Gerenciamento de riscos

ENGENHARIA ENGENHARIA
CONSTRUÇÃO CIVIL TRANSPORTE
em obras subterrâneas
ENGENHARIA/2009
595

de engenharia
ROBERTO KOCHEN*

E ste trabalho baseia-se na palestra do au-
tor no evento Tunnelling Code of Prac-
tice Event (lançamento do Código de Prática
ro geotécnico de projeto de obras subterrâneas
tem de “prever o imprevisível”: antecipar possíveis
anomalias e características geotécnicas e geológi-
com menor propensão ao risco. A figura 1
mostra esta situação para uma obra subter-
rânea típica em rocha: aqueles com menor
para o Gerenciamento de Riscos em Obras de cas, ao longo do traçado dos túneis e obras sub- propensão ao risco irão certamente exagerar
Túneis, na versão em português), realizado pelo terrâneas, e que poderão resultar em impactos e na adoção de medidas de suporte (tirantes e
Munich Re Group e Munchener do Brasil, no dia aumento dos riscos na construção destas obras de chumbadores). Aqueles com maior propensão
18 de março de 2008. O evento foi realizado em engenharia. Só há riscos comparáveis aos de obras ao risco irão pelo lado oposto – adotar medi-
São Paulo, por iniciativa da Munich Re (uma das subterrâneas, na engenharia, em obras hidráulicas das de suporte aquém do necessário e convi-
maiores empresas de resseguros do mundo), e marítimas, em que as forças da natureza, por ver com o risco de queda de blocos, ou mesmo
para divulgar diversos aspectos importantes sua característica intrínseca de imprevisibilidade, de um colapso do túnel.
da segurança de túneis e obras subterrâneas, e desempenham papel relevante. No caso de túneis há riscos nas etapas de
abordar boas práticas de gestão de risco neste Os riscos geológicos, geotécnicos e impac- construção e operação. Para exemplificar o
tipo de obra de engenharia. tos nas construções subterrâneas sempre ocor- primeiro caso (risco na construção), a figura 2
Diversos aspectos importantes do geren- rem e são maiores nas escavações de grande mostra um colapso na escavação de um túnel
ciamento de riscos em obras subterrâneas são porte. Para reduzi-los, é necessário examinar a no metrô de Munique, em 1994. O túnel atin-
abordados neste trabalho, como a importância probabilidade dos riscos possíveis (quais riscos giu uma camada de pedregulho e areia no seu
de um projeto correto e detalhado, abrangen- podem efetivamente se concretizar), identificar teto, não prevista, e formou-se um funil até a
do inclusive medidas de contingência, antes do os riscos a serem superados diante de descon- superfície. A equipe de trabalho dentro do túnel
inicio das obras, a identificação de anomalias formidades geotécnicas e geológicas graves, e foi evacuada a tempo e nada sofreu. No entanto,
e riscos geológicos, e a correta identificação, se estruturar quanto às respostas aos riscos em um ônibus que trafegava pela rua (eram 2 horas
redução e eliminação de riscos geotécnicos. casos concretos. da manhã, horário de pouco movimento), caiu
O grande número de obras subterrâneas, Risco é o evento ou condição incerta, que na cratera e com isto ocorreram duas vitimas: o
principalmente as urbanas, em execução no poderá ter efeitos positivos e/ou negativos. motorista e o passageiro.
mundo, podem gerar acidentes, e para evitá-los Quando tem efeitos positivos, costumamos Na categoria de riscos na operação, há di-
ou minimizar seus impactos é necessário seguir chamá-lo de sorte. Quando tem efeitos nega- versos tipos de acidentes que podem ocorrer, e
uma série de critérios, como os que estão expos- tivos, devem ser identificados, mitigados e, se o mais comum (e possivelmente também o mais
tos no Código de Prática para o Gerenciamento possível, eliminados. A propensão ao risco é perigoso) é a ocorrência de incêndios (ilustrado
de Riscos em Obras de Túneis, iniciativa do The subjetiva, há indivíduos e empresas com maior na figura 3), com grande potencial de vítimas.
International Tunnelling Insurance Group (ITIG), propensão ao risco, e indivíduos e empresas No Túnel Montblanc, na Europa, incêndio recente
das mais relevantes para se alcançar maior segu-
rança neste tipo de obra de engenharia.

RISCOS EM OBRAS SUBTERRÂNEAS
(CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO)
Obras subterrâneas sempre apresentam
risco mais elevado do que obras a céu aberto,
por se lidar com materiais geológicos que, por
mais detalhada que seja a investigação prévia de
campo e laboratório, sempre podem apresentar
alguma característica não prevista inicialmente,
e que só será detectada na construção. O risco
geológico é sempre presente em obras subterrâ-
neas, como bem demonstra o artigo técnico de
Pastore (2009).
Com esta característica peculiar, o engenhei- Figura 1 - A propensão ao risco é subjetiva (Hoek, 1998)
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construtor. guem) as chances de ser vitimado pelo evento. utilidades subterrâneas ao longo do traçado. Para exemplificar de forma simples e esclarecer estes conceitos.Atividades do Plano de Gerenciamento de Riscos de Obras Subterrâneas www. e usuários). em qualquer empreendimento de engenharia. 2) Como percebo que existem riscos? Os riscos caso ele ocorra. ou implantar um por vários meses. 1994 (Reiner. e aceitar o risco (… não me importo de me mo- por um incêndio recente pararam a operação esta mesma característica em obra urbana não é lhar e odeio guarda-chuvas). comunidades afetadas situação: o objetivo é trabalhar sempre seco. é composto de três elementos: probabilidade de ocorrência.com. 3) Quais riscos devo aceitar? Quais devo rejeitar? serão atingidos. um túnel não urbano pode gerar As possíveis escolhas para este evento são: nal da Mancha. e que eventos indesejáveis serão 1) O que é risco para esta obra subterrânea especí. fica? Por exemplo. é algo que deve ser definido por um colegiado). A definição de um nível de risco máximo cabe detectados e corrigidos. e implantados de forma a prover uma garantia começa com perguntas que vão relacionadas tificados. 2008) são: (i) gripe. (ii) constrangimento. (iii) des- conforto durante o expediente.br . IDENTIFICAÇÃO E GERENCIAMENTO DE são inevitáveis. procedimentos. dividido por 365. A probabilidade de isto ocorrer é o número de dias que choveu. às entidades envolvidas no empreendimento Para o exemplo anterior temos a seguinte (proprietário. escolha e conse- quência. 4) Como fazer para não ficar inconsciente dos riscos? A monitoração. prá- RISCOS EM OBRAS SUBTERRÂNEAS simplesmente parte de qualquer empreendimen. reduzidos. danos causados ao revestimento recalques elevados sem nenhuma consequência. são Controles são políticas. vamos considerar o caso de um engenheiro que vá de sua casa até o escritório da empresa na qual trabalha.Acidente no Metrô de Munique em As consequências (ou impactos) deste evento. no horário de ida ao traba- lho. ENGENHARIA CONSTRUÇÃO CIVIL subjetiva (há pessoas que correm na Fórmula 1. Molhar-se com água de chuva durante o per- curso de sua casa até o escritório… é um risco. não são bons nem maus. e no Túnel do Ca. Figura 2 . e ENGENHARIA/2009 595 outras que nem sequer dirigem – por este moti- vo tanto o nível de risco aceitável como os riscos que precisam ser rejeitados. em tempo hábil. razoável de que os objetivos do empreendimento abaixo.Exemplo de incêndio em túnel viário Figura 4 . Devem ser gerenciados: iden. e avaliação constante do proje- to e construção fazem parte dos procedimentos de gerenciamento e minimização de riscos. provocou dezenas de vítimas.brasilengenharia. causando grande prejuízo à aceitável. ticas ou estruturas organizacionais projetados Um bom plano de identificação de riscos to de engenharia. acompanhamento e su- pervisão técnica. lembrando que a noção de risco é Os controles neste caso são as práticas rela- Figura 3 . O risco. e se possível eliminados. pela interferência com as edificações e conjunto de controles que minimizem (ou miti- empresa concessionária desta ligação. durante o ano passado.

ção de um túnel. cionadas a seguir.Aeroporto de Heathrow. em De forma preventiva – Portar diariamente um Toda esta sistemática é consolidada em parte pelos motivos apontados no item ante- guarda-chuvas. mas em todo riscos. que provocou o desabamento Os projetos usuais de obras subterrâneas de edificação no centro desta cidade. inclui uma sequência obrigatória de atividades. exigem seguro (ou seja. mento de riscos. não apenas no Brasil. sencial para reduzir riscos em obras subterrâneas 2) Para as empresas de seguros e resseguros. grama previstos. com ao colapso dos túneis de Heathrow (1994) colapso (Heathrow. após demolição formação de cratera na superfície de edificações arruinadas www.com. atuais. a figura 5 mostra um co- cesso de quantificação dos riscos. As figuras 5 a 14 mostram casos de gestão Em todas estas fases. aumentaram em muito o nível de risco em das demandas de seguro. sem ocorrência de acidentes de nina na indústria da construção civil. é necessário se ter Os fatores expostos aumentam o nível de de acidentes em obras subterrâneas é muitas ve- os seguintes planos e processos. 1) Aumento significativo do número de deman- De forma corretiva – Gerenciar a crise (traba.Colapso em túnel Referência e licitação. realizar a obra no prazo e no crono. zes superior ao custo inicial da obra. ria subterrânea. previamente ao risco na construção e operação do empreen. a Este exemplo simples acima será traduzido atuais. parte pelo aumento no número de obras. ponto de vista de riscos em obras subterrâneas de contrato unilaterais. cronogramas apertados. projeto executivo. dificultando dimento. que prevalecem nos contratos a receita de prêmios situando-se muito abaixo riscos na engenharia. o que a médio e lon- relação ao que ocorria décadas atrás. 10. projeto básico e quantitativos. pro. de gerenciamento de riscos.brasilengenharia. elaboração do Termo de RISCOS EM OBRAS SUBTERRÂNEAS: Figura 5 . do dência para contratos de preço global.Colapso de edificação subsequente Figura 8 . pode ser caracterizado pelos itens relacio- desde o estacionamento coberto de sua casa. execu. processo de identificação dos timos anos. até o as obras subterrâneas do empreendimento. 13 e 14. processo de qualificação dos riscos. sados por acidentes como os exemplificados. Figura 7 . construção e operação do empreendimento. condições las. com adiante para uma filosofia de gerenciamento de tria da construção. Por exemplo. O cenário da última década. go prazo dificulta ou até mesmo impossibilita a PONTOS BÁSICOS NO GERENCIAMENTO DE Hoje a indústria de construção tem de lidar contratação de seguros para obras de engenha- RISCOS EM OBRAS SUBTERRÂNEAS com: métodos construtivos de alto risco. Alguns exemplos de riscos excessivos na minar de estudo de viabilidade econômica. estacionamento coberto do prédio do escritório. já que órgãos multilaterais de financiamento. 12. CENÁRIO DA ÚLTIMA DÉCADA em construção na Suíça ção. 8. nos úl- ENGENHARIA/2009 595 mento de riscos. e que não são mais aceitáveis pelos padrões De forma detectiva – Consultas realizadas dia. 11. 9. para cobrir prejuízos cau- lhar molhado com risco de pegar uma gripe ou O Plano de Gerenciamento de Riscos é es. ten. processo de lapso ocorrido em Lausanne (Suíça). necessário introduzir os conceitos de gerencia. O aumento do nível de risco ocorreu. pneumonia). dis. mundo. bem figuras 6. como envolvimento com o meio urbano. e desde o início. orçamentos financeiros baixos. utilizar automóvel diariamente – um “Plano de Gerenciamento de Riscos” para rior. é inadequada de riscos em obras subterrâneas. podendo inviabilizar muitas de- Para um empreendimento bem sucedido. compreendem as seguintes fases: a fase preli. acompanhamento e fiscalização da obra. 3) O valor dos reparos e prejuízos em decorrência impacto médio ou grande). para suas obras. Londres.Vista geral da área afetada pelo 1994: início do colapso dos túneis. representada na figura 4. que resulta- cussões das necessidades de desapropriações e ram em colapsos. para se obter gente de promover procedimentos pró-ativos níveis de risco aceitáveis. competição leo. das de seguro (claims). 7. que nados abaixo. situação tornou-se financeiramente crítica. em se a previsão for de tempo chuvoso). construção de obras subterrâneas. para evitar os danos Figura 6 . podem ser visualizados nas impactos ambientais e urbanos prováveis. implementação do Plano de Gerenciamento de Este cenário demonstra a necessidade ur- Risco em cada obra subterrânea.br . em que os riamente à previsão do tempo (não sair de casa adequados. para evitar nível de risco elevado na riscos em obras subterrâneas aumentaram. tornando necessária a elaboração e a sua retomada e conclusão. 1994). ENGENHARIA ENGENHARIA CONSTRUÇÃO CIVIL TRANSPORTE início da obra: plano e estratégia de gerencia. como o BID e o Banco Mundial. através de sistemas de controle atuais. Isto porque as tendências gerais na indús. na constru- monitoramento e controle dos riscos.

particularmente aquelas em áreas urba- túneis. neas. de incertezas envolvidas em obras deste tipo. de esgotos). ocorrendo o evento adverso ou desfavo. A chave do problema é avaliar se as Figura 12 . e na fase de opera. des- partes envolvidas. o incremento de consequências. risco deve ser avaliado e tratado com medidas Após o acidente de Heathrow. de controle e gerenciamento. as gerenciamento de riscos.Colapso do Metrô de Shangai. que os riscos operacionais frequentemente são dimento. é necessá. servindo para poderia ter sido prevista. é geralmente associada com um nível ele- de 1973 a 1994. estabelecer padrões míni.Outro Colapso no Metrô de Figura 13 . geológicas não prognosticadas (esta causa terrânea é no projeto (fase pré-construção). 2005 www. Para isto. questio. 2004 Metrô Kaohsiung. colapso na fase de construção versus in- inviabiliza a obra. construção e operação da obra nas. (3) erros numéricos ou diferentes dos riscos construtivos (por exem- montante dos prejuízos ocorridos muitas vezes de cálculo. analisando os problemas geotécni- É necessário. O HSE (1996) analisou 39 acidentes co no projeto. especifi. OBJETIVOS E RESULTADOS cos em obras subterrâneas devem envolver as É importante no gerenciamento de riscos DE PROCEDIMENTO DE seguintes etapas de atividades: detecção de ris. antes ELABORAÇÃO E ANÁLISE and Safety Executive (HSE). demandas (claims). utilizar ferramentas da análise de riscos e de GERENCIAMENTO DE RISCOS co e ação corretiva”. nário (complementação de informações). risco conceitual. China.com. O procedimento de detecção de risco e ação decisões deixam de ser intuitivas e empíricas e rio definir claramente as responsabilidades das corretiva é ilustrado pela figura 15.Colapso do túnel Hull (interceptor Figura 10 .Colapso de obra subterrânea no Shangai. por efeito de uma ampla gama cinco causas principais de ruptura: (1) causas a maior redução no nível de risco da obra sub.). com o objetivo de mi- mos de avaliação de riscos e procedimentos de de verificação (check list). decisão. analisou casos sando um acidente. A etapa onde é possível se obter vado de riscos. A figura 16 ilustra Os procedimentos de gerenciamento de ris. ta forma. nimizar os riscos. correr riscos sem a análise de suas de perdas. Coreia do Sul.brasilengenharia. bem como o número e tamanho das rável na construção do túnel. órgão do Minis. O projeto e construção de obras subterrâ- históricos recentes de ruptura ou colapso de O risco conceitual define os níveis de ris. Na Do ponto de vista de gestão de riscos na cons- é diferente de imprevisível. lembrando identificar os riscos principais do empreen- algum motivo). (4) erros de construção. que foram classificados em subterrânea.br . cêndio na fase de operação). a análise crítica do projeto é a primeira de uma causa geológica para o acidente que do nível de risco aceitável. o risco conceitual. para reduzir as probabilidades que. mas não o foi. 2000 China. onde o cação e planejamento. colapso etc. Taiwan. em cada empreendimento de dações para incremento da segurança.Colapso em Cut and Cover de Figura 14 . por ção este risco deve ser menor ainda. cos de obras subterrâneas de uma forma mais obra subterrânea. (2) erros de projeto. ou seja. Inglaterra. o Health mitigadoras o mais rapidamente possível. medida de mitigação de riscos. Evita-se. (5) erros plo.Colapso do Metrô de Taegu (Cut Figura 11 . que o risco cresça e saia fora do controle (cau. Com este procedimento. trata-se fase de construção o risco deve se situar abaixo trução. 2003 sistema viário em Cingapura. 1999: recalques and Cover). lista estruturada e formal. CRÍTICA DO PROJETO tério do Trabalho da Inglaterra. 2003 excessivos e ruptura do maciço acima do túnel causados por acidentes de grande porte. ENGENHARIA/2009 595 Figura 9 . que mostra passam a ser mais estruturadas. recomen.

inicial e durante a construção. O PGR é elaborado para gerenciar ade- quadamente os riscos residuais. como mostram as figuras 5 a 14.com. cos (PGR). incluindo probabilidade do risco escolhas corretas de proje. é a medida mais eficaz possível para mos anos. Os pontos chaves desta gestão de riscos de solo etc. construtivo.. o PGR deve ser dinâmico. em poços ou túneis NATM. reduzir os níveis de risco iniciais do empreen- É necessário um acompanhamento diário das (2) reconhecer os riscos de imediato. ou.brasilengenharia. e se os métodos principais de projeto para o empreendimento se não forem correta. somente com um correto entendimento corretiva para gerenciamento de riscos em túneis do projeto e processo construtivo. que julga O aparecimento de condições geológico. construção e operação de riscos residuais (após 10 . jeto. a resposta primá- ba os seguintes aspectos: ria para os principais riscos identificados. (3) gerenciar os implementar a Análise Crítica e de Riscos do Pro- das na escavação. sistemas de contenção. ENGENHARIA ENGENHARIA CONSTRUÇÃO CIVIL TRANSPORTE didas para a gestão de riscos residuais durante ENGENHARIA/2009 595 a construção. com freqüência diária). O PGR requer o pré-projeto da contra-medidas (me- didas de contingência). que podem ser desastrosos consultores e engenheiros experientes no servadas. qualificação e PLANO DE GESTÃO DE RISCOS (PGR) quantificação de riscos. de suporte mental atender aos seguintes aspectos: o proje- em cut and cover. colocando de outra forma. em adequado de segurança para a obra. (3) um pro- e construção de obras subterrâneas em áreas mente enfrentados. DE OBRAS SUBTERRÂNEAS mitigação de riscos (defini- ção das respostas aos ris. identificação de riscos. No projeto ou na hipótese de serem encontradas condi. dos Riscos durante a Construção. (2) uma avaliação de risco correta e válida.br . o que só é possível com uma equipe de especialistas. os riscos acei- táveis. e qualquer novos riscos que possam surgir no decorrer do empreendimento.50% Médio (a fase de projeto é a que possibilita a maior redução de riscos no medidas de mitigação). urbanas foram escolhidos. Tabela 1 . gerenciados e otimizados. a uma série de riscos. acompanhamento diário da obra. de riscos e análises multicritérios.Classificação de frequência / cos identificados. tratamentos que pesem os avanços tecnológicos dos últi. uma gestão de níveis de risco significativos. com base em conceitos atuais de análise neas tem sempre que antever a necessidade de enfoque de gestão de riscos. ou seja. risco. são: (1) identificar os riscos antecipadamente. para Como consequência do exposto. passo a passo.Risco conceitual nas fases de projeto. avaliação. parente e efetiva. condicionantes principais do projeto foram ob. > 50% Alto www. jeto criterioso e robusto de obra subterrânea. empreendimento) pré-projeto de contra me. é importante ressaltar que: (1) análise de obras subterrâneas e gestão de risco são mutua- mente dependentes e devem ocorrer simulta- neamente. mini. A escolha correta do método construtivo Um PGR típico para para a obra subterrânea é a primeira e mais im- uma obra de escavação portante medida de redução/mitigação de risco. subterrânea urbana englo.Procedimentos de detecção de risco e ação tida. Do ponto de vista de gestão de riscos. através de uma metodologia trans. deve e pode ser ob- Figura 15 . projetados e otimi. que deverá ser adotada nos inicial o empreendedor deve definir o nível de ções anômalas. Para tanto. estágios iniciais de projeto e construção. geotécnicas diferentes das previstas dá margem suas consequências. mizando a ocorrência de riscos e/ou mitigando aceitável e que está disposto a correr. Portanto. a construção de obras subterrâ. Além disto. avaliação < 10% Baixo Figura 16 . seus sinais se manifestarem. é necessário e importante condições geológicas e geotécnicas encontra. bem como das regras para ativação das medidas de contingência em cada etapa de construção. e tratamento dos maciços que levem a um nível to básico da obra subterrânea e do seu método não é uma tecnologia isenta de riscos. sejam a escolha de métodos construtivos. só pode ser obtido se elaborado dentro de um zados. para adaptação a condições riscos através de um Plano de Gestão de Ris. é funda- A execução de obras subterrâneas. continuamente re- visado e atualizado (no caso de túneis. assim que dimento. bem como a Gestão Sistemática e Contínua alteradas em relação às previstas inicialmente. Frequência / Probabilidade to e construção).

(c) Otimização do projeto. inclusive a proje- para a realidade observada. a interação da obra subterrânea com o construtivo para minimizar riscos. o enfoque técnico Tabela 2 .divergências excessivas e convergências ou divergências elevadas Cargas elevadas podem resultar em esforços elevados no revestimento e suas ligações. maciço adjacente e estruturas lindei- A engenharia de obras subterrâneas tem de inicial. o terceiro passo promotora e facilitadora do processo.). e pressões de custo/ cronograma são elevadas. Em suma. www. e avaliar a probabilidade para gerenciar riscos residuais durante a cons- entre o previsto e o observado (revelado pela de sua ocorrência. que serão instrumentais tre outros aspectos relevantes: a comparação método construtivo). de escavação (geologia & geotecnia. Baixo 4 Tratamentos de solo Baixo Alto instabilização da face. e eventuais contin- ou rocha. como primeiro passo. das de mitigação/redução de riscos. o método é dinâ- mico. danos etc.com. a influência Conforme discutido nos princípios de ges. e/ou solo pouco coesivo. para 7 Erro humano evitar erros operacionais. al. projeto e das obras subterrâneas. modificação e ajuste do projeto inicial passo. É necessário elaborar procedimentos técni- A engenharia de uma obra subterrânea é tificar riscos potenciais relacionados ao processo cos.Parte A – Categorias de risco – Túnel NATM (exemplo) Características Principais Probabilidade Evento Risco Características Principais Consequência ou Impacto Risco Inicial de Ocorrência Face instável por f luxo de água. Mais especificamente. estrutura que será projetado e construído. fazer frente a estes riscos. 1 Estabilidade de frente Médio Alto Médio e/ou queda de blocos e solo rijo f issurado Recalques e convergências Deslocamentos excessivos. deve-se decidir se o nível de risco identifi. de modo a resultar um projeto otimizado uma atividade interativa que deve observar. Se necessário. acompanha. o tipo de de se iniciar o projeto e construção de uma obra identificados.. atuando como obra e suas escavações. en. para maciço adjacente de solo ou rocha. (b) do empreendimento e gerenciamento de riscos (Grasso et. a escavação e seu con. Esforços elevados no 3 A armação e fator de segurança do revestimento devem ser capazes de absorver esforços anômalos Baixo Médio Baixo revestimento com segurança. com atualização contínua dos parâmetros de projeto e construção das obras subterrâneas a serem executados. iden. 5 Médio Alto Baixo escavação da bancada e/ou perda de estabilidade da seção. monitoração da escavação. tão de riscos apresentados anteriormente. (d) Aplicação de se basear na constatação de que praticamente mento de obra. antes (ou não) com seguros para cobrir os riscos nea. deve-se. os princípios de um PGR são os seguintes: (a) Previsão – Análise crítica e de riscos do projeto inicial e pré-definição de Figura 17 . conforme Na construção de túneis em NATM. Baixo Médio Baixo para avaliação da conformidade dos métodos construtivos e adequação da segurança da escavação. 2008) Monitoração do comportamento – Obras sub- terrâneas. dinâmico e continuo (implementação do projeto consiste na definição e pré-projeto destas medi. caso a obra conte do ambiente urbano adjacente na obra subterrâ. até o medidas pré-definidas. ou seja. Como segundo ser desenvolvido com a cooperação de todas as diário). genciamentos/provisionamentos de verba. entidades envolvidas na obra. é necessário elevado grau de especialização e experiência. nada é certo no que se refere aos principais pa. bem como as consequências trução. O PGR específico para cada obra deve escavação e seu acompanhamento/monitoração potenciais (impactos. recalques excessivos etc. O escopo de um Plano de Gestão de Riscos râmetros de entrada: a interpretação geológica e Em consequência. com base nos resultados de trechos já construídos. A aplicação de um PGR demanda que o projeto seja sempre acompanhado e verificado durante a escavação. Acompanhamento ou Túneis em NATM requerem acompanhamento da construção e monitoração da instrumentação diários. termino da obra. que evolui com a cado requer a aplicação de medidas de mitigação/ tista e consultora especializada. ras. as variáveis de método construtivo. (PGR) para esta obra. Perda de estabilidade na Avanços excessivos na escavação da bancada levam a trincas no revestimento. e otimização do projeto). subterrânea.br . identificando principais geotécnica do comportamento do maciço de solo trole devem ser parte integral do seu processo riscos a serem mitigados.brasilengenharia. através de um processo redução de riscos. Erros e acidentes ocorrem quando a organização da obra é Baixo Baixo Baixo def iciente. o equipamento não é apropriado.Concepção de equilíbrio entre gerenciamento medidas de mitigação/redução de riscos. 6 monitoração de obra não . 2 Baixo Médio Baixo . gerando deformações do maciço. Tratamentos de solo com problemas de execução podem levar a eventos de inf iltração de água. para eventual ENGENHARIA/2009 595 ativação e uso durante a construção.

controle geométrico de execução. com integração entre as vá. Estes eventos devem nas condições geológico-geotécnicas identifica. e avaliação das necessidades de relevante para a boa prática da engenharia de através da frequência de ocorrência de um de- contenções/suportes/tratamentos de solo. Tratamentos de Acompanhamento “pari passu” da execução de tratamentos. tendo riscos identificados (iniciais. obras subterrâneas. poços se as características principais de cada evento e ciais a níveis aceitáveis. dos procedimentos de risco do projeto. verif icação e controle de qualidade Leituras de instrumentação anômalas/elevadas/ não estabilizadas. dos tratamentos de solo. 1) Revisão e avaliação dos maciços de solo e para integração com a equipe da construtora e Os procedimentos de gestão. da versão em português foi objeto do evento no cada evento. trincas no revestimento. O mesmo estabelece uma prática a avaliação do risco é dividida em três fatores 6) Verificação da monitoração geotécnica. Escavação cuidadosa. e execução das obras são complexos e necessitam considerando o método construtivo das obras quisitos do projeto e necessidades específicas de elevado grau de conhecimento técnico e exe- subterrâneas. com monitoração e instrumentação.br . aprovado e verif icado. conforme citado na parte A – Túnel NATM (exemplo) Evento Risco Detecção do Risco Medidas de Redução do Risco Risco residual Aderência ao método construtivo especif icado em projeto. em relação às obras subterrâneas.conforme subterrâneas. não estabilizadas. plano de gestão de risco não . Cada túnel possui diversos eventos poten- 2) Revisão e avaliação das incertezas e variações se dar de forma integrada e cooperativa com as cialmente geradores de risco. Perda de Controle rigoroso da escavação. focado em obras subterrâneas. e o gerenciamento e quência ou impacto. monitoração/instrumentação do reforço do revestimento com cambotas etc. hidro-geológicos. qual o autor foi palestrante. realizadas visitas periódicas ao local das obras. de risco e registros de riscos. avaliação e adequação dos procedimentos. adequadas e de gestão de riscos. deformações excessivas. 3) Plano de investigações geológico-geotécnicas de Risco em Obras de Túneis. expõem- projeto e construção. cujo lançamento Para a determinação do grau de risco de adicionais. ligado à International Tunnelling Associa. bem como de medidas sugeridas de minimização e o gerenciamento de riscos asso. para restabelecer o nível de segurança adequado à obra. tratamentos de solo. Procedimentos adequados de monitoração e acompanhamento de obras. ENGENHARIA ENGENHARIA CONSTRUÇÃO CIVIL TRANSPORTE ENGENHARIA/2009 595 Tabela 3 . instrumentação rocha ocorrentes nas escavações subterrâneas. convergências excessivas. Não . pode se utilizar a classificação 4) Cálculos de estabilidade das escavações sub. Redução do Leituras de instrumentação anômalas/elevadas/não estabilizadas.Parte B – Medidas de redução de riscos. para avaliar o comportamento das as partes de um contrato. conse- adequação. Os eventos de risco são apresentados em geotécnicos. o pessoal envolvido na obra deve ser instruído/treinado nos procedimentos acima. de solo. e para compreensão dos re. riscos. desplacamento da face de escavação etc. Este documento tem o objetivo de tabela 3 (parte B). Acompanhamento e Equipe insuficiente e inexperiente para monitoramento/acompanhamento técnico. e sua para a identificação de riscos. obras subterrâneas. ensaios de controle de qualidade etc. Projeto executivo detalhado. para um completo plano de gestão de os quesitos abaixo. 2 deslocamentos dos tratamentos de solo. e obras afins. A parte A apresenta as cate- estimativa da sua probabilidade de ocorrência promover e assegurar a melhor prática para a gorias de risco mais comuns em obras subterrâ- e impactos. Sistemas de supervisão e controle devem ser previstos e atuar durante 7 Erro humano Risco aleatório. equipe altamente qualificada de engenheiros ge. da construção.conforme para as características da obra etc. Pode ser necessário elaborar medidas anômalas/elevadas. geológicos. ser classificados de acordo com seu grau de risco à das no projeto e método construtivo. da bancada de drenagem etc. emprego de revestimento cambotas. tion (ITA). reforço da escavação da bancada. deformações nas barras das cambotas metálicas. Baixo toda a obra. sua alocação para principais: probabilidade de ocorrência. anomalias no concreto e validado. controle de riscos através do uso de avaliações A tabela B apresenta as medidas corretivas a bano adjacente.com. emprego de telas metálicas 3 elevados no projetado. leituras de instrumentação Baixo e/ou bancada. Inf iltração de água na escavação. forma de duas tabelas: tabela 2 (parte A) e a construção). equipe não treinada ou inexperiente em obras Baixo adequado dos responsáveis pelo acompanhamento e monitoração da obra. aceitas pelas companhias de seguros mais re- rias entidades atuantes na obra. aprovado e validado. treinamento 6 monitoração de obra adequados ao monitoramento/acompanhamento diário. redimensionamento do revestimento etc. A atuação da consultoria deve cutivo. drenagem de frente. seguindo procedimento especif icado em projeto. tendo sido preparado pelo terminado evento. define-se a probabilidade do 5) Elaboração de um registro de riscos. serem tomadas para a redução do risco de cada www. con. recalques excessivos nos pés das Baixo ou f ibras metálicas para armar o concreto projetado do revestimento. The International Tunnelling Insurance Group risco para a obra. economia e eficiência da obra. Sistemas de controle e monitoramento on line. caso necessárias. como túneis NATM. trincas. Previamente ao inicio da operação. tratamento de solo. Recalques e Controle diário do processo construtivo. deve obedecer otécnicos especializados e consultor.brasilengenharia. é necessário disponibilizar Estas são condições usuais. reforço do sistema Baixo calota. para atingir com sucesso o escopo de serviços Para este escopo. pregagem da frente etc. aprovado Esforços Deformações no revestimento. redução do passo de avanço da calota 1 Estabilidade de frente recalques elevados. dos maciços e do meio ur. controle de execução rigoroso 4 monitoração da execução e do também análise do desempenho dos tratamentos Baixo solo por unidade de tratamento. neas. Devem ser nomadas. redução do espaçamento entre cambotas. trincas no revestimento. risco inicial. verif icação do passo de avanço da cambota e da Baixo danos no invert etc. caso as medidas de redução do risco acima tenham sido implementadas com sucesso. de projeto e neis. seus contratados. falta de procedimentos procedimentos de verif icação e aderência ao projeto executivo. terrâneas. ciados ao projeto e à construção de túneis. O Código de Prática para o Gerenciamento segurança. diretrizes da construtora do proprietário. Validação de procedimentos e atividades por empresa especializada em obras subterrâneas. para reduzir os riscos ini. (ITIG) – Grupo Internacional de Seguros de Tú. verif icados e validados. em que. excessivos bancada etc. Trincas no revestimento da 5 estabilidade na escavação passo de avanço da bancada. danos em edif icações próximas. caso ocorram. Nesta tabela. é um documento probabilística apresentada na tabela 1.

transferidos ou aceitos. para aplicação em situações reais. subterrânea (túneis NATM). Londres. tamente com a lista de verificação (check list).“NATM for Tunnels in Soft [6] KOCHEN. entre outros aspectos relevan- tes: A segurança da obra. nharia. critérios empregados no projeto. para. e em função do Com estes procedimentos e processos. (Assessoria Técnica da Obra). conformidades e geradores de risco. das condições geológicas e geotécnicas. [2] HOEK. 1998. de Riscos em Obras de Túneis na versão em Português. terra.“Rock Engineering”. E-mail: kochen@geocompany. tais como ela. a economia da obra. Para reduzir ou eliminar riscos inerentes ao melhorar as estratégias de controle de riscos dr. almente complexas) de cada obra subterrânea. Research Report 453. ROBERTO. THOMAZ . evento Executive – HSE. [7] PASTORE. XU. uma obra econômica e segura. necessário ENGENHARIA/2009 595 tecção do risco. e interpre. construção e operação). FRANCISCO . evento de os riscos de construção em níveis aceitáveis. editado por Ro. verifica-se a necessidade de 1) Planejamento da investigação geológica-geo. Munich Reinsurance Company. São Paulo. 2008. zando-se análises de riscos e de decisão. usu. São Paulo. Mas jamais. 2008. . Instituto de Enge- te. 2008. REVISTA ENGENHARIA nº 592-2009. e os insucessos boração e implementação de planos de gestão 2) Selecionar o método construtivo em função mais infrequentes! de risco. Agradecimentos e outros procedimentos de mitigação de risco. ologia brasileira. é necessário preço de construção. compartilhados. equilibrar demandas de gerenciamento de risco 8) Somente iniciar a obra com projeto executivo cipais eventos potencialmente causadores de não entre condições geológicas/projeto estrutural/ detalhado. diretor do Tunnelling Insurance Group (ITIG). rações sobre a Análise e Gestão de Riscos na seguir.. HARTMUT . para serem utilizados no Plano de Gestão para o Gerenciamento de Riscos em Obras de Túneis na TORIO.“Gerenciamen- ocorrência em obras similares e probabilidade de guês. ignorados. mesmo no colapso parcial do empreendimento. São Paulo. EVERT . W. pelo outro lado (supervisão. Munich Reinsurance Company.“Se. moni. tion of Civil Engineers. nharia. Outras sugestões. proposto pelo The International 6) Aprimorar processos de engenharia. complexas. adequado às características de cada ca . São Paulo. A figura 17 ilustra esta (Registro de Riscos). terrânea bem sucedido nas suas diversas fases obra/operação/manutenção). medidas para manter [1] TELFORD. to de Riscos em Obras Subterrâneas”. SAT – South Ame- Recomenda-se elaborar rotineiramente PGR São Paulo. neas – Identificação. SHULIN . rican Tunnelling. Nelson Infanti. ICE – The Institu. *Roberto Kochen é engenheiro. 7) Necessário implementar a prática corrente nharia e professor Doutor da Escola Politécnica da USP ciais riscos inerentes às principais atividades em outros países do “peer review” (análise críti. específico. toração da obra. www. 2006. Mitigação. DIEGO . é fundamental que cada obra tas tabelas são exemplificativas e hipotéticas. Em face bilidade de encontrar condições inesperadas de obra subterrânea está livre de riscos. riscos geológicos. jun- RESUMO E CONCLUSÕES empreendimento e gerenciamento de riscos. Mechanized Tunneling Urban Areas”. Ingla- rência na obra. São Paulo. eminente profissional da ge- projeto e execução de obras subterrâneas. Este trabalho técnico apresentou conside. RIBEIRO.br). identificar os riscos e Este trabalho é uma homenagem ao prof.Comi. versão em Português. medidas de segurança e cautela adicionais. É importante lembrar que nenhum projeto de Construção de Obras Subterrâneas. [8] ATKINS.geocompany. revisão e validação de projetos).br . de Gestão de Riscos).“Munich Re and Engineering rican Tunnelling. lançamento do Código de Prática para o Gerenciamento considerando as características geológicas (usu. implementar a Contratação pelo Melhor Preço análise do risco residual. Instituto de Enge. sim. 2008. Inglaterra. Eliminação”.. cronograma e impacto da obra no meio ambien. efetivos. [5] FERMAN.brasilengenharia. em três etapas: metodologia para a de. pioneiro na análise e gestão de almente executadas em regiões geologicamente 4) Apoio de A. monitoração.evento. a análise de risco deste tipo de obra (projeto. São Paulo. projeto técnico da GeoCompany (empresa brasileira de projetos e consultoria – www.com. e implementá-lo. ERALDO . e até um lado. Engenho Editora Técnica Ltda. como as apresentadas a reduzir os riscos na construção. elaborado especificamente concepção de equilíbrio entre gerenciamento do para cada túnel e obra subterrânea. Engenho Editora Técnica Ltda. publicado pelo CBMR . e um RR – Risk Register subterrânea. ser gerenciados. os relação a obras convencionais. de 9) Implantar uma cultura de segurança entre podem resultar em danos relevantes e graves. em técnica em mais de uma etapa. berto Kochen e Paulo Cella.T.“Risk Management Applied to de Riscos da obra. Essas plani. e não pelo menor plificadamente. deste tipo de obra. treinamento. medidas de redução do risco. Para um empreendimento de obra sub. ROBERTO . qualidade da mão-de-obra. construtores e proprietários. sucessos serão mais frequentes.“Risco Geológico em Obras Civis”. VIT- riscos. 3) No início do projeto. S. Colapso e Ruptura de Túneis Urbanos em NATM”. em função de sua frequência de de lançamento do Código de Prática para o Gerencia.“The Risk to Third Parties from O trabalho apresenta planilhas resumo. PIERGIORGIO. Es. [4] REINER. SAT – South Ame- incremento do risco global da obra. (menor preço final para o conjunto projeto/ A composição das tabelas A e B resume. mento de Riscos em Obras de Túneis na versão em Portu.com. GUGLIELMETTI. tenha um RMP – Risk Management Plan (Plano vendo ser adequadas à especificidade de cada obra trutor. ANDRÉ. utili- acompanhamento técnico de obra. 2008. presidente e diretor- Obras de Túneis. ACHIM .“Riscos em Obras Subterrâ- Ground.“Tunnelling Insurance”. pois contempla os prin. Bored Tunnelling in Soft Ground”. Munich Reinsurance Company. Londres. e gerenciamento do empreendimento projetistas. Estes eventos sistemas de reforço e tratamento de solos. método construtivo selecionado. [3] KOCHEN. recomenda-se observar o Código 5) Elaborar planos e procedimentos de contin- de Prática para o Gerenciamento de Riscos em gência. (1996). REVISTA ENGENHARIA nº 540-2000. necessárias REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS para caracterizar.O. evento de lançamento do Código de Prática [10] GRASSO. São Paulo. Health and Safety exemplificando riscos com potencial de ocor. análise crítica e validação de projetos. relacionamento cliente – cons. tação da monitoração). lhas trazem ainda o grau de intensidade destes Business”. 2000. considerados fatores como tê Brasileiro de Mecânica das Rochas. [9] ASSIS.Design and Practice Guide”. que levem a gurança. obra subterrânea. e construção. Departamento de Engenharia Civil do Instituto de Enge- São apresentados neste trabalho os poten.br de construção de Túneis e Obras Subterrâneas. PEREIRA. 2009. são importantes para minimizar a proba. de. Além disto. Também são apresentadas as principais medidas que devem ser tomadas na obra.com. . Riscos podem da complexidade geológica e desafios técnicos natureza crítica. minimizados.