DEFINIÇÃO

American Society for testing and Materials (ASTM)
Mistura física de dois ou mais materiais, combinados para formar
um novo material de engenharia útil, com propriedades diferentes
aos componentes puros, podendo ser obtidos por combinação de
metais, cerâmicas ou polímeros.
ou
Materiais compósitos resultam da combinação macroscópica de dois
ou mais componentes distintos, com o intuito de enfatizar certas
características desejáveis destes componentes, as quais não são
apresentadas quando cada um deles é considerado isoladamente.

CARACTERĺSTICAS GERAIS

• Uma ou mais fases descontínuas repartidas em uma fase
contínua;
• Várias fases descontínuas de naturezas diferentes →
compósito híbrido;

• A fase descontínua é habitualmente mais dura com
propriedades mecânicas superiores àquelas da fase contínua;

• Fase contínua → matriz;
• Fase descontínua → reforço ou material reforçante;

• Propriedades dos materiais compósitos
resultam de:
- Propriedades dos materiais constituintes;
- Distribuição geométrica;
- Interações entre matriz e reforço
- Etc.

• Descrição do material compósito:
- especificar a natureza dos constituintes
Detalhamento:
- geometria do reforço;
- propriedades das fases;
- natureza da interface matriz-reforço.

que não podem ser alcançadas por materiais poliméricos. . modifica-se um material já existente. através da incorporação de outro(s) componente(s). • Ao invés de desenvolver um novo material que pode ou não ter as propriedades desejadas para uma determinada aplicação. cerâmicos e metálicos comuns. UTILIZAÇÃO/ VANTAGENS • Para aplicações tecnológicas que exigem materiais com combinações incomuns de propriedades. Materiais compósitos permitem um melhor desempenho de certas estruturas devido à sua baixa relação peso/resistência (ou elevada resistência específica).

Menor tempo de Custo mais baixo desenvolvimento . através da incorporação de outro(s) componente(s). modifica-se um material já existente. QUAL É O OBJETIVO DE SE PREPARAR UM compósito? • Ao invés de desenvolver um novo material que pode ou não ter as propriedades desejadas para uma determinada aplicação.

• spoilers. • portas de trem de aterrissagem. • carenagens.. transportes marítimos. construção civil. APLICAÇÕES DE Compósitos Surgiu inicialmente na indústria aeronáutica devido à necessidade de diminuição de peso. Atualmente. muitas peças em materiais compósitos podem ser encontradas em aeronaves em substituição aos materiais metálicos: • fuselagem e asas. transportes ferroviários. . transportes rodoviários. etc. superfícies de controle. preservando a robustez dos componentes estruturais. winglets. Outras aplicações: • componentes eletrônicos. • portas internas. etc. indústria do petróleo e materiais e acessórios esportivos.

APLICAÇÕES DE Compósitos .

pás do rotor de cauda. etc. fuselagem. APLICAÇÕES DE Compósitos Helicópteros: pás do rotor principal. .

TRANSPORTE FERROVIÁRIO .

capô. . etc. APLICAÇÕES DE COMPÓSITOS Indústria Automobilística: utilização mais recente. painéis. molas laminadas. maior facilidade para produção de peças de formato complexo.. Vantagens: leveza. Teto. colunas de direção. cárter de óleo.

skis. barcos de competição. bicicletas. APLICAÇÕES DE Compósitos Esportes: raquetes de tênis. pranchas de surf. . etc.

APLICAÇÕES DE Compósitos Indústria aeroespacial Painéis solares de satélites .

COMPÓSITOS POLIMÉRICOS Polímero + Reforço (Matriz) Novo Material .

Obs. FUNÇÕES DAS RESINAS (MATRIZ) • Transferir para as fibras as solicitações mecânicas externas. • Ligar as cargas umas às outras (distribuir os esforços pelo reforço). corrosão. • Proteger as fibras de agressões externas.: Ser compatíveis com as fibras. . como por exemplo.

TIPOS DE RESINAS POLIMÉRICAS • Termoplásticas – Baixo custo. – Resinas recuperadas e facilmente reciclavéis. – Mais utilizadas atualmente na confecção de material compósito. – Moldadas várias vezes por aquecimento e resfriamento sucessivos. . • Termorigídas – Utilizavél somente uma única vez. – Propriedades mecânicas e termomecânicas mais elevadas que as resinas termoplásticas.

FUNÇÃO DO REFORÇO Aportar ao material compósito propriedades mecânicas elevadas. .

Estabilidade .Rigidez. . DESVANTAGENS DESVANTAGENS .Rigidez.Pode diminuir a tenacidade.Reduz fluxo do material “fundido” (dificulta . Resistência à tração. . Tenacidade.Reduz fluxo do material fundido (dificulta o o processamento). térmica e dimensional. processamento). Aumentar a condutividade Estabilidade térmica e dimensional. elétrica e térmica .Pode aumentar a densidade da matriz. Módulo de flexão e tração. . .Pode causar distorção na peça. FUNÇÕES DA CARGA FASE DISPERSA REFORÇO ENCHIMENTO Melhorar o desempenho mecânico do Modificar as propriedades da matriz material VANTAGENS VANTAGENS .

• Fibra de Kévlar. • Esfera de vidro (microbaloon). . • Alumina. • Fibra de Boro. FUNÇÕES DA CARGA FASE DISPERSA REFORÇO ENCHIMENTO Cargas fibrosas • CaCO3. • Flakes (flocos) de alumínio. • Fibra de Carbono (FC). • Fibra de vidro (FV). • Talco.

CLASSIFICAÇÃO . CLASSIFICAÇÃO DOS Compósitos Os materiais compósitos podem ser classificados de acordo com a morfologia da fase dispersa.

CLASSIFICAÇÃO MATERIAIS COMPÓSITOS Compósitos Fibrosos Compósitos Particulados Orientação Aleatória Orientação Preferencial Compósitos constituídos por um único tipo de camada Compósitos constituídos por múltiplos tipos de camadas (Inclui compósitos que possuem a mesma orientação e procedimento em cada camada) Laminados Híbridos Compósitos reforçados por fibras contínuas Compósitos reforçados por fibras descontínuas Reforço Reforço Orientação Orientação Unidirecional Bidirecional Preferencial Aleatória .

. 2002).Classificação dos materiais compósitos (adaptado de CALLISTER Jr.

CLASSIFICAÇÃO DOS Compósitos .

• Para matrizes poliméricas a introdução de partículas não leva a um aumento substancial das propriedades mecânicas do polímero.” Também podem atuar negativamente como nucleadores de trincas. . COMPÓSITOS PARTICULADOS • Apresentam relação entre a maior e menor dimensão do corpo de reforço (L/D) ˂ 3. Explicação: “Isto ocorre. pois as tensões não são efetivamente transferidas da matriz polimérica para as partículas dotadas de pequena área superficial. • Os compósitos particulados são mais utilizados em compósitos de matriz cerâmica e metálica: aumento na dureza do material e da tenacidade à fratura.

.” As fibras tipicamente usadas em compósitos em matrizes poliméricas são: • fibras de vidro. • fibras de Kevlar. COMPÓSITOS FIBROSOS “Normalmente. as fibras são as cargas de reforço mais eficientes. • fibras de carbono. • fibras naturais. FUNÇÃO: as fibras são usadas como agente sustentador de tensões e visam conferir elevadas propriedades mecânicas aos compósitos. • fibras de boro.

. COMPÓSITOS FIBROSOS Divididos em: compósitos com fibras contínuas (c e d): • as tensões aplicadas são preferencialmente suportadas pelas fibras. compósitos com fibras descontínuas (a e b): • não oferecem níveis de reforço similares aos das fibras contínuas. • a matriz atua como agente de união e transferidor de tensões. • apresentam versatilidade de processamento (injeção e extrusão).

poliéster reforçado com fibra natural e fibra de vidro. Exs: resina epóxi reforçada com fibras de vidro e fibra de carbono. • compósitos híbridos: são aqueles constituídos por mais de um material como agente de reforço. OUTROS Compósitos • compósitos Laminados: são formados através do empilhamento de várias finas camadas impregnadas com resina polimérica. também denominadas de lâminas. .

• interação entre eles. . PROPRIEDADES DOS Compósitos O desempenho dos compósitos é fortemente influenciado pelas propriedades dos seus constituintes e: • distribuição. • fração volumétrica.

. PROPRIEDADES DOS Compósitos As propriedades mecânicas dos compósitos reforçados com fibras dependem de alguns fatores. • distribuição. tais como: • orientação das fibras. • comprimento. • composição química da matriz e das fibras.

4. Ruptura de fibras. MECANISMOS DE FALHA LOCAL 1. 5. 2. Ponte de fibras (fiber bridging): as superfícies de uma trinca são interligadas por fibras. Arrancamento das fibras. Deslizamento interfacial matriz/fibras. Trincamento da matriz. . 3.

• Tamanho e forma geométrica das peças produzidas. • custo. • homogeneidade da produção. • possibilidade de automatização. . • qualidade estrutural das peças. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE COMPÓSITOS Limitações: • capacidade de produção de peças.

PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE Compósitos OPERAÇÕES BÁSICAS Fibras Resina Impregnação (mistura) Colocação da mistura sobre o molde Polimerização (pode ser em T ambiente. em estufa ou autoclave)(pode ser com vácuo) Desmoldagem Acabamento .

MOLDAGEM MANUAL e PROJEÇÃO Processos mais difundidos no mundo. . porém não são os de maior produção devido à limitação que há na cadência de produção.

• Após a cura da resina a peça é retirada do molde com a forma final desejada. piscinas. . Processo utilizado para produção de orelhões. MOLDAGEM MANUAL e PROJEÇÃO • Reforço é aplicado juntamente com a matriz polimérica no estado líquido sobre um molde. caixas d’água. pequenos barcos e outras peças e muito usado na indústria aeronáutica (moldagem/laminação manual).

. MOLDAGEM POR COMPRESSÃO • Fibras colocadas manualmente ou por projeção simultânea (fibra mais resina). • Um contramolde e/ou uma bomba de vácuo são utilizados para permitir uma melhor compactação e evitar a formação de bolhas.

. • Se o molde e o contra-molde são aquecidos. este processo é chamado de compressão à quente. • Cura da resina é feita no próprio molde. MOLDAGEM POR COMPRESSÃO • Resina injetada sob pressão no espaço entre o molde e o contra-molde. • Cura pode ser feita a temperatura ambiente ou não.

MOLDAGEM POR INJEÇÃO Consiste em injetar as fibras impregnadas a partir de um parafuso sem fim no molde aquecido. .

MOLDAGEM CONTÍNUA .

• A cura da resina pode ser feita a temperatura ambiente ou em não. • A impregnação da resina nas fibras e a compactação é feita pelo efeito de centrifugação. . MOLDAGEM POR CENTRIFUGAÇÃO • Dentro do molde em rotação a resina é injetada juntamente com as fibras.

.ENROLAMENTO FILAMENTAR OU BOBINAMENTO Máquina de enrolamento filamentar da Alliant Techsystems preparando uma cápsula de foguete.

com um ângulo de deposição de 90o em relação ao eixo de rotação. . BOBINAMENTO CIRCUNFERENCIAL Fibras depositadas em um mandril rotativo.

BOBINAMENTO HELICOIDAL • Fibras depositadas em um mandril rotativo formando um ângulo de deposição em relação ao eixo de rotação. • Técnica de bobinamento que aumenta a resistência aos esforços longitudinais. .

BOBINAMENTO POLAR Resiste preferencialmente a esforços longitudinais. .

PULTRUSÃO (“PULTRUSION”) Também conhecida por “puxamento”. • Fibras de reforço são puxadas e mergulhadas em um recipiente com resina líquida. com a forma do perfil desejado. as fibras seguem para um molde metálico aquecido. permite a produção de perfis de polímero reforçado de alto desempenho. • Pela ação da temperatura do molde. • Depois de impregnadas pela resina. a resina é curada originando um perfil de material compósito. .

. ou estruturas laminadas. são constituídos de sucessivas camadas de fibras impregnadas em resina segundo uma orientação. ARQUITETURA DE COMPÓSITOS Laminados.

ARQUITETURA DE COMPÓSITOS Sanduíche •A técnica de estruturas do tipo sanduíche consiste em colocar um material leve. entre duas contraplacas de alta resistência. • Este princípio concilia leveza. resistência e rigidez à estrutura final. .

Sanduíche de alma plena . O conjunto placa e alma formam uma estrutura de grande leveza. resistência e rigidez. ARQUITETURA DE COMPÓSITOS Os compósitos sanduíches são formados por duas placas de grande resistência e de pequena espessura envolvendo uma alma de baixo peso e em geral de menor resistência (mas com disposição para conferir rigidez).

ARQUITETURA DE Compósitos Sanduíche de alma “vazia” (honeycomb é o mais famoso) .

Continua na próxima aula… .