade suficiente para garantir o ressarcimento dos danos em apu- ração. Verificada a ocorrência de fraude comprovada na licitação. no curso de qualquer apura- ção. Para aplicação das penalidades previstas nos arts.

Qualquer autoridade ou agente público dos Poderes Execu- tivo. verificar a existência de provas ou indícios de crimes definidos na lei de licitações. o decurso e o término dos prazos relativos aos re- cursos que tramitem no Tribunal obedecerão às normas do Código de Processo Civil. 92. independentemente de já terem sido julgados pelo Tribunal. Art. no exercício de suas atribuições. O início.sustação de ato impugnado ou de procedimento. remeterá cópia dos autos ao Ministé- rio Público. Em todas as etapas do processo. no que couber. a instrução do processo. será assegurado o contraditório e a ampla defesa. até que se de- cida sobre o mérito da questão suscitada. ao responsável ou interes- sado. Art. compete ao Presidente do Tribunal a adoção de medidas cautelares urgentes. 93. para as medidas de sua competência.o Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal. 95. Quando o Tribunal. Legislativo e Judiciário deverá remeter ao Tribunal de Contas cópia da última Declaração de Imposto de Renda devidamente acompanhada 38 . Art. Art. § 1º São legitimados para requerer medida cautelar: I . § 2º Na ausência ou inexistência de Relator. auditorias e de contas. 90. Legislativo e Judiciário. II . III . 116. da Constituição Estadual. ou contra a Administração Pública. O Relator presidirá. dos Poderes Executivo. 94. É assegurado ao Deputado Estadual acesso a processos de diligências. § 5º. diretamente ou mediante delegação.o Relator. 91. nos termos do art. inspeções. Art. TÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art.

39 . 98.prestação de contas. inciso VII. § 1º A proposta do projeto de lei de diretrizes orçamentárias a que se refere o caput deste artigo compreenderá as metas e prioridades do Tribunal e incluirá as despesas de capital para o exercício subsequente. no prazo previsto em lei. a relação dos responsáveis que tive- ram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente. § 3º Os procedimentos para aplicação do disposto no caput serão definidos no Regimento Interno. O Tribunal de Contas do Estado encaminhará ao Poder Exe- cutivo as propostas aprovadas pelo Tribunal Pleno referentes aos proje- tos de lei relativos ao Plano Plurianual. nos termos do art. § 1º O descumprimento da obrigação estabelecida neste artigo ense- jará aplicação da multa prevista no art. 97. no prazo de sessenta dias da abertura da sessão legislativa. trimestral e anualmente. Art. Art. Art. 96. § 2º A proposta orçamentária anual de que trata este artigo somente poderá ser alterada pelos órgãos técnicos competentes com a prévia audiência do Tribunal. inclusive a dos respectivos cônjuges ou das respectivas pessoas com quem mantenham união estável como entidade familiar.relatório de atividades. O Tribunal de Contas do Estado tornará disponível à Justiça Eleitoral. § 2º O Tribunal manterá em sigilo o conteúdo das declarações apre- sentadas.do recibo de entrega atestado pelo órgão competente. O Tribunal de Contas do Estado encaminhará à Assembléia Legislativa: I . 304 da Consti- tuição Estadual. às Diretrizes Orçamentárias e ao Orçamento Anual. II . 83.

101.o Código de Processo Civil. objetivando o in- tercâmbio de informações que visem ao aprimoramento dos sistemas de controle e de fiscalização. as medidas sugeridas pelo Relator ou Tribunal Pleno para a correção das falhas e deficiências verificadas no exame das contas. Art. IV . considera-se: I . dos Municípios. para fins de aplicação das disposições desta Lei. Art.editar atos transitórios.ajustar o exame dos processos em curso. do Distrito Federal e com entidades civis. ao treinamento e ao aperfeiçoamento de pessoal.recomendações. 40 . O Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado po- derá ser aprovado e alterado pela maioria absoluta de seus Conselheiros titulares. Art. III . se necessário. Nos casos omissos será subsidiária da presente Lei. Art.solicitar aos seus jurisdicionados as medidas que se fizerem ne- cessárias. deverá: I . 99. Art. 100. O Tribunal de Contas do Estado poderá firmar acordo de cooperação com entidades governamentais da União. as medidas indicadas pelo Relator ou Tribunal Pleno para fins de atendimento de dispositivo constitucional ou legal. As sessões e a ordem dos trabalhos do Tribunal de Contas do Estado serão reguladas no Regimento Interno. Para efeito desta Lei. 102.promover o reexame de seu Regimento Interno.determinações. II . dos Estados. suces- sivamente e no que couber: I . O Tribunal de Contas do Estado.a legislação referente ao Tribunal de Contas da União. 103. II . 104. Art. II .

Revogam-se a Lei Complementar nº 012. 106. Lei Complementar nº 020. Art. Esta Lei entra em vigor noventa dias após a data de sua publicação. de 30 de março de 2010. SIMÃO JATENE Governador do Estado 41 . Art. de 9 de fevereiro de 1993. de 18 de fevereiro de 1994 e a Lei Complementar nº 071. 105. PALÁCIO DO GOVERNO. 26 de abril de 2012.

59 Ato normativo Publicação no Diário Oficial. art. Certidão de débito 1º. art. 83. 21 Concessão inicial. VII Competência. art. I Atribuição Administração indireta. art. parágrafo único Decisão definitiva. 1º. 38 Certificado de Auditoria Sustação de execução. art. I Débito. 10 Sustação de contrato impugnado. art. 53. 12. art. art. 82. III. art. art. art. art. 59 Aplicação. art. 24 Processo. 21 Decisão. 34. § 1º Reexame. § 3º Administração direta. art. art. I Impedimento. art. art. 1º. 34 Atualização monetária Fundações. 53. I Controle interno. art. 79 art. art. II Ato concessório Citação Aposentadoria. art. IV Funcionamento. Prestação de contas. XII Emissão. 14. II Convocação. art. art. 25 Registro. 99 Fiscalização. 44. art. art. § 1º Pensão. § 1º Comissão permanente de fiscalização Tomada de contas especial. 38. b Cobrança judicial Reforma. § 1º 30. 1º. 50. 58 Relatório de atividades do TCE. art. 1º. I Ver competência Apreciação. XIII Baixa na responsabilidade Escolha de conselheiros. 79 Férias. III. 1º. Trancamento de contas. 37. 34 Multa. § 1º financeira e orçamentária. II Contas iliquidáveis. art. art. § 2º Câmaras Solicitação de informações. 21 Contas do governo. 62 Legalidade. 84 Registro. 23 Arquivamento Posse do cargo. art. XVIII Admissão de pessoal Multa. 34. I Balanço Geral do Estado Prestação de contas do governo. art. 15 Concurso público. 65. 1º. 34. 22 Conselheiro. arts. 34. I Contas iliquidáveis. 67 42 . art. art. art. art. 58 97. 37 Acórdão Alerta. art. b Certidão de débito. art. 10 1º. art. XIV Autoridade administrativa Assembleia Legislativa Responsabilidade solidária. I Auditor Aposentadoria Atribuições. 30. art. Composição. art. parágrafo único e Reexame. art. art. art. 1º. art. art. 1º. 20. art. art. ÍNDICE REMISSIVO Acordo de cooperação Ato de gestão fiscal Entidades governamentais. 16 Apreciação Nomeação. art. 58 Requisitos do cargo. 67 Ato administrativo Cobrança judicial. 50. 67 Fiscalização. 34. 10 Solicitação de inspeção e auditoria. III. art. 53 Substituição. art. art. art. art. art. art. art. 30 Perda do cargo. art. art. art. b Decisão preliminar. 34. III. 68 Audiência Arrecadação da receita Decisão preliminar. art. § 1º Fiscalização. art. art.

III Posse de cargo.art. 12 Julgamento. 58 Corregedor. 33 Ampla defesa. 64 Arquivamento. 30 Tomada de contas especial. 33 Contas do Governo Desvio de bens. art. 45. art. I e II Aposentadoria. 82. § 2º Plenário. art. art. 30. 33 Parecer prévio. 6º. art. 15 Parecer de auditoria. 33 Apreciação. art. art. art. art. art. II Escolha. II Ausência. art. 43. art. 11 Consulta Reeleição. 11. art. § 2º Direitos. art. art. art. § 4º Irregularidades. art. art. 20. art. 1º Quadro de pessoal. 58. 30 Débito Prazo. art. § 2º Competência. 38. 7º Irregularidade. art. 20 Omissão. art. art. 9º Prestação de contas. 15 Fiscalização. 45 Incompatibilidade do cargo. art. art. art. parágra- Prestação de contas. 15 Certificado de auditoria. III Ministério Público. 44. art. § 3º Auditor. 44. art. art. art. art. II Composição Contrato Ministério Público. 28 Julgamento. art. art. art. § 2º Poder regulamentar. 8º Fiscalização. 56. art. 11 Vencimento. 19 Relatório de auditoria. art. 21 Controle Externo Autorização. 11. X Tribunal de Contas. art. art. §§ 3º e 4º único Dano ao erário Requisitos. 3º Contas regulares Presidente. art. art. 11. 44 Homologação. § 1º fo único Contas iliquidáveis Notificação. X Controle Interno Conselheiros Auditoria. 8º Tomada de contas. art.Competência Baixa na responsabilidade. II Impedimento. 17 Sanções. art. I Tribunal pleno. 11 Caráter normativo. 63 43 . 56. art. 10 Contas regulares com ressalva Vice-presidente. 38 Tribunal de Contas. art. art. § 2º Vedação. 44. § 2º Julgamento. art. art. art. art. 16 Responsabilidade solidária. 22 Trancamento. 30 Atualização monetária. art. 44. 13 Tomada de contas especial.11. 13 Repasse de recursos. X Apoio do controle interno. 2º. art. art. art. art. 1º. 44. 38 Concurso público Sustação. IV Férias. 14 Prestação de contas anuais. 56. art. art. art. art. 2º. art. V Requisitos. 15 Mandato.18 Convênio Prerrogativa. art. § 2º Nomeação. art. 44. 30. art. art. § 2º Contas irregulares Escola de Contas. art. 20 Corregedor Vacância. § 2º Auditor. art. VII Substituição. art. 43 Desfalque. 2º. art. 56. 58 Parcelamento. art. parágrafo Vacância do cargo. 45. art. 16 Eleição. art. art. art. 65 Título executivo. 56. art.

art. 53. 39 Sigilo. I Arrecadação da receita. art. art. § 2º Auditor. 49 Férias Tomada de contas especial. art. 19 Administração direta. § 2º Conselheiro. I Personalidade jurídica de direito priva- Atos de gestão fiscal. 38 Empresas estatais. §1º e art. 39 Representação. §1º Contrato. art. I Tomada de contas. II Denúncia Renúncia de receitas. § 3º Conversão em tomada de contas espe- Declaração de Imposto de Renda cial. art. art. art. I Competências. art. 28. § 2º Preliminar. 1º. I Ato administrativo. 28. 58. 17 Publicação. 37 do. 33 Presidente. art. art. 33 Multa. 34. art. 46. 50. art. VII Terminativa. art. art. 53. art. I Fiscalização Administração indireta. art. 28 Contas regulares. § 2º Diário Oficial do Estado Impedimento Decisão. art. I Adoção de providências. 11 Contas. art. 38 Eleição Denúncia. art. 28 Contas regulares com ressalva. § 2º Contrato. § 1º Escola de Contas Contas irregulares. Capacitação. 53. 39 Corregedor. art. art. art.32 Redação. art. 39 Sigilo. art. XIV Ilegalidade. art. 45. 31 Presidente. § 1º e art. art. 42 Fiscalização. 25 Jurisdição Conselheiro. art. art. art. 53. art. 39 informação. art. art. documento ou Parte legítima. 11 Fiscalização. art. art. art. art. art. art. 40 Ilegalidade Sanção. art. 1º. VI Aposentadoria. 41 Irregularidade. V Pensão. art. 11 Julgamento Vice-presidente. § 2º Fundo de participação. § 1º Dívida ativa. art. 56. art. XIV Remessa ao Tribunal de Contas. art. art. 70 e 73 § 2º Irregularidade Diligência Ato administrativo. art. art. art. 25 Publicação oficial. 38 Eficácia de título executivo. art. arts. II Entidade. art. art. I Atos de admissão de pessoal. art. art. 28. art. 6°. II Relator. art. art. 73. § 4º. 1º. art. 38 Órgão. 6º. III Prestação de contas. 38 Decisão. art. art. 70 Conselheiro. 95. art. art. art. parágrafo único Denúncia. art. 6º.Decisão Consulta. II 54 Qualificação. 34. art. 16 Diário Oficial Eletrônico Incompatibilidade do cargo Direito autoral. VI Delegação Instrução das contas. 6°. 95 Denuncia. 45. 6º. XIV Fundações. 95. I 56. art. 12. 28. II Contribuição. 6º. 34. Difusão. art. 39 Sonegação de processo. art. 34. § 1º Convênio. 69. 6º. 6°. 1º. 63 Controle interno. 42. 53. art. art. art. art. III Criação. 46. 56. 59 Auditor. IV 44 . 91 Reforma. 43 Definitiva. art. art. art.

art. 80 Decisão. 2º. art. II Legalidade Reexame. 89. 30 Processo Eletrônico Pedido de Rescisão Sistema eletrônico de processos. 59 Prazo. 79 Vice-presidente. § 3º Quitação de débito. 76 Presidente. 8º Eleição.44. art. art. 58 e 68 Controle interno. art. 50. § 1 e art. 54 Sanção. art. 6º. 34. art. art. art. art. art. art. art. 34. art. 46 § 2º Ouvidoria Relatório do controle interno. art. § 2º Publicação no Diário Oficial Efeito. I Omissão. 9º Julgamento. II Contas iliquidáveis. 12 Atribuições. § 2º Fraude. art. art. 65 Vacância do cargo. 80 Acórdão. § 4º Desarquivamento. art. VII Descumprimento de prazo. 71 Ampla defesa. art. art. art. VI Ato concessório. 34. 92 Licença Contas do governo. 46. art. 90 Parecer de Auditoria Arquivamento. 89. art. art. 80. 34. II vel. art. 58. art. art. § 2º Finalidade. art. art. arts. art. art. art. § 1º Ver Sanção Recurso. art. art. II Contagem de prazo dos recursos. 86 Recurso de embargos de declaração. 58 Parecer Prévio Decisão. 83 Parecer do controle interno. 58. art. 11 Remessa da prestação de contas do Medida Cautelar TCE para Assembléia Legislativa. art. 66 Prestação de Contas Recolhimento integral. art. art. 77 Corregedor. art. 6º. 30. I Tomada de contas especial. VIII Conselheiro. art. 29. II Admissão de pessoal. III Presidente Ministério Público Competência. 11 Recurso de reconsideração. Pessoa física. 65 e 83. 11. parágrafo único Ampla defesa. II Trancamento das contas. 83. art. art. I Plenário Fiscalização. arts. art. art. art. 34. 50. art. VII Pedido de rescisão. 54 Valor. art. art. art. 66 Julgamento. art. §1º Sustação de ato impugnado. 11 Recurso de reexame. art. I Responsáveis. Mandato art. 11 § 3º Substituição. art. art. 80 Licitação Recurso. 30 Auditor. § 2º 45 . 29 Processo Funcionamento. 46. art. 11 Atualização monetária. 34. 79 Aposentadoria. § 1º Prazo. art. 81. 9º Pensão. art. art. Reeleição. 11. Afastamento temporário do responsá. art. § 1º Parcelamento. 83 Prazo. art. II Registro. 73. 2º. II Prazo Reforma. 53 Contas do governo. art. I Pensão Sociedades anônimas. 46. art. § 4º Penalidade Decisão terminativa. art. art. art. art. 89. art. § 1º Funcionamento. 53. art. 11 Multa Mandato. § 3º Indisponibilidade de bens. 97. 73. 31 Competência. 58.

100 Decisão terminativa. 24 Efeito. 34. 81. arts. art. parágrafo único Quitação ao responsável Sigilo. art. art. 97. § 1º Reexame.Publicações Oficiais Equipe de inspeção ou auditoria. § 1º Alteração. § 2º Serviços Auxiliares Recurso de Embargos de Declaração Organização. II Tomada de Contas Especial Reforma. art. parágrafo único Relatório de Atividades do TCE Trancamento das Contas Assembléia Legislativa. 51 Delegação. 44. 85 Interposição. art. 11 Controle interno. art. 50. art. 50 § 2º Determinação. 11 Autoridade pública. 41. art. II e art. art. 34. 91 Prazo. 33 Registro Julgamento. art. arts. 42. art. II Autoridade administrativa. 1º. art. arts. 58 Relatório de Auditoria Decisão terminativa. 91 Julgamento. XI Instrução processual. art. I Vacância do cargo. art. 11. § 3º Aprovação. III Fiscalização. art. 50. art. § 2º Regimento Interno Decisão preliminar. 79 Tomada de Contas Registro. art. 83. Documento e Recurso de Reconsideração Informação Efeito. art. 81. art. art. art. II Decisão definitiva. art. XIV Eleição. I Relator Instauração. art. art. art. 61 nal. 78 Vedação. §§ 3º e 4º 46 . art. § 2º Prazo. art. § 3º Recomendação. 100 Fiscalização. art. 20 Prazo. art. art. art. art. 79 Corregedor. Receitas públicas art. art. art. I Multa. art. § 3º Controle interno. 102. 42 Contas regulares. 66 Declaração de inidoneidade do licitante. § 2º Fiscalização. art. 49 Admissão de pessoal. art. Recursos 81. 41 IV Pagamento integral do débito. art. 34. 11. 50. art. 76 Pensão. 11. art. art. § 1º e art. 26. 34. art. 82 e 83. 53. art. art. art. II Recurso de reconsideração. 82 e 83. art. art. 102. art. III Diário Oficial Eletrônico. I Tramitação. art. I Contas iliquidáveis. 73. art. 34. art. 74 Multa. II Reeleição. 27 Efeito. art. I Prazo. art. art. § 1º Reforma Presidente. 66 Sanções Pagamento integral da multa. 77 Sonegação de Processo. 11 Representação Mandato. 77 Quadro próprio. art. II Multa. art. art. art. 53. 33. 79 Conselheiro. 76 Substituição Recurso de Reexame Auditor. XI Aposentadoria. 76 Multa. art. 1º. 11. 53. 60 Titulares das unidades técnicas do Tribu- Contas regulares com ressalva. II Vice-Presidente Renúncia de Receita Competência. 41. art. art. 26 Multa ao embargante. 69 e 70 Sanção. XIV Inabilitação para o exercício do cargo. art. VI Prazo. 41. art. 53.