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Um Chevrolet inesquecível

Amplo, confortável e cheio de torque, o Opala vendeu
mais de um milhão e deixou saudades como poucos

Instalada no Brasil em janeiro de 1925, a Companhia Geral de Motores do Brasil
S.A. -- depois General Motors do Brasil -- restringiu-se a montar e depois fabricar
picapes, utilitários e caminhões até meados da década de 60. Finalmente, a essa época
era definida junto ao GEIA, o Grupo Executivo da Indústria Automobilística instaurado
pelo governo de Juscelino Kubitschek, a produção do primeiro automóvel Chevrolet
nacional.

As opções oscilavam entre os grandes carros da matriz americana, como o
Impala tão bem-sucedido em nossas terras, e os modelos mais leves e econômicos da
subsidiária alemã Opel, alguns dos quais -- Kadett, Olympia e Rekord -- chegaram a ser
importados em pequena quantidade. Pois foi entre o médio-pequeno Kadett e o grande
Rekord que a GMB mais hesitou, acabando por escolher o segundo.

Embora diferente nos faróis
e pára-choques, o Rekord C
de 1967 evidencia a origem
do Opala; este modelo é o
sedã de duas portas, com o
mesmo perfil de teto de
nosso quatro-portas

Em 23 de novembro de 1966, em uma coletiva à imprensa no Clube Atlético Paulistano,
na capital paulista, a GM anunciava o início do projeto 676, a semente do futuro Opala.

Sucesso na Europa
O primeiro Rekord surgia da fábrica da Opel em Rüsselsheim, Alemanha, em
1953, como uma versão do Olympia, modelo médio de 4,24 metros de comprimento e
motor 1,5-litro. O nome passava a ser usado isoladamente em 1955, mantendo o porte e a
cilindrada, mas após dois anos surgia a geração P1, maior (4,43 metros) e com opção
entre 1,5 e 1,7 litro. Em 1960 vinha o Rekord P2, ainda mais amplo (4,51 metros); três
anos depois, o Rekord A, de mesmo comprimento, com opção de motor seis-cilindros de
2,6 litros; e em 1965 o modelo B, que adicionava o quatro-cilindros de 1,9 litro.

No Rekord cupê,o
perfil alongado que só
veríamos em 1971; os
motores do modelo
alemão tinham
cilindrada de 1,5 a 2,2
litros, este de seis
cilindros

Somente em agosto de 1966 era introduzido o Rekord C, com a carroceria que os
brasileiros conhecem tão bem, embora diferente nos faróis, lanternas e pára-choques.
Oferecia versões sedã e perua de duas e quatro portas (o sedã de duas portas tinha o
mesmo perfil de teto do quatro-portas), além do cupê, e ampla variedade de motores,
todos menores que os daqui: 1,5-litro de 58 cv, 1,7 de 60 cv e de 75 cv, 1,9 de 90 cv e, a
partir de 1967, o 2,2 de 95 cv, apenas este com seis cilindros em linha.
Curioso é que todos tinham o mesmo curso de pistão (69,8 mm), igual ao do 3,0-
litros que surgiria aqui em 1992 no Omega -- está explicada sua origem? Também em
1967 vinha o cupê Sprint, com dois carburadores duplos no motor 1,9 e 106 cv. Essa
geração ficou no mercado até dezembro de 1971, com produção total de 1.274.362
unidades. O modelo seguinte, Rekord D, foi até 1977 e o último, E, até 1986, quando a
Opel optou por trocar a denominação por Omega.

A perua Rekord Caravan de cinco portas: opção estudada pela GM brasileira, mas que
acabou não sendo produzida aqui

"Meu carro vem aí"
O lançamento do primeiro Chevrolet brasileiro foi precedido de grande
expectativa. A campanha publicitária prévia mostrava personalidades, como a atriz Tônia
Carrero, o cantor Jair Rodrigues e o jogador de futebol Rivelino, recusando carona e
alegando: "Meu carro vem aí".

Na abertura do VI Salão do Automóvel, em 23 de novembro de 1968, o Opala
enfim aparecia, sobre um palco giratório, em um estande de 1.500 m2. Em torno da
novidade, espetáculos artísticos encenados a cada meia hora, o piloto inglês Stirling Moss
e as misses Bahia, Brasília, Espírito Santo, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia e
Roraima recepcionando os visitantes.

Uma arte com as linhas do primeiro Opala, lançado em meio a grande expectativa
O nome Opala vem de uma pedra preciosa, incolor ao ser extraída do solo, mas
que adquire múltiplos tons ao ser exposta à luz. Era também, ao que se comenta, a fusão
entre Opel e Impala, o carro da Chevrolet americana que lhe cedia o motor de seis
cilindros. A própria GM admite que não havia ainda se definido quando esse nome -- um
dos seis finalistas entre milhares de sugestões -- foi revelado por um jornalista. Sua rápida
popularização levou à aprovação da escolha
O primeiro modelo era o sedã de quatro portas, em acabamentos Especial (básico
ou standard, como se dizia à época) e de Luxo. Suas linhas atraentes recorriam à solução
da linha de cintura ondulada nos pára-lamas traseiros, o chamado estilo "garrafa de Coca-
Cola" no perfil lateral, em voga na época por sua adoção no Corvette 1968. Os faróis
circulares (não ovalados, como os do Rekord) vinham incrustados em uma grade de
muitos frisos horizontais cromados, e as luzes de direção, abaixo do pára-choque.

não havendo opção de bancos individuais. uma faixa frisada com o nome Chevrolet ligava.2500 ou 3800 --. nos pára-lamas dianteiros.8 litros de origem americana e câmbio de três marchas Na traseira. a alavanca de câmbio ficava na coluna de direção. como também são chamados em certas regiões) Ambas as versões ofereciam seis lugares em dois bancos inteiriços. Logo acima deste ficava a tampa do tanque de combustível. exclusivos do Luxo. Entre as diferenças das versões estavam luzes de ré. com motores de 2. e o volante possuía uma barra para o comando da buzina. e a identificação do motor -. tampa do tanque de combustível com chave e frisos. as pequenas lanternas retangulares nos extremos dos pára-lamas. A campanha publicitária convidava a dirigir o primeiro automóvel Chevrolet brasileiro . No painel simples. no Luxo. apenas os instrumentos essenciais. por isso.5 e 3. O nome Opala vinha nas laterais traseiras. com as luzes de ré também sob o pára-choque. As calotas cromadas combinavam com os pneus de faixa branca (ou banda branca. Os modelos iniciais eram os quatro-portas Especial e Luxo.

A robustez dos motores
Sob o capô, que abria para trás, o Opala oferecia dois motores: um de quatro
cilindros, 2.509 cm3 (153 pol3) e potência bruta de 80 cv a 3.800 rpm; outro de seis
cilindros em linha, 3.764 cm3 (230 pol3) e 125 cv brutos. Ambos de concepção
tradicional, com bloco e cabeçote em ferro fundido, comando de válvulas no bloco,
acionamento de válvulas por varetas e balancins de fulcrum (articulação) esférico --
criação da GM -- e um carburador de corpo simples.
Interessante é que ambos tinham as mesmas medidas de diâmetro dos cilindros e
curso dos pistões: 98,4 x 82,5 mm. Era o princípio da modularidade até hoje aplicado pela
GM americana, por exemplo no motor de seis cilindros e 4,2 litros do Trailblazer, que tem
versões de cinco e quatro cilindros, com 3,5 e 2,8 litros, nesta ordem. Eram comuns, como
hoje, pistões, anéis, bielas, válvulas e molas de válvulas, facilitando a logística de
produção e baixando custos.

"O carro certo": assim
a GM sintetizava sua
combinação de
carroceria de Opel e
mecânica de Impala,
tida como origem do
nome, que é também o
de uma pedra preciosa

Os propulsores do Opala eram utilizados há anos pela matriz nos EUA: o 2,5-litros
havia surgido no Chevrolet Nova, em 1961, sendo o primeiro quatro-cilindros da marca
desde 1928, e o 3,8, no Impala de 1963. Por sua robustez, seriam a base para motores de
automóveis da corporação até a década de 80. O seis-cilindros serviria mais tarde como
motor estacionário, de ônibus escolares e até de empilhadeiras.
No caso do motor maior, o virabrequim com sete mancais de apoio (cinco no de
quatro cilindros) e o bom dimensionamento das peças móveis contribuíam para sua
durabilidade e excepcional suavidade. Os tuchos de válvula hidráulicos dispensavam o
ajuste da folga destas, facilitando a manutenção.

O ótimo desempenho do motor de 3,8 litros era destacado na publicidade de 1970
Sua maior limitação através dos anos seria a má distribuição de mistura ar-
combustível para os cilindros. Os das extremidades recebiam mistura mais pobre, com
maior percentual de ar, enquanto os centrais tendiam a admitir mistura mais rica,
problema facilmente resolvido com uma preparação que inclua dois ou três carburadores
duplos, como nos Stock Cars. No Omega, em 1994, a injeção multiponto acabaria de vez
com o problema
O desempenho do Opala 3,8-litros agradou: com velocidade máxima da ordem de
165 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 13 segundos, era o carro nacional
mais rápido de seu tempo, embora fosse perder o posto após um ano para o Dodge Dart. O
2,5 não apresentava tanta energia, mas tinha o torque necessário para um uso normal. Só
que sempre foi um motor muito áspero -- tanto que na época funcionários da GM o
chamavam de “Toyotinha”, em alusão ao motor diesel do utilitário nipo-brasileiro

As duas versões tinham
câmbio manual de três marchas,
tração traseira, suspensão dianteira
independente com braços sobrepostos
e posterior de eixo rígido, ambas com
molas helicoidais. Na frente os
elementos da suspensão estavam
ancorados a uma travessa, fixada ao
monobloco por parafusos, o que só
mais tarde se tornaria conhecido
como subchassi. Os pneus (5,90-14 ou
6,50-14, de construção
diagonal) eram os primeiros sem

câmara em um carro nacional e a embreagem era do tipo "chapéu chinês", ou mola
diafragmática, que começava a se popularizar no mundo

As linhas eram
tradicionais, com
detalhes cromados em
profusão, mas o Opala
trazia novidades
técnicas como freios
auto-ajustáveis e
pneus sem câmara

Outra novidade técnica estava nos freios auto-ajustáveis, cuja regulagem de folga
era feita automaticamente quando o motorista freava após dar uma pequena marcha à ré.
Mas havia críticas quanto à capacidade de frenagem em uso intensivo, pois até os freios
dianteiros eram a tambor -- já há algum tempo usavam-se discos em carros nacionais
menores, como DKW-Vemag Fissore e Renault Gordini

A origem mista do Opala levaria a um fato inusitado: parafusos e porcas do motor
e da transmissão eram em polegadas, dada a origem americana, enquanto todo o resto era
métrico, de carro europeu. Isso obrigava as concessionárias a terem ferramentas com os
dois sistemas de medidas. A questão levaria alguns anos para ser corrigida, tendo sido
adotado logicamente o padrão métrico ao qual o Brasil obedece.

que em pouco tempo aposentaria o 3. no lugar do relógio. trazia volante de três raios com aro de madeira e conta-giros no painel.8 para 4. de 3. mas com porcas cromadas.8. com bancos individuais e decoração esportiva A chegada do Opala representou um grande passo para a GM: entre 1966 e 1968 foram criados mais de 3. sigla utilizada nos Chevrolets americanos desde 1961. As fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos.000 empregos. sem calotas. Mesmo propulsor utilizado pela matriz americana no Nova e no Impala desde 1968.400 rpm. com relações mais próximas entre si O motor de seis cilindros passava. Por dentro. que descia para o console exclusivo. SP.5 para 89.000 empresas nacionais tornaram-se suas fornecedoras.A famosa sigla SS.718 m2 de áreas funcionais. ganharam mais 28. e do câmbio de quatro marchas.1 litros. desenvolvia 140 cv brutos a 4.kgf a 2. O .7 mm. A aparência incluía faixas pretas no capô. além de rodas esportivas de 5 pol de tala. nascida nos Chevrolets americanos.000 rpm (115 cv líquidos) e torque máximo bruto de 29 m. O esportivo SS Em junho de 1970 era lançada a versão esportiva SS. 250 pol3). denominava o Opala mais potente e estável.097 cm3. além de bancos individuais. laterais e traseira. e mais de 2. Rádio e ar-condicionado eram opcionais. no SS. resultado do aumento do curso dos pistões de 82. O SS marcou a introdução do motor de 4. um aumento de 47% na força de trabalho.1 litros (4.

de série.isto é. Bancos individuais (reclináveis ou não) e ar- condicionado chegavam como opcionais. que passava a ser o topo O Opala cupê. 2. Três marchas eram mais que suficientes -. . com um só friso cromado à meia-altura e o emblema da gravata-borboleta no centro em algumas versões.mas marketing é marketing.8 em definitivo. como a terceira do três-marchas -.câmbio tinha a alavanca no assoalho e quatro marchas. como a grade dianteira e o diferencial mais longo para o motor de quatro cilindros. também de quatro portas. freios dianteiros a disco e pneus 7. Outras novidades da linha 1971: grade dianteira redesenhada e o acabamento Gran Luxo. época em que o motor 4. em vez de abaixo dos pára-choques. Para 1973 a linha recebia nova grade. Os mais atentos que dirigiram o carro com motor de 4. era lançado em setembro de 1971.39. Surgia ainda a versão Gran Luxo. modo de mascarar o funcionamento áspero.35 S 14. Também na linha 1972 vinham itens de proteção ao patrimônio: trava de direção e tampa do bocal do tanque de combustível com chave.freios dianteiros a disco com servo-freio. não adianta. dadas as características de elevado torque (e conseqüentemente muita potência mesmo em baixa rotação) do “seis-canecos”.1 substituía o 3.02 e 1. luzes de direção dianteiras nos extremos dos pára-lamas e luzes de ré ao lado das lanternas traseiras (exceto no SS). As versões de seis cilindros recebiam -- finalmente -. mas a quarta continuava direta (1:1). Na mesma linha 1971 apareciam pequenas novidades nos demais Opalas. aptos a maior velocidade (180 km/h). com seu característico formato fastback. a segunda de relação 1. e o modelo básico ganhava o nome Especial. portas sem moldura nas janelas e ausência de coluna central. e havia mudanças no painel e no volante. como é chamado até hoje por seus admiradores. diferencial autobloqueante (chamado de Tração Positiva pela GM). O esportivo vinha ainda com estabilizador traseiro (opcional em outras versões).68 foi dividida em duas marchas.1 litros nessa época puderam notar como quatro marchas eram exagero.

de elegante perfil fastback. Somente no modelo 1972 aparecia o cupê. O mesmo padrão de acabamento era aplicado ao interior. A Las Vegas parecia uma antecipação do Comodoro.não todo o teto. por ter apenas a metade traseira da capota e as colunas posteriores revestidas em vinil branco -. como já se usava no Gran Luxo. Uma foto bem conhecida da publicidade do SS 1973. a cor da carroceria. com detalhes em verde-claro. sem coluna central nem moldura nas portas Estudos de estilo No Salão do Automóvel de São Paulo a GM apresentava duas versões de estudo do Opala. que viria dois anos depois. em que aparecem a nova grade mais simples e as luzes de direção nos extremos dos pára- lamas .

espécie de versão brasileira do El Camino. justamente de 302 pol3 (4.471 cm3). mais tarde seria adotado o padrão "Las Vegas". A versão SS passava a ter opção do motor 151-S de quatro cilindros. .4 x 82. mas ele nunca se concretizou. identificado pelo desenho de uma águia no capô. as novidades eram a reformulação do motor de quatro cilindros e a oferta de câmbio automático de três marchas. como alguns diziam na época.6 mm) e menor curso dos pistões (76.942 cm3): era um “meio Maverick”.um prenúncio do que ocorreria mais tarde com o Comodoro e o Diplomata. Uma unidade chegou a ser fotografada dentro da fábrica. 98. incluindo as portas e o console central. Houve rumores na imprensa de que no mesmo salão a marca apresentaria o picape Opala. com maior diâmetro dos cilindros (101. faróis protegidos por telas.2 mm). que se somava ao volante de motor de massa bem maior para ganho em suavidade.5 mm) dava lugar ao de 151 pol3 (2. dotado de carburador de corpo duplo e coletor de admissão de alumínio (em vez de ferro fundido). eram os mesmos diâmetro e curso do motor V8 do Maverick.kgf Havia também aprimoramentos na suspensão dianteira. O outro estudo.509 cm3. grade exclusiva. que teria sido o primeiro derivado de automóvel no Brasil. Era um modo de aliar sua aparência esportiva ao menor consumo. Isso facilitava obter uma relação r/l mais favorável. o Especial recebia o mesmo painel do Luxo e o GL perdia o nome Opala. que produzia 98 cv brutos. contra 80 cv do anterior. passando a ser apenas Chevrolet Gran Luxo -. Para 1974. inclusive para esse motor. O teto revestido em vinil conferir um ar sofisticado ao Gran Luxo de 1973. pára-choques em preto e interior revestido de camurça marrom. exibia rodas largas de magnésio. Desenvolvia 94 cv brutos. mas o torque (também bruto) permanecia em 18 m. O de 153 pol3 (2. ainda com alavanca na coluna de direção. bem- vindo naquele período de gasolina cara. em que a metade dianteira permanecia em chapa Curiosamente.

mas com apenas três portas. Oferecia os conhecidos motores de 2. mas sucessivamente adiada porque a GM teve de concentrar esforços no Chevette. em vez das pequenas lanternas retangulares. Atrás. o que nunca mais se repetiria.Depois de muitos retoques. as internas com a luz de ré integrada.1 litros. Os faróis circulares traziam as luzes de direção ao lado e a grade tinha quatro motivos retangulares. trazendo os dois conhecidos motores e amplo espaço para a bagagem da família . A reformulação estética em toda a linha afetava apenas a frente e a traseira. com a adoção de molduras nos faróis e quatro lanternas traseiras circulares A primeira reestilização A linha 1975 marcava uma fase importante para o Opala: a linha crescia. e vinha a primeira reestilização do carro. A Caravan demorou tanto que chegou já com o novo estilo. Planejada desde 1969. pois no evento de uma abertura involuntária em movimento a força do ar o manteria fechado. A mudança tinha o mérito de não gerar dissonância com a seção central remanescente.5 e 4. um grande porta-malas e servo- freio de série. uma modificação de estilo mais ampla em 1975. a Caravan era igual à versão alemã do Rekord. como todas as que lhe seriam impostas até o final. com a perua Caravan e a versão de luxo Comodoro. havia quatro redondas. O capô passava a abrir para a frente por razão de segurança.

35-14 em vez de 6. O acabamento interno era monocromático. e o câmbio automático com alavanca no console .95-14). bom desempenho e tração traseira. No Comodoro cupê aparecia o teto "tipo Las Vegas". A perua Opala logo conquistou admiradores por seu conforto.era comum ver-se Opala acendendo luzes de freio em plena reta. Na linha 1976 era adotada taxa de compressão ligeiramente mais alta nos motores (de 7:1 para 7. que resultava no afastamento das pastilhas do disco. com a parte posterior revestida em vinil.5:1) e o 151-S passava a ser disponível em toda a linha. uma importante modificação era aportada. Os pilotos precisavam acionar levemente o freio nas retas para encostar as pastilhas no disco -. com um carburador de corpo duplo. como o relógio. O Comodoro. O motor de 4. e passava a ter sistema de arrefecimento selado. e havia opção de bancos individuais reclináveis. por sua vez.1 litros de toda a linha ganhava 8 cv (agora 148 cv brutos). sem alarde. com teto revestido em vinil. A versão de entrada voltada a ser apenas Opala. com ou sem encosto alto. diferenciava-se pelo acabamento superior. acabava com um problema que se manifestava sobretudo em corridas: a flexão da ponta de eixo em relação à manga nas curvas. não mais restrito ao SS-4. preto ou marrom. mais robusta. apliques de jacarandá no painel. rádio e relógio. além da oferta de direção assistida e pneus mais largos (diagonais 7. não mais Especial. mas seria bem mais conveniente se viesse com cinco portas Na suspensão dianteira. enquanto o SS recebia bancos individuais com encosto ajustável e apoio de cabeça. Uma nova manga de eixo. Já o SS-6 perdia identidade pelo revestimento interno mais simples e a eliminação de alguns itens.

câmbio automático no console: novidades da linha 1976 O lendário 250-S Um motor bem mais esportivo. taxa de compressão de 8. no lugar do simples.Bancos reclináveis de encosto alto. DFV ou Solex-Brosol. Tratava-se do conhecido 4.1-litros que surgira dois anos antes como versão opcional para fins esportivos (veja boxe).5:1. era lançado ainda em 1976. o Opala SS ganhava novo ímpeto com o motor 250-S. exigindo gasolina azul (B) de maior octanagem. acabamento monocromático. Diante da concorrência do Maverick GT. o 250-S. o que permitia mais altas rotações. e carburador de corpo duplo. Utilizava tuchos de válvulas mecânicos em vez de hidráulicos (por apenas um ano). comando de válvulas de maiores duração e levantamento. com 153 cv líquidos (171 brutos) . um seis cilindros mais esportivo.

assim como a terceira do antigo três-marchas. era lançado o câmbio com sobremarcha. com rodas esportivas e vacuômetro no painel. O efeito. e em 1978 passava a oferecer interior na cor vinho A vantagem. 14% mais longa (leia abaixo). Essa versão era lançada também para a Caravan. A potência passava de 140 para 171 cv brutos (de 115 para 153 cv líquidos): o suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 10 segundos e alcançar máxima de quase 200 km/h. de 6 pol de tala. porém. Talvez por isso a solução de sobremarcha não tenha agradado. introduzida em 1978. e faróis de neblina. desnecessária no câmbio normal. O Comodoro havia assumido o topo da linha em 1975. No quatro- cilindros. como se espera. em 1978. que tencionava levar o motorista a dirigir com economia. Até então o Opala utilizava câmbio de quatro marchas com a última direta. porém. exigindo redução para segunda marcha. era um carro mais silencioso e econômico em velocidades de viagem. ou seja. Em 1977. No mesmo ano aparecia uma série especial para Opala e Chevette. . faróis de neblina e conta-giros.86. por outro lado. nem sido oferecida por muito tempo. era mais perceptível na versão de seis cilindros. havia situações em que reduzir de quarta para terceira não trazia a resposta necessária. o Comodoro (que desde o ano anterior podia ter também o motor de quatro cilindros) passava a oferecer interior monocromático vinho em opção ao preto e ao marrom. O 250-S equiparia até mesmo a perua esportiva Caravan SS. o que não representava redução no consumo e no nível de ruído em estrada. o SS trazia novas rodas de aço. com acabamento luxuoso. eliminando o Gran Luxo. console com relógio. em que a quarta longa podia ser mantida com facilidade em função do torque elevado. Ao completar 500 mil unidades produzidas. Enquanto isso. em que a terceira era direta e a quarta tinha relação 0.

Embora constasse até do manual do proprietário. com revestimento interno aveludado. ar-condicionado. "Leve tudo na esportiva". com acabamento requintado e quatro faróis auxiliares A linha 1979 trazia carburador de corpo duplo em dois estágios. console em vinil. O SS trazia retrovisores esportivos em ambos os lados. 10 a mais) e freio de estacionamento com alavanca entre os bancos. não chegou a ser comercializada nesse ano-modelo. rodas de alumínio e acabamento prateado na grade e faróis. decorada com faixas pretas e oferecendo o desempenho do motor 250-S . dizia a bem-bolada publicidade da Caravan SS. tanque de combustível de maior capacidade (65 litros.A Caravan também ganhava a versão Comodoro. Era apresentada também a versão de topo Diplomata.

nova reestilização. Eram opcionais o teto revestido em vinil. O Diplomata permanecia o topo da linha.no SS eram pintados na cor da carroceria em vez de cromados. com 8 cv a mais (98 cv brutos) e maior torque (20. que só Opala. além de estabilizador mais grosso e opção de rodas de 6 pol de tala. a GM finalmente adotava pneus radiais (em medida 175/80-14 ou 195/70-14. de acordo com a versão). A Segunda reestilização Mais uma reestilização Para 1980. Atendendo ao clamor do mercado e do bom-senso. O modelo 1980 parecia outro carro de frente ou de traseira. contudo. de série no SS e no Diplomata. mas a seção central permanecia inalterada Outra novidade para 1980 era o motor de quatro cilindros a álcool. A nova aparência. Fusca e Brasília ainda não possuíam entre os carros nacionais. amortecedores e buchas silenciosas. destoava das curvas do restante da carroceria. Na traseira. luzes de direção envolventes e pára-choques mais espessos com uma faixa central em preto -. a placa ocultava o bocal do tanque de combustível.1 contra 18 m. rodas de alumínio e direção assistida de série. câmbio automático e o motor 250-S . pneus radiais. inconveniente que nunca seria sanado. a suspensão ganhava novas calibragem de molas. em que o capô e o porta- malas adotavam as formas retilíneas tão em voga na época. rádio/toca-fitas.kgf) que o movido a gasolina. com ar-condicionado (ainda não integrado ao painel). antena elétrica. que era abaixada para o abastecimento. Vinha com faróis e lanternas traseiras retangulares (estas trapezoidais na Caravan). Para evitar que sua banda de rodagem mais rígida prejudicasse o conforto. adotando as linhas retas então em voga.

faróis auxiliares integrados ao conjunto ótico e ampla reforma no interior. oferecido até 1990. garantindo boa autonomia ao tempo da absurda -. Surgia o novo painel. O Diplomata. que diminuía a tendência a travar as rodas em frenagens bruscas. O Diplomata trazia ainda voltímetro e vacuômetro no console. chegava em 1982. reduzindo-lhe um pouco a capacidade. acompanhava a renovação e ganhava conforto. sendo desocupado no Opala básico. também retilíneo e bem mais moderno. mesmo ano em que o Diplomata ganhava pára-brisa laminado com faixa degradê. todo em plástico e com os instrumentos em três círculos. volante acolchoado e vidros verdes. a reformulação interna só veio no modelo 1981. Os motores a álcool passavam a usar ignição eletrônica e tanque maior. com ar-condicionado e toca-fitas com antena elétrica de série A Caravan oferecia limpador do vidro traseiro. Na linha 1983 vinha o câmbio de cinco marchas para motor 2. Deixava de existir o SS. para 84 litros. Talvez para convencer o dono de um Opala do ano a trocar seu "novo-velho" carro por um zero-quilômetro. opcional. O Diplomata 1985: molduras laterais largas. No da direita vinha o conta-giros no Diplomata e no SS ou o relógio no Comodoro. com quarta 1:1 e quinta multiplicada. lançado na linha 1979. Só em 1984 aparecia o 4. Nesse câmbio a alavanca ficava num prolongamento da caixa para trás. A série especial Silver Star. O tanque passava a “invadir” o porta-malas. de modo a reduzir o consumo em estrada. com a adoção de itens há muito esperados .5-litros. com ganho de precisão.1-litros a álcool. e toda a linha ganhava válvula limitadora de pressão nos freios traseiros.e exclusivamente brasileira -- medida de fechar os postos nos fins-de-semana e de 20h a 6h nos dias úteis. de acabamento simples e oferecida em azul e verde metálicos.

Para 1986 a Caravan enfim assumia o acabamento Diplomata. Outras reformas Na linha 1985. evidenciavam o envelhecimento do Opala e exigiam reformas cada vez mais freqüentes. enquanto as colunas traseiras do sedã simulavam saídas de ar. Essa versão oferecia a combinação de duas cores metálicas. que incluía bagageiro e a opção de pintura em dois tons Por dentro. No Diplomata eram adotadas largas molduras laterais e faróis auxiliares de longo alcance integrados ao conjunto ótico. divididas à altura da linha de cintura. mas faltava à perua da GM a configuração de cinco portas O crescimento do Monza no mercado -.e o lançamento de concorrentes mais modernos. solução bem superior aos velhos pinos. .desta vez mais sutis -.e de acabamento eram introduzidas. maçanetas embutidas (em vez das arcaicas salientes e cromadas. as lanternas traseiras traziam a seção das luzes de direção em tom âmbar (conforme determinação do Contran) e havia novos retrovisores. novas modificações estéticas -. que a GM voltaria a usar na década seguinte) e retrovisores. não era das melhores. os instrumentos recebiam novo grafismo. pouco abaixo dos vidros. rodas e calotas. cuja ausência era muito lamentada no caso do Diplomata.bagageiro de teto e cobertura divisória no compartimento de bagagem. Era uma resposta à Quantum da Volkswagen. com os requintes do sedã e duas novas conveniências -.foi líder absoluto de vendas entre 1984 e 1986 -. travas (acopladas às maçanetas. no console. Em agosto daquele ano a Caravan ganhava enfim sua versão Diplomata. Eram também oferecidos controles elétricos de vidros. e os bancos tinham encostos de cabeça separados. como o Santana. Os pára-choques ganhavam ponteiras plásticas. com formato retilíneo. Mas a posição dos comandos. as mesmas desde 1968). lançada quase ao mesmo tempo.

embora a seção central. à inspiração do Monza. No interior da versão de topo. da luz interna e do controle elétrico dos vidros. alarme sonoro para faróis ligados e temporizadores dos faróis. traseira e interior. que agora avançava um pouco sobre a grade. volante regulável. No interior. Novos retoques frontais vinham em 1988: agora o Opala lembrava o Monza no formato dos faróis e da grade. Já no modelo 1988 apareciam novas modificações na frente. As versões eram renomeadas Opala ou Caravan SL (desde o ano-modelo anterior). Como na mudança de 1985. onde antes ficava a placa de licença. o Diplomata tinha uma cobertura que simulava lanternas de um lado a outro da traseira Toda a linha trazia faróis trapezoidais (as unidades de longo alcance eram funcionais apenas no Diplomata) e lanternas traseiras tomando toda a largura do veículo. uma série de temporizadores e o moderno câmbio automático de quatro marchas. as novidades de sempre -. Comodoro SL/E e Diplomata SE. Quase tudo vinha de série no Diplomata SE. Havia ainda o Opala L. agora com iluminação indireta -.novos volantes e grafismo dos instrumentos. restrito a frotas de pessoas jurídicas e governamentais.e alguns recursos então raros no mercado nacional: ajuste de altura da coluna de direção em sete posições. a não ser a pequena seção à frente do capô. saídas de ar-condicionado para o banco traseiro. viesse em preto nas duas versões inferiores. não fora necessário modificar os painéis metálicos da carroceria. com comando eletrônico .

havia sido descontinuado em 1986) e direção assistida Servotronic. modelos recém- lançados (1986 e 1987. No final desse ano a linha recebia catalisador. Ao mesmo tempo em que completava um milhão de unidades produzidas. Série final: o Diplomata Collector. Para marcar o encerramento foi lançada a série especial Diplomata Collector (colecionador). e câmbio de cinco marchas para os modelos de seis cilindros. o estabilizador dianteiro ficava mais grosso. que nunca mais seria usada em automóveis brasileiros (apenas nos picapes D20 e Silverado). com quatro marchas e bloqueio do conversor de torque. Na parte mecânica. não consistindo redução de rotação em estrada em relação a um câmbio de três marchas. que vinha com certificado e fita de vídeo com sua história . e chaves banhadas a ouro. Os rumores de que o velho Opala logo seria aposentado tornavam-se freqüentes e. isenta de manutenção. confirmando a tendência dos brasileiros de passar a preferir os quatro-portas. Meses depois era oferecido para o motor de seis cilindros um novo câmbio automático da ZF alemã. Junto do câmbio. de controle eletrônico. similar ao usado na época por BMW e Jaguar. que assim era aumentado. o Opala despedia-se do mercado: em 16 de abril de 1992 os últimos deles -. no Diplomata somente. O cardã passava a ser bipartido. E na linha 1989 saía de linha a versão cupê. em uma pesquisa de opinião. A bateria passava a ser selada. era o único carro nacional com freios a disco nas quatro rodas (o Alfa Romeo 2300. para conter a inclinação da carroceria nas curvas. na ordem) da Opel alemã. que os introduziu em 1974. e tanque de combustível em material plástico. os amortecedores eram pressurizados. outras alterações mecânicas. mas o ventilador do radiador voltava a ter acionamento mecânico. Um ano depois eram adotadas lanternas traseiras com seção fumê. Não foi o primeiro do Brasil com a quarta velocidade.um Diplomata automático e uma Caravan ambulância -. pois no pioneiro Dodge Polara de 1979 a quarta era direta (relação 1:1). as buchas da suspensão eram revistas. uma fita de vídeo com a cronologia do Opala. mas sim com sobremarcha.saíam da linha de produção de São Caetano do Sul. No lugar dos logotipos Diplomata. vinha Collector. a correia. que vinha acompanhada de um certificado. na traseira e no volante. a GM avaliava a aceitação do Omega e do Senator. com capacidade ampliada de 84 para 91 litros e menor intrusão no espaço de bagagem. para atender à fase 2 do Proconve. para reduzir as vibrações. desde o projeto inicial. SP. de estimadas 150 a 200 unidades.

Em 1968 produziu no Brasil uma miniatura do Opala a Opel vendia no México o Olimpico. Unia as linhas do Opala. o Opel Rekord. Chevrolet sul-africana passava a vender os ambos na escala 1/43 e muito ricos em modelos Chevy 2500. o Opala de Luxo 1971. um 1969 de quatro portas (à esquerda). Opala. Após sua descontinuação. Em 1972 a direita) e perua Caravan de três portas. Minichamps em duas versões: cupê (à o mesmo do carro nacional. mesmo ano o Ranger. em São Caetano do Sul. Hoje é uma as Olimpíadas do México naquele ano. na escala 1/38. O Opala se foi. muito fiel e inexistente na Europa. dos frisos cromados à antena de três motores de quatro e seis cilindros do rádio. consta do catálogo da alemã inglesa e o motor de 2. em Rekord de quatro portas (sem alterações de metal. por encomenda da GMB para ser estilo.5 litros. o também marcante Omega. seu equivalente europeu. fãs passavam buzinando e protestando diante da portaria principal da General Motors na avenida Goiás. mas estará sempre no coração de uma legião de aficionados Modelos Em escala Como o nosso A partir do molde de um Opel Rekord da A combinação de carroceria da Opel alemã Solido francesa. Na África de Sul. Nas cinco edições da Eleição dos Melhores Carros do BCWS ele venceu na categoria Carros Fora de Linha. peça de coleção muito cobiçada pelos fãs.5 litros do Chevy II. Era motor de quatro cilindros e 2. O nome celebrava caprichado. Seu carisma não é igualado nem mesmo por seu sucessor. Poucos carros deixaram tantas saudades nos brasileiros como o Opala. com os detalhes. grade dianteira da Vauxhall Rekord C. SP. como nos faróis ovalados) com o distribuída aos fornecedores de peças. 3800 e 4100. a Chevrolet lançava no Para quem quer adquirir hoje seu míni. . foi exclusiva do Opala brasileiro. a Brosol – fabricante de com mecânica da Chevrolet americana não carburadores e bombas de combustível -.

o virabrequim.157 km/h com um Opala duas-portas em um trecho da Rodovia Rio-Santos. Vinte e um anos depois.. Curioso é que o capô não resistiu à pressão do ar admitido pela grade e.para impulsionar modelos de luxo ou esportivos. um conversível de linhas clássicas baseado na plataforma (encurtada) e na mecânica do Opala.. bateu o recorde brasileiro de velocidade. com o consagrado seis-cilindros. mas a taxa de compressão era mais elevada e o cabeçote trabalhado com válvulas maiores. Mas não foram os únicos. Seguindo o regulamento da FIA. . Tinha três carburadores Weber duplos e coletores especiais. o piloto Fábio Sotto Mayor estabelecia um novo recorde de velocidade.1 da Santa Matilde. o piloto Bird Clemente. com o motor GM de 4. em São Paulo. ao atingir 303. fábrica de veículos militares em São José dos Campos. saiu voando. na Rodovia Castelo Branco. fórmula semelhante à do Lassale. A empresa Bola. os pistões e as bielas eram originais. Um ano após surgia o Lince. a bordo de um Opala quatro-portas.dos chamados carros fora-de-série -. o Fera XK. do final da década. O bloco do motor. Dois são famosos: o GTB da Puma (mais tarde relançado como AMV) e o SM 4.5 litros. por seu bom torque em baixa rotação. lançou em 1985 a versão civil de seu jipe. o motor de seis cilindros do Opala foi o escolhido por diversos pequenos fabricantes -.510 km/h. Os fora-de-série Um dos mais potentes do mercado nacional por toda sua produção. com o motor GM de 2. do Rio de Janeiro.1 litros. SP. cravou 232. produziu desde 1981 uma réplica do Jaguar XK 120 de 1948. o E-4. série Pagode. Os recordes Em julho de 1970. O veterano quatro-cilindros prestava-se bem à função. Três anos depois a LHM lançou o Phoenix (foto). A mecânica Opala também chegou ao fora-de-estrada: a Engesa. uma réplica do Mercedes 280 SL dos anos 60.

Na década de 1970 o Opala foi muito usado em competições. e a Motorauto. vencia a prova Governador Paulo Pimentel. ditado pela então Federação Internacional do Esporte Automóvel (FISA). 1974 e 1975. Havia equipes de vários estados que corriam de Opala. por questão de política interna. um dos chefes de equipe que mais vitórias teve no mundo. do Rio Grande do Sul. realizadas em 1973. no começo altamente preparado para a categoria Turismo Especial Brasileiro (Divisão 3). que utilizava os serviços de Luiz Antônio Greco. A GM. não tinha equipe oficial representado-a -. de Minas. como a 25 Horas de Interlagos. restrita a carros nacionais e realizada em comemoração ao aniversário de Curitiba. depois em regulamentos mais conservadores como os da Turismo de Série. . Sua primeira vitória veio logo: no início de 1969 o famoso Chico Landi. tanto segundo regulamento nacional (Divisão 1). quanto internacional (Grupo 1). como a Chepala. PR. com um carro da equipe de Eugênio Martins. em provas de média e longa duração. Nas pistas O Opala foi bem-sucedido também em competições. o braço esportivo da Federação Internacional do Automóvel As disputas mais renhidas envolvendo o Opala foram no Campeonato Brasileiro de Turismo de Série.ao contrário da Ford.

porém. associando as quatro portas do Opala à carroceria da perua. mencionados mais a frente. Era certamente uma boa proposta. com apelo esportivo. foi mais criativa: lançou em 1984 uma Caravan de cinco portas. que havia saído de produção em 1983. o opala teve diversas outras transformações realizadas por empresas independentes. Os especiais Além dos estudos de estilo de 1974. A primeira foi apresentada em 1971: o Opala Envemo (abaixo). graças a acessórios da Engenharia de Veículos e Motores Ltda. Dez anos depois. Entre os itens estavam nova grade dianteira. uma alternativa a executivos saudosos pelo Ford Landau. Outra concessionária GM. já que essa configuração em um modelo . variava muito:cerca de 30 cm no da Envemo. PR. Sulam e a própria Envemo elaboraram limusines a partir do sedã A maior distância entre eixos era visível em uma seção fixa entre as portas dianteiras e traseiras. concessionária GM de Curitiba. As empresas de veículos especiais Avallone (construtora de uma réplica do MG inglês com motor de Chevette). a Dipave. um Opala conversível e personalizado com pára-choques de plástico. alargadores de pára-lamas e as rodas esportivas da versão SS.. conhecido fabricante de veículos especiais nas décadas de 70 e 80. Um segmento que ganharia diversas opções nos anos 80 era o de Opalas alongados. a Guaporé de São Paulo. 50 cm no da Sulam (fotos abaixo) e de um metro no da Avallone. que mantinham o tamanho original. lançava o Summer. O alongamento. spoiler.

também da Globo. Na novela A Próxima Vítima (TV Globo. Naturalmente. Em 1988 era lançado em VHS. Adalberto. ideal para as fugas. Em Mulheres de Areia. . Curioso é que mesmo em 1992 saíram ambulâncias Caravan com câmbio de três marchas e alavanca na coluna (há muito abandonado na produção normal). Opalas e Caravans especiais também foram desenvolvidos para uso das polícias e como ambulância. e na reprise. carro com boa aceleração e veloz. era o carro do assassino (na versão original. Em 1976 era lançado o livro Lúcio Flávio.derivado de automóvel havia desaparecido duas décadas antes. No final ela é jogada (a emissora usou um modelo mais velho do carro) em um despenhadeiro. Ulisses). com Meg Ryan e Russell Crowe. Curioso é que a versão existia desde 1966 na Rekord Caravan alemã. para desespero dos fãs. mas nunca foi aprovada pela GM brasileira. A mesma triste atuação do Opala é quase semanal no programa Linha Direta da TV Globo. Já em 1977 o livro virava filme. Conta a vida do bandido que se tornou famoso no Brasil inteiro. um Opala aparece no início. Percebe-se que outro carro é usado nessa cena.. A partir do número do chassi do Opala o detetive Olavo descobre o assassino. pois enquanto o "original" possuía as rodas de série. preto. dirigido por Hector Babenco. o Passageiro da Agonia. o acidentado tinha calotas. o protagonista cita sua preferência pelo Opala. a personagem Raquel dirige uma Caravan quando é interceptada por um Monza de um desafeto na trama. filmado em Quito. um Comodoro 1980 cupê. Num depoimento. destruído em um dos últimos capítulos. O Opala também aparece em Pátria Minha: o Comodoro de Raul tem o sistema de freio sabotado e sofre um acidente. feitas sob encomenda. tendo como ator principal Reginaldo Farias. pouco antes de morrer. no Equador. Nas telas No filme Prova de Vida. toca-se fogo em outro para assaltar um carro- forte. por José Louzeiro. 1995).. com o fim da Simca Jangada. Sua "atuação" termina com uma explosão. morrendo em uma grande explosão. No recente Carandiru.

68. 2. e a terceira 0.02. Silvio Santos parou ao lado dos carros e ficou se lembrando de diversas passagens com o Opala. por hastes desde a parte inferior da alavanca. em 1977. Esse era o genial câmbio Ômega O motor 250-S. Numa tarde de filmagem.68:1 no lugar de 2. Como ter feito isso foi uma solução de gênio. de relações 3. O câmbio Ômega Como relação final longa contribui decisivamente para consumir menos. em vez de 1. já que a quarta era de engate direto.86) que passava a atuar. ficou para baixo).00.86. 1.07. a GM passou a oferecer um câmbio opcional para o Opala. Bastou encomendar ao fornecedor o câmbio de quatro marchas com a segunda do três-marchas.02. e não se pretendia reprojetar o câmbio inteiro. no ano passado alocou uma boa frota do Clube do Opala de São Paulo: uma Caravan SS 1980.00 e 0. na realidade estava-se engatando a quarta (1:1) dentro da caixa.86. tinha-se um de 3.39.07. 1. do SBT. atendendo a pedidos . sem atuação de engrenagens.39 e 1. 1. A novela Marissol. 1. bastou inverter o braço correspondente à terceira e à quarta. em que a relação de quarta (e última) marcha era 0.86. Com isso. Em lugar do quatro-marchas normal. para a quarta. Como o comando de câmbio ainda era externo. Acredite se quiser. quando se passava a terceira. E quando a alavanca vinha para trás. era a terceira (0. um Diplomata 1983 e outro 1990. Essa foi a maneira simples da GM oferecer um câmbio “3+E” numa caixa de última marcha direta. junto à caixa (em vez de ficar para cima.

de cilindrada quase um litro maior. Coube a Jan Balder. . o Ford Maverick V8. por iniciativa do piloto e construtor Antônio Carlos Avallone. Quando as corridas de longa duração reiniciaram-se em 1973. num Opala. em agosto. pressionar a GM para que dispusesse de um motor mais potente. o Opala encontrou um grande concorrente. que fazia pouco havia chegado em segundo na 25 Horas de Interlagos.

Tratou de homologar uma versão que recebeu o nome de Quadrijet. não vinha com o amortecedor de vibração na outra extremidade do virabrequim e o ventilador era do 2. Esse impulso veio justamente dos dois pilotos. O Opala agora era muito mais rápido que o Maverick e a Ford não perdeu tempo. Era um pouco diferente da versão que seria lançada dois anos depois: o volante do motor era do quatro- cilindros. em julho do ano seguinte a GM passava a oferecer o motor 250-S como variante opcional para o Opala 4100 (veja fac-símile da carta). Nas pistas. Assim. de quatro pás em vez de seis. Os rivais andavam iguais . o fator determinante de vitória ficou por conta de nível de pilotagem e organização de pista apenas. Por coincidência.5-litros. mas faltava um impulso para que conseguisse aprovação. Beccardi vinha trabalhando nisso por iniciativa própria. o gerente de desenvolvimento de motores Roberto B.

FICHA TÉCNICA .

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Quatro Rodas – Dez 1974 .

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Quatro Rodas – Janeiro 1975 .

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Quatro Rodas – Maio 1975 .

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Quatro Rodas – Julho 1977 .

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Quatro Rodas – Março 1979 .

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Quatro Rodas – Abril 1980 .

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Quatro Rodas – Dezembro 1981 .

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Quatro Rodas – Fevereiro 1981 .

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Quatro Rodas – Maio 1983 .

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Quatro Rodas – Junho 1984 .

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Quatro Rodas – Setembro 1985 .

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Quatro Rodas – Agosto 1986 .

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Quatro Rodas – Maio 1991 “ O fim” .