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Brasília, 3 a 7 de outubro de 2008 Nº 527

Data (páginas internas): 12 de novembro de 2008
Este Informativo, elaborado a partir de notas tomadas nas sessões de julgamento
das Turmas e do Plenário, contém resumos não-oficiais de decisões proferidas pelo
Tribunal. A fidelidade de tais resumos ao conteúdo efetivo das decisões, embora seja
uma das metas perseguidas neste trabalho, somente poderá ser aferida após a sua
publicação no Diário da Justiça.
SUMÁRIO
Plenário
MP: Requisitos de Imprevisibilidade e Urgência e Análise pelo Supremo - 1
MP: Requisitos de Imprevisibilidade e Urgência e Análise pelo Supremo - 2
Cobrança de Juros Capitalizados - 2
Cobrança de Juros Capitalizados - 3
Prisões Cautelares: Fundamentação Insuficiente e Desrespeito à Decisão do Supremo - 1
Prisões Cautelares: Fundamentação Insuficiente e Desrespeito à Decisão do Supremo - 2
1ª Turma
Roubo: Emprego de Arma de Fogo e Causa de Aumento - 2
Roubo: Emprego de Arma de Fogo e Causa de Aumento - 3
Progressão de Regime: Lei 11.464/2007 e Lei Penal mais Gravosa
REFIS: Exclusão por Inadimplência e Ausência de Notificação Prévia
2ª Turma
Efeito Suspensivo a RE e Repercussão Geral
Repercussão Geral
Clipping do DJ
Transcrições
Efeito Suspensivo a RE e Repercussão Geral (AC 2194 MC/SP)
Inovações Legislativas

PLENÁRIO
MP: Requisitos de Imprevisibilidade e Urgência e Análise pelo Supremo - 1
O Tribunal, por maioria, deferiu medida cautelar pleiteada em ação direta de inconstitucionalidade
proposta pelo Partido da Social Democracia - PSDB, para suspender a eficácia da Lei 11.656/2008,
resultante da conversão da Medida Provisória 402/2007, impugnada na ação, que abriu crédito
extraordinário em favor de diversos órgãos do Poder Executivo. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria,
conheceu da ação. Reportando-se aos fundamentos expendidos por ocasião do julgamento da ADI 4048
MC/DF (DJE de 22.8.2008), afastou-se, de início, a alegação de que a medida provisória em exame se
esgotaria com a aprovação do crédito extraordinário e exaurir-se-ia com sua conversão em lei pelo
Congresso Nacional. No ponto, asseverou-se, após afirmar que a medida provisória não é lei, mas tem
força de lei, que a aprovação de um crédito extraordinário se compara à própria edição de uma lei
orçamentária, e que o ato em si da aprovação orçamentária é seguido por numerosos atos no período de
um ano. Aduziu-se que, por isso, não consubstancia ato de efeito concreto senão na aparência, já que a lei
orçamentária, para ser executada, precisa da edição de muitos outros atos, estes, sim, de efeitos concretos.
Acrescentou-se que, dessa forma, enquanto esses atos não atingem o seu ponto de exaustão, a lei
orçamentária sobrevive no aguardo de novos atos de sua concreta aplicabilidade, não se estando, assim,
diante de medida provisória que exaure sua eficácia no ato de sua primeira aplicação, que só ocorre, em
rigor, no final do exercício financeiro para o qual foi aberto o crédito extraordinário, quando já expedidos
todos os atos de empenho, liquidação e pagamento das despesas por esse tipo de crédito fixadas.
Registrou-se que os créditos da medida provisória impugnada foram abertos para o exercício financeiro

5º. A Min. e que. ainda. razão pela qual não estaria prejudicado o exame da ação direta. que. na época. tipos que dependem de prévia autorização legislativa. 5. rel.2007. de igual modo. destinando-se ela. poderia renegociar sua dívida junto à mesma instituição financeira. que admitem. que o § 3º do art. suplementar. atual Partido da República . com sua aplicação.11. o Min.” Concluiu-se que estaria caracterizada. entendeu. porque a lei de conversão não convalida os vícios existentes na medida provisória. a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano — v. a fim de criar um panorama mais propício ao desenvolvimento econômico do Brasil. Min.2008.2 O Tribunal retomou julgamento de medida cautelar em ação direta ajuizada pelo Partido Liberal - PL. aplicou-se a orientação fixada pelo Supremo no sentido da ausência de óbice processual ao julgamento da ação direta de inconstitucionalidade. situação que permitiria a ocorrência do chamado “anatocismo indireto”.de 2007. que nenhuma das despesas a que faz referência a norma impugnada se ajusta aos conceitos de imprevisibilidade e urgência exigidos pelo § 3º do art. forçando o devedor a captar recursos perante diversa instituição para adimplir com a primeira. 167 da CF. que denegavam a cautelar ao fundamento de não ser possível ao Supremo substituir-se no exame da urgência ou da imprevisibilidade das providências tomadas no campo do Poder Executivo em termos de crédito extraordinário. que a medida provisória sob análise teria sido apanhada com várias outras pela nova regência da matéria decorrente da EC 32/2001. o Min. presentes. o que não se daria se vedada a capitalização. em seu art. ante o tema tratado. 167 da CF. seria benéfica ao devedor que. Acrescentou que. Após esclarecer que inexistiu alteração substancial por efeito dessa conversão e de que houve pedido de aditamento à inicial. entendeu-se. ADI 4049 MC/DF. rel. Min.2 Em seguida. Citando trechos da exposição de motivos apresentada pelo então Ministro da Fazenda. destacou a afirmação de ser pública a intenção do governo federal de buscar diminuição do spread e sua convergência com os padrões mundiais. os referidos pressupostos. garantindo a lisura das operações e minimizando as dificuldades dos cidadãos na compreensão dos cálculos aplicáveis aos contratos. Informativo 262.11.2008. além da problemática alusiva à falta de urgência.3 Por sua vez. visto que a Medida Provisória 402/2007 categoriza como de natureza extraordinária crédito que. Diante disso. Vencidos os Ministros Menezes Direito e Cezar Peluso. rejeitou-se. desde a expedição dessa medida até hoje. podendo ser prorrogadas por igual período. publicada essa medida provisória em 23. inicialmente. Ricardo Lewandowski.11. Vencido. Carlos Britto. “à execução de investimentos e de despesas de custeio imprescindíveis ao desenvolvimento de ações do Governo Federal. uma tentativa de contornar a vedação imposta pelo inciso V do art. ainda. ao contrário. Marco Aurélio acompanhou o voto do relator para deferir a cautelar. (ADI-4049) Cobrança de Juros Capitalizados . em que se objetiva a declaração de inconstitucionalidade do art. Considerou o fato de essa medida provisória ter sido expedida junto com outras medidas adotadas pelo Ministério da Fazenda. presente a regência pretérita — em que as medidas provisórias estavam sujeitas à vigência de 30 dias — e a atual — em que as medidas provisórias vigem por 60 dias. e parágrafo único da Medida Provisória 2. 5. (ADI-2316) Cobrança de Juros Capitalizados . 5. de acordo com essa exposição de motivos. na hipótese. considerava. Eros Grau. e o Min. Esclareceu. não podendo pagar ao credor na data originalmente pactuada. rel. 5º da MP tornaria obrigatória a transparência do negócio em favor do devedor.2008. Min. Levou em conta. a qual prevê. e salientava.PR. não ser possível haver uma interpretação que agasalhe a . o que não teria ocorrido na espécie. Sydney Sanches. o eventual prejuízo da ação direta em face da conversão da Medida Provisória 402/2007 na Lei 11. em voto-vista. não passa de especial. também na linha do aludido precedente (ADI 4048 MC/DF). No mérito. ADI 4049 MC/DF.170-36/2001. Cármen Lúcia. nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. ou. Carlos Britto. abriu divergência e indeferiu a cautelar. entretanto. o alongado prazo. ainda. E. também. a capitalização de juros.656/2008. 2º. a vigência dos créditos extraordinários se incorporaria ao exercício de 2008. Asseverou ser necessário interpretar teleologicamente esse dispositivo. no caso. reputando possível essa aferição. tendo em conta os argumentos do Min. que o parágrafo único do art. pois o montante de juros devidos teria de ser imediatamente liquidado.11. que admitia a aferição desses pressupostos pelo Judiciário apenas em casos de abuso de poder ou desvio de finalidade. 167 da CF apresenta um rol exemplicativo e não taxativo. exatamente na tentativa de recompor o sistema no que concernia especificamente à captação de juros. de forma a incentivar o decréscimo do valor total da taxa de juros suportado pelas pessoas físicas e jurídicas. em verdade. que as medidas provisórias editadas em data anterior a da sua publicação continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional. Ricardo Lewandowski. (ADI-4049) MP: Requisitos de Imprevisibilidade e Urgência e Análise pelo Supremo . ADI 2316 MC/DF. sob o ponto de vista econômico. caput. então.

deferira a medida liminar. art. (HC-95009) Prisões Cautelares: Fundamentação Insuficiente e Desrespeito à Decisão do Supremo . não sendo admissível redirecioná-lo. sem a suspensão pelo Supremo. O Presidente também revogara essa prisão. (HC-95009) PRIMEIRA TURMA Roubo: Emprego de Arma de Fogo e Causa de Aumento . já teria surtido todos os efeitos que poderia surtir. e. Min. d) não há fatos novos de relevância suficiente a permitir a nova ordem de prisão expedida. ao fundamento de que. de se impedir.2008. para confirmar liminares que revogaram as prisões temporárias e preventivas decretadas contra os pacientes. entretanto. Marco Aurélio. Min. cassando a prisão temporária dos pacientes. Eros Grau. Eros Grau. a fim de que prestasse informações pormenorizadas a respeito do que alegado na inicial. Cármen Lúcia. elementos concretos que justifiquem a medida. com prorrogação de prazo igual — persista no cenário normativo. HC 95009/SP.2008.vigência indeterminada de uma medida provisória. quase um mês após requisitadas. a alegação do Ministério Público de que teria ocorrido prejuízo do habeas corpus. (ADI-2316) Prisões Cautelares: Fundamentação Insuficiente e Desrespeito à Decisão do Supremo . de forma evasiva. 93. por 60 dias. rel. e de não ter ocorrido desrespeito à decisão do Supremo.11.11. rel. o Tribunal reconheceu sua competência para o julgamento do feito. indeferira idêntica medida lá impetrada. 6. afastou. por maioria. ADI 2316 MC/DF. censurou. HC 95009/SP. o Juízo. que acompanhava o voto da Min. em parte. Sydney Sanches. do STF.2008. b) a fundamentação utilizada pelo Juiz Federal não é suficiente para justificar a restrição à liberdade do paciente. considerados os dados coligidos em diligências procedidas depois do primeiro decreto prisional. quanto à prisão preventiva determinada. Considerara. Vencido. 5. IX). no período de férias forenses. que. por reputá-la injustificável em face da realização da colheita de provas determinada nos mandados de busca e apreensão. passados 8 anos. de modo fundamentado (CF. Essas informações teriam sido prestadas. a conduta do Juízo de 1ª instância. a inviabilidade de decreto de prisão temporária com base na mera necessidade de oitiva dos investigados para fins de instrução processual. por vislumbrar patente ilegalidade no caso. Após o voto do Min. a fim de que o referido Juízo franqueasse o acesso aos autos e requisitara cópia do decreto de prisão temporária lá expedido. determinara a expedição de ofício ao Juízo da causa. e do voto do Min.2 Preliminarmente. durante esse período. endossou todos os fundamentos expendidos nas decisões liminares e. O Min.11. a independência e a imparcialidade do juiz —. Min. Em face disso. o julgamento foi suspenso para retomada com quorum completo. nestes termos: a) os mesmos fundamentos que permitiram o conhecimento do pedido de afastamento da prisão temporária nestes autos também permitem conhecer do pleito de revogação da prisão preventiva. que concedia parcialmente a ordem por entender haver fundamentos diversos. a pretexto de assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública e econômica.2 . Posteriormente. a expedição de ato constritivo em desfavor dos pacientes com base nas mesmas investigações. Em seguida. após tecer considerações sobre o Estado de Direito e a ética judicial — cujos cânones primordiais seriam a neutralidade. rel. o Min. também. e estendendo a decisão aos co-réus. e decretara. No mérito. e) o encarceramento do paciente revela nítida via oblíqua de desrespeitar a decisão deste Supremo Tribunal Federal anteriormente expedida. a prisão preventiva de um dos pacientes por conveniência da instrução criminal. Vencido. Carlos Britto. formalizado sob o ângulo preventivo. o Min. em sentido amplo. Presidente.1 O Tribunal concedeu habeas corpus impetrado contra ato do STJ que. reputando-a abusiva e ilegal. Em seguida. não poderia tornar-se liberatório. sobretudo ante a pretensão inicialmente formulada neste writ. Marco Aurélio que assentava o prejuízo do writ. o relator do presente writ. e salvo-conduto ante a possibilidade de decretação de suas prisões provisórias. Marco Aurélio. o Presidente deferira nova liminar. expressando evidente recusa do Juiz federal em dá-las. reconhecendo a existência de situação de flagrante constrangimento ilegal. veementemente. agora. é necessário que o ato judicial constritivo da liberdade especifique. no ponto. o que cumprido. Relatou-se que os impetrantes pleiteavam acesso a documentos atinentes a investigação que teria curso na Polícia Federal. em decisão monocrática. que acompanhava o voto do Min. o Tribunal. ainda. reconsiderara decisão que decretara a prisão de apenas dois co-réus. tal como formalizado. Menezes Direito. bem assim as extensões deferidas aos co-réus. a justificar exceção à Súmula 691. c) para que o decreto de custódia cautelar seja idôneo. e conceber que um ato precário e efêmero — que antes era editado para vigorar por apenas 30 dias. superando o Enunciado 691 da sua Súmula. 6. tendo em conta matéria publicada em jornal que informava a possível instauração de inquérito contra os pacientes. Considerou-se que a conversão da natureza da impetração seria possível. atendendo a representação da autoridade policial. Gilmar Mendes. por maioria.

que foi devidamente empregada para intimidar a vítima. que deferia o writ para anular o acórdão impugnado e restabelecer a condenação do paciente pelo crime de roubo. no presente caso. XL e CP. A impetração pretendia a incidência da orientação firmada pelo Supremo no julgamento do HC 89827/SP (DJU de 27. 4. na espécie.11. ainda. 4. bem como o período em que o paciente permanecera na casa. I. § 2º. ainda que perpetrados contra a mesma vítima. em razão do emprego de arma (CP. a Turma indeferiu habeas corpus impetrado contra acórdão do STJ que não reconhecera a continuidade delitiva entre o estupro e o atentado violento ao pudor praticados pelo paciente. ainda que não tivesse o poder de disparar projéteis. do CP. art. descrito no art. o pretendido reconhecimento da continuidade delitiva entre os crimes de estupro e de atentado violento ao pudor. 5º. desde que comprovado. e de 3/5.3. por outros meios de prova. observou-se que. 156). 4. não se adotou o paradigma apontado ante a diversidade das situações. mesmo depois de sua fuga.2007) no sentido de que os critérios de progressão de regime estabelecidos pela Lei 11. a Turma. Cármen Lúcia reajustou seu voto por considerar que. “prelúdio ao coito”. orig. por maioria.2008. Precedente citado: HC 84032/SP (DJU de 30.4.2008. de writ em que recapturado — e submetido à regressão para o regime fechado — tivera seu pedido de progressão indeferido. Carlos Britto. (HC-92871) Roubo: Emprego de Arma de Fogo e Causa de Aumento . uma vez que os atos constitutivos do atentado violento ao pudor não consistiriam. Min.2008. art. ao argumento de que seriam indispensáveis a apreensão e a perícia da arma para aferição da mencionada causa de aumento. a potencialidade lesiva desse instrumento não teria sido atestada por outros elementos de prova — v. não fora possível atestar. 112 da Lei de Execução Penal . O paciente requeria a sua transferência de regime ao argumento de que. na situação dos autos. considerados os requisitos do art. do CP. Informativo 525.3 Na mesma linha do entendimento fixado acima. Enfatizou-se.072/90. Cármen Lúcia. ademais.464/2007 e Lei Penal mais Gravosa A Turma. caput. Por fim. poderia ser usada como instrumento contundente. de modo que a aludida qualificadora dificilmente teria aplicação. caracterizam concurso material. dadas as circunstâncias em que perpetrados os crimes. que a arma. I). em conclusão de julgamento. que o crime de homicídio qualificado praticado pelo paciente ocorrera em 1989.LEP. Com base nessa orientação.2004). 2º) — aos fatos ocorridos a partir de sua entrada em vigor (29. a potencialidade lesiva do artefato.11. porquanto não cumprira o lapso temporal exigido pela Lei 11. (HC-94714) Progressão de Regime: Lei 11. e contra ele aplicara. se reincidente. desse modo. § 2º. 112). rel. Rejeitou-se. se por qualquer meio de prova. não é exigível que a arma seja periciada ou apreendida. Para a caracterização da majorante prevista no art. (HC-94258) REFIS: Exclusão por Inadimplência e Ausência de Notificação Prévia . aduziu-se que se exigir perícia para atestar a potencialidade lesiva do revólver empregado no delito de roubo teria como resultado prático estimular os criminosos a desaparecerem com elas. antes. 157. HC 94714/RS. uma vez que. HC 92871/SP.464/2007. apto a produzir lesões graves. concedia a ordem em maior extensão a fim de assegurar a progressão no regime de cumprimento da pena. art. caso o acusado alegue o contrário ou sustente ausência de potencial lesivo do revólver utilizado para intimidar a vitima. por outros meios. indeferiu. 157.11. Cármen Lúcia. assim como argüia a necessidade de realização de perícia demonstrando a idoneidade do mecanismo lesivo do revólver — v. deferiu habeas corpus para que o juízo da execução afira se atendidos os requisitos subjetivos para o deferimento do regime semi-aberto. já teria cumprido mais de 1/6 da pena (LEP. de igual modo. Vencida a Min. HC 94258/SP. Vencido o Min. rel. Informativo 500. Ressaltou-se.11. Asseverou-se que tais delitos. em especial pela palavra da vítima ou pelo depoimento de testemunha presencial ficar comprovado o emprego de arma de fogo. Tratava-se. habeas corpus em que requerida a manutenção da pena imposta pelo tribunal de origem. Min. ao salientar a supressão do exame criminológico e o atendimento do requisito temporal. por maioria. p/ o acórdão Min. Adotou-se a orientação firmada no julgamento do HC 91631/SP (DJE de 9. Ricardo Lewandowski. inclusive. na espécie.2007). rel. na espécie. será dele o ônus de provar tal evidência (CPP. art. Cármen Lúcia. rel. esta circunstância deverá ser levada em conta pelo magistrado na fixação da pena. fora possível às vítimas perceberem as condições da arma utilizada.4.464/2007 somente se aplicam — tendo em conta a garantia da irretroatividade da norma penal mais gravosa (CF. Asseverou-se que o potencial lesivo integra a própria natureza do artefato e que. Min. da publicação do texto original da Lei 8. Marco Aurélio que. a saber: 2/5 da pena. A impetração sustentava que. se o condenado for primário.2007). Dessa forma. relatora. A Min. art. No ponto. porquanto efetivados em momento posterior à conjunção carnal. 157. em que admitida a continuidade entre os mencionados crimes. a causa de aumento de pena prevista para o crime de roubo.

seria indireta. da alíquota da COFINS. Salientou- se. assinalou-se que a eficácia do presente provimento cautelar subsistirá até o julgamento final do AI 715423/RS. do pedido de tutela de urgência que lhe fora submetido — faria instaurar a situação configuradora de dano iminente e grave.2008. não conheceu. AC 2168 Referendo . seria necessário o reexame do conjunto probatório dos autos. pelo STF.718/98. desse modo. faz uma confissão irretratável dos débitos que ele mesmo reconhece. orig. pela Corte de Origem.2008. Assim. reconhecida no AI 715423/RS. por considerar que a matéria encontra-se restrita ao âmbito infraconstitucional. as condições estabelecidas na aludida Lei 9. observado o disposto neste artigo. tendo em conta a existência de repercussão geral da controvérsia constitucional nele veiculada.2008 —— 177 REPERCUSSÃO GERAL DJE de 7 de novembro de 2008 . Celso de Mello.11.5. referendou decisão proferida pelo Min. Min. ao optar pelo refinanciamento de sua dívida e aderir ao REFIS. ademais. Min.11. e Menezes Direito que. Marco Aurélio. o recurso extraordinário tivera seu processamento sobrestado na origem. sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. (AC-2168) Sessões Ordinárias Extraordinárias Julgamentos Pleno 5. incabível na via eleita.5. o qual trata de matéria idêntica (CPC: “Art. da qual relator. para 3%.MC/SP. 4.2008 5 1ª Turma 4. nos moldes do que dispõe o § 1º do art. a empresa contribuinte tivera frustrada a possibilidade de obter. AC 2019 MC/PR (DJE de 2. perante o Tribunal de origem.964/2000. Aduziu-se que a hipótese versada — sobrestamento do recurso extraordinário. no julgamento do referido agravo de instrumento.2008 —— 2ª Turma 4. 543-B do CPC. Enfatizou-se a possibilidade. para se concluir de forma diversa da adotada pela Corte de origem. rel. por reputar que essa adesão não implicaria renúncia ao devido processo legal. 543-B. de recurso extraordinário em que contribuinte inadimplente sustentava ofensa às garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório (CF. LV).10. que a pretensão de direito material deduzida pela empresa ainda será apreciada pelo Plenário da Suprema Corte. a tutela de urgência por ela postulada. a legitimar.”). a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. do Programa de Recuperação Fiscal . capaz de comprometer o próprio direito material vindicado pela contribuinte. que concedera a segurança com fim de determinar a reinclusão do contribuinte no REFIS. nos termos do Enunciado 635 da Súmula do STF. RE 560477/DF.11. em situações excepcionais. relator. Precedentes citados: AC 1810-QO/DF (DJU de 31. Asseverou-se que a questão restara decidida com base na legislação infraconstitucional (Lei 9. rel. sem a formulação de juízo de admissibilidade e o indeferimento. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia. porquanto fora excluído. aceitando. Salientou-se.REFIS. instituída pelo art. valendo observar que esta Turma já deferira medida cautelar em favor de empresa contribuinte a propósito de mesmo tema. ainda. Vencidos os Ministros Marco Aurélio. p/ o acórdão Min. para que novo processo administrativo seja desenvolvido com observância da garantia do exercício da defesa e do contraditório efetivos e prévios ao ato de exclusão. ante a peculiaridade do caso.11. tudo a sugerir a plausibilidade jurídica da pretensão cautelar ora deduzida. Na espécie. Em decorrência disso.11. A Turma. AC 1550 MC/RO (DJU de 18. de acesso imediato à jurisdição cautelar do Supremo. Celso de Mello em ação cautelar. que deferira liminar para conceder efeito suspensivo a recurso extraordinário em que se discute a suposta inconstitucionalidade da majoração. se ocorrente. 5º. ainda que excepcional. o exercício. § 1º Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los ao Supremo Tribunal Federal.2007). (RE-560477) SEGUNDA TURMA Efeito Suspensivo a RE e Repercussão Geral A Turma.964/2000) e que eventual ofensa à Constituição. mesmo que ausente o juízo de admissibilidade do recurso ou sendo este negativo. rel.2007). 8º da Lei 9. do seu poder geral de cautela. sem oitiva prévia.2008). Por fim. art. Ricardo Lewandowski. por maioria. conheciam e proviam o extraordinário para restabelecer o entendimento sufragado pelo juízo. que o contribuinte em débito com a Fazenda Pública. 4. por isso mesmo.

Rel. Min. XI. AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. . “f”. 21.09. MARCO AURÉLIO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO . Rel.302/RS.196-ES RELATOR: MIN. 3. Questão de ordem que se resolve pelo reconhecimento da competência do Supremo Tribunal Federal para julgamento da ação. do direito de o contribuinte compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica e a base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido . DJ 03. 2. Precedentes: ADI 2064 MC. RICARDO LEWANDOWSKI Trata-se de ação cautelar. Min. § 1º.09. do Código de Processo Civil. Parcelamento de multas de trânsito.340-SP RELATOR: MIN. 4). EROS GRAU. O fato jurídico que deu ensejo à causa é a tributação de bem público federal. Alegada ofensa à competência privativa da União para legislar sobre trânsito e transporte (art.738. A prestação do serviço postal consubstancia serviço público [art. Efeito Suspensivo a RE e Repercussão Geral (Transcrições) AC 2194 MC/SP* RELATOR: MIN. DJ 5. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POSTAL E CORREIO AÉREO NACIONAL. 22. que explora serviço de competência da União (CF. GILMAR MENDES EMENTA: Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei estadual n° 7.2001. DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. divulgamos neste espaço trechos de decisões que tenham despertado ou possam despertar de modo especial o interesse da comunidade jurídica. da Constituição. ADI 2101.906. assenta-se basicamente no princípio da Federação. 2. REPERCUSSÃO GERAL. “F”. X)”. Ação procedente.vol. Min. Rel. MARCO AURÉLIO EMENTA: CONSTITUCIONAL.11. Min.2006.905-SC RELATOR: MIN. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. Rel. NELSON JOBIM. para cada ano-base. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é “pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública. DJ 14. 4. do Espírito Santo. 1.06. por sua vez. Rel. como tal tendo sido criada pelo decreto-lei nº 509.065/95. DJ 05. *noticiado no Informativo 516 Acórdãos Publicados: 435 TRANSCRIÇÕES Com a finalidade de proporcionar aos leitores do INFORMATIVO STF uma compreensão mais aprofundada do pensamento do Tribunal.738. nos termos do art. sobrestado pelo Ministro Vice-Presidente daquela Corte (fl. 592. Min. até o julgamento do Recurso Extraordinário 577. publicada no Diário Oficial do Estado do Espírito Santo de 6 de abril de 2004. da Constituição).2003.2001. é competente o Supremo Tribunal Federal para o julgamento da ação cível originária. 543-B.981/95 e 15 e 16 da Lei nº 9. DJ 06. cuja finalidade é atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça.2003. TRIBUTÁRIO. Min. Rel. Possui repercussão geral controvérsia sobre a constitucionalidade da limitação em 30%.EBCT. ADI 2814.11. ADI 2644.PREJUÍZO - COMPENSAÇÃO .1999.REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. 5. ADI 2432. artigo 21. 3. entidade da Administração Indireta da União. ART. Configurado conflito federativo entre empresa pública que presta serviço público de competência da União e Estado-membro. 6. EXISTÊNCIA. EROS GRAU EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DJ 26. A imunidade recíproca.2004. 765-RJ RELATOR: MIN. Rel. nos termos do disposto no artigo 102. INCIDÊNCIA EM CONTRATOS DE ARRENDAMENTO MERCANTIL [LEASING]. *noticiado no Informativo 443 ADI N.02. Min. 3. 4. ISS. ajuizada por Cotece/SA. O Pleno do Supremo Tribunal Federal declarou. Min.02. Impossibilidade de tributação de bens públicos federais por Estado-membro. Relator o Ministro MAURÍCIO CORRÊA. quando do julgamento do RE 220. ADI 3444. SERVIÇO PÚBLICO. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS . DJ 05. 5. ART. ELLEN GRACIE. CARLOS VELLOSO. com pedido de medida liminar. à vista do disposto no artigo 6 o do decreto-lei nº 509/69. MAURÍCIO CORRÊA. DJ 21. ADI 2582. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é uma empresa pública. ADI 2432 MC. DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. ELLEN GRACIE. X. SEPÚLVEDA PERTENCE.2002. Declarada a inconstitucionalidade da Lei estadual n° 7.artigos 42 e 58 da Lei nº 8.2005. DJ 17.LIMITE ANUAL. I. EMPRESA PÚBLICA. 102. COMPETÊNCIA.08. devido à existência de repercussão geral da controvérsia constitucional nele veiculada. I. 175 da CB/88]. MAURÍCIO CORRÊA. 591. em razão da garantia constitucional de imunidade recíproca. Decisões Publicadas: 2 CLIPPING DO DJ 7 de novembro de 2008 ACO N. de 10 de março de 1969.10. 907 . Rel.

em caráter necessário. RTJ 172/419. ainda que pendente de juízo de admissibilidade (fl. de um modo geral. na instância judiciária de origem.Adotante - Paternidade Resolução nº 383/STF. (art. nego seguimento a presente ação cautelar. com maior ou menor intensidade.).Prorrogação . Rel. Aliás.). que será responsável. Celso de Mello. a relação de pertinência que liga o processo incidental à demanda principal sugere a idéia de conexidade entre pretensões simultaneamente tratadas pela via jurisdicional”. bem como presente a situação excepcional na qual o Supremo Tribunal Federal admite a atribuição de efeito suspensivo ao apelo extremo. Rel. como o incidente. RTJ 176/653-654. Min. Min. não se instaurou a jurisdição deste Supremo Tribunal Federal para examinar o recurso extraordinário a que se pretende atribuir efeito suspensivo. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI . sobre a relação de vínculo existente entre a medida cautelar e o processo principal menciono a lição de Ovídio Baptista. O acórdão recorrido recebeu a seguinte ementa: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. 1. (. Néri da Silveira. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a sua jurisdição somente se instaura após o juízo de admissibilidade do Recurso Extraordinário pelo Tribunal de origem. RESOLUÇÃO Nº 383. 10). em última instância. Celso de Mello. Min. Arquivem-se os autos. Rel. Celso de Mello.841/RJ. que. a competência para definir o recurso representativo da controvérsia e para sobrestar os demais recursos é do Tribunal de origem. participar de sua essência. Rel. de 5 de novembro de 2008 . Min. ao passo que o acessório ‘passa a fazer parte’ do principal a que ele se liga por ser dependente sem. Desse modo. o que inclui a jurisdição cautelar. Sustenta que o fumus boni iuris encontra-se presente. Celso de Mello). Rel. Isso posto. até seu julgamento por este Supremo Tribunal. Rel.000987-9. pois..81. RTJ 140/756. 5 de novembro de 2008. Passo a decidir. Pet 1. Assim.. p. a formulação. contudo. No mesmo sentido: RTJ 116/428. De acordo com o autor: “O acessório. Carlos Madeira. Em face disso. Min. de juízo positivo de admissibilidade” (RTJ 191/123-124. Min.865/RS. do RISTF). Argumenta a presença do periculum in mora. RTJ 127/4. ao passo que os recursos sobrestados permanecem na competência do Tribunal de origem. Pet 965/SP. 21. na hipótese em comento. DECRETO-LEI 491/69 (ART. é acidental. Min.Dispõe sobre a concessão das licenças à gestante.11. consoante se depreende da Carta de Cobrança e extratos emitidos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (.. Pet 1. que bem elucida a questão: “a instauração da jurisdição cautelar do Supremo Tribunal Federal supõe. Alega a requerente. 10).. razão pela qual também não cabe a esta Corte processar e julgar processo cautelar incidental àquele recurso. sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte”. Ressalto. Min. Francisco Rezek.). paternidade e à adotante e dá outras providências. EXTINÇÃO. § 1º. a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente é instaurada quanto ao recurso representativo da controvérsia.1. estarem presentes os requisitos para a concessão de medida liminar. 1º). Moreira Alves.. está ligado ao principal. A ligação do acessório ao principal. transcrevo trecho de decisão prolatada pelo Min. § 1º.. em síntese. com a conseqüente suspensão da exigibilidade do crédito tributário discutido nos autos do Mandado de Segurança 2004.2008 INOVAÇÕES LEGISLATIVAS 3 a 7 de novembro de 2008 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) .211. donde exsurge evidente a ameaça concreta ao direito da Requerente” (fl. Publicado no DJE de 7/11/2008. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (fl.Licença à Gestante . Nesse sentido. Brasília. ainda. Rel.387). 543-B. Celso de Mello. Rel. nos termos do art. 5).00. o exame do pedido liminar. n. Min. O incidente. Publique-se. via de regra. uma vez que “os valores atinentes aos débitos de PIS e Cofins que foram compensados com os créditos advindos do benefício fiscal do crédito-prêmio já se encontram inscritos em dívida ativa. pois “a questão de fundo da demanda ainda não foi submetida ao crivo deste Tribunal. Pet 914/PR. Octavio Gallotti. Prejudicado. além de outros requisitos (RTJ 174/437-438). pela análise da constitucionalidade dos dispositivos questionados” (fl. DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008 . do Código de Processo Civil “Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los ao Supremo Tribunal Federal. PRAZO. Rel. IPI. É o relatório. (. Rel. Min.Relator - * decisão publicada no DJE de 12. pede a concessão de medida liminar para que seja concedido efeito suspensivo ao recurso extraordinário interposto. VIGÊNCIA. CRÉDITO-PRÊMIO. ‘faz parte do processo principal’. Moreira Alves. Portanto.

Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. decorridos trinta dias do evento. Parágrafo único. Parágrafo único. DA PRORROGAÇÃO DA LICENÇA À GESTANTE Art. Garibaldi Alves Filho. Considera-se criança a pessoa de até 12 (doze) anos de idade incompletos. a servidora é submetida a exame médico e. como se em exercício estivesse. 7º A concessão das prorrogações de que trata esta regulamentação se dá sem prejuízo da percepção do auxílio pré-escolar e fica condicionada à declaração da servidora de que não exerce qualquer atividade remunerada nem mantém a criança em creche ou outra instituição congênere. o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. § 3º No caso de aborto atestado por médico oficial. 1º É concedida à servidora gestante licença por 120 (cento e vinte) dias consecutivos.179. dispõe sobre a utilização do superávit financeiro em 31 de dezembro de 2007. Parágrafo único. DAS DISPOSIÇÕES COMUNS E GERAIS Art. durante a jornada de trabalho. estava no gozo das licenças de que tratam os artigos 1º e 4º faz jus à respectiva prorrogação. a servidora lactante tem direito. II . a prorrogação da licença à gestante por 60 (sessenta) dias. de 13 de julho de 1990. no uso de sua competência e considerando o disposto nos arts. a mãe continuará em licença à gestante pelo período que restar. e dá outras providências Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 435. Art.Disciplina o direito a alimentos gravídicos e a forma como ele será exercido e dá outras providências. 8º Pelo nascimento ou adoção de filhos. de 11 de dezembro de 1990. DA LICENÇA À ADOTANTE Art. § 1º A licença pode ter início no primeiro dia do nono mês de gestação. e eu.Despesa Lei nº 11. 5º É garantida à servidora ocupante de cargo efetivo e à ocupante de cargo em comissão. reassume o exercício do cargo. não sendo admitida a hipótese de prorrogação posterior ao retorno da servidora à atividade. que pode ser parcelada em dois períodos de meia hora. 9º A servidora que.770.45 (quarenta e cinco) dias. contada a partir do primeiro dia subseqüente ao término do período anteriormente concedido. a servidora tem direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado. 11. DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008.804. até a idade de seis meses. Parágrafo único. de 6 de fevereiro de 2001. o servidor deve apresentar a certidão de nascimento. Art. 2º No caso de natimorto. quando se tratar de criança com até um ano de idade. de 2008 Altera a Lei no 10. 13. Publicado no DOU de 6/11/2008. inclusive em sua prorrogação. se julgada apta. de 5 de novembro de 2008 . Conversão da MPv nº 435. 4º À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até um ano de idade serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada.803. de 9 de setembro de 2008.2 LEI Nº 11.15 (quinze) dias. 12. A prorrogação de que trata este artigo é concedida automática e imediatamente após a fruição dos 120 dias da licença à gestante.Pensão . em 10 de setembro de 2008. Art. Art. a partir do parto. R E S O L V E: DA LICENÇA À GESTANTE Art. o servidor tem direito à licença-paternidade de cinco dias úteis consecutivos. A servidora gestante exonerada de cargo em comissão ou dispensada da função comissionada faz jus à percepção da remuneração desse cargo ou função. sem vínculo efetivo com a Administração Pública. que o Congresso Nacional aprovou. para os efeitos do disposto no art. e no art. § 3º A licença tem início na data constante do termo de adoção ou de guarda e responsabilidade. termo de adoção ou de guarda e responsabilidade. se outra data não houver sido requerida pela servidora. e tendo em vista o contido no Processo nº 333. a licença tem início a partir do parto. 6º À servidora que adote ou obtenha guarda judicial para fins de adoção é assegurada a prorrogação da licença em: I . O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Seção 1. 62 da .069. DA LICENÇA PATERNIDADE Art. § 2º A concessão dá-se mediante apresentação de termo de adoção ou de guarda e responsabilidade. Art. 207 a 210 da Lei nº 8. Presidente da Mesa do Congresso Nacional. salvo se a criança estiver no berçário do Tribunal. excetuados os casos de natimorto e aborto. até o término da licença. paternidade e à adotante e dá outras providências. nos termos definidos pela Lei nº 8. 10.Alimento . estas serão alteradas para o término da prorrogação. Em caso de falecimento da criança cessa o direito à prorrogação. sem prejuízo da remuneração.112. Para comprovar o nascimento ou adoção. No caso de o período de prorrogação da licença coincidir com o da fruição de férias. Art. a uma hora de descanso. de 2008. 3º Para amamentar o próprio filho. p. sem prejuízo da remuneração. Art. § 1º No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade.047/2008. § 4º Em caso de falecimento da criança. Dispõe sobre a concessão das licenças à gestante. § 2º No caso de nascimento prematuro. Art. Ministro GILMAR MENDES GRAVIDEZ . salvo antecipação por prescrição médica. no caso de criança com mais de um ano de idade. Os casos omissos serão resolvidos pelo Diretor-Geral. 2º da Lei nº 11.

802. 2º Os alimentos de que trata esta Lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes.Cartório . os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão. dos Santos informativo@stf. parto. combinado com o art.br . 4 (VETADO) Art. de 11 de janeiro de 1973 . além de outras que o juiz considere pertinentes.Banco Central do Brasil (BACEN) .803. Art. 11. 5 de novembro de 2008. Após o nascimento com vida. REGISTRO PÚBLICO . com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.1. Assessora responsável pelo Informativo Anna Daniela de A. Art. 187º da Independência e 120º da República. de 5 de novembro de 2008 . de 6 de fevereiro de 2001. assistência médica e psicológica. 30 da Lei no 6. Brasília.Altera a Lei no 10.Código de Processo Civil. que dispõe sobre os registros públicos e dá outras providências. Art. promulgo a seguinte Lei: Art. considerando-se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida.Tabela de Custas . exames complementares. Publicado no DOU de 6/11/2008.Constituição Federal. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro José Antonio Dias Toffoli Dilma Rousseff POLÍTICA MONETÁRIA . Parágrafo único. 7 O réu será citado para apresentar resposta em 5 (cinco) dias. e 5. p.gov. Art. inclusive as referentes a alimentação especial.Emolumento Lei nº 11. na proporção dos recursos de ambos. 1º Esta Lei disciplina o direito de alimentos da mulher gestante e a forma como será exercido. 6 Convencido da existência de indícios da paternidade.Acrescenta § 3º-C ao art. medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis.478. de 4 de novembro de 2008 .179. 5 (VETADO) Art. M. Seção 1. de 25 de julho de 1968. e dá outras providências. a juízo do médico. Os alimentos de que trata este artigo referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai. Seção 1.1. Parágrafo único. de 2002- CN.015. p. Publicado no DOU de 5/11/2008. dispõe sobre a utilização do superávit financeiro em 31 de dezembro de 2007. de 31 de dezembro de 1973. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. sopesando as necessidades da parte autora e as possibilidades da parte ré. Art.869.Superávit . 9 (VETADO) Art. Aplicam-se supletivamente nos processos regulados por esta Lei as disposições das Leis nos 5. da concepção ao parto. 8 (VETADO) Art. o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão até o nascimento da criança.Tesouro Nacional Lei nº 11. 10 (VETADO) Art. 12 da Resolução nº 1. 3 (VETADO) Art. internações.