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Mecânica das Rochas para Recursos Naturais e Infraestrutura

SBMR 2014 – Conferência Especializada ISRM 09-13 Setembro 2014
© CBMR/ABMS e ISRM, 2014

Estudo comparativo da probabilidade de ruína da queda de blocos
em túneis escavados em rocha
Raphael Maia Soares
Bureau de Projetos e Consultoria LTDA, São Paulo, Brasil, bureau@bureauprojetos.com.br

Dimas Betioli Ribeiro
Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, dimasbetioli@gmail.com

Marcos Massao Futai
Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, futai@usp.br

RESUMO: O aumento do uso do espaço subterrâneo tem exigido o desenvolvimento de soluções de
engenharia com o intuito de se construir estruturas que garantam os anseios mínimos da sociedade.
A segurança de túneis em rocha, durante sua construção, quase sempre é avaliada através da
filosofia dos fatores de segurança global. Este trabalho analisa e retifica a necessidade de incluir
além das análises determinísticas, as estimativas das probabilidades da queda de blocos de túneis
escavados em maciços rochosos. Foram realizadas analises de confiabilidade de primeira ordem
(FOSM e FORM) a fim de se estimar o nível de segurança de uma escavação realizada para túneis
ferroviários da década de 1970. As análises elaboradas comprovaram que nem sempre a adoção de
valores de fator de segurança considerados aceitáveis, conduz a valores adequados da probabilidade
de ruína confirmando a necessidade da adoção de métodos mais sofsticados de análise da segurança
das escavações em maciços rochosos e a crescente necessidade da avaliação dos riscos envolvidos.

PALAVRAS-CHAVE: Túneis em rocha, análise de confiabilidade de primeira ordem, índice de
confiabilidade, riscos em obras subterrâneas.

1 INTRODUÇÃO rochosos, as probabilidades de falha envolvidas
e consequentemente, pode conduzir a projetos
A crescente demanda por obras subterrâneas, ora antieconômicos ora com maiores riscos aos
instaladas em maciços rochosos, tem exigido envolvidos direta e indiretamente no projeto.
criteriosos e sofisticados métodos de avaliação Dentro deste contexto, diversos túneis em
da segurança de obras, tais como túneis, rocha não revestidos, para ferrovias construídos
cavernas e barragens. entre 1940 e 1980 vem apresentando problemas
Tradicionalmente, o dimensionamento e de estabilidade, ocorrendo queda de blocos por
consequentemente a avaliação da segurança de vezes paralisando a operação da linha. Análises
estruturas geotécnicas são elaborados de probabilísticas da estabilidade de túneis em
maneira determinística, empregando-se valores rocha permitem que os envolvidos possam
médios dos parâmetros que governam a tomar medidas preventivas e ou corretivas de
estabilidade das escavações e consequentemente modo a minimizar os riscos envolvidos durante
a segurança da estrutura é avaliada através das a construção e operação da ferrovia.
experiências de obras similares anteriores e do O túnel escolhido para este estudo pertence a
fator de segurança médio. Essa abordagem de um conjunto de 44 túneis da estrada de ferro
projeto não considera, explicitamente, a natural Vitória Minas, e está localizado próximo as
variabilidade das propriedades dos maciços cidades de Ibiraçu e João Neiva, no Estado do

SBMR 2014

combinada com a teoria escavações subterrâneas em maciços rochosos de equilíbrio limite.  J iu  Ti  3 i 1 FS   . o fator tamanho da escavação em relação as mesmas. forças resistente s Outro aspecto importante na avaliação da Fator segurança  (1) estabilidade de uma estrutura subterrânea em forças atuantes rocha está relacionado com a orientação da estrutura em relação aos planos principais das O software Unwedge calcula. para cada descontinuidades que interceptam o túnel e o bloco de rocha potencialmente instável.Espírito Santo. do maciço rochoso frente as solicitações impostas pelas escavações. tensões e mecanismos de colapso em rocha. mas não Unwedge® da Rocscience. do parâmetro Q da classificação geomecânica Neste trabalho. 2 ESTABILIDADE DE TÚNEIS EM ROCHA A análise da estabilidade de um túnel em rocha. (2) A s Sendo: Ji: magnitude das forças resistentes SBMR 2014 . distinguem-se os que se de túneis em rocha demanda a opção de se baseiam na teoria de equilíbrio limite e os que considerar o maciço como sendo um meio se baseiam na consideração do campo de contínuo ou descontínuo. Efeito do tamanho das escavações na formação de blocos potencialmente instáveis (Modificado de representação do comportamento geomecânico Hudson. 2000). do nível de tensões que a O método baseia-se na avaliação da estrutura está submetida e do grau de resultante das forças resistentes e atuantes nos fraturamento do maciço rochoso. Hoek et al. constituída por paragnaisses. blocos de rocha potencialmente instáveis. Com uma extensão aproximada de 1km esse encontra-se em região onde predomina formações geológicas do Complexo Paraíba do Sul. micaxistos. O (1995) apresentam de forma esquemática os fator de segurança é calculado com base nessa principais mecanismos de instabilidade de relação túneis em rocha relacionando o nível de tensões e o fraturamento do maciço. envolve a elaboração de um modelo para a Figura 1. 2004). através da teoria dos Blocos-Chave de Os tipos de falhas que podem ocorrer em Goodman e Shi (1985). quartzitos e anfibolitos (Leite et al.1 e 100 descontinuidades (Bray. exclusivamente. implementados no software dependem fundamental. Barton (1998) tensões horizontais e a rigidez das menciona que para um intervalo entre 0. dentre estes. A adoção de um Diversos métodos analíticos podem ser modelo matemático para avaliar as utilizados para avaliar a estabilidade de túneis deformações. de segurança através da equação (2) conforme Figura 1. a avaliação da estabilidade de Barton. a consideração do maciço como dos blocos de rocha potencialmente instáveis sendo um meio contínuo equivalente não é em uma escavação subterrânea é elaborada adequada. 1977).

cisalhantes da i-ésima descontinuidade Esse fator de segurança não leva em Ti: magnitude das forças resistentes de tração consideração as diversas incertezas presentes no da i-ésima descontinuidade complexo comportamento entre resistência e A: vetor resultante das forças atuantes solicitação. quando se avalia a estabilidade de  um túnel em rocha.04 previsão. a segurança de uma estrutura Committee on Structural Safety. Melchers (1999) classifica as incertezas presentes em um sistema de engenharia em dois Rmédia grupos: incertezas intrínsecas e epistêmicas. a finalidade e até através de experiências anteriores em condições semelhantes. inapropriado. com a coleta de 0 20 40 60 80 100 120 Resistência / Solicitação mais informações a respeito das características Figura 2. mas 0 não eliminada. adotado em normas de engenharia de estruturas.02 Rmédia Smédia processo de formação dos maciços rochosos e 0. No âmbito da Mecânica das rochas. s : direção do deslizamento Outro conceito. propondo estudos e diretrizes para o Geralmente.03 influenciam o comportamento dos sistemas de MS Resistência engenharia. o fator de segurança global é aprimoramento das atuais normas de engenharia determinado conforme o tipo da obra. 1976). FS  . por exemplo. e sua probabilidade de falha associada a FATORES DE SEGURANÇA PARCIAIS uma dada estrutura sob um dado carregamento. emprega os O cálculo do fator de segurança envolve a denominados fatores de segurança parciais que adoção de um critério de resistência das incidem sobre solicitações e resistências e que descontinuidades e para este estudo foi utilizado são impostos sobre os valores característicos. previsão estão relacionadas às previsões sobre as condições de resistências e carregamentos SBMR 2014 . Fator de segurança e dispersões associadas aos dos maciços rochosos através de ensaios de valores de resistência e solicitação (Modificado de Cintra laboratório e de campo. essa incerteza é caracterizada pelo complexo Fx Solicitação 0. SUBTERRÂNEAS A adoção de fator de segurança global permite avaliar a “distância” entre os valores 4. ou através dos fatores de confiabilidade e segurança de estruturas segurança parciais. (3) S média Dentro do grupo das incertezas intrínsecas distinguem-se as incertezas físicas e as de 0. com o intuito. (Beck. (associado a uma probabilidade de ocorrência). o Joint Tradicionalmente.01 sua variabilidade tanto temporal como espacial. Há um grupo de órgãos internacionais. tais. de se 4 INCERTEZAS E RISCOS EM OBRAS verificar a segurança da mesma. As incertezas de e Aoki. A primeira está relacionada à aleatoriedade dos fenômenos físicos que 0.1 Incertezas na Engenharia médios de solicitação e resistência impostos em uma dada estrutura geotécnica e não considera As propriedades dos maciços rochosos são as incertezas presentes nas propriedades dos claramente variáveis e devem ser tratadas como maciços rochosos. (Cintra e Aoki. Com esses valores é possível determinar o índice de confiabilidade. e ações e resistências. a de estruturas. o critério de (Barton Bandis. que vem geotécnica é avaliada através de um fator de desenvolvendo trabalhos a respeito da segurança global. 2010). 3 SEGURANÇA EM GEOTECNIA (β). 2012) importância. 2010). Esse tipo de incerteza pode ser reduzida.

Um uma probabilidade condicional. sociais. As incertezas. as estruturas projetadas minimizar o risco da queda de blocos com a pelo engenheiro não estão isentas de riscos de instalação de elementos de suporte. distinguem-se as incertezas estatísticas.2 Riscos em obras subterrâneas tomar medidas para minimizá-los. De maneira mais ampla. cita-se Em obras subterrâneas existem diversos como exemplo. geralmente simplificado e da equação. tais como: danos representação. níveis de vulnerabilidade são SBMR 2014 . aplicação de concreto projetado e anteriormente. como por colapso. No grupo das incertezas classificadas como R  P[ E] x P[C / E] x u [C] (4) epistêmicas. manutenção. através de caracterizando uma incerteza de decisão. investigação. deste trabalho. outro tipo de incerteza ambientais. tais como: custos custos esperados da mesma. para um mesmo evento adverso (falha) com diferentes consequências. A caracterização de evento adverso. (2001) apud Longo (2006) com o risco existe um ponto no qual o custo total esperado é sendo uma combinação entre perigo (hazard) e mínimo. apresentadas exemplo. de modelo e Sendo: fenomenológica. de determinar para fins de engenharia e P[C/E]: A vulnerabilidade do evento E. por exemplo. associado a um valor da probabilidade vulnerabilidade. de decisão. introduzem aleatoriedades no chumbadores. caso ocorra a falha. o colapso da Ponte Tacoma mecanismos de falha e estes devem ser Narrows. Por fim. A de primeiro tipo. falha. Em um túnel escavado em rocha. nos Estados Unidos. além dos custos esperados para um Outras definições de riscos envolvem dado modo de falha. projeto de uma obra subterrânea conduzindo a O custo total esperado de uma obra um nível de risco a que a obra estará submetida. subterrânea que apresenta risco de falha envolve A definição clássica de risco pode ser entendida a soma de todos os custos que incidem durante como o produto da probabilidade de falha pelos toda a vida útil da estrutura.que uma dada estrutura estará submetida associados e o risco pode ser expresso como: durante sua vida útil. elaborado através da construção de modelos estatísticos que tentam retratar a aleatoriedade O perigo expressa a incerteza de um dado de um dado parâmetro. pode-se Na engenharia civil. sendo o perigo algo com de falha. Clayton. dos valores dos parâmetros que se tem interesse falha). as falha ou não de uma determinada estrutura nem consequências são incertas e são representadas sempre possui uma fronteira bem definida. para projetistas de uma dada estrutura. segundo termo modelo matemático. potencial de causar danos e vulnerabilidade como sendo um conjunto de fatores que determinam a probabilidade que o perigo se manifeste com consequências negativas. monetários. conforme Figura 3. A utilidade das consequências é limitado. está relacionada a aleatoriedade P[E]: Perigo (probabilidade do evento. geralmente o tratamento destas variáveis é u[C]: A utilidade das consequências C. 1940. operação. utilizado para representar o real e geralmente expressa em termos monetários e é complexo comportamento de uma estrutura de extremamente útil quando outros efeitos estão engenharia está sujeito às incertezas de associados as consequências. pelo conceito de vulnerabilidade. Souza (2011) apud Einstein está relacionado aos fenômenos inimagináveis (1997). identificados de maneira clara e objetiva para que todos os envolvidos no projeto possam 4. medido em termos de construção. Esses custos não ocorrem conceitos mais amplos como a proposta por de maneira proporcional ao nível de segurança. e objeto R: Risco.

distribuídos normalmente. s)drds (6) quando necessários à estabilidade de uma Df escavação de um túnel em rocha. em um vetor de variáveis avaliados através de equações de estado limite. a falha é caracterizada quando o fator de segurança é SBMR 2014 . confiabilidade. ou {MS≤0}. independentes a equação (6) pode ser escrita como: 5 MÉTODOS DE ANÁLISE DE  CONFIABILIDADE Pf   f s (s) FR (s)ds  (7) Uma maneira adequada de se determinar a probabilidade de falha de uma determinada fs(s): função marginal de densidade de estrutura é a utilização de métodos de probabilidade da solicitação (S). 1974). FOSM que pertence aos métodos de 2012). transformação que envolve a “transformação” Os modos de falha que podem ocorrer em de um vetor de variáveis aleatórias do uma escavação de um túnel em rocha são problema. Essa função do nível de segurança (Modificado de Beck. (Beck. Esses métodos podem ser FR(s): função marginal de distribuição divididos em quatro grupos: Métodos de cumulativa da probabilidade (R). queda de blocos em túneis em rocha. probabilidade pode ser avaliada através da equação: Além dos tradicionais métodos de dimensionamento das estruturas de suporte. diferença entre resistência e solicitação. Risco de um determinado modo de falha em de falha. Custo total esperado A margem de segurança. Pf  P[(r . pode ser expressa como: (R$) Custo total esperado   3  MS   J iu  Ti  A  s . definição do risco máximo para a mesma. aleatórias Y. S) esteja dentro do domínio Figura 3. de segunda ordem SORM (Second Order Reliability Method). Se as variáveis R e S são estatisticamente (Cintra e Aoki.s) a função conjunta de densidade de envolvidos no projeto estejam cientes do nível probabilidade das varíaveis aleatórias R e S e o de risco a que a estrutura estará submetida e a domínio de falha limitado pela equação r=s. primeira ordem FOSM (First Order Second Moment) e FORM (First Order reliability 5. é menor ou igual a zero. métodos de Uma das maneiras de se determinar a integração PEM (Point Estimate Method) e os probabilidade de falha é a solução pelo método métodos de simulação (Monte Carlo). s)  D f    f rs (r. devem ser elaboradas análises de confiabilidade Sendo: (probabilidade de falha) para que todos os frs(r. ou quando a margem de segurança. Custo inicial (5) Cmínimo Custo operação i 1 Custo esperado da falha Pf Nível de segurança O problema fundamental da confiabilidade (Probabilidade de falha) envolve a avaliação da probabilidade de qualquer ponto (R. 2010).1 Método FOSM Method). menor ou igual a unidade. X. 2012). No caso da Lind. Essa Essas estabelecem uma fronteira entre o transformação foi desenvolvida por (Hasofer e domínio de falha e o de não falha. o evento {R-S≤ 0}.

X i   xi Como pressuposto do método FOSM.. ponto que A probabilidade de falha de primeira ordem contém o maior conteúdo de probabilidade. O valor esperado da equação em um probabilidade é escrita na forma: ponto qualquer e a variância são dados pelas equações: 1  1 2 n ( y)  exp  2 y  (9) Eg  y   g T y p (2 ) n / 2   (15) Para o caso n-dimensional. O distribuídas. X (Modificado de Melchers. 1999). (1974) e (Rackwitz e Fiessler. vetor gradiente da equação de estado limite é g(x)=0 dado por:  g(y)=0 Domínio de T  g g g  falha g  y    Domínio seguro . no espaço de projeto. a resolução do Var g  y   g T g (16) problema de confiabilidade consiste em encontrar o ponto de projeto y*. desenvolvido por Hassofer e y *   (14) Lind. que nesse caso foi utilizado o algoritmo HLRF. Encontrar o ponto y* Eg  y  corresponde a um problema de otimização da  seguinte forma: Var g  y  (17) Encontrar y* que minimiza: d y  y yT (10) Pf      (18) sujeito a: g  y   0 (11) A Figura 4 ilustra o procedimento matemático descrito.. Equação de estado limite.. 1978). g(y). . para o caso de duas A distância d é conhecida como o índice de variáveis não correlacionadas normalmente confiabilidade β de (Hasofer e Lind.. obtido a partir situado sobre a equação de estado limite que das equações seguintes: corresponde a mínima distância a origem do espaço normal padrão. O ponto y* procurado é um ponto sobre a equação do estado limite que se projeta sobre a A resolução do problema de otimização origem segundo a equação: pode ser feita por qualquer método de otimização.  (12)  y1 y2 yn  y*   Os cossenos diretores de um ponto qualquer sobre a equação do estado limite é obtido através da equação: g  y     y  (13) Figura 4. é estimada a partir do índice β. g(x) e sua versão g  y  linearizada. 1974). SBMR 2014 . a Yi  (8)  xi equação de estado limite g(y) é linearizada em série de Taylor limitada aos termos de primeira A função conjunta de densidade de ordem.

Família Direction () (-) (MPa) () () Segundo Beck.1 17. Blocos de rocha potencialmente instáveis. (Leite et al. inclusão da correlação entre os pares de Dip Dip JRC JCS φr variáveis envolvidas.4 12. persistentes (F1 e F2). 2004) 7 CARACTERIZAÇÃO DOS DADOS DO TÚNEL MONTE SECO. LINHA 1 As análises foram elaboradas considerando os O túnel Monte Seco. Parâmetros médios das famílias de distribuição normal. anfibolitos e número de blocos potencialmente instáveis é quartzitos.7 13.5. Desvio padrão dos valores dos parâmetros das realizada através do Modelo de Nataf que famílias de descontinuidades mapeadas. (2013) identificaram três famílias de descontinuidades que interceptam o túnel. o método consiste na construção de uma função conjunta de Sn 47 109 10 63 25 distribuição de probabilidades e posteriormente F1 71 226 7 60 22 a transformação desta em uma distribuição F2 78 325 7 59 24 normal padrão multivariada (média zero e desvio padrão unitário).5 17.0 4. neste último considerando a Neiva no Estado de Espírito Santo.0 5.1 17. pertence ao parâmetros médios e posteriormente conjunto de túneis da estrada de ferro Vitória comparadas às estimativas da probabilidade de Minas. fraturas não redor do túnel. linha 1.8 2.5.4 decomposição ortogonal ou fatoração de F2 9. 8 ANÁLISES DE CONFIABILIDADE 6 TÚNEL MONTE SECO. consiste na transformação das variáveis não Dip Dip JRC JCS φr normais em normais equivalentes Família Direction () (-) (MPa) () () possivelmente correlacionadas. Esta transformação é Tabela 2. esquematicamente.8 Cholesky. ao de biotita e as outras duas.1 3.0 (1981) e a eliminação da correlação. SBMR 2014 .0 4. através do princípio da aproximação normal de Dietlevsen. além da possibilidade de descontinuidades mapeadas-critério de Barton Bandis. FOSM e permite trabalhar com funções estatísticas das variáveis aleatórias diferente da Tabela 1. na Figura 5. Sul.0 17. através da F1 5. LINHA 1 Mapeamentos realizados por Futai et al. distribuição lognormal para as variáveis JCS e Escavado em um maciço rochoso no qual φr positivamente correlacionadas em 0.2 2.2 Método FORM O mapeamento de campo e os ensaios realizados permitiram inferir os valores médios O método FORM é uma extensão natural do dos parâmetros e seus desvios. (2013) e ensaios de laboratórios realizados por Ito. mica-xistos. da companhia Vale do Rio Doce e está queda de blocos pelos métodos FOSM e localizado entre as cidades de Ibiraçu e João FORM. Sn 11. predominam as feições geológicas compostas A análise determinística foi elaborada com principalmente por rochas metamórficas de os valores médios dos parâmetros de entrada e o paragneisse. (2012). A primeira caracterizada como sendo uma foliação (Sn) condicionada pela orientação dos minerais Figura 5. pertencentes ao complexo Paraíba do apresentado.

variando de 10 a 30%. Índices de confiabilidade distintos.FOSM. Para evitar repetições desnecessárias.55 2.52 3. Análise de confiabilidade . Análise de confiabilidade . resumem as distribuições JCS (F1) 60 28 Log normal estatísticas de cada variável e seu respectivo φr (F1) 22 20 coeficiente de variação.48 3.91 10-1 probabilidade de falha e a não linearidade da 4 0. sempre que Iteração β Pf constatadas estatisticamente devem ser 1 0.47 3. pelos dois métodos estão atrelados a correlação Tabela 5. FOSM e FORM.23 10-1 modo a tornar mais fidedigna a estimativa da FOSM 3 0.97 10-1 equação de estado limite.42 10-1 FORM Dip D 4 0. Tabela 6.44 10-1 JRC (F1) 7 30 JCS (F1) 60 28 6 0.41 .40 3.4.67 10-1 Dip (F1) 71 8 3 1. (Sn) JRC (Sn) 10 30 Iteração β Pf JCS (Sn) 63 27 1 0. Dip (F2) 78 12 Dip D (F2) Normal 325 4 Tabela 4.FOSM JRC (F2) 7 30 Coeficiente JCS (F2) 59 29 Média Log normal Parâmetro Distribuição Variação φr (F2) 24 20 (%) Dip (Sn) 47 25 Dip D 109 12 Tabela 7.97 10-1 226 8 (F1) Normal 5 0. φr (Sn) 25 20 médios Dip (F1) 71 8 Dip D (F1) Normal 226 8 Para cada uma das análises. valor tido φr (F2) 24 20 como usual.62 2.15 10-1 φr (Sn) 25 20 2 0.52 3.85 1.01 10-1 φr (F1) 22 20 7 0. JRC (F1) 7 30 as Tabelas 4 e 5. .FORM elaboraram-se as análises de confiabilidade Coeficiente Média Parâmetro Distribuição Variação apenas no bloco 5. ficou evidenciada na dificuldade da convergência do índice de confiabilidade. Dip (Sn) 47 25 Dip D (Sn) Normal 109 12 Tabela 3.16 1.01 10-1 incluídas nas análises de confiabilidade de 2 0.23 10-1 FORM. imposta entre JCS e φr e estas. localizado na parede (%) esquerda do túnel. mostraram apreciável probabilidade JRC (F2) 7 30 de falha. SBMR 2014 . mesmo com o JCS (F2) 59 29 fator de segurança médio de 1.07 1. e uma forte dependência entre resistência e solicitação. Análise de confiabilidade – FORM. Análise determinística JRC (Sn) 10 30 FS Β Pf JCS (Sn) 63 27 Valores Log normal 1. método FOSM e 5 1.85 1. Análise de confiabilidade .19 10-1 Dip (F2) 78 12 Dip D Os resultados de ambas as análises 325 4 (F2) elaboradas.76 2.

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