Brasília, 11a 15 de agosto de 2008 Nº 515

Data (páginas internas): 20 de agosto de 2008
Este Informativo, elaborado a partir de notas tomadas nas sessões de julgamento
das Turmas e do Plenário, contém resumos não-oficiais de decisões proferidas pelo
Tribunal. A fidelidade de tais resumos ao conteúdo efetivo das decisões, embora seja
uma das metas perseguidas neste trabalho, somente poderá ser aferida após a sua
publicação no Diário da Justiça.
SUMÁRIO
Plenário
Uso de Algemas e Excepcionalidade - 4
ADC e ICMS na Base de Cálculo da COFINS e do PIS/PASEP - 2
CPI e Quebra de Sigilo Judicial - 1
CPI e Quebra de Sigilo Judicial - 2
CPI e Quebra de Sigilo Judicial - 3
ADI e Competência do Procurador-Geral da República - 2
LDO e Fontes Orçamentárias de Caráter Provisório na Estimativa de Receita
Criação de Cargos Públicos e Reserva de Lei Formal
Repercussão Geral
Taxa de Matrícula e Gratuidade do Ensino Público
1ª Turma
Superveniência da Denúncia e Conhecimento de HC - 1
Superveniência da Denúncia e Conhecimento de HC - 2
Art. 290 do CPM e Princípio da Insignificância
Desmembramento de Feito e Conexão
Internação de Alcoólatra e Legitimidade do Ministério Público
2ª Turma
Art. 290 do CPM e Princípio da Insignificância
Sustação de Outorga de Delegação Registral e Reintegração
Clipping do DJ
Inovações Legislativas

PLENÁRIO
Uso de Algemas e Excepcionalidade - 4
O Tribunal aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante 11 nestes termos: “Só é lícito o uso de
algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou
alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato
processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. A edição do verbete
ocorreu após o julgamento de habeas corpus impetrado em favor de condenado pela prática de crime
doloso contra a vida que permanecera algemado durante toda a sessão do Júri — v. Informativo 514. O
Tribunal reconheceu, também, que esta e as demais Súmulas Vinculantes passam a ser dotadas das
características das Súmulas impeditivas de recursos.
HC 91952/SP, rel. Min. Marco Aurélio, 13.8.2008. (HC-91952)

ADC e ICMS na Base de Cálculo da COFINS e do PIS/PASEP - 2
O Tribunal retomou julgamento de ação declaratória de constitucionalidade proposta pelo Presidente
da República que tem por objeto o art. 3º, § 2º, I, da Lei 9.718/98 (“Art. 3º O faturamento a que se refere
o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. ... § 2º Para fins de determinação da
base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluem-se da receita bruta: I – as vendas
canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI e o

impetrado por Tim Celular S/A e outras operadoras de telefonia fixa e móvel. exceto se os correspondentes sigilos fossem quebrados prévia e legalmente. o Min.718/98. não o podendo. Min. enquanto garantia constitucional explícita (art. na espécie. Min. sujeitas ao mesmo dever jurídico de reserva. de caráter formal e substancial. por força do disposto no art.2 O relator asseverou que. Cezar Peluso.ICMS. (MS-27483) CPI e Quebra de Sigilo Judicial . (ADC-18) CPI e Quebra de Sigilo Judicial . até por força do princípio da separação dos poderes. sob cominação implícita. a cujo descumprimento poderia corresponder medida imediata e suscetível de lhes acarretar constrangimento à liberdade. nos termos do art. 14. rel. lhe tenham acesso ao objeto.Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . com essa declaração. no ato impugnado. considerou o relator a jurisprudência pacífica da Corte no sentido de que. no exercício da jurisdição. a paralisação das demandas em curso que tratam do tema. contra ato do Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar Escutas Telefônicas Clandestinas. bem como que estaria presente o risco de dano grave. Reputou que aparentava razoabilidade jurídica (fumus boni iuris) a pretensão das impetrantes de se guardarem da pecha de ato ilícito criminoso. a título de destinatários de ordem judicial. formulado em mandado de segurança. da Lei 9. para o caso. a medida cautelar para determinar que juízos e tribunais suspendam o julgamento dos processos em trâmite. autorizando. estas se situam no mesmo plano teórico dos juízes. a contrario sensu. 14. por uma questão de segurança jurídica. 3º. MS 27483 MC/DF. 5º. ainda. no ponto. Aduziu. desde que não se trate de substituição tributária — v. Em 4. o que recomendaria. compartilhar. por deixarem de atender ao que se caracterizaria como requisição da CPI. não têm elas poder algum. § 3º da CF. por maioria. aí não incluídos os processos em andamento nesta Corte. ser intuitiva a razão última de nem a Constituição nem a lei haverem conferido às CPIs. que lhes determinara a remessa de informações cobertas por sigilo judicial. até decisão contrária nesta causa. da CF.2008.”). após rejeitar todas as preliminares suscitadas.8.2008. deferiu. Esclareceu. Reconheceu-se haver uma clara divergência de interpretação quanto ao dispositivo em questão em todo o território nacional. nem têm poder sobre as decisões jurisdicionais proferidas nos processos. 10. as que decretam o chamado segredo de justiça. nesse aspecto. o Tribunal. de poder jurídico para revogar. pela Constituição. deferira a cautelar. cuja observância é deixada à estima exclusiva do Poder Judiciário.8. no desempenho de idênticas funções. 325 do CP e no art. ainda. O Tribunal. sob esse ponto de vista. 1º. mas apenas esses. 13. LX. ou seja. da Lei federal 9. (MS-27483) CPI e Quebra de Sigilo Judicial . ou de qualquer outro modo quebrar sigilo legal e constitucionalmente imposto a processo judiciário. ex autoritate propria.296/96. Cezar Peluso. as CPIs. I. poder de interferir na questão do sigilo dos processos jurisdicionais. Menezes Direito. Pretende-se. porque se cuida de medida excepcional. Concluiu que é essa também a razão pela qual não pode violar tal sigilo nenhuma das pessoas que. as CPIs têm todos os “poderes de investigação próprios das autoridades judiciais”. rel. ex vi legis. 5º. dos valores pagos a título de ICMS e repassados aos consumidores no preço dos produtos e serviços.1 Em regra. Min. ou. que as CPIs carecem. ADC 18 MC/DF. as impetrantes a não encaminharem à CPI o conteúdo dos mandados judiciais de interceptação telefônica cumpridos no ano de 2007 e protegidos por segredo de justiça. no art. cassar. como porque de outro modo estejam. X). que envolvam a aplicação do art. o segredo de justiça é oponível à Comissão Parlamentar de Inquérito e representa uma expressiva limitação aos seus poderes de investigação. a qual é exercitável apenas pelos órgãos jurisdicionais competentes para as respectivas causas — o que implica que nem outros órgãos jurisdicionais podem quebrar esse sigilo. 58. tendente a resguardar a intimidade das pessoas que lhe são submissas. assim porque intervieram nos processos.8. oponíveis aos juízes de qualquer grau.2008. por maioria. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Celso de Mello que indeferiam a cautelar. c/c o art. Com base nesse entendimento. Informativo 506. o qual é o da qualidade e extensão dos poderes instrutórios das CPIs. haja vista tratar-se de competência privativa do Poder Judiciário. que lhes não é compartilhada às Comissões. matéria da chamada reserva jurisdicional. legitimar-se a inclusão. sem autorização judicial. quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário.8. referendou decisão concessiva de pedido de liminar. porque na referida data se esgotava o prazo outorgado. Cezar Peluso. que tipifica como crime a quebra de segredo de justiça. previsto como exceção à regra de publicidade. sobre os quais. a fortiori. rel. § 2º. Naquela sessão.2008.3 . na base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP. MS 27483 MC/DF. entre as quais relevam. restando elas sujeitas aos mesmos limites constitucionais e legais. no exercício de suas funções. onde o Judiciário tem a primeira e a última palavra.

Min. aduzidas pelo relator. VI. 109. o Tribunal referendou a decisão. Marco Aurélio que negava referendo à liminar deferida. I.514/2007 (Lei de Diretrizes Orçamentárias . perante o Superior Tribunal de Justiça. MS 27483 MC/DF. da ação penal. na presente sessão.. 102. 5º. e 5) duração total de cada interceptação. da CF teria sido temperada pelo próprio constituinte quando previu.8.DEM contra o art. que prevê que. I. 14. Carlos Velloso. nas hipóteses que elenca o art. da Lei Complementar 75/93 . Aduziu que a íntima ligação do Procurador-Geral da República com o Supremo resta demonstrada na competência deste para processar e julgar aquele.2 O Tribunal retomou julgamento de ação direta na qual se pretende a declaração de inconstitucionalidade do art. Min. 14. rel. em qualquer fase do inquérito ou processo. e os habeas quando qualquer deles seja coator ou paciente (art. poderá suscitar. da CF (“Art. da CF. entendeu possível ao relator trazer à apreciação do Plenário a decisão liminar. Quanto à ação penal. nos termos do art. nos processos em geral.2008. concluiu-se que. no art. as operadoras deverão encaminhar as seguintes informações: 1) relação dos juízos que expediram os mandados. da CF. Ressaltou que a participação direta do Procurador-Geral da República em instância diversa ao Supremo foi prevista expressamente no art.2008. ADI 2913/DF. No mérito. e 4) cópias dos mandados e das decisões que os acompanharam ou que os determinaram. nas infrações penais comuns e nos habeas corpus quando seja coator ou paciente (CF. 100 da Lei 11. não obstante reconhecendo os altos propósitos da Comissão Parlamentar de Inquérito.8. do princípio da razoabilidade com o qual guarda pertinência a proporcionalidade. os membros do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais.8. que acompanhava a divergência. poderia receber algumas informações que poderiam constituir subsídios para suas atividades. Nesta sessão. 58. I. 203 do RISTF. por considerar. poderão ser considerados os efeitos de propostas . art. de modo algum: 1) o número de cada processo. A liminar foi concedida nestes termos: se a Comissão tiver interesse. bem como da quantidade destes e dos terminais objeto das ordens — quantos mandados e quantos terminais. com as ressalvas. 3) havendo elementos. que estes não poderiam ser feitos à margem ou à revelia da lei. 105. Cezar Peluso. acompanhando o relator. a CPI. b e i). XII. e conferindo interpretação restritiva ao § 3º do art. preliminarmente. em voto-vista. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. 4) relação da cidade ou das cidades em que se situam os terminais objeto das ordens de interceptações. Marco Aurélio. frisou-se. e dos Ministros Cármen Lúcia e Eros Grau. salientando que a regra prevista no art. que as CPI teriam poderes de investigação próprios das autoridades judiciais.LDO de 2008). o credenciamento de Subprocurador. e autoriza a delegação dessa competência ao Subprocurador-Geral da República — v. após salientar que o Judiciário e o Ministério Público estão organizados em patamares. originariamente. Dessa forma. Marco Aurélio que considerava caber apenas ao relator. estar- se-ia esvaziando por completo o objeto da CPI. O Min. 58 da CF.2008. Cezar Peluso. que os dispositivos impugnados divergem do sistema consagrado na Constituição Federal. 2) relação dos órgãos policiais específicos destinatários das ordens judiciais. entendeu-se que a maneira que seria de o Judiciário contribuir com o trabalho da Comissão não poderia estar na quebra dos sigilos judiciais. perante o STJ. o Procurador-Geral da República. relação dos órgãos que requereram as interceptações. Após os votos do Min. . 2) o nome de qualquer das partes ou dos titulares dos terminais interceptados. Asseverou que a Constituição prevê a atuação direta do Procurador-Geral da República no Supremo (artigos 36.Lei Orgânica do MPU. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. 103. no sentido da improcedência do pleito. II e parágrafo único. (MS-27483) ADI e Competência do Procurador-Geral da República . o exame da decisão liminar em mandado de segurança. tratando-se de jurisdição das Turmas. na LDO. § 5º. tendo em conta a relevância da matéria.”). sendo do STJ a competência para processar e julgar. 105. nem o Supremo teria o poder para fazê-lo no âmbito dos processos judiciais de competência de outro juízo. o que geraria um conflito institucional. asseverou-se. (ADI-2913) LDO e Fontes Orçamentárias de Caráter Provisório na Estimativa de Receita O Tribunal indeferiu pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo partido DEMOCRATAS . § 3º. originariamente. por votação majoritária. sendo ela a única hipótese contemplada. Vencido o Min. Carlos Britto. se tivesse interesse. III. Informativo 409. abriu divergência para julgar procedente o pedido formulado. ao negar o acesso da CPI aos dados pretendidos. Ficando claro que não podem constar das informações. eventualmente. podendo haver. 3) os números dos terminais. Em acréscimo à decisão liminar deferida em 4. o Tribunal. 48. 109. pediu vista dos autos o Min. que estabelece incumbir ao Procurador-Geral da República a propositura. Vencido o Min. a. Em razão disso. § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos.. a e c). afirmava que. existindo elos reveladores da atuação nos diversos órgãos. rel. e. e § 1º). afirmou que ele atua no Plenário desta Corte. a qual.

2001). 61. e 84. todos da Lei 1. que prevê a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. de projeto de lei ou de medida provisória que esteja em tramitação no Congresso Nacional. e os Estados. § 1º. 14. não ser razoável a cobrança impugnada. conheceu da ação. Vencido. sendo inconstitucional a norma de lei que lhes daria fundamento de validez. ADI 3614/PR (DJE de 23.2008. sobre organização e funcionamento da administração federal. eventualmente. da CF. 212. Preliminarmente. 14. II. 14.2006). Reputou-se.8. rel. ao fundamento de que a revogação da lei impugnada pela Lei estadual 1. ciente do fato de que o ensino público superior é acessível predominantemente pelas classes sociais detentoras de maior poder aquisitivo. rel.950/2008. nenhuma anomalia no fato de a lei orçamentária fazer previsão em relação a receitas que ainda pendem.8. art. ADI 2950 AgR/RJ (DJU de 9. sua incidência subordinada.8. da CF. buscou produzir mecanismos que superassem essa desigualdade de acesso. No mérito.124/2000. (ADI-3232) ADI 3983/TO. IV). criaram milhares de cargos públicos. entendeu-se. Por fim. Ressaltou-se. No mérito. negou provimento a recurso extraordinário interposto por universidade federal contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que concluíra que a cobrança de taxa de matrícula dos estudantes da recorrente. rel. que dela não conhecia. nunca menos de dezoito.2008. a inconstitucionalidade dos artigos 5º.2. por maioria.11. o Min. de todos os decretos do Governador do referido Estado-membro que. no sentido de afastar a prejudicialidade da ação. para declarar. I. estaria em confronto com o art. 84. não retroagiria para convalidar inconstitucionalidade. anualmente. também.97). ADI 3949 MC/DF. por derivação. como as propostas de emenda à Constituição ainda em tramitação. por considerar que a lei impugnada possui autonomia normativa e caráter geral e abstrato suficientes para ser objeto do controle abstrato de constitucionalidade. II. II. Asseverou-se que. A requerente alega que a norma impugnada.6. Alguns precedentes citados: RE 446076 AgR/MG (DJU de 24. Min. a pretexto de subsidiar alunos carentes. 206. I e III. fixando-lhes atribuições e remunerações. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. § 1º. o Tribunal acolheu a questão de ordem. que exige que todas as receitas sejam previstas na lei orçamentária. dentre os quais a gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais (CF. de aprovação. (ADI-3949) Criação de Cargos Públicos e Reserva de Lei Formal O Tribunal julgou procedentes pedidos formulados em três ações diretas de inconstitucionalidade conexas. Cezar Peluso. da receita resultante de impostos. Gilmar Mendes. cujos recursos seriam destinados a programa de assistência para alunos de baixa condição sócio-econômica-cultural. (ADI-3990) REPERCUSSÃO GERAL Taxa de Matrícula e Gratuidade do Ensino Público O Tribunal. com efeitos ex tunc. e 7º. em princípio. sem possibilidade de qualquer exclusão. Considerou- se não ser possível admitir que as universidades públicas. Cezar Peluso. rel. da Constituição Federal. a.2008. e III. ADI 3232/TO. Reconheceu-se que o legislador constituinte. do Estado do Tocantins. ademais. Min. suscitada pelo relator. autoriza que o orçamento anual seja elaborado com base em texto constitucional inexistente. Min.de alterações na legislação tributária e das contribuições. à condição de não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. quando já em pauta as ações diretas. não subtrairia à Corte a competência para examinar a constitucionalidade da norma até então vigente e as suas conseqüências. que a regra constitucional superveniente inscrita no art. entendeu-se que a autorização conferida pelo art. haja vista que tanto a Constituição Federal (“Art. 206. inconstitucionais também seriam todos os decretos. mantidas integralmente pelo Estado.2007). aduziu-se que.8. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração constituem objeto próprio de lei de iniciativa reservada do Chefe do Poder Executivo. bem assim. ajuizadas pelo Procurador-Geral da República e pelo Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB. inclusive quando se tratar de desvinculação de receitas. salientando o princípio da universalidade em matéria orçamentária. IV.2008. estando. de forma expressa. os cargos. Celso de Mello. no ponto.3. a. (ADI-3983) ADI 3990/TO. Cezar Peluso. no mínimo. A União aplicará. ADI 2155 MC/PR (DJU de 1º. nos termos do art. a qual autoriza o Chefe do Poder Executivo a dispor. VI. compreendida a proveniente de .8. a. a. a criação de cargos. por maioria. criem obstáculos de natureza financeira para o acesso dos estudantes aos cursos que ministram. 14. o Tribunal. da CF.2007). 5º da lei em questão ao Chefe do Poder Executivo de criar. Min. ao permitir a inclusão de valores concernentes a fontes orçamentárias de caráter provisório na estimativa de receita para o exercício de 2008. que sejam objeto de proposta de emenda constitucional. VI. mediante decreto. Preliminarmente. ADI 1590 MC/SP (DJU de 15. acrescida pela EC 32/2001. afronta a norma constitucional emergente da conjugação dos artigos 61. mediante decreto. que não há. também. com o propósito de regulamentar aquela norma.

o trancamento de inquérito em trâmite no STJ. Presidente. ela teria de contribuir duplamente para a subsistência desse serviço público essencial. perante o TRF da 3ª Região fora instaurado inquérito em desfavor do paciente para apuração do suposto delito de corrupção passiva. rel. b) ausência de autoria do crime e de fato típico que servisse para justificar a abertura do inquérito. na manutenção e desenvolvimento do ensino. Inicialmente. ante o oferecimento da denúncia. pois o Órgão Especial do STJ não teria deliberado sobre a instauração do inquérito contra o paciente (LOMAN. no caso. Assim. a prisão temporária. de modo que se poderia inferir que a denúncia estaria suspensa em virtude de sua realização. asseverou-se que o que estaria contido no presente habeas corpus seria defeito formal da realização do inquérito. Buscava-se o restabelecimento da decisão absolutória proferida em primeira instância. inclusive para a eventual assistência de estudantes mais necessitados. contra a ordem tributária e de lavagem de dinheiro.transferências.8. o inquérito se encontrava com vistas ao órgão do Ministério Público. que o parquet requerera a complementação de algumas provas. esta suplanta o inquérito. Autorizada a quebra de sigilo telefônico de diversas pessoas. tendo em conta.2008. 13. e os Ministros Eros Grau. do ponto de vista jurídico. Min. Menezes Direito. Enfatizou-se que. ao fundamento de que essa taxa seria consentânea com a Constituição Federal. Menezes Direito. bem como a expedição de mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalhos dos indiciados. se no curso do processo é oferecida a denúncia. da Constituição Federal”. 70. rel. sendo o pedido deferido pela autoridade reputada coatora. Realizado o interrogatório do paciente.2008. com o pagamento dos impostos e da aludida taxa. reputou-se que. art. (HC-94278) Art. que acompanhavam a divergência. Após.8. Ocorre que.9. Min. (HC-94278) Superveniência da Denúncia e Conhecimento de HC . argüida a preliminar. a impetração sustentava que proceder à colheita dessas provas equivaleria à conversão do inquérito em diligência. Cármen Lúcia que dava provimento ao recurso. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. HC 94278/SP. Lá chegando. Celso de Mello e Gilmar Mendes. Valendo-se da oportunidade da referida vista. até a data da impetração. HC 94278/SP. o que estaria a causar a violação ao sigilo do inquérito. no ponto. a defesa manifestara-se imediatamente e afirmara. Asseverou-se. surgiram indícios de possível envolvimento de outros magistrados daquela Corte. na espécie: a) ofensa ao princípio do juiz natural. no qual se investiga suposta prática de crimes contra a Administração Pública. rejeitou-se a preliminar de não conhecimento do writ por perda de objeto. Min. parágrafo único). para que investigação procedida pela Polícia Federal pudesse ser realizada conjuntamente.1 A Turma iniciou julgamento de habeas corpus em que juiz federal do TRF da 3ª Região busca. a quebra de sigilos bancário e fiscal. rel. Vencidos a Min. e d) determinação ilegal de vista ao Ministério Público Federal pela autoridade coatora. isto é. por falta de justa causa.2008. na qual aplicados os princípios da insignificância e da proporcionalidade. a autoridade policial pleiteara.1. inciso IV. que se se aceitasse a tese da recorrente no sentido de que a sociedade deveria compartilhar com o Estado os ônus do ensino dado em estabelecimentos oficiais e da manutenção de seus alunos. Em seguida. tão logo apresentada a peça acusatória. o Ministro-relator no STJ deferira requerimento de interceptação telefônica do paciente e prorrogara outras interceptações relativamente a diversos investigados. na situação dos autos. RE 500171/GO. 290). art. (RE-500171) PRIMEIRA TURMA Superveniência da Denúncia e Conhecimento de HC . membro do parquet requerera a juntada de determinado procedimento criminal. o princípio da solidariedade. Ricardo Lewandowski. VI e VIII). com exceção da custódia temporária. 12.8.2008.2003). Assim. Precedente citado: ADI 2643/RN (DJU de 26. Considerou-se que. 12. Ademais. Posteriormente. o Tribunal aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante 12 nestes termos: “A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no artigo 206. o feito fora autuado como inquérito e o Ministro-relator abrira vista dos autos à Procuradoria-Geral da República. o fato não seria penalmente irrelevante e que a existência de precedentes do STF no sentido pretendido pelo paciente.”) quanto a Lei 9. Durante a apuração dos fatos. sobretudo. garantem às universidades públicas os recursos necessários para a consecução de seus fins. que poderia contaminar a denúncia ofertada. V. o que ensejara o deslocamento do processo para o STJ. dever-se-ia apreciar o mérito da ação. No caso.2 Alega-se. a Turma decidiu afetar ao Plenário o julgamento do caso. desde 16. c) indevida atuação da Polícia Federal no inquérito.394/96 (art. também. 33. inclusive . 290 do CPM e Princípio da Insignificância A Turma indeferiu habeas corpus impetrado em favor de militar condenado pela prática do crime de posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração castrense (CPM.

12. RHC 89624/RS (DJU de 7. na espécie. No ponto. informara que sabia estar cometendo um ilícito penal e que levaria o entorpecente para um colega de farda que lhe pedira para comprar a substância. Celso de Mello que negara seguimento a medida cautelar.8. por reputar presente a proteção de direito individual indisponível. o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada. entendeu-se que.2. tendo em conta a presença do co-réu com prerrogativa de foro. de portador de alcoolismo. seria suficiente para o consumo de duas pessoas. cujo recurso extraordinário já fora admitido nesta Corte. art. e ainda que se trate de ilícito penal perpetrando no interior de organização militar. Min.343/2006 à justiça militar. decisões conflitantes não se sobreporia à competência funcional estabelecida em normas de envergadura maior. rel.5. a qual competiria a tutela desse interesse. a situação dos autos não estaria incluída na competência do parquet. a existência de defensoria pública na localidade. Precedentes citados: HC 84307/RO (DJU de 25. da qual relator. Tratava-se. deve ser observada a presença de certos vetores. (RE-496718) SEGUNDA TURMA Art. impetrar habeas corpus perante o STF. Entendeu-se .2008. manteve decisão monocrática do Min. de writ em que se pleiteava o reconhecimento da competência do tribunal do júri para julgar a paciente. HC 85725/RO (DJU de 23. asseverou-se que o argumento de ordem prática no sentido de se evitar. não seria bastante a demonstrar como legítima a sua pretensão. da CF. preso em flagrante em estabelecimento castrense. 290). mesmo que se cuide de crime de posse de quantidade ínfima de substância entorpecente. Min.2007). afastou-se a alegação de prejuízo do habeas corpus com a substituição do ato impugnado por outro.2008. Marco Aurélio.2. na espécie. Vencido o Min. No mérito. além de ter sido encomendada por outra pessoa. Tendo isso em conta. relator. (HC-89056) Internação de Alcoólatra e Legitimidade do Ministério Público O Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública com o fim de obter internação compulsória. mesmo em sede originária.12. rel. HC 94809/RS. 290 do CPM e Princípio da Insignificância A Turma deferiu habeas corpus impetrado em favor de militar condenado pela prática do crime de posse de substância entorpecente em lugar sujeito à administração castrense (CPM. que. rel. Ademais. 12. Celso de Mello. reconheceu-se a legitimidade ativa do membro do Ministério Público Militar de primeira instância. a ausência de periculosidade social da ação. o paciente. a sustação da outorga da delegação registral. para tratamento de saúde. (HC-94649) Desmembramento de Feito e Conexão A Turma deferiu habeas corpus para determinar o desmembramento de inquérito em curso no STJ.admitindo a incidência do postulado da insignificância e aplicação da Lei 11. HC 94649/RJ.2006). Enfatizou-se. rel. p/ o acórdão Min. de defesa da ordem pública ou do regime democrático. O STJ. nos termos do art. caput. 12. enfatizou-se que o princípio da insignificância qualifica-se como fator de descaracterização material da tipicidade penal e que. Cármen Lúcia. para. haja vista que a droga apreendida. Preliminarmente. HC 922634/PE (DJU de 5. em ação cautelar.2007). no qual lançadas as razões da quebra do sigilo telefônico. minimamente.2005). tais como: a mínima ofensividade da conduta do agente. indeferira a pretensão e assentara a sua competência para processar o feito. assentava a legitimação do órgão do Ministério Público para a ação intentada. tendo em conta as peculiaridades do caso. Min.9. o que configuraria.2008.8. bem como se sustentava a ausência de fundamentação na decisão que determinara a quebra de sigilo de dados telefônicos. para uso próprio. entendeu-se que a continência e a conexão não poderiam alterar competência fixada na Constituição. até o julgamento final da causa principal. Considerou-se que ainda persistiria o interesse da defesa relativamente ao exame do tema da competência do STJ. mediante a reunião de ações penais.2008. Preliminarmente. rel.8.2007). HC 87478/PA (DJU de 23. 12. acentuou-se que a jurisprudência desta Corte tem admitido a inteira aplicabilidade desse postulado aos delitos militares. Min. a periculosidade social da ação do paciente. Marco Aurélio. nele permanecendo apenas os autos relativamente ao detentor da prerrogativa de foro — Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso. refutou-se o alegado constrangimento ilegal. (HC-94809) Sustação de Outorga de Delegação Registral e Reintegração A Turma. HC 89056/MS.8. Asseverou-se que. Marco Aurélio. orig. ainda. Menezes Direito. para sua incidência. Tendo em conta as peculiaridades do caso. Ademais. em que oficial registrador aposentado compulsoriamente requeria. haja vista não se tratar de interesse social indisponível. 127. RE 496718/RS.

8.CONSTITUIÇÃO DO ESTADO . 24. NULIDADE.2008. 2. a sua reintegração como oficial registrador. INCLUSÃO DE NOVOS FATOS NA ACUSAÇÃO. o agravante já estava afastado do exercício da delegação registral que lhe havia sido outorgada. na realidade. 1.201. Mostra-se harmônico com a Constituição Federal preceito da Carta estadual prevendo a escolha do Procurador-Geral do Estado entre os integrantes da carreira. 168 do Regimento Interno do Tribunal de Contas da União. ORDEM CONCEDIDA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO.Ordem concedida.8. CONTRADITÓRIO. P/ O ACÓRDÃO: MIN. que encerra hipótese de nulidade insanável. informou-se que a serventia pleiteada encontra-se provida. CONFIGURAÇÃO. Celso de Mello. 12. JULGAMENTO DE RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO. HC N. 91. PROVIMENTO. OCORRÊNCIA.732-DF RELATORA: MIN. No ponto. Min. 3. SEM VINCULAR O ÓRGÃO JULGADOR.2008 28 1ª Turma 12. RECURSO ESPECIAL. 2. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. * noticiado no Informativo 476 AG. O princípio do contraditório e da ampla defesa deve ser rigorosamente observado.8. AC 1604 AgR-MC/SP. INTIMAÇÃO PESSOAL DA DATA DA SESSÃO. para complementar suas razões. Ausência de ofensa aos princípios da ampla defesa e do devido processo legal quando a pauta de julgamentos é publicada no Diário Oficial da União. É permitido ao agente administrativo.581-SP REL. RMS N. ACOLHIMENTO TOTAL DA DENÚNCIA.280. 21. Não há ilegalidade na ampliação da acusação a servidor público. O pedido de sustentação oral pode ser feito. A autoridade julgadora não está vinculada às conclusões da comissão processante. 26. LEGALIDADE. RICARDO LEWANDOWSKI EMENTA: PROCESSUAL PENAL. PROJETO DE LEI . Relatora a Ministra ELLEN GRACIE. Agravo regimental ao qual se nega provimento. assim evitando que se edite o ato de sua aposentadoria compulsória. conforme autoriza o art.2008 —— 319 CLIPPING DO DJ 15 de agosto de 2008 ADI N. II .INICIATIVA . em conseqüência.2005 e MS n. ERROR IN JUDICANDO. ADMINISTRATIVO. 23. Não se faz necessária a notificação prévia e pessoal da data em que será realizada a sessão de julgamento de recurso de reconsideração pelo Tribunal de Contas da União. é necessário que os interessados no julgamento acompanhem o andamento do processo e as publicações feitas no Diário Oficial da União. (AC-1604) Sessões Ordinárias Extraordinárias Julgamentos Pleno 13.8.A discrepância entre a fundamentação e o dispositivo configura hipótese de error in judicando.08. MAGISTRADO. Precedentes: [MS n. Ressaltou-se que o STF somente tem deferido provimento cautelar nas hipóteses em que os registradores e os notários públicos buscam a atribuição de efeito suspensivo a recursos extraordinários por eles interpostos. A regra do Diploma Maior quanto à iniciativa do chefe do Poder Executivo para projeto a respeito de certas matérias não suplanta o tratamento destas últimas pela vez primeira na Carta do próprio Estado.INSUBSISTÊNCIA. Relator o Ministro OCTAVIO GALLOTTI. IRREGULARIDADES. I .2008 —— 2ª Turma 12. EROS GRAU EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. aduziu-se que a situação em questão seria diversa daquelas que autorizariam a concessão de efeito suspensivo. haja vista que. REG.03. rel. o que evidenciaria a impropriedade do meio utilizado. na espécie. . 1. RESPEITO AO CONTRADITÓRIO. propiciando-lhes. POSSIBILIDADE DE ENCAMPAÇÃO DOS TERMOS DO PARECER CONSULTIVO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA SUPERIOR. A declaração de inconstitucionalidade de ato normativo pressupõe conflito evidente com dispositivo constitucional. até quatro horas antes da sessão. NO MS N.92]. CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO. JULGAMENTO ULTRA PETITA. Ademais. AMPLA DEFESA. a permanência no exercício das funções delegadas. PROCURADOR-GERAL DO ESTADO . encampar os termos de parecer exarado por autoridade de menor hierarquia. DJ de 20.INCONSTITUCIONALIDADE.É encargo do Ministério Público a oposição de embargos declaratórios quando a decisão que dá provimento ao recurso especial criminal por ele interposto possa ensejar nulidade que aproveite à defesa. DJ de 19.651-MG RELATOR: MIN. ACOLHIMENTO PARCIAL. RECURSO IMPROVIDO.526-DF RELATOR: MIN. se durante o processo administrativo forem apurados fatos novos que constituam infração disciplinar. MARCO AURÉLIO ATO NORMATIVO . DEVIDO PROCESSO LEGAL.que o ora agravante objetivava. INTIMAÇÃO DOS SERVIDORES PELA IMPRENSA OFICIAL. Para tanto. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO.ESCOLHA ENTRE OS INTEGRANTES DA CARREIRA. CÁRMEN LÚCIA EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. DENÚNCIA. 2. DESNECESSIDADE. III .

93. Nos termos do Enunciado n. rigorosamente. O recrudescimento da pena resulta da opção do paciente em continuar delinqüindo. REINCIDÊNCIA. * noticiado no Informativo 498 HC N.227-RJ RELATORA: MIN.620-RS RELATOR: MIN.784/98. além da falsifidade ideológica referente ao auto de qualificação e interrogatório. do Código de Processo Penal. A conduta do paciente foi suficientemente individualizada. O paciente. 165 e 166 da Lei n. para este. ELLEN GRACIE DIREITO PROCESSUAL PENAL. 6. FINS DIVERSOS. 93. 2. do Código de Processo Penal. 3. § 2º. A descrição dos fatos cumpriu. que cuida de impedimento para o exercício da jurisdição. CÁRMEN LÚCIA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS: INVIABILIDADE PARA QUESTIONAR A EXCLUSÃO DE MILITAR OU A PERDA DE PATENTE OU FUNÇÃO PÚBLICA. HC N. EROS GRAU EMENTA: HABEAS CORPUS. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento. NULIDADE DA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. mediante a alteração de fatos juridicamente relevantes nos termos de declarações e interrogatório lavrados na delegacia de polícia. Não houve. além de ter concorrido para as práticas de tortura. INÉPCIA DA DENÚNCIA. 157. Ordem denegada. por isso. CONCESSÃO. 23. 5. A questão de direito objeto da impetração deste writ se restringe à possível nulidade da decisão do relator do agravo de instrumento que negou seguimento ao recurso. Nego provimento ao recurso ordinário. com revogação da liminar. deverá ser renovada a apreciação do cabimento (ou não) deste recurso por outro relator que não o subscritor da denúncia. 88. DJ de 07.2002]. 4. com efeito. HABEAS CORPUS. 9. 3. não há nulidade do processo. “Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou perda de patente ou de função”. EROS GRAU . 41. no mesmo caso. DEMORA. mas tão somente do despacho que negou seguimento ao agravo de instrumento e. PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL.268. 2. 26. IMPEDIMENTO DE MINISTRO DO STJ. NO CRIME DE FURTO. RHC N. bem como possíveis crimes de falsidade ideológica para encobrir as torturas. A denúncia oferecida contra o paciente e outros co-réus descreve vários fatos relacionados às possíveis práticas de tortura no interior das dependências do distrito policial. 88. AUSÊNCIA DE AMEAÇA OU CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ou permita a impugnação do relatório da Comissão processante. BIS IN IDEM. o comando normativo contido no art. incisos I e II. 4.482-RN RELATORA: MIN. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. EROS GRAU EMENTA: HABEAS CORPUS. do CP] não se aplica ao crime de furto. HABEAS CORPUS. 1. deve se relacionar à preservação de possível eficácia da tutela jurisdicional definitiva. * noticiado no Informativo 501 RMS N. TERMOS DE DECLARAÇÕES E AUTO DE INTERROGATÓRIO. 1. HC N. posteriormente tentou encobrir os ilícitos praticados.975-DF RELATOR: MIN. 5. 2. 694 da Súmula da jurisprudência deste Supremo Tribunal. No caso. Não pode exercer a jurisdição aquele que funcionou. REVOGAÇÃO DA LIMINAR.112/90]. ao menos para o fim de se concluir no sentido do juízo positivo de admissibilidade da imputação feita na denúncia. 4. 94. a demora em julgar habeas corpus lá impetrado há dois e três anos configura constrangimento ilegal consubstanciado na incerteza de provimento jurisdicional eventualmente ainda útil à pretensão defensiva. A concessão da tutela de urgência. 28 da lei n. IV. há. DENÚNCIA SUBSCRITA COMO PROCURADOR DE JUSTIÇA. Habeas corpus denegado. Habeas corpus concedido. DO ART. O reconhecimento da reincidência não configura bis in idem. Da narração contida na denúncia pode-se extrair que o paciente foi co-autor do crime de tortura e de falsidade ideológica relativamente às declarações prestadas no inquérito policial instaurado para apurar eventuais práticas de tortura nas dependências do distrito policial. § 4º. ofensa ao art. 252.639-SP RELATORA: MIN. Ordem concedida. 157. Tal conclusão não impede que sejam produzidos efeitos decorrentes dos julgamentos realizados que culminaram com a interposição do agravo de instrumento. no presente caso. A hipótese é de descumprimento do disposto no art. especialmente porque se trata de paciente presa. 1. idêntica previsão legal de aumento de pena [art. A respeito da alegação de falta de justa causa para a deflagração da ação penal. a matéria envolve a valoração de elementos de prova. AUSÊNCIA. Precedente: [MS n. FALSIDADE IDEOLÓGICA.06. 694 DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DENEGAÇÃO. estabelecendo-se a correlação entre sua conduta e a imputação da prática dos crimes de falsidade ideológica. A causa de aumento de pena pelo concurso de pessoas no crime de roubo [art. Relatora a Ministra ELLEN GRACIE. eis que os ora recorrentes tiveram pleno conhecimento da publicação oficial do ato que determinou suas demissões em tempo hábil para utilizar os recursos administrativos cabíveis.3. NÃO APLICAÇÃO. Em que pese o elevado número de processos nesta Corte e no Superior Tribunal de Justiça. A pena relativa ao tipo penal não pode ficar aquém do mínimo cominado. 8. HC N. do CP]. ELLEN GRACIE DIREITO PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL.424-SP RELATOR: MIN. 1. Não há preceito legal que imponha a intimação pessoal dos acusados. devendo os autos serem imediatamente remetidos à autoridade competente para julgamento [arts. DO CP. FALTA DE JUSTA CAUSA. 2. 3. como órgão do Ministério Público. § 2º. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. 6. 7. tratando-se de clara hipótese de impedimento do magistrado. IMPOSSIBILIDADE. tendo sido descrita a conduta do paciente de modo individualizado. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 155.

III). sem prejuízo de sanções disciplinares perante a Ordem dos Advogados do Brasil.Contrato .906/94. De outra banda. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. de 15 de julho de 2008 . A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está alinhada no sentido de o advogado tem imunidade profissional. em decisão devidamente fundamentada. não se há de falar em violação do disposto no art. IMUNIDADE DO ADVOGADO. em juízo ou fora dele. INCISOS LV E LXIX DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 3. 21-22. não constituindo injúria e difamação qualquer manifestação de sua parte no exercício dessa atividade.Estabelece os procedimentos administrativos sujeitos à análise da Secretaria de Controle Interno. 73 da Lei n.8 de 7/8/2008. p. 5º. ARTIGO 5º.br . incisos LV e LXIX da Constituição do Brasil. dos Santos informativo@stf. M. Ofensa a autoridades militares federais. No caso concreto. o recorrente estava postulando na esfera administrativa em favor de seu cliente. Assessora responsável pelo Informativo Anna Daniela de A. 8.Análise . Acórdãos Publicados: 298 INOVAÇÕES LEGISLATIVAS 11 a 15 de agosto de 2008 STF .EMENTA: HABEAS CORPUS. embora em sentido contrário aos interesses da parte.Licitação . Competência da Justiça Militar (CPM. Conferida a prestação jurisdicional. 1. 2. ESTATUTO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. a representação feita à Ordem dos Advogados foi arquivada. AUSÊNCIA DE OFENSA. art.Controle Interno Instrução Normativa nº 66/STF. INJÚRIA E DIFAMAÇÃO. Recurso em habeas corpus provido para determinar-se o trancamento da ação penal. 9º. proferidas na discussão da causa. nos termos do § 2º do art. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. inc. Publicada no Boletim de Serviço n.gov. PENAL MILITAR.