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EXMO. SR.

DR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CÍVEL DE MADUREIRA –
COMARCA DA CAPITAL

Processo 2006.202.016208-9

MANOEL GABRIEL MARIANO e NEUSIRA DIAS MARIANO, já qualificados
nos autos do processo em epígrafe, vêm, através da Defensoria Pública, requerer a
juntada da cópia do agravo de instrumento interposto em ____/01/2007, contra a r.
decisão de fl. 14, cumprindo assim o determinado pelo artigo 526 do Código de
Processo Civil e requerendo, na oportunidade, a reconsideração da r. decisão.

Informam, na oportunidade, que o agravo foi instruído com CÓPIA
INTEGRAL dos autos, bem como com cópia do acompanhamento processual e
da guia de remessa demonstrando a intimação da Defensoria Pública, de
maneira a se ratificar a certidão já existente nos autos e com cópias do site
dos Correios, da Prefeitura e do CODJERJ, de maneira a se demonstrar que o
domicílio do requerente se encontra dentro da competência do fórum regional
de Madureira. Tais documentos, esclareça-se, ainda não se encontram nos autos,
mas estão sendo juntadas junto com a presente peça.

Pede deferimento.

Rio de Janeiro, ____ de janeiro de 2007.

LEANDRO DOS SANTOS GUERRA
Defensor Público Substituto
Mat. 930.814-9

EXMO. SR. DR. DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

MANOEL GABRIEL MARIANO, brasileiro, casado, aposentado, identidade
06.901.058-5 – IPF/RJ, CPF 370.638.987-87 e NEUSIRA DIAS MARIANO,
brasileira, casada, costureira, identidade 22.066.157-3, CPF 125.764.957-45, ambos
residentes e domiciliados na rua Imburana, nº 56, casa 02, fundos, Cavalcanti, Rio
de Janeiro, CEP 21370-410, tel: 3275-8024, inconformados com a r. decisão de fl.
14, proferida nos autos do processo 2006.202.016208-9 pelo MM. Juiz de Direito
da 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital, vêm, por meio da Defensoria
Pública, interpor AGRAVO DE INSTRUMENTO, a fim de que este Egrégio Tribunal
de Justiça, conhecendo do presente recurso, lhe dê provimento nos termos do
pedido e das razões anexas.

Saliente-se que não são recolhidas custas, posto que os Agravantes não
possuem condições de arcar com as custas do processo e honorários de advogado
sem prejuízo de seu sustento, razão pela qual são BENEFICIÁRIOS DA
GRATUIDADE DE JUSTIÇA, a qual já foi requerida nos autos do processo em

314. de maneira a se demonstrar que o domicílio dos Agravante se encontra dentro da competência do fórum regional de Madureira. na numeração em vermelho no rodapé direito). no rodapé direito. mas estão sendo juntadas com a peça informando a interposição do agravo. . bem como cópias do site dos correios. 2 primeira instância (vide inicial) e que ora se requer seja concedida para o processamento do agravo. de maneira a se ratificar a certidão já existente nos autos (doc. 03 – cópias dos sites dos Correios. ainda não se encontram nos autos de primeira instância. demonstrando a data da intimação da Defensoria Pública). ainda. Tais peças. 01 – fl. da Prefeitura e do CODJERJ (doc. demonstrando que o domicílio dos agravantes se encontra na área de abrangência do Fórum Regional de Madureira). que o agravo é instruído com cópia integral dos autos em primeira instância (doc. 13v. que como se trata de alvará para levantamento de valores deixados por falecido. Centro. 01 – cópia integral dos autos de primeira instância. em tempo. para se facilitar o manuseio dos autos). da Prefeitura e do CODJERJ. RJ. Esclareça-se. Indique-se. que a Defensoria Pública receberá intimações na Rua Marechal Câmara. Além da cópia integral do processo. junta-se também cópia do acompanhamento processual e da guia de remessa demonstrando a intimação da Defensoria Pública. em vermelho. 01 – fl. numerados de 01 a 23. procedimento esse de jurisdição voluntária no qual inexiste lide. esclareça-se. não há parte ré. outrossim. dentre as quais se encontra a cópia da decisão agravada (doc. 02 – acompanhamento processual via Internet e guia de remessa. Esclareça-se. na numeração em vermelho no rodapé direito) e a certidão de intimação da Defensoria Pública (doc. 13.

esclareça-se que não é juntada procuração do patrono dos Agravantes. posto que eles são assistidos pela Defensoria Pública. 15 de janeiro de 2006. da LC 80/94 e art. 3 Na oportunidade. Também não se junta cópia da procuração da parte ré. Pede deferimento. 16 da Lei 1. inexiste ex adverso. LEANDRO DOS SANTOS GUERRA Defensor Público Substituto Mat. posto que.060/50. conforme já explanado. Rio de Janeiro.814-9 . havendo a dispensa legal do mandato de acordo com o art. 930. inciso XI. 127.

13v na numeração em vermelho. 128. integral reforma. já que manifestamente equivocada e dissociada de todos os parâmetros de Justiça como a seguir será demonstrado. tendo em vista o prazo em dobro. fl. no rodapé. em tese (ignorando-se a suspensão dos prazos processuais). 01. prerrogativa dos Defensores Públicos conforme artigos 5º.016208-9. Assim. o termo final para a interposição do agravo seria o dia 24/01/20076. I – DA TEMPESTIVIDADE A Defensoria Pública foi intimada da decisão em 04/01/2007 (doc. inciso I. data venia. bem como doc. sendo o presente recurso tempestivo. qual seja. da 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital. proferida nos autos do processo 2006. 02). 4 RAZÕES DE AGRAVO Ref: Processo 2006. merece. . dessa forma.016208-9 / 3ª Vara Cível de Madureira –Comarca da Capital Agravante: MANOEL GABRIEL MARIANO e NEUSIRA DIAS MARIANO EGRÉGIO TRIBUNAL COLENDA CÂMARA A r. a contagem do prazo se iniciaria. decisão de fl. §5º. da Lei 1. 14. no dia seguinte. 05/01/2007. e. uma quinta-feira.202.060/50 e art.202. da LC 80/94.

há se observar que os prazos processuais permaneceram suspensos no período de 20/12/2007 a 06/01/2007. quando da expedição do alvará para o levantamento dos valores e sem grandes possibilidade de interposição de apelação. II – DO CABIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Como se trata de decisão que declina de competência em alvará. na prática. sendo. irreparável dano material. totalmente inútil a interposição de agravo retido. . é de se notar que eventual sentença somente será proferida no final do procedimento. havendo o declínio. até mesmo pela falta de lide. Com efeito. a parte será obrigada a se deslocar para comarca distante. dessa maneira. no rodapé direito). tendo gastos que dificilmente serão compensados com o baixo valor a ser levantado e sofrendo. em razão do disposto no art. § 2º do CODJERJ c/c Aviso Conjunto nº 44/2006. Ademais. III – DA DECISÃO IMPUGNADA Trata-se de pedido de alvará através do qual os agravantes almejam o levantamento dos valores de PIS deixados por seu falecido filho (doc. é plenamente cabível e necessário o presente agravo de instrumento. dessa forma. observando-se o prazo em dobro prerrogativa dos Defensores Públicos. impondo-se a interposição do presente por instrumento. o dia 29/01/2007 (segunda-feira). 02. em 08/01/2007 (segunda-feira). 01 – fls. na numeração em vermelho. 5 Contudo. sendo o termo final. posto que a contagem do prazo somente se iniciou. 230. o que ratifica a tempestividade do Agravo.

Magistrado em exercício na referida vara declinou de sua competência em favor de uma das varas cíveis com competência orfanológica da Comarca de Nova Iguaçu. razão pela qual somente restou à Agravante a interposição do presente recurso. 01 – fl. Dê-se baixa e sejam remetidos os autos do processo. ou seja. nº 164. reservado aos procedimentos de jurisdição contenciosa. aplicando-se. fl. o art. Transcreva-se. Assim. 13. é inaplicável o art. Ocorre que a referida decisão se encontra em desconformidade com a lei e com a jurisprudência dessa Egrégia Corte. sendo competente para o processamento do pedido o juízo do domicílio dos Requerentes. por ser nessa comarca o último domicílio do de cujus. Contudo. na área de abrangência da referida vara regional (doc. 03). na realidade. 07. na busca de salvaguardar seus direitos. na numeração em vermelho. a decisão agravada: O último domicílio do falecido JOSE LUIZ MARIANO fica situado na rua Maritaca. declino da competência para uma das Varas Cíveis com competência orfanológica da Comarca de Nova Iguaçu. 94. 6 O Requerimento foi ajuizado junto à 3ª Vara Cível de Madureira. Miguel Couto – Nova Iguaçu. do mesmo diploma. §2º. na oportunidade. 01. 96 do CPC. posto que os Agravantes residem no bairro de Cavalcanti (doc. Dessa maneira. no rodapé direito). na numeração em vermelho. o d. . IV – DA COMPETÊNCIA DA 3ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL O presente feito refere-se a pedido de alvará para o levantamento de valores deixados pelo falecido. procedimento esse de jurisdição voluntária. (decisão agravada – doc. no rodapé direito).

2005) .J. é competente o juízo da 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital – para o processamento do feito. o qual se encontra na área da XV região administrativa – Madureira. no rodapé direito) se encontra no bairro de Cavalcanti. O Código de Processo Civil. O alvará judicial pode e deve ter o seu andamento no juízo competente em razão do domicílio dos agravantes.O. Trata-se. 03). 07.002. 01 – fl. para determinar que o processo permaneça do Fórum da Regional de Bangu. ALVARÁ. (TJRJ – 15ª Câmara Cível – Agravo de instrumento 2006.10. o requerimento de alvará pode ser formulado ao juízo do domicílio dos herdeiros beneficiários. 7 Nesse sentido. Decisão declinando da competência para o juízo do último domicílio do autor da herança.037. DECLÍNIO DE COMPETÊNCIA. de competência de Juízo. PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA PARA. na forma do art. conforme a jurisprudência unânime desse Egrégio Tribunal: AGRAVO DE INSTRUMENTO. § 3° do C. Provimento do recurso. espaço de abrangência do fórum regional de Madureira (doc. Tratando-se de procedimento de jurisdição voluntária.D. na hipótese. em seu artigo 1.E. sendo aplicável o disposto do artigo 94. Assim. LEVANTAMENTO DE PIS E FGTS. Requerimento de alvará. Finalidade instrumental da regra processual de competência.002.R. sendo irrelevante o bairro onde o falecido residia.07141 – Decisão monocrática – Relator Desembargador SERGIO LUCIO CRUZ) Agravo de instrumento. observe-se que. de acordo com o site dos correios. pois a matéria não está regida pela regra do artigo 96 do Código de Processo Civil.A. (TJRJ – 16ª Câmara Cível – Agravo de instrumento 2005.J. § 1° . o endereço dos Agravantes (rua Imburana – doc. e. 557. do Código de Processo Civil. Provimento do agravo. também do princípio da facilitação da Justiça. na numeração em vermelho.21244 – Relator JDS DES ROGÉRIO DE OLIVEIRA SOUZA – Julgamento em 18. estabelece a distinção entre e procedimento contencioso especial de inventário e o da jurisdição voluntária do alvará.

96 do Código de Processo Civil. princípio garantido pela Carta Magna. por não se tratar de competência de foro.05. a residência dos requerentes.858/80. O art.2004) VARA REGIONAL. do CPC. Incidência do disposto no art. importando.10. Não aplicação do art. não se aplicando aos requerimentos de jurisdição voluntária.002. para fixar a competência da 2ª Vara Cível Regional de Santa Cruz. é pacífico. 94.858/80. Civil. (TJRJ – 14ª Câmara Cível – Agravo de instrumento 2003. do art.2005) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Inaplicabilidade da regra insculpida no art.2003) Requerimento de alvará regido pela lei nº 6. Jurisdição voluntária. na verdade. 94. COMPETÊNCIA. Declínio de competência. Recurso provido. a norma do §7º. Inaplicabilidade da regra ditada no artigo 96 do CPC. Declínio de competência. de Proc. sendo irrelevante o bairro onde residia o finado. destina-se aos casos de jurisdição contenciosa. Fixação da competência do domicílio das requerentes. Competência. (TJRJ – 18ª Câmara Cível – Agravo de instrumento 2003. mas de território. Recurso provido.22212 – Relator Desembargador JOAQUIM ALVES DE BRITO – Julgamento em 08.15853 – Relator Desembargador MARLAN MARINHO – Julgamento em 04. do CODJERJ.002. Pedido de Alvará.2003) .11. 8 Agravo de Instrumento. 96. Fixação da competência do domicílio do requerente. Requerimento de alvará regido pela Lei nº 6. Declínio de competência. do Cód. (TJRJ – 9ª Câmara Cível – Agravo de Instrumento 2004. Recurso provido. 96. (TJRJ – 10ª Câmara Cível – Agravo de instrumento 2003. § 3º do CODERJ. Recurso conhecido e provido.08073 – Relator Desembargador JOSE CARLOS VARANDA – Julgamento em 28. Requerimento de alvará judicial perante o juízo regional do domicílio da requerente. Aplicando-se o art. não incidindo assim.109. pode ser dada solução que permita o acesso ao judiciário. do CPC.19680 – Relator Desembargador FONSECA PASSOS – Julgamento em 18.03.002. 1.002.

impõe-se a aplicação do art. razão pela qual terão muitas dificuldades para se deslocarem até um fórum distante de sua residência.07.109 do CPC. o levantamento das verbas pode deixar de ser interessante. conforme a Súmula 33 do STJ e arts. Saliente-se que os requerentes estão sob o pálio da Defensoria Pública.2003) Lembre-se que no caso de jurisdição voluntária. sendo vedado ao Magistrado que a conheça de ofício. não se . evitando-se gastos com transportes e perda de tempo no trânsito. as verbas deixadas pelo de cujus são de pequena monta. 1. RECURSO PROVIDO. de forma a garantir o Princípio Constitucional do Acesso à Justiça. 96 do CPC. sendo que. DECLÍNIO DE COMPETÊNCIA. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL . com base na equidade. o que equivale à negativa da própria jurisdição. Por fim.002. ainda que aplicável o art. (TJRJ – 8ª Câmara Cível – Agravo de instrumento 2003. Ademais.09715 – Relatora Desembargadora LUISA BOTTREL SOUZA – Julgamento em 08. deve ser garantido aos requerentes que o processo corra no local mais próximo de seu domicílio. INAPLICABILIDADE DA REGRA DITADA NO ARTIGO 96 DO CPC. 96 do Código de Processo Civil. Sendo relativa a competência definida no art.858/80. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO DOMICÍLIO DA REQUERENTE. se necessário um gasto excessivo com o transporte.CONFLITO DE COMPETÊNCIA ALVARÁ JUDICIAL - REQUERENTE DOMICILIADA EM COMARCA DIVERSA DO ÚLTIMO DOMICÍLIO DO DE CUJUS. observe-se que. Dessa maneira. o que somente se admite por amor ao debate. sendo pessoas de poucos recursos. 9 REQUERIMENTO DE ALVARÁ REGIDO PELA LEI nº 6. tal norma trata de competência relativa. usualmente. 112 c/c 114 do CPC. sendo possível ao Magistrado que profira a melhor solução ao caso concreto.

008. Justifica-se. O pedido de alvará para o levantamento do saldo do FGTS expressa o caráter especial de jurisdição voluntária para facilitar o recebimento de direito. Conflito procedente. 10 admite seu pronunciamento de ofício. que é garantia constitucional. declarando-se competente para o processamento do alvará o juízo da 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital.00274 – Relator Desembargador GILBERTO REGO – Julgamento em 31/10/2006) COMPETÊNCIA. seja pela aplicação do art. impõe-se a concessão do efeito suspensivo ao agravo.008. V – DO PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO Demonstrada cabalmente a competência do Juízo da 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital – para o processamento do feito. resta evidente o equívoco da decisão agravada. a aplicação do princípio da eqüidade (art. independentemente da abertura de inventário. a competência para o processamento desse pedido de jurisdição voluntária apresenta-se relativa do Juízo de domicílio do sucessor ou dependente e indeclinável ex officio. JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA.109.109 do mesmo diploma legal) a fim de facilitar o acesso à justiça. 2 – Considerada essa finalidade. por sucessores ou dependentes de pessoa falecida sem deixar outros bens. 1. seja pela impossibilidade de declínio de ofício quando a competência é relativa. a qual deve ser reformada. para suspender a determinação de que o feito seja remetido a uma das Varas Cíveis com competência orfanológica da Comarca de Nova Iguaçu.00348 – Relator Desembargador MILTON FERNANDES DE SOUZA – Julgamento em 05/09/2006) Pelo exposto. §2º c/c 1. (TJRJ – 6ª Câmara Cível – CC 2006. ALVARÁ. . (TJRJ – 5ª Câmara Cível – CC 2006. ambos do CPC. ainda. Competência do Juízo Suscitado. 94.

b) art. resta evidente que eles carecerão de condições para acompanhar o feito. Assim. 11 Com efeito. gastando muito dinheiro com transporte. o qual permite a aplicação da equidade no caso de alvará para levantamento de valores deixados por falecimento.109 do Código de Processo Civil. Pelo exposto. requerem os Agravantes a concessão do efeito suspensivo. como base na garantia do Acesso à Justiça. ainda por cima. VI – DO PREQUESTIONAMENTO Apenas para a eventualidade de a lide ser levada aos tribunais superiores. impondo-se seja estabelecida a competência do domicílio dos Agravantes. enquanto ela possui 63). a modificação da competência obrigará os Agravantes a se deslocarem a comarca distante. o qual determina a fixação da competência no caso de alvará para levantamento de valores deixado por falecimento. §2º do Código de Processo Civil. carecerão de condições para o acompanhamento do feito. . requer-se a análise expressa da violação dos artigos a seguir descritos pela decisão agravada. 1. são idosos (ele possui 68 anos. tendo em vista a hipossuficiência financeira dos agravantes. para tornar sem efeito o declínio de competência até o julgamento do agravo retido. os quais. já que se tiverem de deslocar grande distância. conforme já melhor exposto acima: a) art. mantendo-se o processamento do feito na 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital. tendo negado seu Direito Constitucional de Acesso à Justiça. 94.

a hipótese do art. 930. pede deferimento. 96 do referido Código. após o pedido de informações.814-9 . c/c Súmula 33 do STJ. Nesses termos. a concessão do efeito suspensivo ao agravo. 15 de janeiro de 2007. com a reforma da decisão atacada. LEANDRO DOS SANTOS GUERRA Defensor Público Substituto Mat. 112 c/c 114 do Código de Processo Civil. Rio de Janeiro. 12 c) arts. requerem os Agravantes. VI – CONCLUSÃO Por todo o exposto. a qual impede o conhecimento de ofício da incompetência relativa. inicialmente. suspendendo-se os efeitos do declínio de competência e mantendo-se o feito na 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital – e. declarando competente para o processamento do alvará o juízo da 3ª Vara Cível de Madureira – Comarca da Capital. seja provido o presente recurso.

ainda. dispositivo reservado à jurisdição contenciosa. Entendimentos reiterados e sucessivos dos Tribunais Superiores e deste C.002. que a impossibilidade de declinação de competência relativa de ofício. área de abrangência da referida Regional. hostilizando r.C. motivo pelo qual não há incidência do artigo 96 do Estatuto Processual Civil. Alvará Judicial. efetividade e economia processual.109 da Lei de Ritos. atendidos os requisitos legais. idosos e hipossuficientes.C. último domicílio do de cujus. ALBERTO FILHO – Julgamento em 16/01/2007 – decisão monocrática) DECISÃO Trata-se de Agravo de Instrumento interposto por MANOEL GABRIEL MARIANO e NEUZIRA DIAS MARIANO. aduzindo. (TJRJ – 4ª Câmara Cível – AI 2007. de ofício. Ressalta-se. Homenagem aos princípios constitucionais do acesso à justiça. em suma.P. Sustenta o Agravante. Impossibilidade.P.A do art. § 2o e 1. a homenagem ao princípio do acesso à justiça. Inteligência do Verbete Sumular nº 33 do E. 13 ACÓRDÃO Agravo de Instrumento. aplica-se o artigo 1. R... decisão declinando da competência para a Comarca de Nova Iguaçu. Sodalício. residentes do bairro de Cavalcanti. Permanência dos autos junto à Regional de Madureira melhor atende aos interesses dos ora Agravantes.00932 – Relator Desembargador REINALDO P. de competência relativa. Não obstante. Superior Tribunal de Justiça. É O RELATÓRIO . pugnando pela manutenção do feito junto ao Juízo da 3a Vara Cível de Madureira. Decisão vergastada declinando. que trata-se de hipótese de jurisdição voluntária. por fim. Provimento. ressaltando a incidência dos artigos 94. a inaplicabilidade do artigo 96 do C.109 do supracitado diploma legal. § 7º do Código de Organização Judiciária. autorizando a aplicação do § 1º. com pedido de efeito suspensivo. tampouco a regra do artigo 94. 557 do C.

decisão ora guerreada (fl. autorizando a aplicação do §1°-A do artigo 557 do Digesto Processual. saliente-se. com atribuição para matéria orfanológica. Juiz poderia ter declinado da competência desta Comarca para Nova Iguaçu. vez que tal Comarca fora o último domicílio do autor da herança. desde já. trata-se de hipótese de jurisdição voluntária. de ofício. que o presente Recurso se apresenta manifestamente procedente. Tal entendimento se encontra hodiernamente pacificado em razão do Verbete Sumular n° 33 do E. in hypothesis. inicialmente. in litteris: A incompetência relativa não pode ser declarada de oficio. Feito tal registro. pois a discussão acerca de competência para o processo e julgamento. 27). Elucide-se. 14 FUNDAMENTO E DECIDO Cuida-se de Agravo de Instrumento impugnando r. de competência relativa. Magistrado declinou. Além do mais. Portanto. que a presente interposição se mostra possível frente à nova redação dada ao artigo 522 da Lei de Ritos. o que lhe é inquestionavelmente vedado. Inicialmente. decisão declinando da competência para uma das Varas Cíveis de Nova Iguaçu. em momento algum o D. motivo pelo qual não há . já que acarretaria lesão grave e de difícil reparação ao Recorrente. inviabilizando eventual direito dos Litigantes sem solução imediata. não deve ser apreciada em sede de Agravo Retido. Superior Tribunal de Justiça. não há dúvidas de que o I. é mister ressaltar que sendo demanda para obtenção de Alvará Judicial. analisando-se a r.

Provimento.002.29860 – AGRAVO DE INSTRUMENTO. Decisão de ofício que declinou da competência para a Comarca de Ubá. último endereço do de cujus. inclusive. o artigo 1. Artigo 96 do Digesto Processual que não se aplica em sede de jurisdição voluntária.109 da Lei de Ritos: "Art. Competência que é relativa. Sodalício. Impossibilidade. em homenagem aos princípios constitucionais do acesso à justiça. apresentando. deve ser reconhecida a aplicação do título relativo aos procedimentos especiais de jurisdição voluntária e. pois além de residirem no bairro de Cavalcanti. dúvidas não há que a permanência dos autos junto à Regional de Madureira melhor atende aos interesses dos ora Agravantes." (2005. são idosos e hipossuficientes (fls. Beneficio previdenciário depositado em Instituição Financeira.109. Exegese da Súmula n. 17/21e 32/35). Requerentes que são hipossuficientes. R. área de abrangência da referida Regional. atendidos os requisitos legais. que se mostra possível. obrigado a observar critério de legalidade estrita. posicionamento deste Relator em caso análogo ao presente: Agravo de Instrumento. 15 incidência do artigo 96 do Estatuto Processual Civil. podendo adotar em cada caso a solução que reputar mais conveniente e oportuna. em especial.” Assim. Minas Gerais.P.C. porém. O juiz decidirá o pedido em 10 (dez) dias. 1. Aplicação do § 1 °. . in verbis. § 7o do Código de Organização Judiciária. 557 do C. Parágrafo 7° do artigo 94 do CODJERJ que não incide na hipótese dos autos. Alvará Judicial. efetividade e economia processual.A do art. não é. Direito de facilitação do acesso à justiça e conexionado cont os princípios da efetividade da instrumentalidade e economia processual que devem prevalecer. cabe trazer à colação a Jurisprudência uníssona deste E. Não obstante. Recurso manifestamente procedente. ° 33 do Colendo Superior Tribunal de Justiça. Neste sentido. tampouco a regra do artigo 94. Entendimento jurisprudencial deste Egrégio Tribunal a respeito da matéria recursal.

nos termos do que autoriza o artigo 557.SE DE COMPETÊNCIA TERRITORIAL . No alvará judicial o interesse jurídico a ser tutelado é o do Requerente. REINALDO P. OITAVA CÂMARA CÍVEL) "Agravo de Instrumento. com fulcro no artigo 557. para determinar o prosseguimento do feito no Juízo de Diieito dd 2a F< Cível da Comarca de Nilópolis. em razão do falecimento de seu filho. 16 DES. não comporta apreciação de ofício. Provimento do recurso. Inventário. "A incompetência relativa não pode ser declarada de oficio. DES. MARIA HENRIQUETA LOBO – SÉTIMA CÀMARA CÍVEL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA 1994/0036702-3 Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR (1102) S2 – SEGUNDA SEÇÃO 14/12/1994) . de natureza relativa. DES. Precedentes do TJRJ.SUSCITAR DE OFÍCIO A SUA INCOMPETÊNCIA. lugar do último domicilio do de cujus. § 1°-A. devendo. Competência territorial. DECISÃO MONOCRÁTICA) "Agravo de instrumento contra decisão que. do Código de Processo Civil. pelo C. Inteligência do verbete n° 33 da Súmula da Jurisprudência Predominante do Superior Tribunal de Justiça.10705 – AGRAVO DE INSTRUMENTO. INVENTÁRIO. sendo relativa. SOB A ALEGAÇÃO DE QUE O "DE CUJUS" TIVERA SEU ÚLTIMO DOMICÍLIO EM OUTRA COMARCA. TRATANDO. o mesmo ter curso no foro de seu domicílio. DECISÃO MONOCRÁTICA) O entendimento supracitado é corroborado. em alvará judicial requerido pelo Agravante para levantamento de PIS perante a CEF. " (2006. Superior Tribunal de Justiça: "CONFLITO DE COMPETENCIA. ALBERTO FILHO – QUARTA CÂMARA CÍVEL." (2006. Artigo 96 do Código de Processo CiviL Impossibilidade de declinação de oficio.002. sob a alegação de que o "de cujus" tivera o seu último domicílio em outra comarca. inclusive.27828 – AGRAVO DE INSTRUMENTO. NÃO CABE AO JUIZ DE DIREITO DA COMARCA ONDE FOI INSTAURADO O INVENTÁRIO .002. por isso.DE NATUREZA RELATIVA. Competência territorial que. § 1º-A do CPC. declinou da competência para Comarca de Barra do Piraí." (CC 11629/MG. ANA MARIA OLIVEIRA." Provimento do recurso para. COMPETÊNCIA TERRITORIAL.

C.208-9 junto ao juízo da 3a Vara Cível da Regional de Madureira. o que ora se procede. 16 de janeiro de 2007. como a matéria em lide é objeto de entendimento esposado pelos Tribunais Superiores. lícito se faz a aplicação do § 1°-A do art. considerando a determinação do § 1°-A do art 557 do C. REINALDO PINTO ALBERTO RELATOR . Monocraticamente. para manter a tramitação do processo n° 2006. DOU PROVIMENTO AO RECURSO.P. Sodalício e do C. cristalina a manifesta procedência do Recurso. Desta sorte.P. dar provimento ao Recurso. 557 do C. Superior Tribunal de Justiça. 17 Diante de todo o exposto. ficando autorizado o Sr.C.. Encaminhe-se cópia da presente ao Juízo a quo. sendo possível ao Relator. EX-POSITIS e por mais que dos autos consta e princípios de direito recomendam e.202. Rio de Janeiro. Secretário a assinar o expediente necessário.016. Publique-se. vez que em sonância com a Jurisprudência uníssona deste E.

NO RODAPÉ DIREITO. 01 – CÓPIA INTEGRAL DOS AUTOS DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. pois conta-se a capa. NA NUMERAÇÃO EM VERMELHO NO RODAPÉ DIREITO) . NESTE INTERVALO SE ENCONTRA A DECISÃO AGRAVADA (FL. 13V. em primeira instância. 13. NA NUMERAÇÃO EM VERMELHO NO RODAPÉ DIREITO) E A CERTIDÃO DE INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA (FL. EM VERMELHO. DOC. a numeração começa em 02. NUMERADOS DE 01 A 23. PARA SE FACILITAR O MANUSEIO DOS AUTOS A diferença de numeração se deve ao fato de que.

DEMONSTRANDO A DATA DA INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA . DOC. 02 – ACOMPANHAMENTO PROCESSUAL VIA INTERNET E GUIA DE REMESSA.

DOC. DA PREFEITURA E DO CODJERJ. 03 – CÓPIAS DOS SITES DOS CORREIOS. DEMONSTRANDO QUE O DOMICÍLIO DOS AGRAVANTES SE ENCONTRA NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO FÓRUM REGIONAL DE MADUREIRA .

MAS AINDA NÃO CONSTAM DOS AUTOS (ACOMPANHAMENTO PROCESSUAL VIA INTERNET. CÓPIA DE DOCUMENTOS QUE INSTRUIRAM O AGRAVO. CÓPIA DO SITE DOS CORREIOS. GUIA DE REMESSA. CÓPIA DO SITE DA PREFEITURA E CÓPIA DO CODJERJ) .