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Aprendizagem histórica no contexto do projeto “É plausível ou não é?


Andressa Garcia Pinheiro de Oliveira - Professora da SME-Curitiba
profandressagarcia@hotmail.com
Elaine Pereira de Souza Oliveira - Professora da SME-Curitiba

Nesse artigo será apresentada a análise de processos de aprendizagem histórica e de língua
portuguesa de estudantes de sétimo ano (com idades entre 11 e 13 anos), da escola municipal Papa
João XXIII – Curitiba/PR, no contexto do projeto interdisciplinar em andamento intitulado “É
plausível ou não é?”. Fundamentado na perspectiva da Educação Histórica, o projeto tem como
objetivo contribuir com o desenvolvimento da explicação histórica ao envolver as três dimensões da
consciência histórica (Rüsen, 2001) que estão inter-relacionadas: experiência, interpretação e
orientação. Nessa proposta, estudantes identificaram um artefato presente em seu dia-a-dia que
fosse inspirado na sociedade europeia medieval, como: games, filmes, literatura, reportagens,
construções, séries. Analisado o artefato, escolheram um aspecto para investigar como ele foi
representado e qual sua plausibilidade em relação ao contexto no qual foi inspirado. Nessa etapa,
formularam questões a serem investigadas, buscaram fontes históricas e as analisaram. O passo
seguinte foi a construção de um roteiro para a gravação de um vídeo, no qual explicassem sobre a
plausibilidade do aspecto investigado no artefato escolhido. Essa explicação envolvia a
apresentação de evidências encontradas nas fontes, processo no qual almejava-se que os estudantes
ampliassem sua experiência com o conteúdo empírico do passado ao desenvolverem também
processos próprios da cognição histórica como evidência, interpretação histórica e explicação
histórica (LEE, 2008; BARCA, 2003; Rüsen, 2007). O formato escolhido para o vídeo foi o estilo
semelhante ao dos canais de “youtubers” e visava: uma produção que permitia a elaboração de uma
narrativa histórica, uma forma de comunicação que está presente na cultura juvenil e que pode ser
discutida como um elemento que compõe a Cultura histórica (Rüsen, 2015). Para a produção dos
vídeos os estudantes participaram de oficinas com a equipe de Educomunicação da SME-Curitiba.
Os resultados preliminares permitem identificar uma mudança na relação das crianças com a
interpretação da experiência histórica que encontram em seu dia-a-dia, ao questionarem e buscarem
nas argumentações evidências e fontes. É possível apontar que esses são processos importantes para
que a aprendizagem história contribua com a formação histórica (Rüsen, 2007) dos estudantes.
Palavras-chave: explicação histórica, evidência, educomunicação, educação histórica.